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Sergio All: inovação exige criatividade para escapar do “mais do mesmo”

24 de Abril de 2026, 20:55

Inovar não significa apenas adotar novas tecnologias. Para Sergio All, Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a inovação está na capacidade de olhar para problemas conhecidos de forma diferente e criar diferenciais em mercados cada vez mais disputados.

Sergio afirma que o empreendedor precisa combinar criatividade, conhecimento de mercado e atenção ao comportamento do consumidor para transformar uma ideia em negócio viável.

“Hoje é muito mais fácil transformar um sonho em realidade com o advento do MEI e o acesso a especialistas”, diz. “O empreendedor precisa ser um sonhador, mas deve estudar o mercado, conhecer o preço praticado pelo concorrente e entender qual é o diferencial do seu produto para ganhar a atenção do consumidor.”

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Segundo o Notável, negócios que conseguem sair do “mais do mesmo” tendem a crescer mais rápido e a capturar mais valor. Ele afirma que pequenas e médias empresas inovadoras crescem três vezes mais e que 62% dos clientes aceitam pagar 20% a mais por soluções criativas.

“Existem três pilares fundamentais: inovação de produto, eficiência nos processos e, principalmente, o foco na experiência do cliente, que é o seu maior ativo”, afirma.

Para Sergio, a experiência do consumidor deve estar no centro da estratégia. A inovação, diz, pode aparecer tanto em um novo produto quanto em mudanças simples na forma de atender, entregar ou cobrar por um serviço.

O Notável defende que empresários adotem perguntas capazes de desafiar o modelo tradicional do negócio, como testar novos horários de atendimento, revisar formas de cobrança ou identificar obstáculos que reduzem a eficiência.

“Técnicas como perguntar ‘e se atendêssemos na madrugada?’ ou ‘e se cobrássemos por resultado?’ fazem sentido no mundo ágil de hoje”, diz.

Ele também destaca a importância de identificar o principal entrave do negócio, seja burocracia, concorrência ou falhas internas, e de envolver o cliente no processo de melhoria.

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“É preciso identificar o inimigo número um do negócio, seja a burocracia ou a concorrência, e praticar o ‘hack do cliente’, ouvindo o que ele mudaria no serviço para gerar um sentimento de pertencimento”, afirma.

Na avaliação do Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a inovação exige disciplina contínua. O empresário, segundo ele, precisa revisar todos os dias sua entrega, seus processos e a qualidade do serviço oferecido.

“Precisamos nos questionar todo dia sobre como melhorar a entrega e a qualidade”, diz. “Inovação é usar a criatividade para realizar sonhos e se manter à frente da concorrência, entregando experiências que realmente agreguem valor à vida do consumidor.”

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Noventa por cento dos CFOs usam IA para cortar custos, mas não querem investir nela

7 de Abril de 2026, 18:00

Em alguma hora no meio da tarde, dentro de qualquer grande empresa europeia, o diretor financeiro abre seu laptop, chama uma tela de análise preditiva e, sem muita cerimônia, deixa que um modelo de linguagem sugira o próximo movimento. Isso não é ficção, nem piloto experimental e não é iniciativa de um departamento de TI entusiasmado demais. Já é rotina, com número de pesquisa para provar.

Uma pesquisa da Deloitte realizada com cem diretores financeiros holandeses entre setembro (16) e outubro (17) de 2025, mostrou que 90% dos CFOs entrevistados já se apoiam em inteligência artificial para usar nas decisões que tomam. E vai além, mais de um terço deles espera que, dentro de cinco anos, a IA sustente mais da metade de suas escolhas mais importantes.

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O número é expressivo, mas o que vem depois dele é onde a história fica interessante e até engraçado. Se 90% dos CFOs já usam as ferramentas, e mais de um terço acredita que elas vão dominar suas decisões em meia década, seria razoável imaginar que o dinheiro estivesse fluindo para essa direção com a mesma velocidade. Não está.

A mesma pesquisa apontou que mais de 80% das organizações ainda pretende gastar menos de um quarto do orçamento de tecnologia em IA nos próximos anos. Há, portanto, uma fissura visível entre o que os executivos esperam da tecnologia e o quanto estão dispostos a investir para que ela chegue lá.

Traduzindo do corporativês: acreditamos muito na IA, só não a ponto de gastar dinheiro de verdade com ela.

O mesmo estudo revelou que 70% dos CFOs europeus esperam crescimento de receita neste ano de 2026. Sabe como? Cortando gente e contratando serviços de IA. O famoso “fazer mais com menos”, o que na prática significa crescer achando que vai economizar.

Esse ponto merece atenção. Crescimento de receita e redução de pessoal vivem na mesma frase dentro das salas de conselho. Empresas de serviços e tecnologia estão em posição mais confortável para conciliar os dois objetivos, já que ganhos de produtividade por automação compensam a perda de volume humano.

Empresas manufatureiras, no entanto, segundo o levantamento, enfrentam perspectivas mais frágeis de receita e podem reduzir trabalhadores apenas para estabilizar as operações, sem crescimento real à vista.

CFO com mais poder e menos talento

Outro dado da pesquisa merece mais atenção do que costuma receber. Cerca de 80% dos CFOs entrevistados afirmaram que a influência do diretor financeiro dentro do conselho de administração aumentou nos últimos cinco anos. É um salto considerável de prestígio. O CFO, que durante décadas foi o guardião dos números, passou a ser convocado para moldar a direção estratégica dos negócios.

O problema é que esse poder bate em um limite. Falta de gente qualificada para operar as ferramentas que sustentariam esse novo papel.

Mais da metade dos CFOs identificou, no estudo, carências em habilidades ligadas a dados, tecnologia digital e IA dentro de suas próprias equipes. O executivo tem mais voz no conselho, quer usar IA para decidir melhor e mais rápido, mas não encontra os profissionais capazes de construir essa infraestrutura de dentro.

Me lembra o arquétipo do “cabeça de planilha”, o executivo que olha para qualquer problema e enxerga uma linha de custo a eliminar. No anos 90 a Boeing elevou esse perfil ao posto máximo e passou anos explicando para autoridades de aviação por que as portas dos aviões saíam voando sozinhas. Dar mais poder ao CFO sem dar a ele uma equipe capaz de entender o que a IA faz é, guardadas as proporções, a mesma aposta.

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Evento discute inovação urbana em Porto Alegre e promete se opor ao South Summit

Por:Sul 21
11 de Março de 2026, 14:13

Entre os dias 19 e 28 de março, o auditório do SindBancários recebe a segunda edição do evento “Que cidade é essa?! Um olhar crítico sobre as inovações em Porto Alegre”. O encontro, que reúne pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais, promete ampliar o debate público sobre os rumos do desenvolvimento urbano e os interesses priorizados nesses processos.

Criado em 2025, o evento foi criado como um espaço de discussão paralelo a eventos de inovação e de tecnologia, como o South Summit, marcado pela participação majoritária do setor privado e pelo alto custo de inscrição. A proposta é colocar em pauta perspectivas relacionadas à justiça socioambiental, ao direito à cidade e à democratização do planejamento urbano.

“A ideia é discutir que tipo de cidade está sendo construída em nome da inovação e quem participa dessas decisões. Muitas transformações urbanas são apresentadas como consensuais, mas produzem impactos concretos nos territórios e na vida das pessoas. Abrir esse debate é fundamental”, afirma Ana Helebrandt, diretora de Cultura e Sustentabilidade do SindBancários e diretora social da Casca Instituto Socioambiental.

Nesta edição, a programação se organiza a partir da pergunta central “inovação para quem?”, aprofundando discussões sobre instrumentos de planejamento urbano e projetos em curso na capital.

O evento é gratuito e aberto ao público mediante inscrição prévia através da plataforma Sympla.

Programação

19 de março | 18h30 às 22h

Novo Plano Diretor de Porto Alegre: “inovação” urbana ou aprofundamento das desigualdades sociais?

Com:

    • Karol Almeida (Kopa Coletiva)
    • Clarice Misoczky (UFRGS / IAB-RS)
    • Participação: Ver. Juliana Souza (PT/RS)

28 de março | 10h às 12h

A “cidade do futuro” responde às demandas do presente? A Operação Urbana Consorciada do Dilúvio em debate

Com:

  • Guilherme Oliveira (PPGSR/UFRGS)
  • Jéssica Neves Marcaneiro (IAB-RS)
  • Participação: Ver. Juliana Souza (PT/RS)
Serviço

Onde: Auditório do SindBancários — R. Gen. Câmara, 424, Porto Alegre

Inscrições via Sympla

Realização: SindBancários Porto Alegre, Casca Instituto Socioambiental e Núcleo de Estudos em Gestão Alternativa (NEGA/UFRGS)

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