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Fundo de reconstrução bilionário e liberação da venda de petróleo iraniano: o que diz o acordo entre EUA e Irã

O acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo, na Suíça, libera US$ 12 bilhões de recursos iranianos que estavam congelados em fundos de investimento, além da criação de um fundo privado de reconstrução do país e a liberação da venda de petróleo pelo Irã.

De acordo com a agência estatal do Irã, a IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati.

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“A incansável mediação do Paquistão e do Catar proporcionou grandes avanços para acabar com a guerra no Líbano”, comentou no X (antigo Twitter) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, após o encontro na Suíça.

“As exportações de petróleo e petroquímicos foram liberadas, o bloqueio foi suspenso, parte dos ativos congelados foi desbloqueada e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi colocado em marcha”, acrescentou.

Essa liberação, no entanto, ainda é alvo de confrontos entre os países, já que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na última segunda-feira (22) que esses ativos não serão liberados caso não haja avanços concretos nas negociações.

Fundo de reconstrução

Outro ponto que gera debate no acordo é a criação de um fundo privado para a reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão pagar por esses valores. Atores envolvidos na negociação confirmaram que não haverá recursos governamentais americanos no acordo e que o montante sairá de empresas que atuam nos Estados Unidos, nos países árabes do Golfo, na Ásia e na América do Sul.

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O fundo vai permitir que países da região contribuam de diferentes formas, como com a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e toda a infraestrutura afetada pelo conflito.

Essa medida também é alvo de debate entre os países, já que os Estados Unidos afirmam que ela só vai ocorrer caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A diplomacia do Irã, por sua vez, nega que o programa de mísseis do país faça parte da negociação.

O custo dos danos causados pelo conflito está estimado em US$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).

Venda de petróleo

Na segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão por dois meses de suas sanções ao petróleo iraniano. As transações que estavam proibidas estão autorizadas até o dia 21 de agosto, exceto para Cuba e Coreia do Norte.

A licença poderia liberar um inventário flutuante de cerca de 67 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos no Golfo, proporcionando ao Irã um ganho financeiro potencial de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões, de acordo com Miad Maleki, ex-oficial de sanções do Tesouro e atual membro sênior da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank baseado em Washington.

Com a liberação, acredita-se que a China acelerará as compras do petróleo iraniano durante os dois próximos meses.

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Modernização bilionária da Via Dutra tem primeiro trecho inaugurado na Serra das Araras

Foi inaugurada nesta terça-feira (23) a primeira fase das obras da Nova Serra das Araras, trecho fluminense da Rodovia Presidente Dutra (BR-116). Focado na modernização de uma infraestrutura projetada originalmente na década de 1940, o projeto conta com um investimento de R$ 1,5 bilhão para o trecho da serra e visa destravar o gargalo logístico entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta etapa inicial, foi liberado quatro quilômetros de pistas no sentido São Paulo. A nova estrutura conta com quatro faixas de rolamento, acostamento, faixas de segurança, iluminação integral e oito novos viadutos. O tráfego será liberado aos motoristas na quinta-feira (25), às 15h.

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O governo federal afirmou que o projeto está 70% concluído e o cronograma para a conclusão total do complexo foi antecipado em dois anos, reduzindo o prazo final de entrega de 2029 para 2027.

Financiamento do BNDES

A modernização da Serra das Araras faz parte de um plano macro de investimentos na concessão das rodovias Dutra e Rio-Santos (BR-101), que totalizam 626 quilômetros. Esse pacote recebe um aporte de R$ 10,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), consolidando-se como um dos maiores financiamentos de infraestrutura rodoviária da história da instituição.

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O investimento atua diretamente no principal eixo comercial do país. As duas rodovias conectam 34 municípios que concentram 60 milhões de habitantes e são responsáveis por 41% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Atualmente, a Serra das Araras recebe cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% correspondem ao transporte de cargas.

Retorno financeiro e ganho logístico

O investimento resultará, ao fim do projeto, em 16 quilômetros de novas pistas (8 km por sentido), 24 viadutos, duas áreas de escape para caminhões, monitoramento inteligente e cobertura de internet 4G.

Os reflexos econômicos do projeto incluem:

  • Aumento de velocidade: A velocidade máxima operacional permitida passará de 40 km/h para até 80 km/h.
  • Redução de custos e tempo: O tempo de viagem encolherá em até 25% na subida (sentido SP) e em até 50% na descida (sentido RJ), diminuindo o custo do frete e o consumo de combustível.
  • Geração de emprego: A movimentação financeira na região viabilizou a criação de 5 mil empregos diretos e indiretos.

O plano de investimentos financiado pelo BNDES também prevê a expansão de 40% na capacidade total das duas rodovias, o que inclui a duplicação de 80 km da Rio-Santos (entre Mangaratiba e Angra dos Reis) e a implementação de mais de 600 km de faixas adicionais.

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PMI composto do Reino Unido cai a 49,4 em junho, menor nível em 14 meses

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Reino Unido caiu de 49,7 em maio para 49,4 em junho, atingindo o menor nível em 14 meses, segundo dados preliminares publicados nesta terça-feira, 23, pela S&P Global. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta a 49,8 neste mês.

No segmento de serviços, o PMI britânico recuou de 49,3 para 48 7 no mesmo período, tocando o menor patamar em 41 meses. O consenso da FactSet era de avanço para 49,5.

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O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Reino Unido é um dos indicadores econômicos mais acompanhados pelo mercado financeiro global, funcionando como um termômetro em tempo real da saúde econômica britânica.

Já no setor industrial, o PMI do Reino Unido diminuiu de 53,9 para 53,1, o menor nível em três meses. Neste caso, a projeção era de queda para 53,6.

Leituras abaixo de 50 indicam contração econômica, enquanto números acima de 50 sugerem expansão.

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Ata do Copom fala em ajustar próximas decisões da Selic conforme evoluir cenário de inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira, 23, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, considerando o contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços. A mensagem consta na ata da reunião de junho do Copom, publicada no período da manhã desta terça.

No encontro, encerrado na quarta-feira, 17, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%.

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Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cauteloso da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse no documento publicado nesta terça.

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O Comitê também afirmou que a decisão de reduzir a Selic para 14 25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Projeções

O Copom repetiu as projeções para a inflação já apresentadas no comunicado. O colegiado prevê alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, espera alta de 3,7% para o IPCA acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.

Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 15 de junho) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.

A taxa de câmbio começa em R$ 5,10 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC).

Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

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Espaçolaser protocola pedido de registro para oferta pública secundária de ações

A MPM Corpóreos S.A. (Espaçolaser) anunciou ao mercado a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de até 6.106.557 ações ordinárias de sua emissão. A operação, que será coordenada pelo banco BTG Pactual , consiste na venda da totalidade da participação mantida pelo Magnólia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia na companhia. Se o lote total for integralmente alienado, o fundo deixará de integrar o bloco de controle da empresa.

Estrutura e Alvo da Oferta

A distribuição ocorrerá sob o rito de registro automático perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e será direcionada exclusivamente a Investidores Profissionais. Não haverá esforços de colocação dos papéis no exterior, tampouco a previsão de lotes adicionais ou suplementares. Diante disso, não haverá mecanismo de estabilização de preço, o que pode submeter as ações a flutuações no mercado secundário da B3.

A operação conta com garantia firme de liquidação prestada pelo coordenador e prevê a possibilidade de distribuição parcial, desde que atingida a quantidade mínima de 3.053.279 ações. Caso essa meta mínima não seja alcançada no procedimento de bookbuilding, a oferta será cancelada.

Fixação de Preço e Valores Estimados

O preço por ação será definido após a coleta de intenções de investimento. Como base de referência hipotética, considerando a cotação de fechamento de R$ 6,10 verificada no dia 19 de junho de 2026, o volume financeiro da operação pode variar entre:

  • R$ 18.625.001,90 — se comercializada apenas a quantidade mínima exigida.
  • R$ 37.249.997,70 — se distribuída a totalidade das ações ofertadas.

Por se tratar de uma oferta estritamente secundária, a Espaçolaser não receberá nenhum recurso com a transação, sendo a receita líquida integralmente direcionada ao acionista vendedor. Dessa forma, não haverá diluição patrimonial para os atuais acionistas.

Restrições de Lock-up e Vendas a Descoberto

Para garantir a estabilidade do processo, determinados acionistas do bloco de controle — Ygor Alessandro de Moura, José Carlos Semenzato e SMZXP Participações Ltda. — assinaram um acordo de lock-up. Eles estão impedidos de negociar ou dispor de suas participações pelo período de 90 dias contados do anúncio de início da oferta, salvo exceções previstas em contrato (como doações de boa-fé ou transferências sucessórias).

Fica vedada a aquisição de ações por investidores que tenham realizado vendas a descoberto com papéis da companhia na data de fixação do preço ou nos cinco pregões antecedentes.

Direitos Assegurados

As ações comercializadas manterão os mesmos direitos concedidos aos atuais detentores de ações ordinárias da Espaçolaser, incluindo:

  • Direito a um voto por ação nas Assembleias Gerais.
  • Direito ao dividendo obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício.
  • Direito de venda conjunta (tag along) em caso de alienação onerosa do controle da companhia, assegurando tratamento igualitário ao dos controladores.

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PF identifica mecanismo para ocultar pagamento de mesada de R$ 6 milhões de Daniel Vorcaro a Ciro Nogueira 

Relatório da Polícia Federal apontou que empresas ligadas a Ciro Nogueira (PP-PI) desenvolveram uma estrutura financeira para ocultar pagamentos de mesada feitos ao senador por Daniel Vorcaro. 

A PF acredita que existe um esquema integrado de movimentação financeira entre empresas das famílias Nogueira e Vorcaro, em especial a CNLF, do senador, e a BRGD, controlada por Vorcaro e seus parentes.

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O mecanismo de lavagem de dinheiro usaria estruturas interligadas que seriam usadas para “a ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem incompatível com a capacidade econômico-financeira formal dos envolvidos, tendo como possível beneficiário final o senador Ciro Nogueira”, apontou a PF.  

Por meio desse fluxo, o ex-banqueiro teria pago uma mesada ao senador que soma ao menos R$ 6 milhões entre 2024 e 2025, justamente o período mais crítico das tentativas de salvar o Banco Master. 

A reportagem da Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC, procurou o senador, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. 

Pagamento de viagem a Lisboa

Investigações da PF também dão conta de que Vorcaro bancou as despesas de uma viagem a Lisboa de Nogueira e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

As informações foram obtidas pela PF no celular do dono do Banco Master e foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da mesma operação que realizou busca e apreensão contra Ciro Nogueira. Motta não foi alvo de nenhuma diligência na ocasião.

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Nas conversas e documentos obtidos pela PF, Vorcaro determina o pagamento de cinco diárias de “suíte jr.” no Four Seasons Hotel para Ciro e Hugo Motta. De acordo com a PF, o custo total para cada um seria de cerca de R$ 90 mil, com base na cotação do euro da época. Em conversa com jornalistas, Motta disse ter “muita tranquilidade” sobre as diárias pagas pelo banqueiro.

“As investigações estão aí, os órgãos estão trabalhando e eu defendo que as apurações possam acontecer da maneira mais isenta e imparcial possível. Eu sou um deputado que sempre defendi o bom exercício da atividade parlamentar, sempre legislei com responsabilidade e presido a Câmara com essa mesma responsabilidade”, afirmou.

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Reservas de petróleo dos países da OCDE atingem menor nível desde 1990, diz AIE

As reservas de petróleo nos países da OCDE atingiram o nível mais baixo desde 1990, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório mensal divulgado na quarta-feira, em meio a dificuldades de abastecimento devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Apesar da queda significativa na demanda por petróleo (…), os estoques continuam a diminuir em ritmo recorde”, afirmou a AIE em seu relatório, observando que os estoques nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram 163 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio.

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As reservas despencaram após os governos dos países membros da OCDE terem sido obrigados a sacar petróleo de suas reservas estratégicas de emergência por conta dos conflitos no Golfo Pérsico.

A queda nos estoques globais observada acelerou em maio, passando de 74 milhões de barris em abril para 143 milhões. Isso elevou o ritmo médio de retiradas de estoques desde o início do conflito no Golfo para 3,8 milhões de barris, dos quais 2,4 milhões correspondem a petróleo bruto e 1,4 milhão a produtos derivados.

Redução da demanda global

No mesmo relatório, a agência voltou a reduzir a previsão de demanda mundial de petróleo para 2026 em 1,1 milhão de barris diários, uma redução quase três vezes maior que a prevista no mês passado.

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Os números preliminares mostram que as entregas de petróleo do segundo trimestre de 2026 caíram quase 5% em termos anuais, devido “ao aumento dos preços dos combustíveis e às dificuldades de abastecimento”. O retrocesso trimestral nas entregas seria o primeiro desde 2020, ressalta a AIE.

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Irã resiste à pressão por data e mantém cautela sobre desfecho de acordo com os EUA

O Presidente Donald Trump disse no sábado (13) que um acordo para acabar com a guerra com o Irã será assinado neste domingo, seguido pela abertura do Estreito de Ormuz, mas a mídia estatal iraniana informou que o país permaneceu cauteloso sobre os prazos.

“O Acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após ser assinado, o Estreito de Ormuz estará aberto para todos”, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.

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A agência de notícias Fars, do Irã, citou neste domingo que uma “fonte informada próxima à equipe de negociação do Irã” afirmou que o país não anunciou uma decisão final sobre “o entendimento proposto com os Estados Unidos, acrescentando que análises políticas, jurídicas e técnicas das propostas ainda estão em andamento”.

Trump também sugeriu que os EUA trabalharão com o Irã para remover o urânio enriquecido do país em uma data indeterminada.

“No momento apropriado, quando tudo estiver calmo, nós entraremos e pegaremos a Poeira Nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito submersas”, disse ele.

“Esperamos trabalhar com o Irã, e com todo o Oriente Médio, por muito tempo no futuro”, acrescentou.

No sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, foi citado pela mídia estatal dizendo que era necessária cautela em relação ao momento da assinatura de qualquer acordo.

“Teremos que esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora não seja amanhã”, informou a mídia estatal. “A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não pode ser descartada. No entanto, devido à hesitação do outro lado, devemos ser cautelosos ao fazer qualquer comentário sobre este processo.”

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A publicação de Trump no sábado foi concluída com o que pareceu ser uma ameaça velada contra o Irã caso seus líderes não cumpram as exigências dos EUA.

“Esperamos que todo este processo funcione de forma rápida, fácil e tranquila. Se não funcionar, temos a alternativa definitiva, que esperamos nunca mais ter de usar!”

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido da CNBC para esclarecimentos sobre as declarações de Trump.

No início do sábado, o Primeiro-Ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os EUA e o Irã estão “mais perto de um acordo de paz do que nunca”, indicando uma finalização nas próximas 24 horas com “conversas de nível técnico na próxima semana”. Trump republicou esses comentários em sua conta no Truth Social.

O Vice-Primeiro-Ministro do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, também disse que discutiu o iminente acordo de paz em uma ligação com o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Príncipe Faisal bin Farhan.

“Eles saudaram as negociações entre EUA e Irã em sua fase final, com a cerimônia de assinatura eletrônica agendada para amanhã, e expressaram a esperança de que este importante desdobramento contribua para uma paz e estabilidade duradouras na região”, disse o vice-primeiro-ministro em uma publicação no X. Uma autoridade sênior do governo Trump disse na sexta-feira que os EUA não estão “100%” confiantes de que o acordo alcançado será assinado.

Em seu estado atual, o acordo garantiria a “paz a longo prazo na região” e recompensaria o Irã com um alívio econômico “significativo”.

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Como os carros elétricos chineses planejam conquistar o mercado americano em poucos anos

Os veículos elétricos chineses enfrentam tarifas paralisantes, regulamentações rigorosas e forte oposição de legisladores e da indústria automobilística americana, mas há uma possibilidade crescente de que os VEs chineses sejam vendidos nos EUA nos próximos anos.

A China expandiu deliberada e agressivamente sua presença de VEs por toda a Europa, Reino Unido, Ásia e Austrália, exportando milhões de veículos bem projetados, de alta tecnologia e com preços competitivos, construindo fábricas e ampliando as cadeias de suprimentos. Agora, o país está de olho nas nações ocidentais, especialmente nos EUA — o segundo maior mercado automotivo do mundo, atrás apenas do seu próprio —, que recuou significativamente de suas próprias ambições de VEs.

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Aí reside um dilema existencial enfrentado pelas “Três Grandes” — General Motors, Ford e Stellantis. Embora continuem a oferecer um número limitado de VEs, elas estão focadas principalmente na produção e venda de veículos com motor de combustão interna, enquanto muitos especialistas automotivos concordam que os VEs são o futuro da indústria automobilística global e que a China está posicionada para controlar o mercado.

“As empresas dos EUA recuaram em muitas de suas campanhas de veículos elétricos porque não conseguiram desenvolver, de forma barata, uma proposta de valor atraente para os consumidores americanos”, disse Stephen Dyer, diretor administrativo da prática automotiva e industrial da AlixPartners. Mas se os VEs são o futuro, ele disse: “Você não pode ser competitivo se não estiver no jogo”.

Tão pouco as Três Grandes podem descansar sobre os louros. “As montadoras de Detroit aperfeiçoaram o negócio de fabricação de veículos tradicionais movidos a motores a gasolina”, disse Michael Dunne, CEO da Dunne Insights, uma consultoria focada em VEs e veículos autônomos. Mas quando confrontadas com a mudança dramática para a eletrificação e autonomia, “elas lutaram para fazer a transição”.

Enquanto isso, disse Dunne, “a China tem um plano diretor para dominar o mercado global de VEs, incluindo carros, caminhões e as baterias que os alimentam”. Na virada do século, a China produzia menos de um milhão de carros por ano, disse ele, mas em 2010 já havia superado os EUA em termos de tamanho de mercado e produção.

Embora a oportunidade de vencer o gigante chinês possa estar escapando, a longo prazo, a maneira mais viável de permanecer relevante e competitivo pode ser juntar-se a eles.

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Como as importações diretas de VEs fabricados na China para os EUA parecem altamente improváveis, permitir que sejam fabricados aqui está se tornando uma opção realista. Em janeiro, o presidente Donald Trump expressou apoio a permitir que a China se estabelecesse nos EUA, desde que empregasse trabalhadores americanos. A observação levou a uma ampla especulação de que o assunto seria levantado na recente cúpula de Pequim com Xi Jinping, embora não haja relatos de que tenha surgido. Entre a comitiva de CEOs que acompanhou Trump, o único executivo do setor automotivo era Elon Musk, da Tesla, cuja empresa tem presença na China, embora esteja bem atrás da líder doméstica BYD.

A China continua sendo o maior polo mundial de fabricação e comércio de carros elétricos, capturando cerca de 75% e 40% dos respectivos totais globais. Liderada principalmente por montadoras nacionais, a produção da China em 2025 de 16 milhões de carros elétricos superou a demanda interna em 20%, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), impulsionando as exportações de carros elétricos chineses a dobrarem para um recorde histórico de mais de 2,5 milhões — o principal motor do seu crescimento nas exportações de automóveis. Em 2025, os modelos elétricos representaram mais de 35% de todas as exportações de carros chineses, acima dos cerca de 20% do ano anterior.

“O único mercado no mundo em que eles ainda não penetraram são os Estados Unidos”, disse Dunne.

De qualquer forma, as restrições regulatórias existentes sobre software e hardware desenvolvidos pela China em sistemas conectados ou autônomos de VEs fabricados nos EUA teriam que ser superadas. Além disso, um projeto de lei do Senado para banir permanentemente as montadoras chinesas dos EUA foi apresentado pelos senadores Bernie Moreno (Republicano-Ohio) e Elissa Slotkin (Democrata-Mich.).

Uma via mais provável é por meio de colaborações entre empresas automotivas americanas e chinesas. “Acho que o objetivo final de muitas montadoras chinesas é ter suas operações de montagem e negócios independentes e de propriedade total nos EUA eventualmente, mas elas estariam dispostas a dar esse passo intermediário”, disse Dyer.

“As montadoras tradicionais entendem a ameaça e muitas delas agora têm parcerias”, disse Adam Bernard, fundador da empresa de consultoria AutoPerspectives e ex-diretor associado de inteligência competitiva da General Motors, citando acordos que a Ford, GM e Stellantis têm com montadoras chinesas.

A Ford — cujo CEO, Jim Farley, admitiu que gosta de dirigir um sedã Xiaomi SU7 — está supostamente em negociações com o Zhejiang Geely Holding Group da China para criar uma parceria europeia e, de acordo com o The Wall Street Journal, “também parece estar abrindo as portas para permitir carros chineses nos EUA em algum momento”.

Enquanto isso, a Ford está avançando com o desenvolvimento de sua plataforma de Veículo Elétrico Universal, ou UEV (Universal Electric Vehicle), que estreará com uma picape elétrica de tamanho médio de US$ 30.000, programada para ser lançada no próximo ano. A F-150 Lightning totalmente elétrica da montadora, introduzida em 2021, não atendeu às expectativas e está sendo reprojetada como híbrida.

A GM importa células de bateria de VE fabricadas pela chinesa CATL para uso em seu Chevy Bolt EV, que é fabricado na fábrica de montagem Fairfax da GM em Kansas City, Kansas. A empresa também opera uma instalação em Coahuila, México, onde constrói vários de seus VEs de marca, incluindo o Equinox, Blazer e Cadillac Optiq. Esses veículos, no entanto, não estão sujeitos a tarifas, devido ao Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que permite o comércio isento de impostos de veículos montados na América do Norte. A GM e sua duradoura joint venture na China, SAIC-GM-Wuling, estão em negociações avançadas para começar a fabricar veículos a combustão no México.

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A GM e a Ford não responderam aos pedidos de comentário.

Bernard também apontou que o Zhejiang Geely Holding Group da China adquiriu a Volvo da Ford em 2010 e, posteriormente, lançou a marca de VEs Polestar. Ambos são produzidos na fábrica da Volvo perto de Charleston, Carolina do Sul, a qual a Geely está de olho para expandir para produzir mais VEs. “Não acho que seria um grande problema para eles adaptarem essa fábrica para algumas outras plataformas da Geely”, disse Bernard.

Uma forte candidata seria a Zeekr, outra marca chinesa que a Geely controla e que a Waymo, de propriedade da Alphabet, usa para sua frota de robotáxis em São Francisco.

A Volvo recebeu recentemente aprovação do governo dos EUA para continuar vendendo veículos que usam software desenvolvido e mantido pela China, depois que a regra instituída pelo governo Biden entrou em vigor em março de 2026 e cobriu empresas com participação acionária chinesa significativa.

Trabalhadores verificam chassis de veículos na linha de produção da fabricante de veículos elétricos Zeekr em sua fábrica em 29 de maio de 2025, em Ningbo, China. Kevin Frayer | Getty Images News | Getty Images

A importação de marcas chinesas de VE para a América do Norte já está acontecendo no México e no Canadá.

No México, os veículos chineses representam um quarto das vendas totais, embora esse número possa cair depois que o México impôs uma tarifa de 50% no início deste ano. Por outro lado, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, assinou um acordo em janeiro permitindo a entrada de até 49.000 VEs fabricados na China no país anualmente a uma taxa tarifária de 6,1%.

A Stellantis — dona da Dodge, Chrysler, Jeep e Ram, além de inúmeras marcas europeias — é a maior acionista da Zhejiang Leapmotor Technology Co., com uma participação de 21%, e proprietária majoritária de 51% de uma joint venture com a montadora chinesa. Durante uma recente coletiva de imprensa, o CEO da Stellantis, Antonio Filosa, disse que a empresa “com certeza” vê oportunidade em expandir sua produção e venda de veículos com a Leapmotor no México e potencialmente no Canadá. “Acredito que há espaço no México… Talvez haja espaço no Canadá. Veremos”, disse ele.

A Stellantis se recusou a dar mais detalhes sobre sua parceria com a Leapmotor.

Além da colaboração Stellantis-Leapmotor, outras montadoras estão buscando planos para construir instalações em países da América do Norte. Sob pressão dos EUA, o México recuou de um plano para permitir que a BYD construísse uma fábrica em seu solo, mas a BYD e a Geely estariam supostamente entre as finalistas que disputam a compra de uma fábrica da Nissan–Mercedes-Benz no México. Em abril, o Guangzhou Automobile Group Co. anunciou planos para começar a montar veículos lá no segundo semestre deste ano.

A vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, disse em março que a empresa está considerando construir uma fábrica de propriedade total no Canadá e, possivelmente, adquirir uma montadora tradicional em dificuldades. “Estamos abertos a todas as oportunidades que tivermos”, disse Li, sem oferecer detalhes específicos.

A guerra comercial de Trump e o novo acordo com o Canadá e o México ameaçam o cenário

Resta saber se esses desdobramentos acabarão abrindo uma oportunidade indireta para a importação de VEs chineses para os EUA, considerando vários obstáculos existentes mais concretos do que as dezenas de legisladores de ambos os lados do espectro político e grupos da indústria automobilística que fizeram uma petição a Trump para impedir as importações de veículos chineses montados no México ou no Canadá. Por exemplo, a tarifa sobre veículos fabricados em ambos os países é de 25%, substancialmente menor do que a taxa cumulativa de 125% para os VEs chineses, mas ainda assim um fator de custo.

Sob o acordo comercial atual da América do Norte, o USMCA, um veículo montado no México ou no Canadá pode entrar nos EUA com tratamento tarifário preferencial apenas se 75% do seu conteúdo — como baterias, motores, eletrônicos e software — for originário da América do Norte.

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Essa matemática, no entanto, pode ter se tornado mais complicada. Esta semana, o governo Trump propôs uma nova tarifa de 10% sobre o México, o Canadá e outros países devido ao suposto fracasso em abordar as preocupações com o trabalho forçado. Isso ocorre logo após a decisão da Suprema Corte em fevereiro, que determinou que as tarifas do “Dia da Libertação” de Trump eram ilegais. Além disso, o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse à CNBC esta semana que, para que qualquer renovação do USMCA ocorra — e ele garantiu que não haverá uma renovação automática em 1º de julho —, os requisitos de conteúdo automotivo dos EUA são um grande ponto de discórdia.

O governo Trump não concordará com nenhum novo acordo que não inclua uma nova exigência de uma porcentagem específica de conteúdo nos carros que deve ser fabricado nos EUA. Embora Greer tenha dito que as reportagens recentes do The Wall Street Journal de que o governo busca uma exigência de conteúdo dos EUA de até 50% eram imprecisas, ele disse que é verdade que o governo está focado nessa questão e a pressionará nas negociações. E se os EUA não conseguirem o que procuram nas negociações do USMCA, “isso nos colocará em um caminho para eventualmente sair dele, se não formos capazes de chegar a uma posição melhor”, disse ele a Megan Casella, da CNBC, no CNBC CEO Council Summit em Washington, D.C., na terça-feira.

Apesar disso, VEs chineses da BYD, Geely, Great Wall e Xpeng estão aparecendo ao longo da fronteira EUA-México. Eles foram comprados em concessionárias no México — alguns modelos por menos de US$ 20.000 — por cidadãos mexicanos que, em conformidade com as regras dos EUA, podem se deslocar de ida e volta para El Paso, San Diego e outras cidades fronteiriças. As regulamentações dos EUA, no entanto, tornam quase impossível que tais veículos sejam registrados no país.

Mesmo sendo difícil para os motoristas americanos comprarem um VE chinês, não importa onde seja fabricado, muitos afirmam estar curiosos sobre VEs, ainda mais com os preços atuais da gasolina nas alturas causados pela guerra no Irã. De acordo com um estudo recente da Kelley Blue Book, 38% os americanos dizem que considerariam comprar um veículo chinês se tivessem a opção. “A única coisa que [os] impede são as restrições de venda para os EUA”, disse Dan Ives, analista da Wedbush Securities.

A China lutou por décadas para fazer sua indústria automobilística nacional decolar, mas sua estratégia de longo prazo para dominar o mercado global — como fez nos setores de energia solar, eólica, baterias e outros setores de energia limpa — está se concretizando. Hoje, a China é a principal fabricante de automóveis do mundo, com cerca de 100 empresas produzindo uma ampla gama de veículos totalmente elétricos, híbridos e com motor de combustão interna. A BYD eclipsou a pioneira dos VEs, Tesla — que começou a exportar para a China em 2014 e desde então construiu uma megafábrica em Xangai —, como a marca internacional número 1.

Em 2025, quase 55% de todas as vendas de carros na China foram de VEs, de acordo com a AIE, e as montadoras chinesas foram responsáveis por 60% das vendas globais de VEs. Este ano, espera-se que a China produza mais de 34 milhões de veículos, incluindo quase 12 mlihões de modelos de VE. Quase 30% da produção total será exportada.

Apenas em abril, a China despachou mais VEs e híbridos plug-in do que veículos a combustão pela primeira vez na história, de acordo com a Associação de Carros de Passageiros da China (China Passenger Car Association). Isso aponta para a necessidade crescente de as montadoras chinesas olharem além do mercado doméstico. O excesso de capacidade de fabricação, a intensificação da concorrência interna e a redução dos subsídios governamentais resultaram em uma queda de 6,8% nas vendas ano a ano de VEs e híbridos na China em abril, enquanto as vendas gerais de veículos caíram 21,5% em relação ao ano anterior.

Então, os motoristas dos EUA poderão comprar um VE chinês em um futuro próximo? Sim, disse Tu Le, fundador da Sino Auto Insights, uma empresa de consultoria automotiva. “Assim que os canadenses começarem a comprá-los nos próximos 18 meses, [enquanto] nossos vizinhos mexicanos já podem comprá-los, a pressão vai aumentar significativamente”, disse ele.

Le acrescentou que, embora os políticos dos EUA estejam estabelecendo barreiras legais para manter os VEs chineses fora, eles não articularam nenhum plano para tornar nossas montadoras domésticas competitivas. “Não pode ser apenas um ‘não, nunca'”, disse ele. “Isso acabará paralisando a indústria automobilística dos EUA. Vai inflacionar os preços para os consumidores, porque nossa tecnologia será duas ou três gerações mais antiga do que qualquer coisa que se possa comprar na Europa e na China.”

Dunne está confiante de que “até 2030, veremos alguma forma de carros chineses nas estradas americanas. De uma forma ou de outra, eles encontrarão um caminho para entrar”, disse ele.

A maioria dos especialistas concorda que os VEs são o futuro da indústria automobilística global e que a China está posicionada para continuar como líder de mercado. Isso pode levar as montadoras dos EUA a unir forças com empresas chinesas como a maneira mais viável de permanecerem relevantes e competitivas.

“Acho que haverá uma combinação de empresas que querem seguir sozinhas [ou formar] parcerias e joint ventures“, disse Le. “Se eu sou a BYD, há um holofote sobre mim porque sou uma marca chinesa. Então, se eu for para os Estados Unidos com a Ford ou a GM, isso deve aliviar um pouco essa pressão ou, pelo menos, desviar parte dela.”

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Enquanto Bitcoin despenca, novos ETFs de Hyperliquid ganham tração em Wall Street

Em um canto muito pequeno — e, pelo menos até agora, obscuro — do mercado de criptomoedas, os investidores estão correndo para entrar, em vez de correr para as saídas. Os chamados ETFs de HYPE estão captando novos ativos de investidores em um momento no qual as principais apostas em cripto, incluindo o bitcoin e o ether, estão derretendo.

Em maio, a Bitwise e a 21shares lançaram ETFs à vista (spot) que replicam índices do HYPE, um ativo cripto descentralizado que opera em sua própria blockchain, a Hyperliquid. Os produtos, negociados sob os tickers BHYP e THYP, já captaram cerca de US$ 150 milhões em ativos e, desde o lançamento, registraram em sua maioria dias de fluxo líquido positivo — algo que chamou a atenção de Nate Geraci, presidente da NovaDius Wealth Management.

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A Grayscale lançou seu próprio ETF, o Grayscale Hyperliquid Staking ETF (HYPG), na quarta-feira.

“Este é um mercado que penetrou apenas 1% do seu mercado potencial. A maioria das pessoas ainda não sabe o que é a Hyperliquid”, disse Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, à CNBC.

A Hyperliquid é uma exchange descentralizada de contratos futuros perpétuos construída em blockchain. Ela opera 24 horas por dia para traders fora dos Estados Unidos. A plataforma existia discretamente até o verão passado, quando a guerra entre os EUA e o Irã fez com que os traders corressem em busca de acesso aos mercados de petróleo durante o fim de semana. O volume rapidamente atingiu cerca de US$ 1 bilhão por dia apenas em petróleo bruto, disse Stephen Coltman, vice-presidente e chefe de macro da 21shares.

Para um token do qual a maioria dos consultores financeiros e investidores nunca tinha ouvido falar há um mês, a recepção tem sido difícil de ignorar, especialmente em um momento em que o bitcoin enfrenta uma forte onda de vendas. Os ETFs de bitcoin à vista vêm sofrendo saídas de ativos. O iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), por exemplo, encerrou a semana em queda de cerca de 16%.

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Os aportes no HYPE provavelmente não representam uma migração de recursos de criptomoedas já existentes, mas sim um movimento dos investidores em direção a algo genuinamente novo.

“A Hyperliquid está trazendo novos investidores de fora do ecossistema cripto para este ativo digital específico. Acho que ela atrai um tipo de investidor muito diferente do investidor de bitcoin”, disse Zach Pandl, chefe de pesquisa da Grayscale.

Pandl afirmou que os investidores são atraídos por um modelo de receita que conseguem compreender. A maioria dos tokens cripto tem uma relação indireta com a atividade da plataforma subjacente, mas a Hyperliquid é diferente.

“No caso da Hyperliquid, 99% das taxas geradas na plataforma são destinadas à recompra do HYPE, o ativo”, disse Hougan. “Existe esse ciclo muito estreito entre a atividade que ocorre no mundo cripto e o valor do ativo Hyperliquid.”

Este é um mecanismo de mercado que os investidores de ações tradicionais reconheceriam imediatamente: a prática de empresas de capital aberto que utilizam seu caixa para recomprar as próprias ações. “É muito semelhante a uma recompra de ações, onde todas as negociações geradas são usadas para recomprar o token”, disse Coltman.

Bitwise Hyperliquid ETF

Os especialistas em ETFs afirmam que esses fundos são um ponto de entrada prático para investidores que desejam exposição sem a complexidade de configurar uma carteira digital (wallet) ou navegar em uma exchange descentralizada.

Até sexta-feira, o recém-lançado Grayscale Hyperliquid Staking ETF contava com US$ 4,5 milhões em ativos. O 21shares Hyperliquid ETF possuía US$ 75,8 milhões em ativos sob gestão, enquanto o Bitwise Hyperliquid ETF somava US$ 71,14 milhões.

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Geraci disse que, à medida que os investidores se familiarizarem com a Hyperliquid por meio dos ETFs, é razoável esperar que os produtos ajudem a acelerar a adoção em massa da própria plataforma.

“Vejo os ETFs de cripto à vista como uma ponte importante entre as finanças tradicionais (TradFi) e as finanças descentralizadas (DeFi). Embora seja difícil determinar o grau de sobreposição entre os investidores de ETFs de HYPE e os usuários da Hyperliquid, os ETFs sem dúvida aumentam a visibilidade da plataforma”, escreveu ele em um e-mail para a CNBC.

No entanto, os especialistas em ETFs alertaram que o nível de conhecimento do público ainda é baixo, a concorrência é ampla e os riscos continuam altos.

A 21shares destaca seu histórico, tendo listado um produto de HYPE na Europa em agosto de 2025. A Grayscale possui a menor taxa de administração, de 0,29%, contra 0,30% da 21shares e 0,34% da Bitwise. A Bitwise, por sua vez, possui forte relacionamento com family offices.

“O maior desafio da Hyperliquid pode ser a crescente concorrência tanto da TradFi quanto da DeFi, uma dinâmica que um ambiente regulatório mais favorável poderia intensificar”, escreveu Geraci.

A plataforma continua indisponível nos EUA, mas Pandl disse que sua expectativa para aprovação é 2027, o que ele chamou de “um prazo razoável para quando pudermos ter clareza regulatória suficiente sobre exchanges descentralizadas para que os usuários dos EUA comecem a acessar a plataforma”.

O cenário pode estar consideravelmente mais lotado até lá. A história do rápido crescimento dos ativos dos ETFs de Hyperliquid mostra que alguns investidores não estão dispostos a esperar.

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Brasil pode virar peça-chave na disputa tecnológica entre EUA e China

A disputa conduzida pelos Estados Unidos contra o Brasil vai além de tarifas sobre produtos. Entre os pontos levantados para implantar novas taxas pelo governo americano estão temas ligados à economia digital, propriedade intelectual, plataformas tecnológicas e serviços eletrônicos. 

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciada exclusiva CNBC, Thaíse Hittenband, cofundadora e sócia da Convex aponta que o Brasil pode até mesmo se beneficiar de uma corrida entre Estados Unidos e China nesse mercado, se colocando como personagem central na corrida da Inteligência Artificial.  

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“Temos uma oportunidade de barganha nessa disputa. Os Estados Unidos enxergam o Brasil como uma potência capaz de oferecer infraestrutura para a corrida tecnológica atual, que hoje é liderada pela disputa entre EUA e China. O Brasil pode oferecer espaço e infraestrutura para essa cadeia”, apontou. 

Brasil não pode tomar lado

China e Estados Unidos são, respectivamente, os dois maiores parceiros comerciais do Brasil. Por conta disso, Thaíse explica que o país não pode ter nenhum alinhamento ideológico a favor de qualquer um deles. O pragmatismo deve comandar as ações comerciais brasileiras nesse momento. 

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“A grande vantagem para o país é não tomar um lado, mas sim se beneficiar dessa competição global. Os Estados Unidos estão pressionando para entender quem são os seus aliados. O Brasil não tem indicado claramente uma aproximação total aos EUA, mas também não tem contrariado as diretrizes americanas; o país busca um canal de comunicação e alinhamento equilibrado, mesmo sem cooperar em tempo integral”, encerrou. 

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