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História do 1º de Maio no Brasil: lutas, conquistas e resistência da classe trabalhadora

O Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, é uma data marcada por manifestações, greves, comícios e celebrações em defesa dos direitos da classe trabalhadora. Leia em TVT News.

No Brasil, a história do 1º de Maio é também a história da organização popular, da mobilização sindical e da resistência contra regimes autoritários e políticas que atacam direitos sociais e trabalhistas. Desde o fim do século XIX, passando pela Era Vargas, a ditadura militar e o período democrático, a data sempre refletiu o grau de organização e consciência da classe trabalhadora brasileira.

As origens do 1º de Maio

A data remonta às greves de 1886 nos Estados Unidos, quando trabalhadores de Chicago entraram em greve exigindo a jornada de oito horas. A repressão violenta culminou no episódio conhecido como Massacre de Haymarket, no qual dezenas de operários foram feridos e assassinados e líderes sindicais condenados à morte. Três anos depois, em 1889, a Segunda Internacional Socialista decidiu transformar o 1º de maio em uma data mundial de homenagem à luta dos trabalhadores.

No Brasil, a primeira manifestação do 1º de Maio ocorreu em 1891, em Santos (SP), organizada por trabalhadores anarquistas. A comemoração foi dispersada pela polícia, mas marcou o início de uma tradição de mobilização que se fortaleceria nas décadas seguintes.

Segundo registros históricos, houve uma concentração na região portuária, com discursos sobre a exploração do trabalho, a necessidade de união entre os trabalhadores e a defesa da jornada de oito horas diárias.

A mobilização, no entanto, foi vista com desconfiança e reprimida pelas autoridades locais. A polícia dispersou os manifestantes, e parte da imprensa da época tratou o evento com hostilidade, caracterizando-o como “subversivo” ou “estrangeiro”.

No ano seguinte, trabalhadores gauchos realizaram a primeira comemoração do 1° de Maio em praça pública de uma capital no Brasil. Organizada por imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos, e por operários locais ligados ao anarquismo e ao socialismo, a comemoração teve um caráter político e reivindicatório, inspirado diretamente pelas lutas operárias internacionais e pela tradição do movimento sindical europeu.

O evento incluiu discursos públicos, reuniões em sociedades operárias e até manifestações culturais, como recitais e saraus, que exaltavam a dignidade do trabalho e denunciavam as condições de exploração enfrentadas pelos trabalhadores urbanos. Entre as principais bandeiras do ato estavam a redução da jornada de trabalho para oito horas, a proibição do trabalho infantil e o direito à organização sindical. Mesmo sendo pacífico, o ato foi vigiado de perto pelas autoridades locais, que já demonstravam preocupação com o avanço das ideias socialistas entre os trabalhadores da capital gaúcha.

O 1º de Maio na República Velha: protagonismo anarquista e repressão

No início do século 20, o Brasil vivia um intenso processo de industrialização e crescimento urbano. As más condições de trabalho — com jornadas de 12 a 14 horas, ausência de direitos e salários irrisórios — motivaram greves e a fundação de sindicatos. Influenciados por ideais anarquistas e socialistas, os trabalhadores passaram a utilizar o 1º de Maio como dia de protesto, não de celebração.

Entre as manifestações mais marcantes da época está a greve geral de 1917, iniciada em São Paulo, em julho, e que se espalhou por outras capitais, como Rio de Janeiro e Porto Alegre. Organizada por sindicatos livres, associações de classe e imprensa operária, a paralisação conquistou aumento de salários e libertação de presos políticos.

Em todo o país, a greve geral envolveu 50 mil operários, e durou uma semana. Naquela época o país enfrentava carestia, alta do custo de vida e salários defasados. O Estado, no entanto, respondeu com repressão sistemática. Muitos sindicatos foram fechados, líderes presos ou deportados. A elite política via com desconfiança qualquer mobilização operária que ameaçasse a “ordem social”. A grande greve de 1917 teve 200 mortos, incluindo operários e policiais, segundos documentos do Arquivo do Senado Federal.

Em 1924, o 1º de Maio é oficializado como feriado

A oficialização do 1º de Maio como feriado nacional no Brasil ocorreu em 1924, durante o governo do presidente Arthur Bernardes (1922–1926), e representou uma virada importante na relação do Estado com o movimento operário.

A data entrou no calendário oficial para celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”. Documentos da época guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que, ao oficializar o Dia do Trabalhador há cem anos, Bernardes teve como objetivo domesticar a data.

Para o governo, a data não deveria ser de reivindicação, mas de festa. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso Nacional no início de 1925, Bernardes agradeceu a aprovação da lei do Dia do Trabalhador e disse que a substituição da luta pelos festejos já era uma salutar tendência: “A significação que essa data passou a ter nestes últimos tempos, consagrando-se não mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro e útil, justifica plenamente o vosso ato”.

A lei foi sancionada em setembro de 1924. Embora o Brasil fosse majoritariamente agrário, as maiores cidades do país já tinham um número considerável de fábricas, principalmente de tecidos, móveis e alimentos.

Ao transformar o 1º de Maio em um feriado oficial, o Estado buscava esvaziar seu conteúdo revolucionário e simbólico, apropriando-se da comemoração e tirando-a das mãos dos movimentos radicais. A data deixava de ser apenas um momento de protesto operário para se tornar uma celebração “legal” e “nacional”.

A recepção do decreto de 1924 foi ambígua. Por um lado, setores mais moderados do movimento sindical viram na medida um avanço — o reconhecimento do trabalhador como ator importante na sociedade. Por outro, correntes mais combativas, como os anarquistas e os comunistas, denunciaram a tentativa do governo de “roubar” uma data que era construída pela luta de base.

Mesmo com o feriado oficial, muitas manifestações operárias continuaram sendo reprimidas nos anos seguintes, especialmente quando incluíam críticas ao sistema político ou reivindicações salariais.

1º de Maio
Documento original da lei que em 1924 tornou o 1º de maio feriado Fonte: Arquivo do Senado

A Era Vargas: o 1º de Maio como instrumento de propaganda

Com a Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, o 1º de Maio passou a ser institucionalizado. Em 1925, a data foi oficialmente reconhecida como feriado nacional, mas foi durante o Estado Novo (1937-1945) que o governo utilizou o 1º de Maio como instrumento de propaganda trabalhista.

Vargas buscava legitimar o projeto de um Estado interventor, que conciliava capital e trabalho sob sua tutela, induzindo o desenvolvimento. Nesse contexto, o 1º de Maio passou a ser comemorado com festas cívicas, discursos oficiais e anúncios de medidas populares. Foi em 1º de maio de 1940, por exemplo, que Vargas anunciou a criação do salário mínimo, uma das conquistas mais emblemáticas da legislação trabalhista.

Em A celebração do 1º de Maio de 1943 entrou para a história como um dos momentos mais emblemáticos do trabalhismo no Brasil. Em ato simbólico e político, Vargas, anunciou a promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) — um marco na legislação brasileira que unificou e sistematizou os direitos trabalhistas então dispersos em decretos e leis avulsas.

O evento foi realizado em um grande comício no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, e contou com forte aparato de propaganda oficial. O local, lotado de trabalhadores convocados por sindicatos controlados pelo Estado, foi o palco escolhido para reforçar a imagem de Vargas como o “Pai dos Pobres” e patrono do trabalhador brasileiro.

1º de Maio
Com Vargas, CLT e subordinação ao Estado. Foto: Arquivo Nacional

Durante seu discurso, Vargas exaltou o papel do Estado como garantidor da justiça social e se apresentou como defensor da harmonia entre capital e trabalho. “A Consolidação das Leis do Trabalho constitui o monumento jurídico da Era Vargas”, afirmou o presidente diante de milhares de pessoas. “Nenhuma organização social subsiste sem disciplina, e nenhuma disciplina se impõe sem autoridade”, acrescentou, justificando o controle estatal sobre os sindicatos e o regime corporativista que marcava sua política trabalhista.

A CLT, segundo ele, era uma “carta de alforria” moderna, que elevaria a dignidade do trabalhador ao status de cidadão pleno, ainda que subordinado à estrutura hierárquica do Estado Novo.

Apesar do caráter autoritário do regime, a CLT representou conquistas concretas para os trabalhadores. O novo código consolidava direitos como férias remuneradas, jornada de oito horas, regulamentação do trabalho feminino e infantil, carteira profissional obrigatória, proteção ao salário, normas de segurança e medicina do trabalho, e direito a descanso semanal.

Ditadura militar: repressão e resistência

Com o golpe civil-militar de 1964, o movimento sindical sofreu nova onda de repressão. As centrais sindicais foram dissolvidas, e os sindicatos foram colocados sob rígido controle do Estado. A data de 1º de Maio voltou a ser apropriada por governos autoritários, com discursos ufanistas, desfiles militares e presença obrigatória de trabalhadores.

Apesar da repressão, a resistência crescia nas fábricas, nas periferias e nas igrejas. Durante os anos 1970, o movimento sindical começou a se rearticular a partir das oposições sindicais, especialmente no ABC paulista, berço de importantes greves operárias entre 1978 e 1980.

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Presidente Lula em assembleia para decisão sobre a greve geral de 1980. Foto: Acervo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Em 1979, metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, entraram em greve exigindo 78% de reajuste salarial. Assembleias lotaram o estádio da Vila Euclides e, apesar da greve ser declarada ilegal, o movimento persistiu.  A mais marcante dessas assembleias foi a de 1ºde maio daquele ano com 150 mil trabalhadores liderados por uma pessoa que mudaria a história desse país: Luiz Inácio Lula da Silva. Lula propôs uma trégua. A greve terminou com um reajuste de 63% e o sindicato retomou sua gestão. Nascia o embrião do novo sindicalismo brasileiro.

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Foto: Acervo do Sindicato dos Metalúrgicos

A criação da CUT e a redemocratização

Em 1983, nasce a Central Única dos Trabalhadores (CUT), fruto do acúmulo de experiências das lutas dos anos anteriores. A CUT surgiu como alternativa democrática e autônoma frente ao sindicalismo pelego. Desde então, tornou-se protagonista das manifestações de 1º de Maio, articulando categorias diversas, como professores, bancários, servidores públicos, trabalhadores rurais e operários industriais.

Em mais de 40 anos, a CUT promove atos do dia do trabalhador que reúnem intervenções artísticas, políticas e de lideranças sindicais para proporcionar ao trabalhador conteúdo para reflexões sobre a sua importância na sociedade e, consequentemente, sobre seus direitos.

No contexto da redemocratização, o 1º de Maio se consolidou como data de luta por melhores salários, reforma agrária, liberdade sindical e democracia plena. Um marco foi o comício do Pacaembu, em 1984, organizado pela CUT e outras entidades, em meio à campanha pelas Diretas Já. O ato reuniu dezenas de milhares de trabalhadores em defesa do voto direto e da volta do Estado de Direito.

Os anos 1990: neoliberalismo e resistência

Durante os governos de Collor e FHC, a classe trabalhadora enfrentou ofensivas neoliberais com privatizações, flexibilização de direitos e aumento do desemprego. O 1º de Maio foi marcado por protestos contra as reformas trabalhistas e previdenciárias, a criminalização de greves e os ataques às estatais.

Nesse período, a CUT ampliou sua base, passando a disputar espaço com outras centrais, mas manteve protagonismo em pautas como o salário mínimo digno, a valorização do serviço público e a organização de campanhas salariais unificadas.

1º de Maio
1º de Maio de 1997 em São Bernado do Campo. Foto: Roberto Parizotti/CUT

1º de Maio nos anos 2000: mobilizações e críticas

Com a chegada de Lula à presidência em 2003, parte da militância sindical esperava avanços nas políticas públicas e maior valorização do trabalho. De fato, houve ganhos importantes, como a política de valorização do salário mínimo, a ampliação de direitos previdenciários e o crescimento do emprego formal.

No entanto, a CUT continuou sendo crítica quando necessário — como nas negociações sobre reforma sindical, terceirização e flexibilização da CLT. Os atos de 1º de Maio passaram a incluir temas como igualdade racial, direitos das mulheres, combate à homofobia e democratização da mídia.

Em 2006, por exemplo, a CUT realizou o 1º de Maio Unificado Nacional em São Paulo, com o lema “Trabalho decente, já!”, reunindo diversas centrais e movimentos sociais.

A década de 2010: golpes e retrocessos

A partir de 2015, com a intensificação da crise política, os atos de 1º de Maio voltaram a ganhar contornos de resistência mais intensa. Em 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff — considerado um golpe pela CUT e outras entidades — o 1º de Maio foi marcado por protestos contra o governo de Michel Temer e sua agenda de desmonte de direitos.

Um dos momentos mais emblemáticos foi o 1º de Maio de 2017, quando milhões de trabalhadores saíram às ruas contra a reforma trabalhista que acabaria sendo aprovada no Congresso. Em várias capitais, sindicatos organizaram atos, paralisações e bloqueios, com forte presença da CUT e da Frente Brasil Popular.

Anos recentes: pandemia, Bolsonaro e a retomada da esperança

Durante a pandemia de Covid-19, os atos de 1º de Maio foram virtuais ou com público reduzido, mas a luta não cessou. A CUT teve papel crucial na defesa do auxílio emergencial, na denúncia das condições precárias de trabalho de entregadores de app e na luta por vacina para todos.

Com a eleição de Jair Bolsonaro, as centrais intensificaram a resistência. O 1º de Maio de 2021 teve como lema “vida, emprego, democracia e vacina para todos”, unificando diversas entidades. Em 2022, a CUT denunciou os ataques às urnas eletrônicas e defendeu a democracia diante das ameaças golpistas.

Com o retorno de Lula à presidência em 2023, os atos de 1º de Maio voltaram às ruas. A CUT participou da organização do comício em São Paulo com o tema “Emprego, renda, direitos e democracia”. As pautas incluíram a revogação da reforma trabalhista de 2017, valorização do salário mínimo, combate à fome e justiça fiscal.

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Festa do 1º de Maio de 2025 contou com mais de 70 mil pessoas. Foto: 1º de Maio no ABC/SP. Crédito: Dino Santos

Nos últimos anos, novas categorias ganharam visibilidade, como os trabalhadores por aplicativos e os entregadores, que protagonizaram mobilizações próprias, como o Breque dos Apps em 2020.

A luta das mulheres, dos negros e das populações LGBTQIA+ também ocupa cada vez mais espaço no 1º de Maio, denunciando as desigualdades estruturais do mundo do trabalho.

Com informações da CUT e Agência Senado

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Nexus: Lula lidera, mas cenários indicam empate com candidatos da direita

Levantamento mais recente da Nexus Pesquisa e Inteligência, em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nos cenários de primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, mas enfrenta um quadro de forte polarização que o coloca em empate técnico com nomes da direita em simulações de segundo turno. Saiba mais na TVT News.

De acordo com a pesquisa, Lula aparece com 41% das intenções de voto no principal cenário estimulado. Em segundo lugar surge o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 36%. A distância entre os dois, embora significativa numericamente, se insere em um contexto de disputa polarizada, sobretudo quando considerados os cenários de segundo turno.

Bem atrás dos dois primeiros colocados, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 4%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e por Renan Santos, ambos com 3%. O escritor Augusto Cury (Avante) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) e Aldo Rebelo (DC) têm 1% cada.

Os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 2% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder.

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Outros cenários testados pelo instituto indicam estabilidade no desempenho de Lula e pequenas oscilações entre os demais candidatos. Em uma segunda simulação, o presidente mantém os mesmos 41%, enquanto Flávio Bolsonaro também permanece com 36%. Já Zema sobe para 5%, e Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada.

Em um terceiro cenário, que inclui menos candidatos, Lula continua com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro cresce para 38%, configurando um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. Nesse caso, Caiado aparece com 6%, e Renan Santos, com 4%.

Os dados reforçam a consolidação de Lula como principal nome da disputa no primeiro turno, ao mesmo tempo em que evidenciam a fragmentação do campo da direita, com múltiplas candidaturas que, somadas, ampliam o potencial de competitividade em uma eventual segunda etapa da eleição.

2º turno acirrado

Se no primeiro turno Lula lidera com folga, o cenário muda quando a disputa é projetada para o segundo turno. A pesquisa aponta empate técnico entre o presidente e Flávio Bolsonaro: 46% para Lula contra 45% do senador. Considerando a margem de erro, trata-se de uma situação de equilíbrio estatístico.

Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em março, Lula manteve seu desempenho, enquanto Flávio oscilou negativamente dentro da margem, passando de 46% para 45%.

Nos cenários contra outros candidatos da direita, Lula aparece numericamente à frente. Contra Romeu Zema, o presidente registra 45% contra 41% do ex-governador. O mesmo ocorre em relação a Ronaldo Caiado, com placar idêntico de 45% a 41%. Ainda assim, esses resultados também se aproximam do limite da margem de erro, indicando disputas potencialmente apertadas.

Espontânea e rejeição

Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente — Lula aparece com 33% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 26%. Zema e Caiado pontuam 2% e 1%, respectivamente. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, ainda é citado por 2% dos entrevistados.

O levantamento também revela que Lula e Flávio concentram as maiores taxas de rejeição: 48% dos eleitores afirmam que não votariam em nenhum dos dois “de jeito nenhum”. Entre os demais nomes, Zema tem rejeição de 33%, Caiado de 29%, enquanto Aldo Rebelo e Renan Santos aparecem com 30%.

Avaliação de governo e cenário político

A pesquisa traz ainda dados sobre a avaliação do governo. Segundo o levantamento, 33% consideram a gestão Lula ótima ou boa, enquanto 43% a classificam como ruim ou péssima. Outros 23% avaliam o governo como regular.

No recorte de aprovação, 46% afirmam aprovar o trabalho do presidente, enquanto 49% dizem desaprovar. Os números indicam estabilidade em relação ao levantamento anterior e ajudam a explicar o cenário competitivo projetado para o segundo turno.

Principais preocupações do eleitorado

Entre os principais problemas do país apontados pelos entrevistados, a saúde pública lidera com 26%, seguida por segurança pública e violência (25%) e corrupção (24%). O levantamento mostra ainda que essas preocupações variam conforme o posicionamento político dos eleitores.

Entre apoiadores de Lula, a saúde aparece como principal tema. Já entre eleitores alinhados à direita, a corrupção é o problema mais citado. No grupo que rejeita tanto Lula quanto Bolsonaro, a segurança pública desponta como principal preocupação.

Metodologia

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.028 eleitores em todo o país entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.

Os resultados evidenciam um cenário eleitoral marcado pela liderança de Lula no primeiro turno e por uma disputa altamente competitiva na etapa final, refletindo a persistência da polarização política no país.

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Israel diz que matou comandante da marinha do Irã que fechou Estreito de Ormuz

O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (26) ter matado o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, considerado peça-chave na estratégia militar iraniana no Golfo Pérsico e apontado por Tel Aviv como o responsável direto pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Leia em TVT News.

Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, Tangsiri foi morto em um ataque aéreo na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irã. A operação teria ocorrido durante uma reunião com outros oficiais de alto escalão da Guarda Revolucionária. De acordo com Israel, o comandante era o principal responsável por coordenar ações navais que incluíram a minagem e o bloqueio da rota marítima estratégica.

Tangsiri comandava a força naval da Guarda Revolucionária desde 2018 e era um dos nomes mais influentes da estrutura militar iraniana. Para autoridades israelenses, ele tinha papel central no controle do estreito e na imposição de restrições à navegação internacional, afetando diretamente o fluxo global de petróleo.

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A ofensiva ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já dura semanas e envolve ataques diretos entre os dois países, além da participação indireta de outras potências. Israel sustenta que a eliminação do comandante faz parte de uma estratégia para enfraquecer a capacidade militar iraniana e pressionar pela reabertura da rota marítima.

Irã não confirma

Apesar das declarações de Tel Aviv, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente a morte de Tangsiri. Até o momento, autoridades de Teerã mantêm silêncio ou tratam as informações como parte da “guerra de narrativas”. A ausência de confirmação segue um padrão já observado em episódios anteriores, nos quais o Irã evita reconhecer perdas imediatas em sua cadeia de comando.

Por outro lado, fontes internacionais indicam que os Estados Unidos confirmaram a morte do comandante, reforçando a versão israelense e apontando o episódio como um golpe relevante contra a estrutura naval iraniana.

A possível morte de Tangsiri ocorre em um momento crítico para o Estreito de Ormuz. A passagem segue fechada ou severamente restrita à navegação internacional desde o início da atual crise, após o Irã impor bloqueios como resposta a ataques militares conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos.

Na prática, o estreito permanece sob controle iraniano, com forte presença militar e ameaças a embarcações consideradas hostis. O tráfego marítimo foi drasticamente reduzido — estimativas apontam queda significativa no fluxo de petroleiros, com dezenas de navios retidos ou desviando rotas para evitar a região.

A importância estratégica do Estreito de Ormuz explica a dimensão da crise. Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pelo local, o que torna qualquer interrupção um fator de instabilidade imediata nos mercados internacionais de energia.

Diante desse cenário, forças navais dos Estados Unidos e de aliados monitoram a região e discutem alternativas para garantir a circulação de navios. Até agora, porém, não houve anúncio de uma operação definitiva capaz de restabelecer o tráfego de forma plena.

Analistas avaliam que, caso confirmada, a morte de Alireza Tangsiri representa um golpe simbólico e operacional relevante para o Irã, mas insuficiente, por si só, para reverter o bloqueio do estreito. A tendência, segundo especialistas, é de continuidade da escalada, com risco de novas retaliações e ampliação do conflito regional.

Assim, o cenário permanece marcado por incerteza: Israel afirma ter eliminado um dos principais arquitetos do bloqueio marítimo, os Estados Unidos corroboram a informação, o Irã evita confirmação oficial e o Estreito de Ormuz segue como epicentro de uma crise que ameaça a segurança energética global.

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China planeja xadrez econômico global: Brasil tem lugar nesse tabuleiro?

O planejamento econômico da China, estruturado em planos quinquenais e orientado pelo Estado, está redesenhando o equilíbrio global de poder e abrindo uma janela de oportunidades — e riscos — para o Brasil. Essa foi a avaliação de especialistas que participaram do Jornal TVT News Primeira Edição, ao analisarem os impactos da estratégia chinesa sobre a economia internacional. Saiba mais em TVT News.

Para o professor Feliciano de Sá Guimarães, da USP, o plano chinês não é apenas doméstico: ele projeta efeitos diretos na geopolítica. “É tanto uma reorganização interna quanto algo com consequências internacionais muito importantes”, afirmou. Entre os principais pontos, ele destacou o investimento contínuo em inteligência artificial e a aproximação estratégica com a Rússia, evidenciada por projetos como novos gasodutos.

Segundo ele, a parceria sino-russa consolida uma mudança estrutural: “Essa associação veio para ficar e tem implicações geopolíticas de toda ordem”. O cenário, acrescenta, aponta para uma ordem internacional em transição. “Estamos numa ordem multipolar em construção, mas ainda muito desequilibrada, o que aumenta o risco de conflitos.”

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O economista José Kobori ressaltou que o planejamento chinês busca superar a chamada “armadilha da renda média”, combinando inovação tecnológica com ampliação do consumo interno. “Se a maioria da população tem renda e poder de consumo, você cria um mercado interno poderosíssimo”, explicou. Com 1,4 bilhão de habitantes, esse mercado funciona como “amortecedor de choques externos” e amplia o poder de barganha da China no cenário global.

Na prática, esse modelo fortalece não apenas o país asiático, mas também abre espaço para o chamado Sul Global. “O desenvolvimento da China vai ajudar outros países a se desenvolverem para atender esse mercado”, disse Kobori.

A subsecretária de Acompanhamento Macroeconômico e Políticas Comerciais do Ministério da Fazenda, Julia Braga, destacou que, apesar de uma desaceleração aparente, a economia chinesa segue como motor global. “Um crescimento de 4,5% com população praticamente estável significa um avanço expressivo em renda per capita”, afirmou.

Brasil e China

Ela avalia que a relação entre Brasil e China é marcada pela complementaridade. “O Brasil é superavitário com a China e tem ganhos expressivos do ponto de vista macroeconômico”, disse, citando o saldo positivo de cerca de US$ 30 bilhões. Nesse contexto, o país ocupa posição estratégica ao fornecer energia e alimentos — itens centrais na agenda de “segurança econômica” chinesa.

O petróleo, por exemplo, ganhou peso recente nas exportações brasileiras, assim como soja e minério. Ao mesmo tempo, o Brasil importa bens de maior valor agregado. “Máquinas e equipamentos importados já embutem tecnologia e elevam a produtividade”, explicou Braga.

A cooperação vai além do comércio e inclui áreas como infraestrutura, energia limpa, inovação, inteligência artificial e veículos elétricos. “A relação com a China é estratégica e está em aprofundamento em múltiplas frentes”, afirmou.

Apesar das oportunidades, os especialistas alertam para um problema estrutural: o risco de o Brasil permanecer como fornecedor de commodities. Kobori foi direto: “O Brasil não pode continuar sendo a periferia do capitalismo”. Para ele, a saída passa necessariamente por investimento em tecnologia e inovação. “Não existe outro caminho para elevar produtividade e renda.”

O debate ganha ainda mais relevância no contexto dos minerais críticos e das terras raras, essenciais para tecnologias avançadas e defesa. O Brasil possui grandes reservas, mas ainda carece de capacidade de processamento. “Hoje, cerca de 90% dessas terras raras são processadas pela China, o que dá uma vantagem estratégica enorme ao país”, afirmou Kobori.

Feliciano reforçou que há uma disputa global por esses recursos e que o Brasil precisa definir sua estratégia. “Depende de nós decidir se vamos apenas exportar matéria-prima ou avançar na cadeia produtiva com investimento e tecnologia”, disse.

No campo militar, a China também avança. Já é o segundo maior orçamento de defesa do mundo e busca ampliar sua presença no mercado internacional de armas. Ainda assim, os Estados Unidos mantêm ampla superioridade tecnológica e industrial.

Para o professor, o futuro da ordem global dependerá de dois fatores centrais: “as mudanças climáticas e a rivalidade entre China e Estados Unidos”. O desfecho dessa disputa será decisivo para o sistema internacional.

Ao final, os participantes convergiram em um diagnóstico: o Brasil tem espaço nesse “xadrez econômico”, mas precisa agir com estratégia. Isso inclui planejamento de longo prazo, coordenação entre Estado e setor produtivo e aposta consistente em inovação.

Como resumiu Julia Braga, há aprendizado mútuo possível entre os países. “O ideal seria sermos um pouco mais como os chineses em inovação, e eles um pouco mais como o Brasil em bem-estar social.” Sem esse equilíbrio, alertam os especialistas, o país corre o risco de assistir à reconfiguração global sem protagonismo.

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Caça supersônico, trens e hospital: Lula visita interior de SP nesta quarta (25)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre nesta quarta-feira (26) uma agenda intensa no interior de São Paulo, com foco em indústria de alta tecnologia, mobilidade e fortalecimento da saúde pública. O principal destaque é a apresentação da primeira aeronave supersônica produzida no Brasil, em Gavião Peixoto – próximo de Araraquara –, marco do Programa Brasil Supersônico. Saiba mais em TVT News.

O evento reúne representantes da Força Aérea Brasileira, da Embraer e de parceiros internacionais envolvidos no desenvolvimento do caça F-39E Gripen. A aeronave é resultado de um acordo de cooperação tecnológica com a empresa sueca Saab, que previu não apenas a aquisição de caças, mas a transferência de conhecimento estratégico para o Brasil.

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Esse marco insere o Brasil em um seleto grupo de nações com capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade, em um feito inédito na América Latina. Outro ponto da visita será a pista da Embraer, que tem 5 km, a maior do hemisfério sul, e é utilizada especialmente para testes dos aviões.

O F-39E Gripen é um caça multimissão de última geração, equipado com radar AESA, sensores avançados e sistemas integrados de guerra eletrônica. A aeronave é capaz de operar em diferentes cenários, com alto desempenho em velocidade supersônica, baixo custo operacional e elevada capacidade de interoperabilidade. A produção em território nacional envolve engenheiros e técnicos brasileiros que passaram por treinamento na Suécia e hoje atuam diretamente na fabricação e integração dos sistemas.

O projeto inclui ainda a nacionalização progressiva de componentes e o desenvolvimento de fornecedores locais, o que amplia o impacto econômico da iniciativa. Parte significativa da estrutura e dos sistemas do caça já é produzida no Brasil, consolidando uma base industrial de defesa mais robusta e reduzindo a dependência externa. O programa também impulsiona áreas como materiais compostos, software embarcado e sistemas de comunicação segura.

Do supersônico aos trens em Araraquara

Antes da apresentação do supersônico, Lula visita as instalações da fábrica de trens da CRRC, em Araraquara. A unidade integra a estratégia de expansão da empresa chinesa no Brasil e está voltada à produção de equipamentos ferroviários, incluindo vagões, trens de passageiros e sistemas metroferroviários. A iniciativa dialoga com projetos de modernização da malha ferroviária e de ampliação do transporte público sobre trilhos.

A presença da CRRC no país está associada à transferência de tecnologia e à possibilidade de nacionalização de etapas produtivas, com geração de empregos e fortalecimento da indústria local. A fábrica também pode atender demandas de grandes centros urbanos e projetos de integração logística, considerados prioritários para reduzir gargalos no transporte de cargas e passageiros.

HU-UFSCar

Na sequência, já em São Carlos, o presidente inaugura novas áreas do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos. O HU-UFSCar é uma unidade vinculada à rede federal de hospitais universitários e desempenha papel fundamental tanto na formação de profissionais de saúde quanto na oferta de atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A ampliação inclui novos leitos, áreas de atendimento e estruturas voltadas ao ensino e à pesquisa. A expansão da capacidade do hospital busca reduzir a demanda reprimida por serviços de média e alta complexidade na região, além de fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e assistência. O investimento também permite ampliar programas de residência médica e multiprofissional.

Encerrando a agenda, Lula visita o centro de manutenção da LATAM Linhas Aéreas em São Carlos. A unidade é uma das principais da América Latina no segmento de manutenção aeronáutica (MRO – Maintenance, Repair and Overhaul), responsável por revisões completas, модерниzação e suporte técnico de aeronaves comerciais.

O centro reúne infraestrutura especializada e mão de obra altamente qualificada, sendo estratégico para a operação da companhia e para o setor aéreo no Brasil. A instalação também atua como polo de formação técnica e tecnológica, contribuindo para o desenvolvimento de profissionais na área de aviação.

A agenda presidencial no interior paulista reúne, assim, iniciativas em setores considerados estratégicos — defesa, transporte ferroviário, saúde pública e aviação civil —, com ênfase na incorporação de tecnologia, na formação de mão de obra especializada e na ampliação da capacidade produtiva e de serviços no país.

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Copa Sul-Americana 2026 tem grupos definidos

A fase de grupos da Copa Sul-Americana 2026 foi definida na noite de quinta-feira (19), em sorteio realizado na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai. A competição reúne 32 equipes distribuídas em oito grupos, com sete clubes brasileiros na disputa: Atlético-MG, São Paulo, Santos, Botafogo, Grêmio, Vasco e Red Bull Bragantino. Leia em TVT News.

Os confrontos da fase de grupos serão disputados entre abril e maio, com os primeiros colocados de cada chave avançando diretamente ao mata-mata. Já os segundos colocados disputarão um playoff contra equipes vindas da Libertadores, mantendo o formato recente do torneio continental.

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O sorteio indicou caminhos distintos para os brasileiros, com alguns grupos considerados mais equilibrados e outros vistos como acessíveis. O Atlético-MG, por exemplo, caiu no Grupo B e enfrentará Cienciano (Peru), Academia Puerto Cabello (Venezuela) e Juventud (Uruguai). Já o São Paulo está no Grupo C, ao lado de Millonarios (Colômbia), Boston River (Uruguai) e O’Higgins (Chile).

O Santos integra o Grupo D, com San Lorenzo (Argentina), Deportivo Cuenca (Equador) e Recoleta (Paraguai), enquanto o Botafogo aparece no Grupo E, junto de Racing (Argentina), Caracas (Venezuela) e Independiente (Bolívia). No Grupo F, o Grêmio terá pela frente Palestino (Chile), Montevideo City Torque (Uruguai) e Deportivo Riestra (Argentina).

Já o Vasco está no Grupo G, ao lado de Olimpia (Paraguai), Audax Italiano (Chile) e Barracas Central (Argentina), em uma chave que tende a ser uma das mais equilibradas da competição. Por fim, o Red Bull Bragantino compõe o Grupo H com River Plate (Argentina), Blooming (Bolívia) e Carabobo (Venezuela).

Confira todos os grupos da Sul-Americana 2026:

Grupo A: América de Cali (COL), Tigre (ARG), Macará (EQU), Alianza Atlético (PER)
Grupo B: Atlético-MG, Cienciano (PER), Academia Puerto Cabello (VEN), Juventud (URU)
Grupo C: São Paulo, Millonarios (COL), Boston River (URU), O’Higgins (CHI)
Grupo D: Santos, San Lorenzo (ARG), Deportivo Cuenca (EQU), Recoleta (PAR)
Grupo E: Racing (ARG), Caracas (VEN), Independiente (BOL), Botafogo
Grupo F: Grêmio, Palestino (CHI), Montevideo City Torque (URU), Deportivo Riestra (ARG)
Grupo G: Olimpia (PAR), Vasco, Audax Italiano (CHI), Barracas Central (ARG)
Grupo H: River Plate (ARG), Red Bull Bragantino, Blooming (BOL), Carabobo (VEN)

A Sul-Americana segue como a segunda principal competição de clubes da América do Sul e oferece ao campeão uma vaga direta na Libertadores do ano seguinte. A final da edição de 2026 está prevista para novembro, encerrando o calendário continental organizado pela Conmebol.

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Hugo Souza, do Corinthians, é convocado para substituir Alisson na Seleção

O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, foi convocado nesta sexta-feira (20) para a Seleção Brasileira de Futebol. A decisão partiu do técnico Carlo Ancelotti, que chamou o atleta para substituir Alisson Becker, cortado após sofrer uma lesão em partida contra o Galatasaray, pela Liga dos Campeões da UEFA. Leia em TVT News.

A convocação marca um momento importante na carreira de Hugo Souza, de 27 anos, que passa a integrar o grupo que disputará os amistosos da próxima Data Fifa. A equipe brasileira enfrentará as seleções da França e da Croácia, em jogos programados para as cidades de Boston e Orlando. Os confrontos são considerados os últimos testes antes da disputa da Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

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Além de Hugo Souza, Ancelotti contará com Bento e Ederson como opções para o gol brasileiro. A disputa por posição se intensifica com a proximidade da convocação final para o Mundial, prevista para o dia 18 de maio, quando será definida a lista dos jogadores que representarão o país na competição.

A estreia do Brasil na Copa do Mundo está marcada para o dia 13 de junho, diante da seleção do Marrocos. Antes disso, a equipe ainda realizará amistosos preparatórios contra Panamá e Egito, em uma fase decisiva de ajustes táticos e definição do elenco.

A convocação de Hugo Souza ocorre em meio a uma lista ampla divulgada por Ancelotti, que reúne jogadores que atuam no futebol brasileiro e no exterior. Entre os nomes chamados estão atletas experientes e jovens promessas, compondo um grupo que busca equilíbrio entre renovação e consistência para a disputa do principal torneio do futebol mundial.

Na defesa, destacam-se jogadores como Marquinhos e Gabriel Magalhães, enquanto o meio-campo conta com a experiência de Casemiro. No ataque, nomes como Vinicius Junior e Raphinha reforçam o potencial ofensivo da equipe.

A presença de Hugo Souza entre os convocados amplia a concorrência no gol e representa uma oportunidade para o jogador do Corinthians se firmar no cenário internacional. Com desempenho em ascensão, o goleiro terá nos amistosos a chance de demonstrar sua capacidade e buscar um lugar definitivo na lista que disputará a Copa do Mundo de 2026.

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Tabata cobra investigação até o fim no escândalo do Banco Master e defende CPI

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master pode entrar em uma nova fase com a possibilidade de acordos de delação premiada entre investigados. Em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição, a parlamentar defendeu que as investigações avancem “até o fim” e reiterou a necessidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para apurar responsabilidades. Leia em TVT News.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, negociações para acordos de colaboração com a Justiça devem começar ainda nesta semana. Nos bastidores da investigação, investigados ligados ao banco disputariam quem irá colaborar primeiro com as autoridades para obter benefícios legais.

A movimentação ganhou força após decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central do esquema investigado. Além dele, outros investigados — entre ex-dirigentes do banco, operadores financeiros e integrantes do sistema de supervisão bancária — também são apontados como possíveis colaboradores.

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Para Tabata Amaral, a manutenção da prisão aumentou a pressão sobre os investigados e pode acelerar revelações. “Essa vai ser uma semana bastante tensa em Brasília, e eu acho bom que seja assim”, afirmou a deputada. Segundo ela, havia receio de que o caso fosse abafado caso Vorcaro fosse libertado.

“Existia um receio de que se colocassem panos quentes. Pelo que ele sabe e pelas pessoas que pode arrastar junto, havia uma preocupação de que, se fosse solto, ele não entregaria ninguém. Se permanece preso, começa a haver essa tensão toda que estamos vendo”, disse.

Pressão por investigação

Durante a entrevista, a parlamentar defendeu que o caso seja investigado sem restrições políticas. Para ela, o histórico brasileiro mostra que grandes escândalos muitas vezes terminam sem responsabilização.

“O Brasil tem tantos exemplos de grandes escândalos que não dão em nada justamente porque envolvem muita gente. Enquanto a gente não tiver coragem de ir atrás de quem é desonesto, corrupto e criminoso, vai continuar esse sentimento na população de que não dá para confiar na democracia”, afirmou.

Tabata Amaral Banco Master

Segundo Tabata, o caso não deve ser reduzido a disputas partidárias. “É confortável pensar que um escândalo está restrito a um partido ou a um governo, mas não está. Quanto mais puxar esse fio da meada, infelizmente vamos ver gente de diferentes governos e diferentes níveis”, disse.

A deputada também citou possíveis impactos do caso em administrações estaduais, municipais e em diferentes esferas de poder. “Infelizmente podemos ver envolvimento que vai do Judiciário ao Legislativo, passando pelo Executivo.”

Tabata defende CPI

Tabata Amaral confirmou que assinou pedidos para instalação de uma CPI sobre o escândalo do Banco Master na Câmara dos Deputados. Para ela, a comissão seria um instrumento importante para garantir que as investigações não sejam interrompidas.

“CPI não é o melhor instrumento — o melhor instrumento é um Judiciário independente e o trabalho sério da Polícia Federal — mas ela ajuda a garantir que não se coloquem panos quentes”, afirmou.

A parlamentar destacou que a comissão pode funcionar como mecanismo de fiscalização pública. “A partir do momento em que a população, os parlamentares e a imprensa acompanham o que está acontecendo, fica muito mais difícil tentar colocar tudo de volta na caixinha.”

Ao mesmo tempo, a deputada elogiou o trabalho da Polícia Federal na investigação do caso. Segundo ela, a atuação da corporação tem sido “independente e corajosa”.

“Vale reconhecer que a Polícia Federal está tendo essa atuação independente no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quando comparamos com o governo de Jair Bolsonaro, havia um estrangulamento da Polícia Federal”, afirmou.

Banco Master: corrupção e disputa política

Ao longo da entrevista, Tabata também criticou a polarização política no debate sobre corrupção e afirmou que o combate a irregularidades não deve ser monopolizado por um campo ideológico.

“Segurança pública não é tema de direita e combate à corrupção não é tema de direita. Mas se a gente não fala sobre isso, deixa que o outro lado use o tema e muitas vezes esconda os próprios problemas”, declarou.

A deputada reconheceu que, até o momento, grande parte das acusações relacionadas ao Banco Master envolve políticos ligados à direita, mas afirmou que as investigações devem alcançar todos os responsáveis.

“Pelo que a gente conhece, a maioria está localizada na direita e na extrema direita, mas também há acusações envolvendo pessoas da esquerda. A investigação precisa ir até o fim”, disse.

Embate nas redes

A parlamentar também comentou a disputa política nas redes sociais e o embate com o deputado Nicolas Ferreira (PL-MG), citado em reportagens sobre o uso de um jatinho pertencente a Daniel Vorcaro.

Segundo Tabata, ela cobrou explicações públicas após a revelação do episódio. “Quando saiu a notícia de que ele tinha andado no jatinho do Vorcaro, fui uma das primeiras a questionar. Fiz vídeo, cobrei explicação.”

Ela afirma que recebeu ataques nas redes sociais após o posicionamento, mas disse que considera necessário enfrentar politicamente o tema. “Não dou sossego. Combate à corrupção precisa ser feito de forma transparente.”

Para a deputada, o avanço das investigações pode revelar novos desdobramentos e ampliar a compreensão sobre o funcionamento do esquema.

“Quando o dinheiro vai para a corrupção, ele falta para políticas públicas. Mas pior que isso é quando a população perde a confiança nas lideranças políticas. Sem confiança, fica muito mais difícil fazer qualquer transformação no país”, concluiu.

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Enorme orgulho, diz Lula sobre indicações do Brasil ao Oscar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o diretor Kleber Mendonça Filho, o ator Wagner Moura e toda a equipe que participou do longa O Agente Secreto, que concorreu ao Oscar neste domingo (15) nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. O filme encerrou sua participação no evento sem estatuetas. Leia em TVT News.

Em seu perfil na rede social X, Lula parabenizou ainda o brasileiro Adolpho Veloso, diretor de fotografia do longa Sonhos de Trem, que concorreu ao Oscar na categoria Melhor Fotografia. O drama também não levou a estatueta. “Um enorme orgulho ver mais uma vez nossos artistas na cerimônia do Oscar”, escreveu o presidente.

“Foram cinco indicações ao maior prêmio do cinema mundial, mostrando, mais uma vez, a força do nosso cinema e o talento dos nossos atores, atrizes, diretores e de toda a equipe técnica que faz essa arte acontecer. É o Brasil levando ao mundo a potência da nossa cultura e das nossas histórias.”

Temos muito orgulho de todos vocês e do nosso cinema”, concluiu o presidente.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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Dino decide que aposentadoria compulsória não pode mais ser punição máxima de magistrados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu nesta segunda-feira (16) que a aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada como a maior punição disciplinar a magistrados. Pela decisão, considerada inédita na corte, juízes que cometerem infrações graves poderão ser punidos com a perda do cargo, sem manutenção de salário ou benefícios pagos pelo Estado. Leia em TVT News.

A determinação foi tomada no julgamento de um processo que analisava punição aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a um magistrado. Ao examinar o caso, Dino afirmou que a aposentadoria compulsória, frequentemente usada como penalidade máxima contra juízes, não pode ser tratada como sanção disciplinar efetiva, pois mantém a remuneração do servidor afastado.

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Na prática, o ministro entendeu que a punição precisa ser compatível com a gravidade da conduta. Segundo ele, afastar o magistrado com salário integral representa uma distorção em relação às punições aplicadas a outros servidores públicos.

“Aposentadoria compulsória não é punição”, afirmou Dino em sua decisão. Para o ministro, o sistema atual cria uma situação de desigualdade dentro do serviço público, pois permite que magistrados punidos continuem recebendo remuneração paga pelos cofres públicos.

Perda do cargo como penalidade

Com o entendimento fixado, Dino indicou que, em casos de infrações graves ou crimes, a sanção adequada deve ser a perda do cargo. Esse tipo de punição implica o desligamento definitivo da magistratura, sem pagamento de aposentadoria vinculada à função.

O ministro também ressaltou que a Constituição garante a vitaliciedade aos magistrados, mas isso não significa imunidade a punições severas quando comprovadas irregularidades graves. A interpretação defendida por ele busca conciliar a proteção institucional da magistratura com a responsabilização de seus membros.

De acordo com a decisão, a aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada como “pena administrativa” nos processos disciplinares analisados pelo CNJ ou por tribunais. Assim, em situações consideradas graves, o caminho jurídico deverá ser a demissão ou perda do cargo.

A decisão não altera automaticamente punições já aplicadas no passado, pois isso poderia gerar questionamentos jurídicos sobre direito adquirido ou segurança jurídica. O novo entendimento, porém, tende a influenciar julgamentos futuros envolvendo magistrados investigados ou processados disciplinarmente.

Debate antigo no Judiciário

O tema da aposentadoria compulsória como punição é debatido há anos no sistema de Justiça brasileiro. Pela legislação atual, magistrados que cometem infrações disciplinares podem ser afastados da função e obrigados a se aposentar, mas continuam recebendo vencimentos proporcionais ou integrais.

Críticos da medida afirmam que o modelo acaba funcionando como um “prêmio”, já que o juiz deixa o cargo, mas mantém remuneração paga pelo Estado. A discussão ganhou força em diferentes momentos no Congresso e também no próprio Judiciário.

Antes de assumir uma cadeira no STF, Dino já defendia mudanças nesse sistema. Em 2024, quando ainda era senador, ele apresentou proposta para acabar com a aposentadoria compulsória aplicada a juízes, promotores e militares envolvidos em delitos graves, defendendo que nesses casos deveria ocorrer a exclusão do serviço público.

Segundo o ministro, a lógica da punição deve seguir o princípio da proporcionalidade. Para faltas leves, podem ser aplicadas sanções administrativas mais brandas. Já em infrações graves, a consequência adequada deve ser a perda da função pública.

Impacto Institucional

A decisão de Dino pode provocar mudanças relevantes na forma como processos disciplinares contra magistrados são conduzidos no país. O entendimento também tende a repercutir em debates sobre responsabilização dentro do Poder Judiciário.

Especialistas avaliam que a medida reforça a cobrança por maior rigor na punição de irregularidades cometidas por integrantes da magistratura, aproximando o regime disciplinar dos juízes daquele aplicado aos demais servidores públicos.

O caso ainda pode ser levado à análise do plenário do STF, dependendo de recursos ou questionamentos jurídicos apresentados pelas partes envolvidas. Mesmo assim, a decisão já sinaliza uma mudança importante na interpretação sobre o alcance das punições disciplinares na magistratura brasileira.

Com o novo entendimento, o STF passa a consolidar uma posição que tende a redefinir a discussão sobre responsabilidade funcional no Judiciário e sobre os limites das garantias institucionais concedidas aos magistrados.

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Apoio de Trump a Flávio aumenta chances de votar em Lula, mostra Quaest

Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Os dados sugerem que a figura de Trump, um dos principais nomes da direita global e aliado político do bolsonarismo, polariza o eleitorado brasileiro e pode provocar reações distintas entre diferentes segmentos da população. Além dos 32% que dizem que o apoio do republicano aumentaria a disposição de votar em Lula e dos 28% que afirmam que isso favoreceria Flávio Bolsonaro, outros 19% apontam que o gesto estimularia o voto em um candidato de “terceira via”, fora da polarização entre os dois campos políticos. Já 14% afirmam que a manifestação não faria diferença em sua decisão de voto e 7% não souberam responder.

De acordo com o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam que a associação direta com Trump pode ser mais prejudicial do que benéfica para a candidatura do senador. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, afirmou, em publicação no X (ex-Twitter).

Flávio Trump

Polarização entre bases políticas

A pesquisa também detalha como diferentes grupos do eleitorado reagiriam ao eventual endosso do presidente norte-americano.

Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, o efeito é fortemente positivo para o senador: 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria sua disposição de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, o movimento é inverso: 79% dizem que o gesto ampliaria a chance de votar no atual presidente.

Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo em disputas presidenciais — o impacto tende a favorecer alternativas fora da polarização. Nesse segmento, 33% afirmam que o apoio do presidente norte-americano estimularia a busca por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio.

Os resultados também variam conforme religião, gênero, renda e escolaridade. Entre evangélicos, 36% dizem que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar no senador. Já entre católicos, 35% afirmam que o gesto fortaleceria a intenção de votar em Lula.

No recorte de gênero, o apoio de Trump beneficia mais o senador entre homens: 33% afirmam que isso elevaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre as mulheres, porém, o efeito tende a favorecer Lula: 35% dizem que a manifestação aumentaria a disposição de votar no petista.

Em relação à renda, o potencial de voto em Flávio Bolsonaro impulsionado por Trump é maior entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, grupo em que 33% dizem que aumentariam as chances de votar no senador. Já entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 37% afirmam que o apoio ao parlamentar ampliaria a chance de votar em Lula.

A reação também apresenta variações regionais. No Sul, 35% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. No Nordeste, por outro lado, metade dos entrevistados (50%) diz que um eventual endosso do presidente norte-americano elevaria a probabilidade de votar em Lula.

Entre faixas etárias, o impacto pró-Flávio Bolsonaro aparece com mais força entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que 33% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar no senador. Já entre jovens de 16 a 24 anos, o maior efeito seria o estímulo à terceira via: 25% afirmam que buscariam outro candidato. Entre idosos com 60 anos ou mais, 38% dizem que o apoio de Trump elevaria as chances de votar em Lula.

Rejeição aos Estados Unidos cresce

Além do impacto eleitoral, o levantamento aponta uma deterioração na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Atualmente, 48% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, enquanto 38% afirmam ter uma visão positiva.

Quaest Flávio Trump Lula

A tendência representa uma mudança significativa em relação a outubro de 2023, quando 56% dos brasileiros declaravam ter imagem favorável dos EUA e apenas 25% tinham opinião negativa. Desde então, a percepção positiva vem caindo gradualmente.

O saldo de imagem — diferença entre avaliações positivas e negativas — também piorou. Em agosto de 2025, a diferença era de quatro pontos negativos. Agora, chegou a dez pontos negativos.

Segundo a Quaest, a deterioração ocorre em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo diferentes regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.

O cenário se insere em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela crescente polarização política global. Nos últimos meses, as ações do governo norte-americano em conflitos internacionais, incluindo a escalada militar contra o Irã, têm ampliado o debate sobre a influência da política externa dos EUA na opinião pública de países como o Brasil.

Nesse ambiente, a pesquisa sugere que a associação direta entre lideranças brasileiras e figuras centrais da política norte-americana pode produzir efeitos eleitorais complexos — e, em alguns casos, contrários aos esperados por seus aliados políticos.

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Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira (11) presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Com a escolha, a parlamentar se torna a primeira mulher trans a comandar o colegiado desde a criação da comissão, marco histórico para a representação política de mulheres e da população LGBTQIA+ no Congresso Nacional. Leia em TVT News.

A eleição ocorreu após negociações entre partidos e enfrentou resistência de setores da oposição, especialmente do Partido Liberal, que tentou articular um boicote à indicação do PSOL para presidir o colegiado. Apesar disso, Hilton reuniu apoio de partidos da base progressista e foi confirmada no cargo em votação entre os integrantes da comissão.

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A presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é considerada estratégica no debate de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero, combate à violência contra mulheres e ampliação de direitos. O colegiado analisa projetos de lei e promove audiências públicas sobre temas relacionados à condição das mulheres no país.

Após a eleição, parlamentares do PSOL e de legendas aliadas celebraram o resultado e destacaram o caráter simbólico e político da escolha.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que a eleição representa um avanço na luta por direitos e diversidade no Parlamento. “A presidência da Comissão da Mulher nas mãos da Erika Hilton é uma vitória histórica. É o reconhecimento de uma trajetória de luta e da necessidade de ampliar as vozes que defendem os direitos das mulheres no Congresso”, declarou a parlamentar.

Também do PSOL, a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que presidia anteriormente o colegiado, celebrou a continuidade da condução da comissão por uma parlamentar comprometida com a pauta feminista e de direitos humanos. Segundo ela, a eleição de Hilton “representa a força das mulheres diversas que ocupam a política e seguem lutando contra a violência, o racismo e o machismo”.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também comemorou a escolha e afirmou que a presença de Hilton na presidência fortalece a defesa de políticas públicas inclusivas. “É um marco para o Brasil ver uma mulher trans presidir a Comissão da Mulher. Isso demonstra que a luta por igualdade e justiça está avançando dentro do Congresso”, disse.

Aliados de outros partidos também se manifestaram em apoio à eleição. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que a escolha representa um passo importante para o fortalecimento das pautas feministas. “Erika é uma parlamentar combativa e comprometida com os direitos humanos. Sua eleição amplia a representatividade e reforça o compromisso do Parlamento com a igualdade”, declarou.

Durante a votação, setores conservadores criticaram a indicação e tentaram obstruir o processo, mas não conseguiram impedir a formação de maioria favorável à deputada do PSOL. A disputa refletiu a polarização política em torno de temas ligados aos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+ no Congresso.

Trajetória de Erika Hilton

Erika Hilton Comissão da Mulher
Erika pretende ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres em sua diversidade. Foto: Adonis Guerra/SMABC

Eleita deputada federal por São Paulo nas eleições de 2022, Erika Hilton foi a primeira mulher trans negra a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Antes disso, ganhou projeção nacional ao ser eleita vereadora em São Paulo em 2020, quando se tornou uma das parlamentares mais votadas do país naquele pleito municipal.

No Congresso, Hilton tem atuação voltada à defesa dos direitos humanos, ao combate à violência de gênero e à promoção de políticas de inclusão social. Entre suas pautas está também a proposta de emenda constitucional que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, tema que ganhou destaque no debate público sobre direitos trabalhistas.

Ao assumir a presidência da comissão, a deputada afirmou que pretende ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres em sua diversidade, incluindo mulheres negras, indígenas, periféricas e LGBTQIA+. A parlamentar também pretende priorizar projetos relacionados ao enfrentamento do feminicídio e à ampliação de políticas de proteção às vítimas de violência.

Segundo aliados, a expectativa é que a comissão atue como espaço de articulação para propostas legislativas que ampliem direitos e enfrentem desigualdades estruturais no país. O colegiado também deve promover audiências públicas e debates sobre temas como mercado de trabalho, saúde da mulher e combate à violência de gênero.

Para parlamentares da base progressista, a eleição de Erika Hilton representa não apenas uma mudança administrativa na comissão, mas um símbolo de transformação na política brasileira. Ao assumir o comando do colegiado, a deputada passa a ocupar um dos principais espaços institucionais de discussão sobre políticas para mulheres no Congresso Nacional, reforçando o papel da diversidade na representação política.

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Lula lidera no 1º turno, mas empata com Flávio no 2º, diz Quaest

Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Genial/Quaest indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários testados de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. No entanto, o levantamento também aponta um cenário mais competitivo na etapa decisiva da disputa: em uma simulação de segundo turno, Lula aparece numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro. Leia em TVT News.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Lula lidera cenários de primeiro turno

Nos cenários de primeiro turno testados pelo instituto, Lula aparece na liderança em todas as simulações, variando aproximadamente entre 35% e 41% das intenções de voto, dependendo da configuração de candidatos apresentada aos entrevistados.

Em um dos cenários mais amplos, que reúne diversos nomes da direita e do centro, os números são os seguintes:

  • Lula (PT): 36%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 23%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 9%
  • Ratinho Júnior (PSD): 7%
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Renan Santos (Missão): 1%
  • Aldo Rebelo (DC): 1%
  • Indecisos: 7%
  • Branco/nulo/não votariam: 11%

Em outro cenário, sem o nome de Tarcísio de Freitas, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro diminui:

  • Lula: 35%
  • Flávio Bolsonaro: 26%
  • Ratinho Júnior: 9%
  • Ronaldo Caiado: 4%
  • Romeu Zema: 3%
  • Renan Santos: 1%
  • Aldo Rebelo: 2%
  • Indecisos: 8%
  • Branco/nulo/não votariam: 12%

Há ainda cenários em que Lula alcança cerca de 39% ou 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 23% e 27%, mantendo-se como principal adversário do presidente. Nos mesmos cenários, governadores como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com percentuais mais baixos, geralmente abaixo de dois dígitos.

Lula Flávio Quaest

Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente no primeiro turno, enquanto o senador bolsonarista se consolida como o nome mais competitivo da direita no momento.

Empate no segundo turno

Apesar da liderança do presidente na primeira etapa da disputa, a pesquisa revela um cenário mais apertado em uma eventual segunda rodada eleitoral.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem com 41% das intenções de voto cada.

O levantamento mostra ainda:

  • Lula: 41%
  • Flávio Bolsonaro: 41%
  • Indecisos: 2%
  • Branco/nulo/não votariam: 16%
Lula Flávio Quaest

O resultado indica um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e representa uma redução da vantagem que Lula tinha sobre o senador em levantamentos anteriores.

Outros cenários de segundo turno também foram testados em pesquisas recentes do instituto. Neles, Lula aparece à frente de outros nomes da direita, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mantendo vantagem que varia de cerca de 10 a mais de 12 pontos percentuais dependendo do adversário.

Avaliação do governo

O levantamento também mediu a avaliação do governo federal.

Segundo a pesquisa, a opinião pública sobre a gestão Lula permanece dividida:

  • 44% aprovam o governo
  • 51% desaprovam
  • 5% não sabem ou não responderam
Lula Flávio Quaest

Já a avaliação qualitativa da gestão apresenta a seguinte distribuição:

  • 31% consideram o governo positivo
  • 25% avaliam como regular
  • 31% classificam como negativo
  • 1% não respondeu

Os números indicam que a desaprovação supera numericamente a aprovação, embora a diferença permaneça próxima da margem de erro.

Economia pesa na avaliação

A percepção da situação econômica do país aparece como um dos fatores centrais para a avaliação do governo.

De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Uma parcela menor diz perceber melhora ou estabilidade no período.

Lula Flávio Quaest

A percepção negativa da economia tem impacto direto na avaliação do governo e pode influenciar o comportamento eleitoral nos próximos meses.

Violência lidera preocupações

Quando questionados sobre o principal problema do país, os entrevistados apontaram a violência como a maior preocupação nacional.

Segundo a pesquisa:

  • 27% citam a violência como principal problema
  • a corrupção aparece em segundo lugar entre as preocupações
Lula Flávio Quaest

Outros temas, como economia, desemprego e saúde, também aparecem entre as respostas, mas com percentuais menores.

Polarização segue forte

O levantamento também investigou percepções políticas sobre os principais nomes da disputa.

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados consideram Lula um político radical. Entre os eleitores, 45% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

Já quando questionados sobre qual cenário gera maior temor político, os entrevistados se dividiram praticamente ao meio:

  • 43% dizem ter mais medo de Lula continuar no poder
  • 42% afirmam temer mais a volta da família Bolsonaro ao governo

Os números indicam que a polarização política segue estruturando o cenário eleitoral brasileiro, mantendo níveis elevados de rejeição e mobilização nos dois campos políticos.

Disputa ainda aberta

Mesmo com a liderança nos cenários de primeiro turno, o empate com Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno sugere uma eleição potencialmente mais equilibrada do que em levantamentos anteriores.

O cenário também reflete a fragmentação do campo conservador, que ainda discute possíveis candidaturas alternativas como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Com mais de um ano e meio até as eleições de 2026, analistas apontam que o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças relevantes, especialmente diante do desempenho da economia, da avaliação do governo e da definição das alianças políticas que irão disputar o Palácio do Planalto.

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Moraes autoriza visita de assessor de Trump a Bolsonaro na Papudinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba na prisão a visita de um assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão permite que o encontro ocorra no dia 18 de março, na unidade conhecida como “Papudinha”, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Leia em TVT News.

A autorização foi concedida após pedido da defesa do ex-presidente, que solicitou ao STF a liberação da visita do cientista político norte-americano Darren Beattie. O encontro deverá ocorrer no horário regular de visitas da unidade prisional, entre 8h e 10h, seguindo as regras do sistema penitenciário.

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Bolsonaro cumpre pena de mais de 27 anos de prisão após condenação por participação na trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva. Ele está detido desde novembro do ano passado em uma ala especial destinada a autoridades e agentes públicos.

Quem é o assessor de Trump

O visitante autorizado por Moraes é Darren Beattie, integrante da equipe do governo Trump responsável por assuntos relacionados ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Beattie é um cientista político ligado à direita norte-americana e tornou-se conhecido por sua atuação em círculos do trumpismo e por posições críticas a governos e instituições considerados adversários do ex-presidente dos EUA. Nos últimos meses, ele foi designado para acompanhar temas envolvendo o Brasil dentro da política externa do governo Trump.

A presença do assessor em Brasília ocorre no contexto de tensões diplomáticas recentes entre os dois países envolvendo o julgamento de Bolsonaro. Trump e aliados políticos nos Estados Unidos criticaram o processo conduzido pelo STF e chegaram a classificar o caso como perseguição política contra o ex-presidente brasileiro.

Beattie também protagonizou declarações polêmicas sobre o próprio ministro Alexandre de Moraes. Em publicações e entrevistas, o assessor afirmou que o magistrado seria um dos responsáveis por um suposto “complexo de censura e perseguição” contra Bolsonaro — críticas que ecoam narrativas defendidas pelo trumpismo e por setores da extrema direita brasileira.

Pedido da defesa

Na petição apresentada ao STF, os advogados de Bolsonaro argumentaram que o assessor norte-americano estaria em Brasília por um período curto devido a compromissos diplomáticos, o que tornaria necessária a autorização judicial para a visita.

A defesa solicitou que o encontro pudesse ocorrer fora dos dias tradicionais de visitação do presídio, mas Moraes decidiu manter o encontro dentro do calendário regular da unidade prisional. Dessa forma, o ministro autorizou a visita apenas no horário comum permitido pela administração do complexo penitenciário.

Segundo o despacho, a reunião deverá seguir todas as regras de segurança da prisão, incluindo eventual acompanhamento de intérprete, caso seja necessário para a comunicação entre o assessor e o ex-presidente.

Repercussão política e diplomática

A visita de um representante do governo norte-americano a Bolsonaro na prisão ocorre em meio a um cenário de forte polarização política e tensões entre setores do trumpismo e instituições brasileiras.

Desde a condenação do ex-presidente, aliados de Trump nos Estados Unidos têm criticado o processo judicial brasileiro. O próprio presidente norte-americano já classificou o julgamento como uma “caça às bruxas” e chegou a adotar medidas comerciais contra o Brasil como forma de protesto.

Especialistas avaliam que a autorização da visita demonstra a disposição do STF de manter o respeito às regras do sistema penitenciário e ao direito de visitas de presos, mesmo quando o caso envolve figuras políticas de alto perfil e repercussão internacional.

Ao mesmo tempo, o encontro pode reforçar a dimensão internacional do caso Bolsonaro, que já mobiliza debates diplomáticos e políticos fora do país. Para analistas, a presença de um assessor do governo Trump na Papuda simboliza o alinhamento ideológico entre setores da extrema direita brasileira e norte-americana — relação que marcou o período em que Bolsonaro e Trump governaram simultaneamente.

Com a autorização concedida por Moraes, a visita de Darren Beattie está prevista para ocorrer na próxima semana, dentro das regras estabelecidas pelo sistema penitenciário do Distrito Federal. O encontro deve durar até duas horas e será realizado na área reservada a visitas da chamada Papudinha, ala destinada a presos considerados de perfil especial.

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Quem é essa mulher?  Leda de Jesus, feirante

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a TVT apresenta a série especial “Quem é essa mulher?”, dedicada a mostrar histórias reais de brasileiras que representam a diversidade de trajetórias, profissões e experiências do universo feminino. Entre trabalhadoras, militantes, servidoras e mães, cada episódio revela um retrato diferente da luta cotidiana das mulheres no país. Leia em TVT News.

No terceiro episódio, a protagonista é Leda Nascimento de Jesus, de 61 anos, conhecida pelos clientes da feira como “Leda Bonitona”. Empreendedora do comércio popular, ela trabalha como feirante há mais de três décadas e construiu sua trajetória a partir da convivência com a mãe nas feiras livres.

“Meu nome é Leda Nascimento de Jesus, tenho 61 anos. Sou uma mulher empreendedora e minha profissão é feirante”, conta. Ela faz questão de valorizar o nome da atividade. “Não gosto de chamar de ambulante, prefiro feirante”, diz.

Leda lembra que começou muito cedo nesse universo. Ainda criança acompanhava a mãe no trabalho. Anos depois, após passar por um período de desemprego, decidiu retornar às feiras — e nunca mais saiu. “Desde pequena eu vinha com minha mãe. Depois fiquei desempregada e voltei para cá. Já estou aqui há mais de 30 anos.”

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Hoje, sua banca é conhecida entre fregueses e frequentadores da feira. Entre os produtos que vende estão quiabo, pimenta, milho, laranja e itens típicos da culinária popular. “Tem quiabo, vendo pimenta, vendo carimã, cambuí, milho, laranja… O quiabo é o carro-chefe”, conta com orgulho.

A trajetória, no entanto, foi construída com muito esforço. Leda afirma que nada veio facilmente. “Para chegar aqui não foi de bandeja, não. Já passei momentos muito difíceis”, relata.

Um dos episódios mais marcantes da sua história envolve as ações de fiscalização que, durante anos, atingiram trabalhadores informais nas ruas das cidades brasileiras. Conhecidas popularmente como “rapa”, essas operações removiam ambulantes e feirantes de áreas consideradas irregulares.

“Antigamente tinha as perseguições do que hoje chamam de polícia administrativa, que antes era o rapa”, lembra. Segundo ela, muitos trabalhadores precisaram resistir para continuar exercendo sua atividade.

Com o tempo, Leda conseguiu estabelecer uma banca fixa na feira. Para ela, esse espaço representa uma conquista importante após anos de luta. “Hoje Deus preparou esse lugarzinho e eu estou aqui até a hora que Ele permitir”, afirma.

A feirante também reflete sobre o peso de ser mulher em um ambiente de trabalho marcado por desafios constantes. Para ela, o preconceito de gênero ainda faz parte da realidade de muitas profissionais. “O fato de você ser mulher já traz desafios todos os dias”, diz.

Segundo Leda, conversas com clientes de diferentes profissões mostram que as dificuldades não estão restritas ao comércio informal. “Tenho freguesas que são médicas, enfermeiras, e elas dizem que também passam por momentos difíceis no trabalho”, conta.

Por isso, ela acredita que a luta das mulheres atravessa todos os setores da sociedade. “Vai demorar muito para acabar. Em qualquer profissão a mulher enfrenta desafio.”

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem um significado especial para Leda. A data também marca momentos importantes na história de sua família. “É o aniversário da minha saudosa mãe e também da minha sobrinha-neta”, conta.

Para além das comemorações, ela acredita que é importante lembrar o significado histórico da data. “As pessoas falam ‘feliz Dia da Mulher’, mas muitas vezes não lembram de toda a história de luta que as mulheres passaram.”

Mesmo diante das dificuldades, Leda afirma que nunca pensou em desistir. Ao contrário, transformou os obstáculos em motivação para seguir em frente. “As mulheres não podem desistir dos sonhos delas. A gente luta, luta, luta… mas também tem vitória.”

Hoje, ao olhar para trás, ela vê a diferença entre o passado e o presente. “Antes eu trabalhava no sol, com uma bacia. Depois fui montando minha banquinha”, recorda.

Quando alguém pergunta se ficou rica com o trabalho na feira, ela responde com bom humor. “Rica eu não estou, mas já estou bem diferente de antes.”

E conclui com uma frase que resume sua filosofia de vida: “Sou igual fermento. Quanto mais bate, mais eu cresço.”

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Fim da escala 6×1 pode melhorar qualidade de vida e produtividade, diz dirigente metalúrgico

O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário ganhou força no Congresso Nacional e passou a mobilizar sindicatos e movimentos sociais em todo o país. Em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Leandro Cândido Soares, defendeu a proposta como uma medida necessária para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e enfrentar o adoecimento provocado pelo excesso de trabalho. Leia em TVT News.

O fim da escala 6×1, que tramita como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), começa a ser discutida no Congresso com a realização de audiências públicas. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou apoio à pauta, considerada estratégica para a agenda trabalhista. A expectativa é que a Câmara dos Deputados avance na análise do tema nos próximos meses.

Para Soares, a redução da jornada de trabalho é uma tendência internacional e responde a uma realidade cada vez mais visível no mundo do trabalho: o aumento dos problemas de saúde mental entre trabalhadores.

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“Essa é uma pauta prioritária da classe trabalhadora. O próprio governo encampou essa ideia porque os dados mostram o adoecimento causado pelo excesso de trabalho. Hoje vemos muitos afastamentos por doenças mentais, muito estresse no ambiente de trabalho”, afirmou, sobre o fim da escala 6×1.

Segundo o dirigente do SMetal, o impacto da jornada excessiva é ainda maior entre as mulheres, que enfrentam dupla ou tripla jornada ao conciliar emprego, tarefas domésticas e cuidados familiares. Ele citou estudos que apontam que as mulheres trabalham, em média, até 21 horas a mais por semana quando se considera o trabalho não remunerado.

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“Trabalhadores precisam produzir, mas também precisam de descanso”. diz Leandro. Foto: Reprodução

“Isso tem impactos significativos na saúde e na qualidade de vida. Os trabalhadores precisam produzir, gerar riqueza para o país, mas também precisam de descanso, de tempo com a família, de tempo para se qualificar”, destacou.

Para o líder do SMetal, o fim da escala 6×1 — em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um — é um passo fundamental nesse processo. Ele argumenta que jornadas menores podem, inclusive, aumentar a produtividade.

Soares citou o exemplo do setor metalúrgico em Sorocaba, onde negociações coletivas já reduziram a jornada em parte das empresas.

Escala 6×1 é improdutiva

“Na nossa base, cerca de 60% dos trabalhadores já têm jornadas abaixo de 42 horas semanais. E a produção aumenta. Quando o trabalhador descansa mais, volta ao trabalho com a mente mais tranquila e produz com mais qualidade e segurança”, afirmou.

O dirigente também lembrou que várias montadoras já operam com jornadas de 40 horas semanais e mantêm altos níveis de produção.

“Há 20 anos se produzia menos do que hoje, mesmo com jornadas menores. Isso mostra que é possível avançar. Em alguns lugares já se discute até modelos como escala 4×3 ou 4×2. Então esse debate não é nenhum absurdo”, disse.

Para ele, argumentos de que a redução da jornada poderia prejudicar a economia repetem discursos usados historicamente contra direitos trabalhistas.

“Foi assim quando se criou o 13º salário, foi assim em várias outras conquistas. Sempre dizem que vai quebrar a economia, mas acontece justamente o contrário: melhora a qualidade de vida e aumenta a produtividade.”

Além da discussão institucional no Congresso, Soares considera que a mobilização popular será decisiva para o avanço da proposta. Segundo ele, a pressão social foi fundamental em outras pautas recentes, como o debate sobre justiça tributária.

“Se não houver mobilização, as coisas não avançam. É no asfalto que mostramos o poder da classe trabalhadora”, afirmou.

Nesse contexto, sindicatos e movimentos sociais articulam uma mobilização nacional para o dia 20 de março, com o objetivo de pressionar parlamentares a apoiar a proposta.

“O recado das ruas será muito importante. Nós estamos organizando assembleias, dialogando com as categorias e preparando essa mobilização para mostrar a importância dessa pauta.”

Soares também afirmou que o debate sobre a jornada de trabalho deve ganhar centralidade no cenário político e eleitoral nos próximos anos. Para ele, a composição do Congresso terá impacto direto na possibilidade de aprovação de propostas que ampliem direitos trabalhistas.

“O que está em jogo é a defesa dos direitos dos trabalhadores e da própria democracia. Hoje temos um Congresso que muitas vezes não representa os interesses da classe trabalhadora”, disse.

Segundo o dirigente, a comparação entre políticas adotadas em diferentes períodos recentes da política brasileira pode influenciar o debate público e as escolhas eleitorais.

“É só olhar os dados e fazer comparações. O que está em disputa é justamente o modelo de país: um país que amplie direitos e reduza desigualdades ou um país que retire conquistas da classe trabalhadora.”

Para Soares, o avanço da proposta de redução da jornada de trabalho representa uma oportunidade histórica de atualizar a legislação trabalhista brasileira diante das transformações no mundo do trabalho.

“O trabalhador precisa de dignidade e qualidade de vida. Produzir é importante, mas viver também é”, concluiu.

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Petrobras deve fechar 2025 com lucro acima de R$ 120 bilhões

A Petrobras deve encerrar 2025 com lucro líquido superior a R$ 120 bilhões, segundo estimativas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). De acordo com o Boletim nº 34 da entidade, divulgado em março, a companhia poderá fechar o ano com resultado próximo de R$ 125,5 bilhões, após registrar lucro projetado de R$ 31,1 bilhões no quarto trimestre. Leia em TVT News.

O documento aponta que, no 4º trimestre de 2025 (4T25), a estatal deve apresentar receita líquida de R$ 121,9 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 65,5 bilhões e distribuição de dividendos da ordem de R$ 8,4 bilhões. A empresa divulga oficialmente seus resultados financeiros do período em 5 de março.

Caso confirmados os números, será o quarto trimestre consecutivo de lucro líquido da Petrobras, após o prejuízo de R$ 17 bilhões registrado no quarto trimestre de 2024. No acumulado dos três primeiros trimestres de 2025, a companhia já havia somado R$ 94,5 bilhões em lucro líquido, o que sustenta a projeção de um resultado anual robusto.

Estimativa balanço Petrobras

Segundo o Ineep, o desempenho positivo está diretamente relacionado ao aumento da produção e ao comportamento das vendas no mercado interno. A produção total de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural cresceu 18,3% na comparação com o mesmo período de 2024. O avanço foi garantido, principalmente, pela entrada em operação de oito novos poços produtores no trimestre no polígono do pré-sal — totalizando 33 novos poços ao longo de 2025.

Além disso, houve incremento de 0,7% nas vendas de derivados no mercado interno, com destaque para os derivados médios, como diesel e querosene de aviação (QAV), além da gasolina. Esse movimento contribuiu para sustentar a receita, mesmo diante da queda nos preços médios dos derivados comercializados pela companhia.

As estimativas indicam que o preço médio dos derivados caiu 4,2% em 12 meses, passando de R$ 484,5 por barril no 4T24 para R$ 464,2 por barril no 4T25. Ainda assim, o aumento do volume produzido e vendido compensou a retração nos preços, preservando margens operacionais relevantes. A margem de lucro líquido projetada para o trimestre é de 26%.

O boletim também destaca que o resultado do 4T25 foi impactado por itens não recorrentes. Entre eles, o pagamento de R$ 6,97 bilhões pelos direitos e obrigações da União nos campos de Mero e Atapu, no Leilão de Áreas Não Contratadas realizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), além de R$ 1,54 bilhão referente ao Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV), decorrente do Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada de Jubarte, no pré-sal.

Mesmo com esses desembolsos extraordinários, a companhia deve manter geração operacional de caixa expressiva. A projeção para recursos gerados pelas atividades operacionais é de R$ 52,1 bilhões no trimestre, enquanto o fluxo de caixa livre estimado é de R$ 18,6 bilhões.

No campo dos investimentos, o Ineep ressalta que, até o terceiro trimestre de 2025, a Petrobras aplicou R$ 73,1 bilhões na aquisição de ativos imobilizados e intangíveis, montante 35,5% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O dado indica retomada consistente do ciclo de investimentos, especialmente nas áreas de exploração e produção.

Já a política de remuneração aos acionistas mostra trajetória distinta da observada no ano anterior. No terceiro trimestre de 2025, a distribuição de dividendos foi de R$ 12,16 bilhões, alta de 40,4% frente ao segundo trimestre. Contudo, no acumulado até o 3T25, os pagamentos totalizaram R$ 32,54 bilhões — recuo de 49,2% em comparação aos R$ 64,05 bilhões distribuídos no mesmo intervalo de 2024.

Para o Ineep, os números consolidam um cenário de forte geração de resultados pela estatal, ancorado na expansão da produção no pré-sal, no desempenho do mercado interno e na recomposição dos investimentos. Se confirmadas as projeções, 2025 poderá se tornar um dos anos mais lucrativos da história recente da companhia, reforçando seu papel estratégico na economia brasileira e na cadeia de petróleo e gás.

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No TST, diretor dos Metalúrgicos do ABC defende negociação coletiva permanente

O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Messias Damasceno, defendeu a centralidade da organização no local de trabalho, a valorização da negociação coletiva e a proteção social diante das novas formas de contratação, durante participação no Painel 3 – Direito Coletivo, Liberdade Sindical e Novas Formas de Trabalho, no congresso “Diálogos Internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea”, realizado no Tribunal Superior do Trabalho (TST), de 2 a 4 de março. Leia em TVT News.

Ao contextualizar a trajetória do chamado “novo sindicalismo”, Damasceno resgatou as greves do ABC no fim dos anos 1970, a fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a defesa histórica da liberdade sindical, do fim da unicidade e do imposto sindical. “É importante lembrar de onde viemos para entender o que nos orienta até hoje”, afirmou, destacando que, mesmo após a Constituição de 1988, ainda há desafios para a plena liberdade sindical no país.

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Organização no local de trabalho

Para o dirigente, o pilar da atuação sindical no ABC é a organização no local de trabalho. “É ali que se escuta o trabalhador, que se formula pauta e se constrói o diálogo cotidiano com a empresa”, explicou. Segundo ele, a negociação coletiva não se limita à data-base anual, mas ocorre de forma permanente.

“Todo dia discutimos algum tema: conforto térmico, bebedouro, tempo de produção, volume, EPI adequado. Isso é negociação coletiva permanente”, disse.

A base do sindicato abrange quatro cidades do ABC paulista — São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra — e reúne 75 mil trabalhadores. A taxa de sindicalização é de 43%, chegando a 55% nas empresas com comitês sindicais e a 87% nas montadoras da região.

Damasceno destacou ainda o avanço da participação feminina na categoria. Hoje, 18% da base é composta por mulheres — índice que era de 14% três anos atrás. Segundo ele, o crescimento se deve a cláusulas negociadas que preveem contratação com diversidade, incluindo mulheres, pessoas negras, LGBTQIAP+ e com deficiência.

Mais de R$ 1 bilhão na economia

Em resposta à chamada “sindicatofobia”, o dirigente apresentou números para demonstrar o impacto econômico da negociação coletiva. Apenas em 2025, os acordos de data-base resultaram em R$ 346 milhões injetados na economia regional. Em 2023, os acordos de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) somaram R$ 476 milhões.

“Se somarmos os valores atualizados, passamos de R$ 1 bilhão injetado no bolso dos trabalhadores e na economia da região”, afirmou.

No ano, foram firmados 87 acordos de PLR, com cobertura de 38 mil trabalhadores, além de 166 acordos de data-base e 13 convenções coletivas que abrangem 48 mil trabalhadores. Em um dos grupos patronais, relatou, não houve acordo coletivo, o que obrigou o sindicato a negociar empresa por empresa.

Cláusulas inovadoras e pré-aposentadoria

Damasceno destacou também cláusulas consideradas inovadoras, como a participação do sindicato nas discussões sobre investimentos e impactos no emprego, incluindo processos de requalificação e readaptação profissional.

Outro exemplo é o programa de pré-aposentadoria antecipada, criado após a reforma da Previdência. “Imaginem um trabalhador na linha de produção com 65 anos. É inviável”, argumentou. Pelo modelo negociado, o trabalhador pode aderir voluntariamente ao programa, receber 50% do salário, manter o plano de saúde e continuar contribuindo para a Previdência até atingir os requisitos para aposentadoria integral.

Informalidade e desigualdade

Apesar da menor taxa de desemprego da série histórica — 5,1% —, Damasceno alertou para a informalidade, que atinge cerca de 40 milhões de trabalhadores sem acesso a férias, 13º salário ou negociação coletiva.

Ele também citou dados de 2024 sobre trabalho infantil — 1.650 crianças identificadas em situação de exploração — e mais de 5 mil resgatados de trabalho análogo à escravidão no último biênio.

No debate sobre jornada, defendeu a redução sem diminuição salarial e criticou o modelo 6×1. Segundo ele, 58% dos trabalhadores formais cumprem jornada de 44 horas semanais, e há 25 milhões com jornadas regulares acima do limite legal.

Plataformas e subordinação algorítmica

Ao abordar as novas formas de trabalho, Damasceno afirmou ser “inegável” o vínculo de subordinação nas plataformas digitais. “O fato de ter um smartphone na mão e não um chefe físico não retira a subordinação. O algoritmo determina rota, ritmo e punição”, declarou.

Ele defendeu proteção social e direito à negociação coletiva para trabalhadores de aplicativos, mas ponderou que a organização deve surgir também por iniciativa desses próprios trabalhadores, respeitando suas especificidades.

“O desafio é equilibrar garantias sociais com a flexibilidade buscada por muitos. Isso é possível”, sustentou.

Pejotização e risco estrutural

No trecho final da exposição, o dirigente fez um alerta sobre o avanço da pejotização e discussões em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, se prevalecer a ampliação irrestrita desse modelo, o impacto será estrutural.

“Não é só o fim da Previdência ou do vínculo. É o desmonte do Estado social brasileiro”, afirmou. Segundo Damasceno, a perda de contribuições afetaria o financiamento da saúde, do FGTS, da habitação, da infraestrutura e da formação profissional.

Ele também criticou práticas antissindicais. Relatou ter ouvido de um setor de recursos humanos de uma multinacional que trabalhadores sindicalizados seriam demitidos. “Conduta antissindical não pode ser normalizada”, disse.

Democracia e desenvolvimento

Ao encerrar, Damasceno afirmou que não há democracia forte sem movimento sindical forte. Defendeu o combate à precarização, a valorização da negociação coletiva e uma estratégia de reindustrialização com transição energética e tecnológica justa.

“O trabalhador deve estar no centro do debate sobre desenvolvimento, e não como consequência”, concluiu.

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Feminicídio aumenta 96% no estado de SP, em quatro anos

O número de vítimas de feminicídio no estado de São Paulo aumentou 96,4% em 2025, na comparação com 2021. No ano passado foram 270 mulheres mortas, ante 136 vítimas em 2021. Leia em TVT News.

Considerando os estados da Região Sudeste, 41% das mortes aconteceram em São Paulo. O levantamento é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e foi divulgado nesta quarta-feira (4).

“O caso de São Paulo chama mais atenção pelo fato de ser um número muito grande em termos quantitativos, de 136 feminicídios para 270. Praticamente duplicou em 4 anos o número de feminicídios aqui no estado. E é um estado que já tinha uma consistência em relação à qualidade do registro da informação [no período analisado]”, disse Samira Bueno, diretora executiva do FBSP.

Diante disso, Samira afirma que há uma preocupação em relação à violência contra a mulher no estado. “Tem vários casos recentes [que ganharam visibilidade nos últimos meses], o que a gente está vendo na imprensa é, de algum modo, o que está se traduzindo nas estatísticas”, acrescentou.

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Brasil

Em todo o país, no mesmo período de comparação, houve um crescimento de 14,5% nos registros de vítimas de feminicídios. Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil.

Em 2022, na comparação com 2021, a alta foi de 7,6%. Na sequência, em 2023 e em 2024, na comparação com o ano imediatamente anterior, o crescimento ficou na ordem de 1% ao ano. No entanto, em 2025, observou-se um novo salto, dessa vez de 4,7% em um ano.

O FBSP avalia que essa inflexão mais recente rompe a estabilidade relativa – ainda que em patamar elevado – que perdurou nos anos de 2022, 2023 e 2024 e sinaliza um agravamento que não pode ser atribuído apenas ao aprimoramento dos registros desse tipo de crime.

feminicídio
Em 2025, novo salto de 4,7% em um ano em casos de feminicídio. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Violência urbana X violência doméstica

Segundo a entidade, a evolução das taxas de outros crimes contra mulheres, como ameaça, perseguição, violência psicológica, lesão corporal, estupro e tentativa de feminicídio, também vêm aumentando de forma consistente nos últimos anos, em todo país.

Os dados mostram que a redução das mortes de mulheres em contextos típicos da violência urbana (como conflitos armados, disputas em contexto de tráfico de drogas e vitimização difusa) ocorre em paralelo ao aumento da letalidade em contextos domésticos, familiares e afetivos.

“O crescimento dos feminicídios revela a persistência, e em certa medida o recrudescimento, da violência baseada em gênero no espaço privado”, diz a análise.

O fórum de segurança pública explica que, diferentemente da violência urbana, mais sensível a políticas de segurança pública tradicionais, a violência doméstica é fortemente influenciada por fatores estruturais como desigualdades de gênero, padrões culturais de dominação masculina, controle coercitivo e fragilidades na rede de proteção.

“O aumento da letalidade nesse contexto sugere dificuldades em interromper trajetórias de violência já conhecidas pelas instituições e aponta para limites na capacidade de prevenção, proteção e resposta do Estado antes que a violência alcance seu desfecho fatal”, avalia a entidade.

Medidas protetivas

Dos casos sobre os quais havia informação, 148 mulheres (13,1%) tinham Medida Protetiva de Urgência quando foram mortas. A análise desse elemento contempla 1.127 feminicídios em 16 unidades da federação.

Na avaliação do FBSP, o contingente expressivo de mulheres assassinadas mesmo após ter pedido socorro ao sistema de Justiça, mostra que a medida é insuficiente. 

“A concessão da medida protetiva, embora fundamental, não tem sido suficiente para impedir a letalidade em parcela relevante dos casos, o que impõe reflexão sobre monitoramento, fiscalização e integração da rede de proteção.”

A diretora executiva do fórum destaca que o Brasil tem uma das melhores legislações de proteção à mulher do mundo e, atualmente, a maior pena do Código Penal é para o feminicídio.

No entanto, Samira avalia que a solução não passa por mudar a legislação, mas fazer com que as leis sejam implementadas. 

“As forças de segurança falharam em proteger essas mulheres [que tinham medida protetiva] nesses casos. Então o problema não é a lei, o problema é que a gente muitas vezes não tem os recursos necessários para que as forças de segurança façam esse trabalho.”

A fiscalização da medida protetiva de urgência, explica Samira, é uma tarefa dos executivos – seja com guardas municipais, seja com polícias militares –, a quem cabe garantir que as mulheres sejam protegidas após decisão judicial que estabeleça alguma medida protetiva, como o impedimento de aproximação do agressor.

Em 2026 a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Desde que foi implementada, o Brasil consolidou avanços no plano normativo de enfrentamento à violência de gênero, avalia o Fórum.

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

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Ataque à Assembleia no Irã tenta impedir sucessão de Khamenei, diz Sheik

O prédio da Assembleia de Peritos do Irã, órgão responsável por escolher o sucessor do líder supremo foi atacado por Israel nesta terça-feira (3). A informação foi confirmada em entrevista exclusiva ao Jornal TVT News Primeira Edição por Ruhollah Shamshiri, conhecido como Sheik Salman, diretamente da cidade de Qom.

Segundo o religioso, o ataque ocorreu enquanto os integrantes do colegiado religioso estavam reunidos. “Agora mesmo, enquanto estava falando com vocês, naquele mesmo lugar em que todo esse grupo religioso que vai ter que escolher o sucessor de Khamenei, ele foi atacado. Meus amigos me avisaram agora mesmo, foi atacado. Eles querem impedir que ocorra esse processo”, afirmou.

A Assembleia de Peritos é composta por 88 aiatolás e, de acordo com a Constituição iraniana, é a única instância com autoridade para nomear o novo líder supremo após a morte de Ali Khamenei, que teria sido assassinado em ataques israelenses e estadunidenses no último domingo (1º). Até o momento, não houve confirmação oficial do governo iraniano sobre o bombardeio ao prédio da assembleia.

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Sucessão de Khamenei

Para Sheik Salman, a ofensiva tem objetivo político claro. “A lei iraniana mostra que esse grupo é o único que tem direito de escolher o sucessor de Khamenei”, destacou, sugerindo que o ataque buscaria desorganizar o processo sucessório e aprofundar a instabilidade institucional no país.

A escalada militar também atingiu a cidade de Qom, um dos principais centros religiosos do Irã. De acordo com o religioso, mísseis americanos atingiram a região. “Infelizmente, também nossa cidade, Qom, foi atingida por mísseis americanos. Mas o Irã se rendeu ou vai continuar? Isso mostra que o Irã vai continuar esta guerra e pode vencer esta guerra”, declarou.

Em tom de resistência, ele citou o último discurso do aiatolá Ali Khomeini, que, segundo ele, reafirmou a disposição do país de não aceitar negociações sob pressão. “O Irã não vai se render, o Irã não vai aceitar essa humilhação. O Irã tem uma cultura valiosa e não vai aceitar se sentar ao lado de um presidente como Trump”, afirmou, em referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Sheik Salman também acusou os Estados Unidos de atacarem alvos civis. “O senhor mencionou os ataques a hospitais. Isso é bem claro, eles sempre atacaram lugares que não são militares”, disse, ao comentar denúncias de bombardeios a estruturas como hospitais e residências.

Recado do Sheik

Apesar do cenário de destruição, o religioso afirma que a população não está intimidada. “A situação do povo iraniano, se o Irã sente medo ou terror? Eles querem isso, mas o Irã não tem medo”, declarou. Segundo ele, mesmo após os bombardeios, milhões de pessoas saíram às ruas durante a madrugada para demonstrar apoio à Revolução Islâmica. “Sim, o Irã está com hospitais destruídos, com casas destruídas. Nós sofremos. Mas ainda continuamos.”

A entrevista ocorre em meio ao agravamento do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, com ataques cruzados e aumento das tensões diplomáticas. Para o Sheik Salman, porém, a mensagem oficial é de continuidade da resistência e de manutenção do processo institucional de escolha do novo líder supremo, apesar das ofensivas militares.

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Assassinato de líder do Irã não vai provocar colapso do regime, diz historiadora

O assassinato do líder supremo do Irã, Aiatolá Khamenei, em meio a negociações diplomáticas representa uma escalada grave, imprevisível e de consequências incertas para o Oriente Médio. A avaliação é da historiadora Samira Adel Osman, professora de História da Ásia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora do Irã, em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição. Leia em TVT News.

Para ela, o ataque promovido pelos Estados Unidos — anunciado sob justificativas que classificou como “invenções” e “fanfarronices” — surpreendeu não apenas pela violência, mas pelo timing. “Isso aconteceu justamente no momento em que as negociações estavam em curso. Talvez o ataque surpresa tenha chocado ainda mais”, afirmou.

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Samira foi enfática ao classificar o episódio como assassinato. “Não há outro nome”, disse, ressaltando o peso simbólico da liderança suprema não apenas para o Estado iraniano, mas para os xiitas em diferentes países. Segundo a historiadora, trata-se de uma autoridade religiosa com estatura comparável à de um papa para os católicos, guardadas as diferenças institucionais entre islamismo e cristianismo.

Apesar da gravidade do episódio, ela rechaça a ideia de que a morte do líder provoque colapso institucional. “O Irã tem uma estrutura de poder bem estabelecida, que não se limita ao líder supremo e não acaba com a Presidência”, explicou. Há, segundo ela, múltiplas camadas de poder — incluindo assembleias, conselhos religiosos e estruturas militares — capazes de reorganizar rapidamente o comando do país.

Guarda Revolucionária como pilar

No centro dessa engrenagem está a Guarda Revolucionária Iraniana. Para Samira, trata-se do principal pilar político, militar, ideológico e moral do regime instaurado após a Revolução de 1979.

“A ideia de que se mata o líder e tudo desmorona, como um castelo de cartas, revela desconhecimento da estrutura iraniana”, afirmou. A Guarda, segundo ela, não atua apenas na proteção militar ou nos programas estratégicos, mas como guardiã dos princípios fundadores da República Islâmica.

A historiadora destacou que essa força não se restringe às grandes cidades. Sua capilaridade territorial permite presença em áreas periféricas e rurais, consolidando vínculos sociais e políticos que dificultam qualquer mudança abrupta de regime. “Seria necessário algo muito mais profundo do que a morte de um líder para desmontar essa estrutura”, avaliou.

Ela também considera improvável qualquer “virada de lado” da Guarda, como chegou a sugerir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ideologicamente, é a parte mais estruturada do poder. Não é algo que se desfaça por intervenção externa ou promessa de recomposição política”, afirmou.

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Uma pessoa segura uma foto do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataques conjuntos dos EUA e de Israel, enquanto pessoas lamentam sua morte em uma praça em Teerã, em 1º de março de 2026. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989 e inimigo declarado do Ocidente, foi morto no primeiro ataque de uma ofensiva massiva dos EUA e de Israel que se estendeu por um segundo dia, em 1º de março, enquanto as duas potências buscam derrubar a república islâmica. (Foto de ATTA KENARE / AFP)

Preconceito e “orientalismo”

Samira criticou duramente a cobertura da mídia ocidental e brasileira sobre o conflito. Para ela, há uma leitura marcada por preconceitos históricos contra o mundo islâmico, que desumanizam sociedades inteiras e naturalizam ações violentas.

Ao comentar editoriais que relativizam o assassinato, a professora comparou a situação à hipótese de execução de um papa. “Imagine se o papa fosse assassinado e a reação fosse de ligeireza”, disse.

A análise dialoga com o conceito de “orientalismo” formulado por Edward Said. Segundo Samira, a construção histórica do Islã como ameaça permanente — associada a fanatismo, terrorismo e radicalismo — alimenta uma narrativa que legitima intervenções e guerras.

Ela lembrou que, ao longo das últimas décadas, aliados e inimigos dos Estados Unidos variaram conforme interesses estratégicos, citando como exemplos o Iraque de Saddam Hussein e o Talibã no Afeganistão. “Depende da conjuntura e dos interesses imperialistas”, afirmou.

No contexto pós-Guerra Fria, acrescentou, a dissolução da União Soviética eliminou o antigo antagonista ideológico. “Era preciso um novo inimigo. A ameaça vermelha foi substituída pela ameaça verde”, disse, em referência à cor associada ao Islã.

Emirados e alianças frágeis

Questionada sobre a posição dos países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos, Samira avaliou que se trata de construções políticas e econômicas frágeis, sustentadas por interesses estratégicos e financeiros.

Ela apontou que a recente corrida de milionários por jatinhos privados para deixar Dubai após bombardeios ilustra o caráter artificial dessas formações estatais. “Se o país não existe como pátria para seu cidadão, a relação é instrumental”, observou.

Ainda assim, ponderou que a dinâmica regional é complexa e que qualquer desagregação dependerá de mudanças conjunturais profundas.

Cenário imprevisível no Irã

A historiadora evitou fazer prognósticos categóricos sobre os próximos passos do conflito. “Não consigo fazer futurologia. Estamos todos impactados”, afirmou, relatando inclusive conversas recentes com colegas iranianos pouco antes da notícia do assassinato.

Para ela, o risco maior é a escalada sem controle. “Neste caso, não se pode ter nenhuma previsão sobre qual será o próximo passo dos Estados Unidos”, disse.

Ao final, reiterou que o Irã não pode ser simplificado como uma ditadura homogênea. “Há eleições, há disputas internas, há complexidade institucional”, afirmou, defendendo que análises apressadas apenas reforçam estigmas e impedem a compreensão efetiva do cenário geopolítico.

Diante da centralidade da Guarda Revolucionária e da estrutura multicamadas do poder iraniano, Samira conclui que a aposta em desestabilização rápida tende ao fracasso. “Não me surpreenderia se, daqui a alguns dias, se anunciasse que acabou. Porque não é simples desmontar essa engrenagem”, afirmou.

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Bahia e Vitória vão a campo no final de semana com transmissão da TVT

A TVT transmite neste fim de semana dois confrontos decisivos da 9ª e última rodada da primeira fase do Campeonato Baiano 2026, em parceria com a TVE Bahia. As partidas colocam em campo quatro equipes tradicionais do futebol estadual e encerram a etapa classificatória da competição, com cenários distintos para cada clube. Leia em TVT News.

No sábado (21), o já rebaixado Atlético de Alagoinhas enfrenta o classificado Esporte Clube Bahia, às 20h, no Estádio de Pituaçu, em Salvador. A transmissão começa às 19h30. Inicialmente previsto para outro horário, o duelo sofreu alteração na tabela e marca o retorno do Bahia a Pituaçu após três anos sem atuar no estádio.

A partida opõe equipes em situações opostas na tabela. O Atlético de Alagoinhas entra em campo já matematicamente rebaixado para a Série B do estadual e cumpre tabela na rodada final. Ainda assim, o clube busca encerrar sua participação com dignidade diante de um dos principais times do estado. Do outro lado, o Bahia já assegurou vaga na fase semifinal e utiliza o confronto para ajustar a equipe e manter o ritmo competitivo antes do mata-mata.

O retorno a Pituaçu também adiciona simbolismo ao jogo. O estádio, que já foi palco de momentos importantes do futebol baiano, volta a receber uma partida do Bahia em contexto oficial, reforçando sua relevância na infraestrutura esportiva da capital.

No domingo (22), às 16h, é a vez do Esporte Clube Vitória entrar em campo diante do Galícia Esporte Clube, no Estádio Manoel Barradas, conhecido como Barradão, em Salvador. A transmissão terá início às 15h30.

O Vitória chega à última rodada intensificando os treinamentos e buscando consolidar sua posição na tabela. A comissão técnica tem aproveitado a semana para ajustar o sistema tático e aprimorar a preparação física do elenco, ciente da importância do confronto para a definição dos classificados. Já o Galícia encara o duelo como oportunidade de fechar sua campanha na primeira fase com desempenho consistente diante de um dos favoritos ao título.

As duas partidas terão exibição da TVT em São Paulo, pelo canal 44.1, ampliando o alcance do Campeonato Baiano para o público paulista. Também será possível acompanhar os jogos ao vivo pelo YouTube da TVE Bahia, garantindo acesso nacional à rodada decisiva.

A cobertura reforça a parceria entre a TVT e a TVE Bahia na valorização do futebol regional e na difusão das competições estaduais para além das fronteiras locais. Ao transmitir os confrontos da rodada final, as emissoras contribuem para dar visibilidade aos clubes baianos e ampliar o debate esportivo, aproximando torcedores de diferentes regiões do país.

Com cenários definidos para alguns e indefinidos para outros, a 9ª rodada promete emoções distintas em Salvador. Entre despedidas, preparação para o mata-mata e busca por afirmação, o fim de semana marca o encerramento da primeira fase do Campeonato Baiano com transmissão ao vivo para todo o Brasil.

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Dia Mundial da Justiça Social – Brasil alcança patamares históricos em renda, emprego e equidade

No Dia Mundial da Justiça Social, em 20 de fevereiro, indicadores oficiais reforçam que o Brasil avançou em 2025 em temas centrais da justiça socioeconômica, como distribuição de renda mais equitativa, mercado de trabalho mais dinâmico e fortalecimento do poder de compra dos trabalhadores. Dados de pesquisas oficiais do governo federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, apesar dos desafios estruturais, o país registrou conquistas importantes que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros. Leia em TVT News.

Os dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) indicam que, em 2024 — base dos números compilados em 2025 — o rendimento mensal real domiciliar per capita chegou a R$ 2.020, o maior nível da série histórica iniciada em 2012, com crescimento real de 4,7% em relação a 2023. Ao mesmo tempo, a **massa de rendimento domiciliar total atingiu **R$ 438,3 bilhões, também recorde da série, com alta de 5,4% sobre o ano anterior.

Esses números refletem um ponto crucial da justiça social: a queda da desigualdade de renda. O índice de Gini, que varia de 0 (igualdade perfeita) a 1 (desigualdade total), ficou em 0,506 em 2024 — o menor desde 2012, sinalizando que a renda passou a se distribuir de forma mais equilibrada entre diferentes faixas da população.

No mercado de trabalho, os resultados também foram expressivos em 2025. A taxa de desemprego caiu para cerca de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica, segundo os dados mais recentes da PNAD Contínua. Paralelamente, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores situou-se em aproximadamente R$ 3.560, o que representa uma alta real de 5,7% em comparação a 2024. Esses números indicam não apenas mais vagas, mas também melhora nos salários e na qualidade dos vínculos de trabalho.

Salário mínimo e Justiça Social

Parte desse desempenho está diretamente associada às políticas de valorização do salário mínimo implementadas pelo governo. Em **2025, o salário mínimo nacional foi fixado em R$ 1.518,00, com ganho real acima da inflação, beneficiando milhões de trabalhadores formais e segurados de programas sociais.

O avanço continua em 2026, com o salário mínimo reajustado para R$ 1.621,00, conforme publicação oficial do governo federal. Esse aumento de 6,8% em relação ao piso anterior entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e incorpora correção pela inflação (INPC) e um ganho real, seguindo a política de valorização do poder de compra do trabalhador.

Esse piso salarial, além de ser uma referência no mercado de trabalho, impacta diretamente os benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que também seguem o valor do salário mínimo.

Outras medidas adotadas em 2025 reforçam a agenda de justiça social ao ampliar o poder aquisitivo das famílias brasileiras. Uma das mais significativas foi a sanção de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), elevando-a para rendimentos de até R$ 5.000 por mês, com impacto direto sobre a renda disponível de milhões de trabalhadores e contribuintes de baixa e média renda a partir de 2026.

A combinação desses elementos — ganhos reais de renda, menor desemprego histórico, valorização do salário mínimo e redução da desigualdade de renda — vem produzindo mudanças concretas no cotidiano das famílias brasileiras. Estudos oficiais sugerem que essa melhora tende a se refletir em redução da pobreza, maior consumo das famílias e fortalecimento de pequenos negócios, especialmente nas regiões e segmentos historicamente mais vulneráveis.

No Dia Mundial da Justiça Social, os números oficiais de 2025 e as projeções para 2026 mostram que o Brasil tem conseguido alinhar crescimento econômico com inclusão social, reduzindo disparidades e ampliando oportunidades. Esse conjunto de políticas reafirma a importância de estratégias públicas que articulam proteção social, emprego e renda, pilares essenciais para promover uma sociedade mais justa e equitativa.

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Motta quer votar PEC do fim da escala 6×1 até maio

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (10) que pretende incluir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 — regime em que o trabalhador cumpre seis dias trabalhados e apenas um de descanso — na pauta de votações ainda nos próximos meses, com expectativa de votação em plenário até maio de 2026. Leia em TVT News.

A declaração reforça a movimentação recente do Legislativo para destravar uma das principais pautas trabalhistas em tramitação no Congresso Nacional. Na segunda-feira (9), Motta encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara uma versão unificada da PEC que trata do fim da escala, consolidando duas propostas originárias de parlamentares de diferentes espectros políticos — a PEC 8/25, de iniciativa da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Em suas redes sociais, Motta destacou a abertura de um “debate amplo” sobre o tema, que tem gerado intensas discussões entre trabalhadores, empregadores e representantes sindicais. “Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros”, escreveu o presidente da Câmara, enfatizando a importância de amadurecer a proposta antes da votação.

Participei, agora pela manhã, do evento CEO Conference, organizado pelo @BTGPactual. Na ocasião, reforcei as prioridades da Câmara dos Deputados para 2026. A PEC da redução da jornada de trabalho 6×1 é uma destas agendas.

A tramitação via Proposta de Emenda Constitucional é, ao…

— Hugo Motta (@HugoMottaPB) February 10, 2026

Tramitação do fim da escala 6×1

Com o envio à CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 entra na fase de análise de admissibilidade constitucional — etapa em que os deputados da comissão verificam se a proposta atende aos requisitos formais e pode seguir para os demais trâmites legislativos. Caso a CCJ a aprove, o texto ainda precisa passar por uma comissão especial, onde ocorrerá o debate mais detalhado e possíveis ajustes, antes de ir a votação em dois turnos no Plenário da Câmara. Só depois disso a proposta segue para apreciação no Senado.

Motta afirmou, em declarações à imprensa, que a previsão de votação no plenário até maio é um marco temporal desejado pelo Legislativo para apresentar uma posição do Parlamento sobre o tema antes de comprometer a agenda legislativa do segundo semestre e o calendário eleitoral. “Temos a consciência de que, com o avanço tecnológico e com tudo que temos hoje como ferramenta de trabalho, a discussão sobre redução de jornada se tornou inadiável”, declarou o presidente da Câmara ao comentar o cronograma.

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“Vamos ouvir todos os setores e entregar a melhor lei para os brasileiros”, disse Motta. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A pauta do fim da escala 6×1 ganhou relevância no início de 2026 também após o envio da mensagem presidencial ao Congresso Nacional, na qual o governo federal sinalizou a prioridade de avançar na redução da jornada de trabalho sem redução de salários — uma bandeira defendida pela base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida tem sido defendida como uma resposta às demandas por qualidade de vida e condições de trabalho mais dignas, especialmente por organizações sindicais e movimentos sociais, que vêm organizado campanhas públicas e mobilizações nas redes sociais em favor da PEC. Por outro lado, representantes do setor empresarial e de alguns sindicatos patronais alertam para potenciais impactos econômicos e operacionais, principalmente para pequenos e médios negócios que operam com escalas de trabalho contínuas.

A tramitação de uma PEC exige maioria qualificada (três quintos dos votos) em dois turnos nas duas casas do Congresso, um patamar mais elevado que o de projetos de lei ordinários, o que torna o consenso político um elemento crucial para o êxito da proposta. Além disso, diversas versões da proposta e propostas alternativas, incluindo modelos que preveem transição mais gradual ou flexibilização por setor econômico, seguem em debate entre parlamentares e especialistas em direito do trabalho.

Críticos da tramitação observam que, apesar da movimentação recente, a agenda legislativa é extensa e há desafios logísticos e políticos para garantir o cumprimento da meta de votação em maio — uma pressão que se soma à necessidade de articulação entre lideranças partidárias para assegurar os votos suficientes nas etapas seguintes.

Enquanto a CCJ não fixa data para análise da admissibilidade, a proposta segue como um dos temas centrais no início do ano legislativo no Congresso. A expectativa oficial é de que o debate seja ampliado nas próximas semanas, com audiências públicas, consultas setoriais e manifestações de entidades representativas, num processo que visa construir um texto final que contemple diferentes interesses sem comprometer direitos fundamentais dos trabalhadores.

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