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Motta fala em ‘desespero’ de adversário na Paraíba após gravação de vídeo com Lula

17 de Junho de 2026, 09:24
Hugo Motta

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou nesta terça-feira o senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), seu adversário político. Motta classificou o parlamentar como “desesperado” após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravar um vídeo em apoio ao emedebista.

Veneziano vai concorrer à reeleição ao Senado e disputa o apoio de Lula com Nabor Wanderley (Republicanos-PB), ex-prefeito de Patos e pai de Motta.

Ao sair de um evento em Brasília, o presidente da Câmara negou que o vídeo represente um mal-estar entre ele e Lula, mas criticou Veneziano.

– Deve ter esse desespero de quem está vendo a eleição. Ele (Veneziano) está enxergando o cenário na Paraíba de crescimento nosso. O governador está crescendo, está muito bem. O meu pai, na hora que começa a tracionar, ele (Veneziano) se desespera; se pega como o único bastião de sobrevivência o prestígio do presidente Lula – declarou Motta.

– É desespero total, inclusive queimando a largada do processo eleitoral – completou.

Veneziano deve concorrer ao Senado na mesma chapa em que o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB) concorrerá a governador. Por sua vez, Nabor Wanderley disputará ao lado do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), que concorrerá à reeleição, e do ex-governador João Azevedo (PSB), que também disputará o Senado.

No vídeo, divulgado ontem, Lula faz uma série de elogios a Veneziano.

— Eu conheço o Veneziano há muito tempo, e posso dizer para vocês que, em poucas vezes na vida como presidente da República, tive uma relação honesta e comprometida em ajudar o governo como tive com Veneziano — disse Lula. — Queria pedir para vocês, eleitores e eleitoras da Paraíba, que é preciso que a gente reconduza o Veneziano para o Senado

Apesar do vídeo de Lula, o PT integrava a base do ex-governador João Azevedo, e permanece ao lado do atual governador Lucas Ribeiro após a troca no comando do estado.

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Lula tenta destravar palanques de aliados e grava vídeos com pré-candidatos

17 de Junho de 2026, 09:13

A pouco mais de um mês do início das convenções nacionais, em que os partidos definem quem serão seus candidatos, o presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva (PT) fez dois gestos nesta segunda-feira para destravar palanques que estavam em disputas por seus aliados. Em Pernambuco, o petista tomou lado e gravou um vídeo declarando apoio ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na eleição para o governo do estado, e na Paraíba, gravou peça para demonstrar endosso à campanha de reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Segundo um integrante da coordenação da campanha de Lula à reeleição, o petista deverá ter agendas voltadas à gravação desses vídeos para aliados nos estados a partir do dia 4 de julho, quando começa o chamado período de defeso eleitoral.

Esse aliado diz que Lula gravou por ora essas duas peças, a pedido dos próprios candidatos. Ele afirma que o presidente tem sido demandado por esse tipo de conteúdo, principalmente por candidatos ao Senado, e tem atendido os aliados na medida do possível. Esse aliado do presidente afirma ainda que a divulgação dessas peças não deve gerar atritos políticos com demais pré-candidatos nos estados, já que desde o começo era claro que esses candidatos teriam apoio do presidente.

A divulgação do vídeo de apoio a João Campos ocorre uma semana após o presidente do PT e coordenador da campanha do petista, Edinho Silva, ter desautorizado declaração do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) de que Lula teria um duplo palanque no estado, onde Campos concorre contra a atual governadora, Raquel Lyra (PSD).

Em entrevista ao GLOBO, Dias indicou que o presidente apoiaria tanto Campos quanto Lyra no estado. A declaração do ministro gerou revolta no entorno do ex-prefeito, que rechaça a possibilidade de um duplo palanque, e o próprio pré-candidato telefonou a Edinho Silva para cobrar explicações. Segundo relatos, Lula também pediu a auxiliares que entrassem em campo para avisar que ele apoiaria somente o pessebista.

No vídeo, o petista diz que tanto o partido quanto ele apoiam Campos, fala em “compromisso histórico” e que é resultado de “uma relação produtiva, que deu resultado, que trouxe muita coisa para Pernambuco”.

— Queria dizer a vocês que nós estamos juntos de verdade, por isso quero desejar a vocês boa sorte e boa luta — afirma Lula no vídeo

O entorno da governadora de Pernambuco, por sua vez, minimizou a peça. Um aliado de primeira hora de Raquel Lyra afirma que um gesto desse tipo já era esperado, uma vez que o PT formalmente caminhará com Campos, mas diz que há confiança na relação de proximidade dela com o petista. Além disso, eles não descartam um gesto de Lula mais adiante e apostam que o chefe do Executivo não deverá viajar ao estado no primeiro turno para evitar qualquer mal-estar.

Nesta segunda, Lula também gravou um vídeo para declarar apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na Paraíba. O posicionamento ocorre em meio à disputa do parlamentar no estado contra o pré-candidato Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que também tem buscado estar próximo ao petista para amarrar esse apoio.

Um interlocutor frequente de Lula afirma, no entanto, que isso não significa que Lula não tem respeito pela candidatura de Wanderley. Esse político afirma diz que o pai de Motta será um aliado na campanha de Lula e que não haverá ruídos com ele localmente.

O entorno de Motta minimizou a divulgação da peça e negou que isso cria um mal-estar na relação de Lula e do presidente da Câmara. Segundo relatos, Motta não foi avisado sobre a divulgação do vídeo previamente. Lula e o presidente da Câmara se aproximaram nos últimos meses, num momento em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o petista estão afastados após o Senado impor derrota histórica ao governo com a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Um aliado de Wanderley disse também que enxergou um ato de desespero do senador Vital do Rêgo com essa divulgação do vídeo já que, segundo ele, a campanha do ex-prefeito de Patos tem ganhado tração e é uma candidatura competitiva. Ele afirma que o fato de Lula apoiar o governador Lucas Ribeiro (PP), que está no palanque de Wanderley, também favorecerá a candidatura do pai de Motta. O entorno do presidente da Câmara diz ainda acreditar ainda que o petista possa fazer algum gesto incisivo à candidatura de Wanderley até o início das eleições.

Um aliado de Motta diz, sob reserva, que enxerga na decisão do governo federal em retirar urgência do projeto de lei da 6×1, que trancava a pauta da Câmara desde o último dia 30, um gesto ao parlamentar após a divulgação do vídeo. Motta se reuniu na noite de segunda-feira com o ministro José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais), e o Planalto retirou a urgência nesta terça.

O presidente da República também já sinalizou apoio em outro estado em que há disputa entre partidos aliados, o Maranhão. No último dia 12, Lula gravou um vídeo ao lado do pré-candidato ao governo estadual pelo PT, o vice-governador Felipe Camarão, para declarar apoio a ele. O atual governador, Carlos Brandão (sem partido), rompeu com o grupo político do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), dividindo o PT localmente. O vídeo de Lula naquele momento, diz um aliado do petista no estado, foi para tentar buscar essa unidade da base em torno do nome do vice-governador.

Há também expectativa entre candidatos do PT para gravar com Lula. Esses filmetes divulgados nesta segunda foram em tom mais informal, sem roteiro ou estrutura. Um integrante da sigla do presidente da República diz que a expectativa é que candidatos petistas possam contar com uma estrutura maior, com equipe, estúdio, nos moldes tradicionais para vídeos em redes sociais, inserções e campanhas publicitárias.

Na fila dos aliados que deverão gravar com Lula estão os candidatos aos governos da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do Ceará, Elmano de Freitas. Os dois são do PT e buscam a reeleição nos estados. Fernando Haddad, candidato ao Governo de São Paulo, já fez vídeos com a participação do petista. Uma das primeiras inserções do PT estadual foi uma peça em que Haddad e Lula conversam por telefone.

Com a aproximação do início do processo eleitoral, as negociações para formação de palanques de Lula nos estados estão se afunilando.

Hoje, há indefinições em Minas Gerais e Goiás, onde o petista ainda busca consolidar uma candidatura competitiva ao governo estadual, e na configuração da chapa em São Paulo. No Tocantins, a tendência é que o petista apoie o nome de Laurez Moreira (PSD). No maior colégio eleitoral, São Paulo, Lula tem três aliados como pré-candidatos ao Senado: Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Quem está conduzindo as conversas é Haddad.

Em conversas reservadas nas últimas semanas, o presidente tem demonstrado confiança no palanque que terá em São Paulo e afirmado que é um cenário positivo ter três nomes competitivos na disputa ao Senado. O nome de Tebet estaria garantido na chapa ao Senado. A dúvida de petistas é se França deve ser deslocado para a vice ou concorrer também ao Senado, isso porque há um grupo que considera que o nome dele tem mais força do que o da ex-ministra do Meio Ambiente, principalmente na baixada santista e também em setores mais conservadores no estado.

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Lula diz que recuou de alerta em celulares roubados para não punir comprador honesto

21 de Maio de 2026, 16:59

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 21, que estava planejando anunciar uma iniciativa pela qual mensagens seriam disparadas a 2,5 milhões de celulares roubados, indicando que os aparelhos deveriam ser entregues às delegacias e, caso contrário, os usuários dos aparelhos poderiam ser indiciados. Lula disse, porém, que recuou após refletir que compradores de boa-fé poderiam ser prejudicados.

“Eu ia passar uma mensagem, simples assim: ‘você está com o telefone roubado, se foi você que roubou, devolva que não vai ter problema nenhum, mas, se você comprou, devolva também, senão você vai ser indiciado, procura a delegacia e devolva'”, disse o presidente.

Lula afirmou que há muitos usuários, entre os 2,5 milhões de celulares que já possuem cadastro no sistema do governo federal como roubados, que adquiriram o aparelho sem saber que era produto de furto. O presidente, então, declarou que não poderia recuperar os smartphones sem oferecer uma contraparte.

“Eu só quero prejudicar quem roubou, só quero prejudicar a loja que compra e vende, mas eu não quero prejudicar a pessoa que inocentemente ou por necessidade comprou. Então, isso me faz ser um pouco mais humano do que apenas um policial”, disse Lula.

As declarações do presidente foram feitas em Aracruz (ES), onde Lula participou da cerimônia de entregas da 6.ª Teia Nacional de Pontos de Cultura. Ao lado dele, esteve presente no evento a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

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Reação do governo Lula atingiu 2 policiais dos EUA; entenda crise diplomática

25 de Abril de 2026, 10:16

A reação do governo Lula à expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho do território americano acabou atingindo dois funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Ambos atuavam no Brasil.

O governo brasileiro expulsou do País o adido civil Michael William Myers. Ele atuava na área de segurança e havia sido credenciado por meio da embaixada americana desde setembro de 2024, em Brasília. Além disso, a PF barrou temporariamente um segundo agente policial, cuja identidade não foi revelada.

As medidas, somadas, significariam uma escalada diplomática na crise e poderiam ser vistas em Washington como uma retaliação além da “reciprocidade” pregada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por isso, geraram apreensão no Itamaraty.

O Ministério das Relações Exteriores defendeu que o governo Lula deveria responder à decisão americana com recriprocidade “na forma e no conteúdo”. Com dois punidos, porém, o lado brasileiro agravaria o caso.

Com a expulsão oficializada, a Polícia Federal, então, decidiu recuar e restituir as credenciais de um agente policial americano, antes suspensas. A decisão da PF era administrativa e portanto, passível de revisão, como ocorreu.

“São duas coisas. Eu cortei temporariamente o acesso de um funcionário dos EUA à PF, até o MRE definir qual medida adotaria”, disse o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. “A segunda situação foi a determinação que Michael saia do Brasil, o que ocorreu hoje.”

Na prática, a suspensão de credenciais significava a barrar o acesso dele à sede da PF e sistemas da corporação, algo que ocorreu com Marcelo Ivo em Miami, onde desempenhava a função de oficial de ligação junto ao ICE, a polícia de imigração dos EUA.

O governo Donald Trump determinou que ele fosse expulso do país, embora estivesse prestes a ser substituído pela delegada Tatiana Alves Torres, nomeada em março.

Lotado em Miami, Flórida, Marcelo Ivo foi acusado pelo Departamento de Estado de tentar “manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.

O comunicado do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, publicado no X e republicado pela Embaixada dos EUA, falava que, naquela data, “pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país”.

O delegado Marcelo Ivo atuava em cooperação policial e forneceu informações ao ICE sobre o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) também delegado de carreira da PF.

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na trama golpista, escapou para a Flórida com passaporte diplomático – que foi cancelado posteriormente – e era considerado foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi preso por causa do seu status migratório. Ele relatou, ao ser solto depois de dois dias detido, que entrou no país com visto válido e solicitou asilo político.

O Departamento de Estado comunicou publicamente a expulsão por meio de um tuíte na segunda-feira, dia 20, enquanto as principais autoridades do governo Lula, inclusive o presidente, estavam em viagem na Europa.

O tom e o teor da publicação, além da celebração de bolsonaristas radicados nos EUA, levaram integrantes do governo Lula a uma leitura de que o assunto fora politizado, após apelos de oposicionistas junto a uma ala do Departamento de Estado hostil a Lula.

A reação brasileira começou a ser decidida na terça-feira, dia 21. Na Alemanha, o presidente Lula, o chanceler Mauro Vieira e o delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, discutiram o caso e deram entrevistas, manifestando “surpresa” e citando a “reciprocidade”.

A suspensão das credenciais de um agente americano, cuja identidade não foi revelada, ocorreu primeiro, segundo integrantes da PF. Ele continua no País, no entanto.

Em paralelo, autoridades diplomáticas conduziam, por determinação vinda da Europa, a crise para a aplicação de reciprocidade imediata, com o aval do presidente.

Na tarde de terça-feira, 21, o diretor do Departamento de América do Norte do Itamaraty, Cristiano Figueroa, convocou em Brasília para uma queixa a ministra-conselheira da Embaixada americana no Brasil, Kimberly Kelly. Na conversa, ela deixou claro que Marcelo Ivo de Carvalho de fato havia sido expulso dos EUA. E na mesma oportunidade foi avisada que o governo Lula então responderia na mesma moeda.

Figueroa reclamou do tratamento sumário e do desrespeito ao acordo entre os países para troca de oficiais de ligação, um memorando de entendimento que previa conversas entre as partes.

O Itamaraty, porém, decidiu aguardar 24 horas para comunicar a decisão publicamente, um gesto para expor diferença no tratamento e a boa praxe diplomática em relação à condução dos americanos.

O MRE também usou uma publicação no X, divulgada na tarde do dia 22, quarta-feira, para comunicar a expulsão de um representante do governo americano (Michael Myers), após a informação verbal à embaixada. E pediu a saída imediata do país, o que ocorreu com Marcelo Ivo.

Ainda não está claro quais serão todas as consequências da crise e se o acordo de cooperação terá ou não continuidade. O governo brasileiro, por meio de manifestações públicas de Lula e de Andrei Rodrigues, disse que as partes precisam conversar e que esperam que a cooperação prossiga.

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