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Rede D’Or (RDOR3), Raízen (RAIZ4), 3Tentos (TTEN3) e outros destaques desta terça (23)

O processo de aquisição da Raízen (RAIZ4), a aprovação de JCP da Rede D’Or (RDOR3) e os novos investimentos da 3tentos (TTEN3) são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (23).

Confira o Radar do Mercado:

Raízen (RAIZ4): IG4 busca assumir controle da companhia até março de 2027

A gestora de private equity IG4 busca finalizar uma potencial aquisição do controle da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) até o final de março de 2027, condicionada à aprovação dos credores a sua oferta de compra, disseram executivos da IG4 em entrevista à Reuters.

A IG4, que recentemente se tornou co-controladora da petroquímica Braskem (BRKM5), juntamente com a Petrobras, agora quer adquirir o controle da Raízen, que há pouco tempo fechou um acordo de reestruturação de dívida de R$ 65 bilhões com credores locais e internacionais, a maior recuperação extrajudicial da história do país.

Rede D’Or (RDOR3) aprova R$ 400 milhões em JCP

A Rede D’Or (RDOR3) aprovou a distribuição de R$ 400 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP). O valor bruto corresponde a R$ 0,18320141504 por ação ordinária da companhia.

Segundo a empresa, a aprovação ocorreu em reunião do conselho de administração e ainda será submetida à ratificação da assembleia geral ordinária que analisará as contas do exercício de 2026. O montante será imputado aos dividendos obrigatórios referentes ao exercício social deste ano.

Terão direito ao provento os investidores com posição acionária na companhia ao final do pregão de 25 de junho de 2026. A partir de 26 de junho, as ações da Rede D’Or passarão a ser negociadas na condição “ex-JCP”.

O pagamento está previsto para 8 de julho de 2026.

3Tentos (TTEN3) abre lojas e promete nova indústria de etanol de milho

Em seu Investor Day, a 3tentos (TTEN3) anunciou um pacote de investimentos que inclui a abertura de novas lojas em importantes regiões agrícolas do país e o avanço de projetos industriais no interior do Pará, entre eles uma nova planta de etanol de milho.

Segundo comunicado enviado ao mercado, a companhia inaugurou oito lojas nos estados de Goiás, Pará, Tocantins e Minas Gerais. As novas unidades fazem parte da estratégia de expansão da empresa em fronteiras agrícolas consideradas estratégicas para o crescimento do agronegócio brasileiro.

Em Rio Verde (GO), um dos principais polos do agronegócio nacional, a nova operação terá potencial para atender cerca de 1,6 milhão de hectares, com foco nas culturas de soja, milho e sorgo.

MRV (MRVE3) vende empreendimentos no Texas por US$ 139 milhões e reduz dívida

A MRV&Co (MRVE3) anunciou a venda dos empreendimentos legados Ten Oaks e Rayzor Ranch, localizados no Texas, Estados Unidos, por US$ 139 milhões (R$ 716 milhões). A liquidação da operação está prevista para julho de 2026 e conta com um depósito não recuperável de US$ 12 milhões como garantia.

Segundo a companhia, a transação reduz o endividamento líquido consolidado da MRV&CO em US$ 87 milhões (R$ 448 milhões), o equivalente a uma queda de 7,5%. Além disso, haverá redução de US$ 46 milhões (R$ 237 milhões) em participações de minoritários.

Espaçolaser (ESPA3) anuncia oferta secundária do Fundo Magnólia

A Espaçolaser (ESPA3) protocolou pedido de registro de oferta pública secundária de ações, que terá como vendedor o Fundo Magnólia e pode movimentar até R$ 37,2 milhões.

A operação prevê uma oferta de até 6.106.557 ações ordinárias e a precificação dos papéis será fixada após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento.

Considerando o preço de fechamento das ações da empresa em 19 de junho, de R$ 6,10, citado no fato relevante, a oferta pode movimentar entre R$ 10,6 milhões, considerando a quantidade mínima de ações, e R$ 37,2 milhões, considerando a totalidade das ações.

Uber vai começar a excluir dezenas de carros das categorias Black e Comfort

A Uber mudou as regras do jogo para os motoristas de aplicativo e vai ser mais seletiva em relação aos carros autorizados a atender as categorias Comfort e Black.

A nova lista de veículos aceitos nessas categorias passará a valer a partir de 11 de janeiro de 2027.

De acordo com a Uber, a intenção é “aprimorar a experiência do usuário” nas categorias em questão.

As categorias Comfort e Black propõem uma viagem mais confortável, de acordo com as preferências do cliente. Ao mesmo tempo, elas tendem a gerar maior retorno monetário por corrida, comparadas ao Uber X, por exemplo.

Heineken anuncia brasileiro Rafael Oliveira como CEO global

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, anunciou o brasileiro Rafael Oliveira como novo presidente-executivo global da empresa. Com início previsto em 1º de outubro, Oliveira assume a vaga aberta após a renúncia de Dolf van den Brink do cargo em janeiro deste ano, devido a vendas em queda e investidores insatisfeitos.

Para assumir a vaga na cervejaria holandesa, Rafael Oliveira deixa o cargo de CEO da JDE Peet’s, maior empresa do mundo exclusivamente dedicada a café e chá, onde atuava como presidente-executivo global desde 2024.

Segundo comunicado divulgado pela Heineken, o conselho de supervisão indicará “Rafa Oliveira” para liderar a companhia por um período de quatro anos, em decisão que será tomada durante uma Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas a ser realizada em 5 de agosto.

A disparada da Farm Rio: de um stand numa feira cultural a uma marca avaliada em até R$ 5,5 bi

Tudo começou com um stand na Babilônia Feira Hype, um evento cultural oficial do Rio de Janeiro, no ano de 1997. Foi lá que a contadora Kátia Barros e seu amigo Marcello Bastos começaram a compartilhar suas criações no mercado de moda independente, focadas em estampas vibrantes e na estética da vida carioca. Nascia, assim, a Farm Rio.

Hoje, a marca conta com mais de 100 lojas no Brasil e presença em cidades como Nova York, Los Angeles, Paris e Londres.

Nos últimos dias, a marca entrou no radar do mercado com um potencial de avaliação de R$ 5,5 bilhões, nos cálculos de analistas do JP Morgan, em meio a uma potencial venda que pode destravar um valor expressivo para a Azzas 2154 (AZZA3), atual detentora da marca.

*Com informações da Reuters

*Com supervisão de Juliana Américo

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WEG (WEGE3), Moura Dubeux (MDNE3), Petrobras (PETR4) e outros destaques corporativos desta quarta (17)

O pagamento de JCP da WEG (WEGE3), o programa de recompra de ações da Moura Dubeux (MDNE3) e o subsídio ao diesel da Petrobras (PETR4) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (17)

Confira os destaques de hoje:

WEG (WEGE3) aprova pagamento de R$ 438 milhões em juros sobre capital próprio

A WEG (WEGE3) aprovou a distribuição de R$ 438,1 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), informou a companhia em comunicado ao mercado nesta terça-feira (16).

O valor corresponde a R$ 0,10 por ação. Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária em 19 de junho de 2026. A partir de 22 de junho, os papéis passarão a ser negociados na condição “ex-JCP”.

O pagamento está previsto para 10 de março de 2027. Após o desconto de 17,5% de imposto de renda na fonte, o valor líquido será de aproximadamente R$ 0,09 por ação.

Acionistas que comprovarem até 19 de junho de 2026, junto ao Banco Bradesco, a condição de imunes ou dispensados da retenção do imposto receberão o valor integral do provento, conforme a legislação vigente.

Moura Dubeux (MDNE3) cria programa de recompra de até 1,36 milhão de ações

A Moura Dubeux (MDNE3) aprovou nesta terça-feira (16) um novo programa de recompra de ações que permitirá à companhia adquirir até 1,36 milhão de papéis ordinários em circulação, equivalente a cerca de 2% do total de ações disponíveis no mercado.

O programa terá duração de 18 meses, com início em 16 de junho de 2026 e término em 16 de dezembro de 2027.

Segundo a empresa, o programa tem como objetivo maximizar a geração de valor para os acionistas. As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria, ser posteriormente canceladas ou alienadas, além de serem utilizadas para atender obrigações relacionadas ao plano de remuneração baseado em ações da companhia.

ANP aprova pagamento de R$740 mi à Petrobras (PETR4) referente à 1ª fase do subsídio ao diesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou o pagamento à Petrobras (PETR4) de aproximadamente R$ 740 milhões referente ao primeiro período do programa de subvenção econômica à comercialização de diesel, de 12 de março a 31 de março, segundo documento da autarquia visto pela Reuters.

A aprovação ocorreu na segunda-feira, após a agência apurar e verificar a conformidade do valor a ser pago pela União no âmbito do programa, criado pelo governo federal para reduzir os impactos da alta do petróleo e de seus derivados com a guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

A Petrobras havia registrado no balanço financeiro do primeiro trimestre o valor de R$741 milhões como contas a receber relativas ao primeiro período de apuração da subvenção econômica à comercialização de diesel, em março.

Estrela (ESTR3): Justiça aceita pedido e companhia entra em recuperação judicial

A tradicional fabricante de brinquedos Estrela (ESTR3) informou nesta terça-feira (16) que teve aprovado pela Justiça o processamento de seu pedido de recuperação judicial, juntamente com outras sete empresas que integram seu grupo.

Segundo fato relevante divulgado pela companhia, a decisão foi proferida em 15 de junho pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas (MG), que reconheceu o cumprimento dos requisitos previstos na Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei nº 11.101/2005).

De acordo com a Estrela, o objetivo do processo é promover uma reorganização financeira e operacional das empresas do grupo, buscando preservar as atividades, fortalecer a estrutura econômico-financeira e garantir a continuidade dos negócios.

Assessorando credores, Moelis e Journey recebem proposta da IG4 pelo controle da Raízen (RAIZ4)

O banco de investimentos independente Moelis & Company e a consultoria financeira Journey Capital, assessores dos credores da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4), receberam ofertas não vinculantes da gestora de private equity IG4 na noite de segunda-feira (15) para adquirir créditos e o controle da empresa, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto.

Duas delas, entretanto, alertaram que qualquer acordo ainda está longe de ser certo, sendo que uma acrescentou que os credores dificilmente chegarão a uma decisão em breve.

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Ainda, uma das três pessoas disse que os credores aceitaram a proposta da Raízen de converter dívida em participação acionária por ser a melhor alternativa disponível naquele momento, mas que prefeririam não permanecer como acionistas.

HSBC aposta em crescimento no Brasil mesmo após provisões ligadas a Raízen e GPA, diz CEO

O HSBC Brasil aposta no ritmo recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo (CEO) da instituição, Alexandre Guião.

“Nós queremos ser top 10. Queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante [no grupo]”, disse o executivo em entrevista à Reuters, citando que a operação brasileira já figura no top 20 do HSBC, que está presente em 55 países.

Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento de 39% na receita, após fechar 2025 com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma alta de 12% frente a 2023.

Supermercados Dia encerram recuperação judicial antes do prazo e miram expansão no Brasil

A rede de supermercados Dia anunciou nesta terça-feira (16) o encerramento de seu processo de recuperação judicial, pouco mais de dois anos após o pedido de proteção contra credores. A conclusão foi homologada pela Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo após a empresa comprovar o cumprimento integral das obrigações previstas no plano de reestruturação.

O fim da supervisão judicial ocorreu antes do prazo inicialmente previsto, que era outubro deste ano. Segundo a companhia, a antecipação foi possível após o cumprimento de 100% das metas e compromissos estabelecidos no processo de recuperação.

Em comunicado, o CEO do Dia no Brasil, Fabio Farina, afirmou que a conclusão da recuperação judicial marca o início de um novo ciclo para a varejista. “O encerramento da recuperação judicial representa a conclusão de uma importante etapa da transformação do Dia”, frisou.

BYD acelera investimento em produção de baterias no Brasil para carros e armazenamento de energia

A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD está ampliando a produção de baterias no Brasil, disse um alto executivo à Reuters, com foco na fabricação local para seus carros elétricos ao mesmo tempo em que se prepara para investir cerca de R$ 500 milhões em sistemas de armazenamento para dar suporte à rede elétrica nacional.

A nova capacidade de fabricação no segmento de veículos faz parte de um esforço mais amplo para atingir 50% de conteúdo nacional em seus carros fabricados no Brasil até o início de 2027, disse o vice-presidente sênior da BYD Alexandre Baldy.

“Nós estamos localizando, trazendo conteúdo local, para que consigamos de fato nos tornar uma fabricante brasileira”, disse disse Baldy. “A bateria é mais um dos itens, um importante componente”.

Conselho da Telefônica Brasil (VIVT3) aprova incorporação da FiBrasil

O conselho de administração da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, aprovou a proposta de incorporação da subsidiária FiBrasil e convocação de Assembleia Geral Extraordinária da companhia para o dia 1 de julho de 2026 para deliberar o assunto, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de terça-feira (16).

A FiBrasil atua com serviços de telecomunicações, abrangendo a disponibilização de infraestrutura de rede neutra de fibra óptica no atacado. Em maio deste ano, a Telefônica já havia anunciado a aquisição de 100% do capital social da empresa, consolidando integralmente a subsidiária em sua estrutura societária.

O plano prevê a absorção total do patrimônio líquido da FiBrasil, avaliado em cerca de R$ 812,6 milhões, pela Telefônica Brasil.

Engie Brasil (EGIE3) detalha acordo sobre participação na Jirau financiado por aumento de capital de R$ 5,74 bi

A Engie Brasil (EGIE3) detalhou, em um documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de terça-feira (16), os termos de um acordo para adquirir uma participação de 40% na usina hidrelétrica de Jirau de seu acionista controlador, a Engie Brasil Participações, parte da francesa Engie.

A empresa informou que o negócio será financiado por um aumento de capital de cerca de R$ 5,74 bilhões por meio de uma oferta de ações vinculada à aportação do ativo.

A oferta de ações poderá arrecadar até R$ 8,36 bilhões, incluindo uma alocação adicional, informou a empresa.

Com vendas em queda, Pizza Hut é vendida por US$ 2,7 bilhões

A gigante do setor de fast-food Yum Brands fechou um acordo nesta terça-feira (16) para a venda da rede Pizza Hut por US$ 2,7 bilhões. O movimento foi motivado pela desaceleração das vendas da Pizza Hut nos últimos anos, que vinha registrando um desempenho inferior ao de outras redes do grupo, como KFC e Taco Bell.

O negócio recebeu o aval do conselho de administração e deve ser oficialmente concluído no terceiro trimestre deste ano.

Ações da BMW caem ao menor nível desde 2020 após alerta sobre lucros

As ações da montadora alemã de luxo BMW recuavam cerca de 7% na bolsa de valores de Frankfurt, na Alemanha, após a empresa ter divulgado, na noite de terça-feira (16), um alerta sobre os lucros que, segundo alguns analistas, poderia indicar uma reformulação estratégica mais ampla, incluindo cortes de capacidade na Europa.

A BMW atribuiu a culpa à prolongada fraqueza na China, o maior mercado automotivo do mundo, e ao impacto da guerra no Irã sobre os preços e o ânimo dos consumidores.

Analistas do Deutsche Bank e da Jefferies afirmaram que a revisão para baixo nas perspectivas foi significativamente maior do que o esperado.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

*Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Quem perde e quem ganha com o fim da escala 6×1? Mercado já calcula os impactos

Na última quarta-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, reduzindo a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais em até 14 meses. O texto ainda estabelece a manutenção dos salários dos trabalhadores e a opção por acordos coletivos no formato 12×36 – com 12 horas trabalhadas seguidas e 36 horas de descanso posteriormente.

A proposta segue para o Senado e deve passar por comissões antes de ir ao plenário. Por se tratar de uma PEC, caso conquiste três quintos dos votos no Senado, pelo menos, 49 senadores favoráveis. Em meio aos avanços da proposta, o mercado debate quais seriam os impactos do novo modelo trabalhista sobre a economia, analisando quais seriam os setores mais afetados pela decisão.

De acordo com estudo realizado pelo BTG Pactual, o agronegócio, os setores de alojamento, restaurantes e da construção civil são as categorias no centro da possível decisão.

Bruno Perri, estrategista de investimentos da Fórum Investimentos, explica: “esses são setores que ‘não desligam’, Em construção civil, por exemplo, sempre tem os canteiros que trabalham aos sábados. Isso também serve para shoppings, bares e restaurantes, que funcionam aos sábados e aos domingos com maior demanda”.

Uma nota técnica publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) listou 31 setores que “demandam atenção especial para processos de transição em casos de implementação de uma redução da jornada de trabalho”, incluindo as categorias mencionadas pelo BTG. Todavia, o Instituto pondera que “alguns setores muito diretamente impactados tem uma relevância menor quando considerado o conjunto da economia brasileira”.

Os pesquisadores também apontaram os setores comparativamente menos impactados, destacando saúde e educação como categorias que “têm uma contribuição importante para o aumento geral do custo da mão de obra”.

O BTG calcula que uma redução do limite de 44 horas semanais para 40 horas provocaria uma redução de 7,7% no total de horas trabalhadas no Brasil, sendo que os salários pagos pelas horas não mais trabalhadas representariam 6,5% da despesa total com salários das empresas.

Outro impacto, segundo Perri, seria o desafio operacional das empresas na reorganização das contratações. “O empresário vai ter que fazer contratações diferentes, muitas vezes temporárias, ou ter um horário de funcionamento menor, dependendo do setor”, explicou.

Na opinião do professor doutor Marcelo de Carvalho, da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios (EPPEN) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na prática, essa seria uma questão relativa, “sobretudo, com a reforma trabalhista que foi aprovada em 2017”. Ele explica que na legislação trabalhista atual, a abertura para exceções, como contratações no regime de Pessoa Jurídica (PJ), já é uma tendência do mercado.

Segundo o economista, a maior preocupação está direcionada às pequenas empresas, avaliadas por ele como tradicionalmente grandes absorvedoras de mão de obra. “Pensamos normalmente nas grandes empresas, por uma série de questões técnicas, mas as empresas de pequeno e médio porte que utilizam o trabalho formal vão precisar de políticas públicas de apoio, durante o período de transição”, afirmou.

Nesse caso, a sugestão encontrada por Carvalho, é o uso de recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O BNDES poderia estender linhas de crédito para as micro, pequenas e médias empresas, nesse período de transição”. Ele ainda afirma que esse tipo de medida também poderia favorecer a troca de mão de obra humana por mão de obra mecânica: “essa já é uma tendência, diga-se de passagem, em tempos de inteligência artificial”, completou.

Quem ganha com a redução da jornada?

No debate sobre os possíveis efeitos da redução da jornada de trabalho sobre as empresas, o mercado ainda discute quais setores poderiam se beneficiar da mudança, especialmente pelo aumento da demanda.

Para Perri, da Fórum Investimentos, as categorias de entretenimento e consumo são o destaque: “com mais tempo livre, a pessoa pode consumir mais cinema, streaming, até mesmo bets. Bares e restaurantes também podem se beneficiar, mas não acredito que esse impacto é suficiente para compensar o efeito negativo na folha para os empresários”.

Além do entretenimento, o setor de transportes também deve ganhar com a proposta. “As famílias agora vão poder se reunir, para o seu lazer, se deslocando, para um clube, para uma praça, para um parque, por exemplo”, emenda Carvalho, da Unifesp. “Provedores de bens de consumo não duráveis, certamente serão impactados, porque essas pessoas devem consumir produtos de alimentação e entretenimento”, concluiu.

O estrategista da Fórum ainda indica uma preocupação relacionada ao impacto da redução da jornada sobre os próprios consumidores. “Acredito que o consumidor final vai sentir, uma vez que a tendência é repassar do aumento de custo para preço. Geralmente isso também causa uma redução no volume demandado, com impacto negativo no PIB”, apontou.

O professor da UNIFESP discorda, ressaltando uma fragilidade na capacidade de consumo dos brasileiros: “Não me parece que esse seja o caso, porque a gente tem mantido um crescimento da economia limitado. Tivemos uma queda histórica na taxa de desemprego, mas as famílias brasileiras estão profundamente endividadas. A capacidade de consumo nos domicílios já está muito contida”.

Pontos de atenção para os investidores

Com o avanço do projeto agora no Senado, Perri ainda destacou que o mercado deve monitorar a curva de juros e a inflação, além do “impacto fiscal de algum tipo de compensação”. “Produtividade e crescimento potencial são outros dados importantes”, completa.

O estrategista afirma que a tendência é que o mercado antecipe uma reação à progressão do debate, o que deve estar no radar dos investidores.

Agora, tramitando no Senado, a PEC aguarda a avaliação das comissões temáticas, antes de ser votada no Plenário também em dois turnos. É importante ter em vista que o texto ainda está sujeito a mudanças, o que implicaria em um retorno para análise na Câmara dos Deputados.

*Com supervisão de Gustavo Porto

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Vale (VALE3) diz que continuará negociando com o governo contratos das ferrovias Carajás e Vitória-Minas

A Vale (VALE3) informou ao mercado, nesta quarta-feira (22), que vai continuar negociando com o governo mudanças nos contratos da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória-Minas, conforme aprovado por seu Conselho de Administração. As negociações estão sendo realizadas com o Ministério dos Transportes, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a Infra S.A..

De acordo com o comunicado, o ajuste nos contratos de concessão espera criar mais previsibilidade, segurança jurídica e clareza sobre as regras para os investimentos associados às concessões. A perspectiva da empresa é de melhor eficiência operacional a longo prazo.

As concessões dessas ferrovias foram renovadas em 2020, na gestão de Jair Bolsonaro, por um prazo até 2057. Porém, o governo atual passou a questionar os valores dessa renovação, avaliando que:

  • a base de ativos foi subestimada
  • e a Vale teria pago menos do que deveria pela prorrogação.

Isso levou, então, à abertura de um processo de repactuação em 2024.

O principal ponto em discussão é o pagamento adicional pela Vale, estimado em cerca de R$ 11 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 4 bilhões já foram quitados, enquanto o restante ainda depende de definição final no acordo.

Em paralelo, o governo busca garantir novos compromissos de investimento, com destaque para a conclusão da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), considerada estratégica para a expansão da malha ferroviária nacional.

Embora os valores estejam próximos de um consenso, as negociações seguem difíceis em aspectos jurídicos e na delimitação das obrigações da empresa. A etapa final ainda prevê análise de órgãos reguladores e do Tribunal de Contas da União (TCU), antes da formalização definitiva.

* Com supervisão de Maria Carolina Abe

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“As margens para erro estão apertadas”: Volatilidade da guerra exige atenção dos investidores, segundo especialista

O cenário internacional segue impactando os mercados, com as incertezas sobre a guerra no Oriente Médio impulsionando a volatilidade global e a retomada da alta do petróleo.

No Giro do Mercado desta terça-feira (24), a jornalista Paula Comassetto recebe Angelo Miloch, analista da Sacre Investimentos, para analisar os principais movimentos do mercado.

Os mercados devolvem parte do alívio observado ontem diante das incertezas sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã. Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado ter mantido conversas “muito produtivas” com o governo iraniano, Teerã negou qualquer negociação.

Nesta manhã, os preços do petróleo voltaram a subir, com o Brent a US$ 101 o barril, após queda de 10% na véspera. No Ibovespa, as petroleiras lideravam a ponta positiva.

Para Miloch, a euforia de ontem com o possível cessar-fogo foi exagerada. “Seria uma notícia excelente em termos de mundo, mas, particularmente, achei que a reação foi demais, até porque viemos de um Ibovespa que fechou na semana passada acumulando quatro semanas seguidas em queda”, afirmou.

As margens para erros dos investidores estão ficando muito apertadas. Com a volatilidade gerada pelas notícias, é preciso estar atento para não errar os passos”, completou a respeito da postura necessária para enfrentar esse momento.

No Brasil, o mercado acompanha a ata do Copom, que reforçou a mensagem de que os juros podem permanecer elevados por mais tempo diante das expectativas de inflação ainda desancoradas.

O analista da Sacre comenta que a decisão sobre os juros foi pressionada pelo cenário de guerra juntamente com a expectativa do mercado brasileiro por um corte, ao contrário da maioria dos bancos centrais internacionais que, na mesma época, optaram pela manutenção dos patamares de juros.

“O comitê trouxe uma calibração da taxa e não trouxe sinalização de novos cortes. A ata não trouxe uma orientação muito clara”, disse Miloch.

O especialista ainda comentou o impacto da retomada da alta do petróleo sobre as decisões monetárias no Brasil.

“Na minha visão, o preço do petróleo impacta menos as decisões do Banco Central, se comparado à geopolítica, porque o setor de combustíveis está dentro de uma parcela do IPCA que é controlável pelo governo”.

Ele lembrou que o Brasil é um grande produtor de petróleo e que, portanto, preços elevados desse recurso seriam benéficos para o país, já que há um volume significativo de exportações, o que contribuiria positivamente para o PIB. No entanto, ponderou que esse ganho poderia ser ofuscado pelo IPCA, que não tem apresentado queda e possui projeções próximas do teto. Acrescentou ainda que o preço do petróleo, por si só, não causa tanta preocupação, mas que o maior risco está no cenário macroeconômico, especialmente em relação à inflação e ao câmbio.

O cenário eleitoral também segue no radar após o governador do Paraná, Ratinho Junior, desistir de sua candidatura à Presidência. Além disso, uma nova pesquisa eleitoral da AtlasIntel prevista para hoje pode influenciar o comportamento dos ativos domésticos no fim do dia.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Guerra no Irã impulsiona grãos, mas pressiona setor de carnes, diz BB Investimentos; uma ação pode avançar 82,2%

As commodities agrícolas têm apresentado alta em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

De acordo com o BB Investimentos, as perspectivas para a soja e o milho são de crescimento para este mês, já para as carnes, os preços têm sido pressionados.

Em fevereiro, a soja teve bons resultados na bolsa de Chicago, com crescimento de 6,7% em comparação ao mês anterior. A alta partiu de perspectivas de maior consumo de grãos nos Estados Unidos, além da expectativa de exportação para a China, com a possível elevação do uso de óleo de soja para biocombustíveis.

Em março, a cotação da soja teve novas altas, após o início do conflito entre EUA e Irã. De acordo com o BB Investimentos, a cotação mais alta do petróleo influencia os valores das commodities agrícolas, “dado que a cotação dos biocombustíveis se correlaciona com a do petróleo”.

Já o milho, no mês passado, teve uma leve queda de 0,3% comparado a janeiro, devido a expectativa de redução do trade global dos EUA, com maior competição contra exportadores sul-americanos e pouco crescimento da demanda global. Todavia, a guerra também elevou a cotação do grão, que fechou a US$ 4,53 no dia 12 de março.

Pressão sobre os preços

No caso das carnes, as perspectivas a médio e longo prazo para o BB não são tão otimistas.

A carne bovina teve uma desaceleração no ritmo de abates, mas manteve um patamar de exportações elevado. Esse desequilíbrio tem pressionado os preços da arroba do boi gordo, que está sendo negociada em torno de R$ 350/@, segundo o banco.

Para a carne de frango e a carne suína, o cenário é semelhante: crescimento dos abates, mas níveis de exportação reduzidos, prejudicando a rentabilidade tanto no mercado internacional quanto no mercado doméstico.

A analista Georgia Jorge, que assina o relatório, indica uma expectativa de que esse cenário se mantenha nos próximos meses e impacte negativamente a lucratividade do setor ao longo de 2026.

Ainda assim, entre as recomendações, os frigoríficos foram destaque de fevereiro para o BB, com 3 recomendações de compra em Minerva Foods (BEEF3), JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3). Já em março, SLC Agrícola (SLCE3) fica em evidência, apontando para os melhores resultados nos preços dos grãos.

Veja todas as recomendações:

Empresa Ticker Cotação Mar (%) No ano (%) 12 meses (%) Preço-alvo 2026 Potencial (%) Recomendação
3Tentos TTEN3 15.02 -12.2 -8 4.8 20.8 38.5 Compra
Ambev ABEV3 15.1 -7.2 9 20.3 16 6 Neutra
Minerva BEEF3 4.39 -15.9 -23.8 -19.3 8 82.2 Compra
JBS JBSS32 79.34 -7.4 0.3 109 37.4 Compra
M. Dias Branco MDIA3 21.9 -6.4 -8.4 0.4 27.2 24.2 Neutra
Marfrig MBRF3 16.83 -18.6 -15.8 4.2 28.6 69.9 Compra
Ourofino OFSA3 27.5 12.2 19.6 29.3 24 -12.7 Neutra
SLC Agrícola SLCE3 18.09 9.8 26.8 18.7 18.4 1.7 Neutra
Boa Safra SOJA3 8.09 0.8 -10.5 -15.6 14.9 84.2 Neutra
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FIIs crescem no Brasil e ainda têm amplo potencial de expansão, diz Itaú BBA

O início do ano foi marcante para o mercado de fundos imobiliários (FIIs), atingindo mais de 3 milhões de investidores, R$ 200 bilhões em patrimônio sob custódia e liquidez recorde, com volume médio diário próximo de R$ 537 milhões.

Para o Itaú BBA, os números representam “uma indústria mais popular e democrática e um mercado mais profundo, maduro e relevante dentro da B3”.

De acordo com os analistas Larissa Nappo e Fausto Menezes, o crescimento da base de investidores é explicado por fatores como a cultura do brasileiro de investir em imóveis, além de vantagens dos FIIs, como gestão profissional, diversificação, baixo valor de entrada e isenção de imposto de renda para pessoas físicas em muitos casos.

O relatório do Itaú aponta que o mercado também tem muito espaço para crescimento. Comparando com os Estados Unidos, “cerca de 50% da população investe em fundos imobiliários. No Brasil, esse número corresponde a aproximadamente 1,5% da população”.

Com os números recorde, outros desafios surgem para o mercado, como a necessidade de maior transparência e comunicação das gestoras. O objetivo desse desenvolvimento deve ser garantir o acesso homogêneo às informações sobre os fundos imobiliários.

O aumento da liquidez também melhora a experiência do investidor, facilitando a compra e venda das cotas e contribuindo para preços mais eficientes. Em 2026, o volume médio negociado ultrapassa R$ 400 milhões por dia, bem acima do registrado no ano anterior.

De acordo com os analistas, a maior liquidez torna o mercado mais equilibrado e beneficia diferentes segmentos de FIIs, com destaque recente para fundos de ativos financeiros e de galpões logísticos. Eles ainda reforçam que o setor imobiliário ainda tem espaço para que outros segmentos ganhem espaço no futuro.

O relatório ainda explica que os investidores devem se atentar a indicadores como dividend yield e P/VP, além da qualidade dos ativos e da gestão. Essas medidas são essenciais para novas aquisições de ativos e melhoras de rendimentos no futuro.

*Com supervisão de Renan Sousa. 

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Mercado ganha fôlego com possível fim da guerra; veja o que esperar de Ibovespa, petróleo e dólar no Giro do Mercado

Nesta terça-feira (10), os ativos globais mostram sinais de acomodação, após a forte aversão ao risco que impactou os mercados nas últimas semanas. A sinalização do possível encerramento da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã impulsionou a recuperação das bolsas após as perdas recentes.

No Giro do Mercado desta terça-feira, a jornalista Paula Comassetto conversa com o Lucas Costa, analista técnico do BTG Pactual, sobre os principais destaques que movimentam os mercados no Brasil e no exterior.

Nesta manhã, o mercado apresentou um alívio após as quedas da última semana, com incertezas sobre o preço do petróleo e a duração da guerra no Oriente Médio.

“Nos últimos anos, o mercado americano era o mais atrativo para os investidores, mas nos últimos meses aconteceu uma rotação global para países emergentes. Outra mudança veio com o aumento das tensões geopolíticas, o que incentivou a fuga de fluxo e a busca por ativos mais seguros”, explicou Costa.

Outro destaque do dia é a decisão dos ministros de Energia do G7 sobre a liberação conjunta de 300 milhões a 400 milhões de barris de petróleo. A esse respeito, o especialista do BTG afirmou que “hoje o que vemos são as reações da fala do Trump e essas notícias que saíram. Eu costumo trabalhar com alguns níveis de preço que são referências. Entre US$ 76 e US$ 78 é a expectativa de suporte a curto prazo”.

Hoje, o dólar apresentava movimento lateral em relação aos principais pares desenvolvidos, enquanto subia frente ao real. De acordo com Castro, o suporte técnico da moeda americana está em R$ 5, R$ 4,90 e R$ 4,85. Já as resistências são próximas de R$ 5,28, enquanto a média móvel de 200 dias é R$ 5,39.

No cenário doméstico, o Ibovespa (IBOV) subia na manhã desta terça. “Quando olhamos para a tendência de longo e médio prazo, a expectativa é de alta. O Ibov teve uma alta muito forte desde 2025, o que faz com que a visão fique um pouco distorcida. Mesmo com a queda da semana passada, não chegamos próximo da média móvel de 21 semanas”, afirmou o especialista do BTG.

Segundo Castro, ainda que o índice caísse até o patamar de 171 mil pontos, “tecnicamente ele ainda estaria em tendência de alta”.

No mundo corporativo, o GPA (PCAR3) anunciou um pedido de recuperação extrajudicial após firmar acordo com credores que representam R$ 2,1 bilhões em dívidas, com adesão de 46% dos créditos afetados.

*Com supervisão de Renan Sousa.

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Carteira internacional da Empiricus passa por ajustes após resultados das empresas; veja novas recomendações

Para o mês de março, em meio a conflitos globais e volatilidade nas bolsas ao redor do mundo, a Empiricus Research apresentou alterações na sua carteira recomendada de ações internacionais. A relação de ações indicadas é formada por Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Alphabet (GOOGL),  Visa e Microsoft (MSFT34) tiveram suas posições aumentadas. As duas primeiras subiram para o peso 15%, enquanto a última dobrou o seu espaço, saindo de 5% em fevereiro, para 10% neste mês.

Já as ações da Amazon,  Berkshire Hathaway (BERK34) e TSMC (TSMC34) foram reduzidas. As duas primeiras saíram de 15% para 10%, já a terceira perdeu metade do espaço de fevereiro, saindo de 10% para 5%.

De acordo com o relatório, a nova formatação da carteira foi realizada a partir da análise dos resultados do quarto trimestre de 2025 divulgado em fevereiro pelas companhias.

O analista Enzo Pacheco, que assina a carteira, explicou que o aumento de espaço da Alphabet aproveita o enfraquecimento da ação, visando ainda um potencial de crescimento consistente da plataforma de nuvem Google Cloud e da aceleração do ciclo de Inteligência Artificial.

Apesar dos riscos competitivos entre ferramentas de pesquisa e de regulamentações sobre publicidade, a Alphabet ainda possui uma diversificação de receitas advindas de assinaturas pagas, que contrapõem possíveis impactos negativos.

Sobre a valorização da Visa, o relatório afirma que a tese se sustenta após a companhia divulgar resultados “acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo”. Para a Empiricus, o preço de negociação do papel segue atrativo em um bom ponto de entrada

No caso da Microsoft, Pacheco enxerga boas perspectivas para a empresa, após recente desvalorização desde a divulgação dos resultados. “Entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, conclui.

Já entre as baixas, a perda e espaço da TSMC foi justificada pela aposta em teses de mercado mais favorável, uma vez que a ação foi valorizada recentemente. Apesar da redução, a análise ainda ressalta a aposta em companhias no mercado de semicondutores, que avalia como “essencial”.

A queda da Berkshire Hathaway e da Amazon seguem a mesma lógica, segundo a Empiricus.

Para a Berkshire, a redução aconteceu antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, prevendo uma possível reação negativa do mercado que considera a recente mudança de CEO no início de janeiro, quando a companhia finalizou a gestão de Warren Buffett e Greg Abel assumiu o cargo.

Ainda assim, Pacheco ressalta que a Empiricus mantém a exposição em teses de tecnologia, ainda que com a ressalva sobre o sentimento negativo sobre o setor. Segundo o relatório, a casa busca a diversificação na carteira.

As 10 melhores ações internacionais para investir em março:

Empresa BDR Ação (EUA) Peso (%)
Alphabet GOGL34 GOOGL 15
Novo Nordisk N1VO34 NVO 15
Visa VISA34 V 15
Amazon AMZO34 AMZN 10
Berkshire Hathaway BERK34 BRK/B 10
Coinbase C2OI34 COIN 10
Microsoft MSFT34 MSFT 10
Alibaba BABA34 BABA 5
Baidu BIDU34 BIDU 5
Taiwan Semiconductor (TSMC) TSMC34 TSM 5

*Com supervisão de Juliana Américo

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