Os estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem renegociar seus débitos a partir de quarta-feira (13), por meio do Desenrola Fies que prevê descontos para a quitação de até 99% sobre o valor da dívida. A Resolução CG-Fies nº 66, que trata da renegociação, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (12).
Pode participar o estudante com contrato firmado até 2017 e que estava em fase de amortização – ou seja, em fase de pagamento – em 4 de maio de 2026. A negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.
“Os estudantes do Fies que querem aderir ao Desenrola poderão renegociar débitos diretamente junto à Caixa Econômica e ao Banco do Brasil”, informou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. Ele acrescentou que “a negociação deve ser realizada nos canais digitais dos bancos”.
“Neste Desenrola, temos também condições especiais para quem paga em dia e quer aproveitar as condições para quitar sua dívida mais rápido: os adimplentes terão 12% de desconto para zerar os débitos”, completou o ministro da Educação.
A expectativa do MEC é que mais de 1 milhão de estudantes sejam beneficiados com o refinanciamento de suas dívidas.
Desenrola
O Desenrola Fies faz parte do Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal em 4 de maio, que promove a reorganização financeira de milhões de brasileiros e a ampliação do acesso ao crédito em melhores condições.
A medida, no entanto, não prevê a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas, como acontece em outras renegociações do Desenrola Brasil.
O Caminho da Capacitação, programa do Governo de São Paulo, está com inscrições abertas para cursos gratuitos de qualificação profissional nas regiões de Registro e Itapeva. Nesta etapa, as aulas serão realizadas entre os dias 11 e 22 de maio, em carretas adaptadas como salas de aula. Pela primeira vez desde o lançamento, a iniciativa atenderá duas regiões administrativas de forma simultânea.
Ao todo, 20 municípios serão contemplados com cursos nas áreas de gastronomia, beleza e estética, moda, tecnologia, mecânica, cuidados com pets, panificação e bem-estar. As capacitações acontecem em unidades móveis equipadas para atividades teóricas e práticas, levando ensino profissionalizante diretamente à população.
Na região administrativa de Registro, o programa passará por Cajati, Cananéia, Eldorado, Jacupiranga, Pariquera-Açu, Registro e Sete Barras. Já na região administrativa de Itapeva, serão atendidos Angatuba, Arandu, Bom Sucesso de Itararé, Campina do Monte Alegre, Capão Bonito, Guapiara, Itaí, Nova Campina, Paranapanema, Piraju, Ribeirão Branco, Ribeirão Grande e Taquarivaí.
As inscrições devem ser feitas pelo site www.cursofussp.sp.gov.br. As vagas são limitadas e permanecerão abertas até o preenchimento das turmas ou o início das aulas.
Podem participar, prioritariamente, pessoas em situação de vulnerabilidade social, como desempregados, beneficiários de programas assistenciais e mulheres chefes de família. A idade mínima varia conforme o curso, com opções para jovens a partir de 14, 16 ou 18 anos.
Sobre o programa
O Caminho da Capacitação tem como objetivo promover a inclusão social, incentivar o empreendedorismo e ampliar as oportunidades de geração de renda e inserção no mercado de trabalho. Ao percorrer cidades do interior paulista, o programa amplia o acesso da população à qualificação profissional.
Desenvolvida pelo Fundo Social de São Paulo, a iniciativa integra o programa Superação SP, do Governo do Estado, que tem como meta retirar mais de 100 mil famílias da linha da pobreza. Desde o lançamento, o Caminho da Capacitação já passou por 240 municípios e capacitou mais de 11,9 mil pessoas.
Ao todo foram oferecidas 24.029 vagas, destinadas a 456 polos, de 386 municípios (capital, interior e litoral), para 10 cursos, com três eixos básicos de ingresso: Licenciatura (Letras, Matemática e Pedagogia), Computação (Ciência de Dados, o novo de Bacharelado em Inteligência Artificial, Engenharia de Computação e Tecnologia da Informação) e Negócios e Produção (Administração, Engenharia de Produção e Tecnologia em Processos Gerenciais).
O Vestibular registrou 89.880 inscrições e deste total, 89,3% afirmam ter concluído o ensino médio em escolas gratuitas (70,1% – em escolas da rede pública de Ensino, 7,4 % – em Etecs, 9,6% – em outras instituições gratuitas, e 1,9 % no SENAI e SESI) e 58% são mulheres. O perfil dos candidatos foi traçado por meio de pesquisa respondida no ato da inscrição. Além das vagas do processo seletivo, a instituição ofertou ainda outras 2.956 para o Provão Paulista. Todos os aprovados ingressarão em junho de 2026.
De acordo com o levantamento, o eixo mais procurado foi o de computação, com 33.235 inscritos, seguido de Licenciatura, que recebeu 31.483 inscrições e de Negócios e Produção, com 25.162 efetivações. Segundo o questionário, 77% têm mais de 26 anos, 33,2 % nunca iniciaram um curso de graduação, 77% prestaram o processo seletivo da Univesp pela primeira vez e 80% não pretendem tentar outro vestibular neste ano. Foram declarados 52,4% brancos, 33,5% pardos, 12,5% pretos, 1,4% amarelos e 0,3% indígenas. A maioria exerce atividade profissional remunerada regularmente (66,7%) e 39,3% dos candidatos são responsáveis pelo sustento da família. Dos inscritos, 4.057 declararam ser Pessoa Com Deficiência (PcD).
Segundo o documento, 51,4% dos candidatos moram no interior do estado de São Paulo, seguido da capital (23,4%), da Região Metropolitana (17,7%), do litoral (6,4%) e de outros estados (1,2%).
Para o presidente da Univesp, professor Marcos Borges, os números mostram a importância do alcance do ensino superior gratuito a distância. “A instituição reforça seu papel na inclusão social. Nosso vestibular é a oportunidade que muitas pessoas encontram para cursar uma universidade. Já estamos em 392 municípios do Estado de São Paulo, mas nossa meta é alcançar ainda mais cidades, somar esforços com as prefeituras para implantação de novos polos e levar graduação gratuita a distância de qualidade para todos os tipos de público. Já somos a maior instituição de ensino superior pública do país em número de alunos matriculados na graduação”, ressalta.
O relatório ainda aponta que, do total de concorrentes, 30,3% conheceram a instituição por intermédio de estudante ou ex-aluno, 37%, por meio das mídias sociais e 99,6% acessam a internet de casa. A renda familiar de 55,3 % dos concorrentes é entre 1 e 3 salários mínimos. O nível de instrução dos familiares também foi levantado: 10,3% dos pais dos candidatos possuem nível superior e 15,2% das mães têm formação superior. O gabarito oficial da prova será divulgado em 27/04, a lista de aprovados e convocados em 1ª chamada será divulgada dia 1 de junho, no site vestibular.univesp.br. As matrículas devem ser realizadas entre os dias 2 e 8 de junho. O período letivo inicia em 22 de junho de 2026.
Criada em 2012, a Universidade Virtual do Estado de São Paulo é uma instituição de educação a distância, mantida pelo Governo do Estado. Entre seus principais parceiros, destacam-se as universidades USP, Unesp, Unicamp e o Centro Paula Souza (CPS). A Univesp conta com mais de 88 mil alunos, entre estudantes de graduação e pós, e dez cursos– Letras, Matemática, Pedagogia, Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI), Bacharelado em Ciência de Dados, Engenharia de Computação, Engenharia de Produção, Administração, Processos Gerenciais e o novo de Bacharel em Inteligência Artificial. Os cursos são realizados em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), por meio de videoaulas, bibliotecas digitais, conteúdos pedagógicos e fóruns, que garantem a interação do discente com o facilitador. Em 2026, a universidade possui 462 polos e está presente em 392 municípios do Estado, representando mais de 60% do território paulista.
O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 4,86%.
Na edição anterior do boletim divulgado pelo Banco Central, a previsão era de que o IPCA de 2026 ficaria em 4,80%, acima dos 4,31% projetados há quatro semanas.
Para os anos subsequentes, as projeções do mercado estão em 4% para 2027; e 3,61% para 2028.
Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmenteem 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
Atualmente, o mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada, mas 0,5 ponto percentual acima das projeções feitas há quatro semanas (12,5%). Para 2027 e 2028, as projeções são de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.
Quando estava em 15% ao ano, a Selic registrava o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.
PIB e Câmbio
Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas riquezas produzidas no país) e ao câmbio, o mercado reviu para baixo esses índices, na comparação com a semana anterior.
A expectativa é de que a economia do país cresça 1,85% em 2026, percentual ligeiramente abaixo do 1,86% projetado na semana passada. Para 2027, o mercado projeta que o PIB feche o ano em 1,80%. Para 2028, projeta-se uma inflação de 2%, segundo o Focus.
O dólar fechará 2026 contado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmarem. Na semana passada, a cotação da moeda estadunidense estava em R$ 5,30; e há quatro semanas estava em R$ 5,40.
Para 2027 e 2028, as expectativas apontadas pelo boletim é de o dólar a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.
A escrita em letras cursivas tem demonstrado ser mais desafiadora e estimulante do que digitar ou escrever em letras de forma, permitindo que áreas do cérebro relacionadas à coordenação motora, memória e integração sensorial sejam ativadas e, com o tempo, fazem com que a escrita se torne algo comum e exija menos esforço, principalmente entre crianças. Andrea Lorena, professora da Faculdade de Medicina da USP, explica com detalhes os efeitos da escrita em letra cursiva para o cérebro.
“Quando uma criança escreve em letra cursiva, o cérebro não está apenas ‘desenhando letras’. Ele está coordenando vários sistemas ao mesmo tempo. A escrita cursiva envolve planejamento motor fino, percepção visual da letra, memória e linguagem. Por isso, ela ativa uma rede cerebral relativamente ampla, incluindo áreas motoras, parietais e regiões ligadas à memória e ao processamento da linguagem. Estudos de neuroimagem mostram que escrever à mão mobiliza mais circuitos neurais do que digitar, especialmente regiões relacionadas à coordenação motora, memória e integração sensorial. Outro ponto interessante é que a cursiva exige um movimento contínuo da mão. As letras são conectadas, e isso cria sequências motoras que o cérebro precisa planejar e automatizar. Esse tipo de movimento fortalece as conexões entre os sistemas motor, visual e linguístico. Na prática, isso significa que o cérebro cria uma representação mais rica das letras e das palavras. Não é apenas a forma visual da letra que fica registrada, mas também o movimento usado para produzi-la.”
A letra cursiva no aprendizado das crianças
Silvia Colello, professora do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação (FE) da USP, fala sobre a importância de se aprender a letra cursiva durante o processo de alfabetização. “Do ponto de vista pedagógico, a gente entende o ensino da língua escrita não como aquisição do alfabeto ou das regras de ortografia e de sintaxe ou gramática, a gente entende o ensino da língua escrita hoje em função da complexidade da nossa sociedade, como a imersão nesse universo letrado e na cultura escrita que se manifesta das mais diferentes formas. A criança não tem que aprender somente o funcionamento do sistema, mas sim aprender os modos de usar a língua escrita e a letra cursiva é um dos modos de aprender a língua escrita. Tem uma pesquisadora argentina, já falecida, chamada Emília Ferreiro, ela fala uma frase que sintetiza bem essa ideia, diz que a escrita é importante na escola, porque a escrita é importante fora da escola, e não o inverso. A gente precisa ensinar as nossas crianças a ler e escrever dos muitos jeitos em que as práticas de leitura e escrita acontecem na nossa sociedade.”
“Essa é uma concepção ampla de ensino da língua escrita e que interessa justamente porque nós não estamos pretendendo formar o sujeito que sabe ler e escrever, a gente está pretendendo formar o sujeito senhor da sua própria palavra, que pode ser autor, que se posiciona diante dos textos e que ao mesmo tempo recebe muitos apelos da sociedade letrada, da cultura escrita e que responde a esses apelos. Nessa concepção, não faz sentido a gente não ensinar a língua cursiva, porque ela está na nossa sociedade. Por que nós vamos nos conformar com o menos se a gente pode o mais? O menos seria ensinar a criança a letra de imprensa ou a letra bastão para que ela possa se comunicar e digitar no computador e o mais é ensinar a criança a participar desse mundo da cultura escrita em todas as suas formas.”
De acordo com Silvia, o momento ideal para que a letra cursiva seja introduzida varia, a depender do aluno. “Muitos professores ficam em dúvida quando é o melhor momento para entrar na letra cursiva. É preciso que a gente entenda que a letra bastão, que é a letra de forma, é mais fácil para a criança compreender que a escrita se faz em partes, em pedacinhos, como eles dizem. No momento em que a criança já dominou o código alfabético e que já entendeu que as palavras são feitas de letras e já tem o conceito de letras e tal, é natural que as crianças fiquem desejando aprender a letra cursiva, que eles chamam de ‘letra de gente grande’. Se o processo for bem conduzido, as crianças vão ficar motivadas para aprender isso, e essa aprendizagem vai ser muito boa quando ela não é tratada de uma forma mecânica. Não posso te responder se é melhor a criança aprender a letra cursiva com 6, 7 ou 8 anos, depende da criança e do domínio que ela já tenha da língua escrita. Mas, a partir do momento em que ela já tenha a aquisição do sistema fonético, ela pode ser, sim, motivada, até desafiada, a começar a escrever a letra cursiva. É essa a ideia.”
E depois de adulto?
Andrea explica que, mesmo sendo mais difícil, ainda é possível desenvolver a habilidade mesmo depois da infância. “Sim, geralmente fica um pouco mais difícil, mas não impossível. A escrita cursiva é uma habilidade motora complexa. Ela depende de sequências de movimentos finos da mão que precisam ser automatizados com repetição. Durante a infância, o cérebro apresenta maior plasticidade neural, especialmente nos sistemas motores e sensório-motores. Isso facilita a aprendizagem desses padrões motores. Na vida adulta, o cérebro ainda aprende, mas a aquisição de novas sequências motoras costuma exigir mais prática e mais tempo. A pessoa consegue aprender, mas o processo tende a ser menos espontâneo do que na infância. Por isso, tradicionalmente, a escrita cursiva é ensinada nos primeiros anos da escolarização: é justamente o momento em que o cérebro está mais preparado para consolidar esse tipo de habilidade motora”, finaliza Andrea.
O Brasil vem ampliando, desde 2012, a rede de proteção legal às pessoas com câncer, com leis que garantem mais agilidade no diagnóstico e no início do tratamento. Entre os avanços estão a definição do prazo de até 30 dias para a realização de exames e o limite de 60 dias para o começo do tratamento após a confirmação da doença.
O principal marco dessa legislação é o Estatuto da Pessoa com Câncer, sancionado em 2021. A norma estabelece diretrizes para o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e define direitos que devem ser assegurados automaticamente aos pacientes.
Segundo Eduardo Tomasevicius, professor do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP, o estatuto organiza uma política pública voltada ao cuidado integral. “É uma lei que estabelece uma política de atendimento a quem está buscando ajuda no SUS. De um lado, temos os direitos da pessoa com câncer e, de outro, os deveres do Estado de proteger e atender a esses pacientes”, explica.
Do diagnóstico ao acompanhamento contínuo
O especialista destaca que o atendimento envolve diferentes etapas, desde o diagnóstico até o acompanhamento contínuo. “O atendimento à pessoa com câncer envolve a realização de exames, o início do tratamento dentro dos prazos legais e também a promoção de ações de prevenção, além de garantir o apoio à família”, afirma.
Um dos pontos mais importantes da legislação, segundo o professor, é que os direitos previstos devem ser cumpridos independentemente de solicitação. “Por se tratar de um estatuto, esses direitos não precisam ser pedidos. Eles devem ser garantidos espontaneamente por todos os profissionais do SUS”, ressalta.
Direitos garantidos mesmo sem solicitação
No entanto, há benefícios que não estão incluídos diretamente no estatuto e exigem solicitação formal. Entre eles estão a prioridade na tramitação de processos judiciais, a isenção de Imposto de Renda, o saque do FGTS e o acesso a benefícios previdenciários.
Caso os direitos não sejam respeitados, o paciente pode recorrer à Justiça. “A pessoa pode buscar um advogado ou a Defensoria Pública. Se o exame não for realizado em 30 dias ou o tratamento não começar em até 60 dias é possível pedir uma medida urgente para garantir esse atendimento”, orienta o professor.
Com esse conjunto de leis, o Brasil busca assegurar mais rapidez, dignidade e proteção às pessoas com câncer, reforçando o direito ao acesso universal à saúde.
A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) completou 50 anos de existência no dia 20 de abril. Fundada em 1976, na capital paulista, seu principal objetivo é a realização de exames vestibulares para admissão na Universidade de São Paulo. Para comemorar, a instituição tem elaborado, desde de abril do ano passado, uma programação especial, incluindo um livro sobre a evolução do Ensino Médio até 2026.
Gustavo Monaco, diretor executivo da Fuvest, comenta um pouco da história da fundação. “São 50 anos de sucesso, no sentido de conseguirmos manter o sigilo sobre as questões e o procedimento utilizado no vestibular de uma maneira republicana. Ela é o resultado de uma decisão muito corajosa que a USP tomou há cinco décadas de instituir uma fundação para cuidar do vestibular, visto que antes cada unidade tinha o seu próprio e isso, muitas vezes, estava sujeito às particularidades e interferências externas de cada uma.”
Já em 1977 foi realizada a primeira aplicação do vestibular, coordenada pelo professor José Goldemberg, após a Fuvest surgir como a fusão dos três grandes exames daquela época, o Mapofei, das áreas de exatas, o Cescea, das ciências humanas, e o Cescem, que era usado para ciências da saúde.
“Após uma conversa com o professor Goldemberg, que tive em conjunto com o vice-diretor do vestibular, Tiago Paixão, percebemos que muitas das coisas que praticamos hoje foram decisões que ele e os conselheiros daquela época tomaram. Então isso mostra como a Fuvest evolui, mas também mantém muitas das tradições, não porque são tradições, mas porque elas funcionam para manter esse programa bastante rígido e relevante para o país e para o estado de São Paulo.”
Formulação do exame
“A estruturação da prova é algo muito artesanal, ou seja, os avaliadores têm uma preocupação de elaborar questões contextualizadas que façam sentido também para o corpo de candidatos, assuntos que eles compreendam e consigam aplicar, mas, sobretudo, que consigam pensar bastante. Enquanto as bancas das disciplinas pensam do ponto de vista técnico, os funcionários da Fuvest vão se atentar à parte formal, quer dizer, isto está com cara de uma questão teste ou aquilo está com cara de uma questão dissertativa. Há um olhar e uma análise crítica muito fundamental por parte da banca para a seleção de cada questão e também uma preocupação de garantir a excelência”, pontua Monaco.
Listas literárias e a redação
Outro ponto de destaque do vestibular é a lista literária de leituras obrigatórias, uma seleção de obras em língua portuguesa exigidas para a elaboração do vestibular, fundamentais para questões de literatura e redação. Anteriormente, as listas preocupavam-se em cobrir os movimentos literários e gêneros textuais de forma mais abrangente, o que mudou a partir de 1989.
“Esse contexto anterior mais geral privilegiou por muitos anos os escritores, o que poderia nos fazer pensar que não existiram escritoras no passado, o que não é verdade, já que muitas foram inviabilizadas pelos seus contextos sociais históricos. Então, o que foi feito foi um movimento de ruptura nos últimos anos, no sentido de estabelecer uma lista exclusivamente feminina por três anos. Depois desse período, os homens irão reaparecer nessa lista, para que seja composta metade de homens e metade de mulheres”, explica o diretor.
Por outro lado, a redação Fuvest, também amplamente conhecida e repercutida, é aplicada desde o ano de criação do processo seletivo. Há uma predominância do gênero dissertativo nesses 50 anos, mas, nas décadas de 1970 e 1980, por exemplo, apresentaram gêneros narrativos também. A redação também conta com a famosa frase temática, que define o tema do texto. No ano passado, a Fuvest, pela primeira vez, trabalhou com um mesmo conjunto de textos de apoio para duas propostas. Quer dizer que o candidato continua fazendo uma redação só, mas poderá escolher o gênero textual entre o dissertativo e o narrativo.
A elaboração do livro
“Quando a Fuvest fez 30 anos foram lançados dois livros sobre a história da Fundação, o que é muito importante, mas, dessa vez preferimos seguir por outro caminho. A ideia surgiu de uma parceria com o professor Marcos Neira, da Faculdade de Educação e pró-reitor de Graduação, e outros professores, para tratar da evolução de 50 anos do Ensino Médio e como os conteúdos ensinados nas escolas foram cobrados no vestibular. A evolução dos currículos, dos métodos pedagógicos, a inclusão ou a retirada de certos temas são alguns dos temas tratados, e a ideia é entregar para a comunidade, para a sociedade, um manancial de estudos sobre a importância da Fuvest”, ressalta.
Por fim, Monaco cita a metáfora de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, comparando-a com a relação da Fundação com o Ensino Médio e seus papéis na transformação de ambos. “A conclusão pode ser outra, mas tenho a impressão que é um processo efetivamente simbiótico, de efetiva retroalimentação, a gente se beneficia das evoluções, das modificações do Ensino Médio, e o Ensino Médio se beneficia do papel da Fuvest, no sentido de, como disse o professor Goldemberg, de colocar a régua bastante alta.”
A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) realiza neste domingo (26) o Simulado da Prova de Conhecimentos Gerais. Ao todo, 25.747 estudantes se inscreveram e terão a oportunidade de treinar em condições reais para a 1ª fase do Vestibular 2027. O simulado tem caráter exclusivamente preparatório. A participação não garante inscrição, não substitui nem gera qualquer tipo de vantagem ou bonificação no Vestibular 2027, e a inscrição deverá ser realizada posteriormente, em período e condições próprios.
O simulado será realizado em 11 cidades: Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba. Os portões do local de aplicação serão abertos às 12h, e a prova começará às 13h, com término às 18h, totalizando 5 horas de duração.
No dia da prova, é obrigatória a apresentação dos seguintes itens: documento de Identificação, digital ou físico e caneta esferográfica, azul ou preta, de corpo transparente. O participante que não apresentar documento de identificação válido não poderá realizar a prova, estando sua participação automaticamente cancelada.
A Fuvest libera a utilização de outros itens opcionais, como garrafa de água transparente; alimentos leves; lápis ou lapiseira; itens médicos autorizados com antecedência; borracha; apontador; e régua transparente.
Porém está proibido o uso dos seguintes itens: relógio individual de qualquer tipo; equipamento eletrônico, como calculadora, telefone celular, computador, tablet, reprodutor de áudio, máquina fotográfica, equipamento eletrônico do tipo vestível (como smartwatch, óculos eletrônicos, ponto eletrônico) etc.; material impresso ou para anotações; caneta hidrográfica ou outras, diferentes de caneta esferográfica; corretivo de qualquer material ou espécie; caneta marca-texto, compasso ou lápis com tabuada; gorro, boné, chapéu ou similares, óculos de sol; e quaisquer outros materiais estranhos à realização da prova.
Desempenho individual
No dia 27 de abril, os enunciados das questões e o gabarito do simulado serão divulgados. Já no dia 11 de maio, o candidato receberá o seu desempenho individual, com uma comparação em três níveis: com todos os participantes, pela área do conhecimento (Humanas, Exatas e Biológicas) e pelo tipo de vaga que pretende concorrer (Ampla Concorrência, Escola Pública ou Pessoas negras, de cor preta ou parda, e indígena). Com essas informações, ele poderá saber a sua melhor posição e como foi o seu desempenho em cada uma das questões, inclusive o grau de dificuldade delas.
Mais informações na página do simulado neste link.
O Governo do Estado de São Paulo investiu, em 39 meses de gestão, R$ 14,1 milhões em reformas e construções de unidades das redes municipais de ensino da região de Presidente Prudente. Isso significa que, entre janeiro de 2023 e março de 2026, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) destinou uma média mensal de R$ 362,6 mil para a infraestrutura das redes públicas das prefeituras da região.
Na região de Presidente Prudente, foram 41 reformas para ampliação de salas de aula, adequação e instalação de ar-condicionado, além da construção de quatro creches. O investimento foi destinado para as cidades de Adamantina, Álvares Machado, Anhumas, Caiabu, Dracena, Estrela do Norte, Euclides da Cunha Paulista, Flora Rica, Flórida Paulista, Martinópolis, Mirante do Paranapanema, Nova Guataporanga, Paulicéia, Pirapozinho, Pracinha, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Regente Feijó e Ribeirão dos Índios.
Reforçando o compromisso com a educação das crianças paulistas, no último mês o Governo de São Paulo anunciou o pagamento de R$ 32,5 milhões para as prefeituras que atingiram as metas do Programa Alfabetiza Juntos SP. A partir do programa, a Seduc-SP tem como meta 90% dos estudantes concluindo o 2º ano do Ensino Fundamental neste ano sabendo ler.
O aporte da Seduc-SP na infraestrutura da rede municipal integra os R$ 113,7 milhões empregados pelo Estado na execução de 320 obras de infraestrutura escolar na região de Presidente Prudente. Ao todo, 114 prédios escolares, distribuídos em 46 municípios, foram contemplados com intervenções.
Creches na conta
Em Presidente Prudente, a entrega de quatro unidades do Programa Creche Escola resultou na abertura de 580 vagas nos municípios de Dracena, Euclides da Cunha, Nova Guataporanga e Paulicéia.
Thais Regina Miranda Martins, secretária municipal de educação de Dracena, acredita na importância das ações em colaboração para melhorias na educação. “A parceria entre estado e município para a concretização da escola de Educação Infantil EMEI Professora Maria Olympia Carlos Bocca (Dona Zizi), foi essencial e grandiosa para a nossa cidade. Por meio desta iniciativa foi possível ampliar o atendimento de vagas, bem como, proporcionar um ambiente de excelência para que os profissionais da escola realizem seus trabalhos em prol ao desenvolvimento das crianças”.
Para a esteticista Tatiane de Almeida Lopes, mãe do Miguel de 1 ano e 6 meses, a EMEI Dona Zizi foi a principal rede de apoio na volta ao trabalho ao final da licença maternidade. “Eu estava com o coração dilacerado por ter que colocar meu filho tão cedo na escola. Mas já no primeiro dia percebi que meu filho foi muito bem acolhido. Hoje lá é a segunda casa dele, que chega da escola muito animado, sai cheiroso e bem alimentado. Então, posso trabalhar tranquila porque tenho certeza de que ele está sendo bem cuidado e amado por todos”.
Investimento em infraestrutura da rede
Em todo o Estado, foram concluídas 6.914 intervenções com investimento de R$ 3,2 bilhões. Em 39 meses, 3.503 prédios escolares foram revitalizados em 572 municípios paulistas. Os serviços incluem reformas de quadras esportivas, cozinhas, refeitórios e salas de aula que atendem estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além da recuperação de fachadas e telhados, melhorias de acessibilidade e implantação de climatização nas unidades.
Para a primeira infância, foram concluídas 89 unidades do Programa Creche Escola, ação que gerou mais de 11 mil vagas nas unidades de ensino que atendem crianças de 0 a 5 anos de idade. Essas escolas municipais de educação infantil estão localizadas em 87 municípios paulistas. O aporte nesses prédios chega a R$ 250,5 milhões.
Fabricio Moura Moreira, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) — órgão responsável pelo acompanhamento de obras da Seduc-SP—, destaca que investir na formação integral das crianças é prioridade do governo do estado. “Desde o início da gestão do governador Tarcísio de Freitas concluímos 89 creches em 87 municípios paulistas. A orientação do governador é que a gente possa cada vez mais investir na primeira infância e zerar a fila de creches em todo o estado de São Paulo. E o trabalho continua. Neste momento nós temos mais de 50 creches em construção.”
O Governo do Estado de São Paulo investiu, em 39 meses de gestão, R$ 37,2 milhões em reformas e construções de unidades das redes municipais de ensino da Capital e Região Metropolitana de São Paulo. Isso significa que, entre janeiro de 2023 e março de 2026, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) destinou uma média mensal de R$ 954,4 mil para a infraestrutura das redes públicas das prefeituras da região.
Na região da Capital e RMSP, foram 57 reformas para adequação de salas de aula, reforma de quadra de esportes, reparo e instalação de ar-condicionado, além da construção de duas creches. O investimento foi destinado para as cidades de Barueri, Biritiba Mirim, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Mairiporã, Mauá, Pirapora do Bom Jesus, Ribeirão Pires, Salesópolis, Santo André, São Paulo e Taboão da Serra.
Reforçando o compromisso com a educação das crianças paulistas, no último mês o Governo de São Paulo anunciou o pagamento de R$ 32,5 milhões para as prefeituras que atingiram as metas do Programa Alfabetiza Juntos SP. A partir do programa, a Seduc-SP tem como meta 90% dos estudantes concluindo o 2º ano do Ensino Fundamental neste ano sabendo ler.
O aporte da Seduc-SP na infraestrutura da rede municipal integra os R$ 1,2 bilhão empregados pelo Estado na execução de 2.004 obras de infraestrutura escolar na região de Capital e RMSP. Ao todo, 1.279 prédios escolares, distribuídos em 34 municípios, foram contemplados com intervenções.
Creches na conta
Na Capital e RMSP, a entrega de duas unidades do Programa Creche Escola resultou na abertura de 300 vagas nos municípios de Biritiba Mirim e Salesópolis.
Andrea de Souza, secretária municipal de educação de Salesópolis, afirma que a relação colaborativa entre Estado e município melhora a qualidade do ensino oferecido às crianças. “Essas parcerias são pilares para que os avanços se sustentem. Esse entendimento reside no fato de que não são apenas os aportes financeiros que dão robustez às ações empreendidas, mas também o suporte técnico e as orientações de diversos matizes, que são as garantias dos direitos de aprendizagem”.
Ravi Gonzales, 3 anos, estuda no Centro Municipal de Convivência Infantil Dona Teresa Feital. A mãe, Bruna de Campos Gonzales, observa a evolução do filho.”Já percebemos avanços importantes na comunicação, no comportamento e na socialização, pois ele convive diariamente com outras crianças e profissionais preparados para estimular o aprendizado”.
A funcionária pública ressalta que os pais contam com o espaço para que seus filhos estejam em um ambiente seguro, com cuidados e estímulos adequados para o desenvolvimento. “Para mim é muito importante, pois sabendo que ele está bem cuidado na creche, consigo trabalhar com mais tranquilidade e segurança. Sem a creche seria muito mais difícil, ou até mesmo impossível, conseguir trabalhar fora, pois não teria com quem deixá-lo durante o período de trabalho”, destaca Bruna.
Investimento em infraestrutura da rede
Em todo o Estado, foram concluídas 6.914 intervenções com investimento de R$ 3,2 bilhões. Em 39 meses, 3.503 prédios escolares foram revitalizados em 572 municípios paulistas. Os serviços incluem reformas de quadras esportivas, cozinhas, refeitórios e salas de aula que atendem estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além da recuperação de fachadas e telhados, melhorias de acessibilidade e implantação de climatização nas unidades.
Para a primeira infância, foram concluídas 89 unidades do Programa Creche Escola, ação que gerou mais de 11 mil vagas nas unidades de ensino que atendem crianças de 0 a 5 anos de idade. Essas escolas municipais de educação infantil estão localizadas em 87 municípios paulistas. O aporte nesses prédios chega a R$ 250,5 milhões.
Fabricio Moura Moreira, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) — órgão responsável pelo acompanhamento de obras da Seduc-SP—, destaca que investir na formação integral das crianças é prioridade do governo do estado. “Desde o início da gestão do governador Tarcísio de Freitas concluímos 89 creches em 87 municípios paulistas. A orientação do governador é que a gente possa cada vez mais investir na primeira infância e zerar a fila de creches em todo o estado de São Paulo. E o trabalho continua. Neste momento nós temos mais de 50 creches em construção.”
O Dia D para vacinação contra a gripe (Influenza A e B) será neste sábado (11), em Porto Alegre. Todas as unidades de saúde estarão abertas das 9h às 18h para receber a população. O imunizante está disponível para o público-alvo indicado pelo Ministério da Saúde. A campanha segue até 30 de maio.
O público-alvo para Influenza é constituído por pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas e quilombolas, trabalhadores da saúde, educação, pessoas com comorbidades, com deficiência, pessoas em situação de rua, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e Correios.
“A meta é vacinar 90% das crianças, idosos e gestantes. A vacina aplicada pelo SUS é trivalente, protegendo contra Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B”, disse a prefeitura em comunicado.
Documentação
Autodeclaração para gestantes, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Crianças devem apresentar a caderneta de vacinação. Outros grupos precisam apresentar documento que comprove a condição (ex.: crachá, receita, carteira de trabalho).
Covid-19
A vacinação está disponível para adolescentes acima de 12 anos e adultos dos grupos elegíveis nos seguintes locais:
CF Modelo – avenida Jerônimo de Ornelas, 55, bairro Santana CF José Mauro Ceratti Lopes – estrada João Antônio da Silveira, 3330, bairro Restinga CF Moab Caldas – avenida Moab Caldas, 400, bairro Santa Tereza US Chácara da Fumaça – avenida Estrada Martim Félix Berta, 2432, bairro Mário Quintana US Ramos – rua K esquina rua RC, s/nº – Vila Nova Santa Rosa, bairro Rubem Berta CF Tristeza – avenida Wenceslau Escobar, 2442, bairro Tristeza CF Navegantes – avenida Presidente Franklin Roosevelt, 5, bairro São Geraldo
No momento, não há estoque para crianças de 6 meses até menores de 5 anos e de 5 a 11 anos que fazem parte dos grupos elegíveis.
Público acima de 5 anos elegível para receber a dose anual ou semestral (intervalo mínimo de seis meses da última dose recebida):
Pessoas de 60 anos ou mais de idade (a cada 6 meses): pessoas imunocomprometidas (a cada 6 meses), gestantes (uma dose durante o período da gestação), pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indígenas e quilombolas, puérperas não vacinadas na gestação, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.
O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola é celebrado nesta terça-feira (7). Instituída por lei federal, a data busca mobilizar a sociedade para a importância de prevenir e enfrentar diferentes formas de violência no contexto educacional.
Na Rede Estadual do Rio Grande do Sul, esse trabalho ocorre de forma contínua por meio do NCBEE (Núcleo de Cuidado e Bem-Estar Escolar). Criado em 2023, o Núcleo desenvolve estratégias visando qualificar o clima escolar e apoiar as instituições de ensino na construção de relações mais saudáveis.
Quando um caso é identificado, o primeiro passo é o registro na plataforma Cipave+ (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar), canal oficial de comunicação com o Núcleo. Entre 2024 e 2025, foram formados mais de 1.040 facilitadores para a condução dos Círculos de Construção de Paz. Além disso, atualmente, a rede conta com quase 2 mil comissões ativas. Ao todo, na Cipave+, estão registradas, desde 2023, mais de 6 mil ações de prevenção desenvolvidas pelas próprias escolas
“A Seduc (Secretaria da Educação) reforça o compromisso com a promoção de ambientes escolares seguros, acolhedores e inclusivos”, disse a pasta em comunicado
Descrição dos casos
Dados da Cipave+ indicam que comportamentos como apelidos pejorativos e atitudes com intenção de constranger colegas estão entre as formas mais recorrentes de bullying e cyberbullying.
No ambiente escolar, a sala de aula é o espaço onde esses episódios aparecem com maior frequência. Já no meio digital, a diversidade de plataformas e a menor supervisão direta de adultos tornam o enfrentamento mais complexo, exigindo uma atuação ainda mais integrada entre escola, família e atores da rede de proteção.
Como identificar e notificar casos de bullying
Outro ponto importante destacado pelo Núcleo é a necessidade de compreender corretamente o que caracteriza o bullying. De acordo com a legislação vigente, trata-se de um comportamento intencional, repetitivo e, muitas vezes, sem motivação aparente — o que o diferencia de conflitos pontuais. Essa distinção é fundamental para qualificar o olhar das escolas e garantir respostas mais adequadas a cada situação.
Quando um caso é identificado, o primeiro passo é o registro na plataforma Cipave+, canal oficial de comunicação com o Núcleo. A partir dessa notificação, as equipes das Coordenadorias Regionais de Educação acompanham a situação, analisam as medidas já adotadas pela escola e, em conjunto com a equipe local, constroem estratégias de intervenção.
“Esse processo pode envolver orientações técnicas, visitas presenciais, acompanhamento remoto e, quando necessário, o acionamento da rede intersetorial, incluindo serviços de saúde, segurança e assistência social, especialmente em situações que demandam atenção continuada”, explica a Seduc.
Dados
Quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam já ter sido alvos de bullying, e 27,2% dos alunos nessa faixa etária já sofreram alguma forma de humilhação duas ou mais vezes.
Os dados foram divulgados recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), e se referem a depoimentos coletados em 2024 em escolas de todo o Brasil.
Com relação à pesquisa anterior, feita em 2019, houve um aumento de 0,7 ponto percentual no total de estudantes que declararam já ter sofrido bullying. Já a proporção de alunos que passaram por isso pelo menos duas vezes subiu mais de 4 pontos percentuais, ressalta o gerente da pesquisa, Marco Andreazzi.
“O bullying já é caracterizado como algo persistente, intermitente… E nós observamos aqui uma tendência de aumento, o que indica que mais estudantes passaram a vivenciar situações repetidas de violência”.
“O número dos que sofrem bullying permanece praticamente igual, porém, a persistência dos episódios e a intensidade deles aumentou”, complementa.
Principais números
39,8% dos estudantes de 13 a 17 anos sofreram bullying na escola;
No caso das meninas, percentual sobe para 43,3%;
Aparência do rosto ou cabelo foi alvo em 30,2% dos casos;
13,7% assumiram ter praticado bullying;
16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas.
Perfil dos agressores
Já os dados de quem comete bullying mostram uma relação inversa: 13,7% dos estudantes declararam ter praticado alguma violência do tipo, sendo 16,5% dos meninos e 10,9% das meninas.
O IBGE também perguntou qual a razão da agressão praticada e, novamente, a aparência do rosto, cabelo ou corpo e a cor ou raça foram os motivos mais citados.
No entanto, algumas diferenças significativas surgiram, com relação ao relatado pelas vítimas. Por exemplo, 12,1% dos autores declararam ter cometido bullying por causa do gênero ou orientação sexual dos colegas, mas apenas 6,4% dos alunos que sofreram bullying reconheceram que essa característica motivou a violência sofrida.
O mesmo ocorreu com o tópico da deficiência: enquanto 7,6% dos autores reconhecem que cometeram bullying por esse motivo, apenas 2,6% das vítimas associaram o ataque a essa característica.
Para os pesquisadores, isso pode indicar que muitas vítimas preferem silenciar sobre as circunstâncias do ocorrido por medo ou receio de serem estigmatizadas.
Agressões físicas e virtuais
A pesquisa também identificou que, em alguns casos, há agravamento dos conflitos entre os alunos: 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas, proporção que sobe para 18,6% no caso dos meninos.
Nesse caso, também houve aumento com relação a 2019, quando 14% dos alunos haviam relatado alguma agressão física sofrida, sendo 16,5% entre os meninos.
O IBGE também destaca o crescimento na proporção de estudantes agredidos duas vezes ou mais, que passou de 6,5% para 9,6%.
Já os casos de bullying virtual, cometidos via redes sociais ou aplicativos, recuaram de 13,2% para 12,7%. Nesse caso, as meninas aparecem como vítimas em quantidade mais expressiva: 15,2% delas já se sentiram humilhadas ou ameaçadas por conteúdos postados nesses espaços, contra 10,3% dos meninos.
A tendência é que, entre sexta-feira (27) e domingo (29), o tempo siga estável em grande parte do Estado, sem previsão de chuva significativa.
Na segunda-feira (30), a estabilidade ainda predomina, embora possam ocorrer pancadas isoladas de fraca a moderada intensidade em algumas regiões por efeito de circulação. Na terça-feira (31) e na quarta-feira (1º), o cenário volta a ser de tempo estável, sem chuva significativa no território gaúcho.
De acordo com o boletim, os acumulados previstos para a semana variam entre 2 e 50 milímetros. Na Fronteira Oeste, nas Missões e em parte da região Central e da Campanha, não há chuva acumulada prevista.
O informativo também indica elevação das temperaturas a partir desta sexta-feira (27) em todo o Estado.
Um casal foi condenado, na madrugada desta quarta-feira (25), pela morte da filha recém-nascida no município de Sério, no Vale do Taquari. A decisão ocorre após denúncia do MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul). O Tribunal do Júri iniciou na terça-feira (24), no Fórum de Lajeado.
A mãe foi sentenciada a 32 anos e 1 mês de prisão e o pai a 28 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão. Ambos irão cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado.
Além do homicídio qualificado por motivo torpe, fútil, emprego de meio cruel e contra menor de 14 anos, sendo os réus ascendentes da vítima, eles também foram condenados por ocultação de cadáver. Ainda conforme o MP-RS, a Justiça reconheceu a atenuante da menoridade aos réus por terem 19 anos de idade na época dos fatos e devido à confissão espontânea da ocultação de cadáver pelo pai da criança.
O caso
Os réus foram presos preventivamente em janeiro do ano passado. O homicídio ocorreu entre a noite de 12 de setembro de 2024 e a madrugada do dia 13, no interior da residência dos réus.
Após o crime, ocorrido logo depois do nascimento da criança, o corpo foi ocultado inicialmente na casa e, posteriormente, levado a uma área de mata próxima a um lixão, entre os dias 13 e 14 de setembro. Houve ainda tentativa de incineração do corpo.
Para os promotores, o casal pretendia eliminar a vida da criança desde o início da gestação, mas, como não conseguiram realizar aborto clandestino, ocultaram a gravidez e acabaram matando a filha logo depois do parto.
Perícia
Conforme o MP, laudos periciais confirmaram que a criança nasceu com vida, mas foi morta por esgorjamento (lesão na medicina legal caracterizada por um corte profundo) com emprego de uma faca de cozinha, apreendida no banheiro da residência do casal.
Além disso, a perícia confirmou que a mãe não estava sob a influência de estado puerperal (período que se inicia após o parto, no qual o organismo da mulher passa por intensas mudanças físicas, hormonais e emocionais até retornar às condições anteriores à gestação) quando cometeu o crime, afastando a caracterização de infanticídio.
O aniversário de 254 anos de Porto Alegre é celebrado em 26 de março, esta quinta-feira. A prefeitura promove a “Semana de Porto Alegre”, com eventos culturais, esportivos e econômicos em diferentes regiões da cidade. Entre os destaques estão competições de skate, corrida de rua, atividades no Centro Histórico e o tradicional Baile da Cidade, marcado para o sábado (28), no Parque da Redenção.
A programação também inclui eventos tradicionais, como o corte do bolo de aniversário no Paço Municipal, além de atividades culturais e esportivas ao longo da semana.
Bolo de aniversário
O bolo gigante de mil fatias e o tradicional Parabéns a Você, ocorre no Centro Histórico da Capital. O evento é organizado pela prefeitura e vai acontecer às 11h, no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público. Um toldo será montado no local.
O bolo foi preparado por alunos do curso de Gastronomia da UniRitter, sob a orientação de três professores: Etiene Meyer Johanssen, Willian Zarpelon e Angélica Araújo. Em apoio à festa, a universidade fez a doação do bolo simbólico de 120 quilos, com recheio de prestígio e cobertura de brigadeiro. A distribuição das fatias para a população será feita pelo grupo de confeiteiros.
Confira abaixo a programação
Exposição Porto Alegre: Olhares Efêmeros Data: 17 de março a 15 de maio Local: Museu de Arte do Paço, das 9h às 17h
Exposição Ponto de Partida Data: 19 de março a 15 de maio, das 10h às 18h Local: Atelier Livre Xico Stockinger – Centro Municipal de Cultura
STU – Skate Total Urb Data: 20 a 29 de março Local: Orla 3 – Pista de Skate
Volta de Porto Alegre Data: 21 de março, das 8h30 às 12h30 Local de partida: Museu de Arte do Paço (Praça Montevidéo, 10)
Viva o Centro a Pé – caminhada pela Osvaldo Aranha relembrando bares que fizeram a história do bairro e da cidade Data: 21 março Local: Osvaldo Aranha esquina com Sarmento Leite, às 16h
Caminho de Porto Alegre Data: 22 de março Local: Centro Histórico
St. Patrick’s Day no Centro Histórico Data: 22 de março, das 14h às 22h Local: Rua Sete de Setembro, próximo à Travessa Passarinho
South Summit Data: 25 a 27 de março Local: Cais do Porto
South Summit Run Data: 28 de março Local de partida: avenida Edvaldo Pereira Paiva, em frente ao Parque Harmonia
Bolo de 254 anos Data: 26 de março Local: Paço Municipal, às 11h
Baile da Cidade Data: 28 de março, das 16h à meia-noite Local: Parque da Redenção
Viva o Centro a Pé – caminhada por ruas do Centro que formaram a povoação que originou a cidade Data: 28 de março Local: Rua dos Andradas, 230 – Centro Histórico, às 9h
Corrida Sesc – edição de aniversário de Porto Alegre Data: 29 de março Local de partida: Museu de Arte do Paço
A previsão do APCC (APEC Climate Center), centro de pesquisa sediado na Coréia do Sul, aponta para um enfraquecimento gradual do La Niña nos próximos meses. Além disso, há 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre abril-maio-junho.
O prognóstico indica chuvas irregulares para o mês de abril, ficando próxima a ligeiramente abaixo da média no mês na maior parte do estado, pontualmente com chuvas acima da média em áreas restritas. Nos meses de maio e junho, há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do estado.
As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre, havendo períodos quentes e outros com incursão de massas de ar frio, eventualmente fortes. A tendência indica anomalias de normal a ligeiramente acima da média nas temperaturas do ar.
O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de dez entidades estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. O documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período.
A vacinação contra a gripe (Influenza A e B) começa em todas as unidades de saúde de Porto Alegre nesta segunda-feira (30). O imunizante estará disponível para o público-alvo indicado pelo Ministério da Saúde, no horário de atendimento de cada serviço.
No sábado (28), haverá um ato simbólico para marcar o início da campanha, que segue até dia 30 de maio.
O público-alvo para Influenza é constituído por pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas e quilombolas, trabalhadores da saúde, educação, pessoas com comorbidades, com deficiência, pessoas em situação de rua, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e Correios.
A meta é vacinar 90% das crianças, idosos e gestantes. A vacina aplicada pelo SUS é trivalente, protegendo contra Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B.
Abertura
Neste sábado (28), a Secretaria Municipal de Saúde fará ação simbólica de lançamento da campanha de vacinação para os públicos prioritários no Loteamento Santa Terezinha (rua Voluntários da Pátria, 1940, bairro Floresta), das 9h às 17h. Também haverá atendimento em unidades móveis voltado às mulheres, com solicitação de mamografia, consultas odontológicas, citopatológico para identificar câncer de colo uterino e demais serviços oferecidos na rotina da unidade móvel.
Documentação
Autodeclaração para gestantes, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Crianças devem apresentar a caderneta de vacinação.
Outros grupos precisam apresentar documento que comprove a condição (ex.: crachá, receita, carteira de trabalho).
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) publicou um alerta amarelo para chuvas intensas em parte do Rio Grande do Sul a partir da manhã da quarta-feira (25). O aviso preliminar vale até a manhã de quinta-feira (26).
Conforma o Instituto, deve haver chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h). É baixo o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
O alerta também não é válido para todo o território gaúcho. Essa chuva deve incidir sobre áreas mais ao Norte, Nordeste, Serra, Região Metropolitana, Vales e Litoral Norte (Confira no mapa abaixo).
Imagem: Inmet/Divulgação
O que diz a Defesa Civil estadual
O CMDEC (Centro de Monitoramento da Defesa Civil) aponta que na quarta-feira (25), há condição para chuva moderada e pontualmente forte acompanhada de eventuais descargas elétricas em áreas das Missões, Centro, Noroeste, Norte, Serra, Nordeste, Vales, Região Metropolitana, Costa Doce, Litoral Médio e Norte.
Os acumulados variam entre 10 e 40 mm/dia, com pontuais de 70 mm/dia, especialmente nos Vales e Serra. Nas demais regiões, o tempo segue estável.
Seapi
De acordo com a Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), a chuva da quarta-feira ocorre em um momento em que o sistema de baixa pressão que passou pelo estado começará a se afastar. A pasta faz a previsão em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz).
O fenômeno mantém a instabilidade mais restrita à metade Norte. Dessa forma, há previsão de chuva fraca a moderada nessa região, enquanto nas demais áreas o tempo deverá permanecer estável, sem previsão de chuva significativa. Além disso, neste dia, as temperaturas deverão apresentar leve declínio, principalmente na metade Sul.
O outono começa nesta sexta-feira (20), às 11h45min, e termina no dia 21 de junho. De acordo com o coordenador do Simagro, meteorologista Flávio Varone, da Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), o Rio Grande do Sul deve ter uma estação mais próxima da normalidade, sem registros de El Niño ou La Niña.
“O outono deverá ter chuvas mais próximas da média em grande parte do estado e temperaturas diminuindo ao longo dos meses”, explica.
Chuvas
Abril
O mês ainda tende a ter períodos mais secos, intercalados com algumas pancadas de chuva. Os índices ainda serão abaixo da média em algumas regiões, como na fronteira com o Uruguai, região da Campanha (municípios como Bagé e Hulha Negra), e Extremo Sul. Nas demais regiões, chuvas dentro da média.
Maio
A tendência é que em maio entrem frentes frias mais organizadas no estado, trazendo um maior volume de chuva. Na região da Campanha a chuva será bastante expressiva, com volumes bem altos durante o mês. Nas regiões do Planalto e Vale do Uruguai, chuvas acima da média.
Junho
A tendência é de chuva dentro da média, com regiões registrando volumes ligeiramente acima da média como Santa Maria, Dom Pedrito, Erechim e Litoral. Na Fronteira Oeste e Missões a chuva deve diminuir um pouco.
Temperaturas
De acordo com o meteorologista Flávio Varone, a tendência é de que no mês de abril as temperaturas comecem a diminuir no Rio Grande do Sul, mas sem frios extremos. Nos meses de maio e junho, deve ocorrer um declínio nas temperaturas. “As frentes frias vão trazer as chuvas e na retaguarda destes sistemas, vão ter massas de ar frio sobre o continente”, destaca Varone.
O meteorologista do Simagro explica que o outono começa um pouco mais quente em abril e tende a diminuir nos meses de maio e junho, completando bem uma característica típica deste período, uma estação de preparação que ainda registra o calor do verão indo na direção do frio do inverno.
Vista do Centro Histórico de Porto Alegre com temporal se aproximando. Crédito: Leonardo Severo / Agora RS
Um rápido e forte temporal atingiu parte da região metropolitana de Porto Alegre na tarde desta quinta-feira (12). Há registro de queda de árvores, pontos de alagamento e queda de granizo.
Em Porto Alegre, a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) são quatro os pontos de bloqueio por causa de queda de árvores. Veja a lista:
Rua Tobias da Silva, 515, bairro Moinhos de Vento;
Rua Santa Cecília, 2175, bairro Santana;
Avenida João Pessoa, 1843, bairro Farroupilha, bairro/Centro;
Rua Domingos Rubbo, 279, bairro Cristo Redentor.
Também houve registro de alagamento em dois pontos: Av. Protásio com Paulino Teixeira, no bairro Protásio Alves; e na avenida Érico Veríssimo, entre a avenida Ipiranga e rua Marcílio Dias, no bairro Menino Deus. No Centro Histórico, houve chuva forte, mas não houve registro de transtornos.
Em Guaíba, houve queda de granizo em bairros como Bom Fim e Alegria. Já em Viamão, o granizo caiu em Capão da Porteira.
Após atingir a Capital, as instabilidades perderam força enquanto avançavam para Cachoeirinha e Gravataí. O sistema voltou a se organizar com chuvas mais intensas sobre Glorinha.
A Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos realizou, nesta quarta-feira (11), uma operação de fiscalização em Farroupilha. A ação resultou na apreensão de quase oito toneladas de produtos impróprios para o consumo.
Entre os itens recolhidos, chamou atenção a presença de bucho bovino com validade expirada desde 2017. “A ação ocorreu em apenas dois estabelecimentos, o que reforça a gravidade e a expressiva quantidade de irregularidades identificadas”, nas palavras do MP-RS.
Do total apreendido, cerca de 90% era composto por carnes e pescados, muitos deles armazenados de forma inadequada, sem procedência ou fora da temperatura permitida. A fiscalização constatou problemas de fracionamento, produtos vencidos, itens sem identificação de origem e falhas de armazenamento, além de alimentos mantidos em temperaturas incorretas, incluindo margarina fora dos padrões exigidos.
A fiscalização também apreendeu sucos, embutidos, queijos, produtos de padaria, como tortas e bolos, além de unidades de álcool cuja venda é proibida em supermercados.
Participaram da operação de fiscalização
Os promotores de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, e Stéfano Lobato Kaltbach, de Farroupilha;
Servidores do GAECO/MPRS (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado);
Representantes da Vigilância Sanitária e do Serviço de Inspeção do município de Farroupilha;
Secretaria Estadual da Saúde;
Seapi (Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação);
As principais mudanças do novo regramento federal da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) passam a valer no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (10). As alterações atingem a pontuação da prova prática, a atuação de instrutores autônomos e o uso de veículo próprio em aulas e exames.
A principal alteração desta etapa está na prova prática. Até agora, o candidato era reprovado se cometesse uma falta eliminatória ou somasse mais de três pontos. A partir desta terça, passam a ser pontuadas apenas infrações de trânsito, com limite de até dez pontos para aprovação.
Os pesos serão os seguintes: infrações leves valem 1 ponto, médias 2, graves 4 e gravíssimas 6. A baliza já havia sido retirada do exame em 4 de fevereiro. De acordo com o DetranRS, o examinador poderá interromper a prova se identificar conduta que represente risco à segurança.
Instrutores autônomos e carro próprio
Também entra em vigor nesta terça a possibilidade de atuação de instrutores autônomos e de uso de veículo próprio nas aulas e provas. A mudança vale para as categorias A, B e ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor).
As categorias C, D e E, ligadas a veículos pesados e habilitação profissional, continuam restritas aos CFCs (Centros de Formação de Condutores).
No caso dos instrutores autônomos, o DetranRS exigirá registro das aulas no sistema informatizado e filmagem com áudio e vídeo, como já ocorre nos CFCs. Para isso, o profissional precisará de celular compatível com o aplicativo oficial, suporte veicular para smartphone e plano de dados móveis.
O instrutor poderá dar aulas em veículo próprio, de terceiros ou do candidato. Em qualquer caso, o veículo deverá estar licenciado, em condições regulares de circulação e dentro do limite de idade previsto na legislação: até oito anos para categoria A e até 12 anos para categoria B.
Os veículos usados nas aulas deverão portar faixa branca removível com a inscrição “Autoescola” em preto, fornecida pelo instrutor.
Quem pode atuar como instrutor autônomo
Para se cadastrar, o profissional precisa cumprir os requisitos da Lei 12.302, ter EAR (Exerce Atividade Remunerada) na CNH e apresentar certidão negativa de antecedentes criminais.
A lei exige idade mínima de 21 anos, Ensino Médio, dois anos de habilitação legal, ausência de infração gravíssima nos últimos 60 dias, certificado de curso específico do órgão de trânsito, não ter sofrido cassação da CNH e ter feito curso de direção defensiva e primeiros socorros.
O cadastramento é feito no site do DetranRS, com assinatura digital pelo gov.br e envio da documentação exigida. Se validado, o cadastro terá duração de dois anos, com possibilidade de renovação. Instrutores já credenciados e em atuação nos CFCs passam a ficar automaticamente autorizados.
Uso de carro particular no exame
Outra mudança regulamentada é o uso de veículo particular no exame prático. O carro ou a moto pode ser do instrutor, do candidato ou de terceiro, desde que seja previamente vinculado ao exame no sistema e aprovado em checagem documental e de segurança no dia da prova.
Se o veículo for reprovado nessa checagem, não será permitida substituição na hora. Para novo agendamento, será necessário pagar nova taxa.
Cronograma das mudanças
A implementação das novas regras ocorreu em etapas no Estado. Em 5 de janeiro, a etapa teórica deixou de exigir carga horária fixa e a prática foi reduzida para o mínimo de duas horas-aula. Em 4 de fevereiro, a baliza foi retirada do exame.
No dia 10 de fevereiro, foram publicadas as portarias que regulamentaram os instrutores autônomos e o uso de veículo próprio. Em 23 de fevereiro, foi aberto o cadastramento dos instrutores.
Já em 24 de fevereiro, passou a valer o banco nacional de questões na prova teórica, com aumento do tempo de prova e redução do número mínimo de acertos para aprovação. Agora, em 10 de março, entra em vigor a nova pontuação da prova prática.
O governo do Estado determinou a realização de visitas às propriedades com aves domésticas próximas do foco de gripe aviária registrado nos últimos dias. Os trabalhos estão a cargo do Serviço de Vigilância Sanitária Animal da Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação).
O registro ocorreu em aves silvestres na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim. As ações de fiscalização se dão em um raio de 10 quilômetros no entorno do local.
O trabalho começou nesta quarta-feira (4), com previsão de vistorias a 40 propriedades de subsistência.
“O objetivo desse trabalho é acompanhar a criação desses animais nas proximidades e identificar rapidamente qualquer suspeita, para evitar que a doença se espalhe. As visitas também servem para orientar os produtores, reforçando a importância de observar sinais da doença nas aves e avisar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial caso percebam algo suspeito. Quanto mais rápida a notificação, maior é a chance de evitar que a doença se espalhe”, declarou a chefe da DDA (Divisão de Defesa Sanitária Animal, do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal) da Seapi, Grazziane Rigon.
Medida de precaução
O Estado adotou o raio de 10 quilômetros baseado no Plano de Contingência do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) para focos em aves comerciais. Para aves silvestres não há determinação. “Estabelecemos a vigilância dentro desse raio como uma forma de precaução”, explicou Grazziane.
O governo também desenvolve ações de educação sanitária junto às autoridades do município e da região e nas lojas agropecuárias. Outra medida adotada foi a vistoria a granjas comerciais na área de abrangência da Supervisão Regional de Pelotas, para verificação das medidas de biosseguridade.
Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Seapi, por maio da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
O foco confirmado
A confirmação da foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) ocorreu na terça-feira (3), em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. O SVO-RS (Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul) atendeu a notificação de animais mortos ou doentes no dia 28 de fevereiro. Em seguida veio o envio das amostras coletadas para o LFDA-SP (Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas), unidade referência da OMSA (Organização Mundial da Saúde Animal), que confirmou a doença.
A Polícia Civil, por meio da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Mulher Segura 2026.
O objetivo da ação é interromper ciclos de violência doméstica e familiar contra a mulher no início de ano. Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão de armas de fogo e de prisão contra agressores, além de verificação de denúncias anônimas e promoção da conscientização da rede de apoio.
Estão sendo cumpridas 16 ordens judiciais e verificação de 20 denúncias anônimas em Porto Alegre, Gravataí, Alvorada e Viamão. A operação ocorre em âmbito nacional e faz parte de um conjunto de ações para reduzir os índices de violência doméstica contra mulheres e meninas em todo o país. A ação contou com mais de 60 policiais civis do DPGV e de vários departamentos da Polícia Civil gaúcha.
“A violência doméstica é crime e não será tolerada. Se você está em situação de risco ou conhece alguém que esteja, denuncie! Sua denúncia pode salvar vidas”, disse a Polícia Civil em comunicado.
O DDA (Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal), vinculado à Seapi (Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), detectou foco de gripe aviária no RS. O registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, ocorreu em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.
A Seapi explica que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do RS e do país como livre de IAAP (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade). Ou seja, não impacta o comércio de produtos avícolas.
“Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo”, enfatiza a Seapi.
O caso
O vírus infectou aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. O SVO-RS (Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul) atendeu a notificação de animais mortos ou doentes no dia 28 de fevereiro.
Em seguida, enviou as amostras coletadas para o LFDA-SP (Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas), unidade referência da OMSA (Organização Mundial da Saúde Animal), que confirmou a doença.
Medidas
O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. Servidores da Seapi, em parceria com as equipes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), realizam a vigilância na região. Além disso, também ocorrem ações de educação sanitária e conscientização.
“O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, disse o diretor do DDA, Fernando Groff.
Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.
Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.
A Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos realizou, nesta segunda-feira (9), de fevereiro, uma nova operação de fiscalização no Litoral Norte, nos municípios de Tramandaí e Imbé. Ao todo, a ação vistoriou cinco estabelecimentos: dois mercados em Tramandaí e dois mercados e um restaurante em Imbé.
As equipes constataram diversas irregularidades, resultando em interdições, autuações e apreensões de grandes quantidades de alimentos impróprios ao consumo.
Em Imbé, o restaurante localizado na Praia de Santa Terezinha foi interditado em razão das péssimas condições de higiene. No local, a fiscalização encontrou alimentos expostos no buffet em temperatura inadequada — entre eles a maionese, que representava alto risco de causar problemas gastrointestinais aos consumidores.
Já em Tramandaí, os dois mercados fiscalizados estavam sem alvará e foram autuados. Um deles teve a padaria e o depósito interditados, enquanto o outro teve a câmara fria fechada devido às más condições de higiene.
Quase duas toneladas de produtos impróprios
A operação resultou na apreensão de mais de uma tonelada de alimentos impróprios em Tramandaí e cerca de 800 quilos em Imbé. Entre os produtos recolhidos estavam carnes, itens de padaria, ovos, tortas, doces, amendoim, embutidos, pescados, pizzas congeladas e ainda unidades de álcool cuja venda é proibida em supermercados.
Em todos os estabelecimentos foram identificadas irregularidades como produtos sem procedência, mercadorias vencidas e alimentos mantidos em temperatura inadequada. Todo o material apreendido foi descartado.
Participaram da operação de fiscalização
Promotores de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho (Defesa do Consumidor de Porto Alegre), Mauro Rockenbach (Especializada Criminal de Porto Alegre) e Mari Oni Santos da Silva (Tramandaí);
Servidores do Gaeco/MP-RS (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado);
Representantes da Vigilância Sanitária Municipal de Tramandaí e de Imbé;
SES (Secretaria Estadual da Saúde);
Seapi (Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação);
Patram (Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM) e Decon (Delegacia do Consumidor).
Obras de recapeamento asfáltico. Crédito: Maria Ana Krack/PMPA
O Túnel da Conceição, em Porto Alegre, terá bloqueio de meia pista a partir desta quarta-feira (11) para a retirada do asfalto antigo e aplicação de uma nova camada no pavimento.
Os serviços estão previstos para durar cerca de uma semana e serão realizados diariamente das 9h às 17h. Durante esse período, o trânsito pode apresentar lentidão no trecho.
A orientação é que motoristas evitem a região nos horários da obra e busquem rotas alternativas enquanto o bloqueio estiver em vigor.