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Trump usa atentado e falha de segurança para pressionar por salão bilionário na Casa Branca

A área onde Trump quer construir seu salão de festas na Casa Branca Imagem: reprodução

Após um incidente de segurança envolvendo um homem armado durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a defender com força a construção de um novo e controverso salão de eventos dentro do complexo da Casa Branca.

Segundo Trump, o episódio reforça a necessidade de acelerar a obra, avaliada em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), que incluiria sistemas avançados de segurança. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o “salão militar ultrassecreto” já estivesse pronto. “Não pode ser construído rápido o suficiente!”, escreveu.

O tema também foi abordado em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, na qual Trump criticou as condições de segurança do hotel onde ocorreu o episódio.

O projeto do salão, no entanto, enfrenta uma batalha judicial que tem atrasado repetidamente seu andamento. Há pouco mais de uma semana, o juiz federal Richard J. Leon determinou a suspensão das obras acima do solo. Segundo ele, o presidente estaria tentando contornar decisões anteriores ao classificar o projeto como uma questão de segurança nacional.

Na decisão, o magistrado foi direto: adicionar itens como vidros à prova de balas — já presentes em outras áreas da Casa Branca — não isenta o projeto das restrições legais. “Segurança nacional não é um cheque em branco para realizar atividades que seriam ilegais”, escreveu na decisão.

O plano prevê um salão de aproximadamente 8.300 metros quadrados, a ser construído no local onde ficava a Ala Leste. Trump afirma que a obra será financiada por doações privadas, mas não divulgou a lista completa de doadores — embora o New York Times tenha identificado alguns nomes.

Ex-empresário do setor imobiliário, Trump tem tentado acelerar a construção sem ampla revisão pública. Em sua publicação mais recente, voltou a atacar a ação judicial que tenta barrar o projeto, classificando-a como uma “campanha ridícula” movida por “uma mulher passeando com seu cachorro”, que, segundo ele, não teria legitimidade para processar.
Ele também afirmou que o processo “deve ser abandonado imediatamente” e que “nada deveria interferir” na continuidade da obra.

As declarações ocorreram poucas horas depois de Trump ser retirado às pressas do palco do hotel Washington Hilton por agentes do Serviço Secreto, durante o evento. Segundo relatos, não havia detectores de metal nas entradas principais, e o perímetro de segurança mais rigoroso só começava próximo ao salão principal.

Um vídeo divulgado por Trump mostra o suspeito armado correndo além do ponto de checagem antes de ser detido, sem conseguir acessar o evento.

“Não é um prédio particularmente seguro”, disse, voltando a defender seu projeto. “Precisamos de vidro à prova de balas. Precisamos do salão.”

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A reação de Janja após aliado de Trump chamar brasileiras de “put*s” e “raça maldita”

Janja mostrou-se indignada com as de conselheiro de Trump, Paolo Zampolli, sobre brasileiras.
A socióloga e primeira-dama brasileira, Rosângela da Silva. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta sexta-feira (24) às declarações de Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo Donald Trump, e afirmou ser “impossível não se indignar” com o ataque feito às mulheres brasileiras.

“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, escreveu Janja em seu Instagram. Ela também afirmou que as brasileiras rompem “diariamente, ciclos de violência e de silenciamento” e reforçou a reação contra o machismo, a misoginia, o feminicídio e outras formas de violência.

A manifestação ocorreu depois de Zampolli dar entrevista à emissora italiana RAI. Ao comentar a ex-companheira Amanda Ungaro, ele afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas para causar confusão”.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Janja Silva (@janjalula)

Na mesma conversa, o aliado de Trump agravou o tom e chamou brasileiras de “putas” e de “raça maldita”, o que ampliou a repercussão do caso no Brasil.

Zampolli foi casado por cerca de 20 anos com Amanda Ungaro, que o acusa de agressão física, psicológica e sexual. Ele nega as acusações.

O Ministério das Mulheres também repudiou as falas e afirmou que misoginia “não constitui opinião”, classificando esse tipo de manifestação como discurso de ódio e incitação à violência.

Em entrevista concedida a Rai3 Report, Zampolli, expert de política externa de Trump, a MULHER BRASILEIRA É:
Zampolli:” Ah Lidia, eu sei lá… é uma dessas PUTAS BRASILEIRAS , essas RAÇAS BASTARDAS BRASILEIRAS QUE SÃO TODAS IGUAIS. Aquela (sic) estávamos juntos, eu trepava (sic)… pic.twitter.com/qG6tsEkF0E

— Prof.Marco Antonio Villa (@VillaMarcovilla) April 18, 2026

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VÍDEO – Trump diz que CIA o informou que o novo líder supremo do Irã é gay

Mojtaba Khamenei e Donald Trump em montagem de duas fotos
Mojtaba Khamenei e Donald Trump – Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que a CIA lhe informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News. Ao ser questionado, Trump respondeu: “Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país.”

O presidente não apresentou evidências para a informação atribuída à CIA. No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas ilegais sob a legislação baseada na sharia. Antes da entrevista, o New York Post já havia noticiado que Trump teria sido informado sobre o tema. O presidente também havia levantado dúvidas sobre a situação de Mojtaba após ataques militares recentes.

Mojtaba Khamenei foi anunciado como líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques realizados por Estados Unidos e Israel no início da guerra, em 28 de fevereiro. A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos responsáveis por definir a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979. Aos 56 anos, Mojtaba ocupava posição intermediária no clero e mantinha influência nos bastidores do regime.

Em entrevista para a Fox News, Donald Trump confirma que ouviu relatos da CIA de que o novo líder supremo do Irã é homossexual.

Código Penal Islâmico do Irã pune a homossexualidade com pena de morte. pic.twitter.com/RVxE3rk3XT

— Sam Pancher (@SamPancher) March 26, 2026

O novo líder tem ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a força paramilitar Basij. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já deixou mais de 1.750 civis mortos no território iraniano, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registra ao menos 13 mortes de militares americanos em ataques relacionados ao confronto.

Além do Irã, ações militares atingiram países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades iranianas afirmam que os ataques têm como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. O confronto também alcançou o Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ofensivas contra Israel.

Após a escolha de Mojtaba Khamenei, Donald Trump declarou que considera a decisão um “grande erro”. O presidente afirmou que deveria participar do processo e classificou o novo líder como “inaceitável” para a condução do país.

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Mossad insuflou protestos no Irã e prometeu aos EUA derrubar governo, diz New York Times

Protesto no Irã

A agência de inteligência de Israel, o Mossad, apresentou um plano para provocar a queda do governo do Irã por meio de operações combinadas com agitação interna, segundo reportagem do New York Times. A proposta teria sido usada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para convencer o presidente Donald Trump de que seria possível derrubar a República Islâmica com rapidez.

De acordo com o jornal, o chefe do Mossad, David Barnea, apresentou o plano dias antes do início da guerra. A estratégia previa a eliminação de lideranças iranianas, seguida de uma série de operações de inteligência destinadas a estimular uma revolta popular. A avaliação era de que isso poderia levar a um levante em larga escala e à queda do regime.

Em janeiro, episódios de violência ocorridos nos dias 8 e 9 no Irã, que deixaram cerca de 3 mil mortos, foram incorporados a essa narrativa. Esses eventos foram apresentados como protestos pró-democracia no Ocidente, mas eram parte de um cenário utilizado para sustentar a viabilidade de uma mudança de regime.

A leitura atribuída ao Mossad era de que esses episódios funcionariam como um indicativo de que a sociedade iraniana poderia reagir a uma ofensiva militar.

Os acontecimentos de janeiro foram levados a Trump como uma espécie de “prévia” de uma possível insurreição mais ampla. A avaliação era de que ataques direcionados contra a liderança iraniana poderiam desencadear um colapso imediato do governo, com apoio interno. Parte de autoridades americanas e da inteligência israelense, no entanto, expressou dúvidas sobre essa hipótese.

No início do conflito, o discurso público de Trump refletiu essa expectativa. Em declaração em vídeo, ele afirmou que a população iraniana deveria assumir o controle do país ao fim das operações. “Finalmente, ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima… quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será de vocês”, disse.

THIS IS HILARIOUS 😭😭

“Iran 🇮🇷 wanted to make me their Supreme leader but i refused and said no thanks”

– Donald Trump 🤣

He has totally lost it pic.twitter.com/PcF2ds4LTB

— Amock_ (@Amockx2022) March 26, 2026

A hipótese de mudança de regime, porém, perdeu força rapidamente. Menos de duas semanas após o início da guerra, senadores americanos afirmaram que a derrubada do governo iraniano não fazia parte dos objetivos da operação e que não havia um plano estruturado nesse sentido.

Avaliações da CIA indicam que o regime iraniano não deve cair, mesmo diante dos ataques. Segundo a agência, a morte de lideranças poderia resultar na ascensão de um governo mais radical. A inteligência israelense também avalia que o governo foi enfraquecido, mas segue no poder.

Com o avanço do conflito e a ausência de um desfecho rápido, avaliações iniciais passaram a ser revistas. Segundo o próprio relatório citado pelo New York Times, a crença de que Israel e Estados Unidos poderiam estimular uma revolta ampla foi uma falha central no planejamento da guerra.

Autoridades militares americanas alertaram que a população não sairia às ruas sob bombardeio, e analistas consideraram baixa a probabilidade de um levante.

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VÍDEO: Lula cobra ONU por omissão em conflitos e critica legado ambiental de Bolsonaro

O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert

O Presidente Lula (PT) criticou tensões geopolíticas e cobrou mais atuação internacional durante discurso na COP-15, conferência da ONU sobre espécies migratórias, realizada neste domingo (22) em Campo Grande (MS). Sem citar diretamente países, ele fez referências ao cenário de conflitos no Oriente Médio e defendeu o fortalecimento do multilateralismo.

“Esta COP-15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra”, disse o presidente. Lula também afirmou que o Conselho de Segurança da ONU “tem sido omisso na busca por soluções de conflitos” e alertou para os riscos globais. “Um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima”, afirmou.

Ao defender maior cooperação internacional, Lula destacou que “no lugar de muros e discursos de ódio”, são necessárias “políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado”. A fala ocorre em meio a debates globais sobre migração e segurança, além do aumento de conflitos internacionais.

No campo interno, o presidente também fez críticas à gestão ambiental do ex-presidente Jair Bolsonaro, associando o período a prejuízos na imagem externa do Brasil. “Até pouco tempo, a imagem internacional do Brasil na área ambiental enfrentava questionamentos profundos, impactando diretamente nossas relações econômicas e comerciais”, afirmou.

Veja a fala de Lula: 

Segundo Lula, o cenário mudou a partir de 2023, com redução do desmatamento na Amazônia pela metade, queda superior a 30% no Cerrado e diminuição de mais de 90% das queimadas no Pantanal. Ele também destacou iniciativas como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, a Coalizão de Mercados de Carbono e a realização da COP-30 no Brasil.

O presidente lembrou ainda a importância histórica da convenção sobre espécies migratórias, criada em 1979, que contribuiu para a preservação de quase 1.200 espécies. “Contribuiu para a recuperação da baleia jubarte, da tartaruga-verde, que estavam prestes a desaparecer”, afirmou.

Durante a conferência, o governo brasileiro anunciou medidas ambientais, incluindo a criação de uma nova unidade de conservação em Minas Gerais, com 41 mil hectares, a ampliação do Parque Nacional do Pantanal em mais 47 mil hectares e a expansão da Estação Ecológica de Taiamã para 68 mil hectares.

Lula também defendeu a aprovação do Acordo de Escazú pelo Senado e afirmou esperar que a COP-15 contribua para a criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul e de uma área marinha protegida na Antártica.

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Trump ameaça transformar Venezuela no 51º estado dos EUA; entenda

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insinuar, em publicações nas redes sociais, que a Venezuela poderia se tornar um estado estadunidense. As declarações ocorreram enquanto ele comentava o desempenho da seleção venezuelana no Mundial de Beisebol, que terminou com vitória sobre os Estados Unidos na final.

A primeira menção foi feita após a vitória da Venezuela sobre a Itália nas semifinais. “Uau! A Venezuela derrotou a Itália hoje à noite por 4 a 2 na semifinal do WBC. Eles estão parecendo muito fortes. Coisas boas estão acontecendo com a Venezuela ultimamente! Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, escreveu. Após o título, Trump voltou à rede Truth Social e publicou apenas: “status de estado”.

As declarações ocorrem dois meses após a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro do então presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país, atualmente sob liderança interina de Delcy Rodríguez, enfrenta pressão constante do governo Trump, ampliando as tensões na região.

Publicação de Trump após título venezuelano. Foto: reprodução

A Venezuela, no entanto, não é o único território mencionado por Trump em seus planos expansionistas. O presidente também voltou a defender a anexação da Groenlândia, destacando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional e para o chamado “Domo de Ouro”.

“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”, afirmou.

As declarações geraram reação imediata da Dinamarca e de aliados da Otan, que reforçaram a presença militar na região. “Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz o comunicado.

Apesar da pressão, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o território pode discutir parcerias, mas rejeita abrir mão da soberania.

Imagem de IA usada por Trump para ameaçar anexação da Groenlândia. Foto: reprodução

Trump também voltou a sugerir a anexação do Canadá, inclusive com publicações que indicavam a possibilidade de o país se tornar o “estado número 51”. Segundo ele, a medida traria benefícios econômicos e de segurança.

“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte de nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, declarou. “Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido estado de número 51. Estão considerando a oferta!”.

A proposta foi rejeitada pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney. “O Canadá nunca esteve à venda”, afirmou. Em resposta anterior, o governo canadense já havia dito: “Só se o inferno congelar que o Canadá vai se tornar parte dos Estados Unidos. Os trabalhadores e as comunidades dos dois países se beneficiam do fato de serem os maiores parceiros comerciais e de segurança um do outro”.

Outro alvo das declarações recentes de Trump foi Cuba. O presidente afirmou que seria uma “honra” “tomar Cuba”, em meio à crise energética enfrentada pela ilha. O governo cubano confirmou que iniciou negociações com os Estados Unidos. “Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre nações”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel.

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“Vivo, mas danificado”, diz Trump sobre novo líder supremo do Irã

Donald Trump, presidente dos EUA, e Motjaba Khamenei, novo líder do Irã. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado” após o ataque que matou parte de sua família, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibida na noite de quinta-feira (12).

“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump na entrevista divulgada pela emissora.

Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A ofensiva foi realizada de forma coordenada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e acabou desencadeando uma guerra regional que vem se intensificando desde então. Após rumores sobre o estado de saúde do novo líder iraniano, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que Mojtaba está “são e salvo”.

Desde que foi escolhido para suceder o pai como líder supremo do Irã no último domingo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi divulgado apenas na quinta-feira e lido por um apresentador de televisão estatal.

Ali Khamenei, assassinado em ataque dos EUA e de Israel. Foto: reprodução

Na mensagem, o novo líder indicou que o Irã poderá ampliar medidas de pressão contra os adversários, citando inclusive o impacto sobre rotas estratégicas do petróleo. Segundo ele, iniciativas como o controle do Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo” e provocar aumento nos preços internacionais da commodity.

Logo após o pronunciamento, o governo iraniano anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos divulgados em um canal oficial no Telegram mostram o lançamento de mísseis acompanhado do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.

O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 14º dia e já provocou ataques diários entre as forças militares dos países. Enquanto tropas estadunidenses e israelenses realizam ofensivas em território iraniano, Teerã tem respondido com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A escalada militar ampliou o alcance do confronto na região e aumentou a tensão internacional, enquanto lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos da guerra e o impacto da mudança no comando do regime iraniano.

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Trump promete novos ataques e diz que EUA estão “destruindo totalmente o regime terrorista do Irã”

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Annabelle Gordon/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que o país está “destruindo totalmente” o regime do Irã em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais durante a madrugada, o líder estadunidense também prometeu novos ataques e intensificou o tom contra o governo iraniano.

Trump declarou que os Estados Unidos têm superioridade militar no conflito e afirmou que as forças iranianas foram fortemente atingidas.

“Estamos destruindo totalmente o regime terrorista do Irã — militarmente, economicamente e de outras formas. (…) A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea não existe mais; mísseis, drones e todo o resto estão sendo dizimados, e seus líderes foram varridos da face da Terra. Temos um poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo — vejam o que acontecerá hoje com esses canalhas desequilibrados”, afirmou Trump.

Em outra republicano, o presidente também disse que considera uma “honra”matar autoridades iranianas e voltou a defender a ofensiva militar contra o país: “Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou matando eles. Que grande honra é fazer isso”.

Publicação de Donald Trump. Foto: reprodução

A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã chegou ao 14º dia nesta sexta-feira. Desde o início da ofensiva, forças estadunidenses e israelenses realizam ataques diários em território iraniano e já atingiram milhares de alvos militares e estratégicos.

O governo iraniano, por sua vez, tem respondido com ataques contra Israel e bases militares dos Estados Unidos em diferentes pontos do Oriente Médio. A escalada militar ampliou o alcance do conflito e aumentou a tensão em diversos países da região.

Entre os desdobramentos mais recentes da guerra está a mudança na liderança do regime iraniano. Após a morte do líder supremo Ali Khamenei durante os ataques, o país anunciou a escolha de seu filho, Mojtaba Khamenei, como sucessor.

Em sua primeira manifestação pública, Mojtaba afirmou que o Irã seguirá resistindo ao avanço militar dos adversários e indicou a possibilidade de ampliação do confronto. Em mensagem divulgada em seu canal oficial no Telegram, ele pediu que a população permaneça mobilizada e declarou que o país continuará enfrentando o que chamou de inimigo.

“Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável, e sua ativação será realizada se a guerra continuar e de acordo com os interesses”, disse.

Outro ponto de tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz, bloqueado desde 28 de fevereiro após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

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Filho de Ali Khamenei é escolhido líder supremo do Irã

Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Foto: Reprodução / Divulgação

O clérigo Mojtaba Khamenei foi anunciado neste domingo (8) como novo líder supremo do Irã. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que ocupava o posto máximo do país desde 1989. O aiatolá morreu no sábado (28) depois de um ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos e Israel contra sua residência oficial.

Com a decisão, ele se torna o terceiro líder supremo desde a criação da República Islâmica do Irã, instaurada após a Revolução de 1979. O primeiro a ocupar o cargo foi Ruhollah Khomeini, fundador do regime, que permaneceu na posição até sua morte em 1989. Na sequência, Ali Khamenei assumiu o posto e permaneceu nele por décadas.

O novo líder foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, órgão composto por 88 clérigos eleitos em 2024 e responsável pela nomeação do líder supremo do país. Apesar de os membros do colegiado serem eleitos, o processo passa por filtros institucionais ligados ao próprio sistema político iraniano.

Na prática, os integrantes da Assembleia precisam ser aprovados por estruturas influenciadas pelo líder supremo e por aliados políticos do regime. Esse modelo faz com que a composição do órgão esteja alinhada ao núcleo de poder estabelecido no país desde a revolução islâmica.

Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e há anos era mencionado como possível sucessor do pai. Mesmo mantendo atuação discreta ao longo da carreira religiosa e política, ele era apontado por analistas como uma figura influente nos bastidores do poder iraniano.

Diferentemente de outros líderes religiosos de alto escalão do país, Mojtaba não possui o título de aiatolá, considerado o grau máximo da hierarquia religiosa no islamismo xiita. Situação semelhante ocorreu com seu pai, que também não possuía essa posição quando foi escolhido líder supremo em 1989. Na ocasião, a Constituição iraniana precisou ser alterada para permitir sua nomeação.

Mojtaba Khamenei durante um protesto que marca o Dia de Al-Quds (Dia de Jerusalém). Foto: Divulgação

Durante parte de sua trajetória política, Mojtaba demonstrou apoio à presidência de Mahmoud Ahmadinejad, que governou o Irã entre 2005 e 2013. Ele também foi associado à repressão aos protestos realizados em 2009, quando manifestações questionaram supostas fraudes nas eleições presidenciais.

A possibilidade de sucessão familiar sempre gerou críticas dentro e fora do país, já que a Revolução Islâmica de 1979 teve como um de seus princípios o fim do poder hereditário no Irã. Ainda assim, a escalada militar iniciada no sábado (28) alterou o cenário político e reduziu o peso desse debate no momento atual.

Mojtaba também é visto como próximo da Guarda Revolucionária, força militar considerada uma das instituições mais influentes do regime iraniano. Na terça-feira (3), Estados Unidos e Israel atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas na cidade de Qom. Não havia confirmação sobre a presença de integrantes do colegiado no local no momento do ataque.

Após essa ofensiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todas as pessoas consideradas por seu governo para assumir o comando do Irã após o fim da guerra “estão mortas”. O republicano não detalhou quem seriam esses nomes nem as circunstâncias em que teriam morrido.

No dia seguinte à morte de Ali Khamenei, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian anunciou a criação de uma junta provisória para conduzir o país. O grupo incluía o aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.

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Casa Branca mente sobre apoio espanhol na guerra contra Irã

Karoline Leavitt. Foto: Reprodução

A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (4) que a Espanha teria concordado em cooperar com os Estados Unidos na guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa pela porta-voz do governo norte-americano, Karoline Leavitt.

Durante a entrevista, Leavitt afirmou que o país europeu teria aceitado colaborar com operações militares conduzidas por Washington. “Com relação à Espanha, acho que eles ouviram a mensagem do presidente ontem alta e claramente, e, pelo que entendi, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA, e sei que os militares dos EUA estão coordenando com seus homólogos na Espanha”, afirmou.

Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que a posição do país não mudou. “A posição do governo espanhol relativamente à guerra no Médio Oriente e aos bombardeamentos no Irã, relativamente à utilização das nossas bases, não se alterou nem uma vírgula”, declarou o ministro.

📺 TV en DIRECTO | La portavoz de la Casa Blanca, Karoline Leavitt: “España se ha mostrado de acuerdo en cooperar militarmente en las últimas horas” https://t.co/vWHgYQdKTg pic.twitter.com/ibWopA8WLm

— EL PAÍS (@el_pais) March 4, 2026

Após as declarações, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, afirmou que o país não participará do conflito. “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e que também é contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente pelo medo das represálias de alguns. Devemos aprender com a história e não podemos jogar roleta russa com o destino de milhões de pessoas”, disse.

Daquelas declarações que entram para a história
Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha, se recusou a ceder bases para os EUA usarem na guerra.
Foi ameaçado por Trump
E deu essa resposta :
” Não seremos cúmplices de algo que é ruim para o mundo” pic.twitter.com/knc9PUdjZ0

— Biazita Gomes (@BiazitaGomes) March 4, 2026

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada ver com a Espanha“, disse Trump depois do primeiro-ministro se recusar a usar bases militares para atacar o Irã.

Trump está CORTANDO todo comércio com a Espanha depois que o primeiro-ministro disse para NÃO usar bases militares para atacar o Irã.

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar TODO o comércio com a Espanha. Não queremos NADA a ver com a Espanha.” pic.twitter.com/lbue1ByOjM

— Pri (@Pri_usabr1) March 3, 2026

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Delcy Rodríguez agradece elogio de Trump e fala em cooperação entre EUA e Venezuela

Delcy Rodríguez. Foto: Venezuelan National Assembly/Anadolu via Getty Images

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu nesta quarta-feira (4) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma publicação em que o líder norte-americano elogiou a cooperação entre os dois países e mencionou a retomada da produção de petróleo venezuelano.

Em mensagem publicada no X, Delcy escreveu: “Agradeço ao Presidente @realDonaldTrump pela gentil disposição de seu governo em trabalhar em conjunto em uma agenda que fortaleça a cooperação bilateral para o benefício dos povos dos Estados Unidos e da Venezuela”.

Agradezco al Presidente @realDonaldTrump la amable disposición de su gobierno para trabajar conjuntamente en una agenda que fortalezca la cooperación binacional en beneficio de los pueblos de Estados Unidos y Venezuela. https://t.co/Fh903XT1BO

— Delcy Rodríguez (@delcyrodriguezv) March 4, 2026

A declaração ocorreu após Trump publicar no Truth Social uma mensagem em que afirmou que Delcy Rodríguez está “fazendo um ótimo trabalho” e colaborando com representantes norte-americanos. Na postagem, ele também escreveu que “o petróleo está começando a fluir” e mencionou o trabalho conjunto entre Washington e Caracas.

Também nesta quarta-feira (4), autoridades dos dois países participaram de reuniões em Caracas. O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, se encontrou com Delcy Rodríguez e discutiu temas relacionados a investimentos e a possíveis mudanças na legislação de mineração venezuelana.

Autoridades norte-americanas também analisam informações relacionadas a supostas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a estatal venezuelana PDVSA. O material reúne dados sobre um suposto esquema ligado à empresa petrolífera entre 2021 e 2025.

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