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Vance diz que negociações criaram ‘boa base’ para acordo definitivo com o Irã

23 de Junho de 2026, 10:22

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou na segunda-feira (22) que as negociações com o Irã criaram uma “boa base para um acordo final bem-sucedido” que encerre a guerra definitivamente. Vance citou avanços em múltiplas frentes, como a criação de “mecanismos” para a manutenção do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e pelo fim do conflito entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano. Ele deixou a Suíça na segunda, enquanto equipes técnicas permaneceram nas conversas com representantes iranianos.

O acordo provisório para encerrar os combates no Irã, assinado na semana passada, estabelece um prazo de 60 dias para negociações sobre temas centrais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerã.

Leia também: EUA e Irã mantêm negociações na Suíça; JD Vance deve viajar ao país

O principal negociador da delegação iraniana, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou que o Estreito de Ormuz será administrado pelo Irã, em conformidade com as leis internacionais. “Esperamos conseguir ativar o estreito novamente, em termos de passagem, e trazer prosperidade de volta à economia regional e global”, disse Ghalibaf.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu na segunda uma licença de 60 dias que suspende as sanções sobre o petróleo iraniano, como parte do acordo provisório.

Enquanto isso, o tráfego de petroleiros continuou a aumentar no Estreito de Ormuz. Segundo a empresa de dados e análises Kpler, houve 71 travessias confirmadas no fim de semana. Antes da guerra, de 100 a 130 embarcações cruzavam o estreito por dia. 

Leia mais: EXCLUSIVO CNBC: JD Vance diz que EUA “têm todas as cartas” em acordo com Irã

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Fundo de reconstrução bilionário e liberação da venda de petróleo iraniano: o que diz o acordo entre EUA e Irã

23 de Junho de 2026, 10:20

O acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo, na Suíça, libera US$ 12 bilhões de recursos iranianos que estavam congelados em fundos de investimento, além da criação de um fundo privado de reconstrução do país e a liberação da venda de petróleo pelo Irã.

De acordo com a agência estatal do Irã, a IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati.

Leia também: EUA emitem isenções abrangentes de sanções ao petróleo do Irã, liberando bilhões em receitas para Teerã

“A incansável mediação do Paquistão e do Catar proporcionou grandes avanços para acabar com a guerra no Líbano”, comentou no X (antigo Twitter) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, após o encontro na Suíça.

“As exportações de petróleo e petroquímicos foram liberadas, o bloqueio foi suspenso, parte dos ativos congelados foi desbloqueada e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi colocado em marcha”, acrescentou.

Essa liberação, no entanto, ainda é alvo de confrontos entre os países, já que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na última segunda-feira (22) que esses ativos não serão liberados caso não haja avanços concretos nas negociações.

Fundo de reconstrução

Outro ponto que gera debate no acordo é a criação de um fundo privado para a reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão pagar por esses valores. Atores envolvidos na negociação confirmaram que não haverá recursos governamentais americanos no acordo e que o montante sairá de empresas que atuam nos Estados Unidos, nos países árabes do Golfo, na Ásia e na América do Sul.

Leia também: PF cumpre buscas no banco Digimais, de Edir Macedo, e pede bloqueio de R$ 670 milhões

O fundo vai permitir que países da região contribuam de diferentes formas, como com a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e toda a infraestrutura afetada pelo conflito.

Essa medida também é alvo de debate entre os países, já que os Estados Unidos afirmam que ela só vai ocorrer caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A diplomacia do Irã, por sua vez, nega que o programa de mísseis do país faça parte da negociação.

O custo dos danos causados pelo conflito está estimado em US$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).

Venda de petróleo

Na segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão por dois meses de suas sanções ao petróleo iraniano. As transações que estavam proibidas estão autorizadas até o dia 21 de agosto, exceto para Cuba e Coreia do Norte.

A licença poderia liberar um inventário flutuante de cerca de 67 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos no Golfo, proporcionando ao Irã um ganho financeiro potencial de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões, de acordo com Miad Maleki, ex-oficial de sanções do Tesouro e atual membro sênior da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank baseado em Washington.

Com a liberação, acredita-se que a China acelerará as compras do petróleo iraniano durante os dois próximos meses.

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Domínio online do Google dá sinais de desgaste na era da IA

23 de Junho de 2026, 10:10

Mais de três anos após o início do boom da inteligência artificial generativa, o Google desafiou muitos céticos que acreditavam que o ChatGPT seria o golpe fatal para o gigante das buscas. Mas alguns problemas estão abalando seu negócio principal.

O mecanismo de busca DuckDuckGo está registrando aumentos nas taxas de instalação de até 40% por semana. O Bing, da Microsoft, alcançou 1 bilhão de usuários pela primeira vez no último trimestre. E o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu ligeiramente no último mês, enquanto o ChatGPT registrou uma pequena alta.

O Google ainda controla 90% do mercado de buscas, o preço de suas ações mais do que dobrou no último ano e o crescimento da receita no primeiro trimestre foi o mais rápido desde 2022. Mas a preocupação com a IA persiste à medida que mais pessoas recorrem aos chatbots como método preferido para encontrar informações.

O ChatGPT ocupa consistentemente a posição de aplicativo gratuito mais baixado no iOS da Apple, e o Claude, da Anthropic, está atualmente em oitavo lugar, uma posição atrás do Gemini, do Google.

Enquanto isso, outra onda de usuários da internet está se afastando completamente das buscas impulsionadas por IA em favor de alternativas sem IA. Um estudo do Pew Research Center publicado em março constatou que cerca de metade dos americanos sentia que a IA em suas vidas diárias os deixava “mais preocupados do que entusiasmados”.

Navegar pela internet sem ela é um dos mecanismos de adaptação e, no início deste mês, o DuckDuckGo lançou um mecanismo de busca “sem IA” com novas extensões para navegador que permitem aos usuários utilizar por padrão o endereço noai.duckduckgo.com.

“Muitas pessoas usam o Google porque o Google é como a página inicial da internet, mas elas querem fazer essas jornadas, clicar e pesquisar por conta própria e tomar suas próprias decisões”, disse Lily Ray, vice-presidente de otimização para mecanismos de busca e busca por IA da empresa de marketing Amsive.

Leia também: Google cria estratégia bilionária para enfrentar a Nvidia

O Google também enfrenta o desafio de conter startups de IA fortemente financiadas, que estão pagando valores elevados por talentos antes de suas potenciais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).

Na semana passada, Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e copresidente do Gemini AI, anunciou que estava deixando o Google para ingressar na OpenAI. E, na sexta-feira, John Jumper, vice-presidente da DeepMind e fellow de engenharia, informou que estava saindo para trabalhar na Anthropic.

As ações da Alphabet tiveram, na segunda-feira, seu pior desempenho em mais de um ano, com queda de 5%.

Analistas da Jefferies escreveram em um relatório que “não interpretam as recentes saídas como um sinal de que o Google esteja fazendo menos em IA, mas sim como mais um dado em uma guerra por talentos que afeta toda a indústria, na qual laboratórios de ponta estão oferecendo lances agressivos”.

Um porta-voz do Google se recusou a comentar para esta reportagem.

Para o Google, o surgimento da IA generativa representa uma espécie de risco existencial desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, que recentemente ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais. A ameaça é dupla: o Google pode perder sua posição dominante e, ao tentar competir em IA, pode canibalizar seu próprio mecanismo de busca em favor de uma nova forma de encontrar informações que ainda não possui um modelo comprovado de publicidade digital.

Os anúncios ainda representam cerca de três quartos da receita da empresa. As margens extremamente elevadas da publicidade permitem ao Google financiar apostas de longo prazo e alto custo, como a Waymo e a IA baseada no espaço, além de investir perto de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA.

Em sua conferência anual para desenvolvedores, realizada no mês passado, o Google anunciou que redesenharia a caixa de busca pela primeira vez em 25 anos, posicionando o botão “Modo IA” diretamente dentro dela. O botão de busca agora fica abaixo da caixa.

“Esta é a maior atualização da nossa icônica caixa de busca desde sua estreia, há mais de 25 anos”, afirmou Elizabeth Reid, responsável pela organização de buscas do Google, durante o evento.

Além disso, a popular ferramenta de geração de imagens Nano Banana também está disponível na caixa de busca por meio do botão de adição. No aplicativo móvel do Google Search, uma grande caixa clicável do “Modo IA” tem praticamente o mesmo tamanho da caixa de busca tradicional.

Leia também: Google permitirá que os sites se excluam dos resultados de pesquisa gerados por I.A.

Reação contrária à IA

No último mês, o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu mais de 1%. O tráfego do ChatGPT aumentou um pouco. O DuckDuckGo, que há muito tempo se posiciona contra o Google como uma opção de busca mais privada, afirma que as taxas de instalação cresceram até 75% em relação ao período anterior ao anúncio do Google I/O, em maio.

O Google precisa “encontrar um equilíbrio, porque, se avançar demais com a IA, perderá seus usuários”, disse Ray, da Amsive. Ela classificou a participação de mercado do DuckDuckGo como “microscópica”, mas afirmou que houve um grande aumento recentemente.

Até mesmo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reconhece os receios em torno da IA. Em um episódio recente do podcast “Hard Fork”, Pichai afirmou que as pessoas estão “justificadamente” ansiosas sobre o tipo de futuro que a tecnologia criará, classificando a escala da mudança como sem precedentes.

Google e OpenAI enfrentaram processos por morte culposa movidos por familiares de pessoas que supostamente cometeram atos de violência ou automutilação devido ao uso de chatbots. Em março, o Google foi processado pelo pai de um homem de 36 anos, que alegou que o chatbot Gemini convenceu seu filho a tentar realizar “um ataque com múltiplas vítimas” e, posteriormente, a cometer suicídio.

No mercado de buscas, o DuckDuckGo não é o único mecanismo respondendo à demanda por alternativas. A Microsoft lançou uma extensão para navegador chamada “Bing AI Search Choice”, que permite aos usuários desativar recursos semelhantes a chats de IA.

“A IA está fazendo coisas poderosas para as buscas, mas as pesquisas mostram que nem todos querem usar IA para tudo o tempo todo”, escreveu Jordi Ribas, presidente de busca e IA da Microsoft, em uma publicação no LinkedIn sobre a atualização.

Também cresce a antipatia entre editoras e veículos de mídia, que viram o tráfego proveniente das buscas do Google despencar, em parte porque a IA reúne informações em resumos exibidos no topo dos resultados, eliminando a necessidade de clicar nos links.

Em uma disputa antitruste com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Google admitiu no ano passado, em documento judicial, que a web aberta já está “em rápido declínio”, uma avaliação que contrastou com declarações públicas de executivos da empresa.

Leia também: Google lança novos modelos de IA e agentes pessoais

Estudos de painéis de dados como SparkToro e Similarweb mostram que aproximadamente 68% de todas as buscas no Google agora terminam sem um único clique para um site externo. Roger Lynch, CEO da Condé Nast, afirmou em entrevista no mês passado à TBPN que sua equipe prevê quedas no tráfego oriundo das buscas há três anos e que “todos os anos a queda foi maior do que a prevista”.

“No ano passado, eu disse às nossas equipes para assumirem que não existe busca”, afirmou. “Vocês precisam planejar seus negócios como se a busca fosse zero.”

Mesmo após a queda das ações do Google na segunda-feira, o papel ainda acumula alta superior a 100% no último ano, superando com folga todos os seus pares entre as chamadas hyperscalers. A empresa demonstrou capacidade de sobreviver e prosperar em meio a grandes mudanças de plataforma, principalmente na transição da web para os smartphones, e provou ser uma participante relevante na IA generativa, apesar de um início lento.

Na última teleconferência de resultados, Pichai atribuiu o aumento do engajamento dos usuários a experiências baseadas em IA, como o AI Mode e o AI Overviews, áreas que recebem investimentos significativos.

“A IA continua impulsionando o uso das buscas e o volume de consultas está em nível recorde”, afirmou Pichai durante a conferência.

No entanto, o Google ativa o AI Overview automaticamente, o que significa, nas palavras de Kamyl Bazbaz, diretor de políticas do DuckDuckGo, que os usuários não recebem “uma escolha”.

Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou em um podcast da Bloomberg, em abril, que “existe esse tipo de mito de que as pessoas querem IA ou a web”.

“Na verdade, acho que o que vemos é que as pessoas querem IA e a web juntas”, disse ela.

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PMI composto do Reino Unido cai a 49,4 em junho, menor nível em 14 meses

23 de Junho de 2026, 09:50

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Reino Unido caiu de 49,7 em maio para 49,4 em junho, atingindo o menor nível em 14 meses, segundo dados preliminares publicados nesta terça-feira, 23, pela S&P Global. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta a 49,8 neste mês.

No segmento de serviços, o PMI britânico recuou de 49,3 para 48 7 no mesmo período, tocando o menor patamar em 41 meses. O consenso da FactSet era de avanço para 49,5.

Leia também: Quem é Andy Burnham? E outras quatro coisas que investidores devem saber após a troca de primeiro-ministro no Reino Unido

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Reino Unido é um dos indicadores econômicos mais acompanhados pelo mercado financeiro global, funcionando como um termômetro em tempo real da saúde econômica britânica.

Já no setor industrial, o PMI do Reino Unido diminuiu de 53,9 para 53,1, o menor nível em três meses. Neste caso, a projeção era de queda para 53,6.

Leituras abaixo de 50 indicam contração econômica, enquanto números acima de 50 sugerem expansão.

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Reservas de petróleo dos países da OCDE atingem menor nível desde 1990, diz AIE

17 de Junho de 2026, 09:04

As reservas de petróleo nos países da OCDE atingiram o nível mais baixo desde 1990, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório mensal divulgado na quarta-feira, em meio a dificuldades de abastecimento devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Apesar da queda significativa na demanda por petróleo (…), os estoques continuam a diminuir em ritmo recorde”, afirmou a AIE em seu relatório, observando que os estoques nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram 163 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio.

Leia também: Acordo entre EUA e Irã reduz pressão do petróleo, mas não altera expectativas para a Superquarta

As reservas despencaram após os governos dos países membros da OCDE terem sido obrigados a sacar petróleo de suas reservas estratégicas de emergência por conta dos conflitos no Golfo Pérsico.

A queda nos estoques globais observada acelerou em maio, passando de 74 milhões de barris em abril para 143 milhões. Isso elevou o ritmo médio de retiradas de estoques desde o início do conflito no Golfo para 3,8 milhões de barris, dos quais 2,4 milhões correspondem a petróleo bruto e 1,4 milhão a produtos derivados.

Redução da demanda global

No mesmo relatório, a agência voltou a reduzir a previsão de demanda mundial de petróleo para 2026 em 1,1 milhão de barris diários, uma redução quase três vezes maior que a prevista no mês passado.

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Os números preliminares mostram que as entregas de petróleo do segundo trimestre de 2026 caíram quase 5% em termos anuais, devido “ao aumento dos preços dos combustíveis e às dificuldades de abastecimento”. O retrocesso trimestral nas entregas seria o primeiro desde 2020, ressalta a AIE.

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O que irá acontecer com o preço da gasolina quando o tráfego do Estreito de Ormuz reabrir?

17 de Junho de 2026, 09:02

A reabertura do Estreito de Ormuz reduz parte das preocupações do mercado global de energia, mas não deve provocar uma queda rápida nos preços dos combustíveis.

Embora os Estados Unidos e o Irã tenham aprovado um memorando para restabelecer totalmente a navegação na região, analistas avaliam que a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história continuará impactando o mercado de energia por vários meses, de acordo com a Fortune.

Nos últimos três meses, o mercado global perdeu cerca de 2 bilhões de barris de petróleo. Durante esse período, países consumidores recorreram às reservas estratégicas, produtores reduziram a extração e milhares de navios-tanque precisaram mudar de rota.

Agora, mesmo com a reabertura da passagem marítima, o setor enfrenta o desafio de reorganizar toda a cadeia de abastecimento.

Leia também: Trump: Estreito de Ormuz estará totalmente aberto em até 60 dias

Retomada do tráfego será gradual no Estreito de Ormuz

Segundo a Capital Economics, o mercado deve recuperar aproximadamente 80% dos fluxos de energia até o fim do terceiro trimestre. No entanto, a volta à normalidade pode se estender até 2027.

Durante a crise, empresas deslocaram muitos petroleiros para outras regiões, e essas embarcações agora precisarão retornar ao Oriente Médio para restabelecer as operações. Além disso, persistem dúvidas sobre os custos dos seguros marítimos e sobre as condições de segurança no estreito.

Estoques baixos aumentam a demanda

Outro fator que pode limitar quedas nos preços é a necessidade de recompor estoques. Diversos países consumiram reservas estratégicas para compensar a redução da oferta e agora deverão voltar às compras.

A China será observada de perto pelos mercados. Antes do conflito com o Irã, o país acumulou grandes reservas de petróleo e, segundo analistas, ajudou a conter os preços durante a crise ao liberar parte desses estoques.

Leia também: Petróleo despenca após acordo entre EUA e Irã e reabertura do Estreito de Ormuz

Transporte ainda é o principal desafio no Estreito de Ormuz

Apesar da interrupção na produção em alguns momentos da crise, analistas da Oxford Economics afirmam que não houve danos significativos às principais instalações petrolíferas da região.

Dessa forma, o principal gargalo não está na capacidade de produzir petróleo, mas sim no transporte marítimo, nos seguros e na confiança operacional.

Por isso, mesmo com o Estreito de Ormuz reaberto, a oferta de energia do Golfo deve continuar restrita por vários meses, limitando a possibilidade de quedas mais acentuadas nos preços dos combustíveis.

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Endrick no banco: por que o patrocínio do jogador virou teoria nas redes?

17 de Junho de 2026, 08:30

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, realizada no último sábado (13), ganhou um debate além do resultado em campo. Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, a ausência de Endrick durante os 90 minutos da partida gerou questionamentos.

Entre torcedores, surgiu uma teoria que relaciona a situação do atacante ao seu contrato publicitário com a New Balance.

A discussão surgiu porque o jovem atacante, considerado uma das principais promessas do futebol brasileiro, havia sido decisivo no amistoso anterior ao Mundial ao marcar o gol da vitória sobre o Egito. Mesmo assim, acabou ficando no banco durante toda a estreia da equipe comandada por Carlo Ancelotti.

Ausência chamou atenção

A opção da comissão técnica surpreendeu parte da torcida. Em um jogo no qual o Brasil encontrou dificuldades para criar oportunidades ofensivas, muitos esperavam que Endrick fosse utilizado ao longo da partida para aumentar o poder de ataque da equipe.

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Ancelotti preferiu iniciar o confronto com Igor Thiago entre os titulares e, durante o segundo tempo, promoveu a entrada de Matheus Cunha. Endrick, por sua vez, permaneceu entre os reservas até o apito final.

A escolha rapidamente se transformou em um dos assuntos mais comentados entre os brasileiros nas redes sociais, onde torcedores passaram a buscar explicações para a falta de minutos do atacante.

Contrato com a New Balance

Entre as teorias que circularam após a partida, uma das mais compartilhadas envolveu a relação comercial do jogador com a New Balance.

Endrick é atualmente um dos principais embaixadores globais da marca esportiva e se tornou um dos rostos mais importantes da empresa no futebol.

O atacante também possui um acordo de longo prazo que inclui participação nos resultados de produtos ligados à sua imagem.

Leia também: Por que torcedores e delegações estão sendo barrados na Copa do Mundo 2026?

Para alguns internautas, esse vínculo comercial poderia explicar o espaço reduzido do jogador na Seleção. A hipótese, porém, não apresenta qualquer comprovação ou evidência pública.

Debate antigo volta à tona

A repercussão também resgatou discussões antigas sobre a presença de patrocinadores no futebol brasileiro.

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O tema ganhou notoriedade na década de 1990, quando vieram a público detalhes de acordos comerciais envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol e empresas do setor esportivo.

Desde então, o assunto volta ocasionalmente ao debate sempre que decisões esportivas geram controvérsia entre torcedores.

No caso atual, não existe informação pública que indique qualquer interferência de marcas esportivas nas escolhas feitas pela comissão técnica da Seleção Brasileira.

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Sem elementos concretos que sustentem a teoria, a ausência de Endrick continua sendo interpretada oficialmente como uma decisão da comissão técnica. Ancelotti evitou comentar individualmente a situação do atacante após a partida e concentrou sua análise no desempenho coletivo da equipe.

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Trump diz que os EUA vão “voltar a lançar bombas” se não gostar do acordo com o Irã

17 de Junho de 2026, 08:17

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17), durante a conferência do G7, que os EUA vão “voltar a lançar bombas” caso não goste do acordo com o Irã.

Trump disse que o acordo proposto para encerrar o conflito no Oriente Médio, que deve ser formalizado em uma cerimônia de assinatura em Genebra na sexta-feira, “não é final”.

“É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, vamos voltar a atirar contra eles, lançando bombas sobre suas cabeças. Eu não gosto disso se eles não se comportarem. Vamos voltar a lançar bombas exatamente no meio da cabeça deles”, afirmou o presidente durante a cúpula em Évian, na França.

Líderes dos países mais ricos do Grupo dos Sete — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália e Japão — estão reunidos na cidade alpina para a cúpula, que também conta com representantes da União Europeia e da Ucrânia entre os convidados.

Em atualização.

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Copom e Fed decidem juros hoje com petróleo em queda e dólar instável; veja o que esperar

17 de Junho de 2026, 08:08

Nesta quarta-feira (17), Brasil e Estados Unidos decidem em conjunto o rumo de suas taxas básicas de juros em uma Superquarta marcada pelo recuo do petróleo e pela estreia de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve.

No Brasil, o mercado precifica um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano. Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, com atenção voltada ao primeiro comunicado e à primeira entrevista coletiva de Warsh desde que assumiu o comando do Fed.

Por volta das 7h35 (Brasília) desta quarta-feira, o barril do petróleo Brent, com vencimento em agosto, operava em leve alta de 0,18%, a US$ 79,08, nível próximo ao observado no início do conflito entre Irã e Israel. Segundo André Azevedo, especialista da mesa de operações do Grupo Multiplica, a atenção dos investidores brasileiros se concentra na decisão do Copom. Azevedo afirmou que o mercado segue precificando um corte de 0,25 ponto na Selic, em linha com a expectativa majoritária dos agentes econômicos, e que esse movimento representaria o encerramento do atual ciclo de flexibilização monetária, levando a taxa básica a 14,25% ao ano, seguido por uma pausa nas próximas reuniões.

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Inflação pressionada limita espaço do Copom

Ainda conforme Azevedo, essa expectativa de corte ocorre mesmo diante de um cenário inflacionário pressionado. As leituras mais recentes apontam inflação próxima de 5,5% nos indicadores de núcleo, patamar acima do centro da meta do Banco Central, fixado em 3%. Esse descolamento segue como um dos principais pontos de atenção para a condução da política monetária nos próximos meses.

A leitura é compartilhada por Rafael Cardoso, que projeta corte de 25 pontos base nesta reunião. Segundo Cardoso, o cenário já vinha sendo de cortes no ritmo de 25 em 25 pontos há algum tempo, depois de uma fase anterior ao conflito no Oriente Médio em que se discutia uma aceleração para 50 pontos. Cardoso reconhece que o quadro ficou mais complicado desde a última reunião, com inflação mais pressionada, piora das expectativas e atividade econômica resiliente, ainda que dentro do esperado.

Mesmo com o avanço recente do entendimento entre Irã e Estados Unidos, que reduz parte da incerteza geopolítica, Cardoso descarta a hipótese de pausa no ciclo de cortes. Para ele, o Banco Central deve manter o ritmo de 25 pontos, mas pode usar o comunicado para sinalizar maior nível de incerteza, sem caracterizar de forma explícita o fim do ciclo. Cardoso resume que o BC deve preservar a porta aberta para a próxima reunião, ganhando os 45 dias seguintes para reavaliar o cenário.

A avaliação tem amparo nos números do Boletim Focus mais recente. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,86% para 5,30%, 14ª semana consecutiva de alta nas expectativas e acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. As estimativas para 2027 e 2028 também pioraram, de 4,00% para 4,10% e de 3,61% para 3,68%, respectivamente.

O Goldman Sachs também espera redução de 0,25 ponto, mas com comunicação mais firme, podendo sugerir que a meta de inflação está difícil de ser alcançada caso o ciclo de cortes continue. Segundo o banco, existe uma chance de 40% de manutenção da taxa, dado o cenário desafiador da inflação.

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Fed mantém juros e mercado observa estreia de Warsh

Do lado americano, o Federal Open Market Committee (fomc) deve manter os juros estáveis na faixa entre 3,50% e 3,75%, decisão amplamente precificada pelo mercado. A atenção se volta ao Resumo de Projeções Econômicas, o chamado dot plot, e à primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, marcada para as 14h30 no horário de Washington, 15h30 no Brasil.

Segundo análise do Bank of America, o dot plot de junho deve trazer uma mudança hawkish substancial, com três integrantes do comitê projetando altas de juros ainda em 2026. O banco avalia que Warsh não deve submeter sua própria projeção numérica, mas que, caso o faça, a tendência é de um viés mais dovish do que o restante do colegiado.

🔍 Dot plot é o gráfico publicado pelo Federal Reserve a cada trimestre que mostra, de forma anônima, a projeção de cada um dos integrantes do comitê de política monetária para a trajetória dos juros americanos nos próximos anos. Cada participante marca um ponto indicando onde acredita que a taxa deve estar ao fim de cada período, e a mediana desses pontos costuma ser usada pelo mercado como sinal das intenções do Federal Reserve sobre futuros cortes ou altas de juros.

Para Thiago Pedroso, analista da Criteria, a decisão de juros em si já está precificada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e a sinalização sobre os próximos passos será mais importante do que o número anunciado nesta quarta. Leonardo Costa, economista do ASA, pondera que parte dos riscos do cenário internacional já era conhecida antes da reunião, o que reduz o efeito surpresa sobre os mercados locais.

Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, destaca que o desacordo entre os membros votantes do FOMC sobre os próximos passos deve concentrar as atenções nesta quarta. Já Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, acredita que Warsh deve adotar um tom simples e prudente em sua estreia, evitando viés direcional explícito e reforçando que as decisões futuras dependerão dos dados.

Petróleo recua com acordo entre Irã e Estados Unidos

O pano de fundo internacional que pressiona ambos os bancos centrais é o desfecho do conflito entre Irã e Estados Unidos. No último domingo (14), as duas nações chegaram a um acordo de paz que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A assinatura do memorando de entendimento está prevista para esta sexta-feira (19), em Genebra.

O anúncio provocou recuo dos preços do petróleo nos últimos dias. Segundo a Agência Internacional de Energia, o choque de oferta provocado pela guerra erodiu a demanda global por petróleo, mas uma resolução duradoura do conflito pode provocar elevação expressiva do volume de oferta e gerar excedente relevante no mercado já em 2027. A IEA reduziu sua projeção de demanda global para 2026 para 1,1 milhão de barris por dia, queda de 700 mil barris por dia em relação à estimativa do mês anterior, depois que as entregas recuaram 5 milhões de barris por dia no segundo trimestre. Tech Times

Pelo lado da oferta, a agência indica que a produção global deve cair 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102,4 milhões de barris diários, antes de uma recuperação forte no ano seguinte. A entidade chama atenção para o que classifica como uma sobra significativa de petróleo em 2027, com a oferta projetada para crescer cerca de 8 milhões de barris por dia, superando com folga o avanço mais modesto esperado para a demanda mundial.

Bolsas operam de lado à espera das decisões

Na Europa, os principais índices de ações operavam perto da estabilidade na manhã desta quarta, em compasso de espera pela decisão do Fed e por detalhes adicionais do acordo entre Estados Unidos e Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,25%, a 637,58 pontos, por volta das 6h40 (Brasília).

Na agenda de indicadores, a inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, ante 3,0% em abril, segundo dado final divulgado pelo Eurostat, acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. No Reino Unido, o CPI anual ficou estável em 2,8% em maio, levemente abaixo da expectativa de analistas, que previam alta para 3%.

No Brasil, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, desacelerou para 0,42% na segunda quadrissemana de junho, após alta de 0,45% na primeira leitura do mês. Entre os componentes, alimentação, despesas pessoais e vestuário perderam força, enquanto habitação, saúde, educação e transportes mostraram comportamento misto.

Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street indicavam abertura em alta antes da decisão do Fed, com o S&P 500 subindo 0,3% e o Nasdaq 100 avançando 0,9%, segundo dados de pré-mercado. Entre as ações de maior destaque, papéis ligados a semicondutores e tecnologia registravam ganhos, enquanto a montadora alemã BMW recuava quase 7% em Frankfurt após reduzir sua projeção de lucro anual, citando fraqueza no mercado chinês e o impacto da guerra no Oriente Médio sobre custos.

Na China, o banco central do país anunciou nesta quarta medidas para estimular o uso internacional do yuan, incluindo um novo mecanismo de recompra para autoridades monetárias estrangeiras obterem liquidez na moeda chinesa. As iniciativas vieram um dia após indicadores fracos da economia chinesa, com queda nos gastos do consumidor pela primeira vez em mais de três anos.

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Irã resiste à pressão por data e mantém cautela sobre desfecho de acordo com os EUA

14 de Junho de 2026, 07:53

O Presidente Donald Trump disse no sábado (13) que um acordo para acabar com a guerra com o Irã será assinado neste domingo, seguido pela abertura do Estreito de Ormuz, mas a mídia estatal iraniana informou que o país permaneceu cauteloso sobre os prazos.

“O Acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após ser assinado, o Estreito de Ormuz estará aberto para todos”, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.

Leia também: Trump diz que “football” é o que se joga na Copa do Mundo e não na NFL

A agência de notícias Fars, do Irã, citou neste domingo que uma “fonte informada próxima à equipe de negociação do Irã” afirmou que o país não anunciou uma decisão final sobre “o entendimento proposto com os Estados Unidos, acrescentando que análises políticas, jurídicas e técnicas das propostas ainda estão em andamento”.

Trump também sugeriu que os EUA trabalharão com o Irã para remover o urânio enriquecido do país em uma data indeterminada.

“No momento apropriado, quando tudo estiver calmo, nós entraremos e pegaremos a Poeira Nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito submersas”, disse ele.

“Esperamos trabalhar com o Irã, e com todo o Oriente Médio, por muito tempo no futuro”, acrescentou.

No sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, foi citado pela mídia estatal dizendo que era necessária cautela em relação ao momento da assinatura de qualquer acordo.

“Teremos que esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora não seja amanhã”, informou a mídia estatal. “A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não pode ser descartada. No entanto, devido à hesitação do outro lado, devemos ser cautelosos ao fazer qualquer comentário sobre este processo.”

Leia também: Trump diz que acordo com Irã será assinado no domingo e Ormuz vai reabrir imediatamente

A publicação de Trump no sábado foi concluída com o que pareceu ser uma ameaça velada contra o Irã caso seus líderes não cumpram as exigências dos EUA.

“Esperamos que todo este processo funcione de forma rápida, fácil e tranquila. Se não funcionar, temos a alternativa definitiva, que esperamos nunca mais ter de usar!”

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido da CNBC para esclarecimentos sobre as declarações de Trump.

No início do sábado, o Primeiro-Ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os EUA e o Irã estão “mais perto de um acordo de paz do que nunca”, indicando uma finalização nas próximas 24 horas com “conversas de nível técnico na próxima semana”. Trump republicou esses comentários em sua conta no Truth Social.

O Vice-Primeiro-Ministro do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, também disse que discutiu o iminente acordo de paz em uma ligação com o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Príncipe Faisal bin Farhan.

“Eles saudaram as negociações entre EUA e Irã em sua fase final, com a cerimônia de assinatura eletrônica agendada para amanhã, e expressaram a esperança de que este importante desdobramento contribua para uma paz e estabilidade duradouras na região”, disse o vice-primeiro-ministro em uma publicação no X. Uma autoridade sênior do governo Trump disse na sexta-feira que os EUA não estão “100%” confiantes de que o acordo alcançado será assinado.

Em seu estado atual, o acordo garantiria a “paz a longo prazo na região” e recompensaria o Irã com um alívio econômico “significativo”.

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FIFA investe milhões para padronizar o comportamento da bola em três países

14 de Junho de 2026, 07:30

A FIFA está colocando em prática um dos projetos mais ambiciosos já vistos na preparação de uma Copa do Mundo.

Para o torneio de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, Canadá e México, a entidade investe cerca de US$ 3,8 bilhões em infraestrutura e, dentro desse pacote, conduz um experimento inédito para padronizar os gramados e reduzir variações no comportamento da bola em todos os estádios, segundo o The Wall Street Journal.

Na prática, a preocupação da FIFA não é controlar o jogo em si, mas garantir que a superfície de jogo ofereça condições o mais semelhantes possível entre as 16 arenas da competição.

Isso significa minimizar diferenças no quique, na velocidade e no atrito da bola, que podem variar de acordo com o tipo de gramado, o clima e até a estrutura dos estádios.

Leia também: FIFA aposta US$ 3,8 bilhões em experimento inédito com gramados naturais na Copa do Mundo; confira

Gramados sob padrão técnico na Copa de 2026

Para alcançar esse nível de uniformidade, a FIFA vem apostando em uma combinação de gramados naturais e sistemas híbridos de alta engenharia. A proposta é criar uma base de jogo consistente, mesmo em regiões com condições climáticas muito diferentes entre si.

Além disso, os estádios passam por adaptações importantes em seus sistemas de irrigação, drenagem e ventilação.

Em alguns casos, estruturas artificiais de iluminação são usadas para complementar a luz natural e manter o desenvolvimento adequado da grama, especialmente em arenas fechadas ou com menor incidência solar.

Essas soluções não têm caráter estético, mas funcional. O foco está em reduzir variações que possam interferir diretamente na dinâmica da partida, já que pequenas mudanças na superfície podem alterar o comportamento da bola e, consequentemente, o estilo de jogo.

O desafio de equilibrar três países-sede

O grande desafio do projeto está na diversidade geográfica dos países que vão sediar o torneio. Estados Unidos, Canadá e México apresentam diferenças significativas de clima, altitude e umidade, fatores que impactam diretamente a condição dos gramados.

Por isso, a FIFA estabeleceu parâmetros técnicos para tentar aproximar ao máximo a experiência de jogo em todos os estádios. A altura da grama, a composição do solo e o nível de umidade são alguns dos elementos que passam a ser controlados de forma mais rigorosa durante o processo de preparação.

O objetivo é simples: reduzir ao máximo a sensação de “campo diferente” de um estádio para outro, algo que pode influenciar diretamente o desempenho dos atletas.

Leia também: FIFA investe bilhões para garantir consistência técnica na Copa do Mundo 2026; confira novidades

Engenharia e padronização como novo foco da FIFA

Esse movimento reforça uma tendência crescente no futebol moderno: o uso da engenharia para garantir mais consistência nas condições de jogo. Em vez de eliminar completamente as diferenças naturais, a FIFA busca equilibrá-las dentro de um padrão técnico aceitável.

Assim, os gramados deixam de ser apenas uma superfície de jogo e passam a ser parte central do planejamento esportivo da Copa. O foco não está em mudar o futebol, mas em tornar o ambiente mais previsível dentro do possível.

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A Copa vai pesar no bolso? Veja onde o brasileiro pretende gastar mais

13 de Junho de 2026, 22:00

A Copa do Mundo de 2026 deve impactar diretamente o bolso dos brasileiros, principalmente dentro de casa.

Segundo um estudo encomendado pelo PayPal, 67% dos consumidores no país pretendem gastar com comida e petiscos durante o torneio. Além disso, 57% afirmam que devem recorrer a serviços de delivery ao longo dos jogos.

O comportamento reforça uma tendência já conhecida: o brasileiro transforma os jogos em um evento social doméstico. A pesquisa indica que 41% devem assistir às partidas em pequenos grupos em casa, enquanto 35% planejam acompanhar os jogos na casa de amigos ou familiares.

Mesmo sem sediar partidas, o Brasil lidera o engajamento entre os países pesquisados (Brasil, México e Canadá). O levantamento aponta que 27% dos brasileiros são fãs ávidos do evento, enquanto 24% demonstram desinteresse, o menor índice entre os três mercados.

Leia também: Sem sediar jogos, Brasil lidera engajamento na Copa do Mundo e movimenta economia do sofá

Comida, delivery e streaming puxam os gastos

O consumo ligado à alimentação aparece no topo da lista. Além dos 67% que pretendem gastar com comida e petiscos, pizza (49%) e churrasco (46%) são as principais escolhas para os dias de jogo.

Mas os gastos não param na mesa. Quase metade dos entrevistados (46%) afirma que pretende investir em tecnologia ou entretenimento para o lar, enquanto 42% devem contratar ou renovar assinaturas de streaming para acompanhar as partidas.

Ou seja, a Copa movimenta tanto o carrinho de compras quanto o ambiente digital dentro de casa.

Pagamentos digitais e parcelamento ganham força

A forma de pagar também entra na equação. Para 80% dos brasileiros, a segurança é o fator mais importante na hora da compra, seguida por proteção ao consumidor (72%) e checkout rápido (71%).

Entre usuários de carteiras digitais, 44% consideram essas soluções mais seguras do que o dinheiro em espécie, reforçando a migração para pagamentos digitais durante períodos de alto consumo.

A flexibilidade financeira também pesa. No Brasil, 82% dos entrevistados consideram importante ter opções de parcelamento para despesas ligadas ao evento. Entre quem pretende gastar acima de R$ 20 mil, 30% dizem que dependem de soluções como parcelamento ou pagamento posterior.

Leia também: Copa do Mundo começa com formato inédito, guerra e tensão migratória nos EUA; entenda

Dividir a conta virou parte da experiência na Copa

Outro destaque é o compartilhamento de gastos. Segundo o estudo, 34% dos brasileiros pretendem dividir despesas em tempo real com amigos por aplicativos digitais. Outros 26% preferem pagar separadamente, enquanto 25% planejam organizar vaquinhas antes das compras.

Na comparação com México e Canadá, o Brasil se destaca nesse comportamento, com diferença de 14 pontos percentuais.

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Avaliado em R$ 5,3 bilhões, elenco de Ancelotti não empolga na estreia da Copa 2026 e empata com Marrocos

13 de Junho de 2026, 21:45

O mercado espera que a Seleção Brasileira desempenhe um papel de protagonismo no Mundial, avançando até as fases decisivas e rumo ao sonhado título de hexacampeão. O time comandado por Carlo Ancelotti entrou na competição sob altas expectativas, à medida  em que os craques escalados para a disputa figuram entre os times mais caros do mundo. 

O elenco brasileiro comandado pelo italiano está avaliado em € 928 milhões, equivalente a R$ 5,37 bilhões, o que classifica o time como o sexto mais caro do mundo. A cotação elevada, entretanto, não se refletiu no campo, à medida que a seleção marroquina conta com um valor de mercado quase que a metade,   €498,3 milhões, ou R$ 3,18 bilhões – e, ainda assim, conseguiu empatar.

Mercado da bola além dos campos 

O próprio técnico da seleção nacional também se consolidou como um dos principais nomes do marketing esportivo no país desde que assumiu o comando da equipe nacional.

Às vésperas da Copa do Mundo, o treinador passou a ser disputado por grandes anunciantes e se transformou em um dos ativos comerciais mais valiosos do futebol brasileiro. Segundo especialistas do setor, os valores cobrados para o uso de sua imagem podem chegar a ser cinco vezes superiores aos pagos a treinadores que passaram anteriormente pela seleção.

O italiano já estrelou campanhas de marcas como Brahma, Volkswagen e Amazon, integrando um grupo restrito de patrocinadores que conseguiram associar suas marcas ao treinador.

Além das ações publicitárias, Ancelotti ampliou significativamente sua presença digital nos últimos meses. O crescimento de sua audiência nas redes sociais, acompanhado pela chegada de milhões de novos seguidores, reforçou sua relevância comercial e ampliou o potencial de exposição para patrocinadores.

Da várzea aos estádios 

O crescimento dos clubes americanos no ranking das equipes mais valiosas do mundo tem reduzido a distância histórica em relação ao domínio europeu e ampliado a pressão sobre mercados tradicionais do futebol, como o Brasil. A avaliação é do comentarista esportivo Cacá Bueno, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que atribui a ascensão da Major League Soccer (MLS) à capacidade dos Estados Unidos de transformar o futebol em um negócio de entretenimento cada vez mais rentável.

Segundo ele, o avanço é significativo. Até o ano passado, apenas dois clubes americanos figuravam entre os 30 mais valiosos do planeta. Agora, são sete equipes na lista, lideradas pelo Inter Miami.

“Já não é tão clara a hegemonia europeia assim. Até o ano passado apenas dois times americanos apareciam na lista dos 30 mais valiosos e esse ano já são sete”, afirmou.

Apesar da expansão dos norte-americanos, os gigantes europeus ainda mantêm posição de destaque. Clubes como Real Madrid, Barcelona e Manchester City seguem entre os mais valiosos do futebol mundial. Ainda assim, Cacá destaca que o valor dessas equipes continua abaixo de franquias das ligas profissionais americanas.

“Onde o americano põe a mão, realmente ganha valor de mercado”, disse. Segundo ele, a valorização dos clubes deixou de depender apenas de receitas tradicionais, como venda de jogadores, patrocínios e bilheteria. Hoje, o entretenimento e a produção de conteúdo desempenham papel cada vez mais relevante.

“O valor de mercado não é mais só o valor do patrocínio da camisa, venda de jogadores e bilheteria. Agora entram conteúdo, streaming, canais próprios e outras fontes de receita”, explicou.

Arredores do jogo 

As cifras altas não se restringem aos salários dos envolvidos no jogo. Segundo dados do Skyscanner, o interesse dos brasileiros pelos destinos que receberão jogos da Copa segue em alta. A especialista em voos e viagens da plataforma, Isla dos Santos, afirma que algumas cidades-sede já registram crescimento expressivo nas buscas.

“Entre os brasileiros, o que a gente nota é um crescimento de 10% em buscas para a Filadélfia, que é uma das cidades-sede onde o Brasil vai se apresentar. Também vemos um aumento de 14% em buscas para Miami”, disse.

De acordo com a especialista, Miami já figurava entre os destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros antes mesmo do torneio, mas a Copa ampliou ainda mais esse movimento.

Além do interesse específico pelas cidades que receberão partidas, o apelo das viagens internacionais também cresceu. Segundo levantamento realizado pelo Skyscanner, os brasileiros demonstravam interesse em destinos no exterior 58% maior do que em 2025, mesmo antes da definição completa dos confrontos e das sedes dos jogos.

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Trump diz que “football” é o que se joga na Copa do Mundo e não na NFL

13 de Junho de 2026, 21:21

Donald Trump voltou a chamar atenção neste sábado (13) ao entrar em um dos debates mais antigos do esporte nos Estados Unidos. Durante um discurso na Casa Branca, o presidente americano afirmou que a modalidade mais popular do planeta deveria ser conhecida em inglês como “football”, termo utilizado pela maior parte dos países.

“[O esporte disputado na Copa do Mundo] deveria ser chamado de ‘football’. Não há nenhuma dúvida sobre isso. Temos que inventar outro nome para essa coisa da NFL”, afirmou Trump.

A discussão tem origem histórica. O esporte conhecido mundialmente como futebol recebeu o nome de “association football” na Inglaterra para diferenciá-lo de outras variantes do jogo. A partir daí surgiu a abreviação “soccer”, derivada da palavra “association”. Embora o termo tenha sido criado pelos próprios britânicos, ele caiu em desuso no Reino Unido e permaneceu amplamente adotado nos Estados Unidos, onde a palavra “football” passou a identificar o futebol americano, principal esporte do país e base da NFL.

Ao defender a mudança, Trump sugeriu que o esporte disputado na Copa do Mundo deveria assumir oficialmente o nome de “football” nos Estados Unidos, o que reabriria uma discussão cultural e esportiva que existe há décadas entre torcedores e especialistas.

A declaração ocorre em meio ao crescente entusiasmo dos americanos com o Mundial de 2026. Os Estados Unidos são um dos países-sede da competição, ao lado de Canadá e México, e a seleção norte-americana estreou com vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai.

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira da história com 48 seleções participantes e será a maior edição já realizada pela FIFA, com partidas distribuídas pelos três países da América do Norte.

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Líbano inaugura segundo aeroporto internacional em meio a tensão regional e ataques no sul

6 de Junho de 2026, 15:30

Apesar dos ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, que mataram nove pessoas neste sábado, 6, o governo libanês inaugurou hoje o segundo aeroporto internacional do país, previsto para estar aberto ao público em algumas semanas.

Um avião com o primeiro-ministro Nawaf Salam aterrissou no aeroporto René Mouawad, no noroeste do Líbano, perto da fronteira com a Síria.

O Aeroporto Internacional Rafik Hariri, de Beirute, tem sido o único internacional na pequena nação mediterrânea. Ele tem operado perto de sua capacidade máxima nos últimos anos, especialmente durante o conflito na Síria, fazendo do terminal um importante ponto de entrada e saída para cidadãos sírios.

O aeroporto fica a cerca de 100 quilômetros ao norte de Beirute e a 5 quilômetros da fronteira com a Síria, na aldeia costeira de Kleiat, na empobrecida região de Akkar, que foi marginalizada pelo Estado durante décadas.

“Isto não é um projeto de investimento, mas um passo rumo a um desenvolvimento equilibrado e justiça entre regiões”, disse Salam durante a cerimônia.

O ministro dos Transportes, Fayez Rasamny, sinalizou que o objetivo do governo é que o aeroporto comece a funcionar em algumas semanas, com voos para Istambul e Mersin, na Turquia, além de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele afirmou haver planos futuros de voos para Atenas, na Grécia; Cairo, no Egito; e para a cidade sagrada muçulmana de Medina, na Arábia Saudita. “Este é o início de um novo período para o transporte aéreo no Líbano”, disse Rasamny.

O nome do aeroporto é em homenagem ao ex-presidente René Mouawad, que foi assassinado em uma explosão em Beirute em 1989, dias depois de ser eleito. Mouawad foi eleito durante uma sessão parlamentar que foi celebrada no aeroporto, no auge da guerra civil de 1975-90.

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I.A. na Copa: FIFA revela tecnologia que promete mudar arbitragem e análise de jogos; entenda

6 de Junho de 2026, 15:00

A FIFA apresentou um conjunto de novas tecnologias baseadas em inteligência artificial que serão utilizadas na Copa do Mundo de 2026.

As ferramentas foram reveladas durante o Lenovo Tech World 2026 e têm como objetivo ampliar a precisão da arbitragem, oferecer análises avançadas às seleções e criar novas formas de interação para os torcedores durante o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

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De acordo com a FIFA, entre as principais novidades está o Football AI Pro, uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para auxiliar as 48 seleções participantes da competição.

A ferramenta foi criada para processar uma enorme quantidade de informações sobre partidas e jogadores, transformando dados em análises que podem ser consultadas por técnicos e comissões técnicas.

Segundo a FIFA, o sistema foi projetado para reduzir diferenças entre equipes com estruturas distintas. Na prática, seleções com menor acesso a departamentos avançados de análise poderão utilizar os mesmos recursos tecnológicos disponíveis para as principais potências do futebol mundial.

O sistema reúne informações em formatos variados, incluindo textos, vídeos, gráficos e modelos tridimensionais. O acesso poderá ser feito em diferentes idiomas antes e depois dos jogos.

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Tecnologia de impedimento ganha versão mais avançada

Outra inovação apresentada envolve a evolução do sistema semiautomático de detecção de impedimentos.

Para a Copa de 2026, os jogadores passarão por um escaneamento corporal digital capaz de criar avatares tridimensionais altamente precisos.

Os modelos serão utilizados para identificar movimentos e posicionamentos dos atletas com maior eficiência, inclusive em situações de velocidade elevada ou quando houver bloqueio parcial da visão das câmeras.

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Além de auxiliar a arbitragem, a tecnologia também terá função visual. As reconstruções em 3D poderão ser exibidas durante as transmissões para ajudar o público a compreender as decisões relacionadas aos lances de impedimento.

Nova câmera do árbitro promete imagens mais estáveis

A FIFA também anunciou uma atualização da chamada Visão do Árbitro, tecnologia que mostra ao público a perspectiva do juiz durante a partida.

A nova versão utiliza inteligência artificial para estabilizar automaticamente as imagens captadas pela câmera acoplada ao árbitro.

O recurso reduz tremores e borrões causados pela movimentação intensa em campo, permitindo uma visualização mais clara das jogadas.

Thank you to @FIFAcom President Gianni Infantino for joining me on stage at Lenovo Tech World to explain how Lenovo AI is enabling a smarter, more inclusive, and more immersive football experience for the FIFA World Cup 2026. #CES2026

🔗: https://t.co/kDCsvLyerL pic.twitter.com/5trlZA7rrX

— Yuanqing Yang (@YuanqingYang) January 8, 2026

A expectativa é que a ferramenta aumente a transparência das decisões e aproxime os torcedores da dinâmica do jogo.

Copa de 2026 será vitrine para o futuro do futebol

Para a FIFA, as novas soluções representam um passo importante no processo de modernização do esporte.

A entidade afirma que o uso da inteligência artificial não se limitará à arbitragem, mas também servirá para ampliar o acesso a dados, melhorar o desempenho das equipes e oferecer experiências mais imersivas aos torcedores.

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Com 48 seleções e 104 partidas programadas, a Copa do Mundo de 2026 será a maior da história do torneio e deve funcionar como um grande laboratório para tecnologias que poderão se tornar parte permanente do futebol nos próximos anos.

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Policiais e manifestantes se enfrentam em bloqueio viário na Bolívia

6 de Junho de 2026, 14:39

Policiais da tropa de choque enfrentaram manifestantes bolivianos neste sábado (6) em um povoado de Santa Cruz, no leste do país, em uma operação para desbloquear a via tomada por camponeses, que pedem a renúncia do presidente Rodrigo Paz, segundo apuração da AFP.

Paz enfrenta protestos há mais de um mês, com bloqueios viários de camponeses e outros trabalhadores que o culpam por não resolver a crise econômica que o país atravessa, a pior em quatro décadas.

Dezenas de agentes da tropa de choque, apoiados por veículos militares, chegaram cedo a uma via da cidade de San Julián e lançaram bombas de gás lacrimogêneo para desobstruir a via no centro de Santa Cruz, uma rica região agropecuária da Bolívia que abastece o ocidente com alimentos.

Os manifestantes responderam atirando paus e pedras, queimando pneus, pastagens e troncos para evitar o avanço do contingente policial, observou o colaborador da AFP.

O chefe da polícia de Santa Cruz, coronel David Gómez, informou, durante uma coletiva de imprensa, em um povoado próximo a San Julián, que dois policiais ficaram feridos com impactos de “arma de fogo”, o que motivou um recuo. Os dois foram atendidos em um hospital.

Mais cedo, o ministro do Desenvolvimento Produtivo, Mario Justiniano, informou que a via é estratégica para a passagem de alimentos e destacou que a polícia, na linha de frente da operação, enfrentou forte “resistência” dos manifestantes.

A rota foi parcialmente desobstruída, mas os manifestantes voltaram a bloqueá-la. A operação em San Julián ocorre um dia depois de policiais e militares desobstruírem uma estrada vital que liga La Paz a regiões agrícolas do sul.

O presidente, com apenas seis meses no cargo, espera que o Parlamento aprove uma lei de estado de exceção para autorizar o deslocamento de militares com força maior para a suspensão dos bloqueios.

Cerca de uma centena de vias estão interrompidas e provocaram forte carestia de alimentos, medicamentos e combustíveis em La Paz, El Alto e outras cidades.

O governo boliviano, que recebeu o apoio dos Estados Unidos e de países aliados da região, responsabiliza o ex-presidente de esquerda Evo Morales (2006-2019) por promover as manifestações.

Morales, refugiado em seu reduto cocaleiro de Chapare (centro) para evitar uma ordem de captura por uma acusação de suposto tráfico de uma menor, disse à AFP que os protestos são uma “rebelião” contra um governo que está “subordinado” aos Estados Unidos.

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Colômbia terá 2º turno presidencial entre conservador De la Espriella e progressista Cepeda

31 de Maio de 2026, 21:56

O conservador opositor Abelardo de la Espriella e o senador progressista Iván Cepeda disputarão a presidência da Colômbia em um segundo turno, após nenhum dos dois ter conseguido a maioria necessária de votos nas eleições deste domingo, 31.

De la Espriella obteve 43,72% dos votos, seguido por Cepeda, afilhado político do atual presidente do país, Gustavo Petro, com 40,92%, de acordo com 99% da contagem preliminar informada pela Registradoria Nacional.

Ambos se enfrentarão em um segundo turno em 21 de junho.

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Admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do mandatário salvadorenho, Nayib Bukele, De la Espriella promete acabar com os diálogos de paz com os grupos armados ilegais e aumentar a pressão militar nos territórios onde operam.

Cepeda, candidato do Pacto Histórico, disse que continuará com as políticas de Petro, incluindo a “paz total” com a qual o mandatário cessante impulsionou conversações com os ilegais em meio a críticas de oponentes. Fonte: Associated Press

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Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos

31 de Maio de 2026, 21:50

O principal negociador iraniano alertou neste domingo que os Estados Unidos “não são confiáveis” e que Teerã não aceitará qualquer acordo com Washington sem garantias plenas de seus direitos.

As declarações de Mohammad Bagher Ghalibaf surgem em meio a relatos de que o presidente norte-americano Donald Trump teria enviado uma proposta de paz mais dura ao Irã, evidenciando o abismo que ainda separa as partes.

Mudanças no texto podem atrasar ainda mais um acordo para encerrar formalmente a guerra no Oriente Médio e reabrir o estratégico Estreito de Hormuz, após semanas de negociações tensas, marcadas por retórica agressiva e episódios de violência.

O Irã já discutia com os EUA o futuro de seu programa nuclear em fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram ataques que eliminaram parte da liderança da República Islâmica. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins civis, mas Washington e aliados ocidentais suspeitam de ambições militares.

Segundo o New York Times e o Axios, Trump teria enviado um novo “quadro mais rígido” para análise iraniana, sem detalhes divulgados. O presidente norte-americano afirma que suas prioridades são impedir o desenvolvimento de armas nucleares e reabrir a rota marítima bloqueada no Hormuz.

“Minha única garantia é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso, e foi muito interessante”, disse Trump em entrevista à nora Lara Trump, na Fox News.

Ghalibaf, porém, reforçou: “Não aprovaremos nenhum acordo até termos certeza de que os direitos do povo iraniano foram assegurados”, em vídeo transmitido pela TV estatal.

O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi acrescentou que “até que haja uma conclusão clara, tudo o que se diz agora é especulação”.

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O Irã exige a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados antes de avançar em negociações substantivas, rejeitando como “infundadas” declarações de Trump sobre a destruição de estoques de urânio enriquecido.

Escalada militar

Um dos objetivos declarados de Washington era destruir o programa de mísseis balísticos iraniano. Em abril, o general Dan Caine estimou que mais de 80% das instalações haviam sido atingidas.

No entanto, imagens de satélite analisadas pela CNN mostram que Teerã conseguiu reabrir 50 das 69 entradas de túneis bombardeadas em 18 bases subterrâneas.

Apesar da trégua temporária firmada em abril, ataques esporádicos continuam. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone militar dos EUA prestes a entrar em águas iranianas — episódio não confirmado por Washington.

Trump enfrenta pressão para garantir um acordo que alivie os bloqueios impostos por ambos os lados no Estreito de Hormuz, vital para o fluxo global de petróleo. Enquanto Trump declarou que o Irã não cobraria taxas de passagem, a agência Fars negou a existência de tal cláusula.

Parlamentares iranianos discutem projeto que prevê “gestão e soberania” sobre o estreito, incluindo a cobrança de “taxas administrativas”.

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Frente no Líbano

Teerã insiste que qualquer acordo de paz inclua o Líbano, onde os combates seguem intensos. Beirute acusa Israel de adotar uma “política de terra arrasada” contra o Hezbollah.

Embora uma trégua tenha sido anunciada em 17 de abril, nunca foi respeitada. No domingo, um ataque israelense em Deir Zahrani, sul do Líbano, matou oito pessoas, incluindo três mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir a ofensiva israelense, após a captura do castelo medieval de Beaufort — usado como base militar durante a ocupação israelense anterior.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a retomada de Beaufort como “uma mudança dramática”.

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Macron condena violência em festa do PSG após título da Champions League

31 de Maio de 2026, 21:07

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo (31) os episódios de violência registrados durante as comemorações do título da Liga dos Campeões conquistado pelo Paris Saint-Germain (PSG).

Os confrontos ocorreram no sábado (30), em Paris e em outras cidades francesas, após a vitória do clube. Segundo o ministro do Interior francês, Laurent Núñez, 780 pessoas foram detidas, das quais 457 foram presas. Ao todo, 57 policiais ficaram feridos.

Macron comentou os episódios durante a recepção aos jogadores do PSG no Palácio do Eliseu. Antes de parabenizar a equipe, o presidente francês afirmou que o governo não aceitará a repetição desse tipo de cena.

“Não queremos mais ver isso. Acabou. Estamos fartos. Acabou”, disse Macron.

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Violência após o título

Macron classificou como “inaceitáveis” as cenas registradas durante a noite de sábado e a madrugada de domingo.

“Ninguém quer que nos acostumemos com isso”, afirmou. “Isso não é futebol. Isso não é esporte. Isso não é o que amamos. Graças aos nossos policiais e gendarmes, seremos implacáveis com aqueles que foram detidos.”

O presidente francês também agradeceu a atuação das forças de segurança e citou comerciantes e vítimas afetados pelos distúrbios.

“Penso nos comerciantes e nas vítimas. Isso não é esporte, isso não é o futebol que amamos. Seremos inflexíveis. Chega! Estamos fartos!”, afirmou.

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Macron elogia campanha do PSG

Apesar das críticas à violência, Macron destacou a conquista do Paris Saint-Germain e elogiou jogadores e comissão técnica.

“Parabéns à comissão técnica, a cada um dos jogadores. Este PSG é um time formidável. Sem dúvida, depois desta dobradinha: é o melhor time da Europa. Toda a França está orgulhosa. Que time incrível!”, disse o presidente francês.

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Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra

31 de Maio de 2026, 20:52

Estados Unidos e Irã seguem sem acordo para encerrar a guerra, que já se arrasta pelo quarto mês, apesar das negociações para transformar o cessar-fogo em uma solução definitiva.

O presidente americano, Donald Trump, disse no sábado (30) que não pretende apressar as conversas. Segundo ele, um acordo rápido poderia ajudar a derrubar os preços da gasolina, mas também aumentaria o risco de um pacto considerado ruim por Washington.

Trump afirmou que exige garantias de que o Irã não terá uma arma nuclear. Ele voltou a ameaçar uma resposta militar caso as negociações fracassem.

“Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque os preços da gasolina vão despencar, mas, se você estiver com pressa, não vai fazer um bom acordo”, disse Trump. “E, lenta mas seguramente, estamos conseguindo, eu acho, o que queremos. E, se não conseguirmos o que queremos, vamos encerrar isso de outro jeito.”

“Vamos fazer um grande acordo, caso contrário, vamos voltar e encerrar isso pela via militar”, afirmou.

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Pressão sobre energia e inflação

O conflito provocou turbulência nos mercados globais de energia desde o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã no início da guerra. A passagem responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e segue praticamente bloqueada.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina chegou a US$ 4,34 por galão no domingo (31), segundo a AAA. A pressão sobre energia também levou a inflação ao maior nível desde maio de 2023.

Nas negociações, Trump cobra que o Irã aceite duas condições: assumir o compromisso de nunca obter uma arma nuclear e reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz.

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PMI industrial da China permanece estável em maio com pressão de custos de energia

31 de Maio de 2026, 20:26

A atividade industrial da China permaneceu estável em maio após expandir por dois meses consecutivos, refletindo a pressão dos crescentes custos de energia desde que o conflito no Oriente Médio começou.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial caiu para 50,0 este mês, de 50,3 em abril, de acordo com dados divulgados neste domingo, 31, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). Um índice acima de 50 representa expansão da atividade.

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O PMI composto subiu de 50,1 em abril para 50,5 em maio, enquanto o de serviços avançou de 49,4 para 50,1 na mesma comparação – entrando em território de expansão.

Os dados de domingo ofereceram uma nova leitura sobre a saúde econômica da China, vindo na esteira de uma desaceleração generalizada no mês passado que havia gerado esperanças de mais estímulos.

O crescimento dos gastos dos consumidores na China desacelerou para seu ritmo mais fraco desde 2022 em abril, enquanto a produção industrial, o investimento e o setor imobiliário continuaram a se deteriorar, ficando aquém das expectativas dos economistas.

Embora o choque energético da guerra do Irã esteja pressionando a segunda maior economia do mundo e exacerbando sua recuperação desigual, muitos economistas consideram improvável que Pequim é faça alguma intervenção no curto prazo, em parte devido ao crescimento melhor do que o esperado no primeiro trimestre e às exportações resilientes.

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Papa Leão alerta para impacto da IA no mercado, enquanto aposta está na alta do desemprego

26 de Maio de 2026, 22:30

O papa Leão alertou no fim de semana que uma “calamidade social” pode surgir a partir do desemprego em massa provocado pela adoção de tecnologias de inteligência artificial, enquanto operadores de mercado demonstram compartilhar dessa preocupação no longo prazo.

Em sua primeira encíclica – documento que funciona como uma forma de ensinamento do líder da Igreja Católica – o papa defendeu a necessidade de regulamentação da inteligência artificial e alertou para os impactos da tecnologia sobre o mercado de trabalho.

“A busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrificam sistematicamente empregos”, escreveu o papa. Segundo ele, “a pessoa humana é um fim, não um meio”, e a ordem econômica deve permanecer subordinada à dignidade humana e ao bem comum.

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Operadores da plataforma de mercados preditivos Kalshi atribuem 60% de chance de a taxa de desemprego dos Estados Unidos ultrapassar 8% em algum momento antes de 2030. Eles também veem 47% de probabilidade de o desemprego superar 9% no mesmo período.

Risco de recessão

Uma taxa de desemprego de 9% provavelmente estaria associada a uma recessão severa ou a um forte deslocamento de trabalhadores provocado por novas tecnologias. Excluindo a recessão causada pela pandemia de Covid-19 em 2020, apenas três contrações econômicas levaram o desemprego americano acima de 9% desde a Segunda Guerra Mundial.

Os operadores da Kalshi avaliam atualmente uma chance relativamente baixa de recessão em 2026, em torno de 16%. Já para 2027, essa probabilidade sobe para 45%, mostrando uma deterioração relevante das expectativas econômicas. A plataforma não possui contratos relacionados a recessão para 2028 ou 2029.

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Ao mesmo tempo, investidores acreditam que a inteligência artificial já está influenciando cortes de empregos no presente. Segundo os contratos negociados na plataforma, existe 78% de chance de a IA ser apontada como o principal motivo das demissões em maio, dado que será confirmado ou negado por números da consultoria Challenger, Gray & Christmas.

“O desemprego é um mal grave”

Na encíclica, o papa Leão afirmou que “o desemprego é um mal grave”. Ele reconheceu que novas tecnologias costumam provocar deslocamentos temporários no mercado de trabalho, algo que defensores da expansão da inteligência artificial também admitem, ainda que minimizem os riscos de automação em massa.

Mesmo assim, o pontífice demonstrou preocupação com os efeitos sociais e humanos de uma eventual ruptura mais profunda no mercado de trabalho.

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“O trabalho continua sendo uma dimensão fundamental da experiência humana”, escreveu. Segundo ele, o emprego não é apenas uma forma de sustento, mas também um espaço de expressão pessoal, relacionamento e contribuição para a comunidade.

O papa alertou ainda que uma sociedade capaz de garantir emprego apenas para uma pequena parcela da população, apesar de possuir elevado desenvolvimento tecnológico, corre o risco de expor milhões de pessoas à inatividade forçada, à perda de responsabilidades cotidianas e ao empobrecimento humano e cultural.

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