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Justiça proíbe construção de edifícios próximos ao Parque da Guarita, em Torres

Por:Sul 21
25 de Março de 2026, 19:34

O juiz André Suhnel Dorneles, da 1ª Vara Cível de Torres, determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão imediata de todas as licenças e alvarás de construção já emitidos pelo Município para edifícios em duas zonas de Torres próximas ao Parque da Guarita. O magistrado também suspendeu a emissão de novas licenças e alvarás sem que haja avaliação e anuência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).

A suspensão, em caráter liminar, é válida até decisão judicial definitiva. Para o magistrado, há risco evidente “de danos irreversíveis ao meio ambiente e ao patrimônio paisagístico do Parque da Guarita, diante da progressão das construções”.

A decisão ocorre em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Na ação, o MP ressalta que o Parque Estadual José Lutzenberger, conhecido popularmente como Parque da Guarita, é reconhecido como patrimônio estadual e localizado em área de tombamento da Mata Atlântica, o que exige a prévia avaliação do IPHAE nos empreendimentos lindeiros. Em 2024, o Plano Diretor de Torres havia permitido construções de até 15 metros na Zona 25 (Bairro Guarita II) e sem limite de altura na Zona 24 (Bairro São Francisco).

Em fevereiro de 2026, o Ministério Público expediu recomendação ao Município para que se abstivesse de conceder licenças ou alvarás para construções verticais nas duas zonas sem a prévia avaliação do IPHAE. Ainda assim, o Município de Torres, que já expediu licença para um empreendimento em rua defronte ao Parque da Guarita, sem submeter o procedimento ao Instituto, afirmou que obras já autorizadas não seriam revistas, mas que consultaria o órgão responsável pelo patrimônio estadual para novas intervenções.

O MP menciona na ação um inquérito envolvendo o empreendimento imobiliário “Park Home Resort”, de 14 pavimentos, a ser construído no Bairro São Francisco, em frente ao Parque da Guarita, que apontou que foram emitidas diversas licenças e alvarás para este empreendimento sem a avaliação prévia do IPHAE. Frente a isto, o juiz André Suhnel Dorneles entendeu que “o impacto visual e ecológico de torres de 14 pavimentos em frente a um Parque Estadual tombado, sem a análise específica do IPHAE, é inegável e pode alterar permanentemente o caráter da área”.

O MPRS também aponta lacunas e conflitos entre o Plano Diretor e o Código Ambiental Municipal, bem como a ausência de parâmetros objetivos e regulamentação específica para o entorno do Parque da Guarita. De acordo com o MP, “a ausência de regulamentação fragiliza o estabelecimento de limites, critérios de uso e diretrizes de ocupação compatíveis com a manutenção dos atributos ambientais, paisagísticos e ecológicos do Parque”.

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Entenda o que é broncopneumonia, a doença que levou Bolsonaro à UTI

13 de Março de 2026, 14:52
Inflamação pulmonar causada por broncopneumonia. Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por exames no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar sintomas respiratórios e queda na oxigenação. O diagnóstico preliminar indicou broncopneumonia, uma infecção inflamatória que atinge pulmões e brônquios e pode comprometer a respiração.

A broncopneumonia é um tipo de infecção pulmonar que começa nos bronquíolos, pequenas ramificações das vias aéreas, e pode se espalhar para diferentes regiões dos pulmões. Diferentemente de algumas pneumonias localizadas, esse quadro costuma atingir vários pontos ao mesmo tempo, provocando inflamação e acúmulo de secreção nas vias respiratórias, o que dificulta a passagem de ar e reduz a oxigenação do sangue.

A doença pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. Em muitos casos, surge após a aspiração de secreções ou partículas para as vias aéreas, situação conhecida como pneumonia por aspiração. Quando esse material não é eliminado pela tosse, pode desencadear infecção.

Quando a inflamação atinge bronquíolos e alvéolos, ocorre a broncopneumonia. O processo inflamatório faz com que os pulmões fiquem preenchidos por secreção, células inflamatórias e produtos da infecção, como o pus. Isso reduz a capacidade de troca de oxigênio e pode provocar falta de ar, queda na saturação e sensação de cansaço intenso.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse, dor no peito, calafrios, sudorese, fraqueza, mal-estar geral e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, pode ocorrer redução da oxigenação do sangue, o que exige tratamento hospitalar e, em algumas situações, internação em unidade de terapia intensiva.

Bolsonaro sendo levado para o hospital. Foto: Divulgação

Relatos médicos indicam que o quadro que levou ao atendimento de Bolsonaro incluiu febre alta, calafrios, vômitos e queda da saturação de oxigênio, além de episódio de broncoaspiração, quando líquidos ou secreções entram nas vias respiratórias. O primeiro atendimento ocorreu ainda durante a madrugada, antes da transferência para o hospital.

Exames laboratoriais e de imagem confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral. O tratamento costuma incluir antibióticos, hidratação, oxigênio suplementar e repouso. Dependendo da gravidade, pode ser necessária internação para monitoramento da respiração e prevenção de complicações.

Especialistas explicam que broncopneumonia e pneumonia são quadros semelhantes. “Pneumonia e broncopneumonia podem ser consideradas como sinônimos por terem diferenças muito sutis”, afirmou o pneumologista Gustavo Prado. Segundo ele, uma das complicações possíveis é a insuficiência respiratória, situação que pode exigir ventilação mecânica e cuidados intensivos para manter a oxigenação adequada.

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