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Análise: O que está por trás do empate técnico na última pesquisa Quaest

No primeiro termômetro eleitoral divulgado após as convenções partidárias de agosto de 2026, a nova pesquisa Quaest (BR-06773/2026) registra um cenário de empate técnico nas simulações de segundo turno entre o presidente Lula (43%) e o senador Flávio Bolsonaro (40%). Saiba mais na TVT News.

A 45 dias do 1º turno das eleições 2026, o cenário é de compressão da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, estreitando a vantagem governista de oito para apenas três pontos percentuais em menos de um mês.

Para analistas do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP (Labop), o empate poderia ser explicado pela piora na percepção popular sobre os rumos da economia e pelo alto grau de rejeição de ambos os candidatos.

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O cenário cristaliza a polarização política, reduz as chances de uma terceira via e estabelece uma base rígida de votos com teto limitado e alta rejeição para ambos os lados, dizem os especialistas da FESPSP: Beto Vasques, Hilton Fernandes e Jairo Pimentel.

A economia e o maior medo do eleitor

Segundo Beto Vasques, analista político e coordenador do Laboratório da FESPSP, a percepção do eleitor com relação à economia poderia ser uma das hipóteses explicaria a oscilação que aproximou, ainda mais, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro nesta última pesquisa Quaest.

Numa disputa tão acirrada, na qual ambos os candidatos apresentam pisos muito altos (intenção de voto acima dos 30% no cenário de primeiro turno e de 40% na simulação de segundo) e tetos bastante baixos (elevadas rejeições, acima de 50%), as oscilações nos indicadores eleitorais favoráveis a Flávio coincidem com o aumento no grupo de eleitores que apontam percepção de piora da economia nos últimos 12 meses, que saltou de 43% para 49% em apenas nove dias, entre a rodada da Quaest anterior (05/08) e a da última sexta-feira (14/08).

Além da intenção de voto e da rejeição, a situação de empate técnico com Lula numericamente à frente do senador também se repete quando os entrevistados são questionados sobre o seu maior medo como eleitores. A volta da família Bolsonaro ao poder subiu um ponto para cima em relação à pesquisa anterior, alcançou 45%, e a manutenção de Lula por mais quatro anos ficou estável em 41%.

Alta rejeição continua a frear crescimento das campanhas

Os dados merecem atenção, diz o cientista político e pesquisador do Labop, Hilton Fernandes, pois “sendo a primeira grande pesquisa divulgada após as convenções que definiram os candidatos, os resultados da Quaest servem como referência para o início da campanha eleitoral”. E, nesse aspecto, os números que refletem a intenção de votos do momento acendem um sinal de alerta para a campanha de Lula, pois indicam dificuldade do candidato petista em agregar votos, mesmo diante de agendas populares do governo ou de desgastes éticos da oposição.

De acordo com Fernandes, “um possível fator que explicaria o baixo impacto das notícias positivas ou negativas para os dois candidatos é a alta rejeição pessoal, acima de 50%, combinada com uma base eleitoral fiel, que leva os eleitores a votar ou em contraposição ou no ‘menos pior’ dos dois. Isso também pode ter afetado a avaliação da gestão atual, que voltou a ter saldo negativo”.

Como consequência desse engessamento, avalia, “é de se esperar que os concorrentes adotem cada vez mais discursos emocionais, polarizadores ou extremistas para atrair a atenção do eleitorado”, o que pode prejudicar a campanha petista, que precisará equilibrar a demonstração de resultados práticos com a recuperação de imagem do presidente.

Disputa em processo de compressão

Sob a ótica da engenharia eleitoral, é preciso qualificar o chamado ‘empate técnico’, diz o cientista político Jairo Pimentel, pesquisador do Labop, porque mais relevante do que a oscilação de uma rodada é a trajetória acumulada de aproximação entre os dois concorrentes.

No cenário de primeiro turno, em que Lula pontua 38% contra 31% de Flávio Bolsonaro, também existe um movimento de concentração do voto, à medida que candidatos alternativos como Renan Santos (4%), Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (2%) patinam nas intenções. “Isso indica que Flávio vem conseguindo consolidar a maior parte do eleitorado de oposição e reduzir o espaço disponível para uma candidatura alternativa de direita ou de centro”, pondera Pimentel.

O ritmo de transferência e ganho de voto entre turnos, por outro lado, reforça a resiliência das candidaturas majoritárias. “Flávio cresce nove pontos entre o primeiro e o segundo turno (…), enquanto Lula avança cinco”, o que “sugere que, neste momento, o parlamentar está agregando com maior eficiência o voto anti-Lula.

Ao mesmo tempo, o presidente conserva a liderança porque mantém uma base eleitoral mais robusta e porque o adversário ainda enfrenta dificuldades para ultrapassar o teto do bolsonarismo e construir maioria”, diz Pimentel. “A pesquisa, portanto, não mostra uma virada, mas uma disputa em processo de compressão”, consolidando um “quadro é de polarização crescente e de redução do espaço político para uma terceira via”.

Beto Vasques — Coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP

Última pesquisa antes do início formal da campanha, a Quaest reforçou o cenário de disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula, ambos com pisos muito altos (intenção de voto acima dos 30% no cenário de primeiro turno e 40% na simulação de segundo) e tetos bastante baixos (elevadas rejeições, acima de 50%). Trata-se da segunda pesquisa seguida do instituto em menos de um mês na qual Flávio encurta a distância em relação a Lula nas simulações de segundo turno — ambas dentro da margem de erro —, reduzindo em cinco pontos a diferença entre eles.

A vantagem favorável ao presidente, que era de oito pontos percentuais em julho (55% contra 37%), entra em situação de empate técnico, com Lula três pontos à frente do senador (43% contra 40%). A rejeição de ambos permaneceu estável em relação à rodada anterior, também em empate técnico, com o parlamentar dois pontos acima (54%) do petista (52%).
A aprovação do governo também oscilou para baixo, voltando a apresentar um resultado negativo de dois pontos (48% de reprovação contra 46% de aprovação). Quanto ao maior medo do eleitor, há um novo empate técnico numericamente favorável ao presidente, no limite da margem de erro de 4%: a volta da família Bolsonaro oscilou um ponto para cima, alcançando 45%, contra 41% dos que temem mais a permanência do atual mandatário no Palácio do Planalto, mesmo resultado do levantamento anterior da Quaest.

Pelos dados divulgados até o momento, essa oscilação contrária a Lula e favorável a Flávio Bolsonaro nas intenções de voto coincide com uma piora na percepção dos rumos da economia. Houve um aumento de seis pontos percentuais, em relação ao levantamento anterior, no total de eleitores que dizem que a situação econômica piorou ao longo dos últimos doze meses: eram 43% na pesquisa de 5 de agosto e, nesta rodada, nove dias depois, somam 49%.

Hilton Fernandes — Cientista político e professor da FESPSP

Sendo a primeira grande pesquisa divulgada após as convenções que definiram os candidatos, os resultados da Quaest servem como referência para o início da campanha eleitoral. O cenário geral continua com Lula pouco à frente, com 43% contra 40% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas confirma a dificuldade do petista em agregar votos, mesmo após a combinação de ações populares do governo com o desgaste da imagem do oponente devido às denúncias do caso Dark Horse.

Um possível fator que explicaria o baixo impacto das notícias positivas ou negativas para os dois candidatos é a alta rejeição pessoal, acima de 50%, combinada com uma base eleitoral fiel, que leva os eleitores a votar ou em contraposição ou no “menos pior” dos dois. Isso também pode ter afetado a avaliação da gestão atual, que voltou a ter saldo negativo, com 48% de reprovação e 46% de aprovação.

Com isso, é de se esperar que os concorrentes adotem cada vez mais discursos emocionais, polarizadores ou extremistas para atrair a atenção do eleitorado. Essa situação tende a prejudicar mais a campanha petista, que precisa mostrar suas realizações ao mesmo tempo em que tenta recuperar a imagem pessoal do presidente Lula, sem cair na apresentação monótona de números.

Sobre os demais candidatos, Renan Santos, com 4% das intenções para o primeiro turno, vai ocupando a posição de candidato antissistema da vez, enquanto Romeu Zema continua se desidratando, chegando a 2%. O grande desafio será para Ronaldo Caiado, que, com 4%, precisa reagir para garantir a força do apoio aos seus aliados nas campanhas estaduais.

Jairo Pimentel — Cientista político e professor da FESPSP

A nova Quaest mostra que a eleição está se tornando progressivamente mais competitiva, mas é importante qualificar o chamado “empate técnico”. Lula continua numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, por 43% a 40%. O que mudou foi o tamanho da vantagem: ela caiu de oito pontos em meados de julho para cinco na semana passada e, agora, para três. Portanto, mais relevante do que a oscilação de uma rodada é a trajetória acumulada de aproximação entre os dois concorrentes.

No primeiro turno, apesar de as diferentes composições dos cenários impedirem uma comparação direta, também existe um movimento de concentração do voto: Lula marca 38% e Flávio, 31%, enquanto nenhum dos demais postulantes ultrapassa 4%. Isso indica que Flávio vem conseguindo consolidar a maior parte do eleitorado de oposição e reduzir o espaço disponível para uma candidatura alternativa de direita ou de centro.

Outro dado importante é que Flávio cresce nove pontos entre o primeiro e o segundo turno, passando de 31% para 40%, enquanto Lula avança cinco, de 38% para 43%. Isso sugere que, neste momento, o parlamentar está agregando com maior eficiência o voto anti-Lula. Ao mesmo tempo, o presidente conserva a liderança porque mantém uma base eleitoral mais robusta e porque o adversário ainda enfrenta dificuldades para ultrapassar o teto do bolsonarismo e construir maioria.

A pesquisa, portanto, não mostra uma virada, mas uma disputa em processo de compressão. Lula segue favorito, porém com uma vantagem menos confortável. Flávio se afirma como o principal polo da oposição, enquanto Caiado, Renan Santos e Zema demonstram capacidade de reunir parte do voto contrário ao governo, mas ainda ficam distantes do líder. O quadro é de polarização crescente e de redução do espaço político para uma terceira via.

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73% rejeitam uso de IA nas campanhas, diz Quaest

Sete em cada dez brasileiros desaprovam o uso de inteligência artificial (IA) por candidatos nas campanhas eleitorais de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest encomendada pela Globo em parceria com o jornal O Globo. De acordo com o levantamento, 73% dos eleitores são contrários à utilização da tecnologia, enquanto 21% aprovam seu uso. Saiba mais na TVT News.

Outros 3% afirmaram ser indiferentes à presença da inteligência artificial nas campanhas e 3% não souberam ou preferiram não responder.

A resistência à tecnologia aparece em diferentes segmentos do eleitorado. Entre os eleitores com até 34 anos, 68% desaprovam o uso de IA por candidatos. O percentual sobe para 76% entre pessoas com mais de 60 anos.

Também há diferença entre homens e mulheres. A rejeição chega a 78% entre as mulheres, enquanto 69% dos homens se posicionam contra a utilização da tecnologia nas campanhas.

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Rejeição atravessa diferentes grupos políticos

A desaprovação ao uso de inteligência artificial também é majoritária entre eleitores de diferentes posicionamentos políticos. Entre os eleitores de esquerda que não se identificam com o lulismo, 79% rejeitam a ferramenta nas campanhas. O índice é de 73% entre os lulistas.

Entre os bolsonaristas, 70% desaprovam a utilização da IA, enquanto a rejeição chega a 69% entre eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo.

Já entre os eleitores independentes, 75% são contrários ao uso da tecnologia.

Os dados indicam que a preocupação com a utilização de conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial não está concentrada em apenas um grupo político ou faixa etária.

Vídeo de Jair Bolsonaro amplia debate sobre IA

A discussão sobre o uso da inteligência artificial nas eleições ganhou força após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar, durante o lançamento de sua candidatura à Presidência, um vídeo produzido com a tecnologia que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No material, Bolsonaro aparece manifestando apoio ao filho e apresentando Flávio como herdeiro de seu projeto político para as eleições de 2026.

O episódio provocou questionamentos na Justiça Eleitoral. O PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), argumentando que o conteúdo poderia ser enquadrado como deepfake e estaria sujeito às restrições estabelecidas para o período eleitoral. O partido também questionou a divulgação do material antes do início oficial da campanha, apontando possível propaganda eleitoral antecipada.

A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, argumentou ao TSE que a inteligência artificial representa uma ampliação dos recursos técnicos disponíveis para a atividade política e que não seria possível eliminar completamente a tecnologia das campanhas.

TSE discute regras para inteligência artificial

A utilização de inteligência artificial se tornou um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral nas eleições de 2026. O TSE marcou para esta terça-feira (18) uma reunião para discutir a aplicação das regras relacionadas à tecnologia e aos conteúdos manipulados artificialmente.

A legislação eleitoral permite o uso de IA nas campanhas sob determinadas condições. Entre as exigências está a identificação clara de conteúdos produzidos ou modificados com auxílio da tecnologia.

As regras também estabelecem restrições para o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos falsos ou manipulados destinados a prejudicar adversários, disseminar desinformação ou atacar o processo democrático.

Os chamados deepfakes — conteúdos que simulam de maneira artificial a imagem ou a voz de uma pessoa — estão entre os pontos mais sensíveis da regulamentação eleitoral.

A discussão ocorre em um cenário no qual ferramentas de inteligência artificial generativa estão cada vez mais acessíveis e podem ser utilizadas para produzir vídeos, imagens e áudios com aparência realista. A preocupação da Justiça Eleitoral é estabelecer limites que preservem a liberdade de comunicação política sem permitir que conteúdos fraudulentos sejam utilizados para manipular o eleitorado.

Maioria rejeita uso da tecnologia

Para os eleitores entrevistados pela Quaest, entretanto, a questão vai além das regras jurídicas. O levantamento mostra uma rejeição expressiva à presença da inteligência artificial nas campanhas.

A diferença entre os que desaprovam e os que aprovam a utilização da ferramenta é de 52 pontos percentuais: 73% são contrários, enquanto apenas 21% defendem seu uso.

O resultado ocorre justamente quando partidos e candidatos começam a incorporar ferramentas de IA à comunicação eleitoral, aumentando a necessidade de fiscalização sobre conteúdos digitais e sua identificação pelos eleitores.

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.

Os números reforçam o tamanho do desafio para candidatos, partidos, plataformas digitais e para a própria Justiça Eleitoral: embora a inteligência artificial esteja se tornando uma ferramenta disponível para a comunicação política, a maioria dos eleitores brasileiros ainda demonstra forte resistência à sua utilização durante as campanhas.

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Haddad faz caminhada com mulheres e apresenta propostas para São Paulo

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, realizou nesta segunda-feira (17) seu primeiro ato próprio de campanha na disputa estadual. A agenda ocorreu no centro da capital paulista, com uma caminhada ao lado das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Também participaram a esposa de Haddad, Ana Estela Haddad, e a deputada federal Erika Hilton (PSOL). Leia em TVT News.

A atividade começou na Praça da República e seguiu até o Theatro Municipal. Durante o trajeto, Marina Silva relatou à repórter Emilly Gondim da TVT que foi intimidada por uma pessoa. Segundo a candidata, um homem se colocou de forma agressiva à sua frente. “Mas ele não sabia que, diante do amor, o ódio recua. Eu não dou um passo atrás“, afirmou.

A caminhada teve como um dos principais temas a agenda de políticas públicas para as mulheres. Haddad apresentou propostas relacionadas ao combate à violência doméstica, entre elas a ampliação do funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher para atendimento 24 horas em regiões de maior demanda.

O candidato também defendeu a integração de informações entre órgãos públicos para identificar situações de violência antes de uma denúncia formal. A proposta é criar uma central capaz de reunir registros e queixas para permitir um diagnóstico antecipado de possíveis casos de agressão.

Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias
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Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias
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Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias

Simone Tebet defende delegacias da mulher abertas 24 horas

Candidata ao Senado, Simone Tebet afirmou à TVT que o combate à violência contra as mulheres está entre as principais pautas de sua atuação política. Ela lembrou que presidiu a Comissão Permanente de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, criada em 2015.

Tebet citou leis aprovadas nos últimos anos, como a legislação que tipificou o feminicídio e mudanças relacionadas à violência sexual e ao assédio em transportes públicos. Também destacou uma alteração na Lei Maria da Penha que, segundo ela, ampliou a possibilidade de concessão de medidas protetivas.

Para a candidata, a estrutura de atendimento precisa funcionar justamente nos períodos em que as mulheres mais precisam. “Eu quero que uma parte desse recurso seja para garantir 24 horas por dia, sete dias na semana, as delegacias especializadas da mulher abertas aqui no interior”, afirmou à TVT.

Segundo Tebet, muitas dessas unidades não funcionam à noite ou nos fins de semana, o que dificulta o acesso de mulheres que procuram proteção.

Marina Silva relaciona meio ambiente, emprego e renda

Marina Silva também falou à TVT sobre a agenda ambiental e sua relação com o desenvolvimento econômico. Para ela, a preservação dos recursos naturais precisa estar associada à geração de empregos e renda.

“A agenda ambiental é, sobretudo, uma agenda de desenvolvimento econômico”, afirmou. Marina defendeu políticas capazes de enfrentar as mudanças climáticas ao mesmo tempo em que promovam atividades econômicas e protejam o meio ambiente.

A candidata também comentou as transformações nas relações de trabalho provocadas pela pandemia. Sobre o trabalho remoto, afirmou que a modalidade precisa ser analisada de forma técnica, considerando as atividades em que a presença física dos trabalhadores é necessária.

“O importante é garantir serviço público de qualidade para todas as pessoas”, disse Marina, citando áreas como saúde, educação, segurança pública e moradia.

Erika Hilton: “proteção deve alcançar todas as mulheres”

A deputada federal Erika Hilton destacou, em entrevista à TVT, a necessidade de incluir mulheres trans e travestis nas políticas de enfrentamento à violência de gênero.

“A defesa das mulheres trans e travestis perpassa pela defesa de todas as mulheres”, afirmou. Segundo Erika, a violência contra mulheres trans está relacionada a uma estrutura mais ampla de controle sobre os corpos femininos e de violência de gênero.

Ela também chamou atenção para o crescimento dos feminicídios e para problemas nas políticas de proteção às mulheres. “Todas as mulheres devem ser protegidas, porque não existe isso de proteger um grupo e ignorar outro porque a violência avança sobre todas nós”, afirmou.

Erika reforçou ainda que mulheres trans devem ser reconhecidas como mulheres também no acesso à Justiça. A deputada citou uma decisão recente em segunda instância em uma ação movida contra o SBT.

Haddad também aborda educação

Durante a caminhada, Haddad também falou sobre educação e políticas para a rede pública estadual. Questionado sobre a possibilidade de reversão de medidas já adotadas, afirmou que mudanças em contratos podem ser complexas.

O candidato declarou que, caso seja eleito, não pretende ampliar a adoção de escolas cívico-militares nem promover a privatização de escolas públicas. “O meu foco é ensino-aprendizagem, valorização do professor, dedicação do estudante, envolvimento das famílias”, afirmou.

Haddad disse que sua atuação na área da educação foi pautada por esses pontos e avaliou que São Paulo vem apresentando resultados negativos em razão de políticas que considera equivocadas.

A caminhada marcou o início da agenda própria de Haddad na campanha pelo governo paulista. O candidato havia participado, no domingo (16), do lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

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Confira quando sai a nova pesquisa Quaest para presidente

A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 será divulgada nesta sexta-feira (14), com números atualizados do primeiro e segundo turnos, além de perguntas sobre inteligência artificial, rejeição e interferência estrangeira na eleição.

A pesquisa, encomendado pelo Grupo Globo, ouviu 2.004 eleitores em entrevistas presenciais entre segunda (10) e quinta-feira (13), com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE tem o número BR-06773/2026.

O que a nova pesquisa Quaest de 14 de agosto vai medir

Além da intenção de voto para presidente da República, o questionário da pesquisa Quaest traz perguntas sobre:

  • Inteligência artificial – como os eleitores percebem o uso de IA nas campanhas eleitorais;
  • Rejeição aos candidatos – quais nomes os eleitores conhecem e em quais não votariam de maneira alguma;
  • Interferência estrangeira – se governos de outros países tentam influenciar o processo eleitoral brasileiro;
  • Sentimentos em relação aos candidatos ;
  • Percepção sobre economia, emprego e preços dos alimentos;
  • Quem o eleitor acredita que vencerá a eleição, independentemente da intenção de voto.

A pesquisa Quaest testa 13 nomes no primeiro turno e quatro simulações de segundo turno: Lula x Flávio Bolsonaro, Lula x Renan Santos, Lula x Romeu Zema e Lula x Ronaldo Caiado. Esta é a última pesquisa antes do início da propaganda eleitoral, que começa no domingo (16).

Quais os números da última pesquisa Quaest de 5 de agosto

  • 1º turno: Lula (PT) lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada, e Romeu Zema (Novo) tem 2%.

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  • 2º turno (Lula x Flávio Bolsonaro): Lula tem 44% contra 39% de Flávio — vantagem de cinco pontos.
  • Aprovação do governo e do presidente Lula: 48% aprovam o governo, 47% desaprovam e 5% não responderam. A avaliação positiva do governo é de 36%, negativa de 36% e regular de 26%.

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A série histórica da pesquisa Quaest para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, desde maio de 2026, é a seguinte:

  • Maio de 2026: Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%.
  • Junho de 2026: Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 38%.
  • Julho de 2026: Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 37%.
  • Agosto de 2026: Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 39%.

Esta série mostra a vantagem de Lula oscilando: de 1 ponto em maio (empate técnico), para 6 em junho, 8 em julho, e recuando para 5 pontos em agosto.

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TSE restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e libera registro de candidatura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu nesta quinta-feira (13) a filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) e liberou a retomada do registro de sua candidatura à Presidência. Saiba mais na TVT News.

A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, após uma alteração no sistema da Justiça Eleitoral vincular o parlamentar ao partido Missão e impedir inicialmente o registro.

O ministro também ordenou a exclusão do registro que o vinculava ao Missão e liberou o Sistema CANDex, utilizado para encaminhar os pedidos de registro de candidatura.

A decisão atende a um pedido de tutela de urgência apresentado pela defesa de Flávio. Com a determinação, a campanha poderá prosseguir com o registro dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, que termina às 19h deste sábado (15).

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TSE aponta alteração sem manifestação de Flávio

Segundo Nunes Marques, os documentos apresentados pela defesa demonstram que Flávio permanecia regularmente filiado ao PL.

Entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta, porém, um novo registro foi incluído no Sistema de Filiação Partidária (FILIA), provocando a desfiliação automática do senador e sua inclusão no Missão.

O ministro afirmou que não houve manifestação de vontade de Flávio para a mudança e ressaltou que a filiação partidária é uma condição de elegibilidade que não pode ser retirada por ação de terceiros.

“A filiação partidária constitui condição de elegibilidade e pressuposto para o exercício do direito de ser votado, não podendo ser suprimida por ato de terceiro estranho à vontade do filiado”, escreveu o ministro.

Mudança para o Missão é considerada incompatível

Nunes Marques também considerou o cenário da disputa presidencial, em que Flávio é o candidato anunciado pelo PL à Presidência, enquanto o Missão já tem Renan Santos como candidato ao mesmo cargo.

Na avaliação do ministro, o contexto torna pouco provável que Flávio tenha decidido voluntariamente trocar de partido.

“O Partido Missão, por sua vez, já possui candidato próprio e assumido ao mesmo cargo, circunstância que torna inverossímil a alegação de que o requerente teria migrado voluntariamente para agremiação que já anuncia a disputa à Presidência com outro nome”, afirmou.

O ministro também apontou risco de prejuízo à candidatura diante da proximidade do fim do prazo para registro.

Polícia Federal vai investigar alteração

Além de restabelecer o vínculo de Flávio com o PL, Nunes Marques determinou que o TSE preserve registros de acesso e logs do Sistema FILIA relacionados à alteração.

O ministro encaminhou o caso à Polícia Federal e determinou a abertura de investigação para identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias da mudança no cadastro partidário.

O episódio veio à tona na manhã desta quinta (13), quando a campanha de Flávio tentou registrar sua candidatura e descobriu que o senador aparecia como filiado ao Missão. A alteração havia impedido o procedimento, já que as convenções partidárias terminaram em 5 de agosto.

Defesa diz que mudança ocorreu em menos de 11 horas

Na ação apresentada ao TSE, a defesa afirmou que Flávio estava filiado ao PL de forma ininterrupta desde novembro de 2021.

Os advogados anexaram uma certidão emitida às 23h17 de quarta-feira que ainda registrava a filiação do senador ao PL como “regular e exclusiva”. Menos de 11 horas depois, o sistema apontava o cancelamento do vínculo e a inclusão no Missão.

A defesa sustentou que a alteração ocorreu sem autorização do senador e poderia o retirar da disputa presidencial.

Os advogados também argumentaram que as regras do TSE exigem manifestação expressa do filiado para a desfiliação partidária e permitem a reversão do cancelamento por decisão judicial.

Com a decisão de Nunes Marques, Flávio Bolsonaro volta a constar como filiado ao PL e fica autorizado a dar continuidade ao registro de sua candidatura à Presidência dentro do prazo eleitoral.

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Sexta (14) tem Lula no Não Inviabilize; as Cunhãs participam da entrevista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concede entrevista nesta sexta-feira (14) a dois podcasts de grande alcance: o “Não Inviabilize”, de Déia Freitas, e o “As Cunhãs”, das jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças.

A conversa, anunciada pelo próprio presidente em suas redes sociais, está prevista para as 11h e será transmitida ao vivo nos canais oficiais dos programas no YouTube. Confira detalhes com a TVT News.

Lula ao vivo no Não Inviabilize

O “Não Inviabilize” recebe o presidente Lula ao vivo em seu canal no YouTube. O programa, criado em 2020 por Déia Freitas, é atualmente o maior podcast da sua categoria no Brasil, com mais de 500 milhões de reproduções e mais de 1 mil histórias disponibilizadas gratuitamente. Déia Freitas é considerada a mais importante e premiada contadora de histórias da podosfera brasileira.

Veja Lula ao vivo no As Cunhãs

O podcast “As Cunhãs” também transmite ao vivo a entrevista do Lula em seu canal no YouTube. O programa é comandado pelas jornalistas Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes e tem como foco a política local, nacional e internacional, com atenção especial à política cearense.

O que é o Não Inviabilize

O “Não Inviabilize” é um podcast de histórias reais criado em 2020 por Déia Freitas, que tem o dom de contar histórias com bom humor e sensibilidade. O programa conta com 19 quadros, sendo 7 exclusivos para assinantes, e possui um aplicativo próprio, além de uma comunidade engajada no Telegram com mais de 100 mil pessoas.

O bordão que marca o início de cada episódio é “Oi, gente, cheguei!”. Déia Freitas também é ativista da causa animal, voluntária de várias causas sociais e tutora de 6 gatos e 4 cachorros.

Lula e o picolé de limão no Não Inviabilze

 “Picolé de Limão” é um dos quadros mais populares do podcast Não Inviabilize. Descrito como “o refresco ácido do seu dia”, o quadro reúne histórias do cotidiano marcadas por ciladas, trapaças e situações revoltantes.

Criado por Déia Freitas, o “Picolé de Limão” apresenta relatos verídicos enviados pelos ouvintes — histórias de “gente como a gente” que despertam fúria, indignação, mas também curiosidade e entretenimento. É o espaço onde o ouvinte encontra aquelas fofocas e causos que todo mundo quer saber, mas tem vergonha de admitir que tem curiosidade.

Sexta-feira tem conversa boa! A partir das 11h, vou bater um papo com a Déia Freitas, do Não Inviabilize, e com as jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças, do @AsCunhasPodcast.

Vamos falar de Brasil, política, histórias, causos e, pelo que estou sabendo, até dos meus… pic.twitter.com/G13ZYf8f8N

— Lula (@LulaOficial) August 13, 2026

O quadro é identificado pela vinheta de abertura que antecede cada episódio, com Déia anunciando: “Oi, gente! Cheguei! Cheguei pra mais um Picolé de Limão…”. Além das histórias do dia a dia, o “Picolé de Limão” também abriga especiais temáticos sobre férias, Natal, Ano Novo, viagens e até relatos de pessoas que mudaram de vida por políticas públicas.

O que é o canal As Cunhãs

O “As Cunhãs” é um podcast semanal sobre política, conduzido pelas jornalistas Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes. O programa nasceu da vontade de falar sobre a cena política em geral, com atenção especial à política cearense, sob o ponto de vista de três mulheres.

No ar desde maio de 2020, o podcast está disponível nos principais tocadores e também no YouTube. O projeto conta com financiamento coletivo para melhorar a qualidade dos equipamentos e da produção.

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Entrevista do Lula ao Não Inviabilize e As Cunhãs aborda política, causos e até os “picolés de limão” do presidente – Imagem: Reprodução / Redes Sociais Lula

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Oi, gente, chegueeei! E hoje eu não estou sozinha 😆 Temos um encontro mais do que especial no podcast! Sexta-feira dia 14 de agosto de 2026, 11 da manhã, es...

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EUA negam plano para impedir reeleição de Lula, mas linguagem usada mantém preocupação no Brasil

O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou, nesta quinta-feira (13), que o governo de Donald Trump tenha qualquer plano para impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Saiba mais na TVT News.

A manifestação ocorre em meio à crescente tensão diplomática entre Washington e Brasília e a preocupações do governo brasileiro com a atuação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, no pleito eleitoral deste ano.

A declaração foi transmitida por uma fonte do Departamento de Estado a jornalistas. Rubio não foi citado nominalmente.

Na manifestação, o governo norte-americano afirmou dar importância à relação com o Brasil e disse respeitar o povo brasileiro e qualquer governo escolhido por meio de eleições livres e justas.

A declaração também destacou que os Estados Unidos mantiveram relações com governos brasileiros de diferentes posições políticas e classificou essas interações como bem-sucedidas.

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Declaração não afasta preocupação do Planalto

Apesar da negativa, a manifestação de Washington não foi suficiente para eliminar as preocupações dentro do governo brasileiro sobre a postura dos Estados Unidos diante das eleições de 2026.

“Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil”, foram as palavras da fonte.

A menção a “eleições livres e justas” chamou atenção porque expressões semelhantes já foram utilizadas pelo governo Trump em manifestações sobre processos eleitorais de outros países. O contexto alimenta a preocupação de que Washington possa, eventualmente, questionar o resultado de uma eleição brasileira.

O sistema eleitoral brasileiro é submetido a mecanismos de fiscalização e auditoria e é administrado pela Justiça Eleitoral, tendo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como órgão máximo.

Segundo integrantes do governo Lula, as suspeitas sobre uma possível atuação de Rubio contra a candidatura do presidente também foram alimentadas por manifestações recentes do governo Trump sobre a política dos Estados Unidos para o continente americano.

Em vídeo publicado recentemente, o Departamento de Estado dos EUA afirmaram que o domínio do país sobre a América Latina “nunca mais será questionado”, mencionando a Doutrina Monroe, implementada no início do século XX e usada como fundamento para influenciar a política em países latinoamericanos.

Rubio e a nova política dos EUA para a América Latina

Marco Rubio ocupa uma posição de destaque na política externa do segundo governo de Donald Trump e tem defendido uma atuação mais assertiva dos Estados Unidos na América Latina.

Rubio também já protagonizou declarações críticas ao governo brasileiro e a Lula, contribuindo para o ambiente de tensão entre os dois países.

A preocupação em Brasília ocorre ainda em um momento de forte disputa política e comercial entre os governos. A possibilidade de interferência externa nas eleições brasileiras é tratada pelo Planalto dentro de um cenário mais amplo de deterioração das relações diplomáticas.

Relação entre Brasil e EUA enfrenta série de conflitos

A crise atual não se limita à questão eleitoral. Nos últimos meses, Brasília e Washington entraram em rota de colisão por diferentes motivos.

Entre os episódios que aumentaram a tensão está a circulação de uma montagem que mostrava Lula algemado e vendado no lugar do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Também houve medidas contra autoridades brasileiras, incluindo restrições de vistos e sanções impostas pelo governo norte-americano. Em 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi alvo da aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos, em uma decisão posteriormente revogada.

Outro ponto de conflito foi o tarifaço implementado por Trump, que teve novos episódios neste ano após as primeiras medidas em 2025. O governo norte-americano anunciou tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, provocando reação do governo Lula e a adoção de medidas para proteger setores afetados da economia brasileira.

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Entre a rejeição e a liderança: quem conseguirá romper a polarização da eleição 2026?

As duas mais recentes pesquisas sobre a eleição presidencial — Atlas/Bloomberg, realizada em junho, e Meio/Ideia, divulgada em julho — convergem para um mesmo diagnóstico: a eleição de 2026 continua organizada em torno de dois polos.

De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); de outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), herdeiro político do capital eleitoral construído pelo bolsonarismo. Apesar das metodologias distintas — recrutamento digital aleatório na Atlas e entrevistas telefônicas na Ideia — ambas revelam que nenhum terceiro nome conseguiu, até agora, romper a lógica da polarização instalada desde a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.

O paradoxo chama a atenção. Lula e Flávio lideram com relativa folga, mas convivem com elevados índices de rejeição. Isso significa que ambos sustentam suas posições menos pela capacidade de ampliar apoios e mais pela força de eleitorados altamente fidelizados. A polarização continua funcionando como uma barreira de entrada para qualquer candidatura que pretenda construir um caminho alternativo.

É justamente aí que reside a principal dificuldade dos demais postulantes ao Palácio do Planalto. Nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Aécio Neves e outros representantes do campo conservador disputam praticamente o mesmo espaço político e o mesmo eleitorado que, desde 2018, se identifica com o legado de Jair Bolsonaro.

Enquanto apresentarem diferenças apenas de estilo, e não de projeto, terão enorme dificuldade para alcançar relevância nacional. Afinal, por que o eleitor escolheria uma versão alternativa quando acredita já possuir um representante legítimo daquele campo?

Mulheres decisivas podem fazer muita diferença na eleição

Nesse contexto, o recente afastamento voluntário de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher merece atenção. Independentemente das razões que motivaram sua decisão, sua menor exposição reduz, ao menos temporariamente, uma das principais pontes do bolsonarismo com o eleitorado feminino.

Não por acaso, a pesquisa Meio/Ideia destaca que a maior vantagem competitiva de Lula sobre Flávio Bolsonaro está justamente entre as mulheres, segmento que poderá novamente decidir a eleição.

Para o PT, o cenário também impõe desafios. A estratégia de buscar a vitória ainda no primeiro turno parece fazer sentido político. Em um eventual segundo turno, a tendência histórica é que praticamente todas as candidaturas oposicionistas se unam contra o presidente, independentemente das diferenças existentes entre elas.

Fechar a disputa na primeira etapa exige ampliar a base para além do eleitorado tradicional da esquerda, reduzir a rejeição ao governo e convencer os indecisos de que a continuidade oferece mais segurança do que a mudança.

Há, contudo, um contingente que pode redefinir completamente a disputa. Somados os eleitores que hoje declaram voto branco, nulo, afirmam que não votariam em ninguém ou simplesmente ainda não sabem em quem votar, forma-se um universo numericamente superior à votação de muitos candidatos que figuram na corrida presidencial. Não se trata de um eleitorado homogêneo.

Ali convivem cidadãos desiludidos com a política, eleitores moderados cansados da polarização, jovens que ainda não estabeleceram vínculos partidários e brasileiros que aguardam sinais concretos antes de decidir. Quem conseguir dialogar com esse grupo poderá produzir o maior movimento eleitoral da campanha. Mais do que retirar votos do adversário, a vitória poderá nascer da capacidade de converter a apatia em participação e a dúvida em confiança.

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Arte criada com apoio da Inteligência Artificial / Alcateia Política

No fim das contas, a eleição de 2026 talvez não seja decidida apenas entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ela será decidida pela candidatura que demonstrar maior capacidade de responder às preocupações concretas da sociedade: crescimento econômico, segurança pública, saúde, educação, equilíbrio fiscal, geração de oportunidades e fortalecimento das instituições democráticas.

Em um país cansado do conflito permanente, a liderança mais relevante poderá não ser aquela que fala mais alto para sua própria torcida, mas a que conseguir construir confiança junto à minoria silenciosa – mas decisiva – que ainda procura razões para escolher um futuro.

Sobre o autor

NILSON HASHIZUMI

Nilson Hashizumi é estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais.

Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.

Especialista em campanhas e comunicação governamental, integra estratégias on-line e off-line na construção de imagem pública

Defende que reputação é patrimônio — construída pela trajetória, sustentada pela coerência e reconhecida pela confiança.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

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Lula tem 49,3% contra 36,8% de Flávio Bolsonaro no 2° turno, diz pesquisa CNT/MDA

A 168ª Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça, 16, aponta cenário favorável para o presidente Lula, tanto na avaliação de seu governo quanto na corrida eleitoral de 2026. Os dados revelam que a aprovação pessoal de Lula e a avaliação positiva de sua gestão superam os índices negativos, refletindo o otimismo da população com o futuro do país.

No campo político, a disputa permanece polarizada com Flávio Bolsonaro, mas Lula mantém a liderança isolada em todos os cenários, enquanto outros nomes da direita continuam sem consolidação nacional. Leia detalhes da pesquisa CNT/MDA com a TVT News.

Fonte: Confederação Nacional do Transporte

Resumo da Pesquisa CNT/MDA:

  • Avaliação e expectativas: A percepção positiva sobre o governo Lula e sua aprovação pessoal superam as avaliações negativas. A população também tem expectativas de melhora para os próximos seis meses em áreas como emprego, renda, saúde, educação e segurança.
  • Cenário eleitoral: A disputa presidencial continua polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas houve uma redução na adesão ao bolsonarismo. Lula lidera em todos os cenários (espontâneo, estimulado e 2º turno) e avançou nas intenções de voto em comparação ao mês de abril.
  • Terceira via: Cerca de 36% dos eleitores não desejam votar nem em Lula nem em Flávio Bolsonaro, indicando espaço para uma alternativa. No entanto, esses candidatos perdem para Lula com desvantagem no segundo turno.
  • Temas conjunturais: Há ampla aprovação para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e apoio à classificação de organizações criminosas como terroristas. Contudo, a maioria rejeita a operação de forças de segurança americanas no Brasil.
  • Jovens no mercado: Metade dos entrevistados acredita que a falta de emprego ou estudo entre os jovens se deve ao desinteresse, à falta de motivação e ao uso excessivo de internet e redes sociais.

Lula vence Flávio Bolsonaro no 2º turno

Em uma simulação direta de segundo turno entre os dois principais polos políticos do país, o presidente Lula lidera com 49,3% das intenções de voto, contra 36,8% do senador Flávio Bolsonaro. Votos brancos e nulos somam 11,2%, enquanto 2,7% dos eleitores se dizem indecisos.

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Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026

Evolução das intenções de voto

A análise da evolução mostra um crescimento consolidado de Lula. O atual presidente passou de 45% das intenções de voto em abril de 2026 para 49% em junho do mesmo ano. Já Flávio Bolsonaro, que havia registrado 40% no levantamento anterior, oscilou negativamente e agora marca 37%.

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Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026

Cenário contra Romeu Zema

Quando testado contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o atual presidente também vence com ampla vantagem. Lula atinge 48,8% da preferência do eleitorado, enquanto Zema marca 31,6%. Brancos e nulos chegam a 14,6% e indecisos são 5,0%.

Vantagem de Lula sobre Ronaldo Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também foi testado em um possível segundo turno contra o petista. Nesse cenário, Lula aparece com 48,4% das intenções de voto, superando Caiado, que registra 32,2%. Os que votariam em branco ou nulo representam 14,3%, e 5,1% estão indecisos.

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Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026

Disputa contra Renan Santos

A pesquisa CNT/MDA simulou ainda um embate entre Lula e Renan Santos. O resultado aponta o atual presidente com 49,3% dos votos, enquanto Renan Santos fica com 28,0%. A parcela de brancos e nulos sobe para 17,2%, e indecisos somam 5,6%.

Cenários contra Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Michel Temer

A liderança de Lula se mantém sólida frente a outros nomes cogitados. Contra Augusto Cury, Lula vence por 49,2% a 28,4%. Em uma disputa com o ex-ministro Joaquim Barbosa, o placar é de 47,5% para Lula contra 28,9% para Barbosa. Já contra o ex-presidente Michel Temer, Lula atinge 49,5% das intenções, enquanto Temer soma 24,9%.

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Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026

Potencial de voto de Lula e Flávio Bolsonaro

A pesquisa mediu o teto eleitoral dos principais nomes. O presidente Lula possui o maior potencial de voto: 52,9% dos eleitores afirmam que votariam nele com certeza (38,7%) ou poderiam votar (14,2%). Sua rejeição é de 45,7%. Por outro lado, Flávio Bolsonaro tem um potencial de voto de 39,6%, somando os que votariam com certeza (24,3%) e os que poderiam votar (15,3%). A rejeição de Flávio, que diz não votar nele de jeito nenhum, é de 56,5%.

Intenção de voto no 1º turno

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera isolado com 41,8% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que marca 28,2%. Bem distantes, aparecem Ronaldo Caiado (4,0%), Romeu Zema (2,8%), Joaquim Barbosa (2,3%), Renan Santos (2,0%), Michel Temer (1,9%) e Augusto Cury (1,8%). Brancos e nulos são 7,0% e indecisos somam 7,9%.

Grau de conhecimento e pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Lula é o mais lembrado e lidera com 34,6%. O número de indecisos é expressivo e atinge 32,4%. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 19,8% das menções.

Quem tem mais potencial de voto

Comparando todos os nomes testados no levantamento, Lula lidera o potencial de voto total com 52,9%. Flávio Bolsonaro é o segundo mais forte neste quesito (39,6%), seguido por Ronaldo Caiado (25,3%), Romeu Zema (23,6%), Michel Temer (23,5%), Joaquim Barbosa (23,4%), Augusto Cury (20,9%) e Renan Santos (16,8%).

Evolução da avaliação do governo

A gestão do presidente Lula apresenta uma trajetória de melhora, com percepção positiva superior à negativa. A avaliação positiva do governo (ótimo e bom) subiu para 35,3% em junho de 2026, enquanto a avaliação regular marca 29,2%. A parcela que considera o governo ruim ou péssimo caiu e é de 34,3%. Desde abril, a avaliação positiva oscilou de 32% para 35%, e a negativa recuou de 37% para 34%.

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Avaliação positiva do governo aumentou. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Metodologia da pesquisa

A 168ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA, entrevistou 2.002 pessoas de forma presencial (domiciliar e ponto de fluxo) entre os dias 10 e 14 de junho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026.

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Pesquisa Futura/Apex: 2º turno Lula tem 48,1% e Flávio 42,9%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em diferentes cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (16) pelo instituto Futura/Apex. O levantamento indica vantagem de Lula em disputas contra nomes da oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, com 2.000 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

No principal cenário de segundo turno testado pelo instituto, Lula registra 48,1% das intenções de voto em uma eventual disputa contra Flávio Bolsonaro, que alcança 42,9%. Neste recorte, os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 7,2%, enquanto 1,8% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os números da Futura mostram uma diferença de 5,2 pontos percentuais entre os dois candidatos. Considerando a margem de erro da pesquisa, o resultado aponta um cenário de vantagem para o atual presidente na simulação realizada pelo instituto.

Evolução da pesquisa Futura/Apex no quadro Lula X Flávio Bolsonaro em possível segundo turno

Lula também lidera contra Caiado e Zema

O levantamento da Futura/Apex também avaliou outros cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Goiás registra 36,3%.

Nesse cenário, o percentual de eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos chega a 14,1%. Já os indecisos representam 4,6% dos entrevistados.

A vantagem do presidente é ainda maior quando o adversário é Romeu Zema. Segundo a pesquisa, Lula alcança 48,5% das intenções de voto, contra 34,9% do ex-governador mineiro.

Entre os entrevistados, 13,3% afirmaram optar por voto branco, nulo ou nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,3% não souberam responder.

Os resultados indicam que Lula mantém desempenho superior ao dos adversários testados pelo instituto nos cenários divulgados nesta rodada da pesquisa.

Instituto simulou diferentes disputas

Além dos confrontos entre Lula e os principais nomes da oposição, a Futura/Apex avaliou outros cenários de segundo turno envolvendo lideranças políticas que vêm sendo mencionadas para a corrida presidencial.

Entre os nomes testados pelo levantamento estão Renan Santos (Missão), Michelle Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT), entre outros.

O estudo também simulou disputas sem a participação de Lula, incluindo cenários entre candidatos da direita e do campo conservador. Nas disputas, Flávio saiu na liderança contra Zema e Caiado. O candidato do PL apenas perde no segundo turno para o petista.

Os dados divulgados nesta terça-feira reforçam a centralidade do atual presidente no debate eleitoral para 2026. Mesmo diante de diferentes adversários, Lula aparece liderando todas as simulações de segundo turno apresentadas pelo instituto.

Lula x Michelle Bolsonaro

A pesquisa Futura/Apex investigou o possível cenário de segundo turno entre Lula e Michelle Bolsonaro.

Em maio, Michelle aparecia com 41,6% na pesquisa contra 47,9% de Lula. Nesta nova rodade de junho, no entanto, a vantagem do atual presidente diminuiu, mas dentro da margem de erro o cenário continuou praticamente igual.

Em junho, 48% dos entrevistados disseram que em um segundo turno entre Lula e Michelle, votariam no petista. Já 42,4%, escolheriam a ex primeira-dama.

Evolução do segundo turno entre Michelle Bolsonaro e Lula da Apex – Fonte: Futura/Apex

Lula X Tereza Cristina

A pesquisa também simulou enfrentamento entre Lula e Tereza Cristina, em que o petista reuniu 48,5% das intenções de voto e Cristina 29,2%.

Lula X Renan Santos

Contra Renan Santos o cenário é parecido. Lula apresenta 48,3% das intenções de votos, enquanto Renan Santos apresenta 30,8%.

Metodologia

A pesquisa Futura/Apex ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de junho de 2026.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Segundo o instituto, os cenários apresentados são simulações eleitorais realizadas a partir dos nomes incluídos no levantamento e representam um retrato da opinião dos entrevistados no período da coleta de dados.

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Moisés Selerges lança pré-candidatura a deputado federal pelo PT

“Parem a linha. Parem a linha.” O áudio, que resgata a atmosfera das greves históricas no ABC e das grandes manifestações no Estádio da Vila Euclides, foi a senha para o início do evento de lançamento da pré-candidatura de Moisés Selerges a deputado federal pelo PT-SP, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Entre as autoridades presentes para apoiar a pré-candidatura estavam os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência). Leia em TVT News.

O ato, realizado três dias após a aprovação na Câmara dos Deputados do fim da escala 6 x 1 e da redução da jornada para 40 horas semanais — uma das lutas históricas de Moisés — marcou também a apresentação do projeto da Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras, grupo de parlamentares que representará a classe trabalhadora na Câmara dos Deputados.

Selerges será o líder da iniciativa, que tem como um de seus objetivos a criação da Frente Parlamentar dos Trabalhadores em Brasília e a articulação para que a iniciativa se replique nas assembleias estaduais.

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O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi transformado na Vila Euclides das greves operárias. Foto: Leandro Paiva

Em seu discurso, Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. “Precisamos ter uma bancada organizada de parlamentares que represente e defenda os direitos daqueles que dão duro todo dia para gerar a riqueza desse Brasil. Bancos, fazendeiros, empresários têm a sua bancada. Agora chegou a nossa vez”, defendeu o pré-candidato.

O evento, que lotou o auditório do solo sagrado da classe trabalhadora, oSindicato dos Metalúrgicos do ABC, contou com a presença dos ministros
Luiz Marinho e Guilherme Boulos

Moisés reforçou que a Bancada será um espaço de escuta, debate e defesa de direitos, garantindo que as decisões em Brasília reflitam a realidade do trabalho brasileiro.

O manifesto da Bancada, que será formada por deputados de diversos partidos progressistas, reforça a ideia de que sua atuação será construída coletivamente, com base nas necessidades reais de quem trabalha. Entre os compromissos do documento estão a proteção social para trabalhadores de plataformas, a garantia de aposentadoria digna, inclusive para donas de casa, jornadas de trabalho justas e políticas de incentivo aos pequenos e médios empreendedores.

“Queremos que a produtividade da tecnologia reverta em benefício para quem trabalha, e não apenas em lucro para quem explora”, destacou Selerges.

Além da criação da Bancada, o pré-candidato tem como projetos a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados, a regulamentação do trabalho por aplicativos e políticas de apoio a pequenos e médios empreendedores.

Com bom humor, Moisés relembrou o episódio que foi decisivo para a construção da sua pré-candidatura. “O presidente Lula pediu que o Luiz Marinho seguisse no governo para ajudar na sua reeleição. Aí o Marinho perguntou a ele quem seria o candidato. O presidente virou para ele e disse: ‘O menino do Sindicato’. O ministro então questionou: ‘Mas o Moisés se elege?’. A resposta do presidente Lula resolveu a questão: ‘Ele se chama Selerges. Ele tem eleição no nome’”, completou sorrindo.

Moisés é liderança da futura bancada dos trabalhadores, afirma Boulos

Guilherme Boulos reforçou a relevância da iniciativa e o papel fundamental que Moisés terá no projeto: “Não vejo hoje ninguém mais capaz do que o Moisés para ser o líder dessa Bancada. Ele é hoje a liderança mais representativa do novo sindicalismo brasileiro e o cara certo para conduzir esse projeto, que colocará o trabalhador em pé de igualdade com os grupos que hoje controlam a Câmara dos Deputados”, disse.

O ministro Luiz Marinho destacou a importância de líderes sindicais como Selerges para a renovação da representação política no País e na Câmara dos Deputados. “Moisés conhece de perto a realidade dos trabalhadores do ABC e do Brasil. Por isso é a pessoa certa para liderar a Bancada dos Trabalhadores. Uma das missões será a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais”, afirmou Marinho.

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Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. Foto: Leandro Paiva

O evento contou ainda com a presença de parlamentares como os deputados estaduais Barba, Luiz Fernando, Maurici e Rômulo Fernandez; vereadores da capital e de municípios do ABC, da Baixada Santista e do interior do estado; e lideranças sindicais de diversas entidades, como Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Químicos, Papeleiros, Petroleiros e Servidores Municipais de várias cidades da região, entre outras.

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Plataforma vai coletar sugestões da sociedade para construção do programa de governo do PT

A Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, lançou hoje (29/5) uma plataforma de escuta social para colher sugestões ao programa de governo do partido, tendo em vista as eleições de outubro. Leia em TVT News.

Ao acessar a página da ferramenta (www.planoparticipativobrasil.org.br), o cidadão poderá opinar sobre os pontos do plano participativo Pelo Brasil, pelos brasileiros. O texto está dividido em treze eixos, que contemplam áreas prioritárias para os organizadores.

“Nessa ferramenta moderna, a plataforma digital, podemos apresentar um plano e ouvir as opiniões para construir um programa a ser apresentado a toda a sociedade brasileira. Este é um dos passos de um processo amplo de escuta que o PT e a FPA vão fazer a partir de agora”, definiu Brenno Almeida, presidente da Fundação Perseu Abramo.

Como fazer sugestões para o programa de governo do PT

As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Todas as contribuições serão avaliadas por grupos de trabalho envolvidos na montagem do programa final a ser apresentado à sociedade antes do início da campanha eleitoral.

A plataforma e o plano são organizados pela Fundação Perseu Abramo com o apoio de outras fundações partidárias, como a Maurício Grabois (PCdoB), Herbert Daniel (PV), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e João Mangabeira (PSB).

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As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Reprodução / Plano Participativo

“Qualquer pessoa pode se cadastrar e apresentar emendas ao documento base que vai ficar disponível para avaliação”, destaca José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo do PT.

O lançamento da plataforma teve a presença do presidente do PT, Edinho Silva, da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, da presidenta do Psol, Paula Coradi, entre outros dirigentes petistas e de siglas aliadas de várias regiões do país.

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Analfabeto digitalizado: dados de conectividade e INAF revelam o impacto no eleitor

Artigo do publicitário, especialista em marketing político, Christian Jauch sobre conectividade e o impacto no eleitor.

Por Christian Jauch 

Vivemos um paradoxo silencioso e perigoso. Nunca tivemos tanto acesso à informação, estivemos tão conectados, e nunca foi tão fácil consumir conteúdo, opinar, compartilhar e reagir em tempo real.

Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil separar informação de interpretação, dado de narrativa, conhecimento de impressão.

A promessa da internet era clara: democratizar o acesso ao conhecimento. E, de fato, isso aconteceu. O problema é que o acesso cresceu em uma velocidade muito maior do que a capacidade de interpretação.

E é nesse descompasso que surge um fenômeno central para entender o cenário político atual: o analfabeto digitalizado.

O que é o analfabeto digitalizado

O termo não descreve alguém desconectado, descreve exatamente o oposto. O analfabeto digitalizado é alguém profundamente inserido no ambiente digital. Está nas redes sociais, consome vídeos, lê manchetes, participa de discussões, recebe informação o tempo todo. Mas não necessariamente consegue interpretar o que consome.

Essa é a diferença central.

  • Consumir não é compreender.
  • Estar exposto não é entender.
  • Receber informação não é formar pensamento crítico.

E quando essa diferença escala para milhões de pessoas, o problema deixa de ser individual e passa a ser estrutural.

Os números mostram um país hiperconectado

Se olharmos apenas para conectividade, o Brasil parece um caso de sucesso. Os dados de 2024 mostram um cenário robusto:

MétricaDado (2024)Contexto
População Total203 milhõesBase para o consumo digital
Brasileiros acima de 16 anos160 milhõesPúblico-alvo para informação política
Linhas com acesso à internet270 milhõesInfraestrutura de conectividade
Pessoas conectadas168 milhõesUsuários ativos da internet
Presentes em redes sociais144 milhõesEngajamento em plataformas
Acesso via celular90%Principal meio de consumo de conteúdo

Além disso, o Brasil aparece entre os países mais conectados do mundo:

  • 2º lugar em tempo médio de uso da internet (9h13 por dia)
  • 3º lugar em presença em redes sociais
  • 5º lugar em número de usuários de internet

Se pararmos aqui, a leitura é otimista. Um país conectado, ativo, participativo. Mas essa é só metade da história.

Conectividade não é conhecimento

O erro está em assumir que acesso gera entendimento. Não gera. “A conectividade amplia a exposição. Mas não garante interpretação.” E é exatamente aí que entra o segundo conjunto de dados — muito mais incômodo.

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O acesso cresceu em uma velocidade muito maior do que a capacidade de interpretação. Foto: Pexels

O INAF 2024 revela o problema oculto

O Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) de 2024 mostra que a capacidade de interpretação no Brasil é extremamente desigual. E, mais importante, revela que o problema não está apenas no analfabetismo tradicional. Existe uma camada muito maior de limitação cognitiva funcional, que impacta diretamente a forma como a informação digital é processada.

INAF: Distribuição de Capacidade de Interpretação

FaixaPercentualCapacidadeImpacto DigitalRisco Político
Analfabetos7%Não conseguem ler ou escrever frases simples.Extremamente vulneráveis a desinformação visual e áudio.Manipulação por conteúdo simplificado e emocional.
Rudimentares22%Identificam informações básicas em textos simples.Dificuldade em discernir fontes e contextos complexos.Formação de opinião baseada em manchetes e fragmentos.
Elementares36%Compreendem textos médios, com limitações de inferência.Podem ser enganados por narrativas bem construídas, mas superficiais.Vulneráveis a polarização por falta de análise aprofundada.
Intermediários25%Interpretam textos mais complexos, mas com dificuldade em abstrações.Capazes de filtrar parte da desinformação, mas ainda suscetíveis a vieses.Podem ser influenciados por argumentos emocionais ou populistas.
Proficientes10%Analisam, comparam e interpretam com profundidade e criticidade.Resistentes à desinformação, buscam fontes e análises diversas.Tomada de decisão mais informada e menos suscetível a manipulação.

Agora junta os dois mundos

Aqui está o ponto que pouca gente encara de frente:

  • o Brasil é altamente conectado (dados de 2024)
  • mas majoritariamente com limitações de interpretação (dados do INAF 2024)

Isso significa que temos milhões de pessoas:

  • expostas a um volume massivo de informação
  • consumindo conteúdo constantemente
  • participando do debate público

Mas sem necessariamente ter repertório crítico para filtrar, comparar e interpretar.

É isso que define o analfabeto digitalizado.

Contraste: Conectividade vs. Capacidade de Interpretação

AspectoRealidade (2024)Consequência
Acesso à Informação168 milhões de pessoas conectadas.Volume massivo de dados disponível a todo momento.
Capacidade de Interpretação65% da população com alfabetismo funcional rudimentar ou elementar (INAF 2024).Dificuldade em filtrar, analisar e contextualizar informações complexas.
Comportamento DigitalConsumo acelerado, fragmentado e via celular.Formação de opinião baseada em estímulos curtos e emocionais.

A ilusão do entendimento

O ambiente digital cria uma sensação de domínio. A pessoa vê um vídeo, lê uma manchete, acompanha um corte e rapidamente forma uma opinião. Mas essa opinião não vem de análise. Vem de exposição. Esse é um dos efeitos mais perigosos da hiperconectividade: a ilusão de que ver é entender.

E isso muda completamente a dinâmica do debate público.

O impacto direto da conectividade na política

Esse cenário altera o comportamento do eleitor. O consumo de informação deixa de ser linear e passa a ser fragmentado. O eleitor não acompanha processos completos, ele reage a estímulos, isso muda o jogo.

A disputa política deixa de ser apenas:

  • quem tem a melhor proposta
  • quem tem mais preparo
  • quem tem melhor histórico

E passa a ser também:

  • quem simplifica melhor
  • quem comunica mais rápido
  • quem gera mais identificação imediata

A ascensão da reação sobre a reflexão

O ambiente digital favorece a velocidade. E a velocidade favorece a reação.

Isso cria um cenário onde:

  • conteúdos curtos ganham espaço
  • interpretações rápidas se espalham
  • emoções têm mais peso que análise

Não porque as pessoas não sejam capazes de pensar, mas porque o ambiente não estimula esse tipo de comportamento.

O terreno perfeito para narrativas

Quando você combina:

  • alta conectividade
  • baixa capacidade média de interpretação (INAF 2024)
  • consumo fragmentado de conteúdo

Você cria o ambiente ideal para a circulação de narrativas simplificadas.

Narrativas que não precisam ser completas. Precisam apenas ser compreensíveis e replicáveis.

E é aqui que entra a inteligência artificial

Se já existe dificuldade de interpretação em um ambiente saturado de informação, o que acontece quando ferramentas passam a produzir conteúdo em escala, com aparência de autoridade?

A inteligência artificial não cria esse cenário, ela potencializa. Mas antes de tratá-la como solução, é necessário entender sua natureza. Porque existe um erro conceitual que precisa ser corrigido: a inteligência artificial não pensa.

E entender isso muda completamente a forma como as campanhas devem usar a tecnologia.

Eu aprofundo esse ponto no próximo artigo da série

Leia também: Inteligência Artificial não pensa: por que ela só amplifica quem a comanda

Conclusão

O problema não é falta de informação. É excesso sem filtro.

O desafio não é o acesso. É interpretação.

E, no centro desse cenário, está um eleitor que participa, consome, reage — mas nem sempre compreende em profundidade o que está diante dele.

Isso não simplifica a política. Complica.

Porque exige não apenas comunicação, mas entendimento do ambiente em que essa comunicação acontece.

Reflexão

Se o Brasil nunca esteve tão conectado, por que a sensação de confusão só aumenta?

estamos formando uma sociedade mais informada…
ou apenas mais exposta?

E mais:

no ambiente digital, estamos estimulando o pensamento…
ou apenas acelerando a reação?


Sobre o autor

Christian Jauch é um publicitário com mais de 20 anos de experiência, especializado em branding, design, inovação, tecnologia, inteligência artificial, automação de processos, marketing político e comunicação governamental.

Estrategista político com duas décadas de experiência na integração entre tecnologia e comunicação em campanhas de todas as esferas (municipal, estadual e federal).

Atualmente, é especialista na aplicação tática de Inteligência Artificial para blindagem e estratégia eleitoral.

Há 12 anos, também lidera campanhas para a OAB. Membro do CAMP (Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político) e co-fundador da Alcateia Política. Mais artigos:

Outras reflexões sobre o tema podem ser lidas no blog: www.christianjauch.com.br


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

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Nexus: Lula lidera, mas cenários indicam empate com candidatos da direita

Levantamento mais recente da Nexus Pesquisa e Inteligência, em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nos cenários de primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, mas enfrenta um quadro de forte polarização que o coloca em empate técnico com nomes da direita em simulações de segundo turno. Saiba mais na TVT News.

De acordo com a pesquisa, Lula aparece com 41% das intenções de voto no principal cenário estimulado. Em segundo lugar surge o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 36%. A distância entre os dois, embora significativa numericamente, se insere em um contexto de disputa polarizada, sobretudo quando considerados os cenários de segundo turno.

Bem atrás dos dois primeiros colocados, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 4%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e por Renan Santos, ambos com 3%. O escritor Augusto Cury (Avante) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) e Aldo Rebelo (DC) têm 1% cada.

Os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 2% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder.

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Outros cenários testados pelo instituto indicam estabilidade no desempenho de Lula e pequenas oscilações entre os demais candidatos. Em uma segunda simulação, o presidente mantém os mesmos 41%, enquanto Flávio Bolsonaro também permanece com 36%. Já Zema sobe para 5%, e Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada.

Em um terceiro cenário, que inclui menos candidatos, Lula continua com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro cresce para 38%, configurando um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. Nesse caso, Caiado aparece com 6%, e Renan Santos, com 4%.

Os dados reforçam a consolidação de Lula como principal nome da disputa no primeiro turno, ao mesmo tempo em que evidenciam a fragmentação do campo da direita, com múltiplas candidaturas que, somadas, ampliam o potencial de competitividade em uma eventual segunda etapa da eleição.

2º turno acirrado

Se no primeiro turno Lula lidera com folga, o cenário muda quando a disputa é projetada para o segundo turno. A pesquisa aponta empate técnico entre o presidente e Flávio Bolsonaro: 46% para Lula contra 45% do senador. Considerando a margem de erro, trata-se de uma situação de equilíbrio estatístico.

Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em março, Lula manteve seu desempenho, enquanto Flávio oscilou negativamente dentro da margem, passando de 46% para 45%.

Nos cenários contra outros candidatos da direita, Lula aparece numericamente à frente. Contra Romeu Zema, o presidente registra 45% contra 41% do ex-governador. O mesmo ocorre em relação a Ronaldo Caiado, com placar idêntico de 45% a 41%. Ainda assim, esses resultados também se aproximam do limite da margem de erro, indicando disputas potencialmente apertadas.

Espontânea e rejeição

Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente — Lula aparece com 33% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 26%. Zema e Caiado pontuam 2% e 1%, respectivamente. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, ainda é citado por 2% dos entrevistados.

O levantamento também revela que Lula e Flávio concentram as maiores taxas de rejeição: 48% dos eleitores afirmam que não votariam em nenhum dos dois “de jeito nenhum”. Entre os demais nomes, Zema tem rejeição de 33%, Caiado de 29%, enquanto Aldo Rebelo e Renan Santos aparecem com 30%.

Avaliação de governo e cenário político

A pesquisa traz ainda dados sobre a avaliação do governo. Segundo o levantamento, 33% consideram a gestão Lula ótima ou boa, enquanto 43% a classificam como ruim ou péssima. Outros 23% avaliam o governo como regular.

No recorte de aprovação, 46% afirmam aprovar o trabalho do presidente, enquanto 49% dizem desaprovar. Os números indicam estabilidade em relação ao levantamento anterior e ajudam a explicar o cenário competitivo projetado para o segundo turno.

Principais preocupações do eleitorado

Entre os principais problemas do país apontados pelos entrevistados, a saúde pública lidera com 26%, seguida por segurança pública e violência (25%) e corrupção (24%). O levantamento mostra ainda que essas preocupações variam conforme o posicionamento político dos eleitores.

Entre apoiadores de Lula, a saúde aparece como principal tema. Já entre eleitores alinhados à direita, a corrupção é o problema mais citado. No grupo que rejeita tanto Lula quanto Bolsonaro, a segurança pública desponta como principal preocupação.

Metodologia

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.028 eleitores em todo o país entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.

Os resultados evidenciam um cenário eleitoral marcado pela liderança de Lula no primeiro turno e por uma disputa altamente competitiva na etapa final, refletindo a persistência da polarização política no país.

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O centro que tenta nascer em meio ao barulho dos extremos

Por Nilson Hashizumi


Há algo curioso acontecendo na política brasileira.

Enquanto os extremos seguem organizados, barulhentos e emocionalmente mobilizados, uma parte significativa do país parece ter entrado em silêncio.

Não é apatia.
É exaustão.

Exaustão de um debate que não avança, de posições que não dialogam e de uma lógica onde vencer parece mais importante do que governar.

É nesse espaço — difuso, fragmentado, ainda sem identidade clara — que surge, mais uma vez, a tentativa de construção de uma terceira via.

Mas há um detalhe importante que costuma ser ignorado:

O centro não nasce da ausência de extremos. Ele precisa ser construído como presença.

A engenharia política que tentou dar forma ao centro

No fim de janeiro de 2026, Gilberto Kassab fez um movimento que, à primeira vista, parecia reunir todos os elementos da racionalidade política.

Atraiu três governadores em fim de mandato — Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite — e organizou uma espécie de “pré-seleção” para a disputa presidencial.

A ideia era simples, quase didática:

escolher entre os três aquele que tivesse melhores condições de competir, unificar o grupo e apresentar ao país uma candidatura de centro, moderada, dialogadora, sem os vícios dos extremos.

Na lógica da estratégia, fazia sentido.

Na lógica da política real, nem tanto.

Porque política não é apenas construção de cenário.

É disputa de percepção.

Quando o plano encontra a realidade

Ratinho Junior foi anunciado como pré-candidato.

Duas semanas depois, desistiu.

E esse movimento, que pode parecer apenas mais um capítulo da dinâmica eleitoral, na verdade revela algo mais profundo:

O centro ainda não encontrou o seu próprio chão

Com cerca de 7% das intenções de voto no início de março, segundo a Genial/Quaest, Ratinho ocupava exatamente o lugar onde muitas candidaturas de centro param:

existe, aparece, mas não se impõe.

É lembrado — mas ainda não é escolhido.

E na política, essa diferença é brutal.

O jogo que acontece fora dos holofotes

Enquanto o centro tenta se organizar, os extremos seguem jogando.

A reaproximação entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro não é apenas um gesto político.

É reposicionamento de força.

É reorganização de território.

É mensagem para dentro e para fora.

Ao fortalecer o palanque no Paraná, ao mesmo tempo em que reconfigura relações internas, o campo conservador demonstra algo que o centro ainda não conseguiu fazer:

agir como bloco.

Já o centro, até aqui, se comporta como soma.

E soma, em política, raramente vence bloco organizado.

O dado que revela o espaço — e o problema

Se a movimentação das lideranças mostra o jogo político, os dados mostram o humor da sociedade.

E o humor é claro: o país está dividido — e cansado.

A pesquisa Genial/Quaest de fevereiro de 2026 mostra um cenário de equilíbrio tenso: 45% aprovam o governo Lula, enquanto 49% desaprovam.

Em março, a desaprovação cresce para 51%, com 44% de aprovação.

Não há ruptura.

Mas há desgaste.

E mais do que isso: há um dado que costuma passar despercebido —

os eleitores independentes, aqueles que poderiam sustentar uma candidatura de centro, não estão plenamente convencidos por nenhum dos lados.

O centro existe.
Mas ainda não se reconhece como escolha.

O erro recorrente: tratar o centro como estratégia — e não como identidade

Há um equívoco que se repete eleição após eleição.

Imaginar que o centro pode ser construído por engenharia política.

Não pode.

Centro não é posicionamento técnico.
Centro é percepção social.

Não se define em reunião.
Se constrói na trajetória.

Não se impõe por acordo.
Se conquista por confiança.

E aqui entra um ponto que deveria ser óbvio, mas raramente é tratado com a devida seriedade:

reputação não se improvisa em ano eleitoral.

Entre a intenção e a viabilidade

O movimento de Kassab tem mérito.

É, talvez, a tentativa mais estruturada dos últimos anos de dar forma a uma alternativa fora da polarização.

Mas esbarra em três barreiras que não se resolvem com articulação:

1. O eleitor não escolhe apenas com a razão — escolhe com identidade
E identidade, hoje, está ancorada nos extremos.

2. O centro não mobiliza — ainda
Porque não oferece pertencimento claro.

3. Visibilidade não é viabilidade
Ser conhecido não é o mesmo que ser escolhido.

E a política, no fim, é sobre escolha.

2026 não será uma eleição simples

Lula chega competitivo, mas sob desgaste.

O campo conservador se reorganiza e tenta reviver sua força.

E, entre esses dois polos, existe um eleitor que não quer repetir 2018, nem reviver 2022.

Mas querer algo diferente não significa saber o que escolher.

E esse é o espaço — e o desafio — da terceira via.

A travessia que ainda não começou

A pergunta não é se há espaço para o centro.

Há.

A pergunta é outra: há alguém capaz de transformar esse espaço em confiança?

Porque, no fim, é sempre sobre isso.

Trajetória gera reputação.
Reputação gera confiança.
E confiança é o que sustenta qualquer projeto de poder legítimo.

Sem isso, não há terceira via.

Há apenas tentativa.

Sobre o autor

NILSON HASHIZUMI

Nilson Hashizumi é estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais.

Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.

Especialista em campanhas e comunicação governamental, integra estratégias on-line e off-line na construção de imagem pública

Defende que reputação é patrimônio — construída pela trajetória, sustentada pela coerência e reconhecida pela confiança.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

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Benedita da Silva é a entrevistada no Focus Brasil nesta quinta (26)

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) é a convidada do programa Focus Brasil – Semana em Debate, promovido pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT. O programa é exibido na 5ª feira (26/3), às 20 horas, pelo YouTube da instituição. Confira mais em TVT News.

Com mais de 40 anos de atuação e representação popular, Benedita da Silva é referência na defesa dos direitos de mulheres, das pessoas negras e das mais carentes. A entrevistada coloca-se como pré-candidata ao Senado nas eleições de outubro.

No seu histórico, já foi governadora, senadora, vereadora, ministra de Estado, além de deputada federal. Na mesa do programa, ela será questionada pelo consultor em comunicação e marketing digital, Lázaro Rosa, e pelo presidente interino da Fundação Perseu Abramo, Brenno Almeida.

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PAUTA – Entre os temas em pauta, estão a situação do Rio de Janeiro e da gestão do ex-governador Cláudio Castro; a posição da esquerda em relação às religiões; a representação do Rio de Janeiro no Congresso Nacional; a segurança pública e as políticas sociais integradas; a relação entre o governo do presidente Lula e o município carioca; as disputas sobre pautas sociais no Poder Legislativo; a fé como instrumento de transformação social; e o diálogo com base popular.

SAIBA MAIS – Benedita da Silva, nascida na favela Chapéu Mangueira, é evangélica, liderança histórica do PT e referência na articulação entre fé, política e justiça social. Foi, muitas vezes, “a primeira mulher negra” em vários espaços sociais, inclusive quando ocupou cargos centrais na República, como:

  • Primeira senadora negra do Brasil;
  • Primeira governadora negra do país;
  • Primeira mulher negra a presidir a Câmara dos Deputados;
  • Foi deputada constituinte, participando do “Lobby do Batom”, que garantiu grande parte das reivindicações femininas na Constituição de 1988.

O programa Focus Brasil também fica disponível na plataforma Spotfy (https://open.spotify.com/show/3Y6jJ6AuNRGMu5SMZTWV52?si=32af1510fa964804) e pode ser encontrado no YouTube do PT Brasil.

Serviço:
Programa Focus Brasil – Semana em Debate com Benedita da Silva, deputada federal (PT-RJ)
Dia e horário: 26/3, às 20 horas
Onde assistir: YouTube (@FundacaoPerseuAbramo)

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Entenda o que acontece no Rio com a renúncia de Claudio Castro

O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, renunciou nesta segunda-feira (23) ao cargo para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições majoritárias de outubro. Saiba mais em TVT News.

Com sua saída, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo. 

Essa situação ocorre porque o vice-governador, Thiago Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) saiu em 2025 e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.

Bacellar renovou o pedido de licença do mandato. Ele não exerce o cargo desde 10 de dezembro de 2025 porque foi preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), em 3 de dezembro. 

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O parlamentar teria vazado informações sigilosas sobre a investigação contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, acusado de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do Rio de Janeiro.

Mensagens interceptadas pelos investigadores fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para prender e afastar Bacellar da presidência da Alerj.

Pela legislação, o presidente do TJRJ deverá organizar em dois dias uma eleição indireta para que os 70 deputados estaduais escolham em 30 dias um indicado para comandar o governo durante um mandato-tampão, até a escolha do próximo governador nas eleições de outubro.

Réu

Claudio Castro é réu em processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ser condenado à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Com a saída do governo, o pedido para cassar o mandato de Castro perde efeito, mas ele ainda pode ser condenado à inelegibilidade e ficar impedido de disputar o pleito deste ano.

O TSE retoma nesta terça-feira (24), às 19h, o julgamento. 

O julgamento foi suspenso, no dia 10 deste mês, por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. Até o momento, o placar da votação está em 2 votos a 0 pela cassação de Castro. Faltam cinco votos.

O julgamento também engloba o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o deputado Rodrigo Bacellar, que foi secretário de Governo de Castro e o ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) Gabriel Rodrigues Lopes.

Os acusados respondem por supostas contratações irregulares na Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O Ministério Público Eleitoral acusa Castro por obter vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio de Janeiro.

De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

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Apoio de Trump a Flávio aumenta chances de votar em Lula, mostra Quaest

Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Os dados sugerem que a figura de Trump, um dos principais nomes da direita global e aliado político do bolsonarismo, polariza o eleitorado brasileiro e pode provocar reações distintas entre diferentes segmentos da população. Além dos 32% que dizem que o apoio do republicano aumentaria a disposição de votar em Lula e dos 28% que afirmam que isso favoreceria Flávio Bolsonaro, outros 19% apontam que o gesto estimularia o voto em um candidato de “terceira via”, fora da polarização entre os dois campos políticos. Já 14% afirmam que a manifestação não faria diferença em sua decisão de voto e 7% não souberam responder.

De acordo com o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam que a associação direta com Trump pode ser mais prejudicial do que benéfica para a candidatura do senador. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, afirmou, em publicação no X (ex-Twitter).

Flávio Trump

Polarização entre bases políticas

A pesquisa também detalha como diferentes grupos do eleitorado reagiriam ao eventual endosso do presidente norte-americano.

Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, o efeito é fortemente positivo para o senador: 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria sua disposição de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, o movimento é inverso: 79% dizem que o gesto ampliaria a chance de votar no atual presidente.

Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo em disputas presidenciais — o impacto tende a favorecer alternativas fora da polarização. Nesse segmento, 33% afirmam que o apoio do presidente norte-americano estimularia a busca por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio.

Os resultados também variam conforme religião, gênero, renda e escolaridade. Entre evangélicos, 36% dizem que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar no senador. Já entre católicos, 35% afirmam que o gesto fortaleceria a intenção de votar em Lula.

No recorte de gênero, o apoio de Trump beneficia mais o senador entre homens: 33% afirmam que isso elevaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre as mulheres, porém, o efeito tende a favorecer Lula: 35% dizem que a manifestação aumentaria a disposição de votar no petista.

Em relação à renda, o potencial de voto em Flávio Bolsonaro impulsionado por Trump é maior entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, grupo em que 33% dizem que aumentariam as chances de votar no senador. Já entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 37% afirmam que o apoio ao parlamentar ampliaria a chance de votar em Lula.

A reação também apresenta variações regionais. No Sul, 35% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. No Nordeste, por outro lado, metade dos entrevistados (50%) diz que um eventual endosso do presidente norte-americano elevaria a probabilidade de votar em Lula.

Entre faixas etárias, o impacto pró-Flávio Bolsonaro aparece com mais força entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que 33% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar no senador. Já entre jovens de 16 a 24 anos, o maior efeito seria o estímulo à terceira via: 25% afirmam que buscariam outro candidato. Entre idosos com 60 anos ou mais, 38% dizem que o apoio de Trump elevaria as chances de votar em Lula.

Rejeição aos Estados Unidos cresce

Além do impacto eleitoral, o levantamento aponta uma deterioração na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Atualmente, 48% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, enquanto 38% afirmam ter uma visão positiva.

Quaest Flávio Trump Lula

A tendência representa uma mudança significativa em relação a outubro de 2023, quando 56% dos brasileiros declaravam ter imagem favorável dos EUA e apenas 25% tinham opinião negativa. Desde então, a percepção positiva vem caindo gradualmente.

O saldo de imagem — diferença entre avaliações positivas e negativas — também piorou. Em agosto de 2025, a diferença era de quatro pontos negativos. Agora, chegou a dez pontos negativos.

Segundo a Quaest, a deterioração ocorre em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo diferentes regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.

O cenário se insere em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela crescente polarização política global. Nos últimos meses, as ações do governo norte-americano em conflitos internacionais, incluindo a escalada militar contra o Irã, têm ampliado o debate sobre a influência da política externa dos EUA na opinião pública de países como o Brasil.

Nesse ambiente, a pesquisa sugere que a associação direta entre lideranças brasileiras e figuras centrais da política norte-americana pode produzir efeitos eleitorais complexos — e, em alguns casos, contrários aos esperados por seus aliados políticos.

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Lula lidera no 1º turno, mas empata com Flávio no 2º, diz Quaest

Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Genial/Quaest indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários testados de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. No entanto, o levantamento também aponta um cenário mais competitivo na etapa decisiva da disputa: em uma simulação de segundo turno, Lula aparece numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro. Leia em TVT News.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Lula lidera cenários de primeiro turno

Nos cenários de primeiro turno testados pelo instituto, Lula aparece na liderança em todas as simulações, variando aproximadamente entre 35% e 41% das intenções de voto, dependendo da configuração de candidatos apresentada aos entrevistados.

Em um dos cenários mais amplos, que reúne diversos nomes da direita e do centro, os números são os seguintes:

  • Lula (PT): 36%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 23%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 9%
  • Ratinho Júnior (PSD): 7%
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Renan Santos (Missão): 1%
  • Aldo Rebelo (DC): 1%
  • Indecisos: 7%
  • Branco/nulo/não votariam: 11%

Em outro cenário, sem o nome de Tarcísio de Freitas, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro diminui:

  • Lula: 35%
  • Flávio Bolsonaro: 26%
  • Ratinho Júnior: 9%
  • Ronaldo Caiado: 4%
  • Romeu Zema: 3%
  • Renan Santos: 1%
  • Aldo Rebelo: 2%
  • Indecisos: 8%
  • Branco/nulo/não votariam: 12%

Há ainda cenários em que Lula alcança cerca de 39% ou 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 23% e 27%, mantendo-se como principal adversário do presidente. Nos mesmos cenários, governadores como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com percentuais mais baixos, geralmente abaixo de dois dígitos.

Lula Flávio Quaest

Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente no primeiro turno, enquanto o senador bolsonarista se consolida como o nome mais competitivo da direita no momento.

Empate no segundo turno

Apesar da liderança do presidente na primeira etapa da disputa, a pesquisa revela um cenário mais apertado em uma eventual segunda rodada eleitoral.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem com 41% das intenções de voto cada.

O levantamento mostra ainda:

  • Lula: 41%
  • Flávio Bolsonaro: 41%
  • Indecisos: 2%
  • Branco/nulo/não votariam: 16%
Lula Flávio Quaest

O resultado indica um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e representa uma redução da vantagem que Lula tinha sobre o senador em levantamentos anteriores.

Outros cenários de segundo turno também foram testados em pesquisas recentes do instituto. Neles, Lula aparece à frente de outros nomes da direita, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mantendo vantagem que varia de cerca de 10 a mais de 12 pontos percentuais dependendo do adversário.

Avaliação do governo

O levantamento também mediu a avaliação do governo federal.

Segundo a pesquisa, a opinião pública sobre a gestão Lula permanece dividida:

  • 44% aprovam o governo
  • 51% desaprovam
  • 5% não sabem ou não responderam
Lula Flávio Quaest

Já a avaliação qualitativa da gestão apresenta a seguinte distribuição:

  • 31% consideram o governo positivo
  • 25% avaliam como regular
  • 31% classificam como negativo
  • 1% não respondeu

Os números indicam que a desaprovação supera numericamente a aprovação, embora a diferença permaneça próxima da margem de erro.

Economia pesa na avaliação

A percepção da situação econômica do país aparece como um dos fatores centrais para a avaliação do governo.

De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Uma parcela menor diz perceber melhora ou estabilidade no período.

Lula Flávio Quaest

A percepção negativa da economia tem impacto direto na avaliação do governo e pode influenciar o comportamento eleitoral nos próximos meses.

Violência lidera preocupações

Quando questionados sobre o principal problema do país, os entrevistados apontaram a violência como a maior preocupação nacional.

Segundo a pesquisa:

  • 27% citam a violência como principal problema
  • a corrupção aparece em segundo lugar entre as preocupações
Lula Flávio Quaest

Outros temas, como economia, desemprego e saúde, também aparecem entre as respostas, mas com percentuais menores.

Polarização segue forte

O levantamento também investigou percepções políticas sobre os principais nomes da disputa.

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados consideram Lula um político radical. Entre os eleitores, 45% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

Já quando questionados sobre qual cenário gera maior temor político, os entrevistados se dividiram praticamente ao meio:

  • 43% dizem ter mais medo de Lula continuar no poder
  • 42% afirmam temer mais a volta da família Bolsonaro ao governo

Os números indicam que a polarização política segue estruturando o cenário eleitoral brasileiro, mantendo níveis elevados de rejeição e mobilização nos dois campos políticos.

Disputa ainda aberta

Mesmo com a liderança nos cenários de primeiro turno, o empate com Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno sugere uma eleição potencialmente mais equilibrada do que em levantamentos anteriores.

O cenário também reflete a fragmentação do campo conservador, que ainda discute possíveis candidaturas alternativas como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Com mais de um ano e meio até as eleições de 2026, analistas apontam que o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças relevantes, especialmente diante do desempenho da economia, da avaliação do governo e da definição das alianças políticas que irão disputar o Palácio do Planalto.

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