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Ibovespa tem leve alta com expectativa de acordo EUA-Irã; dólar fecha próximo da estabilidade

O Ibovespa (IBOV) acompanhou o desempenho do cenário externo e estendeu os ganhos da véspera com expectativas de acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã.

Nesta quinta-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0012, com leve queda de 0,04%..

Por aqui, o ruído político continuou a concentrar as atenções dos investidores. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou ter requisitado uma reunião ao presidente Trump.

Segundo aliados de Flávio, o senador foi convidado para um encontro com o norte-americano que pode ser realizado na próxima semana.

Perguntado se ele ou o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediram a conversa, Flávio respondeu em inglês: “No, I didn’t ask anything. Nobody asked”. A frase, dita a jornalistas no Congresso, pode ser traduzida como: “Não, não pedi nada. Ninguém pediu”. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado.

A candidatura de Flávio entrou em crise na semana passada com o vazamento do áudio, pelo site Intercept Brasil, do senador pedindo dinheiro para dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme ‘Dark House’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte volatilidade, o alívio na curva de juros futuros abriu espaço para a recuperação das ações cíclicas.

A ponta positiva foi puxada por CSN (CSNA3), que subiu 3,43% (R$ 6,34). O destaque entre as altas, porém, foi Usiminas (USIM5) – com alta de 1,98% (R$ 9,80), beneficiada pela elevação de recomendação de neutra para compra pelo Goldman Sachs.

Na revisão positiva, o banco ainda ajustou o preço-alvo de USIM5 de R$ 6,60 para R$ 10,50 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 19,7% sobre o preço de fechamento anterior.

Os pesos-pesados também encerraram o pregão em alta. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou a sessão com ganho de 0,65%. Em destaque, Itaú (ITUB4), detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, também teve alta de 1,13% (R$ 40,12).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação no IBOV, subiu 0,77% (R$ 82,63), na contramão do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, em baixa de 1,07%, a 789,50 yuans (US$ 116,07) a tonelada.

Petrobras (PETR4;PETR3) perdeu força ao longo do pregão com a virada do preços do petróleo para o negativo, mas sustentou os ganhos com o barril ainda acima de US$ 100. PETR3 terminou o dia com alta de 1,25% (R$ 50,30) e PETR4 registrou avanço de 0,78% (R$ 44,95) – figurando como a ação mais negociada da B3 com 69,9 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,5 bilhões.

Em linha com o bom desempenho das commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, subiu 0,17%

Já a ponta negativa foi encabeçada por Hapvida (HAPV3), que recuou 7,01% (R$ 12,34).

Copasa (CSMG3) também figurou entre as quedas, com baixa de 3,14% (R$ 51,14), após a companhia protocolar um um pedido de registro automático de oferta subsequente de ações ordinárias (follow-on) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dando início às etapas finais do processo de privatização.

Na avaliação do Safra, o avanço da privatização é positivo, mas a menor concorrência pelo ativo pode estar no radar dos investidores – e pode ser um motivo para “decepção” do mercado.

Exterior

Os índices de Wall Street recuperaram as perdas durante o pregão e fecharam em alta com relatos de um potencial acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Em destaque, o Dow Jones fechou em seu recorde histórico.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,55%, aos 50.285,66 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,17%, aos 7.445,72 pontos;
  • Nasdaq: +0,09%, aos 26.293,098 pontos.

Na Europa, os índices fecharam sem direção com foco no Oriente MédioO índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve alta de 0,44%, aos 620,56 pontos.

Na Ásia, os principais índices terminaram o dia em tom misto. O índice de Nikkei, do Japão teve alta de 3,14%, aos 61.684,14 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou com baixa de 1,03%, aos 25.386,52 pontos.

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Wall Street avança com possível acordo entre EUA e Irã; Dow Jones fecha em novo recorde

Os índices de Wall Street recuperaram as perdas durante o pregão desta quinta-feira (21) e fecharam em alta com relatos de um potencial acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Em destaque, o Dow Jones fechou em seu recorde histórico.

Confira o fechamento:

  • Dow Jones: +0,55%, aos 50.285,66 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,17%, aos 7.445,72 pontos;
  • Nasdaq: +0,09%, aos 26.293,098 pontos.

Com alívio nas tensões geopolíticas, os juros dos títulos do Tesouro norte-americano voltaram a cair. O Treasury de 10 anos passou de 4,570% no ajuste anterior para 4,558%, em queda de 12 pontos-base.

O que impulsionou Wall Street hoje?

Os investidores seguiram de olho no conflito entre Estados Unidos e Irã, além da repercussão do balanço da Nvidia (NVDA).

As informações do site Al Arabiya de que Washington e Teerã chegaram a um acordo mediado pelo Paquistão sobre o conflito fez com que os índices de Wall Street virassem e passassem a operar em alta. O movimento também mexeu com os Treasuries e o petróleo.

Mais cedo, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, teria emitido uma diretriz determinando que o urânio enriquecido não deixaria o Irã, um ponto de divergência nas tratativas com Washington.

Depois, porém, uma autoridade iraniana negou os relatos. Já o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA vão receber esse urânio enriquecido.

Os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em queda de 2,32%, a US$ 102,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tiveram perdas de 1,94%, a US$ 96,35 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

No front corporativo, a Nvidia fechou em queda de 1,74%, a US$ 219,58, após divulgar o seu balanço, apesar dos números terem sido positivos.

Os analistas do Itaú BBA alertam para a elevada concentração da receita em hyperscalers, grandes empresas de tecnologia responsáveis por infraestrutura de nuvem para inteligência artificial (IA). Segundo o banco, três clientes respondem por cerca de 54% da receita total da companhia.

Dados econômicos

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 3.000, para 209.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 16 de maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (21). Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última semana.

Embora os economistas esperem que os pedidos de auxílio-desemprego aumentem no verão devido a uma peculiaridade sazonal, o mercado de trabalho permanece em um padrão de espera. Os mercados financeiros preveem que o banco central dos EUA mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% no próximo ano.

Já a S&P Global disse que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI) preliminar de indústria dos EUA aumentou para 55,3 este mês, a leitura mais alta desde maio de 2022, de 54,5 em abril. Economistas consultados pela Reuters previam queda para 53,8.

Uma leitura acima de 50 indica crescimento na manufatura, que responde por 9,4% da economia.

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Dólar tem leve queda e fecha a R$ 5 de olho nas negociações de paz entre EUA e Irã

O dólar voltou a perder força com notícias de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio, apesar do alívio nos preços do petróleo.

Nesta quinta-feira (21), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,0012, com leve queda de 0,04%.



O dólar operou na contramão do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com ganho de 0,07%, aos 99.165 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio manteve as atenções concentradas no cenário geopolítico, em meio a declarações desencontradas de autoridades do Irã e dos EUA.

Segundo a agência Al Arabiya, os EUA e o Irã alcançaram uma versão final preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão. O rascunho prevê um cessar-fogo imeadiato e as partes também se comprometem mutuamente a evitar ataques contra infraestrutura.

A agência noticiou ainda que o acordo deve ser anunciado nas próximas horas.

A notícia repercutiu sobre os preços do petróleo. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em queda de 2,32%, a US$ 102,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

O mercado, porém, observa o possível acordo com cautela. Hoje, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os EUA acabarão por recuperar o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã, necessário para fabricar uma arma atômica.

“Nós vamos obter isso. Não precisamos disso, não queremos isso. Provavelmente vamos destruí-lo depois de consegui-lo, mas não vamos permitir que eles fiquem com isso”, disse Trump a repórteres na Casa Branca.

Acredita-se que o Irã possua cerca de 900 libras (cerca de 408 kg) de urânio altamente enriquecido, que Trump diz ter sido enterrado por ataques aéreos dos EUA e de Israel há quase um ano.

A declaração de Trump aconteceu horas depois de a Reuters noticiar que o líder supremo do Irã emitiu uma diretriz para que o urânio do país, com grau de pureza próximo ao de armas, não seja enviado para o exterior, endurecendo a posição de Teerã em relação a uma das principais exigências dos EUA nas negociações de paz.

Segundo autoridades israelenses à agência, Trump havia garantido a Israel que o estoque de urânio do país persa será enviado para fora do país e que qualquer acordo de paz teria que incluir ao menos uma cláusula sobre o tema.

Por aqui, o cenário eleitoral continuou no radar. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou ter requisitado uma reunião ao presidente Trump.

Segundo aliados de Flávio, o senador foi convidado para um encontro com o norte-americano que pode ser realizado na próxima semana.

Perguntado se ele ou o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediram a conversa, Flávio respondeu em inglês: “No, I didn’t ask anything. Nobody asked”. A frase, dita a jornalistas no Congresso, pode ser traduzida como: “Não, não pedi nada. Ninguém pediu”. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado.

A candidatura de Flávio entrou em crise na semana passada com o vazamento do áudio, pelo site Intercept Brasil, do senador pedindo dinheiro para dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme ‘Dark House’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Petróleo recua 2% com possível acordo de paz entre EUA e Irã

Os preços do petróleo encerraram as negociações desta quinta-feira (21) em queda diante de informações do site Al Arabiya de que Washington e Teerã chegaram a um acordo mediado pelo Paquistão sobre o conflito.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em queda de 2,32%, a US$ 102,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tiveram perdas de 1,94%, a US$ 96,35 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

O que mexeu com o petróleo?

O possível avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã trouxe novo alívio para os preços do petróleo.

Diante das notícias de que os Estados Unidos e Irã alcançaram uma versão preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão, a cotação do petróleo perdeu força e virou para queda na sessão desta quinta-feira.

No texto, os dois países concordariam com um cessar-fogo e se comprometeriam a garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. Em troca, o Irã teria as sanções suspensas de forma gradual.

Mais cedo, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, teria emitido uma diretriz determinando que o urânio enriquecido não deixaria o Irã, um ponto de divergência nas tratativas com Washington.

Depois, porém, uma autoridade iraniana negou os relatos. Já o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA vão receber esse urânio enriquecido.

Em decorrência da guerra, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto.

Analistas da Capital Economics alertam que o caminho de volta à normalidade energética está ficando mais longo. Segundo eles, quanto mais tempo a interrupção nos fluxos de energia através do Estreito de Ormuz continuar, mais complexa será qualquer retomada eventual desses fluxos.

“Os preços do petróleo só tenderiam a cair quando os fundamentos do mercado de petróleo melhorarem de forma significativa”, afirmam.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Trump diz que inflação é ‘de curto prazo’ e que não pensa na situação financeira dos americanos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 12, que a alta da inflação no país será de “curto prazo”, alegando que suas políticas estão funcionando mesmo em meio à guerra com o Irã.

“Eu não penso na situação financeira dos americanos”, afirmou, fora da Casa Branca, antes de partir para sua viagem à China. “Eu não penso nisso. Eu penso em uma coisa: não podemos deixar o Irã ter uma arma nuclear.”

O republicano enfatizou que a inflação durante seu mandato está menor do que na época do ex-presidente Joe Biden e frisou que os preços do petróleo vão cair e ações subirão ainda mais com o fim do conflito.

“O mais importante, independentemente de o nosso mercado de ações – que, aliás, está em alta histórica – subir ou descer um pouco é que o Irã não pode ter uma arma nuclear” disse.

Ainda sobre a política externa, o presidente dos EUA comentou que garantirá a libertação de todos os presos políticos na Venezuela e que falará sobre Cuba “na hora certa”, chamando a ilha caribenha de “falida”.

Trump também confirmou que Dr. Marty Makary está fora do cargo de comissário da Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA, em inglês).

Seu mandato, segundo a CNBC, foi marcado por disfunções internas e turbulências na liderança, juntamente com uma crescente reação negativa de fabricantes de medicamentos, médicos e grupos de pacientes sobre decisões regulatórias.

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Ibovespa recua aos 180 mil pontos com IPCA e queda da Petrobras (PETR4); dólar fecha a R$ 4,89

O Ibovespa (IBOV) encerrou a terça-feira (12) em queda, pela segunda sessão consecutiva, após os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos

Os investidores acompanharam ainda o recuo da Petrobras após o balanço do primeiro trimestre de 2026 e a continuidade na escalada de tensões entre Irã e EUA.

Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,8954, com ligeira alta de 0,08%.

Por aqui, o mercado acompanhou os dados da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi a maior para o mês desde 2022.

O IPCA registrou alta de 0,67%, o que representa desaceleração após avanço de 0,88% em março. O resultado veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% em março para 4,39% em abril, ficando próximo do teto da meta inflacionária de 4,5% do Banco Central (BC).

Na avaliação da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, as medidas do governo – como subsídios e redução de impostos – devem mitigar parte dos efeitos da alta do petróleo sobre a inflação brasileira no curto prazo. Ainda assim, ela afirma que combustíveis e alimentos já podem estar sendo impactados pelo conflito no Oriente Médio.

Além disso, “o mercado de trabalho aquecido junto com a perspectiva de desvalorização do real deve fazer com que os preços voltem a acelerar no segundo semestre”, diz Moreno. A projeção do C6 para o IPCA  de 2026 é de 4,8%, acima do intervalo de tolerância da meta, de 4,5%.

Altas e quedas do Ibovespa

No sentido contrário da véspera, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou após o balanço do primeiro trimestre e os dividendos virem abaixo do esperado pelo mercado, contrariando a alta do petróleo. PETR4 tombou 1,62% (R$ 45,68), enquanto PETR3 caiu 0,85% (R$ 50,38).

Segundo o time do Itaú BBA, liderado por Monique Martins Greco, o avanço do Brent ao longo de março “não foi totalmente refletido no trimestre”, já que existe uma defasagem entre o embarque do petróleo e o reconhecimento da receita na transferência de propriedade das cargas exportadas.

“Embora a frustração possa gerar pressão de curto prazo, a combinação de preços mais altos do petróleo e a realização das exportações em trânsito deve reverter esse efeito temporário, preparando um segundo trimestre mais forte”, escreveram os analistas.

Por outro lado, Vale (VALE3) conseguiu se recuperar no fim do pregão e subiu 0,37% (R$ 83,76), destoando da queda de 0,98% do minério de ferro, cotado a 812,5 yuans (US$ 119,57) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China. O avanço ocorreu após a mineradora divulgar suas projeções para 2026 e 2027.

Para o Safra, os números são positivos uma vez que o aumento na sensbilidade do fluxo de caixa livre das Soluções de Minério de Ferro não estava no cenário base do banco.

Adicionalmente, o banco avalia que isso ajuda a aliviar as preocupações do mercado em relação à perda de rentabilidade decorrente dos custos de caixa e do frete desde o início do conflito, algo que aparentemente pressionou as ações após o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Natura (NATU3), que recuou 5,62%, a R$ 9,91, após o resultado do 1T26 ser considerado fraco pelos analistas do mercado.

Já a ponta positiva foi liderada pela Braskem (BRKM5), que disparou 29,02%, a R$ 11,87, depois de o JP Morgan realizar dupla elevação do papel. A recomendação passou de neutro para compra e o banco também subiu o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15, com potencial de valorização de 63% ante o fechamento anterior (11).

Segundo o JP, a elevação do papel reflete a melhora nos fundamentos de mercado, oferta mais restrita e fortalecimento da governança após a reestruturação.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com a inflação pressionada, alta dos preços do petróleo e queda das ações de tecnologia.

No front econômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA aumentou 0,6% em abril, depois de ter subido 0,9% em março, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março, o que reforçou ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve deve deixar a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada por algum tempo.

Diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei disse nesta terça-feira que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza, um nível considerado grau de armamento, se o Irã for atacado novamente.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,11%, aos 49.760,56 pontos;
  • S&P 500: -0,16%, aos 7.400,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em forte queda com a tensão geopolítica e crise política no Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,01%, aos 606,63 pontos.

Na Ásia, os principais índices encerram majoritariamente negativos. O índice de Nikkei, do Japão, encerrou com avanço de 0,52%, 62.742,57 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,22%, aos 26.347,91 pontos.

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Hapvida (HAPV3) lidera os ganhos do Ibovespa e C&A (CEAB3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

O Ibovespa (IBOV) engatou uma segunda semana consecutiva de perdas com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 2,55% na semana e encerrou a última sessão aos 190.745,02 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 4,9982 e teve valorização de 0,30% ante o real no acumulado dos últimos cinco pregões.

Por aqui, o mercado continuou a concentrar as atenções nos efeitos do conflito no Oriente Médio e suas implicações na política monetária. Os preços do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, avançaram % na semana, encerrando a última sessão a US$ 99,13 o barril.

Entre os dados, l, o déficit em transações correntes totalizou US$ 6,036 bilhões em março, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central.

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de US$ 5,489 bilhões no mês. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 2,930 bilhões.

Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. No Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano. Já nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

De olho no Oriente Médio

No início da semana, a tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou após o novo fechamento do Estreito de Ormuz, afetando o fluxo global de petróleo.

Já na quinta-feira (23), Líbano e Israel fecharam mais um acordo temporário. Os dois países estenderam seu cessar-fogo por três semanas após uma reunião de alto nível na Casa Branca, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump.

As expectativas de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã ganharam força na reta final da semana. Na sexta-feira (24), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planejava mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com Araqchi em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Hapvida (HAPV3), que avançou por quatro sessões consecutivas e superou a cotação de R$ 14 pela primeira vez desde janeiro.

Na última quinta-feira, a companhia informou que os acionistas controladores passaram a deter 55,4% do capital social da empresa. Se forem excluídas em ações em tesouraria, a participação agregada dos acionistas corresponde a 58,62%.

Na visão de analistas, a movimentação da família fundadora é uma sinalização de alinhamento e confiança na companhia.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 20 e 24 de abril:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
HAPV3Hapvida ON15,21%
USIM5Usiminas PNA5,55%
PETR3Petrobras ON3,88%
RECV3PetroReconcavo ON3,46%
PETR4Petrobras PN3,19%
SBSP3Sabesp ON2,15%
PRIO3PRIO ON1,57%
ENEV3Eneva ON1,52%
GGBR4Gerdau PN1,07%
VBBR3VIBRA energia ON0,27%

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por C&A (CEAB3), com pressão da curva de juros futuros em meio à incertezas quanto aos impactos da guerra no Irã na política monetária e consumo dos brasileiros.

Veja as quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CEAB3C&A Modas ON-12,96%
YDUQ3Yduqs ON-10,33%
TOTS3Totvs ON-9,51%
COGN3Cogna ON-9,17%
DIRR3Direcional ON-8,12%
MBRF3MBRF ON-7,70%
LREN3Lojas Renner ON-7,45%
EMBJ3Embraer ON-7,33%
IRBR3IRB Re ON-7,10%
BBAS3Banco do Brasil ON-6,97%
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EUA e Irã confirmam nova rodada de negociações indiretas no Paquistão

EUA e Irã concordaram em retomar as negociações de paz no Paquistão, mas de forma indireta.

Os dois representantes norte-americanos, Steve Witkoff, enviado de Donald Trump, e Jared Kushner, genro do presidente norte-americano, embarcam neste sábado (25) para Islamabad. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, chegou nesta sexta-feira (24), na capital paquistanesa.

Ontem, autoridades iranianas haviam afirmado que Araghchi planejava se encontrar com os dois americanos, mas a imprensa oficial e o porta-voz da chancelaria, Esmail Baqaei, negaram.

Nas redes sociais, Baqaei afirmou que “nenhum encontro está previsto entre representantes de Irã e EUA”.

“As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, disse o porta-voz.

O governo paquistanês, como mediador do diálogo, se reuniria em seguida com Kushner e Witkoff. Duas fontes do regime iraniano, citadas pelo portal Axios, disseram que o encontro entre os enviados de Trump e Araghchi, se houver, pode ocorrer na segunda-feira (27).

A previsão é que o chanceler iraniano viaje de Islamabad para Muscat, em Omã, e depois para Moscou. Araghchi se reuniu ontem com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, com o ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, e com o marechal Asim Munir, comandante do exército do Paquistão.

Segundo dois funcionários do alto escalão do governo iraniano, que falaram sob condição de anonimato ao New York Times, Araghchi deve apresentar uma resposta por escrito à proposta dos EUA para um acordo.

Casa Branca otimista, mas cautelosa

Publicamente, a Casa Branca não escondeu o otimismo com a retomada do diálogo em Islamabad. “Os iranianos querem negociar. Steve e Jared vão ao Paquistão para ouvi-los”, disse Karoline Leavitt, secretária de imprensa de Trump.

“Esperamos que haja progresso. O presidente (Trump), o vice-presidente (J.D. Vance) e o secretário de Estado (Marco Rubio) estarão aguardando atualizações aqui nos EUA.”

Em privado, no entanto, a posição do governo norte-americano é de cautela. O fato de Vance, vice de Trump, que liderou a equipe dos EUA na primeira rodada de negociação, em meados de abril, não ter viajado mostra que a missão de Kushner e Witkoff é mais prospectiva.

Divergências entre EUA e Irã

A notícia de uma nova reunião no Paquistão veio depois que o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio naval dos EUA a navios e portos iranianos continuaria “pelo tempo que for necessário”, para que o Irã aceitasse um acordo.

Os iranianos, no entanto, condicionaram a retomada das negociações ao levantamento do cerco.

Muitos pontos de atrito ainda persistem entre os dois lados, principalmente o controle do Estreito de Ormuz e o futuro do estoque de urânio enriquecido iraniano.

Outra questão sem solução é a exigência americana de que o regime abandone suas milícias aliadas no exterior: Hezbollah (Líbano), houthis (Iêmen), Hamas (Faixa de Gaza) e os grupos armados xiitas no Iraque.

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EUA não renovarão isenções petrolíferas para Irã e Rússia

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta sexta-feira (24) que o país não planeja renovar uma isenção que permite a compra, sem sanções, de petróleo e derivados russos atualmente em trânsito marítimo.

Ele acrescentou que a renovação da isenção para o petróleo iraniano também está totalmente descartada.

“Não para os iranianos”, disse Bessent à Associated Press. “Temos o bloqueio, o petróleo não está saindo do Golfo Pérsico e acreditamos que, nos próximos dois ou três dias, eles terão que começar a fechar a produção, o que será muito ruim para seus poços de petróleo.”

Os Estados Unidos emitiram originalmente uma isenção para as vendas de petróleo e derivados russos em março, com o objetivo de estabilizar os mercados globais de energia após os preços do petróleo ultrapassarem os US$ 100 por barril.

O Departamento do Tesouro renovou a isenção dois dias depois de Bessent ter afirmado na Casa Branca que não pretendia estender o alívio de sanções. Bessent explicou sua mudança de posição anterior e descartou a possibilidade de renovar isenções de sanções tanto para a Rússia quanto para o Irã.

“Não imagino que haja outra prorrogação. Acho que o petróleo russo que está no mar já foi amplamente absorvido”, disse ele.

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Nvidia (NVDA) recupera valor de mercado acima de US$ 5 trilhões

A Nvidia (NVDA) recuperou o valor de mercado de US$ 5 trilhões após suas ações avançarem a patamar recorde nesta sexta-feira (24), em meio a um rali de companhias de chips na esteira de ganhos da Intel.

As ações NVDA da companhia subiram 4,2% (US$ 208,27) e adicionou mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado, liderando o ranking como empresa mais valiosa do mundo, segundo o site Companies Market Cap.

O ranking das maiores empresas em capitalização de mercado traz ainda Alphabet, Apple, Microsoft e Amazon, todas norte-americanas. A TSMC, com sede em Taiwan, aparece em sexto lugar, com valor de mercado de US$ 2,09 trilhões.

O ímpeto da Nvidia e de outras empresas de semicondutores foi ajudado pela Intel. As ações da empresa escalaram quase 24%, após a divulgação de fortes resultados do primeiro trimestre. Os papéis já mais que dobraram de valor neste ano, acompanhando a melhora das perspectivas da empresa, com sua relação preço da ação em relação aos lucros projetados em um patamar recorde.

Para analistas do Banf of America (BofA) Securities, a Intel mostrou um trimestre sólido e perspectiva de aceleração da demanda e do poder de precificação em CPUs para servidores que impulsionam cargas de trabalho de inteligência artificial (IA) agêntica.

“Apesar do aumento da demanda por CPUs de servidor, os analistas do BofA observam que a rival AMD tem um produto para servidores mais forte e que variantes baseadas em ARM (NVDA Vera, AWS Graviton, Google Axion, ARM AGI) podem ganhar participação sobre os “x86”. A arquitetura x86 é uma família de conjuntos de instruções CISC para processadores, iniciada pela Intel com o 8086 em 1978.

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Wall Street fecha sem direção única; Nasdaq e S&P 500 batem novos recordes

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta sexta-feira (24) à espera das negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. Mesmo assim, o Nasdaq e o S&P 500 bateram novos recordes, impulsionados pelas ações de tecnologia.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,16%, aos 49.229,48 pontos;
  • S&P 500: +0,80%, aos 7.165,08 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +1,63%, aos 24.836,59 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na semana, os números também são mistos: o Dow Jones recuou 0,4%, enquanto S&P 500 subiu cerca de 0,6% e Nasdaq avançou 1,5%.

No fechamento, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, operava em queda de 3,57%, aos 18,62 pontos – o que é considerado como um “ambiente normal” no mercado.

Wall Street acompanha balanços e guerra

Os investidores acompanharam os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, com sinais de nova rodada de negociações neste fim de semana, e os balanços corporativos.

Durante a tarde, a Casa Branca anunciou a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã trouxe certo alívio para os mercados. A operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou, segundo dois funcionários paquistaneses, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viaja para o Paquistão para negociações neste final de semana e deve chegar ainda nesta sexta-feira.

À Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã planeja fazer uma oferta para atender às exigências norte-americanas, em meio à expectativa de retomada das negociações no Paquistão.

“Eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver o que acontece”, disse Trump durante entrevista por telefone, acrescentando desconhecer qual seria a oferta.

O presidente dos EUA afirmou ainda “não querer dizer” quais são os interlocutores dos EUA nas negociações, mas que estão “lidando com pessoas que estão no comando agora”.

Apesar dos acenos diplomáticos, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra o Irã, incluindo o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.

Em publicação no X, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “continuará a degradar sistematicamente a capacidade de Teerã de gerar, movimentar e repatriar recursos”.

O S&P 500 subiu impulsionado pela disparada de 23% das ações da Intel, após balanço trimestral melhor do que o esperado pelo mercado.

Dados econômicos

No front econômico, a confiança do consumidor dos EUA caiu em abril para o menor nível da série, conforme a guerra com o Irã alimentou temores de inflação, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira.

A Pesquisa do Consumidor da Universidade de Michigan mostrou que seu Índice de Opinião do Consumidor caiu para uma leitura final de 49,8 neste mês, nível mais baixo já registrado para o dado mensal fechado.

Os economistas consultados pela Reuters haviam previsto o índice em 48,0. Ele estava em 53,3 em março.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Ibovespa ganha fôlego na reta final do pregão e fecha em leve alta; dólar sobe a R$ 5,15

O Ibovespa (IBOV) ganhou fôlego nos últimos minutos do pregão com expectativa de avanço nas negociações de última hora para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Nesta terça-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos, na máxima intradia.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1550, com alta de 0,16%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com cenário eleitoral, novas medidas do governo para conter os preços dos combustíveis e dados econômicos.

Entre os dados, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Na avaliação de Luiza Pinese, economista da XP, os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as ações negociadas no Ibovespa, a Suzano (SUZB3) despencou 6,39% (R$ 46,43), pressionada pela revisão do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.

Além disso, a equipe de analistas cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57.

SUZB3 também foi a ação mais negociada da B3 com 56,585 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,122 bilhões.

A ponta negativa foi liderada por MRV (MVRE3), com queda de 9,45% (R$ 7,19), em reação à prévia operacional do primeiro trimestre deste ano (1T26).

Já a ponta positiva foi encabeçada por Braskem (BRKM5), que encerrou o pregão com alta de 7,26% (R$ 9,01), em recuperação das perdas da véspera. Ontem (6), os papéis caíram mais de 7%.

Exterior

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pela manhã, o chefe da Casa Branca disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth. O prazo final de negociações imposto por Trump se encerra ainda hoje, às 21h (horário de Brasília).

No final da tarde, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas. Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Na Europa, os principais índices também encerraram em queda com incertezas sobre o conflito no Oriente Médio na retomada do feriado prolongado. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com baixa de 1,01%, aos 590,59 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram uma sessão mista no primeiro dia de negociações da semana. O índice Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável com alta de 0,03%, aos 52.429,56 pontos.

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Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (7) com a expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio após o Paquistão, mediador das negociações entre EUA e Irã, pedir o prolongamento do prazo de Trump.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, encerrou aos 25,74 pontos (+6,41%). O número na faixa de 25 a 30 pontos indica “turbulência” no mercado.

Novas ameaças de Trump ao Irã

Hoje pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth.

Apesar do tom, a pressão para um acordo com o Irã já havia se intensificado nos últimos dias. No domingo (5), Trump emitiu uma ameaça repleto de palavrões, alertando o Irã de que estaria “vivendo no inferno” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até esta terça-feira às 21h (horário de Brasília).

Também nesta terça-feira, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

*Com informações de Reuters

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Dólar tem leve alta a R$ 5,15 com ultimato de Trump ao Irã

O dólar à vista ganhou força ante o real, em uma sessão marcada pela expectativa de um acordo de paz no Oriente Médio após o ultimato do presidente norte-americano, Donald Trump.

Nesta terça-feira (7), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1550, com leve alta de 0,17%.



O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,33%, aos 99,651 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A escalada de tensões no Oriente Médio continuou a concentrar o foco dos investidores.

Pela manhã, presidente dos Estados Unidos elevou o tom contra o Irã e disse que “toda uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo de cessar-fogo não fosse firmado ainda hoje, em publicação na rede social Truth.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, também afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Dados locais

Em segundo plano, os investidores reagiram a dados domésticos. Entre eles, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Trump diz que reunião dos EUA com o Irã para negociar acordo será sexta à noite

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 26, que uma reunião do seu governo com o Irã para negociar um acordo de cessar-fogo acontecerá sexta à noite, em entrevista à Fox News, sem dar mais detalhes. Ele também reiterou que a prorrogação do prazo para o início das tratativas foi feita a pedido do país persa.

“O Irã veio até mim pedindo sete dias, e eu os dei 10 dias porque eles nos deram navios de petróleo”, disse Trump, em referência aos “presentes” que ele havia citado na quarta. “Militarmente, nós vencemos a guerra contra o Irã”, acrescentou.

Ao ser questionado, Trump ressaltou que a diferença desta guerra para outros conflitos travados por presidentes americanos é que seu governo garantiu a autossuficiência em energia, com uma forte produção doméstica e agora com a “parceria” de importações da Venezuela.

Segundo ele, neste cenário, os EUA não necessariamente precisam do Estreito de Ormuz liberado para consumo energético interno. “Estamos lá pelos nossos aliados. Os EUA hoje produzem mais petróleo do que Rússia e Arábia Saudita combinados”, disse.

O presidente americano disse que a ausência de protestos contra o regime no Irã se deve à forte repressão promovida pelo governo. Conforme Trump, a população estaria intimidada para ir às ruas após a onda de assassinatos, atribuída por ele ao regime violento, no contexto das manifestações contra o aumento do custo de vida e por mais liberdades civis.

Perguntado, o republicano comentou rumores de que o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Motjaba Khamenei, seria gay. “A CIA me disse isso, e isso o colocaria em um péssimo começo nesse país. Lá eles matam os gays e matam as mulheres se não usarem certas vestes”, afirmou.

Sobre a falta de apoio do grupo MAGA, Trump disse ter 100% de apoio dos republicanos nos EUA. “Acredito que o MAGA esteja incluso dentro dessa classificação”, disse. “As pessoas do MAGA adoraram o que fizemos na Venezuela quando voltamos com 100 milhões de barris de petróleo”.

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Trump planeja visita à China em maio para conversar com Xi após atraso devido à guerra no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir em maio com o presidente chinês, Xi Jinping, durante sua primeira visita à China em mais de oito anos, viagem já adiada devido à guerra em curso no Irã.

O esforço de Trump para reagendar a viagem refletiu o desejo do presidente republicano de passar a ideia de que está confiante em meio a uma guerra desafiadora no Oriente Médio e, simultaneamente, administrar um relacionamento tenso entre as maiores economias do mundo.

Inicialmente prevista para a próxima semana, a visita de Trump a Pequim ocorrerá nos dias 14 e 15 de maio, disse o presidente norte-americano em um post no Truth Social nesta quarta-feira. Trump acrescentou que receberá Xi para uma visita recíproca em Washington no final deste ano.

“Nossos representantes estão finalizando os preparativos para essas visitas históricas”, disse Trump.

“Estou muito ansioso para passar um tempo com o presidente Xi no que será, tenho certeza, um evento monumental.”

A embaixada da China disse que não tinha informações sobre o anúncio da visita. Pequim normalmente não detalha a agenda de Xi com mais de alguns dias de antecedência.

Há muito programada, a viagem — e o esforço mais amplo de Washington para redefinir as relações na região da Ásia-Pacífico — foi repetidamente atropelada por eventos.

Em fevereiro, a Suprema Corte reduziu o poder do presidente dos EUA de impor tarifas, uma fonte de influência para Trump nas negociações com o terceiro maior parceiro comercial dos EUA. No final daquele mês, operação militar conjunta de Trump com Israel contra o Irã introduziu um novo ponto de tensão com Pequim, principal comprador de petróleo de Teerã.

A última viagem de Trump à China, em 2017, foi a mais recente de um presidente dos EUA. A visita em maio será a primeira conversa pessoal entre os líderes desde uma reunião em outubro na Coreia do Sul, onde eles concordaram com uma trégua comercial.

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Alta da gasolina e guerra no Irã levam aprovação de Trump a nível mais baixo desde retorno à Casa Branca

O índice de aprovação do presidente norte-americano, Donald Trump, caiu nos últimos dias para o seu ponto mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca, atingido por um aumento nos preços dos combustíveis e pela desaprovação generalizada da guerra que ele lançou contra o Irã, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos.

A pesquisa de quatro dias, encerrada na segunda-feira (23), mostrou que 36% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Trump no trabalho, abaixo dos 40% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada.

A opinião dos norte-americanos sobre Trump piorou significativamente em relação à sua administração sobre o custo de vida, já que os preços da gasolina subiram desde que os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã em 28 de fevereiro.

Apenas 25% dos entrevistados aprovavam a maneira como Trump tem lidado com o custo de vida, uma questão que esteve no centro de sua campanha para a eleição presidencial de 2024.

A posição de Trump dentro do Partido Republicano continua majoritariamente forte. Apenas cerca de um em cada cinco republicanos disse desaprovar seu desempenho geral na Casa Branca, em comparação com cerca de um em cada sete na semana passada.

Mas a parcela de republicanos que desaprovam a maneira como ele lida com o custo de vida aumentou de 27%, na semana passada, para 34%.

O índice de aprovação de Trump era de 47% nos primeiros dias de seu mandato, e, desde o verão passado, vinha se mantendo em torno de 40%.

Preocupações com a guerra

A guerra contra o Irã pode estar mudando isso para um presidente que assumiu o cargo prometendo evitar “guerras estúpidas”.

A pesquisa revelou que 35% dos norte-americanos aprovam os ataques dos EUA ao Irã, abaixo dos 37% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada. Cerca de 61% desaprovaram os ataques, em comparação com 59% na semana passada.

As pesquisas anteriores Reuters/Ipsos foram realizadas logo após os primeiros ataques norte-americanos e israelenses, quando muitos norte-americanos ainda estavam se informando sobre a situação, e os entrevistados tinham a opção de dizer que não tinham certeza de suas opiniões.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos de 28 de fevereiro a 1º de março revelou que 27% aprovavam os ataques, 43% desaprovavam e 29% não tinham certeza.

As pesquisas mais recentes não dão a opção de não ter certeza, embora 5% dos entrevistados da última pesquisa tenham se recusado a responder à pergunta sobre sua opinião a respeito da guerra.

Houve poucos sinais de que o declínio da popularidade de Trump também estivesse prejudicando seus aliados republicanos que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.

Cerca de 38% dos eleitores registrados na pesquisa Reuters/Ipsos disseram que os republicanos são os melhores administradores da economia dos EUA, em comparação com 34% que escolheram os democratas para essa questão.

A pesquisa, que foi realizada on-line e em todo o país, reuniu respostas de 1.272 adultos norte-americanos e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

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Ameaça de Trump sobre Irã deve gerar aversão a risco e favorecer dólar, diz Michael Brown

Os mercados globais estão se preparando para um início de semana avesso ao risco, diz o estrategista sênior de Pesquisa da Pepperstone, Michael Brown.

Os traders enfrentam um evento de risco significativo com o prazo de 48 horas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reabrir o Estreito de Ormuz, afirma ele.

Isso manterá os investidores em alerta, sustentando a demanda por refúgios como o dólar americano, diz Brown. O risco de retaliação do Irã também preocupa os traders.

É impossível precificar um caminho concreto sobre como tudo isso evoluirá, então a preservação de capital provavelmente será a prioridade, afirma Brown.

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Bessent, do Tesouro, diz que EUA têm “dinheiro de sobra” para guerra contra Irã

O governo dos Estados Unidos tem “dinheiro de sobra” para financiar a guerra contra o Irã, mas está solicitando financiamento suplementar do Congresso para garantir que as Forças Armadas estejam bem abastecidas no futuro, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, neste domingo (22).

Bessent, falando no programa “Meet the Press” da NBC News, também descartou aumentar impostos para financiar a guerra.

O pedido das Forças Armadas dos EUA de US$ 200 bilhões em financiamento adicional para a guerra no Irã enfrenta forte oposição no Congresso, com democratas e até mesmo alguns republicanos questionando a necessidade após grandes verbas para defesa no ano passado.

Bessent defendeu o pedido sem confirmar o valor.

O presidente Donald Trump ainda não enviou uma solicitação para que Senado e Câmara dos Deputados aprovem a quantia e seu governo deixou claro que o número pode mudar.

“Temos dinheiro de sobra para financiar essa guerra”, afirmou Bessent. “Isso é suplementar. O presidente Trump fortaleceu as Forças Armadas, como fez em seu primeiro mandato, como está fazendo agora em seu segundo mandato, e quer garantir que as Forças Armadas estejam bem supridas no futuro.”

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse na semana passada que o dinheiro extra era necessário “para garantir que estejamos adequadamente financiados para o que foi feito e para o que talvez tenhamos que fazer no futuro”.

As primeiras indicações sugerem que a guerra será a mais cara para os EUA desde os longos conflitos no Iraque e no Afeganistão. Autoridades do governo disseram aos parlamentares que os primeiros seis dias da guerra contra o Irã custaram mais de US$ 11 bilhões.

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Agenda: Ata do Copom e prévia da inflação podem redefinir apostas para a Selic; confira os indicadores desta semana

A semana deve funcionar como um teste direto para o cenário traçado pelo Banco Central após o corte da taxa Selic, com a agenda doméstica concentrando os principais gatilhos para o mercado.

O destaque absoluto fica para a quinta-feira (26), quando serão divulgados o IPCA-15 e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A prévia da inflação é vista como o principal termômetro da semana e pode reforçar (ou colocar em dúvida) a continuidade do ciclo de cortes de juros. Já o RTI deve trazer mais detalhes sobre as projeções e o balanço de riscos da autoridade monetária.

Antes disso, na terça-feira (24), a ata do Copom ajuda a calibrar as expectativas ao detalhar o racional da decisão recente e sinalizar os próximos passos da política monetária.

A semana começa com o Boletim Focus na segunda-feira (23), importante para medir eventuais mudanças nas projeções do mercado, enquanto a sexta-feira (27) traz a taxa de desemprego, indicador relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica.

No exterior, a agenda também traz pontos relevantes, especialmente nos Estados Unidos. Os dados de atividade, como os PMIs de indústria e serviços, ajudam a medir o fôlego da economia, enquanto os números do mercado de trabalho seguem no radar por sua influência nas decisões do Federal Reserve.

Além disso, indicadores como a confiança do consumidor e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan devem oferecer pistas sobre o comportamento das famílias e a ancoragem inflacionária. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana também podem ajustar as apostas do mercado para os juros.

Na Europa, os PMIs e a inflação do Reino Unido ajudam a mapear o ritmo de atividade em meio a um cenário ainda frágil, enquanto falas de autoridades do Banco Central Europeu podem sinalizar os próximos passos da política monetária na região.

Mesmo assim, em um ambiente de incertezas globais, a dinâmica doméstica, especialmente a inflação, tende a seguir como principal vetor para os mercados locais.

Confira a agenda de indicadores entre 23 e 29 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (23)
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (24)
    8h00 – Ata do Copom
  • Quarta-feira (25)
    8h00 – Confiança do Consumidor FGV
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (26)
    8h00 – Relatório Trimestral de Inflação
    9h00 – IPCA-15
    9h00 – Reunião do CMN
  • Sexta-feira (27)
    8h30 – Investimento Estrangeiro Direto
    8h30 – Transações Correntes
    9h00 – Taxa de Desemprego

Estados Unidos

  • Segunda-feira (23)
    11h00 – Gastos com Construção
  • Terça-feira (24)
    9h15 – Relatório ADP
    10h45 – PMI Industrial
    10h45 – PMI de Serviços
    10h45 – PMI Composto
    19h30 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Quinta-feira (26)
    9h30 – Pedidos iniciais de seguro-desemprego
    9h30 – Pedidos contínuos de seguro-desemprego
    17h30 – Balanço do Federal Reserve
    20h10 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Sexta-feira (27)
    9h30 – Estoques do Varejo
    11h00 – Confiança do Consumidor
    11h00 – Expectativas de inflação
    12h30 – Discurso de Mary Daly (Fed)

Zona do Euro

  • Terça-feira (24)
    6h00 – PMI Industrial
    6h00 – PMI de Serviços
    6h00 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    5h45 – Discurso de Christine Lagarde (BCE)

Reino Unido

  • Terça-feira (24)
    6h30 – PMI de Serviços
    6h30 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    4h00 – CPI
    4h00 – PPI
  • Sexta-feira (27)
    4h00 – Vendas no Varejo
    4h00 – Núcleo de Varejo

Japão

  • Segunda-feira (23)
    8h00 – Relatório Mensal do BoJ
    20h30 – CPI
    21h30 – PMI de Serviços
  • Terça-feira (24)
    20h50 – Ata de Política Monetária
  • Quinta-feira (26)
    2h00 – CPI
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Após ultimato de Trump, Irã diz ter atingido caça F-15 ‘inimigo’ que sobrevoava Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã disse ter abatido um caça F-15 “inimigo” que sobrevoava a costa sul do país. Um vídeo do suposto ataque foi divulgado pela Agência de Notícias Iranianas neste domingo (22).

A ação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar, em postagem na rede Truth Social, destruir as usinas elétricas do Irã, começando pela maior, caso o país se recuse a abrir completamente o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas. O prazo termina na segunda-feira (23).

O mandatário americano também afirmou que tinha alcançado as metas antes do previsto e pontuou que “a liderança iraniana se foi”, assim como a marinha e a força aérea estão “mortas”. “Eles não têm absolutamente nenhuma defesa e querem um acordo. Eu não”, disse.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é uma via crucial para o fluxo mundial de petróleo.

Ataques a navios comerciais e ameaças de novos atentados impediram quase todos os petroleiros de transportar petróleo, gás e outras mercadorias pela passagem, levando a cortes na produção de alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, porque seu petróleo bruto não tem para onde ir.

Seyed Ali Mousavi, enviado do Irã à Organização Marítima Internacional, afirmou que a navegação pelo estreito é possível para “todos, exceto inimigos” – indicando que Teerã determinará quais embarcações terão permissão para passar. O Irã já aprovou a passagem de navios pelo estreito com destino à China e a outros países da Ásia.

Os acontecimentos recentes sinalizaram que a guerra no Oriente Médio, agora em sua quarta semana, escala sem previsão de fim.

Sirenes soaram por todo Israel enquanto o Irã lançava novos bombardeios neste domingo. No sul do país, moradores enfrentaram a devastação nas cidades de Dimona e Arad. No norte de Israel, um homem foi morto em um ataque do grupo militante libanês Hezbollah.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, visitou Arad e disse que foi um “milagre” que ninguém tenha morrido na explosão, que danificou gravemente vários prédios. Mas afirmou que, se todos os moradores tivessem corrido para os abrigos, ninguém teria se ferido e pediu a todos que obedecessem às sirenes.

Netanyahu também afirmou que Israel atacará “pessoalmente” todos os dirigentes do Irã. “Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária Islâmica, essa quadrilha de criminosos”, disse na cidade de Arad, no sul de Israel, alvo na véspera de um ataque com mísseis iranianos.

“E vamos atacá-los pessoalmente, seus dirigentes, suas instalações, seus ativos econômicos”, declarou à imprensa, entre os escombros do local onde caiu um dos mísseis.

(Com agências internacionais)

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Ibovespa tomba 2% com Petrobras (PETR4) e Wall Street em meio à escalada das tensões no Irã; dólar sobe a R$ 5,31

O Ibovespa (IBOV) derreteu 4 mil pontos durante a sessão e zerou os ganhos da semana com a escalada da aversão a risco global, em meio a novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nesta sexta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.

Por aqui, a cautela externa continuou a contaminar o mercado em dia de vencimento de opções. O risco de ingerência na Petrobras (PETR4) diante das medidas do governo para atenuar os efeitos da disparada do petróleo sobre os preços de energia também concentrou as atenções dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a estatal poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia. “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas cinco ações fecharam em alta no Ibovespa: Prio (PRIO3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3), Vivara (VIVA3) e Cemig (CMIG4).

Em destaque, as ações da Cemig (CMIG4) figuraram como a única alta nas primeiras duas horas do pregão. Na máxima intradia, CMIG4 subiu 3,53% (R$ 12,62), em reação aos números do balanço do quarto trimestre (4T25) e anúncio da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 658 milhões, com data “ex-direito” em 25 de março.  

Os papéis da elétrica fecharam com alta de 0,41%, a R$ 12,24.

Já a ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que fechou em queda de 14,21%, a R$ 10,20. O movimento foi atribuído a uma realização de lucros recentes, com as mudanças do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) já precificadas anteriormente. 

O benefício corresponde a créditos de PIS/Cofins, incidentes sobre as matérias-primas das indústrias química e petroquímica, passíveis de compensação com tributos federais.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3) caiu mais de 2%, em dia de alta nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. O movimento de baixa foi acentuado após a publicação de uma Medida Provisória (MP) pelo governo federal que estabelece um subsídio ao diesel para mitigar os efeitos da alta das commodities no mercado global.

PETR4 fechou com queda de 2,37%, a R$ 45,67, sendo a ação mais negociada da B3. O papel teve 95,7 mil negócios e movimentou R$ 2,25 bilhões. PETR3 terminou o dia com baixa de 2,62%, a R$ 50,22.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda com as novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Irã.

No final da tarde, Trump, disse que “está no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. “Não fazemos cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído. […] Estamos muito adiantados no cronograma”, disse o presidente norte-americano.

Mais cedo, a CBS News informou que autoridades do Pentágono fizeram preparativos detalhados para a possível mobilização de forças terrestres dos Estados Unidos no Irã.

O mercado também manteve as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) até dezembro deste ano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,96%, aos 45.577,47 pontos;
  • S&P 500: -1,51%, aos 6.506,48 pontos; 
  • Nasdaq: -2,01%, aos 21.647,61 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, com o temor de um choque inflacionário com a escalada dos preços do petróleo no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, não operou em razão de feriado local e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,88%, aos 25.277,32 pontos. 

Por lá, o Banco da China (BPoC, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados pela 10ª decisão consecutiva. A taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) foi mantida em 3,0%, enquanto a LPR de cinco anos ficou inalterada em 3,5%.

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Fed decide juros na quarta: relembre os últimos dados da economia dos EUA antes da reunião

Com a decisão de juros do Federal Reserve marcada para 18 de março, o mercado chega à chamada Super Quarta olhando para um mosaico de dados recentes da economia dos Estados Unidos. O retrato que emerge mistura inflação ainda resistente, mercado de trabalho resiliente e sinais de desaceleração na atividade.

Nas últimas semanas, indicadores importantes como payroll, Jolts, CPI, PCE e PIB ajudaram a calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária. A expectativa é de manutenção da taxa de juros no atual patamar de 3,50% – 3,75%.

Mercado de trabalho: forte, mas com sinais mistos

O relatório Jolts, divulgado nesta sexta-feira (13), mostrou alta inesperada das vagas de emprego em aberto. O número chegou a 6,946 milhões em janeiro, aumento de 396 mil posições em relação ao mês anterior e acima das projeções de 6,70 milhões.

A taxa de vagas abertas subiu para 4,2%, ante 4,0% em dezembro. O dado sugere que a demanda por trabalhadores segue firme, mesmo com juros elevados.

Por outro lado, o payroll, principal termômetro do mercado de trabalho norte-americano e olhado de perto pelo Fed, trouxe uma leitura bem diferente. O relatório de fevereiro mostrou corte de 92 mil empregos, contrariando a expectativa de criação de 55 mil vagas.

Inflação ainda acima da meta

Do lado dos preços, os indicadores continuam mostrando pressões inflacionárias persistentes.

O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), medida de inflação preferida do Fed, subiu 0,3% em janeiro, enquanto o núcleo avançou 0,4% no mês.

No acumulado de 12 meses, o índice registrou alta de 2,8%, com o núcleo em 3,1%, ambos acima da meta de 2% perseguida pelo banco central americano.

Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostrou alta de 0,3% em fevereiro, em linha com as expectativas do mercado. Em 12 meses, a inflação ao consumidor soma 2,4%, ainda acima da meta, mas indicando alguma desaceleração frente aos picos recentes.

Economia desacelera

Enquanto inflação e mercado de trabalho seguem relativamente resilientes, a atividade econômica começa a mostrar perda de ritmo.

A segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, realizada pelo Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio, mostrou que a economia cresceu a uma taxa anualizada de 0,7% no quarto trimestre, revisão para baixo em relação aos 1,4% divulgados inicialmente.

O dado representa uma desaceleração relevante em relação ao crescimento de 4,4% registrado no terceiro trimestre.

Uma guerra no meio do caminho

Além dos indicadores recentes da economia, o cenário internacional também passou a pesar no radar do Federal Reserve.

Apesar das medidas adotadas por grandes economias para liberar reservas estratégicas de petróleo, o preço do Brent voltou a subir e superou US$ 100 por barril.

A alta ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com ataques iranianos contra a navegação no estratégico Estreito de Ormuz e o fechamento de parte da infraestrutura petrolífera na região. O estreito é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

O avanço do conflito já começa a aparecer em alguns preços da economia americana. O valor da gasolina subiu para quase US$ 3,60 por galão, ante menos de US$ 3 antes do início das ofensivas, pressionando o custo de vida.

Outros custos financeiros também reagiram. As taxas das hipotecas de 30 anos nos Estados Unidos avançaram para 6,11%, ante 6% na semana anterior, segundo dados da Freddie Mac. Os rendimentos de diversos títulos da dívida do governo americano também subiram desde o início dos ataques.

A escalada dos preços de energia adiciona um novo elemento ao debate sobre inflação nos Estados Unidos, justamente em um momento em que os indicadores ainda mostram os preços acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.

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Líderes europeus reagem à pressão de Trump por ajuda em Ormuz

Líderes europeus reagiram ao apelo do presidente Donald Trump para formar uma coalizão internacional destinada a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e atualmente bloqueada pelo Irã. No sábado, 14, Trump afirmou que pretendia reunir países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para proteger a passagem.

“É lógico que aqueles que se beneficiam dessa rota ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, declarou Trump ao Financial Times. O republicano advertiu que a ausência de resposta ou uma recusa ao pedido seria “muito ruim para o futuro da Otan” e ameaçou adiar uma cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, caso Pequim não colabore na reabertura do estreito.

O Reino Unido afirmou que trabalha com aliados em um plano para restabelecer a navegação, mas “não se deixará arrastar para uma guerra mais ampla”, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer. Segundo ele, o país busca “um plano coletivo viável” e a operação não seria conduzida pela Otan. Londres avalia, por exemplo, o uso de drones de detecção de minas já posicionados na região, o que poderia não envolver envio de navios de guerra britânicos.

Em conversa telefônica com Starmer no domingo, 15, Trump reiterou a “a importância de reabrir o estreito de Ormuz”, informou Downing Street.

A Alemanha também rejeitou a ideia de uma mobilização da Aliança Atlântica. Segundo o porta-voz do governo, Stefan Kornelius, a guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã não está relacionada à Otan. “A Otan é uma aliança para a defesa do território” de seus membros e, na situação atual, “não existe mandato para mobilizar a Otan”, afirmou Kornelius, em coletiva de imprensa.

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que o país não oferecerá “nenhuma participação militar”, embora possa “garantir, por via diplomática, a segurança do tráfego pelo Estreito de Ormuz”. “Esta guerra começou sem qualquer consulta prévia”, enfatizou.

Na Itália, o chanceler Antonio Tajani manifestou apoio ao reforço de missões navais da União Europeia no Mar Vermelho, mas considerou improvável estender essas operações ao Estreito de Ormuz. “Não creio que essas missões possam ser ampliadas para incluir o Estreito de Ormuz, especialmente porque se trata de missões de combate à pirataria e de defesa”, afirmou Tajani.

Em Bruxelas, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse que o bloco discute possíveis medidas para manter a rota aberta, mas vários ministros pediram tempo antes de alterar o mandato da missão naval Aspides.

“Temos interesse em manter aberto o Estreito de Ormuz e, por isso, estamos discutindo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, disse Kallas, antes do início da reunião em Bruxelas nesta segunda-feira, 16.

Outros países também se mostraram reticentes. O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou ao Parlamento que o país não considera ordenar uma missão desse tipo “na atual situação do Irã”.

A primeira-ministra, Sanae Takaichi, declarou não ter recebido um pedido formal de Trump e ressaltou que o envio de forças ao exterior é politicamente sensível e juridicamente complexo em um país cuja Constituição renuncia à guerra.

“A questão é o que o Japão deve fazer por iniciativa própria e o que é possível dentro de nosso marco legal, em vez do que é solicitado pelos Estados Unidos”, disse ela ao parlamento. “Solicitamos a diversos setores de vários ministérios que discutam isso”, afirmou.(Com agências internacionais)

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Agenda: Decisões de juros esquentam mercados enquanto conflito no Oriente Médio segue no radar; confira os indicadores desta semana

A semana de 15 a 20 de março promete ser movimentada para os mercados globais – não que eles já não estejam. No centro das atenções está a chamada Super Quarta, quando Brasil e Estados Unidos divulgam suas decisões de política monetária, em um momento de elevada incerteza no cenário internacional.

Por aqui, a expectativa gira em torno do início do ciclo de afrouxamento monetário. A Taxa Selic permanece em 15% ao ano desde junho de 2025, nível considerado bastante restritivo, e após a última reunião do Banco Central o mercado passou a projetar que os primeiros cortes poderiam começar já em março.

Assim, nesta quarta-feira (18), os investidores acompanham de perto a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O pano de fundo, no entanto, ganhou novos elementos de cautela: a escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e reacendeu dúvidas sobre possíveis pressões inflacionárias globais.

Além da decisão de juros, a agenda também traz dados relevantes. Na segunda-feira (16), será divulgado o IBC-Br de janeiro, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que pode oferecer pistas sobre o ritmo de crescimento da economia no início do ano. Já na terça-feira (17), o mercado acompanha o IGP-10 de março, indicador que ajuda a antecipar movimentos de preços na economia.

Nos Estados Unidos, a Super Quarta também concentra as atenções com a decisão de juros do Federal Reserve. Mais do que a manutenção ou não da taxa, investidores estarão atentos ao tom do comunicado e às sinalizações sobre os próximos passos da política monetária, em um cenário de inflação ainda resiliente e com novas pressões vindas do petróleo.

Na Ásia, o destaque fica para o Banco do Japão (BoJ), que também anuncia sua decisão de política monetária ao longo da semana. O mercado acompanha de perto qualquer indicação sobre o processo de normalização da política monetária no país, após anos de estímulos e juros extremamente baixos.

Ainda na região, a China divulga uma bateria de indicadores de atividade referentes a fevereiro, incluindo produção industrial, vendas no varejo, investimento em ativos fixos e taxa de desemprego. Os dados são importantes para avaliar o ritmo de recuperação da segunda maior economia do mundo e seus possíveis impactos sobre o comércio e a demanda global por commodities.

Na Europa, a agenda também reserva indicadores relevantes. Na zona do euro, serão divulgados dados como o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI), além de números de atividade, como a produção na construção civil e a balança comercial.

Já no Reino Unido, investidores seguem atentos aos sinais da economia e ao cenário inflacionário, que continuam influenciando as expectativas para a trajetória da política monetária do país.

Confira a agenda de indicadores entre 15 e 20 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (16)
    8h00 – IBC-Br – Atividade econômica (% m/m) – jan/26
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (17)
    8h00 – IGP-10
  • Quarta-feira (18)
    18h30 – Decisão do Copom – Taxa Selic

Estados Unidos

  • Segunda-feira (16)
    10h15 – Produção Industrial
  • Quarta-feira (18)
    9h30 – Núcleo do PPI
    9h30 – Pedidos de Bens de Capitais
    15h00 – Decisão de juros do FOMC
  • Quinta-feira (19)
    11h00 – Vendas de Novas Casas
    11h00 – Concessões de Alvarás

Zona do Euro

  • Quarta-feira (18)
    7h00 – Núcleo do CPI
  • Quinta-feira (19)
    7h00 – Atividade na Construção Civil
    9h15 – Decisão de juros
  • Sexta-feira (20)
    7h00 – Conta Corrente
    7h00 – Balança Comercial

China 

  • Domingo (15)
    22h30 – Preços de Imóveis
    23h00 – Vendas no Varejo
    23h00 – Produção Industrial
    23h00 – Taxa de Desemprego
    23h00 – Investimento em Ativos Fixos
    23h00 – Coletiva de imprensa do Departamento Nacional de Estatísticas

Japão

  • Terça-feira (17)
    20h50 – Balança Comercial
  • Quarta-feira (18)
    23h30 – Declaração de Política Monetária do Banco do Japão
  • Quinta-feira (19)
    00h00 – Decisão de juros do Banco do Japão
    01h30 – Produção Industrial
    03h30 – Coletiva de imprensa do Banco do Japão
  • Sexta-feira (20)
    – Feriado: Equinócio da Primavera (mercados fechados)
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Na expectativa de novo encontro entre Trump e Xi, EUA e China começam negociações comerciai

Representantes de Pequim e Washington iniciaram negociações econômicas e comerciais neste domingo (15), em Paris, informou a agência estatal chinesa Xinhua.

As reuniões, lideradas pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, devem abrir caminho para a visita de Estado do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim para se reunir com o líder chinês Xi Jinping dentro de cerca de duas semanas.

A Casa Branca afirmou que Trump viajará à China de 31 de março a 2 de abril, embora Pequim ainda não tenha confirmado oficialmente.

Bessent disse na quinta-feira (12) que sua equipe continuará a apresentar resultados que coloquem os agricultores, trabalhadores e empresas dos Estados Unidos em primeiro lugar. O Ministério do Comércio da China afirmou na sexta-feira que os dois lados discutirão “questões comerciais e econômicas de interesse mútuo”.

A visita de Trump à China será a primeira de um presidente americano desde que ele esteve no país em seu primeiro mandato, em 2017. Ela ocorrerá cinco meses depois de os dois líderes se reunirem na cidade sul-coreana de Busan e concordarem com uma trégua de um ano na guerra comercial, que havia levado tarifas retaliatórias de ambos os lados a subir temporariamente para três dígitos antes de serem reduzidas.

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Wall Street fecha em queda com petróleo acima dos US$ 100; S&P 500 atinge nova mínima do ano

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta sexta-feira (13) em queda, diante da alta do petróleo acima dos US$ 100. Os dados de inflação e mercado de trabalho ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

O S&P 500 atingiu uma nova mínima para 2026 no pregão de hoje e, na semana, acumulou queda de 1,6%. Com isso, o índice iniciou a primeira sequência de três semanas de perdas em cerca de um ano.

O Dow Jones caiu cerca de 2%, enquanto o Nasdaq recuou 1,3% no acumulado.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã, em seu 14º dia de combates, não mostrou sinais de arrefecimento. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe à ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Os Estados Unidos ainda emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar, na esperança de aliviar os preços do petróleo e do gás impulsionados pela guerra que EUA e Israel estão travando contra o Irã.

Apesar disso, os contratos mais líquidos do petróleo Brent para maio fecharam com avanço de 2,67%, a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, a commodity acumulou alta de 11,27%.

Em segundo plano, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês) registrou alta de 0,3% na passagem de dezembro para janeiro, ligeiramente abaixo do consenso do mercado, segundo a FactSet, de avanço de 0,4%.

A métrica é a mais utilizada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ao olhar para a inflação.

Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4%. No comparativo anual, o índice subiu 2,8% e o núcleo 3,1% — ambos acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.

Além disso, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos aumentaram em 396.000 em janeiro, a 6,946 mihões no último dia de janeiro.

As contratações, em contrapartida, foram fracas, o que é consistente com um mercado de trabalho estável.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, as apostas para a retomada no corte de juros pelo Fed migraram para outubro, após os dados do PCE e do Jolts divulgados nesta manhã. Antes, o mercado via chance maior de reduções nos juros em dezembro.

*Com informações de Reuters e CNBC

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Ibovespa cai com Petrobras (PETR4) e aversão a risco em Wall Street; dólar sobe a R$ 5,31 e atinge maior nível desde janeiro

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a piora do humor dos investidores no exterior e as mudanças nas precificações de corte nos juros nos Estados Unidos e no Brasil, em meio a disparada dos preços do petróleo.

Nesta sexta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,95%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3163, com alta de 1,41%, no maior patamar desde janeiro. Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

Por aqui, os investidores ainda repercutiram o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. Hoje, a Petrobras (PETR4) anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias – o que, nas contas do BCG Liquidez, cancelou o efeito baixista das medidas do governo no IPCA.

Os mercado também ajustou as apostas sobre a trajetória da taxa de juros brasileira, em meio a escalada das tensões geopolícias e possíveis impactos nos preços de energia.

Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana.

Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

As pesquisas eleitorais também continuaram no radar. Ainda na seara política, a Reuters noticiou que Fernando Haddad lançará a candidatura para o governo de São Paulo na próima quinta-feira (19).

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com a abertura da curva de juros. Vivara (VIVA3) figurou enhtre as maiores perdas do pregão, acompanhada de Braskem (BRKM5),  CSN (CSNA3) ainda em reação aos balanços trimestrais e recentes notícias das companhias.

Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, também encerraram em tom negativo após o aumento nos preços do diesel. PETR3 fechou com queda de 0,10%, a R$ 49,60; PETR4 terminou o dia com perda de 0,53%, a R$ 44,76.

Apesar do reajuste, os analistas consideram que os preços praticados pela estatal seguem defasados na comparação a paridade de importação (PPI).

Segundo a Abicom, para alinhar totalmente os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem reajustes. No caso da gasolina, a defasagem é de 43%, o que implicaria um aumento de R$ 1,10 por litro.

A expectativa, no entanto, é de que a estatal não repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor. Medidas anunciadas pelo governo nesta semana deram algum alívio à companhia, que já confirmou adesão ao programa de subvenção ao diesel.

Já a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por BB Seguridade (BBSE3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Exterior 

Os índices de Wall Street intensificaram as perdas na segunda parte do pregão, monitorando as tensões no Oriente Médio.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro comoo mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,50%, aos 595,85 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram mais uma sessão de perdas com os investidores incertos quanto à duração do fechamento do Estreito de Ormuz. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,16%, aos 53.819,61 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98%, aos 25.465,60 pontos. 

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Dólar tem novo salto e fecha a R$ 5,31 com disparada do petróleo e precificação de corte menor na Selic

O dólar repetiu o movimento de fortes ganhos da véspera e encerrou o pregão em alta. 

Nesta sexta-feira (13), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,3163, com ganho de 1,41%. 



  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,73%, aos 100,466 pontos.

Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

O que mexeu com o dólar hoje?

As tensões no Oriente Médio deram gás para uma nova valorização do petróleo, com o barril Brent encerrando o dia cotado acima de US$ 100.

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA escoltarão embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário. Em entrevista à Fox News, o chefe da Casa Branca ainda declarou que as forças militares norte-americanas vão atacar o Irã  “com muita força na próxima semana”.

A declaração foi uma resposta ao Irã. Na véspera, o novo líder supremo Mojtaba Khamenei afirmou que o estreito deve permanecer fechado “como instrumento de pressão contra os EUA e Israel”.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro como o mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

No Brasil, o mercado também ajustou as apostas de afrouxamento monetário. Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana. Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

Por aqui, o mercado ainda repercutiu o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. As pesquisas eleitorais também continuaram no radar.

Pela manhã, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso – neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Ao fazer o “casadão”, o BC eleva a liquidez no mercado à vista em momentos de estresse como o atual, em que o dólar tem sido pressionado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O efeito das operações sobre as cotações do dólar é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma ponta e comprou US$ 1 bilhão em outra.

*Com informações de Reuters

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Brent fecha acima dos US$ 100 pelo 2º dia consecutivo; petróleo dispara mais de 11% na semana

Os preços do petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira (13) em alta, com a perspectiva de prolongamento do conflito no Oriente Médio no radar do mercado. Pelo segundo dia consecutivo, o Brent fechou acima dos US$ 100.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para maio fecharam com avanço de 2,67%, a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para abril, subiram 3,11%, a US$ 98,71 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Na semana, o Brent acumulou alta de 11,27%, enquanto o WTI subiu 8,59%.

Atenções voltadas ao Oriente Médio

O conflito no Irã, em seu 14º dia de combates, segue sem sinais de um cessar-fogo próximo.

Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe a ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu ainda que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Após as falas do presidente dos EUA, os contratos futuros do petróleo Brent voltaram a operar acima dos US$ 100.

Na tentativa de aliviar os preços do petróleo e do gás, pressionados pela guerra com o Irã, os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar.

Além disso, Trump considera flexibilizar as regras da lei marítima Jones Act, que exigem que navios americanos transportem mercadorias entre portos domésticos, incluindo petróleo e gás, em um esforço para reduzir custos.

As medidas, no entanto, parecem não ter acalmado os ânimos dos mercados. Segundo a Capital Economics, os investidores veem um risco elevado de que os preços do petróleo sigam altos.

Hoje, o posicionamento dos investidores no mercado de opções aponta probabilidade de 20% de os preços da commodity atingirem ou ultrapassarem os US$ 100 o barril daqui a três meses, afirma.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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EUA emitem isenção de sanções por 30 dias para compra de petróleo russo retido no mar

Os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que países comprem petróleo e derivados de petróleo da Rússia sancionados que atualmente estão retidos no mar, no que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse ser um passo para estabilizar os mercados globais de energia abalados pela guerra com o Irã.

Os preços do petróleo recuam na manhã desta sexta-feira (13) na Ásia após o anúncio da isenção pelos EUA, que, segundo o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev, afetaria 100 milhões de barris de petróleo bruto russo, o equivalente a quase um dia da produção global.

A medida, o segundo recuo significativo das sanções dos EUA relacionadas à guerra na Ucrânia em pouco mais de uma semana, foi a mais recente tentativa do governo do presidente Donald Trump de conter os preços da energia após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã terem paralisado o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.

A Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 32 países, afirmou nesta quinta-feira (12) que a guerra no Oriente Médio estava criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história.

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Isenção vai até 11 de abril

A licença emitida por Washington autoriza a entrega e a venda de petróleo bruto russo e derivados carregados em navios em ou antes de 12 de março e é válida até a meia-noite, no horário de Washington, de 11 de abril, segundo o texto da licença publicado no site do Departamento do Tesouro.

A medida reflete preocupações da Casa Branca de que o aumento dos preços do petróleo após quase duas semanas de ataques dos EUA e de Israel ao Irã prejudique empresas e consumidores americanos antes das eleições legislativas de novembro, quando os republicanos aliados de Trump esperam manter o controle do Congresso.

Bessent, em uma declaração publicada em rede social horas depois de os preços de referência do petróleo ultrapassarem US$ 100 por barril, disse que a medida foi “estritamente direcionada” e “de curto prazo” e não proporcionará benefício financeiro significativo ao governo russo.

“O aumento temporário dos preços do petróleo é uma interrupção de curto prazo e temporária que resultará em um benefício enorme para nossa nação e nossa economia no longo prazo”, disse Bessent na declaração, ecoando Trump.

Mesmo que a suspensão das sanções deva aumentar a oferta mundial de petróleo, ela também pode complicar os esforços do Ocidente para privar a Rússia de receitas para sua guerra na Ucrânia e colocar Washington em desacordo com seus aliados.

Europeus se opõem

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após participar de uma ligação com líderes do G7 na quarta-feira (11) para discutir o impacto da guerra com o Irã nos mercados de petróleo e gás, disse que agora não é o momento de aliviar as sanções contra a Rússia.

O ministro do departamento de energia do Reino Unido, Michael Shanks, disse à rádio BBC nesta sexta-feira que o governo britânico não afrouxará suas sanções contra a Rússia de forma alguma, descrevendo o momento como um “ponto crítico na agressão russa contra a Ucrânia”.

O alívio das sanções ocorreu após uma ligação entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin em 9 de março e uma visita subsequente de Dmitriev aos EUA para discutir a atual crise energética com uma delegação americana que incluía o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner.

“Diante da crescente crise energética, um maior relaxamento das restrições ao fornecimento de energia russo parece cada vez mais inevitável, apesar da resistência de alguns burocratas de Bruxelas”, escreveu Dmitriev em uma publicação no aplicativo de mensagens Telegram na sexta-feira.

Exceções vão aumentando

Após o anúncio do Tesouro, o vice-primeiro-ministro da Tailândia, Phipat Ratchakitprakarn, disse que seu país está pronto para comprar petróleo bruto russo e se prepara para negociações.

O Tesouro dos EUA já havia emitido uma isenção de 30 dias em 5 de março especificamente para a Índia, permitindo que Nova Délhi comprasse petróleo russo preso no mar.

A Rússia, cujas receitas de energia caíram pela metade nos dois primeiros meses do ano e cujo governo já vinha considerando um grande corte nos gastos do orçamento este ano, pode se beneficiar de preços mais altos do petróleo.

Trump também ordenou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA forneça seguro contra risco político e garantias financeiras para o comércio marítimo no Golfo e disse que a Marinha dos EUA poderia escoltar navios na região.

O governo Trump também está considerando suspender temporariamente uma regra de transporte conhecida como Lei Jones (Jones Act) para garantir que produtos energéticos e agrícolas possam circular livremente entre portos dos EUA, informou a Casa Branca.

“O presidente está tomando todas as medidas possíveis para reduzir os preços… e vocês verão cada vez mais ações nos próximos dias”, disse o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, ao programa “Primetime” da Fox News.

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Wall Street fecha sem direção única após Trump reafirmar que guerra no Irã terminará ‘em breve’

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta quarta-feira (11) sem direção única com expectativa de fim próximo da guerra no Irã e nova valorização do petróleo no mercado internacional. Os dados de inflação ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,61%, aos 47.417,27 pontos;
  • S&P 500: -0,08%, aos 6.775,80 pontos; 
  • Nasdaq: +0,08%, aos 22.716,13 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã entrou em seu 12º dia de combates com uma escalada nas tensões. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou três navios no Golfo Pérsico.

O comando militar do país persa também afirmou que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 por barril. “Prepare-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos aos Estados Unidos.

Até o momento, não houve nenhuma trégua em terra, nem qualquer sinal de que navios já podem navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz – por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica – , na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

Hoje, os contratos futuros do Brent, com vencimento em maio, fecharam com alta de 4,76%, a US$ 91,98 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as forças militares atingiram 28 minas no Irã, horas depóis de reafirmar que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump em entrevista ao site Axios.

O presidente também disse que não está preocupado com ataques apoiados pelo Irã em solo norte-americano. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca e após o FBI alertar para a possibilidade de drones iranianos atingirem a costa oeste dos EUA, segundo a ABC News.

Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) liberou 400 milhões de barris de petróleo das reservas de 32 países-membros na tentativa de conter a alta nos preços de energia em meio a disparada recente dos preços do barril do óleo bruto.

Os dados macroeconômicos ficaram em segundo plano. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.

Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Agora os traders veem a retomada de ciclo de corte nos juros apenas em setembro, ante a expectativa anterior de julho, em temor dos impactos inflacionários da guerra no Irã atráves dos preços de energia.

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Dólar fica estável a R$ 5,15 com incertezas sobre a guerra no Irã

Depois de duas sessões de queda, o dólar recuperou o fôlego com a escalada das tensões no Oriente Médio. Dados de inflação nos Estados Unidos e cenário eleitoral no Brasil ficaram em segundo plano 

Nesta quarta-feira (11), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,1593, com leve alta de 0,03%. 



  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,38%, aos 99.210 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A guerra no Irã ganhou uma nova escalada nas tensões com ataques iranianos a três navios, durante a madrugada desta quarta-feira (11), no Golfo Pérsico.

O comando militar do país persa também afirmou que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 por barril. “Prepare-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos aos Estados Unidos.

Até o momento, não houve nenhuma trégua em terra, nem qualquer sinal de que navios já podem navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz – por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica – , na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”, em entrevista ao site Axios. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump.

Em segundo plano, os investidores acompanharam novos dados de inflação norte-americana. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.

Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Após o resultado, os traders adiaram a leitura de que o Fed vai retomar o ciclo de cortes nos juros de julho para setembro.

Para a próxima decisão de política monetária, que acontece na semana que vem, há 99,4% de chance de o BC manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

“O mercado vem ajustando as expectativas para a política monetária norte-americana com o mercado passando a precificar cerca de 30 pontos-base de cortes até o fim do ano” como consequências das preocupações sobre inflação em meio a disparada dos preços do petróleo, afirma Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad.

Saída de dólares e cenário eleitoral

Segundo dados do Banco Central, o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US $3,897 bilhões em março até o dia 6 – a primeira semana de conflitos no Irã.

Por aqui, o cenário eleitoral também movimentou o mercado de câmbio. As pesquisas de intenção de votos apontaram para um empate técnico entre os candidatos  Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

*Com informações de Reuters

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Dólar engata 2º dia de perdas e fecha a R$ com possível fim do conflito no Irã no radar

O dólar engatou o segundo dia de perdas consecutivas com a melhora no apetite ao risco externo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar o fim do conflito no Irã nos próximos dias. 

Nesta terça-feira (10), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,1575, com queda de 0,13%. 



  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,26%, aos 98,912 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A expectativa de cessar-fogo no Irã melhorou o apetite ao risco dos investidores e o dólar, considerado um dos ativos de proteção, manteve a trajetória de queda.

Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode negociar com o Irã, dependendo das condições, em entrevista à Fox News.

Questionado sobre a possibilidade de diálogo com líderes iranianos, Trump afirmou que há sinais de que Teerã deseja conversar. “Estou ouvindo que eles querem muito conversar”.

Na véspera, o chefe da Casa Branca já havia afirmado que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”.

Em reação, os preços do petróleo Brent, referência para o mercado global, tombaram mais de 10% ao longo do pregão e voltaram a operar abaixo de US$ 90 o barril.

“A sinalização [de Trump] levou a uma forte correção nos preços do petróleo, o que ajudou a reduzir os temores de um choque energético prolongado e de pressões inflacionárias globais. Com isso, a parte da demanda defensiva por dólar perdeu força”, afirmou Bruno Shahini. especialista de investimentos da Nomad.

No Brasil, o real também foi favorecido pela entrada de fluxo estrangeiro.

*Com informações de Reuters

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Petróleo tomba 11% com expectativa de conflito de curta duração

Após três sessões consecutivas de forte alta, o petróleo fechou em queda de 11% nesta terça-feira (10), diante das expectativas de um conflito de curta duração pelo mercado.

Na segunda-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que a guerra deve encerrar em breve e que o plano dos EUA está adiantado em relação ao cronograma inicial de quatro a cinco semanas de conflito.

O Brent para maio recuou 11,2%, a US$ 87,80 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Já o West Texas Intermediate (WTI) para abri caiu 11,9%, a US$ 83,45 o barril.

Em reunião hoje, os ministros de Energia do G7 não chegaram a um consenso quanto à liberação das reservas estratégicas de petróleo e, em vez disso, pediram à Agência Internacional de Energia (AIE) que avalie a situação antes de agir.

A AIE disse estar convocando uma reunião extraordinária de seus países membros nesta terça-feira.

Os integrantes devem “avaliar a segurança atual do fornecimento e as condições do mercado para orientar uma decisão subsequente sobre disponibilizar ou não os estoques de emergência dos países da AIE para o mercado”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

O petróleo chegou a aprofundar as quedas após as falas de Birol, diante da expectativa de que a entidade discuta a liberação de petróleo com países que integram a AIE.

Na avaliação do Scotiabank, a bola da vez para acabar com a guerra está nas mãos de Trump, visto que a negociação diplomática seria uma forma de finalizar o conflito e potencialmente estabilizar os mercados de energia.

O banco aponta ainda que, ao considerar a infraestrutura energética do Golfo, que não sofreu danos graves, é esperada uma rápida moderação nos preços da commodity.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Petróleo dispara 15% e supera US$ 106 com nomeação de novo líder do Irã

Os preços do petróleo dispararam neste domingo (8) e ultrapassaram US$ 106 por barril, em meio à escalada da guerra envolvendo o Irã e temores de impactos sobre a produção e o transporte da commodity.

O movimento ganhou novo fôlego após a mídia estatal iraniana informar que Mojtaba Khamenei foi nomeado novo líder supremo do país, sucedendo seu pai, Ali Khamenei.

Esta é a primeira vez em quatro anos que o barril é negociado acima de US$ 100.

Por volta das 19h30 (horário de Brasília), o petróleo West Texas Intermediate crude oil (WTI) para abril avançava 17,47%, a US$ 106,60 o barril, enquanto o Brent crude oil para maio subia 14,86%, a US$ 106,34.

Segundo a mídia estatal iraniana, Mojtaba, de 56 anos, vinha sendo apontado desde as primeiras horas do dia como possível sucessor. Considerado um nome de linha-dura, ele ganhou influência após ajudar a organizar a repressão aos protestos da chamada “Onda Verde”, em 2009, ligados às eleições contestadas que mantiveram Mahmoud Ahmadinejad no poder.

O presidente Donald Trump afirmou ao canal ABC News que poderia haver novas retaliações caso o nome escolhido não tivesse aprovação prévia de Washington. “Se não tiver nossa aprovação, não vai durar muito tempo”, disse. Questionado se aprovaria alguém com ligações ao antigo regime, Trump respondeu que poderia apoiar “um bom líder”.

Israel já afirmou que qualquer novo líder iraniano poderá se tornar alvo militar.

*Com Estadão Conteúdo

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O que tem feito os lucros do S&P 500 crescerem e como a guerra no Irã pode impactar esse movimento

O ponto central da temporada de resultados do S&P 500 é simples: o índice entregou mais um trimestre muito bom de lucros, e o número agregado continua forte o suficiente para sustentar a narrativa de resiliência do índice.

Com quase todas as empresas já tendo divulgado os seus números, 73% bateram o mercado, e o lucro consolidado cresceu 13% a/a, bem acima dos 7% esperados no início da temporada.

A conclusão aqui é que a barra de resultados estava baixa demais, e o índice voltou a surpreender para cima.

Os resultados do S&P 500 estão crescendo de maneira consistente há mais de 1 ano

Esse resultado ganha ainda mais peso porque não foi um evento isolado: o 4T25 marca também o quinto trimestre consecutivo de crescimento de lucros acima de dois dígitos no S&P 500.

Em ciclos normais, cinco trimestres seguidos nessa faixa costumam vir acompanhados de uma narrativa de expansão de qualidade, difusão e confiança no crescimento da maioria das empresas.

A leitura prática, porém, é que o ciclo está forte, mas mais “seletivo” do que parece quando olhamos só as notícias mais recentes.

Como foi a performance das empresas em geral (excluindo as 7 Magníficas)

O principal alerta da temporada está na baixa difusão do crescimento de lucros, que não avançou, movimento que está oposto à performance de mercado do S&P 500 no ano, com mais de 300 empresas com uma performance acima do índice.

Quando excluímos as 7 Magníficas (Apple, Nvidia, Meta, Microsoft, Amazon, Alphabet e Tesla), o ritmo de crescimento do LPA (lucro por ação) das outras 493 empresas desacelerou para 9,8% a/a no 4T25, versus 12,2% no 3T25.

Ou seja: o S&P 500 continua crescendo bem, mas o crescimento não está sendo difundido entre as companhias.

E a rentabilidade das companhias aumentou

Do lado de rentabilidade, o trimestre trouxe um reforço positivo: a margem líquida do S&P 500 subiu 20 bps, de 13,1% para 13,3% nesse trimestre.

Isso sugere eficiência operacional, mas também uma composição cada vez mais favorável, dado o peso cada vez maior de tecnologia e comunicação no consolidado e as maiores taxas de crescimento desses setores versus o índice (excluindo as 7 Magníficas).

Uma nova América está nascendo: setor industrial foi melhor do que tecnologia

O dado setorial mais interessante do 4T25 foi o desempenho das empresas industriais, com surpresa de LPA de 28,6% versus o consenso, cerca de 3 vezes acima da surpresa de tecnologia (8%).

Em paralelo, saúde, consumo discricionário, materiais básicos, financeiro e consumo não discricionário ficaram essencialmente em linha (até 5% de surpresa), e serviços básicos foi o único setor com surpresa negativa (-1,6%).

Ou seja, o mercado pode estar concentrado em poucas narrativas, mas estamos observando cada vez mais a expansão dos investimentos nos EUA e a recuperação dos EUA como potência industrial e manufatureira após anos de baixos investimentos.

Por que as principais empresas do mundo de tecnologia estão performando mal em 2026?

O mercado parece ter olhado menos para a qualidade do trimestre e mais para dois pontos: investimentos maiores e menor clareza de monetização imediata dos investimentos em IA.

Em outras palavras, a temporada mostrou crescimento ainda sólido das principais companhias de tecnologia do mundo, mas com o investidor exigindo mais “prova de retorno” e menos disposto a pagar apenas por narrativa.

A conclusão é que, hoje, bater o consenso não é suficiente; o mercado quer entender a trajetória de fluxo de caixa e os retornos dos investimentos dessas companhias.

Em 2026 o mercado está mais cético com novos investimentos em IA, após 3 anos exuberantes de performance

Nos hyperscalers (Meta, Microsoft, Amazon e Alphabet), isso ficou explícito na revisão positiva de US$ 120 bilhões no capex para 2026 versus as estimativas iniciais do consenso.

Esse tipo de revisão costuma ser ótima notícia para a cadeia de infraestrutura de IA, mas tende a ser uma notícia ambígua para as próprias ações no curtíssimo prazo, porque aumenta a sensibilidade a qualquer frustração de monetização.

A conclusão é que o mercado está tratando capex como “risco de execução”, não como “garantia de crescimento”, pelo menos por enquanto.

A Meta foi a exceção e, por isso, virou o melhor exemplo do que o mercado quer ver, subindo 10%. O motivo foi a combinação de aceleração dos negócios tradicionais em anúncios com sinais mais claros de monetização de IA (anúncios, Reels e recomendação) — isto é, investimento alto, mas com retornos.

Por que a Nivida caiu mesmo após um resultado positivo?

A Nvidia também ilustra bem essa fase do ciclo de mercado. Os números foram fortes e acima do consenso, com receita de US$ 68,1 bilhões, mas a ação caiu 4% após o resultado.

A interpretação mais provável é que o mercado está precificando a hipótese de “pico de lucros” e que deveriam, no longo prazo, mostrar uma desaceleração devido aos menores investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

A nossa leitura é que esse ceticismo parece prematuro diante da elevada demanda estrutural por capacidade computacional e novas aplicações de IA artificial que ainda estão apenas começando, com destaque para a IA física.

E como a guerra atual no Oriente Médio influencia os meus investimentos?

Apesar da incerteza quanto à duração da guerra no Oriente Médio e aos seus impactos negativos sobre a inflação e o crescimento global, historicamente, conflitos geopolíticos tendem a não dominar a narrativa do mercado financeiro no médio prazo. Ou seja, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer sobre as notícias.

Em outras palavras, em períodos de medo e incerteza, os retornos em ações podem ser maiores, justamente porque a aversão ao risco aumenta e os ativos são precificados com desconto.

É importante lembrar também que, em última instância, são os fundamentos econômicos que determinam a economia e os mercados.

E, quando olhamos para os EUA, os dados reforçam esse ponto: o Federal Reserve informou que os balanços patrimoniais das famílias estão sólidos, não apenas no agregado ou entre as famílias de maior renda, mas em todas as faixas de renda.

Para ilustrar, a dívida como percentual do patrimônio líquido das famílias mais pobres do país está atualmente em 16,1%, após recuar gradualmente de 20% no início da década e, tecnicamente, atingir agora o menor nível desde 1999.

E vale sempre lembrar o que, no fim do dia, move o S&P 500: o consumidor americano. O consumo nos EUA representa mais de dois terços do PIB do país (cerca de US$ 20 trilhões) e, se fosse uma economia separada, teria escala comparável à da China. Até aqui, essa força segue positiva, em expansão e com baixa alavancagem.

Concluindo…

Em conclusão, o cenário para o S&P 500 em 2026 revela um mercado de fortes fundamentos, mas que exige maior seletividade do investidor. Embora a resiliência dos lucros seja evidente, com o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos, o otimismo agora é temperado pelo ceticismo quanto ao retorno imediato dos investimentos em IA e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

No entanto, o surgimento de uma “Nova América” industrial, a resiliência do consumidor americano e a eficiência operacional das companhias sugerem que, apesar do ruído das manchetes de guerra, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer no médio prazo. O investidor que focar em empresas com capacidade real de monetização e fluxo de caixa sólido estará melhor posicionado para transformar o prêmio de risco atual em retornos consistentes.

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Agenda: Inflação no Brasil e nos EUA concentra atenções antes de decisões de juros; confira agenda da semana

Antes da Super Quarta marcada para o dia 18 de março – dia que reunirá as decisões de juros dos Estados Unidos e do Brasil – os investidores irão receber os dados de inflação em ambos os países, o que ajudará a calibrar as exceptivas para as decisões que serão tomadas em meio um conflito geopolítico que assombra os mercados.

Por aqui, o dado de inflação, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será disponibilizado na quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número será olhado com cautela, uma vez que o IPCA-15 de fevereiro, que é a prévia da inflação, veio acima do esperado.

Na semana ainda será divulgado o Boletim Focus, na segunda-feira (9), vendas no varejo na quarta-feira (11), acompanhado do crescimento do setor de serviços, na sexta-feira (13).

Já nos Estados Unidos, o Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação preferida do Fed, sai apenas na sexta-feira (13), acompanhado do Relatório JOLTS. Além disso, no início da semana o mercado acompanha a variação semanal de empregos ADP na terça-feira (10) e a balança comercial na quinta-feira (12).

Na Zona do Euro, o foco fica com a reunião do Eurogrupo na segunda-feira (9), e na Inglaterra, na sexta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB).

Do lado Oriental do globo, Japão também divulga o PIB, na segunda. China compartilha com os investidores no domingo (8) o IPC e o Índice de Preços ao Produtor (PPI), já a terça-feira (10) é dia de balança comercial.

Confira a agenda de indicadores entre 9 a 14 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (9)
    8h25 – Boletim Focus
  • Quarta-feira (11)
    9h00 – Vendas no Varejo
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (12)
    9h00 – IPCA
  • Sexta-feira (13)
    9h00 – Crescimento do Setor de Serviços

Estados Unidos

  • Terça-feira (10)
    9h15 – Variação semanal de empregos ADP
    11h00 – Vendas de Casas Usadas
    17h30 – Estoques de Petróleo Bruto – API
  • Quarta-feira (11)
    9h30 – IPC
    9h30 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    11h30 – Estoques de Petróleo Bruto
    15h00 – Balanço Orçamentário Federal
  • Quinta-feira (12)
    9h30 – Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
    9h30 – Balança Comercial
    9h30 – Construção de Novas Casas
    12h00 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    17h30 – Balanço Patrimonial do Federal Reserve
  • Sexta-feira (13)
    9h30 – Índice de preços PCE
    9h30 – Pedidos de Bens Duráveis
    11h00 – Relatório JOLTS

Zona do Euro

  • Segunda-feira (9)
    7h00 – Encontro do Eurogrupo
  • Sexta-feira (13)
    7h00 – Produção Industrial

Inglaterra

  • Segunda-feira (9)
    21h01 – Vendas no Varejo do BRC
  • Quinta-feira (12)
    6h30 – Discurso de Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra
  • Sexta-feira (13)
    4h00 – PIB
    4h00 – Produção Industrial
    4h00 – Balança Comercial

Japão

  • Domingo (8)
    20h50 – Transações Correntes
  • Segunda-feira (9)
    20h30 – Gastos Domésticos (mensal)
    20h50 – PIB

China

  • Domingo (8)
    22h30 – IPC
    22h30 – Índice de Preços ao Produtor (PPI)
  • Terça-feira (10)
    0h00 – Balança Comercial
  • Sábado (14)
    6h00 – Novos Empréstimos
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Irã já tem sucessor de Khamenei; nome está sob sigilo

O Irã já tem um novo sucessor do líder supremo após a morte Aiatolá Ali Khamenei em um ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel, segundo a mídia iraniana.

Apesar disso, um entrave burocrático impede um anúncio oficial: o grupo teve uma pequena divergência sobre se precisariam se reunir pessoalmente para emitir sua decisão final ou se deveriam ignorar essa formalidade.

Seja como for, é provável que o nome tenha rejeição dos Estados Unidos, algo que o próprio Khamenei já deixou claro. O filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, é um dos principais cotados.

“Até o Grande Satã (EUA) mencionou o nome dele”, disse o clérigo sênior sobre o sucessor escolhido, dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que Khamenei era uma escolha “inaceitável” para ele.

Trump afirmou na quinta-feira que o filho mais novo de Khamenei, um clérigo linha-dura de escalão médio, era o sucessor mais provável, mas alertou que rejeitaria tal opção e que deveria se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder do Irã.

Outro membro do conselho, o aiatolá Mohsen Heidari Alekasir, disse em vídeo que um candidato havia sido selecionado com base na orientação de Khamenei de que o líder máximo do Irã deveria ser “odiado pelo inimigo”.

Escolha rápida

Em meio à guerra, clérigos da linha dura pediram a escolha rápida de um novo líder supremo para ajudar a guiar o Irã.

Os apelos sugerem que alguns membros do establishment clerical podem não se sentir confortáveis em deixar o poder nas mãos do conselho de três homens encarregado temporariamente após a morte do líder supremo.

O grande aiatolá Naser Makarem Shirazi, cujo título significa que ele tem um grande número de seguidores para suas decisões religiosas, disse que uma nomeação era necessária rapidamente para “ajudar a organizar melhor os assuntos do país”, informou a mídia estatal.

Na semana passada, duas autoridades religiosas xiitas de alto escalão também emitiram fatwas, ou decretos religiosos, conclamando os muçulmanos de todo o mundo a vingar o assassinato de Khamenei. Makarem Shirazi disse que esse era um dever religioso dos muçulmanos “até que o mal desses criminosos seja erradicado do mundo”.

A constituição estabelece que um líder supremo deve ser escolhido dentro de três meses.

Com Reuters

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Presidente interina da Venezuela se compromete com diálogo em mensagem a Trump

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse neste sábado que o “diálogo diplomático” com os Estados Unidos era o caminho para resolver as diferenças entre os dois países, depois que ambos os governos concordaram em estabelecer relações diplomáticas e consulares.

“Reiteramos nossa disposição de construir relações de longo prazo baseadas no respeito mútuo, na igualdade e no direito internacional, com o objetivo de promover uma agenda de trabalho que fortaleça a cooperação para o benefício de ambos os países”, disse Rodriguez em um post no X dirigido ao presidente dos EUA, Donald Trump.

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Braskem (BRKM5) lidera os ganhos do Ibovespa e CSN (CSAN3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

O Ibovespa (IBOV) engatou a segunda semana consecutiva de perdas e começou o mês de março em tom negativo com a escalada das tensões geopolíticas. A temporada de balanços e dados locais ficaram em segundo plano.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 5% na semana e encerrou a última sessão aos 179,4 mil pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,2438 e teve avanço de 2,14% ante o real no acumulado na semana.

O cenário externo ‘roubou as atenções’. No último sábado (28), os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo país persa – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Em reação, os preços do petróleo Brent dispararam 27% nesta semana, sem qualquer expectativa de retomada do trágefo no Estreito e tratativas de um cessar-fogo.

Ontem (6), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigiu a “rendição incondicional” do Irã. Os comentários foram realizados horas depois de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciar que “alguns países “haviam iniciado os esforços de mediação, um dos primeiros sinais de qualquer iniciativa diplomática para encerrar o conflito.

Com a escalada das tensões e disparada do petróleo, o mercado brasileiro passou a precificar um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Desde janeiro, a aposta majoritária era de redução de 0,50 ponto percentual na reunião deste mês, com a sinalização de início de afrouxamento monetário pelo BC.

Os dados, por sua vez, ficaram sem segundo plano. Entre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 (4T25). O crescimento econômico acumulado em 2025 foi de 2,3%, em linha com o esperado.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação de 112.334 vagas formais de trabalho em janeiro, acima do esperado pelos economistas. Segundo a Reuters, a expectativa era de criação de 92 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Braskem (BRKM5). Na sexta-feira (6), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a transferência do controle da petroquímica para a gestora IG4 Capital, que pertencia à Novonor (ex-Odebrecht).

O destaque, porém, foi Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do principal índice da bolsa brasileira.

Os papéis PETR3 e PETR4 subiram 7% na semana, com ganhos acumulados apenas no último pregão, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

Entre outubro e novembro, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o resultado representa uma queda significativa frente aos R$ 32,8 bilhões apurados.

A companhia também anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao período e acenou, durante a teleconferência de resultados, a retomada do pagamento de dividendos extraordinários.

Com a forte movimentação, a estatal superou R$ 580,1 milhões em valor de mercado pela primeira vez na história durante o pregão

A ‘turbulência’ geopolítica na primeira semana de março fez com que apenas oito ações encerrassem em alta, das 85 que compõem a carteira teórica do Ibovespa.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 2 e 6 de março: 

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5 Braskem PN 30,34%
PRIO3 PRIO ON 8,99%
PETR3 Petrobras ON 7,14%
PETR4 Petrobras PN 7,07%
BRAV3 Brava Energia ON 5,85%
RECV3 PetroReconcavo ON 4,46%
UGPA3 Ultrapar ON 2,44%
VBBR3 VIBRA energia ON 2,14%

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Já a ponta negativa foi encabeçada por CSN (CSNA3)Segundo notícias, a companhia avançou em negociações e caminha para concluir empréstimo com um grupo de bancos, linha que tem as ações da CSN Cimentos entre as garantias.

O montante envolvido varia de US$ 1,35 bilhão a US$ 1,5 bilhão. O valor final ainda depende de discussões que acontecem em torno dos termos do empréstimo, envolvendo juros e mais garantias, disseram pessoas a par das conversas. Uma delas afirmou que a perspectiva para a conclusão do empréstimo em março é positiva.

Veja as maiores quedas na semana:

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO SEMANAL
CSNA3 CSN ON -16,59%
BEEF3 Minerva ON -13,79%
EMBJ3 Embraer ON -13,29%
RAIZ4 Raízen ON -12,70%
MBRF3 MBRF ON -12,62%
ASAI3 Assaí ON -12,31%
CSAN3 Cosan ON -11,13%
VALE3 Vale ON -10,86%
YDUQ3 Yduqs ON -10,55%
RENT4 Localiza PN -10,55%
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Quais ações internacionais comprar em março? Empiricus revela carteira recomendada com Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e mais

A carteira recomendada de ações internacionais da Empiricus Research passou por algumas mudanças táticas voltadas para o mês de março.

A seleção mensal, assinada por Enzo Pacheco, analista da casa, traz ativos que ainda carregam potencial de valorização para investidores que se posicionarem agora, mesmo em um cenário geopolítico delicado e maior sentimento de aversão ao risco nos mercados.

Certezas de um lado, incertezas de outro: o contexto econômico que envolve as bolsas globais

A primeira semana do mês de março trouxe a grande escalada dos conflitos no Oriente Médio, protagonizados pelos Estados Unidos, Israel e Irã.

As primeiras notícias do conflito trataram de derrubar ativos de risco ao redor do mundo, deixando diversos índices (desde na bolsa norte-americana até nas asiáticas, e inclusive o Ibovespa, no Brasil) no vermelho.

Isso porque, em cenários de total incerteza como esse, muitos investidores optam por migrar parte de seus portfólios para ativos de proteção, como o ouro.

Porém, Enzo Pacheco, analista de ações internacionais da Empiricus Research, defende que é essencial que o investidor mantenha algum nível de exposição às bolsas internacionais – especialmente a norte-americana – independentemente do cenário.

Os Estados Unidos seguem sendo a casa das teses de investimento de maior relevância no mercado, como as big techs e outras empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

Dito isso, para Pacheco, este é um “momento técnico”, que não diz respeito a zerar posições, mas sim aumentar a exposição a três ações bastante específicas, reveladas em relatório da última segunda-feira (2).

Por que Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34) são apostas para buscar lucros em março?

Segundo Enzo Pacheco, a estratégia para o mês de março é aumentar a exposição em três teses de alta qualidade que estão descontadas atualmente e, assim, buscar valorizações assertivas: Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34).

  • Alphabet (Nasdaq: GOOG; B3: GOGL34)

A Alphabet, holding do Google, acumula queda de cerca de 9% em suas ações na Nasdaq nos últimos 30 dias. Para Pacheco, essa é uma oportunidade de compra.

“Aproveitamos o enfraquecimento recente do papel, que interrompeu o forte momentum de alta observado ao longo de quase todo o ano de 2025. Mesmo com a queda recente, a companhia mantém crescimento consistente em Google Cloud, forte geração de caixa e posição dominante em busca e publicidade digital, além de estar bem-posicionada para capturar a expansão de IA”, afirma o analista.

  • Microsoft (Nasdaq: MSFT; B3: MSFT34)

A Microsoft, bastante conhecida do grande público, viu suas ações sofrerem uma derrocada na bolsa norte-americana desde o dia 28 de janeiro, data em que divulgou seus últimos resultados trimestrais. Porém, já ensaiam uma recuperação – o que reforça que a tese não perdeu sua qualidade:

“Apesar da reação de mercado [aos resultados trimestrais], a empresa segue com ótimos fundamentos e perspectivas. Por isso, entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, afirma Pacheco.

  • Visa (NYSE: V; B3: VISA34)

No caso da Visa, também amplamente conhecida, o valuation dos papéis também não acompanhou os bons resultados divulgados no 4º trimestre de 2025, segundo o analista:

“A companhia divulgou mais um resultado acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo. Ainda assim, o papel segue sendo negociado por um múltiplo preço/lucro projetado próximo das mínimas dos últimos cinco anos – patamar que se demonstrou um bom ponto de entrada do ativo nesse ínterim”.

Porém, apesar de serem os destaques do mês, as ações não são as únicas recomendações de compra de Enzo Pacheco. Na carteira de ações internacionais, elas estão acompanhadas de outros 7 nomes de peso, que representam diversos setores da economia global – uns mais defensivos, outros mais cíclicos – em nome da diversificação.

Gratuito: acesse carteira completa com as 10 ações internacionais mais promissoras de março

A Empiricus está liberando, como cortesia para todos os leitores desse texto, o acesso à carteira recomendada das 10 ações internacionais mais promissoras do mês.

Além dos nomes citados, você pode conhecer outras empresas, como:

  • Uma gigante da tecnologia chinesa;
  • Uma empresa de Taiwan, apelidada de “a maior empresa mais desconhecida do mundo;
  • Uma farmacêutica da Dinamarca, cujos produtos têm dominado as prateleiras mundo afora.

Vale lembrar que, apesar de serem ativos estrangeiros, os papéis recomendados podem ser comprados na própria bolsa brasileira, por meio de BDRs.

Para acessar o relatório, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. Lembrando que é totalmente gratuito:

CONHEÇA AS AÇÕES INTERNACIONAIS MAIS PROMISSORAS DE MARÇO

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Irã anuncia suspensão de ataques a países vizinhos; Trump renova ameaças por “mau comportamento do Irã”

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse neste sábado (7) que o conselho de liderança temporário aprovou a suspensão de ataques contra países vizinhos, exceto se esses países facilitarem ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O anúncio ocorreu enquanto o Irã continuava atacando a região, como resposta às ações dos Estados Unidos e de Israel, informou a Reuters.

O assessor Moghadam Far da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o Irã não recuará diante dos Estados Unidos ou de Israel.

“Os países que não permitiram que seus territórios ou instalações fossem usados ​​pelos Estados Unidos ou pelo regime sionista não foram e não serão alvos”, disse Far em um comunicado.

“Todas as bases que foram usadas como pontos de partida para ataques contra o Irã foram atingidas”, acrescentou.

Nesta manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em publicação na rede Truth Social que “áreas e grupos de pessoas” no Irã estão “sob séria consideração para destruição completa e morte certa”, citando o que ele chamou de “mau comportamento do Irã”.

Trump também respondeu ao anúncio de Pezeshkian e disse que o Irã “pediu desculpas e se rendeu” aos seus vizinhos, acrescentando: “essa promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos EUA e de Israel. Eles queriam dominar e governar o Oriente Médio.”

Além disso, o presidente norte-americano escreveu que “O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO”, destacando que esse cenário seguirá por muitas décadas até que se renda ou entre em “colapso total”.

*Com informações de Reuters e CNBC

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Membro do Fed vê risco inflacionário em guerra com Irã, mas impacto econômico segue indefinido

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Tom Barkin, afirmou que ainda não tem clareza sobre os impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã, mas destacou que choques nos preços de energia podem afetar a inflação e o comportamento do consumidor nos Estados Unidos.

Em entrevista à Bloomberg TV nesta quinta-feira (5) Barkin disse que aumentos nos preços da gasolina continuam sendo um fator relevante para o sentimento das famílias e podem reduzir outros gastos. “Os preços da gasolina ainda importam para o sentimento e podem deslocar outros tipos de consumo”, afirmou.

Barkin ressaltou que, em tese, choques de curto prazo nos preços de energia tendem a ser temporários. “Os manuais diriam para olhar além de choques de curto prazo”, disse. Ainda assim, destacou que o Fed acompanhará a evolução desses efeitos antes de definir qualquer resposta. “O Fed seguirá decidindo juros reunião a reunião. Se os preços da gasolina estiverem mais altos, isso é inflacionário e teremos de decidir por quanto tempo isso vai durar.”

O dirigente também avaliou que os dados recentes de inflação trouxeram alguma incerteza sobre o progresso do processo desinflacionário.

Ele argumentou que os números recentes “levantam dúvidas sobre se o Fed já terminou sua luta contra a inflação”.

Por outro lado, Barkin apontou sinais positivos na economia. Segundo ele, empresas têm ampliado investimentos em produtividade, o que ajuda a sustentar margens corporativas mesmo diante de pressões como tarifas. “Estamos vendo empresas investirem em produtividade”, disse, observando que um crescimento de produtividade de 2,8% “ainda é um número bastante bom”.

Barkin reiterou que a política monetária segue em território modestamente restritivo, embora a demanda permaneça sólida. O dirigente também defendeu que o banco central tenha “uma presença menor nos mercados”.

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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficam estáveis; demissões caem 55% em fevereiro

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego permaneceu inalterado na semana passada, enquanto as demissões caíram, em consonância com condições de estabilidade do mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego ficaram estáveis em 213.000, em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 28 de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (5). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

mercado de trabalho está se recuperando após tropeçar no ano passado em meio ao que os economistas chamaram de incerteza decorrente das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que aplicou sob uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais.

Desde então, as tarifas de importação foram derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Trump respondeu à decisão impondo uma tarifa global de 10% e, posteriormente, anunciou que ela aumentará para 15%.

Os economistas estão otimistas de que o mercado de trabalho recuperará o ímpeto este ano, à medida que os cortes de impostos estimulam a demanda.

Um relatório separado divulgado nesta quinta-feira pela empresa global de recolocação Challenger, Gray & Christmas mostrou que os empregadores sediados nos EUA anunciaram 48.307 cortes de pessoal em fevereiro, uma queda de 55% em relação a janeiro e de 72% ante o ano anterior. Os planos de contratação aumentaram 140% em relação a janeiro, mas caíram 63% em comparação com fevereiro do ano passado.

A contratação moderada significa que algumas pessoas que perderam seus empregos estão passando por longos períodos de desemprego.

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Ibovespa abre em queda de olho no conflito no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (5)

A incerteza quanto à duração no conflito no Irã deve seguir como ponto focal dos mercados internacionais, influenciando o Ibovespa (IBOV), que começa o dia em queda.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,44%, aos 184.551,33 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,2455 (+0,51%).

O DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, voltou a subir aos 98,924 pontos.

Radar do Mercado: 

Day trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (5)

1 – Conflito no Oriente Médio

Apesar de na véspera o New York Times ter noticiado o contato entre agentes do Ministério da Inteligência do Irã e a CIA para negociações sobre um possível fim da guerra no Oriente Médio na quarta-feira (4), a tensão deu uma nova escalada nesta manhã.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio estava em chamas. A Guarda disse, em comunicado divulgado pela mídia estatal, que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz estaria sob o controle da República Islâmica.

As defesas aéreas da Otan destruíram um míssil balístico iraniano disparado contra a Turquia na quarta-feira, disse a Turquia, marcando a primeira vez que o membro da aliança que faz fronteira com a Ásia foi envolvido no conflito do Oriente Médio e aumentando a possibilidade de uma grande expansão envolvendo seus aliados do bloco.

O Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, no entanto, negou hoje ter disparado mísseis contra a Turquia, afirmando que a República Islâmica respeita a soberania da “amiga” Turquia, de acordo com um comunicado divulgado pela mídia iraniana.

Ainda nesta manhã, Israel lançou uma grande onda de ataques contra Teerã, visando atingir infraestrutura pertencente às autoridades iranianas, depois que mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correr para abrigos antiaéreos.

Autoridades em Washington estão céticas quanto à possibilidade de o Irã ou o governo de Donald Trump estarem realmente dispostos a uma “saída”, pelo menos no curto prazo.

2 – Petróleo em alta

Os preços do petróleo sobem nesta quinta-feira, prolongando um rali, uma vez que a escalada da guerra entre os EUA e Israel com o Irã interrompeu o abastecimento e o transporte, levando alguns dos principais produtores a reduzir a produção.

O petróleo Brent subia 2,05%, para US$83,07 por barril às 10h25 (horário de Brasília), a quinta sessão de ganhos. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiu 2,89%, para US$ 76,82.

Duas refinarias de petróleo na China e na Índia fecharam suas unidades de petróleo bruto após a interrupção no abastecimento, já que ambos os países dependem das importações de petróleo bruto do Oriente Médio.

Como resultado da perspectiva de menor oferta nos mercados de combustíveis, os futuros do diesel europeu atingiram seu nível mais alto desde outubro de 2022, a US$ 1.130.

3 – Taxa de desemprego estável

taxa de desemprego brasileira ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre móvel de agosto a outubro de 2025, quando também havia marcado 5,4%.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, a população desocupada somou 5,9 milhões de pessoas.

Já na comparação anual, houve recuo de 1,1 ponto percentual, frente aos 6,5% registrados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, sendo 1,2 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho.

Já a população ocupada alcançou 102,7 milhões, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e registrando alta de 1,7% em um ano, com a criação de 1,7 milhão de ocupações.

nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas dentro da população em idade de trabalhar, ficou em 58,7%, praticamente estável no trimestre e 0,5 ponto percentual acima do observado um ano antes.

4 – Caso Banco Master

Novos desdobramentos do caso Banco Master vieram à tona ontem na terceira fase da Operação Compliance Zero. Pela manhã, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso, com suspeito de comandar uma estrutura privada de vigilância e coerção, denominada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos da instituição financeira.

Ontem, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas e ao monitoramento de pessoas, que incluía agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, se suicidou na prisão e entrou em protocolo de morte cerebral.

A Polícia Federal encontrou no telefone de Vorcaro diálogos com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ordens do empresário para pagamento a uma pessoa de nome “Ciro”. Por ora, não há uma investigação formal instaurada contra o senador.

5 – Pesquisa Datafolha

Hoje, os investidores também devem acompanhar com atenção a primeira pesquisa Datafolha do ano voltada às eleições de 2026, com cenários da disputa à presidência e aos governo estaduais.

O levantamento trará o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, contra o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas, para o cargo do Executivo estadual.

*Com informações de Reuters

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