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Fundo de reconstrução bilionário e liberação da venda de petróleo iraniano: o que diz o acordo entre EUA e Irã

23 de Junho de 2026, 10:20

O acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo, na Suíça, libera US$ 12 bilhões de recursos iranianos que estavam congelados em fundos de investimento, além da criação de um fundo privado de reconstrução do país e a liberação da venda de petróleo pelo Irã.

De acordo com a agência estatal do Irã, a IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati.

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“A incansável mediação do Paquistão e do Catar proporcionou grandes avanços para acabar com a guerra no Líbano”, comentou no X (antigo Twitter) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, após o encontro na Suíça.

“As exportações de petróleo e petroquímicos foram liberadas, o bloqueio foi suspenso, parte dos ativos congelados foi desbloqueada e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi colocado em marcha”, acrescentou.

Essa liberação, no entanto, ainda é alvo de confrontos entre os países, já que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na última segunda-feira (22) que esses ativos não serão liberados caso não haja avanços concretos nas negociações.

Fundo de reconstrução

Outro ponto que gera debate no acordo é a criação de um fundo privado para a reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão pagar por esses valores. Atores envolvidos na negociação confirmaram que não haverá recursos governamentais americanos no acordo e que o montante sairá de empresas que atuam nos Estados Unidos, nos países árabes do Golfo, na Ásia e na América do Sul.

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O fundo vai permitir que países da região contribuam de diferentes formas, como com a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e toda a infraestrutura afetada pelo conflito.

Essa medida também é alvo de debate entre os países, já que os Estados Unidos afirmam que ela só vai ocorrer caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A diplomacia do Irã, por sua vez, nega que o programa de mísseis do país faça parte da negociação.

O custo dos danos causados pelo conflito está estimado em US$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).

Venda de petróleo

Na segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão por dois meses de suas sanções ao petróleo iraniano. As transações que estavam proibidas estão autorizadas até o dia 21 de agosto, exceto para Cuba e Coreia do Norte.

A licença poderia liberar um inventário flutuante de cerca de 67 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos no Golfo, proporcionando ao Irã um ganho financeiro potencial de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões, de acordo com Miad Maleki, ex-oficial de sanções do Tesouro e atual membro sênior da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank baseado em Washington.

Com a liberação, acredita-se que a China acelerará as compras do petróleo iraniano durante os dois próximos meses.

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Modernização bilionária da Via Dutra tem primeiro trecho inaugurado na Serra das Araras

23 de Junho de 2026, 10:17

Foi inaugurada nesta terça-feira (23) a primeira fase das obras da Nova Serra das Araras, trecho fluminense da Rodovia Presidente Dutra (BR-116). Focado na modernização de uma infraestrutura projetada originalmente na década de 1940, o projeto conta com um investimento de R$ 1,5 bilhão para o trecho da serra e visa destravar o gargalo logístico entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta etapa inicial, foi liberado quatro quilômetros de pistas no sentido São Paulo. A nova estrutura conta com quatro faixas de rolamento, acostamento, faixas de segurança, iluminação integral e oito novos viadutos. O tráfego será liberado aos motoristas na quinta-feira (25), às 15h.

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O governo federal afirmou que o projeto está 70% concluído e o cronograma para a conclusão total do complexo foi antecipado em dois anos, reduzindo o prazo final de entrega de 2029 para 2027.

Financiamento do BNDES

A modernização da Serra das Araras faz parte de um plano macro de investimentos na concessão das rodovias Dutra e Rio-Santos (BR-101), que totalizam 626 quilômetros. Esse pacote recebe um aporte de R$ 10,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), consolidando-se como um dos maiores financiamentos de infraestrutura rodoviária da história da instituição.

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O investimento atua diretamente no principal eixo comercial do país. As duas rodovias conectam 34 municípios que concentram 60 milhões de habitantes e são responsáveis por 41% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Atualmente, a Serra das Araras recebe cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% correspondem ao transporte de cargas.

Retorno financeiro e ganho logístico

O investimento resultará, ao fim do projeto, em 16 quilômetros de novas pistas (8 km por sentido), 24 viadutos, duas áreas de escape para caminhões, monitoramento inteligente e cobertura de internet 4G.

Os reflexos econômicos do projeto incluem:

  • Aumento de velocidade: A velocidade máxima operacional permitida passará de 40 km/h para até 80 km/h.
  • Redução de custos e tempo: O tempo de viagem encolherá em até 25% na subida (sentido SP) e em até 50% na descida (sentido RJ), diminuindo o custo do frete e o consumo de combustível.
  • Geração de emprego: A movimentação financeira na região viabilizou a criação de 5 mil empregos diretos e indiretos.

O plano de investimentos financiado pelo BNDES também prevê a expansão de 40% na capacidade total das duas rodovias, o que inclui a duplicação de 80 km da Rio-Santos (entre Mangaratiba e Angra dos Reis) e a implementação de mais de 600 km de faixas adicionais.

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Domínio online do Google dá sinais de desgaste na era da IA

23 de Junho de 2026, 10:10

Mais de três anos após o início do boom da inteligência artificial generativa, o Google desafiou muitos céticos que acreditavam que o ChatGPT seria o golpe fatal para o gigante das buscas. Mas alguns problemas estão abalando seu negócio principal.

O mecanismo de busca DuckDuckGo está registrando aumentos nas taxas de instalação de até 40% por semana. O Bing, da Microsoft, alcançou 1 bilhão de usuários pela primeira vez no último trimestre. E o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu ligeiramente no último mês, enquanto o ChatGPT registrou uma pequena alta.

O Google ainda controla 90% do mercado de buscas, o preço de suas ações mais do que dobrou no último ano e o crescimento da receita no primeiro trimestre foi o mais rápido desde 2022. Mas a preocupação com a IA persiste à medida que mais pessoas recorrem aos chatbots como método preferido para encontrar informações.

O ChatGPT ocupa consistentemente a posição de aplicativo gratuito mais baixado no iOS da Apple, e o Claude, da Anthropic, está atualmente em oitavo lugar, uma posição atrás do Gemini, do Google.

Enquanto isso, outra onda de usuários da internet está se afastando completamente das buscas impulsionadas por IA em favor de alternativas sem IA. Um estudo do Pew Research Center publicado em março constatou que cerca de metade dos americanos sentia que a IA em suas vidas diárias os deixava “mais preocupados do que entusiasmados”.

Navegar pela internet sem ela é um dos mecanismos de adaptação e, no início deste mês, o DuckDuckGo lançou um mecanismo de busca “sem IA” com novas extensões para navegador que permitem aos usuários utilizar por padrão o endereço noai.duckduckgo.com.

“Muitas pessoas usam o Google porque o Google é como a página inicial da internet, mas elas querem fazer essas jornadas, clicar e pesquisar por conta própria e tomar suas próprias decisões”, disse Lily Ray, vice-presidente de otimização para mecanismos de busca e busca por IA da empresa de marketing Amsive.

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O Google também enfrenta o desafio de conter startups de IA fortemente financiadas, que estão pagando valores elevados por talentos antes de suas potenciais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).

Na semana passada, Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e copresidente do Gemini AI, anunciou que estava deixando o Google para ingressar na OpenAI. E, na sexta-feira, John Jumper, vice-presidente da DeepMind e fellow de engenharia, informou que estava saindo para trabalhar na Anthropic.

As ações da Alphabet tiveram, na segunda-feira, seu pior desempenho em mais de um ano, com queda de 5%.

Analistas da Jefferies escreveram em um relatório que “não interpretam as recentes saídas como um sinal de que o Google esteja fazendo menos em IA, mas sim como mais um dado em uma guerra por talentos que afeta toda a indústria, na qual laboratórios de ponta estão oferecendo lances agressivos”.

Um porta-voz do Google se recusou a comentar para esta reportagem.

Para o Google, o surgimento da IA generativa representa uma espécie de risco existencial desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, que recentemente ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais. A ameaça é dupla: o Google pode perder sua posição dominante e, ao tentar competir em IA, pode canibalizar seu próprio mecanismo de busca em favor de uma nova forma de encontrar informações que ainda não possui um modelo comprovado de publicidade digital.

Os anúncios ainda representam cerca de três quartos da receita da empresa. As margens extremamente elevadas da publicidade permitem ao Google financiar apostas de longo prazo e alto custo, como a Waymo e a IA baseada no espaço, além de investir perto de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA.

Em sua conferência anual para desenvolvedores, realizada no mês passado, o Google anunciou que redesenharia a caixa de busca pela primeira vez em 25 anos, posicionando o botão “Modo IA” diretamente dentro dela. O botão de busca agora fica abaixo da caixa.

“Esta é a maior atualização da nossa icônica caixa de busca desde sua estreia, há mais de 25 anos”, afirmou Elizabeth Reid, responsável pela organização de buscas do Google, durante o evento.

Além disso, a popular ferramenta de geração de imagens Nano Banana também está disponível na caixa de busca por meio do botão de adição. No aplicativo móvel do Google Search, uma grande caixa clicável do “Modo IA” tem praticamente o mesmo tamanho da caixa de busca tradicional.

Leia também: Google permitirá que os sites se excluam dos resultados de pesquisa gerados por I.A.

Reação contrária à IA

No último mês, o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu mais de 1%. O tráfego do ChatGPT aumentou um pouco. O DuckDuckGo, que há muito tempo se posiciona contra o Google como uma opção de busca mais privada, afirma que as taxas de instalação cresceram até 75% em relação ao período anterior ao anúncio do Google I/O, em maio.

O Google precisa “encontrar um equilíbrio, porque, se avançar demais com a IA, perderá seus usuários”, disse Ray, da Amsive. Ela classificou a participação de mercado do DuckDuckGo como “microscópica”, mas afirmou que houve um grande aumento recentemente.

Até mesmo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reconhece os receios em torno da IA. Em um episódio recente do podcast “Hard Fork”, Pichai afirmou que as pessoas estão “justificadamente” ansiosas sobre o tipo de futuro que a tecnologia criará, classificando a escala da mudança como sem precedentes.

Google e OpenAI enfrentaram processos por morte culposa movidos por familiares de pessoas que supostamente cometeram atos de violência ou automutilação devido ao uso de chatbots. Em março, o Google foi processado pelo pai de um homem de 36 anos, que alegou que o chatbot Gemini convenceu seu filho a tentar realizar “um ataque com múltiplas vítimas” e, posteriormente, a cometer suicídio.

No mercado de buscas, o DuckDuckGo não é o único mecanismo respondendo à demanda por alternativas. A Microsoft lançou uma extensão para navegador chamada “Bing AI Search Choice”, que permite aos usuários desativar recursos semelhantes a chats de IA.

“A IA está fazendo coisas poderosas para as buscas, mas as pesquisas mostram que nem todos querem usar IA para tudo o tempo todo”, escreveu Jordi Ribas, presidente de busca e IA da Microsoft, em uma publicação no LinkedIn sobre a atualização.

Também cresce a antipatia entre editoras e veículos de mídia, que viram o tráfego proveniente das buscas do Google despencar, em parte porque a IA reúne informações em resumos exibidos no topo dos resultados, eliminando a necessidade de clicar nos links.

Em uma disputa antitruste com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Google admitiu no ano passado, em documento judicial, que a web aberta já está “em rápido declínio”, uma avaliação que contrastou com declarações públicas de executivos da empresa.

Leia também: Google lança novos modelos de IA e agentes pessoais

Estudos de painéis de dados como SparkToro e Similarweb mostram que aproximadamente 68% de todas as buscas no Google agora terminam sem um único clique para um site externo. Roger Lynch, CEO da Condé Nast, afirmou em entrevista no mês passado à TBPN que sua equipe prevê quedas no tráfego oriundo das buscas há três anos e que “todos os anos a queda foi maior do que a prevista”.

“No ano passado, eu disse às nossas equipes para assumirem que não existe busca”, afirmou. “Vocês precisam planejar seus negócios como se a busca fosse zero.”

Mesmo após a queda das ações do Google na segunda-feira, o papel ainda acumula alta superior a 100% no último ano, superando com folga todos os seus pares entre as chamadas hyperscalers. A empresa demonstrou capacidade de sobreviver e prosperar em meio a grandes mudanças de plataforma, principalmente na transição da web para os smartphones, e provou ser uma participante relevante na IA generativa, apesar de um início lento.

Na última teleconferência de resultados, Pichai atribuiu o aumento do engajamento dos usuários a experiências baseadas em IA, como o AI Mode e o AI Overviews, áreas que recebem investimentos significativos.

“A IA continua impulsionando o uso das buscas e o volume de consultas está em nível recorde”, afirmou Pichai durante a conferência.

No entanto, o Google ativa o AI Overview automaticamente, o que significa, nas palavras de Kamyl Bazbaz, diretor de políticas do DuckDuckGo, que os usuários não recebem “uma escolha”.

Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou em um podcast da Bloomberg, em abril, que “existe esse tipo de mito de que as pessoas querem IA ou a web”.

“Na verdade, acho que o que vemos é que as pessoas querem IA e a web juntas”, disse ela.

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Ata do Copom fala em ajustar próximas decisões da Selic conforme evoluir cenário de inflação

23 de Junho de 2026, 09:40

O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira, 23, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, considerando o contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços. A mensagem consta na ata da reunião de junho do Copom, publicada no período da manhã desta terça.

No encontro, encerrado na quarta-feira, 17, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%.

Leia também: Estreito de Ormuz registra o tráfego mais intenso desde o início da guerra

Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cauteloso da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse no documento publicado nesta terça.

Leia também: Fitch rebaixa rating do banco Digimais; PF investiga gestão e bloqueia R$ 670 milhões

O Comitê também afirmou que a decisão de reduzir a Selic para 14 25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Projeções

O Copom repetiu as projeções para a inflação já apresentadas no comunicado. O colegiado prevê alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, espera alta de 3,7% para o IPCA acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.

Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 15 de junho) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.

A taxa de câmbio começa em R$ 5,10 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC).

Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

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Espaçolaser protocola pedido de registro para oferta pública secundária de ações

23 de Junho de 2026, 09:40

A MPM Corpóreos S.A. (Espaçolaser) anunciou ao mercado a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de até 6.106.557 ações ordinárias de sua emissão. A operação, que será coordenada pelo banco BTG Pactual , consiste na venda da totalidade da participação mantida pelo Magnólia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia na companhia. Se o lote total for integralmente alienado, o fundo deixará de integrar o bloco de controle da empresa.

Estrutura e Alvo da Oferta

A distribuição ocorrerá sob o rito de registro automático perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e será direcionada exclusivamente a Investidores Profissionais. Não haverá esforços de colocação dos papéis no exterior, tampouco a previsão de lotes adicionais ou suplementares. Diante disso, não haverá mecanismo de estabilização de preço, o que pode submeter as ações a flutuações no mercado secundário da B3.

A operação conta com garantia firme de liquidação prestada pelo coordenador e prevê a possibilidade de distribuição parcial, desde que atingida a quantidade mínima de 3.053.279 ações. Caso essa meta mínima não seja alcançada no procedimento de bookbuilding, a oferta será cancelada.

Fixação de Preço e Valores Estimados

O preço por ação será definido após a coleta de intenções de investimento. Como base de referência hipotética, considerando a cotação de fechamento de R$ 6,10 verificada no dia 19 de junho de 2026, o volume financeiro da operação pode variar entre:

  • R$ 18.625.001,90 — se comercializada apenas a quantidade mínima exigida.
  • R$ 37.249.997,70 — se distribuída a totalidade das ações ofertadas.

Por se tratar de uma oferta estritamente secundária, a Espaçolaser não receberá nenhum recurso com a transação, sendo a receita líquida integralmente direcionada ao acionista vendedor. Dessa forma, não haverá diluição patrimonial para os atuais acionistas.

Restrições de Lock-up e Vendas a Descoberto

Para garantir a estabilidade do processo, determinados acionistas do bloco de controle — Ygor Alessandro de Moura, José Carlos Semenzato e SMZXP Participações Ltda. — assinaram um acordo de lock-up. Eles estão impedidos de negociar ou dispor de suas participações pelo período de 90 dias contados do anúncio de início da oferta, salvo exceções previstas em contrato (como doações de boa-fé ou transferências sucessórias).

Fica vedada a aquisição de ações por investidores que tenham realizado vendas a descoberto com papéis da companhia na data de fixação do preço ou nos cinco pregões antecedentes.

Direitos Assegurados

As ações comercializadas manterão os mesmos direitos concedidos aos atuais detentores de ações ordinárias da Espaçolaser, incluindo:

  • Direito a um voto por ação nas Assembleias Gerais.
  • Direito ao dividendo obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício.
  • Direito de venda conjunta (tag along) em caso de alienação onerosa do controle da companhia, assegurando tratamento igualitário ao dos controladores.

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PF identifica mecanismo para ocultar pagamento de mesada de R$ 6 milhões de Daniel Vorcaro a Ciro Nogueira 

17 de Junho de 2026, 09:15

Relatório da Polícia Federal apontou que empresas ligadas a Ciro Nogueira (PP-PI) desenvolveram uma estrutura financeira para ocultar pagamentos de mesada feitos ao senador por Daniel Vorcaro. 

A PF acredita que existe um esquema integrado de movimentação financeira entre empresas das famílias Nogueira e Vorcaro, em especial a CNLF, do senador, e a BRGD, controlada por Vorcaro e seus parentes.

Leia também: PF afirma que executivo do BTG aprovou operação suspeita de R$ 132 mi para primo de Vorcaro

O mecanismo de lavagem de dinheiro usaria estruturas interligadas que seriam usadas para “a ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem incompatível com a capacidade econômico-financeira formal dos envolvidos, tendo como possível beneficiário final o senador Ciro Nogueira”, apontou a PF.  

Por meio desse fluxo, o ex-banqueiro teria pago uma mesada ao senador que soma ao menos R$ 6 milhões entre 2024 e 2025, justamente o período mais crítico das tentativas de salvar o Banco Master. 

A reportagem da Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC, procurou o senador, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. 

Pagamento de viagem a Lisboa

Investigações da PF também dão conta de que Vorcaro bancou as despesas de uma viagem a Lisboa de Nogueira e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

As informações foram obtidas pela PF no celular do dono do Banco Master e foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da mesma operação que realizou busca e apreensão contra Ciro Nogueira. Motta não foi alvo de nenhuma diligência na ocasião.

Leia também: DENÚNCIA: Forbes Brasil tem fundo do Banco Master como sócio oculto

Nas conversas e documentos obtidos pela PF, Vorcaro determina o pagamento de cinco diárias de “suíte jr.” no Four Seasons Hotel para Ciro e Hugo Motta. De acordo com a PF, o custo total para cada um seria de cerca de R$ 90 mil, com base na cotação do euro da época. Em conversa com jornalistas, Motta disse ter “muita tranquilidade” sobre as diárias pagas pelo banqueiro.

“As investigações estão aí, os órgãos estão trabalhando e eu defendo que as apurações possam acontecer da maneira mais isenta e imparcial possível. Eu sou um deputado que sempre defendi o bom exercício da atividade parlamentar, sempre legislei com responsabilidade e presido a Câmara com essa mesma responsabilidade”, afirmou.

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O que irá acontecer com o preço da gasolina quando o tráfego do Estreito de Ormuz reabrir?

17 de Junho de 2026, 09:02

A reabertura do Estreito de Ormuz reduz parte das preocupações do mercado global de energia, mas não deve provocar uma queda rápida nos preços dos combustíveis.

Embora os Estados Unidos e o Irã tenham aprovado um memorando para restabelecer totalmente a navegação na região, analistas avaliam que a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história continuará impactando o mercado de energia por vários meses, de acordo com a Fortune.

Nos últimos três meses, o mercado global perdeu cerca de 2 bilhões de barris de petróleo. Durante esse período, países consumidores recorreram às reservas estratégicas, produtores reduziram a extração e milhares de navios-tanque precisaram mudar de rota.

Agora, mesmo com a reabertura da passagem marítima, o setor enfrenta o desafio de reorganizar toda a cadeia de abastecimento.

Leia também: Trump: Estreito de Ormuz estará totalmente aberto em até 60 dias

Retomada do tráfego será gradual no Estreito de Ormuz

Segundo a Capital Economics, o mercado deve recuperar aproximadamente 80% dos fluxos de energia até o fim do terceiro trimestre. No entanto, a volta à normalidade pode se estender até 2027.

Durante a crise, empresas deslocaram muitos petroleiros para outras regiões, e essas embarcações agora precisarão retornar ao Oriente Médio para restabelecer as operações. Além disso, persistem dúvidas sobre os custos dos seguros marítimos e sobre as condições de segurança no estreito.

Estoques baixos aumentam a demanda

Outro fator que pode limitar quedas nos preços é a necessidade de recompor estoques. Diversos países consumiram reservas estratégicas para compensar a redução da oferta e agora deverão voltar às compras.

A China será observada de perto pelos mercados. Antes do conflito com o Irã, o país acumulou grandes reservas de petróleo e, segundo analistas, ajudou a conter os preços durante a crise ao liberar parte desses estoques.

Leia também: Petróleo despenca após acordo entre EUA e Irã e reabertura do Estreito de Ormuz

Transporte ainda é o principal desafio no Estreito de Ormuz

Apesar da interrupção na produção em alguns momentos da crise, analistas da Oxford Economics afirmam que não houve danos significativos às principais instalações petrolíferas da região.

Dessa forma, o principal gargalo não está na capacidade de produzir petróleo, mas sim no transporte marítimo, nos seguros e na confiança operacional.

Por isso, mesmo com o Estreito de Ormuz reaberto, a oferta de energia do Golfo deve continuar restrita por vários meses, limitando a possibilidade de quedas mais acentuadas nos preços dos combustíveis.

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Endrick no banco: por que o patrocínio do jogador virou teoria nas redes?

17 de Junho de 2026, 08:30

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, realizada no último sábado (13), ganhou um debate além do resultado em campo. Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, a ausência de Endrick durante os 90 minutos da partida gerou questionamentos.

Entre torcedores, surgiu uma teoria que relaciona a situação do atacante ao seu contrato publicitário com a New Balance.

A discussão surgiu porque o jovem atacante, considerado uma das principais promessas do futebol brasileiro, havia sido decisivo no amistoso anterior ao Mundial ao marcar o gol da vitória sobre o Egito. Mesmo assim, acabou ficando no banco durante toda a estreia da equipe comandada por Carlo Ancelotti.

Ausência chamou atenção

A opção da comissão técnica surpreendeu parte da torcida. Em um jogo no qual o Brasil encontrou dificuldades para criar oportunidades ofensivas, muitos esperavam que Endrick fosse utilizado ao longo da partida para aumentar o poder de ataque da equipe.

Leia também: Quase metade dos brasileiros pretende comprar produtos da Copa, aponta pesquisa

Ancelotti preferiu iniciar o confronto com Igor Thiago entre os titulares e, durante o segundo tempo, promoveu a entrada de Matheus Cunha. Endrick, por sua vez, permaneceu entre os reservas até o apito final.

A escolha rapidamente se transformou em um dos assuntos mais comentados entre os brasileiros nas redes sociais, onde torcedores passaram a buscar explicações para a falta de minutos do atacante.

Contrato com a New Balance

Entre as teorias que circularam após a partida, uma das mais compartilhadas envolveu a relação comercial do jogador com a New Balance.

Endrick é atualmente um dos principais embaixadores globais da marca esportiva e se tornou um dos rostos mais importantes da empresa no futebol.

O atacante também possui um acordo de longo prazo que inclui participação nos resultados de produtos ligados à sua imagem.

Leia também: Por que torcedores e delegações estão sendo barrados na Copa do Mundo 2026?

Para alguns internautas, esse vínculo comercial poderia explicar o espaço reduzido do jogador na Seleção. A hipótese, porém, não apresenta qualquer comprovação ou evidência pública.

Debate antigo volta à tona

A repercussão também resgatou discussões antigas sobre a presença de patrocinadores no futebol brasileiro.

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O tema ganhou notoriedade na década de 1990, quando vieram a público detalhes de acordos comerciais envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol e empresas do setor esportivo.

Desde então, o assunto volta ocasionalmente ao debate sempre que decisões esportivas geram controvérsia entre torcedores.

No caso atual, não existe informação pública que indique qualquer interferência de marcas esportivas nas escolhas feitas pela comissão técnica da Seleção Brasileira.

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Sem elementos concretos que sustentem a teoria, a ausência de Endrick continua sendo interpretada oficialmente como uma decisão da comissão técnica. Ancelotti evitou comentar individualmente a situação do atacante após a partida e concentrou sua análise no desempenho coletivo da equipe.

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Copom e Fed decidem juros hoje com petróleo em queda e dólar instável; veja o que esperar

17 de Junho de 2026, 08:08

Nesta quarta-feira (17), Brasil e Estados Unidos decidem em conjunto o rumo de suas taxas básicas de juros em uma Superquarta marcada pelo recuo do petróleo e pela estreia de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve.

No Brasil, o mercado precifica um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano. Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, com atenção voltada ao primeiro comunicado e à primeira entrevista coletiva de Warsh desde que assumiu o comando do Fed.

Por volta das 7h35 (Brasília) desta quarta-feira, o barril do petróleo Brent, com vencimento em agosto, operava em leve alta de 0,18%, a US$ 79,08, nível próximo ao observado no início do conflito entre Irã e Israel. Segundo André Azevedo, especialista da mesa de operações do Grupo Multiplica, a atenção dos investidores brasileiros se concentra na decisão do Copom. Azevedo afirmou que o mercado segue precificando um corte de 0,25 ponto na Selic, em linha com a expectativa majoritária dos agentes econômicos, e que esse movimento representaria o encerramento do atual ciclo de flexibilização monetária, levando a taxa básica a 14,25% ao ano, seguido por uma pausa nas próximas reuniões.

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Inflação pressionada limita espaço do Copom

Ainda conforme Azevedo, essa expectativa de corte ocorre mesmo diante de um cenário inflacionário pressionado. As leituras mais recentes apontam inflação próxima de 5,5% nos indicadores de núcleo, patamar acima do centro da meta do Banco Central, fixado em 3%. Esse descolamento segue como um dos principais pontos de atenção para a condução da política monetária nos próximos meses.

A leitura é compartilhada por Rafael Cardoso, que projeta corte de 25 pontos base nesta reunião. Segundo Cardoso, o cenário já vinha sendo de cortes no ritmo de 25 em 25 pontos há algum tempo, depois de uma fase anterior ao conflito no Oriente Médio em que se discutia uma aceleração para 50 pontos. Cardoso reconhece que o quadro ficou mais complicado desde a última reunião, com inflação mais pressionada, piora das expectativas e atividade econômica resiliente, ainda que dentro do esperado.

Mesmo com o avanço recente do entendimento entre Irã e Estados Unidos, que reduz parte da incerteza geopolítica, Cardoso descarta a hipótese de pausa no ciclo de cortes. Para ele, o Banco Central deve manter o ritmo de 25 pontos, mas pode usar o comunicado para sinalizar maior nível de incerteza, sem caracterizar de forma explícita o fim do ciclo. Cardoso resume que o BC deve preservar a porta aberta para a próxima reunião, ganhando os 45 dias seguintes para reavaliar o cenário.

A avaliação tem amparo nos números do Boletim Focus mais recente. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,86% para 5,30%, 14ª semana consecutiva de alta nas expectativas e acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. As estimativas para 2027 e 2028 também pioraram, de 4,00% para 4,10% e de 3,61% para 3,68%, respectivamente.

O Goldman Sachs também espera redução de 0,25 ponto, mas com comunicação mais firme, podendo sugerir que a meta de inflação está difícil de ser alcançada caso o ciclo de cortes continue. Segundo o banco, existe uma chance de 40% de manutenção da taxa, dado o cenário desafiador da inflação.

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Fed mantém juros e mercado observa estreia de Warsh

Do lado americano, o Federal Open Market Committee (fomc) deve manter os juros estáveis na faixa entre 3,50% e 3,75%, decisão amplamente precificada pelo mercado. A atenção se volta ao Resumo de Projeções Econômicas, o chamado dot plot, e à primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, marcada para as 14h30 no horário de Washington, 15h30 no Brasil.

Segundo análise do Bank of America, o dot plot de junho deve trazer uma mudança hawkish substancial, com três integrantes do comitê projetando altas de juros ainda em 2026. O banco avalia que Warsh não deve submeter sua própria projeção numérica, mas que, caso o faça, a tendência é de um viés mais dovish do que o restante do colegiado.

🔍 Dot plot é o gráfico publicado pelo Federal Reserve a cada trimestre que mostra, de forma anônima, a projeção de cada um dos integrantes do comitê de política monetária para a trajetória dos juros americanos nos próximos anos. Cada participante marca um ponto indicando onde acredita que a taxa deve estar ao fim de cada período, e a mediana desses pontos costuma ser usada pelo mercado como sinal das intenções do Federal Reserve sobre futuros cortes ou altas de juros.

Para Thiago Pedroso, analista da Criteria, a decisão de juros em si já está precificada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e a sinalização sobre os próximos passos será mais importante do que o número anunciado nesta quarta. Leonardo Costa, economista do ASA, pondera que parte dos riscos do cenário internacional já era conhecida antes da reunião, o que reduz o efeito surpresa sobre os mercados locais.

Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, destaca que o desacordo entre os membros votantes do FOMC sobre os próximos passos deve concentrar as atenções nesta quarta. Já Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, acredita que Warsh deve adotar um tom simples e prudente em sua estreia, evitando viés direcional explícito e reforçando que as decisões futuras dependerão dos dados.

Petróleo recua com acordo entre Irã e Estados Unidos

O pano de fundo internacional que pressiona ambos os bancos centrais é o desfecho do conflito entre Irã e Estados Unidos. No último domingo (14), as duas nações chegaram a um acordo de paz que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A assinatura do memorando de entendimento está prevista para esta sexta-feira (19), em Genebra.

O anúncio provocou recuo dos preços do petróleo nos últimos dias. Segundo a Agência Internacional de Energia, o choque de oferta provocado pela guerra erodiu a demanda global por petróleo, mas uma resolução duradoura do conflito pode provocar elevação expressiva do volume de oferta e gerar excedente relevante no mercado já em 2027. A IEA reduziu sua projeção de demanda global para 2026 para 1,1 milhão de barris por dia, queda de 700 mil barris por dia em relação à estimativa do mês anterior, depois que as entregas recuaram 5 milhões de barris por dia no segundo trimestre. Tech Times

Pelo lado da oferta, a agência indica que a produção global deve cair 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102,4 milhões de barris diários, antes de uma recuperação forte no ano seguinte. A entidade chama atenção para o que classifica como uma sobra significativa de petróleo em 2027, com a oferta projetada para crescer cerca de 8 milhões de barris por dia, superando com folga o avanço mais modesto esperado para a demanda mundial.

Bolsas operam de lado à espera das decisões

Na Europa, os principais índices de ações operavam perto da estabilidade na manhã desta quarta, em compasso de espera pela decisão do Fed e por detalhes adicionais do acordo entre Estados Unidos e Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,25%, a 637,58 pontos, por volta das 6h40 (Brasília).

Na agenda de indicadores, a inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, ante 3,0% em abril, segundo dado final divulgado pelo Eurostat, acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. No Reino Unido, o CPI anual ficou estável em 2,8% em maio, levemente abaixo da expectativa de analistas, que previam alta para 3%.

No Brasil, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, desacelerou para 0,42% na segunda quadrissemana de junho, após alta de 0,45% na primeira leitura do mês. Entre os componentes, alimentação, despesas pessoais e vestuário perderam força, enquanto habitação, saúde, educação e transportes mostraram comportamento misto.

Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street indicavam abertura em alta antes da decisão do Fed, com o S&P 500 subindo 0,3% e o Nasdaq 100 avançando 0,9%, segundo dados de pré-mercado. Entre as ações de maior destaque, papéis ligados a semicondutores e tecnologia registravam ganhos, enquanto a montadora alemã BMW recuava quase 7% em Frankfurt após reduzir sua projeção de lucro anual, citando fraqueza no mercado chinês e o impacto da guerra no Oriente Médio sobre custos.

Na China, o banco central do país anunciou nesta quarta medidas para estimular o uso internacional do yuan, incluindo um novo mecanismo de recompra para autoridades monetárias estrangeiras obterem liquidez na moeda chinesa. As iniciativas vieram um dia após indicadores fracos da economia chinesa, com queda nos gastos do consumidor pela primeira vez em mais de três anos.

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‘Há sinais encorajadores’: VP da Iata vê potencial inexplorado na aviação das Américas e cobra políticas para impulsionar crescimento

6 de Junho de 2026, 17:30

O vice-presidente regional da IATA para as Américas, Peter Cerdá, afirmou neste sábado (6) que a América Latina ainda opera abaixo de seu potencial turístico quando comparada a mercados mais maduros. Em entrevista coletiva no maior encontro mundial da aviação civil, promovido pela IATA no Rio de Janeiro, ele debateu o potencial de crescimento da aviação na região, especialmente diante da expansão do turismo e da necessidade de ampliar a conectividade regional.

Segundo ele, a aviação sustenta cerca de 8,3 milhões de empregos e gera aproximadamente US$ 240 bilhões para as economias latino-americanas, embora os números ainda estejam distantes da contribuição observada na América do Norte.

O executivo destacou que o turismo deve desempenhar papel central no crescimento econômico da região. Como exemplo, Cerdá citou o México, que recebe cerca de 48 milhões de visitantes por ano, enquanto o Brasil registrou recorde recente com pouco mais de 9 milhões de turistas internacionais. Para a associação, o mercado brasileiro ainda possui ampla margem para expansão.

A IATA também apontou diferenças no ritmo de recuperação dos países latino-americanos após a pandemia. Mercados como Colômbia, Chile e República Dominicana já apresentam forte crescimento em conectividade, oferta de assentos e frequências de voos. Em contrapartida, Brasil, México e Argentina ainda não recuperaram integralmente os níveis registrados em 2019, embora tenham apresentado avanços consistentes nos últimos três anos.

Segundo Cerdá, o desempenho futuro da aviação regional dependerá da adoção de políticas públicas capazes de estimular viagens, turismo e investimentos. Ele defendeu maior coordenação entre governos e empresas do setor para ampliar a competitividade da região no cenário global.

Apesar dos desafios, a associação vê sinais positivos na evolução da conectividade das Américas. De acordo com a IATA, companhias aéreas da Europa, do Canadá e da China vêm ampliando operações para a região, enquanto mercados como Argentina, El Salvador e Guiana registram abertura de novas rotas e expansão da oferta aérea, fortalecendo a integração internacional do continente.

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Hexa do Brasil? Veja as chances da Seleção na Copa do Mundo segundo inteligências artificiais

6 de Junho de 2026, 17:00

A tão esperada Copa do Mundo de 2026 se aproxima e as projeções sobre o desempenho da Seleção Brasileira já movimentam torcedores ao redor do mundo. Além das análises de especialistas e ex-jogadores, as inteligências artificiais também entraram no debate e apresentaram previsões sobre a campanha do time de Carlo Ancelotti.

Entre as I.As, Gemini, Claude, DeepSeek e ChatGPT analisaram o elenco atual, os convocados e o grupo do Brasil, além de possíveis confrontos no mata-mata. Apesar da diferença nas opiniões, a conclusão sobre um possível sexto título mundial brasileiro parece ser unânime e desanimadora.

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Claude

Entre os modelos consultados, o Claude apresentou a previsão menos otimista para a Seleção Brasileira. O chatbot coloca uma porcentagem de apenas 7% para que o hexa do Brasil aconteça nesta edição.

Entre os principais argumentos, o Claude entende que o Brasil possui relevância e peso na história do mundial da FIFA, mas entende que o fator individual vem sendo um fator pouco importante nas últimas edições.

Hexa do Brasil; veja as opiniões das inteligências artificiais para a Copa do Mundo
Foto: Claude

Gemini

O Gemini segue uma lógica semelhante à do chatbot anterior. Assim como o Claude, a porcentagem apontada pela inteligência artificial do Google coloca uma chance de apenas 11% do Brasil voltar com a taça em mãos.

De acordo com a análise, o Gemini entende que as últimas edições da Copa do Mundo evidenciaram a falta de organização da seleção brasileira e alta concorrência no campeonato.

Hexa do Brasil; veja as opiniões das inteligências artificiais para a Copa do Mundo
Foto: Gemini

ChatGPT

Um dos primeiros e mais famosos chatbots também aponta uma análise pouco animadora para a seleção brasileira. O ChatGPT coloca uma porcentagem de 18% do Brasil levar o hexa para casa. Apesar de ser maior em comparação com as duas I.A.s anteriores, a plataforma também entende que existe uma grande diferença entre as seleções.

Porém, a análise do ChatGPT também leva em conta a dificuldade geral do campeonato, considerando as seleções favoritas e os possíveis azarões.

Hexa do Brasil; veja as opiniões das inteligências artificiais para a Copa do Mundo
Foto: ChatGPT

DeepSeek

Por fim, o DeepSeek é o chatbot com a melhor porcentagem entre as I.A.s analisadas. De acordo com a plataforma, a chance do Brasil aumentar a hegemonia no futebol mundial é de 20%.

Na visão do DeepSeek, o fator tradição é importante para uma competição como a Copa do Mundo. Entretanto, assim como os demais, também entende que o Brasil segue atrás de outras seleções em termos de rendimento.

Hexa do Brasil; veja as opiniões das inteligências artificiais para a Copa do Mundo
Foto: DeepSeek

É importante destacar que as análises dos chatbots podem ser diferentes a cada consulta.

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Chances reais na Copa do Mundo

Apesar de apontarem uma pequena porcentagem, os chatbots levam em conta dados e projeções com base nas últimas edições. Apesar de ser uma análise descontraída, a Copa do Mundo também é conhecida por “zebras” e resultados pouco esperados.

Dessa forma, uma seleção com cinco títulos de Copa do Mundo sempre será uma das favoritas da competição, mesmo em momentos de crise no esporte. Entretanto, o melhor rendimento de outras seleções tradicionais também deve ser levado em conta em um torneio de alto grau de dificuldade.

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Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos

31 de Maio de 2026, 21:50

O principal negociador iraniano alertou neste domingo que os Estados Unidos “não são confiáveis” e que Teerã não aceitará qualquer acordo com Washington sem garantias plenas de seus direitos.

As declarações de Mohammad Bagher Ghalibaf surgem em meio a relatos de que o presidente norte-americano Donald Trump teria enviado uma proposta de paz mais dura ao Irã, evidenciando o abismo que ainda separa as partes.

Mudanças no texto podem atrasar ainda mais um acordo para encerrar formalmente a guerra no Oriente Médio e reabrir o estratégico Estreito de Hormuz, após semanas de negociações tensas, marcadas por retórica agressiva e episódios de violência.

O Irã já discutia com os EUA o futuro de seu programa nuclear em fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram ataques que eliminaram parte da liderança da República Islâmica. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins civis, mas Washington e aliados ocidentais suspeitam de ambições militares.

Segundo o New York Times e o Axios, Trump teria enviado um novo “quadro mais rígido” para análise iraniana, sem detalhes divulgados. O presidente norte-americano afirma que suas prioridades são impedir o desenvolvimento de armas nucleares e reabrir a rota marítima bloqueada no Hormuz.

“Minha única garantia é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso, e foi muito interessante”, disse Trump em entrevista à nora Lara Trump, na Fox News.

Ghalibaf, porém, reforçou: “Não aprovaremos nenhum acordo até termos certeza de que os direitos do povo iraniano foram assegurados”, em vídeo transmitido pela TV estatal.

O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi acrescentou que “até que haja uma conclusão clara, tudo o que se diz agora é especulação”.

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O Irã exige a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados antes de avançar em negociações substantivas, rejeitando como “infundadas” declarações de Trump sobre a destruição de estoques de urânio enriquecido.

Escalada militar

Um dos objetivos declarados de Washington era destruir o programa de mísseis balísticos iraniano. Em abril, o general Dan Caine estimou que mais de 80% das instalações haviam sido atingidas.

No entanto, imagens de satélite analisadas pela CNN mostram que Teerã conseguiu reabrir 50 das 69 entradas de túneis bombardeadas em 18 bases subterrâneas.

Apesar da trégua temporária firmada em abril, ataques esporádicos continuam. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone militar dos EUA prestes a entrar em águas iranianas — episódio não confirmado por Washington.

Trump enfrenta pressão para garantir um acordo que alivie os bloqueios impostos por ambos os lados no Estreito de Hormuz, vital para o fluxo global de petróleo. Enquanto Trump declarou que o Irã não cobraria taxas de passagem, a agência Fars negou a existência de tal cláusula.

Parlamentares iranianos discutem projeto que prevê “gestão e soberania” sobre o estreito, incluindo a cobrança de “taxas administrativas”.

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Frente no Líbano

Teerã insiste que qualquer acordo de paz inclua o Líbano, onde os combates seguem intensos. Beirute acusa Israel de adotar uma “política de terra arrasada” contra o Hezbollah.

Embora uma trégua tenha sido anunciada em 17 de abril, nunca foi respeitada. No domingo, um ataque israelense em Deir Zahrani, sul do Líbano, matou oito pessoas, incluindo três mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir a ofensiva israelense, após a captura do castelo medieval de Beaufort — usado como base militar durante a ocupação israelense anterior.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a retomada de Beaufort como “uma mudança dramática”.

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Setor produtivo leva a Alcolumbre pedido de adiamento da PEC 6×1

26 de Maio de 2026, 23:00

Entidades do setor produtivo pediram nesta terça-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o adiamento da votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, sugerindo que o tema seja analisado apenas após as eleições de outubro. Segundo representantes, a proposta vem sendo usada como “bandeira eleitoral” pelo governo e por parlamentares. A PEC deve avançar na Câmara ainda nesta semana e, em seguida, seguirá para análise no Senado.

O encontro reuniu entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiesp e a Abimaq.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou a condução do texto e afirmou que a proposta foi construída sem diálogo amplo com o setor produtivo. Ele disse que mudanças na jornada de trabalho deveriam ser negociadas caso a caso entre empresas e trabalhadores, considerando as diferenças entre os cerca de 2 mil segmentos da economia. Também cobrou estudos técnicos sobre os impactos da medida e defendeu que o debate ocorra “sem pressa” no Senado.

“Da maneira que foi feita, ela PEC está fora da realidade brasileira, foi feita de forma irresponsável e só baseada em bandeira política. Não ouviu o setor nenhum … Foi tratada pelo governo brasileiro como bandeira eleitoral, em véspera da eleição, assim como o imposto da chamada blusinhas”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em entrevista coletiva a jornalistas, após o encontro.

Skaf afirmou ainda ter pedido acesso aos estudos usados pela Câmara na construção do relatório e questionou a ausência de embasamento técnico. Segundo ele, Alcolumbre ouviu as preocupações do setor, mas não sinalizou decisão sobre o pedido de adiamento. Para o empresário, o debate poderia ser postergado por alguns meses sem prejuízo.

A CNI também manifestou preocupação com os impactos econômicos da proposta. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a mudança na jornada poderia gerar aumento de custos e repasse de preços ao consumidor, com impacto estimado entre 6% e 8% na indústria.

“Dois, três meses depois, após as eleições, os novos preços de repasse do custo vão estar nas prateleiras ou nos serviços. … Temos uma estimativa de que, para o setor industrial, isso pode representar um aumento de preço médio entre 6% e 8%”, disse.

Alban também criticou o período de transição previsto no texto, que estabelece redução gradual da jornada em até 14 meses, e questionou a capacidade de adaptação das empresas em prazos mais curtos.

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MP e Tribunal de Contas pedem resultado de homologação no setor de energia

21 de Maio de 2026, 17:23

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou que a Corte de Contas determine, em caráter cautelar, a homologação dos resultados do leilão de reserva de capacidade nos prazos previstos em edital. O argumento central do pedido é que o descumprimento do edital não encontra amparo no ordenamento jurídico.

No começo de abril, o mesmo órgão havia pedido que o TCU suspendesse o andamento do leilão até a análise completa de irregularidades alegadas. Houve críticas, por exemplo, à elevação dos preços-teto em poucos dias e o suposto baixo nível de competição observado no resultado final, com deságios reduzidos, segundo a avaliação.

A nova representação foi apresentada nesta última quarta-feira. Apesar de defender a homologação, foi reforçada a necessidade de a Corte de Contas verificar a legalidade do certame, “especialmente no que diz respeito à definição dos preços-teto, às condições de competição e à observância dos princípios da isonomia e da seleção da proposta mais vantajosa para a Administração”.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira, relator da matéria, determinou na terça-feira que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) responda, em cinco dias úteis, sobre eventuais irregularidades apontadas no leilão de reserva. O ministro não atendeu, até o momento, os pedidos de cautelar para o cancelamento do processo de formalização do resultado do certame.

A Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear (AudElétrica) havia recomendado medida cautelar para suspender a adjudicação e a homologação parcial, exclusivamente para os produtos termelétricos de 2026, 2027, 2028, 2029 e 2031.

Como justificativa, foi mencionado “risco de contratação desvantajosa e de longa duração, com repercussões expressivas para os consumidores e para a racionalidade econômica da expansão de potência no sistema elétrico nacional”, conforme o parecer.

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“Asfixia financeira”: Tarcísio diz que operador do PCC tinha caixa de dinheiro destinada a Deolane

21 de Maio de 2026, 16:44

O operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) preso nesta quinta-feira (21), Everton de Souza, tinha uma caixa cheia de dinheiro com o nome de Deolane Bezerra, também detida na parte da manhã. A informação foi concedida pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ele disse, em uma agenda do governador em Bauru, que a polícia atua para fazer a asfixia financeira do PCC. “Foi preso também um operador do esquema, inclusive com uma caixa de dinheiro com destinatário, para quem iria, que era para a própria influenciadora”, afirmou.

Segundo o governador, a organização tem usado “negócios aparentemente lícitos”para movimentar dinheiro vindo do tráfico de drogas. Além de Deolane, foram presos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, seu irmão Alejandro Camacho, e dois sobrinhos do líder do PCC.

Ewerton atendia pelos codinomes de “Temer” ou “Player”, e fazia a gestão de bens da organização e controlava o fluxo de caixa da empresa. Foi por meio dele que a polícia chegou à influenciadora.

O Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC tentou contato com a defesa e a assessoria de imprensa de Deolane, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

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Alcolumbre ignora pedidos de abertura da CPI do Master em sessão conjunta do Congresso

21 de Maio de 2026, 14:59

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), descartou ler nesta quinta-feira, 21, os requerimentos de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar irregularidades do Banco Master.

Em resposta às questões de ordem apresentadas por parlamentares durante a sessão conjunta da Câmara e do Senado, Alcolumbre ressaltou que a leitura dos pedidos é um “ato discricionário” da Mesa do Congresso Nacional.

“A presidência esclarece que, conforme disposto no parágrafo 2º do artigo 156 do Regimento Interno do Senado Federal, primeiro subsidiário do Regimento Comum, as matérias do expediente serão objeto da leitura a juízo do presidente. Além disso, o inciso 1 do parágrafo único do artigo 214 do mesmo regimento do Senado dispõe que requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência”, justificou.

O senador também destacou que a sessão conjunta foi convocada apenas para análise de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que liberam a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública durante o período eleitoral, mesmo para municípios inadimplentes.

“Nós temos hoje, no Brasil, mais de 5.034 municípios que estão aguardando esta sessão. Dos 5.034 municípios brasileiros, ou seja, 92% dos municípios de todas as regiões do Brasil, estão impedidos. E se nós não deliberarmos esse assunto o mais rápido possível, nós vamos, infelizmente, continuar transferindo para esses municípios esta responsabilidade de obras inacabadas sem o recurso na conta do convênio, de obras paralisadas com crítica de toda a ordem”, argumentou Alcolumbre.

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