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Após visitar Bolsonaro, Carlos diz que PL apoiará Alfredo Gaspar e Arthur Lira em AL

O deputado Arthur Lira, líder do "centrão", faz selfie com o presidente Jair Bolsonaro

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) informou neste domingo, 17, que em sua última visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar o pai definiu que irá apoiar os nomes de Alfredo Gaspar (PL) e Arthur Lira (PP) como os candidatos ao Senado Federal por Alagoas. Eles disputarão as duas vagas abertas para o Estado nas eleições deste ano.

“Em Alagoas, o presidente Jair Bolsonaro, toda a família Bolsonaro e todo o agrupamento de direita e centro-direita já têm definidos seus nomes para o Senado: Arthur Lira e Alfredo Gaspar de Mendonça. São nomes preparados, experientes e comprometidos com os valores que defendemos para o Brasil”, disse Carlos Bolsonaro para jornalistas durante o evento “Acorda Brasil” em Maceió.

O deputado federal e ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, já lançou sua pré-candidatura ao Senado Federal em março deste ano, em um evento com lideranças políticas em Maceió. Há uma movimentação para que ele se filie ao Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro, mas atualmente ele está definido como pré-candidato pelo Partido Progressistas (PP).

Já o deputado federal Alfredo Gaspar lançou sua pré-candidatura pelas redes sociais, em abril deste ano, pela sigla de Bolsonaro. Ele se filiou ao PL em março deste ano, deixando o União Brasil. Ao ingressar no partido, ele assumiu a presidência estadual da sigla, substituindo o ex-prefeito de Maceió, JHC.

Em Alagoas, duas vagas ao Senado estarão em disputa em outubro. Os mandatos do senador Renan Calheiros (MDB) e do senador Fernando Farias (MDB) se encerram em janeiro de 2027.

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Cármen Lúcia propõe criar ‘brigadas eleitorais’ para candidatas mulheres nas eleições

Cármen Lúcia STF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs, já para as eleições de 2026, a criação de brigadas eleitorais para segurança de candidatas mulheres. A declaração ocorreu durante aula magna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na última sexta-feira, 24, com o tema “Violência contra a mulher: desafios contemporâneos e caminhos para o enfrentamento”.

Na ocasião, a ministra afirmou que a iniciativa seria direcionada a situações de risco iminente, funcionando como um mecanismo de resposta rápida para prevenir episódios de violência durante a campanha e o pleito.

“Que nós criemos também brigadas eleitorais para as candidatas mulheres, porque, se a gente não criar, vamos ter cada vez mais violência sendo praticada”, declarou a ministra.

Ela explicou que a proposta funcionaria de forma semelhante à Patrulha Maria da Penha, serviço especializado da Polícia Militar ou da Guarda Municipal que fiscaliza o cumprimento de medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica. O programa realiza visitas periódicas, oferece atendimento humanizado e atua na prevenção e na redução da reincidência de agressões.

“Estou propondo até pela minha experiência como presidente das eleições de 2024, que a gente comece criando, como temos a brigada Maria da Penha, que são brigadas que são chamadas quando a mulher esteja passando por uma situação de violência e acione imediatamente para evitar o pior desfecho”, afirmou.

Cármen Lúcia esteve na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições municipais de 2024. Ela antecipou para o dia 14 deste mês sua saída do cargo, que será assumido pelo ministro Nunes Marques.

“A eleição (de 2024) deu certo. Os eleitores foram votar, não fizeram o que tinham que votar e à noite eu dei o resultado, acabou a conversa. Nós queremos a paz democrática, a paz que é o equilíbrio no movimento com respeito a todos os direitos”, disse ainda a ministra.

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Nikolas chama Jair Renan de “toupeira cega” e amplia atrito com a família Bolsonaro

Nikolas Ferreira (PL-MG) foi o deputado federal mais votado do Brasil em 2022 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Após trocar críticas públicas com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nas últimas semanas, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a subir o tom contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e chamou o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) de “toupeira cega” em meio a uma nova troca de ataques nas redes sociais.

A troca de farpas começou após o influenciador bolsonarista Junior Japa, seguido por Carlos Bolsonaro, ironizar Nikolas por um vídeo em que aparece divulgando ações em Minas Gerais com uma camiseta branca, diferente da preta que marcou seus conteúdos de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. Na publicação, ele sugeriu que o deputado teria “sentido” críticas e insinuou que estaria trocando apoio político por emendas, além de não se engajar na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nikolas reagiu afirmando que enviaria “emenda para internar” os críticos em um hospício. Após resposta irônica de Jair Renan — que usou um meme para insinuar que o deputado havia se incomodado —, o parlamentar publicou um print da conversa e escreveu que, “se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla”, em referência ao vereador e ao influenciador, “não alcança a de uma toupeira cega”.

O episódio é mais um capítulo do desgaste entre Nikolas e o entorno da família Bolsonaro, que vem desde o início da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Nas últimas semanas, Eduardo Bolsonaro passou a criticá-lo publicamente pela falta de engajamento direto na campanha e de usar seu algoritmo contra a família.

O incômodo cresceu após aliados passarem a monitorar as redes do deputado e apontarem que ele cita pouco o nome de Flávio. A avaliação nesse grupo é que Nikolas evita colar sua imagem à candidatura para não dividir protagonismo dentro da direita.

Do lado do deputado, a leitura é outra. Ele tem dito que sua estratégia é falar para além da base bolsonarista e não apenas reforçar quem já está convencido. Em entrevista ao GLOBO, afirmou que sofre “ataques unilaterais” e criticou aliados que, segundo ele, “se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”.

— Eu nunca fomentei nenhuma briga. A pergunta que tem que ser colocada é: o que eu já fiz? Porque uma briga são dois. Isso não é uma briga, é um ataque unilateral. Qual post meu eu tenho atacando filho, esposa ou o próprio Bolsonaro? Pelo contrário, eu sou extremamente leal às ideias que o Bolsonaro carrega. Ele mesmo, na última vez que nos encontramos, falou: “Fique em paz, estou contigo”. Mas infelizmente tem alguns que se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro.

Também disse que há gente que virou “expert em afastar pessoas” e defendeu que cada um tem um papel na campanha. Segundo ele, o seu é de “atacante”, tentando ampliar o alcance do discurso, enquanto outros ficam mais na mobilização da base.

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