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Flávio Bolsonaro admite e-mails do Missão, mas diz que foram tratados como “spam”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que seu gabinete recebeu e-mails automáticos do Partido Missão antes da descoberta de que ele havia sido registrado como filiado à legenda. As mensagens, segundo o presidenciável, foram ignoradas por parecerem spam.
A declaração foi feita em uma transmissão realizada na noite desta quinta-feira (13), com a participação do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e de Dani Marcos, integrante da equipe responsável pela coordenação do plano de governo da chapa e do Senador Rogério Marinho.
“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. Como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que é spam”, declarou Flávio.
Flávio Bolsonaro confirma alegação do partido Missão: sua assessoria recebeu emails sobre a filiação fraudulenta, mas considerou que era “spam” pic.twitter.com/FNCwS6wVad
— Sam Pancher (@SamPancher) August 14, 2026
O senador levou uma das mensagens impressas para a live e afirmou que o e-mail cobrava um pagamento que não teria sido realizado dentro do prazo. “É reclamando que não recebeu o meu pagamento em dez dias”, disse.
A filiação ao Missão apareceu no sistema da Justiça Eleitoral e impediu inicialmente o registro da candidatura de Flávio à Presidência pelo PL. O senador classifica o episódio como uma fraude e nega que tenha solicitado a entrada na legenda.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não houve invasão ao sistema da Justiça Eleitoral. O registro foi realizado por alguém com credenciais do próprio Missão e autorização para cadastrar filiações partidárias.
Durante a transmissão, Flávio também rebateu a acusação feita pelo deputado federal André Janones (Avante-MG) de que ele teria encenado o episódio para desacreditar a Justiça Eleitoral. Janones não apresentou provas da alegação.
Janones acusa Flávio Bolsonaro de forjar filiação fake para atacar Justiça Eleitoral

O deputado federal André Janones (Avante-MG) acusou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter encenado a própria filiação ao Partido Missão para descredibilizar a Justiça Eleitoral. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (13), Janones disse que o senador teria pago alguém para incluí-lo em outra legenda, mas não apresentou provas da acusação.
A declaração foi feita após Flávio aparecer como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral, o que impediu inicialmente o registro de sua candidatura à Presidência pelo PL. Janones afirmou que o episódio repetiria, segundo sua versão, a estratégia usada pela família Bolsonaro após a facada contra Jair Bolsonaro em 2018.
O TSE informou que a filiação não foi resultado de ataque ao sistema eleitoral. Segundo o tribunal, o registro foi feito por alguém que tinha credenciais do Partido Missão para efetivar filiações, e não por uma invasão à plataforma da Justiça Eleitoral.
Todo mundo sabe o que aconteceu. O próprio Flávio pagou alguém pra filiar ele em outro partido para tentar tentar descredibilizar a justiça eleitoral. Seguiram o mesmo roteiro da facada forjada em 2018 pra eleger Bolsonaro. Só que dessa vez deu ruim pra eles. Isso é só uma…
— André Janones (@AndreJanonesMG) August 13, 2026
A filiação de Flávio ao PL foi retomada pelo TSE após a checagem do caso, permitindo que o senador voltasse a constar na legenda pela qual pretende disputar a Presidência. A informação do tribunal, no entanto, não identifica quem usou as credenciais do Missão nem atribui a operação a Flávio Bolsonaro.
Ao final, Janones afirmou que jogará “com todas as armas” para “exterminar esses vermes”.
Engine Blade Hit Window on Jet When Man Was Partly Sucked Outside, Report Says
Hundreds of Flights Canceled in Sicily as Mount Etna Erupts
Alguém explica? Flávio Bolsonaro diz não entender por que mulheres preferem Lula

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou nesta sexta-feira (31) as pesquisas que apontam maior preferência das mulheres por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o presidente de usar o governo federal para retaliar São Paulo. O senador participou de um café da manhã com vereadores na capital paulista.
Flávio afirmou não entender por que mulheres indicam maior apoio a Lula, apesar de associar pautas femininas à direita. “Parece que aquele que defende as mulheres está defendendo a pauta errada”, disse durante o encontro no QG de sua pré-campanha, na zona sul da cidade.
Nas últimas semanas, por exemplo, o blogueiro Paulo Figueiredo iniciou uma campanha para retroceder o direito feminino ao voto, alegando que apenas mulher casadas acertavam nas escolhas, mas por influencias dos seus maridos. Neto do ex-ditador João Figueiredo, o blogueiro é um dos principais aliados dos irmãos Bolsonaro.
Também pesa contra o senador a relação com sua madrasta, Michelle Bolsonaro. Apesar da trégua para confirmar sua candidatura à Presidência, a ex-primeira-dama gravou um vídeo de quase 30 minutos para expor o destrato dentro do âmbito familiar, o que reforçou a imagem misógina dentro do bolsonarismo.
Dados do Datafolha divulgados em 24 de julho indicam que 50% das mulheres não votariam em Flávio de jeito nenhum no primeiro turno. Para Lula, o índice nesse grupo é de 44%. As mulheres representam 52,84% do eleitorado brasileiro, e a rejeição total do senador chega a 48%, ante 46% do presidente.
IRONIA! Flávio Bolsonaro diz que não compreende porque as mulheres rejeitam ele, será mesmo que não compreende? Manda esse vídeo pra ele que ele passa a entender rapidinho quando vê a quantidade de bizarrice que seu pai disse e fez com mulheres. pic.twitter.com/M9mkrRUZii
— Eixo Noticias (@oeixooficial) July 31, 2026
Acusação envolve crédito para São Paulo
Flávio também disse que Lula se “vinga” de São Paulo por causa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ambos aliados de sua pré-candidatura. “A prefeitura, o governo do estado implorando para liberar um financiamento, que o estado e a cidade têm condições de pagar”, afirmou.
Sem detalhar quais operações de crédito estariam travadas, o senador acusou o Planalto de perseguir adversários. Nunes endossou a crítica e classificou como “perseguição política” a demora na liberação de uma operação de crédito de R$ 4 bilhões, que, segundo ele, aguarda aval desde abril.
Em março, Lula disse que o governo federal participa de todas as obras realizadas no estado. “Não estamos fazendo favor, é obrigação, mas queria que o governo estadual reconhecesse que metade vem deles e metade vem do governo federal”, declarou o presidente em agenda pública.
O encontro reuniu Tarcísio, Nunes e os pré-candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além de vereadores de partidos de centro e direita. A estratégia de Flávio mira lideranças municipais com contato direto com o eleitorado paulista.
Ao falar sobre segurança e políticas de drogas, o senador atacou a esquerda e citou o programa “De Braços Abertos”, criado na gestão de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016. A iniciativa oferecia moradia, trabalho e cursos de capacitação a usuários de drogas na região da cracolândia; Flávio a chamou de “bolsa crack”.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e concentra aliados importantes para o senador. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana apontou Flávio à frente de Lula em um eventual segundo turno no estado, por 40% a 35%; no primeiro turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 34% e 30%, respectivamente.
Por que favorito a primeiro-ministro após Starmer deixa Reino Unido em dúvidas

Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, tornou-se o principal favorito para suceder Keir Starmer no Reino Unido depois que o primeiro-ministro britânico anunciou um cronograma para deixar o cargo. A movimentação em Westminster acelerou a transição de poder no Partido Trabalhista e colocou Burnham no centro da disputa pelo governo.
A posição de Burnham ganhou força na segunda-feira (22), quando Wes Streeting, ex-secretário de Saúde e apontado como seu maior rival em potencial, desistiu de concorrer e declarou apoio ao ex-prefeito de Manchester. A retirada deixou o caminho mais aberto para uma sucessão rápida dentro do partido.
Se confirmar a ascensão, Burnham será o quinto primeiro-ministro do Reino Unido em quatro anos. Ele acaba de chegar ao Parlamento como deputado por Makerfield, depois de vencer uma eleição complementar em uma área onde o Reform UK, partido da direita radical, costuma ter desempenho relevante.
Disputa trabalhista expõe dúvidas sobre Burnham
A possível troca de comando também abriu uma disputa por espaço no futuro governo. Aliados de Rachel Reeves defendem sua permanência no Ministério das Finanças sob o argumento de que ela preservou a confiança dos mercados. Há quem veja Streeting como possível substituto, mas ele afirmou que não recebeu convite de Burnham para ocupar o posto.
Parte do Partido Trabalhista demonstra incômodo com a velocidade da ascensão. Um ministro lembrou que Burnham não disputou as últimas eleições gerais, não era deputado até a semana passada e já perdeu duas corridas pela liderança trabalhista. “E lembre-se de que ele já concorreu à liderança do Partido Trabalhista duas vezes antes e perdeu”, disse. O mesmo ministro acrescentou: “E não só isso. Ele perdeu para dois perdedores — Ed Miliband e Jeremy Corbyn.”

Ed Miliband perdeu as eleições gerais de 2015, enquanto Jeremy Corbyn foi derrotado em 2017 e 2019. A comparação alimenta a resistência de setores trabalhistas, apesar de Burnham aparecer hoje como um nome eleitoralmente competitivo contra o Reform UK e de ter escolhido uma vaga considerada difícil para retornar ao Parlamento.
A falta de detalhes sobre seu programa também provoca tensão interna. Uma fonte descreveu a movimentação de parlamentares trabalhistas como uma corrida “para pegar um trem que está prestes a sair da estação”, sem saber “para onde ele vai”. Durante a campanha em Makerfield, Burnham apresentou ideias gerais, mas concentrou sua agenda em temas locais que ajudariam a garantir a vitória.
Em publicação nas redes sociais sobre a decisão de Starmer de sair, Burnham disse que “as pessoas querem ver progresso no crescimento econômico, no custo de vida, nos serviços públicos, na habitação e nas oportunidades para a próxima geração”. Agora, parlamentares esperam que ele detalhe como pretende executar essas propostas, enquanto alguns cogitam tentar convencer Darren Jones, ministro-chefe de Starmer, a concorrer; aliados dizem que isso parece improvável, mas ainda não descartado.
O próximo passo da transição será a apresentação do programa de Burnham. Caso chegue ao cargo, ele terá de responder a questões que pouco enfrentou publicamente como prefeito, entre elas a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a possibilidade de elevar recursos para as Forças Armadas britânicas e a forma de financiar esse aumento.
Com apoio de Leite, Gabriel Souza (MDB) lança pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul
O vice-governador Gabriel Souza (MDB) lançou oficialmente neste sábado a sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul, que representará a continuidade do governo de Eduardo Leite (PSD). Em evento realizado em Porto Alegre, MDB e PSD lançaram as composições majoritárias da chapa 100% Rio Grande, que também terá os apoios de União Brasil, Federação Renovação Solidária e AGIR e terá Ernani Polo (PSD) como candidato a vice-governador e Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) na disputa ao Senado.
De acordo com MDB, mais de 7 mil pessoas participaram do lançamento da chapa, que ocorreu em uma casa de eventos nas proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho e foi marcado pelo lançamento do jingle “100% Rio Grande”. “A gauchada tá unida pro Rio Grande acontecer. Não temos presidente de estimação. Nossa alma é o Rio Grande e o gaúcho é o patrão”, diz um dos trechos da música, que crítica a chamada “radicalização política”.
Em sua fala no evento, Gabriel Souza afirmou a chapa não está reunida em torno de um nome, mas de uma proposta. “É um projeto que acredita na responsabilidade com as contas públicas, na liberdade para produzir, no cuidado com as pessoas e na preparação do Estado para os desafios do futuro. O Rio Grande voltou a ter rumo e capacidade de realizar. Agora queremos seguir evoluindo, com diálogo, experiência e os pés no chão”, afirmou.

Na mesma linha, o pré-candidato a vice-governador Ernani Polo destacou a construção suprapartidária. “Todos os dias recebo ligações e mensagens de lideranças de outros partidos dizendo que estão conosco nesta caminhada. Por tudo que o governo fez, por tudo que o governo está fazendo e principalmente por aquilo que nós queremos fazer”, afirmou.
Governador do Rio Grande do Sul de 2003 a 2007, abordou temas que entende como relevantes para a disputa ao Senado, como a rediscussão da dívida do Estado com a União, a transição da reforma tributária, políticas de valorização das mulheres e incentivo aos jovens. Já Frederico Antunes pontuou que a coligação defenderá o legado de 8 anos do governador Eduardo Leite. “É um projeto que já transformou para melhor nosso Estado, e isso fica evidente quando mais de 7 mil pessoas se reúnem no mesmo evento. A presença de pelo menos 500 pessoas da Fronteira demonstra que essa mobilização é de todas as regiões”, afirmou.
A polarização nacional também foi abordada por Leite, que afirmou que a chapa não foi construída para servir a projetos nacionais ou ser extensão de disputa presidencial. “É uma candidatura que nasce dos interesses dos gaúchos, comprometida com a continuidade das transformações”, disse.
O ato contou ainda com a participação do pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado(PSD), que ressaltou a importância da parceria entre os governos estadual e federal para enfrentar desafios e impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “O futuro governador do Rio Grande do Sul está aqui. Gabriel reúne preparo, experiência e integridade, construiu sua trajetória na vida pública com trabalho e seriedade e conhece profundamente os desafios do Estado”, disse.
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As mudanças na Parada LGBT+ aprovadas pela Câmara de SP

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação, nesta quarta-feira (20), um projeto de lei que restringe a realização de eventos LGBTQIA+ em vias públicas da capital.
A proposta, apresentada por Rubinho Nunes (União Brasil), determina que atividades que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+”, incluindo a Parada do Orgulho LGBT+, sejam realizadas exclusivamente em espaços fechados, com controle de acesso e classificação indicativa para maiores de 18 anos.
O texto também proíbe a interdição de ruas e avenidas para esse tipo de manifestação e estabelece multas que podem chegar a R$ 1 milhão em caso de descumprimento. Segundo a justificativa apresentada pelo vereador, a medida busca proteger crianças e adolescentes e reduzir impactos urbanos provocados por grandes eventos realizados na cidade.
A votação ocorreu poucas semanas antes da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo de 2026, marcada para 7 de junho na Avenida Paulista. O evento é considerado um dos maiores do gênero no mundo e tradicionalmente reúne milhares de participantes na região central da capital paulista.
Segundo a organização do evento, o patrocínio caiu 60% entre 2025 e 2026 após a saída de empresas multinacionais, movimento que os organizadores associam ao avanço de políticas antidiversidade em outros países.

Na mesma sessão, os vereadores aprovaram outro projeto relacionado à pauta LGBTQIA+, desta vez com conteúdo distinto. A proposta é de autoria da vereadora Amanda Paschoal (PSOL) e altera a Lei Municipal nº 17.301/2020 para impedir que empresas ou entidades condenadas por discriminação relacionada à orientação sexual ou identidade de gênero recebam benefícios do município.
A medida veta a celebração de contratos públicos, concessão de incentivos fiscais, patrocínios e outras formas de apoio financeiro a organizações condenadas administrativa ou judicialmente por práticas discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+.
O projeto também prevê mecanismos permanentes de fiscalização. Entre eles estão a criação de canais de denúncia, a análise anual dos contratos firmados pela administração municipal e a possibilidade de suspensão de benefícios concedidos a entidades que descumprirem as determinações previstas na legislação.
Além disso, organizações que infringirem as regras poderão ser incluídas em cadastro de inidoneidade do município. A proposta busca ampliar o monitoramento da aplicação de recursos públicos e estabelecer critérios para a relação entre a administração municipal e entidades privadas.
As duas propostas ainda precisam passar por nova votação na Câmara Municipal antes de seguirem para eventual sanção ou veto do Executivo. As aprovações ocorreram em um contexto de discussões sobre a realização da Parada LGBT+ de 2026.
Após ultimato de Trump, vizinhos acusam Irã de ataques com mísseis e drones

Nesta terça-feira (7), diversos países do Oriente Médio foram alvos de uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos confirmaram o lançamento de mísseis e drones de Teerã, poucos antes do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã fechasse um acordo favorável a Washington.
Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas localizadas nas proximidades do aeroporto também foram atingidas. De acordo com informações da Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde autoridades locais afirmaram ter interceptado com sucesso um ataque de mísseis.
As tensões se intensificaram ainda mais quando o Ministério do Interior do Bahrein anunciou que sirenes foram ativadas em todo o território, alertando a população para a situação de emergência. O ministério pediu aos cidadãos e residentes que se dirigissem aos locais mais seguros.
Similarmente, os Emirados Árabes Unidos também dispararam sirenes de alerta, informando que estavam combatendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones iranianos. Além disso, o Irã emitiu um aviso alertando para a designação de várias áreas no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita como zonas militares.
A medida entraria em vigor às 23h, horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait, por sua vez, instaurou um toque de recolher em todo o país, recomendando que os moradores saíssem de casa apenas em casos de extrema necessidade.
🚀🇮🇷 🇮🇱 NOW: TEL AVIV has just been hit by a massive attack from IRAN pic.twitter.com/1cbhSiYQWE
— Mr. Hass 💛 (@Lassegaf_1) April 7, 2026
O ataque não se limitou aos países do Golfo Pérsico. O Irã também continuou seus lançamentos de mísseis contra o território israelense. Em resposta, Israel atacou o Irã, resultando na morte do chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana.
O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, fez duras críticas à retórica do presidente Donald Trump, acusando-o de incitar crimes de guerra e potencial genocídio.
Em uma declaração durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, ele pediu à comunidade internacional que condenasse as ameaças dele antes que a situação se deteriorasse ainda mais. Iravani afirmou que, se as ameaças de Trump se concretizarem, o Irã não ficaria inerte.
O enviado afirmou que Teerã tomaria medidas de autodefesa e ações proporcionais para responder às ameaças. Durante uma postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico fundamental para o comércio de petróleo.
Vice entra em rota de colisão com Ricardo Nunes ao denunciar corrupção na prefeitura de SP

A relação entre o vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo, e o prefeito Ricardo Nunes ficou estremecida após o registro de dois boletins de ocorrência por parte do vice sem que o prefeito fosse informado. A situação causou desconforto entre os dois, com a falta de comunicação gerando embaraços e desentendimentos.
Na manhã de segunda-feira (9), Araújo registrou o boletim de ocorrência alegando que teve o celular furtado e foi alvo de uma campanha difamatória devido ao seu trabalho investigativo dentro da Prefeitura de São Paulo. O vice-prefeito afirmou à polícia que as acusações contra ele estariam ligadas às suas ações para apurar possíveis irregularidades na administração municipal, incluindo a exoneração de servidores.
Ricardo Nunes, por sua vez, só tomou conhecimento das ocorrências quando leu sobre o caso na Folha, na noite de segunda-feira. Ele tentou entrar em contato com Araújo para discutir o assunto, mas o bolsonarista não atendeu. Na tarde de sexta-feira (13), ambos ainda não haviam abordado o tema diretamente.
Segundo fontes próximas ao prefeito, houve uma sugestão de que o vice-prefeito deveria ter comunicado o ocorrido a Nunes imediatamente, considerando que qualquer suspeita envolvendo membros da administração precisa ser apurada internamente.

A forma como o vice-prefeito relatou o caso nos boletins de ocorrência gerou preocupação, pois a narrativa apresentada levantou suspeitas sobre a integridade de toda a gestão municipal. Ele afirmou que “a verdade vai aparecer se Deus quiser”, indicando sua confiança de que o caso será esclarecido.
No boletim, o vice-prefeito relatou que soube de um suposto plano para grampear seu celular e abrir uma conta corrente em seu nome no Uruguai. “Com a finalidade de desmoralizar minha imagem, devido às minhas atitudes de depurações e exonerações que estamos fazendo na Prefeitura de São Paulo”, relatou ele, no boletim.
Segundo o coronel, o intuito seria difamar sua figura pública, associando-o à corrupção, e assim desqualificar seu trabalho à frente das apurações e exonerações realizadas na administração municipal. “A ideia seria divulgar para a imprensa, passando a imagem de corrupto desmoralizando a imagem deste vice-prefeito”, relatou, sem esclarecer se o prefeito esta por dentro desta iniciativa.
Nunes comentou o incidente publicamente, questionando o tempo que Araújo levou para registrar o boletim de ocorrência. O prefeito lembrou que o furto do celular ocorreu no dia 1º de março, durante um protesto contra o presidente Lula e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, ele só registrou o boletim de ocorrência oito dias depois, o que gerou dúvidas sobre a urgência e a seriedade da situação.