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Ibovespa recua aos 180 mil pontos com IPCA e queda da Petrobras (PETR4); dólar fecha a R$ 4,89

O Ibovespa (IBOV) encerrou a terça-feira (12) em queda, pela segunda sessão consecutiva, após os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos

Os investidores acompanharam ainda o recuo da Petrobras após o balanço do primeiro trimestre de 2026 e a continuidade na escalada de tensões entre Irã e EUA.

Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,8954, com ligeira alta de 0,08%.

Por aqui, o mercado acompanhou os dados da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi a maior para o mês desde 2022.

O IPCA registrou alta de 0,67%, o que representa desaceleração após avanço de 0,88% em março. O resultado veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% em março para 4,39% em abril, ficando próximo do teto da meta inflacionária de 4,5% do Banco Central (BC).

Na avaliação da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, as medidas do governo – como subsídios e redução de impostos – devem mitigar parte dos efeitos da alta do petróleo sobre a inflação brasileira no curto prazo. Ainda assim, ela afirma que combustíveis e alimentos já podem estar sendo impactados pelo conflito no Oriente Médio.

Além disso, “o mercado de trabalho aquecido junto com a perspectiva de desvalorização do real deve fazer com que os preços voltem a acelerar no segundo semestre”, diz Moreno. A projeção do C6 para o IPCA  de 2026 é de 4,8%, acima do intervalo de tolerância da meta, de 4,5%.

Altas e quedas do Ibovespa

No sentido contrário da véspera, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou após o balanço do primeiro trimestre e os dividendos virem abaixo do esperado pelo mercado, contrariando a alta do petróleo. PETR4 tombou 1,62% (R$ 45,68), enquanto PETR3 caiu 0,85% (R$ 50,38).

Segundo o time do Itaú BBA, liderado por Monique Martins Greco, o avanço do Brent ao longo de março “não foi totalmente refletido no trimestre”, já que existe uma defasagem entre o embarque do petróleo e o reconhecimento da receita na transferência de propriedade das cargas exportadas.

“Embora a frustração possa gerar pressão de curto prazo, a combinação de preços mais altos do petróleo e a realização das exportações em trânsito deve reverter esse efeito temporário, preparando um segundo trimestre mais forte”, escreveram os analistas.

Por outro lado, Vale (VALE3) conseguiu se recuperar no fim do pregão e subiu 0,37% (R$ 83,76), destoando da queda de 0,98% do minério de ferro, cotado a 812,5 yuans (US$ 119,57) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China. O avanço ocorreu após a mineradora divulgar suas projeções para 2026 e 2027.

Para o Safra, os números são positivos uma vez que o aumento na sensbilidade do fluxo de caixa livre das Soluções de Minério de Ferro não estava no cenário base do banco.

Adicionalmente, o banco avalia que isso ajuda a aliviar as preocupações do mercado em relação à perda de rentabilidade decorrente dos custos de caixa e do frete desde o início do conflito, algo que aparentemente pressionou as ações após o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Natura (NATU3), que recuou 5,62%, a R$ 9,91, após o resultado do 1T26 ser considerado fraco pelos analistas do mercado.

Já a ponta positiva foi liderada pela Braskem (BRKM5), que disparou 29,02%, a R$ 11,87, depois de o JP Morgan realizar dupla elevação do papel. A recomendação passou de neutro para compra e o banco também subiu o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15, com potencial de valorização de 63% ante o fechamento anterior (11).

Segundo o JP, a elevação do papel reflete a melhora nos fundamentos de mercado, oferta mais restrita e fortalecimento da governança após a reestruturação.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com a inflação pressionada, alta dos preços do petróleo e queda das ações de tecnologia.

No front econômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA aumentou 0,6% em abril, depois de ter subido 0,9% em março, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março, o que reforçou ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve deve deixar a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada por algum tempo.

Diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei disse nesta terça-feira que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza, um nível considerado grau de armamento, se o Irã for atacado novamente.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,11%, aos 49.760,56 pontos;
  • S&P 500: -0,16%, aos 7.400,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em forte queda com a tensão geopolítica e crise política no Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,01%, aos 606,63 pontos.

Na Ásia, os principais índices encerram majoritariamente negativos. O índice de Nikkei, do Japão, encerrou com avanço de 0,52%, 62.742,57 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,22%, aos 26.347,91 pontos.

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Wall Street fecha sem direção única; Nasdaq e S&P 500 batem novos recordes

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta sexta-feira (24) à espera das negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. Mesmo assim, o Nasdaq e o S&P 500 bateram novos recordes, impulsionados pelas ações de tecnologia.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,16%, aos 49.229,48 pontos;
  • S&P 500: +0,80%, aos 7.165,08 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +1,63%, aos 24.836,59 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na semana, os números também são mistos: o Dow Jones recuou 0,4%, enquanto S&P 500 subiu cerca de 0,6% e Nasdaq avançou 1,5%.

No fechamento, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, operava em queda de 3,57%, aos 18,62 pontos – o que é considerado como um “ambiente normal” no mercado.

Wall Street acompanha balanços e guerra

Os investidores acompanharam os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, com sinais de nova rodada de negociações neste fim de semana, e os balanços corporativos.

Durante a tarde, a Casa Branca anunciou a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã trouxe certo alívio para os mercados. A operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou, segundo dois funcionários paquistaneses, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viaja para o Paquistão para negociações neste final de semana e deve chegar ainda nesta sexta-feira.

À Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã planeja fazer uma oferta para atender às exigências norte-americanas, em meio à expectativa de retomada das negociações no Paquistão.

“Eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver o que acontece”, disse Trump durante entrevista por telefone, acrescentando desconhecer qual seria a oferta.

O presidente dos EUA afirmou ainda “não querer dizer” quais são os interlocutores dos EUA nas negociações, mas que estão “lidando com pessoas que estão no comando agora”.

Apesar dos acenos diplomáticos, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra o Irã, incluindo o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.

Em publicação no X, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “continuará a degradar sistematicamente a capacidade de Teerã de gerar, movimentar e repatriar recursos”.

O S&P 500 subiu impulsionado pela disparada de 23% das ações da Intel, após balanço trimestral melhor do que o esperado pelo mercado.

Dados econômicos

No front econômico, a confiança do consumidor dos EUA caiu em abril para o menor nível da série, conforme a guerra com o Irã alimentou temores de inflação, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira.

A Pesquisa do Consumidor da Universidade de Michigan mostrou que seu Índice de Opinião do Consumidor caiu para uma leitura final de 49,8 neste mês, nível mais baixo já registrado para o dado mensal fechado.

Os economistas consultados pela Reuters haviam previsto o índice em 48,0. Ele estava em 53,3 em março.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Bolsas de NY fecham mistas com cautela amenizada por notícia sobre proposta sobre Irã

As bolsas em Nova York fecharam mistas nesta terça-feira, 7, ganhando fôlego na reta final do pregão, em meio a notícias que movimentaram a aproximação de um deadline determinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo. Segundo a Axios, a secretária de imprensa da Casa Branca Karoline Leavitt, afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado da proposta de cessar-fogo com o Irã, feita pelo Paquistão, e que “uma resposta virá”.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,18%, aos 46.584,46 pontos. O S&P 500 ganhou 0,08%, aos 6.616,85 pontos, e o Nasdaq avançou 0 10%, aos 22.017,85 pontos.

O Paquistão propôs que os EUA adiem o prazo final para as negociações de paz com o Irã por mais duas semanas, enquanto solicitou que o Irã conceda a reabertura do Estreito de Ormuz pelo mesmo período.

A sessão transcorreu mais cedo sob a nuvem de incerteza, à medida que o relógio da contagem regressiva continuava a avançar. “A situação mantém-se fluida, com os dois lados continuando a trocar retórica belicista”, escreveu o estrategista de mercado sênior da NYSE, Michael Reinking. “Há também relatos contraditórios sobre os esforços diplomáticos e sobre se essas linhas de comunicação permanecem abertas ou não”, listou.

Mesmo com a aproximação do deadline, as ações de defesa não encontravam ímpeto adicional em NY. A Lockheed Martin caiu 1,6%, a RTX Corporation perdeu 0,25% e a Northrop Grumman caiu 0,76%.

Ativos do setor petrolífero ficaram instáveis diante da falta de convicção dos investidores sobre um direcional, mas a Chevron acabou subindo 1,4%, ampliando a alta em 2026 para 32,2%. A ExxonMobil ganhou 0,33%, após avanço de mais de 36% neste ano.

A Unitedhealth (9,37%) ajudou a limitar as perdas do Dow Jones. A operadora de saúde subiu após o governo dos EUA anunciar na segunda-feira que aumentará os pagamentos aos seguradores do Medicare. A Elevance Health avançou 3,09% e a CVS Health saltou 6,7avgo%.

A Broadcom marcou ganhos de 6,21% após informar que vai desenvolver e fornecer chips personalizados de inteligência artificial para o Google e capacidade computacional adicional para a Anthropic.

Entre os dados da economia americana, as encomendas de bens duráveis tiveram queda mais pronunciada do que a esperada em fevereiro.

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Ibovespa ganha fôlego na reta final do pregão e fecha em leve alta; dólar sobe a R$ 5,15

O Ibovespa (IBOV) ganhou fôlego nos últimos minutos do pregão com expectativa de avanço nas negociações de última hora para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Nesta terça-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos, na máxima intradia.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1550, com alta de 0,16%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com cenário eleitoral, novas medidas do governo para conter os preços dos combustíveis e dados econômicos.

Entre os dados, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Na avaliação de Luiza Pinese, economista da XP, os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as ações negociadas no Ibovespa, a Suzano (SUZB3) despencou 6,39% (R$ 46,43), pressionada pela revisão do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.

Além disso, a equipe de analistas cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57.

SUZB3 também foi a ação mais negociada da B3 com 56,585 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,122 bilhões.

A ponta negativa foi liderada por MRV (MVRE3), com queda de 9,45% (R$ 7,19), em reação à prévia operacional do primeiro trimestre deste ano (1T26).

Já a ponta positiva foi encabeçada por Braskem (BRKM5), que encerrou o pregão com alta de 7,26% (R$ 9,01), em recuperação das perdas da véspera. Ontem (6), os papéis caíram mais de 7%.

Exterior

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pela manhã, o chefe da Casa Branca disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth. O prazo final de negociações imposto por Trump se encerra ainda hoje, às 21h (horário de Brasília).

No final da tarde, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas. Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Na Europa, os principais índices também encerraram em queda com incertezas sobre o conflito no Oriente Médio na retomada do feriado prolongado. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com baixa de 1,01%, aos 590,59 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram uma sessão mista no primeiro dia de negociações da semana. O índice Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável com alta de 0,03%, aos 52.429,56 pontos.

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Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (7) com a expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio após o Paquistão, mediador das negociações entre EUA e Irã, pedir o prolongamento do prazo de Trump.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, encerrou aos 25,74 pontos (+6,41%). O número na faixa de 25 a 30 pontos indica “turbulência” no mercado.

Novas ameaças de Trump ao Irã

Hoje pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth.

Apesar do tom, a pressão para um acordo com o Irã já havia se intensificado nos últimos dias. No domingo (5), Trump emitiu uma ameaça repleto de palavrões, alertando o Irã de que estaria “vivendo no inferno” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até esta terça-feira às 21h (horário de Brasília).

Também nesta terça-feira, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

*Com informações de Reuters

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Guerra do Irã estressa os mercados; Ibovespa em dólar cai hoje (23)

 Os mercados globais operam em queda nesta segunda-feira (23), pressionados pela escalada das tensões entre Irã e os Estados Unidos, em meio à troca de ameaças entre Teerã e o presidente Donald Trump.

O conflito na região entra em sua quarta semana em um cenário considerado crítico, à beira de uma escalada mais intensa. Durante o fim de semana, a crise se intensificou: no sábado, o presidente norte-americano declarou que, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por 48 horas, poderá ordenar ataques à infraestrutura energética iraniana.

Em resposta, Teerã lançou novos ataques, após prometer retaliação às ameaças de Washington, elevando ainda mais o nível de tensão entre as duas potências.

No mercado de commodities, os preços do petróleo seguem em alta, refletindo o risco de interrupções no fornecimento global. O movimento intensifica preocupações com um possível efeito cascata sobre a inflação global.

Mercado brasileiro

 Por aqui, os investidores aguardam a divulgação do Relatório Focus, o primeiro após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Copom na última reunião. Na temporada de balanços do quarto trimestre, o destaque vai para os dados da Movida (MOVI3).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — sobe 0,05% no pré-market, cotado a US$ 36,52.

Mercados internacionais

 Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York indicam abertura em queda.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam.
  • Criptomoedas: O mercado cripto está em baixa. O bitcoin (BTC) cai 0,6%, negociado em torno de US$ 68 mil. O ethereum (ETH) recua 1,9%, cotado a US$ 2 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 7h – Zona do euro – Balança comercial

Lula

  • O presidente não tem compromissos agendados para hoje

Dario Durigan

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 11h – ​Reunião com Luiz Antonio Guariente, Auditor do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil)
  • 15h30 – ​Reunião com Deputado Federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF)

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -3,68%
  • Hong Kong/Hang Seng: -3,54%
  • China/Xangai: -3,63%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: -2,13%
  • Frankfurt/DAX: -2,06%
  • Paris/CAC 40: -1,91%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,70%
  • S&P 500: -0,63%
  • Dow Jones: -0,49%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +2,33%, a US$ 108,87 barril
  • Petróleo/WTI: +1,18%, a US$ 99,37 barril
  • Ouro:  -6,92%, a US$ 4.292,90 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): -0,6%, a US$ 68.309,24
  • Ethereum (ETH): -1,9%, a US$ 2.044,57
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Ibovespa tomba 2% com Petrobras (PETR4) e Wall Street em meio à escalada das tensões no Irã; dólar sobe a R$ 5,31

O Ibovespa (IBOV) derreteu 4 mil pontos durante a sessão e zerou os ganhos da semana com a escalada da aversão a risco global, em meio a novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nesta sexta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.

Por aqui, a cautela externa continuou a contaminar o mercado em dia de vencimento de opções. O risco de ingerência na Petrobras (PETR4) diante das medidas do governo para atenuar os efeitos da disparada do petróleo sobre os preços de energia também concentrou as atenções dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a estatal poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia. “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas cinco ações fecharam em alta no Ibovespa: Prio (PRIO3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3), Vivara (VIVA3) e Cemig (CMIG4).

Em destaque, as ações da Cemig (CMIG4) figuraram como a única alta nas primeiras duas horas do pregão. Na máxima intradia, CMIG4 subiu 3,53% (R$ 12,62), em reação aos números do balanço do quarto trimestre (4T25) e anúncio da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 658 milhões, com data “ex-direito” em 25 de março.  

Os papéis da elétrica fecharam com alta de 0,41%, a R$ 12,24.

Já a ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que fechou em queda de 14,21%, a R$ 10,20. O movimento foi atribuído a uma realização de lucros recentes, com as mudanças do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) já precificadas anteriormente. 

O benefício corresponde a créditos de PIS/Cofins, incidentes sobre as matérias-primas das indústrias química e petroquímica, passíveis de compensação com tributos federais.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3) caiu mais de 2%, em dia de alta nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. O movimento de baixa foi acentuado após a publicação de uma Medida Provisória (MP) pelo governo federal que estabelece um subsídio ao diesel para mitigar os efeitos da alta das commodities no mercado global.

PETR4 fechou com queda de 2,37%, a R$ 45,67, sendo a ação mais negociada da B3. O papel teve 95,7 mil negócios e movimentou R$ 2,25 bilhões. PETR3 terminou o dia com baixa de 2,62%, a R$ 50,22.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda com as novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Irã.

No final da tarde, Trump, disse que “está no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. “Não fazemos cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído. […] Estamos muito adiantados no cronograma”, disse o presidente norte-americano.

Mais cedo, a CBS News informou que autoridades do Pentágono fizeram preparativos detalhados para a possível mobilização de forças terrestres dos Estados Unidos no Irã.

O mercado também manteve as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) até dezembro deste ano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,96%, aos 45.577,47 pontos;
  • S&P 500: -1,51%, aos 6.506,48 pontos; 
  • Nasdaq: -2,01%, aos 21.647,61 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, com o temor de um choque inflacionário com a escalada dos preços do petróleo no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, não operou em razão de feriado local e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,88%, aos 25.277,32 pontos. 

Por lá, o Banco da China (BPoC, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados pela 10ª decisão consecutiva. A taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) foi mantida em 3,0%, enquanto a LPR de cinco anos ficou inalterada em 3,5%.

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Choque inflacionário pode mudar planos do Copom; Ibovespa em dólar cai hoje (17)

Nesta terça-feira (17), o Banco Central inicia o primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em um cenário de tensão geopolítica, disparada dos preços do petróleo e riscos de choque inflacionário, fatores que podem alterar os planos para a Selic.

A autoridade monetária já havia sinalizado que estava pronta para iniciar o ciclo de afrouxamento monetário em março. No entanto, a guerra no Irã tem levado o mercado a revisar o ritmo dos cortes: nos últimos dias, expectativas de redução de 0,50 ponto percentual deram lugar a projeções de 0,25 pp.

O mercado de opções do Copom, medido pela B3, reflete essa mudança, com o corte de 0,25 pp ganhando força, mas com a possibilidade de manutenção da taxa básica de juros entrando no radar dos investidores.

Mercado brasileiro

No cenário corporativo, serão divulgados os balanços do quarto trimestre de 2025 da EcoRodovias e da Taesa. Além disso, investidores repercutem o pagamento de R$ 583,6 milhões em juros sobre capital próprio da Sabesp (SBSP3) e de R$ 1,3 bilhão da Itaúsa (ITSA4).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2298, com queda de 1,63%.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 0,19% no pré-market, cotado a US$ 36,46.

Mercados internacionais

Lá fora, o mercado acompanha de perto o desenrolar da guerra e a alta dos preços do petróleo. Entre as notícias corporativas, Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, projeta uma receita de US$ 1 trilhão com chips de inteligência artificial entre 2025 e 2027.

Nos mercados asiáticos, as bolsas fecharam mistas. Na Europa, os principais índices operam em alta, enquanto os futuros de Nova York apontam para uma abertura negativa.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam, com o tipo Brent no patamar de US$ 100 o barril.
  • Criptomoedas: O mercado cripto avança. O bitcoin (BTC) sobe 1,4%, negociado em torno de US$ 74 mil. O ethereum (ETH) avança 3,1%, cotado a US$ 2,3 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 08h – Brasil – IGP-10
  • 11h – EUA – Vendas pendentes de imóveis

Lula

  • 09h – Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
  • 11h – Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck
  • 15h30 – Encontro com o atleta Cristian Ribera, medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, e delegação
  • 16h30 – Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira
  • 17h30 – Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin

Fernando Haddad

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 10h – ​Participa da primeira sessão da Reunião do Copom – Análise de Conjuntura
  • 14h – ​Participa da primeira sessão da Reunião do Copom – Análise de Conjuntura

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -0,22%
  • Hong Kong/Hang Seng: +0,13%
  • China/Xangai: -0,85%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: +0,48%
  • Frankfurt/DAX: -0,04%
  • Paris/CAC 40: +0,48%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,19%
  • S&P 500: -0,13%
  • Dow Jones: -0,03%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +3,31%, a US$ 103,50 barril
  • Petróleo/WTI: +3,89%, a US$ 96,07 barril
  • Ouro:  +0,20%, a US$ 5.011,44 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): +1,4%, a US$ 74.293,46
  • Ethereum (ETH): +3,1%, a US$ 2.325,04
  •  

Wall Street fecha em queda com petróleo acima dos US$ 100; S&P 500 atinge nova mínima do ano

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta sexta-feira (13) em queda, diante da alta do petróleo acima dos US$ 100. Os dados de inflação e mercado de trabalho ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

O S&P 500 atingiu uma nova mínima para 2026 no pregão de hoje e, na semana, acumulou queda de 1,6%. Com isso, o índice iniciou a primeira sequência de três semanas de perdas em cerca de um ano.

O Dow Jones caiu cerca de 2%, enquanto o Nasdaq recuou 1,3% no acumulado.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã, em seu 14º dia de combates, não mostrou sinais de arrefecimento. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe à ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Os Estados Unidos ainda emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar, na esperança de aliviar os preços do petróleo e do gás impulsionados pela guerra que EUA e Israel estão travando contra o Irã.

Apesar disso, os contratos mais líquidos do petróleo Brent para maio fecharam com avanço de 2,67%, a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, a commodity acumulou alta de 11,27%.

Em segundo plano, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês) registrou alta de 0,3% na passagem de dezembro para janeiro, ligeiramente abaixo do consenso do mercado, segundo a FactSet, de avanço de 0,4%.

A métrica é a mais utilizada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ao olhar para a inflação.

Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4%. No comparativo anual, o índice subiu 2,8% e o núcleo 3,1% — ambos acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.

Além disso, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos aumentaram em 396.000 em janeiro, a 6,946 mihões no último dia de janeiro.

As contratações, em contrapartida, foram fracas, o que é consistente com um mercado de trabalho estável.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, as apostas para a retomada no corte de juros pelo Fed migraram para outubro, após os dados do PCE e do Jolts divulgados nesta manhã. Antes, o mercado via chance maior de reduções nos juros em dezembro.

*Com informações de Reuters e CNBC

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Ibovespa cai com Petrobras (PETR4) e aversão a risco em Wall Street; dólar sobe a R$ 5,31 e atinge maior nível desde janeiro

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a piora do humor dos investidores no exterior e as mudanças nas precificações de corte nos juros nos Estados Unidos e no Brasil, em meio a disparada dos preços do petróleo.

Nesta sexta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,95%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3163, com alta de 1,41%, no maior patamar desde janeiro. Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

Por aqui, os investidores ainda repercutiram o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. Hoje, a Petrobras (PETR4) anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias – o que, nas contas do BCG Liquidez, cancelou o efeito baixista das medidas do governo no IPCA.

Os mercado também ajustou as apostas sobre a trajetória da taxa de juros brasileira, em meio a escalada das tensões geopolícias e possíveis impactos nos preços de energia.

Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana.

Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

As pesquisas eleitorais também continuaram no radar. Ainda na seara política, a Reuters noticiou que Fernando Haddad lançará a candidatura para o governo de São Paulo na próima quinta-feira (19).

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com a abertura da curva de juros. Vivara (VIVA3) figurou enhtre as maiores perdas do pregão, acompanhada de Braskem (BRKM5),  CSN (CSNA3) ainda em reação aos balanços trimestrais e recentes notícias das companhias.

Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, também encerraram em tom negativo após o aumento nos preços do diesel. PETR3 fechou com queda de 0,10%, a R$ 49,60; PETR4 terminou o dia com perda de 0,53%, a R$ 44,76.

Apesar do reajuste, os analistas consideram que os preços praticados pela estatal seguem defasados na comparação a paridade de importação (PPI).

Segundo a Abicom, para alinhar totalmente os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem reajustes. No caso da gasolina, a defasagem é de 43%, o que implicaria um aumento de R$ 1,10 por litro.

A expectativa, no entanto, é de que a estatal não repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor. Medidas anunciadas pelo governo nesta semana deram algum alívio à companhia, que já confirmou adesão ao programa de subvenção ao diesel.

Já a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por BB Seguridade (BBSE3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Exterior 

Os índices de Wall Street intensificaram as perdas na segunda parte do pregão, monitorando as tensões no Oriente Médio.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro comoo mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,50%, aos 595,85 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram mais uma sessão de perdas com os investidores incertos quanto à duração do fechamento do Estreito de Ormuz. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,16%, aos 53.819,61 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98%, aos 25.465,60 pontos. 

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Wall Street fecha sem direção única após Trump reafirmar que guerra no Irã terminará ‘em breve’

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta quarta-feira (11) sem direção única com expectativa de fim próximo da guerra no Irã e nova valorização do petróleo no mercado internacional. Os dados de inflação ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,61%, aos 47.417,27 pontos;
  • S&P 500: -0,08%, aos 6.775,80 pontos; 
  • Nasdaq: +0,08%, aos 22.716,13 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã entrou em seu 12º dia de combates com uma escalada nas tensões. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou três navios no Golfo Pérsico.

O comando militar do país persa também afirmou que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 por barril. “Prepare-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos aos Estados Unidos.

Até o momento, não houve nenhuma trégua em terra, nem qualquer sinal de que navios já podem navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz – por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica – , na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

Hoje, os contratos futuros do Brent, com vencimento em maio, fecharam com alta de 4,76%, a US$ 91,98 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as forças militares atingiram 28 minas no Irã, horas depóis de reafirmar que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump em entrevista ao site Axios.

O presidente também disse que não está preocupado com ataques apoiados pelo Irã em solo norte-americano. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca e após o FBI alertar para a possibilidade de drones iranianos atingirem a costa oeste dos EUA, segundo a ABC News.

Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) liberou 400 milhões de barris de petróleo das reservas de 32 países-membros na tentativa de conter a alta nos preços de energia em meio a disparada recente dos preços do barril do óleo bruto.

Os dados macroeconômicos ficaram em segundo plano. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.

Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Agora os traders veem a retomada de ciclo de corte nos juros apenas em setembro, ante a expectativa anterior de julho, em temor dos impactos inflacionários da guerra no Irã atráves dos preços de energia.

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O que tem feito os lucros do S&P 500 crescerem e como a guerra no Irã pode impactar esse movimento

O ponto central da temporada de resultados do S&P 500 é simples: o índice entregou mais um trimestre muito bom de lucros, e o número agregado continua forte o suficiente para sustentar a narrativa de resiliência do índice.

Com quase todas as empresas já tendo divulgado os seus números, 73% bateram o mercado, e o lucro consolidado cresceu 13% a/a, bem acima dos 7% esperados no início da temporada.

A conclusão aqui é que a barra de resultados estava baixa demais, e o índice voltou a surpreender para cima.

Os resultados do S&P 500 estão crescendo de maneira consistente há mais de 1 ano

Esse resultado ganha ainda mais peso porque não foi um evento isolado: o 4T25 marca também o quinto trimestre consecutivo de crescimento de lucros acima de dois dígitos no S&P 500.

Em ciclos normais, cinco trimestres seguidos nessa faixa costumam vir acompanhados de uma narrativa de expansão de qualidade, difusão e confiança no crescimento da maioria das empresas.

A leitura prática, porém, é que o ciclo está forte, mas mais “seletivo” do que parece quando olhamos só as notícias mais recentes.

Como foi a performance das empresas em geral (excluindo as 7 Magníficas)

O principal alerta da temporada está na baixa difusão do crescimento de lucros, que não avançou, movimento que está oposto à performance de mercado do S&P 500 no ano, com mais de 300 empresas com uma performance acima do índice.

Quando excluímos as 7 Magníficas (Apple, Nvidia, Meta, Microsoft, Amazon, Alphabet e Tesla), o ritmo de crescimento do LPA (lucro por ação) das outras 493 empresas desacelerou para 9,8% a/a no 4T25, versus 12,2% no 3T25.

Ou seja: o S&P 500 continua crescendo bem, mas o crescimento não está sendo difundido entre as companhias.

E a rentabilidade das companhias aumentou

Do lado de rentabilidade, o trimestre trouxe um reforço positivo: a margem líquida do S&P 500 subiu 20 bps, de 13,1% para 13,3% nesse trimestre.

Isso sugere eficiência operacional, mas também uma composição cada vez mais favorável, dado o peso cada vez maior de tecnologia e comunicação no consolidado e as maiores taxas de crescimento desses setores versus o índice (excluindo as 7 Magníficas).

Uma nova América está nascendo: setor industrial foi melhor do que tecnologia

O dado setorial mais interessante do 4T25 foi o desempenho das empresas industriais, com surpresa de LPA de 28,6% versus o consenso, cerca de 3 vezes acima da surpresa de tecnologia (8%).

Em paralelo, saúde, consumo discricionário, materiais básicos, financeiro e consumo não discricionário ficaram essencialmente em linha (até 5% de surpresa), e serviços básicos foi o único setor com surpresa negativa (-1,6%).

Ou seja, o mercado pode estar concentrado em poucas narrativas, mas estamos observando cada vez mais a expansão dos investimentos nos EUA e a recuperação dos EUA como potência industrial e manufatureira após anos de baixos investimentos.

Por que as principais empresas do mundo de tecnologia estão performando mal em 2026?

O mercado parece ter olhado menos para a qualidade do trimestre e mais para dois pontos: investimentos maiores e menor clareza de monetização imediata dos investimentos em IA.

Em outras palavras, a temporada mostrou crescimento ainda sólido das principais companhias de tecnologia do mundo, mas com o investidor exigindo mais “prova de retorno” e menos disposto a pagar apenas por narrativa.

A conclusão é que, hoje, bater o consenso não é suficiente; o mercado quer entender a trajetória de fluxo de caixa e os retornos dos investimentos dessas companhias.

Em 2026 o mercado está mais cético com novos investimentos em IA, após 3 anos exuberantes de performance

Nos hyperscalers (Meta, Microsoft, Amazon e Alphabet), isso ficou explícito na revisão positiva de US$ 120 bilhões no capex para 2026 versus as estimativas iniciais do consenso.

Esse tipo de revisão costuma ser ótima notícia para a cadeia de infraestrutura de IA, mas tende a ser uma notícia ambígua para as próprias ações no curtíssimo prazo, porque aumenta a sensibilidade a qualquer frustração de monetização.

A conclusão é que o mercado está tratando capex como “risco de execução”, não como “garantia de crescimento”, pelo menos por enquanto.

A Meta foi a exceção e, por isso, virou o melhor exemplo do que o mercado quer ver, subindo 10%. O motivo foi a combinação de aceleração dos negócios tradicionais em anúncios com sinais mais claros de monetização de IA (anúncios, Reels e recomendação) — isto é, investimento alto, mas com retornos.

Por que a Nivida caiu mesmo após um resultado positivo?

A Nvidia também ilustra bem essa fase do ciclo de mercado. Os números foram fortes e acima do consenso, com receita de US$ 68,1 bilhões, mas a ação caiu 4% após o resultado.

A interpretação mais provável é que o mercado está precificando a hipótese de “pico de lucros” e que deveriam, no longo prazo, mostrar uma desaceleração devido aos menores investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

A nossa leitura é que esse ceticismo parece prematuro diante da elevada demanda estrutural por capacidade computacional e novas aplicações de IA artificial que ainda estão apenas começando, com destaque para a IA física.

E como a guerra atual no Oriente Médio influencia os meus investimentos?

Apesar da incerteza quanto à duração da guerra no Oriente Médio e aos seus impactos negativos sobre a inflação e o crescimento global, historicamente, conflitos geopolíticos tendem a não dominar a narrativa do mercado financeiro no médio prazo. Ou seja, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer sobre as notícias.

Em outras palavras, em períodos de medo e incerteza, os retornos em ações podem ser maiores, justamente porque a aversão ao risco aumenta e os ativos são precificados com desconto.

É importante lembrar também que, em última instância, são os fundamentos econômicos que determinam a economia e os mercados.

E, quando olhamos para os EUA, os dados reforçam esse ponto: o Federal Reserve informou que os balanços patrimoniais das famílias estão sólidos, não apenas no agregado ou entre as famílias de maior renda, mas em todas as faixas de renda.

Para ilustrar, a dívida como percentual do patrimônio líquido das famílias mais pobres do país está atualmente em 16,1%, após recuar gradualmente de 20% no início da década e, tecnicamente, atingir agora o menor nível desde 1999.

E vale sempre lembrar o que, no fim do dia, move o S&P 500: o consumidor americano. O consumo nos EUA representa mais de dois terços do PIB do país (cerca de US$ 20 trilhões) e, se fosse uma economia separada, teria escala comparável à da China. Até aqui, essa força segue positiva, em expansão e com baixa alavancagem.

Concluindo…

Em conclusão, o cenário para o S&P 500 em 2026 revela um mercado de fortes fundamentos, mas que exige maior seletividade do investidor. Embora a resiliência dos lucros seja evidente, com o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos, o otimismo agora é temperado pelo ceticismo quanto ao retorno imediato dos investimentos em IA e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

No entanto, o surgimento de uma “Nova América” industrial, a resiliência do consumidor americano e a eficiência operacional das companhias sugerem que, apesar do ruído das manchetes de guerra, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer no médio prazo. O investidor que focar em empresas com capacidade real de monetização e fluxo de caixa sólido estará melhor posicionado para transformar o prêmio de risco atual em retornos consistentes.

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Guerra de lances pela Warner impulsiona corrida por empréstimos em Wall Street

Em menos de uma semana, a guerra de lances pela Warner Bros. Discovery gerou dois empréstimos multibilionários que estão entre os maiores da última década.

O mais recente veio da Paramount, que alinhou até US$ 54 bilhões em financiamento com os maiores bancos de Wall Street para apoiar sua oferta hostil de US$ 108 bilhões pela Warner Bros., apenas dias depois de a empresa ter fechado um acordo com a Netflix.

Empréstimos desse tamanho têm sido raros nos últimos anos, em meio a uma atividade de aquisições mais contida. Mas isso mudou recentemente, impulsionado por um frenesi para financiar a construção de data centers na corrida pela expansão da inteligência artificial, além de um aumento em fusões e aquisições.

Bank of America, Citigroup e Apollo Global Management fornecem o financiamento à Paramount, segundo comunicado de segunda-feira. Cada um dos três assinou cerca de US$ 18 bilhões, ou um terço do compromisso total, de acordo com registro oficial.

Na semana passada, a Netflix havia alinhado US$ 59 bilhões em financiamento não garantido com Wells Fargo, BNP Paribas e HSBC, em outro empréstimo ponte para sua própria oferta por parte da Warner Bros. Esses empréstimos ponte, um tipo de crédito normalmente substituído por financiamento permanente como títulos, são cruciais para os bancos estabelecerem relacionamento com empresas e conquistarem mandatos mais lucrativos no futuro.

A oferta da Paramount, de US$ 30 por ação em dinheiro, vem depois de a Netflix concordar em comprar a Warner Bros. por US$ 27,75 em dinheiro e ações, em um acordo de US$ 72 bilhões. A oferta da Paramount é pela totalidade da Warner Bros., enquanto a Netflix se interessa apenas pelos estúdios de Hollywood e pelo negócio de streaming. A Paramount — apoiada por Larry Ellison, um dos homens mais ricos do mundo — afirmou que sua proposta dá aos acionistas US$ 18 bilhões a mais em dinheiro do que a oferta da Netflix.

A família Ellison e a RedBird Capital Partners estão garantindo o financiamento de capital de US$ 40,7 bilhões para a oferta da Paramount. Affinity Partners, firma de private equity fundada por Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump, o Fundo Público de Investimento da Arábia Saudita, a L’imad Holding Company PJSC de Abu Dhabi e a Qatar Investment Authority também são parceiros no financiamento. A Tencent Holdings Ltd., da China, que inicialmente havia se comprometido com US$ 1 bilhão, não está mais envolvida, segundo o registro oficial.

Jogo de ratings

Embora expressivos, os financiamentos da Netflix e da Paramount não chegam aos US$ 75 bilhões obtidos pela Anheuser-Busch InBev SA para adquirir a SABMiller Plc em 2015, que foi o maior empréstimo ponte da história, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Mesmo assim, Wall Street busca taxas lucrativas ligadas à tão aguardada retomada em aquisições. Um ou um pequeno grupo de bancos normalmente fornece o empréstimo ponte inicial e depois traz outros bancos para diluir o risco, após o anúncio público da aquisição. Com o tempo, esses empréstimos são substituídos por títulos vendidos a investidores institucionais.

Uma diferença chave no empréstimo ponte da Paramount é que ele será garantido pelos ativos da empresa. O empréstimo da Netflix não tem garantias específicas, provavelmente devido às diferentes classificações de crédito de cada empresa.

A Netflix, com rating de investimento, deve substituir seu empréstimo ponte por até US$ 25 bilhões em títulos, além de US$ 20 bilhões em empréstimos a prazo com saque diferido e uma linha de crédito rotativo de US$ 5 bilhões, normalmente mantidos pelos bancos. A Paramount possui ratings mais baixos: BB+ pela S&P Global Ratings, um nível abaixo de investimento, e BBB- pela Fitch Ratings, quase junk.

O mercado de alta qualidade normalmente tem um pool de investidores mais profundo, oferece financiamento mais barato e absorveria mais facilmente um empréstimo desse tamanho.

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Bancos centrais estão mudando a taxa de juros pelo mundo e tem gente ganhando dinheiro com isso

Operadores macro de Wall Street caminham para o seu melhor ano desde 2009, à medida que clientes correram para apostar em mudanças nas políticas de juros dos bancos centrais ao redor do mundo.
Bancos como o Goldman Sachs, JPMorgan e Citigroup devem gerar US$ 165 bilhões em receita com negociações de renda fixa, crédito e commodities neste ano, alta de 10% em relação a 2024, de acordo com dados da Crisil Coalition Greenwich.

Os ajustes nas taxas de juros pelos bancos centrais globais, a incerteza em torno das tarifas, as preocupações com os crescentes déficits fiscais e a inclinação acentuada da curva de yields têm impulsionado o volume de comissões para operadores de juros, em particular. No segmento de juros do G10, a receita deverá atingir o maior patamar em cinco anos, de US$ 40 bilhões.

A Coalition Greenwich prevê um ganho semelhante em 2026, quando a receita do setor é esperada para ser apenas 2% menor, atingindo US$ 162 bilhões.

“Os juros dos bancos centrais estão normalizando as taxas de política monetária e seus balanços, mas o que não se normalizou foi o enorme montante de emissões”, disse em entrevista Nikhil Choraria, chefe de negociação de produtos de juros europeus do Goldman Sachs. “A maioria destas condições veio para ficar. Não há razão para que o tipo de níveis de atividade que vimos não possa se repetir em 2026.

Há a expectativa de que operadores macro em mercados emergentes obtenham o maior ganho em pelo menos duas décadas, com US$ 35 bilhões. Operadores de crédito devem faturar US$ 26 bilhões, e os de commodities, US$ 11 bilhões.

No entanto, alguns operadores que esperam bônus exorbitantes correm o risco de se decepcionar, de acordo com Michael Karp, CEO da empresa de recrutamento Options Group.

Haverá um descompasso entre “expectativas e realidade” para operadores de juros, disse Karp. A remuneração total para o FICC [segmento de renda fixa, câmbio e commodities] neste ano provavelmente será de alta de cerca de 3% em média, segundo relatório da empresa, que prevê um aumento de 7% para juros, 5% para mercados emergentes e 4% para câmbio.

“Obviamente, haverá superestrelas que eles terão que pagar, mas não serão 10 superestrelas”, afirmou Karp. “Haverá um ou dois caras em swaps, títulos de dívida e volatilidade, e só.”

Já os pagamentos para operadores de ações devem ser 14% mais altos do que no ano passado, segundo apurou a empresa de Karp. Isso porque é esperado que as mesas de ações registrem o melhor ano em termos de receita em pelo menos duas décadas, após os clientes terem investido em massa em papéis de inteligência artificial nos últimos meses.

O negócio de juros da Nomura Holdings se beneficiou da alta das taxas de juros do Banco do Japão neste ano, mesmo quando o Federal Reserve dos EUA e o Banco Central Europeu cortaram os juros. A maior corretora do Japão agora busca ajudar clientes na Ásia a investir com mais facilidade nos mercados de juros europeus e dos EUA, além de apoiar investimentos em data centers por meio de proteção com derivativos de juros, de acordo com Moritz Westhoff, chefe do negócio de juros dos EUA do banco.

“Com todos os investimentos em infraestrutura e inteligência artificial, quanto disso poderia ser protegido contra variações de juros ao longo do tempo?”, questionou. “Tendem a ser investimentos muito grandes e que precisam ser financiados.”

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Lucros sólidos devem impulsionar ações dos EUA em 2026

Os robustos resultados corporativos impulsionarão o rali das ações dos Estados Unidos em 2026, uma vez que os riscos em torno de uma perspectiva incerta para os juros se mostrarão de curta duração, de acordo com alguns estrategistas de Wall Street.

Michael Wilson, do Morgan Stanley, disse que existiam “sinais claros” de que uma recuperação dos lucros estava em curso e que as empresas americanas desfrutavam de maior poder de precificação. Ele também apontou para um ponto mínimo nas revisões de lucros, que é o número de analistas que revisam para baixo as estimativas em comparação com o número de elevações das revisões.

“Embora as incertezas decorrentes do guidance do Federal Reserve e da paralisação do governo tenham afetado a recente movimentação dos preços, esses são ventos contrários temporários no caminho para um sólido 2026, impulsionado pelo crescimento dos lucros”, escreveu Wilson em nota.

O estrategista permaneceu entre as vozes mais otimistas neste ano, mesmo com a volatilidade das ações devido à elevação das tensões comerciais dos Estados Unidos e, mais recentemente, à paralisação prolongada do governo. Um tom cauteloso do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre as taxas de juros também havia prejudicado o sentimento.

No entanto, os futuros de ações dos EUA subiram nesta segunda-feira, enquanto o Senado deu um passo importante para reabrir o governo. Enquanto isso, a temporada de balanços tem sido muito mais forte do que o esperado. As empresas do S&P 500 registram um salto de quase 15% nos lucros do terceiro trimestre, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

O S&P 500 acumula alta de 14% em 2025, e registra o terceiro ano consecutivo de ganhos.

Um índice do Citigroup mostrou que, desde meados de outubro, mais analistas ampliaram do reduziram suas estimativas. O foco agora se volta para os resultados da Nvidia, que devem ser divulgados na próxima semana e poderão oferecer pistas sobre as tendências na área da inteligência artificial.

Estrategistas do UBS Group dizem que esperam que as empresas de tecnologia voltem a impulsionar a maior parte do crescimento dos lucros americanos no próximo ano. No geral, eles preveem que o S&P 500 atingirá um recorde de 7.500 pontos até o final de 2026, o que implica ganhos de mais de 11% em relação aos níveis atuais.

Na Oppenheimer Asset Management, o estrategista John Stoltzfus disse que era muito cedo para “desistir” dos fabricantes de chips e das perspectivas para a IA.

“O enfraquecimento dos preços das ações, refletido nos principais índices atualmente parece mais um ‘haircut’ e um ‘ajuste’ do que o início de um período mais sério de declínio”, acrescentou Stoltzfus.

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