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Cury (CURY3) apresenta lucro líquido de R$ 302,9 milhões no 1T26, alta de 42%

A Cury (CURY3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida, apresentou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, montante 41,9% maior do que no mesmo período de 2025.

A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e manutenção de custos sob controle. Essa equação ajudou a aumentar a receita e diluir despesas. No começo deste ano, os apartamentos foram vendidos a R$ 325,4 mil, em média, 5% mais na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, subida de 1,8 de ponto porcentual (p.p.).

A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6%, e recorde para a empresa.

A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 2,3 milhões, o triplo na comparação anual.

A margem bruta atingiu a marca de 39,0%, estável na comparação anual. A margem bruta ajustada foi a 39,3%, aumento de 0,1 p.p. Já a margem que estima o resultado dos exercícios futuros foi a 42,9%, queda de 0,4 p.p.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 64,9 milhões, alta de 28,8%. Por sua vez, as despesas comerciais foram de R$ 119,1 milhões, avanço de 12,1%.

A Cury reportou ainda uma despesa de R$ 44,8 milhões na linha de ‘outros’, que foi 12,8% maior na comparação anual.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas de natureza financeiras) gerou despesa de R$ 10,7 milhões, valor 26,2% menor.

A companhia reportou geração de caixa de R$ 93,4 milhões, completando 28 trimestres consecutivos de geração de caixa operacional.

Assim, encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 406,9 milhões, 28,8% a mais que no último trimestre do ano passado.

Em sua apresentação de resultados, a direção da Cury afirmou que o começo do ano foi impulsionado pela demanda aquecida por imóveis combinada com a eficiência da empresa na produção das moradias. Como resultado, as vendas líquidas totalizaram 2,3 bilhões, volume recorde.

A construtora destacou que o segundo trimestre começou forte em vendas, já considerando os ajustes recentes no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que aumentaram o poder de compra da população, bem como o público identificável pelo programa.

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Governo anuncia fim da ‘taxa das blusinhas’; compras internacionais de até U$ 50 não pagarão imposto federal

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.

De acordo com Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, a mudança passa a valer a partir desta quarta-feira (13), quando compras internacionais de até US$ 50 deixarão de pagar imposto de importação.

“Nós comunicamos que depois de três anos em que nós conseguimos praticamente eliminar, conseguimos combater o contrabando, regularizar o setor, nós podemos dar um passo adiante”, anunciou Ceron.

A alteração foi feita por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será publicada no Diário Oficial da União.

Apesar do corte no tributo federal, ainda segue em vigor a taxação de 17% do imposto estadual ICMS sobre esses produtos.

‘Taxa das blusinhas’

A chamada “taxa das blusinhas” estava em vigor desde 2024, quando o governo aprovou a cobrança de um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Apesar do nome, a taxa valia para os mais diversos produtos, desde roupas e acessórios até produtos eletrônicos de lojas online.

Em ano eleitoral, o governo vinha sendo pressionado para reverter essa taxação agora.

A possibilidade da suspensão da taxa das blusinhas chegou a impactar varejistas nacionais na Bolsa em alguns momentos, com investidores prevendo uma maior pressão concorrencial no setor que já tem competição elevada.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), Bruno Moretti, tanto a Medida Provisória, quanto a portaria do Ministério da Fazenda que zera as taxas federais seguem para publicação no Diário Oficial ainda nesta terça.

“O que importa mesmo é que são produtos de consumo popular. Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor [presidente Lula] está fazendo é retirar impostos federais do consumo popular, do consumo das pessoas mais pobres”, destacou Moretti.

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Bandeira amarela na tarifa de energia em maio contraria parte do mercado, mas não altera IPCA, diz Terra Investimentos

A equipe da Terra Investimentos informou que manteve suas projeções para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) após o anúncio da bandeira amarela para as tarifas de energia, nesta sexta-feira (24)

“A decisão veio em linha com nossa premissa, mas contraria parte do mercado que contava com manutenção da bandeira verde em maio“, afirmam os economistas da instituição, que calculam impacto de 11 pontos-base no IPCA de maio, cuja estimativa é de 0,53%.

“Contamos com aumento da bandeira tarifária nos meses seguintes, com bandeira vermelha 2 em junho e vermelha 1 em dezembro”, observam.

A expectativa para o IPCA de abril é de 0,67%; para maio, de 0,53% e para junho, de 0,54%. Para o fim de 2026, a Terra Investimentos espera índice de 5,2% e para o fim de 2027, de 4,2%.

Mudança na tarifa de energia

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Aneel anuncia bandeira amarela em maio, 1º mês com o adicional na conta de luz em 2026

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 24, bandeira tarifária amarela para o mês de maio, com cobrança de taxa adicional na conta de luz, pela primeira vez neste ano. Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

Conforme o órgão, a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

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Google investirá até US$40 bilhões na Anthropic

A Alphabet (GOGL34), controladora do Google, investirá até US$40 bilhões na Anthropic, aprofundando parceria com a startup de inteligência artificial que também é sua rival no setor.

A Anthropic disse nesta sexta-feira que o Google se comprometeu a investir US$10 bilhões agora em dinheiro, dando à Anthropic um valor de mercado de US$350 bilhões, e investirá mais US$30 bilhões se a empresa criadora do chatbot Claude cumprir metas de desempenho.

O anúncio da Alphabet ocorre poucos dias depois que a Amazon disse que investirá até US$25 bilhões na Anthropic, que conseguiu se destacar no concorrido setor de IA ao concentrar o treinamento de seus modelos em ferramentas de programação de software.

A receita anualizada da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões este mês, acima dos cerca de US$ 9 bilhões no final de 2025.

A startup levantou US$ 30 bilhões em uma rodada de financiamento em fevereiro que a avaliou em US$380 bilhões.

A forte demanda pela família de modelos de IA Claude levou a Anthropic a assinar vários acordos importantes recentemente para adquirir mais capacidade de computação.

No início deste mês, a empresa acertou acordos plurianuais com a fabricante de chips Broadcom e com a empresa de infraestrutura de computação em nuvem CoreWeave, e também deve garantir quase 1 gigawatt de capacidade por meio dos chips da Amazon até o final do ano.

No ano passado, a Anthropic disse que investiria US$50 bilhões na construção de data centers nos EUA para garantir a infraestrutura de implantação e treinamento de seus modelos.

No início deste ano, uma série de lançamentos de plug-ins para o agente Cowork da Anthropic provocou uma venda brutal de ações de empresas de software no mundo, uma vez que investidores avaliaram o potencial disruptivo das ferramentas de IA da empresa.

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Este setor pode destravar US$ 22 bilhões em lucros anuais, segundo o Morgan Stanley; veja qual

Ferramentas avançadas de inteligência artificial (IA) podem ajudar a reduzir os custos de desenvolvimento de videogames pela metade e potencialmente liberar cerca de US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões, na cotação atual) em lucros anuais para fabricantes de jogos em todo o mundo, disseram analistas do Morgan Stanley.

A adoção de ferramentas de IA para automatizar tarefas como a criação de ambientes de jogos, a geração de diálogos e o teste de software poderia ajudar a encurtar os prazos de produção e reduzir os custos, ajudando a aumentar as margens ao longo do tempo, apontou a corretora.

No entanto, acrescentou, é improvável que os ganhos sejam distribuídos uniformemente pelo ecossistema de jogos.

A corretora de Wall Street estima que os gastos do consumidor global com videogames totalizarão US$ 275 bilhões este ano, com cerca de 20%, ou cerca de US$ 55 bilhões, a serem reinvestidos no desenvolvimento e nas operações de jogos.

Normalmente caro e trabalhoso, o desenvolvimento de jogos pode se tornar mais enxuto, pois a IA permite equipes menores e melhorias mais rápidas após o lançamento, acrescentou o Morgan Stanley.

A magnitude do desenvolvimento de jogos modernos é ilustrada pelo Grand Theft Auto VI, da Take-Two Interactive (T1TW34), um dos títulos mais esperados do setor, que está em desenvolvimento desde aproximadamente 2018 — cinco anos após o lançamento de GTA V.

Atualmente, o lançamento está previsto para novembro de 2026, após vários adiamentos.

“Vimos o valor se concentrando em plataformas e descobertas em escala, especialmente entre empresas com dados proprietários, propriedade intelectual e operações ao vivo”, afirmou a corretora. “Os maiores beneficiários podem ser aqueles que controlam a distribuição, os dados e o engajamento.”

O Morgan Stanley acrescentou que plataformas de jogos e operadoras, incluindo a Tencent, a Sony e a Roblox, poderiam ser as principais beneficiárias, enquanto grandes editoras como a Take-Two, a Electronic Arts e a Ubisoft, que possuem escala suficiente para implementar IA em vários títulos, também poderiam se beneficiar.

Por outro lado, empresas com franquias mais fracas, como a Playtika e a Netmarble , poderão enfrentar uma pressão maior, pois a IA reduz o custo de produção de jogos de médio porte, o que gera mais concorrência.

“Mecanismos de jogos como o Unity e o Unreal Engine enfrentam um resultado mais binário: adaptar-se ou sofrer interrupções”, disse a corretora.

Além da economia de custos, a IA poderia aumentar as receitas, mantendo os jogos atraentes por mais tempo, aumentando os gastos com conteúdo adicional, compras no jogo e assinaturas.

Em vez de depender principalmente de novos lançamentos, as editoras poderiam mudar o foco para atualizar as franquias existentes por meio de conteúdo orientado por IA, amortecendo o impacto financeiro, disse a corretora.

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Lula afirma que Conselho de Segurança da ONU tem sido omisso na busca por soluções de conflitos

Lula iniciou o discurso na sessão especial da 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro (COP15) de Espécies Migratórias da ONU, em Campo Grande (MS), dizendo que o evento faz todos lembrarem que migrar é natural.

“A natureza não conhece limites entre Estados. A onça-pintada movimenta-se por quase todo o território preservado das Américas em busca de áreas para caçar e se reproduzir com segurança. Como ela, todos os anos, milhões de aves, mamíferos, répteis, peixes e até insetos atravessam continentes e oceanos”, exemplificou.

“Esta COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando regra”, criticou, sem mencionar países.

Ele lembrou que, nos seus 80 anos, a ONU teve atuação importante nos processos de descolonização, na proibição de armas químicas e biológicas, na recomposição da camada de ozônio, na erradicação da varíola e na afirmação dos direitos humanos e no amparo aos refugiados e imigrantes.

“Mas o Conselho de Segurança tem sido omisso na busca por soluções de conflitos”, criticou.

O titular do Palácio do Planalto seguiu dizendo que “um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima”. Por fim, ele defendeu, como vem fazendo em eventos internacionais, o multilateralismo.

“A história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de política de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado. Que esta COP 15 seja um espaço de avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade”, finalizou.

Este foi o segundo discurso do presidente da República neste fim de semana crítico à ONU. No sábado, 21, ao participar do Fórum Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac)-África, realizado em Bogotá, na Colômbia, Lula se disse “indignado com a passividade dos membros do Conselho de Segurança” da ONU por não serem capazes de acabar com as guerras.

“O que estamos assistindo no mundo da falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz (nesse momento, Lula bateu na mesa). E são eles que estão fazendo as guerras! E quando é que vamos tomar atitudes para não permitir que países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis?”, questionou o presidente.

COP15

A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS) é realizada pela primeira vez no Brasil, em Campo Grande (MS), de 23 a 29 de março de 2026. O Brasil exerce a presidência da conferência pela primeira vez.

Acompanharam o presidente na sessão de abertura os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e as ministras do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Também estava presente o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), além de outras autoridades locais.

Antes da sessão, Lula teve reunião bilateral com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que também participou na sessão. Diferente de Lula, Peña não teceu comentários sobre política internacional.

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Bitcoin (BTC) sustenta os US$ 70 mil mas caminha para fechar semana no vermelho; veja preços nesta sexta-feira (20)

O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 70 mil na manhã desta sexta-feira (20), operando próximo da estabilidade nas primeiras horas do dia.

O mercado global de criptomoedas também oscila próximo da estabilidade, com a volatilidade do mercado de ativos de risco altamente elevada em virtude dos eventos dos últimos dias.

No mercado tradicional, as bolsas da Ásia fecharam em baixa. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York indicam abertura em queda.

Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:

#  Cripto  Preço  24h  7d  YTD 
1  Bitcoin (BTC)  US$ 70.703,26  0,73%  -2,35%  -19,21% 
2  Ethereum (ETH)  US$ 2.150,41  -1,08%  1,10%  -27,52% 
3  Tether (USDT)  US$ 0,9999  0,01%  0,01%  0,15% 
4  XRP (XRP)  US$ 1,44  -1,01%  1,66%  -21,22% 
5  BNB (BNB)  US$ 643,13  -0,36%  -3,63%  -25,50% 
6  USD Coin (USDC)  US$ 1,00  0,02%  0,01%  0,04% 
7  Solana (SOL)  US$ 89,44  -0,53%  -0,79%  -28,15% 
8  TRON (TRX)  US$ 0,3062  0,99%  6,04%  7,72% 
9  Dogecoin (DOGE)  US$ 0,09440  0,30%  -5,29%  -19,52% 
10  Hyperliquid (HYPE)  US$ 39,55  -0,64%  6,42%  55,58% 

Fonte: Coin Market Cap. 

A semana do bitcoin (BTC)

Os investidores viveram uma verdadeira gangorra de eventos que mexeram com o mercado de criptomoedas.

Começando pelo lado positivo, os fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram a quarta semana seguida de entradas até a última quinta-feira (19), o que garante algum suporte nos atuais níveis de preço.

Por outro lado, a mais recente decisão sobre juros nos Estados Unidos da última quarta-feira (18) pesou contra a busca por patamares de preços mais elevados. O Fomc, o Copom norte-americano, manteve as taxas estáveis no último encontro, sinalizando que o avanço dos preços do petróleo preocupa a autoridade monetária.

Além disso, o barril do Brent, utilizado como referência internacional de preços, segue negociado acima dos US$ 100, o que tende a pressionar a inflação global para cima.

Com isso, na próxima semana, os investidores acompanham as falas de representantes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), em busca de pistas sobre o futuro dos juros por lá.

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Tenda (TEND3): A estratégia para zerar dívida, aumentar lucro e turbinar dividendos, segundo o CFO

A construtora Tenda (TEND3), focada em habitação popular, pode ajustar suas projeções para 2026 caso o ritmo observado entre janeiro e fevereiro se mantenha, afirmou o CFO da companhia, Luiz Mauricio de Garcia, em entrevista ao Money Times. 

Segundo o executivo, as vendas brutas nos dois primeiros meses deste ano cresceram 27% em relação ao mesmo período de 2025, chegando a R$ 1 bilhão. “Se esse cenário se mantiver, provavelmente [o guidance será revisado para cima]”, disse. 

A companhia, inclusive, projeta alcançar um lucro líquido entre R$ 520 milhões e R$ 600 milhões em 2026, o que representa, no ponto médio da estimativa, um crescimento de cerca de 51% quando comparado com o lucro recorrente apurado em 2025. 

De acordo com Garcia, o desempenho mais robusto tem sido impulsionado por fatores operacionais, como melhorias na execução das obras, além do bom momento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) – eixo central da estratégia da empresa.  

Resultado forte e turnaround bem-sucedido

A Tenda já havia reportado números maiores no quarto trimestre de 2025 (4T25), quando o lucro líquido consolidado somou R$ 104,6 milhões, cerca de cinco vezes maior na comparação anual.  

A performance marcou a confirmação do chamado processo de reestruturação, conhecido no mercado como “turnaround”, que é voltado à recuperação da rentabilidade. 

“O número [do 4T25] foi consequência de um processo de reestruturação bem-sucedido que fizemos no pós-pandemia, além da força do mercado de habitação dentro do MCMV”, disse o CFO. 

A construtora, vale lembrar, enfrentou dificuldades entre 2021 e 2022 após acelerar o ritmo de lançamentos e apostar em um modelo de torres mais altas, se afastando do seu modelo tradicional de construção, inspirado em uma linha de montagem. 

Com a pandemia, obras foram atrasadas, enquanto os custos de construção aumentaram. Para se ter uma ideia, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo IBGE, disparou 18,65% em 2021. 

A alta pressionou os resultados e as margens da companhia, que chegou a reportar um prejuízo consolidado de R$ 547,3 milhões em 2022. 

Com o turnaround, porém, o movimento se inverteu, e a empresa registrou, em 2025, lucro líquido consolidado recorde de R$ 505,7 milhões. 

Não à toa, as ações TEND3 avançam mais de 110% na bolsa de valores (B3) no acumulado dos últimos 12 meses. Os papéis saíram de R$ 13,79, em março do ano passado, para os atuais R$ 29,37. 



O modelo de construção da Tenda 

Entre os fatores operacionais que ajudaram a melhorar as margens, para além do MCMV, está o modelo construtivo adotado pela companhia, que é baseado em formas de alumínio. 

Nesse sistema, moldes são feitos no formato das paredes e da estrutura do imóvel e o concreto é despejado dentro dessas formas. 

Na prática, o método segue uma lógica mais industrializada de construção, com montagem padronizada, o que reduz a necessidade de mão de obra, acelera o ritmo dos projetos e ajuda a diminuir gastos.  

Com isso, segundo o executivo, hoje a mão de obra representa cerca de 33% do custo de construção da Tenda, abaixo dos aproximadamente 45% observados em métodos tradicionais, como a alvenaria estrutural.  

“O resultado do 4T25 vem dos fatores que a gente colocou [reestruturação pós-pandemia e momento do MCMV] e, no lado de custo, a gente está sendo muito bem-sucedido nesse nosso modelo construtivo”, afirmou. 

“A forma de alumínio é quase como se fosse um sanduíche em que você concreta no meio. Isso simplifica e segue uma abordagem industrial. Essa metodologia navega melhor no ambiente de escassez e encarecimento de mão de obra, que tem sido o caso, já que o setor de construção civil no Brasil está muito aquecido.” 

Demanda estrutural por moradia 

A Tenda também vê a continuidade do cenário estruturalmente favorável para o segmento imobiliário no Brasil, impulsionado pela formação de novas famílias. 

O CFO lembrou, com base no último Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2022, que o país forma cerca de 1,4 milhão de novas famílias por ano, enquanto os programas habitacionais, como o próprio MCMV, contratam pouco mais de 600 mil imóveis. “A demanda é muito maior do que a oferta”, afirmou. 

Questionado sobre possíveis impactos do cenário político, o executivo pontuou que a empresa não vê riscos relevantes à frente, mesmo em caso de alternância de governo nas eleições de outubro. 

De acordo com ele, o Minha Casa, Minha Vida já atravessou diferentes gestões desde sua criação, em 2009, e se consolidou como uma política de Estado. “Não é um tema que preocupa.” 

Lançamentos devem acelerar 

Diante desse cenário, Garcia contou que a construtora pretende acelerar os lançamentos ao longo de 2026, se beneficiando dos ajustes previstos no programa habitacional.  

No início de março, o Ministério das Cidades propôs aumentar o limite de renda familiar em todas as faixas do MCMV, além de elevar o teto do valor dos imóveis para as faixas 3 e 4. 

Para a Tenda, o ponto central da proposta é o reajuste na faixa 1, que concentra cerca de metade da sua base de clientes. Pelos termos propostos, o limite de renda dessa faixa subiria dos atuais R$ 2.850 para R$ 3.200 

Para passar a vigorar, porém, os novos valores dependem de aprovação do Conselho Curador do FGTS, prevista para o dia 24 de março. 

Desafios da Alea 

Apesar da melhora nos resultados da operação principal, a Alea, frente de negócios do grupo voltada à construção de casas pré-fabricadas, segue pressionando os números consolidados.  

A subsidiária registrou prejuízo líquido de R$ 50,2 milhões no 4T25, enquanto no acumulado de 2025 totalizou R$ 130,4 milhões. 

De acordo com o CFO, o principal desafio da unidade está no custo das obras executadas nos canteiros, que tem ficado acima do esperado. 

“Hoje, a Alea tem um modelo em que metade do processo construtivo é feito dentro de uma fábrica e a outra metade é feita no canteiro. E o problema de desvio de custo, razão pela qual a margem dela está negativa, é justamente esse gasto das obras no canteiro, que está muito mais caro do que o previsto”, afirmou.   

Para corrigir a distorção, o executivo disse que o grupo decidiu verticalizar a mão de obra — estratégia já utilizada pelo negócio Tenda — e reduzir a dispersão geográfica dos projetos. 

“Em Ribeirão Preto, Campinas e Bauru [no interior de São Paulo], por exemplo, contratamos uma equipe na principal cidade e, quando essa equipe terminar uma obra, ela vai para outra, porque todas estão num raio de atuação pequeno”, explicou. 

“Antigamente não era assim. Antigamente era muito disperso. Então, com isso, a gente consegue ter uma produtividade maior no canteiro.” 

Dividendos até estão no radar, mas a prioridade é outra 

Ao ser perguntado sobre a distribuição de proventos, o CFO apontou que a remuneração aos acionistas também está no radar da construtora, embora não seja a prioridade no curto prazo. 

Ele ressaltou que a Tenda pretende aumentar o pagamento de dividendos no futuro — mas, primeiro, quer reduzir sua alavancagem financeira. 

Atualmente, a empresa tem cerca de R$ 266 milhões em dívida líquida. A título de comparação, em 2022, o valor era de R$ 799,9 milhões. 

“O objetivo da companhia é voltar a pagar acima do mínimo obrigatório [de 25% do lucro líquido ajustado]. Aliás, nós já fizemos isso no ano passado. Mas nosso objetivo é seguir desalavancando a operação. Uma vez que a dívida líquida chegue a zero, a Tenda deve ter um volume de pagamento de dividendos mais alto”, afirmou. 

Recomendações para Tenda (TEND3) 

De sete bancos e casas de análise consultados pelo TradeMap, seis têm recomendação de compra para a construtora e um, de manter 

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Sessão do TCU terá auditoria sobre participação do BNDESPar em empresas do Grupo EBX

O Tribunal de Contas da União (TCU) votará em plenário na próxima quarta-feira, 18, uma auditoria sobre as participações acionárias do BNDESPar em cinco empresas do Grupo EBX. O detalhamento do processo ainda não é público.

Também será votado um processo de levantamento sobre a estrutura de contratações das empresas estatais do setor nuclear brasileiro.

Na sessão, será ainda detalhada a representação sobre possíveis irregularidades na fiscalização de contrato de compra e venda de energia no âmbito do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT).

Outro destaque é uma representação, com pedido de medida cautelar, sobre o comprometimento do Orçamento da União com as despesas vinculadas às obrigações assumidas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS).

A pauta de quarta-feira pode ser alterada, com inclusão ou exclusão de processos.

Veja os destaques:

– Representação sobre suposto descumprimento de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014 e da Lei Orçamentária Anual de 2014.

– Representação em que se requer adoção de medida cautelar com vistas a evitar o comprometimento do Orçamento da União com as despesas vinculadas às obrigações assumidas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS).

– Auditoria com o objetivo examinar as participações acionárias do BNDESPar nas cinco empresas do Grupo EBX.

– Representação acerca de possíveis irregularidades na execução do Programa Pé-de-Meia.

– Representação sobre possíveis irregularidades na fiscalização e no tratamento regulatório de contrato de compra e venda de energia celebrado no âmbito do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT).

– Levantamento sobre a estrutura de contratações das empresas estatais do setor nuclear brasileiro.

– Acompanhamento do projeto do túnel imerso entre os municípios de Santos e Guarujá.

– Auditoria com o objetivo de examinar o edital da obra de dragagem de aprofundamento e manutenção do canal de acesso ao Porto de Santos.

– Solicitação do Congresso em que se requer a realização de auditoria sobre a utilização de recursos de convênios e empréstimos internacionais em programas e contratos sob a esfera do Ministério das Cidades e do MME, atingidos pela Operação Rejeito, deflagrada pela PF.

– Auditoria de conformidade para avaliar as medidas adotadas pelo INSS e pela Dataprev em resposta a incidentes de segurança da informação ocorridos entre 2021 e 2023.

– Representação em que se requer a análise das causas da perturbação no Sistema Interligado Nacional (SIN) que, em 15/8/2023, afetou o fornecimento de energia elétrica em parte do país.

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Brasil tem a mesma meta de inflação que os vizinhos — mas os juros mais altos da região; entenda por quê

O Brasil convive com a mesma meta de inflação que seus pares emergentes latinos – México, Colômbia e Chile – mas mantém as maiores taxas de juros, ainda que esteja à beira de um processo de flexibilização monetária.

Questões históricas, estruturais e de curto prazo da economia brasileira ajudam a explicar o juro elevado, mas economistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) ainda colocam em debate a sustentabilidade do alvo de inflação em 3% no desenho do País.

Em evento do BTG Pactual no mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu que a meta de inflação do Brasil é compatível com a dos seus pares, mas questionou a necessidade de taxas de juros tão elevadas no País, em 15% ao ano, quando comparado a México (7%), Colômbia (10,25%) e Chile (4,5%).

Uma economia com a maior pressão de dívida pública entre seus pares, uma taxa de juro neutra historicamente elevada, e expectativas de inflação – tanto corrente quanto futuras – ainda desancoradas ajudam a explicar o porquê de uma taxa de juros nominal em 15% no Brasil, segundo os analistas, que defendem um maior esforço no controle das contas públicas.

Mesmo que o nível do juro seja o maior entre os seus pares, o economista para América Latina do Citi, Ernesto Revilla, considera que o BC brasileiro tem tido mais sucesso entre seus pares na missão de atingir a meta de 3%. No horizonte relevante, no terceiro trimestre de 2027, o BCB projeta inflação em 3,2%.

“México e Colômbia, por exemplo, podem ter a mesma meta, mas os bancos centrais desses países estão relutantes em realmente reduzir a inflação até a meta. Diria que o BCB é mais respeitado por sua comunicação e análise técnica quando comparado aos bancos centrais do México e Colômbia”, avalia.

Em fevereiro, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução em que defendia a revisão da meta de inflação, de 3%, “compatibilizando-a com crescimento econômico, geração de empregos de qualidade”.

O debate sobre uma eventual mudança na meta em um momento em que as expectativas de inflação estão desancoradas, porém, não seria a melhor ideia, segundo os economistas.

“Nunca é uma boa ideia discutir isso quando você está acima da meta, porque parece que está mudando as regras do jogo”, diz Revilla.

Ele reconhece, porém, que é um tema que vale a pena ser revisitado após um processo de ganho de credibilidade.

Na mesma linha, o professor do Insper Marcelo Kfoury Moinhos considera que a meta de 3% no País é “ambiciosa” e concorda que uma mudança seria “contraproducente”.

Mas ele pondera que, ainda que o alvo fosse maior – de 4%, por exemplo, a dinâmica nos juros não seria tão diferente. “Vimos que a desaceleração da economia foi pequena frente ao nível do juro, por exemplo”, disse.

O problema é fiscal

Ex-diretor de Política Econômica do BC e professor da Fundação Getulio Vargas, Sérgio Werlang, defende há tempos uma meta de inflação maior para o desenho da economia brasileira, mas pondera que isso só será possível com um ajuste do lado fiscal.

Werlang lembra que os pares latinos não têm o mesmo grau de indexação de gastos frente ao Orçamento brasileiro. “Se esses países conseguem conviver com uma meta de 3%, o Brasil talvez precise conviver com uma meta um pouco mais alta”, afirma.

Uma reforma na estrutura de gastos públicos deve ser o principal desafio a ser enfrentado para novos desenhos da inflação no Brasil, segundo o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani.

Ele também chama atenção para o momento atual, em que o BC passa por um processo de consolidação da credibilidade. “Quando alcançar o alvo de 3% e ancorar as expectativas, vale a pena o debate estrutural para uma eventual mudança”, acrescenta.

Kfoury, do Insper, ainda considera que a potência da política monetária, sozinha, têm se mostrado insuficiente para uma ancoragem das expectativas de inflação. “Uma hipótese é a má coordenação com a política fiscal. É como estar com o acelerador em um pé e o freio no outro – o carro derrapa.”

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$TRUMP: após queda de 96%, especialista revela novo grupo de criptomoedas que podem multiplicar até 300 vezes

Não é novidade que o presidente dos EUA, Donald Trump, é um entusiasta do mercado de criptomoedas. Antes mesmo de assumir a presidência, em 2025, o republicano já tinha uma moeda inspirada nele: a Official Trump ($TRUMP).

Desde então, a moeda passa por oscilações, reagindo tanto a acontecimentos políticos quanto à repercussão das decisões do presidente no mercado. Na última terça-feira (10), por exemplo, a criptomoeda atingiu seu menor nível histórico de cerca de US$ 2, acumulando uma queda de cerca de 96%, em relação ao pico.

Especialistas do criptomercado atribuem o movimento recente ao aumento das avaliações negativas da postura de Trump ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

Apesar de passar por uma “maré baixa”, já houve outros períodos em que a $TRUMP ocupou as manchetes. Por exemplo, quando foi lançada, em 17 de janeiro de 2025, a moeda chegou a subir 754% (US$ 53,92) em três dias com a posse do presidente.

Assim como a moeda associada ao presidente norte-americano, outras tantas já trouxeram lucros expressivos para quem soube comprar e vender na hora certa.

Entretanto, identificar esses momentos não é uma tarefa simples. Além do mais, é compreensível que um investidor comum não tenha todo o conhecimento técnico, nem o tempo disponível, para fazer um monitoramento atento do mercado e antecipar movimentos para buscar os melhores lucros.

É pensando nisso que a Empiricus está fazendo um novo lançamento do Memebot One Million. O robô é criado para monitorar e realizar operações automatizadas nesse mercado altamente volátil.

No dia 23 de março, o projeto retorna com um objetivo ambicioso: buscar transformar investimentos iniciais de cerca de R$ 3,5 mil em até R$ 1 milhão – o que equivale a uma multiplicação de até 300 vezes. E essa meta tem como ponto de partida as oportunidades com potencial explosivo no universo das memecoins.

De R$ 3,5 mil a R$ 1,0 milhão: conheça a estratégia do Memebot One Million

O projeto do Memebot foi idealizado pelo especialista em criptomoedas da Empiricus Research, Valter Rebelo, com o foco de investir em memecoins. Para quem não está familiarizado com o termo, esses ativos se inspiram em fenômenos culturais da internet, como memes, celebridades ou acontecimentos populares.

As memecoins se diferenciam dos tokens tradicionais porque sua oscilação de preços está muito mais por atrelada à narrativa e a popularidade. É exatamente isso que faz com que elas sejam tão atrativas.

Por outro lado, em um mercado tão volátil, um mesmo impulso que gera valorizações explosivas também pode provocar quedas que podem ser tão rápidas quanto. Por isso, vale sempre lembrar que este se trata de um investimento arriscado e retornos passados não são garantia de lucros futuros.

É por essa razão que ter orientações de quem entende na hora de comprar e vender os ativos é fundamental para aumentar suas chances de obter resultados sólidos e relevantes. É aí que entra a proposta do Memebot One Million.

O robô foi desenvolvido para monitorar, analisar dados e tendências e executar operações com ativos que possam oferecer assimetrias interessantes de retorno. Com o valor disponível, a partir de R$ 3,5 mil, o robô vai operar em busca das oportunidades milionárias.

Novo lançamento do Memebot One Million traz mais uma novidade; confira a seguir como participar do evento gratuito e online

Cada vez buscando aprimorar os sistemas do Memebot, o lançamento está entrando em uma nova fase. Isso porque a equipe de especialistas da Empiricus agora conta com o apoio de Heloisa Mendonça.

A especialista vai integrar o projeto ao lado de Valter Rebelo e traz toda a sua expertise de mais de 6 anos trabalhando com portfólios milionários no mercado cripto.

Se você ficou interessado em conhecer mais do Memebot, a boa notícia é que o seu novo lançamento está bem próximo.

No evento de 23 de março, você vai poder entender como as operações são realizadas pelo robô. Assim, saberá com detalhes como ele pretende “cuidar” do seu portfólio de memecoins, em busca de trazer lucros que podem chegar ao patamar milionário.

Além disso, você também pode conhecer de perto uma tecnologia que executa o que seria praticamente impossível para humanos: um acompanhamento de 24 horas do mercado, a fim de identificar movimentos antes que eles se tornem consenso.

Juntos, Valter e Heloisa estão estudando a fundo o mercado de ativos digitais para selecionar as melhores oportunidades de investimento e vão te mostrar mais sobre isso no dia 23 de março.

Para se inscrever e participar do evento de forma totalmente gratuita e online, é só clicar no botão abaixo:

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EUA emitem isenção de sanções por 30 dias para compra de petróleo russo retido no mar

Os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que países comprem petróleo e derivados de petróleo da Rússia sancionados que atualmente estão retidos no mar, no que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse ser um passo para estabilizar os mercados globais de energia abalados pela guerra com o Irã.

Os preços do petróleo recuam na manhã desta sexta-feira (13) na Ásia após o anúncio da isenção pelos EUA, que, segundo o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev, afetaria 100 milhões de barris de petróleo bruto russo, o equivalente a quase um dia da produção global.

A medida, o segundo recuo significativo das sanções dos EUA relacionadas à guerra na Ucrânia em pouco mais de uma semana, foi a mais recente tentativa do governo do presidente Donald Trump de conter os preços da energia após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã terem paralisado o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.

A Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 32 países, afirmou nesta quinta-feira (12) que a guerra no Oriente Médio estava criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história.

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Isenção vai até 11 de abril

A licença emitida por Washington autoriza a entrega e a venda de petróleo bruto russo e derivados carregados em navios em ou antes de 12 de março e é válida até a meia-noite, no horário de Washington, de 11 de abril, segundo o texto da licença publicado no site do Departamento do Tesouro.

A medida reflete preocupações da Casa Branca de que o aumento dos preços do petróleo após quase duas semanas de ataques dos EUA e de Israel ao Irã prejudique empresas e consumidores americanos antes das eleições legislativas de novembro, quando os republicanos aliados de Trump esperam manter o controle do Congresso.

Bessent, em uma declaração publicada em rede social horas depois de os preços de referência do petróleo ultrapassarem US$ 100 por barril, disse que a medida foi “estritamente direcionada” e “de curto prazo” e não proporcionará benefício financeiro significativo ao governo russo.

“O aumento temporário dos preços do petróleo é uma interrupção de curto prazo e temporária que resultará em um benefício enorme para nossa nação e nossa economia no longo prazo”, disse Bessent na declaração, ecoando Trump.

Mesmo que a suspensão das sanções deva aumentar a oferta mundial de petróleo, ela também pode complicar os esforços do Ocidente para privar a Rússia de receitas para sua guerra na Ucrânia e colocar Washington em desacordo com seus aliados.

Europeus se opõem

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após participar de uma ligação com líderes do G7 na quarta-feira (11) para discutir o impacto da guerra com o Irã nos mercados de petróleo e gás, disse que agora não é o momento de aliviar as sanções contra a Rússia.

O ministro do departamento de energia do Reino Unido, Michael Shanks, disse à rádio BBC nesta sexta-feira que o governo britânico não afrouxará suas sanções contra a Rússia de forma alguma, descrevendo o momento como um “ponto crítico na agressão russa contra a Ucrânia”.

O alívio das sanções ocorreu após uma ligação entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin em 9 de março e uma visita subsequente de Dmitriev aos EUA para discutir a atual crise energética com uma delegação americana que incluía o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner.

“Diante da crescente crise energética, um maior relaxamento das restrições ao fornecimento de energia russo parece cada vez mais inevitável, apesar da resistência de alguns burocratas de Bruxelas”, escreveu Dmitriev em uma publicação no aplicativo de mensagens Telegram na sexta-feira.

Exceções vão aumentando

Após o anúncio do Tesouro, o vice-primeiro-ministro da Tailândia, Phipat Ratchakitprakarn, disse que seu país está pronto para comprar petróleo bruto russo e se prepara para negociações.

O Tesouro dos EUA já havia emitido uma isenção de 30 dias em 5 de março especificamente para a Índia, permitindo que Nova Délhi comprasse petróleo russo preso no mar.

A Rússia, cujas receitas de energia caíram pela metade nos dois primeiros meses do ano e cujo governo já vinha considerando um grande corte nos gastos do orçamento este ano, pode se beneficiar de preços mais altos do petróleo.

Trump também ordenou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA forneça seguro contra risco político e garantias financeiras para o comércio marítimo no Golfo e disse que a Marinha dos EUA poderia escoltar navios na região.

O governo Trump também está considerando suspender temporariamente uma regra de transporte conhecida como Lei Jones (Jones Act) para garantir que produtos energéticos e agrícolas possam circular livremente entre portos dos EUA, informou a Casa Branca.

“O presidente está tomando todas as medidas possíveis para reduzir os preços… e vocês verão cada vez mais ações nos próximos dias”, disse o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, ao programa “Primetime” da Fox News.

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Aluguel de galpões pode subir até 40% e beneficiar FIIs, diz BTG; Mercado Livre lidera ocupação

O mercado brasileiro de galpões logísticos vive um ciclo de forte expansão: nos últimos 11 anos, a área bruta locável (ABL) do setor saltou de 23 milhões para 53 milhões de metros quadrados (m²), um crescimento de cerca de 130%, segundo relatório do BTG Pactual.

No mesmo período, os preços pedidos de aluguel avançaram 43%, enquanto a taxa de vacância caiu de 12,9% para 7,1%, chegando a um dos níveis mais baixos da série histórica.

Para o banco, porém, o movimento não terminou. A combinação de demanda elevada e oferta limitada ainda pode abrir espaço para novos avanços. E um dos principais motores é o e-commerce.

E-commerce: o motorzinho

O relatório mostrou que a indústria de galpões passou por diferentes ciclos ao longo da última década. A partir de 2018, após a crise econômica entre 2014 e 2017, quando preços e ocupação foram pressionados, o mercado iniciou uma forte recuperação.

Esse movimento ganhou força principalmente durante a pandemia de covid-19, quando o crescimento do comércio eletrônico (e-commerce) elevou a necessidade de centros de distribuição.

Para se ter uma ideia, em 2020 o segmento registrou absorção líquida de cerca de 2,5 milhões de metros quadrados, o maior nível desde 2014 e bem acima da média histórica anual, de aproximadamente 1,2 milhão.

Paralelamente, os valores dos aluguéis recuaram naquele período, saindo de R$ 18,9/m², no 4T17, para R$ 18,2/m², no 2T21, num movimento que, segundo o BTG, contribuiu para o avanço da demanda e para a redução da vacância nos trimestres seguintes.

Desde então, o setor logístico se mantém aquecido, com absorção média anual de 3,1 milhões de metros quadrados e aumento relevante nos preços das locações, que, atualmente, giram em torno de R$ 28,4/m².

“As transformações nos hábitos de consumo, associadas à tendência de entregas cada vez mais rápidas no varejo on-line, levaram empresas a assumir maior protagonismo nas ocupações, tanto em empreendimentos a mercado quanto em projetos construídos sob medida”, explicaram os analistas do banco no documento.

Mercado Livre lidera ocupação de galpões

De acordo com o relatório, entre os inquilinos, companhias de varejo, indústria e operadores logísticos concentram justamente a maior parte das áreas alugadas.

No ranking de empresas, o destaque é o Mercado Livre, responsável por cerca de 6,7% da ABL total nacional, com aproximadamente 3 milhões de metros quadrados ocupados e distribuídos em 84 imóveis.

Isso é mais que o dobro da área alugada pela segunda colocada, a Shopee, que tem 1,2 milhão de metros quadrados ocupados em 103 galpões diferentes.

Mesmo com esses números, as duas companhias seguem avançando com projetos built-to-suit (BTS) — quando o ativo é construído sob medida para atender às necessidades do locatário  — para ampliar a presença logística no país.

Ocupantes do Mercado Logístico brasileiro (Imagem: divulgação BTG)
Ocupantes do mercado logístico brasileiro (Imagem: divulgação BTG)

Alto padrão domina o mercado

O relatório também aponta outra mudança relevante no setor: a evolução da qualidade dos imóveis.

Na última década, os galpões logísticos de alto padrão, que são chamados de classe A+, ganharam espaço de forma consistente:

  • Em 2014, representavam 61,9% do estoque;
  • Em 2021, 68,6%;
  • Em 2025, 74,6%.

Segundo a análise, a maior parte dos empreendimentos em desenvolvimento também pertence a essa categoria, indicando que a qualificação deve continuar nos próximos anos.

Galpões Brasil – Classificação dos empreendimentos por região
Galpões no Brasil – classificação dos empreendimentos por região (Imagem: divulgação BTG)

As regiões que devem crescer mais

Hoje, o estoque de galpões logísticos no Brasil soma cerca de 53 milhões de metros quadrados, com forte concentração no Sudeste, que segue como o principal polo do país.

Por outro lado, o BTG destaca que o crescimento mais acelerado deve ocorrer em outras regiões, com projeções de expansão de ABL de até 80% no Sul e 74% no Nordeste nos próximos anos — percentual que pode ser ainda maior à medida que novos projetos avancem.

“O estoque atual é majoritariamente composto por ativos de alto padrão, participação que tende a continuar crescendo, dado que a maior parte dos empreendimentos em construção está concentrada na classe A+”, afirmou o banco.

“A região Sul deve se destacar como uma das principais beneficiadas desse movimento de qualificação, uma vez que concentra um volume relevante de projetos A+ em desenvolvimento”, acrescentou.

Aluguel pode subir até 40%

Mesmo após as altas recentes, o banco também avalia que ainda existe espaço para novos reajustes nos aluguéis.     

Isso porque o custo de construção e de capital segue elevado, o que tem limitado o lançamento de imóveis. Com menos oferta, e demanda alta, os preços tendem a continuar subindo.

Dependendo da região, o relatório estima que seria plausível um ajuste potencial de até 40% no preço médio pedido.

Fundos imobiliários (FIIs) podem se beneficiar

Para o BTG, esse cenário tende a favorecer especialmente os fundos imobiliários (FIIs) que investem no segmento logístico.

Com contratos passando por revisões periódicas, há a expectativa de aumento da receita de locação nas próximas janelas, o que pode aumentar os dividendos distribuídos aos cotistas.

Além disso, muitos fundos do setor ainda negociam com desconto em relação ao valor patrimonial (P/VP) e ao custo de reposição dos ativos, o que pode abrir espaço para uma reprecificação da indústria.

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