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Prefeitura de Porto Alegre perde R$ 1 milhão de convênio com o MinC para oficinas musicais em escolas

Por:Sul 21
13 de Agosto de 2026, 19:49

A Prefeitura de Porto Alegre perdeu R$ 1 milhão em recursos de convênio com o Ministério da Cultura para realizar oficinas de música em escolas. O Ministério da Cultura desabilitou a Capital de executar o projeto, que seria voltado a estudantes de comunidades vulneráveis.

Pelo convênio com o governo federal, a Prefeitura teria acesso a repasse de R$ 1 milhão para a realização do projeto. No entanto, conforme a pasta, não houve comprovação de contratações para produzir o evento, assim como a contrapartida orçamentária, de R$ 10 mil.

A desabilitação foi publicada no Diário Oficial da União dessa quarta-feira (12). Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Cultura informou que desde o recebimento do montante, em 21 de março de 2023 adotou “as providências cabíveis para dar andamento à proposta, observando as exigências aplicáveis à Administração Pública”. “Porém, identificou-se uma dificuldade objetiva: o Plano de Trabalho aprovado originalmente apresentava exigências que não poderiam ser executadas diretamente pela SMC, especialmente as relacionadas ao fornecimento de lanche, transporte e Cartão TRI aos estudantes participantes das oficinas”.

Ainda conforme a Secretaria, em maio desse ano a gestão municipal formalizou o pedido de alteração do plano de trabalho do projeto, solicitando que a execução da iniciativa pudesse ser em parceria com uma Organização da Sociedade Civil (OSC), que assumiria a operação do projeto.

“O pedido, no entanto, foi indeferido pelo Governo Federal cerca de um mês e meio após a solicitação, sob o entendimento de que a alteração não se enquadrava na proposta aprovada para a emenda. Portanto, a não realização das oficinas não decorreu de falta de interesse ou de omissão por parte da Secretaria Municipal da Cultura. O processo foi impactado, sucessivamente, pelo tempo de tramitação administrativa e assinatura do contrato, pela implantação do novo sistema orçamentário e financeiro, pelos efeitos das enchentes de 2024, pela demora na atualização do prazo no sistema federal e, por fim, pela incompatibilidade entre o Plano de Trabalho original e as condições efetivas de execução pela Secretaria Municipal da Cultura”, explica a Secretaria da Cultura por meio de nota.

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Sessões de cinema na Cinemateca Capitólio estão suspensas até domingo (16)

Por:Sul 21
13 de Agosto de 2026, 19:05

As sessões de cinema da Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico, estão suspensas até pelo menos domingo (16). O motivo são problemas elétricos na cabine de projeção. A Coordenação de Cinema e Audiovisual da Secretaria Municipal da Cultura informa que uma equipe de engenharia da Prefeitura está revisando a parte elétrica do local e trabalhando, em caráter emergencial, para solucionar o problema o mais rápido possível.

Com isto, todas as exibições de filmes programadas para os próximos cinco dias foram canceladas. São elas: Futuro Futuro; Mostra As Mulheres de Altman: James Dean, o Mito Sobrevive; e Os Ruminantes.

A apresentação do Quinteto Persch, no sábado, 15, às 11h, está mantida porque não depende de projeção, utilizando a própria acústica da sala.

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Marionetista catalão faz apresentação gratuita nesse sábado (15) no CHC Santa Casa

Por:Sul 21
13 de Agosto de 2026, 15:46

O artista catalão Jordi Bertran faz apresentação única e gratuita no Centro Histórico-Cultural (CHC) Santa Casa nesse sábado (15), às 20h. É a primeira vez que Bertran vem a Porto Alegre, e o artista chega com o espetáculo Clàssics, uma seleção das melhores cenas com bonecos criados por ele ao longo de quase cinquenta anos.

Bertran é considerado um mestre na técnica de fios, e sua linguagem orgânica é conhecida por unir música, humor e poesia visual. O espetáculo integra uma programação especial preparatória para o Festival de Teatro de Bonecos, que acontece de outubro a dezembro no Teatro dos Bancários RS. O novo espaço cultural da Capital será inaugurado no próximo mês, no Centro Histórico.

Em Clàssics, diversos personagens das artes vão se revezando no palco, formando um mosaico onírico. De Louis Armstrong a Ínox; das Damas do Universo ao Faquir Raixic; de Pep Bou a Bon Scott.

O espetáculo é promovido pelo Instituto Hominus e Voz Cultural, e conta com o apoio do CHC Santa Casa, Sindicato dos Bancários e FETRAFI-RS. A entrada é franca, com retirada de ingressos no portal do sympla do CHC Santa Casa.

Junto com a montagem de Clàssics, será lançado o Edital para seleção de espetáculos e premiação de trajetórias que farão parte da programação do Festival de Teatro de Bonecos. A programação terá três etapas durante o último trimestre deste ano (de 8 a 12 de outubro, de 14 a 18 de outubro e de 8 a 13 de dezembro).

Os interessados na inscrição de espetáculos e trajetórias poderão ter acesso ao edital no site do Instituto Hominus e nas redes do Teatro dos Bancários, SindBancários e Fetrafi-RS, a partir desse sábado (15) até 30 de agosto.

Serão selecionadas dezesseis propostas de montagens de teatro de bonecos e formas animadas, e duas propostas de premiações por trajetória entre os bonequeiros gaúchos. Os prêmios homenageiam as irmãs Graziela de Castro Saraiva e Tânia de Castro Saraiva, bonequeiras pioneiras do gênero, falecidas em 2019. A inciativa visa a incentivar e valorizar a técnica no RS e em todo o País.

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Filmes nacionais ‘Honestino’ e ‘Rio de Clarice’ estreiam no CineBancários

Por:Sul 21
13 de Agosto de 2026, 14:37

Nesta quinta-feira (13), o CineBancários apresenta duas estreias nacionais: “Honestino”, documentário dirigido por Aurélio Michiles sobre o líder estudantil, ex-presidente da UNE e aluno da UnB, Honestino Guimarães, desaparecido durante a ditadura militar brasileira aos 26 anos, e “Rio de Clarice”, longa que traz cinco contos de Clarice Lispector, estrelado por 18 grandes nomes da dramaturgia.

Produzido por Nilson Rodrigues, “Honestino” propõe uma reflexão sobre memória, justiça e o legado de um dos casos mais emblemáticos da violência de Estado no Brasil. Mistura de documentário e ficção, reconstitui a trajetória do jovem por meio de cartas, poemas, imagens de arquivo. Há depoimentos de familiares, amigos, políticos e companheiros de militância, como Almino Afonso, Jorge Bodanzky, Franklin Martins e Betty Almeida, biógrafa do líder estudantil. A narrativa também ganha uma dimensão contemporânea com a participação de Bruno Gagliasso, que conduz parte da história e aproxima o público de uma figura cuja trajetória permanece atual mais de cinco décadas após seu desaparecimento.

Preso em 1973, Honestino Guimarães nunca mais foi visto. Mesmo após o reconhecimento oficial de sua morte pelo Estado brasileiro, seu corpo jamais foi encontrado. Sua história se tornou símbolo da luta pela memória, pela verdade e pela justiça em relação aos crimes cometidos durante a ditadura militar.

Premiado com o Troféu Redentor de Melhor Montagem no Festival do Rio, “Honestino” também foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e para o DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos. No 20º Fest Aruanda, conquistou os prêmios de Melhor Longa Nacional pelo Júri Popular, Melhor Edição, o Prêmio Abraccine de Melhor Longa-Metragem e o Prêmio Vladimir Carvalho, concedido ao melhor documentário do festival.

Em “Rio de Clarice”, as mulheres estão à frente e por de trás das câmeras: o filme é estruturado em histórias independentes, dirigidas por cinco cineastas brasileiras. Maria Luiza Aboim, Eunice Gutman, Nicole Allgranti, Taciana Oliveira e Barbara Kahane exploram as epifanias, as angústias e a fragilidade das relações humanas, marcas registradas da literatura clariceana. O roteiro é assinado por Nicole Allgranti, sobrinha-neta da escritora, e Teresa Montero, biógrafa de Clarice Lispector e uma das maiores pesquisadoras de sua vida e obra.

A complexidade psicológica, a visão de mundo única e o cotidiano transformador da obra de Clarice Lispector (1920-1977) ganham uma nova dimensão nas telas. “Um dos grandes desafios desse projeto foi traduzir para a tela do cinema a intensidade psicológica e as epifanias do cotidiano que marcam a obra da Clarice. O filme é um mergulho muito fiel na complexidade humana dessas personagens e dessas histórias”, destaca uma das diretoras, Nicole Allgranti.

Completando a programação, o CineBancários apresenta o filme holandês “Champagne – Uma Viagem de Pai  e Filho”, de Tim Kamps. A obra mistura drama, humor e road movie para contar uma história universal sobre pais e filhos. Na trama, a vida de Maarten (Leo Alkemade) vira de cabeça para baixo quando seu pai, Hans (Huub Stapel), revela que tem pouco tempo de vida. Determinado a realizar um dos últimos desejos do pai, Maarten o leva em uma viagem de carro pela região de Champagne. Hans é apreciador de uma boa bebida e encara o passeio como uma bela aventura antes de partir. O filme é inspirado na experiência pessoal do ator, roteirista e comediante Leo Alkemade.

Programação de 13 a 19 de agosto

Rio de Clarice

Brasil/Drama/2025
Direção: Taciana Oliveira, Barbara Kahane, Eunice Gutman, Nicole Allgranti e Maria Luiza Aboim.

Sinopse: Longa-metragem brasileiro que adapta cinco contos clássicos de Clarice Lispector para o cinema. O filme foi dirigido por uma equipe de cinco cineastas mulheres e explora temas como família, identidade, desejo e epifanias femininas. A obra é composta por cinco segmentos independentes:
Amor (dirigido por Taciana Oliveira): A clássica história da epifania de uma dona de casa que, da janela do ônibus, vê um homem cego mascando chiclete. Preciosidade (dirigido por Barbara Kahane): Retrata a trajetória de uma jovem em processo de amadurecimento após lidar com a ausência paterna e um episódio de violência/assédio. Mal-estar de um Anjo (dirigido por Eunice Gutman): Um mergulho psicológico na vida de uma mulher que, após uma sessão de terapia, é confrontada por conflitos internos. A Bela e a Fera ou uma Ferida Grande Demais (dirigido por Nicole Allgranti): Abordagens sobre a dualidade, o desejo e a essência feminina através da lente única da autora. Feliz Aniversário (dirigido por Maria Luiza Aboim): Uma reunião familiar tensa e dramática pelos 89 anos de Dona Anitta, revelando mágoas e fissuras nas relações.

Elenco: Letícia Spiller, Letícia Isnard, Louise Cardoso, Lucélia Santos e Hugo Bonemer

Honestino

Brasil/Documentário-Drama/2025/ 86min.
Direção: Aurélio Michiles

Sinopse: Fusão entre documentário e ficção, o filme conta a história de Honestino Guimarães, líder estudantil da geração 1968, presidente da UNE e aluno da UnB. Preso cinco vezes por sua militância, Honestino foi sequestrado em 1973, aos 26 anos, e é uma das centenas de desaparecidos da ditadura militar. Baseado em cartas, poemas e imagens de arquivo, dezenas de depoimentos de familiares, amigos e militantes e cenas interpretadas por Bruno Gagliasso.

Elenco: Bruno Gagliasso

Champagne – Uma Viagem de Pai e Filho

Holanda/drama/2025/92 min.
Direção: Tim Kamps

Sinopse: Quando Maarten descobre que seu pai está com uma doença terminal, ele o leva em uma última viagem à região de Champagne, na França. Com conversas tensas e velhos padrões ressurgindo, eles se conectam através de refeições compartilhadas e pequenos momentos inesperados que, aos poucos, os aproximam.

Elenco: Leo Alkemade (Maarten), Huub Stapel (Hans), Beppie Melissen (Sophie) e Jennifer Hoffman (Loes)

Horários

Não há sessões nas segundas.

15h: Champagne – Uma Viagem de Pai e Filho

17h: Rio de Clarice

19h: Honestino

Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.

CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br

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‘Garimpa Porto Alegre’ reúne brechós, arte e moda circular em nova edição no Vila Flores

Por:Sul 21
31 de Julho de 2026, 11:27

A moda circular volta a ocupar o Vila Flores, em Porto Alegre, neste sábado (1º), com a segunda edição do ‘Garimpa Porto Alegre‘. O evento reúne mais de 40 expositores entre brechós, marcas autorais e iniciativas independentes, em uma programação que combina consumo consciente, economia criativa e atividades culturais.

Embora tenha o foco na comercialização de roupas e acessórios, o Garimpa busca ampliar o debate sobre os impactos da indústria da moda e apresentar alternativas de consumo baseadas no reuso, na curadoria e na produção em pequena escala. A maior parte dos empreendimentos participantes é conduzida por mulheres, que encontram na moda circular uma fonte de geração de renda e de autonomia.

Idealizadora do ‘Garimpa Porto Alegre’ e responsável pelo Projeto Vuelta, Vitória Ruschel conta que a proposta do evento ultrapassa a lógica comercial. “É um encontro onde o público tem uma experiência cultural viva, em que o vestir se conecta à memória, à identidade e à expressão individual e coletiva. O consumo em brechó é especial porque ressignifica objetos, prolonga ciclos de uso e estimula novas formas de relação com o consumo e com o território”, afirma.

As peças disponíveis na feira são resultado de curadorias realizadas pelos brechós, reunindo roupas e acessórios de diferentes épocas, lugares e estilos. Além da revenda de itens de segunda mão, alguns expositores também apresentam produções próprias, reforçando a relação entre moda circular, criação autoral e produção local.

A programação inclui ainda uma performance em tecido com Annita Brusque, apresentações de highline promovidas pela Alpes Safe em parceria com a Slack Sem Fronteiras e a SingulariArte, além de discotecagem de Cláudio Cunha, da Dinâmico FM, e do DJ Nego Minas. O público também poderá acessar opções de gastronomia ao longo do dia.

A organização do ‘Garimpa’ afirma que o próprio evento procura adotar práticas alinhadas aos princípios da circularidade, como o reaproveitamento de materiais e a redução da geração de resíduos, incorporando esses conceitos à produção da feira. Por isso, levar o próprio copo reutilizável é muito bem-vindo.

Serviço

Garimpa Porto Alegre – 2ª edição
Quando: sábado, 1º de agosto, das 11h às 19h.
Onde: Vila Flores – Rua São Carlos, 753 – Floresta.
Entrada: gratuita

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Estúdio Trilha Hub Cultural lança campanha de arrecadação após incêndio

Por:Sul 21
10 de Julho de 2026, 18:15

O estúdio e espaço para shows Trilha Hub Cultural, localizado em Sapucaia do Sul, foi atingido por um incêndio na madrugada da última quinta-feira (9). De acordo com nota divulgada pelo próprio estabelecimento, os danos ainda não foram estimados e o acidente não deixou vítimas ou feridos. Para financiar a reconstrução da casa, o estúdio lançou de uma campanha de arrecadação. Quaisquer valores podem ser doados pela chave Pix: sostrilhahub@gmail.com.

Visitado por músicos e artistas independentes de todo o estado, o Trilha Hub Cultural é um conhecido espaço de ensaio, de gravação de música e videoclipes, de shows ao vivo e de outras atividades culturais.

Em suas redes sociais, o estúdio informou que grande parte da estrutura ficou comprometida com o incêndio. “O estúdio foi completamente destruído e todo equipamento perdido”, diz uma nota publicada pelo Trilha.

Confira a nota completa

Hoje foi um dia triste mas ao mesmo tempo cheio de fé e esperança, um dia para ter certeza de que estamos rodeados de amigos que acreditam no @trilhahubcultural e querem o bem desse espaço de cultura e resistência!

O incêndio afetou muito nosso espaço, o estúdio foi completamente destruído e todo equipamento perdido, vamos precisar de todo apoio e carinho de todos vocês, em um primeiro momento estamos lançando essa vaquinha para o início da obra de reconstrução, depois vamos pensando em mais ações para reerguer esse lugar tão especial!

Colaborem pelo QR Code ou pela chave Pix: sostrilhahub@gmail.com, compartilhem com o máximo de pessoas possíveis, e vamos em frente!

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Cantora Tatiéli Bueno apresenta tributo a Mercedes Sosa em show gratuito no Multipalco

Por:Sul 21
10 de Julho de 2026, 17:23

A cantora Tatiéli Bueno apresenta um tributo à artista argentina Mercedes Sosa em apresentação gratuita na próxima quarta-feira (15), às 12h30, dentro da programação do Musical Évora. No palco do Teatro Oficina Olga Reverbel, Tatiéli resgata a força e a identidade da música latino-americana a partir de sucessos como Duerme Negrito, Volver a los 17, Gracias a la Vida, Solo le Pido a Dios, Como la Cigarra, Todo Cambia e Canción con Todos. São canções marcadas por memória, resistência e emoção, imortalizadas na voz da cantora argentina, e agora reapresentadas com arranjos criados exclusivamente para o espetáculo.

O show, que já tem 12 anos de estrada, também celebra o protagonismo feminino na arte, afirmando a força das mulheres na música latino-americana. A artista tem percorrido o movimento do Novo Cancioneiro Latino-Americano destacando não só a obra de Mercedes Sosa, como também a de compositores interpretados por ela. Em 2021, Tatiéli ampliou esse diálogo ao gravar Volver a los 17, de Violeta Parra, ao lado da argentina Araceli Matus, neta de Mercedes Sosa, criando um encontro simbólico entre gerações e reafirmando essa herança cultural.

Tatiéli Bueno tem 18 anos de trajetória dedicada à música popular brasileira, regional urbana e à música latino-americana. Em 2025, lançou o EP Meu Lugar, trabalho que rendeu à cantora quatro indicações ao Prêmio Açorianos de Música 2025, na categoria MPB, incluindo o de melhor intérprete e melhor álbum. Em seus registros fonográficos estão mais dois álbuns: Sensibilidade, de 2015, e Do Rio Grande do Passado ao Rio Grande do Futuro, lançado em 2010, em parceria com o cantor Anderson Oliveira.

O Musical Évora tem o compromisso de aproximar a comunidade da cultura por meio da música ao vivo, com shows, concertos e recitais semanais que reúnem artistas do Rio Grande do Sul, Brasil e Exterior. A iniciativa promove apresentações todas as quartas-feiras úteis, às 12h30, no complexo cultural.

A programação segue no dia 22 de julho, quando Leandro Maia celebrará a identidade latino-americana e suas mais de duas décadas de sua carreira musical no espetáculo Guaipeca: uma ilusão autobiográfica. Depois, no dia 29, haverá o show Fragmentos do Tempo – O universo dos desenhos rítmicos, com o trio Timpancon, formado pelos percussionistas Fernando Do Ó, Giovanni Berti e Bruno Coelho interpretando sons do Brasil. A agenda completa está disponível no site www.theatrosaopedro.rs.gov.br.

Serviço

Musical Évora | Tributo a Mercedes Sosa, com a cantora Tatiéli Bueno

Quando: 15 de julho, quarta-feira, às 12h30.

Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS)

Entrada franca

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Feira La Movida traz arraiá ao Centro Histórico de Porto Alegre no próximo domingo (21)

Por:Sul 21
16 de Junho de 2026, 18:08

No próximo domingo (21), das 10h às 18h, a esquina da Rua João Manoel com a Andradas, Centro Histórico de Porto Alegre, será tomada por uma edição especial da Feira La Movida – Arraiá do Centro Histórico.

Inspirada nas tradicionais festas de São João, que movimentam milhares de pessoas em todo o Brasil durante o mês de junho, a edição celebra a cultura popular em um ambiente urbano, democrático e voltado à valorização do trabalho autoral e da produção local. O Arraiá reunirá moda sustentável, marcas autorais, artesanato, produtos criativos e uma atmosfera acolhedora para quem busca consumir com consciência e apoiar pequenos produtores.

A programação trará ao Centro Histórico quentão, música ao vivo, moda sustentável, marcas autorais, artesanato e economia criativa.

Serviço

Arraiá do Centro Histórico

Quando: 21 de junho (domingo) – 10h às 18h

Onde: Rua João Manoel – Centro Histórico de Porto Alegre

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Governo lança Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras

Por:Sul 21
31 de Maio de 2026, 14:44

Da Agência Brasil 

O governo lançou oficialmente neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.

A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br.

No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos.

“[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”

O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade.

“A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, lamentou Lula.

O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional.

“O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura.”

O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.

Histórias ainda não contadas

Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural.

“Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?

Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso.”

Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país.

“O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas.”

Acervo da nova plataforma

O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.

Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:

  • 267 curtas-metragens;
  • 139 longas-metragens;
  • 85 médias-metragens ou telefilmes;
  • 64 obras seriadas.

Entre elas: A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.

O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história.

Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.

Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.

Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

“Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência”, disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.

Perfis de utilização

Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:

Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.

Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.

Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.

Parcerias

Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.

A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

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Curta-metragem vai contar a história da Floresta do Sabará, ameaçada por empreendimento do grupo Zaffari

31 de Maio de 2026, 09:00

A preservação da Floresta do Sabará, área de mata atlântica em Porto Alegre que está ameaçada por um empreendimento do grupo Zaffari, é o mote de um curta-metragem que está sendo produzido por jovens cineastas da Capital. Eles abriram um financiamento coletivo para custear a obra de ficção que tem como pano de fundo a luta real da comunidade.

O curta ‘Paradoxo’ segue a personagem Valentina, que mergulha em um processo de desgaste emocional enquanto acompanha a destruição de um dos últimos pulmões verdes da cidade. Entre manifestações populares, deslocamentos urbanos e o sufocamento cotidiano da metrópole, a jovem passa a questionar não apenas o futuro da floresta, mas a própria possibilidade de continuar existindo em um mundo marcado pela desconexão, pela violência ambiental e o cansaço da luta constante por espaço, dignidade e sobrevivência.

O roteiro é da MC, artista de rua e musicista Crua. Produtora executiva do filme, Vanessa Albuquerque fala da escolha do gênero de Paradoxo. Ao invés de gravar um documentário, o grupo resolveu escrever uma ficção para que o público possa se identificar com a personagem e sua história.

“Queremos trabalhar a Floresta do Sabará não só pela luta da comunidade, mas também trazer a ideia de que a proteção ambiental é algo com que a sociedade inteira deveria se preocupar”, explica. “A obra tem a ideia de falar também sobre saúde mental, a militância como um todo, no sentido de demonstrar quanto custa essa lutas para as pessoas que se envolvem nela”.

Para além da trama principal, o objetivo é que a obra sirva para deixar registrada a Floresta do Sabará. Afinal de contas, como diz Vanessa, “hoje a floresta está de pé, mas está no meio dessa disputa. Registrar essa luta tem o intuito de preservar a memória”.

 

Área já desmatada em 2024 para o Cestto Atacadista destoa da mata verde. Foto: Isabelle Rieger/Sul21

O nome do filme tem a ver com uma falsa dicotomia entre desenvolvimento e preservação. “A ideia do desenvolvimento é retratada como a construção de mais prédios, mais estradas, mas sempre às custas da preservação ambiental. Preservar uma floresta, a fauna e a flora de um local também é desenvolvimento”, defende Vanessa. “E temos a dualidade desse pulmão verde em um grande centro urbano, e no meio dele tem uma rua asfaltada onde passam vários casos. Vivemos o paradoxo de até onde a gente vai por esse desenvolvimento, e às custas do quê”.

A obra está em fase de pré-produção, com o roteiro final recém finalizado. Agora, a equipe coloca na ponta do lápis tudo o que vai precisar para rodar o filme: definição das locações e seleção de elenco. As gravações estão marcadas para dois finais de semana de julho. Até lá, tudo está sendo financiado de forma independente, através de parceiros e de uma vaquinha que pode ser acessada neste link.

A primeira mostra do filme ocorre em outubro, na Sala Redenção. A ideia do grupo não é monetizar a obra, mas sim fazer exibições comunitárias. Antes disso, no entanto, o foco são os festivais de cinema. Alguns deles, como o Festival de Gramado, exigem ineditismo dos filmes. Portanto, o público poderá assistir a ‘Paradoxo’ após a divulgação da lista de selecionados para o evento na Serra Gaúcha.

Construção coletiva
A roteirista Crua junto de integrante do coletivo SOS Floresta do Sabará. Foto: Daniel Bacon

‘Paradoxo’ é um dos quatro curtas advindos da edição de 2026 do curso Jovem Produtor Audiovisual (JPA). Após uma formação que teve início em março, os estudantes se dividiram em grupos e propuseram roteiros sobre diferentes temáticas.

Vanessa destaca a construção coletiva no audiovisual independente. Para além do financiamento através de parceiros, o grupo fez a discussão do roteiro com membros do coletivo SOS Floresta do Sabará, que estão envolvidos na realização do filme.

“A partir da leitura coletiva do roteiro, junto com a comunidade, fizemos algumas mudanças importantes. Por exemplo, na cena que vai retratar uma audiência pública, os figurantes serão os próprios militantes do coletivo”, relata a produtora. “Outra cena, que retrata uma reunião do coletivo, vai acontecer num local representativo para a comunidade. Será numa pracinha onde eles fizeram a primeira reunião na vida real”.

Relembre o caso da Floresta do Sabará

Um terreno de 50 hectares em área remanescente de mata atlântica na zona Leste de Porto Alegre foi adquirida pelo Grupo Zaffari para a construção de um Cestto Atacadista e do loteamento residencial Jardim Itália. Como o Sul21 mostrou em dezembro de 2024, o avanço das obras na área conhecida como Floresta do Sabará foi motivo de protesto dos moradores do entorno, que estavam preocupados com a derrubada de árvores e a proteção de animais silvestres.

Também naquele mês, o MPRS instaurou um inquérito civil para apurar os danos ambientais causados por possíveis falhas na concessão da licença ambiental para o loteamento Jardim Itália. O intuito era verificar se o licenciamento foi concedido após uma avaliação inadequada do estágio sucessional da área verde e de problemas associados ao manejo de fauna silvestre.

 

Protesto contra o empreendimento na Floresta do Sabará em dezembro de 2024. Foto: Morganah Marcon

Um primeiro parecer, emitido em abril de 2025 sob solicitação de urgência, concluiu que não havia indícios robustos para atestar inadequação do estágio sucessional da vegetação, classificado inicialmente como estágio médio. No entanto, foi apontada a incorreção no manejo de fauna realizado. O parecer ainda levantou a hipótese de reconsideração a sobre a viabilidade da instalação do empreendimento como um todo, em especial pela existência de um butiazal formado preponderantemente por espécie ameaçada de extinção.

Em outubro de 2025, um novo parecer assinado por biólogos da unidade de assessoramento ambiental do Ministério Público estadual (MPRS) destacou que há “inadequação da avaliação do estágio sucessional da Mata Atlântica” no estudo original para o Loteamento Jardim Itália. Além disso, os trabalhos de levantamento de fauna realizados para o licenciamento não foram suficientes para garantir a detecção de espécies raras ou ameaçadas de extinção que possam residir na área.

As licenças ambientais foram emitidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus).

Documentos aos quais o Sul21 teve acesso mostram a tramitação do projeto do loteamento Jardim Itália desde 1997, quando ele foi protocolado. Desde aquele ano, o projeto teve sucessivas alterações, principalmente no que diz respeito à inserção ou eliminação de partes do terreno como áreas de intervenção.

Em 2006, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (CMDUA) emitiu parecer contrário ao Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) apresentado na época. “Não existe justificativa para a permissão da utilização de quarteirões com superfície superior ao permitido no Plano para áreas urbanas de ocupação intensiva, ou seja, com área máxima de 2,25 hectares e extensão máxima de 200 m”, diz o parecer.

Também no ano de 2006, a Secretaria de Meio Ambiente (então Smam) emitiu a licença ambiental para o loteamento Jardim Itália. O documento esclarece que o terreno inclui 2,6 mil m² de bacia de amortecimento para a água de cheias. Trata-se de um reservatório construído para o armazenamento temporário das águas das chuvas, que escoam por telhados, pátios, ruas, calçadas e redes pluviais, liberando esta água acumulada de forma gradual. Além disso, 106,9 mil m² seriam destinados ao sistema viário. A vegetação a ser suprimida em função do sistema viário somaria 10,3 mil m² de mata nativa.

As condições para a licença eram a divulgação prévia sobre a instalação do loteamento e uma placa no local, informando sobre as licenças e sobre a responsabilidade técnica do empreendimento. O Grupo Zaffari teria de manter uma Área de Preservação Permanente (APP) de 30 metros às margens do curso d’água presente no terreno, além de preservar os exemplares de figueira e de butiazeiro presentes no terreno.

Conforme o Termo de Compromisso firmado na época, o empreendedor teria de repassar R$ 60 mil à Unidade de Conservação do Parque Saint Hilaire.

A licença ambiental é um documento que precisa ser constantemente renovado. Na versão de 2023, continua sendo exigida do Grupo Zaffari a preservação de butiazeiros e de figueiras “em lotes de tamanho compatível ao desenvolvimento” dos exemplares. Continua sendo obrigatória, também, a instalação de uma placa apontando a responsabilidade técnica pelo empreendimento.

Outra condição para a licença ambiental é que o empreendedor delimite e cerque as APPs de curso d’água. Está previsto, ainda, o plantio de 299 mudas nativas na área interna do terreno e a doação, ao poder público, de 126 mil m² no interior de Unidade de Conservação. Essa doação corresponde à supressão de mais de 126 mil m² de vegetação da área, incluindo mata nativa.

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Sucesso de público na Itália, ‘Diamantes’ estreia no CineBancários nesta semana

Por:Sul 21
21 de Maio de 2026, 15:00

Estreia nesta quinta-feira (21) no CineBancários “Diamantes”, fenômeno de público na Europa, com distribuição da Pandora Filmes. A trama, que mergulha em um ateliê de moda na Roma dos anos 70, é uma vibrante carta de amor às mulheres, à arte do figurino e ao poder emocional do cinema. A direção é de Ferzan Özpetek, celebrado diretor turco radicado na Itália.

“Diamantes” ocupou por quase dois anos a primeira posição nas bilheterias da Itália e foi vendido para mais de 40 países. Este é o 15º filme de Özpetek , conhecido por sucessos comerciais como “Um amor quase perfeito” (“Le fate ignoranti”, 2001) e “O primeiro que disse” (“Mine vaganti”, 2010).

O filme se passa tanto nos dias atuais quanto na década de 1970, girando em torno da vida compartilhada e dos segredos mais íntimos de um grupo de mulheres que trabalham em um grande ateliê de figurinos de cinema, dirigido por duas irmãs. Em meio a desavenças entre atrizes, agendas apertadas e funcionárias sonhadoras, o espectador é inserido numa história divertida – onde também há espaço para flertes discretos e antigas paixões que insistem em reaparecer. “Diamantes” reúne grandes nomes do cinema italiano, como Stefano Accorsi, Kasia Smutniak, Elena Sofia Ricci e Milena Vukotic.

Programação de 21 a 27 de maio

“Diamantes” Itália/ Drama/2024/120min

Direção: Ferzan Özpetek

Sinopse: Um diretor reúne suas atrizes favoritas para fazer um filme sobre mulheres. Aos poucos, sua imaginação as transporta para outra época, em um ateliê de figurinos onde o som das máquinas de costura domina o cotidiano e as mulheres ocupam o centro da criação. Entre rivalidades, cumplicidades, ausências e laços inquebráveis, realidade e ficção se misturam, revelando o cinema por um outro ponto de vista: o do figurino.

Elenco: Luisa Ranieri, Jasmine Trinca, Milena Mancini, Paola Minaccioni, Anna Ferzetti, Geppi Cucciari, Lunetta Savino

 

“Surda” Espanha/ Drama/ 2025/ 99min

Direção: Eva Libertad

Sinopse: Ângela, uma mulher surda, vive pela primeira vez a experiência da maternidade, ao lado de seu parceiro ouvinte, Hector. Com a chegada do bebê, Ângela precisa enfrentar os desafios e complexidades de ser mãe em um mundo que não foi preparado para pessoas como ela.

Elenco: Miriam Garlo, Álvaro Cervantes, Elena Irureta

 

“Perto Do Sol É Mais Claro” Brasil/Drama/2025/110min.

Direção: Regis Faria

Sinopse: Comovente retrato de Regi, engenheiro carioca de 85 anos, no momento em que lida com a perda recente de sua esposa. A resiliência e o poder do amor nas complexidades do envelhecimento.

Elenco: Reginaldo Faria, Marcelo Faria, Vanessa Gerbelli, André Faria.

Horário de 21 a 27 de maio

Não há sessões nas segundas

15h: “Perto Do Sol É Mais Claro”

17h: “Surda”

19h: “Diamantes”

Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.

CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br

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Andrey Lopes apresenta recital gratuito no Centro Cultural da UFRGS 

Por:Sul 21
18 de Maio de 2026, 17:53

Em maio, o projeto Solo Piano do Centro Cultural da UFRGS recebe Andrey Lopes. O recital acontece na próxima segunda-feira (25), às 12h30, e tem entrada franca.

Natural de Goiânia, Andrey é mestrando em Práticas Interpretativas pelo Programa de Pós-graduação em Música da UFRGS. Ele já se apresentou em palcos de Portugal e Espanha. No Centro Cultural, o instrumentista interpreta obras do brasileiro Camargo Guarnieri (1907-1993), do francês Maurice Ravel (1875-1937) e dos russos Serguei Rachmaninoff (1873-1943) e Serguei Prokofiev (1891-1953).

O projeto Solo Piano é uma parceria entre o Centro Cultural da UFRGS e o Programa de Pós-Graduação em Música do Instituto de Artes (PPGMUS), com curadoria do professor Ney Fialkow. Consiste em recitais mensais e gratuitos, que acontecem sempre na última segunda-feira do mês.

O Centro Cultural está localizado no Campus Centro da UFRGS, com entrada mais próxima pela Rua Eng. Luiz Englert, 333.

Programa

Maurice Ravel (1875-1937)

Pavana pour une infante défunte

Camargo Guarnieri (1907-1993)

Dança negra

Dança brasileira

Dança selvagem

Serguei Rachmaninoff  (1873-1943)

Elegia Op. 3 n° 1

Prelúdio Op. 32 n° 10

Serguei Prokofiev (1891-1953)

Sonata 1 Op. 1 em fá menor

Serviço:

Solo Piano recebe Andrey Lopes

Quando: Dia 25 de maio, segunda-feira, às 12h30

Onde: Centro Cultural da UFRGS – Espaço Figueira  – Rua Eng. Luiz Englert, 333 – campus centro (acesso pelo andar térreo)

Entrada franca

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Festival Alvo reúne hip-hop, skate, arte e feira independente em Porto Alegre neste domingo (24)

Por:Sul 21
18 de Maio de 2026, 17:14

No dia 24 de maio, Porto Alegre recebe o Festival Alvo, iniciativa da Alvo Associação Cultural que propõe uma experiência integrada entre música, arte urbana e manifestações de rua. Com programação gratuita das 14h às 21h, o evento acontece na Alvo Cultural (Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2132 – Bairro Rubem Berta) e reúne artistas relevantes da cena local e nacional.

Na véspera, em 23 de maio, o projeto Orin Itan promove um aquecimento para o Festival Alvo, unindo música, bate-papo e gastronomia inspirada na cultura africana como forma de conectar oralidade ancestral às narrativas contemporâneas. O evento começa às 18h.

Estruturado em quatro pilares – música hip hop, skate, arte urbana e feira de marcas independentes – o Festival Alvo tem a programação musical como um de seus principais atrativos. Entre os destaques, está o pocket show de Coruja BC1, consagrado nome do rap nacional. Outros nomes também estarão presentes, como a rapper Lady Black; a artista e produtora cultural MC Leti; o rapper e comunicador Seguidor F; o rapper e produtor musical W. Negro; e o artista Gui Arterima. Os DJs Edinho DK e Luizza são responsáveis por conduzir a atmosfera sonora do início ao encerramento do evento. O line-up traz ainda a presença de Cristal, artista multifacetada que começou a carreira aos 15 anos e representou o Rio Grande do Sul no Slam BR.

Para Jean Andrade, fundador da Alvo Associação Cultural, o festival nasce com o propósito de fortalecer a cena local, criar conexões duradouras e posicionar Porto Alegre no circuito de eventos urbanos contemporâneos do país. “A iniciativa funciona como uma plataforma de valorização da cultura urbana. A proposta é ampliar a visibilidade dos artistas, democratizar o acesso à cultura e proporcionar uma experiência autêntica, onde música, arte e rua se conectam de forma orgânica”, destaca.

Além dos shows, o festival também conta com uma série de atividades que estimulam a vivência da cultura de rua em diferentes linguagens, com batalhas de breaking com crews convidadas, intervenções ao vivo em batalha de graffiti e a realização de um best trick de skate. Também está prevista a feira cultural de marcas independentes, “A Flor da Pele”, que pretende reunir expositores, produtos autorais e iniciativas criativas, além de espaços de convivência, alimentação e integração.

Programação completa

23/05 – Orin Itan
18h00 – Abertura
18h15 – DJ Laiz Regina
18h45 – Experiência gastronômica
19h00 – Homenageados Alvo
19h30 – Bate-papo com Coruja
20h00 – Paulo Dionísio
20h30 – DJ Laiz Regina

24/05 – Festival Alvo
14h00 – DJ Luizza
14h30 – DJ Edinho
15h00 – Batalha de breaking
15h30 – Show: Lady Black
16h10 – Artistas Alvo: Seguidor F, W. Negro e Guiarterima
17h15 – Show: Mc Leti
18h10 – Show: Cristal
19h10 – Show: Coruja BC1
20h00 – DJs de encerramento

Serviço

Festival Alvo 2026 e Orin Itan
Data: dias 23 e 24 de maio
Horário: no dia 23, das 18h às 21h. No dia 24, das 14h às 21h
Local: Alvo Cultural (Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2132 – Área 8 do Centro Vida, bairro Rubem Berta.
Ingressos gratuitos em Festival Alvo e Orin Itan.

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Zoravia Bettiol recebe apoio para tratamento de saúde em vaquinha

Por:Sul 21
18 de Maio de 2026, 16:01

Conhecida pelo talento artístico e pelo ativismo a causas sociais e ambientais, a artista Zoravia Bettiol está mobilizando a solidariedade de apoiadores para uma vaquinha virtual em prol da própria saúde. Qualquer pessoa pode aderir ao financiamento coletivo, que tem como objetivo custear parte da recuperação da artista depois de uma cirurgia.

Em março, Zoravia, que tem 90 anos, sofreu um acidente doméstico em casa. Em função do incidente, teve uma fratura e precisou colocar uma prótese no fêmur. Ela foi atendida no Hospital Santa Clara, em Porto Alegre, e a cirurgia foi conduzida pelo médico Carlos Roberto Schwartsmann. A operação foi bem sucedida e ela está se recuperando em casa.

No entanto, o tratamento do pós-operatório da artista exigiu a contratação de cuidadoras e de serviços de fisioterapia. A vaquinha criada pelo Racum Estúdio visa a cobrir esses custos e será toda convertida para a artista. A campanha foi divulgada, nas redes, pelo Instituto Zoravia Bettiol, que preserva a obra e difunde cultura e arte em suas diferentes manifestações artísticas.

É possível aderir com diversos valores, a partir de R$ 50 reais. As recompensas incluem cartões-postais, obras para imprimir e exemplares do livro “Inventário da Inundação” – escrito em parceria com Nora Prado. A vaquinha segue até 14 de junho no portal Catarse.

Reprodução de cartaz divulgado pelo Instituto Zoravia Bettiol

Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, em 1935. É artista plástica, designer e arte-educadora. Participou de 156 exposições individuais e mais de 350 coletivas, em Bienais, Trienais e exposiçõe internacionais em países da América Latinal, Europa, além de nos EUA e Japão. Em 2016, recebeu uma mostra retrospectiva no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), intitulada Zoravia Bettiol – O Lírico e o Onírico.

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