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EUA prometem respeitar resultado de eleição no Brasil desde que ‘livre e justa’

Acusado de tentar uma interferência nas eleições presidenciais do Brasil pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que tenha como objetivo interferir na disputa e indicou que vai respeitar o resultado das urnas, desde que o País promova uma disputa “livre e justa”.

A declaração foi dada por autoridades do governo Donald Trump, com a condição de que não fosse identificada, em resposta a questionamentos de veículos de imprensa brasileiros sobre as recentes rusgas políticas com o País.

Segundo a autoridade do Departamento de Estado, haverá respeito à escolha feita pelos brasileiros por meio “de eleições livres e justas no Brasil”. Essa autoridade lembrou que os EUA já manteve relações com “governos de ambos os lados do espectro no Brasil” e que esses relacionamentos foram “muito bem-sucedidos.”

Para integrantes do governo Lula, porém, a administração trumpista planejava justamente reunir elementos no País a fim de contestar a transparência e a segurança do sistema de urnas eletrônicas. Dois diplomatas tiveram visto negado pelo Itamaraty.

Na semana passada, o Palácio do Planalto reagiu dizendo que o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, era uma atitude de viés ideológico.

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, afirmou a Presidência da República, em nota.

Em eventos públicos, o presidente brasileiro acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, figura política de histórico hostil ao petista e próximo do bolsonarismo, de “odiar o Brasil” e a América Latina. Lula chamou o chefe da diplomacia trumpista, filho de cubanos exilados, de “latino-americano frustrado”.

E disse que se beneficiaria caso os EUA enviassem uma autoridade para subir no palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal rival na disputa pela Presidência. Flávio voltou a levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro, sem que nenhuma fraude jamais tenha sido comprovada.

Depois, Lula afirmou que pretendia voltar a conversar por telefone com Trump, uma chamada que não ocorreu ainda.

Nesta quarta-feira, dia 12, o ex-ministro Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto, afirmou que os EUA miravam contra a soberania brasileira, com o vídeo do Departamento de Estado que propaga o “domínio americano” nas Américas, uma alusão à Doutrina Monroe.

O conselheiro petista também afirmou que a relação vive uma “escalada de hostilidades” e que a administração Trump atua com “opacidade total” em relação ao Brasil.

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EUA receberam alertas de Israel sobre planos do Irã para matar Trump

Os Estados Unidos receberam vários ⁠alertas de Israel ao longo do último ano de que o Irã ⁠pretendia assassinar o presidente Donald Trump, inclusive antes de uma manobra secreta envolvendo o Air Force One ‌na Turquia — informações que as autoridades de inteligência norte-americanas não conseguiram verificar de forma independente, segundo uma autoridade atual dos EUA e duas ex-autoridades.

Os alertas, repassados às agências de inteligência dos EUA e, em alguns casos, ‌transmitidos diretamente por autoridades israelenses a funcionários seniores da Casa Branca, incluíam possíveis planos para atirar em Trump por meio de um atirador de elite ou recrutar alguém para atacá-lo com uma faca em um grande evento público, disseram as fontes. As informações começaram na véspera da guerra de 12 dias em junho de 2025 e se intensificaram antes da decisão dos EUA de entrar em guerra contra o Irã em fevereiro, disseram as fontes.

O alerta mais detalhado ocorreu ⁠antes ‌da cúpula da Otan em Ancara, em julho, disseram a autoridade norte-americana e a outra pessoa a par do ⁠assunto. Autoridades israelenses informaram a Casa Branca sobre dados de inteligência que indicavam que o Irã poderia tentar matar Trump, possivelmente com um míssil lançado do ombro, enquanto ele viajava no Air Force One para a cúpula, afirmaram as autoridades.

A comunidade de inteligência dos EUA há muito avalia que o Irã deseja retaliar pela morte do comandante militar iraniano Qassem Soleimani, ordenada por Trump em 2020. No entanto, a Agência ​Central de Inteligência não conseguiu corroborar algumas das ameaças específicas contra a vida de Trump compartilhadas pela inteligência israelense desde o início do ano passado, afirmaram as autoridades.

No caso do episódio da Otan, uma autoridade ​turca afirmou que as agências de inteligência do país também não tinham nenhuma evidência para corroborar a alegação israelense sobre a ameaça à vida de Trump, uma avaliação que o país anfitrião compartilhou com os norte-americanos.

Apesar da falta de verificação, autoridades da Casa Branca e do Serviço Secreto tomaram medidas para mitigar as ameaças por uma questão de extrema cautela, incluindo uma operação extraordinária de disfarce durante a viagem à Turquia que envolveu a ‌transferência de Trump do Air Force One para outra aeronave em seu voo ​de volta do país.

Esse episódio ressalta como a inteligência israelense está influenciando a tomada de decisões do governo Trump em relação ao Irã em um momento de tensões intensificadas com Teerã — e de divergências mais amplas entre as avaliações das agências de inteligência dos EUA e ⁠de Israel sobre a ameaça iraniana em ​geral.

No início deste ano, as ​agências de inteligência norte-americanas avaliaram que o Irã não estava desenvolvendo ativamente uma arma nuclear, mesmo com Israel argumentando que Teerã representava uma ameaça ⁠urgente. Apesar dos relatórios da comunidade de inteligência dos EUA, ​Trump seguiu adiante com os ataques no Irã em fevereiro. Trump também levou em consideração informações compartilhadas por Israel de que Teerã havia tentado assassiná-lo antes de lançar a campanha militar, conforme noticiado anteriormente pela Reuters.

Um porta-voz da embaixada israelense contestou que Israel ​estivesse usando suas informações de inteligência para influenciar a política dos EUA em relação ao Irã.

“As mesmas pessoas que afirmam que Israel está tentando influenciar a política dos EUA por meio ​do suposto compartilhamento de informações de ⁠inteligência não hesitariam em acusar Israel de ocultar informações críticas se isso beneficiasse seus próprios interesses”, disse o porta-voz.

A Casa Branca e a CIA se ⁠recusaram a comentar.

O porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, se recusou a discutir questões específicas de inteligência, mas afirmou que a agência continua focada na segurança de Trump em meio às recentes tentativas de assassinato e ao aumento das ameaças contra o presidente.

“O Serviço Secreto dos EUA analisa continuamente uma ampla gama de informações para orientar nossas operações de proteção em tempo real e em todos os locais que protegemos”, disse ele.

(Reportagem de Erin Banco, em Washington; reportagem adicional de Humeyra ​Pamuk)

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Itália barra entrada de quem vem da Espanha após travessia em massa em Ceuta

Embaixadores da União Europeia se reunirão na segunda-feira (3) em uma reunião de emergência, enquanto a Espanha enfrenta pressões para reafirmar o controle sobre as fronteiras externas do bloco.

Um porta-voz da Irlanda, que exerce a presidência rotativa da UE, confirmou o encontro. O grupo de resposta integrada a crises políticas da UE, que lida com situações de crise e desastre, receberá informações de autoridades no sábado sobre os eventos ocorridos nos últimos dois dias no enclave norte-africano de Ceuta.

A medida ocorre enquanto o governo espanhol confirmou que 50 mil pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira entre Marrocos e Ceuta, embora o Ministério do Interior da Espanha tenha informado na sexta-feira (31) que mais da metade delas já saiu do local.

Vários líderes europeus comentaram a crise, que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez descreveu como “uma violação da integridade territorial da Espanha”, pedindo que o país garanta a proteção da fronteira externa da UE e instando Madri a reafirmar o controle.

A Alemanha disse que estenderá seus próprios controles de fronteira até setembro, enquanto a Itália afirmou que imporá controles de entrada para cidadãos não pertencentes à UE que cheguem da Espanha.

“As imagens vindas de Ceuta são inaceitáveis”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma postagem no X. “Não podemos permitir que ninguém entre em nossa União sem cumprir nossas regras.”

O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, expressou solidariedade à Espanha, elogiando a “resposta firme” do país, incluindo suas medidas para combater a migração ilegal e desmantelar redes criminosas de contrabando.

A chegada de milhares de migrantes a Ceuta colocou os holofotes sobre Schengen, a zona de livre circulação do bloco, que abrange 25 membros da UE, além de Liechtenstein, Noruega, Suécia e Islândia. No entanto, autoridades da UE ressaltaram que qualquer pessoa que chegue a Ceuta e Melilha está coberta por uma disposição especial do Código de Fronteiras Schengen, o que significa que está sujeita a controles fronteiriços antes de seguir para a Europa continental.

Eles também destacaram que o bloco mantém um bom relacionamento com Marrocos, com uma reunião entre o embaixador da UE em Rabat e o Ministério das Relações Exteriores marroquino agendada para segunda-feira.

© 2026 Bloomberg L.P.

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ONU: El Niño deve se intensificar em agosto e agravar crises climáticas globais

A agência meteorológica da Organização das Nações Unidas alertou nesta sexta-feira que se espera que um forte El Niño se intensifique a partir de agosto, advertindo que o fenômeno provavelmente aumentará as temperaturas acima do normal em todo o mundo e alterará significativamente os padrões de precipitação.

O El Niño, um período de aquecimento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental, continuará a se intensificar de forma constante, tornando-se um evento forte entre agosto e outubro de 2026.

Além do fortalecimento do El Niño, prevê-se um Dipolo do Oceano Índico (IOD) positivo. O IOD é um padrão climático no Oceano Índico ocidental, onde a temperatura fica, em média, mais quente, enquanto no Oceano Índico oriental fica mais fria do que a média.

Juntos, esses fenômenos podem amplificar os impactos climáticos regionais, incluindo secas, inundações e risco de incêndios florestais, particularmente na bacia do Oceano Índico.

A agência, a Organização Meteorológica Mundial, afirmou que está intensificando sua mobilização de informações e serviços de apoio para ajudar os países a antecipar e minimizar os impactos do El Niño.

“O El Niño está se intensificando – jogando lenha na fogueira de um planeta já em chamas, com ondas de calor escaldantes, incêndios florestais apocalípticos e mares com temperaturas recordes. Os combustíveis fósseis estão alimentando as chamas dessa crise”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

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Trump diz que EUA “não concordaram” com fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia

O presidente ⁠norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos ‌não concordaram com a fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia, mas que as negociações estão em andamento, acrescentando que os EUA ‌devem ser “muito cautelosos ao permitir que alguém os fabrique”.

Trump disse durante uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Turquia neste mês que iria conceder à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis interceptadores Patriot a fim de ajudar na defesa contra ataques russos, mas ⁠desde ‌então recuou dessa promessa, apesar de ter recebido Zelensky na ⁠Casa Branca nesta semana.

Questionado sobre os mísseis Patriot durante uma reunião de gabinete no retiro de Camp David nesta sexta-feira, Trump enfatizou as preocupações quanto ao compartilhamento de armamento avançado dos EUA, incluindo tecnologia de mísseis.

“É um grande passo”, disse Trump.

“No ​caso do presidente Zelenskiy, ele gostaria de ter alguns Patriots, gostaria de ter alguns Tomahawks, que, como vocês sabem, são ​letais — um ofensivo, outro defensivo”, disse Trump.

“É preciso ser muito criterioso, mas também muito cuidadoso. Por enquanto, não concordamos com isso. Estamos discutindo o assunto, mas é difícil ceder esse tipo de tecnologia. E não acho que isso venha a acontecer, mas, como ‌vocês sabem, há pessoas a quem, se ​você fornecer essa tecnologia, podem um dia se voltar contra você”, disse Trump.

À medida que a Rússia intensificou seus ataques aéreos, a Ucrânia tem enfrentado uma escassez ⁠crônica de mísseis Patriot, que ​continuam sendo a ​única arma em seu arsenal capaz de derrubar mísseis balísticos.

A Ucrânia vem buscando há ⁠muito tempo um acordo de coprodução ​dos mísseis Patriot PAC-3 para interceptar mísseis balísticos, com o objetivo de fabricá-los no próprio país.

A promessa anterior de Trump de conceder uma licença ​para tal acordo de produção pegou muitos de surpresa, e autoridades ucranianas vêm se reunindo com representantes do Pentágono ​e executivos do ⁠setor desde então para definir detalhes mais concretos.

Esses esforços continuam, mas a embaixadora ucraniana Olha ⁠Stefanishyna afirmou na quinta-feira estar confiante de que a Lockheed Martin, fabricante dos mísseis PAC-3, está totalmente comprometida com o aprofundamento da cooperação com a Ucrânia. Executivos da Lockheed se reuniram com Zelenskiy na terça-feira, e a empresa planeja enviar executivos à Ucrânia em breve, disse ​ela.

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Trump diz que há milhares de mísseis prontos para acertar Irã caso seja assassinado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã neste sábado (11), declarando que há milhares de mísseis prontos para serem disparados contra o país. A manifestação ocorreu após o funeral do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, quando pessoas presentes no evento pediram o assassinato do líder norte-americano. A retórica acentua as tensões no Oriente Médio, enquanto um acordo interino para encerrar a guerra enfraquece sob sucessivos confrontos na região.

Em sua postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou que “mil mísseis estão carregados e apontados para a República Islâmica do Irã, com outros milhares prontos para seguir imediatamente, caso o governo iraniano cumpra a ameaça”.

Leia também: EUA ampliam sanções ao núcleo financeiro do líder supremo do Irã

Durante o funeral de Khamenei – que foi morto em um ataque aéreo em 28 de fevereiro -, manifestantes carregavam cartazes pedindo a morte de Trump e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O Irã é agora comandado pelo novo líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei.

Trump publicou os comentários depois que autoridades do alto escalão dos EUA exigiram que o Irã declarasse publicamente a abertura do Estreito de Ormuz e garantisse que as embarcações que cruzam o corredor vital não seriam atacadas.

Até o momento, Teerã se recusou a fazê-lo, insistindo que a rota permaneça sob seu controle e que deve ter permissão para cobrar taxas dos navios, alterando décadas de precedentes que consideram o estreito uma hidrovia internacional.

Nos últimos dias, os EUA realizaram ataques aéreos contra o Irã, que respondeu com disparos contra nações do Oriente Médio. Os bombardeios foram desencadeados depois que o Irã atacou três navios em Ormuz no início dessa semana. Na sexta-feira, 10, Trump declarou o fim do cessar-fogo, mas afirmou que os EUA continuariam as negociações. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou a Omã para novas conversas neste sábado.

Autoridades norte-americanas sob anonimato afirmaram que qualquer acordo sobre o programa nuclear do Irã exigirá que Teerã entregue seu estoque de urânio altamente enriquecido, algo que o país tem recusado repetidamente.

Caso um entendimento não seja alcançado, os EUA possuem opções militares para garantir que o material permaneça enterrado no subsolo. O governo dos EUA também ressaltou que nunca fechará um acordo nuclear se o Irã não interromper os ataques a navios no Estreito de Ormuz.

Por AP

*Conteúdo traduzido com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Kane confirma partida de golfe com Trump e diz que o presidente dos EUA joga bem

O capitão da Inglaterra, Harry Kane, confirmou que uma vez jogou golfe com o presidente dos EUA, Donald Trump, descrevendo a experiência como “surreal” e elogiando a habilidade de Trump no esporte.

Trump disse aos repórteres no início desta semana que havia jogado golfe com Kane, afirmando que o atacante da Inglaterra é um ótimo jogador e um bom golfista.

Falando nesta sexta-feira (10), na véspera das quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, Kane confirmou que a partida aconteceu em Palm Beach, na Flórida, há cerca de 18 meses.

Leia também: Com um a menos, Inglaterra resiste ao México e chega às quartas

“Joguei bem, para ser sincero”, disse Kane aos repórteres em Miami. “Ele me convidou para jogar quando eu estava em Palm Beach. Então, sim, quando o presidente te convida para algum lugar…”

“Foi uma experiência bem surreal só de conhecê-lo e, obviamente, jogar golfe com ele. Ele joga muito bem, para ser sincero”, acrescentou Kane. “Espero poder jogar tão bem quanto ele quando tiver a idade dele. Então, sim, foi uma experiência única e fiquei grato por ele ter me convidado para jogar.”

Trump havia elogiado o atacante do Bayern de Munique em sua plataforma Truth Social após a vitória da Inglaterra por 3 x 2 sobre o México nas oitavas de final, escrevendo: “Harry Kane, da Inglaterra, é um GRANDE jogador!!!”

No dia seguinte, Trump disse que os dois haviam jogado golfe juntos.

“Acho que Kane é um ótimo jogador”, afirmou Trump. “Joguei golfe com ele e gosto muito dele. Ele é um bom jogador de golfe. É realmente ótimo.”

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Trump diz ter recebido ligação de De la Espriella após eleição na Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na noite desta segunda-feira, 22, que o candidato da direita apontado como vencedor das eleições presidenciais da Colômbia na apuração preliminar, Abelardo de la Espriella, ligou para agradecer o líder americano pelo endosso nas eleições.

“As relações com a Colômbia vão melhorar bastante”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado sobre o resultado do pleito colombiano.

Mais cedo, Trump escreveu na Truth Social que foi uma grande honra apoiar o candidato colombiano, e disse que espera “trabalhar em conjunto para construir uma relação sólida” entre os dois países.

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Quarenta pessoas morrem afogadas na França em meio a onda de calor que assola Europa

Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, ao lado da Torre Eiffel, em Paris, em meio a uma onda de calor que atinge grande parte da França, 22 de junho de 2026.

PARIS/MADRI, 23 Jun (Reuters) – Quarenta pessoas se afogaram na França nos ⁠últimos dias enquanto tentavam se refrescar para escapar do calor recorde, afirmou o primeiro-ministro nesta terça-feira, ‌conforme uma onda de calor assola grande parte da Europa.

O Reino Unido, a Itália, a Suíça e a Espanha também enfrentam calor extremo, com temperaturas recordes em algumas regiões prejudicando o funcionamento das escolas e das ‌redes de transporte.

A Europa está se aquecendo a um ritmo mais de duas vezes superior à média global, segundo a Organização Meteorológica Mundial, tornando cada vez mais prováveis esses episódios prolongados de calor.

ALERTA DE CALOR EM TODA A FRANÇA

Grande parte da França está sob alerta severo de calor e deve registrar temperaturas em torno de 40 graus Celsius nesta terça-feira, informou a Meteo France, com previsão de temperaturas de até 43 °C em algumas regiões do oeste do ⁠país.

O ‌país acaba de registrar sua tarde e noite mais quentes desde o início dos registros, em 1947. Cinquenta e ⁠quatro departamentos estão sob alerta vermelho, o que, segundo os meteorologistas, é algo sem precedentes.

Por toda a França, as pessoas têm pulado em canais e rios para se refrescar. A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, disse compreender a necessidade de escapar do calor, mas alertou contra nadar em áreas não autorizadas ou perigosas.

Falando antes de uma reunião de emergência sobre a onda de calor, o primeiro-ministro francês, ​Sébastien Lecornu, disse: “Um triste flagelo no que diz respeito a afogamentos, já que os números mais recentes que acabamos de receber mostram 40 mortes desde 18 de junho, a maioria delas de jovens.”

Na segunda-feira, ​as equipes de socorro não conseguiram reanimar duas crianças, de 2 e 4 anos, que foram encontradas inconscientes pela mãe no carro da família, em frente à casa, informou um promotor em Carpentras, no sudeste da França.

ATIVIDADE EMPRESARIAL DESACELERA

Em Paris, passageiros enfrentam condições de calor sufocante após noites sem dormir em apartamentos mal equipados para o calor. Alguns trens foram cancelados, inclusive entre Paris e Bruxelas.

Líderes empresariais afirmaram que a economia também estava sendo ‌afetada.

“A França está funcionando em ritmo lento. As empresas, na medida do ​possível, estão implementando recomendações para proteger seus funcionários”, disse o presidente da MEDEF, Patrick Martin, à BFM TV.

A onda de calor na Europa é causada por um padrão climático conhecido como “bloqueio ômega”, pois assume a forma da letra grega, com uma massa de ar quente ⁠no meio e ar mais frio em ​ambos os lados, fazendo com ​que as temperaturas subam dia após dia.

As ondas de calor e as tempestades estão se intensificando devido às mudanças climáticas, elevando ainda mais as ⁠temperaturas e causando mais chuvas.

A Meteo France afirmou que as ​condições atuais são comparáveis à onda de calor de agosto de 2003, que durou 16 dias e resultou em cerca de 80 mil mortes a mais em toda a Europa, segundo a UE. Não se sabe ao certo quanto tempo durará o ​episódio atual.

Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu o alerta de nível mais alto para 15 cidades, e as autoridades tomaram medidas para restringir as atividades em alguns setores. Esperam-se tempestades ​ainda nesta terça-feira sobre os Alpes ⁠e os Apeninos, trazendo chuvas fortes, rajadas de vento e granizo.

O Reino Unido também está sob o domínio do calor, com o Met Office ⁠prevendo temperaturas de até 37 °C no sul da Inglaterra nesta terça-feira — potencialmente um novo recorde para junho — antes de subirem ainda mais na quarta e na quinta-feira.

Em Londres, tempestades noturnas — parte do mesmo padrão climático instável– causaram mais transtornos, inclusive no Aeroporto de Heathrow.

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Jatinho particular cai em rodovia do Texas, nos EUA, e uma pessoa morre

Uma pessoa morreu após a queda de um jatinho particular em uma rodovia da cidade de Laredo, no Texas (EUA). Ao todo, seis pessoas estavam a bordo da aeronave no momento do acidente; ao menos cinco foram resgatadas com vida mas não há informações sobre os respectivos estados de saúde. Quanto à vítima fatal, não se sabe se era uma das pessoas que ocupava o avião ou se estava no solo quando foi atingida.

Imagens do momento mostram motoristas tentando quebrar a janela da cabine da aeronave para resgatar as vítimas. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver o avião de lado, colidindo contra uma barreira de proteção da rodovia. A cauda foi arrancada da fuselagem.

O acidente aconteceu por volta das 22h (20h em Brasília) a poucos metros do Aeroporto Internacional de Laredo. O Cessna Citation Latitude havia decolado do Aeroporto Internacional de Los Cabos, no México, às 18h19 (16h19 em Brasília).

Segundo o diretor do terminal aéreo americano, a aeronave sofreu uma falha mecânica. (Fonte: Associated Press)

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Migração, protestos e mais: ONGs apontam preocupações com direitos humanos na Copa

Muito além de um campeonato de futebol, a Copa do Mundo FIFA 2026, assim como os Jogos Olímpicos, é também conhecida por ser um momento de união e integração entre as nações. Nestes cenários, espera-se que apenas o esporte ocupe o foco, trazendo assim uma atmosfera de paz.

No entanto, em meio a protestos no México e incontáveis polêmicas envolvendo as políticas e o governo dos Estados Unidos, esta vem sendo considerada por muitos como a Copa mais politizada da história. Assim, com o início do torneio, organizações de defesa dos direitos humanos chamam atenção para abusos e violações nos países-sede.

LEIA MAIS: Calendário da Copa: saiba como acompanhar os 72 jogos da 1ª fase sem se perder

A Anistia Internacional, por exemplo, lançou o relatório “Humanity Must Win” (Humanidade Precisa Vencer, em tradução livre). “A Copa do Mundo da FIFA de 2026 está acontecendo em meio a uma grave crise de direitos humanos, com riscos e impactos significativos para torcedores, jogadores, jornalistas, trabalhadores e comunidades locais”, argumenta a entidade.

A Sports and Rights Alliance (Aliança Esporte e Direitos, em tradução livre), que também reúne uma série de organizações da sociedade civil, publicou uma carta aberta direcionada ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. No documento, a aliança pede respeito aos direitos humanos durante o torneio, sob o mote “Mantenha o mundo na Copa do Mundo”.

Da mesma forma, nos Estados Unidos, uma coalizão de mais de 120 organizações da sociedade civil criou um guia de viagem para apoiar pessoas que vão ao país durante a Copa do Mundo, para assistir ou trabalhar, com orientações a respeito de direitos que devem ser assegurados.

Em resposta ao guia, a Fifa afirmou ao site The Athletic que “conforme o artigo 3º do Estatuto da Fifa, a Fifa está comprometida com o respeito a todos os direitos humanos reconhecidos internacionalmente e se empenhará em promover a proteção desses direitos.”

Ao mesmo veículo, Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo rechaçou qualquer ameaça à segurança do torneio e afirmou que “sob a liderança do presidente Trump, a Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo trabalhou incansavelmente para garantir que a Copa do Mundo de 2026 seja o evento esportivo mais incrível da história dos EUA”.

Políticas migratórias em foco nos Estados Unidos

3 de junho de 2026 – Protesto contra a política migratória do governo Trump em Chicago. Foto: REUTERS/Jim Vondruska

Os Estados Unidos são o principal foco de preocupações no campo dos direitos humanos. O ponto mais em evidência é a política migratória repressiva, que nos últimos meses incluiu abordagens violentas, detenção de crianças e deportação de milhares de pessoas.

“Talvez a ameaça mais grave tanto para os participantes visitantes quanto para os locais na Copa do Mundo venha da máquina de aplicação abusiva, discriminatória e mortal das leis de imigração e detenção em massa nos EUA”, avalia a Anistia Internacional.

A American Civil Liberties Union (ACLU), aponta que muitas das cidades-sede abrigam grandes comunidades de migrantes e ressalta que elas “vivem hoje com medo constante de discriminação racial, detenção desumana, separação de seus entes queridos e deportação sumária devido à política agressiva de imigração do presidente Trump.”

A Human Rights Watch pediu por uma “trégua do ICE” durante os jogos e instou os patrocinadores do evento a fazer o mesmo: “Os patrocinadores corporativos da FIFA pagam bilhões de dólares porque querem se associar ao ‘jogo bonito’, e não à cruel repressão à imigração promovida pelo governo dos EUA”, disse Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch. “Os patrocinadores e parceiros da Copa do Mundo devem pedir uma trégua ao ICE como a melhor maneira de garantir que o torneio não seja prejudicado pelas políticas abusivas de imigração do governo Trump.”

Apesar dos alertas e apelos, os efeitos desta política já foram sentidos no Mundial. O caso que ganhou mais repercussão foi o do árbitro somali Omar Artan que foi impedido de entrar nos EUA ao desembarcar em Miami e não poderá mais apitar na competição.

Ele, porém, não foi o único. O fotógrafo oficial da seleção iraquiana, Talal Salah, também teve sua entrada negada e 15 membros da equipe técnica do Irã tiveram vistos negados, entre outros casos.

Liberdades de expressão e de imprensa em xeque

Duas ONGs que trabalham com a proteção das liberdades de expressão e de imprensa divulgaram alertas a jornalistas que cobrem o Mundial poucos dias antes do início do torneio. O Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ) instou os profissionais a tomar precauções. “Jornalistas já enfrentaram assédio, detenções, ameaças e violência enquanto cobrem grandes eventos esportivos”, explicou a organização.

Nos EUA, os alertas se voltam principalmente para a intensificação das operações de imigração e fiscalização alfandegária. “No México, a violência contra jornalistas locais é a mais preocupante. No Canadá, houve casos de jornalistas detidos na fronteira e, muito raramente, prisões de repórteres que cobriam protestos.”

Da mesma forma, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) “alerta os profissionais da imprensa para se prepararem para um ambiente de cobertura mais complexo, marcado por vigilância reforçada, fiscalização rigorosa nas fronteiras e crescentes preocupações com a liberdade de imprensa no México e nos Estados Unidos.”

Os Estados Unidos estão hoje na posição 64 – de um total de 180 – do ranking de liberdade de imprensa da RSF, a pior posição já registrada para o país. Além disso, no fim de 2025, a Relatoria Especial para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou preocupação com o que chamou de um “crescente clima de violência” no país.

No México a questão da liberdade de expressão e de imprensa também preocupa especialistas. O México é considerado o país mais perigoso do Ocidente para jornalistas porque sete profissionais foram mortos em 2025 em decorrência do exercício da profissão, de acordo com o CPJ.

11 de junho de 2026 – Membros de grupos de busca de pessoas desaparecidas cujos parentes são vítimas de carteis de drogas mexicanos protestam perto do Estádio Azteca, na Cidade do México, no dia da abertura da Copa do Mundo. Foto: REUTERS/Rolando Ramos

Além disso, grandes manifestações vêm tomando as ruas do país, com cidadãos protestando por questões como acesso à terra, água, moradia, reajuste salarial de professores e reivindicando respostas pelas mais de 133.500 pessoas que estão desaparecidas no país. A reação das autoridades aos atos inspira preocupação.

Em Guadalajara, uma das cidades que receberá jogos da Copa, a Anistia Internacional reporta que autoridades ameaçaram remover cartazes em busca de pessoas desaparecidas da “Rotatória dos Desaparecidos”, enquanto em Monterrey a polícia tentou prender mulheres que participavam das buscas e exibiam faixas em uma ponte.

Os riscos à liberdade de expressão atingem até mesmo o Canadá. Recentemente, relembra a Anistia Internacional, o país presenciou uma onda de protestos contra o genocídio de palestinos na Faixa de Gaza, o que incorreu em ações da polícia durante a dispersão que foram consideradasindevidas pela entidade. Outro ponto destacado é que a cidade de Toronto, uma das sedes do Mundial, introduziu “zonas de exclusão de protestos”, proibindo manifestações em determinados pontos da cidade.

Pessoas em situação de rua no Canadá

No Canadá, pessoas em situação de rua estão arriscadas a perder acesso a serviços essenciais, ter seus pertences confiscados e serem expulsas de locais públicos. A experiência prévia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 em Vancouver e uma crescente crise habitacional no país fazem crescer os temores de que estas pessoas sejam desalojadas, aponta a Anistia Internacional.

O receio ganhou força quando, em Toronto, um abrigo que acolhe pessoas em situação de rua no inverno foi fechado um mês antes do previsto. O motivo foi o fato de que o local já estava reservado para uso pela FIFA como parte do acordo de organização da Copa do Mundo.

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Reino Unido e Japão fecharão pacote de investimentos de mais de 18 bi de libras

O Reino Unido e o Japão devem anunciar um pacote de investimentos nas áreas de tecnologia, energia limpa e infraestrutura com potencial para criar milhares de empregos e gerar mais de 18 bilhões de libras – ou mais de US$ 24 bilhões – em ganhos econômicos, segundo informou neste sábado o governo inglês.

Neste domingo, 14, às vésperas da reunião do G7, na França, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, receberá sua homóloga japonesa, Sanae Takaichi, em Downing Street, na residência oficial do governo inglês.

Uma mesa redonda com líderes empresariais dos dois países para discutir oportunidades de crescimento econômico, com a expectativa de assinatura de mais de dez acordos comerciais e governamentais nos próximos dias.

Segundo a nota distribuída mais cedo, o encontro previsto para amanhã entre as duas lideranças também deve formalizar um pipeline de investimentos japoneses para os próximos cinco anos no Reino Unido, superior a 9 bilhões de libras, cujo foco serão projetos de urbanização, espaços corporativos e hubs de inovação.

Para o governo britânico, trata-se de um “voto de confiança” na economia do país e na estratégia de atração de capital estrangeiro para impulsionar crescimento de longo prazo.

Starmer afirmou, ainda segundo o comunicado, que “como economias do G7 e parceiros de segurança próximos, britânicos e japoneses estão trabalhando em algumas das tecnologias mais inovadoras do mundo, com o objetivo de combinar pesquisa e indústria para ampliar crescimento e segurança no país”.

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Guia dado como morto no Everest é encontrado com vida após 6 dias sem mantimentos

Um guia sherpa de escalada que se acreditava ter morrido no alto do Monte Everest foi encontrado rastejando de volta ao Campo Base após passar quase uma semana na montanha sem comida ou oxigênio.

De acordo com a CNN, por seis dias não houve contato por rádio nem sinal de Hillary Dawa Sherpa, de 52 anos, que havia sido visto pela última vez em 29 de maio descansando acima do Campo 3, localizado a 7.060 metros de altitude.

Ele se separou de seu cliente e da equipe de escalada, que já haviam descido e faziam parte do último grupo no Everest antes do encerramento da temporada. As escadas sobre a Cascata de Gelo Khumbu, instaladas pelos sherpas para ajudar os alpinistas a atravessar a parte mais perigosa da subida, já haviam sido desmontadas, segundo uma empresa de montanhismo.

Com Hillary Dawa sozinho na montanha mais alta do mundo e em condições perigosas por tanto tempo, sua família já havia iniciado os ritos funerários para ele.

A tragédia deu espaço à alegria na última quinta-feira (4), quando uma equipe o avistou rastejando pela cascata de gelo, exausto e com queimaduras de frio, mas vivo.

“Quando ouvimos falar pela primeira vez sobre isso (o resgate), não podíamos ter certeza de que aquela pessoa era realmente nosso pai”, disse a filha de Hillary Dawa, Mendo Lhamu, à Associated Press. “Então, para confirmar, pedimos que enviassem fotos e só então tivemos certeza e ficamos muito felizes.”

Ele recebeu comida e água e foi levado de helicóptero para um hospital na capital nepalesa, Katmandu, onde foi tratado por queimaduras de frio e outras complicações, segundo a agência de notícias Reuters.

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Israel teria usado bombas de fósforo branco no Líbano, diz “NYT”

Imagens analisadas pelo The New York Times indicam que o Exército de Israel utilizou munições de fósforo branco em regiões habitadas do sul do Líbano durante operações militares recentes. A conclusão foi baseada na verificação de vídeos, fotografias e depoimentos de especialistas em armamentos consultados pelo jornal.

Os registros mostram rastros de fumaça característicos da substância em áreas próximas às cidades de Tiro, Qlayaa, Khiam e Yohmor. Um dos vídeos analisados, divulgado pela emissora Al Jazeera em 30 de maio, registra uma ação militar na região de Nabatieh, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

O direito internacional impõe restrições ao uso de fósforo branco em áreas com presença de civis devido ao potencial de causar incêndios e queimaduras graves.

Segundo especialistas ouvidos pelo New York Times, os vídeos mostram indícios compatíveis com projéteis de artilharia M825A1, fabricados nos Estados Unidos.

Esse tipo de munição dispersa fósforo branco no ar para criar barreiras de fumaça utilizadas em operações militares. Embora possa ser empregado para ocultar movimentações de tropas, o material também apresenta riscos quando utilizado próximo a áreas habitadas.

O fósforo branco entra em combustão ao entrar em contato com o oxigênio, produzindo intensa fumaça e calor. Seu uso é alvo de restrições previstas em acordos internacionais relacionados a armas químicas e incendiárias.

Resposta de Israel

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ao jornal que utilizam esse tipo de munição para fins de camuflagem e não para atingir pessoas ou provocar incêndios. Segundo os militares, os procedimentos internos proíbem o emprego do material em áreas povoadas, embora admitam a existência de exceções em determinadas circunstâncias operacionais.

O New York Times informou que solicitou esclarecimentos específicos sobre os episódios registrados no sul do Líbano, mas não recebeu resposta sobre os casos analisados.

O uso de fósforo branco por Israel já foi alvo de questionamentos em conflitos anteriores. Organizações de direitos humanos e organismos internacionais investigaram denúncias relacionadas ao emprego da substância na Faixa de Gaza em 2009 e 2023, além de episódios ocorridos no Líbano durante os conflitos de 1982 e 2006.

Em 2013, após críticas de entidades internacionais, o Exército israelense anunciou que reduziria a utilização desse tipo de munição em operações militares.

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