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Ibovespa recua aos 180 mil pontos com IPCA e queda da Petrobras (PETR4); dólar fecha a R$ 4,89

12 de Maio de 2026, 17:27

O Ibovespa (IBOV) encerrou a terça-feira (12) em queda, pela segunda sessão consecutiva, após os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos

Os investidores acompanharam ainda o recuo da Petrobras após o balanço do primeiro trimestre de 2026 e a continuidade na escalada de tensões entre Irã e EUA.

Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,8954, com ligeira alta de 0,08%.

Por aqui, o mercado acompanhou os dados da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi a maior para o mês desde 2022.

O IPCA registrou alta de 0,67%, o que representa desaceleração após avanço de 0,88% em março. O resultado veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% em março para 4,39% em abril, ficando próximo do teto da meta inflacionária de 4,5% do Banco Central (BC).

Na avaliação da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, as medidas do governo – como subsídios e redução de impostos – devem mitigar parte dos efeitos da alta do petróleo sobre a inflação brasileira no curto prazo. Ainda assim, ela afirma que combustíveis e alimentos já podem estar sendo impactados pelo conflito no Oriente Médio.

Além disso, “o mercado de trabalho aquecido junto com a perspectiva de desvalorização do real deve fazer com que os preços voltem a acelerar no segundo semestre”, diz Moreno. A projeção do C6 para o IPCA  de 2026 é de 4,8%, acima do intervalo de tolerância da meta, de 4,5%.

Altas e quedas do Ibovespa

No sentido contrário da véspera, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou após o balanço do primeiro trimestre e os dividendos virem abaixo do esperado pelo mercado, contrariando a alta do petróleo. PETR4 tombou 1,62% (R$ 45,68), enquanto PETR3 caiu 0,85% (R$ 50,38).

Segundo o time do Itaú BBA, liderado por Monique Martins Greco, o avanço do Brent ao longo de março “não foi totalmente refletido no trimestre”, já que existe uma defasagem entre o embarque do petróleo e o reconhecimento da receita na transferência de propriedade das cargas exportadas.

“Embora a frustração possa gerar pressão de curto prazo, a combinação de preços mais altos do petróleo e a realização das exportações em trânsito deve reverter esse efeito temporário, preparando um segundo trimestre mais forte”, escreveram os analistas.

Por outro lado, Vale (VALE3) conseguiu se recuperar no fim do pregão e subiu 0,37% (R$ 83,76), destoando da queda de 0,98% do minério de ferro, cotado a 812,5 yuans (US$ 119,57) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China. O avanço ocorreu após a mineradora divulgar suas projeções para 2026 e 2027.

Para o Safra, os números são positivos uma vez que o aumento na sensbilidade do fluxo de caixa livre das Soluções de Minério de Ferro não estava no cenário base do banco.

Adicionalmente, o banco avalia que isso ajuda a aliviar as preocupações do mercado em relação à perda de rentabilidade decorrente dos custos de caixa e do frete desde o início do conflito, algo que aparentemente pressionou as ações após o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Natura (NATU3), que recuou 5,62%, a R$ 9,91, após o resultado do 1T26 ser considerado fraco pelos analistas do mercado.

Já a ponta positiva foi liderada pela Braskem (BRKM5), que disparou 29,02%, a R$ 11,87, depois de o JP Morgan realizar dupla elevação do papel. A recomendação passou de neutro para compra e o banco também subiu o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15, com potencial de valorização de 63% ante o fechamento anterior (11).

Segundo o JP, a elevação do papel reflete a melhora nos fundamentos de mercado, oferta mais restrita e fortalecimento da governança após a reestruturação.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com a inflação pressionada, alta dos preços do petróleo e queda das ações de tecnologia.

No front econômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA aumentou 0,6% em abril, depois de ter subido 0,9% em março, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março, o que reforçou ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve deve deixar a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada por algum tempo.

Diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei disse nesta terça-feira que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza, um nível considerado grau de armamento, se o Irã for atacado novamente.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,11%, aos 49.760,56 pontos;
  • S&P 500: -0,16%, aos 7.400,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em forte queda com a tensão geopolítica e crise política no Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,01%, aos 606,63 pontos.

Na Ásia, os principais índices encerram majoritariamente negativos. O índice de Nikkei, do Japão, encerrou com avanço de 0,52%, 62.742,57 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,22%, aos 26.347,91 pontos.

Wall Street fecha sem direção única; Nasdaq e S&P 500 batem novos recordes

24 de Abril de 2026, 17:16

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta sexta-feira (24) à espera das negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. Mesmo assim, o Nasdaq e o S&P 500 bateram novos recordes, impulsionados pelas ações de tecnologia.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,16%, aos 49.229,48 pontos;
  • S&P 500: +0,80%, aos 7.165,08 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +1,63%, aos 24.836,59 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na semana, os números também são mistos: o Dow Jones recuou 0,4%, enquanto S&P 500 subiu cerca de 0,6% e Nasdaq avançou 1,5%.

No fechamento, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, operava em queda de 3,57%, aos 18,62 pontos – o que é considerado como um “ambiente normal” no mercado.

Wall Street acompanha balanços e guerra

Os investidores acompanharam os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, com sinais de nova rodada de negociações neste fim de semana, e os balanços corporativos.

Durante a tarde, a Casa Branca anunciou a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã trouxe certo alívio para os mercados. A operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou, segundo dois funcionários paquistaneses, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viaja para o Paquistão para negociações neste final de semana e deve chegar ainda nesta sexta-feira.

À Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã planeja fazer uma oferta para atender às exigências norte-americanas, em meio à expectativa de retomada das negociações no Paquistão.

“Eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver o que acontece”, disse Trump durante entrevista por telefone, acrescentando desconhecer qual seria a oferta.

O presidente dos EUA afirmou ainda “não querer dizer” quais são os interlocutores dos EUA nas negociações, mas que estão “lidando com pessoas que estão no comando agora”.

Apesar dos acenos diplomáticos, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra o Irã, incluindo o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.

Em publicação no X, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “continuará a degradar sistematicamente a capacidade de Teerã de gerar, movimentar e repatriar recursos”.

O S&P 500 subiu impulsionado pela disparada de 23% das ações da Intel, após balanço trimestral melhor do que o esperado pelo mercado.

Dados econômicos

No front econômico, a confiança do consumidor dos EUA caiu em abril para o menor nível da série, conforme a guerra com o Irã alimentou temores de inflação, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira.

A Pesquisa do Consumidor da Universidade de Michigan mostrou que seu Índice de Opinião do Consumidor caiu para uma leitura final de 49,8 neste mês, nível mais baixo já registrado para o dado mensal fechado.

Os economistas consultados pela Reuters haviam previsto o índice em 48,0. Ele estava em 53,3 em março.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

Day trade: Compre Rumo (RAIL3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,43% hoje (20), segundo a Ágora

20 de Março de 2026, 09:23

A Rumo (RAIL3é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta sexta-feira (20).

As ações da empresa fecharam a sessão da última quinta-feira (19) cotadas a R$ 16,19. O potencial de ganho é de 1,42% e o stop sugerido é de R$ 16,10.

COMPRA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop %
Cyrela CYRE3 27,18 27,56 1,40% 26,98 -0,74%
Rumo RAIL3 16,23 16,46 1,42% 16,10 -0,80%
Copasa CSMG3 55,47 56,26 1,42% 55,03 -0,79%

Já a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,43%. O stop sugerido é em R$ 17,57.

VENDA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop (%)
Brava Energia BRAV3 17,43 17,18 1,43% 17,57 -0,80%
Suzano SUZB3 51,00 50,28 1,41% 51,41 -0,80%
Intelbras INTB3 14,33 14,13 1,40% 14,44 -0,77%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

Petrobras (PETR3;PETR4), Gerdau (GGBR3;GGBR4) e mais 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

15 de Março de 2026, 13:00

Quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 16 a 20 de março. 

Na segunda-feira (16), a Unifique realiza pagamento de dividendos de R$ 0,078 para a ação ordinária (FIQE3), com 29 de dezembro de 2025 como data de corte. 

Já na quarta-feira (18), a Gerdau paga dividendos de R$ 0,1oo, tanto para a ação ordinária (GGBR3) quanto para a preferencial (GGBR4), com base nos acionistas de 10 de março de 2026.  

Na quinta-feira (19), a Metalúrgica Gerdau paga dividendos de R$ 0,050 para a ação ordinária (GOAU3) a para a preferencial (GOAU4), tendo também 10 de março de 2026 como data de corte.

E na sexta-feira (20), uma empresa faz pagamentos.  

  • Petrobras: dividendos de R$ 0,296 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), com base na posição de 22 de dezembro de 2025. 
  • Petrobras: JCP de R$ 0,175 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), considerando os acionistas de 22 de dezembro de 2025.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
Unifique FIQE3 Dividendo R$ 0,078 16/03/26 29/12/25
Gerdau GGBR3 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Gerdau GGBR4 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Metalúrgica Gerdau GOAU3 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/26
Metarlúrgica Gerdau GOAU4 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/25
Petrobras PETR3 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR3 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

Wall Street fecha em queda com petróleo acima dos US$ 100; S&P 500 atinge nova mínima do ano

13 de Março de 2026, 17:24

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta sexta-feira (13) em queda, diante da alta do petróleo acima dos US$ 100. Os dados de inflação e mercado de trabalho ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

O S&P 500 atingiu uma nova mínima para 2026 no pregão de hoje e, na semana, acumulou queda de 1,6%. Com isso, o índice iniciou a primeira sequência de três semanas de perdas em cerca de um ano.

O Dow Jones caiu cerca de 2%, enquanto o Nasdaq recuou 1,3% no acumulado.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã, em seu 14º dia de combates, não mostrou sinais de arrefecimento. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe à ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Os Estados Unidos ainda emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar, na esperança de aliviar os preços do petróleo e do gás impulsionados pela guerra que EUA e Israel estão travando contra o Irã.

Apesar disso, os contratos mais líquidos do petróleo Brent para maio fecharam com avanço de 2,67%, a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, a commodity acumulou alta de 11,27%.

Em segundo plano, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês) registrou alta de 0,3% na passagem de dezembro para janeiro, ligeiramente abaixo do consenso do mercado, segundo a FactSet, de avanço de 0,4%.

A métrica é a mais utilizada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ao olhar para a inflação.

Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4%. No comparativo anual, o índice subiu 2,8% e o núcleo 3,1% — ambos acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.

Além disso, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos aumentaram em 396.000 em janeiro, a 6,946 mihões no último dia de janeiro.

As contratações, em contrapartida, foram fracas, o que é consistente com um mercado de trabalho estável.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, as apostas para a retomada no corte de juros pelo Fed migraram para outubro, após os dados do PCE e do Jolts divulgados nesta manhã. Antes, o mercado via chance maior de reduções nos juros em dezembro.

*Com informações de Reuters e CNBC

Brent fecha acima dos US$ 100 pelo 2º dia consecutivo; petróleo dispara mais de 11% na semana

13 de Março de 2026, 16:35

Os preços do petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira (13) em alta, com a perspectiva de prolongamento do conflito no Oriente Médio no radar do mercado. Pelo segundo dia consecutivo, o Brent fechou acima dos US$ 100.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para maio fecharam com avanço de 2,67%, a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para abril, subiram 3,11%, a US$ 98,71 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Na semana, o Brent acumulou alta de 11,27%, enquanto o WTI subiu 8,59%.

Atenções voltadas ao Oriente Médio

O conflito no Irã, em seu 14º dia de combates, segue sem sinais de um cessar-fogo próximo.

Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe a ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu ainda que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Após as falas do presidente dos EUA, os contratos futuros do petróleo Brent voltaram a operar acima dos US$ 100.

Na tentativa de aliviar os preços do petróleo e do gás, pressionados pela guerra com o Irã, os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar.

Além disso, Trump considera flexibilizar as regras da lei marítima Jones Act, que exigem que navios americanos transportem mercadorias entre portos domésticos, incluindo petróleo e gás, em um esforço para reduzir custos.

As medidas, no entanto, parecem não ter acalmado os ânimos dos mercados. Segundo a Capital Economics, os investidores veem um risco elevado de que os preços do petróleo sigam altos.

Hoje, o posicionamento dos investidores no mercado de opções aponta probabilidade de 20% de os preços da commodity atingirem ou ultrapassarem os US$ 100 o barril daqui a três meses, afirma.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

Petróleo tomba 11% com expectativa de conflito de curta duração

10 de Março de 2026, 16:52

Após três sessões consecutivas de forte alta, o petróleo fechou em queda de 11% nesta terça-feira (10), diante das expectativas de um conflito de curta duração pelo mercado.

Na segunda-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que a guerra deve encerrar em breve e que o plano dos EUA está adiantado em relação ao cronograma inicial de quatro a cinco semanas de conflito.

O Brent para maio recuou 11,2%, a US$ 87,80 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Já o West Texas Intermediate (WTI) para abri caiu 11,9%, a US$ 83,45 o barril.

Em reunião hoje, os ministros de Energia do G7 não chegaram a um consenso quanto à liberação das reservas estratégicas de petróleo e, em vez disso, pediram à Agência Internacional de Energia (AIE) que avalie a situação antes de agir.

A AIE disse estar convocando uma reunião extraordinária de seus países membros nesta terça-feira.

Os integrantes devem “avaliar a segurança atual do fornecimento e as condições do mercado para orientar uma decisão subsequente sobre disponibilizar ou não os estoques de emergência dos países da AIE para o mercado”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

O petróleo chegou a aprofundar as quedas após as falas de Birol, diante da expectativa de que a entidade discuta a liberação de petróleo com países que integram a AIE.

Na avaliação do Scotiabank, a bola da vez para acabar com a guerra está nas mãos de Trump, visto que a negociação diplomática seria uma forma de finalizar o conflito e potencialmente estabilizar os mercados de energia.

O banco aponta ainda que, ao considerar a infraestrutura energética do Golfo, que não sofreu danos graves, é esperada uma rápida moderação nos preços da commodity.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

JHSF (JHSF3), Banco do Brasil (BBAS3) e mais 3 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

8 de Março de 2026, 13:00

Cinco companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 9 a 13 de março. 

Na segunda-feira (9), a JHSF realiza pagamento de dividendos de R$ 0,069 para a ação ordinária (JHSF3), com 27 de fevereiro como data de corte. 

A Camil também paga dividendos de R$ 0,073 para a ação ordinária (CAML3) no mesmo dia, com base nos acionistas de 2 de fevereiro de 2026.  

Na quarta-feira (11), o Banco do Brasil paga juros sobre capital próprio de R$ 0,070 para a ação ordinária (BBAS3), tendo 2 de março de 2026 como data de corte.

Já na sexta-feira (13), duas empresas fazem pagamentos.  

  • Inter&Co: dividendo de R$ 0,595 para a INBR32, com base na posição de 22 de fevereiro de 2026. 
  • Bradespar: dividendos de R$ 0,191 por ação ordinária (BRAP3) e de R$ 0,210 por preferencial (BRAP4), com base nos acionistas de 18 de dezembro de 2025. Também serão pagos JCP de R$ 0,614 para BRAP3 e de R$ 0,675 para BRAP4, considerando a mesma data de corte.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
JHSF Participações JHSF Dividendo R$ 0,069 09/03/26 27/02/26
Camil Alimentos CAML3 Dividendo R$ 0,073 09/03/26 02/02/26
Banco do Brasil BBAS3 JCP R$ 0,070 11/03/26 02/03/26
Inter&Co INBR32 Dividendo R$ 0,595 13/03/26 22/02/26
Bradespar BRAP3 JCP R$ 0,614 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 JCP R$ 0,675 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP3 Dividendo R$ 0,191 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 Dividendo R$ 0,210 13/03/26 18/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

Bitcoin (BTC) recua e perde US$ 68 mil com renovação de ameaças de Trump ao Irã

7 de Março de 2026, 11:01

O Bitcoin (BTC) opera em leve queda na manhã deste sábado (7) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovar as ameaças ao Irã, apesar do anúncio da suspensão de ataques iraniano contra países vizinhos, exceto se facilitarem ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

O ativo, que operava acima dos US$ 68.000, perdeu força ao longo da manhã, diante dos sinais de incerteza quanto à continuidade do conflito no Oriente Médio. Trump disse que o Irã será “duramente atacado hoje”.

Segundo o presidente dos EUA, “áreas e grupos de pessoas” no Irã estão “sob séria consideração para destruição completa e morte certa”, citando o que ele chamou de “mau comportamento do Irã”.

Por volta das 10h40 (horário de Brasília), a criptomoeda caía 0,11%, a US$ 67,985.71. Na mínima, o ativo chegou a operar a US$ 67,440,80.

Em momentos de choque geopolítico, os investidores tendem a procurar ativos seguros e reduzir a exposição aos considerados mais voláteis, como as criptomoedas.

Na véspera, os investidores ainda digeriam o payroll mais fraco de fevereiro, que apontou para a destruição líquida de 92.ooo postos de emprego, diante de uma expectativa de criação de 55.000 vagas, segundo o Projeções Broadcast.

Os dados mais fracos do mercado de trabalho trouxeram dúvidas quanto à robustez da economia em um contexto de preços elevados, o que ressuscitou o fantasma da estagflação nos EUA.

Irã anuncia suspensão de ataques a países vizinhos; Trump renova ameaças por “mau comportamento do Irã”

7 de Março de 2026, 09:57

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse neste sábado (7) que o conselho de liderança temporário aprovou a suspensão de ataques contra países vizinhos, exceto se esses países facilitarem ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O anúncio ocorreu enquanto o Irã continuava atacando a região, como resposta às ações dos Estados Unidos e de Israel, informou a Reuters.

O assessor Moghadam Far da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o Irã não recuará diante dos Estados Unidos ou de Israel.

“Os países que não permitiram que seus territórios ou instalações fossem usados ​​pelos Estados Unidos ou pelo regime sionista não foram e não serão alvos”, disse Far em um comunicado.

“Todas as bases que foram usadas como pontos de partida para ataques contra o Irã foram atingidas”, acrescentou.

Nesta manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em publicação na rede Truth Social que “áreas e grupos de pessoas” no Irã estão “sob séria consideração para destruição completa e morte certa”, citando o que ele chamou de “mau comportamento do Irã”.

Trump também respondeu ao anúncio de Pezeshkian e disse que o Irã “pediu desculpas e se rendeu” aos seus vizinhos, acrescentando: “essa promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos EUA e de Israel. Eles queriam dominar e governar o Oriente Médio.”

Além disso, o presidente norte-americano escreveu que “O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO”, destacando que esse cenário seguirá por muitas décadas até que se renda ou entre em “colapso total”.

*Com informações de Reuters e CNBC

Tombo do Ibovespa, conflito no Irã e dividendos da Petrobras (PETR4): o que bombou na semana

7 de Março de 2026, 09:28

O derretimento de 5% do Ibovespa na semana com a aversão a risco, diante do conflito no Oriente Médio, e o anúncio do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 8,1 bilhões pela Petrobras (PETR4) foram o centro das atenções entre os leitores.

Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, estão também a ação que pode ser beneficiada pelo conflito no Irã, segundo o BTG Pactual, e a data de divulgação das regras para o Imposto de Renda (IR) de 2026. Confira o que mais ganhou destaque nos últimos dias:

Ibovespa tomba 5% na semana

Diante do sentimento de aversão a risco, com a escalada de tensão no conflito dos Estados Unidos e Israel com o Irã, o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, caiu 5% nesta semana.

Um dos destaques positivos na bolsa, porém, foi a Petrobras (PETR4), com as ações ordinárias e preferenciais fechando em alta de 5% nesta sexta-feira (6), entre as maiores altas do índice, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

Petrobras (PETR4) paga R$ 8,1 bilhões de JCP

Na quinta-feira (5), a Petrobras (PETR4) informou que seu conselho de administração aprovou o encaminhamento à assembleia de acionistas da proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em remuneração aos acionistas, referentes ao quarto trimestre de 2025.

A proposta será analisada na Assembleia Geral Ordinária (AGO) marcada para 16 de abril de 2026.

Caso a proposta seja aprovada, os proventos serão pagos em duas parcelas, ambas na forma de juros sobre capital próprio: R$ 0,31311454 por ação em 20 de maio de 2026; R$ 0,31311454 por ação em 22 de junho de 2026.

Disparada do Brent pode beneficiar uma ação, segundo o BTG

Na semana, o petróleo Brent acumulou alta de 27%, superando os US$ 90 com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo bruto.

Nesse contexto, o BTG Pactual, recomenda a compra e preço-alvo de R$ 56 para a Prio (PRIO3), considerada a principal escolha do banco no setor. Segundo os analistas, apesar das discussões recentes sobre o grau de captura da alta do petróleo pela companhia, o papel tende a acompanhar o movimento do Brent.

O resultado do quarto trimestre de 2025 e o início da produção em Wahoo reforçam a tese, que ganha ainda mais força com preços mais elevados da commodity — ao menos nos mercados futuros.

Receita Federal anuncia regras em 16 de março

Receita Federal comunicou que a divulgação das normas para a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda 2026 ocorrerá no dia 16 de março, às 10 horas, durante coletiva de imprensa.

O anúncio, que habitualmente acontece na primeira quinzena do mês, foi postergado para o início da segunda quinzena, o que deve resultar em um período menor para o envio do documento pelos contribuintes em comparação a anos anteriores.

Como o dia 15 de março cai em um domingo e a divulgação das regras está agendada para o dia 16 (segunda-feira), a expectativa é que o início das transmissões das declarações ocorra apenas a partir do dia 17 de março.

O encerramento do prazo de entrega está previsto para o dia 29 de maio, uma vez que os dias 30 e 31 de maio coincidem com o final de semana,. Essa configuração resultará em menos tempo para preencher e transmitir a declaração do que o registrado em 2025.

XP aumenta projeção do Ibovespa

XP Investimentos revisou o preço-alvo do Ibovespa para 196 mil pontos, aumentando a projeção anterior de 190 mil, ao levar em conta o início do ciclo de cortes de juros e revisões positivas de preço-alvo de ações pelos analistas.

Durante o mês de fevereiro, o fluxo de capital estrangeiro para fora dos Estados Unidos se manteve. Além das tensões geopolíticas que envolveram o presidente dos EUA, Donald Trump, a insegurança sobre uma bolha de IA criou um cenário favorável aos mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Ao longo do mês o Ibovespa atingiu máximas históricas, com um forte rali, que a XP acredita que pode “persistir no curto prazo”. Ainda assim, os analistas ressaltam a possibilidade de que os investidores migrem para um “trade de convergência, buscando nomes e setores que ficaram para trás”.

Ibovespa abre em queda de olho no conflito no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (5)

5 de Março de 2026, 10:30

A incerteza quanto à duração no conflito no Irã deve seguir como ponto focal dos mercados internacionais, influenciando o Ibovespa (IBOV), que começa o dia em queda.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,44%, aos 184.551,33 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,2455 (+0,51%).

O DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, voltou a subir aos 98,924 pontos.

Radar do Mercado: 

Day trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (5)

1 – Conflito no Oriente Médio

Apesar de na véspera o New York Times ter noticiado o contato entre agentes do Ministério da Inteligência do Irã e a CIA para negociações sobre um possível fim da guerra no Oriente Médio na quarta-feira (4), a tensão deu uma nova escalada nesta manhã.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio estava em chamas. A Guarda disse, em comunicado divulgado pela mídia estatal, que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz estaria sob o controle da República Islâmica.

As defesas aéreas da Otan destruíram um míssil balístico iraniano disparado contra a Turquia na quarta-feira, disse a Turquia, marcando a primeira vez que o membro da aliança que faz fronteira com a Ásia foi envolvido no conflito do Oriente Médio e aumentando a possibilidade de uma grande expansão envolvendo seus aliados do bloco.

O Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, no entanto, negou hoje ter disparado mísseis contra a Turquia, afirmando que a República Islâmica respeita a soberania da “amiga” Turquia, de acordo com um comunicado divulgado pela mídia iraniana.

Ainda nesta manhã, Israel lançou uma grande onda de ataques contra Teerã, visando atingir infraestrutura pertencente às autoridades iranianas, depois que mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correr para abrigos antiaéreos.

Autoridades em Washington estão céticas quanto à possibilidade de o Irã ou o governo de Donald Trump estarem realmente dispostos a uma “saída”, pelo menos no curto prazo.

2 – Petróleo em alta

Os preços do petróleo sobem nesta quinta-feira, prolongando um rali, uma vez que a escalada da guerra entre os EUA e Israel com o Irã interrompeu o abastecimento e o transporte, levando alguns dos principais produtores a reduzir a produção.

O petróleo Brent subia 2,05%, para US$83,07 por barril às 10h25 (horário de Brasília), a quinta sessão de ganhos. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiu 2,89%, para US$ 76,82.

Duas refinarias de petróleo na China e na Índia fecharam suas unidades de petróleo bruto após a interrupção no abastecimento, já que ambos os países dependem das importações de petróleo bruto do Oriente Médio.

Como resultado da perspectiva de menor oferta nos mercados de combustíveis, os futuros do diesel europeu atingiram seu nível mais alto desde outubro de 2022, a US$ 1.130.

3 – Taxa de desemprego estável

taxa de desemprego brasileira ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre móvel de agosto a outubro de 2025, quando também havia marcado 5,4%.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, a população desocupada somou 5,9 milhões de pessoas.

Já na comparação anual, houve recuo de 1,1 ponto percentual, frente aos 6,5% registrados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, sendo 1,2 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho.

Já a população ocupada alcançou 102,7 milhões, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e registrando alta de 1,7% em um ano, com a criação de 1,7 milhão de ocupações.

nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas dentro da população em idade de trabalhar, ficou em 58,7%, praticamente estável no trimestre e 0,5 ponto percentual acima do observado um ano antes.

4 – Caso Banco Master

Novos desdobramentos do caso Banco Master vieram à tona ontem na terceira fase da Operação Compliance Zero. Pela manhã, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso, com suspeito de comandar uma estrutura privada de vigilância e coerção, denominada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos da instituição financeira.

Ontem, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas e ao monitoramento de pessoas, que incluía agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, se suicidou na prisão e entrou em protocolo de morte cerebral.

A Polícia Federal encontrou no telefone de Vorcaro diálogos com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ordens do empresário para pagamento a uma pessoa de nome “Ciro”. Por ora, não há uma investigação formal instaurada contra o senador.

5 – Pesquisa Datafolha

Hoje, os investidores também devem acompanhar com atenção a primeira pesquisa Datafolha do ano voltada às eleições de 2026, com cenários da disputa à presidência e aos governo estaduais.

O levantamento trará o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, contra o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas, para o cargo do Executivo estadual.

*Com informações de Reuters

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