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iPhone definitivamente vai ficar mais caro, prevê consultoria

Ilustração com iPhone e fundo abstrato
Apple poupou os iPhones do último reajuste de preços (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A diretora sênior de pesquisa da IDC, Nabila Popal, afirma que o aumento no preço do iPhone é apenas uma questão de tempo.
  • Segundo a analista, a importância do smartphone para as receitas da Apple e a alta nos custos de memória e armazenamento tornam o reajuste inevitável.
  • Na quinta-feira (25/06), a Apple aumentou os preços de MacBooks, iMacs e iPads, mas manteve inalterados os valores do iPhone.

O aumento no preço do iPhone é apenas uma questão de tempo. É o que afirma a diretora sênior de pesquisa da consultoria IDC, Nabila Popal. Em entrevista à Bloomberg, a analista afirmou que a Apple ainda não reajustou o valor dos smartphones porque “apenas adiou” a decisão.

Ontem (25/06), a Apple anunciou um aumento global nos preços dos MacBooks Pro, MacBook Air, MacBook Neo e iPads. O reajuste deixou alguns produtos até R$ 5 mil mais caros no Brasil. Os iPhones e AirPods, no entanto, ficaram de fora da rodada de aumento. 

Antes, o CEO Tim Cook já havia classificado a alta dos preços como “inevitável”, atribuindo a medida ao aumento dos custos de memória impulsionado pela demanda por inteligência artificial.

Após o reajuste ser anunciado, as ações da Apple caíram 6,1% e fecharam cotadas a US$ 275 na quinta-feira – a maior queda diária desde 4 de abril de 2025. 

“O iPhone não escapa ileso. Isso é apenas um atraso. Os iPhones são a maior fonte de receita da Apple. Considerando o aumento dos custos de memória e, se a empresa quiser preservar suas margens de lucro, não há como evitar um reajuste.

Não acho que seja uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’ e ‘quanto’.”

– Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC

Segundo a analista, a IDC já projetava um reajuste para o iPhone desde o fim do ano passado, quando a crise global de memória começou a se intensificar. Na avaliação da consultoria, o aumento sempre fez parte do cenário esperado para a linha de smartphones da Apple, justamente pela importância do produto no quadro da empresa.

iPhone definitivamente vai ficar mais caro, prevê consultoria

Apple vs Procon (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado

Estande da Micron
Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)
Resumo
  • Micron Technology alcançou valor de mercado de US$ 1,398 trilhão, superando Meta Tesla por um breve momento;
  • empresa é uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash;
  • companhia registrou crescimento acelerado e atingiu patamar histórico em decorrência da alta procura por memórias para IA.

A demanda por chips de memória segue em níveis estratosféricos, tanto que esse cenário ajudou a Micron Technology a alcançar, nesta quinta-feira (25/06), um valor de mercado superior ao das líderes Testa e Meta. Falamos de um montante que bateu US$ 1,398 trilhão, algo próximo de R$ 7,26 trilhões na conversão direta.

Isso foi efeito de uma valorização de 18,4% nas ações da Micron, de acordo com a Reuters. Quando o US$ 1,398 trilhão foi alcançado, a Meta tinha valor de mercado de US$ 1,392 trilhão, sendo, portanto, superada. Por um breve momento, a Tesla também foi superada, mas voltou rapidamente a assumir a liderança do ranking.

Quando esta nota foi publicada, o valor de mercado da Micron tinha recuado para US$ 1,37 trilhão, com a Meta estando com US$ 1,393 trilhão e, a Tesla, com US$ 1,4 trilhão. Apesar de já ter deixado a liderança, o desempenho da Micron é notável.

Por que a Micron ganhou tanto valor de mercado?

A Micron é uma das maiores empresas de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash, dois segmentos de produtos que estão com demandas elevadas no mercado em razão do crescimento acelerado de aplicações de inteligência artificial que, como tal, exigem ampliação ou construção de data centers.

Ilustração de um armazenamento USF 4.1
Módulo de memória UFS da Micron (imagem: reprodução/Micron)

Se a demanda aumenta de modo expressivo, os preços acompanham esse movimento. Isso explica a procura crescente pelas ações da Micron. No momento da publicação desta notícia, cada ação da empresa estava sendo negociada a US$ 1.225 na Nasdaq.

Pesa a favor do bom momento da companhia (e a desfavor dos clientes) as estimativas sobre o cenário de escassez de chips de memória ter duração de longo prazo. No início do ano, a própria Micron previu que a demanda agressiva por memória durará pelo menos até 2028.

Mais uma prova da boa fase da companhia: o valor de mercado de quase US$ 1,4 trilhão veio apenas um mês depois de a Micron ter atingido a marca de US$ 1 trilhão na mesma medição.

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)

(imagem: Reprodução/Micron)
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Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo ficou mais caro no país (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple reajustou os preços de produtos no Brasil, como MacBook Neo, Air com chip M5 e novos iPads.
  • O MacBook Pro com chip M5 de 16 polegadas é um dos produtos que teve maior aumento de preço.
  • O CEO da Apple, Tim Cook, havia sinalizado que os preços subiriam devido ao aumento dos custos de memória e armazenamento.

A Apple reajustou os preços de parte de sua linha de produtos no Brasil. A alta ocorre no mundo todo e, por aqui, atinge as linhas mais recentes de Macs, iMacs, MacBooks e iPads, ao menos por enquanto. O MacBook Pro com chip M5 foi um dos mais afetados e ficou até R$ 5 mil mais caro.

Há poucos dias, o CEO Tim Cook já havia sinalizado que os preços subiriam, classificando o reajuste como “inevitável”. Segundo o executivo, a alta está ligada ao aumento dos custos de memória e armazenamento, pressionados pela forte demanda de IA. A escassez já afeta outras empresas do setor de tecnologia, com reflexos nos preços de PCs, consoles, smartphones e outros eletrônicos.

Os ajustes ocorreram após a Apple Store ter ficado temporariamente indisponível na manhã desta quinta-feira (25/06). A loja online voltou a funcionar já com os novos preços. Até o momento, iPhones e AirPods não foram afetados.

Quais os novos valores?

O MacBook Neo na versão de entrada, que custava R$ 7.299, deixou de ser vendido por esse preço, e o modelo mais barato agora sai por R$ 8.499 com 256 GB de armazenamento. Já a versão com 512 GB e Touch ID passa a custar R$ 9.699.

O mesmo com o MacBook Air com chip M5 de 13 polegadas. O modelo não tem mais a opção de R$ 13.999, começando a ser vendido por R$ 15.999. Já a versão de 15 polegadas ganhou um novo preço: R$ 17.999.

O preço inicial do iPad Air de 11 polegadas subiu de R$ 7.499 para R$ 9.999, enquanto o iPad Air de 13 polegadas passa a ter preço sugerido de R$ 12.999. 

Além disso, outras versões de produtos tiveram alteração nos preços, incluindo o MacBook Pro — com um dos maiores aumentos — e o iMac.

Confira a tabela com as alterações

ProdutoPreço anteriorPreço novo
MacBook Neo 256 GBR$ 7.299R$ 8.499
MacBook Neo 512 GBR$ 8.499R$ 9.699
MacBook Air M5 13″R$ 13.999R$ 15.999
MacBook Air M5 15″R$ 15.999R$ 17.999
MacBook Pro M5 14″R$ 20.999R$ 24.999
MacBook Pro M5 Pro 14″R$ 26.999R$ 30.999
MacBook Pro M5 Max 14″R$ 44.999R$ 49.999
MacBook Pro M5 Pro 16″R$ 33.999R$ 37.999
MacBook Pro M5 Max 16″R$ 47.999R$ 53.999
Mac Mini M4 R$ 9.899 (512 GB)R$ 9.499 (preço caiu, mas armazenamento foi reduzido para 256 GB)
Mac Mini M4 ProR$ 16.999R$ 17.999
Mac Studio M4 MaxR$ 25.999R$ 30.999
Mac Studio M3 UltraR$ 51.999R$ 66.999
iMac com 2 portas ThunderboltR$ 15.499R$ 17.999
iMac com 4 portas ThunderboltR$ 17.999R$ 19.999
iPad Air WiFi 11″ 128 GBR$ 7.499R$ 9.999
iPad Air WiFi 11″ 256 GB R$ 8.699R$ 11.199
iPad Air WiFi 11″ 512 GBR$ 11.099R$ 13.599
iPad Air WiFi 11″ 1 TBR$ 13.499R$ 17.199
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 11″ 128 GBR$ 9.499R$ 11.999
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 11″ 256 GBR$ 10.699R$ 13.199
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 11″ 512 GBR$ 13.099R$ 15.599
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 11″ 1 TBR$ 15.499R$ 19.199
iPad Air WiFi 13″ 128 GB R$ 9.999R$ 12.999
Pad Air WiFi 13″ 256 GBR$ 11.199R$ 14.199
iPad Air WiFi 13″ 512 GBR$ 13.599R$ 16.599
iPad Air WiFi 13″ 1 TBR$ 15.999R$ 20.199
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 13″ 128 GBR$ 11.999 R$ 14.999
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 13″ 256 GBR$ 13.199R$ 16.199
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 13″ 512 GBR$ 15.599  R$ 18.599
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 13″ 1 TBR$ 17.999 R$ 22.199
Tabela elaborada pelo Tecnoblog

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Ex-CEO Bob Iger em foto de divulgação da Disney, em meio a personagens e cores da empresa
Ex-CEO Bob Iger diz que Disney e Apple quase se juntaram (imagem: divulgação/Disney)
Resumo
  • O ex-CEO da Disney, Bob Iger, revelou que a empresa considerou se juntar à Apple e comprar o Twitter.
  • Disney e a Apple discutiram uma possível junção por volta de 2006, mas a Apple não demonstrou interesse.
  • A aquisição do Twitter não ocorreu porque Iger temia que fosse uma distração para a empresa.

Disney e Apple poderiam ter se juntado no passado, segundo o próprio ex-CEO da gigante do ramo do entretenimento, Bob Iger. Ele deixou a empresa em março de 2026 e aproveitou uma entrevista para revelar algumas possibilidades de negócio que acabaram não indo para frente. Iger revelou ainda que a Disney considerou a aquisição do Twitter em uma tentativa de ingressar no mercado de tecnologia.

Em 2019, o ex-CEO já havia afirmado que acreditava numa junção de Disney e Apple caso Steve Jobs ainda estivesse vivo. Na ocasião, ele afirmou que as empresas se aproximaram em torno de 2006, após a aquisição da Pixar por parte da Disney.

Agora, ao Financial Times, Iger disse que a Apple não demonstrou muito interesse à época, e deu a entender que seguiu interessado em uma junção das duas empresas mesmo após o falecimento de Steve Jobs, em 2011.

Twitter quase foi realidade… Apple, nem tanto

App do Twitter no iPhone
Disney chegou perto de comprar o Twitter (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Se a ideia de juntar Disney e Apple ficou apenas nas intenções de bastidores, o acordo para aquisição do Twitter quase aconteceu. O momento foi propício: logo após as compras de Pixar, Marvel, Lucasfilm e 21st Century Fox, ou seja, no momento em que a empresa dominava o mercado de entretenimento. O próximo passo seria justamente investir em tecnologia com a rede social, que ainda tinha Jack Dorsey como CEO.

O motivo pelo qual o negócio não saiu entre Disney e Twitter foi um receio do próprio Iger de que o movimento seria uma potencial “distração” para a empresa. Pouco depois, Elon Musk adquiriu a plataforma, hoje chamada de X.

Com relação à Apple, Iger apenas confirmou sua intenção e lamentou o desinteresse da Maçã. Ele afirma que houveram, sim, algumas conversas entre as duas empresas, e que a junção seria “transformadora e igualitária”, mas faltou o devido interesse por parte da Apple.

De qualquer forma, como o ex-CEO da Disney já havia declarado, sua boa relação com Steve Jobs poderia ter feito diferença num possível acordo.

Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Twitter no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
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Zuckerberg deseja criar app de apostas e entrar no mercado de previsões

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta está desenvolvendo um aplicativo chamado Arena para entrar no mercado de previsões.
  • O aplicativo, encomendado por Mark Zuckerberg, permitirá que usuários apostem no resultado de eventos reais, como eleições e jogos esportivos.
  • O projeto é similar ao que já existe com a plataforma Polymarket, mas, inicialmente, não usaria dinheiro real e funcionaria com um sistema de pontos.
  • Mercados de previsão são proibidos no Brasil.

A Meta estaria desenvolvendo um aplicativo próprio, chamado Arena, para entrar no mercado de previsões. O segmento permite que usuários apostem no resultado de eventos reais, como eleições, decisões políticas, jogos esportivos e outros indicadores econômicos.

Segundo o jornal New York Times, o app, encomendado diretamente por Mark Zuckerberg, deve ser separado das redes sociais da empresa, como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas a Meta pretende usar as plataformas para atrair usuários ao novo produto.

A ideia colocaria a companhia em um setor que cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado por plataformas como Polymarket e Kalshi. Em 2025, as duas plataformas movimentaram juntas cerca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 261 bilhões) em negociações online, ultrapassando US$ 130 bilhões (R$ 680 bilhões) em 2026 — e fez da brasileira Luana Lara a mulher mais jovem a se tornar bilionária no mundo.

Não é a primeira vez que a Meta tenta algo parecido. Em 2020, a empresa lançou um app de previsões, chamado Forecast, que acabou sendo encerrado em 2022. Mas com o crescimento do setor o interesse parece ter voltado.

Como funcionaria o novo app de previsões da Meta?

Foto de smartphone na mão de homem usando um aplicativo de apostas (bets)
Sistema não deve utilizar dinheiro real inicialmente (foto: Areli Alvarez/Qualcomm Institute at UC San Diego)

De acordo com funcionários ouvidos pelo jornal, o Arena deve começar com um sistema de pontos, inicialmente sem uso de dinheiro real. Como em um jogo, os usuários fariam previsões e acompanhariam os resultados dentro do próprio aplicativo.

Entretanto, a Meta não teria descartado a possibilidade de permitir apostas com dinheiro no futuro, como fazem as principais empresas concorrentes do setor.

A possível entrada da big tech no mercado gerou críticas nas redes sociais, inclusive de dentro do parlamento estadunidense. Segundo o jornal, o senador democrata Richard Blumenthal acusou a empresa de tentar lucrar com comportamentos viciantes.

Mercados de previsão preocupam autoridades

O avanço dos mercados de previsão também aumentou a preocupação de reguladores e parlamentares nos Estados Unidos.

Um caso recente citado pelo New York Times envolve um membro das Forças Especiais dos EUA, acusado por promotores federais de Nova York de usar informações confidenciais do governo para apostar na Polymarket. Segundo a acusação, ele teria lucrado mais de US$ 400 mil ao prever uma operação secreta para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

No Brasil, apesar de, para o usuário final, funcionar de forma semelhante às bets esportivas regulamentadas, esse tipo de mercado de previsão não tem autorização para operar. Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas de previsão, incluindo as gigantes Polymarket e Kalshi. Segundo o G1, a avaliação foi de que as plataformas “podem se aproximar de instrumentos financeiros não autorizados” por aqui.

Zuckerberg deseja criar app de apostas e entrar no mercado de previsões

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o governo, metade das apostas são feitas em sites ilegais (foto: Areli Alvarez/Qualcomm Institute at UC San Diego)
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Amazon Basics: marca própria da Amazon chega ao Brasil com centenas de itens

Amazon Basics chega ao Brasil
Amazon Basics chega ao Brasil (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • marca própria da Amazon, Amazon Basics, foi lançada no Brasil com centenas de itens em categorias como casa, escritório, esportes e pet shop;
  • produtos Amazon Basics oferecem preços geralmente mais acessíveis e trazem benefícios adicionais para membros Amazon Prime, como entrega rápida gratuita e descontos de 15% em determinados itens;
  • Amazon armazena os produtos da marca em centros de distribuição no Brasil para agilizar as entregas, permitindo que membros Prime recebam os produtos no mesmo dia ou no dia seguinte à compra.

A Amazon Basics é uma marca própria da gigante do comércio eletrônico que oferece diversos tipos de produtos do dia a dia a preços geralmente mais acessíveis. A proposta existe desde 2009, mas só agora chegou à Amazon brasileira. Antes tarde do que mais tarde, certo?

Já na estreia, são centenas de produtos divididos em categorias como casa, escritório, esportes e pet shop. Em casa, por exemplo, você encontra cabides, almofadas, caixas organizadoras, ferramentas variadas e assim por diante.

Relacionados à categoria escritório estão produtos como cabos HDMI, cabos Ethernet, mouses, fones de ouvido, suportes para celular, tripés, mochilas, cadernos, entre tantos outros.

Na Amazon, estamos constantemente ouvindo o que nossos consumidores desejam — e Amazon Basics é reflexo direto dessa escuta. Trazer essa marca ao Brasil significa oferecer uma experiência de compra completa, de ponta a ponta: validamos a qualidade, curamos a seleção e garantimos a velocidade da entrega.

Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil

Página do Amazon Basics
Página do Amazon Basics (imagem: divulgação/Amazon)

Benefícios para membros Amazon Prime

Os produtos Amazon Basics estão disponíveis para todos os consumidores. Mas quem possui uma assinatura Amazon Prime conta com entrega rápida gratuita e possibilidade de 15% de desconto em determinados itens.

De acordo com a companhia, os produtos da marca ficam armazenados estrategicamente em centros de distribuição no Brasil, e isso favorece as entregas rápidas para membros Prime que, dependendo da região, podem receber os produtos no mesmo dia da compra ou no dia seguinte.

Essa estreia já era esperada. Ainda que não oficialmente, alguns itens Amazon Basics já podiam ser encontrados no Brasil (se por teste ou descuido, não sabemos). Além disso, apesar de o anúncio oficial ter sido feito nesta quarta-feira (24/06), a área Amazon Basics* estava disponível há alguns dias na Amazon brasileira.

*link de afiliado; ao comprar por ele, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Amazon Basics: marca própria da Amazon chega ao Brasil com centenas de itens

Amazon Basics chega ao Brasil (imagem: divulgação/Amazon)

Página do Amazon Basics (imagem: divulgação/Amazon)
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Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
  • O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
  • A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.

O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.

Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.

Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?

A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.

Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.

O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fatura bilionária da IA

Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.

Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.

Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump durante comício
Donald Trump confirma aliança histórica entre as gigantes da tecnologia (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos EUA, segundo o presidente Donald Trump.
  • O acordo ajudará a dona do iPhone a diversificar sua cadeia de suprimentos e aliviar gargalos na Ásia.
  • O governo dos Estados Unidos, que detém 10% das ações da Intel, está por trás da estratégia de repatriar a produção de semicondutores.

A Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo presidente americano, Donald Trump, na rede social Truth Social. A aliança marca uma mudança para a dona do iPhone, que busca diversificar a cadeia de suprimentos para fugir dos gargalos na Ásia, enquanto a Intel ganha impulso para o negócio de fundição de chips.

O anúncio oficial confirma as suspeitas que circulavam nos bastidores de que executivos da Intel e da Apple já vinham costurando o acordo em negociações confidenciais. Trump não detalhou quais componentes serão fabricados pela Intel, mas garantiu que o movimento faz parte de uma estratégia do governo para fortalecer a produção local.

Por que a Intel virou alternativa para a Apple?

Atualmente, a Apple depende quase exclusivamente da TSMC para fabricar os chips presentes em iPhones, iPads e Macs. O grande problema é que a companhia asiática, considerada a maior do mundo no setor, opera no limite da capacidade.

Essa sobrecarga tem um motivo: a explosão da inteligência artificial. A demanda desenfreada por chips voltados para IA por gigantes como a Nvidia enfileirou pedidos na TSMC. Diante desse cenário, a Apple encontrou nas fábricas da Intel a oportunidade para diversificar fornecedores e blindar sua linha de produção contra eventuais crises de abastecimento.

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Para entender o tamanho dessa reviravolta, vale olhar para o passado. A Intel forneceu os processadores dos Macs por cerca de 15 anos. Essa parceria de longa data chegou ao fim em 2020, quando a Apple decidiu trilhar o próprio caminho com os chips da série M (conhecidos como Apple Silicon). A dinâmica agora é diferente: a Apple não voltará a usar ou comprar processadores da Intel; em vez disso, utilizará as instalações da parceira para os seus próprios projetos.

A confirmação do contrato garante uma vitória comercial para a Intel. O mercado financeiro reagiu com entusiasmo, com as ações da Intel disparando 7% logo após o anúncio. Os papéis da Apple subiram de forma mais tímida, com alta de 0,8%.

Influência do governo no setor de tecnologia

Por trás desse novo cenário existe uma estratégia geopolítica. O governo dos Estados Unidos é, hoje, o maior acionista individual da Intel, detendo uma participação de 10%. Devido à valorização recente, essa fatia já ultrapassa a marca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 257 bilhões em conversão direta).

A Casa Branca vem intensificando esforços para repatriar a produção de semicondutores e garantir o acesso a minerais críticos para reduzir a dependência tecnológica em relação aos países asiáticos e isolar a influência da China na cadeia global de suprimentos.

Essa intervenção afetou até a liderança da Intel nos últimos meses. No ano passado, pressões vindas da própria presidência culminaram na renúncia do então CEO Lip-Bu Tan. A justificativa do governo era de que o executivo mantinha laços comerciais com o mercado chinês.

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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EA lança plataforma para inserir mais anúncios dentro de jogos

Captura do jogo EA Sports FC com um jogador de vermelho driblando dois jogadores em uniforme azul e branco.
Jogos de esporte receberão integração com plataforma de anúncios (imagem: divulgação/EA)
Resumo
  • Electronic Arts lançou a plataforma EA Advertising para anúncios em jogos.
  • A plataforma deve permitir que marcas apareçam em elementos como placas de estádios e placares eletrônicos, sem interromper a gameplay.
  • A EA afirma que as marcas poderão aparecer em desafios de modos de jogo, missões com recompensas e uniformes especiais de equipes.

O esporte virou um grande outdoor publicitário: marcas aparecem em uniformes, placas, placares e até nos nomes de estádios e equipes. Agora, a Electronic Arts quer levar essa lógica com mais força para as franquias da empresa. Para isso, ela anunciou a plataforma EA Advertising, criada para vender espaços de publicidade dentro dos jogos.

A nova iniciativa permite que marcas apareçam em elementos dos próprios jogos, como placas de estádios e placares eletrônicos. A aposta inicial deve se concentrar nos títulos esportivos. Atualmente, a produtora detém franquias como EA Sports FC (antigo FIFA), F1, UFC e Madden, todos lançados por mais de R$ 349 no Brasil.

Em comunicado, o diretor de experiências da EA, David Tinson, alega que a novidade dá às marcas “oportunidade de aparecer em formas que agregam valor e respeitam a experiência do jogador”.

Como os anúncios vão aparecer?

captura de tela do jogo EA Sports FC em que a substituição de um jogador apresenta uma marca
Grafismos da “transmissão” do jogo apresentarão marcas patrocinadas (imagem: reprodução/EA)

As propagandas não devem aparecer de forma interruptiva durante a gameplay, como ocorre em jogos gratuitos mobile, por exemplo.

Segundo a EA, as marcas poderão aparecer em espaços digitais do jogo sem depender de uma atualização tradicional do título, incluindo placas de estádios, placares e sobreposições de marca em transmissões simuladas dentro dos jogos.

Para operar o sistema, a EA desenvolveu um servidor próprio de anúncios e um kit de desenvolvimento integrado ao motor gráfico Frostbite. A medição de audiência e visualizações será feita em parceria com a Integral Ad Science.

A EA Advertising também permitirá ações patrocinadas mais integradas ao gameplay. Através do EA Sports Partner Program, marcas poderão aparecer em desafios de modos de jogo, missões com recompensas, uniformes especiais de equipes e itens cosméticos exclusivos.

Foto de uma campanha na vida real do jogo Madden com a Visa
Marcas selecionadas terão iniciativas especiais (imagem: reprodução/EA)

A EA afirma que o programa ainda se estende a iniciativas culturais e ligadas a atletas, como o GEN/EA Sports, plataforma da empresa voltada a novos nomes do esporte e à criação de histórias em torno da cultura esportiva.

Ainda não está claro se a empresa deve expandir esse modelo para outras franquias, mas o simulador de vida The Sims também já recebeu conteúdo patrocinado recentemente, como em parceria com a marca de roupas Coach.

EA já sofreu críticas por anúncios em jogo

A inserção de publicidade dentro dos jogos já gerou polêmica na EA anteriormente. Como relembra o site TechSpot, a empresa inseriu comerciais em tela cheia no jogo UFC 4, lançado a preços entre R$ 279 e R$ 299 por aqui. A reação negativa levou a empresa a remover os anúncios e pedir desculpas.

Quatro anos depois, o CEO Andrew Wilson já havia indicado que anúncios dentro dos jogos poderiam se tornar uma fonte importante de crescimento financeiro. Agora, a empresa tem novos donos, incluindo o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, junto às empresas Silver Lake e Affinity Partners.

A compra foi concluída em setembro do ano passado por US$ 55 bilhões (cerca de R$ 279 bilhões, na cotação atual), o que pode justificar a busca por maior rentabilidade.

EA lança plataforma para inserir mais anúncios dentro de jogos

(imagem: divulgação/EA)

(imagem: reprodução/EA)

(imagem: reprodução/EA)
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Meta exige que funcionários economizem tokens, após gasto bilionário

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta estaria implementando rastreamento de consumo de tokens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta estaria desenvolvendo um sistema para monitorar e controlar o uso interno de inteligência artificial.
  • O motivo seria o rápido crescimento do uso da tecnologia e os altos custos associados.
  • Segundo o The Information, o sistema deve mostrar dados de uso e custos de IA em tempo real, além de enviar alertas automáticos para equipes.

A Meta pode ser mais uma grande empresa a pisar no freio com a inteligência artificial internamente, e estaria preparando um sistema para monitor gastos de funcionários no trabalho. A medida seria uma tentativa da dona do Instagram de controlar uma conta que pode chegar a bilhões de dólares neste ano.

Segundo um memorando obtido pelo site The Information, em resposta ao crescimento rápido do uso da tecnologia internamente — que estaria desbalanceado os custos por equipe —, a Meta pretende criar uma plataforma de rastreamento de consumo de tokens, chamada AI Gateway.

O documento, que teria sido compartilhado com cerca de 6 mil funcionários no início da semana passada, indica que o AI Gateway mostra dados de uso e custos de IA em tempo real e enviará alertas automáticos quando uma equipe registrar um pico incomum de consumo.

A Meta também planeja criar limites baseados no uso individual de cada funcionário, segundo o portal. Até 2027, a distribuição de recursos de IA dentro da empresa deve passar a seguir um orçamento mais rígido, com regras prévias de alocação.

Funcionários deverão usar ferramenta própria

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa foca em uso de plataforma proprietária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O controle também afetaria a rotina de desenvolvedores. De acordo com o The Information, o memorando desencoraja o uso de ferramentas de IA de terceiros para escrever código.

A recomendação seria priorizar o MetaCode, assistente interno de programação da Meta anteriormente conhecimento como Devmate. Sabe-se que a plataforma combinava modelos da própria empresa, como a família Llama, com modelos externos, incluindo os da Anthropic e OpenAI.

A iniciativa não é nova entre as big techs. Semanas atrás, a Microsoft também voltou atrás no uso do Claude Code, da Anthropic, e cancelou licenças da IA para funcionários. A plataforma havia sido integrada cerca de seis meses antes e teria sido bem recebida por desenvolvedores, que agora serão redirecionados ao GitHub Copilot CLI, da própria Microsoft.

Descontrole vira preocupação nas big techs

O movimento da Meta ocorre num momento em que várias outras empresas repensam os gastos com IA internamente. Na Amazon, por exemplo, um painel interno que acompanhava o consumo de IA foi encerrado depois que funcionários passaram a executar tarefas apenas para subir em um ranking.

Enquanto isso, a Uber teria consumido, em apenas quatro meses, todo o orçamento anual de IA previsto para 2026, impulsionada pelo uso intenso de tokens por engenheiros. Segundo o Business Insider, o diretor de operações Andrew Macdonald também afirmou que ainda não viu melhorias diretamente ligadas ao aumento dos gastos com IA.

Amazon, Meta e Microsoft estão entre as big techs que, juntas, devem emitir cerca de US$ 570 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões) em dívidas neste ano pelo investimento em data centers para IA. De acordo com o Financial Times, a cobrança pelo uso da tecnologia internamente seria uma forma da indústria justificar esses investimentos.

Meta exige que funcionários economizem tokens, após gasto bilionário

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Fox compra Roku por US$ 22 bilhões para reforçar streaming

Logos da Fox e da Roku lado a lado, em um fundo de cor roxa
Compra da Roku será validade com dinheiro e ações da Fox (imagem: divulgação)
Resumo
  • Fox comprou a Roku por US$ 22 bilhões para expandir sua presença no mercado de streaming.
  • O acordo combina a programação do canal com a base de mais de 100 milhões de usuários da Roku.
  • A aquisição permitirá à Fox distribuir seu conteúdo de forma mais ampla e controlar a exibição de anúncios na plataforma da Roku.

A Fox anunciou nesta segunda-feira (15/06) a compra da plataforma Roku por US$ 22 bilhões (cerca de R$ 111 bilhões, em conversão direta). A aquisição marca a aposta da gigante de mídia para acelerar sua transição para o streaming, na tentativa de reconquistar a parcela do público que abandonou a TV a cabo nos últimos anos.

Segundo o comunicado, o movimento garante à Fox não só uma distribuição mais ampla de conteúdo próprio, mas o controle sobre a exibição de anúncios à imensa base de usuários da Roku, presente hoje em mais de 100 milhões de TVs residenciais.

O que muda com a fusão entre Fox e Roku?

Foto mostra dongles Roku Express com controle remoto na embalagem
Tubi, plataforma gratuita da Fox, será integrada ao The Roku Channel (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

A compra será concretizada combinando dinheiro e ações da Fox. Se aprovada pelos órgãos reguladores, a expectativa é que a transação seja concluída no primeiro semestre de 2027. Após o acerto de contas, os atuais investidores da Fox passarão a controlar cerca de 73% da nova companhia combinada, deixando a fatia de 27% nas mãos dos acionistas da Roku.

Com a fusão, a plataforma The Roku Channel ganha integração imediata com a Tubi, serviço gratuito de streaming operado pela Fox desde 2020. Juntas, as empresas devem formar a terceira maior operadora de televisão dos EUA em participação de audiência, segundo a Variety.

O CEO da Fox, Lachlan K. Murdoch, classificou o acordo como o próximo grande passo da companhia, unindo o valioso catálogo de esportes e notícias ao vivo com a plataforma pela qual os americanos já consomem esse conteúdo. Já o CEO e fundador da Roku, Anthony Wood, prometeu manter o ritmo de inovação com um ecossistema amigável e aberto para desenvolvedores e parceiros.

Como observa a Bloomberg, essa a venda da companhia não pegou a indústria totalmente de surpresa. O principal atrativo da Roku deixou de ser apenas a venda de dispositivos e passou a ser seu ecossistema de publicidade. Só no primeiro trimestre deste ano, a receita com anúncios chegou a US$ 613 milhões (mais de R$ 3 bilhões), alta de 27% na comparação anual.

Roku está no Brasil desde 2020

Ilustração de um dispositivo Roku em uma TV
Linha de dongles da Roku no Brasil atende desde resoluções HD até o 4K (imagem: divulgação)

A Roku chegou oficialmente ao Brasil em 2020 e se consolidou como uma das opções mais acessíveis e eficientes para modernizar televisores antigos ou equipar modelos de entrada. Para o consumidor brasileiro, o foco principal da marca continua nos hardwares dedicados e sistemas embarcados em smart TVs.

A empresa vende no Brasil os dongles Roku Streaming Stick HD e Roku Streaming Stick 4K, mas modelos anteriores como o Roku Express e o Roku Express 4K ainda são encontrados em varejo. Hoje, esses dispositivos custam entre R$ 190 e R$ 400, dependendo do modelo e da geração.

O Roku Express tradicional é voltado para reprodução em telas HD e Full HD, enquanto o Roku Express 4K eleva a resolução para Ultra HD, adiciona suporte nativo a HDR e traz conectividade Wi-Fi de banda dupla.

Já o Roku Streaming Stick 4K é o modelo que fica escondido atrás da TV, acompanhado de um receptor Wi-Fi de longo alcance embutido e um controle remoto com suporte a comandos de voz nativos.

A marca também mantém negócio no Brasil via fabricantes parceiras, que já vendem seus televisores com o sistema operacional Roku OS de fábrica. AOC, Philco, Philips e TCL são algumas dessas parceiras.

Fox compra Roku por US$ 22 bilhões para reforçar streaming

DirecTV Go dá Roku Express de graça para quem assinar plano anual (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
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SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo

Elon Musk
O agora trilionário Elon Musk (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • SpaceX realizou sua oferta inicial de ações (IPO) na Nasdaq, com preço inicial de US$ 135 por ação, mas alcançando valorização de mais de 25%;
  • com IPO, patrimônio líquido de Elon Musk aumentou, tornando-o o primeiro trilionário do mundo, com fortuna estimada em US$ 1,2 trilhão;
  • estreia da SpaceX na bolsa ocorreu nesta sexta-feira sob o código SPCX, com negociações começando às 10h30 (horário de Brasília).

Nesta sexta-feira (12/06), a SpaceX fez sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, ou seja, estreou na bolsa de valores (no caso, a Nasdaq). Com esse movimento, Elon Musk, na condição de fundador, CEO e acionista da companhia, tornou-se o primeiro trilionário do mundo.

A IPO foi feita com uma precificação inicial de US$ 135 por ação, mas cada papel alcançou um valor de US$ 150 logo após as negociações começarem. Em dado momento, as ações da SpaceX chegaram a valer US$ 168,7 cada.

Como Musk já detinha 4,8 bilhões de ações da SpaceX (42% da empresa), além de outros US$ 350 milhões em opções exercíveis, os seus papéis também se valorizaram com a IPO. Com isso, o seu patrimônio líquido aumentou em US$ 192 bilhões em questão de horas, quando o total superou o valor de US$ 1 trilhão.

No momento em que esta notícia foi publicada, a fortuna de Elon Musk era estimada em US$ 1,2 trilhão, nos cálculos da Forbes. As estimativas incluem as ações que o empresário possui de outras companhias, como a Tesla.

Antes de tudo isso, Elon Musk já ostentava o título de pessoa mais rica do mundo. Agora, ele não só carrega a marca de primeiro trilionário da história como também o faz tendo uma fortuna que supera a soma dos patrimônios dos bilionários que aparecem nas quatro posições seguintes da lista dos mais ricos (ainda de acordo com a Forbes):

  1. Elon Musk (Tesla, SpaceX): US$ 1,2 trilhão
  2. Larry Page (Google): US$ 296,5 bilhões
  3. Sergey Brin (Google): US$ 273,5 bilhões
  4. Jeff Bezos (Amazon): US$ 247,6 bilhões
  5. Larry Ellison (Oracle): US$ 230,4 bilhões
ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como foi a estreia da SpaceX na bolsa?

A SpaceX estreou na Nasdaq sob o código SPCX. As negociações começaram por volta das 10h30 de hoje, de acordo com o horário de Brasília.

O preço de estreia foi definido em US$ 135, como já informado, mas houve valorização de mais de 25% já nas primeiras horas de negociação. Quando esta nota foi publicada, cada ação da SpaceX valia US$ 171.

Saiba mais sobre as operações da SpaceX e a trajetória de Elon Musk.

SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Crise no Xbox: Microsoft fará demissões em massa e promete mudanças radicais

Xbox Series X e controle, ambos de cor preta
Microsoft pode repassar a fabricação de futuros consoles para empresas parceiras (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft deve realizar demissões em massa na divisão de games do Xbox, com objetivo de reduzir custos e reverter a queda na receita.
  • Empresa investiu mais de US$ 20 bilhões nos últimos cinco anos em conteúdo, infraestrutura e subsídios comerciais para o Xbox, mas a receita anual caiu.
  • A dona do Windows planeja mudar seu modelo de negócios, com possibilidade de licenciar a marca Xbox para outras fabricantes e reestruturar o desenvolvimento de jogos, o que pode resultar em até mil demissões.

A divisão do Xbox passará por uma rodada de demissões em massa e cortes de orçamento a partir de julho. A medida foi comunicada ontem (10/06) aos funcionários e seria uma tentativa urgente de frear a queda nas receitas e enfrentar a escalada de custos de produção de hardware.

Sob a direção da nova CEO, Asha Sharma, a Microsoft anunciou um período de reestruturação de 100 dias, focado em redefinir a estratégia de consoles e o futuro da marca.

Segundo informações da Bloomberg, o enxugamento da folha de pagamento ocorrerá logo após o encerramento do ano fiscal da gigante da tecnologia, em 30 de junho. Fontes revelaram que a liderança planeja cortar os orçamentos destinados a campanhas de marketing e os gastos em diversos departamentos para equilibrar as contas.

Por que o Xbox mudará seu modelo de negócios?

Xbox Series X de cor preta e fora da caixa
Atual modelo de negócios do Xbox se mostrou financeiramente insustentável (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)

O principal motivo para essa transformação está na instabilidade financeira do atual formato de operação do Xbox, aliada ao custo elevado de desenvolvimento das tecnologias de nova geração.

O memorando interno detalha a gravidade da situação. O texto revela que a Microsoft investiu mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões) nos últimos cinco anos em criação de conteúdo, manutenção de infraestrutura e subsídios comerciais para tentar baratear o hardware nas prateleiras.

Apesar da injeção massiva de capital, o retorno ficou bem abaixo das expectativas dos investidores. A receita anual encolheu quase meio bilhão de dólares no mesmo período e o cenário de alerta vermelho piorou com a crise de componentes.

Os custos de fabricação projetados para a temporada de vendas do final de 2027, por exemplo, devem ser mais de cinco vezes maiores do que os valores pagos pela indústria há apenas dois anos. Vale mencionar que os preços globais das memórias acompanharam a mesma tendência de encarecimento.

Futuro do projeto Helix e impacto nos estúdios

A inflação na linha de montagem obrigou a Microsoft a buscar alternativas comerciais. A alteração mais sensível envolve a fabricação física dos aparelhos. Embora a empresa reitere o compromisso com o projeto Helix (codinome para a próxima geração do Xbox), os executivos destacaram a necessidade de estabelecer um novo modelo de negócios baseado em parcerias de hardware.

Na prática, isso reforça os indícios de que outras fabricantes de eletrônicos poderão ser licenciadas para criar dispositivos com a marca Xbox. Essa estratégia diluiria a pesada carga de produção e repassaria o risco financeiro da montagem a empresas terceirizadas, assim como no mercado de PCs, aliviando o caixa da Microsoft.

As mudanças programadas também mexerão com a estrutura de desenvolvimento de jogos. O movimento pode resultar em reestruturações severas nas equipes e até no fechamento definitivo de produtoras que operam sob o guarda-chuva do Xbox Game Studios. Segundo rumores, o corte da Microsoft pode afetar até mil profissionais.

Em meio à contenção de gastos, Asha Sharma já tem implementado mudanças na estratégia de distribuição para tentar valorizar o ecossistema Xbox, garantindo que títulos como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution sejam lançados com exclusividade para os consoles Xbox. A decisão freia, ao menos temporariamente, a tendência de lançamentos multiplataforma que vinha sendo testada pela gestão anterior.

Apesar das demissões iminentes, o documento destaca que o atual período de reavaliação servirá para “evoluir e reconstruir” as bases da marca. A Microsoft sinalizou ainda que continuará atenta a possíveis fusões e aquisições para se consolidar de forma mais eficiente nos mercados de hardware, computadores, dispositivos móveis e no streaming de jogos em nuvem.

Crise no Xbox: Microsoft fará demissões em massa e promete mudanças radicais

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Xbox Series X fora da caixa (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
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Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Big techs driblam leis para trocar humanos por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas na China estão utilizando inteligência artificial para substituir funcionários.
  • Segundo a Reuters, funcionários são obrigados a mapear suas tarefas em plataformas de IA antes de serem dispensados.
  • Dados do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos na China, equivalente a 9,6% do total, correm alto risco de serem substituídos.

Na China, um novo roteiro de reestruturação corporativa tem marcado o primeiro semestre de 2026. Funcionários estão registrando todos os seus fluxos de trabalho em sistemas de inteligência artificial e, logo em seguida, acabam perdendo o emprego.

Segundo investigação da Reuters, esse movimento de “demissões silenciosas”, que substitui profissionais por agentes virtuais, seria a manobra encontrada pelas grandes companhias para atender à pressão governamental por mais produtividade, sem gerar alarde.

A estratégia contrasta com a adotada por empresas ocidentais. Enquanto companhias como a Meta atraem atenção ao anunciar demissões em massa associadas à adoção de IA, muitas empresas asiáticas estariam congelando vagas e eliminando contratos de forma gradual para evitar os holofotes.

Demissões em massa não são uma opção

A legislação trabalhista chinesa impede que as empresas demitam um grande número de funcionários de forma repentina. Pelas regras do país, qualquer companhia que planeje cortar mais de 10% de sua força de trabalho precisa obter aprovação prévia do governo. Em pelo menos três casos recentes, tribunais decidiram contra empregadores que demitiram equipes apenas para colocar sistemas de IA no lugar.

Para não chamar a atenção das autoridades, os cortes estariam acontecendo a conta-gotas. Na prática, o alvo prioritário da reestruturação hoje são os departamentos de marketing e atendimento ao cliente.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários treinam o sistema que os substitui

Para acelerar a virada tecnológica, usar inteligência artificial virou quase obrigação nessas empresas. Os principais setores afetados são os de marketing e atendimento ao cliente.

Em algumas companhias, gerentes passaram a ranquear o desempenho das equipes com base no consumo de tokens — a unidade que mede o poder computacional gasto nas interações com a IA. Quem usa pouco corre risco de demissão.

É nesse cenário de pressão que ocorre o download do conhecimento humano para a máquina. Ferramentas como o OpenClaw, um agente virtual com rápida adoção na China, e o Wukong, plataforma da Alibaba desenhada para automatizar tarefas de vendas e desenvolvimento de software, devoram os processos mapeados pelos próprios funcionários. Dias depois, essas plataformas assumem a função de quem as ensinou.

O impacto desse avanço agressivo já pode ser medido, e o cenário não é animador. Segundo projeções do Citibank, o panorama para a força de trabalho chinesa é o seguinte:

  • Cerca de 70 milhões de empregos, o equivalente a 9,6% do total do país, correm alto risco de serem substituídos por máquinas.
  • Entre os profissionais na faixa dos 20 anos, o risco de substituição salta para 13,6%.

De acordo com a Reuters, a mídia estatal tenta conter o pânico publicando artigos que garantem que a IA “não roubará o sustento dos cidadãos”. No entanto, no app RedNote, rede social que funciona como uma espécie de Instagram local, a hashtag “ansiedade da IA” já acumula milhões de visualizações.

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Alta demanda de memória DRAM para datacenters de IA aumenta faturamento de fabricantes (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Resumo
  • Vendas de DRAM aumentam 85,8% em 2026 devido à demanda de datacenters de IA; Samsung lidera o mercado.
  • A Samsung registra aumento de 95,4% nas vendas, atingindo US$ 37,4 bilhões, e detém 36,5% do mercado de DRAM.
  • Concorrentes da Samsung, como SK Hynix e Micron, registram queda, com 28,8% e 22,4% de participação no mercado, respectivamente.

O mercado de memórias RAM sofreu uma mudança no último ano, com um aumento significativo da demanda de componentes para datacenters de IA. Com isso, não só os preços de chips subiram, como também as vendas de DRAM.

Chips do tipo são essenciais para os servidores que hospedam serviços de inteligência artificial, e fabricantes do segmento veem um aumento de 85,8% em relação ao último trimestre financeiro de 2025 (Q4). A Samsung, que está entre as três empresas que mais lucram nesse mercado, praticamente dobrou suas vendas, superando o período anterior em 95,4% e faturando US$ 37,4 bilhões, aproximadamente R$ 187 bi na cotação atual.

Em contrapartida, suas principais concorrentes fecharam o Q1 de 2026 em queda. Segundo o site SamMobile, a Samsung agora tem uma participação de 36,5% no mercado de memórias DRAM, enquanto SK Hynix e Micron fecharam o período com 28,8% e 22,4%, respectivamente.

Alta demanda para uns, escassez de chips para outros

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
GoPro é uma das empresas afetadas pela crise de memória RAM (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

O crescimento do mercado de inteligência artificial levou a uma alta na demanda por chips DRAM, mas desviou o foco dos investimentos em componentes de hardware num geral. As memórias para eletrônicos pessoais, como câmeras, celulares e notebooks, perderam espaço e grandes empresas de tecnologia vêm tendo problemas para precificar e até produzir novas unidades.

Recentemente, a GoPro revelou dificuldades para pagar empréstimos após uma queda no faturamento, situação relacionada aos preços mais altos dos chips. A própria Samsung, que lucra com a fabricação de DRAM, aponta que a escassez de memória RAM para seus produtos mobile deve significar um aumento nos valores praticados.

O mercado de videogames também foi afetado, com preços mais altos no Steam Deck OLED, da Valve, e também no Nintendo Switch 2. A Sony foi mais uma a apontar a atual crise como um problema, mas no desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6). Antes, a gigante japonesa já havia suspendido a venda de cartões de memória devido à situação. Além dos chips em si, a alta nos preços também afeta o mercado de SSDs, como noticiou o The Verge.

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
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Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

Ilustração com símbolos de big techs (Apple, Amazon, Google) e chips em um servidor, sugerindo investimentos em IA
Big techs dobram dívidas com IA em comparação ao mesmo período de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívidas ligadas à IA em 2026, segundo estimativa do banco Morgan Stanley.
  • O banco avalia que as quatro principais empresas do setor devem ultrapassar US$ 1 trilhão em 2027.
  • As emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões até 31 de maio.

As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões (cerca de R$ 2,9 trilhões) em dívidas ligadas à inteligência artificial em 2026, segundo estimativa do banco estadunidense Morgan Stanley. O valor é mais que o dobro do volume registrado no ano passado.

O movimento é puxado pelas chamadas hyperscalers, grupo que inclui Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e Meta, que buscam mais dinheiro no mercado para financiar a expansão de data centers, servidores, chips e gastos com energia.

Segundo os números do relatório, citados pela Reuters, até 31 de maio as emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões (R$ 1,2 trilhão), metade do que é previsto para o ano, e quatro vezes mais que no mesmo período de 2025.

Salto nos gastos com infraestrutura

Imagem aérea de um data center nos Estados Unidos
Data center para inteligência artificial da OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)

A IA generativa exige uma estrutura física enorme para treinar e rodar modelos. Por isso, os investimentos das companhias em centros de dados cada vez maiores, chips dedicados à IA, sistemas de refrigeração e contratos de energia capazes de sustentar o consumo seguem subindo.

O Morgan Stanley estima que as quatro principais empresas do setor devem gastar cerca de US$ 700 bilhões neste ano, e podem ultrapassar US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em 2027. O banco observa ainda que o financiamento para empresas desenvolvedoras de chips está migrando para acordos de curto prazo.

Uma projeção passada do banco Barclays sugere que os gastos com infraestrutura para a tecnologia cheguem a US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões) até 2028, segundo a Bloomberg.

Além de comprar equipamentos, as empresas também estão fechando contratos longos para garantir capacidade futura de data centers e fornecimento de energia. Esses acordos ajudam a acelerar a expansão, mas criam compromissos financeiros para os próximos anos.

Big techs emitem dívidas fora dos EUA

Para levantar os recursos, as big techs também passaram a emitir dívidas fora dos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, empresas como Alphabet e Amazon fizeram operações recentes em mercados como Japão, Canadá e Suíça.

De acordo com a agência, com tanta oferta de dívida, investidores passaram a exigir retornos maiores para comprar os papéis.

Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

(imagem: reprodução/OpenAI)
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IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI enviou documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para sua oferta inicial de ações (IPO);
  • estreia na bolsa da OpenAI ainda não foi marcada, mas analistas preveem que pode ocorrer até setembro deste ano;
  • OpenAI espera ser avaliada em um valor equivalente ao da Anthropic, de aproximadamente US$ 1 trilhão.

A OpenAI, organização que está por trás do ChatGPT, iniciou a semana se preparando para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com esse movimento, a OpenAI segue os passos da rival Anthropic, que executou o mesmo procedimento no começo do mês.

Uma IPO consiste em um processo no qual uma empresa até então com capital fechado passa a negociar as suas ações em uma bolsa de valores. No caso da OpenAI, provavelmente, as ações serão negociadas na Nasdaq, embora isso ainda não tenha sido decidido.

Note, com isso, que a organização ainda não é uma companhia de capital aberto, ou seja, os seus papéis ainda não estão sendo comercializados. O que a OpenAI fez foi submeter, na segunda-feira (08/06), uma documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) para que a IPO ocorra em algum momento.

Quando? Essa decisão também não foi tomada. Na prática, a documentação que a OpenAI enviou à SEC serve para que a organização prepare o caminho para que a IPO seja realizada no momento mais apropriado, como a seguinte nota oficial deixa claro:

Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial [à SEC]. Prevemos que ele vaze, por isso estamos apenas anunciando isso. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco [para a IPO], pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa privada [ainda sem capital aberto].

OpenAI

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
Dona do ChatGPT espera ser avaliada em cerca de US$ 1 trilhão (imagem ilustrativa: reprodução/Focal Foto)

IPO da OpenAI pode não demorar por causa da Anthropic

Apesar de ainda não ter definido uma data para a sua IPO, é possível que a OpenAI não demore para tomar essa decisão. Isso porque os rivais avançam em ritmo acelerado. Basta levarmos em conta que a Anthropic, que controla os sistemas de IA Claude, submeteu a mesma documentação S-1 à SEC em 1º de junho de 2026.

Atualmente, a Anthropic tem valor de mercado de aproximadamente US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões, na conversão direta). De acordo com a Reuters, a OpenAI espera ser avaliada em um montante equivalente quando estrear na bolsa. Alguns analistas preveem que essa estreia deve ocorrer até setembro deste ano.

Esperemos pelos próximos capítulos.

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

The Last Ronin foi anunciado durante Summer Game Fest 2026 (imagem: divulgação/Paramount Games Studio)
Resumo
  • A Paramount anuncia a entrada no mercado de games com o Paramount Games Studio, que já revelou seu primeiro jogo, Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, um título AAA baseado no universo das Tartarugas Ninja, desenvolvido pela Platinum Games.
  • O Paramount Games Studio foi formado após a aquisição de projetos da Skydance New Media, incluindo jogos como Marvel 1943: Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars.
  • A equipe do Paramount Games Studio inclui nomes como Tony Driscoll, Shawn Kittelsen e Amy Hennig, que assumem cargos de liderança no estúdio.

A Paramount passará a apostar nos games como um dos grandes segmentos da empresa, conhecida mundialmente pela atuação no ramo da TV e do cinema. O primeiro título AAA do novo estúdio será Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, anunciado na última sexta (05/06), durante o Summer Game Fest.

O novo Paramount Games Studio herda os projetos antes tocados pelo Skydance New Media, que já tinha dois grandes jogos a caminho: Marvel 1943 – Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars, ainda sem nome.

A entrada da gigante do cinema vem em meio ao movimento de compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por US$ 110 bilhões, cerca de R$ 563 bilhões. O negócio ainda está em processo de concretização nos Estados Unidos.

Para o novo Paramount Games Studio, a compra significaria acesso a IPs de sucesso, como Harry Potter, Game of Thrones, entre outras franquias. Quem fica à frente do projeto é Tony Driscoll, que divide a função de presidente do estúdio com o cargo de Head de Estratégia Corporativa e Desenvolvimento da Paramount.

Jogo de estreia anunciado na Summer Game Fest

A novidade da Paramount foi divulgada em sites especializados horas antes do Summer Game Fest 2026, principal evento de jogos da atualidade, que substitui a saudosa feira E3 desde 2022. The Last Ronin será um jogo de ação e aventura que conta a história da última Tartaruga Ninja sobrevivente em uma missão por vingança.

O game será desenvolvido pela Platinum Games, por trás de Bayonetta, NieR: Automata e outros títulos conhecidos no meio gamer. Seu primeiro teaser mostra algumas imagens que indicam gráficos realistas e uma versão mais obscura do universo das Tartarugas Ninja. Ainda não há uma data de lançamento e tampouco informações sobre plataformas compatíveis, mas a Paramount Games Studio prevê disponibilidade nos consoles e PC.

Nova Paramount Games Studios tem time de peso

Além do presidente Tony Driscoll, o novo estúdio da Paramount terá alguns nomes de peso na equipe. Shawn Kittelsen, que já trabalhou como diretor narrativo em jogos como Mortal Kombat 11 e Injustice 2, chega como head de criação e produção, enquanto Amy Hennig será a nova diretora criativa, após trabalhos em franquias como Forspoken, Battlefield e Uncharted. Ambos já tinham posições de liderança tanto na Skydance Interactive quanto na Skydance New Media. Já Dan Prigg assume como vice-presidente executivo.

Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

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Empresa terá acesso a Harry Potter, Game of Thrones e outras franquias de sucesso.
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GoPro vê dificuldade com empréstimos e pode decretar falência

GoPro é nova vítima da crise dos chips de memória e pode declarar falência em breve (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • A GoPro publicou um documento financeiro indicando possíveis problemas para seguir operando nos próximos meses devido à crise dos chips de RAM.
  • A empresa tem cerca de US$ 50 milhões em empréstimos com bancos e enfrenta dificuldades para cumprir esses acordos.
  • A GoPro está à venda e aguarda interessados para evitar a falência, tendo anunciado a demissão de 23% dos seus funcionários e queda de 14% no valor das ações.

A GoPro publicou um documento financeiro indicando possíveis problemas para seguir operando nos próximos meses. O alerta veio por meio do chamado formulário 8-K, um aviso dado por empresas de capital aberto nos Estados Unidos quando têm notificações importantes para seus investidores.

De acordo com a mídia especializada, o grande problema é a crise dos chips de RAM, que tem afetado desde o desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6) até a produção de cartões de memória da Sony. Os preços desses componentes tiveram um aumento de até 115%. Os principais fornecedores estão focando em memórias específicas para data centers de inteligência artificial.

As vendas da empresa já caíram 26% em relação ao último levantamento financeiro, e há ainda uma incerteza quanto ao cumprimento de contratos em empréstimos.

Crise das memórias RAM afeta mercado de eletrônicos

Esse é só mais um caso de problemas envolvendo a escassez de chips de RAM e fabricantes de hardware. A alta demanda de componentes adequados para os servidores de IA tem reajustado a produção global de memória, e a situação vem sendo monitorada desde 2025 pelas big techs.

Ao longo dos últimos meses foram anunciados diversos aumentos de preços em celulares Android e videogames como o Steam Deck, interrupção na produção de cartões de memória da Sony, além de atrasos previstos para a próxima geração de consoles, como o PS6.

Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Datacenters de inteligência artificial têm aumentado a demanda de memória RAM (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Agora é a vez da GoPro. De acordo com o site financeiro Investing, a empresa tem cerca de US$ 50 milhões (R$ 250 milhões, em conversão direta) em empréstimos com bancos como o estadunidense Wells Fargo. E a expectativa é de dificuldades para cumprir esses compromissos.

Próximos passos da fábrica de câmeras de ação

Na prática, a GoPro fica agora “aberta a novos investimentos” – ou seja, está à venda e aguarda interessados para evitar a falência. A empresa já anunciou a demissão de 23% dos seus funcionários e teve uma queda de 14% no valor das ações.

Vale lembrar que, em novembro, o CEO Nicholas Woodman anunciou a compra de US$ 2 milhões (R$ 10 mi) em ações para demonstrar confiança em seu produto. Hoje, as ações beiram o preço de US$ 1, cerca de R$ 5 em conversão direta.

GoPro vê dificuldade com empréstimos e pode decretar falência

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
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Correios e AliExpress assinam acordo para acelerar entregas no Brasil

Imagem mostra o logo do Correios ao lado do logo do AliExpress
Correios aprofundou a parceria logística com o AliExpress (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Correios e o AliExpress firmaram uma parceria para otimizar a logística no Brasil, visando reduzir o tempo de entrega.
  • A parceria visa melhorar o rastreamento das encomendas e garantir uma entrega mais ágil, suprindo a alta demanda do comércio eletrônico.
  • O Brasil é mercado prioritário do AliExpress para 2026, e a empresa investirá em infraestrutura local para suportar o volume de vendas.

Os Correios e o AliExpress assinaram nessa quinta-feira (28/05), na China, um documento formal para otimizar a operação logística no Brasil. O objetivo do acordo é reduzir o tempo de entrega, modernizar o rastreamento e melhorar a experiência de compra dos consumidores.

Segundo as informações divulgadas pelo Ministério das Comunicações, a parceria visa suprir a alta demanda do comércio eletrônico internacional no país, garantindo que as encomendas cheguem às casas dos brasileiros com maior agilidade e infraestrutura atualizada.

O que deve mudar nas entregas?

Ainda de acordo com o MCom, os esforços conjuntos vão impulsionar a digitalização do serviço postal e garantir um acompanhamento mais ágil das encomendas. Na prática, a meta é oferecer previsibilidade, transparência e menos atritos logísticos para os milhões de brasileiros que importam produtos pela plataforma.

Os Correios já atuam como o principal parceiro logístico da varejista asiática no mercado nacional. Com a nova assinatura, a promessa é aprofundar a integração tecnológica e operacional. O foco dos investimentos recai diretamente sobre a chamada “última milha” — a etapa final do transporte, que leva o pacote até a porta do comprador.

Logo do AliExpress ao centro, cercado por celulares com o app da loja. O fundo é laranja.
AliExpress tem o Brasil como prioridade em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Brasil é mercado prioritário

A movimentação reflete a atual estratégia de expansão global do AliExpress. A empresa confirmou que o Brasil aparece com destaque entre os três mercados prioritários do seu plano de negócios desenhado para 2026. Para dar suporte a esse volume de vendas e manter a competitividade, a plataforma informou que seguirá com a injeção de recursos em tecnologia e infraestrutura local.

Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a iniciativa fortalece a operação da estatal brasileira, revertendo em serviços públicos e logísticos mais eficientes para a população.

A comitiva nacional — que também conta com os presidentes dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, e da Telebras, Hermano Albuquerque — cumpre agenda na Ásia até esta sexta-feira (29/05). O cronograma é focado em atrair novos investimentos para telecomunicações e transformação digital, englobando visitas técnicas às instalações da SpaceSail, a rival chinesa da Starlink, e ao centro de pesquisa e desenvolvimento da Huawei.

Correios e AliExpress assinam acordo para acelerar entregas no Brasil

(arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

AliExpress (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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95% dos usuários abandonam apps de vez após cancelarem assinatura

Imagem mostra a tela de cancelar assinatura da Google Play Store
Usuários que cancelam assinatura costumam nunca mais voltar (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • 95% dos usuários não retornam após cancelar uma assinatura anual de aplicativo, segundo levantamento da plataforma RevenueCat.
  • O estudo analisou mais de 115 mil aplicativos e concluiu que a maioria das desistências ocorre logo no início.
  • De acordo com o levantamento, 55,4% dos usuários cancelam assinaturas de teste no primeiro dia e dificilmente retornam.

A maioria das pessoas que cancelam uma assinatura anual de um aplicativo não volta a assinar o serviço dentro de um ano, segundo o relatório global State of Subscription Apps 2026, da plataforma RevenueCat. E é maioria mesmo: estamos falando de 95% dos consumidores.

Na América Latina, o comportamento é praticamente igual ao da média global. A taxa de reativação de assinaturas anuais na região é de 4,9%. Mas quando se trata de assinaturas mensais, os usuários ainda parecem deixar uma janela maior para reconquista, com 19,8% dos ex-assinantes renovando o vínculo com o serviço dentro de um ano.

O levantamento analisou métricas de mais de 115 mil aplicativos, que juntos movimentam mais de US$ 16 bilhões (R$ 80,7 bilhões) em receita. A variação entre regiões é pequena, e mostra que as empresas estão perdendo a base de usuários pagantes muito rápido.

Segundo o relatório, isso é resultado de um mercado cada vez mais disputado. Desde 2022, o volume mensal de lançamentos de aplicativos cresceu sete vezes, reduzindo o tempo que uma empresa tem para convencer o usuário de que vale a pena continuar pagando.

Desistência começa no teste grátis

O relatório também mostra que muitos usuários desistem antes mesmo de se tornarem assinantes pagantes. Se você costuma iniciar assinaturas para aproveitar os dias gratuitos e cancela mesmo antes de terminar o prazo, não está sozinho: mais da metade faz isso logo no primeiro dia.

Gráfico mostra a distribuição dos cancelamentos de testes gratuitos por dia, indicando que a maior parte ocorre no primeiro dia, especialmente em testes de 3 dias.
Maioria das desistências ocorre no período de testes grátis (imagem: reprodução/RevenueCat)

Nos testes de 3 dias, 55,4% das desistências ocorrem no chamado “Dia 0”. Em testes de 7 dias, a taxa cai para 39,8%, e para 35,7% em prazos de duas semanas. Em testes mais longos, como os experimentos de 30 dias, os cancelamentos no começo chegam a 31,1%.

Mesmo quando o usuário já pagou por um plano anual, o primeiro mês continua sendo decisivo. Segundo o relatório, os primeiros 30 dias concentram 35% de todos os cancelamentos de assinaturas anuais.

O comportamento varia conforme a categoria do app. No segmento de compras, cerca de metade das desistências ocorre no primeiro mês. Já em educação, a retenção é maior: apenas 30% das saídas no mesmo período.

Gráfico compara a taxa de reativação em até um ano por categoria de aplicativo e tipo de plano, com destaque para planos mensais em produtividade, foto e vídeo e mídia e entretenimento.
Apps de produtividade têm a maior taxa de retorno de assinantes (imagem: reprodução/RevenueCat)

Quem fica tende a renovar

Mas quem paga o plano anual tende a continuar pagando. A taxa de renovação desses contratos chega a 83,4% na média global, muito superior ao número dos planos semanais (18,7%) e dos planos mensais (39,2%).

A fidelidade cresce ainda mais com o tempo. Segundo a RevenueCat, a taxa mediana de renovação fica entre 23% e 40% no primeiro ano, mas pode chegar a 70% quando o usuário atinge o terceiro ano de permanência.

Cancelamento costuma ser ponto sem retorno

De acordo com o relatório, os resultados são um sinal de que as empresas devem deixar de tratar a reativação como principal estratégia para assinantes anuais. Como esse usuário raramente volta após cancelar, o foco deve estar na prevenção, ou seja, evitar o rompimento da assinatura.

A RevenueCat cita alternativas que preservem o vínculo do usuário com o serviço e os dados de pagamento, como permitir que ele pause temporariamente o plano.

95% dos usuários abandonam apps de vez após cancelarem assinatura

(imagem: reprodução/RevenueCat)

(imagem: reprodução/RevenueCat)
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Meta considera entrar no mercado de cloud para aproveitar data centers

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta avalia entrar no mercado de computação em nuvem para aproveitar a capacidade ociosa de seus data centers, segundo o CEO Mark Zuckerberg.
  • A empresa recebe pedidos semanais de outras empresas para oferecer serviços de API ou capacidade de processamento, o que poderia ser uma fonte de receita.
  • A companhia planeja gastar entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em investimentos para IA até 2026 e busca formas de rentabilizar isso.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, afirmou que entrar no mercado de computação em nuvem “está definitivamente em consideração”. A companhia poderia aproveitar capacidade ociosa de seus data centers para prestar esse tipo de serviço.

Em uma conferência com acionistas, o executivo disse que a Meta vem sendo procurada por outras empresas, que pedem por um serviço de API ou buscam capacidade de processamento. Segundo Zuckerberg, isso tem acontecido quase semanalmente.

O movimento tornaria a Meta uma concorrente de Google Cloud, Microsoft Azure e Amazon Web Services no setor de cloud. Como observa a CNBC, as quatro empresas são as que mais investem em infraestrutura computacional, mas apenas a gigante das redes sociais não trata isso como uma unidade de negócios.

Por que a Meta considera entrar no setor de cloud?

Imagem área do Data Center do Google em Saint-Ghislain-Mons, na Bélgica
Um data center pode ocupar grandes espaços físicos (imagem: reprodução/Google)

A Meta tem a previsão de gastar, até o fim de 2026, entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em investimentos para inteligência artificial. Em abril, esse número foi reajustado: antes, as cifras ficavam entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões.

O mercado financeiro vê com preocupação esse volume de despesas. Como nota a CNBC, as ações da Meta tiveram uma queda de 7%, mesmo com a divulgação de resultados financeiros melhores que as expectativas. É um sinal de que os investidores estão preocupados.

Ao dizer que considera entrar no mercado de cloud, Zuckerberg sinaliza que pode haver uma forma de transformar os investimentos em data centers em uma fonte de receitas para a Meta.

“Nós ainda não fizemos isso porque achamos que essa capacidade computacional terá utilidade para nós”, afirmou o executivo. “Obviamente, se chegarmos a um ponto em que sentirmos que construímos [data centers] além do necessário, então essa é uma opção que temos, e isso é, em parte, o que nos dá confiança para investir e construir.”

Meta terá assinaturas para recursos extras de IA

Enquanto os serviços de cloud são apenas uma possibilidade, a Meta já toma algumas medidas concretas para tentar ganhar dinheiro com seus investimentos em IA.

Nesta quarta-feira (28/05), a empresa revelou o Meta One Plus e o Meta One Premium, dois pacotes por assinatura com recursos extras e limites maiores de uso para a Meta AI. Eles serão lançados em caráter experimental no próximo mês.

Com informações da CNBC

Meta considera entrar no mercado de cloud para aproveitar data centers

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um data center pode ocupar grandes espaços físicos (imagem: reprodução/Google)
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LG nega venda da divisão de TVs para gigante chinesa

Mão segurando controle LG em frente a uma TV exibindo apps e canais, reforçando que a LG segue fabricando televisores
LG garante que segue firme na fabricação de televisores (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • LG negou rumores de venda da sua divisão de TVs para a Hisense.
  • A empresa sul-coreana classificou as informações como “enganosas e infundadas”, e o site que as publicou excluiu a matéria.
  • Ainda assim, a divisão de TVs da LG tem operado com margens extremamente baixas, variando entre 1% e 2% no último ano.

A LG negou os rumores de que estaria negociando a venda da sua tradicional divisão de TVs para a gigante chinesa Hisense. O boato ganhou força após o portal sul-coreano EBN publicar uma reportagem afirmando que executivos das duas empresas teriam se reunido em Pequim para discutir o tema.

Em um comunicado, a fabricante sul-coreana classificou as informações sobre uma possível venda ou encerramento das operações como “enganosas e infundadas”. O detalhe mais curioso dessa história é que, poucas horas após a repercussão alcançar portais globais de tecnologia, o artigo original desapareceu misteriosamente do site EBN. A publicação removeu a matéria do ar sem emitir qualquer nota ou explicação.

Ainda que a LG tenha apagado o incêndio rapidamente, o episódio acontece em um momento delicado para a indústria de televisores. A divisão da empresa que abriga o segmento de TVs fechou o último ano operando no limite: as margens operacionais reportadas foram extremamente baixas, variando entre 1% e 2%.

Mercado de TVs está mais concorrido

TVs
Hisense demonstra TV de 110 polegadas durante a CES 2024 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Passar o maquinário pesado da divisão de TVs para as mãos das empresas chinesas não seria um movimento inédito: a Sony oficializou a transferência do controle de produção de suas TVs para a TCL. Com isso, conseguiu garantir a sobrevivência das TVs Bravia.

O grande desafio para marcas mais tradicionais atende pela combinação de agressividade comercial e evolução tecnológica acelerada. As fabricantes chinesas, como a própria TCL e a Hisense, vêm devorando fatias enormes do mercado global ao oferecer painéis de alta qualidade. Elas apostam fortemente na popularização de tecnologias avançadas, como o Mini LED, cobrando menos que os modelos equivalentes das rivais.

Os números recentes da empresa de pesquisa Omdia ilustram bem esse cenário. Enquanto a LG segura uma participação global que oscila na casa dos 10% a 11%, a TCL já saltou para 14%, com a Hisense aparecendo logo na sequência, com 12,5%. É uma inversão de forças para quem sempre ditou as regras nas prateleiras do varejo, restando à LG manter a liderança confortável apenas no segmento premium de telas OLED.

Fantasma dos smartphones

Se a LG um dia decidisse realmente abandonar a fabricação de televisores, colocaria um ponto final em uma história de quase seis décadas. Para quem não lembra, as raízes da empresa no setor datam de 1966, quando a marca GoldStar (nome original da companhia) lançou a primeira televisão em preto e branco da Coreia do Sul.

Para os fãs de tecnologia, o mero rumor já traz um incômodo déjà vu: a saída da LG do mercado de smartphones em 2021. Após anos acumulando prejuízos na divisão mobile e perdendo espaço, a empresa puxou o plugue dos celulares de vez, dando um fim melancólico a inovações como o exótico LG Wing e a famosa série V.

LG nega venda da divisão de TVs para gigante chinesa

TV OLED LG Evo G1 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Hisense demonstra TV de 110 polegadas durante a CES 2024 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Wix planeja demissão em massa de mil funcionários, diz site

Foto em ângulo contra-plongê do complexo arquitetônico moderno e espelhado da Wix. O edifício central, de múltiplos andares com fachada de vidro azulado, traz a palavra "Wix" em letras brancas no topo esquerdo. Abaixo, no térreo de painéis escuros, há uma entrada com letras coloridas e espaçadas formando "CAMPUS". Na calçada em frente, um carro branco está estacionado de costas, bicicletas ocupam um bicicletário e duas pessoas com capacetes de obra caminham à direita. O céu está azul com nuvens brancas.
Sede da Wix em Tel Aviv, Israel (foto: Yonifra/Wikimedia Commons)
Resumo
  • A Wix planeja demitir 1 mil funcionários.
  • A empresa de construção de sites teve prejuízo líquido de US$ 57,5 milhões no primeiro trimestre de 2026.
  • A Wix comprou a empresa de IA Base44 por US$ 80 milhões em junho de 2025.

A empresa de construção de sites Wix tem planos de fazer um layoff e demitir cerca de 1 mil funcionários. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou um prejuízo líquido de US$ 57,5 milhões (R$ 288 milhões, em conversão direta), e suas ações tiveram uma desvalorização de quase 50% desde o começo do ano.

As informações sobre a demissão em massa foram obtidas pelo site israelense Calcalist — a empresa tem sua sede no país, onde trabalham mais de 60% dos funcionários. Procurada pela publicação, a Wix não quis comentar o assunto.

Captura de tela de um navegador web exibindo a página inicial do Wix. O logotipo "WIX" aparece no canto superior esquerdo. O título principal diz "The new way to create a website", seguido pelo subtítulo "Go from words to a business-ready site that's entirely yours to shape, on the first hybrid website builder." Centralizado, há um botão azul com o texto "Get Started". Abaixo, uma interface gráfica simula a criação de um site de móveis chamado "rubi marlowe".
Wix oferece ferramentas para construir website (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Na última reunião com investidores, a companhia afirmou ter 5.280 funcionários. Um corte de 1 mil, portanto, corresponderia a quase 20% da força de trabalho da empresa, tornando essa a demissão em massa mais drástica de sua história.

A redução do número de empregados não é uma tendência recente na Wix. Na mesma conferência, a companhia destacou que, desde 2022, a quantidade de pessoas caiu em 40%. A empresa chama isso de otimização, obtida em parte devido ao uso de inteligência artificial internamente em áreas como atendimento ao consumidor.

O Calcalist lembra que a Wix exigiu que seus trabalhadores voltassem ao trabalho totalmente presencial há alguns meses, uma decisão que teve repercussões negativas entre os funcionários e também no setor de tecnologia de Israel.

Compra de empresa de IA ajuda a explicar prejuízo

A Wix teve um aumento de 14% nas receitas no primeiro trimestre de 2026, chegando a US$ 541 milhões. Mesmo assim, voltou a apresentar prejuízo, após vários trimestres de resultados positivos. A empresa aponta alguns motivos para as perdas, como pagamentos adicionais feitos pela compra da empresa de IA Base44.

Captura de tela da página inicial do site "Base 44", em português. No topo, uma barra de navegação traz a logomarca com um sol estilizado e o texto "Base 44", seguida pelos links "Preços", "Empresarial", "Recursos", "Integrações" e o botão "Comece já". O fundo tem um degradê suave de azul-claro para branco. Ao centro, destaca-se o título "Transforme suas ideias em apps" e a frase "Com a Base44, você cria aplicativos totalmente funcionais em minutos, usando apenas suas palavras. Sem precisar programar.". Logo abaixo, há uma barra de pesquisa com o texto "Crie um planejador de treino simples para iniciante" e uma seta laranja para enviar. Na parte inferior, abaixo do texto "NÃO SABE POR ONDE COMEÇAR? EXPERIMENTE UMA DESTAS OPÇÕES:", estão dispostos botões ovais com as sugestões: "Painel de relatórios", "Plataforma de jogos", "Portal de Integração", "Visualizador de ambientes" e "Aplicativo de networking".
Base44 é aposta da Wix para se manter relevante (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A Base44 é uma startup de vibe coding, que oferece um serviço para criar códigos a partir de comandos em linguagem natural. Ela foi adquirida em junho de 2025 por US$ 80 milhões.

O Calcalist comenta que a Base44 tem poucos funcionários, mas exige investimentos substanciais em marketing e tem custos elevados em computação. Por outro lado, a nova subsidiária foi responsável por grande parte do crescimento das receitas da Wix.

A negociação foi uma resposta aos riscos que a própria IA representa para a plataforma de criação de sites. Entre os investidores, existe o temor de que esse tipo de serviço seja substituído por ferramentas de IA. Ao apostar em vibe coding, a Wix estaria se preparando para uma mudança radical no mercado.

Com informações do Calcalist

Wix planeja demissão em massa de mil funcionários, diz site

Wix oferece ferramentas para construir website (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Base44 é aposta da Wix para se manter relevante (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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Samsung oferece bônus de R$ 2,1 milhões para evitar greve de funcionários

Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Insatisfação com bônus da rival SK Hynix foi estopim para a mobilização (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Samsung ofereceu bônus de até R$ 2,1 milhões para evitar o que seria uma greve histórica de 48 mil funcionários.
  • Os empregados da divisão de semicondutores na Coreia do Sul cobram maior participação nos lucros da empresa.
  • O acordo, mediado pelo governo sul-coreano, inclui bônus anuais de até US$ 416 mil e deve ser respondido até o dia 27/05.

A Samsung ofereceu mais de R$ 2 milhões em um acordo com os trabalhadores da divisão de semicondutores na Coreia do Sul para barrar o que seria uma greve histórica. A paralisação estava agendada para começar neste mês e cobra maior participação de lucros.

Segundo a Reuters, a gigante sul-coreana ofereceu bônus anuais estimados em US$ 340 mil (cerca de R$ 1,7 milhão na cotação atual) para impedir a paralisação de 48 mil funcionários. Como esses bônus dependem do cargo, a quantia pode chegar a US$ 416 mil (quase R$ 2,1 milhões) a serem pagos ainda este ano.

O impulso para a mobilização foi a insatisfação com o antigo teto de remuneração e a influência da concorrência, que distribuiu bônus generosos para os funcionários. O novo arranjo prevê um valor em dinheiro equivalente a 50% dos salários anuais. A companhia vai separar 10,5% do lucro operacional anual para criar um fundo de bônus especiais pagos em ações.

Como os funcionários receberão o bônus milionário?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Ações da empresa serão usadas para pagar gratificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de a quantia impressionar, a Samsung conseguiu fechar um negócio vantajoso: ele mantém o custo por pessoa abaixo do praticado pela rival SK Hynix — na concorrente, as gratificações chegam perto dos US$ 467 mil (mais de R$ 2,3 milhões).

Além disso, a SK Hynix permite que os funcionários escolham receber tudo em dinheiro ou em papéis da empresa. Já a Samsung deve pagar a maior parte dos bônus obrigatoriamente em ações. O modelo terá validade de 10 anos e foi atrelado ao cumprimento de metas de lucro, o que dá margem para a Samsung gerenciar custos caso o setor enfrente recessão no futuro.

De acordo com o The New York Times, a partilha foi um ponto complexo da negociação. O texto estabelece que 40% do total em ações será dividido igualmente entre toda a divisão de semicondutores. O restante do fundo irá para o bolso dos funcionários da unidade de chips de memória, setor que concentra o maior faturamento da empresa atualmente devido ao boom da IA.

Paz não está selada

A notícia de que as fábricas não vão parar agora trouxe alívio no mercado financeiro. As ações da companhia dispararam 8,5% na bolsa de Seul logo após o anúncio do acordo preliminar, atingindo a sua máxima histórica.

Contudo, a decisão de concentrar os bônus na divisão de chips de memória teria criado um racha interno por desigualdade de tratamento. À Reuters, um engenheiro revelou que muitos profissionais começaram a pedir demissão para migrar para os concorrentes.

Além disso, um grupo minoritário de acionistas ameaça ir à Justiça contra o acordo. Eles alegam que uma mudança tão profunda na política de distribuição de ações e lucros é ilegal se não passar antes pela aprovação de uma assembleia geral.

Os membros do sindicato têm entre hoje (22/05) e quarta-feira (27/05) para votar o texto do acordo, que foi mediado pelo governo da Coreia do Sul. Apesar dos ruídos internos e contestações, as lideranças sindicais informaram à imprensa internacional que a tendência é de aprovação.

Samsung oferece bônus de R$ 2,1 milhões para evitar greve de funcionários

(imagem: reprodução/X)

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Zuckerberg quer economizar com pessoal para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo, incluindo os brasileiros.
  • Cortes afetaram os times de tecnologia, marketing e vendas no Brasil, mas o WhatsApp foi poupado.
  • Meta planeja gastar US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas em 2026 e espera equilibrar as contas demitindo funcionários.

A Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo. Os funcionários brasileiros da companhia também foram atingidos pela nova rodada de demissões.

A informação é do jornal O Globo. O movimento faz parte de uma grande reestruturação global para reduzir despesas operacionais e redirecionar o caixa da companhia para fortalecer o setor de inteligência artificial.

Embora o impacto dos cortes tenha sido grande, a área responsável pela operação do WhatsApp no país foi poupada pela Meta, de acordo com o portal Mobile Time.

Por que a Meta está demitindo de novo?

A resposta curta está no orçamento exigido pela corrida da IA. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Mark Zuckerberg afirma que a empresa vive o seu “momento mais dinâmico” e que precisa concentrar recursos para acompanhar rivais como Google e OpenAI.

Para isso, a Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 730 bilhões) em infraestrutura e engenharia de IA apenas em 2026.

A companhia quer equilibrar as contas demitindo funcionários. Contudo, analistas apontam que a economia com as demissões será de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) — uma pequena fração do investimento total da Meta em IA.

Ainda assim, Zuckerberg tentou acalmar os ânimos e afirmou que não prevê novas demissões em massa para o restante do ano. Vale lembrar que muitos funcionários já expressam o desejo de serem demitidos, devido à insegurança com os cortes frequentes.

Instabilidade constante

No escritório brasileiro, os desligamentos pegaram os colaboradores de surpresa logo no início da manhã. Segundo O Globo, os times de tecnologia, vendas e marketing foram afetados, além de posições de gerência.

No exterior, o impacto foi mais severo nas equipes globais de engenharia e produto. Na Irlanda, a Meta eliminou 350 cargos, o equivalente a um quinto de sua força de trabalho no país.

A constante instabilidade tem gerado forte desgaste interno. Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra os planos da Meta de monitorar dispositivos corporativos — registrando cliques e telas para treinar suas IAs.

E esse é só mais um capítulo: entre 2022 e 2023, a Meta eliminou mais de 21 mil cargos. Além disso, em janeiro deste ano, a empresa cortou 10% da divisão de realidade virtual (Reality Labs), que acumula prejuízo de US$ 83,5 bilhões desde 2020, pouco mais de R$ 420 bilhões em conversão direta.

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Google agora exibe anúncios nas respostas com IA na busca

Capturas de tela mostram anúncios sendo exibidos nas respostas oferecidas pelo Modo IA na busca do Google
Novos modelos de anúncios acompanham novidades na busca do Google (imagem: reprodução)
Resumo
  • Google anunciou a integração de anúncios com IA em suas buscas, utilizando o Gemini para explicar produtos patrocinados e responder dúvidas.
  • Os novos formatos de anúncios incluem opções que permitem ao usuário iniciar uma conversa com um chatbot embutido no anúncio.
  • Empresa também testa a opção de compras na plataforma, permitindo que lojistas ofereçam checkout nativo para finalizar a compra pelo Google.

Ontem (19/05), o Google apresentou uma experiência nova de pesquisa, mais conversacional e baseada em respostas geradas por IA. No entanto, a empresa deixou de fora da apresentação no Google I/O os detalhes de sua maior fonte de renda: os anúncios, que agora também serão integrados à busca no Modo IA.

A empresa já vinha testando o formato desde novembro do ano passado. A mudança leva publicidade para o Modo IA e para os resultados gerados pelo Gemini, deixando de aparecer apenas como links ou cards patrocinados. Agora, esses cards passam a receber explicações automáticas, sugestões de compras e até a acompanhar conversas com chatbots.

Nos anúncios com IA, em vez de apenas mostrar um produto, por exemplo, o sistema poderá explicar por que aquele item aparece como recomendação dentro da consulta feita pelo usuário.

Em um exemplo dado pelo Google, numa busca por “máquina compacta de café em cápsulas”, um produto patrocinado recebe argumentos para a compra gerados automaticamente pelo Gemini. O mesmo vale para buscas mais abertas, em que o Modo IA pode sugerir produtos, serviços ou marcas dentro da resposta.

captura de tela da busca do Google com anúncio gerado por IA
Produto patrocinado recebe descrição gerada por IA (imagem: divulgação/Google)

Anúncios que podem responder perguntas

Um dos formatos mais interessantes é o chamado Agente de Negócios para Leads: um chatbot embutido no anúncio. Com um botão de “Faça uma pergunta”, o usuário pode iniciar uma conversa sem sair da página de resultados.

O chabot usa informações do site da empresa anunciante para responder dúvidas sobre o produto ou serviço. A interação também pode levar o usuário a preencher formulários de contato, aproximando a busca de uma conversão comercial.

É conveniente, mas também reforça a tentativa do Google de manter, cada vez mais, o usuário dentro do próprio ecossistema, o que pode reduzir os cliques para as páginas oficiais das marcas.

captura de tela de conversa com chatbot em anuncio do Google
Modelo conversacional permite até primeiro contato com empresas (imagem: divulgação/Google)

Diferentes formatos de anúncios para IA

Em comunicado, o Google detalhou os formatos de anúncios que podem ser usados pelos anunciantes:

  • Anúncios de Descoberta Conversacional: usam o Gemini para criar anúncios personalizados que respondem a perguntas específicas do usuário;
  • Respostas em Destaque: permitem que anúncios relevantes apareçam em listas de recomendações do Modo de IA, como sugestões de aplicativos para aprender idiomas;
  • Agrupamento de promoções: combina ofertas de uma mesma marca, como descontos, brindes e cupons locais, em uma proposta mais ajustada ao contexto da pesquisa;
  • Expansão do Ofertas Diretas: lojistas conectados ao universal Commerce Protocol (UCP) poderão oferecer o checkout nativo, em que o usuário pode finalizar a compra já na interface do Google.

Para usar esses formatos, os anunciantes devem estruturar campanhas com ferramentas automatizadas do Google, como Performance Max, AI Max for Search e AI Max for Shopping.

Google defende novo modelo

Ilustração mostra a marca "G" do Google ao centro, em fonte de cor branca, sobre um fundo de cor azul. Na parte inferior direita, há o logotipo do "tecnoblog".
Google adapta publicidade ao formato de busca (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google apresenta a mudança como uma adaptação da publicidade ao novo formato da busca. Segundo o The Verge, em comunicado, o vice-presidente de anúncios e comércio da empresa, Vidhya Srinivasan, afirmou que a companhia está “reinventando os anúncios para a Pesquisa por IA para que pareçam adições úteis à sua conversa”.

Essa abordagem, em que o Google concentra cada vez mais serviços na própria busca, já virou caso de Justiça em alguns países e, por aqui, está sendo investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O conselho decidiu, no mês passado, avançar contra o Google por práticas abusivas, incluindo o impacto da IA na rentabilidade dos veículos jornalísticos com anúncios. Segundo a executiva, entretanto, os novos formatos facilitam a descoberta de marcas ao longo do processo.

Vale lembrar que o Google criticou a implementação de anúncios no ChatGPT pela OpenAI, em uma tentativa da rival de aumentar as próprias receitas. À época, a empresa disse que esse modelo não chegaria ao app do Gemini. Ainda que cumpra promessa, o Modo IA se aproxima cada vez mais do formato do app e já conta com o novo Gemini 3.5.

Google agora exibe anúncios nas respostas com IA na busca

(imagem: divulgação/Google)

(imagem: divulgação/Google)

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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O que é marketplace? Confira as principais plataformas do segmento

Marketplace é seguro? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Saiba como funciona o modelo de “shopping center online”, que conecta diversos lojistas aos consumidores via internet (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O marketplace funciona como um shopping center virtual, onde diferentes lojistas parceiros anunciam os produtos em uma única vitrine digital. Esse modelo conecta compradores a múltiplos vendedores, centralizando a busca por itens e simplificando o processo de pagamento em uma estrutura unificada.

A mecânica de operação é simples: a plataforma lida com a atração de tráfego de clientes e o processamento das transações. Em contrapartida, os vendedores independentes ficam responsáveis pela gestão dos próprios estoques e pelo envio das mercadorias aos consumidores.

Gigantes globais como Amazon e AliExpress dominam o segmento, definindo os padrões de velocidade de entrega e variedade de catálogo. No cenário brasileiro, o Mercado Livre e a Magazine Luiza dominam a preferência do público, oferecendo redes logísticas robustas e seguras.

A seguir, entenda o conceito de marketplace, como ele funciona na prática e as principais plataformas do mundo e do Brasil. Também conheça as tecnologias envolvidas por trás dessa categoria de e-commerce.

O que é marketplace?

Marketplace é uma plataforma digital que atua como um shopping virtual, conectando múltiplos lojistas a compradores em um único espaço digital e facilitando a busca de produtos. Enquanto o operador do site atrai os clientes e gerencia os pagamentos, os vendedores parceiros cuidam do estoque e das entregas.

O que significa marketplace? 

O termo “marketplace” surgiu no século XIII, unindo as palavras inglesas “market” (mercado) e “place” (lugar). Na época medieval, a expressão indicava as praças públicas onde produtores locais se reuniam para realizar vendas.

Na era digital, esse conceito foi adaptado para nomear plataformas de e-commerce que reúnem múltiplos lojistas parceiros. Esse ecossistema centraliza o tráfego de clientes e o processamento de pagamentos, funcionando como um shopping center na internet.

imagem de uma mão feminina mexendo em um aplicativo de marketplace
O marketplace reúne diversas lojas em uma única plataforma digital (imagem: Reprodução/Unsplash)

Quais são as principais plataformas de marketplace? 

Estas são as principais plataformas de marketplace espalhadas pelo mundo:

  • Amazon Marketplace: a gigante americana lidera o setor com uma logística integrada robusta, permitindo que lojistas parceiros utilizem sua estrutura de entregas rápidas para alcançar uma audiência global massiva;
  • Mercado Livre: principal força do varejo digital na América Latina, a plataforma argentina construiu um ecossistema completo que une ferramentas de pagamento digital seguro a uma rede de distribuição própria de alta performance;
  • AliExpress: o braço global do grupo chinês Alibaba funciona como uma ponte direta entre fabricantes asiáticos e consumidores do mundo todo, oferecendo preço competitivos e um sistema de remessa internacional automatizada;
  • eBay: pioneira do setor, a companhia americana destaca-se por um modelo de negócio flexível que combina leilões online e vendas diretas, sendo o destino ideal para itens colecionáveis, produtos usados e mercados de nicho;
  • Temu: fenômeno recente do varejo, a plataforma chinesa utiliza um modelo de negócio focado na cadeia de suprimentos direta, conectando fábricas parceiras aos compradores para garantir preços agressivos e forte engajamento;
  • Walmart marketplace: a gigante americana do varejo físico expandiu sua operação digital integrando lojistas selecionados ao seu site, permitindo que marcas parceiras aproveitem sua credibilidade e malha de distribuição;
  • Flipkart: líder no mercado indiano, a empresa desenvolveu uma infraestrutura tecnológica altamente adaptada ao comércio local, atraindo desde grandes marcas até pequenos comerciantes em categorias como eletrônicos e moda;
  • Etsy: focada em um nicho específico, a plataforma americana centraliza o comércio de produtos artesanais e itens vintage, oferecendo ferramentas personalizadas para digitalização de artesãos e pequenos produtores independentes.
Ilustração mostra o logotipo da Amazon e várias caixas ao redor. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Amazon é um dos marketplaces mundiais, oferecendo a opção de centro distribuição compartilhada para os lojistas parceiros (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os maiores marketplaces no Brasil? 

Com base no levantamento do Instituto Retail Think Tank (IRTT), publicado em agosto de 2025, estes são os marketplaces mais utilizados no Brasil, classificados pelo volume bruto de vendas (GMV):

  1. Mercado Livre (R$ 138,9 bilhões): líder absoluto do mercado nacional, a empresa argentina apoia desde grandes marcas até pequenos negócios, que aproveitam sua malha logística para agilizar as entregas nacionais;
  2. Magazine Luiza (R$ 46,1 bilhões): segunda colocada do ranking, a gigante brasileira se destaca pela estratégia multicanal (omnichannel), que conecta suas lojas físicas ao ecossistema de parceiros virtuais;
  3. Shopee (R$ 40 bilhões): a plataforma asiática conquistou o consumidor brasileiro com forte apelo popular, combinando campanhas agressivas de cupons de desconto e taxas atraentes para vendedores locais;
  4. Amazon (R$ 39 bilhões): a gigante global de tecnologia mantém expansão acelerada no mercado nacional, impulsionada por investimentos pesados em novos centros de distribuição e o programa de frete rápido;
  5. Grupo Casas Bahia (R$ 16,6 bilhões): tradicional varejista focada em eletrodomésticos, a marca usa seu ambiente digital para expandir o portfólio de produtos oferecidos por lojistas parceiros;
  6. Shein (R$ 15 bilhões): principal força internacional do varejo de moda no país, a empresa opera com um modelo ágil de cadeia de suprimentos voltado ao consumo de massa;
  7. Grupo Carrefour Brasil (R$ 11,7 bilhões): líder do setor de alimentos, a companhia expandiu seu escopo digital permitindo que parceiros vendam desde itens de mercearia até eletrodomésticos na sua interface;
  8. RD Saúde (R$ 7,1 bilhões): controladora da RaiaDrogasil, a maior rede de drogarias do país transformou seus canais digitais em um shopping focado em saúde, bem-estar e produtos de cuidado pessoal;
  9. GFG LatAm – Dafiti (R$ 4,4 bilhões): destaca-se como um dos principais portais de moda especializada da região, focado em parcerias e curadoria de marcas de vestuário e calçados;
  10. Americanas (R$ 3,1 bilhões): pioneira no modelo de shopping virtual brasileiro, a marca segue conectando milhares de vendedores enquanto reestrutura sua eficiência operacional no mercado digital.
Marca do Mercado Livre cercada por moedas douradas
Apesar da presença da Amazon, o Mercado Livre é a principal plataforma de marketplace do Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funciona um marketplace 

O marketplace opera como um intermediário digital, reunindo compradores e diversos lojistas em uma única plataforma. O sistema gerencia a hospedagem de anúncios, atrai o tráfego de usuários e processa as transações financeiras com segurança.

No fluxo básico, o vendedor cria uma conta, cadastra o catálogo de produtos e define os preços dos itens. Então, o cliente navega pela interface da plataforma, compara opções disponíveis e finaliza a compra pelo sistema centralizado do site.

A logística de entrega e o envio do item ficam sob responsabilidade direta de cada lojista parceiro ou do marketplace por meio do programa de centro de distribuição compartilhado (fulfillment). Após a confirmação do recebimento, a plataforma cobra uma taxa ou comissão sobre a venda realizada.

Esse modelo reduz o atrito comercial, garantindo uma audiência pronta aos lojistas e maior variedade aos consumidores. A segurança do ambiente é mantida por recursos de criptografia, sistemas de avaliação mútua e ferramentas para a resolução de disputas.

infográfico sobre o funcionamento do marketplace
Ciclo de funcionamento de um marketplace (imagem: Reprodução/Solomono)

Quais tecnologias são aplicadas em um marketplace? 

Estas são as principais tecnologias que fazem os marketplaces funcionarem com alta eficiência no dia a dia:

  • Inteligência Artificial e Machine Learning: a IA personaliza as recomendações de produtos nas páginas da web e automatiza o atendimento ao cliente. Ela também gerencia os preços em tempo real e detecta fraudes;
  • Big Data e computação em nuvem: essa combinação analisa o comportamento dos usuários para identificar tendências de consumo e otimizar processos. A infraestrutura em nuvem garante que o site aguente picos de acessos;
  • APIs e integração de softwares: conectam diferentes softwares de gestão (ERPs) e de relacionamento (CRMs) aos sistemas logísticos das transportadoras. Essa integração automatiza a troca de informações entre os lojistas e a plataforma;
  • Gateways de pagamento e divisão de valores: soluções financeiras integradas simplificam o encerramento da compra ao realizar o pagamento automaticamente. Isso agiliza o repasse de valores para os múltiplos vendedores parceiros;
  • Segurança digital e blockchain: protocolos de criptografia protegem os dados dos usuários contra invasões e fraudes de identidade. O uso de blockchain eleva o nível de transparência financeira e o rastreamento das mercadorias.

Quais são os tipos de marketplace?

Os marketplaces são divididos com base no perfil do público e na variedade de produtos oferecidos. Estes são os principais tipos disponíveis no mercado:

  • B2C (Empresa para consumidor): modelo tradicional no qual marcas e lojistas vendem mercadorias diretamente para o cliente final. O formato é amplamente utilizado por gigantes do varejo para centralizar a distribuição de bens de consumo populares;
  • B2B (Empresa para empresa): plataformas voltadas exclusivamente ao comércio entre corporações, com foco em transações de atacado, insumos e matérias-primas. Os sistemas contam com ferramentas específicas para negociações de grande volume;
  • Horizontal: plataformas generalistas que oferecem uma enorme variedade de categorias de produtos em um único lugar. O Facebook Marketplace é um exemplo, permitindo o comércio livre de itens diversos, de móveis a eletrônicos;
  • Vertical: portais especializados que concentram sua operação em uma única categoria de produtos ou setor de mercado. O foco desse nicho garante uma experiência de compra aprofundada e curadoria sob medida.
Ilustração de marketplace
Muitas lojas físicas modificaram seus modelos de negócios para marketplace (imagem: AS Photography/Pexels)

Comprar em marketplace é seguro?

Sim, comprar em um marketplace costuma ser seguro, pois as grandes plataformas utilizam criptografia e sistemas robustos de proteção ao pagamento. Contudo, os principais riscos vêm de anúncios enganosos e lojistas mal-intencionados.

Além de saber se o site é seguro ao observar o selo de segurança no navegador, é importante verificar a reputação do vendedor para evitar dores de cabeça. Também desconfie de preços muito abaixo do mercado e nunca faça pagamentos por fora da plataforma.

Esse ecossistema digital reduz prejuízos ao oferecer políticas claras de reembolso e a possibilidade de estorno no cartão. Manter toda a transação no ambiente protegido garante o suporte do site caso ocorra qualquer problema com a entrega e pós-venda.

Qual é a diferença entre marketplace e e-commerce?

O e-commerce é um canal de vendas digital próprio, onde uma única empresa comercializa produtos diretamente ao consumidor final. Nesse formato exclusivo, a marca assume o controle total da jornada do cliente, gerenciando o estoque e todo o fluxo logístico de entrega.

O marketplace opera como um modelo de negócio multifacetado, funcionando como um shopping virtual que hospeda múltiplos lojistas terceiros. Essa plataforma compartilhada centraliza o tráfego de usuários e o ecossistema de pagamentos, conectando diversos parceiros aos compradores.

Um marketplace também pode ser um e-commerce?

Sim, um marketplace é um modelo de e-commerce, já que sua função é viabilizar a compra e venda de produtos online. A diferença técnica é que ele hospeda múltiplos lojistas parceiros em vez de vender apenas uma marca própria.

Em termos práticos, é possível dizer que todo marketplace faz parte do ecossistema do comércio eletrônico. No entanto, o inverso não se aplica: uma loja virtual tradicional, que vende estoque próprio, não é considerada um marketplace.

O que é marketplace? Confira as principais plataformas do segmento

Marketplace é seguro? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O marketplace reúne diversas lojas em uma única plataforma digital (imagem: Reprodução/Unsplash)

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mercado Livre reduz preço do Meli+ (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ciclo de funcionamento de um marketplace (imagem: Reprodução/Solomono)

Muitas lojas físicas modificaram seus modelos de negócios para marketplace (Imagem: AS Photography/Pexels)
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Sony deixa o PlayStation Plus mais caro no Brasil; veja valores

Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
PlayStation Plus recebe nova atualização nos preços (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony anunciou um reajuste nos preços dos planos mensais e trimestrais do PlayStation Plus no Brasil.
  • Os aumentos chegam a 13% e começam em 20 de maio para novos assinantes.
  • Os planos anuais do PS Plus Essential, Extra e Deluxe permanecem sem alterações nos preços.

A Sony anunciou mais um reajuste nos preços dos planos do PlayStation Plus — e prepare o bolso porque, sim, ele chega ao Brasil. Os novos valores contam com acréscimo de até 13% e atingem os planos mensais e trimestrais do serviço, mas não afetam clientes com assinatura ativa, apenas novos assinantes.

A empresa confirmou a alteração ao site Meu PlayStation, após o anúncio de aumentos semelhantes em outros mercados. O reajuste passa a valer amanhã (20/05) para novos assinantes das três categoriais do serviço: Essential, Extra e Deluxe.

Starting May 20, PlayStation Plus prices for new customers will increase in select regions. Due to ongoing market conditions, prices will start at $10.99 USD / €9.99 EUR / £7.99 GBP for 1-month subscriptions and $27.99 USD / €27.99 EUR / £21.99 GBP for 3-month subscriptions.…

— PlayStation (@PlayStation) May 18, 2026

Em nota, a empresa atribuiu a mudança às condições econômicas globais: “Como muitas empresas ao redor do mundo, nós continuamos sendo impactados por condições de mercado a nível global e precisamos ajustar os preços para os novos assinantes do PlayStation Plus”.

A companhia anunciou a nova política de preços nessa segunda-feira (18/05), mirando o mercado internacional. Nos Estados Unidos, a assinatura chega a um aumento de US$ 3 no plano Essential trimestral; no Brasil, o salto é de R$ 15, chegando a R$ 30 no plano Deluxe.

Novos preços do PS Plus no Brasil

Essential

  • 1 mês: de R$ 43,90 para R$ 49,90
  • 3 meses: de R$ 114,90 para R$ 129,90
  • 12 meses: R$ 359,90 (sem alteração)

Extra

  • 1 mês: de R$ 65,90 para R$ 74,90
  • 3 meses: de R$ 186,90 para R$ 209,90
  • 12 meses: R$ 592,90 (sem alteração)

Deluxe

  • 1 mês: de R$ 76,90 para R$ 86,90
  • 3 meses: de R$ 219,90 para R$ 249,90
  • 12 meses: R$ 691,90 (sem alteração)

O reajuste afeta quem já assina?

playstation plus
Assinantes atuais do serviço não sofrerão com reajuste imediatamente (imagem: reprodução)

Segundo a Sony, não. Os valores antigos continuam valendo enquanto o plano permanecer ativo. A mudança só será aplicada caso a assinatura expire ou o usuário decida trocar de plano. Dessa forma, quem mantém a renovação automática ativa deve continuar pagando o valor anterior, ao menos por enquanto.

Como os planos anuais não sofreram alteração até aqui, a mudança afetará principalmente assinantes que costumam ativar o PS Plus por menos tempo, muitas vezes de acordo com o catálogo disponível.

A decisão segue uma sequência de reajustes recentes envolvendo produtos PlayStation. Como lembra o The Verge, o aumento nos planos de curta duração do PS Plus ocorre depois de duas altas no preço do PlayStation 5. No Brasil, o console teve um aumento considerável.

Nesse reajuste, a Sony também citou “pressões contínuas no cenário econômico global”. O momento deve levar ao atraso no lançamento da nova geração do console, que pode chegar apenas em 2028.

Além da mudança de preços, a Sony também alterou sua política interna e não deve mais lançar jogos single-player do PlayStation para o PC.

Sony deixa o PlayStation Plus mais caro no Brasil; veja valores

PlayStation 5 da Sony (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg quer empresa mais enxuta para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Insatisfeitos, funcionários da Meta expressam desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa.
  • A Meta prepara demissão de cerca de 8 mil trabalhadores, o que representa quase 10% do seu quadro global de colaboradores.
  • A companhia justifica as demissões, mesmo em um momento de lucratividade recorde, como redirecionamento de capital para a inteligência artificial.

O clima nos bastidores da Meta é de forte insegurança e descontentamento. De acordo com a revista Wired, funcionários já expressam abertamente o desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa, que inclui 16 semanas de indenização e 18 meses de plano de saúde custeado pela big tech.

Segundo a revista, o mais novo motivo do pânico é o corte de 8 mil postos de trabalho, que deve ocorrer mesmo em um momento de alta lucratividade da empresa. O número representa quase 10% do quadro global de colaboradores da Meta, e a previsão é que as demissões comecem na próxima quarta-feira (20/05).

No primeiro trimestre de 2026, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp faturou US$ 56,31 bilhões (mais de R$ 283 bilhões), um salto de 33% que marca seu ritmo de expansão mais acelerado desde 2021.

Por que demitir mesmo com lucros recordes?

A justificativa oficial da diretoria da Meta é o redirecionamento de capital para a inteligência artificial. Conforme um memorando divulgado pela Bloomberg, as demissões visam compensar gastos massivos com infraestrutura de IA, que devem somar até US$ 145 bilhões (R$ 730 bilhões) em 2026. A diretora financeira Susan Li destacou que a adoção de um modelo operacional mais enxuto ajudará a equilibrar o caixa.

O próprio CEO Mark Zuckerberg confirmou que os cortes refletem esses custos e não descartou novas reduções no segundo semestre. Desde 2022, a dona do Facebook já eliminou mais de 33 mil empregos, segundo a revista Fortune, acompanhando uma reestruturação que já soma 135 mil demissões em todo o Vale do Silício em 2026, conforme dados da plataforma Layoffs.fyi.

Cortes nos bônus e vigilância agressiva

A insatisfação interna aumentou após a Meta reduzir em 5% a fatia das bonificações anuais. Com a mudança, a remuneração média anual caiu quase 7%, passando para US$ 388.200 (cerca de R$ 2 milhões). Em contrapartida, a empresa tem oferecido pacotes multimilionários para atrair novos pesquisadores.

Para piorar a relação com a equipe, a companhia implantou em abril o software Model Capability Initiative nos EUA. O programa monitora cliques, digitação e faz capturas de tela para treinar modelos de IA que replicam o trabalho humano.

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que o rastreamento é obrigatório para os funcionários, mas os escritórios na Europa ficaram de fora devido às restrições da Lei Geral de Proteção de Dados (GDPR).

Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Samsung: sem acordo, sindicato de trabalhadores define data para greve

Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Samsung e funcionários continuam impasse (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Sindicato de trabalhadores da Samsung definiu o início de uma greve de 18 dias na Coreia do Sul a partir de 21 de maio.
  • A decisão ocorre após negociações salariais fracassarem, segundo a Reuters.
  • Os trabalhadores reivindicam 15% do lucro operacional da empresa em bônus, citando resultados fortes no setor de chips e políticas de rivais.

O momento é de tensão entre a Samsung e trabalhadores na Coreia do Sul. Após o fracasso das negociações salariais realizadas ontem (13/05), o sindicato da empresa confirmou que pretende iniciar uma greve de 18 dias a partir da próxima quinta-feira, 21 de maio, caso não haja uma nova proposta.

O impasse ocorre após tentativas de conciliação mediadas pelo governo sul-coreano terminarem sem acordo, segundo a Reuters. A mobilização aumenta a pressão sobre a Samsung, que tenta sustentar o crescimento da divisão de semicondutores.

A possibilidade de paralisação levou o primeiro-ministro Kim Min-seok a convocar uma reunião de emergência com ministros de áreas estratégicas, e o governo deve acompanhar a situação de perto para evitar uma greve.

Funcionários querem bônus maiores

A principal pressão dos trabalhadores está ligada à distribuição dos lucros. O sindicato cobra que 15% do lucro operacional da Samsung seja destinado aos funcionários, em um momento de resultados fortes no setor de chips.

A insatisfação ganhou força também pela comparação com a SK Hynix, principal rival local da Samsung no mercado de memórias. Em setembro passado, a concorrente aceitou revisar sua política de compensação e remover o teto para pagamento de bônus, após pressão de seus próprios trabalhadores.

Na Samsung, essa diferença ajudou a ampliar a adesão sindical. Segundo a Reuters, o sindicato já reúne mais de 90 mil membros, o equivalente a cerca de 70% da força de trabalho da companhia na Coreia do Sul.

O ministro do Trabalho, Kim Young-hoon, afirmou nessa quarta-feira que o impasse deve ser resolvido por meio do diálogo.

Lucros da IA elevam a pressão interna

ilustração sobre o chip quantico
Mercado de chips impulsionou resultados da Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As reinvindicações ocorrem em um momento de forte valorização da Samsung. A empresa registrou lucro operacional de aproximadamente US$ 38 bilhões (R$ 190 bilhões) no primeiro trimestre deste ano, e superou US$ 1 trilhão (R$ 4,9 trilhões) em valor de mercado há poucos dias.

Para os trabalhadores, os resultados reforçam a necessidade de uma fatia maior do lucros. A direção da Samsung, por outro lado, resiste à proposta e afirma que as exigências podem comprometer a capacidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Apesar dos recordes, a Samsung enfrenta uma baixa em setores de componentes e vendas de smartphones, afetados por uma crise gerada pelo próprio foco da indústria no fornecimento de chips para data centers.

Samsung: sem acordo, sindicato de trabalhadores define data para greve

(imagem: reprodução/X)

Os chips quânticos serão uma importante peça para a evolução da IA e para descoberta de novos medicamentos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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O que é Oracle? Conheça os serviços e a história da gigante de tecnologia 

Imagem da fachada da sede da Oracle
Saiba como a Oracle se tornou uma das principais empresas do setor tecnológico (imagem: Reprodução/Shutterstock)

A Oracle é uma das principais forças da tecnologia, pioneira no desenvolvimento de bancos de dados relacionais que sustentam corporações e governos. Criada em 1977, o nome da marca nasceu de um projeto confidencial desenvolvido pelos fundadores para a CIA, que se tornaria sinônimo de infraestrutura crítica.

Atualmente, a empresa foca sua expansão na Oracle Cloud Infrastructure (OCI), posicionando-se como uma peça-chave no setor de cloud computing. A plataforma oferece alto desempenho para processamento de dados e IA, permitindo que organizações migrem sistemas complexos para a nuvem com segurança.

Sob a liderança estratégica do cofundador Larry Ellison, a companhia atingiu um valor de mercado de US$ 537 bilhões em maio de 2026. O executivo, que permanece como a figura central e maior acionista, conduz a marca em uma disputa acirrada contra outras big techs.

A seguir, conheça mais sobre a história da Oracle e as suas áreas de atuação no mercado tecnológico. Também saiba quais empresas de tecnologia são suas principais rivais.

O que é Oracle?

A Oracle Corporation é uma multinacional especializada em organizar dados empresariais por meio de bancos de dados relacionais e sistemas de gestão empresarial (ERP). Hoje, a marca lidera a transição para a computação em nuvem, integrando inteligência artificial em softwares de gestão (SaaS) para simplificar processos corporativos complexos.

Qual é a origem do nome Oracle?

A empresa herdou o nome de um projeto sigiloso para a CIA, um banco de dados relacional desenvolvido pelos fundadores, apelidado de “Oracle”. A ideia era que o sistema funcionasse como um “oráculo” moderno, capaz de fornecer respostas rápidas a consultas complexas de informações.

Após o sucesso tecnológico do protótipo, a RSI adotou oficialmente o nome do produto como sua marca em 1982. Essa mudança estratégica unificou a identidade da empresa ao seu software mais inovador, facilitando o reconhecimento global da Oracle no mercado.

Logotipo da Oracle em um palco
O nome Oracle surgiu após os fundadores criarem um projeto para a CIA no início dos anos 1980 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Qual era o antigo nome da Oracle? 

A Oracle foi fundada em 1977 sob o nome de Software Development Laboratories (SDL). Pouco depois, em 1979, a empresa passou a se chamar Relational Software Inc. (RSI), refletindo o foco inicial no desenvolvimento de bancos de dados relacional.

A companhia assumiu o nome pelo qual é conhecida atualmente somente em 1982.

Em quais áreas a Oracle atua? 

A Oracle opera em diversas frentes da tecnologia empresarial, conectando o gerenciamento de informações à inovação digital. Estas são as principais áreas de atuação da companhia:

  • Banco de dados e gestão de dados: pioneira no setor, desenvolve bancos de dados relacionais e versões autônomas (Oracle Database, Autonomous Database) para organizar e proteger volumes massivos de informações corporativas;
  • Cloud computing e infraestrutura: por meio do Oracle Cloud Infrastructure (OCI), oferece serviços de nuvem para que empresas acessem sistemas complexos em servidores remotos, garantindo alto desempenho e escalabilidade;
  • Sistemas de gestão (SaaS): fornece pacotes completos de softwares na nuvem para finanças, RH e logística, ajudando grandes organizações a automatizar seus processos internos complexos de forma ágil e integrada;
  • Inteligência artificial e análise: integra recursos de IA e aprendizado de máquina em todas as plataformas para gerar diagnósticos precisos e automatizar tarefas repetitivas, transformando dados brutos em decisões estratégicas;
  • Hardware e sistemas de engenharia: além do software, projeta servidores e sistemas de armazenamento de alto desempenho otimizados especificamente para rodar aplicações da própria marca com máxima eficiência.
ilustração sobre a Oracle
A Oracle atua em várias frentes de tecnologia (imagem: Reprodução/Hostgator)

Qual é a história da Oracle? 

A trajetória da Oracle começou em 1977, quando Larry Ellison, Bob Miner e Ed Oates fundaram a SDL para criar sistemas de dados. Eles lançaram o primeiro banco de dados comercial baseado em SQL, uma linguagem que se tornou padrão para organizar informações digitais.

Em 1982, a empresa adotou o nome de seu software de maior sucesso, o Oracle, e abriu capital na bolsa de valores pouco tempo depois. Nas décadas seguintes, a marca expandiu seu império ao adquirir gigantes como a Sun Microsystems, assumindo o controle da tecnologia Java.

A partir de 2010, o foco migrou para a Oracle Cloud Infrastructure (OCI), uma plataforma de nuvem que hospeda sistemas corporativos remotamente. Essa mudança estratégica permitiu que grandes empresas abandonassem servidores físicos locais em favor de uma infraestrutura digital escalável.

Recentemente, a marca inovou com o banco de dados autônomo, que utiliza inteligência artificial para realizar automanutenção e garantir segurança cibernética. Com isso, a Oracle consolida sua transição de uma startup de software para uma líder global em automação e dados.

Onde fica a sede da Oracle?

A sede global da Oracle está situada em um moderno campus tecnológico em Austin, no Texas, desde dezembro de 2020. A mudança da antiga base em Redwood Shores, na Califórnia, para a capital texana visou oferecer maior flexibilidade de trabalho e reduzir custos operacionais estratégicos.

No Brasil, a marca concentra suas operações no Oracle Innovation Center, um centro de inovação localizado na cidade de São Paulo. Além da capital paulista, a empresa tem escritórios em cidades como Rio de Janeiro e Brasília para atender o mercado nacional.

ilustração da Oracle Cloud Infrastructure
Oracle OCI é um dos principais produtos da empresa na atualidade (imagem: Reprodução/Oracle)

Qual é o valor de mercado da Oracle? 

A Oracle atingiu US$ 537,33 bilhões de valor de mercado em meados de maio de 2026, conforme dados da Companies Market Cap. A companhia está entre as 30 empresas mais valiosas do mundo, refletindo o otimismo dos investidores com a expansão da infraestrutura de nuvem e a forte demanda por soluções de IA.

A Oracle está listada na bolsa de valores? 

Sim, a Oracle é uma empresa de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Os investidores podem encontrar os papéis por meio do código de negociação, ou ticker, ORCL.

A companhia estreou no mercado financeiro pela NASDAQ em 1986, migrando sua listagem principal para a NYSE em 2013 em busca de maior visibilidade institucional. Essa presença pública permite que qualquer investidor compre ações da empresa, acompanhando seu desempenho corporativo global.

Quem é o dono da Oracle? 

Não existe um único dono da Oracle, pois ela é uma empresa de capital aberto que pertence coletivamente a acionistas globais. No entanto, o cofundador e CFO Larry Ellison é o maior acionista individual, detendo cerca de 40% das ações ordinárias da companhia.

O restante do controle acionário está dividido entre grandes investidores institucionais, como fundos de pensão e gestoras de ativos. Essa estrutura garante que a Oracle opere sob governança corporativa, equilibrando a visão de Ellison com os interesses do mercado financeiro.

Imagem de Larry Ellison, fundador da Oracle
Larry Ellison, cofundador da Oracle e principal acionista da empresa de tecnologia (imagem: Reprodução/Oracle)

Quem são os concorrentes da Oracle? 

A Oracle enfrenta uma disputa contra diversas empresas de tecnologia em diferentes frentes, desde o armazenamento de dados até a nuvem. O cenário é dominado por big techs que oferecem soluções integradas para o setor corporativo global:

  • Microsoft: principal rival em softwares de gestão e bancos de dados com SQL Server, além de competir diretamente em serviços de nuvem por meio da plataforma Azure;
  • Amazon: por meio da Amazon Web Services (AWS), é a líder em infraestrutura de nuvem, oferecendo bases de dados gerenciadas que desafiam diretamente o modelo tradicional de licenciamento;
  • Google: atua fortemente na análise de grandes volumes de informações e serviços de nuvem inteligente, utilizando ferramentas como o BigQuery para atrair clientes corporativos que buscam alto desempenho;
  • IBM: foca em soluções de nuvem híbrida e consultoria tecnológica, mantendo a disputa histórica no segmento de infraestrutura de hardware e sistema de integração;
  • SAP e Salesforce: enquanto a SAP briga pela liderança em sistemas de planejamento (ERP), a Salesforce domina o setor de gestão de relacionamento com clientes (CRM) totalmente na nuvem;
  • Snowflake e MongoDB: representam a nova geração de plataformas de dados modernas, focadas em agilidade e escalabilidade para empresas que buscam alternativas aos sistemas legados.

O que é Oracle? Conheça os serviços e a história da gigante de tecnologia 

Logotipo da Oracle (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A Oracle atua em várias frentes de tecnologia (imagem: Reprodução/Hostgator)

Larry Ellison, cofundador da Oracle e principal acionista da empresa de tecnologia (imagem: Reprodução/Oracle)
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Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX pode enviar infraestrutura de IA à órbita da Terra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google e SpaceX negociam a instalação de data centers em órbita terrestre, segundo o The Wall Street Journal.
  • O projeto tentaria contornar limitações energéticas e ambientais de servidores na Terra.
  • A infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da SpaceX e operaria de forma contínua e autônoma, alimentada por energia solar.

Google e SpaceX estariam negociando a instalação de data centers em órbita terrestre. Segundo o The Wall Street Journal, a infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da empresa de Elon Musk. A proposta seria contornar os gargalos energéticos e as restrições ambientais que hoje limitam a expansão de centros de dados voltados para inteligência artificial na Terra.

A relação entre as duas empresas vem de longa data. De acordo com a imprensa norte-americana, o Google foi um dos primeiros grandes investidores da companhia aeroespacial em 2015. Hoje, a empresa detém uma participação acionária de 6,1% na SpaceX. Mesmo com essa proximidade, o Google também estaria conversando com outras companhias do setor para tocar o projeto.

Faz sentido?

Imagem de servidores em um data center
Servidores na órbita terrestre operariam com energia solar (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Diante da necessidade urgente de contornar as limitações da infraestrutura atual, a ideia pode um dia sair do papel. As ferramentas de IA têm exigido cada vez mais energia dos data centers tradicionais, gerando altos custos de operação. No espaço, os servidores orbitais iriam operar de forma contínua e autônoma, alimentados exclusivamente pela energia captada por painéis solares.

Apesar de tudo, o modelo ainda enfrenta ceticismo. Especialistas ouvidos pelo WSJ afirmam que existem desafios técnicos extraordinários na manutenção e refrigeração de computadores na órbita terrestre. Além disso, o portal TechCrunch lembra que os custos embutidos no projeto fazem com que os data centers terrestres continuem como uma alternativa mais barata.

Planos do Google

Vale destacar que o Google não está parado no desenvolvimento de hardware. No fim do ano passado, a empresa revelou os primeiros detalhes do Projeto Suncatcher, uma iniciativa focada em fabricar e colocar em órbita os primeiros protótipos de satélites de processamento de dados até 2027.

Em novembro, o CEO do Google, Sundar Pichai, declarou que não há dúvidas de que, em pouco mais de uma década, a indústria de tecnologia considerará os data centers orbitais uma das formas comuns para a implantação de novos servidores.

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os servidores de um data center são organizados em racks ou gabinetes (imagem: Unsplash/Taylor Vick)
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eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

O que é eBay / Divulgação
eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões (imagem: divulgação/eBay)
Resumo
  • eBay recusou proposta de compra de US$ 55,5 bilhões da GameStop devido a oferta “não ser crível nem atraente”;
  • analistas apontaram riscos de endividamento excessivo caso a fusão entre as duas companhias fosse concretizada;
  • GameStop planeja uma nova proposta de aquisição, direcionada aos acionistas do eBay, após a rejeição.

O eBay rejeitou a proposta que o faria ser comprado pela GameStop por US$ 55,5 bilhões (R$ 273 bilhões na cotação de hoje). Para Paul Pressler, presidente da gigante do comércio eletrônico americano, o negócio “não é crível nem atraente”. Mas a GameStop deve continuar tentando concluir a aquisição.

A GameStop ofereceu US$ 55,5 bilhões pelo eBay na semana passada. O pagamento seria feito por uma combinação de recursos próprios (a GameStop tem US$ 9 bilhões em caixa), emissão de ações e contribuições feitas por investimentos externos.

Em carta direcionada à direção da GameStop, Pressler afirma que o eBay analisou minuciosamente a oferta e, após isso, passou a ter incerteza sobre se o pagamento seria honrado como proposto. Um dos aspectos mais preocupantes é o risco de aumento da dívida do eBay.

Explica-se: entre os tais investimentos externos estaria um crédito de US$ 20 bilhões a ser oferecido pela TD Securities. Esse montante seria liberado com base na premissa de que a fusão da GameStop com o eBay faria o negócio resultante ter um grau de investimento suficiente para garantir o crédito. Mas não é tão fácil assim.

Uma análise de risco feita pela Moody’s concluiu que a liberação do crédito poderia não existir porque o acordo faria a dívida do eBay saltar dos atuais US$ 7 bilhões para US$ 31 bilhões.

Pressler também ressaltou que o eBay está em situação mais segura no mercado, pois viu o valor de suas ações subir cerca de 55% no último ano após uma reestruturação, enquanto os papéis da GameStop se desvalorizaram 16% no mesmo período.

GameStop (Imagem: Chris Potter/Flickr)
GameStop deve continuar tentando fechar negócio (imagem: Chris Potter/Flickr)

GameStop deve tentar outra abordagem

Após a rejeição, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, declarou que estuda fazer uma nova proposta de aquisição, desta vez com uma abordagem direcionada espeficamente aos acionistas do eBay.

Mas essa é uma estratégia com boas chances de falhar. Um dos fatores que pesa contra a companhia é a imagem de “meme” que ela tem no mercado.

Isso porque, em 2021, a GameStop ficou conhecida depois que pequenos investidores se organizaram no Reddit para comprar ações da companhia em massa, de modo a fazê-las ter uma supervalorização.

O movimento causou prejuízo para vários fundos, mas ganhos elevados para alguns investidores individuais. O episódio foi considerado uma “rebelião”, razão pela qual foi até retratada na série GameStop contra Wall Street e no filme Dinheiro Fácil.

Com informações de The New York Times

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

eBay é um dos maiores sites de comércio eletrônico do mundo (Imagem: Divulgação)

GameStop (Imagem: Chris Potter/Flickr)
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Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin
Saverin teve um importante papel na fundação do Facebook e atua como investidor em startups de setores estratégicos (imagem: Bryan Van Der Beek/The Forbes Collection)

O brasileiro Eduardo Saverin cravou seu nome na história da tecnologia como cofundador do Facebook durante seus anos em Harvard. Em 2004, ele foi o arquiteto financeiro essencial para que a rede social de Mark Zuckerberg ganhasse fôlego e escala global nos primeiros meses.

Longe das operações da Meta Platforms desde 2005, ele comanda sua própria firma de capital de risco: a B Capital Group. Por meio dessa gestora, ele impulsiona startups globais, consolidando-se como um dos maiores investidores do ecossistema de inovação mundial.

A seguir, saiba mais sobre a história de Saverin, como ele se tornou o brasileiro mais rico do mundo e sua participação no Facebook. Também descubra em quanto é avaliada a fortuna do empreendedor.

Quem é Eduardo Saverin?

Eduardo Saverin é um bilionário brasileiro que atuou como cofundador e primeiro diretor financeiro (CFO) na história do Facebook. Ele lidera a B Capital Group, um fundo de capital de risco (venture capital) focado em expandir startups no mercado global de tecnologia.

Qual é a formação de Eduardo Saverin?

Saverin formou-se em economia com honras magna cum laude (alto desempenho acadêmico) pela Universidade de Harvard em 2006, onde presidiu a associação de investimentos. Durante a graduação, utilizou modelos matemáticos de previsão climática para operar no mercado de commodities com contratos futuros de petróleo.

Essa base analítica de alto nível na Ivy League, grupo das universidades mais exclusivas dos EUA, foi o alicerce para sua atuação estratégica. Embora existam especulações sobre cursos de MBA, seu diploma de bacharelado permanece como sua principal e mais relevante credencial acadêmica.

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin
Eduardo Saverin é formado em economia na Universidade de Harvard (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Onde Eduardo Saverin mora? 

Saverin reside em Singapura desde 2009, onde mantém propriedades de alto luxo e utiliza a cidade-estado como seu “centro de operações” estratégico. O país tornou-se a base principal do empreendedor para gerir a B Capital Group e coordenar investimentos em tecnologia por todo o continente asiático.

Quais são as empresas de Eduardo Saverin?

Saverin lidera a B Capital Group, firma de venture capital que gere mais de US$ 6 bilhões em ativos. A gestora foca em impulsionar startups de setores estratégicos, como saúde, logística e fintechs (empresas de tecnologia financeira).

Além da participação na Meta Platforms (Facebook), o empresário investe na aceleradora Antler, focada em negócios early-stage (estágio inicial). Seu portfólio diversificado inclui aportes em soluções Saas (Software por assinatura), consolidando sua influência no ecossistema global de tecnologia.

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin e o empreendedor Raj Ganguly
Saverin cofundou a B Capital Group ao lado do empreendedor norte-americano Raj Ganguly (imagem: Reprodução/Forbes)

Eduardo Saverin ainda é dono do Facebook? 

Saverin não é o dono majoritário da Meta Platforms, empresa dona do Facebook, mas permanece como um acionista relevante e cofundador oficial. Estima-se que ele detém cerca de 2% das ações da companhia, participação garantida após acordos judiciais.

Apesar da fatia expressiva, sua posição consiste em ações de Classe A, que oferecem poder de voto reduzido nas decisões corporativas. O empreendedor não exerce funções de gestão na gigante das redes sociais desde 2005, concentrando seus esforços no mercado global de investimentos.

Por que Eduardo Saverin processou o Facebook? 

Eduardo Saverin acionou a Justiça em 2005 após alegar que Mark Zuckerberg orquestrou uma reestruturação para diluir sua participação societária. Nessa manobra, novas ações foram emitidas, reduzindo drasticamente a fatia do brasileiro de 30% para menos de 10%.

O conflito escalou por divergências sobre a monetização do Facebook e acusações de que o sócio teria invalidado acordos de compras de papéis da empresa. Saverin também questionou a legitimidade de manobras contábeis e o uso de fundos da empresa para despesas pessoais.

A disputa foi encerrada em 2009 com um acordo extrajudicial que restituiu a Saverin o título oficial de cofundador da plataforma. Além do reconhecimento histórico, ele garantiu uma participação bilionária em ações, encerrando o imbróglio jurídico que marcou os primeiros anos da companhia.

Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (imagem: Divulgação/B Capital Group)

Qual é a fortuna de Eduardo Saverin?

A fortuna de Saverin é estimada em cerca de US$ 33,3 bilhões, segundo a Forbes em maio de 2026, consolidando sua posição como o brasileiro mais rico do mundo. Esse patrimônio provém majoritariamente de suas ações da Meta Platforms, impulsionadas pela valorização ligada ao setor de inteligência artificial.

O bilionário também diversifica seu capital por meio da própria firma de investimentos em tecnologia, a B Capital Group. No ranking global de personalidades de tecnologia, Saverin figura entre os 60 indivíduos mais ricos do planeta, superando outros grandes nomes do cenário.

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

FILE PHOTO: Facebook co-founder Eduardo Saverin speaks at the Tech in Asia conference in Singapore April 12, 2016. (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (Imagem: Divulgação/B Capital Group)
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Qual a origem da Samsung? Conheça a história da empresa de eletrônicos

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Descubra como a Samsung saiu de uma simples exportadora de alimentos para ser uma das gigantes da tecnologia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Samsung consolidou-se como uma das principais potências tecnológicas globais, sediada na Coreia do Sul. Líder absoluta na fabricação de semicondutores, a gigante fornece componentes vitais que alimentam desde data centers até smartphones de última geração.

Fundada em 1938 por Lee Byung-chul, a empresa começou modestamente como uma exportadora de alimentos. Seu nome “três estrelas” simboliza a visão de um negócio eterno e grandioso, que revolucionaria o mundo a partir dos anos 1970.

Atualmente, o portfólio da marca é liderado pela linha Galaxy, que une smartphones, tablets, wearables e notebooks em um ecossistema integrado. A companhia também dita tendências em TVs de última geração e eletrodomésticos inteligentes controlados via Internet das Coisas (IoT).

A seguir, saiba mais sobre a Samsung, sua história detalhada e quem comanda a gigante sul-coreana. Também descubra as empresas de tecnologia que rivalizam com a marca.

O que é a Samsung? 

A Samsung é uma multinacional sul-coreana que lidera a inovação em eletrônicos, sendo referência em telas de alta definição e dispositivos móveis como a linha Galaxy. A marca também domina a fundição de semicondutores e chips de memória, fornecendo componentes essenciais para a infraestrutura digital mundial.

O que significa “Samsung”? 

O nome “Samsung” une os termos coreanos “Sam” (três) e “Sung” (estrelas), uma escolha do fundador Lee Byung-chul para projetar grandeza. Na tradição coreana, o número três representa algo vasto e poderoso, refletindo a ambição de expansão da companhia.

A simbologia das estrelas remete a algo eterno e brilhante, projetado para manter sua relevância e autoridade no competitivo mercado global. Essa identidade visual e semântica reforça a imagem de uma corporação resiliente, cujo brilho tecnológico foi desenhado para ser perpétuo.

Fotografia em close-up de uma bandeja preta contendo dezenas de pequenos chips semicondutores quadrados dispostos em fileiras organizadas. Cada componente possui uma superfície brilhante com tons de dourado e cobre. Ao lado da bandeja, sobre uma superfície bege, está estampada a palavra "SAMSUNG" em letras maiúsculas pretas e fonte robusta. O foco da imagem está nos chips em primeiro plano, enquanto o nome da marca ao fundo apresenta um leve desfoque, criando profundidade de campo.
Samsung tem uma importante atuação na fabricação de semicondutores e chips de memória que alimentam diversos dispositivos eletrônicos (imagem: divulgação/Samsung)

Qual a origem da Samsung? 

A empresa começou em 1938, quando o criador da Samsung, Lee Byung-chul, fundou uma pequena exportadora de alimentos em Taegu, na Coreia do Sul. Inicialmente, a operação era focada em produtos simples, como peixes secos, macarrão e farinha, longe dos complexos circuitos inteligentes atuais.

A história da Samsung no campo da tecnologia de consumo teve início em 1969, com a criação da divisão de eletrônicos e a fabricação de TVs em preto e branco. Durante as décadas de 1970 e 1980, a empresa acelerou sua expansão ao investir pesadamente em semicondutores e eletrodomésticos de massa.

Nos anos 1990, uma reforma estratégica priorizou o design e a qualidade técnica, transformando a marca em uma potência global de componentes. Esse movimento garantiu a liderança na produção de memória DRAM e painéis digitais, peças fundamentais para o funcionamento da internet e de computadores.

Hoje, a gigante sul-coreana dita tendências no ecossistema mobile com a linha Galaxy e inovações em telas dobráveis de última geração. Sua trajetória é um exemplo raro de reinvenção, evoluindo de uma pequena exportadora para o posto de referência em hardware e mobilidade.

Imagem de Lee Byung-Chul, fundador da Samsung
Lee Byung-chul, fundador da Samsung (imagem: Reprodução/Quartr)

A Samsung é de qual país? 

A Samsung é originária da Coreia do Sul, país onde se consolidou como o maior “chaebol”, termo que define os gigantescos conglomerados industriais controlados por famílias. A sede da Samsung fica em Samsung Town, um complexo urbano situado no distrito de Seocho, em Seul.

Além do centro administrativo, a companhia opera a “Digital City” em Suwon, seu principal polo de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Esse ecossistema tecnológico integrado é o núcleo operacional de onde partem as inovações em hardware e semicondutores para o mercado global de eletrônicos.

Quem é o dono da Samsung? 

Não existe um único dono da Samsung, pois o controle do conglomerado é exercido pela família Lee por meio de participações cruzadas. Lee Jae-yong, neto do fundador, preside o grupo e define as estratégias de longo prazo em parceria com grandes acionistas institucionais.

No plano executivo, a operação é gerida por líderes de divisão, com destaque para Jun Young-hyun, atual CEO e head da divisão de Soluções de Dispositivos. A estrutura de governança divide o poder entre co-CEOs responsáveis por dispositivos móveis e infraestrutura digital, garantindo agilidade no mercado global

Imagem de Lee Jae-Yong, presidente executivo da Samsung
Lee Jae-Yong, presidente executivo da Samsung e neto do fundador Lee Byung-chul (imagem: Reprodução/Associated Press)

Qual o valor de mercado da Samsung? 

A Samsung atingiu um marco histórico em maio de 2026 ao superar o valor de mercado de US$ 1,2 trilhão, consolidando-se no seleto grupo das empresas trilionárias. Este salto foi impulsionado pela alta nas ações, que mais que dobraram de valor no último ano devido à crescente demanda por tecnologias de inteligência artificial.

Como a maior fabricante global de semicondutores, a sul-coreana tornou-se peça central na infraestrutura digital ao fornecer chips de memória de alto desempenho. Essa valorização recorde reflete o papel estratégico da companhia como pilar essencial para o processamento de dados e a expansão da IA em escala mundial.

Quais são os principais produtos e serviços da Samsung? 

A Samsung oferece um ecossistema diversificado que vai desde o hardware doméstico até componentes de infraestrutura digital global. Os principais produtos e serviços são:

  • Dispositivos móveis: a marca lidera com os celulares Galaxy, abrangendo desde modelos premium dobráveis e a linha S até as populares séries A e M de gama média, unindo hardware robusto ao sistema Android;
  • Computação e tablets: as linhas de tablets da Samsung, como o Galaxy Tab, oferecem versatilidade para criação, enquanto os notebooks da Samsung apostam em design ultrafino e integração total com dispositivos móveis;
  • Wearables e áudio: relógios inteligentes Galaxy Watch e fones Galaxy Buds monitoram a saúde do usuário e oferecem cancelamento de ruído ativo para uma experiência sonora imersiva;
  • Entretenimento e telas: a empresa lidera o setor de TVs com as tecnologias QLED e OLED, oferecendo acesso gratuito a canais via streaming por meio do serviço do Samsung TV Plus;
  • Casa conectada: o ecossistema se estende a eletrodomésticos inteligentes, como geladeiras e máquinas de lavar, controladas pela plataforma SmartThings via Internet das Coisas (IoT);
  • Infraestrutura e chips: a empresa fabrica semicondutores, chips de memória e processadores Exynos, fornecendo componentes essenciais para marcas de tecnologia em todo o mundo.
Mão segurando Galaxy S26 Ultra na cor branca
Os smartphones da linha Galaxy S são destaques no segmento ultra-premium (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Quais são os principais concorrentes da Samsung? 

A Samsung enfrenta a concorrência de outras empresas de tecnologia em diversos setores, disputando a preferência do consumidor com gigantes que dominam desde o mercado de luxo até o segmento de custo-benefício:

  • Apple: é a maior rival no segmento de dispositivos premium, travando batalhas diretas entre iPhone e Galaxy S pela liderança em inovação, câmeras e fidelidade ao ecossistema;
  • Xiaomi: conhecida pelo custo-benefício, a marca chinesa desafia a Samsung também pelo segmento topo de linha com dispositivos potentes e uma estratégia agressiva de expansão global;
  • Motorola: disputa a preferência do consumidor, especialmente em modelos intermediários e dobráveis, focando em uma experiência de Android mais limpa e bateria de longa duração;
  • Lenovo: domina o setor corporativo de notebooks e tablets, desafiando a portabilidade e a produtividade da linha Galaxy Book com foco em resistência e desempenho para trabalho;
  • LG: apesar de ter deixado o mercado de celulares, continua sendo a principal oponente no setor de TVs e telas, competindo pela melhor fidelidade de imagem em painéis OLED e NanoCell;
  • Sony: rivaliza em nichos de entretenimento de alta fidelidade e é a principal fornecedora de sensores de imagem, componente que define a qualidade das câmeras profissionais;
  • Intel e TSMC: no setor de semicondutores, a Intel compete na arquitetura de processadores, enquanto a TSMC lidera a fabricação terceirizada de chips de última geração.

Qual a origem da Samsung? Conheça a história da empresa de eletrônicos

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Lee Byung-Chul, fundador da Samsung (imagem: Reprodução/Quartr)

Galaxy S26 Ultra é o smartphone ultra-premium da Samsung em 2026
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Personalidades da tecnologia: conheça líderes que revolucionaram o mundo tech

Tim Berners-Lee, criador do protocolo HTTP
Tim Berners-Lee, criador do protocolo HTTP (Imagem: “Sir Tim Berners-Lee” por Knight Foundation sob CC BY-SA 2.0)

Personalidades da tecnologia são pessoas que tiveram papel fundamental na construção ou revolução do mundo tech que vivemos atualmente.

Alguns nomes são responsáveis por criar conceitos que são usados para a base da computação. Já outros criaram negócios tecnológicos que impactaram a forma como comunicamos e interagimos.

A seguir, confira as principais personalidades da tecnologia da história, incluindo figuras como Alan Turing, Ada Lovelace e Steve Jobs.

Alan Turing

Alan Mathison Turing foi um matemático britânico que é considerado como uma das pessoas mais importantes para a computação moderna. Ele nasceu em 23 de junho de 1912 e veio a falecer em 1954, por envenenamento.

Em 1936, Turing propôs um modelo matemático — conhecido como “Máquina de Turing” — sobre os potenciais da computação, estabelecendo que uma máquina poderia realizar qualquer tarefa computável a partir de instruções lógica. O modelo serviu como base para a computação e para a concepção do que chamamos de algoritmos.

O britânico também foi um dos pioneiros na inteligência artificial ao propor o Teste de Turing, e fez contribuições importantes para a criptografia, tendo quebrado códigos de máquinas usada por alemães na Segunda Guerra Mundial. E ao lado de Charles Babbage, Alan Turing também é reconhecido como um dos inventores do computador.

Foto de Alan Turing
Alan Turing contribuiu para diversas áreas da tecnologia (Imagem: Reprodução/The Alan Turing Institute)

Tim Berners-Lee

Tim Berners-Lee é um físico e cientista da computação britânico, nascido em 8 de junho de 1955. Conhecido como o “pai da internet”, ele fez diversas contribuições que resultaram no surgimento da web.

Dentre os principais feitos de Lee estão a criação da World Wide Web (WWW), do HyperText Markup Language (HTML) e Hypertext Transfer Protocol (HTTP), Uniform Resource Locator (URL), do primeiro navegador web e do primeiro servidor.

Ele também fundou uma organização internacional para padronização da rede, chamada de World Wide Web Consortium (W3C).

Foto de Tim Berbers-Lee
Tim Berners-Lee é amplamente reconhecido como o “pai da web” (Foto: Rafael Silva/Tecnoblog)

Ada Lovelace

Augusta Ada Byron King foi uma matemática e escritora britânica, nascida em 10 de dezembro de 1815. Conhecida apenas por Ada Lovelace, ela faleceu em 1852 devido a complicações de saúde.

Ada Lovelace foi a grande pioneira da linguagem de programação, sendo reconhecida como a primeira programadora da história. Na década de 40, ela criou um algoritmo capaz de ser processado por uma máquina analítica, mesmo que não existissem computadores na época.

Tal feito rendeu diversas premiações e homenagens até os dias mais atuais. Como exemplo, a Nvidia batizou a arquitetura de suas placas de vídeo RTX 40 como “Ada Lovelace”.

Ilustração de Ada Lovelace
Pintura de Augusta Ada Byron King, conhecida como Ada Lovelace (Imagem: Science Museum Group via Wikimedia Commons)

Linus Torvalds

Linus Torvalds é um cientista da computação finlandês, que nasceu em 28 de dezembro de 1969. E ele é tido como um dos principais nomes da história da tecnologia por ser o criador do kernel Linux.

O Linux é um sistema operacional versátil baseado em UNIX e MINIX, que ainda continua popular. Mais que isso: o sistema foi desenvolvido no modelo open source (código aberto), sendo disponibilizado de forma gratuita e de forma com que terceiros conseguissem colaborar com o desenvolvimento.

Ou seja, Linus Torvalds não só criou um sistema operacional alternativo que foi usado como base para grande parte da infraestrutura tecnológica atual, como também ajudou a consolidar um modelo colaborativo e gratuito que estimulou e aproximou entusiastas da computação.

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linus Torvalds disponibilizou um sistema operacional alternativo e fomentou o modelo open source (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg é um empresário estadunidense, que nasceu em 14 de maio de 1984. Ele é amplamente reconhecido por ser um dos cofundadores do Facebook, junto de outros quatro estudantes de Harvard (Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz, Chris Highes e Andrew McCollum).

Zuckerberg é tratado como uma das grandes personalidades do meio tech por ter moldado a presença e o comportamento em ambiente online com as redes sociais, já que ele é responsável por liderar as plataformas Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e Threads.

Atualmente, ele é o CEO da Meta Platforms, e seus negócios também fomentam o desenvolvimento de outras áreas, como inteligência artificial (com a Meta AI) e metaverso.

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (antigo Facebook) (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Larry Page e Sergey Brin

Larry Page é um cientista da computação estadunidense, nascido em 26 de março de 1973. Sergey Brin também é cientista da computação, mas nasceu na Rússia em 21 de agosto de 1973 e só depois tirou sua cidadania nos Estados Unidos. Page e Brin são responsáveis pela criação do Google.

O Google foi criado para organizar informações globais na internet, e é o principal motor de busca do mundo. O produto escalou tanto que a empresa expandiu para outras áreas, como serviços de geolocalização, plataformas de entretenimento (YouTube), sistemas operacionais móveis, IA e até fabricação de smartphones.

Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google
Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates

Bill Gates é um empresário e filantropo estadunidense, nascido em 28 de outubro de 1955. Cofundador da Microsoft ao lado de Paul Allen, Gates é visto como uma das figuras importantes da tecnologia por ter revolucionado a computação pessoal com os sistemas operacionais MS-DOS e Windows.

Acontece que a empresa fundada por Bill Gates não se limita a apenas sistemas operacionais para computadores e notebooks. Hoje, a Microsoft também vende tablets e notebooks, é dona do Xbox, fornece aplicações de produtividade (como Word e Excel) e de IA (Microsoft Pilot) e ainda oferece serviços de computação em nuvem para empresas.

Em suma, todos os produtos da Microsoft contribuem para o mundo conectado de hoje. E a Microsoft só existe graças a Bill Gates.

Ilustração sobre o Windows com a versão jovem e mais velha do Bill Gates
Bill Gates revolucionou o mercado de sistemas operacionais para computadores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Steve Jobs

Steve Jobs foi um empresário estadunidense, e um dos cofundadores da Apple, ao lado de Steve Wozniak. O executivo nasceu em 24 de fevereiro de 1955, e faleceu 56 anos depois, em 5 de outubro de 2011.

A Apple revolucionou o mercado de eletrônicos de consumo: apresentou novos computadores (como Apple I e II, e Macintosh) e dispositivos para reprodução de músicas (iPods), consolidou os smartphones com o lançamento dos iPhones, além de ter lançado tablets (iPads), relógios inteligentes (Apple Watch) e dispositivos de realidade mista (Apple Vision Pro).

Hoje em dia, a Apple é uma das empresas mais bem sucedidas do mercado tech. E isso é fruto de suas contribuições ao longo dos anos, que impactaram diretamente na forma com que nos comunicamos e interagimos.

ilustração sobre Steve Jobs
Conheça a história por trás do legado de Steve Jobs (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tim Cook

Tim Cook é um engenheiro industrial estadunidense, nascido em 1º de novembro de 1960. Ele é o atual CEO da Apple, e é reconhecido por ter elevado o valor de mercado da empresa ao patamar histórico.

Sob seu comando, a Apple diversificou seu portfólio de produtos com relógios inteligentes e fones de ouvido (AirPods), por exemplo. Mas suas maiores contribuições estão ligadas ao ecossistema de serviços da empresa da maçã, que ajudaram no impulsionamento da empresa.

Tim Cook assumiu como CEO da Apple em agosto de 2011, mas deixará o cargo em setembro de 2026. Após essa data, John Ternus vai suceder Cook depois de mais de 25 anos de carreira na empresa.

ilustração sobre Tim Cook, CEO da Apple
Tim Cook foi responsável por levar a Apple a outros patamares (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk

Elon Reeve Musk é um empresário, físico e economista sul-africano (também com cidadanias americana e canadense), nascido em 28 de junho de 1971. O executivo é atualmente o homem mais rico do mundo.

Todas as empresas de Elon Musk são ligadas à tecnologia: SpaceX (exploração espacial), Tesla Motors (carros elétricos e energia limpa), Neuralink (interfaces cérebro-máquina), Starlink (internet via satélite) X (antigo Twitter), xAI (inteligência artificial) e The Boring Company (infraestrutura urbana moderna).

O poder aquisitivo do empresário e sua influência no mercado tech o colocam como um dos grandes nomes do setor na atualidade.

Elon Musk
Elon Musk lidera diversos negócios tech (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jeff Bezos

Jeff Bezos é um empreendedor, engenheiro elétrico e cientista da computação estadunidense, nascido em 12 de janeiro de 1964. Ele figura como uma das pessoas mais ricas do mundo, e é reconhecido por ser o criador da Amazon, a gigante global de e-commerce e computação em nuvem.

Ele também lidera as empresas Blue Origin e Project Prometheus, contribuindo para os mercados de exploração espacial e inteligência artificial, respectivamente.

ilustração sobre Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin
Conheça a trajetória de Jeff Bezos como empreendedor que revolucionou o varejo online (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman

Samuel Altman é um empreendedor e investidor estadunidense, que nasceu em 22 de abril de 1985. O executivo entrou para os holofotes por ser um dos cofundadores da OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT.

O ChatGPT popularizou a inteligência artificial generativa, tema que tem dominado praticamente todos os setores de tecnologia. E se a IA está como está hoje, isso se deve muito ao ChatGPT — e consequentemente, a Sam Altman.

Fora isso, o empreendedor também investe em negócios de fusão nuclear, biotecnologia, biometria digital, fintechs, aeronaves supersônicas e interfaces cérebro-computador. Todos eles dentro do universo tech.

ilustração sobre são Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Existem mais mulheres influentes no universo da tecnologia?

Sim. Além de Ada Lovelace, a estadunidense Grace Hopper também foi uma das pioneiras em linguagem de programação, tendo desenvolvido a linguagem Flow-Matic.

Também temos as computadoras Kathleen McNulty Mauchly Antonelli, Jean Jennings Bartik, Frances (Betty) Snyder Holberton, Marlyn Wescoff Meltzer, Frances Bilas Spence e Ruth Lichterman Teitelbaum, conhecidas como “as seis do ENIAC”, que se tornaram desenvolvedoras e programadoras do primeiro computador do mundo.

Historicamente, a desigualdade de gênero limitou que mais mulheres tivessem acesso a estudo e cargos de liderança. E isso ajuda a explicar porque as grandes personalidades da tecnologia são majoritariamente homens.

Existem brasileiros com destaque no mundo tech?

Sim, apesar de não estarem no mesmo patamar dos nomes mencionados na lista. Eduardo Luiz Saverin é um dos brasileiros com relevância no mercado de tecnologia, com status de cofundador do Facebook ao lado de Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Chris Highes e Andrew McCollum.

Mike Krieger é outro brasileiro que teve papel importante para o mundo tech, sendo um dos cofundadores do Instagram.

Quais são as formações comuns das personalidades de tecnologia?

A maioria das personalidades da tecnologia se formaram como cientistas da computação. Também há nomes que se graduaram em engenharia, física ou economia, enquanto algumas personalidades não chegaram a concluir a universidade.

Por que alguns líderes de tecnologia abandonaram a faculdade?

Diversos líderes do mercado tech abandonaram a faculdade para dedicarem mais tempo aos negócios. Contudo, essas figuras já eram entusiastas de programação, desenvolvimento ou áreas correlatas, e seguiram aprimorando seus conhecimentos paralelamente enquanto trabalhavam.

Da nossa lista, quatro nomes não concluíram a universidade, e ainda assim se tornaram renomeados no mercado de tecnologia:

  • Mark Zuckerberg;
  • Bill Gates;
  • Steve Jobs;
  • Sam Altman.

Quais são as empresas mais relevantes do mercado de tecnologia?

As maiores empresas de tecnologia fazem parte de um grupo seleto, chamado “big techs“. Tratam-se de gigantes que lideram o mercado global em suas respectivas áreas.

Empresas como Apple, Alphabet (dona do Google), Amazon, Meta Platforms e Microsoft são bastante conhecidas, mas também há nomes como Alibaba, Nvidia, Samsung Electronics, Tencent e Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) que fazem parte desse grupo.

Personalidades da tecnologia: conheça líderes que revolucionaram o mundo tech

Tim Berners-Lee, criador do protocolo HTTP (Imagem: "Sir Tim Berners-Lee" por Knight Foundation sob CC BY-SA 2.0)

(Imagem: Reprodução/The Alan Turing Institute)

(Imagem: Science Museum Group via Wikimedia Commons)

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a ideia de Bill Gates revolucionou o mercado de sistemas operacionais para computadores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conheça a história por trás do legado de Steve Jobs (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como foi a trajetória de Tim Cook até chegar o cargo de CEO da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conheça a trajetória de Jeff Bezos como empreendedor que revolucionou o varejo online (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

Bryan Catanzaro é vice-presidente de deep learning aplicado da Nvidia (imagem: reprodução)
Resumo
  • O custo de manter sistemas de IA está mais caro do que pagar salários de funcionários, segundo um executivo da Nvidia.
  • Estudos anteriores já indicavam que a IA só é financeiramente viável em 23% dos cargos; no restante, manter um profissional humano ainda é mais barato.
  • Consultorias já projetam que os gastos de capital com infraestrutura de IA alcançarão US$ 740 bilhões em 2026, salto 69% maior que em 2025.

O mercado de tecnologia vive um dilema em 2026. De um lado, grandes empresas justificam demissões em massa pela busca de eficiência. De outro, gastam bilhões em inteligência artificial. Na ponta do lápis, no entanto, a conta não fecha: manter sistemas de IA rodando está mais caro do que pagar salários.

Dessa vez, o alerta vem da Nvidia, justamente a fornecedora que mais lucra com esse setor. Em entrevista ao site Axios, o vice-presidente de deep learning aplicado, Bryan Catanzaro, foi direto: para a sua equipe, “o custo da computação é muito maior do que o custo dos funcionários”.

A realidade começa a tensionar o discurso recente de substituição de humanos por agentes automatizados como solução de custo, já que o movimento não tem se traduzido em alívio imediato no caixa. Só na última semana, a Meta confirmou o corte de milhares de profissionais, enquanto a Microsoft abriu seu maior programa de demissão voluntária.

Segundo a plataforma Layoffs.fyi, o setor já acumula mais de 92 mil demissões no início de 2026, um ritmo que se aproxima perigosamente dos 120 mil desligamentos de todo o ano passado.

IA não compensa financeiramente?

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nvidia é uma das empresas que mais lucra com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No curto prazo, não. Para a maioria das funções operacionais, a automação não se traduz em economia real. Um estudo do MIT de 2024 já antecipava isso: ao avaliar o custo-benefício, pesquisadores concluíram que a IA só era financeiramente viável em 23% dos cargos. Para os 77% restantes, manter um profissional de carne e osso executando a mesma tarefa continuava mais barato.

Apesar dessa falta de viabilidade, as corporações continuam com o pé no acelerador. A empresa de serviços financeiros Morgan Stanley projeta que os gastos de capital com infraestrutura de IA baterão US$ 740 bilhões (cerca de R$ 3,7 trilhões, em conversão direta) neste ano — um salto de 69% ante 2025.

Esse volume força empresas a refazerem as contas às pressas. O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, admitiu ao The Information ter estourado o orçamento da área apenas adotando o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic.

O que precisa mudar?

Para o longo prazo, é esperado um cenário ainda mais caro e sem melhorias de eficiência. A consultoria McKinsey projeta gastos globais com IA alcançando US$ 5,2 trilhões até 2030, impulsionados pela manutenção de data centers e equipamentos de TI. Em um ritmo de adoção agressivo, essa fatura pode chegar a US$ 7,9 trilhões.

A boa notícia é que o peso computacional deve cair. Segundo a consultoria Gartner, o custo de inferência — quando o modelo analisa os dados para gerar respostas — despencará mais de 90% nos próximos quatro anos para LLMs de 1 trilhão de parâmetros, graças a otimizações em software e hardware.

Até que os preços caiam e os sistemas operem de forma previsível, a tendência é que a IA deixe de ser vendida como solução mágica para cortar despesas trabalhistas, assumindo o seu papel real: uma ferramenta de apoio poderosa, mas que ainda custa caro.

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta quer captar energia solar com satélites para data centers de IA

Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Meta procura alternativas para abastecer data centers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta fechou um acordo com a Overview Energy para obter 1 GW de potência para abastecer seus data centers de inteligência artificial com energia solar capturada por satélites.
  • A Overview Energy planeja lançar satélites a 35.000 km de altitude para captar energia solar e redirecioná-la para usinas solares na Terra, permitindo fornecimento de energia 24 horas por dia.
  • O projeto enfrenta desafios regulatórios, de segurança e técnicos, e críticos como Elon Musk sugerem alternativas, como a colocação de data centers no espaço para captação direta de energia solar.

A Meta anunciou um acordo com a startup Overview Energy para obter 1 GW de potência, que tentará ajudar a levar eletricidade a seus data centers dedicados a tarefas de inteligência artificial. A companhia pretende usar satélites para captar energia solar e, então, redirecioná-la a painéis instalados na superfície terrestre.

O consumo de energia por data centers é um dos principais gargalos no caminho da expansão da inteligência artificial generativa. Só em 2024, a Meta gastou eletricidade suficiente para abastecer 1,7 milhão de casas nos Estados Unidos.

Como funciona a tecnologia da Overview Energy?

A Overview Energy pretende colocar satélites na linha do equador, a uma altitude de 35.000 km. Nessa faixa, segundo a Meta, a luz solar é constante. Esses equipamentos, então, captariam a energia e disparariam um feixe quase-infravermelho de baixa intensidade em direção a usinas solares na Terra.

“Isso significa que usinas fotovoltaicas que ficam ociosas à noite poderiam continuar fornecendo eletricidade 24 horas por dia, maximizando sua produção e criando mais energia para o grid”, explica a gigante das redes sociais em seu texto. Atualmente, para usar energia solar, um data center precisa de baterias ou de outra fonte de abastecimento à noite.

We’re announcing two new partnerships to bring innovative energy generation and storage to our data centers:

1/ 🛰 Space Solar: Partnering with Overview Energy to beam up to 1 GW of space solar power from orbit to Earth for around the clock power production. pic.twitter.com/l5lPCz75C7

— Engineering at Meta (@Meta_Engineers) April 27, 2026

A Overview Energy foi fundada há quatro anos em Ashburn, no estado americano da Virgínia. Até o momento, ela não tem nenhum satélite em órbita — o plano é lançar o primeiro em janeiro de 2028. O conceito foi demonstrado usando somente um avião.

Por isso, os planos são vistos com alguma desconfiança. O TechCrunch lembra que provavelmente haverá questões regulatórias e de segurança envolvendo essa transmissão de energia. Já a PC Mag recorda o jogo SimCity 2000, que tinha uma usina desse tipo.

Outro crítico da ideia é o bilionário Elon Musk, CEO da SpaceX. Ele defende outra solução pouco ortodoxa: colocar data centers diretamente no espaço, onde eles seriam abastecidos pela luz solar e de onde transmitiriam as informações para a Terra. Também não existe nenhuma comprovação da viabilidade desse projeto até o momento.

Meta quer captar energia solar com satélites para data centers de IA

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

GitHub Copilot
GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)
Resumo
  • GitHub Copilot passará a utilizar um sistema de créditos de IA (com base em uso) a partir de 1º de junho de 2026;
  • mudança visa sustentar os custos crescentes de processamento de recursos de IA na plataforma;
  • planos atuais serão mantidos, mas com os valores das mensalidades sendo convertidos em créditos.

A partir de 1º de junho, usuários do GitHub que quiserem aproveitar todo o potencial do Copilot precisarão pagar a mais por isso. Isso porque o sistema de IA da plataforma está sendo migrado para um modelo de assinatura baseado em créditos. Trata-se de uma estratégia para mitigar prejuízos.

Um movimento do tipo era esperado desde a semana passada, quando o GitHub suspendeu novas assinaturas dos planos Pro, Pro+ e Student. A decisão foi tomada devido, principalmente, aos custos que agentes de IA estavam gerando para a plataforma.

A cobrança sobre o uso, por meio de créditos, é a solução, como o próprio GitHub explica:

O Copilot não é o mesmo produto de um ano atrás. Ele evoluiu de um assistente integrado ao editor para uma plataforma de agentes capaz de executar longas sessões de codificação em várias etapas, usando os modelos mais recentes e iterando em repositórios inteiros.

(…) O GitHub absorveu grande parte do custo crescente de inferência associado a esse uso, mas o modelo atual de solicitações premium não é mais sustentável.

A cobrança baseada no uso resolve esse problema. Ela alinha melhor os preços com o uso real, nos ajuda a manter a confiabilidade do serviço a longo prazo e reduz a necessidade de restringir o acesso a usuários que utilizam muitos recursos.

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário
GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)

O que muda nos planos do GitHub Copilot?

A partir de 1º de junho de 2026, o GitHub adotará o modelo de Créditos de IA (AI Credits) que, por sua vez, serão consumidos com base no uso de tokens. Nessa abordagem, os planos básicos do GitHub Copilot continuarão sendo oferecidos com os preços atuais, com a mensalidade sendo convertida em créditos no mesmo valor. Ficará assim:

PlanoMensalidadeCrédito mensal
GitHub Copilot ProUS$ 10US$ 10
GitHub Copilot Pro+US$ 39US$ 39
GitHub Copilot BusinessUS$ 19/usuárioUS$ 19/usuário
GitHub Copilot EnterpriseUS$ 39/usuárioUS$ 39/usuário

Quando os AI Credits esgotarem, o usuário terá a opção de comprar mais créditos para continuar usando os recursos de inteligência artificial.

Assinantes Pro ou Pro+ continuarão com o plano atual até o vencimento de suas assinaturas. Quando isso ocorrer, suas contas serão convertidas para o Copilot Free, com uma nova opção paga devendo ser contratada manualmente, se houver interesse. Também é possível solicitar uma conversão antes do vencimento do plano.

Para clientes corporativos, haverá créditos promocionais (sem custo adicional) de US$ 30 por usuário no Copilot Business e de US$ 70 no Copilot Enterprise durante junho, julho e agosto de 2026. Além disso, os créditos não usados de cada usuário poderão ser compartilhados com toda a organização.

Não vai ser estranho se outras plataformas adotarem estratégias semelhantes. IA custa caro e absorver custos ad eternum é inviável até para grandes organizações (o GitHub pertence à Microsoft, vale relembrar).

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)
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Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft e a OpenAI anunciaram uma revisão nos termos de sua parceria, permitindo que a Microsoft continue a ter acesso aos modelos de IA da OpenAI, mas não de forma exclusiva.
  • A divisão de receitas será aplicada apenas ao faturamento da OpenAI, com a empresa pagando 20% de seu faturamento à Microsoft até 2030, com um limite total.
  • A OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem, não apenas na Azure da Microsoft, mas a Azure será a primeira a receber os produtos.

Microsoft e OpenAI anunciaram, nesta segunda-feira (27/04), uma revisão nos termos de sua parceria. Com o novo acordo, a Microsoft continua tendo as licenças dos modelos de inteligência artificial da OpenAI, mas não mais de forma exclusiva.

Além disso, houve mudanças na divisão de receitas, e a OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem — a Azure, da Microsoft, será apenas a primeira a receber.

O que mudou no acordo entre Microsoft e OpenAI?

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019 (foto: divulgação/Microsoft)

A divisão de receitas vai se aplicar apenas ao dinheiro da OpenAI — a Microsoft não fará mais pagamentos à startup. A desenvolvedora do ChatGPT fará pagamentos até 2030, sujeitos a um limite total, independentemente do progresso tecnológico dos modelos.

Essa última parte é importante: o acordo anterior incluía mudanças após a OpenAI atingir a chamada inteligência artificial geral, ou AGI, na sigla em inglês. Esse é um conceito controverso e difícil de definir — por isso, ele se tornou objeto de disputa entre as duas empresas. Agora, o termo some dos contratos.

O anúncio não entra em detalhes, mas, segundo a CNBC, a OpenAI paga à Microsoft 20% de seu faturamento, porcentagem que não sofrerá alteração nos novos termos.

O acordo mantém que a Microsoft é o principal provedor de cloud e que os produtos da OpenAI devem fazer sua estreia na Azure. Por outro lado, a startup pode oferecê-los em qualquer provedor, como AWS e Google Cloud.

A Microsoft ainda terá licenças das propriedades intelectuais da OpenAI até 2032, mas elas não serão exclusivas, segundo as empresas. Isso significa que a desenvolvedora do ChatGPT pode fazer acordos envolvendo seus modelos de inteligência artificial com outras empresas.

Relembre a parceria

A Microsoft foi uma das primeiras investidoras da OpenAI: ela apostou na empresa em 2019, anos antes do ChatGPT surgir. Ao todo, foram US$ 13 bilhões de investimentos. Graças a isso, a companhia esteve bem posicionada e foi capaz de acelerar o lançamento de produtos com IA generativa no Bing, no Edge e no Windows, por exemplo.

Em outubro de 2025, a OpenAI fez uma reestruturação em seu braço com fins lucrativos, criando uma corporação de benefício público chamada OpenAI Group PBC. A Microsoft tem uma fatia de cerca de 27% da empresa — na época, a fatia estava avaliada em cerca de US$ 135 bilhões.

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Quem é John Ternus? Conheça o sucessor de Tim Cook como CEO da Apple

John Ternus, futuro CEO da Apple
Com quase 25 anos de carreira na Apple, John Ternus será o futuro CEO da companhia (Imagem: Reprodução/Apple)

John Ternus é um engenheiro mecânico estadunidense que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da Apple. Ele foi escolhido para suceder Tim Cook no final de 2026.

Ternus ingressou na Apple em 2001, no time de design de produtos. O engenheiro conquistou cargos de liderança rapidamente até se tornar vice-presidente de Engenharia de Hardware em 2013. Já em 2021, Ternus foi nomeado como vice-presidente sênior da área.

Segundo o cronograma oficial, John Ternus vai se tornar CEO da Apple em 1º de setembro de 2026. A partir desta data, ele também vai integrar o conselho de administração da companhia.

A seguir, conheça melhor quem é John Ternus, e confira sua trajetória interna dentro da Apple.

Quem é John Ternus?

John Ternus é um engenheiro mecânico estadunidense, nascido em 1975 ou 1976. Ternus é o atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da Apple, e vai assumir o cargo de CEO da empresa da maçã a partir de setembro de 2026.

Qual é a formação de John Ternus?

John Ternus tem bacharelado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos). Ele iniciou o curso em 1993 e formou-se quatro anos depois, em 1997.

Qual é a carreira profissional de John Ternus?

John Ternus acumula 29 anos de atuação na área de engenharia mecânica até o momento dessa publicação. E de acordo com seu perfil no LinkedIn, Ternus trabalhou em apenas duas empresas ao longo de sua carreira.

Em 1997, o engenheiro se formou e começou a trabalhar na Virtual Research Inc., uma empresa estadunidense especializada no fornecimento de telas para o mercado de simulação e realidade virtual (RV). Ternus trabalhou por cerca de quatro anos nessa empresa, de julho de 1997 até junho de 2001.

John Ternus entrou na Apple um mês após ter deixado a Virtual Research Inc., em julho de 2001. O estadunidense segue como profissional da big tech até os dias atuais, tendo acumulado quase 25 anos de experiência na empresa da maçã.

Qual é a trajetória de John Ternus na Apple?

John Ternus alia uma carreira de longa data com ascensão notável na Apple Inc. O engenheiro ingressou na equipe de design de produtos em 2001, trabalhando inicialmente em telas para Macs. Apenas três anos depois, Ternus se tornou gerente. E um ano após isso, ele já estava na liderança da equipe de engenharia dos iMacs.

O desenvolvimento acelerado de Ternus não parou por aí: em 2013, ele se tornou vice-presidente de Engenharia de Hardware e assumiu a supervisão de equipes de Mac e iPads. A partir daí, o engenheiro mecânico começou a participar do desenvolvimento de mais produtos da maçã e ganhar cada vez mais visibilidade internamente.

John Ternus, futuro CEO da Apple
John Ternus acumula quase 25 anos de estrada na Apple (Imagem: Divulgação/Apple)

Se Tim Cook ficou conhecido pelo desenvolvimento dos serviços da Apple, Ternus ganhou fama em contribuições técnicas e de hardware para produtos. Não à toa, o engenheiro mecânico liderou áreas de confiabilidade e durabilidade, e teve participação importante em praticamente todos os dispositivos da companhia — incluindo iPads, AirPods, iPhone, Mac e Apple Watch.

Toda essa expertise e contribuição ativa levaram Ternus a assumir o posto de vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware em 2021. Inclusive, seus trabalhos mais recentes deram luz a produtos como Macbook Neo, iPhone 17 Pro e Pro Max, além do moderno iPhone Air.

Em abril de 2026, Johh Ternus foi confirmado para suceder Tim Cook como CEO da Apple a partir de setembro. E se tudo correr conforme o planejado, a trajetória de Ternus na Apple ainda terá muitos capítulos a serem escritos.

Quando John Ternus vai assumir o comando da Apple?

John Ternus vai assumir o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro de 2026, segundo o cronograma oficial da empresa. A decisão já foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, e faz parte do processo de planejamento de sucessão no longo prazo.

Nessa mesma data, Ternus também passará a integrar o conselho de administração da companhia. O conselho tem a missão de supervisionar o diretor executivo e outros membros da alta cúpula, além de garantir que os interesses de acionistas sejam atendidos.

Qual é a relação entre John Ternus e Tim Cook?

A relação entre Tim Cook e John Ternus é duradoura: considerando que Cook assumiu como CEO em 2011, já faz 15 anos que Ternus responde ao atual comandante da Apple. E nesse período, os executivos parecem ter conquistado apreço e confiança um pelo outro.

Sob a gestão Cook, Ternus passou a participar de mais projetos, ganhou mais visibilidade interna e foi promovido duas vezes. Além disso, o engenheiro mecânico declarou que Cook foi seu “mentor” ao longo de sua trajetória, no comunicado oficial sobre a sucessão.

John Ternus e Tim Cook
Cook e Ternus trabalham juntos há cerca de 15 anos na Apple (Imagem: Divulgação/Apple)

Talvez só os dois — e pessoas próximas a eles — saibam falar do nível de proximidade deles fora do escritório. Mas ao menos no âmbito profissional, a relação entre Tim Cook e John Ternus parece ser baseada em confiança no trabalho e trocas de conhecimento.

Quem é John Ternus? Conheça o sucessor de Tim Cook como CEO da Apple

(Imagem: Reprodução/Apple)

(Imagem: Divulgação/Apple)
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Funcionários da Samsung ameaçam greve e exigem parte dos lucros da IA

Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Funcionários exigem que a Samsung repasse os lucros com IA (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Funcionários da Samsung na Coreia do Sul ameaçam uma greve caso a fabricante não repasse 15% dos lucros com IA.
  • O sindicato ameaça uma greve de 18 dias a partir de 21 de maio se as negociações não avançarem.
  • A empresa registrou um lucro operacional de US$ 38 bilhões no primeiro trimestre de 2024, impulsionado pela alta demanda por chips de memória.

Milhares de funcionários da Samsung se reuniram na Coreia do Sul com um ultimato à fabricante dos celulares Galaxy. O sindicato exige a distribuição de 15% dos lucros, impulsionados pela alta demanda por chips de memória usados em data centers de IA — segmento no qual a companhia lidera globalmente.

Essa posição privilegiada expandiu o caixa da empresa. Dados compilados por veículos como a PCMag estimam que a Samsung registrou um lucro operacional astronômico de US$ 38 bilhões (cerca de R$ 189,6 bilhões) apenas no primeiro trimestre de 2026.

Caso ceda à pressão, a companhia precisaria desembolsar entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões anuais em bônus. Até o momento, a diretoria vem recusando a proposta, mantendo o impasse com os fucionários. Os trabalhadores afirmam que, caso as negociações não avançem, uma greve de 18 dias terá início em 21 de maio.

Paralisação aumentaria ainda mais os preços de chips

A faísca que gerou a insatisfação interna veio da concorrência. Conforme relatado pelo TechCrunch, a rival SK Hynix deve pagar bônus médios de cerca de US$ 400 mil para cada um de seus 35 mil empregados (cerca de R$ 2 milhões). O protesto contra a Samsung reuniu entre 30 mil e 39 mil pessoas, segundo estimativas.

Qualquer interrupção nas linhas de montagem da Samsung geraria um efeito dominó global, aumentando ainda mais os preços. O mercado de chips já opera no limite e, atualmente, os data centers focados em IA devem consumir cerca de 70% de todos os chips de memória fabricados neste ano, deixando uma margem apertada para os demais setores da indústria.

Os preços da memória RAM já sofrem com altas constantes. Se a greve de 18 dias sair do papel, a falta de componentes tende a piorar, afetando a fabricação de eletrônicos de consumo, como PCs, notebooks e smartphones. A divisão de celulares da própria Samsung corre o risco de registrar seu primeiro prejuízo em anos, justamente por causa dos altos custos de memória.

Diversos pentes de memória RAM
Oferta restrita pode causar nova escalada nos preços (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Samsung quer intervenção judicial na greve

De acordo com a agência Reuters, a Samsung buscou intervenção judicial para impedir o que classifica como “ações ilegais” durante a possível greve. A intenção é bloquear legalmente qualquer tentativa do sindicato de obstruir as fábricas e interromper as esteiras de produção.

A diretoria também conta com o apoio de investidores: durante o protesto dos trabalhadores, um grupo de acionistas organizou uma manifestação contrária. Eles acusam o sindicato de prejudicar as operações da companhia em um momento estratégico e altamente competitivo, argumentando que as exigências financeiras podem comprometer a capacidade de reinvestimento da empresa em pesquisa e desenvolvimento.

Vale lembrar que esse não é um território desconhecido para a fabricante. Em 2024, a Samsung enfrentou a primeira greve de sua história em mais de cinco décadas de operação. A paralisação durou 25 dias.

O cenário em 2026, contudo, é muito diferente. O futuro da cadeia global de inteligência artificial depende do fornecimento de chips de memória, motivo pelo qual os trabalhadores teriam, agora, um poder de barganha maior.

Funcionários da Samsung ameaçam greve e exigem parte dos lucros da IA

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
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Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Arte com o logotipo da Intel ao centro, em fonte de cor branca, e o fundo em cor azul.
Intel aproveita escassez para limpar estoques de chips inferiores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Intel está vendendo processadores de baixa qualidade que seriam normalmente descartados.
  • Empresa criou linhas de produtos com especificações limitadas para clientes corporativos.
  • Demanda por semicondutores, impulsionada pela expansão dos data centers de IA, fez com que big techs aceitassem chips com desempenho inferior.

A Intel parece ter encontrado uma alternativa altamente lucrativa para tentar contornar a crise global de chips gerada pela explosão da inteligência artificial. A gigante dos semicondutores passou a vender processadores que, em condições normais de mercado, seriam descartados como lixo eletrônico.

Essa estratégia impulsionou a receita da empresa e a ajudou a superar, com folga, as previsões de Wall Street no primeiro trimestre de 2026. Como aponta o portal Tom’s Hardware, segundo o relatório financeiro recém-divulgado, a receita total da companhia bateu a marca de US$ 13,6 bilhões, acima da projeção inicial de US$ 12,3 bilhões. Além disso, as ações da Intel registraram um salto de 28%, estabelecendo um novo recorde na bolsa.

A resposta para esse desempenho fora da curva não é uma nova arquitetura ou corte de gastos. O analista financeiro Ben Bajarin detalhou no X/Twitter que a margem subiu porque os clientes corporativos estão comprando CPUs “que poderiam ter sido descartadas”, gerando uma injeção de receita inesperada nos cofres da fabricante.

Reaproveitando “sucata”?

Na indústria de semicondutores, nem todo chip sai perfeito da linha de produção. Se um processador da Intel não atinge as especificações de desempenho para ser considerado um produto premium, a prática comum é a empresa reetiquetar a unidade e vendê-la como um componente de entrada, por um preço mais acessível (um processador Core i3 ou Celeron, por exemplo).

Contudo, existem unidades que não alcançam sequer esse padrão mínimo. Historicamente, esses chips eram classificados como sucata e iam direto para o descarte.

Mas o cenário mudou em 2026. Pressionada pela escassez de componentes, a Intel resgatou essas peças de baixíssima expectativa, criou linhas de produtos com especificações ainda mais limitadas e conseguiu vendê-las.

Processador Core Ultra 200S
Estratégia de vender componentes que iriam para o lixo gerou bilhões (imagem: divulgação/Intel)

IA tem impactado o mercado de hardware

O atual momento do setor de tecnologia prova que as CPUs também voltaram a ser o centro das atenções. O grande motor dessa demanda é a infraestrutura pesada necessária para rodar cargas de trabalho de IA. A expansão acelerada dos data centers consome capacidade computacional em um ritmo feroz, sugando os estoques globais e inflando os preços.

No olho desse furacão estão os processadores Intel Xeon, projetados para servidores. A procura por essas CPUs segue em níveis críticos, estimulada por fabricantes como Dell, HP e Lenovo. Paralelamente, big techs como Microsoft, Google e Amazon continuam adquirindo esses chips em volumes elevados para ampliar suas próprias redes e infraestruturas de nuvem.

Para essas gigantes da tecnologia, o custo de manter a expansão de um data center paralisada por falta de peças é infinitamente maior do que o investimento em processadores de “qualidade inferior”. Aceitar chips com desempenho abaixo do ideal pode ter virado uma decisão estratégica de negócios.

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Processador Core Ultra 200S (imagem: divulgação/Intel)
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Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta e Microsoft devem cortar de até 23 mil empregos para bancar investimentos em inteligência artificial, buscando eficiência operacional.
  • Segundo a Bloomberg, a Meta eliminará cerca de 8 mil empregos e congelará vagas que estavam abertas.
  • Já a Microsoft deve oferecer demissão voluntária a 8.750 funcionários nos Estados Unidos.

Meta e Microsoft planejam cortes e programas de desligamento que podem afetar até 23 mil empregos, em meio ao aumento dos gastos com inteligência artificial. As medidas fazem parte de um esforço das duas empresas para simplificar operações e compensar investimentos crescentes em infraestrutura tecnológica.

Segundo a Boomblerg Línea, as iniciativas não são coordenadas, mas refletem um movimento mais amplo das big techs diante da pressão por eficiência enquanto ampliam investimentos em IA. Ambas as empresas devem revelar os lucros trimestrais na semana que vem.

Além de cortes, Meta congelará vagas

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta informa que, além de demissões, não preencherá vagas abertas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta informou que deve eliminar cerca de 8 mil empregos, aproximadamente 10% da força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar daqui a menos de um mês, em 20 de maio.

Além disso, a empresa decidiu não preencher 6 mil vagas que estavam abertas, o que eleva o impacto total para aproximadamente 14 mil posições afetadas. A Meta já havia anunciado cortes em março.

Em um memorando interno, analisado pela Bloomberg, a diretora de pessoas da empresa, Janelle Gale, afirma que a medida faz parte de um esforço para tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para novos investimentos.

Um dos setores da Meta no olho do furacão é o Reality Labs, divisão da empresa responsável pelas tecnologias relacionadas ao metaverso. Após anos de fracassos e um modelo de negócios que não ganhou a força esperada por Zuckerberg, a Meta começou fechar estúdios e demitir funcionários no ano passado.

O foco da divisão, atualmente, é apoiar o desenvolvimento de tecnologias de IA para vestíveis, como os óculos da empresa em parcerias com a Ray-Ban e Oakley.

Microsoft oferece demissão voluntária

Logotipo da Microsoft
Microsoft anuncia plano de demissão voluntária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft, por sua vez, lançou um programa de desligamento voluntário voltado a funcionários nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa nunca havia realizado um programa desse tipo nessa escala.

Cerca de 7% da força de trabalho no país será elegível para o programa, o que pode representar aproximadamente 8.750 pessoas, considerando o total de 125 mil funcionários registrado em junho de 2025.

O plano é direcionado a funcionários cuja soma da idade com o tempo de serviço seja igual ou superior a 70, com exceções para algumas funções específicas e cargos seniores.

Bilhões direcionados à IA

As medidas refletem um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Grandes empresas vêm buscando reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aumentam investimentos em data centers e infraestrutura necessários para sustentar serviços de inteligência artificial.

A Microsoft, por exemplo, tem acelerado a construção de data centers em diferentes regiões e anunciou novos investimentos em países como Japão e Austrália. Já a Meta prevê gastos de capital elevados e firmou acordos multibilionários com parceiros de IA nos últimos meses.

O movimento acompanha uma tendência de substituição de parte da mão de obra por infraestrutura tecnológica. O método já passou a receber críticas de pesquisadores por, em alguns casos, disfaçar motivações financeiras ou de má gestão. A alegação é que as empresas têm feito uma falsa sinalização de “investimento em tecnologia” para o mercado.

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

Tecnoblog entrevistou Rodrigo Vidigal, country manager da Motorola Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Motorola, comandada pelo presidente Rodrigo Vidigal, mira os clientes de Apple e Samsung dispostos a gastar cerca de R$ 8 mil a R$ 10 mil, com produtos como o Motorola Signature.
  • O Signature oferece uma combinação de hardware de ponta, preço competitivo e atributos como cores especiais, visando diferenciar-se no mercado.
  • A empresa busca aumentar sua presença no segmento de luxo com parcerias com marcas como Bose, Swarovski e Pantone.

A Motorola quer mais. Depois de vender muito Moto G, do segmento básico, e Motorola Edge, da categoria premium, agora a companhia tenta conquistar o chamado ultra premium – estão de olho no cliente disposto a gastar algo na faixa dos oito, quase dez mil reais. Querem brigar com a Apple e a Samsung, conforme admite o presidente da companhia, Rodrigo Vidigal, em entrevista exclusiva ao Tecnoblog.

Ele considera que o recém-lançado Motorola Signature tem uma combinação única de hardware e preço, além de contar com atributos que a diferenciam, como as cores especiais. “Me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”, dispara o executivo. E de fato, o produto fez bonito: levou nota 8,9 no nosso review completo.

Nesta conversa, também tratamos da escassez de chips de memória (spoiler: com possível aumento nos preços dos smartphones ainda neste semestre), a sempre polêmica política de atualizações de Android e a presença na Copa do Mundo. Confira a seguir. Os trechos foram editados para dar mais clareza e fluidez.

Concorrência e relação com o consumidor

Thássius Veloso – De que forma vocês vão competir com Apple e Samsung, as duas primeiras colocadas no segmento ultra premium?

Rodrigo Vidigal (Motorola) – Com a combinação de hardware, software e experiência de pós-venda com concierge. Esse consumidor realmente busca muita qualidade de câmera e a gente traz o produto com a melhor nota do Brasil no DxOMark. Temos o melhor preço, com processador de última geração, a melhor tela, todo o sistema de entretenimento da Bose. A gente traz um ecossistema muito forte e um produto que realmente entrega o que há de mais avançado.

Qual será o papel do concierge?

A gente vai ter um atendimento ultra premium em todos os sentidos. Se ele tiver alguma necessidade de hardware ou software, vai poder resolver isso rapidamente, com respostas de até duas horas, de uma maneira que não existe hoje no mercado.

Nós estamos numa sala com as marcas do Gorilla Glass, Polar, Bose, Alcantara, Swarovski e Pantone estampadas nas paredes. Empresas rivais da Motorola não costumam se associar a tantos parceiros. Vocês não teriam condições de fazer todos esses projetos sozinhos?

Nenhum fabricante consegue fazer tudo sozinho, seja carro, computador ou qualquer outra categoria. A nossa proposta é trazer esses componentes premium sob a visão da Motorola para entregar a melhor experiência. Eu poderia comprar um componente genérico, mas eu prefiro trazer peças de ponta, como na parceria com a Sony para as câmeras. Estamos na Formula 1, que não deixa ninguém entrar se não for de ponta. Isso também nos ajuda a crescer no segmento B2B. Empresas da América Latina que não compravam nossos produtos passaram a adquirir Moto G e Edge.

O cliente chega ao ponto de venda falando “eu queria ver o Swarovski”?

O consumidor brasileiro hoje faz muita comparação. Ele olha, começa a conhecer um produto, compara, vê que esse aqui tem um acabamento melhor, tem Swarovski, uma câmera de ponta. Ninguém sabe o que é Alcantara, mas quando ele vê essa marca, vai atrás, chega na loja e pergunta pro vendedor. Temos todo um trabalho de comunicação. Colocar esses elementos é um baita diferencial, que tem nos feito crescer.

A gente traz tudo integrado, desde a parte técnica até o estilo. Como dizia o poeta: me desculpem as feias, mas beleza é fundamental. Isso passa também pelo fone de ouvido, outro objeto de desejo. A gente começa a criar uma conversa que antes não existia.

Você diria que está roubando usuários de iPhone com isso? 

Ainda é mais Android. 

Mais Samsung, então?

No Brasil sim. São muitos mercados, então depende da participação.

Tem empresa que caminha para a premiunização e abre mão da cartela de clientes que conquistou com produtos básicos e intermediários. Existe algum risco disso acontecer com a Motorola? 

Não acho que a gente tenha demonstrado isso. É um crescimento sólido: lançamos o Edge sem abrir mão do Moto G. Com o Signature, agora eu entro num outro segmento do qual não estava participando.

Então tudo isso me ajuda a ter escala, melhores custos e a trazer saúde financeira, para eu poder também investir mais no mercado. A ideia é obviamente crescer e ter uma complementaridade, não uma canibalização do portfólio. A própria chegada dos acessórios, como fone de ouvido, relógio e smart tag, amplia esse ecossistema.

Crise da memória e celulares mais caros

De que forma a escassez dos chips está impactando vocês?

A causa é conhecida: inteligência artificial e ampliação de data centers, associados a uma capacidade de produção limitada e concentrada em poucos fabricantes globais de memória.

Nós entedemos que essa limitação não causará impacto no grupo da Lenovo e Motorola, pois somos um dos maiores compradores do mundo e temos uma relação de longo prazo com esses fornecedores, inclusive para atender a PCs e servidores.

Não tem como escapar da alta de preços. O nosso desafio é mitigar esse impacto e tentar repassar o mínimo possível para o usuário final.

O vice-presidente sênior da Samsung me disse que os preços de smartphones poderiam subir 20%. Vocês também estão fazendo essa conta? 

Essa é uma conta complicada de fazer. A gente buscou se antecipar a esse movimento para atrasar ao máximo o repasse. Ele seria imediato se eu estivesse comprando apenas memória nova, mas estou tentando diluir esse aumento de custo com base numa estratégia de supply chain global, dada a força do nosso grupo.

Em que momento essa decisão foi tomada? 

No ano passado, à medida que a gente começou a ver que a crise ia de fato acontecer. Estamos no mercado global e também fabricamos servidores, por exemplo. Conseguimos identificar esses movimentos e nos preparar, enquanto outras marcas demoraram mais para reagir.

Os celulares vão ficar mais caros no primeiro semestre?

Talvez ocorra um pouco de aumento, mas não da ordem de 50%, como temos visto no preço de memória. A crise impacta principalmente os produtos de entrada porque os grandes fabricantes de memória estão com capacidade limitada. Eles focam nos modelos mais caros pois os baratos representam uma margem de lucro menor.

O perfil do consumidor Motorola

Quais as principais maneiras para o consumidor adquirir um telefone Motorola?

A gente tem desde o financiamento tradicional; parcelamento no cartão de crédito sem juros em 12, 18, até 24 vezes; as ofertas de pós-pago com operadoras; o trade-in; e o nosso próprio financiamento, uma solução que a gente oferece pro varejo com juro mais baixo que o do banco.

Qual a relevâcia do trade-in? 

Não é a principal forma de adquirir nossos produtos porque muitos consumidores passam o telefone antigo para alguém da família. Acaba sendo mais uma opção, mas não é nem de longe a mais utilizada. As vendas com acessórios ou com plano pós-pago são muito fortes, assim como o financiamento.

Quais são os pacotes mais populares?

O mais popular é fone de ouvido Moto Buds, pela qualidade da Bose e pelo fato de não ter outros produtos dessa marca no país. O som é impecável e existe a facilidade de conexão: você abre e já conecta. Isso tem ajudado a vender muito não só para clientes da nossa base, mas para usuários de smartphones da concorrência.

Esse interesse te surpreendeu?

Me surpreendeu. A gente sabia que seria muito forte para nossa base, até que começamos a ver clientes de outras marcas procurando o produto. Tem sido uma surpresa muito positiva. 

Qual é a importância de associar Lenovo e Motorola a eventos como Formula 1 e Copa do Mundo?

Demonstra o apetite em crescer no mercado mundial. Todas as empresas na Formula 1 são de extrema qualidade. O público vê isso e associa a performance, design, inovação. No caso da Copa, estamos falando do maior evento do mundo, capaz de agregar a maior quantidade de pessoas. Se eu tenho um terço do mercado, ainda tenho dois terços para conquistar. Nós vamos falar com um cliente que não estava vendo o nosso produto.

Cadê os brand lovers?

A consultoria Omdia soltou o balanço de maiores vendedores de celular do Brasil: Samsung (40%), Motorola (24%), Xiaomi (16%), Apple (7%) e Realme (6%). Eu postei isso nas minhas redes sociais e repercutiu bastante principalmente com consumidores surpresos com a relevância da Motorola, em segundo lugar. Por que dessa surpresa?

No Brasil, a gente tinha 10% do mercado em 2010 e aumentamos para 30% hoje. A nossa participação vem crescendo.

Eu não tô falando de vendas, mas sim de percepção de marca. Cadê os brand lovers da Motorola? 

Antes, eu tinha um brand lover limitado aos segmentos de entrada (com Moto G) e mass premium (com Edge). Se eu não estava presente no ultra premium, nunca seria lembrado. Agora, com o Signature, nós estamos trazendo uma proposta muito competitiva para que olhem para a Motorola também neste segmento. Eu não estava participando dessa festa e agora entro meio de penetra para disputar e incomodar (risos).

Me valendo aqui da liberdade poética, eu diria que Motorola é visto como “celular de tiozão”. Como conquistar as novas gerações?

Ninguém tem a  estratégia de cores como a Motorola. Te falo de coração, quando a gente fechou a parceria com a Pantone, eu olhei e pensei “caramba!”, pois não tinha ideia do alcance. No ano passado, a Pantone utilizou o nosso escritório para fazer um fórum e deu para ver o nível da discussão, de inteligência de mercado, para identificar padrões.

Eles avaliam as preocupações das pessoas e como as cores têm influência na vida delas. E a partir daí, você tem tendências que são utilizadas pela indústria inteira. Eu lancei o verde no ano passado com o Razr 60 Ultra e um ano depois isso começou a chegar aos produtos mais de entrada. Eu consigo impactar o jovem que está ligado nisso. Cerca de 35% da nossa venda hoje é para este público.

Quanto era antes? 

Era 20%. Hoje, mais da metade das nossas vendas vão para o público feminino. Era 45% e agora chega a 55%. No passado, a maioria dos produtos era cinza, preto ou dourado. Agora, dois terços são coloridos. Nenhum fabricante tem isso.

Os consumidores vão na loja querendo conhecer os aparelhos, o que tem de câmera, memória ou bateria. Eles também pedem para ver o acabamento, a cor. Isso não existia na nossa indústria, somente para roupa ou tênis.

Atualizações de Android

Faz sentido lançar um novo smartphone anualmente para cada linha? No caso de Moto G, às vezes são dois por ano.  

Faz porque a gente vive de movimentar o consumidor. Então é necessário para trazer inovação como ferramenta também de estilo.

Nem tudo é tão inovador assim, vai…

Mas aí, de novo, eu acho que a Motorola tem um lugar diferente. A gente tá evoluindo a tecnologia e também o design. Quando a gente fala de evolução de design, o usuário final tem muita evolução. Quais smartphones você vê com Swarovski?

Você colocaria a cor do ano na categoria de inovação? Porque nem todo mundo enxerga dessa forma… 

Se o consumidor enxerga, é o que interessa pra gente. Se o consumidor entende que é importante ter a cor do ano, Cloud Dancer, pois o mundo está muito tenso, com muita guerra, eu começo a ter um canal de comunicação com ele. Nem todo mundo quer falar só de spec.

Por que dá para colocar sete anos de atualizações no Signature, mas são no máximo três nas outras linhas?

Existem algumas limitações de memória ou de processador, e a gente quer garantir sempre a melhor experiência quando você faz o upgrade. Sabemos que o cliente de produtos de entrada fica em média três anos. Se eu trago pra ele uma atualização maior do que esse tempo, não necessariamente gera valor. Temos que entender o que o consumidor realmente valoriza.

Mão segurando celular Motorola Signature mostrando a tela
Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

E por que oferecer isso justamente para o ultra premium, que costuma ficar com o aparelho por um ano e meio, bem menos do que os sete anos?

Tem ainda questões associadas a hardware e performance que viabilizam os sete anos de evolução. Posso fazer essa promessa de até sete anos, pois vai continuar evoluindo. Mas no segmento ultra premium, isso tem um efeito mais de marketing do que de utilização.

Eu noto que os telefones têm ganhado mais elementos de software próprios. Começa com o Hello Moto e começam a surgir coisas novas, como a tela de configurações diferente. Não tá chegando na hora da Motorola dar um nome a esse sistema, assim como o HyperOS (Xiaomi) e a One UI (Samsung)?

A gente tem o Android como nosso sistema operacional base e algumas camadas de customização que nós desenvolvemos para tornar o visual mais fácil. A nossa preocupação é dar ferramentas para facilitar a migração e o início do cadastro do usuário. Então a gente entende que no momento isso não é importante.

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

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Rodrigo Vidigal abre o jogo sobre o momento da fabricante no Brasil, com aumento de participação de mercado e forte presença nas operadoras.

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

Tim Cook, CEO da Apple, ao lado de MacBook Air 2022
Tim Cook, CEO da Apple desde 2011 (imagem: divulgação/Apple)
Resumo
  • O lançamento do Apple Maps em 2012 foi considerado o maior erro de Tim Cook como CEO da Apple.
  • O serviço apresentou falhas iniciais, como imagens distorcidas e rotas imprecisas, e Tim Cook chegou a recomendar serviços concorrentes.
  • O Apple Maps melhorou significativamente com o tempo e agora é considerado um serviço de mapas de alta qualidade, embora ainda seja comparado ao Google Maps.

Em breve, Tim Cook deixará de ser CEO da Apple. Parece que essa decisão deu a ele mais liberdade para falar de aspectos não muito positivos em sua gestão. Eis um exemplo: recentemente, Cook admitiu que o Apple Maps foi o seu “primeiro grande erro” à frente da companhia.

O Apple Maps foi lançado em 2012. Tim Cook assumiu o cargo de CEO da Apple em 2011. Então, ele pôde acompanhar as várias falhas iniciais do serviço, que incluíam imagens distorcidas, ausência de mapas em determinados locais, rotas imprecisas e estabelecimentos informados em locais incorretos.

À época, quando o serviço ainda era conhecido como “mapas do iOS 6”, Tim Cook chegou a publicar um pedido de desculpas pelas numerosas falhas do aplicativo. A situação era tão grave que o próprio executivo chegou a recomendar serviços concorrentes, como Bing Maps, Google Maps e Waze, enquanto os mapas da Apple eram aprimorados.

14 anos se passaram desde então. Mas isso não fez Tim Cook esquecer o problema. De acordo com a Bloomberg, o executivo reconheceu a situação problemática do Apple Maps como o maior erro de sua gestão:

Pedimos desculpas e dissemos: ‘usem esses outros aplicativos. Eles são melhores do que o nosso.’ Foi uma lição de humildade. Mas foi a coisa certa a fazer por nossos usuários. E é um exemplo de como mantemos o usuário no centro das decisões que tomamos.

Agora temos o melhor aplicativo de mapas do planeta. Aprendemos sobre persistência e fizemos exatamente a coisa certa depois de termos errado.

Tim Cook, CEO da Apple

Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)
Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Apple Maps melhorou muito com o passar do tempo

Como usuário, discordo de Cook: eu acredito que o Google Maps continua sendo o melhor serviço de mapas do planeta. Mas é fato que o Apple Maps, hoje, é um serviço muito melhor do que era anos atrás: as imagens são mais detalhadas e os recursos de rotas e localização são muitos mais precisos, por exemplo.

É verdade que o Apple Maps é mais funcional em países como os Estados Unidos. Mas que fique claro que o serviço atende ao Brasil, aqui, sob o nome Apple Mapas.

Embora o serviço funcione no Brasil desde 2012, para muita gente, a estreia verdadeira ocorreu no fim de 2019, quando o Apple Mapas começou a oferecer navegação curva a curva no Brasil.

Outros recursos foram sendo implementados de lá para cá. Vale até destacar que, em 2023, a Apple passou a capturar imagens de 360º de cidades brasileiras para abastecer a função Olhe ao Redor, equivalente ao modo Street View, do Google.

Em tempo: Tim Cook deixará de ser CEO da Apple em setembro de 2026.

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

Tim Cook e MacBook Air (Imagem: Divulgação / Apple)
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Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Paramount é controlada pela família Ellison, que comanda a Oracle (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo
  • Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda para o grupo da Paramount Skydance por aproximadamente R$ 552 bilhões.
  • A compra precisa de aprovação de autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países.
  • O grupo poderá fundir os serviços HBO Max e Paramount+.

Os acionistas da Warner Bros. Discovery votaram pela aprovação da aquisição da empresa pela Paramount Skydance em uma oferta de US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 552 bilhões, em conversão direta).

A sinalização para que o negócio siga é mais um capítulo da batalha pelo controle da Warner, que teve início com um acordo com a Netflix em dezembro de 2025, no valor de US$ 83 bilhões.

A compra ainda precisa ser aprovada por autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países — executivos imaginam que isso deve acontecer até o fim de setembro.

Com a aquisição, a Paramount Skydance passa a ser dona também de marcas famosas como CNN, HBO, TNT, DC Comics e Discovery. Vale lembrar que a empresa é controlada pela família Ellison, que também comanda a Oracle.

Os acionistas também votaram contra bônus milionários para os atuais executivos da Warner. O presidente David Zaslav, por exemplo, pode receber até US$ 887 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões). A decisão final, porém, ficará a cargo do conselho da empresa.

A HBO Max vai ficar mais cara?

HBO Max fica mais caro no Brasil
HBO Max ficou mais caro no Brasil em agosto de 2025 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por enquanto, não há nada concreto sobre um novo aumento da HBO Max. No Brasil, o reajuste mais recente aconteceu em agosto de 2025, com aumentos de até 21,2%. O plano mais barato (Básico com Anúncios) custa R$ 29,90 mensais ou R$ 274,80 anuais (equivalente a R$ 22,90 por mês).

Outro streaming do novo grupo é o Paramount+, que teve aumento em fevereiro de 2026 no Brasil, com altas de até 29%. O plano mais barato sai por R$ 34,90 mensais ou R$ 309,90 anuais (equivalente a R$ 25,83 por mês).

O que temos para o futuro das duas plataformas são especulações. Em uma chamada com investidores realizada em março de 2026, David Ellison, da Paramount Skydance, disse que HBO Max e Paramount+ podem passar por uma fusão.

Apesar de Ellison não falar em preços, a fusão representaria menos opções para consumidores, podendo levar a preços mais altos, como nota a Associated Press. Hoje, se você quer ver uma série da HBO, você assina apenas a HBO Max. Futuramente, você terá que assinar um serviço maior, com um catálogo que talvez não te interesse tanto, a um preço mais alto.

Com informações da CNN e da Variety

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

(imagem: divulgação/Paramount)

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

Câmeras do Galaxy S26
Galaxy S26 foi lançado no final de fevereiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A divisão mobile da Samsung pode registrar prejuízo anual pela primeira vez.
  • Segundo a imprensa sul-coreana, o motivo seria a queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.
  • Mesmo com a fabricante aumentando o preço dos seus smartphones, o custo não teria sido compensado pelos gastos.

A divisão de smartphones da Samsung pode registrar prejuízo em todo o ano de 2026, segundo informações da imprensa sul-coreana. O alerta teria sido feito internamente pelo chefe da área mobile, Roh Tae-moon, diante da queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.

De acordo com o jornal Money Today, esse seria o primeiro resultado anual negativo da divisão desde sua criação, em 2021. A pressão vem principalmente do encarecimento de componentes, que tem afetado toda a indústria e forçado fabricantes a subir preços ou operar com margens menores.

A própria Samsung aumentou o preço de tabela de vários dos seus smartphones. Mesmo com o bom desempenho comercial do recém-lançado Galaxy S26, a estratégia não teria sido suficiente para compensar os custos. 

“Considerando que o Galaxy S26 Ultra geralmente vem equipado com 12 GB de [memória] LPDDR5X, um supercomputador de IA consome a memória de cerca de 4.600 smartphones”, alerta a publicação.

Ainda assim, o lucro total da Samsung aumentou oito vezes. Embora pareça contraditório, esse lucro se concentra basicamente na área da crise: o negócio de memória da fabricante cresceu com a alta demanda, já que Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% do mercado global de memórias DRAM.

Escassez de chips pode durar mais que o esperado

Há poucos dias, o jornal japonês Nikkei Asia fez um levantamento e reafirmou que o cenário atual da crise de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028.

O desabastecimento ocorre desde o fim do ano passado: as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para abastecimento de IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. 

De forma resumida, as líderes do setor preferiram focar na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pararam a produção das memórias de uso geral (DRAM). A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos.

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

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Mesmo com boas vendas, divisão mobile da Samsung pode fechar o ano no vermelho. Encarecimento de componentes tem afetado todo o setor.

Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Logo do GitHub
Segundo empresa, custos estão superando preço da assinatura com facilidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub, da Microsoft, pausou novas assinaturas dos planos pagos Copilot Pro, Pro+ e Student.
  • A plataforma terá avisos de limite de uso no VS Code e no Copilot CLI, com mensagem ao atingir 75% do teto.
  • O serviço relacionou as mudanças a custos altos, causados por fluxos de trabalho com agentes de IA por longos períodos.

O GitHub, da Microsoft, anunciou mudanças nos planos individuais do Copilot, seu assistente para geração de códigos com inteligência artificial. A principal medida é uma pausa em novas assinaturas dos planos pagos Pro, Pro+ e Student. Além disso, haverá avisos para controle dos limites de uso

O que mudou?

O GitHub fará três ações para impedir o desgaste do serviço.

  • Novas assinaturas de planos Pro, Pro+ e Student estão pausadas — o Copilot Free continua disponível, e usuários atuais podem fazer upgrades.
  • Limites de uso agora aparecem no VS Code e no Copilot CLI para que os clientes consigam administrar esses recursos. Nas duas plataformas, uma mensagem aparecerá quando o uso chegar a 75% do teto.
  • Modelos Opus, da Anthropic, não estão mais disponíveis para assinantes Pro.

GitHub quer combater custos altos

“Sabemos que essas mudanças são disruptivas”, diz Joe Binder, vice-presidente de produto, em um post no blog da empresa. Ele explica que as limitações têm relação com fluxos de trabalho que envolvem agentes de IA.

Captura de tela de uma interface de chat de inteligência artificial intitulada "ADDING MISSING UNIT TESTS". No topo, há um balão azul com a pergunta: "Can you make sure to add unit tests to the new load balancing functionality that was introduced?". Abaixo, a resposta da IA diz: "I've evaluated the current test cases and identified additional unit tests. Creating additional tests and updating relevant documentation.". Um quadro de aviso exibe um ícone de alerta amarelo e o texto: "You've used 75% of your weekly rate limit. Your weekly rate limit will reset on April 27 at 8:00 PM.", seguido pelo link "Learn More". Na barra inferior, o modelo selecionado é o "Claude Opus 4.7". No canto inferior esquerdo, lê-se "Local" e "Default Approvals". O fundo da interface é cinza escuro com textos em branco e azul.
Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

“Agentes têm se tornado responsáveis por mais trabalho, e mais clientes estão atingindo os limites projetados para manter a confiabilidade do serviço”, analisa. “Se não tomarmos medidas mais drásticas, a qualidade do serviço vai piorar para todos.”

Outro problema envolvendo o serviço são os custos. Binder diz isso no fim do texto. “Esses fluxos de trabalho paralelos e de longa duração são muito vantajosos para os clientes, mas também desafiam nossa infraestrutura e nossos preços”, explica. “Hoje em dia, é comum que algumas solicitações incorram em custos que excedem o preço do plano!”

A questão não é exclusiva do GitHub Copilot — que, diga-se, dá prejuízo há alguns anos. Algumas empresas passaram a monitorar o uso de IA por seus funcionários: quem gasta muitos tokens está recebendo atenção especial, pois pode se tratar de uma alta produtividade ou de uma ineficiência enorme.

Com informações do The Next Web e do Neowin

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)
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Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Imagem mostra dois homens caminhando lado a lado. Ambos sorriem e vestem camisa social escura
John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)
Resumo
  • Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
  • Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
  • Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.

É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.

Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo. 

Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.

Quem é John Ternus?

Imagem mostra um homem, com camiseta preta, fazendo uma apresentação em um palco
John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)

Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.

O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.

Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.

“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.

Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

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Transição ocorre em setembro de 2026. Tim Cook será presidente do conselho e trabalhará em conjunto com Ternus até a troca de bastão.
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Cofundador da Netflix decide deixar a empresa

Imagem mostra um executivo em frente ao ao logo da Netflix, de cor vermelha. O executivo veste blazer e camisa azul.
Reed Hastings deixará conselho da empresa em junho (imagem: reprodução)
Resumo
  • Reed Hastings deixará a presidência executiva da Netflix em junho.
  • Ele é um dos cofundadores da empresa e está lá desde a sua fundação, há quase 30 anos.
  • Hastings foi o principal nome por trás da transformação da Netflix de aluguel de DVDs para a gigante do streaming.

Reed Hastings, cofundador da Netflix, está de saída da plataforma. Em junho, ele deixará de ser presidente executivo da empresa que ajudou a fundar há quase 30 anos. O anúncio foi feito juntamente com o relatório de resultados do primeiro trimestre da companhia, informando que Hastings não buscará a reeleição para o colegiado.

Ele ocupou o cargo de CEO até 2023 e, agora, pretende focar os esforços em “filantropia e outras atividades”. Hastings foi um dos responsáveis pela transformação da marca de um serviço de aluguel de DVDs por correio em uma potência global de streaming. Atualmente, a Forbes estima que Hastings tenha um patrimônio líquido de US$ 5,8 bilhões.

Legado de projetos filantrópicos

Fotografia de Reed Hastings, executivo da Netflix, falando em um evento
Reed Hastings em evento da Netflix (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Hastings cofundou a Netflix em 1997 e é amplamente reconhecido por construir uma cultura de inovação e alta performance, o que moldou o setor de entretenimento na última década. Em uma carta aos acionistas, ele destacou que teve como principal contribuição o foco na satisfação dos usuários e na criação de uma cultura corporativa resiliente.

O envolvimento dele com causas sociais já soma doações expressivas, como o repasse de US$ 1,1 bilhão para a Silicon Valley Community Foundation e o lançamento da Hastings Initiative for AI and Humanity. Além disso, o executivo tem se dedicado ao desenvolvimento da estação de esqui Powder Mountain, em Utah (EUA).

Sucessão e reação do mercado financeiro

A transição ocorre em um momento de consolidação para os atuais co-CEOs, Greg Peters e Ted Sarandos. Peters afirmou que Hastings permanecerá como o maior defensor da companhia, enquanto Sarandos ressaltou o modelo de liderança disciplinado e altruísta que continuará a guiar a gestão atual.

Apesar do tom de homenagem, o mercado reagiu negativamente aos indicadores financeiros gerais. Segundo o Business Insider, as ações da Netflix recuaram mais de 9,1% nas negociações após o fechamento do mercado. A desvalorização foi motivada por projeções para o segundo trimestre que ficaram abaixo das expectativas dos investidores.

No ano passado, a empresa tentou comprar a Warner Bros. Discovery por um valor inicial de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 410 bilhões, em conversão direta), negócio que teve grande participação pública de Ted Sarandos. Entretanto, após meses de briga, a empresa perdeu a negociação para a Paramount Skydance, liderada por David Ellison.

Após encerrar a guerra de lances, os co-CEOs anunciaram a preferência pelo próprio crescimento e o investimento de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 100 bilhões) em filmes e séries originais para este ano.

Cofundador da Netflix decide deixar a empresa

Reed Hastings (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Dona do Claude prepara chegada oficial ao Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic planeja abrir escritório em São Paulo em 2026.
  • O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, atrás dos Estados Unidos e da Índia.
  • A Anthropic já contrata para o time comercial em São Paulo e a OpenAI também instala estrutura física na cidade.

A Anthropic está preparando sua entrada oficial no Brasil. A dona do Claude — principal concorrente da OpenAI no mercado de inteligência artificial — planeja abrir um escritório em São Paulo ainda em 2026. A informação ganhou força após declarações de executivos da empresa durante um evento no Vale do Silício e foi confirmada por fontes ouvidas pela Bloomberg Línea.

No evento Brazil at Silicon Valley, nos Estados Unidos, o brasileiro Mike Krieger, hoje à frente do Anthropic Labs, reforçou que o conhecimento regional em áreas como medicina e direito é o que vai permitir a criação de negócios baseados em IA que realmente funcionem para as particularidades do Brasil.

O mercado brasileiro é, atualmente, o terceiro maior para o Claude, atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. Ainda segundo a agência, a Anthropic já iniciou a contratação de profissionais para seu time comercial em São Paulo. A estrutura local deve facilitar a aproximação com unicórnios da América Latina, com suporte direto e concessão de créditos.

Anthropic e OpenAI em SP

Foto de Dario Amodei, de camisa branca e terno azul.
Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

A movimentação colocaria as duas maiores startups do setor disputando espaço no mesmo mercado: a OpenAI, dona do ChatGPT e comandada por Sam Altman, também está em processo de instalação de uma estrutura física na capital paulista.

A rivalidade entre as duas empresas vem se tornando cada vez mais próxima a de empresas como Apple e Samsung ou McDonald’s e Burger King, com alfinetadas públicas frequentes.

Apenas nos últimos meses, a empresa de Dario Amodei se aproveitou de decisões polêmicas da OpenAI para se apresentar como uma empresa de IA “do bem”, opondo-se a anúncios nos chatbots e a acordos específicos com o governo dos Estados Unidos. Na outra ponta, Altman sugere que a rival não tem interesse em democratizar o acesso à IA e possui planos elitistas.

Empresa cresce no mercado

A expansão para o Brasil acontece num momento de forte tração financeira. A receita anual da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões no início deste ano (cerca de R$ 150 bilhões), um salto expressivo em relação aos US$ 9 bilhões registrados no final do ano passado (R$ 45 bilhões).

Em apenas dois meses, o número de clientes que investem mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por ano no Claude dobrou: de 500 para mais de mil empresas. Com a chegada ao Brasil, a expectativa é ampliar esse volume entre as scale-ups da América Latina.

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)
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Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Meta promove cortes em diferentes áreas da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta realizou demissões em várias áreas, incluindo Reality Labs, para focar em inteligência artificial.
  • Segundo a CNBC, a empresa ofereceu a alguns funcionários a chance de mudar de função, mas exigindo mudança de cidade.
  • A Meta continua investindo em dispositivos vestíveis e soluções de IA, mas tem abandonado gradualmente o metaverso.

A Meta iniciou uma nova rodada de demissões que afeta centenas de funcionários em diferentes áreas da companhia, incluindo operações globais, recrutamento, vendas, Facebook e a divisão de realidade virtual Reality Labs, segundo informações da CNBC.

Os cortes acontecem em um momento de reestruturação interna, com a empresa redirecionando recursos para inteligência artificial. Segundo o jornal, parte dos colaboradores impactados recebeu oferta para migrar de função dentro da companhia, embora algumas dessas oportunidades exijam mudança de cidade.

Funcionários orientados a trabalhar de casa

Segundo o Business Insider, alguns funcionários foram orientados a trabalhar remotamente, em meio à iminência de demissão. De acordo com um porta-voz da empresa, as “equipes da Meta se reestruturam ou implementam mudanças regularmente para garantir que estejam na melhor posição para atingir seus objetivos”.

Nos últimos meses, a Meta já vinha sinalizando mudanças: a movimentação faz parte de um ajuste na estratégia da empresa, que vem priorizando investimentos em IA para competir com rivais como OpenAI, Google e Anthropic.

De acordo com a CNBC, em janeiro, a companhia cortou mais de mil postos ligados à Reality Labs, o equivalente a cerca de 10% da unidade responsável por produtos como os headsets Quest e a plataforma Horizon Worlds.

Além disso, há relatos de que a empresa estuda medidas mais amplas de redução de custos, com estimativas indicando a possibilidade de cortes que poderiam atingir uma parcela significativa da força de trabalho global.

O que acontece com a Reality Labs?

A divisão Reality Labs, voltada ao desenvolvimento de realidade virtual e aumentada, tem sido uma das mais impactadas pelas mudanças. A Meta, inclusive, tem abandonado cada vez mais o metaverso.

Ao mesmo tempo, a Meta segue investindo em outras áreas consideradas estratégicas, como dispositivos vestíveis e soluções baseadas em IA. A divisão de wearables — que inclui óculos inteligentes e iniciativas de realidade aumentada — é considerada uma das áreas estratégicas de investimento da empresa.

Outro ponto relevante é a criação de novos pacotes de remuneração em ações para executivos de alto escalão, como forma de retenção em meio ao reposicionamento da empresa. Segundo a Meta, esses incentivos estão atrelados ao desempenho futuro e só terão valor caso metas ambiciosas sejam atingidas.

Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

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Empresa realizou cortes em várias áreas, incluindo a Reality Labs. Funcionários teriam sido orientados a trabalhar de casa sob risco iminente de demissão.

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Amazon se pronuncia sobre fim de parceria com programas de milhas

Ilustração com várias caixas
Amazon vai parar de acumular milhas em 31 de março (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon encerrará a integração com programas de milhagem Livelo, Latam Pass e Esfera em 31 de março.
  • A categoria de Associados que oferece cashback em reais ou pontos será pausada.
  • Clientes ainda poderão usar pontos Livelo nas compras, mas não acumularão novos pontos ou milhas.

A Amazon confirmou ao Tecnoblog que não vai mais trabalhar com programas de milhagem. Em nota, a empresa explicou que está constantemente avaliando as estratégias para oferecer a melhor experiência aos clientes e que, como parte disso, não terá mais integração com Livelo, Latam Pass e Esfera.

A mudança entra em vigor em 31 de março. Ainda de acordo com o comunicado, a Amazon optou por “pausar” a categoria de Associados que oferecem cashback, seja em reais ou em pontos.

O tema ganhou repercussão nos últimos dias, conforme os adeptos dos programas de pontos começaram a receber e-mails avisando sobre o fim da parceria. Blogs especializados em milhagem, como o Passageiro de Primeiro, passaram a noticiar os comunicados e a incerteza dos consumidores.

Latam Pass enviou comunicado (imagem: reprodução/Passageiro de Primeira)

Portanto, a partir do próximo mês, os clientes da Amazon no Brasil não poderão mais acumular pontos e milhas ao realizarem compras na loja virtual.

Por outro lado, segundo o site iG Turismo, ainda será possível, por exemplo, usar os pontos da Livelo no momento da compra. Aliás, essa tem sido uma das experiências mais tranquilas que eu mesmo tive nos últimos tempos, por funcionar de forma impecável após a integração entre as contas.

Ainda não se sabe o que vai acontecer com outras empresas de cashback, como Méliuz e Inter. Elas não mandaram e-mails sobre a relação com a Amazon, ao menos até o fechamento deste texto.

Especialistas na área acreditam que o movimento da Amazon encerra uma das maneiras mais simples de acumular pontos ou milhas no país.

Amazon se pronuncia sobre fim de parceria com programas de milhas

Amazon (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta encerrará Horizon Worlds em VR nos headsets Quest

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)
Horizon Worlds será encerrado nos headsets Meta Quest (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • Meta encerrará o Horizon Worlds em VR nos headsets Quest em 15 de junho.
  • A plataforma funcionará apenas nos apps para iOS e Android e a assinatura Meta Horizon Plus perderá benefícios em 31 de março.
  • A Meta deve focar no mobile, priorizando o mercado de plataformas como o Roblox.

A Meta confirmou as datas para o encerramento do acesso em realidade virtual ao Horizon Worlds pelos headsets Quest, movimento comunicado pela companhia em fevereiro deste ano. Dessa forma, a partir de 15 de junho, os mundos virtuais deixarão de existir nos dispositivos de realidade virtual (VR), funcionando exclusivamente pelo aplicativo Meta Horizon para iOS e Android.

O encerramento decreta o fracasso da primeira tentativa da Meta de construir um metaverso dentro dos headsets proprietários. Em comunicado, a empresa detalhou o cronograma de desligamento e as mudanças nos benefícios de assinantes.

Já no dia 31 deste mês, o Horizon Worlds e os eventos da plataforma deixam de aparecer na loja do Quest, e alguns mundos (Horizon Central, Events Arena, Kaiju e Bobber Bay) ficarão inacessíveis em VR. Os demais ainda poderão ser visitados até o desligamento definitivo em junho.

A assinatura Meta Horizon Plus (MH+) também perde benefícios em 31 de março: Meta Credits, roupas digitais, avatares e compras feitas dentro dos mundos deixam de estar disponíveis. Os benefícios de jogos e os títulos mensais da assinatura, no entanto, não serão afetados.

Fim das interações no Hyperscape Capture

Hyperscape Capture será encerrado no ecossistema Horizon (imagem: divulgação)

A empresa também encerrará as funções sociais do Hyperscape Capture e Preview dentro do ecossistema do Horizon. O recurso permite aos donos de óculos Quest escanear locais do mundo real em 3D. Daqui a poucos dias, em 24 de março, a visualização dessas capturas sai do Horizon Worlds.

Segundo a empresa, ainda será possível fazer novos escaneamentos e acessar os anteriores pelos apps Hyperscape Capture e Preview na biblioteca do Quest, mas o compartilhamento, convites e experiências conjuntas deixam de existir.

Foco no mobile

A empresa de Mark Zuckerberg já sinalizava o abandono do conceito — ao menos da forma que concebeu a tecnologia em 2021 — há bastante tempo. Com prejuízo superior a US$ 80 bilhões (cerca de R$ 416 bilhões), desde 2020, a divisão Reality Labs deve sofrer cortes de até 30% no orçamento neste ano e já demitiu mais de mil funcionários.

Segundo o portal Engadget, a Meta identificou um “momento positivo” ao priorizar a versão mobile do Horizon durante 2025, o que embasou o abandono da versão VR. Com o novo direcionamento, a plataforma deve focar no mercado de plataformas como Roblox.

No comunicado, a Meta justifica a decisão dizendo que a separação vai permitir que o VR e o Horizon cresçam com mais foco individualmente. Garante, também, que continuará investindo na experiência do Quest, citando atualizações recentes como o teclado e touchpad de superfície, posicionamento personalizável de janelas e o lançamento gradual da nova interface “Navigator”.

Meta encerrará Horizon Worlds em VR nos headsets Quest

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)

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Chefe da área de casa inteligente da Apple deixa a empresa

Logotipo da Apple
Apple sofre com a saída de executivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O executivo Brian Lynch deixou a Apple após mais de 20 anos.
  • Ele assume um cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware na Oura Health, responsável pelo anel inteligente Oura Ring.
  • A saída de Lynch deve afetar projetos de casa inteligente da Apple, setor que ele comandava, que já sofrem com atrasos devido à evolução da Siri.

A Apple registrou a saída de mais um nome: Brian Lynch, que liderava a engenharia de hardware para dispositivos domésticos, deixou a empresa para assumir um cargo na Oura Health, responsável pelo anel inteligente Oura Ring.

O executivo estava na Apple há mais de 20 anos e agora passa a atuar como vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Oura. A mudança ocorre em um momento de reorganização interna na Apple, sob críticas pela condução de projetos ligados à inteligência artificial e ao design de produtos.

A gigante de Cupertino vem registrando a saída de diversos executivos em meio a esses desafios. Como lembra a Bloomberg, os projetos de casa inteligente da Apple não estão diretamente no centro dessas críticas, mas vêm sendo impactados por atrasos e indefinições estratégicas.

Por que a saída impacta os planos da Apple?

A saída de Lynch provoca um novo abalo em um setor que já enfrenta problemas: ele era responsável por iniciativas ligadas a dispositivos domésticos, incluindo projetos ainda não lançados e considerados importantes para a expansão do ecossistema da Apple.

Entre os principais produtos em desenvolvimento estava um hub para casa inteligente, que teve o cronograma adiado. O motivo central seria a dependência de uma nova versão da Siri, cuja evolução não ocorreu no prazo esperado.

Além disso, a Apple trabalha em outros dispositivos, como sensores de automação residencial e um robô de mesa mais avançado, previstos para os próximos anos. Também há planos envolvendo óculos inteligentes, dispositivos vestíveis com IA e até AirPods com câmeras.

A reformulação da Siri é apontada como peça-chave para integrar esses lançamentos, mas segue sem previsão concreta de chegada ao mercado.

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple enfrenta desafios na evolução da Siri (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple não consegue emplacar com a IA

A saída de Lynch se soma a um cenário mais amplo de mudanças na Apple, que nos últimos meses viu uma série de executivos deixarem seus cargos. Parte desse movimento está relacionada à dificuldade da empresa em entregar avanços consistentes em inteligência artificial.

Relatos do setor indicam que atrasos na nova geração da Siri afetaram diretamente o cronograma de produtos. Em análise publicada pelo Gizmodo, o projeto foi comparado a “uma baleia branca arrastando um enorme grupo de engenheiros de produto da Apple para as profundezas junto com seu navio, carregado com o que deveriam ser novos e empolgantes gadgets da Apple”.

Internamente, a Apple também iniciou mudanças em sua plataforma doméstica ao encerrar o suporte à versão antiga do sistema Home, pressionando usuários a migrarem para uma arquitetura mais recente.

Apesar do cenário, o CEO Tim Cook afastou rumores sobre sua saída.

Chefe da área de casa inteligente da Apple deixa a empresa

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Tim Cook nega saída da Apple e descarta aposentadoria

Tim Cook em evento da Apple em 2019
Tim Cook negou rumores sobre deixar o comando da Apple (imagem: divulgação)
Resumo
  • Tim Cook negou planos de aposentadoria e reafirmou compromisso com a Apple.
  • Rumores sobre a saída de Cook surgiram após mudanças no alto escalão e especulações sobre John Ternus como possível sucessor.
  • A Apple enfrenta pressão para avançar em IA após atrasos na nova Siri.

O CEO da Apple, Tim Cook, negou que deixará o comando da empresa. Em entrevista ao programa Good Morning America na segunda-feira (16/03), o executivo afirmou que não há planos de aposentadoria.

Questionado sobre os rumores, que já circulam há algum tempo, Cook foi direto:

“Não, eu não disse isso. Não disse isso. Amo profundamente o que faço. Há 28 anos, entrei na Apple e tenho amado cada dia desde então.”

Tim Cook, CEO da Apple

Ele ainda reforçou o vínculo com a empresa ao afirmar que “não consegue imaginar a vida sem a Apple.”

Por que surgiram rumores sobre a saída de Tim Cook?

Fotografia colorida de Tim Cook na WWDC 2019, falando em um palco
Tim Cook durante a WWDC 2019 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

A discussão sobre o futuro de Cook ganhou força após uma série de movimentações no alto escalão da Apple. Em um curto intervalo, a empresa registrou saídas relevantes, incluindo lideranças ligadas à área de inteligência artificial e design, o que levantou dúvidas sobre a condução estratégica da companhia.

Além disso, começaram a surgir informações de que um substituto já estava sendo preparado, com John Ternus, que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, sendo o executivo mais cotado para assumir o cargo de CEO da Apple.

Analistas de mercado passaram a questionar se o estilo de gestão mais operacional de Cook é o mais adequado para um cenário dominado por avanços em IA. Um dos críticos foi Walter Piecyk, da LightShed Partners, que chegou a sugerir que 2026 seria um momento oportuno para uma transição de liderança.

Segundo ele, em entrevista à CNBC em dezembro, o cenário de valorização das ações e um novo ciclo de atualizações de produtos poderiam permitir uma saída em alta.

Apple enfrenta problemas com a IA

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple enfrenta pressão para avançar em recursos de inteligência artificial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Durante a entrevista, Cook também comentou sobre o papel da inteligência artificial no futuro da empresa. Ele classificou a tecnologia como “profunda” e defendeu a abordagem da Apple, que prioriza a privacidade dos usuários.

Nos últimos meses, a empresa tem sido pressionada após atrasos em atualizações importantes, como a reformulação da assistente virtual Siri. Além disso, a Apple firmou parceria com o Google para integrar recursos de IA baseados no modelo Gemini à Siri, enquanto trabalha no desenvolvimento de um modelo próprio.

Mesmo diante das pressões, o CEO sinalizou continuidade no comando e indicou que não há pressa para qualquer mudança de liderança.

Tim Cook nega saída da Apple e descarta aposentadoria

Tim Cook na WWDC 2019 (Foto: Paulo Higa)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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OpenAI vai focar em programação para tentar barrar crescimento da Anthropic

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI quer que empresas adotem mais ferramentas além do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI está focando em ferramentas de programação e consumidores corporativos, colocando projetos paralelos em espera, conforme informações do Wall Street Journal.
  • A mudança de foco ocorre após o crescimento da Anthropic, que tem sucesso como fornecedora de IA para clientes corporativos.
  • A OpenAI já iniciou a revisão de projetos, buscando alinhar prioridades e conquistar mais espaço em grandes empresas.

A OpenAI pode tomar um rumo diferente e concentrar seus esforços de inteligência artificial generativa em duas áreas: ferramentas de programação e consumidores corporativos. Enquanto isso, projetos paralelos seriam colocados em espera.

As informações foram publicadas pelo Wall Street Journal. Elas teriam sido apresentadas por Fidji Simo, CEO de aplicativos, durante uma reunião com todos os funcionários. Procurada pelo WSJ, a OpenAI não quis comentar o assunto.

Sam Altman, CEO da empresa, e Mark Chen, head de pesquisa, estariam revisando as áreas que serão reduzidas. A expectativa é que os trabalhadores sejam informados dos novos planos ao longo das próximas semanas.

Por que a OpenAI vai mudar seus planos?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman deve compartilhar planos com funcionários nas próximas semanas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o WSJ, a desenvolvedora do ChatGPT decidiu rever seu rumo após o crescimento da Anthropic. A concorrente liderada por Dario Amodei vem tendo sucesso como fornecedora de inteligência artificial para clientes corporativos.

A ferramenta de programação Claude Code, por exemplo, conseguiu muito espaço no setor de tecnologia. Por outro lado, a companhia não oferece ferramentas de geração de vídeo, áudio ou imagens — ela se concentrou nos mercados corporativos e de desenvolvimento.

Enquanto isso, a OpenAI já fez um pouco de tudo: o gerador de vídeos Sora, o navegador Atlas, parcerias com lojas e anunciantes no ChatGPT. Existem ainda planos para um dispositivo de hardware, criado em parceria com o famoso designer Jony Ive.

O Wall Street Journal afirma que funcionários atuais e antigos da OpenAI dizem que o alto número de projetos paralelos atrapalha o direcionamento estratégico, que se tornou difícil de seguir. Mesmo recursos computacionais eram redistribuídos entre os times, que eram avisados com pouca antecedência.

OpenAI já começou a rever seus projetos

Mesmo com tantas iniciativas em diferentes áreas, a OpenAI parece estar alinhando suas prioridades. Em fevereiro de 2026, a empresa apresentou o Frontier, uma ferramenta para organizações construírem e gerenciarem agentes de IA. A plataforma já conta com parceiras como McKinsey e Accenture.

Esses movimentos teriam como objetivo conquistar mais terreno em grandes companhias — atualmente, essa adoção fica muito restrita ao ChatGPT. O desafio é levar mais soluções para os clientes corporativos, como a ferramenta de programação Codex.

Com informações do Decoder

OpenAI vai focar em programação para tentar barrar crescimento da Anthropic

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Tinder e Bumble investem em IA para reverter queda de engajamento

ilustração sobre o tinder
Mercado enfrenta falta de interesse de jovens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Tinder e o Bumble investem em IA para aumentar o engajamento e atrair jovens.
  • As empresas tem focado em encontros reais e novas funcionalidades voltadas à inteligência artificial.
  • O Bumble registrou um crescimento de 7,9% por usuário pagante, enquanto o Tinder enfrenta queda no número de assinantes.

Arrastar fotos incansavelmente pode ter esgotado a paciência de uma geração. Para as empresas responsáveis por apps de relacionamento, o público mais jovem demonstra cada vez menos interesse em colecionar conexões ou manter conversas que não evoluem para algo concreto.

Por isso, as gigantes Tinder e Bumble revelaram como querem frear a fuga de usuários e assinantes: encontros na vida real e uso de IA. O Bumble testa desde o mês passado um botão específico que permite convidar o outro participante para um encontro quando a conversa parece perder ritmo.

Já o Tinder segue uma lógica semelhante ao tentar levar os usuários para além do chat. Parte de um aporte de US$ 50 milhões (cerca de R$ 262 milhões) da controladora Match Group está sendo direcionado a recursos que incentivam interações físicas.

Entre eles está uma aba de “Eventos”, em testes em Los Angeles, nos EUA, que cria oportunidades para conhecer outras pessoas em programações locais. O Bumble também estuda introduzir ferramentas de socialização em grupo como resposta ao interesse dos jovens.

IA em todo canto

ilustração de uma conversa entre o chatbot de um app de relacionamento e um usuário
Bumble introduziu assistente de namoro Bee (imagem: divulgação/Bumble)

Uma das frentes da estratégia dos apps também é o uso crescente de IA. O Bumble, por exemplo, desenvolve o Bee, um assistente de namoro alimentado por IA generativa que deve aprender sobre valores, estilo de comunicação e objetivos de relacionamento em conversas privadas com o usuário.

A ferramenta ainda está em testes internos, segundo o TechCrunch, mas reforça a presença cada vez maior da inteligência artificial no processo de conhecer um par pelo aplicativo (interferindo inclusive na construção do perfil). Em fevereiro, a empresa já havia anunciado testes de recursos capazes de avaliar fotos e biografias e sugerir melhorias.

Ao mesmo tempo, a expansão da IA preocupa outros apps, que temem o uso da própria tecnologia na criação de perfis falsos. Empresas como Tinder e Happn, mesmo trazendo ajuda da IA, têm reforçado medidas para identificar conteúdos gerados artificialmente e combater golpes e contas fraudulentas.

Faturamento em alta

Entre as estratégias adotadas, o Bumble parece colher resultados mais positivos. De acordo com o TechCrunch, a empresa superou expectativas no quarto trimestre, com receita de US$ 224,2 milhões (R$ 1,1 bilhão) e crescimento de 7,9% na média por usuário pagante, o que impulsionou suas ações em cerca de 40%.

Do lado do Tinder, a controladora Match Group continua registrando quedas consecutivas no número de assinantes pagantes, apesar de o aplicativo ainda ter gerado US$ 878 milhões (R$ 4,6 bilhões) em receita no período.

Tinder e Bumble investem em IA para reverter queda de engajamento

O Tinder é um dos principais aplicativos de relacionamento disponíveis no mercado (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Keeta em crise: empresa cancela estreia no Rio e demite funcionários

Imagem mostra um smartphone com moldura dourada exibindo um aplicativo com fundo amarelo chamado "KeeTa". O celular está centralizado e cercado por imagens de comida: um hambúrguer à esquerda, uma barra de chocolate marrom abaixo e uma fatia de pizza com pepperoni e pimentão à direita. O fundo é uma representação estilizada da bandeira do Brasil. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Keeta adiou estreia no RJ e demitiu funcionários na região (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Keeta adiou estreia no Rio de Janeiro indefinidamente e teria demitido cerca de 200 funcionários;
  • empresa acusa iFood e 99Food de práticas que inibem concorrência, como acordos de exclusividade;
  • Keeta ainda fala em investir R$ 5,6 bilhões no Brasil, focando no desenvolvimento de suas operações em São Paulo, por ora.

26 de fevereiro de 2026. Nessa data, o Tecnoblog e vários outros veículos deveriam ter participado de um evento que marcaria o início das operações da Keeta no Rio de Janeiro. Mas o evento foi cancelado, a Keeta não iniciou suas operações em território fluminense e, o pior, dezenas de funcionários teriam sido demitidos.

Braço da gigante chinesa Meituan, a Keeta já atua em São Paulo (SP). Quem anda pela capital paulista se depara com diversos estabelecimentos com uma placa promocional da plataforma que indica que aquele local realiza entregas de refeições a partir do app do serviço.

Expandir as operações seria só questão de tempo, portanto. O grande passo em direção a esse movimento estaria no início das operações no Rio de Janeiro, com direito a um evento de lançamento com participação da imprensa. O convite recebido pelo Tecnoblog dizia:

Após o sucesso de sua operação em São Paulo, a empresa chega ao mercado carioca, com uma proposta de valor que combina tecnologia de ponta e suporte humano, contribuindo para um mercado livre, aberto e com mais opções para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros.

Porém, o evento foi cancelado um dia antes da data marcada, sem explicações detalhadas sobre a decisão. A única informação dada na ocasião foi a de que a estreia no Rio de Janeiro havia sido adiada, sem um novo prazo ser definido.

Uma semana depois, enquanto ainda aguardávamos mais detalhes sobre as operações no Rio de Janeiro, surgiu um indício de que o problema é mais grave do que parecia ser: na quarta-feira (04/03), a Keeta promoveu demissões em massa no Rio de Janeiro.

A empresa não confirma, mas estima-se que cerca de 200 funcionários foram afetados pela decisão. O Metrópoles obteve um vídeo que mostra a reação de alguns desses funcionários quando eles foram informados da decisão.

Na filmagem, uma funcionária reclama, em tom de revolta, que ela deixou outro emprego após ter recebido uma proposta de trabalho mais interessante por parte da Keeta:

O que aconteceu com a Keeta?

Aparentemente, a Keeta está com dificuldades para expandir as suas operações no Brasil devido, em grande parte, à forte concorrência no setor de delivery.

Na semana passada, o CEO global da Keeta, Tony Qiu, declarou ao Poder360 que decidiu pelo adiamento das operações no Rio de Janeiro após constatar que uma quantidade expressiva de restaurantes na região tem acordos de exclusividade com o iFood ou a 99Food:

Isso cria um problema, certo? Então, nossos consumidores não conseguem encontrar esses restaurantes na Keeta. Por isso, queremos concentrar nossa energia e nossos recursos para resolver esse problema.

Tony Qiu, CEO da Keeta

De acordo com o executivo, o iFood estaria descumprindo uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que proíbe a plataforma de assinar contratos de exclusividade com estabelecimentos que têm mais de 30 lojas, bem como de renovar a cláusula de exclusividade por mais de dois anos com restaurantes com menos unidades.

Ainda segundo Qiu, a 99Food teria fechado acordos com os principais restaurantes do Rio de Janeiro que permitem parcerias com outras plataformas de delivery, exceto a Keeta.

O que diz a Keeta sobre esses acontecimentos?

Esta é a nota enviada pela Keeta ao Tecnoblog (atualizada em 06/03):

A Keeta decidiu adiar o lançamento no Rio de Janeiro para focar na melhoria dos padrões de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, o que inclui resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro, antes de avançar com a expansão geográfica no país. Em razão disso, a empresa realizou desligamentos na equipe localizada no Rio.

A Keeta vai manter todos os seus 1.200 postos de trabalho existentes, focando no desenvolvimento das operações na região de São Paulo, e reafirma seu compromisso de longo prazo com o Brasil e o investimento de R$ 5,6 bilhões em 5 anos.

A empresa continuará trabalhando com parceiros locais, autoridades e restaurantes para defender um mercado de delivery aberto, competitivo e sustentável, promovendo um ambiente que estimule inovação, concorrência justa e crescimento, em benefício de consumidores, restaurantes e entregadores parceiros.

A empresa reitera que conduziu o processo com as equipes no Rio de Janeiro em total conformidade com as leis e exigências locais, agindo com cuidado e respeito aos funcionários, assim como sempre fez em suas operações. Cada pessoa que deixou a empresa hoje recebeu um pacote de indenização para apoio na transição profissional. Somos gratos a cada um por suas contribuições.

E o que dizem Cade, iFood e 99Food?

Ao Tecnoblog, o Cade informou que “não se manifesta sobre casos em andamento”, mas destacou que todas as informações públicas sobre o caso da Keeta podem ser acessadas na página do processo n° 08700.008408/2025-19.

Já o iFood nos enviou a seguinte nota:

É incorreto afirmar que o mercado de delivery da cidade do Rio de Janeiro esteja fechado à concorrência devido aos contratos de exclusividade. O iFood é proibido de assinar contratos com grandes redes de restaurantes e não pode ter mais do que 8% de estabelecimentos exclusivos na cidade.

Sobre o prazo dos contratos, há exceções que permitem contratos superiores a dois anos quando o iFood faz investimentos que geram crescimento para o restaurante parceiro. Essas regras estão previstas em acordo firmado pela plataforma com o Cade, que está sendo cumprido em sua totalidade.

Nos causa estranheza que os contratos de exclusividade estejam impactando uma determinada plataforma, sem atingir outros concorrentes que seguem investindo na cidade e expandindo suas operações.

A 99Food também foi procurada, mas não havia se manifestado até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para uma declaração da empresa.

Keeta em crise: empresa cancela estreia no Rio e demite funcionários

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Keeta adiou estreia no Rio de Janeiro por tempo indeterminado, demitiu funcionários e fez acusações contra concorrentes iFood e 99Food.

Keeta faz sucesso na China e chegará ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Play Store reduziu taxa padrão de transações de 30% para 20%;
  • Desenvolvedores podem usar sistemas de pagamento próprios, mas pagarão uma taxa adicional de 5% se mantiverem sistema de faturamento da Google;
  • mudanças entram em vigor até 2027, variando por região, como parte de um acordo entre Google e Epic Games.

A guerra entre Google e Epic Games caminha para um desfecho que afeta toda a indústria de aplicativos no ecossistema do Android. A principal mudança oriunda de um acordo entre as partes está na redução de 30% para 20% na taxa que a Google Play Store cobra para transações feitas em apps distribuídos pela loja.

Na prática, as mudanças reduzirão os custos dos desenvolvedores referentes à distribuição de software na Google Play Store, o que pode resultar em aplicativos mais baratos para o usuário, bem como em assinaturas ou compras mais acessíveis.

Para entendermos como, é preciso, antes, conhecermos cada mudança na plataforma.

O que muda na Google Play Store, de fato?

Comecemos pela taxa sobre compras dentro do aplicativo (IAP, na sigla em inglês). Para novas instalações (app instalado pela primeira vez em um dispositivo), a taxa caiu de 30% para 20%.

Para desenvolvedores que participarem das iniciativas Apps Experience Program (novidade) e Google Play Games Level Up (programa reformulado), as taxas de IAP serão de 20% em aplicativos já instalados e de 15% para novas instalações.

Outra mudança está nas assinaturas recorrentes (para aplicativos que exigem pagamento mensal, por exemplo), cuja taxa caiu de 15% para 10%.

No centro de todas essas reduções de taxas está outra mudança importante: cada pagamento realizado dentro de um aplicativo ou jogo distribuído via Google Play Store só podia ser executado por meio do sistema de faturamento da própria plataforma; isso deixará de ser obrigatório.

Seguindo uma mudança iniciada há alguns meses, a loja permitirá que os desenvolvedores usem sistemas de pagamento próprios ou de terceiros para efetuar cobranças.

Porém, o desenvolvedor que preferir usar o sistema de faturamento da Google Play Store deverá pagar uma taxa adicional de 5% sobre o valor de cada transação. Essa porcentagem foi confirmada para os Estados Unidos, países do Espaço Econômico Europeu (EEE) e Reino Unido. Em outros mercados, essa porcentagem poderá ser diferente.

Aliás, os usuários estarão menos dependentes da própria Play Store. Outra decisão oriunda do acordo é a criação do programa Lojas de Aplicativos Registradas (em tradução livre), que permitirá que usuários de Android lidem com um processo de instalação mais simples de apps que são distribuídos por outras plataformas.

Ilustração que descreve as principais mudanças na Google Play Store
Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças na Play Store entram em vigor?

As novas políticas da Google Play Store entrarão em vigor em datas diferentes, de acordo com cada país. O cronograma de implementação ficou assim:

  • até 30 de junho de 2026: países do EEE, Estados Unidos e Reino Unido;
  • até 30 de setembro de 2026: Austrália;
  • até 31 de dezembro de 2026: Coreia do Sul e Japão;
  • até 30 de setembro de 2027: demais países.

Epic Games comemora mudanças na Play Store

É importante relembrar que essas mudanças são consequência de um processo antitruste que a Epic Games move contra o Google desde 2020. A desenvolvedora de títulos como Fortnite acusa o Google de práticas anticompetitivas.

Na ação, a Epic Games se queixa principalmente da taxa padrão de 30% cobrada até então pelo Google sobre compras feitas em aplicativos distribuídos via Play Store, e de dificuldades de acesso a serviços de pagamento que cobram porcentagens mais baixas.

As disputas nos tribunais começaram a caminhar para o fim em novembro de 2025, quando Google e Epic Games anunciaram um acordo que resultou nas mudanças descritas aqui. No X, o CEO da Epic celebrou esta, digamos, vitória:

O Google está abrindo o Android completamente, com suporte robusto para lojas concorrentes, sistemas de pagamento de terceiros e melhores condições para todos os desenvolvedores. Portanto, resolvemos todas as nossas disputas no mundo todo. OBRIGADO, GOOGLE!

Fortnite retornará à Google Play Store em breve, no mundo todo. A Epic Games Store continuará oferecendo suporte ao Android globalmente, além do Windows e do Mac, e a instalação no Android ficará muito mais fácil ainda em 2026.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)
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Dona do Speedtest e Downdetector é vendida por US$ 1,2 bilhão

Imagem mostra o logo da Ookla ao centro, sobre um mapa mundi
Plataformas famosas por testar a conexão e “dedurar” quedas de serviços mudam de dono (imagem: reprodução)
Resumo
  • Accenture comprou a Ookla da Ziff Davis por US$ 1,2 bilhão para integrar dados de conectividade e otimizar infraestrutura de IA.
  • Operação das plataformas Speedtest e Downdetector permanece inalterada, mas dados dos testes integrarão o portfólio de inteligência da Accenture.
  • A aquisição também inclui Ekahau e RootMetrics, visando aprimorar prevenção de fraudes e otimizar tráfego no varejo.

A Accenture, empresa global de consultoria e serviços de TI, anunciou a compra da Ookla, companhia responsável pelas populares plataformas Speedtest e Downdetector. O acordo de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,3 bilhões) foi fechado em dinheiro com a Ziff Davis, atual proprietária das marcas.

Segundo o comunicado, a aquisição deve viabilizar a utilização dos dados globais de rede da Ookla para ajudar clientes corporativos e governamentais a expandir infraestruturas de inteligência artificial com segurança.

O que muda no Speedtest e Downdetector?

No curto prazo, a operação das plataformas permanece inalterada. Um porta-voz da consultoria confirmou ao site Ars Technica que a Accenture planeja administrar os negócios da Ookla “da mesma forma que operam hoje”. Isso significa que as ferramentas continuarão disponíveis gratuitamente para realizar testes de velocidade de internet e verificar o status de serviços online que estejam fora do ar.

Contudo, com a conclusão do negócio — que ainda depende de aprovação regulatória —, os dados agregados dos cerca de 250 milhões de testes mensais realizados pelo público passarão a integrar o portfólio de inteligência da Accenture. Além disso, os usuários estarão sujeitos às novas políticas de privacidade estabelecidas pela compradora.

Foco corporativo e expansão em IA

Imagem mostra um celular testando a velocidade da internet via Speedtest
Accenture planeja usar dados da Ookla para otimizar infraestrutura de IA e nuvem (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A transação vai além dos sites voltados ao consumidor final. O pacote inclui também o Ekahau, que oferece ferramentas para solucionar problemas e projetar redes Wi-Fi, e o RootMetrics, plataforma de monitoramento de desempenho de redes móveis. A consultoria utilizará as métricas de bilhões de amostras diárias para auxiliar provedores de nuvem e infraestruturas de IA.

Na prática, as aplicações envolvem aprimorar a prevenção de fraudes bancárias e otimizar o tráfego no varejo. Atualmente, os clientes corporativos dos serviços incluem plataformas de streaming, bancos e órgãos do setor público, como a Força Aérea e o Departamento de Estado dos EUA.

O negócio representa um grande salto financeiro para a Ziff Davis. Conforme relatado pela Reuters, a editora estadunidense comprou a Ookla em 2014 por US$ 15 milhões (R$ 78,9 milhões). Em 2025, a provedora de dados de rede registrou uma receita de US$ 230,7 milhões (R$ 1,2 bilhão) e lucro líquido de US$ 76,1 milhões (R$ 399 milhões).

Dona do Speedtest e Downdetector é vendida por US$ 1,2 bilhão

Speedtest de 5G DSS da Vivo em Belo Horizonte (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)
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Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • rumores apontam que OpenAI planeja lançar repositório de código para competir com GitHub;
  • Microsoft, além de dona do GitHub, é acionista da OpenAI, o que significa que repositório poderia causar tensões entre ambos os lados;
  • repositório da OpenAI pode incluir IA generativa para produção de código, semelhante ao GitHub Copilot.

A OpenAI tem anunciado serviços atrelados ou derivados do ChatGPT, e mais um pode estar a caminho: um repositório online de código para projetos de software que, como tal, viria para fazer frente ao GitHub. Se os rumores estiverem certos, a iniciativa será uma espécie de enfrentamento à Microsoft.

Pelo menos é o que revela o site The Information. De acordo com o veículo, uma fonte próxima à OpenAI revelou que a ideia de lançar um repositório de código surgiu por causa de instabilidades no GitHub que causaram transtornos a desenvolvedores da organização (e a outros usuários do serviço).

Engenheiros da OpenAI teriam tido a ideia de criar um repositório que tivesse mais disponibilidade do que o GitHub e que, ao mesmo tempo, pudesse ser oferecido a clientes da empresa.

Onde estaria o enfrentamento à Microsoft?

Para começar, a Microsoft é dona do GitHub desde 2018, embora a plataforma seja mantida até hoje como uma unidade independente. Some a isso o fato de, atualmente, a Microsoft deter 27% das ações da OpenAI.

Pela lógica, tamanha participação faria a criação de um serviço rival ao GitHub pela OpenAI soar como um ato de rebeldia ou algo assim. Esse cenário poderia levar a um afastamento entre as duas organizações, o que não seria surpreendente, afinal, a relação entre ambas está estremecida há algum tempo.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
OpenAI estaria insatisfeita com o GitHub (imagem ilustrativa: divulgação/GitHub)

Como será o repositório da OpenAI?

Não está claro. Por ora, o projeto permanece no campo dos rumores, que apontam ainda que a plataforma está em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, poderá levar meses para ser lançada oficialmente.

Mas uma coisa é fácil de presumir: é muito provável que o repositório da OpenAI tenha uma ferramenta de inteligência artificial generativa que produz código sob demanda, talvez algo derivado do próprio ChatGPT.

Seria algo semelhante ao GitHub Copilot, portanto. Aliás, essa IA está tão presente na plataforma que, incomodados com isso, os desenvolvedores da distribuição Gentoo Linux decidiram abandonar o GitHub recentemente.

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
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Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

Amazon Now entrega em 15 minutos
Amazon Now entrega em 15 minutos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon Now no Brasil entrega em até 15 minutos e oferece frete grátis para assinantes Prime em compras acima de R$ 15;
  • não assinantes Prime pagam taxa de R$ 5,49; serviço disponível em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte;
  • Mais de 5.000 produtos estão disponíveis, principalmente de supermercado, com rastreamento em tempo real.

A Amazon escolheu esta terça-feira (03/03) para a estreia oficial do serviço Amazon Now no Brasil. A novidade permite que compras realizadas na plataforma cheguem em até 15 minutos. Nesta fase inicial, são mais de 5.000 produtos disponíveis (o objeto é expandir esse número), quase todos itens de “supermercado”.

A parte mais interessante é que a taxa de entrega é gratuita para compras acima de R$ 15 para quem é assinante do Amazon Prime. Para não assinantes, a taxa de entrega tem um valor interessante: R$ 5,49.

Haverá cobrança de taxa de serviço, mas em uma data ainda não definida pela Amazon. Por ora, essa taxa não é cobrança.

Com ou sem Amazon Prime, o comprador tem a opção de dar uma gorjeta ao entregador ao receber o pedido. É possível acompanhar o status da entrega via notificações por WhatsApp ou pelo site do serviço. Também há a opção de rastreamento em tempo real da entrega.

Como esperado, é preciso informar um código de entrega para o procedimento ser finalizado com segurança, informação que só deve ser fornecida ao entregador se o pedido tiver chegado como o esperado.

Os pagamentos podem ser feitos via cartão de crédito ou Pix.

Amazon Now já funciona no Brasil
Amazon Now já funciona no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde o Amazon Now está disponível?

Nesta fase inicial, o Amazon Now cobrirá oito cidades brasileiras, começando de São Paulo. Porém, mesmo nos municípios cobertos, é preciso checar se o seu CEP é atendido. As cidades cobertas são estas:

  • São Paulo (SP)
  • Campinas (SP)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Porto Alegre (RS)
  • Curitiba (PR)
  • Fortaleza (CE)
  • Recife (PE)

O serviço já começou a funcionar em São Paulo. Nos demais locais, o serviço será implementado de modo gradual até 8 de março. Para usá-lo, basta acessar a página do Amazon Now.

Como já informado, os produtos disponíveis no novo serviço são quase todos de “supermercado”. Há categorias como laticínios, feira (frutas e legumes), padaria, bebidas, suplementos, limpeza, cuidados pessoais, entre tantas outras.

Todos os produtos vendidos via Amazon Now são identificados com um selo que leva o nome da modalidade.

A Amazon destaca a oferta de produtos congelados, categoria que não é oferecida ou é muito limitada em plataformas concorrentes.

Assinantes do Amazon Prime podem ter, além do frete gratuito, acesso a ofertas exclusivas.

A entrega é feita mesmo em 15 minutos?

 Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience
Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Questionada a respeito pelo Tecnoblog, Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience da Amazon Brasil, explicou que o serviço foi desenvolvido e amplamente testado para a entrega ser feita em até 15 minutos, não havendo prazo de tolerância. Se o cliente tiver algum problema com atrasos, deverá entrar em contato imediatamente com o suporte da Amazon.

Está aí a razão para nem todos os locais das cidades atendidas serem cobertos pelo Amazon Now. Os produtos saem de “micro-centros” de distribuição da Amazon e somente localidades que permitem entregas em até 15 minutos a partir desses pontos são incluídos nas rotas de entrega.

Para garantir a entrega em 15 minutos, o entregador que pega o pedido só pode realizar a entrega daquela compra naquele momento, ou seja, não é possível sair do centro de distribuição com mais de uma compra ao mesmo tempo.

Sobre o Amazon Prime, no Brasil, o plano custa R$ 19,90 por mês ou R$ 166,80 por ano.

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

Amazon Now entrega em 15 minutos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Amazon Now já funciona no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Mercado de celulares de entrada também será atingido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A crise dos chips aumentará os preços das memórias RAM e SSDs, impactando PCs e smartphones até 2028.
  • Notebooks baratos desaparecerão do mercado em até dois anos devido ao aumento dos custos de produção.
  • A demanda dos data centers de IA por memória afetará a disponibilidade de celulares e consoles, atrasando lançamentos.

O segmento de PCs de entrada deve desaparecer do mercado em até dois anos. A previsão drástica é de um novo relatório da consultoria Gartner, que detalha como o boom dos preços de memória em nível global afetará toda a cadeia de produção. Segundo a análise, esse fenômeno reduzirá as remessas globais de computadores em 10,4% e de smartphones em 8,4% já ao longo de 2026.

O que está causando essa crise?

A resposta direta está na estimativa de um aumento de 130% nos preços de memória DRAM e armazenamento SSD ainda este ano. Esse salto astronômico resultará num reajuste inevitável aos consumidores, encarecendo a fabricação de PCs em 17% e de smartphones em 13%, na comparação com 2025.

Toda a indústria tecnológica já se prepara para o que algumas publicações estão chamando de RAMmageddon, impulsionado por uma escassez severa na produção e a fome insaciável dos data centers de inteligência artificial por mais memória.

Historicamente, a memória de um PC representava cerca de 16% do custo total da lista de materiais. Com a crise atual, esse número atingirá 23%. O analista da Gartner Ranjit Atwal explica que essa margem elimina a capacidade das fabricantes e dos fornecedores de absorverem os custos. Como as máquinas de entrada já possuem uma margem de lucro extremamente baixa, produzi-las se tornará um negócio financeiramente inviável.

O resultado? O fim do segmento de computadores baratos e a maior contração nas remessas de dispositivos em mais de uma década.

Fim do notebook “baratinho” no Brasil

imagem de uma mulher segurando um cartão de crédito na frente de um notebook
Comprar um notebook no Brasil exigirá um investimento maior (imagem: Rupixen/Unsplash)

Trazendo essa realidade para o mercado brasileiro, o cenário acende um alerta para o varejo e para o consumidor. Atualmente, é possível encontrar notebooks básicos de entrada no país — geralmente equipados com processadores modestos, 8 GB de RAM e algum SSD — abaixo dos R$ 2 mil.

Se aplicarmos o repasse projetado de 17%, esse equipamento subiria mais de R$ 300. Contudo, no Brasil o cenário é mais complicado. O repasse gringo é focado apenas no custo de fabricação. Por aqui, entram na conta a flutuação do dólar e o efeito cascata dos impostos.

Vale lembrar que, no final de fevereiro, o governo federal chegou a propor o aumento da tarifa de importação de notebooks e smartphones de 16% para 20%. O governo recuou após pressão popular, mas, como os impostos são cobrados sobre o valor do produto importado, uma máquina cuja base já é mais cara em dólar gerará um tributo final maior em reais. Somando a isso a margem de lucro das varejistas, o salto no preço final de prateleira será relevante. Na prática, a barreira financeira para comprar um computador novo deve subir.

Além da alta nos preços, a consultoria aponta para o desinteresse comercial. Em vez de produzir e vender um notebook básico encarecido, as marcas preferem direcionar as memórias escassas para laptops premium, onde as margens de lucro justificam o investimento.

Celulares e consoles também vão sofrer

A demanda dos data centers de IA por chips e memórias também causará um tombo nas vendas de celulares. A Gartner alerta que os usuários de smartphones básicos serão os mais afetados, precisando recorrer cada vez mais a aparelhos de segunda mão.

O setor de games também começa a sentir o baque. A Valve relatou que o Steam Deck tem ficado indisponível com frequência, alertando que o problema se tornará rotineiro devido à falta de componentes. Já a nova geração de consoles pode demorar mais para chegar. Informações divulgadas pela Bloomberg indicam que a Sony avalia adiar o lançamento do PlayStation 6 para 2028 ou 2029. Lançar o hardware nos próximos dois anos significaria esbarrar na escassez de peças ou ter que anunciar um preço final inviável para os compradores.

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Rupixen/Unsplash)
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Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
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Panasonic desiste de fabricar suas próprias TVs

Panasonic vai encerrar produção de televisores no Brasil (Imagem: thetoxicmind/Flickr)
Panasonic anunciou que deixará de fabricar seus próprios televisores (Imagem: thetoxicmind/Flickr)
Resumo

A Panasonic decidiu dar mais um passo no afastamento de um mercado que já foi central para sua identidade. A empresa anunciou que deixará de fabricar seus próprios televisores e passará essa responsabilidade a uma parceira chinesa, encerrando, na prática, sua atuação direta na produção de TVs.

A mudança marca um ponto simbólico para uma companhia que ajudou a popularizar as telas de plasma e que, por décadas, esteve entre as referências em qualidade de imagem. A partir de agora, os televisores continuarão levando o nome Panasonic, mas não sairão mais de fábricas controladas pela empresa japonesa.

Produção e vendas ficam com a Skyworth

O acordo prevê que a chinesa Skyworth, sediada em Shenzhen, assuma a fabricação, o marketing e a comercialização das TVs com a marca Panasonic. A empresa já é um nome relevante no setor e se apresenta como uma das maiores fornecedoras globais da plataforma Android TV, embora sua posição entre as líderes de vendas oscile ao longo do tempo.

Segundo o FlatpanelsHD, o anúncio foi feito durante um evento de lançamento, no qual um representante da Panasonic detalhou os termos da parceria: “Segundo o acordo, o novo parceiro liderará vendas, marketing e logística em toda a região, enquanto a Panasonic fornecerá conhecimento especializado e garantia de qualidade para manter seus renomados padrões audiovisuais, com desenvolvimento conjunto completo nos modelos OLED de ponta.”

A Panasonic afirmou que continuará oferecendo suporte “para todas as TVs Panasonic vendidas até março de 2026 e todas as que estiverem disponíveis a partir de abril”. Os novos aparelhos produzidos pela Skyworth devem ser vendidos nos Estados Unidos e na Europa, onde as empresas afirmam buscar participação de mercado em dois dígitos.

Televisores da Panasonic passarão a ser produzidos por uma empresa parceira chinesa Skyworth.
Televisores da Panasonic passarão a ser produzidos pela empresa parceira chinesa Skyworth (imagem: divulgação/Panasonic)

Entenda a decisão da Panasonic

A decisão da empresa japonesa não surgiu do nada. Há mais de uma década, a Panasonic vem demonstrando incerteza em relação ao futuro de sua divisão de TVs. No auge da era do plasma, a empresa chegou a liderar o mercado global, superando concorrentes como Samsung e LG. No entanto, em 2014, abandonou essa tecnologia, citando a ascensão dos LCDs e dificuldades financeiras acumuladas ao longo dos anos.

No mesmo período, a companhia começou a reduzir sua presença no mercado americano, do qual saiu completamente em 2016. Em 2021, anunciou que terceirizaria toda a produção de TVs, buscando mais flexibilidade. Três anos depois, retornou aos EUA com modelos OLED e Mini LED, ainda enfatizando o desenvolvimento japonês. Mesmo assim, em fevereiro de 2025, o presidente Yuki Kusumi admitiu que a empresa estava “preparada para vender” o negócio de TVs se fosse necessário.

Com a parceria com a Skyworth, a Panasonic parece ter encontrado uma forma de diminuir custos e riscos, mantendo alguma receita com o licenciamento da marca. O movimento também reforça um cenário mais amplo: hoje, praticamente não há mais produção de TVs no Japão, enquanto fabricantes da Coreia do Sul e da China dominam o mercado global.

Panasonic desiste de fabricar suas próprias TVs

Panasonic vai encerrar produção de televisores no Brasil (Imagem: thetoxicmind/Flickr)
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Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Executiva promete foco em histórias criadas por humanos (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft nomeou Asha Sharma como nova CEO do Xbox, substituindo Phil Spencer em um momento de reestruturação e foco no ecossistema multiplataforma;
  • Sharma, com experiência em inteligência artificial, prometeu evitar o uso excessivo de “IA ruim” nos jogos, destacando a importância de histórias criadas por humanos;
  • nova liderança tem expectativa de reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

Na última sexta-feira (20/02), a Microsoft anunciou uma mudança histórica na liderança de sua divisão de jogos. Asha Sharma foi nomeada nova vice-presidente executiva (EVP) e CEO da Microsoft Gaming. Ela substitui Phil Spencer, que pegou o mercado de surpresa ao anunciar sua aposentadoria.

A transição ocorre em um momento crítico: a companhia busca redefinir a marca Xbox diante da queda nas vendas de hardware e da migração para um modelo focado no ecossistema multiplataforma.

A reestruturação não se limitou à saída de Spencer. Sarah Bond, presidente e COO do Xbox, também deixou a companhia após quase nove anos de atuação. Segundo o The Verge, Bond enfrentou atritos internos ao defender a estratégia “Xbox Everywhere”, focada em promover jogos em nuvem e dispositivos móveis.

Qual é o papel da IA no futuro do Xbox?

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Com vendas de hardware em baixa, console passa por redefinição de marca (imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Asha Sharma passou os últimos dois anos presidindo o grupo de produtos CoreAI da Microsoft. Por isso, a comunidade de jogadores levantou preocupações sobre o uso maciço de ferramentas generativas nos estúdios da marca. Sharma, no entanto, foi categórica em um memorando interno: a empresa não inundará o ecossistema com “conteúdo de IA sem alma”.

Em entrevista à Variety, a nova CEO detalhou essa visão e afirmou que “não tem tolerância para a má IA”. Ela reconheceu que a tecnologia faz parte do desenvolvimento há anos e continuará sendo um motor de crescimento, mas ressaltou que “grandes histórias são criadas por humanos”.

A declaração toca em um debate sensível na indústria. Conforme destacado pelo Ars Technica, a tolerância do público à inteligência artificial generativa tem sido mínima. Recentemente, o estúdio Sandfall Interactive perdeu um prêmio após admitir o uso de IA em cenários de Clair Obscur: Expedition 33.

Em contrapartida, lendas como John Carmack (criador de Doom) defendem que a tecnologia permite resultados superiores para equipes menores, enquanto Tim Sweeney (CEO da Epic Games) argumenta que a ferramenta estará em praticamente todas as produções futuras.

Um perfil diferente na liderança

A escolha da Asha Sharma marca um desvio em relação ao seu antecessor. Enquanto Phil Spencer construiu uma carreira de décadas dentro do Microsoft Game Studios, a nova CEO assume o cargo sem experiência prévia no setor de videogames. Antes, ela ocupou cargos de alta gestão em empresas como Instacart e Meta.

Apesar da falta de familiaridade com a cultura gamer, a executiva tem demonstrado abertura e afirma entrar na indústria como uma “construtora de plataformas”, com foco em reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

O primeiro grande teste da nova gestão não vai demorar. Com o aniversário de 25 anos do Xbox chegando no final de 2026, a Microsoft planeja usar o GDC Festival of Gaming em março e o Xbox Games Showcase na primavera norte-americana para definir a direção do próximo capítulo da marca.

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
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Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

Meta
VR não emplacou como o esperado, diz Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta separou o Horizon Worlds dos projetos de realidade virtual Quest, focando em smartphones e tablets.
  • O mercado de realidade virtual não cresceu como esperado, levando ao fechamento do Horizon Workrooms.
  • Horizon Worlds se tornará concorrente do Roblox, com foco em monetização e crescimento em plataformas móveis.

A Meta anunciou que vai separar o Horizon Worlds, seu ambiente virtual, dos projetos da plataforma de realidade virtual Quest, que inclui a linha de headsets de mesmo nome. Com isso, o foco do mundo digital agora é ter uma presença mais forte em smartphones. Enquanto isso, as equipes que trabalham no sistema de VR vão se concentrar em ferramentas para desenvolvedores.

É um sinal de que a proposta apresentada em 2021 não vingou como o esperado. Na ocasião, a empresa então conhecida como Facebook mudou de nome para sinalizar que seu futuro passava pela construção de, nas palavras de Mark Zuckerberg, “uma internet corpórea, em que você está na experiência, não apenas olhando para ela”.

Por que a Meta mudou seus planos?

O comunicado divulgado pela Meta repete uma afirmação bastante direta: o mercado de realidade virtual não cresceu tanto quanto o esperado. Mais do que isso, ele não emplacou em todos os públicos-alvo como a empresa gostaria.

Os headsets fazem algum sucesso com crianças e adolescentes interessados em jogos casuais, mas jovens e adultos não aderiram à novidade para fazer reuniões ou participar de espaços profissionais colaborativos — tanto que a Meta encerrou o Horizon Workrooms, espécie de metaverso corporativo que ela oferecia.

Ilustração 3D representando uma reunião no metaverso. Dois avatares estilizados, de aparência juvenil e expressiva, estão sentados à mesa de um escritório virtual flutuante. À esquerda, uma mulher negra com tranças observa enquanto, à direita, um homem loiro gesticula. O cenário integra elementos digitais a uma paisagem externa ensolarada com montanhas. A estética é de um videogame moderno, com iluminação suave e texturas simplificadas, simulando uma experiência de realidade virtual.
Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

“Para continuar impulsionando o crescimento da plataforma VR no futuro, estamos focados em apoiar a comunidade de desenvolvedores terceirizados e sustentar nosso investimento em VR a longo prazo”, dia a publicação.

Qual o futuro do metaverso?

Se quase ninguém tem headsets de realidade virtual, por que continuar investindo em criar um ambiente digital com essas características? Essa parece ter sido a pergunta na cabeça dos executivos da Meta.

Com o anúncio, a empresa declara algo que já era esperado: o Horizon Worlds vai, aos poucos, deixar de ser um espaço imersivo para se tornar uma plataforma de mundos virtuais com foco em smartphones e tablets.

Ambiente virtual com avatares de pessoas, nomes de usuário e locais como um clube de comédia e um espaço para festas
Horizon Worlds será espaço de joguinhos e mundos virtuais (imagem: divulgação)

“Tivemos um crescimento de mundos exclusivos para plataformas móveis de 0 para mais de 2 mil [em 2025]”, diz o comunicado, que também sublinha um aumento de quatro vezes nos usuários ativos mensalmente em smartphones e tablets ao longo do ano passado.

O Horizon Worlds, então, passa de um metaverso para um concorrente de plataformas como o Roblox, que também tem mundos e jogos criados por usuários. Esse tipo de plataforma também permite monetização, e a Meta já vê sinais positivos nisso, com quatro criadores atingindo a marca de US$ 1 milhão em receitas.

Com informações do Engadget

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)
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Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

Imagem mostra notas de R$ 100 reais abertas em leque, formando um fundo para vários logotipos de grandes empresas de tecnologia. Os logotipos são da Apple, Google, Amazon, Microsoft, Meta e TikTok. No canto inferior direito, o logo do "tecnoblog" é visível.
O avanço dos investimentos em IA por grandes empresas de tecnologia começa a gerar ceticismo em Wall Street (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O ritmo acelerado de investimentos das grandes empresas de tecnologia em inteligência artificial começa a gerar incômodo entre investidores. Mesmo após as principais big techs deixarem claro, na temporada mais recente de balanços, que não pretendem reduzir os aportes em infraestrutura e modelos de IA, o mercado financeiro demonstra sinais crescentes de ceticismo.

Uma nova pesquisa do Bank of America indica que parte relevante de gestores de fundos e executivos financeiros já considera esses gastos excessivos.

A avaliação sugere que, para Wall Street, o entusiasmo com IA segue alto, mas a tolerância a investimentos sem retorno claro começa a diminuir.

Wall Street vê exagero nos aportes em IA

O levantamento ouviu 162 gestores responsáveis por cerca de US$ 440 bilhões em ativos (R$ 2,24 trilhões). Um percentual recorde desses profissionais afirmou que as empresas estão “investindo demais” em despesas de capital, especialmente ligadas à expansão de data centers, chips e infraestrutura voltada à IA.

O resultado vem acompanhado de uma mudança importante no humor dos executivos de tecnologia. Apenas 20% dos CIOs ouvidos disseram defender o aumento dos gastos de capital, o chamado capex, uma queda relevante em relação aos 34% registrados na pesquisa anterior. Para muitos, o momento agora é de cautela.

Esse freio no entusiasmo pode ser explicado pela percepção de risco. Um quarto dos participantes apontou uma possível “bolha de IA” como o principal risco para o mercado em 2026, superando preocupações tradicionais como inflação, conflitos geopolíticos ou alta desordenada dos juros.

Ilustração mostra moedas, um celular e um notebook, em um gráfico de seta indicando aumento. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Investimentos em tecnologia seguem altos, enquanto o mercado avalia riscos e retorno (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A bolha de IA pode virar um problema maior?

Além do temor de excesso de otimismo, parte dos investidores enxerga um risco ainda mais estrutural. Cerca de 30% dos entrevistados consideram os gastos massivos dos chamados hyperscalers de IA como a fonte mais provável de um evento sistêmico de crédito. Em outras palavras, o medo não é apenas de perdas pontuais, mas de impactos mais amplos no sistema financeiro.

Esse tipo de avaliação seria impensável há um ano, quando a corrida por IA parecia justificar praticamente qualquer nível de investimento. Desde então, no entanto, o mercado passou a exigir resultados mais concretos.

Com informações do Business Insider

Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

Big techs no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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iFood dobra seguro pago a entregadores acidentados

Ilustração com a marca do iFood e uma moto vista de trás, com destaque para o baú
iFood ampliou o valor do seguro para entregadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O iFood anunciou uma ampliação no seguro de Diária por Incapacidade Temporária (DIT), benefício gratuito destinado a entregadores que precisam se afastar do trabalho após acidentes ocorridos durante as rotas. A principal mudança é o aumento do valor máximo da indenização, que passa de R$ 1.500 para até R$ 3.000, além da criação de uma diária mínima de R$ 50. A atualização vale para acidentes registrados a partir de 5 de janeiro de 2026.

Segundo a empresa, a medida busca oferecer maior estabilidade financeira aos entregadores durante o período de recuperação, sem exigir cadastro prévio ou qualquer tipo de cobrança.

O seguro é automático e cobre situações em que o profissional não consegue trabalhar temporariamente por causa de um acidente relacionado à atividade de entrega.

Como funciona a nova cobertura do seguro?

O DIT garante o pagamento de uma indenização proporcional aos ganhos médios do entregador no período anterior ao afastamento. A cobertura se aplica a acidentes ocorridos durante as entregas, no trajeto até os estabelecimentos parceiros ou no retorno para casa após a última rota do dia.

Em um cenário hipotético apresentado pela empresa, um entregador com média diária de R$ 100 que precise se afastar por 20 dias receberia R$ 2.000. Com o limite anterior, o valor máximo pago seria menor, independentemente do tempo de afastamento ou da renda média.

O acionamento do seguro pode ser feito diretamente pelo aplicativo do entregador, por meio da Central de Segurança, usando o botão de emergência. Também há canais alternativos, como telefone, WhatsApp e e-mail, disponíveis 24 horas por dia.

Entregador do iFood (Imagem: divulgação/iFood)
Seguro cobre acidentes durante entregas e no trajeto de volta (Imagem: divulgação/iFood)

Vale apenas para acidentes durante a entrega?

Além da renda temporária garantida pelo DIT, o iFood mantém outras coberturas gratuitas voltadas à proteção dos entregadores e de seus familiares. Entre elas estão o reembolso de despesas médicas e odontológicas, com limite de até R$ 15 mil, auxílio-funeral e indenizações em casos de morte acidental ou invalidez permanente, que podem chegar a R$ 120 mil.

Há ainda benefícios específicos para entregadoras, como indenização de até R$ 10 mil em casos de câncer de mama ou do colo do útero, auxílio-gestação de R$ 500 e compensação financeira em afastamentos para cuidar dos filhos, com diária fixa de R$ 100 por dois dias.

iFood dobra seguro pago a entregadores acidentados

iFood é a maior empresa brasileira de delivery (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

Logotipo da Apple
Apple reforça atuação na área de bancos de dados com nova aquisição (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple adquiriu a Kuzu, uma empresa canadense de banco de dados, em outubro de 2025, sem divulgar o valor da transação.
  • A aquisição foi reportada à União Europeia devido à relevância, conforme exigido pela legislação local, e os dados da empresa saíram do ar.
  • A Kuzu desenvolvia bancos de dados gráficos embarcados, focados em consultas rápidas e análise de dados complexos.

A Apple concluiu a misteriosa aquisição da Kuzu, uma empresa canadense especializada em tecnologias de banco de dados. O negócio foi finalizado em outubro de 2025, por um valor que não foi revelado, e só veio a público após ser identificado pela imprensa especializada, que acompanha movimentações corporativas da companhia.

Como costuma acontecer em compras desse tipo, a presença online da Kuzu foi rapidamente desativada. O site oficial saiu do ar e o repositório da empresa no GitHub foi arquivado, um padrão recorrente nas aquisições feitas pela Apple.

A Kuzu se descrevia como “um banco de dados gráfico embarcado desenvolvido para velocidade de consulta, escalabilidade e facilidade de uso”. Seu principal produto era o Kuzu Explorer, uma ferramenta acessível via navegador que permitia visualizar informações como nós interligados, facilitando a análise de relações complexas entre dados.

O que fazia a Kuzu?

Diferentemente de bancos de dados relacionais tradicionais, a Kuzu atuava no segmento de bancos de dados gráficos embarcados, voltados a aplicações que exigem consultas rápidas sobre grandes volumes de informações conectadas. Esse tipo de tecnologia costuma ser usado em áreas como análise de redes, sistemas de recomendação e modelagem de dados complexos.

A Apple já é dona do FileMaker, um sistema de banco de dados relacional operado por sua subsidiária Claris. Ainda não está claro como a tecnologia da Kuzu será aplicada. A empresa não comentou se a solução será integrada a produtos existentes ou utilizada internamente em novos projetos.

Ilustração de inteligência artificial
Tecnologia da Kuzu permite visualizar relações complexas entre dados (imagem: Growtika/Unsplash)

Por que a aquisição foi informada à União Europeia?

Mesmo sem divulgação do valor, a aquisição foi relevante o suficiente para ser reportada à União Europeia. De acordo com o Digital Markets Act (DMA), empresas classificadas como “gatekeepers” precisam comunicar determinadas aquisições às autoridades regulatórias do bloco.

A compra da Kuzu aparece em uma lista pública da UE que reúne aquisições feitas pela Apple ao longo de 2025. Entre elas estão empresas de software, design de chips, inteligência artificial e ferramentas para aprendizado de máquina, indicando uma estratégia contínua de reforço tecnológico.

A página europeia é atualizada de forma periódica, geralmente alguns meses após o recebimento das informações. Por isso, analistas avaliam que outras aquisições da Apple podem ainda não ter sido divulgadas oficialmente.

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial é um exemplo de TIC usado para o processamento de dados (Imagem: Growtika/Unsplash)
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Co-CEO da SMIC diz que mercado de RAM está em “pânico”

Imagem mostra um homem de terno falando em um púlpito com microfone
Zhao Haijun é co-CEO da SMIC (imagem: reprodução)
Resumo
  • O co-CEO da SMIC, Zhao Haijun, afirma que a indústria de semicondutores está em pânico devido à escassez de chips de memória.
  • Os preços de memória RAM subiram até 90% no início de 2026, segundo a Counterpoint Research.
  • A demanda por IA está canibalizando a oferta de componentes, afetando dispositivos como smartphones, enquanto a produção de DRAM para servidores não acompanha a demanda.

A indústria global de semicondutores entrou oficialmente em modo de crise. O co-CEO da Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC), Zhao Haijun, afirma que o setor vive um estado de “pânico” provocado pela escassez severa de chips de memória.

Durante a última conferência de resultados, realizada em Hong Kong, o executivo explicou que a voracidade do setor de inteligência artificial por hardware está canibalizando a oferta de componentes para outras áreas. A SMIC, vale lembrar, é a maior fabricante de chips sob encomenda da China.

Segundo o executivo, o boom da IA comprimiu a disponibilidade de memórias para dispositivos populares, como smartphones de entrada e intermediários. O cenário atual, relatado pelo The Wall Street Journal, é agravado por um comportamento defensivo das empresas: temendo o desabastecimento, fabricantes estão inflacionando seus pedidos para tentar garantir estoques, gerando uma falsa percepção de demanda ainda maior.

Indústria mudou a prioridade

Imagem mostra um chip da SMIC
Preço das memórias RAM subiu quase 90% em menos de um ano (imagem: reprodução/SMIC)

A crise de abastecimento é um reflexo da mudança de prioridades das “Três Gigantes” da memória: Samsung, SK Hynix e Micron. Juntas, elas controlam mais de 90% do mercado global.

Dados da consultoria Counterpoint Research revelam que os preços da memória RAM dispararam entre 80% e 90% neste início de 2026, em comparação com o final do ano passado.

O aumento foi puxado pela memória DRAM usada em servidores, indispensáveis para treinar e rodar grandes modelos de linguagem. Como a produção dessas empresas não conseguiu escalar na mesma velocidade da demanda por IA, o fornecimento para o mercado de PCs e smartphones acabou ficando em segundo plano.

A SMIC já reportou uma queda nas encomendas vindas de fabricantes de celulares de gama média e baixa, os mais sensíveis a flutuações de custo.

Quando a oferta de memória RAM deve melhorar?

Pente de memória RAM
Escassez de DRAM afeta smartphones de entrada e intermediários (imagem: Liam Briese/Unsplash)

A boa notícia é que há uma perspectiva de alívio no horizonte para o consumidor comum. A má é que ela não será imediata: a previsão da SMIC é que novas remessas de chips de memória RAM convencional cheguem primeiro aos fabricantes de eletrônicos de consumo, podendo equilibrar os estoques globais até o terceiro trimestre de 2026.

A empresa está orientando clientes a não serem tão pessimistas e a evitarem cortes drásticos em outros componentes. O risco, segundo Zhao, é que a memória volte ao mercado em nove meses e as empresas não tenham outros chips necessários para completar a montagem de seus produtos.

Apesar da turbulência no mercado de memórias, a SMIC vive um momento de expansão financeira. A companhia reportou uma receita recorde de US$ 9,32 bilhões em 2025 (cerca de R$ 48 bilhões), um crescimento de 12,8% em relação ao ano anterior. O lucro líquido também subiu 38,9%, atingindo US$ 685 milhões.

Esse desempenho é sustentado por um movimento de reestruturação da indústria na China, focado na localização da cadeia de suprimentos. Segundo a Nikkei Asia, desenvolvedores chineses de chips estão migrando em massa suas linhas de produção do exterior para fábricas locais.

Co-CEO da SMIC diz que mercado de RAM está em “pânico”

Pente de memória RAM (Imagem: Liam Briese/Unsplash)
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Como um MBA em ciência de dados e IA pode aumentar seu salário em até R$ 73 mil

Close-up de um aperto de mãos entre duas pessoas. À esquerda, uma pessoa veste terno preto, camisa branca e gravata listrada em laranja e branco. À direita, a outra pessoa veste uma beca de formatura preta. Com a mão esquerda, o formando segura um diploma enrolado em papel branco, adornado com um laço de fita de cetim vermelha. O fundo da imagem é cinza e neutro, mantendo o foco central no aperto de mãos e no documento. A iluminação é uniforme, destacando as texturas dos tecidos.
Como um MBA em ciência de dados e IA pode alavancar a sua carreira (imagem: TripleTen)

Se você já tem 7 a 10 anos de carreira e sente que está fazendo as mesmas coisas, com pouco avanço em responsabilidade, salário ou novas oportunidades, você não está só.

Não é uma sensação individual, mas estrutural. O mercado mudou. Dados e inteligência artificial deixaram de ser áreas técnicas isoladas e passaram a influenciar diretamente decisões de negócio, estratégia e crescimento das empresas.

Por isso, profissionais capazes de traduzir dados em impacto real estão entre os mais disputados globalmente.

É nesse contexto que um MBA em Data Science & Artificial Intelligence faz sentido. A formação combina visão estratégica com aplicação prática, desde a construção de casos de uso de IA para negócios até a criação de lógicas de personalização de dados que aumentam eficiência e valor para as empresas.

A demanda é global e crescente. Empresas internacionais têm ampliado a contratação de profissionais brasileiros, especialmente para funções ligadas a dados, IA e tomada de decisão orientada por tecnologia.

A TripleTen oferece um MBA em Data Science & Artificial Intelligence pensado exatamente para esse cenário. Profissionais experientes que querem sair do platô da carreira e assumir posições mais estratégicas, melhor remuneradas e com alcance internacional.

Qual a influência de um bom MBA sobre o salário?

É claro que desenvolver habilidades técnicas e interpessoais ativam sentimentos de satisfação, mas é importante não colocar o aspecto financeiro em segundo plano. Nesse sentido, convém destacar que uma boa formação de MBA pode ter efeitos muito positivos sobre o salário.

Para você ter uma ideia, estudos indicam que profissionais no Brasil com pós-graduação ou MBA chegam a ganhar quase o dobro em comparação àqueles que possuem apenas o ensino superior:

Gráfico de barras vertical sobre fundo branco com o título "Salário médio de acordo com o nível de instrução (No Brasil)". À esquerda, uma barra azul-clara representa o "Ensino superior". À direita, uma barra azul-escura, visivelmente mais alta, representa "Pós-graduação/MBA". Entre as duas barras, uma seta curva aponta para cima com o texto "+87%". A imagem utiliza elementos visuais simples para comparar o incremento salarial médio entre os dois diferentes níveis acadêmicos citados.
Comparação salarial entre ensino superior e pós/MBA (dados: Insper/O Globo)

A razão disso é que profissionais que investem em especialização tornam-se mais bem capacitados para assumir cargos de liderança ou exercer funções críticas, o que resulta em remunerações maiores.

Quando olhamos para o campo da ciência de dados, o cenário é ainda mais favorável: no Brasil, o salário de um cientista de dados tem médias que vão de R$ 7.500 (categoria júnior) a R$ 16.000 por mês (sênior). Profissionais que seguem carreira internacional podem ter salários mensais que superam R$ 70.000 na conversão de dólar ou euro para real:

Infográfico intitulado "Comparativo Salarial de Cientista de Dados BR x EU x US". Três colunas em tons de laranja representam os níveis "Junior", "Pleno" e "Senior". Cada coluna mostra valores em Reais, Euros e Dólares. No nível Senior, os valores são "R$ 16,040", "€ 5,470 ≈ R$ 33,641" e ",000 ≈ R$ 73,920". Os valores aumentam progressivamente da esquerda para a direita. O layout é limpo, com textos em branco e preto, utilizando degraus para ilustrar a ascensão salarial por senioridade e região.
Comparativo salarial no Brasil x exterior (dados: Glassdoor, Indeed, Robert Half Talent Solution)

É claro que, para alcançar remunerações tão elevadas, é importante investir em formações de MBA altamente qualificadas.

O que faz um curso de MBA realmente valer a pena?

Há quem leve em conta apenas a popularidade da instituição de ensino que oferece cursos de MBA, mas é importante considerar outros critérios no momento da escolha.

Em linhas gerais, uma formação de MBA deve ser tratada como um investimento. Como tal, é necessário que haja um ROI, isto é, um retorno sobre esse investimento.

Para avaliar o potencial de ROI, deve-se verificar se a instituição disponibiliza o curso de modo que você tenha flexibilidade para conciliar os estudos com suas atividades profissionais, afinal, é comum que estudantes de MBA já estejam inseridos no mercado de trabalho. Essa flexibilização envolve a oferta de materiais digitais e acesso a plataformas de ensino remoto, por exemplo.

Também é importante verificar se a estrutura do curso, de fato, prepara o estudante para ocupar cargos que estão em alta, tanto no Brasil quanto no exterior. Nesse sentido, convém checar se as certificações oferecidas têm reconhecimento internacional (ou seja, se não são válidas apenas no Brasil).

Outro aspecto a ser observado é se a instituição trabalha com ferramentas para incentivar a evolução do aluno, com suporte de tutores na revisão de tarefas, disponibilização de materiais atualizados e orientação de especialistas capazes de associar o seu progresso a objetivos de carreira para você ter chances reais de alcançar seus objetivos.

Por que o MBA de Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen faz sentido?

O MBA em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da TripleTen está alinhado com todos os aspectos abordados anteriormente. A TripleTen é uma escola de tecnologia dos Estados Unidos e uma edtech global focada na aceleração de carreiras em tecnologia. A empresa faz parte do Grupo Nebius, um grupo multibilionário com sede em Amsterdã que atua globalmente oferecendo infraestrutura e soluções em inteligência artificial para grandes empresas.

No Brasil, o programa é oferecido em conjunto com a Sirius, instituição de ensino superior devidamente reconhecida pelo MEC e responsável pela supervisão pedagógica do curso.

Por causa disso, o certificado do curso tem validade tanto no Brasil, inclusive no âmbito dos concursos públicos, quanto em outros países.

Além disso, o programa inclui certificações internacionais emitidas pela AWS Academy e pela Arizona State University, instituições reconhecidas globalmente na área de tecnologia e inovação.

Tão ou mais importante é o fato de o MBA da TripleTen consistir em um programa com duração estimada em dez meses. São 720 horas de uma formação fortemente baseada em atividades práticas e que envolvem trabalho com projetos reais, que enriquecem verdadeiramente o portfólio do aluno.

Banner publicitário com fundo laranja na parte inferior e a foto de um homem de barba e óculos ao fundo, olhando para um notebook. O texto em destaque diz: "MBA Data Science & Artificial Intelligence". Abaixo, a frase: "Transforme dados em decisões estratégicas". No rodapé, lê-se: "Online | 720 horas | Certificado reconhecido pelo MEC |". No canto inferior direito, a marca "tripleten". Na parte central, seis selos de premiações de 2024 e 2025, incluindo "Career Karma", "Switchup" e "Fortune".
Benefícios do MBA em Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen (imagem: TripleTen)

Para você ter ideia, a grade curricular do MBA de Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen inclui desenvolvimento de habilidades em linguagem Python, manipulação de dados, análises estatísticas, armazenamento de dados (SQL) e muito mais. O aprendizado em cada área é reforçado com atividades práticas.

Mas a instituição sabe que é importante conciliar conteúdo programático e projetos práticos com objetivos profissionais. Ao longo do MBA, os alunos desenvolvem diversos projetos aplicados, como análises de dados voltadas à tomada de decisão estratégica e aplicações de inteligência artificial para otimização de processos e personalização de soluções. Todo esse percurso é acompanhado por orientação contínua, com apoio para tirar dúvidas, manter a motivação e evoluir ao longo do curso, além do suporte de uma ferramenta de inteligência artificial para ajuda imediata. Por isso, o aluno também recebe consultoria sobre carreira, inclusive para atuação internacional, aspecto particularmente interessante para quem busca salários em dólar ou em euro.

Obtenha 10% de desconto no MBA da TripleTen

Como deve ter ficado claro para você, escolher um MBA é uma decisão muito importante para a sua carreira. Tão importante que essa escolha deve estar alinhada com seus objetivos profissionais.

É por isso que o MBA de Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen foi estruturado para permitir que você tenha um verdadeiro avanço de carreira e até acesso a oportunidades globais.

Quer obter mais detalhes antes? Sem problemas. No mesmo link, você pode preencher um rápido formulário para baixar a grade curricular completa do MBA e entender todos os módulos do programa.

Se decidir se inscrever, não se esqueça de aplicar o código promocional TECNO10 no momento da inscrição e garantir 10% de desconto no MBA da TripleTen.

Como um MBA em ciência de dados e IA pode aumentar seu salário em até R$ 73 mil

Como um MBA em ciência de dados e IA pode alavancar a sua carreira (imagem: TripleTen)

Comparação salarial entre ensino superior e pós/MBA (dados: Insper/O Globo)

Comparativo salarial no Brasil x exterior (dados: Glassdoor, Indeed, Robert Half Talent Solution)

Benefícios do MBA em Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen (imagem: TripleTen)
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ChatGPT começa a testar anúncios em contas gratuitas e Go

Anúncio publicitário no ChatGPT
Anúncio publicitário no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
Resumo
  • OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT para usuários gratuitos e do plano Go;
  • Anúncios não influenciam as respostas do ChatGPT e não resultam em compartilhamento de dados privados dos usuários com anunciantes;
  • Por ora, testes estão limitados a usuários maiores de idade nos Estados Unidos.

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT. A publicidade é direcionada a usuários do plano gratuito do serviço ou a assinantes do ChatGPT Go, o plano pago mais barato. As peças publicitárias são exibidas na parte inferior de cada conversa e, de acordo com a OpenAI, não influenciam nas respostas do serviço.

Não é um movimento inesperado. A OpenAI confirmou, em janeiro de 2026, que iria testar anúncios publicitários no ChatGPT. Porém, na ocasião, a organização não havia dado uma data exata para o início dos testes, se limitando a informar que a exibição começaria nas semanas seguintes.

Agora sabemos que os testes começaram nesta semana. No momento, apenas usuários com mais de 18 anos de idade que estejam baseados nos Estados Unidos podem se deparar com os anúncios. Porém, eles não aparecem e não aparecerão para usuários dos planos pagos Pro, Business e Enterprise do ChatGPT.

Anúncios serão mostrados para usuários do ChatGPT em outros países?

É bastante provável que sim, embora ainda não haja informações oficiais a respeito. Isso porque a própria OpenAI reconhece que precisa de uma fonte de receita para manter os planos gratuito e Go:

O ChatGPT é usado por centenas de milhões de pessoas para aprendizado, trabalho e decisões do dia a dia. Manter os planos gratuitos e Go rápidos e confiáveis exige infraestrutura significativa e investimento contínuo.

Os anúncios ajudam a financiar esse trabalho, apoiando um acesso mais amplo à IA por meio de opções gratuitas e de baixo custo de maior qualidade, e permitindo-nos continuar aprimorando a inteligência e os recursos que oferecemos ao longo do tempo.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
Anúncio no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

A declaração sugere que, passada a fase de teste ou em uma etapa futura desta, os anúncios serão exibidos para usuários de outros países.

A OpenAI explica que, além de não influenciar em respostas do ChatGPT, os anúncios não resultarão em compartilhamento de dados privados do usuário com anunciantes. Cada anúncio é separado do conteúdo das conversas por linhas e um rótulo de patrocínio.

ChatGPT começa a testar anúncios em contas gratuitas e Go

Anúncio publicitário no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

(imagem: divulgação/OpenAI)
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Shein admite que fabricação no Brasil não deu certo

Produtores brasileiros estariam enfrentando dificuldades com preços baixos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Shein enfrentou dificuldades na fabricação no Brasil devido a custos altos e infraestrutura inadequada.
  • Parceiros comerciais desistiram por não conseguirem atender às exigências de preços baixos e prazos curtos.
  • A Shein adotará uma abordagem mais seletiva, mantendo o Brasil como seu segundo maior mercado fora dos EUA.

O projeto da Shein de transformar o Brasil em um de seus principais polos de produção na América Latina vem enfrentando dificuldades com as confecções nacionais. A empresa chinesa, famosa pelas roupas de baixo custo, esbarra na desistência de parceiros comerciais, que alegam ser impossível acompanhar os custos baixos e os prazos que são exigidos.

Diante do cenário, a própria Shein reconheceu que a estratégia de nacionalização “não saiu como o planejado”. Em comunicado à Reuters, a companhia afirmou que a produção no país “exigiu tempo para amadurecer” e que, devido às diferenças na infraestrutura industrial brasileira em comparação à chinesa, o progresso tem sido “mais lento” do que o previsto.

Preços muito baixos

Segundo apuração da agência, que entrevistou donos de confecções e líderes sindicais, o modelo de negócios da varejista — baseado em fast-fashion — não se fez viável com a estrutura de custos do Brasil. Para os industriais brasileiros, a conta não fecha.

Um empresário do Rio Grande do Norte, ouvido pela Reuters, conta que a Shein exigiu reduções drásticas nos valores de atacado após os primeiros pedidos. A plataforma teria solicitado que o preço de uma saia e de uma jaqueta, por exemplo, caísse, respectivamente, de R$ 50 para R$ 38 e de R$ 65 para R$ 45.

“O plano era crescer. Mas, para nós, aqui no Nordeste, não era viável”, afirmou o empresário, que encerrou a parceria. Outros dois executivos não identificados confirmaram que a produção local não atingiu as metas inicialmente estabelecidas pela Shein.

Falta de integração entre fábricas e fornecedores

Shein (Imagem: Divulgação)
Fábricas e fornecedores de materiais não repetem integração do modelo chinês (imagem: divulgação/Shein)

Além da pressão nos preços, a logística é incomparável com a rede integrada de 7 mil fábricas chinesas próximas a fornecedores de materiais, como botões e zíperes. Por aqui, a dispersão geográfica e as leis trabalhistas mais rígidas dificultam a réplica do modelo chinês.

“Trabalhar no Brasil é diferente da China”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. “Lamento que não tenha dado certo”, completou.

Quando a Shein começou a operar no Brasil?

A Shein havia prometido, em 2023, investir no país cerca de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 787 milhões) para gerar 100 mil empregos até 2026, uma movimentação estratégica que ganhou força em 2024 após a implementação da taxa de 20% sobre importações de até US$ 50, a popular “taxa das blusinhas”. O objetivo era nacionalizar 85% das vendas locais.

Ao final do primeiro ano de operação, a empresa havia anunciado parcerias com 336 fábricas locais. Agora, com o revés na produção em massa, a empresa informou que adotará uma abordagem mais “seletiva”, focando em parcerias com as fábricas mais capacitadas.

Apesar das dificuldades fabris, o Brasil segue como o segundo maior mercado da companhia fora dos EUA, e o marketplace continua operando com “mais de 45 mil vendedores locais”, segundo a Shein.

Shein admite que fabricação no Brasil não deu certo

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Elon Musk ultrapassa US$ 850 bilhões e alcança patrimônio inédito

Ilustração mostra Elon Musk sorrindo
Musk agora está US$ 578 bilhões à frente do segundo colocado no ranking global (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk alcançou um patrimônio de US$ 852 bilhões após a fusão da SpaceX com a xAI.
  • A nova entidade combinada está avaliada em US$ 1,2 trilhão, tornando-se a empresa privada mais valiosa do mundo.
  • Musk detém 43% da empresa combinada, equivalente a US$ 542 bilhões, superando sua participação na Tesla.

O empresário Elon Musk atingiu um patrimônio líquido recorde de US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,5 trilhões) após a SpaceX anunciar a aquisição da xAI, sua empresa de inteligência artificial. O acordo, confirmado na segunda-feira (02/02), elevou a fortuna de Musk em US$ 84 bilhões (R$ 441 milhões) em apenas um dia.

Segundo estimativas da Forbes, a operação avalia a nova entidade combinada em US$ 1,2 trilhão (R$ 6,3 trilhões), consolidando-a como a empresa privada mais valiosa do planeta.

Como a fusão impacta a fortuna de Musk?

A transação alterou a composição dos ativos do bilionário, tornando a SpaceX o seu bem mais valioso. Antes da fusão, Musk detinha 42% da fabricante de foguetes (avaliada em US$ 800 bilhões) e 49% da xAI (avaliada em US$ 250 bilhões). Com a união das operações, a estimativa é que Musk passe a deter 43% da empresa combinada, uma fatia que sozinha vale US$ 542 bilhões (R$ 2,8 trilhões).

O montante supera com folga sua participação na Tesla, onde possui 12% das ações (US$ 178 bilhões). O crescimento acelerado impressiona pelo intervalo de tempo: em outubro de 2025, Musk foi a primeira pessoa a atingir US$ 500 bilhões.

O salto para os atuais US$ 852 bilhões foi impulsionado pela fusão e pela restauração de suas opções de ações da Tesla em dezembro, após uma disputa judicial que durava desde 2024.

Integração para IA

A fusão de SpaceX e xAI visa criar o que Musk descreveu como um “motor de inovação verticalmente integrado” e prepara o terreno para a abertura de capital da empresa aeroespacil, que planeja lançar uma oferta pública inicial de ações (IPO) ainda em 2026. O objetivo é unir a infraestrutura de exploração espacial e internet via satélite da Starlink às capacidades de processamento da inteligência artificial generativa.

No entanto, o fato de o empresário atuar simultaneamente como comprador e vendedor na transação levantou questionamentos de órgãos reguladores sobre governança. Analistas relembram que manobras similares já renderam disputas judiciais ao bilionário, como na aquisição da SolarCity pela Tesla em 2016.

Atualmente, a distância de Musk para os demais bilionários é enorme: ele está US$ 578 bilhões à frente de Larry Page, cofundador do Google e segundo colocado no ranking. No ritmo atual, é possível que Musk caminhe para ser o primeiro trilionário da história.

Elon Musk ultrapassa US$ 850 bilhões e alcança patrimônio inédito

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Amazon vai demitir mais 16 mil funcionários

Ilustração com logo da Amazon cercado por caixas de papelão
Amazon fez a maior rodada de demissões de sua história (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon demitirá 16 mil funcionários, totalizando 30 mil demissões desde outubro de 2025.
  • As demissões representam 9% dos postos corporativos, afetando 350 mil trabalhadores.
  • A empresa busca reduzir camadas, aumentar a mentalidade de dono e remover burocracia.

A Amazon confirmou planos de encerrar cerca de 16 mil postos de trabalho. É o segundo corte anunciado pela empresa nos últimos meses — em outubro de 2025, a companhia revelou planos para reduzir em aproximadamente 14 mil pessoas sua força de trabalho. Portanto, são 30 mil demissões.

Procurada pelo Tecnoblog, a Amazon Brasil disse não ter nenhuma informação adicional para compartilhar além do comunicado global da companhia.

Por que a Amazon está demitindo?

Fotografia de um amplo saguão moderno e iluminado. No lado esquerdo, um balcão de recepção de madeira com funcionários e pessoas em movimento. Atrás do balcão, uma parede decorada com formas geométricas coloridas em tons de azul, rosa, amarelo e roxo. Pendentes esféricos brancos descem do teto industrial de tijolos brancos. À direita, uma parede de madeira exibe o letreiro luminoso colorido "NEW YORK IS A FEELING". Pessoas borradas caminham pelo piso de concreto claro polido entre colunas brancas.
Amazon inaugurou escritório para 2 mil funcionários em Nova York (EUA) no ano passado (Imagem: Hollis Johnson / Amazon)

Em uma mensagem enviada aos funcionários e revelada na tarde desta quarta-feira (28/01), a empresa afirma novamente que quer “reduzir camadas, aumentar a mentalidade de dono e remover burocracia”. O texto é assinado por Beth Galetti, vice-presidente sênior de pessoas e tecnologia.

Na terça-feira (27/01), um email compartilhado acidentalmente mencionava o “Project Dawn”(“Projeto Amanhecer”, em tradução livre). Aparentemente, esse é o código interno para a eliminação de cargos redundantes.

O CEO Andy Jassy tem se concentrado em cortar custos. Ele assumiu o cargo em 2021, após a saída de Jeff Bezos, fundador da empresa.

Também nesta semana, a Amazon anunciou o fechamento das redes de mercados Fresh and Go, além do encerramento do sistema de pagamentos Amazon One, que usava leitura biométrica da palma da mão para confirmar pagamentos.

O comunicado não menciona a inteligência artificial — em outubro, a companhia enfatizou o “potencial transformador” da tecnologia. Mesmo assim, o tema pode estar subentendido na afirmação de que “o mundo está mudando mais rapidamente do que nunca”.

Qual o impacto das demissões?

A Amazon tem cerca de 1,58 milhão de funcionários no mundo todo. Desses, aproximadamente 350 mil são do setor corporativo. Isso significa que, contando desde outubro de 2025, quase 9% dos trabalhadores dos escritórios da empresa devem perder seus empregos.

Como a Reuters observa, é também o maior layoff da companhia em quase três décadas de história — antes disso, a Amazon cortou 27 mil postos de trabalho entre o fim de 2022 e o início de 2023. Mesmo assim, Galetti afirma que a empresa não tem planos de fazer grandes reduções várias vezes ao ano.

Com informações da BBC e da Reuters

Amazon vai demitir mais 16 mil funcionários

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon inaugurou escritório para 2 mil funcionários em Nova York (EUA) no ano passado (Imagem: Hollis Johnson / Amazon)
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OpenAI deve cobrar até três vezes mais que rivais por anúncios no ChatGPT

Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Preço pode ser o triplo do praticado no setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI deve cobrar cerca de US$ 60 (R$ 316) por mil visualizações em anúncios no ChatGPT, valor até três vezes superior ao do Google e Meta.
  • Segundo o The Information, dados de desempenho dos anúncios serão limitados para manter privacidade, sem rastreamento detalhado.
  • Por enquanto, a empresa de Sam Altman indica somente os EUA como mercado a receber anúncios.

Anunciar nos espaços para publicidade no ChatGPT não vai custar barato: a companhia estaria pedindo cerca de US$ 60 (cerca de R$ 316, em conversão direta) a cada mil visualizações (CPM) para as marcas interessadas em aparecer nas respostas do chatbot.

De acordo com o site The Information, que reportou inicialmente a introdução do modelo de negócios pela OpenAI, o valor é significativamente mais alto do que a média do mercado: estima-se que seja o triplo do que costuma ser cobrado por publicidade nas plataformas da Meta (Facebook e Instagram).

A OpenAI anunciou o início dos testes para incluir publicidade nas versões gratuita e Go do ChatGPT em 16 de janeiro, encerrando meses de especulação. Por enquanto, a empresa indica apenas os Estados Unidos como mercado a receber anúncios.

Preço alto e dados limitados

Apesar de cobrar um dos valores mais altos da indústria de mídia digital, a empresa não oferecerá — ao menos inicialmente — o mesmo nível de rastreamento detalhado que concorrentes como Google e Meta entregam.

Segundo a reportagem, os primeiros anunciantes do ChatGPT receberão apenas dados de “alto nível” sobre o desempenho das campanhas, como o número total de visualizações ou cliques. Outras métricas tão relevantes quanto as do marketing digital, como saber se o anúncio se converteu em venda, não estarão disponíveis.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
Anúncio aparecerá durante as conversas no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

A limitação seria uma forma da OpenAI manter de pé o discurso sobre a privacidade no chat dentro desse modelo de negócios. Ao anunciar a chegada da publicidade, a OpenAI garantiu que não venderá dados para anunciantes e que manterá o conteúdo das conversas privado, o que impede o uso de rastreadores invasivos para monitorar o comportamento de compra.

Uma das maiores preocupações da empresa durante as discussões sobre a implementação do modelo seria justamente a confiança dos usuários.

Esse receio, no entanto, vai além da OpenAI. Em entrevista recente, o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o modelo de publicidade exige cuidado extremo e indicou que, se mal implementados, os anúncios podem contaminar as respostas dos chatbots.

OpenAI quer aumentar receita

A pressa em monetizar o serviço gratuito pode ter uma motivação. Antes do anúncio oficial da nova fonte de receita, Sebastian Mallaby, colunista do New York Times, analisou a situação financeira da companhia de Sam Altman e sugeriu um cenário delicado.

Ele aponta que, embora a tecnologia desenvolvida pela empresa seja concreta e funcional, há o risco de o caixa se esgotar antes que o negócio alcance a lucratividade. O texto cita projeções divulgadas pelo The Information, segundo as quais a OpenAI poderia “queimar” mais de US$ 8 bilhões (R$ 42,2 bilhões) apenas em 2025, com prejuízos acumulados que podem chegar a US$ 40 bilhões (R$ 211,2 bilhões) até 2028.

Em cerca de 18 meses, sugere o colunista, a empresa poderia enfrentar dificuldades severas de caixa, o que explicaria a movimentação agressiva para testar anúncios mesmo correndo o risco de desagradar a base de usuários.

OpenAI deve cobrar até três vezes mais que rivais por anúncios no ChatGPT

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/OpenAI)
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Multilaser assume operação da Sennheiser no Brasil

Sennheiser headphone / Divulgação
Sennheiser é uma empresa alemã reconhecida pelo desenvolvimento de tecnologias de áudio de alta performance (Imagem: Divulgação/Sennheiser)
Resumo
  • O Grupo Multi assume a operação da Sennheiser no Brasil, centralizando importação, logística e gestão comercial.
  • Daniel Reis, executivo da Sennheiser na América Latina, integra o quadro executivo do Grupo Multi.
  • O portfólio inclui sistemas de microfones sem fio, equipamentos de monitoramento musical e soluções de conferência.

O Grupo Multi — até hoje mais conhecido como Multilaser — firmou um acordo para assumir a operação da Sennheiser no Brasil. A parceria transforma a empresa brasileira em distribuidora master exclusiva das divisões de Áudio Profissional e Business Communication da marca alemã no país, concentrando atividades como importação, logística, estruturação de estoque e gestão comercial.

Com o novo arranjo, o Grupo Multi passa a responder integralmente pela presença da Sennheiser no mercado brasileiro, em um movimento que busca dar mais escala à operação local e atender demandas técnicas e de volume em um setor que envolve desde produção musical até soluções corporativas de comunicação. Os valores do negócio não foram divulgados.

Mudança acompanha nova estratégia regional

A escolha leva em conta a estrutura logística e a capilaridade comercial da Multilaser, que já opera com marcas próprias e internacionais em diferentes segmentos de tecnologia. A empresa mantém parcerias globais com nomes como DJI, Targus, Chicco e Toshiba, atuando de forma integrada da importação à distribuição no varejo e no mercado corporativo.

Como parte do acordo, Daniel Reis, executivo responsável pela operação da Sennheiser na América Latina e sócio do Grupo CMV, passa a integrar o quadro executivo do Grupo Multi, junto com parte da equipe que já atuava com a marca. A movimentação busca garantir continuidade operacional e transferência de conhecimento.

Multi (antiga Multilaser) (imagem: divulgação)
Grupo Multi fechou acordo exclusivo para distribuição da marca Sennheiser no país (Imagem: Divulgação)

O que muda para o mercado brasileiro?

Com mais de 80 anos de história, a Sennheiser é reconhecida por soluções de áudio voltadas a aplicações profissionais. No Brasil, o portfólio sob gestão do Grupo Multi inclui sistemas de microfones sem fio, equipamentos para monitoramento e produção musical, além de soluções de conferência para salas corporativas e ambientes de ensino híbrido.

A estrutura comercial foi redesenhada para atender diferentes frentes do mercado, com equipes segmentadas, suporte técnico especializado e atuação voltada não apenas ao consumidor final, mas também a revendedores, integradores, subdistribuidores e empresas de locação de equipamentos.

Para o Grupo Multi, o projeto amplia sua atuação no segmento profissional e corporativo, enquanto a Sennheiser aposta em uma operação local mais robusta para sustentar seu crescimento no Brasil.

Multilaser assume operação da Sennheiser no Brasil

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Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

Escritório do Vimeo
Vimeo é a plataforma de hospedagem de vídeos que mais concorre com o YouTube (imagem: Facebook/Vimeo)
Resumo
  • Vimeo demitiu funcionários globalmente após ser adquirido pela Bending Spoons por US$ 1,3 bilhão (R$ 7,5 bilhões).
  • Bending Spoons, empresa italiana de software, controla também o Evernote, WeTransfer e Meetup e tem histórico de cortes após aquisições.
  • A plataforma de vídeos, fundada em 2004, enfrenta dificuldades há anos, com queda em valor de mercado.

O Vimeo começou a demitir funcionários no mundo todo após ser adquirido pela Bending Spoons, empresa italiana de software. Em setembro, a dona do Evernote comprou a plataforma de vídeos por US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões).

As dispensas ocorrem em meio a um processo de reestruturação que já vinha sendo observado antes da conclusão do negócio. A Bending Spoons confirmou as demissões, mas o número exato de funcionários desligados não foi divulgado.

Relatos de ex-funcionários indicam que o impacto foi amplo. No LinkedIn, o ex-vice-presidente do Vimeo, Dave Brown, afirmou que “uma grande parte da empresa” foi afetada. No X, o engenheiro de software Derek Buitenhuis compartilhou que foi demitido junto com “uma parcela gigantesca” de colegas.

Empresa italiana tem histórico de cortes

Bending Spoons + Vimeo
Bending Spoons comprou o Vimeo em setembro do ano passado (imagem: Facebook/Bending Spoons)

A chegada da Bending Spoons já indicava o caminho das demissões. A empresa italiana também controla os serviços do Evernote, WeTransfer e Meetup, e tem histórico conhecido de aquisições seguidas por cortes profundos e ajustes de preços.

Tudo indica que o mesmo modelo será aplicado ao Vimeo: operação mais enxuta, com foco em rentabilidade e possível revisão dos planos oferecidos.

Fundado em 2004, o Vimeo sempre ocupou um espaço distinto no mercado de vídeos online. Enquanto o YouTube se consolidou como uma plataforma aberta e com forte componente social, o Vimeo apostou em um modelo voltado a criadores profissionais, com planos pagos e foco em hospedagem de alta qualidade.

Apesar da longevidade, a empresa enfrentou dificuldades nos últimos anos. Desde que passou a operar de forma independente, em 2021, o valor de mercado do Vimeo caiu de forma acentuada. Em resposta, a plataforma passou a investir em ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

Escritório do Vimeo (imagem: Facebook/Vimeo)

Bending Spoons anuncia compra do Vimeo (imagem: Facebook/Bending Spoons)
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Nova Launcher ressuscita sob nova direção

Nova Launcher volta após anúncio de fim e passa a ter novo dono
Nova Laucher está disponível para Android (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • O Nova Launcher foi adquirido pela empresa sueca Instabridge, que promete manter o app atualizado e compatível com versões modernas do Android.
  • A Instabridge considera exibir anúncios na versão gratuita e criar novos planos pagos, enquanto o Nova Launcher Prime continuará sem anúncios por US$ 3,99.
  • A empresa avalia abrir o código do Nova Launcher, enquanto usuários relatam a presença de rastreadores de anúncios do Facebook e Google no aplicativo.

O Nova Launcher, um dos aplicativos de personalização mais populares do Android, ganhou uma inesperada sobrevida. Depois de ter seu fim decretado em setembro de 2025, o app foi adquirido pela empresa sueca Instabridge, que agora assume o controle do projeto e promete mantê-lo atualizado.

A mudança ocorre meses após a saída de Kevin Barry, criador e único desenvolvedor do Nova Launcher, da Branch Metrics, empresa de análise de dados que havia comprado o aplicativo em julho de 2022. Com a desaceleração no desenvolvimento e a demissão da maior parte da equipe, o futuro do launcher parecia encerrado para boa parte da comunidade.

Do anúncio de encerramento à venda do Nova Launcher

Em setembro de 2025, Barry informou publicamente sua saída da Branch e confirmou que havia sido instruído a interromper os trabalhos de código aberto do Nova Launcher — algo que, segundo ele, havia sido prometido no momento da aquisição. Sem um desenvolvedor ativo e com o código-fonte em situação indefinida, sites especializados chegaram a tratar o app como descontinuado.

Poucos meses depois, porém, a Instabridge anunciou a compra do Nova Launcher. A empresa se descreve como focada em “criar produtos que ajudam as pessoas a se conectarem à internet” e afirmou que sua prioridade inicial é garantir a compatibilidade do launcher com versões modernas do Android, além de corrigir falhas e manter a estabilidade do aplicativo.

“O Nova não vai ser desativado. Nosso foco imediato é simples: manter o Nova estável, compatível com o Android moderno e com manutenção ativa”, afirmou a Instabridge.

App traz opções de customização para a tela inicial do Android
Nova Launcher traz opções de customização para a tela inicial do Android (imagem: reprodução/Google Play Store)

O que muda para os usuários do Nova Launcher?

Apesar da promessa de continuidade, a nova fase do Nova Launcher levanta dúvidas. A Instabridge deixou claro que não pretende reformular o app no curto prazo nem lançar recursos de forma acelerada. A ideia é adotar uma abordagem focada em manutenção, desempenho e qualidade.

Ao mesmo tempo, a empresa confirmou que avalia alternativas para tornar o projeto financeiramente sustentável. Entre elas, está a possibilidade de exibição de publicidade na versão gratuita e a criação de novos planos pagos. O Nova Launcher Prime seguirá sem anúncios, com preço reduzido para US$ 3,99 (cerca de R$ 21). As licenças já adquiridas continuarão válidas.

Relatos de usuários e análises de código apontam que rastreadores de anúncios do Facebook e do Google já foram adicionados ao aplicativo. Embora a Instabridge não tenha confirmado oficialmente a exibição de anúncios, usuários no Reddit afirmam já terem visto propagandas.

A empresa também diz estar “avaliando ativamente” a abertura do código do Nova Launcher.

Nova Launcher ressuscita sob nova direção

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Netflix melhora oferta pela Warner, mas sem aumentar valor

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix tenta comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix ajustou proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery, mantendo o valor em US$ 82,7 bilhões, mas oferecendo pagamento totalmente em dinheiro;
  • Mudança visa dar mais segurança aos acionistas da WBD e acelerar aprovação do negócio;
  • Paramount ofereceu US$ 108,4 bilhões pela WBD, mas sua oferta foi rejeitada devido a incertezas financeiras; empresa ainda está no páreo, porém.

A Netflix fez um ajuste em sua proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) para diminuir as chances de o negócio ser recusado. O valor da oferta continua em US$ 82,7 bilhões (R$ 443 bilhões, na conversão atual). Mas, agora, a companhia propõe fazer todo o pagamento em dinheiro.

Na proposta anterior, apresentada no início de dezembro de 2025, a Netflix se comprometeu a fazer o pagamento por meio de dinheiro e ações. Cada ação da WBD foi avaliada em US$ 27,75. Cada acionista receberia, então, US$ 23,25 em dinheiro mais US$ 4,50 em ações ordinárias da Netflix para cada ação ordinária da WBD.

Pela proposta revisada, essa dinâmica de pagamento é simplificada: cada acionista receberá US$ 27,75 em dinheiro por cada ação da Warner Bros. Discovery.

Por que a Netflix ajustou a sua proposta pela WBD?

Tanto a Netflix quanto o conselho de administração da Warner Bros. Discovery entendem que essa simplificação dá mais segurança para os acionistas e, com isso, pode acelerar a votação que determinará se a aquisição será ou não aprovada.

O aspecto da segurança se deve, provavelmente, ao fato de o imbróglio em torno da venda da WBD ter feito o valor das ações da Netflix oscilar. Ao contar com pagamento totalmente em dinheiro, os acionistas ficam livres de se depararem com desvalorizações consideráveis dos papéis.

O conselho [de administração] da WBD continua a apoiar e recomendar unanimemente nossa proposta, e estamos confiantes de que ela proporcionará o melhor resultado para acionistas, consumidores, criadores e toda a comunidade do entretenimento.

Ted Sarandos, coCEO da Netflix

Para fazer todo o pagamento em dinheiro, a Netflix recorrerá a uma combinação de recursos próprios e financiamentos.

Letreiro da Netflix em prédio (Imagem: Cameron Venti/Unsplash)
Netflix está determinada a adquirir a WBD (imagem: Cameron Venti/Unsplash)

Paramount continua na briga pela Warner

A nova estratégia da Netflix pode ser uma forma que a companhia encontrou para evitar que a WBD pare nas mãos da Paramount Skydance, que ofereceu US$ 108,4 bilhões (R$ 581 bilhões) pelo grupo. Apesar de maior em valor, a oferta da Paramount foi rejeitada por haver incertezas sobre a capacidade financeira da companhia de honrar o compromisso.

Porém, a Paramount ainda não desistiu do negócio, o que faz o movimento da Netflix ser compreensível. Em sua jogada mais recente, a Paramount abriu um processo contra a Warner para ter acesso a mais informações sobre a oferta da Netflix. A empresa também já fala em indicar novos membros para o conselho da WBD.

Netflix melhora oferta pela Warner, mas sem aumentar valor

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Letreiro da Netflix em prédio (Imagem: Cameron Venti/Unsplash)
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Sony e TCL fazem pacto para a venda de TVs Bravia

Televisor exibindo os logotipos TCL e Sony em tela com gráficos coloridos abstratos representando parceria entre as empresas
Novas TVs Bravia chegarão através da parceria entre Sony e TCL (foto: Diego Amorim/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony e TCL terão uma joint venture para desenvolver televisores e equipamentos de áudio residencial.
  • O acordo prevê 51% das ações para a TCL e 49% para a Sony.
  • A divisão de TVs da Sony será transferida para a nova companhia, que manterá as marcas “Sony” e “Bravia” e deve começar a operar em 2027.

A Sony e a TCL vão criar uma joint venture no mercado de entretenimento residencial. O acordo foi anunciado hoje (20/01). Com isso, a divisão de TVs da Sony será transferida para a multinacional chinesa.

A nova companhia vai assumir todo o negócio de entretenimento doméstico da Sony, com a TCL ficando com 51% das ações e o conglomerado japonês com 49%.

O acordo prevê que a joint venture opere globalmente, cobrindo todo o processo de desenvolvimento, design, fabricação, vendas, logística e atendimento ao cliente. A linha de produtos inclui televisores e equipamentos de áudio residencial.

As empresas pretendem fechar os acordos definitivos até o final de março de 2026. A nova companhia deve começar as operações em abril de 2027, dependendo de aprovações regulatórias e demais condições da parceria.

Marcas Sony e Bravia continuam

Mesmo sendo produzidos por essa nova empresa, os produtos da joint venture vão manter as marcas “Sony” e “Bravia”, que já são reconhecidas no mundo todo. Segundo o comunicado oficial, a nova estratégia busca combinar a tecnologia de imagem e áudio da Sony, desenvolvida ao longo de décadas, com a tecnologia de displays da TCL e sua eficiência de custos.

Dessa forma, a Sony deve contribuir com qualidade de imagem e som, valor de marca e expertise operacional, incluindo gestão de cadeia de suprimentos. Do outro lado, a TCL entra com tecnologia avançada de displays, escala global, presença industrial e força na cadeia de produção vertical.

Por que as empresas fizeram a parceria?

O mercado global de TVs, especialmente as com grandes displays, continua crescendo, impulsionado especialmente por plataformas de streaming e compartilhamento de vídeo. A evolução de recursos inteligentes, maior resolução e telas maiores também impulsionam a demanda.

Nesse cenário, as empresas esperam criar produtos que atendam clientes no mundo todo e alcancem crescimento através de excelência operacional.

A parceria acontece em um momento de acirrada competição no segmento premium. Durante a CES 2026, a Samsung apresentou a TV R95H de 130 polegadas, com tecnologia Micro RGB. A aposta da fabricante sul-coreana são as telas gigantes que “superam” o OLED.

No comunicado, o CEO da Sony, Kimio Maki, afirmou que a parceria vai “criar novo valor para o cliente no campo do entretenimento residencial”. A diretora executiva da TCL, Du Juan, declarou que a joint venture representa “uma oportunidade única de combinar as forças da Sony e TCL”.

Sony e TCL fazem pacto para a venda de TVs Bravia

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Empresas anunciaram a criação de uma joint venture para desenvolver televisores e áudio residencial. Divisão de TVs da Sony será transferida para a nova companhia.

Parceria entre Sony e TCL vai criar joint venture para desenvolver e vender TVs Bravia a partir de 2027. (Imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)
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Quem é Tim Cook? Conheça o CEO da Apple

Tim Cook durante um evento da Apple em 2019
Saiba como foi a trajetória de Tim Cook até chegar o cargo de CEO da Apple (imagem: Divulgação/Apple)

Tim Cook é um engenheiro industrial e experiente executivo que atua como atual CEO da Apple. Nascido no Alabama, ele consolidou sua trajetória profissional em empresas como IBM e Compaq antes de ingressar na gigante tecnológica.

Contratado pessoalmente por Steve Jobs em 1998, ele revolucionou a logística da empresa e a ajudou a sair da eminente falência. Sua visão estratégica foi o pilar operacional para o sucesso global de dispositivos icônicos como o iPod e o iPhone.

Atualmente, Cook lidera a Apple focando na expansão de serviços e no lançamento de produtos inovadores, como o headset Vision Pro. Sob sua gestão, a empresa atingiu marcos históricos de valor de mercado e de sustentabilidade.

A seguir, saiba mais sobre a história de Tim Cook, sua formação e como ele se tornou um importante executivo da Apple. Também entenda como era a sua relação com Steve Jobs.

Quem é Tim Cook?

Tim Cook, nascido em 1º de novembro de 1960, no Alabama (EUA), é o atual CEO da Apple e engenheiro industrial de formação. Antes de ingressar na gigante de Cupertino, construiu uma carreira sólida com passagens executivas pela IBM e Compaq.

Contratado por Steve Jobs como vice-presidente de operações mundiais em 1998, ele transformou a eficiência logística e a cadeia de suprimentos da marca. Em 2005, tornou-se Diretor de Operações (COO), assumindo a liderança interina da empresa durante as licenças médicas de Jobs.

Em 2011, Cook assumiu o cargo de CEO e elevou o valor de mercado da Apple ao patamar histórico de US$ 3 trilhões. Sob seu comando, a companhia diversificou o portfólio com lançamentos como o Apple Watch, AirPods e a transição para os processadores Apple Silicon.

Além do hardware, o executivo consolidou o ecossistema de serviços e priorizou pilares como privacidade de dados e sustentabilidade. Então, Cook é amplamente reconhecido como um dos líderes mais influentes do mercado de tecnologia, focando em inovação contínua e governança corporativa.

Qual é a formação do Tim Cook?

Tim Cook é graduado em Engenharia Industrial pela Universidade de Auburn (1982) e mestre em Administração de Empresas (MBA) pela Fuqua School of Business da Universidade Duke (1988). Nessa última instituição, ele foi premiado com o título de Fuqua Scholar por seu desempenho acadêmico.

Tim Cook na WWDC 2019 (Foto: Paulo Higa)
Formando em engenharia industrial, Tim Cook assumiu o posto de CEO da Apple em 2011 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Qual é a função do Tim Cook na Apple?

Cook é CEO e membro do conselho da Apple, gerindo a visão estratégica da marca, supervisionando desde o desenvolvimento de hardware até a complexa logística global. Ele é o principal responsável pela tomada de decisões corporativas, assegurando que a inovação tecnológica se alinhe aos objetivos da empresa.

Sua gestão foca na diversificação de serviços e no fortalecimento de pilares éticos, como privacidade, sustentabilidade e inclusão social. Por meio de uma execução operacional rigorosa, Cook transformou a Apple em uma potência financeira, atingindo ampla valorização de mercado no setor.

Quando Tim Cook entrou na Apple?

Após ser recrutado pessoalmente por Steve Jobs, Tim Cook ingressou na Apple em março de 1998 como vice-presidente sênior de operações mundiais. Na época, ele abandonou uma carreira estável na Compaq para apostar na reestruturação de uma empresa que beirava a falência.

Sua gestão transformou a logística ao reduzir o inventário de trinta para apenas seis dias, otimizando drasticamente a eficiência da cadeia de suprimentos. Esse sucesso operacional equilibrou as finanças da companhia e consolidou Cook como o sucessor natural para o cargo de CEO.

CEO Tim Cook dá início a evento da Apple (imagem: reprodução/Apple)
A atuação de Tim Cook na área de lógistica da Apple foi essencial para ele ser escolhido como substituto de Steve Jobs (imagem: reprodução/Apple)

Qual é a importância de Tim Cook no mercado de tecnologia?

A liderança de Tim Cook fixou a Apple entre as empresas mais valiosas do mundo. Sua gestão transformou a marca em um padrão global de governança corporativa e solidez estratégica para o setor tecnológico.

O executivo diversificou o ecossistema da Apple ao priorizar serviços recorrentes e realizar a transição histórica para os processadores Apple Silicon. Essas decisões reduziram a dependência do iPhone, gerando fluxos de receita multimilionários com alta margem de lucro.

Especialista em operações, ele otimizou a cadeia de suprimentos global, garantindo uma eficiência logística que é referência para toda a indústria. Esse domínio operacional permite que a empresa mantenha a exclusividade e resiliência, mesmo sob severas pressões macroeconômicas.

Além do lucro, Cook molda o debate sobre a privacidade de dados e sustentabilidade, estabelecendo novos critérios éticos para o desenvolvimento de software. Sua influência estende-se à diplomacia comercial, equilibrando a expansão da inteligência artificial com responsabilidade social e política.

imagem de Tim Cook e Steve Jobs em um evento da Apple
Cook e Jobs tinha uma relação de aprendiz e mentor (imagem: James Martin/CNET)

Qual é a relação entre Tim Cook e Steve Jobs?

Tim Cook e Steve Jobs construíram uma relação de mútua confiança e união técnica, criando um vínculo profissional entre mentor e aprendiz. Recrutado em 1998, Cook foi o arquiteto operacional que viabilizou a visão de Jobs, salvando a Apple da iminente falência por meio de uma logística rigorosa.

A parceria equilibrou a genialidade disruptiva de Jobs com a precisão executiva de Cook, garantindo que inovações como o iPhone fossem produzidas com escala e lucratividade. Enquanto um focava na interface e no desejo do consumidor, o outro estruturava a cadeia de suprimentos global para sustentar o crescimento.

Como sucessor escolhido pessoalmente em 2011, Cook preservou o DNA de excelência da marca, seguindo o conselho de Jobs de nunca perguntar o que ele faria. Ele expandiu o legado do mentor ao focar em serviços e sustentabilidade, mantendo a filosofia da Apple como guia de sua gestão.

Quem é Tim Cook? Conheça o CEO da Apple

Tim Cook na WWDC 2019 (Foto: Paulo Higa)

CEO Tim Cook dá início a evento da Apple (imagem: reprodução/Apple)

(imagem: James Martin/CNET)
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Asus pode encerrar divisão de celulares para focar em IA

Traseira do Zenfone 10, na cor vermelha, com duas câmeras
Linhas Zenfone e ROG Phone podem não ter novos modelos (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O presidente do conselho da Asus, Jonney Shih, afirmou que a empresa não ampliará o portfólio de celulares.
  • Segundo o site Mashdigi, a Asus pode investir em Physical AI, incluindo robótica e dispositivos inteligentes, realocando recursos da divisão de smartphones.
  • Os últimos lançamentos globais da Asus foram o Zenfone 12 Ultra e o ROG Phone 9 FE em 2025.

A Asus pode ser a próxima fabricante a deixar de lado o mercado mobile. Segundo o site taiwanês Mashdigi, o presidente do conselho da empresa, Jonney Shih, afirmou que a companhia não pretende ampliar ou renovar o portfólio de celulares.

As falas ocorreram durante um evento corporativo na sexta-feira (16/01), em Taipei, capital de Taiwan. Ao site, o executivo revelou que a Asus “não irá mais aumentar a variedade de modelos de smartphones”, evitando, no entanto, usar termos como encerramento definitivo ou abandono do mercado.

Shih também teria dito que a empresa seguirá dando suporte aos aparelhos já vendidos, mas que a divisão de celulares entrará em um estágio de “observação indefinida” do mercado. A Asus não confirmou, até agora, a mudança de estratégia.

Foco estaria em dispositivos de IA

A suspensão dos smartphones estaria ligada a uma reorganização estratégica da Asus. A empresa pretende concentrar os investimentos de pesquisa e desenvolvimento em PCs comerciais e em iniciativas relacionadas ao que chama de “Physical AI” (IA Física).

Esse é um conceito que inclui áreas como robótica, dispositivos inteligentes e óculos inteligentes, como os futuros dispositivos da Meta, que devem focar em IA. Segundo os relatos, a Asus planeja realocar equipes e tecnologias antes ligadas aos smartphones para projetos desse tipo.

O redirecionamento de foco da Asus também ocorre em um momento financeiramente positivo para o grupo. Graças aos investimentos em servidores de IA, a empresa reportou uma receita anual de aproximadamente US$ 23,6 bilhões (R$ 126 bilhões), um crescimento de 26% em relação ao ano anterior.

Outra companhia que abandonou o mercado mobile e investe nesse tipo de tecnologia é a LG, que demonstrou um robô doméstico durante a CES 2026.

Quais os últimos lançamentos da Asus?

Captura de um vídeo demonstrando três versões do Zenfone 12 Ultra. Da esquerda para a direita: um modelo branco, verde e um preto.
Zenfone 12 Ultra foi último lançamento da empresa na linha principal (imagem: reprodução/Asus)

As declarações não configuram, até o momento, um anúncio oficial de saída do mercado. Ainda assim, a divisão de smartphones da Asus pode já ter entrado em um período de suspensão indefinida, sem previsão para novos modelos.

Em 2025, a Asus lançou apenas dois smartphones globalmente: o Zenfone 12 Ultra e o ROG Phone 9 FE. Caso a estratégia se confirme, os últimos aparelhos da marca seriam:

  • Asus Zenfone 12 Ultra (2025)
  • Asus ROG Phone 9 FE (2025)
  • Asus Zenfone 11 Ultra (2024)
  • Asus ROG Phone 9 (2024)
  • Asus ROG Phone 9 Pro (2024)

No Brasil, o último celular vendido oficialmente foi o Zenfone 11 Ultra. O Zenfone 12 Ultra não chegou ao país por canais oficiais, assim como o ROG Phone 9, que ainda não teve lançamento oficial no mercado brasileiro, embora ambos possam ser encontrados em lojas importadoras.

Asus pode encerrar divisão de celulares para focar em IA

Zenfone 10 tem câmera dupla (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Asus)
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Qual é a história da Apple? Saiba quem foi o criador da empresa dona do iPhone

Logo da Apple no centro, expandindo na direção do leitor, num fundo amarelo, rosa e violeta escuro.
Conheça mais sobre a história da Apple e sua trajetória para se tornar uma big tech (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Apple é uma gigante da tecnologia fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak em 1976. A empresa nasceu em uma garagem na Califórnia com o objetivo de tornar os computadores pessoais mais acessíveis.

A marca revolucionou o mercado ao lançar o Macintosh com interface gráfica em 1984, focando na união entre design e facilidade de uso. Assim, sua missão sempre foi entregar ferramentas digitais poderosas e intuitivas para os seus clientes.

Inovações icônicas como o Mac, o iPhone e o iPad transformaram a comunicação e o consumo de mídia globalmente. Hoje, a companhia lidera o setor por meio de um ecossistema integrado que conecta bilhões de usuários.

A seguir, saiba mais sobre a história da Apple, seus fundadores e onde fica a sede global da empresa. Também conheça o portfólio de produtos da marca.

O que é a Apple?

A Apple é uma multinacional americana de tecnologia, focada em inovação de hardware, software e serviços, integrado design minimalista a um ecossistema exclusivo. Seu portfólio inclui dispositivos icônicos, como o iPhone e o Mac, além de plataformas digitais robustas como o iCloud e o Apple Music.

imagem do iPhone 17 Pro
Atualmentem, a linha de smartphones iPhone é o produto mais famoso da Apple (imagem: Divulgação/Apple)

Qual é a história da Apple?

A Apple foi fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak em 1976, quando a dupla criou o computador Apple I em uma garagem na Califórnia (EUA). O sucesso veio rapidamente com o Apple II, lançado no ano seguinte, estabelecendo as bases para a revolução da computação pessoal.

Em 1984, o Macintosh introduziu a interface gráfica ao grande público, mas o alto custo gerou crises internas severas. Esse cenário resultou na saída de Steve Jobs em 1985, após intensos conflitos estratégicos com a diretoria.

A década de 1990 quase levou a Apple à falência devido ao avanço do Windows e à falta de foco em produtos inovadores e atrativos. Tudo mudou em 1997 com o retorno de Jobs a empresa, que simplificou a linha de produção e lançou o computador iMac.

O lançamento do iPod em 2001 e do iPhone em 2007 transformou a marca em uma big tech dominante no mercado global. Essas inovações disruptivas criaram um ecossistema fechado que fidelizou milhões de usuários ao redor de todo o mundo.

Sob a gestão de Tim Cook desde 2011, a Apple focou em serviços e dispositivos vestíveis, como o Apple Watch. Essa estratégia consolidou a Maçã como uma das principais empresas de tecnologia em termos de valor de mercado.

Atualmente, a empresa investe em inteligência artificial e computação espacial com o headset Vision Pro. Prestes a completar 50 anos em 2026, a marca segue ditando tendências e moldando o futuro do consumo tecnológico.

Imagem de Steve Wozniak e Steve Jobs segurando uma placa de circuito do Apple I em 1976
Steve Wozniak (à esquerda) e Steve Jobs segurando uma placa de circuito do Apple I em 1976 (imagem: Divulgação/Apple)

Quem foi o criador da Apple?

Steve Jobs e Steve Wozniak são os cofundadores da Apple, combinando marketing estratégico a uma engenharia de hardware à frente do tempo. Essa parceria inicial foi fundamental para transformar computadores pessoais em ferramentas acessíveis para o grande público.

Ao focar em eletrônicos de consumo, Jobs guiou a criação de produtos que redefiniram indústrias inteiras pela estética e usabilidade. Sua visão elevou a marca ao status de líder global, influenciando o mercado de tecnologia e o comportamento dos usuários por décadas.

Quem é dono da Apple?

A Apple não tem um único dono, pois é uma empresa de capital aberto desde 1980 e pertence a milhões de acionistas. O controle majoritário é exercido por grandes investidores institucionais, como os grupos Vanguard, BlackRock e State Street, que gerem a maior parte das ações.

A Berkshire Hathaway, do investidor Warren Buffet, figura como o principal acionista corporativo, enquanto executivos como Tim Cook detêm fatias individuais menores. Essa estrutura garante que a governança seja distribuída entre o mercado financeiro e os fundos de investimentos globais.

Tim Cook, CEO da Apple, ao lado de MacBook Air 2022
Tim Cook atua como CEO da Apple desde 2011 (imagem: Divulgação/Apple)

Quando a Apple foi criada?

A Apple foi fundada em 1º de abril de 1976 por Steve Jobs e Steve Wozniak na Califórnia. A empresa surgiu inicialmente para comercializar o computador Apple I, existindo juridicamente a partir dessa data.

Qual é o país de origem da Apple?

A Apple é uma empresa originária dos Estados Unidos, fundada especificamente na cidade de Los Altos, Califórnia (EUA). Atualmente, a sede global permanece no estado californiano, mas em Cupertino.

Apple Park visto de cima (Imagem: Reprodução/Apple)
Apple Park, sede principal da Apple, fica na cidade de Cupertino, na Califórnia (imagem: Reprodução/Apple)

Onde fica a sede da Apple?

A sede da Apple está localizada no One Apple Park Way, na cidade de Cupertino, Califórnia (EUA). O campus circular abriga mais de 12 mil funcionários em instalações sustentáveis que ocupam 175 acres no Vale do Silício.

Antes de 2017, o endereço principal da companhia era o 1 Infinite Loop, também em Cupertino. Atualmente, o antigo complexo permanece em uso pela empresa como um centro secundário para escritórios e laboratórios.

Existe uma sede da Apple no Brasil?

Sim, a Apple mantém um escritório corporativo em São Paulo que atua como sua sede administrativa e operacional para o mercado brasileiro. O espaço centraliza as atividades de vendas, suporte ao cliente, logística e questões jurídicas no país.

Ilustração mostra a marca da Apple e a bandeira do Brasil
A Apple possui um escritorio corporativo no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os produtos da Apple?

A Apple oferece um portfólio de produtos de hardware, softwares e serviços digitais. Todos projetados para uma integração perfeita com seu ecossistema:

Hardware

  • iPhone: smartphones de alto desempenho com chips avançados, foco em fotografia avançada e integração com a inteligência artificial Apple Intelligence;
  • iPad: tablets versáteis divididos entre as linhas Pro, Air, mini e padrão, ideais para produtividade e criação com a Apple Pencil;
  • Mac: notebooks (MacBook) e desktops (iMac, Mac mini, Studio) equipados com chips Apple Silicon para máxima eficiência e poder;
  • Apple Watch: relógios inteligentes focados em saúde, GPS e notificações em tempo real no pulso;
  • AirPods: fones de ouvido sem fio com cancelamento de ruído ativo, áudio espacial e integração total com o ecossistema da marca;
  • Vision Pro: headset de computação espacial que combina realidade aumentada e virtual para experiências imersivas de trabalho e lazer;
  • Apple TV (hardware): gadget de streaming que conecta a televisão ao ecossistema de apps, jogos e serviços de vídeo da marca;
  • HomePod: alto-falantes inteligentes com a assistente virtual Siri integrada, projetadas para sons com alta fidelidade e automação de casas inteligentes;
  • AirTag: pequenos rastreadores Bluetooth para localizar objetos perdidos via rede Buscar.
imagem de uma mulher sentada na frente de um monitor e um macbook
Os computadores Mac foram os primeiros produtos lançados pela Apple (imagem: Divulgação/Apple)

Softwares e Sistemas operacionais

  • iOS e iPadOS: sistemas operacionais móveis para iPhone (iOS) e iPad (iPadOS), focados em fluidez, segurança e multitarefa, otimizados com recursos nativos de IA generativa;
  • macOS: sistema para computadores e notebooks que prioriza a estabilidade e o recurso Continuidade, permitindo controlar múltiplos dispositivos Apple;
  • watchOS: interface dedicada ao Apple Watch focada em biometria, acompanhamento de atividades esportivas e acesso rápido aos widgets úteis;
  • visionOS: sistema operacional focado em experiências de realidade mista projetado especificamente para o Vision Pro, permitindo a navegação através dos olhos, mãos e voz;
  • tvOS: plataforma intuitiva para televisores que centraliza jogos, aplicativos de vídeo e o hub de controle da casa inteligente.
ilustração sobre o sistema operacional iOS
iOS é o sistema operacional do iPhone, conhecido por ser uma plataforma intuitiva (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Serviços e assinaturas

  • iCloud: serviço de armazenamento em nuvem que garante backup de fotos e a sincronização segura de arquivos em todo o ecossistema;
  • Apple Music: serviço de streaming com mais de 100 milhões de músicas e suporte para áudio espacial de alta qualidade;
  • Apple TV: serviço por assinatura focado em produções originais de alta qualidade, incluindo filmes, séries e documentários premiados;
  • Apple Arcade: biblioteca de jogos premium para todos os dispositivos da marca, totalmente livre de anúncios ou compras internas;
  • Apple Fitness: programa de aulas de exercícios guiadas com integração direta aos dados de saúde do Apple Watch;
  • Apple Pay e Wallet: carteira digital para pagamentos por aproximação, cartões de embarque, chaves de casa e documentos digitais;
  • App Store: loja oficial que garante a curadoria e segurança de milhões de aplicativos desenvolvidos para todos os aparelhos da marca.
Apple Music
Sucessor do iTunes, o Apple Music mudou a forma de consumir música nos dispositivos da Maçã (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Qual é a história da Apple? Saiba quem foi o criador da empresa dona do iPhone

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Apple)

Steve Wozniak e Steve Jobs segurando uma placa de circuito do Apple I em 1976 (imagem: Divulgação/Apple)

Tim Cook e MacBook Air (Imagem: Divulgação / Apple)

Apple Park visto de cima (Imagem: Reprodução/Apple)

Apple Brasil (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

MBP de 14 polegadas está entre os contemplados (imagem: divulgação)

iOS é o sistema operacional do iPhone (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Music (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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Após demissões, Meta coloca mais um prego no caixão do metaverso

Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Metaverso foi a grande aposta da Meta em 2021 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta encerrará o Horizon Workrooms e vendas de headsets Quest para empresas em fevereiro de 2026. Serviços serão gratuitos até janeiro de 2030.
  • A empresa sugere alternativas como Arthur, Microsoft Teams e Zoom Workplace para substituir sua plataforma de colaboração.
  • O foco do metaverso da Meta mudará para celulares, com continuidade do Horizon Worlds e desenvolvimento de ferramentas de IA.

A Meta deu mais um passo para se distanciar do metaverso: a empresa anunciou o fim do Horizon Workrooms, espaços virtuais projetados para colaboração entre funcionários. Além disso, as vendas de headsets Quest e serviços Horizon para o setor corporativo também serão encerradas.

Essas são as mais recentes notícias de um amplo movimento para deixar para trás os altos investimentos (e prejuízos bilionários) da divisão de realidade virtual da empresa, a Reality Labs. Recentemente, a companhia confirmou um layoff de mais de 1 mil funcionários e fechou estúdios de games.

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

O que a Meta vai fazer com os produtos corporativos do metaverso?

A companhia vai fechar totalmente as Workrooms em 16 de fevereiro de 2026 e deletar todos os dados associados a elas. Por isso, quem usa o serviço recebeu a recomendação de acessar a Central de Contas e baixar as informações. A empresa sugere usar o Arthur, o Microsoft Teams ou o Zoom Workplace para substituir sua plataforma.

A Meta também oferece o app Meta Quest Remote Desktop, que permite conectar um headset da linha Quest a um computador e emular monitores virtuais. Ele vai continuar funcionando.

A empresa vai encerrar as vendas de headsets e software para empresas em 20 de fevereiro de 2026 – ela oferecia ferramentas como modo compartilhado, gestão de apps e segurança de nível corporativo. Os clientes atuais poderão continuar usando os serviços gratuitamente até 4 de janeiro de 2030, mas o sistema entrará em modo de manutenção.

Qual é o futuro do metaverso?

Ambiente virtual com avatares de pessoas, nomes de usuário e locais como um clube de comédia e um espaço para festas
Horizon Worlds continua como principal produto do metaverso da Meta (imagem: divulgação)

A companhia já fechou quatro de seus estúdios de games em VR, reduziu a equipe responsável por Batman: Arkham Shadow e abandonou o desenvolvimento do app fitness Supernatural.

Esses movimentos sugerem uma mudança de perspectiva. De acordo com uma reportagem da Bloomberg, a Meta continuará desenvolvendo o metaverso, mas com foco em celulares, e não em headsets de realidade virtual completamente imersivos. 

Andrew Bosworth, CTO da empresa, afirmou, em um memorando interno obtido pela Bloomberg, que a equipe do Horizon vai dobrar a aposta em trazer as melhores experiências para smartphones, bem como ferramentas de IA para criadores.

Além disso, o Horizon Worlds continua funcionando. A plataforma social da empresa inicialmente foi pensada para VR, mas já conta com versões para navegadores e celulares.

Do lado do hardware, parece que o interesse pelos headsets não saiu como esperado: quem está usando produtos desse tipo não são jovens profissionais, mas sim crianças e adolescentes. Nesse contexto, há um ambiente favorável para jogos casuais e gratuitos.

Com informações do Verge

Após demissões, Meta coloca mais um prego no caixão do metaverso

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)
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A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

Dell - prédio
Dell usa fim do contrato de distribuição como principal defesa (imagem: reprodução/Dell)
Resumo

A Dell Technologies formalizou um processo contra a VMware no Reino Unido, exigindo o pagamento de pelo menos 10 milhões de libras (cerca de R$ 72 milhões na cotação atual). A ação é o mais recente desdobramento de uma complexa batalha jurídica iniciada pela Tesco, a maior rede de supermercados britânica, contra a Broadcom – dona da VMware – e a revendedora Computacenter.

O caso expõe tensões decorrentes da mudança no modelo de negócios imposta pela Broadcom após adquirir a gigante de virtualização. O que começou como uma reclamação de contrato virou um “efeito dominó” jurídico envolvendo algumas das principais empresas de software.

Como a Dell foi parar no tribunal?

Para entender o papel da Dell no caso, é preciso olhar para a origem do conflito: o fim das licenças perpétuas. A Tesco alega que adquiriu licenças de software da VMware em 2021 com garantia de renovação de suporte. No entanto, após assumir o controle da empresa, a Broadcom eliminou essa modalidade, forçando a migração para assinaturas recorrentes (e mais caras). Sentindo-se lesada, a rede de supermercados processou a revendedora Computacenter e a Broadcom, pedindo mais de 100 milhões de libras em indenizações.

Nessa hora a Dell foi arrastada para a confusão. A Computacenter alega que não pode entregar o que as fabricantes se recusam a vender e processou seus fornecedores para se resguardar. A revendedora argumenta que, em 2021, a Dell – então distribuidora da VMware – enviou uma proposta que garantia preços e condições de suporte por longo prazo. Para a Computacenter, é a Dell que deve honrar essa oferta.

Logo da Dell
Antiga dona da VMware, Dell agora enfrenta a ex-subsidiária no tribunal (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na ação recém-aberta, a gigante dos PCs sustenta que sua obrigação contratual se limitava a “comunicar à VMware qualquer solicitação de renovação”, e que essa responsabilidade dependia da companhia continuar sendo uma distribuidora autorizada. Como a Dell encerrou a parceria de distribuição com a VMware em janeiro de 2024, a empresa alega incapacidade técnica e legal de fornecer os softwares sem a cooperação da Broadcom.

Basicamente, a Dell – que agora exige indenização para cobrir eventuais perdas se o veredito for desfavorável – diz ao tribunal que se a Computacenter vencer a ação, a VMware deve pagar a conta.

Fim das licenças perpétuas e risco de desabastecimento

Tesco alerta que falta de suporte da VMware pode afetar abastecimento (imagem: reprodução)

A base da disputa é a decisão da Broadcom de encerrar o suporte a licenças antigas. Nos autos do processo, a Tesco afirma que o software da VMware é “essencial para as operações e a resiliência dos negócios”, gerenciando cerca de 40 mil cargas de trabalho em servidores. Isso inclui desde os caixas das lojas até a logística de fornecimento de alimentos em todo o Reino Unido e Irlanda.

O alerta da varejista é grave: sem as atualizações e o suporte contratado, pode haver interrupções no abastecimento de produtos alimentícios para milhões de consumidores.

A Broadcom, por sua vez, não parece disposta a recuar. A gigante dos chips sustenta que os produtos solicitados pela Tesco foram descontinuados e não são mais comercializados. A empresa argumenta ainda que não pode ser obrigada a dar suporte a softwares obsoletos e que tentou negociar um novo acordo de assinatura com a rede de supermercados, que teria ignorado as propostas.

O impasse criou uma situação inusitada, onde Tesco, Broadcom, Computacenter e Dell tentam empurrar a responsabilidade financeira uns para os outros.

A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

Dell (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A demanda por chips de IA fortalece a TSMC, pressionando preços e reduzindo o poder de barganha da Apple.
  • A Nvidia pode ter superado a Apple como maior cliente da TSMC, refletindo a mudança no mercado de chips.
  • O aumento de preços da TSMC pode encarecer futuros produtos da Apple, como o chip A20 para iPhones.

A relação histórica entre Apple e TSMC passa por um momento de inflexão. Segundo um novo relatório do analista Tim Culpan, o boom da inteligência artificial mudou o equilíbrio de forças entre a maçã e a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, abrindo espaço para reajustes de preços e maior disputa por capacidade produtiva.

Durante uma visita a Cupertino em agosto de 2025, o CEO da TSMC, CC Wei, informou executivos da Apple sobre o que seria o maior aumento de preços em anos. A decisão já vinha sendo sinalizada em chamadas de resultados e refletia o crescimento das margens da companhia taiwanesa, cada vez mais fortalecida pela demanda ligada à IA.

A Apple ainda é o principal cliente da TSMC?

Além do reajuste, a Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC. Antes dominante, a empresa agora precisa disputar espaço com gigantes como Nvidia e AMD, cujas GPUs voltadas para inteligência artificial ocupam áreas maiores por wafer e exigem processos de ponta.

Segundo fontes ouvidas por Culpan, há indícios de que a Nvidia tenha superado a Apple como maior cliente da TSMC em pelo menos um ou dois trimestres recentes. Questionado sobre a mudança no ranking, o diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, foi direto: “Não comentamos isso”.

Os dados consolidados só serão conhecidos com a divulgação do relatório anual, mas a tendência aponta para uma redução significativa da liderança da Apple — ou até sua perda.

Os números ajudam a explicar o movimento. A receita da TSMC cresceu 36% no último ano, enquanto as vendas da Nvidia avançam em ritmo muito mais acelerado que da Apple, que seguem em patamares de um dígito. A expansão da IA impulsiona fortemente o segmento de computação de alto desempenho, enquanto o mercado de smartphones mostra sinais claros de maturidade.

Prédio da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)

O que isso pode significar para o consumidor?

A mudança na dinâmica entre Apple e TSMC pode ter efeitos indiretos para quem compra produtos da marca. Relatórios anteriores já indicavam que o chip A20, esperado para futuros iPhones, deve sair mais caro devido aos aumentos de preços da TSMC. Esse custo adicional pode ser repassado ao consumidor.

Apesar disso, a Apple segue sendo um cliente estratégico. Seu portfólio de chips é mais diversificado que o da Nvidia, abrangendo iPhones, Macs e acessórios, e distribuído por diversas fábricas da TSMC. Já a demanda por IA, embora intensa, tende a se concentrar em poucos produtos e nós tecnológicos.

O próprio CC Wei reconhece os riscos de expansão excessiva em um setor sujeito a ciclos. “Eu também estou muito nervoso”, afirmou o executivo em uma conferência com investidores. “Se não fizermos isso com cuidado, certamente será um grande desastre para a TSMC”.

No curto prazo, porém, o avanço da IA fortalece o poder da TSMC e reduz a margem de manobra da Apple. A disputa por capacidade e os preços mais altos indicam que a relação entre as duas empresas entrou em uma nova fase — menos previsível e mais competitiva.

Com informações do Culpium e 95ToMac

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Prédio da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)
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Quem é Bill Gates? Confira a biografia do fundador da Microsoft

Ilustração sobre o Windows com a versão jovem e mais velha do Bill Gates
Bill Gates mudou o mercado de computadores pessoais ao apostar permitir que os softwares se tornassem um produto independente do hardware (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates é um empresário e filantropo americano, conhecido por ser um dos fundadores da gigante da tecnologia Microsoft. Desde da criação da empresa em 1975, ele desempenhou um papel fundamental na popularização dos computadores pessoais e dos softwares modernos.

O executivo esteve envolvido no desenvolvimento de importantes sistemas operacionais, como o MS-DOS e o Windows. Gates liderou a companhia como CEO até 2000, transformando-a em uma das principais potências tecnológicas mundiais.

Atualmente, ele se dedica quase integralmente à filantropia e ao investimento em tecnologias sustentáveis e de inteligência artificial. Através da fundação Bill & Melinda Gates, o executivo financia projetos globais de saúde, educação e combate às mudanças climáticas.

A seguir, conheça mais sobre o legado de Bill Gates, sua formação e seu patrimônio atual. Também descubra qual foi o impacto do criador da Microsoft para a história da tecnologia.

Quem é Bill Gates?

Bill Gates, nascido em 28 de outubro de 1955 em Seattle, é um empreendedor, filantropo e fundador da Microsoft. Ele teve um importante papel na revolução dos computadores pessoais, transformando a indústria tecnológica ao liderar o desenvolvimento de softwares como o sistema operacional Windows.

Qual é a formação de Bill Gates?

Gates ingressou na Universidade de Harvard em 1973, inicialmente como estudante de Direito, mas priorizou cursos avançados de Matemática e Ciências da Computação. Em 1975, ele abandonou a graduação para fundar a Microsoft, deixando a instituição sem concluir o bacharelado formal.

Mesmo sem diploma regular, ele recebeu um doutorado honorário de Harvard em 2007 por seu impacto global. Diversas outras universidades também o condecoraram com títulos semelhantes em reconhecimento às suas contribuições tecnológicas e filantrópicas.

Fotografia em preto e branco de Paul Allen e Bill Gates lado a lado, quando eram mais jovens.
Bill Gates (à direita) deixou a faculdade para fundar a Microsoft ao lado de Paul Allen (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Qual é a carreira profissional de Bill Gates?

A trajetória profissional de Bill Gates começou em 1975 ao fundar a Microsoft com Paul Allen, focando no desenvolvimento de softwares. A empresa revolucionou a computação pessoal com os sistemas operacionais MS-DOS e Windows, consolidando o executivo como uma figura central da tecnologia.

Ele atuou como CEO até 2000, liderando a expansão global da companhia antes de assumir o cargo de arquiteto-chefe de software. Em 2008, deixou as funções executivas diárias, mantendo-se no conselho administrativo até 2014 e passou a colaborar apenas como conselheiro técnico.

Fora do setor corporativo, ele dedica a maior parte de seu tempo à filantropia com Fundação Bill & Melinda Gates, focando na erradicação de doenças, redução da pobreza extrema e expansão do acesso à educação. Gates também investe em inovação energética e tecnologias sustentáveis para combater a crise climática por meio da Breakthrough Energy.

Bill Gates
Bill Gates exerceu o cargo de CEO da Microsoft até 2000 (imagem: Red Maxwell/Flickr)

O que Bill Gates faz atualmente?

Atualmente, Gates atua de forma quase integral à filantropia por meio da fundação Bill & Melinda Gates, focando em saúde, educação e erradicação de doenças. Ele lidera iniciativas para acelerar a inovação climática e reduzir as emissões globais de carbono.

Seu patrimônio pessoal e ativos diversificados são geridos pela Cascade Investment, que investe em setores como energia, hotelaria e agricultura sustentável. Essa estrutura garante solidez financeira para sustentar doações bilionárias e compromissos de longo prazo.

Por meio da Gates Ventures, ele impulsiona pesquisas avançadas em inteligência artificial, Alzheimer e biotecnologia. Além disso, o executivo compartilha análise sobre ciência, educação e políticas públicas em seu blog, Gates Notes, influenciando debates relevantes.

Bill Gates ainda é dono da Microsoft?

Não, Bill Gates não é mais o dono majoritário da empresa Microsoft, tendo deixado o conselho da big tech em 2020. Atualmente, ele detém cerca de 1,3% das ações após décadas de vendas graduais para diversificar seu patrimônio.

Esses recursos agora financiam prioritariamente a Fundação Bill & Melinda Gates e outros projetos de impacto global. Hoje, o controle da Microsoft pertence a grandes grupos de investimento institucionais, como Vanguard e BlackRock.

Melinda Gates e Bill Gates (Imagem: Reprodução/Forbes)
Bill Gates atua em importantes ações filantrópicas ao lado da ex-exposa Melinda Gates (imagem: Reprodução/Forbes)

Qual é o patrimônio de Bill Gates?

O patrimônio de Bill Gates é estimado em cerca de US$ 104 bilhões, segundo dados da Forbes em janeiro de 2026, ocupando a 18ª posição entre os maiores bilionários do mundo. Sua fortuna provém de participações na Microsoft e na Cascade Investment, abrangendo diversos setores que equilibram investimentos globais e filantropia.

De onde vem a fortuna de Bill Gates?

A fortuna de Bill Gates provém da valorização massiva das ações da Microsoft. Ao abrir o capital em 1986, o executivo detinha 44,9% das ações da companhia, tornando-se o bilionário mais jovem do mundo na época.

Atualmente, seu patrimônio é diversificado pela Cascade Investment em setores como energia, terras agrícolas e investimentos em tecnologia. Embora vindo de uma família de classe média alta, a riqueza de Gates não é fruto de herança, mas do empreendedorismo e gestão estratégica de ativos.

Bill Gates segurando o código impresso do Altair Basic
Bill Gates divulga código-fonte que deu origem à Microsoft (imagem: reprodução/Gates Notes)

Qual é a importância de Bill Gates para o mercado?

Gates teve um importante papel na era da computação pessoal ao transformar o software no motor central da economia digital global. Sua liderança na Microsoft estabeleceu o Windows como o padrão de mercado, consolidando o domínio dos computadores em lares e escritórios.

Ele revolucionou o modelo de negócios ao priorizar o licenciamento escalável de programas, servindo de base para o surgimento das atuais empresas de tecnologia. Essa estratégia permitiu que o software se tornasse um produto independente do hardware, maximizando o alcance de suas ferramentas.

Sob sua visão estratégica, a Microsoft pavimentou o caminho para que as big techs modernas dominassem ecossistemas complexos de serviços e produtividade. Esse legado garantiu a transição tecnológica para interfaces amigáveis e sistemas que sustentam a infraestrutura empresarial até hoje.

Atualmente, Gates é uma referência em ações filantrópicas ao usar sua fortuna para criar projetos de saúde, educação e combate às mudanças climáticas. Bem como, ele investe em empresas que focam em tecnologias sustentáveis e energia renovável.

Quem é Bill Gates? Confira a biografia do fundador da Microsoft

Saiba como a ideia de Bill Gates revolucionou o mercado de sistemas operacionais para computadores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Paul Allen (in memoriam) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Bill Gates divulga código-fonte que deu origem à Microsoft (imagem: reprodução/Gates Notes)
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O que é Microsoft? Conheça a história da dona de Windows e Xbox

Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Saiba como a Microsoft se transformou em uma das maiores big techs do planeta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft é uma gigante tecnológica cofundada por Bill Gates e Paul Allen em 1975. Inicialmente, a empresa focou no desenvolvimento de softwares para microcomputadores pessoais antes de expandir os negócios nas últimas cinco décadas.

Com o lançamento do sistema Windows 1.0 em 1985, a marca revolucionou a interface dos computadores pessoais. Essa inovação permitiu que ela dominasse o mercado global de sistemas operacionais por várias décadas e se tornasse uma das principais big techs.

Atualmente, a Microsoft possui um portfólio diversificado, incluindo o popular pacote Office (Microsoft 365), os serviços na nuvem Azure e a divisão de videogames Xbox. Além disso, ela é dona do LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, e realiza grandes investimentos em inteligência artificial.

A seguir, descubra mais sobre a história da Microsoft, a origem do nome e quem controla a empresa de tecnologia atualmente. Também descubra as principais áreas de atuação da companhia além dos softwares.

O que é Microsoft?

A Microsoft Company é uma multinacional de tecnologia que desenvolve o sistema operacional Windows, a plataforma de nuvem Azure e os aplicativos de produtividade Microsoft 365. A companhia também atua em hardware com Xbox e Surface, além de integrar a inteligência artificial Copilot em seu ecossistema de serviços e busca.

O que significa Microsoft?

Microsoft é resultado da união das palavras inglesas microcomputer (microcomputador, em português) e software, sintetizando o propósito da companhia. A marca reflete a visão de desenvolver programas para computadores pessoais, um setor emergente na década de 1970.

Criado por Paul Allen em 1975, o termo era inicialmente grafado como “Micro-Soft” para destacar o uso de microprocessadores. O hífen foi removido oficialmente no ano seguinte, consolidando a identidade visual da empresa há mais de 50 anos.

Imagem da entrada do campus da Microsoft em Redmond, nos Estados Unidos. Em destaque, o letreiro com o nome "Microsoft" ao lado do logo colorido da empresa. Ao fundo, há um edifício moderno com uma cobertura de madeira e vidro em arco. O céu está parcialmente nublado e algumas pessoas caminham pela calçada.
Sede da Microsoft em Redmond, nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Qual é a história da Microsoft?

Fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen, a Microsoft nasceu com o desenvolvimento do interpretador BASIC para o computador Altair 8800. Essa iniciativa marcou o início da era dos softwares pessoais, estabelecendo a base para o futuro da marca.

Em 1980, a parceria com a IBM para fornecer o MS-DOS consolidou a empresa como líder em sistemas operacionais para computadores pessoais. Cinco anos depois, em 1985, o lançamento do Windows 1.0 introduziu a interface gráfica, tornando a tecnologia acessível ao público leigo.

Após mudar para Redmond em 1986, a Microsoft abriu o capital e passou a ter milhares de ativos negociados na NASDAQ. Esse aporte de recursos permitiu investimentos em pesquisa e expansão de mercado durante as décadas seguintes.

Tela do Microsoft Windows 1.0
Microsoft Windows 1.0 revolucionou o mercado de sistemas operacionais em 1985 (imagem: Reprodução/Microsoft)

A estreia do Office em 1989 e a chegada do Windows 95 em 1995 revolucionaram a produtividade e a conectividade doméstica com o navegador Internet Explorer. Esses produtos da Microsoft definiram o padrão de software de escritório e como a sociedade interagia com a web.

A diversificação para o hardware ocorreu em 2001 com console de videogame Xbox, inserindo a marca com sucesso no competitivo mercado de games. Paralelamente, a empresa expandiu a presença em dispositivos móveis com a linha de tablets e notebooks Surface em 2012.

Sob a era da computação em nuvem, a plataforma Azure tornou-se o pilar central de crescimento da companhia desde 2010. Atualmente, a Microsoft lidera a corrida da inteligência artificial por meio de parcerias estratégicas com a OpenAI e integração do assistente Copilot.

Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
Microsoft Copilot é uma das principais apostas da big tech em inteligência artificial (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Quem fundou a Microsoft?

Bill Gates e Paul Allen são os fundadores da Microsoft. Amigos de infância, a dupla uniu a visão tecnológica e o empreendedorismo para criar em 1975 a empresa que mudaria o mercado global de softwares.

Gates liderou a gestão e expansão global atuando como CEO até 2000 e como presidente executivo até 2014, consolidando o domínio do sistema Windows. Allen foi o estrategista técnico inicial da marca, mas afastou-se da operação em 1983 para tratar problemas de saúde.

Quando Microsoft foi criada?

A Microsoft foi fundada em 4 de abril de 1975 em Albuquerque, Novo México.

Fotografia em preto e branco de Paul Allen e Bill Gates lado a lado, quando eram mais jovens.
Paul Allen (à esquerda) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Onde fica a sede da Microsoft?

A sede da Microsoft fica localizada em Redmond, Washington, no campus central One Microsoft Way. O complexo de 200 hectares funciona como uma “cidade inteligente”, integrando infraestruturas modernas e sustentáveis para abrigar cerca de 50 mil funcionários.

Nos primeiros anos após a fundação em 1975, a empresa operou em espaços alugados em Albuquerque, Novo México. Em 1979, mudou-se para Bellevue, Washington, onde manteve escritórios importantes até a transição definitiva para Redmond em 1986.

Quem é o dono da Microsoft atualmente?

Não existe um único dono da Microsoft, pois ela é uma empresa de capital aberto listada na NASDAQ. Seus maiores detentores são grupos institucionais como Vanguard e BlackRock, além de milhões de investidores individuais.

Atualmente, Satya Nadella lidera a companhia como CEO e presidente do conselho, cargo que ocupa desde 2014. Embora Bill Gates, cofundador da Microsoft, tenha se afastado da governança, ele ainda mantém influência e participação acionária direta por meio da Cascade Investment.

Homem no palco
Satya Nadella é o atual CEO da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Em quais áreas a Microsoft atua?

A Microsoft se tornou uma das empresas de tecnologia com um amplo portfólio, operando em pilares que sustentam tanto o mercado corporativo quanto o de consumo. Confira as principais áreas de atuação da companhia:

  • Sistemas e software de produtividade: é o pilar da empresa Microsoft, incluindo o ecossistema do sistema operacional Windows e a suíte Microsoft 365 (Word, Excel e Teams), ferramentas essenciais para a operação de empresas e usuários domésticos;
  • Computação em nuvem (Azure): fornece infraestrutura global em escala, oferecendo serviços de armazenamento, processamento de dados e hospedagem para organizações de todos os portes;
  • Inteligência artificial: lidera a inovação no setor por meio do Microsoft Copilot, assistente inteligente integrado aos seus produtos para otimizar a criação e a análise de dados;
  • Hardware e dispositivos: desenvolve eletrônicos de consumo premium, como a linha de notebooks e tablets Surface, focados em integrar hardware e software de forma otimizada;
  • Games e entretenimento: detém uma das maiores divisões de jogos do mundo, abrangendo os consoles Xbox, o serviço de assinatura Game Pass e estúdios como Activision Blizzard, Bethesda e id Software;
  • Serviços e ferramentas para desenvolvedores: oferece recursos essenciais para programadores, incluindo o GitHub, o Visual Studio e soluções corporativas de gestão no Dynamics 365;
  • Redes sociais e networking: administra o LinkedIn, a maior plataforma profissional do mundo, conectando talentos a oportunidades de carreira e soluções de marketing B2B.
Logotipo do Windows 11
O sistema operacional Windows continua sendo o principal carro-chefe da Microsoft (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Quais foram as principais aquisições da Microsoft?

A Microsoft expandiu seu ecossistema por meio de aquisições estratégicas que moldaram os setores de software, nuvem e entretenimento. Conheça as marcas que são subsidiárias da Microsoft:

  • Visio Corporation (2000, US$ 1,4 bilhões): consolidou ferramentas de diagramação técnica no ecossistema Office, tornado-se o padrão corporativo para fluxogramas;
  • Skype Technologies (2011, US$ 8,5 bilhões): expandiu o alcance global em comunicações por vídeo, servindo como base tecnológica para a infraestrutura atual do Microsoft Teams;
  • Nokia – divisão de hardware (2014, US$ 7,2 bilhões): esforço para integrar hardware e software em dispositivos móveis, antes da guinada estratégica para serviços em nuvem. A divisão foi vendida em 2020;
  • Mojang (2014, US$ 2,5 bilhões): garantiu a propriedade do popular game Minecraft, permitindo à Microsoft liderar no mercado de jogos com foco em comunidades e criatividade;
  • LinkedIn (2016, US$ 26,2 bilhões): conectou a empresa a maior plataforma profissional do mundo, integrando dados de carreira aos serviços do Microsoft 365;
  • GitHub (2018, US$ 7,5 bilhões): posicionou a empresa no centro da comunidade de desenvolvedores e programadores, controlando a maior plataforma de hospedagem de código do planeta;
  • ZeniMax Media (2021, US$ 7,5 bilhões): trouxe estúdios como Bethesda e id Software para o Xbox Game Studios, garantindo títulos exclusivos como Elder Scrolls e Doom;
  • Nuance Communications (2022, US$ 8,5 bilhões): reforçou as capacidades de IA e reconhecimento de voz, com foco em soluções avançadas para o setor da saúde;
  • Activision Blizzard (2023, US$ 68,7 bilhões): a maior aquisição da história da tecnologia, incorporando franquias como o Call of Duty e fortalecendo o serviço Game Pass.
imagem exibe fotos das principais franquias da activision blizzard
A aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft foi a maior da história da tecnologia (imagem: Reprodução/Activision Blizzard)

Qual é o valor de mercado da Microsoft?

O valor de mercado da Microsoft é de aproximadamente US$ 3,5 trilhões, conforme dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. Esse montante coloca a empresa na quarta posição entre as principais big techs mais valiosas do mundo.

Essa capitalização varia conforme o sentimento dos investidores, indicadores macroeconômicos e o desempenho operacional da companhia. Atualmente, os avanços estratégicos em IA e serviços de nuvem são os pilares que sustentam a alta avaliação.

Qual é a diferença entre Microsoft e Microsoft 365?

A Microsoft é uma empresa de tecnologia que desenvolve e licencia hardware, serviços em nuvem e sistemas operacionais para o mercado mundial. Ela representa a corporação completa, abrangendo desde o Windows até a infraestrutura do Azure e divisões de hardware.

O Microsoft 365 é o serviço de assinatura que reúne ferramentas de produtividade, armazenamento em nuvem e recursos de segurança avançados para usuários e empresas. Ele expande o antigo Office 365 ao incluir soluções de colaboração, como Teams, e tecnologia de inteligência artificial.

O que é Microsoft? Conheça a história da dona de Windows e Xbox

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embarcamos para os Estados Unidos e visitamos a sede da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Paul Allen (in memoriam) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Satya Nadella faz a abertura do Microsoft Build 2024 em Seattle (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Metaverso e dispositivos como os headsets Quest já foram foco da empresa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta demitirá mais de 1.000 funcionários do Reality Labs, impactando 10% da divisão de hardware e metaverso.
  • A empresa fechará estúdios de jogos como Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, mas manterá cinco estúdios ativos.
  • A Meta focará em dispositivos com IA e transferirá o desenvolvimento de jogos para parceiros externos.

A Meta iniciou o processo de demissões em massa em sua divisão de hardware e metaverso, o Reality Labs. Os cortes atingem mais de 1.000 funcionários e são parte de uma reestruturação que migra o foco de projetos de realidade virtual para o desenvolvimento de dispositivos com IA.

Segundo apuração da agência Bloomberg, que teve acesso a um comunicado interno enviado pelo chefe de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, as demissões devem impactar aproximadamente 10% da força de trabalho total da divisão, que contava com cerca de 15 mil colaboradores.

O movimento confirma a mudança de prioridades dentro da big tech controlada por Mark Zuckerberg. De acordo com um memorando, a Meta deve focar mais em levar inteligência artificial aos dispositivos vestíveis da empresa, como os Ray-Ban Meta, reduzindo o investimento direto em hardware de realidade virtual e, consequentemente, no metaverso, conceito que deu nome à empresa a partir de 2021.

Fechamento de estúdios de jogos

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Novo direcionamento da Meta deve focar em dispositivos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reestruturação impacta a produção de conteúdo first-party (jogos desenvolvidos pela própria empresa) para os headsets Quest. O documento interno visualizado pela Bloomberg confirma que a Meta decidiu fechar diversos estúdios de games que havia adquirido nos últimos anos.

Entre as desenvolvedoras encerradas estão:

  • Armature Studio: conhecida pela versão em VR de Resident Evil 4.
  • Sanzaru Games: responsável por títulos como Asgard’s Wrath e Marvel Powers United.
  • Twisted Pixel: criadora de Deadpool VR e Defector.

O estúdio responsável pelo app Supernatural VR Fitness será congelado. A equipe continuará a dar suporte ao produto, mas a criação de novos conteúdos e recursos foi interrompida.

Apesar dos cortes, a Meta manterá cinco estúdios ativos: Beat Games (de Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO.

Meta vai abandonar os games?

Em outro memorando, Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, divisão que controla os estúdios de games da empresa, tentou tranquilizar as equipes remanescentes sobre o futuro da plataforma. “Essas mudanças não significam que estamos nos afastando dos videogames”, escreveu a executiva.

A nova diretriz é transferir o desenvolvimento para parceiros externos. “Jogos permanecem a pedra angular do nosso ecossistema. Com essa mudança, estamos deslocando nosso investimento para focar em nossos desenvolvedores terceiros e parceiros para garantir sustentabilidade a longo prazo”, completou Sciamanna.

Os cortes ocorrem pouco mais de um mês após relatos de que Mark Zuckerberg planejava reduzir o orçamento do grupo de metaverso para 2026, citando a falta de evolução do mercado. Calcula-se que o Reality Labs teve prejuízo de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões) ao longo dos anos.

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

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Empresa iniciou cortes na força de trabalho como e deve focar em dispositivos com inteligência artificial.

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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O que é Amazon? Saiba tudo sobre o e-commerce de Jeff Bezos

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Saiba como a Amazon se tornou uma das maiores big techs do mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Amazon é uma gigante global de tecnologia fundada em 1994 por Jeff Bezos, na cidade de Bellevue, nos Estados Unidos. O negócio começou em uma garagem, operando inicialmente como uma livraria online focada em eficiência logística.

Com o tempo, a empresa expandiu seu catálogo e diversificou serviços para dominar o varejo em escala mundial. Essa evolução constante e a mentalidade de inovação a transformaram em uma das maiores big techs da atualidade.

Além de dominar o e-commerce, a marca lidera setores de computação em nuvem, inteligência artificial e serviços de streaming digital. Atualmente, ela é referência absoluta em infraestrutura tecnológica, mantendo um crescimento sólido e influência global.

A seguir, conheça mais sobre a história da Amazon, sua missão e mercados em que atua. Também descubra quem é o dono da companhia e seu valor de mercado.

O que é Amazon?

A Amazon Company é uma multinacional de tecnologia que atua nas áreas de e-commerce, computação em nuvem e serviço de streaming em escala global. Fundada por Jeff Bezos em 1994, a marca evoluiu de uma livraria virtual para o maior ecossistema de varejo e infraestrutura digital do mundo.

O que significa Amazon?

O nome Amazon foi escolhido por Jeff Bezos por simbolizar algo grandioso, refletindo a ambição de criar a maior loja do mundo. A estratégia visava uma identidade que permitisse a expansão ilimitada dos negócios para além da venda inicial de livros.

A referência direta ao Rio Amazonas também remete ao fluxo constante e imensidão, espelhando a vasta diversidade do catálogo e o alcance global. Complementarmente, o logotipo reforça essa ideia ao conectar as letras “A” e “Z”, prometendo entregar tudo ao cliente.

Amazon no celular (Imagem: Christian Wiediger/Unsplash)
O logotipo da Amazon traz uma seta que conecta as letras “A” e “Z”, indicando o objetivo de ser uma “loja de tudo” (imagem: Christian Wiediger/Unsplash)

Qual é a missão da Amazon?

A Amazon baseia-se em quatro pilares: obsessão pelo cliente, paixão por inovação, excelência operacional e pensamento de longo prazo. Seu objetivo é ser a empresa mais centrada no cliente da Terra, integrando tecnologia e logística para facilitar a vida cotidiana.

Expandindo seu propósito, a marca agora integra o bem-estar e a segurança dos funcionários. Atualmente, ela busca ser o melhor e mais seguro lugar para trabalhar, guiando inovação sob uma perspectiva ética e sustentável.

Quando a Amazon foi criada?

A Amazon foi fundada em 5 de julho de 1994, em Bellevue, Washington (EUA), sob o nome jurídico Cadabra Inc. O site oficial da varejista, já com nome jurídico atual, foi lançado apenas em 16 de julho de 1995.

Onde fica a sede da Amazon?

A sede atual da Amazon está localizada em Seattle, Washington (EUA), com destaque para o complexo The Spheres no bairro de South Lake Union. Em 2023, a empresa expandiu suas operações corporativas ao inaugurar uma segunda sede, a HQ2, situada em Arlington, Virgínia.

Vale dizer que a trajetória da companhia começou na garagem da casa de Jeff Bezos em Bellevue, Washington, antes de mudar definitivamente para Seattle. Atualmente, as duas sedes principais coordenam as operações globais de tecnologia e logística da gigante do varejo.

imagem do Amazon Spheres, em Seattle
Amazon Spheres é um espaço de trabalho e jardim de inverno no campus da sede da Amazon em Seattle (imagem: SounderBruce/WikiMedia Commons)

Quem criou a Amazon?

Jeff Bezos criou a Amazon após deixar o mercado financeiro para apostar no potencial do comércio eletrônico. Embora sua ex-esposa MacKenzie Scott e os primeiros funcionários Shell Kaphan e Paul Davis tenham auxiliado na fase inicial, Bezos é o único fundador oficial.

Quem é o atual dono da Amazon?

Não existe um único dono da Amazon, pois ela é uma empresa de capital aberto controlada por acionistas e investidores institucionais. O fundador Jeff Bezos permanece como o maior investidor individual, com cerca de 10% das ações, enquanto grupos como Vanguard e BlackRock detêm fatias significativas do controle.

O controle operacional é exercido pelo CEO Andy Jassy, mas Bezos mantém influência relevante como presidente executivo do conselho. Essa estrutura é comum em corporações listadas na bolsa, onde o poder de voto é proporcional à quantidade de ações possuídas.

Quantos funcionários trabalham na Amazon?

A Amazon emprega cerca de 1,56 milhão de funcionários em tempo integral e parcial globalmente, conforme dados do World Population Review em dezembro de 2025. Esse total exclui prestadores de serviços, como entrega terceirizada.

O setor de varejo concentra a maior parcela da força de trabalho, com cerca de 1,1 milhão de colaboradores, enquanto a América do Norte concentra a maioria regional (925 mil). Após expansões agressivas, a empresa agora prioriza a estabilização do quadro por meio de demissões pontuais e realocação de recursos em tecnologia.

Imagem de Jeff Bezos e Andy Jassy com o logo da Amazon ao Fundo
O fundador Jeff Bezos (à esquerda) passou o cargo de CEO para Andy Jassy em julho de 2021 (imagem: Reprodução/Paper Geek)

Como a Amazon foi criada

A história da Amazon começou em 1994, quando Jeff Bezos deixou o emprego em Wall Street para fundar a Cadabra Inc e empreender em sua garagem em Bellevue, Washington (EUA). Motivado pelo boom da internet, ele buscava criar a “loja de tudo”, iniciando pelo mercado editorial.

O plano de negócios surgiu durante uma viagem para Seattle, cidade escolhida pela proximidade com grandes distribuidores de livros. Com investimento de US$ 100 mil e apoio da então esposa MacKenzie Scott, Bezos contratou Shel Kaphan para desenvolver o site oficial.

A plataforma foi lançada em julho de 1995, já com o nome de Amazon, focando em livros devido à alta demanda e facilidade logística do setor. O sucesso foi imediato, gerando mais de US$ 500 mil em vendas nos primeiros dias de operação.

Após abrir capital em 1997, a empresa diversificou o catálogo para incluir música, vídeos e brinquedos. A estratégia “Cresça Rápido” visava superar concorrentes físicos e consolidar a marca como a “loja de A a Z”, como indicava a logo.

Imagem da casa em Bellevue, Washington, onde a Amazon foi Fundada
Casa em Bellevue, onde Jeff Bezos iniciou a Amazon (imagem: Reprodução/Downtown Bellevue Network)

Em 2006, a diversificação atingiu novos patamares com a Amazon Web Services (AWS), que se tornou líder global em infraestrutura de nuvem. Paralelamente, em 2005, a assinatura Amazon Prime fidelizou milhões de clientes com entregas rápidas e serviços de streaming integrados.

Nos anos seguintes, a empresa revolucionou o consumo digital com o lançamento do e-reader Kindle (2007) e da assistente virtual Alexa (2014). Esses dispositivos integraram tecnologia ao cotidiano, transformando a marca em uma gigante do hardware e inteligência artificial.

No Brasil, a operação da Amazon iniciou em 2012, focada estritamente em livros digitais e na linha Kindle. A expansão para o varejo físico ocorreu apenas em 2014, estabelecendo a base logística para o crescimento no país.

Atualmente, a big tech consolida sua presença no país com 10 centros de distribuição e serviços premium. A evolução constante reforça o legado de inovação que define a trajetória da companhia desde a fundação.

Fachada de prédio da Amazon Web Services
Amazon Web Services, ou apenas AWS, é uma das principais empresas de infraestrutura de nuvem (imagem: Tony Webster/Flickr)

Em quais mercados a Amazon atua?

A Amazon se tornou uma das maiores empresas de tecnologia ao diversificar sua operação em setores estratégicos. Confira abaixo os mercados onde a companhia atua de forma decisiva:

  • E-commerce global: opera o maior marketplace do planeta, conectando milhões de vendedores e consumidores em mais de 20 países com infraestrutura de ponta;
  • Computação em nuvem (AWS): lidera o setor de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI), oferecendo armazenamento, processamento de dados e ferramentas avançadas de inteligência artificial para empresas;
  • Varejo físico: expande a presença no mercado de mercearia e varejo físico por meio do Whole Foods Market e Amazon Fresh nos EUA, usando tecnologia de automação e checkout por biometria;
  • Streaming e assinaturas: gerencia o ecossistema Prime, que integra serviços de streaming de vídeo, músicas e logística rápida para maximizar a retenção e fidelidade dos usuários;
  • Dispositivos e hardware: desenvolve eletrônicos de consumo como a linha Kindle, dispositivos Echo (Alexa) e sistemas de segurança doméstica via Ring e Blink;
  • Entretenimento e mídia: produz conteúdos originais por meio da Amazon Studios e MGM, além de dominar o mercado de streaming de games com a plataforma Twitch;
  • Saúde digital: atua na modernização do setor médico por meio da Amazon Pharmacy e One Medical nos EUA, oferecendo consultas virtuais e entrega de medicamentos;
  • Logística e conectividade: investe em frotas próprias de entrega e no Amazon Leo (antigo Project Kuiper), que visa fornecer internet global via satélite para áreas remotas.
Echo Spot e Kindle 2024 (Imagem: Laura Canal/Tecnoblog)
Os dispositivos Amazon Echo e Kindle demonstram a força e inovação da Amazon em hardware (imagem: Laura Canal/Tecnoblog)

Qual é o valor de mercado da Amazon?

A Amazon tem cerca de US$ 2,64 trilhões de valor de mercado, conforme dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. Essa marca coloca a empresa entre as cinco big techs mais valiosas do mundo, tendo mais de 10,7 bilhões de ações em circulação na Nasdaq.

Qual é a diferença entre Amazon e Amazon Prime?

Amazon é uma big tech focada em e-commerce, computação em nuvem e inovação digital. Fundada em 1994, ela funciona como a infraestrutura de mercado onde milhões de produtos são vendidos e serviços corporativos são operados.

Amazon Prime é um programa de assinatura que oferece um ecossistema de benefícios na plataforma Amazon. Por uma taxa mensal ou anual, o membro tem acesso a frete grátis ilimitado, serviços de streaming (vídeo e música) e ofertas exclusivas.

O que é Amazon? Saiba tudo sobre o e-commerce de Jeff Bezos

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Spheres é um espaço de trabalho e jardim de inverno no campus da sede da Amazon em Seattle (imagem: SounderBruce/WikiMedia Commons)

O fundador Jeff Bezos (à esquerda) passou o cargo de CEO para Andy Jassy em julho de 2021 (imagem: Reprodução/Paper Geek)

Casa em Bellevue, onde Jeff Bezos iniciou a Amazon (imagem: Reprodução/Downtown Bellevue Network)

Amazon Web Services (Imagem: Tony Webster/Flickr)

Echo Spot e Kindle 2024 (Imagem: Laura Canal/Tecnoblog)
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Audiência vinda do Google afundou 33% em um ano

Ícone do Google
Google oferece Visão Geral com IA e Modo IA (foto: Brett Jordan/Unsplash)
Resumo
  • A audiência de sites de notícias vinda do Google caiu 33% em um ano, segundo dados da Chartbeat para mais de 2,5 mil sites jornalísticos.
  • A Visão Geral de IA aparece em 10% das buscas no Google nos EUA, enquanto o ChatGPT começa a direcionar tráfego, mas ainda em números irrelevantes.
  • O relatório do Instituto Reuters sugere que empresas jornalísticas devem investir em vídeos para plataformas como YouTube e TikTok, bem como explorar modelos de assinaturas.

O número de visitas a sites de notícias vindas do Google caiu 33% em 12 meses, refletindo mudanças nos mecanismos de pesquisa. Nos últimos anos, o buscador passou a usar inteligência artificial para gerar resumos automáticos e colocá-los acima dos links. Além disso, o ChatGPT e outros chatbots de IA ganharam popularidade como forma de consultar informações.

Os sites que cobrem comportamento, celebridades e turismo são os mais afetados, enquanto publicações que acompanham o noticiário diário de interesse geral parecem mais protegidas.

Os dados são da plataforma Chartbeat e dizem respeito a mais de 2,5 mil sites jornalísticos do mundo todo. Eles foram apresentados em um relatório do Instituto Reuters sobre a situação do jornalismo.

O documento aponta ainda que a Visão Geral com IA (AI Overview) aparece em cerca de 10% das buscas no Google realizadas nos Estados Unidos. Além disso, a empresa já oferece uma experiência com Gemini nos resultados, chamada Modo IA. Já o ChatGPT começa a direcionar tráfego a sites jornalísticos, mas em números irrelevantes.

Tela do Google em modo IA mostra a busca: “quero entender diferentes métodos de preparo de café. faça uma tabela comparando as diferenças de sabor, facilidade de uso e equipamentos necessários”. Abaixo, há uma tabela comparando café coado, prensa francesa, AeroPress e cafeteira italiana, destacando sabor, facilidade de uso e equipamentos. À direita, aparecem links de sites com artigos sobre preparo de café.
Modo IA pode gerar tabelas comparando informações (imagem: divulgação)

O que isso significa para o jornalismo?

Para Nic Newman, pesquisador do Instituto Reuters, a “era do tráfego” está chegando ao fim. Isso significa que a quantidade de visitas originadas em buscadores deve cair rapidamente daqui em diante.

Com menos usuários acessando os sites, a receita gerada pela publicidade tende a desaparecer também, colocando em risco um modelo de negócios que funcionou durante décadas.

Os dados mostram que um cenário previsto há alguns anos pode se tornar realidade: o “Google Zero”, situação em que um site passa a receber zero acesso vindo do principal buscador da web. O termo foi cunhado pelo editor-chefe do The Verge, Nilay Patel.

“Não está claro o que vem por aí”, diz Newman. “Empresas jornalísticas temem que os chatbots de IA estejam criando um novo e conveniente jeito de acessar informação, o que poderia deixar sites e jornalistas para trás.”

Qual é o futuro para os sites?

Apesar da incerteza, o relatório do Instituto Reuters identifica algumas tendências entre as empresas do setor. Uma delas é encorajar jornalistas a produzir conteúdo em vídeo para YouTube e TikTok, aproveitando a popularidade do formato de vídeos curtos.

Dos 280 líderes de redações entrevistados, cerca de três quartos pretendem incentivar seus funcionários a se envolver com esse tipo de tarefa, e metade planeja fazer parcerias com criadores para distribuir seu conteúdo.

Outra forma de lidar com a queda de acessos e da receita com publicidade é buscar um modelo de assinaturas, o que também pode ajudar a criar um relacionamento mais direto com os leitores.

Newman aposta que o jornalismo vai sobreviver, apesar desses desafios. “Notícias confiáveis, análises de especialistas e diferentes pontos de vista continuam importantes para os indivíduos e para a sociedade”, comenta o pesquisador. “Boas histórias e sensibilidade humana são difíceis de replicar usando IA.”

Audiência vinda do Google afundou 33% em um ano

Ícone do Google (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Modo IA pode gerar tabelas comparando informações (imagem: divulgação)
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Quem é Jeff Bezos? Confira a biografia do criador da Amazon

Imagem de Jeff Bezos em uma apresentação da Amazon
Conheça a trajetória de Jeff Bezos como empreendedor que revolucionou o varejo online (imagem: Ted S. Warren/Associated Press)

Jeff Bezos é um empreendedor estadunidense e o dono da Amazon, empresa que revolucionou o varejo online global. Sua visão estratégica o transformou em uma das figuras mais influentes da tecnologia e do comércio moderno.

Sua carreira começou no setor financeiro em Wall Street, mas ganhou destaque em 1994 ao fundar sua própria companhia em uma garagem. Sob sua liderança, a Amazon expandiu de uma livraria online para um conglomerado de serviços digitais como computação em nuvem.

Atualmente, Bezos atua como presidente executivo da gigante do e-commerce e impulsiona a exploração espacial através da sua empresa Blue Origin. Ele também é proprietário do jornal norte-americano The Washington Post e co-CEO da startup de inteligência artificial Project Prometheus.

A seguir, conheça mais sobre a carreira de Jeff Bezos, sua formação e as empresas que ele controla. Também descubra a origem da sua fortuna e impacto no setor tecnológico.

Quem é Jeff Bezos?

Jeff Bezos, nascido em 12 de janeiro de 1964, é um empreendedor e investidor estadunidense, reconhecido como criador da Amazon. Além de ter uma ampla influência no setor de comércio e tecnologia, ele é fundador da empresa aeroespacial Blue Origin e proprietário do jornal The Washington Post.

Qual é a formação de Jeff Bezos?

Bezos se formou na Universidade de Princeton em 1986, obtendo os títulos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação. Ele concluiu a formação com honra máxima, destacando-se como membro da prestigiada sociedade Phi Beta Kappa.

Inicialmente, o executivo cursava Física, mas migrou para a área de tecnologia por considerar os estudos teóricos “excessivamente abstratos”. Essa transição foi decisiva para ele desenvolver as competências técnicas aplicadas posteriormente nos seus empreendimentos.

Imagem de Jeff Bezos em uma apresentação da Amazon
Bezos é graduado em Ciência da Computação e Engenharia Elétrica (imagem: Jason Redmond/File Photo)

Qual é a carreira profissional de Jeff Bezos?

A história de Jeff Bezos começou no setor financeiro em Wall Street, onde atuou em instituições financeiras como Fitel e Bankers Trust. Em 1990, obteve destaque na D.E. Shaw, alcançando a vice-presidência sênior enquanto explorava o potencial da internet.

Em 1994, aos 30 anos, ele fundou a Amazon na garagem em Seattle, transformando uma livraria online em uma gigante global de varejo e tecnologia. Como CEO, expandiu a empresa para serviços de nuvem com a Amazon Web Services (AWS), liderando-a até meados de 2021.

Paralelamente, Bezos fundou a Blue Origin em 2000 para transformar o modelo de exploração espacial e viagens orbitais comerciais. Em 2013, adquiriu o tradicional jornal The Washington Post, ampliando significativamente sua atenção na mídia e comunicação.

Atualmente, atua como presidente executivo da Amazon e investe em causas climáticas por meio do Bezos Earth Fund. Sua carreira reflete a transição estratégica entre o setor bancário, o comércio eletrônico e a inovação espacial.

Jeff Bezos nos anos 1990 no estoque da Amazon
Jeff Bezos nos anos 1990 no estoque da Amazon (imagem: Paul Souders/Getty Images)

Quais são as empresas de Jeff Bezos?

Bezos consolidou sua influência no setor de comércio e tecnologia por meio de investimentos estratégicos e fundações visionárias. Estas são as principais empresas e outros negócios vinculados ao executivo:

  • Amazon: fundada em 1994, a empresa evoluiu de uma livraria online para a maior gigante global de e-commerce e computação em nuvem (AWS);
  • Blue Origin: empresa de exploração aeroespacial criada em 2000, focada em foguetes reutilizáveis e infraestrutura para habitação humana no espaço para baratear o acesso orbital;
  • The Washington Post: tradicional jornal norte-americano publicado desde 1877, foi adquirido por Bezos em 2013 e passou por uma transformação digital profunda para se adaptar à era do jornalismo moderno;
  • Bezos Earth Fund: fundo filantrópico de US$ 10 bilhões lançado em 2020 para financiar  soluções científicas e projetos globais de combate às mudanças climáticas e preservação ambiental;
  • Project Prometheus: startup de inteligência artificial na qual Bezos atua como co-CEO, focada em inovação de ponta após um expressivo aporte de US$ 6,2 bilhões em 2025.
Imagem de Jeff Bezos em frente de uma das capsulas da Blue Origin
A empresa aeroespacial Blue Origin é um dos principais projetos de Bezos (imagem: Bloomberg/Getty Images)

Qual é a fortuna de Jeff Bezos?

A fortuna de Jeff Bezos é estimada em cerca de US$ 255,6 bilhões, conforme dados da Forbes em janeiro de 2026. Grande parte do seu patrimônio provém de ações na Amazon e outros investimentos realizados ao longo da sua carreira.

De onde vem a fortuna de Jeff Bezos?

O patrimônio líquido de Jeff Bezos deriva de sua participação acionária na Amazon, impulsionada pelo domínio no e-commerce e na computação em nuvem. Sua fortuna é complementada por ativos na Blue Origin, no The Washington Post e investimentos diversificados via Bezos Expeditions.

Antes da Amazon, Bezos consolidou sua base financeira atuando em Wall Street, usando economias próprias e aportes externos para fundar a empresa sem depender de heranças. Hoje, sua riqueza é predominantemente variável, oscilando conforme o valor de mercado de suas companhias e investimentos.

Jeff Bezos está entre os mais ricos do mundo?

Sim, Bezos ocupa o terceiro lugar entre os mais ricos do mundo em janeiro de 2026. Embora tenha liderado a lista da Forbes anteriormente, atualmente ele está atrás de Elon Musk (Tesla/SpaceX) e Larry Page (Google/Alphabet).

Jeff Bezos não é mais CEO da Amazon (Imagem: Daniel Oberhaus / Flickr)
Jeff Bezos é atualmente o terceiro indíviduo mais rico do mundo (imagem: Daniel Oberhaus/Flickr)

Qual é a importância de Jeff Bezos para o setor tecnológico?

Bezos revolucionou o setor ao transformar a Amazon em uma das maiores big techs, redefinindo o comércio online global e contribuindo com a evolução da computação moderna. Sua visão estratégica converteu uma livraria online em uma infraestrutura que sustenta a internet atual.

A biografia de Jeff Bezos revela a mentalidade de “Dia 1”, focada em escalabilidade e obsessão pelo cliente acima de lucros imediatos. Esse modelo de gestão permitiu que a Amazon se tornasse o padrão de logística e eficiência para o mercado global.

Por meio da AWS, o executivo transformou o setor de computação em nuvem ao oferecer poder computacional sob demanda para diversas outras empresas de tecnologia. Essa inovação democratizou o acesso a servidores de alto desempenho, permitindo que startups crescessem sem altos custos de hardware.

Seu legado atual foca em fronteiras futuras, como a exploração espacial pela Blue Origin e avanços em inteligência artificial com a Project Prometheus. Essas iniciativas continuam a desafiar os limites do desenvolvimento científico e a moldar o futuro da infraestrutura tecnológica mundial.

Quem é Jeff Bezos? Confira a biografia do criador da Amazon

(imagem: Jason Redmond/File Photo)

Jeff Bezos nos anos 1990 no estoque da Amazon (imagem: Paul Souders/Getty Images)

(imagem: Bloomberg/Getty Images)

Jeff Bezos (Imagem: Daniel Oberhaus / Flickr)
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Isso são horas? Clientes reclamam de entregas perto da meia-noite

Entrega da Shopee (Imagem: Divulgação)
Entrega da Shopee ocorre perto da meia-noite (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Shopee enfrenta queixas por entregas em horários tardios, incluindo próximas da meia-noite.
  • A empresa utiliza transportadoras parceiras e entregadores independentes, o que pode levar a horários de entrega flexíveis.
  • A Shopee afirma que as entregas ocorrem entre 6h00 e 23h00, respeitando limites razoáveis para atividades comerciais.

​A gigante do e-commerce Shopee enfrenta uma série de queixas por causa do horário das entregas. Teve consumidor que recebeu os produtos perto da meia-noite, levando a um desgaste e à natural crítica na própria internet. Afinal, até que horas os entregadores da Shopee trabalham?

​Primeiro, é preciso entender que a empresa com origem em Singapura rapidamente conquistou o coração dos brasileiros. Ela oferece muitos cupons, tem de tudo, inclusive produtos a preços muito acessíveis. Isso levou à ascensão da Shopee no Brasil, que se mantém mesmo após a adoção da taxa das blusinhas, em 2025.

​Esse crescimento acelerado se apoia em uma malha logística complexa. Diferentemente dos Correios, a Shopee utiliza majoritariamente transportadoras parceiras e entregadores independentes no modelo de última milha. Muitos desses profissionais utilizam veículos próprios e possuem rotas extensas, o que acaba flexibilizando — e por vezes extrapolando — os horários convencionais de entrega para dar conta da demanda.

Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

​O alto volume de entregas com práticas questionáveis levou às reclamações. Um consumidor disse que “eles entregam em qualquer lugar, mesmo você estando em casa para receber”. E acrescentou: “isso quando não vem entregar perto da meia-noite”.

​Outra cliente afirmou no X que antigamente recebia as encomendas até 19h00. Agora? Diz ela que o responsável pelo produto tocou a campainha às 23h40. Desabafos como este se avolumam no Reclame Aqui. Algumas pessoas pedem que a companhia adote o horário comercial.

​Qual o horário de entrega da Shopee?

Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Tecnoblog entrou em contato com a equipe de comunicação. A Shopee nos disse que trabalha para “oferecer a melhor experiência de compra, incluindo modalidades logísticas que oferecem ainda mais conveniência e agilidade”. Ela destacou que, na opção Entrega Rápida, os pedidos podem ser entregues “fora do horário comercial para atender àqueles que optam por essa comodidade”.

Já numa resposta a uma reclamação pública, um funcionário da Shopee disse que os pedidos podem ser entregues entre 6h00 e 23h00, o que, na visão dele, estaria dentro do “limite razoável de horário para atividades comerciais”.

Isso são horas? Clientes reclamam de entregas perto da meia-noite

Entrega da Shopee (Imagem: Divulgação)

Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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O que é SpaceX? Conheça a empresa de tecnologia espacial de Elon Musk

Imagem do logo da SpaceX e um foguete de fundo
Saiba como a SpaceX revolucionou a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Reprodução/John Kraus)

A SpaceX é uma empresa aeroespacial americana fundada com o objetivo de reduzir custos de transporte e revolucionar a exploração espacial. Criada por Elon Musk em 2002, a companhia nasceu da visão de tornar as viagens interplanetárias viáveis e acessíveis.

O propósito da organização é viabilizar a colonização de Marte por meio do desenvolvimento de tecnologias espaciais inovadoras. Para isso, a empresa foca no uso pioneiro de foguetes reutilizáveis, como o Falcon 9, para baratear o acesso à órbita.

A empresa também gerencia a rede de internet via satélite Starlink e realiza missões tripuladas para a Estação Espacial Internacional (ISS) com a NASA. Atualmente, ela lidera o mercado global de lançamentos, operando frotas que garantem alta frequência de voos espaciais.

A seguir, saiba mais sobre a história da SpaceX e as áreas de atuação da companhia aeroespacial. Também descubra os principais concorrentes da empresa de Elon Musk.

O que é SpaceX?

A SpaceX é uma empresa aeroespacial americana pioneira no uso de foguetes reutilizáveis, reduzindo os custos de lançamentos. Sua atuação abrange desde transporte de cargas e de astronautas até o desenvolvimento do sistema Starship, visando viabilizar a exploração espacial privada e a colonização de Marte.

Quem é o dono da SpaceX?

A SpaceX é uma empresa de capital fechado controlada pelo empresário Elon Musk, que detém cerca de 42-54% das ações e 79% do poder de voto. Investidores institucionais como Alphabet e Fidelity também têm participações relevantes, resultado de aportes bilionários para financiar projetos como Starship e Starlink.

Elon Musk
Elon Musk é o fundador e dono da SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quando a SpaceX foi fundada?

A SpaceX foi fundada em 14 de março de 2002, estabelecendo sua sede inicial na Califórnia (EUA). No entanto, a equipe técnica e as operações de engenharia da empresa aeroespacial começaram em maio do mesmo ano.

Motivado pelo alto custo dos foguetes russos, Elon Musk investiu capital próprio para criar tecnologias de transporte espacial reutilizáveis. Assim, o propósito da companhia é reduzir custos para viabilizar a futura colonização do planeta Marte.

Onde fica a SpaceX?

A sede oficial da SpaceX está situada na Starbase, em Boca Chica, no Texas, polo principal para o desenvolvimento e testes do foguete Starship. Anteriormente localizada na Califórnia, a mudança estratégica visa otimizar operações e aproveitar um ambiente regulatório mais flexível.

Contudo, a empresa mantém sua fábrica original em Hawthorne, na Califórnia, dedicada à produção das cápsulas Dragon e Falcon 9. Já as operações de lançamento adicionais ocorrem no Cabo Canaveral na Flórida e na Base de Vandenberg na Califórnia.

Imagem da Starbase, sede da SpaceX no Texas
A Starbase, sede oficial da SpaceX, fica localizada em Boca Chica, no Texas (imagem: Divulgação/SpaceX)

O que a SpaceX faz?

A SpaceX revolucionou a indústria aeroespacial ao viabilizar o uso de foguetes reutilizáveis, reduzindo drasticamente o custo do transporte orbital. Estas são suas principais áreas de atuação:

  • Lançamentos orbitais: opera os foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy para colocar satélites em órbita e realizar missões de segurança nacional com alta confiabilidade;
  • Transporte de carga e tripulação: envia suprimentos e astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS) com a cápsula Dragon, eliminando a dependência de veículos estrangeiros para missões tripuladas;
  • Internet Starlink: gerencia a maior rede de satélites em órbita terrestre baixa, fornecendo internet de alta velocidade em escala global;
  • Sistema Starship: desenvolve um veículo de transporte superpesado e totalmente reutilizável, essencial para o retorno humano à Lua e a futura colonização de Marte;
  • Infraestrutura de dados espacial: implementa soluções de processamento em órbita, como data centers espaciais movidos a energia solar para suportar demandas de Inteligência Artificial e comunicação direta com dispositivos móveis.
Imagem do foguete Starship da SpaceX
O foguete de transporte superpesado Starship é um dos principais projetos da SpaceX (imagem: Divulgação/SpaceX)

Quais são os foguetes da SpaceX?

Estes são os principais foguetes da SpaceX:

  • Falcon 1: primeiro veículo de combustível líquido desenvolvido de forma privada a atingir a órbita, servindo como prova de conceito entre 2006 e 2009;
  • Falcon 9: principal foguete de médio porte, destacado pelo primeiro estágio reutilizável que revolucionou o custo do acesso ao espaço;
  • Falcon Heavy: variante de carga pesada composta por três núcleos propulsores do Falcon 9, oferecendo a maior capacidade de carga operacional para órbitas altas e distantes;
  • Starship: sistema de transporte superpesado totalmente reutilizável em fase de desenvolvimento, projetado para missões interplanetárias e transporte de grandes volumes de carga e tripulação.

Quanto custa um foguete da SpaceX?

O lançamento do Falcon 9 custa cerca de US$ 67 milhões, enquanto o Falcon Heavy atinge até US$ 100 milhões, variando conforme a órbita e carga. O programa de missões compartilhadas, chamado de rideshare, democratiza o acesso e permite o envio de pequenos satélites por valores a partir de US$ 325 mil.

A reutilização de propulsores reduz o custo operacional para menos de US$ 30 milhões, garantindo margens competitivas no setor espacial. Com o sistema Starship, a SpaceX projeta custos inferiores a US$ 10 milhões por voo, visando viabilizar a exploração de Marte.

Imagem do foguete Falcon 9 da SpaceX
Um lançamento do foguete Falcon 9,, um dos principais da SpaceX, pode custar US$ 67 milhões (imagem: Divulgação/SpaceX)

Quais são os concorrentes da SpaceX?

A SpaceX enfrenta concorrência de empresas privadas e agências estatais que buscam reduzir custos de lançamento, aumentar a cadência de voos e dominar o mercado de constelações de satélites:

  • Blue Origin: empresa de Jeff Bezos que desenvolve o foguete de carga pesada New Glenn e foca na infraestrutura de exploração, desafiando diretamente a capacidade do Falcon 9 e Starship;
  • Rocket Lab: líder em lançamentos de pequenos satélites com o Electron, agora desenvolve o foguete reutilizável Neutron para capturar o mercado de médio porte da SpaceX;
  • United Launch Alliance (ULA): aliança entre Boeing e Lockheed que utiliza o foguete Vulcan Centaur, priorizando contratos governamentais e missões críticas de segurança nacional dos EUA;
  • Relativity Space: especializada em manufatura aditiva com o Terran R, um foguete totalmente impresso em 3D e reutilizável projetado para competir em custo e agilidade de produção;
  • Northrop Grumman: atua no transporte de carga para a Estação Espacial Internacional (ISS) com a nave Cygnus e desenvolve sistema de propulsão sólida para missões pesadas da NASA;
  • Arianespace: consórcio europeu que opera o Ariane 6 para garantir soberania em lançamentos pesados e atender clientes institucionais que buscam alternativas aos foguetes americanos.

Qual é a diferença entre SpaceX e NASA?

A SpaceX é uma empresa privada de fabricação aeroespacial com foco na eficiência logística e na redução de custos por meio de foguetes reutilizáveis. Ela atua em serviços de lançamento para governos e empresas, enquanto desenvolve tecnologias para a colonização de Marte.

A NASA é uma agência governamental dos EUA responsável por promover a ciência, a exploração espacial e a pesquisa aeronáutica. Ela lidera missões de descoberta, como o programa lunar Artemis, e coordena operações na Estação Espacial Internacional (ISS).

Qual é a diferença entre SpaceX e Blue Origin?

A SpaceX é uma empresa aeroespacial fundada por Elon Musk em 2002. Ela foca no desenvolvimento de foguetes reutilizáveis e na operação da rede de internet via satélite Starlink, tendo como objetivo reduzir custos de acesso ao espaço e viabilizar a colonização de Marte.

A BlueOrigin é uma companhia aeroespacial fundada por Jeff Bezos em 2000. Ela prioriza a criação de uma infraestrutura espacial sustentável e o desenvolvimento de módulos lunares, visando permitir que milhões de pessoas vivam e trabalhem no espaço.

Qual é a diferença entre SpaceX e Starlink?

A SpaceX é uma fabricante aeroespacial focada no desenvolvimento de foguetes reutilizáveis para reduzir custos de transporte espacial e permitir a exploração de outros planetas. Ela é a organização matriz e operacional, consolidando-se como uma das principais empresas de Elon Musk.

A Starlink é um serviço de constelação de satélites em órbita baixa projetado para fornecer internet banda larga de alta velocidade globalmente. Ela funciona como uma divisão comercial da SpaceX, usando a infraestrutura da própria empresa para lançar sua rede.

O que é SpaceX? Conheça a empresa de tecnologia espacial de Elon Musk

(imagem: Reprodução/John Kraus)

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/SpaceX)

(imagem: Divulgação/SpaceX)

(imagem: Divulgação/SpaceX)
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Realme perde independência e volta a operar como submarca da Oppo

Celular Realme C75 apoiado em boia na piscina. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível
Realme deixa de ser independente, de novo (imagem: João Victor/Tecnoblog)
Resumo
  • Realme deixou de ser independente e voltou a ser uma submarca da Oppo.
  • O objetivo da reestruturação é reduzir custos, além de compartilhar recursos de pesquisa e desenvolvimento.
  • Sky Li, fundador da Realme, supervisionará todas as submarcas do grupo após a mudança.

A fabricante chinesa Realme deixará de operar como uma empresa independente para se tornar uma submarca da Oppo. A reestruturação tem como objetivo unificar as cadeias de suprimentos, compartilhar recursos de pesquisa e desenvolvimento e reduzir custos operacionais.

Segundo apuração do portal asiático Leifeng, a mudança mexe no organograma da liderança. Sky Li, fundador e CEO da Realme, passará a supervisionar os negócios de todas as submarcas do grupo. A reestruturação prevê ainda que a Realme passe a utilizar a rede de serviço de pós-venda da Oppo.

A migração foi confirmada pela agência de notícias Reuters. Com a decisão, a Realme segue os passos da OnePlus, outra fabricante que nasceu independente, mas foi progressivamente absorvida pela estrutura da Oppo nos últimos anos.

A integração permitirá que as marcas utilizem a mesma base industrial e tecnológica, embora mantenham cronogramas de lançamentos e identidades de marketing separadas para o consumidor.

Relação entre antigo império se mantém

A movimentação reforça os laços entre as companhias do antigo conglomerado BBK Electronics, a gigante corporativa que, até 2023, estava por trás das marcas Oppo, Realme, OnePlus e Vivo (que no Brasil adota comercialmente a marca Jovi).

Embora a estrutura societária tenha mudado para dar mais independência às empresas, na prática, elas continuam operando como entidades irmãs. Após a cisão, a Realme — que nasceu na Oppo — seguiu como uma divisão da empresa, se tornou independente logo depois e, agora, voltou a ser uma submarca.

No Brasil, os smartphones da Realme vem se destacando em um mercado dominado por Samsung, Motorola e Xiaomi. Em meados de 2025, a chinesa ultrapassou a Apple em participação no mercado, chegando a 7%, contra 5% da gigante de Cupertino.

Atualmente, três das quatro “irmãs” do grupo possuem operação oficial por aqui:

  • Realme: se estabeleceu com escritório local, modelos homologados e venda direta no varejo, focando no custo-benefício.
  • Oppo: firmou parceria de distribuição e fabricação local com a Multi.
  • Vivo (Jovi): a marca de smartphones do grupo também oficializou sua entrada no fim de maio de 2025, mas sob o nome comercial Jovi.
  • OnePlus: não tem representação oficial, mas é presente através do mercado cinza.

Realme perde independência e volta a operar como submarca da Oppo

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Fabricante segue o caminho da OnePlus e passa a operar, novamente, sob o guarda-chuva da Oppo. Reestruturação visa reduzir custos e compartilhar centros de pesquisa.

Realme C75 é um celular barato com resistência à água e poeira (Imagem: João Victor / Tecnoblog)
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