Margareth Menezes receberá título doutora honoris causa da Universidade Federal do Ceará


O Dia de São João, a mais tradicional das festas juninas, é 24 de junho, quarta-feira. E em 2026 a data tem um ingrediente a mais para animar as quadrilhas, fogueiras e festas: a festa de São João 2026 é dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo.
Sim, em 2026, o Dia de São João coincide exatamente com o terceiro compromisso da Seleção Brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo. Mesmo sendo dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo, o Dia de São João não é feriado nacional, mas várias cidades e estados, principalmente no nordeste, consideram a data como feriado local. Confira em TVT News onde o Dia de São João é feriado e onde assitir ao jogo Brasil x Escócia.
Mesmo sendo dia de jogo do Brasil, o Dia de São João (24 de junho) não é um feriado nacional no Brasil, mas garante folga em diversas cidades e estados por meio de leis locais. A data é feriado principalmente na região Nordeste e em municípios que têm São João Batista como padroeiro.
Veja como a folga funciona pelo país:
Em dois estados brasileiros, a data é um feriado estadual, o que significa que todas as cidades desses estados têm folga oficial:
Pelo menos cinco capitais do Nordeste decretam feriado no dia 24 de junho:
Municípios que são grandes epicentros das festas juninas também costumam parar as atividades. Alguns exemplos famosos incluem:
Nas demais regiões do país, o feriado costuma ocorrer estritamente em cidades onde São João Batista é o padroeiro local. Alguns exemplos são:
Importante: Nas cidades onde não há lei estabelecendo o feriado, prefeituras e governos estaduais podem decretar ponto facultativo. Quando isso acontece, a folga é garantida apenas para os servidores públicos. No setor privado, a decisão de liberar ou não os funcionários cabe exclusivamente ao empregador, sem obrigação de pagamento em dobro em caso de trabalho.
A partida entre Brasil e Escócia ocorre nesta quarta-feira, dia 24 de junho, no Estádio de Miami, na Flórida, Estados Unidos.
O confronto é válido pela terceira rodada do Grupo C do Mundial e está agendado para começar às 19h (horário de Brasília). Por se tratar do encerramento da primeira etapa da competição, o resultado define os caminhos e os cruzamentos da equipe brasileira nas fases eliminatórias subsequentes.

O dia 24 de junho foi escolhido por marcar, segundo a tradição cristã, o nascimento de João Batista. Ao contrário de outros santos, cuja data comemorativa coincide com a morte, São João é celebrado por seu nascimento. Por isso, nas bandeiras de festas juninas, a figura que aparece de São João é a de um menino.
João Batista é figura central no Novo Testamento por ter batizado Jesus Cristo e anunciado a chegada do Messias. O culto a João Batista acontece desde os primeiros séculos da era cristã.
A data de 24 de junho coincide com o solstício de junho, período em que antigas culturas acendiam fogueiras para afastar maus espíritos e celebrar a colheita.

Originalmente, povos do continente europeu realizavam festividades em meados de junho para marcar a chegada do solstício de verão no hemisfério norte.
Esses rituais estavam profundamente conectados com a agricultura, representando o período de colheitas e pedidos de fertilidade para a terra, elementos fundamentais para a sobrevivência dos trabalhadores camponeses da época.
Com a expansão do cristianismo durante a Idade Média, a Igreja Católica operou um processo de apropriação dessas manifestações camponesas. A Igreja buscou sobrepor as comemorações agrícolas à narrativa dos santos bíblicos.
Segundo a tradição cristã baseada nos relatos do Evangelho, João Batista nasceu exatamente seis meses antes de Jesus Cristo. Como o Natal ficou estabelecido em dezembro, o nascimento de João foi fixado em junho.
Ao chegar ao Brasil por meio da colonização portuguesa, essa data absorveu novas influências das culturas indígena e africana, transformando-se em uma síntese da diversidade que caracteriza a cultura popular do nosso país, com forte apelo econômico e social por todo o Brasil

A data de 24 de junho refere-se a São João Batista, e não a São João Evangelista. Embora os dois sejam figuras importantes do cristianismo e compartilhem o mesmo nome, têm biografias e papéis diferentes. João Batista foi o profeta que antecedeu Jesus, enquanto João Evangelista é um dos apóstolos e autor de um dos evangelhos canônicos. A festa junina homenageia o primeiro.

A fogueira é um dos símbolos mais marcantes das festas juninas. Sua origem remete à tradição bíblica de Isabel, mãe de João Batista, que teria acendido uma fogueira para avisar Maria sobre o nascimento de seu filho.
Com o tempo, o gesto tornou-se ritual, sendo incorporado às celebrações cristãs e populares, com diferentes significados conforme a região do país.
A tradição também tem sincretismo com as tradições pagãs: 24 de junho coincide com o solstício de junho, quando culturas antigas da Europa acendiam fogueiras para afastar maus espíritos e celebrar o período da colheita.
As festas juninas são assim chamadas porque junho concentra a celebração de três santos populares: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29). Dentre eles, São João é o que mais mobiliza festas, por isso o termo “festa de São João” se tornou sinônimo de festa junina. A data coincide com o solstício de inverno e festividades agrícolas de origem europeia, adaptadas ao Brasil.
Se você quiser assistir as festas do Dia de São João, a TVT e a EBC transmitem as festas juninas do Nordeste.
A TVT vai exibir o São João da Bahia em parceria com a TVE Bahia.
Você pode assistir à programação da TVT pelos seguintes canais e plataformas:
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Junho chegou e com ele trouxe bandeirinhas, forró, quentão e uma longa programação de festas juninas espalhadas por São Paulo e região metropolitana. Entre grandes eventos gratuitos em parques e centros culturais até quermesses tradicionais organizadas por paróquias, os arraiás vão movimentar diferentes bairros da capital e cidades do ABC Paulista ao longo das próximas semanas. Veja os detalhes na TVT News.
Entre os destaques está o São João promovido no Parque Villa-Lobos, na Zona Oeste da capital. O evento recria o clima das vilas nordestinas com fogueira cenográfica, casinhas decoradas e apresentações culturais. A programação acontece nos finais de semana até 21 de junho, sempre a partir das 10h, com entrada gratuita mediante retirada antecipada de ingressos pela Sympla.
Outro tradicional ponto de encontro junino é o Memorial da América Latina, na Barra Funda. A festa reúne mais de 80 barracas gastronômicas com pratos típicos à base de milho, apresentações de quadrilhas e shows de forró e sertanejo. O festival principal ocorre nos dias 20 e 21 de junho, mas o espaço também receberá uma segunda etapa do arraial em julho.
O CTN – Centro de Tradições Nordestinas promove uma das maiores festas juninas da cidade. O “São João de Nóis Tudim” comemora 10 anos em 2026 com mais de 350 horas de programação cultural, quadrilhas, parque de diversões e restaurantes com culinária típica dos nove estados nordestinos.
O arraial acontece entre 29 de maio e 26 de julho, sempre às sextas, sábados e domingos. A entrada é gratuita, mas comidas, bebidas e brinquedos são cobrados à parte.
Já em Pinheiros, o Largo da Batata recebe o “Arraial do Largo da Batata” nos dias 6 e 7 de junho. O evento reúne shows de forró, apresentações de quadrilhas e barracas de comidas típicas com preços populares. A programação é gratuita e pet-friendly.
No circuito cultural da cidade, a Pina Contemporânea recebe a terceira edição da “Pina Junina”, com apresentações musicais, bingo cultural e espetáculo do Balé Popular Cordão da Terra. O evento ocorre no dia 6 de junho, das 12h às 18h, com entrada gratuita.
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As tradicionais festas organizadas por igrejas também seguem como parte importante do calendário junino paulistano. No Brás, a Paróquia São Vito Mártir realiza a 108ª Festa de São Vito, conhecida pela forte influência italiana e pelas receitas típicas preparadas pelas “Mammas”. O evento acontece aos sábados e domingos até 12 de julho.
Na região central, a Paróquia Nossa Senhora da Consolação promove sua tradicional festa junina ao lado da Praça Roosevelt, com brincadeiras, pescaria, comidas típicas e shows ao vivo em diversos finais de semana de junho.
No Tatuapé, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição transforma a Praça Silvio Romero em um grande arraial familiar, com música ao vivo e barracas tradicionais. A programação segue até 29 de junho.
Na região metropolitana, Santo André recebe o “Arraiá Rock” no Largo dos Padeiros, em Paranapiacaba. O evento mistura tradição junina com apresentações de bandas de rock e decoração temática inspirada na Copa do Mundo de 2026. A festa ocorre nos finais de semana de 6, 7, 13 e 14 de junho, com entrada gratuita.
Em São Bernardo do Campo, a tradicional Quermesse do Rudge Ramos ocupa a Praça São João Batista até 19 de julho. Considerada uma das mais populares do ABC Paulista, a festa reúne barracas de comidas típicas, bingo beneficente e atrações voltadas para famílias de toda a região.
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Entre redes de pesca, artesanato, memória ancestral e resistência feminina, três mulheres caiçaras do Litoral Norte de São Paulo ganham as telas no curta-documentário Mulheres do Saber, iniciativa audiovisual da NIX Diversidade e Economia Social disponível gratuitamente no YouTube. Saiba mais na TVT News.
O filme mergulha nas histórias de mulheres integrantes do coletivo Mulheres do Saber, grupo formado por caiçaras que transformam cultura popular, saberes tradicionais e economia criativa em instrumentos de autonomia financeira, fortalecimento comunitário e preservação do patrimônio imaterial brasileiro.
Com duração entre 12 e 15 minutos, o documentário foi gravado em São Sebastião, no litoral paulista, e apresenta relatos sobre resistência cultural, transmissão de conhecimentos entre gerações e o protagonismo feminino dentro das comunidades tradicionais caiçaras.
Mais do que um registro audiovisual, o projeto surge como uma ação de valorização da cultura caiçara, utilizando o cinema como ferramenta de documentação, reconhecimento e preservação de histórias que muitas vezes permanecem invisibilizadas.
A produção acompanha o cotidiano das protagonistas, suas práticas culturais, a relação com o território e o papel das mulheres na manutenção de tradições ligadas ao artesanato, à cultura popular e à identidade caiçara.
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Segundo a organização responsável pelo projeto, o objetivo é ampliar a visibilidade dessas mulheres e fortalecer a conexão entre cultura tradicional, geração de renda e economia criativa.
“Dar visibilidade ao protagonismo feminino nas comunidades tradicionais é também preservar a memória e a identidade da cultura caiçara. O cinema nos permite eternizar não apenas o artesanato, mas os gestos, as vozes e as histórias de mulheres como Dona Lola, Noemi e Veneranda, guardiãs de saberes que atravessam gerações”, destaca a diretora Maria Alice Campos.
Com trajetória ligada ao audiovisual, à comunicação comunitária e a projetos culturais de intercâmbio entre Brasil e Portugal, Maria Alice Campos já atuou em iniciativas como o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, o projeto Brasil 4D, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e produções voltadas à cultura popular, diversidade e memória social.
O documentário também evidencia como essas mulheres sustentam não apenas suas famílias, mas a memória coletiva de seus territórios, mantendo vivos saberes ancestrais por meio da arte, da oralidade e da resistência cotidiana.
Além das protagonistas, o projeto impacta diretamente cerca de 30 mulheres integrantes do coletivo Mulheres do Saber e amplia o acesso às histórias e aos saberes das comunidades tradicionais caiçaras por meio da difusão digital e de recursos de acessibilidade.
O projeto está inserido nos segmentos de audiovisual, cultura popular, povos tradicionais, economia criativa e ações multidisciplinares.
Maria Alice Campos atua nas áreas de audiovisual, comunicação e projetos culturais, com trabalhos voltados à cultura popular, diversidade, memória social e comunicação comunitária. Participou de produções audiovisuais e iniciativas culturais no Brasil e em Portugal, incluindo o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, projetos da EBC no programa Brasil 4D e ações de intercâmbio cultural ligadas ao audiovisual lusófono. Entre os reconhecimentos recebidos ao longo da carreira estão o Prêmio FRIDA, na América Latina, pelo projeto Brasil 4D, e o Prêmio Capoeira Viva, pelo documentário Eu, Capoeira.
Documentário Mulheres do Saber
Direção: Maria Alice Campos
Assista gratuitamente no YouTube
Com Assessoria de Imprensa
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O governo Lula lança oficialmente neste sábado (30) a Tela Brasil, a nova plataforma pública de streaming voltada exclusivamente para produções audiovisuais nacionais. A estreia acontece durante o evento Rio2C, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, e oferece acesso gratuito, sem anúncios e sem cobrança de assinatura para assistir filmes, séries e documentários nacionais. Saiba mais na TVT News.
Descrita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a “Netflix brasileira”, a plataforma foi criada pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv), com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, ampliar a circulação do cinema nacional e fortalecer o mercado audiovisual brasileiro.
O catálogo inicial reúne mais de 500 obras, entre longas, curtas, médias-metragens, documentários e séries. Entre os títulos disponíveis estão clássicos do cinema brasileiro, como Deus e o Diabo na Terra do Sol, Xica da Silva e A Hora da Estrela, além de sucessos contemporâneos como Carandiru, Olga e produções indicadas ao Oscar, como O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?. O acervo também inclui produções independentes que circularam apenas em festivais e mostras culturais, ampliando o acesso do público a obras pouco conhecidas do grande circuito comercial e fortalecendo a diversidade regional e temática do audiovisual brasileiro.
As produções disponíveis na plataforma fazem parte de acervos da Cinemateca Brasileira, do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), da Funarte, da Fundação Palmares e também de obras financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Um dos principais diferenciais da Tela Brasil é o fato de a plataforma ter sido desenvolvida integralmente por uma instituição pública. A tecnologia foi criada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), por meio do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), sem participação de empresas privadas.
Segundo o governo federal, cerca de 80 profissionais, entre pesquisadores, técnicos e estudantes de diferentes regiões do país, participaram do desenvolvimento do sistema, que segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A plataforma não fará rastreamento comportamental dos usuários para fins comerciais e também não exibirá publicidade.
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O acesso à Tela Brasil será feito exclusivamente por meio da conta gov.br. Neste primeiro momento, o serviço estará disponível apenas na versão web, mas aplicativos para Android e iOS devem ser lançados nas próximas semanas.
O governo também confirmou compatibilidade futura com Smart TVs, Chromecast e Apple TV.
A diretora de Preservação e Difusão Audiovisual do MinC, Daniela Fernandes, afirmou que a plataforma foi pensada para ampliar o contato da população com o cinema brasileiro.
“A Tela Brasil foi pensada prioritariamente como uma política de formação de público para o cinema brasileiro. A gente escolhe aquilo que conhece, então disponibilizar filmes brasileiros nas diferentes janelas também fortalece o mercado”, declarou.
A Tela Brasil também aposta em recursos de acessibilidade. Mais de 300 obras já contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução para Libras.
Além disso, a interface foi desenvolvida seguindo as diretrizes internacionais WCAG 2.2 AA, consideradas referência global em acessibilidade digital.
O projeto ainda prevê a criação de perfis específicos para escolas, cineclubes, pontos de cultura e unidades socioeducativas, permitindo sessões coletivas e curadorias pedagógicas.
A expectativa do Ministério da Cultura é que a plataforma continue ampliando o catálogo e desenvolvendo ferramentas para regiões com baixa conectividade à internet, tornando a plataforma Tela Brasil uma política pública permanente de preservação e difusão do audiovisual brasileiro.
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Em meio ao debate sobre jornada de trabalho, descanso e qualidade de vida da classe trabalhadora, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, um clássico do cinema nacional surge como recomendação quase obrigatória: Eles Não Usam Black-tie, filme dirigido por Leon Hirszman e lançado em 1981. Baseada na peça homônima escrita por Gianfrancesco Guarnieri em 1958, a obra é uma referência ao retratar os conflitos entre sobrevivência, dignidade e organização da classe trabalhadora brasileira. Veja as relações entre a ficção e a realidade e onde assistir na TVT News.
A relação entre o filme e o debate atual ganha força após a Câmara aprovar, em primeiro turno, a PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece a escala 5×2, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. A proposta foi aprovada por ampla maioria e agora segue para análise do Senado Federal.
O longa é uma forma de contextualizar historicamente as discussões sobre jornadas exaustivas de trabalho e organização coletiva, já que os dilemas vividos pelos personagens da trama se associam diretamente às reivindicações atuais pelo direito ao descanso e à convivência familiar.
Sendo um marco da dramaturgia nacional, Eles Não Usam Black-tie acompanha a rotina de uma família operária da periferia do Rio de Janeiro dividida durante uma greve. O conflito central gira em torno de Otávio, líder sindical experiente, e seu filho Tião, que decide furar a paralisação por medo de perder o emprego e pela necessidade de sustentar a futura família após descobrir que sua companheira está grávida.
Ao abordar temas como desemprego, insegurança financeira e solidariedade entre trabalhadores, o filme ganhou novo significado diante do debate contemporâneo sobre saúde mental, excesso de trabalho e qualidade de vida. Parlamentares que apoiam a PEC do fim da escala 6×1 afirmam que a mudança busca justamente garantir “tempo para viver”, reduzindo impactos psicológicos provocados pela sobrecarga laboral.
A deputada Erika Hilton, uma das principais defensoras da proposta, afirmou durante a tramitação que a discussão não se limita à economia, mas também ao direito de trabalhadores terem tempo para lazer, família e descanso. “Dizem muito sobre como o trabalho dignifica. Mas será mesmo que um trabalho que você não tem tempo de descanso, que um trabalho que você não tem tempo com a sua família, que um trabalho que você recebe uma remuneração que no fim do mês mal dá para pagar suas contas, pode estar atrelado ao debate da dignidade?”, afirmou ela.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como uma “conquista histórica e civilizatória”. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a medida devolve aos trabalhadores “o direito ao convívio com a família, ao descanso e à vida além do trabalho”.
“As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem”, escreveu Lula.
Lançado nos anos finais da ditadura militar, o filme também ficou marcado por retratar o fortalecimento do movimento sindical no ABC Paulista, cenário que posteriormente se tornaria símbolo das mobilizações trabalhistas no país. A produção recebeu reconhecimento internacional, incluindo o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza.
A obra permanece atual por retratar o conflito entre necessidade individual e luta coletiva, tema que voltou ao centro do debate político após a discussão sobre o fim da escala 6×1.
A PEC aprovada pela Câmara prevê implementação gradual da nova jornada. Inicialmente, a carga semanal cairá de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação. Depois de um ano, o limite será reduzido para 40 horas semanais.
Enquanto o debate político continua, Eles Não Usam Black-tie deveria voltar a ocupar espaço no imaginário popular como símbolo das disputas históricas entre capital e trabalho, agora redescoberto por uma nova geração em meio à discussão sobre o direito ao descanso no Brasil.
Assista a Eles Não Usam Black-tie no Prime Video
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, participaram, nesta manhã de quinta-feira (21), da cerimônia da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, no município de Aracruz, no Espírito Santo. ![]()
“A educação nos ensina, mas a cultura nos faz revolucionários”, frisou. Saiba mais na TVT News.
“Como a verdade não falha, a gente nunca foi atrás da lei Daniel Vorcaro para financiar artistas brasileiros”, disse Lula durante evento. Veja o vídeo:
Na ocasião, foram assinados pelo governo federal o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.
Foram assinadas também as portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil.
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“É uma alegria imensa ver de perto a força e a resistência dessa teia tecida a tantas mãos. Essa teia tecida com tanto esmero pelos ancestrais, pelos mestres e pelas mestras da cultura popular que vieram depois, e por todas e todos vocês que acrescentam mais e mais fios a esse novelo de tantas linhas e tantas cores. Uma teia que reverencia o passado, abraça o presente e aponta para o futuro do Brasil que estamos tecendo juntos todos os dias, fio por fio”, disse o presidente, ao auditório lotado do Sesc Formosa.
O local, que tem capacidade para mais de 2 mil pessoas, foi ocupado por representantes das culturas de todas as regiões do país. No palco, junto às autoridades de governo e de entidades culturais, estavam os grupos Guerreiros Tupinikim e Aguidavi do Jeje, que participaram do início da cerimônia com manifestações artísticas.
O hino nacional foi entoado pela cantora Luedji Luna, com acompanhamento instrumental dos grupos.
Além disso, uma apresentação das bandas de congo da região, como as de São Sebastião da Barra do Riacho e São Benedito de Itaparica, antecedeu a cerimônia.
A ministra Margareth Menezes anunciou a instauração do comitê que vai tratar do Plano Nacional de Culturas Indígenas.
“Uma importante entrega que faremos e que está sendo construída coletivamente com as organizações indígenas, a fim de que as políticas culturais alcancem da melhor forma aqueles que mantêm a floresta em pé, que preservam os biomas e que combatem no dia a dia o desastre climático”, anunciou.
Na cerimônia, houve ainda a distribuição de placas de identificação aos pontos de cultura cujos representantes estavam presentes. Posteriormente, as placas serão enviadas a todos os cerca de 16 mil pontos de cultura certificados no país, no contexto da Política Nacional de Cultura Viva.
“Dezesseis mil pontos de cultura espalhados por mais de 2,2 mil municípios, 16 mil pontos de luz pulsando nas periferias, favelas, assentamentos rurais, quilombos e territórios indígenas. São 16 mil pontos de representações culturais que vão da matriz africana ao hip hop e demais expressões contemporâneas”, destacou Lula sobre os pontos de cultura.

Há 22 anos, foi criado o Programa Cultura Viva, com o objetivo de apoiar e fortalecer iniciativas culturais de base comunitária, tornando-se política nacional ao ser instituído por lei em 2014. Os Pontos e Pontões de Cultura, espalhados por todo o país, fazem parte dessa política.
Segundo o governo federal, as ações da atual gestão têm o objetivo de fortalecer as políticas públicas do setor e possibilitar a continuidade das ações culturais desenvolvidas nas comunidades.
“Cada centavo investido na cultura retorna em identidade, autoestima e memória. Retorna também em oportunidade de trabalho e geração de renda. O investimento em cultura movimenta uma indústria potente, estimula a economia, transforma vidas e cidades”, acrescentou Lula.
“Mesmo com a extinção do Ministério da Cultura e o desmonte das políticas culturais no governo passado, os pontos e pontões sempre se mantiveram firmes, ativos e cheios de vida”, lembrou a ministra Margareth Menezes. “A Teia é a materialização e o nosso compromisso com o potencial social e popular como elemento estruturante das nossas políticas públicas e do país que queremos”, acrescentou.
Após um hiato de 12 anos, a Teia Nacional dos Pontos de Cultura foi retomada, reunindo agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos.
Além das apresentações artísticas e vivências culturais, o evento promove fóruns que discutem políticas de cultura, especialmente de base comunitária. A programação, que acontece até 24 de maio, está no site do evento.
O presidente realizou ainda a entrega de 89 unidades do MovCeus, equipamentos culturais itinerantes, adaptados com biblioteca, estúdio audiovisual, recursos tecnológicos, oficinas e cinema ao ar livre, levando infraestrutura cultural a localidades historicamente desassistidas.
O governo federal anunciou também, nessa passagem por Aracruz, a entrega de 12 micro-ônibus do Programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, e 11 vans do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, do Ministério da Saúde.
Por Camila Boehm, repórter da Agência Brasil, enviada a convite do Ministério da Cultura
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O feriado de 1º de maio em São Bernardo do Campo contará com tarifa zero nos ônibus municipais durante todo o dia. A gratuidade, válida para as linhas operadas pela BR7 Mobilidade, visa facilitar o deslocamento da população para as atividades comemorativas e políticas na região. Receba as informações sobre as comemorações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora na TVT News.
O principal ponto de concentração será o Paço Municipal, que recebe a tradicional Festa do Dia do Trabalhador e Trabalhadora, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em conjunto com outras 23 entidades sindicais da região.
A estrutura para o evento já está montada no Paço Municipal para recepcionar o público a partir das 9h. Na edição de 2025, a mobilização reuniu mais de 70 mil pessoas, número que serve de base para o planejamento da segurança e organização deste ano.
Para quem virá da capital, é possível acessar a linha 10-Duquesa que conecta o ABC Paulista pela estação Palmeiras Barra Funda (Linha Vermelha), Luz (Linha Azul/Amarela), Brás (Linha Vermelha) ou Tamanduateí (Linha Verde).
A estação mais próxima ao evento é de Santo André (Celso Daniel). De lá, é possível pegar os ônibus EMTU 287, 286, 238, 196 ou 285. Para esses ônibus o passe-livre não conta. O transporte gratuito será válido apenas para os ônibus municipais.


Sob o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato deste ano une 24 sindicatos do ABC Paulista em torno de reivindicações estruturais para a classe trabalhadora. As entidades priorizam o debate sobre a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a defesa do fim da escala 6×1. Outro ponto central da mobilização é a demanda pela isenção de Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Além das questões econômicas diretas, o movimento sindical incluiu pautas sociais urgentes no manifesto do 1º de maio. Estão entre as bandeiras do evento o combate ao feminicídio e a garantia de igualdade salarial entre homens e mulheres. Wellington Messias Damasceno, diretor administrador dos Metalúrgicos do ABC, afirma que as pautas buscam mais dignidade e a construção de um país mais justo, com direitos garantidos para todos.
A Festa do Dia do Trabalhador mescla as manifestações políticas com uma extensa agenda cultural ao longo de todo o feriado. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC confirmou nomes de destaque no cenário nacional para compor o festival de música no Paço Municipal. Entre as principais atrações estão:
O evento também contará com apresentações de diversos grupos e artistas locais, abrangendo gêneros como samba e piseiro. Estão confirmados o Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro, Grupo SP5, Grupo Razão, Hyaguinho Vaqueiro, Don Ernesto, Samba de Luz e Samba e Amigos.
O acesso à Festa do Dia do Trabalhador será realizado por meio de entrada solidária. A organização solicita que o público contribua com 2 kg de alimentos não perecíveis. Os mantimentos arrecadados serão destinados a ações sociais desenvolvidas na região do ABC.
A prefeitura de São Bernardo do Campo reiterou que a tarifa zero nos coletivos é uma medida para garantir que o trabalhador e a trabalhadora possam participar das atividades culturais e políticas sem o ônus do transporte. A operação gratuita abrange todas as linhas municipais, garantindo a mobilidade urbana desde as primeiras horas da manhã do feriado.
SERVIÇO
Data: 1º de maio
Horário: a partir das 9h
Local: Paço Municipal de São Bernardo do Campo
Entrada: 2 kg de alimentos não perecíveis
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Um curta-metragem nascido fora dos grandes estúdios e viabilizado pela venda de brigadeiros transforma a dura realidade da escala de trabalho 6×1 em um relato comovente. Me desculpa, Nathan, originalmente concebido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ultrapassa o caráter acadêmico como um potente manifesto social dentro do cinema independente. Saiba os detalhes na TVT News.
A obra acompanha a rotina de Thamires, uma jovem mãe solo que enfrenta a exaustão de trabalhar seis dias por semana para garantir a sobrevivência da família. Com apenas um dia livre, insuficiente para suprir as demandas afetivas e domésticas, a personagem simboliza uma realidade comum a milhões de brasileiros. O título do filme, que remete a um pedido de desculpas ao filho, sintetiza o conflito central: a culpa individual diante de uma estrutura que limita o direito ao convívio familiar.
Sem acesso a financiamentos tradicionais, a equipe optou por um modelo de produção baseado no chamado “cinema de guerrilha”. Rifas, contribuições informais e, principalmente, a venda de brigadeiros foram essenciais para tirar o projeto do papel. A estratégia, além de viabilizar o filme, reforçou a própria mensagem da história: a luta cotidiana pela sobrevivência.
A estética da produção acompanha essa proposta. Com fotografia marcada por enquadramentos fechados e iluminação que demonstra o desgaste físico e emocional da protagonista, o filme constrói uma atmosfera de sufocamento. Já a montagem acelera a percepção do tempo, destacando a repetição e o cansaço de uma rotina sem pausas.
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Mais do que uma história individual, Me desculpa, Nathan é um retrato coletivo da precarização do trabalho. A escala 6×1 é apresentada não apenas como uma jornada laboral, mas como um sistema que impacta diretamente os vínculos afetivos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
A recepção calorosa, que reuniu cerca de 100 pessoas em uma única sessão de estreia, mostrou que o filme dialoga com experiências reais e urgentes, que ampliam o debate sobre condições de trabalho no país.
O curta evidencia não só a importância da luta pelo fim da escala 6×1, mas o papel do cinema independente como espaço de resistência e visibilidade. Ao humanizar estatísticas e dar rosto a uma questão estrutural, a produção enfatiza a força narrativa de histórias que nascem à margem da indústria.
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Nesta terça, a TV Globo exibiu a última edição do BBB 2026, coroando, enfim, Ana Paula Renault como a vencedora tão esperada do programa. Durante os dias de confinamento, a mineira defendeu uma série de pautas do campo progressista como o fim da escala 6×1, as cotas raciais como reparação histórica e o programa do governo Lula Minha Casa Minha Vida levando o debate para dentro do reality. Leia em TVT News.
Mesmo evitando abordar candidatos ou partidos por causa das regras do programa, Ana Paula conseguiu mobilizar a disucssão política com temas importantes em conversas com aliados e adversários. Nas suas redes sociais, antes de entrar na casa, a mineira se manifestava com frequência políticamente, expressando ser contrária ao governo Bolsonaro e alinhada a pautas de esquerda.
Um evento em específico ganhou repercussão na internet. Em 2023, Ana Paula gravou um vídeo discutindo com o deputado federal Nikolas Ferreira, que sentava ao seu lado durante voo comercial. Nikolas, naquele mês, havia discursado de peruca no dia internacional da mulher alegando “lugar de fala”. Ana Paula chegou até mesmo a compartilhar um baixo-assinado online pedindo sua cassação por transfobia e falta de decoro parlamentar.
Ontem, em Belo Horizonte, durante a transmissão da TV Globo, vimos que fãs carregavam cartazes com seu nome, mas também havia bandeira vermelha com o nome de Lula.
Os primeiros adversários de Ana Paula no jogo foram pessoas que a perseguiram dentro da casa por conta do seu posicionamento político, como Matheus e Brigido. Matheus, que teve fala racista sobre Tia Milena ter patroa dentro do programa, manifestou seu incômodo sobre a veterana e suas pautas políticas em vários momentos do programa. Em um deles, chegou a reclamar sobre a defesa da escala 5×2.
“E aí isso que me irritou muito (…). Teve um momento que eu tava conversando com ela e eu tava falando sobred a Milena, que eu tenho boa parte da minha família de empregada doméstica, e em vez dela estar normal na conversa ela ficava falando de política: ‘por isso que sou a favor da 5×2, por isso que tem que acabar a 6×1′“, disse Matheus em conversa com a veterana Sol Veiga.
Matheus achou ruim porque Ana Paula defendeu o fim da escala 6X1.
— Rick Azevedo (@rickazzevedo) January 22, 2026
Ele é bancário e certamente trabalha 5X2 e 30h semanais. É muito egoísmo e falta de consciência de classe. #bbb26 pic.twitter.com/basvZCYawJ
A primeira vez que o tema da escala 6×1 no programa foi ainda em janeiro, em uma conversa na beira da piscina com Cowboy, Babu e Tia Milena. Babu estava conversando sobre a abolição da escravidão que ajudou o movimento republicano ganhar força e proclamar a República, já que a monarquia havia perdido credibilidade entre a elite escravocrata. Ana Paula pegou o gancho para falar sobre outras reformas na história do Brasil que a elite empresarial disse que quebraria a economia do país, como o direito à férias, décimo terceiro e agora o fim da jornada 6×1.
Ana Paula e Babu demonstrando conhecimento histórico e consciência de classe:
— Pragmatismo Politico (@Pragmatismo_) January 30, 2026
"Eles diziam que o fim da escravidão iria quebrar o país, assim como falavam que o 13º salário iria quebrar o país, que as férias iriam quebrar o país e que, agora, o fim da escala 6×1 vai quebrar o… pic.twitter.com/aKu8qRN4DT
Em outro momento marcante, Ana Paula e Tia Milena compartilhavam um dos castigos do monstro mais difíceis dessa edição. O desafio era ficar em pé apertando um botão que mantinha uma luz acesa. A luz, no entanto, deveria ficar o tempo todo acesa até que a produção anunciasse o fim do desafio. As duas deveriam revezar durante o castigo, mas ele durou mais de 12 horas.
A situação despertou um debate sobre direitos trabalhistas e jornadas abusivas de trabalho. Milena, que trabalha como recreadora infantil e emprega doméstica, disse que o governo poderia dar dois dias para descanso. Então Ana Paula a lembrou que tem um projeto para ser votado, que é a PEC do fim da Escala 6X1 que, inclusive, será votada nesta quarta (22) na Câmara.
“Tem um projeto sobre isso, da escala“, disse Ana Paula
“Você acha que esses vagabundos vão votar, vão nada. Eles gostam de ter funcionário 24 horas lambendo o rabo deles“, disse Milena
“Por isso que a gente tem que fazer passeata, ir para as ruas e pressionar. Tia Milena, antigamente não tinha férias, não tinha décimo terceiro e toda vez que iam sancionar algum direito para os trabalhadores falava que o Brasil ia quebrar“, disse Ana Paula
Ana Paula defendeu o fim da escala 6×1 pela 4ª vez no BBB. Milena, que votou Bolsonaro em 22, concordou.
— Análise Política (@analise2025) March 28, 2026
No Datafolha, 53% dos eleitores de Bolsonaro querem o fim da escala 6×1.
A agenda trabalhista é uma das principais formas de levar o povo para a esquerda! pic.twitter.com/LXEXBf663o
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os dias 16 e 30 de março, o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) aprovou o Plano de Ação para 2026, que prevê cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos. A decisão foi tomada durante a 78ª e a 79ª reuniões do colegiado, realizadas no Ministério da Cultura (MinC), em Brasília. Leia em TVT News.
Os encontros, presididos pela ministra Margareth Menezes, reuniram gestores públicos e representantes do setor audiovisual para avaliar dados, ouvir demandas e encaminhar propostas que devem orientar o próximo ciclo de políticas para o segmento.
A Agência Nacional do Cinema (Ancine), como secretaria-executiva do FSA, coordenou os trabalhos e apresentou dados do setor por meio do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), que subsidiam a formulação e o aperfeiçoamento das políticas públicas.
As pautas dos encontros incluíram a apresentação dos relatórios de gestão do FSA, o planejamento das políticas de fomento, a aprovação das regras e critérios das chamadas públicas remanescentes do Plano de Ação de 2025, a programação da execução orçamentária e financeira de 2026 e a apresentação de um calendário para o lançamento das novas ações.
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Também foram apresentados documentos estratégicos para o setor, como o Panorama do Ecossistema Audiovisual e os Planos de Ação e Composição Orçamentária da linha dos Arranjos Regionais.
Além disso, foi retomada a linha de investimentos em núcleos criativos, voltados à etapa de desenvolvimento de projetos audiovisuais, como a criação e a estruturação de roteiros e obras.
Conjuntamente, foram aprovadas propostas de novas parcerias com a RioFilme e com o Estado do Rio de Janeiro, além da continuidade de ações emergenciais voltadas ao Rio Grande do Sul.
A reunião contou com a participação de representantes da Casa Civil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do setor audiovisual.
Na abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou o momento vivido pelo setor e a importância da articulação entre governo e sociedade civil. “A gente fica feliz de ver o que está acontecendo no audiovisual. Isso dá mais inspiração para continuar trabalhando e procurando acertar também no que diz respeito ao que cabe ao governo”.
Plano de Ação 2026
O Plano de Ação aprovado prevê cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos, sendo R$ 976 milhões destinados às ações de investimento e R$ 460 milhões a operações de crédito, conforme orçamento aprovado.
Os recursos incluem valores previstos no Plano Anual de Investimentos (PAI) 2026, estimado em cerca de R$ 1,1 bilhão, além de saldos remanescentes de anos anteriores.
Dentro das ações de investimento, os recursos se distribuem entre diferentes linhas, com destaque para o cinema (Prodecine) e para TV e vídeo sob demanda (Prodav), enquanto as linhas de crédito (Proinfra) concentram as operações reembolsáveis.

Plano de Ação 2026
A alocação dos recursos busca impulsionar o desenvolvimento econômico e industrial do setor em todas as regiões do país, ampliar a presença da produção nacional nos diferentes segmentos de mercado e promover a inserção de novos talentos e empreendedores, com atenção à diversidade e à representatividade.
Ao comentar os dados, o diretor-presidente da Ancine, Alex Braga, destacou o papel das informações produzidas pela agência para o setor. Segundo ele, “a Ancine, nos últimos anos, consolidou um modelo de atuação baseado na produção, sistematização e ampla divulgação de dados de mercado do setor audiovisual brasileiro”. Ele acrescentou que o material foi apresentado ao Comitê para, a partir desses diagnósticos, “pensarmos a revisão e o aperfeiçoamento das políticas públicas, estimulando a participação social, críticas e proposições”.
O relatório também aponta que a demanda do setor permanece elevada, com mais de 4 mil projetos avaliados nos editais recentes.
A secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, afirmou que a gestão busca equilibrar diferentes perfis de produção e aprimorar os instrumentos de avaliação. Na ocasião, ressaltou que o Plano de Diretrizes e Metas (PDM) já possui validade administrativa e passará a orientar o Comitê Gestor, com a implementação de uma metodologia de monitoramento baseada em indicadores.
Desafios e perspectivas
Representantes do setor também apontaram desafios relacionados à previsibilidade e à execução das políticas.
Entre os pontos discutidos estão a estruturação de editais e a necessidade de ampliar a distribuição regional dos recursos. Em 2025, o Sudeste concentrou 66,3% dos investimentos, enquanto o Nordeste ficou com 11,5%, o Sul com 11,1%, o Centro-Oeste com 8,5% e o Norte com 2,6%. Para 2026, o plano prevê cotas de até 40% para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os indicadores divulgados pela Ancine reforçam o momento de retomada do setor. O país registra 3.554 salas de cinema em operação, recorde histórico, com 367 filmes brasileiros exibidos em 2025, que somaram 11,12 milhões de espectadores e R$ 214,9 milhões em renda.
Mesmo com a ampliação dos recursos e a diversificação dos instrumentos de financiamento, o cronograma de lançamento das ações para 2026 segue condicionado à disponibilidade financeira e à definição de critérios pelo Comitê Gestor.
Planejamento e linhas de investimentoPlano de linhas e investimentos

Via MinC
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Durante sua participação no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, nesta segunda-feira (16), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, confirmou a existência de vídeos íntimos no celular de Daniel Vorcaro: “Eu tomei conhecimento da existência desses vídeos”, afirmou o parlamentar, referindo-se a registros particulares e de conteúdo íntimo de pessoas que supostamente participaram de festas com Vorcaro, incluindo, segundo ele, “garotas de programa” contratadas para os eventos.
Raquel Landim, do SBT News, questionou o senador sobre a decisão do ministro André Mendonça, que proibiu o acesso à sala cofre onde estão armazenados dados sigilosos de Vorcaro.Viana explicou que essa medida visava impedir o vazamento dos vídeos, algo que poderia prejudicar a investigação e fortalecer a defesa do empresário. “Se esses dados vazam, a defesa de Vorcaro fica muito mais forte”, afirmou o senador, reforçando a gravidade da situação.
Ele ainda ressaltou a importância da preservação das provas, especialmente considerando a envolvência de membros da Justiça no caso, como apontado pelo Supremo Tribunal Federal. “Isso é muito grave”, disse Viana, destacando a necessidade de tomar medidas para proteger a integridade da investigação.
🚨 NO RODA VIVA: Carlos Viana diz que celular de Daniel Vorcaro tem “vários vídeos íntimos”
Durante participação no Roda Viva, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que há “vários vídeos íntimos” entre os arquivos encontrados no celular do… pic.twitter.com/kMR6p4QY3x
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) March 17, 2026
O senador criticou a falta de ação por parte dos parlamentares em relação aos vazamentos de imagens de dentro da sala cofre e afirmou que o Senado tomará as providências necessárias.
Em relação ao conteúdo dos vídeos, o senador esclareceu que, embora o conteúdo íntimo seja claro, isso não está diretamente relacionado à investigação da CPMI. “Isso não tem nada a ver com a investigação, e o vazamento só prejudica a credibilidade do trabalho”, concluiu Viana.
Nos dias 20 e 21 de março de 2026, sexta-feira às 20h e sábado, às 19h, a Cia. Estrela D’Alva de Teatro (@ciaestreladalva) celebra seus 20 anos de trajetória com a estreia de “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”, no Sesc Santo André. Os ingressos custam a partir de R$ 15 e podem ser adquiridos nas bilheterias ou no site do Sesc SP. Todas as sessões contarão com Programa de Previsibilidade para pessoas neurodivergentes e tradução em Libras. Leia em TVT News.
O público terá duas noites para acompanhar a travessia de uma mulher que precisa sair. Sair de casa, sair da moldura, sair da narrativa que lhe foi entregue pronta. A casa já não comporta seu corpo e o que transborda vira pergunta. É assim, como quem anuncia um rito de passagem, que a Cia. Estrela D’Alva de Teatro apresenta “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”.
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A obra nasce da dramaturgia de Lígia Helena de Almeida (@aligia_helena), publicada em 2024 pela Editora Me Parió Revolução. A escrita partiu de uma pesquisa autoetnográfica em que a autora revisita as histórias da bisavó, da avó, da mãe e de si mesma, revelando como aquilo que parece íntimo reverbera como retrato social. Ao costurar memórias familiares, a dramaturga constrói um panorama das experiências femininas atravessadas por colonização, migração, violência, trabalho, maternidade e solidão.
A bisavó indígena, no século XIX, carrega as marcas da colonização. A avó nordestina vive o casamento precoce, a migração e sucessivas violências. A mãe, mulher do século XX, divide-se entre o trabalho e os silenciamentos impostos pela estrutura familiar. Já a moça, uma mulher urbana do século XXI, divorciada, trabalhadora autônoma, tenta interromper o ciclo e encontrar sua própria palavra. No palco, a própria Lígia assume essas camadas: é atriz, narradora, filha e ancestral ao mesmo tempo. A encenação articula teatro, música ao vivo e dramaturgia do corpo para criar uma experiência sensível e política, em que a delicadeza convive com a denúncia e a memória se transforma em gesto.

O processo de criação contou com a consultoria da dramaturga Adélia Nicolete, que acompanhou a relação entre palavra, imagem e cena. A provocação da atuação é assinada por Patrícia Gifford, e a dramaturgia do movimento por Janette Santiago. A música, elemento estruturante do espetáculo, ganha presença viva com Camila Ruiz de Paula (piano e violão), Michelle Lomba (percussões) e participação especial de Vitória Lima (violino), ampliando a tessitura sonora e simbólica da cena.
Antes de ganhar o palco, “Urucum” teve seu lançamento em livro físico, audiobook e integrou uma série de ações formativas realizadas desde 2023, incluindo oficinas gratuitas de escrita voltadas exclusivamente para mulheres em Santo André. Foram encontros de memória e escuta sensível, nos quais outras narrativas femininas puderam emergir. O espetáculo surge como continuidade desse percurso: é o momento em que a palavra impressa se transforma em corpo, som e respiração compartilhada.
Sinopse: A moça precisa sair. A casa, o lar, são caixas em que seu corpo não cabe mais. Ela não encontra palavra para compreender o impulso. A mãe, a avó e a bisavó, cada uma em seu tempo, sua ancestralidade e sua dor, é que mostrarão o caminho para uma mulher em busca de liberdade. Duração: 60 minutos.
Classificação etária: acima de 12 anos
Quando: 20 e 21 de março de 2026 – sexta-feira às 20h, sábado às 19h
Onde: Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André/SP
Capacidade: 100 lugares. Estacionamento: Pago no local. Acessibilidade física: sim
Programa de previsibilidade para pessoas neurodivergentes e tradução em LIBRAS em todas as sessões.
Ingressos: R$50,00 (inteira), R$25,00 (meia), R$15,00 (Credencial Plena). Link: https://www.sescsp.org.br/programacao/urucum-as-arvores-nao-tem-culpa/
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o diretor Kleber Mendonça Filho, o ator Wagner Moura e toda a equipe que participou do longa O Agente Secreto, que concorreu ao Oscar neste domingo (15) nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. O filme encerrou sua participação no evento sem estatuetas.![]()
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Em seu perfil na rede social X, Lula parabenizou ainda o brasileiro Adolpho Veloso, diretor de fotografia do longa Sonhos de Trem, que concorreu ao Oscar na categoria Melhor Fotografia. O drama também não levou a estatueta. “Um enorme orgulho ver mais uma vez nossos artistas na cerimônia do Oscar”, escreveu o presidente.
“Foram cinco indicações ao maior prêmio do cinema mundial, mostrando, mais uma vez, a força do nosso cinema e o talento dos nossos atores, atrizes, diretores e de toda a equipe técnica que faz essa arte acontecer. É o Brasil levando ao mundo a potência da nossa cultura e das nossas histórias.”
“Temos muito orgulho de todos vocês e do nosso cinema”, concluiu o presidente.
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
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Entre os filmes indicados a Melhor Filme na 98ª edição do Oscar, uma grande produção brasileira se destaca: “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho. O longa, que concorre a quatro estatuetas — Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (para Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco —, se tornou o filme mais bem avaliado pela crítica especializada entre os concorrentes. Com uma aprovação de 98% no Rotten Tomatoes, “O Agente Secreto” supera todos os outros indicados na principal categoria do Oscar.
O filme brasileiro, que se passa na cidade de Recife, em 1977, e trata de temas como repressão política, a ditadura militar e o uso da tecnologia como ferramenta de controle, foi amplamente elogiado por sua força emocional. Com a atuação impecável de Wagner Moura, que interpreta um personagem marcado pelos traumas da repressão, o filme tem emocionado e conquistado a crítica especializada. A história explora não apenas os aspectos políticos da época, mas também as relações humanas em tempos de censura e opressão.
O prestigiado crítico britânico Kevin Maher, do “The Times”, foi um dos que deram nota máxima a “O Agente Secreto”. Em sua avaliação, Maher destacou a performance de Wagner Moura, dizendo que ele deveria vencer o Oscar de Melhor Ator. Segundo Maher, “Wagner Moura interpreta um homem destruído pela ditadura brasileira, com uma vulnerabilidade que nos faz torcer para que ele supere Timothée Chalamet e cause uma surpresa na premiação”. Essa opinião só aumenta as expectativas de que o ator brasileiro possa sair vitorioso na cerimônia.

Logo atrás de “O Agente Secreto”, o segundo longa mais bem avaliado entre os indicados a Melhor Filme é “Pecadores”, de Ryan Coogler, com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Coogler, que já conquistou diversos prêmios em sua carreira, traz em “Pecadores” uma narrativa que mistura o sobrenatural com questões sociais, ao abordar o tema do racismo através da história de vampiros em um contexto histórico dos Estados Unidos.
Em seguida, aparece “Valor Sentimental”, do diretor norueguês Joachim Trier, com 96% de aprovação. O filme, que concorre também na categoria de Melhor Filme Internacional, narra as complexas relações familiares e a luta por identidade e pertencimento, conquistando tanto o público quanto os críticos com seu olhar delicado sobre a vida cotidiana.
Outros concorrentes notáveis na disputa por Melhor Filme são “Uma Batalha Após a Outra” (94%), de Paul Thomas Anderson, e “Sonhos de Trem” (94%), que tem o brasileiro Adolpho Veloso como diretor de fotografia. Ambos os filmes são altamente elogiados pela crítica, sendo “Uma Batalha Após a Outra” um épico de proporções grandiosas e “Sonhos de Trem” um drama psicológico e poético que também chamou a atenção em festivais internacionais.
“Marty Supreme”, com 93% de aprovação, traz Timothée Chalamet no papel principal e é considerado um forte concorrente na categoria. Já “Bugonia”, de Yorgos Lanthimos, que rendeu à atriz Emma Stone uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, tem 87% de aprovação, mas ainda assim se destaca entre os favoritos.
Com o apoio da crítica e o reconhecimento mundial, “O Agente Secreto” está se posicionando como um dos grandes favoritos para a premiação deste ano. O filme, além de suas questões políticas, também é uma grande celebração da narrativa cinematográfica e das possibilidades de representar o Brasil de maneira profunda e significativa no cinema global.
Em meio à corrida acirrada, o filme brasileiro mantém seu lugar de destaque, e a cerimônia do Oscar 2026 promete ser um marco para o cinema nacional. Ganhe ou perca, “O Agente Secreto” já fez história.
Hoje é dia de Copa do Mundo no Brasil. A torcida brasileira estará diante da televisão para torcer pelos representantes brasileiros no Oscar 2026. Confira os vencedores do Oscar 2026 com a TVT News.
Para assistir ao Oscar 2026, as opções incluem a TV Globo (TV aberta), Globoplay (streaming gratuito), canal TNT (TV paga) e HBO Max (streaming).
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O cinema brasileiro chega ao Oscar 2026 em um de seus momentos mais importantes. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou quatro indicações, igualando o recorde nacional alcançado por Cidade de Deus.
O longa concorre nas seguintes categorias:
A indicação de Moura é histórica: ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator. Na disputa, o ator enfrenta nomes de peso como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio e Michael B. Jordan.
Entre os dez concorrentes ao prêmio principal da Academia Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, organizadora da premiação, é também o longa de menor orçamento, um detalhe que torna sua trajetória ainda mais simbólica.
Além disso, o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso também recebeu uma indicação por seu trabalho no filme Sonhos de Trem.

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O Oscar 2026 será realizado neste domingo, 15 de março, em Los Angeles. A cerimônia acontece no Dolby Theatre a partir das 20h, horário de Brasília. O evento marca a 98ª edição da maior premiação do cinema mundial.
O Brasil chega com grandes expectativas para a noite. Após o feito de “Ainda Estou Aqui” em 2025, o país agora celebra cinco indicações. “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, concorre em quatro categorias principais.
Wagner Moura disputa o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho no longa. O filme também concorre a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco. Além disso, Adolpho Veloso representa o Brasil em Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.
A imprensa internacional mostra opiniões divididas sobre as chances brasileiras. Alguns veículos acreditam em vitórias em Melhor Ator e Filme Internacional. Outros, porém, preveem que “O Agente Secreto” pode sair sem estatuetas. O filme igualou o recorde nacional de “Cidade de Deus” em número de indicações.
A Academia reserva os prêmios mais prestigiados para o final da cerimônia. A sequência provável começa com Melhor Ator Coadjuvante e categorias técnicas como animação e figurino. Perto do encerramento, o público confere Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Atriz e, por fim, Melhor Filme. A nova categoria de Melhor Elenco também será entregue durante a noite.
Os interessados podem acompanhar a premiação por diferentes plataformas. A TV Globo transmite ao vivo a partir das 21h, após o Fantástico; O sinal da Globo também estará disponível no Globoplay para os assinantes.
No streaming, a TNT e a HBO Max oferecem cobertura completa. A transmissão começa às 18h30 com um pré-show direto do tapete vermelho. O comediante Conan O’Brien apresenta a cerimônia pelo segundo ano consecutivo.
“Pecadores” lidera as indicações com 16 nomeações e surge como favorito da noite. “Uma Batalha Após a Outra” aparece na sequência com 13 indicações. Outros títulos como “Frankenstein” e “Hamnet” também prometem disputas acirradas em diversas categorias.
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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou em 22 de janeiro os indicados à 98ª edição do Oscar, a principal premiação do cinema mundial. A edição deste ano é marcada pela disputa de poucas produções nas principais categorias e por um momento histórico para o cinema brasileiro, que volta a disputar as estatuetas mais importantes. Saiba os detalhes na TVT News.
A cerimônia está marcada para o próximo domingo, 15 de março, no tradicional Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação do comediante Conan O’Brien.
O grande destaque da premiação é o filme Pecadores, dirigido por Ryan Coogler. A produção recebeu 16 indicações, estabelecendo um novo recorde na história do Oscar e superando marcas anteriores de clássicos como Titanic, All About Eve e La La Land, que tinham 14 nomeações cada.
Logo atrás aparece Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson, com 13 indicações. A produção é considerada a principal rival de Pecadores nas categorias principais.
Outros filmes que se destacam na lista são:

O cinema brasileiro chega ao Oscar 2026 em um de seus momentos mais importantes. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou quatro indicações, igualando o recorde nacional alcançado por Cidade de Deus.
O longa concorre nas seguintes categorias:
A indicação de Moura é histórica: ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator. Na disputa, o ator enfrenta nomes de peso como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio e Michael B. Jordan.
Além disso, o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso também recebeu uma indicação por seu trabalho no filme Sonhos de Trem.
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A edição de 2026 também pode trazer um feito raro para o Brasil. Após a vitória de Ainda Estou Aqui em 2025 na categoria de Filme Internacional, o país tenta conquistar o prêmio por dois anos consecutivos, algo alcançado apenas por cinco países na história da premiação, sendo nenhum latino-americano: Itália, França, Suécia, Dinamarca e Japão.
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A Copa do Mundo começou mais cedo no Brasil. Domingo, 15 de março, a torcida brasileira estará diante da televisão para torcer pelos representantes brasileiros no Oscar 2026. Confira onde assistir ao Oscar com a TVT News.
Para assistir ao Oscar 2026, as opções incluem a TV Globo (TV aberta), Globoplay (streaming gratuito), canal TNT (TV paga) e HBO Max (streaming).
A cobertura do tapete vermelho começa mais cedo, por volta das 18h30.
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Neste final de semana, o Brasil vive novamente um fenômeno curioso e raro no audiovisual: um clima de torcida coletiva.
Como em final de Copa do Mundo, bares, cinemas e cineclubes em várias cidades do país estão organizando transmissões da premiação, bolões, quizzes e sessões especiais para acompanhar a 98ª edição da maior noite do cinema mundial neste domingo (15).![]()
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Se Hollywood trata o Oscar como uma sofisticada engrenagem de campanhas e estratégias de estúdio, no Brasil ele ganhou novos contornos. Há memes nas redes sociais, correntes de torcida e uma mobilização espontânea de cinéfilos que lembra muito o que aconteceu no ano passado com “Ainda Estou Aqui”, que recebeu o Oscar na categoria de melhor filme internacional.
Agora, o centro dessa expectativa é “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que chega a 2026 com indicações de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator para Wagner Moura.
Os números ajudam a explicar o entusiasmo. Mesmo competindo com superproduções de Hollywood, o filme brasileiro, segundo dados da FILME B, portal sobre o mercado de cinema no Brasil, lidera a bilheteria entre os indicados ao Oscar, com 2.464.071 ingressos vendidos e mais de R$ 50 milhões arrecadados.
Entre os dez concorrentes ao prêmio principal da Academia Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, organizadora da premiação, é também o longa de menor orçamento, um detalhe que torna sua trajetória ainda mais simbólica.
O cinema brasileiro chega ao Oscar 2026 em um de seus momentos mais importantes. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou quatro indicações, igualando o recorde nacional alcançado por Cidade de Deus.
O longa concorre nas seguintes categorias:
A indicação de Moura é histórica: ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator. Na disputa, o ator enfrenta nomes de peso como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio e Michael B. Jordan.
Além disso, o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso também recebeu uma indicação por seu trabalho no filme Sonhos de Trem.
Torcida nos bares e cinemas pelo Brasil no Oscar
Em várias cidades brasileiras, a premiação será acompanhada coletivamente, um fenômeno que vem crescendo nos últimos anos.
No Rio de Janeiro, o produtor e exibidor Cavi Borges, do Grupo Estação e da Cavideo, prepara novamente uma grande festa para a transmissão.
O evento começou há mais de duas décadas de forma quase improvisada:
“Eu faço essa transmissão ao vivo do Oscar há 25 anos. Começou lá na Cobal do Mytown, quando a Cavideo estava nascendo. Era uma reunião pequena, cinéfila mesmo.”
Nos últimos anos, porém, o evento ganhou proporções inesperadas.
“No ano passado, foi o ápice: quase duas mil pessoas. Cinco salas lotadas e um telão no saguão. Quando o Brasil ganhou o Oscar, o cinema tremeu. Foi histórico.”
Para 2026, a expectativa é ainda maior. O evento terá bolão de apostas, quiz cinéfilo, concurso de sósias de Wagner Moura e transmissão simultânea em salas do Estação Net Rio e do Estação Net Botafogo.
Mais do que festa, Borges vê nisso um efeito direto do momento que o cinema brasileiro atravessa.
“Muita gente que não frequentava cinema de arte começou a aparecer. Pessoas que iam ao shopping ver blockbuster foram à Estação para ver Ainda Estou Aqui ou O Agente Secreto. E quando chegam lá descobrem um monte de outros filmes.”
Segundo ele, esse movimento ajuda a revelar algo curioso:
“O Brasil produz cerca de 300 filmes por ano, mas o grande público conhece quatro ou cinco. Quando as pessoas entram na sala de cinema por causa de um filme brasileiro que virou fenômeno, elas descobrem que existe muito mais.”

Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, O Agente Secreto tornou-se um caso raro: um filme autoral que conseguiu dialogar com o público sem abrir mão de sua identidade estética.
O longa já ultrapassou 2,4 milhões de espectadores, tornando-se o filme mais visto no Brasil entre todos os indicados ao Oscar deste ano.
Nas redes sociais, Kleber tem demonstrado uma mistura de celebração e responsabilidade diante da mobilização nacional.
O diretor agradeceu recentemente a “energia incrível” do público brasileiro e destacou algo que considera essencial para o sucesso do filme: as políticas públicas de incentivo ao audiovisual. Para ele, o reconhecimento internacional também tem um significado cultural mais amplo.
O cineasta afirma que a presença do filme no Oscar representa uma forma de “soft power brasileiro” — a capacidade de o país projetar sua cultura e sua identidade no palco global. Ao mesmo tempo, Kleber reconhece a pressão e já comentou sentir “medo de decepcionar” diante da enorme expectativa criada no Brasil.
Entre todas as categorias, especialistas apontam uma em que o Brasil aparece particularmente forte. A nova categoria de Melhor Direção de Elenco, criada pela Academia em 2024 e inaugurada nesta edição do Oscar, pode marcar um momento histórico para o país.
O brasileiro Gabriel Domingues foi indicado pelo trabalho em O Agente Secreto, responsável pela seleção de mais de 60 atores, combinando nomes consagrados e novos
Mesmo com o entusiasmo brasileiro, a disputa continua aberta. Veículos especializados americanos apontam “Pecadores”, de Ryan Coogler, como possível grande vencedor da noite.
Publicações ligadas ao cinema independente foram mais generosas com o longa brasileiro. O site IndieWire, por exemplo, colocou O Agente Secreto no topo do ranking entre os indicados a Melhor Filme.
Entre os favoritos estão Timothée Chalamet, vencedor do Globo de Ouro, e Michael B. Jordan. Mas há também histórias que Hollywood adora: trajetórias longas esperando reconhecimento.
É impossível não lembrar, por exemplo, de Ethan Hawke — um dos atores mais respeitados de sua geração que, surpreendentemente, nunca levou uma estatueta.
Enquanto isso, o Brasil torce por Wagner Moura, que chega à corrida com enorme capital simbólico após sua vitória no Globo de Ouro.

Se os prognósticos internacionais são cautelosos, no Brasil o sentimento é outro. Há algo que números e estatísticas não capturam: a mobilização afetiva em torno de um filme. Nunca tantos portais, canais de cinema, podcasts e perfis nas redes sociais acompanharam tão intensamente a temporada de premiações.
Talvez porque o cinema brasileiro esteja vivendo um momento raro: o de voltar a se ver no centro da conversa mundial.
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O ator brasileiro Wagner Moura participou do talk show Jimmy Kimmel Live! na noite da quarta-feira (4) para promover o filme O Agente Secreto, produção que o levou a uma indicação inédita ao Oscar 2026. Durante a entrevista, o artista falou sobre a repercussão internacional do longa, comentou o cenário político brasileiro e apresentou elementos da cultura pernambucana ao público norte-americano. Saiba os detalhes na TVT News.
Na conversa com o apresentador Jimmy Kimmel, Moura destacou que se tornou o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator da Academia. O reconhecimento veio após sua atuação no thriller político dirigido por Kleber Mendonça Filho.
O longa já acumula importantes conquistas na temporada de premiações, incluindo prêmios no Festival de Cannes e no Globo de Ouro. No Oscar, a produção concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco.
Ambientado em Recife em 1977, o filme acompanha Marcelo, um especialista em tecnologia que retorna à cidade natal em busca de tranquilidade, mas acaba envolvido em uma rede de vigilância e repressão durante a ditadura militar brasileira.
Segundo Moura, a obra discute o uso da tecnologia como instrumento de controle estatal e reflete sobre os limites das liberdades civis em contextos autoritários.
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O protagonista de O Agente Secreto elogiou o discurso que Kimmel fez ao receber seu prêmio pelo Melhor Talk Show no Critics’ Choice Awards 2026, em que o comediante agradeceu Donald Trump. Segundo Moura, a fala o fez pensar que deveria agradecer Bolsonaro em seu discurso, caso vença o Oscar de Melhor Ator.
“Foi uma ideia brilhante [agradecer Trump] então eu deveria basicamente agradecer Bolsonaro… Bolsonaro é o nosso Donald Trump brasileiro. Mas nosso Trump está na cadeia.”
Wagner explicou que agradeceria o ex-presidente brasileiro inelegível e condenado pois o projeto do filme nasceu da indignação dele e do diretor Kleber Mendonça Filho acerca do período sombrio que o Brasil passou tanto politicamente quanto artisticamente durante a gestão bolsonarista.
“Os ecos da ditadura ainda estão muito presentes no Brasil… O Bolsonaro é, ele próprio, uma manifestação desses ecos.”
O ator mencionou os desdobramentos políticos e os ataques golpistas que culminaram no 8 de janeiro de 2023, e afirmou que a memória da ditadura militar ainda influencia a forma como a sociedade brasileira reage a tentativas de ruptura democrática.
A entrevista também teve momentos descontraidos quando Kimmel exibiu imagens da Apoteose dos Bonecos Gigantes do carnaval de Olinda, em Pernambuco.
Moura e Mendonça Filho foram homenageados na festa popular com bonecos inspirados nos trajes usados por eles no Globo de Ouro, ao lado de celebridades internacionais como Lady Gaga e Ozzy Osbourne. Em tom bem-humorado, o apresentador sugeriu levar o boneco do ator para a cerimônia do Oscar, ideia que Moura disse que “tentaria” colocar em prática.
Além da indicação de Moura, O Agente Secreto disputa outras três categorias na premiação. A cerimônia do Oscar 2026 está marcada para 15 de março e pode ser a segunda vez consecutiva que o cinema brasileiro leva para casa pelo menos uma das estatuetas.
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Celebrar o protagonismo feminino por meio da arte, esse é o convite da exposição “Urbanas – Elas transformam”, que será aberta ao público no dia 5 de março, no acesso aos shoppings Metrô Tatuapé e Metrô Boulevard Tatuapé em homenagem ao Dia da Mulher. Leia em TVT News.
A partir de 5 de março, pedestres e clientes que circulam pelos corredores de acesso aos shoppings Metrô Tatuapé e Metrô Boulevard Tatuapé serão surpreendidos por uma galeria de arte.
Em homenagem ao Mês da Mulher, a mostra “Urbanas – Elas transformam” reúne 10 obras assinadas por artistas mulheres, instaladas em pontos estratégicos do empreendimento, por onde transitam mais de 4 milhões de pessoas mensalmente. As obras estarão em exibição até 5 de abril, com acesso gratuito.
“A ação amplia a visibilidade da produção artística feminina e reforça o posicionamento do Complexo Tatuapé como um espaço que integra cultura e experiência no cotidiano de milhões de pessoas”, afirma Flávia Carvalho, gerente de Marketing do Complexo Tatuapé.
Além disso, o Complexo Tatuapé traz uma parceria inédita com as artistas plásticas Kelly Reis e Mariana Mats, nomes conhecidos da arte urbana, que trabalham nas obras a intersecção entre identidade e o universo feminino, temáticas que têm sinergia com o Dia Internacional da Mulher, 08 de março, um marco histórico na sociedade em busca pelos direitos das mulheres.
“Nossa intenção é democratizar o acesso à arte e, simultaneamente, oferecer um grande palco para o trabalho dessas artistas em um mês tão significativo para as mulheres. Queremos que a força, a mensagem e a sensibilidade delas alcancem as milhares de pessoas que passam por aqui diariamente”, diz Flávia Carvalho.
Kelly e Mariana assinam a arte dos oito painéis instalados na passarela de acesso aos shoppings e,como parte da programação, o público poderá acompanhar sessões de live painting, assistindo ao processo criativo das artistas ao vivo em obras exclusivas que serão produzidas nas dependências dos shoppings Metrô Tatuapé e Metrô Boulevard Tatuapé.

Kelly Reis é artista plástica e atua no graffiti há mais de 10 anos. Ela mora na Zona Leste de São Paulo, e o seu trabalho aborda a mestiçagem biológica e cultural, inspirada no surrealismo latino e no universo onírico, utilizando arquétipos de matriz africana, oriental e indígena.
Mariana Mats é artista plástica, com mais de duas décadas de vivência nas ruas e nas artes visuais. Sua trajetória tem início no graffiti, onde começou a colorir o centro da cidade com traços marcantes, personagens vibrantes e símbolos que evocam identidade, misticismo e a força do feminino. Com uma linguagem singular, funde referências urbanas, surrealismo e uma pitada de ludicidade.

Endereço: R Domingos Agostim, 91, Tatuapé – São Paulo/SP – 03314-030
TEL.: (11) 2090-7400
Horário de funcionamento do Shopping: de segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingo e feriados, das 14h às 20h.
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Wagner Moura será um dos principais convidados do talk show do comediante Jimmy Kimmel na noite desta quarta-feira (4), nos Estados Unidos. A participação integra a fase final da campanha do longa-metragem brasileiro O Agente Secreto ao Oscar 2026. Saiba os detalhes na TVT News.
A entrevista vai ao ar às 23h35 no horário local (1h35 do dia 5 no horário de Brasília), apenas um dia antes do encerramento da votação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, previsto para quinta-feira (5). A cerimônia de entrega das estatuetas está marcada para 15 de março, com apresentação de Conan O’Brien.
Esta será a volta de Moura ao sofá de Jimmy Kimmel após dez anos. Em 2016, ele participou do talk show para promover a série Narcos, da Netflix, na qual interpretou Pablo Escobar.
Agora, o foco é o thriller político O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e ambientado no Recife de 1977, em plena ditadura militar. Moura vive Marcelo, um especialista em tecnologia que retorna à cidade natal e se vê envolvido em uma rede de vigilância, repressão e segredos.
O elenco reúne ainda Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho e o finado ator alemão Udo Kier. A produção venceu os prêmios de Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, para Wagner Moura.
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O Agente Secreto concorre em quatro categorias no Oscar 2026: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco. Na categoria internacional, a produção é apontada como favorita por publicações especializadas, tendo como principal rival o norueguês Valor Sentimental.
Na disputa por Melhor Ator, Moura enfrenta Timothée Chalamet (Marty Supreme), Ethan Hawke (Blue Moon), Michael B. Jordan (Pecadores) e Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra).
O ator brasileiro chega à reta final embalado por uma conquista histórica: Wagner Moura é o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama.
A presença no programa de Kimmel é vista como movimento estratégico de “corpo a corpo” com os mais de 10 mil votantes da Academia. Nas últimas semanas, Moura intensificou a agenda de entrevistas nos Estados Unidos, com participações em talk shows e programas de grande audiência.
Embora o Jimmy Kimmel Live! não tenha transmissão simultânea no Brasil, trechos da entrevista devem ser disponibilizados no canal oficial do programa no YouTube e nas redes sociais logo após a exibição original.
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Estão abertas, até as 18h da terça-feira, 10 de março, as inscrições para o Mestrado Profissional em Artes – Turma Especial em Produção e Gestão Cultural em Artes. A iniciativa é promovida pela Escola Fundação Itaú em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE), com oferta de 40 vagas e certificação stricto sensu reconhecida pela CAPES/MEC. Saiba os detalhes na TVT News.
O curso é gratuito e voltado a graduados de qualquer área do conhecimento, desde que possuam diploma reconhecido pelo MEC. Profissionais com experiência comprovada em gestão ou produção cultural terão a vivência considerada como diferencial no processo seletivo.
Com duração de 24 meses e carga horária total de 450 horas, o mestrado tem como objetivo qualificar profissionais para atuar no ensino, na pesquisa acadêmica e na cadeia produtiva da cultura. A proposta pedagógica articula fundamentos teóricos do campo das artes com práticas voltadas à gestão e à produção cultural, buscando responder às demandas contemporâneas da economia criativa.
Ao final do curso, o mestre estará apto a desenvolver projetos, propor soluções em criação e gestão cultural, além de atuar como pesquisador e docente.
Embora seja presencial, o programa adota formato híbrido, com parte das atividades realizadas na plataforma digital da Escola Fundação Itaú. Os estudantes deverão comparecer ao campus Fortaleza do Instituto Federal do Ceará para módulos concentrados de aproximadamente uma semana por semestre.
As aulas presenciais ocorrerão no IFCE – Campus Fortaleza. A classificação indicativa é 18 anos.
Para participar, o candidato deve realizar a inscrição pela plataforma da Escola Fundação Itaú, preencher formulário, enviar a documentação exigida e apresentar uma intenção de projeto de pesquisa.
O processo seletivo inclui:
Todas as etapas têm caráter eliminatório. O resultado final será divulgado em 28 de abril, e o início das aulas está marcado para 25 de maio de 2026.
Criada em 2019, a Fundação Itaú Social organiza sua atuação nas vertentes Itaú Cultural, Itaú Educação e Trabalho e Itaú Social, mantendo parcerias com instituições como Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Fundação Getulio Vargas (FGV) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Além do mestrado em parceria com a UFC, a instituição também promove o Doutorado Profissional em Artes da Cena, realizado com a Escola Superior de Artes Célia Helena. No dia 10 de março, às 19h, será realizada a aula inaugural da segunda edição do doutorado, com transmissão pelo YouTube, abordando o tema “Do invisível ao visível: como instaurar cenas insurgentes?”.
Mestrado Profissional em Artes – Produção e Gestão Cultural em Artes
Se inscreva no site da Fundação Itaú
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A agropecuária foi o grande destaque da economia brasileira em 2025. O setor cresceu 11,7% na comparação com 2024, o que impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos no país no ano passado.![]()
Leia em TVT News.
O desempenho fez com que a agropecuária representasse praticamente um terço (32,8%) da expansão de 2,3% que a economia brasileira teve no ano passado.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Depois da agropecuária, a atividade econômica que mais contribuiu para o avanço do PIB anual foi a indústria extrativa, com salto de 15,3%. Ou seja, a participação da agropecuária foi mais que o dobro da segunda atividade de maior peso no crescimento.
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A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destaca que a agropecuária conseguiu ser o principal motor do PIB mesmo tendo participação de apenas 7% na economia brasileira.
“Apesar de ser uma atividade que não pesa tanto no PIB, a agropecuária cresceu tanto que foi a que contribuiu mais para o crescimento. Realmente chamou bastante atenção”, avalia Palis.
Tal expansão, inclusive, fez o setor ganhar maior participação. Em 2024, o agro tinha peso de 6,7%, índice que fechou 2025 em 7,1%.
Apesar do aumento de seu peso na economia brasileira, essa fatia já foi maior em anos recentes. Em 2021, a participação da agropecuária ficou em 7,7%. Em 2010 era apenas 4,8%.
A atividade econômica com maior peso no PIB brasileiro em 2025 continuou a ser a de serviços, com 69,5%. Em 2024, o setor representava 68,9%.
Na sequência, figura a indústria extrativa, que recuou de 24,4% para 23,4% na passagem de 2024 para 2025. Palis explica que a queda de participação é explicada pelo recuo do preço internacional do petróleo no ano passado.
A analista Rebeca Palis explica que o desempenho da agropecuária é resultado, principalmente, da agricultura.
“A gente teve um ano recorde de safra de soja e milho, e essas safras têm um peso muito grande no primeiro trimestre”, cita.
“Depois caiu um pouquinho, mas se vocês forem ver a média do ano, em relação à média do ano anterior, tem um crescimento bastante significativo”, completa.
Segundo Palis, a soja e o milho representam cerca de 45% da lavoura nacional.
“A gente teve uma safra muito alta também de laranja, e todas essas atividades também com o crescimento da produtividade”, acrescenta a pesquisadora do IBGE.
Crescimento de produção agrícola em 2025:
Apesar do destaque da agricultura, Palis ressalta que parte da pecuária também teve crescimento importante, principalmente bovinos e leite.
Em um boletim publicado logo após a divulgação do IBGE, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estima que 2026 deve ter crescimento de 2,3%, ritmo similar ao observado em 2025.
“A expectativa é de desaceleração acentuada da agropecuária, compensada por maior ritmo de crescimento da indústria e dos serviços”, aponta o texto.
“A menor produção esperada de milho e arroz, bem como o menor abate de bovinos, devido à reversão do ciclo, devem limitar a expansão do setor agropecuário em 2026, apesar da perspectiva de nova colheita recorde de soja”, assinalam os técnicos do Ministério da Fazenda.
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil
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A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH/USP) está com inscrições abertas para o curso de difusão Crônicas escritas por mulheres latino-americanas no século XXI: um diálogo entre a literatura, o jornalismo e as memórias. A iniciativa integra as ações de extensão universitária da unidade e será realizada entre os dias 3 e 24 de março, na modalidade a distância. Saiba como se inscrever na TVT News.
Com carga horária total de 10 horas, o curso é coordenado por Ana Cecilia Arias Olmos (FFLCH/USP) e ministrado por Joana de Fátima Rodrigues, com apoio da Comissão de Cultura e Extensão. As aulas ocorrerão às terças-feiras, das 16h às 18h30, com disponibilização de materiais teóricos e jornalísticos em formato PDF por meio do Google Drive.
A proposta acadêmica busca analisar a produção cronística de autoras e jornalistas latino-americanas a partir de 2020, com foco na fluidez entre os campos da literatura e do jornalismo. O curso se estrutura em três eixos principais: o hibridismo entre os discursos literário e jornalístico; os processos de (re)construção de memórias individuais e coletivas por meio da crônica; e a abordagem de temas atravessados pela violência contra a mulher na América Latina.
Segundo a organização, a intenção é aprofundar o debate sobre como a escrita contemporânea tem articulado experiências sociais traumáticas e subjetivas, ampliando o diálogo entre universidade e sociedade.
Alinhado à política de democratização do acesso ao conhecimento da FFLCH/USP, o curso é voltado a estudantes de graduação e pós-graduação, professores das redes públicas municipal, estadual e federal, além de integrantes de comunidades quilombolas e indígenas.
Serão oferecidas entre cinco e 60 vagas. A seleção será feita por sorteio eletrônico, e não por ordem de inscrição.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo Sistema Apolo, plataforma oficial da Universidade de São Paulo. O prazo vai de 20 de fevereiro de 2026, a partir das 9h, até 26 de fevereiro de 2026, às 23h59. O curso só ficará visível no sistema na data de abertura das inscrições.
O acesso deve ser feito pela área pública do sistema, sem necessidade de vínculo prévio com a USP ou login institucional. O sorteio eletrônico ocorrerá no dia 27 de fevereiro, e o resultado será enviado automaticamente pelo sistema. Os candidatos contemplados já estarão matriculados, sem necessidade de confirmação adicional.
A organização recomenda que a inscrição seja feita por computador, já que dispositivos móveis ou determinados navegadores podem apresentar incompatibilidades com a plataforma.
Para obter o certificado, o participante deverá cumprir frequência mínima de 75% da carga horária total. Os certificados serão emitidos e enviados por e-mail após o processamento da lista final de aprovados.
A coordenação orienta que interessados só realizem a inscrição caso tenham certeza de que poderão acompanhar as aulas, uma vez que não haverá lista de espera nem matrícula posterior. Em caso de desistência, é necessário comunicar formalmente a secretaria pelo e-mail agenda@usp.br.
Dúvidas técnicas sobre o Sistema Apolo devem ser encaminhadas diretamente à Reitoria da USP pelo endereço apolo@usp.br, já que a coordenação do curso não tem autonomia para resolver problemas de acesso à plataforma. Após a matrícula automática, os alunos devem aguardar o envio das instruções de acesso às aulas por e-mail da ministrante.
Mais informações podem ser consultadas na página oficial do curso no site da FFLCH.
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A menina Bitita é quem vai abrir o desfile da Unidos da Tijuca em 2026, para contar, desde o começo, a vida da escritora, cantora, compositora e poeta brasileira Carolina Maria de Jesus. Na língua changana ou xichangana, de Moçambique, Bitita significa panela de barro de cor ocre ou preta, representando resistência e ancestralidade.
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A escritora recebeu esse apelido do avô Benedito, no início do século passado, e essa será apenas uma de “outras diversas Carolinas” que vão passar pela Sapucaí para contar a trajetória da autora consagrada, como “a doméstica”, “a grávida”, “a louca do Canindé”, “a catadora”, “a escritora”, “a marionete” e “a do carnaval”.
“É um enredo bem biográfico. A história se desenvolve cronologicamente”, pontuou o carnavalesco Edson Pereira em entrevista à Agência Brasil. “O que a Tijuca faz é colocar a Carolina no palco”.
Apesar da grandeza que tem, argumenta o carnavalesco, sua história é pouco divulgada e, por isso, precisa ser contada.
“A gente vive em um momento, não só do país, mas da cultura do nosso país, em que a gente precisa acender a luz daqueles que foram apagados pela nossa história. A Carolina representa muito bem a força da mulher”, afirmou.

Foi o avô alforriado e contador de histórias que influenciou Carolina a criar as suas histórias, assim como com as mulheres da família.
“Ela aprendeu os segredos que só o tempo revela no encanto do falar e do ouvir; e, nas barras das saias de sua mãe, tias e madrinhas, se entrelaçou ao poder das coisas ditas, ao espírito desconhecido das letras e palavras, aquelas às quais ela desejava conhecer”, traz a sinopse da Tijuca, texto no qual as escolas explicam o enredo que vão apresentar nos desfiles.
Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de março de 1914, em uma comunidade rural da cidade de Sacramento, em Minas Gerais. Os sonhos de deixar o interior a levaram para São Paulo. A mudança não resultou no que esperava e foi o começo de muitas adversidades. Sob muito preconceito, lutou até se tornar escritora.
“A história da Carolina enquanto escritora que foi apagada é algo que nos fascina não pelo apagamento, mas pelo empoderamento dela. A Carolina enquanto mulher, enquanto preta, enquanto resistência”, comentou o carnavalesco, lamentando que atualmente os problemas são os mesmos. “É triste falar sobre isso, mas é uma realidade”.
Em São Paulo, ela foi morar na favela do Canindé. Foi lá que começou a relatar todos os preconceitos e histórias de feminicídios e viu que o desenvolvimento social não chegava aos pretos.
“Ela começa a se entender no lugar de opressão”, indicou Edson Pereira, acrescentando que Carolina sonhava também em ter comida no prato para alimentar os filhos. “É um carnaval de reconhecimento, de botar o dedo nas feridas”, relatou.
Edson adiantou que a terceira alegoria da Azul e Amarela da Tijuca é dedicada ao livro Quarto de Despejo – Diário de uma favelada, que se transformou em sucesso ao vender 10 mil exemplares na semana de lançamento, em 1960.
A obra, escrita a partir de anotações que fazia em diários contando histórias de vizinhos, foi também traduzida para ao menos 14 idiomas e lançada em mais de quarenta países.
“É todo feito de papelão, de material alternativo”, descreveu o carnavalesco sobre a composição da alegoria, em uma referência ao tempo que a escritora era catadora e construiu sua casa com o dinheiro que ganhou vendendo papelão entre outros materiais.

Botar toda esta história de pé para contar da forma como o carnavalesco idealizou não é uma tarefa fácil, e vem sendo realizada pela dupla de diretores de carnaval da Tijuca, Fernando Costa e Elisa Fernandes.
Embora seja o seu primeiro ano nesta função, Elisa não é uma desconhecida na Tijuca, onde já foi assessora de imprensa. A experiência no carnaval, no entanto, vai além dessas passagens. Até 2025, esteve por 10 anos na direção de alegorias da Portela.
Elisa disse que a nova missão é de muita responsabilidade, por ter que gerenciar o projeto, o barracão e a feitura de fantasias e alegorias. Apesar de já ter tido essa experiência na União de Jacarepaguá, ela agora tem a oportunidade de realizar o trabalho no Grupo Especial.
“A coisa cresce muito. O Grupo Especial é muito forte. É o maior espetáculo da Terra, mas, para mim, está sendo um grande prazer”, comentou.
Como método para melhorar as condições de trabalho dos profissionais que preparam o carnaval, Elisa trouxe uma novidade para os bastidores da Tijuca.
“Eu introduzi uma equipe de psicólogos. Hoje, os artistas da escola têm esse cuidado, porque eu acredito que alguns segmentos têm uma pressão muito grande”, contou,
Entre os que utilizam o serviço estão passistas, casal de mestre sala e porta-bandeira, responsáveis pelos ateliês e o setor administrativo da escola. De acordo com a diretora, é necessário ter esse momento de autocuidado, de parar tudo e prestar atenção em si mesmo, diante do trabalho para fazer tudo funcionar na avenida.
“Estou tentando convencer o presidente a fazer também. Ele ainda não fez, mas disse que vai fazer”, indicou.
Elisa se orgulha de poder, no primeiro ano na função, ter pela frente um enredo em homenagem a Carolina Maria de Jesus. “Eu, como uma mulher negra, no primeiro ano na direção de carnaval, pegar um enredo desse é um presente até difícil de explicar. Estou me matando para fazer jus a essa possibilidade que me foi dada”.
“Carolina é muito importante. Ela inspira outras mulheres a serem o que elas quiserem, porque Carolina não era só escritora. Ela também era cantora e compositora, eu também sou cantora e compositora”, contou.
A escolha do enredo teve a sua participação, lembrou ela. Elisa chegou a defender o enredo diante do presidente da escola. “Fui incisiva. Eu falei ‘olha esse é o melhor que nós temos. Acredito que esse é um enredo que vai fazer a diferença, porque Carolina é muito grande”.
Para a diretora de carnaval, a escritora representa a força de todas as mulheres e também sua versatilidade.
“Acredito nessa coisa de multitarefa da mulher. A sociedade exige de nós essa polivalência. Somos seres polivalentes por nós mesmas. Nós somos sementes da Carolina. A gente só está continuando o trabalho dela e tendo a oportunidade de homenagear uma mulher que já deveria ter sido homenageada há muito tempo”.
1º dia – domingo (15/2)
2º dia – segunda-feira (16/2)
3º dia – terça-feira (17/2)
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Imagine um país que levou a escravização de pretos africanos até a penúltima década do Século 19. Essas pessoas eram exploradas como força de trabalho cativa para, por exemplo, a lida nas lavouras de cana-de açúcar e de café. Além da riqueza material criada pelos pretos e apropriada pelos brancos, a diáspora de escravizados africanos legou a esse país uma imensa fortuna cultural, sempre reverenciada na culinária, no idioma, na música, no encantamento do mundo ou sacralidade. Leia em TVT News. ![]()
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A descrição poderia ser do Brasil, mas é de um espelho nosso refletido no mar do Caribe: Cuba. Vem daquela ilha, um pouco maior em área que o Estado de Santa Catarina, o enredo Lonã Ifá Lukumi, criado pelo Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso de Tuiuti.
A letra do samba-enredo que será interpretada por Pixulé, nome artístico de Roosevelt Martins Gomes da Cunha, foi encomendado pela agremiação ao professor de história e compositor Luiz Antonio Simas, em parceria com Claudio Russo e Gustavo Clarão – que já fizeram outros sambas sob demanda para desfiles da Tuiuti.
“Eu entrei na parceria porque o enredo me interessava”, conta Simas em entrevista à Agência Brasil. “Eu fiquei muito motivado com o enredo sobre a religiosidade afro-caribenha e as relações que ela tem com o Brasil.”
Compreender o enredo Lonã Ifá Lukumi requer analisar as três palavras que compõem esse título. Loña diz respeito a conexões, caminhos ou comunicação entre humanos e divindades; Lukumi (ou Lucumí, na forma aportuguesada) se refere aos descendentes iorubás escravizados em Cuba; já “o ifá”, ensina o mestre Nei Lopes, é “uma forma de religiosidade” que “une espiritualidade e racionalidade, filosofia e tecnicidade; que fundamenta e justifica inúmeras práticas rituais.”
O cantor, compositor, pesquisador e escritor Nei Lopes é autor do livro Ifá Lucumí: o resgate da tradição (Pallas Editora). A publicação “originou o enredo”, como conta o carnavalesco da Paraíso de Tuiuti, Jack Vasconcelos, em áudio compartilhado pela agremiação para a imprensa.

Historiador Luiz Antonio Simas é um dos autores do samba-enredo da Paraíso do Tuiuti Victor Vasconcelos/Divulgação
De acordo com Vasconcelos, o desfile se desenvolverá na avenida com “seis setores”, com alas de passistas e carros alegóricos. O primeiro mostrará a chegada do Ifá na Terra e a passagem do conhecimento aos primeiros babalaôs (sacerdotes). Em seguida, a escola contará como o Ifá chega a outras civilizações, além dos iorubás no território africano.
Na sequência, o desfile vai tratar da diáspora africana provocada pelo tráfico negreiro, e como se deu a resistência à exploração do trabalho escravo em Cuba. Um episódio retratado será a revolta de escravos em engenhos de cana de açúcar na província de Matanzas em 1843 (Revolta de Matanzas), liderada por uma mulher chamada Carlota Lacumí, descendente de iorubás que trouxeram a religiosidade do Ifá para as Américas.
O quarto setor do desfile da Tuiuti vai tratar de Adeshina Remigio Herrera, o primeiro babalaô (sacerdote) do Ifá em Cuba, também da província de Matanzas, que fica próxima à ponta oeste de Cuba.
Nesse “novo mundo”, a espiritualidade dos orixás vai interagir com a ancestralidade dos povos originários. “É um grande encontro” de onde e depois “vai florescer o Ifá Lucumí”, assinala o carnavalesco.
Na parte seguinte da apresentação, a escola apresentará elementos que compõem o culto religioso, como os locais de assentamento, os rituais sagrados (ebós), comidas e oferendas. “É bem parecido com o candomblé”, compara Jack Vasconcelos.
O desfile da Paraíso de Tuiuti se encerrará tratando da chegada do Ifá Lucumí ao Brasil, que se deu no início da década de 1990, com a vinda ao Rio de Janeiro do babalaô cubano Rafael Zamora Díaz (1959 – 2011), Awó de Orumilá Ogunda Keté (nome religioso). O babalaô que se estabeleceu no Rio foi assassinado a tiros quando chegava em casa no Cosme Velho, zona sul do Rio.
A Paraíso de Tuiuti foi fundada em 1952 por sambistas remanescentes das escolas de samba extintas Unidos do Tuiuti e Paraíso das Baianas, e do Bloco dos Brotinhos – todas agremiações da comunidade do Morro do Tuiuti, no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro.
O melhor resultado da Paraíso de Tuiuti foi o vice-campeonato do Grupo Especial, em 2018, com o enredo Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?. Desde 2017, a escola de samba de cores azul e amarelo disputa initerruptamente na elite do carnaval carioca.
1º dia – domingo (15/2)
2º dia – segunda-feira (16/2)
3º dia – terça-feira (17/2)
Gilberto Costa – repórter da Agência Brasil
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