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Itália barra entrada de quem vem da Espanha após travessia em massa em Ceuta

Embaixadores da União Europeia se reunirão na segunda-feira (3) em uma reunião de emergência, enquanto a Espanha enfrenta pressões para reafirmar o controle sobre as fronteiras externas do bloco.

Um porta-voz da Irlanda, que exerce a presidência rotativa da UE, confirmou o encontro. O grupo de resposta integrada a crises políticas da UE, que lida com situações de crise e desastre, receberá informações de autoridades no sábado sobre os eventos ocorridos nos últimos dois dias no enclave norte-africano de Ceuta.

A medida ocorre enquanto o governo espanhol confirmou que 50 mil pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira entre Marrocos e Ceuta, embora o Ministério do Interior da Espanha tenha informado na sexta-feira (31) que mais da metade delas já saiu do local.

Vários líderes europeus comentaram a crise, que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez descreveu como “uma violação da integridade territorial da Espanha”, pedindo que o país garanta a proteção da fronteira externa da UE e instando Madri a reafirmar o controle.

A Alemanha disse que estenderá seus próprios controles de fronteira até setembro, enquanto a Itália afirmou que imporá controles de entrada para cidadãos não pertencentes à UE que cheguem da Espanha.

“As imagens vindas de Ceuta são inaceitáveis”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma postagem no X. “Não podemos permitir que ninguém entre em nossa União sem cumprir nossas regras.”

O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, expressou solidariedade à Espanha, elogiando a “resposta firme” do país, incluindo suas medidas para combater a migração ilegal e desmantelar redes criminosas de contrabando.

A chegada de milhares de migrantes a Ceuta colocou os holofotes sobre Schengen, a zona de livre circulação do bloco, que abrange 25 membros da UE, além de Liechtenstein, Noruega, Suécia e Islândia. No entanto, autoridades da UE ressaltaram que qualquer pessoa que chegue a Ceuta e Melilha está coberta por uma disposição especial do Código de Fronteiras Schengen, o que significa que está sujeita a controles fronteiriços antes de seguir para a Europa continental.

Eles também destacaram que o bloco mantém um bom relacionamento com Marrocos, com uma reunião entre o embaixador da UE em Rabat e o Ministério das Relações Exteriores marroquino agendada para segunda-feira.

© 2026 Bloomberg L.P.

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XP mantém otimismo com PIB e prevê dólar a R$ 5,00; veja os destaques da semana

A XP preservou a projeção de crescimento de 2,0% para o PIB brasileiro em 2026. O cenário é impulsionado por medidas de estímulo à atividade econômica.

O dólar deve encerrar este ano cotado a R$ 5,00, podendo chegar a R$ 5,30 em 2027. Incertezas políticas e a queda das commodities explicam a pressão cambial.

A previsão para a inflação (IPCA) recuou de 5,5% para 5,2%. Com isso, a Selic deve sofrer um corte de 0,25 ponto em agosto, fechando o ano em 14,00%.

SK Hynix levanta US$ 28 bilhões na Nasdaq

A sul-coreana SK Hynix estreou na bolsa americana captando cerca de US$ 28 bilhões. A empresa busca capital para enfrentar a alta demanda por chips de inteligência artificial.

Mesmo com a oscilação de preços no setor, a procura de investidores foi massiva. O objetivo da companhia é ser reavaliada frente aos seus concorrentes diretos nos EUA.

Onde investir em julho: qualidade é a palavra de ordem

A recomendação para este mês foca em uma carteira equilibrada e diversificada. A estratégia une ativos defensivos a posições com potencial de ganho de capital.

Na renda fixa, os títulos atrelados ao IPCA oferecem taxas historicamente altas. A gestão ativa é sugerida para agilizar a escolha entre diferentes emissores.

Já no mercado de ações, o foco recai sobre empresas de alta qualidade. A XP vê oportunidades após a queda recente, adotando um critério rigoroso de seleção.

Temporada de balanços e destaques operacionais

A partir de 22 de julho, as empresas listadas começam a divulgar seus resultados do 2º trimestre. O mercado aguarda os números para conferir se as expectativas se confirmam.

A construtora Tenda (TEND3) já sinalizou um trimestre forte, com lançamentos de R$ 1,8 bilhão. Vendas recordes e custos menores indicam margens de lucro mais elevadas para a companhia.

Inverno rigoroso beneficia o varejo de moda

O frio intenso no Sul e Sudeste em junho deve impulsionar as vendas de vestuário. O clima favorece diretamente redes como Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3).

O fenômeno meteorológico também reflete, de forma mais moderada, no setor farmacêutico. A XP monitora as temperaturas como um indicador positivo para o consumo.

Estratégia: a constância vence o mercado

Um estudo de 15 anos da XP revelou que investir mensalmente supera a tentativa de prever topos. A regularidade nas aplicações rendeu mais do que esperar o momento “ideal”.

Para investidores de renda fixa, a novidade é a inclusão de fundos de crédito privado. A medida visa facilitar a diversificação para o investidor mais conservador.

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Com um ano, Starian projeta R$ 750 mi em receita e mantém estratégia de M&As

A Starian, desenvolvedora de ecossistemas verticais SaaS, completou seu primeiro ano de operação em junho, com uma expectativa de superar R$ 750 milhões em receita líquida e projetando um crescimento orgânico de 30% na comparação com o encerramento de 2025. Parte desse crescimento deve vir das compras: a empresa busca comprar R$ 100 milhões em receita recorrente no próximo semestre.

“Estamos fazendo compra de companhias satélites, pequenas, e trabalhando para trazer ativos parrudos. É um momento oportuno de mercado: é difícil crescer em SaaS verticalizado no Brasil e há muitas empresas com 20 ou 30 anos, super nichadas, que podem ter dificuldades de se adaptar à IA”, afirma Alex Anton, Chief Strategy Officer da Starian.

Nesta cadeira, Anton é responsável por olhar para o mercado e entender o que está acontecendo no mundo de softwares e olhar para dentro para buscar novas frentes de negócios, além de fazer as integrações das adquiridas, como aconteceu com a Contato Seguro, comprada em dezembro do ano passado.

Com 1.500 profissionais, a empresa vive um momento emblemático. “Estamos em uma corrida. Até o ano passado, nosso foco estava no crescimento inorgânico e orgânico. Agora, nosso ‘core’ está em risco com a proliferação da IA. Mas estamos em um movimento de crescimento e ‘servitização’: transformando o nosso software em serviço”, afirma Anton.

Um dos desafios para a empresa continuar crescendo está na precificação: hoje, softwares são vendidos por assento. Em companhias mais arrojadas, contudo, já existe um modelo híbrido, onde se cobra por entrega de valor. “Esses modelos colocam um nível de pressão. É um mundo super dinâmico”, afirma.

A empresa tem um núcleo centralizado de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e aposta na evolução tecnológica como um processo contínuo de incorporação de inovação aos workflows críticos dos clientes, em vez rupturas isoladas.

Crescimento vertical

A Starian opera, hoje, em quatro verticais: indústria da construção, inteligência legal, eficiência operacional e governança e compliance. O plano é abrir novas frentes já no próximo ano, com a estratégia de aquisição que deve se tornar ainda mais agressiva.

“Gostamos muito das verticais que já conversam com nossos sistemas, como ERP para empresas de material de construção civil ou gestão imobiliária, por exemplo. Mas também olhamos para setores novos como o agro, que tem espaço para adoção de tecnologia, além do varejo alimentar que é anti-cíclico”, afirma.

Leia mais: Com bolso cheio e aquisição, Starian, spinoff da Softplan, abre nova frente

A empresa

Embora tenha pouco tempo de vida, a Starian já nasceu gigante: de uma cisão da Sofplan, empresa de softwares de Santa Catarina. Na separação, a ‘empresa-mãe’ ficou com os clientes do setor público enquanto a nova companhia tem 100% de clientes do setor privado.

“A Starian já nasceu com escala, liderança em suas verticais e um portfólio robusto de soluções críticas para seus clientes”, afirma Ionan Fernandes, CEO da Starian. Em dois meses de operação, a empresa levantou R$ 640 milhões da General Atlantic para fortalecer a estrutura de capital e acelerar sua expansão.

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Vale a pena reinvestir dividendos? Veja efeito com Petrobras, Vale, BB e Taesa

Quem investe em ações pagadoras de dividendos e embolsa os proventos sem reaplicá-los pode estar deixando uma parcela expressiva do retorno na mesa. Um estudo elaborado pela XP mostra que a decisão de reinvestir cada valor recebido na compra de mais ações faz a diferença no acúmulo de patrimônio, e pode significar uma multiplicação até quatro vezes maior do capital ao longo de uma década.

Os analistas Raphael Figueredo e Bruna Sene simularam um investimento de R$ 10 mil em quatro grandes ações da Bolsa brasileira em janeiro de 2016 e acompanhou os resultados até abril de 2026 em dois cenários: com e sem reinvestimento dos proventos.

O caso mais extremo é o da Petrobras (PETR4). No cenário sem reinvestimento, os R$ 10 mil iniciais se transformaram em R$ 68,9 mil, uma alta de 590% explicada pela valorização do preço da ação. Já quem reinvestiu sistematicamente os proventos ao longo do período terminou com R$ 272,9 mil, uma alta de 2.629% sobre o capital inicial e retorno anual de 37,8%.

A Petrobras realizou 32 pagamentos de proventos no período, que somaram R$ 133,7 mil em dividendos recebidos sobre o investimento inicial de R$ 10 mil. O reinvestimento transformou as 1.456 ações iniciais em 5.760 papéis ao final do período, sem nenhum aporte adicional. O yield on cost calculado foi de 1.337%, o que significa que a renda gerada pela ação ao longo do tempo pagou 13,4 vezes o valor originalmente investido.

A simulação com Vale (VALE3) mostra que o impacto do reinvestimento não depende de alta frequência de pagamentos. A mineradora realizou 22 distribuições ao longo do período, contra mais de 30 da Petrobras, mas distribuiu R$ 54,2 mil em proventos sobre o capital inicial de R$ 10 mil. Com reinvestimento, a quantidade de ações em carteira passou de 788 para 1.591 papéis, e o patrimônio final chegou a R$ 136,0 mil, o dobro dos R$ 67,4 mil obtidos no cenário sem reaplicação.

No Banco do Brasil (BBAS3), a maior frequência de pagamentos, com 76 distribuições ao longo de 10 anos, compensou uma valorização de preço mais contida, de 216% no período. Ao reinvestir todos os proventos, o patrimônio passou de R$ 31,6 mil para R$ 60,5 mil. Para os autores do estudo, o caso do BB mostra que “o efeito do reinvestimento não depende apenas de fortes altas na cotação, mas também da constância na geração de renda.”

Já a Taesa (TAEE11), com valorização de preço de cerca de 170% no período, teve 43 pagamentos de proventos e a quantidade de papéis em carteira saltou de 619 para 1.716 unidades. O investidor que reinvestiu terminou com um patrimônio 2,8 vezes maior do que quem apenas recebeu os dividendos sem reaplicá-los.

AçãoValorização da açãoPatrimônio com
reinvestimento
Retorno anual com
reinvestimento
PETR4R$ 68,9 mil (+590%)R$ 272,9 mil (+2.629%)37,8% a.a.
VALE3R$ 67,4 mil (+574%)R$ 136,0 mil (+1.260%)28,8% a.a.
TAEE11R$ 27,0 mil (+170%)R$ 74,8 mil (+648%)21,6% a.a.
BBAS3R$ 31,6 mil (+216%)R$ 60,5 mil (+505%)19,1% a.a.
Fonte: Economatica. Capital inicial de R$ 10 mil em cada ação. Período de 04/01/2016 a 27/04/2026. Reinvestimento ao preço de fechamento da data-ex proventos. Não considera impostos nem custos de corretagem

“A maioria dos investidores acompanha apenas o preço da ação. O reinvestimento atua na quantidade de ações. E é nessa segunda variável, ignorada por muitos, que mora boa parte do retorno de longo prazo”, escrevem Figueredo e Sene em relatório publicado na segunda-feira (22).

Cada provento reinvestido compra novas ações, que passam a gerar mais dividendos no período seguinte, criando uma base de investimento crescente ao longo do tempo. Os autores do estudo chamam esse processo de “efeito bola de neve aplicado à renda variável.”

Todos os cenários superam com folga o CDI no período, que transformaria os mesmos R$ 10 mil em cerca de R$ 25,5 mil. Já a correção pelo IPCA acumulado de 67,9% colocaria o montante em R$ 16,8 mil.

Para Figueredo e Sene, reinvestir proventos é “provavelmente a decisão de carteira com a melhor relação entre retorno e esforço disponível ao investidor de longo prazo”, já que “não exige acertar timing de mercado, não depende de teses complexas nem de novos aportes constantes.”

Os especialistas, no entanto, alertam que a estratégia não corrige uma tese de investimento ruim, e recomendam aplicar o reinvestimento em empresas com fundamentos sólidos, geração recorrente de caixa e política consistente de distribuição de dividendos, avaliando sempre o desempenho pelo retorno total e não apenas pela variação de preço na tela: “Dividendos não são apenas renda para ‘sacar’. Eles fazem parte central do retorno do investimento e, quando reinvestidos de forma disciplinada, tornam se um dos principais motores de crescimento no longo prazo”.

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Azul prevê mais cortes de frequências com preços mais altos do combustível

Aviões da Azul e da Gol no Aeroporto Internacional de Salvador, Brasil

A companhia aérea brasileira Azul está ⁠intensificando cortes de capacidade em meio a preços mais ‌altos do combustível de aviação, ligados à guerra no Irã, e a empresa continuará reduzindo voos para proteger o ‌caixa em um ambiente incerto, disse o presidente-executivo, John Rodgerson.

Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reduzindo capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, ⁠indo ‌além dos cortes anteriores à medida que o conflito ⁠se prolonga.

‘Quando fizemos nossos cortes iniciais, pensamos que a guerra já teria terminado’, disse ele em uma entrevista na sexta-feira, em preparação para uma reunião de líderes de companhias aéreas globais no Rio de Janeiro.

‘Mas ela continua, ​então vamos continuar a cortar algumas frequências de forma oportunista, certificando-nos de que estamos voando apenas coisas que fazem ​sentido.’

A maior parte das reduções da Azul no segundo trimestre ocorreu em rotas internacionais, com ajustes adicionais concentrados em frequências domésticas, em vez de retirar cidades inteiras, disse Rodgerson.

‘Você voa para Curitiba seis vezes por dia? Talvez, com ‌esses preços de combustível, devessem ser quatro.’ ​A companhia aérea está priorizando seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, acrescentou.

‘Ainda não retiramos cidades, mas isso está sempre em pauta. ⁠Mas primeiro você ​começa com a ​utilização e o corte de frequências.

‘Você não quer estar utilizando uma aeronave 13, 14 ⁠horas por dia quando os ​preços dos combustíveis dobram.’

Rodgerson disse que o balanço patrimonial da Azul, após uma grande reestruturação da dívida, colocou a empresa em uma ​posição mais forte do que alguns de seus pares para se adaptar. A companhia saiu do processo ​do Capítulo 11 ⁠em fevereiro com apoio da United Airlines e da American Airlines .

A Azul espera que ⁠os preços permaneçam sob pressão no segundo trimestre, sazonalmente mais fraco, mas vê espaço para que tarifas mais altas se sustentem à medida que a demanda se fortaleça no terceiro e quarto trimestres, disse ele.

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