Leilão de 700 MHz ocorreu em 04/05 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu o aval definitivo para concluir o novo leilão de faixas de 700 MHz, realizado há dez dias. Diversas organizações tentavam invalidar o resultado, mas um magistrado da 5ª Turma do TRF-1 negou o pedido e permitiu tanto a homologação quanto a assinatura das outorgas.
A Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) havia entrado com um pedido no judiciário para impedir “atos de adjudicação, homologação e assinatura dos Termos”. Nela, estão as prestadoras Claro, TIM e Vivo.
Layout da banda 28 do 3GPP no Brasil, incluindo o espectro licitado no dia 4 (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Mais uma derrota para o trio nacional
Espectro de Unifique e Consórcio Amazônia 5G são parte da controvérsia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Não é a primeira vez que o leilão é questionado. A TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) e a Acel já haviam apresentado recursos ao Conselho Diretor da Anatel e depois ingressaram no Judiciário, tanto que o leilão, marcado originalmente para 30/4, acabou sendo adiado.
Outro ponto de controvérsia são as transferências de licenças de 3,5 GHz. A Ligga (que adquiriu espectro no PR) pretende transmitir as faixas para a Unifique, enquanto a Sercomtel (que adquiriu licença para o estado de São Paulo e Região Norte) pretende transferi-las ao Consórcio Amazônia 5G.
A cláusula 7.1 do edital de 2021 que proíbe a transferência caso as obrigações de cobertura não estejam cumpridas integralmente. A Anatel aprovou os movimentos, mas a Acel defende a tese de que ainda falta concluir certos compromissos que ainda estão por vencer. Os prazos começam a expirar neste ano e vão até o fim de 2029.
Uma das associadas da Acel é a Sercomtel, empresa do fundo Bordeaux (de Nelson Tanure, investigado no caso do Banco Master), que vendeu seu espectro para a Unifique e o Consórcio Amazônia 5G. Ela será prejudicada caso a Acel tenha êxito.
Como o próprio juiz do caso destaca, o atraso nas assinaturas causaria atraso na expansão da cobertura móvel, principalmente em localidades remotas e rodovias, que são alvos dos compromissos de cobertura.
Leilão de 700 MHz ocorrerá em 4 de maio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Agência Nacional de Telecomunicações remarcou o leilão da faixa de 700 MHz para a próxima segunda-feira (04/05), depois que uma ação na Justiça impediu o certame, inicialmente marcado para ontem (30/04). Isso não muda a dinâmica do evento, que irá licitar faixas de espectro para que prestadoras operem a rede de telefonia.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região derrubou uma liminar impetrada pela Telcomp, entidade que representa mais de 70 empresas do setor. A Justiça atendeu a um pedido da Unifique, que argumentou que a modelagem do leilão está alinhada com as diretrizes de política pública estabelecidas pelo Ministério das Comunicações.
Conforme explicamos numa reportagem especial, o formato do leilão privilegia as operadoras regionais. Elas terão mais oportunidade de arrematar as novas faixas de frequência. Caso isso não aconteça, as empresas de porte nacional, como Claro, TIM e Vivo, também poderão comprar mais espectro.
A expectativa é de que faixas licitadas na próxima segunda – caso não tenhamos novas surpresas – sejam usadas primeiro para reforçar o sinal do 4G. No futuro, porém, é possível que também sejam usadas na transmissão do 5G.
As empresas vencedoras do leilão deverão cumprir uma série de obrigações relacionadas à cobertura nas rodovias e em localidades de difícil acesso.
De acordo com a Anatel, a sessão pública terá início às 10h e será transmitida via YouTube.
Benefício libera dados móveis sem desconto quando a fibra cai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Unifique oferece o benefício “Conexão Garantida” para clientes de planos com internet fibra e móvel.
A novidade libera o uso de dados móveis sem descontar da franquia quando a internet fixa fica fora do ar.
O benefício é válido por 1 a 5 dias, conforme a data da visita técnica, e pode ser estendido mediante nova solicitação.
A Unifique passou a oferecer um benefício para clientes de planos com internet fibra e móvel. Chamado de “Conexão Garantida”, o recurso libera o uso de dados móveis sem descontar da franquia quando a internet fixa fica fora do ar.
Com a oferta, os clientes devem permanecer conectados enquanto o problema técnico não é resolvido. A operadora atua principalmente no Sul do Brasil e vende combos de fibra + móvel a partir de R$ 99,90 por mês.
No entanto, a ativação não é automática. O cliente precisa entrar em contato com a operadora, solicitar o reparo da internet e aguardar o agendamento da visita técnica. Só então, se cumprir os critérios, o acesso móvel ilimitado é liberado.
Como funciona?
Ativação depende de contato com a operadora e visita técnica (imagem: divulgação)
Se a falha não puder ser resolvida remotamente, a Unifique agenda um técnico e ativa o benefício na linha móvel vinculada ao mesmo CPF ou CNPJ. Durante esse período, o uso de dados não é descontado da franquia nem gera cobrança extra.
O acesso vale por 1 a 5 dias, conforme a data da visita. Em alguns casos, pode ser estendido mediante nova solicitação. Quando a internet fixa volta — ou o prazo termina —, o consumo retorna ao normal.
Regras e limitações
A prestadora explica que o benefício tem restrições:
vale para apenas uma linha móvel por cliente;
não é cumulativo com outras promoções;
não gera desconto ou crédito na fatura;
não cobre interrupções programadas;
pode ser cancelado em caso de uso indevido (a Unifique não detalha o que se enquadra nessa categoria, mas geralmente é o uso da rede para atividades ilícitas).
O novo logotipo da Sky (imagem: reprodução/Sky)Resumo
Sky renova sua marca e confirma plano para oferecer internet via satélite no Brasil, além de serviços de telefonia móvel;
empresa passa a ter cinco divisões: Sky (TV por assinatura), Sky+ (TV ao vivo e streaming), Sky Empresas (TV para estabelecimentos), Sky Móvel (telefonia 4G e 5G) e Sky Link (internet por satélite);
na Sky Móvel, planos incluem opções de 6 GB a 50 GB, com preços variando de R$ 29,90 a R$ 89,90.
Aquela Sky que atuava apenas com TV por assinatura realmente ficou no passado. A companhia também já vende planos de streaming por meio da plataforma Sky+ e, agora, se prepara para oferecer internet via satélite (Sky Link). Para representar a nova fase, a Sky acabou de renovar a sua identidade visual.
O novo logotipo não é, exatamente… novo. O símbolo é muito parecido com o que é adotado pela Sky britânica, com a diferença de que, lá, a marca é colorida. No Brasil e em outros países da América Latina, o logotipo é todo vermelho.
Esse é um detalhe curioso, pois a Sky britânica é uma empresa diferente da Sky da América do Sul, que é controlada pela Waiken ILW. De acordo com o Teletime, houve um acordo entre ambas as partes para que um logotipo similar ao da companhia britânica fosse adotado no Brasil e países vizinhos.
Mais importante, porém, é o que essa mudança representa. O rebranding vem para fazer a Sky estabelecer-se em cinco divisões principais, com as duas últimas sendo novas. São elas:
Sky: planos de TV por assinatura
Sky+: TV ao vivo e streaming
Sky Empresas: planos de TV para bares, hotéis, academias e afins
Sky Móvel: planos de telefonia 4G e 5G
Sky Link: internet por assinatura
Esse novo posicionamento expressa uma transformação profunda. Aos 30 anos de nossa operação no Brasil, somos uma marca que evoluiu junto com seus clientes e que hoje conecta entretenimento, tecnologia e serviços em um ecossistema integrado.
Eduardo Bernstein, diretor de Comunicação da Sky Brasil
Sky passa a ter 5 divisões principais (imagem: reprodução/Sky)
Os planos oferecidos no momento, todos pós, são estes (valores sem considerar promoções):
Sky Móvel 6 GB: R$ 29,90
Sky Móvel 15 GB: R$ 39,90
Sky Móvel 30 GB: R$ 69,90
Sky Móvel 50 GB: R$ 89,90
E o que é a Sky Link?
A Sky Link surge para concorrer com a Starlink na oferta de acesso à internet via satélite. Para tanto, a Sky utilizará os serviços do Amazon Leo que, assim como a Starlink, operará com satélites de órbita baixa.
Lojistas usam Amazon para oferecer celulares contrabandeados, segundo Conselho Nacional de Combate à pirataria (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Anatel obteve uma vitória na Justiça para combater a venda de celulares irregulares.
A decisão inclui a inclusão de campos obrigatórios para o código de homologação no sistema da Amazon, validação automatizada dos códigos, retirada de anúncios de aparelhos não homologados e aplicação de multas diárias.
A Anatel argumenta que os smartphones irregulares podem interferir no sistema de telecomunicações do país e causar danos à saúde, segurança cibernética e ordem econômica.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) obteve uma importante vitória na Justiça: ela restaurou os efeitos de um despacho que visa combater a venda de celulares irregulares e, em última instância, permite até mesmo o bloqueio do acesso à Amazon. Não é de hoje que a agência tem assumido esta postura contra os aparelhos que chegam ao país sem passar pelos testes e processo de homologação.
O caso escalou desde que o presidente da agência, Carlos Baigorri, afirmou que a agência poderia determinar o bloqueio dos marketplaces por causa do comércio irregular. A fala se deu em maio de 2025. Dois deles decidiram judicializar a questão: Mercado Livre e Amazon. O processo desta última chegou ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e foi avaliado na semana passada.
Como foi a decisão do TRF-3?
Produtos irregulares chegam a custar um terço do preço oficial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O desembargador André Nekatschalow decidiu em 23/04 pela admissibilidade do processo. Isso significa que ele poderá subir para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, ele barrou a subida do recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), por entender que a discussão envolve apenas normas alheias à Constituição Federal.
O desembargador acolheu a argumentação, feita pela agência reguladora, de que há risco de dano grave à saúde, segurança cibernética e ordem econômica se a venda de produtos piratas continuar sem fiscalização. Por conta disso, as determinações da Anatel contra a plataforma voltam a ter validade até que o STJ julgue o mérito.
Quais medidas estão valendo?
Os efeitos do despacho decisório nº 5.657/2024 incluem:
Inclusão de campos obrigatórios para o código de homologação no sistema da Amazon
Validação automatizada dos códigos informados junto à base de dados da Anatel
Retirada imediata de anúncios de aparelhos não homologados ou com certificados falsos
Aplicação de multas diárias e, em caso de reincidência ou descumprimento das ordens, a previsão de bloqueio do acesso ao portal da empresa
A Amazon argumentava que, segundo o Marco Civil da Internet, ela não é responsável pelos produtos anunciados por outros lojistas em sua plataforma. No entanto, o TRF-3 aceitou o argumento da Anatel de que os smartphones, por usarem radiofrequência, são diferentes de outros produtos porque podem interferir no sistema de telecomunicações do país.
Queda pelo segundo ano
Nós estamos tentando contato com a Anatel e a Amazon. Este texto será atualizado caso recebamos uma resposta.
Além da falta de homologação, os aparelhos irregulares não recolhem impostos e, por serem mais baratos, colocam pressão sobre as vendas regulares da indústria de eletrônicos. A associação do setor calcula que 4,5 milhões de unidades foram comercializadas em 2025 no país, totalizando 12% do mercado. Foi o segundo ano consecutivo de queda neste índice.
Márcio Carvalho, CMO da Claro, anunciando os planos de até 10 Gb/s (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
operadora Claro iniciou oferta de planos de fibra óptica com velocidades de 1, 5 e 10 Gb/s;
novos serviços utilizam roteadores com Wi-Fi 7 e tecnologia de rede XGS-PON;
novas opções da Claro Fibra custam entre R$ 199,90 e R$ 1.999,90 na assinatura individual.
Além de anunciar planos pós de celular com Google One ou iCloud+ entre os benefícios, a Claro escolheu esta quinta-feira (23/04) para revelar novas opções de internet fixa por fibra óptica. São opções bem generosas, com velocidades de até 10 Gb/s (gigabits por segundo), tanto no download quanto no upload.
São três novas opções de planos Claro Fibra, na verdade, com os seguintes preços na assinatura individual:
Claro Fibra 1 Giga (1 Gb/s): R$ 199,90 por mês
Claro Fibra 5 Giga (5 Gb/s): R$ 499,90 por mês
Claro Fibra 10 Giga (10 Gb/s): R$ 1.999,90 por mês
Os três planos também podem ser contratados dentro de um pacote Claro Multi, que inclui telefonia celular e TV. Neste caso, os preços mensais são de R$ 149,90 (1 Giga), R$ 449,90 (5 Giga) e R$ 1.949,90 (10 Giga).
Observe que o plano 1 Giga oferece uma boa relação custo-benefício. Basta levarmos em conta que o plano imediatamente abaixo, de 500 Mb/s (megabits por segundo), sai por R$ 119,90 mensais no plano individual ou R$ 99,90 por mês no pacote Claro Multi.
Os novos planos Claro Fibra Giga são baseados na tecnologia de rede XGS-PON e são oferecidos com roteador compatível com Wi-Fi 7 funcionando nas frequências de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz (Tri-Band).
O lançamento das velocidades de 5 e 10 Giga com Wi-Fi 7 marca um novo patamar de excelência para a conectividade dentro das casas dos nossos clientes. Queremos que a tecnologia seja uma aliada invisível, garantindo estabilidade tanto para o entretenimento em altíssima resolução quanto para as demandas mais críticas do trabalho remoto.
Márcio Carvalho, CMO da Claro
Novos planos Claro Fibra tem até 10 Gb/s no download e upload (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Disponibilidade dos novos planos Claro Fibra Giga
Os novos planos Claro Fibra de até 10 Gb/s começarão a ser oferecidos oficialmente a partir desta semana. A disponibilidade dependerá da localização geográfica, porém.
Além de usuários residenciais, os planos de 5 Gb/s e 10 Gb/s serão oferecidos a pequenos e médios negócios por meio da divisão Claro Empresas.
Essas opções têm franquias de dados que vão de 50 GB a 200 GB. Já as opções de capacidade de armazenamento nas nuvens variam entre 50 GB a 2 TB. Contudo, é necessário escolher entre uma plataforma ou outra, ou seja, não é possível ter tanto o Google One quanto o iCloud+ na mesma assinatura.
Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Claro passa a oferecer, em planos pós-pagos móveis, armazenamento em nuvem com integração ao Google One e ao iCloud+ no Brasil;
Os planos oferecem franquias de 50 GB a 2 TB no iCloud+ ou Google One, em pacotes individual e família, e incluem WhatsApp ilimitado, Passaporte Claro e Claro Sync;
Claro Multi permite até 5 linhas no plano e, novamente, até 2 TB de armazenamento nos serviços em nuvem, com início da disponibilidade oficial em 24/04.
Serviços de streaming, mensagens instantâneas e redes sociais não bastam. Agora, a Claro também passa a oferecer opções de armazenamento nas nuvens em seus planos de celular pós-pagos. Isso graças a uma parceria com o Google e com a Apple no Brasil. Os preços individuais partem de R$ 124,90 por mês.
Para ser exato, os novos planos pós da Claro são integrados ao Google One e ao iCloud+. A parceria com as duas plataformas visa atender tanto usuários de Android quanto de iPhone, apesar de ambos os serviços serem multiplataforma (você pode usar o Google One no ecossistema da Apple e, indiretamente, o iCloud+ no Android).
Os planos pós-pagos beneficiados oferecem franquias de 50 GB a 2 TB nas nuvens em pacotes individuais e família. Essas opções oferecem também benefícios como WhatsApp ilimitado, Passaporte Claro (roaming internacional para viagens ao exterior) e Claro Sync (para integração de conectividade com o smartwatch).
Quem optar por um pacote Claro Multi (reúne serviços de celular, TV e internet por fibra) pode incluir até cinco linhas móveis no plano e, novamente, contar com até 2 TB de armazenamento nos mencionados serviços nas nuvens.
Inovar faz parte do nosso DNA e a convergência de serviços é parte central da nossa estratégia. A Claro é a primeira operadora do Brasil a fazer este movimento. Ao integrar a oferta de armazenamento em parceria com Google e Apple ao nosso portfólio, garantimos experiências que facilitam a vida dos nossos clientes e geram benefícios econômicos imediatos.
Márcio Carvalho, CMO da Claro
Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google One (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Disponibilidade e preços dos planos iCloud+ e Google One
As capacidades de armazenamento nas nuvens estarão disponíveis para novos planos pós-pagos. Quem já é assinante de um plano do tipo terá que migrar para uma das novas opções para contar com o iCloud+ ou o Google One.
Os preços mensais para os novos planos são os seguintes:
Plano
Nuvem
Preço Individual
Preço Multi
Claro Pós 5G de 50 GB
iCloud+ de 50 GB ou Google One de 100 GB
R$ 124,90
R$ 79,90
Claro Pós 5G de 100 GB
iCloud+ ou Google One de 200 GB
R$ 179,90
R$ 124,90
Claro Pós 5G de 150 GB
iCloud+ ou Google One de até 2 TB
R$ 239,90
R$ 179,90
Claro Pós 5G de 200 GB
iCloud+ ou Google One de até 2 TB
R$ 339,90
R$ 239,90
Observe, porém, que é necessário escolher entre a plataforma de nuvem da Apple e a plataforma do Google. Não é possível contar com os dois serviços ao mesmo tempo em uma única assinatura, seja ela individual ou família.
Os novos planos começarão a ser disponibilizados oficialmente pela Claro a partir desta sexta-feira (24/04) em todo o Brasil.
Claro também anunciou planos fibra com até 10 Gb/s
Starlink é o serviço de internet via satélite desenvolvido pela SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Starlink firmou parceria com a Alares para venda conjunta de planos de internet no Brasil.
O acordo mira regiões sem fibra óptica, como áreas rurais e localidades mais afastadas, e deve ser divulgado em maio.
Os planos devem repetir as ofertas da Starlink no Brasil, com velocidades a partir de 100 Mb/s por R$ 149 por mês.
A Starlink firmou uma parceria com a Alares para ampliar a oferta de seus serviços no Brasil. O acordo prevê a venda conjunta de planos de internet, combinando a infraestrutura de satélites de Elon Musk com a operação comercial da operadora brasileira, segundo informações do jornal Estadão.
As empresas devem focar em regiões onde a fibra óptica não chega, como áreas rurais e localidades mais afastadas. A Alares é a 12ª maior provedora de internet do Brasil, com 1,5% de market share.
De acordo com o jornal, o lançamento das ofertas está previsto para maio. Os planos devem replicar os mesmos já disponíveis diretamente pela Starlink no mercado brasileiro, com velocidades a partir de 100 Mb/s a R$ 149 por mês.
No final de janeiro, a Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes em solo nacional. Já a Alares possui 129 lojas físicas e tem mais de 820 mil clientes registrados na Anatel até fevereiro de 2026. A companhia é controlada pela Grain Management, gestora dos EUA de fundos de private equity.
Vale lembrar que a Amazon tem um projeto semelhante na América do Sul: a companhia de Jeff Bezos fechou um acordo com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite do Amazon Leo na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.
Errata: o texto informou anteriormente que a Alares seria a 5ª maior provedora de internet do Brasil. A informação foi corrigida.
Estudo global avaliou os custos de mais de 2.600 planos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A plataforma Broadband Genie analisou tarifas em 214 países e mais de 2.600 planos, com dados coletados do fim de janeiro ao início de fevereiro de 2026.
O Brasil ocupa a 47ª posição no ranking de preços de banda larga fixa com custo médio mensal de US$ 23,08 (cerca de R$ 114).
A banda larga mais barata é do Irã, com US$ 2,61 ao mês (R$ 13), enquanto a internet mais cara é em Wallis e Futuna: US$ 373,88/mês (mais de R$ 1.850).
O acesso à internet de alta velocidade facilita desde o trabalho remoto até serviços de saúde e educação. Para mapear o custo dessa conectividade ao redor do globo, a plataforma britânica de comparação de preços Broadband Genie fez uma classificação: o Brasil ocupa a 47ª posição da lista, próximo das regiões que cobram mais barato.
O levantamento analisou tarifas de banda larga fixa em 214 nações. Os dados, coletados entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, avaliaram mais de 2.600 planos de provedores locais para criar um cenário das tendências de precificação.
Provedores regionais baratearam os preços
O mercado brasileiro de telecomunicações passou por uma transformação nos últimos anos, impulsionada especialmente pelos provedores regionais de internet. O aumento da concorrência fora dos grandes centros e a substituição das antigas redes de cobre pela fibra óptica ajudaram a democratizar o acesso e a manter os preços em um patamar competitivo. O custo médio mensal, segundo o estudo, é de US$ 23,08 (cerca de R$ 114, na cotação atual).
Embora o usuário brasileiro ainda esbarre em questões de estabilidade e qualidade de atendimento, do ponto de vista financeiro, o valor médio cobrado por aqui é mais acessível do que em diversos mercados de primeiro mundo.
Expansão dos provedores regionais barateou a internet fixa no país (imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)
Estados Unidos e Canadá cobram mais caro
Outra constatação do estudo é que riqueza nacional não é sinônimo de internet mais barata. A América do Norte é a segunda sub-região mais cara do planeta para se contratar banda larga, com um custo médio mensal de US$ 98,40 (quase R$ 490).
Os Estados Unidos, por exemplo, amargam a 167ª posição na tabela geral, cobrando em média US$ 80 por mês de seus assinantes. O Canadá aparece um pouco melhor, em 130º lugar, com a tarifa na casa dos US$ 55,26. Segundo o especialista da Broadband Genie Alex Tofts, mercados consolidados sofrem com um custo de vida geral elevado, o que encarece a mão de obra, as operações técnicas e o repasse ao bolso do consumidor.
O Leste Europeu, por outro lado, trilhou um caminho diferente. A sub-região apresenta um custo médio de apenas US$ 15,76 (menos de R$ 80). “As redes de cobre existentes eram tão inadequadas que os provedores optaram diretamente pela fibra ótica, em vez de desperdiçar dinheiro tentando atualizar linhas obsoletas”, explica Tofts.
Qual país cobra mais barato (e mais caro)?
Quando olhamos para o topo do ranking, a banda larga mais barata do mundo está no Irã, com um custo médio de apenas US$ 2,61 (R$ 13). O baixo valor, no entanto, se deve à forte depreciação do rial iraniano frente ao dólar. O portal The Registerdestaca a ironia desse primeiro lugar, lembrando que o governo local costuma restringir o acesso à internet dos cidadãos durante tensões geopolíticas.
Logo atrás, aparece a Ucrânia (US$ 5,35), que mantém redes de fibra eficientes mesmo em meio ao conflito no país, seguida por Etiópia (US$ 6,46), Bangladesh (US$ 7,38) e Mongólia (US$ 7,41).
Na outra ponta da tabela, a fatura pesa para quem vive isolado. O território de Wallis e Futuna, no Pacífico Sul, tem a internet mais cara do planeta: US$ 373,88 por mês (mais de R$ 1.850). O valor no arquipélago, com cerca de 11 mil habitantes, mostra na prática a dificuldade logística de instalar e manter redes em ilhas remotas.
Metodologia
Para garantir a precisão da comparação, a pesquisa avaliou contratos em diversas faixas de velocidade. Planos corporativos, pacotes combinados (como combos de TV a cabo e telefonia) e taxas de instalação foram excluídos para encontrar o custo real da conexão.
No entanto, há uma ressalva importante: todos os preços foram simplesmente convertidos de moedas locais para dólares americanos. Isso significa que o levantamento não cruza o valor da fatura de internet com a renda média da população.
Portanto, embora a banda larga de US$ 15 no Leste Europeu seja, por exemplo, numericamente mais em conta que a de US$ 55 no Canadá, o impacto real dessa conta mensal no orçamento doméstico do trabalhador local pode contar uma história diferente.
Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)Resumo
Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.
O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.
Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.
A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:
Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.
Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.
Andy Jassy, CEO da Amazon
Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)
Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink
Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.
Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.
Negócio inclui orelhões e manutenção da base de clientes até 2028 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)Resumo
Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da telefonia fixa da Oi para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões à vista.
A empresa de Minas Gerais assume a UPI Serviços Telefônicos da Oi, que inclui infraestrutura, base de clientes e operação de serviços de emergência.
O negócio, no entanto, depende da aprovação da Anatel, que tenta barrar a operação alegando que o edital do leilão viola uma lei federal.
A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (08/04) a venda da operação de telefonia fixa da Oi para a empresa mineira Método Telecom. A transação, avaliada em R$ 60,1 milhões, ocorreu por meio de um leilão conduzido pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como parte do processo de falência da companhia de telecomunicações.
O certame contou com a participação de duas concorrentes. A Sercomtel Comunicações apresentou uma oferta de R$ 60 milhões, porém com a previsão de pagamento parcelado em dez vezes.
A Método Telecom, por sua vez, ofereceu R$ 60,1 milhões com pagamento à vista, cumprindo as exigências financeiras do edital. O formato de quitação imediata foi determinante para a escolha da vencedora, que recebeu o aval do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização.
Com a homologação do leilão, a Justiça fluminense intimou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e as Fazendas Públicas para acompanharem o resultado do negócio.
O que a Método Telecom leva na compra?
Ao vencer o leilão, a Método Telecom adquire a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos da Oi, assumindo infraestruturas críticas e obrigações de longo prazo. A nova operadora passa a ser a responsável pela gestão direta de serviços de utilidade pública, que inclui a operação das linhas de números de emergência, como o 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros).
Como lembra o site Convergência Digital, a transação também engloba a transferência de toda a infraestrutura física remanescente da telefonia fixa da tele. O pacote é composto por postes, torres, cabos, mastros, bases de rádio e os tradicionais orelhões. A compradora também absorve a base de clientes atual que ainda paga por linhas fixas da Oi (cerca de 3,82 milhões, segundo dados da Anatel).
A companhia terá a obrigação de manter a continuidade da prestação desses serviços até, pelo menos, dezembro de 2028. Essa exigência é vital para o atendimento em mais de 7,4 mil localidades brasileiras onde a Oi opera como a única provedora de infraestrutura de telecomunicações.
Impasse com a Anatel
Agência quer suspender o leilão alegando violação de acordos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apesar da aprovação na Justiça estadual, a concretização da venda depende da Anatel. O problema é que a agência reguladora tenta barrar a transferência dos ativos, argumentando que as regras do edital violam as diretrizes da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e passam por cima de acordos previamente firmados.
O centro do questionamento é o Termo de Autocomposição. As regras do contrato proíbem a venda de equipamentos essenciais em municípios onde a operadora é a única prestadora disponível. A agência alega que o edital libera a transferência desses ativos sem um filtro rigoroso, gerando o risco de deixar milhares de cidadãos sem sinal. Devido ao que seria um desrespeito às regras, a Anatel pode mudar o curso do negócio.
Além das questões de infraestrutura, a agência aponta a ausência de garantias financeiras para assegurar a operação e defende que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal, por envolver o Governo Federal e o Ministério das Comunicações.
Por fim, a autarquia reitera que nenhuma venda no setor pode ser finalizada sem a sua anuência prévia e exige a anulação do edital atual para participar da elaboração de novas regras.
Comprador dos ativos da Oi vai operar números de emergência, como 190 e 192 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)Resumo
Anatel acionou o TJ-RJ para suspender o leilão de telefonia fixa da Oi, alegando que o edital ignora a Lei Geral de Telecomunicações.
A agência também argumenta que o plano coloca em risco serviços essenciais em mais de 6 mil cidades do Brasil.
Segundo a Anatel, o edital atual permite a venda de ativos sem filtro rigoroso e carece de garantias financeiras para a continuidade dos serviços.
A Anatel é contra o plano da Oi de vender o que restou de sua operação de telefonia fixa. A agência reguladora acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para suspender o leilão dos ativos, previsto para o dia 8 de abril de 2026. No recurso, a autarquia afirma que as regras atuais da venda passam por cima da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e de acordos fechados anteriormente com o Tribunal de Contas da União (TCU).
O problema, segundo o órgão regulador, não é a venda em si, mas como ela está sendo feita. A agência explica que existe um acordo (Termo de Autocomposição) que permitiu à Oi mudar seu regime de trabalho de “concessão” para “autorização”. Como lembra o TeleSíntese, esse contrato proíbe que a empresa venda equipamentos essenciais em cidades onde ela é a única operadora disponível.
Para a autarquia, o edital atual permite que esses ativos sejam passados adiante sem um filtro rigoroso, o que poderia deixar milhares de pessoas sem sinal. Além disso, a Anatel diz que faltam garantias de R$ 500 milhões que deveriam assegurar a continuidade dos serviços. Sem esse depósito, a agência entende que o negócio é arriscado demais.
A Anatel argumenta ainda que a Justiça do Rio não poderia decidir sozinha sobre um contrato que envolve o Governo Federal e o Ministério das Comunicações. Para o órgão, esse caso deveria estar nas mãos da Justiça Federal.
Anatel teme que milhares de cidades fiquem sem serviços básicos de comunicação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O que está em jogo no leilão da Oi?
Se o leilão não for barrado, quem comprar o que restou da telefonia fixa da Oi levará:
Serviços de utilidade pública: operação de números vitais como 190 (PM), 192 (SAMU) e 193 (Bombeiros);
Infraestrutura física: postes, mastros, fiação e bases de rádio;
Continuidade do serviço: o comprador terá que manter o serviço funcionando em 6.571 cidades até dezembro de 2028;
Base de clientes: toda a base de usuários que ainda paga por uma linha fixa da Oi.
A Anatel reforça que nenhuma venda do setor pode ocorrer sem sua aprovação prévia e exige a anulação do edital para que possa participar da elaboração de novas regras. O órgão também condiciona o avanço do leilão ao desfecho de uma mediação que busca garantir a reposição de cerca de R$ 465 milhões travados em conta judicial para assegurar a manutenção de serviços básicos de telecomunicações.
Sky lançará rede MVNO no Brasil em abril (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)Resumo
Sky lançará o serviço Sky Móvel no Brasil em 6 de abril, inicialmente para clientes pós-pagos em São Paulo e Rio de Janeiro.
O serviço será aberto ao público geral em maio e a infraestrutura da rede será fornecida pela Surf Telecom.
A Sky Móvel oferecerá pacotes de dados de 6 GB a 50 GB, com preços de R$ 29,90 a R$ 89,90.
A Waiken ILW, holding que controla a Sky, confirmou a entrada oficial da marca no mercado brasileiro de telefonia celular. O serviço Sky Móvel de operadora móvel virtual (MVNO) — formato em que a empresa vende planos e chips sem possuir antenas próprias — estreia em 6 de abril. Inicialmente, será restrito a clientes pós-pagos da empresa em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A infraestrutura da nova rede será fornecida pela Surf Telecom, conforme contrato antecipado com exclusividade pelo Tecnoblog no início do mês. A expectativa da companhia é liberar a contratação para assinantes de TV e de banda larga (Zaaz) de todo o país no final de abril, abrindo as vendas para o mercado em geral no decorrer de maio.
Planos, preços e benefícios
O serviço da Sky Móvel terá quatro pacotes de dados: 6 GB, 15 GB, 30 GB e 50 GB, com mensalidades entre R$ 29,90 e R$ 89,90. Para atrair os primeiros clientes, a operadora deve oferecer 50% de desconto durante os três primeiros meses.
A partir do pacote de 15 GB, o serviço inclui chamadas de voz e SMS ilimitados, além de uso ilimitado de WhatsApp e Waze. Os clientes poderão acumular ou transferir os dados não acumulados para o mês seguinte, e a empresa também venderá franquias adicionais caso o consumidor esgote o pacote.
A Sky Móvel confirmou que oferecerá portabilidade para quem quiser migrar mantendo o número atual. A Surf Telecom usa tradicionalmente a infraestrutura de antenas da TIM.
Convergência de serviços
Darío Werthein é presidente da nova holding Waiken ILW, que controla a Sky (imagem: reprodução)
Em nota, a Waiken ILW, que afirma ter investido mais de US$ 200 milhões no Brasil (mais de R$ 1 bilhão), aposta na convergência entre seus serviços de fibra da operadora regional Zaaz com o conteúdo de entretenimento da TV e do streaming Sky+.
A proposta é integrar “a conectividade por fibra óptica de máxima velocidade e estabilidade da ZAAZ com uma robusta oferta de entretenimento, informação e esportes”, segundo Dário Werthein, presidente da Waiken ILW, em comunicado.
A aposta no celular não é inédita para o grupo, que já opera serviços móveis na Colômbia sob a marca DirecTV. Além da telefonia móvel, a Sky se prepara para atuar como parceira comercial do Amazon Leo, futuro serviço de internet via satélite de baixa órbita da gigante varejista.
Internet fibra já é a realidade de 79% dos lares conectados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Internet banda larga e telefonia fixa lideram satisfação, mas pré-pago tem a maior nota individual na avaliação dos consumidores.
Segundo a Anatel, provedores regionais superam grandes operadoras na internet fixa.
Levantamento da agência ouviu mais de 58 mil pessoas entre 2025 e 2026.
A banda larga e a telefonia fixa são os serviços de telecomunicações mais bem avaliados no Brasil. É o que revela a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2025, divulgada pela Anatel. O levantamento ouviu mais de 58 mil pessoas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026.
No entanto, a maior nota de aprovação (7,87) ficou com o celular pré-pago. Vale lembrar que, na semana passada, a agência revelou que as operadoras voltaram a registrar alta de reclamações, mas concentradas principalmente no serviço pós-pago.
O estudo da Anatel funciona como um termômetro anual do setor, avaliando desde o funcionamento técnico até a clareza nas cobranças. Em 2025, quase todos os segmentos subiram de nível, com exceção da TV por assinatura. O serviço, que sofre com a concorrência direta dos streamings, viu sua nota cair para 7,03.
Quais operadoras lideram o ranking de satisfação?
Os dados detalhados pela agência revelam que as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), ou provedores regionais, entregaram mais satisfação do que as gigantes nacionais na internet fixa. No móvel, a briga é decidida nos décimos:
Internet fixa (banda larga):
BrSuper: 8,89 (a maior nota do país)
Dtel: 8,85
Unifique: 8,55
Grandes operadoras: Vivo (7,78), Claro (7,14) e TIM (6,97)
Celular pós-pago:
Vivo: 7,87
Claro: 7,72
TIM: 7,09
Celular pré-pago:
Claro: 8,02
Algar: 7,99
Vivo: 7,88
Em nível regional, o Ceará se consolidou como o estado com a melhor banda larga do Brasil, enquanto o Rio Grande do Norte liderou na telefonia fixa (nota 7,57).
Atendimento digital x telefônico
Pós-pago lidera o volume de reclamações (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)
Apesar das notas positivas em satisfação, o cenário muda quando o assunto é o volume de queixas. Segundo a Anatel, 80% dos clientes precisaram acionar o suporte nos últimos seis meses. O problema? O atendimento telefônico continua sendo o “calcanhar de Aquiles” do setor.
Com exceção do pré-pago, todos os serviços receberam notas baixas no SAC por voz. A superintendente da Anatel Cristiana Camarate pontua que o consumidor migrou para o digital (apps e chat) em busca de agilidade, mas quando o problema é grave e exige o telefone, a experiência despenca.
Esse gargalo explica por que o número de reclamações subiu 6,91% em 2025, com o pós-pago liderando as queixas devido a erros de cobrança e dificuldades no cancelamento de serviços.
Expansão do 5G e domínio da fibra
Uso do 5G cresceu 10 pontos percentuais (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
A pesquisa também funciona como um censo tecnológico. A percepção de uso da rede 5G deu um salto de 10% no último ano, acompanhando a expansão da infraestrutura pelo país. Na internet fixa, a fibra óptica é a rainha, sendo a tecnologia utilizada por 79% dos entrevistados.
Outro dado curioso reforça a “cultura do Wi-Fi” no Brasil: 84% dos usuários só navegam em redes sem fio dentro de casa. Até quem tem planos de celular usa o smartphone no Wi-Fi para preservar a franquia de dados (70% no pré e 61% no pós).
Claro anuncia acordo para adquirir cerca de 73% da Desktop (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Claro firmou um acordo para comprar 73% da Desktop por R$ 2,4 bilhões.
O valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões, mas o valor da compra surgiu do endividamento líquido de R$ 1,5 bilhão registrado pela empresa.
O pagamento inclui valor inicial e ajustes posteriores, com parte retida em conta garantia para obrigações futuras.
A Claro anunciou nesse domingo (22/03) que fechou um acordo para comprar a Desktop S.A., uma das maiores provedoras regionais de serviços de internet do Brasil. A operadora assinou um contrato para adquirir aproximadamente 73% do capital da empresa, em uma transação estimada em R$ 2,4 bilhões.
Segundo a Claro, o acordo envolve a aquisição de cerca de 84,7 milhões de ações pertencentes a fundadores e investidores, e marca a saída do executivo Denio Alves Lindo, um dos fundadores da companhia. A venda, vale lembrar, precisa ser aprovada pelo Cade e pela Anatel para ser concluída.
A Desktop foi criada em 1997 e consolidou-se como uma das principais operadoras regionais de internet, com forte atuação fora dos grandes centros.
Como foi estruturado o acordo?
De acordo com o comunicado, o valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões. Para chegar ao preço final da operação, foi descontado o endividamento líquido da companhia, que girava em torno de R$ 1,5 bilhão até setembro de 2025.
Com isso, o valor base da transação ficou em cerca de R$ 2,4 bilhões, equivalente a R$ 20,82 por ação, sujeito a ajustes no momento da conclusão do negócio. O pagamento será dividido entre um valor inicial na data de fechamento e eventuais ajustes posteriores, conforme a apuração final da dívida.
Parte do montante ficará retida em uma conta garantia (escrow), utilizada para cobrir possíveis obrigações futuras dos vendedores. Esse valor será liberado de forma gradual ao longo de cinco anos, conforme acordado entre as partes.
As negociações entre as empresas tiveram início ainda em 2025 e avançaram nos meses seguintes. A Desktop chegou a avaliar uma possível transação com a Telefônica Brasil, dona da Vivo, mas o processo não avançou.
A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias. Após o fechamento, a Claro deverá realizar uma oferta pública de aquisição de ações (tag along), garantindo aos acionistas minoritários o direito de vender seus papéis pelo mesmo valor pago aos controladores.
Relatório da Anatel mostra alta de reclamações contra operadoras (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)Resumo
Anatel registrou 1.354.791 reclamações contra operadoras de telecomunicações em 2025, um aumento de 6,91% em relação a 2024.
Serviços de celular pós-pago lideraram as queixas, com aumento de 14,8%.
Devido ao aumento, a agência reguladora anunciou fiscalização e processos de ajuste de conduta para operadoras.
O número de reclamações contra operadoras de telecomunicações no Brasil cresceu, após anos em queda. Um balanço divulgado pela Anatel nessa terça-feira (17/03) revelou o registro de 1.354.791 queixas, um aumento de 6,91% em comparação com as ocorrências documentadas em 2024.
Os dados são do Panorama de Reclamações de 2025. Apesar do crescimento no volume absoluto de contatos feitos pelos consumidores, o Índice de Reclamações por mil assinantes (IR) ficou em 0,38%, o terceiro menor dos últimos dez anos, segundo a agência reguladora.
A alta geral no ano foi impulsionada pela insatisfação dos clientes com os serviços de celular pós-pago, com uma alta de 14,8% nas reclamações, seguido por TV por assinatura (12,6%) e banda larga fixa (6,5%). O telefone fixo foi o único modelo a apresentar queda, saindo de 120.775 para 101.698 reclamações (-15,8%).
Reclamações voltaram a apresentar alta em 2025 (imagem: reprodução/Anatel)
De onde vieram as reclamações?
No celular pós-pago, o crescimento rompeu uma sequência de quedas que vinha desde 2020 e foi disseminado entre as grandes operadoras.
A TIM liderou o aumento, com 30,1 mil queixas a mais, impulsionadas por um salto de 46,5% nas reclamações sobre cobranças, motivadas por valores em desacordo com o contrato e multas indevidas de fidelização. O número é muito superior ao apresentado pelas outras gigantes: Claro teve um acréscimo de 14,3 mil queixas, e a Vivo 8,1 mil, valor menor, entretanto, ao registrado em 2023.
Na banda larga fixa, o setor teve 28,6 mil registros a mais. A Claro liderou o movimento (+18 mil), além da soma entre Oi e Nio, que juntas acumularam 23,5 mil queixas.
Na TV por assinatura, as reclamações também se concentraram no grupo Claro, com alta de 21,2%, e nos transtornos gerados pela migração dos clientes da Oi TV para a compradora Mileto (+35,4%). Na contramão, a Sky foi a exceção positiva do setor, reduzindo suas queixas em 18,9%.
A telefonia fixa foi o único segmento a manter a tendência histórica de queda, com redução de 15,8% no volume geral. A exceção ficou por conta da Vivo, que registrou 6,8 mil reclamações a mais, concentradas em falhas de qualidade e reparo.
Cobrança e cancelamento lideram
Reclamações sobre cobranças lideram o ranking (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Observando os temas que mais geraram dores de cabeça, a Anatel constatou que a maior parte dos assuntos mais reclamados registrou aumento. As queixas saltaram nas seguintes categorias:
Cobrança: +52,2 mil reclamações.
Cancelamento: +27,9 mil reclamações.
Ofertas e promoções: +10,3 mil reclamações.
Por outro lado, as reclamações sobre “Qualidade, funcionamento e reparo” das redes caíram 24,9 mil registros em relação a 2024.
Anatel reforçará fiscalização
Diante da interrupção do ciclo de quedas, a superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Cristiana Camarate, anunciou abertura de processos de fiscalização.
Em comunicado, a agência diz que fará processos de ajuste de conduta para quatro empresas de pequeno porte do segmento. As grandes operadoras, no entanto, passarão por inspeção voltada a possível sancionamento.
Saiba o papel da Wi-Fi Alliance no avanço das tecnologias de conexão sem fio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Wi-Fi Alliance é uma organização global sem fins lucrativos que detém a marca Wi-Fi e define as normas técnicas do uso da tecnologia. Sua função é garantir a interoperabilidade e a segurança entre dispositivos de fabricantes distintos.
A entidade é essencial para manter o funcionamento de bilhões de aparelhos que recebem o selo de certificação Wi-Fi (Wi-Fi CERTIFIED). Por meio de testes rigorosos, ela assegura que os produtos com o padrão IEEE 802.11 operem com máxima eficiência e proteção de dados.
Esse esforço colaborativo com mais de 900 empresas globais sustenta a infraestrutura digital e permite o avanço rápido da inovação no mundo. Enquanto isso, do outro lado, a conformidade técnica dos equipamentos gera confiança ao consumidor.
A seguir, conheça o que é a Wi-Fi Alliance, a história da organização e sua importância para o mercado mundial. Também saiba os principais padrões promovidos pela aliança.
A Wi-Fi Alliance é uma organização sem fins lucrativos que detém a marca Wi-Fi e certifica a conformidade de dispositivos aos padrões IEEE 802.11. Sua função é garantir a interoperabilidade e segurança entre diferentes fabricantes, assegurando que produtos diversos conectem-se entre si de forma universal e eficiente.
Para que serve a Wi-Fi Alliance?
A Wi-Fi Alliance estabelece padrões globais de interoperabilidade, garantindo que dispositivos de diferentes fabricantes conectem-se entre si de forma estável e segura. Ela é responsável por certificar produtos sob protocolos rigorosos, assegurando que as tecnologias sem fio operem com eficiência e proteção.
Pelo selo Wi-Fi CERTIFIED, a organização valida a conformidade técnica dos equipamentos, proporcionando confiança e facilidade de uso ao consumidor final. Além disso, ela fomenta a evolução do espectro de rede, impulsionando a adoção de novas frequências para expandir a conectividade sem fio mundial.
O selo Wi-Fi CERTIFIED indica que o dispositivo passou por testes de conformidade e atende os padrões da organização (imagem: Reprodução/Wi-Fi Alliance)
Qual é a história da Wi-Fi Alliance?
Fundada em 1999 como WECA por gigantes da tecnologia, como Apple e Nokia, a organização surgiu para solucionar a falta de interoperabilidade entre dispositivos sem fio. Seu foco era certificar o padrão IEEE 802.11b, garantindo que diferentes aparelhos funcionassem entre si com a mesma confiabilidade das redes cabeadas.
Em 2002, o grupo adotou o nome Wi-Fi Alliance e lançou a marca comercial Wi-Fi, simplificando o jargão técnico para o grande público. A criação do selo Wi-Fi CERTIFIED estabeleceu um padrão global de qualidade e segurança para os consumidores.
A entidade expandiu a atuação para além da conectividade básica, integrando tecnologias como Miracast e Wi-Fi Direct ao portfólio de testes de conformidade. Com mais de 900 membros globais, a aliança transformou-se no principal fórum de colaboração da indústria, validando dezenas de milhões de produtos.
Sediada em Austin (EUA), a organização Wi-Fi Alliance lidera o avanço do Wi-Fi 7 e coordena o uso de novas frequências, como a banda de 6 GHz. Com mais de 85 mil certificações emitidas, a missão permanece focada na evolução contínua da conectividade sem fio e na inovação digital.
Sede da Wi-Fi Alliance em Austin, no Texas (imagem: Syced2/Wikimedia Commons)
Qual é a importância da Wi-Fi Alliance no mercado global?
A Wi-Fi Alliance garante a interoperabilidade global por meio do selo Wi-Fi CERTIFIED, assegurando que bilhões de dispositivos operem em harmonia técnica. Essa padronização reduz custos de fabricação e impulsiona um valor econômico estimado em US$ 5 trilhões ao consolidar a confiança do consumidor em todo o mundo.
Ao definir normas para tecnologias como o Wi-Fi 7, a organização acelera a modernização de redes e suporte a demandas de alto desempenho. No cenário brasileiro, essas diretrizes globais auxiliam a Anatel a regulamentar o espectro alinhadamente às tendências internacionais de conectividade.
Composta por centenas de empresas, a aliança viabiliza o ecossistema wireless, de Internet das Coisas (IoT) e a expansão da banda larga fixa em escala massiva. Esse esforço colaborativo sustenta a infraestrutura digital moderna, permitindo que a inovação tecnológica alcance usuários de forma rápida, segura e universal.
Quantas empresas fazem parte da Wi-Fi Alliance?
A Wi-Fi Alliance reúne mais de 900 empresas globais, como Apple, Samsung, Intel, Qualcomm, Broadcom e Cisco, que colaboram na definição de padrões e certificações técnicas. Essa união estratégica é fundamental para o lançamento de novas gerações, como Wi-Fi 7 e o futuro Wi-Fi 8, garantindo a interoperabilidade mundial.
O esforço coletivo das empresas vinculadas ao Wi-Fi Alliance ajuda a manter a infraestrutura digital de conexões sem fio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quais são os principais padrões promovidos pela Wi-Fi Alliance?
Estes são os principais padrões Wi-Fi promovidos pela organização:
Wi-Fi 4, 5, 6, 6E, 7 (802.11n/ac/ax/be): representam a evolução das gerações para maior rendimento e eficiência, introduzindo tecnologias como OFDMA e a banda 6 GHz para ultravelocidade;
Wi-Fi CERTIFIED 8 (802.11bn): foca em Confiabilidade Ultra-Alta (UHR), visando latência mínima e estabilidade extrema em ambientes com altíssima densidade de dispositivos;
Camada de segurança WPA3: define o padrão atual de criptografia e autenticação, substituindo o WPA2 para oferecer proteções robustas contra ataques de força bruta e maior privacidade;
Wi-Fi for Matter: unifica a camada de conectividade para casas inteligentes, utilizando Wi-Fi 6 e WPA3 para garantir que dispositivos de Internet das Coisas (IoT) de diferentes marcas operem de forma segura e fluida;
Wi-Fi Enhanced Open: implementa Criptografia Sem Fio Oportunista (OWE) em redes públicas, protegendo os dados do usuário em hotspots abertos sem exigir a inserção de senhas manuais;
Wi-Fi Easy Connect: utiliza QR codes e NFC para simplificar o provisionamento e o emparelhamento de dispositivos com interface limitada, como IoT, de maneira rápida e segura;
Wi-Fi EasyMesh: padroniza redes em malha (mesh) de diferentes fabricantes, garantindo cobertura inteligente, uniforme e autogestionável em toda a infraestrutura local.
Ícones das conexões Wi-Fi exibidos em produtos compatíveis (imagem: Reprodução/Wi-Fi Alliance)
Qual é a diferença entre Wi-Fi Alliance e IEEE?
Wi-Fi Alliance é uma associação comercial que detém a marca Wi-Fi e certifica a interoperabilidade de produtos por meio do selo Wi-Fi CERTIFIED. Seu objetivo é transformar os padrões técnicos em soluções de mercado, desenvolvendo camadas de segurança, como a WPA3, e usabilidade para garantir que dispositivos de diferentes marcas funcionem entre si.
IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) é uma organização técnica responsável por criar padrões fundamentais de engenharia, como a família 802.11, que define as especificações das camadas físicas e de rede. Seu foco é puramente acadêmico e normativo, estabelecendo os protocolos abertos que servem de base teórica para a indústria de telecomunicações.
Qual é a diferença entre Wi-Fi Alliance e Bluetooth SIG?
Wi-Fi Alliance é uma organização sem fins lucrativos que certifica a interoperabilidade de dispositivos baseados no padrão IEEE 802.11. Seu papel é garantir que roteadores e aparelhos de diferentes fabricantes operem em harmonia em redes locais (WLAN) de alta velocidade.
Bluetooth SIG é uma associação privada que gerencia a marca Bluetooth e desenvolve as especificações técnicas para redes de área pessoal (PAN). O grupo foca na conectividade de curto alcance e baixo consumo de energia, otimizando a comunicação entre periféricos, vestíveis e sensores de dispositivos de Internet das Coisas (IoT).
GFiber e operadora Astound anunciaram fusão (imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)Resumo
GFiber foi separada do Google e tornou-se uma empresa independente, fundindo as operações à rede da Astound Broadband.
Fusão visa combinar redes metropolitanas e acelerar a expansão, atendendo à crescente demanda por redes de alta capacidade.
A Alphabet manterá uma participação minoritária significativa na empresa, mas os valores da negociação não foram divulgados.
A GFiber, até então uma divisão de internet via fibra óptica do Google, formará uma provedora de banda larga independente. Em acordo anunciado nesta semana, a gigante da tecnologia confirmou a fusão das operações da GFiber com a rede da Astound Broadband, sediada em Nova Jersey e com operações em mais dez estados nos EUA.
A nova empresa terá a Stonepeak, firma especializada em infraestrutura, como acionista majoritária, enquanto a Alphabet (controladora do Google) manterá uma fatia minoritária significativa no negócio. As empresas não detalharam os valores da negociação.
O que é a GFiber?
Google estreou GFiber em 2012, com velocidades superiores à média do mercado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Lançada originalmente em 2010, a Google Fiber surgiu como uma tentativa do Google de construir redes de banda larga de fibra óptica ultrarrápidas. Mas, na prática, o projeto estreou em 2012, em Kansas City (EUA), propondo conexões de um gigabit para residências — uma velocidade muito superior à média da internet norte-americana da época.
Nos anos seguintes, os altos custos e o longo tempo necessário para a implementação forçaram a empresa a cancelar os planos de uma expansão em escala nacional, segundo a CNBC.
Até a atual transação, a operação de fibra era considerada um ativo não essencial na corporação, sob abrigo da divisão “Outras Apostas” do Google. A divisão, entretanto, apresentou déficit em 2025, com prejuízo operacional de US$ 16,8 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) contra uma receita de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões), de acordo com o jornal.
A separação busca justamente aliviar essa carga. No anúncio oficial da fusão, a GFiber declarou que o acordo “representa um passo importante em direção ao seu objetivo de independência operacional e financeira”.
O que muda com a nova empresa?
Em comunicado, a empresa detalha que a transação combinará as redes metropolitanas da GFiber com a rede já consolidada da Astound. Com a Stonepeak assumindo o controle majoritário, a GFiber deve receber recursos externos para acelerar a próxima fase de expansão.
O movimento visa capturar a crescente demanda por redes de alta capacidade, alavancada pela popularidade da inteligência artificial, computação em nuvem e plataformas de streaming.
A nova configuração corporativa continuará sendo administrada pela atual equipe executiva da provedora. O CEO da GFiber, Dinni Jain, afirma que a parceria “é uma oportunidade estratégica de escalar a abordagem focada no cliente para conectar mais residências a um tipo de serviço de internet verdadeiramente diferente”.
Sky quer lançar operadora virtual no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)Resumo
Sky assinou um contrato de operadora virtual com a Surf Telecom e submeteu à Anatel para homologação.
A empresa planeja entrar no mercado de telefonia móvel no Brasil e iniciar operações em até 180 dias após a assinatura.
Iniciativa faz parte da estratégia da controladora Waiken de diversificar negócios no Brasil.
A Sky, segunda maior operadora de TV paga tradicional (e maior entre as que prestam o serviço por satélite), pretende entrar no ramo de telefonia celular no Brasil. Um contrato de MVNO (operadora virtual) com a Surf Telecom foi assinado e submetido para homologação da Anatel, segundo a documentação visualizada pelo Tecnoblog.
Sabíamos do interesse desde novembro do ano passado, quando o presidente da empresa, Darío Werthein, revelou detalhes junto com o anúncio da nova holding Waiken ILW. O contrato, no entanto, é o primeiro passo concreto para a realização desse plano.
A Surf Telecom atua no setor de MVNOs desde que lançou a Correios Celular em 2017, após vencer a licitação para oferecer o serviço para a estatal. A empresa também fornece infraestrutura e operação como MVNO e MVNE (Mobile Virtual Network Enabler) para diversas marcas, incluindo Carrefour, Uber, provedores regionais e outras companhias.
Contrato de MVNO entre Surf Telecom e Sky (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
A assinatura do contrato não quer dizer que a Sky já pode vender o seu serviço de telefonia móvel. O acordo ainda precisa ser homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações, que pode solicitar ajustes no contrato — especialmente se identificar a ausência de cláusulas obrigatórias no documento.
O contrato foi submetido para avaliação da Anatel no dia 29 de janeiro, o que se alinha com a previsão feita em novembro por Werthein, de que o lançamento ocorreria ainda no primeiro trimestre deste ano.
O documento assinado pela Sky obriga o início da operação em 180 dias após a assinatura do contrato, prazo que pode ser alterado por comum acordo entre ambas as empresas. O grupo que controla a Sky, vale lembrar, já oferece telefonia móvel em sua operação colombiana, com a marca DirecTV.
MVNO faz parte de estratégia de diversificação
A vindoura MVNO não é a única investida da Waiken ILW/Werthein no Brasil. A empresa adquiriu os provedores regionais Zaaz e Proxxima, passando a entrar no mercado de banda larga fixa com rede própria, além de ter repassado os clientes da Sky Fibra para a Flix, saindo do mercado de banda larga via redes neutras.
A TV por assinatura tradicional continua o maior em número de clientes para a empresa, mas vem perdendo terreno: a Sky passou de um pico de 5,7 milhões de assinaturas em abril de 2015 para pouco mais de 2 milhões em janeiro deste ano.
Claro TV+ Box é uma das opções de IPTV que concorrem com a Sky (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
A pirataria e a concorrência com serviços de streaming (como o Claro TV+ e Netflix) são fatores cruciais dessa queda, além da relevância declinante da TV tradicional, que também vem perdendo canais com a preferência das empresas de conteúdos pelos próprios serviços de streaming.
No horizonte da Sky também está outra aliança estratégica: a empresa será a parceira brasileira que venderá o serviço de internet via satélites de órbita baixa (LEO) da Amazon, o Amazon Leo.
Telefones públicos integram os ativos de telefonia fixa incluídos no leilão (foto: Barbara Eckstein/Flickr)Resumo
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Oi a leiloar ativos remanescentes da telefonia fixa, incluindo infraestrutura e clientes de 6.500 localidades.
O leilão incluirá serviços de telefonia fixa, interconexões, torres, telefones públicos e serviços de utilidade pública.
O futuro comprador será obrigado a manter a telefonia fixa até dezembro de 2028.
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Oi a vender o que restou da companhia. Os serviços de telefonia fixa entraram em um leilão de ativos remanescentes da antiga operadora. A decisão foi tomada pela 7ª Vara Empresarial da capital fluminense, que marcou para 8 de abril de 2026 a audiência destinada à abertura das propostas de interessados.
O pacote que será ofertado no leilão inclui serviços e estruturas relacionados à operação de telefonia fixa em mais de 6,5 mil localidades do país. A oferta reúne desde a base de clientes até infraestruturas físicas e serviços associados, como interconexões, torres e telefones públicos.
A autorização foi concedida pela juíza Simone Chevrand, que destacou a necessidade de avançar com o processo de transição dos serviços. Segundo a magistrada, “a providência é urgente, à medida que integra a sucessão de serviços públicos determinada por este Juízo e que ensejou a instauração de incidente de transição de serviços públicos essenciais”.
O que está incluído na venda?
Em comunicado divulgado ao mercado, a Oi detalhou que os ativos serão agrupados em uma chamada Unidade Produtiva Isolada (UPI). Essa estrutura reúne diferentes elementos da operação de telefonia fixa da companhia.
Entre os itens incluídos estão a prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), a continuidade da oferta de voz fixa em acessos individuais e coletivos e a operação em localidades onde a empresa atua como Carrier of Last Resort — situação em que é obrigada a manter o serviço por ser a única operadora disponível.
O pacote também engloba serviços de utilidade pública com números de três dígitos, como 190, 192 e 193, utilizados respectivamente por Polícia Militar, SAMU e Corpo de Bombeiros. Além disso, fazem parte da venda estruturas físicas de rede, como mastros, postes, bases e cabeamento.
A lista inclui ainda interconexões entre redes, manutenção de telefones públicos, contratos com fornecedores, funcionários vinculados à operação e a própria base de clientes atendidos por esses serviços.
Oi está em processo de recuperação judicial (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Comprador deve manter telefonia fixa
De acordo com as condições previstas, o futuro comprador assumirá compromissos relacionados à continuidade do serviço. Entre eles está a obrigação de manter a telefonia fixa nas 6.571 localidades em que a Oi atua como operadora responsável até dezembro de 2028.
Essa estrutura resulta de um acordo que redefiniu o antigo modelo de concessão da telefonia fixa. O entendimento envolveu órgãos como a Anatel, o Tribunal de Contas da União e a Advocacia-Geral da União, transformando a concessão em um regime com novos compromissos de investimento.
Antes da conclusão do processo, a Justiça determinou que diversas instituições sejam consultadas sobre o edital. Entre elas estão a própria Anatel, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e autoridades fiscais.
Planos do Vivo Total vão até R$ 25 mais caros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Vivo aumentará preços do Vivo Total em até R$ 25.
Os novos valores entram em vigor em 01/05.
Os planos Básico e Essencial também aumentam R$ 10, mas eles já não aparecem como opção para novos clientes.
A Vivo vai reajustar os preços dos pacotes do Vivo Total. Quase todos os planos terão um aumento entre R$ 10 e R$ 25. A exceção é o Vivo Total V 1 Giga, que custa R$ 1.200/mês e não sofrerá alteração.
O Vivo Total é um pacote “2 em 1” que reúne, em uma única fatura, a internet banda larga Vivo Fibra e um plano móvel pós-pago da operadora.
Operação Provedor Legal prendeu seis pessoas (imagem: reprodução/Anatel)Resumo
Anatel e forças policiais realizaram a Operação Provedor Legal em todo o país, visando provedores clandestinos de internet.
Do total, 52% dos provedores inspecionados eram ilegais, resultando em 15 empresas autuadas e seis pessoas presas.
As autoridades apreenderam R$ 200 mil em infraestrutura irregular, incluindo mais de 500 metros de cabos furtados.
A Anatel, em conjunto com as polícias Federal, Civil e Militar, deflagrou nesta quinta-feira (05/03) a Operação Provedor Legal. De âmbito nacional, a iniciativa mira empresas que comercializam banda larga fixa de forma clandestina.
Seis representantes de provedores piratas foram presos em flagrante e levados à sede da Polícia Federal. Eles responderão criminalmente pelo delito de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, previsto no artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações.
A ação busca desarticular provedores clandestinos que prejudicam tanto a infraestrutura nacional quanto a concorrência no mercado de telecomunicações. O balanço oficial da agência mostra a dimensão do problema: mais da metade dos alvos operava fora da legalidade.
Segundo os fiscais, 52% dos provedores inspecionados eram clandestinos. Como resultado do pente-fino, 15 empresas foram autuadas por prestarem serviços de internet sem outorga (a licença exigida por lei) e por utilizarem roteadores e antenas sem homologação da Anatel.
O que foi apreendido na operação?
Mais da metade dos alvos visitados pelos agentes operava de forma clandestina (imagem: reprodução/Anatel)
Durante as buscas, as autoridades confiscaram cerca de R$ 200 mil em infraestrutura instalada em estações irregulares. O detalhe que chamou a atenção dos fiscais foi a origem de parte do material: foram recolhidos mais de 500 metros de cabos furtados de operadoras legalizadas.
Dos 48% restantes, segundo os dados do governo federal, 41% operavam integralmente dentro da lei, sem qualquer irregularidade. Outros 3% utilizavam equipamentos sem certificação, enquanto 4% das inspeções terminaram com laudos inconclusivos — casos que agora passarão por uma análise técnica e documental mais aprofundada da agência.
Proteção da infraestrutura e concorrência
A ofensiva foi coordenada pela Superintendência de Fiscalização (SFI) da Anatel e integra um plano maior de combate à concorrência desleal. Para o conselheiro da agência, Edson Holanda, a operação nacional é um marco necessário para dar estabilidade ao mercado.
Ele ressalta que a atuação pirata vai muito além de uma simples infração administrativa, sendo um ataque direto à segurança jurídica. “Empresas que investem em outorgas, equipamentos homologados e conformidade fiscal não podem ser prejudicadas por quem opera à margem da lei”, declarou.
A superintendente da SFI, Gesiléa Teles, explicou que as auditorias em campo são rigorosas. As equipes verificam desde as licenças de funcionamento e declarações de assinantes até a legalidade dos contratos de compartilhamento de postes e a origem de todo o maquinário.
Segundo Teles, esta rodada de fiscalizações é apenas o pontapé inicial. Novas fases da operação já estão programadas para manter a pressão contra a pirataria.
Fortes chuvas provocaram desastres em Minas Gerais (imagem: divulgação/Governo Federal)Resumo
A Anatel usa analisadores de espectro e antenas direcionais para rastrear sinais móveis em áreas de desastre em Minas Gerais.
A tecnologia permite localizar dispositivos móveis sob escombros, auxiliando equipes de resgate na busca por vítimas.
A Anatel colabora com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil para aumentar a precisão e reduzir o tempo de resposta nas operações de resgate.
As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais colocaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no centro das operações de busca e salvamento. A agência passou a atuar de forma direta ao lado do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, oferecendo suporte técnico para localizar vítimas em meio aos escombros, em especial na Zona da Mata.
A estratégia não é inédita. A Anatel já havia recorrido ao mesmo tipo de tecnologia em desastres anteriores, como o ocorrido em São Sebastião, no litoral paulista. Agora, a experiência acumulada volta a ser aplicada em um cenário marcado por soterramentos, difícil acesso e alta urgência nas buscas.
Tecnologia adaptada para salvar vidas
O apoio da Anatel se baseia no uso de analisadores de espectro combinados com antenas direcionais de alta sensibilidade. Normalmente empregados para identificar interferências em redes de telecomunicações, esses equipamentos são ajustados para outra finalidade: captar emissões de radiofrequência de telefones celulares.
Mesmo quando os aparelhos estão sob camadas de terra ou estruturas destruídas, eles continuam tentando se conectar às Estações Rádio Base (ERB) da região. Essas tentativas geram sinais intermitentes que podem ser detectados. A partir dessas informações, técnicos da agência conseguem estimar a posição do dispositivo, permitindo que as equipes de resgate concentrem escavações em áreas mais promissoras.
Os primeiros resultados já influenciaram o trabalho em campo. Em um dos pontos indicados pelo rastreamento técnico, foram encontrados quatro corpos. Em outra área, três sinais distintos continuam sendo monitorados, direcionando frentes de trabalho que seguem ativas na tentativa de localizar novas vítimas.
Como a Anatel se integrou à operação?
Diante da complexidade da situação, a agência reuniu fiscais de diferentes unidades regionais para atuar diretamente na zona afetada. A integração com bombeiros e defesa civil busca reduzir o tempo de resposta e aumentar a precisão das buscas, algo crucial em cenários de calamidade.
“A participação da Anatel nessas missões reforça que o papel da agência transcende a regulação técnica do mercado, assumindo uma função humanitária e de proteção à vida em momentos de calamidade pública. O uso criativo e estratégico de nossos equipamentos de telecomunicações reafirma o compromisso da Agência em colocar sua excelência técnica a serviço da sociedade brasileira.”
Giséia Teles – Superintendente de Fiscalização da Anatel
Projeto utilizou evolução da tecnologia MIMO para superar limitação da frequência (imagem: reprodução/Samsung)Resumo
A Samsung atingiu 3 Gbps em testes de 6G, usando faixa de 7 GHz e tecnologia X-MIMO, em parceria com a KT e a Keysight.
A tecnologia X-MIMO melhora cobertura e velocidade, superando limitações de alta frequência e oferecendo desempenho comparável ao 5G.
A Anatel no Brasil discute o uso da faixa de 6 GHz para 6G, com propostas divergentes entre redes móveis e Wi-Fi.
A Samsung anunciou que alcançou um novo recorde na taxa de transmissão de dados da futura rede de internet 6G. Em testes práticos ao ar livre, realizados no campus de pesquisa e desenvolvimento da empresa em Seul, na Coreia do Sul, os pesquisadores alcançaram uma velocidade de download de 3 Gbp/.
Os experimentos foram feitos em parceria com a operadora KT, da Coréia do Sul, e a Keysight, dos Estados Unidos. Elas forneceramo ambiente de rede simulado e os equipamentos de teste, respectivamente. A Samsung desenvolveu o protótipo da estação base, equipado com 256 portas digitais. O anúncio se deu nesta sexta-feira (20).
Como foram os testes?
As empresas utilizaram a faixa de frequência de 7 GHz e enviaram simultaneamente oito fluxos de dados de uma estação base para um dispositivo de usuário.
A adoção da faixa de 7 GHz é vista como uma etapa promissora para o 6G por oferecer maior largura de banda e taxas de dados superiores em comparação à faixa de 3,5 GHz, que é o padrão das atuais redes 5G. O potencial da tecnologia em faixas maiores é enorme. Por outro lado, enfrenta questões como limitações de alcance de transmissão e maior sensibilidade a obstáculos físicos.
Para isso, o projeto utilizou a arquitetura X-MIMO, uma evolução do Massive Multiple-Input Multiple-Output (MIMO), uma tecnologia de múltiplas antenas de ultra-alta densidade. A versão atualizada integra um grande número de antenas em um único arranjo para melhorar a eficiência geral e a velocidade.
Sul-coreana alcançou novo recorde de velocidade no 6G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O resultado final indicou que a configuração X-MIMO superou as limitações da alta frequência, entregando uma cobertura comparável à das atuais redes 5G, mas com um ganho expressivo na taxa de transmissão.
A expectativa da Samsung é que esses avanços sirvam de base para o desenvolvimento do 6G. A indústria deve voltar a tecnologia a setores que exigirão uma demanda de dados maior, como a IA e a realidade estendida (XR).
“Confirmamos o potencial para mais avanços na velocidade de transmissão para comunicações de próxima geração”, afirmou Jeong Jin-guk, chefe do centro de pesquisa de comunicações avançadas da Samsung.
Anatel já estuda implementação no Brasil
Diversos países atuam no desenvolvimento da rede 6G (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
No Brasil, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já iniciou as discussões sobre a nova geração de conectividade. A agência prevê a publicação do edital de leilão do 6G para outubro. No entanto, um impasse regulatório, envolvendo justamente as faixas de operação, pode impactar o cronograma de implementação.
A principal polêmica atual gira em torno do uso da frequência de 6 GHz. A Anatel propõe a divisão do espectro, destinando metade da faixa para as redes móveis e a outra metade para conexões sem fio, como o Wi-Fi. Por outro lado, a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) defende a reserva de toda a frequência para os novos padrões Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7.
Modem da Vivo vai cortar Wi-FI de inadimplentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Vivo permitirá que clientes insatisfeitos com o Wi-Fi Bônus cancelem o serviço sem multa, após atender a Anatel.
A mudança nos planos de fibra óptica começou em fevereiro e inclui o corte do Wi-Fi para clientes inadimplentes.
Clientes têm 90 dias para cancelar sem multa, mas a Vivo não esclareceu o impacto para quem usa roteadores próprios.
A Vivo atendeu a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e vai permitir que clientes insatisfeitos com a recente mudança nos planos de fibra óptica cancelem o serviço sem pagar multa. Conforme revelado com exclusividade pelo Tecnoblog, a operadora decidiu adotar o conceito de Wi-Fi Bônus. Isso significa que o roteador libera a rede sem fio de quem está adimplente e corta o sinal de quem atrasa a fatura.
Essa mudança começou a valer em fevereiro. Todos os contratos do Vivo Fibra estão sendo reajustados para incluir as novas condições, após rodadas de conversas com a agência reguladora, segundo pessoas com conhecimento do assunto.
Sem multa nem fidelização
Para chegar a este resultado, a Vivo entregou um Plano de Conformidade que prevê o abono da multa para os consumidores que desejem deixar a prestadora. Ela deve fazer uma comunicação massiva destacando as novas ofertas e explicando que “não haverá cobrança de multa em caso de rescisão ou alteração do plano quanto à taxa de adesão”.
É praxe do setor fechar contratos com fidelidade de 12 meses. Com a alteração, os clientes têm prazo de 90 dias para exercer esse direito, caso queiram, ainda de acordo com a documentação remetida à Anatel.
Plano de Conformidade retira multa de fidelização (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Algumas perguntas sobre o assunto continuam sem resposta. A Vivo ainda não explicou, por exemplo, o que acontecerá com os consumidores que utilizam o próprio roteador para acesso à internet.
Será que o Wi-Fi Bônus vira moda?
Por enquanto, somente a Vivo adotou o mecanismo de Wi-Fi Bônus como forma de incentivar o pagamento das faturas em dia. Antes disso, a operadora causou polêmica ao tentar considerar 99% da velocidade contratada como bônus, também conforme revelado em primeira mão pelo Tecnoblog. A postura da empresa de origem espanhola causou revolta na Anatel.
Nos bastidores do setor, comenta-se que outras empresas começaram a ensaiar a adoção da velocidade bônus, com o objetivo de repetir os passos da Vivo e dificultar a vida dos consumidores inadimplentes.
Agora, resta a dúvida se o Wi-Fi Bônus, que foi adotado com o aval da agência reguladora, será replicado por outros provedores de acesso. Os sites da Claro e da TIM por ora não trazem qualquer menção a isso, o que significa que o Wi-Fi no roteador fornecido pela empresa é tratado como parte fundamental do serviço, não como um benefício para os bons pagadores.
O Wi-Fi será desativado 20 dias após o vencimento da fatura. Já o serviço como um todo poderá ser suspenso após um atraso de 50 dias.
Wi-Fi passa a ser tratado como bônus no contrato do Vivo Fibra (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Vivo cortará o Wi-Fi de clientes inadimplentes do Vivo Fibra a partir de fevereiro, mantendo a conexão cabeada ativa.
A suspensão do Wi-Fi ocorrerá após 15 dias de inadimplência, conforme o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor da Anatel.
A Vivo tentará impor regras mais rígidas para inadimplentes, tratando o Wi-Fi como um bônus para clientes com pagamentos em dia.
A Vivo vai cortar o Wi-Fi dos clientes do Vivo Fibra, serviço de internet por fibra óptica, a partir de fevereiro. A operadora começou a comunicar a base de clientes sobre a mudança. O Tecnoblog apurou que os planos atuais – tecnicamente chamados de “ofertas” – passam a ser migrados para as novas condições a partir de hoje (02/02).
Na prática, isso significa que o consumidor do Vivo Fibra que deixar de pagar o serviço ficará sem a internet sem fio. O documento que formaliza todas as condições de contratação, chamado de etiqueta padrão, informa que “seu plano conta com bônus de Wi-Fi, concedido enquanto sua fatura estiver em dia”.
Etiqueta padrão do Vivo Fibra informa sobre Wi-Fi como bônus por adimplência (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Como o cliente será notificado?
A Vivo se comprometeu a notificar o cliente em caso de inadimplência. O documento dá a entender que a conexão por rede cabeada continuará funcionando normalmente, então o consumidor ainda poderá plugar o notebook no cabo Ethernet caso queira utilizar a internet. Nós estamos em contato com a equipe de comunicação da Vivo para esclarecer melhor este ponto.
O corte de Wi-Fi não será imediato. A prestadora terá que esperar pelo menos 15 dias, conforme determina o novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (RGC), regramento da Anatel que foi atualizado em setembro de 2025. Ainda não se sabe se o roteador da prestadora passará a dar algum tipo de aviso quando estiver nessa situação de conexão Wi-Fi remotamente desativada por falta de pagamento.
Ainda de acordo com a etiqueta padrão, o serviço poderá ser totalmente suspenso caso o consumidor não realize o pagamento dos débitos pendentes.
Roteador Vivo Fibra com Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Crise da velocidade bônus
Esta é a segunda tentativa da Vivo, a maior prestadora de telecomunicações do país, em impor regras mais duras para os inadimplentes. O Tecnoblogrevelou em primeira mão, ainda em setembro de 2025, que a Vivo havia modificado o contrato do Vivo Fibra para que a velocidade contratada fosse constituída majoritariamente de um bônus.
Ou seja, o plano de 500 MB/s era oficialmente composto por 0,16 Mb/s de velocidade garantida e 499,83 Mb/s de bônus de download. Na prática, seria impossível usar a rede. O Tecnoblog apurou que a mudança pegou mal na Anatel, que enquadrou a Vivo e exigiu mudanças na postura da operadora.
Repare a ironia: o símbolo de Wi-FI está ao lado do nome do plano, mas nos detalhes consta “bônus Wi-Fi mediante adimplência” (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Fontes ligadas ao setor de telecomunicações acreditam que, desta vez, a Vivo está agindo conforme um entendimento construído com o órgão regulador. Ela deverá dar transparência sobre o fato de que o Wi-Fi passa a ser tratado como um adicional do plano de banda larga destinado aos bons pagadores.
Vivo tem prazo de 30 dias para fazer adequações (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Etiqueta padrão do Vivo Fibra informa sobre Wi-Fi como bônus por adimplência (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Roteador Vivo Fibra Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Repare a ironia: o símbolo de Wi-FI está ao lado do nome do plano, mas nos detalhes consta “bônus Wi-Fi mediante adimplência” (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Brasil tem 20 milhões de linhas fixas (imagem: reprodução/Pixabay)Resumo
O Brasil encerrou 2025 com 20 milhões de telefones fixos, uma queda de 3 milhões em relação a 2024. A Claro lidera com 30,5% das linhas.
O país possui 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa, 79% via fibra óptica. A Starlink lidera acessos via satélite.
Vivo, Claro e TIM dominam 94,1% do mercado de telefonia móvel. O 4G representa 66,1% dos acessos móveis.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concluiu o panorama do setor, com os resultados para 2025. A documentação permite saber como estão os segmentos de telefonia fixa (sim, ela ainda existe), banda larga e telefonia móvel.
O tradicional telefone fixo continua em queda, com 20 milhões de acessos no país, segundo os dados da Anatel. Houve uma queda de 3 milhões de linhas na comparação com 2024. Com isso, o resultado fica perto do registrado em 1998, quando o setor de telefonia foi privatizado.
A Claro lidera este segmento, com 30,5% das linhas, seguida pela Vivo (25%) e a Oi (19,1%). O restante fica pulverizado entre várias companhias.
A maioria dos telefones fixos continua nas mãos de pessoas físicas, que são 52,1% dos assinantes.
Banda larga fixa
Cabo de fibra óptica para rede de internet (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)
O Brasil encerrou 2025 com 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa. Destes, 79% utilizam tecnologia de fibra óptica. Do restante, 14,9% são via cabo coaxial (a grande maioria da Claro); acessos via rádio somam 3,3%; satélite soma outros 1,5%, com a Starlink na liderança desta categoria; e 1,3% de cabos metálicos, concentrados na Vivo, Oi, Claro e provedores pequenos.
Apesar da promessa do 5G, o 4G ainda dominou o mercado, com 66,1% dos acessos, contra 21,5% da internet móvel de quinta geração. O 2G e o 3G combinados representam 12,3%, principalmente por causa dos aparelhos M2M, sigla para Machine-to-Machine, que permite a comunicação direta entre dispositivos.
Operadoras pequenas, fatia pequena
A Vivo, Claro e TIM continuam dominando o mercado de telefonia móvel: juntas elas somam 94,1% do total de linhas. O restante está dividido entre a Algar (que opera no Triângulo Mineiro e áreas próximas de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás, além de ter acordos de roaming e MVNO para o restante do país), com 1,9%; Arqia (1,3%); e Surf Telecom (1,1%).
As entrantes Brisanet (com licença nas regiões Nordeste e Centro-Oeste) e Unifique (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e futuramente Paraná) possuem 0,3% (852.265 linhas) e 0,1% (247.752) cada. A Ligga/Sercomtel soma 24 mil acessos.
Starlink Mini tem tamanho próximo ao de um laptop (Imagem: Divulgação / SpaceX)Resumo
A Starlink atingiu 1 milhão de clientes no Brasil quatro anos após começar a operar no país.
A velocidade média de conexão da Starlink no Brasil aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, mas ainda está abaixo da média global de 220 Mb/s.
A Starlink solicitou à Anatel a utilização de satélites de segunda geração para melhorar a velocidade e estabilidade do sinal.
O provedor de internet via satélite Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes no Brasil. Quatro anos após receber o aval para atuar no país, a companhia de Elon Musk rapidamente conquistou consumidores, ultrapassou rivais e se tornou referência neste tipo de tecnologia.
A empresa fez uma postagem na rede social X comemorando o momento. “Agradecemos a todos os nossos clientes!”, escreveu a Starlink em bom português.
Post no perfil global da Starlink (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Números anteriores davam conta de que a prestadora atendia 600 mil clientes por aqui. Fontes no setor ressaltam que, no acompanhamento de número de consumidores, os números internos das empresas de telefonia podem ser ligeiramente divergentes daqueles registrados nos painéis da Anatel, que são processados com atraso.
Nos últimos anos, a Starlink adotou uma postura low profile no país. Ela evitou se envolver em polêmicas – em especial aquelas associadas ao seu fundador – e focou na expansão do serviço. É normal, por exemplo, esbarrar com publicidades na rede X com condições promocionais para contratar o serviço, que rivaliza com a fibra óptica em algumas regiões.
A Starlink pretende mudar sua comunicação?
A título de curiosidade, os executivos da Starlink não têm o hábito de falar em on com jornalistas. Existe a expectativa de que isso mude com a chegada de Paulo Esperandio como diretor de desenvolvimento de negócios para a América Latina da SpaceX, a empresa-mãe do provedor.
Com passagens por TIM e Vivo, Paulo Esperandio assumiu cargo na SpaceX (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
No passado, o empresário Elon Musk chegou a dizer que a Starlink atendia 90% das cidades da Amazônia. Hoje, é possível dizer que ela se tornou sinônimo de conectividade principalmente no interior do país, como em fazendas e outras localidades vinculadas ao agronegócio, e em regiões distantes dos centros urbanos, como escolas do Norte.
O Tecnoblog revelou em novembro de 2025 que a velocidade média de conexão avançou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, um ganho de 55%. Ainda assim, os clientes brasileiros ficam abaixo da média global de 220 Mb/s.
Quais são os próximos passos da empresa?
O movimento mais recente da Starlink foi a solicitação à Anatel para utilizar satélites de segunda geração. Eles já estão liberados para uso nos Estados Unidos e têm como principal promessa uma maior velocidade e estabilidade de sinal, já que utilizam uma radiofrequência atualmente sem uso.
Autorização de uso da Unifique tem prazo de 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Unifique comprou um bloco de 80 MHz na faixa de 3,5 GHz no Paraná por R$ 20 milhões.
A aquisição envolve pagamento parcelado e a responsabilidade por investimentos em infraestrutura, incluindo 745 Estações Rádio Base.
Operação amplia a atuação da Unifique para 1.191 municípios no Sul do Brasil, reorganizando o projeto de 5G na região.
A Unifique firmou um acordo para adquirir a autorização de uso de radiofrequência, em caráter primário, de um bloco de 80 MHz na faixa de 3,5 GHz no Paraná. A operação envolve o pagamento de R$ 20 milhões para a Ligga Telecom, que é dona do espectro de rede na região por meio do Consórcio 5G Sul.
Com a transação, a Unifique passa a concentrar o uso da faixa também no Paraná, estado em que a Ligga ainda não colocou a rede em operação, apesar das obrigações regulatórias previstas.
Acordo entre Unifique e Ligga
Os termos divulgados mencionam um pagamento de forma parcelada. A Unifique desembolsa R$ 10 milhões na assinatura do contrato, outros R$ 5 milhões em até 30 dias e os R$ 5 milhões restantes após a aprovação da operação pela Anatel e o cumprimento das condições precedentes.
Além disso, a empresa assumirá o valor remanescente da outorga, que era de R$ 1,7 milhão em 2021, a ser quitado em 20 parcelas anuais, conforme a regulamentação vigente.
A autorização de uso da radiofrequência tem prazo de 20 anos, com possibilidade de prorrogação. A Unifique também ficará responsável pelos investimentos necessários para cumprir os compromissos de cobertura originalmente assumidos pela Ligga. Esses compromissos envolvem o atendimento de 336 municípios paranaenses, todos com menos de 30 mil habitantes, por meio da instalação de 745 Estações Rádio Base.
A Ligga Telecom é controlada pelo empresário Nelson Tanure, via BP Participações, e integra o Consórcio 5G Sul junto com a própria Unifique, que já detinha o espectro nos demais estados da região.
Conforme noticiado aqui no Tecnoblog, também existe a possibilidade de Tanure estar em busca de compradores para a operadora de telecomunicações adquirida por ele em 2020. A companhia teria sido colocada à venda por cerca de R$ 2,5 bilhões, valor semelhante ao desembolsado na época da privatização da antiga Copel Telecom, no Paraná.
Por que a operação faz sentido para o 5G no Paraná?
Primeira rede 5G estreou no Brasil em julho de 2020 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A aquisição ajuda a resolver um impasse regulatório. Como integrante do consórcio vencedor do leilão do 5G, a Unifique também poderia ser impactada por eventuais atrasos no cumprimento das obrigações de cobertura no Paraná. A empresa passa a centralizar a execução do projeto, reduzindo riscos junto à Anatel.
O contexto do leilão ajuda a explicar esse movimento. A faixa de 3,5 GHz destinada à região Sul foi arrematada pelo Consórcio 5G Sul, formado pela Unifique e pela então Copel Telecom — empresa posteriormente adquirida pelo fundo Bordeaux, do empresário Nelson Tanure. O grupo levou um bloco de 80 MHz para prestação exclusiva nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Já a Sercomtel, operadora com atuação em Londrina (PR), também arrematou um bloco de 80 MHz na mesma faixa, mas com autorização para operar em São Paulo e em estados da região Norte. As duas operações estão ligadas pelo controle comum do fundo Bordeaux, que detém tanto a Sercomtel quanto a Copel Telecom.
Com a operação, o mercado da Unifique passa a abranger 1.191 municípios, sendo 497 no Rio Grande do Sul, 295 em Santa Catarina e 399 no território paranaense.
Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A TIM lidera em confiabilidade móvel e qualidade consistente, superando a Claro e vencendo pela quarta vez consecutiva.
A Vivo lidera em velocidade de download, especialmente no 5G, com 336,4 Mb/s, e supera a Claro em várias métricas.
O Brasil tem 64% de cobertura 5G, a segunda maior na América Latina, atrás apenas do Chile.
A empresa de análise de mercado Opensignal liberou o primeiro estudo de 2026 referente às operadoras de telefonia móvel. A TIM tomou o lugar da Claro num dos indicadores mais importantes: a chamada Experiência de Confiabilidade, que considera a frequência com que os usuários conseguem realizar tarefas básicas na rede. Em 2025, a prestadora de origem mexicana obteve essa vitória.
Além da confiabilidade, a TIM consolidou sua hegemonia no quesito Qualidade Consistente. A operadora venceu essa categoria pela quarta vez consecutiva, atingindo uma pontuação de 72,7% — uma alta expressiva em relação aos 68,3% registrados no relatório do ano anterior. Esse índice mede se a rede suporta bem aplicativos exigentes, como chamadas de vídeo em grupo e upload de arquivos.
Quem lidera em velocidade e cobertura 5G?
O relatório da Opensignal é muito completo, com diversas nuances, e não decreta uma operadora que seja “a melhor” em todos os atributos do serviço de telefonia. Quando o assunto é velocidade de download, a Vivo leva a melhor em três das quatro métricas consideradas pelo relatório. Ela está à frente da Claro inclusive na tecnologia 5G, com uma vantagem de 14 Mb/s.
Confira as principais medições abaixo:
Download em geral
Vivo: 51,3 Mb/s
Claro: 49,6 Mb/s
TIM: 42,2 Mb/s
Upload em geral
Vivo: 10,0 Mb/s
Claro: 9,7 Mb/s
TIM: 8,4 Mb/s
Download no 5G
Vivo: 336,4 Mb/s
Claro: 322,8 Mb/s
TIM: 316,0 Mb/s
Upload no 5G:
Claro: 28,4 Mb/s
Vivo: 27,6 Mb/s
TIM: 25,0 Mb/s
O estudo também traz um panorama positivo sobre a infraestrutura nacional. Segundo dados da Anatel citados no relatório, a cobertura 5G no Brasil já alcança cerca de 64% da população, superando com folga a meta regulatória prevista para 2027, que era de 58%. No cenário latino-americano, o Brasil já possui a segunda maior porcentagem de conexões 5G, ficando atrás apenas do Chile.
Quadro com resumo da telefonia brasileira em janeiro de 2026 (imagem: reprodução/Opensignal)
Equilíbrio na experiência de vídeo
De modo geral, a TIM e a Vivo são as duas empresas mais bem posicionadas, cada qual com seis prêmios dentre os 14 possíveis. No segmento de vídeo, houve uma mudança de liderança importante. Enquanto a TIM manteve o prêmio de Experiência de Vídeo geral, a Vivo desbancou a rival e assumiu o topo na Experiência de Vídeo 5G e Vídeo ao Vivo 5G.
Vale notar que, apesar das trocas de liderança, a corrida está cada vez mais técnica. Nas categorias de vídeo, por exemplo, a diferença entre a primeira e a terceira colocada é muitas vezes inferior a um ponto. Isso coloca todas as três grandes operadoras brasileiras na categoria de classificação “Boa”, indicando um nivelamento por cima da qualidade do serviço.
Equipamento foi desenvolvido na Universidade da Califórnia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criaram um transceptor sem fio que atinge 120 Gb/s, 24 vezes mais rápido que o 5G mmWave.
Tecnologia utiliza chip de silício de 22 nanômetros, reduzindo consumo de energia para 230 miliwatts e facilitando produção em massa.
No entanto, a principal limitação é o alcance de sinal, que é muito menor que o 5G mmWave.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) desenvolveram um dispositivo de transmissão sem fio capaz de transmitir dados a 120 gigabits por segundo (Gb/s), que equivale a cerca de 15 gigabytes por segundo (GB/s). A velocidade é 24 vezes superior à do 5G mmWave e se aproxima das conexões de fibra óptica usadas em data centers, que geralmente operam a 100 Gb/s.
Para chegar a esse número, vale lembrar que um byte equivale a oito bits. Essa velocidade permitiria baixar cerca de três filmes em qualidade 4K (dependendo do nível de compressão dos arquivos) em um segundo, ou baixar um jogo pesado de 130 GB, como Black Myth: Wukong, em menos de nove segundos.
O equipamento desenvolvido pelos pesquisadores trabalha na faixa de 140 GHz e supera em larga margem as tecnologias sem fio disponíveis no mercado.
O Wi-Fi 7 atinge teoricamente até 30 Gb/s, enquanto o 5G mmWave chega a 5 Gb/s. A título de comparação, o 5G brasileiro, o mais rápido da América Latina, atinge velocidade média de 430,8 Mb/s. O novo transceptor opera a 15 GB/s, cerca de 277 vezes mais rápido que a melhor rede comercial do país.
A equipe liderada pelo pesquisador Zisong Wang substituiu os conversores digitais-analógicos (DAC) tradicionais por três sub-transmissores sincronizados, o que reduz drasticamente o consumo de energia.
O diferencial está no processamento analógico. O transceptor realiza operações complexas no domínio analógico, ao invés do digital, o que permite que o chip consuma apenas 230 miliwatts. Um DAC convencional capaz de processar 120 Gb/s demandaria vários watts de potência.
Segundo o diretor do Laboratório de Circuitos Integrados de Comunicação em Nanoescala da UC Irvine, Payam Heydari, se fossem usados métodos tradicionais, a bateria de dispositivos móveis de próxima geração duraria minutos.
Tecnologia demonstrou ser mais veloz que o 5G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O chip é fabricado em silício com processo de 22 nanômetros, usando tecnologia de silício sobre isolante totalmente depletado. Esse processo é mais simples que os nós de 2 nanômetros ou 18 A usados por empresas como TSMC e Samsung, o que facilita a produção em massa e reduz custos.
Além disso, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode substituir quilômetros de cabos em data centers, reduzindo custos de instalação e operação em ambientes com servidores.
Quais são as limitações da tecnologia?
A principal restrição está no alcance do sinal. O 5G mmWave atual, que opera a até 71 GHz, já tem alcance limitado a cerca de 300 metros. Como o novo transceptor opera em frequências ainda mais altas (140 GHz), o raio de cobertura tende a ser menor.
Wang comentou ao Tom’s Hardwareque a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos e os órgãos responsáveis pelos padrões 6G estão analisando o espectro de 100 GHz como a nova fronteira para comunicações sem fio.
No entanto, para adoção em larga escala, será necessário desenvolver métodos de extensão de alcance e gerenciamento de interferências, além de integrar o sistema às redes já existentes. Ou seja: sem inovações que melhorem o alcance do sinal, as cidades ficariam repletas de estações base de alta velocidade, tornando inviável.
Projeto de Bezos desafia domínio da SpaceX, de Elon Musk (imagem: reprodução/Bloomberg/Getty Images)Resumo
Blue Origin planeja lançar 5.408 satélites em órbita baixa com o projeto TeraWave.
A megaconstelação de satélites é focada em data centers de IA, governos e grandes empresas, e deve competir com a Starlink.
O TeraWave oferecerá velocidades de até 6 Tb/s e não deve ser confundido com o Amazon Leo, que visa consumidores finais.
A Blue Origin, empresa aeroespacial fundada por Jeff Bezos, anunciou nessa quarta-feira (21/01) um plano para implantar uma constelação de 5.408 satélites em órbita terrestre baixa. Denominado TeraWave, o projeto visa estabelecer uma rede de comunicações de alta capacidade desenhada especificamente para atender data centers, agências governamentais e grandes corporações.
A iniciativa marca a entrada definitiva da companhia na disputa pela infraestrutura espacial, um setor atualmente liderado pela SpaceX. O início dos lançamentos está previsto para o último trimestre de 2027.
Não é o mesmo que o Amazon Leo (antigo Kuiper)
Diferente das iniciativas voltadas para o consumidor final, a arquitetura do TeraWave foi projetada para suportar tráfego pesado de dados. Segundo o comunicado oficial, a rede oferecerá velocidades de transferência de até 6 Tb/s em qualquer ponto da Terra. A Blue Origin estima que o serviço atenderá um grupo seleto de, no máximo, 100 mil clientes corporativos.
O projeto não deve ser confundido com o Amazon Leo (anteriormente Projeto Kuiper). Embora ambos tenham Bezos como figura central, as operações e os objetivos são diferentes.
O Amazon Leo é uma iniciativa da Amazon focada em internet banda larga para consumidores finais e pequenas empresas, competindo diretamente com os planos residenciais da Starlink.
Lançamento de foguete com satélite do antigo projeto Kuiper (foto: divulgação)
Já o TeraWave é um projeto da Blue Origin, braço de exploração espacial de Bezos, focado puramente em infraestrutura de backbone (espinha dorsal da internet). A rede não será acessível a consumidores individuais; a empresa enfatiza que seus terminais e gateways são estritamente de “nível empresarial”.
Para colocar os 5.408 satélites em órbita, a Blue Origin dependerá do sucesso do seu foguete reutilizável, o New Glenn. O veículo de lançamento pesado já realizou dois voos, mas a empresa ainda enfrenta o desafio de escalar a cadência de lançamentos para cumprir o cronograma agressivo de 2027.
Hegemonia da SpaceX e data centers no espaço
O anúncio chega em um momento em que a indústria aeroespacial busca soluções para a demanda computacional da inteligência artificial. O processamento de modelos de IA em larga escala exige energia massiva em terra, levando o setor a considerar a construção de data centers no espaço como uma alternativa viável a médio prazo.
A apresentação do TeraWave intensifica a competição pelo controle dessa infraestrutura fora da atmosfera. Atualmente, a SpaceX, de Elon Musk, mantém a hegemonia com a rede Starlink, que soma cerca de 10.000 satélites e mais de 6 milhões de clientes em 140 países — atendendo desde usuários domésticos até, via Starshield, agências de segurança nacional dos EUA.
Saiba como funciona o serviço de roaming e como ele é importante para a telefonia móvel (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O roaming permite que o celular se conecte a redes parceiras quando está fora da área de cobertura original. Esse recurso garante a conexão móvel em viagens, possibilitando fazer chamadas e acessar a internet sem trocar de chip.
No dia a dia, a função facilita o uso de GPS, redes sociais e e-mails com maior praticidade e integração. Assim, o usuário permanece acessível pelo número habitual, independentemente de onde estiver no momento.
Operadoras de telefonia brasileiras, como Claro, Tim e Vivo, oferecem planos com roaming gratuito em território nacional e pacotes internacionais específicos. É essencial consultar as regras do plano para evitar surpresas com o custo do roaming ao viajar.
A seguir, saiba mais sobre o conceito de roaming, como ele funciona e quando é preciso pagar pelo seu uso. Também conheça as vantagens e desvantagens da funcionalidade.
O roaming é o recurso que permite a conexão de dispositivos móveis a redes de operadoras parceiras quando o usuário sai da área de cobertura original. Ele garante a continuidade de chamadas e o acesso a dados em viagens nacionais ou internacionais por meio de acordos de infraestrutura compartilhada.
O que significa roaming?
O termo “roaming” deriva do inglês, significando “vagar ou mover-se de forma não organizada, especialmente em uma área extensa”. Em telecomunicações, refere-se ao uso do celular em uma rede diferente da operadora do usuário, quando ele estiver fora da área de cobertura.
O roaming permite que o usuário se conecte a redes de operadoras parceiras, mesmo quando estiver fora da área de cobertura original (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Para que serve o roaming?
O roaming permite usar o celular fora da área de cobertura da operadora original ao realizar conexões automáticas por meio de redes parceiras. Essa tecnologia garante a continuidade dos serviços de voz e dados, mantendo o número ativo em diferentes regiões.
Seu objetivo é viabilizar chamadas, mensagens e acesso à internet durante viagens nacionais ou internacionais com máxima conveniência. Assim, evita a troca de chips físicos, facilitando a comunicação e o uso de aplicativos essenciais em qualquer lugar.
Como funciona o roaming?
O celular em roaming identifica redes parceiras ao sair da cobertura original, enviando dados de registro para iniciar a conexão. A rede visitada então solicita a autenticação junto à operadora de origem via protocolos de sinalização para validar o acesso.
Após a aprovação, um perfil temporário é criado para permitir o uso de serviços de voz e SMS enquanto monitora o consumo para o faturamento futuro. As chamadas recebidas são redirecionadas pela rede doméstica, que localiza o aparelho e usa um roteamento específico para completar o contato no exterior.
Para o roaming de dados, a rede local usa gateways que conectam o tráfego de dados de volta à operadora original ou diretamente à rede mundial. Esse processo assegura que as permissões de navegação e limite de franquia do plano contratado sejam devidamente respeitados e aplicados.
O sistema de roaming depende da comunicação constante entre os bancos de dados de localização para atualizar a posição geográfica do dispositivo em tempo real. Essa sincronização permite a entrega precisa de pacotes de dados e chamadas, independentemente da distância física entre as operadoras envolvidas.
Como funciona o roaming quando a pessoa está fora da área de cobertura original (imagem: Reprodução/Collidu)
Por que aparece um “R” no sinal do celular?
O ícone “R” indica que o dispositivo entrou em roaming, conectando-se a redes de outras operadoras porque o sinal da empresa nativa está indisponível ou fraco. Isso garante a continuidade de chamadas e internet durante deslocamentos para áreas sem cobertura própria ou em situações de manutenção técnica.
Esse ícone serve como alerta para possíveis tarifas extras ou redução na velocidade de navegação, conforme os termos do plano de telefonia. Em viagens internacionais, é indicado revisar as configurações de dados para evitar cobranças inesperadas, já que os serviços de telefonia fora do país costumam ter custos elevados.
O icone “R” de roaming costuma ser exibido ao lado do sinal do celular (imagem: Reprodução/Sony)
Quais são as vantagens do roaming?
Estes são os pontos fortes do roaming:
Continuidade do serviço: garante que o usuário permaneça acessível no mesmo número original, alternando entre redes sem quedas de sinal ou perda de chamadas;
Praticidade e conveniência: dispensa a compra de chips locais ou configurações complexas de eSIM, permitindo o uso imediato de dados e voz ao cruzar fronteiras;
Acesso global facilitado: utiliza parcerias internacionais para garantir cobertura em áreas remotas, onde operadoras específicas podem não ter infraestrutura própria;
Segurança de dados: oferece uma conexão mais protegida via celular em comparação ao uso de redes Wi-Fi públicas instáveis e vulneráveis em locais desconhecidos;
Gestão financeira unificada: centraliza todos os custos na fatura mensal da operadora de origem, facilitando o controle de gastos e o reembolso corporativo.
Quais são as desvantagens do roaming?
Estes são os pontos fracos do uso do roaming:
Custos elevados: as tarifas para chamadas, mensagens e uso de dados no exterior superam as taxas domésticas, podendo gerar faturas inesperadas e extremamente altas;
Velocidades reduzidas: as operadoras locais costumam priorizar seus próprios clientes, resultando em conexões de dados mais lentas, instáveis ou propositalmente limitadas;
Drenagem da bateria: a busca constante por frequências compatíveis e a troca entre torres de operadoras estrangeiras aumentam consideravelmente o consumo de energia;
Incompatibilidade de frequências: dependendo da região, o celular pode não suportar as bandas locais, resultando em sinal fraco ou ausência total de serviço;
Consumo passivo de dados: aplicativos em segundo plano e atualizações automáticas podem gerar cobranças extras, muitas vezes antes que o usuário configure o aparelho.
O roaming oferece ampla conveniência para os usuários, mas exige atenção para evitar gastos inesperados (imagem: Christian Lue/Unsplash)
Preciso pagar para usar o roaming?
O roaming nacional é gratuito para a maioria dos planos de telefonia no Brasil, pois segue a regulamentação que proíbe a cobrança de deslocamento entre estados desde 2018. Isso permite usar a franquia de dados e minutos sem custos adicionais em todo o território brasileiro.
Em países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile, acordos internacionais garantem que o uso de internet e ligações ocorra sem taxas extras, descontando diretamente do pacote do usuário. Basta manter o roaming ativo nas configurações do aparelho para usá-lo livremente.
Para as demais regiões, as tarifas são elevadas e exigem a contratação de passaportes diários ou pacotes específicos da operadora. Para economizar, recomenda-se o uso de redes Wi-Fi locais confiáveis ou a compra de um eSIM internacional pré-pago.
Quais são as tarifas de roaming ao viajar para o exterior?
As tarifas de roaming internacional na Claro, Tim e Vivo variam conforme o país visitado e o plano contratado pelo usuário. É comum a cobrança de diárias fixas ou pacotes mensais que incluem franquia de dados, SMS e minutos de voz.
Para evitar surpresas na fatura, é recomendado consultar as condições específicas e ativar o serviço pelo aplicativo ou site oficial da operadora. Também é ideal sempre verificar se o destino possui cobertura e se os benefícios do plano atual já contemplam o uso no exterior.
Operadoras de telefonia costumam oferecer pacotes de roaming internacional (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Qual é a diferença entre roaming nacional e internacional?
O roaming nacional ocorre quando o dispositivo usa a infraestrutura de uma operadora parceira no território brasileiro para suprir a ausência do sinal da rede de origem. Garante a continuidade do serviço em áreas remotas ou sem cobertura própria, geralmente sem custos adicionais para o usuário.
O roaming internacional permite que o aparelho acesse serviços de voz e dados por meio de redes estrangeiras enquanto o usuário viaja para outros países. A conexão é viabilizada por acordos globais de interconexão e costuma gerar cobranças específicas ou a necessidade de contratação de pacotes diários.
Qual é a diferença entre roaming e dados móveis?
O roaming é a ativação do serviço que permite o celular se conectar a redes de operadoras parceiras quando a pessoa está fora da área de cobertura original. Esse recurso é essencial para manter a conectividade durante viagens para outras regiões ou países.
Os dados móveis se referem à tecnologia, como 4G ou 5G, que transmite informações e garante o acesso à internet sem depender de redes Wi-Fi. Eles usam a infraestrutura direta da operadora para viabilizar o uso de dados móveis contratado pelo usuário.
O preço final dos cabos de fibra óptica importados da China para prestadoras de pequeno porte pode subir mais de 170% (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
A aplicação de direitos antidumping definitivos sobre cabos de fibra óptica importados da China acendeu um sinal de alerta no setor de telecomunicações no Brasil. A medida, aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) no fim de dezembro de 2025, prevê a cobrança adicional de US$ 2,42 por quilo do produto (cerca de R$ 12,99) e já começa a refletir nos preços praticados no mercado nacional.
Em nota conjunta, a TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) e a Abramulti (Associação Brasileira dos Operadores de Telecomunicações e Provedores de Internet) afirmam que a decisão pode elevar de forma relevante o custo de um insumo considerado estratégico para a expansão da conectividade no Brasil.
Segundo apuração do TeleSíntese, reajustes já foram observados e passaram a impactar os cálculos financeiros de prestadoras de serviços, especialmente as de menor porte.
Por que a medida preocupa o setor?
As entidades ressaltam que não defendem nem apoiam práticas de dumping. O posicionamento, segundo elas, busca chamar atenção para os efeitos econômicos e sociais do aumento de custos de importação de cabos e fibras ópticas, com reflexos diretos em pequenos provedores e na oferta de internet em regiões menos atendidas.
Estimativas preliminares indicam que o preço final dos cabos de fibra óptica importados da China para prestadoras de pequeno porte pode subir mais de 170%. Considerando a participação desses produtos no mercado, a avaliação é que o reajuste tende a pressionar também os preços de fabricantes nacionais e de cabos provenientes de outros países. Nesse cenário, o preço de equilíbrio de todos os cabos comercializados no Brasil poderia aumentar em torno de 50%.
Além dos cabos, foi aplicada medida antidumping sobre a importação de fibras ópticas, o que, segundo as associações, pode intensificar ainda mais os efeitos sobre a cadeia produtiva e o mercado de infraestrutura de telecomunicações.
Medida antidumping foi aplicada sobre a importação de fibras ópticas (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Impactos sobre conectividade e políticas públicas
De acordo com a TelComp e a Abramulti, a elevação generalizada dos custos tende a desacelerar a expansão da banda larga, sobretudo em áreas menos atrativas do ponto de vista econômico e entre consumidores de menor renda. O risco é de aprofundamento do chamado abismo digital, em um momento em que o país ainda busca ampliar o acesso à internet de qualidade.
As entidades também destacam possíveis impactos sobre políticas públicas estruturantes. Programas de conectividade de escolas, como o Aprender Conectado, e obrigações relacionadas à implantação da infraestrutura do 5G podem ser afetados, com risco de redução no número de escolas atendidas e aumento significativo dos custos dos projetos.
Portabilidade bateu recorde em 2022, ano do fim da operação da Oi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Em 2025, consumidores brasileiros fizeram cerca de 8,5 milhões de pedidos de portabilidade numérica, segundo a ABR Telecom.
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul lideram os pedidos de portabilidade no Brasil.
Desde 2008, aproximadamente 104 milhões de consumidores brasileiros realizaram portabilidade numérica.
Clientes de telefonia fizeram cerca de 8,5 milhões de pedidos de portabilidade em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), entidade que administra as trocas de operadora no Brasil.
O assunto foi destaque no jornal O Globo. Esse é o maior número desde 2022, quando 10,1 milhões levaram seus números para outras empresas. Naquele ano, porém, houve um fator incomum: a Oi parou de operar, o que levou a uma reorganização do mercado. Antes disso, entre 2019 e 2021, a quantidade de solicitações ficou próxima a 8,5 milhões.
Desde 2008, foram 104 milhões de pedidos de portabilidade (foto: Breakingpic/Pexels)
A ABR Telecom não informa quais foram as operadoras envolvidas nas trocas. Segundo a entidade, a lista de estados que mais fazem pedidos de portabilidade é encabeçada por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
O órgão informa também que, desde 2008, quando o sistema foi implementado, cerca de 104 milhões de consumidores já levaram seu número para outra empresa. Para efeito de comparação, há 270 milhões de números ativos hoje no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Ao Globo, Abraão Balbino, presidente da ABR Telecom, declarou que as trocas de operadora vêm da necessidade do consumidor de melhorar sua experiência e conseguir preços melhores, inclusive aproveitando ofertas sazonais, como Black Friday e datas comemorativas.
Como fazer a portabilidade?
O método mais comum é procurar a operadora para a qual você deseja migrar. O processo muda de acordo com a empresa, podendo ser feito por telefone, SMS, internet, app ou na loja, dependendo da companhia.
Após contratar o novo serviço, você precisa confirmar a solicitação de portabilidade. Para isso, aguarde uma mensagem SMS enviada pelo número 7678.
O processo pode levar até três dias úteis para ser concluído, e a linha telefônica pode ficar sem serviço por até 24 horas.
Outra maneira, menos conhecida, é iniciar o processo a partir da linha atual, enviando um SMS para o número 7678 com a mensagem “portar” ou “portabilidade”. A partir daí, é só seguir as instruções e informar a operadora desejada.
Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
FCC autorizou SpaceX a lançar 7.500 satélites Starlink de segunda geração, totalizando 15.000 satélites do tipo para sua operação;
Satélites podem ser posicionados em altitudes entre 340 km e 485 km, reduzindo o risco de colisão e latência nas conexões;
SpaceX solicitou operar quase 30.000 satélites, mas FCC está liberando autorizações gradualmente.
A FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão dos Estados Unidos equivalente à Anatel, autorizou a SpaceX a colocar 7.500 satélites Starlink de segunda geração em órbita. Com isso, a companhia de Elon Musk passa a ter autorização para operar 15.000 unidades do tipo para seu serviço de internet.
Embora a nova autorização permita à Starlink expandir a capacidade de suas operações em escala global, a FCC espera que a media beneficie os Estados Unidos, especificamente:
O presidente Trump está restaurando a liderança tecnológica dos Estados Unidos. E esta autorização da FCC é um divisor de águas para viabilizar serviços de próxima geração.
Ao autorizar 15.000 novos e avançados satélites, a FCC deu sinal verde para a SpaceX fornecer capacidades de banda larga via satélite sem precedentes, fortalecer a concorrência e ajudar a garantir que nenhuma comunidade seja deixada para trás.
Brendan Carr, presidente da FCC
Além de elevar o total de satélites autorizados, a FCC autorizou a Starlink a posicioná-los em órbitas mais baixas, dentro de faixa de altitude entre 340 km a 485 km. Historicamente, os satélites da companhia operam em altitudes próximas a 550 km.
De modo complementar, a FCC autorizou os satélites de segunda geração da Starlink a operarem nas frequências das bandas Ku e Ka, bem como o uso das bandas V, E e W, com frequências mais altas.
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/SpaceX)
SpaceX quer operar quase 30.000 satélites
A SpaceX pediu autorização para operar uma constelação de quase 30.000 satélites. Mas a FCC vem fornecendo autorizações de modo gradual: “adiaremos a autorização dos 14.988 satélites Starlink de segunda geração propostos ainda restantes, incluindo os satélites para operações acima de 600 km”, explicou o órgão.
Esse não chega a ser um problema para a SpaceX, afinal, os satélites Starlink entram em operação de modo progressivo.
A companhia tem até novembro de 2027 para colocar em operação 7.500 satélites de primeira geração. Sobre os satélites de segunda geração, metade das unidades já autorizadas devem estar em funcionamento até dezembro de 2028. A outra metade tem dezembro de 2031 como prazo de operação.
Estima-se que, atualmente, a Starlink opere com pouco mais de 9.000 satélites.
Ranking da Ookla mostra o Brasil isolado no topo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Brasil lidera a América Latina em velocidade de 5G, com média de 430,83 Mb/s, devido ao leilão de frequências da Anatel em 2021.
A disponibilidade de 100 MHz para operadoras como Claro, TIM e Vivo evita congestionamento e garante alta velocidade.
A neutralidade tecnológica do Brasil, permitindo fornecedores como Huawei, Ericsson e Nokia, facilita a modernização das redes.
O Brasil foi o país com a rede 5G mais rápida da América Latina no terceiro trimestre de 2025. Segundo o relatório recente da Ookla, baseado em dados do Speedtest, a velocidade média de download em território nacional atingiu a marca de 430,83 Mb/s, resultado que coloca o país à frente de todos os vizinhos regionais.
O avanço é atribuído ao modelo de leilão de frequências adotado pela Anatel em 2021. Vale recordar que o certame priorizou obrigações de infraestrutura e investimentos na expansão das redes de banda média (3,5 GHz), que oferecem o melhor equilíbrio entre alcance de sinal e capacidade de dados.
Por que o 5G brasileiro lidera?
A explicação passa por fatores como a agilidade regulatória. Enquanto alguns países ainda enfrentam dificuldades para liberar faixas de frequência, a Anatel disponibilizou grandes blocos de 100 MHz para as principais operadoras do país – Claro, TIM e Vivo.
O espectro funciona como as faixas de uma rodovia: quanto mais larga a “pista”, maior a largura de banda e mais dados conseguem trafegar ao mesmo tempo. No Brasil, o fato de as operadoras terem “pistas” de 100 MHz de largura evita o congestionamento da rede e garante que a informação flua sem gargalos, resultando em velocidades mais altas.
Velocidade média no país supera 430 Mb/s (imagem: reprodução/Ookla)
Além disso, o modelo de obrigações de investimento vinculou a concessão à conectividade de rodovias, escolas públicas e à limpeza da faixa de 3,5 GHz (antes ocupada por antenas parabólicas) para evitar interferências.
O estudo da Ookla indica que essa estratégia tem surtido efeito: 38,5% dos usuários de 5G no Brasil passam a maioria do tempo conectados à rede de quinta geração, a maior taxa de disponibilidade entre os grandes mercados da região.
Outro pilar dessa liderança foi a neutralidade tecnológica. O Brasil optou por não banir fornecedores específicos, permitindo que as operadoras utilizassem equipamentos da chinesa Huawei, da sueca Ericsson e da finlandesa Nokia. Essa diversidade na cadeia de suprimentos facilitou a modernização das redes, sem atrasos críticos ou custos elevados que afetaram mercados com restrições geopolíticas.
Ranking de operadoras na região
No Brasil, o trio principal consegue manter uma média que impulsiona o índice nacional para cima.
Operadora
País
Download médio
Claro
Brasil
400 Mb/s
Vivo
Brasil
400 Mb/s
TIM
Brasil
400 Mb/s
Personal
Argentina
300 Mb/s
Antel
Uruguai
300 Mb/s
E o “5G puro”?
A transição para o chamado “5G puro” (Standalone ou SA) ainda é um desafio na América Latina. Diferente da versão Não-Autônoma (NSA), que utiliza o núcleo de rede do 4G para funcionar, o 5G SA opera de forma independente, oferecendo latência baixíssima. No Brasil, embora a tecnologia já esteja disponível, apenas 1,6% das conexões utilizam o padrão até aqui. Porto Rico lidera neste quesito, com 41,1%, impulsionado pela infraestrutura da T-Mobile.
Paralelamente, o Acesso Fixo Sem Fio (FWA) começa a ganhar força como alternativa à fibra óptica. A tecnologia permite entregar internet banda larga residencial através do sinal 5G. No Brasil, a Claro lançou planos com velocidades de até 1 Gb/s, enquanto a Vivo comercializa franquias de até 200 GB mensais. Operadoras regionais, como a Brisanet, também investem na modalidade.
Apesar da liderança brasileira, o cenário regional ainda é de amadurecimento. A GSMA Intelligence projeta que o 5G alcançará 50% das conexões totais na América Latina apenas em 2030, totalizando cerca de 410 milhões de acessos.
SpaceX, de Elon Musk, liberou reativação de antenas sem custo na Venezuela (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Starlink está oferecendo internet gratuita na Venezuela após operação militar dos EUA, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
O serviço gratuito visa fornecer conectividade emergencial devido a interrupções em energia elétrica e telecomunicações.
Usuários com equipamentos Starlink podem reativar o serviço sem custo, e a medida vale até 3 de fevereiro.
A Starlink iniciou nesta segunda-feira (05/01) uma oferta de acesso gratuito aos seus serviços em território venezuelano. A decisão da subsidiária de internet via satélite da SpaceX, liderada por Elon Musk, ocorre na esteira da operação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado (03/01), que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Segundo o comunicado oficial da Starlink, o objetivo é fornecer conectividade emergencial à população e empresas locais após relatos de interrupções nos serviços de energia elétrica e redes de telecomunicações convencionais em diversas regiões do país. A empresa afirma que está aplicando créditos de serviço em contas cadastradas na Venezuela até o dia 3 de fevereiro de 2026.
A provedora também informou que usuários que possuam o equipamento necessário (antena e roteador), mas que haviam pausado ou cancelado suas assinaturas, podem reativar o sinal sem custos durante este período de instabilidade política e técnica.
Como funciona o acesso à Starlink?
Provedora aplica créditos em contas ativas e inativas (imagem: divulgação/Starlink)
A infraestrutura da Starlink é composta por uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO). Diferente dos satélites geoestacionários tradicionais, que operam a cerca de 35 mil quilômetros de altitude, os equipamentos da SpaceX orbitam a aproximadamente 550 km.
Essa proximidade permite que o sinal seja distribuído com baixíssima latência e de forma independente das redes terrestres de fibra óptica ou torres de telefonia celular, que costumam ser os primeiros alvos de falhas em cenários de conflito ou colapso energético.
Embora o mapa oficial de disponibilidade da Starlink ainda liste a Venezuela como uma região onde o serviço estará disponível “em breve”, a conectividade já é tecnicamente viável no país por meio de planos de roaming e terminais importados de outros mercados.
Na prática, a oferta beneficia os usuários que já possuem o kit de antena da marca em solo venezuelano. No momento, a SpaceX afirma que não há um cronograma para a venda direta e oficial de equipamentos no país, mas diz monitorar as condições regulatórias e os requisitos de suporte.
Conectividade em zonas de instabilidade
A movimentação na Venezuela replica estratégias adotadas pela SpaceX em outros cenários de crise global. Em 2022, a empresa enviou milhares de terminais para a Ucrânia após a invasão russa, garantindo comunicação essencial para civis e operações de infraestrutura crítica. Recentemente, o serviço também foi utilizado de forma não oficial no Irã para contornar bloqueios governamentais.
O Departamento de Defesa dos EUA, que possui contratos formais com a SpaceX para operações internacionais, não comentou oficialmente se houve coordenação para a liberação do sinal na Venezuela. A Starlink, por sua vez, afirmou que continuará monitorando a evolução das condições no país.
Lançamento de satélites da Starlink (foto: divulgação/SpaceX)Resumo
A SpaceX reconfigurará a constelação Starlink para 2026, reduzindo a altitude dos satélites de 550 km para 480 km, visando aumentar a segurança e evitar colisões em órbita baixa.
Após uma anomalia técnica que causou a perda de um satélite, a SpaceX decidiu pela mudança para evitar riscos em um ambiente orbital saturado.
A Anatel aprovou a expansão da Starlink no Brasil, permitindo adicionar 7.500 satélites não geoestacionários à frota existente.
A SpaceX decidiu remanejar a constelação de satélites da Starlink, de acordo com o vice-presidente de engenharia Michael Nicholls. A empresa deve baixar a altitude operacional dos equipamentos, movendo-os da faixa atual de 550 km para cerca de 480 km acima da Terra.
O objetivo da mudança é aumentar a segurança das operações na órbita baixa (também chamada de LEO, na sigla em inglês). Segundo uma postagem de Nicolls, essa redução resulta na “condensação” das órbitas da Starlink, diminuindo a probabilidade de colisões.
Starlink is beginning a significant reconfiguration of its satellite constellation focused on increasing space safety. We are lowering all @Starlink satellites orbiting at ~550 km to ~480 km (~4400 satellites) over the course of 2026. The shell lowering is being tightly…
A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (1º), poucas semanas após a companhia de Elon Musk informar a perda de controle de um satélite após uma “anomalia técnica”.
O monitoramento da empresa independente Leo Labs, indicou que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna” — possivelmente uma explosão ou falha catastrófica no sistema de propulsão — e não por uma colisão externa. O evento resultou na ejeção de material e fragmentos rastreáveis a cerca de 418 km de altitude.
Embora a SpaceX tenha garantido que o objeto se desintegraria na atmosfera, sem riscos para a Estação Espacial Internacional (ISS), o caso evidenciou a fragilidade das operações em um ambiente cada vez mais saturado.
A preocupação com o trânsito espacial é crescente. Atualmente, mais de 24 mil objetos são monitorados na órbita baixa, e estimativas sugerem que esse número pode chegar a 70 mil até o final da década, impulsionado por constelações como a da Starlink e da futura Amazon Leo.
Expansão no Brasil
Starlink teve autorização para expandir frota de satélites (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Enquanto ajusta os parâmetros de segurança da rede, a Starlink segue ampliando sua capacidade regulatória em mercados estratégicos. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou recentemente uma alteração no direito de exploração da empresa.
A decisão do órgão regulador permite que o serviço aumente o tamanho de sua frota no país. Pela nova regra, a Starlink poderá acrescentar mais 7.500 satélites não geoestacionários, somando-se aos 4.408 originalmente previstos na licença de 2022.
Com o afastamento, a ideia é que a megaconstelação saia dos espaços mais congestionados na órbita do planeta, onde o número de detritos e projetos de satélites concorrentes é maior do que abaixo da linha dos 500 km.
Vivo prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O telefone fixo da Vivo continuará funcionando após 31 de dezembro de 2025, apesar dos boatos.
A Vivo migra do regime de concessão para o modelo de autorização, eliminando certas obrigações e investindo R$ 4,5 bilhões em infraestrutura.
A infraestrutura de cobre será desativada gradualmente, mas o serviço de voz fixa continuará em regiões sem concorrência até, pelo menos, 2028.
Diversas páginas no Instagram dedicaram as últimas semanas a noticiar falsamente que o telefone fixo da Vivo acaba neste dia 31 de dezembro. De acordo com os boatos, a empresa focaria apenas em telefonia móvel e banda larga por fibra óptica a partir de 2026. Tudo não passa, porém, de um grande mal-entendido sobre as novas regras do setor.
Na verdade, a Vivo (assim como outras prestadoras de telefonia) está passando por uma mudança do ponto de vista regulatório. Em 11 de abril de 2025, a operadora e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assinaram um acordo oficializando a migração do regime de concessão para o modelo de autorização. A medida impacta diretamente o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) no estado de São Paulo.
Como será o regime de autorização?
Na prática, a mudança significa maior flexibilidade no fornecimento de um serviço que tem caído em desuso. O modelo de autorização remove obrigações pesadas que existiam desde a privatização, em 1998. A migração extingue a necessidade de manter e expandir a infraestrutura de orelhões (Telefones de Uso Público) e a obrigação de universalização, que exigia a instalação de linhas fixas em qualquer localidade, independentemente da viabilidade econômica ou demanda.
Por outro lado, a Vivo assumiu compromissos bilionários para efetivar essa transição. A empresa deverá investir cerca de R$ 4,5 bilhões em obrigações de interesse público. Esse montante será destinado à construção de redes de transporte de alta capacidade (backbone) em regiões desatendidas, além da expansão da cobertura móvel com tecnologia 4G ou superior em rodovias e localidades sem conectividade.
Slide detalha fim de regime de concessão na Vivo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Ainda durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre, a companhia detalhou os próximos passos da mudança em São Paulo:
Migração de clientes de voz fixa da rede de cobre para tecnologias modernas, permitindo uma melhoria na qualidade do serviço e a liberação de ativos imobiliários e de infraestrutura.
Investimento em projetos nos próximos cinco a dez anos, focados na expansão da cobertura móvel e rede de fibra.
Manutenção do serviço de voz fixa em lugares onde a empresa é a operadora de “último recurso” até, pelo menos, 2028.
Qual o impacto para o consumidor final?
Apesar de pouca coisa mudar neste último dia de 2025, é importante notar que a Vivo poderá, no futuro, desligar o serviço de telefonia fixa nas localidades em que houver concorrência ampla. O compromisso assinado com a Anatel prevê a manutenção deste serviço somente nas regiões em que há apenas a Vivo, sem nenhuma outra opção de telefonia cabeada ou competitividade local.
Para o usuário residencial comum, o telefone fixo continua funcionando normalmente via fibra óptica ou rede móvel (WLL), mas a infraestrutura baseada nos antigos fios de cobre será progressivamente desativada. O objetivo é converter o custo de manutenção de uma rede obsoleta em investimentos para o 5G e fibra.
Operadoras reforçaram rede para virada (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens trocadas na virada de 2026.
Claro, Vivo e TIM reforçaram redes 5G para atender à demanda de Ano Novo.
WhatsApp introduziu efeitos de fogos e confetes para chamadas de vídeo e notas de vídeo.
As operadoras brasileiras reforçaram a infraestrutura de rede para garantir a conectividade durante a virada de ano (31/12). A movimentação busca suportar o pico de tráfego de dados esperado para as festividades, especialmente em aplicativos de mensageria. O WhatsApp, principal serviço do gênero no Brasil, prevê que 100 bilhões de mensagens serão trocadas globalmente no réveillon, além de aproximadamente 2 bilhões de chamadas de voz e vídeo.
As prestadoras de telefonia confirmaram ao Tecnoblog que o monitoramento será intensificado para evitar instabilidades. O período é conhecido pelo alto volume de transmissões ao vivo e postagens em redes sociais, o que exige uma coordenação técnica específica para suportar a densidade de usuários em pontos turísticos.
Quais operadoras reforçaram o sinal para o Ano Novo?
Claro, TIM e Vivo manterão equipes de prontidão durante a virada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Claro foi a prestadora que melhor detalhou a operação de fim de ano ao TB. A empresa explicou que houve adição de capacidade de rede em regiões turísticas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Florianópolis e Salvador. A operadora também destacou que a expansão do 5G ao longo de 2025 deve auxiliar na conectividade dos usuários, oferecendo maior largura de banda para quem estiver em áreas cobertas pela nova tecnologia.
Já a Vivo e a TIM informaram que manterão equipes de plantão para garantir a estabilidade e a disponibilidade dos serviços. Ambas as empresas admitem que o réveillon é marcado por uma intensificação drástica no uso da rede. O monitoramento será contínuo a partir de seus centros de operações, permitindo intervenções técnicas rápidas caso ocorra congestionamento em células específicas de sinal móvel.
As novidades do WhatsApp para a virada
WhatsApp liberou pacote de figurinhas e mais funções para o momento da virada (imagem: divulgação)
Além das estimativas de tráfego, o WhatsApp destacou recursos desenhados para a celebração. Entre as funções estão os efeitos de fogos de artifício e confetes para as chamadas de vídeo, além das notas de vídeo, que permitem registrar a contagem regressiva de forma rápida. O aplicativo reforçou que todas as comunicações, incluindo as 2 bilhões de chamadas previstas, contam com criptografia de ponta a ponta.
Para a organização de eventos, o serviço de mensagens enfatizou o uso de enquetes e a criação de eventos dentro dos chats, ferramentas que facilitam a confirmação de presença em festas. O pacote de figurinhas de 2026 e as reações animadas com confete também estarão disponíveis para os usuários até o dia dois de janeiro.
Entenda a importância de ativar o modo avião no celular e outros dispositivos durante um voo (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
O uso de celular, notebook, tablet e outros dispositivos é permitido durante todo o voo, desde que o modo avião esteja devidamente ativado. Essa configuração é essencial para garantir que a comunicação do piloto com a torre não sofra interferências de rádio frequências.
Segundo a ANAC, o uso de dados móveis e ligações é proibido em qualquer fase do trecho, especialmente em momentos críticos de pouso e decolagem. Manter as antenas de busca de sinal ligadas pode sobrecarregar os sistemas de navegação e comprometer a segurança de todos a bordo.
Como alternativa é possível usar o Wi-Fi da aeronave, contanto que o dispositivo permaneça no modo avião. Muitas companhias já oferecem conectividade via satélite, permitindo que os passageiros trabalhem ou se divirtam sem infringir as normas de segurança vigentes.
A seguir, entenda a importância de ativar o modo avião em um voo e o que pode ocorrer se o recurso não estiver em uso. Também saiba outros detalhes sobre as conexões em uma aeronave.
O Modo Avião evita que sinais de rádio interfiram nos instrumentos de navegação e comunicação em fases críticas de um voo, como decolagem e pouso. Dispositivos ativos tentam se conectar a torres distantes em solo, gerando emissões de alta potência que podem sobrecarregar os rádios da aeronave.
A restrição é rigorosa para evitar conflitos de frequência com a conexão 5G, que opera em faixas próximas aos altímetros usados para pousos. Embora o Bluetooth e o Wi-Fi sejam permitidos por operarem em curto alcance, o bloqueio da rede celular assegura a integridade total do tráfego aéreo.
É possível ativar o Modo Avião nas configurações rápidas do iOS ou Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
O que acontece se não usar o Modo Avião?
Ativar o Modo Avião é essencial para impedir que o celular emita sinais de alta potência que tentam alcançar torres terrestres distantes. Sem esse ajuste, a radiação do dispositivo pode causar ruídos e interferências nos sistemas de comunicação e fones de ouvido dos pilotos.
Embora não cause acidentes, a medida evita falhas cumulativas de rádio durante decolagens e pousos, garantindo a segurança completa. Além disso, o recurso previne o descarregamento rápido da bateria, que ocorre pela busca constante de sinal em grandes altitudes.
É permitido fazer ligações em um avião?
Não, as agências reguladoras proíbem ligações telefônicas dentro da aeronave. O uso do modo avião é obrigatório durante todo o trajeto, garantindo que as frequências de rádio não prejudiquem o contato com a torre de controle.
No Brasil, a ANAC segue protocolos globais que vetam ligações mesmo em aviões equipados com Wi-Fi, priorizando o conforto acústico dos passageiros. Embora o envio de mensagens de texto seja permitido via internet a bordo, as chamadas por voz permanecem restritas por normas de segurança e etiqueta coletiva.
Deixar o celular no Modo Avião é uma das normas internacionais (imagem: Sten Ritterfeld/Unsplash)
Posso usar dados móveis no avião?
Não, o uso de dados móveis é proibido por normas internacionais de segurança em uma aeronave. É obrigatório manter o modo avião ativado, desativando a rede celular durante todas as etapas do voo.
As companhias seguem diretrizes rigorosas de órgãos como a ANAC, e o descumprimento pode acarretar advertências ou multas ao passageiro. Como alternativa, é recomendado usar o Wi-Fi oferecido pela própria companhia, sendo a única conexão de internet permitida a bordo.
Tem rede Wi-Fi no avião?
Sim, várias companhias brasileiras e internacionais oferecem rede Wi-Fi a bordo com opções gratuitas ou pagas. A tecnologia funciona por meio de satélites para conexão em voos domésticos e internacionais, mas a disponibilidade varia por rota, aeronave ou empresa.
Quais companhias aéreas oferecem Wi-Fi no avião?
No Brasil, Azul, LATAM e Gol oferecem conexão Wi-Fi na maioria da frota com foco em rotas domésticas. O acesso varia entre planos gratuitos para mensagens e pacotes pagos para navegação completa ou streaming.
Líderes globais como Delta, JetBlue e United disponibilizam conexão gratuita ilimitada em diversos trechos internacionais. Outras gigantes, como Emirates, Air France e Lufthansa, oferecem opções que alternam entre cortesia e planos tarifados.
Empresas como Qatar Airways e Air Baltic elevam o padrão ao implementar a tecnologia Starlink para alta velocidade. Essa inovação sinaliza uma tendência de internet cada vez mais rápida e acessível em todo o setor aéreo.
Golpistas usam spoofing para fingir ligar da central do Itaú (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Anatel implementará regras rígidas contra operadoras que facilitam spoofing, bloqueando suas interconexões.
Empresas não poderão revender ou alugar números de telefone; centrais de atendimento devem contratar diretamente com operadoras.
Números de celular devem estar vinculados a um IMSI para evitar chamadas VoIP mascaradas.
A partir de 1º de janeiro, um novo despacho da Anatel prevê regras mais duras para as prestadoras de telefonia que facilitarem o chamado spoofing, técnica que adultera o número de origem de uma ligação telefônica. As empresas do setor poderão ser sancionadas com o bloqueio de suas interconexões. Na prática, elas ficam isoladas digitalmente, impedidas de completar ligações para clientes de outras operadoras.
O tema do spoofing ganhou destaque após um alerta emitido pelo banco Itaú nos últimos dias. Ele identificou que bandidos estavam utilizando os números oficiais, iniciados em 3004 ou 4004, para telefonar e enganar as vítimas em golpes bancários.
A nova sanção da Anatel tem prazo inicial de um mês e pode chegar a três meses em caso de reincidência. Para os clientes dessas empresas que forem flagrados cometendo a fraude, a regra é ainda mais rígida: a operadora deve rescindir o contrato e cortar o serviço imediatamente.
Despacho 978/2025 entra em vigor em 1º de janeiro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Cabe explicar aqui que existem muitas etapas entre o início de uma chamada telefônica e o fim dela, quando toca no telefone do destinatário final. A medida da Anatel foca nesta camada intermediária, pressionando as operadoras a fiscalizarem o tráfego que passa por suas redes.
Outro ponto do despacho nº 978/2025 tem a ver com empresas detentoras de números de telefone. Elas não poderão mais fazer a revenda, repasse, aluguel ou cessão dos chamados recursos de numeração, tendo em vista que isso é uma irregularidade. Com isso, as centrais de atendimento terceirizadas terão que contratar os recursos diretamente com as operadoras.”
Combate ao VoIP irregular
Outro detalhe técnico importante do despacho ataca uma tática comum para fazer você atender ligações de estranhos. A Anatel determinou que todo número de celular (SMP) deve estar obrigatoriamente vinculado a um IMSI — a identidade única que existe dentro de cada chip (SIM Card ou eSIM).
Na prática, isso visa impedir que softwares de computador (VoIP) gerem chamadas massivas mascarando-se com números móveis aleatórios (xx) 9xxxx-xxxx sem que exista um chip real por trás daquela linha. Para o consumidor, a medida tenta garantir que, se o identificador de chamadas mostra um número de celular, a origem seja de fato uma linha móvel rastreável, e não um robô operando de um servidor anônimo.
Starlink está presente em 155 países (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Starlink alcançou 9 milhões de clientes, com crescimento de 20 mil novos assinantes por dia.
O tráfego de dados da Starlink dobrou em 2025, e mais de 20 companhias aéreas planejam usar seus satélites para Wi-Fi em aviões.
No Brasil, a Starlink possui 600 mil assinantes, com velocidade média de download de 140 Mb/s e upload de 18 Mb/s.
A Starlink atingiu a marca de 9 milhões de clientes ativos. O mais recente passo desse crescimento se deu ao longo das últimas sete semanas, quando a empresa de Elon Musk conseguiu mais 1 milhão de consumidores. Isso dá um pouco mais de 20 mil novos assinantes por dia.
As informações foram divulgadas pela companhia em sua conta no X, também de propriedade do bilionário.
Starlink está em crescimento acelerado
Em 28 de agosto de 2025, a companhia divulgou ter 7 milhões de clientes. Depois de 69 dias, em 5 de novembro, veio o anúncio de 8 milhões. Agora, foram necessários 48 dias para chegar aos 9 milhões.
Voltando um pouco mais no tempo, eram 4,6 milhões de consumidores ativos em dezembro de 2024, o que indica que a base quase dobrou em apenas um ano.
Starlink Mini é opção portátil (imagem: divulgação)
Outro dado reforça o ritmo forte da expansão: segundo a Cloudflare, o tráfego de dados dos usuários do provedor de Musk mais que dobrou em 2025. Além disso, mais de 20 companhias aéreas já anunciaram planos para usar os satélites da companhia para oferecer Wi-Fi de alta velocidade nos aviões.
A Starlink é uma subsidiária da SpaceX, que também fabrica foguetes. Estima-se que a SpaceX tenha um valor de mercado de US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 8,32 trilhões, em conversão direta). Rumores indicam que a companhia pode abrir seu capital em 2026, passando a ter ações negociadas em bolsa.
Starlink está mais rápida no Brasil
A Starlink oferece seus serviços de internet via satélite em 155 países, com mais de 9 mil satélites de baixa órbita. Ela está presente no Brasil, onde tem 600 mil clientes, de acordo com dados obtidos pelo Tecnoblog junto a pessoas com conhecimento do assunto.
Os assinantes estão principalmente nos estados de Minas Gerais, Pará, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso.
Por aqui, o serviço também ficou mais rápido, com sua velocidade média de download passando de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano. O upload médio é de 18 Mb/s, e a latência costuma ficar entre 25 e 30 ms.
Resgate do bônus é realizado pelo aplicativo Minha Claro Móvel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Claro liberou um bônus de até 25 GB de dados móveis para clientes dos planos Controle e Pós-pago.
O bônus é ativado pelo aplicativo Minha Claro Móvel ou site oficial, sem custo e sem uso de pontos acumulados.
O benefício tem validade de 30 dias e pode ser resgatado uma vez por ano.
A Claro liberou um pacote extra e gratuito de dados móveis para assinantes. A iniciativa integra o programa Presente Claro, que procura suprir o aumento da demanda por conectividade durante as festas de fim de ano e férias escolares.
O bônus oferece até 25 GB de internet sem custo adicional, servindo como uma “franquia de segurança”, mas a elegibilidade é restrita aos assinantes dos planos Controle e pós-pagos. Clientes pré-pagos ficam de fora.
Como funciona o benefício?
A oferta é gratuita e segmentada conforme o tipo de plano contratado. A divisão é a seguinte:
Tipo de plano
Benefício disponível para resgate
Claro Controle
15 GB
Claro Pós-pago
25 GB
Usuários de planos pré-pagos (como o “Prezão”) não estão contemplados nesta ação. Segundo a operadora, a estratégia foi baseada em levantamentos internos que apontam que uma parcela relevante dos consumidores esgota 100% da franquia contratada ao menos uma vez ao ano, sendo dezembro e janeiro os meses mais críticos.
“A proposta é estar presente nos momentos em que o consumidor mais precisa de internet, entregando uma vantagem que realmente impacta sua experiência”, destaca o diretor de marketing de clientes da Claro, Fábio Nahoum.
Uma característica importante da promoção é a prioridade de uso. Ao ativar o presente, o tráfego de dados passa a ser descontado exclusivamente do bônus. A franquia principal do plano mensal do cliente fica “congelada” e só volta a ser utilizada após o esgotamento total do pacote extra (ou após o término de sua validade).
Como resgatar o pacote de internet?
Oferta busca atender aumento de consumo de dados no fim do ano (imagem: Dariuz Sankowski/Pixabay)
O procedimento de ativação é realizado digitalmente. O cliente deve acessar o Claro clube, plataforma de relacionamento da empresa, que está integrada ao aplicativo Minha Claro Móvel (disponível para Android e iPhone) e ao site oficial da operadora.
Diferente de outros resgates, não é necessário utilizar pontos acumulados para obter este pacote específico. Caso o usuário elegível ainda não participe do programa, o cadastro pode ser feito gratuitamente no momento do acesso.
Vale lembrar que o bônus tem validade de 30 dias corridos a partir da data de ativação e o resgate é limitado a uma vez por ano para cada linha elegível.
Conectores do Amazon Leo GGMA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Parece déja vu: antes de um novo serviço ser lançado, equipamentos necessários para a prestação dele precisam ser homologados pela Anatel. Aconteceu com a Starlink e agora acontece com o Amazon Leo (antigo Kuiper): a agência aprovou o GGMA (Ground Gateway Modem Assembly), utilizado nas estações terrenas do vindouro provedor via satélite da Amazon, segundo documentos visualizados pelo Tecnoblog em primeira mão.
O equipamento GGMA não é o hardware que será utilizado pelos clientes finais do serviço, mas sim o que conectará os satélites, em órbita baixa, à internet.
Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Você não iria querer ele em casa mesmo: são 22 conectores diferentes, incluindo dois conectores para fibras ópticas de 100 Gigabits, além do peso de 11,3 Kg e das três ventoinhas para refrigeração.
O GGMA é responsável pelo processamento e controle dos transmissores utilizados nas estações terrenas do Amazon Leo, conectado aos LNBs e outros equipamentos que farão a transmissão e recepção dos sinais de internet.
Lançamento de foguete com satélite do antigo projeto Kuiper (foto: divulgação)
Lançamento deve ficar para 2026
O lançamento comercial do Amazon Leo deve ficar para 2026, graças uma parceria com a Sky, com cobertura inicialmente na região Sul do Brasil. A empresa já possui licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e de uso de satélites estrangeiros, necessárias para prestação do serviço no país.
Ainda não foram divulgadas datas exatas nem valores para o serviço, que deve rivalizar com a popular Starlink, do empresário Elon Musk.
Licença de exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Anatel interrompeu funcionamento de rádio por interferência (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Anatel interrompeu a operação de uma rádio FM em Teresina (PI) devido à interferência nas comunicações de voo com o aeroporto da capital.
A agência utilizou estações de radiomonitoramento para identificar a fonte da interferência, que operava fora dos parâmetros técnicos ideais.
Em agosto, a Anatel já havia resolvido uma interferência semelhante na capital piauiense, sem necessidade de interrupção total da emissora.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou uma ação emergencial na última semana em Teresina, no Piauí, para garantir a segurança da aviação civil na região. A Superintendência de Fiscalização do órgão interrompeu o funcionamento de uma estação de rádio FM que causava interferências nos canais de comunicação de pilotos pela torre de controle do Aeroporto Senador Petrônio Portella, na capital.
O órgão tomou a medida após tentativas anteriores de resolver o problema de forma menos invasiva não surtirem efeito. Segundo a agência, a emissora — que operava regularmente — chegou a reduzir a potência do transmissor e adotar outras providências técnicas solicitadas pela fiscalização.
O sinal, no entanto, continuou a invadir as frequências aeronáuticas, mantendo o risco para as operações de pouso e decolagem. O superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles, explicou que a interrupção total foi a única solução viável diante da persistência da falha. A agência afirma que adotou a medida “para garantir a segurança da população”.
Como foi feita a detecção?
Sinal de rádio interferia na comunicação com operadores do aeroporto de Teresina (foto: reprodução/Alexandro Dias)
A ação contou com o suporte das estações de radiomonitoramento da agência, que monitoram o espectro para localizar emissões irregulares com precisão. Esses equipamentos vigiam o espectro radioelétrico e permitem que o órgão detecte sinais irregulares e localize com precisão a origem de emissões indevidas.
Em Teresina, a tecnologia identificou que a interferência provinha de uma fonte específica operando fora dos parâmetros técnicos ideais, “vazando” sinal para faixas de frequência vizinhas reservadas à aviação.
Em nota, Francisco José Matias, gerente da operação no Piauí, diz que o trabalho de monitoramento assegura a integridade das comunicações e a segurança dos usuários do transporte aéreo.
Capital piauiense já enfrentou mesmo problema
Esta não é a primeira vez que a Anatel precisa intervir na capital piauiense por motivos semelhantes. Em agosto deste ano, a agência já havia identificado e solucionado uma interferência crítica na frequência de 119,6 MHz, utilizada pela torre de controle do mesmo aeroporto.
Na ocasião, denúncias recebidas pelo sistema Anatel Consumidor apontaram falhas na comunicação do controle de aproximação. A fiscalização descobriu que o problema também era gerado por uma rádio licenciada.
Diferente do caso atual, naquela situação o problema foi resolvido com a troca do transmissor principal por um equipamento reserva e a redução de potência, sem a necessidade de tirar a emissora do ar permanentemente. O equipamento defeituoso foi enviado para revisão no fabricante.
Lojas de operadoras fornecem energia e Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O vendaval em São Paulo causou instabilidade elétrica, com ventos de até 98 km/h, deixando várias regiões sem luz.
TIM, Claro e Vivo abriram lojas para recarga de celulares e uso de Wi-Fi gratuito para a população afetada.
Algumas lojas da Vivo oferecem espaços de coworking, e a Claro permite acesso à Claro TV+.
As maiores operadoras de telefonia móvel de São Paulo estão recebendo pessoas que precisam recarregar a bateria de dispositivos ou de Wi-Fi para resolver as questões do dia a dia. TIM, Claro e Vivo confirmaram ao Tecnoblog que as lojas servem de ponto de apoio, em meio ao caos após a passagem de uma forte ventania pela capital paulista. Diversas regiões continuam sem luz.
A TIM comunicou hoje (11) que abriu parte de suas lojas em shoppings de São Paulo (SP) para quem foi afetado pela queda de energia na cidade. A medida vale para unidades selecionadas da operadora, que foram preparadas para receber os clientes durante o período de instabilidade elétrica.
No caso da TIM, a liberação do acesso foi organizada para atender o fluxo de pessoas sem comprometer o funcionamento normal das lojas. Ela vale apenas para as lojas em shoppings centers.
Clientes da TIM poderão carregar os dispositivos e usar Wi-Fi gratuito (imagem: reprodução)
Em resposta ao Tecnoblog, a Claro informou que suas lojas não impactadas pela falta de energia também poderão ser usadas pela população afetada. Segundo a operadora, as lojas estão abertas para “clientes e não clientes carregarem seus celulares, usarem o Wi-Fi e, inclusive, assistirem a Claro TV+”.
Já a Vivo nos disse que as lojas têm Wi-Fi à disposição de qualquer pessoa. Algumas unidades também têm espaços de coworking.
Nessa quarta-feira (10/12), a cidade de São Paulo sofreu um vendaval de longa duração considerado inédito por meteorologistas, sem a presença de chuva. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos atingiram 98 km/h em algumas regiões da capital. Dois dias antes, a Defesa Civil já havia alertado para ventos de 90 km/h.
ZTE ZXEN G1660G já pode ser comercializado no país (imagem: divulgação/ZTE)Resumo
A ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de rede, homologou na Anatel o modem ZXEN G1660G, que pode ser fixado em teto, parede ou postes.
O produto suporta Wi-Fi 6 nas faixas de 2,4 e 5 GHz, possui duas portas Ethernet de 1 gigabit por segundo e conector SC/UPC para fibra GPON.
Alimentação via conector de 12 V é mencionada pela fabricante, mas Power over Ethernet e Power over Fiber não são confirmados nos documentos.
Access points instalados no teto não são novidade, mas um modelo com ONT de fibra que pode ir no teto, sim. Pelo menos é o que afirma a ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de rede que teve seu ZXEN G1660G homologado pela Anatel em 1º de dezembro.
A documentação da agência obtida pelo Tecnoblog indica que o modem suporta Wi-Fi 6 nas faixas de 2,4 e 5 GHz e possui duas portas Ethernet capazes de 1 gigabit por segundo, além do conector SC/UPC para a fibra óptica GPON. Esse conector o torna especial, capaz de integrar uma rede FTTR conectado a outros equipamentos da marca.
Apesar de o destaque ser a possibilidade de prendê-lo ao teto, ele também pode ser instalado numa parede, poste ou mastro, além de caixas de passagem de fiação. Na prática, o produto é um modem com Wi-Fi feito para ser preso ao teto como um access point.
Certificado de homologação do ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)Modem ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Em seu site, a fabricante afirma que o modelo, além de aceitar alimentação pelo conector barril capaz de 12 V, também é capaz de alimentação via Power over Ethernet e até mesmo Power over Fiber.
Porém, os documentos constantes da certificação na agência não indicam nada além da alimentação via 12 V, utilizando o adaptador de energia incluso.
O foco da ZTE para esse produto parece estar no mercado de pequenas e médias empresas, já que utilizam o termo “FTTR-B SME” em uma apresentação sobre o modem.
Cenários de uso do ZTE ZXEN G1660G (imagem: divulgação/ZTE)
Quando chega?
Não há previsão de quando o modelo estará disponível no país, mas a ZTE é uma grande fornecedora de equipamentos de fibra óptica para diversos provedores brasileiros. Com a homologação, o produto já pode ser comercializado no Brasil.
Aplicativo Anatel Qualidade avalia serviços de telefonia fixa, celular e banda larga no Brasil, usando selos de A (melhor) a E (pior);
As avaliações são baseadas em indicadores técnicos, satisfação do consumidor e número de queixas;
O aplicativo está disponível gratuitamente para Android e iPhone e inclui informações sobre cobertura de redes 5G e 4G, e teste de velocidade da internet.
Anatel Qualidade. Esse é o nome do aplicativo que a Agência Nacional de Telecomunicações liberou recentemente para informar ao consumidor os indicadores de qualidade de serviços de telefonia móvel, telefonia fixa e banda larga fixa oferecidos em todo o Brasil.
Os indicadores são informados na forma de selos que exibem notas que vão de A (melhor qualidade) a E (pior qualidade). Isso significa que, quanto mais próximo determinada operadora estiver da nota A, maior é o seu nível de qualidade de serviço na região pesquisada. O desejável é o selo A, obviamente, por expressar a melhor avaliação.
Além de selos que avaliam operadoras no âmbito municipal (nem todas as cidades apresentam avaliações, porém), é possível buscar indicadores por estado ou mesmo em nível nacional.
As avaliações municipais são definidas com base em indicadores técnicos de redes e de atendimento. Já os selos estaduais e nacionais consideram os níveis de satisfações dos consumidores e o número de queixas de cada operadora na própria Anatel.
Para fins de padronização, os selos seguem os termos do Regulamento de Qualidade dos Serviços de Telecomunicações (RQUAL), que tem justamente o objetivo de uniformizar as regras de qualidade da telefonia fixa, da telefonia móvel e da banda larga fixa.
Vivo, Claro e TIM não têm nota A em telefonia móvel no âmbito nacional (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O aplicativo faz parte da campanha “Qualidade na palma da mão!”, criada pela Anatel para tornar os cidadãos mais bem informados sobre a qualidade dos serviços de telecomunicações disponíveis em território nacional.
Em linhas gerais, o Anatel Qualidade tem o propósito de ajudar o usuário a comparar serviços de telecomunicações onde mora ou trabalha, a fim de escolher a melhor operadora para as suas necessidades.
A Anatel menciona quatro benefícios dos selos:
facilitam a comparação entre operadoras de forma simples;
ajudam a identificar diferenças de desempenho em municípios e estados;
subsidiam o acompanhamento da Anatel e o direcionamento de ações regulatórias;
incentivam a competição entre as operadoras, promovendo a melhoria contínua do serviço.
Onde baixar o app Qualidade Anatel?
O Qualidade Anatel está disponível para Android e iPhone, gratuitamente.
Além dos selos de qualidade das operadoras, o app dá informações sobre a cobertura de redes 5G e 4G pelo Brasil, bem como fornece acesso rápido ao teste de velocidade de internet oferecido pela própria Anatel.
A agência promete atualizar os selos de qualidade anualmente, sempre levando em consideração os resultados apurados no ano anterior.
Base de usuários cresceu 50% nos últimos 12 meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O 5G representa 20,4% dos acessos móveis no Brasil, com 55,1 milhões de linhas ativas, segundo dados da Anatel.
Vivo lidera com 22,1 milhões de clientes 5G e 6 milhões de novos clientes em 2025, seguida por Claro (5,8 milhões) e TIM (3,1 milhões).
Segundo a Teleco, o crescimento do 5G ainda é mais lento que o do 4G no mesmo período de lançamento.
A Anatel divulgou o balanço mensal dos serviços de telecomunicações referente a outubro de 2025, indicando que a tecnologia 5G superou a marca de 20% de participação no mercado brasileiro. Conforme os dados validados pela agência junto às prestadoras, o país encerrou o mês com mais de 55,1 milhões de linhas ativas na nova tecnologia, representando 20,4% do total de acessos móveis no país.
Ao desconsiderar os acessos máquina a máquina (M2M) — utilizados para automação e Internet das Coisas (IoT), como máquinas de cartão de crédito —, a penetração do 5G é maior, alcançando 25,4% das linhas. O crescimento da base, por sua vez, foi de 50% nos últimos 12 meses, com 18,3 milhões de novos acessos no período.
No cenário competitivo entre as grandes operadoras, a Vivo consolidou sua liderança no segmento. A empresa, que assumiu o topo do ranking em junho de 2024, registrou 22,1 milhões de celulares 5G em outubro de 2025. A operadora também liderou em adições líquidas no acumulado do ano, com 6 milhões de novos clientes na tecnologia, seguida pela Claro (5,8 milhões) e pela TIM (3,1 milhões).
Crescimento do 5G é mais lento que o do 4G
Custo dos smartphones ainda impacta migração de usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Apesar dos números indicarem expansão, a curva de adoção do 5G no Brasil ocorre em um ritmo mais lento do que o registrado pelo 4G no mesmo intervalo de tempo. Segundo a Teleco, empresa especializada em telecomunicações, a principal razão é o preço dos smartphones compatíveis com a tecnologia.
Enquanto o 4G se beneficiou de uma queda nos valores dos aparelhos no ciclo inicial, o 5G ainda enfrenta barreiras de entrada para o consumidor de baixa renda. Além disso, a média mensal de adições líquidas de celulares 5G ao longo de 2025, fixada em 1,5 milhão, apresentou uma leve redução em comparação à média de 2024, que foi de 1,6 milhão por mês.
Essa desaceleração confirma a dificuldade de manter o ritmo de crescimento sem a democratização do acesso aos dispositivos.
Disponibilidade de rede
Outro fator relevante para a consolidação da tecnologia ainda é a infraestrutura. Dados da OpenSignalindicam que, em janeiro de 2025, a proporção de tempo que um usuário permanecia conectado ao 5G era de apenas 13%.
Para que a cobertura e a disponibilidade aumentem, especialistas do setor apontam a necessidade de liberar e utilizar frequências mais baixas, como as faixas de 600 MHz e 700 MHz, que possuem maior alcance de propagação de sinal, facilitando a cobertura em áreas internas e periféricas.
Mantidas as tendências atuais observadas até outubro, a Teleco projeta que o Brasil deve encerrar o ano de 2025 com cerca de 59 a 60 milhões de celulares 5G. Para o fim de 2026, a estimativa é que a base alcance a marca de 80 milhões de acessos.
Sky estuda o lançamento de uma MVNO no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)Resumo
Sky planeja lançar uma operadora virtual de telefonia móvel (MVNO) no Brasil no primeiro trimestre de 2026.
Segundo Darío Werthein, presidente da holding Waiken ILW, controladora da Sky, serão investidos US$ 450 milhões em cinco anos, com foco no Brasil.
O grupo prevê novas soluções de conexão fixa e móvel, incluindo internet via satélite em parceria com a Amazon Leo.
A Sky pode entrar oficialmente no mercado de telefonia móvel no Brasil. Segundo o presidente da recém-anunciada Waiken ILW, Darío Werthein, a empresa tem o plano de lançar por aqui uma operadora virtual de telefonia móvel (MVNO, na sigla em inglês) no primeiro trimestre de 2026.
A holding reúne as operações de tecnologia e telecomunicações do Grupo Werthein — incluindo Sky no Brasil e DirecTV em países da América do Sul. A iniciativa integra a estratégia de expansão regional, com investimentos em novas frentes de conectividade, como internet via satélite em parceria com a Amazon Leo.
O projeto foi divulgado no anúncio da nova holding, que separou as operações de telecom dos negócios tradicionais da família Werthein. A Waiken ILW estima investir US$ 450 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões) em cinco anos, com foco especial no Brasil e em soluções de conexão fixa e móvel.
Nova operadora entre janeiro e março
Darío Werthein é presidente da nova holding Waiken ILW, que controla a Sky (imagem: reprodução)
De acordo com Darío Werthein, a telefonia móvel é de grande interesse para o grupo. A ideia seria ampliar o modelo que já opera na Colômbia sob a marca DirecTV Móvil e trazê-lo ao Brasil.
A novidade pode ser colocada no ar no primeiro trimestre de 2026 (entre janeiro e março), integrando o serviço ao portfólio da Sky com possíveis ofertas triple play — TV, internet e telefonia móvel.
O plano acontece em paralelo à expansão do acordo com a Amazon Leo, que deve iniciar serviços comerciais de internet via satélite ainda este ano na Argentina e no Brasil.
A DirecTV atua como parceira oficial da Amazon na região, oferecendo o serviço em sete países. A empresa norte-americana já colocou em órbita seus 153 satélites previstos para a constelação de baixa altitude.
O anúncio ocorre em meio ao lançamento da Waiken ILW, nova holding do Grupo Werthein que funcionará como um hub regional.
A holding passa a reunir TV por assinatura (Sky e DirecTV), streaming (SKY+ e DGO), fibra óptica (Zaaz), fintech (SKX), software (Overlabs) e plataformas de atendimento com IA (Ilumia). A empresa-mãe também planeja comercializar soluções de internet via satélite através da Amazon Leo.
Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1 Gb/s de download (imagem: divulgação)
À Bloomberg Línea, Werthein afirma que a estrutura foi pensada para que as empresas operem de forma independente, mas com cooperação constante.
“Essa estrutura ágil nos permite aproveitar pontos fortes complementares, compartilhar recursos e conhecimento e criar valor conjunto sem comprometer a identidade ou a gestão individual de cada empresa.”
– Darío Werthein, presidente da Waiken ILW
O grupo também projeta ampliar sua atuação em mais mercados, incluindo Estados Unidos, México, Paraguai e Bolívia. Em 2026, a maior parte do investimento previsto será concentrada no Brasil, com foco no crescimento da rede de fibra óptica e em soluções de conectividade.
TIM anuncia 5G na base científica brasileira na Antártica (imagem: divulgação/TIM)Resumo
TIM Brasil expandirá sua infraestrutura para levar 5G à Estação Comandante Ferraz na Antártica, em parceria com a Marinha e o governo federal.
O 5G permitirá comunicação em tempo real para pesquisadores do Proantar, otimizando o envio de dados pesados, como imagens de satélite.
A infraestrutura 5G será adaptada ao clima extremo, com cobertura de 10 km, atendendo 180 pesquisadores.
A TIM Brasil anunciou nesta quinta-feira (27/11) que expandirá sua infraestrutura de telecomunicações para levar sinal 5G à Antártica. O projeto dá continuidade à presença da operadora na região, que já conta com sinal 4G instalado pela empresa desde 2022.
A empresa firmou um Memorando de Entendimento com a Marinha do Brasil, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para modernizar a conectividade na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), base científica do país no continente.
Segundo o cronograma divulgado pela operadora, a missão para a instalação dos equipamentos da nova rede de quinta geração está agendada para fevereiro de 2026.
Rede para pesquisadores na região
Tecnologia deve complementar comunicação para pesquisadores brasileiros (imagem: reprodução/Proantar)
O principal objetivo da atualização tecnológica é ampliar as possibilidades de comunicação na região e otimizar o fluxo de trabalho dos cientistas vinculados ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Atualmente, a estação recebe dezenas de projetos selecionados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Com a baixa latência e a alta velocidade do 5G, a promessa é que o envio de dados pesados — como imagens de satélite, telemetria climática e resultados de coletas — possa ser feito em tempo real, sem a necessidade de aguardar o retorno ao continente ou depender de conexões via satélite mais lentas.
“Com a conexão 4G fornecida pela TIM é possível a comunicação com a Estação e envio de dados coletados pelas pesquisas. E, com o 5G, isso acontecerá em tempo real”, afirmou o contra-almirante Robledo, secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar, em comunicado à imprensa.
Infraestrutura adaptada ao clima extremo
Infraestrutura deve ser adaptada ao clima extremo (imagem: divulgação/TIM)
A TIM informa que a infraestrutura foi projetada para suportar as condições climáticas adversas no continente gelado. As antenas contarão com sistemas de aquecimento e vibração para evitar o acúmulo de gelo, o que poderia prejudicar a transmissão do sinal.
A expectativa é que, após a instalação em 2026, a rede ofereça uma área de cobertura de cerca de 10 quilômetros ao redor da estação.
Além de atender aos 180 pesquisadores que passam pela base anualmente, a conectividade servirá como uma camada extra de segurança para as operações logísticas e deslocamentos no entorno da base, complementando o sistema de rádio tradicional.
A operadora também anunciou a produção de uma série documental para registrar a rotina dos pesquisadores brasileiros na estação. As gravações devem ocorrer simultaneamente à missão de instalação da rede, em fevereiro.
Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1 Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)Resumo
A Amazon Leo lançou a antena Ultra, oferecendo velocidades de download de até 1 Gb/s e upload de 400 Mb/s, com integração direta à nuvem para eliminar latência.
A antena Ultra é projetada para resistir a condições climáticas extremas, usando chips personalizados e algoritmos de processamento de sinal para minimizar a latência em operações críticas.
Testes com clientes selecionados, como JetBlue, Hunt Energy e Connected Farms, ocorrerão antes do lançamento comercial em 2026, com suporte técnico 24/7 e ferramentas de gerenciamento para clientes.
A divisão de satélites da Amazon, agora chamada de Amazon Leo (antigo Project Kuiper), apresentou nesta segunda-feira (24) a nova antena Ultra, capaz de oferecer velocidades de download de até 1 Gb/s e upload de 400 Mb/s. O dispositivo é voltado para empresas e setor público. Os testes com clientes selecionados serão feitos antes do lançamento comercial, em 2026.
Com mais de 150 satélites em órbita, a rede do Amazon Leo é pensada para conectar negócios em regiões remotas, como empresas de energia, transporte e agricultura. A antena foi projetada para resistir a temperaturas extremas e ventos fortes. Para tanto, foram retiradas partes móveis, o que facilita instalação e manutenção.
Excited to share new @Amazonleo Ultra is fastest satellite internet antenna ever built, delivering simultaneous download speeds up to 1 Gbps and upload speeds up to 400 Mbps, all powered by custom Leo silicon.
A antena Ultra usa chips personalizados e algoritmos de processamento de sinal para minimizar a latência, o que é especialmente importante para videoconferências e monitoramento de operações em tempo real.
De acordo com a Amazon, o equipamento promete velocidades de 1 Gb/s para download e 400 Mb/s para upload graças à tecnologia full-duplex, que permite transmissão e recepção simultâneas de dados. Isso é considerado importante para operações que exigem resposta imediata, como controle de equipamentos ou transmissão de imagens.
Chip da antena Ultra (imagem: divulgação/Amazon Leo)
Seus chips customizados desenvolvidos pela empresa utilizam algoritmos proprietários de processamento de sinal que prometem reduzir latência a níveis comparáveis a redes terrestres, mesmo em lugares com obstáculos climáticos como nuvens densas e chuvas.
Parcerias para validação técnica
A companhia aérea JetBlue está entre os primeiros clientes. Ela testará a antena Ultra para oferecer Wi-Fi gratuito em voos. Já a Hunt Energy, que tem operações de energia em regiões isoladas, utilizará a rede para monitorar equipamentos.
Amazon revela nova antena (imagem: divulgação)
Por sua vez, a Connected Farms, especializada em tecnologia agrícola, validará o uso de sensores dependentes de conexão com a internet em plantações remotas, onde a latência reduzida permitirá controle preciso de irrigação e colheita. Esses testes ajudarão a adaptar funcionalidades específicas para cada setor antes do lançamento em larga escala.
Próximo lançamento
O próximo lançamento de satélites está agendado para 15 de dezembro, em parceria com a ULA. Enquanto isso, a Amazon envia antenas das linhas Ultra e Pro para as empresas do programa de preview.
A companhia não divulgou preços, mas destacou o suporte técnico 24/7 e ferramentas de gerenciamento para clientes corporativos.
Starlink supera demais empresas de satélite na América Latina (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Starlink lidera média de taxas de download na América Latina, segundo levantamento da Ookla;
Na sequência da lista, aparecem Viasat e HughesNet;
No Brasil, Starlink perde para a média da banda larga fixa, mas mantém desempenho alto dentro da categoria de satélites.
A Starlink não é o único provedor de acesso à internet disponível na América Latina, mas é, de longe, o que apresenta as taxas de download mais elevadas na região. É o que revela um levantamento feito pela Ookla, empresa que está por trás de serviços como o Speedtest (mede a velocidade de conexões à internet).
Com base em medições realizadas durante o terceiro trimestre de 2025, a Ookla constatou que a empresa liderada por Elon Musk alcançou uma taxa média de download de 82,54 Mb/s (megabits por segundo) na América Latina. Viasat e HughesNet completam o ranking:
Starlink: 82,54 Mb/s
Viasat: 32,73 Mb/s
HughesNet: 15,93 Mb/s
A diferença da Starlink em relação ao segundo e ao terceiro colocado é expressiva, mas é importante enfatizar que essas empresas operam com tecnologias distintas entre si.
Enquanto a Starlink trabalha com uma grande rede de pequenos satélites de órbita baixa (cerca de 550 km em relação à Terra), Viasat e HughesNet atuam com satélites maiores e de órbita geoestacionária (cerca de 36.000 km em relação à Terra). O número de satélites de cada empresa e suas respectivas altitudes de operação influenciam em parâmetros como taxa de download e latência.
Em alguns mercados, a exemplo da República Dominicana, a taxa média de download da Starlink superou as velocidades registradas por provedores de internet fixa (como os que oferecem planos de fibra óptica). Em outros, esse cenário se inverte.
No Brasil, por exemplo, a Starlink registrou taxa média de download de 109,98 Mb/s no terceiro trimestre de 2025, enquanto provedores de internet fixa obtiveram taxa média de 210,81 Mb/s no período.
A Ookla observa que, em linhas gerais, as taxas de download da Starlink diminuíram nos meses posteriores ao lançamento de seus serviços em cada mercado. Trata-se de um efeito do aumento progressivo do número de clientes da empresa, que faz a sua rede ter mais usuários ao mesmo tempo.
Novamente usando o Brasil como exemplo, a Starlink estreou no país em janeiro de 2022, quando, então, as medições da Ookla registraram uma média de 173,22 Mb/s no download. Houve um declínio, portanto. Apesar disso, uma média superior a 100 Mb/s é muito interessante para um serviço de acesso à internet baseado em satélites.
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/Starlink)
Quanto custa a Starlink no Brasil?
Atualmente, o serviço de acesso à internet da Starlink no Brasil custa a partir de R$ 236 por mês para uso residencial. Esse plano pode ser contratado com a antena Starlink Mini, que sai por R$ 799 à vista, ou por meio do kit com antena padrão, com preço de R$ 1.680.
Já os planos Viagem custam R$ 315 por mês na opção com franquia de 50 GB, ou R$ 576 mensais na modalidade sem limite de dados.
Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)Resumo
A Amazon renomeou o Project Kuiper para Amazon Leo, visando competir com a Starlink de Elon Musk.
O Amazon Leo tem mais de 150 satélites em órbita e planeja implantar o primeiro lote final de satélites em 2025.
A empresa desenvolveu terminais com antena phased-array para velocidades Gigabit e tem parcerias com JetBlue, L3Harris, DirecTV, Sky e NBN Co.
A Amazon anunciou hoje o novo nome de seu projeto de banda larga via satélite, que deve concorrer com a Starlink, de Elon Musk. O serviço, anteriormente chamado de Project Kuiper, passa a se chamar Amazon Leo, em referência à constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês) que alimenta a rede.
No Brasil, o projeto tem parceria com a Sky. Testes foram realizados em Cosmópolis (SP) e Glória de Dourados (MS) entre junho e setembro deste ano.
A empresa iniciou seu desenvolvimento há sete anos com o objetivo de levar internet de alta velocidade para as pessoas sem acesso a conexões confiáveis. O serviço também atenderá empresas, governos e outras organizações em locais remotos.
Foguete Atlas V da ULA decola em 23/06/2025 com 27 satélites do Kuiper a bordo (imagem: divulgação/Amazon)
Ao longo dos anos, o projeto passou pela obtenção de licenças iniciais, assinatura de contratos de lançamento e conclusão de missão protótipo. A empresa implantou o primeiro lote de satélites – já na versão final – no início de 2025 e atualmente tem mais de 150 satélites em órbita.
A Amazon desenvolveu terminais de cliente que incluem a primeira antena phased-array de uso comercial capaz de suportar velocidades Gigabit. De acordo com a empresa, o Amazon Leo tem uma das maiores linhas de produção de satélites do planeta e mantém contrato com clientes como JetBlue, L3Harris, DirecTV na América Latina, Sky no Brasil e a NBN Co., operadora da rede nacional de banda larga da Austrália.
Vivo aposta em planos mais longos com parcelamento no cartão (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Vivo lançou o plano Easy Lite 21, permitindo parcelar smartphones em 21 vezes com planos de telefonia.
Os pacotes começam em R$ 65 mensais para os modelos mais baratos de Samsung e Motorola.
Estão disponíveis 13 modelos de smartphones de Apple, Samsung e Motorola. Exemplos incluem Samsung Galaxy A06 5G e Apple iPhone 15.
A Vivo lançou nesta quarta-feira (12/11) o pacote Easy Lite 21, que inclui um smartphone parcelado em 21 prestações e 21 meses de um dos planos Easy Lite.
Quanto custa o Vivo Easy Lite 21?
A operadora dá quatro opções de planos, que podem ser “casados” com aparelhos de Apple, Samsung e Motorola, em diversas faixas de preço. Estes são os preços iniciais, combinados com os aparelhos mais baratos disponíveis.
Franquia
Assinatura por 21 meses
Total
20 GB
R$ 65
R$ 1.365
25 GB
R$ 75
R$ 1.575
35 GB
R$ 95
R$ 1.995
50 GB
R$ 120
R$ 2.520
Vale lembrar que estes são os planos atuais do Vivo Easy Lite:
Franquia mensal
Assinatura anual
Assinatura mensal
20 GB
R$ 30 por mês / R$ 360 por ano
R$ 45
25 GB
R$ 40 por mês / R$ 480 por ano
R$ 55
Quais são os celulares disponíveis?
Inicialmente, há 13 aparelhos disponíveis de Apple, Samsung e Motorola, indo de modelos básicos a intermediários premium. Nada de iPhone 17 ou 16, Galaxy S25, Edge 60 Ultra ou Razr 60.
Aqui estão alguns exemplos de aparelhos disponíveis no plano Vivo Easy Lite 21 de 20 GB:
Aparelho
Assinatura por 21 meses
Total com o plano
Samsung Galaxy A06 5G 128 GB
R$ 65
R$ 1.365
Motorola Moto G86 5G 256 GB
R$ 105
R$ 2.205
Samsung Galaxy S25 FE 256 GB
R$ 170
R$ 3.570
Apple iPhone 15 256 GB
R$ 250
R$ 5.250
Vale a pena?
Para chegar a essa conclusão, é preciso subtrair o valor do plano de 20 GB vendido separadamente. A R$ 30 mensais, isso dá R$ 630 em 21 meses. Assim, é possível descobrir o quanto você está pagando pelo aparelho em si.
Para efeito de comparação, checamos por quanto é possível encontrar cada smartphone no varejo.
Aparelho
Total, descontando o plano
Preço à vista no varejo
Samsung Galaxy A06 128 GB
R$ 735
R$ 749
Motorola Moto G86 5G 256 GB
R$ 1.575
R$ 1.589
Samsung Galaxy S25 FE 256 GB
R$ 2.940
R$ 3.899
Apple iPhone 15 256 GB
R$ 4.620
R$ 4.694
São preços competitivos, em linha com o varejo (ou até vantajosos, como no caso do Galaxy S25 FE). Por um lado, há a vantagem de poder parcelar em 21 vezes; por outro, é preciso levar um plano de telefonia com duração de 21 meses no mesmo pacote.
Vivo tem outros planos Lite com parcelamento no cartão
O Easy Lite 21 faz parte de uma tendência recente da operadora. O Easy Lite, de telefonia móvel, pode ser contratado mensalmente, mas oferece uma opção anual mais barata, parcelada em 12 meses. Já o Fibra Lite, para internet doméstica, tem apenas um plano anual, com esse mesmo esquema de pagamento.
Em última análise, é um novo formato de fidelização: em vez de depender de multas e contratos, a empresa “passa” o valor total no cartão do cliente e faz um parcelamento mensal durante aquele período. Se ele quiser cancelar antes da hora, o valor restante é cobrado.
Vivo atualmente leva fibra até a casa do cliente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Vivo está desenvolvendo o Fiber to the Room (FTTR), permitindo que a fibra ótica chegue diretamente a cada cômodo da casa.
O kit FTTR da Vivo inclui um equipamento inicial e 60 metros de fibra por R$ 512, mas ainda não está disponível para compra.
Outras empresas no Brasil, como a Nio e a Vero, já oferecem FTTR com equipamentos de fabricantes como Huawei e ZTE.
Nem toda fibra ótica é igual. Nas cidades brasileiras, o mais comum é o Fiber to the Home, em que o cabo da fibra chega a um modem (tecnicamente, um ONT/ONU) na residência, que distribui o sinal. A Vivo parece estar trabalhando na evolução desta tecnologia: a fibra que chega diretamente em cada cômodo da casa.
Um kit compatível com o Fiber to the Room (FTTR) surgiu no site oficial da companhia. Por R$ 512, o cliente levaria para casa o primeiro equipamento para receber a fibra e um rolo de 60 metros de fibra. Poderia ainda adquirir itens adicionais para reforçar a cobertura.
Kit FTTR da Vivo na loja online (imagem: Yuri de Oliveira)
O FTTR é particularmente interessante em residências maiores, onde é mais desafiador manter o sinal de Wi-Fi estável – mesmo com uso de repetidores e aparelhos similares, além de ser mais discreto que o uso de cabos categoria 5e ou 6, tradicionalmente utilizados para redes Ethernet, já que a fibra utilizada é fina e pode ser facilmente ocultada em rodapés e outros cantos.
O Grupo Telefônica já atua com a promoção do FTTR na Europa. Por lá, ele oferece o produto com equipamentos da taiwanesa Askey, subsidiária da Asus, cobrando 10 euros mensais (R$ 61, em conversão direta) e 120 euros pela instalação (R$ 734).
Fibra óptica ultra-fina da Movistar (imagem: reprodução)HGU/ONT/ONU da Movistar e equipamento FTTR (imagem: divulgação)
Dispositivos da fabricante compatíveis com FTTR estão homologados na Anatel e também podem ser usados a qualquer momento no Brasil, e aparentam serem os mesmos utilizados na matriz espanhola. Um deles possui 4 portas para fibra FTTR e uma porta Ethernet, o outro possui apenas uma porta para a fibra e duas portas Ethernet.
Askey RTF8230 possui quatro portas para fibra FTTR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Ainda não sabemos quando o FTTR será de fato comercializado por aqui. A Vivo disse com exclusividade ao Tecnoblog que ainda não tem confirmação de preços e prazos. No momento não é possível concluir a compra do kit. A companhia ainda reforçou que “busca de forma contínua” desenvolver novos produtos e soluções para os clientes”
No Brasil, outras empresas já contam com essa tecnologia. A Nio (antiga Oi Fibra) foi a pioneira, oferecendo a tecnologia com equipamentos da Huawei, assim como a Giga+, do grupo Alloha. A Vero (que adquiriu a Americanet) também oferece, utilizando equipamentos da ZTE/Multi Pro.
Huawei pode enfrentar novas restrições impostas pela União Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A União Europeia pode estar prestes a endurecer as restrições contra as fabricantes chinesas Huawei e ZTE. A Comissão Europeia avalia transformar em obrigação uma recomendação feita em 2020, que orientava os países do bloco a restringirem o uso de fornecedores considerados de “alto risco” nas redes móveis.
Caso a proposta avance, os Estados-membros que não seguirem as novas regras poderão enfrentar processos de infração e penalidades financeiras.
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg — que pediram para não ser identificadas por se tratar de negociações privadas —, a iniciativa é liderada pela vice-presidente da Comissão, Henna Virkkunen, e busca garantir uma postura comum de segurança digital entre os países da UE. Atualmente, a decisão sobre quais equipamentos usar nas redes cabe a cada governo nacional, mas o plano da Comissão é estabelecer um padrão vinculante.
Por que a UE quer restringir Huawei e ZTE?
A principal preocupação está na segurança das infraestruturas críticas de telecomunicações. Para a Comissão, conceder espaço a empresas com fortes laços com o governo chinês pode representar riscos à segurança nacional e ao controle de infraestruturas críticas.
Além das redes móveis, a Comissão avalia também medidas para limitar o uso de equipamentos chineses nas redes fixas, que estão em rápida expansão na Europa por conta da instalação de cabos de fibra óptica. “A segurança das nossas redes 5G é crucial para nossa economia”, afirmou o porta-voz da Comissão, Thomas Regnier.
A União Europeia também discute a possibilidade de condicionar o repasse de recursos do programa Global Gateway — voltado ao financiamento de projetos de infraestrutura — a países que se comprometam a não utilizar equipamentos da Huawei ou de outros fornecedores chineses em seus sistemas.
UE avalia regras mais rígidas para redes de telecomunicações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Reação de países e impacto no setor
Segundo a Bloomberg News, alguns Estados-membros já adotaram medidas semelhantes. Reino Unido e Suécia, por exemplo, proibiram totalmente o uso de fornecedores chineses. Outros, como Espanha e Grécia, ainda permitem a presença dessas empresas em suas redes. Essa disparidade preocupa autoridades europeias, que alertam para o risco de uma proteção desigual.
A proposta, no entanto, enfrenta resistência política e econômica. Vários governos relutam em abrir mão da autonomia sobre suas redes, e operadoras de telecomunicações argumentam que os equipamentos da Huawei são mais acessíveis e avançados que os das concorrentes ocidentais.
A tensão entre Europa e China em torno das redes 5G não é nova. O tema ganhou força durante o governo de Donald Trump, quando os Estados Unidos baniram a Huawei e pressionaram aliados a fazer o mesmo.
App Yesim facilita conexão em outros países (imagem: reprodução)Resumo
O Yesim utiliza eSIM para oferecer planos de dados internacionais em mais de 200 destinos, ativando diretamente pelo aplicativo sem necessidade de novos contratos.
O eSIM permite armazenar múltiplos perfis de operadoras, possibilitando o uso simultâneo de números locais e internacionais, com ativação manual rápida ao chegar ao destino.
O Yesim oferece planos por país, região ou globais, com opções de dados ilimitados ou pré-pagos, e segurança garantida por criptografia padrão GSMA RSP.
Planejar uma viagem internacional costuma envolver uma grande quantidade de estresses para além da compra das passagens, como a hospedagem, transporte e, atualmente, a conectividade.
Nesses casos, o 4G ou 5G local costumam não funcionar, e o que resta é a dependência de redes Wi-Fi públicas (e muitas vezes inseguras) do aeroporto e de outros pontos da cidade para conseguir pedir um transporte por aplicativo ou simplesmente avisar a família que chegou bem.
Como uma solução para esse problema, serviços como o Yesim usam a tecnologia eSIM — um chip embutido que já equipa a maioria dos smartphones modernos — para permitir que viajantes contratem planos de dados internacionais antes mesmo de sair de casa, garantindo conexão imediata ao pousar.
O que é um eSIM?
eSIM permite uso de rede sem um chip físico (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O SIM (Subscriber Identity Module) é o componente que armazena a identidade do usuário e conecta o smartphone à rede de uma operadora. Por décadas, ele foi um cartão plástico que precisava ser inserido em uma gaveta — e que foi ficando cada vez menor, do padrão standard ao chamado Nano-SIM.
Eventualmente, o eSIM (ou embedded SIM) surgiu como um próximo passo dessa evolução: o mesmo componente passou a ser integrado diretamente ao hardware do smartphone, soldado na placa-mãe de fábrica ou embutido no SoC.
Com a novidade, em vez de trocar um cartão de plástico, o usuário agora baixa um “perfil eSIM”. Esse perfil é um pacote de software com as configurações de uma operadora, que é instalado digitalmente nesse chip embutido.
A grande vantagem é que smartphones com eSIM podem armazenar vários perfis ao mesmo tempo. Sendo assim, um viajante pode manter seu número principal do Brasil e, simultaneamente, ativar um perfil de dados para usar no exterior, alternando entre eles nas configurações do aparelho.
Planejamento de viagem com eSIM
Por anos, soluções para ter internet no exterior foram limitadas e inconvenientes. Para usuários com um bom plano de dados, uma opção é ativar o roaming internacional da operadora brasileira, o que geralmente resulta em faturas com custos elevados. Outra opção é procurar uma loja de telefonia local e lidar com a burocracia para comprar e ativar um chip.
Contudo, através de apps como o Yesim, o viajante pode escolher um plano para mais de 200 destinos, sem precisar de novos contratos ou documentos.
Ao chegar ao destino, o serviço se conecta automaticamente à melhor rede 4G ou 5G disponível, graças à parceria com mais de 800 operadoras locais.
A tecnologia já é uma realidade na maioria dos smartphones modernos, incluindo modelos recentes de iPhone, Samsung, Motorola, Xiaomi e outras marcas. Você pode verificar a compatibilidade do seu dispositivo com o Yesim através do site.
Configurando o Yesim
Configuração do Yesim é simples e rápida (imagem: reprodução)
O processo é feito pelo aplicativo. Primeiro, baixe o app Yesim e escolha o destino e o plano de dados mais adequado. A instalação do perfil eSIM é feita diretamente pelo app, e esse perfil fica no aparelho, sem custo, enquanto o usuário estiver no Brasil.
Após pousar no destino, o processo de ativação é manual e leva poucos segundos:
Acesse as Configurações do smartphone
Entre em “Celular” ou “Redes Móveis”
Ative o perfil Yesim como a linha principal para dados móveis
Habilite a opção Roaming de Dados (que é gratuita nos planos Yesim)
A conexão com a rede local, incluindo 4G e 5G, é imediata. É importante notar que o perfil da operadora brasileira não precisa ser removido ou desativado; os smartphones modernos permitem que ambos os perfis (o brasileiro para voz e o Yesim para dados) funcionem simultaneamente.
Ao retornar ao Brasil, o usuário simplesmente reverte o processo nas configurações, desativando o perfil Yesim e definindo a linha brasileira como padrão de dados novamente.
O Yesim é seguro?
Yesim traz segurança e possibilita a geração de números virtuais (imagem: reprodução)
A segurança de dados é uma das preocupações que um viajante deve ter em viagens, e depender de redes de Wi-Fi públicas no destino é se colocar como alvo fácil para interceptação de dados.
No caso do eSIM, a própria tecnologia já oferece uma camada de segurança, pois os perfis são protegidos por criptografia de nível bancário (padrão GSMA RSP).
Além disso, o Yesim também permite a aquisição de números de telefone virtuais em alguns mercados, útil para quem precisa se cadastrar em serviços locais sem precisar expor o número pessoal do Brasil.
Planos do Yesim
Yesim possui planos pré-pagos e de dados ilimitados (imagem: reprodução)
Por fim, é necessário dimensionar o seu plano de dados. Quanto de internet é o suficiente para você? Depende do perfil da viagem, e, para ajudar nessa escolha, o site da empresa possui uma ferramenta que calcula um plano recomendado com base nas atividades que o usuário pretende realizar (como tempo de uso de GPS ou redes sociais).
Os principais planos são:
Planos por país ou região: focados em um único destino (como Japão ou EUA) ou em uma região inteira (como Europa ou Américas). Nesses casos, o usuário pode optar por pacotes de dados ilimitados (contratados por um número fixo de dias) ou pré-pagos (com um volume de dados definido, como 10 GB ou 20 GB).
Pacote Global: um plano pré-pago que cobre mais de 80 países.
Pacote Global Plus: um plano pré-pago similar, mas que expande a cobertura para mais de 140 países.
Pay & Fly: a modalidade “pague pelo que usar”, com cobertura em mais de 170 países, na qual o usuário paga apenas pelos dados que consumir, sem taxas ocultas.
O Yesim também oferece um pacote de teste com 500 MB por US$ 0,60 para quem deseja experimentar o serviço.
Novos usuários podem usar o código promocional GETYESIM15 para receber 15% de desconto no primeiro pedido. Confira todos os planos e o funcionamento do serviço no site oficial do Yesim.
Cápsula espacial em órbita (imagem ilustrativa: divulgação/SpaceX)Resumo
Telebras e SES, operadora global de satélites, assinaram um memorando para explorar tecnologias de órbita média no Brasil.
A parceria será testada durante a COP30 em Belém (PA), com foco em redes de backup para segurança e comando do governo.
O acordo não exige investimentos imediatos, mas visa preparar parcerias futuras e conectar áreas isoladas até 2027.
A Telebras e a SES, operadora global de satélites com sede em Luxemburgo, assinaram um memorando para explorar tecnologias de órbita média (MEO) no Brasil. O objetivo é fortalecer a infraestrutura de conectividade para operações governamentais, segurança pública e ampliação do acesso à internet em regiões mais remotas.
A parceria foi firmada nessa quarta-feira (05/11) e vai incluir provas de conceito durante a COP30 em Belém (PA), com redes de backup para equipes de segurança e comando do governo federal.
Segundo o TeleSíntese, o acordo amplia a colaboração entre as empresas no programa GESAC, que já utiliza o satélite SES-17 para levar banda larga a áreas isoladas.
Agora, a Telebras vai avaliar a constelação MEO da SES, capaz de oferecer maiores velocidades de conexão com uma menor latência, essencial para aplicações em telemedicina, monitoramento ambiental e redes móveis privadas.
Por que satélites de órbita média são estratégicos?
Com menos satélites em órbita comparado aos sistemas de baixa altitude (LEO), a tecnologia MEO reduz lixo espacial, consumo de combustível e emissões.
A Telebras destacou que a infraestrutura aproveitará os teleportos já existentes da estatal, para evitar novas construções em áreas sensíveis.
“Esta parceria alinha soberania digital, eficiência técnica e responsabilidade ambiental.” – André Leandro Magalhães, presidente da Telebras
Enquanto a indústria de smartphones explora satélites para conexão 5G, a exemplo dos rumores do iPhone 18 Pro em 2026, a parceria entre Telebras e SES prioriza infraestrutura soberana para operações críticas, sem depender de redes terrestres.
Acordo entre as empresas não prevê investimentos imediatos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
COP30 servirá de laboratório
Durante a conferência climática em Belém (PA), técnicos das duas empresas instalarão uma rede temporária para validar a capacidade de transmissão de dados em alta velocidade.
O sistema vai oferecer suporte a operações de segurança e transmissão de imagens em tempo real, simulando cenários de emergência com redes 4G/5G privadas e Wi-Fi de alta capacidade.
Os resultados dos testes devem definir onde serão instaladas estações terrestres (gateways) operadas pelo Brasil, assegurando que informações sensíveis, como dados de segurança pública, saúde e monitoramento ambiental, sejam processadas e armazenadas dentro do país, sem depender de infraestrutura estrangeira.
O acordo assinado entre Telebras e SES não exige investimentos imediatos, mas prepara o caminho para parcerias comerciais nos próximos anos.
A Telebras espera que a tecnologia se torne, até 2027, essencial para conectar escolas, postos de saúde e operações de segurança em regiões onde cabos de fibra ainda não chegam.
Provedor de Elon Musk atende 7 mil escolas brasileiras (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O provedor de Elon Musk, Starlink, lidera o mercado de internet via satélite no Brasil com 443 mil assinantes, destacando-se em Minas Gerais, Pará e São Paulo.
A velocidade média de conexão no Brasil aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%.
A Starlink possui mais de 6 mil satélites em órbita e planeja lançar a próxima geração de equipamentos, V3, a partir de 2026, visando atingir 1 Gb/s de download médio.
Os brasileiros adeptos da Starlink têm motivos para comemorar: a velocidade média de conexão aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%. Os números foram obtidos pelo Tecnoblog com pessoas com conhecimento do assunto.
A empresa de banda larga via satélite tem investido no mercado brasileiro. Tanto é assim que se tornou comum ver publicidades da Starlink por aqui, além de diversas promoções tanto no equipamento quanto na assinatura. O kit padrão atualmente sai por R$ 1.680, enquanto a conexão em si sai por R$ 235 por mês.
O resultado veio. Desde 2023, o provedor de Elon Musk registra um franco crescimento, posicionando-se como a maior empresa de acesso via satélite do país. São 443 mil assinantes, segundo os dados mais recentes da Anatel. Os estados com mais consumidores de Starlink são Minas Gerais, Pará, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso. Já os números internos, mais recentes, dão conta de que são 600 mil clientes por aqui.
Acessos da Starlink com o passar dos anos (imagem: reprodução/Anatel)
O upload médio tem 18 Mb/s e a latência costuma ficar entre 25 e 30 ms, conforme eu pude apurar.
Já no mundo, a evolução na qualidade do serviço da Starlink tem sido ainda maior: a velocidade média pulou de 145 Mb/s para 220 Mb/s desde o começo do ano. O vice-presidente de engenharia, Michael Nicolls, disse numa postagem no X que os ganhos vêm de uma “combinação de melhorias de software e de aumento da capacidade orbital”.
São mais de 6 mil satélites posicionados ao redor do globo. A ideia é começar os lançamentos da próxima geração de equipamentos, chamada de V3, a partir de 2026. A meta é bater o download médio de 1 Gb/s.
Seacom avalia construir um “cabo submarino” em terra (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Seacom planeja construir um cabo submarino terrestre ligando Mombaça, no Quênia, à República Democrática do Congo.
A tecnologia de cabos submarinos não exige eletricidade contínua, facilitando a instalação em áreas remotas.
O projeto ainda está no papel e precisará lidar com desafios como terreno acidentado, instabilidade política e altos custos logísticos.
A operadora de telecomunicações Seacom, sediada nas Ilhas Maurício, avalia a viabilidade de um projeto curioso: construir um cabo “submarino” que não passa pelo fundo do mar, mas sim pelo interior do continente africano.
A ideia seria ligar o porto de Mombaça, no Quênia, ao pequeno trecho de costa atlântica da República Democrática do Congo, criando a primeira conexão direta entre as costas leste e oeste da África.
Ao The Register, o engenheiro sênior de transmissão da Seacom, Nic Breytenbach, concordou que o plano pode soar contraditório. Ainda assim, afirmou que cabos submarinos percorrem as costas leste e oeste da África, mas que nenhuma conexão única atravessa o continente.
O principal obstáculo seria o terreno acidentado e a instabilidade política de vários países ao longo do trajeto, fatores que dificultam tanto a construção quanto a manutenção de cabos convencionais.
Além disso, a Seacom acredita que um cabo desse tipo seria menos vulnerável a furtos. Cabos terrestres são alvos frequentes de ataques devido ao cobre, mas os cabos ópticos submarinos utilizam alumínio para conduzir corrente elétrica, o que pode reduzir o interesse de ladrões. Breytenbach explicou que os cabos não contêm cobre e, portanto, não têm valor comercial para quem tenta roubá-los.
Projeto pode ligar África do leste ao oeste (imagem: reprodução/Telecom Review Africa)
É realmente viável?
Breytenbach mantém o otimismo. Ele cita como exemplo a existência de um cabo submarino instalado no Lago Tanganica, além de equipamentos reforçados vendidos pela Nokia que podem ser usados em ambientes extremos.
Além das negociações diplomáticas para assegurar o trajeto, outros obstáculos seriam os altos custos logísticos e a dificuldade de transporte do cabo, já que os navios usados para instalação marítima conseguem carregar centenas de quilômetros de material — algo difícil de reproduzir por terra. “Para ser sincero, estamos apenas explorando isso neste momento”, admitiu o engenheiro.
Enquanto o projeto continua em análise, a Seacom concentra esforços no Seacom 2.0, um novo cabo internacional que conectará a África à Europa, Índia e Singapura, passando pelo Mar Vermelho — região que sofreu interrupções devido a cortes em cabos.
Os problemas no Mar Vermelho seriam um dos motivos pelos quais a Seacom está avaliando a possibilidade de um cabo submarino atravessando a África. “Existem alguns desafios significativos”, afirmou o representante da operadora. “Mas realmente acreditamos que é viável.”
Decisão indeferiu petições de operadoras que pediam retorno do prefixo 0303 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Conselho Diretor da Anatel manteve a autenticação obrigatória de chamadas para grandes chamadores a partir de 15/11, rejeitando pedidos da TIM e entidades setoriais.
A medida visa aumentar a segurança e combater fraudes, atingindo cerca de 350 empresas que realizam mais de 500 mil chamadas por mês.
A autenticação de chamadas verifica a legitimidade do número de origem, combatendo práticas como o spoofing.
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu, nesta terça-feira (04/11), manter a implementação da autenticação obrigatória das ligações geradas pelos chamados grandes chamadores, aqueles que realizam mais de 500 mil chamadas por mês. A medida entra em vigor em 15 de novembro e tem a proposta de aumentar a segurança e combater fraudes telefônicas.
A decisão, tomada em Brasília, indeferiu petições da operadora TIM, da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) e do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia (Conexis Brasil Digital). As entidades buscavam alterar a medida, estabelecida pelo acórdão número 201, de 14 de agosto.
As petições indeferidas solicitavam três mudanças principais:
A alteração do prazo, atualmente fixado para 15 de novembro
A retirada das operadoras de telefonia celular da obrigação de autenticar
O conselheiro Edson Holanda, relator da matéria, apresentou uma análise técnica refutando os três pedidos, e sua proposta foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Diretor. O conselheiro destacou que os 90 dias (entre agosto e 15 de novembro) são suficientes e argumentou que o universo de assinantes atingidos pela regra é pequeno – cerca de 350 empresas. Além disso, Holanda pontuou que a solução de autenticação já está tecnicamente pronta para ser disponibilizada.
Conselho Diretor da Anatel rejeitou pedidos que tentavam adiar ou alterar a medida (imagem: reprodução/Anatel)
Quanto ao pedido para excluir as operadoras móveis da obrigação, o relator observou que o estágio de implementação da solução nessas redes já está avançado e que a exclusão criaria uma vulnerabilidade.
Holanda ainda considerou a ideia de retorno do 0303 como inadequada. Ele explicou que a autenticação garante a identidade do chamador, enquanto um prefixo genérico não oferece a mesma segurança contra a alteração do número de origem.
Ao final da análise, o conselheiro ressaltou que a agência manterá um monitoramento constante do comportamento das chamadas e poderá promover mudanças das regras, se necessário, para proteger a população contra práticas abusivas.
O que é a autenticação de chamadas?
Autenticação mira prática de spoofing, que mascara o número real de origem da chamada (imagem: Breakingpic/Pexels)
A autenticação de chamadas é um conjunto de mecanismos técnicos implementados nas redes de telefonia para verificar se o número que faz uma ligação é, de fato, quem ele diz ser. O principal objetivo é combater o spoofing, prática fraudulenta em que criminosos ou autores de chamadas abusivas mascaram o número de origem. Nessa fraude, o usuário pode receber uma ligação que parece ser do seu banco, de uma autoridade ou de um contato conhecido, quando, na verdade, é um golpista.
Com a autenticação, a operadora de origem assina digitalmente a chamada, atestando sua legitimidade. A operadora que recebe a ligação, por sua vez, verifica essa assinatura antes de completar a ligação para o consumidor, permitindo o bloqueio de chamadas fraudulentas antes que cheguem ao destino.
A medida da Anatel foca especialmente em empresas de telemarketing ou cobrança, que geram volume massivo de ligações. A autenticação garante que essas empresas não possam falsificar seus números de origem.
Internet por feixe de luz deve conectar serviços públicos (imagem: divulgação/Taara)Resumo
Rio de Janeiro será a primeira cidade a receber a tecnologia de internet por feixes de luz do Projeto Taara, uma empresa agora independente, mas que nasceu na Alphabet (controladora do Google).
A tecnologia transmite dados por feixes de luz no ar, atingindo até 20 Gb/s em distâncias de até 20 km, ideal para áreas com topografia complexa.
Serão 22 links ópticos sem fio conectando serviços públicos de alta prioridade, como escolas e hospitais.
O Rio de Janeiro será a primeira cidade do Brasil a receber a tecnologia de internet por feixes de luz do Projeto Taara, uma empresa de inovação que nasceu Alphabet (controladora do Google) e se tornou independente em março. A companhia anunciou a parceria com a Prefeitura do Rio nessa segunda-feira (03/11).
O projeto implantará 22 links ópticos sem fio pela cidade, criando a primeira rede mesh da Taara no mundo. O objetivo é levar conexão de alta velocidade a áreas de topografia complexa, onde a instalação de fibra óptica tradicional seria demorada, cara ou inviável.
A implantação deve conectar serviços públicos de alta prioridade, como hospitais, escolas municipais e clínicas de saúde.
Uma fibra óptica sem cabos
A tecnologia do Taara funciona de forma semelhante à fibra óptica tradicional, usando luz para transmitir dados, mas faz isso pelo ar.
Feixes de luz invisíveis e estreitos são disparados entre dois terminais (que se assemelham a pequenos semáforos) e podem atingir velocidades de até 20 Gb/s a uma distância de até 20 km, desde que haja linha de visada — ou seja, sem obstáculos entre os pontos.
Taara dispara feixes de luz entre dois terminais (imagem: divulgação/Taara)
No Rio de Janeiro, a empresa destaca que a geografia da cidade, com morros, ruas estreitas e construções densas, torna a tecnologia ideal para superar as “lacunas de conectividade”. Isso porque uma das vantagens é a possibilidade de instalação em telhados ou torres, sem depender de obras complexas de infraestrutura.
A companhia já implementou o Taara em mais de 20 países, em comunidades na Índia, regiões da África e para restabelecer a comunicação em ilhas no Pacífico após desastres naturais. Nos Estados Unidos, a empresa fechou parceria com operadoras para conexão 5G em eventos como o Coachella.
A capital fluminense também usará alguns links para criar um sistema de resposta rápida a desastres na cidade. A empresa não informou o valor do investimento no projeto.
Sequência do Projeto Loon
Balão do projeto Loon, encerrado em 2021 (imagem: divulgação/Google)
O Taara é um projeto incubado por oito anos no laboratório X (antigo Google X, e não a companhia de Elon Musk), que se tornou uma empresa independente em março deste ano.
A tecnologia segue o legado do extinto Projeto Loon, que tentava levar internet ao mundo usando balões estratosféricos. Inclusive, a empresa desenvolveu a tecnologia de comunicação óptica para que os balões conversassem entre si. Entretanto, quando o Google desistiu dos balões em 2021, a equipe de transmissão de dados continuou, formando o Taara.
A tecnologia é rápida, mas possui seus poréns. Os links precisam de linha de visada e, como dependem de luz, obstáculos físicos, como pássaros voando na frente do feixe, podem atrapalhar a conexão. Além disso, segundo reportagem da revista Wired, assim como tecnologias via satélite, o clima pode causar interferência, especialmente a névoa.
Meta teve receita recorde, mas lucro caiu após imposto de Trump (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta registrou uma receita recorde de US$ 51,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025, mas o lucro líquido despencou para US$ 2,7 bilhões.
A empresa de Mark Zuckerberg atribui a queda a um único imposto, criado na gestão Trump.
Mesmo com bom desempenho em publicidade e anúncios, as ações da Meta caíram 8% após divulgação do balanço.
Apesar de registrar uma receita recorde de US$ 51,2 bilhões (alta de 26% ano a ano) no terceiro trimestre de 2025, a Meta anunciou que o lucro líquido despencou para US$ 2,7 bilhões, frustrando expectativas do mercado.
O rombo é resultado de uma tributação dos Estados Unidos prevista na lei conhecida como como Big Beautiful Bill, aprovada na gestão de Donald Trump. Excluindo o imposto, o lucro líquido da Meta no trimestre teria sido de US$ 18,6 bilhões.
Mais despesas com IA
Infraestrutura para tecnologia de IA deve aumentar gastos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O balanço negativo não foi o único fator que assustou os investidores. As ações da Meta chegaram a cair 8% nas negociações após o fechamento da bolsa, mesmo com a receita forte.
Isso porque a Meta também alertou que seus custos totais, que já cresceram 32% (acima da receita), devem aumentar ainda mais. A empresa espera despesas de capital “notavelmente maiores” em 2026, impulsionadas principalmente pela corrida de inteligência artificial.
O CEO Mark Zuckerberg afirmou em conferência com analistas que a estratégia é “antecipar agressivamente a construção de capacidade” de data centers. O objetivo, segundo ele, é preparar a empresa para os “casos mais otimistas” no desenvolvimento da chamada “superinteligência” (IA que supera a capacidade humana).
Reforçando essa direção, a empresa aumentou sua previsão de gastos para este ano, que agora fica entre US$ 70 bilhões e US$ 72 bilhões. Como relembra o Wall Street Journal, Zuckerberg já havia afirmado recentemente, em jantar com o presidente dos EUA e outros líderes de big techs, que a Meta planeja gastar ao menos US$ 600 bilhões em data centers e infraestrutura nos EUA até 2028.
Anúncios movem a Meta
Produtos e serviços da Meta deram bons resultados (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apesar do laboratório de superinteligência, que direciona a estratégia da companhia, e dos bons resultados com os óculos inteligentes, o crescimento da receita teve força na publicidade digital.
A Meta continua a se beneficiar da enorme base de usuários: mais de 3,5 bilhões de pessoas usaram pelo menos um dos apps da companhia (Facebook, Instagram, WhatsApp ou Threads) diariamente no último mês.
Segundo a Reuters, a plataforma de anúncios da empresa, que foi otimizada com IA, tem ajudado anunciantes a automatizar campanhas e melhorar a segmentação. Além disso, a Meta começou a monetizar novas frentes, como anúncios no WhatsApp e no Threads, enquanto os Reels no Instagram seguem em competição direta com o TikTok e YouTube Shorts.
Para o quarto trimestre de 2025, a Meta projeta uma receita entre US$ 56 bilhões e US$ 59 bilhões, dentro das expectativas do mercado.
Regras da Anatel para “grandes chamadores” começam em novembro (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Anatel exigirá a autenticação de chamadas feitas por quem realiza mais de 500 mil ligações por mês, a partir de novembro de 2025.
A medida visa combater principalmente o spoofing e melhorar a transparência nas chamadas de telemarketing.
As novas normas envolvem 28 operadoras de telecomunicações.
Em novembro, operadoras de telecomunicações terão que autenticar as ligações feitas por “grandes chamadores”, que são pessoas físicas ou organizações que realizam mais de 500 mil chamadas por mês. Trata-se de uma medida da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de combate ao problema das chamadas abusivas que tanto atormenta os brasileiros.
Essa obrigação faz parte das regras que a Anatel publicou na edição desta segunda-feira (20/10) do Diário Oficial da União. Elas entram em vigor em 1º de novembro e valem até 31 de outubro de 2028.
O processo de autenticação consiste em um procedimento que verifica se a chamada é feita de um número que, de fato, pertence à pessoa física ou jurídica que realiza a chamada. Essa medida visa coibir práticas como a do spoofing, usada para mascarar ligações fraudulentas que se passam por organizações legítimas.
Quando a autenticação é feita, confirmando que a chamada é legítima, a pessoa que recebe a ligação poderá ver um símbolo de checagem ao lado do número chamador.
As regras estabelecidas pela Anatel também determinam que grandes chamadores que não participarem do processo de autenticação sejam notificados.
A pessoa física ou jurídica que for notificada e não adotar o sistema de autenticação em até 30 dias ficará impedida de fazer novas chamadas.
As novas regras são válidas para pessoas físicas ou organizações que realizarem mais de 500 mil chamada por mês, sendo dispensadas para aquelas que não ultrapassarem esse número por três meses consecutivos.
O cálculo considera a soma das chamadas realizadas por todos os números telefônicos cadastrados no CPF da pessoa física ou vinculados aos CNPJs da organização.
A Anatel pode isentar da autenticação pessoas físicas ou jurídicas que comprovarem que as chamadas realizadas não têm relação com “telesserviços massivos”.
Novas regras da Anatel podem coibir o spoofing (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
As novas regras da Anatel valem para quais operadoras?
As determinações da Anatel envolvem 28 empresas de telefonia fixa, móvel ou de voz sobre IP. Todas devem implementar o sistema de verificação. São elas:
Agera Telecom
Agil Telecom
Algar Telecom
America Net (Vero)
Baldussi Telecom
Big Telco
Brasilfone
Brisanet
Claro
Datora
EAÍ Telecom
Flux Tecnologia
Fale Sempre Mais
GT Group
Hoje Telecom
IDT Brasil (net2phone)
Infinitus Brasil Telecomunicações
Itelco
J.A.S. Telecomunicações
Neo Telecom
Oi
Sercomtel
Surf Telecom
Telefônica Brasil (Vivo)
Telexperts (Telecall)
TIM
TVN Nacional
Vonex Telecomunicações
Essa é uma das medidas adotadas pela Anatel como contrapartida ao fim da obrigatoriedade do prefixo 0303 em chamadas de telemarketing. Trata-se de uma iniciativa complementar ao programa Origem Verificada, que pode informar ao usuário o motivo da ligação e os dados da empresa que faz a chamada, mas que não é obrigatório.
TIM UltraFibra deve incluir modem compatível com Wi-Fi 7 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
TIM deve oferecer um modem com Wi-Fi 7 para seus clientes de fibra óptica.
O dispositivo é fabricado pela Blu-Castle e já foi homologado pela Anatel.
O modelo suporta Wi-Fi 7 em 2,4 GHz e 5 GHz, com cinco portas Ethernet, incluindo uma de 2,5 Gb/s.
A TIM deve passar a oferecer um modem com a nova tecnologia Wi-Fi 7 para seus clientes de internet fixa por fibra óptica, o chamado TIM UltraFibra. O dispositivo fabricado pela empresa espanhola Blu-Castle foi homologado na Anatel, de acordo com documentos visualizados pelo Tecnoblog.
O Blu-Castle 7 é um ONT GPON que foi homologado em 9 de outubro. Como o nome indica, é compatível com o Wi-Fi 7 (802.11be), mas apenas nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz, sem fazer uso da nova faixa de 6 GHz.
Modem foi homologado pela Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Ele também possui cinco portas Ethernet: quatro compatíveis com 1 Gb/s (Gigabit por segundo) e uma capaz de chegar a 2,5 Gb/s. O modelo possui saída RJ11 para um telefone fixo, porta USB-A 3.0, entrada de 12V para alimentação e o conector para a fibra óptica.
Dispositivo tem cinco portas Ethernet (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
O GPON (Gigabit Passive Optical Network) é a tecnologia de fibra óptica utilizada hoje, não apenas pela TIM, mas pela grande maioria das operadoras de internet fixa no mundo. Ela permite download de até 2,4 Gb/s e upload de 1,2 Gb/s.
O fato deste modem continuar utilizando GPON indica que a TIM não deverá oferecer a tecnologia XGS-PON, ao menos por enquanto. A empresa vai na contramão das concorrentes Vivo e Claro, que recentemente anunciaram atualizações em suas redes e novos planos com maiores velocidades.
Modem Blu-Castle é compatível com o Wi-Fi 7 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
O XGS-PON, mais avançado, pode oferecer taxas de download e upload simétricos de até 10 Gb/s, utilizando novos comprimentos de onda e permitindo atualização das redes sem interferir nos clientes existentes no GPON. A tecnologia está em uso pela Vivo, Claro e diversos provedores regionais, como a Unifique, a Alares e a Pombonet.
Nós não sabemos quando a TIM passará a fornecer este novo aparelho para os seus quase 821 mil clientes. Em setembro, a prestadora revelou que ofereceria uma “degustação” de Wi-Fi 7 para os consumidores, sem dar mais detalhes.
Entenda como o protocolo LoRaWAN é importante para comunicação IoT de uma cidade inteligente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O LoRaWAN é um protocolo de comunicação de rede de longa distância e baixa potência (LPWAN). Padronizado e mantido pela LoRa Alliance, ele atua na camada superior para conectar à Internet das Coisas (IoT).
O protocolo funciona em uma topologia em estrela: os dispositivos usam a tecnologia de rádio LoRa para enviar dados aos gateways, que encaminham a um servidor de rede via internet. Essa arquitetura otimiza o consumo de bateria e o alcance, permitindo a transmissão de pequenas quantidades de dados por grandes distâncias.
O protocolo LoRaWAN é amplamente usado em aplicações de IoT, como monitoramento em cidades inteligentes, agricultura de precisão e rastreamento de ativos. Ele suporta milhões de dispositivos simultaneamente, sendo ideal para soluções em larga escala.
Conheça mais sobre o LoRaWAN, seu funcionamento, aplicações, vantagens e desvantagens.
O LoRaWAN é um protocolo de rede de longo alcance e baixo consumo de energia (LPWAN) que conecta dispositivos de Internet das Coisas (IoT) com comunicação bidirecional à internet. Ele é ideal para aplicações que exigem baterias de longa duração em grandes áreas geográficas, como cidades inteligentes e fazendas.
O desenvolvimento, manutenção e padronização do protocolo LaRaWAN são supervisionados pela LoRa Alliance. A associação aberta e sem fins lucrativos conta com centenas de membros, incluindo fabricantes, operadoras e provedores de soluções IoT, e garante a interoperabilidade global do ecossistema LoRa.
O que significa LoRaWAN?
LoRaWAN é a sigla para Long Range Wide Area Network, um protocolo de rede sem fio de longo alcance projetado para Internet das Coisas (IoT). Ele conecta dispositivos de baixo consumo de energia em áreas amplas à internet.
O protocolo LoRaWAN é usado em diversas aplicações de agricultura de precisão (imagem: Erwan Hesry/Unsplash)
Para que serve o protocolo LoRaWAN?
O protocolo LoRaWAN possibilita criar uma comunicação de longo alcance e com baixo consumo de energia. Ele conecta dispositivos IoT alimentados por bateria em áreas geográficas amplas, rurais ou urbanas, para a transmissão eficiente de pequenos pacotes de dados de forma bidirecional.
Sua função central é otimizar redes para aplicações que necessitam enviar dados esparsos e pequenos, como sensores de cidade inteligente, monitoramento ambiental ou agricultura. Isso permite que os dispositivos operem por anos sem intervenção ou troca de bateria, viabilizando soluções como medição inteligente e gestão de ativos e resíduos.
Como funciona o protocolo LoRaWAN
O protocolo LoRaWAN opera em uma arquitetura de rede em estrela, conectando sensores e dispositivos finais de baixo consumo de energia. Esses aparelhos usam a tecnologia de rádio de longo alcance LoRa para enviar dados para gateways, que transmitem as informações a um servidor de rede central.
O servidor de rede atua como o centro de gerenciamento, encarregado de processar o tráfego, eliminando duplicações e efetuando rigorosas verificações de segurança. Após assegurar a integridade e a validade dos dados, ele os direciona aos servidores de aplicação para uso e interpretação.
A topologia em estrela é fundamental para a otimização da eficiência energética, permitindo que os dispositivos finais permaneçam em modo de espera (sleep). A vida útil da bateria é significativamente estendida, pois os aparelhos não precisam atuar como repetidores ou escutar constantemente.
O LoRaWAN facilita a comunicação bidirecional, suportando o envio de dados (uplink) e recebimento de comandos (downlink) entre o dispositivo e o servidor. Este protocolo de comunicação ainda emprega mecanismos de criptografia para garantir a segurança e a privacidade de toda a troca de informações.
Funcionamento do protocolo LoRaWAN (imagem: Reprodução/HashStudioz Technologies)
Quais são exemplos de aplicação do LoRaWAN?
Estes são alguns exemplos de aplicação do LoRaWAN na Internet das Coisas (IoT), oferecendo comunicação de longo alcance e baixo consumo:
Agricultura inteligente: permite que fazendeiros monitorem remotamente dados de sensores em campos e animais para identificar rapidamente pragas, doenças ou otimizar a irrigação e o uso de recursos;
Monitoramento ambiental: utilizado para detectar fumaça em florestas remotas ou monitorar a qualidade do ar, níveis de água e temperatura de oceanos e rios, fornecendo alertas antecipados e informações climáticas;
Edifícios inteligentes: ajuda a gerenciar medidores, iluminação e temperatura, permitindo a otimização do uso de energia, a detecção de vazamentos e a redução de custos operacionais e de manutenção predial;
Cidades inteligentes: inclui soluções como o estacionamento inteligente (sensores de vaga), o gerenciamento de resíduos (lixeiras que sinalizam quando estão cheias) e a iluminação pública adaptativa baseada em presença;
Monitoramento industrial (IIoT) e manufatura: possibilita rastrear ativos, emitir alertas de segurança e a implementação de manutenção preditiva em máquinas industriais, prevenindo incidentes e falhas;
Logística e rastreamento de ativos: garante a comunicação de diversos sensores em armazéns e durante o transporte, rastreando a localização e as condições de mercadorias, especialmente de produtos sensíveis à temperatura (cadeia de frio);
Óleo e gás: ajuda as empresas a cumprir regulamentações ambientais, monitoramento remotamente de emissões de gases e o status operacional em poços de extração ou infraestruturas críticas distribuídas.
O LoRaWAN também contribui com aplicações de logística e rastreamento de produtos (imagem: Adrian Sulyok/Unsplash)
Quais são as vantagens do LoRaWAN?
Estes são os pontos fortes do LoRaWAN:
Alcance estendido: usa a modulação de rádio para a transmissão de dados por longas distâncias em quilômetros, garantindo profunda penetração em ambientes internos e subsolos, ideal para cidades e áreas rurais;
Eficiência energética superior: projetado para consumo extremamente baixo de energia, possibilitando que dispositivos operem por anos com baterias de pequena capacidade e minimizando a manutenção;
Baixo custo de implementação: utiliza um espectro de frequência livre (ISM) e seu longo alcance minimiza a quantidade de gateways e infraestrutura de rede necessária, reduzindo o custo total;
Alta escalabilidade de rede: a arquitetura suporta um grande volume de mensagens e a conexão de milhões de dispositivos por rede LoRaWAN, simplificando a expansão para implantações massivas de IoT;
Segurança: possui criptografia de ponta a ponta padrão AES-128 em duas camadas (rede e aplicação), garantindo a integridade, autenticidade e confidencialidade dos dados transmitidos;
Capacidade de rastreamento e geolocalização: oferece serviços de localização baseados na rede (triangulação de gateways), permitindo rastreamento de ativos sem a necessidade de módulos GPS que consomem muita energia.
Quais são as desvantagens do LoRaWAN?
Estes são os pontos fracos do LoRaWAN:
Baixa taxa de dados: a taxa de transmissão é lenta, variando entre 0,3 kbps e 50 kbps. Isso impede o uso do protocolo em aplicações que demandam o envio rápido ou contínuo de grandes volumes de dados, como streaming ou voz;
Alta latência (atraso): o tempo de espera para a comunicação pode ser significativamente alto. O que torna a tecnologia inadequada para aplicações que exigem comunicação ou resposta em tempo real, como controle de máquinas ou feedback imediato;
Payload limitado: o tamanho de carga útil de dados que pode ser enviada em uma única mensagem é restrito, dificultando o uso em aplicações que requerem a transmissão de arquivos de tamanho considerável ou dados multimídia;
Vulnerabilidade à interferência: está sujeito a interferências por operar em faixas de frequência não licenciadas (ISM). Dispositivos de outras tecnologias que compartilham o mesmo espectro podem degradar o desempenho e a confiabilidade da rede;
Capacidade de rede limitada (duty cycle): o ciclo de trabalho restrito limita o tempo de transmissão por hora. Isso pode gerar gargalos, atrasos e potencial perda de dados em áreas com alta densidade de dispositivos ou redes com grande volume de tráfego.
A alta eficiência e escabilidade faz o LoRaWAN ser usado no monitoramento industrial, apesar da baixa taxa de dados e latência (imagem: Simon Kadula/Unsplash)
Existem alternativas ao protocolo LoRaWAN?
Sim, há vários protocolos de comunicação IoT que são alternativas ao LoRaWAN. Cada um apresenta características específicas para uso em aplicações, alcance, consumo de energia e velocidade de transmissão:
NB-IoT (Narrowband IoT): tecnologia celular LPWAN de baixo consumo que usa bandas licenciadas para maior segurança e confiabilidade. Ideal para medidores inteligentes, sensores fixos e rastreamento de ativos em ambientes urbanos;
LTE-M (LTE Cat-M1): tecnologia celular para IoT que oferece maior largura de banda e menor latência. Indicado para rastreamento de ativos móveis, gestão de frotas e aplicações que requerem atualizações frequentes;
Sigfox: protocolo LPWAN proprietário com foco em ultrabaixo consumo, ideal para envio esporádico de pequenos pacotes de dados. Melhor para aplicações de baixo custo, como monitoramento simples de sensores e manutenção preditiva básica;
Zigbee: protocolo para redes mesh de curto alcance e baixo consumo, adequado para ambientes contidos como casas e edifícios. Ideal para automação residencial, iluminação inteligente e sistema de controle e monitoramento industrial;
Wi-Fi HaLow (802.11ah): extensão do Wi-Fi que opera na banda 900 MHz, permitindo maior alcance e melhor penetração de sinal. Indicada para dispositivos IoT que necessitam de taxas de dados mais altas do que as oferecidas pelas LPWANs tradicionais, em uma área maior.
Qual é a diferença entre LoRaWAN e LoRa?
LoRaWAN é um protocolo de rede e a arquitetura construído sobre o LoRa, definindo a comunicação entre dispositivos e a rede. Ele gerencia a rede, estabelecendo uma topologia onde dispositivos se conectam a um servidor central via gateways para segurança, escalabilidade e gerenciamento bidirecional.
LoRa é uma tecnologia de modulação sem fio, que possibilita a transmissão de um sinal de rádio por longas distâncias com baixo consumo de energia. É a camada física que estabelece a ligação de longo alcance e baixa potência, podendo operar em sistemas de comunicação simples, como ponto a ponto.
Wi-Fi 8 deve oferecer mais estabilidade de rede (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
TP-Link comunicou que testou com sucesso um protótipo do Wi-Fi 8, previsto para oficialização até 2028.
O Wi-Fi 8 deve priorizar estabilidade e eficiência, com melhorias práticas de até 25% na taxa de transferência de dados.
Novo padrão deve adotar tecnologias para reduzir interferências e garantir conexões mais estáveis, além de ampliar a velocidade de rede.
O Wi-Fi 7 ainda engatinha no mercado, mas o setor já mira na próxima geração. A TP-Link anunciou que concluiu com sucesso os primeiros testes de um protótipo do Wi-Fi 8 (802.11bn), no que chamou de um “marco crítico” no desenvolvimento da nova geração da tecnologia sem fio.
Segundo a fabricante, os testes comprovaram a viabilidade do padrão, validando a troca de dados e o funcionamento do sinal. O projeto foi conduzido em parceria com outras empresas do setor, mas elas não foram reveladas. Esse é o primeiro passo rumo à adoção comercial da tecnologia, que deve ser oficializada até 2028 nas normas do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).
O que o Wi-Fi 8 trará de novo?
Diferente das versões anteriores, o foco do Wi-Fi 8 não será apenas velocidade, mas estabilidade e desempenho em condições reais. A Qualcomm, que também trabalha na tecnologia, afirma que o objetivo é manter dispositivos conectados com mais consistência, mesmo sob alta demanda de rede ou em áreas com sinal reduzido.
A nova geração continuará operando nas bandas de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz, com largura de canal de até 320 MHz e taxa máxima teórica de 23 Gbps — números semelhantes aos do Wi-Fi 7. No entanto, a diferença estará na eficiência prática: a expectativa é de melhorias de até 25% na taxa real de transferência de dados para dispositivos compatíveis.
Para alcançar esse ganho, o Wi-Fi 8 deve incorporar quatro tecnologias principais:
Coordinated Spatial Reuse (Co-SR): ajusta automaticamente o nível de potência para otimizar o sinal entre os dispositivos;
Coordinated Beamforming (Co-BF): coordena o direcionamento dos feixes de sinal, reduzindo interferências;
Dynamic Sub-Channel Operation (DSO): permite dividir canais para ampliar a largura de banda disponível;
Enhanced Modulation Coding Scheme (MCS): melhora a eficiência da modulação, elevando a estabilidade da conexão.
Wi-Fi 8 promete conexão mais estável e eficiente que o Wi-Fi 7 (imagem: reprodução/Qualcomm)
Quando o Wi-Fi 8 deve chegar aos consumidores?
A tecnologia deve ser oficializada até 2028. Contudo, a TP-Link indicou que os primeiros produtos comerciais podem chegar antes da padronização oficial, embora estejam em estágio inicial. Esse movimento não seria inédito: o Wi-Fi 7 também começou a ser usado em roteadores antes da ratificação do padrão.
Na prática, a tecnologia do Wi-Fi 8 deve beneficiar especialmente quem vive em áreas urbanas densas, com muitos roteadores e redes competindo pelo mesmo espectro. A promessa é de menos interferência, conexões mais consistentes e menor latência, algo que deve favorecer o uso em jogos online, streaming e chamadas de vídeo.
IA da Perplexity faz buscas na web e entrega informações de modo amigável ao usuário (imagem: divulgação)Resumo
A Vivo oferece o plano Pro da Perplexity para clientes pré-pagos e do Vivo Easy Lite, com até 12 meses de gratuidade.
A Telefónica, dona da Vivo, investiu na Perplexity em outubro de 2024, junto com Nvidia, Databricks e Jeff Bezos.
O plano Pro da Perplexity inclui buscas ilimitadas, geração de imagens, uploads ilimitados e suporte exclusivo.
A Vivo passou a oferecer o plano Pro da Perplexity para clientes do plano pré-pago e do Vivo Easy Lite. No primeiro caso, ao recarregar R$ 30 pelos canais da operadora, o consumidor ganha seis meses de acesso. Já no segundo, assinantes recebem 12 meses de gratuidade no plano. A operadora enviará um código para se cadastrar no site da ferramenta.
O anúncio marca uma expansão na parceria entre a Vivo e a Perplexity. Em novembro de 2024, a operadora deu um ano grátis do plano Pro da inteligência artificial a clientes elegíveis ao programa Vivo Valoriza, como pós, controle, Total e pacotes de TV e fibra.
Perplexity tem dona da Vivo entre suas investidoras (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Vale lembrar que a Telefónica, empresa espanhola dona da Vivo, se tornou uma das investidoras da startup em outubro de 2024, por meio de seu fundo de venture capital Wayra, entrando para uma lista que também inclui Nvidia, Databricks e Jeff Bezos.
O que é a Perplexity e qual o diferencial do plano Pro?
A Perplexity se apresenta como um mecanismo de respostas baseado em inteligência artificial. Na prática, isso significa que o chatbot realiza buscas na internet e organiza os resultados de forma amigável, destacando as fontes consultadas.
A versão Pro traz recursos extras:
Buscas Pro ilimitadas, capazes de pedidos mais complexos.
50 prompts mensais do Labs, capazes de criar relatórios, planilhas e aplicativos web básicos.
Opção para escolher entre vários modelos de IA, incluindo GPT-5, Claude 4.0 Sonnet, Sonar Large, Gemini 2.5 Pro, Grok 4, o3 e Claude Sonnet 4.0 Thinking.
Geração de imagens.
Uploads e análises de arquivos ilimitados.
Canais de suporte exclusivos, como Discord.
US$ 5 mensais em créditos do Sonar para usar a API.
Até 100 arquivos por espaço de trabalho.
Perplexity Pro tem mais promoções
A Vivo não é a única empresa a oferecer um período promocional de acesso ao plano Pro da Perplexity.
Além disso, a concorrência também tem suas parcerias com IA: na Claro, o ChatGPT não desconta da franquia de internet, e clientes do plano Multi recebem quatro meses grátis do ChatGPT Plus.
Banco Inter tem sua própria operadora (imagem: divulgação)Resumo
A Inter Cel reformulou seus planos, agora com preços entre R$ 17 e R$ 165, em opções semanais, mensais e trimestrais, com 4 GB a 25 GB, ligações e SMS ilimitados.
Clientes que assinarem um plano mensal entre 6 e 20 de outubro recebem 50% de cashback no primeiro mês.
Mesmo com as mudanças, a Inter Cel ainda oferece menos dados que as concorrentes Claro, TIM e Vivo.
A Inter Cel, operadora virtual do Banco Inter, anunciou nesta segunda-feira (13/10) uma reformulação completa em seu portfólio de planos móveis. A operadora agora vai oferecer planos semanais, mensais e trimestrais, com valores que variam entre R$ 17 e R$ 165, dependendo do tipo de contrato.
As franquias vão de 4 GB a 25 GB e todos os pacotes incluem ligações e SMS ilimitados para qualquer operadora, além de uso liberado dos apps WhatsApp, Waze e Moovit. A mudança marca os quatro anos de operação da MVNO (operadora móvel virtual) e amplia as opções de assinatura, com novos pacotes e mais franquia de dados. Atualmente, a Inter Cel detém mais de 146 mil clientes ativos.
O que mudou nos planos da Inter Cel?
Até o início da reformulação, a operadora oferecia planos limitados, com foco em pacotes mensais e franquias menores de internet. A novidade é que, além dos novos valores e volumes de dados, a empresa agora oferece diferentes períodos de renovação e novas formas de pagamento diretamente pelo aplicativo do Inter.
Os novos planos ficaram assim:
Franquia de internet
Tipo de assinatura
Preço
4 GB
Semanal
R$ 17
15 GB
Mensal
R$ 30
20 GB
Mensal
R$ 45
25 GB
Mensal
R$ 55
15 GB
Trimestral
R$ 90
20 GB
Trimestral
R$ 135
25 GB
Trimestral
R$ 165
Tabela elaborada pelo Tecnoblog com informações da Inter Cel
O plano trimestral reúne três meses de serviço pagos de uma só vez, com o benefício de receber em cashback o valor referente ao último mês. Durante o período promocional — entre 6 e 20 de outubro —, clientes que assinarem um dos planos mensais recebem 50% de cashback já no primeiro mês, benefício creditado na própria conta do banco digital.
Além disso, a operadora segue com chips físicos e eSIM, mantendo a cobertura nacional e o acesso ao 5G em todos os planos, por meio da infraestrutura da Vivo, que fornece a rede utilizada pela MVNO desde 2021.
Concorrência ainda é forte
Inter Cel está abaixo das principais operadoras do Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Apesar das atualizações, a Inter Cel segue atrás das principais operadoras em custo-benefício. Em comparação com as ofertas atuais de Claro, TIM e Vivo, os pacotes do banco digital ainda entregam menos dados pelo mesmo valor — mesmo com os bônus e o cashback inicial.
Na Claro, o plano Claro Controle parte de R$ 54,90 com 30 GB de internet (incluindo bônus e franquia extra para redes sociais), e chega a R$ 69,90 com 35 GB e acesso ilimitado ao WhatsApp. Há ainda uma opção de R$ 99,90 que inclui assinatura de serviço digital, com a mesma franquia de 35 GB.
Na TIM, o plano Controle 1.0 custa R$ 58,99 e oferece 31 GB, enquanto o Controle Plus sai por R$ 64,99 com 35 GB, além de 5 GB extras para redes sociais. Já o Controle Premium chega a R$ 84,99, com 45 GB de internet e benefícios adicionais de streaming ou desconto mensal.
A Vivo, por sua vez, oferece o Easy Lite com 20 GB por R$ 30/mês, 25 GB por R$ 40/mês e uma versão de 15 GB por R$ 35/mês, todos sem fidelidade e com ligações e SMS incluídos.
Análise mostra que nenhuma operadora lidera em todos os quesitos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O relatório da Opensignal destaca a Vivo como a operadora mais rápida, com velocidade de download de 114,8 Mb/s e upload de 67,2 Mb/s.
A Nio é considerada a mais confiável, liderando na categoria de confiabilidade com pontuação de 547.
A pesquisa baseia-se em bilhões de medições de dispositivos dos usuários em todo o Brasil.
Um novo relatório revela as operadoras de banda larga fixa que merecem destaque no Brasil. O relatório, que foi elaborado pela consultoria Opensignal e consolidado em outubro, coloca a Vivo como melhor prestadora quando o assunto é velocidade de conexão. Já a Nio, antiga Oi Fibra, lidera na confiabilidade de rede.
O documento é baseado na coleta de bilhões de medições diretamente dos dispositivos dos usuários em todo território nacional. Segundo a Opensignal, o levantamento revela o desempenho das redes em atividades cotidianas, refletindo a qualidade da conexão em todo o trajeto, desde o servidor de conteúdo até o dispositivo final, independentemente do plano contratado.
A mais rápida
O relatório faz distinção entre as operadoras líderes em diferentes aspectos da experiência de banda larga. A Vivo obteve a pontuação mais alta em categorias como Velocidade de Download, em que obteve 114,8 Mb/s, contra 96,5 Mb/s da Claro e 95,6 Mb/s da Nio. Ela também fez bonito na Velocidade de Upload, com 67,2 Mb/s de média. Essas métricas são fundamentais para atividades como streaming de vídeo em alta definição, download de arquivos grandes e carregamento de páginas da web.
A Vivo anotou ainda uma boa experiência em vídeo, o que sugere um desempenho superior de sua infraestrutura para transferir grandes volumes de dados de forma eficiente.
Vivo domina em velocidade e Nio, que absorveu clientes da Oi, vence em estabilidade (imagem: reprodução/OpenSignal)
A mais confiável
Por outro lado, a Nio conquistou a primeira posição na categoria de “Confiabilidade”. Esta é uma nova métrica introduzida pela Opensignal para avaliar a consistência e a estabilidade da conexão de banda larga. O indicador de confiabilidade mede a frequência com que a rede dos usuários é suficiente para suportar as aplicações mais comuns e exigentes, como streaming de vídeo em HD, videoconferências em grupo e jogos online.
Uma pontuação elevada nesta categoria indica que os usuários da operadora enfrentam menos interrupções, menor latência e uma experiência de conexão mais estável e previsível no dia a dia. Este resultado posiciona a Nio como a fornecedora com a rede mais consistente para uma gama variada de usos, segundo os dados coletados.
Cabe ressaltar que, apesar da liderança, a pontuação da Nio (547, numa escala que vai de 0 a 1.000) foi pouco superior à vista na Vivo (541) e na Claro (535). A TIM aparece um pouco mais atrás (507).
Relatório mostra queda no consumo de dados, mas aumento no preço médio pago (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O preço médio do gigabyte de internet móvel no Brasil subiu para R$ 6,19 no 2º trimestre de 2025, alta de 12,34% em relação a 2024.
O consumo médio de dados móveis caiu 1,25%, mas a receita média por usuário subiu para R$ 32,73.
Já o preço do GB de banda larga fixa recuou 17,71%, acompanhado de um aumento de 18,36% no consumo por residência.
O preço médio pago pelo gigabyte de internet no celular voltou a subir no Brasil, atingindo R$ 6,19 no segundo trimestre de 2025 — uma alta de 12,34% em comparação com o mesmo período de 2024 (R$ 5,51). Os dados são do mais recente Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações, divulgado pela Anatel.
Essa é a quinta vez seguida que o relatório confirma uma tendência de encarecimento no Serviço Móvel Pessoal (SMP), após um período de queda nos preços entre 2021 e 2024. No primeiro trimestre deste ano, o preço médio era de R$ 6,13.
O aumento no preço do GB acompanha o aumento da receita média por usuário das operadoras, ainda que o consumo de dados pela população tenha registrado queda. O cenário é diferente quando se trata dos serviços de banda larga fixa. No mesmo trimestre, o preço médio do GB no serviço fixo caiu 17,71% e o consumo de dados por residência aumentou.
Conta sobe mesmo com queda no consumo
Consumo via dados móveis caiu (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Para entender por que o GB ficou mais caro, é preciso olhar para a relação entre o que se paga e o que se usa. Segundo a Anatel, o consumo médio de dados por usuário no serviço móvel caiu 1,25% em um ano, passando de 5,63 GB para 5,56 GB entre o segundo trimestre de 2024 e o de 2025.
Ao mesmo tempo em que o uso diminuiu, a arrecadação das operadoras por cliente aumentou. A receita média por usuário (ARPU) total do SMP chegou a R$ 32,73. O valor específico para o pacote de dados, que é o principal componente dos planos atuais, também subiu, alcançando um ARPU de R$ 27,75.
Ou seja, os brasileiros estão, em média, consumindo menos internet móvel e pagando mais por isso. É importante notar que o cálculo de preço por GB feito pela agência considera a receita total das operadoras dividida pelo tráfego total de dados consumido pelos clientes, e não o valor dos pacotes contratados.
Banda larga segue caminho oposto
Se no celular o cenário é de alta, na internet residencial a realidade é outra. O preço médio do GB consumido no Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) — banda larga fixa — caiu para R$ 0,25, uma redução de quase 18% em um ano.
A queda no preço acompanhou um aumento expressivo no consumo. Em média, cada domicílio com banda larga fixa consumiu 385 GB de dados no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 18,36% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita média por usuário no SCM ficou em R$ 95,61.
Vale lembrar que o mercado de banda larga fixa é bem mais diversificado e há maior competitividade. Segundo o Relatório de Monitoramento da Competição, da Anatel, no segundo trimestre deste ano, 56% das operadoras de internet fixa no Brasil eram pequenas — na telefonia móvel, Claro, Vivo e Tim dominam 95%.
Telefonia móvel ainda é mais rentável
Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O relatório também reforça a impacto do serviço móvel na saúde financeira das operadoras. A Receita Operacional Líquida (ROL) do SMP alcançou R$ 23,84 bilhões no trimestre, mantendo uma curva de crescimento e representando a maior fatia do setor.
Enquanto isso, a receita de SCM se manteve estável, em R$ 6,82 bilhões. Já os serviços mais antigos, como a telefonia fixa (STFC) e a TV por assinatura (SeAC), continuam em declínio, com receitas de R$ 1,77 bilhão e R$ 1,48 bilhão, respectivamente.
Nubank lançou NuCel, operadora virtual de telefonia móvel, em outubro de 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Nubank aumentou a franquia de internet dos planos do NuCel: o plano de R$ 45 passou de 20 GB para 25 GB, e o de R$ 70 foi de 35 GB para 40 GB.
O plano intermediário foi alterado de 25 GB por R$ 55 para 30 GB por R$ 60, reduzindo o custo por GB de R$ 2,20 para R$ 2.
Clientes dos planos de 20 GB e 35 GB serão migrados para as novas ofertas com 5 GB adicionais; clientes do plano de 25 GB terão uma redução de R$ 5 na mensalidade.
O Nubank anunciou novos planos do NuCel, sua operadora móvel, com mais internet em comparação aos atuais. A oferta mais barata, de R$ 45 mensais, passou de 20 GB para 25 GB. O mesmo acréscimo aconteceu com o plano mais caro, de R$ 70 mensais, que foi de 35 GB para 40 GB.
O plano intermediário, por sua vez, foi substituído por um mais caro e com mais internet: sai a oferta de 25 GB por R$ 55, entra a oferta de 30 GB por R$ 60. Na ponta do lápis, é uma vantagem: o preço por GB passa de R$ 2,20 para R$ 2.
O Nubank explica que clientes atuais serão migrados para a melhor oferta disponível. Isso significa que os assinantes dos antigos planos de 20 GB e 35 GB receberão 5 GB adicionais.
Já clientes do pacote de 25 GB não serão migrados para o plano de 30 GB, que tem recarga mais alta. Em vez disso, haverá uma redução de R$ 5 no valor pago.
Vale lembrar que os planos não têm fidelização, podendo ser cancelados ou trocados pelo cliente. O pagamento pode ser feito com o cartão de crédito ou o saldo da conta do Nubank.
Nova mudança após três meses
NuCel ganhou chip físico de telefonia em julho de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O NuCel tinha alterado seus planos pela última vez em julho de 2025, quando a empresa desfez a política de uma franquia separada para redes sociais, liberando esses dados para uso geral.
No mesmo mês, a operadora do Nubank passou a contar com chip SIM físico. Até então, o serviço operava apenas com chip virtual eSIM, que é compatível com um número muito menor de aparelhos, geralmente mais caros do que a média do mercado.
NuCel oferece benefícios
Além da internet móvel, os planos do NuCel oferecem benefícios de conectividade e também financeiros, atrelados à conta do Nubank:
Ligações ilimitadas para todo o Brasil.
WhatsApp ilimitado, inclusive para chamadas de voz e vídeo.
Acesso ao app do Nubank sem descontar da franquia.
Investimento de até R$ 10 mil com rendimento de 120% do CDI, em uma Caixinha exclusiva.
O NuCel é uma operadora virtual de telefonia móvel. O serviço usa a rede da Claro, com cobertura em 93% do território nacional e acesso 5G.
Operação da Anatel recolheu produtos sem homologação (imagem: reprodução/Anatel)Resumo
A Anatel apreendeu 1,7 milhão de metros de cabos de fibra óptica irregulares em São Paulo.
A operação ocorreu entre 23 e 26 de setembro na Bahia, São Paulo, Paraíba e Santa Catarina.
Foram lacrados produtos sem homologação, incluindo carregadores, fones, roteadores e fechaduras eletrônicas.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quinta-feira (02/10) a conclusão de uma semana de fiscalizações que lacraram e apreenderam milhares de produtos sem homologação em quatro estados. Em São Paulo, a operação retirou do mercado 1,7 milhão de metros de cabos de fibra óptica do tipo drop, essenciais para redes de banda larga, que estavam irregulares.
Entre os dias 23 e 26 de setembro, a fiscalização ocorreu de forma simultânea na Bahia, São Paulo, Paraíba e Santa Catarina, no âmbito do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP).
Produtos eletrônicos foram lacrados
Em Ilhéus (BA), mais de 45 mil produtos eletrônicos e de telecomunicações foram lacrados em duas importadoras, incluindo equipamentos sem homologação, com certificação cancelada ou falhas na identificação do selo obrigatório.
Em São José (SC), fiscais lacraram 10 mil fechaduras eletrônicas com Wi-Fi e Bluetooth irregulares, estimadas em R$ 5,7 milhões. Já em João Pessoa (PB), cerca de 2.500 produtos de telecom, como carregadores, fones de ouvido e roteadores sem fio, foram apreendidos em operação conjunta com a Receita Federal e a Polícia Civil.
“Ao retirar do mercado esses produtos, a Anatel não está apenas aplicando a lei, mas protegendo o cidadão”, disse Alexandre Freire, conselheiro da Anatel. “Nossa mensagem é clara: o rigor da fiscalização será mantido para garantir a qualidade e a integridade da infraestrutura que sustenta a conectividade no Brasil”.
5G comercial foi implementado no Brasil em julho de 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Vivo lidera mundialmente em velocidade média de download no 5G em países de grande porte, segundo a Opensignal.
Claro e TIM aparecem em segundo e terceiro lugar entre operadoras em velocidade do 5G.
Nos EUA, a T-Mobile lidera em cobertura de sinal, enquanto no Japão a AU é destaque em qualidade 5G para jogos.
A Opensignal, empresa de métricas de redes móveis, divulgou nesta quarta-feira (01/10) os vencedores do 5G Global Awards 2025, seu ranking anual de desempenho. O estudo coloca a Vivo na liderança mundial em velocidade média de download no 5G, com 362,1 Mb/s — a maior do planeta entre operadoras que atuam em países de grande porte.
Segundo a Opensignal, o resultado foi obtido a partir de bilhões de medições coletadas diretamente nos smartphones dos usuários, entre 1º de janeiro e 28 de junho de 2025. A análise reflete a experiência real de uso, não apenas dados laboratoriais.
Brasil domina o pódio mundial do 5G
Claro e TIM aparecem em 2º e 3º lugar no ranking (imagem: reprodução/Opensignal Limited)
Além da Vivo, Claro e TIM também aparecem com destaque, ocupando o segundo e o terceiro lugares, respectivamente. Isso significa que, entre os mercados de grandes áreas terrestres, as três operadoras de 5G mais rápidas do mundo são brasileiras.
Em mercados menores, a sul-coreana KT ficou com a primeira colocação, registrando média de 470,7 Mb/s. Operadoras do Catar, Guatemala e Singapura também se destacam entre os líderes globais de desempenho em 5G na categoria.
A premiação também reconheceu outras categorias: a T-Mobile, nos EUA, ficou em primeiro lugar em cobertura 5G entre países de grande território, enquanto a AU, do Japão, lidera na qualidade do sinal para jogos. Os resultados estão detalhados no site da Opensignal.
Alerta de emergência apita mesmo quando celular está no silencioso (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Anatel ativará o serviço Defesa Civil Alerta no Centro-Oeste em 1º de outubro de 2025, com teste em 27 de setembro em 13 cidades.
O sistema Defesa Civil Alerta cobrirá todo o Brasil a partir de outubro de 2025, enviando notificações de condições extremas e desastres naturais.
O sistema usa tecnologia Cell Broadcast, enviando alertas a aparelhos conectados a redes 4G ou 5G, sem necessidade de cadastro prévio.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passará a disponibilizar o serviço Defesa Civil Alerta na região Centro-Oeste a partir de 1º de outubro de 2025. No próximo sábado (27/09), haverá uma notificação de teste em 13 cidades.
Segundo o órgão, a demonstração será feita em:
Brasília (DF)
Goiânia (GO)
Itumbiara (GO)
Formosa (GO)
Cidade de Goiás (GO)
Campo Grande (MS)
Dourados (MS)
Corumbá (MS)
Três Lagoas (MS)
Cuiabá (MT)
Rondonópolis (MT)
Tangará da Serra (MT)
Rio Branco (MT)
Brasília será uma das cidades a receber o teste do alerta (foto: Leonardo Sá/Agência Senado)
Tanto moradores quanto visitantes desses municípios receberão uma mensagem em seu celular com o seguinte texto:
“ALERTA EXTREMO – Defesa Civil: ALERTA DE DEMONSTRAÇÃO do novo sistema de alerta de emergência no estado. Mais informações, consulte o site do Defesa Civil Alerta.”
A região é a última a receber o recurso. O Defesa Civil Alerta foi lançado no Sul e Sudeste em dezembro de 2024; no Nordeste, em junho de 2025; e no Norte, na última quarta-feira (24/09). Com isso, todo o território brasileiro estará coberto pelo sistema de mensagens urgentes.
O que é o Defesa Civil Alerta?
O Defesa Civil Alerta é um sistema de emergência que envia notificações a aparelhos conectados sobre situações de risco, geralmente relacionadas a condições climáticas, como chuvas fortes, tempestades, ventos e riscos de deslizamento.
Na última segunda-feira (22/09), por exemplo, a Defesa Civil de São Paulo enviou uma mensagem de alerta severo horas antes de uma chuva com rajadas de vento, com risco de quedas de árvore e destelhamentos.
O sistema usa a tecnologia Cell Broadcast, que dispara o aviso sem a necessidade de cadastro prévio, chegando a todos os aparelhos compatíveis que estejam conectados a redes 4G ou 5G na região afetada.
As notificações aparecem em um pop-up em primeiro plano, sobre qualquer aplicativo aberto, e fazem som, mesmo que o aparelho esteja em modo “não perturbe”, no silencioso ou em uma ligação.