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Alô, Brasil! Precisamos falar da Noruega (por Adriano Skrebsky Reinheimer)

Adriano Skrebsky Reinheimer  (*)

Há quase uma década, um artigo detalhado circulou pelas redes sociais brasileiras exaltando o modelo norueguês de desenvolvimento. O texto, escrito em 2016, destacava  algo que soava como heresia aos ouvidos liberais da época. A Noruega, um dos países mais prósperos do mundo, não devia seu sucesso ao livre mercado desregulado, mas, sim, à presença massiva do Estado em setores estratégicos, a um generoso sistema de bem-estar social e a políticas agressivas de conteúdo local e industrialização a partir do  petróleo. 

Passados dez anos, os números tornaram esse contraste ainda mais gritante e incômodo. Enquanto a capital da Noruega, Oslo, comemora indicadores socioeconômicos que beiram a fantasia, o Brasil ainda luta para se reerguer do desmonte promovido entre 2016 e 2022 pelos golpistas do lavajatismo de toga. Logo, o grito de “Alô, Brasil” nunca foi tão necessário. 

É sabido que o debate econômico do século 20 foi marcado por duas visões  antagônicas. De um lado, John Maynard Keynes defendia, com argumentos teóricos e estudos de  casos, que o capitalismo, deixado à própria sorte, tende a crises cíclicas e ao desemprego  crônico, exigindo a intervenção estatal para sustentar a demanda, garantir o pleno  emprego e prover uma rede de proteção social que permita ao cidadão viver sem o medo  permanente da miséria, o chamado Estado de Bem-Estar Social. Do outro, Milton Friedman e a Escola de Chicago advogavam o Estado Mínimo, no qual o governo deveria se limitar a poucas funções essenciais, deixando que a mão invisível do mercado alocasse recursos com máxima eficiência. Uma alucinação ultraliberal. 

O que a experiência norueguesa demonstra, de forma cristalina e irrefutável, é a falência  prática do mito friedmaniano e a validação histórica do modelo keynesiano de bem-estar  social quando aplicado com seriedade institucional. 

Posto isso, tem-se que um dos pilares mais sólidos do sucesso nórdico é o tamanho e a eficiência de sua máquina pública. Dados oficiais do Statistics Norway de 2025 revelam que cerca 33,5% de todos os empregos na Noruega estão no setor público. 

São mais de um milhão de noruegueses dedicados a prover saúde, educação e infraestrutura de ponta. Esse número não é um desvio burocrático, mas uma política de Estado estável que reflete a decisão consciente de uma sociedade de que certos serviços não podem ser mercantilizados. 

A presença estatal não se limita ao funcionalismo dos serviços essenciais. Lá, o governo controla diretamente as gigantes de infraestrutura como a Statnett e a Statkraft, além de manter o controle acionário da Equinor, a antiga Statoil, da Telenor e do maior banco do país, o DNB

A diferença crucial para o Brasil é que esse gigantismo é sinônimo de eficiência e transparência radical, na qual a renda de qualquer cidadão é informação pública desde 1814, e não de aparelhamento político ou corrupção. 

Portanto, no campo do petróleo, a comparação entre a sabedoria keynesiana norueguesa e o desastre liberal brasileiro é particularmente dolorosa. 

Em 2025, o Fundo Soberano Norueguês atingiu a marca impressionante de 1,7 trilhão de euros, consolidando-se como a maior poupança coletiva do planeta. A lógica norueguesa é simples, o petróleo é da nação, não de um grupo de acionistas privados. 

A criação da Petoro, 100% estatal para gerir a participação do Estado nos campos petrolíferos, e o controle estatal absoluto sobre a Equinor garantiram que as décadas de vacas gordas financiassem o futuro, não apenas o consumo presente. 

Os indicadores colhidos em 2026 falam por si: PIB per capita superior a 95 mil dólares, IDH de 0,970 e Índice de Gini de apenas 25,3. A carga tributária de 40,6% do PIB é  devolvida integralmente à população na forma de serviços públicos de excelência, exatamente como preconizava Keynes. 

Ora, o que aconteceu no Brasil a partir do golpe parlamentar de 2016 foi um desastre  estratégico com uma requintada crueldade ideológica. O processo que destituiu a  presidenta Dilma Rousseff sob o pretexto frágil das “pedaladas fiscais” abriu as portas  para uma agenda radical de desnacionalização do setor de óleo e gás. 

A Operação Lava-Jato, conduzida por uma gangue paranaense, desempenhou um papel  complementar devastador. Ao criminalizar a engenharia pesada nacional e demonizar  qualquer relação entre Estado e iniciativa privada, a força-tarefa de Curitiba criou o  ambiente perfeito para que a Petrobras fosse tratada como uma empresa maldita a ser  desmontada. 

Na sequência, o governo Jair, sob a batuta de um filhote da Escola de Chicago, um tal de Guedes, implementou dogmaticamente a cartilha do Estado Mínimo que Milton Friedman aplaudiria. Venderam-se refinarias, gasodutos, distribuidoras e campos de  petróleo a preço de banana.

A política de Conteúdo Local, que obrigava as petroleiras a contratar fornecedores brasileiros, exatamente como a Noruega fez nos anos 1970 para criar seu cluster offshore, foi demonizada e extinta. 

O resultado foi devastador e a Petrobras, que entre 2012 e 2015 investia mais de 40 bilhões de dólares por ano em plataformas e refinarias, viu esse número despencar para  menos de 14 bilhões, passando-se a pagar dividendos recordes e destruindo a  capacidade industrial do país. 

Prontamente, faz-se fundamental não atribuir ao atual governo a responsabilidade por essa herança maldita. Quem assumiu o Planalto em 2023 encontrou uma terra arrasada e  contratos draconianos assinados durante o período de desmonte. Modificar unilateralmente essas regras implicaria em ações bilionárias em cortes internacionais de  arbitragem. 

E não bastam decretos presidenciais ou a vontade do Executivo para reverter esse  cenário; é necessária uma recomposição profunda das forças que ocupam o Congresso  Nacional, hoje dominado por uma coalizão ultraconservadora, o Centrão fisiológico, que reúne a bancada evangélica pentecostal, a bancada militar/segurança pública e a  poderosa bancada do agronegócio. 

Infelizmente, para essa maioria parlamentar que aí está, a Noruega é uma abstração  distante, uma “utopia socialista” que não merece estudo ou emulação. O que lhes interessa é a manutenção do status quo que financia suas campanhas e perpetua seu poder. 

Nessa conjuntura, as eleições de 2026 assumem uma importância histórica que  transcende a disputa partidária cotidiana. Não se trata apenas de escolher um presidente  da República, mas de redefinir completamente a correlação de forças que define os  rumos do país. 

A reconstrução nacional passa, obrigatoriamente, pela eleição de governadores, deputados estaduais comprometidos com a industrialização de seus estados e com a  defesa das empresas públicas municipais e estaduais. Passa pela eleição de deputados federais e senadores que compreendam que a soberania energética não é uma pauta “ideológica”, mas uma questão de sobrevivência nacional e de projeto de futuro. E passa, evidentemente, pela reeleição de um presidente que tenha coragem de enfrentar o  ”rentismo” e o “colonialismo econômico” que nos foram impostos. 

Assim, a Noruega nos mostra que soberania não é um conceito vazio, mas a capacidade e um país de ditar as regras do jogo para as multinacionais que querem explorar suas riquezas, de cobrar 78% de imposto sobre o lucro extraordinário do petróleo e ainda assim ser considerado o melhor lugar do mundo para se fazer negócios. 

A transição energética não precisa ser um pesadelo de perdas e desemprego, como muitas vezes nos fazem temer. A própria Noruega, mesmo tendo construído sua riqueza com petróleo, lidera hoje o mundo em adoção de veículos elétricos e investe  maciçamente em energia renovável, provando que é possível sair dos fósseis sem abrir  mão do desenvolvimento, da justiça social e da soberania nacional. 

O caminho é árduo, mas não impossível: exige planejamento, visão de futuro e a  coragem de transformar a riqueza de hoje na infraestrutura do amanhã. 

O mesmo fetiche privatista que entregou o petróleo nacional a preço de banana também explica o desastre ambiental e social da privatização do saneamento básico no Brasil.  Onde, sob a desculpa da “eficiência”, assistimos à interrupção de obras, ao aumento  abusivo de tarifas e à exclusão de milhões do acesso à água tratada e ao esgotamento  sanitário. 

Basta olhar para o triste espetáculo em Porto Alegre, onde, desde 2016, governantes  insistem em entregar o DMAE para o “mercado”, ignorando que a gestão pública e  comunitária da água é questão de soberania, saúde e dignidade, não de lucro imediato  de acionista. 

Alô, Brasil, enquanto tratarmos nosso pré-sal como uma maldição a ser terceirizada, e não como uma alavanca de desenvolvimento nos moldes do keynesianismo nórdico, e enquanto não elegermos um Congresso que permita reescrever os contratos abusivos  herdados do período 2016-2022, de Temer e Bozo, seguiremos sendo o país do futuro  que nunca chega. 

A urna eletrônica de 2026 é o instrumento para retomarmos as rédeas do nosso destino. Que saibamos usá-la com a sabedoria norueguesa e a coragem que o momento exige. 

(*) Engenheiro Civil, Servidor Público

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Petrobras confirma redução no preço do diesel a partir desta segunda-feira

A Petrobras informou que aplicará, a partir de segunda-feira (1º), um desconto de R$ 0,3515 por litro no preço de venda do óleo diesel A, usado no transporte rodoviário. Com a medida, o preço médio cobrado pela estatal das distribuidoras cairá de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.

O desconto faz parte da subvenção econômica criada pelo governo federal.

“Para o consumidor final, o desconto em valor equivalente ao da subvenção econômica concedida através da referida MP neutralizará a reoneração de PIS e Cofins que também ocorrerá a partir de 1.º de junho”, disse a Petrobras.

Leia também:

Novo auxílio ao diesel

A Petrobras informou ainda que avalia os termos da nova subvenção anunciada pelo governo.

Em medida provisória publicada no sábado (30), o governo criou um novo auxílio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel para produtores e importadores do combustível.

O novo mecanismo sucede os programas de auxílio adotados desde março, em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de energia.

“Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”, informou a Petrobras.

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Petrobras anuncia redução de R$ 0,35 no preço do óleo diesel para as distribuidoras

diesel, combustíveis
(Folhapress) – A Petrobras anunciou neste domingo (31) que reduzirá o preço do diesel em suas refinarias em R$ 0,35 por litro. O novo valor começa a vigorar nesta segunda (1º). A redução equivale a um desconto de 9,59% no litro do combustível. Dessa forma, o preço médio de venda do produto tipo A, de […]
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Preço petróleo: confira a cotação do barril de petróleo Brent em 22 de abril

Acompanhe o preço do barril de petróleo que sofre os impactos da guerra no Oriente Médio. Confira a cotação do petróleo em 22 de abril com a TVT News.

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje

Mercado financeiro em tempo real

Confira os números da economia brasileira

📊 Economia ao vivo


Quarta, 22 de abril: Trump estende trégua com Irã

Nesta quarta, 22 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã para dar mais tempo às negociações de paz.

Irã anuncia apreensão de navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou nesta quarta-feira (22) que sua força naval interceptou dois navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.

Terça, 21 de abril: Trump diz que está “pronto para voltar” à guerra; cessar-fogo entre EUA e Irã se aproxima do fim

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estar “pronto para voltar” à guerra caso um novo acordo não seja alcançado até o fim do cessar-fogo na quarta-feira (21). Os esforços para encerrar o conflito permanecem incertos, já que o Irã declarou que não aceitará negociações “sob a sombra de ameaças”.

Segunda, 20 de abril: seuge incerteza sobre negociações entre EUA e Irã a dois dias do fim da trégua

A menos de dois dias do fim do cessar-fogo, a incerteza impera nesta segunda-feira (20) sobre a eventual retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos no Paquistão.

Sexta, 17 de abril: rimeiros carregamentos de petróleo iraniano deixam o Golfo desde o bloqueio dos EUA

Primeiros carregamentos de petróleo iraniano deixam o Golfo desde o bloqueio dos EUA

Quinta, 16 de abril: EUA anunciam diálogo entre Líbano e Israel e expressa otimismo sobre o Irã

O governo dos Estados Unidos expressou otimismo a respeito das negociações com o Irã e prosseguiu com os esforços de mediação entre Israel e Líbano, ao anunciar que os “líderes” dos dois países conversarão nesta quinta-feira (16).

Quarta, 15 de abil: preços do petróleo permaneceram estáveis ​​em meio a uma possível redução da tensã

Os preços do petróleo permaneceram estáveis ​​em meio a uma possível redução da tensão na guerra e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo fecharam praticamente inalterados na quarta-feira, em meio a esperanças de uma redução da tensão entre Washington e Teerã e às contínuas interrupções no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.

Irã ameaça obstruir exportações pelo Mar Vermelho se bloqueio americano persistir

O Irã ameaçou bloquear o Mar Vermelho, ao qual não tem acesso territorial, em caso de persistência do bloqueio americano aos seus portos

Terça, 14 de abril: BP anuncia resultados “excepcionais” com a guerra no Oriente Médio

A gigante petrolífera britânica BP anunciou na terça-feira que espera resultados “excepcionais” em suas negociações de petróleo no primeiro trimestre, marcado pela alta volatilidade dos preços do petróleo bruto.

Segunda, 13 de abril: preço do petróleo volta a passar dos 100 dólares

Os preços do petróleo dispararam e as bolsas asiáticas operaram em território negativo na segunda-feira, após o colapso das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.

Sexta, 10 de abril: preço do petróleo abaixo dos 100 dólares

Petróleo permanece abaixo de US$ 100 com alta nas bolsas asiáticas em meio a negociações entre Líbano e Israel; Os preços do petróleo subiram ligeiramente na sexta-feira após o anúncio de negociações entre Líbano e Israel na próxima semana, embora permaneçam abaixo de US$ 100.

Quinta, 9 de abril: petróleo volta a subir perto dos 100 dólares

Os preços do petróleo se recuperaram na quinta-feira, após a queda acentuada do dia anterior, e as bolsas de valores recuaram nas negociações asiáticas em meio a temores sobre a fragilidade da trégua entre os Estados Unidos e o Irã.

Quarta, 8 de abril: Petróleo cai abaixo de US$ 100 e bolsas mundiais sobem após trégua em guerra

O barril do petróleo caiu abaixo dos US$ 100 e as bolsas dispararam nesta quarta-feira (8), depois que Estados Unidos e Irã concordaram com uma trégua de duas semanas.

No entanto, notícias de violação do cessar-fogo por parte de Israel levam a um novo fechamento do Estreito de Ormuz.

Terça, 7 de abril: Trump recua e suspende ataques ao Irã por duas semanas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que aceitou suspender por duas semanas um ataque devastador contra o Irã e que estava disposto a um cessar-fogo na guerra caso Teerã reabra completamente o Estreito de Ormuz.

“Eu aceito suspender o bombardeio e o ataque contra o Irã por um período de duas semanas”, publicou Trump nas redes sociais pouco mais de uma hora antes de expirar seu prazo, após conversas com mediadores do Paquistão.

Países chegam a acordo. Trump suspende a guerra e Irã aceita garantir navegação pelo Estreito de Ormuz por duas semanas “se ataques cessarem” 

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Terça, 7 de abril: pela manhã preços do petróleo subiam

Os preços do petróleo disparam e as ações apresentam desempenho misto após o último ultimato de Trump ao Irã

Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

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Fechamento do Estreito de Ormuz bagunça a economia mundial. Foto: Jacques Descloitres/NASA

Segunda, 6 de abril: preços do petróleo superam 110 dólares após ameaças de Trump

Os preços do petróleo ultrapassaram nesta segunda-feira (6) a barreira de 110 dólares por barril, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e pelas ameaças de Donald Trump de novos ataques ao Irã.

Sexta santa, 3 de abril, e o petróleo segue acima dos 100 dólares

40 países pressionam para abertura de Ormuz; China e Rússia são contra força militar para liberar o Estreito de Ormuz

Quinta, 2 de abril: preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 após discurso de Trump

Os preços do petróleo aumentaram nesta quinta-feira (2) após o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não acalmou os temores sobre o fechamento do Estreito de Ormuz.

Reino Unido destaca “necessidade urgente” de reabrir Ormuz

A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, destacou nesta quinta-feira (2) a “necessidade urgente” de reabrir o Estreito de Ormuz, em uma reunião virtual com representantes de mais de 40 países

Quarta, 1 de abril: petróleo segue acima dos 100 dólares

Apesar das promessas de Trump de acabar com a guerra em duas ou três semanas, os ataques continuam e o preço do petróleo continua acima dos 100 dólares

Terça, 31 de março: gasolina dispara nos EUA

Galão de gasolina supera 4 dólares nos EUA, maior preço desde 2022

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos disparou e superou 4 dólares (21 reais) por galão nesta terça-feira (31), o maior valor em quase quatro anos devido à guerra com o Irã.

Segunda, 30 de março: petróleo acima dos 100 dólares

As cotações do petróleo abriram em forte alta nesta segunda-feira (30, data local), com o barril de tipo WTI acima dos 100 dólares, enquanto o Brent ultrapassava os 115 dólares diante a ausência de sinais de diminuição dos conflitos no Oriente Médio.

Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã apesar da alta dos preços

O presidente americano Donald Trump ameaçou nesta segunda-feira (30) “destruir completamente” a ilha de Kharg, onde está o principal terminal petrolífero do Irã, caso não se alcance “rapidamente” um acordo para encerrar a guerra.

Sexta, 27 de março: preço do petróleo em alta

Incertezas sobre acordo de paz no Oriente Médio elevam o preço do barril de petróleo, negocido acima dos 100 dólares

Confira a cotação do dólar hoje

Carregando cotação do dólar…

Quinta, 26 de março: preço do petróleo volta a passar dos 100 dólares

Com a recusa do Irã sobre os pontos para aceitar o fim da guerra, o preço do barril de Petróleo tipo Brent voltou a passar da casa dos 100 dólares.

Quarta, 25 de março: Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz

O Reino Unido e a França copresidirão uma reunião esta semana com cerca de 30 países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã.

Terça, 24 de março: cotação do petróleo supera 100 dólares

O preço do petróleo Brent subiu nesta terça-feira e voltou a superar 100 dólares por barril, um dia após uma queda de mais de 10% provocada pelo anúncio de Trump de negociações com Teerã – a República Islâmica negou conversações.

Nas operações asiáticas, o Brent do Mar do Norte, referência internacional, subia 3,89%, a 103,83 dólares. O West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, disparava 3,89%, a 91,53 dólares.

Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio

Vários países asiáticos estão aumentando o uso de carvão poluente diante da escassez de en

Segunda, 23 de março: Petróleo cai 10% após anúncio de Trump –

Os preços do petróleo caíram mais de 10% nesta segunda-feira, depois que Donald Trump anunciou o adiamento dos ataques contra as centrais de energia elétrica do Irã.

Às 11h30 GMT (8h30 de Brasília), tanto o barril de Brent do Mar do Norte como o de West Texas Intermediate perdiam mais de 14%, negociados a 96 dólares e 84,37 dólares, respetivamente.

As principais Bolsas europeias também reagiram com otimismo e, depois de resultados negativos de mais de 2% durante a sessão matinal, operavam de maneira positiva às 11h30 GMT.

Dois navios indianos cruzam Ormuz

A Índia anunciou que dois petroleiros que transportam gás liquefeito de petróleo (GLP) cruzaram o Estreito de Ormuz, bloqueado quase completamente pelo Irã após os ataques israelenses-americanos contra seu território que desencadearam a guerra.

TotalEnergies prevê alta do gás

O grupo francês TotalEnergies prevê preços do gás “muito altos” para os três meses do verão no hemisfério norte e para setembro, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.

Sexta, 21 de março: preços do petróleo em alta

Depois de uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir, enquanto as Bolsas operam em queda. Às 10h50 GMT (7h50 de Brasília), o Brent do Mar do Norte, referência mundial, avançava 1,52%, a 110,30 dólares. Seu equivalente americano, o WTI, subia 0,43%, a 95,96 dólares.

Quinta, 19 de março: Preço do petróleo Brent sobe 5% devido aos temores de escalada no Oriente Médio

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte subiu mais de 5% nesta quinta-feira (19), após o Irã ameaçar atacar instalações de seus vizinhos no Golfo em retaliação ao bombardeio dos campos de gás.

Terça, 17 de março: Preços do petróleo em alta expressiva

Os preços do petróleo subiram mais de 5%, depois que vários países rejeitaram o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz.

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Segunda, 16 de março: Barril de petróleo passa dos 100 dólares, bolsas operam com cautela



As Bolsas mundiais reagiram com cautela, na segunda-feira (16), diante da cotação do petróleo acima dos 100 dólares, com investidores atentos à guerra no Oriente Médio, que começa sua terceira semana sem um fim no horizonte.

Por volta das 8h30 GMT (5h30 de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, operava em alta de 3,06%, a 106,30 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, referência do mercado americano, subia 2,15%, a 100,83 dólares.

Cotação do dólar hoje

Confira a cotação do dólar

Carregando cotação do dólar…

“A semana começou seguindo um padrão que já se tornou habitual”, disse Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote. “Os preços do petróleo subiram no início da sessão, antes de perder parte de seus lucros, enquanto os investidores assimilavam as últimas noticias do Oriente Médio” no décimo sétimo dia da guerra.

Quanto às bolsas, a de Tóquio fechou praticamente inalterada (-0,12%), Taipé perdeu 0,17% e Sydney, 0,39%.

Seul, ao contrário, fechou em alta de 1,14%, e Hong Kong subiu 1,45%.

A Europa se manteve mais titubeante. Após abrirem com um repique tímido, os principais índices europeus operavam no vermelho, com recuo na bolsa de Paris de 0,33%, Frankfurt com baixa também de 0,33% e Milão, em queda de 0,96%. Apenas Londres operava em alta de 0,08% por volta das 10h30 GMT (07h30 de Brasília).

O petróleo disparou depois que o presidente americano, Donald Trump, advertiu que os ataques contra o Irã poderão se estender para sua infraestrutura energética se a República Islâmica mantiver o bloqueio ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo.

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Preço do petróleo influi na cadeia de combustíveis. Foto: Pixabay

A via se mantém fechada na prática por ataques iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Quem esperava um fim próximo da guerra se decepcionou depois que o conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett, disse que o conflito poderia se estender por mais seis semanas, segundo o Pentágono.

Para FUP, quadro reforça a necessidade de fortalecer a Petrobrás

Confira a nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre o aumento anunciado pela Petrobrás:

O reajuste anunciado pela Petrobrás de R$ 0,38 por litro de diesel ocorre em um cenário internacional de forte pressão sobre os preços do petróleo, impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio e pela consequente alta das cotações internacionais.

Considerando o aumento, o preço do diesel da estatal passa de R$ 3,30 para R$ 3,68 por litro – ainda cerca de 20,86% abaixo da referência do PPI (paridade de preço de importação), 12,59% inferior ao praticado pela Acelen, na Bahia, e 27,84% menor que o preço do grupo Ream, no Amazonas – ambas refinarias privatizadas, que buscam maiores ganhos e margens de lucro.

Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), esse quadro evidencia graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil, particularmente após a venda de refinarias e a redução da presença da Petrobrás em segmentos estratégicos da cadeia de combustíveis – como a privatização da BR Distribuidora, em 2019.

Tal cenário reforça a necessidade de ampliar o parque nacional de refino e fortalecer o papel da Petrobrás ao longo de toda a cadeia do setor, incluindo distribuição e comercialização. Uma Petrobrás integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico.

Diesel comercializado pela Petrobras seguirá abaixo dos preços das refinarias privatizadas, analisa Ineep

De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), mesmo com o aumento anunciado, os preços do diesel continuarão mais baixos.

“Mesmo com esse reajuste, o diesel comercializado pela Petrobras seguirá abaixo da referência do PPI e dos preços praticados pelas refinarias privatizadas da Bahia (Refinaria Mataripe, do grupo Acelen) e de Manaus (Refinaria da Amazônia do grupo Atem)”, afirma a not do Ineep.

Segundo os últimos dados divulgados da ANP, referentes a semana de 02 de março o preço de referência do PPI para o diesel estava em R$4,65/L, enquanto os preços da Acelen e da Ream eram de, respectivamente, R$4,21 e R$5,10/L. Considerando ainda os dados dessa semana e incorporando o reajuste anunciado pela Petrobras, o preço do diesel em suas refinarias passaria de R$3,30/L para R$3,68/L. Assim, mesmo com o aumento, o preço da estatal permaneceria cerca de 20,86% inferior à referência do PPI, 12,59% menor que o praticado pelo grupo Acelen (BA) e 27,84% inferior ao praticado pelo grupo Ream (AM).

Dessa forma, mesmo com a elevação do preço do diesel pela estatal em resposta aos impactos do conflito no Irã, seus preços seguem inferiores aos praticados por importadores e do parque de refino privatizado.Ineep

Para o Ineep, “o contexto de escalada dos conflitos no Oriente Médio e explosão das cotações internacionais do petróleo, quando somada a pressão exercida por agentes privados, especialmente distribuidores e refinarias privadas, pela elevação dos preços dos combustíveis, em particular do diesel comercializado pela Petrobras, “evidencia limitações no atual arranjo do mercado de abastecimento no Brasil.

“Essa situação realça a necessidade de ampliação do parque nacional de refino e volta da Petrobras aos segmentos de distribuição e comercialização, instrumentos estratégicos para o bem-estar social e carestia.  Fortalecer um projeto de Petrobras integrada é elevar a segurança do abastecimento interno e ampliar a capacidade de coordenação pública sobre a dinâmica de formação de preços dos combustíveis no mercado doméstico”, afirma, em nota, o Ineep.

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“Vamos fazer tudo o que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores dos estados, que podem reduzir um pouco o ICMS”, disse Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

© Agence France-Presse

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Lula quer recomprar refinaria privatizada por Bolsonaro e libera R$ 9 bi à Petrobras

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Betim
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Betim – Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (20), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, que o governo federal pretende recomprar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, privatizada em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante agenda na Refinaria Gabriel Passos (Regap), onde também foi anunciado um pacote de R$ 9 bilhões em investimentos da Petrobras.

Durante o evento, Lula disse que a gestão federal pretende retomar o controle da unidade baiana, vendida por US$ 1,65 bilhão. “Nós fazemos as coisas que precisam ser feitas. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia, pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, declarou o presidente. Segundo ele, a medida integra a estratégia de ampliar a capacidade de refino no país e reduzir a dependência de derivados importados.

A RLAM é uma das principais unidades do sistema de refino nacional e atende parcela relevante do mercado do Nordeste. No mesmo discurso, Lula também afirmou que o governo pretende ampliar as pesquisas em reservas de petróleo. Ao comentar a política energética da gestão anterior, disse que o atual governo seguirá investindo em produção interna e em medidas consideradas estratégicas para o abastecimento nacional.

Diesel R. Um combustível com conteúdo renovável, como o óleo de soja, que está sendo produzido na refinaria da Petrobras em Betim (MG). Além de reduzir o impacto ambiental, ele beneficia cooperativas de catadores, gerando emprego e renda para as famílias que trabalham com a… pic.twitter.com/C07DNTLx2V

— Lula (@LulaOficial) March 20, 2026

Lula ainda anunciou que a Petrobras deverá criar uma política de estoques de combustíveis, ao lado da presidente da estatal, Magda Chambriard. A proposta, segundo ele, tem como objetivo permitir resposta em momentos de crise e de pressão internacional sobre os preços. O presidente afirmou que a medida exige tempo e tem custo elevado, mas será tratada como ponto estratégico para o país.

Ao defender a formação de estoques, Lula relacionou a iniciativa ao cenário internacional e às oscilações do mercado de energia. “Isso não é rápido, leva tempo. Mas é estratégico que a Petrobras e o governo precisam pensar, para não ser vítima do que está acontecendo hoje”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o Brasil precisa ter instrumentos para reagir a movimentos especulativos e conter impactos no preço dos combustíveis.

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Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (20), a necessidade de o país criar uma reserva estratégica de combustíveis, para regular preços e garantir abastecimento em caso de instabilidade internacional. Saiba mais em TVT News.

“Eu falei para a Magda [Chambriard, presidente da Petrobras]: isso não é uma coisa rápida, é uma coisa que leva tempo, mas é uma coisa estratégica que a Petrobras e o governo têm que pensar”, disse, em evento de anúncio de investimentos da empresa em Minas Gerais.

Lula criticou a escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial.

“Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador, para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 30 dias, durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do Estreito de Ormuz? E se os Estados Unidos resolverem estourar o Estreito de Ormuz, a crise vai ser pior”, acrescentou.

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Soberania

O Brasil não possui reservas estratégicas de petróleo, mas conta com estoques operacionais de combustíveis para garantir que não haja desabastecimento nos postos entre a chegada de um navio importado ou o processamento em uma refinaria.

O país ainda depende de importações para cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade em momentos de crise global.

Para Lula, mesmo custando “muito caro”, as reservas garantiriam a soberania do país e a proteção contra a especulação no mercado em momentos de crise. O presidente citou como exemplo a manutenção das reservas brasileiras em moeda estrangeira, que chegaram a US$ 364,4 bilhões em janeiro deste ano.

“Graças a essa reserva que nós começamos a fazer a 2005, até hoje o Brasil enfrenta todas as crises mundiais sem se abalar. Nós temos muita verdinha [dólar] […], e eu não posso mexer na reserva porque ela garante a soberania desse país”, disse.

O presidente ainda afirmou que vai fazer os investimentos necessários na melhoria ou até construção de novas refinarias, e “trabalhar estrategicamente” em um plano de produção e estoque de combustíveis.

“Certamente, os Estados Unidos têm estoque para uns 30 dias. Como eles vivem em guerra, eles têm que ter estoque. Certamente, a China tem estoque. Certamente, a Rússia tem estoque”, argumentou Lula.

 

Betim (MG), 20/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR. Combustíveis
Lula durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Investimentos

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira, investimentos de R$ 9 bilhões na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, Minas Gerais. O presidente Lula lembrou que a refinaria esteve em processo de desinvestimento no governo passado e estava produzindo apenas 60% de sua capacidade.

Hoje, a Regap opera com 98% da capacidade, com o processamento e refino de 170 mil barris de petróleo por dia. Com investimento de R$ 3,8 bilhões, a previsão é produzir 200 mil barris por dia até o fim de 2027. E para os próximos cinco anos, a produção deve chegar a 240 mil barris por dia, com R$ 5,2 bilhões investidos.

Durante o evento, Lula ainda inaugurou uma usina fotovoltaica que deve reduzir em 20% o gasto de energia da Regap. O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras, criado para apoiar ações de descarbonização das operações da companhia.

“As iniciativas fortalecem a capacidade de produção de combustíveis da refinaria, promovem a transição energética, geram postos de trabalho e asseguram a confiabilidade operacional da unidade”, destacou o governo federal.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia. Leia em TVT News.

“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.  

A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”.

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Alta do petróleo

A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).

Porém, após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Política de preços 

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.  

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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Mulheres continuam minoria e recebem menos que os homens no setor de petróleo e gás 

Mesmo com avanços pontuais na presença feminina na indústria de petróleo e gás, as desigualdades de gênero seguem marcantes no setor. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP), com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, mostra que as mulheres representaram em 2024 (últimos dados disponíveis) apenas 17,7% da força de trabalho na área. Saiba mais na TVT News.

No ano passado, havia 19.745 mulheres empregadas no setor petroleiro nacional face a 91.655 homens. Apesar de um leve crescimento ao longo dos anos (em 2023 eram 18.331 mil mulheres) a presença feminina permanece minoritária em um dos segmentos estratégicos da economia brasileira.  

Para Cibele Vieira, diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a desigualdade de gênero no setor não se expressa apenas nos números, mas também no cotidiano das trabalhadoras. Em dezembro do ano passado, a dirigente sindical foi alvo de ataques misóginos, episódio que ganhou repercussão entre trabalhadores dentro e fora da categoria. 

“Quando falamos de desigualdade no setor petroleiro, não estamos falando apenas de números. O ambiente de trabalho também reproduz violências que as mulheres enfrentam fora dele. A plataforma, a refinaria ou o escritório não são um mundo à parte da sociedade”, afirma. 

A desigualdade também aparece na remuneração. Segundo o estudo, as mulheres sempre receberam salários médios inferiores aos dos homens no setor. Em 2024, o rendimento feminino correspondia em média a 87,2% do salário dos homens.  

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“Quando uma mulher ganha menos que um homem fazendo parte do mesmo setor, isso não é só desigualdade salarial. É uma forma concreta de violência econômica, porque reduz a autonomia das trabalhadoras e amplia sua vulnerabilidade dentro e fora do ambiente de trabalho”, diz Bárbara Bezerra, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras. 

A participação feminina também é limitada nos espaços de comando. No Sistema Petrobrás, as mulheres representaram, em 2025, 17,6% do total de trabalhadores (era 17,4% em 2024) e ocuparam 25,6% dos cargos de chefia (contra 24,7% no ano anterior), segundo os dados do relatório de Administração 2025 da Petrobrás divulgados nesta sexta-feira, 6, pela empresa, e analisados pelo economista Cloviomar Cararine, do  Dieese/subseção FUP.  

Na estatal, são atualmente 8.938 mulheres, total ligeiramente acima das 8.570 trabalhadoras de 2024. 

“O relatório mostra que a presença feminina na Petrobrás voltou a crescer em 2025, mas de forma lenta, apenas 0,2 pontos percentuais em relação à 2024. O mesmo ocorreu nos postos de comando da Petrobrás, onde a participação das mulheres ainda é pequena, porém crescente ao longo do governo Lula 3 (era de 20% em 2020, com alta de 5,6 pontos percentuais em 2025)”, destaca Cararine.  

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Petrobras deve fechar 2025 com lucro acima de R$ 120 bilhões

A Petrobras deve encerrar 2025 com lucro líquido superior a R$ 120 bilhões, segundo estimativas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). De acordo com o Boletim nº 34 da entidade, divulgado em março, a companhia poderá fechar o ano com resultado próximo de R$ 125,5 bilhões, após registrar lucro projetado de R$ 31,1 bilhões no quarto trimestre. Leia em TVT News.

O documento aponta que, no 4º trimestre de 2025 (4T25), a estatal deve apresentar receita líquida de R$ 121,9 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 65,5 bilhões e distribuição de dividendos da ordem de R$ 8,4 bilhões. A empresa divulga oficialmente seus resultados financeiros do período em 5 de março.

Caso confirmados os números, será o quarto trimestre consecutivo de lucro líquido da Petrobras, após o prejuízo de R$ 17 bilhões registrado no quarto trimestre de 2024. No acumulado dos três primeiros trimestres de 2025, a companhia já havia somado R$ 94,5 bilhões em lucro líquido, o que sustenta a projeção de um resultado anual robusto.

Estimativa balanço Petrobras

Segundo o Ineep, o desempenho positivo está diretamente relacionado ao aumento da produção e ao comportamento das vendas no mercado interno. A produção total de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural cresceu 18,3% na comparação com o mesmo período de 2024. O avanço foi garantido, principalmente, pela entrada em operação de oito novos poços produtores no trimestre no polígono do pré-sal — totalizando 33 novos poços ao longo de 2025.

Além disso, houve incremento de 0,7% nas vendas de derivados no mercado interno, com destaque para os derivados médios, como diesel e querosene de aviação (QAV), além da gasolina. Esse movimento contribuiu para sustentar a receita, mesmo diante da queda nos preços médios dos derivados comercializados pela companhia.

As estimativas indicam que o preço médio dos derivados caiu 4,2% em 12 meses, passando de R$ 484,5 por barril no 4T24 para R$ 464,2 por barril no 4T25. Ainda assim, o aumento do volume produzido e vendido compensou a retração nos preços, preservando margens operacionais relevantes. A margem de lucro líquido projetada para o trimestre é de 26%.

O boletim também destaca que o resultado do 4T25 foi impactado por itens não recorrentes. Entre eles, o pagamento de R$ 6,97 bilhões pelos direitos e obrigações da União nos campos de Mero e Atapu, no Leilão de Áreas Não Contratadas realizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), além de R$ 1,54 bilhão referente ao Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV), decorrente do Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada de Jubarte, no pré-sal.

Mesmo com esses desembolsos extraordinários, a companhia deve manter geração operacional de caixa expressiva. A projeção para recursos gerados pelas atividades operacionais é de R$ 52,1 bilhões no trimestre, enquanto o fluxo de caixa livre estimado é de R$ 18,6 bilhões.

No campo dos investimentos, o Ineep ressalta que, até o terceiro trimestre de 2025, a Petrobras aplicou R$ 73,1 bilhões na aquisição de ativos imobilizados e intangíveis, montante 35,5% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O dado indica retomada consistente do ciclo de investimentos, especialmente nas áreas de exploração e produção.

Já a política de remuneração aos acionistas mostra trajetória distinta da observada no ano anterior. No terceiro trimestre de 2025, a distribuição de dividendos foi de R$ 12,16 bilhões, alta de 40,4% frente ao segundo trimestre. Contudo, no acumulado até o 3T25, os pagamentos totalizaram R$ 32,54 bilhões — recuo de 49,2% em comparação aos R$ 64,05 bilhões distribuídos no mesmo intervalo de 2024.

Para o Ineep, os números consolidam um cenário de forte geração de resultados pela estatal, ancorado na expansão da produção no pré-sal, no desempenho do mercado interno e na recomposição dos investimentos. Se confirmadas as projeções, 2025 poderá se tornar um dos anos mais lucrativos da história recente da companhia, reforçando seu papel estratégico na economia brasileira e na cadeia de petróleo e gás.

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