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Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

10 de Abril de 2026, 14:32
Dona do Claude prepara chegada oficial ao Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic planeja abrir escritório em São Paulo em 2026.
  • O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, atrás dos Estados Unidos e da Índia.
  • A Anthropic já contrata para o time comercial em São Paulo e a OpenAI também instala estrutura física na cidade.

A Anthropic está preparando sua entrada oficial no Brasil. A dona do Claude — principal concorrente da OpenAI no mercado de inteligência artificial — planeja abrir um escritório em São Paulo ainda em 2026. A informação ganhou força após declarações de executivos da empresa durante um evento no Vale do Silício e foi confirmada por fontes ouvidas pela Bloomberg Línea.

No evento Brazil at Silicon Valley, nos Estados Unidos, o brasileiro Mike Krieger, hoje à frente do Anthropic Labs, reforçou que o conhecimento regional em áreas como medicina e direito é o que vai permitir a criação de negócios baseados em IA que realmente funcionem para as particularidades do Brasil.

O mercado brasileiro é, atualmente, o terceiro maior para o Claude, atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. Ainda segundo a agência, a Anthropic já iniciou a contratação de profissionais para seu time comercial em São Paulo. A estrutura local deve facilitar a aproximação com unicórnios da América Latina, com suporte direto e concessão de créditos.

Anthropic e OpenAI em SP

Foto de Dario Amodei, de camisa branca e terno azul.
Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

A movimentação colocaria as duas maiores startups do setor disputando espaço no mesmo mercado: a OpenAI, dona do ChatGPT e comandada por Sam Altman, também está em processo de instalação de uma estrutura física na capital paulista.

A rivalidade entre as duas empresas vem se tornando cada vez mais próxima a de empresas como Apple e Samsung ou McDonald’s e Burger King, com alfinetadas públicas frequentes.

Apenas nos últimos meses, a empresa de Dario Amodei se aproveitou de decisões polêmicas da OpenAI para se apresentar como uma empresa de IA “do bem”, opondo-se a anúncios nos chatbots e a acordos específicos com o governo dos Estados Unidos. Na outra ponta, Altman sugere que a rival não tem interesse em democratizar o acesso à IA e possui planos elitistas.

Empresa cresce no mercado

A expansão para o Brasil acontece num momento de forte tração financeira. A receita anual da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões no início deste ano (cerca de R$ 150 bilhões), um salto expressivo em relação aos US$ 9 bilhões registrados no final do ano passado (R$ 45 bilhões).

Em apenas dois meses, o número de clientes que investem mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por ano no Claude dobrou: de 500 para mais de mil empresas. Com a chegada ao Brasil, a expectativa é ampliar esse volume entre as scale-ups da América Latina.

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

Você conhece os Gigavírus? Essa pesquisa brasileira desvendou novos mistérios

17 de Março de 2026, 06:30

Pesquisadores da USP e da UFMG publicaram um trabalho científico que propõe a mudança taxonômica do recém-descoberto “universo de vírus gigantes”, intitulado Gigavírus. O autor principal do trabalho é Luiz-Eduardo Del-Bem e pode ser lido na íntegra clicando aqui.

De acordo com a pesquisa, o grupo de vírus Asfarviridae não deveria ser classificado em uma única família viral, mas em diferentes grupos com várias famílias diferentes. Ou seja, para o estudo, essa remodelação é importante porque corrigiria preceitos incorretos da taxonomia e auxiliaria na análise da evolução viral.

Gigavírus: entenda o conceito do ‘vírus gigante’

Os vírus gigantes, ou Gigavírus, são uma novidade da virologia descoberta no começo do século XXI. A diferença primordial destes micróbios para os tradicionais é que os Gigavírus são conhecidos por seu tamanho avassalador.

Gigavírus Asfarviridae
Os gigavírus são novidades na virologia e impressionam por seu tamanho.
Imagem: Wikimedia Commons/ ViralZone, SIB Swiss Institute of Bioinformatics

Isso porque, enquanto o coronavírus tem 120 nanômetros de tamanho e apresenta 11 genes, um Gigavírus pode ter 2.600 nanômetros e 867 genes (grande parte ainda um mistério para ciência)

Thiago Mendonça-Santos, outro autor do artigo, explica que muitas vezes esses Gigavírus são confundidos com bactérias devido ao seu tamanho anormal para os parâmetros da virologia.

Apesar dos avanços, “ainda não se sabe exatamente o que eles são nem quais funções biológicas são capazes de realizar”, afirma Del Bem ao Jornal da USP. O pesquisador ainda informa que, diferente do que diz a literatura, o grupo Asfarviridae tem, pelo menos, cinco famílias virais diferentes dentro do que outrora se pensava ser apenas uma.

A metodologia utilizada para a pesquisa

Ilustração de cabeças de pessoas e vírus de doença
(Imagem: Lightspring/Shutterstock)

Geralmente, os vírus possuem hospedeiros muito próximos. No caso dos vírus Asfarviridae, os infectados variavam de amebas a porcos, o que levou a equipe a questionar se não haveria mais famílias virais ali do que se tinha notícia: essa amplitude de hospedeiros era um indicativo da diversidade dentro da família.

Utilizando métodos comparativos comuns em estudos de plantas e organismos multicelulares, mas pouco usados em virologia, os pesquisadores analisaram a diversidade genética desse grupo de vírus. Foram identificados 2.483 grupos diferentes de genes entre os vírus analisados, porém, apenas 37 estavam presentes em todos. Além disso, quase 40% dos genes apareceram em apenas um único vírus. Esses resultados indicam que há uma enorme diversidade genética dentro desse grupo.

Leia mais:

Os resultados obtidos

Árvore filogenética que mostra as diferentes famílias de vírus gigantes
A família Asfarviridae se mantém, mas reduzida. Quatro outras famílias surgem.
Imagem: Divulgação Científica/reprodução do artigo.

No universo da virologia, existe uma instituição que classifica esses seres e sua taxonomia: o Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV). Sua função é encaixar os vírus em espécies, famílias, gêneros e outras classificações taxonômicas, mesmo com os vírus não sendo considerados seres vivos.

Ao final da pesquisa, a diversidade ampla encontrada entre os vírus pelos cientistas evidenciou uma necessidade: desmembrar a família Asfarviridae.

Com isso, os pesquisadores propuseram uma nova classificação. A família Asfarviridae se mantém, mas apenas com 3 espécies, e quatro novas famílias surgem: Faustoviridae, com quatro espécies; Kaumoebaviridae, com duas; Pacmanviridae, com duas; e Abaloneviridae, com um gênero descrito, mas ainda sem espécies identificadas.

A pesquisa mostra que essa divisão taxonômica correta é essencial para o estudo desses seres no ambiente e em hospedeiros.

A cada novo genoma, aparecem genes completamente inéditos. Isso mostra que estamos lidando com um grupo cuja diversidade ainda é imensa”, afirma o professor. Essa coleção de genes, chamada de pangenoma, é crescente e ainda existem muitas espécies a serem descobertas. Para Del Bem, é um sinal claro: “Ainda não vimos tudo que esses vírus têm a oferecer”.

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Lei inédita reconhece vínculo entre tutores e pets até depois da morte

15 de Março de 2026, 18:27

O Governo de São Paulo sancionou em fevereiro de 2026 a legislação que permite o sepultamento de animais domésticos em cemitérios humanos. Conhecida como Lei Bob Coveiro em São Paulo, a medida reconhece o forte vínculo emocional entre tutores e seus bichos de estimação. Agora, cães e gatos podem descansar oficialmente ao lado de seus donos em jazigos familiares, trazendo um novo significado ao luto.

O que é a Lei Bob Coveiro em São Paulo?

De acordo com informações oficiais divulgadas pela Agência SP, a nova regra autoriza que animais de estimação sejam enterrados em campas e jazigos de concessão familiar. A norma altera a dinâmica tradicional dos cemitérios públicos e particulares, integrando os pets definitivamente ao núcleo familiar, mesmo após a morte.

A iniciativa visa humanizar o processo de despedida e evitar descartes inadequados de carcaças, que muitas vezes ocorrem por falta de opções acessíveis ou burocracia. Com a validação jurídica, as administrações dos cemitérios devem se adaptar para receber os restos mortais dos animais seguindo protocolos específicos de higiene e organização espacial.

🐾 Fevereiro de 2026: Sanção oficial da Lei Bob Coveiro pelo Governo do Estado.

📜 Regulamentação: Cemitérios adaptam regimentos internos para sepultamento compartilhado.

🕊️ Implementação: Início oficial das cerimônias de despedida pet em jazigos humanos.

Como funciona o sepultamento de pets em jazigos familiares?

O procedimento exige que o animal tenha sido mantido sob a guarda legal do titular do jazigo ou de seus familiares diretos devidamente comprovados. É necessário apresentar a documentação que comprove a propriedade do animal e o registro de óbito emitido por um médico veterinário responsável, garantindo a total transparência sanitária do processo.

Uma vez cumpridos os requisitos burocráticos, o corpo do pet deve ser acondicionado de forma apropriada em invólucros biodegradáveis antes de ser colocado no túmulo familiar. O processo é semelhante ao sepultamento humano tradicional, respeitando rigorosamente as normas ambientais para evitar a contaminação do solo e garantir a segurança biológica.

  • Apresentação de certidão de óbito veterinária original.
  • Comprovação de titularidade ativa do jazigo familiar.
  • Uso de recipientes específicos para transporte seguro.
  • Pagamento de taxas administrativas locais do cemitério.
A nova lei de São Paulo que permite que cães e gatos sejam enterrados junto com seus donos
O pet deve ser acondicionado em invólucros biodegradáveis no jazigo familiar. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quais são os requisitos para utilizar a Lei Bob Coveiro em São Paulo?

Para que o tutor consiga realizar o enterro, ele deve estar em dia com as taxas de manutenção do cemitério e possuir a concessão do espaço. A Lei Bob Coveiro em São Paulo estabelece que apenas animais domésticos de estimação de pequeno e médio porte estão contemplados inicialmente nesta permissão para garantir a logística das gavetas.

Além disso, as prefeituras podem estabelecer normas complementares sobre o tipo de material permitido para o recipiente pet e os horários para a cerimônia. É fundamental que o cidadão consulte a administração do cemitério local para entender as particularidades logísticas de cada unidade antes de proceder com a organização da despedida final.

Item de Controle Especificação Legal
Espécies Exclusivamente cães e gatos domésticos.
Documento Atestado de óbito assinado por veterinário.
Local Cemitérios públicos e privados de SP.

Onde os animais podem ser enterrados legalmente agora?

A permissão abrange cemitérios públicos e privados em todo o estado de São Paulo que possuam jazigos familiares devidamente registrados em cartório. Entretanto, a aplicação prática depende da infraestrutura de cada local, sendo que algumas unidades já estão criando áreas específicas ou adaptando as gavetas existentes para o uso compartilhado.

Vale destacar que cemitérios exclusivos para animais continuam operando normalmente, servindo como uma alternativa para quem não possui um jazigo próprio. A nova legislação apenas expande as opções disponíveis, garantindo que o direito de escolha do tutor seja respeitado conforme sua crença ou desejo de proximidade eterna com o companheiro.

Qual o impacto emocional dessa nova legislação para os tutores?

O reconhecimento legal da “família multiespécie” é um passo gigante para a validação do luto pet, muitas vezes negligenciado ou minimizado pela sociedade atual. Permitir que o animal ocupe um lugar no túmulo da família reforça a ideia de que o amor pelos bichos transcende a vida biológica e merece rituais de passagem respeitosos.

Psicólogos apontam que ter um local fixo para visitar e homenagear o animal ajuda significativamente na elaboração da perda e no fechamento de ciclos. Com a segurança jurídica garantida por esta nova norma, muitos paulistas encontram conforto em saber que sua última morada será compartilhada com seus companheiros mais leais.

Leia mais:

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Após adiar estreia no RJ, Keeta demite funcionários

4 de Março de 2026, 15:00

Nesta quarta-feira (4), a Keeta, app de delivery do grupo chinês Meituan e que desembarcou há pouco no Brasil, realizou cortes de funcionários no Rio de Janeiro (RJ) pouco depois de anunciar o adiamento de sua estreia na cidade carioca.

As demissões foram confirmadas pela empresa. Contudo, alega que são poucas em relação ao total. Ainda diz que os postos de trabalho serão mantidos, mas passarão a integrar a equipe do Estado de São Paulo. Na região paulista, a Keeta atua desde o fim de 2025.

Keeta culpa contratos de exclusividade

  • Na semana passada, ao anunciar o adiamento do lançamento no Rio, a companhia colocou a culpa em contratos de exclusividade existentes entre restaurantes e seus concorrentes, o iFood e o 99Food;
  • Isso, segundo a Keeta, inviabilizou a operação em solo carioca;
  • O CEO da empresa, Tony Qiu, disse, à Folha de S.Paulo, que reportaria a situação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em nota publicada nesta quarta-feira (4), ao confirmar as demissões, a Keeta voltou a bater na mesma tecla. “Cláusulas de exclusividade colocam em risco a livre concorrência no Brasil, não apenas no setor de delivery, mas também em diferentes indústrias, retirando a liberdade de escolha e restringindo oportunidades de geração de renda para os participantes do mercado, incluindo consumidores e parceiros comerciais”, apontou.

Por sua vez, o iFood questiona o posicionamento da concorrente. “Nos causa estranheza que os contratos de exclusividade estejam impactando uma determinada plataforma, sem atingir outros concorrentes que seguem investindo na cidade e expandindo suas operações”, pontuou, também em nota.

À esquerda, um motoboy com uma bolsa da 99Food; à direita, Logo da Keeta em um smartphone
Keeta culpa concorrentes 99Food e iFood e seus contratos de exclusividade (Imagem: Divulgação/99Food/Keeta)

Leia mais:

Outras cidades foram afetadas

Contudo, a Keeta não adiou suas operações somente no Rio de Janeiro. A empresa optou por se manter em São Paulo antes de seguir para outras regiões para ajustar as questões regulatórias, incluindo “resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro”.

Apesar das mudanças, a chinesa manteve o plano anunciado no ano passado, que envolve investir R$ 5,6 bilhões no Brasil ao longo de cinco anos.

Meituan em baixa

Na terça-feira (3), a Meituan, empresa que controla a Keeta, viu sua nota de crédito ser rebaixada de A- para BBB+ pela agência de classificação de risco S&P Global.

Uma das razões principais é a concorrência com o Alibaba na China, mas, também, o “pé no freio” no Brasil. “Acreditamos que ela limitará a escala e o ritmo de entrada no Brasil até que seu negócio de entrega de alimentos na China se estabilize”, explica.

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Estudantes da USP vencem prêmio internacional de IA com chatbot para WhatsApp

4 de Março de 2026, 05:30

Recentemente, três alunos de Ciência da Computação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP São Carlos criaram um chatbot para o combate de fake news online. O chamado “Tá Certo isso AIanalisa e verifica a veracidade das informações recebidas via mensagens pelo WhatsApp, independentemente do formato (texto, vídeo, áudio ou imagem).

O software foi desenvolvido por Cauê Paiva Lira, Luiz Felipe Costa e Pedro Henrique Silva, equipe vencedora do Programa AI4Good da Brazil Conference. Esse evento é uma conferência internacional que reúne brasileiros nos EUA — incluindo especialistas, líderes, estudantes e empreendedores — para debater e criar estratégias que enfrentem desafios tecnológicos, políticos e socioeconômicos do país.

O evento ocorrerá presencialmente na Universidade Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos dias 27, 28 e 29 de março.

Para quem tem pressa:

  • Estudantes da USP São Carlos criaram um chatbot que analisa e verifica a veracidade das informações recebidas via WhatsApp, independentemente do formato (texto, vídeo, áudio ou imagem);
  • O software “Tá Certo Isso AI?” foi o vencedor do Programa AI4Good;
  • As informações analisadas pela ferramenta são checadas em meios de comunicação consolidados, sites e portais institucionais e fontes especializadas na checagem de fatos. A ideia é que o bot não faça apenas uma apuração primária, mas que auxilie no processo de combate à desinformação.

Funcionamento do chatbot e curadoria de informações

O softwate “Tá Certo isso AI?” é público e pode ser acessado por qualquer pessoa de diferentes formas.

Na primeira forma, você pode adicionar o telefone 35 8424-8271 nos contatos da sua agenda do celular e salvá-lo. Em seguida, basta abrir uma conversa com este número no WhatsApp.

A segunda maneira é por meio do site oficial do projeto, clicando aqui. Ainda é possível adicionar a ferramenta a grupos de WhatsApp onde, após a adição, é possível marcar o bot com @ na informação que deseja confirmação.

Na análise, o chatbot busca a veracidade das informações em meios de comunicação consolidados, sites e portais institucionais, e fontes especializadas na checagem de fatos. Em entrevista ao Jornal da USP, um dos desenvolvedores do projeto, Luiz Felipe Diniz Costa, afirmou que a ideia é que o bot não faça apenas uma apuração primária.

“O bot não aceita qualquer fonte. Ele faz a checagem apenas em bases que já passaram por esse filtro de confiabilidade, o que reduz o risco de erro e aumenta a qualidade das respostas”, afirmou Luiz Felipe Costa, um dos idealizadores do projeto.

Leia mais:

Idealização do projeto

Seu celular não é só distração nem diversão e pode alimentar um problema todos os dias
Jovem interage com diversas plataformas tecnológicas em seu celular – (Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O “Tá Certo Isso AI?” começou com a participação dos estudantes no Hackathon 2025, uma maratona de programação onde os alunos tiveram apenas 10 horas para esboçar a ferramenta e saíram vencedores. O tema era justamente “Soluções para mitigar o impacto das fake news na sociedade”.

A partir daí, Cauê afirmou que soube que o edital do AI4Good estava aberto e viu uma oportunidade para continuar o desenvolvimento do projeto. “Foram cerca de 170 grupos inscritos e apenas oito foram selecionados para participar do processo de monitoria e aceleração”, comentou um dos desenvolvedores.

Após a aprovação no processo, foram aproximadamente seis semanas para aprimorar o “Tá Certo isso AI?” e colocá-lo em vigor.

Desenvolvimentos futuros

Microsoft alerta para falha em modelos de IA que ameaça privacidade dos usuários
Usuário utilizando chatbot (Imagem: TippaPatt / Shutterstock)

Para continuar o desenvolvimento da ferramenta, Luiz Costa analisou a proporção que o chatbot tem tomado e vê como uma oportunidade para investimentos no projeto:

Acreditamos que a visibilidade proporcionada pela Brazil Conference pode abrir caminho não apenas para colaborações com órgãos governamentais e veículos de comunicação, já que o enfrentamento à desinformação é um interesse comum a essas esferas, mas também para impulsionar nossas trajetórias profissionais, por meio do desenvolvimento de projetos com impacto social.

— Luiz Costa, um dos idealizadores do “Tá Certo isso AI?”

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Nintendo deixa você testar o Switch 2 de graça em SP

13 de Fevereiro de 2026, 12:02
Console portátil Nintendo Switch 2 aparece flutuando com os Joy-Cons parcialmente destacados. Ao fundo, há a bandeira do Brasil com brilho verde e feixes de luz. Logo do Tecnoblog no canto inferior direito.
Nintendo Switch 2 foi lançado no Brasil em junho de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Evento ocorre no Shopping Anália Franco entre 22 de fevereiro e 3 de março de 2026.

  • Nintendo disponibiliza o Switch 2 para testes gratuitos com diversos jogos da nova geração.

  • Participação exige agendamento prévio dos visitantes.

A Nintendo realizará a etapa de São Paulo (SP) do Mall Tour entre os dias 22 de fevereiro e 3 de março de 2026. O evento acontece no Shopping Anália Franco, na zona leste da capital, e permitirá testar o Nintendo Switch 2.

A Nintendo Mall Tour América Latina passou por outros cinco países da região antes de chegar ao Brasil. Por aqui, ela já esteve em Maceió (AL) e Rio de Janeiro (RJ) entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Depois da capital paulista, ela segue para Curitiba (PR), onde fica no Shopping Mueller entre os dias 7 e 16 de março, e Brasília, onde se instalará no Iguatemi entre 11 e 21 de abril.

O que você pode testar no Nintendo Mall Tour?

Segundo a empresa, os visitantes do espaço poderão testar demonstrações de Mario Kart World e Donkey Kong Bananza no Switch 2, entre outros lançamentos. A nova geração do console portátil chegou ao Brasil em junho de 2025, com preço sugerido de R$ 4.499,90.

Esta é a lista completa de jogos disponíveis para teste no Switch 2 em São Paulo:

  • Donkey Kong Bananza
  • Kirby Air Raiders
  • Mario Kart World
  • Metroid Prime 4: Beyond
  • EA FC 26
  • Super Mario Galaxy 1+2

Haverá também experiências com o Switch original, como Super Mario Galaxy 1+2. Apesar de não ser uma novidade, ele continua à venda e fazendo sucesso — recentemente, o modelo se tornou o console Nintendo mais vendido de todos os tempos, desbancando o DS.

Esta é a lista completa de jogos disponíveis para teste no Switch original em São Paulo:

  • Metroid Prime 4: Beyond
  • EA FC 26
  • Super Mario Bros. Wonder
  • Super Mario Galaxy 1+2

O que mais você precisa saber sobre a Nintendo Mall Tour?

O evento contará ainda com distribuição de brindes, como pôsteres e cartelas de adesivos, mas isso depende do estoque disponível. Os personagens Mario e Luigi estarão presentes para sessões de fotos.

Os horários de funcionamento podem variar e é necessário agendar a visita. A Nintendo recomenda consultar a administradora de cada shopping para obter informações detalhadas.

Com informações do Canaltech

Nintendo deixa você testar o Switch 2 de graça em SP

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Nintendo Mall Tour chega à capital paulista após passar por Maceió e Rio. Evento terá experiências com consoles, além de brindes e personagens.

Nintendo Switch 2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft começa a operar novo data center em SP com foco em IA

11 de Fevereiro de 2026, 16:06
Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

A Microsoft abriu dois prédios de processamento de dados – tecnicamente chamados de data halls – no Brasil. Eles ficam num novo data center localizado no estado de São Paulo e fazem parte do investimento de R$ 14,7 bilhões previsto para o triênio de setembro de 2024 a setembro de 2027.

O anúncio foi feito durante o evento Microsoft AI Tour, realizado na capital paulista com a presença do Tecnoblog. A presidente da Microsoft, Priscyla Laham, explicou que os dois novos prédios são dedicados à nuvem e à inteligência artificial. No caso da IA, neles vai ocorrer de tudo, desde treinamento até inferência.

A companhia tem planos de inaugurar mais data halls neste espaço e novos data centers, como parte do investimento bilionário. Os locais exatos não foram revelados por motivos de segurança. Hoje, a Microsoft mantém duas regiões do Azure no país: em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Quais são os planos da Microsoft para a IA no Brasil?

Laham afirmou que a IA tem o potencial de gerar um salto na produtividade do brasileiro. “A gente saiu de um cenário de IA como assistente pessoal para aplicação em fluxos inteiros de trabalho”, segundo a executiva. O evento contou com a participação de lideranças da Petrobras, Defensoria Pública do Estado de São Paulo e Bradesco, entre outras organizações.

A Microsoft aproveitou a oportunidade para reforçar o investimento em treinamento. Cerca de 2,8 milhões de pessoas já participaram dos treinamentos em tecnologia do programa ConectAI, atualmente focado em inteligência artificial. Há desde tarefas básicas até programação com uso de ferramentas de IA.

Além da iniciativa aberta ao público em geral, a gigante americana também estima que treinou outros 40 mil funcionários de clientes no país. “Essas pessoas vão ficar mais à vontade para criar coisas com o apoio da inteligência artificial”, conclui Priscyla.

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Microsoft e parceiros mostraram formas de usar Copilot e IA no fluxo de trabalho (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como fica a formação de desenvolvedores?

A diretora de Capacitação em IA, Lucia Rodrigues, lembra que o Brasil está no top 5 do GitHub. No mundo, existem hoje cerca de 400 milhões de desenvolvedores do software, total que deve saltar para 1 bilhão até 2030. “Estamos formando a mão de obra que vai construir o futuro tecnológico do país e do mundo”.

A Microsoft anunciou um novo projeto de capacitação de jovens entre 15 e 18 anos chamado ColAI. Cerca de 20 participantes receberão treinamento em tecnologia, habilidades socioemocionais e pensamento crítico, entre outras competências. A ideia é apoiá-los na inserção no mercado de trabalho. Ele será realizado em uma favela de Poá, que fica na Região Metropolitana de São Paulo, em uma parceria com a instituição Gerando Falcões.

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Microsoft

Microsoft começa a operar novo data center em SP com foco em IA

Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

6 de Fevereiro de 2026, 17:46

WhatsApp com símbolo de atenção
SSP usa WhatsApp verificado para enviar intimações oficiais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A SSP-SP usa o WhatsApp para notificar celulares com restrição criminal, em parceria com a Meta, usando um perfil verificado.
  • Intimações são enviadas por um perfil oficial, e os cidadãos devem confirmar a legitimidade pelo selo de verificação.
  • Desde junho do ano passado, o programa SP Mobile recuperou 17,5 mil aparelhos e enviou mais de 5,4 mil notificações.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) começou a usar o WhatsApp como canal oficial para notificar pessoas associadas a celulares com restrição criminal. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Meta e prevê o envio de intimações por meio de um perfil verificado, operado pela Polícia Civil.

A mudança busca dar mais segurança ao processo de comunicação com os cidadãos e resolver problemas técnicos enfrentados anteriormente, como o bloqueio automático de mensagens classificadas como spam.

Como funcionam as notificações oficiais?

De acordo com a SSP, as intimações são enviadas exclusivamente por um perfil oficial com selo de verificação do WhatsApp, indicando que o perfil pertence à Secretaria da Segurança Pública. O Tecnoblog perguntou à secretaria o número oficial da conta, mas não obteve resposta.

A parceria com a Meta também envolve o uso da Interface de Programação de Aplicações (API) da empresa, o que permite maior controle sobre o envio das mensagens e evita que elas sejam barradas pelos sistemas automáticos da plataforma. Nesta semana, cerca de 2 mil notificações estão sendo encaminhadas para celulares que possuem algum tipo de queixa criminal.

As pessoas notificadas devem comparecer à delegacia indicada dentro do prazo informado para prestar esclarecimentos. O comparecimento voluntário, segundo a SSP, é a forma mais simples de resolver a situação e evitar medidas posteriores.

O que o cidadão deve fazer ao receber a mensagem?

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Perfil verificado reforça a segurança das notificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal orientação é confirmar a legitimidade da notificação. Mensagens oficiais enviadas pela SSP no WhatsApp sempre exibem o selo de verificação, o que garante que o contato é institucional. A secretaria reforça que a Polícia Civil não solicita senhas, dados bancários, códigos de confirmação nem qualquer tipo de pagamento por Pix ou boleto.

Após receber a intimação, o cidadão deve se dirigir a uma delegacia de sua escolha ou à unidade indicada na mensagem, levando o celular notificado e um documento de identidade original. Caso tenha nota fiscal ou comprovante de compra do aparelho, esses documentos também devem ser apresentados para análise da procedência e da boa-fé na aquisição.

A medida integra o programa SP Mobile, criado em junho do ano passado para combater furtos e roubos de celulares. Desde então, o sistema já recuperou 17,5 mil aparelhos, devolveu 5,9 mil às vítimas e enviou mais de 5,4 mil notificações. A SSP alerta que ignorar uma intimação oficial pode levar à abertura de diligências, incluindo apreensão do aparelho e responsabilização legal.

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PF apreende cerca de R$ 1 milhão em iPhones sem nota fiscal

19 de Janeiro de 2026, 16:25
imagem mostra montes de iPhones 17 Pro Max na cor laranja (no topo) apreendidos pela Policia Federal
iPhones 17 Pro Max laranjas apreendidos pela Polícia Federal (imagem: reprodução/Polícia Federal)
Resumo
  • Polícia Federal apreendeu 100 iPhones 17 Pro Max no aeroporto de Foz do Iguaçu, avaliados em R$ 1 milhão.
  • Ocorrência foi registrada como descaminho, devido à tentativa de evitar o pagamento de impostos.
  • O passageiro que transportava os iPhones foi preso em flagrante.

A Polícia Federal prendeu em flagrante, no sábado (17/01), um passageiro que tentava embarcar no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (PR), com destino a São Paulo, transportando cerca de 100 unidades do iPhone 17 Pro Max sem documentação fiscal.

De acordo com a PF, a abordagem ocorreu durante a inspeção diária no aeroporto. Os policiais desconfiaram de um grupo familiar com nove malas que seriam despachadas para São Paulo em um único voo doméstico.

Após uma entrevista inicial com os passageiros, a equipe abriu as bagagens e encontrou as centenas de smartphones da Apple. A mercadoria ultrapassa a cifra de R$ 1 milhão, segundo comunicado da corporação.

O passageiro identificado como responsável pela carga foi detido e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos legais.

Qual foi a ocorrência?

A ocorrência foi registrada como descaminho, quando há intenção de evitar o pagamento de imposto devido pela entrada, saída ou consumo de uma mercadoria.

O crime se diferencia de casos de contrabando, quando a importação é de mercadoria proibida no país (como eletrônicos piratas, cigarros não regularizados, drogas etc.). No caso dos iPhones 17 Pro Max, a entrada dos aparelhos é legal, desde que as taxas de importação sejam recolhidas.

Após o trâmite do processo administrativo fiscal (que decreta o perdimento da carga), mercadorias apreendidas pela Receita Federal ou Polícia Federal que estejam em condições de uso geralmente vão para leilão.

Importação irregular de eletrônicos em alta

Imagem mostra dois agentes, da PF e da Receita Federal, inspecionando equipamentos
Receita e Polícia Federal reforçam combate a importações irregulares (imagem: divulgação/PF)

Segundo dados da Operação Fronteira RFB, coordenada pela Receita Federal, os produtos eletrônicos se consolidaram neste ano como a principal categoria de mercadorias introduzidas irregularmente no país, superando cigarros e bebidas.

Apenas nos primeiros sete dias da operação, iniciada em outubro, foram retidos R$ 33 milhões em mercadorias desse tipo, principalmente smartphones e notebooks.

No total geral (somando todas as categorias), a operação apreendeu mais de R$ 94 milhões em produtos ilegais em apenas uma semana — um recorde que supera toda a edição de 2024 (R$ 78 milhões).

PF apreende cerca de R$ 1 milhão em iPhones sem nota fiscal

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

15 de Dezembro de 2025, 17:51
Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Amazon fez investimento bilionário em logística no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon oferece entrega no mesmo dia com horário agendado em São Paulo e Rio de Janeiro, com janelas de três a seis horas.
  • Assinantes Prime têm frete grátis em compras acima de R$ 19, exceto para supermercado e livros, em que o mínimo é R$ 79; não assinantes pagam R$ 10,90.
  • A Amazon investiu R$ 13,6 bilhões no Brasil em 2024 para expandir sua rede logística com 250 centros, permitindo entregas precisas.

A Amazon anunciou, nesta segunda-feira (15/12), que produtos de mais de 30 categorias terão a opção de entrega no mesmo dia, com indicação do horário de chegada. Essa nova modalidade de entrega está disponível nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para assinantes Prime, o frete é grátis em compras a partir de R$ 19, exceto para itens de supermercado e livros — nesse caso, o mínimo necessário para não pagar a entrega é R$ 79. Abaixo desse valor, a taxa é de R$ 8,90. Para quem não é assinante Prime, o frete é sempre cobrado e custa R$ 10,90.

Como funciona a entrega com horário agendado da Amazon?

A empresa explica que esses horários são sempre indicados no formato de janelas de três a seis horas. “Ao acessar a loja, o consumidor visualiza as próximas janelas disponíveis e seleciona aquela que melhor se encaixa na sua rotina”, afirmou um porta-voz da empresa ao Tecnoblog.

Isso significa que o cliente sabe que o produto deve chegar no fim da manhã ou à tarde, por exemplo. Em alguns itens no site da varejista, já é possível visualizar o horário para entrega. Ao pedir um pacote de papel sulfite no fim da tarde, por exemplo, aparece a opção de entrega no dia seguinte, entre 10h e 13h.

“Captura de tela da página de compra da Amazon. No topo, banner azul com o texto ‘Oferta do Amazon Prime’, oferecendo ‘3 meses por apenas R$ 9,95/mês’ e informando que depois o valor será ‘R$ 19,90/mês’. Lista benefícios como Prime Video, Amazon Music Prime e ofertas exclusivas. Abaixo, produto ‘Chamex – Papel Sulfite, A4, 75g, 500 folhas’, preço ‘R$ 32,90’, quantidade ‘10’. À direita, opções de entrega: ‘Amanhã das 10:00 às 13:00 – R$ 10,90 Entrega Mais Rápida’ selecionada.”
Para quem não assina o Prime, o frete da entrega com hora marcada é R$ 10,90 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Vale notar que essa modalidade não cobre toda a cidade. Eu moro na Zona Norte de São Paulo e a entrega com horário agendado não aparece quando seleciono minha casa como destino, mas fica disponível quando altero o endereço para a Avenida Paulista.

Amazon confia em logística para cumprir promessa

A Amazon diz que essa precisão só foi possível por meio de investimentos significativos na malha logística, que conta com 250 centros logísticos no Brasil, sendo mais de 100 deles abertos ao longo de 2025. Segundo a companhia, mais de R$ 13,6 bilhões foram investidos no país somente em 2024.

“Trabalhamos com altos padrões operacionais para garantir que cada entrega seja cumprida dentro do prazo prometido”, afirma a companhia. “Você sabe quando vai receber, pode planejar seu dia em torno disso, e pode contar que vamos cumprir nossa promessa.”

A varejista já contava com entrega no mesmo dia sem horário marcado no Rio e em São Paulo. Esse modelo também está presente em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte; ele deve ser expandido para mais cidades em 2026.

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para quem não assina o Prime, o frete da entrega com hora marcada é R$ 10,90 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Moradores de São Paulo podem ir às operadoras para usar energia e Wi-Fi

11 de Dezembro de 2025, 15:09
Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Lojas de operadoras fornecem energia e Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O vendaval em São Paulo causou instabilidade elétrica, com ventos de até 98 km/h, deixando várias regiões sem luz.
  • TIM, Claro e Vivo abriram lojas para recarga de celulares e uso de Wi-Fi gratuito para a população afetada.
  • Algumas lojas da Vivo oferecem espaços de coworking, e a Claro permite acesso à Claro TV+.

As maiores operadoras de telefonia móvel de São Paulo estão recebendo pessoas que precisam recarregar a bateria de dispositivos ou de Wi-Fi para resolver as questões do dia a dia. TIM, Claro e Vivo confirmaram ao Tecnoblog que as lojas servem de ponto de apoio, em meio ao caos após a passagem de uma forte ventania pela capital paulista. Diversas regiões continuam sem luz.

A TIM comunicou hoje (11) que abriu parte de suas lojas em shoppings de São Paulo (SP) para quem foi afetado pela queda de energia na cidade. A medida vale para unidades selecionadas da operadora, que foram preparadas para receber os clientes durante o período de instabilidade elétrica.

No caso da TIM, a liberação do acesso foi organizada para atender o fluxo de pessoas sem comprometer o funcionamento normal das lojas. Ela vale apenas para as lojas em shoppings centers.

Imagem de divulgação mostra um comunicado da TIM sobre as lojas como ponto de apoio. A ilustração é de um celular com o símbolo de raio na tela
Clientes da TIM poderão carregar os dispositivos e usar Wi-Fi gratuito (imagem: reprodução)

Em resposta ao Tecnoblog, a Claro informou que suas lojas não impactadas pela falta de energia também poderão ser usadas pela população afetada. Segundo a operadora, as lojas estão abertas para “clientes e não clientes carregarem seus celulares, usarem o Wi-Fi e, inclusive, assistirem a Claro TV+”.

Já a Vivo nos disse que as lojas têm Wi-Fi à disposição de qualquer pessoa. Algumas unidades também têm espaços de coworking.

Nessa quarta-feira (10/12), a cidade de São Paulo sofreu um vendaval de longa duração considerado inédito por meteorologistas, sem a presença de chuva. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos atingiram 98 km/h em algumas regiões da capital. Dois dias antes, a Defesa Civil já havia alertado para ventos de 90 km/h.

Moradores de São Paulo podem ir às operadoras para usar energia e Wi-Fi

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Clientes poderão carregar os aparelhos e usa o Wi-Fi gratuito (imagem: reprodução)

Uber Moto e 99Moto suspendem retorno a São Paulo após regulamentação

10 de Dezembro de 2025, 17:19
Aplicativo da 99 promovendo a opção 99Moto
99Moto já funcionou em São Paulo, mas foi banida (foto: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)
Resumo
  • A Uber e a 99 suspenderam o retorno do serviço de transporte por moto em São Paulo devido à nova regulamentação municipal, que consideram uma “proibição disfarçada”.
  • A lei aprovada exige credenciamento das empresas e motociclistas, proíbe embarque perto de terminais de transporte público e impõe uso de motos de 150 cilindradas, dificultando a operação.
  • A Amobitec e as empresas planejam recorrer à Justiça contra a lei, enquanto a Uber estuda medidas judiciais cabíveis.

A Uber e a 99 não vão voltar com o serviço de transporte de passageiros por moto na capital de São Paulo na data prometida. O retorno estava programado para quinta-feira (11/12), mas a aprovação de uma lei sobre o tema fez as companhias recuarem.

Para a Uber, a prefeitura impôs uma “proibição disfarçada” com a regulamentação. A Amobitec, que representa o setor de tecnologia e mobilidade, considera que o projeto é ilegal. Já o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP), ao sancionar a lei, declarou que as empresas são “famintas por dinheiro, por recursos para enviar aos seus países”.

Por que Uber e 99 cancelaram o retorno das motos?

Na avaliação das empresas, a lei aprovada pela Câmara Municipal e sancionada por Nunes na terça-feira (09/12) inviabiliza a operação do serviço. Em comunicado enviado ao Tecnoblog, a Uber diz que a lei “foi feita para não funcionar” e é uma “proibição disfarçada”.

O texto estipula prazo de 60 dias para a prefeitura realizar a análise e o credenciamento das companhias e dos motociclistas, podendo prorrogá-lo indefinidamente. As empresas consideram que isso dá margem para não autorizar nenhum app ou condutor.

A lei proíbe embarque e desembarque em pontos próximos a terminais de ônibus, trem e metrô, o que dificulta a integração com o transporte público, na visão das empresas. A Amobitec também questiona a regra que obriga o uso de motos de 150 cilindradas, sendo que os modelos de 125 cilindradas são os mais comuns.

Passageira e piloto em uma moto do serviço Uber Moto
Uber Moto opera em outras cidades (imagem: divulgação)

Por fim, a exigência de placa vermelha também é considerada um impeditivo para o serviço de motoapp, já que o equipara ao mototaxi. “Confunde o serviço de motoapp, regido pela Lei Federal 12.587/12, com o serviço de mototáxi, regido pela Lei Federal 12.009/09”, avalia a Uber. “Não cabe à Prefeitura escolher quem pode ou não trabalhar prestando o serviço de motoapp, que tem natureza privada”.

A Amobitec afirma que suas associadas vão recorrer à Justiça contra a lei sancionada por Nunes e nega que houve uma desistência do serviço. Já a Uber declara apenas que estuda medidas judiciais cabíveis.

Uber Moto e 99Moto tentam funcionar em São Paulo desde 2023

A Prefeitura de São Paulo e as empresas de transporte por aplicativo vêm brigando sobre o assunto desde o início de 2023, com idas e vindas.

Em novembro de 2025, Uber e 99 anunciaram o retorno das viagens com motos, marcado para o dia 11 de dezembro. Elas se baseiam em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional uma lei estadual de São Paulo que dava aos municípios poder para proibir serviços desse tipo.

Já o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) havia estabelecido o dia 8 de dezembro como prazo para que a Prefeitura de São Paulo regulamentasse a atividade. Caso isso não ocorresse, as companhias estariam livres para retomar suas viagens com motos.

O que diz a lei aprovada em São Paulo?

Além dos pontos apontados pelas empresas e pela associação do setor, o texto traz mais regras:

  • Proibição de circulação em vias rápidas (como Marginal Tietê, Marginal Pinheiros e Avenida 23 de Maio)
  • Proibição de funcionamento em dias de tempestade
  • Idade mínima de 21 anos para os condutores
  • Idade mínima de 18 anos para passageiros
  • Exigência de curso especializado para transporte de passageiros em motocicletas
  • Inexistência de infrações gravíssimas de trânsito no último ano
  • Cadastro de no máximo uma moto por motociclista
  • Cadastro prévio na prefeitura, com ausência de condenação por crimes de trânsito e crimes contra a mulher
  • Exame toxicológico com janela de 90 dias
  • Uso de motos com até oito anos de fabricação
  • Uso de motos de 150 a 400 cilindradas
  • Obrigatoriedade de seguro contra acidentes pessoais a passageiros por parte das empresas

Com informações do UOL

Uber Moto e 99Moto suspendem retorno a São Paulo após regulamentação

99Moto em São Paulo (imagem: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)

Uber Moto enfrenta prefeitura e volta a São Paulo (imagem: divulgação/Uber)

LG tem novo ar-condicionado com IA que se ajusta ao seu perfil de uso

3 de Dezembro de 2025, 13:54
ar-condicionado Dual Inverter AI Air
Ar-condicionado LG Dual Inverter AI Air (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • LG Dual Inverter AI Air possui IA que ajusta temperatura, direção do ar e velocidade com base nos hábitos do usuário;
  • Aparelho oferece também filtragem em quatro etapas e possui tecnologia Soft Air para ventilação suave, bem como Sensor de Janela Aberta para eficiência energética;
  • Lançamento no Brasil está previsto para 2026.

A LG realizou um evento em São Paulo (SP) para anunciar o novo ar-condicionado Dual Inverter AI Air. Não que inteligência artificial seja inédito nesse tipo de produto. O que a novidade traz é uma evolução dessa tecnologia combinada com recursos como filtragem em quatro etapas e Sensor de Janela Aberta.

Na nova implementação de IA, chamada de AI 3.5 pela LG, a tecnologia aprende os hábitos do usuário com mais precisão para fazer ajustes automáticos de temperatura, direção do ar e velocidade da ventilação.

Por exemplo, se o usuário costuma chegar em casa por volta das 20:00, deixa a temperatura em 22 graus e prefere um nível intermediário de velocidade do vento, esses ajustes passam a ser aplicados automaticamente pelo LG Dual Inverter AI Air quando a rotina da pessoa é assimilada pelo equipamento.

A IA também contribui com a função Sleep Timer+, que programa o aparelho para atuar à noite, aplicando automaticamente ajustes de temperatura que o usuário costuma efetuar no meio da madrugada, por exemplo.

ar-condicionado Dual Inverter AI Air
Ar-condicionado LG Dual Inverter AI Air (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Dual Inverter AI Air não tem só inteligência artificial

Há vários outros atributos no equipamento. Sobre a velocidade de ventilação, por exemplo, uma tecnologia de nome Soft Air é capaz de resfriar ou aquecer o ambiente sem usar jatos de ar intensos que, como tal, podem incomodar o usuário.

Tão ou mais interessante é o modo de filtragem, que é dividido em quatro etapas distintas:

  1. Pré-filtro: atua para reter partículas maiores de poeira;
  2. Filtro antialérgico: filtra agentes que podem causar alergias, como ácaros;
  3. Auto Clean+: previne umidade dentro do ar-condicionado para evitar o surgimento de mofo, bactérias ou mau cheiro interno;
  4. Freeze Cleaning: faz uma limpeza interna mais rigorosa usando resfriamento para neutralizar bactérias e odores.
Ar-condicionado LG Dual Inverter AI Air
Ar-condicionado LG Dual Inverter AI Air (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Durante o evento, a LG fez questão de destacar o aspecto da economia de energia do Dual Inverter AI Air. Começa pela já conhecida tecnologia que está presente no nome do equipamento: o Dual Inverter é um sistema de compressor com duplo rotor que, entre outros benefícios, melhora a eficiência energética.

Também há tecnologias complementares, como o já mencionado Sensor de Janela Aberta, capaz de identificar perdas de nível de temperatura que, normalmente, são causados por fechamento inadequado do ambiente. Nessas circunstâncias, o aparelho aplica ajustes automáticos para evitar que uma porta ou janela aberta faça o ar-condicionado gastar mais energia elétrica.

Para quem é mais sensível a barulhos, a LG tratou de destacar que o Dual Inverter AI Air é bastante silencioso, trabalhando tipicamente com ruído de 22 decibéis.

Por fim, vale destaca que o ar-condicionado tem Wi-Fi integrado e, portanto, pode ser controlado pelo aplicativo LG ThinQ (disponível para Android e iOS), bem como ser integrado à Alexa ou ao Google Assistente para comandos por voz.

Controle remoto do LG Dual Inverter AI Air
Controle remoto do LG Dual Inverter AI Air (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Disponibilidade e preço do novo LG Dual Inverter AI Air

A previsão da LG é a de que o Dual Inverter AI Air seja lançado oficialmente no Brasil no começo de 2026. O preço ainda não foi divulgado pela companhia.

Sabe-se, porém, que o aparelho estará disponível na capacidade de 12.000 BTU, terá cor branca e, além de resfriamento, será capaz de trabalhar com aquecimento.

LG tem novo ar-condicionado com IA que se ajusta ao seu perfil de uso

ar-condicionado Dual Inverter AI Air (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ar-condicionado Dual Inverter AI Air (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ar-condicionado LG Dual Inverter AI Air (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Controle remoto do LG Dual Inverter AI Air (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

App chinês Keeta chega a São Paulo para concorrer com iFood

26 de Novembro de 2025, 14:13
Imagem mostra um smartphone com moldura dourada exibindo um aplicativo com fundo amarelo chamado "KeeTa". O celular está centralizado e cercado por imagens de comida: um hambúrguer à esquerda, uma barra de chocolate marrom abaixo e uma fatia de pizza com pepperoni e pimentão à direita. O fundo é uma representação estilizada da bandeira do Brasil. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Keeta faz sucesso na China e chegará ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O app chinês Keeta inicia operações em São Paulo e mais oito municípios, oferecendo cupons de até R$ 200 e entregas gratuitas em 90% dos restaurantes.
  • A Keeta possui mais de 27 mil restaurantes cadastrados, incluindo redes como Seven Kings e KFC, e oferece atendimento humano 24 horas para os estabelecimentos.
  • Entregadores recebem capacetes inteligentes com som e Bluetooth, além de treinamento presencial; a Meituan investirá R$ 100 milhões em apoio aos parceiros.

O aplicativo de delivery Keeta lançou sua operação em São Paulo (SP) e em mais oito municípios da Região Metropolitana nesta quarta-feira (26/11), com funcionamento a partir de 01/12. Entre os atrativos, estão cupons que podem somar até R$ 200 e entregas gratuitas na maioria dos restaurantes.

A Keeta é o braço internacional da companhia chinesa Meituan. Há um mês, ela iniciou um projeto-piloto na Baixada Santista, e agora “sobe a serra” em direção à capital. Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Osasco, Diadema, Itaquaquecetuba, Barueri e São Caetano do Sul também serão atendidas.

O lançamento promete esquentar a disputa pelo mercado de entrega de refeições no Brasil, há anos dominado pelo iFood. Outra empresa de olho nesse setor é a 99, que relançou o 99Food em abril de 2025. Para contra-atacar, o iFood fez uma parceria com a Uber, integrando plataformas e assinaturas.

O que a Keeta oferece?

Na chegada a São Paulo, o app oferecerá um pacote de boas-vindas aos usuários, com cupons que podem totalizar até R$ 200 de desconto.

A Keeta também conta com uma política chamada “Horário Garantido”, que dá cupons de até R$ 50 em caso de atraso na entrega. Além disso, a plataforma promete frete grátis em mais de 90% dos restaurantes parceiros e mais de 90% das rotas com rastreamento em tempo real.

Arte promocional do app Keeta em quatro painéis verdes. À esquerda, celular com hambúrguer e pizza e o texto “Ganhe até 60% OFF no 1º pedido”. No segundo, tela do app com cupons e a frase “R$ 100 em cupons para novos usuários”. No terceiro, ícones e o destaque “Prazo garantido Entrega grátis”. À direita, celular com lista de restaurantes e a chamada “O maior delivery do mundo com os melhores descontos”.
Keeta já está disponível nas lojas de apps brasileiras (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Quais restaurantes estão disponíveis?

De acordo com a Meituan, a plataforma tem mais de 27 mil restaurantes e 98.200 entregadores cadastrados. A lista vai de estabelecimentos de pequeno porte a redes como Seven Kings, KFC e Purpleberry Açaí.

A companhia faz questão de dizer que não fecha contratos de exclusividade. Os restaurantes vão contar com atendimento humano 24 horas por dia para auxiliar em todas as etapas do pedido, além de antecipação de recebíveis em sete dias, sem custo.

A empresa destaca um recurso chamado “Compra Intermediada”. Com ele, é possível fazer pedidos em restaurantes ainda não integrados à plataforma — assistentes e entregadores ajudam na compra e no transporte.

Entregadores terão capacete inteligente

Para os entregadores, a Keeta oferece saque diário sem taxas, treinamento presencial e auxílio com atendentes humanos disponíveis 24 horas por dia.

Um diferencial são os capacetes inteligentes, com sistema de som, Bluetooth e acelerômetro, além de detecção de quedas ou movimentos abruptos. A ideia é que o trabalhador não precise ver o celular durante o percurso. Inicialmente, o aparelho será oferecido para ciclistas, e uma versão para motociclistas deve chegar em breve.

A Meituan promete investir R$ 100 milhões em ações de apoio aos parceiros. Ainda em dezembro, a empresa vai inaugurar um centro de suporte na região de Santo Amaro, na Zona Sul da Capital. O espaço deve contar com área de descanso, água, banheiros e cozinha.

App chinês Keeta chega a São Paulo para concorrer com iFood

Keeta faz sucesso na China e chegará ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Keeta já está disponível nas lojas de apps brasileiras (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

99Moto e Uber Moto anunciam volta a São Paulo em dezembro

18 de Novembro de 2025, 15:21
Aplicativo da 99 promovendo a opção 99Moto
99Moto em São Paulo (imagem: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)
Resumo
  • 99Moto e Uber Moto retornarão a São Paulo em 11 de dezembro de 2025, após decisão do STF que considerou inconstitucional a lei estadual que permitia aos municípios proibir esses serviços;
  • 99 e Uber se comprometeram a implementar recursos de segurança, como compartilhamento de dados, certificação de condutores, treinamento, distribuição de coletes refletivos e tecnologias de monitoramento;
  • Prefeitura de São Paulo pretende recorrer da decisão do STF.

Após uma disputa com a Prefeitura de São Paulo que começou há meses, os serviços 99Moto e Uber Moto têm data marcada para voltar a operar na capital paulista: 11 de dezembro de 2025. A retomada de ambos os serviços na cidade é favorecida por uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Expedida na semana passada, a tal decisão considera inconstitucional uma lei estadual de São Paulo que permite aos munícipios autorizar ou barrar a oferta de serviços de transporte individual de passageiros por meio de motocicleta, o que inclui serviços como 99Moto e Uber Moto.

Por conta disso, a Prefeitura de São Paulo não poderá manter o decreto que a permite proibir esse tipo de serviço no município, o que vinha sendo feito até então sob o argumento principal de que o transporte de passageiros por motos é perigoso por conta do fluxo intenso de veículos na cidade.

O efeito disso é que, em nota conjunta, a 99 e a Uber anunciaram a retomada de seus serviços de moto em São Paulo no dia 11 de dezembro, mesmo com a Prefeitura não tendo criado um regulamento para a modalidade condizente com a decisão do STF:

Apesar de nossos esforços de diálogo e dos prazos estabelecidos pela Justiça para que o município criasse uma regulamentação até 10 de dezembro, não vimos nenhum avanço concreto nesse sentido.

Nos últimos meses, participamos ativamente de todos os debates sobre a regulamentação do serviço de moto por aplicativo, e queremos viabilizar aos paulistanos este serviço que foi reconhecido e protegido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo Supremo Tribunal Federal e o próprio Congresso Nacional na semana passada.

As duas empresas líderes do setor, 99 e Uber, sempre defenderam uma regulamentação do serviço com regras modernas e equilibradas, capaz de enfrentar os desafios da segurança viária sem abrir mão dessa alternativa que amplia o acesso à mobilidade e gera renda para milhares de famílias.

(…) Neste cenário, com as autorizações da Justiça, não há mais por que esperar. Por isso, a 99 e a Uber vêm a público firmar um compromisso público e voluntário que será seguido quando o serviço de motoapp reiniciar na cidade de São Paulo no dia 11 de dezembro.

Para esse retorno, ambas as empresas prometem basear seus respectivos serviços em cinco premissas principais:

  1. compartilhamento de dados e inteligência de trânsito: informações operacionais e anonimizadas poderão ser repassadas ao poder público para planejamento de mobilidade, engenharia viária, campanhas de educação no trânsito e afins;
  2. certificação de condutores: os motociclistas dos serviços terão que ter 21 anos ou mais de idade, além de CNH com EAR (Exerce Atividade Remunerada);
  3. treinamento sobre segurança: os motociclistas participantes passarão por treinamentos periódicos sobre direção defensiva e aspectos relacionados;
  4. distribuição de equipamentos: os motociclistas mais engajados receberão coletes refletivos para aumentar a sua segurança;
  5. tecnologias de monitoramento: as duas empresas prometem adotar tecnologias de detecção de riscos nas operações, bem como criar incentivos para reconhecer motociclistas que seguem práticas seguras de condução.
Passageira e piloto em uma moto do serviço Uber Moto
Uber Moto (imagem: divulgação/Uber)

Prefeitura de São Paulo irá recorrer

Em nota enviada ao Tecnoblog, a Prefeitura de São Paulo informou que irá recorrer da decisão do STF e reforçou as preocupações com a segurança como motivos para o bloqueio dos serviços de moto por aplicativo no município:

Preocupada e atenta à segurança de sua população, a Prefeitura de São Paulo reitera ser rigorosamente contrária ao serviço de mototáxis na cidade. Trata-se de um transporte não regulamentado, perigoso e que tem registrado acidentes e mortes de inúmeros passageiros.

A Prefeitura, através da Procuradoria Geral do Municipal, vai ingressar com novo recurso no Supremo Tribunal Federal em que pedirá o efeito suspensivo da decisão.

A proibição do transporte por motocicleta via aplicativo na cidade de SP se baseia em dados concretos sobre o aumento de acidentes e mortes com o uso de motocicletas.

Essa frota teve um salto de 56% nos últimos dez anos (833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024), e o número de óbitos nesses casos cresceu 20% de 2023 (403 óbitos) para 2024 (483 óbitos), superando até mesmo os homicídios.

Somente com pacientes vítimas de acidentes de moto, a Prefeitura aplicou no ano passado cerca de R$ 35 milhões na linha de cuidado a trauma. As áreas jurídicas e técnicas da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) avaliam o assunto.

99Moto e Uber Moto anunciam volta a São Paulo em dezembro

99Moto em São Paulo (imagem: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)

Uber Moto enfrenta prefeitura e volta a São Paulo (imagem: divulgação/Uber)

Exclusivo: Conexão da Starlink fica 55% mais rápida no Brasil

5 de Novembro de 2025, 15:18
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Provedor de Elon Musk atende 7 mil escolas brasileiras (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O provedor de Elon Musk, Starlink, lidera o mercado de internet via satélite no Brasil com 443 mil assinantes, destacando-se em Minas Gerais, Pará e São Paulo.
  • A velocidade média de conexão no Brasil aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%.
  • A Starlink possui mais de 6 mil satélites em órbita e planeja lançar a próxima geração de equipamentos, V3, a partir de 2026, visando atingir 1 Gb/s de download médio.

Os brasileiros adeptos da Starlink têm motivos para comemorar: a velocidade média de conexão aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%. Os números foram obtidos pelo Tecnoblog com pessoas com conhecimento do assunto.

A empresa de banda larga via satélite tem investido no mercado brasileiro. Tanto é assim que se tornou comum ver publicidades da Starlink por aqui, além de diversas promoções tanto no equipamento quanto na assinatura. O kit padrão atualmente sai por R$ 1.680, enquanto a conexão em si sai por R$ 235 por mês.

O resultado veio. Desde 2023, o provedor de Elon Musk registra um franco crescimento, posicionando-se como a maior empresa de acesso via satélite do país. São 443 mil assinantes, segundo os dados mais recentes da Anatel. Os estados com mais consumidores de Starlink são Minas Gerais, Pará, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso. Já os números internos, mais recentes, dão conta de que são 600 mil clientes por aqui.

Acessos da Starlink com o passar dos anos (imagem: reprodução/Anatel)

O upload médio tem 18 Mb/s e a latência costuma ficar entre 25 e 30 ms, conforme eu pude apurar.

Já no mundo, a evolução na qualidade do serviço da Starlink tem sido ainda maior: a velocidade média pulou de 145 Mb/s para 220 Mb/s desde o começo do ano. O vice-presidente de engenharia, Michael Nicolls, disse numa postagem no X que os ganhos vêm de uma “combinação de melhorias de software e de aumento da capacidade orbital”.

São mais de 6 mil satélites posicionados ao redor do globo. A ideia é começar os lançamentos da próxima geração de equipamentos, chamada de V3, a partir de 2026. A meta é bater o download médio de 1 Gb/s.

Exclusivo: Conexão da Starlink fica 55% mais rápida no Brasil

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessos da Starlink com o passar dos anos (imagem: reprodução/Anatel)

Brasileiros aceitam IA nas finanças, mas somente como copiloto

22 de Outubro de 2025, 11:03
O que seu cartão de crédito faz e você não sabe
Consumidores querem linguagem simples na IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 65% dos brasileiros aceitam IA no auxílio financeiro, mas a confiança em decisões autônomas é baixa.
  • O estudo também revela que os consumidores preferem IA que use linguagem simples e seja transparente sobre as regras e parâmetros de decisão.
  • Bancos estão integrando IA com resumos e chatbots para melhorar a experiência do cliente e aumentar a confiança.

Quase sete em cada dez consumidores brasileiros aceitam que a inteligência artificial auxilie na relação com o dinheiro. Por outro lado, entre os afeitos à IA, apenas 14% aceitariam que ela tomasse decisões por conta própria, de maneira autônoma. É o que mostra uma pesquisa encomendada pelo Itaú Unibanco e conduzida pela Consumoteca, divulgada hoje durante um evento em São Paulo.

O antropólogo Michel Alcoforado, responsável pelo estudo, avaliou que os brasileiros querem falar sobre dinheiro com “alguém” que não seja uma pessoa. Aqui, comento eu: os chatbots, com a capacidade de emular conversas humanas, caem como uma luva para gerar esse tipo de interação.

Diversos bancos têm realizado movimentos no sentido de integrar a inteligência artificial. Alguns já colocam resumos na tela inicial do app com os destaques do momento, personalizados para cada cliente. Outros oferecem chatbots com IA para ajudar nas variadas dúvidas.

Talvez o slide mais importante para quem curte tecnologia seja este abaixo, que mapeia exatamente o que faria o cliente confiar na IA, no contexto da relação com dinheiro:

Antropólogo Michel Alcoforado apresenta estudo sobre relação dos brasileiros com o dinheiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  • 40%: linguagem simples, falar de uma forma que eu entenda
  • 39%: conhecer as regras que regem a IA
  • 38%: saber os parâmetros usados pela IA para tomada de decisão
  • 36%: ver resultados de outras pessoas
  • 36%: ter a garantia de que há uma equipe de especialistas por trás
  • 30%: ver resultados compatíveis com a média do mercado

O levantamento da Consumoteca foi feito com 5 mil entrevistados no país inteiro, dividindo-se em cerca de metade entre 18 e 29 anos, e outra metade com pessoas com mais de 29 anos.

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite do Itaú

Brasileiros aceitam IA nas finanças, mas somente como copiloto

Antropólogo Michel Alcoforado apresenta estudo sobre relação dos brasileiros com o dinheiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

3 de Outubro de 2025, 15:11
Logotipo da Anatel com cidade no fundo
Sugestão foi feita pelo gerente da Anatel em São Paulo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O gerente da Anatel em São Paulo, Marcelo Scacabarozi, sugeriu criar uma “habilitação digital” para novos usuários de smartphones.
  • A proposta prevê cursos de segurança digital, com desbloqueio total do aparelho após a conclusão e possíveis descontos em planos como incentivo.
  • Ele também defendeu incluir educação em cibersegurança nas escolas, visando proteger especialmente crianças, idosos e famílias contra fraudes.

E se o usuário de um novo smartphone precisasse passar por um “curso” de habilitação digital antes do acesso completo ao aparelho? Essa foi a sugestão do gerente do escritório da Anatel em São Paulo, Marcelo Scacabarozi, nessa quinta-feira (02/10), durante a Futurecom, principal congresso de telecomunicações do país.

A ideia, segundo o especialista, é que o consumidor, ao ativar um novo smartphone, tenha a opção de passar por um curso rápido sobre segurança digital. O objetivo seria aumentar a segurança de públicos vulneráveis, como crianças, adolescentes e idosos.

Por isso, apenas após a conclusão do treinamento o usuário poderia desbloquear todas as funcionalidades do aparelho. Como incentivo, Scacabarozi citou até mesmo a possibilidade de gerar benefícios, como descontos nos planos de serviço oferecidos pelas operadoras.

Foto de Marcelo Scacabarozi
Marcelo Scacabarozi é gerente do escritório da Anatel em São Paulo (imagem: reprodução/Alesp)

Sendo apenas uma ideia apresentada durante o evento, Scacabarozi não explora especificamente como essa habilitação seria aplicada nos smartphones ou se um usuário que já passou pelo processo em outro smartphone teria os acessos liberados em um dispositivo novo.

Ele também destacou as ações recentes do escritório da Anatel em São Paulo contra estações de celular piratas, conhecidas como “ERB fake”. Esses equipamentos bloqueiam o sinal do consumidor e disparam SMS maliciosos em massa para aplicar golpes.

Educação digital desde a escola

Criança no celular
Scacabarozi reforça necessidade de educação digital nas escolas (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

Durante sua apresentação, Scacabarozi argumentou que a geração adulta aprendeu a se defender de golpes “na prática”, muitas vezes após ser vítima de fraudes. Para o gerente da Anatel, é preciso quebrar esse ciclo vicioso.

A habilitação digital seria um dos caminhos para isso. Outra frente, segundo ele, seria a inclusão da disciplina de cibersegurança já na escola. Ambas as ações visam capacitar as famílias a navegarem de forma mais segura, protegendo principalmente crianças e adolescentes.

O especialista destacou que os segmentos mais vulneráveis da população são, justamente, os menos preparados para os desafios do ambiente online. Idosos, por exemplo, ainda têm grandes dificuldades com smartphones e o uso de apps, como revelou uma pesquisa recente do Procon-SP, e são suscetíveis a cair em golpes.

Para Scacabarozi, com a onipresença da tecnologia, é quase impossível para o cidadão comum ter certeza de que seus dados estão, de fato, seguros.

Google oferece algo parecido

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Conscientização de segurança digital não faz parte da configuração dos smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, as fabricantes de smartphones e empresas por trás dos sistemas operacionais incorporam apenas elementos básicos de segurança e privacidade no processo de configuração inicial.

Tanto no Android quanto no iOS, o foco maior é a proteção de dados sensíveis (acessos à localização, câmera, etc.) e a configuração de senhas para a proteção do dispositivo.

Já fora da pré-configuração dos aparelhos, ambos os sistemas também adotam práticas de controle dos pais. Entretanto, o Google oferece algo próximo à ideia de conscientização de Scacabarozi.

A gigante das buscas possui o programa Seja Incrível na Internet, produzido em parceria com especialistas em segurança digital e destinado às crianças. Nele, o Google disponibiliza conteúdos e ferramentas interativas para incentivar o “uso seguro” da internet.

Com informações da Anatel

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

Anatel exigirá 4G para homologar equipamentos móveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Marcelo Scacabarozi (imagem: reprodução/Alesp)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel apreende 1,7 milhão de metros de cabos de fibra ótica em SP

2 de Outubro de 2025, 11:36
Foto de dois agentes, vistos de costas, em um depósito ou galpão. Eles usam uniformes pretos com o logo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o texto "Fiscalização Federal ANATEL" em amarelo e azul
Operação da Anatel recolheu produtos sem homologação (imagem: reprodução/Anatel)
Resumo
  • A Anatel apreendeu 1,7 milhão de metros de cabos de fibra óptica irregulares em São Paulo.
  • A operação ocorreu entre 23 e 26 de setembro na Bahia, São Paulo, Paraíba e Santa Catarina.
  • Foram lacrados produtos sem homologação, incluindo carregadores, fones, roteadores e fechaduras eletrônicas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quinta-feira (02/10) a conclusão de uma semana de fiscalizações que lacraram e apreenderam milhares de produtos sem homologação em quatro estados. Em São Paulo, a operação retirou do mercado 1,7 milhão de metros de cabos de fibra óptica do tipo drop, essenciais para redes de banda larga, que estavam irregulares.

Entre os dias 23 e 26 de setembro, a fiscalização ocorreu de forma simultânea na Bahia, São Paulo, Paraíba e Santa Catarina, no âmbito do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP).

Produtos eletrônicos foram lacrados

Em Ilhéus (BA), mais de 45 mil produtos eletrônicos e de telecomunicações foram lacrados em duas importadoras, incluindo equipamentos sem homologação, com certificação cancelada ou falhas na identificação do selo obrigatório.

Em São José (SC), fiscais lacraram 10 mil fechaduras eletrônicas com Wi-Fi e Bluetooth irregulares, estimadas em R$ 5,7 milhões. Já em João Pessoa (PB), cerca de 2.500 produtos de telecom, como carregadores, fones de ouvido e roteadores sem fio, foram apreendidos em operação conjunta com a Receita Federal e a Polícia Civil.

“Ao retirar do mercado esses produtos, a Anatel não está apenas aplicando a lei, mas protegendo o cidadão”, disse Alexandre Freire, conselheiro da Anatel. “Nossa mensagem é clara: o rigor da fiscalização será mantido para garantir a qualidade e a integridade da infraestrutura que sustenta a conectividade no Brasil”.

Com informações da Anatel

Anatel apreende 1,7 milhão de metros de cabos de fibra ótica em SP

WEG compra startup Mvisia, focada em IA e visão computacional

23 de Junho de 2020, 11:28
A WEG fechou acordo para a aquisição do controle da startup Mvisia, especializada em soluções de inteligência artificial aplicada à visão computacional para a indústria, segundo comunicado ao mercado hoje (23). Com o fechamento da operação, que não teve valor divulgado, a WEG passa a ter 51% do capital social da Mvisia, com possibilidade, prevista em contrato, de aumentar sua participação nos negócios futuramente. VEJA TAMBÉM: Inscreva-se no Canal Forbes Pitch, no Telegram, e fique por dentro de tudo sobre empreendedorismo "A aquisição faz parte da estratégia da companhia de incluir novos recursos à WEG Digital Solutions e à plataforma IoT WEGnology, lançada recentemente com o objetivo de atender as demandas da Indústria 4.0", afirmou a companhia. Trata-se da terceira aquisição da WEG desde que a companhia anunciou, em junho de 2019, a criação de uma nova estrutura de negócios digitais. A Mvisia foi fundada em 2012 no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia da Universidade de São Paulo (USP). (Com Reuters)
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São Paulo ganha Instituto Avançado para Inteligência Artificial

26 de Fevereiro de 2019, 06:00
Será inaugurado hoje (26), na Unesp, o Instituto Avançado para Inteligência Artificial (AI2). O centro, sem sede própria, lançado por alguns dos pesquisadores das principais universidades do país, visa expandir os interesses entre a academia e o setor privado para pesquisa de impacto sobre o assunto. O workshop, que será realizado no Núcleo de Computação Científica (NCC) da Unesp, no câmpus da Barra Funda, em São Paulo, reunirá pesquisadores que atuam em inteligência artificial, e abrirá espaço para que potenciais parceiros do setor empresarial possam apresentar oportunidades de colaboração com o grupo. LEIA MAIS: Trump ordena promoção de inteligência artificial Segundo o instituto, a ideia é providenciar uma estrutura organizacional eficiente, porém simples, para dar autonomia aos pesquisadores na relação com as empresas. A iniciativa privada terá o AI2 como ponto de referência para especialistas em inteligência artificial, aprendizado de máquina e big data, entre outras coisas. O objetivo é estimular e facilitar o desenvolvimento de projetos inovadores que utilizam os avanços da tecnologia digital para promover ações de impacto socioeconômico. As produções deverão atender tanto o interesse privado quanto do meio acadêmico, procurando beneficiar a sociedade e influenciar a criação de políticas públicas para o desenvolvimento da área. A rede de espaços de coworking do instituto é conectada por um sistema de videoconferência para proporcionar a interação entre os pesquisadores e os desenvolvedores atuantes nas diferentes áreas. O AI2 não tem fins lucrativos e promete prezar pela transparência, inclusão e transversalidade de suas ações. Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Forbes no Facebook: http://fb.com/forbesbrasil Forbes no Twitter: http://twitter.com/forbesbr Forbes no Instagram: http://instagram.com/forbesbr
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