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Em defesa da vida das mulheres, milhares marcham em Porto Alegre

Por:Sul 21
8 de Março de 2026, 16:33

Milhares de manifestantes se reuniram na manhã deste domingo (8), em Porto Alegre, para marchar pelo Dia Internacional da Mulher. O ato unificado, organizado por diversas entidades e sindicatos da Capital, teve início na Ponte de Pedra, na Praça dos Açorianos, e seguiu até a Praça do Aeromóvel.

Com cartazes e bandeiras, os manifestantes, majoritariamente mulheres, caminharam pelas ruas da cidade em defesa da vida das mulheres e em protesto contra o assédio e a violência de gênero. A mobilização também teve como pauta o fim da escala de trabalho 6×1.

Ao longo da manifestação, as participantes denunciaram a escalada de feminicídios no Rio Grande do Sul. As 20 mulheres mortas no estado até o final de fevereiro representam um aumento de 53% dos feminicídios em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas 13 mortes. Na Capital, o abrigo para vítimas de violência doméstica da Casa Mirabal está ameaçado por uma reintegração de posse movida pela Prefeitura.

Confira fotos:

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

Porto Alegre, 8 de março de 2026. Milhares se reúnem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher. Foto: Bettina Gehm/Sul21

 

 

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Pela vida das mulheres: atos do 8 de março ocupam ruas pelo Brasil

Por:Sul 21
8 de Março de 2026, 13:31

De Agência Brasil

O 8 de março de 2026 – o Dia Internacional da Mulher – será marcado no Brasil com atos espalhados pelas cinco regiões no país. A denúncia da violência contra as mulheres está no centro das manifestações.

As marchas das mulheres também incluem na agenda, entre outro temas, críticas ao imperialismo, tendo em vista as ações dos Estados Unidos (EUA) no mundo; a defesa da soberania; da democracia e pelo fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), que atualmente está em debate no Parlamento.

A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), uma das organizações por trás dos atos, afirma que estará nas ruas para denunciar a violência contra as mulheres.

“Estamos nas ruas para exigir o fim da violência contra nossos corpos e a proteção de nossas vidas. Pelo fim do feminicídio”, escreveu a AMB em manifesto.

“O capitalismo, aliado ao patriarcado e ao racismo, mantém a exploração e o sofrimento das mulheres. Mulheres no Brasil, em Gaza, em Cuba, na Venezuela e em tantos outros lugares enfrentam guerras, ameaças à soberania, avanço da extrema direita e a retirada de direitos básico”, completa o manifesto da AMB.

Em Porto Alegre o ato, na manhã deste domingo, teve início na Ponte de Pedra, na Praça dos Açorianos, e seguiu até a Praça do Aeromóvel.

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Mulheres na educação: o impacto das professoras na formação humana (por Natalia Souza da Silva) 

Por:Sul 21
8 de Março de 2026, 08:31

Natalia Souza da Silva (*) 

A presença feminina na educação é parte fundamental da história da escola. Desde a primeira infância, são, em sua maioria, mulheres que acolhem, ensinam, organizam e constroem experiências de aprendizagem. Essa presença constante não é apenas um dado da realidade escolar, mas um elemento formador que influencia profundamente a maneira como crianças compreendem o mundo, as relações e os papéis sociais.

Nos anos iniciais da vida escolar, a professora costuma ser uma das primeiras referências profissionais fora do núcleo familiar. É ela quem apresenta as letras, os números, as descobertas científicas e também quem media conflitos, incentiva a autonomia e ensina a conviver. Essa convivência diária contribui para a formação de valores e para a construção de imagens sobre cuidado, liderança e competência.

Além disso, é importante refletir sobre o preconceito social ainda presente em relação à profissão docente, especialmente na Educação Infantil e nos Anos Iniciais. Muitas vezes, o trabalho da professora é reduzido à dimensão do cuidado, como se estivesse naturalmente associado à maternidade ou a uma suposta “vocação feminina”. Essa visão simplifica e desvaloriza a complexidade da atuação pedagógica, ignorando que educar vai muito além de acolher e zelar. Embora o cuidado seja parte constitutiva da prática educativa, ele não define nem limita o fazer docente.

Na minha prática como professora, percebo o quanto a desigualdade de gênero se manifesta desde muito cedo, de forma quase silenciosa. Ela aparece nas falas das crianças, nas brincadeiras que escolhem, nas cores que dizem “ser de menina” ou “ser de menino”, nos brinquedos que acreditam poder ou não utilizar. Percebo, no cotidiano da sala, que muitas meninas acabam assumindo o papel do cuidado e da organização nas brincadeiras de “casinha”, enquanto os meninos, com frequência, se sentem mais legitimados a ocupar os espaços de construção, comando e liderança nas propostas lúdicas. Essas situações evidenciam como os estereótipos atravessam a infância e vão moldando percepções sobre o que cada um pode ser ou fazer. Nesse contexto, fica ainda mais notória a importância da professora: ampliar possibilidades, oferecer diferentes experiências e ajudar cada criança a se reconhecer para além de rótulos e limitações impostas socialmente.

A representatividade feminina no espaço escolar é essencial para a desconstrução de estereótipos de gênero. Quando meninas crescem vendo mulheres ensinando, coordenando projetos, tomando decisões e ocupando lugares de protagonismo intelectual, ampliam suas próprias possibilidades de atuação no mundo. Quando meninos aprendem desde cedo com mulheres em posições de autoridade e conhecimento, desenvolvem uma percepção mais igualitária das relações, reconhecendo capacidades para além de rótulos e preconceitos. A escola, portanto, torna-se um ambiente privilegiado para romper naturalizações históricas que limitaram o papel das mulheres na sociedade. A atuação das professoras demonstra, na prática, que competência, liderança e produção de conhecimento não têm gênero. Ao mesmo tempo, revela que cuidado, escuta e sensibilidade são dimensões humanas e profissionais, e não atributos restritos a um sexo.

Refletir sobre mulheres na educação é reconhecer que a formação das novas gerações passa, diariamente, pelas mãos e pelas vozes dessas profissionais. É compreender que cada aula, cada conversa e cada intervenção pedagógica contribuem para formar cidadãos mais conscientes, respeitosos e críticos. Valorizar as professoras é valorizar a base da sociedade, pois é na escola que muitas das primeiras noções de justiça, equidade e respeito são construídas.

Assim, fortalecer a presença e a voz das mulheres na educação significa fortalecer a construção de um futuro mais democrático. Ao ocuparem seus espaços com competência e compromisso, as professoras não apenas ensinam conteúdos: elas ampliam horizontes, transformam perspectivas e ajudam a escrever histórias.

(*) Pedagoga, formada pela UFRGS, com especialização em Inclusão e em Neurociências no contexto escolar; professor do Colégio Marista Ipanema

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21

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8 de Março no RS: não faltam homenagens, falta proteção (por Fabiane Machado) 

Por:Sul 21
8 de Março de 2026, 08:11

Fabiane Konowaluk Santos Machado (*) 

No Rio Grande do Sul, o 8 de Março corre o risco de virar mais uma liturgia vazia: discurso oficial, campanha publicitária, solenidade, flores e nenhuma coragem política para enfrentar o essencial. Porque, enquanto o poder público fala em valorização das mulheres, elas seguem morrendo. Em 2025, o Estado registrou 80 feminicídios. Em janeiro de 2026, foram 11 mulheres assassinadas, contra 9 no mesmo mês do ano anterior. Não há marketing institucional que consiga encobrir esse fracasso.

O feminicídio não explode do nada. Ele é o último capítulo de uma longa trajetória de ameaças, controle, humilhação, agressões e medo. Quando a morte chega, o Estado já chegou tarde. E o dado mais escandaloso talvez seja justamente esse: segundo o próprio governo gaúcho, quase 75% das vítimas de feminicídio de 2025 não tinham registrado ocorrência policial, e 95% não possuíam medida protetiva ativa no momento do crime. Isso não pode ser lido como falha individual das vítimas. Isso precisa ser lido como aquilo que realmente é: sinal brutal da desproteção.

Mulheres não deixam de denunciar porque desconhecem a violência que sofrem. Muitas deixam de denunciar porque têm medo de morrer, dependem economicamente do agressor, não confiam na resposta institucional ou sabem, pela experiência concreta, que a rede de proteção é desigual, burocrática e insuficiente. Quando a política pública não oferece segurança material, acolhimento contínuo e resposta rápida, denunciar pode parecer menos uma saída e mais um risco adicional. Essa é a parte que o discurso oficial quase sempre apaga.

É sintomático que o Rio Grande do Sul só tenha anunciado a criação de uma Secretaria da Mulher em junho de 2025, com aprovação legislativa apenas em agosto. A existência da pasta é positiva, mas seu surgimento tardio também revela o óbvio: durante anos, a pauta foi tratada sem a centralidade política que exigia. Se agora o governo afirma que a nova secretaria servirá para “integrar ações”, “garantir mais efetividade” e “ampliar a rede de proteção”, está confessando, ainda que indiretamente, que isso não vinha acontecendo de forma suficiente.

O problema é que a mulher ameaçada não pode esperar o tempo lento da máquina pública. Não pode aguardar desenho administrativo, anúncio de programa, ajuste de estrutura e disputa de narrativa. Quem vive sob violência precisa de proteção agora: abrigo, renda, acompanhamento psicossocial, acesso à Justiça, atendimento territorializado e uma rede que funcione para além da propaganda.

Por isso, no RS, o 8 de Março deveria ser menos um ritual de homenagem e mais um ato de acusação. Não contra as mulheres que não conseguiram denunciar. Não contra as vítimas. Mas contra a persistência de um Estado que reage depois da tragédia e ainda chama isso de política pública. Se as mulheres seguem morrendo, então não há o que comemorar. Há muito que denunciar, mas igualmente proteger.

(*) Psicóloga 

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21

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Grezz celebra o Dia Internacional da Mulher com shows e inauguração de galeria de artes visuais

Por:Sul 21
4 de Março de 2026, 18:29

No dia 8 de março, o Grezz realiza uma programação especial e gratuita em celebração ao Dia Internacional da Mulher. A partir das 18h, a casa recebe o público para uma noite que reúne dois espetáculos musicais e a inauguração oficial de seu novo espaço expositivo, a Galeria Grezz de Artes Visuais. Os ingressos gratuitos devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla.

A programação inclui o show “Rainhas”, com Izzy Gordon, que revisita repertórios de artistas que marcaram a história da música, como Elza Soares, Rita Lee, Nina Simone e Aretha Franklin. O espetáculo percorre diferentes estilos e destaca trajetórias femininas que atravessaram gerações.

Também integra a noite o concerto “Vozes Latino-Americanas”, com Indira Castro. A apresentação propõe um percurso pela canção latino-americana em versões que preservam a essência das obras e evidenciam a identidade interpretativa da artista.

A data marca ainda a inauguração da Galeria Grezz de Artes Visuais, espaço localizado no segundo andar da casa e dedicado exclusivamente a exposições. A mostra coletiva “Mulheres Artistas”, com curadoria de Lúcio Vargas, reúne obras de Bea Balen, Dani Stuani, Lara Fuke, Luanda, Ondian Pozoco, Sandra Kravetz, Tita Schames e Vanessa Annunciata, apresentando a produção de artistas contemporâneas.

A iniciativa integra música e artes visuais em uma mesma programação, destacando a presença feminina na cultura.

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