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Received yesterday — 19 de Maio de 2026Negócios

Deputados de SP enviaram emendas para empresas geridas por produtora de ‘Dark Horse’

18 de Maio de 2026, 22:50

Deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) determinaram repasses de R$ 700 mil dos cofres públicos para empresas geridas por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. As indicações partiram de três parlamentares bolsonaristas e um petista, que negam irregularidades.

Do montante, R$ 300 mil foram efetivamente pagos, conforme dados do Portal da Transparência. A informação foi revelada pelo site Metrópoles e confirmada pelo GLOBO.

O financiamento do longa-metragem é objeto de investigação da Polícia Federal. Na semana passada, o site “Intercept Brasil” divulgou áudios em que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) cobrava pagamentos ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Pelo menos R$ 61 milhões foram enviados por um negócio controlado por ele a um fundo americano.

As emendas dos deputados paulistas foram destinadas a duas empresas de Karina, denominadas Instituto Conhecer Brasil e Associação Nacional de Cultura. Ambas estão sediadas em um conjunto comercial na Avenida Paulista, em São Paulo, segundo os registros dos CNPJs.

Em 2023, a deputada Valéria Bolsonaro (PL), ex-secretária estadual de Políticas para a Mulher, enviou R$ 100 mil para o instituto com a finalidade de “aquisição de equipamentos”. A emenda, de execução obrigatória, foi encaminhada em 28 de dezembro daquele ano, no limite para o pagamento. A assessoria da parlamentar foi procurada para explicar a medida, mas ainda não retornou o contato.

Dois anos depois, outros dois deputados bolsonaristas optaram, ao menos inicialmente, por repasses a empresas ligadas a Karina.

Lucas Bove (PL) indicou R$ 213 mil para o mesmo CNPJ, desta vez para um projeto esportivo. A emenda, contudo, foi “impedida tecnicamente” e acabou não sendo executada. O termo se refere a alguma falha no processo, o que pode envolver descumprimento de prazos, ausência de projeto, documentação reprovada ou desistência, por exemplo.

“Recebi um projeto voltado ao esporte infantil que parecia interessante, porém redirecionei o recurso por questões documentais do proponente. O instituto não apresentou a documentação técnica para execução, aí resolvi redirecionar para outro projeto”, alegou o deputado por mensagens.

Gil Diniz (PL), conhecido pela alcunha de “Carteiro Reaça” e próximo de Eduardo Bolsonaro, destinou R$ 200 mil para a Associação Nacional de Cultura, sob a justificativa de bancar a produção da série documental “Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rende”. O valor foi pago em agosto de 2025. Diniz não retornou o contato.

Neste ano, o deputado petista Luiz Fernando Teixeira, nome próximo do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, protocolou uma emenda impositiva de R$ 190 mil para o instituto de Karina, para “projetos culturais”. Ele afirmou, por meio de nota, que ela será “utilizada única e exclusivamente para um projeto de aulas de teatro em São Bernardo do Campo, por solicitação de um grupo de teatro”. O parlamentar declarou que apoia o setor da cultura desde 2015, quando assumiu o cargo.

Emendas federais sob escrutínio

Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino cobrou explicações de deputados federais do PL em razão de emendas dirigidas às empresas Instituto Conhecer Brasil e Academia Nacional de Cultura, controladas pela sócia da produtora de “Dark Horse”. A apuração é preliminar e tem como foco um possível descumprimento de uma decisão anterior da Corte que determinou transparência e rastreabilidade às chamadas “emendas Pix”, além de um eventual redirecionamento oculto para o filme de Bolsonaro.

Um dos deputados envolvidos é o ex-ator Mário Frias (PL), que faz parte do elenco de “Dark Horse” e assina o roteiro do filme. Ele enviou R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil através de duas emendas: uma delas era destinada à capacitação de adultos e adolescentes em “letramento digital” para o ensino digital a alunos de 4º e 5º anos de escolas públicas municipais, e a outra para implementação do projeto de artes marciais “Lutando pela Vida” em São Paulo.

Reportagem do site “UOL” apurou ainda que Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) enviaram R$ 1 milhão cada para o governo de São Paulo, através de transferências especiais, mecanismo que ficou conhecido como “emendas Pix” e não permite verificar o destino final sem fazer um cruzamento complexo de dados. Neste caso, era para a Academia Nacional de Cultura, sob justificativa de bancar a produção “Heróis Nacionais”. Marcos Pollon (PL-MS) complementou com R$ 500 mil, e Bia Kicis (PL-DF), com mais R$ 150 mil.

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Flávio Bolsonaro e Tarcísio atacam governo, mas têm dia de ‘coadjuvantes’ na Agrishow: a ‘estrela’ ainda foi Jair

27 de Abril de 2026, 18:07

Na estampa da tradicional camiseta de mangas compridas que se tornou moda entre produtores rurais, a bandeira do Brasil e as cores verde e amarela dividem espaço com o nome do ex-presidente da República. É comum encontrar “Jair Bolsonaro“, condenado e em prisão domiciliar por tentativa de golpe, escrito e homenageado nas vestimentas desses apoiadores que visitam feiras agrícolas pelo país.

Entre elas, está a Agrishow, que acontece esta semana em Ribeirão Preto (SP). Em um evento na principal feira do agronegócio da América Latina, dois discípulos de Jair Bolsonaro – seu filho e sucessor político Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – se tornaram coadjuvantes do ex-presidente.

Ambos fizeram questão de falar mais do líder da direita nos discursos a uma plateia de apoiadores e políticos, do que deles próprios. “Quem deveria estar aqui não deveria ser eu, deveria ser o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Durante sua fala, o senador classificou o pai algumas vezes como injustiçado e perseguido político, assim como, segundo ele, é seu irmão Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal reside, desde o ano passado, nos Estados Unidos e tenta influenciar o governo norte-americano a impor sanções políticas e econômicas contra o governo brasileiro.

Segundo Flávio Bolsonaro, “a reforma agrária do País foi feita por Bolsonaro, com mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural (concedidos)”. O senador chegou a dizer que durante o governo do pai, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) teve seus ativistas “tratados como seres humanos”.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, Tarcísio seguiu o senador e lembrou do apoio recebido pelo ex-presidente em 2022, quando ainda era candidato ao governo paulista. Saudoso, citou quando, na mesma época há quatro anos “entrei nessa feira montado a cavalo ao lado do presidente Bolsonaro” e agora participa da Agrishow com o filho “01” do ex-presidente.

“Aprendi muito com seu pai, estar hoje com você é manter o legado vivo. Você pode contar com esse exército”, afirmou o governador paulista para Flávio e uma plateia de apoiadores.

As citações a Jair Bolsonaro dividiram espaço com as críticas ao governo federal, liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pré-candidato à reeleição, Lula foi alvo de duras críticas da Flávio, Tarcísio e de políticos apoiadores.

O que vemos sair da boca dele, o que o coração está cheio é de ódio. (Lula) É uma pessoa que não aprendeu com nada na vida e está perseguindo adversários políticos”, afirmou o senador. Coube ao secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, mais um discípulo de Jair Bolsonaro, os ataques mais pesados ao governo.

Ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no governo do ex-presidente, Melo Filho criticou o anúncio feito ontem pelo atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), na abertura oficial da Agrishow, de liberação de R$ 10 bilhões em linhas de financiamento para compra de máquinas.

Um crédito fantasma, que não existe, anunciado pelo governo. Mais uma decepção de mais uma promessa, sem juro definido, sem prazo, sem direcionamento”, disse o secretário. Segundo Alckmin, as regras dessa linha de crédito serão definidas em maio.

Ainda de acordo com o secretário de Agricultura paulista, o Plano Agrícola e Pecuário perdeu a relevância” e a “função” e se tornou uma “peça de ficção” durante o atual governo. “O recurso do seguro rural não resiste ao primeiro contingenciamento”, completou.

Tradicional crítico, o presidente Frente Parlamentar da Agricultura e Pecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), engrossou o coro de elogios a Bolsonaro e ataques ao governo federal.

“Com Bolsonaro, o agro era respeitado, havia previsibilidade e um governo que estendia a mão ao produtor”, disse. “Não há segurança jurídica, não há crédito, os juros reais passam dos 20% e dinheiro para investimento não existe”, concluiu Lupion.

Após o evento e da entrevista coletiva a jornalistas na qual se repetiram as críticas ao presidente e ao governo federal, Flávio Bolsonaro e Tarcísio visitaram a feira e se tornaram o centro das atenções dos visitantes da Agrishow por algumas horas. Muitos deles com as camisas de mangas comprida, com detalhes em verde e amarelo e o nome de Jair Bolsonaro escrito.

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Jair Bolsonaro após parecer favorável da PGR

24 de Março de 2026, 15:18

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder nesta terça-feira prisão domiciliar em caráter humanitário ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem cumprindo pena de 27 anos de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e quatro outros crimes. Segundo o portal UOL, a autorização vale por 90 dias para uma nova reavaliação.

A decisão de Moraes ocorreu após parecer favorável à medida do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e em meio a forte pressão de familiares e aliados do ex-presidente, além de apelos nos bastidores de alguns ministros do STF, segundo fontes que acompanharam as tratativas nos últimos meses.

A ordem de Moraes ocorreu no momento em que o magistrado tem sido alvo de questionamentos após a revelação de que o escritório de advocacia da esposa dele teve um contrato com o Banco Master, instituição financeira liquidada e que teve seu dirigente máximo, Daniel Vorcaro, preso preventivamente. Vorcaro poderá firmar uma delação premiada com potencial de atingir autoridades dos Três Poderes.

Em seu parecer, Gonet apontou que o estado de saúde de Bolsonaro “demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”. Ele destacou que o ex-presidente deve passar por reavaliações periódicas.

A defesa de Bolsonaro havia feito um novo pedido de prisão domiciliar após ele ter sido internado no dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. A defesa, com base em relatório médico, alega que o ex-presidente corre risco de vida.

Por ordem de Moraes, Bolsonaro foi preso preventivamente em novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após tentar violar uma tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar. Pouco depois essa prisão foi convertida em definitiva para que ele pudesse cumprir pena pela condenação por golpe de Estado.

Durante todo esse período, o ex-presidente — que fez 71 anos no sábado — teve intercorrências de saúde que o levaram ao hospital. Ele está internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília

Nesta segunda-feira (23), Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue em tratamento de uma pneumonia bacteriana sem previsão de alta hospitalar, disse boletim médico divulgado nesta terça-feira.

“Devido a melhora clínica, paciente recebeu alta da unidade de terapia intensiva no dia de ontem. No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, informa o boletim.

Defesa aguarda novo laudo para pedir prisão domiciliar de Bolsonaro, diz Flávio

15 de Março de 2026, 11:02

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no sábado (14) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda a elaboração de um novo laudo médico para solicitar novamente à Justiça a concessão de prisão domiciliar. A declaração foi dada após visita ao pai, internado no Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo Flávio, o pedido será fundamentado no agravamento recente do quadro de saúde e na necessidade de acompanhamento contínuo. Ele disse que, apesar de Bolsonaro ser “muito bem tratado” onde está custodiado, passa longos períodos sozinho, o que representaria risco diante dos efeitos colaterais dos medicamentos e de eventuais emergências médicas.

“Ele passa muito tempo do dia sozinho, essa que é a nossa preocupação. Ele desequilibrar pelo efeito colateral do remédio que ele toma para tentar conter o soluço, sofrer um acidente, e aí alguém demorar até encontrá-lo”, disse.

Segundo Flávio, Bolsonaro permanece debilitado, com aparência abatida, voz enfraquecida e persistência de soluços, sintomas que já haviam sido registrados anteriormente.

O Hospital DF Star informou, em boletim divulgado no sábado, que o paciente apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. De acordo com a nota, Bolsonaro está clinicamente estável, mas não há previsão de alta da UTI. O ex-presidente foi levado para o hospital na manhã de sexta-feira (13).

“Se tivesse demorado uma ou duas horas, podia ter realmente complicado, avançar para um quadro de infecção generalizada, o que reforça a importância de ele estar com um acompanhamento permanente, seja de familiares, seja de profissionais de saúde, 24 horas por dia, isso é possível em casa”, afirmou o senador em conversa com jornalistas.

Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025 e cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

‘Eu não acho que mercado aposta na reeleição’: As mensagens e as considerações de Paulo Guedes

6 de Março de 2026, 21:19

Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do Governo Bolsonaro, passou os quatro últimos anos, quando saiu do governo, quase calado. Foram raríssimas as entrevistas e poucos os eventos que o então ‘posto do Ipiranga’ de Bolsonaro participou. Mas, em evento de Fami Capital, o economista resolveu falar (e por uma hora).

Em suas falas, Guedes teceu considerações sobre o complicado momento geopolítico que vive o mundo no momento. Para ele, a mensagem é clara: estamos sob uma nova fase da ordem político-econômica, que possui efeitos, inclusive, no Brasil.

“O mundo está em desordem. E, nesse contexto, surge uma reação conservadora, com avanço de forças de centro-direita. E o Brasil? O que eu acho que está acontecendo aqui? Na minha visão, o Brasil está começando a se parecer um pouco com o Chile em determinado momento político”.

Para ele, as economias enfrentam uma espécie de tsunami de conservadorismo no mundo, resultado de um desgaste muito grande do establishment.

“Os conservadores dão um passo à frente e assumem o volante. Os liberais? Bom, os liberais vão para o banco de trás. Sabe aquela ideia de eficiência econômica? Aquela história de que tudo deve ser guiado pelo mercado e pelo marketing, algo que seria sempre positivo para a espécie humana? Acabou um pouco essa lógica”.

Aliança entre conversadores e liberais

Guedes voltou a repetir um mantra antigo que guiou a campanha de Bolsonaro nas eleições de 2018: a união entre conservadores e liberais, que ele acredita que irá se renovar

“No começo eu vi muita disputa, muita briga entre esses grupos. Mas eles perceberam rapidamente que precisam estar juntos“, afirmou.

O ex-ministro também citou o candidato Flávio Bolsonaro. Ele confirmou que dará  “total apoio”.

“Então você já vê movimentos de aproximação. O Romeu Zema, o Ronaldo Caiado e o Ratinho Júnior, por exemplo, já tiraram foto juntos em vários momentos. O Tarcísio de Freitas também deve estar nesse mesmo campo”.

Ainda segundo Guedes, os mercados começam a perceber esse movimento.

“Eu frequento o mercado financeiro há muitos anos, e tem um padrão que se repete: o dinheiro começa a entrar, a bolsa sobe, sobe mais um pouco, o dólar fica mais calmo”

Isso significa que o mercado está apostando na reeleição Lula? Para Guedes, é um sonoro não.

Derretimento da bolsa: um aperitivo da turbulência que as eleições trarão em 2026

5 de Dezembro de 2025, 18:43

Estava tudo indo bem. O Ibovespa chegou a passar dos 165 mil pontos de manhã, impulsionado pelo otimismo de fora, após um dado de inflação bem comportado nos EUA. Mas o ruído eleitoral provou ser bem mais forte do que qualquer outra influência. E revelou um preview do que podemos esperar quando a corrida pela presidência estiver a todo vapor a partir do segundo semestre.

O gatilho para a queda de 4,25% do Ibovespa nesta sexta-feira veio da evidência de uma divisão na direita: a divulgação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como seu “candidato oficial”.

Os investidores de peso não escondem que seu nome preferido para a disputa eleitoral é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com a agenda liberal que ele poderia trazer . “A escolha de Flávio elevou a incerteza sobre a articulação política da oposição e desencadeou um ajuste generalizado de preço”, afirmou o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini.

Ou seja, mesmo que Tarcísio ou outro nome da direita disputem o pleito, sabe-se que Bolsonaro tem um eleitorado cativo, e que consegue transferir votos para o filho. Isso pode tornar mais fácil o caminho da reeleição do presidente Lula – cenário que o mercado não gostaria de ver, dado o desapego do atual governo pelo controle dos gastos públicos.

E sem um controle efetivo dessa parte, a fiscal, um cenário de juros em níveis razoáveis se torna menos provável. Tanto que os contratos de juros futuros dispararam, com todos os vencimentos entre 2027 e 2033 acima dos 13%. Desnecessário lembrar que, com os juros nas alturas a perder de vista, não há renda variável que aguente. Daí o sell off desta sexta.

E com o cenário turbulento por aqui, parte dos investidores aumenta sua posição em dólar, para colocar o dinheiro em portos mais seguros. Daí a alta de 2,31%, a R$ 5,432, maior patamar desde 16 de outubro.

Daqui para a frente podemos esperar mais episódios como o dessa sexta. “As eleições vão trazer grande volatilidade e ter impacto em câmbio, juros futuros, na bolsa e na percepção dos mercados para 2027”, diz o executivo-chefe de investimentos do UBS Wealth Management, Luciano Telo.

Esse encerramento de semana, vimos todos, é a prova empírica dessa afirmação.

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