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McDonald’s dará nome ao novo estádio do Chicago Fire nos Estados Unidos

O McDonald’s vai dar nome ao novo estádio do Chicago Fire Football Club, em sua primeira parceria de naming rights com um grande estádio profissional nos Estados Unidos. A arena, batizada de McDonald’s Park, tem inauguração prevista para 2028 e está sendo construída na região do South Loop, às margens do Rio Chicago, ao sul do centro financeiro da cidade.

O projeto é financiado pelo proprietário do clube, Joe Mansueto, fundador da empresa de pesquisa de investimentos Morningstar, e fica próximo ao distrito financeiro da cidade e à sede global da McDonald’s. O estádio substituirá o atual uso do Soldier Field pelo Chicago Fire.

Com capacidade para mais de 22 mil torcedores em jogos de futebol e até 31 mil em shows e eventos especiais, o McDonald’s Park foi concebido como um espaço multiuso e de uso contínuo, com programação ao longo de todo o ano. Além das partidas do Chicago Fire na Major League Soccer (MLS), o local deve receber shows, eventos culturais, festivais, conferências e iniciativas comunitárias.

Diferentemente de um estádio tradicional, o projeto prevê integração direta com a marca McDonald’s, incluindo a instalação de um restaurante flagship dentro da arena e experiências gastronômicas e interativas ligadas ao universo da empresa. A companhia também terá participação ativa no desenho de experiências para torcedores, com ativações de marca, elementos criativos e ações durante os jogos.

Segundo o McDonald’s, a iniciativa busca conectar esporte, alimentação, cultura e comunidade, reforçando a ideia de que o estádio será um espaço de convivência urbana e não apenas de eventos esportivos. Em comunicado, o CEO da empresa, Chris Kempczinski, afirmou que o objetivo é “construir um lugar que sirva alegria, gere impacto e seja projetado para futuras gerações”.

O acordo também reforça a aposta da companhia no crescimento do futebol nos Estados Unidos e em sua cidade de origem, em um momento em que Chicago enfrenta desafios de atratividade econômica após a saída de grandes empresas e debates sobre segurança pública.

No campo social, a parceria prevê uma forte expansão de iniciativas comunitárias. A partir de 2027, a McDonald’s será parceira principal do programa P.L.A.Y.S. (Participate, Learn, Achieve, Youth, Soccer), voltado ao ensino de futebol em escolas públicas de Chicago. O projeto deve crescer de 70 escolas para cerca de 140 escolas até a abertura do estádio e pode alcançar mais de 280 escolas no longo prazo, com foco em comunidades de baixa renda.

Pazes com Chicago

O estádio ficará em uma área de desenvolvimento urbano que inclui praças públicas e novos empreendimentos residenciais e comerciais, com o objetivo de impulsionar a economia local e criar um novo polo de atividades no South Loop. O McDonald’s não divulgou os termos financeiros detalhados do acordo.

O jornal americano Wall Street Journal destacou que o contrato, válido até 2040, marca uma reaproximação da McDonald’s com sua cidade de origem após um período de tensões.

Nos últimos anos, a empresa expressou preocupações com os rumos de Chicago. Em 2022, o CEO Chris Kempczinski criticou a falta de liderança no enfrentamento da criminalidade na cidade. “Há uma percepção geral de que nossa cidade está em crise”, afirmou em discurso no Economic Club of Chicago.

No ano passado, a companhia também se opôs a uma proposta de imposto empresarial apoiada pelo prefeito Brandon Johnson. Em um artigo publicado no Chicago Tribune, um executivo sênior afirmou que, embora Illinois faça parte da história da empresa desde o início, “no fim das contas, as corporações têm escolha sobre onde se estabelecer”.

O texto alimentou especulações no setor de que a McDonald’s poderia deixar Chicago, como já fizeram outras empresas. O conselho da cidade acabou rejeitando a proposta de imposto.

A McDonald’s tem suas origens em um restaurante fundado em San Bernardino, na Califórnia, e cresceu globalmente sob a liderança de Ray Kroc, que abriu uma unidade em um subúrbio de Chicago em 1955. A empresa foi sediada na cidade entre 1955 e 1971, quando se mudou para um subúrbio, e retornou ao centro de Chicago em 2018.

Segundo a reportagem do WSJ, os acordos de naming rights em estádios da MLS variam de dezenas de milhões a mais de US$ 100 milhões.

O Chicago Fire iniciou a busca por um parceiro de naming rights há cerca de seis meses, avaliando centenas de potenciais patrocinadores. O McDonald’s apareceu no topo da lista por sua presença local e valores compartilhados, segundo o presidente de operações comerciais do clube, Dave Baldwin.

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Azzas 2154: Jatahy vai à Justiça em nova disputa contra Birman

A Azzas 2154 informou nesta terça-feira (12) que foi surpreendida por um pedido judicial apresentado por Roberto Jatahy, acionista da companhia e responsável pela unidade de moda feminina do grupo.

Segundo a empresa, a ação diz respeito à gestão da unidade de moda masculina da companhia – área comandada pelo CEO Alexandre Birman.

A companhia não deu detalhes sobre o conteúdo do pedido judicial, mas afirmou que não espera impactos sobre a operação da companhia e que buscará acesso às informações da ação para avaliar as medidas cabíveis.

Segundo o jornal O Globo, Jatahy tenta barrar uma reorganização interna que tiraria a Reserva da estrutura sob sua influência dentro da Azzas.

Trata-se de um novo capítulo na relação conturbada entre Birman e Jatahy, que convivem com disputas internas sobre o poder na companhia.

A Azzas 2154 foi criada em 2024, a partir da fusão entre a Arezzo&Co, de Birman, e o Grupo Soma, de Jatahy, formando uma das maiores holdings de moda do país.

No ano passado, poucos meses após a conclusão da fusão, a companhia precisou lidar com especulações sobre um possível “divórcio” societário entre seus principais acionistas.

Em junho de 2025, os dois chegaram a um acordo e a empresa reestruturou sua governança.

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A pressão da alta de custos na construção

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A MRV Incorporação, principal negócio do conglomerado MRV&Co, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 132,8 milhões no primeiro trimestre de 2026 — resultado 7,4 vezes maior na comparação anual.

No entanto, a margem bruta – um dos indicadores mais acompanhados pelo mercado por sinalizar a rentabilidade futura da companhia e seu ritmo de recuperação – ficou estável em 31% na comparação trimestral, apesar da melhora de 3,7 pontos percentuais na comparação anual.

Esta foi a primeira interrupção do ciclo de alta da margem desde o segundo trimestre de 2022. O indicador é observado como termômetro central da tese de recuperação da MRV, que passou por um processo de turnaround após a explosão dos custos de construção no pós-pandemia.

Ricardo Paixão, CFO da MRV, reforçou que o cenário atual não é uma virada na tendência de bons resultados da companhia.

O que segurou a expansão de margem foi a deterioração das expectativas com a inflação de custos, causada pela guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

“Foi um ponto fora da curva”, afirmou em entrevista à Bloomberg Línea. “Olhando para frente, não vejo porque não possamos ter uma melhora similar ao ritmo anterior.”

⇒ Leia a reportagem: Na MRV, a alta de custos freia a recuperação da margem. CFO vê ‘ponto fora da curva’

MRV Incorporação, principal negócio do conglomerado MRV&Co, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 132,8 milhões no primeiro trimestre de 2026. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta terça-feira (12), em um movimento de correção das empresas de tecnologia, enquanto investidores aguardam os dados de inflação dos Estados Unidos.

- Caso Master pressiona o BC.As restrições orçamentárias do Banco Central ampliam preocupações sobre a capacidade do órgão de monitorar o sistema financeiro. Para pessoas próximas ouvidas pela Bloomberg News, o caso Master expôs brechas de supervisão.

- Tarifas sobre carne bovina. O governo dos EUA suspendeu temporariamente um plano para flexibilizar tarifas sobre importações de carne bovina após pressão de pecuaristas e republicanos, segundo o Wall Street Journal. Se aprovada, a medida tenderia a beneficiar o Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo.

- IA acelera demanda da Siemens Energy. A companhia alemã prevê que o avanço da inteligência artificial e a expansão de data centers impulsionem a demanda por turbinas a gás e equipamentos de rede até 2030, segundo disse a CFO do grupo, Maria Ferraro, em entrevista à Bloomberg Television.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (11/05): Dow Jones Industrials (+0,19%), S&P 500 (+0,19%), Nasdaq Composite (+0,10%), Stoxx 600 (+0,11%), Ibovespa (-1,19%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Petrobras tem lucro líquido de R$ 32,7 bi no 1º tri e anuncia dividendos de R$ 9 bi

Fintech Meu Tudo disputa consignado com o Pan sem canibalizar, diz CFO do BTG

Santander contrata executiva do Patria como CEO global de asset management

• Também é importante: Google Cloud leva ao Cade supostas práticas abusivas da Microsoft no mercado de nuvem | Elo contrata Bank of America, UBS BB e Bradesco para IPO nos EUA, dizem fontes

• Opinião Bloomberg: Como a ideia de que o Claude tem sentimentos beneficia a Anthropic

• Para não ficar de fora: Larry Fink diz estar ‘bastante otimista’ com a oportunidade de investir na Venezuela

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Dólar segue sem substituto, diz CIO da XP

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A busca de investidores globais por ativos fora dos Estados Unidos, os conflitos geopolíticos e a dinâmica das taxas de juros são alguns dos fatores que têm feito o dólar perder valor frente a outras moedas globais, principalmente o real, no último ano.

Para Artur Wichmann, Chief Investment Officer (CIO) da XP Investimentos, é possível que essas forças continuem exercendo influência negativa sobre a moeda americana, mas isso não significa que o dólar deixará de perder o status de moeda de reserva do mundo.

Na visão de Wichmann, os dois fenômenos podem coexistir, especialmente em um cenário no qual outras moedas, como o euro europeu e o renminbi chinês não tem força para ocupar o lugar que a divisa americana tem hoje nos mercados.

“É possível ter um dólar mais fraco estruturalmente enquanto essa moeda continua sendo o padrão de reserva de valor no mundo”, afirmou Wichmann em entrevista à Bloomberg Línea. “O dólar ganha por W.O. Não tem quem substitua.”

⇒ Leia a reportagem: Dólar pode enfraquecer, mas não tem substituto como reserva global, diz CIO da XP

Transição nos moldes do que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, quando o dólar substituiu a libra esterlina como padrão global, ainda está fora do radar. (Foto: Dimas Ardian/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta segunda-feira (11), depois que Estados Unidos e Irã não chegaram a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.ㅤ

- Tratativas da guerra. Donald Trump e o Irã não chegaram a um acordo sobre o fim da guerra no Oriente Médio. Segundo o Wall Street Journal, Teerã se ofereceu para transferir parte de seu estoque de urânio a um terceiro país, mas não aceitou desmontar suas instalações nucleares.ㅤ

- IA impulsiona Coreia e Taiwan. O Goldman Sachs prevê que o boom global de chips ligados à inteligência artificial levará os superávits externos de Coreia do Sul e Taiwan a níveis recordes. Para os analistas do banco, as exportações de semicondutores devem ganhar peso ainda maior nas economias locais.ㅤ

- Mudanças na Delivery Hero. A Prosus vendeu 5% da companhia alemã de delivery para a gestora Aspex por € 335 milhões, reduzindo sua participação para cerca de 17%. A Aspex ampliou sua posição para aproximadamente 14% e segue pressionando a administração da Delivery Hero por mudanças na liderança.

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🔘 As bolsas na sexta-feira (08/05): Dow Jones Industrials (+0,02%), S&P 500 (+0,84%), Nasdaq Composite (+1,71%), Stoxx 600 (-0,69%), Ibovespa (+0,49%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Saudi Aramco alerta sobre caos no mercado de petróleo até 2027 com crise no Estreito de Ormuz

No mapa da economia global, o avanço do emprego nos EUA supera projeções

Milei avança para privatizar Casa da Moeda em meio à queda na circulação de notas

• Também é importante: Como o Nonna Rosa cresce com hospitalidade inspirada no Fasano, mas sem preços de luxo | CEO da Intel conquistou Trump e Musk. Agora busca recuperar a liderança tecnológica

• Opinião Bloomberg: Como a ‘mão invisível’ da China mudou o equilíbrio no mercado de petróleo

• Para não ficar de fora: O ex-jogador da NBA que transformou uma ilha do Caribe em resort de luxo

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O desafio da Flash às gigantes dos benefícios

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No competitivo mercado brasileiro de benefícios, a Flash não quer mais ser apenas o “cartão flexível” que desafiou o status quo.

Em uma fase de maturidade operacional, a startup liderada por Ricardo Salem e pelos irmãos Pedro e Guilherme Lane agora mira a liderança do setor, ancorada em uma estratégia de plataforma all-in-one e na digitalização agressiva da jornada do colaborador.

Desde o aporte de US$ 100 milhões recebido há quatro anos, em rodada série C liderada pelos fundos Battery Ventures e Whale Rock, a startup escalou a operação mais de 15 vezes.

Mais do que volume, segundo os sócios Ricardo Salem e Pedro Lane, a busca foi por eficiência: a companhia já gera caixa e opera com uma estrutura de capital que lhe permite autofinanciar sua expansão em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Agora a empresa prevê investir R$ 400 milhões em 2026, valor 60% superior ao desembolsado em 2025. Os recursos serão destinados para as áreas de tecnologia e inovação, marketing, vendas e desenvolvimento de novos produtos.

“Estamos perseguindo nos próximos anos virar o líder de mercado de benefícios”, disse Salem à Bloomberg Línea, que projeta chegar à liderança nos próximos quatro anos.

⇒ Leia a reportagem: Flash investe R$ 400 mi para desafiar gigantes dos benefícios e virar líder até 2030

Dos 1.300 funcionários, metade está alocada em frentes de geração de receita, refletindo o apetite da Flash por market share frente aos incumbentes como Alelo, Sodexo, Ticket e VR

No radar dos mercados

Os contratos futuros de ações dos EUA são os que mais se destacam em um dia difícil para as ações em outros países, com recuo em quase todas as bolsas da Ásia e da Europa.

- IPO da Compass. Os acionistas da empresa de gás natural e energia levantaram R$ 3,2 bilhões na primeira oferta pública inicial no Brasil em quase cinco anos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News. A Compass vendeu 89,3 milhões de ações a R$ 28, cada, na quinta-feira, o piso da faixa indicativa de preço.

- Avanço de chips de IA. A Taiwan Semiconductor Manufacturing relatou um aumento de 17,5% em suas vendas, destacando os gastos sustentados por hiperescaladores que financiam o boom global de inteligência artificial.

- Inflação de alimentos. Os preços globais dos alimentos atingiram o nível mais alto em mais de três anos depois que a guerra do Irã interrompeu as cadeias de suprimentos, aumentando a perspectiva de contas maiores para os consumidores. O índice das Nações Unidas de preços de produtos alimentícios aumentou 1,6%.

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Os mercados nesta sexta-feira (8)
🔘 As bolsas ontem (07/05): Dow Jones Industrials (-0,63%), S&P 500 (-0,18%), Nasdaq Composite (-0,13%), Stoxx 600 (-1,10%), Ibovespa (-2,38%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Trump diz que reunião com Lula ocorreu ‘muito bem’ e incluiu comércio e tarifas

Caso Master: Polícia Federal mira endereços ligados a Ciro Nogueira e primo de Vorcaro

Demanda forte da China deve sustentar minério, diz CFO da Vale

• Também é importante: Forlex fecha acordo de US$ 32 mi com AWS para ampliar IA jurídica e entrar nos EUA | Como Fabrício Batista, da JBJ Ranch, quer ‘cruzar fronteiras’ com cavalos de elite

• Opinião Bloomberg: Como os limites de capacidade da Anthropic abrem espaço para o avanço da OpenAI

• Para não ficar de fora: Creditas intensifica uso de IA, bate recordes no 1º tri e prevê breakeven neste ano

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A expansão do Google Cloud em venture capital na América Latina

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O próximo grande fundador de tecnologia pode estar em São Paulo ou na Cidade do México, e o Google Cloud, a unidade de serviços de computação em nuvem do Google, decidiu apostar mais fortemente nessa oportunidade na América Latina.

A divisão de startups da companhia está redesenhando sua estratégia global para dar mais peso a mercados fora dos tradicionais polos do Vale do Silício e Nova York, e isso inclui a contratação de equipes dedicadas no mercado latino-americano, segundo Darren Mowry, vice-presidente global de startups do Google Cloud.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o executivo disse que o plano de expansão na região inclui não apenas contratar profissionais de vendas e engenheiros, mas também pessoas focadas no ecossistema de venture capital, incubação e aceleração, baseadas em mercados como Cidade do México e São Paulo.

“O que estamos fazendo é expandir nossa equipe de venture capital porque sabemos que existem investidores e fundos específicos que não estão na Bay Area, nem em Nova York, que são construídos e crescem dentro da América Latina”, disse Mowry.

⇒ Leia a reportagem: Google Cloud amplia presença em LatAm para descobrir ‘o próximo grande fundador’

O investimento busca estreitar o relacionamento com os ecossistemas regionais e aproximação com os fundos locais, que vivem um momento “vibrante”, nas palavras do vice-presidente. (Foto: Angel Garcia/Bloomberg)

No radar dos mercados

Os futuros das ações nos EUA operam em alta nesta quinta-feira (7) e o petróleo Brent caiu pelo terceiro dia seguido, enquanto investidores aguardam atualizações sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã.

- Tensão no Líbano. O exército israelense afirmou ter matado Ahmed Ali Balout, comandante da força de elite Radwan do Hezbollah, em um ataque aéreo no sul de Beirute — o primeiro perto da capital libanesa desde o cessar-fogo mediado pelos EUA no mês passado.

- Frete mais caro. O CEO da Maersk, Vincent Clerc, alertou que a guerra entre Irã e EUA elevou em cerca de US$ 500 milhões por mês seus custos operacionais, pressionados pela alta do petróleo e dos seguros marítimos. Em entrevista à Bloomberg Television, ele disse que tentará repassar os custos aos clientes.ㅤ

- Shell supera expectativas. A petroleira reportou lucro líquido ajustado de US$ 6,92 bilhões no primeiro trimestre, acima da estimativa dos analistas, impulsionada pela alta dos preços de petróleo e gás durante a guerra entre Irã e EUA. A petroleira também elevou os dividendos em 5%.

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🔘 As bolsas ontem (06/05): Dow Jones Industrials (+1,24%), S&P 500 (+1,46%), Nasdaq Composite (+2,03%), Stoxx 600 (+0,70%), Ibovespa (+0,50%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Bradesco supera expectativas no primero trimestre, mas sinaliza cautela no crédito

Riachuelo volta a lucrar no 1º tri após 6 anos. O CEO diz que avanço ‘não para por aí’

BC faz 1ª compra de dólar futuro em dez anos, e mercado já espera mais atuações

• Também é importante: Itaú vê cenário macro mais desafiador e foca em ‘clientes-alvo’ como fortaleza | Visa traz ao Brasil plataforma de pagamentos corporativos e vê ‘mar de oportunidades’

• Opinião Bloomberg: Na corrida pelo esporte, Adidas supera Nike às vésperas da Copa do Mundo

• Para não ficar de fora: Tenda está ‘blindada’ contra pressão de custos da guerra, diz CFO após lucro dobrar

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O começo positivo da Ambev em 2026

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Depois de um ano duro em 2025, impactado por um clima desfavorável que reduziu o consumo de cerveja no Brasil, a Ambev registrou no primeiro trimestre um resultado que surpreendeu analistas e levou a ação da fabricante de bebidas a valorizar 15,30% na terça-feira (5).

Para o CFO, Guilherme Fleury, o desempenho nos primeiros três meses do ano é um “primeiro passo relevante” para entregar um resultado positivo em 2026, em um ano favorecido pela Copa do Mundo, por um calendário de feriados mais denso e por projeções de um clima menos adverso para o setor.

“Começamos bem e sabemos o que temos que fazer para entregar. Nosso portfólio está muito bem encaixado, e vamos continuar trabalhando duro para isso”, disse Fleury em entrevista à Bloomberg Línea, após a divulgação dos resultados.

⇒ Leia a reportagem: Ambev dá ‘primeiro passo’ para um ano positivo com portfólio reforçado, diz CFO

No radar dos mercados

As ações globais operam em alta nesta quarta-feira (6), lideradas pelas empresas de tecnologia, enquanto os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos recuaram diante do otimismo de que os EUA e o Irã estão próximos de um acordo.

- Clube dos US$ 1 tri. A Samsung ultrapassou US$ 1 trilhão em valor de mercado após as ações quadruplicarem no ano, impulsionadas pela demanda por chips usados em inteligência artificial. A empresa se tornou a segunda companhia asiática, depois da Taiwan Semiconductor Manufacturing, a atingir a marca.

- BMW resiste à pressão chinesa. A montadora manteve a projeção de lucro para o ano após registrar vendas aquecidas na Europa, o que compensou parte da queda na China. A BMW aposta na nova linha elétrica Neue Klasse para enfrentar a concorrência de BYD e da Tesla.

- Wegovy ganha tração. A Novo Nordisk reduziu a projeção de queda para vendas de 13% para 12% após alta demanda pela versão em pílula do Wegovy nos EUA. A farmacêutica aposta no medicamento oral para recuperar espaço frente à Eli Lilly, enquanto o Ozempic registrou o pior desempenho em dois anos.

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🔘 As bolsas ontem (05/05): Dow Jones Industrials (+0,73%), S&P 500 (+0,81%), Nasdaq Composite (+1,03%), Stoxx 600 (+0,70%), Ibovespa (+0,62%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

GPA reestrutura R$ 4,6 bi em dívidas: ‘É um dia importante na história’, diz CEO

Itaú tem lucro de R$ 12,3 bi no 1º tri com rentabilidade de 24,8% e mantém guidance

Vulcabras tem 23º trimestre de expansão, mas vê obstáculos com aumento de custos

• Também é importante: Dívida ‘sufocante’ leva mais 8 milhões de empresas à inadimplência no Brasil | Pague Menos prioriza redução de dívida e segura expansão após turnaround, diz CFO

• Opinião Bloomberg: Do prêmio Buffett ao desconto Abel: Berkshire perde fôlego e testa paciência do mercado

• Para não ficar de fora: Enter, startup brasileira de IA jurídica, atinge valuation de US$ 1,2 bi em novo aporte

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O protagonismo do saneamento na renda fixa

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Historicamente financiado por recursos públicos, o setor de saneamento tem se tornado cada vez mais uma alternativa de renda fixa para o investidor.

Com a expansão dos leilões de projetos de água e esgoto dos últimos anos, o mercado de capitais encerrou 2025 com emissões de debêntures que somaram R$ 44,7 bilhões, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Somente no primeiro trimestre deste ano, o montante emitido foi de R$ 11,4 bilhões para saneamento.

O número reflete não apenas a escala do investimento necessário para universalizar o serviço até 2033 mas também a confiança crescente de investidores em um setor que, até pouco tempo atrás, era visto basicamente como estatal.

“O saneamento tem registrado praticamente o mesmo volume de emissões de debêntures que o setor de rodovias, cujo mercado privado vem amadurecendo há mais de 30 anos”, afirma o sócio do Levy & Salomão Advogados, Saulo Puttini.

⇒ Leia a reportagem: Leilões e R$ 45 bi de debêntures: como o saneamento virou protagonista da renda fixa

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta terça-feira (5), enquanto os preços do petróleo recuam, à medida que o cessar-fogo no Oriente Médio se mantém, mesmo após os conflitos da véspera.

- Trégua sob pressão. O cessar-fogo entre EUA e Irã se mantém nesta terça-feira mesmo após os confrontos na véspera no Estreito de Ormuz, incluindo ataques a navios e mísseis contra os Emirados Árabes Unidos. Os EUA escoltaram embarcações na região, enquanto Teerã alertou contra o tráfego sem autorização.

- Paramount supera projeções. A companhia reportou Ebitda ajustado de US$ 1,16 bilhão no 1º trimestre, acima das estimativas, enquanto a receita de US$ 7,3 bilhões ficou em linha com o esperado. A empresa reafirmou o guidance para o ano enquanto avança na aquisição da Warner.

- Cadeia de chips em revisão. A Apple estuda usar as unidades da Intel e da Samsung para produzir seus processadores nos EUA, em um movimento para reduzir a dependência da TSMC em meio a restrições. O CEO Tim Cook disse recentemente que levará meses para equilibrar a oferta e a demanda de chips.

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🔘 As bolsas ontem (04/05): Dow Jones Industrials (-1,13%), S&P 500 (-0,41%), Nasdaq Composite (-0,18%), Stoxx 600 (-0,99%), Ibovespa (-0,92%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Airalo: Unicórnio de eSIM global elege Brasil para sustentar crescimento de 60%

Corretora de Dubai obtém autorização do BC e se prepara para operar no Brasil

Como esta incorporadora de SP usa os próprios imóveis como fonte de receitas

• Também é importante: MBRF conclui acordo com fundo saudita e avança em plano de IPO da Sadia Halal em Riad| Acordo Mercosul-UE rearranja mercado de vinhos e beneficia importação de alta gama

• Opinião Bloomberg: Combustíveis fósseis não oferecem mais segurança energética. A solução é energia limpa

• Para não ficar de fora: Grupo francês investe R$ 17 milhões para guardar obras de arte de elite em São Paulo

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O Brasil na rota da expansão de marcas de luxo

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Quando o CEO do Iguatemi, Ciro Neto, tem reuniões com representantes de grandes grifes globais, o executivo do grupo de shopping centers premium tem o costume de recebê-los no Apartamento JK, um espaço residencial de uso exclusivo instalado dentro do JK Iguatemi, em São Paulo.

Conectado por escadas rolantes desde o andar superior até um grande hall, o local tem as paredes recobertas por painéis de madeira para receber a coleção de arte do shopping e recepcionar o visitante.

O ambiente de exclusividade é uma forma de estreitar o relacionamento com as grandes marcas. No momento em que o Brasil atrai a atenção de grifes de luxo, a estratégia é justamente reforçar a posição do grupo como um ponto de entrada para operar no Brasil, conectando casas internacionais ao consumidor brasileiro.

“O desempenho acima da média global colocou o Brasil na rota de expansão das grandes maisons“, disse o CEO em entrevista à Bloomberg Línea. “Se uma marca quer entrar no Brasil, ela entra com a gente.”

⇒ Leia a reportagem: Brasil entrou na rota de expansão de marcas de luxo globais, diz CEO do Iguatemi

Loja da Chanel no Iguatemi, em São Paulo: o shopping ocupa o primeiro lugar no ranking de shoppings com maior venda por metro quadrado do Brasil, segundo levantamento do J.P. Morgan divulgado em abril de 2026.

No radar dos mercados

As ações europeias operam em queda e os futuros em Wall Street oscilam perto da estabilidade nesta segunda-feira (4), pressionados por novas ameaças de tarifas de Donald Trump sobre carros europeus, enquanto investidores também reagem a sinais mistos vindos da Ásia.

- Plano de Trump para Ormuz. O presidente dos EUA disse que realizará uma ação militar para escoltar navios presos no Estreito de Ormuz. Batizada de “Projeto Liberdade”, a iniciativa tem início previsto para esta segunda-feira e contará com destróieres com mísseis guiados, além de aeronaves e drones.

- Oferta pelo eBay. A GameStop propôs comprar o eBay por US$ 56 bilhões, cerca de US$ 125 por ação, com prêmio de aproximadamente 20%. O mercado reagiu com ceticismo e citou riscos de execução. O CEO da empresa, Ryan Cohen, disse que busca transformar o eBay em um gigante.

- Tech impulsiona Wall Street. Os balanços das empresas dos EUA, liderados por um setor de tecnologia aquecido, têm elevado as projeções de lucros do S&P 500 e reduzido o peso das tensões no Oriente Médio, segundo estrategistas do Morgan Stanley. A concentração em poucas ações segue como risco para investidores.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na quinta-feira (30/04): Dow Jones Industrials (+1,62%), S&P 500 (+1,02%), Nasdaq Composite (+0,89%), Stoxx 600 (+1,38%), Ibovespa (+1,39%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

A Ofner consolidou marca de ‘lifestyle’ em SP. Agora mira R$ 500 mi em receita, diz CEO

Companhia aérea Spirit encerra operações após colapso de resgate pela Casa Branca

Sem Buffett, ‘Woodstock dos Capitalistas’ traz Abel como protagonista da Berkshire pela 1ª vez

• Também é importante: ‘Dinheiro no colchão’: argentinos resistem a apelo de Milei e mantêm US$ 170 bi em casa| Helicóptero Esquilo surpreende Avantto com demanda na ‘capital do agro’, diz CEO

• Opinião Bloomberg: Reabrir o Estreito de Ormuz exigirá esforços que vão além do poder dos EUA

• Para não ficar de fora: Economia da nostalgia: ícones do pop do passado monetizam catálogo, de shows a cinema

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A alta dos relógios finos no Brasil

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Os primeiros meses de 2026 trouxeram uma surpresa para Karl Kieliger, general manager da Victorinox para a América Latina.

Após quase duas décadas acompanhando o mercado brasileiro de relógios de alta gama, ele esperaria uma desaceleração das vendas, por se tratar de um ano eleitoral, mas os contextos político e global parecem não ter afetado o mercado local desta vez.

“O Brasil sempre registrou uma queda nas vendas antes e depois de períodos eleitorais, mas neste ano o crescimento se mantém muito estáveis”, disse em entrevista à Bloomberg Línea durante visita a uma das sedes da marca em Delémont, na Suíça.

Esta estabilidade atípica é um dado relevante para uma empresa que nos últimos cinco anos dobrou o volume de relógios vendidos no Brasil e vê o país como um de seus mercados mais importantes globalmente.

O Brasil ocupa uma posição singular na estrutura comercial da Victorinox na América Latina. A marca tem mais de 230 pontos de venda no país, distribuídos por joalherias em cidades de diferentes portes, de São Paulo a Joinville. Nenhum deles é uma loja própria da marca, como acontece em outros mercados.

⇒ Leia a reportagem: Suíça Victorinox dobra vendas de relógios finos no Brasil e vê o país como prioritário

Flagship store da Victorinox em Zurique, na Suíça (Foto: Bloomberg Línea)

No radar dos mercados

As ações globais operam próximas da estabilidade nesta quinta-feira (30), depois da divulgação de resultados positivos das big techs, o que ajudou a aliviar preocupações com a inflação em meio à alta do petróleo.

- Novo limite para o BB. Acionistas do Banco do Brasil aprovaram elevar o limite de capital para R$ 150 bilhões, dos atuais R$ 120 bilhões, diante da pressão da inadimplência no crédito agrícola. O banco vê a medida como preventiva, segundo uma fonte ouvida pela Bloomberg News.

- Mudanças na Puma. A marca esportiva alemã nomeou Mark Langer como seu novo diretor financeiro e divulgou os resultados do primeiro trimestre ligeiramente acima das estimativas, à medida que a empresa avança em seus esforços de recuperação. O executivo assumirá o cargo a partir de 1º de maio.

- Brasil impulsiona Unilever. As vendas da companhia cresceram 3,8% no 1º trimestre, acima das expectativas, impulsionadas por mercados emergentes como Índia e Brasil, que compensaram o resultado nos EUA. O CEO Fernando Fernandez tem focado em beleza e bem-estar como estratégia de crescimento.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (29/04): Dow Jones Industrials (-0,52%), S&P 500 (-0,04%), Nasdaq Composite (+0,04%), Stoxx 600 (-0,60%), Ibovespa (-2,05%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Senado rejeita a indicação de Jorge Messias para o STF, em derrota para Lula

Powell diz que seguirá como diretor do Fed após o fim de seu mandato como presidente

Copom reduz Selic para 14,50% e sinaliza ‘cautela e serenidade’ diante de incerteza

• Também é importante: Cedro, holding de Lucas Kallas, deixa laboratório Biomm para focar na mineração| ‘Deixo um banco melhor’, diz Mario Leão em último balanço como CEO do Santander Brasil

• Opinião Bloomberg: Opep em crise existencial: saída dos Emirados Árabes eleva tensão sobre futuro do grupo

• Para não ficar de fora: Do delivery ao salão do restaurante: iFood adquire 100% da startup de reservas Get In

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A retomada da expansão de Tok&Stok e Mobly

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Depois de dois anos dedicados à integração de suas redes, o Grupo Toky prevê retomar os planos de expansão no varejo físico, com abertura de lojas da Mobly no Rio de Janeiro e em Brasília possivelmente em 2027.

O plano envolve a instalação de novas unidades dentro de estabelecimentos da Tok&Stok com metragem suficiente para abrigar as duas marcas no mesmo imóvel, de acordo com o CEO Victor Noda.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o executivo disse que a iniciativa representa a primeira vez que a companhia indica praças específicas para a expansão física depois da integração das duas redes, em um processo que envolveu uma longa disputa societária.

“O foco dos últimos dois anos foi captura de sinergias e integração. Ainda tem muito a fazer nessa frente, mas a operação já está num nível de maturidade que permite pensar em crescimento”, afirmou.

⇒ Leia a reportagem: Grupo Toky retoma plano de expansão e mira Rio e Brasília para lojas da Mobly, diz CEO

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam próximos da estabilidade nesta quarta-feira (29), enquanto investidores aguardam os resultados de Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, em um teste para avaliar se o rali deste mês ainda tem fôlego.ㅤ

- Lucro abaixo do esperado. O Santander Brasil reportou lucro de R$ 3,8 bilhões no 1º trimestre, retração de 1,9% na comparação anual e de 7,3% frente ao quarto trimestre do ano anterior. O resultado veio abaixo da projeção de R$ 4,03 bilhões estimada pelo consenso de analistas consultados pela Bloomberg.ㅤ

- Volvo abre fábricas à Geely. O CEO da Volvo, Hakan Samuelsson, disse que está disposto a permitir que a Geely use suas fábricas na Europa para produzir carros localmente e contornar tarifas da UE sobre veículos elétricos. “Podemos realmente apoiá-los”, disse o executivo em entrevista à Bloomberg Television.ㅤ

- Divergências derrubam fusão. A Brown-Forman, que fabrica o Jack Daniel’s, e a Pernod Ricard, dona do uísque Jameson, encerraram as negociações de fusão, segundo declarações compartilhadas pelas empresas. O impasse envolveu divergências sobre governança, estrutura e controle familiar.

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🔘 As bolsas ontem (28/04): Dow Jones Industrials (-0,05%), S&P 500 (-0,49%), Nasdaq Composite (-0,90%), Stoxx 600 (-0,37%), Ibovespa (-0,51%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Lucro da Vale sobe 39% no 1º trimestre e atinge US$ 1,9 bi com alta de preços e volumes

Diogo Guillen, ex-diretor do Banco Central, será novo economista-chefe do Itaú

Pfizer prioriza vacinar gestante contra vírus da bronquiolite em 2026, segundo diretor

• Também é importante: IA cria oportunidade para destravar produtividade nas PMEs brasileiras, segundo CEOs| Limitações do Brasil podem virar vantagem competitiva em IA, segundo especialistas

• Opinião Bloomberg: De guerras a mudança climática: tempestade perfeita ameaça a segurança alimentar global

• Para não ficar de fora: Maioria dos usuários de mercados de previsões perde dinheiro; robôs concentram ganhos

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A escassez de galpões logísticos em SP

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O mercado de condomínios logísticos em São Paulo, maior polo do país, registra um contexto de escassez severa, o que pode redefinir o horizonte para o setor neste ano.

Segundo dados da CBRE, 58% do estoque previsto em desenvolvimento para entrega em 2026 já está pré-locado, refletindo a intensidade da demanda.

“A escassez já é uma realidade. Claramente faltam opções”, disse o diretor de industrial & logística da CBRE Brasil, Rodrigo Couto, em entrevista à Bloomberg Línea.

O volume de construções sob medida (nicho conhecido como BTS, na sigla em inglês) também aumentou consideravelmente, relata o executivo.

No primeiro trimestre, a absorção bruta de galpões logísticos no mercado brasileiro somou 1,1 milhão de metros quadrados, alta de 83% em relação ao mesmo período de 2025. Já a absorção líquida cresceu 358% na mesma base, para 562 mil m².

⇒ Leia a reportagem: Escassez de galpões logísticos pressiona preços e acirra a disputa por novos espaços

No radar dos mercados

As ações de tecnologia lideram a queda dos mercados acionários nesta terça-feira (28), pressionadas por novas dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial, enquanto o petróleo Brent avança acima de US$ 110 o barril diante do fechamento do Estreito de Ormuz.ㅤ

- Eleições 2026. Os pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro em um eventual segundo turno, com 47,5% e 47,8% das intenções de voto, respectivamente, segundo pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta terça.ㅤ

- Guerra no Oriente Médio. O presidente americano, Donald Trump, reuniu sua equipe de segurança nacional para discutir a proposta do Irã de pôr fim a guerra. Trump tratará do assunto “muito em breve”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, aos repórteres na segunda-feira.ㅤ

- BP supera projeções. O lucro da companhia no 1º trimestre foi impulsionado pela volatilidade dos preços de energia e ganhos fortes no trading de petróleo diante da guerra no Oriente Médio. Apesar do resultado, a empresa enfrenta preocupações com o aumento da dívida, que subiu para US$ 25,3 bilhões.

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🔘 As bolsas ontem (27/04): Dow Jones Industrials (-0,13%), S&P 500 (+0,12%), Nasdaq Composite (+0,20%), Stoxx 600 (-0,30%), Ibovespa (-0,61%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Santander aposta em ‘gamificação’ de benefícios em meio à disputa pela alta renda

Nubank investirá R$ 45 bilhões no Brasil em 2026 e mira licença bancária

Segura atrai Andreessen Horowitz e Kaszek em rodada seed de R$ 45 milhões

• Também é importante: Engie Brasil trabalha com bancos para oferta de R$ 10 bilhões, dizem fontes | JHSF compra operadora de aviação executiva em Miami e avança no ‘triângulo do luxo’

• Opinião Bloomberg: Democracia sob pressão: falhas no Peru expõem desafios eleitorais da América Latina

• Para não ficar de fora: Câmbio afeta preço de imóveis de luxo. Mansão de Marcio Garcia tem corte de R$ 150 mi

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JHSF compra terminal de aviação executiva em Miami e reforça expansão internacional

A JHSF anunciou, nesta segunda-feira (27), a aquisição do FBO (Fixed Base Operator) Embassair, um ativo de infraestrutura voltado ao atendimento de clientes de aviação executiva localizado no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos.

A operação, cujo valor não foi divulgado, foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo internacional recém-constituído e gerido pela JHSF Capital, que tem a própria companhia como investidora majoritária.

30 minutos de Miami

O terminal já está em operação e oferece uma plataforma integrada de serviços ininterruptos, com funcionamento 24 horas, incluindo abastecimento de combustíveis, serviços aeronáuticos e atendimento a passageiros, além de infraestrutura de hangares com potencial de expansão futura.

Localizado a cerca de 30 minutos do centro de Miami, o aeroporto foi escolhido por sua relevância no mercado de aviação executiva e por sua conexão com rotas internacionais frequentes a partir do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, o que pode gerar sinergias operacionais para a companhia.

Há ainda a previsão de implementação de controle migratório no próprio terminal, por meio do U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão responsável pela imigração e alfândega nos Estados Unidos, o que deve elevar o nível de conveniência para voos internacionais ao permitir que passageiros realizem todo o processo no próprio local.

A aquisição está alinhada à estratégia da JHSF de ampliar sua presença internacional e fortalecer sua atuação em ativos de alto padrão com geração de receita recorrente. Nesse contexto, a operação em Miami representa mais um passo no processo de internacionalização da companhia.

Fasano no exterior

No começo deste mês, a JHSF anunciou no começo deste mês um acordo para adquirir 100% da Baluma, dona do complexo Enjoy Punta del Este, no Uruguai. O plano é transformar o ativo em um projeto multiuso de alto padrão, com shopping, hotel Fasano, cassino e unidades residenciais, aprofundando a presença do grupo no país, onde já atua há mais de 15 anos. A transação ainda depende de aprovações regulatórias e antitruste.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento da marca Fasano no exterior. Atualmente, a companhia tem dois hotéis fora do Brasil — em Punta del Este e Nova York — e outros projetos em desenvolvimento em destinos como Londres, Miami, Portugal, Itália (Sardenha) e novamente no Uruguai. Em fevereiro, a empresa também anunciou a compra de um edifício histórico em Milão para conversão em hotel.

Com um portfólio que inclui ainda shoppings, aeroporto executivo e empreendimentos residenciais e de lazer, a JHSF vem ampliando sua diversificação de receitas. No quarto trimestre de 2025, a área de Hospitalidade e Gastronomia respondeu por 17,8% do resultado operacional recorrente, enquanto shoppings lideraram com 40,1%, seguidos pelo aeroporto (21,4%) e pelos segmentos de residências e clubes (20,7%).

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A Gol passa por uma transformação profunda após sua recuperação judicial. Agora sob o controle da holding Abra, a companhia abandonou o modelo focado estrit...
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JHSF compra terminal de aviação executiva em Miami e reforça expansão internacional

A JHSF anunciou, nesta segunda-feira (27), a aquisição do FBO (Fixed Base Operator) Embassair, um ativo de infraestrutura voltado ao atendimento de clientes de aviação executiva localizado no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos.

A operação, cujo valor não foi divulgado, foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo internacional recém-constituído e gerido pela JHSF Capital, que tem a própria companhia como investidora majoritária.

30 minutos de Miami

O terminal já está em operação e oferece uma plataforma integrada de serviços ininterruptos, com funcionamento 24 horas, incluindo abastecimento de combustíveis, serviços aeronáuticos e atendimento a passageiros, além de infraestrutura de hangares com potencial de expansão futura.

Localizado a cerca de 30 minutos do centro de Miami, o aeroporto foi escolhido por sua relevância no mercado de aviação executiva e por sua conexão com rotas internacionais frequentes a partir do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, o que pode gerar sinergias operacionais para a companhia.

Há ainda a previsão de implementação de controle migratório no próprio terminal, por meio do U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão responsável pela imigração e alfândega nos Estados Unidos, o que deve elevar o nível de conveniência para voos internacionais ao permitir que passageiros realizem todo o processo no próprio local.

A aquisição está alinhada à estratégia da JHSF de ampliar sua presença internacional e fortalecer sua atuação em ativos de alto padrão com geração de receita recorrente. Nesse contexto, a operação em Miami representa mais um passo no processo de internacionalização da companhia.

Fasano no exterior

No começo deste mês, a JHSF anunciou no começo deste mês um acordo para adquirir 100% da Baluma, dona do complexo Enjoy Punta del Este, no Uruguai. O plano é transformar o ativo em um projeto multiuso de alto padrão, com shopping, hotel Fasano, cassino e unidades residenciais, aprofundando a presença do grupo no país, onde já atua há mais de 15 anos. A transação ainda depende de aprovações regulatórias e antitruste.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento da marca Fasano no exterior. Atualmente, a companhia tem dois hotéis fora do Brasil — em Punta del Este e Nova York — e outros projetos em desenvolvimento em destinos como Londres, Miami, Portugal, Itália (Sardenha) e novamente no Uruguai. Em fevereiro, a empresa também anunciou a compra de um edifício histórico em Milão para conversão em hotel.

Com um portfólio que inclui ainda shoppings, aeroporto executivo e empreendimentos residenciais e de lazer, a JHSF vem ampliando sua diversificação de receitas. No quarto trimestre de 2025, a área de Hospitalidade e Gastronomia respondeu por 17,8% do resultado operacional recorrente, enquanto shoppings lideraram com 40,1%, seguidos pelo aeroporto (21,4%) e pelos segmentos de residências e clubes (20,7%).

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A Gol passa por uma transformação profunda após sua recuperação judicial. Agora sob o controle da holding Abra, a companhia abandonou o modelo focado estrit...
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Sócia da Raízen, Shell paga US$ 16,4 bilhões por petroleira canadense

A Shell, sócia da Cosan na Raízen, anunciou nesta segunda-feira (27) a compra da canadense ARC Resources num negócio avaliado em US$ 16,4 bilhões, incluindo a assunção de US$ 2,8 bilhões em dívida líquida. 

É a maior aquisição da petroleira britânica desde 2016, quando comprou a BG Group, e marca uma virada estratégica do grupo em direção ao Canadá, num momento em que a guerra entre Estados Unidos e Irã encareceu os ativos do Oriente Médio.

Pelos termos do acordo, os acionistas da ARC, sediada em Calgary, receberão CAD 32,80 por ação, sendo 75% em ações da Shell e 25% em dinheiro. O preço representa prêmio de 27% sobre o fechamento da ARC na bolsa de Toronto na sexta-feira (24) anterior à divulgação. O valor patrimonial da ARC ficou em US$ 13,6 bilhões.

A operação adiciona ao portfólio da Shell cerca de 370 mil barris de óleo equivalente por dia, dois bilhões de barris em reservas provadas e prováveis e 1,5 milhão de acres na bacia de Montney, formação de xisto que ocupa parte da Columbia Britânica e de Alberta.

Combinada aos 440 mil acres que a Shell já operava na região, a aquisição transforma a empresa em um dos maiores produtores de gás natural e líquidos da Montney. “Isto estabelece o Canadá como um heartland para a Shell”, disse o presidente-executivo Wael Sawan em comunicado, em referência aos núcleos operacionais estratégicos da empresa.

A produção total da Shell deve passar de uma taxa de crescimento anual de 1% para 4% até 2030 com a incorporação dos ativos.

Virada de chave

A movimentação representa uma virada da própria Shell em relação ao Canadá. Em 2017, a empresa havia se desfeito de boa parte de sua posição no país, vendendo ativos nas areias betuminosas de Alberta. 

Agora, faz o caminho inverso, sob a justificativa de que os recursos da Montney são “de baixa intensidade de carbono”, o que ajuda a empresa a reconciliar o crescimento da produção com seus compromissos de transição energética.

A integração com o LNG Canada, projeto de gás natural liquefeito da Columbia Britânica do qual a Shell é principal acionista, é peça central do racional do negócio. Os contratos da ARC já vinculam parte de sua produção de gás aos preços internacionais de LNG, o que cria sinergia direta com a infraestrutura existente da Shell. 

A empresa estima sinergias anuais de US$ 250 milhões em até um ano após o fechamento, previsto para o segundo semestre de 2026.

Analistas avaliam que a aquisição pode ser apenas o primeiro movimento de uma onda de M&A no setor de petróleo e gás. Os preços altos sustentados pela guerra elevaram o valor dos ativos e criaram janela para que companhias menores aceitem ser vendidas por valuations que antes pareciam inatingíveis.

“Acho que está na mesa para este ano”, disse Tim Rezvan, analista do KeyBanc Capital Markets, em entrevista à Barron’s na semana passada. Segundo ele, o que define o preço dos negócios é a curva de futuros de petróleo nos próximos meses, e essa curva subiu o suficiente para destravar o apetite vendedor.

No Brasil, outra conta

A operação contrasta com o cenário enfrentado pela Shell no Brasil, onde a empresa é sócia da Cosan na Raízen, maior produtora de biocombustíveis do país e que negocia neste momento a reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas. 

No fim de semana, a companhia apresentou aos credores uma contraproposta para captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em capital novo, em cima dos R$ 4 bilhões já comprometidos por Shell e pelo bilionário Rubens Ometto, controlador da Cosan.

Os credores pediam aporte de R$ 8 bilhões dos atuais sócios para fechar o acordo.

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Sócia da Raízen, Shell paga US$ 16,4 bilhões por petroleira canadense

A Shell, sócia da Cosan na Raízen, anunciou nesta segunda-feira (27) a compra da canadense ARC Resources num negócio avaliado em US$ 16,4 bilhões, incluindo a assunção de US$ 2,8 bilhões em dívida líquida. 

É a maior aquisição da petroleira britânica desde 2016, quando comprou a BG Group, e marca uma virada estratégica do grupo em direção ao Canadá, num momento em que a guerra entre Estados Unidos e Irã encareceu os ativos do Oriente Médio.

Pelos termos do acordo, os acionistas da ARC, sediada em Calgary, receberão CAD 32,80 por ação, sendo 75% em ações da Shell e 25% em dinheiro. O preço representa prêmio de 27% sobre o fechamento da ARC na bolsa de Toronto na sexta-feira (24) anterior à divulgação. O valor patrimonial da ARC ficou em US$ 13,6 bilhões.

A operação adiciona ao portfólio da Shell cerca de 370 mil barris de óleo equivalente por dia, dois bilhões de barris em reservas provadas e prováveis e 1,5 milhão de acres na bacia de Montney, formação de xisto que ocupa parte da Columbia Britânica e de Alberta.

Combinada aos 440 mil acres que a Shell já operava na região, a aquisição transforma a empresa em um dos maiores produtores de gás natural e líquidos da Montney. “Isto estabelece o Canadá como um heartland para a Shell”, disse o presidente-executivo Wael Sawan em comunicado, em referência aos núcleos operacionais estratégicos da empresa.

A produção total da Shell deve passar de uma taxa de crescimento anual de 1% para 4% até 2030 com a incorporação dos ativos.

Virada de chave

A movimentação representa uma virada da própria Shell em relação ao Canadá. Em 2017, a empresa havia se desfeito de boa parte de sua posição no país, vendendo ativos nas areias betuminosas de Alberta. 

Agora, faz o caminho inverso, sob a justificativa de que os recursos da Montney são “de baixa intensidade de carbono”, o que ajuda a empresa a reconciliar o crescimento da produção com seus compromissos de transição energética.

A integração com o LNG Canada, projeto de gás natural liquefeito da Columbia Britânica do qual a Shell é principal acionista, é peça central do racional do negócio. Os contratos da ARC já vinculam parte de sua produção de gás aos preços internacionais de LNG, o que cria sinergia direta com a infraestrutura existente da Shell. 

A empresa estima sinergias anuais de US$ 250 milhões em até um ano após o fechamento, previsto para o segundo semestre de 2026.

Analistas avaliam que a aquisição pode ser apenas o primeiro movimento de uma onda de M&A no setor de petróleo e gás. Os preços altos sustentados pela guerra elevaram o valor dos ativos e criaram janela para que companhias menores aceitem ser vendidas por valuations que antes pareciam inatingíveis.

“Acho que está na mesa para este ano”, disse Tim Rezvan, analista do KeyBanc Capital Markets, em entrevista à Barron’s na semana passada. Segundo ele, o que define o preço dos negócios é a curva de futuros de petróleo nos próximos meses, e essa curva subiu o suficiente para destravar o apetite vendedor.

No Brasil, outra conta

A operação contrasta com o cenário enfrentado pela Shell no Brasil, onde a empresa é sócia da Cosan na Raízen, maior produtora de biocombustíveis do país e que negocia neste momento a reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas. 

No fim de semana, a companhia apresentou aos credores uma contraproposta para captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em capital novo, em cima dos R$ 4 bilhões já comprometidos por Shell e pelo bilionário Rubens Ometto, controlador da Cosan.

Os credores pediam aporte de R$ 8 bilhões dos atuais sócios para fechar o acordo.

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O salto das exportações da Whirpool à Argentina

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A transferência da operação industrial que a Whirlpool mantinha na Argentina para sua fábrica em Rio Claro, no interior de São Paulo, ocorre em um momento de ampliação do poderio fabril da dona da Brastemp e Consul no Brasil e abre espaço para aumentar as exportações à nação vizinha a partir do Brasil.ㅤ

O conselho de administração da companhia aprovou a internalização da produção antes realizada na planta de Pilar, a 54 quilômetros de Buenos Aires, segundo comunicado ao mercado divulgado na última segunda-feira (20).ㅤ

Em recente entrevista à Bloomberg Línea, concedida antes da divulgação da decisão do conselho, Gustavo Ambar, diretor-geral da Whirlpool no Brasil e VP para América Latina, disse que mudança tem consequências diretas para a operação brasileira.ㅤ

“A oportunidade de exportar para a Argentina aumenta gritantemente”, afirmou o executivo.

⇒ Leia a reportagem: Whirlpool vê salto de exportação à Argentina com fábrica em Rio Claro, afirma VP

Lavadoras top load (abertura pela tampa superior) da Consul: padrão dominante no Brasil contrasta com as front load (abertura pela porta frontal) que a Whirlpool avalia transferir da Argentina

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta segunda-feira (27), mas se mantêm próximas de uma máxima histórica, com o otimismo de investidores de que Estados Unidos e Irã podem fechar um acordo para restaurar os fluxos de petróleo no Oriente Médio.

- China bloqueia compra da Manus. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma bloqueou a compra de US$ 2 bilhões da startup Manus pela Meta, e citou regras e preocupações com transferência de tecnologia sensível aos EUA. A decisão foi tomada às vésperas de encontro entre Trump e Xi Jinping.ㅤ

- Segurança de Trump. Após o tiroteio no jantar de correspondentes no fim de semana, o presidente americano reforçou a necessidade de construir um salão de baile de US$ 400 milhões na Casa Branca por razões de segurança. No fim de março, um juiz federal suspendeu a construção do salão.ㅤ

- Novo patamar para o petróleo? O Goldman Sachs elevou suas projeções para o petróleo, com o Brent no patamar de US$ 90 por barril no 4º trimestre, impulsionado por quedas “extremas” nos estoques após o fechamento do Estreito de Ormuz. A guerra no Irã reduziu drasticamente a oferta global do combustível.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na sexta-feira (24/04): Dow Jones Industrials (-0,16%), S&P 500 (+0,80%), Nasdaq Composite (+1,63%), Stoxx 600 (-0,58%), Ibovespa (-0,33%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Trump ‘domina’ oscilações do S&P 500 e influencia melhores e piores dias, diz estudo

Zena Cucina aposta em recorrência e ‘laço’ com clientes para crescer até 20% ao ano

Raízen envia nova proposta a credores, mas resiste à saída de Ometto, dizem fontes

• Também é importante: A próxima fronteira da IA é o mundo físico, diz diretora global da Siemens | Copa menor que o Super Bowl? Hotéis de NY veem demanda fraca às vésperas do torneio

• Opinião Bloomberg: Às vésperas do IPO, SpaceX amplia vantagem competitiva na corrida espacial

• Para não ficar de fora: De Valderrama a Messi: a influência da América Latina na principal liga de futebol dos EUA

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Na Oncoclínicas, sócio da Latache deixa diretoria e indicado da Mak assume comando do conselho

A Oncoclínicas anunciou na noite deste domingo (26) a renúncia de Marcel Cecchi Vieira aos cargos de vice-presidente executivo, diretor financeiro e diretor de relações com investidores. 

Cecchi é sócio da gestora Latache, maior acionista da rede de tratamento oncológico, e ocupava as funções havia pouco mais de um mês.

Em paralelo, o conselho de administração nomeou Marcos Grodetzky como novo presidente do colegiado, num movimento que altera a correlação de forças dentro da companhia a quatro dias de uma assembleia decisiva.

A movimentação ocorre em meio à crise financeira que levou a Oncoclínicas a admitir, no balanço anual divulgado em 9 de abril, “incerteza relevante” sobre sua continuidade operacional. 

A empresa fechou 2025 com prejuízo de R$ 3,6 bilhões, 80% acima das perdas de 2024, e tenta há semanas obter waivers de cinco emissões de debêntures para evitar o vencimento antecipado de uma dívida de mais de R$ 4 bilhões.

Carlos Gil Moreira Ferreira, atual presidente e diretor médico da companhia, acumulará o cargo de vice-presidente executivo até a assembleia de 30 de abril. Isaac Quintino, diretor financeiro não estatutário, assume interinamente as funções de Cecchi.

Cecchi assumiu o comando financeiro em meados de março, em meio à renúncia surpresa de Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, que durou pouco mais de um mês no cargo. 

Faria deixou o posto 48 horas depois da divulgação de um acordo não vinculante com Porto Seguro e Fleury para a venda parcial da Oncoclínicas. A operação acabou sendo abandonada por Porto e Fleury em 14 de abril, deixando a empresa em busca de uma nova alternativa para destravar sua dívida.

Marcos Grodetzky, ex-CFO da Cielo, é conselheiro independente da Oncoclínicas desde janeiro, quando foi indicado pelo Goldman Sachs, que já foi o principal acionista individual da companhia. Ele ganhou destaque nas últimas semanas ao votar contra o acordo com Porto e Fleury, ao lado do também independente Raul Rosenthal Ladeira de Matos.

A virada faz de Grodetzky figura alinhada à agenda da Mak Capital, hedge fund americano que detém 6,3% da empresa e que vem pressionando por uma reestruturação completa da governança. 

A gestora indicou Grodetzky e Rosenthal como dois dos quatro nomes que pretende eleger ao novo conselho na quinta-feira, ao lado de Mateus Bandeira, ex-CEO da Oi, e Ademar Vidal Neto.

A Mak, com US$ 1,7 bilhão sob gestão, ofereceu até R$ 500 milhões em capital novo desde março, mas condiciona o aporte à destituição do conselho atual

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Raízen aumenta oferta a credores, mas exige manutenção de Ometto no comando do conselho

A Raízen, empresa fundada por Rubens Ometto e controlada por Shell e Cosan, apresentou uma contraproposta a seus credores para avançar com seu plano de recuperação extrajudicial de R$ 65 bilhões. A oferta prevê mais recursos para um aumento de capital da empresa de açúcar e etanol. 

A companhia, que tem até o início de junho para ter aval da maioria dos detentores de sua dívida, não abre mão de manter Ometto na presidência do conselho de administração.

Na proposta apresentada na noite de sábado (25), a Raízen disse aos credores que está em conversas para captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em capital novo, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg

Embora o detalhe seja bem-vindo aos detentores de dívida, que haviam proposto que os atuais acionistas injetassem R$ 8 bilhões, a companhia rejeitou outras mudanças pedidas pelos credores, incluindo a perda do controle do conselho de administração.

O capital incluído na nova proposta da Raízen seria adicional aos R$ 4 bilhões que a Shell e o bilionário Rubens Ometto já se comprometeram a aportar na empresa de bioenergia, segundo as fontes, que pediram para não ser identificadas por se tratar de discussão privada. 

Não ficou claro de onde viria o dinheiro novo. A Cosan, conglomerado fundado por Ometto e que divide o controle da Raízen com a Shell, não está injetando recursos na empresa de combustíveis. 

O BTG Pactual e a gestora Perfin, que hoje são sócios de Ometto na Cosan, não querem se envolver.

A Raízen está resistindo a exigências dos credores de que os acionistas abram mão da maioria das cadeiras no conselho, ou de que executivos sejam responsabilizados por eventuais passivos que possam se materializar no futuro, segundo as fontes. 

Comitê de credores

A Raízen teria, no entanto, aceitado o pedido de criar um comitê de credores para acompanhar mais de perto a governança, segundo uma das pessoas.

Ometto ainda quer permanecer como presidente do conselho da Raízen, embora a empresa esteja ciente de que esse será um ponto de tensão com os detentores de dívida, segundo as fontes. 

Bancos credores e bondholders já haviam pedido, em propostas anteriores noticiadas pela Bloomberg, a saída do empresário do comando do colegiado. Raízen, Cosan e Ometto não quiseram comentar. A Shell não respondeu a pedido de comentário fora do horário comercial.

A companhia reiterou sua proposta de oferecer aos credores fatia de 70% num eventual debt-to-equity swap, mecanismo de troca de dívida por ações. A nova oferta, no entanto, não incorpora a sugestão dos bancos credores de que 30% dos recursos da venda dos ativos argentinos sejam destinados ao abatimento da dívida.

A Raízen vem negociando com os credores um acordo que evite a necessidade de pedir recuperação judicial, depois de protocolar pedido de recuperação extrajudicial em março. As partes correm contra um prazo legal: têm até 6 de junho para chegar a um acordo extrajudicial com adesão suficiente de bondholders e credores bancários.

Outrora a maior produtora de biocombustíveis do Brasil, a Raízen foi atingida pelos juros altos, por uma rodada pesada de investimentos que ainda não gerou retorno e por desafios operacionais nas divisões de açúcar e etanol, o que resultou numa sequência de balanços abaixo do esperado. 

Os tropeços corroeram o caixa e fizeram a dívida disparar. À medida que as conversas entre os acionistas para um socorro se arrastavam, os bonds da empresa despencaram para território de “distressed“. 

Quando a Raízen contratou assessores para reorganizar a estrutura de capital, as agências de rating tiraram a companhia do grau de investimento e a jogaram bem para dentro do território especulativo, aprofundando a queda dos papéis.

©2026 Bloomberg L.P.

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O crescimento da One com mix para a classe média

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A incorporadora One trabalha para garantir a oferta de produtos para a classe média mesmo em um cenário de escassez de terrenos em bairros privilegiados. A meta da empresa é atingir um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 2,5 bilhões em 2026.

Ao converter edifícios comerciais -- que já não atendem mais às exigências do mercado de escritórios -- em prédios de apartamentos compactos, a One pretende aumentar a oferta de produtos entre R$ 450 mil e R$ 500 mil.

“A One está bem preparada para navegar no cenário turbulento à frente. Buscamos controlar os custos e o valor do terreno para que o preço final não saia do alvo. Temos a preocupação de oferecer um produto acessível”, disse o vice-presidente da One Innovation, Paulo Petrin, em entrevista à Bloomberg Línea.

O executivo relata que, em 2025, a companhia concentrou lançamentos no último trimestre. Para 2026, a One deve começar a lançar novos empreendimentos em maio. A expectativa é que a empresa encerre o primeiro trimestre com cerca de R$ 410 milhões em vendas. Para o consolidado do ano, o VGV deve alcançar entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,5 bilhões.

⇒ Leia a reportagem: Com mix para a classe média, incorporadora One projeta vendas de R$ 2,5 bi em 2026

Fachada de empreendimento da One na Vila Nova Conceição, em São Paulo (Foto: Divulgação)

No radar dos mercados

O Nasdaq 100 caminha para a quarta alta semanal consecutiva nesta sexta-feira (24), com ações de tecnologia liderando os ganhos após um guidance acima do esperado da Intel, cujos papéis saltaram 25% no pré-mercado.

- Entre cortes e saídas. A Meta e a Microsoft planejam cortes que podem afetar até 23 mil empregos. A Meta prevê demitir cerca de 8 mil funcionários e deixar de preencher outras 6 mil vagas, enquanto a Microsoft passou a oferecer saídas voluntárias, segundo uma fonte ouvida pela Bloomberg News.

- Yara supera projeções. A empresa reportou Ebitda de US$ 896 milhões no 1º trimestre, avanço de 40% em relação ao ano anterior e acima das estimativas. O impulso veio da alta dos preços de fertilizantes diante do conflito no Oriente Médio e do bloqueio do Estreito de Ormuz.ㅤ

- Intel projeta novo guidance. A companhia estima receita de até US$ 14,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, acima das estimativas dos analistas, impulsionada pela forte demanda por chips para inteligência artificial. O crescimento reflete o plano de retomada do CEO Lip-Bu Tan.

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🔘 As bolsas ontem (23/04): Dow Jones Industrials (-0,36%), S&P 500 (-0,41%), Nasdaq Composite (-0,89%), Stoxx 600 (+0,05%), Ibovespa (-0,78%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Estrangeiros colocam R$ 65 bi na bolsa, atingem recorde, e brasileiros ficam à margem

CEOs de petrolíferas pressionam presidente da Venezuela por garantias a investimentos

Serra Verde vai multiplicar a produção de terras raras após compra pela USA Rare Earth

• Também é importante: A estratégia ‘pés descalços’ da Lovable: sem roadmap fixo, planos mudam a cada 15 horas | De seguros rurais a consórcios: o plano do BB para ‘virar a página’ da crise do agro

• Opinião Bloomberg: Troca de CEO na Apple reforça foco em hardware em detrimento da corrida global por IA

• Para não ficar de fora: Exclusividade catalã: importadora foca em impulsionar vinho espanhol de luxo no Brasil

Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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Petrobras e IG4 fecham acordo de acionistas na Braskem e preparam nova gestão

A Petrobras assinou nesta quinta-feira (23) um novo acordo de acionistas da Braskem com o Shine I FIP, fundo da IG4 Capital, formalizando a transição de controle da maior petroquímica da América Latina após anos de incerteza.

No mesmo ato, a estatal notificou a Novonor — ex-Odebrecht, em recuperação judicial — de que não exercerá os direitos de preferência e de tag along previstos no acordo anterior, liberando o caminho para a transferência das ações.

O novo pacto estabelece controle compartilhado entre Petrobras e o FIP. O acordo prevê consenso obrigatório em todas as deliberações do conselho de administração e da assembleia geral, além de direito igual de indicação de membros para o conselho e a diretoria estatutária pelas duas partes.

A Petrobras mantém sua participação de 36,1% no capital total da Braskem, equivalente a 47% do capital votante.

Do outro lado, o FIP Shine passará a deter 50,11% das ações ordinárias e 13,69% das ações preferenciais, representando cerca de 34,32% do capital total.

Em paralelo, as duas partes apresentarão proposta de um novo estatuto social para a Braskem.

Nova gestão já tem nomes

O plano é que um novo conselho e uma nova diretoria sejam eleitos já na assembleia de acionistas do dia 29 de abril. A tendência é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora, enquanto as diretorias de operação e comercial venham de indicações da Petrobras.

A presidência do conselho deverá ser indicada pela estatal — um dos nomes ventilados é o da atual CEO Magda Chambriard.

Helcio Tokeshi, futuro CEO da Braskem
Helcio Tokeshi, futuro CEO da Braskem (Ilustração: Daniela Arbex)

O novo CEO será Helcio Tokeshi, sócio da IG4, economista de formação e ex-secretário da Fazenda de São Paulo entre 2016 e 2018, com passagem pelo Banco Mundial. Mais recentemente, comandou a CLI, braço de logística portuária da gestora.

A diretoria financeira deverá ficar com Carlos Brandão, que liderou a Iguá Saneamento e foi CFO da Oi durante uma das maiores recuperações judiciais da história corporativa brasileira.

O tamanho do desafio

A nova gestão herda uma empresa sob forte pressão financeira. A dívida líquida da Braskem encerrou 2025 em US$ 7,5 bilhões, e o endividamento bruto corporativo soma US$ 9,4 bilhões.

Diante das dificuldades em honrar compromissos nos próximos meses, a tendência é que a empresa busque um acordo de suspensão de pagamentos (standstill) com a maioria dos credores, abrindo caminho para uma recuperação extrajudicial nos moldes da Raízen. Uma recuperação judicial ainda não está totalmente descartada.

A previsão é que a nova diretoria tome posse no fim de abril e já apresente um plano de reestruturação. Segundo fonte próxima à companhia, a mensagem aos credores é direta: “Nenhum credor vai levar a Braskem. Nem aqui no Brasil e nem no México.”

O contexto da operação

O contrato de compra judicial das ações foi firmado em 20 de abril entre o FIP Shine e a NSP Investimentos, subsidiária da Novonor. Todas as aprovações regulatórias necessárias já foram obtidas — antitruste do Brasil, México, Estados Unidos, União Europeia e o aval sob o Foreign Subsidies Regulation (FSR) da Comissão Europeia, concluído também em 20 de abril.

Restam pendentes as autorizações judiciais no âmbito da recuperação judicial da Novonor.

A IG4 também se comprometeu a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.

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Meta, Nike e Microsoft cortam milhares de vagas e mostram impacto da IA no mercado de trabalho

A corrida da inteligência artificial já começa a aparecer com mais força nas decisões de emprego de gigantes globais. Em movimentos anunciados nesta quinta-feira, 23, Nike, Meta e Microsoft detalharam mudanças em suas estruturas de pessoal enquanto aceleram automação, reorganização interna e investimentos bilionários em IA.

Os casos não são idênticos, mas apontam na mesma direção: a tecnologia deixou de ser apenas uma frente de crescimento e passou também a redesenhar estruturas de custo, operações e equipes.

Entre os números já confirmados, Nike e Meta somam 9,4 mil vagas afetadas.

A Nike anunciou o corte de 1.400 postos, menos de 2% de sua força de trabalho total, com impacto concentrado em funções de tecnologia dentro da equipe global de operações. Em mensagem aos funcionários, a empresa disse que está enxugando a estrutura e ampliando o uso de automação para ganhar velocidade, simplicidade e precisão.

A Meta, por sua vez, informou que vai cortar 10% da força de trabalho, o equivalente a cerca de 8 mil pessoas. Os desligamentos começam em 20 de maio, e a empresa também desistiu de contratar para 6 mil vagas abertas.

A justificativa é a busca por mais eficiência enquanto a companhia intensifica sua aposta em inteligência artificial, área em que tenta ganhar terreno diante de OpenAI, Google e Anthropic.

No caso da Microsoft, o movimento foi diferente, mas aponta para a mesma pressão. A empresa criou um programa de desligamento voluntário nos Estados Unidos para cerca de 7% de sua força de trabalho no país — o equivalente a quase 8,75 mil pessoas elegíveis, considerando a base de 125 mil funcionários nos EUA em junho de 2025.

Efeito IA

Não se trata, portanto, de um corte confirmado nessa magnitude, mas de uma iniciativa para reduzir despesas em paralelo à expansão acelerada dos investimentos em infraestrutura de IA.

A mensagem comum é que a inteligência artificial está alterando a equação financeira e operacional das companhias, inclusive fora do setor puro de tecnologia.

homem teclando em um notebook, com uma projeção virtual do chat gpt
Na Microsoft, o investimento em IA tem crescido; a empresa é uma das investidoras do ChatGPT Imagem: Bussarin Rinchumrus / iStock

Na Meta e na Microsoft, isso aparece de forma mais direta: as empresas tentam abrir espaço para bancar a conta cada vez maior de data centers, chips, nuvem e desenvolvimento de modelos.

Na Nike, o discurso é menos centrado em IA generativa, mas a lógica é parecida: mais automação, menos complexidade e estrutura mais enxuta.

Essa pressão já aparece também na escala dos investimentos. No mesmo dia em que anunciou o programa de desligamento voluntário, a Microsoft informou que vai investir US$ 18 bilhões em nuvem e infraestrutura de IA na Austrália. A empresa já havia anunciado um pacote de US$ 10 bilhões ao longo de quatro anos no Japão.

Na Meta, o foco de Mark Zuckerberg segue sendo reforçar a posição da companhia em inteligência artificial, inclusive com novas ferramentas internas e reforço no desenvolvimento de modelos.

Se antes a promessa da IA estava concentrada no potencial de criar produtos e abrir novas receitas, o que Nike, Meta e Microsoft mostram é que ela também já está servindo para justificar enxugamento, automação e reconfiguração do trabalho.

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O desafio dos VCs com o êxodo de empreendedores para os EUA

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O apresentador Luciano Huck encerrou sua participação recente em um painel do evento Brazil At Silicon Valley com um apelo: “Come back”, disse ele — ou “voltem para casa”.

O pedido foi feito à plateia e aos jovens brasileiros que estudam em universidades como Stanford e Berkeley, nos Estados Unidos, e que organizaram a conferência no início de abril na Califórnia. Huck foi aplaudido efusivamente.

O comentário reflete uma mudança que começa a se impor no ecossistema de tecnologia brasileiro, com consequências para o mercado de venture capital e os fundos que operam no Brasil.

Depois de um longo período no qual “mantra” das startups fundadas por brasileiros era construir soluções locais para problemas locais, agora o eixo parece se deslocar na direção do Vale do Silício.

Um novo grupo de empreendedores, especialmente de segunda ou terceira viagem, tem preferido fundar e construir suas empresas de tecnologia a partir dos Estados Unidos, onde seus negócios já nascem com ambições globais.

“Percebemos isso e não é de agora, mas esse movimento ganhou um novo ritmo nos últimos seis meses, com muitos empreendedores falando que estão se mudando para o Vale e que irão construir o seu próximo negócio nos Estados Unidos”, afirma Renato Valente, cofundador da Iporanga Ventures.

⇒ Leia a reportagem: Êxodo de empreendedores do Brasil para o Vale do Silício impõe desafio a fundos de VC

Vista aérea de São Francisco, na Califórnia, que abriga um dos escritórios do fundo de VC Benchmark

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (23), à medida que as negociações de paz no Oriente Médio permanecem em impasse. O petróleo voltou a subir acima de US$ 100 o barril.ㅤ

- Vendas da L’Oréal em alta. As ações da empresa saltaram até 9,8% em Paris, maior alta intradiária em quase 16 anos, após crescimento de 7,6% nas vendas do 1º trimestre, impulsionado por produtos profissionais e dermatológicos. O desempenho superou as vendas aquém do esperado na China.ㅤ

- Volume da Heineken sob pressão. A cervejaria registrou queda de 0,8% nos volumes no 1º trimestre, com fraqueza na Europa e nas Américas e desempenho inferior ao de concorrentes. Apesar de manter o guidance, a empresa enfrenta um ambiente mais desafiador, com custos elevados.ㅤ

- IA como motor de expansão. O Boston Consulting Group gerou 25% da receita com serviços de IA em 2025, impulsionando contratações e projetos com clientes. A receita cresceu 7%, em ritmo mais lento, enquanto a empresa aposta na IA como principal motor de expansão.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (22/04): Dow Jones Industrials (+0,69%), S&P 500 (+1,05%), Nasdaq Composite (+1,64%), Stoxx 600 (+0,35%), Ibovespa (-1,65%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

BofA eleva projeção para o Ibovespa e mantém recomendação de compra para Brasil

Citi mira mercado de US$ 5 trilhões com nova ferramenta de IA para a área de wealth

Apoiada pela Galapagos, Alvorada amplia a aposta no petróleo da Venezuela

• Também é importante: A nova era da empresa agêntica: Google Cloud avança na disputa pela IA corporativa | Maior vinícola da Austrália anuncia reorganização e vê recuperação de vendas à China

• Opinião Bloomberg: A nova ordem mundial fragmentada é um ataque à prosperidade econômica

• Para não ficar de fora: Novo CEO da Apple, Ternus vai enfrentar desafio de reter talentos em meio à transição

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A visão da Vamos para a locação de caminhões

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Com 52 mil caminhões e máquinas em sua frota, a Vamos vê espaço para crescer apesar da forte barreira cultural para locação de veículos pesados no país.

A empresa controlada pelo grupo Simpar aposta em uma estratégia que inclui principalmente o segundo ciclo de locação dos ativos para conquistar novos perfis de clientes. A companhia também trabalha para lançar contratos de aluguel de curto prazo.

“Os concorrentes da Vamos são os clientes que compram o caminhão. Nosso modelo de negócio vai crescer independentemente do cenário”, disse o CEO Gustavo Couto em entrevista à Bloomberg Línea.

Desde a abertura de capital da companhia em 2021, a Vamos passou de 150 clientes para mais de quatro mil atualmente. Segundo Couto, o mercado de locação de caminhões ainda é pequeno no Brasil, com cerca de três ou quatro competidores relevantes. “Temos quase 80% do mercado.”

⇒ Leia a reportagem: Aluguel de curto prazo e segundo ciclo de uso: o plano da Vamos para crescer

A companhia tem como grande aposta o segundo ciclo de locação dos ativos.

No radar dos mercados

As ações internacionais passaram a registrar alta depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou indefinidamente o cessar-fogo com o Irã, em um dia em que os investidores também se concentrarão em uma ampla lista de divulgação de resultados corporativos.

- Rússia limita venda de fertilizantes. País estendeu as cotas de exportação até dezembro à medida que o déficit global se aprofunda devido à guerra do Irã e às interrupções no Estreito de Ormuz. Produtores russos estão autorizados a exportar apenas 20 milhões de toneladas de fertilizantes até 30 de novembro.

- Possível M&A recorde de empresas de capital aberto. A Deutsche Telekom avalia uma combinação completa com seu braço americano, a T-Mobile, em um movimento que criaria um grupo multinacional de telecomunicações e se classificaria como o maior negócio público de fusões e aquisições de todos os tempos, segundo pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Bloomberg News.

- A aposta do Goldman em IA. Uma unidade do Goldman Sachs Asset Management investiu US$ 50 milhões na BLP Digital, uma empresa suíça de inteligência artificial que ajuda as empresas a automatizar processos financeiros, como faturamento e relatórios internos.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

Os mercados nesta quarta-feira (22)
🔘 As bolsas na segunda-feira (20/04): Dow Jones Industrials (-0,01%), S&P 500 (-0,24%), Nasdaq Composite (-0,26%), Stoxx 600 (-0,82%), Ibovespa (+0,20%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

BRB fecha acordo com a gestora Quadra para vender R$ 15 bi em ativos do Banco Master

Após compra da Serra Verde, USA Rare Earth busca mais aquisições em terras raras

Indicado por Trump para o Fed, Kevin Warsh diz que não será ‘fantoche’ do presidente

• Também é importante: Apple planeja resgatar a energia da era de Steve Jobs ao nomear John Ternus como CEO | Nove em cada dez consumidores na América Latina usam pagamento digital, diz Mastercard

• Opinião Bloomberg: Além do streaming: como Reed Hastings, da Netflix, revolucionou a cultura corporativa

• Para não ficar de fora: CEO do Goldman diz que recessão nos EUA pode estar a ‘um tuíte de distância’

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A expansão de um império do chá no Brasil

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Controlada pela Coca-Cola desde 2007, a Leão Alimentos e Bebidas vê espaço para dobrar de tamanho até o fim da década, de olho em um aumento do consumo de chás, o carro-chefe da empresa fundada há 125 anos em Curitiba.

A marca líder no mercado brasileiro iniciou um ciclo de investimentos em capex de R$ 100 milhões até 2030, sendo 60% destinados à modernização de equipamentos e 40% à ampliação da capacidade produtiva.

O novo investimento é aplicado depois de a empresa aplicar R$ 60 milhões nos últimos quatro anos na mesma estrutura.

“O Brasil tem um grande mercado promissor ainda a se desenvolver”, disse o CEO Marcelo Corrêa em entrevista à Bloomberg Línea.

⇒ Leia a reportagem: A Leão construiu um império do chá no Brasil. Agora planeja dobrar de tamanho

Vista aérea da unidade fabril da Leão em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba (PR):  empresa opera duas fábricas no Paraná e planeja investir R$ 100 milhões até 2030. (Foto: Divulgação/Leão)

No radar dos mercados

O petróleo operava em alta e derrubava os futuros de ações americanas e títulos do Tesouro dos EUA após um fim de semana turbulento no Oriente Médio lançar dúvidas sobre as perspectivas das negociações de paz antes de um prazo iminente de cessar-fogo.

- Petróleo em alta. O Brent subiu 6%, em direção a US$ 96 por barril, depois que a Marinha americana realizou a primeira apreensão de uma embarcação iraniana no Estreito de Ormuz. No fim de semana, o Irã interrompeu o tráfego pela via aquática menos de 24 horas depois de dizer que os navios podiam passar livremente.

- Emissões de títulos de emergentes. As ofertas de mercados emergentes voltaram a ganhar força. Neste mês, as emissões em dólares e euros de países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, já superam em cerca de 200% os volumes registrados em abril do ano passado, segundo dados da Bloomberg.

- Revolut mira IPO em dois anos. O CEO Nik Storonsky disse querer levar o banco digital à bolsa, mas não antes de 2028, estendendo o prazo de uma das ofertas mais aguardadas da Europa. “Daqui a dois anos”, disse Storonsky em entrevista a David Rubenstein, da Bloomberg TV.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na sexta-feira (17/04): Dow Jones Industrials (+1,79%), S&P 500 (+1,20%), Nasdaq Composite (+1,52%), Stoxx 600 (+1,56%), Ibovespa (-0,55%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Bancos credores da Raízen apresentam nova proposta de reestruturação, dizem fontes

Ganhos de US$ 4 trilhões: como as ações de tecnologia voltaram a impulsionar o S&P 500

De Delta a United, aéreas cortam voos e reduzem frotas com disparada do combustível

• Também é importante: Setor de relógios de luxo teme ‘tempestade perfeita’ com guerra e aumento de custos | Como Lucas Moraes aplica a filosofia de Buffett nos negócios e nas provas de rally

• Opinião Bloomberg: Copa do Mundo: preços elevados afastam torcedores. Mas ainda há esperança

• Para não ficar de fora: Trump flexibiliza restrições a drogas psicodélicas para tratamentos e pesquisas

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Da Itália, uma aposta na confeitaria caseira do Brasil

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Quando executivos do Irca Group chegam ao Brasil para conhecer o mercado local, o VP Plínio Freitas tem um ritual: leva-os a uma loja da Chocolândia, em São Paulo, um dos grandes varejos de ingredientes para confeitaria espalhados pelo país, e deixa a cena falar por si.

“A gente normalmente tem que trazer o pessoal lá de fora para mostrar, porque só explicando eles não conseguem entender”, disse Freitas, vice-presidente Latam da gigante italiana da confeitaria em entrevista à Bloomberg Línea.

O que esses visitantes encontram é um mercado que, apesar de ser um dos maiores do mundo, tem uma caraterística muito mais difusa e ligada à produção doméstica de doces do que o que se vê em outros países. É neste home baking que a empresa aposta no Brasil.

A multinacional italiana fundada em 1919 diz ter faturamento de cerca de € 1,5 bilhão ao ano e iniciou em 2025 a montar sua operação estruturada no Brasil, o que se formalizou no início deste ano.

A companhia é, por natureza, um negócio B2B, e fornece ingredientes para profissionais, nunca para o consumidor final. Mas o Brasil tem uma camada intermediária que não se enquadra facilmente nessa lógica.

“No Brasil, existe esse mercado informal que a gente chama de home baking, que é um profissional caseiro. Fica ali na zona cinzenta”, disse Freitas.

⇒ Leia a reportagem: Gigante italiana mira doces caseiros para ser ‘one stop shop’ da confeitaria no Brasil

Multinacional fundada em 1919 tem faturamento de cerca de € 1,5 bilhão ao ano e estreou sua operação estruturada no Brasil neste ano

No radar dos mercados

Os futuros dos EUA operam em alta nesta sexta-feira (17), diante do aumento das expectativas de que um acordo para encerrar a guerra entre os Estados Unidos e o Irã esteja próximo, o que leva investidores a assumir mais risco.ㅤ

- Futuro da guerra. O presidente Donald Trump disse que o Irã fez concessões relevantes para encerrar o conflito no Oriente Médio, enquanto um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah no Líbano ampliou as perspectivas de um acordo regional. O Estreito de Ormuz segue bloqueado.ㅤ

- Messi compra clube. O jogador adquiriu o Unió Esportiva Cornellà, equipe da quinta divisão da Espanha localizada na região metropolitana de Barcelona, onde iniciou sua trajetória no futebol europeu. Messi já atua no mercado imobiliário espanhol e deve ter participação futura no Inter Miami CF, onde joga atualmente.ㅤ

- Venda em negociação. A OnlyFans negocia vender uma participação minoritária para a Architect Capital em acordo que avaliaria a plataforma britânica em mais de US$ 3 bilhões. A Architect também trabalharia com a empresa no desenvolvimento de serviços e produtos financeiros voltados aos criadores de conteúdo.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (16/04): Dow Jones Industrials (+0,24%), S&P 500 (+0,26%), Nasdaq Composite (+0,36%), Stoxx 600 (-0,05%), Ibovespa (-0,46%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

ASA, de Alberto Safra, contrata ex-Citi para liderar private banking na América Latina

Da soja ao milho: a estratégia da Boa Safra para crescer no longo prazo, segundo o CEO

Transfero aposta em rede de orquestração para unificar pagamentos globais e blockchains

• Também é importante: Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bi e saída de Rubens Ometto, dizem fontes| América Latina lidera recuperação entre emergentes, e Goldman vê destaque para o Brasil

• Opinião Bloomberg: Nasa reacende ambição dos EUA pela Lua. Próximo passo depende de SpaceX e Blue Origin

• Para não ficar de fora: S&P 500 em patamar recorde e títulos pressionados: Wall St em meio à guerra no Irã

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A visão do Citi sobre a América Latina

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A escalada do conflito no Oriente Médio gerou turbulências nos mercados globais, mas a América Latina está em posição relativamente confortável para atravessar a turbulência e tem menos a perder que outras geografias.

É o que avalia Ernesto Revilla, economista-chefe para América Latina do Citigroup, em entrevista à Bloomberg Línea.

“Mesmo que o conflito com o Irã seja ruim para todos na economia global, a América Latina está relativamente bem posicionada em comparação com outras regiões, particularmente em relação à Ásia e à Europa”, disse Revilla.

Para Revilla, o momento abre também uma janela de oportunidade mais estrutural para a região.

Com os Estados Unidos se desacoplando de partes da Ásia e da Europa, e sem capacidade de produzir tudo internamente, a América Latina emerge como fornecedora natural — de commodities tradicionais, mas também de lítio, terras raras e produtos manufaturados.

⇒ Leia a reportagem: Citi vê oportunidades para a América Latina em meio ao choque do Oriente Médio

São Paulo: Distância geográfica do conflito e a estrutura produtora de petróleo de vários países da região estão entre os fatores de proteção para América Latina

No radar dos mercados

As ações globais operam em alta nesta quinta-feira (16) após uma projeção otimista da Taiwan Semiconductor Manufacturing impulsionar o setor de tecnologia, em meio ao otimismo de que EUA e Irã buscam estender uma trégua no conflito.ㅤ

- Barry Callebaut sob pressão. A moageira cortou seu guidance para o ano e agora projeta queda no lucro, pressionada pela forte baixa nos preços do cacau. Após a notícia, as ações caíram cerca de 15%, enquanto o CEO Hein Schumacher aposta em um plano de recuperação gradual ao longo do ano.ㅤ

- Crise no luxo. O CEO da Kering, Luca de Meo, quer mais do que dobrar a lucratividade do grupo, com foco em reverter o desempenho da Gucci, que ficou aquém das expectativas no primeiro trimestre. A meta inclui elevar a margem operacional e o retorno sobre o capital.ㅤ

- Ford suaviza discurso sobre China. Poucos dias após defender a exclusão de montadoras chinesas dos EUA, o CEO da empresa, Jim Farley, suavizou o discurso e afirmou que a empresa busca ampliar parcerias com fabricantes da China. Ele citou negociações com Geely e BYD e joint ventures já existentes no país.

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🔘 As bolsas ontem (15/04): Dow Jones Industrials (-0,15%), S&P 500 (+0,80%), Nasdaq Composite (+1,60%), Stoxx 600 (-0,43%), Ibovespa (-0,46%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Bemobi acelera virada para meios de pagamentos após aquisição da Paytime

Lula mira fim da escala 6x1 em ofensiva por voto de trabalhador

Tesouro emite € 5 bilhões em primeira dívida em euros desde 2014

• Também é importante: Durigan diz que guerra pode forçar BCs a agir: ‘os riscos vão muito além do Brasil’| Kalshi expande mercado de previsões de commodities em meio à volatilidade da guerra

• Opinião Bloomberg: Mythos, da Anthropic, amplia risco cibernético para empresas menos protegidas

• Para não ficar de fora: Mark Mobius, investidor pioneiro em mercados emergentes, morre aos 89 anos

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Para Vitacon, a Augusta é a nova Rebouças

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A incorporadora que não comprou terreno na Rua Augusta, em São Paulo, está prestes a perder a janela de oportunidade.

É essa a avaliação de Ariel Frankel, CEO da Vitacon, que atua no segmento de studios para alta renda e que está com quatro terrenos na via. A estimativa é que 80% das opções de áreas disponíveis já estejam comprometidas com projetos em andamento.

“A rua já está bem formatada para a mudança, que deve ficar mais visível conforme os prédios sejam entregues. [Antes] era uma via de passagem, que está se transformando na nova grande potência nobre da cidade”, afirmou Frankel em entrevista à Bloomberg Línea.

A expectativa do executivo é que a região tenha potencial de valorização semelhante ao que aconteceu na Avenida Rebouças após a mudança do Plano Diretor em 2014, o que permitiu maiores construções com incentivo a diversos usos, de residencial a serviços.

Já a Augusta foi incluída em uma revisão do mapa da Lei de Zoneamento em 2024, o que aumentou o potencial construtivo.

A Vitacon já tinha um empreendimento lançado na região antes da mudança no zoneamento. Com a alteração, a incorporadora aumentou a aposta na via, com outros três lançamentos no pipeline de 2026.

⇒ Leia a reportagem: ‘Efeito Rebouças’: Vitacon aposta na Augusta como novo eixo nobre de São Paulo

Empreendimento da Vitacon na Rua Augusta, em São Paulo (SP): incorporadora tem um prédio entregue e outros três lançamentos na região

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta quarta-feira (15), enquanto investidores aguardam a confirmação de uma nova rodada de negociações no Oriente Médio. O petróleo WTI sobe mais de 1%.ㅤ

- Conflito desafia BCs. O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, disse em entrevista à Bloomberg News que uma guerra prolongada no Irã poderia forçar os bancos centrais a agir para conter a inflação. No Brasil, cortes na Selic seguem cautelosos e dependem do impacto do conflito sobre a inflação e as expectativas.ㅤ

- Crise no luxo. As vendas da Gucci caíram 8% no 1º trimestre, quase o dobro do esperado, pressionadas pela guerra no Oriente Médio, que afetou o turismo e derrubou receitas na região. Apesar de mudanças na liderança e estratégia, investidores aguardam sinais de recuperação da principal marca do grupo.ㅤ

- Futuro da guerra. O presidente dos EUA disse que o fim do conflito com o Irã está próximo e que pode não ser necessário estender o cessar-fogo de duas semanas negociado após quase seis semanas de combates. “Poderia terminar de qualquer maneira, mas acho que um acordo é preferível”, disse ele à ABC News.

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🔘 As bolsas ontem (14/04): Dow Jones Industrials (+0,66%), S&P 500 (+1,18%), Nasdaq Composite (+1,96%), Stoxx 600 (+0,99%), Ibovespa (+0,33%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

JHSF paga US$ 160 mi pelo antigo Conrad de Punta del Este e reforça aposta no Uruguai

Fundo saudita amplia participação para 20% na Sadia Halal, joint venture com a MBRF

Copa do Mundo impulsiona mercado imobiliário em Miami com alta demanda latina

• Também é importante: Fabricante do Ozempic fecha parceria com a OpenAI para acelerar pesquisa de remédios| Credores da Raízen pedem até 90% da empresa em troca de dívida, dizem fontes

• Opinião Bloomberg: Bloqueio de Ormuz por Trump pode levar os EUA a uma guerra longa sem enfraquecer o Irã

• Para não ficar de fora: Menu de até R$ 3 mil: como é jantar no 1º restaurante três estrelas Michelin em SP

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O avanço do ‘banco’ da Totvs com o Itaú

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A Totvs tem ampliado sua aposta em serviços financeiros e caminha para transformar a Techfin, sua joint-venture com o Itaú Unibanco, cada vez mais em um banco digital para pequenas e médias empresas, integrado com suas soluções de tecnologia.

O braço financeiro da companhia de software de gestão (ERP), formado em 2023, se tornou sua terceira maior unidade de negócio, com uma oferta que vai de crédito para capital de giro e antecipação de recebíveis a serviços de pagamentos.

O plano agora é lançar novos produtos e serviços, incluindo uma conta digital, com a visão de que isso pode ajudar a atrair mais clientes - principalmente pequenas e médias empresas - que já fazem parte da base da Totvs.

“Este ano tem sido um marco transformacional porque nós, de fato, integramos três produtos importantes de crédito dentro do Proteus [sistema de ERP da Totvs]. Isso é muito disruptivo, não existe precedente hoje disso que estamos fazendo”, disse Mauro Wulkan, CEO da TechFin ERP Finance, em entrevista à Bloomberg Línea. “É o início deste banco dentro do ERP.”

⇒ Leia a reportagem: ‘Banco’ da Totvs com o Itaú, Techfin quer ampliar oferta de serviços financeiros no ERP

Techfin fechou o último trimestre de 2025 com carteira líquida de crédito em R$ 2,49 bilhões. (Foto: Divulgação/Totvs)

No radar dos mercados

As ações globais operam em alta nesta terça-feira (14) com Irã e EUA considerando uma nova rodada de negociações de paz, o que eleva as expectativas de um cessar-fogo mais duradouro no Oriente Médio. ㅤ

- Negociação na Raízen. Os credores pediram até 90% da empresa em troca de 45% da dívida, acima dos 70% propostos pela companhia, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram com a Bloomberg News. A Raízen enfrenta um prazo legal até 6 de junho para chegar a um acordo.ㅤ

- Eleição no Peru. Keiko Fujimori caminha em direção ao o segundo turno das eleições no país, em 7 de junho, com discurso de ordem e agenda pró-mercado. A apuração dos votos ainda está em andamento, e o adversário que enfrentará Fujimori ainda não está definido.ㅤ

- Impacto da guerra. O CEO do HSBC, Georges Elhedery, disse em entrevista à Bloomberg Television que o conflito no Oriente Médio já afeta a confiança dos clientes. O executivo vê impactos potenciais em commodities como petróleo, fertilizantes e metais, embora a saída de capital ainda seja limitada.

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🔘 As bolsas ontem (13/04): Dow Jones Industrials (+0,63%), S&P 500 (+1,02%), Nasdaq Composite (+1,23%), Stoxx 600 (-0,16%), Ibovespa (+0,34%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Oncoclínicas: Fleury encerra negociação e abre caminho para proposta da MAK Capital

FGC se recusa a conceder empréstimo ao BRB antes de saber perdas totais, diz fonte

Brasil lidera captação de ETFs de mercados emergentes listados nos EUA

• Também é importante: Inflação de alimentos volta a assombrar consumidor e pressiona Lula antes das eleições | ‘Nada será mais difícil do que construir uma marca nos EUA’, diz cofundadora do Nubank

• Opinião Bloomberg: Bloqueio de Ormuz por Trump pode levar os EUA a uma guerra longa sem enfraquecer o Irã

• Para não ficar de fora: Em carta, mais de 1.000 nomes de Hollywood se opõem a fusão entre Paramount e Warner

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O ‘store in store’ na Americanas pós-crise

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As lojas da Americanas são conhecidas há décadas por sua oferta de balas, bombons e chocolates. Nos últimos três anos, a venda dessas e outras guloseimas ajudou a rede de varejo brasileira a sobreviver depois da descoberta de uma fraude bilionária em 2023.

Agora, prestes a sair da recuperação judicial, a varejista quer que seus estabelecimentos sejam também outra coisa: o lugar onde marcas do momento montam “lojas dentro da sua loja”, transformando espaço ocioso em vitrine para terceiros.

Segundo o CEO Fernando Soares, que assumiu o cargo em outubro, o formato conhecido como store in store serve a dois objetivos: rentabilizar o metro quadrado e modernizar o mix de produtos.

“O primeiro objetivo é otimizar o nosso metro quadrado de loja, que é um metro quadrado com bastante fluxo. O segundo é a modernização de sortimento, o que pode complementar as categorias em que já estamos inseridos”, disse Soares em entrevista à Bloomberg Línea.

⇒ Leia a reportagem: Na Americanas, modelo ‘store in store’ vira aposta para rentabilizar lojas após crise

Loja da Americanas, em São Paulo: iniciativa foi batizada de “Projeto Galeria” busca atrair marcas parceiras para dentro dos estabelecimentos. (Foto: Maira Erlich/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações globais caem e o petróleo voltou a operar em forte alta nesta segunda-feira (13), após o presidente Trump ordenar o bloqueio do Estreito de Ormuz diante do impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã no fim de semana.ㅤ

- Petróleo em alerta. O petróleo tipo Brent subiu acima de US$ 103 o barril após o fracasso das negociações entre EUA e Irã e o avanço do bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz. Para Jorge Montepeque, da Onyx Capital, o petróleo poderia saltar para entre US$ 140 e US$ 150 o barril se a interdição for mantida.ㅤ

- Mudança de listagem da Wise. A fintech informou que está no caminho para transferir sua listagem principal de Londres para a Nasdaq em 11 de maio. A Wise também reportou receita trimestral acima do esperado. As ações subiram até 5,8% em Londres após o anúncio.ㅤ

- Novo CEO na Dolce & Gabbana. A companhia nomeou o ex-executivo da Gucci Stefano Cantino como co-CEO, em meio a mudanças na governança após a saída de Stefano Gabbana da presidência. A nomeação ocorre enquanto a grife negocia com credores o refinanciamento de € 450 milhões em dívida.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na sexta-feira (10/04): Dow Jones Industrials (-0,56%), S&P 500 (-0,11%), Nasdaq Composite (+0,35%), Stoxx 600 (+0,37%), Ibovespa (+1,12%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Após adiamentos, Aegea divulga balanço e registra alta de 21% da receita em 2025

Mercados da América Latina ganham status de ‘porto seguro’ com cenário global volátil

Governo vai permitir o uso do FGTS para quitar dívidas, diz ministro da Fazenda

• Também é importante: Mounjaro desponta no Brasil enquanto queda de patente do Ozempic acirra concorrência | Carlos Rodrigues leva cozinha francesa premiada em Brasília para São Paulo

• Opinião Bloomberg: Setor de luxo busca contornar os percalços da guerra e manter otimismo para 2026

• Para não ficar de fora: Derrota de Orbán, próximo de Trump e Putin, abre caminho para nova era na Hungria

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O foco da MRV nas capitais, segundo Rafael Menin

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A MRV busca acelerar seus projetos imobiliários nas regiões metropolitanas e espera que esses mercados de maior concentração populacional no Brasil se tornem cerca de 50% da operação da incorporadora, de acordo com o co-CEO Rafael Menin.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o executivo avalia que mudanças em planos diretores de grandes capitais têm levado a um movimento de “readensamento” dos centros urbanos, algo que favorece empresas como a MRV, voltadas para imóveis para o público de menor renda.

Historicamente, muitos empreendimentos de habitação social pelo Brasil foram construídos em áreas mais afastadas para manter as receitas e os custos equilibrados.

Novas regras e planos urbanísticos revisados agora permitem viabilizar projetos de moradia acessível em bairros mais bem localizados e já atendidos por serviços públicos e pelo comércio, o que pode ser “transformador” para as cidades brasileiras, na visão dele.

“São Paulo fez essas mudanças e o reflexo foi que as construtoras começaram a ter a capacidade de comprar terrenos centrais, que antes eram disputados só por quem queria lançar um produto para média e alta renda, e a dinâmica do mercado mudou por completo. Outras cidades como Belo Horizonte e Recife agora estão fazendo o mesmo”, afirmou o executivo.

⇒ Leia a reportagem: MRV foca em capitais e quer 50% do negócio em regiões metropolitanas, diz Rafael Menin

Rafael Menin, co-CEO da MRV&Co, no MRV Day em março de 2026

No radar dos mercados

Os futuros de ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta sexta-feira (10), enquanto investidores observam as negociações entre EUA e Irã em busca de sinais de que o cessar-fogo pode se manter.

- Tráfego em Ormuz. O presidente americano acusou o Irã de cobrar pedágios de navios no Estreito de Ormuz e exigiu que a prática pare, dizendo que isso viola o acordo de cessar-fogo. Enquanto isso, centenas de navios seguem retidos no canal e o tráfego permanece muito abaixo do normal.ㅤ

- Entregas da Airbus em queda. A companhia entregou 114 aviões no 1º trimestre, uma queda de 16% na comparação anual e o menor volume desde 2009. A meta de cerca de 870 entregas em 2026 é colocada em dúvida diante de entraves na produção e da guerra no Irã que impôs novos desafios ao setor aéreo.ㅤ

- Mudanças na Dolce & Gabbana. O co-fundador da marca, Stefano Gabbana, renunciou ao cargo de presidente da empresa enquanto avalia alternativas para sua fatia de cerca de 40% antes de negociações com credores. A empresa busca até € 150 milhões em novos recursos para refinanciar as dívidas.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (09/04): Dow Jones Industrials (+0,58%), S&P 500 (+0,62%), Nasdaq Composite (+0,83%), Stoxx 600 (-0,15%), Ibovespa (+1,52%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Oncoclínicas tem prejuízo de R$ 3,67 bi em 2025; auditoria alerta para risco de colapso

Mercado Pago reforça aposta em PMEs com maior apetite ao crédito e plataforma unificada

Bancos discutem mudanças no FGC após impacto do Master, segundo fontes

• Também é importante: Monashees abre escritório em São Francisco para ter acesso direto à onda de IA | MSD Saúde Animal mira maior uso de dados para ‘ouvir’ os bovinos e elevar eficiência

• Opinião Bloomberg: Guerra no Irã reconfigura cenário e vira aliada inesperada da China contra a deflação

• Para não ficar de fora: De volta ao ar: aeroporto da Venezuela ganha vida com recuperação econômica pós-Maduro

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O avanço da Liv Up em marmita caseira

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Quando Victor Santos saiu da faculdade e começou a trabalhar como analista no mercado financeiro, ele tinha um problema rotineiro: queria se alimentar bem em meio a uma agenda intensa, mas montar as próprias marmitas tomava tempo demais e o que via no mercado não parecia bom o suficiente.

“Essa dor não podia ser só minha”, disse Santos, CEO e cofundador da foodtech Liv Up em entrevista à Bloomberg Línea. Ali mesmo ele começou a estudar o setor de comidas prontas como uma opção de empreendedorismo. Isso foi em 2014, e a solução que ele encontrou para si mesmo virou um negócio em ascensão.

O mercado que ele mirava é amplo e inclui o setor de alimentação fora do lar, que movimenta cerca de R$ 450 bilhões por ano no país, segundo ele, e o segmento de pratos prontos congelados, que gira em torno de R$ 10 bilhões anuais, dominado historicamente por ultraprocessados.

Uma década depois, a aposta da Liv Up em marmitas de comida caseira congelada fatura R$ 270 milhões, cresceu 70% em 2025 e projeta chegar a R$ 1 bilhão antes de 2030.

⇒ Leia a reportagem: Liv Up cresce 70% em um ano com marmita caseira e mira faturamento de R$ 1 bi

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (9), à medida que o otimismo em torno do cessar-fogo entre EUA e Irã diminuiu após Teerã alertar que alguns termos do acordo haviam sido violados.ㅤ

- A visão da BlackRock sobre lucros. Helen Jewell, diretora global de investimentos da BlackRock, disse que as expectativas de lucros devem ser revistas para baixo devido ao impacto inflacionário da guerra no Oriente Médio. “O mercado está subestimando o nível de inflação”, disse em entrevista à Bloomberg News.ㅤ

- Novo patamar para o petróleo? O Goldman Sachs estima que o petróleo Brent pode superar o patamar de US$ 100 por barril se o Estreito de Ormuz permanecer fechado por mais um mês. Se a trégua entre EUA e Irã se mantiver e o fluxo for normalizado, o petróleo deve ficar na faixa de US$ 80–82 por barril.ㅤ

- Mercedes sob pressão. As vendas globais da montadora caíram 6% no primeiro trimestre, puxadas por um recuo de 27% na China, onde marcas locais ganham espaço no segmento de luxo. Na Europa, as vendas de elétricos cresceram, impulsionadas pelo novo CLA, parte da ofensiva de lançamentos da empresa.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (08/04): Dow Jones Industrials (+2,85%), S&P 500 (+2,51%), Nasdaq Composite (+2,80%), Stoxx 600 (+3,88%), Ibovespa (+2,09%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

‘Insider trading’? Apostas sobre cessar-fogo no Irã elevam pressão sobre plataformas

Mosaic vai paralisar fábricas de fertilizantes no Brasil após disparada do enxofre

Sobem ou descem? Ata do Fed aponta cenários opostos para juros diante da guerra no Irã

• Também é importante: Acordo do BTG Pactual para comprar o Digimais tem o apoio do FGC, segundo fontes | Com crédito em alta, argentinos se endividam para pagar contas, carros e até festas

• Opinião Bloomberg: Guerra altera status de Ormuz e impõe novo equilíbrio no comércio global de energia

• Para não ficar de fora: Anthropic, dona do Claude, começa a montar estrutura no Brasil, dizem fontes

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A alavanca da Riachuelo com megafábrica

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A fábrica da Guararapes, em Natal, deixou de ser vista como uma “pedra no sapato” para se tornar peça central na estratégia da Riachuelo e um dos principais motores da melhora nos últimos anos de margens e lucro da varejista de moda.

Essa mudança coincide com a chegada do CEO profissional André Farber, em maio de 2023, e com um redesenho mais amplo do negócio, que envolveu redução de estoques, reorganização da cadeia produtiva, revisão de portfólio e venda de ativos.

Nesse período, a empresa criou uma diretoria dedicada à área de supply chain, relançou marcas próprias - como o caso da marca focada em jeans Pool, ampliou a capacidade do parque fabril e concluiu a venda do Midway Mall, o maior shopping center de Natal, por R$ 1,6 bilhão, em dezembro do ano passado.

“O varejo de moda mudou muito nos últimos anos. Hoje não é só sobre custo, é sobre velocidade, qualidade, controle da cadeia e capacidade de responder rápido ao consumidor e às tendências”, disse o CEO André Farber em entrevista à Bloomberg Línea.

Os números do balanço da empresa ajudam a entender essa virada da empresa. O lucro líquido somou R$ 512 milhões, mais que o dobro do ano anterior. A trajetória marca uma mudança relevante em relação a 2023, quando a companhia operou com prejuízo de R$ 34 milhões.

⇒ Leia a reportagem: Na Riachuelo, megafábrica em Natal vira pilar da estratégia para recuperar as margens

No radar dos mercados

As ações globais operam em forte alta nesta quarta-feira (8), após o anúncio de um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã. O petróleo WTI cai mais de 16%, a US$ 94,25 por barril.ㅤ

- Guerra no Oriente Médio. O cessar-fogo entre EUA e Irã derrubou o petróleo e deu impulso aos ativos de mercados emergentes, que caminham para o melhor dia desde 2022. O índice da MSCI subiu cerca de 5% nesta manhã e acumula alta de 10% no mês. A continuidade do rali depende da estabilidade do acordo.ㅤ

- Revolut avança na Europa. A empresa abrirá uma sede em Paris para acelerar sua expansão na Europa. A fintech quer crescer de 7 milhões para 10 milhões de clientes na França até 2027 e contratar mais de 400 funcionários. O plano inclui obter licença bancária local para ampliar serviços como o crédito imobiliário.ㅤ

- Telefónica vende unidade. A companhia vendeu sua operação no México por US$ 450 milhões à Melisa Acquisition, em meio à forte concorrência da America Movil e da AT&T. A saída reforça a estratégia da Telefónica de reduzir presença na região. O negócio ainda depende de aprovação de órgãos regulatórios.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (07/04): Dow Jones Industrials (-0,18%), S&P 500 (+0,08%), Nasdaq Composite (+0,10%), Stoxx 600 (-1,01%), Ibovespa (+0,05%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Estados Unidos e Irã chegam a cessar-fogo horas antes do fim do prazo de Trump

Oncoclínicas adia pagamento a credores e Fitch rebaixa rating a nível pré-default

Bolsa segue barata, mas retomada depende de guerra, juros e eleição, dizem gestores

• Também é importante: Stellantis prepara produção de carros da chinesa Leapmotor no Brasil com motor flex | Temos 98% do mercado para conquistar, diz CEO da Brex após aquisição pela Capital One

• Opinião Bloomberg: OpenAI mira superapp de IA unificada, mas chave do IPO pode ser a união com a Microsoft

• Para não ficar de fora: J.P. Morgan revela ranking dos shoppings com mais vendas por metro quadrado do Brasil

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Polymarket busca novo aporte e pode valer US$ 15 bilhões

A Polymarket está buscando um novo aporte de US$ 400 milhões, segundo pessoas familiarizadas com as negociações, após ter captado US$ 600 milhões com avaliação de US$ 15 bilhões no mês passado.

O novo acordo elevaria o valor da startup de mercado de previsões, que era de US$ 9 bilhões no ano passado, quando a Intercontinental Exchange — controladora da Bolsa de Nova York — adquiriu uma participação de US$ 1 bilhão na Polymarket em um grande investimento. Ainda assim, a empresa agora vale menos do que sua principal concorrente, a Kalshi, que atingiu avaliação de US$ 22 bilhões em uma recente rodada de US$ 1 bilhão.

As plataformas de mercados de previsão têm registrado forte crescimento de volume negociado em contratos financeiros ligados a resultados de eventos como jogos esportivos, eleições e outros acontecimentos.

O investimento mais recente da ICE ocorreu após o grupo anunciar que planejava investir até US$ 2 bilhões na Polymarket. A ICE agora detém cerca de US$ 1,6 bilhão em participação e afirmou no mês passado que já “cumpriu suas obrigações” dentro do plano. Detalhes da captação foram divulgados inicialmente pelo The Information.

A Polymarket avalia se deve levantar os US$ 400 milhões adicionais com novos investidores mantendo a avaliação de US$ 15 bilhões — já incluindo o novo capital — ou esperar para buscar uma avaliação mais alta, segundo uma das fontes, que pediu anonimato.

A Polymarket e a ICE não comentaram.

Reguladores estaduais de jogos afirmam que os mercados de previsão deveriam ser regulados como apostas e tentam derrubá-los na Justiça. Já a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) defende que essas plataformas estão sob sua supervisão federal e podem operar nacionalmente.

A Polymarket está testando um novo aplicativo nos EUA, mas seu principal negócio ainda é uma plataforma internacional que não está disponível para clientes americanos.

Em março, o volume nominal negociado na Polymarket chegou a US$ 10,6 bilhões — seis vezes mais do que seis meses antes, segundo dados compilados por usuários no Dune Analytics.

Quem comanda a Polymarket

Fundada em 2020 por Shayne Coplan, a Polymarket nasceu da aposta de um jovem empreendedor do Upper West Side de Manhattan que abandonou a Universidade de Nova York para entrar no universo das criptomoedas e dos mercados de previsão. Coplan já havia tentado uma primeira startup no setor antes de criar a Polymarket, levantando cerca de US$ 4 milhões em uma rodada inicial com investidores como Naval Ravikant.

Desde o início, a visão era ambiciosa: transformar previsões em mercados globais onde qualquer pessoa pudesse apostar em eventos reais — de eleições a resultados esportivos — e, assim, “precificar a verdade”. Coplan chegou a afirmar a investidores que a empresa poderia se tornar um negócio de US$ 100 bilhões.

A trajetória, no entanto, foi marcada por forte tensão regulatória. A empresa enfrentou ações da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), foi multada e obrigada a restringir o acesso de usuários nos Estados Unidos, além de operar sob suspeitas constantes de violar regras de apostas e de combate à lavagem de dinheiro. Mesmo assim, cresceu rapidamente com usuários contornando restrições por meio de criptomoedas e VPNs.

Em novembro de 2024, a Polymarket chegou ao auge da pressão regulatória quando o FBI realizou uma busca na residência de Coplan em Nova York, em meio a uma investigação federal sobre possíveis violações de leis financeiras. Meses depois, o caso foi arquivado, marcando uma reviravolta para a empresa.

A ascensão recente da plataforma impulsionada por forte crescimento de volume, entrada de investidores estratégicos e até a aproximação de figuras políticas e do setor financeiro tradicional contrasta com as controvérsias sobre anonimato, possível manipulação de mercados e a dificuldade de distinguir entre informação, aposta e especulação.

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USA Rare Earth compra Serra Verde, mineradora brasileira de terras raras, por US$ 2,8 bilhões

A USA Rare Earth, empresa americana de terras raras listada na Nasdaq, concordou em adquirir a Serra Verde, mineradora brasileira, em uma transação que envolve dinheiro e ações, ampliando uma série recente de negócios no setor.

A empresa americana informou nesta segunda-feira (20) que pagará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá cerca de 126,8 milhões de ações para comprar a Serra Verde, que possui uma grande mina de terras raras no Brasil. A proposta avalia a companhia em aproximadamente US$ 2,8 bilhões, segundo comunicado.

A transação, prevista para ser concluída no terceiro trimestre, ocorre em meio à corrida dos Estados Unidos e seus aliados para garantir fontes alternativas de terras raras — um mercado há muito dominado pela China. Esses minerais são usados em ímãs de alta potência aplicados em eletrônicos de consumo, automóveis e sistemas de defesa.

O Brasil detém as maiores reservas de terras raras fora da China, e a Serra Verde é atualmente a única produtora desses metais no país. Sua jazida de Pela Ema contém elementos de terras raras leves e pesadas, principalmente neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, essenciais para a fabricação de ímãs utilizados em uma ampla gama de aplicações.

A recente onda de negociações destaca um movimento global para expandir a capacidade de produção de terras raras após a China ter ameaçado, no ano passado, paralisações industriais ao restringir exportações. Em janeiro, a Energy Fuels, dos EUA, fez uma oferta de US$ 299 milhões pela Australian Strategic Materials para construir uma cadeia de suprimentos integrada “da mina ao metal” para esses recursos críticos.

Da mina ao imã

A combinação entre a USA Rare Earth e a Serra Verde deve viabilizar a primeira cadeia integrada de terras raras “da mina ao ímã” fora da Ásia, reunindo ativos de mineração, separação, metalização e fabricação de ímãs nos Estados Unidos, no Brasil e em países aliados. A empresa combinada terá presença global, com operações também na Europa, incluindo França e Reino Unido.

A Serra Verde iniciou a produção comercial em sua mina e planta de processamento em 2024 e pretende elevar a produção anual para cerca de 6.500 toneladas métricas de óxidos de terras raras até o final do próximo ano. A companhia também avalia dobrar sua capacidade produtiva nos próximos quatro anos.

Como parte da estratégia, a empresa firmou um contrato de fornecimento de 15 anos para 100% da produção inicial com uma entidade apoiada por agências do governo dos EUA e capital privado. O acordo prevê preços mínimos garantidos para elementos críticos como disprósio e térbio, assegurando previsibilidade de receita e reduzindo riscos do projeto.

A Serra Verde também conta com um pacote de financiamento de US$ 565 milhões da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), voltado à expansão e otimização das operações no Brasil, reforçando o apoio institucional dos EUA ao desenvolvimento de cadeias alternativas de terras raras fora da China.

A operação em Goiás produz um carbonato misto de terras raras (MREC), com alta concentração de elementos pesados, considerados mais escassos e estratégicos, como disprósio e térbio.

A mina é um “ativo único e o único produtor fora da Ásia capaz de fornecer, em escala, os quatro principais elementos de terras raras magnéticas”, afirmou a CEO da USA Rare Earth, Barbara Humpton em comunicado.

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Posso pagar despesas pessoais com dinheiro da PJ para ‘escapar’ do IR sobre dividendos?

A cobrança de Imposto de Renda sobre dividendos, que começou a valer na virada do ano, abalou estratégias clássicas de planejamento tributário dos empreendedores.

Para reduzir o pagamento de impostos, é comum que empresas remunerem seus sócios com a distribuição de dividendos, que era totalmente isenta de IR até o fim de 2025. Só que a coisa mudou. Agora, quem recebe dividendos acima de R$ 50 mil por mês precisa pagar uma alíquota de 10% de IR.

Com essa mudança, uma estratégia alternativa – e controversa – voltou a ser falada nas rodas de empresários e em discussões em redes sociais: pagar despesas pessoais dos sócios com o dinheiro da PJ. É o uso de parte do dinheiro que seria retirado como lucro (via dividendo) para pagar contas dos sócios, reduzindo a tributação direta.

Só que fica a pergunta: é legal e regular transferir despesas pessoais para a empresa? E vale a pena?

Em poucas palavras, a resposta é não. Pode render autuação da Receita Federal, cobrança retroativa de impostos não pagos, multa e juros – além da exclusão da empresa de regimes tributários vantajosos, como o Simples Nacional.

Qual o risco de incluir despesas pessoais na conta da empresa?

As despesas pessoais dos sócios não são despesas operacionais para a empresa, ressalta Pedro Bresciani, especialista em planejamento tributário no Utumi Advogados. A manutenção do negócio não depende desses gastos – que deveriam ser sempre cobertos com recursos próprios, como o pró-labore (que é o “salário” dos sócios) ou os dividendos que eles recebem.

Se a Receita Federal identificar que houve essa prática, pode desconsiderar os lançamentos e entender que houve irregularidades, como omissão de receita e distribuição disfarçada de lucros. Ou ainda enquadrá-los como pagamento sem causa ou doação da empresa para o sócio.

Em um pagamento sem causa (ou sem comprovação) a um sócio, por exemplo, a alíquota do Imposto de Renda que deve ser retido fonte é de 35% – o que provavelmente não é feito por quem decide transferir despesas pessoais para a PJ para “driblar” o fisco.

Já em uma doação da empresa para o sócio, há a incidência de Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), com alíquota de até 8%, a depender do estado.

No caso de uma autuação da Receita Federal, tributos como esses que não tenham sido recolhidos podem ser cobrados retroativamente, além da incidência de multa e juros. Fora isso, segundo Bresciani, os valores ainda poderiam ser tributados pelo Imposto de Renda Mínimo, com alíquota que vai até 10%.

Como as despesas dos sócios afetam o lucro da PJ?

A transferência de despesas pessoais para a PJ impacta os resultados das empresas e de seus sócios de maneiras diferentes, a depender do regime tributário em que se enquadram.

Para as empresas do regime do lucro real, os impostos devidos (IRPJ e CSLL, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) incidem diretamente sobre o seu lucro efetivo – ou seja, receitas menos despesas. Por isso, quanto maiores as despesas a serem deduzidas das receitas, menor o lucro. E menor também o imposto que a empresa terá de pagar.

Incluir despesas dos sócios nas contas de uma empresa do lucro real, portanto, acaba reduzindo os impostos devidos pela própria empresa.

Quando um caso como esse é identificado pela Receita Federal, ela pode cobrar os tributos (IRPJ e CSLL) que deixaram de ser pagos porque o lucro foi “artificialmente” menor, além de juros (taxa Selic) e uma multa significativa (de 75% a 100%, nos casos gerais) sobre esses valores.

Já no regime de lucro presumido, as despesas dos sócios incluídas nas contas da empresa não reduzem diretamente os tributos devidos por elas, como no lucro real. Isso porque o IRPJ e a CSLL são calculados a partir de uma margem de lucro fixa, estabelecida pela Receita Federal e aplicada sobre o faturamento da empresa. Essa margem varia segundo o setor de atuação e pode chegar a 32%.

No Simples Nacional, ocorre algo semelhante.

Os impostos devidos pela empresa – e pagos em uma única guia, chamada DAS – são calculados sobre o faturamento, e não sobre o lucro. Por isso, também nesse caso, incluir despesas dos sócios nas contas da empresa não reduzirá o valor pago pela PJ.

Porém, tanto no lucro presumido quanto no Simples Nacional, essa manobra diminui o lucro efetivo do negócio. E ele é a base para a distribuição de dividendos aos sócios.

Se, adotando essa prática, os sócios conseguirem manter os dividendos abaixo do limite de R$ 50 mil por mês, podem “escapar” de pagar o novo IR na sua pessoa física.

Se isso for identificado pela Receita Federal, a prática poderia ser caracterizada como pagamento sem causa, distribuição indireta de dividendos ou doação da empresa para o sócio. E, então, vale a mesma lógica: o Fisco cobra retroativamente os impostos que não foram pagos, aplica multa e cobra juros. Em casos graves, pode excluir a empresa do Simples Nacional.

Os riscos na prática

A pedido do InvestNews, Bresciani, no Utumi Advogados, simulou um caso prático. O advogado partiu de um exemplo fictício de empresa enquadrada no regime de lucro real em que os sócios pagaram despesas pessoais no valor de R$ 240 mil em um ano.

Entenda três possíveis formas como essa manobra pode ocasionar riscos e cobranças adicionais.

1) Os impostos da empresa

Em uma fiscalização da Receita Federal que identificasse esse procedimento, a transferência de despesas poderia ser desconsiderada. Na prática, isso faria com que o lucro efetivo da empresa aumentasse – nesse caso, justamente em R$ 240 mil. Sobre esse valor, incidiria a carga de IRPJ e CSLL (34%), gerando uma tributação adicional de R$ 81,6 mil.

Esse valor ainda viria com acréscimos. Em geral, aplica-se uma multa equivalente a 75% sobre o imposto devido, segundo Bresciani, além de juros pela taxa Selic. Nesse exemplo, a multa seria calculada sobre os R$ 81,6 mil: o montante seria de R$ 61,2 mil. Isso aumentaria o valor final a pagar para R$ 142,8 mil, além da variação da Selic até o pagamento ser realizado.

2) O pagamento sem causa aos sócios

A Receita Federal também poderia entender que houve um pagamento (ou uma entrega de recursos) aos sócios sem comprovação da causa. Se assim fosse, estabeleceria a cobrança de Imposto de Renda de 35% na fonte, alíquota aplicada a esse tipo de pagamento.

“Esse pagamento é feito com reajuste da base, o chamado ‘gross-up‘, que acaba elevando a carga efetiva da cobrança”, diz Bresciani. No fim das contas, aplicando essa regra, só o imposto retroativo somaria cerca de R$ 129 mil – com os cálculos relacionados. E sobre esse valor ainda poderia incidir a mesma multa de 75%, elevando o valor final para R$ 226 mil.

3) A distribuição disfarçada de dividendos

A Receita Federal também poderia entender que houve uma distribuição “disfarçada” de dividendos para evitar superar o limite oficial de R$ 50 mil por mês isentos de Imposto de Renda.

Se, por exemplo, o sócio recebeu oficialmente R$ 30 mil em dividendos no mês, mas a distribuição indireta de lucros foi de mais R$ 22 mil no mesmo mês, isso totalizaria R$ 52 mil em lucros distribuídos – sujeitos, portanto, à alíquota de 10%.

Identificando isso, a Receita Federal poderia cobrar o Imposto de Renda não pago, que nesse caso seria de R$ 5,2 mil (10% em cima dos R$ 52 mil), calcula Bresciani. Fora isso, a multa de 75% sobre esse valor geraria um montante de R$ 3,9 mil a mais, elevando o total devido para R$ 9,1 mil.

O que é confusão patrimonial

A não separação efetiva entre os bens, direitos e obrigações da pessoa jurídica e dos seus sócios ou administradores é considerada uma confusão patrimonial, também chamada de confusão fiscal.

Isso ocorre quando contas pessoais são pagas pela empresa ou vice-versa, violando a separação patrimonial. Um grande risco dessa prática é que ela abre brecha para que credores atinjam o patrimônio pessoal dos sócios para quitar eventuais dívidas da empresa.

Um sócio que usa um carro registrado em nome da empresa para fins pessoais, sem compensar a empresa por isso, por exemplo, está cometendo essa prática. O mesmo acontece se o sócio pagar contas pessoais com o cartão da empresa.

No  Descomplica PJ, uma cobertura especial do InvestNews voltada para esclarecer dúvidas de empreendores, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro ao caixa da empresa. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre tributação, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br.

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DEFIS: perdeu o prazo da declaração do Simples Nacional? Saiba como regularizar sua empresa

O prazo para as empresas do Simples Nacional entregarem a DEFIS – Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais – terminou na última quarta-feira, dia 31 de março. Para quem deixou passar, fica a dúvida: o que fazer agora para regularizar a situação da empresa?

A pergunta tem implicações especiais neste ano. Pela primeira vez, quem atrasou a entrega ou enviou uma DEFIS com erros terá de pagar multa de, no mínimo, R$ 200. Mas os valores podem chegar à casa de milhares de reais dependendo do tempo de atraso e do faturamento da empresa (explicamos mais abaixo como calcular caso a caso).

O InvestNews dá a largada nesta terça-feira (7) a sua nova cobertura sobre tributação de empresas com a resposta para essa questão – e para muitas outras. O Descomplica PJ estreia em um momento decisivo para quem empreende. Com a reforma tributária em andamento e mudanças já começando a redesenhar a rotina fiscal das empresas, entender o que está por vir virou questão de sobrevivência.

Aqui no Descomplica PJ, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro ao caixa da empresa. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre como se preparar para esse novo cenário, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br. Acompanhando as reportagens, você se antecipa às mudanças e reduz o risco de ser pego de surpresa.

O que acontece com quem perdeu o prazo da DEFIS?

A DEFIS é uma declaração que informa à Receita Federal os dados econômicos e fiscais das empresas. É uma obrigação exigida das Microempresas (ME) e das Empresas de Pequeno Porte (EPP) inscritas no Simples Nacional, regime tributário simplificado que está completando 20 anos.

Para este ano há uma mudança importante, estabelecida em outubro de 2025 com a atualização das regras do Simples Nacional. Agora, deixar de entregar a DEFIS dentro do prazo dá multa.

Até o ano passado, o processo era era mais fácil – ou melhor, mais em conta. Não havia multa pelo envio da DEFIS fora do prazo. A “punição” para quem deixasse passar a data era outra: o empresário só poderia continuar a pagar os impostos mensais se a declaração do ano anterior tivesse sido entregue.

Ou seja, se perdesse o prazo, não poderia seguir pagando os impostos mensais obrigatórios e ficaria inadimplente com o Fisco.

É como se, uma vez perdido o prazo da DEFIS, em março de cada ano, o sistema em que os empreendedores informam o faturamento e emitem as guias de pagamento de impostos – o chamado PGDAS-D – “travasse”.

Quem deixou de apresentar a DEFIS na data certa poderá ser intimado pela Receita Federal a apresentá-la ou a prestar esclarecimentos, alerta Valdir de Oliveira Amorim, especialista da área de Imposto de Renda da IOB, plataforma com foco em legislação contábil, tributária e trabalhista. O mesmo vale para entregas com erros ou emissões.

Não há prazo mínimo nem máximo de atraso. Quem não enviou a declaração até 31 de março e deixou para 1º de abril já está sujeito a multas.

Qual é o valor da multa por atraso da DEFIS?

Mas qual é o tamanho da multa para quem atrasa a entrega da DEFIS, afinal? Funciona assim:

  • A multa por falta de entrega ou atraso é de 2% ao mês-calendário ou fração sobre o valor dos tributos informados na DEFIS, ainda que eles tenham sido integralmente pagos ao longo do ano.
  • Essa conta tem um limite: a multa pode chegar, no máximo, a 20% sobre os tributos. do total. Mas tem um detalhe: a multa mínima é de R$ 200.
  • No caso de erros ou omissões na DEFIS, a multa é de R$ 100 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.

Traduzindo o “juridiquês” de maneira prática com um exemplo. Imagine uma empresa do Simples Nacional que faturou R$ 3 milhões em 2025 e pagou R$ 300 mil em tributos ao longo do ano – para fins de cálculo, o cenário hipotético considerou uma carga tributária média de 10%.

A multa seria de R$ 6 mil se o envio da DEFIS atrasasse meros 15 dias. O valor corresponde a 2% aplicados sobre os R$ 300 mil pagos em imposto, que são a base de cálculo nesse caso.

Se em vez de 15 dias o empreendedor deixasse para enviar a DEFIS apenas em maio, com atraso de dois meses, a multa já subiria para R$ 12 mil. Isso porque a resolução do problema acabou passando para outro “mês-calendário” – que começa no dia 1° e termina no último dia do mês, diferente do “mês comercial”, que considera um período de 30 dias.

Há uma espécie de “bônus” para quem resolve logo a sua situação. Segundo a Receita Federal, as multas são reduzidas em 50% quando a declaração é apresentada espontaneamente – após o prazo oficial, mas antes de qualquer notificação por parte do fisco.

Mesmo assim, o valor mínimo da multa (de R$ 200) continua valendo. Ou seja, na prática, o “bônus” não se aplica se o valor da multa com desconto ficar abaixo de R$ 200.

Amorim, do IOB, destaca ainda que empresas do Simples Nacional com débitos tributários pendentes podem ser excluídas do regime, resultando na perda dos benefícios simplificados.

A Receita Federal costuma dar prazos (normalmente de 90 dias) para a regularização via pagamento ou parcelamento antes da exclusão definitiva do Simples, que ocorre em 1º de janeiro do ano seguinte.

Como regularizar a situação da empresa?

Se você perdeu o prazo e quer regularizar a situação da sua empresa, basta acessar o portal do Simples Nacional, no site da Receita Federal, com o certificado digital ou o código de acesso.

Busque por “Simples Serviços”, depois “Cálculo e Declaração” e, então, “PGDAS-D e DEFIS”. Nessa opção, você pode verificar o status das declarações por ano. Lá, a DEFIS pode ser preenchida e transmitida.

A multa por atraso na entrega é gerada automaticamente após a transmissão da declaração fora do prazo. O pagamento é realizado via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), emitido pelo próprio portal ou via e-CAC.

Para conferir se a pendência foi baixada, procure no menu a opção “Certidões e Situação Fiscal”.

Após a entrega da DEFIS, o sistema liberará a apuração do PGDAS-D (Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório) de março em diante. Esse sistema para optantes do Simples Nacional calcula os impostos unificados e gera o boleto (DAS) para pagamento.

O que exatamente é DEFIS e qual a diferença de IRPJ?

Embora ambas sejam obrigações fiscais anuais enviadas à Receita Federal, a DEFIS e o IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) têm características diferentes.

A DEFIS é exclusiva para empresas optantes pelo Simples Nacional e tem caráter informativo, reunindo dados como:

  • os ganhos de capital no ano anterior;
  • a identificação e o rendimento dos sócios;
  • a quantidade de empregados no início e no final do período da declaração;
  • a receita obtida com exportações;
  • o lucro contábil do ano anterior;
  • os tributos recolhidos;
  • entre outras.

No caso dessas empresas, o Imposto de Renda é recolhido previamente, todos os meses, por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). A alíquota paga nesse único boleto inclui tanto o IR quanto os outros impostos estaduais e municipais devidos por elas.

A DEFIS, aliás, substituiu a antiga DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) em 2012 para as micro e pequenas empresas. Ainda há quem confunda os nomes, mas, atualmente, só quem continua a entregar a DASN são os microempreendedores individuais (MEI).

Já a declaração de IRPJ é uma outra conversa. Ela se aplica a empresas enquadradas em outros regimes tributários, como os chamados lucro presumido e lucro real. Nesse caso, a declaração de IRPJ tem como objetivo apurar o imposto efetivamente devido sobre os ganhos do ano e informá-los à Receita Federal.

Então, se houver algum valor a ser pago após a declaração, o recolhimento é feito por meio do DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal).

Na prática, a DEFIS funciona como um relatório de informações para a Receita e não gera pagamento direto de imposto. Enquanto isso, o IRPJ representa tanto a apuração quanto a obrigação de pagamento do tributo, o que se reflete diretamente no caixa da empresa.

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DEFIS: perdeu o prazo da declaração do Simples Nacional? Saiba como regularizar sua empresa

O prazo para as empresas do Simples Nacional entregarem a DEFIS – Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais – terminou na última quarta-feira, dia 31 de março. Para quem deixou passar, fica a dúvida: o que fazer agora para regularizar a situação da empresa?

A pergunta tem implicações especiais neste ano. Pela primeira vez, quem atrasou a entrega ou enviou uma DEFIS com erros terá de pagar multa de, no mínimo, R$ 200. Mas os valores podem chegar à casa de milhares de reais dependendo do tempo de atraso e do faturamento da empresa (explicamos mais abaixo como calcular caso a caso).

O InvestNews dá a largada nesta terça-feira (7) a sua nova cobertura sobre tributação de empresas com a resposta para essa questão – e para muitas outras. O Descomplica PJ estreia em um momento decisivo para quem empreende. Com a reforma tributária em andamento e mudanças já começando a redesenhar a rotina fiscal das empresas, entender o que está por vir virou questão de sobrevivência.

Aqui no Descomplica PJ, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro ao caixa da empresa. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre como se preparar para esse novo cenário, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br. Acompanhando as reportagens, você se antecipa às mudanças e reduz o risco de ser pego de surpresa.

O que acontece com quem perdeu o prazo da DEFIS?

A DEFIS é uma declaração que informa à Receita Federal os dados econômicos e fiscais das empresas. É uma obrigação exigida das Microempresas (ME) e das Empresas de Pequeno Porte (EPP) inscritas no Simples Nacional, regime tributário simplificado que está completando 20 anos.

Para este ano há uma mudança importante, estabelecida em outubro de 2025 com a atualização das regras do Simples Nacional. Agora, deixar de entregar a DEFIS dentro do prazo dá multa.

Até o ano passado, o processo era era mais fácil – ou melhor, mais em conta. Não havia multa pelo envio da DEFIS fora do prazo. A “punição” para quem deixasse passar a data era outra: o empresário só poderia continuar a pagar os impostos mensais se a declaração do ano anterior tivesse sido entregue.

Ou seja, se perdesse o prazo, não poderia seguir pagando os impostos mensais obrigatórios e ficaria inadimplente com o Fisco.

É como se, uma vez perdido o prazo da DEFIS, em março de cada ano, o sistema em que os empreendedores informam o faturamento e emitem as guias de pagamento de impostos – o chamado PGDAS-D – “travasse”.

Quem deixou de apresentar a DEFIS na data certa poderá ser intimado pela Receita Federal a apresentá-la ou a prestar esclarecimentos, alerta Valdir de Oliveira Amorim, especialista da área de Imposto de Renda da IOB, plataforma com foco em legislação contábil, tributária e trabalhista. O mesmo vale para entregas com erros ou emissões.

Não há prazo mínimo nem máximo de atraso. Quem não enviou a declaração até 31 de março e deixou para 1º de abril já está sujeito a multas.

Qual é o valor da multa por atraso da DEFIS?

Mas qual é o tamanho da multa para quem atrasa a entrega da DEFIS, afinal? Funciona assim:

  • A multa por falta de entrega ou atraso é de 2% ao mês-calendário ou fração sobre o valor dos tributos informados na DEFIS, ainda que eles tenham sido integralmente pagos ao longo do ano.
  • Essa conta tem um limite: a multa pode chegar, no máximo, a 20% sobre os tributos. do total. Mas tem um detalhe: a multa mínima é de R$ 200.
  • No caso de erros ou omissões na DEFIS, a multa é de R$ 100 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.

Traduzindo o “juridiquês” de maneira prática com um exemplo. Imagine uma empresa do Simples Nacional que faturou R$ 3 milhões em 2025 e pagou R$ 300 mil em tributos ao longo do ano – para fins de cálculo, o cenário hipotético considerou uma carga tributária média de 10%.

A multa seria de R$ 6 mil se o envio da DEFIS atrasasse meros 15 dias. O valor corresponde a 2% aplicados sobre os R$ 300 mil pagos em imposto, que são a base de cálculo nesse caso.

Se em vez de 15 dias o empreendedor deixasse para enviar a DEFIS apenas em maio, com atraso de dois meses, a multa já subiria para R$ 12 mil. Isso porque a resolução do problema acabou passando para outro “mês-calendário” – que começa no dia 1° e termina no último dia do mês, diferente do “mês comercial”, que considera um período de 30 dias.

Há uma espécie de “bônus” para quem resolve logo a sua situação. Segundo a Receita Federal, as multas são reduzidas em 50% quando a declaração é apresentada espontaneamente – após o prazo oficial, mas antes de qualquer notificação por parte do fisco.

Mesmo assim, o valor mínimo da multa (de R$ 200) continua valendo. Ou seja, na prática, o “bônus” não se aplica se o valor da multa com desconto ficar abaixo de R$ 200.

Amorim, do IOB, destaca ainda que empresas do Simples Nacional com débitos tributários pendentes podem ser excluídas do regime, resultando na perda dos benefícios simplificados.

A Receita Federal costuma dar prazos (normalmente de 90 dias) para a regularização via pagamento ou parcelamento antes da exclusão definitiva do Simples, que ocorre em 1º de janeiro do ano seguinte.

Como regularizar a situação da empresa?

Se você perdeu o prazo e quer regularizar a situação da sua empresa, basta acessar o portal do Simples Nacional, no site da Receita Federal, com o certificado digital ou o código de acesso.

Busque por “Simples Serviços”, depois “Cálculo e Declaração” e, então, “PGDAS-D e DEFIS”. Nessa opção, você pode verificar o status das declarações por ano. Lá, a DEFIS pode ser preenchida e transmitida.

A multa por atraso na entrega é gerada automaticamente após a transmissão da declaração fora do prazo. O pagamento é realizado via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), emitido pelo próprio portal ou via e-CAC.

Para conferir se a pendência foi baixada, procure no menu a opção “Certidões e Situação Fiscal”.

Após a entrega da DEFIS, o sistema liberará a apuração do PGDAS-D (Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório) de março em diante. Esse sistema para optantes do Simples Nacional calcula os impostos unificados e gera o boleto (DAS) para pagamento.

O que exatamente é DEFIS e qual a diferença de IRPJ?

Embora ambas sejam obrigações fiscais anuais enviadas à Receita Federal, a DEFIS e o IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) têm características diferentes.

A DEFIS é exclusiva para empresas optantes pelo Simples Nacional e tem caráter informativo, reunindo dados como:

  • os ganhos de capital no ano anterior;
  • a identificação e o rendimento dos sócios;
  • a quantidade de empregados no início e no final do período da declaração;
  • a receita obtida com exportações;
  • o lucro contábil do ano anterior;
  • os tributos recolhidos;
  • entre outras.

No caso dessas empresas, o Imposto de Renda é recolhido previamente, todos os meses, por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). A alíquota paga nesse único boleto inclui tanto o IR quanto os outros impostos estaduais e municipais devidos por elas.

A DEFIS, aliás, substituiu a antiga DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) em 2012 para as micro e pequenas empresas. Ainda há quem confunda os nomes, mas, atualmente, só quem continua a entregar a DASN são os microempreendedores individuais (MEI).

Já a declaração de IRPJ é uma outra conversa. Ela se aplica a empresas enquadradas em outros regimes tributários, como os chamados lucro presumido e lucro real. Nesse caso, a declaração de IRPJ tem como objetivo apurar o imposto efetivamente devido sobre os ganhos do ano e informá-los à Receita Federal.

Então, se houver algum valor a ser pago após a declaração, o recolhimento é feito por meio do DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal).

Na prática, a DEFIS funciona como um relatório de informações para a Receita e não gera pagamento direto de imposto. Enquanto isso, o IRPJ representa tanto a apuração quanto a obrigação de pagamento do tributo, o que se reflete diretamente no caixa da empresa.

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Bill Ackman faz oferta de US$ 60 bilhões pela gravadora Universal Music

O investidor ativista bilionário Bill Ackman propôs uma oferta pela Universal Music Group, avaliando a empresa em cerca de US$ 60 bilhões — mais uma tentativa de assumir a maior gravadora do mundo. A Universal Music reúne alguns dos maiores artistas do mundo, como Taylor Swift, Bad Bunny, The Beatles, Bob Dylan, Kendrick Lamar, Elton John, Coldplay e Billie Eilish. Ela é uma das “três grandes” gravadoras globais, ao lado da Warner Music e da Sony Music, com mais de 30% do mercado mundial de música gravada.

A gestora de Bill Ackman, a Pershing Square Capital Management, controla mais de 4,5% das ações da Universal Music, quer combinar a gravadora com a Pershing Square SPARC Holdings, um veículo de aquisição criado especificamente para essa operação. A nova empresa seria sediada em Nevada e transferiria sua listagem principal de Amsterdã para a Bolsa de Nova York.

O negócio, se aprovado, pode ser concluído até o fim do ano. Ackman afirmou que a transação avaliaria a Universal Music em €30,40 por ação (cerca de US$ 35,15), o que implicaria um valor superior a US$ 63 bilhões.

Os acionistas que aceitarem a proposta receberiam uma combinação de dinheiro e ações — incluindo €9,4 bilhões em caixa — podendo optar inclusive por receber tudo em dinheiro ou tudo em ações. Em alguns cenários, investidores poderiam receber até €22 por ação em dinheiro.

A operação também prevê o cancelamento de cerca de 17% das ações da empresa, o que reduziria o valor patrimonial para cerca de US$ 58 bilhões após os pagamentos em dinheiro. A estrutura depende de premissas como valorização futura das ações, aumento de lucros e mudanças no balanço, incluindo cerca de US$ 5,8 bilhões em nova dívida e a venda da participação na Spotify Technology SA por aproximadamente US$ 1,6 bilhão.

Ackman argumenta que a ação da Universal Music tem sido prejudicada por fatores não relacionados ao desempenho operacional do negócio musical e que poderiam ser resolvidos com a transação.

Entre os principais acionistas estão o bilionário francês Vincent Bolloré, a Vivendi e a Tencent Holdings, que juntos detêm participação relevante e poder de voto. A proposta exige aprovação de dois terços dos acionistas — o que pode ser um obstáculo importante.

As ações da Universal Music Group chegaram a subir cerca de 13%, para aproximadamente US$ 21, mas ainda permanecem bem abaixo da avaliação proposta por Ackman. O valor de mercado gira em torno de US$ 38 bilhões, pouco acima do preço de referência de cerca de US$ 20,00 na abertura de capital em 2021.

A empresa tem sede operacional em Santa Monica, nos EUA, e sede corporativa em Hilversum, na Holanda. Foi listada na Euronext Amsterdam em setembro de 2021 após ser desmembrada da Vivendi.

Taylor Swift tocando violão branco em palco com vestido preto cintilante e microfone.
Taylor Swift Photographer: Terry Wyatt/Getty Images

Ackman já tenta investir na Universal Music desde 2021, quando tentou usar o veículo Pershing Square Tontine Holdings para adquirir uma participação, mas abandonou o plano após resistência de reguladores e investidores. Posteriormente, comprou cerca de 10% da empresa via seu hedge fund, integrou o conselho e depois deixou o cargo em 2025.

O veículo Pershing Square SPARC Holdings, utilizado na nova proposta, foi aprovado pela U.S. Securities and Exchange Commission (órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, equivalente à CVM no Brasil) em 2023 e funciona como uma alternativa aos SPACs tradicionais.

LEIA MAIS: Os shows estão cada vez mais caros. E agora é preciso também gastar com a viagem nos EUA

Diferentemente desses veículos, que captam recursos antes de definir uma empresa-alvo, o modelo SPARC permite que o investidor decida participar apenas depois que o negócio já foi identificado e estruturado, no caso, a aquisição da Universal Music Group, aumentando a transparência e reduzindo o risco para quem entra na operação.

Como parte do plano, Ackman também propôs um novo conselho de administração, incluindo Michael Ovitz, ex-presidente da The Walt Disney Company. Apesar do entusiasmo do investidor, analistas apontam que a aprovação depende fortemente do apoio dos principais acionistas, especialmente Bolloré e que, sem isso, a proposta pode não avançar.

Quem é Bill Ackman

Bill Ackman é um investidor bilionário americano e gestor de hedge funds conhecido por seu estilo ativista, no qual adquire participações relevantes em empresas para pressionar por mudanças estratégicas e destravar valor.

Fundador da Pershing Square Capital Management, ele ganhou notoriedade em Wall Street por apostas de alto impacto — tanto bem-sucedidas quanto controversas — e por seu envolvimento direto na gestão das companhias em que investe. Ao longo da carreira, Ackman se destacou por campanhas em empresas de grande porte e por sua disposição em assumir posições públicas firmes sobre governança e desempenho corporativo. Sua fortuna é estimada em cerca de US$ 8,5 bilhões em 2026, segundo o ranking Bloomberg Billionaires Index.

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A vantagem das startups brasileiras na era da IA

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Enquanto a inteligência artificial domina as manchetes e atrai volumes sem precedentes de capital, Kevin Efrusy — conhecido no Vale do Silício como um dos primeiros investidores do Facebook — segue um caminho diferente.

O investidor americano avalia que “febre” da IA em mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos, pode, paradoxalmente, criar um ambiente de investimento mais racional e menos superaquecido para empresas de outros setores na América Latina, que operam, muitas vezes, fora do radar de fundos globais.

“A IA é obviamente muito real e está impactando todos os setores de uma forma ou de outra. A atenção que ela recebe é certamente bem merecida”, afirma Efrusy em entrevista exclusiva à Bloomberg Línea.

“Mas, para mim, que invisto na América Latina há uma década, o fato de a atenção estar em outro lugar é fantástico. Porque ainda há empresas realmente importantes sendo construídas em outras áreas, e elas não serão completamente desintermediadas ou tornadas obsoletas pela IA.”

⇒ Leia a reportagem: Investidor que apoiou o Facebook em 2005 mira startups brasileiras fora da onda da IA

Pedestres em São Paulo: para Efrusy, ainda há empresas importantes sendo construídas em outras áreas, e elas não serão tornadas obsoletas pela IA. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam em alta nesta terça-feira (7), enquanto investidores aguardam o prazo do presidente Donald Trump para que o Irã aceite um cessar-fogo.ㅤ

- Guerra no Oriente Médio. O Irã manteve os ataques no Golfo mesmo após o ultimato de Donald Trump por um cessar-fogo. Os EUA ameaçam destruir a infraestrutura iraniana caso não haja acordo, enquanto Teerã promete retaliar e mantém as restrições no Estreito de Ormuz.ㅤ

- Horizonte para o cobre. O Goldman Sachs alerta que o metal pode voltar a cair se o bloqueio do Estreito de Ormuz persistir. O cobre acumula queda de 7% desde a escalada do conflito no Oriente Médio, apesar de ainda negociar acima do patamar considerado justo pelos analistas.ㅤ

- Universal Music em foco.A gestora de Bill Ackman propôs adquirir a Universal Music por cerca de € 56 bilhões. A proposta inclui pagamento em dinheiro e ações, e forçaria uma listagem nos EUA, algo que a UMG vinha adiando. A oferta depende do aval do principal acionista, Vincent Bolloré.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (06/04): Dow Jones Industrials (+0,36%), S&P 500 (+0,44%), Nasdaq Composite (+0,54%), Stoxx 600 (-0,18%), Ibovespa (+0,06%)

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🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Azul: após reestruturação, Alex Malfitani deixa cargo de CFO depois de quase 9 anos

Dimon, do JPMorgan, defende investimentos para ‘fortalecer’ a liderança global dos EUA

Marcelo Mindlin assume como presidente da InterCement após reestruturação de dívida

• Também é importante: Ex-trader vê onda de M&As de empresas em crise na Argentina. E quer lucrar com isso| OpenAI propõe fundo público e novas políticas para era da superinteligência artificial

• Opinião Bloomberg: IPO da SpaceX pode marcar nova fase de megaofertas. Mas história recomenda cautela

• Para não ficar de fora: Missão Artemis II leva astronautas ao ponto mais próximo da Lua em mais de 50 anos

Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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InterCement sob nova direção: sai Camargo Corrêa, entra o argentino Marcelo Mindlin

A InterCement, terceira maior cimenteira do Brasil, concluiu nesta segunda-feira (6) a segunda etapa de sua recuperação judicial. O movimento formaliza uma virada de controle: a Mover (antiga Camargo Corrêa) saiu definitivamente do capital da empresa.

No lugar, quem assume o controle é um grupo de investidores internacionais liderado pelo empresário argentino Marcelo Mindlin, fundador e presidente da Pampa Energía.

Em entrevista à Bloomberg, Mindlin disse que o negócio foi uma “oportunidade única na vida de adquirir participações de mercado tão significativas no setor de cimento em dois países simultaneamente”.

“Agora, nossa equipe de gestão pode se dedicar a fazer os investimentos que não foram feitos devido à situação financeira”, completou.

A LATCEM, veículo ligado a Mindlin, a gestora americana Redwood e a chilena Moneda passaram a concentrar as maiores participações na companhia.

Agora, Mindlin assume a presidência do conselho de administração tanto da InterCement quanto da Loma Negra – a maior cimenteira da Argentina e controlada pela InterCement.

O CEO das duas empresas, Sergio Faifman, foi mantido no cargo.

Na Argentina, a Loma Negra domina 45% do mercado local, com nove fábricas e capacidade de 10,2 milhões de toneladas. No Brasil, a InterCement tem 13% de participação no mercado, com 10 fábricas em operação e capacidade instalada de 16,3 milhões de toneladas.

Gráfico de participação de mercado de cimentos no Brasil: Votorantim 35%, CSN 21%, InterCement 14%, Outros 30%.

Recuperação judicial

A InterCement entrou em recuperação judicial no fim de 2024 com uma dívida de quase R$ 10 bilhões.

O plano de recuperação havia sido aprovado pelos credores em outubro de 2025 e homologado pela Justiça em dezembro do mesmo ano.

O plano previa que os credores convertessem suas dívidas em ações da empresa. Com isso, a Mover seria retirada do capital e os credores assumiriam o controle da InterCement.

Credores que aderissem à troca passariam a ter participação e direito a voto na companhia. Já quem optasse por não converter ficaria sujeito a prazos mais longos, períodos de carência e descontos elevados — em alguns casos superiores a 60%.

O consórcio liderado por Mindlin, então, passou a comprar as dívidas da InterCement com bancos credores que não tinham interesse em se tornar acionistas.

Loma Negra

Neste negócio, o ativo que mais interessa a Marcelo Mindlin é a Loma Negra. A InterCement detém 52,1% da companhia, enquanto o restante das ações está em circulação no mercado.

Listada na Bolsa de Nova York, a empresa é considerada a principal joia do grupo e já despertou o interesse de grandes nomes no Brasil.

Entre eles, Benjamin Steinbruch, controlador da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que chegou a negociar a compra da InterCement até pouco antes do pedido de recuperação judicial.

O investidor argentino

Marcelo Mindlin nasceu em La Carlota, no interior de Córdoba, em 1964.

Mindlin construiu reputação com um estilo repetido à exaustão: comprar em momentos de crise e transformar ativos depreciados em plataformas de crescimento.

Foi assim em 2016, quando comprou a Petrobras Argentina por US$ 875 milhões em meio à recessão e transformou-a em pilar da Pampa. O mesmo também ocorreu com a construtora IECSA, da família Macri, rebatizada como SACDE, que passou a disputar obras estratégicas como o gasoduto de Vaca Muerta.

Agora, aplica a mesma lógica ao cimento: usar a estratégia “loan-to-own” — comprar dívida para converter em controle acionário — e assumir a InterCement, dona da Loma Negra na Argentina e com presença no Brasil.

A família Corrêa

Fundada em 1939 por Sebastião Camargo e Sylvio Brand Corrêa como empreiteira, a Camargo Corrêa logo diversificou-se para outros setores. O cimento, insumo natural de suas obras, ganhou corpo com a criação da Camargo Corrêa Cimentos nos anos 1970.

Sob o comando da família Camargo, a empresa se expandiu por nove países, com dezenas de fábricas e milhares de empregados e adotou o nome de InterCement.

Mas a crise que atingiu o grupo da família de Sebastião Camargo após a Lava Jato tornou suas dívidas impagáveis. Uma tentativa frustrada de abrir o capital da InterCement deflagrou uma crise ainda maior.

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A estratégia da JBS frente às canetas emagrecedoras

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Guilherme Cavalcanti, CFO global da JBS, saiu da CAGNY, o maior encontro anual de analistas de consumo dos Estados Unidos, realizado em Orlando em fevereiro, com uma percepção: a proteína dominou a pauta de todas as empresas presentes.

No centro dessa virada estratégica, há um consumidor que come menos e que, principalmente, coloca a proteína no topo da lista de preferências, impulsionado por uma geração de medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, para emagrecimento, que está redesenhando hábitos alimentares em todo mundo.

Para Cavalcanti, um dos sinais mais concretos dessa mudança comportamental aparece nos preços. Desde a pandemia, a carne moída nos Estados Unidos subiu de US$ 4 para US$ 6,74 a libra [450 gramas]. O peito de frango saltou de US$ 3 para US$ 4. Em categorias tão sensíveis a preço, o esperado seria uma queda de demanda.

“O preço da carne nos Estados Unidos teve todo esse aumento, mas as pessoas não tiveram um decréscimo de demanda. Para mim, isso é uma evidência de que cortaram o consumo de outras coisas”, disse o executivo em entrevista à Bloomberg Línea.

⇒ Leia a reportagem: Das carnes às ’superproteínas’: a estratégia da JBS frente às canetas emagrecedoras

Medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, estão redesenhando hábitos alimentares em todo mundo. (Foto: Maria Magdalena Arrellaga/Bloomberg)

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA subiram, e o petróleo bruto caiu nesta segunda-feira (6) após divulgação de notícias sobre um possível cessar-fogo na guerra no Irã.

- Produção petróleo cresce. Membros da Opep+ planejam aumentar suas cotas de produção para maio em um movimento simbólico enquanto o conflito no Oriente Médio restringe a produção e os embarques de vários dos maiores membros da aliança. Acordo prevê aumentar as metas de produção em cerca de 206.000 barris por dia.

- Índia busca fertilizantes. Maior importador de ureia do mundo, o país pretende comprar cerca de 2,5 milhões de toneladas do principal nutriente agrícola enquanto o conflito no Oriente Médio interrompe a produção doméstica e limita a disponibilidade. A produção de arroz, milho e soja no país deve começar em alguns meses.

- Ouro ganha impulso. O metal precioso recuperou algumas perdas após relatos sobre um impulso diplomático para um cessar-fogo na guerra no Irã. O ouro reduziu algumas perdas e chegou a ser negociado perto de US$ 4.630 a onça, depois de cair até 1,6% mais cedo.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

Os mercados nesta segunda-feira (6)
🔘 As bolsas na quinta-feira (02/04): Dow Jones Industrials (-0,13%), S&P 500 (+0,11%), Nasdaq Composite (+0,18%), Stoxx 600 (-0,18%), Ibovespa (+0,05%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Europa aposta em robôs humanoides para se manter na corrida tecnológica global

Carros elétricos ganham força na América Latina. Brasil lidera vendas na região

Nova CEO da BP assume com desafio de simplificar operação e recuperar valor da empresa

• Também é importante: Famílias ricas do Reino Unido aceleram sucessão diante de alta no imposto sobre herança| Sem emprego, jovens britânicos recorrem ao serviço militar em busca de renda e futuro

• Opinião Bloomberg: Fim do boom dos tênis? Vendas da Nike decepcionam e sinalizam desafios de recuperação

• Para não ficar de fora: Na casa da chef: como Manu Buffara projetou Curitiba no mapa da gastronomia mundial

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A disputa dos bancos pela alta renda nos esportes

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Quando o jovem tenista João Fonseca ganhou ao lado do veterano Marcelo Melo no Rio Open o seu primeiro título de duplas em fevereiro, a primeira pessoa que encontrou ao se dirigir ao seu grupo próximo foi Guilherme Benchimol, o fundador e chairman da XP.

A cena, aparentemente casual, resume um movimento crescente no mercado financeiro brasileiro.

Grandes instituições têm ido além dos patrocínios tradicionais a torneios e clubes e passaram a investir em atletas e eventos como ferramentas estratégicas de acesso a clientes alta renda - muitos do quais hoje são praticantes amadores, além de fãs.

A tendência acompanha uma mudança de hábitos no país que prioriza um estilo de vida mais saudável, o que tem levado a um crescimento na prática por esportes.

Entre esses praticantes, está um perfil de cliente com quem a Av. Faria Lima têm muito interesse em dialogar - e ampliar as relações.

“O esporte virou uma plataforma muito eficiente de relacionamento, porque cria comunidade, pertencimento e experiências que são difíceis de replicar em outros ambientes”, afirma Ivan Martinho, professor de Marketing Esportivo na ESPM.

⇒ Leia a reportagem: Do ciclismo ao tênis: bancos ampliam a presença nos esportes na briga pela alta renda

A XP patrocinou o Rio Open pela primeira vez. Na edição deste ano, João Fonseca, apoiado pela marca, ganhou título de duplas ao lado de Marcelo Melo (Foto: Divulgação)

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (2), enquanto o petróleo volta a disparar, após o presidente dos EUA, Donald Trump, frustrar as expectativas de uma resolução rápida para a guerra no Oriente Médio.

- Guerra no Oriente Médio. Enquanto o presidente dos EUA prepara o terreno para uma saída da guerra contra o Irã, ele também ameaçou o país, em discurso na noite de quarta-feira (1), com novos ataques à infraestrutura caso não haja acordo. Teerã nega ter pedido cessar-fogo e mantém incertezas sobre as negociações.

- Incertezas com Labubu. As ações da Pop Mart recuaram mais de 30% nos últimos cinco dias, diante das dúvidas de investidores sobre a dependência da empresa em relação ao sucesso do personagem. Analistas apontam risco de um ciclo prolongado de baixa, com pressão sobre margens e revisões negativas de lucros.

- Ouro sob pressão. O metal precioso chegou a cair mais de 4% nesta manhã após o discurso de Trump na véspera trazer pouca clareza sobre o fim da guerra com o Irã e sinalizar possível escalada militar. A aversão ao risco persistiu, com alta do dólar e do petróleo diante das incertezas em torno do Estreito de Ormuz.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (01/04): Dow Jones Industrials (+0,48%), S&P 500 (+0,72%), Nasdaq Composite (+1,16%), Stoxx 600 (+2,50%), Ibovespa (+0,26%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Raízen propõe converter dívida em ações, e credores assumiriam fatia, dizem fontes

Kora Saúde, controlada pela HIG, avalia pedir recuperação extrajudicial, dizem fontes

Braskem avalia proteção judicial contra credores após piora financeira, dizem fontes

• Também é importante: Cade abre investigação contra 99Food por supostas práticas abusivas de concorrência| De garagem a império de US$ 4 trilhões em tecnologia: a trajetória da Apple em 50 anos

• Opinião Bloomberg: Troca de guarda no espaço: gigantes da história são ultrapassadas por Musk e Bezos

• Para não ficar de fora: Adeus, injeções? Pílula para perda de peso da Eli Lilly obtém aprovação nos EUA

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A expansão da Roche em diagnósticos

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Segmentação de público, automatização e inteligência artificial são alguns dos fatores que devem impulsionar o crescimento da Roche Diagnóstica em 2026.

O grupo suíço vê espaço para aumento de receita mesmo diante dos volumes já significativos de exames realizados todos os anos no país. No ano passado, o faturamento da divisão de diagnóstico da companhia alcançou R$ 1,5 bilhão.

“Estamos lançando muitas inovações. Neste ano, queremos crescer e alcançar R$ 1,7 bilhão”, disse o CEO da Roche Diagnóstica, Carlos Martins, em entrevista à Bloomberg Línea.

Aproximadamente 70% do faturamento da divisão no país é proveniente do setor privado, sendo o restante do poder público. Na avaliação de Martins, existe potencial para avanço da Roche Diagnóstica na rede de saúde pública do Brasil.

⇒ Leia a reportagem: Na Roche, área de diagnósticos já fatura R$ 1,5 bi. O CEO vê espaço para crescer mais

O grupo suíço vê espaço para aumento de receita mesmo diante dos volumes já significativos de exames realizados todos os anos no país. (Foto: Pascal Mora/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações globais operam em alta nesta quarta-feira (1º) após o presidente Trump afirmar que os EUA podem encerrar a guerra com o Irã em duas a três semanas.ㅤ

- Crise na Braskem. A empresa avalia recorrer à Justiça para se proteger de credores, segundo fontes que falaram à Bloomberg News. A Braskem enfrenta pressão de caixa, prejuízo de R$ 10,3 bilhões e incerteza sobre a sua continuidade, além de entraves na venda de controle para a IG4 Capital.ㅤ

- Novo valuation da OpenAI. A empresa atingiu US$ 852 bilhões em valuation após ter finalizado uma captação de US$ 122 bilhões. O aporte foi liderado por Amazon (US$ 50 bi), Nvidia e SoftBank (US$ 30 bi cada), com parte condicionada a IPO ou avanço em IA.

- LVMH sob pressão. As ações da dona de marcas como Louis Vuitton, Christian Dior e Tiffany caíram 28% no primeiro trimestre, pressionadas pela guerra no Oriente Médio e pela menor demanda no mercado de luxo. A queda já reduziu a fortuna de Bernard Arnault em US$ 55 bilhões no período.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (31/03): Dow Jones Industrials (+2,49%), S&P 500 (+2,91%), Nasdaq Composite (+3,83%), Stoxx 600 (+0,41%), Ibovespa (+2,71%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Guerra no Irã congela IPOs e deixa Wall St à espera de negócio salvador com a SpaceX

Mercado de US$ 31 trilhões dos Treasuries pode exigir intervenção, segundo o Barclays

Converse, da Nike, caminha para pior nível em 15 anos. E atrai interesse da Authentic

• Também é importante: Crise de caixa leva Oncoclínicas a remarcar tratamentos e negociar com fornecedor| Vale: negócio de metais básicos deve representar um terço da geração de caixa em 2035

• Opinião Bloomberg: Prosperidade ou desemprego? Impacto da IA vai depender das escolhas dos seres humanos

• Para não ficar de fora: Virgin retoma voos de turismo espacial por US$ 750 mil e busca expansão com SpaceShip

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O impacto da IA no coworking, segundo o CEO da IWG

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A International Workplace Group (IWG), plataforma global de coworking com marcas como Regus e Spaces, vive um momento de transformação.

Em 2025, a empresa assinou contratos para a entrada de 1.132 novos centros na rede e abriu 782, números que são maiores do que a companhia fez em seus primeiros 20 anos de operação.

A empresa, que tem o WeWork como um de seus principais concorrentes globais, encerrou o ano passado com receita de US$ 4,5 bilhões, alta de 4%, em relação a 2024, e aumento de 16% em espaços flexíveis, com 4.609 unidades em 120 países.

Para o britânico Mark Dixon, fundador e CEO da companhia, os números são apenas reflexo de uma mudança muito mais profunda: a forma como a inteligência artificial tem reorganizado o mercado de trabalho.

Em entrevista à Bloomberg Línea, Dixon disse que a IA criou um cenário paradoxal. Enquanto algumas empresas reduzem seus quadros, o impacto real será a explosão de startups e pequenos negócios.

“Antes levava um, dois, três anos para montar um negócio. Agora leva três meses. É muito mais fácil e mais eficiente. Você tem um plano de negócios em três dias e sai do zero”, afirmou o executivo.

“Haverá desemprego, mas também muito mais startups. Com mais negócios, vem mais emprego. Será um período volátil, mas o mundo segue em frente.”

⇒ Leia a reportagem: IA vai criar mais negócios que desemprego, aposta CEO da IWG, dona da Regus e Spaces

IWG, que tem o WeWork como um de seus principais concorrentes globais, encerrou 2025 com 4.609 unidades em 120 países. (Foto: Alberto Bernasconi/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações globais sobem nesta terça-feira (31) após uma notícia de que o presidente Donald Trump considera encerrar a campanha militar dos EUA contra o Irã.

- Sadara paralisa produção. Uma fábrica de produtos químicos da empresa saudita suspendeu a produção em meio aos impactos do conflito no Oriente Médio sobre cadeias de suprimento e energia. A paralisação, sem previsão de retomada, dependerá de fatores domésticos e internacionais, segundo a empresa.

- Unilever avança em venda. A empresa reportou que as negociações para vender a maior parte de seu negócio de alimentos por US$ 15,7 bilhões para a McCormick estão avançadas e um acordo final pode ser anunciado ainda nesta terça-feira. A Unilever informou que manterá 65% da empresa via estrutura isenta de impostos.

- Visão altista sobre o ouro. O Goldman Sachs mantém uma visão altista para o ouro e projeta o metal a US$ 5.400 a onça até o fim de 2026, apesar da recente queda. O banco cita compras de bancos centrais e cortes de juros nos EUA como suporte ao ativo, embora veja risco de recuo para US$ 3.800 no curto prazo.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (30/03): Dow Jones Industrials (+0,11%), S&P 500 (-0,39%), Nasdaq Composite (-0,73%), Stoxx 600 (+0,94%), Ibovespa (+0,53%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Vale quer expandir negócios com a Índia enquanto a China perde força

BC pode ampliar corte no 2º trimestre se guerra acabar, diz JPMorgan

Powell diz que inflação dos EUA está ancorada, mas alerta que guerra exige vigilância

• Também é importante: Princípio matemático de 800 anos pode marcar o fundo do índice S&P 500| Banco do Brasil estuda alívio a produtores rurais por impacto da guerra, diz fonte

• Opinião Bloomberg: Carta de Fink revela virada estratégica da BlackRock em meio a avanço nacionalista

• Para não ficar de fora: Ronaldo compra cobertura de US$ 8 milhões em Miami, ‘capital do futebol’ nos EUA

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A aposta da BWM na diversificação

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A BMW aposta na diversificação do portfólio para crescer no Brasil, em uma estratégia que inclui outras marcas do grupo – como MINI e Motorrad, de motocicletas de alta cilindrada.

A montadora alemã concluiu no ano passado um cronograma de 18 lançamentos de novos modelos no país e reserva outros produtos para 2026, em um momento de competição acirrada com a entrada de novas marcas chinesas no país.

“A oferta do mercado premium cresceu no Brasil, mas nós temos mais de 30 anos no país. Olhamos o que a concorrência está fazendo, mas sabemos muito bem o valor dos nossos carros”, afirmou a presidente e CEO do grupo BMW Brasil, Maru Escobedo, em entrevista à Bloomberg Línea, após um evento recente em São Paulo.

Um dos lançamentos previstos para este ano é o iX3, modelo 100% elétrico que promete uma nova geração de equipamentos e tecnologias.

⇒ Leia a reportagem: BMW aposta em diversificação para liderar o mercado premium no Brasil, segundo a CEO

BMW iX3 Neue Klasse: grupo registrou o sétimo ano de liderança consecutiva do mercado premium no Brasil em 2025 (Foto: Krisztian Bocsi/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações dos EUA operam em alta nesta segunda-feira (30), à medida que temores de que a guerra no Oriente Médio desencadeie uma desaceleração econômica acentuada levam traders a reduzir apostas em juros mais altos.

- Investidores ajustam foco. A correção do S&P 500 pode estar próxima do fim, mesmo com a guerra no Oriente Médio em andamento, segundo relatório de analistas do Morgan Stanley. Apesar disso, estrategistas alertam que altas de juros do Fed ainda representam ameaça relevante para as ações no curto prazo.

- Alumínio sob pressão. Ataques do Irã a centros de fundições no Oriente Médio deram impulso aos preços do alumínio e ameaçam provocar um choque global de oferta. A região é responsável por cerca de 9% da produção mundial e já enfrenta restrições logísticas, agravadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

- Ouro retoma trajetória. O metal avançou e retomou ganhos semanais com investidores aproveitando os preços mais baixos, apesar da escalada no Oriente Médio e das incertezas sobre juros e inflação. Nesta manhã, o ouro subía 1,3%, sendo negociado acima de US$ 4.500 a onça.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na sexta-feira (27/03): Dow Jones Industrials (-1,73%), S&P 500 (-1,67%), Nasdaq Composite (-2,15%), Stoxx 600 (-0,95%), Ibovespa (-0,64%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Euforia com Copa do Mundo nos EUA leva preço de Airbnb a até US$ 6.000 por noite

De polo automotivo a potência bélica: a virada industrial da Eslováquia com munições

Dependência digital: por que Meta e Google podem enfrentar o mesmo destino do tabaco

• Também é importante: Influencers de cruzeiros faturam até US$ 350 mil para romper imagem de viagem de idosos| Império invisível do café enfrenta nova era de preços voláteis e tenta se reinventar

• Opinião Bloomberg: BYD na F1: aposta bilionária busca prestígio além de estigma de ‘barata e eficiente’

• Para não ficar de fora: Da crise à virada: disciplina financeira e gestão salvaram o Aguzzo, que chega a 20 anos

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A nova geração de startups globais do Brasil

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Há uma mudança silenciosa acontecendo no ecossistema de startups brasileiro.

Enquanto a geração anterior de empreendedores debatia se deveria ou não se expandir para fora do Brasil, a nova onda de negócios começa a transitar por múltiplos países, competindo em outros mercados.

Uma pesquisa inédita da Endeavor quantifica essa transformação: 71% dos empreendedores brasileiros já iniciaram ou estão se preparando para expandir internacionalmente.

O dado é significativo porque revela uma mudança de mentalidade. Quando o Ebanx, hoje um conhecido unicórnio brasileiro se lançou em uma cruzada para processar pagamentos no começo da década passada, a startup era uma das poucas exceções, ao lado de negócios como a VTEX e Wellhub (ex-Gympass).

Agora, a nova geração de empreendedores busca a internacionalização de olho principalmente em um potencial de mercado e na demanda dos clientes.

“A nossa tese já começou pela missão de ajudar clientes internacionais a expandirem no Brasil e tínhamos que ir para fora para conseguir esses clientes”, afirma João Del Valle, co-fundador e CEO do Ebanx à Bloomberg Línea.

⇒ Leia a reportagem: Sem medo de ser global: nova geração de startups do Brasil acelera internacionalização

 Os Estados Unidos foram o primeiro destino de 63% das startups. (Foto: Marlena Sloss/Bloomberg)

No radar dos mercados

Uma recuperação das ações dos EUA desapareceu sob pressão com o aumento do petróleo, com os investidores cada vez mais preocupados em relação a uma guerra prolongada no Oriente Médio.

- Novartis compra Excellergy. A farmacêutica suíça concordou em adquirir a empresa de biotecnologia por até US$ 2 bilhões enquanto tenta fortalecer seu portfólio de tratamentos para alergias alimentares e outras condições imunológicas.

- Novo IPO de IA. A Anthropic considera a possibilidade de abrir seu capital em outubro, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News. Decisão da empresa de inteligência artificial reflete competição com a OpenAI pelo mercado de chatbots.

- Fed vê risco de inflação. Três autoridades do Federal Reserve expressaram sua crescente preocupação em relação às perspectivas econômicas dos EUA devido à guerra no Oriente Médio. Formuladores de políticas dizem que o aumento nos preços do petróleo mudou o equilíbrio dos riscos e tornou a a inflação uma preocupação maior do que o desemprego.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

Os mercados nesta sexta-feira (27)
🔘 As bolsas ontem (26/03): Dow Jones Industrials (-1,01%), S&P 500 (-1,74%), Nasdaq Composite (-2,38%), Stoxx 600 (-1,13%), Ibovespa (+0,69%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

JBS vê diversificação de produtos e de mercados como proteção contra ciclo do gado

Austeridade de Milei enfrenta teste com desaceleração econômica e menor arrecadação

Construtora centenária de Curitiba cresce 48% e busca deixar reestruturação para trás

• Também é importante: Nubank está entre os interessados em unidade de banco público português no Brasil | Frimesa aposta em escala e cooperativismo para dobrar receita a R$ 15 bi até 2032

• Opinião Bloomberg: ‘Homem do passado’: Lula encara desgaste político e se arrisca a repetir erro de Biden

• Para não ficar de fora: Pernod Ricard avalia aquisição da Brown-Forman, dona do Jack Daniel’s, dizem fontes

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Trump vai assinar o dólar e encerrar 165 anos de tradição nas cédulas mais famosas do mundo

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (26) que a assinatura do presidente Donald Trump passará a figurar nas cédulas de dólar, um feito inédito para um presidente americano em exercício.

As primeiras notas de US$ 100 com o nome de Trump e do secretário do Tesouro, Scott Bessent, serão impressas em junho. As cédulas de outros valores virão nos meses seguintes.

A decisão rompe uma convenção tão antiga quanto o próprio papel-moeda americano.

Desde 1861, quando o governo federal começou a emitir suas próprias cédulas, o dinheiro dos Estados Unidos carrega duas assinaturas: a do secretário do Tesouro e a do tesoureiro nacional. São dois cargos técnicos, não políticos. No Brasil, a lógica é semelhante: assinam as cédulas do real o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central.

Ao manter o presidente fora das cédulas, os Estados Unidos estabeleceram uma separação simbólica entre o chefe de Estado e o dinheiro que circula em seu nome. A legislação que rege a impressão das cédulas permite retratos apenas de indivíduos falecidos, e as assinaturas sempre pertenceram a funcionários do Tesouro, nunca ao ocupante da Casa Branca.

Trump rompe uma tradição de 34 ocupantes do cargo que assinaram cédulas ao longo de 165 anos. O Tesouro justificou a mudança como homenagem ao 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, celebrado neste 4 de Julho.

Personificação

O gesto se insere num padrão mais amplo do novo governo Trump. A troca de assinaturas é a mais recente de uma série de iniciativas do presidente para estampar o nome do presidente em edifícios, instituições, programas governamentais, navios de guerra e moedas, como lembrou o The Wall Street Journal.

O Kennedy Center, um dos principais espaços culturais de Washington, criado como memorial ao presidente assassinado John F. Kennedy, passou a carregar também o nome de Trump. O Instituto da Paz dos Estados Unidos foi renomeado.

Um painel federal aprovou o desenho de uma moeda de ouro comemorativa com o rosto do presidente, algo que, por tradição, só ocorre após a morte do homenageado. A exceção mais próxima é Calvin Coolidge, que apareceu numa moeda em 1926, no 150º aniversário do país.

Em seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump já havia testado o recurso: assinou pessoalmente os cheques de auxílio emergencial distribuídos aos americanos durante a pandemia de covid-19. A diferença agora é de escala e permanência.

Uma cédula de dólar circula, em média, por anos, dentro e fora dos Estados Unidos, e carrega consigo o peso simbólico da maior economia do mundo.

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Seleção brasileira: veja lista de convocados de Ancelotti para amistosos com França e Croácia

O técnico Carlo Ancelotti divulgou a lista de jogadores convocados da Seleção Brasileira para os amistosos contra a Seleção Francesa de Futebol e a Seleção Croata de Futebol. As partidas fazem parte da preparação da equipe para os próximos compromissos internacionais e para o ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026.

A convocação reúne atletas que atuam nas principais ligas da Europa, nomes consolidados da seleção e jovens que vêm ganhando espaço no futebol internacional. Entre os destaques estão Vinícius Júnior, Raphinha e o jovem atacante Endrick.

Veja abaixo a lista completa dos convocados.

Goleiros:

  • Alisson Becker – Liverpool
  • Bento Matheus Krepski – Al-Nassr
  • Ederson Moraes – Manchester City

(Alisson foi posteriormente cortado por lesão e substituído por Hugo Souza.)

Laterais

  • Wesley França – Roma
  • Alex Sandro – Flamengo
  • Douglas Santos – Zenit
  • Danilo Luiz da Silva – Flamengo

Zagueiros

  • Marquinhos – Paris Saint-Germain
  • Gabriel Magalhães – Arsenal
  • Bremer – Juventus
  • Roger Ibañez – Al-Ahli
  • Léo Pereira – Flamengo

Meio-campistas

  • Andrey Santos – Chelsea
  • Casemiro – Manchester United
  • Danilo Barbosa – Botafogo
  • Fabinho – Al-Ittihad
  • Gabriel Sara – Galatasaray

Atacantes

  • Endrick – Real Madrid
  • Igor Thiago – Brentford
  • Luiz Henrique – Zenit
  • Rayan Vitor Simplicio Rocha – Bournemouth
  • João Pedro – Brighton
  • Gabriel Martinelli – Arsenal
  • Matheus Cunha – Wolverhampton
  • Raphinha – Barcelona
  • Vinícius Júnior – Real Madrid

Novidades da convocação da seleção brasileira

A convocação de Carlo Ancelotti inclui alguns nomes que ganham espaço pela primeira vez ou retornam à seleção após boas temporadas em seus clubes. Entre as novidades estão Gabriel Sara, Igor Thiago, Rayan Vitor Simplicio Rocha e Léo Pereira.

Ao mesmo tempo, o treinador mantém a base com jogadores experientes como Casemiro, Marquinhos e Vinícius Júnior, considerados pilares da equipe.

Os amistosos contra França e Croácia servirão para testar formações, observar novos atletas e consolidar o grupo que deve disputar os próximos torneios internacionais.

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Seleções campeãs do mundo: todos os vencedores da Copa até 2022

Você sabia que apenas oito países já venceram a Copa em 22 edições desde que ela foi criada? As seleções de futebol masculino campeãs do mundo representam somente dois continentes. O time vencedor da Copa no Catar, a Argentina, que derrotou a França nos pênaltis na final, pertence a um desses continentes.

A seguir, confira quem foram os vencedores da Copa até o momento e quais deles tiveram a oportunidade de ganhar mais de uma vez, como o Brasil. Se você ama futebol, é hora de refrescar a memória!


Confira:

Quais são as seleções campeãs do mundo?

Em países em que o futebol é um esporte popular, participar do torneio vira questão de honra. Nesse quesito, o Brasil fez a lição de casa, porque, além de estar entre os campeões da Copa do Mundo, é o único país que participou de todas as edições

As seleções campeãs do mundo são:

  • Uruguai 
  • Itália
  • Alemanha 
  • Brasil 
  • Inglaterra
  • Argentina 
  • França 
  • Espanha

Confira, agora, qual foi o placar das partidas que definiram os vencedores da Copa e algumas curiosidades:

1930

O Uruguai sediou a primeira Copa do  Mundo e as 18 partidas foram feitas somente na capital Montevidéu. O time uruguaio foi à final contra a Argentina e venceu os vizinhos por 4 a 2. No dia seguinte, foi feriado no país para celebrar a conquista do título no primeiro campeonato. 

1934 

A Itália sediou a segunda Copa do Mundo e também se tornou campeã em casa, vencendo a antiga Tchecoslováquia (atual República Tcheca e Eslováquia) na prorrogação por 2 a 1. Os jogos foram transmitidos ao vivo pelo rádio para 12 países. 

O campeão Uruguai não disputou a Copa em retaliação à Itália, por ter se recusado a viajar e participar da primeira edição.

1938

A Itália se tornou bicampeã ao vencer a Hungria por 4 a 2. O Brasil foi o terceiro colocado. Pela primeira vez, um país asiático participou da Copa: as Índias Orientais Holandesas (Indonésia).

1950

Depois de um intervalo com as copas de 1942 e 1946 canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial, a retomada foi no Brasil.

Jogando em casa, a equipe brasileira conseguiu chegar até a final, que foi disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro, considerado o maior estádio do mundo na época. No entanto, o Uruguai conseguiu virar o jogo e se tornou bicampeão por 2 a 1.

1954

A Copa de 1954 marca o retorno da Alemanha, dessa vez como Alemanha Ocidental, à Copa desde o final da Segunda Guerra. Mesmo não sendo a favorita, os alemães venceram a Hungria de virada, por 3 a 2, marcando o gol da vitória já no fim da partida.

1958

A Copa de 1958 tinha uma dupla invencível de atacantes: Pelé e Garrincha, que levaram o Brasil à final, que venceu a anfitriã dos jogos, a Suécia, por 5 a 2. O Brasil foi o primeiro país a conquistar o título em um continente diferente

1962

Mais uma vez na final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1 na Copa no Chile. Garrincha estava suspenso da partida por conta de um cartão vermelho na semifinal. Mas até o presidente do Chile, Jorge Alessandri, solicitou que o atacante brilhasse na final e o pedido foi aceito.

1966

A Inglaterra venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2 na prorrogação. A Rainha Elizabeth II estava no estádio em Wembley e presenciou o país conquistar seu primeiro e único título até o momento.

1970

O Brasil se tornou tricampeão, vencendo a Itália por 4 a 1. O time brasileiro se consagrou no futebol mundial com jogadores como Pelé, Rivelino, Tostão e Carlos Alberto.

1974

A Alemanha Ocidental venceu a Holanda em casa por 2 a 1. A Copa foi marcada pela atuação marcante do jogador holandês Johan Cruyff e do alemão Franz Beckenbauer. 

1978

Em sua segunda final consecutiva, a Holanda perdeu novamente, desta vez para a dona da casa, a Argentina. Passaram-se 48 anos desde a primeira Copa do Mundo até que os argentinos levassem o título por 3 a 1.

1982

Depois de  uma semifinal disputada nos pênaltis entre Alemanha Ocidental e França, a seleção alemã venceu, mas não conquistou a taça Jules Rimet. A Itália venceu os alemães por 3 a 1 e se igualou ao Brasil com o tricampeonato na Copa da Espanha.

1986

A Copa do México foi do argentino Diego Maradona, que estava no auge de sua carreira e contribuiu para vencer a Alemanha Ocidental. A Argentina conquistou o título pela segunda vez.

1990

Alemanha e Argentina se enfrentaram novamente em uma final, mas dessa vez os alemães levaram a melhor por 1 a 0. O gol decisivo foi de um pênalti faltando menos de cinco minutos para terminar a partida.

1994

A final clássica entre Brasil e Itália, decidida nos pênaltis. O chute para fora do gol do italiano Roberto Baggio entregou o título ao Brasil, que conquistou o primeiro tetracampeonato entre os vencedores da Copa.

1998

Depois de um tetra, a expectativa sobre a seleção brasileira caiu por terra. Apesar do Brasil chegar à final com a França, a vitória foi de 3 a 0 para os franceses.

2002

Realizada pela primeira vez na Ásia e em dois países ao mesmo tempo, a Copa da Coreia do Sul e do Japão marcou também a vitória do Brasil pela quinta vez. A seleção brasileira venceu a Alemanha por 2 a 0.

2006

Com semifinais e uma final composta apenas de países europeus, a Itália venceu a França nos pênaltis e se consagrou tetracampeã. 

2010

Pela primeira vez a ser realizada no continente africano, a Copa na África do Sul também teve um estreante entre as seleções campeãs do mundo. A Espanha, que até então nunca havia passado das quartas de final, venceu a Holanda por 1 a 0 na prorrogação.

2014

Na segunda Copa do Mundo no Brasil, a final ficou entre a Alemanha e a Argentina. A partida foi decidida só na prorrogação, que deu vitória aos alemães por 1 a 0, sendo a primeira seleção europeia a ganhar o torneio no continente americano. 

2018

A França conquistou o bicampeonato na final contra a Croácia, vencendo por 4 a 2. O francês Kylian Mbappe foi o segundo jogador mais novo a disputar uma final, com 19 anos. 

O mais novo, até o momento, continua a ser o brasileiro Pelé, que jogou a final de 1958, na Suécia, com apenas 17 anos.

2022

A Argentina levou o tricampeonato na Copa do Catar, encerrando um jejum de 36 anos sem título, ao derrotar a França nos pênaltis. A partida encerrou em 3 a 3, na prorrogação.

Países que mais venceram a Copa do Mundo

Entre as oito seleções campeãs do mundo, somente seis conquistaram o título mais de uma vez. O Brasil é o único pentacampeão até o momento, enquanto Alemanha e Itália somam quatro vitórias cada.

O ranking dos países vencedores da Copa são:

  • Brasil: 5 vitórias
  • Itália: 4 vitórias
  • Alemanha: 4 vitórias
  • Argentina: 3 vitórias
  • Uruguai: 2 vitórias
  • França: 2 vitórias
  • Inglaterra: 1 vitória
  • Espanha: 1 vitória

A Alemanha participou das Copas de 1934 e 1938 como uma única seleção. Depois da Segunda Guerra, o país voltou a disputar o torneio somente em 1954, porém como Alemanha Odicental

A Federação Internacional do Futebol (FIFA), que é o órgão responsável pela realização da Copa, atribuiu as vitórias da antiga Alemanha Ocidental à atual seleção alemã. 

De todos os campeões da Copa do Mundo, somente a Itália não vai disputar o torneio no Catar este ano. Esta será a segunda edição que a seleção italiana não se classifica para o campeonato.

Países que nunca participaram da Copa do Mundo

A FIFA reconhece mais de 200 nações que podem ou não disputar o torneio. Cabe a cada uma escolher se candidatar para participar das eliminatórias e tentar se classificar para o torneio principal.

Alguns dos países que mais tentaram participar, mas nunca conseguiram são Luxemburgo, Curaçao, Zâmbia, Malta, Síria e Venezuela. Todos eles já se inscreveram em mais de dez edições do torneio.

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Henkel compra marca de produtos para cabelo Olaplex em acordo de US$ 1,4 bilhão e reforça portfólio premium

Henkel, multinacional alemã dona de marcas de consumo e produtos industriais como Schwarzkopf e Persil, anunciou a compra da Olaplex Holdings, empresa americana de cuidados capilares premium conhecida por tratamentos capilares baseados em tecnologia científica, por cerca de US$ 1,4 bilhão.

A companhia alemã pagará aproximadamente US$ 2,06 por ação, o que representa um prêmio de cerca de 55% em relação ao fechamento da véspera, embora ainda bem abaixo da avaliação de US$ 13,6 bilhões (US$ 21 por ação) no IPO da empresa em 2021.

As ações da Olaplex haviam fechado a US$ 1,33 em Nova York, dando à companhia valor de mercado de cerca de US$ 890 milhões. No pré-mercado, os papéis chegaram a subir mais de 50%, aproximando-se do valor da oferta.

A transação foi aprovada pelo conselho da Olaplex, e a gestora de private equity Advent International, acionista controladora, concordou em apoiar o negócio e deixará o investimento após a conclusão da operação. A empresa continuará operando sob a marca Olaplex, combinando sua forte presença direta ao consumidor na América do Norte com o alcance global da Henkel.

A Henkel vem acelerando aquisições em 2026. A companhia já comprou a marca norte-americana Not Your Mother’s, a empresa de revestimentos Stahl e tornou-se acionista majoritária da britânica Wetherby Laroc.

LEIA MAIS:

Segundo a empresa, a aquisição “marca mais um passo importante na estratégia de crescimento” e amplia o segmento de cuidados capilares como categoria central dentro da divisão de marcas de consumo. O movimento também busca dar escala e impulsionar o crescimento das unidades de adesivos e bens de consumo.

O negócio, que ainda depende de aprovações regulatórias, deve encerrar a trajetória da Olaplex como empresa listada, iniciada em 2021, quando uma onda de IPOs marcou o período da pandemia. Desde então, as ações da companhia despencaram diante da queda nas vendas e do aumento da concorrência.

A aquisição ocorre em meio a uma reorganização da Henkel, que vem se reposicionando para focar em marcas premium e de maior margem. A empresa concluiu, no fim de 2025, a fusão de suas operações de bens de consumo em uma única divisão, voltada a marcas de maior crescimento, além de vender seu negócio de marcas próprias na América do Norte.

O movimento também reflete uma tendência no setor. Concorrentes como Unilever e Reckitt Benckiser também disputam espaço no segmento premium de cuidados pessoais, ao mesmo tempo em que avaliam a venda de marcas de menor margem. A Unilever, por exemplo, vem reduzindo seu portfólio de alimentos e estuda a venda dessa divisão para a McCormick & Company, que adquiriu a divisão de alimentos da Reckitt em 2017.

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Petrobras anuncia nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, em poço exploratório perfurado no campo de Marlim Sul, 100% operado pela companhia.

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o poço 3-BRSA-1397-RJS está localizado a 113 km da costa de Campos dos Goytacazes (RJ), em profundidade d’água de 1.178 metros.

“O intervalo portador de petróleo foi constatado através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido. As amostras seguirão para análises laboratoriais, que permitirão caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos, possibilitando a continuidade da avaliação do potencial da área”, informou a Petrobras.

A estatal disse que perfuração foi concluída de maneira segura, com respeito ao meio ambiente e à segurança das pessoas. A empresa ressaltou que sua atuação na Bacia de Campos visa à recomposição das reservas em áreas maduras, assegurando sustentabilidade e contribuindo para atender à demanda nacional de energia.

O campo de Marlim Sul foi descoberto em novembro de 1987, pelo poço 4-RJS-382, e desde então é operado integralmente pela Petrobras.

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O plano da Espaçolaser para ir além da depilação

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A Espaçolaser quer crescer sem abrir novas lojas. Com 810 unidades no Brasil, a companhia estuda parcerias com outras marcas para entrar no universo de wellness, estética e beleza.

A movimentação foi confirmada pela CEO Magali Leite em entrevista à Bloomberg Línea e representa a principal alavanca de crescimento ainda não executada da rede de depilação a laser.

“A empresa se comprometeu a olhar parcerias estratégicas, a fazer combinação com outras marcas dentro desse espectro de saúde, estética, beleza, wellness”, disse Leite.

O movimento segue uma lógica comercial de aproveitar os espaços atuais e seus próprios consumidores atuais.

A Espaçolaser atende uma base de clientes fiel, de alto retorno e concentrada em shoppings de médio e alto padrão. Levar essa base para novos serviços, sem abrir novas lojas, é a equação que a companhia tenta resolver.

⇒ Leia a reportagem: Espaçolaser estuda parcerias em wellness para crescer além da depilação, diz CEO

Movimento representa a representa a principal alavanca de crescimento ainda não executada da rede de depilação a laser. (Foto: Bloomberg Línea)

No radar dos mercados

As ações globais caem nesta quinta-feira (26), após o Irã rejeitar a proposta de cessar-fogo defendida pelo governo Trump. O petróleo WTI sobe mais de 3%.

- Crise no luxo entra em uma nova fase. A Dolce & Gabbana iniciou negociações com credores após a queda da demanda global por luxo pressionar os lucros. A empresa, com cerca de € 450 milhões em dívidas, busca flexibilizar acordos enquanto trabalha com a Rothschild como assessora financeira.

- Novo patamar para o petróleo? Autoridades do governo Trump avaliam cenários extremos, incluindo o petróleo a US$ 200 o barril. A Casa Branca nega que esse nível esteja sendo considerado, enquanto mantém discurso de confiança na economia e nos mercados de energia. A alta recente do petróleo já pressiona inflação.

- Risco oculto nos mercados. O ex-CEO do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, alerta que o o acúmulo de ativos privados não vendidos nos balanços dos investidores é um sinal de que alguns podem estar supervalorizados. Segundo ele, quanto mais tempo sem crises, maior o risco de um ajuste mais amplo.

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🔘 As bolsas ontem (25/03): Dow Jones Industrials (+0,66%), S&P 500 (+0,54%), Nasdaq Composite (+0,77%), Stoxx 600 (+1,42%), Ibovespa (+1,6%)

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🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Guerra provoca corrida global por fertilizantes e expõe riscos de segurança alimentar

SpaceX mira até US$ 75 bilhões em IPO que pode bater recorde histórico, dizem fontes

Oncoclínicas: Fundo americano e credores ganham tempo antes de definição sobre sociedade

• Também é importante: Ingredion quer dobrar produção em planta no Brasil com milho como alternativa ao açúcar| Setor de vinhos se mobiliza contra discurso de que qualquer consumo de álcool é nocivo

• Opinião Bloomberg: Crise do petróleo e filas em postos viraram a melhor propaganda para carros elétricos

• Para não ficar de fora: Como uma trilha de dinheiro sujo da Venezuela ao Irã derrubou um banco suíço

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Disney enfrenta reveses com Fortnite e Sora na estreia do novo CEO

O novo CEO da The Walt Disney Company, Josh D’Amaro, mal completou uma semana no cargo e já viu duas apostas bilionárias em tecnologia enfrentarem dificuldades — uma delas praticamente desmoronando.

Na terça-feira (24), a Epic Games anunciou a demissão de 1.000 funcionários após novas versões de seu jogo de sucesso Fortnite não conseguirem engajar os fãs. A Disney havia anunciado, dois anos antes, um investimento de US$ 1,5 bilhão na Epic para criar um novo universo digital baseado em personagens e histórias da companhia.

Poucas horas depois, a OpenAI anunciou que vai encerrar o Sora, seu gerador de vídeos por inteligência artificial lançado com grande expectativa no ano passado. A decisão faz parte de uma reestruturação mais ampla, com foco em ferramentas de produtividade e programação, além de uma possível abertura de capital ainda neste ano.

O fechamento do Sora também implica o fim de uma parceria com a Disney, que previa um investimento de US$ 1 bilhão na OpenAI e o uso da tecnologia para criação de conteúdo. A empresa também descontinuará versões da ferramenta para desenvolvedores e retirará funcionalidades de vídeo do ChatGPT.

D’Amaro assumiu o cargo de CEO no lugar de Bob Iger em 18 de março. Na assembleia anual da empresa, no mesmo dia, ele apresentou sua visão de uma Disney mais conectada com os fãs, em parte por meio do uso de novas tecnologias. Segundo ele, o serviço de streaming Disney+ deve se tornar um portal para interação não apenas com filmes e séries, mas também com jogos e experiências.

Seu objetivo é “oferecer uma experiência mais conectada, personalizada e imersiva aos consumidores — onde quer que estejam e quando quiserem interagir conosco”.

As ações da Disney fecharam em queda de 1,6% na terça-feira.

O acordo com a Epic foi liderado por D’Amaro, que anteriormente comandava as áreas de parques temáticos, produtos de consumo e games da empresa. Ao anunciar a parceria, a Disney apresentou conceitos de um mundo online dentro do Fortnite que lembrava um parque temático. D’Amaro também passou a atuar como observador no conselho da Epic.

Em um memorando a funcionários e fãs, o fundador da Epic, Tim Sweeney, afirmou que a queda no engajamento do jogo levou a empresa a gastar mais do que arrecadava. Cortes de custos de cerca de US$ 500 milhões devem preparar a companhia para “grandes lançamentos no fim do ano”, disse, sem mencionar o projeto com a Disney.

A parceria com o Sora era vista como uma das iniciativas mais ambiciosas da Disney no uso de inteligência artificial. Anunciado há poucos meses, o plano previa permitir que fãs criassem vídeos curtos com mais de 200 personagens da companhia — incluindo franquias como Star Wars e Marvel — e até publicassem esse conteúdo no Disney+.

No entanto, o projeto enfrentava desafios. Internamente, havia dúvidas sobre a demanda e o alto consumo de recursos computacionais. Além disso, o lançamento inicial do Sora gerou controvérsias por questões de direitos autorais, levando a OpenAI a implementar controles para proteger conteúdos e propriedades intelectuais.

Após o fim do Sora, a Disney afirmou que o campo da inteligência artificial ainda é incipiente e evolui rapidamente, e que continuará buscando novas parcerias tecnológicas. A companhia agora pode recorrer a alternativas como Runway AI, Pika Labs e Google, que desenvolvem ferramentas semelhantes.

Enquanto isso, a OpenAI redireciona sua estratégia para competir com a Anthropic no mercado corporativo, priorizando ferramentas mais avançadas e sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma.

Para D’Amaro, o início de mandato mostra os desafios de apostar pesado em tecnologia em um momento de rápidas transformações no setor.

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CEO da Oncoclínicas vê cenários ‘com ou sem novos sócios’

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Com uma dívida bruta de R$ 4,8 bilhões, a Oncoclínicas tem buscado soluções para a sua delicada situação financeira independentemente do desfecho da possível parceria anunciada recentemente com o Fleury e o Grupo Porto.

A avaliação é do CEO Carlos Gil Ferreira, médico oncologista que assumiu o comando da companhia interinamente no início de março, em entrevista à Bloomberg Línea.

“Eu nem diria que a reestruturação operacional é o plano B. Esse é o plano A, ele está em curso neste momento”, afirmou. “A mudança da estrutura de capital é que está sendo tocada em paralelo.”

O executivo explica que a rede de tratamento oncológico já vinha trabalhando na renegociação da dívida com credores e na busca por eficiência operacional em cada uma das mais de 140 clínicas do grupo.

“Estamos nos preparando para um cenário de curto, médio e longo prazo, com ou sem novos sócios”, afirmou.

⇒ Leia a reportagem: Oncoclínicas se prepara para cenários ‘com ou sem novos sócios’, diz CEO

Com dívida bruta de R$ 4,8 bilhões, Oncoclínicas opera mais de 140 unidades no Brasil e CEO afirma não precisar de novos investimentos para crescer. (Foto: Divulgação/Oncoclínicas)

No radar dos mercados

As ações globais operam em alta nesta quarta-feira (25), e os preços do petróleo recuaram, enquanto o governo Trump indica que as negociações para acabar com a guerra no Oriente Médio estão em andamento.

- Eleições no Brasil. O o pré-candidato Flávio Bolsonaro ultrapassou o presidente Lula no segundo turno pela primeira vez, segundo pesquisa da AtlasIntel encomendada pela Bloomberg. O filho do ex-presidente aparece com 47,6% contra 46,6% de Lula, ainda dentro da margem de erro.ㅤ

- Efeitos da guerra no Oriente Médio. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que poderá agir de forma decisiva e rápida se o atual aumento nos custos de energia pressionar a inflação, enquanto avalia o choque causado pelo conflito. ㅤ

- MSD negocia compra da Terns. A farmacêutica americana está em tratativas avançadas para adquirir a empresa, segundo fontes que falaram à Bloomberg News. A Terns, empresa, avaliada em cerca de US$ 5,1 bilhões com dívida, desenvolve terapia contra leucemia. O acordo ainda não está fechado.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (24/03): Dow Jones Industrials (-0,18%), S&P 500 (-0,37%), Nasdaq Composite (-0,84%), Stoxx 600 (+0,43%), Ibovespa (+0,32%)

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🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Império de Tanure se desfaz em meio a investigação sobre laços com o Banco Master

Petrobras age contra alta do preço de combustíveis e eleva risco de escassez de diesel

Além do petróleo: choque global da guerra se espalha de cinema indiano a vinho italiano

• Também é importante: Após proposta de aquisição, CEO da Telecom Italia diz que setor precisa de escala | ‘Velocidade da China’ transforma setor auto global e desafia montadoras tradicionais

• Opinião Bloomberg: A China ficou de fora da guerra no Irã. Mas o conflito ameaça sufocar suas exportações

• Para não ficar de fora: HubSpot abre escritório no Brasil e mira maturidade digital do país para crescer com IA

Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Editor sênior, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)

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BHP projeta escassez de potássio, fertilizante-chave na agricultura, e busca contratos no Brasil

O mundo vai ter menos potássio do que precisa. Esse é o alerta da BHP, maior mineradora do planeta, que projeta uma oferta insuficiente do nutriente até 2035. 

O aviso chega em um momento particularmente delicado: a guerra no Irã já interrompeu rotas marítimas essenciais para o comércio de fertilizantes, e o Brasil, que depende de importações para quase tudo o que planta, está no centro da disputa por abastecimento.

“Esperamos um mercado apertado, com pressão significativa do lado da oferta”, reforçou Karina Gistelinck, diretora de potássio da BHP, em entrevista nesta terça-feira (24). A executiva está no Brasil para fechar contratos de longo prazo com compradores locais antes do início das operações de uma mina da companhia em Jansen, no Canadá.

Localizada na província canadense de Saskatchewan, este é o maior projeto greenfield de potássio no mundo. A operação deve começar em meados de 2027, atingindo 4,1 milhões de toneladas por ano em dois anos. Uma segunda fase levaria a produção a 8,5 milhões de toneladas no início da próxima década. 

Karina chamou o potássio de “o minério de ferro do futuro” para a BHP, em um sinal claro de que a companhia quer transformar o nutriente agrícola em um novo motor de receita, como fez com o minério que exporta da Austrália. 

A aposta, porém, não saiu barata: o custo estimado da primeira fase já subiu para US$ 8,4 bilhões, bem acima do previsto inicialmente.

Importância para o Brasil

O país responde por cerca de 20% da demanda global de potássio, mas produz uma fração ínfima do que consome. A dependência de importações supera 95% no caso do potássio – o fertilizante mais utilizado na agricultura brasileira, que representa cerca de 38% do consumo total de nutrientes.

Sem o potássio, plantas absorvem menos água, resistem pior a pragas e rendem menos na colheita – o que faz do mineral um dos três nutrientes básicos da agricultura moderna, ao lado do nitrogênio e do fósforo.

Em termos mais amplos, o Brasil importa mais de 85% de todos os fertilizantes que utiliza, uma fragilidade que o Plano Nacional de Fertilizantes, lançado em 2022, pretendia reduzir para 45% até 2050.

A guerra com o Irã tornou essa vulnerabilidade mais aguda. Cerca de um terço do comércio global de fertilizantes transita pelo Estreito de Ormuz, cuja navegação foi praticamente interrompida desde o início do conflito, no fim de fevereiro. 

Para o Brasil, o timing é particularmente ruim. O país está no período de planejamento de safra, e fertilizantes representam entre 30% e 35% dos custos totais de uma plantação. Embora o potássio não transite diretamente pelo Ormuz em grandes volumes (os principais fornecedores do Brasil são Canadá, Rússia e Belarus), o efeito cascata sobre os preços globais de fertilizantes atinge todos os nutrientes.

Iniciativas de produção doméstica ainda estão longe de alterar esse quadro. O projeto mais avançado, a mina de Autazes, da Brazil Potash, no Amazonas, tem investimento previsto de US$ 2,5 bilhões e capacidade para produzir 2,4 milhões de toneladas por ano — o suficiente para cobrir cerca de 17% da demanda atual. Mas a produção só deve começar em 2030, na melhor das hipóteses.

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Minha Casa Minha Vida passa a atender famílias com renda até R$ 13 mil mensais

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida ganhou novos teto salarial e valor máximo de imóvel que pode ser financiado dentro das taxas subsidiadas. Todas as quatro faixas foram reajustadas e o limite máximo de renda familiar mensal passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nesta terça-feira (24).

Com as alterações, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda mensal até R$ 3,5 mil. Na regra antiga, o teto era de R$ 2.850.

Já a Faixa 2 passou de R$ 4.700 para até R$ 5 mil, enquanto a Faixa 3 avançou de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil.

O mesmo incremento foi aplicado ao teto da Faixa 4, voltada à classe média. O limite subiu R$ 1 mil para R$ 13 mil.

Os valores máximos de imóveis que podem ser financiados no programa também subiu. A Faixa 3 teve um incremento de R$ 50 mil. Esse segmento vai atender aquisições de residências de até R$ 400 mil.

Na Faixa 4, o limite subiu R$ 100 mil e agora as famílias poderão comprar imóveis com valor de até R$ 600 mil.

A última grande mudança do programa ocorreu em abril do ano passado. Foi justamente a criação da Faixa 4 para atender famílias de classe média, que acabaram excluídas do crédito imobiliário no atual cenário de juros altos.

As taxas dos empréstimos não mudaram. A Faixa 1 continua com juros de até 4,25% ao ano. Na Faixa 2, as taxas vão até 7%, enquanto na 3, os custos podem alcançar 8,16% anuais. A Faixa 4 tem taxas de até 10,5% ao ano.

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O avanço do Google para a 'busca perfeita', segundo VP

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

O Google vive um “momento de expansão” em sua ferramenta de busca e em publicidade, impulsionado pela inteligência artificial e por mudanças no comportamento dos usuários, afirmou Dan Taylor, vice-presidente global de anúncios da companhia, em entrevista exclusiva à Bloomberg Línea.

Segundo o executivo, na empresa há 20 anos, as pessoas passaram a fazer perguntas mais longas e complexas, e a IA tem ajudado a entender melhor essas consultas e a melhorar tanto as respostas quanto à relevância dos anúncios exibidos.

O movimento, segundo ele, aproxima a gigante do sonho dos seus fundadores de criar um mecanismo de busca “perfeito”, capaz de “saber exatamente o que a pessoa está procurando”.

Os números mais palpáveis do movimento foram apresentados no balanço da Alphabet, holding do Google. As receitas do Google Advertising, que contabilizam dados da área de pesquisa, YouTube Ads e Google Network, fecharam o ano somando US$ 82,3 bilhões, alta de 13,56% sobre os US$ 72,5 bilhões registrados no período anterior.

“O melhor anúncio é uma resposta”, disse Taylor, que veio ao Brasil participar do Think With Google, evento anual da companhia para apresentar as novidades para clientes e o mercado publicitário.

⇒ Leia a reportagem: Mais perto da busca perfeita: Google vive expansão com IA e publicidade, diz VP global

Resultados do Google Advertising fecharam o ano somando US$ 82,3 bilhões (Foto: David Gray/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta terça-feira (24), pressionadas pela incerteza em torno da guerra no Oriente Médio e seus possíveis desdobramentos nos mercados.ㅤ

- Estée Lauder negocia compra da Puig. A aquisição criaria um gigante de cosméticos com cerca de US$ 20 bilhões em vendas e ampliaria o portfólio com marcas como Rabanne e Carolina Herrera. Os termos não foram divulgados, e a operação ocorre em meio a crescimento mais fraco da Puig.

- Nintendo reduz produção do Switch 2. A empresa informou que planeja fabricar 4 milhões de unidades no trimestre, abaixo dos 6 milhões previstos inicialmente. As vendas ficaram abaixo das expectativas durante as festas de fim de ano, sobretudo nos EUA. A companhia estuda lançar novos jogos para sustentar a demanda.ㅤ

- Revolut mira novo patamar. A receita da fintech foi de £ 4,5 bilhões em 2025, avanço de 46%, acima da expectativa, impulsionada por assinaturas e serviços de wealth. A empresa aposta na licença bancária no Reino Unido para expandir crédito e receitas com juros.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (23/03): Dow Jones Industrials (+1,38), S&P 500 (+1,15%), Nasdaq Composite (+1,38%), Stoxx 600 (+0,61%), Ibovespa (+3,24%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Mastercard tem impacto bilionário no Brasil com colapso do Master, dizem fontes

CSN obtém US$ 1,2 bi em empréstimo para reforçar caixa até venda de ativos

Fleury e Porto Seguro negociam entrada na Oncoclínicas; analistas apontam riscos

• Também é importante: China e Brasil flexibilizam exigências sanitárias e aliviam comércio bilateral de soja | Larry Fink defende investimentos para conter concentração de riqueza com IA

• Opinião Bloomberg: Fragmentação? Como um ciclo de nova desordem global ameaça a estabilidade econômica

• Para não ficar de fora: Embraer fortalece carteira de pedidos com nova geração de aeronaves, dizem analistas

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O plano da Renner para abrir até 60 lojas neste ano

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A Lojas Renner se prepara para acelerar sua expansão em 2026, com o plano de abrir entre 50 e 60 lojas, ante 34 no ano anterior, depois de apresentar um lucro recorde de R$ 1,5 bilhão em 2025.

A expansão é a mais ambiciosa dos últimos anos e, segundo o CEO, Fábio Adegas Faccio, ocorre depois que o grupo varejista identificou uma janela de oportunidade construída sobre infraestrutura dos anos anteriores.

“A empresa está ainda mais preparada para esses investimentos”, disse o CEO, em entrevista à Bloomberg Línea.

Segundo o executivo, os investimentos feitos entre 2021 e 2023 em tecnologia, dados e infraestrutura logística, quando boa parte do setor cortava gastos para quitar dívidas, agora produzem vantagem competitiva mensurável, o que permite a expansão mais acelerada.

⇒ Leia a reportagem: Renner acelera expansão de lojas e está ‘ainda mais preparada’ para investir, diz CEO

Lojas Renner registrou lucro recorde de R$ 1,5 bilhão em 2025 e acelera expansão para 2026, com plano de abrir entre 50 e 60 unidades. (Foto: Marcos Gouvea/Divulgação/Renner)

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta segunda-feira (23), com temores de uma possível escalada na guerra no Oriente Médio após EUA e Irã endurecerem a retórica.ㅤ

- O plano do UBS para a guerra. O CEO do banco, Sergio Ermotti, disse que a guerra no Irã pode levar a cortes táticos de investimentos, sem mudar a estratégia do banco. Apesar da volatilidade, o banco manterá investimentos em tecnologia e inteligência artificial para eficiência operacional, segundo o executivo.ㅤ

- Desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O Irã realizou novos ataques no Golfo Pérsico às vésperas do ultimato do presidente americano Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz. O conflito já causou mais de 4.200 mortes e danos graves a mais de 40 instalações de energia, pressionando cadeias globais.ㅤ

- Danone amplia aposta em proteína. A empresa concordou em comprar a Huel, de nutrição saudável. A aquisição reforça a estratégia de crescimento em produtos de alto teor proteico. Os termos do acordo não foram divulgados, e a operação ainda depende de aprovação regulatória.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na sexta-feira (20/03): Dow Jones Industrials (-0,97%), S&P 500 (-1,51%), Nasdaq Composite (-2,01%), Stoxx 600 (-1,78%), Ibovespa (-2,25%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

BTG Pactual suspende operações do Pix após identificar desvio de cerca de R$ 100 mi

Claro compra provedora de banda larga Desktop em negócio de R$ 4 bilhões

De resorts a fazendas próprias: o plano da Cacau Show para atingir R$ 20 bi em vendas

• Também é importante: Do clássico ao gosto brasileiro: como a Vinheria Percussi ajusta seu negócio há 40 anos | CEO da IOB investiu US$ 20 mi em vinícola com amigos na Argentina. Agora mira o Brasil

• Opinião Bloomberg: Chanel prova que o luxo ainda vende. Sobretudo quando o produto justifica o preço

• Para não ficar de fora: ONU associa redes sociais à piora da saúde mental de jovens, mais forte em meninas

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Bolsas da Ásia fecham em forte baixa com escalada da guerra no Oriente Médio

As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que entrou na quarta semana.

No sábado (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura de energia do país. Em resposta, Teerã ameaçou atingir a infraestrutura de energia e as instalações de dessalinização no Golfo caso Washington leve adiante o ultimato.

A intensificação das tensões no conflito impulsiona os preços do petróleo, que sobem entre 2% e 3% nesta madrugada.

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Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi tombou 6,49% em Seul, a 5.405,75 pontos, enquanto o japonês Nikkei caiu 3,48% em Tóquio, a 51.515,49 pontos, na volta de um feriado no Japão, o Hang Seng amargou queda de 3,54% em Hong Kong, a 24.382,47 pontos, e o Taiex cedeu 2,45% em Taiwan, a 32.722,50 pontos.

Na China continental, as perdas também foram expressivas: de 3,63% do Xangai Composto – a maior desde abril de 2025 -, a 3.813,28 pontos, e de 4,19% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.480,75 pontos.

Na semana passada, grandes bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed), o Banco do Japão (BoJ) e o Banco do Povo da China (PBoC), deixaram suas principais taxas de juros inalteradas, diante das incertezas sobre os efeitos da guerra na perspectiva global de inflação e crescimento.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 0,74% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.365,90 pontos.

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*Com informações de AE/Broadcast (Sergio Caldas)

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BTG Pactual suspende operações com Pix após identificar desvio de cerca de R$ 100 mi

O banco BTG Pactual (BPAC11) decidiu suspender as operações com o Pix neste domingo (22) depois de identificar movimentações atípicas em operações relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos, em um novo caso de ciberataque contra uma instituição financeira brasileira.

O ataque teria desviado cerca de R$ 100 milhões, de acordo com uma pessoa com conhecimento do assunto que falou à Bloomberg Línea.

A maior parte do valor já teria sido recuperada, e as equipes trabalhavam para recuperar a quantia restante, entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões, segundo a pessoa, que pediu anonimato por discutir informações privadas.

Leia também: Claro compra provedora de banda larga Desktop em negócio de R$ 4 bilhões

O banco afirmou que não houve acesso às contas dos clientes no episódio e que “nenhum dado de correntista foi exposto”, segundo posicionamento enviado à Bloomberg Línea neste domingo.

O Banco Central não se manifestou sobre o caso.

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O BTG Pactual afirmou que as atividades suspeitas foram identificadas pela manhã e que decidiu suspender as operações do Pix “por medida de precaução” enquanto investiga o caso.

O incidente é o mais recente em uma sequência de episódios de ataques cibernéticos contra empresas que atuam no setor financeiro.

Em julho do ano passado a prestadora de serviços financeiros C&M Software, que integra bancos ao sistema de pagamentos do Banco Central, sofreu um um ataque à sua infraestrutura tecnológica em uma ação que levou a um roubo estimado em mais de de R$ 1 bilhão na época.

Leia também: Investidores recorrem à cartilha de 2022 para avaliar impacto da guerra no Irã

Depois, em agosto, a Sinqia, empresa de banking as a service, que oferece serviços de tecnologia para o setor, também foi alvo de uma ação de cibercriminosos no ambiente Pix.

A companhia não detalhou na época quantos clientes foram afetados, nem informou os valores desviados na ação.

Depois dos episódios, o Banco Central adotou medidas para que os participantes do sistema do Pix adotassem mecanismos para identificar movimentações atípicas em tempo real.

Mais recentemente, no fim de janeiro, o Banco do Nordeste também identificou um incidente cibernético na infraestrutura das transações do Pix, e suspendeu as operações diante do caso.

Leia também

Da falência à elite: o modelo de negócios que levou este clube italiano à Série A

© Tuane Fernandes

Sede do BTG Pactual, em São Paulo: o banco afirmou que não houve acesso às contas dos clientes no episódio e que “nenhum dado de correntista foi exposto. (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)
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Claro paga R$ 4 bilhões pela Desktop e acelera consolidação da fibra óptica no interior

A Claro anunciou a compra do controle da Desktop, maior provedor de internet por fibra óptica do interior de São Paulo, por R$ 4 bilhões. O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), além de uma assembleia extraordinária de acionistas.

A operadora mexicana pagará R$ 20,82 por ação pela fatia de 73% da Desktop que estava nas mãos dos controladores — um prêmio de 45% sobre os R$ 14,40 do fechamento de sexta-feira (20). Os R$ 4 bilhões representam o valor total da empresa, incluindo suas dívidas. Descontado o endividamento de R$ 1,59 bilhão, o que a Claro efetivamente desembolsa pelos acionistas chega a R$ 2,4 bilhões.

Após o fechamento do acordo, a Claro terá obrigação de lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para os demais acionistas, ao mesmo preço por ação.

A Desktop foi fundada em 1996 por Denio Alves Lindo, ex-funcionário da IBM que apostou na expansão da internet para o interior do país. Com a entrada do fundo HIG Capital em 2020, a empresa saiu de cerca de 100 mil para 1,2 milhão de clientes e foi a mercado em 2021, com ações precificadas a R$ 23,50 no IPO. Em 2025, faturou R$ 1,2 bilhão, crescimento de 8% sobre o ano anterior.

Como o InvestNews mostrou em janeiro, o setor de banda larga fixa entrou em fase de maturidade: o crescimento líquido de acessos caiu de mais de 5 milhões em 2021 para pouco mais de 330 mil nos onze primeiros meses de 2025. Vivo e Claro, que já têm escala relevante, conviviam com menor urgência por aquisições. A TIM, mais atrasada na fibra com apenas 831 mil clientes, ainda busca alternativas. O impasse de valuation — quanto vale, afinal, um cliente de internet de fibra — travou negociações por anos.

chart visualization

A compra da Desktop sugere que, ao menos para a Claro, a equação finalmente fechou. Com 2,56 milhões de clientes próprios em fibra até novembro de 2025, a operadora salta de posição no ranking nacional e passa a controlar uma base consolidada no interior paulista, onde a Desktop atende mais de 200 municípios. A integração, e o que ela entregará em crescimento líquido real, será o próximo teste.

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Claro paga R$ 4 bilhões pela Desktop e acelera consolidação da fibra óptica no interior

A Claro anunciou a compra do controle da Desktop, maior provedor de internet por fibra óptica do interior de São Paulo, por R$ 4 bilhões. O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), além de uma assembleia extraordinária de acionistas.

A operadora mexicana pagará R$ 20,82 por ação pela fatia de 73% da Desktop que estava nas mãos dos controladores — um prêmio de 45% sobre os R$ 14,40 do fechamento de sexta-feira (20). Os R$ 4 bilhões representam o valor total da empresa, incluindo suas dívidas. Descontado o endividamento de R$ 1,59 bilhão, o que a Claro efetivamente desembolsa pelos acionistas chega a R$ 2,4 bilhões.

Após o fechamento do acordo, a Claro terá obrigação de lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para os demais acionistas, ao mesmo preço por ação.

A Desktop foi fundada em 1996 por Denio Alves Lindo, ex-funcionário da IBM que apostou na expansão da internet para o interior do país. Com a entrada do fundo HIG Capital em 2020, a empresa saiu de cerca de 100 mil para 1,2 milhão de clientes e foi a mercado em 2021, com ações precificadas a R$ 23,50 no IPO. Em 2025, faturou R$ 1,2 bilhão, crescimento de 8% sobre o ano anterior.

Como o InvestNews mostrou em janeiro, o setor de banda larga fixa entrou em fase de maturidade: o crescimento líquido de acessos caiu de mais de 5 milhões em 2021 para pouco mais de 330 mil nos onze primeiros meses de 2025. Vivo e Claro, que já têm escala relevante, conviviam com menor urgência por aquisições. A TIM, mais atrasada na fibra com apenas 831 mil clientes, ainda busca alternativas. O impasse de valuation — quanto vale, afinal, um cliente de internet de fibra — travou negociações por anos.

chart visualization

A compra da Desktop sugere que, ao menos para a Claro, a equação finalmente fechou. Com 2,56 milhões de clientes próprios em fibra até novembro de 2025, a operadora salta de posição no ranking nacional e passa a controlar uma base consolidada no interior paulista, onde a Desktop atende mais de 200 municípios. A integração, e o que ela entregará em crescimento líquido real, será o próximo teste.

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AXIA recebe R$ 1,17 bilhão em troca de ativos com a ISA Energia

A AXIA Energia, antiga Eletrobras, anunciou importantes movimentações em sua estrutura societária com a ISA Energia. A companhia informou que chegou a um acordo para trocar participações societárias em ativos de transmissão, numa transação na qual a AXIA receberá R$ 1,17 bilhão em dinheiro.

A AXIA obteve aprovação para converter 19,7 milhões de ações ordinárias que detém no capital da ISA Energia em ações preferenciais, na relação de 1 para 1, conforme previsto no estatuto social da ISA Energia.

Pelo acordo de descruzamento de participações, a AXIA transferirá sua participação na IE Madeira para a ISA e, em contrapartida, adquirirá 51% da IE Garanhuns. Com isso, a AXIA passa a consolidar a totalidade da IE Garanhuns, interligação elétrica que conecta Pernambuco a Alagoas e Paraíba, enquanto a ISA se torna única proprietária da IE Madeira, linhão de transmissão que liga as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio à região Sudeste.

No mercado, as ações da ISA Energia encerraram quinta-feira (19) cotadas a R$ 32,60 para a ordinária (ON) e R$ 28,07 para a preferencial (PN).

Segundo a companhia, a operação reforça seu compromisso com a otimização de participações minoritárias, disciplina de capital e simplificação da estrutura societária, fortalecendo a governança e a eficiência na gestão de seus ativos estratégicos.

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Axia recebe R$ 1,17 bilhão em troca de ativos com a ISA Energia

A Axia Energia, antiga Eletrobras, anunciou importantes movimentações em sua estrutura societária com a ISA Energia. A companhia informou que chegou a um acordo para trocar participações societárias em ativos de transmissão, numa transação na qual a Axia receberá R$ 1,17 bilhão em dinheiro.

A Axia obteve aprovação para converter 19,7 milhões de ações ordinárias que detém no capital da ISA Energia em ações preferenciais, na relação de 1 para 1, conforme previsto no estatuto social da ISA Energia.

Pelo acordo de descruzamento de participações, a Axia transferirá sua participação na IE Madeira para a ISA e, em contrapartida, adquirirá 51% da IE Garanhuns. Com isso, a Axia passa a consolidar a totalidade da IE Garanhuns, interligação elétrica que conecta Pernambuco a Alagoas e Paraíba, enquanto a ISA se torna única proprietária da IE Madeira, linhão de transmissão que liga as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio à região Sudeste.

No mercado, as ações da ISA Energia encerraram quinta-feira (19) cotadas a R$ 32,60 para a ordinária (ON) e R$ 28,07 para a preferencial (PN).

Segundo a companhia, a operação reforça seu compromisso com a otimização de participações minoritárias, disciplina de capital e simplificação da estrutura societária, fortalecendo a governança e a eficiência na gestão de seus ativos estratégicos.

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O ‘efeito Ozempic’ na medicina diagnóstica

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Quem começa a usar semaglutida, o medicamento contido em canetas emagrecedoras como o Wegovy, recebe, junto com a receita, uma lista de exames a serem realizados.

É um protocolo adotado atualmente pelos médicos diante do número crescente de estudos alertando para os riscos de complicações em órgãos vitais.

São pelo menos dez exames laboratoriais mais uma ultrassonografia de abdome. Onze itens por rodada, que são repetidos enquanto o tratamento durar.

Endocrinologistas ouvidos pela Bloomberg Línea pedem essa bateria de exames a cada três meses durante o tratamento ativo. Cada novo paciente que entra no tratamento se torna, na prática, um contrato de monitoramento recorrente com o setor de medicina diagnóstica.

Em São Paulo, o custo desse monitoramento que pode chegar a mais de R$ 4.600, considerando quatro ciclos por ano.

Após a expiração da patente da semaglutida a partir desta sexta-feira (20), analistas da indústria farmacêutica têm a expectativa de que o maior acesso às canetas emagrecedoras aumente a demanda por exames de rotina. Até então a farmacêutica Novo Nordisk tinha a exclusividade da substância no Brasil.

⇒ Leia a reportagem: Canetas emagrecedoras elevam demanda por exames e favorecem medicina diagnóstica

Canetas injetoras em fábrica da Novo Nordisk: cada novo paciente se torna, na prática, um contrato de monitoramento recorrente com o setor de medicina diagnóstica. (Foto: Carsten Snejbjerg/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações dos EUA caem e o petróleo Brent avança nesta sexta-feira (20), enquanto investidores permanecem atentos a sinais de escalada da guerra no Oriente Médio.

- Unilever avalia venda de divisão de alimentos. A companhia confirmou oferta da McCormick para a compra da sua unidade de alimentos, mas disse que não há garantia de acordo. Nos últimos dias, a fabricante da maionese Hellmann’s sinalizou o foco em beleza e cuidados pessoais.

- ByteDance recua em games. A controladora do TikTok vendeu a desenvolvedora Moonton por cerca de US$ 6 bilhões à Savvy. A operação marca a saída da ByteDance do segmento de jogos, após dificuldades para ganhar escala, e reforça a estratégia de investimentos em IA generativa.ㅤ

- Efeito da guerra sobre o ouro. O metal precioso acumula queda de 7% na semana, a maior desde março de 2020, pressionado pela alta do mercado de energia, sobretudo o petróleo, com a guerra no Oriente Médio. Segundo analistas, os investidores se desfizeram do ouro para cobrir perdas em outros ativos.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (19/03): Dow Jones Industrials (-0,44%), S&P 500 (-0,24%), Nasdaq Composite (-0,28%), Stoxx 600 (-2,39%), Ibovespa (+0,35%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Cathie Wood vê América Latina resiliente a crises e atraente em cenário volátil

Genial planeja captar R$ 300 milhões em fundo de créditos inadimplentes, diz CEO

Ele herdou parte da fazenda Roncador. Agora decidiu apostar em sua marca de carne

• Também é importante: Guerra redesenha o mercado de gás natural e ameaça provocar o maior choque desde 2022 | Mario Leão deixará Santander Brasil e será substituído por Gilson Finkelsztain, da B3

• Opinião Bloomberg: Powell decidiu ficar no Fed. Isso protege a credibilidade da política monetária dos EUA

• Para não ficar de fora: Live! compra 60% da Pink Cheeks, de dermocosméticos, e avança além da moda fitness

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A escalada de US$ 1 bi da Evertec no Brasil

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Uma desconhecida no Brasil até 2023, a porto-riquenha Evertec transformou o país em um dos seus maiores mercados em menos de três anos ao investir cerca de US$ 1 bilhão em fusões e aquisições (M&As).

A companhia de tecnologia para o mercado financeiro adquiriu em 2023 a Sinqia, outrora a smallcap queridinha entre os investidores locais, a PaySmart, a Tecnobank e, mais recentemente, a Dimensa, um joint-venture entre a B3 e a Totvs.

Em entrevista exclusiva à Bloomberg Línea, o americano Mac Schuessler, CEO global da empresa desde 2015, detalhou a lógica por trás dessa aposta bilionária e os próximos passos que moldarão o futuro da companhia na América Latina.

Segundo ele, o Brasil é um mercado grande e atraente, e a Evertec pretende comprar mais empresas no país.

“O Brasil é o melhor mercado da região porque você consegue ganhar escala rapidamente. É um mercado aberto, com profissionais talentosos. Continuaremos investindo enquanto enxergarmos oportunidades”, disse Schuessler.

⇒ Leia a reportagem: Evertec planeja comprar mais empresas no Brasil após investir US$ 1 bilhão, diz CEO

‘O Brasil é o melhor mercado da região porque você consegue ganhar escala rapidamente’, disse Mac Schuessler à Bloomberg Línea (Foto: Evertec/Divulgação)

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (19), diante de uma nova disparada nos preços de petróleo e gás, que aprofunda as preocupações de que a guerra no Oriente Médio vai pressionar a inflação e afetar o crescimento.ㅤ

- Impacto da taxa de juros. O corte da Selic em 0,25 pp, para 14,75%, pelo Copom, pode sustentar ativos brasileiros, apoiar o real e aliviar os juros de curto prazo, segundo gestores consultados pela Bloomberg News. Eles veem espaço para novos cortes graduais, com potencial de recuperação dos mercados.ㅤ

- Samsumg aumenta aposta em chips. A empresa sul-coreana planeja investir mais de US$ 73 bilhões em 2026 para ampliar a capacidade e liderar em chips de IA. A estratégia foca em memória avançada e fundição para enfrentar a SK Hynix, hoje dominante no fornecimento de semicondutores à Nvidia.ㅤ

- A próxima fronteira da Novo Nordisk. A farmacêutica busca ampliar o acesso a tratamentos contra a obesidade no Japão, com foco em pacientes que pagam do próprio bolso por medicamentos como o Wegovy. A companhia tem diversificado canais, como campanhas e parcerias, para triplicar o número de pacientes até 2030.

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🔘 As bolsas ontem (18/03): Dow Jones Industrials (-1,64%), S&P 500 (-1,35%), Nasdaq Composite (-1,46%), Stoxx 600 (-0,75%), Ibovespa (-0,43%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

• MBRF é pressionada por ciclo pecuário nos EUA, mas avalia que o pior ‘ficou para trás’

Bancos mantêm expectativa de novos cortes da Selic após decisão do Copom

Multiplan inaugura expansão de R$ 400 mi do Morumbi e prepara disputa em Brasília

• Também é importante: Grupo Elfa, do Patria, revê portfólio para apoiar crescimento ‘com qualidade’, diz CEO| Ferrero compra brasileira Bold Snacks e estreia no segmento proteico na América do Sul

• Opinião Bloomberg: ‘Transição contida’: Plano de Trump para Cuba pode levar a capitalismo sem democracia

• Para não ficar de fora: Bershka estreia no Brasil com filas e já planeja abrir loja no Rio até o final do ano

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Os planos do Magazine Luiza após a desalavancagem

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O Magazine Luiza passou dois anos dizendo que estava pronto para o momento em que o vento mudasse de direção. O caixa cresceu, a dívida encolheu, e esse momento parece que chegou.

A varejista encerrou 2025 com caixa total de R$ 8 bilhões e dívida bruta de R$ 4,9 bilhões, resultado num caixa líquido ajustado de R$ 3,1 bilhões.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o CFO Roberto Bellissimo detalhou a estratégia por trás dos números e o que a empresa planeja fazer agora que o ciclo de desalavancagem começa a mostrar resultado.

“Aumentamos o caixa e reduzimos a dívida ao mesmo tempo”, disse. “Nosso objetivo é seguir amortizando essa dívida com geração de caixa.”

⇒ Leia a reportagem: Mais caixa, menos dívida: os planos do Magazine Luiza após desalavancagem, segundo CFO

Lojas físicas do Magazine Luiza cresceram 8,7% no último trimestre. (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações globais operam em alta nesta quarta-feira (18), com a redução da volatilidade no mercado de petróleo, enquanto investidores aguardam a decisão do Federal Reserve sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos.

- Impacto da guerra. Ali Larijani, uma das principais figuras da política iraniana, foi morto em um ataque aéreo israelense, segundo informações da mídia estatal. Veterano do regime, ele tinha papel-chave na segurança nacional e nas negociações estratégicas, incluindo com os EUA.

- BHP escolhe novo CEO. A mineradora nomeou Brandon Craig como CEO no lugar de Mike Henry, que liderou a BHP por mais de seis anos. A escolha reforça a estratégia de expansão em cobre e potássio como pilares de crescimento do grupo. Craig assume sob pressão no minério de ferro, diante da queda da demanda chinesa.

- Geely supera estimativas. O lucro da montadora superou as expectativas em 2025, com avanço de receita e forte crescimento nas vendas de veículos. A Geely ganhou participação e chegou a superar a BYD no início de 2026, impulsionada por modelos como EX2 e SUVs da Zeekr.

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🔘 As bolsas ontem (17/03): Dow Jones Industrials (+0,10%), S&P 500 (+0,25%), Nasdaq Composite (+0,47%), Stoxx 600 (+0,67%), Ibovespa (+0,30%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Natura reposiciona Avon e se prepara para brigar com marcas de ‘nativos digitais’

Arauco aposta na maior fábrica de celulose do mundo no Brasil para driblar incertezas

Para a Itaúsa, Aegea pode ser avaliada em mais de R$ 40,5 bilhões em eventual IPO

• Também é importante: Como esta startup de saúde mental planeja cobrir 10 milhões de beneficiários até 2030| Pressão de Trump sobre Cuba reabre disputa por US$ 9 bilhões em bens expropriados

• Opinião Bloomberg: Quem quer ser aliado dos EUA? Guerra de Trump no Irã coloca parcerias globais à prova

• Para não ficar de fora: Adeus ultraprocessados? Kraft Heinz aposta em saúde para recuperar vendas, segundo CEO

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A expansão de R$ 314 mi do Iguatemi em Brasília

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O Iguatemi elegeu a expansão de sua unidade de Brasília como um dos principais projetos de alocação de capital do grupo de shopping centers para 2026, em um investimento de R$ 314,4 milhões.

A ampliação acrescentará 15.500 m² de área locável ao shopping de alto padrão, o equivalente a quase metade do tamanho atual de 35.000 m², e é a maior já realizada no empreendimento inaugurado em 2010.

Segundo Charles Krell, vice-presidente de Operações do Grupo Iguatemi, cerca de 70% das novas lojas previstas já estão contratadas, o que permitirá ao grupo expandir a oferta de marcas e serviços para o mercado consumidor da capital.

“A operação do shopping nos indicava há cerca de um ano e meio que o calçado estava ficando pequeno. Shoppings desse porte levam de 10 a 20 anos para atingir plena maturação. Estamos nesse momento e olhamos para os próximos 15 a 20 anos”, disse o executivo em entrevista à Bloomberg Línea.

⇒ Leia a reportagem: Com investimento de R$ 314 milhões, Iguatemi prepara sua maior expansão em Brasília

Iguatemi Brasília abriga marcas internacionais como Gucci e Tiffany, em 149 operações (Foto: Divulgação)

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam em queda nesta terça-feira (17), após ataques do Irã a instalações no Golfo Pérsico impulsionarem uma nova alta nos preços do petróleo.

- Brasil revisa plano climático. O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (16) uma atualização de seu plano climático, com metas até 2035 e foco no combate ao desmatamento. A estratégia mantém a ênfase na redução das emissões ligadas ao uso da terra e na promessa de zerar o desmatamento até 2030.

- Combustíveis sob pressão. O choque no mercado de petróleo causado pela guerra no Oriente Médio deve impactar mais combustíveis refinados, como diesel e querosene de aviação, do que o fóssil bruto, segundo o Goldman Sachs. O conflito também elevou custos de insumos e atinge regiões dependentes do Golfo Pérsico.

- Cripto desafia mercados. O bitcoin e outras criptomoedas acumulam alta de cerca de 14% desde o início da guerra com o Irã e têm superado ativos tradicionais, com menor volatilidade do que ações, ouro e petróleo. Apesar do impulso, analistas alertam que o movimento pode ser temporário.

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🔘 As bolsas ontem (16/03): Dow Jones Industrials (+0,83%), S&P 500 (+1,01%), Nasdaq Composite (+1,22%), Stoxx 600 (+0,44%), Ibovespa (+1,25%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Simpar quer fazer ‘mais com menos’ em guinada após injeção de capital, diz CEO

Oncoclínicas negocia acordo com a Porto e troca CFO diante de pressão de vencimentos

Greve na JBS no Colorado põe em xeque a oferta de carne bovina nos EUA

• Também é importante: Bancos revisam cenário e já admitem Selic estável com guerra| Com apelo à Geração Z, Bershka chega ao Brasil e reforça expansão da dona da Zara

• Opinião Bloomberg: ‘AI washing’: Como a inteligência artificial se tornou bode expiatório para layoffs

• Para não ficar de fora: Da inovação à crise: Honda se perde na transição para elétricos e vê rivais dispararem

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O crescimento de escritórios no entorno da Paulista

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O mercado de escritórios da região da Avenida Paulista vem apresentando crescimento acelerado deixando para trás o pico de vacância de 15% em um passado recente, segundo levantamento da consultoria JLL.

Em meio à escassez de edifícios comerciais modernos, a expectativa é de uma pressão de alta nos preços de locação e o aumento da demanda por escritórios em regiões vizinhas, como a Avenida Rebouças, a Rua da Consolação e o Centro.

“Com pouca margem para negociação por parte dos inquilinos, os proprietários de edifícios bem localizados e tecnicamente atualizados devem reajustar os valores pedidos para cima”, diz a diretora de locações da JLL, Yara Matsuyama, à Bloomberg Línea.

Embora a Rebouças tenha o menor estoque entre todas as regiões monitoradas pela JLL, houve crescimento acelerado neste eixo entre 2022 e 2024. Com estoque previsto de 81,1 mil m², a região demonstra potencial para absorver parte da demanda originalmente direcionada à Paulista, de acordo com a consultoria.

⇒ Leia a reportagem: Com estoque limitado, Av. Paulista impulsiona escritórios em regiões vizinhas

Oferta de alto padrão é extremamente restrita e, o estoque, limitado. (Foto: Filipe Serrano/Bloomberg Línea)

No radar dos mercados

As ações globais operam em leve alta nesta segunda-feira (16), enquanto traders aguardam sinais de reabertura do Estreito de Ormuz.

- Impacto da guerra. O conflito no Oriente Médio ameaça provocar o pior impacto nas economias do Golfo desde os anos 1990, sobretudo se a interrupção do Estreito de Ormuz se prolongar. Segundo o Goldman Sachs, o PIB do Catar e do Kuwait pode cair até 14%, enquanto Arábia Saudita e Emirados Árabes teriam retrações menores.

- BioMap mira IPO em Hong Kong. A startup de IA aplicada a ciências da vida apoiada pela Baidu entrou com um pedido confidencial de IPO em Hong Kong, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram à Bloomberg News. A empresa trabalha com CICC, Morgan Stanley e UBS na oferta.

- Venezuela pós-invasão de Trump. A promessa de prosperidade após a saída de Nicolás Maduro ainda não se concretizou para os venezuelanos dois meses após a invasão americana no país. A produção de petróleo caiu 21%, a escassez de dólares aumentou e a inflação anual acelerou para cerca de 600%.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na sexta-feira (13/03): Dow Jones Industrials (-0,26%), S&P 500 (-0,60%), Nasdaq Composite (-0,93%), Stoxx 600 (-0,50%), Ibovespa (-0,91%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

CSN Cimentos atrai interesse de Votorantim e chinesa Huaxin, dizem fontes

Crise de combustíveis ameaça lavouras e pressiona preços dos alimentos globalmente

Aumento de preços da gasolina reacende interesse por veículos elétricos nos EUA

• Também é importante: Maior risco da IA é ampliar desigualdades, não eliminar empregos, diz especialista | Com 80 lojas e R$ 180 milhões em vendas, Pizza Prime cresce com modelo ‘fordista’

• Opinião Bloomberg: De Dubai ao México: riscos de segurança ameaçam gerar nova crise no setor de viagens

• Para não ficar de fora: ‘O Agente Secreto’ fica sem Oscar; ‘Valor Sentimental’ vence Filme Internacional

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Sob clima de cautela, Porto estuda aporte de R$ 1 bilhão na Oncoclínicas

A Porto, por meio de sua subsidiária de planos de saúde, está avaliando uma injeção de recursos na Oncoclínicas, sua principal parceira no atendimento a pacientes com câncer, apurou o InvestNews.

As clínicas da Oncoclínicas seriam separadas em uma subsidiária da qual a Porto Saúde passaria a ser acionista. Os hospitais e a operação na Arábia Saudita ficariam de fora. Segundo o Brazil Journal, as duas companhias já teriam um memorando de entendimento (MOU, em inglês), que foi aprovado por cinco votos a dois no conselho da Oncoclínicas.

Em comunicado ao mercado, a Porto afirmou que “avalia de forma permanente a possibilidade de potenciais investimentos em diversos negócios e verticais, incluindo no que se refere a certos negócios explorados pela Oncoclínicas”. Mas disse que não há não “documento vinculante” assinado com a empresa – lembrando que um MOU não se enquadra na categoria de documentos vinculantes.

O aporte seria na ordem de R$ 1 bilhão, sendo R$ 500 milhões como equity e outros R$ 500 milhões em dívida conversível em ações. Essa capitalização, no entanto, só seria possível após due diligence dos ativos.

Há também expectativa no mercado para que, antes, aconteça uma negociação da Oncoclínicas com credores para o reperfilamento da sua dívida, que alcançou R$ 4 bilhões ao fim do terceiro trimestre, passando a representar 4,2 vezes o seu Ebitda.

A situação complexa da Oncoclínicas e sua relação com o Master – a empresa reconheceu perda de R$ 217 milhões em CDBs do banco – tornam a resolução das negociações mais complexa. Segundo uma das pessoas próximas ouvidas pelo InvestNews, a definição da proposta não é simples e “ainda tem muita água para rolar”.

Outra pessoa familiarizada com a operação da Oncoclínicas diz ser difícil os credores toparem. “Quem ficaria com os hospitais?”, questiona. Segundo a reportagem do Brazil Journal, após a renegociação, os bondholders e demais credores da Oncoclínicas terão a opção de migrar seus créditos para a nova subsidiária.

Um gestor com papéis da Porto acredita ser difícil que o negócio saia do papel, dada a necessidade de “atender a muitas condições”. Para ele, a condição para o negócio sair seria uma Oncoclínicas “limpa”, nas suas palavras, deixando nessa nova subsidiária apenas os bons ativos.

A empresa nasceu com clínicas fora das redes de hospitais, mas conforme cresceu passou a inaugurar “cancer centers”, hospitais exclusivamente dedicados ao tratamento oncológico. Com investimentos mais elevados, esses hospitais deixaram o modelo da Oncoclínicas mais complexo. Hoje, eles e a operação na Arábia Saudita operam no vermelho.

Porto e Oncoclínicas

A significativa dependência dos serviços da Oncoclínicas pode estar pesando nas contas da Porto Saúde. Ela paga cerca de R$ 500 milhões ao ano para a rede especializada no tratamento de câncer.

Os custos com oncologia são parte relevante da sinistralidade dos planos de saúde. Em relatório de setembro de 2025, a equipe do BTG Pactual estimou que a oncologia (principalmente infusões sem cirurgias e tratamentos relacionados) representou cerca de 15% do gasto total com saúde suplementar no ano de 2024. E esse cenário tende a se agravar: a Organização Mundial da Saúde estima que, em 2050, serão diagnosticados globalmente 35 milhões de casos de câncer – uma alta de 77% em relação a 2022.

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Fundada em 2010, a Oncoclínicas detém uma fatia de mercado de cerca de 15%, com uma oferta de tratamento com custos mais baixos do que parte de seus concorrentes: infusões de quimioterapia custam cerca de R$ 10 mil por procedimento, abaixo dos quase R$ 15 mil da Rede D’Or. O grupo também detém cerca de 18% da mão de obra de oncologistas no país.

Procuradas Oncoclínicas e Porto não responderam até a publicação desta reportagem.

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Petrobras aumenta o diesel em 11,6%, mas defasagem segue alta  

A Petrobras anunciou o primeiro aumento do diesel em suas refinarias depois de 312 dias sem alteração. A partir de sábado (14), o litro sobe R$ 0,38, de R$ 3,27 para R$ 3,65. Uma alta de 11,6%.

O reajuste vem num momento de escassez de petróleo. A produção mundial já foi cortada em 10%, por conta do bloqueio ao estreito de Ormuz, e o barril passou dos US$ 100 pela primeira vez desde 2022.

Isso elevou o preço do diesel no mercado global, obviamente. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o litro do diesel nas refinarias teria de subir a R$ 5,61 para entrar em paridade com o preço internacional.

A defasagem do diesel, portanto, está agora em 54%. Na gasolina, de acordo com a entidade, ela é de 43%.

Não custa lembrar: o preço dos combustíveis na refinarias é livre. Só que a Petrobras tem 84% da capacidade brasileira de refino, então é ela quem determina, na prática, o valor de mercado.

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A estratégia da Allos para manter a ocupação em 98%

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O setor de shoppings no Brasil não é homogêneo. Há centros comerciais sofrendo com lojas fechadas e aluguéis não pagos. E há shoppings com demanda acima da capacidade. A Allos construiu sua estratégia para estar no segundo grupo.

Com taxa de ocupação de 98% e inadimplência líquida negativa no final de 2025, o grupo apresenta resultados na contramão do ambiente macroeconômico, de juros a 15% ao ano e consumidores sob pressão.

Quando um shopping está quase sem espaço vazio, a negociação com lojistas muda de lado. Quem precisa de área para abrir loja é o varejista, não o shopping. E quem já está dentro tem razão extra para pagar o aluguel em dia: sabe que há concorrentes esperando na fila.

“Se um varejista não acertar a conta, o shopping pode entrar com processo de despejo. E tenho varejistas querendo entrar no shopping também”, disse Daniella Guanabara, CFO da Allos, em entrevista à Bloomberg Línea.

⇒ Leia a reportagem: Com 98% de ocupação em shoppings, Allos escolhe lojista e reduz inadimplência, diz CFO

Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, um dos ativos da Allos (Divulgação/Allos)

No radar dos mercados

As ações globais voltaram a operar em queda nesta sexta-feira (13), com investidores cautelosos diante dos riscos da guerra no Irã antes do fim de semana. Os contratos de petróleo WTI e Brent seguem próximos de US$ 100 por barril.

- Futuro do juros do BCE. Economistas consultados pela Bloomberg projetam que o Banco Central Europeu mantenha os juros inalterados até 2027, apesar do aumento dos riscos de inflação ligados à guerra no Oriente Médio. A visão contrasta com o mercado, que já precifica juros mais altos ainda em 2026.

- Visita a Bolsonaro. O ministro do STF Alexandre de Moraes proibiu o funcionário do Departamento de Estado dos EUA Darren Beattie de visitar Jair Bolsonaro, preso em Brasília. Segundo Moraes, a visita não se enquadrava no contexto diplomático do visto concedido para participação em uma cúpula de minerais em São Paulo.

- Empresa de Garner ajusta rota. As ações da Once Upon a Farm caíram quase 10% após a empresa de alimentos para bebês da atriz Jennifer Garner prever desaceleração no crescimento das vendas em 2026. A companhia projeta receita entre US$ 302 milhões e US$ 310 milhões, abaixo das estimativas de analistas.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (12/03): Dow Jones Industrials (-1,56%), S&P 500 (-1,52%), Nasdaq Composite (-1,78%), Stoxx 600 (-0,61%), Ibovespa (-2,55%)

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🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Petróleo em alta favorece investimentos no Brasil, mas coloca Petrobras sob pressão

Stellantis avalia acordo com rivais chinesas para avançarem na Europa, dizem fontes

Pedro Pereira deixa Bank of America e assume como diretor financeiro do iFood

• Também é importante: Apex Partners chega a R$ 17,5 bi em investimento regional e mira crédito privado| Do campo à vitrine: projeto busca rastrear o algodão de 1 milhão de peças de roupa

• Opinião Bloomberg: ‘Trump não tem plano’: guerra dos EUA contra o Irã expõe improviso na Casa Branca

• Para não ficar de fora: Mercado de vinho passa de R$ 21 bi no Brasil. E maior concorrência pressiona margens

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Justiça aceita recuperação extrajudicial da Raízen para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas

A Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, abrindo caminho para que a companhia renegocie R$ 65,1 bilhões em dívidas com credores. A informação foi publicada inicialmente no site The AgriBiz.

A decisão do juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), suspende as cobranças dos créditos incluídos no plano por até 180 dias, período em que a empresa poderá negociar novas condições com bancos e investidores. Lamêgo também é o responsável pela RE do GPA, dono do Pão de Açúcar.

A Raízen tem 90 dias, contados a partir do pedido de recuperação extrajudicial, para comprovar a adesão necessária dos credores e apresentar a versão final do plano de reestruturação. Após a apresentação do plano completo, os credores terão outros 90 dias para analisá-lo.

Negociação em curso

Documentos apresentados pela companhia à Justiça mostram que o plano já conta com o apoio de credores que representam cerca de 47% da dívida incluída na reestruturação, mas a empresa ainda precisa atingir a adesão de mais de metade dos créditos em cada empresa envolvida para que o plano possa ser homologado.

@investnewsbr

Uma das maiores produtoras de álcool e açúcar do Brasil, a Raízen acaba de entrar em recuperação extrajudicial para tentar organizar uma dívida de quase R$ 70 bilhões. Entenda como tudo começou e quais os próximos passos da companhia para sair da crise. #energia #raizen #negócios

♬ original sound – InvestNews BR – InvestNews BR

Entre as principais subsidiárias, os percentuais atuais de adesão são de 44,9% na Raízen S.A., 45,4% na Raízen Energia e 34,9% na Raízen Fuels Finance, empresa que concentra parte relevante dos títulos emitidos no exterior (“bonds“).

A lista de credores apresentada no processo indica que parte relevante das adesões iniciais veio de bancos e instituições financeiras que mantêm contratos de financiamento e operações de derivativos com o grupo.

Quem já topou

Entre os credores que já aderiram ao plano aparecem nomes como Morgan Stanley, BNP Paribas Brasil, Rabobank, Banco do Brasil, JP Morgan, Crédit Agricole, Bradesco e Citibank.Esses contratos, majoritariamente ligados a operações bancárias e instrumentos de hedge, somam cerca de R$ 28,6 bilhões em créditos aderentes, segundo os documentos apresentados no processo.

Já os títulos emitidos no exterior, administrados por instituições como Bank of New York Mellon e U.S. Bank, ainda não aparecem entre os créditos aderentes, indicando que parte relevante das negociações deverá ocorrer com investidores internacionais.

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Justiça aceita recuperação extrajudicial da Raízen para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas

A Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, abrindo caminho para que a companhia renegocie R$ 65,1 bilhões em dívidas com credores. A informação foi publicada inicialmente no site The AgriBiz.

A decisão do juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), suspende as cobranças dos créditos incluídos no plano por até 180 dias, período em que a empresa poderá negociar novas condições com bancos e investidores. Lamêgo também é o responsável pela RE do GPA, dono do Pão de Açúcar.

A Raízen tem 90 dias, contados a partir do pedido de recuperação extrajudicial, para comprovar a adesão necessária dos credores e apresentar a versão final do plano de reestruturação. Após a apresentação do plano completo, os credores terão outros 90 dias para analisá-lo.

Negociação em curso

Documentos apresentados pela companhia à Justiça mostram que o plano já conta com o apoio de credores que representam cerca de 47% da dívida incluída na reestruturação, mas a empresa ainda precisa atingir a adesão de mais de metade dos créditos em cada empresa envolvida para que o plano possa ser homologado.

@investnewsbr

Uma das maiores produtoras de álcool e açúcar do Brasil, a Raízen acaba de entrar em recuperação extrajudicial para tentar organizar uma dívida de quase R$ 70 bilhões. Entenda como tudo começou e quais os próximos passos da companhia para sair da crise. #energia #raizen #negócios

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Entre as principais subsidiárias, os percentuais atuais de adesão são de 44,9% na Raízen S.A., 45,4% na Raízen Energia e 34,9% na Raízen Fuels Finance, empresa que concentra parte relevante dos títulos emitidos no exterior (“bonds“).

A lista de credores apresentada no processo indica que parte relevante das adesões iniciais veio de bancos e instituições financeiras que mantêm contratos de financiamento e operações de derivativos com o grupo.

Quem já topou

Entre os credores que já aderiram ao plano aparecem nomes como Morgan Stanley, BNP Paribas Brasil, Rabobank, Banco do Brasil, JP Morgan, Crédit Agricole, Bradesco e Citibank.Esses contratos, majoritariamente ligados a operações bancárias e instrumentos de hedge, somam cerca de R$ 28,6 bilhões em créditos aderentes, segundo os documentos apresentados no processo.

Já os títulos emitidos no exterior, administrados por instituições como Bank of New York Mellon e U.S. Bank, ainda não aparecem entre os créditos aderentes, indicando que parte relevante das negociações deverá ocorrer com investidores internacionais.

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O impacto para a Tenda do reajuste do Minha Casa Minha Vida

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Os executivos da Tenda estão otimistas com as perspectivas da empresa para 2026. A construtora, especializada no segmento de baixa renda, é um dos principais players nas faixas de entrada do Minha Casa Minha Vida (MCMV) — e pode ser beneficiada por um reajuste no programa.

No início de março, o Ministério das Cidades propôs aumentar o limite de renda familiar em todas as faixas do MCMV, além de elevar o teto das faixas 3 e 4, as mais altas do programa habitacional.

Para a Tenda, o ponto central da proposta é o reajuste na faixa 1, que concentra metade da base de clientes da construtora. Por essa proposta, o limite de renda da faixa poderia subir de R$ 2.850 para R$ 3.200, caso aprovada pelo conselho curador do FGTS.

“A renda mediana do nosso cliente é de R$ 3.000, então estimamos que poderemos capturar os benefícios desse movimento de forma expressiva”, afirmou Luiz Garcia, CFO da Tenda, em entrevista à Bloomberg Línea.

⇒ Leia a reportagem: Tenda prevê ganho ‘expressivo’ com reajuste do Minha Casa Minha Vida, diz CFO

Empreendimento da construtora Tenda (Foto: Divulgação)

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (12), enquanto os preços do petróleo continuam subindo em meio a interrupções no transporte no Oriente Médio.ㅤ

- Passagem de navios por Ormuz. A Índia negocia com o Irã a passagem segura de mais de 20 navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, paralisado desde o início da guerra no Golfo. As embarcações, carregadas com petróleo, GLP e GNL, estão paradas após ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

- Honda ajusta estratégia. A montadora prevê até US$ 15,7 bilhões em encargos e pode registrar seu primeiro prejuízo anual desde 1977, após revisar sua estratégia para veículos elétricos. “A situação mudou muito mais rápido do que esperávamos”, disse o CEO Toshihiro Mibe em teleconferência de resultados.

- Compras chinesas de soja. A oleaginosa provavelmente estará na pauta da próxima reunião entre autoridades comerciais dos EUA e da China em Paris no próximo fim de semana. O mercado tenta entender quando Pequim retomará compras significativas do grão americano, após meses de paralisação.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (11/03): Dow Jones Industrials (-0,61%), S&P 500 (-0,08%), Nasdaq Composite (+0,08%), Stoxx 600 (-0,59%), Ibovespa (+0,28%)

LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Lista de credores em negociação com a Raízen inclui BNP, Bradesco, Santander e Itaú

Bayer amplia portfólio farmacêutico para enfrentar concorrência na América Latina

Goldman Sachs vê potencial para rali ‘extremo’ em ações com possível fim da guerra

• Também é importante: Revolut obtém licença bancária completa no Reino Unido e avança para expansão global| Nvidia acelera corrida pela IA e investe US$ 2 bi na Nebius para expandir data centers

• Opinião Bloomberg: Como a América Latina pode ampliar sua influência e se beneficiar de conflito no Irã

• Para não ficar de fora: Da soja ao café: Brasil responde pela maior parte do comércio de LatAm com o Irã

Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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A expansão do Terminal BTG Pactual, em Guarulhos

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

O Terminal BTG Pactual, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, completou seu primeiro ano de operação com demanda acima do projetado, uma fila de espera de “muitos anos” para o seu plano de acesso ilimitado e a perspectiva de abertura em breve de uma loja Duty Free com seleção própria, segundo o CEO da operação, Fábio Camargo.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o executivo afirmou que a capacidade de embarque subiu de 14 para 20 passageiros por hora e, somado ao desembarque, o terminal processa hoje 34 movimentos por hora, impulsionado pela procura de passageiros de altíssima renda.

O terminal se consolidou também em um segmento de conexão entre aviação executiva e voos comerciais internacionais: passageiros com jatinhos de autonomia para voos domésticos chegam ao terminal de luxo de Guarulhos e fazem a conexão com voos de longas distâncias, em primeira classe ou executiva.

Segundo ele, entre 30% e 40% dos viajantes vêm de fora da capital paulista, com destaque para Mato Grosso, Campo Grande e a região de Balneário Camboriú.

“As pessoas que são nossos clientes não querem mais embarcar por outro lugar”, disse o CEO, revelando pela primeira vez os números da operação que ainda não eram públicos.

⇒ Leia a reportagem: Terminal BTG Pactual, em Guarulhos, amplia capacidade com aposta na altíssima renda

Capacidade de embarque subiu de 14 para 20 passageiros por hora (Foto: Divulgação/Terminal BTG Pactual)

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam em queda nesta quarta-feira (11) enquanto o petróleo Brent voltou a subir acima de US$ 90 por barril após ataques a embarcações no Oriente Médio. ㅤ

- Porsche sob pressão. O novo CEO da Porsche, Michael Leiters, disse que planeja cortar custos e lançar modelos acima do 911 para elevar margens e geração de caixa. A montadora enfrenta queda nas vendas na China, tarifas nos EUA e revisão da estratégia de veículos elétricos, o que deve levar a um recuo na receita este ano.ㅤ

- Amazon aumenta aposta em IA. A companhia planeja captar cerca de € 10 bilhões em sua primeira emissão de títulos em euros, com prazos de dois a 38 anos, para financiar investimentos em inteligência artificial. O movimento reflete a corrida das big techs para financiar infraestrutura de IA.ㅤ

- Dona da Zara mostra resiliência. A Inditiex deu início ao ano fiscal com crescimento de 9% nas vendas nas cinco semanas até 8 de março, acima do ritmo de 2025. O desempenho ajudou a acalmar investidores e deu impulso às ações, enquanto a empresa planeja elevar investimentos em lojas e no e-commerce.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (10/03): Dow Jones Industrials (-0,07%), S&P 500 (-0,21%), Nasdaq Composite (+0,01%), Stoxx 600 (+1,88%), Ibovespa (+1,40%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Bill Ackman de volta à bolsa: bilionário mira até US$ 10 bi em IPO da Pershing Square

GPA acerta acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bi

Raízen inicia recuperação extrajudicial para renegociar R$ 70 bilhões em dívidas

• Também é importante: Meta compra a rede social de robôs Moltbook para laboratório de ‘superinteligência’| Ultrapar e Perfin negociam compra de fatia de 30% da Rumo, dizem fontes

• Opinião Bloomberg: Como a guerra no Irã vai acabar? Governo dos EUA precisa apresentar uma proposta clara

• Para não ficar de fora: Elétricos na pista: BYD estuda entrar na Fórmula 1 em busca de popularidade global

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Gestora do investidor bilionário Bill Ackman busca levantar até US$ 10 bilhões em IPO

Bill Ackman, investidor bilionário, protocolou um pedido para levar a público sua gestora de hedge funds, a Pershing Square, em uma operação que pode levantar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões e marcar a estreia da empresa em uma bolsa dos Estados Unidos.

A oferta será feita em conjunto com o lançamento da Pershing Square USA, um fundo de investimento do tipo closed-end fund — estrutura que capta um valor fixo em bolsa e cujas cotas passam a ser negociadas no mercado — administrado pela Pershing Square Capital Management, segundo documentos enviados à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

Na estrutura proposta, investidores que comprarem ações do novo fundo também receberão papéis da gestora. Para cada 100 ações adquiridas do fundo fechado, o investidor receberá 20 ações da empresa de gestão. No caso dos participantes da colocação privada, essa proporção será de 30 ações da gestora para cada 100 ações do fundo.

A Pershing Square pretende vender as ações do fundo a US$ 50 cada, sendo necessário comprar pelo menos 100 papéis para participar da oferta.

Parte relevante dos recursos já foi assegurada: US$ 2,8 bilhões em compromissos de investidores qualificados, incluindo family offices, fundos de pensão e seguradoras, por meio de uma colocação privada que será liquidada junto com o IPO. A empresa disse que não pretende ampliar a oferta além do limite que faria o total superar US$ 10 bilhões.

Após a precificação, a expectativa é que o fundo fechado e a gestora passem a negociar separadamente na New York Stock Exchange, bolsa de Nova York.

Mudança de estratégia

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de Ackman para transformar a Pershing Square em um veículo de investimento de longo prazo inspirado na Berkshire Hathaway, conglomerado de Warren Buffett.

Conhecida no passado pelo ativismo em empresas listadas, a Pershing passou a focar nos últimos anos em participações concentradas em grandes companhias abertas.

A gestora administra atualmente cerca de US$ 30,7 bilhões em ativos, segundo o documento apresentado aos reguladores.

Outro veículo do grupo, o Pershing Square Holdings, listado em Londres, tinha US$ 17,1 bilhões em ativos sob gestão no fim de fevereiro. Como muitos fundos fechados, ele negocia com desconto em relação ao valor líquido de seus ativos, atualmente em torno de 24%, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Essa característica é justamente um dos desafios para a nova oferta. O próprio Ackman já reconheceu que será necessário convencer investidores sobre a atratividade da estrutura de fundo fechado, que perdeu popularidade nos últimos anos.

Nesse modelo, o fundo vende um número fixo de ações no IPO e, depois disso, investidores só conseguem sair vendendo seus papéis a outros participantes no mercado, pelo preço negociado — que pode ficar abaixo do valor dos ativos do fundo.

Perfil público ampliado

A visibilidade de Ackman também cresceu fora de Wall Street. Nos últimos anos, ele passou a se posicionar publicamente em debates políticos e sociais e se aproximou de figuras como o presidente Donald Trump e o empresário Elon Musk, o que pode ampliar o interesse do público geral na oferta.

A operação será coordenada por Citigroup, UBS, Bank of America, Jefferies e Wells Fargo, que atuarão como coordenadores globais e bookrunners do IPO.

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Gestora do investidor bilionário Bill Ackman busca levantar até US$ 10 bilhões em IPO

Bill Ackman, investidor bilionário, protocolou um pedido para levar a público sua gestora de hedge funds, a Pershing Square, em uma operação que pode levantar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões e marcar a estreia da empresa em uma bolsa dos Estados Unidos.

A oferta será feita em conjunto com o lançamento da Pershing Square USA, um fundo de investimento do tipo closed-end fund — estrutura que capta um valor fixo em bolsa e cujas cotas passam a ser negociadas no mercado — administrado pela Pershing Square Capital Management, segundo documentos enviados à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

Na estrutura proposta, investidores que comprarem ações do novo fundo também receberão papéis da gestora. Para cada 100 ações adquiridas do fundo fechado, o investidor receberá 20 ações da empresa de gestão. No caso dos participantes da colocação privada, essa proporção será de 30 ações da gestora para cada 100 ações do fundo.

A Pershing Square pretende vender as ações do fundo a US$ 50 cada, sendo necessário comprar pelo menos 100 papéis para participar da oferta.

Parte relevante dos recursos já foi assegurada: US$ 2,8 bilhões em compromissos de investidores qualificados, incluindo family offices, fundos de pensão e seguradoras, por meio de uma colocação privada que será liquidada junto com o IPO. A empresa disse que não pretende ampliar a oferta além do limite que faria o total superar US$ 10 bilhões.

Após a precificação, a expectativa é que o fundo fechado e a gestora passem a negociar separadamente na New York Stock Exchange, bolsa de Nova York.

Mudança de estratégia

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de Ackman para transformar a Pershing Square em um veículo de investimento de longo prazo inspirado na Berkshire Hathaway, conglomerado de Warren Buffett.

Conhecida no passado pelo ativismo em empresas listadas, a Pershing passou a focar nos últimos anos em participações concentradas em grandes companhias abertas.

A gestora administra atualmente cerca de US$ 30,7 bilhões em ativos, segundo o documento apresentado aos reguladores.

Outro veículo do grupo, o Pershing Square Holdings, listado em Londres, tinha US$ 17,1 bilhões em ativos sob gestão no fim de fevereiro. Como muitos fundos fechados, ele negocia com desconto em relação ao valor líquido de seus ativos, atualmente em torno de 24%, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Essa característica é justamente um dos desafios para a nova oferta. O próprio Ackman já reconheceu que será necessário convencer investidores sobre a atratividade da estrutura de fundo fechado, que perdeu popularidade nos últimos anos.

Nesse modelo, o fundo vende um número fixo de ações no IPO e, depois disso, investidores só conseguem sair vendendo seus papéis a outros participantes no mercado, pelo preço negociado — que pode ficar abaixo do valor dos ativos do fundo.

Perfil público ampliado

A visibilidade de Ackman também cresceu fora de Wall Street. Nos últimos anos, ele passou a se posicionar publicamente em debates políticos e sociais e se aproximou de figuras como o presidente Donald Trump e o empresário Elon Musk, o que pode ampliar o interesse do público geral na oferta.

A operação será coordenada por Citigroup, UBS, Bank of America, Jefferies e Wells Fargo, que atuarão como coordenadores globais e bookrunners do IPO.

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A estratégia do BV no cenário de juros elevados

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Em um momento de condições de crédito apertadas no Brasil, o banco BV tem se apoiado em uma estratégia que combina a expansão dos serviços bancários para pessoa física, o crescimento de novas linhas, como o empréstimo com garantia do veículo, além de maior presença em pontos de venda para manter o seu negócio principal de financiamento a compra de veículos leves usados.

De acordo com o CEO, Gustavo Sousa, essa estratégia tem permitido ao banco aumentar sua carteira de crédito mantendo níveis relativamente saudáveis de inadimplência, o que tem elevado seus patamares de rentabilidade.

O BV encerrou 2025 com um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) recorrente de 15,3%, um aumento de 2,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O resultado também representa um ganho em relação ao patamar de 9% que o BV chegou a ter em 2023.

Sousa diz que o BV agora classifica o ROE de 15% como um “piso” e ressalta que esse patamar não é um “destino final” na trajetória de melhoria do resultado do banco.

“A gente tem uma ambição que é aproximar esse ROE a mais de 20%”, disse ele, em entrevista à Bloomberg Línea. “Não é algo para o curto prazo, mas seguramente é o nosso norte.”

⇒ Leia a reportagem: Maior escala e diversificação: como o BV enfrenta o cenário de juros elevados

Sede do BV, em São Paulo: banco encerrou o ano passado com um lucro recorrente de R$ 1,865 bilhão, seu maior resultado já registrado. (Foto: Divulgação)

No radar dos mercados

As ações globais operam em alta nesta terça-feira (10), enquanto os investidores monitoram o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o fluxo de petróleo após o presidente Donald Trump sinalizar um fim rápido para o conflito.ㅤ

- Alternativa ao Estreito de Ormuz. O conflito no Irã pode elevar o tráfego no Canal do Panamá, com países asiáticos em busca de gás natural dos EUA como alternativa ao fornecido pelo Catar, disse o administrador do canal, Ricaurte Vasquez, à Bloomberg TV. Navios americanos tenderiam a usar a rota para reduzir custos.

- Aramco faz 1ª recompra de ações. A companhia saudita anunciou a primeira recompra de ações de sua história no valor de US$ 3 bilhões e elevou dividendos, enquanto enfrenta o impacto da guerra com o Irã. A Aramco reduziu a produção em até 2,5 milhões de barris por dia com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz.ㅤ

- Fim do home office. O HSBC determinou que equipes de atendimento ao cliente em Hong Kong trabalhem presencialmente cinco dias por semana a partir de 1º de abril. Executivos seniores deverão ir ao escritório ao menos quatro dias por semana, e os demais funcionários, três.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (09/03): Dow Jones Industrials (+0,50%), S&P 500 (+0,83%), Nasdaq Composite (+1,38%), Stoxx 600 (-0,63%), Ibovespa (+0,86%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Kalshi se une à XP e inicia pelo Brasil sua expansão global com mercado de previsões

Petrobras espera ‘momento certo’ para reagir à alta do petróleo, diz CEO

BRK avalia adiar primeiro IPO no Brasil em 5 anos em meio a tensão global, dizem fontes

• Também é importante: Fim do otimismo: ‘trade de estagflação’ ganha força no mercado com escalada da guerra| Acordo Mercosul-UE coloca à prova a arquitetura global de pagamentos internacionais

• Opinião Bloomberg: Novo ‘cisne negro’? Mercados podem viver choque similar à pandemia com guerra no Irã

• Para não ficar de fora: ‘Niilismo financeiro’ leva Geração Z a arriscar tudo para tentar enriquecer, diz estudo

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A visão do Fleury com a reorganização no Bradesco

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O Fleury manterá o curso de sua estratégia, definida com o aval do conselho, no momento em que o seu principal acionista, o Bradesco, busca consolidar todos os ativos de saúde em uma única estrutura.

Em entrevista à Bloomberg Línea, a CEO Jeane Tsutsui descreveu o movimento como “importante” para o setor de saúde, mas indicou que não haverá alteração no trajeto do maior grupo de medicina diagnóstica premium do país.

“O conselho do Fleury aprovou a nossa estratégia e estamos muito focados na execução dessa estratégia”, afirmou Tsutsui, refletindo um alinhamento entre o Bradesco e a rota independente do Fleury.

Recentemente, o Bradesco chamou a atenção de investidores ao anunciar a criação da BradSaúde, holding que consolidará todos os ativos de saúde em uma única estrutura, incluindo a fatia de 24,85% no Fleury, detida pela subsidiária Bradesco Diagnóstico em Saúde.

⇒ Leia a reportagem: Fleury seguirá estratégia própria enquanto Bradesco reorganiza ativos de saúde, diz CEO

Fleury: pilares estratégicos para 2026 incluem busca por eficiência, crescimento orgânico, aquisições seletivas e preservação da cultura médica como diferencial competitivo, segundo CEO. (Foto: Divulgação)

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta segunda-feira (9), enquanto o petróleo WTI ultrapassa US$ 90 por barril, à medida que a guerra no Oriente Médio eleva as tensões nos mercados de energia.

- Mercado de petróleo. A Saudi Aramco abriu licitações para vender cerca de 4,6 milhões de barris de petróleo após o bloqueio do Estreito de Ormuz durante a guerra no Oriente Médio interromper rotas de exportação. Com os embarques pelo Golfo Pérsico comprometidos, houve um redirecionamento dos fluxos pelo Mar Vermelho.

- Renault sob pressão. O novo CEO, François Provost, prepara um plano para reduzir custos e aproximar a montadora da eficiência das rivais chinesas. Analistas, porém, dizem que apenas cortar despesas pode não resolver a queda nas vendas e a desvalorização de cerca de 20% das ações no acumulado do ano.

- UBS ajusta bônus. O banco aumentou em 10% o pool de bônus, à medida que a integração do Credit Suisse se aproxima do fim. A remuneração do CEO do grupo, Sergio Ermotti, se manteve estável em 14,9 milhões de francos suíços em 2025. O banco atribuiu o ajuste dos bônus ao melhor desempenho financeiro.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na sexta-feira (06/03): Dow Jones Industrials (-0,95%), S&P 500 (-1,33%), Nasdaq Composite (-1,59%), Stoxx 600 (-1,02%), Ibovespa (-0,61%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Como o conflito no Irã afeta os mercados emergentes, segundo cinco gestores globais

De Itaú a Petrobras: as apostas do maior fundo soberano do mundo na América Latina

Guerra no Irã provoca corrida global por fertilizantes e faz preços dispararem

• Também é importante: Do almoço ao omakase: o modelo de negócios que impulsionou o Imakay em São Paulo | Nem zero, nem excesso: vinícola gaúcha aposta em álcool reduzido para novo público

• Opinião Bloomberg: Sucesso da Gucci é crucial para o luxo. Mas desfile recente trouxe incertezas

• Para não ficar de fora: Na era do digital, Suíça aprova proposta para garantir o uso do dinheiro físico

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MBRF, Minerva e o outro custo da guerra no Oriente Médio: a logística

A escalada das tensões no Oriente Médio adicionaram um novo ponto de atenção ao setor de proteína animal: a logística. Duas companhias brasileiras – MBRF e Minerva – são aquelas com exposição mais evidente a mercados e fluxos comerciais ligados à região.

O ponto de partida dessa preocupação está no peso da região para as exportações brasileiras. O Oriente Médio responde por cerca de 25% das exportações de frango do Brasil, o que coloca a MBRF, dona de marcas relevantes nesse segmento, entre as empresas mais sensíveis a eventuais mudanças nas rotas de embarque.

No caso da Minerva, a exposição aparece na carne bovina: cerca de 7% das exportações brasileiras do produto tiveram como destino o Oriente Médio em 2025, segundo dados computados pelo Itaú BBA.

Até aqui, não é possível afirmar que o impacto esteja “contratado” para as empresas ou que há interrupção dos embarques, mas a instabilidade geopolítica joga luz sobre um um novo risco operacional que se desenha no horizonte.

As tensões geopolíticas são o grande ponto de atenção porque podem gerar gargalos logísticos na entrega de embarques das companhias para a região, que devem contar com alternativas para tentar driblar as dificuldades.

Segundo o Itaú BBA, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já havia alertado para possíveis interrupções decorrentes da mudança de fluxo de tráfego pelo Estreito de Ormuz, que já está fechado e já vem, por isso, afetando a cadeia de produção de outras commodities, caso do petróleo. E isso se soma a uma capacidade operacional menor no Canal de Suez, outra fonte de escoamento.

Como estratégia de segurançca alimentar, os produtores da região estão priorizando, atualmente, produção local em vez de importações. Além disso, a MBRF tem operações locais de frango halal, voltado ao consumo de acordo com as regras islâmicas.

Esses dois fatores permitem que a companhia consiga uma menor pressão sobre as vendas no curto prazo, mas isso só valerá se o conflito não se prolongar de forma significativa.

No caso das exportações brasileiras de carne bovina, a exposição é menor do que no segmento de aves, mas é possível ver efeitos potenciais sobre os produtores que já vinham trabalhando para redirecionar embarques para outras regiões após a imposição de cotas de produtos pela China.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) indicou que 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina dependem de rotas que passavam pelo Estreito de Ormuz, trazendo novos riscos para a cadeia de suprimentos do setor.

Os volumes destinados ao Oriente Médio pela Minerva representaram 9% das exportações totais nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre de 2025 e, mesmo não entregando produtos diretamente para o Irã, a companhia ainda tem pela frente desafios logísticos para atender a região se a guerra continuar no processo de escalada.

Nos cálculos do Itaú BBA, os spreads da carne bovina no Brasil – a diferença entre o preço de venda da carne e o custo da matéria-prima – recuaram 5,6% na comparação trimestral até agora no primeiro trimestre deste ano. O movimento é resultado da alta de 4,4% nos custos do gado, combinada com uma queda de 1,5% nos preços de exportação da carne bovina.

Desde o começo de março, as ações da MBRF (MBRF3) acumulam perdas de 12,6%. Já os papéis da Minerva (BEEF3) têm baixa de 13,8% no mesmo período.

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MBRF, Minerva e o outro custo da guerra no Oriente Médio: a logística

A escalada das tensões no Oriente Médio adicionaram um novo ponto de atenção ao setor de proteína animal: a logística. Duas companhias brasileiras – MBRF e Minerva – são aquelas com exposição mais evidente a mercados e fluxos comerciais ligados à região.

O ponto de partida dessa preocupação está no peso da região para as exportações brasileiras. O Oriente Médio responde por cerca de 25% das exportações de frango do Brasil, o que coloca a MBRF, dona de marcas relevantes nesse segmento, entre as empresas mais sensíveis a eventuais mudanças nas rotas de embarque.

No caso da Minerva, a exposição aparece na carne bovina: cerca de 7% das exportações brasileiras do produto tiveram como destino o Oriente Médio em 2025, segundo dados computados pelo Itaú BBA.

Até aqui, não é possível afirmar que o impacto esteja “contratado” para as empresas ou que há interrupção dos embarques, mas a instabilidade geopolítica joga luz sobre um um novo risco operacional que se desenha no horizonte.

As tensões geopolíticas são o grande ponto de atenção porque podem gerar gargalos logísticos na entrega de embarques das companhias para a região, que devem contar com alternativas para tentar driblar as dificuldades.

Segundo o Itaú BBA, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já havia alertado para possíveis interrupções decorrentes da mudança de fluxo de tráfego pelo Estreito de Ormuz, que já está fechado e já vem, por isso, afetando a cadeia de produção de outras commodities, caso do petróleo. E isso se soma a uma capacidade operacional menor no Canal de Suez, outra fonte de escoamento.

Como estratégia de segurançca alimentar, os produtores da região estão priorizando, atualmente, produção local em vez de importações. Além disso, a MBRF tem operações locais de frango halal, voltado ao consumo de acordo com as regras islâmicas.

Esses dois fatores permitem que a companhia consiga uma menor pressão sobre as vendas no curto prazo, mas isso só valerá se o conflito não se prolongar de forma significativa.

No caso das exportações brasileiras de carne bovina, a exposição é menor do que no segmento de aves, mas é possível ver efeitos potenciais sobre os produtores que já vinham trabalhando para redirecionar embarques para outras regiões após a imposição de cotas de produtos pela China.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) indicou que 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina dependem de rotas que passavam pelo Estreito de Ormuz, trazendo novos riscos para a cadeia de suprimentos do setor.

Os volumes destinados ao Oriente Médio pela Minerva representaram 9% das exportações totais nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre de 2025 e, mesmo não entregando produtos diretamente para o Irã, a companhia ainda tem pela frente desafios logísticos para atender a região se a guerra continuar no processo de escalada.

Nos cálculos do Itaú BBA, os spreads da carne bovina no Brasil – a diferença entre o preço de venda da carne e o custo da matéria-prima – recuaram 5,6% na comparação trimestral até agora no primeiro trimestre deste ano. O movimento é resultado da alta de 4,4% nos custos do gado, combinada com uma queda de 1,5% nos preços de exportação da carne bovina.

Desde o começo de março, as ações da MBRF (MBRF3) acumulam perdas de 12,6%. Já os papéis da Minerva (BEEF3) têm baixa de 13,8% no mesmo período.

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Kalshi e Polymarket: rodada de investimentos pode avaliar empresas do mercado preditivo em US$ 20 bilhões

A Kalshi e a Polymarket, as duas principais empresas do chamado mercado preditivo, em que usuários apostam ou negociam contratos sobre o resultado de eventos futuros, estão em conversas com investidores para possíveis novas rodadas de financiamento que poderiam avaliá-las em cerca de US$ 20 bilhões cada uma. As informações são do The Wall Street Journal.

Segundo a publicação, conforme pessoas próximas ao tema, as duas companhias estiveram em discussões para captação de recursos que atribuiria esse valor a ambas, que hoje são avaliadas pela metade desse montante. As negociações ainda estão em estágio inicial.

A Kalshi já opera nos Estados Unidos e tem sido uma das plataformas que impulsionaram uma nova onda de apostas baseadas em eventos. Além de esportes, os usuários podem negociar contratos ligados a resultados na política, na economia e até na cultura pop.

Se um usuário acredita que um resultado vai acontecer, ele pode comprar o contrato por um determinado preço, que reflete a probabilidade atribuída pelo mercado. Se o evento realmente ocorrer, o contrato paga um valor fixo (normalmente US$ 1), e o comprador fica com o ganho. Quem vendeu esse contrato ou apostou no resultado oposto é quem perde.

Se o evento não acontecer, ocorre o contrário: o contrato perde valor ou expira sem pagamento, e quem apostou naquele resultado arca com a perda. Assim, os preços dos contratos vão mudando conforme as apostas dos usuários e acabam refletindo a percepção coletiva sobre as chances de cada resultado.

Ainda de acordo com o jornal, em dezembro, a empresa levantou US$ 1 bilhão em uma rodada que contou com investidores como Paradigm e Sequoia Capital, operação que levou a avaliação da empresa para cerca de US$ 11 bilhões.

Fundada em 2018 por Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, a companhia recebeu em 2020 autorização da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) para operar como a primeira bolsa regulada nos Estados Unidos dedicada a mercados baseados em eventos.

O crescimento recente da plataforma também aparece nas receitas. Segundo pessoas familiarizadas com o negócio citadas pela reportagem, a empresa ultrapassou US$ 1 bilhão em receita anualizada, uma estimativa baseada no ritmo atual de faturamento. Uma dessas fontes afirma que esse valor já estaria próximo de US$ 1,5 bilhão.

A Polymarket, por sua vez, ainda não está oficialmente disponível para usuários nos Estados Unidos. Embora seja possível acessar o serviço por meio de VPN, os termos da plataforma proíbem a participação de americanos, e a empresa pode usar tecnologia de geobloqueio para impedir esse acesso. A expectativa é lançar ainda este ano uma versão do aplicativo adaptada às regras do mercado americano, conforme a publicação.

Criada em 2020 por Shayne Coplan, a Polymarket foi avaliada pela última vez em cerca de US$ 9 bilhões, ainda conforme a reportagem. Esse valor foi estabelecido em outubro, depois que a Intercontinental Exchange, controladora da Bolsa de Nova York, concordou em investir até US$ 2 bilhões na empresa, segundo dados da PitchBook.

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Kalshi e Polymarket: rodada de investimentos pode avaliar empresas do mercado preditivo em US$ 20 bilhões

A Kalshi e a Polymarket, as duas principais empresas do chamado mercado preditivo, em que usuários apostam ou negociam contratos sobre o resultado de eventos futuros, estão em conversas com investidores para possíveis novas rodadas de financiamento que poderiam avaliá-las em cerca de US$ 20 bilhões cada uma. As informações são do The Wall Street Journal.

Segundo a publicação, conforme pessoas próximas ao tema, as duas companhias estiveram em discussões para captação de recursos que atribuiria esse valor a ambas, que hoje são avaliadas pela metade desse montante. As negociações ainda estão em estágio inicial.

A Kalshi já opera nos Estados Unidos e tem sido uma das plataformas que impulsionaram uma nova onda de apostas baseadas em eventos. Além de esportes, os usuários podem negociar contratos ligados a resultados na política, na economia e até na cultura pop.

Se um usuário acredita que um resultado vai acontecer, ele pode comprar o contrato por um determinado preço, que reflete a probabilidade atribuída pelo mercado. Se o evento realmente ocorrer, o contrato paga um valor fixo (normalmente US$ 1), e o comprador fica com o ganho. Quem vendeu esse contrato ou apostou no resultado oposto é quem perde.

Se o evento não acontecer, ocorre o contrário: o contrato perde valor ou expira sem pagamento, e quem apostou naquele resultado arca com a perda. Assim, os preços dos contratos vão mudando conforme as apostas dos usuários e acabam refletindo a percepção coletiva sobre as chances de cada resultado.

Ainda de acordo com o jornal, em dezembro, a empresa levantou US$ 1 bilhão em uma rodada que contou com investidores como Paradigm e Sequoia Capital, operação que levou a avaliação da empresa para cerca de US$ 11 bilhões.

Fundada em 2018 por Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, a companhia recebeu em 2020 autorização da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) para operar como a primeira bolsa regulada nos Estados Unidos dedicada a mercados baseados em eventos.

O crescimento recente da plataforma também aparece nas receitas. Segundo pessoas familiarizadas com o negócio citadas pela reportagem, a empresa ultrapassou US$ 1 bilhão em receita anualizada, uma estimativa baseada no ritmo atual de faturamento. Uma dessas fontes afirma que esse valor já estaria próximo de US$ 1,5 bilhão.

A Polymarket, por sua vez, ainda não está oficialmente disponível para usuários nos Estados Unidos. Embora seja possível acessar o serviço por meio de VPN, os termos da plataforma proíbem a participação de americanos, e a empresa pode usar tecnologia de geobloqueio para impedir esse acesso. A expectativa é lançar ainda este ano uma versão do aplicativo adaptada às regras do mercado americano, conforme a publicação.

Criada em 2020 por Shayne Coplan, a Polymarket foi avaliada pela última vez em cerca de US$ 9 bilhões, ainda conforme a reportagem. Esse valor foi estabelecido em outubro, depois que a Intercontinental Exchange, controladora da Bolsa de Nova York, concordou em investir até US$ 2 bilhões na empresa, segundo dados da PitchBook.

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Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

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Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

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IG4 pode abandonar negociações pela Braskem

A gestora de ativos IG4 Capital sinalizou que pode abandonar as negociações para adquirir uma participação de controle na gigante petroquímica brasileira Braskem, já que o órgão antitruste do país, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), atrasou a análise do acordo.

Na última quarta-feira, 4, o InvestNews publicou que a demora na análise do processo pode levar a um desmanche no acordo entre ambos para dividirem o controle da petroquímica e comprometer a sua saúde financeira. A operação foi apresentada à autarquia no dia 23 de dezembro.

Segundo pessoas próximas às negociações, a Braskem teria apenas mais quatro meses de caixa e enfrentaria dificuldades para quitar pagamentos de juros já na metade do ano. Procurada, a Braskem não comentou. Esse cenário seria diferente daquele considerado pela IG4 quando iniciou as tratativas, e a gestora teria sinalizado a bancos que pode desistir do negócio.

O que dizem as empresas

A Braskem e a IG4 não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A Petrobras, que divide o controle da Braskem com a Novonor, também não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

As ações da Braskem reduziram ganhos que chegaram a 8,5% após a reportagem. Os papéis subiam 1,3% às 11h51 em São Paulo.

Em dezembro, a IG4 e o problemático conglomerado Novonor — anteriormente conhecido como Odebrecht — assinaram um acordo vinculante com bancos credores para comprar toda a dívida da Novonor lastreada em ações da Braskem.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como o órgão é conhecido, vem analisando o negócio desde então. No mês passado, a autoridade estendeu o prazo para a revisão do acordo.

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Esqui indoor cresce na Faria Lima

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A médica cirurgiã Elisa Aranzana nunca havia esquiado quando comprou uma passagem para os Alpes franceses. A viagem era para janeiro deste ano. O tempo de férias, curto.

Em vez de chegar sem preparo — e gastar entre 750 e 800 euros por dia com um instrutor particular na Europa — ela encontrou uma saída a duas quadras da Avenida Faria Lima, em São Paulo: uma academia especializada que oferece aulas de esqui indoor em um simulador.

A prática de esportes de neve tem atraído mais brasileiros entre os que podem pagar os custos de uma viagem internacional, incluindo a hospedagem, aulas práticas e acesso às pistas.

Em 2025, cerca de 600 mil turistas do país viajaram para destinos de neve, segundo disse o presidente da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve), Anders Pettersson.

Apesar do interesse crescente, são poucas as alternativas para manter a prática do esporte a não ser buscar algum destino de neve.

Os simuladores de esqui agora oferecem outra opção sem precisar sair de São Paulo. “A demanda, desde a inauguração, foi 100% todos os dias”, diz Marco Parisotto, fundador da escola Born to Ski, aberta em setembro de 2025.

⇒ Leia a reportagem: Da Faria Lima aos Alpes: simuladores de esqui preparam brasileiros ricos para a neve

A médica cirurgiã Elisa Aranzana, no simulador de esqui: 'Queria tanto aprender a esquiar. Agora vai' (Foto: Sérgio Ripardo/Bloomberg Linea)

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam em queda nesta sexta-feira (6), enquanto investidores avaliam o impacto da guerra entre EUA e Irã nos mercados de energia e aguardam a divulgação do payroll de fevereiro.

- Crise no Master. Daniel Vorcaro será transferido sob forte esquema de segurança para um presídio federal em Brasília. A decisão foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça após pedido urgente da Polícia Federal, que citou risco à integridade física do banqueiro.ㅤ

- Fronteiras da guerra EUA-Irã. Um submarino dos EUA afundou um navio iraniano a cerca de 40 milhas náuticas da costa do Sri Lanka, elevando os riscos de segurança e econômicos na região Indo-Pacífico. O ataque de Washington sinaliza que embarcações iranianas podem ser atingidas além do Oriente Médio.ㅤ

- Tarifas de Trump na mira. Mais de 20 estados americanos entraram na Justiça para tentar derrubar as novas tarifas globais de 10% impostas por Donald Trump em fevereiro. A disputa pode durar meses e ocorre enquanto empresas buscam reembolsos de cerca de US$ 170 bilhões pagos sob as tarifas anuladas.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (05/03): Dow Jones Industrials (-1,61%), S&P 500 (-0,56%), Nasdaq Composite (-0,26%), Stoxx 600 (-1,29%), Ibovespa (-2,64%)

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🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Banco Central ‘não pode ignorar’ guerra no Irã ao avaliar juros, diz diretor

Petrobras tem lucro de R$ 110 bi em 2025 com alta da produção e ganhos cambiais

Wall Street em alerta: superprodutividade da IA pode tornar empresas dispensáveis

• Também é importante: De fraude a ameaça a jornalista: segunda prisão de Vorcaro amplia crise do Master| Como esta empresa aposta em brincos eletrônicos para monitorar 1 milhão de bois

• Opinião Bloomberg: Além do preço ‘acessível’: MacBook de US$ 599 busca dar fôlego às vendas da Apple

• Para não ficar de fora: Como a Nestlé busca se antecipar à Páscoa para vender mais chocolates

Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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Além da doação: famílias bilionárias adotam visão estratégica na filantropia, diz UBS

O investimento filantrópico e social das famílias mais ricas do mundo está em evolução e se torna mais abrangente, com estruturas mais sofisticadas que vão além de modelos tradicionais de alocação de capital para projetos específicos.

É o que revela o estudo Trends in Philanthropy 2026, recém-concluído pelo UBS a partir de entrevistas com clientes e de conclusões do relatório Global Family Office Report 2025, ao qual a Bloomberg Línea obteve acesso em primeira mão.

“Para nós, não foi uma surpresa a partir do relacionamento que temos com mais de mil famílias no mundo. É a evolução de uma tendência que vemos nos últimos anos de vontade de mudar a forma como a filantropia é feita por meio de family offices”” disse Kai Grunauer, diretor executivo para América Latina da área de Impacto Social e Filantropia do UBS, em entrevista à Bloomberg Línea.

Leia também: Do império da Suzano à fotografia: a incursão de David Feffer na filantropia

O estudo aponta três tendências principais: a primeira é a evolução para um modelo que busca moldar capital, governança e estratégia com disciplina de negócios; a segunda trata de inserir a busca por impacto em todo o ecossistema, seja por meio de estruturas combinadas, capital catalítico e estratégias coordenadas para endereçar desafios sistêmicos e medir progresso de forma mais holística.

E a terceira tendência é se tornar um player mais influente no ecossistema, ao investir em talentos especializados e buscar alavancar redes de contatos e exercer influência política, com uso de “policapital” para alcançar resultados financeiros e sociais.

“Historicamente, family offices buscavam algo apenas transacional, colocavam um contador para assinar cheques e era muito fácil. Isso mudou porque as famílias querem fazer mais”, disse o executivo.

Novos modelos adotados incluem a contratação de profissionais dedicados a montar uma estratégia, a desenhar projetos e a mensurar impactos, segundo ele.

Outra mudança em curso é a adoção de uma visão que Grunauer descreveu como mais “horizontal”: “as famílias não estão se limitando à filantropia mas também buscam investimentos de impacto, investimentos sustentáveis e por meio de suas empresas, para que adotem ações que contribuam para mudanças sociais”.

“Mas o que mais me surpreendeu foi o conceito de ‘policapital’: em vez de apenas recursos financeiros, famílias têm feito uso de networking, ou seja, de sua rede de relacionamentos, capital político, advocacy para influenciar políticas públicas e também o conhecimento que adquiriram e sua reputação para ajudar que seus projetos filantrópicos atinjam seus objetivos”, disse o executivo do UBS, que lidera essas conversas de orientação com famílias da América Latina.

Essa última tendência se faz mais presente em mercados desenvolvidos mas também acontece, em menor grau, em países latino-americanos, diante do entendimento de famílias de que esse capital político abre portas nas esferas do poder e isso viabiliza a execução de ações para alcançar os objetivos de filantropia e sociais.

Novas gerações familiares muitas vezes lideram essa frente, em conjunto com o citado movimento de sofisticação da área, com o estudo e a especialização em conceitos como empreendedorismo social e investimento de impacto em universidades norte-americanas, britânicas e europeias.

“São representantes de novas gerações que depois passam esse conhecimento para seus pais e avós, o que amplia a sofisticação das estratégias.”

Essa mudança em curso envolve também o perfil e o conhecimento de profissionais que atuam nos próprios family offices e que passam a contar com competências que vão além da visão exclusivamente financeira e de alocação do passado.

No UBS, segundo explicou o diretor executivo, a atuação passa por três frentes: a assessoria às famílias nessas frentes, a organização de eventos como a LAIC (Latin America Investment Conference), realizada em São Paulo no fim de janeiro, para compartilhamento de conhecimento sobre tendências, e a disponibilização de uma plataforma de networking entre famílias com projetos e interesses comuns.

“O banco busca ser não somente um intermediador de capitais mas também de ideias”, disse Grunauer.

Internamente, o trabalho passa também pela capacitação de bankers, para que consigam ter uma atuação mais especializada para atender clientes com tais objetivos.

O executivo destacou que há outras tendências. Uma delas envolve os temas mais abordados quando se trata de filantropia e investimentos de impacto.

“Historicamente, educação, saúde e geração de emprego foram os temas tradicionais na América Latina. Temas como direitos humanos, que não existiam há quinze, vinte anos, estão mais presentes. Migração, questões de gênero e, principalmente, mudanças climáticas também estão mais presentes”, afirmou Grunauer.

Outra tendência detectada é a expansão de parcerias público-privadas para projetos desenhados para contar com esse capital, muitas vezes por meio de incentivos, de acordo com o estudo do banco global com sede em Zurique, na Suíça.

Segundo o estudo do UBS, “o próximo capítulo para family offices não será definido por um único modelo operacional mas pela adaptabilidade”.

“Os family offices que estiverem melhor posicionados para o que vem a seguir serão aqueles que combinam execução disciplinada com abertura para novas formas de trabalhar – aqueles que tratam o alinhamento, a colaboração e o aprendizado contínuo como capacidades essenciais.”

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© Pascal Mora

Sede do UBS, na Suíça: as famílias não estão se limitando à filantropia mas também buscam investimentos de impacto. (Foto:Pascal Mora/Bloomberg)
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A lenta retomada do investimento em escritórios

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Seis anos após o início da pandemia de covid-19, o regime de trabalho presencial se consolidou novamente nas empresas brasileiras – e o mercado imobiliário de escritórios já reflete a mudança em seus indicadores.

São Paulo, maior mercado corporativo do país, registrou em 2025 seu segundo melhor resultado dos últimos cinco anos em absorção líquida, que mede a diferença entre o total locado e o devolvido.

Foram 289.000 metros quadrados absorvidos no ano passado de acordo com dados da CBRE, consultoria global de referência no mercado imobiliário comercial e a maior do Brasil no setor.

Ainda assim, o movimento de retomada dos espaços ainda não foi suficiente para elevar o apetite do investidor pelo real estate corporativo.

O segmento tem apenas 18% de interesse de alocação de investidores este ano na América Latina, contra 40% do setor de logística, que segue sendo o mais desejado da região. Os dados são da pesquisa Investor Sentiment Survey da CBRE, adiantada com exclusividade à Bloomberg Línea.

“Observamos primeiro a queda da vacância antes que o investimento volte, o que ainda pode levar algum tempo”, avaliou Edson Ferrari, vice-presidente da CBRE Brasil.

⇒ Leia a reportagem: Retorno aos escritórios impulsiona locação. Mas investidores continuam cautelosos

Retorno aos espaços ainda não foi suficiente para retomar o apetite do investidor pelo real estate corporativo. (Foto: Paulo Fridman/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações internacionais e futuros dos EUA registraram novas perdas no início desta quinta-feira (5), e o petróleo Brent retomou sua trajetória de alta, enquanto a guerra no Oriente Médio causa crescentes interrupções nos mercados de energia.

- China reduz meta de crescimento. Pequim estabeleceu sua meta de crescimento mais modesta desde 1991, um reconhecimento de que o modelo que impulsiona a ascensão econômica do país está mostrando tensões. A meta - uma faixa de 4,5% a 5% - é a primeira redução formal desde 2023.

- Aéreas sob pressão. O setor de aviação global tem sido abalado por problemas financeiros e logísticos ligados à guerra do Irã. O número de voos cancelados para centros do Oriente Médio ultrapassa 23.000 desde o início dos combates.

- Broadcom avança em chips. O CEO da empresa de tecnologia de ponta, Hock Tan, disse que espera que suas vendas de chips de inteligência artificial cheguem a US$ 100 bilhões no próximo ano, marcando uma importante incursão no território dominado pela Nvidia.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

Os mercados nesta quinta-feira (5)
🔘 As bolsas ontem (04/03): Dow Jones Industrials (+0,49%), S&P 500 (+0,78%), Nasdaq Composite (+1,29%), Stoxx 600 (+1,37%), Ibovespa (+1,24%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Raízen avalia recuperação extrajudicial após um aporte de R$ 4 bi de acionistas

Oncoclínicas busca waiver de debenturistas para descumprir limite de alavancagem

Nubank compra ‘naming rights’ de estádio do Inter Miami e avança em expansão nos EUA

• Também é importante: Bilionário mexicano prepara sua maior aposta no setor bancário após acordo com o Citi | Ualá, da Argentina, atinge valuation de US$ 3,2 bi em nova rodada de investimentos

• Opinião Bloomberg: Por que os mercados de previsão precisam interromper apostas ligadas a guerras

• Para não ficar de fora: Uso de armas caras contra o Irã testa os limites dos estoques militares dos EUA

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Raízen avalia recuperação extrajudicial e aporte de R$ 4 bilhões para tentar sobreviver

A Raízen informou na noite de quarta-feira (4) que avalia pedir recuperação extrajudicial para tentar encontrar saídas para sua crise financeira.

Em um fato relevante, a gigante sucroalcoleira disse que Shell e Cosan, seus acionistas controladores, discutem a injeção de R$ 4 bilhões em uma estratégia que pode incluir ainda a conversão de dívida em participação acionária e “alogamento do saldo remanescente da dívida”.

A proposta, discutida nas últimas semanas com seus acionistas controladores, inclui um aporte de R$ 3,5 bilhões provenientes do Grupo Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, empresa ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan.

Além disso, a Raízen fala em dar prosseguimento à venda de ativos classificados como “não estratégicos”. A companhia afirma que essas medidas não afetarão suas operações ou seus parceiros de negócios.

Impasse

Na semana passada, executivos do BTG Pactual – um acionista e credor relevante da Raízen -, da Cosan e lideranças globais da Shell se reuniram em Londres para discutir possíveis caminhos para a reestruturação, mas deixaram a capital britânica sem um acordo.

A discussão sobre uma reestruturação ocorre diante do aumento do endividamento da companhia. A dívida bruta da Raízen chegou ao fim de setembro a cerca de R$ 70 bilhões, com R$ 55,3 bilhões em dívida líquida, o que coloca a alavancagem em 5,3 vezes o resultado operacional (Ebitda).

visualization

O custo financeiro para carregar esse passivo já supera R$ 7 bilhões por ano, segundo pessoas próximas das negociações. Nos nove meses do ano-safra 2025/26, a companhia reportou cerca de R$ 4 bilhões em despesas com o serviço da dívida.

Com a Shell liderando o aporte e sem uma contraparte da Cosan, a petroleira passaria a consolidar os R$ 70 bilhões de dívida bruta em seu balanço, algo próximo a US$ 13,5 bilhões.

Por outro lado, o grupo de acionistas com Ometto e André Esteves, do BTG Pactual, seria diluído na composição acionária – hoje, Shell e Cosan possuem 88% da Raízen, sendo 44% cada um.

Visões diferentes

A petroleira anglo-holandesa defende uma solução considerada mais simples e imediata, com um aporte de cerca de R$ 7 bilhões – metade da Shell e metade da Cosan – combinado à renegociação das dívidas, com possíveis haircuts (descontos) e conversão de parte do débito em ações da Raízen. 

Já a Cosan, hoje co-controlada por Rubens Ometto e o BTG Pactual, defende uma alternativa que classifica como mais estrutural. A proposta do grupo brasileiro prevê dividir a Raízen em duas empresas, separando a produção e o processamento da cana-de-açúcar da operação de distribuição de combustíveis. 

Nesse desenho, fundos de private equity do BTG teriam mandato para aportar cerca de R$ 5,5 bilhões na empresa de combustíveis, assumindo o controle do negócio e tendo a Shell como sócia.

Por regras internas, no entanto, a área de private equity do banco não investe diretamente em empresas expostas a commodities, o que ajuda a explicar o interesse apenas na divisão de combustíveis, e não na operação agrícola e industrial ligada à cana.

A lógica por trás da proposta é que os dois negócios têm perfis de risco muito distintos. Enquanto a distribuição de combustíveis tende a gerar fluxo de caixa mais previsível, a produção de açúcar e etanol está mais sujeita ao ciclo das commodities e à volatilidade das safras.

Diante do impasse entre os sócios, prevaleceu a avaliação de que caberia à Shell liderar a solução.

A marca Shell e a rede de postos – ativos centrais da operação de combustíveis da Raízen – pertencem ao grupo anglo-holandês. “A solução acabou voltando para a Shell”, disse uma pessoa próxima das negociações. “A marca e os postos são dela.”

Joint venture entre Shell e Cosan, a Raízen é uma das maiores produtoras de etanol e energia renovável do Brasil, com presença relevante no mercado de combustíveis.

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Raízen avalia recuperação extrajudicial e aporte de R$ 4 bilhões para tentar sobreviver

A Raízen informou na noite de quarta-feira (4) que avalia pedir recuperação extrajudicial para tentar encontrar saídas para sua crise financeira.

Em um fato relevante, a gigante sucroalcoleira disse que Shell e Cosan, seus acionistas controladores, discutem a injeção de R$ 4 bilhões em uma estratégia que pode incluir ainda a conversão de dívida em participação acionária e “alogamento do saldo remanescente da dívida”.

A proposta, discutida nas últimas semanas com seus acionistas controladores, inclui um aporte de R$ 3,5 bilhões provenientes do Grupo Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, empresa ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan.

Além disso, a Raízen fala em dar prosseguimento à venda de ativos classificados como “não estratégicos”. A companhia afirma que essas medidas não afetarão suas operações ou seus parceiros de negócios.

Impasse

Na semana passada, executivos do BTG Pactual – um acionista e credor relevante da Raízen -, da Cosan e lideranças globais da Shell se reuniram em Londres para discutir possíveis caminhos para a reestruturação, mas deixaram a capital britânica sem um acordo.

A discussão sobre uma reestruturação ocorre diante do aumento do endividamento da companhia. A dívida bruta da Raízen chegou ao fim de setembro a cerca de R$ 70 bilhões, com R$ 55,3 bilhões em dívida líquida, o que coloca a alavancagem em 5,3 vezes o resultado operacional (Ebitda).

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O custo financeiro para carregar esse passivo já supera R$ 7 bilhões por ano, segundo pessoas próximas das negociações. Nos nove meses do ano-safra 2025/26, a companhia reportou cerca de R$ 4 bilhões em despesas com o serviço da dívida.

Com a Shell liderando o aporte e sem uma contraparte da Cosan, a petroleira passaria a consolidar os R$ 70 bilhões de dívida bruta em seu balanço, algo próximo a US$ 13,5 bilhões.

Por outro lado, o grupo de acionistas com Ometto e André Esteves, do BTG Pactual, seria diluído na composição acionária – hoje, Shell e Cosan possuem 88% da Raízen, sendo 44% cada um.

Visões diferentes

A petroleira anglo-holandesa defende uma solução considerada mais simples e imediata, com um aporte de cerca de R$ 7 bilhões – metade da Shell e metade da Cosan – combinado à renegociação das dívidas, com possíveis haircuts (descontos) e conversão de parte do débito em ações da Raízen. 

Já a Cosan, hoje co-controlada por Rubens Ometto e o BTG Pactual, defende uma alternativa que classifica como mais estrutural. A proposta do grupo brasileiro prevê dividir a Raízen em duas empresas, separando a produção e o processamento da cana-de-açúcar da operação de distribuição de combustíveis. 

Nesse desenho, fundos de private equity do BTG teriam mandato para aportar cerca de R$ 5,5 bilhões na empresa de combustíveis, assumindo o controle do negócio e tendo a Shell como sócia.

Por regras internas, no entanto, a área de private equity do banco não investe diretamente em empresas expostas a commodities, o que ajuda a explicar o interesse apenas na divisão de combustíveis, e não na operação agrícola e industrial ligada à cana.

A lógica por trás da proposta é que os dois negócios têm perfis de risco muito distintos. Enquanto a distribuição de combustíveis tende a gerar fluxo de caixa mais previsível, a produção de açúcar e etanol está mais sujeita ao ciclo das commodities e à volatilidade das safras.

Diante do impasse entre os sócios, prevaleceu a avaliação de que caberia à Shell liderar a solução.

A marca Shell e a rede de postos – ativos centrais da operação de combustíveis da Raízen – pertencem ao grupo anglo-holandês. “A solução acabou voltando para a Shell”, disse uma pessoa próxima das negociações. “A marca e os postos são dela.”

Joint venture entre Shell e Cosan, a Raízen é uma das maiores produtoras de etanol e energia renovável do Brasil, com presença relevante no mercado de combustíveis.

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O dinheiro que vai pra Cuba: sob pressão dos EUA, regime comunista amplia parcerias com setor privado

Cuba autorizou empresas privadas a fazerem parcerias com empresas estatais, um passo cauteloso para afrouxar seu controle sobre a economia, enquanto Havana luta para fornecer serviços básicos sob intensa pressão de Washington.

De acordo com novas regulamentações publicadas nesta terça-feira (3), o incipiente setor privado da ilha poderá fechar acordos com entidades estatais em “qualquer área legal”, exceto educação, saúde e defesa. No entanto, as regras permitem que os braços comerciais desses setores celebrem contratos, o que significa que as empresas poderão trabalhar com a GAESA, o poderoso conglomerado empresarial militar que controla grande parte da economia.

A nova lei também concede ampla liberdade às joint ventures para decidir quantos funcionários terão, definir salários e importar e exportar mercadorias diretamente. Esses arranjos são reconhecidos desde 2021, mas nunca foram regulamentados. Céticos, contudo, devem recomendar cautela até que fique claro que as regras estão funcionando e que o governo comece a aprovar propostas.

O governo de Cuba enfrenta uma crise existencial à medida que a administração de Donald Trump corta os suprimentos de combustível da ilha. Os EUA, na esperança de romper o controle do regime comunista sobre a política e a economia, também buscam encerrar as brigadas médicas estrangeiras do país — uma importante fonte de divisas.

Embora os EUA tenham emitido novas diretrizes permitindo que empresas privadas cubanas importem seu próprio combustível, os volumes envolvidos representam uma fração do que a ilha necessita. As usinas termelétricas do país requerem cerca de 100 mil barris de petróleo por dia para atender à demanda, e a produção doméstica responde por apenas dois quintos desse total.

No início desta semana, o presidente Miguel Díaz-Canel disse aos legisladores que mudanças “urgentes” eram necessárias na economia, incluindo dar ao setor privado e aos municípios individuais “mais autonomia” — o reconhecimento de que a economia controlada pelo Estado está falhando.

Cuba culpa as políticas de Washington por tê-la levado à beira do colapso. As Nações Unidas e outras entidades alertaram que a ilha de 10 milhões de habitantes está à beira de uma crise humanitária, à medida que serviços básicos — de eletricidade à coleta de lixo — entram em colapso.

O secretário de Estado Marco Rubio mantém conversas com representantes cubanos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, enquanto o governo Trump avança para tornar a ilha mais dependente dos EUA para suprimentos.

Autoridades em Havana e Washington, no entanto, parecem estar cooperando na investigação de um tiroteio fatal — entre forças de segurança e um grupo de cubanos que viviam nos EUA — a bordo de uma lancha registrada na Flórida, na costa norte da ilha. Os seis sobreviventes do incidente foram acusados de terrorismo na terça-feira.

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Polícia Federal prende Daniel Vorcaro, do Banco Master, em nova fase de operação da Justiça

A Polícia Federal prendeu nesta manhã de quarta-feira (4) o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A detenção faz parte da 3ª fase da Operação Compliance Zero.

Segundo nota da Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Trata-se da primeira medida autorizada pelo ministro André Medonça desde que ele assumiu a relatoria do caso em substituição ao ministro Dias Toffoli.

As investigações contaram com o apoio do Banco Central.

Segundo a PF, a operação investiga possíveis práticas de crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões. O objetivo é “interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.

A Operação Compliance Zero foi deflagrada inicialmente em novembro de 2025 relacionada a investigações sobre as suspeitas de prática de crimes envolvendo o Banco Master e o BRB, como a criação de carteiras de crédito fictícias para inflar o patrimônio do banco de Daniel Vorcaro e ocultar perdas e passivos que não teriam condições de serem honrados.

Em ato relacionado à operação, o Banco Central decretou a liquidação do Master depois de meses de investigação com o objetivo declarado de mitigar riscos de contágio das perdas ao sistema financeiro nacional.

Na ocasião, Vorcaro chegou a ser detido no aeroporto internacional de São Paulo antes de embarque para o exterior, mas foi solto dez dias depois com habeas corpus do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

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O crescimento da filantropia de ‘impacto’

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

O investimento filantrópico e social das famílias mais ricas do mundo está em evolução e se torna mais abrangente, com estruturas mais sofisticadas que vão além de modelos tradicionais de alocação de capital para projetos específicos.

É o que revela o estudo Trends in Philanthropy 2026, recém-concluído pelo UBS a partir de entrevistas com clientes e de conclusões do relatório Global Family Office Report 2025, ao qual a Bloomberg Línea obteve acesso em primeira mão.

O estudo aponta três tendências principais: a adoção de disciplina de negócios para moldar capital, governança e estratégia; a busca por impacto em todo o ecossistema; e o uso do chamado “policapital” — redes de contato, influência política e reputação — para ampliar resultados financeiros e sociais.

“Historicamente, family offices buscavam algo apenas transacional, colocavam um contador para assinar cheques e era muito fácil. Isso mudou porque as famílias querem fazer mais”, disse Kai Grunauer, diretor executivo para América Latina da área de Impacto Social e Filantropia do UBS, em entrevista à Bloomberg Línea.

Novos modelos adotados incluem a contratação de profissionais dedicados a montar uma estratégia, a desenhar projetos e a mensurar impactos, segundo ele.

⇒ Leia a reportagem: Além da doação: famílias bilionárias adotam visão estratégica na filantropia, diz UBS

Sede do UBS, na Suíça: as famílias não estão se limitando à filantropia mas também buscam investimentos de impacto. (Foto:Pascal Mora/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações internacionais aprofundaram as perdas enquanto a redução das expectativas de um fim rápido para a guerra no Irã ampliou as preocupações sobre um aumento no preço do petróleo e seu efeito indireto sobre a economia.

- Mais problemas na Raízen. As negociações para resgatar a Raízen fracassaram depois que as duas empresas que controlam a empresa, Cosan e Shell, não chegaram a um acordo sobre um plano de capitalização, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.

- Flexibilização do compulsório. O Banco Central concedeu um alívio aos bancos no momento em que as instituições recompõem o Fundo Garantidor de Créditos. Os bancos poderão deduzir as contribuições que anteciparem ao FGC do compulsório, tanto para depósitos à vista quanto a prazo.

- Recuo da New World Development. A negociação de US$ 4 bilhões da Blackstone com a New World Development foi bloqueada porque a família bilionária que administra a incorporadora de Hong Kong reluta em abrir mão do controle.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

Os mercados nesta quarta-feira (4)
🔘 As bolsas ontem (03/03): Dow Jones Industrials (-0,83%), S&P 500 (+0,94%), Nasdaq Composite (-1,02%), Stoxx 600 (-3,08%), Ibovespa (-3,28%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Oncoclínicas enfrenta desafio de rolar R$ 1 bi em meio a troca de CEO e rebaixamentos

GPA contrata Munhoz Advogados para reestruturar dívida, dizem fontes

Shell investirá R$ 3,5 bi na Raízen e espera aporte igual da Cosan, diz CEO no Brasil

• Também é importante: Dólar recupera papel de ‘porto seguro’ com guerra no Irã e riscos de inflação | Citi nomeia André Cury como o novo presidente da operação do Brasil

• Opinião Bloomberg: Por que Donald Trump precisa reabrir o Estreito de Ormuz o mais rápido possível

• Para não ficar de fora: Viagens de 6 horas no deserto: a saga de viajantes para deixar Dubai, Abu Dhabi e Doha

Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Editor sênior, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)

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Efeito Master: Banco Central libera R$ 30 bilhões em compulsório para bancos recomporem o FGC

O Banco Central editou nesta terça-feira (3) a Resolução BCB nº 551, que cria uma espécie de compensação contábil para evitar que a recomposição do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) drene liquidez do sistema bancário. A estimativa do BC é que a medida libere até R$ 30 bilhões em 2026.

O contexto é o seguinte: em fevereiro, o FGC obrigou todos os bancos associados a antecipar contribuições mensais para recompor o caixa do fundo, esvaziado após o pagamento de R$ 51,8 bilhões em garantias a depositantes de instituições ligadas ao banco Master — incluindo o Will Bank e o Banco Pleno, liquidados na sequência. Se os bancos simplesmente tirassem esse dinheiro de suas operações para depositar no FGC, o efeito prático seria um aperto de liquidez no sistema, algo que o BC quer evitar num momento de juros já elevados.

A solução foi permitir que cada banco desconte do compulsório — a reserva obrigatória que toda instituição financeira mantém depositada no BC — o valor exato que antecipar ao FGC. Em termos simples: o dinheiro que o banco já tinha parado no BC é redirecionado ao fundo, em vez de sair do caixa operacional. Para o sistema como um todo, o volume de recursos em circulação não muda — é o que o BC chama de “neutralizar o efeito da antecipação ao FGC na liquidez do sistema bancário”.

A resolução ainda dá aos bancos a liberdade de escolher de qual compulsório fazer a dedução — se do que incide sobre depósitos à vista ou sobre depósitos a prazo. A distinção importa porque a composição de passivos varia muito entre instituições: bancos de varejo com grande base de conta corrente podem preferir deduzir do compulsório à vista, enquanto bancos mais dependentes de CDBs podem optar pelo de depósitos a prazo. Na avaliação do BC, essa flexibilidade “amplia a efetividade do instrumento e potencializa seu alcance”.

O alívio é temporário. À medida que cada parcela antecipada ao FGC vence, o compulsório correspondente é recomposto. O efeito líquido, portanto, é o de um colchão rotativo: libera agora, recolhe depois — exatamente a função que o compulsório já deveria cumprir em situações de estresse.

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Prio elimina última pendência para início da produção no campo de Wahoo

A Prio informou nesta terça-feira (3) que recebeu do Ibama a licença de operação do campo de Wahoo, removendo a última etapa regulatória necessária para o início da produção do projeto, que está em fase final de comissionamento. No balanço do terceiro trimestre, a empresa já indicava que o primeiro óleo estava previsto entre março e abril de 2026. 

A companhia já havia obtido a licença de instalação em setembro e iniciado a construção submarina e a interligação (tieback). Localizado na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, Wahoo será interligado ao FPSO de Frade – a unidade flutuante que já produz petróleo no campo vizinho – o que permite o desenvolvimento do projeto com menor intensidade de capital.

Leia também: Petrobras e ‘junior oils’: qual o futuro das ações com os conflitos no Oriente Médio

Wahoo é considerado um dos principais vetores de crescimento orgânico da Prio após um ciclo recente marcado por aquisições, como Peregrino e Albacora Leste. No 3T25, a produção média consolidada foi de 88,2 mil barris por dia, impactada pelas paradas de Peregrino.

A companhia já indicou anteriormente que Wahoo pode adicionar cerca de 40 mil barris por dia à produção quando estiver plenamente rampado, o equivalente a algo próximo de um quarto do volume atual.

A entrada de Wahoo tende a elevar esse patamar ao longo de 2026. O desenvolvimento do campo também tem peso relevante na estrutura de capital. A própria companhia destacou no balanço que o capex do trimestre foi influenciado pelos investimentos na perfuração e no desenvolvimento de Wahoo. 

Ao fim de setembro, a alavancagem medida por dívida líquida e o resultado operacional (Ebitda) ajustado estava em 2 vezes.

Com a licença de operação, a Prio encerra uma etapa que vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado, já que o cronograma de Wahoo havia sido revisado em anos anteriores em meio a entraves regulatórios. Agora, a companhia passará a focar na conclusão do comissionamento e no ramp-up da produção.

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Gestora de ‘special sits’ Geribá adquire o controle da Alliança Saúde

A operadora de saúde Alliança Saúde informou nesta terça-feira (3) que o fundo de investimento Tessai, criado na semana passada, adquiriu o controle da empresa, assumindo 59,84% do capital da companhia.

O Tessai FIP é um fundo da gestora Geribá, focada em special situations, que comprou as ações que pertenciam até o mês passado ao empresário Nelson Tanure, quando credores tomaram os papéis dados em garantia aos credores.

Segundo a Alliança Saúde, a operação pode resultar em alterações na estrutura administrativa da companhia, incluindo possíveis mudanças na composição do conselho de administração. As alterações serão submetidas aos órgãos competentes e/ou à assembleia geral, conforme necessário.

A Alliança Saúde, operadora de saúde com atuação em gestão de planos corporativos e soluções para empresas, oferece serviços de assistência médica e programas de saúde integrados.

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As apostas da nova geração da Coelho da Fonseca

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Quando tinha 19 anos, o filho mais novo de Álvaro Coelho da Fonseca, Luiz Alfredo, fez sua primeira venda como corretor de imóveis. Hoje com 32 anos, ele administra o dia a dia da empresa juntamente com seu irmão, Alvaro Marco.

“Eu respiro mercado imobiliário desde que nasci”, diz o sucessor da companhia de 50 anos, referência no segmento de luxo em São Paulo.

Sob comando da nova geração, uma das grandes apostas do grupo agora é uma empresa dedicada à negociação de terrenos na capital paulista.

A Coelho da Fonseca se juntou à Orix, de intermediação de terrenos para incorporação imobiliária, para criar uma joint venture com esse propósito, combinando o banco de dados e a experiência à expertise do sócio-fundador da Orix, Alex Lima.

Com isso, Luiz Alfredo relata que a Coelho consegue fazer cruzamentos “nada óbvios” para quem não está no dia a dia da incorporação. “Ganhamos escala em poucos meses, já temos muita coisa em prateleira”, diz em entrevista à Bloomberg Línea.

⇒ Leia a reportagem: De terrenos à formação de corretores: as apostas da nova geração da Coelho da Fonseca

Apartamentos de luxo em São Paulo: com 50 anos, corretora se especializou em imóveis de alto padrão. (Foto: Filipe Serrano/Bloomberg Línea)

No radar dos mercados

As ações de bolsas globais caíram e os títulos de renda fixa ampliaram suas perdas nesta terça-feira (3) enquanto a guerra no Irã entra em seu quarto dia sem nenhum sinal de redução.

- Restrição a chips para a China. Autoridades dos EUA consideram limitar o número de aceleradores de IA que a Nvidia pode exportar para qualquer empresa chinesa, o que restringiria ainda mais a reentrada da fabricante de chips em um mercado crucial.

- Rebaixamento da Paramount. A Fitch Ratings rebaixou as classificações da Paramount Skydance para junk, após o acordo da empresa de mídia para comprar a rival Warner Bros. Discovery.

- Compras por chatbot de IA. A Meta tem testado um recurso de pesquisa de compras em seu chatbot de inteligência artificial, rivalizando com uma ferramenta semelhante oferecida pelo ChatGPT, da OpenAI, e pelo Gemini, do Google.

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Os mercados nesta terça-feira (3)
🔘 As bolsas ontem (02/03): Dow Jones Industrials (-0,15%), S&P 500 (+0,04%), Nasdaq Composite (+0,36%), Stoxx 600 (-1,61%), Ibovespa (+0,28%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Patria traça meta de US$ 150 bi em ativos e mira novas aquisições no exterior

JPMorgan reduz aposta em emergentes com ataque ao Irã, mas vê América Latina resiliente

Alta da gasolina e da inflação? Guerra no Irã eleva os riscos para a economia dos EUA

• Também é importante: Portobello consolida vertical de vendas com flagship e mira expansão nos EUA | Origem Energia vai estocar gás no subsolo para reforçar sistema e atrair data centers

• Opinião Bloomberg: Em primeira carta a acionistas, Greg Abel mostra ser um seguidor das lições de Buffett

• Para não ficar de fora: Warburg Pincus vai investir até US$ 1 bilhão na Global Eggs, da Granja Faria

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