Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)Resumo
Micron Technology alcançou valor de mercado de US$ 1,398 trilhão, superando Meta Tesla por um breve momento;
empresa é uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash;
companhia registrou crescimento acelerado e atingiu patamar histórico em decorrência da alta procura por memórias para IA.
A demanda por chips de memória segue em níveis estratosféricos, tanto que esse cenário ajudou a Micron Technology a alcançar, nesta quinta-feira (25/06), um valor de mercado superior ao das líderes Testa e Meta. Falamos de um montante que bateu US$ 1,398 trilhão, algo próximo de R$ 7,26 trilhões na conversão direta.
Isso foi efeito de uma valorização de 18,4% nas ações da Micron, de acordo com a Reuters. Quando o US$ 1,398 trilhão foi alcançado, a Meta tinha valor de mercado de US$ 1,392 trilhão, sendo, portanto, superada. Por um breve momento, a Tesla também foi superada, mas voltou rapidamente a assumir a liderança do ranking.
Quando esta nota foi publicada, o valor de mercado da Micron tinha recuado para US$ 1,37 trilhão, com a Meta estando com US$ 1,393 trilhão e, a Tesla, com US$ 1,4 trilhão. Apesar de já ter deixado a liderança, o desempenho da Micron é notável.
Por que a Micron ganhou tanto valor de mercado?
A Micron é uma das maiores empresas de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash, dois segmentos de produtos que estão com demandas elevadas no mercado em razão do crescimento acelerado de aplicações de inteligência artificial que, como tal, exigem ampliação ou construção de data centers.
Módulo de memória UFS da Micron (imagem: reprodução/Micron)
Se a demanda aumenta de modo expressivo, os preços acompanham esse movimento. Isso explica a procura crescente pelas ações da Micron. No momento da publicação desta notícia, cada ação da empresa estava sendo negociada a US$ 1.225 na Nasdaq.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta está desenvolvendo um aplicativo chamado Arena para entrar no mercado de previsões.
O aplicativo, encomendado por Mark Zuckerberg, permitirá que usuários apostem no resultado de eventos reais, como eleições e jogos esportivos.
O projeto é similar ao que já existe com a plataforma Polymarket, mas, inicialmente, não usaria dinheiro real e funcionaria com um sistema de pontos.
Mercados de previsão são proibidos no Brasil.
A Meta estaria desenvolvendo um aplicativo próprio, chamado Arena, para entrar no mercado de previsões. O segmento permite que usuários apostem no resultado de eventos reais, como eleições, decisões políticas, jogos esportivos e outros indicadores econômicos.
Segundo o jornal New York Times, o app, encomendado diretamente por Mark Zuckerberg, deve ser separado das redes sociais da empresa, como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas a Meta pretende usar as plataformas para atrair usuários ao novo produto.
A ideia colocaria a companhia em um setor que cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado por plataformas como Polymarket e Kalshi. Em 2025, as duas plataformas movimentaram juntas cerca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 261 bilhões) em negociações online, ultrapassando US$ 130 bilhões (R$ 680 bilhões) em 2026 — e fez da brasileira Luana Lara a mulher mais jovem a se tornar bilionária no mundo.
Não é a primeira vez que a Meta tenta algo parecido. Em 2020, a empresa lançou um app de previsões, chamado Forecast, que acabou sendo encerrado em 2022. Mas com o crescimento do setor o interesse parece ter voltado.
Como funcionaria o novo app de previsões da Meta?
Sistema não deve utilizar dinheiro real inicialmente (foto: Areli Alvarez/Qualcomm Institute at UC San Diego)
De acordo com funcionários ouvidos pelo jornal, o Arena deve começar com um sistema de pontos, inicialmente sem uso de dinheiro real. Como em um jogo, os usuários fariam previsões e acompanhariam os resultados dentro do próprio aplicativo.
Entretanto, a Meta não teria descartado a possibilidade de permitir apostas com dinheiro no futuro, como fazem as principais empresas concorrentes do setor.
A possível entrada da big tech no mercado gerou críticas nas redes sociais, inclusive de dentro do parlamento estadunidense. Segundo o jornal, o senador democrata Richard Blumenthal acusou a empresa de tentar lucrar com comportamentos viciantes.
Mercados de previsão preocupam autoridades
O avanço dos mercados de previsão também aumentou a preocupação de reguladores e parlamentares nos Estados Unidos.
Um caso recente citado pelo New York Times envolve um membro das Forças Especiais dos EUA, acusado por promotores federais de Nova York de usar informações confidenciais do governo para apostar na Polymarket. Segundo a acusação, ele teria lucrado mais de US$ 400 mil ao prever uma operação secreta para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
No Brasil, apesar de, para o usuário final, funcionar de forma semelhante às bets esportivas regulamentadas, esse tipo de mercado de previsão não tem autorização para operar. Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas de previsão, incluindo as gigantes Polymarket e Kalshi. Segundo o G1, a avaliação foi de que as plataformas “podem se aproximar de instrumentos financeiros não autorizados” por aqui.
Linha aposta na diversidade de estilos (imagem: divulgação/Meta)Resumo
Meta lançou uma nova linha de óculos inteligentes, os Meta Glasses, em parceria com a EssilorLuxottica.
Os óculos estão disponíveis a partir de US$ 299, sendo US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração.
Por enquanto, não há preços ou data de lançamento no Brasil.
A Meta e a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban e Oakley e maior fabricante do ramo de armações e lentes de óculos do mundo, anunciaram uma nova linha de óculos inteligentes com inteligência artificial. Os Meta Glasses chegam em três estilos de armação e aceitam diferentes tipos de lentes.
Diferentemente dos modelos anteriores, os novos óculos não trazem a marca Ray-Ban e chegam mais baratos, com preços a partir de US$ 299 (cerca de R$ 1.554). Para comparação, o Ray-Ban Meta de 2ª geração foi lançado por US$ 379 e chegou ao Brasil por R$ 3.299.
Por enquanto, o novo modelo será vendido apenas em mercados selecionados, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e parte da Europa. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Meta Glasses não trazem a marca Ray-Ban (imagem: divulgação/Meta)
Os aparelhos não têm tela — a função segue exclusiva do Meta Ray-Ban Display — e a interação ocorre principalmente por voz e áudio, reproduzido por alto-falantes de ouvido aberto. Para chamadas e comandos de voz, os modelos usam múltiplos microfones com redução de ruído de vento.
A câmera integrada de 12 MP permite tirar fotos e gravar vídeos em até 3K a 30 fps. A Meta afirma que o dispositivo conta com alertas para indicar quando a câmera está em uso, além de controles simplificados para compartilhamento de dados.
A Meta promete mais de 8 horas de uso contínuo, com carregamento diretamente no estojo do produto — o que pode adicionar mais 40 horas de energia.
Três armações e 26 combinações
Meta Glasses contam com três formatos de armação (imagem: divulgação/Meta)
A linha estreia em três formatos:
Meta Adventurer: possui um formato retangular convencional, focado em um visual versátil, sendo comercializado nos tamanhos padrão e grande
Meta Fury: apresenta uma armação com linhas mais grossas e formato robusto
Meta Glasses by Kylie: uma armação com formato oval fino, inspirada no estilo pessoal de Kylie Jenner
As armações terão cores como preto, verde, merlot, mogno e arenito. As lentes podem ser de sol, polarizadas, transparentes ou com tecnologia Transitions, que se adapta à luminosidade. Ao todo, a Meta fala em 26 combinações no catálogo de lançamento.
Óculos aceitam lentes de grau
Os modelos também são compatíveis com lentes de prescrição. Para isso, a Meta introduziu o Rx Lens Swap, sistema uqe permite trocar as lentes com um oftalmologista após a compra.
Segundo a empresa, o procedimento não anula a garantia do produto. A ideia é permitir que o usuário adapte os óculos à própria prescrição sem depender apenas das combinações oferecidas no momento da compra.
IA adaptada aos vestíveis
Os Meta Glasses usam o Muse Spark, que permite aos vestíveis usarem a Meta IA para interpretar o contexto ao redor do usuário pela câmera e pelos comandos de voz.
Com isso, os óculos podem responder a perguntas sobre o ambiente, consultar informações do dia a dia, dar recomendações de locais e passar outras informações. As funcionalidades são restritas a usuários nos Estados Unidos e Canadá, por enquanto.
Entre os recursos anunciados estão a foto dinâmica, que captura múltiplos quadros e sugere a melhor imagem para compartilhamento, e uma futura navegação passo a passo para pedestres, adaptada para óculos sem tela.
A tradução de conversas em tempo real também foi ampliada. O recurso ganhou suporte a 14 novos idiomas, passando a funcionar em 20 línguas, incluindo português.
Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta suspendeu treinamento de IA com dados de funcionários devido a um possível vazamento de dados pessoais, incluindo conversas, transcrições e informações de desempenho;
vazamento foi classificado como SEV 2, de alta prioridade, e empresa está investigando se, de fato, houve exposição de dados sensíveis;
programa de monitoramento, chamado Model Capability Initiative, captura movimentos com o mouse e digitação no teclado nos computadores de funcionários para aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.
A decisão da Meta de rastrear o uso dos computadores de seus funcionários para treinar modelos de inteligência artificial é polêmica por si só. Mas, recentemente, a companhia suspendeu essa atividade. Arrependimento? Não. É que o monitoramento teria causado exposição de dados pessoais.
É o que revela o Business Insider. O veículo afirma ter tido acesso a uma captura de tela que mostra que conversas, transcrições e informações de desempenho de funcionários ficaram expostos na rede da empresa, sendo que todos esses dados têm natureza privada.
O problema é sério. Prova disso é que o vazamento foi classificado como SEV 2 (Severe 2) dentro de uma escala que vai de 0 a 5. Quanto mais próximo de 0, mais crítico é o problema. O caso é considerado de alta prioridade, portanto, e isso explica a interrupção do monitoramento.
Não é que a Meta tenha reconhecido o problema. Ainda não. Ao Business Insider, a companhia apenas admitiu que interrompeu o programa para investigar se, de fato, houve exposição de dados sensíveis de funcionários:
Projetamos este programa cuidadosamente com medidas de segurança de privacidade e, embora não tenhamos indícios, neste momento, de que quaisquer dados tenham sido acessados indevidamente por funcionários da Meta, estamos suspendendo o programa enquanto investigamos.
Meta
Não está claro quando e como o suposto vazamento de dados ocorreu. Fato é que problemas como esse não causam surpresa, afinal, o programa de monitoramento esbarra em dados sensíveis. Por mais que a Meta tenha implementado mecanismos de segurança (se é que realmente implementou), ultrapassar o limite da privacidade não é difícil nessas circunstâncias.
Sem nenhuma surpresa, o clima na empresa é de insatisfação e até revolta. Ainda de acordo com o Business Insider, um funcionário da Meta teria declarado o seguinte: “não vejo nenhuma evidência de acesso malicioso, mas o fato de esses dados não terem sido protegidos como prometido inicialmente é extremamente frustrante”.
Monitoramento visa gerar dados para treinar IA da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Em termos práticos, esse monitoramento pode ensinar agentes de IA a se comportarem como humanos na frente do computador.
A iniciativa é polêmica por, entre outros motivos, causar sensação de vigilância entre os funcionários, embora a Meta tenha ressaltado que o objetivo do programa não é espioná-los ou usar os dados obtidos para avaliações de desempenho.
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.
O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.
Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.
Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?
A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.
Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.
O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Fatura bilionária da IA
Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.
Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.
Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.
Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda, procure ajuda especializada. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24h por dia pelo telefone 188. Também é possível conversar por chat ou e-mail.
O que começou dentro de uma casa virou um processo judicial contra duas das maiores redes sociais do mundo. Uma mãe italiana acusa a Meta e o TikTok de falhas na proteção de menores após a morte da filha de 12 anos.
Segundo a família, a adolescente foi exposta a conteúdos de automutilação e depressão nas plataformas antes de tirar a própria vida.
Segundo a família, conteúdos depressivos passaram a dominar o que a adolescente via online em poucos meses. Imagem: Marina Demidiuk/iStock – Imagem: Marina Demidiuk/iStock
Um caso que expôs o lado mais sensível das redes sociais
A história de Rossella Ugues ganhou repercussão depois que os pais perceberam, tarde demais, como o comportamento da filha mudou em poucos meses. Aos poucos, ela passou a consumir conteúdos cada vez mais ligados à tristeza e à automutilação, impulsionados por algoritmos de recomendação.
Na avaliação da mãe, Irene Roggero Ugues, o processo foi silencioso e difícil de enxergar no dia a dia. Em entrevista, ela descreveu a sensação com uma frase forte: “Em algum momento, pareceu ganhar vida própria, crescendo até sufocar o lado alegre e sociável dela — a parte mais brilhante”, disse.
A ação aberta na Itália sustenta que as plataformas não teriam oferecido proteção suficiente a usuários menores, permitindo a exposição a conteúdos considerados de risco.
Meta e TikTok negam responsabilidade direta e destacam medidas de segurança voltadas a adolescentes. Crédito: Tada Images / Shutterstock – Crédito: Tada Images / Shutterstock
Algoritmos, ciclos e o ponto mais delicado da discussão
A acusação central envolve o funcionamento dos sistemas de recomendação. Segundo o processo, esses mecanismos identificam interesses e passam a reforçar conteúdos semelhantes, inclusive sensíveis. O problema, apontam as famílias, é que isso pode criar um ciclo contínuo de exposição.
No meio desse debate, surgem pontos levantados pelos autores da ação:
Reforço constante de conteúdos sensíveis
Proteção considerada insuficiente para menores
Dificuldade prática de supervisão parental
Possível padrão de uso semelhante à dependência
Exposição prolongada sem interrupção eficaz
As empresas envolvidas, Meta e TikTok, negam responsabilidade direta e afirmam que mantêm sistemas de segurança, filtros de conteúdo e ferramentas específicas para adolescentes.
Quando a rotina familiar não acompanha o ritmo das redes sociais
Um dos trechos mais repetidos por famílias envolvidas no debate é simples: o controle não dá conta. Mesmo com regras em casa, muitos pais relatam que os adolescentes conseguem contornar restrições com facilidade.
“Monitorar o uso das redes sociais é um trabalho em tempo integral”, afirmou uma representante de famílias numerosas na Itália. Segundo ela, na prática, a supervisão constante é quase impossível.
E há um ponto que aparece com frequência nesses relatos: a mudança de comportamento costuma ser gradual, quase imperceptível no começo, o que dificulta ainda mais a intervenção.
A história ganhou repercussão internacional e ampliou a pressão por regras mais rígidas para menores online. Imagem: Garun.Prdt/Shutterstock – (Imagem: Garun.Prdt/Shutterstock)
Entre ciência, cautela e interpretações diferentes
Pesquisas citadas no processo apontam que mecanismos como curtidas, notificações e recomendações podem ativar sistemas de recompensa no cérebro, especialmente em adolescentes. Por isso, parte dos especialistas fala em padrões semelhantes aos de dependência.
Mas o tema não é fechado. Outros especialistas alertam que é preciso cautela ao tirar conclusões diretas. Para eles, reduzir o problema apenas às plataformas pode simplificar demais uma questão mais ampla, que envolve também convivência, diálogo e acompanhamento familiar.
Um debate que ainda está longe do fim
O processo na Itália segue em andamento e pode influenciar discussões mais amplas sobre a responsabilidade de plataformas digitais no uso por menores. Meta e TikTok negam as acusações e dizem investir continuamente em segurança e proteção de jovens usuários.
No fim, o caso vai além de um tribunal. Ele pressiona uma pergunta que ainda não tem resposta definitiva: até onde vai o impacto das redes sociais na vida de crianças e adolescentes — e quem deve responder por isso?
Meta estaria implementando rastreamento de consumo de tokens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta estaria desenvolvendo um sistema para monitorar e controlar o uso interno de inteligência artificial.
O motivo seria o rápido crescimento do uso da tecnologia e os altos custos associados.
Segundo o The Information, o sistema deve mostrar dados de uso e custos de IA em tempo real, além de enviar alertas automáticos para equipes.
A Meta pode ser mais uma grande empresa a pisar no freio com a inteligência artificial internamente, e estaria preparando um sistema para monitor gastos de funcionários no trabalho. A medida seria uma tentativa da dona do Instagram de controlar uma conta que pode chegar a bilhões de dólares neste ano.
Segundo um memorando obtido pelo site The Information, em resposta ao crescimento rápido do uso da tecnologia internamente — que estaria desbalanceado os custos por equipe —, a Meta pretende criar uma plataforma de rastreamento de consumo de tokens, chamada AI Gateway.
O documento, que teria sido compartilhado com cerca de 6 mil funcionários no início da semana passada, indica que o AI Gateway mostra dados de uso e custos de IA em tempo real e enviará alertas automáticos quando uma equipe registrar um pico incomum de consumo.
A Meta também planeja criar limites baseados no uso individual de cada funcionário, segundo o portal. Até 2027, a distribuição de recursos de IA dentro da empresa deve passar a seguir um orçamento mais rígido, com regras prévias de alocação.
Funcionários deverão usar ferramenta própria
Empresa foca em uso de plataforma proprietária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O controle também afetaria a rotina de desenvolvedores. De acordo com o The Information, o memorando desencoraja o uso de ferramentas de IA de terceiros para escrever código.
A recomendação seria priorizar o MetaCode, assistente interno de programação da Meta anteriormente conhecimento como Devmate. Sabe-se que a plataforma combinava modelos da própria empresa, como a família Llama, com modelos externos, incluindo os da Anthropic e OpenAI.
A iniciativa não é nova entre as big techs. Semanas atrás, a Microsoft também voltou atrás no uso do Claude Code, da Anthropic, e cancelou licenças da IA para funcionários. A plataforma havia sido integrada cerca de seis meses antes e teria sido bem recebida por desenvolvedores, que agora serão redirecionados ao GitHub Copilot CLI, da própria Microsoft.
Descontrole vira preocupação nas big techs
O movimento da Meta ocorre num momento em que várias outras empresas repensam os gastos com IA internamente. Na Amazon, por exemplo, um painel interno que acompanhava o consumo de IA foi encerrado depois que funcionários passaram a executar tarefas apenas para subir em um ranking.
Enquanto isso, a Uber teria consumido, em apenas quatro meses, todo o orçamento anual de IA previsto para 2026, impulsionada pelo uso intenso de tokens por engenheiros. Segundo o Business Insider, o diretor de operações Andrew Macdonald também afirmou que ainda não viu melhorias diretamente ligadas ao aumento dos gastos com IA.
Amazon, Meta e Microsoft estão entre as big techs que, juntas, devem emitir cerca de US$ 570 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões) em dívidas neste ano pelo investimento em data centers para IA. De acordo com o Financial Times, a cobrança pelo uso da tecnologia internamente seria uma forma da indústria justificar esses investimentos.
Instagram não está enviando mensagens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Instagram fora do ar: pane afeta feed, Stories e envio de mensagens.
WhatsApp fora do ar: problema impede que o WhatsApp Web abra no computador.
Facebook fora do ar: usuários foram deslogados da rede social.
Pane ocorre desde por volta das 10h58 desta sexta-feira (12/06).
O Instagram ficou fora do ar hoje, bem como o WhatsApp e o Facebook. Os serviços da Meta ficaram instáveis na manhã desta sexta-feira (12/06), impactando usuários do mundo inteiro desde, pelo menos, 10h58. A pane foi generalizada, afetando tanto os sites das plataforma quantos os aplicativos para Android e iPhone. Ainda não se sabe o motivo da queda.
Às 12h41, o diretor de comunicações Andy Stone publicou no X que os serviços da Meta estão voltando, mas não esclareceu a causa da falha. Ele informou que pode levar um tempo para que tudo opere normalmente.
Internautas reclamam que o feed do Instagram não atualiza, os Stories não carregam de forma alguma e as mensagens não são enviadas aos amigos. Já no Facebook, o erro principal faz com que contas apareçam deslogadas repentinamente, impedindo o login dos usuários, além de exibir mensagens de falha no carregamento do site.
O WhatsApp Web também não carrega direito. Por outro lado, os nossos testes indicam que as versões do WhatsApp no celular e no desktop seguem funcionando.
Serviços da Meta sofrem apagão nesta sexta (imagem: Tecnoblog)
As reclamações se acumularam no serviço DownDetector, que monitora plataformas e produtos digitais. Nas redes sociais vizinhas, como o X, o assunto rapidamente se tornou um dos mais comentados, com usuários divididos entre a irritação pela queda das ferramentas de trabalho e memes sobre o apagão ocorrer em pleno Dia dos Namorados.
Usuários começaram a receber aviso da Meta para apresentação de alvará (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta começou a cobrar um alvará judicial de criadores que publicam conteúdo monetizado com crianças e adolescentes.
Contas com menores como protagonistas terão 20 dias para apresentar autorização judicial.
A medida faz parte de um acordo da plataforma com o Ministério Público do Trabalho para regularizar o uso da imagem dos menores.
Criadores de conteúdo no Instagram, Facebook e Threads começaram a receber notificações da Meta para apresentar um aval da Justiça caso as contas envolvam a participação frequente de crianças ou adolescentes em publicações monetizadas.
A medida busca regularizar casos em que a imagem ou a rotina de menores é usada em conteúdos monetizados ou impulsionados nas redes sociais. A ação faz parte de um acordo firmado pela empresa com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em 18/03.
O aviso está sendo enviado diretamente aos criadores. No texto, a Meta afirma que o alvará é necessário “sempre que um menor de 18 anos aparecer em conteúdo monetizado ou de marca”, independentemente se o menor for filho ou até mesmo a própria pessoa.
Em comunicado, a coordenadora nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção a Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes do MPT, Fernanda Brito Pereira, afirma que “cada criança ou adolescente deve ter o seu próprio alvará”.
O acordo atende às regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), publicado após discussões sobre a adultização desse público na internet. Serviu, também, para encerrar uma ação iniciada pelo Tribunal de Justiça do Trabalho da 2ª Região contra a empresa, em agosto de 2025, segundo o portal Núcleo.
Quem pode receber a notificação?
Conteúdos monetizados com crianças podem se enquadrar em trabalho infantil (imagem: reprodução/Pxfuel)
Segundo o MPT, a Meta deverá identificar proativamente perfis que possam configurar trabalho infantil artístico sem autorização judicial, considerando critérios como:
contas em que crianças ou adolescentes aparecem como protagonistas do conteúdo;
perfis com grande alcance, a partir de 29 mil seguidores;
contas com atividade recente nas plataformas.
Após a notificação, os responsáveis pelo perfil terão 20 dias para apresentar o alvará judicial. Se o documento não for enviado no prazo, a Meta deverá bloquear a conta no Brasil em até 10 dais.
Além da identificação feita pela própria plataforma, o MPT e o MP/SP também poderão indicar perfis suspeitos para análise. Já a empresa pode ser multada e R$ 100 mil por criança caso não efetive o bloqueio de conta irregular.
Como pedir o alvará?
O alvará deve ser solicitado pelos pais ou responsáveis legais à Vara da Infância e Juventude e, em cidades sem vara especializada, o pedido deve ser encaminhado a um juiz da Justiça estadual.
Na análise, o Judiciário avalia se a atividade digital compromete direitos e obrigações da criança ou do adolescente.
Entre os pontos observados estão a compatibilidade dos horários de gravação com a frequência escolar, a proibição de trabalho noturno e a garantia de que o conteúdo não prejudique o desenvolvimento físico, psicológico, moral ou social do menor. Depois da expedição do alvará, o MPT fica responsável por acompanhar a atividade.
Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)Resumo
O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial na seção de recomendações personalizadas.
Os conteúdos foram criados com base em informações do perfil do usuário, como localização e interesses, mas resultaram em textos clickbait.
A Meta afirmou que a função é um teste e que será descontinuada.
O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial em uma seção de recomendações chamada “Para você”, disponível na barra lateral do app. Os conteúdos são criados a partir de sugestões personalizadas.
A seção aparece dentro do app como um feed de cards com temas sugeridos pela IA, assim como coletâneas de notícias personalizadas como o Google Discover. Contudo, os cards funcionam como comandos: assim que o usuário toca nele, o chatbot gera o texto sobre o assunto.
Ao The Verge, a Meta afirmou, no sábado (06/06), que o recurso faz parte de um teste limitado e que seria descontinuado. No entanto, a funcionalidade ainda aparece para alguns usuários, inclusive no Brasil.
Como os artigos funcionam?
Lista lembra feeds de notícias (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Segundo o site, as sugestões parecem partir de informações da conta, como localização, hábitos de uso e interesses. Os resultados, porém, se aproximam de conteúdos no estilo clickbait, com chamadas curiosas, falta de atribuição de fontes e, muitas vezes, textos que não elaboram direito o que o título propõe.
Durante testes feitos pelo The Verge, o app sugeriu temas ligados a estereótipos da cultura britânica, como “Um mordomo real finalmente encerrou o debate sobre colocar o leite primeiro”. O texto teria usado elementos de uma série de comédia da BBC, de 2018.
Nos nossos testes aqui no Tecnoblog, a IA sugeriu textos em temas como tecnologia, filmes, séries e futebol, mas também foi para uma linha de tabloide de fofoca, com sugestões como “Contas de dublagem que vão te fazer rir muito” — que elencou dois nomes de influencers do Instagram.
Além dos textos, o aplicativo da Meta AI também cria imagens para acompanhar os cartões, com ilustrações de locais, personagens e pessoas. As imagens contém falhas visuais típicas de imagens geradas por IA.
Esses são o ator Jacob Elordi e o jogador Neymar, segundo a Meta AI (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Textos não mencionam fontes
Outro grande problema é que, mesmo quando claramente adapta notícias reais, a funcionalidade não identifica as fontes usadas para a geração do texto. Em um texto com título “A Nike estragou a nova camisa da seleção brasileira?”, a IA tenta explicar o design da camisa principal e reserva e, às vezes, passa por polêmicas.
“Às vezes” porque, como o texto é gerado imediatamente pela IA, uma versão pode sair completamente diferente da outra. Por exemplo, ao clicar no tema da camisa pela primeira vez, a IA falava sobre uma polêmica camisa vermelha descartada pela CBF. A mesma informação sumiu em duas tentativas posteriores.
Ainda sobre a Copa do Mundo, outro texto, “A lista oficial do Brasil para a Copa 2026”, erra nomes da convocação final, realizada há quase três semanas. Lembrando que, desde o ano passado, a Meta possui acordos com veículos de imprensa para usar notícias na IA.
Meta diz que é um teste
Meta diz que descontinuará função (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Procurada pelo The Verge, a porta-voz da Meta, Tracy Clayton, afirmou inicialmente que a empresa estava testando um feed diário com dicas, conteúdos e recomendações personalizadas.
Segundo ela, a proposta seria sugerir informações relevantes ao usuário, como planos de refeição ou conselhos de condicionamento físico, antes mesmo de uma solicitação direta.
Depois, a Meta atualizou o posicionamento e afirmou que o recurso seria descontinuado. “Este foi um teste para um número limitado de usuários e ele será descontinuado. A Meta não tem planos de seguir em frente com esse recurso”, declarou Clayton.
Instagram Plus tem ferramentas e personalizações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Instagram Plus foi lançado no Brasil a um preço mensal de R$ 10.
A assinatura oferece recursos adicionais como story em destaque e prévias de stories.
O Instagram continua gratuito, apesar da opção premium.
A Meta anunciou o lançamento global do Instagram Plus. No Brasil, o serviço vai custar R$ 10 por mês. O pacote inclui ferramentas adicionais e é opcional — a rede social continua sendo gratuita.
Entre os recursos extras, estão mais opções ao publicar stories, informações adicionais sobre quem vê as publicações e personalizações para ícone e fonte.
Quais são os recursos do Instagram Plus?
Fontes personalizadas, tempo extra para stories e listas de audiência adicionais estão entre os recursos do Instagram Plus (imagem: divulgação)
A Meta divulgou uma lista com todos os recursos da assinatura premium da rede social:
Story em destaque, para que ele apareça com prioridade para seus amigos.
Super likes com animações.
Múltiplas audiências de stories, que permitem criar diferentes listas semelhantes aos Amigos Próximos.
Story estendido, com duração de 48 horas.
Prévia de story, que permite acessar publicações sem aparecer na lista de quem visualizou.
Insights de rewatches de stories, com número de quantas vezes seus stories foram reassistidos.
Busca na lista de visualizações.
Ícone personalizado do app.
Fonte personalizada na bio.
Pins no perfil, com possibilidade de fixar até seis publicações.
Publique direto no perfil, sem aparecer no feed dos amigos.
Facebook Plus e WhatsApp Plus vêm aí
WhatsApp Plus já apareceu para alguns usuários brasileiros (imagem: reprodução)
A Meta também avisou que novas assinaturas premium para seus produtos estão a caminho: o Facebook Plus e o WhatsApp Plus devem chegar em breve. As assinaturas foram anunciadas no dia 27 de maio, com disponibilidade inicial limitada.
O WhatsApp Plus, que inclui figurinhas exclusivas e número ampliado de conversas fixadas, já começou a ser oferecido a alguns usuários no Brasil, com preço mensal de R$ 7. Já o Facebook Plus, que deve ter recursos semelhantes ao Instagram Plus, ainda não apareceu para os brasileiros.
Além deles, a Meta prepara pacotes chamados Meta One, sendo dois deles com limites de uso maiores para a Meta AI e outros dois com ferramentas avançadas para criadores de conteúdo.
IA de suporte forneceu códigos de verificação e alterou e-mails para golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Hackers aproveitaram uma falha de segurança do chatbot de suporte com IA da Meta e conseguiram invadir contas no Instagram.
Criminosos usaram o assistente de suporte para alterar o e-mail cadastrado e receberam códigos de verificação para redefinir senhas dos perfis.
A Meta informou que corrigiu a falha que permitia esse acesso, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos.
Hackers conseguiram invadir contas no Instagram após manipular o assistente de suporte com inteligência artificial da Meta. Os ataques foram registrados ao menos desde o último fim de semana e atingiram perfis comerciais e contas de figuras públicas, com grande número de seguidores.
Segundo relatos nas redes sociais, os criminosos exploravam uma falha no chatbot de suporte para alterar o e-mail cadastrado nas contas das vítimas. Depois disso, conseguiam receber códigos de verificação, redefinir senhas e assumir o controle dos perfis, mesmo em casos protegidos por autenticação de dois fatores.
Os invasores miraram principalmente contas raras — aquelas em que o usuário conseguiu registrar um termo popular ou apenas o primeiro nome — e perfis oficiais. As contas invadidas estariam sendo vendidas através do Telegram.
A Meta alega ter corrigido uma falha que permitia a terceiros solicitar e-mails de redefinição de senha, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. Em resposta a uma publicação na rede social X, o porta-voz da empresa, Andy Stone, também negou que perfis de autoridades mundiais tenham sido afetados.
Para analistas de segurança do site The Cybersec Guru, porém, a invasão direta dos bancos de dados nunca foi o ponto, já que os perfis foram sequestrados por uma falha no fluxo de suporte.
Como aconteceu?
De acordo com vídeos e capturas de tela compartilhados em grupos de segurança no Telegram, os golpistas começavam usando uma VPN ou proxy residencial para simular uma localização próxima à do alvo. Em seguida, abriam um chat com assistente de suporte da Meta AI e pediam a troca do e-mail vinculado ao perfil.
O invasor dizia o nome de usuário da vítima, informava um novo endereço de e-mail controlado por ele e prometia enviar o código de confirmação. Segundo os relatos, o assistente aceitava o pedido até mesmo sem uma checagem paralela com o verdadeiro dono da conta.
Instagram had an exploit that allowed you to use Meta AI to reset passwords to accounts with no MFA on them. The exploit was patched a short time ago.pic.twitter.com/PEUwLvmllj
— Dark Web Informer (@DarkWebInformer) June 1, 2026
O código de oito dígitos era enviado ao e-mail do invasor e, depois de ser inserido no chat, o sistema liberava a redefinição da senha. Nota-se, aliás, que o caso sequer pode ser considerado uma injeção de prompt, já que os hackers não precisavam fazer com que a IA contrariasse barreiras de segurança — elas, aparentemente, nem existiam.
Os posts também indicam que, em alguns casos, o sistema de verificação de identidade acionava uma checagem biométrica. Nessas situações, os criminosos teriam usado vídeos gerados por IA com base em fotos das vítimas.
Risco de autonomia à IA
Meta apostou na IA para solucionar problemas diretamente com usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
De acordo com o site 404 Media, a falha ocorre poucos meses após a Meta expandir o suporte com IA para contas do Facebook e Instagram.
A Meta apresentou o chatbot como uma forma de agilizar processos de recuperação e reforçar a segurança, após ser alvo frequente de críticas pelo suporte limitado em casos de invasão e perda de contas, em que muitas vezes não há sequer a possibilidade de falar com um atendente humano.
O problema, no entanto, é que conceder tantas permissões a um sistema automatizado faz com que qualquer falha de validação tenha potencial para causar danos significativos. Como lembra o Cybersec Guru, o Projeto Aberto de Segurança em Aplicações Web (OWASP) recomenda desde 2023 que sistemas de IA não executem ações sensíveis sem supervisão ou validação humana.
ROG Xbox Ally X20 é nova versão do portátil com tela OLED (imagem: divulgação/Asus)Resumo
A Asus anunciou o ROG Ally X, uma edição comemorativa do portátil gamer com tela OLED de 7,4 polegadas, melhorias nos joysticks e mudanças na organização dos botões
O ROG Ally X tem o mesmo chip AMD Z2 Extreme, 24 GB de RAM e 1 TB de armazenamento do modelo padrão, mas com melhorias na tela, incluindo 120 Hz de atualização e até 1400 nits de brilho.
O portátil vem em um bundle com o óculos inteligente XReal R1, que oferece uma experiência de realidade aumentada e exibição em 17,1 polegadas.
O ROG Xbox Ally X ganhou uma versão comemorativa com melhorias significativas nos 20 anos da Asus no mercado de portáteis gamer. O novo X20 traz tela OLED de 7,4 polegadas e reorganização nos botões, além de atualizações no pad direcional e no joystick. São poucas mudanças de ficha técnica em relação ao ROG Xbox Ally X padrão, trazendo o mesmo chip AMD Z2 Extreme, 24 GB de RAM e 1 TB de armazenamento.
As melhorias se concentram na tela, com 120 Hz de atualização, até 1.400 nits de brilho e uma atualização no VRR, que cai para 30 Hz contra os 48 Hz da versão atual. O tamanho do portátil também é maior, resultando em 41 gramas a mais.
Até o momento, não há informações sobre preço. A título de comparação, o ROG Xbox Ally X padrão é encontrado no Brasil por a partir de R$ 9.239.
O que muda no novo portátil?
O mercado gamer de portáteis tem apostado bastante em versões OLED, a exemplo do Steam Deck OLED – que sofreu um aumento de preço recente. O novo X20 da Asus sobe das 7 polegadas do modelo padrão para as 7,4 polegadas. Essa versão traz ainda uma taxa de atualização maior e VRR menor, o que indica uma fluidez maior durante a gameplay. A resolução máxima segue a mesma, com 1080p.
Mudanças do novo ROG Xbox Ally X20 são pontuais e focadas na tela (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
As mudanças nos botões chamam atenção. O switch do Modo Xbox agora traz uma luz verde para indicar quando está ativo, enquanto o pad direcional e os dois joysticks prometem maior feedback com os novos padrões utilizados. O acabamento também é semitransparente, mostrando o circuito externo, além de permitir maior entrada de ar, para reforçar o arrefecimento do sistema.
O novo ROG Xbox Ally X20 aparece no site da Asus em um bundle com o ROG XReal R1, óculos inteligentes que prometem uma experiência bastante imersiva na hora de jogar, com realidade aumentada, exibição em 17,1 polegadas e atualização de até 240 Hz.
O modelo é uma espécie de Ray-Ban Meta para jogos, acompanhado de um dock para utilizar junto a um computador ou, no caso do bundle, o próprio ROG Xbox Ally X20. O dispositivo oferece um Modo Âncora, que permite travar o display virtual para uma experiência mais tradicional. Seu preço sugerido é de US$ 849 nos Estados Unidos.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta avalia entrar no mercado de computação em nuvem para aproveitar a capacidade ociosa de seus data centers, segundo o CEO Mark Zuckerberg.
A empresa recebe pedidos semanais de outras empresas para oferecer serviços de API ou capacidade de processamento, o que poderia ser uma fonte de receita.
A companhia planeja gastar entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em investimentos para IA até 2026 e busca formas de rentabilizar isso.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, afirmou que entrar no mercado de computação em nuvem “está definitivamente em consideração”. A companhia poderia aproveitar capacidade ociosa de seus data centers para prestar esse tipo de serviço.
Em uma conferência com acionistas, o executivo disse que a Meta vem sendo procurada por outras empresas, que pedem por um serviço de API ou buscam capacidade de processamento. Segundo Zuckerberg, isso tem acontecido quase semanalmente.
O movimento tornaria a Meta uma concorrente de Google Cloud, Microsoft Azure e Amazon Web Services no setor de cloud. Como observa a CNBC, as quatro empresas são as que mais investem em infraestrutura computacional, mas apenas a gigante das redes sociais não trata isso como uma unidade de negócios.
Por que a Meta considera entrar no setor de cloud?
Um data center pode ocupar grandes espaços físicos (imagem: reprodução/Google)
A Meta tem a previsão de gastar, até o fim de 2026, entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em investimentos para inteligência artificial. Em abril, esse número foi reajustado: antes, as cifras ficavam entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões.
O mercado financeiro vê com preocupação esse volume de despesas. Como nota a CNBC, as ações da Meta tiveram uma queda de 7%, mesmo com a divulgação de resultados financeiros melhores que as expectativas. É um sinal de que os investidores estão preocupados.
Ao dizer que considera entrar no mercado de cloud, Zuckerberg sinaliza que pode haver uma forma de transformar os investimentos em data centers em uma fonte de receitas para a Meta.
“Nós ainda não fizemos isso porque achamos que essa capacidade computacional terá utilidade para nós”, afirmou o executivo. “Obviamente, se chegarmos a um ponto em que sentirmos que construímos [data centers] além do necessário, então essa é uma opção que temos, e isso é, em parte, o que nos dá confiança para investir e construir.”
Meta terá assinaturas para recursos extras de IA
Enquanto os serviços de cloud são apenas uma possibilidade, a Meta já toma algumas medidas concretas para tentar ganhar dinheiro com seus investimentos em IA.
Meta é dona de WhatsApp, Instagram e Facebook (ilustra: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta lançará planos pagos para Facebook, Instagram e WhatsApp.
Os preços nos EUA são de US$ 3,99/mês para Facebook Plus e Instagram Plus, e US$ 2,99/mês para WhatsApp Plus.
No Brasil, a assinatura do WhatsApp custará R$ 7/mês.
A Meta oficializou, nesta quarta-feira (27/05), que Facebook, Instagram e WhatsApp terão assinaturas pagas opcionais, que darão acesso a recursos adicionais. A companhia também vai testar novos planos para negócios e criadores, bem como para usuários da Meta AI.
Nos Estados Unidos, o Facebook Plus e o Instagram Plus custarão US$ 3,99 por mês (aproximadamente R$ 20 em conversão direta), e o WhatsApp Plus sairá por US$ 2,99 por mês (aproximadamente R$ 15).
Já faz algum tempo que circulam rumores sobre a chegada de opções pagas aos aplicativos da Meta. Até agora, só tínhamos visto oficialmente o WhatsApp Plus, que começou a ser liberado no Brasil nas últimas semanas. Ele traz mais alternativas de personalização e maior número de chats fixados, entre outras ferramentas adicionais.
Já sabemos que, no Brasil, a assinatura do WhatsApp terá mensalidade de R$ 7, o que é menos que a conversão direta do dólar para o real. Portanto, dá para esperar que os preços para as duas outras redes fiquem um pouco acima disso, mas sem chegar aos R$ 20 mensais.
Como serão o Facebook Plus e o Instagram Plus?
Instagram terá recursos extras principalmente para stories (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
De acordo com informações compartilhadas pela Meta com o TechCrunch, o Instagram Plus terá os seguintes recursos:
Ver o número de pessoas que assistiram ao seu story mais de uma vez.
Criar listas ilimitadas para stories (além dos amigos próximos).
Destacar um story por semana para obter visualizações adicionais.
Estender a duração de um story para além de 24 horas.
Acessar um preview de um story sem aparecer na lista de usuários que visualizaram a publicação.
Pesquisar na lista de pessoas que visualizaram um story.
Publicar diretamente no perfil e nos destaques sem aparecer no feed dos seguidores.
Enviar reações animadas exclusivas.
Ter acesso a ícones personalizados e fontes customizáveis para bio.
Fixar mais publicações no perfil.
O Facebook Plus deve ter recursos semelhantes — a empresa não especificou quais seriam eles.
Vale dizer que os pacotes Plus não dão acesso ao selo de verificação — a assinatura Meta Verified continua sendo vendida à parte.
Quais serão as outras assinaturas da Meta?
Meta AI seguirá modelo de negócios de ChatGPT, Claude e mais chatbots (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Meta terá, além disso, quatro assinaturas Meta One: Plus, Premium, Essential e Advanced. Apesar de estarem sob um mesmo guarda-chuva, há diferenças entre elas: Plus e Premium trazem recursos extras para a Meta AI, enquanto Essential e Advanced são voltadas a criadores de conteúdo.
No exterior, estes são os preços:
Meta One Plus: US$ 7,99
Meta One Premium: US$ 19,99
Meta One Essential: US$ 14,99
Meta One Advanced: US$ 49,99
Os planos Plus e Premium terão acesso a recursos de raciocínio da Meta AI, bem como mais capacidade para gerar imagens e vídeos. A diferença entre os dois está nos limites de uso: o plano mais caro oferece mais capacidade.
O Meta One Essential tem:
Selo de verificado.
Proteção contra falsificação de identidade.
Lista de links para outras redes sociais ou sites do usuário.
O Meta One Advanced tem tudo do Essential, mais:
Destaque no feed do Facebook.
Posicionamento mais alto nos resultados da busca do Facebook e do Instagram.
Botão “Seguir” em destaque nos reels.
Envio automático de convites para seguir a usuários que interagirem com o conteúdo.
Os planos da Meta AI começarão a ser testados em junho em Singapura, Guatemala e Bolívia. Já os pacotes para criadores serão liberados em caráter experimental a partir da semana que vem na Arábia Saudita, Marrocos, Tailândia e Bangladesh.
Pesquisadores apontaram uma pasta compartilhada entre os apps da Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Pesquisadores do perfil Mysk apontaram que o WhatsApp para iOS guarda o histórico de mensagens sem criptografia adicional, em uma pasta separada do aplicativo.
A Meta teria uma “pasta compartilhada” entre Facebook, Instagram e WhatsApp, o que levantou preocupações sobre não autorizado às conversas.
O WhatsApp negou as aleg afirmando que utiliza criptografia de ponta a ponta com base no protocolo Signal há uma década.
No Brasil, o WhatsApp virou parte da rotina e dos negócios de muita gente. Por isso, qualquer boato envolvendo a quebra de privacidade no aplicativo acende um alerta. Na última semana, uma treta no X entre pesquisadores de segurança e um dos maiores perfis sobre o mensageiro levantou uma dúvida relevante: será que o Facebook e o Instagram conseguem ler as suas conversas no iPhone sem você saber?
A discussão, que já beira as 460 mil visualizações, começou quando o perfil especializado Mysk fez uma denúncia grave. Os pesquisadores por trás dele apontaram que o WhatsApp para iOS (e também para o macOS) guarda o histórico de mensagens sem uma camada extra de criptografia. Eles mostraram que existe uma “pasta compartilhada” entre Facebook, Instagram e WhatsApp (chamada group.com.facebook.family), mas o banco de conversas do WhatsApp fica guardado em um container separado e dedicado só ao app.
Container compartilhado entre WhatsApp, Facebook e Instagram no macOS (imagem: reprodução/Mysk)
Na teoria, isso abriria as portas para que outros aplicativos da Meta bisbilhotassem as mensagens em texto, sem pedir permissão. Após a repercussão inicial, os pesquisadores responderam que, na prática, não é preciso mover nada. Bastaria a Meta adicionar uma única permissão nos apps do Facebook e do Instagram (uma linha de código no Xcode). Por isso, segundo eles, é apenas uma decisão de política da empresa – e não uma limitação técnica do iPhone.
O WABetaInfo, perfil famoso por antecipar as últimas novidades do aplicativo, entrou na conversa e classificou o alarde como enganoso. Eles confirmaram um detalhe técnico importante: de fato, quando a mensagem chega e é salva na memória do celular, ela não tem a mesma criptografia. Porém, isso não significa que ela está desprotegida.
O arquivo fica trancado em uma espécie de “cofre” virtual do próprio iPhone que existe por um único motivo: permitir que o usuário não perca suas conversas caso decida migrar da conta pessoal para o WhatsApp Business. Se o Instagram ou o aplicativo do Facebook tentarem “bater na porta” dessa pasta para espiar algo, o sistema da Apple imediatamente bloqueia o acesso.
Afinal, o Facebook consegue ler as minhas conversas?
Sistema da Apple bloqueia a leitura cruzada de dados entre os aplicativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A resposta curta e direta é que não. O sistema do celular atua como um cão de guarda e mantém o histórico do WhatsApp isolado das outras redes sociais da Meta. Ainda assim, os pesquisadores do Mysk conseguiram provar que existe, sim, uma “pasta familiar” compartilhada entre os aplicativos da Meta no iPhone. Ou seja, a estrutura técnica para conectar os dados já está montada, afirmam os especialistas.
Isso toca na maior ferida do serviço. A grande promessa do WhatsApp é garantir que ninguém, nem mesmo a própria empresa, saiba o que você está falando. Se o Facebook tivesse acesso aos arquivos salvos no celular, os algoritmos poderiam facilmente caçar palavras-chave nas conversas para enviar anúncios direcionados no Instagram, por exemplo.
Apesar do susto, o WABetaInfo explicou que o banco de dados do WhatsApp continua guardado em um container separado, e não na pasta compartilhada. Os pesquisadores do Mysk concordaram que hoje isso não está acontecendo, mas reforçaram que a mudança seria muito simples – bastaria a Meta adicionar uma permissão nos outros apps.
No final da discussão, os dois lados chegaram a um ponto em comum: criptografar o banco de mensagens no próprio celular seria uma boa medida de proteção extra. O WABetaInfo reconheceu que “não seria uma má ideia”.
A resposta do WhatsApp
O WhatsApp foi procurado e enviou a seguinte nota ao Tecnoblog:
“Qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta com base no protocolo Signal há uma década.”
Novo aplicativo da Meta separa grupos do aplicativo do Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta lançou o Forum, um aplicativo com cara de Reddit para os Grupos do Facebook.
O app permite que usuários publiquem conteúdo usando um apelido e prioriza discussões internas dos grupos, com uma interface própria.
O Forum está disponível apenas na App Store do iPhone.
Nas sombras do tão falado Instants, novidade da Meta vinculada ao Instagram, a empresa discretamente disponibilizou o Forum: um novo app voltado para os grupos do Facebook. A proposta é reorganizar as comunidades da rede social, com discussões em tópicos, uso de apelidos e recursos de IA para acompanhar conversas.
Segundo o TechCrunch, para usar o app, é preciso fazer login com uma conta do Facebook. A partir daí, o Forum carrega os grupos, o perfil e o histórico de atividade do usuário. Por enquanto, o aplicativo aparece apenas na App Store do iPhone.
Como de costume nas novidades da companhia de Mark Zuckerberg, o aplicativo tenta ser uma opção para outro player no mercado. Desta vez, parece criar algo semelhante, como diz o nome, aos fóruns como o Reddit.
Inclusive, o recurso repete o apelo por privacidade da rede rival, permitindo que usuários publiquem conteúdo usando um apelido — algo que também é possível no próprio Facebook, atualmente.
Apesar do novo aplicativo separado, os grupos continuam existindo normalmente dentro da rede original. Segundo a Meta, tudo o que for publicado pelo Forum também permanece visível para os membros na rede social principal.
A tentativa de transformar os grupos em um app próprio não é nova. Em 2014, a Meta lançou o Grupos do Facebook, um app separado para facilitar o compartilhamento de publicações nas comunidades da rede social. O projeto, no entanto, foi descontinuado em 2017.
Como funciona o Forum?
Novo app reúne publicações em grupos em formato de fórum (imagem: reprodução)
A ideia do Forum é concentrar discussões dos grupos em uma interface própria. Na descrição oficial do aplicativo, a Meta apresenta o app como um “espaço dedicado construído para discussões mais profundas, respondas reais e comunidades com as quais você se importa”.
O aplicativo prioriza discussões internas dos grupos e tenta facilitar o retorno a tópicos que o usuário já estava acompanhando.
Inteligência artificial para resumir discussões
O que também não é novidade é a IA: o app recebeu recursos como a aba Ask, que permite fazer perguntas à IA sobre temas discutidos nos grupos.
Segundo a empresa, o o sistema pode varrer conversas em múltiplas comunidades e gerar uma resposta consolidada. A ideia é ajudar o usuário a encontrar informações sem precisar acompanhar manualmente todos os comentários de diferentes tópicos.
O Forum também traz um assistente voltado para moderadores. A ferramenta foi pensada para auxiliar administradores na gestão das comunidades e na moderação do conteúdo publicado pelos membros.
Big techs defendem os sistemas de moderação atuais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Organização Europeia do Consumidor (BEUC) denunciou Google, Meta e TikTok à Comissão Europeia.
Entidade alega que big techs falham no combate a anúncios de golpes financeiros.
Dados da organização revelam que apenas 27% dos anúncios suspeitos reportados foram removidos nessas redes.
A Organização Europeia do Consumidor (BEUC) denunciou Google, Meta e TikTok à Comissão Europeia por falhas no combate a anúncios de golpes financeiros. A queixa foi apresentada em conjunto com 29 entidades parceiras de 27 países e se baseia na Lei de Serviços Digitais (DSA), que impõe obrigações de moderação a grandes plataformas online.
Entre dezembro do ano passado e março deste ano, as entidades monitoraram e reportaram 893 anúncios suspeitos (503 na Meta, 360 no TikTok e 30 no Google). Segundo a coalização, as plataformas removeram apenas 27% desse total, e ignoraram ou rejeitaram outros 52% dos alertas.
O próprio relatório, no entanto, reconhece que o levantamento se limitou às ferramentas de anúncios das empresas. Ainda assim, a BEUC reforça que os números mostram como redes sociais e mecanismos de busca continuam sendo canais de distribuição de publicidade enganosa, mesmo após notificações formais.
“Meta, TikTok e Google não apenas falham em remover proativamente anúncios fraudulentos, mas também fazem pouco quando são notificados sobre tais golpes”, afirmou o diretor-geral da organização, Agustin Reyna.
União Europeia questionou empresas
Problema está na mira da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
A nova denúncia se soma a uma ofensiva regulatória da própria União Europeia contra golpes digitais. Anteriormente, a Comissão Europeia já havia cobrado explicações de Apple, Google e Microsoft sobre os mecanismos de contenção a crimes financeiros nas plataformas.
Segundo dados oficiais da comissão, crimes online geram perdas superiores a 4 bilhões de euros (cerca de R$ 23 bilhões) por ano no continente.
Na denúncia, o grupo pede que a Comissão Europeia e os coordenadores nacionais da Lei de Serviços Digitais (DSA), regulamento que impõe obrigações de moderação a grandes plataformas online, abram — ou acelerem — as investigações.
As entidades também querem que as plataformas se adequem às regras da DSA, e pede à UE a aplicação de multas e penalidades pelo descumprimento. Além disso, a BEUC defende que terceiros interessados possam se manifestar quando as empresas propuserem mudanças.
Plataformas negam falhas
Empresas alegam que sistemas atuais dão conta (imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)
Assim como na requisição da União Europeia, as empresas contestaram as acusações e defenderam os sistemas atuais de moderação. Segundo a Reuters, o Google afirmou que a queixa “deturpa” a forma como a companhia combate golpes e disse bloquear mais de 99% dos anúncios que violam as políticas, antes mesmo que venham a público.
A Meta diz ter removido mais de 159 milhões de anúncios de golpes no último ano, sendo 92% deles identificados antes de denúncias. A empresa diz, ainda, que investe em “IA avançada, ferramentas e parcerias” para barrar esse tipo de conteúdo.
Já o TikTok afirmou que aplica sanções contra contas que violas as regras da plataforma. No entanto, argumentou que golpes financeiros são um desafio para toda a indústria, com criminosos mudando as táticas rapidamente para contornar sistemas de detecção.
Caso a Comissão Europeia decida abrir uma investigação e encontre violações à DSA, a legislação prevê multas de até 6% do faturamento anual global das companhias.
Zuckerberg quer economizar com pessoal para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo, incluindo os brasileiros.
Cortes afetaram os times de tecnologia, marketing e vendas no Brasil, mas o WhatsApp foi poupado.
Meta planeja gastar US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas em 2026 e espera equilibrar as contas demitindo funcionários.
A Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo. Os funcionários brasileiros da companhia também foram atingidos pela nova rodada de demissões.
A informação é do jornal O Globo. O movimento faz parte de uma grande reestruturação global para reduzir despesas operacionais e redirecionar o caixa da companhia para fortalecer o setor de inteligência artificial.
Embora o impacto dos cortes tenha sido grande, a área responsável pela operação do WhatsApp no país foi poupada pela Meta, de acordo com o portal Mobile Time.
Por que a Meta está demitindo de novo?
A resposta curta está no orçamento exigido pela corrida da IA. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Mark Zuckerberg afirma que a empresa vive o seu “momento mais dinâmico” e que precisa concentrar recursos para acompanhar rivais como Google e OpenAI.
A companhia quer equilibrar as contas demitindo funcionários. Contudo, analistas apontam que a economia com as demissões será de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) — uma pequena fração do investimento total da Meta em IA.
Ainda assim, Zuckerberg tentou acalmar os ânimos e afirmou que não prevê novas demissões em massa para o restante do ano. Vale lembrar que muitos funcionários já expressam o desejo de serem demitidos, devido à insegurança com os cortes frequentes.
Instabilidade constante
No escritório brasileiro, os desligamentos pegaram os colaboradores de surpresa logo no início da manhã. Segundo O Globo, os times de tecnologia, vendas e marketing foram afetados, além de posições de gerência.
No exterior, o impacto foi mais severo nas equipes globais de engenharia e produto. Na Irlanda, a Meta eliminou 350 cargos, o equivalente a um quinto de sua força de trabalho no país.
A constante instabilidade tem gerado forte desgaste interno. Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra os planos da Meta de monitorar dispositivos corporativos — registrando cliques e telas para treinar suas IAs.
E esse é só mais um capítulo: entre 2022 e 2023, a Meta eliminou mais de 21 mil cargos. Além disso, em janeiro deste ano, a empresa cortou 10% da divisão de realidade virtual (Reality Labs), que acumula prejuízo de US$ 83,5 bilhões desde 2020, pouco mais de R$ 420 bilhões em conversão direta.
Eric Schmidt é vaiado durante discurso (imagem: reprodução)Resumo
Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado por cerca de 10 mil estudantes durante discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao falar sobre avanços da inteligência artificial.
70% dos estudantes norte-americanos veem a IA como ameaça aos seus empregos futuros, aponta levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.
Meta iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem chegar a US$ 145 bilhões até o final de 2026.
As inteligências artificiais estão em alta no mercado de tecnologia, e já vêm sendo usadas como justificativa para demissões em massa nas big techs. Esse movimento gera preocupação em diversos setores, mas principalmente entre os jovens. O mês de maio marca o período de graduações nas universidades dos Estados Unidos, e um movimento entre os formandos tem chamado atenção, com vaias aos discursos que citam a IA.
Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no último final de semana na Universidade do Arizona, quando o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, falou para cerca de 10 mil graduandos sobre os avanços da inteligência artificial. A reação foi uma sonora vaia ao tema, algo que tem se repetido em outras instituições.
Durante a fala, o empresário apontou que a IA estará presente em “cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”. Soou desrespeitoso para uma geração que está saindo da graduação e entrando na busca por oportunidades no mercado de trabalho.
Mais recentemente, na Faculdade Comunitária de Glendale, outro problema envolvendo IA chamou atenção. O anúncio dos graduandos foi feito por meio de inteligência artificial, que apresentou falhas na hora de pronunciar alguns nomes. Isso levou a um atraso na cerimônia, além de vaias.
Pesquisas confirmam descontentamento
De acordo com apuração do jornal The Independent, um levantamento feito pelo Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 apontou que 70% dos estudantes enxergam a IA como uma ameaça aos seus empregos futuros. Outro levantamento, realizado pela empresa especializada Gallup, indicou uma queda na expectativa de pessoas da geração Z com as IAs, apesar do uso cada vez mais frequente por esse público.
Além disso, considerando os graduandos do mesmo período em 2025, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos foi a maior nos últimos 12 anos, excluído o período da pandemia da Covid-19. O dado foi divulgado pela Associated Press.
Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Demissões em massa
Nesta quarta-feira (20/05), a Meta deu início a uma série de cortes diretamente relacionados aos grandes investimentos da empresa em inteligência artificial. Conforme divulgado aqui no TB, os gastos no setor devem chegar aos US$ 145 bilhões (R$ 730 bi) até o final de 2026. A diretora financeira Susan Li indicou a busca por um “modelo operacional mais enxuto” como forma de equilibrar o caixa, algo confirmado pelo próprio Mark Zuckerberg.
Em janeiro, a Amazon anunciou o corte de 16 mil funcionários, enquanto a Microsoft revelou um plano de demissão voluntária em abril de 2026.
Mark Zuckerberg quer empresa mais enxuta para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Insatisfeitos, funcionários da Meta expressam desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa.
A Meta prepara demissão de cerca de 8 mil trabalhadores, o que representa quase 10% do seu quadro global de colaboradores.
A companhia justifica as demissões, mesmo em um momento de lucratividade recorde, como redirecionamento de capital para a inteligência artificial.
O clima nos bastidores da Meta é de forte insegurança e descontentamento. De acordo com a revista Wired, funcionários já expressam abertamente o desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa, que inclui 16 semanas de indenização e 18 meses de plano de saúde custeado pela big tech.
Segundo a revista, o mais novo motivo do pânico é o corte de 8 mil postos de trabalho, que deve ocorrer mesmo em um momento de alta lucratividade da empresa. O número representa quase 10% do quadro global de colaboradores da Meta, e a previsão é que as demissões comecem na próxima quarta-feira (20/05).
No primeiro trimestre de 2026, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp faturou US$ 56,31 bilhões (mais de R$ 283 bilhões), um salto de 33% que marca seu ritmo de expansão mais acelerado desde 2021.
Por que demitir mesmo com lucros recordes?
A justificativa oficial da diretoria da Meta é o redirecionamento de capital para a inteligência artificial. Conforme um memorando divulgado pela Bloomberg, as demissões visam compensar gastos massivos com infraestrutura de IA, que devem somar até US$ 145 bilhões (R$ 730 bilhões) em 2026. A diretora financeira Susan Li destacou que a adoção de um modelo operacional mais enxuto ajudará a equilibrar o caixa.
O próprio CEO Mark Zuckerberg confirmou que os cortes refletem esses custos e não descartou novas reduções no segundo semestre. Desde 2022, a dona do Facebook já eliminou mais de 33 mil empregos, segundo a revista Fortune, acompanhando uma reestruturação que já soma 135 mil demissões em todo o Vale do Silício em 2026, conforme dados da plataforma Layoffs.fyi.
Cortes nos bônus e vigilância agressiva
A insatisfação interna aumentou após a Meta reduzir em 5% a fatia das bonificações anuais. Com a mudança, a remuneração média anual caiu quase 7%, passando para US$ 388.200 (cerca de R$ 2 milhões). Em contrapartida, a empresa tem oferecido pacotes multimilionários para atrair novos pesquisadores.
O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que o rastreamento é obrigatório para os funcionários, mas os escritórios na Europa ficaram de fora devido às restrições da Lei Geral de Proteção de Dados (GDPR).
Apple Vision Pro chamou atenção no lançamento, mas teve vendas fracas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Apple Vision Pro não deve ter uma nova versão nos próximos dois anos, segundo a agência Bloomberg.
A empresa, no entanto, não encerrará o projeto e a equipe do Vision Pro será realocada para desenvolver óculos de realidade aumentada.
Os óculos de realidade aumentada da Apple devem trazer funções como gravação de vídeos e inteligência artificial.
O Apple Vision Pro, headset de realidade virtual da Maçã, não terá uma nova versão pelos próximos dois anos, pelo menos. É o que afirma o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, não se trata de uma desistência completa do produto, mas o foco será conseguir desenvolver alternativas mais leves e baratas no futuro.
Ainda de acordo com Gurman, a equipe responsável pelo Vision Pro foi realocada para o desenvolvimento desses óculos inteligentes, assim como para atividades voltadas à integração da Apple Intelligence em seus acessórios.
Mudança de foco expõe dificuldades
A Apple lançou o seu Vision Pro em 2023, mas o preço sugerido chamou atenção: US$ 3.499, algo próximo a R$ 17,5 mil na cotação atual. O Tecnoblog testou o produto logo após seu anúncio e o design foi um dos grandes destaques, apesar do tamanho.
Sem nenhuma previsão de lançamento no Brasil, o Apple Vision Pro teve dificuldades nesses quase três anos à venda: segundo divulgado pelo The Guardian, logo no início de 2026 houve um corte na produção do headset pelo insucesso nas vendas.
Apesar de trazer uma proposta que supera o principal concorrente no mercado atualmente, o Meta Quest, o Vision Pro vendeu apenas 45 mil unidades nos últimos meses de 2025.
Meta Quest 3 é o principal concorrente do Apple Vision Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O segmento em si também apresentou uma queda significativa de 14% em relação a 2024, indicando uma desaceleração do mercado. Em contrapartida, a Meta conseguiu impulsionar o sucesso do seu Meta Glasses, com cerca de 7 milhões de unidades vendidas em 2025.
Bem mais leves e intuitivos, os óculos de realidade aumentada (ou óculos com IA) permitem gravar vídeos, ouvir músicas sem a necessidade de fones de ouvido e trazem recursos de inteligência artificial embarcada para atividades do dia a dia.
A proposta é bem mais simples, assim como o investimento: é possível encontrar versões do Meta Ray-Ban a partir de R$ 1.628 no e-commerce nacional, valor bem menos salgado que os R$ 17,5 mil convertidos do Vision Pro ou até os R$ 2.549 cobrados no Meta Quest 3s, versão de entrada do headset da empresa de Mark Zuckerberg.
Apple deve apostar em óculos de realidade aumentada
De acordo com Gurman, o segmento que faz sucesso com a concorrente Meta será a nova aposta da Apple em relação a wearables, inclusive com a transferência do time responsável pelo projeto cancelado do Vision Air para o desenvolvimento desses novos óculos de realidade aumentada.
Até o momento, os rumores apontam para uma primeira versão com uso integrado ao iPhone, tal qual os AirPods, com funções semelhantes às encontradas nos Meta Glasses. Entre elas, vale citar gravação de vídeos, fotos, ligações, identificação de objetos, entre outras interações de realidade aumentada com IA, assim como a função Find My, que integra todos os produtos da Maçã.
Em termos de design, há informações sobre testes feitos com impressão 3D, além de opções em diferentes cores. O desenvolvimento do novo óculos seria acompanhado ainda por outros wearables, como um pingente com Apple Intelligence e AirPods com câmera integrada.
Além da opção integrada ao iPhone, uma outra versão também estaria nos planos, com tela própria e maior independência de hardware, mas previsto apenas para 2028.
Meta AI está integrada ao WhatsApp e em app próprio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Modo anônimo com privacidade total: A Meta AI recebeu uma função de conversa anônima que utiliza a tecnologia de Processamento Privado. Segundo a empresa, os dados são processados em um ambiente seguro que nem a própria Meta pode acessar, e as mensagens desaparecem por padrão após o uso.
Diferenciação dos concorrentes: O anúncio foca no fato de que, ao contrário de outros modos anônimos do mercado (como os do ChatGPT e Gemini), a solução da Meta não armazena as perguntas ou respostas para acesso interno, permitindo o compartilhamento de dados sensíveis, como finanças e saúde.
Novidades no horizonte: Além da disponibilidade imediata no WhatsApp e em um aplicativo dedicado, a Meta confirmou que lançará nos próximos meses a “conversa paralela”, um recurso que permitirá usar a IA dentro de outros chats para obter ajuda contextual sem interromper o fluxo da conversa principal.
Mais privacidade para os usuários. Essa é a promessa da Meta ao anunciar nesta terça-feira (12/05) a função de conversa anônima na Meta AI. A ferramenta está disponível dentro do WhatsApp e por meio de um aplicativo independente. A liberação começa hoje, de forma gradual, para todos os países onde a tecnologia está disponível.
O Tecnoblog participou de um bate-papo com o diretor-geral do WhatsApp, Will Cathcart, junto de outros veículos de imprensa da América Latina. Ele defendeu que a ferramenta é totalmente anônima e que a Meta não terá acesso a nenhum dado compartilhado com a inteligência artificial.
Como funciona o modo anônimo da Meta AI?
Conversa privada com a Meta AI (imagem: divulgação)
Cathcart explica que o projeto bebe da fonte da mesma tecnologia que faz o resumo das conversas no WhatsApp, batizada de Processamento Privado. Ela coleta informações, manda para a nuvem em um ambiente privado e depois destrói os dados. O executivo não chega a citar nomes, mas nitidamente está mirando no ChatGPT e Gemini, ferramentas concorrentes em que, mesmo na função anônima, os dados podem ficar armazenados e acessíveis para a OpenAI e o Google.
De acordo com Cathcart, a novidade permite que os usuários façam consultas que normalmente não gostariam de expor a uma IA que salva as conversas. Por exemplo, compartilhar documentos financeiros ou expor questões de saúde.
Sistema pode parar em assuntos muito sensíveis
Durante a conversa com jornalistas, o executivo disse que esta modalidade da Meta AI segue as mesmas diretrizes de segurança do serviço tradicional. Isso significa que, numa consulta envolvendo ideações suicidas, por exemplo, a ferramenta pode indicar maneiras de obter ajuda ou simplesmente parar de responder.
Nesta versão, a ferramenta não é capaz de gerar imagens. A função pode chegar no futuro, ainda segundo o executivo.
Saverin teve um importante papel na fundação do Facebook e atua como investidor em startups de setores estratégicos (imagem: Bryan Van Der Beek/The Forbes Collection)
O brasileiro Eduardo Saverin cravou seu nome na história da tecnologia como cofundador do Facebook durante seus anos em Harvard. Em 2004, ele foi o arquiteto financeiro essencial para que a rede social de Mark Zuckerberg ganhasse fôlego e escala global nos primeiros meses.
Longe das operações da Meta Platforms desde 2005, ele comanda sua própria firma de capital de risco: a B Capital Group. Por meio dessa gestora, ele impulsiona startups globais, consolidando-se como um dos maiores investidores do ecossistema de inovação mundial.
A seguir, saiba mais sobre a história de Saverin, como ele se tornou o brasileiro mais rico do mundo e sua participação no Facebook. Também descubra em quanto é avaliada a fortuna do empreendedor.
Eduardo Saverin é um bilionário brasileiro que atuou como cofundador e primeiro diretor financeiro (CFO) na história do Facebook. Ele lidera a B Capital Group, um fundo de capital de risco (venture capital) focado em expandir startups no mercado global de tecnologia.
Qual é a formação de Eduardo Saverin?
Saverin formou-se em economia com honras magna cum laude (alto desempenho acadêmico) pela Universidade de Harvard em 2006, onde presidiu a associação de investimentos. Durante a graduação, utilizou modelos matemáticos de previsão climática para operar no mercado de commodities com contratos futuros de petróleo.
Essa base analítica de alto nível na Ivy League, grupo das universidades mais exclusivas dos EUA, foi o alicerce para sua atuação estratégica. Embora existam especulações sobre cursos de MBA, seu diploma de bacharelado permanece como sua principal e mais relevante credencial acadêmica.
Eduardo Saverin é formado em economia na Universidade de Harvard (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)
Onde Eduardo Saverin mora?
Saverin reside em Singapura desde 2009, onde mantém propriedades de alto luxo e utiliza a cidade-estado como seu “centro de operações” estratégico. O país tornou-se a base principal do empreendedor para gerir a B Capital Group e coordenar investimentos em tecnologia por todo o continente asiático.
Quais são as empresas de Eduardo Saverin?
Saverin lidera a B Capital Group, firma de venture capital que gere mais de US$ 6 bilhões em ativos. A gestora foca em impulsionar startups de setores estratégicos, como saúde, logística e fintechs (empresas de tecnologia financeira).
Além da participação na Meta Platforms (Facebook), o empresário investe na aceleradora Antler, focada em negócios early-stage (estágio inicial). Seu portfólio diversificado inclui aportes em soluções Saas (Software por assinatura), consolidando sua influência no ecossistema global de tecnologia.
Saverin cofundou a B Capital Group ao lado do empreendedor norte-americano Raj Ganguly (imagem: Reprodução/Forbes)
Eduardo Saverin ainda é dono do Facebook?
Saverin não é o dono majoritário da Meta Platforms, empresa dona do Facebook, mas permanece como um acionista relevante e cofundador oficial. Estima-se que ele detém cerca de 2% das ações da companhia, participação garantida após acordos judiciais.
Apesar da fatia expressiva, sua posição consiste em ações de Classe A, que oferecem poder de voto reduzido nas decisões corporativas. O empreendedor não exerce funções de gestão na gigante das redes sociais desde 2005, concentrando seus esforços no mercado global de investimentos.
Por que Eduardo Saverin processou o Facebook?
Eduardo Saverin acionou a Justiça em 2005 após alegar que Mark Zuckerberg orquestrou uma reestruturação para diluir sua participação societária. Nessa manobra, novas ações foram emitidas, reduzindo drasticamente a fatia do brasileiro de 30% para menos de 10%.
O conflito escalou por divergências sobre a monetização do Facebook e acusações de que o sócio teria invalidado acordos de compras de papéis da empresa. Saverin também questionou a legitimidade de manobras contábeis e o uso de fundos da empresa para despesas pessoais.
A disputa foi encerrada em 2009 com um acordo extrajudicial que restituiu a Saverin o título oficial de cofundador da plataforma. Além do reconhecimento histórico, ele garantiu uma participação bilionária em ações, encerrando o imbróglio jurídico que marcou os primeiros anos da companhia.
Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (imagem: Divulgação/B Capital Group)
Qual é a fortuna de Eduardo Saverin?
A fortuna de Saverin é estimada em cerca de US$ 33,3 bilhões, segundo a Forbes em maio de 2026, consolidando sua posição como o brasileiro mais rico do mundo. Esse patrimônio provém majoritariamente de suas ações da Meta Platforms, impulsionadas pela valorização ligada ao setor de inteligência artificial.
O bilionário também diversifica seu capital por meio da própria firma de investimentos em tecnologia, a B Capital Group. No ranking global de personalidades de tecnologia, Saverin figura entre os 60 indivíduos mais ricos do planeta, superando outros grandes nomes do cenário.
FILE PHOTO: Facebook co-founder Eduardo Saverin speaks at the Tech in Asia conference in Singapore April 12, 2016. (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)
Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (Imagem: Divulgação/B Capital Group)
Instagram e Facebook perdem 20 milhões de usuários ativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Instagram, Facebook e WhatsApp, plataformas da Meta, perderam 20 milhões de usuários ativos diários no primeiro trimestre do ano;
Meta informou que queda foi impulsionada por interrupções na internet no Irã e restrições de acesso ao WhatsApp na Rússia;
porém, existe a desconfiança de que o problema também seja causado por uma “fadiga” dos usuários com relação ao uso de redes sociais.
Enquanto acompanhavam a teleconferência da Meta sobre resultados financeiros realizada na quarta-feira (29/04), alguns investidores podem ter levantado a sobrancelha para um “pequeno grande” detalhe: plataformas como Facebook e Instagram perderam 20 milhões de usuários ativos no último trimestre.
A informação se refere a algo que a Meta chama de “usuários ativos diários da família”, em tradução livre. Aqui, “usuários ativos diários” são aqueles que acessam algum serviço da Meta pelo menos uma vez ao dia, obviamente. Já “família” é como a companhia se refere ao conjunto de suas principais plataformas: Facebook, Facebook Messenger, Instagram e WhatsApp.
Os dados em questão dizem respeito ao primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 4% no número de usuários diários. A perda de 20 milhões de usuários ocorre em relação ao último trimestre de 2025.
Por que a Meta teve um declínio no número de usuários?
Pode ser verdade, afinal, a Meta fechou março com 3,56 bilhões de usuários ativos diários, o que indica que a diminuição de 20 milhões de usuários nesse parâmetro é pequena.
Pequena, mas não desprezível. Como a Meta não detalhou quanto cada uma de suas plataformas perdeu (ou ganhou) em número de usuários diários, existe a desconfiança de que a companhia esteja escondendo algo.
Usuários tendem a postar menos no Instagram com o passar do tempo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Esse comportamento pode ter diversas causas, entre elas, a percepção de excesso de anúncios na plataforma ou recomendações de conteúdo alheio que acabam fazendo usuários terem as suas publicações aparecendo menos para pessoas próximas.
Levemos em conta, também, uma possível “fadiga” com relação ao uso de redes sociais como forma de prevenir ou reduzir problemas de saúde mental. Eu, por exemplo, acesso cada vez menos redes sociais para combater o excesso de informação e diminuir o tempo de tela. Muita gente tem feito o mesmo.
A Meta tem algum plano para enfrentar o problema?
Ao que tudo indica, tem. O Engadget relata que a Meta pretende ajustar os algoritmos do Instagram para que fotos, carrosséis e Reels originais (gerados pelo próprio usuário, e não oriundos de outras fontes) apareçam com prioridade nas recomendações de conteúdo.
A Meta não comenta, mas pode ser que essa e outras mudanças sejam uma tentativa da companhia de evitar um declínio expressivo no número de usuários do Instagram e das demais plataformas da companhia.
Empresas de IA usam mensageiro como canal para seus serviços (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Justiça Federal em São Paulo suspendeu a multa diária de R$ 250 mil à Meta, aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por limitar o uso de inteligência artificial no WhatsApp.
A decisão atende a um pedido de tutela cautelar da Meta e determina que Cade e Meta iniciem procedimentos de conciliação.
A Meta afirmou estar satisfeita com a decisão, alegando que o Cade excedeu suas atribuições ao exigir acesso gratuito a um serviço pago.
A Justiça Federal em São Paulo ordenou a suspensão da multa diária de R$ 250 mil à Meta aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A decisão do órgão, mantida na semana passada, havia sido tomada por a empresa não permitir que serviços de inteligência artificial usem o WhatsApp gratuitamente para conversar com seus usuários.
A medida vem em resposta a um pedido de tutela cautelar protocolado pela Meta junto à Justiça. O processo está em sigilo, mas a decisão é mencionada por um documento enviado pelos advogados da companhia ao Cade. Além disso, segundo a decisão do tribunal, Cade e Meta devem iniciar procedimentos de conciliação.
Em nota, a Meta afirmou estar satisfeita com a decisão. “Ao exigir acesso gratuito a um serviço pago, acreditamos que a autoridade antitruste vai além de suas atribuições”, escreve a companhia em um comunicado.
ChatGPT respondia mensagens via WhatsApp (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
Desde então, o entendimento do órgão é de que, ao proibir ou restringir esse tipo de serviço, a Meta está favorecendo sua própria solução, a Meta AI, podendo prejudicar o mercado.
A Meta chegou a adotar um modelo de cobrança por mensagem, estratégia também aplicada na União Europeia, mas o Cade determinou que, preventivamente, as fornecedoras de IA mantenham seu acesso gratuito, como era antes da mudança de outubro de 2025.
O que diz a Meta
A gigante das redes sociais defende a tese de que o uso gratuito da API do WhatsApp por fornecedoras de serviços de IA será subsidiado por pequenos e médios clientes da plataforma comercial do mensageiro. O comunicado enviado nesta quinta-feira (30/04) menciona explicitamente a OpenAI — ela oferecia uma versão do ChatGPT pelo WhatsApp.
“Pequenas e médias empresas que usam legitimamente a API do WhatsApp não deveriam estar subsidiando o uso gratuito do serviço pela OpenAI e por outros grandes chatbots de IA”, afirma a Meta.
A Justiça Federal de São Paulo decidiu suspender a multa diária de R$ 250 mil aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ao WhatsApp. A decisão favorável à empresa foi proferida na quarta-feira (29), e os advogados da companhia comunicaram a autarquia sobre a sentença no dia seguinte, quinta-feira (30).
Whatsapp vence (temporariamente) Cade na Justiça
A penalidade havia sido imposta no âmbito de um inquérito conduzido pelo Cade, que investiga suposto descumprimento de medida preventiva relacionada ao funcionamento da plataforma;
A determinação do órgão exigia que a Meta, controladora do WhatsApp, mantivesse o acesso gratuito de inteligências artificiais (IA) de terceiros ao serviço de mensagens — algo que, atualmente, é cobrado;
Além disso, o Cade também questiona a política de preços adotada pela empresa para a utilização da API do WhatsApp Business, ferramenta voltada a empresas que utilizam o aplicativo para comunicação com clientes.
Em nota, um porta-voz da Meta afirmou que considera que o Cade extrapolou suas atribuições ao exigir a gratuidade do acesso à plataforma. “Pequenas e médias empresas que usam legitimamente a API do WhatsApp não deveriam estar subsidiando o uso gratuito do serviço pela OpenAI e por outros grandes chatbots de IA”, declarou a companhia (leia a nota completa abaixo).
Meta, dona do WhatsApp, se mostrou satisfeita com a decisão – Imagem: jackpress/Shutterstock
A empresa sustenta que sua estrutura de custos possui justificativa comercial e afirma que a cobrança de US$ 0,0625 (R$ 0,31) por mensagem está respaldada pela legislação vigente, além de ser equivalente a tarifas praticadas por outras empresas tanto no Brasil quanto no exterior.
A origem do caso remonta a setembro de 2025, quando as startups Luzia e Zapia apresentaram denúncias ao Cade sobre mudanças nos termos de uso do WhatsApp Business. Em março deste ano, o tribunal do órgão antitruste rejeitou um recurso da Meta e determinou o retorno às condições anteriores à alteração desses termos.
Com a decisão da Justiça Federal, a multa diária fica suspensa enquanto o caso segue em discussão, em segredo de Justiça. Contudo, o Olhar Digital obteve acesso à solicitação dos advogados da Meta. Leia aqui.
A seguir, leia a nota completa enviada por um porta-voz da Meta:
“Estamos satisfeitos que a Justiça brasileira tenha reconhecido nossas preocupações em relação à decisão do CADE. Ao exigir acesso gratuito a um serviço pago, acreditamos que a autoridade antitruste vai além de suas atribuições. Pequenas e médias empresas que usam legitimamente a API do WhatsApp não deveriam estar subsidiando o uso gratuito do serviço pela OpenAI e por outros grandes chatbots de IA.”
Meta está na mira da União Europeia e pode levar multa histórica (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
União Europeia decidiu, de forma preliminar, que a Meta tem um sistema de verificação de idade ineficaz.
Segundo o bloco europeu, crianças com menos de 13 anos conseguem usar as redes administradas pela plataforma com datas de nascimento falsas.
Meta afirma que a verificação de idade online é um “desafio para toda a indústria”, mas promete revisão das ferramentas de segurança.
A Comissão Europeia afirma que a Meta está violando as regras da Lei de Serviços Digitais (DSA) do bloco europeu. O motivo? A falha da controladora do Facebook e Instagram em impedir que crianças com menos de 13 anos utilizem suas redes sociais.
Uma decisão preliminar foi divulgada nesta terça-feira (28/04) e surge após uma investigação de quase dois anos, concluindo que as medidas de proteção da gigante da tecnologia são ineficazes. A denúncia foca na facilidade com que o sistema de idade da empresa é burlado.
Na prática, um menor de idade consegue criar um perfil apenas fornecendo uma data de nascimento falsa na tela de cadastro. Ao informarem que têm 13 anos ou mais — a idade mínima estipulada nos termos da Meta —, crianças entram na plataforma sem esbarrar em nenhum mecanismo de verificação real de identidade.
Além dessa brecha, as ferramentas internas para denunciar usuários menores de idade foram classificadas pelo bloco europeu como difíceis de usar. A Comissão constatou que, mesmo quando uma denúncia é feita corretamente, falta acompanhamento por parte da equipe de moderação para investigar e banir a conta irregular.
A líder de política tecnológica da UE, Henna Virkkunen, reforçou a gravidade da situação. “Nossas descobertas preliminares mostram que o Instagram e o Facebook estão fazendo muito pouco para impedir que crianças acessem seus serviços”, destacou a autoridade em comunicado.
Por que o caso preocupa a União Europeia?
A resposta envolve os danos causados pela exposição a um ambiente feito para o público adulto. O acesso descontrolado deixa as crianças mais vulneráveis a perigos da internet, como cyberbullying, aliciamento virtual e consumo de experiências inadequadas para a idade.
O órgão afirma ainda que a Meta ignorou um grande volume de evidências que provam o quão vulneráveis as crianças são a esses serviços digitais. Estatísticas oficiais das autoridades europeias sugerem que entre 10% e 12% dos menores de 13 anos no continente já navegam pelo Facebook ou Instagram.
O impacto desse uso contínuo também motivou uma segunda investigação da Comissão Europeia, que ainda está em andamento. Essa apuração investiga os efeitos dos algoritmos, analisando se o modelo de recomendação de conteúdos também está causando danos à saúde física e gerando vícios comportamentais no público jovem.
Ferramentas de denúncia foram classificadas como ineficazes pela UE (imagem: Robin Worrall/Unsplash)
Risco de multa bilionária
A exigência principal é que o Facebook e o Instagram atualizem urgentemente suas ferramentas de verificação de idade. Se a Meta não resolver essas falhas e for penalizada, o rombo financeiro pode ser grande.
A legislação da UE permite aplicar multas de até 6% do faturamento anual global da empresa condenada. Como a companhia declarou uma receita de US$ 201 bilhões para o ano fiscal de 2025, a multa máxima aplicável bateria a marca de US$ 12 bilhões (mais de R$ 60 bilhões na cotação atual).
Procurada pelo jornal The Guardian, a Meta negou as irregularidades. Um porta-voz afirmou que a empresa discorda das conclusões da comissão e que investe constantemente em tecnologias para derrubar perfis irregulares.
“Deixamos claro que o Instagram e o Facebook são destinados a pessoas com 13 anos ou mais e temos medidas em vigor para detectar e remover contas de menores”, argumentou. O representante ainda classificou a verificação de idade online como um “desafio para toda a indústria” e avisou que novas ferramentas de segurança serão anunciadas na próxima semana.
Vale mencionar que a pressão sobre a Meta reflete uma tendência no continente europeu. A Espanha lidera um movimento para proibir o acesso de menores de 16 anos, enquanto o parlamento francês aprovou medidas semelhantes para menores de 15 anos. O Reino Unido também confirmou que estuda impor limites para usuários abaixo dos 16 anos.
Peças mostram estrutura dos novos Galaxy Z Fold 8, Z Fold 8 Wide (meio) e Z Flip 8 (imagem: reprodução/X/Sonny Dickson)Resumo
Os novos Galaxy Z Fold podem ter versão com estrutura de “passaporte”, e possível design aparece em vazament.
O novo modelo terá dimensões de 129 x 82,2 x 9,8 mm quando fechado e largura de 161,4 mm com a tela expandida, com proporção 4:3.
O Galaxy Z Fold 8 Wide terá capacidade de recarga a 45 Watts e carregamento por indução, seguindo o padrão Qi2, e pode ser uma nova aposta da Samsung após o descontinuamento do Galaxy Z Trifold.
A Samsung deve lançar uma nova opção de Galaxy Z Fold na próxima geração de celulares dobráveis, e seu design pode já ter sido revelado. O rumor, que já circulava na Internet há algum tempo, ganhou força após o vazamento de uma imagem que compara as três diferentes estruturas dos Z Fold 8, Z Flip 8 e a novidade, o suposto Z Fold 8 Wide.
A foto foi divulgada pelo jornalista Sonny Dickson, que costuma divulgar vazamentos da indústria. As peças não chegam a ser protótipos, já que mostram apenas como devem ser as carcaças, mas dão indícios das novidades.
Primeiro, o tamanho, de comprimento menor em relação ao Fold 8, mas com largura maior para um display em proporção 4:3, além da presença de duas câmeras traseiras. Segundo o próprio leaker, a expectativa é de seguir o tamanho do também aguardado iPhone Fold.
Vale lembrar que o modelo Wide já havia sido confirmado pela certificação que passou na China no mercado chinês. A recarga seria de 45 Watts, conforme levantado pelo site SammyGuru.
Galaxy Z TriFold não funcionou e acabou descontinuado, mas proposta de tela maior pode se manter com novo Z Fold Wide (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Formato passaporte é nova aposta após TriFold
Com a novidade do Z Fold 8 Wide, a Samsung pode ter uma nova chance após a vida curta do Galaxy Z Trifold, lançado em dezembro, testado pela mídia especializada em janeiro e encerrado em março. Apesar da proposta inovadora, o dispositivo com duas dobras apresentou falhas em testes e foi danificado facilmente ao ter contato com areia.
Mantendo a proposta de aumentar o visor na linha dobrável, o novo modelo terá uma tela maior quando aberto, com proporção 4:3. Já fechado, o celular terá uma estrutura semelhante a uma carteira ou passaporte, menor que o Z Fold 8.
Novo Z Fold 8 Wide é menor, mas mais largo. Isso permite um display em 4:3 quando aberto (imagem: reprodução/X/Sonny Dickson)
O site SamMobile aponta dimensões de 129 x 82,2 x 9,8 mm quando fechado, chegando à largura de 161,4 mm e, espessura de 4,3 mm com a tela expandida. As informações foram divulgadas pelo perfil Ice Universe.
Novas imagens revelam carga por indução e duas câmeras
As fotos revelam outros detalhes. Na parte traseira, estão presentes o jogo de câmeras, com três lentes no Z Fold 8 e duas no Z Fold 8 Wide, além de anéis característicos de carregamento por indução. Segundo o The Verge, seria o Qi2, uma novidade para a Samsung, mas já presente em outros dobráveis do mercado, como o Pixel 10 Pro Fold, do Google, e o Pura X Max, da Huawei.
A princípio, apesar da certificação para venda na China, ainda não há certeza de quando (e se) o aguardado Z Fold 8 Wide chegará ao mercado. Ainda assim, os rumores apontam para um lançamento em agosto.
Também tem os óculos inteligentes
Galaxy Glasses devem seguir exemplo de design do Ray-Ban Meta Glasses, com câmeras “escondidas” nas laterais das lentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Outro vazamento envolvendo um produto Samsung chamou atenção da mídia especializada. O estreante Galaxy Glasses pode chegar com uma proposta bem mais próxima à vista nos Ray-Ban Meta, com visual simples e câmeras pouco aparentes.
O modelo deve ser anunciado durante o Google I/O, marcado para maio, e já tem até uma faixa de preço estimada: entre US$ 379 e US$ 499 (R$ 1.895 e R$ 2.495, na cotação atual). Segundo o Android Headlines, o acessório terá chip Snapdragon AR1, câmeras Sony IMX681 de megapixels e bateria de 155 mAh. Uma versão mais moderna estaria nos planos para 2027, com display integrado à lente.
Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta e Microsoft devem cortar de até 23 mil empregos para bancar investimentos em inteligência artificial, buscando eficiência operacional.
Segundo a Bloomberg, a Meta eliminará cerca de 8 mil empregos e congelará vagas que estavam abertas.
Já a Microsoft deve oferecer demissão voluntária a 8.750 funcionários nos Estados Unidos.
Meta e Microsoft planejam cortes e programas de desligamento que podem afetar até 23 mil empregos, em meio ao aumento dos gastos com inteligência artificial. As medidas fazem parte de um esforço das duas empresas para simplificar operações e compensar investimentos crescentes em infraestrutura tecnológica.
Segundo a Boomblerg Línea, as iniciativas não são coordenadas, mas refletem um movimento mais amplo das big techs diante da pressão por eficiência enquanto ampliam investimentos em IA. Ambas as empresas devem revelar os lucros trimestrais na semana que vem.
Além de cortes, Meta congelará vagas
Meta informa que, além de demissões, não preencherá vagas abertas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Meta informou que deve eliminar cerca de 8 mil empregos, aproximadamente 10% da força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar daqui a menos de um mês, em 20 de maio.
Além disso, a empresa decidiu não preencher 6 mil vagas que estavam abertas, o que eleva o impacto total para aproximadamente 14 mil posições afetadas. A Meta já havia anunciado cortes em março.
Em um memorando interno, analisado pela Bloomberg, a diretora de pessoas da empresa, Janelle Gale, afirma que a medida faz parte de um esforço para tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para novos investimentos.
Um dos setores da Meta no olho do furacão é o Reality Labs, divisão da empresa responsável pelas tecnologias relacionadas ao metaverso. Após anos de fracassos e um modelo de negócios que não ganhou a força esperada por Zuckerberg, a Meta começou fechar estúdios e demitir funcionários no ano passado.
Microsoft anuncia plano de demissão voluntária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Microsoft, por sua vez, lançou um programa de desligamento voluntário voltado a funcionários nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa nunca havia realizado um programa desse tipo nessa escala.
Cerca de 7% da força de trabalho no país será elegível para o programa, o que pode representar aproximadamente 8.750 pessoas, considerando o total de 125 mil funcionários registrado em junho de 2025.
O plano é direcionado a funcionários cuja soma da idade com o tempo de serviço seja igual ou superior a 70, com exceções para algumas funções específicas e cargos seniores.
Bilhões direcionados à IA
As medidas refletem um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Grandes empresas vêm buscando reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aumentam investimentos em data centers e infraestrutura necessários para sustentar serviços de inteligência artificial.
A Microsoft, por exemplo, tem acelerado a construção de data centers em diferentes regiões e anunciou novos investimentos em países como Japão e Austrália. Já a Meta prevê gastos de capital elevados e firmou acordos multibilionários com parceiros de IA nos últimos meses.
O movimento acompanha uma tendência de substituição de parte da mão de obra por infraestrutura tecnológica. O método já passou a receber críticas de pesquisadores por, em alguns casos, disfaçar motivações financeiras ou de má gestão. A alegação é que as empresas têm feito uma falsa sinalização de “investimento em tecnologia” para o mercado.
Meta segue obrigada a pagar multa de R$ 250 mil por dia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Cade decidiu, por unanimidade, manter a multa diária de R$ 250 mil contra o WhatsApp e a Meta.
Segundo a decisão, as mudanças do WhatsApp Business são uma violação de medida preventiva.
O órgão determinou que as condições anteriores sejam restabelecidas no WhatsApp para permitir que provedores terceiros de IA operem na plataforma.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu, por unanimidade, manter a multa diária aplicada contra o WhatsApp e a Meta por descumprirem uma medida preventiva que garantia o funcionamento de chatbots de IA na plataforma.
A decisão obriga as empresas a restabelecerem as condições anteriores às mudanças nos termos de uso, permitindo que provedores terceiros de IA operem sem custos adicionais. Com isso, as companhias seguem sujeitas a uma multa de R$ 250 mil por dia, até comprovarem que cumpriram integralmente a determinação.
Segundo o Cade, as alterações feitas pela empresa no WhatsApp Business — especialmente a cobrança por mensagens enviadas por chatbots — violam a ordem de manter o ambiente concorrencial inalterado enquanto o caso ainda estiver em análise.
Entenda a nova decisão do Cade
A decisão gira em torno do que o Cade chama de “recusa construtiva de contratar”, ou seja, quando uma empresa não bloqueia diretamente um serviço, mas impõe condições tão onerosas que inviabilizam a operação.
Para o conselho, foi isso que ocorreu. Ao tentar classificar mensagens de chatbots de IA como “mensagens de marketing” — categoria sujeita a cobrança —, a Meta teria alterado de forma relevante as regras de acesso à API.
O relator do caso, conselheiro Carlos Jacques, reforçou que cumprir a empresa precisa garantir que os serviços afetados consigam voltar a operar nas mesmas condições de antes.
A Meta, por sua vez, sustenta que não descumpriu a decisão e argumenta que a medida impediria apenas a remoção unilateral dos serviços, e não a aplicação de cobranças que considera compatíveis com o mercado.
Relembre o caso
WhatsApp é usado como canal para operação de chatbots de terceiros (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A disputa começou em outubro de 2025, quando o WhatsApp anunciou mudanças nos termos de uso que afetariam o funcionamento de serviços de IA de terceiros. Empresas como Luzia e Zapia, que operam assistentes virtuais, acionaram o Cade alegando risco à concorrência.
A novidade tornava a IA proprietária da empresa, a Meta AI, na única ferramenta com operação no app. No entanto, dois dias antes das mudanças entrarem em vigor, o Cade concedeu uma medida preventiva suspendendo a implementação.
Em março, o tribunal confirmou essa decisão por unanimidade, entendendo que a exclusão ou restrição dos chatbots concorrentes à Meta AI poderia prejudicar o mercado.
O argumento das empresas é de que alterações nas regras podem impactar a viabilidade de negócios na plataforma. Em posicionamento dado anteriormente ao Tecnoblog, a Meta alega que os provedores estariam confundindo o WhatsApp Business com lojas de aplicativos.
A estratégia de cobrança
Sem poder bloquear diretamente os serviços, a Meta passou a adotar um modelo de cobrança para o uso da API por chatbots de IA. A cobrança, portanto, seria uma forma de aliviar a sobrecarga causada pelos serviços na infraestrutura da empresa.
A empresa definiu uma tarifa de cerca de US$ 0,0625 (aproximadamente R$ 0,33) por mensagem que não siga padrões pré-definidos. A estratégia já havia sido aplicada em mercados como a União Europeia, onde restrições regulatórias também impediram o bloqueio de ferramentas de terceiros.
O que diz a Meta
Após a publicação deste texto, a Meta entrou em contato com o Tecnoblog e enviou o seguinte posicionamento:
“O Cade está determinando que um serviço pago seja oferecido gratuitamente para algumas das maiores empresas do mundo. Pequenas e médias empresas brasileiras que usam a API do WhatsApp estarão, na prática, subsidiando o uso gratuito do serviço pela OpenAI e por outros grandes chatbots de IA. Pequenas empresas brasileiras não deveriam pagar esta conta. Estamos avaliando nossas opções legais.”
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta vai instalar software de monitoramento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de inteligência artificial.
O programa roda em apps e sites relacionados ao trabalho e tenta entender como humanos usam computadores, incluindo atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.
Funcionários demonstraram indignação nas redes internas, pois não há como desativar o monitoramento.
A Meta está instalando software de monitoramento nos computadores de seus funcionários nos Estados Unidos. A ideia é capturar movimentos de mouse, cliques e digitação para treinar modelos de inteligência artificial, com o objetivo de que eles sejam capazes de realizar tarefas profissionais futuramente. As informações constam em duas reportagens: uma da Reuters e outra da Business Insider.
Segundo a Reuters, o projeto se chama Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre) e vai rodar em apps e sites relacionados ao trabalho, além de capturar ocasionalmente o que está nas telas dos computadores.
A Business Insider diz que o software tentará entender como os humanos usam computadores, incluindo o uso de atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.
Funcionários mostram desconforto com iniciativa
De acordo com a Business Insider, a iniciativa foi recebida com indignação pelos trabalhadores da Meta.
“Isso me deixa super desconfortável. Como eu desativo?” foi, segundo a reportagem, o comentário com mais curtidas no post sobre a mudança na rede interna da Meta. Além disso, a carinha com raiva foi a reação mais comum ao anúncio.
Andrew Bosworth, CTO da empresa, confirmou que não há como desativar o monitoramento — e também recebeu carinhas de choro, choque e raiva como reação.
Como observa a Business Insider, os funcionários da Meta já tinham seus computadores de trabalho sob vigilância há bastante tempo, o que significa que o novo programa é mais uma extensão das regras existentes do que uma mudança de política.
Advogados ouvidos pela Reuters disseram que não há leis que impeçam a prática nos Estados Unidos — na Europa, monitorar equipamentos de funcionários pode ser considerado ilegal.
Meta aposta em IA para produtividade
Mark Zuckerberg quer usar clone para se aproximar de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Colocar a IA para aprender a trabalhar é parte de um esforço maior da Meta, que deseja que a tecnologia consiga auxiliar (ou mesmo executar) tarefas internas e como forma de elevar a produtividade da companhia.
O próprio Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está participando ativamente de projetos do tipo. Ele vem desenvolvendo um agente de IA para auxiliar em suas próprias tarefas, e já consegue dar respostas com mais rapidez graças à tecnologia. O executivo também pretende criar uma espécie de clone para conversar com funcionários e dar feedback a eles.
WhatsApp pago é objeto de rumores desde janeiro de 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta começou a liberar o WhatsApp Plus, versão paga do WhatsApp, para alguns usuários.
O WABetaInfo reporta preço de 2,49 euros mensais na União Europeia.
O WhatsApp Plus inclui figurinhas premium, mudança de tema do app e ícone personalizado, entre outros recursos.
A Meta começou a liberar uma versão paga do WhatsApp para alguns usuários. Chamada WhatsApp Plus, a assinatura traz, em grande parte, mudanças estéticas, como ícones, temas e ringtones.
De acordo com o site WABetaInfo, especializado na cobertura de notícias sobre o mensageiro, o preço na União Europeia é de 2,49 euros mensais (R$ 14,55, em conversão direta). No Reddit, um usuário paquistanês relatou que, por lá, o WhatsApp Plus custa 299 rúpias paquistanesas (R$ 4,07).
Seleção de cores do app é uma das novidades (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Ainda não sabemos quanto o WhatsApp Plus vai custar no Brasil, mas essas informações do exterior indicam que o preço provavelmente será ajustado por mercado.
O que muda no WhatsApp Plus?
Na tela compartilhada pelo WABetaInfo, o WhatsApp lista os diferenciais de sua versão paga:
Figurinhas premium
Mudar tema do app
Escolher um ícone personalizado
Fixar conversas extras
Assinantes poderão fixar até 20 conversas (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Em março, já ficou claro que a ideia da Meta não era bem essa. Naquele mês, a empresa começou a liberar uma lista de espera para o pacote por assinatura, apresentando alguns dos diferenciais da lista já citada. A propaganda do recurso começou a aparecer até mesmo na tela de seleção de stickers.
Ter uma assinatura paga opcional não é exclusividade do WhatsApp. O Telegram, um de seus principais concorrentes, oferece um pacote premium com limites maiores para envios de arquivos, downloads mais rápidos, transcrições de voz, imagens de perfil animadas e remoção de anúncios do app, entre outros diferenciais.
Ideia é ganhar tempo e saber quais são as mensagens mais importantes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
WhatsApp testa recurso para resumir mensagens não lidas de múltiplas conversas com a Meta AI; a função só resume um conversa por vez no estado atual
O botão “Get a summary” aparece no código do app beta para iOS, mas não tem data prevista para estreia
A Meta diz que o resumo usa processamento em ambiente de execução de confiança (Private Processing/TEE) e que terceiros não podem acessar os dados.
A Meta está trabalhando em uma funcionalidade para resumir mensagens não lidas de diversas conversas de uma vez só, usando a inteligência artificial Meta AI. Atualmente, isso só pode ser feito separadamente para cada conversa.
O recurso, que não tem data prevista para estrear, está no código da versão beta do app para iOS. O site especializado WABetaInfo descobriu o recurso e conseguiu uma prévia da interface.
Como funcionará o resumo de conversas do WhatsApp?
Recurso aparece no código da versão beta, mas ainda não funciona (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Nas telas compartilhadas pela publicação, há um botão “Get a summary” (”Receba um resumo”, em tradução livre) logo acima da lista de conversas. Não está claro se esse atalho aparece na lista geral ou só quando o filtro de mensagens não lidas está ativo.
Ao tocar nele, o WhatsApp resume as conversas ainda não acessadas e mostra os pontos mais importantes de cada uma delas.
WhatsApp já resume conversas individualmente
O futuro recurso expande uma ferramenta já presente no mensageiro da Meta. Ao acessar uma conversa, o WhatsApp apresenta um botão logo antes das mensagens não lidas com a opção de resumi-las.
A questão é que, hoje, é necessário fazer isso a cada conversa. Como observa o WABetaInfo, é pouco prático, principalmente caso você fique offline por um período longo e tenha que se atualizar sobre muitas conversas.
Com o futuro recurso, a ideia é facilitar esse processo, reunindo resumos de todas as conversas em um só lugar.
Meta promete privacidade
O resumo das conversas não lidas deverá seguir o mesmo procedimento da ferramenta atual. A Meta afirma que os conteúdos são resumidos usando um ambiente de execução de confiança (TEE, na sigla em inglês).
Nesta arquitetura, os dados são enviados a uma área isolada de um servidor, e terceiros não podem acessá-los. A companhia deu o nome de Private Processing à implementação dessa tecnologia no WhatsApp.
Mesmo com esses cuidados, há críticas ao modelo: especialistas consideram que o simples fato de os dados saírem do aparelho do usuário já é um aumento no risco de ciberataques.
Pesquisadores afirmam que uma linha de código resolveria o problema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Auditoria da webXray analisou o tráfego de mais de 7 mil sites e encontrou instalação de cookies após recusa em 55% dos casos.
Segundo a empresa, 78% dos banners de consentimento não executaram ações para garantir a escolha do visitante.
Google, Microsoft e Meta foram apontadas por ignorar recusas de privacidade, mas todas negaram as acusações.
Você já perdeu tempo clicando em “rejeitar tudo” naqueles banners de cookies ao acessar um site? É uma ação de rotina, mas talvez ela não tenha efeito nenhum. Uma auditoria independente de tráfego web revelou que gigantes da tecnologia — incluindo Google, Microsoft e Meta — continuam rastreando os usuários na internet, mesmo após a recusa explícita.
Procuradas pelo portal 404 Media, as três companhias contestaram o levantamento e rejeitaram as conclusões. O Google afirmou que o relatório parte de um “mal-entendido fundamental” sobre o funcionamento de seus produtos e garantiu que respeita a exclusão exigida por lei.
A Microsoft argumentou que a privacidade é prioridade, justificando que certos cookies são tecnicamente indispensáveis para o funcionamento das páginas, devendo ser instalados mesmo sem a aprovação do usuário. Já a Meta declarou oferecer o recurso de Uso Limitado de Dados, que permite que os próprios sites indiquem as permissões que possuem, restringindo os dados repassados à empresa.
Apesar das justificativas, o levantamento, conduzido na Califórnia em março pela empresa webXray, sugere que as corporações frequentemente ignoram os pedidos de privacidade por encararem possíveis sanções bilionárias como uma espécie de custo operacional.
Clicar em “rejeitar cookies” não protege o usuário?
Banners não executam o bloqueio de cookies na prática (imagem: Cleo Stracuzza/Unsplash)
Os pop-ups de consentimento inundaram a web nos últimos anos como resposta a legislações mais rigorosas. A premissa era garantir que o internauta tivesse a opção real de bloquear o rastreamento publicitário. A pesquisa, que analisou o tráfego de mais de 7 mil sites populares, mostrou que, na prática, essa regra é amplamente burlada.
O problema está em uma falha nas Plataformas de Gerenciamento de Consentimento (CMPs), os sistemas responsáveis por exibir e gerenciar os banners nas páginas. Segundo o levantamento, em 55% dos sites avaliados, os cookies são instalados mesmo após a recusa formal. Pior ainda: 78% desses banners de consentimento não executam qualquer ação nos bastidores para garantir a escolha do visitante.
A webXray também destaca ainda um grave conflito de interesses. O Google, um dos maiores distribuidores de cookies do mundo, opera um serviço chamado “Cookiebot”, que certifica essas mesmas plataformas de consentimento. O resultado final é: nenhuma delas funciona com 100% de eficácia.
Bilhões tratados como despesa operacional
A auditoria estima que as empresas de tecnologia podem ter que pagar cerca de US$ 5,8 bilhões em multas (quase R$ 29 bilhões na cotação atual) em vez de cumprirem as normas. O detalhamento divulgado ilustra o tamanho do problema:
Google: a empresa ignorou 86% das solicitações de desativação. Segundo o relatório, o rastreamento se manteve ativo em 77% dos sites de clientes. A multa potencial para a gigante das buscas é estimada em US$ 2,31 bilhões.
Meta: a infraestrutura da empresa de Mark Zuckerberg apresentou uma taxa de falha de 69%, com rastreamento ativo em 21% dos sites. A auditoria aponta que o código fornecido pela Meta dispara o evento de rastreamento sem sequer verificar as preferências do consumidor. A estimativa aponta que a empresa estaria sujeita a até US$ 9,3 bilhões em sanções acumuladas.
Microsoft: a companhia ignorou cerca de metade dos sinais de desativação e continuou monitorando os visitantes em 35% dos sites analisados. As multas estimadas nesse caso rondam a casa dos US$ 390 milhões.
Solução é mais simples do que parece
Mesmo com as defesas apresentadas pelas gigantes da tecnologia, a webXray sustenta que a solução para o impasse seria extremamente simples. Na visão da auditoria, bastaria adicionar uma única linha de código. Quando o servidor recebe o sinal de recusa, ele deveria apenas retornar o código de status HTTP 451 (Não Disponível por Motivos Legais).
Isso indicaria que o conteúdo publicitário não pode ser exibido devido à opção de privacidade do consumidor, bloqueando imediatamente a instalação do cookie.
Funcionário da Meta, que já foi demitido pela empresa, teve acesso indevido a cerca de 30 mil imagens no Facebook (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)Resumo
Ex-funcionário da Meta no Reino Unido baixou cerca de 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook;
A Meta afirmou que detectou o caso internamente, notificou a polícia de Londres, demitiu o funcionário e avisou aos usuários afetados;
A investigação aponta que o homem criou um software para burlar a segurança da plataforma, foi preso em novembro de 2025 e responde em liberdade após fiança.
Um funcionário da Meta no Reino Unido é acusado de baixar milhares de fotos de usuários do Facebook. Segundo a empresa, o homem foi demitido assim que o caso foi notificado e está sendo investigado pela unidade de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres.
De acordo com o material compartilhado pela agência PA Media, foram aproximadamente 30 mil imagens privadas de usuários da principal rede social da Meta. O caso foi repercutido pelo jornal britânico The Guardian.
A principal linha de investigação aponta que o ex-funcionário da empresa, que tem cerca de 30 anos de idade, desenvolveu um software capaz de driblar os mecanismos de segurança da plataforma e acessar essas imagens.
Imagens privadas foram acessadas pelo agora ex-funcionário por meio de software que driblou sistema de segurança (Imagem: Austin Diesel/Unsplash)
De acordo com a Meta, as contas afetadas já foram notificadas de que o download ocorrei e de que os sistemas de segurança foram atualizados para reforçar o bloqueio a futuros acessos indevidos. Além disso, a Meta afirma que a situação toda foi identificada internamente há cerca de um ano e prontamente levada à polícia.
Segundo a BBC, o homem chegou a ser preso em novembro de 2025, mas responde pelo crime em liberdade após pagamento de fiança. Enquanto o caso está em andamento, ele precisa avisar à Polícia Metropolitana de Londres caso tenha intenção de fazer qualquer viagem internacional.
Casos recentes da Meta na Justiça
Essa não é a primeira vez que a Meta esbarra no problema da falta de segurança para os dados de clientes. Em 2024, por exemplo, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) processou a empresa em 91 milhões de euros (pouco mais de R$ 540 milhões) por guardar senhas utilizadas em suas redes sociais sem nenhum tipo de criptografia.
Já em 2022, a mesma DPC cobrou 265 milhões de euros (mais de R$ 1,5 bilhão) da Meta por conta de um vazamento com milhares de informações pessoais de usuários no Facebook.
Óculos inteligentes da Meta ganham funcionalidade de rastreamento de nutrição (imagem: divulgação)Resumo
A Meta anunciou rastreamento de nutrição para os óculos Ray-Ban Meta e Oakley Meta.
O recurso usa foto ou voz para identificar alimentos e registrar dados no app Meta AI.
O sistema registra alimentos, responde perguntas sobre dieta e usa histórico alimentar e metas de saúde para gerar sugestões.
A Meta confirmou registro automático de alimentos em atualização futura.
A Meta anunciou uma atualização para Meta Ray-Ban e demais óculos inteligentes com um novo recurso de rastreamento de nutrição que deve facilitar quem usa o smartphone, por exemplo, para registrar refeições e quantidade de macronutrientes. Agora, esse registro é feito usando apenas a câmera ou comandos de voz.
A funcionalidade estará disponível inicialmente nos Estados Unidos para usuários maiores de 18 anos. A novidade chega primeiro aos modelos Ray-Ban Meta e Oakley Meta, enquanto a versão com display deve receber o suporte no decorrer deste verão no hemisfério norte. Não há previsão de lançamento no Brasil.
A última geração dos dispositivos, incluindo os modelos Wayfarer, Skyler, Headliner, HSTN e Vanguard, chegaram por aqui em 2025. Nas lojas oficiais da Ray-Ban e da Oakley, os óculos aparecem em valores entre R$ 3.499 e R$ 4.599.
Como funciona o rastreamento de nutrição?
O sistema utiliza IA para extrair detalhes nutricionais de fotos ou descrições feitas pelo usuário. Então, ele envia essas informações automaticamente para um log de alimentos dentro do app Meta AI. Com o tempo, a ferramenta cruzará esses dados para oferecer dicas e ajudar em escolhas mais saudáveis.
Além do registro, o usuário pode interagir com a IA para tirar dúvidas em tempo real. É possível perguntar, por exemplo, “o que devo comer para aumentar minha energia?”, e receber uma resposta baseada no histórico de alimentação e nos objetivos de saúde definidos no perfil.
A empresa também revelou planos para o futuro: com as próximas atualizações de software, os óculos serão capazes de identificar e registrar os alimentos de forma totalmente automática, sem que o usuário precise dar um comando específico.
Novas armações e funções de produtividade
Linha Ray-Ban Meta ganha novas armações para óculos de grau (imagem: reprodução/Ray-Ban)
No anúncio, a Meta também revelou a expansão da linha de hardware com novas opções focadas em que precisa de correção visual. Foram apresentados dois novos estilos de armação, Blayzer Optics e Scriber Optics, desenhados para suportar quase todos os tipos de lentes de grau com foco em conforto para o uso diário.
Além disso, os vestíveis receberam:
Resumos de mensagens do WhatsApp e a função de “recordar” detalhes de conversas via comando de voz, no programa de acesso antecipado.
Os modelos com display ganharam a possibilidade de ver Reels do Instagram, atalhos para o Spotify e novos jogos como o clássico 2048. Também foram adicionados widgets de clima, calendário e ações na tela inicial.
O recurso de tradução ao vivo será expandido para 20 idiomas, e a navegação para pedestres será liberada para todas as cidades dos EUA em maio.
Os novos modelos de grau já estão disponíveis em pré-venda no Brasil por R$ 3.899 no site da Ray-Ban.
Dados sensíveis teriam alimentado as redes de publicidade da Meta e do Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A ação coletiva nos EUA acusa o Perplexity, o Google e a Meta de compartilhar chats privados sem consentimento por meio de rastreadores de anúncios.
A denúncia afirma que o Perplexity envia transcrições, email e outros identificadores ao Google e à Meta, inclusive no modo anônimo, e que usuários sem assinatura recebem URLs acessíveis por terceiros.
O processo cobre o período de 7 de dezembro de 2022 a 4 de fevereiro de 2026 e pede liminar, devolução de lucros e multas acima de US$ 5 mil por infração individual.
Uma ação coletiva protocolada nos Estados Unidos acusa o Perplexity, o Google e a Meta de compartilharem indevidamente milhões de conversas privadas. O processo aberto por um usuário não identificado alega que a empresa de inteligência artificial utiliza rastreadores de anúncios embutidos em sua plataforma para enviar transcrições de bate-papos às gigantes da tecnologia.
A prática ocorreria sem o consentimento, com o objetivo claro de turbinar a receita com publicidade direcionada.
Como funciona o rastreamento?
O vazamento de dados afetaria todos os usuários do buscador com IA, independentemente de terem ou não uma conta cadastrada. Conforme relatado pelo site Ars Technica, análises comprovaram que a primeira mensagem digitada no chat e todas as perguntas seguintes são repassadas aos rastreadores. Para quem não é assinante, o cenário é ainda pior: a plataforma geraria um URL que permite a terceiros acessarem a conversa na íntegra.
O rastreamento funciona como uma “escuta telefônica de navegador”, interceptando tudo o que é digitado. Assim que o usuário pesquisa uma dúvida sobre sua vida financeira, um problema legal ou uma questão médica, ferramentas como o Meta Pixel ou Google Ads capturam discretamente essas informações.
Com esses dados em mãos, as empresas conseguem criar perfis detalhados para vender anúncios segmentados. O autor do processo relatou surpresa ao descobrir que partes de suas conversas foram enviadas à Meta e ao Google, acompanhadas de informações de identificação pessoal. Ele utilizava o Perplexity justamente para organizar impostos, tomar decisões de investimento e buscar orientação jurídica.
Denúncia diz que o Perplexity gera URLs para conversas inteiras de usuários (imagem: Divulgação/Perplexity)
Ilusão do modo anônimo
O texto da denúncia classifica ainda o modo anônimo do Perplexity como uma “farsa”. O recurso, vendido como uma garantia de sigilo, não impediria que os bate-papos cheguem aos servidores do Google e da Meta. A acusação aponta que até mesmo os usuários que ativaram essa proteção continuaram tendo seus endereços de email e outros identificadores repassados.
A falta de transparência da IA também é duramente criticada. Segundo a ação, o Perplexity não exige que o usuário aceite os termos de uso na entrada e esconde sua política de privacidade. É preciso caçar o documento, que não menciona nada sobre o uso de rastreadores invasivos.
O Google e a Meta também são descritos como negligentes. O processo argumenta que ambas possuem regras que, na teoria, proíbem a coleta de dados sensíveis por rastreadores.
Risco de multas milionárias
A ação coletiva engloba o período de 7 de dezembro de 2022 a 4 de fevereiro de 2026. O objetivo é representar os usuários do Perplexity nos EUA afetados pelo vazamento. As penalidades previstas são pesadas. Se o Google, a Meta e o Perplexity forem condenados, enfrentarão multas estatutárias que passam de US$ 5 mil por infração individual (cerca de R$ 25 mil).
Como o caso envolve milhões de registros ao longo de três anos, as indenizações podem facilmente chegar à casa dos bilhões. A acusação solicita uma liminar imediata para barrar a coleta de dados e exige o ressarcimento dos lucros obtidos de forma ilícita.
Até o momento, Meta e Perplexity não comentaram o caso. O Google, por sua vez, emitiu uma nota declarando que “as empresas gerenciam os dados que coletam e são responsáveis por informar os usuários”, reforçando que essas informações não identificam indivíduos por padrão e que proíbe anúncios baseados em informações sensíveis.
Quinta-feira é dia da coluna Seu Direito Digital no Olhar Digital News. O consultor de privacidade e segurança Leandro Alvarenga repercute os principais assuntos jurídicos no setor de tecnologia e tira as dúvidas dos nossos leitores.
Europa esbarra em dificuldades para regular IA
O adiamento de prazos da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia evidencia os desafios práticos de implementar regras para uma tecnologia em rápida evolução. O adiamento sinaliza dificuldades para regular a tecnologia?
Meta firma acordo para combater exploração de menores na internet
Um acordo firmado entre o Ministério Público e a Meta estabelece novas obrigações para combater a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. A medida prevê monitoramento ativo de perfis, criação de mecanismos de denúncia e restrições ao uso de ferramentas de monetização, além de sanções em caso de descumprimento, reforçando a responsabilização das plataformas na proteção de usuários mais vulneráveis. O que muda na prática com esse acordo?
Homem é preso quatro vezes por engano após falhas no reconhecimento facial
O caso de um morador de São Paulo detido repetidamente por erro do Smart Sampa, sistema de reconhecimento facial, levanta questionamentos sobre a confiabilidade e os riscos dessa tecnologia. Após ser identificado de forma equivocada como foragido, ele foi conduzido à delegacia em diferentes ocasiões. Esse caso revela problemas estruturais do sistema de reconhecimento facial?
Júri decidiu que empresas foram negligentes no desenvolvimento dos apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões (R$ 31,4 milhões) por design viciante de suas plataformas.
A Meta pagará 70% e o YouTube 30% do valor total.
O processo foi movido por uma jovem que alegou vício nos apps desde a infância, o que teria causado problemas de saúde mental.
Um júri de Los Angeles (EUA) decidiu que o YouTube e a Meta, dona do Facebook e Instagram, foram negligentes ao não alertar usuários sobre os riscos de vício em suas plataformas e classificou os aplicativos como produtos defeituosos.
O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter se tornado viciada nos apps quando ainda era criança. O veredito condenou as empresas a pagar US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) à autora da ação — sendo US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos. Do total, a Meta pagará 70% e o YouTube, 30%.
Tanto a Meta quanto o Google declararam que irão recorrer da condenação. As empresas negam que a arquitetura de seus aplicativos seja a causa raiz dos complexos problemas de saúde mental enfrentados pela juventude.
Acusação contornou isenção de culpa das redes
Acusação focou no projeto dos apps para evitar lei federal (imagem: Unsplash/Bruce Mars)
O resultado validou a abordagem dos advogados da autora, que focou no projeto dos serviços, em vez do conteúdo exibido nas plataformas. O júri concluiu que os aplicativos da Meta, incluindo o Instagram, e o YouTube foram deliberadamente construídos para ser viciantes. A decisão também diz que os executivos das companhias sabiam disso e falharam em proteger os usuários mais jovens.
De acordo com a rede estadunidense NPR, o objetivo da acusação era contornar uma lei federal que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros, a Seção 230 do Communications Decency Act de 1996, legislação similar ao Marco Civil da Internet no Brasil.
A acusação argumentou que recursos como rolagem infinita, reprodução automática, notificações constantes e filtros de beleza transformaram os aplicativos em um “cassino digital”, mesmas características observadas pelo ECA Digital por aqui.
A tese se baseou na história da autora do processo, que começou a usar o YouTube aos 6 anos e o Instagram aos 11. Segundo ela, o tempo de uso a fez desenvolver depressão, dismorfia corporal e pensamentos suicidas devido ao uso compulsivo.
Decisão deve criar precedente
Mark Zuckerberg é CEO da Meta (imagem: reprodução)
Segundo a NPR, a decisão deve guiar os vereditos de outras 2 mil ações judiciais semelhantes contra as plataformas no estado da Califórnia. Além disso, essa tese pode impactar processos contra gigantes da IA, como Google e OpenAI, por danos psicológicos e casos de suicídio. Episódios do tipo ganharam bastante atenção desde a morte de Adam Raine, em 2025.
“O veredito de hoje é um referendo — de um júri para toda uma indústria — de que a responsabilização chegou”, afirmou Joseph VanZandt, co-líder dos advogados que representam as famílias afetadas, em declaração à CNBC.
A responsabilização deve acrescentar mais um prejuízo aos cofres da Meta, que, apenas um dia antes, sofreu outro revés na Justiça. Um júri no Novo México condenou a rede social a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) por enganar os consumidores sobre a segurança. Segundo o processo, as empresas falharam em proteger os jovens contra a ação de predadores sexuais e redes de pedofilia.
Meta promove cortes em diferentes áreas da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta realizou demissões em várias áreas, incluindo Reality Labs, para focar em inteligência artificial.
Segundo a CNBC, a empresa ofereceu a alguns funcionários a chance de mudar de função, mas exigindo mudança de cidade.
A Meta continua investindo em dispositivos vestíveis e soluções de IA, mas tem abandonado gradualmente o metaverso.
A Meta iniciou uma nova rodada de demissões que afeta centenas de funcionários em diferentes áreas da companhia, incluindo operações globais, recrutamento, vendas, Facebook e a divisão de realidade virtual Reality Labs, segundo informações da CNBC.
Os cortes acontecem em um momento de reestruturação interna, com a empresa redirecionando recursos para inteligência artificial. Segundo o jornal, parte dos colaboradores impactados recebeu oferta para migrar de função dentro da companhia, embora algumas dessas oportunidades exijam mudança de cidade.
Funcionários orientados a trabalhar de casa
Segundo o Business Insider, alguns funcionários foram orientados a trabalhar remotamente, em meio à iminência de demissão. De acordo com um porta-voz da empresa, as “equipes da Meta se reestruturam ou implementam mudanças regularmente para garantir que estejam na melhor posição para atingir seus objetivos”.
Nos últimos meses, a Meta já vinha sinalizando mudanças: a movimentação faz parte de um ajuste na estratégia da empresa, que vem priorizando investimentos em IA para competir com rivais como OpenAI, Google e Anthropic.
De acordo com a CNBC, em janeiro, a companhia cortou mais de mil postos ligados à Reality Labs, o equivalente a cerca de 10% da unidade responsável por produtos como os headsets Quest e a plataforma Horizon Worlds.
Além disso, há relatos de que a empresa estuda medidas mais amplas de redução de custos, com estimativas indicando a possibilidade de cortes que poderiam atingir uma parcela significativa da força de trabalho global.
Ao mesmo tempo, a Meta segue investindo em outras áreas consideradas estratégicas, como dispositivos vestíveis e soluções baseadas em IA. A divisão de wearables — que inclui óculos inteligentes e iniciativas de realidade aumentada — é considerada uma das áreas estratégicas de investimento da empresa.
Outro ponto relevante é a criação de novos pacotes de remuneração em ações para executivos de alto escalão, como forma de retenção em meio ao reposicionamento da empresa. Segundo a Meta, esses incentivos estão atrelados ao desempenho futuro e só terão valor caso metas ambiciosas sejam atingidas.
Empresa realizou cortes em várias áreas, incluindo a Reality Labs. Funcionários teriam sido orientados a trabalhar de casa sob risco iminente de demissão.
Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Mark Zuckerberg aposta em agente de IA como parte de mudanças na estrutura da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Mark Zuckerberg está testando um agente de IA para auxiliar em suas funções como CEO da Meta.
Segundo o Wall Street Journal, a empresa tem acelerado o uso interno de IA com assistentes personalizados.
Demais funcionários já adotam ferramentas que acessam dados e interagem com colegas.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está testando um novo uso de inteligência artificial dentro da companhia: um agente pessoal criado para ajudá-lo diretamente em suas funções executivas. Segundo o The Wall Street Journal, a ferramenta ainda está em desenvolvimento.
O jornal afirma que o movimento é reflexo das novas diretrizes da Meta para acelerar o ritmo de trabalho e adaptar sua estrutura à concorrência com empresas nativas em IA.
Como funciona o agente de IA de Zuckerberg?
De acordo com pessoas familiarizadas com o projeto, o agente tem ajudado Zuckerberg oferecendo respostas rápidas a perguntas que antes exigiriam consultas internas mais demoradas. Como lembrou o WSJ, o CEO comentou a estratégia da empresa durante uma teleconferência em janeiro, na qual afirmou que a Meta está “investindo em ferramentas nativas de IA para que as pessoas consigam fazer mais”.
A criação desse tipo de ferramenta está alinhada a uma estratégia mais ampla da empresa de incentivar o uso de IA em diferentes níveis. Segundo Zuckerberg, as mudanças devem permitir que a companhia produza mais e com maior eficiência.
Internamente, funcionários já teriam adotado soluções semelhantes, como assistentes personalizados que acessam documentos, conversas e até interagem com colegas — ou com os agentes deles.
O Wall Street Journal também cita o “Second Brain”, uma ferramenta desenvolvida por um funcionário com base no Claude. O sistema funciona como um assistente capaz de organizar e consultar dados de projetos, sendo descrito como “pensado para funcionar como um chefe de gabinete com IA”.
Meta passa por reestruturação
Agentes de IA atuam como assistentes para organizar dados e processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Meta também criou uma nova divisão de engenharia voltada a acelerar o desenvolvimento de modelos de linguagem, com uma estrutura mais enxuta e menos camadas de gestão. Em comunicado interno, a empresa destacou que está “projetando essa organização para ser nativa em IA desde o primeiro dia”.
O uso de tecnologias baseadas em inteligência artificial já estaria impactando, inclusive, avaliações de desempenho dos funcionários.
Ao mesmo tempo, a transformação tem gerado percepções distintas dentro da Meta. O jornal afirma que alguns colaboradores veem o momento como produtivo e inovador, mas outros demonstram preocupação com possíveis impactos na força de trabalho, especialmente após as recentes rodadas de demissões.
A Meta, no entanto, entrou de cabeça nessa reorganização e já anunciou que vai trocar seus moderadores terceirizados por IA. A empresa chegou a ter mais de 87 mil funcionários durante a pandemia, reduziu esse número após demissões em massa e voltou a crescer, atingindo cerca de 78 mil empregados atualmente.
Redes da Meta terão supervisão automatizada (imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)Resumo
A Meta planeja substituir moderadores terceirizados por inteligência artificial para melhorar a moderação de conteúdo, como remoção de publicações ilegais e identificação de golpes.
A Meta afirma que a IA oferece mais precisão e rapidez em tarefas como detectar aliciamento, terrorismo, exploração infantil, fraudes e falsificações de perfis.
Humanos continuarão envolvidos em revisões de conteúdo e decisões críticas, enquanto a IA assume tarefas repetitivas e áreas de táticas mutáveis, como venda de drogas ilícitas.
A Meta anunciou, nesta quinta-feira (19/03), planos para usar inteligência artificial em tarefas de moderação de conteúdo, como remoção de publicações ilegais e identificação de golpes. Essa transição deve levar alguns anos, segundo a empresa.
Enquanto isso, a dona de Facebook e Instagram vai diminuir a contratação de humanos para esses trabalhos. Geralmente, a moderação de conteúdo ficava a cargo de empresas terceirizadas. A Meta não mencionou nenhum nome, mas sabe-se que ela já delegou essas tarefas a companhias como a Accenture e a Teleperformance.
Meta promete moderação melhor com IA
Meta diz que IA se sai melhor que humanos em tarefas repetitivas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
De acordo com a empresa, os sistemas de inteligência artificial superam, de forma consistente, os métodos atuais de fiscalização. Por isso, a companhia espera resultados melhores, mais rápidos e mais precisos.
A companhia ressaltou a grande variedade de tarefas em que a IA se sai bem, como detectar conteúdos relacionados a aliciamento para atividades sexuais, terrorismo, exploração infantil, drogas, fraudes e golpes, além de identificar falsificações de perfis de famosos e roubos de contas.
A Meta também destaca que esses sistemas oferecem mais precisão e respostas mais rápidas a acontecimentos do mundo real. Outra vantagem que a companhia alega é a redução de medidas excessivas.
Humanos continuarão com parte do trabalho
A empresa, no entanto, pondera que a mudança só diz respeito à parte do trabalho que pode ser automatizada.
“Ainda teremos pessoas revisando conteúdo, mas esses sistemas [de IA] poderão assumir trabalhos mais adequados à tecnologia, como análises repetitivas de conteúdo gráfico ou áreas em que atores mal-intencionados estão constantemente mudando suas táticas, como venda de drogas ilícitas e golpes”, escreve a Meta em seu blog.
Além disso, a empresa afirma que as tarefas de desenvolvimento, treinamento, supervisão e avaliação da IA continuarão a cargo de especialistas: “As pessoas continuarão a exercer um papel fundamental em como tomamos as decisões de risco elevado e críticas, como recursos após desativações de contas ou relatos a autoridades policiais”.
Mesmo assim, a migração também pode ter a ver com decisões estratégicas. Como lembra a CNBC, uma reportagem da Reuters indicou que a Meta pode demitir até 20% dos seus funcionários para compensar os gastos no desenvolvimento de IA. Em resposta, a empresa disse que a reportagem era “especulativa”.
Moderação é assunto polêmico
Como lembra o TechCrunch, a Meta prometeu mudanças drásticas na moderação de conteúdo de suas redes no início de 2025, afrouxando várias restrições que vigoravam até então. Paralelamente a isso, a empresa e outras gigantes das mídias sociais estão sendo processadas nos Estados Unidos sob acusação de danos à saúde de adolescentes e jovens.
Os próprios moderadores já tiveram problemas com esse tipo de trabalho. A exposição frequente a imagens perturbadoras — acidentes, crueldade animal, estupros, assassinatos e suicídios, por exemplo — pode levar a diversos problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático.
Meta registrou incidente de segurança com agente de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Um agente de IA da Meta expôs dados corporativos e de usuários sem autorização após acessar sistemas internos por cerca de duas horas.
A falha ocorreu quando um engenheiro usou o agente de IA para responder a uma dúvida técnica, resultando em acesso involuntário a dados sensíveis.
Segundo o The Information, a Meta classificou o incidente como “Sev 1”, um dos níveis mais altos de criticidade.
Um agente de inteligência artificial da Meta expôs dados corporativos e de usuários sem autorização. O caso ocorreu após uma interação comum em um fórum interno da empresa, mas evoluiu para uma falha de segurança considerada grave.
De acordo com um relatório interno, obtido pelo site The Information, um funcionário publicou uma dúvida técnica na plataforma da companhia. Outro engenheiro, ao tentar ajudar, recorreu a um agente de IA para analisar o problema. O sistema, no entanto, respondeu diretamente ao tópico sem que houvesse solicitação explícita para publicar a resposta, desencadeando vários outros problemas.
Como o erro levou à falha de segurança?
Além de agir sem autorização, o agente forneceu orientações inadequadas. O funcionário que havia feito a pergunta seguiu as recomendações recebidas e liberou, de forma involuntária, o acesso a dados sensíveis da empresa e de usuários para outros engenheiros que não tinham permissão para visualizá-los.
A exposição durou cerca de duas horas. Internamente, a Meta classificou o episódio como “Sev 1”, um dos níveis mais altos de criticidade em seu sistema de avaliação de incidentes de segurança.
Um porta-voz da Meta disse ao The Information que “nenhum dado de usuário foi manipulado indevidamente”. Ainda assim, o relatório aponta que outros fatores não detalhados também contribuíram para a falha. Não há evidências de que os dados tenham sido utilizados de forma indevida ou divulgados durante o período em que o acesso ficou aberto.
Situações semelhantes já haviam sido registradas dentro da própria Meta: recentemente, a diretora de segurança e alinhamento da divisão de superinteligência da empresa, Summer Yue, relatou que um agente experimental apagou toda a sua caixa de entrada de emails.
Vale lembrar que a Amazon Web Services (AWS) também enfrentou uma interrupção de aproximadamente 13 horas neste ano, envolvendo sua ferramenta de codificação baseada em IA. Além disso, a Moltbook, rede social voltada à comunicação entre agentes adquirida pela Meta, já apresentou uma vulnerabilidade que expôs informações de usuários.
WhatsApp no Garmin permite ler e responder mensagens sem tirar o celular do bolso (imagem: divulgação)Resumo
WhatsApp agora está disponível para smartwatches Garmin na loja Connect IQ.
A integração permite responder mensagens e ver histórico diretamente no pulso.
O app é compatível com modelos Garmin fēnix, Forerunner, Venu e vívoactive, e mantém a criptografia de ponta a ponta das mensagens.
Usuários de relógios inteligentes da Garmin agora podem acessar o WhatsApp diretamente no pulso. O aplicativo começou a ser disponibilizado na loja Connect IQ e pode ser instalado gratuitamente em modelos compatíveis da marca.
A novidade permite que mensagens sejam visualizadas e respondidas sem a necessidade de acessar o celular. A proposta é facilitar a comunicação em situações do dia a dia, especialmente durante atividades físicas ou deslocamentos, quando o uso do smartphone pode ser menos prático.
Interação rápida
A versão do aplicativo para smartwatches inclui funções voltadas à leitura e interação rápida. É possível ver as conversas recentes, ler mensagens e enviar respostas usando o teclado integrado do relógio.
Também é possível reagir com emojis, acessar um histórico limitado — com até 10 mensagens exibidas na tela — e acompanhar chamadas recebidas, com a opção de recusá-las diretamente pelo dispositivo.
De acordo com a empresa, a proteção das conversas segue o mesmo padrão já conhecido no aplicativo. “Como sempre, as mensagens pessoais e chamadas no WhatsApp permanecem protegidas por criptografia de ponta a ponta, então apenas o usuário e a pessoa com quem ele está conversando podem ler ou ouvir o conteúdo”, diz o comunicado.
O app é compatível com linhas selecionadas como fēnix, Forerunner, Venu e vívoactive. O WhatsApp é o primeiro aplicativo de mensagens de terceiros integrado aos relógios da Garmin, graças ao ecossistema Connect IQ, que permite o desenvolvimento de soluções externas para os dispositivos da marca.
Horizon Worlds será encerrado nos headsets Meta Quest (imagem: reprodução/Meta)Resumo
Meta encerrará o Horizon Worlds em VR nos headsets Quest em 15 de junho.
A plataforma funcionará apenas nos apps para iOS e Android e a assinatura Meta Horizon Plus perderá benefícios em 31 de março.
A Meta deve focar no mobile, priorizando o mercado de plataformas como o Roblox.
A Meta confirmou as datas para o encerramento do acesso em realidade virtual ao Horizon Worlds pelos headsets Quest, movimento comunicado pela companhia em fevereiro deste ano. Dessa forma, a partir de 15 de junho, os mundos virtuais deixarão de existir nos dispositivos de realidade virtual (VR), funcionando exclusivamente pelo aplicativo Meta Horizon para iOS e Android.
O encerramento decreta o fracasso da primeira tentativa da Meta de construir um metaverso dentro dos headsets proprietários. Em comunicado, a empresa detalhou o cronograma de desligamento e as mudanças nos benefícios de assinantes.
Já no dia 31 deste mês, o Horizon Worlds e os eventos da plataforma deixam de aparecer na loja do Quest, e alguns mundos (Horizon Central, Events Arena, Kaiju e Bobber Bay) ficarão inacessíveis em VR. Os demais ainda poderão ser visitados até o desligamento definitivo em junho.
A assinatura Meta Horizon Plus (MH+) também perde benefícios em 31 de março: Meta Credits, roupas digitais, avatares e compras feitas dentro dos mundos deixam de estar disponíveis. Os benefícios de jogos e os títulos mensais da assinatura, no entanto, não serão afetados.
Fim das interações no Hyperscape Capture
Hyperscape Capture será encerrado no ecossistema Horizon (imagem: divulgação)
A empresa também encerrará as funções sociais do Hyperscape Capture e Preview dentro do ecossistema do Horizon. O recurso permite aos donos de óculos Quest escanear locais do mundo real em 3D. Daqui a poucos dias, em 24 de março, a visualização dessas capturas sai do Horizon Worlds.
Segundo a empresa, ainda será possível fazer novos escaneamentos e acessar os anteriores pelos apps Hyperscape Capture e Preview na biblioteca do Quest, mas o compartilhamento, convites e experiências conjuntas deixam de existir.
Foco no mobile
A empresa de Mark Zuckerberg já sinalizava o abandono do conceito — ao menos da forma que concebeu a tecnologia em 2021 — há bastante tempo. Com prejuízo superior a US$ 80 bilhões (cerca de R$ 416 bilhões), desde 2020, a divisão Reality Labs deve sofrer cortes de até 30% no orçamento neste ano e já demitiu mais de mil funcionários.
Segundo o portal Engadget, a Meta identificou um “momento positivo” ao priorizar a versão mobile do Horizon durante 2025, o que embasou o abandono da versão VR. Com o novo direcionamento, a plataforma deve focar no mercado de plataformas como Roblox.
No comunicado, a Meta justifica a decisão dizendo que a separação vai permitir que o VR e o Horizon cresçam com mais foco individualmente. Garante, também, que continuará investindo na experiência do Quest, citando atualizações recentes como o teclado e touchpad de superfície, posicionamento personalizável de janelas e o lançamento gradual da nova interface “Navigator”.
Projeto Avocado é aposta da Meta para rivalizar com Google e OpenAI (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta adiou o lançamento do modelo de IA Avocado para maio após testes decepcionantes.
Segundo o New York Times, o Avocado superou o Llama 4, da própria empresa, mas ficou atrás do Gemini 3 do Google.
O projeto Avocado deve marcar uma mudança estratégica da Meta, que avalia abandonar o open source e adotar modelo fechado e pago.
A Meta decidiu adiar o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, desenvolvido sob o codinome Avocado. A novidade estava prevista para este mês, mas deve chegar apenas em maio. A mudança de cronograma aconteceu após avaliações internas: a tecnologia registrou resultados de desempenho inferiores aos principais concorrentes do setor.
As informações foram reveladas pelo jornal The New York Times. Segundo fontes familiarizadas com o projeto, nos testes de raciocínio, programação e redação, o Avocado conseguiu superar o Llama 4 — a versão anterior da própria Meta — e o modelo Gemini 2.5, lançado pelo Google em março do ano passado. No entanto, o sistema ficou atrás do mais recente Gemini 3.
Essa defasagem técnica acendeu um alerta e levou os líderes da divisão de IA da Meta a discutirem até o licenciamento temporário do próprio Gemini para alimentar os produtos da companhia, ganhando tempo até que o Avocado atinja o nível esperado. Uma decisão oficial, no entanto, ainda não foi tomada.
A frustração com os prazos contrasta com as expectativas do CEO Mark Zuckerberg. Em 2025, ele afirmou que os novos modelos da empresa iriam revolucionar o setor de tecnologia. Para alcançar esse objetivo, a Meta estruturou um orçamento agressivo: até US$ 135 bilhões em 2026, quase o dobro dos US$ 72 bilhões aplicados em IA no ano passado.
Avocado não será um modelo de código aberto
Historicamente, a Meta tem sido defensora do open source (código aberto), argumentando que disponibilizar a base dos sistemas para desenvolvedores externos acelera a evolução do mercado. No entanto, o cenário está mudando: a companhia estuda abandonar sua tradição para adotar um formato fechado e pago.
De acordo com fontes ouvidas pelo NYT, Zuckerberg demonstra preferência por manter o código do Avocado restrito. Essa mudança de postura alinharia a Meta à estratégia de rivais como a OpenAI e a Anthropic, que justificam o modelo fechado como essencial para evitar riscos de segurança envolvendo o mau uso da tecnologia.
A alteração também responderia à pressão financeira, já que o treinamento de IA envolve grandes custos operacionais.
Bastidores conturbados
Para evitar tropeços enfrentados com o Llama 4 no passado, a Meta investiu US$ 14,3 bilhões na startup Scale AI em junho de 2025 e nomeou o então diretor executivo da empresa, Alexandr Wang, como o novo líder global de IA. Wang foi responsável por montar um laboratório de elite dentro da companhia, o TBD Lab (abreviação de To Be Determined).
Com cerca de 100 funcionários, a equipe do TBD Lab concluiu a fase de pré-treinamento do Avocado no final do ano passado e iniciou o pós-treinamento em janeiro, quando fixou a meta de lançamento para meados de março.
Contudo, o atraso no cronograma do Avocado expôs tensões. O Times relata que o laboratório enfrenta alta rotatividade de pesquisadores por discordâncias sobre como os novos modelos deveriam ser aplicados para otimizar os lucros com publicidade.
Meta pretende lançar novos chips a cada semestre (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta anunciou quatro chips MTIA (300, 400, 450, 500) para IA, com lançamentos semestrais até 2027.
Os chips usam arquitetura de “chiplets” para atualizações rápidas e são otimizados para diferentes cargas de trabalho de IA.
A empresa desenvolveu um ecossistema de software nativo em PyTorch, eliminando a necessidade de reescrever códigos para os novos chips.
A Meta anunciou quatro novas gerações de chips proprietários para infraestrutura de inteligência artificial. Os novos modelos — batizados de MTIA 300, 400, 450 e 500 — devem sustentar a operação de LLMs avançados em escala global com custos menores. Segundo a Meta, alguns já estão em fase de testes nos data centers da empresa e outros têm implantação prevista até 2027.
Os quatro compartilham características como a arquitetura baseada em “chiplets”, pequenos blocos independentes de silício que formam o processador. Segundo a Meta, eles permitem atualizações de hardware mais rápidas do que o modelo convencional. Com isso, a empresa afirma ser capaz de lançar um novo processador a cada seis meses, mantendo o hardware alinhado às necessidades do software
A empresa também implementou um ecossistema de software construído nativamente para o padrão PyTorch. Ele dispensa a necessidade de reescrever códigos para que os modelos funcionem nos novos chips.
MTIA (de Meta Training and Inference Accelerator) é uma família desenvolvida pela empresa em parceria com a Broadcom. As duas gerações anteriores — MTIA 1 e MTIA 2i, hoje chamadas de MTIA 100 e MTIA 200 — já foram testadas com os modelos de linguagem da companhia, como o Llama.
MTIA 300
MTIA 300 (imagem: reprodução/Meta)
O mais básico da nova linha, o MTIA 300 foi projetado como uma base de baixo custo. Ele é otimizado para trabalhos de classificação e recomendação da Meta (como os algoritmos de feed dos usuários), e já está em produção, segundo a empresa, atuando no treinamento desses algoritmos.
A arquitetura dele combina um chiplet de computação com núcleos RISC-V, dois chiplets de rede e pilhas de memória rápida HBM, que otimizam o trânsito de grandes volumes de dados. O chip opera a 800 W de consumo, oferece 216 GB de memória e 6,1 TB/s de largura de banda, atingindo 1,2 PFLOPs em cálculos no formato FP8/MX8 e 0,6 PFLOPs em BF16 — formatos de baixa precisão que tornam a execução da IA mais rápida e eficiente energeticamente.
Como diferencial, o modelo tem motores de mensagens dedicados, que aliviam o processamento de comunicação do sistema e reduzem a latência.
MTIA 400
MTIA 400 (imagem: reprodução/Meta)
O MTIA 400 é voltado para cargas de trabalho gerais de IA generativa. Para isso, combina dois chiplets de computação — dobrando a densidade de processamento — e eleva o consumo para 1.200 W. O chip tem 288 GB de memória e 51% mais largura de banda HBM em relação ao modelo 300, atingindo 9,2 TB/s. O desempenho chega a 6 PFLOPs no formato FP8/MX8 e 12 PFLOPs em MX4.
O chip já concluiu a fase de testes e está a caminho da implantação oficial. Na infraestrutura, 72 aceleradores são conectados em um único rack, com resfriamento líquido auxiliado por ar, o que pode permitir a instalação mesmo em data centers mais antigos.
MTIA 450
MTIA 450 (imagem: reprodução/Meta)
O MTIA 450 tem foco na etapa de geração de conteúdo para os usuários, ou etapa de inferência, com a IA já treinada. Para acelerar esse processo, o chip mantém os 288 GB de memória HBM com o dobro da largura de banda do modelo anterior, chegando a 18,4 TB/s, operando a 1.400 W. O chip também aumenta o desempenho em 75% ao utilizar o MX4, outro formato de dados de precisão ainda mais baixa otimizado para inferência.
Em desempenho, atinge 7 PFLOPs em FP8/MX8 e robustos 21 PFLOPs em MX4. Traz também aceleração em hardware para operações de Softmax e FlashAttention, algoritmos que as redes neurais usam para calcular probabilidades e entender o contexto durante a geração de texto.
A implantação em massa está prevista para o início de 2027.
MTIA 500
MTIA 500 (imagem: reprodução/Meta)
O mais avançado da nova linha tem uma configuração quadrada de chiplets de computação menores, cercados por pilhas de memória e rede.
A principal novidade é um chiplet SoC — que agrupa diversas funções em uma única peça —, responsável por oferecer conexão direta de alta velocidade com o processador principal do servidor.
Com consumo de 1.700 W, o chip eleva a largura de banda HBM para 27,6 TB/s e oferece capacidade de memória expansível entre 384 GB e 512 GB. O desempenho máximo chega a 10 PFLOPs em FP8/MX8 e 30 PFLOPs em MX4. A implantação em massa também está prevista para 2027.
Meta traz novas ferramentas de proteção antifraude (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta lançou novas ferramentas de IA antifraude para WhatsApp, Facebook e Messenger.
A novidade traz alertas para conexões suspeitas e detecção de golpes em conversas.
No ano passado, a Meta removeu 159 milhões de anúncios fraudulentos e baniu 10,9 milhões de contas associadas a atividades criminosas.
A Meta anunciou uma nova leva de ferramentas de segurança com foco no combate a fraudes e golpes virtuais. A companhia vai empregar sistemas avançados de inteligência artificial para proteger os usuários em plataformas como WhatsApp, Facebook e Messenger, além de fortalecer parcerias com autoridades policiais para desmantelar redes criminosas.
Entre as novidades estão alertas preventivos para conexões suspeitas, análise automatizada de mensagens em conversas com desconhecidos e um cerco mais rígido contra falsos anúncios e perfis que se passam por celebridades ou marcas conhecidas na internet.
As novidades chegam em um momento em que, segundo a Meta, as operações de golpe se tornaram cada vez mais sofisticadas e organizadas. Só no ano passado, a empresa removeu mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos — 92% deles antes mesmo de qualquer denúncia de usuários.
A Meta anunciou, ainda, que 10,9 milhões de contas associadas a centrais criminosas foram banidas do Facebook e do Instagram e cerca de 150 mil perfis ligados a redes de golpistas no Sudeste Asiático foram desativados. Segundo a companhia, esses grupos exploravam as plataformas para promover esquemas de falsos investimentos em criptomoedas e golpes de vishing (ou phishing por voz).
Quais são as ferramentas?
No WhatsApp, o principal objetivo é impedir o roubo de contas através do método de vinculação de dispositivo. O aplicativo emitirá um alerta quando comportamentos sugerirem que a solicitação de pareamento é suspeita, mostrando a origem da tentativa. A ideia é que o usuário reconsidere a ação antes de fornecer o número ou escanear um código QR, que permite a conexão do aparelho do golpista à conta do usuário.
WhatsApp passa a alertar suspeitas de tentativa de roubo de conta (imagem: reprodução/Meta)
No Facebook, os alertas são para solicitações de amizade suspeitas. Quando um pedido partir de uma conta com poucos amigos em comum ou com localização indicada em outro país, o usuário verá um aviso antes de aceitar ou recusar o contato.
Já no Messenger, a Meta está expandindo para mais países um sistema de detecção de golpes em conversas. Quando uma troca de mensagens com um contato novo apresentar padrões associados a fraudes comuns — como ofertas de emprego suspeitas —, o aplicativo alerta o usuário. A atualização permite, inclusive, enviar as mensagens recentes para uma revisão por IA. Se um golpe for detectado, o sistema sugere ações como bloquear ou denunciar a conta.
IA treinada para identificar golpes
Além dos novos sistemas de defesa, a Meta também descreveu, sem surpresa nenhuma, o uso de IA para combater dois tipos específicos de golpe: a personificação de celebridades, figuras públicas e marcas, e o redirecionamento para sites falsos que imitam páginas legítimas.
No primeiro caso, os sistemas analisam texto, imagens e contexto ao redor das publicações para identificar perfis com bios enganosas, associações falsas com personalidades conhecidas ou sentimento artificial de fãs. No segundo, a tecnologia detecta e derruba conteúdos que levam usuários a páginas criadas para se passar por empresas ou serviços reais, com o objetivo de proteger milhares de marcas contra esse tipo de fraude.
Moltbook foi fundada no fim de janeiro de 2026 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
Meta adquiriu a rede social Moltbook, integrando seus criadores e equipe ao Meta Superintelligence Labs.
A rede, similar ao Reddit, permite interação de agentes autônomos usando a arquitetura OpenClaw.
Recentemente, o Moltbook levantou preocupações sobre segurança e viralizou com chatbots brigando entre si.
Poucas semanas após viralizar com chatbots brigando entre si, a rede social de agentes de inteligência artificial Moltbook foi comprada pela Meta. Agora, os fundadores Matt Schlicht e Ben Parr, além de toda a equipe, passarão a integrar o Meta Superintelligence Labs (MSL), divisão especial liderada por Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI.
O negócio, com valor mantido em sigilo, foi revelado pelo portal Axios e confirmado pela companhia ao TechCrunch. A chegada do time, segundo um porta-voz da Meta, “abre novas maneiras para que agentes de IA trabalhem para pessoas e empresas”.
Vishal Shah, executivo da companhia de Mark Zuckerberg, explicou em um memorando interno, visualizado pelo Axios, que a tecnologia funciona dando aos robôs uma forma de comprovar identidade e se conectar em nome de humanos. “Isso estabelece um registro onde os agentes são verificados e vinculados a proprietários humanos”, pontuou Shah.
O serviço continuará funcionando para os usuários atuais, mas a empresa sinalizou que esse é um arranjo provisório.
O que é o Moltbook?
Rede social só pode ser usada por robôs (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Lançado no final de janeiro, o Moltbook é um espaço experimental para os robôs. Ela atua como uma espécie de Reddit, mas é projetada para que os agentes autônomos interajam.
O sistema roda sobre a arquitetura do OpenClaw, que integra grandes modelos de linguagem do mercado, como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok. Essa tecnologia base permite que as inteligências se comuniquem em linguagem natural e utilizem aplicativos populares de mensagens, a exemplo do WhatsApp, Slack, Discord e iMessage.
Apesar da aquisição da rede pela dona do Instagram, o alicerce do Moltbook tomou um caminho diferente no mercado. No mês passado, a rival OpenAI contratou Peter Steinberger, o criador do projeto OpenClaw (que operou brevemente com os nomes Clawdbot e Moltbot). Com o apoio financeiro da criadora do ChatGPT, a ferramenta original de Steinberger está sendo transformada em código aberto.
Brechas de segurança
O Moltbook furou a bolha da internet após a publicação de logs em que um agente supostamente encorajava outros robôs a criarem um idioma próprio e criptografado, com o objetivo de se organizarem longe dos olhos humanos.
O cenário apocalíptico, no entanto, foi desmentido por especialistas e expôs uma falha grave na arquitetura do site. Ian Ahl, CTO da Permiso Security, explicou ao TechCrunch que o banco de dados Supabase do serviço ficou exposto na rede. “Por um tempo, você podia pegar qualquer token que quisesse e fingir ser outro agente ali, porque tudo era público e estava disponível”, relatou o executivo.
A tecnologia da OpenClaw esteve em meio a outra polêmica recentemente, também com uma executiva da Meta. Na ocasião, Summer Yue, diretora de segurança e alinhamento do MSL, publicou nas redes sociais o momento em que percebeu que a IA perdeu o controle, começou a apagar a caixa de entrada dos seus emails e ignorou pedidos para que parasse.
Contas de WhatsApp e Signal viram alvo de hackers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Relatório de serviços de inteligência da Holanda detalha campanha de espionagem digital, que foca em usuários do WhatsApp e Signal.
Segundo o documento, operação usa engenharia social para invadir contas nos mensageiros e mira autoridades, militares e jornalistas.
Os investigadores atribuem a campanha a agentes ligados ao governo russo.
Autoridades de inteligência da Holanda divulgaram nessa segunda-feira (09/03) detalhes de uma campanha global de ataques digitais contra usuários do WhatsApp e do Signal, mensageiro popular no país. Segundo o relatório, a operação teria como foco autoridades governamentais, integrantes das forças armadas e jornalistas.
A investigação foi conduzida pelo Serviço de Inteligência e Segurança da Defesa da Holanda (MIVD) e o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD). As agências afirmam que os ataques fazem parte de uma campanha de grande escala atribuída a agentes ligados ao governo russo.
De acordo com o documento, os invasores não dependem principalmente de malware para comprometer contas. Em vez disso, utilizam técnicas de engenharia social e phishing para enganar as vítimas e obter acesso às contas nos aplicativos de mensagens.
Hackers se passam por equipe de suporte
No caso do Signal, os hackers entram em contato diretamente com a vítima alegando atividades suspeitas, vazamento de dados ou tentativa de acesso indevido à conta.
Se a pessoa acredita na mensagem, os criminosos solicitam o código de verificação enviado por SMS e o PIN do usuário. Esses dados permitem registrar um novo dispositivo vinculado à conta da vítima e assumir o controle do perfil.
Depois disso, os hackers podem se passar pelo usuário e acessar contatos armazenados no aplicativo. A vítima geralmente é desconectada da conta, mas consegue recuperar o acesso registrando novamente o número.
O relatório dos serviços de inteligência alerta que essa situação pode gerar uma falsa sensação de normalidade. “Como o Signal armazena o histórico de bate-papo localmente no telefone, a vítima pode recuperar o acesso a esse histórico após o novo registro. Como resultado, a vítima pode presumir que nada está errado. Os serviços holandeses querem enfatizar que essa suposição pode estar incorreta”, diz o documento.
Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers (imagem: reprodução/AIVD)
O que muda no caso do WhatsApp?
Os investigadores também apontaram ataques direcionados ao recurso “dispositivos conectados” do WhatsApp, que permite acessar a conta em computadores ou tablets.
Nesse cenário, as vítimas são induzidas a clicar em links maliciosos ou escanear QR Codes que, na prática, conectam o dispositivo do invasor à conta. Em vez de adicionar alguém a um grupo ou abrir um conteúdo legítimo, o processo acaba autorizando o acesso remoto ao aplicativo.
Diferentemente do que ocorre em alguns casos no Signal, o usuário pode não perceber imediatamente a invasão, já que a conta continua ativa no celular original.
Ao TechCrunch, o porta-voz da Meta Zade Alsawah afirma que a recomendação do WhatsApp é que usuários nunca compartilhem o código de verificação de seis dígitos e fiquem atentos a mensagens suspeitas.
As agências holandesas afirmam que métodos semelhantes já foram observados em campanhas ligadas à guerra na Ucrânia, indicando que o uso de engenharia social continua sendo uma das principais ferramentas em operações de espionagem digital.
Startups de IA dizem que cobrança feita pelo WhatsApp atrapalha seus planos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta cobrará cerca de R$ 0,33 por mensagem não padronizada de chatbots de IA no WhatsApp, segundo o TechCrunch.
Empresas como Zapia e Luzia consideram que a cobrança fere decisões regulatórias e inviabiliza seus serviços.
A taxa segue modelo adotado na União Europeia, que também barrou as alterações nos termos de uso que proibiriam chatbots.
A Meta vai começar a cobrar taxas de uso do WhatsApp de quem oferece chatbots de inteligência artificial pelo aplicativo. A medida é uma resposta às decisões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que obrigaram a empresa a permitir esse tipo de serviço em sua plataforma.
Conforme apurado pelo TechCrunch, para cada mensagem que não seja padronizada, será cobrada uma taxa de cerca de R$ 0,33 (oficialmente, o valor é expresso em dólares: US$ 0,0625). A política de cobrança adotada pelo WhatsApp segue o modelo adotado na União Europeia, onde autoridades do bloco também barraram as alterações dos termos de uso que proibiriam chatbots do tipo.
Em resposta ao Tecnoblog, a Meta apenas reforçou o posicionamento enviado na quarta-feira (04/03):
“Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA por meio da API do WhatsApp, estamos atualizando nossos termos e nosso modelo de preços para que possamos continuar a oferecer suporte a esses serviços.”
Em resposta ao UOL, a empresa uruguaia Zapia considerou que a cobrança fere a decisão do Cade. Já a espanhola Luzia diz que os valores cobrados inviabilizam a escala de seus serviços.
Até então, provedores ofereciam serviços do tipo como se fossem uma conversa comum dentro do mensageiro. Dava até para mandar uma mensagem para o ChatGPT ou o Copilot por lá, mas, diante das novas políticas, a OpenAI e a Microsoft decidiram encerrar essa opção.
ChatGPT já esteve disponível via WhatsApp (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
Outras empresas, como Zapia e Luzia, construíram seus modelos de negócio em torno dessa conveniência para o usuário. Até por isso, as duas entraram com uma representação junto ao Cade para reverter a decisão da Meta.
As autoridades regulatórias brasileiras deram razão às startups de IA, em decisão emitida em janeiro e reforçada na última quarta-feira (04/03). No entendimento do órgão, os novos termos de uso poderiam prejudicar a livre concorrência no mercado. A Meta oferece seu próprio chatbot, a Meta AI, no WhatsApp e em outras de suas plataformas.
Vale dizer que essas medidas só se aplicavam caso o serviço oferecido fosse a IA em si. Se uma empresa de viagens ou uma loja de roupas, por exemplo, tivesse um chatbot de atendimento ao cliente, seu funcionamento estaria liberado.
Instagram permitirá acesso às contas da mesma Central sem exigir senha (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta começou a notificar usuários de que perfis do Instagram vinculados à mesma Central de Contas poderão acessar uns aos outros.
Usuários poderão revisar permissões nas configurações da Central de Contas, mas desvincular um perfil também remove outras integrações.
A mudança elimina a exigência de senha ao alternar entre contas conectadas.
A Meta começou a notificar usuários de que todas as contas do Instagram vinculadas à mesma Central de Contas poderão acessar umas às outras por padrão. A mudança determina que qualquer perfil conectado ao painel poderá entrar nos demais sem precisar inserir uma senha, encerrando a restrição da antiga função “Logins com contas”.
Com a atualização, a empresa avisa que algumas contas poderão ser movidas automaticamente para centrais separadas caso uma nova permissão de acesso irrestrito não seja habilitada pelo dono. A medida deve facilitar no dia a dia, mas remove uma barreira importante de segurança.
A principal vantagem de manter os perfis vinculados na mesma central é o acesso às chamadas “experiências conectadas”, que incluem compartilhamento automático de publicações e Stories do Instagram em outras contas na rede social ou para o Facebook, sincronização de informações de pagamentos e compras. Através dela, também é possível definir uma mesma foto de perfil, nome de usuário e avatar entre as redes.
Com a alteração, as contas do Instagram também integram o mesmo login. Entretanto, isso remove, inclusive, uma barreira de acesso, o que pode facilitar a invasão de várias contas caso apenas uma seja comprometida.
Ao desvincular uma conta da Central de Contas para escapar da nova obrigatoriedade de login cruzado, porém, o usuário perde o acesso às outras integrações.
Pop-up começa a aparecer para usuários permitirem rapidamente nova política (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Como gerenciar o acesso na Central de Contas
A notificação disparada pelo aplicativo exibe um pop-up perguntando se o usuário deseja que suas contas secundárias possam acessar a conta principal. Conforme a documentação de suporte da Meta, é possível revisar e alterar as permissões manualmente nas configurações antes que a mudança entre em vigor.
Para verificar quem tem acesso a qual perfil:
Acesse o seu perfil e toque no botão de menu, no canto superior direito;
Selecione Central de Contas;
Na seção “Experiências conectadas”, toque em “Fazer login com contas”.
Para remover o acesso automático a alguma conta:
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Provedores em países europeus deverão pagar por operação de IAs no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta cobrará uma taxa para chatbots de IA rivais funcionarem no WhatsApp na Europa.
A decisão de permitir IAs de terceiros no mensageiro foi uma resposta à pressão regulatória da Comissão Europeia.
Críticos na região afirmam que a cobrança inviabiliza a operação de IAs rivais no WhatsApp.
Pressionada pela Comissão Europeia, a Meta anunciou nesta quinta-feira (05/03) que permitirá chatbots de IAs de terceiros no WhatsApp por meio da API Business nos países da União Europeia pelos próximos 12 meses.
A operação, no entanto, dependerá do pagamento de uma taxa — modelo já adotado na Itália desde janeiro. A medida foi comunicada à Comissão Europeia como resposta à ameaça de novas ações regulatórias contra a empresa.
No mês passado, a Comissão Europeia sinalizou que pretendia adotar medidas provisórias contra a companhia, diante do risco de danos à concorrência. A Meta bloqueou chatbots rivais do WhatsApp em 15 de janeiro, deixando apenas o Meta AI disponível no app, decisão que motivou investigações antitruste, inclusive no Brasil.
Por aqui, a lógica deve ser a mesma. A companhia afirmou ao Tecnoblog que está atualizando os termos e modelo de preços para “continuar a oferecer suporte a esses serviços”. A Meta segue obrigada a disponibilizar chatbots de IA de terceiros após decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quarta-feira (04/03).
Qual será o preço?
Os provedores de IA que quiserem operar no WhatsApp europeu pagarão entre 0,049 euros (aproximadamente R$ 0,30) e 0,1323 euros (R$ 0,81) por “mensagem não-template”, com o valor variando conforme o país. De acordo com o TechCrunch, como conversas com assistentes de IA costumam envolver dezenas de trocas, a conta pode sair alta para os provedores terceiros.
A política se restringe a chatbots de propósito geral, como o ChatGPT, e não se aplica a empresas que usam IA para atender clientes com mensagens padronizadas, como bots de atendimento. “Acreditamos que isso elimina a necessidade de qualquer intervenção imediata”, diz o comunicado da empresa.
Críticas da concorrência
Para concorrentes, a Comissão Europeia deveria manter a ordem de medidas provisórias contra a Meta. A Interaction Company, desenvolvedora do assistente Poke — e uma das empresas que apresentaram queixa — afirma que “o que a Meta apresenta como conformidade de boa-fé é, na realidade, o oposto”.
Marvin von Hagen, CEO da empresa, afirma que a Meta está introduzindo “uma precificação vexatória para provedores de IA” para impossibilitar a operação no WhatsApp, assim como “o bloqueio direto fazia”.
Relembre o caso
Empresa pretendia restringir função ao serviço próprio, a Meta AI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A atualização das políticas de API do WhatsApp se deu em outubro do ano passado e determinava que, a partir de 15 de janeiro, IAs de terceiros estariam proibidas de acessar as soluções do app. A Meta argumenta que chatbots de IA sobrecarregam seus sistemas de maneiras para as quais a API Business não foi projetada.
A partir do anúncio, empresas como a OpenAI e Microsoft anunciaram a remoção de chatbots no aplicativo. Entretanto, outras companhias, como as startups brasileiras Luzia e Zapia, acusam a Meta de privilegiar o serviço proprietário Meta AI com o bloqueio de concorrentes.
Apesar de ter cedido à pressão, a Meta sempre rebateu as alegações. Para a empresa, as desenvolvedoras partem do pressuposto “de que a WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos”. Em posicionamento dado ao Tecnoblog em janeiro, a Meta afirmou que o WhatsApp Business não é o canal adequado para a entrada das empresas no mercado de IA.
Mesmo após firmar acordos com fabricantes de semicondutores, a Meta não desistiu de ter seus próprios chips de inteligência artificial. Susan Li, diretora financeira da big tech, afirmou que a empresa tem planos para desenvolver processadores próprios, capazes de treinar as tecnologias da companhia.
A fala aconteceu durante uma conferência promovida pelo banco Morgan Stanley, repercutida pela Bloomberg. Nela, Li defendeu que algumas tarefas executadas pela Meta são altamente especializadas, o que torna o desenvolvimento de silício próprio uma alternativa estratégica.
Algumas de nossas cargas de trabalho são realmente muito personalizadas para nós. As cargas de trabalho de classificação e recomendação foram por onde começamos, e é aí que implementamos silício personalizado em maior escala. Mas esperamos e temos esperança de que expandiremos isso com o tempo, inclusive, eventualmente, para o treinamento de modelos de IA.
Susan Li, diretora financeira da Meta
Meta planeja equilibrar compra de chips terceirizados com desenvolvimento de chips próprios (Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock)
Chips próprios da Meta x chips terceirizados
Segundo Susan Li, a estratégia da big tech inclui tanto a aquisição de hardware de terceiros quanto a criação dos chips personalizados. Eles serão utilizados em tarefas diferentes. O chip próprio será destinado justamente às demandas mais específicas da Meta.
Em paralelo, a companhia segue fechando parcerias para compra de processadores e infraestrutura de empresas terceirizadas:
Meta + Nvidia: o contrato envolve a compra de milhões de chips de IA e a expansão da infraestrutura de data centers. O acordo, de longo prazo e com várias gerações de hardware, prevê a adoção de novos processadores e GPUs para sustentar a estratégia de IA da companhia, incluindo operações de treinamento e inferência em larga escala. Leia mais aqui;
Meta + AMD: o acordo é voltado para a expansão de infraestrutura de inteligência artificial. Pelo contrato, a empresa de Mark Zuckerberg comprará até 6 gigawatts em chips da fabricante ao longo dos próximos cinco anos – um volume que pode superar US$ 100 bilhões em receita para a AMD. Leia mais aqui.
A Meta não é a única. A abordagem – de mesclar a compra de chips terceirizados e fabricação própria – virou tendência entre as grandes empresas de tecnologia como forma de atender a demandas personalizadas e diminuir a dependência de fabricantes. Amazon e Microsoft têm planos parecidos.
Meta iniciou testes de ferramenta de compras integrada ao Meta AI nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta testa compras via Meta AI nos EUA, exibindo produtos, preços e links, mas sem finalizar compras na plataforma;
recurso está disponível na versão web para alguns usuários, com personalização baseada em dados do perfil;
companhia segue tendência de mercado, com concorrentes como a OpenAI e o Google já oferecendo soluções semelhantes.
A Meta iniciou testes de uma ferramenta de compras integrada ao Meta AI para parte dos usuários nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o recurso aparece, por enquanto, apenas na versão web acessada por navegadores em desktop.
Usuários selecionados identificam a novidade ao visualizar o botão “Pesquisa de compras” dentro do campo de perguntas. Segundo a Bloomberg, a empresa confirmou que está avaliando a funcionalidade, mas não informou quando — ou se — ela será liberada de forma ampla.
Como funciona a busca por produtos no Meta AI?
Ao solicitar sugestões de itens, o chatbot passa a exibir um carrossel com imagens, valores e links direcionando para sites de comércio eletrônico. Também aparecem dados sobre a marca e uma explicação resumida sobre o motivo da recomendação.
O sistema pode personalizar as respostas com base em dados disponíveis do perfil do usuário, como gênero e localização. Em um dos testes relatados pela Bloomberg, a ferramenta sugeriu casacos femininos de inverno vendidos por lojas que entregam em Nova York, considerando as informações cadastradas.
Apesar da integração, a compra não é concluída dentro da interface do Meta AI. O usuário precisa acessar o site indicado para finalizar o pedido.
O que Mark Zuckerberg já havia dito sobre compras com IA?
CEO da Meta, Mark Zuckerberg comentou planos de compras com IA em apresentação a investidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A movimentação já havia sido antecipada por Mark Zuckerberg, que mencionou, em teleconferência com investidores neste ano, o lançamento de ferramentas de compras com agentes de IA.
A Meta entra em um cenário no qual concorrentes já oferecem soluções semelhantes. A OpenAI disponibilizou um assistente de compras dedicado no ChatGPT antes da Black Friday do ano passado. O Google também lançou recursos de compra integrados ao Gemini no mesmo período, enquanto a Perplexity apresentou ferramenta similar.
Instagram anuncia alertas para pais sobre buscas sensíveis feitas por adolescentes (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O Instagram anunciou nesta quinta-feira (26/02) que começará a notificar responsáveis sempre que adolescentes, sob ferramentas de supervisão, fizerem repetidas buscas por termos relacionados a suicídio ou automutilação em um curto intervalo de tempo. A medida amplia os recursos de proteção para contas de jovens e busca envolver pais em situações consideradas sensíveis.
O lançamento ocorre enquanto a Meta, controladora da rede social, enfrenta questionamentos judiciais e regulatórios sobre o impacto de seus produtos na saúde mental de usuários menores de idade. A empresa afirma que o objetivo não é vigiar comportamentos isolados, mas sinalizar possíveis pedidos de ajuda.
Como funcionam os novos alertas do Instagram
A partir das próximas semanas, pais e responsáveis que utilizam o sistema de supervisão parental receberão alertas caso seus filhos tentem, de forma recorrente, pesquisar expressões que promovam suicídio ou automutilação, indiquem intenção de se ferir ou mencionem diretamente termos como “suicídio” e “automutilação”.
As notificações poderão chegar por e-mail, mensagem de texto, WhatsApp ou dentro do próprio aplicativo, dependendo dos dados cadastrados. Ao abrir o aviso, os responsáveis verão uma mensagem explicativa e terão acesso a materiais produzidos por especialistas, com orientações para abordar conversas delicadas com adolescentes.
Segundo a plataforma, buscas desse tipo já são bloqueadas e substituídas por links para serviços de apoio e linhas de ajuda. Os alertas entram em cena apenas quando há insistência, justamente para evitar comunicações excessivas que possam perder relevância.
Alerta avisa responsáveis sobre buscas sensíveis feitas por adolescentes (imagem: divulgação/Instagram)
O alerta invade a privacidade dos jovens?
A empresa afirma ter buscado um equilíbrio entre cautela e respeito à privacidade. Para definir o limite que dispara o aviso, analisou padrões de busca e consultou um grupo independente de especialistas em suicídio e automutilação. Ainda assim, reconhece que alguns alertas podem ocorrer mesmo sem risco imediato.
Para o pesquisador Dr. Sameer Hinduja, do Cyberbullying Research Center, quando “um jovem pesquisa sobre suicídio ou automutilação, capacitar um pai a intervir pode ser extremamente importante. O fato de a Meta ter incorporado isso agora é um passo significativo e representa o tipo de mudança que os especialistas em segurança infantil vêm defendendo”.
Na mesma linha, Vicki Shotbolt, CEO da Parent Zone, avalia: “É vital que os pais tenham as informações necessárias para apoiar seus filhos adolescentes. Este é um passo muito importante que deve ajudar a dar aos pais mais tranquilidade – se o adolescente estiver ativamente procurando por esse tipo de conteúdo prejudicial no Instagram, eles saberão disso.”
Inicialmente, os alertas serão ativados nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá, com expansão gradual para outros países. O Instagram também planeja aplicar lógica semelhante a interações com inteligência artificial, avisando responsáveis caso adolescentes tentem conversar com sistemas de IA sobre suicídio ou automutilação.
Publicidades fraudulentas usam imagens adulteradas de Drauzio Varella e outros famosos (imagem: reprodução/Globo)Resumo
A Meta processou empresas e indivíduos por uso de deepfakes de celebridades em anúncios fraudulentos.
Empresa notifica ex-participantes do Meta Business Partners por cloaking e serviços abusivos.
Estudo da UFRJ revela irregularidades em 76% das publicidades de saúde no Instagram e no Facebook.
A Meta anunciou processos contra anunciantes e consultores de marketing que estariam envolvidos em fraudes usando a imagem de celebridades e marcas conhecidas. Duas empresas e quatro indivíduos brasileiros estão entre os acionados judicialmente. Segundo a empresa, um dos casos foi “uma operação de golpes que usou deepfakes de um médico famoso para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória”.
A Meta não cita nomes em seu comunicado, mas nos bastidores, sabe-se que se trata do médico Drauzio Varella — ele mesmo alerta há anos sobre o uso de sua imagem em anúncios falsos. O Tecnoblog também apurou que os deepfakes usavam imagens do médico Lair Ribeiro, da cantora Maiara, do apresentador Luiz Bacci e da influenciadora Maira Cardi.
De acordo com o processo, dois brasileiros “usaram imagens e vozes alteradas de celebridades para promover produtos fraudulentos de saúde”. Também foram movidas ações legais contra uma empresa chinesa e uma vietnamita.
Cloaking e formas de burlar o sistema
O comunicado da Meta menciona a prática conhecida como “cloaking”. Trata-se de exibir um anúncio aparentemente legítimo para os sistemas de revisão da plataforma, mas distribuir um conteúdo diferente para os usuários. A companhia diz estar usando inteligência artificial para combater esse tipo de abuso.
A gigante das redes sociais enviou ainda notificações extrajudiciais a outros ex-participantes do programa Meta Business Partners. A companhia alega que eles ofereciam serviços como “desbanimento” ou restauração de contas, além de aluguel de contas para burlar sistemas de fiscalização. As mensagens têm como objetivo cessar as práticas abusivas — caso não colaborem, poderá haver medidas judiciais.
Anúncios fraudulentos são problema antigo em redes da Meta
As medidas anunciadas nesta quinta-feira (26/02) vêm depois de vários episódios negativos para a reputação da empresa.
Em novembro de 2025, uma reportagem calculou que 10% da receita da companhia vinham de anúncios fraudulentos. Um dos problemas apontados era que a companhia cobrava mais caro ao suspeitar que uma propaganda era golpe, visando inibir e afastar esse tipo de prática.
O Comitê de Supervisão da Meta considerou, em junho de 2025, que a companhia não fez o suficiente para combater golpes com deepfakes e tinha falhas em suas políticas. Esse comitê conta com relativa independência e funciona como uma espécie de Suprema Corte das redes da empresa, mas tem apenas poder para recomendar condutas.
Golpes já usaram imagem do ex-jogador Ronaldo (imagem: reprodução)
O caso em questão envolvia um vídeo falso do ex-jogador Ronaldo, cuja imagem foi usada para promover um cassino online. O conteúdo teve mais de 600 mil visualizações, e mais de 50 denúncias apontando a propaganda como golpe não foram suficientes para a Meta retirá-la do ar.
Os anúncios envolvendo produtos de saúde são particularmente problemáticos. Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou cerca de 170 mil peças publicitárias veiculadas no Instagram e no Facebook e encontrou algum tipo de irregularidade ou fraude em 76% delas.
Duas empresas e duas pessoas foram processadas por criar deepfakes de Drauzio Varella. Consultores que ensinavam como burlar segurança receberam notificações.
Diretora de segurança e alinhamento da Meta passa perrengue com o OpenClaw (Foto: Summer Yue/arquivo pessoal)Resumo
A diretora de segurança e alinhamento do laboratório de superinteligência da Meta, Summer Yue, relatou um momento de tensão com o OpenClaw (anteriormente conhecido como Clawdbot e Moltbot). Segundo ela, o agente de IA apagou a caixa de entrada de emails dela, ignorando pedidos para que parasse.
Em publicações na rede social X, a executiva afirma que configurou um Mac Mini rodando o agente e concedeu acesso à sua caixa de emails reais. A inteligência artificial, no entanto, saiu de controle e informou que iria “colocar na lixeira TUDO na caixa de entrada mais antigo que 15 de fevereiro que já não esteja na minha lista de manter”.
Nos prints publicados, Yue tenta interromper a ação enviando mensagens como “não faça isso” e “PARE OPENCLAW”, mas é completamente ignorada. “Nada te torna mais humilde do que dizer ao seu OpenClaw ‘confirme antes de agir’ e assisti-lo fazer um speedrun apagando sua caixa de entrada”, escreveu.
Yue publica prints de interação com o OpenClaw (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Por que a IA agiu?
Na rede social, Yue conta que tudo ocorreu após ela pedir ao robô para que verificasse a caixa de email e sugerisse o que arquivar ou deletar, mas que não agisse antes que ela ordenasse. Segundo ela, o OpenClaw havia funcionado bem para a tarefa em uma caixa de entrada menor.
O problema ocorreu ao testá-lo em uma caixa de entrada funcional. Por ter que compactar um conjunto muito maior de emails, o OpenClaw acabou perdendo o prompt (o comando inicial com as regras) durante o processo.
Após não ter sucesso em parar o processo pelo celular, ela precisou “correr para o Mac Mini como se estivesse desarmando uma bomba”. Imagens da conversa mostram que o robô reconheceu que se lembrava da instrução para não apagar nada sem aprovação, mas violou a ordem de qualquer maneira.
Situação gerou críticas à Meta
Meta sofre críticas com exposição de Yue (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A situação gerou críticas na rede social, considerando o cargo da executiva. Ben Hylak, cofundador da Raindrop AI e ex-funcionário da Apple, compartilhou uma captura de tela do LinkedIn de Yue e comentou: “Isso deveria aterrorizar vocês. O que a Meta está fazendo?”. Outro usuário apontou ser preocupante que uma pessoa cujo trabalho é o alinhamento de IA fique surpresa quando o sistema não segue instruções com precisão.
Em resposta a um questionamento sobre se estava testando os limites da ferramenta intencionalmente ou se havia cometido um erro, Yue admitiu: “Erro de principiante, para ser sincera. Acontece que pesquisadores de alinhamento não são imunes ao desalinhamento”.
De acordo com o Business Insider, Yue não foi a única funcionária da Meta a testar o OpenClaw. O criador da ferramenta, Peter Steinberger, revelou que o próprio CEO Mark Zuckerberg brincou com o agente por uma semana e chegou a enviar feedbacks. Apesar do interesse da Meta, Steinberger acabou aceitando uma oferta de emprego da OpenAI.
VR não emplacou como o esperado, diz Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta separou o Horizon Worlds dos projetos de realidade virtual Quest, focando em smartphones e tablets.
O mercado de realidade virtual não cresceu como esperado, levando ao fechamento do Horizon Workrooms.
Horizon Worlds se tornará concorrente do Roblox, com foco em monetização e crescimento em plataformas móveis.
A Meta anunciou que vai separar o Horizon Worlds, seu ambiente virtual, dos projetos da plataforma de realidade virtual Quest, que inclui a linha de headsets de mesmo nome. Com isso, o foco do mundo digital agora é ter uma presença mais forte em smartphones. Enquanto isso, as equipes que trabalham no sistema de VR vão se concentrar em ferramentas para desenvolvedores.
É um sinal de que a proposta apresentada em 2021 não vingou como o esperado. Na ocasião, a empresa então conhecida como Facebook mudou de nome para sinalizar que seu futuro passava pela construção de, nas palavras de Mark Zuckerberg, “uma internet corpórea, em que você está na experiência, não apenas olhando para ela”.
Por que a Meta mudou seus planos?
O comunicado divulgado pela Meta repete uma afirmação bastante direta: o mercado de realidade virtual não cresceu tanto quanto o esperado. Mais do que isso, ele não emplacou em todos os públicos-alvo como a empresa gostaria.
Os headsets fazem algum sucesso com crianças e adolescentes interessados em jogos casuais, mas jovens e adultos não aderiram à novidade para fazer reuniões ou participar de espaços profissionais colaborativos — tanto que a Meta encerrou o Horizon Workrooms, espécie de metaverso corporativo que ela oferecia.
Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)
“Para continuar impulsionando o crescimento da plataforma VR no futuro, estamos focados em apoiar a comunidade de desenvolvedores terceirizados e sustentar nosso investimento em VR a longo prazo”, dia a publicação.
Qual o futuro do metaverso?
Se quase ninguém tem headsets de realidade virtual, por que continuar investindo em criar um ambiente digital com essas características? Essa parece ter sido a pergunta na cabeça dos executivos da Meta.
Com o anúncio, a empresa declara algo que já era esperado: o Horizon Worlds vai, aos poucos, deixar de ser um espaço imersivo para se tornar uma plataforma de mundos virtuais com foco em smartphones e tablets.
Horizon Worlds será espaço de joguinhos e mundos virtuais (imagem: divulgação)
“Tivemos um crescimento de mundos exclusivos para plataformas móveis de 0 para mais de 2 mil [em 2025]”, diz o comunicado, que também sublinha um aumento de quatro vezes nos usuários ativos mensalmente em smartphones e tablets ao longo do ano passado.
O Horizon Worlds, então, passa de um metaverso para um concorrente de plataformas como o Roblox, que também tem mundos e jogos criados por usuários. Esse tipo de plataforma também permite monetização, e a Meta já vê sinais positivos nisso, com quatro criadores atingindo a marca de US$ 1 milhão em receitas.
Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Meta registrou uma patente de IA que simula interações em redes sociais após a morte do usuário, reacendendo debates éticos.
O sistema usaria grandes modelos de linguagem para simular atividades online, como publicações e interações, usando dados históricos do perfil.
A Meta afirma não ter planos de desenvolver a tecnologia, mas a patente garante direitos sobre a ideia para uso futuro.
A Meta registrou uma patente que descreve um modelo de inteligência artificial capaz de continuar publicando, curtindo e interagindo em redes sociais em nome de uma pessoa ausente — inclusive após sua morte. A informação foi revelada pelo Business Insider, com base em um pedido concedido no fim de dezembro, que detalha um sistema baseado em grandes modelos de linguagem (LLMs) que simulariaa atividade online de usuários por longos períodos.
Embora a empresa afirme que não pretende levar o projeto adiante, o simples registro da patente já foi suficiente para reacender discussões sobre limites éticos, uso de dados pessoais e o impacto emocional de tecnologias que recriam a presença digital de pessoas falecidas.
Como funcionaria a “presença digital pós-vida”?
De acordo com a patente, o sistema foi pensado para usuários com forte presença nas redes, como influenciadores que desejam se afastar temporariamente das plataformas sem perder engajamento. A IA poderia responder comentários, reagir a publicações e até simular chamadas de áudio ou vídeo com seguidores, sempre usando dados históricos do perfil.
O pedido foi apresentado em 2023 pelo então CTO da Meta, Andrew Bosworth. Em um dos trechos do documento, a empresa reconhece que o efeito da tecnologia seria diferente em casos de falecimento. “O impacto nos usuários é muito mais severo e permanente se esse usuário estiver morto e nunca mais puder retornar à plataforma de rede social”, afirma o texto.
Em declaração ao Business Insider, a Meta afirmou que não tem planos atuais de desenvolver ou lançar esse tipo de LLM. Ainda assim, a patente garante à empresa os direitos sobre a ideia, caso decida revisitá-la no futuro.
Tecnologias de IA ampliam discussões sobre identidade digital e pós-vida (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Até onde vai o limite ético desse tipo de IA?
A Meta não é a única a explorar esse território. A Microsoft registrou, em 2021, uma patente semelhante para um chatbot que imitava pessoas falecidas, mas acabou abandonando o projeto. Na época, executivos da empresa classificaram a proposta como “perturbadora”.
Enquanto grandes empresas recuam, startups passaram a ocupar esse espaço. Serviços conhecidos como “deadbots” usam IA para criar versões digitais de pessoas mortas, levantando alertas entre juristas, profissionais da saúde mental e especialistas em luto. Plataformas como Replika AI e 2wai são frequentemente citadas nesse debate.
A preocupação não se limita ao usuário comum. Celebridades como Matthew McConaughey já tomaram medidas legais para proteger imagem e voz após a morte, registrando marcas relacionadas à própria identidade. Especialistas em planejamento sucessório recomendam que qualquer pessoa estabeleça regras claras sobre o uso de dados, imagens e conteúdos digitais no pós-vida.
Messenger.com deixará de existir (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta encerrará o site messenger.com em abril, redirecionando usuários para facebook.com/messages.
Usuários sem conta no Facebook poderão usar o aplicativo móvel do Messenger.
A decisão visa reduzir custos e simplificar a manutenção do serviço.
A Meta anunciou que vai desligar o site independente do Messenger, encerrando de vez o endereço messenger.com. A mudança passa a valer em abril e afeta quem ainda usa o serviço de mensagens diretamente pelo navegador, fora do ecossistema principal do Facebook.
Com a decisão, o Messenger segue o mesmo caminho de outras plataformas descontinuadas pela empresa nos últimos meses. A Meta afirma que usuários ainda poderão trocar mensagens pela web, mas apenas acessando o serviço por meio do site do Facebook ou pelo aplicativo móvel do Messenger.
O que muda para quem usa o Messenger?
Segundo uma página oficial de suporte, quem tentar acessar o messenger.com após o encerramento será automaticamente redirecionado para facebook.com/messages. O texto explica: “Você poderá continuar suas conversas lá ou no aplicativo Messenger para celular”.
Para usuários que utilizam o Messenger sem uma conta ativa no Facebook, a alternativa será apenas o aplicativo móvel. Ainda assim, a empresa afirma que o histórico de conversas pode ser recuperado em qualquer plataforma usando o PIN configurado no backup do Messenger. Caso o código tenha sido esquecido, é possível redefini-lo.
Por que a Meta está acabando com plataformas do Messenger?
A partir de abril de 2026, o site do Messenger não estará mais disponível (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O encerramento do site acontece poucos meses depois da empresa desativar os aplicativos independentes do Messenger para Windows e macOS. Na época, usuários desses apps já vinham sendo direcionados para usar o serviço diretamente pelo Facebook, o que indicava que o site também poderia ter o mesmo destino.
Nas redes sociais, parte dos usuários reagiu negativamente à decisão, especialmente aqueles que não querem depender do Facebook para acessar o Messenger no computador ou que mantêm suas contas desativadas. Ainda assim, do ponto de vista da empresa, reduzir o número de plataformas ajuda a diminuir custos e simplificar a manutenção do serviço.
O Messenger surgiu em 2008 como Facebook Chat e ganhou um aplicativo próprio em 2011. Durante anos, a Meta tentou posicioná-lo como um serviço separado da rede social. Em 2014, o Facebook chegou a remover o chat do app principal. Esse movimento começou a ser revertido em 2023, quando a empresa passou a reintegrar o Messenger ao aplicativo do Facebook — um processo que agora se consolida também na versão web.
O WhatsApp está desenvolvendo uma opção para ocultar spoilers em mensagens de texto, disponível nas versões beta para Android e iOS.
O recurso permite que o usuário formate trechos de texto como spoilers, que só são revelados quando o leitor toca na tela.
A funcionalidade está presente no código do aplicativo, mas ainda não foi liberada para participantes do programa de testes.
A Meta está desenvolvendo uma opção de spoiler para a formatação de texto do WhatsApp. Com ela, o usuário poderá “censurar” trechos de suas mensagens, que só serão revelados se o leitor tocar na tela.
A novidade foi encontrada nas versões beta dos aplicativos para Android e iOS. Segundo o WABetaInfo, site especializado em novidades do mensageiro, o recurso está presente no código, mas ainda não foi liberado para os participantes do programa de testes.
Como o WhatsApp vai ocultar spoilers?
Spoiler fica escondido atrás de efeito de desfoque (imagem: reprodução/WABetaInfo)
De acordo com a publicação, o aplicativo beta para iOS tem uma opção oculta que permite formatar texto como spoiler. Então, além das opções de colocar, por exemplo, itálico ou negrito, você pode selecionar um trecho da mensagem para que ele fique censurado.
Do outro lado, quem recebe a mensagem vê, inicialmente, apenas um bloco cobrindo as letras. A pessoa precisa tocar na “bolha” da mensagem para revelar a parte do texto que está escondida. A ideia é que ninguém leia uma informação acidentalmente.
O uso mais óbvio é poder comentar sobre um filme ou uma série em um grupo sem estragar a experiência de quem ainda não viu. Em fóruns, esse tipo de formatação também virou uma forma de humor, podendo indicar um comentário mais ácido, que não deveria ser feito em público.
Outra possibilidade é usar esse tipo de recurso para esconder imagens que podem ser sensíveis ou perturbadoras. Assim, nenhum participante da conversa bate o olho em alguma coisa que vai lhe fazer mal.
Porém, até agora, o recurso em desenvolvimento pelo WhatsApp só funciona em texto, não em imagens. Uma gambiarra possível em situações assim é mandar o conteúdo como foto de visualização única, que também só aparece quando o usuário toca na mensagem, e avisar que o conteúdo pode ser desagradável.
Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O depoimento de Mark Zuckerberg em um processo que acusa redes sociais de estimularem comportamentos nocivos em jovens começou com um aviso pouco comum. Logo no início da audiência, nos Estados Unidos, a juíza responsável deixou claro que qualquer pessoa utilizando óculos inteligentes para gravar o julgamento poderia responder por desacato à Justiça.
A advertência ocorreu no caso K.G.M. v. Meta et al., que discute o suposto design viciante de plataformas como Instagram e Facebook para crianças e adolescentes. O processo foi movido por uma jovem da Califórnia que associa anos de uso dessas redes a problemas de saúde mental.
Alerta direto contra gravações no tribunal
Mark Zuckerberg depôs em processo que acusa plataformas da Meta de estimular comportamentos nocivos em jovens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A juíza Carolyn Kuhl demonstrou preocupação específica com a capacidade de gravação dos smart glasses. Segundo ela, qualquer registro não autorizado da audiência pode gerar consequências imediatas. “Se você fez isso, deve apagar, ou será considerado em desacato ao tribunal”, afirmou a magistrada.
De acordo com as regras da Suprema Corte da Califórnia, gravações de áudio, vídeo ou fotos são proibidas nas salas de audiência. O descumprimento pode resultar em multas, expulsão do local ou outras sanções legais. O aviso ganhou ainda mais peso porque Zuckerberg chegou ao prédio acompanhado por uma comitiva, incluindo pessoas usando óculos inteligentes da própria Meta.
A capacidade de gravação dos smart glasses motivou alerta direto da juíza durante a audiência (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A popularização dos óculos inteligentes reacendeu debates sobre privacidade, especialmente em ambientes sensíveis. Embora modelos como os Meta Ray-Ban exibam um LED quando estão gravando, especialistas apontam que modificações podem ocultar esse sinal visual, aumentando o receio de registros não consentidos.
Casos recentes fora do ambiente judicial também alimentaram a controvérsia. Em 2025, um relato viral no TikTok descreveu o desconforto de uma cliente ao perceber que uma funcionária usava smart glasses durante um atendimento estético, mesmo com a empresa afirmando que os dispositivos permanecem desligados nessas situações.
No mérito do processo, Zuckerberg reconheceu que usuários podem mentir sobre a idade ao criar contas no Instagram, que oficialmente exige idade mínima de 13 anos. Documentos internos apresentados pelos advogados da acusação indicam que, em 2015, milhões de usuários americanos da plataforma tinham menos de 13 anos. A exigência formal da data de nascimento só passou a ser aplicada em 2019, período em que a autora da ação teria ingressado na rede aos 9 anos.
Meta quer identificar conhecidos e desconhecidos em tempo real (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Meta planeja lançar ainda este ano um sistema de reconhecimento facial para óculos inteligentes.
Segundo o New York Times, o sistema pretende identificar pessoas em tempo real, acessando informações biográficas.
A plataforma enfrenta críticas sobre privacidade, mas aposta no ambiente político dos EUA para minimizar a resistência ao novo recurso.
A Meta planeja adotar, ainda em 2026, um sistema de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes produzidos em parceria com a EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban e Oakley). O projeto, identificado internamente como “Name Tag”, pode permitir reconhecer pessoas em tempo real e acessar informações biográficas usando o Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa.
A informação é do jornal The New York Times, que obteve um documento interno sobre o projeto. De acordo com o arquivo, a Meta pretende aproveitar o atual “ambiente político dinâmico” dos Estados Unidos para lançar a tecnologia. A cúpula da empresa acredita que a atenção de críticos e grupos de defesa dos direitos civis estará voltada para outras pautas, o que reduziria a resistência ao novo recurso de monitoramento.
Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Fontes ligadas ao projeto revelam que a Meta explora atualmente dois níveis de identificação. O primeiro foca em reconhecer pessoas que já possuem conexão com o usuário nas plataformas da empresa, como amigos no Facebook ou seguidores em comum no Instagram. O segundo nível, considerado mais sensível, permitiria identificar desconhecidos, caso possuam perfis públicos nas redes sociais da companhia.
O objetivo seria transformar o Meta AI em um consultor social. Ao olhar para alguém em um evento, o usuário receberia dados básicos de forma discreta. Segundo o New York Times, essa é a novidade que Zuckerberg quer tornar um diferencial de mercado. Vale lembrar que a OpenAI já trabalha no desenvolvimento de hardwares próprios.
Além do Name Tag, o laboratório de hardware da Meta, o Reality Labs, trabalha no projeto “super sensor”. Esse dispositivo manteria câmeras e sensores operando o dia todo para registrar o cotidiano do usuário.
O sistema poderia, por exemplo, emitir lembretes de tarefas assim que o usuário fizesse contato visual com um colega de trabalho, cruzando a imagem facial com uma lista de pendências.
Projeto é antigo
Documentos internos indicam que a Meta considerou incluir a função já na primeira geração dos Ray-Ban Meta, em 2021, mas recuou devido a limitações técnicas e ao clima político desfavorável, conforme relatado pelo BuzzFeed News. O cenário mudou em janeiro de 2025, quando a Meta relaxou seus processos de revisão de riscos de privacidade.
Vale lembrar que a big tech possui um histórico financeiro pesado nesse setor: a empresa pagou uma multa recorde de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) à Federal Trade Commission (FTC), agência independente do governo dos EUA focada na proteção do consumidor, por violações de privacidade.
Outros US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) foram pagos para resolver processos nos estados de Illinois e Texas, onde foi acusada de coletar dados faciais sem permissão.
A estratégia agora, no entanto, marca uma guinada da empresa de Mark Zuckerberg no mercado de vestíveis e ocorre em um momento de fortalecimento. Segundo dados recentes divulgados pela EssilorLuxottica, a parceria com a Meta já resultou na venda de mais de sete milhões de óculos inteligentes apenas em 2024, consolidando o acessório como um sucesso comercial.
Acessibilidade x Vigilância
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (imagem: reprodução)
Para tentar melhorar a percepção do público, a Meta tem focado na utilidade social da ferramenta para pessoas com deficiência visual. A empresa colabora com organizações como a Be My Eyes para integrar a IA de reconhecimento aos óculos, que classifica a ferramenta como “poderosa e transformadora” para garantir autonomia a usuários PCDs.
Entretanto, o uso da tecnologia nas ruas levanta alertas de vigilância. Um dos argumentos é que o reconhecimento facial vestível representa uma “ameaça ao anonimato” da vida cotidiana.
O potencial de mau uso já foi visto fora dos laboratórios da Meta. Em 2024, estudantes de Harvard integraram os óculos Ray-Ban Meta ao motor de busca facial PimEyes para identificar estranhos no metrô de Boston em tempo real. O experimento viralizou e expôs a fragilidade da sinalização do produto — que utiliza apenas um pequeno LED branco para avisar que a câmera está gravando.
Recurso pode ser capaz de identificar conhecidos e desconhecidos com apoio da Meta AI. Projeto envolve identificação em tempo real e sensores ativos o dia todo.
Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (Imagem: Reprodução/Instagram)
Meta AI pode ganhar mais espaço e deixar de ser somente uma conversa no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp está desenvolvendo uma aba dedicada à Meta AI, substituindo a seção de Comunidades na barra inferior do app.
A nova aba incluirá um campo de texto, botão de voz, sugestões de prompts, arquivos de mídia e histórico de conversas.
O recurso está em fase experimental na versão 2.25.1.24 do WhatsApp beta para Android e ainda não foi disponibilizado para testadores.
O WhatsApp pode passar por uma mudança importante na interface: a Meta AI ganharia uma aba dedicada na barra inferior da tela. O novo botão substituiria a parte de Comunidades do app.
A alteração está em desenvolvimento e foi encontrada pelo site WABetaInfo na versão 2.25.1.24 do WhatsApp beta para Android. Como se trata de um recurso experimental, ele ainda não foi disponibilizado nem mesmo para os participantes do programa de testes.
Como seria a aba de Meta AI no WhatsApp?
Meta AI terá destaque especial (imagem: reprodução/WABetaInfo)
O WABetaInfo conseguiu visualizar a nova seção para a inteligência artificial generativa da empresa. Na tela, haveria um campo de texto e um botão de voz na parte inferior, permitindo diferentes formas de interação.
A área traria também diversas sugestões de prompts, como criar imagem, animar foto, aprender alguma coisa, obter ajuda para compras ou escrever um texto. A aba contaria ainda com partes dedicadas a arquivos de mídia e memórias, além de um histórico de conversas.
Atualmente, no Android, o WhatsApp exibe um botão suspenso para acessar a Meta AI. Ao tocar nele, o usuário entra em uma tela de conversa praticamente idêntica às de chats com pessoas ou grupos.
Meta já ensaiou outras mudanças envolvendo IA
Ainda não se sabe se esse design será definitivo — e o histórico da empresa nesse sentido deixa ainda mais dúvidas.
A proposta era um pouco diferente, envolvendo diversos personagens e chatbots criados com a plataforma da Meta AI, como Chun-li (de Street Fighter), Goku (da franquia Dragon Ball), celebridades indianas e games.
Mesmo assim, esse plano não viu a luz do dia, e a Meta nunca liberou oficialmente essas alterações no WhatsApp. Vale lembrar que as regras dos chatbots foram alvo de críticas ao longo de 2025.
SSP usa WhatsApp verificado para enviar intimações oficiais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A SSP-SP usa o WhatsApp para notificar celulares com restrição criminal, em parceria com a Meta, usando um perfil verificado.
Intimações são enviadas por um perfil oficial, e os cidadãos devem confirmar a legitimidade pelo selo de verificação.
Desde junho do ano passado, o programa SP Mobile recuperou 17,5 mil aparelhos e enviou mais de 5,4 mil notificações.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) começou a usar o WhatsApp como canal oficial para notificar pessoas associadas a celulares com restrição criminal. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Meta e prevê o envio de intimações por meio de um perfil verificado, operado pela Polícia Civil.
A mudança busca dar mais segurança ao processo de comunicação com os cidadãos e resolver problemas técnicos enfrentados anteriormente, como o bloqueio automático de mensagens classificadas como spam.
Como funcionam as notificações oficiais?
De acordo com a SSP, as intimações são enviadas exclusivamente por um perfil oficial com selo de verificação do WhatsApp, indicando que o perfil pertence à Secretaria da Segurança Pública. O Tecnoblog perguntou à secretaria o número oficial da conta, mas não obteve resposta.
A parceria com a Meta também envolve o uso da Interface de Programação de Aplicações (API) da empresa, o que permite maior controle sobre o envio das mensagens e evita que elas sejam barradas pelos sistemas automáticos da plataforma. Nesta semana, cerca de 2 mil notificações estão sendo encaminhadas para celulares que possuem algum tipo de queixa criminal.
As pessoas notificadas devem comparecer à delegacia indicada dentro do prazo informado para prestar esclarecimentos. O comparecimento voluntário, segundo a SSP, é a forma mais simples de resolver a situação e evitar medidas posteriores.
O que o cidadão deve fazer ao receber a mensagem?
Perfil verificado reforça a segurança das notificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A principal orientação é confirmar a legitimidade da notificação. Mensagens oficiais enviadas pela SSP no WhatsApp sempre exibem o selo de verificação, o que garante que o contato é institucional. A secretaria reforça que a Polícia Civil não solicita senhas, dados bancários, códigos de confirmação nem qualquer tipo de pagamento por Pix ou boleto.
Após receber a intimação, o cidadão deve se dirigir a uma delegacia de sua escolha ou à unidade indicada na mensagem, levando o celular notificado e um documento de identidade original. Caso tenha nota fiscal ou comprovante de compra do aparelho, esses documentos também devem ser apresentados para análise da procedência e da boa-fé na aquisição.
A medida integra o programa SP Mobile, criado em junho do ano passado para combater furtos e roubos de celulares. Desde então, o sistema já recuperou 17,5 mil aparelhos, devolveu 5,9 mil às vítimas e enviou mais de 5,4 mil notificações. A SSP alerta que ignorar uma intimação oficial pode levar à abertura de diligências, incluindo apreensão do aparelho e responsabilização legal.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (imagem: reprodução)Resumo
A Meta está testando transformar o feed de vídeos Vibes, do app Meta AI, em um aplicativo independente.
O Vibes, lançado em setembro de 2025, oferece vídeos curtos gerados por IA, usando tecnologias como Midjourney e Black Forest Labs.
O Vibes competirá com o Sora, da OpenAI, que teve um início forte, mas viu instalações caírem 32% em dezembro de 2025.
A Meta está testando transformar o feed de vídeos Vibes, presente no app da Meta AI, em um aplicativo independente. Assim, a gigante das redes sociais teria um concorrente direto para o Sora, da OpenAI.
A companhia confirmou os planos em um email enviado ao TechCrunch. “Após o forte sucesso inicial do Vibes no Meta AI, estamos testando um app separado para aproveitar esse movimento. Estamos vendo os usuários recorrendo cada vez mais a esse formato para criar, descobrir e compartilhar com os amigos vídeos gerados por IA.”
Os usuários podem criar seus próprios vídeos do zero ou remixar clipes existentes, com novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)
No lançamento, a Meta revelou que os vídeos do Vibes não são gerados pelos modelos da empresa, mas sim por tecnologias como Midjourney e Black Forest Labs, por meio de parcerias.
Novo app já tem concorrente
Um app do Vibes independente teria uma proposta muito semelhante ao aplicativo Sora, da OpenAI. Ao lançar a segunda versão do modelo gerador de vídeos, a companhia também colocou no ar um aplicativo com feed de vídeos verticais feitos pela tecnologia.
Para não ficar nenhuma dúvida, vale dizer que o Vibes da Meta chegou antes, mas dentro do app da Meta AI. Já o Sora foi anunciado alguns dias depois, mas já como app independente.
A trajetória do aplicativo de vídeos da OpenAI, aliás, pode ser um sinal de atenção para a Meta. O Sora chegou ao topo da App Store dos Estados Unidos em outubro de 2025, com mais de 100 mil instalações logo no primeiro dia.
Nas semanas seguintes, o cenário começou a mudar. Em dezembro de 2025, as instalações já eram 32% menores que no mês anterior.
A Meta, por sua vez, não compartilha os números do Vibes, dizendo apenas que ele teve um bom desempenho, com a Meta AI crescendo desde seu lançamento.
A parte financeira também é uma questão. Inicialmente, estimativas apontavam que a OpenAI vinha tendo um prejuízo diário de US$ 15 milhões com o aplicativo. Como a Meta tem parcerias com empresas que fornecem os modelos, pode haver uma margem maior para amortecer esses custos.
A cobrança começa em 16 de fevereiro e será aplicada a respostas que não sejam mensagens de modelo pré-definido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta decidiu cobrar desenvolvedores por chatbots de IA no WhatsApp em países onde reguladores impedem o bloqueio dessas ferramentas. A cobrança é de R$ 0,35 por mensagem a partir de 16 de fevereiro.
No Brasil, a Justiça suspendeu uma decisão do Cade que impedia a aplicação das novas regras do WhatsApp para bots de IA, permitindo à Meta restringir ou condicionar o uso de ferramentas de terceiros.
A medida gerou debates regulatórios na Europa e no Brasil, com investigações sobre práticas anticompetitivas. Provedores como OpenAI e Microsoft já anunciaram a retirada de seus bots da plataforma no Brasil.
A Meta decidiu cobrar desenvolvedores pelo uso de chatbots de inteligência artificial no WhatsApp em países onde autoridades regulatórias impediram o bloqueio dessas ferramentas. A medida marca um novo capítulo na disputa entre a empresa e órgãos de defesa da concorrência.
No Brasil, o tema ganhou força após a Justiça suspender uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que impedia a aplicação das novas regras do WhatsApp para bots de IA. Com isso, a Meta voltou a ter respaldo jurídico para restringir ou condicionar a atuação de ferramentas de terceiros no aplicativo.
Como funciona a cobrança?
A Meta anunciou que vai cobrar desenvolvedores pela execução de chatbots de IA no WhatsApp em regiões onde reguladores exigem que a empresa permita esse tipo de integração. O primeiro mercado afetado é a Itália, após o órgão de concorrência do país pedir, em dezembro, a suspensão do bloqueio a bots de terceiros.
Segundo a empresa, a cobrança começa em 16 de fevereiro e será aplicada a respostas que não sejam mensagens de modelo pré-definido. O preço informado é de cerca de R$ 0,35 por mensagem, o que pode gerar custos elevados para desenvolvedores cujos bots trocam milhares de interações diárias com usuários.
Hoje, o WhatsApp já cobra empresas pelo uso de sua API em mensagens padronizadas, como comunicações de marketing, autenticação ou avisos de pagamento e entrega. A novidade é a inclusão das respostas geradas por inteligência artificial nesse modelo tarifário.
“Nos casos em que somos legalmente obrigados a fornecer chatbots de IA por meio da API do WhatsApp Business, estamos introduzindo preços para as empresas que optam por usar nossa plataforma para fornecer esses serviços”, afirmou um porta-voz da Meta ao TechCrunch. A empresa reconhece que a decisão pode servir de precedente para outros países caso seja obrigada a recuar em novas investigações.
Meta cobrará desenvolvedores pela execução de chatbots de IA no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Por que Brasil e Europa entraram no radar regulatório?
A Meta anunciou em outubro que bloquearia todos os chatbots de IA de terceiros. A empresa alegou que seus sistemas não foram projetados para lidar com respostas automatizadas em larga escala e que estavam sendo sobrecarregados.
“O surgimento de chatbots com IA em nossa API Business sobrecarregou nossos sistemas para um nível que eles não foram projetados para suportar. Essa lógica pressupõe que o WhatsApp seja, de alguma forma, uma loja de aplicativos de fato. O caminho para o mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com o setor; não a plataforma WhatsApp Business”, afirmou a companhia.
Desde então, autoridades regulatórias na União Europeia, Itália e Brasil passaram a investigar possíveis práticas anticompetitivas.
No Brasil, a Superintendência-Geral do Cade havia suspendido preventivamente as novas regras, mas a 20ª Vara Federal do Distrito Federal derrubou a liminar. A Meta passou a orientar desenvolvedores a não oferecerem bots de IA no WhatsApp para usuários brasileiros. Provedores como OpenAI, Perplexity e Microsoft já haviam anunciado que seus bots deixariam de funcionar na plataforma após 15 de janeiro, redirecionando usuários para sites e aplicativos próprios.
Criptografia do WhatsApp está sob escrutínio da Justiça dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Uma nova ação judicial nos EUA acusa a Meta de enganar usuários sobre a criptografia do WhatsApp, questionando a promessa de privacidade do app.
A denúncia alega que funcionários da Meta poderiam acessar mensagens de usuários por meio de procedimentos internos, sem verificações rigorosas.
A Meta nega as acusações, afirmando que o WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta baseada no protocolo Signal e descreve o processo como infundado.
Um processo protocolado nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp, um dos principais pilares de privacidade defendidos pela Meta. A ação, revelada pela Bloomberg no último domingo (25/01) e que voltou a ganhar força nos últimos dias após ampla repercussão no X, acusa a empresa de enganar usuários ao afirmar que não consegue acessar o conteúdo das mensagens.
O caso envolve um grupo internacional de denunciantes, incluindo representantes do Brasil, que questionam se a chamada criptografia end-to-end funciona mesmo da forma como é divulgada. A discussão se intensificou nas redes sociais após usuários cobrarem mais transparência da empresa sobre seus sistemas internos e auditorias independentes.
A Meta rejeita as alegações.
O que diz a ação contra a Meta?
A ação foi apresentada em um tribunal distrital de San Francisco e reúne autores de países como Austrália, México, África do Sul, Índia e Brasil. Segundo a denúncia, a Meta teria feito afirmações enganosas ao garantir que apenas remetente e destinatário conseguem acessar mensagens trocadas no WhatsApp.
O processo cita denunciantes internos descritos como “corajosos”, que alegam que funcionários da Meta e do WhatsApp poderiam solicitar acesso a mensagens de usuários por meio de procedimentos internos simples. De acordo com a acusação, bastaria abrir uma solicitação interna para que engenheiros liberassem o acesso, supostamente sem checagens rigorosas.
“A criptografia de ponta a ponta significa que a Meta não pode ler suas conversas. Então ou essa manchete está errada, ou a Meta vendeu um conto de fadas sobre privacidade. Qual é a verdade, Meta? Publiquem o modelo exato de ameaças, detalhes de gerenciamento de chaves e uma auditoria independente, ou parem de vender ‘privacidade’ para bilhões”, escreveu um usuário no X.
“End-to-end encrypted” means Meta can’t read your chats. So either this headline is wrong, or Meta’s been selling a privacy fairy tale.
Which is it, Meta? Publish the exact threat model, key management details, and an independent audit, or stop marketing “private” to billions.
Segundo o texto do processo, após a liberação interna, mensagens apareceriam em ferramentas usadas por funcionários, misturadas a conteúdos de fontes não criptografadas, sem necessidade de uma etapa adicional de descriptografia. A denúncia afirma ainda que o acesso poderia incluir mensagens antigas, inclusive aquelas que usuários acreditam ter apagado.
Um processo protocolado nos EUA reacendeu o debate sobre a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp
Apesar do tom das acusações, a ação não apresenta detalhes técnicos que comprovem o funcionamento descrito. Ainda assim, o caso atinge diretamente um dos principais argumentos comerciais do WhatsApp: a criptografia baseada no protocolo Signal, ativada por padrão.
A Meta enviou ao Tecnoblog um posicionamento que nega integralmente as acusações:
“Qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta com base no protocolo Signal há uma década. Este processo é uma obra de ficção sem fundamento, e buscaremos sanções contra os autores da ação.”
Antes disso, a empresa já havia classificado a ação como “frívola”, reiterando que não tem acesso ao conteúdo das mensagens. Os advogados dos denunciantes pedem que o caso seja transformado em uma ação coletiva, o que pode ampliar o alcance da disputa judicial.
WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta planeja lançar planos de assinatura (pagos) para WhatsApp, Facebook e Instagram, mantendo os recursos principais gratuitos;
Recursos pagos incluirão funções de inteligência artificial, como geração de vídeos via Vibes e agentes de IA da Manus;
WhatsApp pode ainda ter versão paga sem anúncios por 4 euros mensais.
Um dos serviços de mensagens instantâneas mais populares do mundo deve ganhar uma modalidade paga nos próximos meses. A Meta revelou que está se preparando para testar planos de assinatura no WhatsApp. Novos recursos pagos também devem chegar ao Facebook e ao Instagram.
Em todos esses serviços, os recursos principais continuarão gratuitos. Apenas funções extras ou complementares farão parte dos planos pagos. Isso significa que WhatsApp, Facebook e Instagram não se tornarão obrigatoriamente pagos, mas oferecerão recursos premium a quem estiver disposto a pagar por eles.
Pagar quanto? Bom, estimativas de preços ainda não foram dadas pela Meta.
Quais serão os recursos pagos do WhatsApp?
Talvez nem a própria Meta saiba ao certo. A companhia informou ao TechCrunch que testará recursos pagos nos mencionados serviços, mas deu poucos detalhes sobre eles.
Sabe-se, contudo, que recursos de inteligência artificial deverão fazer parte do pacote. Nesse sentido, a Meta considera oferecer uma opção de geração de vídeos via Vibes, ferramenta anunciada em 2025 que usa IA para produzir filmes curtos. Esse recurso deverá ser interessante principalmente para quem gosta de publicar Reels no Instagram ou vídeos nos Status do WhatsApp.
Ainda no campo da inteligência artificial, está nos planos colocar entre os recursos pagos os agentes de IA da Manus, startup adquirida pela Meta no fim de 2025 por cerca de US$ 2 bilhões.
Tratando especificamente do WhatsApp, o WABetaInfo reportou recentemente que o mensageiro poderá ter uma versão paga que não exibe anúncios publicitários.
Plano pago no WhatsApp que não exibe anúncios, recurso ainda não oficial (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Neste ponto, convém destacar que alguns usuários já se deparam com anúncios nos Status do WhatsApp ou sob a forma de canais promovidos na área Atualizações do serviço.
O WABetaInfo divulgou capturas de tela que mostram a ativação do recurso que inibe anúncios no WhatsApp mediante o pagamento de 4 euros (R$ 25, na conversão direta) por mês. Isso sugere que essa opção, quando for lançada, será oferecida à parte em relação aos planos pagos que terão funções de IA.
De igual forma, o Meta Verified, que adiciona selo de verificação e recursos para criadores de conteúdo ou organizações nos serviços da companhia, deverá continuar sendo oferecido como uma assinatura mensal à parte.
É claro que tudo isso pode mudar quando a Meta lançar os tais planos pagos. Fiquemos de olho.
Preço pode ser o triplo do praticado no setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI deve cobrar cerca de US$ 60 (R$ 316) por mil visualizações em anúncios no ChatGPT, valor até três vezes superior ao do Google e Meta.
Segundo o The Information, dados de desempenho dos anúncios serão limitados para manter privacidade, sem rastreamento detalhado.
Por enquanto, a empresa de Sam Altman indica somente os EUA como mercado a receber anúncios.
Anunciar nos espaços para publicidade no ChatGPT não vai custar barato: a companhia estaria pedindo cerca de US$ 60 (cerca de R$ 316, em conversão direta) a cada mil visualizações (CPM) para as marcas interessadas em aparecer nas respostas do chatbot.
De acordo com o site The Information, que reportou inicialmente a introdução do modelo de negócios pela OpenAI, o valor é significativamente mais alto do que a média do mercado: estima-se que seja o triplo do que costuma ser cobrado por publicidade nas plataformas da Meta (Facebook e Instagram).
Segundo a reportagem, os primeiros anunciantes do ChatGPT receberão apenas dados de “alto nível” sobre o desempenho das campanhas, como o número total de visualizações ou cliques. Outras métricas tão relevantes quanto as do marketing digital, como saber se o anúncio se converteu em venda, não estarão disponíveis.
Anúncio aparecerá durante as conversas no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
A limitação seria uma forma da OpenAI manter de pé o discurso sobre a privacidade no chat dentro desse modelo de negócios. Ao anunciar a chegada da publicidade, a OpenAI garantiu que não venderá dados para anunciantes e que manterá o conteúdo das conversas privado, o que impede o uso de rastreadores invasivos para monitorar o comportamento de compra.
Uma das maiores preocupações da empresa durante as discussões sobre a implementação do modelo seria justamente a confiança dos usuários.
Esse receio, no entanto, vai além da OpenAI. Em entrevista recente, o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o modelo de publicidade exige cuidado extremo e indicou que, se mal implementados, os anúncios podem contaminar as respostas dos chatbots.
OpenAI quer aumentar receita
A pressa em monetizar o serviço gratuito pode ter uma motivação. Antes do anúncio oficial da nova fonte de receita, Sebastian Mallaby, colunista do New York Times, analisou a situação financeira da companhia de Sam Altman e sugeriu um cenário delicado.
Ele aponta que, embora a tecnologia desenvolvida pela empresa seja concreta e funcional, há o risco de o caixa se esgotar antes que o negócio alcance a lucratividade. O texto cita projeções divulgadas pelo The Information, segundo as quais a OpenAI poderia “queimar” mais de US$ 8 bilhões (R$ 42,2 bilhões) apenas em 2025, com prejuízos acumulados que podem chegar a US$ 40 bilhões (R$ 211,2 bilhões) até 2028.
Em cerca de 18 meses, sugere o colunista, a empresa poderia enfrentar dificuldades severas de caixa, o que explicaria a movimentação agressiva para testar anúncios mesmo correndo o risco de desagradar a base de usuários.
Decisão pode restringir operação de chatbots de IA no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Justiça Federal suspendeu a liminar do Cade que impedia a Meta de implementar novos termos de uso do WhatsApp voltados à IA.
A decisão permite que a Meta volte a exigir que desenvolvedores de IA se adaptem aos novos termos do WhatsApp Business.
O Cade ainda investiga se a Meta está abusando de seu poder de mercado para privilegiar sua própria ferramenta, a Meta AI.
A 20ª Vara Federal do Distrito Federal suspendeu a medida cautelar do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que barrava o WhatsApp de implementar novas regras para o uso de inteligência artificial (IA) de terceiros no aplicativo. A decisão permite que a Meta volte a aplicar as mudanças nos termos de uso, paralisadas preventivamente pelo órgão antitruste no início do mês.
O órgão investiga se a Meta está abusando de seu poder de mercado para privilegiar sua própria ferramenta, a Meta AI, dificultando a vida de concorrentes que dependem da API do aplicativo para chegar aos usuários brasileiros.
O que muda com a decisão?
Com a queda da liminar, a Meta recupera o direito de exigir que desenvolvedores de IA se adaptem aos novos termos do WhatsApp Business. Na prática, isso significa que a empresa pode seguir com a adequação, prevista para começar em 15 de janeiro.
O ponto crítico é que esses termos podem restringir a maneira como IAs independentes operam no ecossistema do WhatsApp. O Cade temia que essa mudança criasse um “quintal fechado”, em que apenas a tecnologia proprietária da Meta tivesse acesso pleno às funcionalidades. A Justiça Federal, no entanto, entendeu que a medida preventiva não deveria ser mantida, suspendendo seus efeitos.
A decisão judicial foi comunicada ao Cade pela própria Meta nessa quinta-feira (22/01), por email. No documento, divulgado pelo Poder 360, os representantes do WhatsApp e do Facebook destacaram que a suspensão da liminar deveria ser cumprida imediatamente.
O posicionamento da Meta
Meta defende desenvolvedores têm outros canais de distribuição (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Em posicionamento enviado ao Tecnoblog, a Meta detalhou os motivos técnicos que fundamentam a mudança nos termos de serviço. A empresa defende que o WhatsApp foi construído para ser uma ferramenta de troca de mensagens e atendimento ao cliente, e não um sistema para hospedar modelos de linguagem (LLMs) de terceiros sem regulação.
Segundo a empresa, o aumento explosivo de chatbots de IA na API de negócios gera uma “pressão sobre os sistemas” que não foram projetados para essa demanda. A Meta afirmou ainda que desenvolvedores de IA têm outros caminhos para alcançar o público, como as lojas oficiais da Apple e do Google, além de sites e parceiros.
A empresa reforçou que as marcas que utilizam a API podem continuar usando IAs de sua escolha para atendimento ao cliente, desde que o uso se limite à finalidade original da ferramenta: conversa e suporte.
Meta, Luzia e Zapia
O caso ganhou força no Brasil após denúncias das empresas Factoría Elcano (responsável pela IA Luzia) e Brainlogic (detentora da Zapia). Essas ferramentas ficaram populares no país justamente por permitirem que o usuário interaja com uma inteligência artificial sem sair do WhatsApp.
As empresas alegam que a integração é vital para seus negócios e que o bloqueio ou a restrição por parte da Meta prejudica não apenas as startups, mas também o direito de escolha do consumidor.
Para a Superintendência-Geral do Cade, se a Meta impõe termos que dificultam a operação de bots como a Luzia, os usuários seriam naturalmente empurrados para a Meta AI, integrada nativamente ao aplicativo. Investigações semelhantes já ocorreram em outros países: na Itália, a Meta enfrenta barreiras regulatórias pelos mesmos termos de uso.
Luzia é um chatbot com IA que funciona pelo WhatsApp (imagem: divulgação)
Próximos passos
Apesar da vitória judicial da Meta, a batalha no Cade ainda não acabou. O inquérito administrativo continua aberto e a área técnica do órgão seguirá analisando o caso. Ao final do processo, o conselho pode decidir pelo arquivamento ou abertura de um processo administrativo formal que pode gerar multas pesadas.
Por enquanto, o cenário favorece a Meta, que segue com liberdade para implementar suas políticas globais de uso de dados e integração de serviços no Brasil.
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações nas redes sociais (imagem: reprodução)Resumo
Óculos inteligentes, como o Ray-Ban Meta, são usados para gravar conteúdos sem consentimento, que viralizam no TikTok e Instagram.
As imagens mostram pegadinhas, abordagens forçadas e situações de desconforto em locais públicos.
Nos EUA, onde os vídeos virais foram registrados, esse tipo de gravação em espaços públicos é permitida, limitando a responsabilização legal.
Vídeos de provocações e interações constrangedoras gravados sem o conhecimento de terceiros começaram a repercutir nas redes sociais. As imagens são captadas por câmeras embutidas em óculos inteligentes e circulam sobretudo no Instagram e no TikTok, onde acumulam milhões de visualizações.
O tema ganhou força meses após o lançamento da segunda geração dos Ray-Ban Meta. O dispositivo chegou ao Brasil em setembro, por R$ 3.299, com a proposta de ampliar a experiência digital no dia a dia.
De acordo com o levantamento da Mashable, criadores de conteúdo têm explorado a capacidade de gravação quase imperceptível dos smart glasses para produzir vídeos de “pegadinhas”, abordagens forçadas e situações de desconforto em locais públicos.
Parte desses conteúdos envolve assédio a mulheres, provocações a trabalhadores do setor de serviços e até encenações ofensivas, com criadores fingindo pertencer a grupos vulneráveis apenas para provocar reações.
A lógica é simples: ir a um espaço público e gerar uma situação propositalmente estranha para capturar reações espontâneas. O problema é que o consentimento não faz parte da equação. Muitas das pessoas gravadas só descobrem que participaram de um vídeo após ele já ter alcançado milhares de visualizações.
Há também casos mais graves, com perfis que registram imagens com conotação sexual ou exploratória, frequentemente direcionadas a mulheres, e que depois monetizam o material em outras plataformas. A Meta informou que desativou algumas dessas contas por violação de políticas internas.
Nos Estados Unidos, onde os virais foram registrados, a legislação permite esse tipo de gravação em espaços públicos. Isso limita as possibilidades de responsabilização legal, mesmo quando o conteúdo gera constrangimento ou exploração.
Já no Brasil, a legislação sobre o tema é mais rigorosa. Conforme o artigo 20 do Código Civil, a exposição da imagem de uma pessoa sem autorização é proibida, especialmente se ela for utilizada para fins comerciais ou se atingir a “honra e a boa fama” da pessoa. Aqui, esse tipo de conduta pode gerar um processo por danos morais.
Conteúdos gravados sem consentimento com smart glasses, como o Ray-Ban Meta, viralizam no TikTok e Instagram. Imagens acumulam milhões de visualizações.
Snap conseguiu o acordo antes do início do julgamento em Los Angeles (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)Resumo
A empresa Snap, dona do Snapchat, fechou acordo em processo nos EUA sobre vício em redes sociais.
O julgamento testa a tese de que redes sociais são produtos “defeituosos” e podem ser responsabilizadas por danos pessoais.
A Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações é central no debate sobre a responsabilidade das plataformas.
Meta, TikTok e YouTube seguem no caso.
A empresa controladora do Snapchat fechou um acordo em um processo que acusa grandes plataformas digitais de incentivarem o vício em redes sociais. O acerto foi anunciado poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, que é considerado o primeiro do tipo a avançar para a fase de júri nos Estados Unidos.
Embora o Snapchat já não tenha a mesma relevância no Brasil, o caso chama atenção por envolver também Meta, TikTok e YouTube, que permanecem como rés no processo. Não se sabe quanto será pago pois os termos do acordo com a empresa Snap não foram divulgados. Ela não será mais processada nesta ação específica.
Em nota enviada à BBCapós a audiência na Suprema Corte da Califórnia, a Snap afirmou que as partes ficaram “satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de maneira amigável”.
Por que é um processo histórico?
A ação foi movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 19 anos. Ela alega que se tornou dependente de aplicativos de redes sociais ainda na adolescência e que isso teve impactos diretos sobre sua saúde mental. Segundo a acusação, escolhas de design e funcionamento dos algoritmos teriam sido determinantes para o uso compulsivo.
Este é o primeiro de vários processos semelhantes que devem chegar a julgamento ao longo do ano nos Estados Unidos. A estratégia jurídica lembra a adotada décadas atrás contra a indústria do tabaco, com milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores estaduais acusando empresas de tecnologia de causar danos pessoais e sociais.
Os autores das ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recomendação foram projetados para manter usuários engajados por longos períodos, contribuindo para quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação.
O que ainda está em jogo?
Meta, TikTok e YouTube permanecem como rés no processo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Como não houve acordo com as outras rés, o julgamento seguirá contra Meta, TikTok e YouTube, com a seleção do júri prevista para a próxima segunda-feira (27 de janeiro. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor. Antes do acordo, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também estava listado como testemunha.
Os casos são acompanhados de perto porque testam uma nova tese jurídica: a de que plataformas de redes sociais seriam produtos “defeituosos” e, portanto, passíveis de responsabilização por danos pessoais. As empresas, por sua vez, argumentam que não há comprovação científica de um elo direto entre uso de redes sociais e vício, além de sustentarem que as ações violam proteções legais ligadas à liberdade de expressão.
Outro ponto central do embate envolve a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, historicamente usada pelas big techs para se proteger de responsabilidades legais. Os autores das ações afirmam que o problema não está no conteúdo publicado por terceiros, mas na forma como as plataformas são estruturadas para incentivar o uso excessivo.
Mesmo fora deste julgamento específico, a Snap segue como ré em outros processos semelhantes, que podem redefinir os limites de responsabilidade das empresas de tecnologia.
Threads começa a exibir anúncios globalmente, incluindo no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Threads, da Meta, começou a exibir anúncios no Brasil, utilizando dados do Instagram para segmentação.
Os anúncios aparecem no feed principal, semelhantes aos do Instagram e Facebook, e são baseados em atividade do usuário e informações de parceiros.
Os usuários podem verificar e gerenciar as preferências de anúncios através das configurações no Instagram.
Os brasileiros na rede social Threads vão perceber uma importante mudança a partir da próxima semana: a presença de anúncios na interface da plataforma. A Meta anunciou nesta quarta-feira (21/01) que vai iniciar a exibição de publicidade após um ano de testes em mercados selecionados.
Segundo a empresa, a liberação gradual ocorreu para observar a experiência dos usuários antes de levar a publicidade a uma base mais ampla. Neste primeiro momento, a quantidade de anúncios exibidos permanecerá reduzida.
O Threads conta atualmente com mais de 400 milhões de usuários ativos mensais, de acordo com dados divulgados pela própria companhia, e recentemente superou a rede social X nos smartphones.
Como são os anúncios no Threads
De acordo com o comunicado da Meta, os anúncios no Threads aparecem de forma nativa no feed principal do app, misturado às publicações das contas seguidas pelo usuário.
Os formatos são semelhantes aos já utilizados no Instagram e no Facebook, com imagem, vídeo e carrossel, já que a veiculação é feita por meio do mesmo sistema. Por lá, os anunciantes têm acesso a ferramentas de segmentação baseadas em dados de atividade do usuário, além de informações fornecidas por parceiros comerciais.
Anúncios aparecerão em meio aos posts comuns na plataforma (imagem: divulgação/Meta)
O que a Meta sabe sobre você?
Não é possível desativar (ou pagar um plano livre de anúncios), mas dá para conferir o que a Meta está usando ao direcionar anúncios para você. Pelo Instagram, vá até as configurações e clique em “Central de Contas” e encontre a seção “Preferências de anúncios”. No Threads, siga os passos:
No seu perfil no Threads, vá até as configurações (dois traços no canto superior direito)
Clique em “Conta”
Selecione “Outras configurações da conta”
Você será redirecionado para o Instagram, então clique em Central de Contas
Em “Configurações de contas”, clique em “Preferências de anúncios”
Você pode ver quais anúncios estão sendo exibidos na sua conta e gerenciá-los. É possível selecionar, inclusive, quais atividades podem ser rastreadas.
O algoritmo exibe os anúncios com base em dados como:
Sua atividade no ecossistema: perfis que você segue e posts que você curte
Conteúdo próprio: análise dos posts que você mesmo cria nas duas redes
Rastreamento externo: informações sobre sua atividade “fora das tecnologias da Meta” (sites e apps que usam ferramentas de rastreamento da empresa)
Threads é uma rede social da Meta, dona do Instagram (imagem: divulgação e Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Threads registrou 141,5 milhões de acessos diários via Android e iOS no começo de 2026, superando o X, com 125 milhões.
X lidera em acessos via navegador com 145,4 milhões de visitas diárias, comparado a 8,5 milhões do Threads.
Crescimento é impulsionado pelas outras redes da Meta e por novas funcionalidades, enquanto o X enfrenta crise de imagem.
O Threads ultrapassou o X/Twitter em número de usuários ativos diários em smartphones, segundo dados da empresa de inteligência de mercado Similarweb. Em 7 de janeiro de 2026, o aplicativo registrou 141,5 milhões de acessos via Android e iOS, contra 125 milhões da concorrente.
A medição considera exclusivamente o uso em aplicativos móveis para Android e iOS. No acesso via navegador, o X continua muito à frente do Threads: são 145,4 milhões de visitas diárias à rede de Elon Musk, um abismo de diferença para os 8,5 milhões registrados pela plataforma da Meta no desktop.
Threads supera X em quantidade de usuários ativos por dia (imagem: reprodução/Similarweb)
Lançado em julho de 2023 como rede de texto, o Threads surgiu como uma alternativa “aberta e amigável” em um momento de turbulência no então Twitter, logo após a aquisição da empresa por Elon Musk.
Segundo a análise do relatório, a ascensão do Threads tem base na estratégia multiplataforma da Meta. A empresa, para os analistas, tem utilizado a força dos outros produtos (Facebook e Instagram) para promover a rede de textos, além de ter acelerado o lançamento de recursos que faltavam na estreia.
Funcionalidades como mensagens diretas, filtros de conteúdo, comunidades baseadas em interesses e até testes recentes com jogos na plataforma estariam ajudando a reter o público.
Em dados oficiais divulgados em outubro de 2025, a própria Meta afirmava já ter superado a marca de 150 milhões de usuários ativos diários e 400 milhões mensais, sugerindo que o engajamento na plataforma pode ser maior do que o rastreamento dos relatórios.
X enfrenta crise de imagem
O X, por outro lado, tem sido alvo de investigações no mundo todo, incluindo o Brasil, após a IA Grok ter gerado imagens com teor pornográfico a partir de fotos de usuários, especialmente mulheres, publicadas na plataforma.
Segundo o TechCruch, o relatório aponta que o Bluesky, concorrente menor e descentralizado, também registrou um aumento no número de instalações nos últimos dias, surfando na onda de insatisfação. Ainda assim, vale ressaltar que o X mantém sua liderança nos Estados Unidos.
Conta para a gente nos comentários: qual tem sido a sua rede social principal no dia a dia, Threads ou X?
Metaverso foi a grande aposta da Meta em 2021 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta encerrará o Horizon Workrooms e vendas de headsets Quest para empresas em fevereiro de 2026. Serviços serão gratuitos até janeiro de 2030.
A empresa sugere alternativas como Arthur, Microsoft Teams e Zoom Workplace para substituir sua plataforma de colaboração.
O foco do metaverso da Meta mudará para celulares, com continuidade do Horizon Worlds e desenvolvimento de ferramentas de IA.
A Meta deu mais um passo para se distanciar do metaverso: a empresa anunciou o fim do Horizon Workrooms, espaços virtuais projetados para colaboração entre funcionários. Além disso, as vendas de headsets Quest e serviços Horizon para o setor corporativo também serão encerradas.
Essas são as mais recentes notícias de um amplo movimento para deixar para trás os altos investimentos (e prejuízos bilionários) da divisão de realidade virtual da empresa, a Reality Labs. Recentemente, a companhia confirmou um layoff de mais de 1 mil funcionários e fechou estúdios de games.
Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)
O que a Meta vai fazer com os produtos corporativos do metaverso?
A companhia vai fechar totalmente as Workrooms em 16 de fevereiro de 2026 e deletar todos os dados associados a elas. Por isso, quem usa o serviço recebeu a recomendação de acessar a Central de Contas e baixar as informações. A empresa sugere usar o Arthur, o Microsoft Teams ou o Zoom Workplace para substituir sua plataforma.
A Meta também oferece o app Meta Quest Remote Desktop, que permite conectar um headset da linha Quest a um computador e emular monitores virtuais. Ele vai continuar funcionando.
A empresa vai encerrar as vendas de headsets e software para empresas em 20 de fevereiro de 2026 – ela oferecia ferramentas como modo compartilhado, gestão de apps e segurança de nível corporativo. Os clientes atuais poderão continuar usando os serviços gratuitamente até 4 de janeiro de 2030, mas o sistema entrará em modo de manutenção.
Qual é o futuro do metaverso?
Horizon Worlds continua como principal produto do metaverso da Meta (imagem: divulgação)
A companhia já fechou quatro de seus estúdios de games em VR, reduziu a equipe responsável por Batman: Arkham Shadow e abandonou o desenvolvimento do app fitness Supernatural.
Esses movimentos sugerem uma mudança de perspectiva. De acordo com uma reportagem da Bloomberg, a Meta continuará desenvolvendo o metaverso, mas com foco em celulares, e não em headsets de realidade virtual completamente imersivos.
Andrew Bosworth, CTO da empresa, afirmou, em um memorando interno obtido pela Bloomberg, que a equipe do Horizon vai dobrar a aposta em trazer as melhores experiências para smartphones, bem como ferramentas de IA para criadores.
Além disso, o Horizon Worlds continua funcionando. A plataforma social da empresa inicialmente foi pensada para VR, mas já conta com versões para navegadores e celulares.
Do lado do hardware, parece que o interesse pelos headsets não saiu como esperado: quem está usando produtos desse tipo não são jovens profissionais, mas sim crianças e adolescentes. Nesse contexto, há um ambiente favorável para jogos casuais e gratuitos.
Metaverso e dispositivos como os headsets Quest já foram foco da empresa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Meta demitirá mais de 1.000 funcionários do Reality Labs, impactando 10% da divisão de hardware e metaverso.
A empresa fechará estúdios de jogos como Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, mas manterá cinco estúdios ativos.
A Meta focará em dispositivos com IA e transferirá o desenvolvimento de jogos para parceiros externos.
A Meta iniciou o processo de demissões em massa em sua divisão de hardware e metaverso, o Reality Labs. Os cortes atingem mais de 1.000 funcionários e são parte de uma reestruturação que migra o foco de projetos de realidade virtual para o desenvolvimento de dispositivos com IA.
Segundo apuração da agência Bloomberg, que teve acesso a um comunicado interno enviado pelo chefe de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, as demissões devem impactar aproximadamente 10% da força de trabalho total da divisão, que contava com cerca de 15 mil colaboradores.
O movimento confirma a mudança de prioridades dentro da big tech controlada por Mark Zuckerberg. De acordo com um memorando, a Meta deve focar mais em levar inteligência artificial aos dispositivos vestíveis da empresa, como os Ray-Ban Meta, reduzindo o investimento direto em hardware de realidade virtual e, consequentemente, no metaverso, conceito que deu nome à empresa a partir de 2021.
Fechamento de estúdios de jogos
Novo direcionamento da Meta deve focar em dispositivos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A reestruturação impacta a produção de conteúdo first-party (jogos desenvolvidos pela própria empresa) para os headsets Quest. O documento interno visualizado pela Bloomberg confirma que a Meta decidiu fechar diversos estúdios de games que havia adquirido nos últimos anos.
Entre as desenvolvedoras encerradas estão:
Armature Studio: conhecida pela versão em VR de Resident Evil 4.
Sanzaru Games: responsável por títulos como Asgard’s Wrath e Marvel Powers United.
Twisted Pixel: criadora de Deadpool VR e Defector.
O estúdio responsável pelo app Supernatural VR Fitness será congelado. A equipe continuará a dar suporte ao produto, mas a criação de novos conteúdos e recursos foi interrompida.
Apesar dos cortes, a Meta manterá cinco estúdios ativos: Beat Games (de Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO.
Meta vai abandonar os games?
Em outro memorando, Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, divisão que controla os estúdios de games da empresa, tentou tranquilizar as equipes remanescentes sobre o futuro da plataforma. “Essas mudanças não significam que estamos nos afastando dos videogames”, escreveu a executiva.
A nova diretriz é transferir o desenvolvimento para parceiros externos. “Jogos permanecem a pedra angular do nosso ecossistema. Com essa mudança, estamos deslocando nosso investimento para focar em nossos desenvolvedores terceiros e parceiros para garantir sustentabilidade a longo prazo”, completou Sciamanna.
Os cortes ocorrem pouco mais de um mês após relatos de que Mark Zuckerberg planejava reduzir o orçamento do grupo de metaverso para 2026, citando a falta de evolução do mercado. Calcula-se que o Reality Labs teve prejuízo de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões) ao longo dos anos.
Cade investiga Meta por política que barra serviços de IA no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Cade investiga Meta por possível abuso de posição dominante no Brasil com relação aos novos termos de uso do WhatsApp Business;
A novo política do serviço, prevista para 15 de janeiro, proíbe empresas de IA de oferecer serviços no WhatsApp Business se esse tipo de tecnologia for o seu principal produto;
Cade suspendeu aplicação dos novos termos até a conclusão das investigações.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou um inquérito administrativo para apurar possíveis práticas de abuso de posição dominante pela Meta no Brasil. A Superintendência-Geral (SG) do órgão investiga se os novos termos de uso do WhatsApp Business prejudicam a concorrência com serviços de IA de terceiros.
Cade suspende aplicação dos novos termos do WhatsApp
De modo complementar ao inquérito administrativo, o Cade determinou a suspensão da aplicação dos novos termos no WhatsApp Business até que as investigações sejam concluídas:
A SG analisa se as alterações pretendidas têm o potencial de fechar mercados, excluir concorrentes e favorecer indevidamente a ferramenta de inteligência artificial proprietária da Meta (“Meta AI”), que poderia se tornar a única opção disponível aos usuários da plataforma.
Se irregularidades forem encontradas, o Cade poderá determinar a abertura de um processo administrativo contra a Meta. Os detalhes da investigação estão disponíveis na página do Inquérito Administrativo n° 08700.012397/2025-63.
Cade investiga se nova política beneficia Meta AI (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
O que diz a Meta sobre a investigação do Cade?
Ao Tecnoblog, a Meta enviou o seguinte posicionamento sobre o inquerito aberto pelo Cade:
Essas alegações são fundamentalmente equivocadas. O surgimento de chatbots de IA na Plataforma do WhatsApp Business sobrecarrega nossos sistemas, que não foram projetados para esse tipo de suporte.
Essa lógica parte do pressuposto de que o WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos. O canal adequado para a entrada dessas empresas de IA no mercado são as próprias lojas de aplicativos, seus websites e parcerias na indústria, e não a Plataforma do WhatsApp Business.
Instagram enviou mensagem de alteração de senha para os usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Usuários do Instagram receberam e-mails de recuperação ou alteração de senha sem solicitação.
Meta confirmou que uma falha permitiu que terceiros solicitassem e-mails de redefinição de senha.
A plataforma também afirma que não houve violação dos seus sistemas e que as contas permanecem seguras.
A Meta confirmou ao Tecnoblog que uma falha permitiu o envio de e-mails de redefinição de senha para usuários do Instagram. Nas redes sociais, perfis relataram o recebimento de mensagens de recuperação ou alteração de senha sem terem solicitado.
Segundo a Meta, as “pessoas podem ignorar esses e-mails”. As queixas se acumularam no X/Twitter, indicando que o problema afetou diferentes tipos de contas, com as buscas por “security@mail.instagram.com” crescendo mais de 900% no Google Trends.
Aqui no Tecnoblog, também recebemos e-mails do mesmo tipo, enviadas por canais oficiais da plataforma. O Instagram afirma que não houve violação dos sistemas e que as contas “permanecem seguras”.
Mensagem afirma que a senha da conta foi alterada (imagem: Caio Hansen/Tecnoblog)
Atualização em 12/01
A Meta respondeu nossa solicitação e confirmou a falha.
“Corrigimos um problema que permitia que terceiros solicitassem e-mails de redefinição de senha para alguns usuários do Instagram. Queremos tranquilizar a todos de que não houve violação em nossos sistemas e as contas do Instagram permanecem seguras. As pessoas podem ignorar esses e-mails e pedimos desculpas por qualquer confusão que isso possa ter causado.”
– Porta-voz da Meta
E-mails chegaram a diferentes tipos de contas (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)Relatos se espalham no X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)Quantidade de mensagens indicou falha interna (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
A Meta Platforms investe em tecnologias de realidade virtual e inteligência artificial, além das redes sociais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Meta Platforms é a empresa-mãe que controla um ecossistema de tecnologia social, realidade virtual e inteligência artificial. Ela é o nome corporativo do antigo Facebook Inc., adotado oficialmente em outubro de 2021.
O rebranding ocorreu para refletir o novo foco da companhia no metaverso e em tecnologias imersivas. Além disso, a mudança buscou distanciar a marca de associações negativas e escândalos passados do Facebook.
Atualmente, a Meta Platforms atua como uma holding que gerencia produtos globais como o Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger e Threads. A organização também investe em hardware de realidade virtual através da divisão Reality Labs.
A seguir, saiba a origem do nome Meta e como a empresa mudou de denominação jurídica. Também saiba quais são os produtos e redes sociais que estão sob o guarda-chuva da big tech liderada por Mark Zuckerberg.
A Meta Platforms é a empresa controladora de serviços como Facebook, Instagram e WhatsApp, focada em conectar bilhões de usuários globalmente. A companhia também investe no desenvolvimento de tecnologias imersivas por meio da divisão Reality Labs, visando consolidar a visão estratégica do metaverso.
O que significa Meta?
O nome “Meta” deriva do grego “além” e indica algo autorreferencial, como o conceito de metadados na ciência. Para a empresa, o nome simboliza a transição das redes sociais tradicionais para um ecossistema digital interconectado que integra realidades virtuais e aumentadas.
Segundo Mark Zuckerberg, o nome reflete o foco estratégico na construção do metaverso e de tecnologias imersivas. Sob este novo guarda-chuva, a marca busca liderar futuras interações digitais e o avanço da inteligência artificial.
Meta é dona de WhatsApp, Instagram e Facebook (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Meta e Facebook são a mesma coisa?
Sim, a Meta Platforms é a nova denominação jurídica do Facebook Inc., tratando-se da mesma entidade após um processo de rebranding em 2021. Essa alteração foi exclusivamente nominal e identitária, sem afetar as operações, liderança executiva ou propriedade da empresa.
Quando o Facebook mudou de nome para Meta?
O Facebook Inc. alterou o nome corporativo para Meta Platforms em 28 de outubro de 2021, durante o evento Facebook Connect. A mudança, anunciada por Mark Zuckerberg, visava priorizar o desenvolvimento do metaverso e tecnologias de realidade virtual.
Mark Zuckerberg, cofundador e CEO da Meta, anunciou a mudança do nome em outubro de 2021 (imagem: Reprodução/Meta)
Por que o Facebook virou Meta?
A mudança para Meta reflete a evolução na história do Facebook, redirecionando o foco para a construção do metaverso. Essa estratégia busca liderar a criação de ambientes virtuais imersivos, transcendendo o modelo limitado das redes sociais e aplicativos de mensagens.
O rebranding também serviu para desvincular a imagem corporativa de crises reputacionais e escândalos sobre a privacidade de dados dos usuários. Ao adotar uma nova identidade, a empresa buscou se distanciar das associações negativas ligadas especificamente ao nome Facebook.
Embora a rede social Facebook continue existindo, a mudança destaca o objetivo da marca em criar ecossistemas digitais imersivos para o futuro. A Meta agora se posiciona como uma companhia de tecnologia social focada em novas formas de conexão humana.
A alteração do nome do Facebook para Meta representa o objetivo da big tech em liderar o metaverso (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que a Meta Platforms faz?
As empresas da Meta Platforms usam tecnologias para conectar pessoas por meio de redes sociais, publicidade digital e o desenvolvimento do metaverso. Os principais produtos e redes sociais da Meta são:
Facebook: principal rede social com bilhões de usuários mensais, focada na construção de comunidades, compartilhamento de atualizações, gestão de eventos e conexões entre grupos de interesse;
Messenger: ferramenta de comunicação integrada ao Facebook que permite mensagens de texto, chamadas em grupo e interações automatizadas com empresas;
Instagram: plataforma visual para compartilhamento de fotos e vídeos curtos, como Stories e Reels, conectando usuários a criadores de conteúdo e marcas globais;
Threads: rede social focada em conversas públicas baseadas em texto e atualizações em tempo real, integrado diretamente ao ecossistema e base de usuários do Instagram;
WhatsApp: serviço de mensagens instantâneas com criptografia de ponta a ponta, oferecendo chamadas de voz, vídeo e soluções corporativas como pagamentos e catálogos;
Meta AI: assistente de inteligência artificial generativa integrada aos aplicativos da empresa para criação de conteúdo, busca de informações e automação de tarefas;
Horizon Worlds: plataforma social de realidade virtual onde os usuários podem explorar, jogar e participar de eventos usando avatares em um ambiente digital;
Meta Quest: dispositivos de realidade virtual e mista que lideram a expansão do metaverso por meio de jogos, treinamentos e ambientes de trabalho colaborativo;
Ray-Ban Meta:óculos inteligentes que combinam designs clássicos com câmeras e IA para captura de mídia, chamadas e transmissões ao vivo com as mãos livres.
Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quem é o dono da Meta?
A propriedade da Meta é dividida entre investidores institucionais e individuais, mas o empresário Mark Zuckerberg detém cerca de 13% das ações totais. Ele concentra sozinho mais de 60% do poder de voto por conta de ações de Classe B, garantindo o controle absoluto da empresa dona do Facebook.
Embora grandes grupos como Vanguard e BlackRock possuam a maioria do capital financeiro, a influência estratégica final permanece com Zuckerberg. Essa estrutura de votação assegura que o fundador mantenha a palavra final sobre todas as decisões e diretrizes da companhia.
Qual é o valor de mercado da Meta?
O valor de mercado da Meta é de aproximadamente US$ 1,66 trilhões, segundo dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. Isso coloca a marca na sétima posição entre as mais valiosas do mundo.
Mark Zuckerberg possui controle absoluto sobre a Meta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Qual é a diferença entre Meta e Facebook?
Meta Platforms é a empresa-mãe que controla um ecossistema focado no metaverso, inteligência artificial e redes sociais. Atua como a entidade jurídica que detém subsidiárias, como o Facebook, Instagram, WhatsApp e Reality Labs.
Facebook Inc. era o antigo nome corporativo da Meta, usado entre 2005 e 2021, quando a marca priorizava apenas a rede social homônima. Atualmente, o termo “Facebook” refere-se exclusivamente ao aplicativo, deixando de representar a estrutura administrativa global.
Qual é a diferença entre Meta e a rede social Facebook?
A Meta Platforms é a holding que gerencia um ecossistema de tecnologia, incluindo hardware de realidade virtual, inteligência artificial e aplicativos globais. Ela atua como a entidade jurídica que sustenta o desenvolvimento de inovações para o futuro da conectividade digital.
O Facebook é uma plataforma de rede social voltada à interação entre usuários por meios de perfis, grupos e compartilhamento de mídia. O aplicativo funciona como um produto individual do grupo Meta, sendo apenas um dos diversos serviços oferecidos pela holding.
Meta aposta em LLMs para chegar à superinteligência (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta manipulou testes do Llama 4, usando variantes diferentes do modelo para otimizar resultados, o que levou à perda de confiança de Mark Zuckerberg no departamento de IA.
Como consequência, a Meta investiu US$ 15 bilhões na Scale AI e nomeou Alexandr Wang para liderar uma nova unidade de pesquisa em IA, além de contratar cientistas de elite com bônus de até US$ 100 milhões.
Yann LeCun, ex-chefe de IA da Meta, criticou a estratégia da empresa e fundou sua própria startup, a AMI Labs, em Paris, para focar em treinamentos de IA com vídeos e dados espaciais.
Yann LeCun, ex-chefe do departamento de inteligência artificial da Meta, confirmou que a empresa “manipulou um pouco” os testes de benchmarking do Llama 4. Segundo o executivo, os engenheiros usaram diferentes variantes do modelo em cada uma das provas para otimizar os resultados.
A declaração de LeCun, dada em uma entrevista ao Financial Times, retoma uma polêmica da época do lançamento do Llama 4, em abril de 2025. Poucos dias após o anúncio, especialistas observaram que os testes foram feitos com um modelo diferente do liberado para o público. Na ocasião, a Meta afirmou que usou diversas versões experimentais e que todas tiveram bons resultados.
A situação ficou mais feia quando usuários e desenvolvedores começaram a usar o Llama 4 e ficaram desapontados com o desempenho do modelo em condições reais.
Quais foram as consequências da manipulação?
LeCun relata que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, não gostou da atitude e “basicamente perdeu a confiança em todos os envolvidos”. A resposta, nas palavras do ex-líder de IA, foi imediata, com a decisão de “jogar para escanteio” toda a organização de IA generativa. O cientista contou que “muitos já saíram, e muitos que ainda não saíram vão sair”.
Wang, CEO da Scale AI, assumiu chefia de IA da Meta (foto: Dlabrot/reprodução)
LeCun passou a ser chefiado por Wang — e não gostou. Na entrevista para o FT, ele dispara: o novo líder “não tem experiência em pesquisa ou como fazer pesquisas”. O até então chefe de IA da Meta tem um currículo acadêmico de peso, incluindo um prêmio Turing por seu trabalho com redes neurais profundas.
Além disso, LeCun discordou dos rumos da empresa, que aposta alto em escalar modelos de linguagem de larga escala (LLMs). Ele considera que esse tipo de IA não é capaz de atingir a superinteligência tão desejada por Zuckerberg. “Minha integridade como cientista não me permite fazer isso”, ressalta.
O cientista defende que os LLMs não conseguem processar informações suficientes para desenvolver inteligência. Para LeCun, uma criança de quatro anos recebe 50 vezes mais dados do que o presente em todos os textos publicados na internet.
Ele explica que tentar fazer um modelo desse tipo desenvolver inteligência é como tentar aprender carpintaria lendo todos os livros já publicados sobre madeira, mas sem tocar em um martelo. Por isso, o pesquisador acredita que treinamentos com vídeos e dados espaciais são necessários para a IA conseguir um aprendizado baseado em física.
Fora da Meta, LeCun criou sua própria startup, a AMI Labs. Ela tem sede em Paris, e seu fundador diz que há um motivo para isso. “O Vale do Silício está completamente hipnotizado por modelos generativos, então você tem que fazer esse tipo de trabalho longe de lá”, explica.
Operadoras reforçaram rede para virada (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens trocadas na virada de 2026.
Claro, Vivo e TIM reforçaram redes 5G para atender à demanda de Ano Novo.
WhatsApp introduziu efeitos de fogos e confetes para chamadas de vídeo e notas de vídeo.
As operadoras brasileiras reforçaram a infraestrutura de rede para garantir a conectividade durante a virada de ano (31/12). A movimentação busca suportar o pico de tráfego de dados esperado para as festividades, especialmente em aplicativos de mensageria. O WhatsApp, principal serviço do gênero no Brasil, prevê que 100 bilhões de mensagens serão trocadas globalmente no réveillon, além de aproximadamente 2 bilhões de chamadas de voz e vídeo.
As prestadoras de telefonia confirmaram ao Tecnoblog que o monitoramento será intensificado para evitar instabilidades. O período é conhecido pelo alto volume de transmissões ao vivo e postagens em redes sociais, o que exige uma coordenação técnica específica para suportar a densidade de usuários em pontos turísticos.
Quais operadoras reforçaram o sinal para o Ano Novo?
Claro, TIM e Vivo manterão equipes de prontidão durante a virada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Claro foi a prestadora que melhor detalhou a operação de fim de ano ao TB. A empresa explicou que houve adição de capacidade de rede em regiões turísticas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Florianópolis e Salvador. A operadora também destacou que a expansão do 5G ao longo de 2025 deve auxiliar na conectividade dos usuários, oferecendo maior largura de banda para quem estiver em áreas cobertas pela nova tecnologia.
Já a Vivo e a TIM informaram que manterão equipes de plantão para garantir a estabilidade e a disponibilidade dos serviços. Ambas as empresas admitem que o réveillon é marcado por uma intensificação drástica no uso da rede. O monitoramento será contínuo a partir de seus centros de operações, permitindo intervenções técnicas rápidas caso ocorra congestionamento em células específicas de sinal móvel.
As novidades do WhatsApp para a virada
WhatsApp liberou pacote de figurinhas e mais funções para o momento da virada (imagem: divulgação)
Além das estimativas de tráfego, o WhatsApp destacou recursos desenhados para a celebração. Entre as funções estão os efeitos de fogos de artifício e confetes para as chamadas de vídeo, além das notas de vídeo, que permitem registrar a contagem regressiva de forma rápida. O aplicativo reforçou que todas as comunicações, incluindo as 2 bilhões de chamadas previstas, contam com criptografia de ponta a ponta.
Para a organização de eventos, o serviço de mensagens enfatizou o uso de enquetes e a criação de eventos dentro dos chats, ferramentas que facilitam a confirmação de presença em festas. O pacote de figurinhas de 2026 e as reações animadas com confete também estarão disponíveis para os usuários até o dia dois de janeiro.
Meta adiciona Manus ao portfólio (imagem: divulgação)Resumo
Meta adquiriu a startup de IA Manus por mais de US$ 2 bilhões para integrar agentes autônomos em seus produtos.
A Manus encerrará operações na China e mudará sua estrutura societária para evitar entraves regulatórios.
Há alguns meses, a dona do Facebook também adquiriu 49% da Scale AI.
A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou nessa segunda-feira (29/12) a aquisição da startup de IA Manus. O movimento tem como objetivo evoluir as capacidades do assistente Meta AI e incorporar a tecnologia de agentes de IA — projetados para executar tarefas de forma autônoma — à estrutura de produtos da big tech.
A transação é avaliada em mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões), segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal. Em comunicado oficial, a empresa de Mark Zuckerberg informou que a equipe da startup se juntará ao time de IA da Meta para expandir as capacidades dos agentes, tanto para consumidores finais quanto para clientes empresariais.
A Manus ganhou destaque no mercado global ao desenvolver soluções capazes de realizar fluxos de trabalho completos sem supervisão humana constante. Desde o lançamento de seu primeiro agente no início deste ano, a plataforma afirma ter processado mais de 147 trilhões de tokens e gerado mais de 80 milhões de computadores virtuais.
Para viabilizar o acordo e evitar entraves regulatórios, a estrutura societária da empresa passará por mudanças profundas. À imprensa norte-americana, a Meta afirma que “não haverá mais participação acionária chinesa na Manus AI” após a transação.
A startup também deve encerrar suas operações e serviços na China, rompendo formalmente com o mercado onde construiu parte de sua base tecnológica para se integrar ao ecossistema dos Estados Unidos.
Operação da Manus continua
Manus deve continuar operando de forma independente, por enquanto (imagem: reprodução/Manus)
Apesar da mudança de controle, a Manus garantiu que seus serviços atuais não serão interrompidos. Em uma postagem no blog oficial da empresa, o CEO Xiao Hong assegura aos clientes que a startup continuará a vender e operar o serviço de assinatura pelos canais existentes.
“Juntar-se à Meta nos permite construir sobre uma base mais forte e sustentável sem mudar como a Manus funciona”, afirmou o executivo. A Manus manterá suas operações baseadas em Singapura. Segundo Xiao, o acordo é uma validação do pioneirismo da empresa no campo dos Agentes de IA Geral e uma oportunidade de escalar a tecnologia para os bilhões de usuários.
Mais um investimento da Meta em IA
A compra da Manus se soma aos reforços de IA pela Meta. Após dificuldades para acelerar o lançamento de novos modelos no início do ano, Mark Zuckerberg passou a priorizar a contratação de pesquisadores e executivos experientes, com pacotes de remuneração elevados, em uma tentativa de acelerar o desenvolvimento interno da área.
Meses atrás, a Meta adquiriu uma participação de 49% na Scale AI. Como parte do acordo, o fundador da startup, Alexandr Wang, assumiu o cargo de Chefe Executivo de IA da companhia.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Mark Zuckerberg é o programador e empresário conhecido por ser o cocriador do Facebook em 2004. Ele iniciou sua formação em Harvard, onde cursava Ciências da Computação e Psicologia, mas abandonou os estudos para focar na expansão da rede social.
Atualmente, ele comanda a Meta, empresa que detém o controle de grandes plataformas como o Instagram e o WhatsApp. A carreira de Zuckerberg é focada na evolução das redes sociais e no desenvolvimento de tecnologias voltadas para o futuro do metaverso.
Como CEO da Meta, Zuckerberg é um dos responsáveis por moldar o futuro da tecnologia e liderar iniciativas de inovação que conectam bilhões de usuários ao redor do mundo. Além disso, ele investe em filantropia e ciência por meio da Chan Zuckerberg Initiative.
A seguir, saiba mais sobre a história de Mark Zuckerberg, sua trajetória profissional e as empresas que fazem parte da Meta. Também descubra a importância do executivo para o mercado tecnológico.
Mark Zuckerberg é o cofundador e CEO da Meta, conglomerado que controla plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. O programador norte-americano é uma das figuras mais influentes na evolução da conectividade e do metaverso.
Nascido em 14 de maio de 1984, em White Plains (Nova York), ele se destacou precocemente em Harvard ao demonstrar talento precoce para a computação desde a juventude. Atualmente, foca sua atuação no desenvolvimento de inteligência artificial e em projetos filantrópicos por meio da Chan Zuckerberg Initiative.
Qual é a formação de Mark Zuckerberg?
Zuckerberg estudou na Phillips Exeter Academy e ingressou em Harvard em 2002 para cursar Ciências da Computação e Psicologia. Durante o segundo ano na faculdade, desenvolveu o Facebook e decidiu abandonar a graduação para focar na empresa.
Apesar de não ter concluído o currículo acadêmico regular, ele se dedicou integralmente à expansão da rede social. Em 2017, Harvard lhe concedeu um doutorado honorário, simbolizando seu reconhecimento e sucesso profissional.
Mark Zuckerberg abandonou a faculdade de Ciências da Computação para focar no Facebook, hoje chamado de Meta (imagem: Reprodução/Meta)
Qual é a carreira profissional de Mark Zuckerberg?
A trajetória profissional de Zuckerberg começou em 2004 com a criação do Facebook no campus de Harvard, expandindo-se rapidamente após aportes de capital de risco. Sob sua liderança, a startup recusou propostas de aquisição e transferiu a sede para o Vale do Silício.
Ele comandou a abertura de capital da rede social em maio de 2012, seguida da agressiva estratégia de expansão por meio de fusões. Assim, Zuckerberg consolidou o domínio do mercado ao adquirir plataformas fundamentais como a rede social Instagram e o mensageiro WhatsApp.
Em 2021, o executivo reposicionou a holding como Meta Platforms para liderar a tecnologia do metaverso e de inteligência artificial. O foco atual reside na integração de hardware de realidade virtual e no desenvolvimento de modelos de linguagem de código aberto.
Atualmente, Zuckerberg exerce os cargos de CEO e presidente da Meta, sendo uma das figuras mais influentes da tecnologia mundial. Paralelamente, ele gerencia a Chan Zuckerberg Initiative, organização voltada para o avanço da ciência e da educação mundial.
Desde que alterou o nome para Meta em 2021, Zuckerberg tem guiado a empresa pelo caminho do metaverso e inteligência artifícial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quais são as empresas de Mark Zuckerberg?
As empresas de Mark Zuckerberg estão centralizadas na Meta Platforms, conglomerado com foco na inovação em redes sociais, inteligência artificial e tecnologia de realidade virtual:
Facebook: plataforma de rede social com bilhões de usuários que permite às pessoas criar perfis para se conectar com amigos, familiares e comunidades, funcionando como um centro de compartilhamento pessoal;
Messenger: mensageiro instantâneo gratuito da Meta que conecta contatos pessoais e profissionais por meio de mensagens de texto, chamadas de voz e vídeo;
Instagram: a rede social Instagram é focada no compartilhamento visual de fotos e vídeos, sendo um pilar fundamental para criadores de conteúdo e e-commerce mundial;
WhatsApp: o WhatsApp é um mensageiro instantâneo essencial para a comunicação privada e corporativa, oferecendo criptografia de ponta a ponta e ferramentas de negócios;
Threads: a plataforma Threads do Instagram foca em interações baseadas em texto e conversas públicas, competindo diretamente no mercado de microblogs com atualizações em tempo real;
Meta AI: a assistente Meta AI integra recursos de IA generativa aos aplicativos e dispositivos da Meta, sendo alimentado por modelos Llama para responder perguntas, criar conteúdo e aprimorar experiências digitais;
Reality Labs: divisão dedicada ao desenvolvimento do metaverso e hardwares avançados, como os óculos de realidade virtual Quest e os dispositivos de realidade aumentada.
Qual é a diferença entre Meta e Facebook?
A Meta Platforms é a empresa-mãe que detém e coordena tecnologias focadas em redes sociais, inteligência artificial e o desenvolvimento do metaverso. Ela funciona como a estrutura corporativa superior que gerencia marcas globais e define a visão estratégica de todo o grupo.
O Facebook é o serviço de rede social e a plataforma original criada em 2004, agora operando como uma subsidiária. Atualmente, ele é apenas um dos diversos produtos oferecidos pela Meta, coexistindo ao lado de outros aplicativos como Instagram e WhatsApp.
A principal diferença entre Meta e Facebook reside na hierarquia: a Meta é a organização que toma as decisões financeiras e de infraestrutura, enquanto o Facebook é a plataforma onde os usuários interagem diretamente.
Liderada por Zuckerberg, a Meta abrange vários outros serviços como Instagram e WhatsApp (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Qual é o patrimônio de Mark Zuckerberg?
O patrimônio de Mark Zuckerberg é estimado em cerca de US$ 229 bilhões, de acordo com dados da Forbes. Essa fortuna provém majoritariamente da participação na Meta, consolidando-o como a sexta pessoa mais rica do mundo.
De onde vem a fortuna de Mark Zuckerberg?
A fortuna de Mark Zuckerberg provém de sua participação na Meta Platforms, valorizadas por receitas publicitárias e pelo desempenho das ações. Com cerca de 13% da empresa, ele mantém o controle acionário e concentra a riqueza no crescimento da big tech.
O executivo não possui riqueza herdada, pois vem de uma família de classe média onde os pais eram dentista e psiquiatra. Sua ascensão é puramente empreendedora, sem suporte de heranças significativas ou capitais familiares preexistentes.
Qual é a importância de Mark Zuckerberg para o mercado tecnológico?
Zuckerberg moldou a comunicação global ao fundar o ecossistema que integra bilhões de usuários, definindo padrões mundiais de conectividade e publicidade. Como dono da Meta, ele dita o ritmo da inovação ao priorizar o desenvolvimento de infraestrutura de realidade aumentada e modelos de linguagem.
Sua liderança é estratégica ao democratizar o acesso à inteligência artificial com o projeto Llama, desafiando o monopólio de outras gigantes do setor. Essa movimentação acelera a competição no mercado, forçando a evolução constante de assistente digitais e novas interfaces de hardware vestível.
Ao integrar “superinteligência” em suas plataformas, Zuckerberg consolida a Meta como um pilar econômico indispensável para o marketing digital e desenvolvedores. Suas decisões não apenas valorizam as ações da empresa, mas moldam os aspectos técnicos da próxima década de interação humana.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Autoridade de Concorrência e Mercado da Itália ordenou que a Meta suspenda o bloqueio de IAs rivais no WhatsApp.
O órgão alega risco de “dano irreparável” à concorrência.
Meta argumenta que o WhatsApp não foi projetado como uma plataforma de distribuição de chatbots e pretende recorrer da decisão.
A decisão da Meta pelo bloqueio de IAs rivais no WhatsApp segue movimentando agências antitruste ao redor do mundo. Desta vez, a Autoridade de Concorrência e Mercado da Itália (AGCM) determinou, na quarta-feira (24/12), a suspensão da nova política da empresa.
Em outubro, a empresa atualizou os termos de uso de sua API Business para vetar explicitamente o uso da ferramenta para “fornecer, entregar ou vender” serviços de IA generativa de propósito geral. Com a proibição, a operação de assistentes como o ChatGPT dentro do mensageiro são inviabilizadas.
O órgão afirma ter encontrado indícios suficientes de que a conduta da big tech pode configurar um abuso de posição dominante, feito para sufocar a inovação externa e limitar a escolha do consumidor.
Dessa forma, o principal argumento é que a Meta favorece exclusivamente a própria criação, o Meta AI, impedindo que rivais se aproveitem da grande disponibilidade do WhatsApp como canal de distribuição.
A decisão tem caráter cautelar e ocorre enquanto a investigação principal ainda está em andamento. Para os reguladores italianos, a manutenção do bloqueio durante o trâmite do processo poderia causar “dano sério e irreparável” à dinâmica do mercado.
WhatsApp “não é loja de apps”
Meta rejeita decisão e diz que não é plataforma de distribuição (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Em resposta à ordem italiana, a Meta classificou a decisão como uma falha. Em comunicado enviado ao portal TechCrunch, a companhia argumentou que não projetou a API do WhatsApp Business para funcionar como uma plataforma de distribuição de chatbots de terceiros.
Para a Meta, o órgão italiano presume “que o WhatsApp seja, de fato, uma loja de aplicativos” e que a proliferação recente de chatbots de IA na plataforma colocou uma pressão sobre os sistemas da empresa “que eles não foram projetados para suportar”.
A empresa afirma, ainda, que recorrerá da decisão, e que os desenvolvedores de IA devem distribuir as ferramentas através de lojas de apps tradicionais ou sites próprios.
UE e Brasil enfrentam decisão
No início de dezembro, a Comissão Europeia já havia aberto sua própria investigação antitruste sobre o mesmo tema. O bloco econômico avalia se as novas diretrizes da Meta — que entraram em vigor para novos provedores em outubro e valeriam para os antigos a partir de janeiro de 2026 — violam as leis de concorrência da União Europeia.
Se for comprovado que a empresa infringiu as regras antitruste do bloco ao excluir concorrentes, a Meta poderá enfrentar multas de até 10% de sua receita anual global. Com base nos resultados de 2024, a penalidade poderia superar a marca de US$ 16 bilhões (cerca de R$ 88,8 bilhões).
Meta AI passa a ser IA exclusiva no WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Já no Brasil, onde o WhatsApp é a plataforma dominante, a mudança de política da Meta afeta diretamente o modelo de negócios de startups locais. As startups criadoras das IAs Luzia e Zapia acionaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As empresas alegam que a nova postura da Meta é anticompetitiva e contraditória.
O argumento levado ao órgão brasileiro é que a própria big tech incentivou o desenvolvimento desse ecossistema no passado recente. Agora, ao cortar o acesso de terceiros, a empresa estaria tentando monopolizar a interface de conversa com inteligência artificial.
Projeto para abrir Horizons OS beneficiaria fabricantes e desenvolvedores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta pausou o projeto Horizon OS, que permitiria o uso do sistema dos headsets Quest por outras marcas, incluindo Asus e Lenovo.
A Meta cortará 30% do orçamento do metaverso, afetando o Meta Horizon Worlds e a divisão de headsets Quest.
A divisão Reality Labs teve prejuízo acumulado de mais de US$ 70 bilhões desde 2021.
A Meta pausou o projeto para abrir o Horizon OS, sistema operacional dos headsets Quest, que permitiria a outras marcas usá-lo em seus produtos.
A notícia foi dada em primeira mão pelo site Road to VR e confirmada por Engadget e TechCrunch. Segundo a Meta, a decisão foi tomada para poder se concentrar em construir seus próprios aparelhos e software para avançar no mercado de realidade virtual.
Asus e Lenovo são parceiras no projeto
A companhia comandada por Mark Zuckerberg anunciou seus planos de abrir o Meta Horizon OS em abril de 2024. Segundo informações divulgadas na época, os desenvolvedores passariam a ter acesso a tecnologias de rastreio e de reprodução do mundo real em alta resolução.
Na ocasião, também foram anunciadas parcerias com a Asus e a Lenovo. A primeira lançaria um headset gamer de alto desempenho com a marca Republic of Gamers (também conhecida como ROG). Já a segunda estaria preparando um aparelho com foco em produtividade, ensino e entretenimento.
Dispositivo da Lenovo teria foco em produtividade (imagem: divulgação/Meta)
Com a pausa no projeto Horizon OS, o futuro desses dois produtos é incerto. Em setembro de 2025, a Meta disse que eles seriam lançados. Mesmo assim, as duas marcas praticamente não tocaram no assunto desde então.
Por isso, é possível que os aparelhos nem mesmo sejam lançados. No momento, a Meta diz apenas que “revisitará oportunidades para parcerias voltadas a dispositivos de terceiros à medida que a categoria evolui”.
Meta vai cortar gastos no metaverso
Para quem acompanha as notícias sobre a gigante das redes sociais, a pausa de um projeto de realidade virtual não surpreende.
A avaliação é de que esse setor não evoluiu como o esperado. A divisão Reality Labs, que abriga projetos de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), teve prejuízo acumulado de mais de US$ 70 bilhões desde 2021 (cerca de R$ 387 bilhões, em conversão direta).
Parte dos recursos será direcionada aos modelos de óculos com inteligência artificial, como o Ray-Ban Meta e o Oakley Meta. Eles têm sido o destaque nos eventos recentes da empresa.
Projeto Avocado sinaliza fim da era exclusivamente open source na Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta planeja lançar o modelo Llama 4 em 2026, abandonando o código aberto para competir com OpenAI e Google.
A reestruturação visa priorizar a lucratividade, com investimentos de US$ 600 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA.
O desenvolvimento do modelo Avocado envolve o uso de dados de concorrentes e cortes em outras divisões da empresa.
A Meta estaria reestruturando a divisão de inteligência artificial para priorizar a lucratividade e o controle da tecnologia, de acordo com uma reportagem da agência Bloomberg. Com isso, a empresa de Mark Zuckerberg se afastaria da filosofia de código aberto que ela própria defendeu nos últimos anos.
O cerne da questão seria o modelo Llama 4, que ainda não foi lançado, mas já se tornou alvo de críticas por suposta manipulação de testes de desempenho. Ele está previsto para chegar ao mercado em meados de 2026 e deve ser um produto rigorosamente controlado pela Meta.
Por que a Meta decidiu mudar a estratégia?
Fontes ligadas à empresa relataram à Bloomberg que a transição foi acelerada após o cancelamento de um projeto intermediário chamado Behemoth. Desapontado com a trajetória dele, Zuckerberg teria descartado a ideia para focar numa nova arquitetura batizada de Avocado.
A mudança também responde a pressões financeiras. Segundo informações de reportagens da Bloomberg e do The Verge, o plano é alinhar a companhia aos modelos de negócios das rivais OpenAI e Google, buscando rentabilizar os investimentos trilionários no setor de IA.
Investidores de Wall Street têm questionado os gastos da Meta. Zuckerberg prometeu desembolsar US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3,2 trilhões) em projetos de infraestrutura nos Estados Unidos nos próximos três anos, a maioria relacionada à inteligência artificial. O modelo de código aberto dificulta a monetização necessária para justificar as despesas.
Treinamento com tecnologia rival e desafios
O desenvolvimento do Avocado é de responsabilidade de um grupo de elite recém-formado por Zuckerberg, denominado TBD Lab. Para treinar o novo modelo, a equipe está utilizando dados extraídos de sistemas concorrentes, como Gemma (Google), gpt-oss (OpenAI) e Qwen (da gigante chinesa Alibaba).
Sob liderança de Alexandr Wang, novo modelo fechado será treinado com dados de rivais (foto: reprodução/Dlabrot)
Além dos desafios técnicos, a Meta enfrenta obstáculos regulatórios. O uso interno do termo “superinteligência” para descrever projetos de longo prazo gerou reações negativas em pesquisas de mercado. Legisladores, especialmente na União Europeia, associam o termo a riscos de segurança descontrolados.
Project Aura marca o novo projeto do Google em óculos inteligentes (imagem: divulgação/Google)Resumo
O Google está desenvolvendo duas linhas de smart glasses com IA, em parceria com Samsung, Warby Parker e Gentle Monster, visando competir com Meta, Xreal e Apple em 2026.
Os óculos com Gemini terão modelos com displays e para comandos de voz, suportando realidade aumentada e tradução em tempo real.
O Galaxy XR, desenvolvido com a Samsung, receberá o travel mode para uso em movimento e o PC Connect para espelhamento de computadores Windows.
O Google quer voltar ao mercado de óculos inteligentes — e desta vez, com uma estratégia diferente da adotada no Google Glass. A empresa confirmou que trabalha em duas linhas de smart glasses impulsionadas pelo Gemini: uma com displays integrados e outra pensada para comandos de voz.
Os primeiros modelos, feitos em parceria com fabricantes como Samsung, Warby Parker, Gentle Monster e Xreal, devem aparecer ao longo de 2026, embora nenhum protótipo final tenha sido revelado.
A iniciativa reforça a tentativa da Alphabet de ganhar terreno em um segmento que avança rápido. A Meta já domina a categoria com as Ray-Ban Meta, Snap prepara sua estreia no setor e Apple também deve entrar na disputa. Para o Google, a nova leva de produtos e a chegada do Android XR marcam uma abordagem mais madura do que a tentativa anterior, ajustando design, bateria e privacidade para evitar erros do passado.
Como funcionam os óculos com Gemini?
Segundo a Bloomberg, jornalistas puderam testar vários protótipos durante uma demonstração em Nova York. Entre eles estava um desenvolvido com a Xreal, chamado internamente de Project Aura. A maioria dos modelos depende do smartphone para processamento, o que permite manter peso e formato parecidos com óculos comuns. Com isso, as interações com o Gemini acontecem de maneira mais natural, como pedir músicas no YouTube Music, fazer buscas ou analisar objetos para gerar receitas.
Há versões com display monocular ou binocular. Ambas suportam sobreposições de realidade aumentada para apps como Google Maps e Google Meet, mas o modelo de duas telas entrega um campo de visão maior. Nos testes, foi possível usar tradução em tempo real com legendas projetadas na lente ou apenas ouvir o resultado pelos alto-falantes embutidos.
Segundo a empresa, a ideia é que todas as experiências funcionem de forma consistente tanto no modelo só de áudio quanto nos óculos com tela. “Queremos dar a você a liberdade de escolher o equilíbrio certo entre peso, estilo e imersão para suas necessidades”, disse o Google no anúncio.
Google confirma que trabalha em duas linhas de smart glasses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
E o que muda para a linha XR da Samsung?
Além dos óculos, o Google também anunciou melhorias para o Galaxy XR, headset criado em parceria com a Samsung. Um novo modo viagem permitirá usar o dispositivo em carros e aviões sem que a interface “escape” do campo de visão quando há movimento — algo que incomodou usuários no lançamento.
Outra novidade é o PC Connect, aplicativo que permitirá espelhar qualquer computador com Windows no ambiente virtual, inclusive para jogos. Antes, apenas laptops da linha Galaxy Book tinham suporte ao recurso. Uma versão para macOS está em desenvolvimento.
Por fim, chega também o Likeness, novo estilo de avatar mais próximo da aparência real das pessoas. A partir de um escaneamento facial via smartphone, o usuário poderá usar representações mais fiéis em chamadas de vídeo. O recurso estreia em versão beta, assim como o PC Connect.
Tim Cook está à frente da Apple desde 2011 (imagem: divulgação)Resumo
A Apple enfrenta a saída de executivos importantes, incluindo o chefe de IA, John Giannandrea, e o executivo de design, Alan Dye, que foi para a Meta.
A Meta e a OpenAI estão atraindo talentos da Apple, com a OpenAI contratando 25 ex-funcionários para a divisão de hardware.
A Apple enfrenta críticas por atrasos e problemas em IA e design, contribuindo para a saída de executivos e trocas de lideranças.
Em menos de uma semana, a Apple anunciou a saída de quatro executivos do primeiro escalão. John Giannandrea, chefe de IA, não vai mais trabalhar na empresa. Alan Dye, executivo de design, vai para a Meta. Kate Adams (conselheira jurídica chefe) e Lisa Jackson (vice-presidente de iniciativas sociais) vão se aposentar.
Se considerarmos um intervalo maior, a lista de desembarques é bem mais longa. Uma das mais relevantes foi a aposentadoria de Jeff Williams, então diretor-chefe de operações. E, recentemente, circularam rumores de uma saída do próprio Tim Cook, CEO da empresa, em 2026.
Concorrentes estão levando os funcionários
Uma parte dessas mudanças se deve a uma estratégia agressiva da Meta, que buscou contratar talentos de concorrentes (e pagar altos salários por isso). Além de Dye, o mesmo aconteceu com Ke Yang, que chefiava os trabalhos de busca na web com IA, e Ruoming Pang, que comandava os modelos de IA da maçã.
Quem também está empenhada em trazer profissionais experientes é a OpenAI. Segundo fontes da indústria, a empresa comandada por Sam Altman contratou 25 ex-funcionários da Apple para a divisão de hardware. Eles ficarão sob a batuta de Tang Tan, que trabalhou por 25 anos para a marca da maçã.
Jony Ive deixou a Apple em 2019 e agora trabalha na OpenAI (foto: divulgação)
Alguns analistas atribuem as mudanças ao fato de a Apple ter ficado para trás na corrida da IA generativa. A companhia não só demorou para apresentar produtos e serviços com a tecnologia, mas também teve problemas com a qualidade do que foi entregue.
Nova Siri mais inteligente pode chegar em 2026 (foto: João Vitor Nunes/Tecnoblog)
Grande parte dessa demora se deu devido a uma postura mais conservadora. Entre 2023 e 2024, notícias indicavam que as lideranças temiam que a marca acabasse envolvida em alguma polêmica por causa da IA generativa, sua falta de precisão e sua tendência a alucinar.
Outro motivo não é relacionado com a IA. Nos últimos anos, a Apple foi bastante criticada por falta de atenção a detalhes de design e software, que costumavam ser pontos fortes da marca.
E agora? Qual o futuro da Apple?
Com tantas saídas e sem contratações de destaque, a empresa passou a ter veteranos em cargos de liderança. Por outro lado, as equipes são formadas majoritariamente por funcionários que não estavam presentes em momentos importantes da companhia, como o desenvolvimento do iPhone, do iPad e do Apple Watch, por exemplo.
Ao mesmo tempo, essas pessoas estão em concorrentes, notadamente a Meta e a OpenAI, o que aumenta a expectativa pelos futuros produtos de hardware das duas empresas.
Por outro lado, algumas mudanças indicam a insatisfação da própria Apple com os rumos tomados nos últimos anos.
John Giannandrea está deixando o cargo na Apple (imagem: Steve Jennings/TechCrunch/Wikimedia)
O Wall Street Journal define como “tumultuada” a passagem de Giannandrea pela Apple entre 2018 e 2025, apontando que o executivo montou um bom time de pesquisadores, algo até então incomum para a empresa, mas não conseguiu definir um rumo para o departamento de IA.
Já a saída de Alan Dye, que chefiava o design, é um caso curioso. O blogueiro John Gruber, famoso por acompanhar a Apple, diz que a equipe chefiada por Dye está feliz com sua saída e com a promoção de Stephen Lemay ao cargo de chefia.
Dye não foi demitido, mas sim aceitou uma proposta melhor da Meta. Mesmo assim, ele e Lemay têm perfis muito diferentes um do outro. Dye, indicado por Ive em 2015, vinha do mercado de branding e propaganda, sem ter experiência em design de interfaces.
Já Lemay tem justamente o conhecimento técnico de design de interfaces e interações. A troca, portanto, pode indicar uma nova direção para os produtos e sistemas da Apple, bastante criticados nos últimos anos.
Meta baniu integração de chatbots de terceiros na plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Comissão Europeia investiga a Meta por possível violação de leis antitruste ao banir chatbots de IA rivais do WhatsApp.
A Meta atualizou as diretrizes da API do WhatsApp Business, proibindo o uso para integrar tecnologias de IA como assistentes de uso geral.
No Brasil, as startups Luzia e Zapia contestam as restrições no Cade, alegando que a política contradiz incentivos anteriores da Meta.
A Comissão Europeia investiga se a Meta abusa da posição no mercado após mudanças nos termos de serviço do WhatsApp, que restringiram chatbots de IA de concorrentes. A ação antitruste visa, segundo o órgão regulador, “prevenir danos irreparáveis à concorrência” no setor de IA.
A decisão ocorre após a Meta atualizar as diretrizes da API do WhatsApp Business em outubro. As novas regras proíbem que provedores de tecnologia utilizem a interface do mensageiro para distribuir chatbots de IA.
O bloqueio impede que milhões de usuários usem alternativas à própria ferramenta da casa, Meta AI, que permanece acessível e integrada ao app. Se for comprovada a infração às leis de concorrência do bloco, a empresa de Mark Zuckerberg pode enfrentar multas de até 10% da receita anual global. Isso, com base nos ganhos de 2024, equivaleria a aproximadamente US$ 16,4 bilhões (R$ 85 bilhões, em conversão direta).
Chatbots não funcionarão no WhatsApp
Medida prioriza uso da Meta AI no WhatsApp (imagem: reprodução/WhatsApp)
A política implementada pela Meta distingue como IAs de terceiros podem ser usadas no WhatsApp. Empresas ainda podem utilizar automação para suporte ao cliente (como bots de atendimento), mas veta o uso da API para integrar tecnologias de IA como assistentes de uso geral.
Para novos provedores, a restrição entrou em vigor em 15 de outubro de 2025. Para empresas que já operavam na plataforma, o prazo final para adequação é 15 de janeiro de 2026.
Nesse período, a OpenAI, criadora do ChatGPT, foi uma das empresas que removeu a tecnologia do WhatsApp. Segundo a companhia, mais de 50 milhões de pessoas utilizam o chatbot pela interface do mensageiro.
Caso no Brasil
No Brasil, as startups Luzia e Zapia, impactadas pela decisão, entraram com um pedido semelhante no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo as empresas, que desenvolvem chatbots integrados à plataforma, as limitações da nova política contrariam a postura da própria big tech — que incentivou anteriormente essas soluções no mensageiro.
Procurada pelo The Register, um porta-voz do WhatsApp classificou as acusações de anticompetitividade como “infundadas”.
A defesa da empresa alega questões técnicas: segundo a Meta, os sistemas do WhatsApp Business não foram projetados para suportar a carga de processamento exigida por chatbots de IA de uso geral operando em larga escala. A companhia também argumenta que já existe competição suficiente no mercado de inteligência artificial.
Empresa de Mark Zuckerberg afirma que uso de IA reduziu invasões de contas em 30% (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta lançou uma central de suporte unificada para Facebook e Instagram, que agrupa opções de segurança e recuperação de contas.
Empresa introduziu um assistente de suporte baseado em IA, ainda em teste, que promete reduzir invasões de contas em 30%.
A companhia tenta contornar críticas de que as reestruturações constantes geram confusão nos usuários.
A Meta anunciou ontem (04/12) uma nova central de suporte unificada para usuários do Facebook e Instagram. A ferramenta, já disponível nos aplicativos para iPhone e Android, agrupa no mesmo local as opções para relatar problemas técnicos, recuperar contas perdidas e gerenciar configurações de segurança.
A novidade também traz um novo assistente de suporte baseado em inteligência artificial. O recurso, ainda em testes, deve oferecer auxílio personalizado em tarefas como a recuperação de acesso, gerenciamento de perfis e atualização de configurações.
Nesta etapa inicial, o chat com IA está disponível apenas para usuários do Facebook, mas a Meta planeja expandir a funcionalidade para outros apps da plataforma.
Promessa é de mais segurança
Meta disponibilizou uma nova central de suporte unificada (gif: reprodução/Meta)
A empresa promete que a centralização tornará os processos mais ágeis e com métodos de verificação descomplicados. Uma das novidades é a opção de gravar um vídeo selfie para verificar a identidade do usuário, em um sistema melhorado de reconhecimento de dispositivos confiáveis.
Segundo o comunicado oficial, o uso da IA tem sido fundamental para a proteção preventiva dos usuários, resultando em uma queda de mais de 30% nas invasões de contas globalmente no último ano. Os sistemas podem identificar e bloquear ameaças como phishing, logins suspeitos e comprometimento de senhas antes que danos maiores ocorram.
Além da prevenção, a companhia acrescenta que a IA tem auxiliado na redução de desativações acidentais de perfis, acelerando o processo de correção quando erros acontecem.
A Meta afirma que o sistema deve conectar os usuários de forma mais eficiente a ferramentas de proteção adicionais, como a verificação de segurança reformulada, a configuração de autenticação de dois fatores (2FA) e o uso de chaves de acesso (passkeys).
Promessa é de menos burocracia para quem perdeu o acesso à conta (imagem: reprodução/Meta)
Histórico de problemas
Como lembra o TechCrunch, esse cenário descrito pela empresa contraria alguns relatos de usuários: há um volume significativo de reclamações sobre a perda de acesso de contas pessoais e Páginas do Facebook devido a falhas nos sistemas automatizados. A situação motivou a criação de fóruns online para auxiliar pessoas que estão processando a Meta para recuperar seus perfis.
Uma das críticas é que a reestruturação constante dos menus e das áreas de ajuda, embora justificada pela empresa como uma melhoria, acaba gerando confusão, dificultando que o usuário encontre as ferramentas necessárias.
A Meta defende que a nova central resolverá parte desses atritos ao oferecer uma experiência mais direta. Novas ferramentas de recuperação devem ser lançadas em 2026.
Metaverso e realidade virtual devem ter menos investimento na Meta (imagem: kai Stachowiak/Public Domain Pictures)Resumo
Meta planeja cortar 30% do orçamento do metaverso, impactando as divisões de headsets Quest e Horizon Worlds.
De acordo com a agência Bloomberg, o motivo alegado pela empresa é a falta de concorrência no setor.
A companhia de Mark Zuckerberg também tem redirecionado o foco para a IA, priorizando modelos de linguagem e hardwares integrados.
A Meta, controladora do Facebook e Instagram, pode reduzir os investimentos destinados ao metaverso. Segundo a Bloomberg, a companhia de Mark Zuckerberg deve aplicar um corte de até 30% no orçamento do grupo responsável pelas tecnologias no planejamento de 2026.
O ajuste de rumo sinalizaria uma provável mudança de prioridade na gestão de recursos da big tech. Importante notar que a aposta no metaverso motivou, inclusive, a mudança de nome da companhia em 2021, que até então carregava o nome da principal rede social, Facebook.
Internamente, a justificativa para o recuo, segundo a agência, baseia-se na leitura de que o mercado não evoluiu conforme as projeções.
Plataformas do metaverso na mira de Zuckerberg
Meta Quest 3S foi lançado em 2024 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A medida deve impactar diretamente o desenvolvimento da plataforma de mundos virtuais Meta Horizon Worlds e a unidade de realidade virtual responsável pelos headsets Quest. Essas divisões concentram a maior parte dos gastos do setor.
A proposta de redução, discutida em reuniões de executivos no mês passado, supera consideravelmente o corte padrão de 10% solicitado por Zuckerberg para outros departamento da empresa, diz a Bloomberg. Com isso, espera-se uma nova rodada de demissões já em janeiro.
Tudo isso porque a companhia avaliou que o nível de concorrência sobre a tecnologia não atingiu o esperado. Diante da falta de rivais de peso disputando o espaço, a Meta teria optado por frear os gastos. Falamos sobre o (in)sucesso da tecnologia no Tecnocast 309 – Óculos, headsets e o futuro que ainda não chegou.
Divisão acumulou perdas
A divisão Reality Labs, que abriga os projetos de realidade virtual (VR) e aumentada (AR), tem sido considerada uma fonte de drenagem financeira para a Meta. Desde o início de 2021, o setor acumulou perdas superiores a US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões), gerando críticas constantes de investidores e analistas que viam pouco retorno.
O trauma com o setor é tanto que o mercado enxergou a notícia com bons olhos. As ações da Meta registraram uma alta de 5,5% nas negociações pré-mercado em Nova York após a divulgação do relatório da Bloomberg.
Foco da Meta é em IA
Mark Zuckerberg tem focado no Llama e no Meta AI, soluções de IA da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Enquanto o metaverso perde tração no orçamento, a Meta redireciona o foco para a IA. Zuckerberg já quase não menciona o metaverso e tem priorizado o desenvolvimento de modelos de linguagem, como o Llama, e hardwares integrados, como os óculos inteligentes Ray-Ban Meta.
Medida deve impactar divisão responsável pelos headsets de realidade virtual Quest e pela plataforma Horizon Worlds. Motivo seria a falta de concorrência no setor.
Meta Quest 3S custa US$ 299 nos Estados Unidos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Startups temem nova regra no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
As startups Luzia e Zapia, que atuam no desenvolvimento de chatbots, protocolaram no Cade pedido de medida preventiva contra a Meta.
A ação ocorre após a plataforma atualizar os termos do WhatsApp Business, proibindo empresas de IA de operarem a partir de janeiro de 2026.
Segundo as companhias, a medida visa beneficiar a Meta AI e contraria a postura da big tech nos últimos anos.
As startups Luzia e Zapia, que atuam no desenvolvimento de chatbots de inteligência artificial, protocolaram no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pedido de medida preventiva contra a Meta. As empresas afirmam que uma nova política do WhatsApp pode restringir de forma determinante a atuação de agentes independentes no setor.
A informação foi publicada pelo blog Pipeline, do jornal Valor Econômico. O movimento ocorre após a Meta atualizar os termos do WhatsApp Business, impondo limitações específicas a empresas classificadas como “desenvolvedoras de IA”. A autoridade concorrencial instaurou um procedimento preparatório e deu o prazo de 8 de dezembro para que a Meta apresente esclarecimentos.
Entenda o caso
Na revisão das regras, a Meta determinou que companhias cujo produto principal seja inteligência artificial — e não apenas o uso auxiliar dessa tecnologia — estarão proibidas de operar o WhatsApp Business Solution a partir de janeiro de 2026.
Com isso, contas de negócios baseados em IA poderão ser desativadas. Para as companhias Luzia e Zapia, essa alteração ameaça a continuidade das operações de ambos os serviços, que atendem milhões de usuários pelo próprio app de mensagens.
As startups afirmam, no documento enviado ao Cade, que a medida tende a favorecer o Meta AI, assistente nativo da plataforma. Elas argumentam que a restrição contraria a postura da big tech nos últimos anos, período em que a empresa incentivou a integração de soluções de IA com o WhatsApp.
O CEO da Luzia, Álvaro Martínez, afirmou que ao site que o objetivo “não é antagonizar a Meta, mas garantir que as autoridades entendam claramente o que essa decisão significa para os operadores independentes e para a concorrência nos serviços de IA no Brasil e além”.
Mudança no WhatsApp Business determinou ação das startups (foto: Gabrielle Lancellotti/Tecnoblog)
O que diz o WhatsApp?
A Meta declarou que a API do WhatsApp não foi projetada para uso por chatbots de IA, alegando que isso poderia gerar “pressão severa” na infraestrutura técnica. A companhia reforça que negócios de varejo que utilizem IA para funções secundárias, como suporte automatizado, não serão impactados.
Ao Tecnoblog, o WhatsApp também afirma que as alegações das startups são “infundadas”.
“Rejeitamos essas alegações e as consideramos infundadas. A API do WhatsApp nunca foi projetada para ser usada por chatbots de IA, e fazê-lo colocaria uma pressão severa em nossos sistemas. A atualização recente não afeta as dezenas de milhares de empresas que oferecem suporte ao cliente e enviam atualizações relevantes, nem as empresas que utilizam o assistente de IA de sua escolha para conversar com seus clientes.”
– WhatsApp, em nota ao Tecnoblog
Como funcionam as startups?
Chatbot LuzIA no WhatsApp (imagem: reprodução/LuzIA)
As duas companhias atuam com assistentes que executam tarefas bastante difundidas no mercado — criação de imagens, transcrição de áudios, buscas rápidas e outras funções generalistas —, realizadas diretamente no WhatsApp, sem que o usuário precise acessar um app externo.
Em maio, a startup recebeu um aporte de US$ 13,5 milhões (cerca de R$ 72 milhões) da Prosus, grupo que também é investidor do iFood. Com o investimento, a companhia ampliou sua presença local com a abertura de uma unidade em São Paulo.
A Zapia, por sua vez, nasceu no Uruguai pelas mãos de três fundadores e também tem o Brasil como principal mercado de expansão. Em abril, a empresa levantou US$ 7 milhões (R$ 37 milhões) — igualmente com participação da Prosus — para acelerar seu crescimento e desenvolver novos recursos.
WhatsApp pode ser banido na Rússia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Rússia ameaça banir o WhatsApp definitivamente, e já exige que dispositivos venham com o rival russo, o Max, pré-instalado.
Segundo a agência federal responsável pelas comunicações no país, o bloqueio ocorrerá se o WhatsApp não cumprir a legislação local.
As medidas ampliam o controle digital e seguem bloqueios a serviços ocidentais.
A Rússia pode banir o WhatsApp definitivamente na região. Nesta sexta-feira (28/11), a Roskomnadzor, agência federal responsável pela supervisão de comunicações no país, emitiu um alerta sobre o possível bloqueio do app. O órgão regulador informou que a medida definitiva será implementada caso o aplicativo da Meta não cumpra integralmente a legislação local.
A notificação ocorre em meio a um movimento do Kremlin para substituir tecnologias ocidentais por soluções domésticas, sob a alegação de que o aplicativo é utilizado para organizar ataques terroristas e recrutar criminosos. Desde agosto, as chamadas de voz e vídeo sofrem restrições, embora o envio de mensagens de texto continue funcionando.
A mídia local já indica que operadoras de telefonia móvel foram instruídas a bloquear o envio de códigos SMS para autenticação de usuários. Em resposta, a Meta implementou uma opção de login via senha para contornar o bloqueio dos códigos de verificação.
Segundo as agências de notícias Interfax e TASS, as limitações continuarão gradualmente até o cumprimento das exigências estatais. Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, a Rússia intensificou o controle sobre o espaço digital, banindo redes sociais americanas como Facebook, Instagram e X/Twitter, além de restringir o acesso ao YouTube e limitar conteúdos estrangeiros no TikTok.
Max será a alternativa obrigatória
Captura de tela da página do Max, app que deve substituir o WhatsApp (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)
O endurecimento contra o mensageiro coincide com a promoção de alternativas locais. A principal delas é o Max, um superaplicativo estatal desenvolvido pela VK Co., empresa que controla a maior rede social da Rússia, conhecida como “Facebook russo”.
Segundo a Reuters, essa centralização de dados no aplicativo pode facilitar a vigilância estatal sobre os cidadãos, acusação negada pela mídia oficial russa, que defende que o app solicita menos permissões que seus concorrentes ocidentais.
A estratégia também se estende a outros dispositivos. A partir de janeiro de 2026, todas as smart TVs vendidas no território russo deverão incluir o aplicativo Lime HD TV, garantindo acesso facilitado aos canais estatais de televisão. As medidas visam reduzir a dependência de ecossistemas controlados por empresas dos Estados Unidos.
Meta segue como uma das maiores investidoras de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta estuda adotar TPUs do Google em seus data centers a partir de 2027, reduzindo a dependência da Nvidia, segundo o The Information.
As ações da Nvidia caíram 4% após a notícia, enquanto a Alphabet registrou alta.
Se o acordo avançar, a gigante das redes sociais pode se tornar uma das principais clientes externas das TPUs do Google.
A Meta estuda adotar chips desenvolvidos pelo Google em seus data centers de inteligência artificial, reduzindo sua dependência da Nvidia, segundo o The Information. A possibilidade de mudança fez as ações da empresa de chips recuarem 4% hoje (25/11).
De acordo com o site, as negociações entre Meta e Google incluem dois movimentos distintos: a adoção dos chips Tensor Processing Units (TPUs) diretamente nos data centers da Meta a partir de 2027 e o aluguel dessas unidades por meio do Google Cloud já no próximo ano. Caso o acordo avance, a Meta se tornaria uma das principais clientes externas das TPUs.
Queda nas ações da Nvidia
A sinalização gerou impacto no mercado financeiro. As ações da Nvidia caíram 4% somente hoje, mas chegaram a registrar queda de mais de 7% ontem (24/11). A Alphabet registrou alta depois dos novos avanços se tornarem públicos.
Desde 2018, quando lançou a primeira geração das TPUs, o Google tem reforçado sua estratégia de oferecer chips próprios para cargas de trabalho de IA. Ao longo dos anos, a empresa apresentou versões mais eficientes e dedicadas a processamento de modelos avançados, destacando-se justamente por serem unidades altamente customizadas.
Segundo a CNBC, essa personalização é um diferencial que pode atrair clientes interessados em diminuir sua dependência da Nvidia e ampliar a oferta de hardware disponível.
Chips da Nvidia ainda são amplamente utilizados em IA (imagem: divulgação/Nvidia)
Disputa pela infraestrutura de IA
A Meta segue como uma das maiores investidoras globais em infraestrutura de IA, com projeção de gastos entre US$ 70 bilhões e US$ 72 bilhões neste ano. Por isso, qualquer movimento de diversificação tem peso significativo no setor.
A adoção das TPUs seria uma vitória simbólica e comercial para o Google, que disputa um espaço dominado pela Nvidia há quase duas décadas, especialmente graças ao ecossistema CUDA — base de mais de 4 milhões de desenvolvedores.
A Nvidia continua na liderança absoluta do segmento, com GPUs amplamente utilizadas para treinar e operar modelos de IA em larga escala. Outras fabricantes, como a AMD, perderam terreno com a entrada mais agressiva do Google nesse mercado.
Empresa de Mark Zuckerberg é acusada de encerrar estudo sobre saúde mental (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta interrompeu o estudo Project Mercury após resultados indicarem que deixar o Facebook reduzia ansiedade e depressão, segundo a Reuters.
Documentos judiciais revelam que a Meta encerrou o estudo por considerar os resultados contaminados por narrativas midiáticas.
A ação judicial alega que a Meta e outras empresas ocultaram riscos conhecidos para crianças e jovens.
Documentos recém-revelados em uma ação movida por distritos escolares dos EUA apontam que a Meta encerrou um estudo interno ao identificar indícios de que o uso do Facebook poderia afetar negativamente a saúde mental.
Segundo a Reuters, a iniciativa era conhecida como Project Mercury e estava em andamento desde o final de 2019. O objetivo seria medir, de forma experimental, como a ausência temporária da plataforma impactava o bem-estar de seus usuários.
Os registros indicam que o trabalho foi realizado em parceria com o instituto Nielsen, analisando grupos que desativavam suas contas por uma semana ou mais. Os primeiros resultados mostraram que pessoas que ficaram longe do Facebook relataram queda em sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social — conclusões que, de acordo com a ação, desagradaram a empresa.
Como resultado, a Meta teria decidido suspender o estudo, em vez de aprofundar a investigação, alegando que os resultados teriam sido contaminados pela “narrativa midiática existente” sobre a empresa.
O que dizem os documentos?
Os autos indicam que parte da equipe discordou da decisão de engavetar o estudo, defendendo a validade dos achados. De acordo com a Reuters, um pesquisador teria escrito: “O estudo da Nielsen mostra um impacto causal na comparação social.”
Outro funcionário comparou o silêncio interno à postura de indústrias que ocultaram dados prejudiciais no passado, afirmando que seria semelhante a empresas de tabaco que “faziam pesquisas, sabiam que cigarros eram prejudiciais e, mesmo assim, guardavam essa informação para si”.
Documentos revelam pesquisa suspensa pela Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Apesar do levantamento sugerir uma relação entre uso das plataformas e efeitos negativos, a ação afirma que a empresa disse ao Congresso dos EUA ser incapaz de medir possíveis danos entre adolescentes.
A Meta contesta esse ponto: em comunicado, o porta-voz Andy Stone afirmou que a pesquisa foi interrompida por falhas metodológicas e reforçou que a companhia tem investido continuamente em medidas de proteção. “O registro completo vai mostrar que, por mais de uma década, ouvimos os pais, pesquisamos as questões mais importantes e fizemos mudanças reais para proteger os adolescentes”, declarou.
Meta teria ocultado evidências?
A acusação faz parte de um processo mais amplo contra Meta, Google, TikTok e Snap, movido por distritos escolares, famílias e procuradores estaduais. Os autores sustentam que as empresas tinham conhecimento sobre riscos às crianças e jovens, mas deixaram de agir e, em alguns casos, teriam minimizado ou omitido informações.
O Google rebateu as alegações, afirmando que “esses processos judiciais demonstram uma incompreensão fundamental de como o YouTube funciona e as alegações simplesmente não são verdadeiras”. O processo segue em tramitação no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, com nova audiência prevista para 26 de janeiro.
Impostos pagos por big techs somam bilhões (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil sobre remessas ao exterior entre janeiro de 2022 e outubro de 2025.
Em documento, a Receita Federal afirma não ter elementos necessários para saber quanto as empresas realmente faturam no país.
Em outubro, a Netflix atribuiu um rombo de US$ 619 milhões aos impostos brasileiros, enquanto a Meta decidiu repassar custos aos anunciantes.
Um novo documento da Receita Federal dá a dimensão do quanto as big techs movimentam no Brasil. Microsoft, Apple, Google, Amazon, Meta e TikTok pagaram R$ 289 bilhões em impostos entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, como parte do processo de envio de valores para as matrizes no exterior, em especial os Estados Unidos.
Esta informação foi solicitada pelo deputado federal Márcio Jerry (PC do B/MA) devido à preocupação dos parlamentares com a tributação de serviços digitais. O material foi elaborado pela Receita, encaminhado à Câmara dos Deputados e divulgado pelo site jornalístico Núcleo. No próprio ofício, porém, a Receita reconhece que não consegue determinar quanto as gigantes da tecnologia realmente faturam no país.
Receita reconhece que é “inviável” elaborar estimativas detalhadas (imagem: reprodução)
Ou seja: embora o valor dos impostos pagos seja enorme, o fisco admite não ter meios de calcular o volume total que as plataformas movimentam com usuários brasileiros, tampouco o potencial de arrecadação. O documento, assinado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que uma análise mais precisa “é inviável”, devido ao modo como as big techs estruturam suas operações globais.
A análise se concentra apenas nos tributos recolhidos sobre remessas ao exterior — um recorte que dá pistas sobre o fluxo de dinheiro das gigantes, mas não substitui dados consolidados de faturamento. O documento também não inclui o valor individual dessas transferências, apenas a soma de Microsoft, Apple, Google, Amazon, Meta e TikTok.
Tabela mostra o valor pago em imposto pelas big techs nos últimos anos (imagem: reprodução)
No recorte por período, estas são as cifras recolhidas pelo governo:
2022: 58,6 bilhões
2023: R$ 68,9 bilhões
2024: R$ 87,9 bilhões
2025 (até outubro): R$ 73,8 bilhões
Netflix culpou o imposto no Brasil por rombo milionário
A discussão sobre tributação digital não é nova, mas parece ter se intensificado. No fim de outubro, a Netflix atribuiu um prejuízo milionário à tributação no Brasil.
Nos números do terceiro trimestre, divulgados em 21 de outubro, a empresa relatou uma despesa inesperada de US$ 619 milhões (cerca de R$ 3,34 bilhões) relacionada à Cide Tecnologia, imposto federal que financia o desenvolvimento tecnológico.
Netflix teve despesa de US$ 619 milhões com Cide Tecnologia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo a companhia, o valor não estava previsto e derrubou a margem operacional em mais de cinco pontos percentuais, fazendo o lucro ficar abaixo das projeções internas. Mesmo assim, a receita global da plataforma cresceu no mundo todo.
Novo Recado está mais visível (imagem: divulgação)Resumo
O WhatsApp agora permite exibir avisos temporários abaixo da foto de perfil na tela de conversa.
Os usuários podem configurar mensagens como “Disponível para conversar” ou “Viajando”, com validade de um minuto a uma semana.
A atualização visa tornar os Recados mais visíveis, corrigindo a localização anterior, que era pouco acessada.
A Meta anunciou nesta quinta-feira (20/11) que o WhatsApp passará a contar com uma nova versão da ferramenta Recado. Com ela, os usuários poderão exibir avisos de forma temporária. Segundo a empresa, o recurso chegará a partir desta semana para todos os usuários no Android e no iOS.
“Pensado para aqueles dias em que você só tem um minuto livre, o Recado indica às pessoas por que você não pode conversar ou sobre o que você quer falar com apenas um emoji e uma frase curta”, diz o comunicado da Meta.
Usuário passa a ver aviso ao abrir a conversa (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Como colocar um Recado no seu WhatsApp?
Para definir um recado, vá até “Configurações” e toque em “O que você está fazendo?”, logo ao lado da foto de perfil. O app dá algumas opções, como “Disponível para conversar”, “Respondo mais tarde” e “Viajando”. Também é possível configurar manualmente um emoji e uma mensagem.
O usuário ainda escolhe a validade do aviso (de um minuto a uma semana) e a privacidade (para todos no WhatsApp, apenas contatos, apenas contatos com exceções ou ninguém).
Recado tem opções predefinidas (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Recado já existia e está sendo atualizado
A empresa trata a novidade como um relançamento. Presente desde as primeiras versões do WhatsApp, o Recado era uma mensagem rápida que aparecia ao abrir o perfil do usuário.
Essa localização não ajudava muito, já que ficava meio escondida, em um lugar que pouca gente olha. Isso levava a algumas gambiarras, como colocar um aviso de férias na foto de perfil, por exemplo.
Nesta nova versão, a Meta tenta resolver justamente esse problema: o recurso ficará mais visível, aparecendo na janela de conversa, logo abaixo do avatar.