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Nissan encerra operação na Argentina e passa a focar em importação

A Nissan anunciou nesta segunda-feira (27) uma reestruturação importante da operação na Argentina que deve encerrar a atuação direta da montadora como filial no país.

A empresa assinou um memorando de entendimento com os grupos argentinos SIMPA e Tagle para avaliar a possível transferência da operação comercial local para um modelo de distribuidor. O movimento tem foco em eficiência e agilidade operacional, segundo a companhia.

O documento ainda não representa um acordo definitivo. A Nissan informou que o processo está em fase de análise e depende da revisão de diferentes aspectos do negócio antes de uma eventual assinatura final.

Caso a transação avance, a operação argentina será transferida para um novo distribuidor local e passará a integrar a NIBU, unidade de negócios da Nissan que reúne 36 mercados importadores da América Latina. Com isso, a Argentina deixaria de funcionar como uma operação direta da matriz e passaria a seguir um modelo baseado em importação e distribuição local.

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Apesar da mudança, a Nissan afirma que suas atividades comerciais na Argentina continuarão normalmente. A empresa diz que manterá a venda de veículos, o lançamento de novos modelos, os serviços de atendimento e pós-venda e a rede de concessionárias no país.

A decisão faz parte do plano global de reestruturação da companhia, chamado Re:Nissan. O programa foi lançado para recuperar desempenho, reduzir custos e criar uma estrutura mais enxuta. Entre as medidas, a Nissan prevê cortar 20 mil postos de trabalho e reduzir sua base industrial de 17 para 10 fábricas até o ano fiscal de 2027.

Mudança acontece após fracasso de fusão

O movimento ocorre depois do fracasso das negociações de integração entre Nissan e Honda. As duas montadoras assinaram, em dezembro de 2024, um acordo preliminar para estudar uma combinação de negócios, mas encerraram as conversas em fevereiro de 2025.

Na mesma data, Nissan, Honda e Mitsubishi também encerraram o entendimento que avaliava uma colaboração tripartite. As empresas, no entanto, afirmaram que seguiriam colaborando dentro de uma parceria estratégica voltada a veículos eletrificados e tecnologias inteligentes.

As discussões entre Nissan e Honda perderam força após a possibilidade de transformar a Nissan em subsidiária da Honda entrar na mesa. O então CEO da Nissan, Makoto Uchida, afirmou que não poderia aceitar esse modelo.

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A tentativa frustrada de integração ocorreu em meio a um cenário de pressão sobre a indústria automotiva global, com competição mais intensa de fabricantes chinesas, avanço dos veículos elétricos e necessidade de redução de custos.

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Da CBMM à Vale: quem domina os minerais estratégicos que colocam o Brasil no centro da disputa global

O Brasil está sentado sobre uma das bases minerais mais cobiçadas do mundo. Nióbio, lítio, terras raras, cobre, níquel e grafita, antes restritos a discussões técnicas da mineração, passaram a ocupar o centro de uma disputa global por cadeias produtivas ligadas à transição energética, à indústria tecnológica e à defesa.

Os recursos minerais encontrados no subsolo pertencem à União e só se tornam propriedade privada depois da extração. Por isso, o poder econômico sobre esses ativos está nas mãos de quem detém autorizações de pesquisa, direitos de lavra, minas em operação ou projetos autorizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

É nesse mapa que aparecem empresas nacionais, multinacionais e grupos estrangeiros interessados em garantir acesso a insumos considerados críticos para a nova economia industrial. O avanço ocorre em um momento em que países buscam reduzir dependências externas, proteger cadeias de suprimento e garantir matérias-primas para baterias, veículos elétricos, redes de energia, ímãs permanentes, semicondutores e equipamentos militares.

O Brasil tem vantagens naturais nesse tabuleiro, com ativos relevantes em nióbio, terras raras, grafita, cobre, níquel e lítio. Mas ainda existe uma distância entre a riqueza geológica e a capacidade de transformar esses recursos em produção industrial de escala.

No caso das terras raras, apesar do potencial brasileiro, a produção ainda é pequena em comparação com o peso das reservas e com a dominância asiática na cadeia global. Isso explica por que a disputa deixou de ser apenas sobre onde estão as jazidas e passou a envolver quem conseguirá explorar, processar e integrar esses minerais às cadeias globais de maior valor agregado.

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Nióbio: CBMM segue como referência global em Araxá

O nióbio é um dos exemplos mais claros de controle brasileiro sobre um mineral estratégico. Usado em ligas metálicas de alta performance, o metal tem aplicação em setores como infraestrutura, indústria automotiva, energia e tecnologia.

O principal ativo brasileiro continua em Araxá, em Minas Gerais, controlado pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder global em produtos de nióbio que mantém sede e comando no Brasil.

A empresa já vendeu participações minoritárias a grupos asiáticos nos últimos anos, mas a estrutura de controle permaneceu brasileira. Com isso, Araxá segue como o principal polo mundial de produção e processamento de nióbio, em uma área na qual o Brasil tem vantagem comparativa difícil de replicar.

Lítio: Minas Gerais vira vitrine da nova corrida por baterias

No lítio, mineral central para baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia, Minas Gerais se consolidou como principal fronteira brasileira. A região ganhou força com o chamado “Vale do Lítio”, que reúne projetos voltados ao fornecimento da cadeia global de eletrificação.

O principal projeto em produção é Grota do Cirilo, operado pela Sigma Lithium. A empresa informa ter controle integral do ativo, que se tornou uma das principais vitrines brasileiras na corrida global pelo lítio.

Também em Minas Gerais, a Atlas Lithium afirma deter o Neves Project e dezenas de direitos minerais adicionais. A presença de empresas listadas no exterior reforça que, embora os ativos estejam no Brasil, parte relevante do financiamento, da governança e da estratégia comercial está conectada a investidores e cadeias internacionais.

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Terras raras: ativo brasileiro passa ao controle americano

As terras raras estão entre os minerais mais sensíveis da disputa global. O grupo reúne 17 elementos químicos usados em ímãs permanentes, motores elétricos, eletrônicos, turbinas e equipamentos militares. Apesar do nome, não são necessariamente raras do ponto de vista geológico; o desafio está na extração, separação e processamento.

O caso mais relevante hoje no Brasil é o da Serra Verde, dona do depósito Pela Ema, em Minaçu, Goiás. A empresa é a única em produção comercial no país e explora um depósito de argila iônica rico em terras raras leves e pesadas.

A Serra Verde foi vendida para a americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões. Com a operação, o principal projeto brasileiro do setor passa para controle estrangeiro, em um momento em que os Estados Unidos buscam reduzir a dependência da China em minerais críticos.

Além da Serra Verde, há outros projetos em fase pré-operacional no país, com iniciativas de mineradoras listadas em bolsas estrangeiras e de empresas brasileiras de capital fechado e aberto.

Entre os projetos acompanhados pelo setor estão iniciativas da Aclara Resources, em Nova Roma, Goiás; da Appia Rare Earths & Uranium, em áreas de Goiás; da Viridis Mining & Minerals e da Meteoric Resources, em Poços de Caldas, Minas Gerais; da St George Mining, em Araxá; e da Atlas Critical Minerals, com projetos em Minas Gerais e Goiás.

Cobre: Vale concentra os principais ativos em Carajás

No cobre, essencial para redes elétricas, energia renovável e eletrificação automotiva, a posição dominante no Brasil segue ligada à Vale.

Os principais ativos são Salobo e Sossego, ambos no Pará, dentro do complexo mineral de Carajás. A região aparece como núcleo central da produção brasileira do metal e reforça o peso da Vale na oferta nacional de minerais estratégicos.

Em Marabá, no Pará, outro nome ligado à Vale é a Salobo Metais, associada à exploração de cobre na região.

O cobre ganhou ainda mais relevância com a expansão de redes de transmissão, data centers, carros elétricos e projetos de energia renovável. Por isso, a concentração de ativos produtivos no Pará coloca a Vale em posição estratégica não apenas na mineração tradicional, mas também na infraestrutura da transição energética.

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Níquel: Vale e Anglo American dividem protagonismo

No níquel, usado em baterias e ligas inoxidáveis, os principais ativos brasileiros estão concentrados em poucos grupos empresariais.

A Vale mantém Onça Puma, no Pará. A Anglo American informa ter controle total de Barro Alto, em Goiás, e também lista Codemin entre seus ativos brasileiros ligados ao metal.

Projetos de níquel exigem capital elevado, escala operacional e capacidade técnica. Com a demanda da mobilidade elétrica, o metal passou a ser acompanhado não apenas pela indústria siderúrgica, mas também por fabricantes de baterias e veículos elétricos.

Grafita: insumo de baterias atrai novos projetos

A grafita é um dos insumos centrais para ânodos de baterias de íon-lítio. O Brasil aparece entre os países com reservas relevantes, mas o setor ainda busca ampliar projetos voltados ao mercado internacional.

Dois nomes ganham destaque. A Graphcoa se apresenta como desenvolvedora e operadora de ativos de grafita natural de alta qualidade no coração da principal província grafítica brasileira.

Outra referência é a South Star Battery Metals, que aponta o Santa Cruz Project, na Bahia, como plataforma nacional para produção de grafita voltada ao mercado global.

Assim como ocorre em outros minerais críticos, o desafio não está apenas na extração. A disputa passa também pela capacidade de beneficiamento, qualificação do produto e conexão com compradores internacionais da indústria de baterias.

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Potencial mineral ainda depende de escala e tecnologia

A corrida por minerais críticos colocou o Brasil em uma posição mais relevante nas cadeias globais de tecnologia e energia. Mas ter reservas não garante, por si só, protagonismo industrial.

Hoje, parte relevante dos projetos ainda depende de pesquisa, licenciamento, financiamento e capacidade de processamento.

É nessa etapa que se define se o país será apenas fornecedor de matéria-prima ou se conseguirá avançar em etapas de maior valor da cadeia.

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Temer vê erro em resposta de Gilmar a críticas de Zema: ‘Quanto mais ele responde, mais argumentos dá para contestação’

O ex-presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (27) que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não deveria ter respondido às críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).

Para Temer, o embate entre os dois indica que a polarização política também chegou à Suprema Corte.

“Eu acho que o ministro Gilmar não deveria ter respondido, porque quanto mais ele responde, evidentemente mais argumentos ele dá para a contestação”, disse o ex-presidente à imprensa no Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, no interior de São Paulo.

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Pré-candidato à Presidência, Zema tem feito uma série de publicações contra o STF nas redes sociais. Em uma delas, chamou os ministros da Corte de “intocáveis” e afirmou que se trata de uma “casta que está vivendo no luxo enquanto o brasileiro está vivendo no lixo”.

O embate ganhou força depois que Gilmar pediu ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news. O pedido ocorreu após o ex-governador compartilhar um vídeo com sátira aos ministros do STF. A peça abordava relações de integrantes da Corte com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Depois disso, Zema reforçou as críticas nas redes sociais, enquanto Gilmar passou a responder publicamente às acusações, inclusive em entrevistas à imprensa. Entre os temas contestados pelo ministro estão as críticas à duração do inquérito das fake news.

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Temer vê judicialização como efeito da Constituição

Ao comentar acusações de ativismo judicial contra o STF, Temer afirmou que considera que “o Supremo não tem tanta culpa assim”.

Segundo o ex-presidente, o próprio desenho da Constituição de 1988 contribui para que temas políticos acabem judicializados. “A Constituinte tratou de todos os temas, e todos os temas, em razão disso, são levados ao Supremo Tribunal Federal”, disse.

Temer também atribuiu a polarização, que chamou de radicalização, à falta de diálogo no país. “Não só o diálogo interno nos Poderes, mas até o diálogo entre Poderes”, afirmou.

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EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China

A Nissan vê a ofensiva em Veículos de Nova Energia (NEVs) como peça central para sustentar a recuperação das vendas na China, afirmou Ivan Espinosa, presidente da Nissan Motors, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, a companhia vinha há meses registrando queda nas vendas no país, mas começou a mostrar recuperação no segundo semestre do ano passado. Em 2025, as vendas cresceram cerca de 4,5% na comparação anual. No primeiro trimestre deste ano, avançaram quase 7%.

“Há uma grande tendência para veículos de nova energia e, em termos de desempenho de vendas, felizmente nossa performance está se recuperando e melhorou”, afirmou Espinosa.

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O executivo disse que a reação foi impulsionada pelos novos modelos eletrificados lançados nos últimos meses. A Nissan apresentou quatro veículos de nova energia, incluindo o sedã elétrico N7, o híbrido plug-in N6, a picape Frontier Pro plug-in hybrid e o NX8 plug-in hybrid.

“Vamos continuar a ofensiva de veículos de nova energia na China”, disse. “Lançaremos, no intervalo de 12 meses, mais cinco veículos de nova energia.”

A montadora também apresentou dois conceitos ligados a essa nova leva de produtos. Segundo Espinosa, a estratégia inclui completar a linha de SUVs, com o NX8, o Terrano plug-in hybrid e um conceito de SUV urbano plug-in hybrid.

“Com essa ofensiva de veículos de nova energia, estamos confiantes de que podemos continuar o bom ritmo e o momentum na China”, afirmou.

Questionado sobre o comportamento do consumidor chinês, Espinosa disse que a decisão de compra combina novidade, tecnologia e preço. Segundo ele, o mercado se tornou mais dinâmico, com alto volume de lançamentos em curtos períodos.

“Em questão de um mês, temos mais de 10 a 15 novos lançamentos. Os clientes têm muita escolha”, afirmou. “Você precisa continuar relevante e novo para eles. Precisa ter a tecnologia certa e o preço certo.”

Ao mesmo tempo, o presidente da Nissan afirmou que consumidores chineses também valorizam a experiência de montadoras estabelecidas. Segundo ele, a rede de concessionárias, o relacionamento com clientes e a qualidade do serviço voltaram a ganhar peso.

“Eles estão valorizando muito a experiência de fabricantes estabelecidas como a Nissan”, disse. “Isso também começa a se tornar cada vez mais importante.”

Espinosa afirmou que a estratégia da Nissan na China tem dois objetivos. O primeiro é manter a competitividade em um mercado relevante para a companhia. O segundo é aprender com o ecossistema tecnológico chinês para levar inovação a outros mercados.

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“Queremos permanecer muito competitivos na China, porque temos hoje uma presença de vendas muito forte e continuaremos investindo na China”, afirmou. “E o segundo propósito é utilizar e aprender com o ecossistema da China para exportar tecnologia para fora da China.”

Segundo o executivo, a Nissan observa no país novas formas de desenvolver produtos, materiais e tecnologias, além de maior velocidade de inovação.

“Queremos exportar todo esse know-how para nossos centros globais de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo”, disse.

Espinosa também comentou o uso de tecnologias chinesas em sistemas de cockpit, incluindo a adoção do DeepSeek para aprimorar chatbots. Ele afirmou que a Nissan seguirá aberta a tecnologias de diferentes regiões, desde que melhorem a experiência dos clientes.

“Vamos utilizar tecnologia ao redor do mundo. Não é só que usaremos tecnologia chinesa. Podemos usar tecnologia de qualquer parte do mundo”, afirmou. “Desde que satisfaça e deixe nossos clientes felizes.”

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EXCLUSIVO CNBC: Farmacêutica Regeneron vai oferecer terapia genética gratuita para perda auditiva rara

A farmacêutica Regeneron vai distribuir gratuitamente nos Estados Unidos o Otarmeni, primeira terapia genética aprovada para tratar uma forma rara de perda auditiva hereditária em crianças. A notícia foi dada pelo CEO da companhia, Leonard Schleifer, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, o tratamento atua em uma falha genética que impede a produção de uma proteína específica nas células ciliadas do ouvido, responsáveis pela transmissão do som. A condição provoca surdez profunda em crianças.

“Algumas crianças nascem com surdez profunda”, afirmou. “Você pode colocar um motor a jato e elas não ouvem nada.”

De acordo com o CEO, cientistas da Regeneron conseguiram substituir o gene defeituoso e restaurar a audição. Ele classificou o avanço como um marco para a medicina genética.

“Esta é a primeira vez que um gene substituiu algo e restaurou um de nossos sentidos”, disse. “A audição é muito importante.”

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Schleifer afirmou que a decisão de oferecer o medicamento de graça partiu dos cientistas da companhia. Segundo ele, a Regeneron também tem aprendido com os pacientes tratados.

“Por que estamos dando este produto de graça? Porque nossos cientistas disseram que é a coisa certa a fazer”, afirmou. “Estamos aprendendo tanto com esses jovens. Vamos dar este de graça.”

Segundo o CEO, cerca de 50 crianças nascem por ano nos Estados Unidos com essa condição. Ele disse, porém, que o universo potencial de pacientes pode ser maior, já que há pessoas vivas que nasceram com a mesma alteração genética.

O executivo ponderou que crianças que já receberam implante coclear podem não se beneficiar da terapia, porque a cirurgia pode afetar estruturas do ouvido interno. Ainda assim, afirmou que a empresa segue investigando possibilidades.

“Se elas já tiveram um implante coclear, podemos não ser capazes de ajudá-las”, disse. “Mas estamos investigando.”

Schleifer também elogiou a atuação da Food and Drug Administration (FDA) no processo de aprovação. Segundo ele, a agência manteve padrões elevados, mas demonstrou capacidade de acelerar programas considerados relevantes.

“As pessoas têm feito comentários sobre a FDA, que eles estão baixando os padrões. Eu garanto a vocês que não estão”, afirmou. “Eles estão mantendo os padrões elevados, mas este programa indica que, se for um programa importante, devemos agilizar o processo.”

Para a Regeneron, o tratamento abre caminho para novas pesquisas em perda auditiva. O executivo afirmou que a companhia quer investigar outras formas da condição, inclusive associadas ao envelhecimento.

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“Há muitas outras formas de perda auditiva que queremos investigar”, disse. “Talvez possamos descobrir como melhorar isso.”

Ao comentar o impacto do tratamento, o CEO citou o caso de uma criança que não ouvia nada e passou a escutar a mãe após a terapia.

“Agora ele pode ouvir a mãe dele. E na voz dela ele pode ouvir o amor dela”, afirmou.

Schleifer disse ainda que a Regeneron mantém produtos voltados a grandes mercados, mas defendeu que a indústria farmacêutica também precisa ser reconhecida por avanços científicos em áreas raras.

“Nossos cientistas disseram: vamos dar este de graça, porque os pacientes nos ajudam”, afirmou. “Acho que esse é o tipo de empresa que é a Regeneron.”

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Família egípcia com gestante e duas crianças está retida há 17 dias no Aeroporto de Guarulhos

Uma família egípcia está há 17 dias retida na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, depois de ter a entrada no Brasil negada. O grupo é formado por um casal e dois filhos, de 5 e 2 anos. A mulher está com 34 semanas de gestação, é diabética e tem gravidez considerada de risco.

Segundo o advogado da família, William Fernandes, os quatro chegaram ao país em 8 de abril. Apesar de terem vistos para entrar no Brasil, o pai, Abdallah Montaser, foi classificado pelas autoridades como “pessoa perigosa”. A defesa afirma que não recebeu justificativa detalhada nem teve possibilidade de contestar a decisão.

“A família inteira tem vistos pra entrar no Brasil, mas quando ele chegou no país, ele foi informado de que ele foi classificado como uma pessoa perigosa”, disse o advogado.

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Desde então, a família permanece na área restrita do aeroporto. Segundo Fernandes, as condições são precárias, especialmente por envolver crianças pequenas e uma gestante em fase avançada da gravidez.

Ainda de acordo com a defesa, o filho mais novo tem intolerância à lactose e precisa de alimentação específica, que não estaria sendo garantida de forma adequada no local. O menino completou 2 anos enquanto estava retido no aeroporto.

Na noite de quinta-feira (23), a gestante passou mal, com dores abdominais e redução dos movimentos do feto, o que levou a pedidos de atendimento médico.

“Ontem à noite, ele me ligou desesperado, porque a mulher dele estava passando mal. Ele recorreu, pediu por serviços médicos e não teve atendimento médico. Hoje pela manhã, ele me aciona, na primeira hora da manhã, informando que a mulher estava sentindo dores abdominais e o feto não estava se mexendo na barriga”, relatou o advogado.

Após mobilização judicial e acionamento de órgãos como a Defensoria Pública da União, a mulher foi levada a um hospital em Guarulhos. Exames apontaram infecção urinária, com presença elevada de glóbulos brancos e bactérias, além de sangue na urina. Segundo o advogado, o bebê está vivo, mas apresenta crescimento abaixo do esperado.

O marido não pôde acompanhar a esposa ao hospital e ficou horas sem informações sobre o estado de saúde dela e do bebê. Após o atendimento, a gestante retornou ao aeroporto.

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A família está em um hotel dentro da área restrita do terminal, com parte dos custos coberta pela companhia aérea. Segundo a defesa, o pai precisa pagar a própria estadia, estimada em cerca de R$ 1 mil por dia. Em mais de duas semanas, ele já teria gasto aproximadamente R$ 16 mil.

A defesa diz ter acionado a Justiça para garantir o direito de defesa do migrante e o acesso às informações que levaram à classificação de Montaser como “pessoa perigosa”. Também foi solicitado acompanhamento da Defensoria Pública da União, diante da vulnerabilidade da família.

O Estadão procurou a Polícia Federal e o Itamaraty, mas não obteve retorno.

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EXCLUSIVO CNBC: CFO da OpenAI diz que empresa não tem pressa para IPO e mira investidor individual

A OpenAI não tem pressa para abrir capital e deve priorizar formas de financiamento que preservem opções para a companhia, afirmou Sarah Friar, diretora financeira da empresa, em entrevista exclusiva à CNBC.

A executiva disse que seu foco como CFO é garantir capital para sustentar o crescimento do negócio, levar produtos a consumidores e empresas, ampliar a equipe e financiar a capacidade computacional necessária para desenvolver modelos de inteligência artificial.

“Meu foco como CFO é, antes de tudo, o negócio”, afirmou. “Como posso garantir que tenhamos o investimento necessário para comprar recursos computacionais e assim poder pagar bons pesquisadores para alcançarmos os melhores resultados?”

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Questionada sobre a possibilidade de IPO, Friar afirmou que a companhia não tem urgência. Segundo ela, a OpenAI segue avaliando parceiros e alternativas para financiar a expansão do negócio.

“Não temos pressa”, disse. “Estamos sempre por aí procurando quem são os parceiros que podem trabalhar conosco quando queremos financiar mais do nosso negócio.”

A diretora financeira também destacou o interesse da OpenAI em ampliar o acesso de investidores individuais à empresa. Segundo ela, a companhia vem buscando formas de permitir que o público em geral participe do valor econômico criado pela inteligência artificial.

“Uma coisa em que penso muito em nossa missão é sobre acesso, sobre como democratizamos o acesso à tecnologia”, afirmou. “Mas como também criamos acesso ao valor econômico que está sendo gerado? Isso não é algo que quero que fique nas mãos de poucos.”

Friar disse que a experiência recente com investidores de varejo mostrou demanda acima do esperado. De acordo com a executiva, a OpenAI buscava cerca de US$ 1 bilhão junto ao varejo, mas levantou US$ 3 bilhões. “É ótimo poder alcançar o público em geral”, afirmou.

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A CFO também comentou a disputa judicial entre a OpenAI e Elon Musk. Ela afirmou que os processos movidos pelo empresário contra a empresa são infundados e desviam atenção da operação.

“Em primeiro lugar, o Sr. Musk moveu vários processos judiciais sem fundamento contra nós”, disse. “É uma distração e nós somos focados.”

Segundo Friar, a prioridade da OpenAI é manter a empresa concentrada no desenvolvimento de modelos e produtos. “Para a empresa, o foco é essencial. Como lançamos os melhores modelos do mundo? Mantendo-se na vanguarda, conseguimos lançar os melhores produtos do mundo”, concluiu.

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