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Três em cada 10 eleitores escolhem candidato para barrar um rival, aponta Datafolha

datafolha
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Três em cada dez eleitores afirmam que escolherão um candidato à Presidência em 2026 principalmente para impedir a vitória de outro concorrente, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

Para 61% dos entrevistados, a motivação principal são as propostas e o preparo do candidato escolhido. Outros 7% indicaram razões diferentes, enquanto 2% não souberam responder.

Entre os eleitores do presidente Lula (PT), 23% dizem que votariam para derrotar outro candidato e 68% apontam as propostas e o preparo como razão da escolha. A margem de erro nesse segmento é de três pontos percentuais.

No grupo que declara voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 35% têm como principal objetivo impedir a eleição de um adversário. Outros 56% consideram o candidato o mais preparado e com as melhores propostas. A margem de erro é de quatro pontos.

Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O voto para barrar um rival chega numericamente a 37% entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 31% entre os de Ronaldo Caiado (PSD) e 24% entre os de Renan Santos (Missão). As margens de erro desses segmentos são de 13, nove e 12 pontos percentuais, respectivamente.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados se a escolha para presidente ainda poderia mudar. No total, 72% disseram estar totalmente decididos, 27% admitiram a possibilidade de trocar o voto e 1% não soube responder.

A proporção de eleitores totalmente decididos alcança 82% entre os que declaram voto em Lula. No eleitorado de Flávio Bolsonaro, 78% afirmam que a decisão já está tomada.

O instituto entrevistou 2.058 pessoas com 16 anos ou mais em 128 municípios entre terça-feira (18) e quarta-feira (19). A margem de erro da amostra total é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Encomendada pela TV Globo e pela Folha, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026.

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Filiação fraudulenta ao Missão impede registro da candidatura de Flávio Bolsonaro

O nome de Flávio Bolsonaro (PL) apareceu filiado ao Partido Missão quando o senador tentou registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (13). Com isso, Flávio ainda não pode registrar sua candidatura à presidência para as eleições deste ano. O senador tem até o sábado (15) para resolver a situação, que acusa ser uma fraude.

“Fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não porque Deus está no comando, e a gente, juntos, vamos resgatar o Brasil”, afirmou Bolsonaro em publicação nas suas redes sociais. Ele inicia sua campanha eleitoral neste domingo (16) com ato na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Já o Partido Missão, braço eleitoreiro do grupo conservador Movimento Brasil Livre (MBL), sublinhou a justificativa de Bolsonaro. Em nota, a sigla explica que foi “vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”. O Missão diz ainda que o gabinete de Flávio foi informado sobre a tentativa de filiação no dia 2 de agosto. “Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos”, explicou o partido.

“Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE”, ressaltou o partido.

A nota publicada nas redes sociais informa ainda que a sigla “já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos”. “Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades”.

O candidato do Missão à presidência é o próprio presidente e fundador do MBL, Renan Santos. Santos busca se apresentar como uma alternativa tanto a Lula quanto ao grupo político dos Bolsonaro e defende uma agenda ultraliberal inspirada nas propostas do presidente argentino Javier Milei. A campanha de Renan Santos se baseia no forte uso das redes sociais, especialmente do formato de vídeos curtos. Ainda tenta conquistar o voto da Geração Z com seus conteúdos conservadores e, por vezes, alinhados à extrema-direita.

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Juiz vê liberdade de expressão e nega remoção de post contra Renan Santos

Renan Santos
O pré-candidato a presidência, Renan Santos. Foto: Divulgação/Luiz Rebelato

A Justiça de São Paulo negou um pedido de Renan Santos, líder do MBL e pré-candidato à Presidência pelo Missão, para que plataformas como X e Instagram removessem uma publicação feita por JR Freitas, líder de motoboys e pré-candidato a deputado estadual pelo PSol.

No post, Freitas publicou trecho de um boletim de ocorrência em que uma mulher relata ter sido vítima de assédio por Renan. O dirigente do MBL nega a acusação e afirma ter sido absolvido no caso. Nos autos, ele apresentou certidões para demonstrar que não possui antecedentes criminais.

Renan alegou à Justiça que era alvo de uma campanha de difamação. Também afirmou que Freitas teria omitido deliberadamente a informação de que ele foi absolvido e divulgado documento que, segundo a defesa, era sigiloso.

Olha o B.O aberto contra o candidato do MBL a presidência da República. Segundo o Renan Santos, isso é invenção da cabeça da garota. pic.twitter.com/PbP6xVTQME

— JR Freitas (@jrfreitasofc_) April 5, 2026

O juiz Fabio Evangelista de Moura, da 45ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou o pedido. Na decisão, o magistrado afirmou que a retirada de manifestações em redes sociais é uma medida excepcional e só deve ocorrer diante de clara violação de direitos.

O magistrado também entendeu que a publicação do boletim de ocorrência, por si só, não significa imputação direta de crime ao líder do MBL. Ele ressaltou que Renan, por ser figura pública, tem esfera de proteção à intimidade e à vida privada mais limitada, sem perder proteção contra conteúdos evidentemente falsos.

JR Freitas ganhou projeção em São Paulo durante a disputa sobre a regulamentação do serviço de mototáxi. Ele liderou mobilizações de entregadores e motoboys e atuou como interlocutor da categoria em debates com o governo federal sobre trabalho por aplicativo.

Em maio, Freitas participou de evento com Lula no lançamento de uma linha de crédito para motoristas de aplicativo. O motoboy é apontado como uma das apostas do PSol para a disputa à Assembleia Legislativa de São Paulo.

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