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VÍDEO – Moro puxa saco de Flávio, ataca Lula e sugere que ele fraudou as eleições

24 de Março de 2026, 13:16
Flávio Bolsonaro e Sergio Moro durante evento de filiação do senador ao PL em Brasília, nesta terça (24). Foto: Reprodução

O senador Sérgio Moro (PL-PR) oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) nesta terça-feira (24), com o objetivo de concorrer ao governo do Paraná nas eleições de outubro deste ano. O evento ocorreu em Brasília e contou com a presença de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência.

Durante o discurso, Moro atacou o presidente Lula e chegou a sugerir que houve fraude nas eleições de 2022. “Lula foi eleito entre aspas aqui no Brasil e está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento”, disse o ex-juiz. Ele ainda tentou tenta culpar o petista pelos escândalos do INSS e do Master.

O parlamentar também prometeu palanque a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Paraná e disse estar “ansioso para ver seu pai [o ex-presidente Jair Bolsonaro] em casa”, em meio a movimentos para conseguir a liberação para prisão domiciliar.

“O Paraná não vai faltar ao seu projeto presidencial. Vamos trabalhar para que vossa excelência tenha vitória, uma grande vitória no nosso estado, que será uma vitória para o nosso país”, completou.

Sérgio Moro filia-se ao Partido Liberal (PL) para concorrer ao governo do Paraná e promete palanque forte a Flávio Bolsonaro:

“Flávio, o Paraná não vai lhe faltar, porque o Paraná não vai faltar ao Brasil. Estou ansioso para ver Jair Bolsonaro em casa, por questão de justiça.” pic.twitter.com/WVNOxSbCly

— Pri (@Pri_usabr1) March 24, 2026

A filiação de Moro ao PL representa um rompimento com o atual governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que anunciou sua desistência da pré-candidatura à presidência na segunda (23) e optou por concluir seu mandato no estado.

O evento também serviu para anunciar os candidatos ao Senado na chapa de Moro: o deputado Felipe Barros (PL-PR) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR), ambos com forte ligação à Operação Lava Jato. A ideia da chapa é fortalecer a imagem do Paraná como o estado da Lava Jato, onde Moro atuou como juiz e Dallagnol como procurador.

Moro tem uma história de relação conturbada com o PL. Antes de sua filiação, o partido pediu sua cassação por abuso de poder nas eleições, mas o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) o inocentou. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar do recurso do partido.

Em 2018, Moro aceitou o convite de Bolsonaro para ser ministro da Justiça. Após um 1 e 4meses no cargo, ele deixou o governo devido a um desentendimento com o então presidente, que decidiu trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado pelo então ministro.

Embora tenha se afastado de Bolsonaro, Moro ainda o apoiou nas eleições de 2022 contra Lula, vencedor do pleito.

Compra do Twitter leva Musk a responder por fraude na Justiça dos EUA

20 de Março de 2026, 23:03
Elon Musk é dono do X, antigo Twitter. Foto: reprodução

Elon Musk foi considerado responsável nesta sexta-feira (20) por um júri federal dos Estados Unidos em uma ação movida por ex-acionistas do Twitter, atual X, sobre a compra da plataforma por US$ 44 bilhões em 2022. O processo tratava de acusações de fraude ligadas a declarações públicas do bilionário sobre a presença de bots e contas falsas na rede social durante o período em que tentava renegociar ou abandonar o acordo.

A decisão foi tomada após um julgamento civil iniciado em 2 de março, com deliberação do júri a partir da última terça-feira (17). Com informações da Reuters.

Os autores da ação afirmaram que Musk tentou pressionar a queda do valor das ações do Twitter ao publicar mensagens que colocavam em dúvida os dados da empresa sobre contas falsas. Entre as declarações contestadas estavam a de que a compra estaria “temporariamente suspensa” até a confirmação de que bots representavam menos de 5% dos usuários e a de que esse percentual poderia ser “muito” superior a 20%.

Os jurados concluíram que duas dessas falas foram enganosas e responsabilizaram Musk por elas, embora não tenham reconhecido prova de um esquema fraudulento mais amplo.

Durante o julgamento, a defesa dos ex-acionistas sustentou que as manifestações públicas de Musk interferiram no preço dos papéis da companhia em um momento decisivo da negociação.

O grupo que entrou com a ação reúne investidores que disseram ter vendido ações do Twitter entre 13 de maio e 4 de outubro de 2022 por valores artificialmente deprimidos. Segundo Francis Bottini, advogado dos autores, os danos ainda serão calculados, mas podem chegar a cerca de US$ 2,5 bilhões.

A equipe de defesa de Musk argumentou no tribunal que a preocupação do empresário com a quantidade de bots era legítima e que comentar o tema não significava fraude nem intenção deliberada de enganar o mercado. Após o veredito, os advogados do escritório Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan classificaram a decisão como “um obstáculo no caminho” e informaram que pretendem recorrer, afirmando esperar uma absolvição em instâncias superiores.

Logo do X
Logo do X – Reprodução

O caso se soma a outras disputas judiciais travadas por Musk nos últimos anos com acionistas e órgãos reguladores dos Estados Unidos. Em 2023, ele venceu um julgamento sobre a declaração de 2018 em que afirmou ter “financiamento garantido” para fechar o capital da Tesla.

Também saiu vitorioso em litígio em Delaware sobre seu pacote de remuneração na montadora. Paralelamente, Musk negocia um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA em outro processo civil, relacionado à demora na divulgação de suas compras iniciais de ações do Twitter em 2022.

Na ação da SEC, a agência sustenta que Musk demorou além do prazo legal para informar ao mercado que havia ultrapassado 5% de participação no Twitter, o que teria permitido a compra de mais de US$ 500 milhões em ações antes da reação dos investidores.

Segundo a Reuters, as negociações para um possível acordo seguem em andamento, com pedido conjunto para adiar etapas do processo até 1º de abril de 2026. A nova derrota no caso dos ex-acionistas amplia a pressão judicial sobre o empresário em torno das operações que antecederam a aquisição da plataforma, depois rebatizada como X.

Daniel Vorcaro, do Banco Master, é preso novamente pela PF

4 de Março de 2026, 07:19
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Investigado por fraude financeira, ele foi alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura a venda de títulos de créditos falsos da fintech.

A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na última terça-feira (3) havia tirado a obrigação de Vorcaro ir à CPI do Crime Organizado no Senado. Vorcaro foi detido em sua residência na capital paulista no início da manhã e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Segundo a PF, a operação investiga a atuação de uma organização criminosa associada ao empresário. De acordo com a corporação, a ação mira a “prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

A nova fase da operação também inclui o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e quinze mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Além de Vorcaro, há outro alvo de prisão na capital paulista que ainda não foi localizado pelos agentes. A Justiça também determinou a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleiras eletrônicas, contra outros investigados.

As investigações contam com apoio do Banco Central do Brasil e buscam identificar a estrutura financeira e tecnológica utilizada pelo grupo suspeito. A Polícia Federal apura indícios de manipulação de mercado, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro envolvendo operações ligadas ao Banco Master.

Sede do Banco Master em São Paulo. Foto: reprodução

Entre as medidas determinadas pelo STF está o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a até R$ 22 bilhões. A decisão tem como objetivo impedir a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às práticas ilícitas sob investigação.

A nova fase da Operação Compliance Zero também investiga suspeitas de invasão de dispositivos informáticos atribuídas a integrantes da organização criminosa ligada a Vorcaro e a aliados próximos. Segundo os investigadores, essas ações podem ter sido utilizadas para intimidar adversários ou interferir em processos ligados às apurações.

Daniel Vorcaro já havia sido preso anteriormente durante a primeira fase da operação, deflagrada em novembro por decisão da Justiça Federal de Brasília. Na ocasião, ele permaneceu detido por 11 dias.

Posteriormente, a defesa do banqueiro conseguiu levar o caso ao Supremo Tribunal Federal. Sob relatoria inicial do ministro Dias Toffoli, o inquérito passou a registrar tensões entre a Polícia Federal e o STF durante o andamento das investigações.

Toffoli deixou o caso no mês passado após a PF apresentar ao Supremo um relatório contendo menções ao nome do ministro e registros de conversas atribuídas a ele com Daniel Vorcaro. Após a redistribuição do processo, o caso passou a ser conduzido por André Mendonça, que analisava o material investigativo e autorizou a deflagração desta nova fase da operação.

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