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Prazo da declaração anual do MEI acaba em 31 de maio; veja como isso afeta o IR 2026

12 de Maio de 2026, 15:53

Microempreendedores Individuais (MEIs) têm até 31 de maio para entregar a Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI), obrigação que informa à Receita Federal o faturamento bruto do CNPJ em 2025.

  • Apesar de ser uma declaração da empresa, a DASN-SIMEI também afeta o Imposto de Renda 2026 da pessoa física

Isso porque os valores informados pelo MEI são utilizados pela Receita Federal no cruzamento de dados do IRPF do titular.

A obrigação da DASN-SIMEI vale para todo MEI que teve CNPJ ativo em qualquer período de 2025, inclusive sem faturamento ou com empresa encerrada ao longo do ano.

  • A declaração é realizada exclusivamente de forma eletrônica e pode ser transmitida pelo Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo oficial do MEI.

Na prática, o envio da DASN-SIMEI não substitui a declaração do Imposto de Renda da pessoa física. 

O contribuinte ainda pode precisar entregar o IR 2026 caso se enquadre nas regras de obrigatoriedade da Receita Federal, como renda tributável acima do limite anual, posse de bens, investimentos ou outras fontes de renda.

O que é a DASN-SIMEI?

A DASN-SIMEI é a declaração anual obrigatória do Microempreendedor Individual. Nela, o MEI informa:

  • Faturamento bruto obtido no ano-calendário anterior;
  • Existência de empregado contratado;
  • Movimentação da empresa no período.

O contribuinte que é MEI é obrigado a entregar a DASN-SIMEI mesmo quando:

  • Não houve faturamento;
  • O MEI ficou sem movimentação;
  • O CNPJ foi encerrado ao longo do ano.

Nesse caso, a declaração pode ser enviada zerada.

No caso de encerramento do MEI, a Receita Federal determina que a declaração seja transmitida até o último dia do mês de baixa do CNPJ.

O que acontece se o MEI perder o prazo?

A entrega da declaração anual do MEI fora do prazo gera multa automática. Segundo a Receita:

  • A multa é de 2% ao mês de atraso sobre os tributos declarados;
  • O percentual é limitado a 20% do total devido;
  • O valor mínimo da penalidade é de R$ 50.

A cobrança é emitida automaticamente após a transmissão da declaração em atraso.

Além da multa, a ausência de entrega pode gerar irregularidade no CNPJ e dificultar emissão de certidões, financiamentos e acesso a serviços vinculados ao Simples Nacional.

Quando quem tem MEI precisa declarar o IR em 2026

A declaração do Imposto de Renda 2026 é obrigatória quando, em 2025, o contribuinte teve rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00.

No caso do MEI, a obrigatoriedade do IRPF é definida pela situação da pessoa física, e não apenas pelo resultado do CNPJ.  

  • Mesmo que o MEI não tenha apurado lucro, o contribuinte ainda precisa verificar se se enquadra em outras regras da Receita Federal.

O contribuinte que possui MEI pode continuar obrigado a declarar o IR 2026 se:

  • Tiver outros rendimentos tributáveis (salário, aluguel, etc.);
  • Possuir bens acima dos limites estabelecidos;
  • Se enquadrar em outras regras de obrigatoriedade.

Também existe uma obrigação que permanece independentemente de lucro: a entrega da DASN-SIMEI. Todo MEI com CNPJ ativo deve enviar essa declaração anual, mesmo sem faturamento, pois ela informa à Receita Federal a movimentação da empresa no período

O que é considerado Rendimento Tributável?

Rendimentos tributáveis são aqueles que entram na base de cálculo do Imposto de Renda da pessoa física. De forma geral, incluem:

No caso do MEI, apenas parte do lucro é considerado rendimento tributável. Isso acontece porque a legislação prevê uma parcela isenta, conforme a atividade exercida.

Como calcular o lucro do MEI para o IR 2026

Para saber se precisa declarar o Imposto de Renda 2026, o MEI deve calcular o lucro do negócio e identificar qual parte desse valor é considerada rendimento tributável.

O cálculo parte do faturamento bruto anual, passa pela dedução das despesas e considera a aplicação da parcela isenta conforme a atividade exercida. 

A fórmula abaixo resume como a conta deve ser feita:

Rendimento Tributável = (Faturamento Bruto – Despesas) – (Faturamento Bruto X Percentual de Isenção)

Na prática, o processo segue estas etapas:

  • Somar todo o faturamento bruto do ano (Pix, cartão, dinheiro e notas fiscais);
  • Aplicar o percentual de isenção conforme a atividade;
  • Levantar todas as despesas do negócio;
  • Subtrair as despesas do faturamento para encontrar o lucro;
  • Descontar a parcela isenta para chegar ao rendimento tributável.

Os percentuais de isenção são:

  • 8% da receita bruta: comércio, indústria e transporte de cargas;
  • 16% da receita bruta: transporte de passageiros;
  • 32% da receita bruta: prestação de serviços.

O valor final desse cálculo é o rendimento tributável que deve ser considerado no IRPF. É ele que define tanto a obrigatoriedade de declarar quanto a eventual incidência de imposto.

MEI que não teve lucro precisa declarar?

A obrigatoriedade de declarar o Imposto de Renda não depende apenas da existência de lucro no MEI.

Se, após os cálculos, o rendimento tributável ficar abaixo do limite de obrigatoriedade e não houver outras fontes de renda, o contribuinte pode ficar dispensado da entrega da declaração.

Por outro lado, se houver outros rendimentos tributáveis ou enquadramento em regras da Receita Federal, a entrega do IRPF pode continuar obrigatória.

Documentos necessários para declarar rendimento de MEI

Antes de enviar a declaração do Imposto de Renda 2026, é necessário reunir os principais documentos que comprovam receitas, despesas e patrimônio. Entre eles:

  • Dados pessoais e recibo da última declaração;
  • Informe de rendimentos (quando houver);
  • Registros de faturamento do MEI;
  • DASN-SIMEI;
  • Controle de despesas ou livro-caixa;
  • Comprovantes de despesas dedutíveis;
  • Extratos bancários;
  • Documentos de bens e direitos.

A organização dessas informações reduz inconsistências e facilita o preenchimento correto da declaração.

MEI e Imposto de Renda 2026: em qual campo da declaração entra o lucro

Na declaração do IRPF, o lucro do MEI deve ser informado em duas fichas diferentes:

  • Parcela isenta: “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, no item “Lucros e dividendos recebidos pelo titular”;
  • Parcela tributável: “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”.

Os valores devem ser compatíveis com os dados informados na DASN-SIMEI, já que a Receita Federal realiza o cruzamento automático dessas informações.

SAIBA MAIS SOBRE IR 2026

Dinheiro esquecido será usado no Desenrola 2.0. Veja novas regras para resgate

12 de Maio de 2026, 14:31

Os bancos e instituições financeiras têm até esta terça-feira (12) para transferir ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) o dinheiro esquecido em contas bancárias. A medida está prevista nas regras do Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0.

A transferência dos valores foi regulamentada pela portaria normativa MF nº 1.243/2026, publicada pelo Ministério da Fazenda que criou a nova fase do programa de renegociação de dívidas.

Dados mais recentes do Banco Central mostram que ainda existem R$ 10,57 bilhões em valores a receber esquecidos em instituições financeiras. Desse total, R$ 8,13 bilhões pertencem a pessoas físicas e R$ 2,43 bilhões a pessoas jurídicas.

Segundo o governo federal, entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em dinheiro esquecido podem ser direcionados ao programa de renegociação de dívidas.

O que muda com a transferência do dinheiro esquecido?

As instituições financeiras devem realizar a transferência dos valores ao FGO em até cinco dias úteis após a publicação da regulamentação. Como a norma foi publicada em 5 de maio, o prazo termina nesta terça-feira (12).

Após a transferência, o Ministério da Fazenda deverá publicar um edital com informações sobre os valores enviados por cada instituição financeira.

O sistema permitirá que titulares consultem:

  • Instituição responsável;
  • Agência;
  • Número da conta;
  • Montante transferido ao FGO.

Quem ainda tem dinheiro esquecido perde o direito ao valor?

A regulamentação prevê um prazo de 30 dias corridos para que titulares contestem a transferência dos recursos ao fundo garantidor e solicitem a devolução do dinheiro esquecido.

  • Atenção: o prazo só começará a contar apenas após a publicação do edital do Ministério da Fazenda com as informações das transferências realizadas pelas instituições financeiras.

Nesse período, o dono da conta com valores a receber poderá apresentar documentação para reivindicar os valores transferidos.

Caso haja solicitação dentro do prazo, o FGO deverá devolver os recursos às instituições financeiras em até 15 dias úteis para realização do ressarcimento ao cliente.

  • Os valores devolvidos ainda terão correção pelo IPCA-15 desde a data da transferência até o mês anterior ao pagamento.

Após o encerramento do prazo de contestação, os recursos não reclamados passam a integrar de forma definitiva o patrimônio do FGO.

Como consultar dinheiro esquecido em bancos?

A consulta do dinheiro esquecido pode ser feita pelo Sistema Valores a Receber (SVR), do Banco Central. Basta:

  • Acessar o site oficial do Valores a Receber;
  • Informar CPF e data de nascimento, ou CNPJ e data de abertura da empresa;
  • Verificar se existem valores disponíveis para resgate;
  • Fazer login com conta Gov.br nível prata ou ouro;
  • Consultar a instituição financeira responsável pelo valor;
  • Informar uma chave Pix para recebimento, quando disponível;
  • Acompanhar a solicitação diretamente pelo sistema.

O Banco Central também orienta que o contribuinte confira se há valores vinculados a contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, consórcios, cooperativas e outras instituições financeiras.

Como o dinheiro esquecido será usado no Desenrola 2.0?

Os recursos vão compor o Fundo Garantidor de Operações (FGO), estrutura usada para dar garantia às renegociações do Desenrola 2.0. A portaria estabelece que:

  • 10% do valor transferido ficará reservado para possíveis devoluções aos titulares;
  • Pelo menos R$ 5 bilhões serão destinados à cobertura de risco das operações renegociadas;
  • O fundo poderá ser usado para reduzir inadimplência e ampliar a oferta de crédito renegociado.

Quais dívidas poderão entrar no Desenrola 2.0? 

O Desenrola 2.0 contempla principalmente:

  • Cartão de crédito;
  • Cheque especial;
  • Crédito pessoal;
  • Crédito rotativo;
  • Dívidas do Fies.

A regulamentação também definiu descontos mínimos obrigatórios para os bancos, dependendo do tipo da dívida e do tempo de atraso.

No caso de cartão de crédito rotativo e cheque especial, os descontos podem chegar a 90% para débitos com atraso entre 361 e 720 dias.

Já em crédito pessoal e cartão parcelado, os abatimentos podem atingir 80% nas faixas mais longas de inadimplência.

O Desenrola 2.0 também permitirá o uso do FGTS para quitar dívidas pessoais. Pelas regras divulgadas pelo governo:

  • Trabalhadores poderão usar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior;
  • As dívidas precisam ter atraso entre 90 dias e dois anos;
  • O programa vale para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos;
  • Os juros das renegociações terão teto de 1,99% ao mês;
  • O prazo máximo de pagamento será de até 48 meses.

Gastos com dentista entram na dedução do Imposto de Renda 2026? Veja o que diz a Receita

27 de Abril de 2026, 17:10

Despesas com dentista podem ser declaradas no Imposto de Renda 2026 e entram na lista de gastos médicos dedutíveis, desde que atendam às regras da Receita Federal. 

Os valores podem ser abatidos integralmente da base de cálculo do imposto, sem limite de dedução, desde que o contribuinte utilize o modelo completo de declaração, disponível no Programa Gerador de Declaração (PGD).

  • No modelo simplificado, a Receita aplica automaticamente um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos, substituindo todas as deduções legais.

A dedução vale para despesas próprias ou de dependentes, desde que estejam devidamente comprovadas e informadas na ficha correta da declaração.

Despesas com dentista podem ser deduzidas no Imposto de Renda 2026?

A legislação permite a dedução de despesas com dentista no Imposto de Renda 2026, desde que os serviços estejam relacionados a tratamentos odontológicos realizados por profissionais habilitados.

Entre os gastos que podem ser declarados estão:

  • Consultas odontológicas;
  • Tratamentos de canal, extrações e cirurgias;
  • Colocação e manutenção de aparelhos ortodônticos;
  • Próteses dentárias, como coroas, pontes e dentaduras;
  • Implantes dentários;
  • Exames odontológicos, como radiografias e tomografias.

Todos esses valores podem ser informados como despesas médicas e abatidos integralmente, desde que comprovados.

Como declarar dentista no Imposto de Renda 2026

Para declarar despesas com dentista no Imposto de Renda 2026, o contribuinte deve acessar a ficha “Pagamentos Efetuados” no programa da Receita Federal ou no serviço Meu Imposto de Renda e seguir o passo a passo:

  • Abra a ficha “Pagamentos Efetuados”;
  • Clique em “Novo”;
  • Selecione o código correspondente a despesas médicas (como atendimento de profissionais de saúde no Brasil);
  • Informe se o pagamento foi realizado pelo titular ou dependente;
  • Preencha o CPF ou CNPJ do dentista ou clínica;
  • Informe o valor total pago no ano.

No caso de profissionais autônomos, é necessário informar o CPF do prestador, mesmo quando o recibo não tiver sido emitido pelo sistema eletrônico.

Quais documentos guardar para declarar dentista no IR 2026

A Receita pode solicitar a comprovação das despesas médicas por até cinco anos após a entrega da declaração. Por isso, é necessário manter:

  • Recibos ou notas fiscais com CPF ou CNPJ do dentista;
  • Comprovantes de pagamento, como extratos bancários, faturas ou Pix;
  • Documentos relacionados a reembolsos, quando houver.

Com a integração de dados do Receita Saúde, a consistência entre os valores declarados e os registros eletrônicos passa a ser verificada automaticamente.

LEIA MAIS: Como declarar despesas médicas com ‘pente fino’ da Receita Federal?

O que não pode ser declarado como despesa odontológica

Entre os itens odontológicos que não podem ser declarados no Imposto de Renda são:

  • Compra isolada de aparelho ortodôntico, quando não incluída na conta do dentista;
  • Medicamentos adquiridos em farmácia;
  • Produtos odontológicos de uso pessoal.

Esses itens não são considerados despesas médicas dedutíveis pela Receita Federal.

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Qual o prazo para declarar Imposto de Renda 2026? Confira datas importantes

27 de Abril de 2026, 16:53

Os contribuintes que ainda não entregaram a declaração do Imposto de Renda 2026 precisam estar atentos às datas relacionadas ao prazo de entrega, ao pagamento das cotas (imposto devido) e de lotes de restituição.

O cronograma da Receita Federal considera o acompanhamento da declaração após a entrega e perder essas datas pode gerar multa, juros e pendências no CPF.

  • Atenção: quem é obrigado a declarar e não envia o documento até 29 de maio de 2026 fica sujeito a multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74 e limite de 20%.

Já o atraso no pagamento das parcelas gera cobrança de multa diária de 0,33%, limitada a 20%, além de juros com base na taxa Selic.

Datas mais importantes do Imposto de Renda 2026

As principais datas do Imposto de Renda 2026 que ainda vão acontecer são:

29 de maio de 2026

  • Último dia para enviar a declaração do Imposto de Renda 2026;
  • Data final para pagamento da cota única ou da 1ª parcela do imposto;
  • Pagamento do 1º lote de restituição.

30 de junho de 2026

  • Pagamento do 2º lote de restituição;
  • Vencimento da 2ª parcela do Imposto de Renda.

31 de julho de 2026

  • Pagamento do 3º lote de restituição;
  • Vencimento da 3ª parcela do Imposto de Renda.

31 de agosto de 2026

  • Pagamento do 4º e último lote de restituição;
  • Vencimento da 4ª parcela do Imposto de Renda.

Setembro a dezembro (parcelamento do IR)

  • 30 de setembro de 2026 – vencimento da 5ª parcela;
  • 30 de outubro de 2026 – vencimento da 6ª parcela;
  • 30 de novembro de 2026 – vencimento da 7ª parcela;
  • 30 de dezembro de 2026 – vencimento da 8ª e última parcela.

Calendário de restituição do Imposto de Renda 2026

A restituição do Imposto de Renda 2026 será paga em quatro lotes, seguindo a ordem de entrega da declaração, com prioridade para contribuintes que se enquadram nas regras legais e para quem utilizou a declaração pré-preenchida com Pix:

  • 1º lote: 29 de maio de 2026;
  • 2º lote: 30 de junho de 2026;
  • 3º lote: 31 de julho de 2026;
  • 4º lote: 31 de agosto de 2026.

A consulta ao lote de restituição do Imposto de Renda costuma ser liberada cerca de uma semana antes do pagamento, por meio do sistema da Receita Federal.

Lote residual do Imposto de Renda 2026

Além dos quatro lotes regulares de restituição, a Receita Federal também libera lotes residuais do Imposto de Renda 2026 ao longo do ano para contribuintes que caíram na malha fina e depois regularizaram a situação.

Esses pagamentos não têm datas fixas no calendário anual, mas seguem um padrão operacional:

  • 23 de abril de 2026 – abertura da consulta ao lote residual;
  • 30 de abril de 2026 – pagamento das restituições do lote residual.

O lote residual contempla contribuintes que:

  • Corrigiram erros após cair na malha fina;
  • Enviaram declaração retificadora;
  • Tiveram pendências regularizadas junto à Receita Federal.

A ordem de pagamento também pode considerar critérios de prioridade, como idade, doenças graves e uso da declaração pré-preenchida com Pix.

Grupos prioritários

As restituições serão liberadas conforme a ordem de entrega da declaração e respeitando as prioridades legais. A prioridade no pagamento será para:

  • 1º grupo – idosos com idade igual ou superior a 80 anos;
  • 2º grupo – idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
  • 3º grupo – pessoas com deficiência ou moléstia grave;
  • 4º grupo – contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 5º grupo – quem utilizou a pré-preenchida e optou por receber a restituição por Pix;
  • 6º grupo – quem utilizou a pré-preenchida ou optou por receber a restituição por Pix;
  • 7º grupo – demais contribuintes.

SAIBA MAIS SOBRE IR 2026

Filhos e viúva de Erasmo Carlos brigam por herança deixada pelo cantor

25 de Abril de 2026, 11:23

A briga pela herança deixada por Erasmo Carlos, que morreu em 2022, ganhou um novo capítulo. Isso porque os filhos do cantor, Leonardo e Gil Esteves, tiveram um pedido de reintegração de posse de um imóvel localizado em São Conrado, no Rio de Janeiro, concedido, além de terem acionado judicialmente a viúva de Erasmo, Fernanda Esteves, cobrando diárias de aluguel de um carro que estava com ela.

Segundo informações da revista Veja, o imbróglio teria começado por uma suposta rixa dos filhos de Erasmo com Fernanda. A fonte da publicação afirma que o carro em questão foi dado para a viúva, mas estava registrado no nome da produtora responsável pela carreira de Erasmo, que tem Leonardo como um dos sócios.

Dessa forma, Leonardo teria pedido o carro de volta após a morte do pai, além dos filhos terem se apropriado dos direitos de imagem e autorais do cantor, apesar do casamento de Erasmo ter sido em comunhão parcial de bens.

Fernanda alega que teve de deixar o apartamento onde morava com Erasmo justamente por não estar recebendo nada do espólio. O representante do espólio é Leonardo, que se recusou a custear o apartamento enquanto a viúva estivesse morando lá.

A briga judicial corre em segredo de Justiça. Representantes tanto de Fernanda Esteves, quanto dos filhos de Erasmo não se pronunciaram à Veja.

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Idosos precisam declarar Imposto de Renda até qual idade? Quem tem direito à isenção?

24 de Abril de 2026, 18:18

A chegada do período de declaração do Imposto de Renda 2026 reacende uma dúvida frequente entre aposentados: existe uma idade limite para deixar de declarar o IR?

Pelas regras da Receita Federal, a resposta é não. O Fisco afirma que a idade não obriga nem desobriga a entregar a declaração.

Dessa forma, idosos continuam obrigados a declarar o Imposto de Renda sempre que se enquadrarem nos critérios de renda, patrimônio ou operações financeiras ao longo do ano-base, independentemente da idade.

Na prática, não há uma “dispensa automática” por envelhecimento. Mesmo após os 65, 70 ou 80 anos, a obrigação permanece ativa caso o contribuinte atenda às condições previstas na legislação tributária.

  • Na prática, isso significa que tanto contribuintes jovens quanto idosos podem ser obrigados a declarar, desde que se enquadrem nas regras estabelecidas.

Existe isenção para idosos no Imposto de Renda?

Embora não exista dispensa por idade no Imposto de Renda 2026, a legislação prevê um benefício para contribuintes a partir de 65 anos.

A partir dessa idade, aposentados e pensionistas têm direito a uma parcela adicional de isenção sobre os rendimentos previdenciários, limitada a R$ 1.903,98 por mês, o que totaliza R$ 24.751,74 ao ano, considerando o 13º salário.

Esse valor funciona como um abatimento na base de cálculo do imposto, reduzindo o valor devido ao Fisco.

  • Atenção: no entanto, isso não elimina a obrigação de declarar caso os critérios de renda ou patrimônio sejam atingidos.

Quem vive só de aposentadoria precisa declarar Imposto de Renda?

Depende da situação financeira do contribuinte no ano-base utilizado, no caso, 2025. Em geral, não precisa declarar quem:

  • Recebe apenas aposentadoria;
  • Permanece dentro dos limites de rendimentos definidos pela Receita;
  • Não possui outros bens ou fontes de renda relevantes.

Por outro lado, mesmo quem vive exclusivamente de benefícios previdenciários pode ser obrigado a declarar se ultrapassar os limites legais ou tiver outras movimentações, como venda de bens ou aplicações financeiras.

Quem é isento e não precisa declarar em 2026?

A dispensa da entrega da declaração de Imposto de Renda ao Fisco é facultativa nos casos em que não há enquadramento nas obrigatoriedades estabelecidas, como, por exemplo:

  • Recebeu rendimentos tributáveis abaixo de R$ 35.584,00 no ano;
  • Teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte abaixo de R$ 200 mil;
  • Possuía bens e direitos em valor total inferior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • Não realizou operações em bolsa de valores com vendas superiores a R$ 40 mil ou com ganho sujeito à tributação;
  • Não obteve receita bruta anual com atividade rural acima de R$ 177.920,00;
  • Não teve ganhos de capital na venda de bens ou direitos sujeitos à incidência de imposto;
  • Não passou à condição de residente no Brasil em 2025.

Se nenhuma dessas situações ocorreu, o envio da declaração não é obrigatório.

SAIBA MAIS SOBRE IR 2026

Despesas com pets podem ser declaradas no IR 2026? Veja o que diz a Receita

24 de Abril de 2026, 14:42

Os gastos com animais de estimação – ou pets – no Brasil têm levado contribuintes a questionar se despesas com pets podem ser incluídas na declaração do Imposto de Renda 2026.

A dúvida cresce com a maior presença dos pets nas famílias e o aumento dos custos com consultas veterinárias, vacinas, exames e outros cuidados.

Segundo levantamento da Serasa, 41% dos donos de pets gastam até R$ 300 por mês com seus animais, e 69% já recorreram a alternativas financeiras para cobrir despesas emergenciais.

  • Pelas regras atuais da Receita Federal, no entanto, despesas com pets não são dedutíveis no Imposto de Renda.

A vedação está ligada ao conceito legal de dependente, que se aplica apenas a pessoas físicas nas hipóteses previstas na legislação tributária.

Animais de estimação não se enquadram nessa definição, o que impede a inclusão de despesas veterinárias na declaração.

Projetos de lei propõem inclusão de gastos com pets no Imposto de Renda

Há propostas em tramitação no Congresso Nacional que analisam a possibilidade de dedução de despesas com animais de estimação no Imposto de Renda.

O Projeto de Lei 6.307/2025, por exemplo, prevê a dedução de gastos com saúde preventiva de cães e gatos, com limite anual de R$ 3 mil por contribuinte, podendo chegar a R$ 4.500 em casos de adoção de animais de abrigos.

  • O texto restringe o benefício a despesas como vacinação, castração, consultas de rotina e exames laboratoriais voltados à prevenção de zoonoses, além de exigir nota fiscal e identificação do profissional ou estabelecimento responsável.

Até o momento, o projeto não foi convertido em lei, e não há previsão de aplicação no Imposto de Renda 2026 ou nos próximos ciclos.

O que pode e o que não pode no Imposto de Renda

A legislação do Imposto de Renda 2026 estabelece critérios objetivos sobre quais despesas podem ser deduzidas e em nome de quem esses gastos podem ser considerados.

No modelo completo de declaração, preenchido por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD), a dedução ocorre apenas para despesas previstas em lei e devidamente comprovadas.

Entre os gastos permitidos estão aqueles diretamente vinculados ao contribuinte, a seus dependentes ou a alimentandos (em caso de pensão judicial).

  • Nessa categoria, entram despesas médicas e de saúde, sem limite de dedução, desde que relacionadas à prevenção, manutenção ou recuperação da saúde humana.

Os gastos devem estar em nome do contribuinte ou de pessoas que possam ser legalmente incluídas como dependentes na declaração, como filhos, cônjuges e pais (em determinadas condições), entre outros previstos na legislação.

No caso de pensão alimentícia judicial, despesas médicas do alimentando também podem ser deduzidas por quem realiza o pagamento.

LEIA MAIS: Como declarar pensão alimentícia paga no Imposto de Renda 2026?

Quais despesas médicas podem ser deduzidas no Imposto de Renda

No Imposto de Renda, podem ser abatidos os pagamentos feitos a profissionais e serviços diretamente ligados à prevenção, manutenção ou recuperação da saúde física ou mental do contribuinte ou de seus dependentes.

Entre as despesas dedutíveis estão:

  • Consultas médicas e odontológicas;
  • Atendimentos com psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais;
  • Exames laboratoriais e radiológicos;
  • Internações hospitalares, cirurgias e parto;
  • Próteses e aparelhos ortopédicos ou dentários;
  • Planos de saúde e seguros médicos;
  • Despesas médicas realizadas no exterior, desde que comprovadas.

Também podem ser deduzidos materiais utilizados em procedimentos médicos, desde que façam parte da fatura emitida pelo hospital ou clínica.

SAIBA MAIS SOBRE IR 2026

Imposto de Renda 2026: declaração pode ser usada como comprovante de renda; veja como

7 de Abril de 2026, 16:03

A declaração do Imposto de Renda, entregue à Receita Federal, pode ser usada como comprovante de renda em diferentes situações do dia a dia, uma vez que reúne informações detalhadas sobre o contribuinte.

O documento é frequentemente exigido por bancos, imobiliárias e instituições de ensino para validar a capacidade financeira do contribuinte.

Para isso, o contribuinte deve apresentar a versão completa do documento, preenchido no Programa Gerador de Declaração (PGD), acompanhada do recibo de entrega.

Henrique Paslar, advogado tributário no Utumi Advogados, explica que o documento anual contém os rendimentos recebidos ao longo do ano, as fontes de renda e a evolução patrimonial, funcionando como um registro oficial da situação financeira.

  • Atenção: os dados da declaração do Imposto de Renda 2026 referem-se ao ano-base 2025, o que pode limitar seu uso em situações que exigem comprovação mais recente

IR como comprovante de renda: quando ele é mais usado

O uso da declaração como um dos comprovantes pode facilitar o acesso a crédito, viabilizar contratos de aluguel e destravar processos que exigem validação de renda, especialmente para autônomos e profissionais sem holerite.

Na prática, a declaração do Imposto de Renda apresenta um panorama anual da vida financeira do contribuinte para análise de risco, definição de limites de crédito e verificação da capacidade de pagamento.

  • Importante: apesar de ter credibilidade, o documento entregue ao Fisco é declaratório, ou seja, reflete o que a pessoa informou, e não o que a Receita Federal validou.

Um exemplo é que a declaração pode ser usada em financiamentos imobiliários por reunir renda e patrimônio, permitindo avaliar a capacidade de pagamento, sobretudo para autônomos.

“Organizar as informações corretamente no documento pode facilitar a aprovação do crédito imobiliário, principalmente para quem não possui renda formal, já que o documento consolida informações pertinentes à análise de crédito”, afirma Alan Tadeu, diretor de Crédito Imobiliário da MRV.

Quando a declaração do IR pode ser usada como comprovante de renda

A cópia da declaração do Imposto de Renda pode ser solicitada em diferentes contextos, principalmente quando há necessidade de validar renda ou patrimônio. Entre os principais casos estão:

  • Solicitação de empréstimos e financiamentos, incluindo crédito imobiliário;
  • Abertura de conta bancária e aumento de limite de crédito;
  • Locação de imóveis, como forma de comprovar capacidade de pagamento;
  • Compras de alto valor, em que o vendedor exige comprovação de renda;
  • Participação em concursos públicos ou processos de licitação;
  • Solicitação de vistos para viagens internacionais;
  • Processos judiciais, como divórcios e partilha de bens;
  • Análise para concessão de benefícios previdenciários ou sociais.

LEIA MAIS: Quem deve declarar Imposto de Renda em 2026, ano-base 2025?

Declaração do Imposto de Renda 2026 pode substituir holerite?

A declaração do Imposto de Renda é considerada um comprovante de renda especialmente relevante para quem não possui vínculo formal de trabalho.

Autônomos, profissionais liberais, empresários e freelancers utilizam o documento como alternativa ao holerite, já que ele consolida os rendimentos recebidos ao longo do ano.

Nesses casos, a declaração costuma ser apresentada em conjunto com outros documentos, como extratos bancários, recibos ou a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore), a depender da exigência da instituição que solicita a comprovação.

A consistência das informações é um dos principais pontos observados por bancos e empresas, pois pode ser cruzada com as movimentações financeiras do contribuinte.

Como recuperar a declaração do Imposto de Renda

O contribuinte pode acessar cópias da declaração do Imposto de Renda por meio do portal e-CAC, da Receita Federal. O procedimento é feito de forma online. Basta:

  • Acessar o portal e-CAC;
  • Entrar com a conta gov.br;
  • Selecionar “Declarações e Demonstrativos”;
  • Clicar em “Cópia de Declaração”;
  • Escolher a opção de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF);
  • Selecionar o ano desejado e consultar.

Declarações enviadas a partir de 2008 podem ser recuperadas diretamente pela plataforma. Para anos anteriores, é necessário agendar atendimento presencial em uma unidade da Receita Federal.

VEJA TAMBÉM: Calculadora de Imposto de Renda (IRRF 2026)

Imposto de Renda 2026: como declarar despesas médicas com ‘pente fino’ da Receita Federal

26 de Março de 2026, 17:27

As despesas médicas podem ser deduzidas integralmente, sem limite, desde que devidamente comprovadas e declaradas no modelo completo de tributação do Imposto de Renda 2026.

No entanto, a partir deste ano, a Receita Federal ampliou a fiscalização sobre gastos médicos, que agora conta com cruzamento automático de dados e maior uso de recibos eletrônicos.

Desde 2025, profissionais de saúde que atuam como pessoa física passaram a emitir recibos digitais através do sistema Receita Saúde.

Pente fino da Receita

Os dados do Receita Saúde passam a alimentar diretamente a declaração pré-preenchida, permitindo que o Fisco compare automaticamente os valores declarados pelo contribuinte com aqueles informados por médicos, dentistas e outros prestadores de serviços de saúde.

Com isso, as despesas médicas informadas pelos contribuintes são verificadas automaticamente tanto com os recibos emitidos via Receita Saúde quanto com os dados enviados por clínicas e hospitais por meio da Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED).

  • Na prática, as inconsistências ficaram mais fáceis de detectar, aumentando o risco de a declaração ser retida na malha fina.

Como declarar despesas médicas no Imposto de Renda?

Os gastos com saúde do contribuinte e de seus dependentes podem ser abatidos da base de cálculo do imposto, benefício aplicado a quem opta pela declaração no modelo completo.

Para informar os gastos com saúde no Imposto de Renda, o contribuinte deve acessar a ficha “Pagamentos Efetuados” no programa ou no serviço Meu Imposto de Renda. Em seguida, basta:

  1. Clicar em “Novo”;
  2. Selecionar o código correspondente à despesa (por exemplo, código 10 para médicos no Brasil);
  3. Indicar se o pagamento foi feito pelo titular ou dependente;
  4. Informar CPF ou CNPJ do prestador e o valor pago.
  • Importante: Despesas com profissionais autônomos devem ser informadas com o CPF do prestador e o valor total pago, mesmo que o recibo não tenha sido emitido pelo programa Receita Saúde. 

Para o contribuinte que optar pelo modelo simplificado, a Receita aplica automaticamente um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a um valor fixo, substituindo todas as deduções legais.

O próprio programa da Receita permite simular os dois modelos antes do envio da declaração, indicando qual opção resulta em menor imposto a pagar ou maior restituição.

Documentos que devem ser guardados para comprovação

A Receita Federal pode solicitar a comprovação das despesas médicas por até cinco anos após a entrega da declaração do Imposto de Renda. Por isso, é essencial guardar:

  • Notas fiscais e recibos com CPF ou CNPJ do prestador;
  • Comprovantes de pagamento, como extratos bancários, faturas de cartão ou comprovantes de Pix;
  • Relatórios de reembolso emitidos por operadoras de plano de saúde;
  • Com o uso do Receita Saúde e o cruzamento automático de informações, declarar valores divergentes dos registros eletrônicos aumenta significativamente o risco de a declaração ser retida em malha fina.

Quais despesas médicas podem ser deduzidas no IR 2026

A legislação permite deduzir integralmente diversos gastos relacionados à saúde no Imposto de Renda, incluindo:

  • Consultas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde;
  • Internações hospitalares, cirurgias, UTI e materiais utilizados em procedimentos;
  • Exames laboratoriais e radiológicos;
  • Mensalidades e coparticipação de planos de saúde;
  • Próteses ortopédicas e dentárias, marca-passo e aparelhos ortopédicos;
  • Despesas com parto;
  • Cirurgias plásticas, inclusive estéticas, desde que realizadas em ambiente hospitalar e cobradas por profissional habilitado;
  • Tratamentos e procedimentos realizados no exterior, desde que convertidos corretamente para reais.

O que não pode ser deduzido como despesa médica

É importante também estar atento a quais gastos que não são aceitos pela Receita Federal como despesa médica – um erro que leva contribuintes à malha fina.

Entre os itens que não podem ser deduzidos do Imposto de Renda estão:

  • Medicamentos comprados em farmácia, salvo quando incluídos na conta hospitalar;
  • Óculos, lentes de contato e aparelhos auditivos;
  • Despesas com academia, natação ou outras atividades físicas, mesmo quando recomendadas por médicos;
  • Vacinas adquiridas diretamente em farmácias;
  • Serviços de cuidadores, enfermagem domiciliar e massagistas, quando não fazem parte da fatura hospitalar;
  • Despesas com veterinário ou tratamentos de animais de estimação.

Banco suíço fecha sob acusação de lavagem de dinheiro iraniano, russo e venezuelano

25 de Março de 2026, 13:21

Sempre que conseguia uma comissão de seis dígitos para seu pequeno banco suíço, Paul-Michel von Merey era conhecido por gritar pelo escritório em plano aberto, perto do Lago de Zurique, tocando ruidosamente um sino de vaca em celebração.

O barulho constante refletia uma fonte lucrativa que sua empresa explorava. O MBaer Merchant Bank, cofundado por von Merey em 2018, às vezes cobrava dos clientes até dez vezes a taxa de mercado para processar pagamentos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, principalmente em transações que outros bancos não aceitavam.

Mas, mesmo após o banco ter sido apontado como um dos “mais prósperos” bancos privados suíços, no ano passado, em um evento local de gestão de fortunas, seu fim estava próximo. A suposta facilitação de lavagem de dinheiro chamou a atenção do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que, às vésperas da guerra contra o Irã no final do mês passado, praticamente o forçou a fechar as portas.

“O MBAer canalizou mais de cem milhões de dólares por meio do sistema financeiro dos EUA em nome de agentes ilícitos ligados ao Irã e à Rússia”, disse Bessent em comunicado. A ameaça de cortar o acesso do banco ao sistema financeiro americano foi suficiente para superar os desafios legais da ordem anterior da autoridade reguladora suíça Finma de liquidar o banco.

A seguir está um relato de como o MBaer conseguiu operar sem ser detectado, enquanto, segundo autoridades dos EUA, em alguns casos, era “provavelmente cúmplice das atividades de lavagem de dinheiro de seus clientes”. Seu fim desonroso compromete os esforços de longa data da Suíça para sanear o sistema financeiro e provar que Zurique e Genebra não oferecem mais um refúgio fácil para dinheiro ligado ao crime.

Um porta-voz do MBaer não quis comentar sobre esta reportagem. A Finma também não se manifestou.

Banco foi fundado por herdeiro do Julius Baer

O MBaer foi fundado como um banco de investimentos concebido para atender tanto aos interesses empresariais dos clientes — como o financiamento do comércio — quanto ao seu patrimônio pessoal. Seu cofundador homônimo e primeiro diretor-executivo do banco, Mike Baer, ​​passou 12 anos no Julius Baer Group, banco fundado por seu bisavô. Durante esse período, ele ocupou diversos cargos sêniores, incluindo a chefia das áreas de banking, trading e TI, de acordo com seu perfil no LinkedIn. No Julius Baer, ​​ele também conheceu muitos clientes em potencial e alguns dos outros sócios do MBaer.

Mike Baer e Paul von Merey não quiseram comentar para esta reportagem.

No início de 2005, Mike Baer deixou o banco da família e, nos anos seguintes, ocupou vários cargos em conselhos de administração, de acordo com seu perfil no LinkedIn, incluindo na Odey Asset Management e no Falcon Private Bank, ambos com problemas regulatórios não relacionados nos últimos anos.

Corredor entusiasta, que completou maratonas nos polos Norte e Sul, Baer utilizou fortemente o nome da família. “A herança do MBaer Merchant Bank remonta a 1890, quando Julius Bär lançou as bases para uma longa tradição bancária em Zurique”, afirmou o banco em seu site.

Expansão acelerada a partir de 2023

Ao longo dos anos, o banco expandiu-se rapidamente, em particular, vivenciando um salto nos ativos em 2023. No final de 2025, detinha ativos de clientes no valor de cerca de 4,9 bilhões de francos suíços (US$ 6,2 bilhões), e contava com cerca de 700 clientes e 60 funcionários. Seu tamanho o enquadrava inicialmente na categoria mais baixa de supervisão da autoridade reguladora suíça Finma — destinada a pequenos participantes no mercado, ou de “baixo risco”.

Fontes internas descreveram a cultura do banco como uma reminiscência dos tempos mais liberais das finanças suíças — antes do confronto com os EUA sobre a evasão fiscal nos anos 2000, que levou a tentativas de “limpeza” e ao fim do sigilo bancário absoluto.

Segundo investigadores da unidade de crimes financeiros do Tesouro dos EUA, a FinCEN, o banco começou a atrair atenção por possíveis atividades de lavagem de dinheiro ligadas à Venezuela por volta de 2020. O banco teria então facilitado o financiamento da máquina de guerra russa e ajudado a canalizar fundos petrolíferos iranianos de volta ao regime — incluindo para o Corpo da Guarda Revolucionária.

Lavagem de dinheiro e apoio ao terrorismo

“O MBaer também proporcionou acesso ao sistema financeiro dos EUA a pessoas que oferecem apoio material a esforços de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo relacionados ao Irã, incluindo apoio a organizações terroristas iranianas”, afirmou a FinCEN em um documento publicado em 2 de março.

As autoridades acusaram o MBaer de facilitar pagamentos em conexão com um esquema internacional de contrabando de petróleo e lavagem de dinheiro conduzido pela Força Quds, da Guarda Revolucionária. Os EUA consideram a Força Quds, que opera fora do país, como uma organização terrorista estrangeira.

Clientes do MBaer transferiram cerca de US$ 37 milhões em conexão com uma empresa sancionada, chamada Turkoca Import Export Transit Co. Ltd., em grandes pagamentos arredondados em dólares, que normalmente levantariam suspeitas de lavagem de dinheiro, declara a FinCEN. A Turkoca era uma “entidade intermediária” usada por afiliados da Força Quds para lavar fundos para o Irã, disse a FinCEN.

Cultura de medo

O MBaer supostamente tinha diversos métodos para conduzir negócios sem chamar atenção. Funcionários permitiam pagamentos em francos suíços ou euros para clientes de alto risco, em uma tentativa de contornar controles mais rigorosos sobre transações em dólares, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

Alguns funcionários de fato geraram alarmes sobre deficiências operacionais. Muitos enfrentaram obstáculos internos significativos após expressarem suas preocupações ou acabaram deixando a empresa. Isso criou uma cultura de medo entre os funcionários e uma relutância em denunciar irregularidades percebidas, afirmaram as fontes.

Em 2023, autoridades dos EUA e a Finma começaram a investigar o banco mais de perto.

Por volta da mesma época, o MBaer rompeu com a empresa que atuava como seu banco correspondente nos EUA — o agora extinto Credit Suisse, de acordo com pessoas familiarizadas com o tema. O JPMorgan passou a prestar esse serviço posteriormente, disseram as pessoas a par do assunto, juntamente com diversas outras instituições financeiras.

O JPMorgan não quis comentar sobre seu relacionamento com o MBAer.

Em 2024, Bignia Vieli, então membro do conselho administrativo, contratou o escritório de advocacia do qual era sócia para realizar uma revisão da infraestrutura operacional do banco, que identificou riscos sistêmicos generalizados. O relatório chegou a sugerir que o banco deveria se autoreportar à Finma.

Fontes de ‘alto risco’

Apesar das preocupações com lavagem de dinheiro, aparentemente nenhuma medida corretiva significativa foi tomada após o relatório, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, que afirmaram que a administração continuou recebendo seus bônus integrais. Vieli não respondeu a um pedido de comentário.

A Finma iniciou formalmente procedimentos de execução contra o MBaer em 2024. Posteriormente, informou que 98% dos ativos recentes de clientes do banco vinham de fontes de “alto risco”, segundo um comunicado. O banco havia sistematicamente falhado em investigar o histórico dos relacionamentos de seus clientes e auxiliado ativamente clientes a contornar o congelamento de ativos, afirmou a Finma.

Contudo, no sistema regulatório suíço, um processo sancionador pode se arrastar por anos, e os bancos podem continuar a operar enquanto contestam judicialmente as ordens da Finma. No início de 2026, uma ordem da Finma para fechar o MBaer estava travada nos tribunais — até a intervenção do Tesouro dos EUA.

Liquidação forçada

Na segunda-feira, 9 de fevereiro, Annett Viehweg, CEO do MBaer desde janeiro de 2025, tentou tranquilizar os funcionários do banco, segundo uma pessoa presente na reunião. O MBaer se defenderia na justiça, Viehweg teria afirmado, de acordo com a pessoa.

O banco acabou negociando com a Finma os termos de sua autoliquidação, segundo fontes a par do assunto. As duas partes estavam em desacordo sobre se a lavagem de dinheiro seria mencionada especificamente no comunicado que anunciava o fechamento, até que o Tesouro dos EUA as forçou a agir, disseram as fontes. Posteriormente, o MBaer retirou seu recurso, o que significa que a ordem de liquidação entrou em vigor em 27 de fevereiro.

Von Merey e Mike Baer deixaram o banco, e ambos têm mantido um perfil discreto. O perfil de Von Merey no LinkedIn minimiza sua função no MBaer. No mês passado, a Finma também informou ter aberto processos contra quatro indivíduos não identificados associados ao MBaer. Esses procedimentos se concentram em pessoas que já deixaram o banco, afirmou uma fonte familiarizada com o assunto. Os funcionários foram informados de que até 25 pessoas seriam demitidas em março e abril.

A carteira de clientes de “alto risco” do MBaer agora enfrenta uma espera por uma resolução que pode levar anos, com poucos ou nenhum outro banco na Suíça dispostos a aceitá-los.

Para um banco acusado de lavagem de dinheiro para venezuelanos, russos e iranianos, o fim do MBaer demorou surpreendentemente a chegar. O país está em processo de reformulação da regulamentação financeira, incluindo medidas para ampliar os poderes da agência reguladora Finma. As lições da crise do Credit Suisse, em 2023, estão sendo incorporadas à legislação em tramitação no Parlamento suíço.

Por ora, a aparente incapacidade da Finma de fazer cumprir sua decisão inicial destaca a fragilidade da Suíça no combate eficaz aos crimes do setor financeiro, segundo Mark Pieth, advogado especializado na área e membro fundador do Grupo de Ação Financeira, radicado em Basileia, na Suíça.

“Os americanos tiveram que intervir novamente e apontar uma arma para o peito deles”, disse Pieth. “Em termos de sistema jurídico, a Suíça ainda é um centro offshore, onde os casos se arrastam por anos sob o pretexto do devido processo legal”.

Como declarar a pensão alimentícia recebida no Imposto de Renda 2026?

24 de Março de 2026, 13:57

A pensão alimentícia recebida deve ser informada na declaração do Imposto de Renda 2026, mesmo sendo um rendimento isento de tributação desde 2023.

  • A obrigatoriedade vale tanto para quem recebe quanto para quem paga a pensão

Os valores referentes à pensão passaram a ser declarados como rendimentos isentos e não tributáveis, mas continuam sendo monitorados pela Receita Federal após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo sem pagar imposto sobre a pensão, o contribuinte precisa informar o valor recebido ao longo do ano-calendário de 2025 para permitir o cruzamento de dados com a declaração de quem pagou a pensão, evitando inconsistências.

É considerado como pensão alimentícia, para o Fisco, qualquer valor previsto em decisão judicial ou escritura pública.

No caso de pagamento voluntário de pensão alimentícia (sem decisão judicial ou acordo formal), os valores pagos não podem ser deduzidos na declaração do Imposto de Renda.

  • Importante: a Receita Federal não permite que uma mesma pessoa seja declarada como dependente e alimentando (quem recebe a pensão) na mesma declaração, exceto em situações específicas de mudança de guarda ou de separação ocorrida ao longo do ano.

Diferença entre alimentando, dependente e responsável

A declaração da pensão alimentícia envolve três figuras:

  • Alimentante: quem paga a pensão;
  • Alimentando: quem tem direito a receber;
  • Responsável: quem recebe os valores em nome do beneficiário, quando este é menor de idade.

Quando a pensão é destinada a um filho menor de idade, por exemplo, o beneficiário é a criança — e não o responsável que recebe o dinheiro. 

  • Então, na declaração, devem constar os dados do alimentando ao informar o recebimento da pensão recebimento da pensão alimentícia, e não os da pessoa que administra os recursos.

Como declarar pensão alimentícia recebida no Imposto de Renda 2026

O preenchimento é feito na ficha de rendimentos isentos. Veja o passo a passo:

  • Abra a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” no programa da Receita Federal;
  • Clique em “Novo” para criar um lançamento;
  • Selecione o código “28 – Pensão Alimentícia”;
  • Informe se o rendimento foi recebido pelo titular ou por um alimentando;
  • Preencha o nome completo e o CPF de quem pagou a pensão (alimentante);
  • Informe o valor total recebido ao longo de 2025;
  • Clique em “OK” para salvar as informações.

Esse procedimento deve ser repetido caso existam mais de um pagador ou mudanças no valor da pensão ao longo do ano.

Quais documentos são necessários para declarar a pensão alimentícia

É fundamental manter documentos que comprovem o direito ao recebimento e os valores recebidos para declaração de Imposto de Renda. Entre os principais estão:

  • Decisão judicial, acordo homologado ou escritura pública que estabeleça a pensão;
  • Extratos bancários e comprovantes de transferência;
  • Recibos de pagamento, quando houver.

A Receita Federal só considera a pensão como rendimento isento quando há determinação judicial ou acordo formalizado; pagamentos voluntários não têm o mesmo tratamento.

Imposto de Renda 2026: qual tabela usar na declaração? Veja valores atualizados

20 de Março de 2026, 16:51

As regras do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) foram divulgadas pela Receita Federal. O principal ponto de atenção para o contribuinte, porém, é outro: qual tabela considerar na hora de declarar.

  • A resposta exige atenção: ao longo de 2025, foram utilizadas duas tabelas diferentes, com atualização a partir de maio, após a atualização da faixa de isenção.

Além disso, o Imposto de Renda da Pessoa Física segue a lógica de apuração anual, o que significa que todos os rendimentos do ano são consolidados no ajuste entregue em 2026.

Com isso, fica mais fácil evitar um erro comum: tentar aplicar uma única tabela no preenchimento, já que os valores foram tributados mês a mês, mas recalculados de forma geral na declaração.

Deve declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, além de outras situações previstas pela Receita.

  • Importante: alterações na faixa de isenção e em outros parâmetros que passem a valer no ano fiscal de 2026 terão impacto apenas sobre a declaração do Imposto de Renda de 2027.

LEIA TAMBÉM: Imposto de Renda: veja tabelas atualizadas para 2026 e 2027 com a faixa de isenção

Tabela de alíquotas do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025)

A tabela do Imposto de Renda Retido na Fonte segue com cinco faixas de renda e alíquotas progressivas de 7,5% a 27,5%.

Para quem vai declarar Imposto de Renda em 2026, é essencial considerar que o ano-base 2025 teve duas tabelas vigentes, aplicadas em momentos diferentes.

A versão mais recente, válida a partir de maio de 2025, ampliou a faixa de isenção e passou a valer para a maior parte do ano-calendário:

Até abril de 2025:

Salário mensalAlíquotaParcela a deduzir
Até R$ 2.259,20IsentoR$ 0,00
De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,657,5%R$ 169,44
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,0515%R$ 381,44
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6822,5%R$ 662,77
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 896,00

A partir de maio de 2025:

Salário mensalAlíquotaParcela a deduzir
Até R$ 2.428,80IsentoR$ 0,00
De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,0515%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73

Qual tabela vale no Imposto de Renda 2026?

Apesar disso, o contribuinte não precisa escolher qual tabela aplicar. O Imposto de Renda é retido mês a mês ao longo do ano, mas na declaração ocorre o chamado ajuste anual, que consolida todos os rendimentos, deduções e impostos já pagos.

Mesmo assim, isso não altera diretamente o limite de obrigatoriedade da declaração, que continua sendo anual.

Tabela anual do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025)

Base de cálculo anualAlíquotaParcela a deduzir
Até R$ 28.467,20IsentoR$ 0,00
De R$ 28.467,21 até R$ 33.919,807,5%R$ 2.135,04
De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,6015%R$ 4.679,03
De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,1622,5%R$ 8.054,97
Acima de R$ 55.976,1627,5%R$ 10.853,78

LEIA MAIS: Receita Federal antecipa calendário de restituição; confira as novidades deste ano

IR 2026: Receita libera programa para envio da declaração; veja regras, prazos e quem deve prestar contas ao Fisco

20 de Março de 2026, 09:39

A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (20) o programa gerador da declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, que começa em 23 de março e termina em 29 de maio deste ano. Com isso, os contribuintes já podem baixar o sistema e organizar os documentos para enviar as informações ao Fisco dentro do prazo estipulado.

A entrega da declaração é obrigatória para quem se enquadra nos critérios definidos pelo órgão, e o envio dentro do prazo é essencial para evitar multas e outras penalidades.

Como baixar o programa do Imposto de Renda 2026

O programa pode ser baixado diretamente no site oficial da Receita Federal e está disponível para diferentes sistemas operacionais. Além disso, os contribuintes podem optar por preencher a declaração por meio do portal “Meu Imposto de Renda”, que permite o envio online sem necessidade de instalação, e do aplicativo da Receita.

Prazo de entrega

O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 segue até o fim de maio. Quem perder a data final estará sujeito a multa mínima e pode ter o CPF classificado como irregular.

Quanto antes o contribuinte enviar a declaração, maiores são as chances de receber a restituição nos primeiros lotes, caso tenha valores a receber.

Quem deve declarar o IR 2026

Devem declarar os contribuintes que, em 2025:

  • Receberam rendimentos tributáveis acima do limite estabelecido pela Receita;
  • Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima do teto definido;
  • Tiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • Realizaram operações na Bolsa de Valores;
  • Possuíam bens ou direitos acima do valor mínimo exigido;
  • Passaram à condição de residente no Brasil em qualquer mês e permaneceram assim até 31 de dezembro.

As regras seguem, em geral, o mesmo padrão do ano anterior, já que mudanças mais amplas na tabela do Imposto de Renda, como a ampliação da faixa de isenção, só devem impactar declarações futuras.

Confira mais detalhes:

Restituição do Imposto de Renda 2026

Após o envio, os contribuintes que pagaram imposto a mais ao longo de 2025 terão direito à restituição. O pagamento é feito em lotes, priorizando idosos, pessoas com deficiência, professores e quem opta pela declaração pré-preenchida ou pelo recebimento via Pix.

As datas para o pagamento da restituição do IR serão feitas em quatro lote. 

Confira a programação definida pelo Fisco:

  • 1º lote: 29 de maio de 2026
  • 2º lote: 30 de junho de 2026
  • 3º lote: 31 de julho de 2026
  • 4º lote: 28 de agosto de 2026

As restituições serão liberadas conforme a ordem de entrega da declaração e respeitando as prioridades legais. A prioridade no pagamento será para:

  • 1º grupo – idosos com idade igual ou superior a 80 anos;
  • 2º grupo – idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
  • 3º grupo – pessoas com deficiência ou moléstia grave;
  • 4º grupo – contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 5º grupo – quem utilizou a pré-preenchida e optou por receber a restituição por Pix;
  • 6º grupo – quem utilizou a pré-preenchida ou optou por receber a restituição por Pix;
  • 7º grupo – demais contribuintes.

O valor da restituição é atualizado pela taxa Selic. O reembolso é depositado diretamente na conta bancária indicada pelo contribuinte em sua declaração ou por transferência via chave Pix.

Atenção para evitar erros

A Receita reforça a importância de revisar todas as informações antes do envio. Dados inconsistentes podem levar o contribuinte à malha fina, atrasando a restituição e exigindo comprovação adicional.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Informes de rendimento de bancos e empresas;
  • Despesas médicas e educacionais;
  • Inclusão de dependentes;
  • Declaração correta de investimentos.

Com o programa já disponível, a recomendação é não deixar para a última hora. Organizar os documentos com antecedência ajuda a evitar erros e garante mais tranquilidade no processo de declaração.

Imposto de Renda 2026 terá ‘cashback’; veja quem irá receber

16 de Março de 2026, 11:35

A Receita Federal anunciou nesta segunda-feira (16) um lote especial de restituição do Imposto de Renda 2026.

Trata-se de um “cashback” do Imposto de Renda, pago automaticamente a contribuintes que não são obrigados a declarar o IR, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2025.

A estimativa é que 4 milhoes de contribuintes poderão ser beneficiados pela medida. No total, o lote especial deve somar cerca de R$ 500 milhões em restituições.

O pagamento será feito em um lote especial de restituição, previsto para 15 de julho deste ano.

Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, há um grupo significativo de brasileiros de renda mais baixa que tem valores a restituir, mas acaba não recebendo o dinheiro porque não entrega a declaração anual.

Isso ocorre porque essas pessoas não se enquadram nos critérios de obrigatoriedade do Imposto de Renda e, muitas vezes, nem sabem que possuem restituição a receber, afirma o secretário.

  • Segundo a Receita, o valor médio da restituição será de aproximadamente R$ 125, enquanto o limite máximo para pagamento automático será de R$ 1 mil por contribuinte.

Leia Mais: Imposto de Renda 2026: como declarar? Confira guia completo

Quem terá direito ao cashback do Imposto de Renda

De acordo com a Receita Federal, o pagamento automático será direcionado a contribuintes que atendam aos seguintes critérios:

  • Não estavam obrigados a declarar e não entregaram a declaração do Imposto de Renda 2025;
  • Tiveram retenção de imposto na fonte em 2025;
  • Possuem direito a restituição de até R$ 1 mil;
  • Estão com CPF regular e apresentam baixo risco fiscal;
  • Possuem chave Pix vinculada ao CPF.

Veja calendário de pagamentos da restituição do Imposto de Renda 2026

16 de Março de 2026, 10:34

A Receita Federal divulgou nesta segunda-feira (16) o calendário da restituição do Imposto de Renda 2026. As datas para o pagamento da restituição do IR será feita em quatro lotes. 

Confira a programação definida pelo Fisco:

  • 1º lote: 29 de maio de 2026
  • 2º lote: 30 de junho de 2026
  • 3º lote: 31 de julho de 2026
  • 4º lote: 28 de agosto de 2026

As restituições serão liberadas conforme a ordem de entrega da declaração e respeitando as prioridades legais. A prioridade no pagamento será para:

  • 1º grupo – idosos com idade igual ou superior a 80 anos;
  • 2º grupo – idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
  • 3º grupo – pessoas com deficiência ou moléstia grave;
  • 4º grupo – contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 5º grupo – quem utilizou a pré-preenchida e optou por receber a restituição por Pix;
  • 6º grupo – quem utilizou a pré-preenchida ou optou por receber a restituição por Pix;
  • 7º grupo – demais contribuintes.

O valor da restituição é atualizado pela taxa Selic. O reembolso é depositado diretamente na conta bancária indicada pelo contribuinte em sua declaração ou por transferência via chave Pix.

Quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2026?

Segundo a Receita Federal, deve apresentar a declaração em 2026 o contribuinte que, ao longo de 2025:

  • Recebeu rendimentos tributáveis (como salários, aposentadorias e aluguéis) acima de R$ 35.584;
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma foi superior a R$ 200 mil;
  • Obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto;
  • Realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros ou assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil no ano ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos ao imposto;
  • Obteve receita bruta da atividade rural superior a R$ 177.920, ou pretende compensar prejuízos de anos anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025;
  • Possuía bens ou direitos, inclusive terra nua, com valor total superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês de 2025 e nessa condição se encontrava em 31 de dezembro;
  • Optou pela isenção do imposto sobre ganho de capital na venda de imóvel residencial, ao utilizar o valor da venda para comprar outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;
  • Optou por declarar bens, direitos e obrigações de entidade controlada no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, no regime de transparência fiscal;
  • Era titular de trust ou contrato similar regido por lei estrangeira em 31 de dezembro de 2025;
  • Possuía aplicações financeiras no exterior e teve rendimentos ou pretende compensar perdas;
  • Recebeu lucros ou dividendos de entidades no exterior.

Receita divulga regras do Imposto de Renda 2026; veja como declarar

16 de Março de 2026, 10:14

A Receita Federal publicou nesta segunda-feira (16) as regras para a declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos rendimentos recebidos ao longo de 2025. As normas foram divulgadas no Diário Oficial da União nesta manhã.

Entre os pontos apresentados pelo Fisco estão a definição dos critérios de obrigatoriedade da declaração, a manutenção do desconto simplificado de 20% limitado a R$ 16.754,34, as regras para declaração de bens no Brasil e no exterior e o uso da declaração pré-preenchida.

Também foi confirmado o calendário de entrega da declaração do Imposto de Renda, que começa em 23 de março e termina em 29 de maio de 2026.

As regras divulgadas pela Receita se aplicam à prestação de contas referente ao ano-base de 2025.

Isso significa que os critérios de tributação seguem a legislação vigente naquele período, independentemente de eventuais mudanças anunciadas posteriormente para o Imposto de Renda.

  • Alterações na faixa de isenção e em outros parâmetros que passem a valer no ano fiscal de 2026 terão impacto apenas sobre a declaração do Imposto de Renda de 2027.

Principais pontos do Imposto de Renda 2026

Para o ano-calendário de 2025, a Receita informou que o limite de isenção foi definido em R$ 35.584 em rendimentos tributáveis, assim como a manutenção do limite de R$ 800 mil em bens e direitos. 

Também foram detalhadas as regras para contribuintes com investimentos no exterior, trusts e entidades controladas fora do país, além da possibilidade de utilizar a declaração pré-preenchida com dados fornecidos por diversas bases da Receita.

Pelas normas, contribuintes que possuem trust, empresas controladas no exterior ou aplicações financeiras fora do país precisam informar esses ativos na declaração. 

  • A obrigatoriedade também inclui quem recebeu rendimentos, lucros ou dividendos de entidades estrangeiras ou pretende compensar perdas desses investimentos.

Outro ponto é a declaração pré-preenchida, que reúne automaticamente dados de rendimentos, despesas e patrimônio a partir de bases como eSocial, e-Financeira, Dmed, Dimob e informações sobre criptoativos. 

  • Importante: a responsabilidade pela conferência das informações na declaração do Imposto de Renda é do contribuinte.

O documento poderá ser enviado pelo Programa Gerador da Declaração (PGD), pelo serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível no site da Receita, e em aplicativo para dispositivos móveis, mediante autenticação com conta gov.br de nível prata ou ouro.

Leia Mais: Imposto de Renda 2026: como ter a conta Gov.br prata ou ouro para preencher a declaração

Quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2026?

Segundo a Receita Federal, deve apresentar a declaração em 2026 o contribuinte que, ao longo de 2025:

  • Recebeu rendimentos tributáveis (como salários, aposentadorias e aluguéis) acima de R$ 35.584;
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma foi superior a R$ 200 mil;
  • Obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto;
  • Realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros ou assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil no ano ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos ao imposto;
  • Obteve receita bruta da atividade rural superior a R$ 177.920, ou pretende compensar prejuízos de anos anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025;
  • Possuía bens ou direitos, inclusive terra nua, com valor total superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês de 2025 e nessa condição se encontrava em 31 de dezembro;
  • Optou pela isenção do imposto sobre ganho de capital na venda de imóvel residencial, ao utilizar o valor da venda para comprar outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;
  • Optou por declarar bens, direitos e obrigações de entidade controlada no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, no regime de transparência fiscal;
  • Era titular de trust ou contrato similar regido por lei estrangeira em 31 de dezembro de 2025;
  • Possuía aplicações financeiras no exterior e teve rendimentos ou pretende compensar perdas;
  • Recebeu lucros ou dividendos de entidades no exterior.

Prazo de entrega e calendário de restituição

O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 começa em 23 de março e termina em 29 de maio, conforme calendário divulgado pela Receita.

As restituições serão pagas em quatro lotes, entre maio e agosto de 2026.

Calendário de restituição do Imposto de Renda 2026:

  • 1º lote: 29 de maio de 2026
  • 2º lote: 30 de junho de 2026
  • 3º lote: 31 de julho de 2026
  • 4º lote: 28 de agosto de 2026

As restituições serão liberadas conforme a ordem de entrega da declaração, respeitando as prioridades legais. A prioridade no pagamento será para:

  • Idosos com 80 anos ou mais;
  • Idosos entre 60 e 79 anos;
  • Contribuintes com deficiência física ou mental ou com doença grave;
  • Professores cuja principal fonte de renda seja o magistério;
  • Contribuintes que utilizarem declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix.

Imposto de Renda 2026: como declarar investimentos no exterior e evitar erros

13 de Março de 2026, 14:38

Com a proximidade da temporada de entrega da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-calendário 2025, muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre como declarar investimentos no exterior.

A Receita Federal ainda não publicou a instrução normativa com as regras específicas do IRPF 2026. Mesmo assim, seguem em vigor as regras estabelecidas pela Lei nº 14.754/2023, que mudou a forma de tributação de aplicações financeiras fora do país a partir de 2024 — salvo eventuais ajustes operacionais que possam ser detalhados na regulamentação deste ano.

O que mudou na hora de declarar investimentos no exterior

Desde a entrada em vigor da Lei nº 14.754/2023, os rendimentos obtidos com aplicações financeiras no exterior, incluindo lucros, dividendos, juros e ganhos de capital, passaram a ser tributados de forma anual no ajuste da declaração.

Nesse modelo, aplica-se alíquota fixa de 15% sobre os rendimentos financeiros da pessoa física. Antes da mudança, a tributação podia ocorrer mensalmente, por meio do carnê-leão, ou no momento da venda do ativo, via GCAP (Programa de Apuração dos Ganhos de Capital), com alíquotas progressivas que podiam chegar a 27,5%, dependendo da natureza do rendimento.

Se mantido o modelo adotado nos últimos exercícios, todos os rendimentos obtidos no exterior ao longo de 2025 deverão ser informados na declaração entregue em 2026, mesmo que já tenham sido tributados no país de origem.

Segundo Victor Savioli, cofundador da Velotax, a nova legislação mudou significativamente a forma de apuração do imposto para pessoas físicas. “A Lei 14.754/2023 mudou o jogo. Agora é alíquota fixa de 15% sobre qualquer rendimento de aplicação financeira no exterior, sem nenhuma dedução e sem aquela isenção de R$ 35 mil por mês que existia antes”, afirma.

De acordo com o especialista, o novo modelo também simplificou o momento do pagamento do imposto: “Não tem mais carnê-leão mensal. O contribuinte soma tudo o que realizou no ano e paga de uma vez na declaração anual, com DARF vencendo em 31 de maio do ano seguinte”.

Outro ponto importante é que a variação cambial também pode entrar no cálculo do rendimento tributável, dependendo do tipo de investimento. “A variação cambial entra na conta do rendimento, exceto no caso de conta corrente sem remuneração”, diz Savioli.

Em resumo:

  • A variação cambial entra no cálculo do rendimento tributável quando está associada a aplicações financeiras;
  • Depósitos mantidos em conta corrente no exterior sem remuneração, por sua vez, não geram rendimento tributável apenas pela oscilação do câmbio.

Como preencher no programa da Receita Federal

No programa da declaração (PGD), no portal e-CAC ou no aplicativo da Receita, as informações sobre investimentos no exterior devem ser preenchidas principalmente em duas etapas.

1 – Ficha “Bens e Direitos”

Nesta ficha devem ser informados os ativos mantidos fora do Brasil, com dados como:

  • tipo de investimento (ações, ETFs, fundos, títulos ou contas remuneradas);
  • país onde o ativo está localizado;
  • saldo em reais em 31 de dezembro de 2025;
  • saldo em reais em 31 de dezembro de 2024;
  • descrição detalhada do ativo e da instituição financeira ou corretora custodiante.

2 – Rendimentos e imposto pago

Os rendimentos obtidos com esses ativos, como lucros, dividendos, juros e ganhos de capital, devem ser informados na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física e do Exterior”, quando se tratar de rendimentos sujeitos à tributação anual.

Para isso, é necessário:

  • converter os valores para reais utilizando a cotação de venda do dólar dos Estados Unidos divulgada pelo Banco Central do Brasil na data do recebimento do rendimento ou da operação, conforme as regras da Receita Federal.
  • informar eventual imposto pago no exterior, que pode ser compensado no Brasil, desde que exista acordo para evitar bitributação ou previsão de reciprocidade.

O próprio programa da Receita realiza o cálculo do imposto devido no ajuste anual e indicará eventual saldo a pagar ou a restituir.

Na prática, a compensação do imposto pago fora do país tem limites. “Se você pagou imposto lá fora sobre o mesmo rendimento, pode abater do IR brasileiro, mas limitado a 15%. Se pagou 30% nos EUA, por exemplo, os outros 15% viram custo e não são recuperados”, explica Savioli.

Segundo ele, também é fundamental manter a documentação que comprove o pagamento do tributo no exterior: “É preciso guardar os comprovantes, porque a Receita cruza dados automaticamente com outros países por meio de acordos internacionais como o Common Reporting Standard (CRS) e o Foreign Account Tax Compliance Act (FATCA)”.

Entre os erros mais comuns, o especialista cita tentar compensar valores acima do limite permitido ou misturar tipos diferentes de rendimentos na compensação.

Lucro realizado x valorização do investimento

Outro ponto que costuma gerar dúvidas é o momento em que o rendimento se torna tributável. De acordo com Savioli, no caso de investimentos mantidos diretamente pela pessoa física, como ações, ETFs ou contas remuneradas no exterior, a tributação ocorre apenas quando há ganho efetivamente realizado.

“Se você detém o investimento diretamente como pessoa física ou via offshore no regime transparente, só tributa quando vender, resgatar ou receber proventos. A valorização do ativo em 31 de dezembro, por si só, não gera imposto”, explica ele.

A regra pode mudar, no entanto, quando os ativos estão dentro de estruturas societárias no exterior.

Pela legislação brasileira atual, essas estruturas podem seguir dois modelos de tributação: regime transparente ou regime opaco. No regime transparente, os ativos da empresa no exterior são tratados como se pertencessem diretamente à pessoa física, e a tributação ocorre apenas quando há ganho efetivamente realizado, como venda de ativos ou recebimento de rendimentos.

Já no regime opaco, a empresa no exterior é tratada como uma entidade separada, e o lucro contábil apurado no balanço anual pode ser tributado no Brasil mesmo que o dinheiro não tenha sido distribuído ao investidor.

“Se o investimento está dentro de uma offshore no regime opaco, o lucro contábil é apurado no balanço anual da empresa, incluindo marcação a mercado dos ativos. Nesse caso, a pessoa física pode ter que pagar 15% sobre esse resultado mesmo sem ter recebido os recursos”, afirma Savioli.

Prazos importantes

O calendário oficial da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2026 ainda não foi divulgado pela Receita Federal do Brasil.

Historicamente, o período de entrega começa na segunda quinzena de março e se estende até o fim de maio. A confirmação das datas depende da publicação do ato oficial que regulamentará a entrega da declaração neste ano.

Regras adicionais

Conversão de moeda

Os valores devem ser convertidos para reais utilizando a cotação do dólar fixada para compra pelo Banco Central do Brasil. Para saldos informados na ficha de Bens e Direitos, normalmente é utilizada a cotação da data de aquisição do ativo. Já os rendimentos recebidos no exterior devem ser convertidos pela cotação vigente na data do recebimento.

Obrigatoriedade

Ter investimentos no exterior, por si só, não torna automaticamente o contribuinte obrigado a entregar a declaração do Imposto de Renda. A obrigatoriedade depende do enquadramento nas regras gerais definidas pela Receita Federal do Brasil, como limites de renda anual, patrimônio, ganhos de capital ou operações realizadas ao longo do ano.

No entanto, quem estiver obrigado a declarar deve informar corretamente todos os bens e rendimentos mantidos fora do país.

Penalidades

A omissão de rendimentos ou bens no exterior pode levar o contribuinte à malha fina, além da aplicação de multa e da cobrança de imposto com juros.

Segundo Savioli, a fiscalização sobre ativos internacionais tem se intensificado nos últimos anos. “A Receita está recebendo dados automaticamente de instituições financeiras estrangeiras por meio de acordos internacionais de troca de informações. Omitir ativos no exterior hoje não é uma opção”, afirma.

Ele também alerta para cuidados adicionais envolvendo estruturas mais complexas, como offshores e trusts: “A escolha entre regime opaco e transparente na offshore é irrevogável, então é importante verificar se a opção feita na declaração anterior foi correta. No caso de trusts, os bens geralmente são considerados como pertencentes ao instituidor até a distribuição ou até o seu falecimento”.

Em contas conjuntas mantidas no exterior, a recomendação é declarar os valores proporcionalmente entre os titulares. “Cada pessoa deve informar a sua participação na ficha de Bens e Direitos”, diz o especialista.

Como declarar criptomoedas no Imposto de Renda?

10 de Março de 2026, 10:31

O contribuinte que investe em criptomoedas precisa estar atento ao preencher a declaração do Imposto de Renda para não cair na malha fina.

Para a Receita Federal, moedas digitais são tratadas mais como bens — como carros e imóveis — do que como moeda oficial.

Na prática, a simples valorização de criptoativos não gera imposto automático. A tributação só ocorre quando há venda, troca ou outra forma de alienação com ganho de capital acima do limite de isenção.

A obrigatoriedade de declarar recai sobre o contribuinte que, em 31 de dezembro de 2025, possuía mais de R$ 5 mil em cada tipo de criptoativo, considerando o valor de aquisição.

Elias Menegale, sócio especialista em direito tributário do escritório Paschoini Advogados, recomenda que, ainda que dentro da faixa de isenção, o contribuinte informe a posse de criptomoedas caso já esteja obrigado a entregar a declaração de Imposto de Renda.

“É importante entender que existem duas coisas diferentes: a declaração e a tributação. Declarar não quer dizer que você vai ser tributado. No caso de criptomoedas, esse informe ajuda a manter a coerência patrimonial e reduzir riscos de inconsistência junto à Receita.”

  • A organização é fundamental na hora de declarar criptomoedas, já que não existe uma cotação oficial única reconhecida pelo Fisco para esse tipo de ativo.

Documentos como notas fiscais, extratos das corretoras e comprovantes de transações com detalhes de datas, valores em reais e identificação das partes envolvidas devem estar em mãos no momento de prestar contas ao Fisco.

Leia Mais: Imposto de Renda 2026: como se organizar mês a mês para declarar o ano-base 2025

Como declarar criptomoedas no Imposto de Renda?

Na declaração, o investidor deve informar os ativos na ficha “Bens e Direitos”. Veja o passo a passo:

  1. Na ficha “Bens e Direitos”, clique em “Novo”;
  2. Selecione o grupo 08 – Criptoativos e escolha o código correspondente ao tipo de moeda virtual;
  3. Informe a quantidade do ativo, a data de aquisição, o valor pago em reais e o local de custódia, indicando o nome da exchange ou carteira própria;
  4. No campo “Discriminação”, descreva a operação, incluindo a plataforma utilizada e, se for o caso, o país da corretora;
  5. Por fim, preencha a situação em 31 de dezembro do ano-calendário pelo valor de custo de aquisição em reais, sem atualização pela cotação de mercado.

Para cada tipo de criptomoeda, é necessário abrir um item separado na declaração.

A individualização por categoria é feita para preservar o custo médio de cada ativo digital, que será utilizado no cálculo de eventual ganho de capital futuro.

Caso a compra de criptomoedas tenha sido realizada fora do país, o valor precisa ser convertido para reais pela cotação PTAX do dia da aquisição.

Como funciona a tributação de criptomoedas no Imposto de Renda?

No caso das criptomoedas, o imposto só é devido quando há ganho de capital e as vendas mensais superam o limite de isenção de R$ 35 mil.

Ultrapassado esse teto, o lucro obtido na operação é tributado como ganho de capital, com alíquotas que variam de 15% a 22,5%, conforme o montante apurado.

“É importante lembrar que vendas até esse valor, mesmo que haja lucro, não gerarão imposto a pagar devido à própria faixa de isenção”, afirma Menegale.

Nesse caso, o imposto deve ser apurado no momento da venda e recolhido via DARF até o último dia útil do mês seguinte ao da operação.

Outro ponto importante é que, embora seja considerado um ativo de renda variável, a Receita Federal não permite compensar prejuízos com ganhos de outros ativos ou de meses diferentes, diferentemente do que ocorre com operações em ações.

Leia mais: Saiba como declarar doações e heranças no Imposto de Renda 2026

Como declarar criptomoedas sob custódia de corretoras estrangeiras?

Para contribuintes que possuem criptomoedas sob custódia de corretoras estrangeiras, é necessário indicar essa informação na declaração.

Na ficha “Bens e Direitos”, o investidor deve especificar se o ativo está no Brasil ou no exterior, informando o nome e o país da corretora responsável pela custódia.

Além disso, quando operações com criptoativos fora de exchanges domiciliadas no Brasil superam R$ 30 mil em um único mês, o contribuinte precisa reportá-las mensalmente à Receita Federal.

No caso de exchanges domiciliadas no Brasil, a obrigação de informar as operações é da própria plataforma.

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Imposto de Renda 2026: como ter a conta Gov.br prata ou ouro para preencher a declaração

3 de Março de 2026, 17:41

O contribuinte, para entregar o Imposto de Renda 2026, deve garantir que o acesso à conta Gov.br, necessária para acessar a declaração, esteja no nível prata ou ouro no momento de prestar contas à Receita Federal.

A conta Gov.br é a ferramenta que unifica o acesso aos serviços do Governo Federal e divide os usuários em três níveis de segurança: Bronze, Prata e Ouro.

Para o Imposto de Renda, os níveis Prata e Ouro são fundamentais, pois atribuem acesso a serviços sensíveis no aplicativo da Receita Federal e garantem maior confiabilidade aos dados transacionados. 

  • A criação da conta é o ponto de partida para qualquer cidadão brasileiro com CPF ativo e pode ser feita gratuitamente tanto pelo site quanto pelo aplicativo oficial.

Como criar uma conta gov.br?

  1. No aplicativo ou na página de acesso do Gov.br, informe o CPF e clique em “Continuar”;
  2. O contribuinte será direcionado pelo sistema à opção de criar uma conta;
  3. Siga as orientações na tela para validar seus dados básicos e criar sua senha;
  4. Ao terminar o cadastro, o contribuinte terá acesso à conta, geralmente iniciada no nível Bronze.

Qual é a diferença entre o bronze, prata e ouro na conta gov.br?

  • Bronze: é o nível inicial, obtido apenas com o cadastro de informações básicas (CPF e data de nascimento). Oferece acesso limitado a serviços que não envolvam risco de exposição de dados;
  • Prata: nível de segurança alto, exigido para visualizar documentos digitais e acessar serviços que demandam maior grau de confiabilidade;
  • Ouro: é o nível máximo de segurança, recomendado para dados sensíveis e transações de maior risco, garantindo acesso total, sem restrições.

Leia Mais: Meu Imposto de Renda acabou: saiba onde fazer a declaração pelo celular

Como elevar o nível da conta gov.br?

Uma vez feito o cadastro, será necessário realizar um “upgrade” para ter acesso aos serviços da Receita Federal. O primeiro nível acima do Bronze é o Prata, que pode ser obtido da seguinte forma:

  1. Faça login no Gov.br com CPF e senha;
  2. No topo da tela inicial, clicar no botão “Aumentar nível”;
  3. Escolher a opção de reconhecimento facial para conferência com a base da CNH ou realizar a validação via internet banking de um banco credenciado.

Para obter o nível máximo de segurança, o Ouro, o caminho é semelhante, porém com formas de validação diferentes:

  1. Fazer login no Gov.br com CPF e senha;
  2. No topo da tela inicial, clicar no botão “Aumentar nível”;
  3. Realizar o reconhecimento facial para conferência com a base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
    • Alternativamente, é possível utilizar certificado digital compatível com a ICP-Brasil ou realizar a leitura do QR Code da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Riscos geopolíticos e incertezas sobre o Fed impulsionam ouro à melhor semana desde 2020

23 de Janeiro de 2026, 15:43

O ouro caminha para sua melhor semana em seis anos, com o rali impulsionado por riscos geopolíticos e ameaças renovadas à independência do Federal Reserve.

O metal precioso se estabilizou após disparar para um recorde acima de US$ 4.967 a onça nesta sexta-feira, e estava a caminho de um ganho semanal de mais de 7%, o desempenho mais forte desde março de 2020. A prata subiu para uma máxima histórica, pouco abaixo de US$ 100 a onça, enquanto a platina também atingiu um recorde. Um importante indicador da moeda americana também está no rumo para sua pior semana em sete meses, tornando os metais preciosos mais baratos para a maioria dos compradores.

“O ouro está passando por uma reavaliação sustentada à medida que fissuras aparecem na ordem baseada em regras do pós-Segunda Guerra Mundial”, disse Yuxuan Tang, chefe de estratégia macro para a Ásia do JPMorgan Private Bank. “Os investidores veem cada vez mais o ouro como uma proteção confiável contra esses riscos de mudança de regime difíceis de quantificar.”

Após registrar o melhor desempenho anual desde 1979, o ouro estendeu um rali vertiginoso, e ganhou mais 14% neste ano. Os ataques renovados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Federal Reserve, juntamente com a intervenção militar na Venezuela e as ameaças de anexação da Groenlândia, adicionaram ímpeto ao chamado trade de desvalorização, no qual os investidores recuam de títulos soberanos e moedas em favor de ativos de refúgio alternativos, como o ouro.

“A busca por um refúgio seguro continua sendo o fator mais importante”, escreveram analistas do Commerzbank em nota nesta sexta-feira: “No curto prazo, entretanto, o rali pode dar uma pausa, já que a disputa pela Groenlândia parece ter sido resolvida por ora.”

O banco central da Polônia, o maior comprador de ouro do mundo, nesta semana aprovou planos para adquirir mais 150 toneladas, conforme se prepara para uma elevada instabilidade geopolítica. Enquanto isso, as participações da Índia em Treasuries dos EUA caíram para uma mínima de cinco anos, à medida que o ouro e outras alternativas conquistam uma fatia maior, refletindo uma guinada mais ampla de algumas das grandes economias para fora do maior mercado de títulos de dívida do mundo.

Escolha de Trump

Os investidores agora aguardam a escolha de Trump para o próximo presidente do Federal Reserve, depois que o presidente americano disse que havia concluído as entrevistas com os candidatos e ter reiterado que já tinha alguém em mente. Uma nomeação mais dovish reforçaria as expectativas de novos cortes na taxa de juros neste ano — o que normalmente favorece o ouro, sem rendimento — após três reduções consecutivas.

Os investidores também estão acompanhando de perto o resultado das negociações entre o presidente russo, Vladimir Putin, e os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, sobre uma proposta de plano de paz para encerrar a guerra na Ucrânia.

A prata, embalada pelo rali do ouro, mais que triplicou no último ano. O metal também foi impulsionado por um histórico aperto no mercado e por uma disparada nas compras de varejo que deixou bancos e refinarias correndo para atender à demanda sem precedentes.

A confusão em torno de uma atualização de política chinesa sobre licenças de exportação alimentou ainda mais a percepção de escassez, enquanto o mercado permanece excepcionalmente volátil, mesmo depois de os EUA terem deixado de impor tarifas amplas de importação sobre minerais críticos, incluindo prata e platina.

Imposto de Renda 2026: até quando as empresas devem enviar o informe de rendimentos

19 de Janeiro de 2026, 16:52

O informe de rendimentos é um dos principais documentos para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda 2026, relativa ao ano-calendário de 2025. Ele reúne todas as informações sobre valores recebidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano passado, bem como os impostos retidos e as deduções realizadas no período.

Com base nesses dados, o contribuinte consegue declarar corretamente seus rendimentos, reduzindo o risco de inconsistências e de cair na malha fina, além de garantir o cálculo adequado do imposto a pagar ou do valor a ser restituído, conforme as regras da Receita Federal.

O documento deve ser fornecido pela fonte pagadora — como empresas empregadoras — e também por instituições financeiras nas quais o contribuinte mantenha conta ou investimentos, como bancos e corretoras.

Prazo para envio do informe de rendimentos

De acordo com a Receita Federal, as empresas e demais fontes pagadoras têm até o último dia útil de fevereiro de 2026 para disponibilizar o informe de rendimentos referente ao ano-calendário de 2025.

O prazo é importante porque a entrega da declaração do Imposto de Renda costuma ter início em março. Quem recebe o informe dentro do prazo consegue organizar a documentação e, se tiver imposto a restituir, enviar a declaração mais cedo, aumentando as chances de receber nos primeiros lotes.

O que fazer se o informe não for entregue

A entrega do informe de rendimentos é uma obrigação legal da fonte pagadora. Caso o documento não seja disponibilizado até o prazo estabelecido, o contribuinte deve solicitar formalmente à empresa ou à instituição responsável.

Se houver recusa ou atraso injustificado, é possível registrar reclamação junto à Receita Federal. A legislação prevê multa para a fonte pagadora que deixar de fornecer o informe ou apresentar o documento com informações incorretas.

Informações que devem constar no documento

O informe de rendimentos deve apresentar, em valores anuais e expressos em reais, a natureza e o montante dos rendimentos pagos, as deduções legais e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), além de informações complementares.

Entre os principais quadros do documento estão os seguintes:

Fonte pagadora

Identificação da empresa, com nome e CNPJ, ou da pessoa física, com nome completo e CPF.

Pessoa física beneficiária

CPF, nome completo e natureza do rendimento recebido.

Rendimentos tributáveis, deduções e IRRF

Total dos rendimentos (inclusive férias), contribuição previdenciária oficial, contribuições à previdência complementar, pensão alimentícia e imposto retido na fonte.

Rendimentos isentos e não tributáveis

Incluem, entre outros, parcelas isentas de aposentadoria e pensão, lucros e dividendos apurados a partir de 1996, indenizações por rescisão de contrato de trabalho e outros rendimentos previstos em lei.

Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva

Como o 13º salário e o imposto retido sobre esse rendimento.

Rendimentos recebidos acumuladamente (RRA)

Valores pagos de forma acumulada, com indicação da natureza do rendimento, deduções permitidas e imposto retido.

Atenção à conferência dos dados

A Receita Federal orienta que o contribuinte confira atentamente todas as informações do informe antes de preencher a declaração. É recomendável comparar os valores com holerites, comprovantes de pagamento e extratos bancários, verificando se os rendimentos e o imposto retido estão corretos.

Esse cuidado ajuda a evitar erros que podem levar à retenção da declaração em malha fina ou à necessidade de envio de uma declaração retificadora.

Uso do informe na declaração pré-preenchida

Os dados informados pelas fontes pagadoras costumam alimentar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, disponível para contribuintes com conta Gov.br. Ainda assim, a Receita Federal reforça que a responsabilidade pelas informações declaradas é sempre do contribuinte, que deve revisar todos os campos antes do envio.

Outros tipos de informe de rendimentos

Além do documento fornecido pelas empresas, o contribuinte pode receber outros informes, conforme o tipo de rendimento:

  • Bancos e corretoras: rendimentos de aplicações financeiras e saldos em conta;
  • INSS: informe para aposentados, pensionistas e beneficiários, disponível no site e no aplicativo Meu INSS, além da rede bancária;
  • Servidores públicos federais: informe acessível pelo sistema Sigepe e pelo aplicativo Gov.br.

É comum que um mesmo contribuinte receba mais de um informe no ano. Todos devem ser considerados no preenchimento da declaração.

Após o envio da declaração, a Receita Federal recomenda que o informe de rendimentos seja guardado por pelo menos cinco anos, prazo em que o Fisco pode solicitar comprovação das informações prestadas.

Nova tabela INSS: entenda como será o desconto no salário em 2026

12 de Janeiro de 2026, 12:13

O governo federal divulgou a nova tabela de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para 2026, que define como será feito o desconto no salário dos trabalhadores ao longo do ano. As mudanças acompanham o reajuste do salário mínimo e do teto dos benefícios previdenciários, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, conforme dados oficiais do governo.

As novas alíquotas passam a incidir sobre os salários de janeiro de 2026, com desconto efetivo nos contracheques pagos a partir de fevereiro, e valem para empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e avulsos.

Como funciona o desconto do INSS em 2026

A contribuição ao INSS segue o sistema progressivo, em que cada alíquota incide apenas sobre a parcela do salário enquadrada em cada faixa — e não sobre o valor total da remuneração. Esse modelo é o mesmo adotado nos últimos anos e está previsto na legislação previdenciária.

Confira as faixas e alíquotas da tabela INSS 2026:

Faixa salarial (R$)Alíquota
Até 1.621,007,5%
De 1.621,01 até 2.902,849%
De 2.902,85 até 4.354,2712%
De 4.354,28 até 8.475,5514%

Na prática, isso significa que o trabalhador paga percentuais diferentes sobre partes do salário. Quem ganha menos contribui proporcionalmente menos, enquanto rendas mais altas têm descontos maiores, respeitado o limite máximo de contribuição.

Teto do INSS sobe em 2026

Além da tabela de descontos, o governo também confirmou o novo teto do INSS, que passou de R$ 8.157,40 para R$ 8.475,55 em 2026. Esse é o valor máximo que aposentados e pensionistas podem receber, independentemente do salário ao longo da vida laboral.

O reajuste do teto, de cerca de 3,9%, segue o INPC acumulado em 2025, índice utilizado oficialmente para a correção dos benefícios previdenciários.

Apesar de a alíquota máxima ser de 14%, o desconto não é aplicado sobre todo o salário de quem ganha o teto. A contribuição é progressiva, ou seja, cada percentual incide apenas sobre a parte do salário dentro de cada faixa.

Veja como fica o desconto mensal:

  • Até R$ 1.621,00 → 7,5% = R$ 121,58
  • De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 → 9% = R$ 115,37
  • De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 → 12% = R$ 174,17
  • De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 → 14% = R$ 576,98

Total de INSS descontado de quem ganha o teto: R$ 988,10 por mês

  • Esse é o valor máximo de contribuição ao INSS em 2026 para trabalhadores com carteira assinada.
  • Quem ganha acima do teto também paga R$ 988,10, pois o desconto é limitado ao valor máximo de contribuição.
  • A alíquota efetiva fica em torno de 11,7%, menor do que os 14% nominais da última faixa.

Salário mínimo influencia a contribuição

O salário mínimo nacional foi fixado em R$ 1.621, valor que serve como base para a primeira faixa da tabela do INSS e para benefícios que têm o mínimo como piso. Quem recebe exatamente esse valor contribui com a alíquota mais baixa, de 7,5%.

Quem mais é impactado

As regras também se aplicam a empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Já os contribuintes individuais e autônomos seguem regras específicas, podendo optar pelo plano normal, com alíquota de 20%, ou pelo plano simplificado, com contribuição de 11% sobre o salário mínimo, conforme as normas do INSS.

Onde consultar informações oficiais

A tabela atualizada e os valores de contribuição podem ser consultados nos canais oficiais do governo, como o portal Meu INSS, além da central telefônica 135. Nesses canais, o segurado pode verificar extratos, simular benefícios e acompanhar o histórico de contribuições.

Com a nova tabela do INSS em vigor, o desconto no salário em 2026 reflete a correção pela inflação e mantém o modelo progressivo de contribuição, impactando diretamente o valor líquido recebido pelos trabalhadores ao longo do ano.

Quem deve declarar Imposto de Renda em 2026, ano-base 2025?

16 de Março de 2026, 10:27

Apesar de o governo já ter aprovado uma nova tabela do Imposto de Renda que amplia a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, essa mudança não se aplica à declaração de Imposto de Renda entregue em 2026. O benefício só vale para rendimentos recebidos a partir de 2026 e terá impacto apenas na declaração apresentada em 2027.

Assim, quem vai declarar o Imposto de Renda em 2026, referente ao ano-base 2025, deve seguir as regras divulgadas pela Receita Federal para este exercício.

A seguir, confira quem deve declarar Imposto de Renda em 2026.

Qual tabela do Imposto de Renda vale para a declaração de 2026?

Para a declaração de 2026 (ano-base 2025), a Receita Federal considera as tabelas mensal e anual vigentes em 2025.

Tabela mensal do Imposto de Renda (vigente a partir de maio de 2025)

Base de cálculoAlíquotaDedução
Até R$ 2.428,80
De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,0515,0%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73

Além disso, a Receita mantém um desconto simplificado mensal, que garante isenção prática para quem recebe até dois salários mínimos, atualmente R$ 2.824.

Tabela anual do Imposto de Renda (ano-base 2025)

A tabela anual é o equivalente da tabela mensal aplicada ao total de rendimentos do ano:

Base de cálculoAlíquotaDedução
Até R$ 28.467,20
De R$ 28.467,21 até R$ 33.919,807,5%R$ 2.135,04
De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,6015,0%R$ 4.679,03
De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,1622,5%R$ 8.054,97
Acima de R$ 55.976,1627,5%R$ 10.853,78

Na prática, por causa do desconto simplificado anual, contribuintes com rendimentos tributáveis de até R$ 33.888,00 no ano acabam ficando isentos do pagamento de imposto.

A tabela anual define quem deve declarar?

Não necessariamente. A tabela anual indica a partir de que valor há imposto a pagar no ajuste anual, mas não é o único critério para definir a obrigatoriedade da declaração.

Uma pessoa pode:

  • não pagar imposto e ainda assim ser obrigada a declarar;
  • pagar imposto na fonte e, mesmo assim, precisar entregar a declaração por outros motivos.

A obrigatoriedade é definida por um conjunto de critérios legais, que vão além da renda.

Afinal, quem deve declarar Imposto de Renda em 2026?

Com base nas regras aplicadas pela Receita Federal nos últimos anos — e válidas para o ano-base 2025 —, deve declarar quem, em 2025:

  • Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 no ano;
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
  • Teve ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • Realizou operações na bolsa de valores, incluindo: vendas totais acima de R$ 40 mil no ano; qualquer operação de day trade com lucro; vendas mensais de ações acima de R$ 20 mil com apuração de ganho;
  • Teve receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440,00 ou pretende compensar prejuízos;
  • Possuía, em 31 de dezembro de 2025, bens ou direitos acima de R$ 800 mil;
  • Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano e permaneceu assim até o fim do período;
  • Teve rendimentos, aplicações financeiras ou estruturas no exterior.

Quem é isento pode declarar?

Sim. Mesmo sem obrigação, a declaração pode ser vantajosa para comprovação de renda, regularização patrimonial ou restituição de imposto retido na fonte.

A isenção de até R$ 5 mil vale para a declaração de 2026?

Não. A nova isenção mensal de até R$ 5 mil não altera quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026. Ela afeta apenas o imposto retido sobre rendimentos de 2026, que serão ajustados na declaração de 2027. Até lá, a declaração de 2026 segue integralmente as regras e tabelas vigentes em 2025.

Imposto de Renda 2026: novas regras já estão em vigor, mas efeito no salário começa em fevereiro

6 de Janeiro de 2026, 15:44

As novas regras do Imposto de Renda 2026 estão em vigor desde 1º de janeiro, mas os efeitos práticos só começam a aparecer no salário pago a partir de fevereiro, quando ocorre a retenção do imposto referente aos rendimentos do mês.

A reforma do Imposto de Renda manteve a tabela progressiva mensal e criou redutores adicionais, que zeram ou reduzem o imposto devido para rendas de até R$ 7.350 por mês. Os novos mecanismos valem para todo o ano-calendário de 2026 e serão consolidados na Declaração do IR de 2027.

Isenção até R$ 5 mil

Com os redutores em vigor, quem recebe até R$ 5 mil por mês passa a ter imposto zerado no resultado final. A tabela mensal continua sendo usada, mas os redutores garantem que quem ganha até R$ 5 mil não pague Imposto de Renda no resultado final.

O benefício vale para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas, desde que a renda mensal total não ultrapasse esse valor. Contribuintes com mais de uma fonte de renda fazem o ajuste na declaração anual.

Redução do imposto até R$ 7.350

Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, os redutores asseguram uma redução parcial e decrescente do imposto:

  • quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto;
  • quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício;
  • acima desse valor, não há redução adicional.

A regra também se aplica ao 13º salário.

Tabela mensal do Imposto de Renda continua valendo

A tabela progressiva mensal continua sendo usada como referência técnica, mas não gera cobrança efetiva para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Nessa faixa, os redutores criados pela reforma neutralizam o Imposto de Renda 2026, garantindo que não haja desconto de Imposto de Renda no resultado final.

A tabela define as alíquotas aplicáveis a cada faixa de renda e serve de base para o cálculo do imposto. Em seguida, os redutores são aplicados para zerar ou reduzir o valor devido, conforme a renda do contribuinte.

Na prática, a tabela mensal só passa a produzir cobrança integral para quem ganha acima de R$ 7.350 por mês, faixa a partir da qual não há mais redutores. Abaixo desse valor, o imposto é total ou parcialmente neutralizado pelos mecanismos criados pela reforma.

Tabela mensal do Imposto de Renda 2026

(usada para o IR retido na fonte)

Base de cálculo mensalAlíquotaDedução
Até R$ 2.428,80Isento
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73

Fonte: Receita Federal

Ajuste anual consolida o benefício

No cálculo anual do Imposto de Renda, a Receita Federal aplica redutores semelhantes:

isenção para rendimentos anuais de até R$ 60 mil;

  • redução gradual entre R$ 60 mil e R$ 88,2 mil;
  • acima desse valor, não há desconto adicional.

O ajuste anual garante que o contribuinte não pague mais imposto do que o devido.

Imposto de Renda 2026: compensação pela alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, aplicado a rendas anuais acima de R$ 600 mil, e a tributação de dividendos acima de R$ 50 mil por mês, com retenção de 10% na fonte.

Segundo o governo, cerca de 16 milhões de contribuintes serão beneficiados pelas novas regras do Imposto de Renda em 2026.

De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais vai injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026.

“Um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”, disse Lula.

“Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, que significa maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar”, disse Lula, calculando que uma pessoa com salário de R$ 4,8 mil pode fazer uma economia de R$ 4 mil em um ano.

Aposentadoria INSS 2026: idade mínima muda neste ano; veja como acessar benefício

5 de Janeiro de 2026, 15:02

Está programando sua aposentadoria para este ano? Pois saiba que, a partir de 2026, os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enfrentarão novos degraus nas regras de transição criadas pela Reforma da Previdência de 2019. Estão previstas mudanças automáticas que impactam quem ainda não completou todos os requisitos definitivos de aposentadoria. A seguir, confira o que muda nas regras de aposentadoria do INSS para 2026.

Principais regras para aposentadoria que se aplicam em 2026

As regras definitivas da Reforma da Previdência fixam, para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS):

  • Idade mínima definitiva: mulheres com 62 anos, homens com 65 anos.
  • Tempo mínimo de contribuição: 15 anos para mulheres, 20 anos para homens.

Mas muitos segurados ainda se enquadram em regras de transição que vão aumentando progressivamente os requisitos até que todos estejam sob o regime definitivo. Confira a seguir.

Aposentadoria INSS 2026: o que muda neste ano

Saiba quais são os ajustes que se tornarão vigentes em 2026 para algumas regras de transição.

Regra de transiçãoMulheresHomens
Pontuação (idade + tempo de contribuição)93 pontos (mulheres)103 pontos (homens)
Idade mínima progressiva + tempo de contribuição59 anos e 6 meses de idade, com 30 anos de contribuição64 anos e 6 meses de idade, com 35 anos de contribuição

Regra de pontuação

A regra de pontuação funciona pela soma da idade com o tempo de contribuição. A cada ano, a pontuação mínima exigida aumenta em um ponto, até alcançar o limite de 100 pontos para mulheres e 105 pontos para homens. Em 2026, é necessário atingir 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens, além do tempo mínimo de contribuição (30 anos para mulheres e 35 para homens).

Por exemplo: uma mulher com 61 anos de idade e 32 anos de contribuição chega a 93 pontos (61 + 32) e pode se aposentar.

Regra de idade mínima progressiva + tempo de contribuição

Já a regra de idade mínima progressiva + tempo de contribuição estabelece que, além de completar 30 anos de contribuição (mulheres) ou 35 anos (homens), o trabalhador precisa alcançar uma idade mínima que sobe gradualmente a cada ano.

Em 2026, a exigência é de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens, avançando até chegar aos 62 e 65 anos, respectivamente. Ou seja, um homem que já tem 35 anos de contribuição só poderá se aposentar em 2026 quando atingir 64 anos e meio de idade.

Outras regras de transição importantes

Além das acima, seguem válidas as regras de pedágio:

  • Pedágio de 50%: para quem faltava pouco tempo de contribuição quando da promulgação da Reforma. Essa regra não exige idade mínima adicional, mas o pedágio é aplicado sobre o tempo que faltava em 13/11/2019. Exemplo: uma mulher que tinha 29 anos de contribuição em 2019 precisava de mais 1 ano para chegar aos 30. Pelo pedágio de 50%, terá de contribuir 1 ano + 50% do tempo que faltava (6 meses). Ou seja, no total, 1 ano e meio.
  • Pedágio de 100%: exige idade mínima (57 anos para mulheres, 60 anos para homens) para quem cumpria certos requisitos à época da Reforma, além de dobrar o tempo que faltava para completar o tempo de contribuição mínimo. Exemplo: um homem que, em 2019, tinha 34 anos de contribuição (faltava 1 ano para 35) só poderá se aposentar quando tiver 60 anos de idade e completar 1 ano + 100% do tempo que faltava, ou seja, 2 anos de contribuição adicionais.

Por que 2026 é um ano de atenção

As exigências de pontuação e idade progressiva avançam sem necessidade de nova lei, conforme previsto pela reforma de 2019. Quem está prestes a se aposentar pode ver que, em 2026, precisa de meio ano extra de idade ou um ponto a mais de soma em relação a 2025.

Quem ainda não iniciou a contagem ou contribui irregularmente deve verificar seu CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Fique atento: falhas no registro de contribuições podem atrasar bastante o direito ao benefício.

Como calcular ou simular seu direito à aposentadoria

Para saber qual regra para se aposentar se aplica no seu caso:

  • 1 – Verifique sua data de filiação ao INSS e o tempo de contribuição já acumulado.
  • 2 – Consulte seu CNIS para garantir que todas as contribuições (empregos, autônomo etc) estão corretamente computadas.
  • 3 – Use o aplicativo ou o site Meu INSS → serviço “Simular Aposentadoria”. A simulação permite ver quanto tempo falta para cada regra de transição e para a regra definitiva.
  • 4 – Compare as regras de transição que você preenche parcialmente: às vezes uma regra “mais rígida” pode dar direito mais cedo à aposentadoria dependendo da sua idade + contribuição acumulada.

Conheça a nova Berkshire sem Warren Buffett, igual à velha Berkshire

29 de Dezembro de 2025, 15:51

A tão aguardada sucessão do presidente na Berkshire Hathaway ocorrerá no final do ano, mas, pelo menos inicialmente, não parece que muitas mudanças virão — algo que deve agradar a muitos investidores.

Warren Buffett, 95, deixará o cargo após 60 anos na liderança, dando lugar a Greg Abel, 63, veterano executivo da Berkshire que atualmente comanda os vastos negócios não relacionados a seguros da empresa.

Embora Abel assuma como presidente, Buffett deve continuar exercendo grande influência na companhia, cujo valor de mercado é de US$ 1,1 trilhão. Ele permanecerá como presidente do conselho e acionista controlador, com 14% de participação econômica avaliada em US$ 147 bilhões e 30% dos votos. Buffett doa cerca de 5% de sua participação anualmente a instituições filantrópicas, mas não tem planos de vender nenhuma ação.

Isso significa que questões importantes, como pagamento de dividendos, recompra de ações e a utilização do caixa da empresa — que ultrapassa US$ 350 bilhões — podem permanecer indefinidas por algum tempo, possivelmente até após a morte de Buffett. A Berkshire não paga dividendos e não realiza recompra de ações desde maio de 2024.

Os investidores adotam uma postura de espera em relação à gestão de Abel, vendo a saída de Buffett do cargo de presidente como um ponto negativo.

As ações da Berkshire encerram 2025 de forma discreta. As ações Classe A, que fecharam a quarta-feira em US$ 751.245, subiram 10% no ano até agora, contra um retorno total de 19% do índice S&P 500. O papel está cerca de 7% abaixo da máxima registrada em maio.

Enquanto as ações superaram levemente o mercado nos últimos 20 anos, estão atrás na última década, com retorno anualizado de 14,1% em comparação com 14,9%, segundo dados da Bloomberg.

A Berkshire anunciou algumas mudanças na gestão no início de dezembro, mas nenhuma foi significativa, exceto a saída de Todd Combs, gestor de investimentos e presidente da Geico, unidade de seguros de automóveis da Berkshire. Combs deixou a empresa para assumir um cargo de investimentos no JPMorgan Chase.

Ainda não está claro como o portfólio de ações de US$ 300 bilhões da Berkshire será gerido. Ted Weschler, gestor da empresa que junto a Combs administrava cerca de 10% do portfólio, assumirá toda a gestão ou Abel terá influência direta? Weschler é experiente, mas seu desempenho desde que ingressou na Berkshire em 2012 ainda é desconhecido, e alguns observadores apontam que algumas ações adquiridas por ele, como DaVita e Sirius XM, tiveram desempenho inferior.

Também não se sabe por quanto tempo Ajit Jain, 74, chefe das operações de seguros da Berkshire, permanecerá no cargo, nem quem será seu substituto definitivo.

Abel passará a gestão diária de um grupo de negócios de consumo ao chefe da NetJets, Adam Johnson, mas continuará supervisionando as principais unidades, incluindo a ferrovia BNSF e a gigante de utilidades Berkshire Hathaway Energy.

Na assembleia anual de acionistas em maio, Buffett indicou que planeja estar no escritório diariamente: “Vou continuar vindo e pode chegar a hora de investirmos muito dinheiro. E se isso acontecer, acredito que poderei ajudar o conselho.”

Muitos acionistas provavelmente se sentem confortáveis com Buffett ainda à frente e com a perspectiva de poucas mudanças. Abel deve focar no que faz melhor: melhorar operações. Entre os fiéis, a lógica é clara: por que mudar algo que funcionou tão bem por décadas?

O caixa da Berkshire pode continuar crescendo, deixando a empresa pronta para uma grande movimentação, possivelmente guiada por Buffett, caso surjam oportunidades.

O próximo marco será quando Abel apresentar sua visão para a Berkshire em sua primeira carta aos acionistas, prevista para o final de fevereiro. Até lá, a rotina deve continuar normalmente.

IPVA 2026 SP: Sefaz divulga valores venais que servirão de base para cálculo do imposto; confira

15 de Dezembro de 2025, 16:00

A Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) divulgou a tabela de valores venais dos veículos paulistas que servirá de base para o cálculo do IPVA 2026 SP. A publicação foi feita em edição extra do Diário Oficial do Estado e permite que os proprietários consultem os valores diretamente no sistema da Sefaz.

A pesquisa com os valores de mercado — que considera preços praticados no varejo em setembro/outubro de 2025 — foi encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e abrange 13.571 modelos e versões de veículos de todas as categorias. Em média, os valores venais apresentaram valorização de 2,51% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Com a publicação da tabela, os proprietários já podem acessar o Sistema de Veículos (Sivei) no portal da Fazenda para consultar o valor venal dos seus automóveis, caminhonetes, motos, caminhões e demais categorias simplesmente informando a placa do veículo. Em breve, o valor do IPVA já estará disponível para pagamento na rede bancária. 

Como o IPVA 2026 SP será calculado

O valor do IPVA é obtido multiplicando-se o valor venal do veículo pela alíquota correspondente ao tipo de automóvel. No Estado de São Paulo, as alíquotas mantêm-se as mesmas do ano anterior:

  • 4% para automóveis de passeio;
  • 2% para motocicletas, micro-ônibus, ônibus e caminhonetes de cabine simples;
  • 1,5% para caminhões;
  • 1% para veículos de locadoras registrados no estado.

Pagamento e calendário do IPVA 2026

O contribuinte poderá escolher entre:

  • Pagamento à vista em janeiro de 2026 com desconto de 3%;
  • Pagamento à vista em fevereiro sem desconto;
  • Parcelamento sem desconto em até cinco vezes, conforme regras de valor mínimo para cada faixa de débito.

Os vencimentos seguem tabela por final de placa, com prazos definidos entre 12 e 23 de janeiro para a cota única com desconto e sequência de datas para as demais parcelas. Confira o calendário.

O não pagamento do IPVA no prazo pode resultar em multas progressivas, inscrição em dívida ativa e impedimento de licenciamento do veículo, além de outras consequências administrativas previstas na legislação estadual.

Isenções e incentivos ambientais

Em comunicado, a Sefaz-SP destacou que está em votação na Assembleia Legislativa uma medida que isenta do IPVA 2026 todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cc de propriedade de pessoas físicas, beneficiando especialmente milhares de trabalhadores que usam motos no dia a dia.

Além disso, continuam os incentivos para veículos movidos a fontes alternativas e renováveis, como veículos a hidrogênio e híbridos com motor elétrico ou flex movido a etanol — desde que se encaixem nos critérios de valor estabelecidos. Ônibus e caminhões movidos exclusivamente a hidrogênio ou gás natural também seguem contemplados.

IPVA RJ 2026: confira calendário, valores, descontos e formas de pagamento no Rio de Janeiro

12 de Dezembro de 2025, 13:50

O Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou o calendário oficial do IPVA RJ 2026, com datas de pagamento, descontos, opções de parcelamento e formas de quitação do imposto. Proprietários de veículos registrados no estado podem se programar para cumprir essa obrigação anual com segurança e evitando multas.

A seguir, confira como se organizar para aproveitar o desconto de 3% da cota única ou optar pelo parcelamento em três vezes. Vale lembrar que quitar o imposto dentro dos prazos evita juros, multas e problemas no licenciamento obrigatório do veículo.

Calendário do IPVA RJ 2026

O pagamento do IPVA RJ 2026 começa em 21 de janeiro de 2026, com vencimentos escalonados conforme o final da placa do veículo. O imposto pode ser quitado à vista com desconto de 3% ou parcelado em até três vezes iguais, sem abatimento.

Vencimentos da cota única ou 1ª parcela e demais parcelas:

Final da placaCota única / 1ª parcela2ª parcela3ª parcela
021 de janeiro20 de fevereiro23 de março
122 de janeiro23 de fevereiro26 de março
223 de janeiro24 de fevereiro27 de março
326 de janeiro25 de fevereiro30 de março
427 de janeiro26 de fevereiro31 de março
528 de janeiro27 de fevereiro1º de abril
629 de janeiro2 de março6 de abril
730 de janeiro3 de março7 de abril
82 de fevereiro4 de março8 de abril
93 de fevereiro6 de março9 de abril

Desconto e opções de pagamento

  • A cota única com 3% de desconto é válida apenas se paga até a data correspondente à primeira parcela do calendário.
  • Quem não optar pelo pagamento à vista pode parcelar o imposto em três cotas mensais iguais, sem desconto.
  • O Documento de Arrecadação do Estado do Rio de Janeiro (DARJ) deve ser emitido exclusivamente no site oficial da Sefaz-RJ.

Como é calculado o IPVA 2026 no RJ

O valor do imposto é calculado aplicando as alíquotas estabelecidas em lei sobre o valor venal do veículo — com base na tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas):

  • 4% — carros de passeio e utilitários;
  • 3% — utilitários de carga leves (pick-ups e similares);
  • 2% — motocicletas, motonetas, triciclos e veículos similares;
  • 1,5% — veículos com GNV ou híbridos;
  • 0,5% — veículos elétricos.

Essas alíquotas podem variar conforme o tipo de veículo e a legislação estadual específica.

Como pagar o IPVA RJ 2026

Para quitar o imposto, o contribuinte deve:

  • Acessar o site oficial do IPVA 2026 da Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro, no endereço indicado pela secretaria;
  • Selecionar “Emissão DARJ IPVA” e informar o número do Renavam do veículo;
  • Gerar a guia de pagamento (DARJ), que estará disponível nos primeiros dias de janeiro;
  • Quitar o imposto via Pix ou por código de barras nos bancos credenciados (como Bradesco, Itaú, Santander e Sicoob).

Ao pagar via Pix, o contribuinte deve conferir o CNPJ 42.498.675/0001-52 e o nome do favorecido “SEFAZ RJ – SECRETARIA DE ESTADO DE FAZENDA DO RJ” antes de confirmar a transação.

Consulta e emissão do DARJ

O site oficial da Sefaz-RJ também permite a consulta de:

  • Débitos anteriores do IPVA;
  • Valor venal atualizado do veículo;
  • Datas de vencimento por placa;
  • Informação de débitos e pendências.

O que é o IPVA?

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo estadual anual cobrado dos proprietários de veículos automotores. Por lei, seu cálculo considera o valor do veículo (valor venal) multiplicado pela alíquota definida pelo estado.

No Rio de Janeiro, assim como em outros estados brasileiros, o IPVA é obrigatório e deve ser quitado dentro dos prazos estabelecidos. A falta de pagamento impede a emissão do licenciamento anual, sujeita o proprietário a multas, juros e penalidades e pode resultar na retenção do veículo em blitz ou abordagens policiais.

Imposto de Renda 2026: ainda dá tempo de garantir desconto com previdência privada

2 de Dezembro de 2025, 18:57
PGBL

Com a proximidade do fim do ano, muitos contribuintes já começam a planejar a declaração do Imposto de Renda 2026. Uma estratégia eficiente — e que ainda pode ser usada até 31 de dezembro de 2025 — é aproveitar o benefício fiscal dos planos de previdência privada do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre).

Os aportes feitos até o último dia do ano permitem deduzir até 12% da renda tributável anual de 2025, reduzindo o imposto a pagar ou aumentando a restituição.

Embora a Receita Federal só publique o programa oficial do IR 2026 no início do período de entrega (normalmente entre fevereiro e março), as regras fiscais do PGBL já são conhecidas e podem ser utilizadas com respaldo nas normas vigentes.

Como o PGBL reduz o imposto

O PGBL permite deduzir até 12% da renda tributável anual da base de cálculo do imposto. Isso diminui o montante sobre o qual o IR incide, gerando economia imediata:

  • menor imposto devido, ou
  • restituição maior.

O imposto será cobrado apenas no resgate, calculado sobre o valor total acumulado — contribuições somadas aos rendimentos.

“Renda tributável” é a soma dos rendimentos sujeitos ao Imposto de Renda (como salários, honorários, aluguéis e aposentadorias tributáveis), após a dedução obrigatória do INSS e antes da aplicação de outras deduções facultativas.

O limite de 12% é calculado sobre essa base.

Exemplo

Um contribuinte com renda tributável anual de R$ 100 mil em 2025 que investir R$ 12 mil em PGBL até 31/12 poderá declarar R$ 88 mil como base de cálculo em 2026 — reduzindo diretamente o IR a pagar.

Esse exemplo considera que o contribuinte tem renda tributável anual suficiente e utiliza a declaração completa. Caso existam outras deduções relevantes (saúde, educação, dependentes etc), o limite efetivo pode variar.

Para quem o PGBL é vantajoso

1. Para quem usa a declaração completa

O PGBL é vantajoso para contribuintes que usam o modelo completo da declaração. A dedução de até 12% reduz a base de cálculo do IR e pode resultar em restituição maior. Quem usa a declaração simplificada não pode aproveitar o benefício.

2. Para quem contribui ao INSS ou regime próprio

Quem já paga INSS (ou contribui para um regime próprio de previdência pública) também pode aproveitar o benefício fiscal do PGBL. Funciona assim:

  • Primeiro, as contribuições obrigatórias ao INSS reduzem a sua renda tributável anual;
  • Depois, sobre o valor que restar dessa renda, você ainda pode deduzir até 12% usando aportes em PGBL.

Ou seja: as duas deduções podem funcionar juntas, diminuindo ainda mais a base de cálculo do imposto.

Mas é importante entender que o resultado final não é igual para todos. O ganho depende de fatores como:

  • quanto do seu rendimento é tributável;
  • quanto você paga de INSS;
  • se tem outras deduções (como saúde, dependentes, educação).

Por isso, o efeito não é apenas somar INSS + PGBL. O benefício real muda de pessoa para pessoa, dependendo da renda, do valor pago ao INSS e das demais deduções.

3. Para quem quer planejar a aposentadoria com desconto imediato

O PGBL permite formar patrimônio de longo prazo e, ao mesmo tempo, obter vantagem fiscal todos os anos, desde que os aportes estejam dentro do limite dedutível. Essa combinação de incentivo imediato e construção de reserva torna o PGBL especialmente atraente.

Diferença entre PGBL e VGBL

É importante entender que o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não permite dedução das contribuições na declaração do IR. Esse plano é mais indicado para quem faz a declaração simplificada ou para quem não tem renda tributável anual suficiente para aproveitar o benefício do PGBL. No VGBL, o imposto incide sobre os rendimentos no momento do resgate, o que pode ser vantajoso para perfis diferentes.

  • PGBL: permite dedução na base de cálculo do IR; imposto no resgate incide sobre o valor total acumulado.
  • VGBL: não permite dedução; indicado para declaração simplificada ou para quem quer diversificação. No resgate, o imposto incide apenas sobre os rendimentos.

Em resumo: PGBL reduz o IR agora; VGBL reduz no resgate (pois tributa só rendimentos).

Como declarar o PGBL no Imposto de Renda 2026?

Na declaração referente ao ano-calendário de 2025 (entregue em 2026), o contribuinte deve informar as contribuições ao PGBL na ficha ‘Pagamentos Efetuados’, utilizando o código 36 – Previdência Complementar (inclusive FAPI).

Nessa ficha, o contribuinte deverá informar:

  • o CNPJ da entidade responsável pelo plano;
  • o valor total das contribuições feitas em 2025, conforme o informe de rendimentos fornecido pela seguradora;
  • apenas os aportes, e não os rendimentos acumulados no investimento.

Como o programa do IR 2026 ainda não foi disponibilizado pela Receita Federal, a interface pode mudar. Ainda assim, esse é o procedimento adotado pela Receita em todos os anos recentes, e não há indicação de que será alterado.

Eventuais mudanças só serão confirmadas quando o programa oficial for divulgado.

Atenção aos prazos e documentos

  • Aporte: para garantir a dedução no IR 2026, as contribuições devem ser feitas até 31 de dezembro de 2025.
  • Informe de rendimentos: a instituição financeira deve disponibilizá-lo até o fim de fevereiro de 2026.
  • VGBL: deve ser informado em “Bens e Direitos” com o saldo em 31/12, pois não dá direito à dedução.
  • Comprovantes: guarde extratos e recibos, pois a Receita pode solicitá-los.

As regras de dedução e de tributação seguem a legislação atual, mas podem sofrer alterações por lei ou norma complementar até a entrega da declaração.

Como trabalhador PJ pode se organizar para reservar o dinheiro do 13º salário e do FGTS

27 de Novembro de 2025, 16:43

Com o avanço do trabalho por projeto, consultorias e contratações por CNPJ, o número de profissionais atuando como pessoa jurídica cresceu nos últimos anos. Mas, junto com a flexibilidade, veio também um desafio: o trabalhador PJ não recebe 13º salário, FGTS, férias remuneradas nem outras proteções garantidas pela CLT.

Sem esses benefícios, a organização financeira passa a ser essencial para manter estabilidade ao longo do ano, especialmente em períodos de menor demanda ou no fim do ano, quando muitos profissionais enfrentam queda na renda.

A seguir, saiba como o PJ pode se planejar melhor.

Trabalhador PJ: criando o próprio 13º salário

Enquanto o trabalhador CLT recebe o 13º de forma automática, o PJ precisa construir esse benefício ao longo do ano. Muitos profissionais negligenciam esse ponto porque misturam a lógica pessoal com a empresarial.

“Essa confusão se dá porque veem a empresa como uma extensão deles mesmos. Sem separar contas, acabam gastando mais do que deveriam, perdem a noção dos custos reais do negócio, têm dificuldade para pagar impostos e deixam de formar reservas. Isso compromete o fluxo de caixa e gera instabilidade financeira”, afirma o contador Erick Nuñez, CEO do Hashtag Group e sócio do Equity Fund. 

Para criar o equivalente ao 13º, Erick recomenda separar mensalmente uma fatia do próprio pró-labore, remuneração mensal que os sócios de uma empresa recebem pelo trabalho que realizam nela, semelhante ao salário de um funcionário.

“O ideal é separar de 8% a 10% do pró-labore todos os meses, o que garante um salário completo ao fim do ano. Para manter a disciplina, o melhor é automatizar esse processo: programar transferências mensais para uma conta separada evita esquecimentos e impede o uso indevido desse dinheiro”, diz ele.

Um ‘FGTS próprio’ para segurança financeira

Sem FGTS e sem garantia trabalhista, o PJ também precisa criar sua própria reserva de proteção. Erick explica que a melhor abordagem é começar pequeno e manter consistência.

“O primeiro passo é começar com pouco, mas começar: reserve um percentual fixo da receita, mesmo que seja 5% ou 8%. Usar os 8% do FGTS como referência é uma boa base inicial, pois cria a mesma lógica de proteção do CLT. Com o tempo, o percentual pode ser ajustado conforme a renda e a estabilidade do negócio”, destaca ele.

Essa reserva deve ser usada apenas em emergências reais ou quedas bruscas de faturamento — e jamais misturada com a conta operacional da empresa.

Separar finanças pessoais e do negócio é indispensável

Outro problema recorrente entre profissionais PJ é tratar a conta da empresa como a conta pessoal. Quando isso acontece, fica impossível saber se o negócio é de fato lucrativo — e reservas nunca se formam.

Nuñez reforça que separar contas é o primeiro passo para qualquer planejamento: o CNPJ precisa ter sua própria conta bancária, fluxo de caixa e controle de despesas. O pró-labore deve ser fixo e previsível, como um salário.

Como enfrentar meses de baixa sem recorrer a crédito caro

Profissionais PJ, especialmente freelancers e consultores, enfrentam sazonalidade ao longo do ano. Por isso, a reserva de emergência é a base da saúde financeira.

“A melhor forma de enfrentar meses fracos é construir uma reserva emergencial equivalente a três a seis meses de pró-labore. Para quem tem renda muito variável, chegar a nove meses pode ser ainda mais seguro. Esse colchão evita empréstimos caros e garante fôlego financeiro em períodos de queda no faturamento”, ressalta Nuñez.

Onde guardar o dinheiro: investimentos para cada tipo de reserva

Uma das dúvidas mais comuns é onde deixar o dinheiro reservado para objetivos como 13º, férias, FGTS próprio e emergência. Liquidez, segurança e simplicidade são essenciais.

“As aplicações de alta liquidez e baixo risco, como Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária e contas remuneradas atreladas ao CDI, são boas opções. Para objetivos de médio prazo, como férias, é possível usar renda fixa com vencimentos programados. O mais importante é manter esse dinheiro separado da conta operacional do CNPJ para evitar uso indevido”, diz Nuñez.

Segundo o especialista, a escolha dos produtos deve considerar o prazo de uso, o risco e a facilidade de resgate.

Planejar é o que permite ao trabalhador PJ ter segurança e liberdade

No fim das contas, a vida financeira do PJ precisa de método e constância. Criar reservas, manter contas separadas e escolher investimentos adequados transforma a forma como o profissional encara sua carreira.

Com organização, o trabalhador PJ consegue reproduzir — e até superar — os benefícios de um contrato CLT, conquistando estabilidade financeira, previsibilidade e liberdade para tomar decisões de longo prazo.

Nova regra do FGTS: uso para imóveis de até R$ 2,25 milhões é liberado; veja o que muda

27 de Novembro de 2025, 12:40

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a liberação do uso do fundo para compra de imóveis de até R$ 2,25 milhões, corrigindo uma distorção que impedia parte dos compradores de acessar o benefício. A medida vale tanto para contratos antigos quanto para recentes. A seguir, veja o que muda com a nova regra do FGTS.

A mudança acompanha o reajuste feito anteriormente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que elevou o teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), modelo de financiamento que permite o uso do FGTS, de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Na prática, o FGTS passa a acompanhar o mesmo teto do SFH para todas as operações.

Nova regra do FGTS: quem será beneficiado

A ampliação beneficia especialmente:

  • famílias de renda média e média-alta nas grandes capitais, onde imóveis acima de R$ 1,5 milhão são comuns;
  • quem comprou imóveis recentemente, dentro do novo teto, mas estava impedido de usar o FGTS;
  • mutuários que desejam reduzir a entrada, quitar parte do financiamento ou diminuir o valor das parcelas;
  • o mercado imobiliário, que deve registrar maior movimentação no FGTS, estimada em cerca de 1%, segundo o Conselho.

Regras que continuam valendo

Apesar das mudanças com a nova regra do FGTS, permanecem as exigências tradicionais:

  • o comprador precisa ter pelo menos três anos de trabalho com recolhimento ao FGTS (não precisam ser consecutivos);
  • o imóvel deve ser urbano e para uso próprio (moradia);
  • não é permitido ter outro imóvel residencial na mesma cidade onde a pessoa vive ou trabalha;
  • não pode haver outro financiamento ativo pelo SFH;
  • só é possível usar o FGTS novamente três anos após a última utilização;
  • o financiamento pode cobrir até 80% do valor do imóvel, conforme regra recente do CMN.

Por que a mudança era necessária

O aumento do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) — de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões — criou um problema: as regras do FGTS não foram atualizadas simultaneamente. Isso deixou muitos compradores em uma situação injusta.

Imagine duas pessoas comprando o mesmo imóvel, pelo mesmo valor, nas mesmas condições. Mesmo assim, até agora elas eram tratadas de formas diferentes.

Isso acontecia porque:

  • antes de 2021, o limite de valor do imóvel para usar o FGTS no SFH era R$ 1,5 milhão e valia para todo o Brasil;
  • em 2021, o CMN elevou o teto do SFH para até R$ 1,7 milhão em regiões específicas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal — mas esse valor regional não foi incorporado às regras do FGTS.

O resultado foi um descompasso:

  • contratos assinados antes de 2021 — dentro do teto nacional de R$ 1,5 milhão — permitiam o uso do FGTS;
  • contratos assinados depois de 2021, mesmo respeitando o novo limite regional de R$ 1,7 milhão, não podiam usar o FGTS, porque o fundo não havia atualizado suas normas.

Ou seja, mesmo que o imóvel estivesse dentro do valor permitido após 2021, o FGTS não reconhecia o teto maior. Isso criou a situação em que duas pessoas, comprando o mesmo imóvel, por valores dentro das regras do SFH, tinham direitos diferentes só porque assinaram em anos distintos.

Segurança jurídica

Em resumo, a nova regra do FGTS elimina essa distorção e unifica os limites para todos: qualquer trabalhador pode usar o fundo para imóveis de até R$ 2,25 milhões, independentemente da data do contrato. De acordo com especialistas, isso traz mais segurança jurídica, reduz interpretações diferentes e padroniza o tratamento entre consumidores, bancos e incorporadoras.

A expectativa é que a nova regra do FGTS aqueça o setor imobiliário, especialmente em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, onde imóveis mais caros são comuns e o uso do FGTS pode facilitar a entrada e as condições de pagamento.

Perguntas e respostas sobre a nova regra do FGTS

A seguir, confira as principais dúvidas sobre a nova regra do FGTS.

Qual é o novo limite de valor para usar o FGTS?

R$ 2,25 milhões, mesmo limite do SFH.

    A mudança vale para contratos antigos e novos?

    Sim. A regra agora é igual para todos.

      Posso usar o FGTS para amortizar, quitar ou reduzir parcelas?

      Sim. Continua possível usar o FGTS para entrada, amortização, quitação ou redução de até 80% das parcelas em 12 meses.

        Ainda preciso ter três anos de contribuição ao FGTS?

        Sim. Essa exigência não foi alterada.

          Posso usar o FGTS mesmo tendo outro imóvel?

          Não, se o outro imóvel estiver na mesma cidade onde você mora ou trabalha.

            A nova regra do FGTS já estão valendo?

            A medida entra em vigor após a publicação da resolução do Conselho Curador do FGTS, que formaliza a decisão aprovada.

            A mudança traz risco ao fundo?

            Segundo o Conselho, o aumento de movimentação previsto é pequeno, cerca de 1%.

              O financiamento continua com entrada menor?

              Sim. O SFH agora permite financiar até 80% do valor do imóvel.

                Lula sanciona isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil; veja como fica a nova tabela

                26 de Novembro de 2025, 15:37

                O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e cria uma taxação mínima para contribuintes de renda mais alta.

                Aprovado no início de novembro pelo Congresso Nacional, o texto estabelece uma alíquota mínima de até 10% sobre pessoas com renda anual acima de R$ 600 mil, como forma de compensar a perda de arrecadação causada pela ampliação da isenção. A nova lei também concede descontos no IR para quem recebe até R$ 7.350 mensais.

                O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que medidas de arrecadação sempre recaíram “no lombo dos mais pobres” e que, agora, “o andar de cima foi convidado a fazer o ajuste”, citando o imposto mínimo para altas rendas.

                A sanção — feita sem vetos — garante que a nova faixa de isenção passe a valer já em 2026, ano de eleições e em que Lula buscará a reeleição.

                Durante a cerimônia, Lula defendeu que o governo avance na discussão sobre isentar de IR a participação nos lucros e resultados (PLR) distribuída aos trabalhadores.

                “Eu recebo dividendo e não pago nada. O banqueiro recebe bônus e não paga nada. Agora, eu trabalho igual a um desgraçado e, quando ganho R$ 10 mil de participação nos lucros, tenho que pagar Imposto de Renda. É algo que precisamos repensar”, afirmou.

                Em entrevista, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o tema “apareceu agora” e poderá ser discutido com outras medidas de tributação corporativa — mas não neste momento.

                Arrecadação

                Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o texto sancionado gera uma perda de R$ 28,04 bilhões em 2026 com a ampliação da isenção, compensada por R$ 23,76 bilhões referentes ao imposto mínimo e R$ 6,18 bilhões com a taxação de dividendos remetidos ao exterior. O saldo final deve ser positivo em R$ 1,9 bilhão, valor destinado a compensar Estados e municípios.

                Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não participaram da cerimônia no Planalto. Durante o evento, Haddad disse que o governo “precisa muito” do trabalho e da liderança de ambos para concluir o ano fiscal com sucesso.

                Nova tabela do Imposto de Renda: isenção e descontos

                A tabela será ajustada para prever descontos graduais entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Acima desse valor, permanece a regra atual:

                Faixa de rendimento mensalDesconto do IREconomia anual estimada
                Até R$ 5.000Isenção totalR$ 4.356,89
                Até R$ 5.500Desconto de 75%R$ 3.367,68
                Até R$ 6.000Desconto de 50%R$ 2.378,47
                Até R$ 6.500Desconto de 25%R$ 1.389,26
                Até R$ 7.350Desconto de 10%R$ 978,62
                Acima de R$ 7.350Sem desconto

                O governo estima que cerca de 15 milhões de contribuintes serão beneficiados — 10 milhões que deixarão de pagar IR e outros 5 milhões que terão redução no imposto devido.

                Para compensar a renúncia fiscal, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano. Além disso, lucros e dividendos enviados ao exterior passam a ser tributados em 10%. A expectativa é que cerca de 140 mil contribuintes de alta renda sejam alcançados.

                Contribuintes que já pagam 10% ou mais não terão mudanças. Assim, não haverá impacto fiscal adicional nem necessidade de cortes, segundo o governo.

                Alguns rendimentos ficam fora dessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também limita a soma de impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte, evitando que ultrapasse percentuais máximos — caso isso ocorra, haverá restituição.

                O que muda na prática

                • Quem ganha até R$ 5 mil mensais ficará isento a partir de 2026.
                • Quem recebe de R$ 5 mil a R$ 7.350 terá descontos proporcionais na tabela.
                • As mudanças aparecerão na declaração de 2027.
                • A alta renda pagará imposto mínimo adicional para garantir equilíbrio fiscal.

                Alta renda

                A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior.

                A Câmara criou três exceções à taxação de dividendos:

                • remessas para governos estrangeiros com reciprocidade;
                • fundos soberanos;
                • entidades no exterior que administrem benefícios previdenciários.

                O projeto também prevê mecanismos de compensação para possíveis perdas de arrecadação de Estados, municípios e do Distrito Federal.

                Gestora Patria compra 51% da Solis e entra no mercado de Fidcs

                26 de Novembro de 2025, 11:03

                A gestora de investimentos Patria anunciou nesta quarta-feira (26) a compra de 51% da Solis, casa especializada em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc), em uma transação que não teve valor divulgado, mas que prevê a opção para compra do restante da participação na empresa pelo Pátria nos próximos três anos.

                Com o negócio, o Patria Investimentos entra no mercado de Fidcs, que vem atravessando forte crescimento no país nos últimos anos, em meio a um ambiente de juros elevados da economia e um acúmulo de demanda por crédito do setor privado que tem sido dependente em grande parte da oferta dos bancos.

                “Eles (Solis) têm uma base de ativos grande, são uma das líderes no segmento, então, sim, é uma quantia importante”, disse o sócio e diretor do Pátria, José Augusto Teixeira, sobre o valor do negócio, sem revelar detalhes financeiros do acordo.

                O Patria atualmente administra várias classes de investimentos, que incluem private equity, infraestrutura, capital de risco, crédito e imóveis, e tem um diálogo consolidado com pequenas e médias empresas que demandam crédito. Com a aquisição da Solis, que tinha R$20 bilhões em ativos sob gestão em 2024 e mira R$29 bilhões este ano, o Patria passa a ter “mais oportunidades de geração de crédito dentro do ecossistema”, disse Teixeira.

                Os atuais administradores e fundadores da Solis, Ricardo Binelli e Delano Macêdo, seguirão com independência na gestão do negócio. “A gente foi atraído pelo que eles construíram e pela maneira como eles fizeram, e queremos manter isso”, disse Teixeira.

                Um dos interesses do Patria na Solis são os fundos multisacados — formados por diversos devedores e com múltiplos cedentes desses recebíveis — pois isso é uma forma de pulverizar o risco, afirmou Teixeira, citando uma demanda “engargalada” por crédito no Brasil de cerca de R$9 trilhões.

                Mercado de Fidcs

                Atualmente, o mercado de Fidcs no Brasil é de cerca de quase R$ 800 bilhões, um salto ante os R$200 bilhões de quatro anos atrás. Segundo Teixeira, o mercado brasileiro “fidicável”, que poderia gerar crédito por meio de Fidcs, é de mais de R$4 trilhões.

                “Todo crédito é fidicável”, brincou Binelli na entrevista, mas citando exemplos concretos de Fidcs sendo montados para atender demanda de tomadores que incluem times de futebol, consórcios e mesmo para financiamento de painéis solares.

                Além de fundos multisacados, Macêdo afirmou que a Solis tem focado também em consignado público e privado e “em algumas operações de cunho imobiliário”, que incluem loteamentos.

                O Fidc mais antigo da Solis está perto de completar 14 anos e a gestora tem cerca de 30 mil cotistas em seus fundos.

                Com o negócio, Teixeira comentou que o Patria vai “incorporar sua plataforma que é forte em captação local e internacional de recursos com outra plataforma que tem capacidade de originação de crédito em qualidade e em escala e que pode ser potencializada pelo nosso ecossistema”. Atualmente o Patria tem mais de US$50 bilhões sob gestão.

                Macêdo afirmou que um dos objetivos após o negócio é avaliar todo esse ecossistema do Patria “para extrair valor para todo mundo… Já temos hoje um conjunto de projetos robusto”, afirmou.

                Bancos centrais estão mudando a taxa de juros pelo mundo e tem gente ganhando dinheiro com isso

                26 de Novembro de 2025, 10:17

                Operadores macro de Wall Street caminham para o seu melhor ano desde 2009, à medida que clientes correram para apostar em mudanças nas políticas de juros dos bancos centrais ao redor do mundo.
                Bancos como o Goldman Sachs, JPMorgan e Citigroup devem gerar US$ 165 bilhões em receita com negociações de renda fixa, crédito e commodities neste ano, alta de 10% em relação a 2024, de acordo com dados da Crisil Coalition Greenwich.

                Os ajustes nas taxas de juros pelos bancos centrais globais, a incerteza em torno das tarifas, as preocupações com os crescentes déficits fiscais e a inclinação acentuada da curva de yields têm impulsionado o volume de comissões para operadores de juros, em particular. No segmento de juros do G10, a receita deverá atingir o maior patamar em cinco anos, de US$ 40 bilhões.

                A Coalition Greenwich prevê um ganho semelhante em 2026, quando a receita do setor é esperada para ser apenas 2% menor, atingindo US$ 162 bilhões.

                “Os juros dos bancos centrais estão normalizando as taxas de política monetária e seus balanços, mas o que não se normalizou foi o enorme montante de emissões”, disse em entrevista Nikhil Choraria, chefe de negociação de produtos de juros europeus do Goldman Sachs. “A maioria destas condições veio para ficar. Não há razão para que o tipo de níveis de atividade que vimos não possa se repetir em 2026.

                Há a expectativa de que operadores macro em mercados emergentes obtenham o maior ganho em pelo menos duas décadas, com US$ 35 bilhões. Operadores de crédito devem faturar US$ 26 bilhões, e os de commodities, US$ 11 bilhões.

                No entanto, alguns operadores que esperam bônus exorbitantes correm o risco de se decepcionar, de acordo com Michael Karp, CEO da empresa de recrutamento Options Group.

                Haverá um descompasso entre “expectativas e realidade” para operadores de juros, disse Karp. A remuneração total para o FICC [segmento de renda fixa, câmbio e commodities] neste ano provavelmente será de alta de cerca de 3% em média, segundo relatório da empresa, que prevê um aumento de 7% para juros, 5% para mercados emergentes e 4% para câmbio.

                “Obviamente, haverá superestrelas que eles terão que pagar, mas não serão 10 superestrelas”, afirmou Karp. “Haverá um ou dois caras em swaps, títulos de dívida e volatilidade, e só.”

                Já os pagamentos para operadores de ações devem ser 14% mais altos do que no ano passado, segundo apurou a empresa de Karp. Isso porque é esperado que as mesas de ações registrem o melhor ano em termos de receita em pelo menos duas décadas, após os clientes terem investido em massa em papéis de inteligência artificial nos últimos meses.

                O negócio de juros da Nomura Holdings se beneficiou da alta das taxas de juros do Banco do Japão neste ano, mesmo quando o Federal Reserve dos EUA e o Banco Central Europeu cortaram os juros. A maior corretora do Japão agora busca ajudar clientes na Ásia a investir com mais facilidade nos mercados de juros europeus e dos EUA, além de apoiar investimentos em data centers por meio de proteção com derivativos de juros, de acordo com Moritz Westhoff, chefe do negócio de juros dos EUA do banco.

                “Com todos os investimentos em infraestrutura e inteligência artificial, quanto disso poderia ser protegido contra variações de juros ao longo do tempo?”, questionou. “Tendem a ser investimentos muito grandes e que precisam ser financiados.”

                Lucros sólidos devem impulsionar ações dos EUA em 2026

                10 de Novembro de 2025, 11:18

                Os robustos resultados corporativos impulsionarão o rali das ações dos Estados Unidos em 2026, uma vez que os riscos em torno de uma perspectiva incerta para os juros se mostrarão de curta duração, de acordo com alguns estrategistas de Wall Street.

                Michael Wilson, do Morgan Stanley, disse que existiam “sinais claros” de que uma recuperação dos lucros estava em curso e que as empresas americanas desfrutavam de maior poder de precificação. Ele também apontou para um ponto mínimo nas revisões de lucros, que é o número de analistas que revisam para baixo as estimativas em comparação com o número de elevações das revisões.

                “Embora as incertezas decorrentes do guidance do Federal Reserve e da paralisação do governo tenham afetado a recente movimentação dos preços, esses são ventos contrários temporários no caminho para um sólido 2026, impulsionado pelo crescimento dos lucros”, escreveu Wilson em nota.

                O estrategista permaneceu entre as vozes mais otimistas neste ano, mesmo com a volatilidade das ações devido à elevação das tensões comerciais dos Estados Unidos e, mais recentemente, à paralisação prolongada do governo. Um tom cauteloso do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre as taxas de juros também havia prejudicado o sentimento.

                No entanto, os futuros de ações dos EUA subiram nesta segunda-feira, enquanto o Senado deu um passo importante para reabrir o governo. Enquanto isso, a temporada de balanços tem sido muito mais forte do que o esperado. As empresas do S&P 500 registram um salto de quase 15% nos lucros do terceiro trimestre, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

                O S&P 500 acumula alta de 14% em 2025, e registra o terceiro ano consecutivo de ganhos.

                Um índice do Citigroup mostrou que, desde meados de outubro, mais analistas ampliaram do reduziram suas estimativas. O foco agora se volta para os resultados da Nvidia, que devem ser divulgados na próxima semana e poderão oferecer pistas sobre as tendências na área da inteligência artificial.

                Estrategistas do UBS Group dizem que esperam que as empresas de tecnologia voltem a impulsionar a maior parte do crescimento dos lucros americanos no próximo ano. No geral, eles preveem que o S&P 500 atingirá um recorde de 7.500 pontos até o final de 2026, o que implica ganhos de mais de 11% em relação aos níveis atuais.

                Na Oppenheimer Asset Management, o estrategista John Stoltzfus disse que era muito cedo para “desistir” dos fabricantes de chips e das perspectivas para a IA.

                “O enfraquecimento dos preços das ações, refletido nos principais índices atualmente parece mais um ‘haircut’ e um ‘ajuste’ do que o início de um período mais sério de declínio”, acrescentou Stoltzfus.

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                Petrobras e Axia aceleram distribuição de dividendos antes de o novo imposto entrar em vigor

                7 de Novembro de 2025, 12:04

                A votação no Senado que institui a tributação sobre dividendos a partir de 2026 fez com que algumas empresas antecipassem o pagamento de dividendos aos acionistas. Isso porque os dividendos declarados em 2025, com base nos lucros obtidos neste ano e em anos anteriores — ou seja, incluindo lucros acumulados e reservas de lucros — continuam sob a regra anterior. Não estão sujeitos, portanto, ao imposto de até 10% para quem tira mais de R$ 600 mil por ano (ele varia de 1% daí até 660 mil/ano e chega a 10% para ganhos de mais de 1,2 milhão/ano).

                Entre as empresas que já declararam o pagamento de dividendos estão a Axia (ex-Eletrobras) e a Petrobras. A estatal anunciou o pagamento de dividendos no valor de R$ 12,16 bilhões. Os proventos serão pagos como antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2025, declarada com base no balanço de 30 de setembro, em duas parcelas nos meses de fevereiro e março de 2026.

                Já a Axia distribuirá R$ 4,3 bilhões, sob a forma de dividendos, utilizando parte do saldo da reserva estatutária. Em ambos os casos, o anúncio foi de pagamento de dividendos intercalares, ou seja, antes do encerramento do exercício fiscal, com base em lucros já apurados.

                A expectativa é que mais empresas anunciem antecipação de dividendos devido à tributação. Na teleconferência de resultados da Minerva, o CFO da empresa, Edison Ticle, disse que o frigorífico estuda essa possibilidade.

                A Vulcabras também acelerou a distribuição de dividendos, justamente de olho na mudança de tributação e na necessidade de não carregar “caixa ocioso” dentro da empresa.

                Depois de dois anos operando com caixa líquido, a gestão decidiu devolver ao acionista o excedente, mantendo apenas o necessário para operar, investir e sustentar o ROE elevado. No segundo semestre, a companhia pagou R$ 300 milhões em dividendos e agora anunciou mais R$ 597 milhões, combinando o movimento com um aumento de capital que permite ao investidor reinvestir o dividendo e, ao mesmo tempo, otimizar a base tributária ao elevar o custo de aquisição das ações.

                De acordo com Wagner Dantas, CFO da Vulcabras, a empresa pretende seguir avaliando novas distribuições à luz da tributação, mas sem comprometer o balanço nem se expor demais a um 2026 potencialmente mais volátil.

                A lista de empresas que devem anunciar o pagamento de dividendos devido à mudança tributária deve aumentar. Um relatório divulgado pelo BTG Pactual estima 20 empresas com maior probabilidade de fazer grandes pagamentos. A lista inclui Metalúrgica Gerdau, Unifique, Blau, Marcopolo, Eztec, Copel, Intelbras, Isa Energia, Energisa, C&A, PetroReconcavo e Usiminas, entre outras. Segundo o banco, algumas dessas empresas podem anunciar pagamentos de dividendos extraordinários que podem render retornos entre 15% e 20%.

                Lucros acumulados em 2025

                Os lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 permanecem isentos do IR sobre dividendos, desde que:

                • a distribuição seja deliberada até 31/12/2025;
                • o pagamento siga os prazos legais, mesmo que realizado em 2026;
                • o lucro esteja formalmente apurado antes da virada do exercício.

                Essa regra cria uma janela de planejamento tributário até o fim de 2025 para empresas e sócios que desejem antecipar a distribuição de lucros sob o regime antigo, livre da nova tributação.

                Planejamento tributário

                Essa estrutura levantou questões sobre possíveis estratégias de planejamento tributário, especialmente se os investidores poderiam evitar o novo imposto mantendo ações por meio de fundos de investimento nacionais, que continuariam recebendo dividendos isentos de impostos. No entanto, os benefícios dessa abordagem são limitados.

                Para as empresas que já distribuem dividendos por meio de estruturas de fundos, a reforma não altera o tratamento tributário atual: os pagamentos de dividendos continuam isentos, mas, no resgate ou amortização, as cotas do fundo estão sujeitas ao imposto sobre ganhos de capital. De acordo com as regras existentes, isso geralmente resulta em 15% de imposto sobre os ganhos totais acumulados em todos os ativos da carteira. Como esse tratamento permanece inalterado, a reforma não cria incentivos para as empresas usarem fundos para distribuir lucros.

                Para as empresas que atualmente distribuem dividendos diretamente aos seus proprietários, transferir ativos para uma estrutura de fundos acionaria o imposto sobre ganhos de capital sobre a diferença entre o custo de aquisição e o valor de mercado atual — um custo inicial potencialmente significativo.

                Portanto, o incentivo para aproveitar a janela de isenção fiscal parece mais relevante para empresas estrangeiras que remetem dividendos para o exterior e para empresas nacionais que distribuem diretamente aos seus proprietários.

                Como ficará a nova tabela do Imposto de Renda com a isenção para quem ganha até R$ 5 mil; confira economia anual estimada

                5 de Novembro de 2025, 19:04

                O Senado aprovou nesta quarta‑feira (5) o Projeto de Lei 1087/2025, que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para contribuintes com rendimento mensal de até R$ 5 mil. O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

                Caso sancionado, passará a valer a partir dos rendimentos de 2026, beneficiando milhões de brasileiros nessa faixa de renda.

                A proposta também estabelece descontos graduais para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350. A medida não terá prazo limitado para a faixa de isenção, mas prevê compensações para contribuintes de alta renda, como forma de equilibrar a renúncia fiscal.

                Nova tabela do Imposto de Renda: isenção e descontos

                Com a aprovação, a tabela do IR será ajustada para incluir descontos graduais para quem ganha acima de R$ 5 mil e até R$ 7.350. Acima deste valor, retorna ao modelo atual.

                Faixa de rendimento mensalDesconto do IREconomia anual estimada
                Até R$ 5.000Isenção totalR$ 4.356,89
                Até R$ 5.500Desconto de 75%R$ 3.367,68
                Até R$ 6.000Desconto de 50%R$ 2.378,47
                Até R$ 6.500Desconto de 25%R$ 1.389,26
                Até R$ 7.350Desconto de 10%R$ 978,62
                Acima de R$ 7.350Sem desconto

                Após ser sancionada por Lula, a nova regra entrará em vigor em 2026, aplicando-se aos rendimentos auferidos nesse ano. Isso significa que a declaração de ajuste anual refletirá a mudança apenas em 2027.

                Impactos da aprovação

                Segundo dados do governo, cerca de 26,6 milhões de contribuintes serão beneficiados pela isenção de IR a quem ganha até R$ 5 mil por mês. Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.

                O que muda na prática

                • Contribuintes com rendimento até R$ 5 mil mensais ficarão isentos do IR, a partir de 2026.
                • Quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais terá descontos graduais conforme a faixa.
                • A declaração anual do IRPF de 2027 refletirá essas regras, após a sanção do projeto.
                • Medidas compensatórias para alta renda estão previstas para equilibrar a renúncia fiscal.

                Alta renda

                A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida ainda a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior prevista no projeto original do Executivo.

                Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR. Porém, a Câmara instituiu três exceções à cobrança sobre dividendos: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento; remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administram benefícios previdenciários.

                A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda para Estados e municípios e o Distrito Federal.

                Senado aprova isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês; texto vai para sanção

                5 de Novembro de 2025, 19:00

                O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), que deixará isento aquele que ganhar até R$ 5 mil de salário por mês. Nada foi alterado com relação ao texto aprovado pela Câmara. Assim, o projeto vai para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

                Se sancionado até o final deste ano, a redução do IR passa a valer a partir de janeiro de 2026. A medida ainda reduz o IR, gradualmente, para aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Atualmente, é isento do IR quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).

                Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%. 

                Alta renda

                A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida ainda a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior prevista no projeto original do Executivo.

                Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR. Porém, a Câmara instituiu três exceções à cobrança sobre dividendos: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento; remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administram benefícios previdenciários.

                A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda para Estados e municípios e o Distrito Federal.

                Pelos cálculos, o governo federal conseguirá, entre 2026 e 2028, uma receita com superávit de cerca de R$ 12,3 bilhões, valor que deverá ser usado para compensar, caso haja, perdas de estados, do Distrito Federal e de municípios em razão da redução da arrecadação do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de seus próprios servidores.

                O que é o FGC e como ele funciona: cobertura, limites e como acionar a garantia

                29 de Outubro de 2025, 18:14

                O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tem como uma de suas principais funções proteger o investidor, garantindo o ressarcimento de depósitos e aplicações de renda fixa emitida pelos bancos, como CDBs, LCIs e LCAs, quando ocorre liquidação ou falência da instituição financeira.

                Para acionar o FGC, os clientes afetados precisam formalizar um pedido de ressarcimento dos valores pelo aplicativo do fundo, canal em que podem acompanhar de forma transparente todo o andamento do processo. Os pagamentos são efetuados rapidamente, por meio de crédito em conta corrente, saques presenciais ou transferências, sempre sem custos adicionais para o cliente.

                A seguir, entenda o que é e como acionar o FGC.

                O que é o FGC e como ele funciona?

                O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma entidade privada sem fins lucrativos que protege investidores e correntistas caso um banco ou instituição financeira venha a quebrar ou sofrer liquidação. Ele funciona como uma espécie de “garantia” para quem mantém dinheiro em produtos financeiros emitidos pelos bancos.

                Na prática, se a instituição associada ao FGC não tiver mais condições de devolver o dinheiro aos clientes, o fundo faz o reembolso até o limite definido pelas regras atuais. Isso dá segurança ao sistema financeiro e evita que a perda seja total para o investidor.

                Como receber do FGC?

                O pagamento do FGC não é automático: quando uma instituição financeira é liquidada, o fundo divulga em seu site um link específico para que os clientes façam o cadastro com CPF, e-mail e conta bancária — o sistema cruza os dados e, após a confirmação, o depósito é feito via TED ou PIX.

                O processo costuma ser simples e rápido: em geral, o dinheiro cai em até 15 dias úteis após o início dos pagamentos.

                Passo a passo simplificado

                • O FGC anuncia o início do ressarcimento no seu site oficial.
                • O investidor faz o cadastro para confirmar identidade e dados bancários.
                • Após a análise, o valor é depositado na conta indicada.

                O pagamento costuma ser relativamente rápido quando comparado a processos judiciais tradicionais.

                Quem financia o FGC?

                O FGC não é custeado pelos clientes. São as próprias instituições financeiras participantes que contribuem mensalmente com um percentual sobre os depósitos garantidos. Ou seja: o investidor não paga nada extra por essa proteção.

                Quais investimentos o FGC cobre?

                A garantia vale para produtos bancários emitidos por instituições associadas ao fundo. Entre os principais estão:

                • Conta corrente e depósitos à vista
                • Poupança
                • CDB (Certificado de Depósito Bancário)
                • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
                • LCI (Letra de Crédito do Agronegócio)
                • Letra de câmbio
                • RDB (Recibo de Depósito Bancário)

                Todos esses produtos estão protegidos somente quando a instituição é participante do FGC. Confira aqui a lista dos associados.

                O que o FGC não cobre?

                O FGC não cobre investimentos que não sejam depósitos bancários. Isso inclui:

                • Fundos de investimento (FIIs, fundos multimercado, fundos de ações etc)
                • Debêntures
                • Ações
                • Criptomoedas
                • Produtos de previdência privada (PGBL e VGBL)
                • Tesouro Direto
                • CRI/CRA

                Mesmo sendo considerados seguros, esses produtos não estão sob a responsabilidade do FGC porque têm outras estruturas jurídicas e garantias próprias.

                Qual é o limite de cobertura do FGC?

                A cobertura oferecida pelo fundo assegura a devolução de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira, com um limite total de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

                Exemplo prático:

                Se o investidor tem R$ 240 mil em um banco A e R$ 240 mil em um banco B, ambos cobertos, e os dois entrarem em liquidação, o FGC paga os dois sem conflito porque são instituições diferentes.

                Se tiver R$ 400 mil no mesmo banco, apenas R$ 250 mil são ressarcidos.

                Quando o FGC é acionado?

                O FGC não é acionado em qualquer atraso de pagamento ou oscilação operacional. Ele só atua em três situações formalmente decretadas pelo Banco Central.

                Situação O que significa
                IntervençãoGestão do banco é tomada pelo BC para evitar colapso.
                Liquidação extrajudicialEncerramento forçado das atividades e início do processo de ressarcimento.
                Falência Situação mais extrema, com dissolução judicial.

                Somente após uma dessas decisões oficiais é que o FGC começa o processo de pagamento aos investidores e depositantes.

                Exemplos de acionamento do FGC

                Criado em 1995 como parte da proteção ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), o FGC, que acumula cerca de R$ 150 bilhões em patrimônio, foi acionado mais de 30 vezes, sendo a mais recente em fevereiro de 2023, com a quebra da BRK Financeira e da Portocred, quando o fundo desembolsou cerca de R$ 2,2 bilhões para quase 60 mil credores, em um dos maiores processos de pagamento já realizados em sua história.

                A seguir, confira mais dois casos em que o FGC foi acionado:

                Banco Neon (2018)

                Em 2018, o Banco Central decretou liquidação extrajudicial do Banco Neon S.A. A operação do app Neon tinha lastro em outra instituição (Banco Votorantim), mas a conta de depósitos sob a razão social do Banco Neon precisou de cobertura.

                • O FGC atuou rapidamente;
                • O ressarcimento ocorreu via sistema digital;
                • A operação preservou o acesso aos clientes dentro do limite garantido.

                Banco Azteca (2016)

                O Banco Azteca, de origem mexicana, sofreu liquidação extrajudicial no Brasil. Na época, vários clientes tinham CDBs. O FGC entrou em ação para pagar os valores até o limite vigente, e os investidores não perderam dinheiro (dentro do teto da garantia).

                Principais dúvidas sobre o FGC

                O FGC garante Tesouro Direto?

                Não. O Tesouro Direto já é garantido pelo Tesouro Nacional, que tem risco soberano.

                O FGC protege contas digitais?

                Sim, desde que a instituição emissora seja um banco autorizado pelo Banco Central e participante do FGC.

                Existe cobertura para conta conjunta?

                Sim. A cobertura é multiplicada de acordo com o número de titulares (ex.: duas pessoas = até R$ 500 mil no total).

                Preciso contratar o FGC?

                Não. A proteção é automática.

                O FGC cobre bancos de investimento?

                Sim, desde que o depósito ou título esteja entre os produtos elegíveis.

                Quem paga o FGC?

                As próprias instituições financeiras contribuem mensalmente para o fundo, não o investidor.

                FGC e FGCoop são a mesma coisa?

                Não. O FGCoop protege cooperativas de crédito. Já o FGC cobre bancos, financeiras e algumas instituições de pagamento.

                O FGC é ilimitado?

                Não. Há teto de R$ 250 mil por instituição e R$ 1 milhão renovável a cada 4 anos.

                Se o banco atrasar pagamento já aciona o FGC?

                Não. Só em liquidação, intervenção ou falência formal.

                IPTU 2026 em São Paulo mais caro: Câmara aprova nova PGV com aumento limitado a 10% ao ano

                29 de Outubro de 2025, 19:33

                A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segundo turno, nesta quarta-feira (29), o projeto de lei que atualiza a Planta Genérica de Valores (PGV), base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), e define como serão os reajustes do imposto a partir de 2026. A proposta, que agora segue para sanção do prefeito Ricardo Nunes, estabelece um limite anual de aumento de 10% tanto para imóveis residenciais quanto para comerciais.

                A revisão da PGV ocorre periodicamente para recalibrar o valor venal dos imóveis de acordo com a valorização do mercado imobiliário. A Prefeitura vinha indicando que, em média, os imóveis da capital tiveram valorização próxima de 15% desde a última atualização, mas em bairros como Jardins, Itaim Bibi, Vila Nova Conceição, Higienópolis e eixos comerciais como a região da Faria Lima, a valorização foi significativamente maior.

                Na prática, mesmo que o valor venal do imóvel tenha subido mais do que isso, o impacto no carnê de 2026 ficará limitado ao teto de 10% e poderá ser diluído gradualmente nos anos seguintes.

                Mudança na proposta

                Uma das principais mudanças inseridas pelo Legislativo foi a unificação do limite de reajuste: o texto inicial previa alta máxima de 10% para residenciais e 15% para comerciais, mas uma emenda aprovada igualou o teto em 10% para ambos. A medida foi articulada para reduzir o impacto do imposto especialmente sobre pequenos e médios negócios, afetados pela alta de custos e aluguel nas regiões mais valorizadas.

                O projeto também amplia o número de imóveis isentos do IPTU ao elevar de R$ 120 mil para R$ 150 mil o limite de valor venal para isenção de residências. Além disso, imóveis localizados em áreas enquadradas como ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social), inclusive nas ZEIS 3 e 5, normalmente voltadas à moradia de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, também passam a ser contemplados.

                IPTU mais caro em 2026

                Para os contribuintes, os efeitos práticos começam no carnê de 2026. Quem possui imóvel com forte valorização pode ver um impacto gradual ano a ano até que o imposto reflita integralmente o novo valor venal. Já proprietários de imóveis em regiões menos valorizadas ou com baixo valor venal podem ter reajustes menores ou até manutenção da carga tributária, dependendo da avaliação cadastral.

                A Prefeitura também deverá disponibilizar um simulador para cálculo individualizado após a sanção da lei, permitindo ao contribuinte estimar o reajuste no seu imóvel específico. Com a sanção, a atualização da PGV passa a valer oficialmente e redefine a política de cobrança do IPTU na maior cidade do país.

                Como o aumento acontece na prática

                A conta funciona em três passos:

                EtapaImpacto
                Valor venal sobeimóvel “fica mais caro no papel”
                Base de cálculo aumentaIPTU tende a subir
                Teto limita o impacto no carnêreajuste máximo de 10%


                O que é IPTU e como funciona?

                O IPTU é o Imposto Predial e Territorial Urbano. Ele um tributo que incide sobre cada uma das propriedades imobiliárias urbanas, sendo para todos os tipos de imóveis em uma região urbanizada, como residências, prédios comerciais, apartamentos, salas comerciais etc.

                Por que tem que pagar o IPTU?

                A cobrança acontece de forma anual pela Prefeitura de cada cidade, que determina os critérios.

                O valor arrecadado com essa cobrança vai para o cofre do município, que utiliza para melhorias e despesas da cidade. Fica na responsabilidade da Prefeitura escolher onde e de qual maneira utilizará o valor desta arrecadação, podendo ser com educação, segurança, saúde, infraestrutura etc.

                Quem tem que pagar o IPTU?

                De acordo com o Código Tributário Nacional, o contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, podendo ser pessoa física ou jurídica.

                Desta forma, quem tem imóvel em área urbana precisa fazer o pagamento do tributo e ele incide sobre cada propriedade, ou seja, se uma pessoa tem cinco imóveis no seu nome, ela terá que pagar o IPTU de cada um deles.

                Depois de bater recorde, ouro tem maior queda em quatro anos

                21 de Outubro de 2025, 10:44

                O ouro teve a maior queda em quatro anos, após semanas de alta.

                O ouro em barra caiu 3,8%, após atingir um novo pico de US$ 4.381,52 a onça na segunda-feira (20).

                A demanda por metais preciosos, como o ouro, esfriou um pouco, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, devem se reunir em breve para resolver suas diferenças comerciais, e uma onda sazonal de compras na Índia chegou ao fim.

                O fortalecimento do dólar encareceu boa parte dos metais preciosos.

                “Os traders têm se preocupado cada vez mais com correção e consolidação”, disse Ole Hansen, estrategista de commodities do Saxo Bank AS. “É durante as correções que a verdadeira força do mercado é revelada, e desta vez não deve ser diferente, com uma oferta subjacente provavelmente mantendo qualquer recuo limitado.”

                Com a paralisação do governo americano em curso, os traders de commodities também ficaram sem uma de suas ferramentas mais valiosas: o relatório semanal da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (Commodity Futures Trading Commission), que indica como os fundos de hedge estão posicionados nos contratos futuros de ouro e prata nos EUA.

                Sem os dados, os especuladores podem estar mais propensos a construir posições anormalmente grandes de uma forma ou de outra.

                “A ausência de dados de posicionamento ocorre em um momento delicado, com um potencial acúmulo de exposição especulativa comprada em ambos os metais, tornando-os mais vulneráveis ​​à correção”, disse Hansen.

                A volatilidade dos metais preciosos aumentou nos últimos dias, com os traders buscando se proteger contra potenciais quedas de preços em outras partes de suas carteiras ou lucrar com a queda. Mais de 2 milhões de contratos de opções vinculados ao maior fundo negociado em bolsa lastreado em ouro do mundo foram negociados na quinta e sexta-feira da semana passada, superando um recorde anterior.

                Queda da prata

                A prata também despencou após uma alta de quase 80% neste ano — com ganhos impulsionados por alguns dos mesmos fatores macroeconômicos que sustentam o ouro, além de uma pressão histórica no mercado londrino.

                Os preços de referência estão sendo negociados acima dos futuros de Nova York, o que levou os investidores a enviar o metal para a capital do Reino Unido para aliviar a pressão. Na terça-feira, a prata em cofres vinculados à Bolsa de Futuros de Xangai registrou a maior saída de prata em um único dia desde fevereiro, enquanto os estoques de Nova York também caíram.

                O ouro caiu 3,4%, para US$ 4.208,73 a onça, às 14h21 em Londres. A prata caiu 5,1%, para US$ 49,78 a onça, após despencar até 6,2%.

                Apostar contra o dólar pode sair caro para os investidores

                10 de Outubro de 2025, 16:29

                Apostar contra o dólar tem sido a negociação dominante no mercado de câmbio de US$ 9,6 trilhões por dia neste ano. Mas esta aposta começa a dar sinais de fraqueza.

                A principal moeda de reserva mundial está perto de uma máxima há dois meses, mesmo com a paralisação do governo dos Estados Unidos se arrastando, e operadores da Ásia e da Europa dizendo que hedge funds adicionam opções com apostas de que a recuperação em relação à maioria dos principais concorrentes se estenderá até o final do ano.

                Os acontecimentos no exterior foram um fator-chave, com o euro e o iene em queda abrupta neste mês. Ao mesmo tempo, comentários de autoridades do Federal Reserve que recomendavam cautela em relação a novos cortes na taxa de juros aumentaram o apelo do dólar.

                Quanto mais tempo a força persistir, mais doloroso será para aqueles que insistem em que o dólar caia novamente. Entre os pessimistas estão o Goldman Sachs, o JPMorgan e o Morgan Stanley.

                A tendência, se continuar, pode repercutir na economia global, ao dificultar que outros bancos centrais flexibilizem a política monetária, ao elevar o custo das commodities e ampliar o peso dos empréstimos estrangeiros na moeda.

                Otimismo sobre o dólar

                Uma recuperação rápida pode prejudicar algumas das negociações favoritas do ano, minando expectativas otimistas para as ações e títulos de dívida de mercados emergentes e pesando sobre ações dos exportadores americanos.

                Entre os pessimistas em relação ao dólar que mudaram de ideia, está Ed Al-Hussainy, na Columbia Threadneedle. A gestora abriu uma posição vendida, que aposta na queda, no final de 2024, quando o dólar ainda estava em rali, como parte da chamada negociação Trump após a eleição nos EUA.

                No último mês e meio, ele amenizou essa postura, e reduziu a exposição aos mercados emergentes. Para ele, isso se resume à inclinação excessiva dos mercados para cortes de juros pelo Fed, dada a resiliência da economia americana.

                “Nos tornamos muito mais positivos em relação ao dólar”, disse. “Os mercados precificaram uma série de cortes muito agressivos, e será difícil executá-los sem causar muito mais sofrimento ao mercado de trabalho.”

                O índice Bloomberg Dollar Spot subiu cerca de 2% desde meados do ano, após a maior queda no primeiro semestre em décadas.

                O indicador acumulou alta de 1,2% nesta semana, o melhor desempenho desde novembro. No início de 2025, após o presidente americano Donald Trump ter adiado a aplicação de tarifas generalizadas quando assumiu o cargo, o dólar caiu, em parte, devido à visão de que a inflação seria controlada o suficiente para que o Fed retomasse os cortes dos juros.

                A crise agravou-se com a implementação de impostos abrangentes em abril, o que alimentou preocupações de que a guerra comercial poderia azedar a percepção dos investidores estrangeiros sobre os EUA. Houve também especulações de que o presidente era a favor de um dólar mais fraco, o que ajudaria os exportadores americanos, além de sua pressão sobre o Fed para reduzir os juros, o que amplificou a onda de baixa.

                Investidores globais

                Contudo, como se viu, os investidores internacionais não se afastaram dos EUA, embora haja sinais de que tenham comprado derivativos para se proteger contra perdas do dólar. O apelo das ações americanas, lideradas por ações de tecnologia de megacaps, tem sido grande demais. E a demanda externa para leilões de Treasuries tem sido, em sua maioria, sólida.

                Os dados mais recentes da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities mostram que hedge funds, gestoras de ativos e consultores de operações de commodities ainda estavam vendidos em dólar no final de setembro. Embora as posições estejam bem abaixo do pico atingido em meados do ano, isso ainda deixa espaço considerável para perdas, caso o dólar continue a se valorizar.

                Hedge funds que intensificam as negociações de opções com apostas de alta sobre o dólar no final do ano estão expressando esta visão em relação à maioria das moedas do Grupo dos 10, de acordo com Mukund Daga, chefe global de opções de moedas no Barclays Bank.

                Há também sinais de que operadores de opções estão pagando mais para se proteger contra o risco de um rali do dólar do que de uma queda. Uma medida da diferença na demanda por apostas otimistas e pessimistas mostra que os operadores estão no nível mais otimista em relação ao dólar desde abril.

                Governo ajusta regras de financiamento imobiliário para atender a classe média

                10 de Outubro de 2025, 13:58

                O governo divulgou hoje mudanças nas regras para o financiamento imobiliário. A reformulação altera regras históricas do crédito habitacional, amplia o teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e promete ampliar o acesso à casa própria, principalmente para famílias de renda média.

                Financiamento de até 80% volta à Caixa

                Com o novo modelo, a Caixa volta a oferecer crédito cobrindo até 80% do valor total do imóvel, reduzindo a entrada necessária e tornando o financiamento mais acessível. A instituição será a principal operadora das novas regras, mas outros bancos e fintechs também poderão disputar esse mercado, o que tende a aumentar a concorrência e reduzir os juros. Segundo o governo, cerca de 80 mil moradias devem ser contratadas até 2026 pela Caixa dentro do novo formato.

                O que muda nas regras do financiamento imobiliário

                Hoje, os bancos precisam aplicar 65% da poupança em crédito habitacional, o que limita a oferta quando o saldo cai. Com a reformulação, essa regra deixa de ser obrigatória, permitindo que as instituições usem outras fontes de recursos, como LCIs, CRIs e captações próprias.

                “Na medida em que mais valores são depositados em poupança, mais crédito será disponibilizado para financiamento imobiliário, o que tende a ampliar a oferta de crédito, considerando ainda as captações de mercado, por exemplo, via LCIs (Letras de crédito imobiliário) e CRIs (Certificados de recebíveis imobiliários)”, afirmou o governo, em comunicado.

                O depósito compulsório sobre a poupança, que atualmente é de 20%, será reduzido gradualmente até ser extinto em 2027. Isso libera mais recursos para financiar imóveis. Outra mudança relevante é o aumento do teto do SFH, que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Assim, imóveis de padrão médio poderão ser financiados dentro das faixas com juros limitados a 12% ao an

                “O novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais”, argumenta o governo.

                Principais benefícios para quem quer comprar um imóvel

                Para o comprador, as principais vantagens são:

                • Maior cobertura do valor do imóvel (até 80%);
                • Juros potencialmente menores, com mais concorrência;
                • Acesso ampliado para famílias de renda média;
                • Menos exigência de entrada e prazos mais flexíveis.

                A medida deve estimular o crédito habitacional e impulsionar o setor da construção civil, que espera aumento de lançamentos e geração de empregos.

                Quando as novas regras do financiamento imobiliário entram em vigor

                A transição será gradual até janeiro de 2027, com parte das regras atuais do financiamento imibiliário mantida nesse período. Durante a adaptação, os bancos poderão testar o uso combinado de recursos da poupança e de mercado, sob supervisão do Banco Central.

                Financiamento imobiliário: o que mudou com as novas regras

                Como era antesComo fica agora
                Financiamento cobria até 70% do valor do imóvel em média.Caixa volta a financiar até 80% do valor do imóvel.
                Teto do SFH era de R$ 1,5 milhão.Novo teto: R$ 2,25 milhões, ampliando o público elegível.
                Bancos precisavam aplicar 65% dos depósitos da poupança em crédito imobiliário.Regra deixa de ser obrigatória; bancos poderão usar outras fontes de recursos.
                Depósito compulsório sobre a poupança era de 20%.Compulsório será reduzido gradualmente até zerar em 2027, liberando mais crédito.
                Financiamento dependia majoritariamente da poupança.Diversificação das fontes, com uso de LCIs, CRIs e captações de mercado.
                Menor concorrência e juros mais altos.Mais instituições poderão ofertar crédito, aumentando a competição.

                Calculadora da Tabela Price

                Se você está pensando em financiar um imóvel ou qualquer outro bem, é essencial entender como funcionam os diferentes sistemas de amortização (pagamento gradual de uma dívida por meio de parcelas periódicas que controlam o valor principal e os juros até quitá-la completamente) e como eles afetam o valor das parcelas e o custo total do financiamento.

                Uma das opções mais comuns é a tabela Price, sistema em que as parcelas são fixas ao longo do tempo, o que garante maior previsibilidade. Confira aqui.

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                Black Friday 2025: tire 10 dúvidas antes de aproveitar as promoções

                8 de Outubro de 2025, 18:14

                A Black Friday 2025 está chegando e promete movimentar o comércio brasileiro. Marcada para o dia 28 de novembro, a data é esperada tanto por consumidores quanto por varejistas, que veem nas promoções uma chance de impulsionar as vendas antes do Natal. Porém, com os descontos, surgem também golpes virtuais, falsos anúncios e ofertas que não são tão vantajosas assim.

                Para ajudar o consumidor a se preparar, o InvestNews reuniu 10 dúvidas sobre a Black Friday 2025, com respostas atualizadas e orientações baseadas em informações de órgãos oficiais, como o Procon-SP. Confira abaixo.

                1 – Quando será a Black Friday 2025?

                A Black Friday 2025 será realizada no dia 28 de novembro, última sexta-feira do mês. Mas as promoções costumam começar bem antes. Muitas lojas já lançam ofertas na “Black Week” ou até na chamada “Black November”, que dura o mês inteiro.

                O Procon-SP orienta os consumidores a acompanhar os preços com antecedência, já que “comparar valores antes da data é a melhor forma de saber se o desconto é real”, afirma o órgão. Aplicativos como Buscapé, Zoom e Google Shopping mostram o histórico de preços e ajudam a identificar variações suspeitas.

                2 – As promoções da Black Friday são realmente verdadeiras?

                Nem sempre. Casos de “metade do dobro”, quando lojas aumentam os preços antes da Black Friday para depois anunciar descontos falsos, ainda são comuns. Segundo o Procon-SP, essa prática é considerada publicidade enganosa e pode ser denunciada. “Se o consumidor identificar aumento artificial de preços, deve registrar a reclamação imediatamente”, reforça o órgão.

                A dica é acompanhar os valores dos produtos desejados com algumas semanas de antecedência e desconfiar de descontos muito altos ou de lojas desconhecidas.

                3 – É melhor comprar online ou em loja física?

                O e-commerce tende a oferecer maior variedade e comodidade, mas exige atenção redobrada com a segurança digital. Já as lojas físicas podem ser vantajosas para quem prefere ver o produto antes ou retirar na hora, evitando o risco de atraso na entrega. Independentemente do canal de compra, é importante verificar a reputação da loja, conferir políticas de troca e devolução e ler as avaliações de outros clientes.

                4 – Como evitar golpes e sites falsos?

                Durante o mês da Black Friday, crescem as tentativas de phishing (páginas falsas que imitam sites famosos) e links maliciosos enviados por e-mail, SMS ou WhatsApp. O Procon-SP recomenda digitar o endereço do site diretamente no navegador em vez de clicar em links recebidos. Também é essencial verificar se o site tem cadeado de segurança (https), CNPJ ativo e endereço físico informado.

                Além disso, evite realizar compras em redes Wi-Fi públicas e desconfie de ofertas enviadas por influenciadores desconhecidos ou contas não verificadas.

                5 – As compras feitas na Black Friday 2025 podem ser devolvidas?

                Sim. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, em compras online o cliente tem sete dias para se arrepender e pedir reembolso total, contando a partir da data de recebimento do produto.

                Em lojas físicas, a devolução só é obrigatória em casos de defeito ou vício no produto. Ainda assim, muitas empresas ampliam o prazo de troca durante o evento. Vale conferir as regras no momento da compra.

                6 – Quais produtos realmente valem a pena na Black Friday?

                Os maiores descontos costumam estar em eletrônicos, eletrodomésticos, moda, beleza e itens de casa e decoração. Já categorias como alimentos, passagens aéreas e serviços têm variação menor. Especialistas recomendam focar em produtos de maior valor agregado e evitar compras por impulso. Em resumo, o ideal é comprar apenas o que já estava planejado. 

                7 – Posso parcelar as compras da Black Friday?

                Sim, mas o cuidado deve ser redobrado. Apesar de o parcelamento sem juros ser amplamente divulgado, alguns sites embutem custos adicionais ou aumentam o preço final do produto.

                Antes de concluir a compra, compare o valor total à vista e o parcelado. Se o pagamento for no cartão de crédito, os especialistas recomendam não comprometer mais de 30% da renda mensal e evitar parcelamentos longos. O acúmulo de prestações pode gerar endividamento nos meses seguintes.

                8 – Qual a diferença entre Black Friday e Cyber Monday?

                A Cyber Monday ocorre na segunda-feira seguinte à Black Friday e é voltada principalmente a ofertas online de produtos tecnológicos, como celulares, notebooks e acessórios.

                No Brasil, muitas empresas estendem as promoções ao longo de todo o fim de semana, criando a “Black Week”. Para quem perdeu a sexta-feira, ainda pode haver boas oportunidades, mas, novamente, é essencial comparar preços e checar a reputação do vendedor.

                9 – E se o produto atrasar ou não for entregue?

                O consumidor tem direito a cancelamento da compra e reembolso integral. Caso a loja não cumpra o prazo prometido, o cliente pode registrar reclamação nos Procons estaduais, na plataforma consumidor.gov.br ou até recorrer à Justiça.

                “O prazo de entrega informado deve ser respeitado. Caso contrário, o consumidor pode exigir o cumprimento forçado da oferta ou pedir o dinheiro de volta”, afirma o Procon-SP.

                10 – Quais os principais cuidados com as finanças pessoais na Black Friday?

                A Black Friday pode ser uma ótima chance de economizar, mas também um risco de endividamento se o consumo for impulsivo. Antes de comprar, estabeleça um orçamento máximo, use aplicativos de controle financeiro e evite comprar por impulso. Um erro muito comum é confundir necessidade com oportunidade. Nem todo desconto vale a pena se ele comprometer o orçamento.

                Inspirado no Brasil, Pix colombiano já nasce com 32 milhões de usuários: como funciona o Bre-B

                8 de Outubro de 2025, 11:08

                A Colômbia lançou oficialmente na segunda-feira (7) o Bre-B, seu sistema de pagamentos instantâneos inspirado no Pix do Brasil. Mais de 32 milhões de pessoas já se registraram para usar a novidade, o que representa 76% da população adulta do país.

                O sistema foi desenvolvido pelo Banco de la República (equivalente ao Banco Central do Brasil) em parceria com o setor privado. Há até participação brasileira no projeto: a fintech Ebanx, com sede em Curitiba (PR), foi convidada a integrar o Comitê Interdisciplinar de Pagamentos Interoperáveis, que assessorou as autoridades colombianas na construção do Bre-B.

                “O maior desafio do banco central era garantir uma operação padronizada e universal em diferentes sistemas”, disse Eduardo de Abreu, VP de Produto da Ebanx, em comunicado à imprensa.

                Como funciona o Pix colombiano?

                O Bre-B segue o mesmo modelo do “irmão brasileiro” no quesito transação. A pessoa usa chaves – chamadas de “llaves” em espanhol – para enviar dinheiro de uma conta para outra. Essas chaves podem ser número de celular, e-mail, documento ou um código alfanumérico. Uma mesma conta pode ter várias chaves diferentes. Até agora, já foram emitidas mais de 80 milhões de llaves no sistema colombiano, segundo o Ebanx.

                Como fazer uma transferência?

                O processo é muito parecido com o Pix brasileiro. Dentro do aplicativo do banco, fintech ou carteira digital, basta digitar a chave Bre-B da pessoa ou comércio que vai receber o valor. O recebedor precisa ter uma chave cadastrada. Também é possível fazer pagamentos usando QR codes.

                Quais são os limites de valor?

                Aqui há uma diferença em relação ao Brasil. Enquanto no Pix o limite depende da instituição financeira, na Colômbia o Banco de la República definiu um teto máximo de 1.000 UVB (Unidades de Valor Básico) por transação, o equivalente a cerca de R$ 15 mil (cotação de setembro de 2025). Cada banco ou fintech poderá, no entanto, estabelecer valores menores ou adotar medidas extras de segurança.

                Funciona 24 horas por dia?

                Sim. Assim como no Brasil e também no mercado de criptomoedas, o Bre-B permite realizar transferências e pagamentos 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

                O Bre-B é gratuito?

                Por enquanto, sim. As transferências são gratuitas para pessoas físicas, mas apenas nos três primeiros anos de funcionamento. A partir do quarto ano, haverá uma tarifa simbólica: 3,23 pesos por parte da transação, totalizando 6,46 pesos (menos de um centavo). A comparação é favorável: alguns dos maiores bancos da Colômbia chegam a cobrar 7.980 pesos (cerca de R$ 11) por transferências entre instituições diferentes.

                O dinheiro cai na hora?

                Sim. Além de transferências entre pessoas, o Bre-B também pode ser usado em pagamentos no varejo. Assim como no Pix, o valor cai em tempo real, no momento da confirmação do pagamento.

                O dinheiro em espécie ainda é o principal método de pagamento na América Latina e na Colômbia. No país vizinho do Brasil, entre 8 e 10 transações são feitas em dinheiro, disse Ana María Prieto, que supervisionou a criação do Bre-B. 

                O lançamento da nova plataforma no país, no entanto, quer mudar o cenário, assim como ocorreu no Brasil. Pesquisa divulgada ano passado pelo Banco Central mostrou que o Pix é usado por 76,4% dos brasileiros. O dinheiro em espécie aparece em terceiro lugar, utilizado por 69,1% da população. 

                A economia digital da Colômbia cresce a uma taxa média de dois dígitos nos últimos seis anos e a expectativa é que ultrapasse US$ 52 bilhões em 2025, ocupando o terceiro lugar na América Latina, atrás apenas Brasil e do México, segundo dados da Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI) obtidos pela fintech Ebanx. 

                Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil: o que falta para o Senado aprovar e como ficam os dividendos

                6 de Outubro de 2025, 17:35

                A proposta que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês está pronta para ser votada no Senado Federal. O texto, aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados, altera as faixas de tributação e inclui novas regras sobre lucros, dividendos e imposto mínimo para altas rendas.

                O projeto prevê que a nova faixa de isenção entre em vigor a partir de 2026, beneficiando cerca de 16 milhões de brasileiros. A medida corrige parte da defasagem acumulada da tabela do IR.

                Para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 25,4 bilhões anuais, o texto inclui a tributação de dividendos. O imposto será de 10% sobre lucros e dividendos pagos a pessoas físicas que recebam mais de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano. Dividendos abaixo desse valor continuam isentos.

                Imposto mínimo

                O projeto cria um “imposto mínimo” para contribuintes de alta renda, que incidirá sobre pessoas físicas com rendimentos anuais acima de R$ 600 mil, considerando salários, lucros, dividendos, aluguéis e outras fontes de renda, com algumas exceções previstas em lei, como certos ganhos de capital. A alíquota do imposto mínimo é progressiva, começando acima de R$ 600 mil e atingindo 10% para rendimentos anuais superiores a R$ 1,2 milhão.

                Além disso, dividendos pagos por pessoa jurídica a pessoas físicas acima de R$ 50 mil por mês terão retenção de 10% na fonte, sem possibilidade de deduções sobre esse valor. O mecanismo garante que grandes contribuintes paguem ao menos esse percentual de imposto, mesmo após abatimentos e deduções legais.

                A proposta ainda mantém as alíquotas progressivas já conhecidas (de 7,5% a 27,5%) para rendas superiores ao limite de isenção. As faixas intermediárias também serão ajustadas, com desconto gradual conforme o nível de rendimento.

                O texto será analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) antes de ir ao plenário do Senado. A expectativa é que a votação ocorra até o início de novembro. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial e poderá valer já no exercício de 2026, com impacto na declaração de 2027.

                Entre os pontos em análise estão as formas de compensar perdas para estados e municípios, que recebem parte da arrecadação do Imposto de Renda. Também pode haver ajustes nos limites de isenção e no período de transição da nova tributação sobre dividendos.

                Se mantido o cronograma, a isenção do IR até R$ 5 mil entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026, com as novas regras sendo aplicadas na declaração entregue em 2027.

                Tributação de dividendos: o que muda

                Atualmente, dividendos e lucros distribuídos por empresas são isentos de IR, mas o projeto muda essa regra:

                • Dividendos acima de R$ 50 mil mensais (R$ 600 mil anuais) terão retenção de 10% na fonte;
                • Dividendos abaixo desse valor permanecem isentos, mas podem compor o cálculo do imposto mínimo.

                A proposta visa aumentar a arrecadação entre as rendas mais altas, sem afetar pequenos investidores e empreendedores individuais.

                O tema, porém, gera forte resistência no Senado, onde representantes do setor produtivo e financeiro pedem transição mais gradual e faixas de isenção maiores para evitar desestímulo ao investimento.

                Quando a isenção do IR pode entrar em vigor?

                No quadro abaixo, confira as etapas, prazo estimado e situação da proposta que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

                EtapaPrazo estimadoSituação
                Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)Outubro de 2025Em análise
                Votação no plenário do SenadoInício de novembro de 2025Prevista
                Sanção presidencialNovembro de 2025Pode incluir vetos
                Entrada em vigor1º de janeiro de 2026Aplicação na declaração de 2027

                Perguntas e respostas sobre a isenção do IR até R$ 5 mil e dividendos

                A seguir, tire algumas dúvidas sobre a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e dividendos.

                Quem será beneficiado pela nova faixa de isenção?

                Trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil deixarão de pagar Imposto de Renda, o que deve beneficiar cerca de 16 milhões de contribuintes em todo o país.

                Quando a nova regra começa a valer?

                Se aprovada pelo Senado e sancionada ainda em 2025, a isenção passará a valer a partir de janeiro de 2026, impactando a declaração de 2027.

                Como ficam os dividendos?

                Os dividendos acima de R$ 50 mil por mês deverão pagar 10% de imposto na fonte. Dividendos menores continuam isentos, mas entram na base do imposto mínimo para rendas altas.

                O que é o imposto mínimo?

                É uma alíquota obrigatória para contribuintes com renda mensal acima de R$ 50 mil, impedindo o uso de brechas fiscais para reduzir o IR abaixo de 10%. A alíquota é progressiva, atingindo 10% para rendimentos anuais acima de R$ 1,2 milhão.

                O Senado pode mudar o texto do projeto?

                Sim. Senadores podem alterar alíquotas, limites ou prazos, o que exigiria nova votação na Câmara antes da sanção presidencial. Nos bastidores, entretanto, a tendência é que o Senado faça apenas ajustes técnicos, como o detalhamento das faixas intermediárias de renda e a definição das compensações fiscais para estados e municípios, que recebem parte da arrecadação do IR. Alterações mais amplas, como elevar o teto de isenção acima de R$ 5 mil ou adiar a entrada em vigor do imposto sobre dividendos, são consideradas menos prováveis neste momento, mas não estão descartadas.

                Visa testa uso de stablecoins para pagamentos no exterior

                30 de Setembro de 2025, 11:20

                A Visa vai testar um programa piloto que dá às instituições financeiras, bancos e provedores de remessas a opção de usar stablecoins. A ideia é tornar os pagamentos internacionais mais rápidos, sem que os usuários tenham que reter dinheiro por longos períodos.

                A Visa Direct, plataforma em tempo real da rede de pagamentos, utilizará stablecoins lastreadas em dólar americano (USC) e euro (EURC) do Circle Internet Group para o projeto piloto. O representante da Circle não respondeu a um pedido de comentário.

                O programa da Visa tem o potencial de eliminar o pior cenário para os clientes: uma conta subfinanciada causando atrasos no serviço para seus clientes finais.

                Hoje, uma empresa de remessas precisa manter contas pré-financiadas em cada um dos mercados em que opera, em preparação para as solicitações de saque dos clientes.

                Se a empresa receber mais solicitações do que o esperado e não conseguir financiar todas elas, corre o risco de interrupções no serviço. Se isso ocorrer quando os sistemas de pagamento tradicionais não estiverem funcionando, como nos fins de semana, pode haver atrasos de vários dias para os consumidores que utilizam o serviço, de acordo com Mark Nelsen, chefe de produto para soluções comerciais e de movimentação de dinheiro da Visa.

                “Estamos oferecendo a capacidade imediata de transferir dinheiro para as contas em tempo real”, disse Nelsen. “É um uso mais eficiente do capital, permitindo que você o aplique conforme necessário, em vez de ter que aplicar o equivalente a dois ou três dias de dinheiro de uma só vez.”

                Visa Direct ajuda os clientes a enviar dinheiro para cerca de 11 bilhões de cartões Visa, contas bancárias e carteiras digitais atualmente conectados à plataforma em 195 países.

                O serviço opera nos bastidores, apoiando operações globais para empresas, fintechs e empresas de criptomoedas que desejam alavancar suas conexões com sistemas de pagamento nacionais em todo o mundo.

                O suporte adicional para stablecoins significa que os clientes agora podem financiar sua rede de contas globais em tempo real e evitar os atrasos fora do horário comercial associados aos sistemas de pagamento existentes, disse Nelsen.

                Os pagamentos transfronteiriços são um dos mais populares casos de uso para stablecoins, que a Visa vem integrando à sua rede desde pelo menos 2021. As moedas são ativos digitais atrelados a moedas fiduciárias como o dólar e frequentemente lastreadas por reservas mantidas em dinheiro e títulos do Tesouro americano de curto prazo.

                Os tokens têm sido apresentados como uma alternativa aos sistemas de pagamento tradicionais e até mesmo como uma ferramenta potencial para eliminar redes de cartões como Visa e Mastercard, que definem taxas de processamento que frequentemente geram reclamações dos comerciantes. Ambas as redes têm se movido rapidamente para adotar a tecnologia e posicionar os tokens como um complemento aos sistemas existentes, em vez de uma ameaça.

                Stablecoin da Visa

                A Visa já liquidou mais de US$ 225 milhões em volume de stablecoins em sua rede, uma fração crescente, porém pequena, do volume total de pagamentos e dinheiro da rede, de US$ 16 trilhões, no ano fiscal de 2024.

                Outros casos de uso do Visa Direct incluem o pagamento de trabalhadores autônomos globalmente ou a permissão para que corretoras de criptomoedas ofereçam uma opção de saque instantâneo para os clientes.

                O serviço é um pilar da estratégia da Visa para ir além de seu negócio de cartões, que facilita pagamentos ao consumidor, e capturar fluxos de caixa como pagamentos entre empresas. No entanto, a empresa enfrenta forte concorrência pelos lucrativos pagamentos comerciais de bancos, como JPMorgan Chase &, que estão desenvolvendo seus próprios produtos baseados em blockchain para oferecer opções mais rápidas para clientes empresariais.

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