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TSE investiga suposto abuso de poder econômico em ato de Flávio Bolsonaro na Festa do Peão de Barretos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o prosseguimento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e Alfredo Gaspar , candidato a vice-presidente, por suposto abuso de poder econômico durante a 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, em São Paulo.

A decisão considera que os fatos apresentados pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), podem, em tese, configurar irregularidade eleitoral e, por isso, devem ser apurados. O Estadão solicitou à campanha de Flávio e Gaspar uma manifestação sobre o tema. O espaço está aberto para o posicionamento.

A ação questiona a participação de Flávio no evento realizado em 22 de agosto. Segundo a coligação, o candidato teria utilizado o palco principal de shows, cuja estrutura seria custeada por empresas privadas, para fazer um discurso de caráter eleitoral diante de um público estimado em 60 mil pessoas.

A representação afirma ainda que Flávio foi apresentado à plateia após ser chamado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo locutor contratado para conduzir o evento.

Possível financiamento indireto

Na ação, a coligação liderada por Lula sustenta que a utilização do palco, da estrutura técnica e da audiência do festival teria representado uma forma indireta de financiamento empresarial da campanha. O argumento é de que os candidatos teriam recebido uma estrutura de grande alcance sem uma contrapartida financeira equivalente, o que seria vedado pela legislação eleitoral.

A representação também questiona o fato de o discurso ter ocorrido em um estádio, apontado pela parte autora como bem de uso comum, e sustenta que a exposição alcançada no evento foi ampliada posteriormente pela repercussão nas redes sociais e na imprensa.

A coligação pediu a produção de provas, incluindo vídeos, contratos de patrocínio, comprovantes de despesas e informações sobre o impacto digital das publicações relacionadas ao episódio.

TSE considera ação apta a prosseguir

Ao analisar a admissibilidade da ação, a Corregedoria-Geral Eleitoral entendeu que a petição apresenta fatos determinados, com indicação de data, local e possível benefício eleitoral obtido pelos investigados. A decisão destaca que a representação foi acompanhada de registros audiovisuais dos discursos, notícias sobre o episódio, informações sobre os patrocinadores do festival e indicação de testemunha.

O tribunal ressaltou, porém, que a análise nesta etapa é apenas de admissibilidade. A decisão sobre a produção das demais provas será tomada depois que os investigados apresentarem suas defesas, quando estará delimitado o conjunto de questões que ainda precisam ser esclarecidas.

Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar foram citados e terão cinco dias para apresentar defesa. Depois disso, o processo volta para análise da Corregedoria-Geral Eleitoral.

A coligação liderada por Lula pede, ao final, que, caso seja comprovado o abuso de poder econômico e reconhecida a gravidade exigida pela legislação, sejam cassados os registros de candidatura dos dois e declarada a inelegibilidade por oito anos.

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Datafolha: Marina e Tebet têm 12% e André do Prado, 10%, na disputa ao Senado por SP

A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado começa a campanha oficial sem um candidato isolado na liderança. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem com 12% das intenções de voto cada, enquanto André do Prado (PL) registra 10%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.

Na sequência aparecem Guilherme Derrite (PP), com 7%, e Ricardo Salles (Novo), com 6%. Geraldo Rufino (Podemos) marca 4%, enquanto Soninha Francine (Cidadania) e Dra. Eliana Ferreira (PSTU) têm 3% cada.

Maíra de Souza (UP) registra 2%. William Teixeira (Agir), Petter Maahs (PCB) e Ednelson Cesaretti (PCO) aparecem com 1%. Weller Gonçalves (PSTU) não pontuou.

O levantamento mostra ainda um eleitorado pouco definido neste início de campanha. Brancos, nulos ou entrevistados que dizem não votar em nenhum dos candidatos somam 21%. Outros 14% ainda não sabem em quem votar.

Disputa reúne duas chapas estaduais

Marina e Tebet integram o campo político de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, e apoiam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

Do outro lado, André do Prado e Derrite estão vinculados à chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição e aliado de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Planalto.

A configuração ganha importância porque, em 2026, São Paulo escolherá dois senadores. Cada eleitor poderá votar em dois nomes diferentes, e as duas maiores votações garantirão mandatos de oito anos.

Espontânea mostra cenário ainda mais aberto

Quando o Datafolha não apresenta uma lista de candidatos, 79% dos entrevistados não conseguem apontar espontaneamente um nome para o Senado.

Simone Tebet é a mais lembrada nesse formato, com 3%. Marina Silva e Guilherme Derrite têm 2% cada. André do Prado registra 1%, mesmo percentual de eleitores que responderam genericamente “PT” ou “candidato do PT”.

O resultado reforça o baixo grau de definição da corrida neste momento, sobretudo porque o eleitor terá de escolher dois candidatos para o cargo.

O instituto ouviu 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas entre 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números SP-01806/2026 e BR-07185/2026.

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Tebet declara R$ 10,6 mi em patrimônio ao registrar candidatura ao Senado por SP

Simone Tebet filiação PSB

A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) registrou sua candidatura ao Senado Federal por São Paulo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 13. Ao órgão, a ex-ministra declarou ter R$10,6 milhões.

Uma junção de terras rurais em Alvorada do Sul (MS) é responsável por grande parte dessa soma, tendo o valor de R$ 8,9 milhões. O resto do montante se divide entre terrenos urbanos, apartamentos e uma casa.

No ano de 2022, quando Tebet concorreu à Presidência da República, a ex-ministra declarou ter R$ 2,3 milhões. As fazendas em Alvorada do Sul não constam no registro do TSE.

Na pesquisa Ideia/ACSP divulgada na segunda-feira, 10, a candidata figurava no topo de intenções de voto ao Senado, com 26,8%. Ela faz parte da coligação “Federação Brasil da Esperança”, encabeçada pelo presidente Lula.

A ex-ministra iniciou a carreira política em 2002, quando foi eleita deputada estadual de Mato Grosso do Sul. Em 2004, foi eleita prefeita de Três Lagoas, sendo reeleita em 2008. Em 2010, foi eleita vice-governadora de Mato Grosso do Sul, na chapa de André Puccinelli. Em 2014, foi eleita senadora pelo Estado, cargo que exerceu até 2023.

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Tarcísio promete apoio “incondicional” a Flávio Bolsonaro em SP

Flávio Bolsonaro e Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), encerrou nesta sexta-feira (31) as especulações sobre uma possível divisão de apoios na disputa presidencial ao afirmar que fará campanha ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL) em todas as agendas eleitorais no estado. Segundo o governador, o apoio ao candidato do PL será “irrestrito” e “incondicional”.

A declaração foi dada após um café da manhã em São Paulo que reuniu Flávio, o prefeito da capital Ricardo Nunes (MDB), os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL), além de vereadores e outras lideranças da base aliada.

“Em todo o estado nosso apoio é irrestrito, incondicional. A gente acredita que é o melhor caminho para o Brasil e nós vamos apoiar em todos os quatro cantos do estado, aqui na capital, no interior”, afirmou Tarcísio.

A fala representa uma resposta direta às movimentações do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que nas últimas semanas tentou aproximar Tarcísio de sua candidatura ao Palácio do Planalto. A relação entre os dois chegou a gerar ruídos depois que dirigentes do PSD utilizaram a imagem do governador paulista em materiais de divulgação da convenção que oficializou Caiado como candidato à Presidência, episódio que provocou desconforto no entorno de Tarcísio.

Ao reafirmar que dividirá os palanques paulistas com Flávio, o governador busca afastar qualquer dúvida sobre seu posicionamento na eleição presidencial, ao menos dentro do maior colégio eleitoral do país.

“Time” para São Paulo

Flávio Bolsonaro classificou o encontro como uma demonstração de unidade entre as principais lideranças da direita paulista. Segundo ele, a reunião foi organizada por Ricardo Nunes para aproximar os candidatos de vereadores da capital e discutir propostas para a campanha.

“Estamos oferecendo uma seleção para o estado de São Paulo e tenho certeza que essa composição, essa união tem tudo para dar certo aqui em São Paulo”, afirmou o senador.

Ricardo Nunes também reforçou que participará das agendas do candidato do PL durante a campanha.

“Vamos estar juntos, lógico. Importante o que o Flávio falou, ele falou algo fundamental aqui. A gente trouxe o time, são vereadores muito bem votados em São Paulo”, declarou o prefeito.

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Em primeira pesquisa do Datafolha, Tarcísio dispara e abre chance de vencer no 1º turno; veja números

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com 46% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada na madrugada deste domingo, 5. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar, com 30%.

Dessa forma, Tarcísio dá a largada na corrida ao governo de São Paulo próximo dos 51% suficientes para ganhar no 1º turno.

O cenário de intenções de voto é o seguinte:

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 46%
  • Fernando Haddad (PT): 30%
  • Vera Lúcia (PSTU): 5%
  • Vivian Mendes (Unidade Popular): 4%
  • Carlos Machado (PCB): 4%
  • Branco, nulo ou nenhum: 8%
  • Não sabe: 3%

A pesquisa é a primeira feita com esse cenário de candidatos e não é comparável com os levantamentos anteriores.

O Datafolha ouviu presencialmente 1.608 pessoas de 16 anos ou mais em 71 cidades do Estado de São Paulo entre os dias 1.º e 3 de julho. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais (p.p.), para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. Os códigos de registro na Justiça Eleitoral são SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

Considerando apenas os votos válidos – critério adotado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição – Tarcísio alcança 52%, contra 34% de Haddad. Apesar de o porcentual superar a maioria absoluta, a margem de erro de dois pontos porcentuais e a distância até a eleição impedem afirmar que a disputa seria decidida no primeiro turno.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Tarcísio foi citado por 21%, oscilando um ponto porcentual para baixo em relação a março.

Outros 3% responderam que votariam no “atual governador”, sem mencionar seu nome. Haddad avançou de 2% para 8% das citações após deixar a Fazenda e oficializar a pré-candidatura. Além disso, 1% declarou preferência por um candidato do PT, sem citar o ex-ministro.

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Alta renda perde fôlego e construtoras buscam abrigo no Minha Casa Minha Vida

Distante do luxo que marca os arranha-céus mais caros de São Paulo, uma mudança de rota começa a aparecer nos canteiros de obras da maior cidade do país. Incorporadoras de médio e alto padrões começaram a buscar no Minha Casa Minha Vida (MCMV) uma saída para compensar a perda de fôlego de seu mercado tradicional. […]

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Solidariedade e PRD declaram apoio à reeleição de Tarcísio em SP

A federação PRD-Solidariedade fechou apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão, tomada após uma reunião no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira (12), reduz o espaço para o PSDB lançar o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), como candidato ao Executivo paulista.

O tucano afirmou no início da semana ao Estadão que a viabilidade de sua pré-candidatura depende da formação de uma aliança partidária. O Solidariedade era um dos partidos que ele havia informado que tinha havido avanço nas tratativas.

A reunião que selou o apoio a Tarcísio teve as presenças do presidente nacional da sigla, Paulinho da Força, do presidente nacional da federação, Ovasco Resende (PRD), e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

“Nós viemos aqui para dizer que estamos com o senhor no seu palanque e vamos dar todo apoio necessário à sua reeleição nesse grande projeto para São Paulo. São Paulo não pode parar, precisa avançar”, disse Resende em um vídeo gravado com o governador.

“Tarcísio, viemos aqui trazer todo apoio a você. São Paulo precisa continuar contigo e a nossa federação estará junto contigo”, afirmou Paulinho da Força.

O governador agradeceu o apoio dos dois partidos. “Saber que a gente vai contar com o PRD e Solidariedade nos deixa motivados, vamos estar juntos e a gente vai construir um Estado mais forte”, disse.

Tarcísio montou a maior coligação para a eleição deste ano. Antes do PRD e Solidariedade, ele já tinha o apoio de PL, PP, MDB, PSD e União Brasil, entre outras siglas.

Já Paulo Serra ainda conversa com o Democracia Cristã (DC), o Avante e o Missão, que pretende lançar candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes.

Único outro pré-candidato confirmado, Fernando Haddad (PT) tem uma coligação de esquerda, com o apoio do PSB, PDT, PSOL, PCdoB, PV e Rede.

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Há 20 anos, um “salve” parou São Paulo

Se você se surpreendeu com as notícias do entrelaçamento do PCC no mercado financeiro. Ou com o alcance global da facção criminosa que chamou a atenção até de Donald Trump e Marco Rubio, ou tem memória curta ou é muito jovem.

Por que quem viveu São Paulo em 2006 sabe exatamente do que o grupo criminoso é capaz.

Foi nessa época, na gestão do governador Geraldo Alckmin e seu vice, Cláudio Lembo (que viria a assumir o governo quando o titular foi candidatar-se a presidente), que o PCC parou São Paulo. Não a cidade – o que já seria muito. O Estado.

Os ataques do PCC criaram toques de recolher informais nas ruas, vitimaram dezenas de policiais, fizeram a PM criar bolsões de proteção em volta de delegacias, postos policiais e batalhões. Acuaram a população e o governo de maneira inédita.

Não vou me fazer de experiente. Nessa época, eu ainda estava longe do jornalismo, era menino. Mas lembro vivamente de sair do colégio com a orientação nervosa dos meus pais “direto para casa, sem paradas”.

Talvez por isso, a indicação que faço hoje tenha me despertado tantas memórias e traumas. Falo do podcast PCC – O Salve Geral, produzido pelos times da Rádio CBN e do jornal O Globo. A obra reconstrói detalhes dos ataques do PCC em 2006, suas razões, o medo provocado, as lendas urbanas que surgem a partir dele – e a verdade sobre o porquê e como eles terminaram.

O podcast tem 5 episódios que giram em torno de 50 minutos e é narrado pela repórter Aline Ribeiro. Há áudios inéditos, histórias nunca contadas e muitas testemunhas. Esse fato já havia sido assunto de um filme de ficção, sob o título quase homônimo, Salve Geral, com Andréa Beltrão e Denise Weinberg no elenco.

Mas a realidade é mais chocante que qualquer ficção. Nisso, o podcast nada de braçada e oferece ao ouvinte uma impressão poucas vezes vista do que houve há 20 anos.

PCC – O Salve Geral está disponível no site da Rádio CBN e nas plataformas de áudio. O filme Salve Geral, de 2009, está disponível na plataforma Mubi.

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