A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) depositou nesta terça-feira (23) R$ 585,92 milhões na conta dos 645 municípios paulistas. Esse é o terceiro repasse referente ao mês de junho, do ICMS arrecadado no período de 15 a 19 de junho, já com o desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A Sefaz-SP já havia repassado R$ 1,49 bilhão aos municípios em 9/6 e 16/6, relativos ao ICMS apurado de 1° a 5/6 e de 8 a 12/6, respectivamente. Com o depósito desta terça-feira (23), o valor acumulado em junho sobe para R$ 2,08 bilhões.
Os valores correspondem a 25% da arrecadação do imposto, que são distribuídos às administrações municipais com base na aplicação do Índice de Participação dos Municípios (IPM) definido para cada cidade.
Os valores semanais transferidos aos municípios paulistas variam em função dos prazos de pagamento do imposto fixados no regulamento do ICMS. Dependendo do mês, pode haver até cinco datas de repasses. As variações destes depósitos oscilam conforme o calendário mensal, os prazos de recolhimento e o volume dos recursos arrecadados.
A agenda de pagamentos está concentrada em até cinco períodos diferentes no mês, além de outros recolhimentos diários, como por exemplo, os relativos à liberação das operações com importações.
Índice de Participação dos Municípios
Os repasses aos municípios são liberados de acordo com os respectivos Índices de Participação dos Municípios, conforme determina a Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988. Em seu artigo 158, inciso IV está estabelecido que 25% do produto da arrecadação de ICMS pertence aos municípios, e 25% do montante transferido pela União ao Estado, referente ao Fundo de Exportação (artigo 159, inciso II e § 3º).
Os índices de participação dos municípios são apurados anualmente (artigo 3°, da LC 63/1990), para aplicação no exercício seguinte, observando os critérios estabelecidos pela Lei Estadual nº 3.201, de 23/12/81, com alterações introduzidas pela Lei Estadual nº 8.510, de 29/12/93.
Criado pelo Governo de São Paulo para fortalecer a rede de atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Centro TEA Paulista já realizou mais de 8 mil atendimentos desde a inauguração, em junho de 2025. Em entrevista ao SP POD, videocast da Agência SP, o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, destacou o papel do equipamento no acolhimento às famílias, na qualificação de profissionais e no apoio aos municípios na formulação de políticas públicas voltadas à população autista.
Localizado na Vila Leopoldina, na zona oeste da capital, o Centro TEA Paulista reúne serviços de orientação, atendimento multidisciplinar, atividades terapêuticas, suporte a familiares e cuidadores, além de ações voltadas à inclusão e à autonomia das pessoas autistas. Segundo o secretário, o equipamento foi concebido para funcionar como uma referência para famílias que buscam informações, apoio e acesso aos serviços disponíveis.
Durante a entrevista, o secretário explicou que o equipamento foi estruturado a partir de quatro frentes principais: acolhimento, pesquisa, apoio aos municípios e qualificação profissional.
“O centro foi um instrumento importante pensado no governo Tarcísio de Freitas, inaugurado em junho do ano passado, e foi construído com base em quatro eixos: o eixo do acolhimento do autista, da sua família, especialmente da mãe atípica e dos cuidadores; o eixo da pesquisa, que é muito importante; o eixo do apoio às prefeituras na formulação de políticas públicas; e o eixo da qualificação profissional”, afirmou.
Segundo ele, o espaço também passou a atuar como referência para gestores públicos interessados em desenvolver políticas voltadas à população autista. O centro mantém parcerias com universidades para pesquisas e oferece suporte técnico a prefeituras e secretarias municipais.
O Centro TEA Paulista na capital paulista também abriga o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência, responsável por oferecer orientações sobre benefícios, programas sociais e direitos, além de apoio psicológico, jurídico e social.
O Centro TEA Paulista funciona 24 horas, todos os dias da semana, com teleatendimento no período noturno (das 18h às 8h) e com regime ininterrupto aos fins de semana e feriados. O objetivo é facilitar o acesso e estabelecer um canal de apoio e orientação em diferentes situações e contextos, nas quais as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), seus familiares e cuidadores possam ter um atendimento remoto, acessível e humanizado.
Apoio às famílias é prioridade
Ao comentar a experiência como pai de uma pessoa autista, o secretário ressaltou a importância de oferecer orientação às famílias que recebem o diagnóstico e precisam lidar com dúvidas e inseguranças.
“O centro serve para essa família que tem dúvida, que vai procurar na internet, ache alguém que sabe, para servir de orientação. E essa orientação também serve para acalmar a família”, disse.
O acolhimento às mães e cuidadores é uma das frentes permanentes do equipamento. O espaço conta com salas de escuta, encontros entre familiares e atividades voltadas ao compartilhamento de experiências.
Ampliação dos profissionais
Outro tema abordado durante a entrevista foi a qualificação de profissionais para atuação com pessoas com deficiência e autistas. Segundo o secretário, a pasta criou uma disciplina universitária voltada ao tema em parceria com instituições públicas de ensino superior do Estado. A iniciativa passou a ser oferecida por universidades como USP, Unesp, Unicamp e Univesp.
“A qualificação partiu de uma constatação de que nós não temos profissionais qualificados para trabalhar com a pessoa com deficiência e com autistas. Porque na nossa formação profissional o tema pessoa com deficiência não era presente”, explicou.
De acordo com ele, cerca de 20 mil estudantes já participaram da formação. “São os futuros profissionais e priorizamos aqueles que estavam no último semestre de cada área. São profissionais que estão entrando no mercado sem preconceito, sem ideias pré-concebidas e sem medo de trabalhar com pessoas com deficiência”, ressaltou.
Uma operação deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) nesta terça-feira (23) mira uma das principais estruturas de comando do crime organizado na Zona Leste da capital paulista. As equipes atuam para desarticular a chamada “Sintonia Final da Leste”, núcleo responsável pela coordenação do tráfico de drogas e armas na região, com ramificações no Paraguai.
Os policiais cumprem mandados de prisão contra integrantes apontados como líderes do esquema criminoso, além de 21 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Zona Leste da capital, em Atibaia e em Itanhaém
A ação mobiliza 28 equipes do Deic e é coordenada pela 6ª Delegacia da Divisão de Combate a Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro (Disccpat). As investigações identificaram uma estrutura organizada e hierarquizada, composta por criminosos responsáveis pela logística de armas e drogas, comunicação entre integrantes da facção e movimentação financeira ligada às atividades ilícitas.
“Esta operação representa um golpe importante na estrutura de uma organização criminosa que atuava de forma articulada no tráfico de drogas, no comércio ilegal de armas e na movimentação de recursos ilícitos. As investigações permitiram identificar integrantes com funções estratégicas dentro da facção, possibilitando uma ação direcionada para enfraquecer sua capacidade operacional e financeira”, afirmou Renato Topan, responsável pela operação.
Durante a operação, dois suspeitos foram presos. Um deles é apontado como integrante da Sintonia da Leste e responsável pela logística de armas e entorpecentes da organização criminosa. O homem possui antecedentes por crimes patrimoniais, tráfico e associação para o tráfico de drogas. Em 2019, ele foi preso no Paraguai durante uma ação que resultou na apreensão de duas toneladas de maconha, armas e uma granada. No ano seguinte, também teria participado da liderança de uma fuga em massa de um presídio.
O segundo detido é investigado por atuar como articulador das atividades criminosas entre a capital e a Baixada Santista, especialmente em assuntos relacionados ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas. Ele possui antecedentes criminais por roubo e tráfico de entorpecentes.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. As diligências prosseguem para o cumprimento dos demais mandados e para a coleta de provas que reforcem as investigações.
A Polícia Militar de São Paulo inscreve para o concurso público com 2 mil vagas de aluno-soldado PM do Quadro de Praças para o sexo masculino e feminino. O cargo exige nível médio de escolaridade e prevê remuneração inicial de R$ 5,5 mil. A iniciativa faz parte do programa de fortalecimento das forças de segurança e da recomposição do efetivo policial em todo o estado, com a meta de viabilizar 26 mil novos policiais na gestão.
Com o lançamento deste edital, já são 5.691 vagas de concursos em andamento, considerando os editais atualmente abertos nas forças de segurança. Há ainda 2.397 vagas já autorizadas.
Veja abaixo as informações que todo candidato deve saber sobre o concurso.
As inscrições deverão ser realizadas somente no site www.vunesp.com.br, até as 23h59 de 21 de agosto. O valor da inscrição é de R$ 100.
No site estará disponível, até o 1º dia útil subsequente ao encerramento do período das inscrições, o boleto bancário para impressão e pagamento da taxa de inscrição, bem como os dados e códigos gerados na inscrição para efetivação de pagamentos instantâneos (PIX e/ou QR Code) da taxa de inscrição.
O candidato poderá ainda efetuar sua inscrição em unidades físicas do Poupatempo, por meio do setor “Poupatempo Digital”.
Salário
A remuneração básica inicial para o cargo de Aluno-Soldado PM é de R$ 5.482,51.
O que faz
As atribuições do cargo de Aluno-Soldado PM são o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, envolvendo a repressão imediata às infrações penais e administrativas e a aplicação da lei, nas diversas modalidades de policiamento, sempre primando pela defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana, em conformidade com os princípios doutrinários de polícia comunitária, de direitos humanos e de gestão pela qualidade, por intermédio da conclusão com aproveitamento do Curso de Formação de Praças, destinado a formar, com solidez teórica e prática, o profissional ocupante do cargo inicial do Quadro de Praças da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Requisitos para inscrição
ter idade mínima de 17 anos;
ter idade máxima de 30 anos;
ter estatura mínima, descalço e descoberto, de 1,55 m, se mulher, e 1.60 m, se homem;
O candidato ao ingresso poderá apresentar tatuagem, exceto quando:
divulgar símbolo ou inscrição ofendendo valores e deveres éticos inerentes aos integrantes da Polícia Militar;
fizer alusão a ideologia terrorista ou extremista contrária às instituições democráticas ou que pregue a violência ou a criminalidade;
fizer alusão a discriminação ou preconceito de raça, credo, sexo ou origem;
fizer alusão a ideia ou ato libidinoso;
fizer alusão a ideia ou ato ofensivo aos direitos humanos.
Requisitos para posse
ter concluído o ensino médio ou equivalente;
ser habilitado para condução de veículo motorizado entre as categorias “B” e “E”;
possuir aptidão física compatível com o exercício do cargo;
possuir higidez física e mental;
possuir perfil psicológico compatível com o exercício do cargo;
estar quite com as obrigações eleitorais;
estar quite com as obrigações militares, se do sexo masculino;
se militar, estar enquadrado pelo menos no comportamento disciplinar “bom” ou equivalente, e não ter cometido, nos 2 últimos anos, transgressão disciplinar classificada como “grave” ou equivalente;
ter boa conduta social, reputação e idoneidade ilibadas;
se ex-integrante das Forças Armadas ou de Força Auxiliar, não ter sido demitido “ex officio” por ter sido declarado indigno para o oficialato ou com ele incompatível, excluído ou licenciado a bem da disciplina, salvo em caso de reabilitação;
não ter sido, nos últimos 5 anos na forma da legislação vigente:
responsabilizado por ato lesivo ao patrimônio público de qualquer esfera de governo em processo disciplinar administrativo, do qual não caiba mais recurso, contado o prazo a partir da data do cumprimento da sanção;
condenado em processo criminal transitado em julgado, contado o prazo a partir da data do cumprimento da pena;
não registrar antecedentes penais dolosos incompatíveis com a função policial militar.
Locais da prova
Os candidatos poderão escolher fazer os Exames de Conhecimentos (Partes I e II) em um dos 51 municípios do estado de SP disponíveis:
Andradina;
Araçatuba;
Araraquara;
Avaré;
Bauru;
Bragança Paulista;
Campinas
Caraguatatuba;
Catanduva;
Cotia;
Dracena;
Franca;
Franco da Rocha;
Guarulhos;
Itapetininga;
Jundiaí;
Marília
Mogi das Cruzes;
Mongaguá;
Osasco;
Ourinhos
Piracicaba;
Pirassununga;
Praia Grande;
Presidente Prudente;
Presidente Venceslau;
Registro;
Ribeirão Preto;
Rio Claro;
São Paulo;
Santos;
São Bernardo do Campo;
São José do Rio Preto;
São Jose dos Campos;
Sorocaba;
Taubaté;
Votuporanga;
Ou nas seguintes capitais de outros estados da Federação:
Belo Horizonte – MG;
Brasília – DF;
Campo Grande – MS;
Cuiabá – MT;
Curitiba – PR;
Florianópolis – SC;
Fortaleza – CE;
Goiânia- GO;
Manaus – AM;
Porto Alegre – RS;
Recife – PE;
Rio de Janeiro – RJ;
Salvador- BA;
Vitória – ES.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo poderá realizar as demais etapas em qualquer outra cidade. A escolha não implica que o candidato, caso aprovado, seja classificado na cidade ou região escolhida para a realização da referida etapa.
O ingresso na Polícia Militar do Estado de São Paulo será feito por meio de concurso público com as seguintes etapas:
Exames de Conhecimentos, divididos em:
Prova Objetiva (Parte I), de caráter eliminatório e classificatório, visa avaliar o conhecimento do candidato para o desempenho das atribuições e versará sobre o conteúdo programático abaixo:
Língua portuguesa
Matemática
Conhecimentos gerais (História Geral, História do Brasil, Geografia Geral, Geografia do Brasil e Atualidades)
Noções Básicas de Informática
Noções de Administração Pública (Constituição Federal, Constituição do Estado de São Paulo e Lei Federal nº 12.527/11 – Lei de Acesso à Informação)
A Prova Objetiva (Parte I) será composta por 60 questões de múltipla escolha com cinco alternativas cada uma, sendo apenas uma alternativa correta:
Língua Portuguesa e Interpretação de Texto – 20 questões;
Matemática – 15 questões;
Conhecimentos Gerais – 15 questões;
Noções Básicas de Informática – 5 questões;
Noções de Administração Pública – 5 questões
Prova Dissertativa (Parte II), de caráter eliminatório e classificatório, visa avaliar a capacidade do candidato de produzir uma redação que atenda ao tema e ao gênero/tipo de texto propostos, além de seu domínio da norma culta da língua portuguesa e dos mecanismos de coesão e coerência textual.
A Prova Dissertativa (Parte II) será composta de uma redação, na qual se espera que o candidato produza uma dissertação em prosa na norma-padrão da língua portuguesa, a partir da leitura de textos auxiliares, que servem como um referencial para ampliar os argumentos produzidos pelo próprio candidato. Ele deverá demonstrar domínio dos mecanismos de coesão e coerência textual, considerando a importância de apresentar um texto bem articulado.
Na avaliação da Prova Dissertativa (Parte II), espera-se que o candidato produza um texto dissertativo-argumentativo (em prosa), coerente, coeso (bem articulado) e de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a partir da leitura e compreensão de textos auxiliares, que servem como um referencial para ampliar os argumentos produzidos pelo próprio candidato.
A Prova Objetiva (Parte I) e a Prova Dissertativa (Parte II) serão aplicadas simultaneamente, e terão duração de 5 horas, cabendo ao candidato administrar o tempo de realização das provas.
Os Exames de Conhecimentos (Partes I e II) possuem data prevista para realização em 20 de setembro de 2026, no período da tarde.
Nos 3 dias úteis que antecederem a data prevista para a realização da prova, o candidato:
deverá consultar a convocação no Diário Oficial do Estado de São Paulo – Poder Executivo – Seção III – Concursos;
poderá consultar a convocação subsidiariamente no site www.vunesp.com.br
A Prova Dissertativa (Parte II) será realizada no mesmo período e local da Prova Objetiva (Parte I), cabendo ao candidato administrar o tempo de realização das provas.
Serão corrigidas as Provas Dissertativas (Parte II) dos candidatos que obtiverem, no mínimo, 30 pontos na Prova Objetiva (Parte I).
Exames de Aptidão Física, de caráter eliminatório, consistem na realização de provas (testes físicos), com o fim de avaliar as condições físicas mínimas do candidato para o desempenho do cargo pretendido, de acordo com os parâmetros estabelecidos neste edital de concurso. A aplicação dos Exames de Aptidão Física será realizada sob responsabilidade da Escola de Educação Física da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
O candidato deverá apresentar atestado médico expedido por órgão público ou particular de saúde, no qual conste estar APTO para realização dos Exames de Aptidão Física.
Serão válidos apenas os atestados médicos emitidos no período de 45 dias anteriores à data marcada para a realização dos Exames de Aptidão Física.
Os Exames de Aptidão Física, de caráter eliminatório, serão compostos, além da aferição de altura, pelos seguintes testes:
teste de condicionamento físico geral, contemplando:
flexão e extensão de cotovelos, por meio do teste dinâmico de barra fixa, para homens, e teste de isometria na barra fixa para mulheres;
resistência abdominal em decúbito dorsal (abdominal – tipo remador), para ambos os sexos;
corrida de 50 metros, para ambos os sexos;
corrida de 2.400 metros, para ambos os sexos
Exames de Saúde, de caráter eliminatório, consistem na realização de exames médicos, odontológicos e toxicológicos, com a finalidade de avaliar as condições de saúde do candidato, necessárias ao desempenho do cargo pretendido, de acordo com os parâmetros estabelecidos neste edital de concurso;
Os Exames de Saúde, de caráter eliminatório, serão realizados por Junta Médica do Centro Médico da Polícia Militar.
O candidato, após preencher um formulário sobre sua saúde, será submetido aos exames médicos, odontológicos e toxicológicos.
Exames Psicológicos, de caráter eliminatório, têm a finalidade de avaliar, segundo critérios objetivos detalhados no edital, a presença de características cognitivas e de personalidade do candidato, necessárias ao desempenho adequado das atividades inerentes ao cargo pretendido, de acordo com os parâmetros do perfil psicológico estabelecido no edital de concurso.
Os Exames Psicológicos, de caráter eliminatório, serão realizados pelo Órgão de Pessoal da Polícia Militar em conjunto com a Fundação Vunesp e terão a finalidade de avaliar se o candidato apresenta características cognitivas e de personalidade favoráveis para o desempenho adequado das atribuições inerentes ao cargo público pretendido, de acordo com os parâmetros do perfil psicológico estabelecido, em vigor na Polícia Militar do Estado de São Paulo, conforme “Anexo F” do edital.
Os Exames Psicológicos serão realizados pela Banca Examinadora composta exclusivamente por profissionais com registro válido no Conselho Federal de Psicologia, de acordo com o Cadastro Nacional de Psicólogos.
Avaliação da Conduta Social, da Reputação e da Idoneidade, de caráter eliminatório, tem por finalidade averiguar aspectos da vida em sociedade, quanto à compatibilidade para o exercício do cargo, analisando a vida pregressa e atual do candidato, em seus aspectos social, moral, profissional e escolar, impedindo o ingresso na Polícia Militar de pessoa que não apresente boa conduta social, reputação e idoneidade ilibadas. Esta etapa é realizada por órgão técnico da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
O próprio candidato fornecerá os dados para tal averiguação, autorizando sua realização e se responsabilizando pela veracidade das informações, dados, fatos e documentos por ele apresentados durante as etapas do concurso, de modo que irregularidades, inconsistências ou omissões constatadas implicam sua reprovação e consequente eliminação do certame.
Análise de Documentos, de caráter eliminatório, tem por finalidade verificar e analisar os documentos apresentados pelos candidatos para comprovação da presença dos requisitos necessários à inscrição no concurso público e comprovação das condições para a posse no cargo pretendido.
Nesta etapa do concurso público, de caráter eliminatório, o candidato deverá fazer a entrega dos documentos necessários à confirmação dos requisitos para a inscrição e comprovação das condições para a posse no cargo de Aluno Soldado PM. Para tanto, deverá acessar o site www.policiamilitar.sp.gov.br, no link “Concursos”, e realizar impressão dos formulários disponíveis (ficha cadastral, relação de documentos e declaração de bens).
O candidato deverá fornecer uma cópia simples e legível dos seguintes documentos:
Cédula de Identidade (RG) ou Registro de Identidade Civil (RIC);
Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
Comprovante de PIS/PASEP;
Título de Eleitor;
Certidão de Quitação Eleitoral, emitida pelo cartório eleitoral ou por meio do site www.tse.jus.br;
Certidão de Nascimento;
Certidão de Casamento, para quem possuir;
Certidão ou Diploma de Conclusão do Ensino Médio ou equivalente, expedido por estabelecimento de ensino público ou particular, devidamente reconhecido pela legislação vigente. Não serão aceitas declarações ou atestados de conclusão de curso ou das respectivas disciplinas. Nos cursos realizados na modalidade “à distância” para educação básica de jovens e adultos (EaD), deverá ser apresentada Certidão de Conclusão emitida pela Secretaria de Educação do próprio Estado em que foi realizado o referido curso;
Histórico Escolar do Ensino Médio ou equivalente, expedido por estabelecimento de ensino público ou particular, devidamente reconhecido pela legislação vigente;
Documento militar que comprove estar o candidato em dia com suas obrigações militares ou certidão expedida pela Junta do Serviço Militar, devidamente assinada por autoridade competente da respectiva Força Armada, assegurando que o candidato está quite com o Serviço Militar inicial, apenas nos casos em que não houve tempo hábil para expedição do documento militar definitivo;
Cópia da última declaração de Imposto de Renda apresentada à Secretaria da Receita Federal, acompanhada das atualizações e/ou complementações;
Carteira Nacional de Habilitação (CNH), entre as categorias “B” e “E”.
Critérios de classificação e desempate
A classificação final do concurso público será apurada pela soma dos pontos obtidos nos Exames de Conhecimentos (Partes I e II), em ordem decrescente, a ser publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Portal de Concursos Públicos do Estado.
Em caso de empate, serão adotados os critérios de desempate na seguinte ordem:
maior nota obtida na Prova Objetiva (Parte I dos Exames de Conhecimentos);
maior nota obtida na Prova Dissertativa (Parte II dos Exames de
Conhecimentos);
idade mais avançada;
tenha, comprovadamente, sido jurado (após 9 de junho de 2008), nos termos do disposto no artigo 440 do Código de Processo Penal – Decreto-Lei nº 3.689/41, introduzido pela Lei Federal nº 11.689/08.
Estágio probatório
O estágio probatório, com duração de 3 anos, tem início com o exercício do cargo, que é concomitante com a posse, e o candidato ingressa na graduação de Aluno-Soldado PM.
O período de 3 anos engloba o prazo para conclusão do Curso de Formação de Praças (CFP), nos termos do Sistema de Ensino da Polícia Militar, e o consequente período de estágio operacional.
O Aluno-Soldado PM que concluir com aproveitamento o Curso de Formação de Praças (CFP) será promovido à graduação de Soldado PM.
Durante o estágio probatório, será verificado, a qualquer tempo, o preenchimento dos seguintes requisitos:
aptidão para a carreira;
conduta social, reputação e idoneidade ilibadas;
dedicação ao serviço;
aproveitamento escolar;
perfil psicológico compatível com o cargo;
aptidão física adequada;
condições adequadas de saúde física e mental;
comprometimento com os valores, os deveres éticos e a disciplina policiais militares.
Validade do concurso
O concurso público terá validade de 3 meses, a contar da data de sua homologação e poderá, a critério da Administração, ser prorrogado por igual período. Os candidatos aprovados são chamados durante esse período da validade.
Conhecida por ser a linha das universidades, por ter estações próximas a importantes instituições de ensino superior, a Linha 6-Laranja vai atender também um dos bairros mais tradicionais da capital paulista. A Freguesia do Ó está entre as seis estações inauguradas pelo Governo de São Paulo neste mês de junho. Com ela, o sistema metroviário chegará em um ponto central da história de São Paulo.
A estação Freguesia do Ó tem 39,9 metros de profundidade. Ela integra o eixo da Linha 6-Laranja que aproxima as regiões norte e oeste da capital paulista. A região abriga pontos históricos como o Largo da Matriz, a Igreja Nossa Senhora do Ó, de 1901, além de se destacar pela vida cultural e gastronômica.
A história do bairro começou em 1508 e, até hoje, é a única região da capital que manteve a expressão “freguesia” no nome. O termo era usado para designar uma divisão territorial no Brasil colonial. O bairro tem o Largo da Matriz como uma de suas principais referências, onde está localizada a Igreja Nossa Senhora do Ó, um destino histórico e cultural da zona norte de São Paulo.
O núcleo urbano da Freguesia do Ó é tombado por órgãos municipais, que consideram a região um patrimônio ambiental urbano. Outro ponto de referência é a Casa de Cultura Salvador Ligabue, equipamento cultural da região. O acesso à estação se dará pela Avenida Miguel Conejo. Além do Largo da Matriz, o Cemitério Freguesia do Ó é outro ponto próximo da Linha 6-Laranja.
Obras da Estação Freguesia do Ó, da Linha 6-Laranja. Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo
Outros destaques da Freguesia do Ó
Além disso, a chegada da Linha 6-Laranja do metrô reforça a conexão de uma região que já concentra equipamentos públicos relevantes do Governo de São Paulo. Um deles é o Hospital Geral de Vila Penteado, referência de média complexidade na zona norte.
A região também conta com a estrutura da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), localizada na avenida Itaberaba. Este é um espaço de atendimento especializado instalado dentro de delegacias comuns para acolher mulheres vítimas de violência doméstica e familiar com privacidade e segurança.
Ao todo, serão mais de 15 quilômetros de extensão, com 15 estações e previsão para atender 633 mil passageiros por dia. O trajeto entre Brasilândia e São Joaquim, hoje feito de ônibus em cerca de 1h30, deve ser reduzido para 23 minutos.
Em resposta às baixas temperaturas do inverno paulista, o Programa Bom Prato vai se mobilizar para auxiliar no enfrentamento do frio do jeito que só o maior programa de combate à fome do Estado de São Paulo consegue: com refeições quentinhas e acolhimento. Desde segunda-feira (22), as 64 unidades do Bom Prato que contam com o serviço de jantar vão servir caldos nutritivos aos frequentadores.
Criada nesta gestão, a ação integra a Operação Inverno, que ocorre até 22 de setembro. O Bom Prato Inverno tem como objetivo auxiliar a população em situação de vulnerabilidade social nos dias mais frios do ano. Para isso, as unidades vão complementar os jantares com caldos quentes, que contribuem para o aquecimento corporal, a hidratação e uma nutrição equilibrada.
Com o acolhimento vai além de refeições quentes, os restaurantes populares da rede estarão de portas abertas, prontos para receber os frequentadores em seus salões, equipados para proporcionar um local digno, bem-estar e conforto térmico durante os dias de frio mais intenso.
“Nos dias mais frios, nosso compromisso vai além de garantir a segurança alimentar; queremos oferecer acolhimento e dignidade para quem mais precisa. Com o Bom Prato Inverno, reforçamos esse cuidado ao disponibilizar refeições quentes e nutritivas, contribuindo para o bem-estar da população em situação de vulnerabilidade em todo o Estado”, afirma a diretora Rita Dalmaso, da Diretoria de Combate à Fome (DICOF).
Na primeira edição da ação, em 2025, a adesão positiva dos frequentadores resultou em mais de 1,1 milhão de caldos servidos. O alcance reflete o compromisso do Estado de São Paulo no combate à fome no território paulista e na execução de uma política pública estruturada e eficaz como o Bom Prato.
Confira a relação das unidades que vão contar com os caldos
Capital: 25 de Março, Brás, Brasilândia, Campo Limpo, Capão Redondo, Cidade Ademar, Cidade Dutra, Guaianases, Heliópolis, Itaim Paulista, Itaquera, Lapa, Limão, M’Boi Mirim, Paraisópolis, Parelheiros, Perus, Santana, Santo Amaro, São Mateus, São Miguel Paulista, Tucuruvi e Vila Nova Cachoeirinha.
Região Metropolitana de São Paulo (RMSP): Carapicuíba, Cotia, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Guarulhos, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mogi das Cruzes I, Mogi das Cruzes II – Jundiapeba, Osasco, Santo André I, Santo André II – Vila Luzita, São Bernardo do Campo I, Suzano e Taboão da Serra.
Interior: Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Franca, Jacareí, Jundiaí, Limeira, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba, Sumaré e Taubaté.
Litoral: Cubatão, Praia Grande, Santos I – Mercado, Santos II – Zona Noroeste e Santos IV – Dique Vila Gilda e São Vicente – Quarentenário.
Avanço na segurança alimentar
Atualmente, o programa conta com 71 unidades fixas, quatro refeitórios e 48 caminhões que atendem a 53 pontos de atendimento do Bom Prato Móvel, totalizando 128 localidades em 42 municípios. Somente nesta gestão, foram entregues 26 novas unidades, sendo 22 caminhões do BPM e quatro refeitórios.
A alimentação oferecida no Bom Prato é subsidiada pelo Governo do Estado de São Paulo, aumentando a oferta de comida acessível e nutritiva à comunidade. As refeições são balanceadas e oferecem, além do arroz e do feijão, uma guarnição, uma proteína e uma fruta, ao preço simbólico de R$ 1,00.
O Centro de Integração da Cidadania (CIC) Jundiaí promove na próxima quinta-feira (25) um processo seletivo para o preenchimento de 100 vagas de Operador de Logística I. A ação é realizada em parceria com a Suporte Recursos Humanos Ltda. (Latina Group).
As vagas não exigem experiência profissional, sendo uma oportunidade para quem busca ingressar no mercado de trabalho. Podem participar homens e mulheres, com idade entre 18 e 55 anos, ensino fundamental completo e residência em Jundiaí ou Várzea Paulista.
Os contratados atuarão em Cabreúva (SP), realizando atividades relacionadas ao recebimento, armazenamento, organização, separação e etiquetagem de materiais e produtos. O salário é de R$ 2.107,28, além de benefícios como refeição no local e vale-transporte ou fretado, sem desconto em folha. Os interessados devem comparecer ao CIC Jundiaí com currículo atualizado, RG, CPF, título de eleitor e carteira de trabalho.
Serviço: Processo Seletivo – Operador de Logística I Data: 25 de junho de 2026 Horário: das 9h às 12h Endereço: Rua Alceu de Toledo Pontes, 200 – Cecap – Jundiaí
A abertura da 68ª edição dos Jogos Regionais será à beira mar. A partir da próxima quinta-feira (25), Praia Grande recebe a etapa da 1ª Região Esportiva. Essa é a primeira vez desde 2005 que o município abriga uma etapa da competição.
São esperados mais de 3 mil atletas de 19 municípios, que competirão por medalhas nas categorias sub-21 e Livre em 24 modalidades: atletismo, badminton, basquete, basquete 3×3, biribol, bocha rafa, capoeira, ciclismo, damas, futsal, ginástica artística, ginástica rítmica, futsal, handebol, judô, karatê, malha, natação, taekwondo, tênis, tênis de mesa, vôlei, vôlei de praia e xadrez. Os atletas e equipes campeões e vice-campeões se classificam automaticamente para os Jogos Abertos do Interior “Horácio Baby Barioni”, que acontece de 8 a 18 de outubro, em Votuporanga.
“Os Jogos Regionais são uma grande oportunidade dos municípios apresentarem seus trabalhos no fomento ao esporte e de integrar jovens revelações e atletas mais experimentados em um mesmo ambiente competitivo”, afirma a secretária estadual de Esportes, Claudia Carletto.
A cerimônia de abertura da etapa da Praia Grande está marcada para o dia 25, na Arena Torcida PG, às 19h. A entrada ao público é gratuita.
Em 2025, os Jogos Regionais reuniram 30 mil atletas de 341 municípios. Confira o calendário completo dos jogos aqui.
Serviço
Cerimônia de abertura dos Jogos Regionais 2026 – 1ª Região Esportiva Onde: Arena Torcida PG – Avenida Presidente Castelo Branco, entre a Rua Leblon e a Praça Lions – Praia Grande Quando: 25/6, às 19h
Nesta terça-feira (23), a partir das 10h, o Circuito Mais Mulher abre as inscrições para a primeira etapa da temporada 2026, marcada para Barretos, em 19 de julho.
Para se inscrever, é preciso acessar este link. São 2 mil vagas disponíveis gratuitamente para corrida de 5km e 10km e caminhada de 3 km. As participantes receberão um kit composto por número de peito com chip, camiseta, viseira e gymsack.
Em 2026, o Circuito Mais Mulher chega com duas novidades: dez provas na programação, número inédito na história do evento, e a inclusão de provas noturnas. Desde 2023, o Circuito já levou às ruas de todo o estado de SP mais de 70 mil mulheres.
Criado em 1970 e reconhecido como o mais tradicional evento de música clássica da América Latina, o Festival de Inverno de Campos do Jordão chega à sua 56ª edição em 2026. A programação artística acontece de 4 de julho a 2 de agosto, em seis palcos em Campos do Jordão e em três na capital paulista. O Festival de Inverno Campos do Jordão é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, da Fundação Osesp, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, via Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.
Serão mais de 80 apresentações, todas elas com entrada gratuita. Na cidade da Serra da Mantiqueira, o Festival acontece no Auditório Claudio Santoro, no Parque Capivari, na Capela São Pedro Apóstolo — localizada no Palácio Boa Vista —, no Espaço Cultural Dr. Além, e em dois novos palcos, a Concha Acústica do Museu Felícia Leirner — vizinha do Auditório —, e o CARDE Museu, aberto ao público em 2024. Esse acréscimo amplia o acesso dos eventos à população local e também aos milhares de turistas que visitam a cidade durante o inverno.
A capital paulista também terá um calendário de performances diverso na Sala São Paulo. Elas acontecem na Sala de Concertos, na Estação Motiva Cultural — espaço inaugurado em 2025 — e na Sala Eleazar de Carvalho, situada no primeiro andar da Sala São Paulo e aberta ao público a partir desta edição do Festival.
“O Festival de Inverno de Campos do Jordão é um símbolo da vitalidade cultural do nosso Estado. Ao reunir grandes artistas, promover novas gerações por meio de bolsas de estudo e formar plateias com acesso gratuito, o evento reafirma nosso compromisso com uma cultura viva, plural e acessível. É uma celebração da excelência artística aliada à política pública que transforma”, destaca Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
“Quando assumi a direção artística, a pergunta era: o que poderia trazer mais conteúdo e mais brilho a um festival que já é o maior da América Latina? A resposta foi trabalhar com profundidade. Nesta edição, o público poderá mergulhar no universo de Brahms, com as quatro sinfonias, obras orquestrais e mais de 30 peças de música de câmara, além de acompanhar uma produção completa de A Flauta Mágica, de Mozart, no Auditório Claudio Santoro”, afirma Roberto Minczuk, diretor artístico do Festival de Inverno de Campos do Jordão.
Enquanto a programação artística reúne alguns dos principais intérpretes e conjuntos do estado de São Paulo e do país, a formação de novos talentos continua sendo o coração do Festival. Considerado a espinha dorsal do evento, o Módulo Pedagógico oferece nesta edição 140 bolsas de estudo a jovens músicos brasileiros, especialmente, e estrangeiros.
Ao longo de todo o mês, os bolsistas participarão de uma intensa programação de aulas, ensaios, masterclasses e apresentações, em contato direto com professores convidados do Brasil e do exterior. Além da formação artística, o Festival proporciona uma experiência profissional completa, permitindo que os alunos integrem grupos artísticos e participem de concertos em Campos do Jordão e São Paulo.
Uma das novidades desta edição é a Academia de Ópera, iniciativa voltada à formação de cantores e instrumentistas em repertório lírico. A atividade dialoga diretamente com a montagem de A Flauta Mágica, de Mozart, apresentada pela Orquestra do Festival, o Coro Acadêmico da Osesp e solistas sob direção musical de Roberto Minczuk e direção cênica de Pablo Maritano. Ela acontecerá nos dias 4, 5, 8, 9, 11 e 12 de julho no Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão.
“O Brasil possui muitos talentos no canto lírico, mas ainda oferece poucas oportunidades para que esses artistas desenvolvam plenamente seu potencial. A ópera exige experiência de palco, atuação, domínio musical e convivência com profissionais experientes. A criação da Academia de Ópera nasce justamente desse desejo de oferecer aos jovens cantores uma formação prática e intensiva dentro de um ambiente artístico de excelência”, comenta o diretor do Festival.
Destaques da programação
Entre os destaques da Programação Artística em Campos do Jordão está o concerto de abertura ao ar livre da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), sob regência de seu diretor musical e regente titular, Thierry Fischer, no Parque Capivari (04/jul). Ainda na noite de abertura, o Núcleo de Ópera do Festival apresenta A Flauta Mágica, de Mozart, com direção musical de Roberto Minczuk, no Auditório Claudio Santoro.
A agenda sinfônica reúne algumas das principais orquestras e corpos artísticos do país, entre elas a Sinfônica de Guarulhos, Orquestra Jovem do Estado de São Paulo (Ojesp); a Orquestra Experimental de Repertório (OER); a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas; a Orquestra Filarmônica Catarinense; a Orquestra do Theatro São Pedro; a Camerata Antiqua de Curitiba; e a Orquestra Sinfônica da USP (Osusp). A Orquestra do Festival, formada pelos bolsistas selecionados desta edição, fará um ciclo completo das Sinfonias de Brahms, um dos mais amados compositores da música de concerto.
A programação também amplia o diálogo da música de concerto com outros gêneros musicais. No Parque Capivari, a Brasil Jazz Sinfônica, residente desta edição, se apresenta acompanhada de Fabiana Cozza, Mariana Aydar e Mônica Salmaso. O palco do Parque recebe também shows de Demônios da Garoa e do Roberta Sá Trio.
A agenda inclui, dentre outros, concertos do Coral Paulistano, da Orquestra Filarmônica de Violas, da Orquestra Municipal de Jundiaí, da Orquestra Joseense e da Orquestra da Fundação Lia Maria Aguiar, da Camerata de Cordas de Campos do Jordão e do Coro Jovem de Campos do Jordão – AME Campos, os três últimos formados por músicos da região.
Na música de câmara, o Festival recebe o Quarteto Camargo Guarnieri, o Heloísa Fernandes Quarteto, a soprano Camila Provenzale, os violinistas Rosnei Tuon e Cláudio Cruz, os violonistas Eduardo Isaac e Fabio Zanon, dentre muitos outros, com alguns deles integrando também o grupo de professores do Festival.
Uma das novidades desta edição são os concertos realizados à meia-noite no Espaço Cultural Dr. Além, em Abernéssia. A programação reúne o Hot Club Piracicaba Solistas e o violinista Ricardo Herz, ampliando o diálogo do Festival com o jazz, a música instrumental brasileira e outras sonoridades.
A agenda artística completa pode ser acessada no site oficial do Festival.
Módulo pedagógico
O Festival receberá, ao todo, 140 bolsistas e mais de 50 professores convidados. Ao longo de quatro semanas de atividades, os alunos participarão de uma intensa programação de aulas, ensaios, masterclasses e apresentações, totalizando aproximadamente 1.200 horas de formação artística.
As atividades estão organizadas em cinco frentes: Academia de Ópera, voltada a solistas vocais e instrumentistas; Música de Câmara; Regência; Violão; e Orquestra do Festival. Os bolsistas terão contato direto com músicos e professores brasileiros e estrangeiros, em uma proposta pedagógica que alia excelência artística, prática de palco e intercâmbio de experiências.
Uma das novidades desta edição é a Academia de Ópera, iniciativa dedicada à formação de cantores e instrumentistas em repertório lírico. A atividade dialoga diretamente com a montagem de A Flauta Mágica, de Mozart, apresentada pelo Núcleo de Ópera do Festival sob direção musical de Roberto Minczuk.
“O Festival proporciona uma verdadeira imersão musical. Durante um mês, os jovens músicos têm a oportunidade de estudar intensamente, tocar música de câmara, participar de ensaios e concertos e conviver diariamente com artistas e professores de excelência. Sou testemunha ocular e auditiva de várias gerações de músicos. Quando entrei no Festival como bolsista, em 1977, eu era o único aluno de oboé. Hoje, o nível da Orquestra do Festival é impressionante e mostra o quanto a formação musical evoluiu no Brasil. É muito encorajador ver jovens músicos preparados para integrar as principais orquestras do país e construir carreiras de destaque dentro e fora do Brasil”, afirma Arcadio Minczuk, coordenador pedagógico do Festival.
Os bolsistas participarão de apresentações em Campos do Jordão e São Paulo, integrando diferentes formações criadas especialmente para esta edição do Festival. A programação inclui concertos da Orquestra do Festival, além de apresentações ligadas às diversas frentes pedagógicas desenvolvidas ao longo do evento.
“Na música de câmara, todos são protagonistas. Você está exposto, sem um regente intermediário, e depende do gesto e da escuta do outro. Esse treino é fundamental: músicos que passam pela música de câmara se tornam melhores músicos de orquestra. Por isso dedicamos uma parte tão importante da programação a essa prática. Ela está no coração da formação que oferecemos no Festival”, completa Arcadio.
Os concertos da Orquestra do Festival na Sala São Paulo serão transmitidos ao vivo pelo canal oficial do Festival no YouTube (link), nos dias 24 de julho e 2 de agosto.
“A Fundação Osesp realiza este grande Festival desde 2012, mas a ligação da Osesp com Campos do Jordão é muito anterior. Ao longo de décadas, milhares de músicos passaram por esse programa de formação, que segue sendo uma das iniciativas mais importantes para o desenvolvimento da música de concerto no Brasil”, afirma Marcelo Lopes, presidente e CEO da Fundação Osesp.
“Além da excelência artística e pedagógica, o Festival também desempenha um papel importante na difusão cultural e na economia criativa, levando ao público uma programação gratuita e de alta qualidade em Campos do Jordão e São Paulo. Ao longo de mais de cinco décadas, o evento vem contribuindo para enriquecer o cenário musical brasileiro e promover oportunidades de intercâmbio entre alunos, professores e artistas convidados”, conclui.
Prêmios e bolsas
O Prêmio Eleazar de Carvalho contemplará o/a bolsista que mais se destacar nessa edição, concedendo a ele/a uma bolsa de US$ 1.400 mil (um mil e quatrocentos dólares) mensais para estudar por um período de até nove meses em uma instituição estrangeira de sua escolha, além de ter cobertas as despesas de traslado entre o Brasil e o exterior. Mais bolsistas que se destacarem durante as atividades do Festival poderão ser contemplados com outros prêmios.
Acessibilidade
A programação do 56º Festival de Inverno de Campos do Jordão oferecerá 18 concertos em sua programação com recursos de acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras. Nestas apresentações, é necessário confirmar presença até três dias antes do evento, pelo e-mail da Ver com Palavras: contato@vercompalavras.com.br. A programação com acessibilidade será divulgada em breve no site do Festival.
Sobre o festival
Criado em 1970 pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo Guarnieri e Souza Lima, o Festival de Campos do Jordão combina, com excelência, uma programação de música de concerto a um trabalho pedagógico amplo e qualificado. Ao longo de suas 55 edições, o evento se consolidou como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina, oferecendo aos bolsistas a vivência com importantes nomes da música nacional e internacional e, paralelamente, uma programação cultural de qualidade, que beneficia não somente a cidade de Campos do Jordão (SP) como todo o seu entorno, ampliando as oportunidades de acesso à música erudita.
Realização
A 56ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão conta com o patrocínio da Desenvolve SP e Yelum Seguradora e apoio de Minalba, Nacional Gás e AlmavivA, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Parceiro de Mídia: Folha de São Paulo. Apoio Institucional: Parque Capivari, CARDE Museu, Auditório Claudio Santoro, Museu Felícia Leirner, EMESP Tom Jobim e Prefeitura de Campos do Jordão. Realização: Fundação Osesp, Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo do Brasil.
Serviço
56º Festival de Inverno de Campos do Jordão
DATA: 04 de julho a 02 de agosto de 2026
Ingressos: Entrada gratuita
Auditório Claudio Santoro, CARDE Museu, Sala São Paulo, Sala do Coro e Estação Motiva Cultural: ingressos neste link três dias antes de cada apresentação, ao meio-dia (limitado a quatro por pessoa). Observação: há uma cota de 100 ingressos para serem retirados no dia de cada apresentação na Sala São Paulo e no Auditório Claudio Santoro, e de 50 ingressos na Estação Motiva Cultural. Eles estarão disponíveis 1h antes dos concertos.
Capela São Pedro Apóstolo e Espaço Cultural Dr. Além: distribuição de ingressos presencial, 1h antes, na entrada dos locais (limitada a dois por pessoa).
Parque Capivari: entrada livre.
Locais (Campos do Jordão e São Paulo):
Auditório Claudio Santoro – Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1.880, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3662-2334. 820 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: somente em dias de concerto, a partir de 2h30 antes do início das apresentações.
Parque Capivari – R. Eng. Diogo José de Carvalho, 1.291, Capivari, Campos do Jordão, SP. Gratuito (entrada livre, sem necessidade de retirada de ingressos). Horário de funcionamento: diariamente, das 9h às 20h.
Espaço Cultural Dr. Além – Avenida Dr. Januário Miraglia, 1.582, Abernéssia, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3664-2300. 186 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 17h30.
Palácio Boa Vista – Capela São Pedro Apóstolo – Av. Adhemar Pereira de Barros, 3.001, Jardim Dirce, Campos do Jordão, SP. 90 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de quarta a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17h.
CARDE Museu – Rua Benedito Olímpio Miranda, Av. Alto da Boa Vista, 280, Campos do Jordão, SP. XX lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de quinta a segunda, das 10h às 18h.
Sala São Paulo – Sala de Concertos – Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 1.388 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h.
Sala São Paulo – Sala Eleazar de Carvalho – Praça Júlio Prestes, 16, 1º andar, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h.
Estação Motiva Cultural – Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 543 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h.
“É um avanço institucional, certamente, mas também um avanço de toda a sociedade. Me sinto muito honrada, mas junto com essa satisfação vem um sentimento de responsabilidade. Represento uma caminhada de muitos profissionais, homens e mulheres. As mulheres ingressaram na Polícia Militar em 1955 e completamos recentemente 71 anos dessa trajetória de dedicação, mérito e compromisso. É um ponto de chegada, mas também um ponto de partida nesse avanço”, afirmou a comandante.
Com 33 anos de carreira na corporação, Glauce relembrou que ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco ainda no fim da adolescência, motivada pela possibilidade de seguir uma carreira até então predominantemente masculina. Segundo ela, assumir o posto mais alto da instituição foi uma surpresa, mas também a oportunidade de colocar em prática toda a experiência acumulada ao longo da trajetória profissional.
Ao comentar o impacto de sua nomeação, a coronel ressaltou a importância da representatividade feminina nos espaços de liderança. “Exemplos arrastam. Acredito que esse avanço possa impulsionar não apenas a presença de mulheres à frente das instituições policiais, mas em todos os espaços de liderança. Sempre com dedicação, mérito e competência, que é o principal legado que queremos deixar”, disse.
Sobre os desafios à frente da maior polícia militar do país, a comandante apontou a manutenção da queda dos índices criminais como uma das principais prioridades do comando. “Temos muita clareza de que os resultados vêm da combinação de esforços e medidas. Quanto maior a integração entre as forças policiais, os órgãos de segurança e os entes federativos, maior é a nossa força. Com tecnologia, inteligência e estratégia, seguimos fortalecendo o combate à criminalidade e garantindo mais segurança para a população paulista”, destacou.
Reforço no efetivo policial
Durante a entrevista, a comandante também destacou os investimentos realizados pelo Governo de São Paulo para reforçar o efetivo policial, ampliar o uso de tecnologia e fortalecer a integração entre as forças de segurança. Entre as iniciativas citadas estão a formação de novos soldados e a abertura de concursos públicos. Com a última formatura, realizada na terça-feira (9), o estado ultrapassou a marca de 16,2 mil policiais formados desde o início de 2023. Deste total, são 11,1 mil policiais militares, 4,6 mil policiais civis e 532 policiais técnico-científicos.
Também há outros 2,2 mil policiais em formação — quase 1,2 mil PMs e 474 delegados —, além de 5,7 mil vagas em concursos em andamento e outras 2,4 mil autorizadas.
No último dia 3, o Governo de São Paulo publicou o edital do concurso para a contratação de mais 2 mil soldados da PM. As inscrições poderão ser feitas entre 15 de junho e 21 de agosto, por meio da Fundação Vunesp. Há ainda 200 vagas para alunos-oficiais da Polícia Militar. As inscrições seguem abertas até 15 de julho.
Combate à violência contra as mulheres
A comandante também enfatizou as ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, como a ampliação das Cabines Lilás, a criação dos Espaços Lilás e o lançamento do Patrulha Mulher Segura, primeira estrutura de ronda da Polícia Militar voltada exclusivamente à proteção das mulheres no estado, além das novas funcionalidades do aplicativo SP Mulher Segura, que reúne ferramentas de proteção, denúncia e acolhimento às vítimas.
A comandante-geral da PM destacou que um dos grandes desafios atuais é a subnotificação dos casos de violência contra a mulher. “A violência doméstica é um crime que muitas vezes acontece longe dos olhos do poder público. Não conseguimos acessá-la apenas por meio do policiamento ostensivo nas ruas ou das câmeras de monitoramento. Para enfrentá-la, precisamos garantir que as vítimas se encorajem e busquem essa rede protetiva. Minha mensagem é: vocês não estão sozinhas. Contem conosco”, afirmou.
Criado em 2024, o aplicativo SP Mulher Segura reúne serviços de proteção em um único ambiente digital e integra as ações do movimento SP Por Todas, iniciativa voltada à ampliação das políticas públicas de acolhimento, proteção e autonomia feminina.
Exibição inédita, festival de inverno, dança contemporânea e o resgate de tradições indígenas marcam a programação desta semana da Agenda Viva SP. Promovida pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, a agenda reúne atividades gratuitas e acessíveis para todos os públicos na capital, região metropolitana e interior.
A estação mais fria do ano está chegando e com ela, a segunda edição do Festival de Inverno do Museu da Imigração. O evento convida o público para celebrar a diversidade presente no Estado por meio de trocas culturais, culinária e música típica. Ainda na capital, a agenda destaca uma programação especial para o aniversário do Museu das Culturas Indígenas. Com 4 anos de história, o museu celebra e exalta a pluralidade das identidades indígenas e abre as portas para o público conhecer e participar das atividades.
Neste ano, o ícone da cultura Pop, Marilyn Monroe, completaria 100 anos de idade. Em homenagem ao centenário da atriz, o projeto Doc.MIS, programa fixo do Museu da Imagem e do Som, exibe o filme documental “Marilyn Monroe: o fim dos dias”, último trabalho de Marilyn frente às telas e nunca lançado na íntegra. Na região metropolitana, a São Paulo Companhia Jovem de Dança apresenta em Barueri um espetáculo gratuito das releituras de “Carmen”, de Gisele Bellot, e “Aroeira”, de Anelita Gallo. Com um repertório contemporâneo, é a oportunidade de mergulhar nas obras e prestigiar os jovens talentos da companhia.
Partindo para o interior, Campos do Jordão é palco da “Festa Junina Cultural” neste mês de festividades. A atividade, iniciativa do Museu Felícia Leirner, resgata brincadeiras típicas, mas substitui as tradicionais prendas por arte, música e poesia. É a combinação perfeita entre diversão, cultura popular e conhecimento. Em Araras, a magia do circo chega sobre quatro rodas. Em uma Kombi transformada em palco itinerante, palhaços levam um espetáculo cheio de surpresas e cenas cômicas ao Teatro Estadual de Araras. Uma experiência divertida, interativa e feita para encantar toda a família.
Por ser uma plataforma colaborativa, a Agenda Viva SP convida artistas, produtores e instituições culturais a divulgarem seus eventos gratuitamente em https://agendavivasp.com.br.
Confira os destaques da semana:
Museu das Culturas Indígenas comemora aniversário de 4 anos
Onde? Museu das Culturas Indígenas – R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo – SP, 05002-062, Brasil
Quando? De 20 a 27 de Junho. Terça a sábado, diferentes horários.
O mês de junho marca o início das comemorações de aniversário do Museu das Culturas Indígenas. Com 4 anos de história, o museu abre as portas com atividades que valorizam e reafirmam a diversidade de identidades indígenas. As atividades incluem oficinas gratuitas, abertura da exposição temporária Ayvu Porã e apresentação do coral Mborai Mirī.
33 anos de história: Museu da Imigração celebra aniversário com Festival de Inverno
Onde? Museu da Imigração – R. Visc. de Parnaíba, 1316 – Mooca, São Paulo – SP, 03164-300, Brasil
Quando? 27 de Junho. Sábado, das 10h às 17h30
Neste mês, o Museu da Imigração celebra seus 33 anos com a segunda edição do Festival de Inverno das Culturas Imigrantes. O evento exalta e valoriza a diversidade cultural presente no estado de São Paulo por meio da música, da gastronomia e da dança típica de diversos países. Durante todo o dia, o museu promove um autêntico festival cultural convidando o público para diferentes atividades para conhecer mais comunidades migrantes.
Os últimos dias de Marilyn: MIS celebra o centenário de Marilyn Monroe com filme inédito
Onde? MIS (Museu da Imagem e do Som) – Av. Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo – SP, 01449-000, Brasil
Quando? 25 de Junho. Quinta, das 19h às 20h
Conhecida como um dos maiores ícones pop de todos os tempos, Marilyn Monroe completaria 100 anos em 2026. Para registrar seu centenário, o Doc.MIS, programa fixo na grade do Museu da Imagem e do Som, exibe o filme “Marilyn Monroe: o fim dos dias”. Durante o filme documental, o público mergulha nos últimos meses de vida de Marilyn reunindo arquivos, entrevistas e bastidores do último trabalho da atriz nas telas. Antes da sessão, o cineasta Francisco Ramalho, especialista no cinema americano da década de 1960, introduz o longa.
Com espetáculo gratuito, Barueri recebe a São Paulo Companhia Jovem de Dança nesta sexta
Onde? Teatro Barueri Praça das Artes – R. Min. Rafael de Barros Monteiro, 255 – Jardim dos Camargos, Barueri – SP, 06410-080, Brasil
Quando? 26 de Junho. Sexta, às 20h.
O espetáculo gratuito apresenta “Carmen”, de Gisele Bellot, uma releitura contemporânea que usa a dança para debater desejo e liberdade na atualidade, com direção musical de Cacá Machado. A noite traz ainda “Aroeira”, de Anelita Gallo, coreografia que funde jazz dance e movimentos percussivos com trilha original de Carlos Bauzys para celebrar a resistência e a força vital.
Festa em Campos do Jordão: Museu Felícia Leirner promove Festa Junina Cultural neste sábado
Onde? Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro – Av. Dr. Luis Arrobas Martins, 1880 – Alto Boa Vista, Campos do Jordão – SP, 12460-000, Brasil
Quando? 27 de Junho. Sábado, às 15h.
Neste sábado, aproveitando as celebrações juninas, o Núcleo Educativo realiza o projeto “Festa Junina Cultural”. A iniciativa propõe jogos típicos com uma nova perspectiva: as premiações comuns são trocadas por conteúdos artísticos, poemas e intervenções musicais. O objetivo é criar um ponto de encontro entre as tradições populares e o universo das artes.
A magia do circo sobre rodas chega no Teatro Estadual de Araras
Onde? Teatro Estadual de Araras – Av. Dona Renata, 4901 – Centro, Araras – SP, 13600-001, Brasil
Quando? 21 de Junho. Domingo, às 16h.
O público de Araras poderá conferir uma divertida aventura circense sobre rodas. Utilizando uma Kombi como palco e trazendo malas cheias de imaginação, um grupo de palhaços apresenta números de malabarismo, fantoches e esquetes cômicas que apostam na interação com a plateia para encantar pessoas de todas as idades.
A prisão de Minotauro, em setembro do ano passado — apontado como um dos principais articuladores de roubos a residências na capital paulista — continua gerando desdobramentos relevantes no cenário da segurança pública. Ao longo deste ano, novas etapas da investigação resultaram na detenção de outros integrantes da mesma quadrilha, responsáveis por funções estratégicas dentro do esquema criminoso, como a invasão dos imóveis, o monitoramento das áreas e a receptação das joias roubadas.
“Uma prisão não encerra uma investigação, ela alavanca o trabalho. A partir dela, conseguimos identificar toda uma cadeia criminosa, avançar na desarticulação do grupo e dificultar sua reestruturação. Isso, na prática, reduz a capacidade de atuação e contribui para diminuir a reincidência “, diz o delegado Fábio Sandrin, da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio (Disccpat), especializada no combate a furtos e roubos de residências.
Em linhas gerais, o delegado explica que as quadrilhas especializadas costumam ser divididas em três funções principais. Há o vigilante, geralmente armado, responsável por monitorar a área e alertar os comparsas sobre uma eventual aproximação da polícia; os invasores, que executam os furtos e roubos; e o motorista, encarregado pela fuga do bando.
Foram justamente nessas funções estratégicas que mais cinco integrantes da quadrilha de Minotauro acabaram presos neste ano. Em fevereiro, dois suspeitos conhecidos pelos apelidos de “Bode” e “DJ” foram detidos em Paraisópolis, na Zona Sul da capital. Segundo as investigações, ambos atuavam como invasores do grupo.
Já em abril, outros três integrantes foram presos. De acordo com a polícia, dois deles eram responsáveis pelo fornecimento de armas e pela receptação das joias roubadas, enquanto o terceiro exercia a função de olheiro para vigiar os locais dos crimes.
Clonagem do controle remoto
O delegado Sandrin explica ainda que essas quadrilhas costumam atuar em regiões que já conhecem, aproveitando a familiaridade com as vias de acesso, os deslocamentos e as rotas de fuga. Os alvos, em geral, são residências de alto padrão localizadas em bairros nobres da capital.
Para aumentar as chances de sucesso da ação criminosa, os integrantes realizam levantamentos prévios, monitorando a rotina dos moradores, as condições de segurança dos imóveis e os melhores horários para a invasão.
Uma das modalidades que a polícia tem monitorado é a invasão por meio da clonagem de controles remotos de portões eletrônicos, o que permite aos criminosos acessar a garagem das residências sem levantar suspeitas.
“É importante estar atento a pessoas paradas observando a movimentação do imóvel. O morador também deve manter os sistemas de controle remoto sempre atualizados, o que ajuda a dificultar tentativas de clonagem”, orienta o delegado.
As forças de segurança têm intensificado o combate a quadrilhas que utilizam esse método para invadir casas. Em 15 de abril, policiais do Deic prenderam quatro suspeitos durante a operação Donus Violata. Segundo as investigações, eles teriam participação no latrocínio de um homem no Tucuruvi, na Zona Norte da capital.
A Polícia Militar também mantém ações de inteligência e resposta rápida para impedir que os crimes sejam consumados. Recentemente, oito suspeitos foram detidos em ocorrências distintas após tentativas frustradas de furto a residências nos bairros de Pinheiros e Vila Maria.
Pertences recuperados
Entre janeiro e abril deste ano, as ações do Deic resultaram na apreensão de diversos objetos provenientes dos crimes. Entre os itens recuperados estão 61 celulares, 299 anéis, 58 colares e gargantilhas, 54 pares de brincos, 67 relógios e 51 pulseiras. Também foram apreendidas 20 bolsas, 12 tablets e notebooks, cinco CPUs, além de óculos, perfumes, instrumentos musicais e um videogame.
“Quando identificamos o modus operandi da quadrilha, conseguimos conectar ocorrências e rastrear os veículos utilizados nas ações. Isso permite avançar nas investigações, alcançar outros envolvidos e recuperar bens subtraídos que ainda estejam em posse dos suspeitos”, conclui o delegado.
São Vicente, na Baixada Santista, saltou nove pontos no Ranking Nacional de Saneamento Básico 2026 no quesito oferta de esgoto, passando da 34ª posição para a 25ª, e ficando à frente de capitais como o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. As cidades da Baixada Santista vão receber investimentos históricos de R$ 7,53 bilhões entre 2025 e 2029, salto de recursos viabilizado após a desestatização da Sabesp realizada pelo Governo de São Paulo. Somente em 2025, foram aplicados R$ 1,57 bilhão em obras e intervenções estruturantes.
O levantamento que mostra a evolução em São Vicente, realizado pelo Instituto Trata Brasil com base em dados de 2024, analisou os 100 maiores municípios do país. Ele serve como referência para orientar políticas públicas e investimentos em todo o país. Somente para São Vicente, a Sabesp prevê investimentos de R$ 420 milhões até 2029.
O conjunto de obras e investimentos realizados nos últimos três anos se traduzem em números concretos. O município de São Vicente já opera com 94% da população com acesso à água tratada e 93,5% com coleta de esgoto. Os números mostram que a cidade está muito próxima da universalização do saneamento, como prevê o Marco do Saneamento (99% de acesso à água e 90% no esgoto).
A Baixada Santista vai receber R$ 8,1 bilhões em investimentos nos próximos três anos para resolver desafios estruturais no abastecimento de água. O valor é quase três vezes o total de recursos investidos na região de 2017 a 2024 (R$ 400 milhões/ano), antes da desestatização realizada em 2024 pelo Governo de São Paulo.
Entre as principais obras em andamento na Baixada Santista estão a Adutora Santos Guarujá, um investimento de R$ 134,7 milhões que vai levar água de Santos por canal subaquático até Guarujá, implantação do Pulmão de Reservação de Água Potável do Sistema Mambu Branco, com capacidade total de 40 milhões de litros e implantação da nova Estação de Tratamento de Água Melvi, com capacidade de 1.270 litros por segundo, que ampliará de forma estrutural a produção de água tratada para a Baixada Santista.
O Governo de São Paulo acompanha as entregas no saneamento básico pelo Na Rota da Água, iniciativa em 1.100 frentes de obras em andamento nas cidades contempladas pelo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Também foram concluídas duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha, além de um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que atende ainda Francisco Morato, na Grande São Paulo.
Diante da previsão de queda acentuada das temperaturas em diversas regiões durante a semana, a Defesa Civil do Estado, em parceria com o Metrô de São Paulo, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a Secretaria de Desenvolvimento Social e o Fundo Social de São Paulo, ativará o Abrigo Solidário na Estação Pedro II, da Linha 3-Vermelha do Metrô.
A ação será realizada nas noites de quarta-feira (17) para quinta-feira (18) e de quinta-feira (18) para sexta-feira (19), oferecendo acolhimento emergencial à população em situação de rua durante o período de temperaturas mais baixas.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil do Estado emitiu Boletim Meteorológico Especial alertando para a atuação de uma massa de ar frio que provocará queda significativa das temperaturas, principalmente entre quinta e sexta-feira.
As temperaturas mínimas previstas são de 9°C na capital, 13°C na Baixada Santista, 4°C em Campos do Jordão, com condições para formação de geada, 10°C na região de Campinas, 9°C em Registro, 12°C em Presidente Prudente, 6°C em Itapeva, também com condições para formação de geada, e 12°C na região de Ribeirão Preto.
Segundo os meteorologistas da Defesa Civil, a partir de sábado (20), as temperaturas mínimas voltam a subir e devem permanecer acima dos 10°C em toda a Região Metropolitana de São Paulo.
Durante o funcionamento do Abrigo Solidário serão disponibilizados colchões, cobertores, alimentação e acolhimento humanizado. Os animais de estimação também são bem-vindos e recebem atendimento adequado, garantindo que as pessoas acolhidas possam permanecer acompanhadas de seus pets.
Pela manhã, ao deixarem o abrigo, os acolhidos receberão um voucher para café da manhã no restaurante Bom Prato da Rua 25 de Março.
A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado de São Paulo com a proteção da população mais vulnerável durante eventos meteorológicos severos, mobilizando diferentes órgãos estaduais para oferecer assistência e segurança nos dias de frio intenso.
O estado de São Paulo teve o maior impacto positivo entre todas as unidades da Federação no volume de serviços prestados no Brasil em abril em comparação com março. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto o setor de Serviços teve alta de 1,2% no país, São Paulo teve crescimento de 1,4%, exercendo a maior influência sobre o resultado nacional. Os dados mostram que São Paulo responde por 47,88% do volume total de serviços prestados no Brasil.
Na comparação com abril de 2025, o estado voltou a apresentar a contribuição positiva mais relevante, com aumento de 3,5%. A média nacional foi de 1,9% no mesmo recorte.
No acumulado do ano, de janeiro a abril, São Paulo foi novamente o principal impacto positivo em termos regionais, com alta de 4,2%. No Brasil, o índice ficou em 2,2%.
Já no acumulado de 12 meses, o estado cresceu 4,5%, ante avanço de 2,9% no país.
Segundo o IBGE, o resultado positivo foi impulsionado pelo ramo de informação e comunicação, impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de consultoria em tecnologia da informação, tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet, portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet, desenvolvimento e licenciamento de softwares, além de telecomunicações.
As empresas mais inovadoras, com grande receita, estão sediadas em São Paulo, especialmente nos segmentos de tecnologia da informação, publicidade em mídias sociais, administração de cartões de desconto e programas de fidelidade, além da intermediação de negócios por aplicativos e plataformas de e-commerce.
Desempenho por setores
Veja abaixo a variação positiva das grandes atividades dentro do setor de Serviços no estado em abril:
Serviços de informação e comunicação: 7,9%
Outros serviços: 4,8%
Serviços prestados às famílias: 2,7%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: 1,2%
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 0,7%
Veja abaixo a variação positiva das grandes atividades dentro do setor de Serviços no estado no acumulado do ano:
Serviços de informação e comunicação: 8,4%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: 4,3%
Serviços prestados às famílias: 3,3%
Outros serviços: 2,1%
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 0,7%
Veja abaixo a variação positiva das grandes atividades dentro do setor de Serviços no estado no acumulado de 12 meses:
Serviços de informação e comunicação: 8,6%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: 5,2%
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,8%
Serviços prestados às famílias: 1,5%
Outros serviços: 1,2%
Atividades turísticas
No agregado especial da pesquisa que analisa o desempenho das atividades turísticas, São Paulo teve o maior peso positivo no resultado nacional em abril em relação a março, 5,5%. Já o país registrou taxa de 4,1%.
No acumulado do quadrimestre, o estado teve crescimento de 0,7%, ante o avanço de 0,4% no país.
Esse crescimento, segundo o IBGE, foi impulsionado pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de serviços de catering, bufê e de comida preparada, restaurantes e serviços de reservas relacionados a hospedagens.
SP na Direção Certa
O SP na Direção Certa é um programa do Governo de São Paulo que reúne ações voltadas à modernização da máquina pública. São medidas implantadas para dar maior eficiência ao gasto público, com redução de despesas e aumento da arrecadação, gerando maior capacidade de investimento ao Estado.
Com boa logística, mercado consumidor robusto, ambiente de negócios favorável, o Estado incentiva abertura de empresas e geração de empregos.
Foram geradas 311.228 vagas de emprego com carteira assinada no estado em 2025. São Paulo foi o estado que mais criou oportunidades no ano passado entre todas as Unidades da Federação – o equivalente a 900 vagas por dia. O setor de Serviços foi o que mais gerou vagas formais em 2025 no estado – foram quase 185 mil postos criados (60% do total).
Nesta quarta-feira, com a atuação da massa de ar frio, de origem polar no Estado, o dia será marcado por sol entre nuvens e o tempo ficará firme em praticamente todo o território paulista, a exceção será apenas em áreas mais próximas do litoral, que terão chuviscos.
Pela manhã pode ter formação de densos nevoeiros na faixa leste e central. No decorrer das horas, os destaques serão as baixas temperaturas, formação de geadas em pontos isolados ao amanhecer na Mantiqueira e a queda da umidade do ar no interior à tarde.
Diante disso, os atuais modelos preveem um acentuado declínio nas temperaturas e como há previsão de mínimas abaixo dos 10 graus, ressalta-se a importância de atenção especial com as pessoas mais vulneráveis, como aquelas em situação de rua.
Na capital, as temperaturas ficarão na casa dos 11 e 20 graus. Já em Campos do Jordão, mínima de 6 e máxima de 15 graus.
Em dias de frio, consulte a previsão do tempo e agasalhe-se para se proteger do frio.
A Patrulha SP Mulher Segura, da Polícia Militar, prendeu um homem de 28 anos por violência doméstica e estupro nesta terça-feira (16), na Zona Sul da capital paulista. Ele fugiu após a vítima registrar o boletim de ocorrência, mas foi encontrado pelas equipes da viatura lilás.
A vítima de 37 anos acionou a Polícia Militar pela manhã e foi conduzida ao 37º Distrito Policial para registrar o boletim de ocorrência contra o companheiro, que havia fugido após os crimes. Horas após o registro, ela acionou novamente o 190, pois o suspeito ligou fazendo ameaças.
Com as informações, uma equipe da viatura lilás, da Patrulha SP Mulher Segura, atendeu a ocorrência e durante patrulhamento na Rua Carolina Rosati, os policiais encontraram o suspeito, que foi preso em flagrante.
O caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal, ameaça e estupro no 89º DP (Jardim Taboão).
Governo de SP cria patrulha inédita para proteção de mulheres
A Patrulha SP Mulher Segura atua de forma ostensiva e preventiva no acompanhamento de ocorrências relacionadas à violência contra a mulher, com foco em casos atendidos pela Cabine Lilás e acionamentos do botão do pânico do aplicativo SP Mulher Segura. O objetivo é monitorar situações de risco que, muitas vezes, não resultam imediatamente em um boletim de ocorrência, mas que podem evoluir para episódios mais graves de violência.
As unidades também mapeiam áreas e ocorrências recorrentes, fortalecendo a presença policial e ampliando a rede de proteção às vítimas. A medida busca antecipar situações de risco e garantir resposta mais rápida das equipes de segurança pública.
Para a implantação da nova estrutura, o Governo de São Paulo entregou 25 novas viaturas destinadas exclusivamente à iniciativa. Os veículos foram distribuídos operacionalmente pela Polícia Militar conforme os indicadores e demandas de cada região, com ampliação até o final do ano.
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (16), na região de São José do Rio Preto, três mulheres e um homem, com idades entre 20 e 59 anos, por envolvimento em crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Eles são investigados por exploração sexual de vulneráveis, produção, armazenamento e compartilhamento de material ilícito.
Os agentes deflagraram a Operação Divina Proteção, que cumpriu quatro mandados de prisões temporárias e cinco mandados de busca e apreensão em endereços de São José do Rio Preto, Bady Bassit e Cedral.
O trabalho investigativo colheu elementos consistentes sobre a atuação dos suspeitos em crimes contra menores, que levaram à expedição dos mandados judiciais. Durante as diligências, as equipes policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e outros materiais, que serão submetidos à perícia e análise técnica especializada.
As investigações seguem em andamento, sob sigilo de Justiça, para preservar as diligências e garantir a segurança das vítimas.
O caso foi registrado como cumprimento de mandado de busca e apreensão e captura de procurado na DDM de São José do Rio Preto.
A Defesa Civil de São Paulo entregou, desde o início de 2026, kits de estiagem para 32 municípios da Grande São Paulo, para apoiar ações de prevenção e resposta a incêndios florestais. A iniciativa, que já equipou 543 municípios do estado (84% do total), integra a Operação SP Sem Fogo, coordenada pela Defesa Civil do Estado.
O kit tem 41 equipamentos, entre eles enxada, abafador, boné, óculos de proteção, lanterna, cantil e luva, e é entregue diretamente aos municípios ou produtores rurais, após treinamento com a Defesa Civil. As entregas fazem parte da estratégia estadual de preparação para a temporada de estiagem, período em que aumentam os riscos de queimadas em diversas regiões paulistas.
Além dos kits contra estiagem, neste ano o Governo de São Paulo já equipou mais de 190 defesas civis municipais com pacotes mais completos, exclusivos para reforçar o aparelhamento dos municípios contra incêndios. Nesse processo, são entregues caminhonetes 4×4, kits de combate a incêndio de 400 litros, com tanque, bomba motorizada e mangueira, e motosserras, por exemplo.
Os materiais permitem uma resposta mais rápida às emergências e ampliam a capacidade operacional dos municípios. A atuação preventiva é fundamental para reduzir os impactos causados pelas queimadas, proteger áreas de vegetação nativa e garantir mais segurança à população.
Municípios contemplados na Grande São Paulo:
Arujá
Barueri
Biritiba Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuíba
Cotia
Diadema
Embu das Artes
Embu-Guaçu
Ferraz de Vasconcelos
Francisco Morato
Franco da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica da Serra
Itaquaquecetuba
Juquitiba
Mauá
Mogi das Cruzes
Osasco
Poá
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Salesópolis
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
Suzano
Vargem Grande Paulista
Operação SP Sem Fogo
Os pacotes integram as ações da Operação SP Sem Fogo, programa permanente do Governo de São Paulo voltado à prevenção e ao combate aos incêndios florestais.
Além da distribuição de equipamentos, a operação reúne ações de monitoramento, capacitação de agentes municipais, campanhas de conscientização e integração entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, secretarias estaduais e prefeituras.
Neste ano, o estado também contará com novas ferramentas de monitoramento, incluindo o programa Muralha Paulista do Fogo, que utilizará sistemas de câmeras para auxiliar na identificação precoce de focos de incêndio e agilizar a resposta das equipes em campo.
Muralha do Fogo
Com base na tecnologia da Muralha Paulista, da Secretaria da Segurança Pública, que integra câmeras públicas e privadas para monitoramento de placas, reconhecimento facial e identificação de foragidos, o Muralha do Fogo ampliará a capacidade da Defesa Civil de acompanhar queimadas em tempo real.
Além das imagens da Muralha Paulista, o Muralha do Fogo será alimentado com imagens de todas as concessionárias da Artesp e do DER, que monitoram as principais rodovias do estado, permitindo que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) acompanhe os focos ativos de incêndio e amplie a capacidade de decisão estratégica durante as ocorrências.
Em maio de 1560, o padre jesuíta José de Anchieta escreveu um relatório chamado “Carta de São Vicente”, em que descreveu o que viu da Mata Atlântica, da geografia física e humana, da fauna e da flora presentes na então Capitania de São Vicente. Mas ele fez muito mais. Anchieta e a história do Brasil estão praticamente interligados. Em 9 de junho o jesuíta é homenageado em Dia Nacional, uma data que marca o seu falecimento, em 1597. Anchieta foi canonizado em 2014.
Para prestar essa homenagem e relembrar os passos do jesuíta, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) registrou alguns dos destinos por onde ele esteve, lugares que se tornaram turísticos e que lembram a passagem de Anchieta pelo território e pela história paulista.
Itanhaém
A segunda cidade mais antiga do Brasil abriga os Caminhos de Anchieta, um roteiro de seis atrações que celebram a passagem dele, entre 1563 e 1595: a Cama de Anchieta (uma formação rochosa onde ele descansava e compunha poemas), a Passarela de Anchieta (um passadiço suspenso de 220 metros, com vista para o mar), o Pocinho de Anchieta (uma estrutura de pedras construída por indígenas), os Painéis de Anchieta (mosaicos em pastilhas de vidro), o Monumento a Anchieta (uma estátua na Praça Narciso de Andrade) e a Igreja Matriz de Sant’Anna (que abriga a imagem da Virgem de Anchieta). Itanhaém está a 116 km da capital.
Ubatuba
Nas areias de Iperoig (atual Praia do Cruzeiro), onde hoje é Ubatuba, Anchieta compôs um poema dedicado à Virgem Maria, com mais de 5.700 versos. Como não tinha papel, ele memorizava os versos e os riscava com um cajado na areia. Anchieta esteve em Ubatuba em 1563. A Praia do Cruzeiro é uma extensa faixa de areia, com calçadão, com local para esportes e passeios, pista de skate, feirinha de artesanato e restaurantes. A ilha Anchieta, também em Ubatuba, tem esse nome em homenagem ao jesuíta. É a segunda maior ilha do litoral paulista, tem praias paradisíacas, rica vida marinha, trilhas, ruínas de um antigo presídio e praias (do Presídio e a Praia do Sul). Ubatuba fica a 220 km da capital paulista.
Praia do Cruzeiro (antiga Iperoig) em Ubatuba, onde Anchieta escreveu versos na areia (foto: Ken Chu / Setur-SP)
Itu
Anchieta esteve na aldeia de Maniçoba, às margens do Tietê, na atual Itu, para catequizar indígenas, aprender a língua dos nativos e conhecer o território. Itu homenageia o padre no Largo do Bom Jesus (hoje a Praça Padre Anchieta). Nessa praça, ficava a antiga capela de Nossa Senhora da Candelária, que deu origem ao município, em 1610, e à Igreja Matriz, que contém o maior patrimônio do barroco paulista, com altar e órgão magníficos. A Matriz é o coração histórico de Itu e, próximos a ela, estão o Semáforo Gigante, o Orelhão Gigante e lojinhas de souvenirs exagerados, além do Museu Republicano, da USP. Itu está a 96 km de São Paulo.
São Paulo
A capital tem muitas marcas da presença de Anchieta. Marco Zero de São Paulo, o Pateo do Collegio foi fundado em 1554 pelo Padre Manoel da Nóbrega, provincial jesuíta e seus auxiliares, entre eles, Anchieta. A Igreja São José de Anchieta, localizada no Pateo do Collegio, contém relíquias do santo e arquitetura do barroco paulista. O Monumento a Anchieta, em bronze, é uma escultura de 1954, para comemorar o quarto centenário da cidade e fica na Praça da Sé, em frente à Catedral. Ainda no Pateo do Collegio, o Museu Anchieta preserva objetos históricos e conta com uma maquete da Vila de São Paulo de Piratininga, no século XVI.
Outras passagens de Anchieta
Anchieta esteve em locais que hoje são estâncias turísticas, como São Vicente, por onde chegou à Capitania, em 1553. Na vila, ele aprendeu o tupi e escreveu a primeira gramática indígena da História. No Guarujá, o jesuíta rezou missas e catequizou indígenas na Ermida de Santo Antônio do Guaibê, que é uma das primeiras igrejas do Brasil, toda feita de pedras de sambaquis com óleo de baleia e conchas. Em Bertioga, Anchieta abrigou-se no Forte de São João, outro ponto turístico da cidade, antes de seguir para missões em Ubatuba, no litoral norte.
Forte de São João, em Bertioga, onde Anchieta se hospedou, no século XVI (foto: Elias Gomes / Setur-SP)
O espanhol cristão-novo que gerou São Paulo
Nascido em 1534 na ilha de Tenerife, nas Canárias (Espanha), José de Anchieta tinha ascendência judaica sefardita (da Península Ibérica) e pertencia a uma família de cristãos-novos (judeus convertidos à força ao catolicismo). Devido às óbvias restrições espanholas para que o rapaz entrasse em seminário católico, Anchieta foi enviado a Portugal, onde estudou na Universidade de Coimbra. Aos 17 anos, ingressou na Companhia de Jesus e, em julho de 1553, após dois meses de viagem, chegou ao Brasil, desembarcando em Salvador. Em outubro do mesmo ano, seguiu para a Capitania de São Vicente, participando da fundação de São Paulo, em janeiro de 1554. O padre jesuíta José de Anchieta morreu em 1597, no Espírito Santo.
Mais de 83 mil moradias entregues, 405 mil novas empresas abertas em um único ano, 1,7 milhão de alunos beneficiados por reformas em escolas estaduais, 3,5 milhões de cirurgias eletivas, R$ 260 bilhões contratados para expandir o saneamento e mais de 16 mil novos policiais incorporados às forças de segurança.
Os números ajudam a dimensionar a série de avanços registrados por São Paulo nos últimos três anos e meio em áreas fundamentais para a população, período em que o Governo de SP consolidou uma agenda de transformação baseada em resultados, inovação na gestão pública e foco na melhoria da qualidade de vida da população.
Guiada pelos pilares do Desenvolvimento, do Diálogo e da Dignidade, a gestão vem combinando responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e políticas públicas voltadas à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e ao fortalecimento dos serviços essenciais.
Iniciativas como Casa Paulista, Prontos pro Mundo, Tabela SUS Paulista, SuperAção SP e SP Por Todas ilustram uma estratégia voltada à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e à melhoria dos serviços públicos em todas as regiões do estado.
Moradia: o maior programa habitacional da história paulista
Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e têm mais 116 mil em construção Foto: Divulgação/Governo de SP
O acesso à moradia digna avançou de forma significativa nos últimos anos. O Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e mantém outras 116 mil em construção, números que representam uma das maiores frentes habitacionais já realizadas no estado.
Principal instrumento dessa política, o Casa Paulista tornou-se o maior programa habitacional da história de São Paulo. O programa reúne iniciativas voltadas à ampliação do acesso à casa própria, promovendo segurança habitacional e melhores condições de vida para milhares de famílias.
Em média, 70 famílias realizam o sonho da casa própria todos os dias. Entre os exemplos mais emblemáticos está o reassentamento de mais de 800 famílias da antiga Favela do Moinho, encerrando uma espera de décadas e proporcionando moradia definitiva, segurança e dignidade após mais de 30 anos de vulnerabilidade social.
Educação: mais oportunidades e experiências inéditas para os estudantes
O Prontos pro Mundo leva todos os anos 1.000 estudantes para países de língua inglesa. Foto: Divulgação/Governo de SP
A educação estadual também registra avanços, com foco na ampliação de oportunidades e na melhoria da infraestrutura escolar. Pela primeira vez na história da rede estadual, estudantes passaram a participar de intercâmbios internacionais por meio do programa Prontos pro Mundo. A iniciativa leva 2 mil alunos para estudar inglês em cinco destinos internacionais, ampliando horizontes acadêmicos, culturais e profissionais para jovens da rede pública.
A expansão do ensino médio técnico também ganhou escala inédita. O número de vagas foi dobrado nas matrículas do ensino médio técnico totalizando 321 mil oportunidades, o equivale a um crescimento de 134%. Esse número considera a soma das vagas entre a Secretaria da Educação e o Centro Paula Souza, fortalecendo a formação profissional e aproximando os estudantes das demandas do mercado de trabalho.
Na infraestrutura escolar, o estado alcançou o maior número de escolas estaduais reformadas da última década. As obras realizadas em 3,5 mil unidades beneficiam diretamente cerca de 1,7 milhão de alunos, proporcionando ambientes mais adequados para o aprendizado.
Saúde: recordes de atendimento e ampliação da rede assistencial
Atendimento à saúde bateu recorde: 3,5 milhões de cirurgias eletivas em todo o estadoFoto: Divulgação/Governo de SP
Na saúde, o Governo de São Paulo promoveu uma ampliação expressiva da oferta de consultas, exames e cirurgias em todas as regiões do estado. Foi alcançado o recorde de 3, 5 milhões de cirurgias eletivas, com a retirada de aproximadamente 3,5 mil pacientes das filas desde 2023. O resultado é reflexo de uma estratégia voltada à ampliação da capacidade de atendimento e à redução do tempo de espera para procedimentos.
Uma dessas políticas públicas, que refletiram diretamente na ampliação da assistência, foi a implantação da Tabela SUS Paulista. A iniciativa ampliou o financiamento de hospitais filantrópicos, autárquicos e santas casas, reduziu um déficit financeiro histórico dessas unidades e contribuiu diretamente para a redução das filas e a reabertura de leitos em todas as regiões do estado. O programa já soma mais de R$ 9,7 bilhões em investimentos.
A atenção primária também recebeu reforço significativo por meio do IGM SUS Paulista. O estado mais que triplicou o investimento anual nessa área, destinando mais de R$ 1,3 bilhão para fortalecer o atendimento básico e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.
Inclusão produtiva: nova política para superação da pobreza
Programa de combate à pobreza integra qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social Foto: Divulgação/Governo de SP
O combate à pobreza passou a contar com uma estratégia estruturada de inclusão produtiva. Com o programa SuperAção SP, o Governo de São Paulo implementou a primeira política estadual organizada especificamente para promover a superação da pobreza por meio da integração entre qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social.
A iniciativa conecta famílias em situação de vulnerabilidade a oportunidades de desenvolvimento econômico, acompanhadas por agentes preparados para orientar sua trajetória rumo à autonomia financeira e à inclusão produtiva.
A proposta representa uma mudança de abordagem ao integrar diferentes políticas públicas em uma mesma estratégia voltada à construção de oportunidades duradouras.
Proteção às mulheres: ampliação da rede e inovação no enfrentamento à violência
SP teve maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada; hoje são 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM Foto: Divulgação/Governo de SP
São Paulo também ampliou sua atuação na proteção às mulheres com medidas inéditas e expansão dos serviços especializados. Pela primeira vez, o estado passou a utilizar o monitoramento eletrônico de agressores por meio de tornozeleiras integradas ao aplicativo SP Mulher Segura. A ferramenta permite maior acompanhamento das medidas protetivas e já conta com mais de 61 mil usuárias. A expectativa é alcançar 2,4 mil equipamentos monitorados até o final do ano.
Outro destaque é o SP Por Todas, movimento voltado ao fortalecimento da rede de acolhimento, proteção e promoção da autonomia profissional e financeira das mulheres.
A estrutura de atendimento também foi ampliada com a maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada. O crescimento foi de 57%, alcançando 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM.
Segurança pública: tecnologia, inteligência e reforço do efetivo
Muralha Paulista reúne 125 mil câmeras e sensores conectados em 612 municípios Foto: Divulgação/Governo de SP
Na área da segurança pública, o estado combinou inteligência policial, integração entre órgãos e ampliação do efetivo para fortalecer o combate ao crime.
O estado de São Paulo vem consolidando uma trajetória consistente de redução histórica dos principais indicadores criminais desde 2023. O resultado é fruto de uma política pública que combina inteligência, tecnologia, inovação, integração entre as forças de segurança e fortalecimento do efetivo policial.
Um dos principais pilares dessa estratégia é o programa Muralha Paulista, política pública desenvolvida para integração dos níveis estadual e municipal de segurança. A iniciativa cria uma rede inteligente de monitoramento capaz de dificultar a mobilidade criminal e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. Atualmente, 612municípios aderiram aoprograma e 228já estão totalmente integrados. A estrutura reúne 125 mil câmeras e sensores conectados e recebeu investimentos de R$ 440 milhões.
Outro marco foi a desmobilização dos fluxos permanentes da Cracolândia. O processo, concluído por meio de uma estratégia integrada que reuniu ações de combate ao tráfico de drogas, acolhimento em saúde e assistência social, completou um ano em maio de 2026. No início da gestão, a região chegou a concentrar cerca de 3 mil frequentadores.
O Governo de São Paulo também promoveu a maior recomposição das forças de segurança dos últimos 20 anos. Desde 2023, mais de 16 mil novos policiais já estão atuando nas ruas em todo o estado. Até o fim da gestão, o número de novos agentes chegará a 26 mil, fortalecendo a presença policial.
Saneamento: investimentos recordes e antecipação da universalização
Os investimentos em saneamento básico alcançaram uma dimensão inédita no estado. A política de expansão da infraestrutura do setor já beneficiou 3,8 milhões de pessoas em apenas dois anos.
A desestatização da Sabesp viabilizou um plano de investimentos de R$ 260 bilhões, com a meta de antecipar a universalização do saneamento para 2029. O avanço representa a ampliação do acesso aos serviços de água e esgoto, com impactos diretos na saúde pública, na qualidade ambiental e na qualidade de vida da população.
Outro destaque é a Tarifa Social Paulista, que dobrou o número de beneficiários em apenas um ano. Atualmente, cerca de 6 milhões de pessoas são contempladas pela iniciativa, que oferece descontos de até 78% nas contas de água e esgoto para famílias elegíveis.
Desenvolvimento econômico: liderança nacional na geração de oportunidades
Os indicadores econômicos reforçam o protagonismo paulista na geração de empregos, renda e investimentos. Em 2025, São Paulo registrou um novo recorde anual na abertura de empresas, com 405 mil novos negócios formalizados. O resultado supera em 10% o recorde anterior, alcançado em 2024, e confirma o estado como principal polo de desenvolvimento econômico do país.
O dinamismo da economia paulista também se reflete no mercado de trabalho. Nos últimos três anos e meio, o estado criou mais de 1,3 milhão de novos postos de trabalho. O desempenho reflete um ambiente favorável ao empreendedorismo, à atração de investimentos e à criação de oportunidades em diferentes setores da economia, fortalecendo a geração de renda e impulsionando o crescimento regional.
Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram sensores biodegradáveis para monitorar a saúde de plantas em tempo real. Feitos de uma tinta de carbono, os dispositivos miniaturizados são impressos por meio de serigrafia em bioplásticos transparentes e flexíveis. Dessa forma, podem ser fixados diretamente em diversos órgãos vegetais – incluindo caules, cascas e folhas –, possibilitando medir temperatura, umidade, desidratação, biomarcadores, doenças, níveis de nutrientes e até a presença de pesticidas nas plantas.
“Eles permitem detecção não destrutiva, rápida, in loco e descentralizada, fornecendo bioinformação em tempo real sobre o estado de saúde da planta e fatores ambientais”, conta à Agência FAPESP Paulo Augusto Raymundo-Pereira, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP).
O trabalho foi publicado em fevereiro na revista Biosensors and Bioelectronics: X. Como destacam os autores no artigo, a engenharia de sensores vestíveis foi eleita pelo Fórum Econômico Mundial entre as dez principais tecnologias emergentes de 2023, em função do seu potencial para melhorar a saúde das plantas e aumentar a produtividade agrícola. Entretanto, a maioria dos dispositivos hoje é fabricada com polímeros plásticos de origem não renovável (derivados do petróleo) e apresenta baixa aderência em superfícies irregulares, onduladas e curvas.
O sensor “vestível” tem a vantagem de ser aplicado diretamente na amostra, pois o acetato consegue adquirir o formato da superfície em que é posicionado (imagem: Nathalia Oeazu Gomes)
“Já o nosso sensor é feito de acetato de celulose, material flexível de origem vegetal que pode ser produzido a partir de diversos resíduos agrícolas. A celulose é o polissacarídeo natural mais abundante na Terra. Apresenta biocompatibilidade excepcional, alta estabilidade térmica e flexibilidade. É atóxico, econômico, acessível, biodegradável, leve e fácil de manusear”, resume Raymundo-Pereira.
Cada dispositivo de acetato de celulose tem duas unidades sensoriais que empregam técnicas de análise diferentes para detectar três classes de pesticidas numa mesma análise (diquat, carbendazim e difenilamina).
Segundo Raymundo-Pereira, cada dispositivo custa US$ 0,077. “Os sensores são de uso único. Por isso, têm de ser baratos e biodegradáveis. Considerando o funcionamento dos dois sensores em sequência, na mesma amostra, o dispositivo leva três minutos e vinte e oito segundos para fazer todas as aferições.”
A identificação é feita na superfície da planta, mas em meio aquoso (uma gota d’água), pois as medidas são realizadas na interface do eletrodo com esse meio. “Precisamos dessa solução aquosa para haver condutividade. No caso dos sensores vestíveis, a gotinha de água é colocada nos lugares mais fáceis de realizar a medida. No meio das folhas, no pocinho que se forma no pedúnculo do tomate ou da maçã, nos sulcos laterais do pimentão, onde também se consegue acumular água. Depois, é só colocar os sensores, posicionar em cima da gota e medir.”
A plataforma que contém o sensor duplo vestível é integrada a um potenciostato portátil sem fio (aparelho que controla a voltagem e mede a corrente elétrica para detectar e quantificar as substâncias químicas), possibilitando uma avaliação rápida dos pesticidas e exibindo a análise em tempo real em um celular por meio de comunicação sem fio (bluetooth). A equipe já havia criado, em 2022, uma luva com sensores nas pontas dos dedos, para os mesmos fins.
“O sensor vestível tem a vantagem de ser aplicado diretamente na amostra, pois o acetato consegue adquirir o formato da superfície em que é posicionado, ao passo que a luva tem de ser manipulada. Além do mais, a luva é feita de um material que não é biodegradável, enquanto o sensor vestível é totalmente biodegradável e reaproveitável para a confecção de novos sensores”, compara o cientista. Segundo ele, é possível queimar em condições específicas os sensores já utilizados e, assim, obter a tinta de carbono para produzir novos dispositivos.
A Fapesp apoiou o trabalho por meio de Bolsa de Pós-Doutorado concedida a Nathalia Oeazu Gomes, Auxílio à Pesquisa Regular concedido a Sergio Antônio Spínola Machado e Fixação de Novos Doutores a Raymundo-Pereira.
A plataforma é integrada a um potenciostato portátil sem fio (comercial), possibilitando uma avaliação rápida dos pesticidas e exibindo a análise em tempo real em um celular por meio de bluetooth (gráfico: Nathalia Oeazu Gomes)
Outros usos
Nas plantas, o teste dos sensores vestíveis simulou uma situação real de uso. Primeiro, uma solução do pesticida foi borrifada na casca de maçãs e pimentões em uma concentração de 1.000 micrômetros, e os alimentos foram deixados para secar por cinco horas. Em seguida, as análises foram feitas diretamente na superfície dos produtos (in loco): o sensor foi fixado na casca e, para permitir a leitura elétrica e química, adicionou-se uma gota de 500 microlitros (a milionésima parte de um litro) de uma solução de tampão fosfato – um líquido que estabiliza o ambiente para o sensor funcionar.
A tecnologia dos sensores vestíveis se presta a uma infinidade de aplicações, como ressalta Raymundo-Pereira. “É possível detectar a presença de pesticidas na saliva das pessoas, ou mesmo na água da torneira. Fizemos os testes. Amostras de saliva humana e água da torneira foram adicionadas de pesticidas e analisadas com o sensor para prever os níveis de resíduos. Também é possível usar para mensurar componentes presentes na urina e no suor”, diz o pesquisador.
A adaptação da tecnologia para uso agrícola foi uma ideia de Raymundo-Pereira após um estágio no Centro de Sensores Vestíveis da Universidade da Califórnia, em San Diego (Estados Unidos), com o professor Joseph Wang. “Já que boa parte do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro se concentra no setor agrícola, eu pensei: por que não adaptar a tecnologia? Lá fora, o uso é direcionado para humanos. Aplica-se na pele para saber, por exemplo, o que há no suor das pessoas. É possível detectar ácido lático, ácido úrico, glicose, cortisol, íons sódio, íons potássio, íons cloreto, hormônios e medicamentos. Mas esses sensores usados em humanos são feitos de plástico de origem petroquímica. Os primeiros biodegradáveis, de origem natural, são os nossos, que também podem ser adaptados para uso em humanos.”
Os pedidos de patente, tanto da luva quanto do sensor vestível, já estão no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A equipe multidisciplinar que desenvolveu o dispositivo é composta também pelas pesquisadoras Samiris Teixeira, Nilda de F.F. Soares e Taíla de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa.
A USP tem inscrições abertas para o Programa de Residência em Área Profissional da Saúde nas modalidades uniprofissional e multiprofissional, por meio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) e da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu). As inscrições, assim como a seleção, serão realizadas pela Fuvest e podem ser efetuadas a partir das 12h do dia 20 de julho até as 12h de 4 de setembro. Os candidatos podem solicitar até o dia 19 de junho o pedido de redução do valor para casos previstos na Lei Estadual 12.782/2007. A taxa de inscrição é de R$ 330.
Poderão participar do programa aqueles que concluíram ou venham a concluir até 28 de fevereiro de 2027 o bacharelado nos seguintes cursos de graduação: Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Física/Física Médica, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Saúde Pública/Saúde Coletiva, Serviço Social e Terapia Ocupacional.
Os selecionados receberão bolsas de estudo de R$ 4.106 mensais, financiadas pelo Ministério da Saúde. As residências, em ambas as modalidades do edital, constituem categoria de ensino de pós-graduação lato sensu, com carga horária de 60 horas semanais, incluindo plantões, e duração de dois a três anos.
O processo seletivo ocorre em duas etapas. A primeira fase prevê provas objetiva e dissertativa, no dia 27 de setembro, nos municípios de Bauru, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Paulo. A segunda fase terá uma análise curricular realizada pela comissão do processo seletivo, com base nos documentos a serem anexados no site da Fuvest.
Mais informações e o edital do processo estão disponíveis neste link.
O acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como AVC, é a segunda causa de morte entre os brasileiros. Em 2024, foram registrados mais de 106 mil óbitos, segundo a plataforma Tabnet, do DataSUS, que reúne informações dos sistemas de saúde nacionais. É também a principal causa de incapacidade: 70% das pessoas que sofrem um AVC não retornam ao trabalho, e 50% ficam dependentes de cuidados, de acordo com a Sociedade Brasileira de AVC.
O acidente vascular cerebral pode ser de dois tipos: isquêmico, quando ocorre obstrução ou redução do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, causando falta de circulação; ou hemorrágico, causado pela ruptura espontânea de um vaso, com extravasamento de sangue no interior do cérebro. O primeiro tipo é o mais comum, identificado em 60% a 70% dos casos. Já o hemorrágico é o mais letal.
Entre as causas do AVC estão a pressão arterial elevada, o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e a dieta desequilibrada. Por esse motivo, uma das principais características da doença é a recorrência. Uma vez que o indivíduo sofre um AVC, a probabilidade de apresentar novos episódios ou outros eventos cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio, aumenta. Cerca de 20% dos pacientes que tiveram um AVC podem experimentar posteriormente um infarto num período entre dois e cinco anos.
Devido a esse quadro, é fundamental que se exerça um controle sobre os fatores de risco, em especial dos níveis de pressão arterial. O problema está justamente na adesão dos pacientes aos tratamentos no longo prazo. Para enfrentar tais dificuldades, um time internacional de pesquisadores se propôs a investigar o potencial de uma nova medicação para melhorar o controle da pressão arterial em pacientes que tiveram AVC hemorrágico.
Denominado TRIDENT (Triple Therapy Prevention of Recurrent Intracerebral Disease Events Trial, ou Ensaio Clínico de Terapia Tripla para a Prevenção de Eventos Recorrentes de Doença Intracerebral), o ensaio clínico multinacional, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo envolveu 61 centros de pesquisa de 12 países. Dentre eles, a Faculdade de Medicina da Unesp (FMB), em Botucatu. O objetivo era avaliar a eficácia e a segurança de um único comprimido contendo três medicamentos, a chamada polipílula. A polipílula é composta por medicamentos já conhecidos no mercado: os anti-hipertensivos em baixas doses: telmisartana 20 mg, anlodipino 2,5 mg e indapamida 1,25 mg. Estes medicamentos são comercializados separadamente. No teste, a polipílula foi administrada de forma complementar ao tratamento padrão já estabelecido para o paciente após a alta hospitalar.
Para participar do estudo, os pacientes precisavam estar clinicamente estáveis, apresentar pressão arterial sistólica entre 130 e 160 mmHg em repouso, mesmo com o uso de terapia anti-hipertensiva, e não apresentar contraindicação a nenhum dos componentes do comprimido triplo utilizado. Ao todo, foram recrutados 1.670 sujeitos com tais características.
“Foi um estudo longo” , explica o médico neurologista, chefe do Departamento de Neurociências e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Botucatu e um dos investigadores principais do estudo no Brasil, Rodrigo Bazan. Durante cinco anos, os 1.670 pacientes selecionados — 833 designados para receber o comprimido triplo e 837 para receber placebo — foram acompanhados em consultas presenciais periódicas. “E também de forma remota, por meio de ligações telefônicas feitas aos pacientes ou aos seus cuidadores”, diz.
Decorrido o período de acompanhamento, os investigadores puderam constatar que, entre o grupo que recebeu o comprimido triplo, a pressão arterial média foi de 127 mmHg, enquanto, no grupo placebo, foi de 138 mmHg. Transcorridos dois anos e meio, 38 pacientes do grupo que recebia a medicação tiveram um novo acidente vascular cerebral, o equivalente a 4,6% do total. No grupo placebo, foram registrados 62 casos, correspondentes a 7,4% do total. Já a incidência de outros eventos cardiovasculares importantes foi menor no grupo da polipílula do que entre os pacientes que recebiam placebo: 6,6% e 9,8%, respectivamente.
“Foi um estudo seguro, porque o comprimido triplo era usado em complemento ao tratamento convencional. E o simples fato de a pessoa controlar a pressão para níveis inferiores a 130 mmHg por 90 mmHg, ou 13 por 9, reduziu em 39% o risco de qualquer tipo de acidente vascular cerebral recorrente”, afirma Bazan.
O diferencial da polipílula
Para o docente da Unesp, um dos grandes diferenciais do tratamento testado está na combinação dos medicamentos em baixa dosagem em um só comprimido, o que se reflete na adesão dos pacientes.
“Ao longo do estudo, a adesão foi de 86%. Isso é muito difícil de se conseguir, principalmente se considerarmos um estudo de tantos anos. E isso se deve ao fato de se reunirem três fármacos em baixa dosagem em uma mesma pílula, tomada uma única vez ao dia. Imagine se o paciente tivesse que tomar os três fármacos diferentes em horários variados ao longo do dia? Ele acabaria esquecendo de tomar a medicação ou interromperia o tratamento. Então, a eficácia tem relação com essa tecnologia proposta”, completa o pesquisador.
O estudo clínico internacional TRIDENT contou com o financiamento do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, do Ministério da Saúde do Brasil. A George Medicines, pertencente ao Instituto George para a Saúde Global, foi a responsável por fornecer o comprimido triplo e o placebo correspondente. Os resultados foram publicados no The New England Journal of Medicine.
A participação da Unesp
A Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, foi um dos 61 centros participantes do estudo TRIDENT e contribuiu para o recrutamento de 18 pacientes. Após o atendimento inicial na Unidade de AVC do Hospital das Clínicas, os pacientes eram encaminhados para avaliação dos critérios de inclusão no estudo e para a aplicação do protocolo do ensaio clínico na UPECLIN, Unidade de Pesquisa Clínica vinculada à faculdade.
“Desde a inclusão do paciente, o fornecimento de informações, até a administração do medicamento, que ficava guardado na farmácia da unidade, e o monitoramento dos pacientes e a coleta de informações por meio de atendimentos presenciais e ligações telefônicas periódicas ao longo dos cinco anos de pesquisa, tudo teve o apoio logístico da UPECLIN, que tem expertise nesse tipo de ensaio clínico”, explica Bazan.
O pesquisador reforça a importância de que a universidade se engaje em ensaios clínicos com esse perfil, que contribuem para a melhora da qualidade de vida de grande parte da população. “Estamos falando de fármacos conhecidos, que já não têm mais patente, mas que, ao serem associados em uma só pílula, resultam em inovação”, diz. “E ter a possibilidade de oferecer esse medicamento a um paciente no Brasil, no interior de São Paulo, que enfrenta inúmeras dificuldades em razão da doença e necessita de toda uma rede de apoio, além de acompanhá-lo periodicamente junto a um time internacional, é uma oportunidade única que a universidade oferece.”
Alerta para o frio
O inverno se aproxima e, com as baixas temperaturas, a incidência de acidente vascular cerebral pode aumentar em até 20%, segundo dados do Ministério da Saúde. Principalmente em regiões com as estações do ano bem demarcadas, a variação da temperatura pode favorecer a ocorrência da doença. “No inverno, a pressão arterial costuma ficar descontrolada, porque o corpo trabalha de forma diferente para se manter aquecido, e as pessoas também tomam menos água e ficam mais sedentárias. Esses são fatores que favorecem a ocorrência de AVCs”, diz Bazan.
A orientação dos especialistas é redobrar a atenção com a pressão arterial nesse período, manter a hidratação e praticar atividades físicas regularmente.
A Secretaria de Comunicação do Governo de São Paulo passará a utilizar, a partir da próxima semana, o perfil @agenciaspoficial no Instagram como principal canal de divulgação de conteúdos institucionais nas redes sociais. A mudança fortalece a presença digital da Agência SP, plataforma oficial de notícias do Governo do Estado, responsável pela produção e distribuição de conteúdo jornalístico e de utilidade pública para a população paulista.
Vinculada à Secretaria de Comunicação (Secom), a Agência SP foi criada em 2024 com a missão de ampliar a transparência das ações governamentais e garantir o acesso da população a informações de interesse público. A plataforma reúne notícias, reportagens, vídeos, podcasts e conteúdos multimídia sobre programas, serviços, investimentos e políticas públicas desenvolvidos pelo Governo de São Paulo.
Além de informar a população dos 645 municípios paulistas, a Agência SP também atua como fonte oficial de informação para veículos de comunicação de todo o estado, oferecendo conteúdo produzido com agilidade e precisão. A iniciativa busca aproximar o cidadão das ações do poder público e facilitar o acesso a serviços, orientações e informações essenciais para o dia a dia.
Entre os conteúdos produzidos pela Agência SP estão reportagens especiais, coberturas de eventos, o videocast SP POD e séries digitais como Agência SP Por Dentro da Obra e Minuto SP. A estrutura conta ainda com um estúdio móvel, que amplia a produção regional de conteúdo e fortalece a divulgação de ações e serviços públicos em todas as regiões do estado.
A Agência SP foi oficializada pela Resolução nº 4/2024, publicada no Diário Oficial do Estado, que também estabeleceu diretrizes e boas práticas para o funcionamento da plataforma. Desde sua criação, a iniciativa tem contribuído para consolidar uma comunicação pública mais acessível, transparente e conectada às demandas da população.
Um relógio de pulso capaz de perceber que o usuário está ansioso antes mesmo que ele se dê conta disso. O que parece ficção científica está se tornando realidade nos laboratórios do Viva Bem: inteligência artificial para saúde e bem-estar– um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) financiado pela Fapesp e pela Samsung na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Pesquisadores vinculados ao Viva Bem desenvolveram um software de inteligência artificial que identifica estados de ansiedade com mais de 80% de precisão a partir de sinais corporais captados por smartwatches.
Os resultados do trabalho foram apresentados por Anderson Rocha, professor da Unicamp e coordenador do CPA, durante a FAPESP Week Londres, realizada de 2 a 4 de junho na capital britânica.
“Desenvolvemos uma técnica inicial, que já foi publicada, e agora estamos aprimorando uma nova, que está em avaliação pela Samsung [responsável pelo hardware]”, contou Rocha à Agência FAPESP.
A tecnologia integra, entre outros indicadores, dois tipos de dados coletados continuamente pelo relógio: o eletrocardiograma – que registra a atividade elétrica do coração – e a acelerometria, que mapeia os movimentos do braço ao longo do dia. Esses sinais formam o que os pesquisadores chamam de “assinatura de dados” do usuário, um padrão individual que a IA aprende a reconhecer e monitorar.
Para ensinar os algoritmos a distinguir o estado de repouso do estado ansioso, a equipe desenvolveu protocolos clínicos que induzem o estresse de forma controlada. Em um dos testes, os participantes recebem a tarefa de calcular mentalmente, em 30 segundos, o resultado de multiplicações como 309 por 17 enquanto assistem a uma contagem regressiva no próprio relógio.
“Inevitavelmente as pessoas ficam ansiosas nessa situação”, explica Rocha. “Medimos como o corpo delas está respondendo a esse exercício e treinamos os algoritmos para identificar isso.”
A aplicação não pretende substituir médicos ou psicólogos, ressalta o pesquisador. A proposta do projeto é oferecer uma camada de monitoramento proativo: se o relógio detectar episódios ansiosos recorrentes, enviará um alerta recomendando que o usuário consulte um especialista.
“A ideia não é fazer o diagnóstico, mas ser uma ferramenta de alerta”, ressalta Rocha. A mesma lógica vale para outras condições monitoradas pelo projeto, como hipertensão, diabetes, Parkinson e risco de quedas em idosos. A IA agiria como uma sentinela silenciosa, cabendo ao usuário decidir o que fazer com a informação.
“O objetivo final é que, com os sinais captados pelos smartwatches, consigamos identificar os primeiros sintomas de diferentes condições de saúde, de modo que possamos ajudar as pessoas a terem uma melhor qualidade de vida”, afirmou Rocha.
Os resultados do projeto ainda estão em avaliação e melhoria contínua. Quando forem considerados maduros o suficiente, será solicitada autorização às autoridades competentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para testes com usuários reais, informou Rocha.
Realidades sintéticas
Na mesma palestra, Rocha apresentou o projeto Horus, voltado para o que a equipe chama de “realidades sintéticas” – o universo de imagens, vídeos e textos gerados por inteligência artificial. O laboratório já desenvolveu ferramentas para detectar deepfakes, ataques via mensagens de SMS e Whatsapp e falsificações em publicações científicas biomédicas, além de rastrear conteúdos ligados ao tráfico de crianças e à pornografia infantil.
Uma das soluções para identificação de falsificações em publicações científicas na área biomédica está em uso pelo Escritório de Integridade Científica do governo dos Estados Unidos e é disponibilizada como software de código aberto. Outra ferramenta, voltada à verificação de imagens, já é usada por agências de checagem de fatos, como Lupa, Aos Fatos e G1, e foi acionada para analisar registros visuais de conflitos recentes no Oriente Médio – casos que chegaram a ser reportados pela Reuters e pela Agence France-Presse.
Para Rocha, saúde e combate à desinformação convergem em torno de um mesmo valor: a confiança. “A IA centrada no ser humano é fundamental para fortalecer a resiliência e o bem-estar”, afirmou.
Policiais civis de São Paulo prenderam um homem de 27 anos neste sábado (13) apontado como um dos envolvidos em uma tentativa de roubo ocorrida no dia 30 de maio no acesso da estação São Bento do Metrô, no centro da capital paulista. A prisão ocorreu em São Miguel Paulista, na Zona Leste, após denúncia anônima no Disque Denúncia.
O homem tentou fugir da abordagem, mas foi detido e conduzido à delegacia. Ele permaneceu detido temporariamente após passar por audiência de custódia. Durante as investigações, foram analisadas as câmeras de videomonitoramento instaladas na estação. O suspeito preso nesta sexta-feira aparece nas imagens.
Na ocasião, um policial civil de folga interveio ao ser rendido por três assaltantes. Um deles foi baleado e após receber atendimento médico permaneceu detido preventivamente. Outros passageiros que estavam no local também ficaram feridos e foram socorridos.
O caso segue em apuração pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) e pela Corregedoria da Polícia Civil. Diligências estão em andamento para a localização e detenção do terceiro envolvido.
Como funciona o Disque Denúncia?
Qualquer cidadão que possua informações relevantes para a Polícia pode registrar uma denúncia por meio do link https://www.webdenuncia.org.br/cidadao/denuncie ou pelo telefone 181. Não é preciso se identificar. Até abril deste ano, mais de 70 mil denúncias foram registradas nos canais oficiais.
O novo contrato firmado pelo Governo de São Paulo com a desestatização da Sabesp permitiu que pela primeira vez o estado de São Paulo realizasse um censo rural para levar água e esgoto a regiões que nunca tiveram saneamento básico.
O Programa Brotar tem como objetivo levantar dados das áreas rurais do estado e planejar soluções para cada região para garantir a universalização do acesso à água e coleta e tratamento de esgoto. O projeto tem prazo para conclusão em dezembro de 2026.
Responsável pelo censo, a Sabesp prevê mapear aproximadamente 820 mil domicílios e estruturas rurais em 371 municípios do Estado. Desde o início da execução, em abril de 2025, já foram mapeados mais de 545 mil domicílios com o trabalho de 550 recenseadores, que realizam entrevistas em campo e coleta de informações georreferenciadas sobre acesso sanitário.
As informações geradas pelo Programa Brotar subsidiarão diretamente a definição de investimentos, a escolha de tecnologias adequadas e a ampliação da prestação de serviços. Devido à dispersão populacional, a topografia irregular e o difícil acesso, em muitas dessas regiões não é possível adotar sistemas convencionais de saneamento, como ocorre nas cidades.
Em casos em que tecnicamente a extensão da rede de água e esgoto se torne inviável, caberá à Companhia planejar e executar alternativas e soluções individualizadas ou em menor escala para pequenos aglomerados rurais, como fossas sépticas, biodigestoras ou mini-estações de tratamento.
O Brotar é um dos maiores programas de responsabilidade social já realizados em áreas rurais no Estado de São Paulo. “Levar saneamento para áreas rurais é também uma questão de qualidade de vida e desenvolvimento estruturado. Estamos avançando para garantir que essas populações tenham acesso a serviços essenciais, com soluções compatíveis com suas realidades”, explica Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.
O Marco Legal do Saneamento prevê que até 2033 todos os estados tenham 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. O Governo de São Paulo antecipou essa data para 2029.
Para atingir esse objetivo, somente em 2025 foram investidos R$ 15,2 bilhões pela Sabesp em infraestrutura, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior, quando a companhia ainda não havia sido desestatizada.
Mais saúde, mais qualidade de vida
Segundo o Instituto Trata Brasil e a consultoria EX ANTE, a universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 1,4 trilhão em benefícios socioeconômicos para todo o Brasil até 2040. Descontados os custos necessários para a expansão da infraestrutura, os ganhos líquidos estimados superam R$ 815 bilhões entre 2021 e 2040. O principal impacto está relacionado à produtividade do trabalho, com potencial de gerar mais de R$ 437 bilhões em benefícios no período.
Outro indicador destacado pelo Instituto Trata Brasil mostra que cada US$ 1 investido em saneamento gera US$ 4,30 em benefícios para a sociedade. Os retornos incluem ganhos econômicos diretos, aumento de renda, geração de empregos e redução de perdas associadas às doenças de veiculação hídrica.
Na Rota da Água acompanha avanço das obras
O Governo de São Paulo lançou o Na Rota da Água, iniciativa que prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nas cidades contempladas pelo novo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Também foram concluídas duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha, além de um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que atende ainda Francisco Morato, na Grande São Paulo.
As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, por meio da ampliação do tratamento de esgoto e da redução da poluição em rios e córregos da região.
Enfrentar longas filas para conseguir um balde de água potável, conviver diariamente com o mau cheiro e com o esgoto correndo a céu aberto pelas ruas fazia parte da rotina dos moradores da comunidade Nova Conquista, em Guarulhos, na Grande São Paulo. “O esgoto era a céu aberto e os postinhos viviam lotados”, relata Marco Nóbrega, morador da comunidade. Hoje, a realidade é outra.
A transformação em Nova Conquista integra um conjunto de obras da Sabesp que já beneficia cerca de 300 mil habitantes de Guarulhos. Entre 2023 e 2025, o índice de tratamento de esgoto mais que dobrou no município, passando de 18% para 40%. A coleta de esgoto avançou de 91% para 96%, enquanto a cobertura de abastecimento de água cresceu de 97% para 99%, incluindo áreas informais e levando água tratada a aproximadamente 50 mil moradores.
A expansão do saneamento para comunidades como essa acontece após assinatura do novo contrato de concessão, que possibilitou o novo ciclo de investimentos. Com a desestatização realizada pelo Governo de São Paulo, a Sabesp ampliou sua atuação para atender áreas rurais e comunidades vulneráveis historicamente sem acesso aos serviços de água e esgoto. A transformação faz parte da estratégia de antecipar para 2029 as metas de universalização do saneamento, ampliando o alcance dos investimentos e promovendo mais qualidade de vida para a população, além de incluir benefícios tarifários para diferentes perfis de consumidores.
Mudanças semelhantes também chegaram à comunidade Baracela, no Parque Novo Mundo, zona norte da capital paulista. Onde antes havia escassez, hoje existe a segurança de contar com infraestrutura básica dentro de casa. “Temos hoje a água individual e o esgoto individual. Agora eu tenho minha torneira. A diferença está dentro da minha casa”, conta Jozilene Ribeiro da Silva.
A expansão dos serviços ocorre em meio ao aumento dos investimentos da Sabesp. Em 2025, foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela companhia, valor 120% maior em comparação ao ano anterior. Os investimentos têm como foco a ampliação da cobertura de saneamento e a melhoria dos padrões de qualidade dos serviços.
A coleta e o tratamento de esgoto chegaram a mais de 4,3 milhões de pessoas com a expansão de ligações da Sabesp. O cumprimento das metas de acesso à água, coleta e tratamento de esgoto alcançaram, respectivamente, 87%, 77% e 71% ao fim do primeiro trimestre de 2026.
Na Rota da Água
O Governo de São Paulo acompanha os avanços no saneamento por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.
O programa prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1,1 mil frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.
A Polícia Civil identificou um esquema de receptação de celulares roubados e furtados em São Paulo que utilizava um imóvel com isolamento eletromagnético e bloqueadores de sinal de telecomunicação para dificultar a ação policial. A estrutura integrava a atuação de uma quadrilha especializada em roubos conhecidos como “quebra-vidro”.
Segundo a investigação, o imóvel usado como base da organização operava com equipamentos conhecidos como jammers, capazes de derrubar sinais de internet e de telefonia, inclusive interferindo na conexão de residências vizinhas. O objetivo era impedir rastreamento e comunicações externas durante o manuseio dos aparelhos.
“O ambiente funcionava como um centro de manipulação de celulares, onde os dispositivos eram organizados, classificados e preparados para revenda ou desbloqueio”, explica o delegado Clemente Calvo, divisionário da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disscpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
No local foram apreendidos 182 celulares e diversos objetos de valor, incluindo 42 alianças. Segundo a Polícia Civil, o valor estimado das apreensões pode chegar a R$ 500 mil.
Estrutura do crime
De acordo com os investigadores, os criminosos abordavam veículos parados em congestionamentos e quebravam os vidros para roubar celulares. Além disso, também subtraíam aparelhos de motociclistas ou bicicletas.
Os celulares eram repassados a uma rede de receptadores, responsável pela triagem, revenda e exploração de dados armazenados nos dispositivos.
Parte dos aparelhos era revendida no mercado clandestino, enquanto a outra era utilizada para fraudes bancárias. Segundo o delegado, os aparelhos desbloqueados tinham maior valor justamente por permitirem acesso a aplicativos financeiros, possibilitando transferências e outras operações em contas das vítimas.
A prisão ocorreu durante a Operação IMEI Rastreado, conduzida por equipes do 3º Distrito Policial (Campos Elíseos), com apoio da Seccional Centro. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e o edifício de nove andares onde parte do grupo atuava foi identificado como uma central de receptação.
Segundo a polícia, os suspeitos utilizavam bicicletas para praticar os roubos na região central, além de adotarem o método de quebrar vidros de veículos para subtrair os celulares.
O Governo de São Paulo e a Prefeitura da capital ampliam a partir desta quarta (10) o programa “Escolas nos Parques”, que promove atividades educativas para estudantes da rede pública em áreas verdes da cidade, levando mais alunos da rede pública a atividades de educação ambiental em parques urbanos da cidade.
O acordo de cooperação técnica foi assinado durante evento a Semana do Meio Ambiente, no Parque Ecológico do Tietê, e prevê a inclusão de novos roteiros pedagógicos e aumento do número de estudantes atendidos.
O objetivo é aumentar o número de parques participantes e diversificar as atividades pedagógicas oferecidas aos alunos, utilizando esses espaços como ambientes de aprendizagem e sensibilização ambiental. A proposta inclui novos roteiros educativos e ações voltadas a temas como biodiversidade, preservação ambiental, sustentabilidade, recursos hídricos e cidadania.
Atualmente, o programa realiza visitas monitoradas e atividades educativas em parques municipais, abordando aspectos relacionados à fauna, flora e conservação ambiental. Com a ampliação, a expectativa é alcançar um número maior de estudantes e fortalecer o uso dos parques como complemento às atividades desenvolvidas em sala de aula.
“A educação ambiental ganha força quando sai do campo teórico e passa a fazer parte da experiência cotidiana dos estudantes. Os parques urbanos oferecem essa possibilidade ao conectar aprendizado, convivência e percepção sobre os impactos das escolhas humanas no território”, afirma Lara Carolina Chacon, diretora de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil).
A iniciativa também busca integrar políticas públicas ambientais e educacionais entre Estado e município, ampliando o debate sobre mudanças climáticas, conservação dos recursos naturais e uso sustentável dos espaços urbanos.
Para Gabriela Chabbouh, coordenadora de Educação Ambiental da Prefeitura de São Paulo, a parceria é fundamental para ampliar o alcance das ações voltadas à formação ambiental. “Não fazemos educação ambiental sozinhos. Parcerias são fundamentais para ampliar nosso alcance, e a Semil é uma parceira estratégica para aproximar cada vez mais estudantes da natureza”, afirma.
A ampliação do programa ocorre em um momento de crescente discussão sobre adaptação climática nas cidades e sobre o papel das áreas verdes na melhoria da qualidade de vida urbana. Além de sua função ambiental, os parques públicos vêm sendo reconhecidos como espaços de convivência, lazer e aprendizado, especialmente para crianças e jovens.
Com o novo acordo, governo estadual e prefeitura pretendem consolidar os parques urbanos como ambientes permanentes de educação ambiental e de conscientização sobre os desafios da sustentabilidade nas grandes cidades.
Sobre a Semana do Meio Ambiente
Realizada pelo Governo de São Paulo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Semana do Meio Ambiente terá como ponto alto um evento no Parque Ecológico do Tietê (PET), na zona leste da capital paulista, no dia 10 de junho. A edição deste ano incorpora o legado do Summit Agenda SP+Verde, ampliando a integração entre governo, setor produtivo, investidores e sociedade civil em torno da agenda climática, da economia verde e do desenvolvimento sustentável.
A programação inclui uma série de anúncios e entregas, ativações e atrações com a participação de empresas e entidades selecionadas por edital público. Também está previsto na programação o Fórum SP Conecta, iniciativa da Semil e da InvestSP a ser realizada no próximo dia 16 de junho, voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento da competitividade ambiental no Estado de São Paulo. A Semana do Meio Ambiente também faz alusão às comemorações dos 40 anos da Semil.
O Governo de São Paulo vai apoiar municípios paulistas na implantação de projetos de energia solar. O edital de chamamento público será aberto nesta quarta-feira (10), com o objetivo de regulamentar o processo de inscrição, avaliação e seleção para apoio técnico e financeiro a prefeituras na implantação de usinas solares fotovoltaicas, com recursos de até R$5 milhões. O anúncio ocorre durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste de São Paulo.
A iniciativa contará com recursos provenientes do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). O fundo tem como finalidade apoiar projetos focados na preservação e melhoria das condições do meio ambiente em São Paulo e enfrentamento dos efeitos das alterações do clima, podendo destinar recursos não reembolsáveis a municípios. O chamamento público ficará aberto para manifestação de interesse e envio das informações necessárias por vinte dias, até o dia 29 de junho, por meio do site https://semil.sp.gov.br/editais/2026/06/solar-nos-municipios/
O apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) aos projetos tem como objetivos principais promover, de forma integrada, a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), a economia aos cofres públicos e o desenvolvimento sustentável dos municípios, em linha com o Plano de Ação Climática (PAC 2050) e o Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050), instrumentos da estratégia climática paulista que visam à meta de atingir emissões líquidas zero de carbono até 2050.
Para a secretária da Semil, Natália Resende, a medida contribui na ampliação do acesso à energia renovável e na redução dos gastos com energia elétrica dos municípios que mais necessitam de apoio técnico e recursos financeiros para realizar investimentos em infraestrutura. “A energia solar é uma das forças de São Paulo. A conta de energia pesa no orçamento de muitos municípios. Com esse apoio, estamos transformando o gasto recorrente em oportunidade de investimento. A economia gerada pela energia solar poderá ser revertida em benefícios diretos para a população, ao mesmo tempo em que avançamos na agenda climática paulista”, explicou Natália Resende.
Critérios
De acordo com o edital, os municípios serão classificados de acordo com critérios estabelecidos com foco em pequenos e médios municípios com menor grau de desenvolvimento econômico, privilegiando o desenvolvimento distribuído do estado. De acordo com a subsecretaria de Energia e Mineração da Semil, área responsável pela elaboração da proposta do edital, partiu-se da premissa de que esses municípios tendem a enfrentar desafios organizacionais e orçamentários que inviabilizam projetos dessa natureza sem apoio externo. Ao mesmo tempo, são os que mais se beneficiariam da redução permanente dos custos de energia elétrica, liberando recursos para aplicação direta na melhoria de serviços à população.
Além de critérios socioeconômicos, a medida também busca engajamento das prefeituras em boas práticas ambientais. Entre os seis critérios do edital, foi considerada para avaliação a pontuação do município no Programa Município VerdeAzul (PMVA), iniciativa coordenada pela Semil, que observa práticas de governança ambiental, do saneamento básico até a biodiversidade.
Outros critérios passam pelo compromisso das prefeituras com ações dedicadas ao setor de energia. Está prevista maior pontuação para aquelas que tenham executado ou se comprometam a realizar projetos de eficiência energética no âmbito de programas federais, estimulando o engajamento dos municípios no aproveitamento de recursos setoriais disponíveis para a modernização e racionalização do consumo de energia elétrica nos prédios públicos. O edital também promove a prestação adequada dos serviços de iluminação pública para a população, observando as oportunidades de economia a partir da adoção de boas práticas.
Após o encerramento do prazo para manifestação dos municípios, nos termos do edital, a pontuação será avaliada pela Semil, que divulgará a classificação final até o dia 03 de julho.
Projeto pioneiro em Águas de São Pedro
O Governo de São Paulo anunciou ainda nesta quarta-feira (10) um acordo com a Prefeitura de Águas de São Pedro para a implementação de usina solar fotovoltaica para atender o consumo das instalações elétricas públicas municipais. A partir da geração de energia da usina, torna-se viável a substituição do sistema de aquecimento de água do balneário municipal, abastecido por gás liquefeito de petróleo (GLP), por sistema de aquecimento elétrico, bem como a instalação de carregadores para veículos elétricos que serão utilizados também para a futura frota pública municipal eletrificada.
O projeto, que integra a iniciativa municipal “Águas Sustentável – Energia Limpa e Eficiência Pública”, prevê a instalação de usina solar fotovoltaica em terreno da prefeitura, com capacidade instalada de 1 megawatt-pico (MW-p), e conexão à rede da distribuidora de energia elétrica local, a CPFL Paulista. A iniciativa tem o objetivo de aumentar a sustentabilidade, reduzir custos com eletricidade e integrar a cidade às políticas estaduais de energia renovável.
O valor do projeto é estimado em R$ 4,3 milhões, que será financiado com recursos não reembolsáveis provenientes do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). O fundo tem como finalidade apoiar projetos municipais em São Paulo focados na preservação do meio ambiente e enfrentamento dos efeitos das alterações do clima, estando em consonância com o Plano de Estadual de Energia 2050 (PEE 2050).
O PEE 2050 foi elaborado em conformidade com o Plano de Ações Climáticas de São Paulo (PAC 2050), instrumentos da estratégia climática paulista, com o objetivo de estabelecer diretrizes e apontar caminhos para a descarbonização dos setores de energia e de transportes, tanto do ponto de vista da oferta, quanto da demanda, buscando a neutralidade de carbono até 2050.
Redução de custos municipais
De acordo com a Prefeitura de Águas de São Pedro, estima-se a existência de gastos anuais da ordem de R$3 milhões relacionados ao consumo energético, combustíveis, manutenção de frota, sistemas térmicos convencionais e demais estruturas públicas passíveis de racionalização ou redução progressiva. Parte dessas despesas, ainda de acordo com a análise municipal, está associada ao consumo de energia elétrica dos prédios públicos, equipamentos urbanos, iluminação pública, mobilidade operacional e estruturas de apoio aos serviços municipais.
Os estudos realizados pela prefeitura de Águas de São Pedro, com apoio técnico da Semil, indicam economia com despesas de energia elétrica de cerca de R$ 1 milhão por ano. A energia solar gerada pela usina compensará o consumo atual, viabilizando investimentos nos projetos de eletrificação de usos de energia da prefeitura. Assim, a transição energética será impulsionada com a substituição do uso de combustíveis fósseis.
Os benefícios ambientais do projeto foram quantificados, levando-se em consideração os empreendimentos associados. O sistema de aquecimento de água do Balneário Municipal, abastecido por GLP, com consumo anual de 46 mil quilos, é responsável pela emissão de cerca de 128 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano (tCO2eq/ano). Na frota municipal, o consumo de gasolina foi de mais de 52 mil litros em 2025, o que resultou em emissões de cerca de 115 tCO2eq/ano. As estimativas sugerem, portanto, que as ações de substituição do sistema de aquecimento de água e da frota pública podem evitar emissões de quase 250 tCO2eq/ano.
“A usina solar fotovoltaica, além de gerar energia elétrica renovável e reduzir as despesas com eletricidade da prefeitura, representa um meio para a adoção de soluções energéticas que substituem o uso de combustíveis fósseis, sem a qual não se viabilizariam. A energia solar é uma fonte limpa, de baixa emissão, e que pode ser implantada de modo descentralizado, contribuindo para o avanço do estado em direção a uma economia de baixo carbono”, explicou a secretária da Semil, Natália Resende.
Para a secretária da Semil, o modelo do projeto de usina solar fotovoltaica, incluindo a promoção da descarbonização de diferentes usos da energia no setor público, pode ser replicado para outros municípios, guardadas as particularidades de cada local e desde que sejam atendidos os requisitos de atratividade econômico-financeira, viabilidade de conexão à rede e cumprimento da legislação ambiental vigente. “Entendemos que projetos com méritos similares, tanto pela redução de gases efeito estufa como pela diminuição das despesas com energia elétrica, possam ser promovidos em parceria com prefeituras paulistas, identificando-se os instrumentos de financiamento mais adequados para cada caso”, destacou.
João Victor Barboza, prefeito de Águas de São Pedro, explica que a implantação da usina fotovoltaica representa um marco histórico para o município e será a base para a transformação energética municipal. “A usina permitirá a geração de energia limpa para abastecer prédios públicos, reduzindo custos e preparando a cidade para um futuro mais sustentável. Esse projeto sairá do papel graças a parceria com o governo estadual, por meio da Semil, com recursos oriundos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). Mais do que uma obra de infraestrutura, esse projeto simboliza uma nova visão de cidade”, disse Barboza.
Modelo da usina
A usina solar fotovoltaica com potência instalada de 1 MWp se enquadra como minigeração distribuída na modalidade de autoconsumo remoto. Nessa modalidade, a energia elétrica ativa gerada pela usina é injetada na rede da distribuidora local e o consumo dos prédios públicos municipais será compensado de forma contábil. Eventual excedente do balanço entre geração e consumo é acumulado como crédito em favor da prefeitura, com validade de 60 meses, podendo ser utilizado no consumo de múltiplas unidades consumidoras públicas municipais, como prédios administrativos, equipamentos de saúde, educação e iluminação pública.
Crescimento da energia solar em SP
A geração de energia solar fotovoltaica em São Paulo atingiu 10,4 TWh (terawatts-hora) em 2024, um avanço de 16% na comparação com o ano anterior, segundo a edição mais recente do Balanço Energético do Estado de São Paulo (BEESP). A energia solar passou a representar 12% da eletricidade gerada no estado, consolidando-se como a terceira principal fonte, atrás apenas das hidrelétricas e das termelétricas a biomassa.
“O aumento na geração de energia solar fotovoltaica no estado, puxado sobretudo pela geração distribuída, reflete a combinação entre o crescente interesse da sociedade em soluções sustentáveis e a busca de consumidores residenciais e empresas por economia nas contas de energia elétrica. Soma-se a isso a competitividade econômica da fonte, favorecida pela queda dos preços dos equipamentos e pelos incentivos vigentes”, explicou a subsecretária de Energia e Mineração, Marisa Barros.
As investigações sobre o assassinato de um empresário chinês, ocorrido em novembro do ano passado, levaram a Polícia Civil a desarticular um esquema de tráfico de metanfetamina em São Paulo. O aprofundamento das apurações resultou na prisão de cinco pessoas ligadas ao homicídio e de outras cinco envolvidas na comercialização da droga.
As primeiras detenções relacionadas ao assassinato ocorreram no início deste ano, quando três suspeitos foram presos. A análise do material apreendido e das provas reunidas nessa fase permitiu aos investigadores avançar nas diligências e identificar outros dois envolvidos no crime.
Durante o trabalho investigativo, os policiais descobriram que um dos suspeitos de participação no homicídio também atuava no tráfico de drogas. A partir dessa informação, foi identificada uma organização criminosa voltada à comercialização de metanfetamina, substância de difícil produção, alto valor de mercado e consumo mais restrito, principalmente entre estrangeiros residentes no Brasil.
Segundo o delegado Bruno Cogna, da 2ª Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a investigação do assassinato revelou uma estrutura criminosa mais ampla do que inicialmente se imaginava.
“À medida que as apurações avançaram, os policiais conseguiram não apenas esclarecer a morte do empresário, mas também identificar outros crimes relacionados ao caso e compreender as circunstâncias que levaram ao assassinato”, disse o delegado em referência ao esquema de tráfico de metanfetamina.
De acordo com a Polícia Civil, entre os integrantes do grupo havia dois estrangeiros na organização: um deles seria responsável pela liderança do esquema de distribuição da droga, enquanto o outro é apontado como um dos membros mais violentos da estrutura criminosa.
Na terça-feira (9), em mais uma fase da operação, os policiais cumpriram mandados na região central da capital e prenderam duas mulheres estrangeiras. No imóvel foram encontradas porções de metanfetamina, materiais utilizados na preparação da droga e dinheiro em espécie. As suspeitas foram autuadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
As prisões desta semana se somam a outras ações recentes das forças de segurança contra a produção e distribuição de metanfetamina no estado.
Em janeiro do ano passado, o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) prendeu um homem apontado como o maior fabricante da droga em São Paulo e um dos pioneiros da produção de metanfetamina no Brasil.
Na ocasião, policiais da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) cumpriram mandados de prisão temporária contra um mexicano e um brasileiro, ambos detidos na região central da capital. Além dos mandados, os dois foram autuados em flagrante por tráfico de drogas. Com eles foram encontradas porções de metanfetamina.
A ação integrou a terceira fase da Operação Heisenberg, voltada ao combate de grupos envolvidos na produção e distribuição da droga sintética, popularmente conhecida como “cristal”. O nome da operação faz referência ao personagem de uma série de televisão que constrói um império de produção e tráfico de metanfetamina.
Três meses depois, um homem de 44 anos suspeito de atuar com traficantes internacionais na produção da droga foi preso na região da Bela Vista, no centro da capital. A captura ocorreu com auxílio do sistema de monitoramento Muralha Paulista, que identificou a passagem do foragido e permitiu sua localização.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está com dois processos seletivos abertos para professores do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio. O cadastro deve ser realizado on-line no site da Fundação Getulio Vargas e a taxa de inscrição é de R$ 60 para cada concurso. Há vagas nas 91 unidades regionais de ensino para atuação no ano letivo de 2027.
Na rede estadual paulista a remuneração para jornada de 40 horas semanais é de R$ 5.565,00. Os docentes que atuam em unidades do Programa Ensino Integral estão vinculados ao regime de dedicação exclusiva e têm direito à gratificação no valor de R$ 2.120,00. A contratação é por tempo determinado. Uma vez contratado, o docente poderá permanecer vinculado à Seduc-SP por um período de até três anos.
Veja abaixo mais informações sobre cada processo seletivo.
Educação básica (Ensino Fundamental e Ensino Médio regular)
Para as vagas em classes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, os candidatos devem ter diploma de curso normal superior, de licenciatura em Pedagogia, de habilitação específica para o magistério, de licenciatura em educação do campo ou do programa especial de formação pedagógica superior. Para as oportunidades nos anos finais do Fundamental e Médio, os interessados devem comprovar diploma de licenciatura plena em componente curricular integrante da matriz curricular do Estado de São Paulo.
A seleção é dividida em três etapas: prova objetiva, prova prática (videoaula) e avaliação de títulos. A prova objetiva é composta por 40 questões de múltipla escolha, sendo 10 itens relativos aos conhecimentos gerais e didático-pedagógicos e 30 itens aos conhecimentos específicos. Cada questão corresponde a um ponto em um total de 40.
A prova objetiva está agendada para 16 de agosto. O prazo de inscrição vai até 18 de junho neste link.
Ensino Médio técnico
Para interessados em atuar em classes do itinerário de formação técnico profissional, o candidato deve ter formação em cursos de licenciatura, bacharelado ou tecnólogos, além de especialistas com notório saber e técnicos com experiência comprovada, conforme critérios estabelecidos na Deliberação CEE nº 207/2022.
O processo seletivo abrange seis eixos tecnológicos com vagas para os cursos técnicos que serão ofertados na rede estadual em 2027. As áreas contempladas são: gestão e negócios (administração, logística e vendas), ambiente e saúde (enfermagem, farmácia e meio ambiente), informação e comunicação (ciência de dados e desenvolvimento de sistemas), recursos naturais (agronegócio), turismo, hospitalidade e lazer (hospedagem) e controle e processos industriais (eletrônica) e demais componentes curriculares de natureza técnica que compõem os demais itinerários oferecidos pela Seduc-SP.
Para a seleção de profissionais para o Ensino Médio técnico, foram organizadas quatro etapas: prova objetiva, prova discursiva, prova prática (videoaula) e avaliação de títulos.
As provas objetivas e discursivas estão marcadas para 23 de agosto. A etapa objetiva tem 30 questões — 10 de conhecimentos pedagógicos e 20 específicas do eixo escolhido. A discursiva, por sua vez, traz uma questão única com valor de até 20 pontos sobre conteúdos gerais e específicos da área escolhida.
A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha especializada em roubo de máquinas facetadoras, utilizadas na fabricação de lentes de óculos de grau, durante a Operação Vision, realizada nesta quarta-feira (10). Na ação, seis equipamentos avaliados em aproximadamente R$ 230 mil cada foram apreendidos e cinco suspeitos foram presos no Brás, na Cidade Tiradentes e Guarulhos, na Grande São Paulo.
A investigação teve início após o roubo de uma máquina facetadora. Na ocasião, os criminosos se passaram por técnicos de manutenção e convenceram a vítima a levar o equipamento para um suposto reparo. No local combinado, na região de Cidade Tiradentes, zona leste da capital, a vítima foi rendida e teve o maquinário subtraído.
Além das máquinas, foram apreendidos R$ 31 mil em espécie e aparelhos celulares pertencentes aos investigados. Foto: SSP
Após a conclusão das investigações, o caso foi encaminhado à Justiça que expediu seis prisões temporárias e dez mandados de busca e apreensão, cumpridos durante a operação pela 8ª Cerco e com apoio das delegacias da 8ª Seccional. As diligências ocorreram em endereços localizados nas áreas da 8ª Seccional, da 1ª Seccional e da Seccional de Guarulhos.
Durante a operação, os cinco suspeitos foram localizados e presos. Os policiais também apreenderam seis máquinas facetadoras, incluindo a subtraída da vítima que deu origem à investigação, identificada por meio da numeração de série. Os equipamentos foram encontrados em um laboratório especializado na produção de lentes de óculos de grau na rua 25 de Março, região central de São Paulo.
Os policiais também apreenderam seis máquinas facetadoras. Foto: SSP
Além das máquinas, foram apreendidos R$ 31 mil em espécie e aparelhos celulares pertencentes aos investigados. O material será analisado para auxiliar na identificação de outros envolvidos e de possíveis crimes relacionados.
Levantamentos realizados pela Polícia Civil identificaram outros cinco registros de roubos com características semelhantes. Os crimes ocorreram na mesma rua e tinham como alvo o mesmo tipo de maquinário.
Os suspeitos foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça.
O fim da Cracolândia após mais de três décadas de existência, o avanço do maior programa habitacional já realizado na capital paulista, a retomada e aceleração de grandes obras de mobilidade urbana e a integração de sistemas inteligentes de segurança pública estão entre os principais resultados da atuação conjunta entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da Capital nos últimos três anos e meio.
“Os avanços que o centro histórico da maior metrópole da América do Sul vivencia hoje não são fruto do acaso. Não houve milagre, mas trabalho duro, perseverança e método. Em pouco mais de três anos, a integração de ações entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo está viabilizando uma das maiores transformações urbanas da história da cidade. E vamos avançar mais ainda com segurança reforçada, requalificação urbana, expansão do transporte público e ampliação da oferta de moradia na região”, disse o governador Tarcísio de Freitas.
As entregas refletem uma estratégia baseada na coordenação entre diferentes esferas de governo para enfrentar desafios históricos da maior cidade do país e, com isso, acelerar projetos, qualificar serviços e promover transformações estruturais. Os resultados são observados em diferentes frentes: um centro da cidade sem sua principal cena aberta de uso de drogas há mais de um ano, mais de 15 mil moradias populares entregues, quase 45 mil imóveis regularizados, a retomada e conclusão de obras de mobilidade aguardadas há décadas, como o Rodoanel Norte e a Linha 6-Laranja, e a consolidação de um sistema integrado de monitoramento que já contribuiu para a captura de mais de 15 mil criminosos.
Fim da Cracolândia marca mudança histórica no centro da capital
A estratégia adotada a partir de 2023 substituiu ações isoladas por um modelo coordenado de governança, com planejamento conjunto e acompanhamento individualizado das pessoas em situação de dependência química. Ao mesmo tempo em que as forças de segurança atuaram para desarticular o tráfico de drogas e enfraquecer organizações criminosas, a rede de acolhimento e tratamento foi ampliada para oferecer suporte contínuo aos usuários.
“São Paulo virou a página de um problema que marcou o centro da capital por mais de 30 anos. A Cracolândia deixou de existir porque houve coragem para enfrentar o crime organizado, ciência para implementar políticas públicas eficientes e determinação para não desistir. Hoje, São Paulo mostra que é possível recuperar territórios, devolver dignidade às pessoas e enfrentar problemas históricos com trabalho sério e coragem. Mais do que o fim do território, acabamos com a lógica daquele sistema que estava implementado”, afirma o vice-governador Felício Ramuth.
Equipamentos como o Hub de Cuidados, além da expansão de casas terapêuticas e unidades de atendimento, passaram a integrar uma política de atenção integral voltada à reinserção social. Paralelamente, ações de habitação, requalificação urbana e ordenamento territorial contribuíram para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a presença do poder público na região.
Um componente importante desse processo foi a atuação integrada na Favela do Moinho. Historicamente associada à logística do tráfico de drogas que abastecia o fluxo na região central, a comunidade passou a receber ações coordenadas de segurança pública e políticas habitacionais. As operações resultaram na prisão de lideranças criminosas e no enfraquecimento da estrutura de distribuição de drogas, enquanto programas habitacionais passaram a oferecer alternativas de moradia para famílias da região. O resultado é um cenário inédito para a cidade. O centro de São Paulo completou em maio um ano sem a formação de cenas abertas de uso de drogas.
Maior investimento habitacional da história da capital amplia acesso à moradia
Outra frente de atuação conjunta com impacto direto na vida da população é a política habitacional. Estado e Prefeitura conduzem atualmente o maior investimento da história da cidade em habitação popular. Já foram entregues 15.398 unidades habitacionais na capital, enquanto outras 33.504 estão em construção em diferentes regiões da cidade.
“Esse é o espírito da nossa secretaria e do Governo de São Paulo. Nosso interesse é entregar unidade habitacional para as pessoas que mais precisam. E as pessoas que mais precisam estão nos municípios, por isso é tão importante a nossa parceria com prefeitas e prefeitos. Habitação é chegar na ponta, é conseguir fazer a entrega e colocar as famílias em uma situação muito melhor”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco.
A estratégia combina instrumentos complementares para ampliar o acesso à moradia. Por meio da atuação integrada da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional, da CDHU e do programa Casa Paulista, em articulação com a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e a Cohab-SP, foram estruturadas iniciativas que envolvem Parcerias Público-Privadas (PPPs), subsídios habitacionais, financiamento facilitado, reassentamento e regularização fundiária.
Entre os principais instrumentos está a Carta de Crédito Associativo, que viabiliza o financiamento de moradias para famílias de baixa renda, ampliando o acesso à casa própria. Já a Carta de Crédito Imobiliário contabiliza mais de 25 mil unidades habitacionais entre entregues e em produção. Os investimentos estaduais nessa modalidade superam R$ 411 milhões e impulsionam empreendimentos que representam cerca de R$ 16 bilhões em investimentos totais, com reflexos na geração de empregos e no desenvolvimento urbano.
A atuação integrada também tem garantido soluções habitacionais para famílias que viviam em áreas de risco ou em comunidades vulneráveis, como a Favela do Moinho, oferecendo condições para acesso à moradia digna e segura.
Outro eixo é a regularização fundiária. Por meio de programas como o Cidade Legal e das ações da CDHU, quase 45 mil unidades habitacionais foram regularizadas na capital durante a atual gestão. A medida garante segurança jurídica aos moradores, amplia o acesso ao crédito, valoriza os imóveis e fortalece o direito à moradia.
Obras destravadas impulsionam nova fase da mobilidade urbana
Projetos de mobilidade urbana que eram aguardados há anos foram retomados ou acelerados, permitindo avanços concretos na expansão da infraestrutura de transporte da capital. Entre os principais exemplos está a retomada das obras do trecho Norte do Rodoanel, empreendimento estratégico para retirar caminhões das marginais e reduzir impactos no trânsito urbano.
Outra obra emblemática é a Linha 17-Ouro, que avançou após anos de paralisação e foi entregue em janeiro. O monotrilho faz a ligação do Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária, ampliando a integração do sistema de transporte da cidade. Também seguem em andamento projetos estruturantes como a Linha 6-Laranja, que será inaugurada ainda neste ano e conectará a Brasilândia, na zona norte, à região central e à zona oeste; a expansão da Linha 2-Verde em direção à zona leste e a Guarulhos; e a ampliação da Linha 15-Prata, com novas conexões e reforço da frota para aumentar a capacidade operacional.
A expansão da rede metroviária inclui ainda os projetos de prolongamento da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela e da Linha 4-Amarela até a região da Chácara do Jockey e Taboão da Serra. Em paralelo, avançam os estudos e projetos das futuras linhas 19-Celeste, 20-Rosa e 22-Marrom, que ampliarão a integração da capital com municípios como Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Osasco e Cotia.
Nos trens metropolitanos, os investimentos nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade fortalecem a conexão com a zona leste e com o Aeroporto Internacional de Guarulhos, ampliando a oferta de serviço e melhorando a regularidade operacional.
Outro marco é a concessão da Linha 7-Rubi associada ao Trem Intercidades, projeto que criará uma nova alternativa de deslocamento entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, ampliando a integração regional e reduzindo a pressão sobre o sistema rodoviário.
Na zona sul da capital, a entrega da Estação Varginha em 2025 e a implantação do Terminal Estação Varginha em 2026 consolidam um novo polo de integração entre ônibus e a Linha 9-Esmeralda, beneficiando especialmente moradores de regiões como Grajaú e Parelheiros.
Tecnologia e inteligência fortalecem combate ao crime
Na segurança pública, a integração entre o programa estadual Muralha Paulista e o sistema municipal Smart Sampa representa outro exemplo de cooperação entre os dois níveis de governo.
O Muralha Paulista foi criado para combater a chamada mobilidade criminal, conectando câmeras de monitoramento, sensores e bases de dados em uma plataforma integrada de inteligência. Atualmente, o programa opera com mais de 125 mil câmeras e conta com a adesão de mais de 600 municípios. Desde o início da operação, mais de 15 mil criminosos foram presos ou capturados com o auxílio da plataforma.
O programa opera com mais de 125 mil câmeras com a adesão mais de 600 municípios. Foto: Divulgação/Governo de SP
Na capital, a integração com o Smart Sampa ampliou significativamente a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança. O sistema municipal reúne milhares de câmeras equipadas com tecnologias de reconhecimento facial, leitura de placas e análise inteligente de imagens.
O compartilhamento de informações entre os sistemas estadual e municipal permite identificar pessoas procuradas pela Justiça, localizar veículos roubados, gerar alertas automáticos e apoiar operações policiais em tempo real.
A convergência tecnológica fortalece a atuação preventiva e investigativa das forças de segurança, reduz o tempo de resposta a ocorrências e amplia a capacidade de monitoramento em áreas de grande circulação de pessoas e em eventos de grande porte.
“A estratégia implantada desde o início da gestão está funcionando. Estamos investindo em inteligência, tecnologia, integração da polícia e, muito mais importante, a presença constante do patrulhamento nas áreas mais sensíveis”, comenta o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Equipes das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) apreenderam 41 quilos de drogas e prenderam quatro homens suspeitos de tráfico durante uma abordagem em Itaquera, na zona leste de São Paulo, nesta terça-feira (9).
Os policiais realizavam patrulhamento pela região durante uma operação conjunta com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), da Polícia Federal, quando abordaram um veículo com dois ocupantes.
Após buscas no carro, os agentes encontraram 40 tijolos de maconha. Os entorpecentes foram apreendidos e encaminhados à perícia.
Ainda segundo a Polícia Militar, os suspeitos haviam recebido os entorpecentes de outros dois homens em uma rua. A equipe da Rota foi até o endereço, onde localizou suspeitos.
De acordo com a polícia, um deles guardava o dinheiro obtido a partir das atividades em uma residência. A quantia foi apreendida, assim como sete celulares sem procedência encontrados com os suspeitos.
Os homens permaneceram à disposição da Justiça, e o caso foi registrado como tráfico de drogas na Polícia Federal.
O Governo do Estado de São Paulo leva Ônibus SP Por Todas ao município de Americana nesta quarta (10) e quinta-feira (11). A unidade móvel itinerante tem como objetivo levar atendimento psicológico e social de forma gratuita e descentralizada para as mulheres das diferentes regiões do estado.
O atendimento no Ônibus SP Por Todas é gratuito e humanizado, com foco na escuta qualificada, na orientação e no encaminhamento seguro das mulheres atendidas. A unidade conta com salas reservadas para atendimentos individualizados, banheiro acessível e toldo externo com área de espera, garantindo mais conforto, privacidade e segurança.
No interior do equipamento, as mulheres têm à disposição uma equipe multidisciplinar especializada, composta por psicólogos e assistentes sociais. Os serviços integrados englobam as áreas psicossocial, jurídica e assistencial.
Durante os atendimentos – que podem ser individuais ou em grupo –, as mulheres recebem orientações sobre os seus direitos e sobre os canais oficiais de denúncia, como o Ligue 190 e o aplicativo SP Mulher Segura. Quando necessário, as equipes realizam o encaminhamento para a rede de proteção parceira, que inclui as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e a Defensoria Pública.
“A chegada do Ônibus SP Por Todas a Americana reforça o nosso compromisso de levar acolhimento, informação e serviços essenciais para perto das mulheres paulistas. Queremos encurtar distâncias e garantir que cada mulher saiba que não está sozinha. O Governo do Estado está ao seu lado para oferecer escuta qualificada, proteger seus direitos e garantir sua segurança e bem-estar”, destaca a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.
Serviço
Ônibus SP por Todas em Americana
Data: 10 a 11 de junho Horário: 8h às 17h Endereço: Praça Comendador Muller – Centro
SP Por Todas
São Paulo Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas do estado para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira exclusivamente disponíveis para elas.
O Governo de São Paulo apresentou nesta quarta-feira (10) um novo pacote de ações do programa IntegraTietê para ampliar a recuperação ambiental dos rios Tietê e Pinheiros. Os anúncios foram realizados durante evento comemorativo do Dia Mundial do Meio Ambiente promovido no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste da capital, como parte da programação da Semana do Meio Ambiente.
As medidas incluem o monitoramento por satélite do Rio Tietê e de oito praias fluviais, com informações disponíveis ao público por meio de aplicativo, além do uso de bombas ultrassônicas e inteligência artificial para o combate às algas no município de Sabino e da ampliação em 20% da coleta de lixo flutuante no Rio Pinheiros. O Governo de São Paulo também destinou R$ 24 milhões para melhorias na infraestrutura das margens do Pinheiros, com pavimentação, sinalização, gradeamento, iluminação e arborização ao longo do rio, incluindo a ciclovia e o Parque Bruno Covas, além do reforço na segurança.
“Quando olhamos para os últimos anos, percebemos o quanto avançamos nos compromissos que assumimos desde 2023. São Paulo cresceu em produtividade, cresceu no agro e cresceu também em sustentabilidade. Ampliamos nossa cobertura florestal, cumprimos o compromisso de reflorestar áreas de mata nativa e avançamos em uma pauta essencial, que muitas vezes passa despercebida: o saneamento básico. Temos muito orgulho do que construímos. Hoje, São Paulo é um estado mais resiliente, mais sustentável e cada vez mais preparado para liderar as transformações que o futuro exige”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
Anúncios foram realizados em evento que celebra o Dia do Meio Ambiente. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado SP
Evolução comprovada
Os indicadores apresentados durante o evento evidenciam os avanços do programa. Nos últimos dois anos, a carga de poluição transportada pelo Rio Tietê foi reduzida em 21%, passando de 219 para 173 toneladas por dia, uma queda equivalente a 46 toneladas diárias. Nos afluentes monitorados pela Cetesb, sete em cada dez quilômetros quadrados analisados apresentaram evolução positiva na qualidade da água, com redução da concentração média de Carga Orgânica Total (COT).
“São números que mostram que estamos no caminho certo. A ampliação histórica dos investimentos na recuperação do Pinheiros e Tietê, para mais de R$ 23 bilhões, bem como os avanços nunca antes vistos na área de saneamento, foram fundamentais para essa evolução. Desde a desestatização, os investimentos em tratamento de esgoto na Região Metropolitana de São Paulo foram triplicados. O investimento total apenas no último ano em água, esgoto e renovação de estruturas existentes foi de R$ 15,2 bilhões – um aumento de 120% em relação ao ano anterior. Foi ampliado o acesso à água para 1,8 milhão de pessoas, à coleta de esgoto para 2,1 milhões e ao tratamento de esgoto para 3,8 milhões”, destacou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
Três dos quatro pontos de monitoramento da calha principal do Rio Pinheiros apresentaram melhora entre 2024 e 2026: a concentração de matéria orgânica caiu 55% na Barragem de Pedreira, 29% na Ponte do Socorro e 26% na Usina São Paulo nos cinco primeiros meses do período analisado. O principal desafio permanece na região do Retiro, próximo à foz com o Tietê, onde a Cetesb acompanha as obras de modernização da Estação Elevatória de Esgoto de Pinheiros, com intervenções realizadas ao longo do segundo semestre de 2025. Em relação aos afluentes do Pinheiros, dois em cada três afluentes monitorados apresentaram melhora no período, com reduções superiores a 40% em alguns dos córregos historicamente impactados.
Ciclovia Franco Montoro
Melhorias de infraestrutura nas margens do Pinheiros serão viabilizadas por parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), que assumirá a gestão do Parque Linear Bruno Covas após vencer, no mês passado, a sessão pública de permissão de uso qualificado do trecho.
Com aproximadamente 24 quilômetros de extensão, o projeto será desenvolvido por fases e contempla melhorias de infraestrutura, reforço da segurança, modernização da iluminação, nova sinalização, requalificação paisagística recuperação ambiental das margens do rio, tornando-as um ambiente mais seguro, integrado e atrativo para quem vive, trabalha ou circula pela região. A primeira fase está prevista para começar em junho, com duração de 120 dias. A segunda etapa deverá ocorrer entre novembro de 2026 e março de 2027.
A Semil e a Secretaria da Segurança Pública também firmaram parceria para integrar parques urbanos estaduais ao programa Muralha Paulista. O acordo prevê o reforço na segurança dos usuários começando pelo Parque Linear Bruno Covas e ciclovia.
Mais apoio aos municípios
O fortalecimento da gestão ambiental nos municípios também foi foco das entregas do evento. Sete consultórios veterinários do programa Meu Pet Contêiner foram destinados aos municípios de Aparecida, Itariri, Águas de Lindóia, Fernando Prestes, Américo Brasiliense, Arandu e Cerqueira César. Também foi celebrado acordo para ampliar a rede estadual de Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), com novas unidades previstas para Botucatu, Araçatuba, Jales, Itapeva e Presidente Prudente.
Na área de resíduos sólidos, o Governo de São Paulo entregou 27 caminhões coletores compactadores a municípios contemplados por chamamento público financiado pelo Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop), vinculado à Semil. Os veículos foram adquiridos com investimento de R$ 16,6 milhões e integram o primeiro ciclo de distribuição de equipamentos do programa.
Evento também contou com entregas de caminhões compactadores. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado SP
Durante a cerimônia, também foi formalizado convênio para implantação de uma usina solar fotovoltaica em Águas de São Pedro. Com investimento estimado em R$ 4,3 milhões, financiado com recursos do Fecop, o projeto prevê a instalação de uma usina com capacidade de 1 megawatt-pico (MW-p) para abastecer as instalações elétricas públicas municipais. O Estado também abriu novo edital de chamamento público para apoiar a implantação de usinas solares fotovoltaicas nos municípios, ampliando o acesso das administrações locais a investimentos em geração de energia renovável.
Outra iniciativa anunciada foi a parceria entre a Semil e o Sebrae-SP para fortalecer a gestão de resíduos sólidos nos municípios. A ação prevê a seleção de 50 cidades para receber consultoria e capacitação técnica para planejamento e implementação de soluções na área. O programa também beneficiará 50 cooperativas de coleta de materiais recicláveis indicadas pelos municípios participantes, incluindo ações de educação ambiental relacionadas à gestão de resíduos sólidos.
Entregas fazem parte dos eventos da Semana do Meio Ambiente, promovida pela Semil. Foto: Pablo Jacob/Governo de SP
Fase vermelha da SP Sem Fogo
O evento também marcou o início da fase vermelha da Operação SP Sem Fogo 2026, período de maior atenção para incêndios florestais e queimadas durante a estiagem. Para enfrentar um cenário climático que poderá ser agravado pela atuação do fenômeno El Niño, o Estado mobiliza cerca de R$ 400 milhões em investimentos e ações preventivas, incluindo reforço tecnológico para monitoramento, ampliação da capacidade operacional dos municípios, proteção das unidades de conservação e manutenção preventiva da malha rodoviária paulista.
Fase vermelha da Operação SP sem Fogo incluiu entregas de veículos e equipamentos. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado SP
Premiações
O Governo de São Paulo anunciou no evento a nova edição do Prêmio SP Carbono Zero, iniciativa que reconhece projetos alinhados à estratégia climática paulista e que contribuem para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Foi lançado também o Prêmio Cofehidro, iniciativa inédita voltada ao reconhecimento de projetos municipais de gestão dos recursos hídricos.
Realizada pelo Governo de São Paulo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Semana do Meio Ambiente teve como ponto alto evento no Parque Ecológico do Tietê (PET), na zona leste da capital. A edição deste ano incorporou o legado do Summit Agenda SP+Verde, ampliando a integração entre governo, setor produtivo, investidores e sociedade civil em torno da agenda climática, da economia verde e do desenvolvimento sustentável. A programação incluiu uma série de anúncios e entregas, ativações e atrações com a participação de empresas e entidades selecionadas por edital público.
Também está previsto na programação da Semana o Fórum SP Conecta, iniciativa da Semil e da InvestSP a ser realizada no próximo dia 16 de junho, voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento da competitividade ambiental no Estado de São Paulo. A Semana do Meio Ambiente também faz alusão às comemorações dos 40 anos da Semil.
O Programa Casa Paulista participou da entrega de 190 apartamentos do Residencial Viva City Jaraguá, na zona norte da capital paulista. As moradias foram subsidiadas pelo Governo do Estado, que destinou R$ 3 milhões, por meio da modalidade Carta de Crédito Imobiliário (CCI), para reduzir o valor financiado das famílias.
A modalidade CCI do Programa Casa Paulista concede subsídios a famílias com renda mensal de até três salários mínimos para a aquisição da casa própria em empreendimentos aprovados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), no âmbito dos financiamentos Caixa-FGTS. Os subsídios, que variam entre R$ 10 mil e R$ 16 mil, conforme a localização do imóvel, podem ser combinados com benefícios federais e com o uso do FGTS, reduzindo o valor das prestações e facilitando o acesso à moradia digna.
Foi por meio do subsídio do Casa Paulista que a familia de Raiza Maria, de 31 anos, e de Márcio Antônio, de 37, pode dar o primeiro passo rumo à conquista da casa própria. “O subsídio foi um importante apoio, porque quando pensamos em comprar o apartamento não tínhamos praticamente nada, então esse valor liberado nos ajudou muito”, explicou Márcio.
Pais do pequeno Heitor Santana, de 9 anos, o casal, emocionado, comemorou a conquista. “Não dá para descrever a emoção que estamos sentindo, porque é o nosso primeiro imóvel. Acho que a ficha ainda nao caiu”, contou o auxiliar de eletricista, ao falar, ainda, da expectativa para a família. “Essa casa vai melhorar muito a nossa vida, pois hoje pagamos aluguel. Só esperamos coisas boas. Vamos morar no nosso lar, vai ser do nosso jeito, no nosso conforto”, completou.
Quem também partilha do mesmo sentimento de sonho realizado é Marili Teodoro Sampaio, de 39 anos. “Eu estou muito feliz e ansiosa para sair do aluguel, porque é um dinheiro sem volta, né? Além disso, a casa própria te traz mais segurança, conforto, você sabe que é algo seu, que não vai depender de outras pessoas”, relatou.
A aquisição do imóvel também contou com o Casa Paulista, que ajudou a adequar o financiamento à realidade financeira da auxiliar de logística. “Esse dinheiro ajudou muito na entrada e na redução das parcelas. Ficou um valor muito bom”, contou.
Desde o início da atual gestão, o Casa Paulista já entregou 49,1 mil moradias na modalidade CCI, com aporte de R$ 599,6 milhões e impacto estimado de R$ 26,8 bilhões na economia. Outros 66,3 mil imóveis seguem em produção, com investimento estadual de R$ 845,5 milhões.
Sobre o Residencial Viva City Jaraguá
O Viva City Jaraguá conta com apartamentos de 32 m² de área privativa, distribuídos em dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e lavanderia. O condomínio oferece infraestrutura completa de lazer e convivência, com playgrounds, brinquedoteca, espaço teen, sport bar, churrasqueira gourmet, salão de festas, academia ao ar livre, academia coberta, espaço pet, espaço office, horta e bicicletário.
Construído pela iniciativa privada, o residencial contou com financiamento da Caixa Econômica Federal. Pela modalidade CCI, as famílias beneficiadas receberam subsídios estaduais de R$ 16 mil para a compra do primeiro imóvel diretamente com a construtora.
O cultivo de eucalipto vive um momento de expansão em São Paulo. Com crescimento da produção e da geração de riqueza no campo, a cultura fortalece uma cadeia produtiva estratégica que abastece a indústria, impulsiona as exportações e contribui para o desenvolvimento regional. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) apontam aumento de 14% na produção paulista da cultura. O desempenho também se refletiu no Valor da Produção Agropecuária (VPA), que alcançou R$ 2,9 bilhões, resultado superior ao registrado no ano anterior.
O cultivo do eucalipto abastece diferentes segmentos da economia, sendo destinado à fabricação de papel e celulose, à geração de energia por biomassa e carvão vegetal e ao fornecimento de matéria-prima para a construção civil e a indústria moveleira. A cultura também é utilizada na produção de óleos essenciais e se destaca pela rápida capacidade de crescimento e renovação.
Principal espécie da silvicultura paulista, o eucalipto ocupa mais de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado. São pouco mais de 1 milhão de hectares cultivados, o que coloca São Paulo como o terceiro maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A produção atingiu 23,9 milhões de metros cúbicos, volume 14,6% superior ao registrado no ciclo anterior.
As regiões que mais se destacam no cultivo são sudoeste paulista, centro-oeste e no Vale do Paranapanema, áreas que apresentam condições edafoclimáticas favoráveis e relativa disponibilidade de terras, em cidades como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema, importantes pólos da silvicultura no estado.
O crescimento da produção também impulsiona a balança comercial do agronegócio paulista, com os produtos florestais ocupando a terceira maior participação nas exportações de São Paulo. O grupo é superado apenas pelo complexo sucroalcooleiro e pelo setor de carnes. Em abril de 2026, este setor alcançou US$1,14 bilhão em valor exportado, representando 13,6% do total de produtos exportados, com celulose respondendo por 66,3% e papel por 27,9% desta participação.
O setor também celebrou o incremento nos números da produção do eucalipto paulista. Fernanda Abilio, presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, associação que representa os produtores florestais no estado, enfatizou a importância da planta para todo o grupo e sua capacidade de movimentar a totalidade do ramo.
“A indústria florestal paulista possui uma base produtiva consolidada, sustentável e altamente tecnificada, e majoritariamente de eucalipto. O crescimento observado no VPA e na produção reflete não apenas a competitividade do setor, mas também sua capacidade de agregar valor, gerar empregos, movimentar exportações e fornecer matéria-prima renovável para diferentes cadeias industriais. São Paulo reúne produtividade, indústria e logística, o que mantém o setor florestal entre os segmentos estratégicos do agro paulista”, disse Fernanda.
Além da produção e exportação: eucalipto é aliado no desenvolvimento do agro paulista
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento contribui para o crescimento e desenvolvimento da produção do eucalipto, sobretudo com trabalhos de pesquisa realizados pela APTA REGIONAL, principalmente na relação entre o sistema ILPF (Integração Pecuária, Lavoura e Floresta), no aumento da produtividade, sustentabilidade e rentabilidade, nas unidades de Brotas, Itapetininga e Tietê.
Esses sistemas funcionam integrando o plantio de árvores de eucalipto com culturas agrícolas, criação de gado, agricultura regenerativa, como a recuperação de áreas biodegradadas, e o bem estar animal, no qual o eucalipto aparece como aliado do conforto térmico animal, reduzindo impactos do calor e favorecendo melhores condições fisiológicas e produtivas dos rebanhos Nelore.
Com 1,2 milhão de habitantes e apenas 18% do esgoto tratado, Guarulhos, na Grande São Paulo, era uma das responsáveis pela enorme carga de poluição lançada diretamente no rio Tietê. A desestatização da Sabesp, em 2024, deu início a um novo ciclo de investimentos que fez saltar o índice de tratamento para 48% no município, enquanto a coleta passou de 91% para 96%.
Neste período, foram investidos R$ 1,8 bilhão em obras, como a construção de novas estações de tratamento, ampliação das redes coletoras e integração de regiões que historicamente apresentavam baixa cobertura de saneamento. As ações fazem parte do projeto do Governo de São Paulo para acelerar a recuperação ambiental da bacia do Tietê, por meio do programa IntegraTietê.
Entre as obras que se destacam como as principais responsáveis pelo salto em saneamento em Guarulhos estão a construção das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) Fortaleza e Cabuçu e a expansão da rede coletora em toda a cidade. Confira:
1 – Construção da ETE Cabuçu
A entrega da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Cabuçu, em setembro de 2025, representou um dos principais avanços do saneamento em Guarulhos nos últimos anos. Localizada na região norte do município, a unidade passou a receber e tratar o esgoto coletado em bairros que historicamente enfrentavam limitações de infraestrutura sanitária.
Antes da obra, os efluentes gerados na região não recebiam tratamento adequado e eram despejados ‘in natura’ em rios e córregos. Com a entrada em operação da estação, milhares de moradores passaram a contar com um sistema mais eficiente de coleta e tratamento, reduzindo a carga de poluição lançada nos córregos que deságuam no principal rio paulista.
2 – Implantação da ETE Fortaleza
Entregue junto à ETE Cabuçu, a Estação de Tratamento de Esgoto Fortaleza ampliou a infraestrutura sanitária de outra importante área de Guarulhos. As duas unidades foram projetadas para atender regiões que ainda apresentavam déficits históricos no tratamento dos efluentes domésticos.
Juntas, as estações beneficiam aproximadamente 44 mil moradores e recebem o esgoto coletado de cerca de 9 mil imóveis. Além do impacto ambiental, as obras contribuem para a melhoria das condições de saúde pública.
3 – Expansão das redes coletoras
As novas estações de tratamento vieram acompanhadas de investimentos na expansão das redes coletoras de esgoto, cerca de 89km foram ampliados nas redes da cidade .
Com as obras realizadas pela Sabesp, a cobertura da coleta de esgoto em Guarulhos passou de 91% para 96% da população. O avanço permitiu conectar milhares de imóveis ao sistema público de saneamento e reduzir o número de residências que dependiam de soluções individuais ou que ainda não estavam plenamente integradas à rede.
A ampliação da rede também foi essencial para garantir que o esgoto produzido pelos bairros atendidos chegasse às novas estações de tratamento construídas no município. O aumento da coleta é considerado uma etapa fundamental para a despoluição do Rio Tietê, já que impede que os efluentes sejam lançados diretamente em córregos e rios antes de chegarem ao sistema de tratamento.
IntegraTietê
Os investimentos realizados em Guarulhos fazem parte do IntegraTietê, programa do Governo de São Paulo que reúne ações de saneamento, desassoreamento, recuperação ambiental e monitoramento da bacia hidrográfica do rio.
A estratégia busca atuar simultaneamente em diferentes frentes para acelerar a recuperação do Tietê. Além da ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, o programa inclui remoção de sedimentos, limpeza de cursos d’água, modernização dos sistemas de monitoramento e obras voltadas à melhoria da qualidade ambiental.
Desde o lançamento do programa, cerca de R$ 22 bilhões foram assegurados para ações de recuperação da bacia. Até janeiro deste ano, o IntegraTietê já havia retirado quase 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios e ampliado o acesso à coleta e ao tratamento de esgoto para mais de 3 milhões de pessoas nas áreas atendidas pela Sabesp.
Universalização do acesso à água
O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.
O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.
Na Rota da Água
O Governo de São Paulo passou a acompanhar os avanços das obras da Sabesp neste trimestre por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.
Lançado em fevereiro deste ano, Na Rota da Água prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.
As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, com ampliação do tratamento de esgoto e redução da poluição em rios e córregos da região.
Uma plataforma tecnológica desenvolvida por pesquisadores brasileiros pode revolucionar o tratamento de doenças de pele como psoríase e vitiligo. O grupo, vinculado ao laboratório NanoGeneSkin, da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, está desenvolvendo nanopartículas capazes de levar moléculas de RNA terapêutico diretamente até as células cutâneas, silenciando com precisão molecular os genes responsáveis pela inflamação crônica.
Os avanços mais recentes na pesquisa foram apresentados durante a FAPESP Week Londres, que acontece até amanhã (04/06) no Museu de Ciências (Science Museum), na capital britânica.
A investigação ocorre no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Nanotecnologia Farmacêutica, financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
“Iniciamos há 20 anos esse trabalho de pesquisa e adquirimos ao longo desse tempo experiência na obtenção e caracterização de nanopartículas lipídicas para liberar não só fármacos, mas também os RNAs de interferência [moléculas que interagem com os genes-alvo], com o objetivo de tratar doenças cutâneas crônicas, como a psoríase, o câncer de pele e o vitiligo”, disse à Agência FAPESP Maria Vitória Bentley, coordenadora do NanoGeneSkin e do INCT em Nanotecnologia Farmacêutica.
A psoríase afeta entre 2% e 3% da população mundial – cerca de 190 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 5 milhões no Brasil. Trata-se de uma doença crônica, de base imunomediada e genética, ou seja, provocada por uma resposta exagerada do próprio sistema imunológico, com componentes hereditários. Ela se manifesta por lesões inflamatórias severas na pele, causadas pela produção exacerbada de citocinas pró-inflamatórias – proteínas que funcionam como sinais de alarme do sistema imunológico e que, em excesso, causam danos ao próprio organismo. Uma das principais é o TNF-alfa. O vitiligo, por sua vez, leva à destruição dos melanócitos, as células responsáveis pela produção do pigmento (melanina) que dá cor à pele, resultando no branqueamento progressivo de áreas do corpo.
Ambas as condições compartilham uma característica que as torna alvos promissores para a terapia com RNA: há genes específicos superexpressos, isto é, anormalmente ativos, que dirigem o processo patológico. “A gente entende quais são os alvos e usa um RNA complementar específico para silenciar a produção dessa citocina”, explicou Bentley.
Silenciamento de gene
O RNA (ácido ribonucleico) é uma molécula presente em todas as células vivas e desempenha papel central na produção de proteínas. Em linhas gerais, o DNA funciona como o manual de instruções do organismo, e o RNA mensageiro é a cópia desse manual que chega até as fábricas de proteínas da célula.
A abordagem central do grupo de pesquisa baseia-se no uso de RNA de interferência (siRNA) – moléculas sintéticas que atuam diretamente sobre o RNA mensageiro responsável pela produção das citocinas inflamatórias, degradando-o antes que a proteína nociva seja sintetizada. É como interceptar e destruir a ordem de fabricação antes que ela chegue à linha de montagem. O resultado é a redução de mediadores da inflamação a níveis basais de células sadias, sem a necessidade de medicamentos que atuem em todo o organismo e que, por isso, tendem a causar mais efeitos colaterais.
“É a nanomedicina de precisão”, resume Bentley. “Eu tenho um alvo específico e um RNA complementar para silenciar aquele gene que está superexpresso naquela doença.”
Mas carrear essas moléculas até as células-alvo da pele não é trivial. O RNA é quimicamente frágil, sendo degradado rapidamente pelas enzimas do organismo. Além disso, a pele é uma barreira biológica eficiente, projetada para impedir exatamente o tipo de penetração que os pesquisadores precisam provocar.
A solução desenvolvida pelo grupo foram nanopartículas de cristais líquidos – estruturas feitas de gorduras (lipídios) com organização interna altamente ordenada, semelhante à dos cristais, mas com a fluidez característica dos líquidos. Essa arquitetura singular permite encapsular o material genético, protegê-lo da degradação e facilitar tanto sua penetração pela pele quanto sua captação pelas células-alvo.
Ao longo de três linhas de pesquisa apresentadas por Bentley, o grupo demonstrou que essas nanopartículas são funcionais para o silenciamento gênico; que métodos físicos como a luz, num processo chamado fotoativação, podem potencializar a liberação do RNA dentro das células; e que é possível carrear simultaneamente múltiplos RNAs e até fármacos anti-inflamatórios convencionais numa mesma nanopartícula.
Essa última estratégia é particularmente relevante para a psoríase, uma doença com cascata inflamatória complexa, ou seja, uma reação em cadeia que envolve múltiplas proteínas e sinais celulares e, portanto, com vários alvos terapêuticos possíveis. “Temos uma nanopartícula funcional. Como a psoríase é muito complexa e tem vários alvos, o nosso objetivo é carrear RNAs para diferentes alvos e, às vezes, também um fármaco anti-inflamatório”, disse a pesquisadora.
Os resultados foram validados em modelos celulares – experimentos realizados com células cultivadas em laboratório – e em animais com lesões similares à da doença, induzidas experimentalmente.
Outras aplicações
O escopo do grupo vai além da psoríase. Pesquisas em andamento aplicam a mesma plataforma ao vitiligo – área para a qual o grupo já possui uma patente envolvendo RNA e nanopartículas – e à cicatrização de feridas crônicas, outro problema de saúde sem solução terapêutica totalmente satisfatória.
Há ainda uma frente que ultrapassa as doenças de pele: o desenvolvimento de uma nanoestrutura para entrega de mRNA – o tipo de RNA mensageiro que instrui as células a produzirem uma proteína específica – com potencial de uso em vacinas, incluindo uma vacina experimental contra o câncer. É o mesmo princípio que tornou as vacinas contra a COVID-19 da Pfizer e da Moderna possíveis: em vez de introduzir o vírus no organismo, introduz-se apenas a instrução genética para que o próprio corpo produza uma proteína característica do agente infeccioso ou do tumor, treinando assim o sistema imunológico a reconhecê-lo e combatê-lo.
Nos modelos animais testados pelo grupo, animais imunizados com a formulação e posteriormente expostos a células cancerosas apresentaram regressão ou não crescimento dos tumores. A tecnologia já despertou o interesse de empresas farmacêuticas.
“Em 2006 a descoberta da interferência do RNA recebeu o Prêmio Nobel. Em 2007 a gente já começou a desenvolver essas nanopartículas”, lembra Bentley, situando o pioneirismo do grupo no cenário nacional.
Com duas patentes depositadas e processos de escalonamento industrial em desenvolvimento – incluindo a liofilização, técnica que remove a água das formulações por congelamento a vácuo para prolongar seu prazo de validade e facilitar a comercialização –, o grupo já pensa além da prova de conceito científica.
“Se deu certo, como a gente vai viabilizar isso em forma de produto?”, resume Bentley. Essa é a pergunta que orienta os próximos passos dos pesquisadores. Empresas já demonstraram interesse em licenciar a tecnologia, e o grupo está em conversas para avaliar os caminhos de translação clínica – o processo de levar uma descoberta do laboratório até o paciente.
Aos 62 anos, Benedita Camargo Fortes viveu uma experiência inédita: recebeu o primeiro certificado de sua vida. Moradora de Jacupiranga, no Vale do Ribeira, ela concluiu o curso de Panificação do programa Caminho da Capacitação, iniciativa do Fundo Social de São Paulo, e transformou um sonho antigo em realidade.
Depois de décadas dedicadas ao trabalho e à criação dos filhos, Benedita voltou à sala de aula e descobriu que o desejo de aprender não tem idade. O certificado, para ela, representa muito mais do que a conclusão de um curso. Simboliza superação, perseverança e a conquista de uma oportunidade que nunca havia tido.
Com os estudos interrompidos ainda na infância, Benedita passou grande parte da vida priorizando o sustento da família. A chance de retomar a aprendizagem surgiu quando a carreta de qualificação profissional do Caminho da Capacitação chegou ao município.
“Eu estudei só até a quarta série e quase não aprendi nada na vida. Minha vida foi trabalhar, trabalhar e trabalhar. Eu não tive essa oportunidade de estudar e fazer um curso. Esse é o primeiro curso e é muito emocionante. Eu me emociono só de falar com as meninas, de estar ali”, afirma.
Nas aulas realizadas na carreta de Panificação instalada em Jacupiranga, Benedita encontrou acolhimento, incentivo e a confiança necessária para enfrentar desafios que carregava desde a infância. Mesmo com dificuldades de leitura e escrita, contou com o apoio da professora e dos colegas para acompanhar as atividades e desenvolver novas habilidades.
Benedita Camargo Fortes, de 62 anos, concluiu o curso de Panificação do programa Caminho da Capacitação
“Eu gosto de colocar a mão na massa. Sou mais de fazer do que de escrever. Para ser franca, eu estou me sentindo com 62 anos uma adolescente voltando a estudar”, diz, sorrindo.
Mãe e avó, Benedita sempre incentivou filhos e netos a valorizarem os estudos, mesmo sem ter tido as mesmas oportunidades. Agora, vê a própria história servir de inspiração para a família e mostrar que nunca é tarde para buscar novos caminhos. “Quero mostrar para meus filhos e para minha família que eu cheguei lá, que eu consegui. Que tive força de vontade e fui atrás do meu sonho.”
Além da realização pessoal, ela já planeja transformar o aprendizado em uma fonte complementar de renda. A expectativa é produzir e vender os próprios pães, unindo autonomia financeira e satisfação pessoal. “Pretendo fazer os pães e ganhar um dinheirinho. Quero poder dizer: ‘Eu fiz esse pão, vendi e ganhei um dinheirinho’. Ter uma renda extra vai ser muito gratificante.”
Ao olhar para a própria trajetória, Benedita enxerga no certificado a concretização de um sonho cultivado ao longo de toda a vida e uma mensagem que faz questão de compartilhar com outras pessoas. “Se você tem um sonho, corra atrás. Você vai conseguir, assim como eu consegui. Nunca é tarde.”
Caminho da Capacitação
O curso realizado por Benedita integrou o 20º ciclo do Caminho da Capacitação. Nesta etapa, a iniciativa atendeu 19 municípios das regiões administrativas de Registro e Itapeva. Ao todo, 1.187 alunos concluíram os cursos gratuitos e receberam certificado.
Benedita Camargo Fortes, de 62 anos, concluiu o curso de Panificação do programa Caminho da Capacitação
Integrado ao programa SuperAção SP, do Governo do Estado de São Paulo, o Caminho da Capacitação tem como objetivo ampliar oportunidades de qualificação profissional, estimular a geração de renda, incentivar o empreendedorismo e contribuir para que mais de 100 mil famílias superem a linha da pobreza.
Desde o lançamento, a iniciativa já passou por 290 municípios, distribuídos em 15 regiões do estado, e certificou mais de 14 mil pessoas.
A roçadeira Mônica de Macedo Oliveira aproveitou o mutirão da Sabesp realizado no município de Itapecerica da Serra, cidade onde vive, para fazer seu cadastro e se beneficiar da Tarifa Social Paulista, programa do Governo de São Paulo que dá desconto de até 78% na conta de água e esgoto.
“Eu vinha tentando fazer o cadastro na Tarifa Social há bastante tempo, porque o benefício estava no nome do meu ex-marido, e no mutirão consegui resolver isso em 5 minutos aqui. Vai ajudar muito na economia da gente, que é de baixa renda”, disse.
Mônica faz parte dos 6 milhões de pessoas que foram beneficiadas em todo o estado de São Paulo pelo programa de desconto voltado às famílias em situação de vulnerabilidade e que, desde 2024, dobrou o número de pessoas atendidas.
Mônica de Macedo participou do mutirão em Itapecerica da Serra Foto: Divulgação/Governo de SP
Além do desconto, a roçadeira aproveitou o mutirão para conseguir uma caixa d’água gratuita, outro programa voltado à resiliência hídrica na Grande São Paulo. “A caixa, mesmo a menor, tem um valor excessivo, não tem como a gente pagar, e esse programa tem uma importância imensa para nós”, afirmou.
Uma grande parte das famílias beneficiadas pela Tarifa Social Paulista são dos municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo, onde o desconto saltou 76% entre 2024 e 2026: de 2,7 milhões para 4,5 milhões de beneficiários.
A aposentada Benedita de Sousa disse que ouviu o caminhão da Sabesp passar por sua rua anunciando o cadastro para redução da tarifa e resolveu ir ao mutirão ver se conseguiria o desconto. “Meu salário é de R$ 1.600, vivo sozinha e tenho diabetes e outros problemas de saúde, então as contas de água e luz ficam pesadas para mim. Fui aprovada do mutirão, no mês que vem já vai vir a conta com desconto. Esse dinheiro que sobra vai ajudar muito em outras coisas, é uma ótima oportunidade para todos que precisam”, garantiu.
Benedita de Sousa disse que ouviu o caminhão da Sabesp passar anunciando o cadastro da Tarifa Social Foto: Divulgação/Governo de SP
Como funciona a Tarifa Social Paulista
Estruturado pelo Governo de SP como política de inclusão, a Tarifa Social Paulista é o maior programa social de saneamento do Brasil e garante descontos de até 78% na conta de água e esgoto para famílias vulneráveis.
O programa tem três faixas:
A categoria Vulnerável oferece 78% de desconto para famílias com renda per capita de até um quarto do salário mínimo;
A Social I prevê 72% para famílias com renda de até meio salário mínimo, desempregados e beneficiários do BPC;
E a Social II concede 50% para moradores de núcleos urbanos informais passíveis de regularização.
A adesão é automática para quem tem o CadÚnico atualizado nas duas primeiras faixas. Na faixa social 2 não é necessário o cadastro do CadÚnico. Não é preciso enviar documentos à Sabesp. Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também são incluídos automaticamente.
Os desempregados podem solicitar o benefício pelo Sabesp Fácil, com validade de até 12 meses mediante comprovação semestral. Para moradores de habitações coletivas, a solicitação também é feita pelo Sabesp Fácil, com envio de documentos comprobatórios. É importante que a conta de água esteja no nome da pessoa cadastrada ou de um familiar que conste no mesmo cadastro.
O Governo de São Paulo iniciou os trabalhos para a implantação de uma linha de metrô em Cotia, com a realização de sondagens de solo para a futura Linha 22-Marrom. A atividade conduzida pelo Metrô na área do Complexo do Ginásio de Esportes da cidade marca o início concreto dos estudos técnicos necessários para viabilizar a chegada da linha que vai ligar este munícipio e Osasco à estação Sumaré (Linha 2-Verde), na Zona Oeste da Capital paulista.
As sondagens consistem na perfuração do solo para coleta de dados geológicos e geotécnicos, permitindo identificar as características do terreno. Essas informações são fundamentais para definir os métodos construtivos, os equipamentos a serem utilizados e as soluções de engenharia mais adequadas para a futura linha subterrânea.
Totalmente subterrânea, a Linha 22-Marrom deverá ter cerca de 29 quilômetros de extensão e 19 estações, conectando Cotia e Osasco à estação Sumaré, na Linha 2-Verde
Atualmente, a Linha 22-Marrom encontra-se na fase de contratação do Projeto Básico, que detalha tecnicamente a implantação e antecede a contratação das obras. Paralelamente, o projeto avança com a aprovação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
Além disso, a Licença Ambiental Prévia já foi solicitada, e novas sondagens serão realizadas ao longo dos próximos meses em diferentes pontos do traçado, consolidando a base técnica necessária para a evolução do projeto.
Totalmente subterrânea, a Linha 22-Marrom deverá ter cerca de 29 quilômetros de extensão e 19 estações, conectando Cotia e Osasco à estação Sumaré, na Linha 2-Verde. O projeto prevê integração com outras linhas do sistema sobre trilhos, atendimento cerca de 650 mil passageiros por dia, com tempo médio estimado de viagem de 42 minutos entre Cotia e a capital.
Imagens computadorizadas mostram como será a estação USP-Praça do RelógioLinha 22-Marrom deverá ter cerca de 29 km de extensão e 19 estações, conectando Cotia e Osasco à estação Sumaré, na Linha 2-Verde
Quem vive em áreas com acesso adequado à água tratada e coleta de esgoto pode chegar a ter renda até duas vezes maior do que a de moradores de regiões sem saneamento. O impacto também aparece na saúde, na produtividade do trabalho, na valorização dos imóveis e no fortalecimento da economia local, mostra pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil. Em São Paulo, onde os investimentos em saneamento cresceram 120% com o novo contrato da Sabesp realizado após a desestatização em 2024 pelo governo paulista, a ampliação da infraestrutura busca acelerar esses efeitos positivos em todo o estado.
As metas do período de 2024 a 2026 já superam 87% para abastecimento de água, 77% para coleta de esgoto e 71% para tratamento. O objetivo do Governo de São Paulo é antecipar a universalização do saneamento de 2033 para 2029, com quase R$ 70 bilhões em investimentos até o fim da década.
“Pensar em saneamento é pensar em saúde. São Paulo está passando por uma revolução no saneamento básico. Vamos investir R$ 70 bilhões até 2029. Quando falo em saneamento, estamos falando de resiliência hídrica, com isso nossos mananciais vão ficar com mais qualidade, e isso é pensar em saúde”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
Segundo o Instituto Trata Brasil e a consultoria EX ANTE, a universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 1,4 trilhão em benefícios socioeconômicos para todo o Brasil até 2040. Descontados os custos necessários para a expansão da infraestrutura, os ganhos líquidos estimados superam R$ 815 bilhões entre 2021 e 2040. O principal impacto está relacionado à produtividade do trabalho, com potencial de gerar mais de R$ 437 bilhões em benefícios no período.
Isso acontece porque a ampliação do acesso à água tratada e ao esgoto reduz afastamentos por doenças, melhora as condições de trabalho e amplia a capacidade produtiva da população. Os efeitos também alcançam áreas como educação, turismo e mercado imobiliário.
Regiões com saneamento adequado tendem a registrar maior valorização dos imóveis, fortalecimento do comércio local e atração de novos investimentos. O estudo aponta ainda que a redução de doenças relacionadas à falta de saneamento contribui para melhorar o desempenho escolar de crianças e adolescentes e diminuir gastos públicos com saúde.
Outro indicador destacado pelo Instituto Trata Brasil mostra que cada R$ 1 investido em saneamento gera R$ 4,30 em benefícios para a sociedade. Os retornos incluem ganhos econômicos diretos, aumento de renda, geração de empregos e redução de perdas associadas às doenças de veiculação hídrica.
As análises mais recentes indicam que os efeitos da expansão do saneamento são cumulativos ao longo do tempo, especialmente na queda das internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, já que a chegada do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto a populações antes desassistidas pode reduzir em até 69,1% a taxa de internações por esse tipo de doença após 36 meses da intervenção, evidenciando o impacto direto e duradouro do saneamento na melhoria das condições de saúde.
Universalização do acesso à água
O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.
O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.
Na Rota da Água
O Governo de São Paulo passou a acompanhar os avanços das obras da Sabesp neste trimestre por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.
Lançado em fevereiro deste ano, Na Rota da Água prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.
As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, com ampliação do tratamento de esgoto e redução da poluição em rios e córregos da região.
Outro destaque é o Programa Integra Tietê, que teve a contratação da expansão e do retrofit da Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri, ao custo de R$ 5,7 bilhões. A conclusão do projeto está prevista para o fim de 2029. A obra permitirá ampliar em 40,6% a capacidade de tratamento de esgoto da estação e beneficiar 4 milhões de pessoas com acesso ao serviço.
Durante o feriado de Corpus Christi, celebrado nesta semana, cidades com tradição religiosa, como Santa Rita do Passa Quatro, se preparam para receber turistas e contam com apoio do SP Produz, programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE), para melhorar o atendimento aos visitantes.
“Nos períodos de celebrações religiosas, a cidade se movimenta de forma diferente. O turismo organizado beneficia do hotel até a farmácia”, destaca o empresário Clóvis Camargo, organizador das festividades religiosas do município.
Em 2024, o programa SP Produz reconheceu a Cadeia Produtiva Local (CPL) de Turismo do município como cadeia em desenvolvimento. Tal reconhecimento trouxe investimentos estaduais voltados à qualificação do setor, fortalecimento do empreendedorismo e promoção do turismo regional.
Em Santa Rita do Passa Quatro, a tradição católica e as celebrações ligadas à fé transformam o período em uma importante oportunidade de desenvolvimento econômico e valorização cultural.
“O turismo é um dos setores que mais cresce em São Paulo e o potencial do interior paulista é enorme. A gente tem trabalhado para integrar diferentes cidades e criar rotas que fortaleçam a permanência dos visitantes e movimentem a economia regional. O Estado tem igrejas, santuários e celebrações muito fortes, inclusive em cidades como Santa Rita do Passa Quatro, que possuem grande tradição religiosa e cultural. O turismo movimenta comércio, serviços, hotelaria e gera desenvolvimento para municípios de todas as regiões”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico Jorge Lima.
O Santuário Santa Rita de Cássia, elevado à categoria de Santuário em 2016, é um dos principais cartões-postais da cidade e tem mais de 100 anos de história. Fotos: Divulgação
A movimentação econômica gerada pelo turismo religioso também é percebida pelo setor empresarial local. Para o empresário Adriano Penha Júnior, o aumento no número de visitantes durante os períodos religiosos beneficia diferentes atividades econômicas da cidade. Ele afirma ainda que o crescimento do turismo após a pandemia trouxe novos investimentos, revitalização de imóveis e fortalecimento do comércio local.
“A festa deixou de ser apenas um evento da igreja e passou a ser uma celebração da cidade inteira. Quando Santa Rita está em festa, hotéis, restaurantes, comércio e serviços também sentem esse movimento”, afirma Camargo.
A diretora do Departamento de Turismo, Desenvolvimento Econômico, Cultura e Esportes, Valéria Maria Zerbato, explica que o município vem estruturando, junto ao SP Produz, ações para transformar o turismo em uma cadeia produtiva integrada, conectando gastronomia, hospedagem, cultura, comércio e serviços.
“O turismo fortalece a economia da cidade e desperta nas pessoas o sentimento de pertencimento e cooperação. Hoje existe uma mobilização integrada entre poder público, empresários e sociedade civil para desenvolver Santa Rita do Passa Quatro”, afirma.
Sobre o SP Produz
O SP Produz visa o fortalecimento da economia local ao conectar empresas de um mesmo setor ou segmento para atuar de forma colaborativa sob uma governança comum.
Entre os benefícios promovidos pela iniciativa estão o compartilhamento de recursos, aquisição coletiva de insumos, troca de experiências, incentivo à inovação e redução de custos operacionais. O programa é dividido em quatro níveis de maturidade: Aglomerado Produtivo, CPL em Desenvolvimento, CPL Consolidada e CPL Madura.
A não imunização de adultos ou pais de bebês recém-nascidos pode estar contribuindo para o cenário preocupante na América Latina, especialmente no Brasil. Somente no ano de 2024, foram registrados quase 7,8 mil casos confirmados de coqueluche, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, um salto de mais de 7,5 mil em comparação com o ano de 2023, quando houve um surto da doença. Um dos principais fatores para esse aumento é a não vacinação de pais ou adultos que convivem com bebês de até 6 meses de idade.
A pediatra Jorgete Maria e Silva, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, explica que a doença se propaga com mais facilidade em crianças devido à fragilidade do sistema imunológico. “Quanto menor a criança, mais dificuldades ela tem para reagir positivamente à doença, seja pela falta de imunidade prévia, mas principalmente pelas condições anatômicas e fisiológicas do trato respiratório”, diz.
Ela enfatiza que, para sobressair nessa situação, é necessário imunizar adultos ou pessoas próximas do círculo de convivência dos bebês recém-nascidos. “A estratégia de cocoon ou casulo propõe a vacinação de todos que convivem próximos de bebês de até 6 meses de idade. Essa proposta surgiu pautada principalmente na preocupação da transmissão da coqueluche”, explica.
Jorgete ainda ressalta que a estratégia deve ser aplicada não só para a coqueluche. “Na verdade, seria importante não só a vacinação para coqueluche, mas também para outras vacinas disponibilizadas pelo SUS, como influenza, sarampo e difteria”, diz.
Entre as mais diversas dificuldades enfrentadas pelo sistema público de saúde, a baixa adesão à cobertura vacinal ainda persiste, sendo um dos maiores obstáculos. “Nos últimos dois anos, houve um recrudescimento da coqueluche, e essa alta está relacionada à baixa cobertura vacinal desde a pandemia do Covid-19”, menciona
Para lidar com essa realidade, Jorgete salienta a urgência de mais vacinação. “O cuidado preventivo, como a imunização das pessoas que convivem muito próximas aos bebês, ainda é um dos maiores alicerces para lidar com esse problema de baixa cobertura vacinal que a saúde vem enfrentando. Por exemplo, a coqueluche tem uma incidência sazonal, com surtos a cada 3 e 5 anos. Se houvesse uma boa adesão à vacina entre 2021 e 2022, não teríamos um surto no final de 2023”, lembra.
Medidas preventivas
Para o epidemiologista Fernando Rodrigues Bellissimo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, o aleitamento materno é uma medida eficiente que ajuda na proteção imunológica da criança. “Além das vacinas, outro fator que contribui para a proteção do recém-nascido nesses primeiros 6 meses de vida é o aleitamento materno, uma vez que o leite transfere anticorpos diretamente para a criança, especialmente para aquelas doenças contra as quais a mãe foi imunizada”, alega.
Contudo, Bellissimo destaca que a vacinação dos pais e bebês continua sendo uma ferramenta de extrema importância. “Vale salientar que essa estratégia do aleitamento materno é muito importante, mas não dispensa a imunização dos adultos e crianças.”
Cuidado preventivo como alternativa
A enfermeira Karina Bordonal Gomiero Biagiotti, funcionária da clínica Itatiaia Vacinas, diz que em sua rotina diária na saúde, em uma clínica privada de vacinação, muitos pais não se vacinam, pensando exclusivamente só na saúde do bebê. “Quando os pais vão no consultório, eu pergunto: ‘Como está a vacina?’ E eles respondem assim: ‘A minha vacina está em dia’. Nunca se preocupam com eles mesmos, apenas com o bebê”, relata.
Karina ressalta que muitos adultos e pais não se vacinam devido ao custo da imunização. “As vacinas custam geralmente R$ 200, mas muitos pais acham caro e optam por não se imunizar. Não pensando a longo prazo na sua própria saúde e na do bebê.” Ela faz um alerta importante: “A vacina pode custar caro, mas é algo que a pessoa pode tomar outra dose daqui 10 anos. Vale a pena pagar um pouco mais caro e proteger a saúde do seu bebê e também a sua”, finaliza.
Três fuzis de uso restrito das Forças Armadas foram apreendidos pela Polícia Militar na Baixada Santista. As ocorrências foram registradas nos dias 13, 17 e 19 de maio, em Santos e Guarujá, resultado de buscas submersas e operações em área de mata.
A apreensão mais recente aconteceu ontem no Jardim Progresso, em Guarujá. Policiais militares receberam uma denúncia sobre armazenamento de armas e drogas às margens do Rio Agari. Com apoio de uma embarcação, as equipes seguiram até o local. Na incursão em uma área de mata, os policiais encontraram o fuzil calibre 5.56 dentro de um tonel. Além do armamento, também havia carregadores, munições e tijolos de maconha e porções de cocaína.
Em 17 de maio, policiais militares da 1ª companhia Ambiental e uma equipe de mergulhadores do Batalhão de Ações Especiais de Polícia localizaram outro fuzil submerso no canal entre Santos e Guarujá.
Segundo o boletim de ocorrência, o fuzil AM15 calibre 5.56 estava dentro de uma sacola plástica com carregadores e munições. As buscas, que duraram aproximadamente seis horas, aconteceram após a perseguição a uma embarcação com suspeitos que abandonaram a arma.
No começo do mês, em 13 de maio, policiais militares encontraram um fuzil dentro de uma casa no Morro São Bento, em Santos. O flagrante aconteceu após um homem fugir de uma abordagem durante um patrulhamento. Na casa, a arma estava escondida em um vão, entre a parede da casa e um barranco. Também foram apreendidas porções de cocaína, maconha e crack, além de carregadores, celulares, dinheiro, balanças e anotações.
Região já soma seis fuzis apreendidos em 2026
Com as apreensões registradas entre os dias 13 e 19 de maio, a Baixada Santista registra a apreensão de seis fuzis neste ano. Nos meses de janeiro e fevereiro, outros três armamentos já haviam sido retirados de circulação pelas forças de segurança na região.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) atualizou a nota técnica com orientações à rede estadual de saúde sobre o surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. O documento, elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) e pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), reforça os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de casos suspeitos no estado.
A avaliação técnica da Pasta aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul é baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência de transmissão autóctone do vírus no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a área afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas sintomáticas.
Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.
“São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento oportuno de casos suspeitos”, afirma a coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula.
Sintomas e atendimento
A doença pelo vírus Ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias.
No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser notificados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE. A eventual remoção de pacientes será feita pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU).
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados. O Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.
A SES-SP também reforça que a transmissão do Ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.
Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.
O Governo de São Paulo pretende fechar o mês de maio com a expectativa de atingir a marca de R$ 120 milhões com seis leilões de imóveis. A ação está ligada ao Plano São Paulo na Direção Certa, iniciativa que tem o objetivo de garantir o uso eficiente dos recursos do Estado. O valor corresponde à venda de bens imobiliários pertencentes ao Estado que estavam em desuso e possuem custo elevado de manutenção. O montante da negociação retornará aos cofres públicos e será destinado a políticas públicas.
Os lotes serão disponibilizados pela Subsecretaria de Patrimônio do Estado (SPE), ligada à Secretaria de Gestão e Governo Digital (SGGD), e variam de R$ 2,9 milhões a R$ 41,5 milhões. Estão na lista endereços na capital paulista, nos bairros de Campo Belo e Brooklin, e no interior (Bauru, Porto Feliz e Sorocaba).
“Vender imóveis que pertencem ao Governo e que estão desocupados é uma medida importante que demonstra na prática a boa gestão do governador Tarcísio de Freitas. Assim, conseguimos reduzir o tamanho do Estado de maneira eficiente e prática”, afirma o secretário Caio Paes de Andrade.
Aumento significativo
No ano passado, o Governo de SP atingiu a marca de R$ 1,3 bilhão em leilões e vendas diretas de imóveis, veículos e cotas do Fundo de Investimento Imobiliário do Estado (FII-SP). Segundo dados da SPE, o total arrecadado entre 2023 e 2025 é cinco vezes maior do que a soma do que foi realizado nas duas gestões anteriores. Entre 2019 e 2022, foram negociados R$ 242 milhões em ativos. Já de 2015 a 2018, R$ 18 milhões.
Os leilões vão acontecer de maneira 100% digital, conforme prescrito na Nova Lei Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021), o que garante mais transparência no processo de compra e venda realizado pelo Governo de SP. Além disso, a iniciativa está alinhada ao processo de transformação digital promovida pela SGGD desde 2023, que também preza pela preservação do patrimônio público.
Bilhetes encontrados no esgoto de uma penitenciária no estado de São Paulo foram o ponto de partida da prisão de seis suspeitos por esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Entre eles, estava a influenciadora digital Deolane Bezerra e familiares de um dos líderes da facção criminosa. As investigações foram feitas pela Polícia Civil e Ministério Público estadual que culminou nas prisões desta quinta-feira (21).
A operação Vérnix, como foi chamada, começou há 7 anos, quando em uma batida em uma das celas do presídio de Presidente Venceslau, policiais penais detectaram cartas e bilhetes descartados pelo esgoto. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, investigadores detalharam que o material foi encaminhado ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que passou a investigar o caso em conjunto com a Polícia Civil. A apuração resultou na abertura de três inquéritos policiais e levou os investigadores até uma transportadora suspeita de operar a transferência de dinheiro para a facção.
Os dados obtidos da transportadora e um celular apreendido no local levaram os investigadores a entenderem que se tratava de uma organização altamente estruturada, com a participação de familiares de Marcos Camacho, o Marcola, e da influenciadora Deolane, advogada que tem milhões de seguidores nas redes sociais.
Por meio da quebra do sigilo fiscal e bancário, a investigação descobriu que Deolane mantinha vínculos com a transportadora, de onde teria recebido transferências de dinheiro, e possivelmente com outras vertentes do crime organizado. “Nós entendemos que, pelo poder econômico que adquiriu ao longo do tempo, ela funcionava como uma espécie de caixa do crime organizado. Eles [crime organizado} depositavam valores na conta dela, e esses valores se misturavam com o dinheiro de outras atividades dessa pessoa pública. Quando eles precisavam desse dinheiro, ele retornava ao crime organizado”, disse o delegado Edmar Caparroz. Segundo o delegado, não foi detectado qualquer prestação de serviços entre a influenciadora e a transportadora.
Segundo os investigadores, o grupo movimentou milhões de reais sem lastro econômico compatível, usava empresas de fachada, contas utilizadas para circulação de valores e aquisição de bens de alto padrão para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Suspeita teria se encontrado com foragida da Interpol
Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21), um dia após retornar da Itália, onde teria se encontrado com Paloma Camacho, sobrinha de Marcola, que seria responsável por repassar informações de dentro do sistema penitenciário, entre elas a divisão dos lucros da transportadora. Também foi preso Everton de Souza (conhecido como Player), indicado como operador financeiro da organização.
De acordo com a investigação, Paloma fugiu para a Espanha e está na lista vermelha da Interpol. Outro sobrinho, Leonardo, é procurado na Bolívia. Já Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e o próprio Marcos Camacho foram notificados de novas ordens de prisão nos presídios federais onde já cumprem pena.
Além das prisões, a operação Vérnix obteve o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos — incluindo automóveis de luxo — e quatro imóveis vinculados aos investigados.
A ação contou com apoio operacional do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) no cumprimento das diligências. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, a Operação Vérnix representa mais um avanço no enfrentamento ao crime organizado, especialmente no combate à lavagem de capitais e ao enfraquecimento das estruturas financeiras utilizadas por facções criminosas.
O Governo de São Paulo trabalha na expansão da rede de atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e demais deficiências com a unidade do Centro TEA Paulista em Bauru, que passa atualmente por obras de adequação para garantir acessibilidade. Nesta quinta-feira (21), o governador Tarcísio de Freitas visitou as instalações do novo equipamento durante o segundo dia de Caravana 3D pela região.
“O futuro Centro TEA Paulista de Bauru será o segundo do estado. Nosso objetivo é ter uma unidade de referência em cada região administrativa. Inauguramos recentemente o primeiro na cidade de São Paulo e vamos replicar esse modelo em todas as regiões do estado, principalmente no interior. É uma agenda muito importante e, em pouco tempo, esse centro será entregue e colocado à disposição da população”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
O prédio, cedido pela Prefeitura de Bauru, já recebe a identidade visual dos equipamentos da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD). A unidade será referência para 39 municípios no centro-oeste paulista, uma área estratégica pela localização privilegiada e pela convergência de importantes rodovias estaduais e federais. A previsão é que o Centro TEA Paulista e o Centro de Cidadania à Pessoa com Deficiência em Bauru sejam inaugurados na segunda quinzena de junho.
“A unidade de Bauru inaugura um novo momento de interiorização, fortalecendo a rede regional de apoio às pessoas com TEA. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e capacitação, além de apoiar os municípios na construção de políticas públicas cada vez mais inclusivas”, diz Marcos da Costa, secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A unidade será referência para 39 municípios no centro-oeste paulista. Foto: Paulo Guereta/Governo de SP
A gestão do Centro TEA Paulista e do Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência de Bauru ficará a cargo da Organização da Sociedade Civil (OSC) Sorri-Bauru, declarada vencedora do certame aberto pela SEDPcD. O processo seletivo contou com a participação de oito instituições interessadas, e a homologação, após análise de recursos, foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 5 de maio.
Caberá à Sorri-Bauru coordenar o equipamento, contratar equipe multiprofissional especializada e implementar os processos e atividades dos dois centros em consonância com as diretrizes legais da SEDPcD. A instituição tem histórico reconhecido de atuação na área de inclusão e assistência a pessoas com deficiência na região.
Infraestrutura e serviços previstos
A unidade contará com sala multissensorial, espaço de acomodação sensorial para pessoas em crise, biblioteca temática, auditório para cursos e palestras e uma unidade do Polo de Empregabilidade Inclusiva (PEI), focado na capacitação e inserção profissional de pessoas com deficiência.
Entre os serviços previstos estão: atendimento presencial e remoto a pessoas com TEA e seus familiares; capacitação de profissionais da rede municipal; estímulo à pesquisa na área do autismo; promoção de atividades esportivas, culturais e de arte-terapia; além de orientação sobre direitos e serviços disponíveis. O projeto conta com aporte total de R$ 12 milhões, distribuídos ao longo de dois anos.
Tarcísio de Freitas visitou instalações do Centro, que deve ser entregue em junho. Foto: Paulo Guereta/Governo de SP
Caravana 3D
A Caravana 3D é uma iniciativa do Governo de São Paulo que percorre as regiões do estado para levar políticas públicas com foco nos três pilares da gestão: desenvolvimento, dignidade e diálogo. A proposta é fortalecer a articulação com os municípios, promovendo entregas e investimentos que considerem as necessidades locais e contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população. A ação já passou pelo ABC, Alto Tietê, Ribeirão Preto, Campinas, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Sorocaba, Presidente Prudente e Itapeva.
A Caravana reforça o compromisso do governo paulista com uma atuação mais próxima e integrada, baseada na escuta do cidadão e no diálogo com lideranças locais. Em cada etapa, são realizadas visitas aos municípios e anúncios de ações concretas nas áreas de saúde, educação, habitação, infraestrutura e segurança.
A história de milhares de crianças e adolescentes atendidos pelo Estado de São Paulo ao longo de mais de um século está guardada em documentos, fotografias, registros e relatos que atravessaram gerações. Esse patrimônio passa a contar, agora, com um espaço dedicado à sua difusão pública e à mediação cultural. A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, inaugurou a “CASA da Memória Sergio Ranalli – Tecendo Histórias”, no antigo Complexo do Tatuapé, na capital paulista.
O espaço nasce com uma exposição inaugural: “A Arte que Transforma na Medida Socioeducativa”, mostra temporária que coloca em evidência as produções artísticas realizadas por adolescentes no cotidiano da medida socioeducativa em São Paulo, nas linguagens de texto, pintura, imagem, música e audiovisual. A proposta parte de uma premissa: quando um adolescente encena, pinta, canta ou produz qualquer trabalho que se traduza em produto cultural, há ali arte de verdade, com função estética e valor humano.
A CASA da Memória, um trocadilho com a abreviação “CASA” (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), está instalada nas dependências do Núcleo de Acervo Institucional e Documental (NAID), que reúne cerca de 660 mil registros históricos e prontuários com informações datadas desde 1925, além de acervo iconográfico composto por fotografias, plantas arquitetônicas, pinturas e materiais audiovisuais produzidos por crianças e jovens desde o início do século XX. Trata-se de um conjunto documental que permite compreender como as políticas públicas voltadas à infância e à juventude foram estruturadas em diferentes períodos históricos e como esse olhar foi se transformando ao longo do tempo.
CASA da Memória Sergio Ranalli (Foto Marcelo Machado – Fundação CASA)
O acervo vai além do valor documental. Pessoas buscam o NAID para encontrar registros de familiares ou para reconstruir a própria história. Antigos internos retornam para conhecer melhor a própria trajetória. Há ainda casos de personalidades públicas que descobrem vínculos com a instituição. É esse patrimônio que a CASA da Memória agora torna acessível ao público.
O espaço funcionará como ambiente de encontro entre memória, educação e debate público, com exposição de longa duração estruturada como linha do tempo, mostras temporárias sala de formação para servidores da Fundação CASA, centro de referência para pesquisadores e programação cultural contínua, com visitas mediadas, rodas de conversa com pesquisadores e convidados, cine-debates e ações educativas ao longo do ano.
Para o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Arthur Lima, a criação da CASA da Memória é um ato de responsabilidade do Estado com sua própria história. “Políticas públicas melhores se constroem quando entendemos os erros e acertos do passado. Esse espaço não é só um arquivo, é um instrumento de reflexão para gestores, pesquisadores, educadores e para a sociedade como um todo. O Governo do Estado de São Paulo se orgulha de apoiar uma iniciativa que coloca a dignidade de crianças e adolescentes no centro da memória pública.”
CASA da Memória Sergio Ranalli (Foto Marcelo Machado – Fundação CASA
O projeto é desenvolvido pela Universidade Corporativa da Fundação CASA (UNICASA), responsável pela concepção pedagógica e pelas ações educativas, em parceria com o NAID, que responde pela curadoria, preservação e organização técnica do acervo, e com a Gerência de Arte e Cultura (GAC) da Instituição, que atua na parte curatorial das exposições. A iniciativa também conta com articulação com universidades, museus, memoriais e outras instituições parceiras.
Marco histórico e transformação institucional
A inauguração coincide com um marco importante: em 2026, completam-se 20 anos da mudança de nome da antiga Febem para Fundação CASA, transformação que simbolizou uma virada na forma de pensar e executar a política socioeducativa em São Paulo. O espaço está inserido em um território historicamente ligado às políticas públicas voltadas à infância e à juventude e que foi cenário dessa transformação. Mesmo após a desativação do antigo Complexo do Tatuapé, o local mantém valor simbólico e passa a integrar a experiência proposta ao visitante.
“Quando falamos dos 660 mil prontuários guardados aqui, não estamos falando de números. Estamos falando de crianças que tiveram suas histórias registradas, muitas vezes no momento mais difícil de suas vidas. A CASA da Memória existe para que essas histórias não se percam. Vinte anos depois da Febem virar Fundação CASA, esse espaço é a prova de que a transformação foi real e que seguimos comprometidos com um futuro diferente para cada jovem que passa pela nossa instituição”, afirma o presidente interino da Fundação CASA, Oswaldo Caetano Junior.
CASA da Memória Sergio Ranalli (Foto Marcelo Machado – Fundação CASA)
Homenagem ao servidor Sergio Ranalli
O espaço leva o nome de Sergio Ranalli, servidor que dedicou 38 anos à organização e preservação do acervo histórico da instituição, desde o período da Pró-Menor, passando pela Febem, até a Fundação CASA. Foi graças ao seu trabalho que milhares de documentos atravessaram décadas preservados. O nome foi escolhido por meio de concurso cultural com participação de servidores e representa um reconhecimento simbólico a quem ajudou a proteger a memória institucional e, junto com ela, as histórias de milhares de crianças e jovens atendidos ao longo do último século.
Sobre a Fundação CASA
A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social. Mais informações em: https://fundacaocasa.sp.gov.br/.
O Governo de São Paulo entregou, nesta quinta-feira (21), o novo espaço que abrigará o Bom Prato I Santos – Mercado, primeira unidade do programa na região. A parceria da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado (Seds) com a Prefeitura de Santos fortalece a segurança alimentar na Baixada Santista.
A reinauguração da unidade, que funciona no município desde 2005, teve a participação da secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, da prefeita em exercício de Santos, Audrey Kley, e da secretária de Desenvolvimento Social de Santos, Renata Bravo, e demais autoridades locais.
A nova unidade, localizada na Rua General Câmara, 454, na região central da cidade, contará com uma área de 966 m² e estrutura revitalizada, adequada para abrigar todos os equipamentos que compõem uma unidade fixa do Bom Prato.
O espaço foi projetado para oferecer mais comodidade aos frequentadores, garantindo um ambiente digno à população em situação de vulnerabilidade social do município. O restaurante popular seguirá servindo 2,1 mil refeições diárias: 300 cafés da manhã, 1,2 mil almoços, 300 jantares, além de 300 refeições distribuídas pela unidade móvel.
“O Bom Prato é uma das principais políticas públicas de segurança alimentar do Estado, e a modernização desta unidade representa um avanço importante para garantir acesso a refeições de qualidade, com dignidade, à população em situação de vulnerabilidade”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Andrezza Rosalém.
Com investimento de R$ 1,5 milhão da Seds na aquisição de equipamentos, a reinauguração da unidade também contou com a atuação da Prefeitura de Santos, responsável pela locação e adequação do espaço.
A mudança de endereço faz parte do projeto de revitalização do Mercado Municipal da cidade. A proposta é misturar comércio tradicional e economia criativa. Para isso, o espaço terá comercialização de produtos frescos junto a experiências culturais e gastronômicas, artesanato e muito mais.
Atualmente, Santos conta com quatro unidades fixas e duas móveis, totalizando seis pontos de atendimento do Programa Bom Prato, responsáveis por servir 6,5 mil refeições diariamente.
Entre janeiro de 2023 e março de 2026, já foram distribuídas mais de 5,3 milhões de refeições na cidade, com investimento estadual de mais de R$ 34,8 milhões. O aporte da Prefeitura de Santos no mesmo período é de mais de R$ 2,2 milhões.
Ampliação de atendimento aos finais de semana
Desde 16 de maio, outra novidade implementada em Santos foi o funcionamento de três unidades do Bom Prato durante os finais de semana. A partir dessa data, as unidades Santos I – Mercado, Santos III – Morros e Santos IV – Dique Vila Gilda passaram a oferecer refeições aos sábados e domingos, ampliando em 1.100 o número de refeições disponibilizadas.
Na unidade Santos I – Mercado, a ampliação prevê a oferta de até 500 almoços aos domingos. Antes, o atendimento ocorria apenas aos sábados, com café da manhã, almoço e jantar.
Já as unidades Santos III – Morros e Santos IV – Dique Vila Gilda têm atendimento aos sábados e domingos, por meio de unidades móveis. São 300 refeições no almoço em cada uma. O investimento do Governo do Estado para viabilizar a ampliação do serviço é de aproximadamente R$ 734 mil ao ano.
Avanço na segurança alimentar
Atualmente, o programa conta com 71 unidades fixas, quatro refeitórios e 46 caminhões que atendem em 51 pontos de atendimento do Bom Prato Móvel, totalizando 126 localidades em 42 municípios. Somente nesta gestão, foram entregues 24 novas unidades, sendo 19 caminhões do BPM e quatro refeitórios.
A alimentação oferecida no Bom Prato é subsidiada pelo Governo do Estado de São Paulo, aumentando a oferta de comida acessível e nutritiva à comunidade. As refeições são balanceadas e oferecem, além do arroz e do feijão, uma guarnição, uma proteína e uma fruta, ao preço simbólico de R$ 1,00.
Em alguns pontos de atendimento também são servidos o jantar (ao mesmo preço do almoço), e o café da manhã, adquirido por R$ 0,50. Os pontos de atendimento podem ser consultados na página do programa.
Cardápio de reinauguração:
Prato principal: Frango à parmegiana;
Guarnição: Nhoque ao sugo com manjericão;
Salada do chef: Alface crespa, alface americana, rúcula, manga em cubos, croutons temperados, molho simples à base de azeite, limão e sal;
Sobremesa: Pudim de coco com calda de frutas vermelhas.
As forças de segurança do Estado de São Paulo irão reforçar o policiamento durante a 21ª edição da Virada Cultural, realizada neste sábado (23) e domingo (24), em todas as regiões da capital paulista.
A operação integrada das Polícias Militar e Civil contará com equipes especializadas, reforço nas delegacias, monitoramento em tempo real e ações preventivas para garantir a segurança do público e agilizar o atendimento de ocorrências durante o evento.
Para a operação, a Polícia Militar mobilizará cerca de 4,2 mil policiais militares e 900 viaturas. As equipes estarão distribuídas em todas as regiões da cidade, especialmente em áreas de grande circulação de público, acessos aos palcos, corredores viários, estações de transporte coletivo e pontos de embarque e desembarque.
O esquema operacional contará com efetivo dos batalhões territoriais e unidades especializadas subordinadas ao Comando de Policiamento da Capital, além do apoio do Comando de Policiamento de Choque, Comando de Policiamento de Trânsito, Corpo de Bombeiros, Comando de Aviação da Polícia Militar e o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
O policiamento será realizado de forma ostensiva nos arredores e nas áreas de acesso aos eventos, com patrulhamento a pé e motorizado. Também serão empregados recursos tecnológicos, como câmeras fixas e móveis, monitoramento em tempo real, drones operados pelos comandos de policiamento de área e torres de observação nos principais palcos.
“O planejamento estratégico foi desenvolvido de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança do público, prevenir ocorrências criminais e garantir resposta rápida às ocorrências”, afirmou o tenente Máquel Crúvel, do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 1 (CPA/M-1).
Além disso, a operação contará com uma Sala de Gerenciamento de Incidentes instalada junto ao Copom, reunindo representantes das unidades da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos na organização do evento, permitindo o acompanhamento em tempo real das ocorrências e a adoção rápida de medidas operacionais.
Para auxiliar na organização dos espaços e no fluxo de público, também serão utilizados gradis e tapumes nas áreas de maior movimentação.
Entre os principais objetivos da operação estão ampliar a percepção de segurança, a prevenção criminal e a garantia de tranquilidade para o público durante toda a programação da Virada Cultural 2026.
Ainda conforme o tenente Máquel Crúvel, o planejamento operacional foi estruturado para reforçar a presença policial e garantir resposta rápida em toda a região central da capital. “Com o apoio de equipes especializadas, viaturas e torres de observação, nosso objetivo é ampliar a segurança e garantir tranquilidade para que o público participe do evento com segurança.”
Reforço na Polícia Civil durante Virada Cultural
As delegacias da capital paulista também terão os plantões reforçados durante o fim de semana para garantir o atendimento à população. O Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), do Departamento de Operações Especiais (Dope), atuará com policiamento preventivo especializado nos arredores dos locais de eventos, com atenção especial aos roubos e furtos de celulares, alianças, correntes e demais crimes contra o patrimônio.
Além do reforço preventivo, o Dope também prestará apoio às delegacias das áreas onde ocorrerão os eventos e poderá auxiliar em operações realizadas por unidades territoriais e especializadas. Segundo o delegado Ricardo Farabulini, o objetivo é reforçar a atuação policial e garantir maior agilidade nas ocorrências.
Já a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), atuará com equipes de prontidão durante o evento. Em caso de ocorrências relacionadas à competência da unidade, os policiais estarão de prontidão para registrar boletins de ocorrência e prestar apoio às vítimas.
O estado de São Paulo deve atingir ainda este ano a capacidade instalada recorde de 1 milhão de metros cúbicos por dia na produção de biometano. O volume é suficiente para atender integralmente o consumo de gás canalizado de todas as 2,8 milhões de residências conectadas à rede paulista, ou 65% de todos os imóveis da cidade de São Paulo, que possui 4,3 milhões de residências, segundo dados do Seade.
Considerando principalmente a utilização de resíduos provenientes do setor agroindustrial e de aterros sanitários, o estado concentra hoje algumas das principais iniciativas de biometano do país e concentra nove das 19 plantas de biometano em operação no Brasil. Parte dessas ações, que integram uma estratégia mais ampla de valorização de resíduos, foi apresentada por representantes da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), durante evento voltado à aceleração de negócios em biogás e biometano na semana passada.
A capacidade instalada de um milhão de m³ por dia de produção de biometano, à plena operação, é equivalente à substituição de, aproximadamente, 4 mil ônibus urbanos a diesel. Um estudo contratado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com apoio técnico e institucional da Semil, mostrou que veículos pesados, como ônibus e caminhões, são candidatos promissores para a conversão ao biometano, que já possui aplicações comerciais em outras partes do Brasil e no mundo. O consumo energético do transporte rodoviário do estado de São Paulo representa 26% do consumo nacional e é composto majoritariamente de óleo diesel, gasolina e álcool.
Realizado pela InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), e pela Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), com apoio da Semil, por meio da Subsecretaria de Energia e Mineração, o evento teve como objetivo ampliar a articulação estratégica, reunindo reguladores, formuladores de políticas públicas, investidores e empresas líderes do setor de biogás e biometano para discutir novas formas de destravar projetos e impulsionar novos modelos de negócio, além de criar redes de networking capazes de promover trocas de conhecimento, gerar oportunidades e construir novas parcerias.
Durante a abertura do evento, Marisa Barros, subsecretária de Energia e Mineração da Semil, destacou o estado de São Paulo como o principal protagonista nacional na produção de biometano, concentrando nove das 19 plantas em operação no Brasil. “Temos uma infraestrutura que garante ao território paulista uma capacidade instalada superior a 700 mil metros cúbicos por dia, o que representa cerca de metade de toda a produção do país. Outras 11 unidades estão em fase de autorização pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Com isso, o estado se prepara para atingir a marca recorde de cerca de um milhão de metros cúbicos (m³) por dia até dezembro deste ano, dentro de um potencial estimado de 6,4 milhões de m³/dia”, explicou Marisa Barros.
Desenvolvimento de negócios em biogás e biometano
O primeiro painel do evento abordou o desenvolvimento de negócios em biogás e biometano, sendo mediado por Tiago Santovito, diretor-executivo da ABiogás. Especialistas trataram sobre o mercado de biometano em São Paulo e no Brasil, que passa por forte expansão regulatória e estrutural, impulsionada por leis estaduais e federais. Eles trouxeram visões integradas sobre os principais elementos que viabilizam projetos no país.
Representando a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Semil, Allan Cellim da Silva, da Diretoria de Controle e Licenciamento Ambiental, explicou as diretrizes e os procedimentos para licenciamento ambiental de plantas de biometano e efluentes, que nos últimos anos passaram por grande modernização estrutural com o objetivo de reduzir o tempo médio de aprovação para até 60 dias, estabelecendo regras claras e padronizadas para o setor.
“O biometano é um pilar estratégico na descarbonização do estado de São Paulo, substituindo combustíveis fósseis como diesel e gás natural, com até 99% menos emissões de gases de efeito estufa. A Cetesb viabiliza essa transição ao garantir o licenciamento seguro e ágil de plantas e integrar o biocombustível à economia circular”, disse Allan Cellim. Ele ressaltou o crescimento do uso do biometano pela indústria, em vários segmentos. “Emitimos cerca de 20 mil licenças ambientais por ano, sendo aproximadamente 30 a 40 tipos de indústrias que já utilizam o biometano em seus processos produtivos”, explicou.
Políticas paulistas fomentam e impulsionam o biometano
Laís Almada, diretora de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da Semil, trouxe um panorama de políticas estaduais que fomentam e impulsionam a expansão da infraestrutura de biometano em São Paulo. Entre os destaques, ela ressaltou a tomada de subsídios sobre os certificados de origem do biometano nos inventários de emissão a serem encaminhados à Cetesb por empresas paulistas. O objetivo é fomentar o mercado do atributo ambiental do biometano, por meio de um instrumento voluntário. As contribuições de agentes do setor estão sendo consideradas e irão contribuir para um mecanismo que permite a rastreabilidade do biometano e o fortalecimento desse mercado.
“Além dessas ações, São Paulo deu também mais um passo para o desenvolvimento do mercado de biometano ao firmar parceria internacional com o Swedfund International AB, instituição financeira de desenvolvimento do governo da Suécia. O objetivo é realizar estudos técnicos para dimensionar investimentos necessários à implantação de novos gasodutos de biometano, além de avaliar o potencial de recuperação do digestato e propor modelos de negócio para a produção e comercialização de biofertilizantes orgânicos em plantas de biometano no estado”, explicou Laís Almada.
A diretora da Semil ainda ressaltou a importância do Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050) de São Paulo como parte estratégica do estado para atingir a neutralidade de emissões de carbono até a metade do século, alinhando-se à iniciativa global Race to Zero da ONU. “O biometano se destaca por ser um combustível de fonte renovável, de baixa intensidade de carbono, e que pode ser injetado diretamente na rede de gasodutos existente ou utilizado na mobilidade, como em frotas pesadas e ônibus, sendo alternativa ao diesel”, explicou Laís Almada.
Avanços no arcabouço regulatório
Responsável por autorizar e fiscalizar as operações de plantas de biometano, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também estabelece os padrões de qualidade para sua produção e distribuição. Para obtenção da autorização, as empresas devem protocolar junto à ANP um comunicado com as informações técnicas do projeto antes da construção ou modificação da unidade produtora. As autorizações são concedidas mediante o cumprimento das normas regulatórias e dos requisitos técnicos estabelecidos.
“A ANP tornou o processo de autorização e comercialização do biometano mais eficiente, modernizando seu arcabouço regulatório, alinhando-o às diretrizes da Lei do Combustível do Futuro e ao Programa Nacional de Descarbonização, e isso contribui, por parte dos estados, para a conexão com as redes de distribuição canalizada”, explicou Marcos Werner, superintendente de Produção de Combustíveis na ANP.
Ele ressaltou que, nos últimos anos, houve um aumento expressivo no volume de solicitações para a outorga e o início de operação de novas plantas industriais de biometano no Brasil. “Notamos que esse aumento foi impulsionado pela recente regulamentação de incentivos federais e também estaduais. A tendência, para 2026, é de elevação da produção de biometano. Há muita diversificação de matérias-primas, especialmente Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) enviados para aterros sanitários e transformados em biogás, além dos resíduos agrossilvopastoris, com ampla distribuição geográfica nacional. Portanto, há muito potencial para todas as regiões do país”, afirmou Werner.
Interconexão com redes de gás
Ainda neste painel, um tema abordado por representante da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) foi a interconexão com redes de gás e expansão da infraestrutura paulista. Maria Eugênia Bonomi, gerente de Estudos Técnicos, Regulação e Contratos, trouxe um panorama da atuação regulatória para gás natural e biometano no estado, que conta com pouco mais de três milhões de consumidores de gás canalizado em SP.
“A interconexão com redes de gás ampliará gradualmente a produção do biocombustível. Esse processo transforma resíduos em combustível, permitindo que o biometano seja injetado diretamente nas tubulações existentes e distribuído aos consumidores. Isso representa um grande avanço estratégico para a expansão do mercado de biometano paulista, contribuindo para a descarbonização da matriz energética de SP”, explicou Maria Eugênia.
Recentemente, a Arsesp aprovou a interconexão da planta de biometano da Solví Essencis Ambiental, no aterro de Caieiras, cidade da Região Metropolitana de São Paulo, à rede de distribuição de gás canalizado da Comgás.
O evento contou ainda com apresentações de representantes da SPTrans (São Paulo Transporte), vinculada à Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) da Prefeitura de São Paulo, que abordaram os testes com ônibus movidos a biometano, em caráter experimental, iniciativa que faz parte do programa BioSP, lançado para contornar gargalos na infraestrutura de recarga dos veículos elétricos na cidade.
Biometano abastecendo a indústria e para a produção de SAF
Presente no evento, a Natura apresentou a sua iniciativa ao utilizar biometano na sua maior operação na América Latina, localizada em Cajamar, em SP. O combustível limpo abastece 45% dos processos industriais e movimenta 100% da frota logística que circula entre a fábrica e a Grande São Paulo. O biometano utilizado é proveniente do aterro sanitário de Caieiras, o maior da América Latina, e substitui os combustíveis fósseis.
A Geo Bio Gas & Carbon, empresa brasileira pioneira no desenvolvimento tecnológico para a produção de biogás, biometano e combustíveis verdes avançados, abordou as oportunidades na produção de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) a partir de biogás de resíduos de biomassa do setor sucroenergético. Com apoio do governo paulista e parceiros internacionais, o projeto visa descarbonizar o setor aéreo utilizando resíduos de biomassa.
O evento também abriu espaço para o diálogo com os participantes, com rodadas de perguntas, promovendo escuta ativa e o compartilhamento de experiências sobre as ações em andamento e as que estão por vir.
O Governo de São Paulo fez, nesta quinta-feira (21), uma série de entregas e anúncios para fortalecer a rede de saúde da região de Bauru. As ações foram apresentadas durante agenda da Caravana 3D no Hospital das Clínicas (HC) do município. Entre os destaques, está a entrega da ampliação do Ambulatório de Especialidades do HC, referência no atendimento de pacientes com anomalias craniofaciais e deficiência auditiva, que agora também oferece novas especialidades médicas.
“Estamos dando prosseguimento à Caravana 3D com uma agenda importante aqui no HC, ampliando o ambulatório médico para aumentar o número de consultas e fortalecendo o centro de radiologia. Este equipamento se conjuga com outras ações de saúde para a região, como a inauguração da UBS de Lins e o início das obras do AME de Jaú, anunciados na quarta-feira (20). Dessa forma, vamos descomprimindo o sistema”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
Expansão do Ambulatório de Especialidades do HC de Bauru fará atendimentos em áreas como cardiologia, cirurgia geral. Foto: Paulo Guereta/Governo Estado SP
Com a expansão, o Ambulatório de Especialidades do HC de Bauru fará atendimentos em áreas como cardiologia, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, cirurgia torácica, cirurgia vascular, endocrinologia, endocrinologia infantil, gastroenterologia, ginecologia, infectologia, nefrologia, neurologia pediátrica, ortopedia, ortopedia pediátrica, pneumologia, proctologia, urologia e reumatologia.
Outro avanço é o aumento dos serviços do Centro de Radiologia do hospital. Iniciado em 2023 com exames de raio-X, o local passa agora a oferecer exames de ressonância magnética à população. Durante a atual gestão, foram incorporados outros exames na unidade como tomografia, ultrassonografia, ecocardiografia, espirometria, eletroencefalografia, Holter e MAPA.
Entregas representam R$ 30 milhões em investimentos para obras e novos equipamentos do HC. Foto: Paulo Guereta/Governo Estado SP
Durante a agenda, o governador também visitou as obras do centro cirúrgico e do setor de hemodiálise do hospital, com conclusão prevista para o segundo semestre deste ano. O novo centro cirúrgico contará com nove salas e capacidade para realização de até mil cirurgias por mês.
Já o setor de hemodiálise terá 31 novas poltronas e capacidade para atendimento de cerca de 180 pacientes. A expectativa é que a nova estrutura entre em funcionamento ao longo deste ano, ampliando o acesso ao tratamento especializado para pacientes da região.
As entregas representam um conjunto de investimentos de R$ 30 milhões do Governo de São Paulo para obras e novos equipamentos da unidade. Os recursos também contemplam as obras do futuro centro cirúrgico e do novo setor de hemodiálise da unidade.
Caravana 3D
A Caravana 3D é uma iniciativa do Governo de São Paulo que percorre as regiões do estado para levar políticas públicas com foco nos três pilares da gestão: desenvolvimento, dignidade e diálogo. A proposta é fortalecer a articulação com os municípios, promovendo entregas e investimentos que considerem as necessidades locais e contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população. A ação já passou pelo ABC, Alto Tietê, Ribeirão Preto, Campinas, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Sorocaba, Presidente Prudente e Itapeva.
A Caravana reforça o compromisso do governo paulista com uma atuação mais próxima e integrada, baseada na escuta do cidadão e no diálogo com lideranças locais. Em cada etapa, são realizadas visitas aos municípios e anúncios de ações concretas nas áreas de saúde, educação, habitação, infraestrutura e segurança.