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Petróleo brent fecha estável e WTI recua com temores de escalada do conflito no Oriente Médio

30 de Abril de 2026, 16:53

O petróleo fechou sem direção única nesta quinta-feira, 30, enquanto investidores avaliam as negociações entre EUA e Irã e acompanham as tensões envolvendo os dois países e Israel no Oriente Médio. Durante a madrugada, porém, o Brent para entrega em junho chegou a disparar mais de 7%, para perto de US$ 126 por barril, nível não visto desde 2022.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em queda de 1,69% (US$ 1,81), a US$ 105,07 o barril.

Já o Brent para o mesmo mês fechou em leve queda (US$ 0,04), a US$ 110,40 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Investidores reagiram à informação do Axios de que o presidente dos EUA, Donald Trump, receberá nesta quinta um briefing do Comando Central americano (Centcom) sobre novos planos para uma possível ação militar no Irã.

Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta que o país pode “ser obrigado em breve a voltar a atuar no Irã”. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o Irã está seguindo a estratégia da Coreia do Norte para obter armas nucleares, construindo um “escudo” de mísseis.

No Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que o país protegerá seus programas nuclear e de mísseis. A posição foi endossada pelo presidente Masoud Pezeshkian, que classificou como “intolerável” a manutenção do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos ao país.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, alerta que apesar do petróleo ter subido com a guerra no Irã, os desdobramentos do conflito estão remodelando ativamente o cenário energético global, principalmente com a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep. “Quando a poeira baixar e as exportações forem retomadas, os Emirados Árabes Unidos terão liberdade para aumentar a produção fora das cotas do cartel”, afirma.

O embaixador do Brasil em Abu Dhabi, Sidney Romeiro, avalia que a saída dos Emirados Árabes da Opep já vinha sendo gestada, mas foi precipitada pela guerra e, principalmente, pela retaliação iraniana a alvos no país vizinho.

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Spotify lança selos de verificação para distinguir artistas reais de conteúdo gerado por IA

30 de Abril de 2026, 16:38

O Spotify implementou novos selos de verificação para artistas, que indicam que o perfil representa um artista real com conteúdo próprio, garantindo que cumpre os critérios de autenticidade e confiança da plataforma, em contraposição aos perfis gerados por inteligência artificial (IA).

A empresa continua apostando em recursos que ajudem os usuários a ter mais informações sobre os artistas e suas músicas, diante do aumento de perfis falsos, spam e conteúdo gerado por IA nas plataformas musicais, que prejudicam a experiência.

Nesse sentido, lançou os novos selos “Verificado pelo Spotify”, um distintivo que garante que o perfil do artista em questão foi revisado e cumpre os critérios de autenticidade da plataforma.

Assim, quando um artista estiver verificado, isso significará que se trata do perfil de um criador ou músico real, com uma presença identificável tanto dentro quanto fora da plataforma e com música ou conteúdo próprio. Isso também garante que o conteúdo em questão cumpre as normas do Spotify.

Portanto, os perfis que pareçam representar principalmente artistas gerados por IA ou personagens de IA “não poderão ser verificados”.

Conforme explicou em um comunicado em seu blog, para conceder esse selo, a empresa analisa perfis de artistas que apresentam atividade e participação constantes por parte dos ouvintes. Ou seja, perfis que os usuários procuram de forma ativa e intencional durante um período prolongado, e não apenas aqueles que apresentam picos pontuais de participação.

Da mesma forma, na análise, a empresa levará em consideração questões como datas de shows, produtos promocionais e contas de redes sociais vinculadas ao perfil, para determinar se se trata de uma pessoa real.

Para examinar cada conta do Spotify, a empresa combinará os padrões mencionados com a revisão e o julgamento humanos, com o objetivo de “identificar os verdadeiros artistas que atuam de boa-fé, em vez de descartar os falsos”.

No entanto, a empresa também esclareceu que, no panorama musical atual, o conceito de autenticidade do artista “é complexo e evolui rapidamente”; por isso, alertou que continuará aperfeiçoando essa abordagem para conceder os selos “ao longo do tempo”.

Esses novos selos, que consistem em um ícone de verificação verde claro acompanhado do texto “Verificado pelo Spotify”, aparecerão nos perfis dos artistas ao lado de seus nomes, bem como nas pesquisas.

Além disso, elas começarão a ser concedidas aos artistas de forma gradual ao longo do tempo, uma vez que a plataforma abrange “milhões de criadores de conteúdo e perfis de artistas”, e as revisões serão realizadas com “precisão e coerência”.

Apesar desse processo, o Spotify informou que, como parte do lançamento dos selos, 99% dos artistas que os ouvintes procuram ativamente já estão verificados, incluindo diversos gêneros e origens geográficas.

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Unimed vira o jogo após crise e aposta em governança para sustentar recuperação

27 de Abril de 2026, 22:30

Após um dos piores momentos da saúde suplementar, a Unimed CNU encerrou 2025 com uma virada expressiva nos resultados e no posicionamento no setor. A operadora saiu da última colocação em 2024 para o 11º lugar entre as empresas médico-hospitalares no ano seguinte.

Segundo o presidente Luiz Otávio de Andrade, a mudança não foi pontual. “Foi uma virada estrutural, partindo de decisões estratégicas, mudança profunda na governança e muita responsabilidade financeira”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC. Ele explicou que a companhia passou a adotar decisões mais colegiadas, com base em dados e maior transparência junto às mais de 320 cooperativas associadas.

Os reajustes de mensalidade fizeram parte do processo, mas não foram o principal motor da recuperação. Andrade afirmou que houve correção de preços diante de uma defasagem, mas destacou que os aumentos ficaram próximos da média do mercado. Em discurso indireto, o executivo ressaltou que o avanço veio principalmente de medidas internas, como renegociação com fornecedores, controle mais rígido de custos e redução de despesas administrativas.

O cenário pós-pandemia ainda pesa sobre o setor. “O pior já passou, felizmente”, disse o presidente, ao avaliar que as mudanças implementadas permitiram retomar o equilíbrio. Ele explicou que o aumento dos custos está ligado a fatores estruturais, como o envelhecimento da população, a maior incidência de doenças crônicas e a incorporação de novas tecnologias, que elevam o custo da assistência.

Sobre a regulação, Andrade defendeu a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Em sua avaliação, um mercado sem supervisão levaria a distorções, embora reconheça que há espaço para aprimoramentos.

Com presença em cerca de 92% do território nacional, a Unimed CNU combina capilaridade com desafios de padronização. O executivo afirmou que a diversidade regional exige adaptação dos serviços, mas também representa um diferencial competitivo.

Ao olhar para o futuro, Andrade destacou que a sustentabilidade da saúde suplementar exige mudanças mais amplas. “A resposta não é simples, mas começa por um profundo combate ao desperdício”, afirmou, citando estimativas de que até 40% dos gastos em saúde poderiam ser evitados com mais eficiência.

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BC da Venezuela e governo dos EUA fazem auditoria para mapear recursos externos venezuelanos

27 de Abril de 2026, 22:27

O presidente interino do Banco Central da Venezuela (BCV), Luis Alberto Pérez González, informou que o governo dos Estados Unidos contratou uma empresa de auditoria e o governo venezuelano contratou outra para identificar os recursos do país sul-americano no exterior.

A contratação de duas auditorias tem o objetivo de “garantir a tranquilidade e a imparcialidade de todos”, disse Pérez em reunião com representantes de bancos públicos e privados, da Associação Bancária Venezuelana, do Sudeban e do Vice-Ministério da Economia Digital, Bancos, Seguros e Valores Mobiliários, realizada na sexta-feira.

“Ter os recursos da República auditados por consultores externos nos dá tranquilidade. O país deve ter plena confiança de que os recursos estão sendo aplicados onde devem e chegando aonde devem chegar”, afirmou.

Pérez projetou ainda que o país deve ter um novo período de estabilidade cambial e queda da inflação.

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Combustíveis em alta impulsionam prévia da inflação e elevam incertezas sobre economia e mercados

27 de Abril de 2026, 22:06

A prévia da inflação oficial de março, medida pelo IPCA-15, deve mostrar nova aceleração em abril, com projeções próximas de 1% no mês. O indicador que será divulgado nesta terça-feira (28) reflete, sobretudo, a pressão de combustíveis, alimentos e fatores externos, como a volatilidade do petróleo e do câmbio, que seguem contaminando custos ao longo da cadeia e mantendo o índice sob tensão no curto prazo.

Para Leandro Manzoni, economista da InfoEconomics, o avanço da inflação será puxado principalmente por combustíveis e alimentos in natura. Ele afirma que, além desses itens, a inflação de serviços continua no radar, ainda que apresente alguma desaceleração recente, permanecendo acima do limite superior de tolerância da meta.

Já André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica Consultoria, destaca que os efeitos da guerra e a alta dos alimentos devem ter peso relevante na composição do índice. Segundo ele, embora os combustíveis tenham impacto direto, o grupo de alimentação tende a concentrar a pressão inflacionária, com sinais de aceleração mesmo diante de indicadores antecedentes mais moderados.

“Complementarmente, o aumento da defasagem do preço da gasolina no mercado doméstico, que segundo a Abicom chegou a 65% nesta semana, pode trazer mais perturbações inflacionárias à frente”, afirmou. 

Na avaliação de Ravell Nava, cofundador da BRL Educação, o cenário segue marcado por pressões externas, especialmente via petróleo e câmbio, com impacto rápido sobre combustíveis e custos logísticos. 

“Do ponto de vista macro, não vejo um cenário de descontrole, mas sim de pressão concentrada em itens mais sensíveis. O ponto-chave está na qualidade desse dado. Se essa inflação começar a contaminar serviços e núcleos, o sinal é de algo mais persistente, o que pode prolongar um ambiente de juros elevados”, diz o especialista.

Nava observa que os efeitos já são sentidos no ambiente corporativo, com compressão de margens e necessidade de maior eficiência operacional. Empresas mais estruturadas tendem a reagir melhor, enquanto negócios com menor previsibilidade enfrentam maior exposição. Do lado do consumo, a inflação em itens essenciais torna o cliente mais seletivo, elevando a sensibilidade a preços e exigindo estratégias mais precisas para sustentar a demanda.

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Pressão inflacionária e petróleo em alta levam Banco Central a endurecer discurso; mercado mantém aposta em corte de juros  

27 de Abril de 2026, 22:02

O ambiente externo segue instável, mas as previsões para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), marcada para a quarta-feira (29) estão relativamente estáveis. Os agentes de mercado ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, apontam que as previsões de corte de 0,25 ponto base devem se concretizar, ainda que a possibilidade de manutenção da Selic tenha crescido.

“As expectativas para a Super Quarta são de pouca novidade nos juros, mas muita atenção à sinalização futura”, afirma Paula Zogi, estrategista-chefe da Nomad. Segundo ela, o mercado vê um ligeiro aumento da incerteza na decisão do Copom diante das pressões inflacionárias ligadas ao cenário de guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

Ela avalia que o comunicado será decisivo para calibrar expectativas para o encontro do colegiado de junho, já que uma eventual retirada do sinal de cortes pode provocar reação negativa nos ativos de risco.

Nesse ambiente, o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, projeta que o Banco Central deve reduzir a Selic para 14,50% ao ano, mantendo um ritmo gradual de flexibilização. Ele afirma que o atual nível de juros ainda reflete o aperto monetário dos últimos anos, cujos efeitos começam a aparecer na atividade, garantindo margem de segurança à autoridade monetária.

“Ainda assim, o Comitê tende a adotar uma postura mais cautelosa no curto prazo. Essa abordagem considera as incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a inflação, especialmente por meio das commodities, além dos efeitos sobre as condições financeiras globais. A cautela busca reduzir o risco de deterioração das expectativas de inflação”, afirma o especialista.

Ele também avalia que o balanço de riscos pode indicar maior pressão inflacionária, com possível retirada do viés de queda associado às commodities, diante da recente alta do petróleo. Por outro lado, a taxa de câmbio próxima de R$ 5,00 ainda atua como fator de alívio parcial.

No cenário doméstico, os economistas apontam que o Copom deve reconhecer a moderação gradual da atividade, sem ignorar a resiliência do mercado de trabalho e uma leve retomada no início do ano. Os indicadores de inflação mostram piora recente, com núcleos ainda acima da meta e expectativas desancoradas no médio e longo prazo.

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Fazenda espera continuidade dos cortes na Selic mas não faz pressão sobre Copom, diz Durigan

27 de Abril de 2026, 21:15

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27), que a expectativa da equipe econômica é de continuidade no ciclo de cortes da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária. O colegiado vai se reunir entre terça (28) e quarta-feira (29) para decidir o rumo da Selic.

Durigan participou de uma reunião com banqueiros na parte da manhã para discutir o novo programa de renegociação de dívidas proposto pelo Governo Federal. Após o encontro, falou aos jornalistas.

Questionado sobre a possibilidade de a Fazenda ter solicitado ao Banco Central a manutenção da trajetória de queda dos juros, ele negou qualquer interferência.

“Eu não faço pedidos ao Copom. Eu acho que a gente tem que olhar que os dados têm vindo robustos na economia brasileira, com a inflação sob controle. A gente, inclusive nas medidas que estão sendo adotadas com muito rigor, seja no tempo, seja no volume do impacto da guerra principalmente nos combustíveis, tem gerado essa possibilidade de mitigar aumentos de preços no País. Então, a expectativa é que a gente siga tendo os cortes como anunciado, mas aqui não é um pedido para o Copom”, declarou.

Novo programa de renegociação

Na mesma coletiva, o chefe da pasta anunciou que a medida do governo Federal para reduzir o endividamento das famílias deve ser anunciada ainda nesta semana pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que o programa pode apresentar descontos de até 90% em dívidas do cartão de crédito, cheque-especial e crédito pessoal.

O ministro afirmou que se reuniu com os presidentes e CEOs de bancos públicos e privados nesta segunda-feira para, junto deles, acertar os detalhes da medida. Ele deve reunir as opiniões dos executivos no encontro e entregá-las a Lula ainda nesta segunda, antes de apresentar o programa final.

A ideia é reduzir os porcentuais cobrados pelos instrumentos mais caros e oferecer um novo financiamento destas dívidas. O programa deve apresentar medidas estruturantes, como o compromisso das instituições financeiras de oferecer crédito a taxas melhores e iniciativas de educação financeira, além de restrição às apostas.

Durigan afirmou que a proposta foi bem recebida pelos banqueiros. “Também com o compromisso dos bancos de ter boas práticas, seja na oferta de crédito futuro, de crédito novo às famílias, seja do ponto de vista de educação financeira”, avaliou.

O FGTS poderá ser usado para abater os débitos, com um saque limitado dentro do programa. “O programa vem em um momento de uma taxa de juros oficial. Na perspectiva de ter cortes, é importante que as famílias se aproveitem da redução”, disse Durigan.

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França investiga se manipulação de termômetro em aeroporto foi motivada em aposta no Polymarket

24 de Abril de 2026, 21:02

No início de abril, Ruben Hallali recebeu um alerta incomum em seu celular: a temperatura no Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Paris, capital da França, havia subido cerca de 3°C em segundos.

Hallali, diretor executivo da empresa de gestão de riscos climáticos Sereno, havia configurado notificações para oscilações climáticas extremas. Nove dias depois, aconteceu novamente.

“Foi um aumento isolado, em uma única estação, no início da noite”, disse Hallali, que acrescentou ter notado outra estranha coincidência em relação aos picos: o momento era perfeito para alguém lucrar inesperadamente no site de apostas Polymarket.

Ele não foi o único a perceber um problema. A Météo-France, o serviço meteorológico nacional do país, apresentou uma queixa na semana passada à polícia e ao Ministério Público, alegando ter evidências de que um sensor meteorológico no Charles de Gaulle, o maior aeroporto do país, pode ter sido adulterado.

As oscilações de temperatura, segundo especialistas, coincidiram com um período de atividade incomum no Polymarket, um dos principais mercados de previsão online. As apostas na temperatura máxima diária em Paris totalizaram quase US$ 1,4 milhão ( R$ 7 milhões) nos dois dias, com alguns apostadores recebendo milhares de reais em pagamentos, de acordo com dados da empresa.

Mercados de previsão como Polymarket e Kalshi permitem que os usuários apostem no resultado de praticamente qualquer coisa. Uma área cada vez mais popular é a de apostas meteorológicas, onde os especuladores podem fazer apostas em tempo real sobre leituras de temperatura, totais de chuva, número de furacões no Atlântico em um ano e muito mais.

À medida que as apostas aumentaram, também aumentou a tentação de adulterar os instrumentos usados para gerar leituras meteorológicas na esperança de manipular um resultado lucrativo. Especialistas alertam que isso pode ter efeitos colaterais perigosos, como a degradação das informações que sustentam a segurança das viagens aéreas.

Os dados de temperatura são usados em uma série de cálculos em aeroportos, ajudando a determinar a distância correta de decolagem, a taxa de subida e se as equipes precisam aplicar tratamento anticongelante nas aeronaves. É crucial para a segurança aeroportuária, disse Hallali.

“O incidente no Aeroporto Charles de Gaulle não é uma curiosidade isolada”, disse Hallali. “É o que acontece quando incentivos financeiros se deparam com uma infraestrutura de dados frágil.”

Em 6 de abril, a temperatura no Aeroporto Charles de Gaulle subiu de 18°C para 21°C às 19h, antes de cair lentamente ao longo da hora seguinte, de acordo com dados da Météo-France.

Em 15 de abril, a temperatura registrada subiu ainda mais acentuadamente, de 16°C às 21h para 22°C às 21h30, caindo novamente para 16°C meia hora depois.

Em ambos os casos, os picos definiram a temperatura máxima do dia, o indicador no qual se baseiam algumas apostas da Polymarket.

Laurent Becler, porta-voz da Météo-France, disse que o serviço contatou a polícia após notar as discrepâncias nos dados de temperatura. Ele se recusou a comentar mais sobre o caso, alegando que está sob investigação.

Hallali afirmou que, após o primeiro incidente, especialistas e comentaristas do fórum meteorológico francês Infoclimat começaram a buscar respostas. Teorias foram levantadas, incluindo a de erro do usuário. Mas, após o segundo pico, os comentaristas se concentraram nas apostas incomuns no Polymarket.

Os valores apostados em 6 e 15 de abril foram centenas de milhares de dólares maiores do que em dias típicos deste mês.

Não é a primeira vez que apostas estranhas em mercados de previsão levantam acusações de uso de informação privilegiada.

Na quinta-feira, um soldado das forças especiais do Exército dos EUA que ajudou na captura do presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, em janeiro, foi acusado de usar informações confidenciais para apostar em resultados relacionados à Venezuela, lucrando mais de US$ 400.000 (R$ 2 milhões) no Polymarket. No final do ano passado, outro usuário do site lucrou cerca de US$ 300.000 ( R$ 1,5 milhão) apostando em indultos de última hora do presidente Joe Biden antes de ele deixar o cargo.

O Polymarket não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Embora o site costumasse vincular algumas apostas às leituras de temperatura no aeroporto Charles de Gaulle, esta semana, após a Météo-France apresentar uma queixa, a plataforma passou a usar temperaturas registradas em outro aeroporto próximo à cidade, o Paris-Le Bourget, de acordo com apostas recentes no site.

Representantes do aeroporto Charles de Gaulle se recusaram a comentar, além de afirmar que o caso está sob investigação. A polícia aeroportuária também se recusou a comentar. O Ministério Público de Bobigny, responsável pelo caso, recusou-se a responder perguntas sobre a investigação, mas afirmou que nenhuma queixa foi apresentada contra a Polymarket.

Quanto à forma como os instrumentos poderiam ter sido adulterados, diversas teorias foram apresentadas online, incluindo o uso de um secador de cabelo ou um isqueiro. Hallali disse que a precisão do pico em 15 de abril sugeria o uso de um dispositivo de aquecimento portátil calibrado, embora tenha se recusado a especular sobre qual tipo.

“Os mercados estão se expandindo para todos os domínios onde um resultado pode ser observado, medido e liquidado”, disse ele. “À medida que esses mercados se multiplicam, também aumenta a área de superfície para manipulação.”

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Porta-voz iraniano confirma que Araghchi não vai se reunir com EUA no Paquistão

24 de Abril de 2026, 20:52

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou nesta sexta-feira (24) que os representantes do país não vão se reunir com os Estados Unidos neste fim de semana no Paquistão.

Em publicação na rede social X, Baghaei afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, vai se reunir com autoridades paquistanesas de alto nível para discutir o conflito com os EUA, mas que “não está previsto nenhum encontro entre o Irã e os EUA”. “As observações do Irã serão transmitidas ao Paquistão”, acrescentou.

A agência de notícias iraniana Tasnim afirmou, mais cedo, que a recusa dos representantes persas em se reunir com os Estados Unidos se devia às “exigências excessivas dos americanos nas negociações”, além do bloqueio naval ao Irã.

Ainda segundo a Tasnim, caso a situação prossiga, o Irã “não perderá tempo com negociações desgastantes e ineficazes”.

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Motta cria comissão para analisar PEC da redução da escala 6×1

24 de Abril de 2026, 20:44

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou nesta sexta-feira, 24, a criação de uma comissão especial para analisar a PEC 221/19, que propõe a redução da jornada de trabalho no Brasil. A proposta já teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, 22, etapa que verifica apenas a conformidade com a Constituição. A análise do conteúdo ficará a cargo do novo colegiado.

A comissão será formada por 37 titulares e o mesmo número de suplentes, com prazo de até 40 sessões para apresentar parecer. Os integrantes vão avaliar duas propostas. A primeira, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, com transição ao longo de dez anos. A segunda, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propõe uma semana de quatro dias de trabalho, também limitada a 36 horas.

Na prática, ambas as iniciativas eliminam o modelo de seis dias de trabalho seguidos por um de descanso. Caso avancem na comissão, ainda precisarão ser votadas no plenário da Câmara.

As propostas ganharam impulso com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que defende mudanças na jornada para melhorar a qualidade de vida. A admissibilidade foi aprovada por unanimidade em votação simbólica.

Para aprovação final, a PEC precisa do apoio de três quintos dos deputados, o equivalente a 308 votos, em dois turnos.

Paralelamente, o governo federal encaminhou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei com urgência constitucional que também propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Nesse caso, o texto deve ser votado em até 45 dias, sob risco de travar a pauta do plenário.

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Ministro da Fazenda avalia uso de FGTS para renegociação de dívidas das famílias e empresas

7 de Abril de 2026, 17:56

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não dar continuidade aos trabalhos da CPI do Crime Organizado. A decisão, informada pelo relator da comissão, Alessandro Vieira, segue o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada nesta terça-feira, 7, durante o início da sessão plenária da Casa.

Vieira criticou a decisão de Alcolumbre e reafirmou as intenções do colegiado. “Entendo a decisão de vossa excelência como um desserviço para o Brasil”, afirmou. A decisão foi comunicada ao emedebista em uma reunião na residência oficial do Senado, pouco antes da sessão plenária da Casa.

O senador lembrou que a comissão era responsável por investigar a infiltração de facções e do narcotráfico na política institucional, em particular no governo estadual do Rio de Janeiro, e também do caso Master. “Nós temos, ao mesmo tempo, criminalidade violenta ocupando cada vez mais o território brasileiro. Expulsando, dominando e constrangendo brasileiros. E temos, aqui, nos escritórios e gabinetes daqui de Brasília e na Faria Lima a infiltração pela corrupção”, disse

Mais cedo, o senador defendeu a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. Segundo ele, a comissão ainda analisaria um grande volume de dados obtidos por quebras de sigilo e informações de diferentes órgãos.

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Presidente do Senado não prorroga CPI do Crime Organizado, diz relator

7 de Abril de 2026, 17:32

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não dar continuidade aos trabalhos da CPI do Crime Organizado. A decisão, informada pelo relator da comissão, Alessandro Vieira (MDB-SE), segue o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada nesta terça-feira, 7, durante o início da sessão plenária da Casa.

Vieira criticou a decisão de Alcolumbre e reafirmou as intenções do colegiado. “Entendo a decisão de vossa excelência como um desserviço para o Brasil”, afirmou. A decisão foi comunicada ao emedebista em uma reunião na residência oficial do Senado, pouco antes da sessão plenária da Casa.

O senador lembrou que a comissão era responsável por investigar a infiltração de facções e do narcotráfico na política institucional, em particular no governo estadual do Rio de Janeiro, e também do caso Master. “Nós temos, ao mesmo tempo, criminalidade violenta ocupando cada vez mais o território brasileiro. Expulsando, dominando e constrangendo brasileiros. E temos, aqui, nos escritórios e gabinetes daqui de Brasília e na Faria Lima a infiltração pela corrupção”, disse

Mais cedo, o senador defendeu a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. Segundo ele, a comissão ainda analisaria um grande volume de dados obtidos por quebras de sigilo e informações de diferentes órgãos.

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