O banco BTG Pactual anunciou nesta sexta-feira (18) que passará a controlar a operação do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, após fechar um acordo para se tornar acionista majoritário da sociedade hoje comandada pela construtora WTorre.
O negócio é a etapa mais recente de uma movimentação iniciada em 2024, quando a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, comprou do Banco do Brasil cerca de R$ 650 milhões em dívidas da construtora relacionadas ao financiamento da arena.
A operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de outras condições previstas no acordo. O valor da transação e o tamanho das participações de BTG e WTorre não foram divulgados.
A WTorre permanecerá como acionista relevante e continuará participando das principais decisões estratégicas da empresa, segundo comunicado da Vinci Compass, que atuou como assessora financeira exclusiva da WTorre. O BTG, porém, terá a participação majoritária e ficará à frente da operação comercial do estádio.
A dívida comprada pelo banco em 2024 tinha a operação da arena entre as garantias. A aquisição do crédito abriu caminho para a aproximação entre BTG e WTorre, que vinham negociando havia meses a entrada do banco liderado por André Esteves na sociedade.
As partes não informaram se o crédito será utilizado no pagamento da participação nem detalharam a estrutura financeira do acordo.
A mudança de controle não altera, a princípio, a relação com o Palmeiras. O clube mantém com a WTorre um contrato de direito de superfície que permite a exploração comercial da arena até 2044. Os percentuais das receitas destinados ao Palmeiras e os contratos já firmados com patrocinadores e promotores de eventos continuarão válidos.
A expectativa também é a de manutenção da equipe responsável pela arena, comandada pelo executivo Marcelo Frazão. Segundo a coluna do PVC, no UOL, o BTG pretende ampliar os investimentos em tecnologia para melhorar a experiência de torcedores e frequentadores de shows.
Novo nome
A troca de controle acontece poucos meses depois de outra mudança importante na arena. Em abril, o Nubank comprou os direitos de nome do estádio, que havia sido chamado de Allianz Parque durante cerca de 12 anos. Após uma votação pública, a arena passou a se chamar Nubank Parque, com a nova identidade visual implantada em julho.
O contrato de naming rights também permanece inalterado com a entrada do BTG. O banco já acompanhava esse processo enquanto negociava com a WTorre a aquisição do controle da operação.
Inaugurado em novembro de 2014, o Nubank Parque se consolidou como o principal palco de grandes shows de São Paulo em volume de ingressos vendidos. Em 2025, a arena recebeu 33 apresentações, que reuniram 1,1 milhão de pessoas, segundo a WTorre.
Em um levantamento da revista especializada Pollstar que considera o período entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o então Allianz Parque liderou a demanda de arenas esportivas na América do Sul, com 988 mil ingressos comercializados e uma bilheteria de US$ 61 milhões – mais de três vezes o público registrado pelo MorumBis, outro grande estádio da capital paulista.
Desde a inauguração, o Nubank Parque já recebeu mais de 17,7 milhões de pessoas em 2,3 mil eventos, divididos quase igualmente entre partidas de futebol e espetáculos.
As taxas do Tesouro Direto recuam nesta sexta-feira (18) e devolvem boa parte da alta provocada na véspera pelo anúncio do reajuste do Bolsa Família. O movimento acompanha o alívio da curva de juros, depois que o mercado trocou o temor fiscal pelo chamado trade eleitoral no fim da quinta-feira (17).
Prefixados recuam até 0,15 ponto
O Tesouro Prefixado 2032 caiu de 14,34% para 14,19% ao ano, menor patamar da semana. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,39% para 14,25% e o Prefixado 2029 saiu de 13,95% para 13,85%.
Com a taxa em queda, o preço sobe. O preço unitário do papel de 2032 voltou de R$ 494,83 para R$ 498,51 — quem comprou no susto de ontem já vê ganho na marcação a mercado. Na outra ponta, quem entra agora trava um retorno menor até o vencimento.
Tesouro IPCA+ 2032 volta a 7,58%, menor nível da semana
Nos títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 caiu de IPCA + 7,69% para IPCA + 7,58%, abaixo inclusive do patamar de quarta-feira, antes da decisão do Copom. O IPCA+ 2040 foi a IPCA + 7,27% e o IPCA+ 2050, a IPCA + 7,19%.
Mesmo com o recuo, o juro real segue acima de 7% ao ano em todos os vencimentos disponíveis.
Entre os pós-fixados, o Tesouro Selic 2031 rende Selic + 0,0736% e o Tesouro Reserva 2036 acompanha a Selic pura, agora em 13,75% ao ano, com aplicação mínima de R$ 1.
Trade eleitoral tira força do temor fiscal
A reação negativa ao reajuste de 15,04% no Bolsa Família, com impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22 bilhões em 2027, perdeu fôlego ao longo da quinta. O Ibovespa virou e fechou em alta de 0,24%, aos 185.992 pontos, enquanto o dólar recuou 0,24%, a R$ 5,139.
A duas semanas das eleições, o mercado segue sensível a pesquisas e ao noticiário de Brasília. Para o investidor, é uma janela em que as taxas podem variar bastante de um dia para o outro — e o retorno travado depende do dia em que o título é comprado.
Veja as taxas do Tesouro Direto nesta sexta-feira (18)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem em empate técnico nas intenções de voto para o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais de 2026, segundo nova pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira (17).
No primeiro turno, Lula tem 39% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. No levantamento anterior, divulgado no dia 11, o presidente já registrava 39%, enquanto o senador somava 35%. A oscilação de Flávio, de 35% para 36%, fica dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre terça-feira (15) e hoje (17), período marcado pelo agravamento da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do caso do Banco Master e de Daniel Vorcaro, que segue no centro do debate político desde o início do mês.
Na primeira rodada, atrás dos líderes aparecem Augusto Cury (Avante), com 6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) marcam 1% cada. Votos brancos ou nulos somam 6%, e os indecisos são 3%.
O patamar de Cury confirma a acomodação observada desde a semana passada: depois de saltar de 2% para 8% em agosto, o escritor perdeu força e voltou a oscilar na casa de um dígito, sem repetir o crescimento acelerado do início da campanha.
Segundo turno segue estável há três semanas
No cenário de segundo turno, Lula tem 46%, e Flávio, 44% – ou seja, os mesmos percentuais registrados há uma semana e também há duas, o que confere empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
A repetição do resultado em três levantamentos consecutivos indica que, apesar da sucessão de novas crises políticas nas últimas semanas, o quadro eleitoral para a disputa direta entre os dois nomes segue estacionado.
O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro. Já o segundo está previsto para o dia 25 do mesmo mês.
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
A Seara fez dos congelados uma das principais avenidas de crescimento do negócio nos últimos anos. A companhia diz ter assumido a liderança da categoria em 2018 e, desde então, vem ampliando o portfólio, que inclui pizzas, lasanhas e refeições prontas, ou, simplesmente ‘panelinhas’.
Agora, a aposta nos congelados segue uma tendência que a própria JBS já vinha identificando em suas marcas de carne in natura. Executivos da companhia afirmaram que a maior procura por proteína tem contribuído para sustentar as vendas — movimento que a Seara agora tenta capturar também no freezer.
“Congelado foi a primeira categoria em que viramos líder, lá em 2018”, disse Rafael Palmer, diretor de marketing da Seara, em entrevista à Bloomberg Línea. “Vamos continuar trabalhando bastante na categoria de congelados.”
Em julho do ano passado, a empresa lançou três versões das panelinhas sob o selo Seara Protein. Cerca de um ano depois, elas já respondem por aproximadamente 25% das vendas da linha de panelinhas, de acordo com Palmer.
A ideia é aproveitar categorias em que a Seara já tem produção e distribuição para testar até onde a procura por mais proteína pode abrir novas ocasiões de consumo.
⇒ Leia a reportagem: Seara amplia foco em proteína e leva tendência para pizzas, massas e até hambúrgueres
No radar dos mercados
Mercados dos EUA têm alívio com recuo do preço do petróleo e agem com cautela enquanto aguardam o relatório de inflação do país para avaliar se o Federal Reserve aumentará as taxas de juros na próxima semana.
- Resultados positivos para IA. O negócio de computação em nuvem da Oracle cresceu 121%, para US$ 7,4 bilhões, um avanço mais rápido do que os analistas projetavam, em um sinal de que as apostas da empresa em projetos de data centers de IA estão dando frutos.
- Avanço automotivo da China. Pequim estabeleceu a meta de que 70% dos carros novos sejam veículos elétricos ou híbridos até 2030, conforme o mais recente plano quinquenal para o setor automotivo. O governo definiu a meta de que suas montadoras estejam entre as 10 maiores do mundo e tenham maior influência na definição de padrões globais.
- Expectativa de manutenção no Fed. A maioria dos economistas acredita que o Federal Reserve manterá as taxas de juros inalteradas na reunião deste mês e até o final de 2027, mesmo com o aumento das expectativas do mercado quanto a um aumento das taxas, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
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Em um espaço de mais de 300 favelas, crescimento urbano desordenado e lagoas poluídas, a Iguá vem espalhando canteiros de obras para atender às demandas da concessão de saneamento na zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Conquistada em 2021 em leilão com uma outorga de R$ 7,2 bilhões, a concessão da companhia atende pouco mais de 1 milhão de pessoas em 19 bairros.
Somente na frente de obras de adutoras, o grupo privado vem trabalhando a um ritmo de implantação de 20 a 30 metros de tubulações por dia.
O diretor geral e de relações com investidores da Iguá Rio, Flavio Vaz, afirma que a engenharia financeira adotada para fazer frente aos investimentos foi priorizar os projetos com maior Valor Presente Líquido (VPL) no início, sem impactar, com isso, questões contratuais.
Prova disso, relata o executivo, é que em 2025 o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da concessão atingiu R$ 575 milhões, aumento de 35% sobre o ano anterior.
Somente no primeiro semestre de 2026, o indicador marcou R$ 438 milhões. “Operacionalmente, já estamos conseguindo capturar mais valor [da concessão]. Os investimentos estão fazendo sentido para a companhia”, afirma.
Os futuros das ações dos EUA operam em leve alta nesta quinta-feira (10), enquanto os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) referente a agosto no país.
- Fachin tenta conter crise no STF. O presidente do STF retirou de Alexandre de Moraes o comando do inquérito das fake news, em meio à disputa com André Mendonça no caso Banco Master. Fachin também reverteu decisões sobre o comando da Polícia Federal e convocou o plenário para terça-feira.
- Louis Vuitton perde força na China. As vendas da principal marca da LVMH teriam caído cerca de 30% em julho e entre 20% e 25% em agosto, segundo dados da consultoria JL Warren, após uma disputa de marca registrada com a chinesa Molly Tea provocar reação negativa nas redes sociais.
- Huawei eleva preços de chips de IA. A empresa aumentou em cerca de 60% o preço sugerido do acelerador Ascend 950DT nos últimos três meses, para cerca de US$ 37,3 mil, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg News. Os valores cobrados por Nvidia e Huawei variam conforme o pedido e os equipamentos adicionais.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
A Nike será retirada do índice S&P 100 pela primeira vez em quase 18 anos, mas continuará fazendo parte do S&P 500, índice mais amplo que reúne 500 grandes empresas dos Estados Unidos.
Os dois índices têm abrangências diferentes. O S&P 500 reúne 500 das maiores empresas listadas nos Estados Unidos e é um dos principais termômetros do mercado acionário americano. Já o S&P 100 é mais restrito e reúne 100 das maiores e mais consolidadas companhias do S&P 500, considerando critérios como tamanho, liquidez e representatividade. Assim, uma empresa pode deixar o S&P 100 sem sair do S&P 500 — como acontecerá com a Nike.
Diante da mudança, a equipe de relações com investidores da fabricante de artigos esportivos enviou um memorando aos executivos para esclarecer que a saída do S&P 100 não altera os negócios, a estratégia, as operações ou a listagem das ações da companhia. O documento foi analisado pela Bloomberg News.
“Vocês provavelmente viram manchetes ou comentários nas redes sociais sobre a retirada da Nike do índice S&P 100”, diz o memorando. “Como parte da cobertura pode ser confusa, queríamos fornecer alguns fatos e pontos para discussão com suas equipes.”
A Nike disse ainda que continua sendo integrante do S&P 500, e essa mudança não afeta nossos negócios, estratégia, operações ou listagem em bolsa, escreveram as equipes de relações com investidores e comunicação da empresa. Procurado pela Bloomberg, a Nike não quis comentar.
A S&P Dow Jones Indices anunciou na semana passada que a Nike deixará o S&P 100 em 21 de setembro, junto com Honeywell Aerospace, Simon Property Group e Colgate-Palmolive. As quatro empresas serão substituídas por Dell Technologies, Palo Alto Networks, Arista Networks e Sandisk.
O S&P 100 reúne algumas das maiores e mais conhecidas empresas americanas e passa por revisões trimestrais. A Nike faz parte do índice desde o fim de 2008.
Queda das ações
A saída ocorre após uma forte desvalorização das ações da Nike. Os papéis acumulam queda de mais de 40% em 2026 e caminham para o quinto ano consecutivo de baixa.
Com isso, o valor de mercado da empresa está em cerca de US$ 55 bilhões, muito abaixo do recorde de US$ 281 bilhões, registrado em novembro de 2021. Mesmo com a retirada da Nike, os índices S&P 100 e S&P 500 acumulam alta em 2026 e caminham para o quarto ano consecutivo de valorização.
Mudanças na composição dos índices são acompanhadas de perto pelos investidores porque podem provocar compras e vendas de grandes volumes de ações por fundos passivos, que buscam acompanhar a composição dos índices.
O ETF iShares S&P 100, que replica o S&P 100, tem cerca de US$ 20 bilhões em ativos e possui aproximadamente US$ 19 milhões em ações da Nike, segundo dados compilados pela Bloomberg.
O impacto é maior nos fundos que acompanham o S&P 500. O Vanguard S&P 500 ETF, por exemplo, tem mais de US$ 1 trilhão em ativos e possui mais de US$ 700 milhões em ações da Nike.
Um fundo semelhante da State Street detém cerca de US$ 560 milhões em ações da empresa, enquanto o iShares Core S&P 500 ETF possui aproximadamente US$ 575 milhões.
O governo da Irlanda aprovou nesta quarta-feira (9) a elaboração de um projeto de lei que endurece as regras para estrangeiros que desejam obter a cidadania por naturalização. A principal mudança será o aumento de cinco para oito anos do período de residência exigido para a maioria dos candidatos.
A proposta também prevê testes de proficiência em inglês, irlandês ou língua de sinais irlandesa, além de uma avaliação sobre cidadania, sociedade e política do país.
Outro requisito será a comprovação de autossuficiência financeira por parte dos candidatos à naturalização.
Segundo o Departamento de Justiça, Assuntos Internos e Migração da Irlanda, as mudanças têm como objetivo fortalecer as regras de naturalização e aproximá-las das adotadas por outros países europeus.
O governo afirma que a cidadania por naturalização deve ser resultado de um período prolongado de residência legal, integração à sociedade, participação cívica, independência financeira e cumprimento das leis de imigração.
Irlanda endurece regras para imigrantes
A mudança ocorre em um momento de maior pressão política sobre a imigração em diversos países europeus.
Na Alemanha, o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve na semana passada seu melhor resultado em uma eleição estadual. No Reino Unido, o governo trabalhista propôs elevar de cinco para dez anos o prazo-base para que imigrantes obtenham residência permanente.
Na Irlanda, o ministro da Justiça, Jim O’Callaghan, afirmou que o país reconhece a contribuição dos imigrantes para a economia, as comunidades e os serviços públicos.
“Tenho a responsabilidade de administrar a migração de acordo com os interesses do bem-estar econômico e social do país”, disse o ministro em comunicado.
Segundo O’Callaghan, as mudanças não têm como objetivo restringir a integração ou excluir imigrantes da sociedade irlandesa.
Mais de 27 mil brasileiros
As novas regras também podem afetar a comunidade brasileira no país. O último Censo da Irlanda, realizado em 2022, contabilizou 27.338 pessoas com cidadania brasileira vivendo no país. O grupo estava entre as principais comunidades estrangeiras da Irlanda.
O levantamento mostrou ainda que os brasileiros estavam concentrados principalmente em faixas etárias mais jovens. Em Dublin, capital irlandesa, os brasileiros formavam o maior grupo entre os cidadãos estrangeiros, com 11.188 pessoas.
Vale destacar que o número de 27.338 corresponde a pessoas com cidadania brasileira, e não necessariamente a todos os residentes nascidos no Brasil. Quem nasceu no Brasil, mas posteriormente obteve a cidadania irlandesa, por exemplo, não entra nessa estatística de cidadania brasileira.
Projeto ainda precisa passar pelo Parlamento
As mudanças anunciadas nesta quarta-feira ainda não estão em vigor. O governo aprovou a elaboração prioritária do projeto, que terá de ser debatido pelo Parlamento irlandês antes de se transformar em lei.
A proposta faz parte de um conjunto de medidas do governo para reforçar o controle migratório e, segundo o Departamento de Justiça, preservar a integridade do sistema de imigração do país.
O lançamento do primeiro iPhone dobrável aconteceu nesta quarta (9) em um momento particularmente delicado para as ações da Apple. O mercado já elevou bastante o valor da companhia neste ano e, agora, precisa de novos motivos para justificar uma cotação que está entre as mais altas da história.
As ações da Apple acumulam alta de cerca de 18% em 2026, levando o valor de mercado da companhia para cerca de US$ 4,7 trilhões. Com a valorização, porém, a ação ficou mais cara em relação aos lucros esperados, o que aumenta a pressão para que a empresa entregue crescimento suficiente para justificar esse preço.
É esse o pano de fundo que torna o evento do iPhone especialmente importante para Wall Street. Mais do que avaliar o novo aparelho, investidores estarão atentos a preços, demanda, margens de lucro e capacidade da Apple de voltar a entregar crescimento consistente.
Ação cara aumenta a pressão
A Apple negocia atualmente a cerca de 33 vezes o lucro esperado para os próximos 12 meses, acima da média de 23 vezes registrada nos últimos dez anos, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Isso significa que os investidores estão pagando cerca de US$ 33 por cada US$ 1 de lucro que esperam que a Apple tenha nos próximos 12 meses. Esse cálculo é feito pelo P/L (preço sobre lucro), um indicador usado para avaliar quanto uma ação está cara ou barata em relação aos resultados da empresa.
Como o múltiplo da Apple está bem acima de sua média histórica, o mercado espera um crescimento forte dos lucros. Isso também aumenta a pressão sobre a companhia: se os resultados ou as perspectivas de crescimento decepcionarem, a ação pode sofrer uma correção maior.
“Não é barato, mas acredito que há valor de longo prazo nas ações. Os investidores querem ver crescimento”, disse Gerald Sparrow, diretor de investimentos do Sparrow Growth Fund, que possui ações da Apple.
O problema é que o crescimento dos lucros começa a perder força.
Depois de registrar altas de dois dígitos em trimestres consecutivos, o lucro líquido da Apple deve crescer cerca de 6% no quarto trimestre fiscal e apenas 1% no primeiro trimestre fiscal seguinte, segundo a média das estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg.
Preço será o principal teste
É nesse ponto que o novo iPhone entra na equação. O mercado espera que a Apple aumente os preços de parte da nova linha para compensar o aumento dos custos de componentes, especialmente de memória. O problema é que há um limite para o quanto a companhia consegue repassar ao consumidor sem prejudicar as vendas.
Nos Estados Unidos, o iPhone dobrável começará em US$ 2 mil. No Brasil, seriam R$ 21 mil, considerando o câmbio mais a diferença de preços nos dois mercados.
A estimativa usa como referência um iPhone vendido por R$ 11.499 no site brasileiro da Apple, enquanto o mesmo modelo custa US$ 1.099 nos Estados Unidos. Aplicando essa mesma proporção a um aparelho de US$ 2 mil, o preço no Brasil chegaria a cerca de R$ 21 mil.
Mesmo nesse patamar, o aparelho ainda seria mais barato que o Huawei Mate XT Ultimate Design, celular de três telas vendido no Brasil por cerca de R$ 33 mil.
Mas é justamente aí que está o risco para a Apple. Quanto mais alto o preço, menor tende a ser o público disposto a comprar o aparelho. Para Wall Street, portanto, não basta saber quanto a companhia conseguirá cobrar. É preciso avaliar se o preço será alto o suficiente para proteger as margens, mas não tão alto a ponto de limitar demais as vendas.
A questão é conhecida entre os investidores como elasticidade da demanda: quanto as vendas caem quando o preço sobe.
Para a Apple, o dilema é importante. A companhia pode aumentar os preços e preservar suas margens de lucro, mas corre o risco de vender menos aparelhos. Ou pode segurar os preços, proteger o volume de vendas e aceitar uma pressão maior sobre as margens.
“Os preços continuam sendo a principal incógnita e, em nossa visão, a variável com maior probabilidade de determinar a reação das ações”, escreveu o analista do JPMorgan Samik Chatterjee em relatório a clientes.
A análise do banco de investimentos americano KeyBanc Capital Markets é mais cautelosa. Para os analistas, o lançamento pode acabar pressionando as ações se os aumentos de preços não forem suficientes para compensar os custos maiores sem afastar os consumidores. Nesse cenário, a Apple poderia enfrentar uma combinação de vendas mais fracas e margens de lucro menores.
iPhone dobrável pode ser grande, mas ainda é nicho
O novo aparelho também precisa provar que pode criar um novo ciclo de crescimento para a Apple.
O Morgan Stanley estima que o iPhone dobrável possa gerar cerca de US$ 14 bilhões em receita no trimestre de dezembro, com algo entre 7 milhões e 8 milhões de unidades vendidas.
A previsão é expressiva, mas ainda pequena diante do tamanho da Apple.
Por isso, o mercado não está olhando apenas para quantos dobráveis a companhia conseguirá vender. A questão é se o produto será capaz de estimular consumidores a trocar seus aparelhos e abrir uma nova categoria de produtos premium.
Há uma dúvida importante: celulares dobráveis continuam sendo um segmento pequeno do mercado global de smartphones. A Apple entra agora em uma categoria que Samsung, Huawei e outras fabricantes exploram há anos.
A vantagem para a Apple é que ela pode entrar depois dos concorrentes e tentar corrigir problemas que limitaram a popularidade desses aparelhos, como resistência e a marca visível da dobra na tela.
Inteligência artificial continua no radar
O outro grande problema para a Apple é a inteligência artificial. A companhia ainda é vista como atrasada em relação a concorrentes como Google e Microsoft na corrida pela IA. Para investidores, isso representa uma questão mais importante do que simplesmente lançar um novo modelo de iPhone.
A preocupação é que a Apple esteja cada vez mais dependente de parceiros para desenvolver sua estratégia de inteligência artificial. A empresa, por exemplo, recorre à tecnologia do Google para parte da reformulação da Siri.
O sucesso dessa estratégia pode ser decisivo para a percepção do mercado sobre a Apple nos próximos anos.
“A Apple precisa fazer mais em termos de suas próprias capacidades”, disse Jed Ellerbroek, gestor da Argent Capital Management.
Para ele, a posição competitiva da empresa continua forte, mas existem sinais fora dos resultados financeiros que indicam que nem tudo está funcionando perfeitamente.
O problema de surpreender
Há ainda uma característica peculiar das ações da Apple: boas notícias podem não ser suficientes para fazer a ação subir. Investidores já conhecem a força da marca, a fidelidade dos consumidores e a capacidade da companhia de gerar caixa. Por isso, o mercado tende a exigir novidades capazes de superar expectativas que já estão incorporadas ao preço.
O histórico mostra essa dificuldade. A ação caiu em cinco dos últimos oito dias de lançamento de novos iPhones. Ao mesmo tempo, os papéis acumulam, em média, uma alta de cerca de 10% nos seis meses seguintes aos lançamentos, segundo dados da Bloomberg desde 2007.
Ou seja, uma reação negativa no pregão do evento não necessariamente significa que Wall Street perdeu a confiança na Apple. O que importa é o impacto sobre as estimativas de vendas e lucro nos meses seguintes.
O que pode mudar a tese para as ações
Para Wall Street, o lançamento pode ser positivo se a Apple conseguir combinar três elementos: preços mais altos, manutenção das margens e demanda forte.
Se a companhia aumentar os preços sem provocar uma queda significativa nas vendas, poderá mostrar que tem espaço para continuar extraindo mais receita de sua base de consumidores premium.
Se, por outro lado, os preços mais altos reduzirem os volumes, os investidores terão de reconsiderar as estimativas de crescimento — especialmente porque a ação já negocia com um prêmio elevado em relação ao seu histórico.
É por isso que o iPhone dobrável importa menos pelo número de unidades que venderá imediatamente e mais pelo que ele pode sinalizar sobre a próxima fase da Apple.
A Marabraz realizou novo pedido à Justiça de proteção por 180 dias (seis meses) contra cobranças de credores, além da liberação de recursos bloqueados.
A rede varejista fez a solicitação de recuperação judicial em 15 de agosto. E o pedido de proteção foi protocolado como uma emenda à petição inicial.
Como o pedido de RJ ainda está em análise, a varejista não contava com a garantia e teve recursos bloqueados por credores e imóveis retomados por locadores.
São espaços onde funcionam lojas da rede. A varejista pediu acesso aos bens e outras mercadorias guardadas nesses locais.
Proteção antecede RJ
Muitas empresas, entram com pedidos de “tutela cautelar”, como é conhecida a proteção judicial, antes de formalizarem seus pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial.
A tutela evita a cobrança antecipada de dívidas e o efeito cascata que pode inviabilizar o funcionamento do negócio.
O petróleo Brent ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, impulsionado pela intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e pela retomada das compras de petróleo pela China, maior importadora da commodity no mundo.
Os contratos futuros do Brent, referência para os preços internacionais do petróleo, chegaram a subir 2,3% em Londres nesta manhã, antes de reduzir parte dos ganhos.
A nova alta ocorre após uma escalada do conflito entre Washington e Teerã. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, as forças americanas destruíram cinco petroleiros iranianos em resposta a uma tentativa de atingir um navio de guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos durante a noite.
O conflito também vem afetando o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo. Milhões de barris continuam passando diariamente pela região, mas grande parte dos navios está navegando com os sistemas de identificação desligados, aumentando a preocupação com novos ataques.
Antes do início da guerra entre EUA e Irã, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo passava pelo Estreito de Ormuz a caminho dos mercados internacionais.
China volta a comprar petróleo
Além dos riscos relacionados ao conflito, o preço do petróleo também ganhou força com a retomada das compras chinesas.
A China havia reduzido suas aquisições no início da guerra, movimento que ajudou a limitar a alta dos preços. A retomada das compras neste mês, porém, trouxe novo impulso ao mercado e fez alguns dos principais indicadores de preços atingirem os níveis mais altos em semanas.
O Brent acumula alta superior a 60% neste ano. Com exceção de uma breve alta em julho, no entanto, os contratos futuros haviam permanecido abaixo de US$ 100 por mais de três meses, período em que os produtores do Golfo Pérsico conseguiram aumentar suas exportações.
Estoques de petróleo diminuem
A continuidade das dificuldades no transporte também tem reduzido os estoques globais de petróleo. Segundo a empresa de análise Vortexa, a quantidade de petróleo transportada em navios no mar caiu em mais de 150 milhões de barris desde meados de julho.
Mesmo com navios continuando a atravessar o Estreito de Ormuz, as embarcações permanecem sob risco de novos ataques. Um funcionário da Kuwait Petroleum Corp. afirmou nesta quarta-feira que os navios da empresa estão passando pela região “sempre que é seguro”.
O cenário aumenta a preocupação com a oferta de petróleo justamente em um momento de recuperação da demanda.
Combustíveis sobem ainda mais
Os derivados de petróleo, como o diesel, tiveram uma alta ainda mais forte. Isso ocorre porque o conflito no Oriente Médio se espalhou para o Mar Vermelho, próximo à Arábia Saudita, enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia continua afetando o mercado de energia.
Os dois conflitos podem aumentar os custos de combustíveis e pressionar novamente a inflação em diferentes países, dificultando o trabalho dos bancos centrais no controle dos preços.
“O caminho de menor resistência é uma alta forte e constante à medida que a guerra entra em seu sétimo mês”, afirmou Darrell Fletcher, diretor-executivo de commodities da Bannockburn Capital Markets.
Segundo ele, os fundamentos dos derivados de petróleo continuam favoráveis à alta, diante da deterioração dos estoques e das reservas globais.
Ataques também atingem a Arábia Saudita
O grupo rebelde Houthi, do Iêmen, também continua atacando instalações de energia na Arábia Saudita.
Nas últimas semanas, os Houthis realizaram uma série de ataques contra a refinaria de Jazan, que tem capacidade para processar 400 mil barris de petróleo por dia. Os ataques ameaçam uma oferta de combustíveis que já está mais restrita.
“A preocupação com uma interrupção contínua e prejudicial do fornecimento, devido à escalada do conflito entre EUA e Irã, aumentou significativamente”, disse Tamas Varga, analista da corretora PVM.
Segundo ele, a inflação pode reduzir a demanda por petróleo, mas, neste momento, a oferta não consegue acompanhar a demanda.
A JHSF inaugura em 26 de setembro a CJ Fashion, uma loja de departamentos de luxo dentro do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. O espaço reúne moda, joias, beleza, acessórios, casa, gastronomia e cultura em uma área de 4 mil metros quadrados, distribuída por três andares.
A abertura marca uma nova frente para o grupo, conhecido por operar shoppings, hotéis e empreendimentos residenciais voltados à alta renda.
Mais do que locar espaços a marcas, a JHSF diz que faz a curadoria de produtos, serviços e “experiências” em uma operação própria, inspirada em lojas de departamentos high end lá de fora, como a Bergdorf Goodman, em Nova York.
A CJ Fashion terá cerca de 150 marcas nacionais e estrangeiras e 60 operações que não existem em outro lugar no país – como a primeira livraria da editora francesa Assouline no Brasil e a Tom Ford Beauty – em seu único endereço na América Latina – e produtos da linha de casa da espanhola Loewe.
No primeiro andar estarão Dolce & Gabbana, Balmain, Fusalp, James Perse e Paula Raia, entre outras grifes. O mezanino receberá a multimarcas CJ Mares, com nomes como Oscar de la Renta, Zimmermann, Victoria Beckham e Stella McCartney.
O terceiro andar será dedicado ao Shoe Salon, que reúne sapatos, bolsas e cia. Aí entram marcas como Aquazzura, Gianvito Rossi, René Caovilla, Botti e Alexandre Birman.
Algumas marcas devem ocupar áreas temporárias, em formato de residências especiais.
Em entrevista à Vogue, Ana Auriemo, que lidera o projeto, disse que a proposta é concentrar em um mesmo ambiente produtos e serviços que hoje estão espalhados entre diferentes lojas do shopping.
A cliente que escolhe um vestido, por exemplo, poderá complementar a compra com acessórios, joias ou sapatos sem sair do provador, explicou à Vogue Renata Queiroz de Moraes, responsável pela curadoria da CJ Fashion.
O formato também amplia a aposta do Cidade Jardim no atendimento personalizado. A operação contará com serviço de private shopper e com o CJ Fashion VIC Room, espaço reservado para relacionamento com clientes e ativações especiais.
A experiência do shopping com esse tipo de atendimento foi uma das bases para a criação da loja. À Vogue, Ana Auriemo e Renata Queiroz de Moraes disseram que o Cidade Jardim chegou a operar um e-commerce, mas encerrou a iniciativa após identificar que 80% das transações começavam no site e só eram concluídas depois que o consumidor telefonava para uma loja e conversava com um vendedor.
A leitura das executivas é que, no mercado de luxo, o atendimento humano ainda tem papel central, especialmente em compras que envolvem produtos de maior valor, presentes personalizados, roupas para eventos ou a produção de uma boa mala de viagem.
Além da moda e dos serviços, a CJ Fashion terá uma área gastronômica. O espaço inclui o Café Birman, com itens de pâtisserie, o Café Vila Piva e o restaurante Balsamico CJ Fashion. O restaurante foi desenvolvido com Ênio Gonçalves, do Balsamico Buffet, e terá menu inspirado na chamada “Old Palm Beach”, com opções como lobster roll.
O projeto arquitetônico é assinado por Carolina Proto, do estúdio Obra Prima, enquanto o paisagismo leva a assinatura de Maria João d’Orey.
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O setor cervejeiro brasileiro atravessou em 2025 sua pior queda fora dos anos de pandemia, pressionado por clima desfavorável, menos feriados e um consumidor que passou a direcionar parte da renda para apostas online.
Foi no contexto de uma retomada para que a Heineken decidiu apostar no que descreve como uma diversificação de ocasiões de consumo. Em vez de focar apenas na cerveja, ela passou a buscar uma presença em outras situações para ampliar as oportunidades de chegar ao consumidor brasileiro.
O mote é acelerar o segmento que mais cresce dentro de casa: o portfólio de bebidas com menos álcool, menos calorias ou sem glúten, que avançou mais de 50% em vendas no primeiro semestre de 2026 ante igual período do ano anterior, enquanto o negócio tradicional cresceu em ritmo de um dígito.
A estratégia, no entanto, não é apenas uma reação tática ao momento do setor, de acordo com Rafael Rizzi, VP de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da Heineken.
“Não vemos isso como uma substituição do mercado, em que os itens tradicionais serão trocados de forma alguma. Entendemos como ampliação dos momentos de consumo”, disse Rizzi em entrevista à Bloomberg Línea.
⇒ Leia a reportagem: Heineken amplia aposta além da cerveja após portfólio ‘equilibrado’ crescer mais de 50%
No radar dos mercados
As ações globais operam sem direção única nesta quarta-feira (9), enquanto o petróleo Brent supera US$ 100 por barril após forças dos EUA destruírem cinco petroleiros iranianos.
- Inditex sob pressão de custos. A dona da Zara registrou lucro operacional abaixo das expectativas no segundo trimestre, apesar de vendas acima do previsto. A companhia também elevou em € 200 milhões os investimentos previstos para modernizar sua sede. As ações caíam 4,9% nesta manhã em Madri.
- Google investe € 13 bilhões em IA na Finlândia. A companhia planeja construir ao menos três novos data centers e ampliar uma instalação já existente no país nos próximos dois anos, em seu maior investimento individual na Europa. O projeto faz parte da expansão da capacidade computacional de IA da Alphabet.
- Amazon estreia no mercado de dívida em libras. A empresa iniciou a venda de títulos com vencimentos de três a 19 anos, em sua quarta emissão fora do mercado de dólar neste ano, segundo fonte ouvida pela Bloomberg News. A Amazon já levantou mais de US$ 92 bilhões com títulos em 2026.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
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Desde que assumiu o segundo mandato, o presidente americano Donald Trump acumulou decisões que atingem diretamente o Brasil: tarifas sobre exportações brasileiras, a denominação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington e sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
A leitura mais comum sobre esse conjunto de medidas é a de que cada nova ação de Trump contra o país empurra o eleitorado a se posicionar a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), na disputa de outubro.
Para Matias Spektor, professor titular e diretor da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), essa relação não é automática.
“É muito precipitado fazer qualquer cálculo eleitoral de que, se Trump toma uma decisão anti-governo Lula, isso necessariamente produz uma reação unificada do eleitorado pró-Lula. É mais complexo do que isso”, disse Spektor, em entrevista ao podcast Radar Eleitoral, da Bloomberg Línea.
O argumento central de Spektor é que a opinião pública brasileira reage de forma distinta dependendo do tema em disputa, e não de maneira uniforme a qualquer gesto de Trump contra o Brasil.
As ações globais operam em queda nesta terça-feira (8), enquanto o petróleo Brent sobe e se aproxima de US$ 100 por barril, o que reforça as expectativas de que os bancos centrais terão de elevar os juros para conter a inflação.
- Flávio Bolsonaro empata com Lula. Uma pesquisa Quaest publicada na segunda-feira (7) mostrou os dois candidatos com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Flávio busca explorar a turbulência envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes para mobilizar eleitores conservadores.
- BYD eleva aposta em vendas fora da China. A montadora chinesa estabeleceu a meta de vender mais de 2,5 milhões de veículos no exterior em 2027 e elevou a projeção para 2026 a até 2 milhões, segundo o Deutsche Bank. A expansão internacional ganha importância em meio à disputa de preços na China.
- Canadá eleva tarifas contra os EUA. Entram em vigor nesta terça tarifas de até 50% sobre centenas de produtos americanos, incluindo aço e bens de consumo, em retaliação às tarifas impostas por Washington. A medida ocorre após o fracasso das negociações entre os dois países e eleva o risco de uma nova escalada comercial.
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Como a maioria das pessoas, o lendário executivo do setor cervejeiro Carlos Brito nunca deu muita importância aos para-brisas.
Claro, eles protegem você da chuva — e, bem, da brisa — quando você está dirigindo. Mas ele pensava que “é um pedaço de vidro, se quebrar, e só trocar”, então instalá-los não deveria ser particularmente complicado, certo?
Hoje em dia, ele dirá exatamente o quanto estava errado. “O para-brisa tem funções mágicas”, diz Brito, CEO da Belron Group, uma rede global que opera sob marcas como Safelite nos Estados Unidos, Carglass no Brasil e na Europa e Autoglass no Reino Unido, à Bloomberg Businessweek. “É muito mais do que um pedaço de vidro.”
Os para-brisas de hoje estão cada vez mais equipados com câmeras, filamentos de aquecimento e revestimentos especiais.
Para a Belron, essa complexidade significa mais lascas e rachaduras, vidros mais sofisticados, trabalhos mais demorados — e vendas cada vez maiores. No ano passado, a empresa registrou receita de € 6,7 bilhões, reparando mais de 17 milhões de veículos em todos os continentes.
Agora, após três anos com Brito no comando, a empresa considera uma oferta pública inicial (IPO) já no próximo ano
Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta sexta-feira (4), enquanto os Treasuries avançam, antes da divulgação do payroll, que pode influenciar a decisão do Federal Reserve sobre os juros em setembro.
- Crise no Supremo. Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de direcionar investigadores contra ele “por motivos pessoais e políticos”. A reação ocorreu após Mendonça retirar o sigilo de mensagens a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, o que aumentou os questionamentos sobre a relação de Moraes com o banqueiro.
- Reestruturação na Volkswagen. O conselho fiscal da montadora aprovou o plano do CEO Oliver Blume, que prevê o corte de mais de 50 mil postos de trabalho e a redução de até metade do portfólio de veículos até 2035. Além disso, a VW reduziu em cerca de 16% seu plano de investimentos para 2027-2031.
- Ouro volta ao foco de investidores. Grandes gestoras, como Amundi, Pictet, Robeco e Fidelity, voltaram a aumentar suas posições em ouro. A aposta é que a busca por proteção contra riscos macroeconômicos sustente o metal no longo prazo, apesar da perspectiva de juros mais altos nos EUA.
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Apesar de uma seletividade maior por parte do investidor, o setor de escritórios de alto padrão segue aquecido na América Latina, com destaque para os mercados de São Paulo, Bogotá, Cidade do México e Santiago.
Segundo levantamento da Cushman & Wakefield, a localização ainda é o fator chave para preencher ocupação com preços elevados, mas não desacompanhada de infraestrutura moderna e oferta de serviços.
Neste contexto, a região vem consolidando um movimento de migração em direção à qualidade – o chamado “flight-to-quality”. Isso ocorre quando os ocupantes buscam edifícios de alta especificação técnica e localização estratégica.
“Não vemos mercados na região com algum tipo de freio no crescimento. Devemos ter uma continuidade de novos estoques”, disse o presidente da Cushman América do Sul, Matheus Cardoso, em entrevista à Bloomberg Línea.
As ações globais operam perto da estabilidade nesta quinta-feira (3), com os preços do petróleo mais estáveis e os rendimentos dos títulos em queda após atingirem máximas de várias décadas.
- Trump prevê ataques ‘breves’ ao Irã. O presidente dos EUA disse que uma nova onda de bombardeios provavelmente será breve, após Washington voltar a atingir alvos na costa iraniana e Teerã retaliar contra bases americanas. A escalada mantém os preços do petróleo em alta.
- Chevron amplia aposta na Venezuela. Após duas décadas mantendo operações no país, a petrolífera fechou um acordo que lhe dará acesso a bilhões de barris em reservas e prevê investir US$ 7 bilhões nos próximos cinco anos. “É preciso ter paciência”, disse o CEO, Mike Wirth, em entrevista à Bloomberg News.
- Milionários da aposentadoria. Nos EUA, a quantidade de contas de aposentadoria com pelo menos US$ 1 milhão na Fidelity aumentou 19% no segundo trimestre, para 769 mil. Apesar do recorde, os americanos estimam precisar de US$ 1,46 milhão para se aposentar confortavelmente.direita, lidera as pesquisas com 42% das intenções de voto.
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Conhecida por operar shoppings tradicionais como o BarraShopping, no Rio, e o MorumbiShopping, em São Paulo, a Multiplan tem reforçado sua operação de imóveis residenciais.
O principal símbolo dessa retomada é o projeto Golden Lake, um bairro fechado de alto padrão que está sendo erguido pela companhia às margens do Guaíba, em Porto Alegre, ao lado do BarraShoppingSul, empreendimento que a própria empresa inaugurou em 2008.
O projeto total prevê a construção de 20 torres, dividida em oito fases, com cerca de 250 mil metros quadrados de área privativa e valor geral de vendas (VGV) total estimado em R$ 5,2 bilhões.
No fim de agosto, a terceira etapa do novo condomínio, o Lake Baikal, foi colocada à venda com duas torres de 31 pavimentos, 88 apartamentos e VGV estimado em R$ 400 milhões. Algumas unidades residenciais no projeto chegam a custar R$ 28 milhões. A mais cara é uma cobertura duplex de 868 metros quadrados.
A linha de imóveis para venda representava historicamente cerca de 10% da receita e hoje ronda os 14%, disse o vice-presidente financeiro e de relações com investidores (CFO), Armando d’Almeida Neto, em conversa com jornalistas.
As ações globais operam em queda nesta quarta-feira (2) diante da escalada das tensões entre EUA e Irã, que impulsiona o petróleo e reforça as expectativas de alta de juros em setembro nas principais economias.
- Escalada no Estreito de Ormuz. Os EUA voltaram a atacar alvos na costa iraniana, levando Teerã a retaliar contra bases americanas no Oriente Médio. A escalada renovou os temores sobre o fluxo de petróleo pelo estreito e levou o Brent a superar US$ 97 o barril.
- BP escolhe Ian Tyler para presidir conselho. A petroleira nomeou o atual presidente interino para o cargo após a saída de Albert Manifold em maio. A decisão ocorre enquanto a CEO Meg O’Neill avança na venda de ativos e na redução da dívida para tentar recuperar o desempenho da companhia.
- O alerta do CEO do Deutsche Bank. Christian Sewing disse que o avanço do populismo pode afastar investimentos e trabalhadores qualificados da Alemanha. A declaração ocorre antes da eleição na Saxônia-Anhalt, onde a AfD, de extrema direita, lidera as pesquisas com 42% das intenções de voto.
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A corrida presidencial de 2026 já mostra sinais de que deve seguir o mesmo roteiro de 2022: uma disputa concentrada em dois nomes, marcada por rejeição alta e decidida por margem estreita no segundo turno.
Essa é a leitura de Rafael Cortez, cientista político, sócio da Tendências Consultoria e professor do IDP, em entrevista ao podcast Radar Eleitoral, da Bloomberg Línea.
Para Cortez, o diagnóstico não depende tanto de quem lidera as pesquisas em determinada semana, mas de um conjunto de fatores estruturais que se repetem desde a eleição passada.
“É muito difícil escapar da conclusão de que essa eleição vai ser parecida com a de 2022: um segundo turno com uma vantagem apertada, com cada voto contando”, afirma.
Entre os fatores estruturais, estão o baixo grau de volatilidade do eleitorado propenso a mudar de candidato e a permanência dos temas que mobilizam a campanha eleitoral, aponta ele.
As ações globais operam em queda nesta terça-feira (1º), enquanto os rendimentos dos títulos mantêm a trajetória de alta, com os investidores ampliando as apostas de que os bancos centrais elevarão os juros já neste mês.
- Shein após IPO em Hong Kong. As ações da varejista de fast fashion fecharam praticamente estáveis em sua estreia na bolsa de Hong Kong, após chegarem a cair 10% no início do pregão. O IPO levantou US$ 1,7 bilhão e avaliou a companhia em pouco mais de US$ 26 bilhões, uma fração dos quase US$ 100 bilhões de 2022.
- Novo patamar para a IA da Baidu? A companhia projeta que a margem de lucro de seus negócios de inteligência artificial se equipare, no curto prazo, à da operação tradicional de buscas, disse o CFO Henry He à Bloomberg Television. A receita ligada à IA já representa mais da metade das vendas da companhia.
- Apple acusa OpenAI de destruir provas. A fabricante do iPhone intensificou a disputa judicial contra a OpenAI ao alegar que a empresa de IA destruiu provas e utilizou segredos comerciais levados por um ex-engenheiro da Apple. A OpenAI nega que os documentos tenham relação com o trabalho do ex-funcionário na empresa.
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A Appian Capital, fundo de investimento privado especializado em mineração, aposta na produção de minerais críticos no Brasil para crescer, de olho no potencial do mercado no país.
“O momento é positivo para a Appian, que historicamente tem o Brasil como sua principal jurisdição e onde a empresa mais fez investimentos. Continuamos otimistas e pisando no acelerador para fazer novos projetos no país”, disse o country manager da Appian Capital Brazil, Milson Mundim, em entrevista à Bloomberg Línea.
Estão programados no cronograma do fundo investimentos da ordem de R$ 3,3 bilhões no projeto de níquel na Bahia (Atlantic Nickel) e R$ 700 milhões no ativo de grafite em Minas Gerais (Graphcoa).
No primeiro semestre do ano, a operação Brasil da Appian registrou receita bruta de R$ 833 milhões, alta de 33% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 339 milhões no período, aumento de 82% na mesma base de comparação.
Os futuros de ações dos EUA operam sem direção única nesta segunda-feira (31), após o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, adotar um tom mais duro sobre a inflação em Jackson Hole. O petróleo avança em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
- Vantagem de Lula diminui. Lula lidera sobre Flávio Bolsonaro por 47,1% a 42,6% em um eventual segundo turno, segundo pesquisa AtlasIntel para a Bloomberg News, ante uma diferença de cerca de 6 pontos em julho. O recuo ocorre em meio às investigações envolvendo seu filho Lulinha.
- EUA e Irã voltam a trocar ataques. Forças americanas atingiram uma ilha iraniana no Estreito de Ormuz, e Teerã respondeu com ataques contra alvos ligados aos EUA na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. A nova escalada deu impulso ao Brent, que superou os US$ 90 o barril.
- Preços agrícolas disparam. O Índice Bloomberg Agriculture Spot acumula alta de mais de 13% em agosto, a maior desde 2012, pressionado por guerras e eventos climáticos extremos. O trigo, o açúcar e o cacau estão entre as principais altas, o que também amplia os riscos para a inflação global de alimentos.
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“Desalavancar, desalavancar e desalavancar. E desalavancar, para não esquecer.”
Foi dessa maneira que Edison Ticle, CFO da Minerva (BEEF3), respondeu quando questionado pela Bloomberg Línea sobre o planejamento da companhia para os próximos quatro anos.
Segundo o executivo, o atual nível dos juros no Brasil reduziu o espaço para a Minerva carregar uma dívida mais elevada e tornou a redução da alavancagem a principal prioridade na alocação de capital da companhia.
A estratégia marca uma mudança de prioridade depois de um ciclo de expansão em que a Minerva, segundo executivos da empresa, praticamente dobrou de tamanho em quatro anos, apoiada na diversificação geográfica e em aquisições, como a compra de plantas da Marfrig na América do Sul em 2024.
De acordo com Ticle, novas aquisições de frigoríficos estão agora “praticamente fora” dos planos. “Nesse cenário, tem muito poucas oportunidades de investimento que retornam capital mais do que o custo do capital”, afirmou.
As ações e os títulos do Tesouro dos EUA mantiveram-se estáveis antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em Jackson Hole, enquanto os traders buscam clareza sobre suas perspectivas para controlar a inflação.
- Vitória da Anthropic nos EUA. O governo Trump deve revogar a proibição imposta à tecnologia de inteligência artificial da criadora do Claude para agências federais, determinou uma juíza dos EUA. A decisão contra o Departamento de Defesa, conclui que a proibição não está devidamente justificada.
- Carros chineses avançam na Europa. A participação das montadoras chinesas nas vendas de carros novos na Europa ultrapassou 11% em julho, à medida que os consumidores continuam a adquirir híbridos plug-in mais acessíveis. Um terço dos híbridos plug-in registrados no mês foi fabricado por marcas como a Jaecoo, da Chery Automobile.
- Fluxo de petróleo cresce no Oriente Médio. A Arábia Saudita vendeu petróleo bruto para refinarias chinesas pela segunda vez neste mês, um sinal de que os fluxos pelo Estreito de Ormuz permanecerão elevados após meses de tensão por conta da guerra dos EUA contra o Irã.
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A Monashees tem avançado com a sua estratégia para impulsionar negócios baseados em inteligência artificial (IA) no Brasil e na América Latina que tenham uma escala global.
Como parte do movimento, a gestora de venture capital decidiu abrir a Gama House, uma casa dedicada a empreendedores no segmento de IA na cidade de São Paulo.
Construído como uma associação sem fins lucrativos, o projeto tem como mantenedores âncoras a própria gestora de venture capital, o Google For Startups e a B3.
O espaço, localizado no edifício Gabriel 1825, abre as portas na próxima terça-feira (1º) e funcionará como um ambiente de aproximação com jovens empreendedores que pretendem criar negócios de IA.
“Tem um monte de empresas que estão começando na América Latina e virando empresas globais ou empresas globais construídas por empreendedores latino-americanos, o que mostra que estamos num jogo global”, afirmou o sócio e fundador Eric Archer, em entrevista à Bloomberg Línea.
Os futuros das ações dos EUA subiram no início desta quinta-feira (27) à medida que uma perspectiva otimista da Nvidia reforçou a confiança de que a rápida expansão dos gastos com IA deve se estender por mais tempo.
- Acordo impulsiona agenda do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a um acordo com os líderes do Congresso para que, na próxima semana, seja realizada a votação de uma série de projetos de lei que poderiam fortalecer sua campanha à reeleição, rompendo um impasse de meses em torno das principais prioridades do governo.
- Japão avança em chips. A Kioxia e a Sandisk anunciaram o plano de investir mais de US$ 31,4 bilhões para ampliar a capacidade de produção de chips de memória para IA no Japão, aumentando o potencial para a instalação de data centers no país.
- Pernod Ricard revê perspectivas. A empresa francesa de bebidas espera atingir apenas o limite inferior da faixa prevista para o crescimento das vendas nos próximos anos. A empresa citou a demanda moderada nos EUA, que representam cerca de um terço de seus negócios, como motivo para a revisão.
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O mercado brasileiro de venda de carteiras de crédito inadimplente deve crescer cerca de 20% em 2026 e somar R$ 40 bilhões, segundo projeção da Recovery, empresa de recuperação de crédito do grupo Itaú.
O valor compara com os R$ 34 bilhões movimentados em 2025 e se aproximaria do maior patamar da série histórica, atrás apenas de 2020 e 2021, quando o auxílio emergencial elevou temporariamente o volume de cessões.
“A gente já teve anos assim, mas foi num momento muito especial da economia, com o auxílio emergencial em curso. Sem nenhuma ação externa desse tipo, isso seria um recorde”, disse Bruno Russo Franco, CEO da Recovery, em entrevista à Bloomberg Línea.
No primeiro semestre, o mercado somou R$ 17 bilhões em cessões, patamar similar ao do mesmo período de 2025, segundo análise da empresa.
Os futuros das ações dos EUA oscilam perto da estabilidade nesta quarta-feira (26), com os investidores evitando grandes apostas antes do balanço da Nvidia.
- CVM determina OPA da Centaurus pela Oncoclínicas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu, por 3 votos a 0, que a gestora americana Centaurus Capital deve apresentar uma oferta pública de aquisição pelas ações da Oncoclínicas, contrariando a recomendação da área técnica do regulador.
- IPO da Shein. Acionistas atuais da varejista concordaram em não vender por seis meses as novas ações recebidas na oferta pública inicial em Hong Kong, segundo fontes que falaram com a Bloomberg News. A Shein pode levantar até US$ 1,8 bilhão na operação, com os atuais investidores absorvendo parte das novas ações.
- Europa na mira da Rússia. Países europeus acusam Moscou de intensificar ações de sabotagem, ataques cibernéticos e operações com drones contra aliados que apoiam a Ucrânia. Autoridades avaliam que a resposta defensiva da Europa tem permitido à Rússia testar os limites da OTAN.
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Reduzir o limite de crescimento das despesas previsto no arcabouço fiscal, hoje em 2,5% ao ano, para um patamar mais baixo, como 1,5%, seria uma sinalização importante de ajuste nas contas públicas, mas não resolveria o desequilíbrio fiscal brasileiro.
A avaliação é de Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA e ex-secretário do Tesouro Nacional, em entrevista ao podcast Radar Eleitoral, da Bloomberg Línea.
Segundo Bittencourt, o limite do arcabouço é um número que pode ser alterado de uma maneira simples pelo Congresso, por lei ordinária. O problema, segundo ele, está em outro lugar: no crescimento das despesas obrigatórias, que é definido por regras constitucionais e cresce, hoje, em ritmo mais acelerado.
“A grande dificuldade está no crescimento das despesas obrigatórias. Para eu mudar a regra de acesso da Previdência, para eu mudar a indexação dos mínimos da saúde e educação, isso só com a Constituição”, afirmou.
“Basta simplesmente reduzir o limite do arcabouço fiscal, de 2,5% para 1,5%, 2%? Eu acho que é um sinal importante, mas o problema continua ali.”
As ações globais operam em alta nesta terça-feira (25), em meio à recuperação das fabricantes de chips, enquanto o Bitcoin superou brevemente o patamar de US$ 80.000 e o petróleo ampliou as perdas.ㅤ
- EUA ampliam sanções. O governo Trump sancionou dezenas de indivíduos e empresas, incluindo entidades na China e em Hong Kong acusadas de apoiar redes iranianas de aquisição de tecnologia. As medidas elevam a pressão sobre Teerã, mas evitam atingir grandes instituições financeiras chinesas. ㅤ
- Leapmotor mira 1 milhão de carros. A montadora chinesa prevê entregar 1 milhão de veículos neste ano e superar 100 mil unidades mensais até dezembro, segundo disse o copresidente Michael Wu à Bloomberg TV. A empresa planeja ampliar a produção internacional usando fábricas da Stellantis, inclusive no Brasil. ㅤ
- Lego mantém foco em criatividade. A fabricante dinamarquesa descartou criar conjuntos exclusivamente com inteligência artificial, embora use a tecnologia em tarefas padronizadas para aumentar a produtividade. A receita da companhia no primeiro semestre cresceu 21%, para cerca de US$ 6,5 bilhões.
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A taxa de juros em patamar elevado por mais tempo do que se esperava se tornou o principal entrave para o fechamento de fusões e aquisições no Brasil, superando até a incerteza relacionada às eleições e o futuro da política econômica.
A leitura é de Jairo Loureiro, sócio cofundador e managing director do BR Partners, um dos principais bancos de investimentos do país.
Na visão dele, o custo de capital funciona como uma taxa de desconto na avaliação de qualquer ativo colocado à venda. Quanto mais alto e mais prolongado, maior a distância entre o valor que o comprador está disposto a pagar e aquele que o vendedor tem em mente.
“Quando você começa a ter esse impacto no valor de ativos, você tem um efeito de dificultar as transações, porque as expectativas dos lados começam a se abrir”, disse Loureiro em entrevista à Bloomberg Línea.
As ações globais operam em queda nesta segunda-feira (24), pressionadas pelo setor de tecnologia, em meio à maior aversão ao risco entre os investidores.
- Nova pesquisa BTG Pactual/Nexus.Lula aparece com 46% das intenções de voto para presidente em um eventual segundo turno da pesquisa BTG Pactual/Nexus, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45%. Os candidatos estão empatados dentro da margem de erro e o levantamento ouviu 2.006 eleitores entre 21 e 23 de agosto.
- IPO da Shein. A varejista de fast-fashion pretende captar até HK$ 13,9 bilhões (cerca de US$ 1,8 bilhão) em sua oferta pública inicial em Hong Kong, que pode avaliá-la em até US$ 26,8 bilhões. A estreia na bolsa da companhia está prevista para 1º de setembro.
- Volkswagen sob pressão. Sindicatos da Volkswagen elevaram a pressão sobre a diretoria em meio aos planos de reestruturação da montadora. O CEO Oliver Blume disse que a empresa precisa reduzir custos, enquanto representantes dos trabalhadores rejeitam a proposta de fechar fábricas.
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A Anthropic espera igualar ou superar o valor da oferta pública inicial (IPO) recorde da SpaceX, segundo fontes a par do assunto que falaram com a Bloomberg News, em mais um sinal da demanda expressiva por parte de investidores que buscam lucrar com o crescimento da inteligência artificial.
A desenvolvedora do Claude analisa os números enquanto se prepara para apresentar publicamente seu pedido para um possível mega-IPO já no final deste mês, afirmaram as fontes.
A empresa de foguetes e satélites de Elon Musk levantou US$ 75 bilhões inicialmente, tornando-se a maior oferta pública inicial de ações da história, segundo dados compilados pela Bloomberg.
O valor final aumentou para US$ 86,2 bilhões com a chamada opção de sobrealocação, que normalmente é exercida se as ações subirem nas primeiras negociações.
As ações globais operam em alta nesta sexta-feira (21) depois que a queda dos preços do petróleo reduziu as preocupações com a inflação, em uma semana de forte volatilidade nos mercados.
- Nvidia próxima de acordo com a Rebellions? A companhia está em negociações iniciais com a sul-coreana Rebellions, especializada em chips de IA para data centers, sobre uma possível parceria técnica, investimento ou até aquisição, segundo fontes a par do assunto que falaram com a Bloomberg News.
- Samsung mira retorno aos acionistas: A Samsung Electronics espera devolver até 110 trilhões de won (US$ 79 bilhões) aos acionistas neste ano, no maior programa do tipo já anunciado na Coreia do Sul. A fabricante de chips pretende distribuir cerca de metade de seu fluxo de caixa livre, incluindo 30 trilhões de won em dividendos.
- Tesouro reage à pressão sobre os juros. Após os rendimentos dos títulos de 30 anos dos EUA atingirem o maior nível em quase duas décadas, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que o governo está preparado para ampliar as recompras e defendeu que as taxas não refletem os fundamentos da economia.
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Há cerca de um ano, a Ânima Empresas reuniu 35 CEOs de diferentes indústrias em um treinamento de um dia sobre inteligência artificial.
O que Reynaldo Gama, CEO da vertical B2B (business to business) da Ânima Educação, viu na sala mudou a leitura da companhia sobre quem precisa de requalificação.
Hoje, 80% dos contratos de educação corporativa do grupo são assinados pelo CHRO (diretor de recursos humanos), e os outros 20% agora já partem diretamente do presidente da empresa.
“É impressionante como o CEO está vulnerável também. O CEO está tendo que voltar para a sala de aula e está tendo que voltar a experimentar. Esse é o tipo de coisa que não dá para delegar”, disse Gama à Bloomberg Línea.
Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta quinta-feira (20), enquanto os Treasuries de prazo mais longo voltaram a cair e a alta dos preços do petróleo colocou os riscos de inflação no centro das atenções dos investidores
- Cerco econômico ao Irã? O presidente Donald Trump prometeu um “Dia D econômico” contra Teerã e ameaçou impor consequências a países e empresas que mantenham apoio financeiro ou comercial ao regime, em uma ofensiva que pode atingir especialmente a China, principal compradora do petróleo iraniano.
- Recompras pressionam dólar. A decisão do Tesouro dos EUA de dobrar as recompras planejadas de títulos de até 30 anos reforçou entre investidores a percepção de que Washington está mais disposto a intervir. A estratégia pode reduzir a atratividade dos ativos em dólar e favorecer moedas asiáticas e o ouro.
- Agro na mira dos russos na Ucrânia. A escalada dos ataques aos portos de Odessa reduziu os embarques de grãos a uma fração da capacidade e ameaça aprofundar as perdas dos agricultores. A Ucrânia, que depende do Mar Negro para escoamento, pode perder até US$ 2,5 bilhões neste ano com o bloqueio.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
Uma onda de recuperações judiciais atingiu players relevantes do varejo brasileiro e expôs o impacto negativo do cenário de juros de duplo dígito na economia real.
Ligados ao comércio de bens duráveis, os segmentos de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis e decoração são os mais afetados pela atual fase da crise de liquidez.
Casas Bahia, Marabraz e Grupo Toky (dono das marcas Tok&Stok e Mobly) são os nomes mais recentes da série de companhias de atuação nacional que recorreram à Justiça para evitar uma execução antecipada de dívidas e pedidos de falência.
Esse movimento se acelerou na virada para o segundo semestre, quando a política monetária restritiva adotada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias elevou as despesas financeiras das empresas e acendeu o alerta no mercado sobre a crescente inadimplência de consumidores e empresas.
Nas lojas de shoppings, o fluxo de visitação caiu 2% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado. Já nas lojas de rua, a retração no movimento foi mais acentuada, de 12,6%, apontou o IPC (Índice de Performance do Varejo), da HiPartners, gestora e investidora em retail techs no Brasil.
As ações globais operam sem direção única nesta quarta-feira (19), após as perdas da véspera, com recuperação das bolsas europeias e futuros de Wall Street próximos da estabilidade.
- JBS busca controle total da Pilgrim’s Pride. A companhia ofereceu cerca de US$ 1,2 bilhão em ações para adquirir os 18% da produtora de aves que ainda não possui. A proposta ocorre quatro anos após uma tentativa semelhante e levou as ações da Pilgrim’s Pride a subir até 8,8% no pós-mercado.
- HSBC avança com eixo Brasil-China. O volume recorde de negócios entre Brasil e China tem impulsionado as receitas do HSBC uma década após o banco vender sua operação brasileira. A receita com clientes brasileiros cresceu 20% no ano passado e mais 37% no primeiro semestre deste ano.
- IA na mira da Europa. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que a Europa precisa acelerar a adoção da inteligência artificial para não perder espaço para outras economias. Segundo ela, empresas da zona do euro devem direcionar cerca de 9% de seus investimentos à IA neste ano.
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A maneira como as pessoas consomem informação está mudando com a inteligência artificial. E, atento a essas transformações do mercado de comunicações, o NeoFeed está lançando o NeoFeed AI, uma plataforma de IA que usa como base, de forma exclusiva, o acervo em texto, áudio e vídeo do NeoFeed. A plataforma visa adaptar a […]
A Hapvida informou nesta sexta-feira (21) que seguirá revisando os contratos de cerca de 947 mil beneficiários e afirmou não ter recebido notificação formal da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) sobre a medida cautelar anunciada pela agência para suspender preventivamente reajustes e cancelamentos ligados a esses contratos.
A medida foi anunciada pela ANS na quinta-feira, depois que a Hapvida informou a intenção de revisar contratos considerados de rentabilidade inadequada ou com histórico de inadimplência.
O grupo de 947 mil beneficiários representa cerca de 11% da carteira de saúde da companhia. Segundo a agência, o objetivo é proteger os beneficiários e apurar possíveis indícios de seleção de risco — prática vedada pelas regras do setor.
Em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Hapvida confirmou as informações já divulgadas sobre a revisão da carteira. O processo será conduzido contrato a contrato, conforme a data de aniversário de renovação de cada acordo, ao longo dos próximos 12 meses.
Segundo a companhia, a revisão comercial faz parte da atividade ordinária da operação. Nos contratos coletivos, as renegociações seguirão as condições previstas nos próprios acordos e as normas da ANS, incluindo prazos de vigência e aviso prévio.
A empresa apresenta aos contratantes as condições consideradas necessárias para o reequilíbrio dos contratos, mas a decisão de aceitar ou não as propostas cabe aos clientes. A revisão, portanto, não implica necessariamente o cancelamento dos contratos, já que as partes podem negociar condições para a continuidade dos acordos.
Hapvida pediu audiência com a ANS
A Hapvida afirmou que tomou conhecimento pela imprensa da suposta medida cautelar de ofício adotada pela ANS e, como não recebeu comunicação formal da agência, solicitou por iniciativa própria uma audiência com o órgão.
A companhia pretende apresentar os elementos técnicos, contratuais e regulatórios relacionados à revisão e disse que prestará todos os esclarecimentos solicitados pela ANS pelos canais oficiais.
A empresa também afirmou que não houve alteração nas informações e nas perspectivas divulgadas nos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26).
Judicialização dos planos de saúde
O episódio ocorre em um momento de forte pressão sobre o setor de saúde suplementar, que também enfrenta o avanço da judicialização. Levantamento do InvestNews mostra o crescimento expressivo dos processos envolvendo planos de saúde e os impactos desse movimento sobre as operadoras. Leia a reportagem completa
Esse cenário pressiona ainda mais as despesas das operadoras, que precisam arcar com decisões judiciais relacionadas a tratamentos, procedimentos e coberturas — o que pode elevar custos e afetar a rentabilidade dos contratos.
No caso da Hapvida, a revisão da carteira ocorre justamente em meio ao esforço da companhia para melhorar a rentabilidade e a geração de caixa. A suspensão preventiva determinada pela ANS pode interferir no andamento dessas medidas, mas o impacto final dependerá dos esclarecimentos apresentados pela empresa e da avaliação do regulador.
A Cosan manteve o suspense, mas confirmou a extensão do prazo de recebimento de ofertas pela Rumo, notícia antecipada pelo InvestNewsno início de agosto.
A confirmação foi feita nesta quinta-feira (20) por meio de um fato relevante. Segundo o documento, o grupo está em pleno processo de recebimento de propostas vinculantes de interessados na compra de sua participação.
A Cosan busca vender sua participação na operadora de ferrovias, de acordo com sua estratégia para reduzir o endividamento.
Entre os interessados estão as tradings agrícolas Cofco, da China, e a Bunge, dos Estados Unidos.
Outras empresas como Inpasa e Ultra chegaram a se engajar no negócio, mas estariam fora do páreo.
Hoje, a fatia de 20,3% da Cosan na Rumo está avaliada em R$ 5,3 bilhões.
Segundo a holding, não há qualquer decisão tomada até o momento sobre a efetiva realização de uma transação.
A Cosan é um conglomerado brasileiro com atuação em setores como energia, infraestrutura e logística. Controla marcas como Raízen, Compass e Moove.
Reestruturação e novos sócios
Em reestruturação, a Cosan trabalha para vender R$ 10 bilhões em ativos e tornar a holding criada pelo empresário Rubens Ometto novamente saudável, ainda que menor do que já foi.
O prazo começou a correr em novembro de 2025, quando se encerrou a segunda oferta da capitalização que trouxe os sócios do BTG Pactual e a gestora Perfin para o bloco de controle da companhia. O objetivo é equalizar a dívida em 18 meses – até maio de 2027.
Até agora, a Cosan arrecadou cerca de R$ 5,5 bilhões em uma série de operações desde dezembro.
Pelo menos R$ 3 bilhões vieram do IPO de sua empresa de gás natural, a Compass, em maio, e da venda de 12% do portfólio de terras agrícolas da Radar – sociedade entre o grupo de Ometto e a gestora americana Nuveen – em meados de junho, uma operação que se tornou um imbróglio entre as gigantes do agro Bom Futuro e SLC.
Há ainda R$ 2,8 bilhões que a Cosan levantou no fim de 2025 por meio de um instrumento financeiro conhecido como total return swap, que envolveu 9,94% da sua participação na Rumo. Foi uma forma de antecipar caixa mantendo a exposição econômica ao papel.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia a campanha como favorito na corrida presidencial de 2026, mas o grau de favoritismo embutido nas expectativas do mercado está exagerado em relação ao que os indicadores têm mostrado.
A avaliação é de Christopher Garman, diretor para as Américas da Eurasia, em entrevista ao podcast Radar Eleitoral, da Bloomberg Línea, programa semanal para debater os temas relacionados às eleições em outubro que impactam a economia e os mercados.
A cautela de Garman vem de um descompasso raro nos modelos da Eurasia: a aprovação de Lula e o histórico eleitoral apontam uma vantagem para o presidente, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal opositor, tem mais aderência aos temas no topo das preocupações dos brasileiros, como segurança pública e estagnação econômica.
“Nas últimas três eleições que a Eurasia acertou, os dois modelos apontavam na mesma direção. Nesta eleição, eles apontam em direções opostas”, disse Garman.
As ações globais operam em queda nesta terça-feira (18), pressionadas pela alta dos juros de longo prazo e do petróleo, o que tende a reduzir o apetite dos investidores por ativos de risco.
- Impasse em Ormuz. O presidente Donald Trump disse que não irá retomar a trégua com o Irã, enquanto os dois países mantêm posições divergentes sobre o controle do estreito. Ataques a navios e a escalada da retórica reduzem as perspectivas de um acordo para normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz.
- Braskem Idesa sob pressão. A petroquímica mexicana entrou com pedido de Chapter 11 nos EUA após meses de pressão de liquidez. A empresa fechou acordo com credores para reduzir a dívida em mais de US$ 920 milhões e espera concluir a reestruturação em até 90 dias.
- Desigualdade de gênero em IA. Mulheres ocupam apenas 13% dos cargos executivos no setor de inteligência artificial e 27% das funções de IA nessas empresas, segundo relatório do LinkedIn. A disparidade pode limitar oportunidades e ampliar o risco de vieses à medida que a tecnologia ganha espaço.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
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A Track&Field tem observado uma mudança recente no comportamento do seu consumidor. As peças de roupas em tamanhos menores têm ganhado participação nas vendas da rede brasileira de vestuário esportivo.
O movimento ocorre de forma ampla em todas as linhas, tanto em peças femininas quanto masculinas, e a companhia atribui a transformação ao efeito dos análogos de GLP-1, os injetáveis para perda de peso conhecidos como canetas emagrecedoras.
“Já enxergamos um aumento da participação de tamanhos menores na grade. Começa já uma migração para tamanhos menores, tanto masculino quanto feminino”, disse à Bloomberg Línea Fernando Tracanella, CEO da Track&Field desde 2023.
As ações do setor de tecnologia impulsionaram os mercados acionários globais nesta segunda-feira (17) depois que o crescimento da receita da Anthropic reforçou a percepção de que os gastos em inteligência artificial continuarão em alta.- Recuo do aço na China. A produção chinesa da liga metálica caiu em julho, colocando o setor a caminho do menor total anual da década. As siderúrgicas produziram 76,93 milhões de toneladas, uma queda de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior e o menor total mensal registrado em 2026.
- ETFs cripto em baixa. Os fundos de bitcoin negociados em bolsa registraram suas maiores saídas desde o final de junho na semana passada. Os 13 fundos listados nos EUA registraram uma saída líquida de US$ 389,7 milhões na semana de 10 de agosto, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
- Nova aposta em IA. A Alphabet pretende levantar cerca de US$ 3,6 bilhões em sua primeira emissão de títulos na Austrália, segundo fontes a par do assunto ouvidas pela Bloomberg News. Movimento amplia aposta das empresas de tecnologia dos EUA no endividamento para financiar gastos com inteligência artificial.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
A semana de aportes foi marcada pelo volume elevado da fintech de crédito Ume, que captou R$ 500 milhões por meio de FIDCs geridos pela Milenio Capital, em uma operação com demanda superior à oferta e participação de bancos como Itaú, Bradesco e XP.
O caso evidencia o apetite do mercado de capitais por estruturas de crédito baseadas em tecnologia, mesmo em um cenário de juros elevados.
A expansão internacional também marcou os negócios da semana: a colombiana Yuno levantou US$ 45 milhões em uma rodada Série B liderada pela Global PayTech Ventures, com apoio de Andreessen Horowitz e Tiger Global, para acelerar sua entrada no Oriente Médio; e a africana Yellow Card, provedora de infraestrutura para stablecoins, captou US$ 40 milhões e escolheu o Brasil como porta de entrada para a América Latina.
No cenário nacional, aportes em estágio inicial priorizaram nichos específicos: a Condutive levantou R$ 2,5 milhões em rodada pré-seed liderada pela DOMO.VC para estruturar uma rede de consultores de energia renovável, enquanto a Zayra captou R$ 15 milhões em rodada seed para sua plataforma de educação em Web3 e finanças digitais.
Veja os detalhes abaixo:
Ume
A Ume, fintech que fornece infraestrutura para outras empresas venderem com crédito próprio, levantou R$ 500 milhões por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).
A operação, estruturada e gerida pela Milenio Capital, fechou com demanda superior à oferta, segundo a empresa, e contou com a participação de instituições como Itaú, Bradesco, XP (Augme), Milenio, Verde e Credit Saison.
A companhia opera como uma camada de inteligência artificial conectada ao mercado de capitais, permitindo que negócios de varejo, marketplaces e serviços ofereçam crédito próprio a seus clientes finais sem montar uma estrutura financeira interna — cobrindo camadas como capital, estrutura regulatória, underwriting, cobrança e atendimento.
Segundo a empresa, o modelo pode elevar em até 15% as vendas dos parceiros e dobrar seu lucro.
A Ume nasceu de uma tese de doutorado em inteligência artificial aplicada a crédito e tem à frente da tecnologia o CTO Berthier Ribeiro-Neto, fundador da empresa de busca Akwan — vendida ao Google, onde liderou a área de engenharia por duas décadas.
A companhia havia iniciado o ano com um FIDC de R$ 150 milhões e afirma que vai processar R$ 2 bilhões em GMV anualizado em 2026, com uma rede de 10 mil pontos de venda e cerca de 4 milhões de clientes finais atendidos.
Yellow Card
A Yellow Card, provedora de infraestrutura para stablecoins com atuação em mercados emergentes, chega ao Brasil como porta de entrada para sua expansão na América Latina, após concluir uma rodada de US$ 40 milhões com participação da SC Ventures, Sony Innovation Fund, Polychain Capital e Blockchain Capital.
A empresa, de origem africana, registrou mais de US$ 10 bilhões em volume transacionado nos últimos 12 meses.
Fundada por Chris Maurice (CEO) e Justin Poiroux (CTO), a companhia combina infraestrutura de stablecoins e sistemas de pagamento em moeda fiduciária em uma única plataforma, permitindo que instituições financeiras, fintechs e empresas movimentem recursos internacionalmente com acesso a liquidez em dólar e integração a múltiplos mercados por meio de uma única API.
Entre os parceiros da companhia estão Visa, Mastercard, PayPal, MoneyGram, Western Union, TerraPay, Thunes e WorldRemit, segundo a startup.
A escolha do Brasil como porta de entrada para a região considerou o tamanho do mercado financeiro do país, a adoção crescente de ativos digitais por empresas e instituições e o avanço das discussões regulatórias sobre o setor.
Na América Latina, a companhia pretende endereçar custos altos e lentidão em pagamentos transfronteiriços, acesso restrito à liquidez em dólar e fragmentação dos sistemas locais de pagamento.
Yuno
A colombiana Yuno, startup de infraestrutura de pagamentos que ajuda empresas a processar transações em diferentes mercados, captou US$ 45 milhões em uma rodada Série B liderada pela Global PayTech Ventures, com participação da Andreessen Horowitz, da Tiger Global e da QuantumLight Capital — gestora fundada pelo CEO da Revolut, Nik Storonsky.
Entre os novos investidores estão a Rasmal Ventures, apoiada pelo fundo soberano do Catar, e a GrowthX Capital, gestora de Hamad Al-Hajri, fundador da unicórnio catari Snoonu.
A empresa afirma estar no caminho para atingir a lucratividade e pretende usar o novo capital para ampliar seu portfólio de produtos e sua presença global, incluindo o aprofundamento no Oriente Médio — região onde já abriu um escritório em Doha, segundo o fundador Juan Pablo Ortega.
Zayra
A Zayra, startup de educação voltada a Web3 e finanças digitais, concluiu uma rodada seed de R$ 15 milhões, com aportes dos investidores-anjo Gustavo Guedes Maniero, Ibrahim Jamhour e Edison Raposo, além de outros investidores do setor financeiro.
Os recursos serão destinados ao desenvolvimento da plataforma tecnológica da empresa, à estruturação de um estúdio de produção de conteúdo e à gravação das primeiras aulas, em parceria com a SP Tech, faculdade de tecnologia de São Paulo.
Segundo a empresa, a proposta educacional segue o método Learn, Build, Earn, dividido em três etapas: compreensão de conceitos de Web3 e finanças digitais, aplicação desse conhecimento em projetos e conexão da formação a resultados profissionais e financeiros.
A plataforma contará com a ZAI, inteligência artificial própria que usa vídeos, áudios, slides e materiais de apoio das aulas para responder dúvidas dos alunos.
A Zayra é liderada por Tito Martins, que soma três décadas de experiência no mercado financeiro, com passagens por Banco Matrix, Itaú-Unibanco e HSBC.
O time de fundadores inclui ainda Claudio Yamaguchi, à frente das frentes educacional e de produto; Daniel Marques, responsável pela infraestrutura tecnológica da plataforma; e Renato Janesch, CFO com passagens por Citi, DuPont e Magazine Luiza.
Condutive
A Condutive, marketplace de energia renovável, captou R$ 2,5 milhões em uma rodada pré-seed liderada pela DOMO.VC, com participação da Bossa Invest e de investidores-anjo.
A startup, fundada em 2024 por João Luis Diniz D’Avila e Thiago Oliveira, conecta pessoas físicas e empresas a soluções de energia limpa — como assinatura de energia, acesso ao mercado livre e projetos fotovoltaicos —, com curadoria de fornecedores e suporte técnico ao longo do contrato.
Presente em 25 estados e com cerca de 30 fornecedores parceiros no ecossistema, entre eles EDP, Matrix e Casa dos Ventos, a companhia busca se tornar o maior marketplace de utilities do país.
Os recursos serão usados para estruturar uma rede de 1.000 consultores autônomos — inspirada no modelo dos assessores de investimento da XP —, que passará por um programa de capacitação 100% online, com módulos sobre mercado livre de energia, geração distribuída e técnicas de venda.
No modelo, os consultores cuidam da prospecção e orientação dos clientes, enquanto a startup mantém a curadoria dos fornecedores e o suporte técnico até o fechamento do contrato.
A empresa afirma ter registrado alta de 50% no volume de propostas nos últimos seis meses e mira atingir a marca de 1.000 clientes atendidos no próximo ciclo de crescimento.
Em março, a Condutive foi uma das 17 startups selecionadas para a 5ª edição do Inova Startups, programa do Sebrae Santa Catarina.
-- Com informações da Bloomberg News sobre o aporte na startup Yuno.
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Nas prateleiras de pet shops e casas de ração, é possível encontrar uma variedade de opções de ração para cães e gatos: alimentos para animais castrados, idosos, sensíveis a determinados ingredientes ou formulados com diferentes proteínas, das mais naturais às tradicionais carne e frango.
Essa maior preocupação dos tutores com a alimentação de seus pets já está no radar da brasileira Special Dog, que pretende aproveitar justamente esse movimento para impulsionar seu próximo ciclo de crescimento.
A empresa é uma das maiores fabricantes do país ao lado de BRF Pet, da MBRF, e mira dobrar o volume vendido da linha super premium nos próximos anos, sem abrir mão da escala das rações premium, hoje responsáveis pela maior parte das vendas.
“A grande tendência é a humanização dos pets. As pessoas querem oferecer para o cachorro ou para o gato o mesmo cuidado que têm com elas mesmas. Isso impulsiona categorias mais especializadas”, disse Priscila Manfrim Tavares, diretora administrativa da Special Dog Company em entrevista à Bloomberg Línea.
A companhia projeta encerrar 2026 com faturamento acima dos R$ 2,15 bilhões registrados no ano passado.
As ações internacionais oscilaram e os rendimentos dos títulos subiram ligeiramente no início de sexta-feira (14) à medida que as ameaças econômicas dos EUA contra o Irã provocaram uma nova alta nos preços do petróleo bruto. - Receita da OpenAI em alta. A receita anualizada da criadora do ChatGPT deve ultrapassar US$ 40 bilhões, segundo fontes a par do assunto ouvidas pela Bloomberg News. Dado dobra sua taxa de execução em relação ao final de 2025 e reforça os planos da empresa para sua estreia em Wall Street.
- Nova frente contra o Irã. Os EUA anunciarão medidas econômicas sem precedentes contra o Irã, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent. Nova medida visa o isolamento econômico de Teerã para forçar a capitulação após quase seis meses de guerra.
- Recuo automotivo. A força de trabalho da indústria automotiva alemã reduziu-se ao menor nível em mais de duas décadas, à medida que as montadoras cortam custos em meio à crescente concorrência dos rivais chineses. Encolhimento da força de trabalho chegou a 5,8%, ou 42.300 funcionários, atingindo o nível mais baixo desde 2005.
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A Tyson Foods vai fechar mais unidades de processamento de carne bovina nos Estados Unidos, em mais um movimento de reestruturação da indústria frigorífica americana diante da prolongada escassez de gado no país. A pressão também atinge concorrentes como as brasileiras JBS e MBRF, dona da National Beef nos EUA.
A companhia vai encerrar as operações da planta de Joslin, em Illinois, e de uma unidade de cortes e embalagens de carne bovina em Utah. Já a fábrica de Pasco, no estado de Washington, será colocada à venda. A produção das unidades afetadas será absorvida por outras plantas da Tyson.
Em comunicado, a empresa afirmou que as mudanças buscam tornar sua operação mais competitiva diante do que classificou como uma das mais severas escassezes de gado já enfrentadas pelos Estados Unidos.
A Tyson já vinha reduzindo capacidade, mas as medidas fizeram pouco para compensar as fortes perdas operacionais, em um momento em que os frigoríficos continuam pagando preços elevados pela oferta restrita de animais.
Na semana passada, a empresa reduziu sua projeção de lucro anual e passou a prever perdas operacionais ajustadas maiores no negócio de carne bovina.
Com as mudanças, a Tyson pretende concentrar sua operação de bovinos em três plantas, localizadas em Nebraska, Kansas e Texas. A unidade de Amarillo, no Texas, que havia passado a operar em apenas um turno, voltará a ter dois “à medida que houver disponibilidade de gado”, segundo a companhia.
No início deste ano, a Tyson já havia fechado outra planta de carne bovina em Nebraska.
Crise do gado
Os cortes ocorrem enquanto o rebanho bovino dos Estados Unidos permanece próximo do menor nível em cerca de cinco décadas. A escassez eleva o preço pago pelos frigoríficos pelo gado e comprime as margens das empresas.
O levantamento mais recente do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), referente a 1º de julho, mostrou que pecuaristas estão retendo parte dos animais para recompor seus rebanhos. Ainda assim, uma recuperação significativa da oferta deve levar tempo.
Segundo a Tyson, os dados do USDA continuam mostrando retenção limitada de novilhas, um sinal de que as restrições de oferta devem persistir e exigir novas medidas das empresas.
A pressão não se restringe à Tyson. A JBS informou recentemente que converteria uma planta de carne bovina fechada na Pensilvânia para a produção de itens de maior valor agregado.
Wesley Batista Filho, que assumirá o comando da JBS em 2027, afirmou nesta semana que a operação de carne bovina da companhia nos EUA ainda não havia sentido os benefícios das medidas de reestruturação. A Cargill também já fechou uma unidade em Milwaukee.
A MBRF enfrenta um cenário semelhante por meio da National Beef, sua subsidiária de carne bovina nos Estados Unidos. A operação também vem sendo pressionada pela menor disponibilidade de gado, que limita os volumes de abate e eleva o custo da matéria-prima.
Uma possível fonte de alívio para o setor é a retomada das importações de animais do México. O USDA anunciou um plano para reabrir gradualmente o comércio de gado vivo, interrompido por mais de um ano para impedir a disseminação da mosca-da-bicheira (New World screwworm).
Os embarques devem ser retomados no fim de agosto, inicialmente por um ponto de entrada no Arizona. No longo prazo, a entrada de mais animais pode ajudar a reduzir parte da pressão sobre os frigoríficos americanos.
A chinesa Mixue, que desembarcou no Brasil neste ano vendendo casquinhas a R$ 3 e limonadas a R$ 6, encontrou outra categoria para aplicar sua receita de preços baixos e expansão acelerada lá na China: a cerveja.
O grupo controla desde outubro do ano passado a Fulujia, rede chinesa de pequenos bares que já soma mais de 3,2 mil unidades e se tornou a maior cadeia de bares do mundo, segundo a The Economist.
O chamariz é oferecer um preço difícil de bater, uma estratégia semelhante à que transformou a Mixue na maior rede de fast food do planeta.
Uma cerveja de cerca de meio litro custa a partir de 5,9 yuans, ou US$ 0,87. Os estabelecimentos são pequenos, padronizados e oferecem cerca de 20 tipos de chope, além de petiscos.
Mais do que a cerveja barata, porém, o avanço da Fulujia mostra como a Mixue está usando a estrutura que construiu para vender sorvetes, limonadas e chás para entrar em outros negócios.
A companhia comprou o controle da rede de bares em outubro. Desde então, quase dois terços das 3,2 mil unidades da Fulujia foram abertas. O ritmo lembra o da própria Mixue, que chegou a inaugurar cerca de 40 lojas por dia em 2025.
A mesma fórmula, agora no bar
As duas redes compartilham peças importantes do mesmo modelo.
Para abrir um bar da Fulujia, um franqueado paga cerca de 60 mil yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 46 mil, pelo pacote de equipamentos e identidade visual, sem contar aluguel e reforma. Nos primeiros três anos, não há cobrança de royalties.
A outra vantagem vem da logística. A Mixue construiu boa parte de sua escala controlando uma cadeia de suprimentos que abastece seus franqueados a baixo custo. A Fulujia passou a usar essa mesma estrutura para transportar cerveja produzida na província de Henan, onde as duas empresas estão sediadas.
Segundo a Economist, os franqueados não pagam nem mesmo pelo transporte – inclusive em lojas localizadas a mais de 2 mil quilômetros da cervejaria.
É uma estratégia parecida com a que transformou a Mixue em uma gigante de 60 mil lojas. Mais de 99% das unidades da companhia já eram franqueadas em setembro de 2024, e boa parte da receita vinha não das taxas cobradas dos operadores, mas da venda de insumos e equipamentos para eles.
A empresa opera uma rede global de compras em dezenas de países, além de fábricas, armazéns e logística própria na China. Também é essa estrutura que sustenta preços como o da limonada de 4 yuans, cerca de R$ 3,10, vendida pela Mixue no mercado chinês.
E o Brasil?
Por enquanto, cerveja não faz parte dos planos anunciados pela Mixue para o Brasil.
A Fulujia ainda não revelou intenção de abrir unidades fora da China. A própria operação brasileira da Mixue está em uma fase bem anterior: a companhia desembarcou no país neste ano e usa as primeiras lojas para entender preço, cardápio e hábitos do consumidor antes de acelerar a expansão.
Mixue: chinesa é a maior rede de sorvetes do mundo e estreia no Brasil (Foto: Na Bian/ Bloomberg)
A ambição, no entanto, é grande. A empresa prevê investir R$ 3,2 bilhões no Brasil e já falou em chegar, no longo prazo, a 2 mil unidades no país.
No curto prazo, a adaptação ao gosto brasileiro está acontecendo dentro do negócio que a companhia já conhece. Depois de estrear com casquinhas, limonadas e chás, a Mixue prepara produtos com ingredientes locais – e escolheu o açaí como um dos primeiros sabores desenvolvidos especificamente para o mercado brasileiro.
A empresa pretende ainda nacionalizar cada vez mais seus insumos e prevê construir uma fábrica no país, embora não tenha definido um cronograma.
A Mixue, rede chinesa que construiu um império vendendo sorvetes, limonadas e bubble teas a preços baixos, chegou ao Brasil. E vai ter até açaí no cardápio! #mixue#fastfood#negócios
A Gol terá mudanças no comando a partir de setembro. Celso Ferrer deixará o cargo de CEO da companhia em 31 de agosto para assumir a presidência da Boeing para a América Latina e o Caribe a partir de 4 de setembro de 2026. Ao mesmo tempo, André Fehlauer retornará à Gol para ocupar o posto de CEO, enquanto Albert Perez, atual COO da companhia, passará a acumular a presidência e o cargo de diretor de operações.
Na Boeing, Ferrer será responsável por fortalecer as operações, a estratégia e a presença da fabricante na América Latina e no Caribe, além de apoiar as oportunidades de crescimento da empresa na região.
“Celso traz experiência, capacidade de liderança e conhecimento excepcionais para essa função”, afirmou Brendan Nelson, presidente da Boeing Global. Segundo o executivo, os mais de 20 anos de experiência de Ferrer no setor de aviação o tornam adequado para lidar com as oportunidades e os desafios da região.
Ferrer estava à frente da Gol desde 2022 e liderou uma importante fase de transformação da empresa, incluindo o processo de reestruturação que fortaleceu sua posição financeira e operacional e a integração ao Grupo Abra, holding que controla a Gol e a colombiana Avianca.
O executivo começou sua carreira na própria Gol, como estagiário, e ocupou diferentes posições estratégicas ao longo de mais de duas décadas na companhia. Antes de assumir a posição de CEO, foi COO, responsável pelas áreas de Operações, Segurança Operacional, Aeroportos, Planejamento, Malha, Cadeia de Suprimentos e Frota.
Ferrer também foi vice-presidente de Planejamento por cinco anos, com experiência nas áreas de precificação e alianças.
Além da trajetória executiva, Ferrer é piloto de linha aérea certificado e atualmente habilitado. Ele fez parte da tripulação da Gol que operava a frota de Boeing 737.
“É uma grande satisfação e, ao mesmo tempo, um privilégio ter a oportunidade de ingressar na Boeing durante um período de expansão em uma região tão dinâmica como a América Latina”, afirmou Ferrer. “Estou honrado pela confiança que a empresa depositou em mim e aguardo com entusiasmo os desafios e as oportunidades deste novo capítulo da minha carreira.”
Ferrer é formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e em Relações Internacionais pela PUC-SP. Ele também possui Executive MBA pelo INSEAD, na França.
Em sua despedida da Gol, o executivo afirmou que a companhia encerra um importante ciclo de transformação e está preparada para uma nova etapa.
“Deixo minha posição confiante de que a companhia vive um dos momentos mais promissores de sua história”, afirmou Ferrer.
André Fehlauer retorna à Gol
André Fehlauer retornará à Gol para assumir o cargo de CEO a partir de setembro. O executivo trabalhou anteriormente por oito anos na companhia, como CEO da Smiles na Argentina e no Brasil.
Mais recentemente, Fehlauer foi CEO da Livelo, um dos principais programas de fidelidade do Brasil. Sua trajetória profissional também inclui passagens pelo Citi e pela Credicard.
André Fehlauer- novo presidente da GOL
Segundo a Gol, a nomeação busca garantir a continuidade da estratégia da companhia, mantendo o cliente no centro dos negócios e preparando a empresa para uma nova fase de criação de valor em conjunto com as demais companhias aéreas do Grupo Abra.
Albert Perez, atual COO da Gol, assumirá responsabilidades adicionais como presidente e COO da companhia. Perez ingressou na Gol no primeiro semestre de 2024, após mais de duas décadas de experiência no setor de aviação, com passagens por posições de liderança na Avianca, JetSMART e Vueling.
Nos últimos dois anos, o executivo teve papel importante no desempenho operacional da Gol, liderando o redesenho de processos e iniciativas de melhoria contínua.
Segundo a companhia, esses esforços contribuíram para que a Gol alcançasse indicadores de referência no setor, incluindo a liderança em pontualidade no Brasil e entre as companhias aéreas da América Latina.
Na nova função, Perez continuará responsável pelas operações diárias da Gol enquanto a empresa amplia sua malha doméstica e internacional.
Grupo Abra destaca transição
Adrian Neuhauser, CEO do Grupo Abra, holding que controla a Gol e a colombiana Avianca, agradeceu a Ferrer pela atuação na companhia e destacou sua contribuição durante o processo de transformação da aérea.
“Como CEO, ele desempenhou um papel fundamental na condução da Gol durante um período de transformação e no posicionamento da companhia para sua próxima fase de crescimento”, afirmou Neuhauser. O executivo também destacou a experiência de Fehlauer e seu conhecimento sobre a Gol, além da experiência operacional de Perez.
A Gafisa informou nesta quinta-feira (13) que adiou a divulgação das informações financeiras referentes ao segundo trimestre de 2026. Segundo a companhia, a nova previsão é publicar os resultados até 31 de agosto.
O adiamento ocorreu após a BDO Auditores Independentes, responsável pela auditoria independente da Gafisa, solicitar prazo adicional para concluir os procedimentos de auditoria.
De acordo com a incorporadora, a extensão do prazo tem como objetivo assegurar a consistência, a completude e a qualidade das informações que serão divulgadas ao mercado.
Com o novo cronograma, a teleconferência para apresentação dos resultados do segundo trimestre está prevista para 1º de setembro. A Gafisa informou que reapresentou nesta quinta-feira seu Calendário de Eventos Corporativos com as novas datas.
A companhia disse ainda que manterá acionistas e o mercado atualizados sobre o assunto, conforme a regulamentação aplicável.
Crise entre acionistas
O adiamento ocorre em meio a mais um episódio de disputa entre acionistas da Gafisa. Em assembleia geral extraordinária realizada em 16 de julho, um grupo de acionistas minoritários tentou ampliar o conselho de administração de três para cinco membros e destituir todo o conselho fiscal. As duas propostas, porém, foram rejeitadas.
O grupo questiona um aumento de capital realizado recentemente pela companhia. O episódio se soma ao histórico de conflitos na governança da Gafisa, que remonta a 2018, quando o fundo sul-coreano GWI, do investidor Mu Hak You, assumiu o controle da incorporadora em uma disputa hostil, destituiu o conselho de administração e passou a comandar a empresa.
A gestão da GWI foi marcada por uma forte redução da estrutura da companhia. Em fevereiro de 2019, a posição do fundo, montada de forma alavancada, ruiu, e parte de suas ações foi levada a leilão na B3.
No mesmo ano, o empresário Nelson Tanure surgiu como acionista de referência da Gafisa e entrou no conselho de administração em abril, ao lado de fundos da MAM Asset, gestora ligada ao Banco Master. Tanure deixou formalmente o conselho em 2023 e atualmente teria uma participação pequena na companhia.
Hoje, as maiores posições acionárias da Gafisa estão concentradas em fundos das gestoras GERF e Ravello, que, juntas, detêm quase 40% das ações. A presidência do conselho de administração é ocupada por Eduardo Larangeira Jácome, que também teve passagem pelo conselho da Prio, empresa que esteve entre os principais investimentos de Tanure na última década.
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
O governo do presidente Javier Milei começou a mudar seu foco, passando de um abordagem voltada exclusivamente para o combate à inflação para uma estratégia mais equilibrada, à medida que o crescimento, a geração de empregos e seus índices de aprovação enfrentam dificuldades para se recuperar.
O Banco Central da Argentina permitiu a desvalorização da moeda nos últimos três meses, enquanto o Tesouro do país injetou mais liquidez na economia, enquanto uma série de indicadores demonstra que a paciência tem se esgotado após mais de dois anos de austeridade severa.
Com isso, Milei adota uma abordagem menos rígida em sua luta contra a inflação — sua principal conquista —, em uma tentativa de contrariar as percepções negativas dos eleitores em relação à economia.
As bolsas internacionais registram leve alta no início de quinta-feira (13) depois que um relatório sobre a inflação nos EUA reforçou as expectativas de que o Federal Reserve não precisará aumentar as taxas de juros no próximo mês.
- IA no topo do mercado chinês. A CXMT ultrapassou a Tencent, listada na bolsa de Hong Kong, como a empresa chinesa de maior valor de mercado do mundo, ressaltando o avanço da IA que alimenta a demanda por ações de fabricantes de chips de memória
- Alta de títulos americanos. Um leilão de títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em 10 anos, no valor de US$ 42 bilhões, resultou no maior rendimento deles desde 2007, atraindo investidores que exigem maior remuneração para financiar o governo dos EUA.
- Lenovo bate recorde. A fabricante de computadores espera aumentar sua receita para US$ 100 bilhões neste ano fiscal, elevando suas perspectivas depois que a demanda por hardware de IA ajudou seus resultados do primeiro trimestre a superarem as estimativas dos analistas por uma ampla margem.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
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Os volumes de contratação no Brasil, medidos pelo LinkedIn, seguem abaixo do patamar anterior à pandemia, o que reforça a leitura de parte dos economistas de uma acomodação do mercado de trabalho no país.
Em entrevista à Bloomberg Línea, Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina, disse que o número de contratações registradas na plataforma estão chegando só agora ao nível pré-pandemia, mas ainda se mantêm 5% abaixo do patamar de 2019.
O executivo descreve um cenário de retração generalizada, baseado nos números da plataforma, que recentemente superou a marca de 100 milhões de usuários cadastrados no Brasil. “Poucos países estão em crescimento de vagas de trabalho”, afirmou.
Segundo Beck, as pesquisas da companhia registram que mais da metade dos brasileiros afirma que ficou mais difícil conseguir emprego. Apesar disso, cerca de 60% dizem que pretendem trocar de trabalho ainda neste ano.
Os futuros das ações de empresas americanas subiram nesta quarta-feira (12) à medida que os resultados positivos da CoreWeave e da Super Micro Computer impulsionaram o otimismo antes da divulgação de indicador de inflação dos EUA.
- Disputa por Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país tem “controle total sobre o estreito”, enquanto Washington e Teerã endurecem suas posições. Escalada da retórica levanta mais dúvidas de que seja possível chegar a um acordo imediato para a via navegável.
- ABN Amro em alta. O banco holandês divulgou um lucro trimestral que superou as estimativas dos analistas, impulsionado pelo aumento das comissões e pelo crescimento da receita com empréstimos, o que o levou a elevar as perspectivas para sua maior fonte de receita.
- Voo solo de IA chinesa. A startup de inteligência artificial Manus retomará suas operações independentes ao se separar da Meta depois que Pequim bloqueou uma aquisição histórica que destacou os riscos enfrentados pelos empreendedores locais que buscam se expandir globalmente.
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O Grupo SBF, dono da Centauro, aposta em calçados de corrida e na reforma de lojas como pilares do ciclo de crescimento em curso depois de atingir receita líquida recorde no segundo trimestre, impulsionada pela Copa do Mundo.
Segundo o CEO Gustavo Furtado, o ciclo começou em 2025, e os principais investimentos vão ser realizados pelo menos até o fim de 2027, disse o executivo em entrevista à Bloomberg Línea.
A companhia concluiu a reforma de 31 unidades da Centauro até junho e tinha outras 10 obras iniciadas no segundo trimestre e previstas para o terceiro.
“Estamos falando que ao final desse ano, pelo menos 41 lojas terão sido reformadas neste ano. É uma quantidade expressiva de reformas por um ano”, afirmou o executivo.
As unidades renovadas apresentam desempenho médio 10,8 pontos percentuais superior ao das lojas comparáveis nas mesmas regiões, segundo dados da companhia.
Os mercados internacionais de ações registraram variações modestas e os títulos públicos apresentaram ligeira queda, à medida que a alta nos preços do petróleo reacendeu as preocupações com a inflação.
- Morgan Stanley investe em inovação. O banco vai facilitar US$ 1,5 trilhão em investimento ligado ao esforço dos EUA em prol da inovação e à infraestrutura necessária para sustentá-la. O foco será em três áreas: plataformas de inovação e setores estratégicos, infraestrutura e capital para empresas em crescimento.
- Intel busca protagonismo em IA. A empresa levantou US$ 20 bilhões em uma oferta de ações ampliada e passou a acumular reservas de caixa com o objetivo de assumir um papel mais central no avanço da inteligência artificial no mundo.
- Anthropic fecha acordo com Riot. A criadora do Claude acertou uma parceria de US$ 9,1 bilhões com a Riot Platforms, empresa de mineração de bitcoin que recentemente começou a comercializar capacidade de data center para IA a fim de garantir poder computacional suficiente para atender à demanda de seus clientes.
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O Patria Investimentos tem usado o mercado de crédito corporativo latino-americano para testar uma estratégia de diversificação com o investidor brasileiro de varejo.
A gestora avalia que a classe de ativos, ainda pouco explorada por esse público, pode oferecer um caminho para internacionalizar o patrimônio.
“O investidor brasileiro tem esse viés doméstico. Quando decide investir fora, normalmente olha para Estados Unidos ou Europa e acaba não considerando uma classe de ativos que tem superado seus pares regionais”, afirmou Marina Tennenbaum, sócia e diretora de operações do Patria, em entrevista à Bloomberg Línea.
Diante da falta de conhecimento sobre dívida emergente entre os investidores locais, o Patria aposta em um novo fundo para estimular essa demanda, movimento que acompanha o esforço mais amplo da gestora para ampliar a distribuição de estratégias alternativas entre brasileiros.
As bolsas internacionais mantiveram-se próximas de máximas históricas nesta segunda-feira (10), com traders à espera da divulgação de dados de inflação dos EUA, à medida que apostas em aumentos das taxas de juros pelo Fed diminuíram.
- Revolut avança na Europa. A fintech britânica obteve uma licença bancária na França para crescer no continente europeu. O banco começará atendendo clientes localmente, para depois se expandir para outros mercados, incluindo Alemanha, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha.
- Desaceleração chinesa. Os preços ao consumidor na China cresceram no ritmo mais lento dos últimos seis meses, enquanto a inflação na porta da fábrica diminuiu pela primeira vez desde o início da guerra no Irã. Indicadores de preços apresentaram desaceleração maior do que o esperado em julho.
- Alta da TSMC com chips. A Taiwan Semiconductor Manufacturing anunciou um aumento de 45% em suas vendas mensais, um sinal de demanda sustentada por hardware de IA diante da volatilidade do mercado de tecnologia.
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A semana foi marcada por captações robustas no ecossistema de startups, com destaque para a Decade Wealth Management.
A gestora de patrimônio fundada por dois ex-executivos do Nubank levantou US$ 85 milhões em uma rodada seed apontada como a maior já registrada na América Latina nesse estágio, evidenciando o apetite de investidores globais por soluções de IA voltadas à gestão de patrimônio de brasileiros de alta renda.
O volume elevado não ficou restrito a esse caso. A fintech de folha de pagamento e crédito Kesh captou R$ 550 milhões em uma rodada que combina equity e funding via FIDC próprio, enquanto a nigeriana Moove, dona da Kovi no Brasil, levantou US$ 250 milhões em uma Série C que a avalia em US$ 2,1 bilhões para acelerar sua entrada em mobilidade autônoma.
Veja os detalhes abaixo:
Decade Wealth Management
Fundada por dois ex-executivos do Nubank, a Decade Wealth Management levantou US$ 85 milhões em uma rodada seed apontada como a maior já registrada na América Latina nesse estágio, segundo dados da associação latino-americana de venture capital (Lavca).
A captação foi apoiada pela gestora do Vale do Silício Greenoaks, com participação da Benchmark e da Diffusion.
A startup combina inteligência artificial e consultores humanos para consolidar patrimônio, monitorar carteiras e identificar taxas e ineficiências tributárias de clientes de alta renda no Brasil. A plataforma usa o Open Finance para agregar dados bancários dos usuários.
Os fundadores, Vitor Olivier (ex-CTO do Nubank) e Felipe Meneses (cofundador da Hyperplane, adquirida pelo próprio banco digital), lançaram o serviço ao público após cinco meses de testes internos.
Kesh
A fintech paulista de folha de pagamento e crédito Kesh levantou R$ 550 milhões em uma rodada que combina equity e funding via FIDC próprio da companhia.
O aporte reúne o Grupo Leste — sócio fundador da fintech e liderado pelo ex-BTG Pactual Emmanuel Hermann —, o BR Angels e os executivos Alexandre Noschese, Mike Silva e Rafael Costa, da Across Capital.
A plataforma integra conta de pagamento, crédito e gestão de folha para empresas, com devolução de 100% dos juros cobrados em forma de benefícios que os colaboradores usam em uma rede de mais de 150 parceiros comerciais. Hoje a Kesh tem cerca de 25 mil usuários e atende empresas como Mococa Laticínios e Guima Conseco.
Os recursos serão direcionados a tecnologia, expansão comercial e contratações, além de reforçar o FIDC que sustenta a oferta de crédito. A meta é chegar a 1 milhão de usuários em três anos, com possibilidade de expansão para outros países da América Latina. A empresa foi fundada por Marcelo Ramos, que já havia criado a Vee Benefícios antes de vendê-la à francesa Swile.
Moove
A nigeriana Moove, dona da Kovi no Brasil, levantou US$ 250 milhões em uma rodada Série C que avalia a empresa em US$ 2,1 bilhões. A rodada foi liderada pelo Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, com coliderança da Woven Capital (braço de growth da Toyota) e da Ion Pacific, além de participação de BlackRock, MUFG, Franklin Templeton e Uber.
O capital será direcionado à expansão da operação de veículos autônomos, área em que a Moove já atua como operadora terceirizada de frotas em parceria com a Waymo, do grupo Alphabet, com testes em Phoenix e Miami e chegada prevista a Londres. A empresa planeja mais que triplicar o time dedicado a autonomia até o fim do ano, de 150 para cerca de 500 pessoas.
Hoje maior parceira global de frotas da Uber, a Moove tem receita recorrente anual de US$ 420 milhões e opera cerca de 42 mil veículos em 29 cidades de 13 países. A companhia já havia levantado US$ 550 milhões em 2023 e US$ 100 milhões em 2024, ambas com participação do Mubadala, além de US$ 1,2 bilhão em dívida em 2025 para financiar a entrada em mobilidade autônoma.
Netrin
A curitibana Netrin, especializada em gestão de riscos de fornecedores, clientes e outros parceiros de negócio, recebeu um novo aporte de R$ 26 milhões da gaúcha Insi Ventures, braço de corporate venture capital da Insi.
A plataforma automatiza processos de homologação, compliance e monitoramento contínuo de riscos regulatórios, financeiros, trabalhistas e reputacionais, substituindo controles manuais e planilhas usados hoje pela maioria das empresas brasileiras. A Netrin atende mais de 320 organizações, incluindo Amaggi, Veolia, Ipiranga e Braskem.
Os recursos serão usados para evoluir a plataforma, ampliar a operação comercial e incorporar novas ferramentas de inteligência artificial. A meta da companhia é atingir R$ 50 milhões em faturamento até 2028.
Canopy / Uniware
A Canopy, consolidadora brasileira de softwares para clientes corporativos, adquiriu a Uniware, empresa de Londrina (PR) especializada em sistemas de gestão para laboratórios de análises clínicas. É a quarta aquisição da Canopy em menos de oito meses e a segunda no setor de saúde, após a compra da Solus em janeiro.
A Uniware atende mais de mil clientes em todo o Brasil — cerca de 10% dos laboratórios do país — com equipe de mais de 90 pessoas, e começou recentemente a expandir para outros mercados latino-americanos.
A empresa seguirá operando de forma independente, sob o comando dos fundadores Cláudio e Rafael Ziller, mantendo marca e liderança, dentro do modelo de consolidação adotado pela Canopy.
Região da Av. Faria Lima: Decade combina inteligência artificial e consultores humanos para consolidar patrimônio, monitorar carteiras e identificar taxas e ineficiências tributárias. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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Depois de um segundo trimestre com resultados recordes, a Riachuelo (RIAA3) entra em uma nova fase do seu plano de transformação, que inclui a abertura de lojas e reformas em unidades existentes.
A varejista de moda brasileira pretende inaugurar 14 novos pontos de venda e reformar outros sete neste segundo semestre, buscando aplicar um novo conceito apresentado no ano passado e testado em uma loja protótipo no bairro de Pinheiros, em São Paulo.
De acordo com o CEO, André Farber, a expectativa é de “um bom crescimento” a partir da abertura de lojas, que vão representar o que ele classifica como o “novo modelo de marca Riachuelo do futuro”.
“Vejo um novo momento da nossa transformação. Um momento em que a gente vai revitalizar muito a experiência da Riachuelo e um momento de expansão de lojas”, afirmou Farber em entrevista à Bloomberg Línea.
O mercado acionário global ficou estável, e traders evitam fazer grandes apostas antes da divulgação do relatório mensal sobre o mercado de trabalho dos EUA nesta sexta-feira (7) em busca de pistas sobre o rumo da política monetária do Fed.
- Confiança em alta. O índice de otimismo do Bank of America atingiu seu nível mais alto desde 2021, subindo de 9,4 para 9,7. O banco aponta a ampliação dos mercados acionários, os fortes influxos para títulos de alto rendimento e os spreads de crédito mais estreitos como motivos por trás da confiança dos investidores.
- Automóveis impulsionam Alemanha. A produção industrial alemã cresceu pelo terceiro mês consecutivo, uma alta de 0,2% em relação ao mês anterior. O principal impulsionador do crescimento foi o setor automotivo, que registrou um aumento de 3,6% em julho em relação a junho.
- Aposta dobrada em IA. A SK Hynix planeja uma expansão de US$ 38 bilhões em suas instalações de fabricação de chips na Coreia do Sul, reforçando os esforços para dobrar rapidamente sua capacidade de produção e amenizar a escassez global de chips de memória.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
O Ibovespa (IBOV) fechou esta quinta-feira (6) em queda, pressionado pelo recuo das ações da Vale (VALE3) e do Bradesco (BBDC4), enquanto investidores repercutem a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
Na véspera, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, mas adotou um tom considerado mais cauteloso ao evitar qualquer sinalização sobre os próximos passos da política monetária.
A leitura mais restritiva da autoridade monetária contribui para sustentar o real, mas pesou sobre o mercado de ações ao reforçar a perspectiva de juros elevados por mais tempo.
O principal índice da B3 caiu 1,23%, aos 175.546 pontos. Já o dólar recuou 0,41%, cotado a R$ 5,11.
Na bolsa, as ações da Vale foram a maior pressão negativa para o Ibovespa. Os papéis da mineradora caíram 1,66% em meio à queda dos preços do minério de ferro no mercado internacional. As ações do Bradesco também pressionaram o índice e recuaram 1,94% após a divulgação do balanço trimestral.
Na direção oposta, a Petrobras limitou as perdas do índice e subiu 0,48%, acompanhando a valorização do petróleo. A commodity subia 5% por volta das 17h30 desta quinta-feira diante das incertezas sobre um eventual acordo envolvendo o Irã e das expectativas para o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
O movimento ocorre após Irã e Omã chegarem a um acordo sobre uma rota de transporte pela região. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país mantém conversas com o Irã e acrescentou que “veremos o que acontece”.
Os investidores também permanecem à espera dos resultados trimestrais da Petrobras, que serão divulgados após o fechamento do mercado e devem impactar o desempenho das ações no próximo pregão.
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A retomada das tensões no Oriente Médio pressionou o petróleo e a curva de juros no mês passado, enquanto uma rotação global de portfólios passou a favorecer mercados menos expostos à cadeia de inteligência artificial (IA).
Juntos, esses movimentos colocaram o Brasil de volta no radar de investidores estrangeiros.
A bolsa brasileira recebeu entrada líquida de cerca de R$ 3,8 bilhões em recursos estrangeiros até o dia 30 de julho, segundo dados da B3. Foi o primeiro saldo mensal de compras líquidas de estrangeiros em dois meses, após vendas de R$ 20,3 bilhões em maio e junho.
“Nesse processo de diversificação, o Brasil voltou a aparecer como alternativa: apesar dos riscos associados aos juros elevados e à incerteza fiscal, a bolsa brasileira segue negociando a múltiplos comprimidos e oferece exposição a setores pouco correlacionados ao tema de tecnologia”, afirmaram os analistas do Itaú BBA em relatório.
Diante do cenário, blue chips e ações de setores defensivos seguem entre as principais recomendações para agosto das dez casas consultadas pela Bloomberg Línea.
As ações globais permaneceram praticamente estáveis nesta quinta-feira (6) em meio à fraqueza do setor de tecnologia, enquanto investidores aguardam desdobramentos das negociações entre os EUA e o Irã e a divulgação do relatório sobre o mercado de trabalho dos EUA, na sexta-feira (7).
- Recorde do Morgan Stanley no Japão. A receita anual do banco no país asiático atingiu um novo patamar com o avanço local das negociações de ações. A receita líquida da corretora cresceu quase 10% no ano fiscal encerrado em março, atingindo 168,3 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão).
- Concorrência em IA. O Google decidiu concentrar sua liderança em inteligência artificial em sua sede em Mountain View, na Califórnia, para ganhar impulso na corrida contra a Anthropic e a OpenAI para desenvolver os modelos de IA dominantes no mundo.
- Intel impulsiona Softbank. O conglomerado japonês de investimentos teve seu lucro líquido impulsionado por sua participação na fabricante de chips. A multinacional registrou um ganho de investimento de 1,3 trilhão de ienes (US$ 8,5 bilhões) com suas ações da empresa americana, que valorizaram 216% no trimestre encerrado em junho.
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A retomada das tensões no Oriente Médio pressionou o petróleo e a curva de juros no mês passado, enquanto uma rotação global de portfólios passou a favorecer mercados menos expostos à cadeia de inteligência artificial (IA). Juntos, esses movimentos colocaram o Brasil de volta no radar de investidores estrangeiros.
A bolsa brasileira recebeu entrada líquida de cerca de R$ 3,8 bilhões em recursos estrangeiros até o dia 30 de julho, segundo dados da B3. Foi o primeiro saldo mensal de compras líquidas de estrangeiros em dois meses, após vendas de R$ 20,3 bilhões em maio e junho.
O fluxo refletiu uma mudança de rota dos investimentos estrangeiros. Investidores globais, após meses concentrados em ações ligadas à cadeia de IA – sobretudo fabricantes de chips e componentes para data centers, que impulsionaram outras bolsas emergentes, como Taiwan e Coreia do Sul –, começaram a buscar diversificação.
Como resultado, o Ibovespa (IBOV) fechou julho com ganhos de 3,5% em reais – a primeira alta mensal desde fevereiro.
“Nesse processo de diversificação, o Brasil voltou a aparecer como alternativa: apesar dos riscos associados aos juros elevados e à incerteza fiscal, a bolsa brasileira segue negociando a múltiplos comprimidos e oferece exposição a setores pouco correlacionados ao tema de tecnologia”, afirmaram os analistas do Itaú BBA em relatório.
Nesse ambiente, blue chips e ações de setores defensivos seguem entre as principais recomendações para agosto das dez casas consultadas pela Bloomberg Línea.
A Petrobras (PETR4) lidera a lista, com recomendações de cinco casas, e é seguida por Axia Energia (AXIA3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Vale (VALE3), cada uma quatro.
A segunda notícia positiva para o mercado doméstico veio da inflação. O IPCA de junho avançou 0,16%, abaixo dos 0,58% de maio, enquanto o IPCA-15 de julho subiu 0,06%, também abaixo do consenso.
O alívio nos preços ajudou o Banco Central a manter o ciclo de cortes de juros, com a redução de 0,25 ponto da Selic na reunião de quarta-feira (5), reduzindo a taxa a 14% ao ano.
Analistas do banco Daycoval avaliam que a combinação entre inflação mais controlada, expectativa de redução dos juros e melhora do fluxo para ativos de risco criou um ambiente mais construtivo para a bolsa – mas não sem risco.
“A evolução da política monetária americana, as questões comerciais e o cenário fiscal doméstico permanecem como fatores determinantes para a continuidade desse movimento, reforçando a importância de uma postura seletiva na escolha dos investimentos”, afirmaram em relatório.
No cenário local, a proximidade das eleições presidenciais de outubro também preocupa investidores.
Diante desse ambiente, o BTG Pactual optou por reforçar posições que funcionam como proteção contra uma eventual alta do dólar caso o próximo presidente não se comprometa com uma reforma fiscal.
A carteira do banco também passou a incluir a Gerdau (GGBR4), com peso de 10%. Segundo o BTG, cerca de 75% do Ebitda da Gerdau vem dos Estados Unidos – o que faz da ação uma forma de proteção cambial em um cenário eleitoral brasileiro incerto.
Ativa e BB Investimentos também incluíram a Gerdau nas carteiras recomendadas de agosto.
Confira as recomendações de cada casa para agosto:
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A Syngenta tem adotado no Brasil uma estratégia que combina oferta de crédito ao produtor, ferramentas digitais e um portfólio de defensivos químicos e biológicos — frentes que, em conjunto, buscam reforçar a presença da companhia no campo.
Essa espécie de “volta ao campo” se tornou uma das bases do plano da empresa fornecedora de sementes e insumos para atravessar um ciclo mais adverso, segundo André Savino, presidente do negócio de Proteção de Cultivos da companhia no Brasil.
Quando assumiu a divisão, em janeiro de 2024, o executivo disse ter encontrado uma empresa que preservava sua capacidade de pesquisa, mas havia se distanciado da ponta.
Foi então que a companhia adotou a estratégia de adquirir revendas que passaram a integrar a plataforma SYNAP, sob bandeiras como Dipagro, Agro Jangada, Agrocerrado e Produtécnica.
“Vi que a Syngenta continuava sendo uma empresa de inovação, porque ela era, mas estava um pouco distante dos clientes”, afirmou ele em entrevista à Bloomberg Línea.
Hoje, cerca de 50% das vendas de Proteção de Cultivos e biológicos no país são feitas diretamente pela companhia, segundo Savino. Cooperativas e revendas respondem por aproximadamente 25% cada.
O avanço dos futuros de ações dos EUA fizeram uma pausa no ritmo de subida após uma sequência de quatro dias de alta, enquanto investidores avaliam os resultados mais recentes das gigantes de tecnologia e as negociações no Oriente Médio.
- Negociações no Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que um acordo sobre o Estreito de Ormuz pode ser alcançado já nesta quarta-feira (5), à medida que crescem as expectativas quanto a um acordo que permita a reabertura dessa via navegável crucial para os mercados de energia.
- Disputa China x EUA. Pequim reforçou os controles sobre as exportações de drones para os Estados Unidos e impôs sanções a várias empresas americanas, em uma série de medidas retaliatórias contra as crescentes restrições tecnológicas impostas por Washington.
- Luxo em alta. As vendas da Chanel registraram um crescimento de dois dígitos no primeiro semestre, superando rivais do setor de luxo, incluindo a LVMH. A receita da marca subiu 16%, segundo uma fonte a par dos resultados ouvida pela Bloomberg News, impulsionada pelas vendas de peças de moda do estilista Matthieu Blazy.
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A Loft tem expandido sua atuação no segmento imobiliário para levar serviços financeiros a incorporadoras e oferecer garantia locatícia para pessoa jurídica.
A aposta da startup, que tem os fundos americanos Andreessen Horowitz e Tiger Global entre seus investidores, ocorre depois de a empresa atingir um crescimento de 55% o número de transações no primeiro semestre de 2026.
A proptech somou 338 mil transações entre compra, venda e locação no período, ante 218 mil no mesmo intervalo de 2025.
A Loft atribui o crescimento a uma combinação de fatores: o patamar ainda elevado de juros, a maturação do produto de crédito com garantia de imóvel (Home Equity) e a entrada da empresa no mercado primário, atendendo incorporadoras pela primeira vez.
Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO Mate Pencz disse que o Home Equity deixou de ser marginal na operação e está entre as principais linhas de receita da empresa. “Imaginamos que, nos próximos anos, deve continuar sendo um dos carros-chefe”, disse.
As bolsas internacionais ampliaram os ganhos na manhã desta terça-feira (4), à medida que os investidores voltaram sua atenção para a temporada de divulgação de balanços corporativos com resultados acima do esperado.
- Tokens da BlackRock na Europa. A maior gestora de ativos do mundo incorporou a tecnologia blockchain aos seus principais fundos do mercado monetário na Europa. A gestora oferecerá versões tokenizadas de fundos selecionados da BlackRock Institutional Cash Series, que administram um total de US$ 311 bilhões em ativos.
- Tarifas sob pressão. Um grupo de 25 estados dos EUA entrou com uma ação na Justiça contestando as novas tarifas globais de Donald Trump. Estados como Nova York, Califórnia e Illinois entraram com a disputa judicial com o governo Trump sobre a guerra comercial do presidente.
- Lucro das ciências agrícolas. A Bayer registrou um aumento inesperado no lucro no segundo trimestre, impulsionado pelo sólido desempenho da divisão de ciências agrícolas. O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização subiu 1,9%, para € 2,14 bilhões (US$ 2,46 bilhões).
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A Fila tem invertido o fluxo tradicional de importação de tecnologia na indústria de artigos esportivos.
Sob a gestão do Grupo Dass, gigante calçadista que opera a licença da marca no país desde o começo dos anos 2000, a subsidiária brasileira tem deixado de ser apenas uma distribuidora de tendências globais para se transformar em um polo de propriedade intelectual.
Por trás do movimento está a atuação que a unidade brasileira desenvolveu no mercado de corrida, esporte que reúne mais de 15 milhões de praticantes nas ruas do país, por meio da fabricação de tênis.
De origem italiana, fundada no começo do século passado na província de Biella, no norte do país, a Fila pertence desde 2007 à Fila Korea, uma subsidiária sul-coreana que comprou a marca global e todas as demais subsidiárias.
A aproximação estratégica do Brasil com a matriz coreana e com o centro global de desenvolvimento na China intensificou-se há cerca de dois anos, capitaneada pelos resultados locais.
A plataforma de amortecimento Sky Foam, construída ao longo de dois anos e lançada no começo de 2026 com o modelo SpeedRocker, foi a primeira iniciativa desenvolvida em conjunto pelas duas operações.
As ações globais operam em alta nesta sexta-feira (31), impulsionadas pela recuperação das fabricantes de chips e pelo forte desempenho da Amazon, que avançava 12% após divulgar resultados acima das expectativas.
- Desarmamento do Hamas. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que foi alcançado um entendimento para o desarmamento do grupo, etapa que abriria caminho para um novo governo palestino em Gaza. O plano, porém, enfrenta resistência do Hamas, que condiciona o desarmamento à saída de Israel de Gaza.
- BP avalia venda dos ativos no Mar do Norte. A petroleira iniciou um processo para promover sua operação na região com vistas a uma possível venda, como parte da revisão de portfólio liderada pela CEO Meg O’Neill. A Bloomberg News noticiou em maio que a empresa estava considerando a venda da unidade.
- Tesla estuda separar operação. A montadora estaria estudando uma cisão de seus negócios no país como etapa para viabilizar uma eventual fusão com a SpaceX, segundo o Wall Street Journal. Elon Musk disse que se trata de uma “notícia falsa”, enquanto a Tesla China também negou a reportagem.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
De olho no mercado de armazenagem e logística (dentro das operações das empresas, a chamada intralogística), a Intralog quer crescer para além da sua controladora, a gigante JSL. Uma das avenidas de potencial de crescimento mapeadas pela companhia é a expansão na América Latina.
“O modelo de expansão vai depender do projeto. Só vamos [para outro país] se fizer sentido para o cliente e se for para fazermos melhor do que ele já faz”, disse o CEO da Intralog, Brunno Matta, em entrevista à Bloomberg Línea.
O executivo chegou há apenas três meses no grupo. Ele passou os últimos oito anos trabalhando em Cingapura, na Ceva Logistics (subsidiária da gigante da navegação CMA CGM), considerada uma das maiores empresas do mundo neste ramo.
Matta chega com o desafio de expandir a Intralog como uma empresa independente, apesar das sinergias óbvias que a JSL traz para as operações. “É independência, não isolamento”, diz.
Os futuros das ações dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (30), depois que o balanço da Microsoft reforçou a confiança dos investidores de que as apostas bilionárias em inteligência artificial começam a dar retorno.
- Bradesco prepara aumento de capital. O banco propôs uma capitalização de até R$ 10 bilhões, com compromisso de até R$ 8 bilhões dos acionistas controladores. Os recursos visam reforçar a estratégia de transformação digital do Bradesco e acelerar a redução da defasagem tecnológica em relação aos concorrentes.
- EUA ampliam ofensiva contra o Irã. As forças americanas lançaram uma nova onda de ataques contra alvos iranianos em resposta ao ataque com mísseis de Teerã contra uma base dos EUA na Jordânia. A escalada do conflito voltou a dar impulso aos preços do petróleo, com o Brent superando US$ 91 por barril.
- Ações da Adidas sob pressão. Os papéis da fabricante alemã caíram 18% após a empresa reportar lucro operacional abaixo das estimativas no segundo trimestre, pressionado por gastos de € 212 milhões, principalmente com campanhas de marketing ligadas à Copa do Mundo.
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A VTEX tem buscado se estabelecer como uma plataforma digital capaz de atender grandes operações corporativas em suas vendas B2B, superando a percepção histórica de ser uma fornecedora de tecnologia voltada prioritariamente ao varejo que se conecta ao consumidor final.
Nesse movimento, a multinacional brasileira de tecnologia, listada na Bolsa de Valores de Nova York desde 2021, elegeu sua divisão B2B como uma das principais apostas para crescer.
Sob o comando do italiano Massimo Enea, executivo que está há cinco anos na companhia, a unidade B2B conta neste ano com os maiores times de engenharia e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento na operação brasileira.
Em entrevista à Bloomberg Línea, Enea diz que vê dois elementos na busca dos clientes pela digitalização de suas vendas B2B. “Em primeiro lugar, há uma vontade de melhorar os processos. Em segundo, o que para mim é o verdadeiro driver de toda a digitalização das indústrias, o cliente na ponta já está fazendo as suas pesquisas online”, afirma.
Os futuros das ações dos Estados Unidos operam em leve alta nesta quarta-feira (29) antes da divulgação dos resultados da Meta Platforms e da Microsoft e da decisão de política monetária do Federal Reserve.
- Moraes cobra explicações sobre vídeo de IA. O ministro do STF deu 48 horas para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro esclarecer o uso de um vídeo gerado por inteligência artificial exibido na convenção do PL, segundo informações da Folha de S. Paulo. Moraes afirmou que poderá rever a prisão domiciliar.
- EUA interceptam ataque iraniano. Os Estados Unidos afirmaram ter interceptado mísseis lançados pelo Irã contra bases militares americanas no Oriente Médio, enquanto Teerã disse ter atacado em resposta a ações “agressivas”. A escalada elevou os temores de retomada de um conflito em larga escala.
- Telefónica eleva meta de geração de caixa. A operadora registrou Ebitda ajustado de € 2,9 bilhões no segundo trimestre, em linha com as estimativas do mercado, e elevou a projeção de crescimento do fluxo de caixa para mais de 3% até 2026, impulsionada pelo desempenho na Espanha e do Brasil.
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“Gosto de entrar em categorias onde a competição é maior, porque ataco as fraquezas dos meus concorrentes.”
É assim que o empresário João Adibe, CEO da Cimed, descreve a estratégia do grupo farmacêutico brasileiro em seu plano para atingir R$ 10 bilhões em faturamento até 2030.
A companhia, que começou com 12 produtos há 49 anos, hoje possui mais de 600 em seu portfólio. Para continuar em crescimento, Adibe entende que o caminho passa por disputar mercado em categorias dominadas por gigantes globais do consumo, como Unilever e P&G.
A Cimed deve faturar cerca de R$ 5 bilhões em 2026 com produtos que vão de gel dental a suplementos. No entanto, Adibe relata que hoje a companhia enfrenta um gargalo para expandir a produção: a elevada taxa de juros. “Como você investe em aumento de capacidade com essa Selic?”, disse em entrevista à Bloomberg Línea.
Os futuros das ações dos EUA operam sem direção única nesta terça-feira (28), com a queda dos papéis de fabricantes de chips sendo parcialmente compensada pela migração de investidores para outros setores do mercado.
- Arábia Saudita redireciona exportações. A Saudi Aramco passou a ampliar embarques pelo porto egípcio de Sidi Kerir, no Mediterrâneo, diante da redução do tráfego no terminal saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, após novos ataques dos houthis a navios na região.
- Unilever eleva projeções. A fabricante anglo-holandesa passou a projetar que o avanço anual ficará na parte superior da faixa de 4% a 6%. O desempenho foi impulsionado por marcas como Dove e Cif, com recuperação no Brasil e crescimento nos EUA.
- Futuro da Venezuela. As negociações políticas na Venezuela, apoiadas pelos EUA e que têm como objetivo final traçar um caminho para futuras eleições, terão início ainda no próximo sábado, em Caracas, mas já enfrentam resistência de parte da oposição e de setores do chavismo.
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A operação da Intel na América Latina vive um momento positivo apesar das turbulências que afetaram a matriz nos últimos anos, de acordo com o novo chefe da fabricante de chips para a região, o brasileiro João Bortone.
Em entrevista à Bloomberg Línea, o executivo afirmou que a penetração da marca no Brasil e nos demais países da América Latina chega a superar a de mercados mais maduros, como a Europa, onde a competição é mais acirrada.
“O negócio continua sendo saudável e continua em crescimento. Poderia ser mais? Poderia. Mas a questão de supply também nos afeta, logo que não conseguimos suprir 100% de um mercado no momento”, disse Bortone, sem abrir números.
Bortone, que assumiu a operação latino-americana há pouco mais de três meses em sua segunda passagem na empresa, chegou em um momento de dicotomia entre a necessidade de crescer da companhia e a escassez de chips no mercado.
“Do lado de PCs, temos trabalhado bastante e talvez consigamos uma normalização no curto prazo. Diria que a situação no segundo semestre pode melhorar um pouco”, afirmou o executivo.
As ações globais sobem nesta segunda-feira (27), enquanto o petróleo cai com a redução das hostilidades no Oriente Médio, em um início de semana marcado por balanços corporativos e decisões de política monetária.
- Brasil reage a declarações de Milei. O governo brasileiro convocou seu embaixador na Argentina e o representante argentino em Brasília para consultas após o presidente Javier Milei ter atacado o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes durante ato de campanha do candidato Flávio Bolsonaro.
- EUA e Irã mantêm pausa nos ataques. A ausência de novos confrontos pelo terceiro dia consecutivo no Oriente Médio reduziu a cautela dos investidores, derrubou o preço do petróleo e impulsionou bolsas globais, enquanto o presidente Donald Trump sinalizou espaço para negociações diplomáticas.
- Nvidia negocia apoio à OpenAI. A fabricante de chips discute oferecer uma garantia de até US$ 250 bilhões para ajudar a OpenAI a alugar capacidade em um megadata center de US$ 500 bilhões que o SoftBank planeja construir em Ohio, segundo fontes que falaram com a Bloomberg News.
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Os negócios do vinho no mundo vivem uma das piores crises da história, mas nem todas as vinícolas sofrem tanto ou da mesma forma. Com mudanças de hábitos, aquecimento global e pressão por causa de embates geopolíticos, o consumo se torna cada vez menor.
Apesar desse cenário de retração global, a italiana Piccini, fundada em 1882 na Toscana, tem feito o caminho inverso. O grupo familiar passou de um faturamento de US$ 160 milhões em 2022 para US$ 181 milhões em 2025, alta de quase 15%, com cerca de 70% da receita vinda do mercado externo.
O avanço é resultado de uma estratégia que vai contra o que muitas das empresas do setor têm feito no mundo. Enquanto boa parte dos produtores responde à crise apostando na premiumização, com vinhos mais caros e em menor volume, Mario Piccini, presidente e membro da quarta geração da família à frente do grupo, defende o oposto.
Para ele, o setor afastou o consumidor ao transformar a bebida em algo complexo, caro e difícil. “Nos últimos 20 anos, o vinho se tornou complicado demais. Para beber uma taça de vinho, você precisa ser enólogo, e isso está errado”, disse em entrevista à Bloomberg Línea.
A estratégia para crescer, contou, parte de um produto de bom custo-benefício, com rótulo e mensagem de leitura fácil, voltado também às gerações mais jovens.
Os futuros das ações dos Estados Unidos operam em leve alta nesta sexta-feira (24), após registrarem, na véspera, a maior queda do mês, enquanto o petróleo Brent recua para abaixo de US$ 100 por barril.
- Novas tarifas dos EUA. O governo Trump implementou novas tarifas de 10% a 12,5% sobre importações da maioria de seus parceiros comerciais, com base em uma investigação sobre trabalho forçado nas cadeias de suprimentos. O Brasil foi taxado em 12,5%.
- Mar Vermelho em alerta. Ataques dos houthis elevam os riscos para a navegação na região e levam armadores a rever rotas entre a Arábia Saudita e a Ásia. Enquanto alguns petroleiros seguem por Bab el-Mandeb com os transponders desligados, outros optam pelo desvio via o Canal de Suez.
- Volkswagen sob pressão. A montadora reduziu sua projeção para 2026 e passou a prever queda de até 3% na receita, refletindo a forte retração das vendas na China e o avanço das montadoras chinesas na Europa. A revisão reforça a pressão sobre o CEO Oliver Blume para acelerar o plano de reestruturação.
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Como convencer o cliente acostumado a marcas como Mercedes-Benz, BMW e Volvo a experimentar um carro chinês é o grande desafio da Denza, montadora do segmento premium controlada pela BYD.
Hoje com apenas um modelo à venda no mercado brasileiro - o SUV híbrido B5 -, a empresa planeja ampliar a rede de distribuição dos atuais cinco pontos de venda no país para 22 até o final do ano.
“A Denza não pode ter pressa, mas precisa ter presença”, disse o diretor da marca no Brasil, Werner Schaal, em entrevista à Bloomberg Línea.
O B5 tem preços a partir de R$ 405.000 e R$ 449.000, dependendo da versão. No primeiro semestre, a montadora emplacou 1.352 unidades do modelo, segundo dados da Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias do país.
“O B5 é uma quebra de paradigma no segmento premium. Em apenas sete meses, já superou marcas consolidadas”, disse o executivo.
As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (23) à medida que a preocupação com os gastos cada vez maiores em inteligência artificial superou o impacto de um balanço trimestral sólido da Alphabet.
- Flávio Bolsonaro nega irregularidades. O candidato à Presidência afirmou que seu escritório de advocacia manteve uma relação comercial regular com a Contabil Correa e negou ter recebido recursos ligados ao Banco Master, após reportagens apontarem notas fiscais emitidas para empresas associadas ao caso.
- Nestlé vende metade de divisão de águas. A companhia suíça fechou acordo para criar uma joint venture com a Platinum Equity, dona de marcas como Perrier e S.Pellegrino, como parte da estratégia de focar em negócios principais. O anúncio ocorreu junto com a divulgação do balanço do primeiro semestre da companhia.
- Ford e Geely concordam em compartilhar fábrica. A montadora chinesa firmou acordo para usar uma linha ociosa da fábrica da Ford em Almussafes, na Espanha, segundo fontes a par do assunto que falaram com a Bloomberg News. O anúncio deve ser feito pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez nesta quinta-feira.
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Após a pandemia transformar a relação entre empresas e espaços de trabalho, a consultoria global JLL vê oportunidades importantes no mercado latino-americano, com destaque para cinco países.
Do Brasil ao México, o presidente da divisão de Work Dynamics para a América Latina da JLL, Washington Botelho, identifica desafios para todos os mercados, mas oportunidades únicas.
“A transformação do mercado de escritórios não é um evento único, mas um processo contínuo. As empresas que conseguirem navegar por essa transformação, criando ambientes que atraiam talentos e gerando receita recorrente previsível, serão as vencedoras”, disse o executivo em entrevista à Bloomberg Línea.
Botelho, que também foi nomeado recentemente CEO para a JLL no Brasil, vê oportunidades em cinco mercados: México, Brasil, Chile, Colômbia e Costa Rica. Adicionalmente, o executivo está otimista para Porto Rico, que embora seja um território dos Estados Unidos, também integra o escopo de cobertura de seu trabalho.
As ações globais operam em queda nesta quarta-feira (22), enquanto os investidores aguardam o balanço da Alphabet, em busca dos sinais mais claros sobre se os investimentos das gigantes de tecnologia em inteligência artificial estão gerando retorno.
- Disputa pelo comando do conselho da Vale. Os acionistas da mineradora votam nesta quarta-feira para eleger o novo presidente do conselho, após a renúncia de Daniel Stieler em meio a uma disputa entre grupos de investidores. A eleição será entre Marcelo Gasparino e Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira.
- Santander supera estimativas. O banco espanhol registrou lucro líquido de € 3,52 bilhões no segundo trimestre, acima da expectativa do mercado, com impulso da incorporação do banco britânico TSB. O Santander indicou que não prevê novas grandes aquisições no curto prazo.
- Mitsubishi e Sony criam JV de IA industrial. As empresas japonesas anunciaram uma joint venture para oferecer serviços de automação industrial que combinam inteligência artificial e sensores de imagem. A nova empresa, chamada de Advanced Vision Solutions, começará a operar em outubro.
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O impacto da inteligência artificial no comércio eletrônico promete ser revolucionário. Não porque vai impulsionar resultados e fazer com que as companhias consigam vender mais, mas porque vai mudar a forma como o consumidor interage com as lojas hospedadas na internet. Não se trata mais do “quanto”, mas do “como”.
No começo dos anos 2000, com a popularização da internet, o varejo passou por sua transformação mais profunda. As empresas precisaram encontrar um espaço virtual para não perderem consumidores. Os clientes queriam fazer compras no conforto de seus lares. Quem entendeu o recado, criou um império. Casos de Amazon e Mercado Livre.
A próxima revolução do comércio eletrônico vem impulsionada por inteligência artificial. A vantagem agora é que o consumidor não apenas não vai precisar se deslocar até uma loja física. Ele nem mesmo vai precisar fazer a compra. Tudo será feito por um agente autônomo.
Um relatório recente produzido pelo banco BTG Pactual ressalta que a “agentic AI”, como é chamada a tecnologia por trás dos agentes de inteligência artificial, representa o primeiro desafio realmente crível ao modelo que permeou durante mais de duas décadas.
As ações globais operam em alta nesta terça-feira (21), impulsionadas pela recuperação das fabricantes de chips, em uma sessão marcada também pela queda dos preços do petróleo, alta do ouro e estabilidade dos rendimentos dos Treasuries.
- Conflito no Oriente Médio. Os EUA ampliaram os ataques contra alvos militares do Irã após o presidente Donald Trump prometer retaliar pela morte de três soldados americanos. A ofensiva tem como foco instalações ligadas à capacidade militar iraniana e à atuação no Estreito de Ormuz.
- Canadá é alvo de novas tarifas. O governo Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses. A medida, que mira itens como laticínios, cerveja e equipamentos de hóquei, elimina isenções previstas no acordo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).
- Impacto das mudanças climáticas. O avanço das ondas de calor transformou a adaptação climática em um desafio econômico para a Europa, onde as temperaturas sobem cerca de duas vezes mais rápido que a média global. Economistas alertam que governos terão de investir para evitar perdas no PIB.
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O impacto da inteligência artificial no comércio eletrônico promete ser revolucionário. Não porque vai impulsionar resultados e fazer com que as companhias consigam vender mais, mas porque vai mudar a forma como o consumidor interage com as lojas hospedadas na internet. Não se trata mais do “quanto”, mas do “como”.
No começo dos anos 2000, com a popularização da internet, o varejo passou por sua transformação mais profunda. As empresas precisaram encontrar um espaço virtual para não perderem consumidores. Os clientes queriam fazer compras no conforto de seus lares. Quem entendeu o recado, criou um império. Casos de Amazon e Mercado Livre.
A próxima revolução do comércio eletrônico vem impulsionada por inteligência artificial. A vantagem agora é que o consumidor não apenas não vai precisar se deslocar até uma loja física. Ele nem mesmo vai precisar fazer a compra. Tudo será feito por um agente autônomo.
Um relatório recente produzido pelo banco BTG Pactual ressalta que a “agentic AI”, como é chamada a tecnologia por trás dos agentes de inteligência artificial, representa o primeiro desafio realmente crível ao modelo que permeou durante mais de duas décadas.
“A inteligência artificial agêntica leva a agenda da transformação digital do varejo para um novo patamar”, disse Alberto Serrentino, fundador da consultoria Varese Retail, em entrevista à Bloomberg Línea. “Porque ela não implica só em fazer coisas novas, como foi no caso do e-commerce e da digitalização até aqui, mas em redesenhar processos antigos.”
Não é como se a tecnologia de automação já não estivesse inserida no varejo online. Ferramentas atuais já permitem que o consumidor busque itens que deseja comprar na internet. Os links são enviados, e as empresas podem até patrocinar seus produtos para que eles sejam mais exibidos.
Dados da Bain & Company apontam que o tráfego gerado por plataformas de inteligência artificial generativa em sites de e-commerce aumentou quase 5.000% no último ano. A tendência é de que o número continue aumentando conforme a tecnologia avance.
Segundo uma pesquisa feita pela consultoria, 55% dos consumidores já utilizam as principais ferramentas do mercado para fazer a pesquisa dos produtos. A expectativa é de que os agentes de IA serão responsáveis por uma a cada quatro transações de comércio eletrônico no mundo. Isso deverá acontecer até 2030.
Quem não se adaptar, ficará para trás. Do mesmo jeito como o e-commerce impulsionou as empresas que apostaram na estratégia digital, quem não se incorporar IA em seus negócios nos próximos anos poderá ver suas vendas diminuírem drasticamente frente aos concorrentes que abraçaram a tecnologia.
“Teremos uma grande mudança em relação aos ganhos de produtividade, de eficiência e na maneira como as empresas se relacionam com os clientes”, afirmou Serrentino.
Mudança no capex
As transformações causadas por agentic AI não se limitam aos consumidores. Dados da consultoria Gartner apontam que até US$ 234 bilhões poderão migrar dos softwares corporativos em modelo Software-As-A-Service (SaaS) para soluções de inteligência artificial que usam agentes autônomos.
É o que o mercado vem chamando de “agentic arbitrage”. Se os agentes autônomos fazem compras, eles também poderão fazer os trabalhos que os funcionários que trabalham com esses softwares executam.
A consultoria estima que o valor equivale a cerca de 20% do mercado global de SaaS – o que representa um risco para as companhias que atuam neste setor. Se os agentes autônomos fazem compras, eles também poderão fazer os trabalhos que os funcionários que trabalham com esses softwares executam.
Isso porque o modelo de negócio das empresas deste segmento tem como chave a cobrança por licenças de acesso. Com agentes de IA assumindo cada vez mais fluxos de trabalho, as companhias poderão precisar de menos licenças. Isso irá gerar um impacto na receita das desenvolvedoras.
Tráfego gerado por plataformas de inteligência artificial generativa em sites de e-commerce aumentou quase 5.000% no último ano (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
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O Inter quer transformar a infraestrutura de pagamentos internacionais construída nos últimos anos em uma de suas principais frentes de crescimento.
Depois de desenvolver uma plataforma para conectar brasileiros ao mercado americano, o banco mira na expansão do uso para atender clientes e empresas em diferentes mercados, em uma estratégia para se consolidar como uma instituição financeira regional.
Em entrevista à Bloomberg Línea, Cassio Segura, country manager do Inter nos Estados Unidos, e Ralf Boragina, head de cross-border do banco, explicaram o movimento. Segundo eles, a plataforma foi ampliada para, além de atender clientes brasileiros, servir também como infraestrutura para estrangeiros – sejam pessoas físicas, empresas ou instituições financeiras – que precisam processar pagamentos internacionais, mesmo sem presença operacional no Brasil ou nos Estados Unidos.
“O Banco Inter criou uma infraestrutura muito forte de processamento de pagamentos e recebimentos. Nós somos hoje o segundo maior emissor de remessas no ranking do Banco Central no Brasil, o que nos trouxe o diferencial competitivo no segmento de transações cross-border”, afirmou Segura..
Os futuros das ações dos EUA operavam em alta nesta segunda-feira (20), sinalizando uma trégua na liquidação que levou as ações de fabricantes de chips a um mercado de baixa, enquanto investidores voltam as atenções para a temporada de balanços das big techs.
- Tráfego no Estreito de Ormuz desacelera. A circulação de navios pelo Estreito de Ormuz ficou praticamente paralisada após ataques iranianos a embarcações na região. A Guarda Revolucionária Islâmica relatou que quatro embarcações desligaram seus transponders e tentaram atravessar o canal.
- Controle da Oncoclínicas. A gestora IG4 apresentou uma proposta para obter mais de 50% dos direitos de voto da Oncoclínicas, segundo pessoas a par do assunto que falaram com a Bloomberg News. A oferta prevê um aporte de cerca de R$ 500 milhões por meio de títulos conversíveis.
- Abra negocia compra de jatos da Embraer. A controladora da Gol está perto de fechar um pedido de até 20 aeronaves E2 da Embraer, segundo pessoas a par das negociações que falaram com a Bloomberg News. Representantes do Grupo Abra, da Gol e da Embraer não comentaram.
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A Copa do Mundo da FIFA 2026 chega ao fim neste domingo (19) com a final entre Argentina e Espanha, duas campeãs mundiais, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O estádio recebe o duelo que decide o título da maior edição da história do torneio. Pela primeira vez, 48 seleções vão ter disputado 104 partidas, espalhadas por três países (Estados Unidos, México e Canadá) ao longo de 40 dias.
A Argentina, de Lionel Messi, busca o tetracampeonato mundial. Atual campeã após a conquista no Catar, em 2022, a seleção já havia levantado a taça em 1978, como sede, e em 1986, no México, com a geração de Diego Maradona.
Já a Espanha tem um único título mundial, conquistado em 2010, na África do Sul, e tenta agora chegar ao bicampeonato.
O Brasil, por sua vez, teve uma campanha de eliminação precoce. A seleção passou pelo Japão na fase de 16 avos de final, mas foi eliminada nas oitavas pela Noruega. Os dois gols da seleção norueguesa foram marcados pelo artilheiro Erling Haaland, prolongando o jejum de títulos mundiais do Brasil, que persiste desde 2002.
A edição de 2026 marcou uma virada no formato da competição. Com a expansão de 32 para 48 seleções, o torneio passou a incluir uma fase de 16 avos inédita, elevando o total de jogos e a duração. A mudança ampliou o acesso de seleções de confederações menores e reconfigurou as chaves eliminatórias.
A FIFA avalia elevar o número de seleções para 64 na próxima Copa.
Copa de ouro
Na terra do esporte como negócio de ouro, a Copa do Mundo de 2026 deve se tornar a edição mais lucrativa da história. A FIFA estima arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões com a competição.
Para o período entre 2023 e 2026, a entidade tem previsão de receita para um recorde de US$ 13 bilhões.
Nas cidades dos jogos, os preços dos ingressos dispararam e movimentaram plataformas de revenda. Estratégias como a “pausa para hidratação” geraram receitas adicionais com anunciantes.
A edição deu palco para seleções que nunca tinham participado do torneio, resultando em números ainda mais diversificados de receitas.
A Embraer e a sueca Saab assinaram nesta terça-feira (21) um acordo preliminar que estabelece as bases para a produção de 20 caças Gripen adicionais na fábrica de Gavião Peixoto, em São Paulo. O Gripen é o caça mais avançado da Força Aérea Brasileira, capaz de atingir quase o dobro da velocidade do som.
O anúncio é um desdobramento do memorando assinado pelos governos do Brasil e da Suécia em junho para a compra desses 20 caças, que se somariam aos 36 Gripen adquiridos em 2014. Na ocasião, o ministro da Defesa sueco, Pal Jonson, evitou citar valores e disse que o preço “ainda deve ser discutido” entre os dois países.
Pelo acordo de hoje, a fábrica da Embraer vai complementar a linha de montagem da Saab em Linköping, na Suécia. A parceria entre as duas empresas começou em 2013, no governo Dilma Rousseff, quando o Gripen foi escolhido para equipar as Forças Armadas do Brasil, vencendo a concorrência da americana Boeing e da francesa Dassault.
O acordo original já previa a criação de uma linha de montagem no Brasil. Ela foi inaugurada em maio de 2023, a primeira unidade de produção do Gripen fora da Suécia, com capacidade para fabricar 15 das 36 aeronaves do contrato inicial. O primeiro caça montado em solo brasileiro foi apresentado em março deste ano.
O contrato entre o governo brasileiro e a Saab foi assinado em outubro de 2014: 36 aeronaves, sendo 28 Gripen E monoposto (para um piloto) e 8 Gripen F biposto (dois lugares, usados também em treinamento), por um valor em torno de US$ 4,5 bilhões, com cada aeronave custando algo próximo a US$ 125 milhões.
Embraer e Saab fecham acordo para novos caças Gripen (Divulgação)
Não há ainda valor definido para os 20 caças adicionais ao Brasil. Uma referência possível é o contrato que a Saab fechou com a Colômbia em novembro do ano passado, de cerca de US$ 250 milhões por unidade – quase o dobro do preço unitário pago pelo Brasil em 2014, embora esse valor inclua pacote de compensação, simuladores e treinamento, não apenas a aeronave.
Embraer fecha negócios
O acordo com a Saab é mais um de uma série que a Embraer anunciou nesta terça-feira durante o Farnborough International Airshow, uma das principais feiras do setor, realizada na Inglaterra.
O negócio mais relevante do dia foi a venda de 20 aeronaves E195-E2 para o grupo Abra, dono da Gol e da Avianca, por US$ 1,8 bilhão. O acordo que ainda prevê 10 opções e 15 direitos de compra, podendo chegar a 45 unidades.
Houve também encomendas da companhia aérea espanhola Binter Canarias e da luxemburguesa Luxair, além de um memorando com a arrendadora Azorra para converter até 30 aeronaves em cargueiros.
Poucos documentos concentram tanto simbolismo para quem sonha em recomeçar a vida fora do Brasil quanto o Green Card. O cartão, emitido pelo governo dos Estados Unidos, é a porta de entrada para uma permanência sem data para acabar em território americano, e, por isso, é também um dos processos migratórios mais disputados, burocráticos e visados por brasileiros nos últimos anos.
Entre 2014 e 2023, mais de 174 mil brasileiros obtiveram residência permanente legal nos EUA, segundo o Departamento de Segurança Interna americano (DHS/USCIS), recorde histórico e quase três vezes o volume registrado na década anterior. Só em 2023, foram 28.880 aprovações, puxadas tanto por reunificação familiar quanto por vistos de trabalho qualificado, como o EB-1 e o EB-2.
O que é Green Card
Green Card é o nome popular do Permanent Resident Card, ou seja, cartão de residência permanente dos Estados Unidos. Trata-se de um visto emitido pelo governo americano que concede ao portador o direito de viver e trabalhar no país por tempo indeterminado.
Na prática, quem tem o documento passa a ter quase os mesmos direitos de um cidadão nascido nos EUA — com excessão de poder votar em eleições federais ou se candidatar a cargos públicos no país.
Vale lembrar que esse é um ponto central da imigração americana: todos os vistos oferecidos pelos EUA são temporários, atrelados a um contrato de trabalho, a um curso ou a um prazo específico. O Green Card é a única exceção.
Como conseguir o documento
Não existe um caminho único. Há categorias diferentes de elegibilidade para a residência permanente americana, e cada uma tem regras, formulários e prazos próprios. Na prática, porém, quatro rotas concentram a maior parte dos pedidos:
Casamento com cidadão americano
É considerada a via mais direta. O processo começa com o formulário I-130 do USCIS (United States Citizenship and Immigration Services) e passa primeiro por um Green Card condicional, válido por dois anos, antes de se tornar definitivo — com validade de dez anos — após nova entrevista.
Vínculo familiar
Pais, filhos ou irmãos com cidadania americana também podem abrir o processo por meio do mesmo formulário I-130. Quando o titular do visto obtém o documento, cônjuge e filhos com até 21 anos são automaticamente contemplados; para irmãos e filhos mais velhos, o processo tende a ser mais longo, muitas vezes ultrapassando uma década.
Patrocínio de empregador
É a rota mais comum entre os vistos permanentes de trabalho. A empresa americana precisa comprovar ao Departamento de Trabalho dos EUA que não encontrou candidatos locais para a vaga antes de contratar o estrangeiro, e o pedido é feito via formulário I-140.
Habilidades extraordinárias, sem patrocinador
Profissionais que não dependem de um empregador podem pleitear categorias como o EB-1 (talentos com reconhecimento internacional — comum entre jornalistas, artistas e executivos) ou o EB-2 NIW (profissionais com destaque na própria área, sem necessidade de oferta de emprego).
Em ambos os casos, é preciso comprovar ao menos três de uma lista de dez critérios, que vão desde premiações e publicações na mídia até remuneração acima da média da categoria.
Investimento no país
Outra alternativa é o visto de investidor (EB-5), que exige a abertura de um negócio nos EUA com aporte estimado entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão, dependendo da região. Nesse caso, o pedido é feito pelo formulário I-526.
Especialistas em imigração costumam repetir uma frase que resume bem o processo: não é o candidato que escolhe o visto, é o perfil do candidato que determina qual caminho é viável. Por isso, a recomendação unânime entre advogados de imigração é buscar assessoria especializada e licenciada antes de dar qualquer passo — o setor é repleto de “consultores” sem registro que cobram caro por orientações que, no fim, comprometem o processo.
Diferença entre visto, passaporte e Green Card
É comum confundir os três documentos, mas cada um cumpre uma função distinta. O passaporte é emitido pelo país de origem da pessoa — no caso de um brasileiro, pelo governo brasileiro — e serve como documento de identidade para viagens internacionais, comprovando nacionalidade.
O visto é uma autorização temporária dada por outro país (no caso, os EUA) para entrar e permanecer ali por um período e finalidade específicos, como turismo, estudo ou trabalho. Ele é carimbado ou vinculado ao passaporte, mas não altera o status migratório de quem o recebe.
Já o Green Card é o único dos três que representa residência permanente: ele não substitui o passaporte brasileiro (o titular continua sendo cidadão do Brasil) e é bem mais amplo do que qualquer visto temporário, já que garante o direito de viver e trabalhar nos EUA sem prazo para encerrar, servindo inclusive como etapa intermediária para quem deseja, no futuro, solicitar a cidadania americana.
Custos para tirar o Green Card
O valor final varia bastante de acordo com a categoria escolhida e a complexidade do caso, mas os custos costumam envolver taxas governamentais, honorários advocatícios, tradução juramentada de documentos, equivalência de diploma e, em algumas categorias, a elaboração de um business plan detalhado.
Importante: o documento em si não tem prazo de validade. O que expira, a cada dez anos, é apenas o cartão físico. A renovação é simples e não exige passar novamente pela análise completa do processo.
A perda do documento só ocorre em situações específicas, como a prática de crimes nos EUA ou ausências prolongadas do país (em geral, superiores a um ano), casos em que o titular pode solicitar um Reentry Permit para não perder o status.
Benefícios em ter o Green Card
Quem tem o Green Card pode morar em qualquer estado americano e trabalhar em qualquer emprego, sem depender de um visto específico para cada função. O documento também dá acesso a benefícios previdenciários e trabalhistas equivalentes aos de um cidadão americano, incluindo programas de aposentadoria e seguridade social, além de acesso a educação e assistência médica nas mesmas condições oferecidas à população local.
Os filhos do titular podem estudar em escolas públicas ou particulares pagando os mesmos valores cobrados de americanos, uma vantagem relevante frente às taxas mais altas cobradas de estrangeiros sem residência.
A Bolsa de Valores de Londres (LSE, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (21) a criação da LSE 24, uma nova plataforma de negociação noturna que permitirá operações fora do horário tradicional do mercado. O sistema deve entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2027 e poderá abrir caminho para uma negociação de ações praticamente 24 horas por dia no futuro.
A iniciativa faz parte de um movimento global das bolsas tradicionais para acompanhar o avanço de ativos digitais e plataformas alternativas que funcionam sem interrupção, como o mercado de criptomoedas. A disponibilidade de negociação a qualquer momento tem aumentado a pressão sobre as bolsas tradicionais, especialmente entre investidores de varejo, que buscam maior flexibilidade para operar.
A LSE 24 funcionará separadamente do mercado principal da bolsa londrina e, inicialmente, oferecerá acesso a produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês), como fundos que acompanham índices de ações do Reino Unido e dos Estados Unidos.
A previsão é que a plataforma esteja disponível para testes com clientes até o fim de 2026, antes do lançamento comercial no ano seguinte.
A presidente-executiva da Bolsa de Londres, Julia Hoggett, afirmou que outros ativos, incluindo ações, poderão ser adicionados futuramente.
“Certamente vemos isso como o próximo passo. É possível imaginar um cenário em que a LSE 24 negocie exatamente os mesmos valores mobiliários negociados no mercado principal”, afirmou.
A expansão da negociação contínua de ações, porém, dependerá de aprovação do regulador britânico, a Financial Conduct Authority (FCA), além do retorno de participantes do mercado.
A nova plataforma funcionará das 17h às 7h50 no horário de Londres, com uma pausa de 30 minutos entre 18h30 e 19h para processos de fechamento do dia. O mercado principal continuará operando no horário tradicional, das 8h às 16h30.
Bolsas globais correm para ampliar horários
A decisão coloca a Bolsa de Londres na corrida global por mercados com horários ampliados. A NYSE, Nasdaq e Cboe, nos Estados Unidos, anunciaram planos para estender a negociação para até 23 horas por dia durante os dias úteis.
A CME Group também pretende oferecer negociação 24 horas para alguns contratos futuros de petróleo e ouro, enquanto já opera em regime contínuo para determinados produtos ligados a criptomoedas.
O objetivo das bolsas é aumentar a liquidez e atrair investidores internacionais que precisam negociar ativos fora do horário comercial tradicional.
Segundo Hoggett, a LSE 24 busca atender tanto investidores de varejo do Reino Unido quanto clientes institucionais estrangeiros, especialmente da Ásia.
“Temos muitas corretoras associadas na Ásia que cada vez mais desejam continuar negociando os valores mobiliários aos quais já têm acesso em nosso mercado”, afirmou.
Liquidez será principal desafio
Apesar da ampliação dos horários, especialistas avaliam que o sucesso da plataforma dependerá da capacidade de garantir liquidez durante a madrugada.
A nova operação pode beneficiar investidores que precisam reagir rapidamente a eventos que acontecem quando os mercados tradicionais estão fechados, mas o desafio será convencer formadores de mercado a oferecer preços consistentes durante todo o período.
“A questão principal será saber se os formadores de mercado estarão dispostos a oferecer preços consistentes durante a sessão noturna. Sem essa participação, a liquidez pode ser limitada inicialmente”, afirmou Hector McNeil, co-CEO da HANetf, empresa que auxilia gestoras no lançamento de ETFs.
Para Hoggett, o objetivo não é simplesmente ampliar o horário de funcionamento, mas criar o formato adequado de liquidez para cada tipo de mercado. “Trata-se de ter a forma correta de liquidez para o mercado certo no momento certo”, disse.
A LSE fará contratações internacionais para apoiar a nova plataforma, segundo a executiva.
Bolsa tenta recuperar relevância global
O movimento ocorre em um momento delicado para a Bolsa de Londres, que enfrenta dificuldades para atrair novas listagens e vem perdendo espaço para outros mercados globais.
Nos últimos anos, diversas empresas britânicas migraram suas negociações para bolsas dos Estados Unidos, citando principalmente a maior liquidez e o acesso mais amplo a investidores.
A queda no número de companhias listadas e uma sequência de aquisições reduziram o tamanho do mercado acionário britânico. A capitalização das empresas negociadas no Reino Unido perdeu posições no ranking global e foi ultrapassada por mercados como Taiwan, Índia e Canadá.
A LSE lançou uma série de reformas para tentar atrair novas empresas, mas ainda enfrenta baixa participação dos maiores investidores institucionais britânicos, como fundos de pensão.
Para Paul Markham, chefe da equipe global de ações da gestora suíça GAM Investments, a criação da LSE 24 parece uma tentativa de reverter esse declínio, mas pode não resolver os principais problemas da bolsa.
“A estratégia pode não aliviar de forma significativa as dificuldades da LSE do ponto de vista das ações negociadas tradicionalmente”, afirmou.
Segundo ele, a migração de listagens de Londres para os Estados Unidos reflete a profundidade, a variedade e a disponibilidade imediata de liquidez dos mercados americanos.
“Os investidores já estão acostumados a um mercado geograficamente diversificado e podem não ter interesse em negociar em bolsas no exterior sujeitas a regimes regulatórios diferentes”, disse.
Para Markham, iniciativas como a negociação quase contínua dificilmente serão suficientes para reverter a tendência de perda de protagonismo do mercado acionário londrino.
O grupo Abra — holding que controla as companhias aéreas Avianca e Gol, além de manter investimento na espanhola Wamos Air — fechou um acordo com a Embraer para a aquisição de até 45 jatos do modelo E195-E2.
A expectativa é a de que os modelos da Embraer sejam utilizados tanto pela Gol quanto pela Avianca. O anúncio aconteceu durante o Farnborough Airshow, que começou na segunda-feira (20) e vai até quinta-feira (24).
A aquisição marca uma virada da Embraer no mercado interno. Apenas a Azul utiliza os modelos da fabricante brasileira em sua frota. O pedido da controladora da Gol agora se soma ao da Latam feito no ano passado, com a primeira aeronave entrando em operação a partir de outubro.
No caso da Abra, as entregas estão programadas para começar no quarto trimestre de 2027 e serão feitas de forma progressiva.
A encomenda firme deverá reforçar o “backlog” (carteira de pedidos) do terceiro trimestre da Embraer assim que os requisitos finais forem atendidos.
A Embraer fabrica os jatos de corredor único da família E-Jets E2, com capacidade para até 146 passageiros, um degrau abaixo dos jatos de maior porte que hoje formam o núcleo tanto da Gol quanto da Avianca.
A lógica é a mesma que Azul e Latam já adotaram: usar aviões menores em rotas de menor demanda ou em aeroportos que não comportam um 737 de cerca de 180 assentos. Nesse caso, o E2 permite abrir frequências e cidades novas sem voar com o avião grande meio vazio. Além disso, permite usar um avião menor, que gasta menos combustível, em rotas que não têm lotado os 737.
Com o novo lote de jatos de última geração, o grupo Abra pretende ampliar sua presença na América Latina, fortalecendo rotas domésticas e regionais que exigem aeronaves com capacidade otimizada (right-sized capacity).
O modelo E195-E2 destaca-se pelo redução no consumo de combustível e na emissão de poluentes em relação a gerações anteriores.
Para Adrian Neuhauser, CEO do Grupo Abra, a chegada dos jatos brasileiros traz flexibilidade estratégica. “O E195-E2 dará ao grupo a agilidade necessária para buscar novas oportunidades de negócios, mantendo nossa disciplina na frota e entregando mais valor ao passageiro.”
Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, ressaltou o orgulho de apoiar o crescimento da gigante latino-americana. “O E195-E2 é uma das aeronaves de corredor único mais eficientes e ecológicas do mercado atual”, afirmou.
A gestora TRX, por meio do fundo de investimento imobiliário (FII) TRXF11, fechou a aquisição de um complexo de três galpões logísticos em Guarulhos por R$ 1,4 bilhão, a maior compra já realizada pelo fundo. Dois dos três galpões já estão alugados ao Mercado Livre.
O complexo soma 237,4 mil m² de área bruta locável, distribuídos nos galpões K100, K200 e K300. O K200 já está concluído e locado; o K100 tem entrega prevista para outubro; o K300 segue sem contrato de locação definido, condicionado à aprovação do projeto e à assinatura de um contrato built-to-suit com um futuro inquilino ainda não revelado.
Os contratos com o Mercado Livre duram dez anos e são do tipo “atípico”: se a empresa quiser sair antes do prazo, precisa pagar todos os aluguéis restantes. Durante as obras, o aluguel é reajustado pelo custo da construção (INCC); depois de pronto, pela inflação oficial (IPCA).
A escolha de Guarulhos também reflete uma mudança no setor logístico. A reforma tributária muda a cobrança de imposto da origem para o destino da mercadoria, o que elimina a vantagem fiscal de cidades como Extrema (MG), historicamente escolhidas menos pela localização e mais pelos incentivos oferecidos.
A transição é gradual, até 2032, mas já pesa nas decisões de investimento: municípios próximos das grandes capitais, com acesso rápido a aeroportos e rodovias, ganham atratividade frente a polos distantes que cresceram por benefício fiscal.
Portfólio maior
Com a operação, a área bruta locável do TRXF11 sobe 19%, para 1,48 milhão de m², impulsionada também por outras movimentações recentes do fundo. Agora, o FII passa a ter 115 imóveis e R$ 9,2 bilhões investidos, com o segmento logístico subindo a 37% da área locável do fundo.
O Mercado Livre passa a responder por cerca de 18% da receita de aluguel do portfólio, a maior concentração em um único inquilino entre os principais locatários do fundo, que incluem Assaí, Grupo Mateus e o hospital Albert Einstein.
O valor supera em mais do dobro a até então maior operação individual do fundo, ligada ao Hospital Albert Einstein, avaliada em cerca de R$ 600 milhões. A operação chega semanas depois de o fundo vender 15 imóveis, a maioria agências da Caixa Econômica Federal, por R$ 207,2 milhões, e comprar o Hotel Emiliano Rio, em Copacabana, por R$ 260 milhões.
Estrutura de financiamento
O ponto que diferencia esta operação de uma compra imobiliária comum está na engenharia financeira por trás dela. A aquisição será indireta e alavancada: o Banco XP de Atacado atua como financiador ao adquirir a cota sênior, com prioridade de recebimento, de um fundo que passa a deter os três galpões.
O TRXF11 e o FII Matriz Log, criado para a operação e do qual o TRXF11 é cotista único, dividem a cota subordinada na proporção de 50% cada, tornando-se coproprietários do complexo.
A gestora afirma que buscará refinanciar a estrutura assim que as obras estiverem concluídas e o mercado oferecer uma janela mais favorável. Na prática, isso significa que o desembolso de R$ 1,4 bilhão não sai integralmente do caixa do fundo.
O pagamento também é parcelado: um sinal correspondente a um quarto do valor já foi desembolsado, e o restante será pago em três parcelas semestrais até dezembro de 2027, condicionadas ao cumprimento de etapas como regularização dos imóveis e conclusão das obras.
Nos primeiros 12 meses, a TRX estima um retorno de 14,51% ao ano sobre o que gastou para comprar e construir os galpões (yield on cost), bem acima da taxa de referência do mercado para galpões prontos (cap rate), de 8% ao ano.
O Nubank anunciou que vai operar no Brasil com uma licença bancária, em adição a outras que possui – de instituição de pagamento, financeira, corretora, gestora.
Para os clientes, a instituição informa, nada muda. Todos os serviços que existem hoje seguem iguais.
Com o movimento, o Nubank passa a cumprir aquilo que determina uma resolução recente do BC, de novembro de 2025. Ela exige que instituições financeiras com a palavra “banco” ou “bank” no nome tenham uma licença bancária.
Uma das formas de conseguir esse tipo de licença é adquirir uma outra instituição que já tenha a sua. No caso do Nubank, ela chega com a compra do Banco Porto Real de Investimentos – ainda sujeita a aprovação do Banco Central. No México, onde o Nubank opera desde 2019, a licença bancária veio agora há pouco, no dia 10 de julho.
A diferença entre ter ou não esse tipo de licença é técnica. As instituições que têm podem oferecer certos produtos financeiros, como conta-salário.
Essas mudanças chegam em meio a uma nova estrutura de liderança. No dia 15 de julho, o Nubank anunciou a criação de um novo cargo, o de CEO para a América Latina, para coordenar as operações no Brasil, no México e na Colômbia, os três países onde atua hoje.
Quem assume o cargo é Livia Chanes, CEO do Nubank para o Brasil desde 2024. A executiva vai acumular as duas funções. E os responsáveis pelas operações no México e na Colômbia, Armando Herrera e Marcela Torres, passam a responder diretamente a ela.
Os Estados Unidos são outro front de expansão. Em janeiro, o Nubank recebeu uma aprovação preliminar para oferecer serviços bancários nos EUA. Trata-se de um passo largo rumo à aprovação definitiva, que ainda precisa do aval do Fed, o banco central dos EUA, e do FDIC – equivalente americano ao nosso FGC.
A organização nos EUA está a cargo de Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank.
Quando a DeepSeek lançou o modelo R1, em janeiro de 2025, a startup chinesa virou o símbolo da ascensão da inteligência artificial do país e provocou uma onda de vendas que eliminou quase US$ 600 bilhões do valor de mercado da Nvidia em um único dia.
Naquele mesmo momento, outra empresa chinesa tentava ganhar espaço na corrida da IA. A Moonshot, fundada por Yang Zhilin, um pesquisador formado pela Carnegie Mellon University e com passagens pelo Google e pela Meta, lançou uma nova geração de seus modelos. Mas a atenção do mercado se concentrou quase inteiramente na DeepSeek, deixando a startup em segundo plano.
Na última sexta-feira (17), a Moonshot apresentou o Kimi K3, um modelo com 2,8 trilhões de parâmetros que rapidamente se tornou uma das principais atrações da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai. Segundo avaliações da consultoria Artificial Analysis, o sistema supera a maioria dos modelos disponíveis atualmente, ficando atrás apenas do Claude Fable 5, da Anthropic, e do GPT-5.6, da OpenAI.
O lançamento ajudou a consolidar uma percepção que vem ganhando força no setor: a China está reduzindo rapidamente a distância tecnológica que a separa dos laboratórios americanos de ponta.
Da promessa ao retorno aos holofotes
Aos 33 anos, Yang já era considerado uma das grandes apostas da inteligência artificial chinesa antes mesmo da explosão do ChatGPT.
Nascido em Shantou, na província de Guangdong, destacou-se em olimpíadas internacionais de matemática e seguiu carreira acadêmica nos Estados Unidos. Durante o doutorado na Carnegie Mellon, trabalhou simultaneamente em projetos de inteligência artificial da Meta e do Google.
Em 2023, decidiu retornar à China para fundar a Moonshot ao lado de colegas da Universidade Tsinghua. O nome da empresa é uma referência ao álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, um dos favoritos do fundador.
Investidores apostaram pesado na iniciativa. A startup rapidamente alcançou avaliação superior a US$ 1 bilhão e seu chatbot Kimi passou a ser visto como uma das principais alternativas chinesas ao ChatGPT.
Então veio a DeepSeek.
A estreia do R1 redefiniu o mercado chinês de IA praticamente da noite para o dia. Empresas passaram a integrar o modelo da DeepSeek em seus produtos, enquanto a Moonshot viu usuários migrarem para a rival.
Segundo pessoas familiarizadas com a situação, Yang convocou uma reunião de emergência logo após o feriado do Ano Novo Lunar de 2025. A partir dali, decidiu mudar a estratégia da companhia.
Em vez de competir apenas em aplicativos de consumo, a Moonshot passou a focar empresas, desenvolvedores e modelos de código aberto.
A aposta em modelos gigantes
Enquanto várias startups chinesas buscavam criar sistemas menores para contornar as restrições de acesso a chips avançados impostas pelos Estados Unidos, Yang seguiu na direção oposta.
Ele abandonou um plano para desenvolver um modelo com cerca de 200 bilhões de parâmetros e elevou essa meta para 1 trilhão no K2, lançado em 2025.
Agora, o Kimi K3 levou essa estratégia ainda mais longe.
Com 2,8 trilhões de parâmetros, trata-se do maior modelo de inteligência artificial já desenvolvido na China. O sistema combina enorme escala com avanços de eficiência computacional, permitindo competir com os modelos mais avançados do mercado.
A reação foi imediata.
Elon Musk classificou o Kimi K3 como “impressionante”. Dean Ball, chefe de estratégia da OpenAI, afirmou que a liberação pública do modelo aproxima o setor de uma espécie de “comunismo da IA”, em referência ao acesso aberto à tecnologia.
Segundo pessoas próximas à empresa, as vendas da Moonshot aumentaram mais de seis vezes após o lançamento. A demanda foi tão intensa que a startup precisou suspender temporariamente novas assinaturas para lidar com limitações de capacidade computacional.
Nova fase da corrida global
O sucesso do Kimi K3 ocorre em um momento em que empresas chinesas aceleram o desenvolvimento de modelos avançados.
Além da Moonshot, a Alibaba apresentou nos últimos dias uma prévia do Qwen 3.8-Max, sistema com 2,4 trilhões de parâmetros que, segundo a companhia, possui desempenho comparável ao dos principais modelos de fronteira dos Estados Unidos.
A sequência de lançamentos sugere que a vantagem tecnológica dos Estados Unidos no desenvolvimento de modelos de ponta está sendo pressionada por uma nova geração de empresas chinesas.
A Moonshot está finalizando uma rodada de captação que pode elevar seu valor de mercado para mais de US$ 30 bilhões e já avalia uma abertura de capital em Hong Kong nos próximos meses.
O entusiasmo em torno da empresa ficou evidente durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC, na sigla em inglês), realizada anualmente em Xangai e considerada a principal vitrine da indústria chinesa de IA. Visitantes formaram filas para conhecer a startup, deixando em segundo plano estandes muito maiores de gigantes como Alibaba e Tencent. A companhia esgotou em poucas horas todos os brindes distribuídos durante o evento.
Para Yang, a ascensão repentina da DeepSeek parecia ter transformado sua empresa em uma nota de rodapé da revolução da IA chinesa. O lançamento do Kimi K3 sugere que essa história ainda está longe do fim.
Três meses após anunciar a aquisição da Serra Verde, mineradora brasileira de terras raras, por cerca de US$ 2,8 bilhões, a USA Rare Earth, empresa americana de minerais críticos listada na Nasdaq, nomeou o britânico Thras Moraitis, atual CEO da companhia brasileira, para comandar a empresa combinada.
A nomeação de Moraitis entra em vigor em 1º de outubro de 2026, informou a companhia nesta segunda-feira (20). Ele substituirá Barbara Humpton, que deixará o cargo de presidente-executiva e o conselho de administração na mesma data.
Até a conclusão da operação entre as empresas, prevista para o fim de agosto, Moraitis continuará supervisionando as operações da Serra Verde e assumirá a função de presidente da companhia combinada.
A aquisição da Serra Verde foi anunciada em 20 de abril e envolve o pagamento de US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de aproximadamente 126,8 milhões de ações da USA Rare Earth. A transação ocorre em meio à disputa global por fontes alternativas de terras raras, mercado atualmente dominado pela China.
Esses minerais são considerados estratégicos para a produção de ímãs de alta potência usados em veículos elétricos, eletrônicos, equipamentos de defesa, turbinas eólicas e outras tecnologias.
A Serra Verde possui uma mina e uma planta de processamento em Minaçu (GO) e é atualmente a única produtora de terras raras em escala comercial no Brasil. A jazida de Pela Ema contém elementos como neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, considerados essenciais para a fabricação de ímãs permanentes.
Desde que assumiu o comando da Serra Verde, em janeiro de 2023, Moraitis ajudou a transformar a mineradora no que a USA Rare Earth descreve como a única produtora em larga escala dos quatro elementos críticos de terras raras magnéticas fora da Ásia.
A combinação entre as duas empresas deve criar a primeira cadeia integrada de terras raras “da mina ao ímã” fora da Ásia, reunindo ativos de mineração, processamento, produção de metais, ligas e fabricação de ímãs nos Estados Unidos, Brasil e outros países aliados.
A Serra Verde iniciou a produção comercial em sua mina e planta de processamento em 2024 e pretende elevar sua capacidade para cerca de 6.500 toneladas métricas de óxidos de terras raras por ano até o fim de 2027. A companhia também avalia dobrar sua capacidade produtiva nos próximos quatro anos.
A empresa brasileira possui ainda um contrato de fornecimento de 15 anos para sua produção inicial com uma entidade apoiada por agências do governo dos Estados Unidos e por capital privado. O acordo prevê preços mínimos garantidos para elementos críticos como disprósio e térbio, reduzindo riscos para o projeto.
A Serra Verde também conta com um pacote de financiamento de US$ 565 milhões da U.S. International Development Finance Corporation para expansão e otimização das operações no Brasil.
Além da troca no comando, a USA Rare Earth anunciou que Michael Blitzer, atual presidente do conselho da companhia, assumirá como presidente executivo do conselho, com efeito imediato. Segundo a empresa, Blitzer teve papel central na estratégia de construir uma cadeia global integrada de terras raras e na obtenção de apoio financeiro do governo americano, incluindo uma parceria público-privada de US$ 1,6 bilhão.
A USA Rare Earth afirmou que a gestão de Barbara Humpton foi marcada pelo avanço de parcerias estratégicas e pela expansão da presença da companhia em processamento de minerais críticos, produção de metais e fabricação de ímãs.
Antes de assumir a Serra Verde, Moraitis foi diretor de desenvolvimento e membro do conselho executivo da EuroChem Group. Ele também ocupou posições de liderança na Xstrata e participou da expansão da companhia até a venda para a Glencore, em 2013, por cerca de US$ 65 bilhões.
Com a aquisição da Serra Verde, a USA Rare Earth busca fortalecer uma cadeia de suprimentos ocidental de minerais estratégicos em um momento de aumento das tensões entre Estados Unidos e China e de preocupação com a dependência chinesa no setor de terras raras.
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
O mercado de luxo em São Paulo entra em um ciclo de aberturas que começa neste mês com a inauguração da maior loja da Dior na América Latina, no Shopping Cidade Jardim.
A grife francesa do grupo LVMH vai ocupar cerca de 1.000 metros quadrados em um corredor que reúne também outras marcas de luxo, entre Louis Vuitton, Giorgio Armani, Prada, Tiffany e Bvlgari.
O novo espaço reunirá todas as linhas da Dior, incluindo joalheria, moda masculina e a linha de casa Maison, ausentes na loja de hoje.
A unidade atual da Dior no shopping fecha no dia 22, e a nova loja receberá convidados em uma abertura restrita no dia 23, disse uma pessoa com conhecimento do assunto que pediu anonimato à Bloomberg Línea por tratar de informações não públicas.
As ações globais caem nesta sexta-feira (10), com investidores reduzindo a exposição ao risco antes do fim de semana, enquanto uma trégua frágil no Oriente Médio mantém os riscos geopolíticos no radar.
- Carry trade ganha força. O Goldman Sachs vê o cenário mais favorável em mais de duas décadas para operações que exploram diferenciais de juros entre moedas, apoiadas por spreads elevados nas economias desenvolvidas. Essa estratégia rendeu cerca de 8% no ano, segundo dados compilados pela Bloomberg.
- IPO da Shein no horizonte. A varejista avança nos trabalhos preparatórios para uma possível oferta pública inicial de ações em Hong Kong, disseram pessoas familiarizadas com o assunto à Bloomberg News. A Shein pode lançar a oferta nos próximos meses, caso receba a aprovação da Comissão Reguladora da China.
- Bayer busca recursos. O conglomerado alemão vendeu uma participação minoritária de seu negócio de contraceptivos à Apollo por € 3 bilhões, mas manterá o controle da unidade, que inclui produtos como o Mirena. Os recursos serão usados para ajudar a cobrir os custos dos processos relacionados ao herbicida Roundup.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
O futuro do venture capital no Brasil tem sido tema de conversas no setor diante da transformação acelerada pela inteligência artificial (IA).
A ideia central é de que a tecnologia representa uma ameaça a modelos de negócios baseados em software, colocando em xeque a tese de gestoras brasileiras que cresceram apostando em empresas nesse segmento.
A DGF, veterana do mercado que está completando 25 anos, adota uma postura deliberadamente contrária ao alarmismo do mercado e vê a IA como uma evolução que pode, inclusive, expandir os negócios de software as a service (SaaS), como o modelo é conhecido.
Para Sidney Chameh, sócio fundador da DGF, as empresas de tecnologia já estabelecidas vão integrar inteligência artificial às suas soluções, enquanto as novatas estão construindo operação do zero colocando a IA no centro do negócio. Em ambos os casos, o mercado endereçável do software cresce.
“A IA é disruptiva enquanto onda, mas não é disruptiva enquanto modelo de negócio”, disse ele em entrevista à Bloomberg Línea. “Não vai dizimar o software”.
As ações globais operam em alta nesta quinta-feira (9), apesar da aversão ao risco geopolítico, enquanto o petróleo recua após os EUA concluírem um segundo dia de ataques ao Irã.
- Impacto do conflito no Oriente Médio. O tráfego pelo Estreito de Ormuz ficou praticamente paralisado após os EUA atacarem o Irã pelo segundo dia consecutivo. Apenas cerca de 14 navios cruzaram a rota em ambos os sentidos na quarta-feira, o menor volume desde o acordo provisório em junho, segundo dados da Kpler.
- Hugo Boss contesta preço da Frasers. A companhia de moda alemã recomendou que seus acionistas rejeitem a oferta de € 38 por ação da Frasers, por considerar que o valor não reflete o potencial da empresa. A proposta permitiria à varejista britânica elevar sua participação, de aproximadamente 26%, para mais de 30%.ㅤ
- Alocações em IA. Os investimentos das gigantes de tecnologia em inteligência artificial devem permanecer estáveis por mais dois a três anos, disse Helen Jewell, diretora internacional de investimentos em ações fundamentais da BlackRock, em entrevista à Bloomberg Television.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
Depois de quatro meses seguidos de queda do Ibovespa, os investidores chegam a julho mais cautelosos com suas posições na bolsa brasileira.
O principal ponto de atenção é a perda de fôlego do fluxo estrangeiro: desde o pico em 14 de abril, investidores internacionais já retiraram cerca de R$ 36,2 bilhões da B3.
A isso se soma a incerteza em torno dos juros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
O resultado é um mês marcado pela cautela. Mesmo com as ações brasileiras negociando a múltiplos considerados baratos, a falta de catalisadores de curto prazo levou boa parte das dez casas consultadas pela Bloomberg Línea a reforçar nomes mais defensivos em suas carteiras recomendadas de julho.
As ações globais operam em queda nesta quarta-feira (8), após o presidente Donald Trump declarar encerrado o cessar-fogo entre os EUA e o Irã. O petróleo Brent avançou 6,3%, para US$ 79 o barril.
- Conflito no Oriente Médio. O presidente Donald Trump declarou encerrado o cessar-fogo provisório com o Irã após uma nova rodada de ataques dos EUA e a revogação de uma isenção para vendas de petróleo iraniano. A escalada do conflito ameaça o acordo de cessar-fogo e voltou a pressionar os preços do petróleo.
- Mudança de posições em IA. A Nvidia perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde maio, e suas ações passaram a negociar abaixo dos múltiplos do S&P 500 e do Nasdaq 100. A queda reflete uma rotação dos investidores em IA para empresas de memória e rivais em chips.
- Disputa pelo Porto Sudeste. O Global Infrastructure Partners, controlado pela BlackRock, e a Stonepeak avaliam propostas pelo terminal de minério de ferro no Rio de Janeiro, avaliado em cerca de US$ 5 bilhões e controlado por Trafigura e Mubadala, segundo fontes que falaram à Bloomberg News.
Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)
Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
O compromisso do Citi com seus negócios na América Latina está “mais forte do que nunca” no momento em que o gigante de Wall Street consolida sua estratégia para os segmentos de atacado e wealth, deixando de lado seus negócios de varejo na região.
Segundo o CEO regional Julio Figueroa, a operação latino-americana do banco quase dobrou de tamanho nos últimos cinco anos e hoje é maior do que no período quando a instituição atuava com mais vigor no segmento de varejo, cerca de 10 anos atrás.
“Nós estamos, na verdade, duplicando nosso compromisso com os países, porque todo o recurso obtido com os desinvestimentos foi mais do que reinvestido no negócio de atacado”, afirmou o executivo em entrevista à Bloomberg Línea, durante visita a São Paulo no mês passado para participar da Citi Brazil Equity Conference.
Com cerca de 10.000 funcionários na América Latina, o banco agora se prepara para abrir um novo escritório na Guiana, elevando de 19 para 20 o número de países em que atua na América Latina e no Caribe.
As ações globais operam em queda nesta terça-feira (7), enquanto a volatilidade voltou a pressionar os papéis das fabricantes de chips depois que o balanço da Samsung Electronics, apesar de superar expectativas, não satisfez completamente os investidores.
- Mudança no conselho da Vale. Daniel Stieler renunciou à presidência do conselho da mineradora após a Previ, fundo de pensão que detém 7% da companhia, pedir uma assembleia para destituí-lo. A disputa reabre tensões de governança na Vale, cuja sucessão do CEO também foi marcada por turbulências.
- Nobel questiona promessa da IA. Christopher Pissarides, economista ganhador do Prêmio Nobel, disse em entrevista à Bloomberg News que a tecnologia deve elevar a produtividade em alguns setores, mas dificilmente devolverá às economias ocidentais o ritmo de crescimento das décadas de 1980 e 1990.
- Crise humanitária na Venezuela. O número oficial de mortos no país subiu para 3.535 quase duas semanas após os terremotos, enquanto mais de 30 mil pessoas seguem desaparecidas. O desastre também ampliou as críticas à resposta do governo, que enfrenta atrasos na distribuição de ajuda.
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A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim para a Seleção Brasileira com a derrota por 2x1 para a Noruega nas oitavas de final no domingo (5), em um desfecho melancólico para a equipe pentacampeã.
Nas telas de TVs, computadores e celulares Brasil afora, porém, a grande marca do torneio deste ano é uma mudança nos hábitos de consumo de transmissões esportivas.
Com fragmentação dos direitos esportivos em todo o mundo, as plataformas de streaming, apoiadas por big techs, se consolidaram como uma nova força no mercado de mídia, alterando um cenário que por décadas foi dominado pela televisão tradicional.
A CazéTV, um canal ancorado exclusivamente na internet, superou a Globo no número de partidas que transmitidas nesta Copa do Mundo: 104 a 55 da emissora carioca.
O crescimento, porém, tem um lado menos celebrado: parte da receita que sustenta a transmissão gratuita vem da publicidade de apostas — um modelo que já rendeu à CazéTV uma recomendação de suspensão por parte do órgão de autorregulação publicitária do país.
Os futuros das ações dos EUA avançam nesta segunda-feira (6), enquanto investidores aguardam os resultados da Samsung Electronics e a listagem de US$ 29 bilhões da SK Hynix, o que poderá testar o apetite dos investidores por inteligência artificial após uma alta que passou a gerar dúvidas nos mercados.
- Rotação em ações de IA. Estrategistas do Morgan Stanley veem que o impulso das ações de semicondutores está perdendo força, enquanto investidores reduzem exposição ao setor e migram para grandes companhias, como Microsoft e Amazon. Os principais índices americanos devem seguir pressionados no curto prazo.
- Carne dos EUA mira retomada na China. O gigante asiático renovou as licenças de importação de centenas de frigoríficos norte-americanos, enquanto países concorrentes enfrentam restrições. A carne bovina australiana está sujeita a tarifas elevadas, e o Brasil se aproxima do esgotamento de sua cota.ㅤ
- Novartis compra biotech britânica. A farmacêutica acertou a aquisição da Myricx Bio para incorporar medicamentos experimentais contra o câncer que buscam reduzir os danos a células saudáveis. O acordo prevê o pagamento de US$ 1,1 bilhão à vista e até US$ 400 milhões condicionados a metas.
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Enquanto boa parte da indústria global do vinho busca compensar a queda no consumo apostando em rótulos mais caros e margens maiores, o Grupo Wine decidiu seguir o caminho oposto.
Maior varejista do setor de vinhos do Brasil, com faturamento na casa de R$ 1 bilhão por ano, ele resolveu investir justamente na faixa de preço mais popular do mercado, desenvolvendo um vinho fino vendido por cerca de R$ 35 e pensado para conquistar consumidores que ainda estão dando os primeiros passos na categoria.
A estratégia deu origem ao Metropolitano, uma marca própria criada a partir de uma estratégia de transformar um vinho de entrada em um rótulo de grande escala, usando dados, produção terceirizada e distribuição nacional para ampliar o acesso dos brasileiros aos vinhos finos.
“No mundo do vinho, a ótica normalmente vem muito mais do produtor, do enólogo para desenvolver um produto e botar aquele produto no mercado, do que o contrário, de entender qual que é a lógica do consumidor”, disse Alexandre Magno, CEO do grupo, em entrevista à Bloomberg Línea.
As ações globais operam em alta nesta sexta-feira (3), à medida que perde força a apreensão sobre a alta impulsionada pela inteligência artificial. Em Nova York, os mercados estão fechados em razão do feriado do Dia da Independência, celebrado antecipadamente nesta sexta.ㅤ
- Flávio Bolsonaro tenta conter desgaste. Em documento de 86 páginas apresentado ao Escritório do Representante Comercial dos EUA, o senador Flávio Bolsonaro pediu que o governo americano suspenda novas tarifas contra o Brasil e não atinja o Pix antes de outubro. Segundo ele, as medidas beneficiariam Lula.ㅤ
- Petróleo em queda? O Citigroup prevê que o tipo Brent recue para entre US$ 60 e US$ 65 por barril até o fim do ano, com a normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, a fraqueza da demanda chinesa e a perspectiva de retorno do excesso de oferta global.ㅤ
- Desdobramentos da crise na Venezuela. A presidente interina Delcy Rodríguez viu sua desaprovação subir para 63,3% depois dos terremotos que atingiram o país, enquanto 45,7% dos venezuelanos passaram a considerar novas eleições mais urgentes do que a reconstrução após o desastre.
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Uma das maiores companhias do país, o grupo Simpar (SIMH3) vê um cenário mais desafiador para novas aquisições no Brasil, o que tem levado a empresa a adotar uma estratégia de consolidação de seus negócios atuais depois de uma fase de rápida expansão na última década.
Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO Fernando Simões afirmou que o foco do grupo tem sido extrair valor dos ativos comprados depois do encerramento de um ciclo importante de investimentos em 2024.
“Olhamos ativamente para novas oportunidades de mercado, mas diante do custo do dinheiro, a viabilidade para aquisições está mais difícil. Hoje, não é uma prioridade da companhia”, disse.
Fernando é filho de Julio Simões, fundador da JSL, transportadora que deu origem ao conglomerado, que hoje controla empresas como Movida, Vamos e Automob. Como sucessor, ele afirma trabalhar para que a Simpar não perca o foco ao se tornar cada vez maior.
Os futuros das ações dos EUA operam sem direção única nesta quinta-feira (2), enquanto investidores aguardam a divulgação dos dados de emprego do país referentes a junho.
- Na contramão do mercado. Estrategistas do Credit Agricole, Morgan Stanley e TD Securities avaliam que a recente valorização do dólar já incorporou grande parte das expectativas de juros mais altos nos EUA, apesar de o mercado ainda precificar novas altas pelo Fed.
- Separação da divisão de glifosato. A Bayer decidiu transferir para a cidade Ruveon as operações americanas ligadas ao herbicida Roundup, em uma medida que pode limitar a exposição a novos litígios por alegações de câncer, após custos superiores a US$ 10 bilhões desde a compra da Monsanto.
- Setor privado na Venezuela. Empresas assumiram parte da resposta aos terremotos de 24 de junho, com o envio de maquinário, alimentos e água, enquanto discutem a construção de abrigos e hospitais temporários. A iniciativa é liderada pelas câmaras da construção civil e do petróleo.
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Calça que vai da academia ao restaurante. Camiseta que serve para a reunião e para a corrida. Tênis que não precisa ser trocado entre um compromisso e outro. Esse é o athleisure, categoria que apaga a fronteira entre roupa esportiva e roupa do dia a dia e que se tornou um dos segmentos mais aquecidos do varejo de moda global.
É nesse mercado que a rede varejista C&A decidiu entrar com força própria. A ACE, marca de athleisurepremium do grupo, ganhou sua primeira loja física própria, um espaço de 130 metros quadrados no Shopping Ibirapuera, em São Paulo.
Com o movimento, a varejista de moda espera crescer com uma marca independente – que disputa espaço com Track&Field, Live! e outras – em um segmento que movimenta R$ 4 bilhões por ano e deve crescer 50% nos próximos cinco anos, segundo dados de uma consultoria citados pela C&A.
“Essa é uma outra avenida de crescimento, independente do nosso formato C&A”, disse Paulo Correa, CEO da C&A Brasil, em entrevista à Bloomberg Línea.
O mercado de ações internacional iniciou julho com cautela, enquanto os investidores aguardavam as declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em meio a intensificação de apostas em aumentos das taxas nos EUA.
- Avanço de investimentos em IA. A MGX, de Abu Dhabi, captou US$ 49 bilhões para um dos maiores fundos dedicados a negócios de inteligência artificial já criados, o que impulsiona a empresa para o ranking dos investidores mais influentes do setor em nível global.
- Anthropic liberada. O governo dos EUA removeu as restrições de acesso estrangeiro ao modelo de inteligência artificial Fable 5 da Anthropic, liberando-o para uma distribuição mais ampla após a startup ter resolvido as exigências de segurança impostas pelo governo Trump.
- Recorde de M&As. O valor global das transações de fusões e aquisições cresceu cerca de 30% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 2,6 trilhões, de acordo com dados compilados pela Bloomberg, o que amplia o potencial de superar o recorde anual alcançado em 2021.
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O mercado de pós-venda automotivo na América Latina movimenta bilhões de dólares anualmente, mas ainda patina em um gargalo histórico: a digitalização.
Com mais de 20 milhões de tipos de itens (SKUs) circulando na região, vender uma peça na internet não é tão simples quanto vender um livro ou um eletrônico.
Existe a complexidade dos dados técnicos, imagens padronizadas e, acima de tudo, a compatibilidade — garantir que o amortecedor ou farol comprado sirva exatamente no ano, modelo e versão do carro do cliente.
Foi nessa dor que a Alephee, uma startup apoiada pelo Mercado Livre, construiu seu negócio. “Criamos um modelo onde as marcas criam o catálogo de peças, compartilham com os distribuidores e estes vendem nos marketplaces”, disse o cofundador Gastón Zelerteins, em entrevista à Bloomberg Línea.
Hoje, afirma ter registrado cerca de 4 milhões de itens de quase 2.500 marcas, entre fabricantes como Bosch e Pirelli e montadoras como Stellantis, GM e Volkswagen.
Atualmente, estima-se que cerca de 15% das vendas da categoria de autopeças e componentes dentro do Mercado Livre passem pela infraestrutura da Alephee.
Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade na manhã desta terça-feira (30), após um trimestre que caminha para ser o melhor do S&P 500 em seis anos. Desde o início de abril, o índice acumula alta de 14%. O dólar avança, enquanto o iene recua ao menor nível desde 1986.
- Reestruturação da Raízen. A companhia registrou consumo de caixa de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre do ano e praticamente dobrou as provisões para perdas por redução ao valor recuperável no ano-safra, para R$ 22,5 bilhões, enquanto avança na reestruturação de cerca de R$ 65 bilhões em dívidas.
- Fluxo em Ormuz. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse, em entrevista à televisão estatal, que pretende supervisionar o tráfego marítimo em Ormuz, com ou sem um acordo com Omã. “Alertamos os omanis de que outros países não têm o direito de interferir nessa questão”, disse.ㅤ
- Futuro dos preços do petróleo. O Morgan Stanley reduziu mais uma vez suas projeções para o petróleo, e passou a prever o Brent a US$ 75 por barril no segundo semestre, diante da rápida normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz e da combinação de oferta elevada dos EUA com demanda mais fraca da China.
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Depois de passar os últimos anos expandindo a cobertura 4G em áreas rurais, a TIM Brasil entrou em uma nova fase de sua estratégia para o agronegócio: transformar os dados gerados nas fazendas em serviços de inteligência artificial, computação em nuvem e gestão operacional.
A mudança de foco ocorre após a operadora alcançar a cobertura de 27,3 milhões de hectares com tecnologia 4G no campo e mais de 54 milhões de hectares com NB-IoT, rede voltada para aplicações de internet das coisas (IoT).
Segundo a companhia, a infraestrutura instalada nesses pontos já atende 348 mil propriedades rurais e conecta cerca de 2,8 milhões de pessoas em áreas agrícolas.
“Estamos subindo na cadeia de valor. Eu trago esse dado, armazeno em nuvem, faço todo o processamento”, disse Paulo Humberto Gouvea, diretor de vendas B2B da TIM Brasil, em entrevista à Bloomberg Línea.
As ações globais operam em alta nesta segunda-feira (29), à medida que investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e aguardam o encontro anual de banqueiros centrais em Portugal.
- Conflito no Oriente Médio. Os Estados Unidos e o Irã concordaram em interromper os ataques mútuos e retomar nesta semana as negociações sobre o Estreito de Ormuz. Apesar da trégua, seguem os impasses sobre a implementação do acordo, incluindo eventual cobrança de taxas para navios.
- Futuro dos ETFs de bitcoin. Os ETFs de bitcoin nos Estados Unidos caminham para registrar o maior volume mensal de resgates desde o início de suas negociações, com saídas superiores a US$ 4,1 bilhões em junho. Analistas avaliam que investidores reduziram a exposição ao ativo.
- Papéis da Lindt em queda. As ações da companhia caminham para a maior queda trimestral desde 2009, refletindo preocupações de que a estratégia de repassar a alta do cacau aos consumidores esteja pressionando a demanda. Apenas no ano passado, a Lindt subiu os preços em cerca de 20%.
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Um exemplar do Tucker, carro lançado na década de 1940 com uma proposta futurista, seria, por si só, uma raridade, já que apenas 51 unidades foram produzidas. Mas o Tucker exposto no museu Carde, em Campos do Jordão, pertenceu a George Lucas, criador da franquia de filmes Star Wars.
O diretor-executivo do Carde e seu idealizador, Luiz Goshima, entrou na disputa pelo carro acreditando que não o levaria. “Foi um pouco de sorte”, disse à Bloomberg Línea.
Goshima também é sócio fundador e CEO da Meraki Capital, que hoje possui R$ 2,2 bilhões sob custódia.
A gestora foi criada com o propósito de gerenciar um fundo customizado para a Fundação Lia Maria Aguiar, que gera rendimentos que financiam as operações da entidade filantrópica da empresária e filha de Amador Aguiar, fundador do Bradesco.
O museu já promoveu três leilões beneficentes, sendo que o último, em 2 de maio, arrecadou R$ 26 milhões, com 50 carros comercializados e R$ 1,2 milhão gerados para a fundação. Foram 789 lances, 43 mil acessos ao site oficial e vendas antecipadas ao pregão.
Na visão de Goshima, este é apenas um dos sinais de como o mercado de carros antigos, movimento conhecido como Antigomobilismo, tem um grande potencial de crescimento e de investimentos no Brasil. “Há fortes indícios de que a demanda existe. Precisamos apenas trazer isso para o investidor de forma organizada”, diz.
As ações de tecnologia puxaram os índices globais para baixo, conforme uma nova onda vendedora de ações de fabricantes de semicondutores e um possível adiamento do IPO da OpenAI atingiram o humor do mercado.
- Tráfego em Ormuz. Um ataque a um navio porta-contêineres no Estreito de Ormuz levou alguns armadores a rever seus planos de saída, mas o tráfego continuou fluindo em ambas as direções na sexta-feira. Dois petroleiros carregados estão saindo do Golfo Pérsico, segundo dados de rastreamento de navios.
- Minério de ferro em queda. O mineral caminhava para a sétima queda semanal consecutiva — a pior sequência desde 2022 —, à medida que a demanda enfraquecia sazonalmente e as margens das usinas diminuíam. Os futuros da matéria-prima caíram para US$ 96,95 por tonelada em Cingapura na sexta-feira, o nível intradiário mais baixo desde fevereiro.
- Demissões na Volkswagen. A montadora alemã pretende cortar dezenas de milhares de empregos adicionais e pode fechar fábricas, informou a revista Manager Magazin. Os planos, apresentados pelo CEO durante uma reunião do conselho, incluem a duplicação do número de demissões, que chegaria a 100 mil. A proprietária da Porsche e da Audi emprega atualmente cerca de 657 mil pessoas.
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O mercado de edifícios residenciais destinados exclusivamente à locação profissionalizada – o chamado multifamily – já ultrapassou o status de principiante e caminha para amadurecimento no Brasil.
São cerca de 14 mil unidades em todo o país, 90% delas em São Paulo, num setor que movimentou R$ 1,1 bilhão em 2025, segundo dados da Newmark.
A consultoria projeta crescimento superior a 30% no estoque de unidades para multifamily nos próximos anos, mas um dos um dos principais entraves para o desenvolvimento mais acelerado do mercado brasileiro está nos juros altos.
Com o custo de capital elevado, montar novos empreendimentos se torna inviável para a maioria dos operadores.
“O mercado de multifamily no Brasil poderia ser até cinco vezes maior se tivesse juros mais baixos”, afirmou André Lucarelli, vice-presidente sênior de investimentos da Brookfield no Brasil.
O mercado de ações registrou alta em quase todo o mundo depois que a previsão acima do esperado da Micron Technology reafirmou o otimismo em relação ao setor de inteligência artificial.
- Petróleo em queda. Setores-chave do mercado de petróleo estão inundados de oferta com perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz. O Brent caiu abaixo de US$ 72,48 por barril, seu preço de fechamento antes da guerra.
- Briga de chatbots. A Anthropic acusou a gigante chinesa de tecnologia Alibaba de acessar “ilegalmente” seu modelo de inteligência artificial Claude com milhares de contas fraudulentas. A ação prejudicou a decisão da desenvolvedora norte-americana de IA de manter seus produtos fora da China.
- Caso Master atinge governo. Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo Lula no Senado após uma investigação indicar ligações dele com o Banco Master. Senador deixou a posição após uma reunião com o presidente.
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A Copa do Mundo sempre foi um ponto alto do calendário de vendas de cerveja no Brasil. Mas o torneio deste ano ocorre em meio a notícias cada vez mais alarmantes sobre a queda no consumo de bebidas alcoólicas em todo o mundo.
Nesse cenário, a Ambev chegou ao Mundial de 2026 com uma decisão que, à primeira vista, pode fugir da regra, mas que se adapta bem ao novo contexto. A companhia aproveita o torneio para promover cinco marcas, com aposta especialmente centrada fora das cervejas tradicionais.
O movimento representa uma mudança de estilo, mas sem um abandono da tradição, de acordo com Daniela Cachich, presidente da unidade Beyond Beer da Ambev na América do Sul. Ela rejeita a leitura de que o brasileiro esteja consumindo menos bebidas alcoólicas, e trata a estratégia deste ano como uma expansão de alvos.
“Quando me perguntam se as pessoas estão bebendo menos, na verdade, elas estão bebendo diferente”, disse à Bloomberg Línea. Para ela, o que está em curso é um aumento de repertório de consumo, não uma troca. “Não é uma substituição, mas é uma ampliação de opções”, afirmou.
Uma certa calma voltou aos mercados globais após uma onda de vendas em ações de empresas de tecnologia, enquanto os resultados financeiros da Micron assumiram maior importância como um teste para o setor de IA.
- Alívio nos combustíveis. O preço do diesel nos EUA caiu abaixo de US$ 5 por galão pela primeira vez desde meados de março, o que diminui a pressão sobre um dos combustíveis mais importantes da economia global. O preço médio nacional de varejo caiu para US$ 4,98 por galão, de acordo com a American Automobile Association.
- Fujimori vence no Peru. A conservadora Keiko Fujimori garantiu uma margem de votos suficiente para garantir sua vitória nas eleições peruanas, de acordo com dados publicados pelo órgão regulador eleitoral após semanas de análise dos votos contestados. Ela alcançou uma vantagem de 43.386 votos sobre seu rival Roberto Sánchez, e há apenas 39.300 votos em disputa.
- Nike tem novo CFO. A empresa de roupas esportivas contratou David Denton, ex-Pfizer, como o próximo diretor financeiro. Ele substituirá Matthew Friend, que deixará o cargo, mas permanecerá na Nike até 4 de setembro.
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Nos últimos anos, o veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL, na sigla em inglês) ganhou forte tração em meio ao movimento de descarbonização global. Mais recentemente, contudo, o quadro de demanda do produto, que também ficou conhecido como “carro voador”, mudou.
Na EVE (EVEX), uma das expoentes do segmento, hoje a companhia trabalha com uma projeção de demanda global de até 30 mil aeronaves em 20 anos, em 800 cidades do mundo, segundo o diretor de relações com investidores, Lucio Aldworth. Anteriormente, as estimativas do setor chegavam a superar 50 mil unidades para o período.
“À medida que conversamos com clientes, refinamos as nossas expectativas, porque percebemos como a demanda vai se acomodar”, disse o executivo em conversa com a Bloomberg Línea.
Inicialmente, a EVE, controlada pela Embraer(EMBJ3), tinha uma projeção de obter a certificação em 2026, mas esse prazo foi adiado para 2027 e, agora, está previsto para 2028.
Uma onda de venda de ações se espalhou pelos mercados globais nesta terça-feira (23) à medida que investidores demonstravam nervosismo em relação às ações de tecnologia altamente valorizadas e avaliações de mercado infladas.
- IG4 mira dívida da Raízen. A empresa de private equity afirmou que dispõe de capital suficiente para comprar a dívida da Raízen enquanto busca adquirir uma parcela suficiente da produtora de açúcar e etanol em dificuldades para chegar a uma participação acionária de 50,1%.
- Tráfego ganha força em Ormuz. Um número cada vez maior de navios sinaliza abertamente sua intenção de atravessar o Estreito de Ormuz, o que indica uma confiança crescente entre armadores e comerciantes à medida que as tensões entre EUA e Irã diminuem.
- China adota medidas de austeridade. Pequim reduziu seu déficit fiscal acumulado pela primeira vez em mais de dois anos, dando continuidade às medidas de austeridade apesar da desaceleração do crescimento. O déficit combinado dos dois maiores orçamentos governamentais diminuiu 4,1% nos primeiros cinco meses em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Para quem teme que o rali das ações de tecnologia seja uma reprise da bolha das pontocom dos anos 2000, o veredito de Ron Josey, um dos analistas mais experientes de Wall Street e líder da cobertura de internet da América do Norte no Citi, é categórico: os fundamentos atuais são radicalmente diferentes.
A principal preocupação em Wall Street e nas conversas com clientes está no retorno sobre o capital investido (ROI) em inteligência artificial, segundo ele.
“O debate número um que estamos tendo com clientes e investidores é o ROI de todos os investimentos em IA”, afirmou Josey, em entrevista exclusiva à Bloomberg Línea, em São Paulo, durante participação no Citi Brazil Equity Conference.
“Google, Meta e Amazon estão gastando quantias significativas este ano e provavelmente continuarão a gastar no futuro, impactando o fluxo de caixa livre global. Os investidores querem o conforto de saber que há uma demanda real no mercado para justificar esse retorno do ponto de vista de receita.”
Os futuros das ações dos EUA caíram nesta segunda-feira (22), encontrando pouco apoio na queda dos preços do petróleo, à medida que surgiram sinais de avanços diplomáticos entre os EUA e o Irã.
- Premiê britânico renuncia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que renunciaria ao cargo dois anos depois de ter levado o Partido Trabalhista de volta ao poder. Saída de Starmer abre caminho para que Andy Burnham tente assumir o cargo como sucessor.
- Negociações entre EUA e Irã avançam. O governo iraniano afirmou que houve “grandes avanços” nas discussões que se estenderam por toda a noite com os EUA, enquanto as partes em conflito tentam chegar a um acordo de paz dentro de dois meses.
- Brasil recebe fundo climático. Os Fundos de Investimento Climático (CIF) aprovaram um financiamento para o Brasil e o México que deverá ajudar a mobilizar recursos adicionais para acelerar a descarbonização de seus setores industriais. Cada país receberá US$ 250 milhões, o que deverá ajudar a mobilizar cofinanciamento de mais de US$ 5 bilhões.
🔘 As bolsas na sexta-feira (19/06): Dow Jones Industrials (*), S&P 500 (*), Nasdaq Composite (*), Stoxx 600 (-0,24%), Ibovespa (+0,03%) - *Bolsas dos EUA não abriram por causa de feriado
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Os escritórios da Faria Lima seguem atrativos e com preços elevados, apesar de desocupações relevantes no último trimestre, como as da Netflixe do Banco Master.
Segundo levantamento da consultoria internacional JLL, a absorção na região se mantém sem rupturas ou quedas bruscas, mostrando a sua resiliência, com preços de aluguel do m² de até R$ 350.
Para a diretora de locações da JLL, Yara Matsuyama, a cidade como um todo vem registrando aumento do preço pedido médio do aluguel, com cada região trazendo uma dinâmica.
Especificamente a área da “Faria Lima nova” registrou um preço pedido médio de R$ 310 por m² no último trimestre. “A tendência de alta deve persistir. Apesar das saídas do último trimestre, o patamar de vacância permanece baixo”, diz.
As ações na Europa operam próximas da estabilidade nesta sexta-feira (19), à medida que o alívio provocado pelo acordo provisório entre EUA e Irã deu lugar à cautela dos investidores. Os mercados dos EUA estão fechados devido ao feriado de Juneteenth.
- Negociações entre EUA e Irã. O início das conversas sobre um acordo permanente para limitar o programa nuclear iraniano foi adiado. O atraso ocorre em meio à escalada dos confrontos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano, um dos principais pontos de atrito nas negociações.
- Fluxo no Estreito de Ormuz perde força. O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz desacelerou nesta sexta-feira, um dia depois de uma alta no volume de embarcações após o acordo provisório entre EUA e Irã. Nenhum petroleiro foi visto deixando o Golfo Pérsico pela manhã.
- SpaceX testa limites do mercado. A empresa de Elon Musk se prepara para captar pelo menos US$ 20 bilhões em dívida para financiar um plano de expansão que pode exigir mais de US$ 1 trilhão até o fim da década, segundo estimativas de analistas. Os investimentos estão concentrados em infraestrutura para IA.
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Fazendo frente ao otimismo sobre o uso de inteligência artificial (IA), o Spotify tem procurado reforçar a proteção à indústria musical. Com a proliferação de ferramentas de IA generativa, o setor passou a enfrentar uma ameaça sofisticada: os chamados “streams artificiais”.
Robôs e contas automatizadas são programados para reproduzir faixas em massa no serviço — muitas vezes músicas curtas e genéricas geradas por IA —, com o único objetivo de desviar dinheiro do fundo global de royalties.
“Os artistas sempre abraçaram a tecnologia para impulsionar sua criatividade. Vimos isso ao longo das décadas”, disse Bryan Johnson, diretor de artistas e parcerias da Spotify, em entrevista à Bloomberg Línea, antes de se apresentar no Web Summit Rio.
“Para realmente liberar o verdadeiro potencial da IA, precisamos nos proteger contra as piores partes dela.”
Os futuros das ações dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (18), após o presidente Donald Trump assinar um acordo preliminar para encerrar a guerra no Oriente Médio. O petróleo Brent recuava 1,9% nesta manhã, o menor nível desde o início do conflito.
- Reestruturação da Braskem. A empresa ainda não obteve apoio suficiente dos credores para avançar com a recuperação extrajudicial, segundo fontes que falaram à Bloomberg News. Os credores criticam a proposta por favorecer detentores de títulos de curto prazo em relação a financiamentos mais longos.
- Ormuz pode operar em novo patamar. O Goldman Sachs avalia que o fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz pode se recuperar para cerca de 70% dos níveis pré-guerra, à medida que produtores do Golfo consolidam rotas alternativas de exportação para reduzir a dependência da via marítima.
- Startup aposta em IA para médicos na América Latina. A Telepatia, apoiada pela Andreessen Horowitz, mira levar seu assistente clínico de inteligência artificial a metade dos 1,9 milhão de médicos da região até 2027, com a proposta de reduzir erros e aumentar a produtividade em sistemas de saúde sobrecarregados.
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No mercado brasileiro de cuidados com a pele, marcas como Principia, Creamy e Sallve construíram audiência nas redes sociais e conquistaram espaço nas gôndolas das drogarias. Nas farmácias da RD Saúde, dona das bandeiras Raia e Drogasil e líder do setor, as três marcas perdem em vendas para uma linha vendida exclusivamente pela própria rede.
A Needs, criada em 2011 com a fusão da Raia e Drogasil, é hoje a segunda linha mais vendida no autosserviço farmacêutico, o segmento de produtos sem prescrição médica. Ela perde apenas para a Pampers, de fraldas da Procter & Gamble, segundo dados da IQVIA citados por Gustavo Milo, diretor de marcas próprias da RD Saúde.
“Me surpreendi com o tamanho da nossa marca própria, a importância que ela tem principalmente para o consumidor, a escala que ela tomou”, disse Milo à Bloomberg Línea. O executivo assumiu o posto no ano passado após passagens pela Centauro, do Grupo SBF, PepsiCo e Reckitt.
A Needs faturou cerca de R$ 1,6 bilhão em 2025, com projeção de dobrar ou triplicar até 2030, segundo o executivo. A linha divide ainda gôndola com Neutrogena, Nivea, La Roche-Posay e Eucerin. A RD Saúde encerrou março de 2026 com 3.614 farmácias, conforme o balanço do primeiro trimestre.
Os futuros das ações dos Estados Unidos operam em alta nesta quarta-feira (17), à medida que investidores aguardam a decisão de política monetária do Fed.
- SoftBank reduz apetite na América Latina. Alex Szapiro, sócio-gerente e diretor da companhia no Brasil, afirmou que há escassez de startups latino-americanas aptas a receber grandes aportes e que o foco global em inteligência artificial reduziu ainda mais as oportunidades de investimento na região.
- O papel da IG4 Capital em reestruturações. A gestora passou a controlar a Braskem e busca liderar a reestruturação da Raízen, em operações que envolvem cerca de R$ 127 bilhões em dívidas. A IG4 ganhou notoriedade por reestruturar companhias como a Iguá Saneamento e a CLI.
- BMW alerta para piora na China. A montadora cortou sua projeção de margem para o ano de 6% para 1% e prepara novas medidas de redução de custos após uma queda mais acentuada da demanda chinesa e o agravamento dos efeitos do conflito no Oriente Médio. As ações da montadora caíam 12% nesta manhã.
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Com desafios que vão de ganho de escala até infraestrutura em comunidades nos morros do Rio de Janeiro, a Iguá tem como estratégia priorizar o amadurecimento das concessões já existentes para dobrar a receita da companhia nos próximos anos, afirmou o CEO René Silva em entrevista à Bloomberg Línea.
Apesar do foco na expansão das redes de leilões conquistados desde a aprovação do novo marco regulatório do setor, em 2020, o executivo afirma que a empresa deve olhar futuras oportunidades de investimentos.
“Nós vamos olhar tudo que tenha uma sinergia geográfica com as nossas operações, mas sempre com muito critério”, disse Silva.
A Iguá possui atualmente nove operações de água e esgoto distribuídas em seis estados.
Os futuros das ações dos EUA operam sem direção única nesta terça-feira (16), enquanto investidores aguardam a primeira decisão de política monetária do Federal Reserve nesta semana sob a liderança de Kevin Warsh.
- SpaceX amplia rali após IPO. As ações da empresa caminham para ampliar os ganhos de mais de 40% desde a estreia na bolsa. A valorização elevou o valor de mercado da empresa para mais de US$ 2,5 trilhões. O interesse de investidores de varejo ajudou a reduzir preocupações sobre a absorção do IPO.
- Acordo EUA-Irã reduz temor sobre inflação. Economistas avaliam que o acordo provisório entre os dois países indica que o pico da inflação nos EUA impulsionada pela guerra pode ter ficado para trás, embora ainda persistam incertezas sobre a normalização do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
- Catar mira retomada do GNL. A QatarEnergy informou a compradores que pretende restaurar cerca de metade de sua capacidade de exportação de gás natural liquefeito um mês após a reabertura do Estreito de Ormuz, elevando esse percentual para cerca de 80% dois meses depois.
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A Mantiqueira prevê alcançar a marca de 10 milhões de galinhas nos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2027, após avançar na repopulação e na reorganização das granjas adquiridas no país, segundo o fundador da companhia, Leandro Pinto.
O processo de repopulação está 60% concluído e deverá colocar a empresa entre as quatro ou cinco maiores produtoras de ovos do mundo, de acordo com o empresário.
“Quando a gente terminar a repopulação, vamos estar entre os top 4, top 5 do mundo. Isso já é um grande marco para a Mantiqueira”, disse Pinto em entrevista exclusiva à Bloomberg Línea.
Atualmente, a Mantiqueira possui cerca de 6 milhões de galinhas nos EUA. A expansão ocorre após a aquisição, anunciada em novembro de 2025, da Hickman’s Egg Ranch, uma das maiores produtoras de ovos do país. A empresa tinha 10 milhões de galinhas, mas perdeu 95% desse total após um surto de gripe aviária.
A internacionalização já estava nos planos da Mantiqueira, segundo o fundador. Com a sociedade com a JBS, anunciada em janeiro de 2025, a empresa conseguiu acelerar a estratégia e tirar projetos do papel.
As ações globais operam em alta nesta segunda-feira (15), enquanto o petróleo caiu ao menor nível em três meses após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo que abre caminho para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz.
- Reabertura de Ormuz deve ser gradual. Analistas de mercado avaliam que a normalização dos fluxos de petróleo e gás por Ormuz pode levar meses. “Os fluxos físicos podem ser reiniciados rapidamente. A confiança geralmente não”, disse Haris Khurshid, da Karobaar Capital.
- Perspectivas para os juros dos emergentes. Investidores têm reformulado posições diante de trajetórias distintas de política monetária. A expectativa é de cortes de juros no Brasil, manutenção no Chile e preferência por mercados de alto carry, como Brasil, Colômbia, Hungria e África do Sul entre os emergentes.
- BCE alerta para pressão inflacionária. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que a alta dos preços de energia já começou a contaminar outros setores da economia e sinalizou que novos aumentos de juros seguem na mesa para evitar efeitos secundários, como reajustes salariais.
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A incorporadora Benx, do grupo Bueno Netto, aposta na arte como estratégia permanente para seus empreendimentos em um mercado cada vez mais competitivo.
O grupo tem investido em curadoria, exposições e formação de artistas como um plano de identidade de seus projetos.
A proposta de diferenciação vai além de metragem e acabamento e inclui projetos de arquitetura, paisagismo e ativação cultural, com obras de arte e até galeria como elementos dos empreendimentos.
“A tendência é que os empreendimentos passem a disputar não apenas localização, mas também capacidade de gerar experiência urbana, identidade e impacto positivo no entorno”, disse o fundador da Bueno Netto, Adalberto Bueno Netto, à Bloomberg Línea.
Segundo o executivo, a arte aparece de formas diferentes em cada projeto e o objetivo é que seja incorporada na concepção dos empreendimentos. “Não se trata apenas de instalar obras em áreas comuns.”
O projeto mais emblemático neste sentido é o Parque Global, empreendimento de uso misto avaliado em mais de R$ 14 bilhões.
As ações globais operam em alta nesta sexta-feira (12), após novas indicações de que Estados Unidos e Irã se aproximam de um acordo para encerrar a guerra e a divulgação de novos detalhes da minuta do entendimento entre os países.
- Governo tenta barrar projetos com impacto fiscal. A equipe econômica negocia com o Congresso para evitar a aprovação de três propostas que criariam despesas de R$ 170 bilhões nos próximos dez anos. O governo avalia recorrer ao STF caso os textos avancem sem fontes de financiamento.
- Demanda por IPOs na China. A abertura de capital da SpaceX recebeu mais de US$ 100 bilhões em pedidos de investidores de varejo. O volume, porém, ficou abaixo de algumas ofertas recentes na China. Em Xangai, o IPO da fabricante chinesa de chips MetaX no final de 2025 atraiu cerca de US$ 444 bilhões.ㅤ
- Equatorial fica com 30% da Copasa em privatização. O governo de Minas Gerais arrecadou R$ 8,4 bilhões com a oferta pública de ações da companhia, que recebeu R$ 66 bilhões em propostas, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram à Bloomberg News A Equatorial pagará R$ 5,6 bilhões pela participação.
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A São Pedro Capital, gestora fundada pelo ex-CEO do Google no Brasil Alex Dias, projeta chegar a R$ 1 bilhão em ativos sob gestão até o fim do ano, em uma estratégia que combina investimentos líquidos e ilíquidos no setor de tecnologia.
Fundada em 2020 em São Paulo, a casa cresceu inicialmente fazendo investimentos PIPE (Private Investments in Public Equity) em empresas no Brasil como Eletromídia e ClearSale, mas hoje se posiciona como uma gestora especializada em conectar investidores brasileiros com as oportunidades em segmentos de ponta, como inteligência artificial (IA), fora do Brasil.
Seu fundo Global Technology, focado em ações de tecnologia do exterior, completou o primeiro ano em maio com um retorno em dólares de 26,8%, e tem meta de atingir R$ 500 milhões sob gestão até o fim do ano, segundo Dias.
“A tecnologia é o centro da discussão sobre a evolução de modelos de negócio, e o investidor brasileiro ficou apático a esse processo”, disse Dias em entrevista à Bloomberg Línea na sede da empresa.
As ações globais operam em alta nesta quinta-feira (11), mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer à Fox News que o país voltaria a atacar o Irã caso seus líderes não assinassem um acordo provisório de paz.
- EUA ameaçam ampliar ataques ao Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que continuará a bombardear o país caso Teerã não aceite, até esta quinta-feira, um acordo provisório para estender o cessar-fogo e reabrir Ormuz. O Irã, por sua, vez retaliou e disparou contra bases americanas.
- Fujimori retoma liderança no Peru. A candidata Keiko Fujimori somou 50,001% dos votos e ultrapassou por margem mínima o candidato Roberto Sánchez, com 98,2% das cédulas apuradas. O impulso veio dos votos de peruanos no exterior. A confirmação oficial do resultado ainda pode levar semanas.
- Alta dos combustíveis preocupa a Fonterra. Richard Allen, CEO da maior exportadora de laticínios do mundo, afirmou que ainda não consegue estimar o impacto do aumento dos custos de combustível e frete sobre os negócios da cooperativa neozelandesa nos próximos 12 meses.
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A Pague Menos já recebeu ofertas para comprar as operações de farmácia que grandes redes de supermercado do país montaram dentro de suas lojas ao longo dos últimos anos e disse não a todas.
A recusa contraria a expectativa que cercou a sanção da Lei 15.357, em março, resultado de mais de uma década de pressão do setor supermercadista no Congresso.
Essas farmácias operam em desenho mais leve do que o exigido pela nova regulamentação, e o faturamento médio por loja é baixo demais para o investimento.
Nenhuma grande rede de drogaria assumiu esses ativos até o momento, nem para comprar, nem para operar em nome do supermercado, afirma o CFO da Pague Menos, Luiz Novais, à Bloomberg Línea.
O setor supermercadista esperava poder vender remédios na gôndola. O texto sancionado foi mais restritivo: exige ambiente fisicamente separado das demais áreas, caixa próprio e um farmacêutico responsável durante todo o horário de funcionamento.
As ações globais operam em queda nesta quarta-feira (10), enquanto investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação ao consumidor de maio nos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês).
- A ambição do Brasil em terras raras. A Agência Nacional de Mineração enfrenta cortes orçamentários em meio ao aumento dos pedidos de exploração de terras raras. Desde 2023, o órgão recebeu mais de 3 mil solicitações, ante 745 entre 1975 e 2022, mas conta com apenas quatro funcionários dedicados à área.
- UE analisa compra da Warner pela Paramount. A União Europeia investiga a aquisição de US$ 110 bilhões da Warner pela Paramount sob regras de subsídios estrangeiros, diante da participação de fundos do Oriente Médio no financiamento da operação. O bloco estabeleceu prazo até 14 de julho para examinar o acordo.
- Bitcoin acumula perdas. A criptomoeda acumula queda de 16% nos últimos sete dias, em meio à saída de investidores de ETFs e à mudança nas expectativas para os juros nos EUA. Analistas avaliam que a recuperação recente pode ser temporária e que o ativo ainda não encontrou um piso.
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A Kalshi mantém seu interesse no mercado brasileiro e tem como “plano A” trabalhar de forma construtiva com o governo brasileiro para reverter a decisão que proibiu sua operação no país, segundo a cofundadora Luana Lopes Lara.
Em entrevista à Bloomberg Línea, a brasileira avalia que a proibição faz parte de um desafio com a qual a plataforma de mercados de previsão está acostumada e diz que a empresa busca trabalhar de forma legalizada e regulada em todos os países onde estiver.
“É nosso desafio educacional mostrar para as pessoas o que realmente são os mercados preditivos e por que eles são diferentes de casas de apostas e muito melhores para a população no final”, afirmou em entrevista, antes de subir ao palco na abertura do Web Summit Rio 2026, na segunda-feira (8).
Os futuros das ações dos Estados Unidos avançam nesta terça-feira (9), à medida que investidores retomam gradualmente as apostas ligadas à inteligência artificial e aumentam a exposição a ativos de risco após o alívio das tensões no Oriente Médio e a queda dos preços do petróleo.
- Novo comando na CVM. O novo presidente da autarquia, Otto Lobo, dispensou sete superintendentes e assessores em seu primeiro dia no cargo, em uma reformulação de áreas ligadas à gestão, tecnologia e planejamento. Segundo comunicado da CVM, a medida busca melhorar o aproveitamento de pessoal.
- Vale vê demanda resiliente. O CEO da mineradora, Gustavo Pimenta, disse em entrevista à Bloomberg Television que não enxerga uma queda da demanda por metais em meio à guerra envolvendo o Irã e elevou em US$ 1,5 bilhão sua projeção de fluxo de caixa livre para o negócio de minério de ferro.
- Impasse na eleição no Peru. O candidato Roberto Sánchez lidera a disputa presidencial por pouco mais de 30 mil votos sobre Keiko Fujimori, mas analistas avaliam que os votos no exterior podem inverter o resultado. A apuração final deve se estender até julho.
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A Kaszek, um dos maiores fundos de venture capital da América Latina, deve voltar ao mercado nos próximos seis a doze meses para captar seu sétimo fundo de early stage. O movimento ocorre porque o seu Fundo VI está chegando à etapa final de formação de portfólio.
A informação foi confirmada pelo cofundador Hérnan Kazah em entrevista à Bloomberg Línea. A gestora prevê um valor semelhante ao do veículo anterior, que levantou US$ 540 milhões em 2023.
A tese, segundo o investidor argentino, continuará essencialmente a mesma, focada em bons fundadores, setores com grande mercado endereçável, principalmente na América Latina, que usam a tecnologia para criar produtos novos ou melhores do que os atuais.
“Obviamente, IA está cada vez mais presente em praticamente tudo o que fazemos e vemos algumas oportunidades adicionais em áreas como energia e data centers, mas isso é mais uma evolução natural da tecnologia e do mercado do que uma mudança de estratégia”, afirma Kazah.
Os futuros das ações dos Estados Unidos operam em leve alta nesta segunda-feira (8), mesmo após a escalada das tensões entre Irã e Israel durante a madrugada, que elevou os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
- Israel e Irã voltam a trocar ataques. Os dois países lançaram novos ataques com mísseis nesta segunda-feira, apesar dos apelos do presidente Donald Trump por uma trégua e pela retomada das negociações. A escalada tende a impulsionar os preços do petróleo e pressionar os mercados globais.
- Aéreas criticam fabricantes de motores. Executivos do setor, reunidos no encontro anual da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) no Rio de Janeiro, acusaram fornecedores de motores de falhas de desempenho. Segundo a associação, problemas na cadeia já custaram US$ 11 bilhões às aéreas em 2025.
- Importância das pessoas em meio à IA. O CEO do HSBC, Georges Elhedery, afirmou em entrevista à Bloomberg TV que a inteligência artificial deve aumentar a produtividade, mas ponderou que a parte de julgamento, decisões e responsabilidade humanas continuarão no centro das operações.
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O McDonald’s está apostando em tudo, desde frangos mais sofisticados até novos playgrounds, como parte de uma campanha para parecer, cada vez menos, com um fast food.
Novos itens do cardápio, incluindo asa e filé empanado à mão, estão sendo testados como parte de uma estratégia renovada.
Isso faz parte de uma aposta de longo alcance de que alimentos de melhor qualidade, juntamente com campanhas de redes sociais mais envolventes e melhorias nos restaurantes, ajudarão o McDonald’s a se consolidar como a primeira opção dos clientes - não apenas para uma refeição rápida em qualquer lugar, mas também para passeios em família e outras ocasiões.
O McDonald’s ainda se concentrará no valor e na rapidez, mas os clientes estão “realmente exigindo mais pelo seu dinheiro”, disse o CEO Chris Kempczinski à Bloomberg News.
As ações norte-americanas operam em queda nesta sexta-feira (5), enquanto investidores reduzem a exposição ao tema da inteligência artificial e aguardam os dados do payroll de maio em busca de sinais sobre a trajetória dos juros.
- Nova fronteira para a SpaceX? Analistas de bancos como Goldman Sachs e Evercore projetam que a divisão de inteligência artificial da SpaceX multiplicará sua receita em cerca de 100 vezes até o fim da década, tornando-se responsável por até 74% das vendas da companhia até 2031.
- Barreira para grandes IPOs. A S&P Dow Jones decidiu manter a exigência de ao menos 12 meses de negociação, além dos critérios de lucratividade e free float, para inclusão de empresas no S&P 500. A decisão impede a entrada da SpaceX, da OpenAI e da Anthropic e adia bilhões de dólares em compras por fundos.
- Terminal de Omã retoma operações. As atividades no terminal de Mina Al Fahal, principal ponto de exportação de petróleo bruto do país, foram normalizadas após uma explosão interromper temporariamente os carregamentos na sexta-feira. Segundo operadores, a causa do incidente ainda não foi esclarecida.
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No momento em que a inteligência artificial generativa dita o ritmo das avaliações de mercado no mundo, o Brasil enfrenta um desafio crítico: acelerar seus investimentos em infraestrutura computacional para não perder o bonde da nova era tecnológica.
A lentidão na regulamentação e na execução de políticas públicas no país, no entanto, tem funcionado como um forte freio de mão para o desenvolvimento de negócios de alta performance.
Essa é a análise de Márcio Aguiar, diretor da Divisão Enterprise da Nvidia para a América Latina. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e o programa Redata (Regime Especial de Incentivos para Computação em Nuvem e Centros de Dados) seguem travados em discussões em Brasília.
Esse compasso de espera já cobra o seu preço na forma de fuga de talentos, adiamento de investimentos privados e perda de competitividade frente a vizinhos da América Latina.
“Estamos perdendo a oportunidade de embarcar nesse trem que está passando”, afirmou Aguiar em entrevista à Bloomberg Línea. “A tecnologia está evoluindo tão rapidamente que cada um ou dois meses de atraso já nos colocam em uma nova era da inteligência artificial.”
As ações norte-americanas têm dificuldades para manter seus ganhos recordes enquanto as crescentes tensões sobre o cessar-fogo entre os EUA e o Irã fizeram com que os preços do petróleo subissem pelo terceiro dia consecutivo.
- Reestruturação da Raízen. A produtora de açúcar e etanol deve apresentar aos credores uma proposta final de reestruturação nesta quarta-feira (3), um passo fundamental no esforço de meses da empresa em dificuldades para conseguir uma revisão extrajudicial da dívida.
- Termos do IPO da SpaceX. A empresa de Elon Musk planeja definir os termos da maior oferta pública inicial da história nesta quarta-feira (3). Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, a SpaceX pretende vender 555,6 milhões de ações a US$ 135, cada uma, em seu IPO de US$ 75 bilhões.
- Novo tarifaço dos EUA. Após uma investigação sobre como parceiros comerciais lidam com trabalho forçado, o governo de Donald Trump propôs novas tarifas de pelo menos 10% sobre as importações de 60 parceiros comerciais. Esta é a maior medida protecionista do presidente desde que suas taxas anteriores foram derrubadas pela Suprema Corte.
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A expansão do uso de medicamentos análogos ao hormônio GLP-1, que favorece a perda de peso – conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” –, vem transformando a cesta de consumo.
No Brasil, quase metade da população relata estar tentando emagrecer em 2026, e 5,5% já usa medicamentos como Mounjaro ou Ozempic — proporção superior à média global de 3,7%, segundo um estudo da consultoria especializada Euromonitor.
O efeito colateral mais relatado é a redução no consumo de bebidas açucaradas, citada por 46% dos usuários. Outros 32% dizem sentir menos desejo por álcool, nicotina ou drogas ilícitas.
Com menos apetite e novos hábitos, esses consumidores estão redirecionando gastos para alimentos frescos, suplementos proteicos, produtos capilares e roupas esportivas.
“O conceito de bem-estar no varejo tem sido redefinido com o uso do GLP-1. Os impactos vão desde o foodservice até vestuário e beleza”, afirma a analista de pesquisa de food & nutrition da Euromonitor International, Adriana Murasaki, em entrevista à Bloomberg Línea.
O rali das ações dos EUA foi interrompido, e a euforia em torno da inteligência artificial perdeu força, enquanto investidores avaliam as perspectivas de um fim para a guerra no Oriente Médio.
- Possível novo tarifaço contra o Brasil. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) concluiu uma investigação da seção 301 contra o Brasil, apontou o que vê como práticas comerciais injustas e propôs uma nova onda de tarifas de 25% sobre produtos exportados pelo país. A decisão sobre um novo tarifaço deve ser tomada pelo presidente Donald Trump.
- Blackstone avança na Ásia. A empresa de aquisições reuniu US$ 13,1 bilhões para um fundo de private equity na Ásia sem recorrer à sua plataforma global mais ampla. O avanço ultrapassa sua meta de US$ 10 bilhões e se soma a uma série de grandes fundos levantados pelos gigantes do setor na região.
- Alphabet e Berkshire ampliam aposta em IA. A controladora do Google captou US$ 80 bilhões por meio de um pacote de ofertas de ações, incluindo um acordo de investimento com a Berkshire Hathaway, para financiar gastos com inteligência artificial em um dos maiores negócios de ações de todos os tempos.
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Quando Bruno Sindona lançou seus primeiros empreendimentos pela Sindona, no começo dos anos 2010, a estratégia era comprar terrenos que ninguém queria — imóveis com histórico familiar complicado, projetos abandonados no meio do caminho, negócios de empreendedores em dificuldade.
O primeiro da série era exatamente esse tipo de ativo: uma herança de problema, não de valor.
Mais de uma década depois, o mesmo diagnóstico que orientou aquela fase inicial está na base de uma virada muito mais ambiciosa.
A Sindona Desenvolvimento está sendo reestruturada para operar como uma desenvolvedora de ativos complexos urbanos — com portfólio que vai de data centers a projetos de uso misto, passando por retrofit de edifícios comerciais reconvertidos em residenciais.
“No Brasil, o desenvolvimento e a incorporação são negócios tradicionalmente separados. O mercado financeiro faz operação de dívida com as incorporadoras mas não necessariamente entende o negócio. A gente quer ser algo no meio do caminho, próximo ao que hoje faz a Brookfield”, afirmou Bruno Sindona em entrevista à Bloomberg Línea.
O trade de inteligência artificial obteve novos ganhos na segunda-feira (1º), o que permitiu que as ações globais ignorassem a alta dos preços do petróleo enquanto EUA e Irã continuaram em um impasse sobre um acordo de paz.
- Primeira grande compra de Greg Abel. A Berkshire Hathaway vai adquirir a Taylor Morrison Home em um negócio de cerca de US$ 6,8 bilhões na primeira grande aquisição sob o comando do CEO Greg Abel e um voto de confiança no mercado imobiliário dos EUA. É a maior compra desde que a Berkshire comprou os negócios petroquímicos da Occidental Petroleum em janeiro.
- Novo líder no mercado japonês. O SoftBank Group ultrapassou a Toyota Motor como a empresa mais valiosa do Japão, um marco para o boom global da inteligência artificial e uma remodelação da hierarquia corporativa do país. As ações do grupo de tecnologia liderado por Masayoshi Son subiram 14% nas negociações de Tóquio.
- Diesel mais barato no Brasil. A Petrobras reduziu os preços domésticos do diesel como parte de um programa de subsídios do governo para proteger os consumidores dos impactos da guerra no Oriente Médio. A estatal informou que reduzirá seu preço médio de venda do diesel às distribuidoras em R$ 0,3515 por litro, diminuindo o preço em 9,6%, para R$ 3,30 por litro.
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A L’Occitane pretende triplicar o tamanho da operação de sua marca local no Brasil nos próximos três anos e dobrar o número de lojas até 2028.
A marca com foco no país, a L’Occitane au Brésil, cresceu mais de 37% desde 2023, e já responde por cerca de 60% da receita da multinacional francesa de cosméticos em território brasileiro, segundo André Abramo, CMO da empresa no país.
“Não é só loja que a gente vai amplificar. A gente tem uma estratégia muito grande de omnicanalidade”, disse o executivo em entrevista à Bloomberg Línea.
A expansão se insere em uma estratégia maior do grupo no país, que opera sob duas lógicas distintas que se complementam.
De um lado, a L’Occitane au Brésil é a marca presente em diversas redes de shoppings, que busca ganhar escala, com expansão de lojas, novos canais de venda e maior presença no varejo de rua.
De outro, a L’Occitane en Provence passa por um reposicionamento para reforçar a percepção de marca importada, de nicho e de maior valor agregado.
As ações dos EUA mantiveram-se estáveis em seus máximos históricos, enquanto investidores aguardam para ver se Washington e o Irã finalmente conseguiriam fechar um acordo de paz e restaura. O petróleo bruto Brent caiu para US$ 93 por barril e caminha para sua maior queda mensal desde o início da pandemia.
- Acordo preliminar entre EUA e Irã. Os dois países chegaram a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por 60 dias e discutir o futuro do programa nuclear de Teerã, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto ouvida pela Bloomberg News. O presidente Donald Trump ainda não concordou com os termos.
- PCC e CV classificados como terroristas. Os EUA vão classificar as duas principais facções criminosas do Brasil como organizações terroristas, em uma medida que tende a reacender as tensões entre Donald Trump e Lula. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta quinta-feira (28) que os EUA aplicarão a classificação ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho.
- Queda do minério de ferro. O mineral caminha para a primeira queda mensal desde fevereiro, depois de uma breve recuperação desencadeada por um acidente em uma mina de carvão na China. Os contratos futuros de minério de ferro de Cingapura caíram 1,2% em maio. O mercado ainda avalia o impacto sobre as margens do aço de um aumento nos preços do carvão de coque depois que a explosão da mina cortou parte do fornecimento.
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A Westwing tem adotado um conjunto de mudanças estruturais para reverter os prejuízos acumulados, meses depois de a varejista de móveis e decoração ser envolvida em uma troca de acionistas provocada pelo caso do Banco Master.
Uma das mudanças é justamente a entrada de novos fundos como sócios minoritários, entre eles as gestoras Oriz, HIX Capital, BlueOak, Três Ilhas e Leblon Equities, segundo o CEO da Westwing, André Machado.
Elas adquiriam parte da fatia de 32% que havia sido tomada pela Mastercard quando a bandeira de cartões executou as garantias após a inadimplência e liquidação do Will Bank, banco digital do Master, de Daniel Vorcaro. A Mastercard não tinha interesse estratégico na varejista e levou os papéis a leilão realizado pelo BTG Pactual.
Em entrevista à Bloomberg Línea, Machado classificou as cinco gestoras como uma nova “base super qualificada” de acionistas. Ele, no entanto, reconheceu que não espera uma solução única e milagrosa para a empresa de home & living voltar ao lucro. “Não existe uma bala de prata”, afirmou.
As ações caíam nesta quinta-feira (28) enquanto o petróleo e os rendimentos de títulos subiram depois que novos ataques no Oriente Médio alimentaram dúvidas sobre se o fim da guerra é iminente.
- EUA atacam o Irã. Forças americanas atacaram alvos militares iranianos pela segunda vez esta semana e o Kuwait disse ter respondido a ameaças de mísseis e drones. O Irã mirou a base americana de onde partiram os ataques e quatro drones iranianos disparados contra um navio comercial foram derrubados pelos EUA.
- Queda dos investimentos em petróleo. Os investimentos globais em projetos de petróleo devem cair pelo terceiro ano, conforme o choque de oferta no Oriente Médio desloca prioridades. Apesar dos preços mais altos, os gastos com projetos de petróleo devem cair abaixo de US$ 500 bilhões em 2026, segundo o relatório anual da Agência Internacional de Energia publicado na quinta-feira.
- Vendas da Toyota recuam. As vendas globais da montadora registraram seu terceiro mês consecutivo de quedas na comparação anual. O resultado de abril, incluindo da subsidiária Daihatsu Motor, caiu 3,7% em relação ao ano anterior para 902.015 unidades, disse a empresa na quinta-feira. A produção, porém, subiu 3,4% para 933.685 unidades.
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O C6 Bank está expandindo as funcionalidades do seu assistente baseado em inteligência artificial (IA) como parte de uma estratégia mais ampla em tecnologia adotada pelo banco digital, que tem o JP Morgan Chase como sócio.
A meta é aprofundar o relacionamento com clientes e avançar em principalidade – um dos indicadores mais disputados no setor bancário brasileiro.
“Nosso primeiro objetivo é estreitar o relacionamento com o cliente. E quanto mais conversamos e conhecemos nosso cliente, maior é a possibilidade de oferecermos soluções personalizadas”, afirmou Gustavo Torres, head de inovação do banco, em entrevista à Bloomberg Línea.
Como parte do movimento, o banco apresentou na terça-feira (26) uma ferramenta de consulta de gastos integrada ao C6 Assistant que permite ao usuário interagir com o histórico de transações da conta corrente e do cartão de crédito.
Os futuros dos EUA sobem enquanto o otimismo em torno da inteligência artificial, os preços mais baixos do petróleo e a flexibilização dos rendimentos dos títulos estimularam os investidores a se tornarem cada vez mais otimistas.
- Novos membros no clube de US$ 1 tri. O aumento das ações de chips de memória fez a SK Hynix e a Micron Technology ultrapassarem a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez. Investidores apostam que o avanço da IA levará a uma reavaliação sustentada do setor.
- Governo sinaliza ajuda ao BRB. O Ministério da Fazenda sinalizou que ajudará a fortalecer o Banco de Brasília depois que a instituição foi prejudicada pelas consequências da crise do Banco Master. O governo se comprometeu a flexibilizar as regras fiscais para ajudar o Distrito Federal a garantir um empréstimo de bilhões de reais com o FGC para capitalizar o banco.
- Elétricos impulsionam setor auto na UE. As vendas de automóveis na Europa aumentaram pelo terceiro mês consecutivo em abril impulsionadas por modelos elétricos e híbridos. Os registros de veículos novos aumentaram 7% para 1,15 milhão no mês passado, informou a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis na quarta-feira (27).