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Flávio Bolsonaro pode sofrer nova derrota com o Republicanos

Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira em sessão do Congresso Nacional
Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira em sessão do Congresso Nacional. Foto: Reprodução

O Republicanos marcou sua convenção para esta terça-feira (4) e deve rejeitar uma aliança nacional com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. A direção da legenda consulta os diretórios estaduais, e a maioria defende neutralidade na disputa.

O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), conduz a consulta interna antes da convenção. São Paulo surge como exceção: aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendem uma coligação com o PL.

O PP também decidiu não apoiar Flávio Bolsonaro. A cúpula partidária se reuniu em São Paulo na quarta-feira (29) e optou por liberar os diretórios estaduais para apoiar candidatos conforme as alianças e condições políticas de cada região.

Com as decisões do PP e a provável liberação do Republicanos, Flávio terá o PL como único apoio partidário nacional. O senador disporá de 4 minutos e 20 segundos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos da propaganda eleitoral no rádio e na TV, enquanto o presidente Lula (PT) terá 5 minutos e 32 segundos.

O presidente Lula. Foto: Divulgação

Dirigentes do Republicanos avaliam que a neutralidade pode ajudar a ampliar as bancadas federais do partido em outubro. Em vários estados, a legenda integra alianças ligadas ao governo Lula ou enfrenta o PL em disputas locais, o que dificulta uma posição nacional unificada.

O líder do Republicanos na Câmara, deputado Augusto Coutinho (PE), afirmou que o diretório pernambucano aprovou internamente a independência. “Estamos coligados com o PSB, [o senador] Humberto Costa [PT] e Marília [Arraes, do PDT]. Como a gente não consegue levar o partido para o presidente Lula, trabalhamos pela neutralidade”, disse.

No Maranhão, o presidente estadual do partido, deputado federal Aluísio Mendes, também defendeu neutralidade e citou divergências com o presidente local do PL, José Maria Maranhãozinho. “Combato ele e a forma dele de fazer política desde que eu era secretário de Segurança Pública do Maranhão”, afirmou.

O diretório do Mato Grosso do Sul adotou posição diferente e defendeu o apoio a Flávio Bolsonaro, por estar coligado com PL e PP no estado. O presidente regional do Republicanos, deputado federal Beto Pereira, disse que considera a adesão “mais assertiva”, mas reconheceu que “a tendência [nacional] é a liberação”.

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Senador “viaja no tempo” e descreve reunião com Bolsonaro que ainda não ocorreu

Um vídeo gravado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) relatando uma conversa com Jair Bolsonaro (PL) vazou nas redes sociais antes mesmo de o encontro acontecer. Na gravação, o parlamentar afirma ter se reunido com o ex-presidente e diz que recebeu apoio político para projetos eleitorais no Mato Grosso.

Segundo a publicação, Fagundes deve visitar Bolsonaro neste sábado (7) na prisão, em Brasília. O objetivo do encontro seria pedir o aval do ex-presidente para disputar o governo do Mato Grosso nas próximas eleições.

No vídeo que circulou nas redes, o senador afirma: “No sábado, estive pessoalmente com o presidente Bolsonaro e levei o abraço dos mato-grossenses”. Na mesma fala, ele cita a possibilidade de uma chapa com Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência e seu próprio nome como candidato ao governo estadual.

A gravação chamou atenção por descrever a conversa como se já tivesse ocorrido, mesmo antes da visita prevista. O conteúdo acabou sendo divulgado publicamente e repercutiu em ambientes políticos e nas redes sociais.

Nos bastidores do partido, a situação ocorre em meio a debates sobre a estratégia eleitoral no Mato Grosso. A direção nacional do PL defende uma aliança com o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Pivetta deve assumir o governo do estado no próximo mês após a renúncia prevista do governador Mauro Mendes (União Brasil). A expectativa é que ele dispute a reeleição no cargo, o que pode influenciar as negociações políticas dentro da base aliada.

 

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