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Preocupação com ‘excessos’ em data centers cresce e alguns títulos já são enquadrados como junk bonds

18 de Setembro de 2026, 18:33

A CleanSpark captou cerca de US$ 2,28 bilhões por meio de sua primeira emissão de títulos conhecidos no mercado como junk bonds, de alto risco e que precisam pagar mais juros para atrair investidores, para financiar data centers para inteligência artificial vinculados à Meta Platforms.

A precificação dos títulos com vencimento em cinco anos indicou um rendimento de cerca de 8,25%, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Isso representa perto de 2 pontos percentuais a mais do que a média da dívida emitida por empresas com classificação BB acompanhada pela Bloomberg, à medida que os investidores têm exigido prêmios mais altos em financiamentos para novos data centers.

investidores têm exigido prêmios mais altos para financiamentos de data centers em meio ao aumento dessas ofertas e à crescente preocupação com gastos excessivos de capital, elevando os custos de financiamento da expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

Financiamentos semelhantes, respaldados por locatários com grau de investimento, foram vendidos a rendimentos inferiores a 6% no início deste ano.

Investidores apresentaram pedidos equivalentes, aproximadamente, a quatro vezes o tamanho total da emissão lançada na quinta-feira (17), disseram as pessoas, sob condição de anonimato, pois não estão autorizadas a falar publicamente.

A captação ajudará a financiar a construção de um data center em Sandersville, no estado americano da Geórgia, segundo um documento regulatório. O Morgan Stanley lidera a emissão, disse outra pessoa.

A instalação foi totalmente alugada pela Anviran, subsidiária da Meta, por meio de um contrato de US$ 6,6 bilhões com duração de 20 anos, de acordo com uma apresentação da CleanSpark.

Data centers: fluxo de receitas

A previsão é que o data center comece a operar no quarto trimestre de 2027, e a Meta garantirá o pagamento do aluguel e das despesas operacionais, informou a empresa.

Trata-se da primeira emissão de junk bonds vinculada a data centers da Meta, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O compromisso da Meta com a CleanSpark oferece à empresa tomadora, classificada como de grau especulativo, um fluxo de receita previsível para sustentar o financiamento de um projeto caro.

Desenvolvedores de data centers venderam cerca de US$ 39 bilhões em títulos classificados como high yield – de alto rendimento e risco elevado – até agora neste ano, a maioria respaldada por contratos de locação de longo prazo com empresas de computação em nuvem em hyperscalers, incluindo Oracle e Amazon, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A CleanSpark e o Morgan Stanley não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A Meta se recusou a comentar.

Sediada em Las Vegas, a CleanSpark está entre o número crescente de empresas abertas de mineração de bitcoin que estão se tornando operadoras de data centers para dar suporte a aplicações de inteligência artificial. A companhia tem valor de mercado de aproximadamente US$ 3,29 bilhões.

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Taxas do Tesouro Direto recuam e devolvem a alta provocada pelo Bolsa Família

18 de Setembro de 2026, 10:11

As taxas do Tesouro Direto recuam nesta sexta-feira (18) e devolvem boa parte da alta provocada na véspera pelo anúncio do reajuste do Bolsa Família. O movimento acompanha o alívio da curva de juros, depois que o mercado trocou o temor fiscal pelo chamado trade eleitoral no fim da quinta-feira (17).

Prefixados recuam até 0,15 ponto

O Tesouro Prefixado 2032 caiu de 14,34% para 14,19% ao ano, menor patamar da semana. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,39% para 14,25% e o Prefixado 2029 saiu de 13,95% para 13,85%.

Com a taxa em queda, o preço sobe. O preço unitário do papel de 2032 voltou de R$ 494,83 para R$ 498,51 — quem comprou no susto de ontem já vê ganho na marcação a mercado. Na outra ponta, quem entra agora trava um retorno menor até o vencimento.

Tesouro IPCA+ 2032 volta a 7,58%, menor nível da semana

Nos títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 caiu de IPCA + 7,69% para IPCA + 7,58%, abaixo inclusive do patamar de quarta-feira, antes da decisão do Copom. O IPCA+ 2040 foi a IPCA + 7,27% e o IPCA+ 2050, a IPCA + 7,19%.

Mesmo com o recuo, o juro real segue acima de 7% ao ano em todos os vencimentos disponíveis.

Entre os pós-fixados, o Tesouro Selic 2031 rende Selic + 0,0736% e o Tesouro Reserva 2036 acompanha a Selic pura, agora em 13,75% ao ano, com aplicação mínima de R$ 1.

Trade eleitoral tira força do temor fiscal

A reação negativa ao reajuste de 15,04% no Bolsa Família, com impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22 bilhões em 2027, perdeu fôlego ao longo da quinta. O Ibovespa virou e fechou em alta de 0,24%, aos 185.992 pontos, enquanto o dólar recuou 0,24%, a R$ 5,139.

A duas semanas das eleições, o mercado segue sensível a pesquisas e ao noticiário de Brasília. Para o investidor, é uma janela em que as taxas podem variar bastante de um dia para o outro — e o retorno travado depende do dia em que o título é comprado.

Veja as taxas do Tesouro Direto nesta sexta-feira (18)

TítuloRendimento anualInvest. mín.Preço unit.Vencimento
Tesouro Reserva 2036SelicR$ 1,00R$ 11,00588901/01/2036
Tesouro Selic 2031Selic + 0,0736%R$ 198,51R$ 19.851,5001/03/2031
Tesouro Prefixado 202913,85%R$ 7,46R$ 746,1101/01/2029
Tesouro Prefixado 203214,19%R$ 4,98R$ 498,5101/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203714,25%R$ 8,08R$ 808,1901/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,58%R$ 30,83R$ 3.083,2915/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,48%R$ 43,52R$ 4.352,3115/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,27%R$ 17,94R$ 1.794,1915/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,32%R$ 42,35R$ 4.235,0415/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,19%R$ 9,09R$ 909,8215/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,19%R$ 40,85R$ 4.085,2615/08/2060
Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2030IPCA + 7,36%R$ 20,12R$ 2.012,5815/12/2049
Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2035IPCA + 7,27%R$ 14,33R$ 1.433,0715/12/2054
Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2040IPCA + 7,17%R$ 10,30R$ 1.030,9515/12/2059
Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2045IPCA + 7,11%R$ 7,41R$ 741,5615/12/2064
Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2050IPCA + 7,04%R$ 5,37R$ 537,8615/12/2069
Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2055IPCA + 7,00%R$ 3,88R$ 388,7215/12/2074
Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2060IPCA + 6,99%R$ 2,78R$ 278,7615/12/2079
Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2065IPCA + 6,99%R$ 1,99R$ 199,2515/12/2084
Tesouro Educa+ 2027IPCA + 7,38%R$ 39,11R$ 3.911,0715/12/2031
Tesouro Educa+ 2028IPCA + 7,48%R$ 36,31R$ 3.631,5815/12/2032
Tesouro Educa+ 2029IPCA + 7,52%R$ 33,74R$ 3.374,5415/12/2033
Tesouro Educa+ 2030IPCA + 7,55%R$ 31,34R$ 3.134,4315/12/2034
Tesouro Educa+ 2031IPCA + 7,56%R$ 29,13R$ 2.913,5015/12/2035
Tesouro Educa+ 2032IPCA + 7,56%R$ 27,09R$ 2.709,7415/12/2036
Tesouro Educa+ 2033IPCA + 7,53%R$ 25,26R$ 2.526,4515/12/2037
Tesouro Educa+ 2034IPCA + 7,50%R$ 23,57R$ 2.357,2815/12/2038
Tesouro Educa+ 2035IPCA + 7,45%R$ 22,04R$ 2.204,9415/12/2039
Tesouro Educa+ 2036IPCA + 7,39%R$ 20,66R$ 2.066,1115/12/2040
Tesouro Educa+ 2037IPCA + 7,35%R$ 19,33R$ 1.933,5815/12/2041
Tesouro Educa+ 2038IPCA + 7,31%R$ 18,10R$ 1.810,9315/12/2042
Tesouro Educa+ 2039IPCA + 7,28%R$ 16,94R$ 1.694,8615/12/2043
Tesouro Educa+ 2040IPCA + 7,27%R$ 15,82R$ 1.582,6515/12/2044
Tesouro Educa+ 2041IPCA + 7,26%R$ 14,78R$ 1.478,2615/12/2045
Tesouro Educa+ 2042IPCA + 7,26%R$ 13,78R$ 1.378,8415/12/2046
Tesouro Educa+ 2043IPCA + 7,25%R$ 12,88R$ 1.288,4415/12/2047
Tesouro Educa+ 2044IPCA + 7,24%R$ 12,04R$ 1.204,1915/12/2048

Fonte: Tesouro Nacional. Taxas de 18/09/2026.

Por que tantas exchanges de criptomoedas estão fechando no Brasil?

18 de Setembro de 2026, 08:21

A fintech argentina cripto Lemon, que chegou ao Brasil em março de 2022, anunciou nesta semana que vai fechar as portas no país. E ela não foi a única.

Nos últimos meses, várias exchanges internacionais ou brasileiras decidiram encerrar as atividades por aqui ou reduzir as operações para o varejo.

São elas: Bitnuvem, NovaDAX, Digitra.com, Coinext, Bitso e Crypto.com (esta última vai encerrar sua conta em reais para investidores brasileiros).

Motivos? Algumas não citaram o porquê, mas outras foram bem claras: regulação do Banco Central.

Regulação dura

As empresas que já atuavam com criptomoedas no Brasil têm até 30 de outubro para pedir autorização ao Banco Central. A exigência faz parte da nova regulação do setor, publicada no ano passado e que entrou em vigor neste ano.

Depois desse dia, quem não tiver iniciado o processo ficará impedido de continuar operando normalmente por meio das instituições reguladas pelo BC.

Nem toda empresa, no entanto, tem cacife para continuar trabalhando em terras brasileiras. Uma das principais críticas tem sido as exigências de capital, que podem variar de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões.

No começo deste mês, José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, escreveu nas redes sociais que a nova realidade regulatória passou a exigir uma estrutura de capital e operação diferente daquela sobre a qual a corretora foi construída, há 10 anos.

“Nos últimos meses, buscamos intensamente alternativas para a continuidade do negócio. Infelizmente, nenhuma delas se mostrou viável dentro do tempo que tínhamos. E chega um momento na vida de uma empresa em que tão importante quanto saber começar é saber terminar”, escreveu.

Já a argentina Lemon disse em comunicado a clientes que a empresa tomou essa “difícil decisão porque a nova regulamentação, que acaba de entrar em vigor, estabelece regras e exigências que não favorecem o desenvolvimento de produtos do nosso setor”.

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Mais segurança jurídica

A visão dos reguladores e de parte dos players do setor é que as novas regras trazem mais segurança jurídica para as empresas e para os investidores.

“Para muitos players de mercado, você só consegue se relacionar se tiver um regulador bem definido”, disse Nagel Paulino, chefe de divisão do Banco Central, no Digital Assets Conference (DAC), evento cripto que aconteceu em São Paulo nesta semana.

Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin Portugal, comparou o processo brasileiro ao MiCA (regulação cripto europeia), que fez novas exigências de resiliência operacional e cibersegurança, e falou que “o mercado cripto (local) recomeça dia 31 de outubro”.

Mercado concentrado

Para associações cripto e outros especialistas, porém, essas regras tiram da jogada as startups cripto, que deram início ao ecossistema nacional e hoje não têm condições de seguir regras, que são equivalentes às de outros setores financeiros.

Em levantamento publicado na semana passada, o Valor Investe mostrou que há entre 150 e 200 empresas cripto no Brasil. Desse total, apenas entre 20 e 25 conseguiriam se manter por aqui com as novas regras. Ou seja, algo entre 10% e 17% do mercado

Regina Pedroso, diretora executiva da Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken), disse na Febraban Tech 2026, em agosto, que muitas empresas cripto no Brasil dormiram startups e acordaram bancos por causa da regulação.

Já Julia Rosin, presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), vem alertando há algum tempo que novas regras aumentam a complexidade e os custos de adaptação das empresas de cripto, com potencial de acelerar a concentração do mercado.

E aqui vai um detalhe: instituições financeiras que já têm licença bancária do Banco Central podem prestar determinados serviços de ativos virtuais sem precisar criar uma nova estrutura específica para isso.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h

Bitcoin (BTC):  +2,21%, US$ 78.083,25

Ethereum (ETH): +2,67%, US$ 2.499,11

BNB (BNB): +3,74%, US$ 749,60

XRP (XRP): +1,81%, US$ 1,31

Solana (SOL): +5,56%, US$ 105,55

Outros destaques do mercado cripto

A blockchain da stablecoin da B3. A stablecoin da B3, anunciada no fim do ano passado, já escolheu sua casa (ou melhor, sua blockchain). Será a Polygon, rede da criptomoeda POL. A proposta da nova cripto, vale lembrar, não é ser voltada ao varejo, como USDT, USDC e outras. A ideia é que seja um ativo digital para a liquidação de operações tokenizadas.

Empresas pisam no freio nas compras de bitcoin. As empresas de capital aberto reduziram o ritmo de compras de bitcoin. Segundo dados da Glassnode citados pelo CoinDesk, foram adquiridos cerca de 5.900 BTC nos últimos três meses, bem abaixo do ritmo observado no mesmo período de 2025. A Strategy, maior tesouraria cripto do mercado, respondeu pela maior parte das compras recentes, incluindo uma aquisição de 4.603 BTC no fim de agosto.

SEC abre caminho para ações tokenizadas. A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) criou uma isenção temporária que permite a plataformas específicas negociar ações tokenizadas de empresas listadas nas bolsas americanas diretamente na blockchain. A medida vale por até cinco anos. Ações tokenizadas são versões digitais de ações tradicionais de empresas.

Ibovespa, juros e dólar vivem sessão volátil com reajuste do Bolsa Família, mas encerram o dia com ganho

17 de Setembro de 2026, 18:27

A quinta-feira (17) foi um dia de montanha-russa no mercado brasileiro. A sessão começou em clima positivo, com queda de juros, baixa do dólar e alta da bolsa, como reflexo do corte de juros pelo Banco Central na véspera.

Mas, antes mesmo de a manhã terminar, o quadro mudou completamente. O anúncio de um reajuste surpresa de 15% no valor do Bolsa Família, que pode significar um custo extra de R$ 22 bilhões para o orçamento de 2027, azedou o humor dos investidores.

Em um momento no qual a proximidade das eleições amplia os questionamentos do mercado sobre o aumento de gastos públicos, que impulsiona cada vez mais o endividamento do governo, o temor criado pelo anúncio de um aumento de 15% do benefício ganhou muito mais amplitude.

Como resultado, os juros futuros passaram a subir – o Tesouro Direto chegou a entrar em “circuit breaker“, ou seja, uma pausa forçada quando a volatilidade dispara –, o dólar voltou ao território positivo ante o real e o Ibovespa inverteu o rumo de alta.

Ibovespa se recupera

O baque, porém, foi sendo assimilado ao longo da tarde, principalmente, diante do cenário exterior positivo.

No fim do dia, o Ibovespa voltou ao território positivo e terminou em alta de 0,24% aos 185.992 pontos.

O dólar passou a cair e terminou o dia em queda de 0,24% a R$ 5,1386.

No Tesouro Direto, títulos como o IPCA+ 2040 e o Prefixado 2032 tiveram elevações significativas de taxas no início da tarde, mas terminaram no mesmo patamar da quarta-feira (16).

O Tesouro IPCA+ 2040 encerrou estável taxa de 7,31%, a mesma do dia anterior. O Tesouro Prefixado 2032 teve uma ligeira alta para 14,26%, ante 14,24% um dia antes.

Lá fora, os mercados internacionais reagiram à queda dos preços do petróleo e ao leve recuo das taxas dos títulos federais americanos.

O barril do Brent, a referência internacional, recuou 1,71% para US$ 104,02. Os juros do título de 10 anos dos EUA fecharam abaixo da marca de 5% a 4,934% ao ano.

As bolsas de Nova York subiram nesta quinta-feira, impulsionadas pelas ações de tecnologia. O S&P 500 avançou 1,14% e o Nasdaq teve ganho de 1,69%.

No pano de fundo, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tomada na quarta-feira (16) de subir os juros em 0,25 ponto e sinalizar mais uma alta pela frente passou a ser avaliada pelo lado do copo meio cheio.

A elevação das taxas ajudou a tirar qualquer dúvida sobre a credibilidade do Fed. Além disso, a decisão foi tomada em um momento visto como favorável em termos de crescimento e perspectivas.

A própria avaliação do Fed indicou uma visão de que a economia americana está mais forte que o esperado e em um cenário de pleno emprego.

Uma ação de controle de preços, nesse caso, foi vista como relativamente benéfica. Isso porque, além de aliviar a pressão inflacionária, pode tirar parte do prêmio no mercado de juros relacionado à desconfiança sobre um BC mais vulnerável a ingerências políticas.

Um ETF avançou mais de 3.600% neste ano com a guerra no Irã. E em dólar

17 de Setembro de 2026, 13:42

As perspectivas de ganhos com o avanço do uso da IA continuam a dominar as conversas no mundo da renda variável. E não é para menos: algumas ações, como as das fabricantes de chips e memórias Marvell, Micron e Western Digital (WD), sobem três dígitos neste ano — mais de 200% no caso das duas primeiras e cerca de 125% para a WD.

Mas, apesar da persistente exuberância dos retornos dos papéis de companhias ligadas à inteligência artificial, os verdadeiros campeões da renda variável internacional até aqui em 2026 são ETFs.

Os resultados de alguns fundos passivos que seguem índices ilustram a versatilidade desses veículos como forma de o investidor montar posições – e sair delas rapidamente, se for o caso – em setores que ganham destaque diante de eventos específicos ou inesperados.

Esse tipo de movimento para aproveitar oportunidades pontuais é conhecida no mercado como alocação tática.

A Guerra do Irã, que teve início em fevereiro e, portanto, já se aproxima dos sete meses de duração, se tornou um desses catalisadores. Isso se aplica especialmente a ETFs ligados a fretes marítimos ou ao petróleo.

O Breakwave Tanker Shipping (BWET), negociado na bolsa de Nova York, que segue um índice especializado em fretes de navios petroleiros, alcança uma valorização de mais de 3.600% no ano até setembro. Mais especificamente 3.691%.

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Desde a eclosão da guerra no Oriente Médio, as cotas do fundo subiram mais de 1.000%, saindo de US$ 63 para US$ 710.

Significa que quem colocou US$ 1 mil no ETF no início de janeiro hoje tem na carteira um saldo de US$ 36 mil. Se tivesse feito a aplicação logo que o conflito começou, os mil dólares teriam virado US$ 10 mil.

ETFs também podem ser táticos

O BWET, que foca especificamente no transporte de petróleo, é o caso mais vistoso de ativos que ganharam valor com a guerra.

Outros fundos de índice de fretes marítimos também apresentam resultados que chamam a atenção.

O ETF SonicShares Global Shipping (BOAT) sobe 72% em 2026. Mas, diferentemente do BWET, o BOAT acompanha ações de empresas abertas globais envolvidas no transporte marítimo em geral.

Já o Breakwave Dry Bulk Shipping (BDRY) acumula alta de 82% no ano até setembro. O índice do BDRY foca em contratos futuros de frete de carga a granel seca, como minério de ferro, carvão e grãos agrícolas.

Há ainda os ETFs ligados ao setor de petróleo e gás, com relação mais evidente com as repercussões do conflito no Oriente Médio.

O fundo United States Oil Fund (USO), por exemplo, está atrelado a um índice que segue o preço do barril americanoWTI. O ETF tem um ganho de 136% neste ano.

O United States Brent Oil Fund (BNO) segue a referência internacional, o barril do tipo Brent. Em 2026, a alta alcança 126%.

Retorno passado não garante ganhos futuros

É sempre preciso ressaltar, no entanto, que os rendimentos que estamos olhando pelo retrovisor já aconteceram. E, embora elevados, não significam que o movimento vai continuar.

No caso do frete marítimo do petróleo, após sete meses de fechamento do Estreito de Ormuz, provavelmente esse custo já atingiu o pico.

O risco do ativo, portanto, vem da possibilidade de uma normalização dos preços no mercado de transporte. Nesse caso, o valor da cota pode convergir para o preço de antes da guerra, ou seja, devolver boa parte do ganho já obtido até agora.

O petróleo também vive situação parecida.

Os preços do barril atingiram a máxima logo após a guerra perto de US$ 130 o barril. No momento atual, a cotação do Brent se situa na casa de US$ 107, ou seja, relativamente perto do topo dos últimos meses.

No caso do frete marítimo em geral, no entanto, há novos complicadores.

Além do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passavam até antes da guerra um quinto do petróleo global, outras rotas marítimas enfrentam problemas.

Nas últimas semanas, os rebeldes Houtis, do Iemên, tomaram o controle de vários portos na região do Mar Vermelho. Essa região, por sua vez, representa um acesso estratégico para o Canal de Suez, no Egito, e pode criar novo desafio para o comércio marítimo.

O Canal do Panamá é outro gargalo. A passagem que liga os oceanos Atlântico e Pacífico enfrenta uma seca histórica. Com isso, a rota tem limitado a quantidade de navios que passam por lá, além de elevar os preços de pedágio.

Conta global oferece acesso

Os ETFs citados não contam com programas de BDRs na B3. Isso significa que o aplicador local não consegue investir por meio de recibos que representam cotas desses fundos diretamente na bolsa brasileira, em reais.

Mas a boa notícia é plataformas de investimentos plugadas a contas globais oferecidas no mercado brasileiro trazem acesso a esses ETFs.

Avenue, Nomad, BTG Pactual, Inter e XP oferecem possibilidade de o investidor local aplicar nesses veículos diretamente no mercado americano, em dólar.

O caminho é simples: basta abrir uma conta internacional em moeda forte, que pode ser feito totalmente on-line.

Via app, você converte reais em dólar ou outra divisa com alguns cliques. A partir daí, o aplicador tem acesso a produtos na moeda americana, como fundos, renda fixa, ações, ETFs, corporate bonds (títulos privados) e títulos do Tesouro dos EUA.

Antes de investir é preciso converter os reais em dólar. O melhor é fazer o câmbio diretamente na conta-investimento em lugar de depositar na conta-corrente. O IOF é menor e cai de 3,5% para 1,1%.

Uma vez que os recursos estejam na conta-investimento, é só escolher o produto e transferir o dinheiro.

Existe uma vantagem em usar o ecossistema digital de uma instituição, porque as contas ficam conectadas.

Quando você resgatar, o valor vai ser depositado na versão de investimentos. Mas o dinheiro pode ser transferido a qualquer momento para a conta de pagamentos, sem cobrança de taxa.

Em toda conversão cambial, os bancos cobram um spread, ou seja, uma taxa extra para remunerar os serviços prestados. No caso do dólar, o spread é cobrado, em geral, sobre a cotação comercial.

Esse pedágio varia de casa para casa – de 0,8% a 2% para cada operação. Por exemplo, se a moeda americana tem sido negociada a R$ 5,15, a conversão de seus reais seria feita ao câmbio de R$ 5,19, no caso de um spread de 0,8%. No topo dessa faixa, o custo subiria para R$ 5,25.

Como existe ainda o IOF, a cotação efetiva subiria para R$ 5,25, no caso do spread de 0,8%.

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Após reajuste ‘surpresa’ do Bolsa Família, Ibovespa reverte alta, e dólar e juros passam a subir

17 de Setembro de 2026, 11:43

A volatilidade eleitoral segue a toda nesta quinta-feira (17). A bolsa abriu a sessão em alta e o dólar em queda, como reflexo da visão mais positiva sobre a continuidade do ciclo de queda de juros após o BC ter cortado a Selic ontem e deixado a porta aberta para novas reduções.

Mas o alívio durou pouco. Mais precisamente um par de horas. Até o anúncio do governo de que pretende subir em 15% os benefícios do Bolsa Família.

A preocupação com o desequilíbrio fiscal, com gastos crescente que elevam o endividamento público, têm mantido os prêmios pedidos pelos investidores para financiar o governo em patamares historicamente elevados.

As taxas no Tesouro Direto, que tinha iniciado a manhã em queda no embalo do Copom, passaram a subir. A plataforma acionou o ” circuit breaker” por volta de 11h.

O circuit breaker é uma paralisação temporária nas negociações quando os juros passam a oscilar de maneira atípica.

Após a retomada das negociações, as taxas subiram significativamente. O Tesouro Prefixado 2032, por exemplo, saiu de 14,24% na abertura para 14,34%. Em reais, houve um recuo de 0,40% nessas poucas horas.

O Tesouro IPCA+ 2050, por sua vez, saiu de inflação mais 7,24% para 7,26%. Isso significa que o saldo de reais de quem tem esse título encolheu 0,33%.

Os juros futuros também passaram a subir. O contrato de DI futuro com vencimento em janeiro de 2031 passou de 14,11% para 14,19% por volta de 11h20.

O dólar amanheceu em queda. Após o anúncio do Bolsa Família, a moeda americana virou para uma alta de 0,21%, cotada a R$ 5,16.

O Ibovespa que tinha iniciado o dia em alta, reverteu o rumo e passou a recuar 0,82% a 184.026 pontos. O principal índice da bolsa, no entanto, teve força para voltar ao território positivo, conforme os investidores passaram a colocar em perspectiva impacto fiscal da medida.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou no fim da manhã que o novo desembolso “cabe dentro do orçamento”.

O próprio ciclo de cortes de juros do BC pode ajudar indiretamente o governo ao reduzir o custo de captação.

Bolsa Família aumenta em R$ 91

Com o reajuste, o valor mínimo do programa sobe para R$ 691 dos atuais R$ 600.

O próprio governo explicou que o benefício médio subirá cerca de R$ 100 para R$ 777.

Com isso, o impacto fiscal da decisão será de R$ 5,8 bilhões em 2026, mas vai custar aos cofres públicos mais R$ 22 bilhões ao longo de 2027.

O aumento do benefício ocorre em um momento de reação do candidato de oposição. Uma nova pesquisa eleitoral publicada nesta quinta-feira (17) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o rival Flávio Bolsonaro empatados no segundo turno, com 47% dos votos.

O levantamento foi feito pela AtlasIntel para a Bloomberg News.

Bitcoin pode valorizar até 420% em 4 anos, diz famoso empresário do mercado cripto; entenda

11 de Setembro de 2026, 13:00

E se o bitcoin (BTC) pudesse valorizar mais de cinco vezes nos próximos quatro anos? Essa é a possibilidade levantada por Brian Armstrong, CEO da Coinbase Global, que considera US$ 400 mil um “alvo razoável” para a maior criptomoeda do mundo até 2030.  

Isso representaria uma valorização de cerca de 420% em relação aos níveis atuais: até a manhã da sexta-feira (11), o bitcoin negociava a cerca de US$ 77 mil. 

Em entrevista a uma emissora norte-americana na última quinta-feira (10), Armstrong explicou que sua projeção está relacionada ao comportamento cíclico do mercado de criptomoedas, e à expectativa de que o bitcoin esteja entrando em uma nova fase de alta. 

Para o executivo, a criptomoeda já deixou seu pior momento para trás. “Pessoalmente, acredito que já vimos o fundo de preço do bitcoin neste ciclo”, afirmou, referindo-se à recuperação da moeda, que em agosto saiu da casa dos US$ 60 mil, nível que ele considera o fundo do ciclo, para chegar aos US$ 80 mil. 

Segundo Armstrong, o bitcoin tende a seguir ciclos de aproximadamente quatro anos, nos quais costuma registrar três anos de alta antes de uma queda no quarto ano. Por isso, acredita que a moeda pode voltar a subir nos próximos um ou dois anos, acompanhando o padrão observado em torno dos halvings.

Possível alta do bitcoin abre espaço para busca por ganhos altos  

A possível valorização do bitcoin, no entanto, não seria necessariamente uma oportunidade restrita à maior criptomoeda do mercado. Quando o BTC ganha força, outras moedas digitais menores também costumam entrar no radar dos investidores, e algumas podem apresentar altas ainda mais expressivas. 

É nesse grupo que estão as chamadas altcoins, nome dado às criptomoedas alternativas ao bitcoin. Em momentos de maior apetite por risco no mercado cripto, esses ativos podem se beneficiar do fluxo de investidores que começa pelo bitcoin e, posteriormente, se espalha para projetos menores. 

O desafio, nesse caso, é justamente identificar quais criptomoedas têm maior potencial antes que elas disparem. E é aqui que entra o Macro IA, sistema automatizado de trade desenvolvido pela Empiricus, uma das maiores casas de research do país, para analisar o mercado de criptoativos em busca de oportunidades. 

A ferramenta foi criada para acompanhar o mercado de forma automatizada e identificar ativos que podem se beneficiar de movimentos de alta. Em sua análise mais recente, o Macro IA encontrou 10 criptomoedas que, segundo a Empiricus, podem apresentar forte valorização no curto prazo. 

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Em vez de depender apenas da análise manual de especialistas, o sistema utiliza inteligência artificial para monitorar o mercado e buscar oportunidades de compra e venda entre diferentes criptomoedas. 

A proposta é justamente acompanhar um mercado que funciona 24 horas por dia e pode apresentar movimentos muito rápidos. Quando os indicadores analisados pelo sistema apontam para uma oportunidade, o Macro IA pode executar as operações de forma automatizada, sem que o investidor precise acompanhar o mercado o tempo todo. 

Segundo a Empiricus, a ferramenta foi desenvolvida por Valter Rebelo, head de ativos digitais da casa, e já identificou oportunidades em ciclos anteriores que chegaram a registrar fortes valorizações, de até 48,000%.  

Isso, porém, não significa que os mesmos resultados se repetirão: o mercado de criptomoedas é volátil, e retornos passados não garantem ganhos futuros. 

Agora, com o bitcoin possivelmente em uma nova trajetória de alta e a possibilidade de que esse movimento se espalhe para outras criptomoedas, o Macro IA está de olho justamente nesse próximo movimento do mercado. 

Se quiser saber mais informações sobre a ferramenta, sem nenhum compromisso financeiro, clique no link abaixo. 

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Ibovespa ‘imparável’? Índice ignora yields dos Treasuries e disparada do petróleo; veja o que esperar desta sexta (11)

11 de Setembro de 2026, 10:22

Setembro começou com algumas nuvens carregadas — tanto no sentido literal quanto no figurado.

Lá fora, o petróleo voltou a disparar e aumenta a pressão sobre uma inflação americana que já vinha preocupando o Federal Reserve. Com o CPI de agosto previsto para esta manhã e a próxima decisão de juros marcada para a semana que vem, o mercado tenta entender até que ponto o choque de energia pode mudar novamente a trajetória da política monetária.

No Brasil, a história é diferente. O Ibovespa voltou aos 188 mil pontos, enquanto juros futuros recuaram, em um movimento de maior propensão a risco.

E, para quem olha além das telas, setembro também marca o início de uma nova safra de soja. As máquinas começam a entrar no campo justamente quando as projeções climáticas apontam para um El Niño potencialmente excepcional.

00:30 – Petróleo segue no centro das atenções

O barril encerrou a quinta-feira perto de US$ 109, cerca de US$ 8 acima do dia anterior, com o mercado incorporando a perspectiva de um conflito mais prolongado entre Estados Unidos, Israel e Irã e, principalmente, a dificuldade de normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz.

A pressão já chegou ao consumidor americano. O preço médio da gasolina regular está próximo de US$ 4,28 por galão, enquanto o diesel ultrapassou US$ 6 pela primeira vez. Além do impacto direto sobre a inflação, a energia mais cara tende a elevar os custos de transporte e produção, justamente em um momento em que o Fed tenta avaliar se as pressões sobre os preços estão, de fato, perdendo força.

1:15 – É dia de CPI

Essa discussão ajuda a explicar por que o CPI desta sexta-feira ganhou importância adicional. A expectativa é de aceleração da inflação cheia em agosto, com a gasolina entre os principais responsáveis pelo movimento. Mais do que o número isolado, o mercado estará atento à extensão da pressão sobre outros componentes e aos sinais de persistência inflacionária.

O efeito já aparece nos preços dos ativos. Os juros dos Treasuries avançaram para máximas de vários anos, enquanto o mercado aumentou as apostas em uma possível alta de juros pelo Fed em setembro. Ao mesmo tempo, o S&P 500 completou quatro sessões consecutivas de queda, sua maior sequência negativa desde junho.

A reunião do Federal Reserve da próxima semana, portanto, chega em um momento especialmente delicado. Se o CPI mostrar que o choque de energia começa a contaminar a inflação de forma mais ampla, a discussão pode deixar de ser apenas sobre quando o Fed voltará a subir os juros e passar para o tamanho do aperto necessário.

02:37 – Brasil em outro momento

Nem a disparada do petróleo nem o salto dos yields americanos impediram o Ibovespa de recuperar os 188 mil pontos ontem, com alta de 1,42%. Na curva de juros, o movimento também foi de fechamento nos vértices intermediários e longos. Recentemente, o mercado vem precificando uma maior possibilidade de mudança na política fiscal a partir de 2027.

Do lado dos dados, o IPCA de agosto sai às 9h, com deflação de 0,28% esperada pelo consenso das estimativas da Bloomberg. Sem outros indicadores relevantes previstos para o dia, as atenções também se voltam para a nova pesquisa Datafolha, prevista para depois do fechamento.

03:20 – A safra começa com os olhos no céu

A temporada 2026/27 de soja começa a ganhar forma no Brasil. As primeiras máquinas já entraram no campo, enquanto os agricultores equilibram custos ainda pressionados e uma variável cada vez mais importante para a safra: o clima.

O destaque é a evolução do El Niño. As projeções mais recentes elevaram para 75% a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade excepcional, com possibilidade de se tornar o mais forte já registrado. Para o Brasil, o padrão tende a favorecer mais chuvas no Sul, ao mesmo tempo que aumenta o risco de calor e maior irregularidade das precipitações no Centro-Oeste — justamente quando o plantio da soja começa a avançar.

Isso adiciona uma dose extra de incerteza a uma safra que já começa com atenção redobrada às margens. A combinação entre custos elevados e maior risco climático torna a janela de plantio e a produtividade ainda mais relevantes para o resultado do produtor.

05:02 – Olhar para o que ficou para trás

Nos FIIs, os descontos continuam chamando atenção, em especial nos fundos de tijolo. Embora o Ibovespa tenha engatado uma retomada, o IFIX continua com desempenho negativo no acumulado do mês e do ano. Em nossa visão, o momento abre uma janela interessante de entrada.

O VISC11 (Vinci Shopping Centers) é um dos principais FIIs de shoppings do mercado, com portfólio amplo e diversificado geograficamente, cobrindo as principais regiões do país. Gerido pela Vinci Compass, o fundo busca renda e ganho de capital por meio de participações em shopping centers, com histórico consolidado de gestão ativa, boa liquidez das cotas e relevância no IFIX.

Recentemente, o fundo avançou em sua estratégia de reciclagem de portfólio. Na prática, esse destravamento de valor e o reforço de caixa abrem espaço para uma dinâmica mais favorável de distribuição: parte do resultado extraordinário e da maior flexibilidade financeira pode se traduzir em dividendos mais robustos ou sustentáveis no médio prazo, à medida que a reciclagem avance e as obrigações do fundo sejam equacionadas.

Em um contexto recente de recuo das cotações dos FIIs, aliado ao avanço concreto da tese de reciclagem e ao potencial de destravamento de dividendos, entendemos a janela atual como oportuna para investimento no VISC11, que negocia a aproximadamente 0,90 vez o seu valor patrimonial.

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Petróleo, ouro e juros nos EUA: de olho nesses temas, Empiricus recomenda BDRs para setembro

10 de Setembro de 2026, 12:00

Na hora de decidir onde alocar seu patrimônio em 2026, o cotidiano de um investidor já se acostumou a lidar com os mesmos temas: conflito no Oriente Médio, disparada do petróleo, inflação, juros sob pressão ao redor do mundo. E essa realidade não devem mudar no curto prazo.

Inclusive, todos esses temas foram considerados na carteira Empiricus BDRs ao trazer sua edição de setembro, com os ativos internacionais mais promissores para quem busca lucros com exposição ao cenário exterior a partir de agora.

No relatório da nova edição, o analista responsável, Matheus Spiess, ressalta que o momento é de seletividade ao investir, especialmente considerando os dados econômicos vindos dos Estados Unidos.

Com isso, duas novas apostas entram na carteira neste mês, focadas em pautas que podem seguir promissoras mesmo em meio às incertezas: especialmente ligadas à commodities como o petróleo e o ouro.

Sai SLB (SLBG34), entra Valero (VLOE34): conheça os novos BDRs recomendados

Você já ouviu falar da SLB (B3: SLBG34) ou da Valero (VLOE34)? A SLB é uma das maiores prestadoras de serviços de petróleo do mundo, e seus papéis faziam parte das recomendações da Empiricus no mês passado.

Porém, as ações acumularam alta de 20% na NYSE somente em agosto, beneficiadas, também, pela forte valorização do petróleo – abrindo uma oportunidade para realização de lucros.

“Realocaremos o capital para uma tese mais diretamente ligada ao cenário atual, na qual a dinâmica dos preços do petróleo e, sobretudo, dos derivados tende a beneficiar fortemente as refinarias ocidentais”, afirma Spiess.

Com isso, as ações saem de cena da carteira e, em seu lugar, entram os BDRs da Valero: uma empresa de refinaria que pode se beneficiar do repasse da alta do petróleo a produtos refinados como gasolina e diesel – que determinam a margem da companhia.

“A menor oferta de petróleo e, principalmente, de derivados, diante de uma menor oferta de refino no Oriente Médio, amplia a diferença entre o preço do petróleo bruto e o dos produtos refinados. Com essa diferença estruturalmente mais elevada, a Valero, focada exclusivamente no refino, tende a capturar lucros maiores”, afirma.

Além do petróleo, o ouro também está na corrida: conheça o GDXB39

Em busca de “refúgios” para seus portfólios em tempos de crise, investidores aumentaram sua exposição ao ouro, tido como um ativo de proteção estrutural,que viu seus preços se beneficiarem do novo choque entre oferta e demanda – semelhantemente ao que ocorreu no petróleo.

A Empiricus decidiu que uma tese ligada ao outro não poderia ficar de fora da carteira de BDRs. Com isso, apresenta aos investidores o GDXB39, BDR de um ETF de mineradoras de ouro.

“O ouro segue como reserva histórica de valor, com uma tese estrutural sustentada pelas incertezas fiscais e geopolíticas, além da demanda persistente dos bancos centrais. Com preços elevados, as margens das produtoras tendem a se expandir mais do que as do ouro físico”, afirma o analista.

O que o cenário macro dos EUA diz sobre seus investimentos

Não se sabe se a próxima reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), marcada para a próxima semana (dias 15 e 16 de setembro), trará mais uma manutenção nos juros ou, possivelmente, o início de um ciclo de alta por lá.

Até a próxima sexta-feira (11), os números de agosto do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) e do PPI (Índice de Preços aos Produtores) devem ser divulgados. Ambos são cruciais para definir o quão aquecida a economia norte-americana está, e podem influenciar diretamente nas decisões de política monetária.

Apesar da inflação ter dado sinais de avanço menor que o esperado na última leitura cheia (CPI de julho), Kevin Warsh, presidente do Fed, defende que precisa de “evidências mais consistentes” de que ela está convergindo para a meta, antes de seguir por um caminho de afrouxamento monetário.

“Payroll, CPI e novas falas dos dirigentes serão decisivos para o próximo passo, e a seletividade [nas ações] continua mais importante do que uma aposta binária sobre o movimento dos juros, com preferência por empresas capazes de combinar crescimento visível, balanços robustos e conversão comprovada de investimento em caixa”, conclui Spiess.

Empiricus BDRs: acesse carteira completa gratuitamente

Os dois BDRs citados anteriormente não são os únicos entre as recomendações da Empiricus para setembro: a carteira ainda conta com outros 11 outros nomes de qualidade, todos conectados ao mercado internacional e as principais tendências do momento.

Para conhecer as recomendações na íntegra, o relatório completo da carteira Empiricus BDRs está disponível de forma 100% gratuita na área logada da Empiricus.

Você pode acessá-lo com apenas alguns cliques, mediante um cadastro rápido e, assim, conhecer as indicações do mês sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial. Basta clicar no botão abaixo:

GRATUITO: ACESSE A CARTEIRA EMPIRICUS BDRs

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Ibovespa hoje: Governo anuncia novo subsídio aos combustíveis e BCE eleva taxa de juros; veja destaques desta quinta (10)

10 de Setembro de 2026, 11:08

Os mercados têm uma manhã de aversão a risco com continuação de alta dos preços do petróleo que impulsionam ainda mais as taxas de juros globais. O contrato de Brent ultrapassa US$ 105/barril após a Arábia Saudita reportar queda da produção à OPEP.

As taxas de Treasuries de 10 anos ultrapassam os 4,90%, o futuro de S&P 500 cai -0,5%, o DXY salta +0,28% e o ouro spot cai mais de 1% nessa manhã.

· 00:48 — O Banco Central Europeu sobe as taxas

O Banco Central Europeu (BCE) elevou os juros em 25 pontos-base, levando a taxa de depósito para 2,5% ao ano, em linha com o esperado. A comunicação, porém, seguiu cautelosa: o BCE manteve a estratégia de decidir reunião a reunião, com base nos dados, sem se comprometer previamente com novos movimentos.

As projeções de crescimento praticamente não mudaram, mas as de inflação foram revisadas ligeiramente para cima, com a inflação de 2028 passando de 2,2% para 2,3%. Como essas projeções consideram dados até 20 de agosto, parte da recente alta dos preços de energia ainda não está incorporada, o que sugere algum risco adicional de alta para a inflação.

A mensagem principal é de que o BCE ainda vê necessidade de manter a política monetária mais restritiva. O Conselho destacou que o conflito no Oriente Médio continua pressionando os preços e afirmou que a inflação deve permanecer bem acima da meta por um período prolongado.

O cenário-base precificado pelo mercado é de mais duas altasde juros neste ano, com mais de 70% de probabilidade de uma alta na reunião de 29 de outubro.  Ou seja, mesmo sem prometer novas altas, a sinalização do BCE é de que o ciclo de aperto ainda pode não ter terminado.

· 01:41 — PPI e mercado de trabalho sugerem alta de juros nos EUA

O PPI de agosto veio relativamente em linha com as estimativas, com alta de 0,4% no índice cheio, 0,2% no núcleo e 0,3% no núcleo excluindo serviços ligados ao comércio. A composição também foi relativamente benigna: os preços de serviços tiveram um crescimento menor que as leituras recentes (0,1%), enquanto os preços de bens aceleraram (0,4%). Em 12 meses, o núcleo segue em 4,6%, ainda próximo das máximas do ciclo, mas a dinâmica mais recente mostra alguma desaceleração: a taxa anualizada de três meses caiu de 6,7% em fevereiro para 3,4% em agosto.

A leitura, portanto, é de uma inflação ao produtor ainda elevada, mas com sinais de moderação na margem, especialmente quando se olha para medidas de curto prazo.

Os pedidos iniciais de seguro-desemprego continuam trazendo uma leitura positiva do mercado de trabalho americano. Na semana encerrada em 5 de setembro, foram 205 mil pedidos, praticamente estáveis em relação às três semanas anteriores e ainda bem abaixo do nível observado há um ano. Os pedidos continuados, referentes à semana encerrada em 29 de agosto, também permaneceram praticamente estáveis nas últimas semanas.

Em conjunto, os dados sugerem que o mercado de trabalho segue sólido e sem sinais relevantes de deterioração, com pressão adicional para baixo sobre a taxa de desemprego. O principal ponto de atenção é a sazonalidade residual, que pode gerar alguma alta pontual nos pedidos até o fim de setembro, sem necessariamente indicar uma mudança de tendência.

O conjunto dos dados aponta para uma alta de 25 pontos-base no Fed Funds na próxima quarta-feira, em linha com a precificação de mercado.

· 04:10 — Atividade em desaceleração reforça trimestre negativo

No Brasil, a PMS divulgada nessa manhã veio abaixo da mediada das expectativas em estabilidade em relação ao mês anterior (0,0% m/m). No qualitativo do número o consumo das famílias veio levemente acima das nossas expectativas, dando um tom um pouco menos pessimista do que o número cheio sugere. Ponderado pelo PIB, o indicador cresceu 2,3% a/a em linha com as nossas estimativas.

De todo modo, o indicador do setor de serviços corrobora nosso cenário de desaceleração da atividade econômica brasileira e de um PIB negativo no 3T deste ano (-0,1%).

· 05:01 — Queda dos impostos nos combustíveis

Ainda sobre o Brasil, na tarde de ontem, o governo anunciou um novo subsídio que deve chegar a R$ 7 bilhões por mês de custo para os cofres públicos relacionado aos impostos na gasolina, etanol e diesel.

Após anunciar uma alta nos preços ontem no valor exato do novo subsídio do governo (R$0,63) a Petrobras voltou atrás hoje e anunciou uma alta de apenas R$ 0,44, ou seja, apenas o fim do subsídio anterior.

A medida deve gerar uma nova revisão para baixo do IPCA deste ano, embora o qualitativo da medida seja ruim para o cenário macroeconômico brasileiro.

Em relação às expectativas de juros, o mercado permanece com o cenário-base de queda de 25 pontos-base na Selic na próxima semana e já coloca uma alta probabilidade de continuação dos cortes em novembro.

A assimetria nos prefixados de curto prazo permanece, por isso, reforçamos a compra do ETF de prefixado LTNB11, com duration de 2,5 anos.

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Ibovespa sobe 12% desde a mínima de agosto: até que ponto deve se estender o rali?

9 de Setembro de 2026, 18:36

Depois da montanha-russa de agosto, que levou o Ibovespa aos 166.334 pontos em 18 de agosto, no menor fechamento desde janeiro, a bolsa brasileira vive um movimento de recuperação. Desde então, o índice registrou alta em 12 dos 15 pregões seguintes e acumula valorização de 12%, mesmo com o recuo desta quarta-feira (9).

Para você, investidor, é importante entender o que está por trás do movimento para saber o quanto ele pode se estender.

A recuperação da bolsa até aqui combinou quatro fatores: o chamado “trade eleitoral”, alimentado por pesquisas que indicam uma disputa presidencial mais acirrada no segundo turno – e a ascensão de Flávio Bolsonaro; o alívio nos juros de longo prazo; o retorno do investidor estrangeiro; e a valorização das commodities, que impulsiona ações de peso relevante no índice.

Esses pilares continuam presentes em setembro. Mas as oscilações deste início de mês reforçam um componente que deve acompanhar o mercado até as eleições de outubro: a volatilidade.

O ambiente ainda exige cautela. A percepção do mercado sobre a corrida presidencial e, principalmente, sobre seus possíveis efeitos na condução da política fiscal tende a provocar movimentos bruscos nos preços. Somam-se a isso um cenário macroeconômico mais desafiador e as incertezas externas sobre a trajetória dos juros americanos.

Ainda assim, analistas da XP Investimentos, do BTG Pactual e da Eleven Financial avaliam que, de modo geral, as ações brasileiras continuam negociadas a preços descontados em relação aos fundamentos, o que abre espaço para novas altas.

A continuidade do rali dependerá principalmente dos sinais emitidos pelos candidatos que lideram nas intenções de voto, Lula e Flávio, sobre as contas públicas: uma perspectiva mais concreta de contenção de gastos tende a reduzir a percepção de risco, favorecer a queda dos juros de longo prazo e beneficiar ativos de risco, como as ações.

Uma deterioração fiscal, por outro lado, pode pressionar novamente os ativos brasileiros.

A seguir, listamos o que deve mover os mercados nos próximos meses:

‘Trade eleitoral’ ganha tração

O principal gatilho doméstico para a recuperação das últimas semanas veio das pesquisas eleitorais. Os levantamentos têm levado os investidores a recalcular as chances dos diferentes candidatos e o que cada resultado poderia significar para a condução da economia a partir de 2027.

Na terça-feira, as pesquisas Quaest e BTG/Nexus reforçaram a percepção de uma disputa apertada. Na Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro apareceram com 41% cada em uma simulação de segundo turno. No levantamento BTG/Nexus, Flávio teve 46%, ante 45% de Lula, também em empate dentro da margem de erro.

“O principal vetor doméstico foram as pesquisas, que mostraram empate numérico entre os candidatos mais competitivos em uma simulação de segundo turno”, afirmou Fábio Murad, consultor da Wiser Asset.

“Os resultados aumentaram a percepção de uma eleição aberta e levaram os investidores a revisarem as probabilidades atribuídas aos diferentes cenários econômicos para 2027.”

Essa revisão aparece simultaneamente na Bolsa, no dólar e nos juros futuros. Os três mercados oscilam conforme a interpretação dos investidores sobre o que cada candidato pode representar para gastos públicos, tributação, dívida e taxa de juros.

“Não se trata de uma avaliação definitiva sobre o resultado eleitoral, mas de uma mudança nas probabilidades negociadas pelo mercado”, diz Murad.

Para Pedro Galdi, analista da AGF, a influência das pesquisas sobre os preços deve continuar até a eleição. “Em anos de eleição para presidente, esse comportamento se repete. As ações de estatais acabam sendo o olho do furacão, mas as de outros segmentos da economia também reagem de forma representativa”, afirma.

Estrangeiros voltam às compras

O investidor estrangeiro também voltou a dar sustentação ao Ibovespa depois de uma saída intensa de recursos no mês anterior.

Depois de retirar R$ 23,2 bilhões da B3 até 20 de agosto, o estrangeiro retornou à ponta compradora, a tal ponto que a saída líquida de agosto diminuiu para R$ 18,1 bilhões.

Desde 21 de agosto, portanto, o saldo acumulado passou a ser positivo em cerca de R$ 10,4 bilhões, considerando os dados mais recentes disponíveis. No acumulado de 2026, os estrangeiros ainda mantêm uma entrada líquida de R$ 28,3 bilhões.

O fluxo externo é relevante porque aumenta a demanda pelas ações de maior peso nos índices e contribui para a valorização do real.

Contudo, não é possível afirmar que a mudança será duradoura. O fluxo pode voltar a se inverter diante de novas pesquisas, da piora das expectativas fiscais ou de uma redução do apetite internacional por países emergentes.

Bolsa segue atrativa

Os preços também ajudam a explicar por que o movimento pode não ter se esgotado.

Segundo analistas do BTG Pactual, o Ibovespa negocia a cerca de 8,2 vezes o lucro esperado para os próximos 12 meses (Petrobras e Vale incluídas). Sem as duas gigantes, o múltiplo está em 9,7 vezes, abaixo de sua média histórica, o que sinaliza o potencial de ganhos.

Para o banco, os valuations continuam atrativos, sobretudo em um cenário no qual os juros reais de longo prazo comecem a recuar.

Juros menores tornam a renda variável mais atrativa: por exemplo, reduzem a vantagem relativa da renda fixa, que atualmente oferece retornos elevados com menor risco.

Até onde pode ir o rali?

Para o time da XP, o Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos até o fim de 2026, o que representa um potencial de valorização de cerca de 8% frente ao patamar atual. O motivo está justamente nos preços, que os analistas da corretora veem como abaixo da média histórica.

Do lado do risco, eles apontam possibilidade de as estimativas de lucro das empresas para 2027 sofrerem uma revisão para baixo, o que poderia impactar negativamente os preços.

Por isso, mesmo com certo espaço para alta, a XP segue com uma estratégia defensiva para ações, priorizando empresas de qualidade.

No mesmo sentido, a Eleven Financial, que mantém projeção para o Ibovespa em 195 mil até o fim do ano (um potencial de alta de 5%), vê uma boa relação de risco-retorno em ações de empresas maiores, que dependem menos do ciclo econômico. Ainda assim, reforça que o ambiente até as eleições deve apresentar fortes oscilações.

Para 2027, a Eleven aponta que o Ibovespa alcançar 230 mil pontos, desde que os juros continuem caindo e os lucros das empresas mantenham o crescimento. Esse cenário depende de um ajuste nas contas públicas, que exigiria apoio tanto do próximo presidente quanto do Congresso.

A expectativa de queda mais intensa dos juros também levou o Bank of America a melhorar sua avaliação sobre a Bolsa brasileira ontem.

O banco elevou sua recomendação para as ações brasileiras de equivalente a neutra para exposição acima da média. O BofA mantinha postura neutra em relação ao Brasil desde junho.

O argumento para a revisão está nos juros. O BofA agora projeta que a Selic termine 2027 em 11,25% ao ano, versus 12,75% anteriormente. E, mais importante, bem abaixo dos cerca de 14% que, segundo o próprio banco, ainda estão embutidos nos preços de mercado.

Na avaliação dos analistas, um ciclo mais profundo de cortes dos juros pode elevar os preços das ações, mesmo diante do risco de revisões para baixo nos lucros e da incerteza eleitoral.

O que pode interromper o rali?

A recuperação recente reúne fatores que se reforçam: o estrangeiro voltou às compras, a eleição passou a ser precificada como uma disputa mais aberta, os preços dos ativos ainda estão atrativos e a alta do petróleo favoreceu a Petrobras, uma das empresas com maior peso na Bolsa.

Parte desses vetores, porém, pode mudar rapidamente.

Novas pesquisas podem alterar as probabilidades eleitorais negociadas pelo mercado. Uma piora das expectativas fiscais pode voltar a pressionar os juros.

O cenário externo também exige atenção. A recente nova alta do petróleo, por exemplo, que beneficia a Petrobras no curto prazo, pode elevar a inflação mundial, manter os juros americanos altos por mais tempo e reduzir a procura por investimentos em países emergentes. Foi o que ocorreu hoje, depois de o petróleo superar o patamar psicológico dos US$ 100 o barril e elevar preocupações sobre uma alta de juros nos EUA.

O encarecimento da commodity pressionou as bolsas americanas e levou os juros dos títulos de 10 anos do país a atingirem o maior patamar em quase três anos. Na esteira, o Ibovespa caiu 0,9%, devolvendo os ganhos de ontem e retornando aos 185.629 pontos.

Há espaço para o Ibovespa avançar nos próximos meses, mas o caminho dificilmente será linear.

“Iremos caminhar ao sabor das notícias relacionadas ao momento da disputa”, afirma Galdi.

Na contramão da lógica, ouro sobe com juro americano em alta – veja como investir

9 de Setembro de 2026, 13:12

O comportamento do ouro quebrou, entre agosto e o início de setembro, uma escrita que sempre prevaleceu.

Em vez de o preço do metal cair quando os juros de longo prazo americanos passaram a subir rumo aos maiores níveis em 19 anos, a cotação sobe – desde o início de agosto, são 8% a US$ 4.425 a onça (31g).

Não é o natural. Com os títulos públicos americanos de 10 anos pagando quase 5%, e os de 30 anos acima de 5% (o que não se via desde 2007) , o normal é que dinheiro investido em outros ativos fluam para o porto seguro dos Treasuries.

Inclusive o ouro, que não paga juros.

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O que está acontecendo, então?

Há mais de um fator – e vamos ver adiante. Mas o grande agente que puxa a cotação do ouro são as compras dos Bancos Centrais. Foram 289 toneladas só no 2º trimestre de 2026. O volume é cinco vezes superior às 57 toneladas dos três primeiros meses do ano e 62% maior na comparação anual.

Por trás das compras está um movimento global que não é de hoje: a substituição de dólares por ouro nas reservas dos Bancos Centrais – inclusive no Brasil, que aumentou em 33% o volume de ouro em suas reservas desde 2024 – para 172 toneladas.

Substituição parcial. Só que mais do que suficiente para fazer preço . E porque substituir? Em grande parte, porque a dívida pública dos EUA é a maior desde a Segunda Guerra mundial (125% do PIB).

Quando isso acontece, aumenta o temor de que, em algum momento, o governo acabe emitindo moeda para aliviar a dívida – caso o faça, cria-se inflação. A moeda desvaloriza; e as reservas deixam de fazer sentido.

O ouro não tem esse problema. Ninguém tem o poder de “emitir” ouro. A força dele está na escassez.

Tem mais. As compras dos BCs elevam o preço. E o que acontece com ativos que sobem de preço? Investidores correm para eles. O preço sobe mais ainda.

Essas compras tinham perdido fôlego. Mas agora veio uma retomada firme, que cria um suporte para as cotações que o mercado não tinha no início do ano, reforça Mauriciano Cavalcante, especialista da corretora Ourominas.

O Goldman Sachs projeta a cotação do ouro em US$ 4,9 mil no fim de 2026 – o que daria ao metal um potencial de alta de 12% em dólar. “Ainda que sujeita a uma volatilidade maior e de mão dupla ao longo da trajetória”, acrescentam os analistas.

Vale notar que esse não é o auge do ouro. O boom mesmo foi entre 2025 e o começo deste ano, quando o ouro alcançou a máxima histórica de US$ 5,6 mil e acumulou uma valorização de 46% no ano.

Ou seja: queda de 21% desde lá. Ouro é renda variável, com todos os riscos de renda variável. Recomenda-se não ter mais de 3% da carteira investidos no metal amarelo.

A boa notícia, de qualquer forma, é que nunca foi tão simples investir em ouro.

ETFs facilitam acesso

A mais indicada é via ETFS – os fundos negociados em bolsa, que você compra e vende como se fossem ações.

No caso do ouro, há vários ETFs no Brasil que seguem o Índice Futuro de Ouro B3 (Ifgold B3).

Como acontece com quase toda commodity, o mercado futuro, com preços combinados para fechar o negócio numa data específica, é maior que o mercado à vista. Daí a existência desse índice, que acompanha os contratos futuros de ouro mais negociados na bolsa brasileira. Em agosto o Ifgold B3 apresentou um ganho de 10,11%.

Entre os ETFs que o acompanham, então o GLDI11, da Itaú Asset, e o GOLB11, do BTG Pactual, replicam o Ifgold B3.

O cardápio, de qualquer forma, varia bem. O OURO11, da XP Vista Asset, busca replicar o desempenho do ETF internacional IAU (iShares Gold Trust), indexado ao preço do ouro à vista.

Sempre vale lembrar: como a cotação do ouro é em dólar, você fica exposto ao câmbio. Uma eventual queda do dólar pode minar seu investimento, mesmo que a cotação do ouro suba.

Stablecoins de ouro

Outra possibilidade é usar stablecoins de ouro. São criptomoedas com lastro em ouro físico, que fica guardado em cofres de custodiantes terceirizados.

Cada unidade dessas stablecoins representa uma onça troy, a unidade fora do sistema métrico que o mercado adota, e que dá 31 gramas.

E as duas principais stablecoins de ouro do mercado são a PAX Gold (PAXG) e a Tether Gold (XAUT). Elas dominam 88,2% do mercado.

O ambiente clássico de negociação desses ativos são as corretoras de criptoativos (Mercado Bitcoin, Mynt, Foxbit etc.). Mas bancos tradicionais têm.

Intervenções dos EUA

De volta ao mundo macro. A escalada recente do ouro tem ainda apoio do comportamento intervencionista do Tesouro dos EUA, chefiado por Scott Bessent, o equivalente americano a Ministro da Fazenda.

Bessent realizou em momentos distintos em agosto duas intervenções. A primeira foi uma grande compra de ienes no mercado para evitar uma queda (ainda) maior da moeda japonesa.

O suporte foi dado para evitar que o país asiático tivesse, ele mesmo de fazer isso. Se fizesse, teria de tenha de recorrer a uma venda de reservas, ou seja, de Treasuries. Esse movimento poderia desvalorizar o dólar.

E mais recentemente, Bessent duplicou a recompra de títulos de longo prazo do Tesouro americano para US$ 4 bilhões. O movimento foi lido como uma tentativa de segurar a subida das taxas das Treasuries de 10 e 30 anos.

A perspectiva de um ciclo de intervenções constantes no mercado alimentou a demanda por ativos de proteção, como o ouro e até bitcoin e outras criptomoedas, conforme Christian Mueller-Glissmann, analista do Goldman Sachs.

Liquidações com cartões de stablecoins na Visa ultrapassam US$ 20 bilhões

9 de Setembro de 2026, 08:26

Os cartões de stablecoins – aqueles que permitem o pagamento usando essas criptos famosinhas, as preferidas dos brasileiros – são um dos setores da Visa que mais cresce. Palavras da própria empresa, divulgadas nesta semana. E os dados apresentados dão um vislumbre desse cenário.

O volume de liquidação em stablecoins por meio desses cartões ultrapassou US$ 20 bilhões em taxa anualizada, um aumento de mais de 15 vezes em relação ao ano anterior.

Esse montante representa o volume de stablecoins usado para liquidar financeiramente as transações entre os participantes desses programas e a Visa, e não necessariamente o total gasto pelos consumidores.

Exemplo: imagine que um cartão permita que você gaste USDC, a segunda maior cripto dólar do mercado. Você faz uma compra de US$ 100. Depois da autorização da transação, os participantes envolvidos precisam acertar financeiramente os valores correspondentes. É nesse processo de liquidação que entram os US$ 20 bilhões contabilizados pela Visa.

Ainda segundo a companhia, o volume de pagamentos realizados com esses cartões cresceu quase 200% na mesma comparação e, hoje, são mais de 160 programas vinculados a stablecoins.

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Gastos já passam de US$ 1 bilhão por mês

O pessoal da Paymentscan, plataforma que acompanha o setor, monitora diariamente o volume de pagamentos. É uma métrica diferente da usada pela Visa e leva em consideração outras bandeiras, mas ajuda a dar uma dimensão do tamanho desse mercado.

Em julho, foram US$ 1,03 bilhão em gastos, como mostramos aqui. Em agosto, o montante cresceu um pouco mais e chegou a US$ 1,11 bilhão.

Como esses cartões funcionam?

No geral, o usuário mantém stablecoins em uma carteira vinculada ao cartão e pode usá-las para fazer pagamentos em qualquer estabelecimento que aceite Visa. Na hora da compra, o valor é convertido em moeda tradicional, enquanto o comerciante recebe normalmente, sem precisar lidar diretamente com criptomoedas.

Há dezenas de opções disponíveis no Brasil, tanto da Visa como da Mastercard, oferecidas em parceria com exchanges locais. No geral, eles aparecem em três modalidades: débito, crédito e híbrido, que combina as duas funções. Por aqui, eles ainda têm um plus: alguns são isentos de IOF.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h15.

Bitcoin (BTC):  +0,52%, US$ 78.757,98

Ethereum (ETH): +0,34%, US$ 2.485,11

BNB (BNB): +0,86%, US$ 748,60

XRP (XRP): -0,17%, US$ 1,41

Solana (SOL): +0,28%, US$ 103,49

Outros destaques do mercado cripto

Compra milionária. A Circle, emissora da stablecoin USDC, vai comprar a Tazapay, empresa de pagamentos internacionais sediada em Singapura. Valor? US$ 400 milhões em ações. É uma das maiores aquisições já anunciadas pela companhia. A Tazapay conecta firmas e instituições financeiras a bancos e fintechs em mais de 100 mercados. E tem um detalhe que interessa à Circle: cerca de 60% dos US$ 25 bilhões em pagamentos processados anualmente pela empresa já envolvem stablecoins.

Zona cripto entre Brasil e América Latina. Especialistas em cripto do Brasil e de outros países da América Latina assinaram a Declaração de Buenos Aires, que propõe a criação da Zona Comum Regulatória Web3 Latinoamérica (ZCRW3 LATAM). E o que é isso? Uma iniciativa que busca aproximar as regras sobre ativos digitais, inteligência artificial, tokenização e infraestruturas Web3 na região.

Hackers cripto do bem? Rolou um hack bem feio na Liquid Network, uma blockchain usada por corretoras cripto para movimentar bitcoin. Cerca de 4 mil BTC, avaliados em US$ 320 milhões, foram roubados. Detalhe: os hackers são conhecidos como “white hats” (uma espécie de hacker “quase bonzinho”, que encontra vulnerabilidades para mostrar a falha). Eles teriam devolvido 3,4 mil bitcoins e ficado com cerca de US$ 47 milhões como pagamento por revelar o problema.

Macro IA: Inteligência artificial da Empiricus busca criptomoedas que podem valorizar seu dinheiro em até 480 vezes; confira

9 de Setembro de 2026, 16:18

Agosto marcou a recuperação do bitcoin (BTC), depois de um longo período de baixa volatilidade. A principal moeda digital do mercado, registrou alta acumulada de 26,81% no mês anterior.

“A valorização tem sido sustentada por uma demanda crescente no mercado à vista, sobretudo por investidores institucionais”, explica Luis Kuniyoshi, especialista do departamento de criptomoedas da Empiricus Research. O mês anterior foi o melhor de captação dos ETFs de bitcoin desde julho de 2025. No período, entraram US$ 3,54 bilhões líquidos. “Essa demanda efetiva no mercado à vista diminui o risco de uma reversão tão intensa quanto foi o movimento de alta”, afirma o especialista.

Na visão do especialista da casa, a tendência de alta do bitcoin pode se manter nos próximos meses. E o melhor: o movimento pode se espalhar para outras moedas menores.

O Macro IA, sistema automatizado de trade desenvolvido pela Empiricus, encontrou dez criptomoedas que podem disparar no curto prazo e multiplicar o capital inicial em até 480 vezes.

Conheça mais detalhes sobre a estratégia do Macro IA

Durante o período de estabilidade do mercado de cripto, a Empiricus adotou uma postura defensiva, com suas posições em caixa. Ou seja, o dinheiro estava guardado, protegido da volatilidade, no aguardo de uma boa oportunidade para usá-lo.

E para o Macro IA, este momento chegou. A ferramenta, criada por Valter Rebelo, head de ativos digitais da casa, identificou dez criptomoedas com alto potencial lucrativo.

A mudança de estratégia aconteceu após a retomada do bitcoin a patamares que podem sustentar novas altas no curto prazo. Essa não é a primeira vez que o departamento de criptomoedas da Empiricus detecta esse tipo de oportunidade. Em períodos anteriores, as recomendações da casa chegaram a valorizar mais de 300 vezes.

Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros e o mercado de criptomoedas ser volátil, a equipe acredita que o ciclo de alta abre uma oportunidade para investir em cripto. 

A ferramenta projeta três cenários possíveis:

  • Cenário conservador: de R$ 3 mil até R$ 10 mil;
  • Cenário moderado: de R$ 3 mil até R$ 120 mil;
  • Cenário ideal: de R$ 3 mil até R$ 1,2 milhão.

E o melhor, o Macro IA executa as operações de compra e venda de forma automatizada, sem demandar nenhuma ação por parte do investidor. 

Confira como se inscrever em evento gratuito de lançamento do Macro IA

Se você ficou interessado, no dia 14 de setembro, às 19h, o Macro IA será apresentado para o mercado em um evento gratuito.

Durante o evento, Rebelo vai explicar com mais detalhes como a ferramenta funciona e quais são as dez criptomoedas que podem valorizar até 480 vezes.

A participação no evento é gratuita, mas precisa de inscrição prévia. Para reservar seu lugar, basta clicar no botão abaixo:

QUERO CONHECER O MACRO IA E AS 10 CRIPTOMOEDAS

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Conhece os FI-Infras? Ativos ‘baratos’ negociados em bolsa podem oferecer renda extra com isenção de IR; confira

9 de Setembro de 2026, 13:33

A bolsa brasileira está com uma oportunidade histórica em aberto. E não estamos falando de ações, mas sim de uma outra classe não tão conhecida assim pelo amplo público: os FI-Infras.

Um FI-Infra nada mais é do que um fundo de investimento em infraestrutura. Negociado em bolsa, esse tipo de fundo investe em títulos de renda fixa ligados ao setor de infraestrutura no Brasil, como as debêntures incentivadas.

Essa classe pode trazer diversas vantagens a um investidor:

  • Expor-se a uma cesta da renda fixa por meio de um ativo só, negociado na B3;
  • Possibilidade de distribuição de proventos recorrentes na conta;
  • E o melhor: isenção de imposto de renda.

Porém, se você procurar por eles, pode se deparar com uma cena curiosa: muitos deles em queda acumulada na visão anual. Se os FI-Infras têm tantas características interessantes, por que o mercado está oferecendo vários deles com desconto?

No novo episódio do Empiricus Analisa, Pedro Claudino, analista de fundos de investimento da casa, explica:

  • Como os FI-Infras realmente funcionam;
  • Por que a queda nesses ativos pode ser uma grande oportunidade de compra;
  • Como descobrir os melhores FI-Infras da bolsa para investir.

Clique no vídeo abaixo para assistir ao episódio na íntegra. Veja até o final para descobrir, também, quais os melhores FI-Infras da bolsa no momento:

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Ibovespa hoje: Brasil volta ao radar de investidores estrangeiros e petróleo supera os US$ 100; veja destaques desta quarta (9)

9 de Setembro de 2026, 10:00

Os mercados iniciam o dia em contraste. No exterior, a nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã levou o petróleo novamente para perto dos US$ 100 por barril, reacendendo preocupações com a inflação e reforçando as apostas de que o Federal Reserve poderá elevar os juros na próxima decisão monetária.

No Brasil, porém, a dinâmica segue diferente. O mercado continua aproveitando o chamado “trade eleitoral”, apoiado por pesquisas que indicam uma disputa mais equilibrada e pela percepção de que uma eventual mudança de governo poderia resultar em maior disciplina fiscal nos próximos anos.

0:43 – A excepcionalidade brasileira

Mesmo diante da alta do petróleo e da elevação dos rendimentos dos Treasuries americanos, ontem o Ibovespa avançou 1,2%, o dólar recuou para R$ 5,09 e os juros longos voltaram a fechar de forma relevante.

Um dos gatilhos foi a divulgação de pesquisas eleitorais apontando um cenário mais acirrado, já que a leitura é de que uma maior probabilidade de alternância no poder aumente as apostas em um ajuste fiscal mais robusto a partir de 2027.

Não à toa, os contratos de juros mais curtos ficaram praticamente estáveis, enquanto os vencimentos de longo prazo registraram forte fechamento, refletindo uma visão mais construtiva para o cenário fiscal dos próximos anos.

O movimento ainda depende da manutenção das expectativas atuais e das próximas rodadas de pesquisas, mas, por enquanto, o mercado parece disposto a aumentar as apostas nesse cenário.

2:56 – O gringo voltou a olhar com carinho

Além do fator eleitoral, os ativos brasileiros receberam outro impulso importante.

Após um período de cautela, bancos e gestores globais voltaram a demonstrar uma visão mais positiva para o Brasil. Ontem, o Bank of America elevou sua recomendação para ações brasileiras, citando a combinação de inflação mais comportada, possibilidade de juros mais baixos à frente e um ambiente político potencialmente mais favorável aos investimentos.

O movimento ajuda a explicar por que o mercado brasileiro tem conseguido se descolar de boa parte dos emergentes. Desde o início do mês, o principal ETF brasileiro negociado em Nova York acumula desempenho muito superior ao índice que reúne outros países emergentes, sinalizando que a demanda por Brasil tem sido impulsionada por fatores predominantemente domésticos.

Ainda é cedo para afirmar que se trata de uma mudança estrutural de fluxo, mas os sinais recentes mostram que o investidor internacional voltou a incluir o Brasil no radar.

4:18– O petróleo volta a assustar…

Enquanto o Brasil vive uma história própria, o restante do mundo volta as atenções para o Oriente Médio.

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã levou o Brent a superar momentaneamente os US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, reacendendo os temores de uma interrupção na oferta global de petróleo.

Ao mesmo tempo, a retomada das compras da China, maior importadora mundial da commodity, adiciona um componente de demanda que ajuda a sustentar os preços em patamares mais elevados.

O resultado é um desconforto adicional para os bancos centrais. Depois de um payroll mais forte do que o esperado e com o petróleo pressionando as expectativas de inflação, os investidores passam a olhar com ainda mais atenção para os próximos indicadores americanos. Amanhã será divulgado o PPI, que mede a inflação ao produtor, enquanto na sexta-feira sai o CPI, principal indicador de inflação ao consumidor.

Em um momento em que o mercado já debate a possibilidade de um Fed mais duro, os dois dados podem trazer novas pistas sobre a trajetória dos preços nos Estados Unidos. Qualquer surpresa altista tende a reforçar a percepção de que os juros precisarão permanecer elevados por mais tempo.

5:12 – …mas ele não é tudo

Com o petróleo novamente próximo dos US$ 100 por barril, é natural que os investidores voltem a revisar os impactos de custos mais elevados para diversos setores da economia. Apesar de vir apresentando uma evolução operacional consistente e resultados que surpreenderam positivamente o mercado, a Alpargatas (ALPA4) acabou sendo penalizada de forma relevante por esse movimento nos últimos dias.

Ainda que parte dos custos seja influenciado por derivados do petróleo, o impacto da recente alta da commodity tende a ser limitado e parcialmente compensado pelo comportamento do câmbio. Vale lembrar que essa mesma preocupação já havia penalizado as ações no início do conflito no Oriente Médio. Mesmo assim, a companhia surpreendeu positivamente o mercado ao entregar resultados acima das expectativas, com avanços em eficiência operacional, rentabilidade e execução.

Os números mais recentes reforçam que a reestruturação operacional segue produzindo efeitos concretos, enquanto ainda existe espaço para melhorias adicionais nos próximos trimestres. Nesse contexto, a magnitude da correção recente parece desproporcional aos potenciais impactos da alta do petróleo, especialmente para uma companhia que continua mostrando evolução consistente e entregando resultados acima das expectativas. Para investidores com horizonte de longo prazo, entendemos que o movimento recente abre uma oportunidade interessante de compra.

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Ibovespa aos 300 mil pontos e dólar abaixo de R$ 4? Analistas projetam efeito de reancoragem em torno do fiscal no mercado 

9 de Setembro de 2026, 09:00

Se, em 2027, o governo brasileiro resolvesse ajustar as contas públicas, o que poderia acontecer com o mercado brasileiro? Analistas da Empiricus e do BTG Pactual resolveram testar essa equação.  

Em um cenário em que a equipe econômica reancore as expectativas em torno do fiscal, o Ibovespa poderia alcançar os 300 mil pontos, o dólar chegar ao patamar dos R$ 3,95 e os juros volta à casa de um dígito, chegando até 9% ao ano.  

Os analistas traçam esse cenário no relatório “E se o governo ajustasse as contas públicas”, divulgado em meados de agosto.   

Com as eleições de 2026 em contagem regressiva, o investidor busca a resposta para a seguinte pergunta: “em um cenário benigno, em que o presidente eleito seja capaz de endereçar o problema fiscal e frear a trajetória crescente da dívida pública, onde eu deveria investir o meu dinheiro?“. 

Onde investir caso governo ajuste o fiscal? Veja agora como você pode se posicionar diante de um cenário econômico favorável 

Analistas elencam medidas para equilibrar as contas públicas em 2027 

A dívida bruta do governo brasileiro alcançou 82,5% do PIB nos últimos 12 meses até julho de 2026, segundo dados do Banco Central.  

De acordo com o relatório, a estabilização da dívida exigiria do próximo governo um superávit primário próximo de 2,1% do PIB.  

Hoje, o Brasil possui um déficit primário de 0,67% do PIB. Na prática, isso significaria uma melhora aproximada de 2,7 a 3 pontos percentuais para se equilibrar as contas públicas. 

Para os especialistas, uma alteração dos preços do mercado exigiria do próximo governo mais do que o simples cumprimento das metas anuais.  

“Para que a dívida deixe de crescer, o investidor precisaria enxergar melhora recorrente do resultado primário e redução da rigidez das despesas“, afirmam.  

No documento, os especialistas elencam uma série de medidas que poderiam ajudar a melhorar o fiscal e, por consequência, a percepção dos agentes financeiros sobre a trajetória da dívida. Entre elas estão: 

  • A desaceleração das despesas obrigatórias; 
  • A revisão de indexações e benefícios; 
  • A limitação de novas exceções ao arcabouço; 
  • E metas primárias verificáveis; 

“A credibilidade aumentaria se o plano apresentasse etapas, gatilhos automáticos e metas intermediárias, permitindo ao mercado acompanhar a execução sem depender apenas de promessas de longo prazo”, acrescentam. 

Analistas revelam como investidores podem alocar seus recursos diante da reancoragem das expectativas em torno do fiscal; saiba mais aqui 

O que aconteceria se o governo ajustasse as contas públicas? 

Para entender o efeito que um possível ajuste fiscal teria no mercado, os analistas desenharam três cenários possíveis, que levam em consideração projeções econômicas, dados históricos e diferentes hipóteses. 

Nesse sentido, portanto, os números apresentados a seguir devem ser interpretadas como um exercício de sensibilidade e reprecificação, e não como projeções pontuais. 

  1. Cenário de ajuste crível 

Um cenário de ajuste crível representa um programa econômico suficiente para reduzir o prêmio fiscal e aproximar a dívida de uma trajetória de estabilização. 

Nesse caso, o contrato de DI jan/2031, que forma a curva de juros futuros, o dólar e a bolsa começariam a apresentar sinais de melhora diante do atual cenário: 

Tabela: Faixas estimadas para um horizonte de 12 a 24 meses. Fonte: bigdata.com, Empiricus e Bloomberg. 

“Com menor risco de que a dívida cresça indefinidamente, os juros longos poderiam recuar antes mesmo de o Banco Central reduzir a Selic. A queda da curva estimularia a entrada de capital, fortaleceria o real e reduziria a inflação esperada“, explicam os analistas no relatório. 

  1. Cenário de um ajuste forte 

Já uma realidade de ajuste forte pressupõe uma reforma relevante das despesas obrigatórias e superávits recorrentes por parte da equipe econômica. Aqui, o dólar poderia cair para R$ 4,25, enquanto o Ibovespa poderia operar na faixa dos 260 mil pontos: 

Tabela: Faixas estimadas para um horizonte de 12 a 24 meses. Fonte: bigdata.com, Empiricus e Bloomberg. 

Esse segundo cenário dependeria de resultados consistentes, com a queda efetiva do déficit, estabilização da dívida e convergência da inflação. Sem essa confirmação, parte do rali inicial poderia ser devolvida, advertem os analistas. 

  1. Cenário de reancoragem 

Agora, uma conjuntura de reancoragem estrutural exigiria, além do ajuste doméstico, inflação convergente, ambiente externo construtivo e entrada expressiva de capital. 

Nesse ponto, a curva de juros futuros (DI jan/2031) poderia chegar a 9,8%, o dólar alcançar o patamar dos R$ 3,95 e a bolsa atingir os 300 mil pontos: 

Tabela: Faixas estimadas para um horizonte de 12 a 24 meses. Fonte: bigdata.com, Empiricus e Bloomberg. 

Vale ressaltar que um dólar abaixo de R$ 4,20 exigiria condições adicionais, como dólar global fraco, commodities sustentadas, estabilidade política e fluxo estrangeiro relevante.  

EMPIRICUS+: VEJA COMO ACESSAR O RELATÓRIO COMPLETO AQUI 

Renda fixa, crédito, FIIs e mais: Analistas revelam como se posicionar diante de cenário favorável 

Na visão dos especialistas, um ajuste fiscal crível reduziria os juros longos, fortaleceria o real e favoreceria a bolsa, com maior potencial para títulos IPCA+ longos e setores domésticos sensíveis à queda da Selic.  

Nesse sentido, os analistas apresentam no relatório (leia aqui) uma alocação que privilegia duration real longa, crédito de infraestrutura e ativos domésticos sensíveis à queda do custo de capital.  

A estratégia leva em consideração classes e ativos como: 

  • Renda Fixa: um ETF e duas debêntures que buscam capturar juros reais elevados e possuem marcação a mercado; 
  • Crédito: dois papéis com carrego e exposição a projetos regulados; 
  • Ações: quatro papéis e um ETF voltados ao ciclo doméstico que podem se beneficiar da retomada da atividade; 
  • Fundos imobiliários: três FIIs que buscam renda e valorização com a queda dos juros. 

É importante ressaltar que os analistas da Empiricus e do BTG Pactual são especialistas em mercado financeiro e construíram esse portfólio de investimento sob medida caso o governo realize o ajuste fiscal. 

Caso você queira ler a tese completa do relatório e acessar a lista dos ativos, basta fazer seu cadastro no Empiricus+, assinatura que dá acesso a todas as recomendações de investimentos dos analistas da Empiricus.  

Ao se cadastrar, você garante 30 dias gratuitos de acesso aos relatórios, recomendações e cursos produzidos pelos analistas da casa. Cadastre-se no botão abaixo, é rápido e simples: 

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Ibovespa hoje: Boletim Focus reduz projeção da inflação para 2026 e petróleo segue em alta; veja destaques desta terça (8)

8 de Setembro de 2026, 10:00

Depois do feriado que fechou os mercados no Brasil e nos Estados Unidos ontem, a terça-feira começa com as bolsas globais em leve queda, em semana importante para dados de inflação.

Nos EUA teremos divulgação do PPI na quinta-feira e do CPI na sexta-feira, com perspectivas de aceleração nos dois indicadores. Na sexta-feira também conheceremos o IPCA de agosto no Brasil, com perspectiva de queda de 0,28% frente ao mês anterior. Lembrando que teremos Super-Quarta na próxima semana, e esses números podem ser determinantes para as decisões sobre os juros.

O relatório Focus divulgado há pouco trouxe pequenas mudanças na comparação com a semana anterior: queda de 1 bp no IPCA esperado para 2026 e aumento de 1 bp no número esperado para 2027.

Além da inflação, o noticiário político local ganha cada vez mais peso no humor do mercado, dado que estamos oficialmente a menos de um mês do primeiro turno. Os últimos levantamentos de intenção de voto mostram um cenário cada vez mais apertado e teremos pelo menos mais quatro pesquisas até sexta-feira capazes de mexer com o mercado.

Vale ressaltar que esse já tem sido um importante driver para o Ibovespa nos últimos dias e foi o grande responsável pelo impulso que levou o principal índice brasileiro de volta aos 185 mil pontos.

01:45 – Sem muitas alternativas…

No fim da semana passada foi divulgado o Payroll de agosto, com criação de 162 mil vagas nos EUA. O número não apenas veio muito acima das expectativas (55 mil) como os dados do mês anterior foram revisados para cima, colocando ainda mais pressão para o Fed subir juros.

Depois de um discurso bastante hawkish no Simpósio de Jackson Hole, Kevin Warsh parece não ter muitas alternativas, podendo até perder certa credibilidade caso opte pela manutenção das taxas depois de todos esses sinais altistas.

Neste momento, o mercado atribui 60% de chances de um aumento de 25bps na reunião da semana que vem – essa probabilidade era de apenas 44% um mês atrás.

03:15 – … e sem alívio do petróleo

Para complicar a vida daqueles que decidem os juros, depois de testar os US$ 70/barril em julho, o petróleo tipo brent voltou a se aproximar do patamar de US$ 100/barril. O movimento é resultado de uma nova escalada do conflito no Oriente Médio, após ataque das forças norte-americanas a três navios petroleiros iranianos no fim de semana e o anúncio, pelo Irã, de uma zona de restrição à circulação próxima ao Estreito de Ormuz. O ataque a uma refinaria na Arábia Saudita também ajuda a empurrar o brent para cima.

Nem é preciso dizer que toda essa incerteza contribui para preços de petróleo mais elevados por longo período, ainda que isso não pareça estar refletido no preço de várias companhias brasileiras do setor. Nossa preferência continua sendo a Petrobras, que além de descontada ainda pode ser uma das maiores beneficiadas de um possível rali eleitoral.

05:05 – All-time high

O cobre superou ontem a marca de US$ 14,5 mil por tonelada na Bolsa de Metais de Londres e chegou à maior cotação da sua história. Parte desse movimento parece técnico, com forte procura pelo metal nas últimas semanas associada a perspectiva de aumento de tarifas nos Estados Unidos no curto prazo.

Por outro lado, o cobre tem papel fundamental na agenda de transição energética, construção de data centers, carros elétricos, usinas renováveis etc. Essa é uma demanda estrutural e deve continuar beneficiando os produtores de cobre por bastante tempo.

Entre esses produtores está a Vale, que tem a meta de dobrar a produção de cobre até 2035, para 700 mil toneladas/ano. Em nossa visão, há um duplo benefício para a mineradora nessa estratégia. O mais óbvio é que ela se beneficia da venda de um produto com preços cada vez maiores e mais rentáveis.

O benefício menos óbvio é que, quanto mais o cobre ganha participação nos resultados, mais o seu múltiplo tende a se afastar daqueles de uma mera produtora de minério de ferro (4-5x ev/ebitda) e se aproximar de patamares mais próximos aos que produtoras de cobre costumam negociar (7-8x ev/ebitda). Por esses motivos, a Vale (VALE3) é uma das nossas escolhidas para a Carteira Mensal de Dividendos.

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Eleições 2026: Seus investimentos estão preparados para o próximo ciclo político-econômico?

7 de Setembro de 2026, 09:00

Falta menos de um mês para o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro. A corrida eleitoral, mais do que nunca, passa a influenciar não apenas o debate político, mas também as expectativas econômicas do país.

A definição do próximo governo deverá ter impactos relevantes sobre a vida financeira da população. Para investidores, o resultado da eleição será um fator importante na avaliação dos riscos e oportunidades dos próximos anos.

As diferenças entre os projetos apresentados pelos candidatos ajudam a explicar essa atenção do mercado. Temas como equilíbrio fiscal, tributação, gastos públicos e previdência estão no centro das discussões, e podem afetar diretamente variáveis como taxa de juros, câmbio e desempenho da bolsa de valores.

Um relatório da Empiricus indica que, em um cenário sem ajuste fiscal e desfavorável para as contas públicas, o Ibovespa, hoje na casa dos 186 mil pontos, poderia descer abaixo dos 100 mil pontos. Em um ambiente de ruptura, inclusive, a Selic poderia chegar a 19%, e o dólar poderia ultrapassar os R$ 7, como mostra a tabela abaixo:

Tabela mostra como o DI, o dólar e o Ibovespa podem se comportar caso não haja ajuste fiscal. No pior cenário, o Ibovespa poderia vir abaixo dos 100 mil pontos. Fonte: bigdata.com, Empiricus e Bloomberg.

Por outro lado, no caso de um ajuste fiscal, o cenário poderia ser muito benéfico para os ativos locais, segundo os analistas. O Ibovespa poderia, no melhor dos casos, tocar os 300 mil pontos no próximo ciclo, o dólar poderia recuar significativamente, e a Selic poderia acentuar a trajetória de queda:

Tabela mostra como o DI, o dólar e o Ibovespa podem se comportar em caso de ajuste fiscal. No caso de reancoragem, o melhor dos cenários, o Ibovespa poderia tocar os 300 mil pontos. Fonte: bigdata.com, Empiricus e Bloomberg.

Como é possível observar, cada um dos casos exige uma estratégia completamente diferente de investimentos.

E é por isso que o Market Makers, o maior hub de conteúdo do mercado financeiro, quer saber: o seu patrimônio está preparado para as Eleições 2026?

Para ajudar a responder a essa pergunta, o Market Makers criou o Gabinete do Investidor. Uma coalizão com fóruns, debates, carteira recomendada e acompanhamento diário por 12 semanas, ao longo de todo o ciclo eleitoral.

A proposta é não apenas preparar os investimentos para o dia da votação, mas também mostrar como planejar o portfólio e calibrar as expectativas para os próximos 4 anos.

Como preparar seus investimentos para o próximo ciclo político-econômico?

Assim como tem sido desde o início de sua trajetória, em 2022, o Market Makers continua a acreditar que a informação é a melhor arma para investir e enfrentar qualquer cenário. 

Por isso, logo de cara, a primeira iniciativa do Gabinete do Investidor é a criação de um grupo no WhatsApp com boletins diários, que já está disponível. E você pode se inscrever de graça para fazer parte da comunidade neste link. 

Mas essa não será a única forma de ajudar os investidores ao longo do ciclo eleitoral. Quem conhece o Market Makers sabe bem dos convidados de peso que já passaram pelo podcast: ex-ministros, ex-presidentes, candidatos à presidência, executivos C-Level das grandes empresas do país e outros nomes importantes. 

Agora, não seria diferente. Por isso, o hub de conteúdos promoverá debates em torno das Eleições 2026 para te mostrar como se preparar para cada um dos cenários.  

Os investidores também terão acesso a uma carteira recomendada para cada potencial vencedor do pleito, além de informações sobre oportunidades de curtíssimo prazo para aproveitar antes mesmo da definição nas urnas. 

A ideia do Gabinete Eleitoral é também aproveitar a volatilidade característica deste período para buscar as melhores oportunidades de lucros.  

De forma resumida, com a iniciativa do Market Makers, você terá acesso durante 12 semanas a:  

  • Fóruns de debates sobre o cenário político-econômico (com participação de Thiago Salomão, fundador do Market Makers); 
  • Análises diárias sobre macroeconomia (com o economista Matheus Spiess); 
  • Relatórios e carteiras recomendadas para cada potencial vencedor do pleito;
  • Curso de política e economia; 
  • Formação teórica sobre oportunidades de curtíssimo prazo. 

Saiba como ser um dos integrantes do Gabinete Eleitoral

Para os investidores interessados em participar do Gabinete Eleitoral, as inscrições estão abertas. 

O grupo de WhatsApp com boletins diários sobre eleições e investimentos já está funcionando, e pode ser acessado de maneira gratuita através deste link. Além disso, ao se inscrever, você passará a receber recados sobre os próximos passos do Gabinete Eleitoral.  

Os outros conteúdos serão liberados a partir do dia 15 de setembro. A abertura oficial, inclusive, será realizada durante um episódio do Market Makers.  

Caso tenha interesse em participar e montar uma carteira robusta para os próximos 4 anos, independente do vencedor, aproveitar oportunidades e ficar por dentro de tudo sobre o cenário eleitoral, basta clicar neste link ou no botão abaixo: 

GABINETE ELEITORAL: PREPARE SEU PATRIMÔNIO PARA OS PRÓXIMOS 4 ANOS 

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‘Terra à vista’: Bitcoin (BTC) pode chegar aos US$ 80 mil?

6 de Setembro de 2026, 15:00

A alta do Bitcoin nas últimas semanas passou a apresentar uma mudança relevante em sua composição. Mais do que movimentos técnicos ou posicionamentos de curto prazo, a valorização tem sido sustentada por uma demanda crescente no mercado à vista, sobretudo por investidores institucionais. Essa foi a principal leitura apresentada na edição anterior, e os dados mais recentes reforçam essa dinâmica.

Os ETFs de Bitcoin encerraram agosto com a maior captação em mais de um ano e mantiveram entradas expressivas nesta semana. Em paralelo, a Strategy retomou as compras do ativo após dez semanas sem novas aquisições, agora apoiada por uma estrutura de capital distinta daquela utilizada no ciclo anterior. Ao mesmo tempo, o aumento do apetite por risco começou a se refletir de maneira mais ampla no mercado, com melhora na participação de outros criptoativos.

Contudo, seguimos sensíveis a mudanças no ambiente macroeconômico. O relatório de emprego dos Estados Unidos divulgado nesta sexta-feira veio acima das expectativas e elevou a percepção de que o Federal Reserve poderá adotar uma postura mais restritiva na reunião deste mês.

Trata-se de um vetor contrário para os ativos de risco e que merece acompanhamento, mas que, até o momento, não altera nossa leitura central: a tendência de alta do Bitcoin no médio prazo permanece sustentada pela força da demanda.

Nesta edição, analisamos a dimensão dos fluxos direcionados aos ETFs, as mudanças na estratégia de acumulação da Strategy, os sinais de melhora na dispersão do mercado cripto e, por fim, as implicações do dado de emprego para a trajetória dos juros nos Estados Unidos.

Terra (demanda) à vista!

Agosto foi o melhor mês de captação dos ETFs de Bitcoin dos Estados Unidos desde julho de 2025. Entraram US$ 3,54 bilhões líquidos nesses produtos ao longo do mês — dinheiro novo, de investidor que compra o ativo à vista e o carrega, não de quem opera alavancado no mercado futuro.

O movimento não parou na virada do mês. Na quarta-feira, 3 de setembro, os ETFs registraram entrada líquida de US$ 730,8 milhões em um único pregão, o terceiro maior dia de 2026. Nos últimos dez pregões, a soma chega a US$ 2,04 bilhões. E não é um fenômeno restrito ao Bitcoin: os ETFs de Ethereum captaram US$ 141,4 milhões no mesmo dia e encadeiam um mês inteiro de entradas.

Para dar dimensão ao movimento: em junho, esses mesmos ETFs perderam US$ 4,5 bilhões, no pior mês da história recente do produto. Agosto praticamente devolveu esse dinheiro ao mercado. O ano ainda está no negativo — US$ 1,08 bilhão de saída líquida acumulada em 2026.

Strategy voltou a comprar Bitcoin

Dentro desse mesmo movimento de demanda institucional, a Strategy encerrou uma pausa de dez semanas e voltou a acumular Bitcoin. A companhia adquiriu 4.603 bitcoins por cerca de US$ 370 milhões, elevando sua posição para 845.050 bitcoins, aproximadamente 4% da oferta máxima do ativo.

Mais do que o tamanho da aquisição isoladamente, o principal ponto está no que ela pode representar: um possível ponto de inflexão para a retomada de compras mais recorrentes pela companhia, agora apoiadas por uma estrutura de capital substancialmente diferente daquela observada no ciclo anterior.

Entre 2024 e 2025, a Strategy ampliou rapidamente sua exposição ao Bitcoin por meio, principalmente, da emissão de dívida conversível e da venda de ações. O modelo permitiu sustentar um ritmo elevado de aquisições, mas também aumentava sua dependência das condições do mercado de capitais e do desempenho de suas próprias ações. Em um cenário adverso, a redução da capacidade de financiamento poderia limitar novas compras e ampliar os riscos associados à alavancagem da companhia.

Ao longo dos últimos meses, entretanto, a Strategy passou a adotar uma abordagem mais próxima à de uma gestora de crédito. A empresa diversificou suas fontes de financiamento com diferentes classes de ações preferenciais, estabeleceu regras mais claras para a gestão de dividendos e passivos e reforçou significativamente sua posição de caixa. Com isso, passou a administrar de forma mais ativa não apenas a aquisição de Bitcoin, mas também sua liquidez, seu custo de capital e suas obrigações financeiras.

Essa mudança reduz a dependência de uma valorização contínua do Bitcoin ou de condições excepcionalmente favoráveis no mercado para sustentar a estrutura financeira da companhia. Ao mesmo tempo, uma posição de liquidez mais confortável e uma gestão de capital mais disciplinada tendem a reduzir a percepção de risco relacionada a uma eventual desalavancagem forçada.

Esse ponto é particularmente importante para a continuidade da estratégia de acumulação. À medida que a companhia demonstra maior disciplina financeira e reduz a percepção de risco de sua estrutura, investidores podem se mostrar mais dispostos a financiar a empresa por meio de suas diferentes classes de ações e instrumentos de crédito. Uma maior capacidade de acessar capital, por sua vez, amplia os recursos disponíveis para novas aquisições de Bitcoin.

Forma-se, portanto, um potencial ciclo positivo: uma estrutura de capital mais sólida pode melhorar a confiança do mercado, facilitar novas captações e, consequentemente, ampliar a capacidade da Strategy de continuar acumulando Bitcoin sem assumir o mesmo grau de fragilidade financeira observado anteriormente.

Como ir além do bitcoin: conheça a Crypto Momentum

Com a melhora das perspectivas para o Bitcoin, começamos a observar também uma recuperação da dispersão entre os criptoativos. Em outras palavras, o movimento de alta deixa de ficar concentrado apenas no Bitcoin e passa a abrir espaço para que outros ativos apresentem desempenhos mais expressivos.

Esse ambiente amplia o conjunto de oportunidades, especialmente entre as altcoins, que podem oferecer retornos superiores aos do Bitcoin em determinadas fases do ciclo. O ponto é que essa valorização não ocorre de maneira uniforme. Algumas moedas avançam de forma significativa, enquanto outras ficam para trás ou até perdem valor.

À medida que o mercado se torna mais seletivo, investir bem passa a exigir mais do que simplesmente estar comprado em cripto. É preciso decidir quais ativos comprar, quanto alocar em cada um deles, quando aumentar ou reduzir exposição e, principalmente, quando sair. São decisões que afetam diretamente tanto o potencial de retorno quanto o risco da carteira.

Existem diferentes formas de fazer essa seleção. É possível analisar os ativos por uma perspectiva fundamentalista, técnica ou quantitativa. Na Empiricus, uma das abordagens que utilizamos é justamente a quantitativa, que consideramos particularmente eficiente em um mercado ainda jovem, altamente volátil e no qual as tendências de preço podem mudar rapidamente.

É a partir dessa lógica que funciona a Carteira Crypto Momentum. A estratégia acompanha sistematicamente o momentum dos principais criptoativos para definir quais ativos devem compor a carteira, qual deve ser o tamanho de cada posição e quando é necessário realizar os rebalanceamentos. Nos períodos em que o mercado amplia o apetite por risco, a estratégia busca capturar os ativos com melhor comportamento relativo; quando o cenário se deteriora, reduz sua exposição.

Todo esse processo pode ser executado de maneira sistemática, sem que o investidor precise acompanhar diariamente dezenas de ativos ou tomar cada uma dessas decisões individualmente.

E os resultados têm validado essa abordagem: a Crypto Momentum vem superando o Bitcoin de forma consistente.

Fonte: Carteira Crypto Momentum, Abr-Set. Retornos passados não são garantia de ganhos futuros. Investimentos têm riscos.

CONHEÇA A CRYPTO MOMENTUM

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Eleições, juros e petróleo: Analista revela onde investir em renda fixa, FIIs e ações para buscar renda extra  

6 de Setembro de 2026, 11:00

O encerramento de agosto reforçou uma lição importante para os investidores: diante de juros altos, escolher ativos com qualidade, bons balanços e capacidade de gerar caixa é essencial para buscar resultados consistentes na carteira. 

Para setembro, o cenário deve continuar exigindo atenção. As Eleições 2026, a pressão sobre o petróleo e a chegada de uma Super Quarta colocam a volatilidade novamente no centro das atenções dos mercados. 

Diante desse cenário, a estratégia de investimento para o mês deve ser focada na diversificação. O objetivo é evitar que oscilações pontuais em uma única classe comprometam excessivamente o desempenho do conjunto. 

É isso o que defende Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, na Carteira Empiricus Renda Extra. Em novo relatório, Spiess explica os principais movimentos que marcaram agosto e o que ainda está por vir.  

Na visão do especialista, setembro começa com uma agenda capaz de reorganizar a precificação global. Nesse sentido, a “estratégia 60/25/15” segue como a principal aposta para equilibrar a carteira, combinando: 

  • Renda e retorno no curto prazo; 
  • Exposição a investimentos de prazo mais longo; 
  • E proteção contra possíveis oscilações do mercado. 

No relatório, Spiess traz uma carteira tática com 12 ativos, que engloba diferentes classes de investimentos, como renda fixa, fundos imobiliários e ações.  

ACESSE AGORA A CARTEIRA COM OS 12 ATIVOS PARA SETEMBRO

Contagem regressiva para eleições, petróleo acima dos US$ 90 e Super Quarta abrem setembro 

Embora a inflação tenha dado uma trégua em agosto, após o IPCA-15 apresentar um recuo de 0,40%, as preocupações em torno do problema fiscal no Brasil impediram um “alívio mais amplo” para a economia brasileira, segundo explica Spiess.  

Os investidores acompanham sob lupa as falas dos presidenciáveis sobre o rumo das contas públicas em 2027, principalmente agora que a eleição entra em contagem regressiva.  

Ao falar sobre agosto, o analista explica que a campanha eleitoral passou a ser precificada de forma mais direta nos ativos. 

Além disso, “agosto teve uma forte saída de capital estrangeiro da bolsa, o Ibovespa chegou a acumular onze quedas consecutivas e trabalhou abaixo dos 165 mil pontos no pior momento”, pontua no relatório. 

VEJA MAIS: Confira gratuitamente 12 ativos para buscar renda extra em setembro 

Já no exterior, o petróleo Brent fechou o mês cotado acima dos US$ 90 o barril devido à escalada do conflito no Oriente Médio e a falta de um acordo definitivo para o fim da guerra.  

Segundo Spiess, essa alta persistente do petróleo pode contaminar expectativas de inflação, manter os juros globais elevados e reduzir o espaço para flexibilização monetária.  

É justamente esse cenário que coloca a política monetária no centro das atenções em setembro. 

Esses fatores devem pesar nas decisões da próxima Super Quarta, quando Brasil e Estados Unidos definem suas respectivas taxas de juros. Por ora, a expectativa do mercado é de que o Copom corte a Selic, enquanto o Federal Reserve suba os juros. 

ACESSE O RELATÓRIO E CONFIRA A CARTEIRA COM 12 ATIVOS PARA SETEMBRO 

Renda fixa, FIIs e ações: Leia o relatório gratuitamente e veja como se posicionar agora 

Diante de um cenário econômico incerto, o estrategista da Empiricus criou a “estratégia 60/25/15”. Trata-se, basicamente, de uma posição tática em que os ativos são distribuídos da seguinte forma:  

  • 60% do portfólio em renda fixa; 
  • 25% em ações;  
  • E 15% em fundos imobiliários. 

Segundo o analista, a parcela de renda fixa segue como principal estabilizador, com exposição a pós-fixados e títulos ligados à inflação, enquanto os FIIs e as ações adicionam fontes complementares de rendimento e valorização no longo prazo. 

“Seguimos priorizando ativos de qualidade, boa capacidade de geração de caixa e perspectivas consistentes de distribuição de rendimentos”, afirma no relatório. 

Para o mês de setembro, Spiess não fez nenhuma alteração nas posições montadas. Ao todo, a carteira possui 12 ativos que mesclam essas diferentes classes. 

A boa notícia para quem ficou interessado na Carteira da Empiricus de Renda Extra é que é possível conferir o portfólio completo de forma 100% gratuita. 

Isso porque a Empiricus está liberando, como cortesia, o acesso a todas as recomendações da carteira. Além dos papéis, o investidor também entende no relatório qual a tese por trás de cada ativo.  

Para acessar o portfólio, basta clicar no botão abaixo e se cadastrar gratuitamente na área logada da Empiricus: 

EU QUERO BUSCAR RENDA EXTRA EM SETEMBRO

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Último dia para se inscrever na Copa BTG Trader; competição oferece prêmio de R$ 1 milhão

6 de Setembro de 2026, 09:00

As inscrições para a Copa BTG Trader terminam hoje, dia 6 de setembro. Para os traders interessados em participar da competição, que oferece o prêmio de R$ 1 milhão para o grande vencedor, esta é a última semana para se inscrever.

O campeonato, que chega a sua 2ª edição, é uma iniciativa do BTG Pactual, com apoio da B3 e da Nelogica. Ela acontece em um ambiente simulado, ou seja, os participantes não precisam arriscar o próprio patrimônio.

Entenda como funciona a Copa BTG Trader, que oferece prêmio de R$ 1 milhão

A Copa BTG Trader terá início no dia 14 de setembro, com a fase classificatória, que terminará no dia 24 de setembro.

Os competidores precisarão mostrar suas habilidades na tomada de decisão para obter o maior lucro a partir do valor inicial. Tudo isso sem precisar colocar nenhum dinheiro em risco, já que o campeonato acontece em um ambiente simulado.

Uma das novidades da 2ª edição é a criação de quatro equipes temáticas: Fluxo, Tendência, Contra a Tendência e Automação. A escolha do time acontece durante a inscrição, mas o ranqueamento e a disputa pelos prêmios é individual.

Ainda assim, a formação de uma equipe oferece uma oportunidade para os participantes trocarem experiências entre si.

Durante a Copa BTG Trader, serão operados os contratos futuros de mini-índice (WIN), mini dólar (WDO), ouro (GLD), bitcoin (BIT), ethereum (ETH) e solana (SOL).

Além da classificatória, os participantes também disputarão as fases:

  • Repescagem: de 28 de setembro a 30 de setembro;
  • Semifinais: de 13 de outubro a 16 de outubro;
  • Grande final: dia 29 de outubro, única fase presencial, em São Paulo.

O grande vencedor receberá o prêmio de R$ 1 milhão. Mas ele não será o único, os demais finalistas receberão premiações de R$ 50 mil, R$ 30 mil, R$ 15 mil e R$ 7,5 mil. Além disso, os outros 95 mais bem classificados recebem R$ 1 mil.

Confira como se inscrever na Copa BTG Trader

A Copa BTG Trader é uma competição gratuita. Para participar, é necessário:

  • Ser maior de 18 anos;
  • Ter ou abrir gratuitamente uma conta de investimentos no BTG Pactual e
  • Contratar uma das plataformas elegíveis para a competição: Profit Pro, Ultra ou Scalper Pro.

As inscrições vão até este domingo, dia 6 de setembro. Se você ficou interessado e quer ter a chance de concorrer a até R$ 1 milhão, clique no botão abaixo e garanta a sua vaga:

QUERO PARTICIPAR DA COPA BTG TRADER

Certificado de Autorização SPA/MF nº 03.051033/2026. Consulte regras e condições de participação no Regulamento. 

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Dividendos: Veja as 8 ações recomendadas pela Empiricus para investir em setembro

5 de Setembro de 2026, 12:00

À primeira vista, agosto parece ter sido um mês de pouca movimentação para a bolsa brasileira: o Ibovespa terminou o período praticamente estável, com recuo de 0,3%. Porém, o fechamento esconde a volatilidade que marcou boa parte do período.

Em determinado momento, o índice chegou a cair mais de 6%, impactado por preocupações fiscais, cortes de recomendação para o Brasil promovidos por bancos estrangeiros, e resultados corporativos que reforçaram sinais de desaceleração da atividade econômica.

Ao mesmo tempo, o mercado acompanhava o agravamento das tensões no Oriente Médio e umaforte retirada de capital estrangeiro da B3, que se aproximou de R$ 20 bilhões.

Com juros ainda elevados e o cenário macro se deteriorando, a leitura dos analistas da Empiricus Research vem com um filtro. Exposição à bolsa segue válida, sim, mas em empresas de qualidade, geradoras de caixa e com baixo endividamento.

Essa é a régua da carteira de dividendos da casa, que possui oito ativos selecionados por previsibilidade de resultados, margem de segurança no valuation e histórico de proventos sustentáveis.

Sai Vivo (VIVT3) e entra Porto (PSSA3)

Em agosto, a Vivo (VIVT3) acumulou queda de 8,2% na B3. Com isso, as ações ficam de fora da carteira de dividendos da Empiricus em setembro, dando lugar à Porto (PSSA3), líder em seguro auto e com atuação em outras três divisões: saúde, banking e serviços.

Essa diversificação na atuação da Porto, segundo os analistas da Empiricus, ajuda a amenizar o momento mais desafiador para as frotas automotivas.

Há também um ponto nem todo mundo está de olho: o rendimento das aplicações da Porto supera 50% do lucro antes de impostos.

Em tempos de Selic alta, isso vira vantagem competitiva. E, mesmo com os cortes projetados, os juros devem seguir elevados o bastante para sustentar essa frente, segundo os analistas.

E o valuation fecha a conta. Nos modelos da Empiricus, PSSA3 negocia a 8,3x os lucros esperados para 2026, patamar considerado positivo, com dividend yield estimado para 6,3%, com chances de surpreender positivamente o mercado.

Não é à toa que os analistas indicam Porto (PSSA3) para buscar dividendos em setembro. E mais: essa é apenas uma das oito recomendações da Empiricus para buscar proventos neste mês.

Conheça e invista no portfólio completo de dividendos da Empiricus

Desde sua criação, em outubro de 2023, a carteira de dividendos da Empiricus acumula alta de 77,6%, ante 57% do Ibovespa.

O relatório completo da carteira, com a tese de cada empresa e os múltiplos projetados, já está disponível gratuitamente na área logada da Empiricus. Você pode acessar com apenas alguns cliques, mediante um cadastro rápido.

E mais: ao acessar a carteira de dividendos, além de conferir todas as indicações dos analistas, você ainda pode descobrir como investir no portfólio de forma automática.

Clique no botão abaixo e atualize sua estratégia para investir em dividendos em setembro:

GRATUITO: ACESSE A CARTEIRA DE DIVIDENDOS DA EMPIRICUS

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Em meio a ‘mau humor’ dos fundos imobiliários (FIIs), analista explica por que este pode ser o momento para investir

5 de Setembro de 2026, 09:00

O mês de agosto não foi fácil para os fundos imobiliários (FIIs). Caio Araujo, analista da Empiricus Research, explica que o ambiente ficou mais difícil para os ativos domésticos, que passaram a incorporar uma percepção maior de risco, principalmente com a aproximação das eleições.

O IFIX, principal índice dos fundos imobiliários no Brasil, passou a negociar a cerca de 0,86x a razão do preço sobre o valor patrimonial (P/VP), abaixo da média observada nos últimos dez anos. Mas isso não é um sinal, necessariamente, de más notícias.

O analista aponta que, quando índice esteve nessa região de valuation no passado, “o ponto de partida foi, na maioria das vezes, favorável para os retornos dos 12 meses seguintes“. De acordo com dados da Empiricus, historicamente, o IFIX superou o CDI em 76,6% das observações.

Mas isso também não significa que é hora de comprar qualquer fundo em queda. Agora, a seleção dos ativos importa ainda mais. “O mesmo mercado que aumenta os riscos também começa a abrir oportunidades em ativos de qualidade“, afirma Araujo.

Analista recomenda FIIs de qualidade para investir

Exatamente nesse contexto, a Empiricus acaba de atualizar a carteira TOP FIIs, com uma seleção de 7 fundos imobiliários para investir em setembro.

O portfólio, escolhido por Caio Araujo, acumula alta de 8,4% em 2026, até o encerramento de agosto, contra –0,3% do IFIX.

A carteira conta com uma seleção de FIIs de diferentes setores e estratégias, com o objetivo de gerar diversificação e eficiência na alocação.

O Kinea Hedge Fund (KNHF11), por exemplo, é uma das novas adições na carteira para este mês. O analista destaca, principalmente, sua maior exposição a ativos de crédito.

“[Neste] segmento, o fundo se beneficia da experiência da Kinea na originação, estruturação e acompanhamento das operações, além da atuação integrada de diferentes equipes da gestora”, explica Araujo.

Conheça as recomendações de FIIs da Empiricus

Se você quer conhecer mais FIIs de qualidade para investir, você pode acessar o relatório completo da carteira Empiricus TOP FIIs, de forma 100% gratuita. Ele está disponível na área logada da Empiricus, após um cadastro rápido.

O portfólio conta com fundos ligados a diversas estratégias, como:

  • Recebíveis;
  • Galpões logísticos;
  • Shopping centers;
  • Hedge funds;
  • E outros.

Ao acessar, você pode conhecer todos os ativos recomendados e saber o quanto investir em cada um para buscar os melhores resultados.

Clique no botão abaixo e conheça os FIIs recomendados pela Empiricus:

QUERO CONHECER A CARTEIRA EMPIRICUS TOP FIIS GRATUITAMENTE

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Quem será o próximo milionário? Inscrições para a Copa BTG Trader terminam em 6 de setembro; saiba como participar

4 de Setembro de 2026, 16:00

A contagem regressiva já começou para a segunda edição da Copa BTG Trader. A partir de 14 de setembro, milhares de participantes voltarão a competir pelo prêmio de R$ 1 milhão, mas as inscrições ficam abertas somente até a próxima segunda-feira (6).

Em 2025, mais de 60 mil pessoas entraram na disputa. Agora, uma nova edição abre espaço para que outro competidor transforme sua trajetória e conquiste o prêmio principal.

O vencedor da última edição foi Danillo Ramos Duarte, morador de São Vicente (SP) e ex-metalúrgico. Interessado em encontrar alternativas para investir melhor o seu dinheiro, ele conheceu o day trade por meio de pesquisas na internet e começou a operar nos horários livres, fora do expediente de trabalho.

A trajetória até o prêmio, porém, não foi simples. Nos primeiros meses, Danillo operou sem a experiência necessária, acumulou perdas e precisou aprender com os próprios erros. Com o tempo, desenvolveu mais disciplina, aprimorou sua estratégia e passou a participar de campeonatos para testar suas habilidades em um ambiente competitivo.

Foi esse processo de evolução que o levou ao topo da Copa BTG Trader 2025. Ao conquistar o primeiro lugar, Danillo faturou R$ 1 milhão e viu sua história mudar de rumo. E agora, quem será o próximo a ter a vida transformada?

Será que você pode se tornar o próximo milionário?

Como diz o velho ditado, a esperança é a última que morre. E, mesmo com a reta final das inscrições se aproximando, ainda dá tempo de entrar na disputa e concorrer ao prêmio de R$ 1 milhão da Copa BTG Trader.

Melhor ainda: você não precisa ser especialista em mercado nem ter experiência prévia com trading para participar. Com o apoio da B3 e da Nelogica, todos os competidores começam em condições iguais e têm a mesma oportunidade de buscar o grande prêmio.

Além disso, todas as operações acontecem em um ambiente totalmente simulado. Na prática, isso significa que você pode competir sem arriscar dinheiro real e sem precisar colocar nenhum centavo do próprio bolso.

A competição é dividida em quatro etapas:

  • Fase classificatória (14/09 a 21/09): Apenas os 30% mais bem colocados avançam para a semifinal. A classificação considera o resultado acumulado dos participantes, com descarte do pior dia de desempenho.
  • Repescagem (28/09 a 30/09): Quem não se classificou na primeira fase ainda tem uma última chance. Avançam os 5% melhores colocados, com base no resultado acumulado e no descarte do pior dia.
  • Semifinal (13/10 a 16/10): A disputa fica ainda mais acirrada. Ao fim da etapa, apenas os cinco melhores garantem uma vaga na grande final.
  • Grande final (29/10): Os cinco finalistas se enfrentam em um evento presencial, disputado em dois tempos de 45 minutos. Ao final, o campeão leva R$ 1 milhão para casa. Os demais finalistas recebem prêmios de R$ 50 mil, R$ 30 mil, R$ 15 mil e R$ 7,5 mil.

E tem mais: além das premiações acima, o BTG Pactual também recompensa diariamente o melhor trader de cada dia com R$ 1 mil. A distribuição completa das premiações por colocação será divulgada no canal BTG Trader no YouTube.

Ficou interessado (a)? Então não perca tempo. As inscrições estão serão encerradas em breve e essa pode ser a sua chance de disputar o prêmio de R$ 1 milhão.

Como garantir sua vaga na Copa BTG Trader

Qualquer pessoa com CPF válido pode participar da Copa BTG Trader. Para garantir sua vaga, basta seguir alguns passos:

  • Ter uma conta de investimentos ativa no BTG. Caso ainda não tenha, a abertura é gratuita e está sujeita à análise cadastral;
  • Fazer a inscrição pelo Home Broker ou pelo app BTG Trader, informando nome, e-mail e CPF;
  • Contratar uma das plataformas elegíveis do Profit (Pro, Ultra ou Scalper Pro) pelo app BTG Pactual Trader até dois dias antes do início da competição.

Além disso, a conta no BTG Pactual deve estar aberta até o encerramento das inscrições e todos os requisitos de contratação de uma das plataformas elegíveis precisam ser cumpridos para validar a participação.

Mas atenção: as inscrições terminam na próxima segunda-feira (6). Portanto, não deixe para a última hora. Clique no botão abaixo e dê o primeiro passo na busca pelo prêmio de R$ 1 milhão.

GRATUITO: INSCREVA-SE NA COPA BTG TRADER

Certificado de Autorização SPA/MF 03.051033/2026. Consulte as regras e condições de participação no Regulamento.

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Fundos imobiliários: BTLG11, ALZR11, TRXF11 e mais nomes trazem novidades nesta semana; confira

4 de Setembro de 2026, 14:53

Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como BTG Pactual Logística (BTLG11), Alianza Trust (ALZR11), TRX Real Estate (TRXF11) e outros. Confira:

Alianza Trust (ALZR11)

A consulta aos cotistas sobre a transferência da administração do ALZR11 do BTG Pactual para a Vórtx não atingiu o quórum mínimo necessário. Os votos representaram 12,35% das cotas emitidas, ante exigência mínima de 25%, de forma que a alteração da administradora e dos demais prestadores de serviços não foi aprovada.

BTG Pactual Logística (BTLG11)

O BTLG11 concluiu a aquisição do BTLG Guarulhos I, ativo logístico com 95,3 mil m² de ABL e 100% de ocupação, por R$ 375 milhões. O pagamento foi estruturado em R$ 225 milhões à vista e R$ 150 milhões em 18 meses, corrigidos pelo IPCA. A operação apresenta cap rate de entrada de 9,1% e yield médio estimado de 15,2% nos próximos 18 meses.

Além disso, assinou MoU (memorando de entendimento) não-vinculante para adquirir três ativos logísticos AAA, locados para Amazon e Mercado Livre, localizados em São Paulo e na região metropolitana de Curitiba. O portfólio soma 182,5 mil m² de ABL, sendo um ativo concluído e dois em desenvolvimento no modelo BTS.

O valor indicativo da operação é de R$ 918,5 milhões, com cap rate de aproximadamente 9,0% e yield médio estimado de 12,6% nos próximos 24 meses. O pagamento prevê 70% à vista e 30% em até 12 meses, corrigidos por IPCA + 6,0% ao ano.

Por fim, o fundo concluiu a locação de 13,5 mil m² no BTLG Santo André para uma empresa de e-commerce, pelo prazo de cinco anos. A nova locação reduziu a vacância física do portfólio de 2,1% para 1,2%, restando 4,2 mil m² disponíveis no imóvel.

Pátria Escritórios (HGRE11)

O HGRE11 assinou compromisso para vender a totalidade do Edifício Alegria, no Brás (SP), atualmente 100% vago, por R$ 115,5 milhões. O pagamento prevê R$ 5,5 milhões de sinal e R$ 110 milhões em cinco parcelas anuais corrigidas pelo IPCA. O valor de venda representa ganho de 95,6% sobre o investimento realizado e está 102,1% acima do último laudo de avaliação.

Além disso, o fundo definiu os termos de sua 10ª emissão de cotas, com oferta inicial de até R$ 700 milhões, destinada a investidores profissionais. O preço de emissão será de R$ 146,64 por cota, acrescido de taxa de distribuição de R$ 0,07 por cota, equivalente a aproximadamente 0,05%, totalizando R$ 146,71. Os atuais cotistas terão direito de preferência pelo fator de 0,4039 nova cota para cada cota detida.

Kinea Unique (KNUQ11)

O KNUQ11 aprovou sua 5ª emissão de cotas, com oferta inicial de aproximadamente R$ 351,9 milhões, ao preço de R$ 100,55 por cota. A oferta poderá ser ampliada em até 25%, enquanto os atuais cotistas terão direito de preferência pelo fator de 0,1629 nova cota para cada cota detida.

Kinea Oportunidades Real Estate (KORE11)

O KORE11 registrou novas movimentações de locação e desocupação em agosto. Ao final do mês, a vacância física ficou em 5,70%, ante 5,61% em julho, enquanto a vacância financeira recuou para 4,19%, ante 4,74%. A vacância financeira ajustada pelas carências ficou em 5,92%.

Pátria Crédito Imobiliário (PCIP11)

O PCIP11 aprovou sua 9ª emissão de cotas, com oferta de até R$ 4,0 bilhões, destinada a investidores profissionais. O preço de emissão foi fixado em R$ 92,45 por cota, acrescido de taxa de distribuição de R$ 0,04, equivalente a cerca de 0,04%. Os cotistas terão direito de preferência pelo fator de 2,5433 novas cotas para cada cota detida. Os recursos serão destinados prioritariamente à consolidação das carteiras de RPRI11, RBRR11 e VCJR11 no PCIP11.

Tivio Renda Imobiliária (TVRI11)

O TVRI11 definiu os termos de sua 2ª emissão de cotas, com oferta inicial de aproximadamente R$ 500 milhões. O preço de emissão será de R$ 100,60 por cota, acrescido de taxa de distribuição de 0,55%, resultando em preço de subscrição de R$ 101,15 por cota.

Além disso, o fundo anunciou a renovação de seis contratos de locação de agências com o Banco do Brasil por mais 10 anos, mantendo os atuais valores de aluguel.

TRX Real Estate (TRXF11)

O TRXF11 encerrou o período de direito de preferência de sua 13ª emissão com a subscrição de 425,3 mil cotas, equivalentes a R$ 40,1 milhões.

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Fórum Empreendedor BTG Pactual Empresas reunirá empresários, executivos e lideranças; conheça

4 de Setembro de 2026, 11:00

Para colocar na agenda: no próximo dia 10 de setembro, o BTG Pactual Empresas promoverá a primeira edição do Fórum Empreendedor, evento dedicado a empresários, executivos e lideranças.

O dia será repleto de discussões importantes, como as tecnologias e mudanças que estão mexendo em aspectos como produção, vendas e organização das empresas. O encontro abordará:

  • Liderança;
  • Gestão;
  • Produtividade;
  • Inteligência artificial (IA);
  • Inovação;
  • Marketing; e
  • Economia.

O intuito é unir pautas sempre importantes com as principais tendências do momento, para ampliar perspectivas e apoiar as decisões estratégicas dos participantes.

Outro ponto de destaque é que o fórum será totalmente online e 100% gratuito. Entretanto, as vagas são limitadas, e é necessário realizar um cadastro para garantir a participação.

Mais detalhes são explicados adiante.

Veja mais: online, gratuito e repleto de especialistas, Fórum Empreendedor abre sua primeira edição com vagas limitadas; cadastre-se

Veja especialistas que marcarão presença no Fórum Empreendedor

A organização reunirá um time de especialistas para as palestras do Fórum Empreendedor, para trazer diferentes perspectivas sobre expansão, eficiência, gestão e investimentos.

Os especialistas apresentarão desafios reais em seus ambientes de trabalho que podem ajudar o público a identificar métodos aplicáveis à realidade de suas próprias empresas.

Entre os convidados, estão executivos do BTG Pactual, como o chairman André Esteves, o CEO Roberto Sallouti, o CMO André Kliousoff, o economista-chefe Mansueto Almeida, e Gabriel Motomura e Rogério Stallone, co-heads do BTG Pactual Empresas. Outros participantes confirmados são:

  • Cleber Morais, diretor-geral da Amazon Web Services;
  • Marcello Vieira, head de vendas do TikTok América Latina;
  • Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil;
  • Rodrigo Bessa, VP e gerente geral da Salesforce Brasil;
  • Rodrigo Cruz, gerente do BNDES;
  • Sérgio Waib, apresentador do Programa Giro Business e BandNews;
  • Thomaz Machado, CEO da ScannTech Brasil;
  • Tom Moreira, CEO do Grupo Trigo;
  • Valdir Oliveira, gerente de Capitalização e Serviços Financeiros no Sebrae Nacional;
  • William Rospendowski, superintendente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) do Governo Federal.

Ainda estarão presentes Diego Ribas, ex-jogador de futebol, campeão da Copa América 2004 e 2007 com a Seleção Brasileira, e Fábio Gurgel, quatro vezes campeão mundial de jiu-jitsu. Ambos são embaixadores do BTG Pactual. Além deles, o ex-atleta Robert Scheidt, velejador e bicampeão olímpico, também marcará presença.

Com uma lista que reúne de empresários a ex-esportistas, o Fórum Empreendedor espera construir um ambiente propício para o networking entre pessoas de trajetórias diversas, mas que enfrentam desafios semelhantes.

Saiba mais: 1ª edição do Fórum Empreendedor, do BTG Pactual Empresas, tem como foco as decisões que movem negócios

Como participar da primeira edição do Fórum Empreendedor

A transmissão de todos os debates será gratuita, mas é importante estar atento para não perder sua inscrição, já que as vagas são limitadas.

Para garantir lugar, basta acessar a página oficial do Fórum Empreendedor e preencher o campo “Inscreva-se”. O participante receberá o acesso à programação por e-mail após concluir seu cadastro.

Vale ressaltar que o processo é simples, começando apenas com o seu endereço de e-mail na página do evento. Clique no link abaixo para fazer parte desse encontro:

QUERO PARTICIPAR DO FÓRUM EMPREENDEDOR

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Ibovespa hoje: Fim da ‘taxa das blusinhas’, avanço do ReData e payroll acima das expectativas nos EUA; veja destaques desta sexta (4)

4 de Setembro de 2026, 10:04

A sequência de onze altas do Ibovespa acabou da forma mais anticlimática possível: o índice chegou a subir 2% e encostou nos 189 mil pontos durante o pregão de ontem, mas terminou o dia praticamente empatado consigo mesmo, aos 185.188 pontos, com queda de 0,01%.

No ambiente doméstico, as novidades de Brasília foram destaque. Lá fora, um discurso do diretor do Fed, Christopher Waller, reduziu para praticamente meio a meio as apostas em uma alta dos juros nos Estados Unidos neste mês. E o payroll de agosto, que saiu hoje, será o próximo desempate.

Vamos aos detalhes.

00:35 – Pit stop

Depois de acumular cerca de 17 mil pontos em onze pregões consecutivos de alta, o Ibovespa fez uma pausa.

Em um pregão dividido entre os setores, o índice encerrou a quinta-feira com leve queda. O grande destaque positivo foi a CSN, com alta de 6,69%, após o anúncio de Fábio Schvartsman como novo CEO.

Os investidores locais têm sido protagonistas desse movimento, embora o fluxo estrangeiro também tenha retornado no acumulado de setembro.

A alta, contudo, segue bastante sensível às pesquisas eleitorais. Enquanto a disputa permanecer equilibrada, como evidenciado pela pesquisa Datafolha de ontem, os índices locais tendem a continuar oscilando ao sabor das expectativas políticas.

1:30 – Movimentações em Brasília

Em Brasília, o Senado aprovou a medida provisória que elimina o Imposto de Importação de 20% sobre remessas internacionais de até US$ 50. Isso não significa, porém, isenção completa: as compras continuam sujeitas ao ICMS cobrado pelos estados.

Na agenda trabalhista, a PEC que acaba com a escala 6×1 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas só deverá chegar ao plenário depois das eleições, conforme indicação de Davi Alcolumbre.

A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de descanso remunerado e proíbe a redução salarial. Para ser aprovada, ainda precisará do apoio de ao menos 49 senadores em dois turnos. O mercado enxerga a proposta com ceticismo, dados os gargalos de mão de obra já presentes em algumas cadeias e o cenário desafiador da economia doméstica.

Também avançou o ReData, regime de incentivos destinado à instalação e à expansão de data centers no Brasil. O programa suspende, por cinco anos, tributos como Imposto de Importação, PIS/Cofins e IPI sobre equipamentos, com renúncia estimada em R$ 5,2 bilhões em 2026 e cerca de R$ 7,25 bilhões até 2028. Como contrapartida, as empresas deverão reservar parte da capacidade ao mercado doméstico, investir em pesquisa e desenvolvimento e cumprir requisitos de eficiência energética e hídrica.

A expectativa do governo é reduzir a dependência do processamento de dados no exterior e estimular investimentos ligados à computação em nuvem e à inteligência artificial.

03:30 – Waller virou o jogo no Fed, e o payroll de hoje pode desempatar

O diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, defendeu dar “uma chance à desinflação” e afirmou que há “pouco custo” em esperar antes de mexer nos juros. O efeito foi imediato: a probabilidade de uma alta de 25 pontos-base na reunião de setembro caiu de mais de 63% para 50,2%, ante 49,8% de manutenção. Virou uma moeda ao ar.

Os Treasuries acompanharam o movimento. O rendimento do título de dois anos recuou de 4,37% para 4,34%; o de dez anos, de 4,78% para 4,77%; e o de trinta anos, de 5,26% para 5,25%.

Em Nova York, o clima foi positivo: o Dow Jones avançou 1,18%, para 53.686,11 pontos; o S&P 500 subiu 1,06%, para 7.747,71 pontos; e o Nasdaq ganhou 1,40%, aos 26.584,06 pontos.

O payroll de agosto saiu hoje e é uma das peças-chave. O resultado foi a criação de 162 mil vagas, ante uma projeção de 55 mil. A taxa de desemprego recuou para 4,1%.

5:02 – KNHF11: Desconto em pauta

O KNHF11 (Kinea Hedge Fund) é um FII multiestratégia gerido pela Kinea, com foco na geração de retorno por meio de renda recorrente e ganhos de capital. A carteira combina diferentes classes do universo imobiliário: hoje, cerca de 56,3% do patrimônio está alocado em CRIs, 30,5% em imóveis, 10,8% em cotas de FIIs e 1,1% em ações — composição que permite à gestão ajustar a exposição conforme o ciclo de cada segmento.

Como avenida de valor, destacamos principalmente a maior exposição a ativos de crédito, segmento no qual o fundo se beneficia da experiência da Kinea na originação, na estruturação e no acompanhamento das operações, além da atuação integrada das diferentes equipes da gestora. Essa plataforma tende a sustentar a geração de resultados com disciplina de crédito e flexibilidade de alocação, atributos relevantes em um fundo de perfil híbrido.

Diante do recente recuo das cotações dos FIIs, da qualidade da plataforma de crédito da Kinea e da flexibilidade multiestratégia da carteira, entendemos que a janela atual é oportuna para o investimento no KNHF11.

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IPCA+ 8% ou Selic a 14% ao ano? A diferença de taxas não conta toda a história; entenda neste episódio da Trilha do Investidor 

4 de Setembro de 2026, 10:03

Com a Selic ainda em patamares elevados e os títulos de renda fixa oferecendo retornos historicamente atrativos, uma dúvida ganha espaço: vale mais a pena investir no Tesouro IPCA+ pagando 7% ou 8% ao ano ou no Tesouro Selic, que hoje remunera perto de 14% ao ano?

A comparação parece simples, mas os dois títulos têm características bastante diferentes, e entender essas diferenças é fundamental para escolher onde investir de acordo com os seus objetivos. E é sobre isso o novo episódio do Trilha do Investidor.

Neste vídeo, Júlia Wiltgen, a editora-chefe do Seu Dinheiro, explica:

  • Por que as taxas dos títulos públicos atrelados à inflação estão tão elevadas;
  • Como elas devem ser comparadas com a remuneração dos investimentos ligados à Selic e ao CDI; e
  • Qual é o papel de cada indexador dentro de uma carteira de investimentos.

Durante o episódio, você também vai entender por que o risco fiscal brasileiro ajuda a manter as taxas da renda fixa em níveis elevados, como o cenário internacional de juros influencia os mercados emergentes e quando uma taxa de IPCA+ 8% ou Selic a 14% ao ano pode representar uma oportunidade relevante para o investidor.

Assista até o final e entenda como comparar Tesouro IPCA+ e Tesouro Selic, e por que os dois podem ter espaço na sua carteira:

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BTG Pactual Logística (BTLG11): Aquisição de três ativos logísticos combina estratégia e remuneração

4 de Setembro de 2026, 08:54

O BTG Pactual Logística (BTLG11) anunciou a assinatura de um Memorando de Entendimentos (MoU) para a aquisição de participação em três ativos logísticos de padrão AAA, atualmente pertencentes ao Capitânia Logística (CPLG11), por aproximadamente R$ 959 milhões.

O portfólio soma 182,5 mil metros quadrados de ABL própria e está integralmente locado para Mercado Livre e Amazon. Os imóveis estão localizados em São Bernardo do Campo e Jacareí, em São Paulo, e em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O primeiro já está concluído, enquanto os outros dois são projetos built-to-suit em desenvolvimento.

Em termos financeiros, a aquisição apresenta cap rate próximo de 9% e yield médio estimado pelo BTLG11 de 12,6% nos próximos 24 meses, dado que a estrutura de pagamento possui formato parcelado.

Os recursos desembolsados pelo BTLG11 nos ativos ainda em desenvolvimento serão remunerados a IPCA + 11% ao ano até a conclusão das obras, reduzindo o custo de oportunidade do capital durante o período de construção.

A aquisição é interessante pela combinação entre localização, qualidade dos ativos e perfil dos locatários. Os ativos paulistas estão posicionados entre os raios de 30 km e 60 km da capital, região dominante na carteira do fundo. Já o imóvel de São José dos Pinhais amplia a presença do fundo em uma das principais regiões logísticas do Sul.

Além disso, Mercado Livre e Amazon estão entre os principais ocupantes do segmento de e-commerce, com contratos de longo prazo nos ativos em desenvolvimento.

BTLG11: exposição a regiões logísticas estratégicas

Avaliamos a transação como positiva para o BTLG11. O fundo direciona os recursos da 16ª emissão — que, caso a negociação seja concretizada, ficará aproximadamente 77% alocada — para ativos AAA, bem localizados e com locatários de qualidade, sem renunciar a uma remuneração atrativa durante o período de desenvolvimento.

Do lado vendedor, o CPLG11 estima uma TIR de 43,6% ao ano na operação, evidenciando que a transação também cristaliza valor relevante para a contraparte, que assumiu o risco de desenvolvimento.

De modo geral, a operação reforça uma característica que já destacávamos na tese do BTLG11: a capacidade da gestão de utilizar sua escala e liquidez para acessar transações relevantes e aumentar a exposição a regiões logísticas estratégicas. Considerando o cap rate de entrada, o yield projetado e a estrutura financeira da aquisição, entendemos que o negócio agrega valor ao portfólio e reforça nossa visão positiva para o fundo.

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Empiricus lança especialização em inteligência artificial para profissionais que querem potencializar sua carreira com IA

3 de Setembro de 2026, 12:00

Quem chega primeiro às grandes transformações costuma ter mais espaço para aproveitar as oportunidades que elas criam. 

Foi com essa mentalidade que a Empiricus Research ganhou destaque como a maior casa de análise financeira do país. Há mais de dez anos, quando bitcoin e criptomoedas ainda eram vistos com desconfiança por boa parte do mercado, a empresa já acompanhava de perto o potencial dessa nova classe de ativos. 

Agora, o movimento é em direção a uma transformação ainda maior: a inteligência artificial. 

Falar sobre IA já virou algo comum. O verdadeiro diferencial, porém, está em saber o que fazer com ela. Como aplicar as ferramentas no trabalho? Como transformar conhecimento em produtividade, projetos e novas oportunidades?  

Para responder a essas perguntas, a Empiricus acaba de lançar sua Especialização Executiva em Inteligência Artificial, uma formação completa para quem quer deixar de apenas acompanhar essa revolução e começar a fazer parte dela. 

Criada para acompanhar as mudanças que a inteligência artificial já está provocando no mercado de trabalho, a nova especialização da Empiricus busca preparar profissionais para atuar nesse cenário de transformação.  

A proposta é ir além do conhecimento técnico e mostrar como aplicar a IA de maneira estratégica para ampliar a relevância profissional. 

Vale destacar que, para além daqueles que estão em início de carreira, a especialização é uma ótima oportunidade para quem já tem uma carreira consolidada. Afinal, a experiência profissional continua sendo um diferencial, mas saber como combiná-la às novas ferramentas de inteligência artificial pode ampliar ainda mais as possibilidades no mercado de trabalho. 

Para profissionais mais experientes, dominar a tecnologia pode significar ganhar produtividade, automatizar tarefas e até encontrar novas maneiras de colocar décadas de conhecimento em prática. Mais do que aprender uma nova ferramenta, é uma forma de se preparar para o próximo capítulo da carreira. 

À frente da mentoria está Alex Hisatomi, diretor de Dana Analytics da Empiricus. Com mais de duas décadas de experiência na área de tecnologia, ele acumula passagens por grandes empresas, como Apple, Cogna, Santander e Bradesco. 

Sua trajetória também ajuda a mostrar, na prática, o impacto que o domínio da inteligência artificial pode ter na carreira. Nos últimos cinco anos, Hisatomi triplicou o próprio salário a partir da criação de novos projetos envolvendo IA e da automatização de áreas da empresa. 

Agora, esse conhecimento estará ao alcance de brasileiros que querem começar a explorar o universo da inteligência artificial ou aprofundar o que já sabem, com uma formação que percorre os principais conceitos da área, do nível básico ao avançado. 

QUERO CONHECER A ESPECIALIZAÇÃO

Veja mais detalhes sobre a especialização em IA 

A formação foi pensada para acompanhar o aluno desde os primeiros conceitos até o momento em que ele estiver pronto para colocar a inteligência artificial em prática. Para isso, a especialização combina conhecimento técnico, aplicação prática e desenvolvimento profissional em cinco frentes: 

1. Formação técnica 

O aluno começa pelos fundamentos e avança gradualmente até conteúdos mais complexos, aprendendo a utilizar, na prática, as principais ferramentas de inteligência artificial. 

2. Aplicação em casos reais 

Mais do que entender como a tecnologia funciona, o aluno terá contato com exemplos concretos de uso da IA em diferentes áreas e poderá identificar como levar essas soluções para a própria rotina profissional. 

3. Acelerador de carreiras 

Com conhecimento técnico e experiência prática desenvolvidos ao longo da formação, o aluno terá acesso a um ambiente para apresentar seus trabalhos e ampliar as chances de ser encontrado por empresas e recrutadores. 

4. Acelerador de negócios 

Os primeiros alunos também terão acesso a uma mentoria exclusiva com Alex Hisatomi, com o objetivo de transformar uma ideia em um projeto concreto e tirá-lo do papel em poucos dias. 

5. Certificação de Especialista 1% em IA 

Ao final da jornada, o aluno poderá obter uma certificação criada para reconhecer sua especialização em inteligência artificial e contribuir para a abertura de novas oportunidades profissionais. 

A proposta considera que a IA pode ser aplicada de maneiras muito diferentes dependendo da área de atuação. Por isso, a formação contempla as particularidades de profissões e setores diversos, incluindo mercado financeiro, marketing, jurídico, saúde e outras áreas. 

Para proporcionar uma experiência mais próxima e aprofundada, a especialização terá uma turma reduzida, reunindo profissionais dispostos não apenas a aprender sobre inteligência artificial, mas a experimentar, aplicar e descobrir como a tecnologia pode transformar sua atuação. 

Para quem quer se antecipar às mudanças do mercado e estar mais preparado para as oportunidades que surgem com a inteligência artificial, esse pode ser o momento de dar o próximo passo. 

Clique no botão abaixo para saber mais detalhes sobre o curso e fazer sua inscrição: 

CONHEÇA A ESPECIALIZAÇÃO EM IA DA EMPIRICUS 

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Ibovespa hoje: Juros aliviam nos EUA, mas petróleo sobe mais de 8% em três dias; veja destaques desta quinta (3)

3 de Setembro de 2026, 10:00

Os mercados começam esta quinta-feira em um equilíbrio um pouco menos desconfortável. Os juros americanos pararam de subir por enquanto, mas o petróleo continua pressionando e já se aproxima novamente dos US$ 100 por barril.

Depois da forte abertura recente das curvas globais, os investidores ganharam algum alívio nos juros, mas uma permanência do petróleo nesses níveis pode dificultar a desaceleração da inflação e recolocar rapidamente o Fed no centro das preocupações.

00:35 — Petróleo sobe mais de 8% em três dias. Até onde isso importa?

O Brent avança novamente nesta manhã e, por volta das 7h30, negociava acima de US$ 97 por barril. A commodity já acumula alta superior a 8% nas últimas três sessões.

A guerra entre Estados Unidos e Irã continua sendo o principal vetor. Apesar de Donald Trump sugerir uma operação militar curta, Teerã voltou a falar em retaliação, mantendo elevado o risco sobre a oferta. Ao mesmo tempo, os estoques americanos recuaram 4,5 milhões de barris na última semana, primeira queda desde o fim de julho.

Ainda há algum alívio no fluxo físico: forças americanas teriam escoltado 40 embarcações carregando cerca de 18 milhões de barris através do Estreito de Ormuz.

Para os mercados, porém, a discussão vai além do petróleo. Quanto mais tempo a commodity permanecer perto dos US$ 100, maior o risco de energia voltar a contaminar inflação, juros e expectativas de política monetária.

01:45 — Os juros deram uma trégua. Por enquanto

Depois da forte abertura das curvas nos últimos dias, o Treasury de dez anos se estabilizou perto de 4,78%, enquanto os juros europeus também apresentam movimentos menores nesta manhã.

Essa acomodação ajuda a explicar por que as bolsas conseguem respirar mesmo com o petróleo ainda subindo. Os futuros do S&P 500 estão praticamente estáveis, enquanto o Nasdaq apresenta apenas uma leve queda.

Mas seria cedo para interpretar o movimento como uma reversão. A combinação de petróleo elevado, inflação ainda resistente e uma economia americana que não mostrou enfraquecimento suficiente continua deixando pouco espaço para uma queda mais forte dos juros.

02:40 — Brasil descola e Ibovespa sobe 3%

Por aqui, o movimento foi bem mais forte. O Ibovespa avançou cerca de 3,1% no último pregão, para 185,2 mil pontos, enquanto o real ganhou aproximadamente 1,2%, voltando para perto de R$ 5,09 por dólar.

A magnitude da alta chama atenção principalmente porque ocorreu em um ambiente externo ainda bastante difícil, com petróleo e juros globais pressionados.

Hoje, o principal dado doméstico será o PMI de serviços de agosto. No mês anterior, o indicador havia marcado 49,7 pontos, enquanto o PMI composto ficou em 48,8 — ambos abaixo dos 50 pontos que separam expansão de contração.

A divulgação ajudará a mostrar se a desaceleração recente da atividade começa a perder força. Também teremos leilões de títulos prefixados do Tesouro, nova rolagem de swaps cambiais pelo Banco Central e uma nova pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral.

03:50 — Amanhã vem o principal teste para os juros

Nos Estados Unidos, teremos hoje pedidos semanais de seguro-desemprego, balança comercial e o ISM de serviços. Mas o mercado provavelmente continuará olhando além desses números.

Amanhã sai o relatório oficial de emprego americano, hoje um dos dados mais importantes para determinar até onde pode ir a recente reprecificação dos juros.

A lógica é relativamente simples: um mercado de trabalho ainda muito forte, combinado ao choque recente do petróleo, reforçaria a preocupação de que o Fed precise manter uma postura mais dura. Um número mais fraco, por outro lado, poderia finalmente dar sustentação ao alívio que começamos a observar nos Treasuries.

Por enquanto, portanto, os juros deram uma trégua, mas o petróleo continua testando esse equilíbrio. Com o Brent cada vez mais próximo dos US$ 100, basta pouco para a inflação voltar ao centro das atenções.

04:50 – CDII11: renda isenta atrelada ao CDI

O CDII11 combina três características interessantes hoje: pagamento recorrente de rendimentos, isenção de Imposto de Renda para pessoa física e uma carteira de crédito que segue saudável. E, mesmo assim, o fundo negocia atualmente com deságio superior a 5% sobre a cota patrimonial.

Além disso, como a carteira é hedgeada para o CDI, o fundo fica menos exposto às oscilações dos juros reais do que os FI-Infras tradicionais. A estrutura fechada também evita vendas forçadas em momentos de resgates na indústria, dando mais liberdade para a Sparta gerir o portfólio.

Com a tese preservada e a cota negociando bem abaixo do valor da carteira, seguimos vendo o CDII11 como uma boa oportunidade para quem busca renda isenta atrelada ao CDI.

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Eleições 2026 devem fazer mercado ‘pegar fogo’ em setembro: Analistas fazem suas apostas e revelam como investir agora 

2 de Setembro de 2026, 15:13

Se em agosto os investidores já observaram uma boa dose de volatilidade durante os pregões, agora em setembro as Eleições 2026 devem fazer o mercado brasileiro “pegar fogo”.  

Pelo menos essa é a leitura de Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, sobre um dos principais temas do ano que entrou, definitivamente, em contagem regressiva. 

A avaliação do economista foi feita durante a live sobre as Carteiras Recomendadas da Empiricus. Nela, também estiveram presentes os analistas Ruy Hungria, Laís Costa e Caio Araujo.  

Entre os destaques que marcaram agosto estão a temporada de balanços para os bancões, o mau humor do setor de fundos imobiliários com o IFIX no negativo, a virada do ouro e do Bitcoin, e o desafio que o risco fiscal traz para os ativos. 

Para Ruy Hungria, especialista no mercado do ações, os resultados do segundo trimestre de 2026 mostraram aos investidores que é preciso ser “seletivo” na hora de investir no segmento financeiro da Bolsa.  

Diante de um cenário de juros altos, os bancões tiveram parte de seus resultados corroídos pela inadimplência. Ainda assim, um deles conseguiu sair “vencedor” e se mostrou defensivo, segundo aponta Hungria. Confira qual bancão é esse assistindo ao quadro aqui.

Outro tema que deve ficar cada vez mais em evidência é o problema fiscal no Brasil. Tanto Spiess quanto Laís Costa concordam que o governo “flerta com o precipício” quando o assunto é a trajetória da dívida pública.  

Não à toa, segundo Spiess, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e de outros presidenciáveis, como Flávio Bolsonaro (PL), começam a apostar cada vez mais em um discurso fiscalista.

Caso você tenha ficado interessado em entender esses pontos em profundidade e deseja saber como se posicionar diante desse contexto, assista a live sobre as Carteiras Recomendadas da Empiricus disponível no YouTube: 

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Depois da poupança, este é o tipo de investimento preferido dos brasileiros; confira  

2 de Setembro de 2026, 14:00

A poupança continua sendo o investimento preferido de 57,1% dos brasileiros, aponta uma pesquisa. Mesmo que ela tenha rentabilidade inferior a outras opções simples da renda fixa, ela oferece liquidez diária, zero taxas, acessibilidade e segurança.

Pensando nisso, o esperado pode ser que as outras respostas relevantes sejam os investimentos em títulos públicos, CDBs e outros produtos da renda fixa. Mas de acordo com a 2ª edição da Pesquisa Nacional das Criptomoedas, realizada pela Paradigma em parceria com o Datafolha, cerca de 17,2% dos brasileiros com mais de 16 anos investem em criptoativos.

O número equivale a quase 29 milhões de pessoas e é superior aos investidores que escolhem títulos públicos ou CDBs (15,1%), dólar (14%) ou ações (7,4%).

Conhecimento sobre criptomoedas avança no Brasil

As criptomoedas são ativos digitais, criadas a partir de blocos de códigos emitidos na rede blockchain — um livro-razão digital compartilhado e imutável, que permite o registro de transações.

As moedas digitais não são regularizadas por nenhum banco central. Ou seja, elas funcionam de forma descentralizada, mas podem ser utilizadas para compras e outros pagamentos físicos.

O levantamento mostra que o interesse pelos criptoativos tem crescido no Brasil: 66,4% dos brasileiros conhecem a classe, enquanto 59% destes acreditam que os ativos são uma boa forma de diversificar os investimentos.

No entanto, 77% dos que conhecem as criptomoedas ainda consideram a tecnologia complexa. Já dos que nunca compraram, 42% afirmam não entender sobre o assunto.

Pensando em ambos os públicos, a Empiricus Research criou a comunidade Crypto Trades, que oferece informação, orientação e oportunidade de ação.

Crypto Trades pode ajudar investidores iniciantes e experientes

Recentemente, a principal criptomoeda do mercado, o bitcoin (BTC) chegou aos US$ 79 mil em poucos dias, depois de um longo período de estabilidade. Isso abriu uma janela de oportunidade para quem quer entrar nesse mercado.

Se você é um investidor iniciante e deseja entender como os criptoativos funcionam, a Crypto Academy pode te ajudar.

Com ela, é possível aprender, do zero, como as principais criptomoedas funcionam e as estratégias mais seguras para aproveitar as melhores oportunidades.

Mas a Empiricus não quer que você tenha acesso apenas a teoria. A prática é essencial para aprender como e onde investir.

Por isso, você também pode acessar a comunidade Crypto Trades. Os participantes contam com alertas exclusivos de trades com potencial lucrativo, validados pelos especialistas da casa. As operações buscam uma combinação de:

  • Potencial de retorno;
  • Risco calculado;
  • Momento favorável e
  • Gatilhos claros de entrada e saída.

A comunidade Crypto Trades e as aulas da Crypto Academy estão disponíveis dentro da plataforma Empiricus+.

Na Empiricus+, você tem acesso à informação, orientação e oportunidade de ação em um único lugar.

Você, leitor deste texto, pode testar a plataforma gratuitamente por 30 dias. Para ter acesso à cortesia, basta clicar no botão abaixo:

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Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3), Vale (VALE3) e outras empresas pagam dividendos em setembro; confira agenda completa do mês

2 de Setembro de 2026, 11:51

Em setembro, grandes empresas da bolsa brasileira vão pagar dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) para seus acionistas. A agenda mensal conta com nomes como Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Vale (VALE3).

O mês já começou movimentado, com os bancões Bradesco (BBDC3) e Itaú (ITUB4) distribuindo proventos nas últimas segunda (1) e terça-feira (2).

Para ajudar o investidor com as demais datas, reunimos um calendário de dividendos e JCP com todos os pagamentos programados para as próximas semanas.

É importante lembrar que o direito aos proventos se baseia na “data com“, também conhecida como data de corte. Apenas os investidores que detinham as ações até as datas indicadas na tabela terão direito ao recebimento dos pagamentos.

Agenda de dividendos de setembro de 2026

Confira, abaixo, todas as empresas da B3 que pagam proventos em setembro, além dos valores brutos por ação.

Vale ressaltar que JCPs estão sujeitos à tributação do Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já dividendos são tributados em 10% na fonte, se ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

EmpresaTickerTipo (JCP ou dividendos)Valor por ação (R$)Data de pagamentoData de corte
BradescoBBDC3JCP0,01701/09/202603/08/2026
BradescoBBDC4JCP0,01701/09/202603/08/2026
Itaú UnibancoITUB4JCP0,01801/09/202631/07/2026
ALLOSALOS3Dividendos0,29202/09/202621/08/2026
FleuryFLRY3Dividendos0,13002/09/202602/12/2025
ValeVALE3JCP1,56902/09/202611/08/2026
ValeVALE3Dividendos0,46202/09/202611/08/2026
BB SeguridadeBBSE3Dividendos1,98303/09/202606/08/2026
UltraparUGPA3Dividendos1,00003/09/202624/08/2026
CuryCURY3Dividendos0,61708/09/202614/08/2026
MarcopoloPOMO4Dividendos0,13009/09/202625/08/2026
Banco do BrasilBBAS3JCP0,10311/09/202601/09/2026
Banco do BrasilBBAS3JCP0,03511/09/202601/09/2026
BradescoBBDC3JCP0,27015/09/202606/04/2026
BradescoBBDC3JCP0,31515/09/202603/07/2026
BradescoBBDC4JCP0,29715/09/202606/04/2026
BradescoBBDC4JCP0,34715/09/202603/07/2026
Mitre RealtyMTRE3Dividendos0,02818/09/202608/09/2026
PetrobrasPETR3JCP0,35121/09/202601/06/2026
PetrobrasPETR4JCP0,35121/09/202601/06/2026
M. Dias BrancoMDIA3Dividendos0,03030/09/202622/09/2026

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Ibovespa hoje: Juros globais elevados e alta do petróleo preocupam o mercado; confira destaques desta quarta (2)

2 de Setembro de 2026, 10:00

Os mercados começam esta quarta-feira com um tom mais cauteloso. A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo próximo de US$ 95 por barril e reforça uma preocupação que vinha ganhando força nas últimas semanas: a inflação pode continuar resistente por mais tempo do que os bancos centrais gostariam. 

Ao mesmo tempo, os juros globais seguem elevados. O Treasury de 10 anos trabalha perto de 4,81%, enquanto o título de 30 anos voltou para a região de 5,29%, próxima das máximas dos últimos anos. Os futuros americanos oscilam entre estabilidade e leve queda, depois de três sessões consecutivas de baixa do S&P 500. 

A combinação é relativamente simples: petróleo mais caro aumenta o risco inflacionário, inflação persistente mantém os juros elevados e juros elevados continuam limitando o espaço para expansão dos múltiplos das bolsas. 

00:30 – Petróleo volta ao centro do mercado 

O Brent voltou para perto de US$ 95 por barril depois de os Estados Unidos realizarem uma segunda rodada de ataques contra o Irã em apenas três dias. 

O movimento recoloca a energia no centro da discussão macroeconômica. O problema não é apenas o impacto direto do petróleo sobre combustíveis, mas também seus efeitos indiretos sobre transporte, produção e expectativas de inflação. 

E isso acontece em um momento particularmente delicado. O mercado já vinha revendo para cima suas expectativas para os juros, e a Bloomberg aponta que as probabilidades de alta ainda em setembro superam 50% para três grandes bancos centrais, chegando perto de 70% no caso do Federal Reserve. 

00:55 – Juros longos continuam incomodando 

A pressão também aparece com clareza no mercado de títulos. O Treasury de 10 anos voltou para níveis vistos em 2023, enquanto o rendimento do papel de 30 anos ronda 5,29%. 

Por enquanto, o movimento continua relativamente ordenado. Não há sinais claros de estresse de crédito ou de liquidez; o mercado parece simplesmente exigir um prêmio maior para financiar governos por períodos mais longos. 

Essa distinção é importante. O cenário atual se parece mais com uma reprecificação de um ambiente de juros estruturalmente mais altos — o famoso higher for longer. 

O problema para as bolsas é que existe um limite para esse equilíbrio. Enquanto os juros sobem de forma gradual, resultados corporativos fortes conseguem sustentar parte do mercado. Mas uma nova aceleração dos Treasuries pode voltar a pressionar principalmente os ativos mais sensíveis a duration. 

2:30 – IA continua forte, mas não consegue carregar o mercado sozinha 

Mesmo em um ambiente mais negativo para as bolsas, algumas notícias corporativas seguem reforçando a força do ciclo de inteligência artificial. 

A Dell avançou no pré-mercado depois de apresentar uma projeção forte de receita, enquanto a Palo Alto Networks divulgou uma perspectiva de lucros acima das expectativas, beneficiada pelo aumento da demanda por cibersegurança em um ambiente cada vez mais conectado à IA. 

A Nvidia também estaria em negociações avançadas para adquirir a startup Hugging Face por aproximadamente US$ 14 bilhões. 

O pano de fundo continua positivo para tecnologia. Mas, diferentemente do que vimos em outros momentos, bons resultados corporativos hoje precisam competir com um obstáculo macro cada vez maior: juros longos elevados. 

É um lembrete de que crescimento de lucros importa muito, mas o preço que o mercado está disposto a pagar por esses lucros também depende da taxa de desconto. 

3:20 – Brasil vem de uma sessão forte 

No Brasil, o Ibovespa avançou cerca de 1,3% no último pregão, para a região dos 179,7 mil pontos, enquanto o real se valorizou e voltou para perto de R$ 5,15 por dólar. 

Nesta quarta-feira, o principal destaque da agenda doméstica será a produção industrial de julho. O consenso da Bloomberg aponta para crescimento de 0,5% frente ao mês anterior, depois de queda de 1,8% em junho. Na comparação anual, a expectativa é de recuo de 0,3%. 

O dado será mais uma peça importante para avaliar o ritmo da atividade brasileira justamente no momento em que o mercado discute os próximos passos do Banco Central. 

Também teremos a divulgação do fluxo cambial semanal, enquanto o BC realiza novo leilão para rolagem de swaps cambiais. 

4:15 – Emprego americano também entra no radar 

No exterior, teremos ainda o relatório ADP de emprego nos Estados Unidos, com expectativa de criação de 47 mil vagas em agosto, ante 44 mil no mês anterior. 

O dado ganha importância porque o Fed voltou a ficar especialmente sensível à combinação entre atividade e inflação. Um mercado de trabalho muito forte, somado à pressão recente das commodities, poderia reforçar ainda mais as apostas de alta de juros. 

Mais tarde, também teremos pedidos à indústria e encomendas de bens duráveis. 

Por enquanto, portanto, o mercado continua preso entre dois vetores: resultados corporativos ainda sólidos e um ambiente macro que voltou a exigir juros mais elevados. Com o petróleo perto de US$ 95 e a curva americana novamente pressionada, a segunda força começa a ganhar mais peso. 

05:10 – JURO11: desconto interessante 

O JURO11 foi pressionado nos últimos meses após reduzir os rendimentos, em um contexto de abertura dos spreads e alta dos juros reais. A reação dos cotistas levou o fundo a negociar com deságio relevante, sem que isso refletisse uma deterioração estrutural da carteira. 

Como o JURO11 é um fundo fechado, ele não sofre com resgates e vendas forçadas em momentos de estresse, o que dá mais tempo para a gestão reciclar a carteira em taxas mais atrativas. 

Além disso, nosso estudo mais recente mostrou que, entre os FI-Infras recomendados, deságios mais relevantes estiveram historicamente associados a retornos superiores nos 12 meses seguintes. Por isso, seguimos vendo os níveis atuais como uma boa oportunidade de entrada para o investidor de médio e longo prazo. 

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Ibovespa hoje: PIB do Brasil cresce 0,5% no 2T26 e governo divulga Projeto de Lei Orçamentária de 2027; veja destaques desta terça (1)

1 de Setembro de 2026, 10:34

Depois de um mês de agosto muito volátil, os mercados começam setembro em clima de aversão a risco com notícias de ataques a dois petroleiros em Ormuz, que levaram o brent para cima de US$ 90/barril, reforçando receios de aperto monetário ao redor do mundo. O rendimento dos treasuries de 30 anos atingem o maior nível em vinte anos.

Na agenda externa teremos a divulgação de uma série de indicadores de atividade industrial e o relatório Jolts de julho nos Estados Unidos.

O mau humor internacional não ajuda o mercado brasileiro, que digere a divulgação do Projeto de Lei Orçamentária do próximo ano e o PIB divulgado nesta manhã.

00:53 – Desacelerou

Nesta terça-feira (1) foi divulgado o PIB do 2T26, com crescimento de 0,5% na comparação com o primeiro trimestre.

O número marcou uma desaceleração para a expansão de 1,1% apresentada no 1T26, o que já era esperado por conta da Selic elevada.

Apesar de ter ficado ligeiramente acima das expectativas (o mercado esperava alta de 0,4%), a composição não deve alterar a perspectiva de corte de juros no Brasil, dado que o número foi puxado principalmente pelo crescimento do agronegócio, enquanto o consumo das famílias mostrou contração no período. Lembrando que teremos Copom em setembro, e a expectativa é de corte de 25 bps.

02:16– Superávit primário em 2027?

O governo enviou ontem ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027. A expectativa é de um superávit de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 1% do PIB. Se concretizado, esse seria o primeiro superávit do governo em cinco anos.

Mas já aprendemos que existe uma diferença muito grande entre os números projetados e os que são entregues de fato. Por exemplo, para entregar o superávit o PLOA estima um crescimento de 2,4% do PIB, contra uma estimativa bem menos otimista do mercado (+1,5%). Em outras palavras, ainda é cedo para descartar a possibilidade de um déficit no ano que vem.

03:20 – Empate com sabor de vitória

O Ibovespa fechou agosto com uma queda 0,33%, uma variação que nem de longe representa a volatilidade do período. O índice chegou a cair mais de 6% na primeira metade do mês com receios fiscais, resultados corporativos e guerra no Oriente Médio, mas se recuperou com a tese de enfraquecimento do dólar ganhando força e um cenário eleitoral mais favorável.

O retorno quase zerado do índice no mês fechado não parece muito promissor, mas o ânimo melhora bastante quando sabemos que o índice fechou o mês com nove pregões consecutivos de alta acumulada de 6,5%.

Entre terminar o mês com uma sequência de quedas ou subindo 6% eu prefiro muito mais a segunda opção. É como buscar um empate difícil no jogo de ida, que te deixa com muita moral para o jogo de volta. Que venha o mês de setembro.

05:10 – Não é coincidência

Apesar da remontada do Ibovespa, nem todas as empresas terminaram agosto com a moral elevada. Entre as dez maiores quedas do índice, quatro são de varejistas e isso não é coincidência.

Juros elevados, restrição ao crédito e maior endividamento das famílias dificultam o consumo e têm feito o mercado revisar para baixo as perspectivas de lucros das companhias do setor. Não à toa, temos exposição muito limitada ao varejo. Neste momento preferimos teses geradoras de caixa e pagadoras de dividendos, com modelos de negócios menos afetados pela permanência dos juros elevados por mais tempo. Na verdade, na Carteira Empiricus Dividendos de setembro inserimos uma seguradora que pode até se beneficiar desse cenário.

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Em cenário de ruptura, fiscal pode derrubar o Ibovespa abaixo dos 107 mil pontos e elevar o dólar acima dos R$ 7, apontam analistas 

1 de Setembro de 2026, 10:00

Juros perto de 20% ao ano, dólar acima de R$ 7 e Ibovespa abaixo dos 107 mil pontos. Esse é um dos possíveis cenários para o Brasil caso o país não consiga fazer um ajuste fiscal crível em 2027 e enfrente uma “ruptura de confiança”, segundo analistas da Empiricus e do BTG Pactual. 

No relatório “E se o Governo não ajustar as contas públicas”, os especialistas avaliam os impactos que o abandono das regras fiscais, a expansão do gasto público e a perda de credibilidade monetária poderiam provocar sobre os mercados e a economia brasileira. 

Com as eleições de 2026 cada vez mais perto, o investidor busca a resposta para a seguinte pergunta: “se o presidente eleito não for capaz de endereçar o problema fiscal e frear a trajetória crescente da dívida pública, onde eu deveria investir o meu dinheiro?“. 

Onde investir caso governo não ajuste o fiscal? Veja agora como você pode se posicionar diante de uma possível crise

Aumento das receitas e contenção dos gastos não resolvem problema, afirmam analistas 

A dívida bruta do governo alcançou 82,5% do PIB nos últimos 12 meses até julho de 2026, segundo dados do Banco Central.  

De acordo com o relatório, a estabilização da dívida exigiria do próximo governo um superávit primário próximo de 2,1% do PIB. Hoje, o Brasil possui um déficit primário de 0,67% do PIB.  

Na prática, isso significaria uma melhora aproximada de 2,7 a 3 pontos percentuais para se equilibrar as contas públicas. 

Fato é que, segundo os analistas, esse ajuste não seria factível apenas via aumento de receitas ou congelamento de novos gastos. E sem um endereçamento claro da questão, a percepção do mercado começa a se deteriorar. 

“O choque surgiria quando os investidores passassem a incorporar a percepção de que, sem mudanças nas despesas obrigatórias e sem superávits primários recorrentes, a dívida pública não será estabilizada em horizonte razoável”, explicam. 

Analistas revelam como investidores podem alocar seus recursos diante do agravamento da crise fiscal; saiba mais aqui

Da adversidade a ruptura: o que aconteceria se Brasil mergulhasse na crise fiscal? 

Para entender os efeitos do aprofundamento da crise fiscal nos juros, câmbio e bolsa, os analistas desenharam três cenários possíveis, que levam em consideração projeções econômicas, dados históricos e diferentes hipóteses. 

E que, portanto, devem ser interpretadas como um exercício de estresse e reprecificação, e não como projeções pontuais.  

  1. Cenário adverso 

Em uma conjuntura em que a confiança do mercado se enfraquece, mas não chega a ser perdida, o governo ainda conseguiria cumprir parte das metas fiscais recorrendo a receitas temporárias, abatimentos e aperto nos gastos discricionárias. 

O resultado primário efetivo permaneceria deficitário e a dívida avançaria para perto de 90% do PIB. Nesse caso, o contrato de DI jan/2031, que forma a curva de juros futuros, o dólar e a bolsa passariam a ser pressionados: 

Tabela: Sensibilidade sobre os juros, câmbio e bolsa. Fonte: bigdata.com, Empiricus e Bloomberg. 

Nesse patamar, “o diferencial de juros ainda ofereceria algum suporte ao real, enquanto exportadoras e empresas pouco alavancadas funcionariam como proteção relativa”, ressaltam os analistas no documento. 

  1. Cenário severo 

Já o cenário severo pressupõe que o mercado abandone a hipótese de estabilização da dívida, o que levaria a uma reprecificação ampla dos ativos. Aqui, o dólar poderia passar dos R$ 6,60, enquanto o Ibovespa encostaria nos 116 mil pontos:  

Tabela: Sensibilidade sobre os juros, câmbio e bolsa. Fonte: bigdata.com, Empiricus e Bloomberg. 

“A dívida caminharia para 95% do PIB e, posteriormente, para 100%, enquanto o Banco Central teria de interromper cortes ou retomar o aperto monetário. A queda da bolsa refletiria tanto uma taxa de desconto maior quanto revisões negativas dos lucros”, destaca o relatório. 

  1. Cenário de ruptura 

Esse seria o cenário mais extremo: exigiria flexibilização profunda do arcabouço, desancoragem inflacionária e ambiente externo desfavorável. 

Neste ponto, a curva de juros futuros (DI jan/2031) poderia chegar a 20%, o dólar alcançar o patamar dos R$ 7,50 e a bolsa amargar uma queda profunda, aos 89 mil pontos: 

Tabela: Sensibilidade sobre os juros, câmbio e bolsa. Fonte: bigdata.com, Empiricus e Bloomberg. 

“O risco mais provável não seria um calote clássico, pois a dívida é majoritariamente emitida em reais e o país possui reservas. O dano ocorreria por inflação mais alta, juros reais persistentes, repressão financeira e destruição gradual do valor dos ativos domésticos“, afirmam os analistas no relatório. 

EMPIRICUS+: VEJA COMO ACESSAR O RELATÓRIO COMPLETO AQUI 

Exterior, metais, crédito e mais: os ativos para se proteger caso governo não ajuste o fiscal 

Para os analistas, o mercado não precisa esperar uma crise de financiamento para impor custos. A percepção de que o problema continuará já pode elevar o juro neutro, enfraquecer o câmbio e reduzir os múltiplos da bolsa. 

Diante disso, o investidor deve priorizar uma estratégia de investimentos direcionada para uma diversificação internacional, liquidez e ativos alternativos de proteção. 

No relatório completo (leia aqui), os analistas revelam em quais ativos investir para montar uma carteira capaz de amortecer os efeitos da crise fiscal. A estratégia leva em consideração classes e ativos como: 

  • Internacional: quatro ações com qualidade, crescimento e exposição ao dólar; 
  • Renda Fixa Global: quatro ETFs com exposição ao Tesouro dos EUA; 
  • Metais e Estruturados: ativos que buscam diversificação e assimetria; 
  • Caixa e crédito: debêntures e fundos com carrego, liquidez e renda; 
  • Proteção: ativos defensivos na abertura da curva e queda da bolsa; 

É importante ressaltar que os analistas da Empiricus e do BTG Pactual são especialistas do mercado financeiro e construíram esse portfólio de investimento sob medida a possível crise que o Brasil pode enfrentar.  

Caso você queira ler a tese completa do relatório e acessar a lista dos ativos, basta fazer seu cadastro no Empiricus+, assinatura que dá acesso a todas as recomendações de investimentos dos analistas da Empiricus.  

Ao se cadastrar, você garante 30 dias gratuitos de acesso aos relatórios, recomendações e cursos produzidos pelos analistas da casa. Cadastre-se no botão abaixo, é rápido e simples: 

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Ibovespa hoje: Estados Unidos e Irã retomam ataques e petróleo volta a superar os US$ 90; veja destaques desta segunda (31)

31 de Agosto de 2026, 10:00

A retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã recoloca o risco geopolítico no centro dos mercados, ainda que, por enquanto, a reação permaneça relativamente contida. Forças americanas atingiram lançadores iranianos na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, e Teerã respondeu com mísseis e drones, enquanto Donald Trump ampliou as ameaças contra a Ilha Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano.

O Brent voltou a superar US$ 90, refletindo o risco de nova deterioração da oferta, ao mesmo tempo em que sanções e bloqueios seguem pressionando a economia iraniana. A tensão também expõe os limites da Organização para Cooperação de Xangai, já que China e Rússia mantêm apoio majoritariamente retórico ao Irã, apesar do peso econômico e geopolítico crescente do bloco.

No campo macroeconômico, o payroll de agosto ganha importância adicional após o tom mais duro de Kevin Warsh em Jackson Hole, que reforçou as apostas em uma alta de juros pelo Fed já em setembro. Esse cenário contrasta com a expectativa de continuidade do ciclo de cortes da Selic no Brasil e aumenta a sensibilidade dos mercados emergentes a uma eventual combinação de petróleo mais caro, dólar forte e juros americanos mais elevados.

Na Europa, a deterioração fiscal da França segue pressionando os rendimentos soberanos, enquanto, na China, o PMI industrial melhorou para 49,8 em agosto, embora ainda permaneça em território de contração. O quadro global, portanto, continua marcado por uma combinação de risco geopolítico, pressão fiscal e incerteza monetária, com potencial para manter elevada a volatilidade entre moedas, juros e bolsas.

· 00:53 — O espaço para cortar juros fica mais estreito

No Brasil, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,30%, aos 175.665 pontos, acumulando o oitavo pregão consecutivo de valorização e um ganho de 2,71% na semana, enquanto o dólar avançou 0,66%, para R$ 5,19, por conta da fala de Kevin Warsh em Jackson Hole. Na agenda, as atenções se voltam para o PLOA de 2027, que prevê superávit oficial de 0,5% do PIB, mas resultado efetivo entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões após as exclusões permitidas pela legislação.

Embora o governo afirme que não dependerá da aprovação de novas medidas de arrecadação e estime uma economia de cerca de R$ 100 bilhões com ações já adotadas, o avanço próximo de 20% das despesas discricionárias aumentou a cautela do mercado. Ao mesmo tempo, a inadimplência das pessoas físicas subiu para 7,8% em julho, maior nível desde 2009, reforçando os sinais de pressão sobre as famílias em um ambiente marcado por juros elevados, atividade mais fraca e alto nível de endividamento.

No campo político e monetário, a campanha eleitoral ganha intensidade, com Lula e Flávio Bolsonaro ampliando a interlocução com o setor privado e reforçando seus respectivos discursos econômicos, enquanto Congresso e TSE concentram pautas relevantes ao longo da semana. Para os mercados, porém, a principal tensão está na combinação entre um Federal Reserve mais duro e um Banco Central brasileiro inclinado a dar continuidade ao ciclo de cortes da Selic.

O Caged de julho, com criação de apenas 58,6 mil vagas, fortaleceu a expectativa de uma nova redução de 25 pontos-base em setembro, mas uma eventual alta dos juros americanos, somada às incertezas fiscais e eleitorais, pode limitar a extensão desse movimento no Brasil. Essa divergência já aparece na curva de juros, com alívio nos vencimentos mais curtos e maior pressão na ponta longa, evidenciando que o espaço para a flexibilização monetária dependerá não apenas da desaceleração da atividade, mas também da condução do Fed, da credibilidade da política fiscal e da evolução do cenário eleitoral.

· 01:49 — A fala de Warsh

Kevin Warsh reforçou, em Jackson Hole, uma postura mais firme no combate à inflação, deixando claro que a meta de 2% permanece no centro das prioridades do Federal Reserve. Na avaliação do dirigente, os avanços recentes nos preços ainda não representam uma melhora suficientemente consistente das tendências subjacentes.

Embora tenha evitado sinalizar de forma explícita uma alta de juros já em setembro, Warsh sugeriu que a política monetária atual pode não estar suficientemente restritiva e afirmou que o Fed ainda terá “trabalho a fazer” caso a inflação não continue convergindo em direção à meta. Ao mesmo tempo, defendeu maior discrição na comunicação da autoridade monetária, criticando o excesso de forward guidance e preservando maior flexibilidade para ajustar a política conforme a evolução dos dados.

A reação dos mercados foi imediata. A probabilidade implícita de uma alta de 25 pontos-base na reunião de setembro aumentou, enquanto o rendimento do Treasury de dois anos avançou de 4,24% para até 4,36%. O dólar se fortaleceu e as bolsas recuaram, com impacto mais intenso sobre empresas de tecnologia, tradicionalmente mais sensíveis ao custo de capital.

O Nasdaq caiu 0,5%, o S&P 500 recuou 0,25% e as ações da Nvidia perderam 4,6%, devolvendo boa parte dos ganhos registrados após a divulgação de seus resultados. A leitura predominante foi de que o Fed voltou a colocar de forma mais concreta sobre a mesa a possibilidade de novas altas de juros, ainda que a decisão siga condicionada aos dados de inflação e atividade.

Apesar do tom mais restritivo, Warsh também ressaltou a resiliência da economia americana e avaliou positivamente sua capacidade de absorver choques, sugerindo que o Fed ainda dispõe de espaço para priorizar o combate à inflação sem comprometer imediatamente a atividade. Essa leitura encontra respaldo na temporada de resultados: com 97% das empresas do S&P 500 já tendo divulgado seus números do segundo trimestre, o crescimento dos lucros chegou a 52%, o ritmo mais forte desde a recuperação pós-pandemia de 2021.

Para o mercado acionário, esse ponto é relevante porque resultados corporativos robustos podem amortecer parte do impacto de juros mais altos, embora o ambiente continue mais desafiador para ativos de maior duração e setores mais dependentes de expectativas de crescimento futuro.

· 02:34 — Semana com dados de emprego

Aliás, Wall Street entra em setembro com o relatório de empregos de agosto como principal referência macroeconômica, com expectativa de criação de 58 mil vagas, desemprego estável em 4,1% e alta de 0,3% nos salários, dados que podem influenciar as apostas para a próxima decisão do Federal Reserve.

Ao mesmo tempo, a temporada de resultados mantém a inteligência artificial no centro das atenções, com balanços de Dell Technologies, Broadcom, Snowflake, Hewlett Packard Enterprise, Palo Alto Networks, MongoDB, Zscaler e Ciena, enquanto a Tesla realiza o lançamento do Cybercab em Austin.

A semana também será marcada pela estreia de John Ternus como CEO da Apple e pela divulgação do Livro Bege do Fed, em um ambiente em que emprego, inflação e a força dos investimentos em IA seguem como principais vetores para a precificação dos mercados.

· 03:22 — Interesse americano

Donald Trump anunciou um acordo pelo qual os Estados Unidos passariam a controlar, por meio de uma parceria com o setor privado, mais de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela, o equivalente a cerca de um quinto do total do país. Segundo o plano, uma empresa privada liderada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt teria direitos sobre os campos por 100 anos e se tornaria uma das maiores detentoras corporativas de reservas comprovadas de petróleo do mundo.

Trump argumenta que o arranjo reforçaria a segurança energética dos Estados Unidos e contribuiria para a recomposição da Reserva Estratégica de Petróleo em um momento de maior restrição da oferta global, em meio à guerra com o Irã. Parte da operação, no entanto, ainda depende de autorizações do Congresso e enfrenta questionamentos políticos e jurídicos.

Do lado venezuelano, a presidente interina Delcy Rodríguez afirma que o acordo poderá atrair dezenas de bilhões de dólares em investimentos, gerar empregos, ampliar a arrecadação e contribuir para a modernização de uma infraestrutura petrolífera bastante deteriorada. Ainda assim, o projeto enfrenta resistência de diferentes grupos políticos nos dois países e levanta dúvidas sobre sua sustentabilidade caso haja uma mudança de governo ou uma eventual revisão dos contratos.

Além disso, o impacto sobre a oferta global de petróleo e sobre os preços da gasolina tende a ser limitado no curto prazo, uma vez que a recuperação da capacidade produtiva venezuelana exigirá investimentos expressivos e provavelmente levará anos para se materializar.

· 04:15 — Novas hostilidades

A retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã recoloca o petróleo no centro da precificação dos mercados globais. Após uma semana de forte queda, favorecida pela melhora parcial do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, o Brent voltou a superar os US$ 90 diante de novos ataques americanos, da retaliação iraniana e de incidentes envolvendo embarcações na região.

Para os mercados, o principal risco está em uma escalada mais prolongada, capaz de voltar a restringir a oferta de energia e reacender pressões inflacionárias justamente em um momento em que os bancos centrais buscam calibrar com cautela os próximos passos. Nesse ambiente, um petróleo mais caro tende a elevar as expectativas de inflação, pressionar os juros de longo prazo e pesar sobre ativos mais sensíveis ao custo de capital, além de ampliar a volatilidade em moedas e bolsas de países mais dependentes da importação de energia.

A tensão também amplia a dimensão geopolítica do choque. A Índia, que aumentou significativamente as compras de petróleo russo para compensar a menor disponibilidade de oferta no Oriente Médio, passa agora a enfrentar pressão crescente de Washington, incluindo a ameaça de novas sanções e tarifas contra países que continuem sustentando a demanda por petróleo de Moscou. Esse movimento coloca à prova a tradicional estratégia indiana de preservar sua autonomia entre Rússia e EUA e adiciona uma nova camada de incerteza às cadeias globais de energia e comércio.

Para os mercados, a consequência é um ambiente em que o risco deixa de estar concentrado apenas no preço do barril e passa a envolver também fluxos comerciais, sanções, moedas e movimentos de realocação de capital entre diferentes regiões.

· 05:07 — Nvidia: o banco central da inteligência artificial

A Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA) vem consolidando uma posição que vai muito além da fabricação de chips, atuando cada vez mais como uma espécie de “banco central da IA”. Além de fornecer a infraestrutura computacional que sustenta boa parte do avanço da inteligência artificial, a companhia passou a utilizar seu próprio balanço para acelerar a expansão do ecossistema, com US$ 95,6 bilhões em participações acionárias e cerca de US$ 108,5 bilhões em garantias ligadas principalmente à construção de data centers.

Investimentos em empresas como Intel, CoreWeave e Nebius, além de iniciativas para financiar clientes e ampliar a capacidade computacional disponível, ajudam a proteger a demanda futura por seus produtos e fortalecem sua posição estratégica justamente quando grandes clientes, como a OpenAI, buscam desenvolver alternativas próprias. O principal elemento construtivo permanece sendo o crescimento: a Nvidia projeta avanço de aproximadamente 70% da receita no próximo ano, muito acima dos 45% anteriormente esperados pelo mercado.

Para os BDRs NVDC34, essa transformação reforça uma tese que já não depende apenas do ciclo tradicional de semicondutores. A Nvidia tornou-se uma exposição mais ampla ao crescimento da própria infraestrutura de IA, combinando liderança tecnológica, um ecossistema de software difícil de replicar e capacidade financeira para estimular clientes, fornecedores e novas plataformas. A estratégia não é isenta de riscos, especialmente pelo tamanho crescente dos investimentos, garantias e potenciais conflitos decorrentes do financiamento do próprio ecossistema, mas a geração de caixa e o ritmo de expansão permitem que a companhia faça essas apostas sem deixar de remunerar seus acionistas. Para o investidor brasileiro, os BDRs seguem oferecendo uma forma direta de participar dessa expansão estrutural da IA, com a vantagem adicional da exposição ao dólar, embora o elevado nível de expectativas continue exigindo disciplina de preço e horizonte de longo prazo.

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Especialização em inteligência artificial chega ao mercado; primeiros alunos terão mentoria exclusiva 

31 de Agosto de 2026, 09:00

Acaba de chegar ao mercado a Especialização Executiva Certificada em Inteligência Artificial, nova formação da Empiricus Research, uma das principais casas de análise financeira do Brasil. 

A especialização foi criada para preparar profissionais para as transformações geradas pela IA e ensinar como utilizar a tecnologia de forma estratégica para ganhar relevância e se destacar no mercado de trabalho. 

Quem encabeça a mentoria é Alex Hisatomi, diretor de Data Analytics da Empiricus. Com mais de 20 anos de experiência em tecnologia, Hisatomi já passou por empresas como Apple, Cogna, Santander e Bradesco.  

Para além de todo seu conhecimento em análise de dados, Alex também é um exemplo vivo de como a expertise em inteligência artificial pode ser um trunfo quando se quer progredir na carreira. 

Somente nos últimos cinco anos, o diretor da Empiricus conseguiu triplicar o próprio salário com a implementação de novos projetos em IA e automatização de áreas da empresa.  

A partir de agora, qualquer brasileiro que deseja entender esse universo, desde o básico até o avançado, poderá fazer isso com ajuda da nova especialização da Empiricus.  

EU QUERO SAIR NA FRENTE E ME ESPECIALIZAR EM IA 

Conheça os cinco pilares da especialização em IA; primeiros alunos terão mentoria exclusiva 

A proposta da especialização é ampliar o conhecimento em inteligência artificial não apenas entre profissionais, mas também dentro das empresas que buscam automatizar processos e transformar a forma como seus negócios funcionam. 

E não é preciso chegar com conhecimento prévio. Pelo contrário. 

A formação parte do zero e conduz o aluno, passo a passo, pelos principais conceitos e ferramentas de IA, até a aplicação prática. Para isso, a especialização está estruturada em cinco pilares: 

1. Curso técnico: módulos que vão do básico ao avançado e ensinam, na prática, como operar tecnicamente as principais ferramentas de inteligência artificial. 

2. Cases práticos: o aluno terá contato com casos reais de uso da IA em diferentes áreas e entenderá como adaptar essas aplicações à sua própria realidade profissional. 

3. Acelerador de carreiras: depois de desenvolver conhecimento técnico e prático, o aluno contará com um ambiente para apresentar seu trabalho e aumentar suas possibilidades de contratação. 

4. Acelerador de negócios: os primeiros alunos terão uma mentoria exclusiva com Alex para transformar uma ideia em projeto e colocá-la em prática em poucos dias. 

5. Certificação de Especialista 1% em IA: uma certificação criada para reconhecer a especialização e ajudar o aluno a abrir portas para oportunidades no mercado de trabalho. 

Além disso, a formação também foi pensada para alcançar profissionais de diferentes áreas, como mercado financeiro, marketing, jurídico, entre outras. Por isso, a formação contará com as especificidades de cada profissão. 

E, para garantir a profundidade dessa experiência, a proposta é trabalhar com uma turma reduzida, formada por profissionais realmente interessados em aprender, aplicar e explorar todo o potencial da inteligência artificial. 

Ou seja, quem realmente quiser sair na frente de outros profissionais e se preparar para essa nova era da IA, precisa garantir a sua vaga o quanto antes.

Quer sair na frente de outros profissionais do mercado? Veja como garantir sua vaga na formação em IA agora 

Hoje (31), às 19h, Alex Hisatomi, diretor de data analytics da Empiricus, virá a público apresentar mais detalhes da Especialização Executiva Certificada em Inteligência Artificial. 

Durante o lançamento, o diretor da Empiricus vai explicar a importância da especialização e mostrar como brasileiros de diferentes perfis podem usar a inteligência artificial para impulsionar a carreira ou alavancar seus próprios negócios. 

No fim das contas, a escolha é simples: acompanhar a revolução tecnológica ou ficar para trás. 

Caso queira ser avisado em primeira mão sobre a especialização e garantir sua vaga na formação, basta clicar neste link aqui ou no botão abaixo, é simples e rápido: 

EU QUERO GARANTIR MINHA VAGA NA ESPECIALIZAÇÃO EM IA DA EMPIRICUS 

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Bitcoin a US$ 80 mil: já é tarde para comprar?

30 de Agosto de 2026, 15:00

Depois de semanas de baixa volatilidade, o Bitcoin finalmente rompeu a faixa de negociação em que vinha preso e entrou em uma nova tendência de alta. O movimento foi rápido, intenso e suficiente para trazer de volta uma pergunta — grata para quem acompanha as edições da news: depois de uma valorização tão forte, de 24,1% em apenas nove dias, ainda há espaço para subir, ou já está esticado demais?

Sem meias palavras, para poupar os mais ansiosos, nossa leitura é que este parece ter sido apenas o início.

Nesta edição, vamos apresentar os argumentos por trás dessa linha de raciocínio e, ao final, discutir o que esse novo cenário significa para o investidor e como aproveitar essa tendência de alta.

Herói por acaso

O empurrãozinho que faltava para o mercado cripto veio do macro.

Nas últimas semanas, os juros de longo prazo dos Estados Unidos voltaram a sofrer pressão, aumentando a preocupação com o custo de financiamento da dívida americana e com a liquidez na ponta longa da curva.

Foi nesse contexto que o Tesouro americano foi, em essência, em socorro dos títulos de vencimento mais longos, anunciando a ampliação das recompras nessa região da curva. A partir de setembro, o limite das operações nos segmentos de dez a vinte e de vinte a trinta anos será elevado, em uma tentativa de melhorar a liquidez justamente onde a pressão vinha sendo maior.

Isso é relevante porque juros longos mais altos aumentam o custo de oportunidade de ativos que não geram fluxo de caixa, como ouro e Bitcoin. Ao demonstrar maior disposição para atuar em caso de necessidade, o Tesouro ajudou a aliviar um dos principais focos de pressão sobre esses ativos.

Ao mesmo tempo, esse movimento reforçou uma narrativa que já vinha ganhando força: o chamado debasement trade — a busca por ativos escassos diante da preocupação crescente com o endividamento dos governos, déficits fiscais elevados e a perda de poder de compra das moedas.

Foi esse o empurrãozinho que faltava para um mercado cripto que já vinha acumulando as condições necessárias para um movimento agressivo.

O Bitcoin já está esticado demais?

O Bitcoin vinha de um período incomum de calmaria. A volatilidade estava comprimida e uma quantidade relevante de investidores havia acumulado posições apostando na queda do ativo.

Quando o cenário macro melhorou e o preço começou a subir, essas posições vendidas passaram a ser liquidadas.

O mecanismo é relativamente simples: quem está vendido precisa recomprar o Bitcoin para encerrar sua posição. À medida que essas compras acontecem, o preço sobe ainda mais, pressionando outros investidores vendidos e provocando novas liquidações. É o chamado short squeeze.

Nesse caso, o processo desencadeou a maior onda de liquidação de posições vendidas já registrada na história do Bitcoin, acelerando de forma significativa a valorização do ativo.

Mas short squeezes não duram para sempre. Uma vez que essas posições são liquidadas, esse combustível mecânico perde força — e, neste caso, boa parte das posições vendidas que pressionavam o mercado já foi limpa.

Ainda assim, o Bitcoin continuou em tendência de alta.

Dando seguimento ao movimento, há um ponto especialmente importante na forma como essa alta vem se sustentando.

Durante o short squeeze, o open interest — que representa o volume total de posições abertas no mercado de derivativos — recuou de maneira relevante. Ou seja, enquanto o preço avançava, parte da alavancagem acumulada no mercado estava sendo retirada.

Esse comportamento sugere que a continuidade da valorização está menos dependente do mercado de derivativos e mais apoiada em demanda efetiva no mercado à vista, o que diminui o risco de uma reversão tão intensa quanto foi o movimento de alta.

Os fluxos dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos ajudam a deixar isso mais claro. Esses produtos vêm registrando uma sequência relevante de entradas líquidas, indicando que há capital novo sendo direcionado para a compra efetiva do ativo.

Vale a ressalva de que isso não significa que o Bitcoin não vá corrigir — especialmente depois de uma valorização tão forte. Correções são naturais, mas, sem o mesmo excesso de alavancagem do outro lado, a assimetria melhora.

Uma quebra de regime

Quando juntamos essas peças, nossa leitura é que o comportamento recente do Bitcoin representa algo mais relevante do que simplesmente uma alta pontual: estamos diante de uma quebra de regime.

Depois de meses caracterizados por baixa volatilidade, pouca dispersão entre os ativos e dificuldade para sustentar tendências, o mercado começou a apresentar características diferentes: Bitcoin rompendo sua faixa anterior, demanda à vista ganhando força e altcoins apresentando desempenhos superiores.

Quando o apetite por risco aumenta de forma mais ampla dentro do mercado cripto, o capital deixa de ficar concentrado exclusivamente no Bitcoin e começa a buscar ativos com maior potencial de valorização.

Nossa leitura, portanto, continua sendo de que a tendência de alta do Bitcoin tem condições de se manter nos próximos meses.

Para quem ainda não possui Bitcoin, em nossa leitura, não é tarde para começar a montar posição. Da mesma forma, quem já possui exposição e está abaixo do percentual que considera adequado para seu portfólio pode aproveitar eventuais correções para aumentá-la gradualmente.

Como aproveitar o movimento de alta e ir além do Bitcoin

À medida que a dispersão entre as criptomoedas aumenta, surgem valorizações mais expressivas em determinados ativos — uma das características que mais atraem investidores para esse mercado.

O desafio é tomar três decisões: o que comprar, quando entrar ou sair e quanto alocar.

Em um momento como o atual, em que o Bitcoin voltou a subir e o apetite por risco começa a se espalhar pelo restante do mercado, uma estratégia capaz de capturar essas rotações se torna especialmente interessante.

É justamente aí que entra a Carteira Crypto Momentum, que executa essas decisões de forma sistemática e automática, com base no momentum dos principais ativos.

Tudo isso fica disponível para qualquer investidor, sem a necessidade de acompanhar o mercado o dia inteiro ou fazer os rebalanceamentos manualmente.

E os resultados vêm validando a estratégia: a Crypto Momentum tem superado o Bitcoin de forma consistente, aproveitando os momentos em que as altas se espalham pelo restante do mercado cripto e se protegendo em momentos de queda.

CONHEÇA A CRYPTO MOMENTUM

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BTG Pactual promove a 8ª edição do Macro Day com líderes da economia e dos investimentos; inscrições gratuitas abertas

29 de Agosto de 2026, 12:00

Em um ambiente econômico cada vez mais dinâmico, acompanhar as tendências que movimentam os mercados pode fazer toda a diferença para quem investe. Pensando nisso, o BTG Pactual promove mais uma edição do Macro Day, conferência que reúne especialistas para discutir os principais temas da agenda econômica.

No dia 31 de agosto, o evento reunirá lideranças do mercado financeiro, economistas e representantes do setor público em uma programação gratuita e transmitida de forma online. As inscrições já estão disponíveis, mas as vagas são limitadas.

Quer entender o que os principais gestores e economistas do país estão projetando para os próximos meses? Não perca tempo e garanta a sua vaga:

GRATUITO: GARANTA SUA VAGA NO MACRO DAY 2026

O que você vai conferir no Macro Day 2026?

O cronograma do Macro Day 2026 gira em torno de três eixos: economia, política monetária e tendências globais que devem moldar os próximos anos.

E quem estará no palco da conferência neste ano?

  • André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual;
  • Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual;
  • Cila Schulman, CEO do Ideia Instituto de Pesquisas;
  • Dario Durigan, ministro da Fazenda;
  • Mansueto Almeida, sócio e economista-chefe do BTG Pactual;
  • Marcelo Tokarski, CEO da Nexus;
  • Mat Velloso, CPO da Docker;
  • Mohamed El-Erian, chair of Gramercy Fund Management & chief economist advisor da Allianz;
  • Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas.

Para quem investe, o valor está no acesso direto. No Macro Day, você acompanha a visão de gestores, economistas e formuladores de políticas públicas que participam das decisões e discussões que movimentam os mercados.

Uma prévia do nível das discussões do Macro Day

Se você nunca acompanhou o Macro Day, vale entender o nível das discussões que acontecem no evento.

A edição de 2025 contou com sete painéis:

  • Cenário econômico: os rumos da economia brasileira em debate;
  • Caminhos para o desenvolvimento da infraestrutura;
  • Congresso Nacional: desafios e perspectivas;
  • Perspectivas macroeconômicas;
  • Política monetária e economia global;
  • Outlook de grandes gestores; e
  • Reflexões de ex-presidentes da câmara dos deputados.

No primeiro painel da última edição, Fernando Haddad, ministro da Fazenda na época, projetou uma visão positiva para os indicadores fiscais e econômicos, defendendo que parte dos desafios das contas públicas decorria de decisões tomadas em governos anteriores.

Na sequência, os ministros dos Transportes e de Portos e Aeroportos apresentaram uma ambiciosa agenda de investimentos em infraestrutura, baseada na ampliação de concessões e na atração de capital privado.

Outro momento relevante da edição passada foi a presença de Hugo Motta, presidente da Câmara dos deputados, defendeu o papel do Congresso como uma força de estabilidade em meio às turbulências políticas e fiscais do país.

Entre as prioridades destacadas estavam a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil, a reforma administrativa e a revisão de benefícios tributários.

Em 2026, a discussão sobre a sustentabilidade fiscal continua em destaque, com o mercado ainda acompanhando de perto a trajetória do déficit e da dívida pública.

Já as estratégias de infraestrutura seguem em curso: concessões rodoviárias avançaram e novas frentes em portos e hidrovias foram estruturadas.

Com relação ao Congresso Nacional, Em 2026, a isenção do IR tornou-se realidade, enquanto os debates sobre controle de gastos e modernização do Estado permanecem centrais na agenda da casa.

O que faz desta edição do Macro Day uma oportunidade única?

Repare bem em uma coisa: boa parte dos temas discutidos no Macro Day 2025 continuou no centro do debate econômico e político ao longo dos meses seguintes. Ou seja, são temas que definem, na prática, onde vale a pena estar atento agora, inclusive em relação aos seus investimentos.

Suas decisões sobre renda fixa, bolsa e alocação internacional dependem de como esse quebra-cabeça se encaixa. E é claro que vale lembrar que o cenário mudou (e muito) desde a última edição.

Ninguém tem o poder de prever o futuro. No entanto, é possível ouvir de graça, em um único dia, quem tem mais informações e mais histórico para fazer uma leitura desse cenário.

Inscrições abertas: participe do Macro Day 2026

O processo leva apenas alguns instantes. Basta clicar aqui e preencher os seus dados para receber seu acesso à transmissão.

Lembrando que a participação é online e 100% gratuita. Mas, atenção: as vagas são limitadas, então não deixe para a última hora.

Se você deseja atravessar o segundo semestre de 2026 com uma leitura mais afiada do cenário macroeconômico e não apenas reagir às manchetes, essa é uma oportunidade que custa apenas o seu tempo.

Clique no botão abaixo e garanta a sua inscrição gratuita.

GRATUITO: ACOMPANHE O MACRO DAY 2026, PROMOVIDO PELO BTG PACTUAL

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Como transformar 8 horas de trabalho em 4? Em aula gratuita, especialista mostra aplicações práticas e reais com inteligência artificial

29 de Agosto de 2026, 09:00

A terceira e última aula gratuita da especialização em inteligência artificial da Empiricus já está disponível para quem deseja aprender a usar a tecnologia no aumento da produtividade e na aceleração de sua carreira.

Conduzida por Alex Hisatomi, head de Business Intelligence (BI) da Empiricus e profissional com mais de 20 anos de experiência em tecnologia, a aula final traz uma proposta diferente das anteriores: uma mentoria prática que mostra como a IA pode ser aplicada na resolução de desafios reais e possibilitara redução da carga horária de trabalho.

Na primeira aula, liberada na segunda-feira (24), Hisatomi apresentou os fundamentos de ferramentas como ChatGPT e Claude, explicando conceitos essenciais para quem deseja utilizar inteligência artificial no dia a dia.

Já o segundo encontro, exibido na quarta-feira (26), foi dedicado à criação de agentes autônomos capazes de automatizar tarefas e executar rotinas de forma mais eficiente.

O que esperar da 3ª aula gratuita sobre IA da Empiricus?

Para encerrar a parte introdutória do curso, a terceira e última aula, liberada na sexta-feira (28), apresenta dois casos reais enviados por alunos.

No primeiro, o foco está nos desafios de uma área de compras de uma empresa multinacional, com aplicações voltadas à organização de informações, automação de processos e ganho de produtividade.

No segundo, a discussão explora o uso da IA na produção audiovisual, mostrando como a tecnologia pode acelerar fluxos de trabalho e ampliar a capacidade criativa mesmo com equipes enxutas.

Quer ver como tudo isso funciona na prática? Clique abaixo para assistir à Aula 3 completa.

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Fundos imobiliários: BTLG11, HGRU11, JSRE11 e outros FIIs trazem atualizações aos cotistas; confira

28 de Agosto de 2026, 13:49

Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como BTG Pactual Logística (BTLG11), Patria Renda Urbana (HGRU11), JS Real Estate (JSRE11) e outros. Confira:

BTLG11: o fundo concluiu a aquisição do BTLG Guarulhos I, ativo logístico AAA com 95,3 mil m² de ABL e 100% de ocupação, por R$ 375 milhões. O pagamento foi estruturado em R$ 225 milhões à vista e R$ 150 milhões em 18 meses, corrigidos pelo IPCA.

A operação apresenta cap rate de entrada de 9,1% e yield médio estimado de 15,2% nos próximos 18 meses. Com a aquisição, a exposição do fundo a imóveis no raio de 30 km de São Paulo sobe para 42%.

HGRU11: o fundo definiu os termos de sua 7ª emissão de cotas, com oferta inicial de até R$ 1,1 bilhão, destinada a investidores profissionais. O preço de emissão será de R$ 128,20 por cota, acrescido de taxa de distribuição de R$ 0,06 por cota, equivalente a aproximadamente 0,05%, totalizando R$ 128,26 por cota.

JSRE11: o fundo anunciou a renovação e expansão de uma locação no Edifício Tower Bridge, com aluguel de R$ 160/m² para a área adicional. Com as movimentações, a vacância do ativo ficou em 7,9%, enquanto a consolidada do portfólio do JSRE11 em 5,9%.

PCIP11, RPRI11, RBRR11 e VCJR11: o Patria convocou AGEs nos fundos PCIP11, RBRR11, VCJR11 e RPRI11 para deliberar sobre a consolidação das carteiras dos três últimos fundos no PCIP11. O prazo para votação nas assembleias vai até 19 de setembro de 2026, com quórum qualificado de aprovação superior a 25% do total de cotistas. A operação prevê a aquisição das carteiras pelo PCIP11, seguida da liquidação dos três fundos e migração de seus cotistas para o fundo consolidador.

Caso aprovada a reorganização, será realizada uma oferta pública de cotas do PCIP11, pelo valor patrimonial, para viabilizar a aquisição dos ativos. Com a consolidação, o fundo deverá alcançar patrimônio de aproximadamente R$ 4,5 bilhões e 239 operações, ampliando sua escala, liquidez e diversificação.

PVBI11: o fundo anunciou novas locações no FL 4440, Vera Cruz e Cidade Jardim, além das saídas já previstas em alguns ativos. Com essas movimentações, a vacância física projetada para agosto é de 20,0%, enquanto a vacância financeira permaneceu pressionada pelos períodos de carência concedidos nas novas locações.

TRXF11: o fundo encerrou o período de direito de preferência de sua 13ª emissão com a subscrição de 425,3 mil cotas, equivalentes a R$ 40,1 milhões.

Além disso, o fundo anunciou o cancelamento da operação para aquisição do portfólio de lajes corporativas dos fundos BLCA11 e CVFL11, que envolvia imóveis nos edifícios Victor Malzoni e Vista Faria Lima, avaliados em aproximadamente R$ 1,0 bilhão.

Segundo a gestão, a transação se tornou inviável após o não cumprimento de uma condição precedente, em razão de alterações nas condições de mercado.

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Bitcoin (BTC): da ‘bacia das almas’ aos US$ 79 mil; o pior já passou para as criptomoedas?

28 de Agosto de 2026, 10:19

Quem já estava acostumado a ver um total marasmo no mercado das criptomoedas, pode ter se surpreendido na semana passada, quando o bitcoin (BTC) saltou da casa dos US$ 63 mil para quase US$ 80 mil em um intervalo de poucos dias.

Até a manhã da sexta-feira (28), a moeda era negociada a cerca de US$ 79 mil, mantendo os níveis que conquistou nessa nova toada. Mas com isso, surge a pergunta: e agora? Será que o pior já passou para o mercado cripto, ou o otimismo redescoberto não se sustenta?

Esse é o tema do novo episódio do Empiricus Analisa. Nele, Valter Rebelo, head de ativos digitais da casa, discute:

  • Os três principais motivos que contribuíram para a alta do bitcoin;
  • Para onde o preço pode seguir, segundo tendências da análise técnica;
  • O que tudo isso significa para o posicionamento do investidor agora.

Clique no vídeo abaixo para assistir na íntegra e descobrir, também, como é possível investir em criptomoedas de potencial lucrativo em qualquer cenário – independentemente se o bitcoin subir ou cair:

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Ibovespa hoje: Novo impasse no Oriente Médio impulsiona petróleo e mercado aguarda discurso do Fed; veja destaques desta sexta (28)

28 de Agosto de 2026, 10:00

Agosto vai chegando ao fim no calendário, mas parece pouco disposto a terminar nos mercados.

Depois de semanas marcadas por petróleo, inflação, juros, tensão geopolítica e saída de capital do Brasil, esta sexta-feira ainda guarda um último capítulo importante: Jackson Hole.

Às 11h, Kevin Warsh faz seu primeiro discurso no simpósio como presidente do Fed. E, depois de uma semana em que a Nvidia mostrou que a inteligência artificial continua acelerando, o foco volta para a velha conhecida dos investidores: a inflação.

Até lá, o mercado prefere esperar. Os futuros americanos operam próximos da estabilidade, os Treasuries têm pouca variação e o dólar também se mexe pouco.

Agosto ainda não acabou. E parece querer aproveitar cada minuto.

00:30 – Jackson Hole: o que Warsh vai dizer?

Marcado para as 11h, o primeiro discurso de Kevin Warsh ganhou importância depois de a discussão dentro do próprio Fed ficar mais dura nos últimos dias.

Dados recentes de inflação, inclusive o PCE, ajudam a explicar por que vários integrantes voltaram a defender a possibilidade de novos aumentos de juros.

Analistas que acompanham o Federal Reserve buscam um sinal claro de que o combate à inflação é prioridade para o novo presidente.

Hoje, a manutenção das taxas em setembro continua sendo o cenário mais provável. Mas, olhando até dezembro, algum aperto monetário já está amplamente incorporado aos preços.

Warsh não precisa necessariamente dizer o que fará na próxima reunião, mas o mercado ainda está se adaptando à conduta do novo presidente.

Se Warsh quiser preparar o terreno para alguma mudança de comunicação, Jackson Hole é um lugar natural para começar.

01:40 – Geopolítica no radar

Um fator que conversa com o tópico anterior são os eventos geopolíticos, dada sua relevância para a dinâmica da inflação.

O Brent subiu ontem com o novo impasse entre Estados Unidos e Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e chegou a US$ 88,52.

O fluxo de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz vem aumentando gradualmente. Cerca de 6 milhões a 8 milhões de barris por dia estão sendo transportados atualmente pelo principal ponto de estrangulamento do comércio mundial de petróleo, segundo estimativas de operadores do setor que acompanham a movimentação de cargas.

Notícias de Moscou também entram no radar, diante de uma possível escalada do conflito contra a Ucrânia.

02:40 – Nvidia segue como destaque

Enquanto juros e petróleo seguem incomodando, a tecnologia continua surpreendendo Wall Street.

Os números da Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA), novamente acima das expectativas, reforçam o papel da companhia como um dos principais termômetros desse cenário.

Após quatro balanços consecutivos seguidos de desvalorização das ações no pregão seguinte, os papéis dispararam quase 9% ontem, levando o Nasdaq a uma alta de 1,57%.

A companhia indicou crescimento de receita de aproximadamente 70% para o ano fiscal de 2028, bem acima do que o mercado esperava.

Mesmo após anos de forte valorização, a empresa continua entregando crescimento acelerado, margens elevadas e uma execução que poucos concorrentes conseguem acompanhar.

03:35 – Enquanto isso, no Brasil…

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,31%, aos 175.135 pontos, renovando o maior nível de fechamento desde o início de agosto e ampliando para sete pregões a sequência de ganhos. O movimento ocorre em meio a uma melhora recente do fluxo e à atenção crescente dos investidores sobre o cenário eleitoral.

Entre os destaques do índice, a Petrobras (PETR4) avançou 3,14%, acompanhando a alta do petróleo. A commodity voltou a ganhar força diante das incertezas sobre o fluxo pelo Estreito de Ormuz e de preocupações com possíveis interrupções no fornecimento russo.

Na agenda desta manhã, o IGP-M de agosto recuou 0,22%, uma deflação um pouco menor que a esperada pelo mercado (-0,3%). Em 12 meses, o índice desacelerou para 2,10%.

O Banco Central também divulgou os dados monetários e de crédito referentes a julho. Mais tarde, as atenções se voltam para o Caged, cuja expectativa é de criação líquida de cerca de 115 mil vagas formais no mês.

04:05 – BTLG11: desconto começa a chamar atenção

Na leitura mais recente da nossa base, o P/VP ponderado do IFIX (Índice de Fundos Imobiliários) está próximo de 0,86 vez. Por mais que o indicador tenha suas falhas, quando olhamos para a indústria como um todo, o P/VP é uma boa régua para entender onde estamos dentro do ciclo.

Em resumo, o índice negocia em uma região de valuation que apareceu em relativamente poucos momentos da última década. Quando chegou a níveis parecidos no passado, o ponto de partida foi, na maioria das vezes, favorável para os retornos dos 12 meses seguintes. Isso não transforma agosto em um convite para comprar qualquer fundo em queda.

Entre as oportunidades no mercado de tijolos, o BTLG11 concentra mais de 30 imóveis logísticos, com cerca de 92% da área em São Paulo, vacância de apenas 2,1% e base locatícia diversificada.

Nesta semana, o FII anunciou a aquisição de um galpão logístico AAA em Guarulhos, 100% locado e localizado dentro do raio de 30 km da cidade de São Paulo. A transação, no valor de R$ 375 milhões, representa a primeira alocação dos recursos captados na 16ª emissão do fundo.

A operação foi avaliada como positiva, com cap rate consolidado de 9,1% e yield médio estimado de 15,2% nos próximos 18 meses, considerando o efeito do pagamento parcelado. Além disso, o ativo pode se beneficiar de futuras revisões de aluguel, em um mercado ainda com espaço para recomposição dos preços reais.

Com um portfólio que reúne diversificação, qualidade e localização privilegiada, o FII negocia com desconto patrimonial de 8,3%, o maior dos últimos 18 meses.

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Inteligência artificial ajudou executivo da Empiricus Research a triplicar o salário em cinco anos; entenda

28 de Agosto de 2026, 09:00

Para a maioria dos brasileiros, aumentar significativamente o salário é uma tarefa difícil. No final do primeiro trimestre de 2026, o rendimento médio mensal do trabalhador era de apenas R$ 3.722, segundo dados da Pnad Contínua.

Nesse cenário, dobrar o salário já parece um desafio considerável. Triplicá-lo em apenas cinco anos, então, pode parecer algo ainda mais distante. Mas foi exatamente isso que aconteceu com Alex Hisatomi, diretor de data analytics da Empiricus.

A trajetória de Hisatomi acompanha uma transformação que ganhou força nos últimos anos: a valorização de data analytics (análise de dados) e, mais recentemente, da inteligência artificial. E na visão do especialista uma nova virada está chegando.

É por isso que ele quer compartilhar o que aprendeu. À frente da Especialização Executiva Certificada em Inteligência Artificial, ele pretende mostrar como profissionais de diferentes áreas podem usar IA para aumentar sua produtividade, ampliar sua capacidade de trabalho e, principalmente, se tornar mais valiosos no mercado.

VEJA MAIS: primeira aula da especialização em IA liberada gratuitamente; assista agora

Do ‘porão do TI’ a funcionário disputado: como a tecnologia transformou a carreira de Alex Hisatomi

Com 26 anos de carreira, Alex Hisatomi sempre trabalhou com dados e, ao longo da sua trajetória, passou por empresas como Apple, Santander, Bradesco, Cogna e, durante algum tempo, até empreendeu. Contudo, ele lembra que quando começou a trabalhar, a profissão estava longe de ser uma das mais cobiçadas do mercado. “Era coisa de nerd”, diz o especialista.

Dentro do próprio setor de TI, o executivo conta que os profissionais de dados ocupavam uma posição secundária em relação a desenvolvedores de software e especialistas em infraestrutura.

E entre os profissionais de dados, havia uma camada ainda mais esquecida: aqueles que trabalhavam especificamente com análise de dados — anteriomente conhecida por database marketing. “Era o porão do porão da tecnologia”, nas palavras de Hisatomi.

Mas o cenário começou a mudar entre 2016 e 2018…

Foi justamente nesse período que Alex Hisatomi começou a ter contato com a inteligência artificial. Ele explica que, nessa época, as empresas passaram a perceber o potencial de transformar grandes volumes de dados em informações capazes de melhorar resultados, usando técnicas de IA como machine learning e deep learning.

Com o movimento de inclusão da inteligência artificial em praticamente todos os setores da economia, a área de dados ganhou importância estratégica. Consequentemente, profissionais que antes não eram considerados indispensáveis passaram a ser disputados por grandes empresas.

Hisatomi estava justamente no meio dessa transformação, e viu isso refletir diretamente na própria carreira. “Em cinco anos, meu salário multiplicou, triplicou”, conta.

A inteligência artificial continuou evoluindo e impulsionando a carreira do especialista, que, nos últimos anos, se aprofundou no uso das LLMs (Modelo de Linguagem de Grande Escala), como ChatGPT e Claude. Dentro da Empiricus, o executivo usou essas ferramentas para automatizar vários setores e processos.

Hoje, Hisatomi ocupa o cargo de diretor de data analytics na Empiricus. Para se ter uma ideia, essa é uma das cadeiras no topo da pirâmide salarial.  De acordo com Guia Salarial da Robert Half, um diretor de data analytics pode receber até R$ 39.500 por mês no Brasil.

Contudo, na visão do especialista, a transformação gerada pela inteligência artificial está longe de terminar. Ele acredita que a próxima grande revolução gerada pela IA não ficará restrita às profissões de tecnologia, mas deve impactar praticamente todas as áreas.

APRENDA A USAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA ‘TURBINAR’ A SUA CARREIRA

A IA já está mudando o mercado: assista às aulas gratuitas e aprenda a usar a tecnologia a favor da sua carreira

Para Alex, a questão não é mais se a inteligência artificial será incorporada ao mercado de trabalho, mas quando e em que intensidade isso acontecerá.

“Todo trabalhador de escritório vai usar mais do que o dobro de inteligência artificial do que usa hoje para conseguir se manter empregado”, afirma.

Para ele, o domínio da tecnologia tende a deixar de ser um diferencial e se transformar em um pré-requisito profissional, e “quem não usar IA vai ficar para trás”, aposta.E foi pensando nisso que a Especialização Executiva Certificada em Inteligência Artificial, nova formação da Empiricus comandada por Alex Hisatomi, foi criada.

A proposta é ir além do uso básico de ferramentas como ChatGPT e Claude e mostrar como profissionais de diferentes áreas podem utilizar IA para:

  • Automatizar tarefas;
  • Criar agentes;
  • Desenvolver projetos; e
  • Aplicar a tecnologia de forma estratégica no trabalho.

E você pode conhecer a metodologia antes de decidir pela especialização. Isso porque a Empiricus liberou as três primeiras aulas de forma 100% gratuita.

Nessas aulas você aprenderá:

Alex Hisatomi garante que com essas três aulas qualquer profissional, de diferentes áreas, poderá começar a implantar mudanças em IA no seu trabalho, negócio e impulsionar a própria carreira.

Para liberar o acesso às três primeiras aulas gratuitas, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções:

QUERO USAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA ‘TURBINAR’ A MINHA CARREIRA

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Dezenas de ‘funcionários’ e nenhum salário? Aprenda a criar agentes autônomos no ChatGPT e Claude em aula gratuita 

27 de Agosto de 2026, 16:00

“Já criei dezenas de projetos que automatizaram vários setores e tarefas especificas na Empiricus. Eu tenho cinco pessoas que respondem diretamente para mim e cerca de 27 agentes que trabalham o tempo todo em outras tarefas”. 

O relato que você acabou de ler acima é de Alex Hisatomi, diretor de data analytics da Empiricus e mentor da Especialização Executiva Certificada em Inteligência Artificial.  

A mais nova formação da Empiricus tem como objetivo preparar profissionais para a nova era da IA e mostrar como eles podem usar a tecnologia para se destacar no mercado de trabalho.  

E, acredite, Alex não é o mentor dessa formação por acaso. 

Com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e mercado financeiro, Hisatomi já passou por empresas como Apple, Cogna, Santander e Bradesco.  

Só nos últimos cinco anos, ele conseguiu triplicar o próprio salário graças ao seu conhecimento aprofundado em análise de dados e inteligência artificial. 

Agora, qualquer brasileiro interessado pode aprender a criar agentes autônomos do zero com ferramentas de IA e trazer mais eficiência para o seu dia a dia. E detalhe: de forma 100% gratuita. 

Isso porque a nova formação conta com três aula introdutórias, que buscam dar uma espécie de prévia ao aluno sobre como será a mentoria.  

Na primeira aula, o diretor de data analytics ensinou os fundamentos do ChatGPT e Claude Code (confira aqui). Desta vez, ele ensina como criar os agentes autônomos com ajuda das ferramentas de forma simples e prática.  

Confira a aula completa aqui: 

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Você conhece os minicontratos? Traders se preparam para operá-los em disputa que vale até R$ 1 milhão; entenda

27 de Agosto de 2026, 12:00

O mini-índice (WIN), um contrato futuro derivado do Ibovespa, é um dos produtos mais negociados entre os investidores que realizam operações de day trade ou swing trade. Em março deste ano, o WIN alcançou 25,6 milhões de negociações, o maior número em quatro anos.

O mercado futuro permite negociar na bolsa de valores, contratos cujo valor está relacionado a variação do preço de um ativo ao longo do tempo, como por exemplo, índice, dólar e commodities.

Nesse sentido, os minicontratos são ativos com valor menor em relação ao contrato futuro padrão. Esses contratos foram criados para atender principalmente os investidores pessoa física e pequenas empresas.

Na prática, o WIN, representa 20% do Contrato Futuro de Índice (IND). Isto significa que, a cada ponto de variação no mini-índice, há um lucro ou prejuízo de R$ 0,20, enquanto, no índice cheio, a mesma variação resulta em um ganho ou perda de R$ 1.

Além do mini-índice, outro minicontrato popular na B3 é o mini dólar (WDO), que segue a variação da taxa de câmbio de real por dólar comercial e pode ser utilizado tanto para proteção cambial, quanto nas operações de curto prazo (day trade e swing trade).

Assim com a versão menor do índice, o WDO representa apenas 20% do Contrato Futuro de Dólar Comercia (DOL). Dessa forma, a variação de um ponto equivale a R$ 10 de lucro ou prejuízo no míni dólar e R$ 50 de ganho ou perda no contrato padrão.

Entre as principais vantagens de investir em minicontratos, estão:

  • Baixo custo e acessibilidade: tanto no valor dos contratos, quanto na margem de garantia;
  • Alta liquidez: o nível elevado de negociações facilita a execução rápida de ordens de entrada e saída;
  • Diversificação e exposição simplificada: ao operar com minicontratos o investidor pode se expor a variação do Ibovespa, por exemplo, sem precisar comprar a carteira de ações do índice;
  • Proteção (hedge): investidores que compraram ações no mercado à vista podem operar vendidos no mini-índice para se proteger da queda do Ibovespa.
  • Flexibilidade operacional: os minicontratos permitem operar comprado (apostar na alta) ou vendido (apostar na baixa) com a mesma facilidade, o que é ideal para as estratégias de day trade e swing trade;
  • Alavancagem: permite realizar movimentações superiores ao valor depositado em conta, aumentando assim o potencial de lucro da operação.

Ambos os minicontratos poderão ser operados pelos participantes da Copa BTG Trader, uma iniciativa do BTG Pactual, que busca o melhor trader do Brasil e oferece uma premiação de até R$ 1 milhão para o grande vencedor.

Conheça a Copa BTG Trader

A 2ª edição da Copa BTG Trader começará no próximo mês. A competição acontece em um ambiente simulado, sem necessidade de arriscar o próprio patrimônio.

As operações serão feitas com minicontratos futuros de índice (WIN) e dólar (WDO), além de ouro (GLD), bitcoin (BIT), ethereum (ETH) e solana (SOL).

Ao final da disputa, o grande vencedor receberá um prêmio de R$ 1 milhão. Os demais finalistas serão contemplados com premiações de R$ 50 mil, R$ 30 mil, R$ 15 mil, R$ 7,5 mil e prêmios de R$ 1 mil para os outros 95 mais bem classificados.

Para ajudar na busca do prêmio, a Empiricus Research está oferecendo um treinamento online e gratuito para os interessados em participar da competição: o Bootcamp Trader do Milhão.

Empiricus oferece treinamento gratuito para Copa BTG Trader

O Bootcamp Trader do Milhão é uma iniciativa da Empiricus com o objetivo de ajudar os interessados em competir na 2ª edição da Copa BTG Trader.

O curso é ministrado por Marlon Scatolin, analista técnico da Empiricus, e conta com conteúdos práticos, estratégias operacionais e análises de mercado para que os participantes entendam a dinâmica das operações e da competição.

Durante o Bootcamp Trader do Milhão os inscritos terão acesso a:

  • Conteúdos com os especialistas em análise técnica da Empiricus;
  • Explicação do regulamento da Copa e dos ativos operados;
  • Atualizações periódicas de mercado;
  • Estratégias para avançar nas primeiras baterias;
  • Preleção para as semifinais;
  • Suporte individual em caso de classificação para a grande final.

Se você ficou interessado em participar do Bootcamp Trader do Milhão, basta clicar no botão abaixo:

QUERO PARTICIPAR DO BOOTCAMP TRADER DO MILHÃO

Certificado de Autorização SPA/MF nº 03.051033/2026. Consulte regras e condições de participação no Regulamento. 

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Nvidia (NVDC34): Resultado surpreende mais uma vez e reforça protagonismo da empresa na expansão da inteligência artificial

27 de Agosto de 2026, 10:56

Um dos resultados mais aguardados nos Estados Unidos, talvez do mundo inteiro, foi divulgado na última quarta-feira (26) e reforça como a expansão quase exponencial da inteligência artificial vem beneficiando a gigante americana de chips.

Os números da Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA), novamente acima das expectativas, reforçam o papel da companhia como um dos principais termômetros desse cenário. Após quatro resultados consecutivos de desvalorização no dia seguinte aos balanços, as ações chegaram a subir 7% no after market, sinalizando uma reação inicial bastante positiva dos investidores.

A receita consolidada foi de US$ 96,2 bilhões, 106% acima do mesmo período do ano anterior e superior ao consenso, que esperava US$ 92,3 bilhões.

Destaques de segmentos da Nvidia (NVDC34)

Analisando por plataforma de mercado, a frente de Data Center concentrou quase a totalidade da receita, somando US$ 89,0 bilhões (+117% a/a) ao total, impulsionada, principalmente, pelas vendas da plataforma Blackwell Ultra.

Um dos pontos mais aguardados pelo mercado eram as vendas dos chips Hopper (H100, H200 e GH200). Depois de um primeiro trimestre sem vendas para a China, as vendas para o país representaram menos de 1% da receita de Data Center neste período.

Edge Computing, frente que substitui as antigas soluções para gaming e uso profissional, reportou US$ 7,2 bilhões (+27% a/a), com fortes vendas de estações de trabalho Blackwell, parcialmente compensadas por um desempenho mais fraco dos PCs de consumo.

Novas plataformas podem impulsionar próximos resultados

A margem bruta ajustada foi de 75,0%, (+2,5 p.p. a/a) em linha com o esperado pelo mercado, impulsionada pelo mix das novas plataformas. Somado ao aumento das despesas operacionais ajustadas, decorrente de maiores investimentos em infraestrutura interna de computação, além de compensações e benefícios, o resultado levou a margem operacional ajustada a 66,5% (+5,4p.p.).

Na linha final, o lucro líquido ajustado foi de US$ 54,0 bilhões, equivalente a uma margem de 56% e um lucro por ação ajustado de US$ 2,22 (120% a/a). O consenso estimava cerca de US$ 2,09 por ação.

Durante o trimestre, a Nvidia devolveu cerca de US$ 26 bilhões aos acionistas por meio de recompra de ações e dividendos e anunciou um pagamento de US$ 0,25 por ação em 1º de outubro.

Para o próximo trimestre, a companhia estima receita de US$ 108,0 bilhões, com uma margem de variação de 2% para cima ou para baixo. A projeção está acima do consenso, de aproximadamente US$ 103,9 bilhões, e ainda não considera vendas para a China. A margem bruta ajustada deve ficar em 74,0%, com variação de 0,5 p.p., pouco abaixo dos 74,8% esperados. Já as despesas operacionais ajustadas devem somar cerca de US$ 9,0 bilhões.

Outro fator importante para os próximos resultados é o início da produção da plataforma Vera Rubin, que começou neste mês de agosto. Apesar de promissora, também concentra a atenção dos investidores na capacidade da companhia de preservar suas margens diante do aumento dos custos de memória e de produção avançada.

Nvidia (NVDC34) segue como recomendação da Empiricus

Em suma, o principal nome da tese de inteligência artificial reforça sua capacidade de capturar vendas em um mercado de chips cada vez mais competitivo, com uma série de novos players entrando nesse espaço.

Com a receita dobrando ano contra ano e operações extremamente lucrativas, a companhia vem, trimestre após trimestre, fortalecendo o argumento de que os 20,9x lucros projetados para os próximos 12 meses talvez ainda não representem um múltiplo justo, mesmo diante de um valor de mercado impressionante de US$ 5 trilhões.

Diante de todos esses fatores, a Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA) segue como uma das principais recomendações de ações internacionais da casa.

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Ibovespa hoje: Resultado da Nvidia (NVDC34) e inflação dos EUA no radar do mercado; veja destaques desta quinta (27)

27 de Agosto de 2026, 10:14

Os mercados começam esta quinta-feira divididos entre duas forças. De um lado, a Nvidia voltou a mostrar que a expansão dos investimentos em inteligência artificial ainda tem bastante espaço pela frente.

Do outro, o PCE acima das expectativas mostrou ontem que a inflação americana continua persistente. Os juros dos Treasuries voltam a subir moderadamente nesta manhã, enquanto o dólar ganha força.

Em resumo, o crescimento voltou a sustentar o apetite por risco, mas os juros continuam no caminho.

00:30 – Nvidia mostra que o ciclo de IA segue forte

A Nvidia apresentou uma projeção de crescimento de receita para o ano fiscal de 2028 muito acima das expectativas, reduzindo o temor de que as grandes empresas de tecnologia estejam próximas de desacelerar seus investimentos em inteligência artificial.

Mais importante do que um trimestre isolado, a companhia indicou que a demanda por seus aceleradores continua crescendo. A discussão deixa de ser se existe procura suficiente por IA e passa a ser se haverá infraestrutura física para atendê-la.

Memória, energia, redes, data centers e disponibilidade de componentes permanecem entre os principais gargalos. A joint venture de US$ 31 bilhões anunciada por Kioxia e Sandisk para ampliar a produção de memória flash reforça essa leitura.

Isso também amplia o universo de empresas beneficiadas. Além dos fabricantes de chips e das plataformas de nuvem, o ciclo começa a alcançar companhias ligadas a armazenamento, conectividade, refrigeração, equipamentos e geração de energia.

01:40 – PCE mantém o Fed no jogo

O bom humor desta manhã não apaga a preocupação trazida pelo PCE de julho. O índice de inflação preferido do Fed avançou 0,2% no mês e 3,7% em 12 meses, acima das projeções.

A reação apareceu nos juros e no dólar. O rendimento do Treasury de dois anos voltou para perto de 4,22%, enquanto o mercado aumentou as apostas de que o banco central americano ainda terá de elevar os juros neste ano.

A manutenção continua sendo o cenário mais provável para a próxima reunião, com cerca de 64% de probabilidade. Até dezembro, porém, os contratos futuros já indicam aproximadamente 72% de chance de algum aperto monetário.

Uma alta até o fim do ano parece parcialmente incorporada aos preços. O risco maior seria uma sequência de dados fortes de inflação ou mercado de trabalho que levasse os investidores a precificar mais de um aumento adicional.

Por isso, o primeiro discurso de Kevin Warsh como presidente do Fed, amanhã, em Jackson Hole, ganhou ainda mais importância. O mercado buscará pistas sobre se ele pretende validar essa reprecificação mais dura ou manter uma postura de espera.

03:10 – Brasil: IPCA-15 ajudou, mas o exterior limitou o alívio

No Brasil, o IPCA-15 de agosto recuou 0,40%, ante expectativa de queda de 0,31%, provocando inicialmente uma redução relevante dos prêmios na curva de juros.

O movimento, porém, perdeu força depois do PCE americano. Os juros futuros terminaram próximos dos ajustes anteriores, com o DI para janeiro de 2031 em torno de 14,35%, enquanto o dólar encerrou próximo de R$ 5,15.

Um corte de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro continua praticamente contratado. A discussão se concentra agora em novembro, quando as probabilidades de manutenção e de um novo corte estão bastante próximas.

04:00 – Agenda doméstica cheia

A agenda desta quinta-feira inclui os dados de conta corrente e investimento direto no país referentes a julho. O mercado espera déficit externo de US$ 6,7 bilhões, ante US$ 2,33 bilhões no mês anterior, e investimento direto próximo de US$ 8 bilhões.

Também será divulgada a taxa de desemprego, com expectativa de recuo de 5,4% para 5,3%. Um mercado de trabalho ainda forte sustenta a atividade, mas pode recomendar cautela adicional ao Banco Central na definição do ritmo de cortes.

No câmbio, o BC realizará uma venda de dólares à vista com operação simultânea de swap reverso, em volume de até US$ 1 bilhão. À tarde, teremos o resultado do Governo Central, com expectativa de déficit próximo de R$ 10,6 bilhões, além de novos leilões de títulos prefixados do Tesouro.

05:05 – IFRA11: o desconto parece maior do que o problema

A recente queda do IFRA11 pode chamar atenção, especialmente depois da redução dos rendimentos mensais. Mas nossa leitura é que o movimento está muito mais relacionado à abertura das taxas reais e à inflação mais baixa — que pressionaram a cota patrimonial e o resultado distribuível — do que a uma deterioração relevante dos ativos da carteira.

Os fundamentos seguem preservados. Aegea e Corsan permanecem entre os destaques positivos, enquanto a BRK Maceió, maior posição do fundo, apresentou melhora de margem e bom desempenho operacional. De forma geral, o portfólio continua sem problemas relevantes.

Com a cota negociando com deságio e a qualidade da carteira preservada, vemos os níveis atuais como uma oportunidade interessante para montar ou reforçar posição no IFRA11.

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Bitcoin sobe 23% e se aproxima de US$ 80 mil com intervenção do Tesouro dos EUA

21 de Agosto de 2026, 19:46

O bitcoin (BTC) caminha para registrar seu maior ganho semanal em mais de três anos, enquanto os investidores avaliam os efeitos de uma recente disparada nos juros dos títulos e de uma nova iniciativa dos Estados Unidos voltada à consolidação fiscal.

A criptomoeda chegou a subir 9,4% e era negociada em torno de US$ 77,5 mil no fim do pregão em Nova York. Na semana, acumula ganhos de cerca de 23%, movimento que, se mantido, representará a maior alta semanal desde março de 2023. A última vez que o bitcoin foi negociado a US$ 80 mil foi em maio.

O entusiasmo com as criptomoedas voltou ao mercado depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na quarta-feira (19) que o departamento ao menos dobraria o volume das recompras de títulos de longo prazo, o que provocou uma disparada e forçou investidores a zerar bilhões em posições vendidas.

No mesmo dia, o presidente Donald Trump se reuniu com líderes do setor de criptomoedas, aumentando ainda mais o otimismo. Enquanto isso, o ouro atingiu seu nível mais alto desde maio, em meio a temores dos investidores de que a intervenção no mercado de títulos possa pressionar o dólar.

Em publicação no LinkedIn nesta sexta-feira, Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, disse que investidores deveriam diversificar entre ativos e países com finanças sólidas. Segundo ele, reduzir a exposição a títulos e manter de 10% a 15% da carteira em ouro e “um pouco” de Bitcoin pode reduzir o risco e elevar os retornos.

“O verdadeiro gatilho foi o Tesouro dos EUA dobrar as recompras de títulos de longo prazo, o que derrubou os rendimentos de longo prazo e ampliou o apetite por risco de forma generalizada”, disse Rachael Lucas, analista da BTC Markets. “Nada mudou na tese de longo prazo do Bitcoin, mas nada mudou na volatilidade também.”

Segundo Adam Morgan McCarthy, pesquisador-chefe da LO:TECH, empresa londrina especializada em liquidez e dados de mercado de ativos digitais, o movimento repentino de curto prazo segue como um dos principais motores da alta do Bitcoin. Cerca de US$ 2,5 bilhões em apostas alavancadas contra o Bitcoin e US$ 4,5 bilhões em todo o mercado cripto foram liquidados nos últimos três dias, segundo dados da Coinglass.

As apostas vendidas no ETF IBIT, da BlackRock – o maior do mundo –, vinham crescendo de forma constante ao longo do ano. O interesse de venda a descoberto, como porcentagem do total de cotas em circulação do fundo de US$ 55 bilhões, subiu para cerca de 3%, de acordo com a S3.

“O ouro carrega o verdadeiro sinal macro desta semana. Sua alta foi expressiva depois que o Tesouro dobrou as recompras de títulos, sem nenhuma das compras forçadas que infl​aram o preço do Bitcoin”, disse McCarthy. “Se você quer saber onde os investidores estão de fato se protegendo do risco cambial e inflacionário nesta semana, o ouro mostra isso; o Bitcoin, não.”

A reunião de Trump, que reuniu executivos de empresas como Coinbase Global e Payward, foi lida como sinal positivo do compromisso do governo com as criptomoedas. Trump pressionou o Senado a aprovar o Clarity Act, um projeto de lei sobre a estrutura do mercado de criptomoedas que está paralisado devido a divergências sobre as disposições éticas. O projeto não chegou a ser votado antes do recesso do Senado em agosto.

As ações de empresas ligadas a cripto também seguiram em alta. A Coinbase, a maior plataforma de negociação digital dos EUA, subiu 8,2%. A Strategy, acumuladora de Bitcoin, avançou 6%, e a Circle Internet Group, emissora de stablecoins, teve alta de 5,2%.

Investidores institucionais voltaram ao mercado esta semana. Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA caminham para o maior fluxo semanal de entradas desde janeiro. Os 13 fundos já somam mais de US$ 1 bilhão em captação na semana, alimentando ainda mais o otimismo com cripto.

“Pela primeira vez este ano, existe o risco de minha projeção para o fim do ano, de US$ 100 mil, estar subestimada”, escreveu Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais do Standard Chartered, em relatório a clientes.

“A reunião de Trump sobre cripto, o avanço do Clarity Act e os fluxos positivos dos ETFs alimentaram o otimismo, mas não explicam tudo”, disse Lucas.

Em mais um sinal de vitalidade, grandes detentores do token, as chamadas baleias do Bitcoin, voltaram a acumular, adicionando cerca de US$ 2,75 bilhões em tokens ao longo de 60 dias, segundo a CryptoQuant.

O Bitcoin segue bem abaixo do pico de mais de US$ 126.000, atingido em outubro passado, pouco antes de uma forte queda que o levou a US$ 58.642 no fim de junho.

A estratégia do bilionário Ray Dalio para se proteger do risco de uma crise da dívida dos EUA

21 de Agosto de 2026, 15:43

O bilionário Ray Dalio, considerado um dos maiores e mais bem-sucedidos investidores da história, deu a sua visão sobre o significado da intervenção do Tesouro dos Estados Unidos no mercado de títulos nesta semana.

Dalio afirmou que investidores deveriam reduzir suas posições em títulos de dívida americana e alocar até 15% de seu dinheiro em ouro. O objetivo? Se proteger contra o risco de uma crise da dívida dos Estados Unidos, que, segundo seu alerta, pode estar a apenas três anos de distância.

Manter uma exposição menor a títulos e cerca de 10% a 15% de uma carteira em ouro, além de “um pouco” de bitcoin, poderia tanto reduzir os riscos quanto aumentar os retornos, disse Dalio, que há muito tempo alerta para os perigos do crescimento da dívida pública.

Os comentários acontecem em um momento em que os rendimentos dos Treasuries de longo prazo subiram para máximas de vários anos e o Japão, maior credor estrangeiro dos EUA, vendeu títulos americanos para sustentar o iene.

Para conter a queda no mercado de títulos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou nesta semana planos para aumentar as recompras de títulos de dívida de longo prazo — uma medida surpreendente que, até agora, proporcionou pouco mais do que um suporte de curto prazo.

Os acontecimentos mais recentes são consistentes com o modelo de ciclo da dívida que Dalio apresentou em seu livro How Countries Go Broke: The Big Cycle (em tradução livre: “Como os países quebram: o grande ciclo“), escreveu ele.

Segundo Dalio, o aumento dos custos do serviço da dívida acaba entrando em conflito com uma demanda insuficiente dos investidores, obrigando os governos a aceitar taxas de juros mais altas ou os bancos centrais a imprimir dinheiro para comprar a dívida. Isso enfraquece as moedas e alimenta a inflação ao longo do processo.

Dalio estima que a receita do governo americano será de cerca de US$ 5,5 trilhões neste ano, contra US$ 7,5 trilhões em gastos, deixando um déficit de US$ 2 trilhões. Somente os custos com juros deverão chegar a aproximadamente US$ 1 trilhão neste ano, enquanto cerca de US$ 10 trilhões em dívidas precisarão ser refinanciados.

Sem uma mudança de rumo, uma crise da dívida dos EUA poderia chegar “em três anos, para mais ou para menos dois”, afirmou Dalio.

Ele defende a redução do déficit orçamentário para 3% do Produto Interno Bruto (PIB), ante o nível atual de aproximadamente 6%, por meio de uma combinação de cortes de gastos, aumento da arrecadação tributária e redução das taxas de juros.

Dalio afirmou que pressões fiscais semelhantes estão afetando países como Reino Unido, China e Japão.

É por isso que “espero que moedas que não sejam produzidas pelos governos, como ouro e Bitcoin, tenham um desempenho relativamente bom”, escreveu ele.

Nova safra de ETFs explora o variável da renda fixa – com opções para conservadores e agressivos

21 de Agosto de 2026, 10:00

A ciência ainda não encontrou uma forma de viajar no tempo. Nem de parar o passar dos anos. Mas o mundo financeiro inventou uma maneira de congelar o “envelhecimento” de papéis de renda fixa: são os ETFs com prazo fixo.

Como assim? Esse tipo de fundo traz uma carteira de títulos atrelados à inflação: as NTN-Bs – ou IPCA+, como também são chamados no mercado.

A diferença é que a carteira gira o tempo todo com um objetivo específico: manter os fundos lá dentro sempre com a mesma data de vencimento – 2, 5 10 anos… a depender do ETF. Sempre: comprou hoje o de 2 anos, e os títulos lá dentro vão vencer, na média, em 2028. Comprou no ano que vem, eles vão vencer em 2029.

Para entender melhor, vamos examinar como a passagem do tempo afeta um título de renda fixa.

O cardápio do Tesouro Direto é farto em IPCA+. Tem o 2032, o 2040, o 2045, 0 2050… Datas de vencimento diferentes, mas sempre com uma coisa o comum: o valor final.

Esse é sempre o mesmo: R$ 4.740 em dinheiro de hoje (o nome técnico é Valor Nominal Atualizado). Ele sobe um pouco todo dia para se manter a par com a inflação. Mas é isso: daqui a 10 anos, 60 anos, seja qual for a data de vencimento, toda NTN-B vai valer R$ 4.740 em dinheiro de hoje.

A diferença é o tanto que você paga por cada uma. Aí vai variar de acordo com o vencimento. Um IPCA+2032 custa hoje (20 de agosto), R$ 2.990. A taxa de juro que ele paga neste momento é de IPCA+8,05%.

Isso significa, simplesmente, que R$ 2.981 rendendo IPCA+8,05% vai dar R$ 4.740 em dinheiro de hoje no ato do vencimento, dia 15 de agosto de 2032.

Agora, um IPCA+2050. Ele custa bem menos que o 2032: só R$ 874. Por que? Porque só vai se transformar no equivalente a R$ 4.740 num futuro distante. O juro ali nem é tão diferente: 7,30%. A diferença é que ele age por muito mais tempo.

Pois bem. A taxa de juro muda todo dia. O mercado vai ajustando de acordo com as expectativas para o futuro distante da Selic.

Só tem um detalhe. Uma mexida de no juro do 2050 significa uma variação de preço preço bem maior do que no 2032, já estamos falando em décadas de juros compostos a mais.

Se o juro do 2032 cai 0,3 ponto percentual (e vai a IPCA+7,75%), seu saldo sobe 1,68%.

Se o juro do 2050 cai 0,3 ponto percentual (e vai, nesse caso, a IPCA+7%), seu saldo sobe 6,95%.

Veja mais aqui na tabela:

table visualization

É isso. Quanto mais longe o título estiver o vencimento, ou seja, quanto maior for o duration dele, no jargão, mais volátil é o título – mais sensível às oscilações de juros do dia a dia.

Quando você compra um título essa volatilidade vai diminuindo conforme o título envelhece. E basicamente zera quando o vencimento está bem próximo.

Quem tem um dinheiro para aplicar com um horizonte definido, por exemplo, aposentadoria ou a compra de um carro, o melhor é comprar um título que vence próximo ao momento no qual você vai precisar dos recursos. E pronto.

Mas nem todo investidor deseja isso. É perfeitamente possível ter uma tática constantemente agressiva, sempre em busca das variações maiores do títulos de longo prazo. E também é normal querer sempre o mar calmo do curto prazo – com menos chance de alta brusca, mas com risco menor de perda.

É para isso, então, que vieram os ETFs de prazo fixo. Como eles, é como se o relógio fosse reinicializado de tempos em tempos para manter o prazo constante.

Duas gestoras chegaram a esse segmento quase ao mesmo tempo.

A Nu Asset Management lançou em julho os ETFs NB0211, NB0511 e NB1011, cada um replicando um índice desenvolvido em parceria com a B3 para representar prazos fixos de 2 anos, 5 e 10 anos.

Poucos dias depois, a Galapagos Capital anunciou o lançamento simultâneo do 03BK11 e do 10BK11, com prazos constantes de 3 e 10 anos, seguindo o índice da Teva Indices.

Também dá para misturar prazos, buscando o “blend” ideal para cada apetite. Metade do dinheiro num de 2, de baixíssima volatilidade, e metade num de cinco (de volatilidade média), vai dar um prazo médio de 3,5 anos (volatilidade média-baixa).

Em um título de 2 anos, por exemplo, para cada ponto percentual de queda de taxa há um ganho de cerca de 2% no saldo em reais. No caso de um papel com prazo constante de 10 anos, a redução de um ponto gera um aumento de quase 10% no valor em carteira.

Bom momento para os longos

Os títulos IPCA+ têm pagado taxas entre 7,2% e 8,3% ao ano. Mas a mediana do juro real, ou seja, a parcela acima da inflação, nos últimos 16 anos é de 5,5%.

É razoável, portanto, esperar que em algum momento no futuro a curva de juros passe a convergir para esse ponto mediano. Isso favorece apostas nos títulos mais longos.

De 2016 a 2019, num período de queda nos juros de longo prazo, os títulos IPCA+ com prazos de 10 anos chegaram a registrar um ganho acumulado de 100%.

Temos uma oportunidade muito interessante pensando em médio e longo prazos”, afirma o sócio responsável por ETFs da Galapagos Capital, Bruno Stein.

Outro ponto importante dos ETFs de prazo fixo é a possibilidade de manter a duração constante do investimento em IPCA+, mas com melhor eficiência tributária

“Se você ficar rebalanceando a carteira de tempos em tempos para tentar manter um ‘duration’ [prazo de retorno] constante, vai ter a cada operação imposto de renda e outros custos”, explica Stein.

O que os números mostram

A Nu Asset realizou simulações com dados que remontam a 2010 até o momento atual para entender o comportamento dos ETFs em cada prazo.

Os três índices – de 2, 5 e 10 anos – convergem para retornos parecidos entre 11,2% e 11,3% ao ano no nominal. Isso equivale a um juro real de IPCA+5% ao ano.

A diferença relevante não está no retorno final, mas na trajetória até ele: o índice de 2 anos passou pelo período com uma queda máxima de 5,1%. Já o de 10 anos, mais sensível, chegou a cair 19,5% a partir da máxima.

Stein, da Galápagos, define os ETFs de duração fixa – principalmente os longos: “É um produto diferente, para quem sabe trabalhar com risco. Não é para quem busca uma reserva financeira.”

ETFs de ethereum têm maior entrada em 10 meses

21 de Agosto de 2026, 07:47

Os ETFs americanos de ethereum (ETH) voltaram a atrair dinheiro. Na quinta-feira (20), eles registraram US$ 220,8 milhões em entradas – o maior volume em 10 meses, segundo dados da plataforma SoSoValue.

Detalhe: no dia anterior, os fundos atreladas à segunda maior criptomoeda do mercado já haviam captado US$ 189,1 milhões.

Para analistas, a sequência pode indicar que o apetite dos investidores institucionais, que usam esses produtos para se expor ao mercado cripto, está voltando.

O setor de ativos digitais vem se beneficiando, entre outros fatores, da decisão do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de dobrar o tamanho das operações de recompra de títulos de longo prazo. Isso favoreceu a tomada de risco, de acordo com especialistas.

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Na manhã desta sexta-feira (21), o ethereum é negociado perto dos US$ 2.400. No acumulado do ano, porém, a criptomoeda ainda registra queda de 43%.

Os principais criptoativos também operam em alta hoje. O bitcoin (BTC) é negociado acima dos US$ 77 mil, enquanto o XRP (XRP) sobe cerca de 19%, para US$ 1,37.

Segundo Noah Cheung, country manager da Bitget no Brasil, o cenário cripto como um todo está mais construtivo, “mas o mercado pode precisar consolidar esses ganhos antes de iniciar uma nova perna de alta”.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h40.

Bitcoin (BTC):  +7,86%, US$ 77.741,48

Ethereum (ETH): +4,96%, US$ 2.397,43

BNB (BNB): +5,20%, US$ 678,06

XRP (XRP): +18,83%, US$ 1,37

Solana (SOL): +4,35%, US$ 91,32

Outros destaques do mercado cripto

Exchange brasileira fecha as portas. A corretora cripto Digitra.com anunciou ontem que “decidiu não submeter pedido de autorização para funcionar como prestadora de serviços de ativos virtuais e encerrar, de forma ordenada, suas atividades de negociação e custódia de ativos virtuais no Brasil”. O motivo? A nova regulação cripto do Banco Central, considerada pesada por muitos players do setor.

No lucro novamente. A Strategy, maior tesouraria cripto do mercado, voltou a ficar no azul com sua montanha de bitcoin. A empresa tem 840.447 BTC e, com a recuperação da criptomoeda nos últimos dias, acumula um ganho não realizado de cerca de US$ 1,4 bilhão. O movimento é uma virada e tanto. Em julho, quando o bitcoin chegou a US$ 58 mil, a Strategy tinha uma perda não realizada de aproximadamente US$ 13 bilhões.

X quer pagar stablecoins para criadores. O X (antigo Twitter) está estudando usar stablecoins para pagar os criadores de conteúdo da plataforma. Quem deu a notícia foi o pessoal do portal especializado em cripto CoinDesk. Segundo uma pessoa familiarizada com os planos, a empresa de Elon Musk conversa sobre a possibilidade de usar o dólar digital USDC, emitido pela Circle, para remunerar os usuários.

🏢 A nova onda de prédios de escritório: veja quais FIIs você pode usar para investir nela

20 de Agosto de 2026, 15:02

O mercado de escritórios de alto padrão de São Paulo nunca esteve tão aquecido, com recorde de ocupação e aluguéis em alta. O ano deve fechar com 391 mil metros quadrados em novos empreendimentos – a maior safra em 10 anos.

Pouco mais da metade desse volume (203 mil m²) deve ser entregue agora, no segundo semestre.

No total, são 27 empreendimentos. E seis deles têm participação de fundos imobiliários (FIIs), o que significa uma potencial oportunidade.

Eles estão distribuídos em quatro: Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), Zagros Multiestratégia (ZAGH11), Hedge Paladin Design Offices (HDOF11) e RBR Desenvolvimento Comercial I (RDCI11).

Nota: só os dois primeiros, o Kinea e o Zagros, são destinados ao público geral. Os demais são fundos com acesso restrito a investidores qualificados (com mais de R$ 1 milhão investidos) ou profissionais (mais de R$ 10 milhões).

Os FIIs de varejo com as novas lajes

Entre os fundos abertos, o caso mais relevante é o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), que detém 69% do Biosquare, em Pinheiros.

O edifício, com 39,2 mil m², foi entregue no primeiro semestre e já chegou ao mercado totalmente pré-locado. A Amazon ocupará do 7º ao 25º andar (todos – o resto é estacionamento).

Segundo Danilo Barbosa, sócio e head de Research do Clube FII, trata-se de um caso raro: um fundo tradicional, voltado à renda, capturando entrega nova, sem risco inicial de vacância.

Significa o seguinte: o fundo está pondo a mão num imóvel recém-construído. Isso normalmente não acontece com fundo normal, de renda. Prédio novo costuma ir para “FII de desenvolvimento”, que constrói para vender.

E prédio novo tende a ser bom negócio: aluguel mais alto, menos manutenção. O problema é encarar o vazio inicial. Nesse caso, porém, o entrave não existe. A Amazon resolveu.

O KNRI11 entrou ainda na construção do Biosquare. Com o prédio pronto, passa à fase de geração de renda com as locações. O impacto sobre o fundo, no entanto, tende a ser diluído, dado o tamanho dele. O FII tem um patrimônio líquido de R$ 4,6 bilhões e uma carteira diversificada entre lajes corporativas e galpões logísticos.

A Kinea ainda não informou quando começará a receber renda com o imóvel, mas a estimativa é que ocorra dentro de 18 meses.

Já o Zagros Multiestratégia (ZAGH11), o outro voltado ao público geral, possui 50% do Groenlândia 910, no Jardim América. O edifício, com 2,9 mil m², tem entrega prevista entre setembro e outubro deste ano.

Mas diferentemente do KNRI11, o Zagros contrói para vender, não para gerar renda de aluguel.

O patrimônio ali é de R$ 207 milhões. E Barbosa estima que o Groenlândia 910 possa gerar entre R$ 45 milhões e R$ 60 milhões, o que agregaria bastante valor ao fundo. Mas há riscos de atrasos na obra que devem ser monitorados, ele pontua. A conclusão, de qualquer forma, está avançada: 96,3% até junho.

Os fundos restritos com exposição

Agora, os fundos de acesso restrito.

O RBR Desenvolvimento Comercial I (RDCI11) detém o IPO Corporate Boutique, no Itaim, entregue em junho. O fundo também tinha 90% do LAC Corporate Boutique, no Jardim Paulista, mas esse já foi vendido, em abril.

Já o Hedge Paladin Design Offices (HDOF11), também destinado a investidores qualificados, tem em o Franca 303, no Jardim Paulista, em fase final de obra, e o Haddock 167, próximo à Avenida Paulista, com entrega esperada para dezembro.

Considerando apenas a segunda metade de 2026, os FIIs listados estão ligados a mais ou menos 15 mil m² dos 203 mil m² previstos para entrega –7,6% do total.

O restante dessa nova leva de escritórios está principalmente nas mãos de incorporadoras, como Cyrela (CYRE3), Lavvi (LAVV3) e EZTec (EZTC3), e de investidores institucionais e empresas de private equity, caso de HSI, Hines, Barzel e WTorre/Altre.

Um exemplo é o Éden Corporate, no Brooklin, com 18,5 mil m², segundo maior empreendimento previsto para o terceiro trimestre. O projeto é dividido entre Cyrela e Lavvi, cada uma com 45% do investimento, e a Hines com 10%.

Novas transações à vista?

Uma das maiores entregas ainda previstas para 2026 está fora dos FIIs: o Cyrela Oscar Freire, com 45,5 mil m², em Pinheiros. A Cyrela estuda vender o prédio, que tem 17 lajes pré-locadas ao Nubank, a partir de 2027. Se um FII entrar na transação, o retrato dessa safra ainda pode mudar.

Além da nova leva de prédios, a taxa de ocupação salta aos olhos. A Faria Lima está com apenas 6,3% de vacância e preço de aluguel médio em R$ 322 por m² – alta de 20% na comparação anual. Na Paulista, a vacância é menor ainda: 5,7%. Na Rebouças, quase zero.

E, para 2027, a expectativa é que a alta demanda por escritórios premium em São Paulo continue. Para a consultoria Binswanger, a vacância das lajes corporativas de alto padrão, hoje em 12%, pode cair para até 7% no ano que vem – o que renovaria a mínima histórica.

Bitcoin sobe 11% e ethereum dispara 20% hoje: o que explica a alta?

20 de Agosto de 2026, 08:11

As criptomoedas entraram no modo rali. O bitcoin (BTC) sobe 11% no dia, acima dos US$ 72 mil, e o ethereum (ETH) dispara quase 20%, para US$ 2.279,43. Com exceção de duas criptos desconhecidas, todas as outras também avançam nesta manhã de quinta-feira (20).

O impulso veio da terra do Tio Sam. Ontem, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, anunciou que vai dobrar o volume das operações de recompra de títulos com vencimentos mais longos. Após o anúncio, o rendimento do Treasury de 30 anos caiu cerca de 0,1 ponto percentual.

O movimento, segundo o Tesouro, tem o objetivo de oferecer maior suporte de liquidez aos títulos de longo prazo. Para o mercado, o cenário ficou mais favorável para a busca por ativos mais arriscados.

“Ao flexibilizar as condições para títulos do Tesouro de longo prazo, a medida está proporcionando um cenário mais favorável para a tomada de risco e a especulação de curto prazo em criptomoedas”, fala Paul Howard, diretor sênior da Wincent, em um comunicado.

Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, a leitura é que os juros longos subiram demais e o governo precisou agir – e isso favorece a tese das criptomoedas.

“A alta do bitcoin hoje não é apenas um movimento de preço. É uma reação direta à percepção de que o sistema financeiro tradicional está exigindo cada vez mais suporte para lidar com dívida, juros e liquidez. E esse é exatamente o tipo de cenário em que a tese do BTC como ativo escasso ganha força”, diz.

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ETFs também entram na festa

As compras não foram apenas diretas, mas também via ETFs. Os fundos negociados em bolsa nos EUA registraram US$ 517,19 milhões em entradas líquidas na quarta-feira (19), o maior volume desde 4 de maio, segundo dados da plataforma SoSoValue.

O destaque foi o IBIT, da BlackRock, que recebeu US$ 284,74 milhões. O ARKB, da Ark e 21Shares, teve US$ 77,71 milhões, enquanto o FBTC, da Fidelity, recebeu US$ 62,41 milhões.

Os fundos de ethereum captaram US$ 189,1 milhões, registrando o terceiro dia seguido de entradas. Os ETFs de XRP (XRP) e solana (SOL) também tiveram entradas ontem.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.

Bitcoin (BTC):  +11,68%, US$ 71.848,11

Ethereum (ETH): +19,30%, US$ 2.279,43

BNB (BNB): +6,77%, US$ 642,22

XRP (XRP): +15,18%, US$ 1,15

Solana (SOL): +12,79%, US$ 87,15

Outros destaques do mercado cripto

Uma nova cripto chega ao HASH11. O HASH11, maior ETF de cripto da bolsa brasileira, faz o rebalanceamento de sua carteira a cada três meses. O objetivo é tirar algum token, incluir outro, mudar o peso de cada um… Faz parte da vida. Pois agora o fundo negociado em bolsa decidiu incluir uma nova criptomoeda: a hyperliquid (HYPE, para os mais chegados). Só neste ano, o ativo digital já deu um salto de 150%. A mudança entra em vigor no dia 1º de setembro.

Real e USDC lado a lado. O Brasil é visto como um mercado estratégico para muita empresa gringa. Por isso, vira e mexe elas criam novas alternativas para os investidores locais. Dessa vez, a exchange Coinbase passou a permitir a negociação direta entre o real e a stablecoin USDC (a segunda maior do mercado) em sua plataforma voltada a usuários que buscam ferramentas e recursos mais avançados.

Dia triste para quem aposta na queda. No mercado, seja cripto ou tradicional, existem os short sellers (vendedores a descoberto) – aqueles investidores que apostam que o preço vai cair, e não subir. Isso pode ser feito por meio de derivativos e posições alavancadas. Só que, com a disparada do BTC e de outras criptos, hoje eles estão perdendo grana. Ao todo, quem apostava na queda teve US$ 2,7 bilhões em posições liquidadas nas últimas 24 horas, na maior onda de encerramentos forçados de posições vendidas desde 2021.

Itaú BBA mantém aposta em BDR com potencial de valorização de 28%

19 de Agosto de 2026, 11:17

A Aura Minerals (AURA33) segue como uma das principais apostas do Itaú BBA no setor de mineração, mesmo após um primeiro semestre abaixo das expectativas.

Em relatório após reunião com o CEO Rodrigo Barbosa e a diretora de RI, Natasha Utescher, o banco manteve recomendação de outperform (compra) para as ações e elevou o preço-alvo para o fim de 2027 para US$ 98 por ação da AUGO e R$ 169 por BDR da AURA33.

A nova estimativa representa um potencial de valorização de cerca de 29%, segundo o banco. Apesar de ter reduzido as projeções de produção para 2026 e adotado uma visão mais conservadora para o preço do ouro no curto prazo, o BBA segue otimista com a capacidade da companhia de entregar crescimento e ganhos operacionais nos próximos anos.

Recuperação operacional no radar

Para os analistas, o principal gatilho para as ações da Aura será a recuperação operacional esperada para o segundo semestre de 2026, especialmente após resultados mais fracos em minas como MSG e Apoena.

No caso da MSG, a companhia priorizou investimentos em desenvolvimento subterrâneo, renovação de frota e melhorias de infraestrutura, o que pressionou temporariamente volumes, teor de minério e custos. Já em Apoena, a exploração de áreas com menor teor durante o desenvolvimento da cava Nosde também afetou a produção.

“Estamos mais otimistas com o desempenho do segundo semestre”, afirmam os analistas. A expectativa é de melhora sequencial em MSG, Apoena e Borborema, além de maior processamento em Almas e contribuição relevante de Aranzazu, beneficiada pelos preços elevados do cobre.

O BBA projeta produção de 364 mil onças equivalentes de ouro (koz) em 2026, avançando para 420 mil koz em 2027 e 497 mil koz em 2028.

Ouro perde força, mas cenário segue favorável

O banco também revisou para baixo suas estimativas para o preço do ouro entre 2026 e 2028. A projeção passou para US$ 4.400 por onça em cada um desses anos, ante estimativas anteriores entre US$ 4.500 e US$ 5.000.

A mudança reflete a recente correção da commodity, influenciada por juros reais mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e menor apetite dos investidores.

Ainda assim, o Itaú BBA mantém visão positiva para o médio e longo prazo. Segundo os analistas, fatores como compras contínuas de ouro por bancos centrais, diversificação de reservas internacionais, preocupações fiscais e riscos geopolíticos continuam sustentando os preços em patamares historicamente elevados.

Valuation ainda atrativo

Mesmo após a valorização recente dos papéis, o banco avalia que a Aura continua negociando a níveis atrativos em comparação aos pares globais.

A instituição destaca que a mineradora combina crescimento relevante de produção, retornos elevados sobre o capital investido, balanço desalavancado e potencial de remuneração aos acionistas.

A projeção é que o lucro operacional medido pelo EBITDA alcance US$ 959 milhões em 2026, subindo para US$ 1,16 bilhão em 2027 e US$ 1,45 bilhão em 2028.

“O pacote de crescimento continua atrativo, mas a execução passa a ser o principal fator para destravar valor”, diz o relatório. Na visão do Itaú BBA, caso a Aura consiga cumprir as metas de expansão e recuperação operacional, as ações podem reduzir o desconto em relação às grandes mineradoras do setor.

Ibovespa hoje: Prévia do PIB reforça desaceleração no Brasil e o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã; veja destaques desta segunda (17)

17 de Agosto de 2026, 10:36

Os mercados globais iniciam a semana sem uma direção definida, divididos entre o alívio proporcionado pela menor expectativa de aperto monetário nos Estados Unidos e a persistência dos riscos geopolíticos no Oriente Médio. O cessar-fogo de 60 dias entre EUA e Irã chega ao fim sem sinais claros de renovação, enquanto as negociações entre Washington e Teerã permanecem paralisadas e o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz segue severamente restrito.

A escalada das tensões também alcançou o Líbano, onde ataques israelenses deixaram 11 mortos, entre eles um comandante de alto escalão do Hezbollah, no episódio mais letal desde o cessar-fogo de junho. Nesse contexto, Brent e WTI voltaram a subir, sustentando um prêmio de risco relevante sobre energia e transporte marítimo, embora os mercados acionários permaneçam relativamente resilientes após as máximas recentes do S&P 500 e a redução das apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve.

Na Ásia, por outro lado, os dados econômicos reforçaram os sinais de perda de fôlego da atividade. Ainda assim, as bolsas da região avançaram, com Nikkei, Shanghai e Hang Seng em alta, apoiadas pela menor percepção de risco de aperto monetário nos Estados Unidos. A semana traz poucos indicadores de maior relevância, mas a divulgação da ata do Fed, os balanços de grandes varejistas, como o Walmart, e os desdobramentos das negociações com o Irã devem permanecer no centro das atenções.

· 00:57 — IBC-Br recua e reforça sinais de desaceleração da atividade

O mercado brasileiro encerrou a última semana sob pressão crescente, em um ambiente marcado por maior aversão a risco, saída de capital estrangeiro e início da volatilidade pré-eleitoral. O Ibovespa recuou 0,10% na sexta-feira, aos 166.934 pontos, completando nove sessões consecutivas de perdas e acumulando queda de 3,23% na semana, o pior desempenho semanal desde maio. O dólar avançou 2,67% no período, voltando a superar R$ 5,20. A deterioração foi acompanhada por uma saída líquida de R$ 13,6 bilhões de investidores estrangeiros da bolsa em agosto até o dia 12 e por uma elevação dos prêmios na curva de juros.

O movimento também se refletiu na avaliação de instituições internacionais: um banco americano retirou o real de sua cesta de carry trade diante da expectativa de maior volatilidade cambial associada ao processo eleitoral, enquanto outro reduziu sua recomendação para o Brasil de overweight para neutro e revisou para baixo sua projeção para o Ibovespa, citando incerteza eleitoral, juros reais elevados, desaceleração da atividade e preocupações fiscais.

No campo macroeconômico, o IBC-Br de junho recuou 0,6% na comparação mensal, resultado ligeiramente pior do que a expectativa de queda de 0,5% e após avanço de 0,1% no mês anterior. A leitura reforça os sinais de perda de fôlego da atividade econômica ao final do segundo trimestre, em linha com a desaceleração já observada em alguns dos principais indicadores de indústria, comércio e serviços. O dado também sugere uma passagem menos favorável para a segunda metade do ano, aumentando a atenção sobre a intensidade da desaceleração da economia brasileira nos próximos meses.

Ao mesmo tempo, os sinais de fragilidade financeira continuam se acumulando: a inadimplência empresarial atingiu 9,1 milhões de CNPJs em junho, com R$ 232,9 bilhões em dívidas em atraso, ambos em níveis recordes. No setor público, o déficit primário consolidado chegou a R$ 55,3 bilhões em junho e a R$ 157,2 bilhões no acumulado, equivalente a 1,19% do PIB, enquanto a dívida pública permanece acima de 80% do PIB.

Esse conjunto reforça a percepção de que a combinação entre uma política monetária ainda restritiva, expansão dos gastos públicos e deterioração fiscal tende a manter juros, câmbio e demais ativos domésticos mais sensíveis tanto ao noticiário político quanto às discussões sobre o ajuste necessário no próximo ciclo de governo.

Em paralelo, algumas frentes oferecem contrapontos mais construtivos. A balança comercial deve encerrar 2026 com superávit superior ao observado no ano anterior, sustentada pelo avanço das exportações de soja e petróleo e por um crescimento mais moderado das importações. No setor de energia, a Petrobras identificou a presença de óleo no poço Morpho, na Margem Equatorial, reforçando o potencial estratégico da região, embora ainda não existam informações suficientes para estimar o tamanho da descoberta, o volume recuperável ou sua viabilidade econômica.

Caso futuras perfurações confirmem escala e qualidade, a área poderá se consolidar como uma nova fronteira relevante para a produção brasileira, mas os efeitos sobre a oferta da companhia devem se materializar apenas no longo prazo e dependerão de fatores como licenciamento, investimentos e disciplina na alocação de capital. Dessa forma, o cenário doméstico combina oportunidades com um pano de fundo ainda desafiador, no qual fiscal, eleições, atividade econômica e fluxo estrangeiro permanecem entre os principais determinantes para a precificação dos ativos brasileiros.

· 01:42 — Atenção nas ações americanas

Nos Estados Unidos, os índices encerraram a semana em tom relativamente estável, embora o S&P 500 tenha recuado 0,2% em relação à sua máxima histórica, enquanto o Nasdaq caiu 0,3% e o Dow Jones cedeu 0,2%. Ainda assim, o S&P 500 completou a terceira semana consecutiva de ganhos.

O mercado reagiu de forma limitada tanto à queda inesperada de 0,6% nas vendas no varejo, parcialmente influenciada pela antecipação de promoções, como o Amazon Prime Day, quanto à alta de 1,7% do petróleo Brent, em meio à ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Essa menor sensibilidade às manchetes tem sido acompanhada por uma queda expressiva da volatilidade: o VIX recuou para 14,25 pontos, menor nível desde dezembro e bem abaixo de sua média histórica de 19,45. Parte dessa tranquilidade pode ser explicada pela força da temporada de resultados, com os lucros das empresas do S&P 500 caminhando para uma expansão superior a 31% no segundo trimestre, além da redução das apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve após leituras mais fracas de inflação e emprego.

Apesar desse ambiente favorável, Wall Street mantém uma postura cautelosa em relação ao potencial adicional de valorização do mercado. A projeção média para o S&P 500 ao fim do ano gira em torno de 7.900 pontos, o que sugere uma alta de apenas 1,5% nos próximos meses, mesmo diante da forte expansão dos lucros. Parte dessa cautela está relacionada ao desempenho mais moderado das chamadas “Magnificent Seven”, que acumulam valorização de cerca de 4% no ano, abaixo dos aproximadamente 14% do S&P 500 e dos 16% da versão do índice com pesos iguais, levantando dúvidas sobre quanto do rali tecnológico já foi incorporado aos preços.

Além disso, o crescimento dos lucros pode desacelerar para cerca de 13,6% em 2027, à medida que o mercado se aproxima do quarto ano do ciclo de valorização impulsionado pela inteligência artificial. Eventos como o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, a divulgação da ata do Fed e a possibilidade de novas tarifas comerciais ainda podem provocar episódios de maior volatilidade, mas, por enquanto, o mercado segue sustentado por lucros robustos, menor receio de aperto monetário e uma percepção de risco relativamente contida.

· 02:39 — Consumidor perde fôlego e Fed ganha espaço para esperar

Os dados mais recentes reforçam a percepção de que o consumidor americano começa a perder fôlego, embora parte da fraqueza observada em julho tenha sido influenciada por efeitos de calendário. As vendas no varejo recuaram 0,6% no mês, bem abaixo da expectativa de alta de 0,1%, registrando a primeira queda em nove meses e a maior desde maio de 2025. O grupo de controle, mais diretamente relacionado ao cálculo do consumo no PIB, caiu 0,4%, enquanto segmentos como comércio eletrônico e veículos recuaram 2,2% e 1,8%, respectivamente.

Parte da fraqueza das vendas online pode ser explicada pela antecipação do Amazon Prime Day e de outras promoções para junho, mas os sinais de cautela vão além desse efeito: a confiança do consumidor recuou cerca de 8%, os Estados Unidos perderam 23 mil empregos no último mês e a taxa de participação na força de trabalho permanece bastante deprimida.

Ao mesmo tempo, a inflação anual ainda gira em torno de 3,4%, acima da meta de 2% do Federal Reserve, configurando um ambiente no qual a atividade perde dinamismo sem que as pressões inflacionárias tenham sido plenamente dissipadas. Em conjunto, esses dados reduzem a urgência por novas altas de juros e aumentam a probabilidade de manutenção das taxas em setembro.

Agora, a semana oferece novas pistas sobre esse equilíbrio entre consumo, inflação e política monetária. Em uma agenda relativamente esvaziada de indicadores, o principal destaque será a divulgação da ata da reunião de julho do Fed, além dos PMIs de manufatura e serviços. Ao mesmo tempo, a temporada de resultados se concentrará nas grandes varejistas, com Home Depot, Target, Lowe’s e Walmart oferecendo uma leitura importante sobre a saúde financeira das famílias americanas.

Os lucros do segundo trimestre permanecem fortes no agregado, mas esse desempenho tem sido liderado pelas grandes empresas de tecnologia, enquanto os setores mais expostos ao consumo apresentam resultados relativamente mais modestos. Nos mercados, a correção recente das ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores já deu lugar a uma recuperação de posições mais especulativas, acompanhada pelo retorno dos fluxos para ETFs alavancados e opções de compra.

Nesse contexto, a postura ainda restritiva do Fed continua representando um obstáculo para os ativos de risco, mas uma desaceleração adicional da inflação e do crescimento poderia abrir espaço para uma política monetária menos dura.

· 03:25 — Mudança do ensino

A ascensão da inteligência artificial já começa a influenciar de maneira concreta as escolhas acadêmicas de estudantes universitários nos Estados Unidos. Pesquisas recentes mostram que 69% dos alunos temem que a IA dificulte sua entrada no mercado de trabalho, enquanto 22% afirmam já ter mudado de curso ou de especialização em razão dessa preocupação.

Outro levantamento, realizado pela Lumina Foundation em parceria com a Gallup, indica que 13% dos estudantes de bacharelado e 19% daqueles matriculados em cursos de curta duração alteraram sua área de estudo em resposta ao avanço da tecnologia, enquanto quase metade dos entrevistados já considerou seriamente essa possibilidade. Esse receio encontra algum respaldo na dinâmica recente do mercado de trabalho, uma vez que estudos do Federal Reserve de St. Louis apontam que a disseminação da IA vem criando dificuldades para profissionais recém-formados em busca do primeiro emprego.

Ao mesmo tempo, ainda não há consenso sobre quais áreas estarão mais protegidas ou serão mais valorizadas nesse novo ambiente. Ciência da Computação, por exemplo, deixou de ser percebida como uma garantia de empregabilidade e registrou queda de 8,1% nas matrículas no último ano, depois de liderar o crescimento entre os cursos por cerca de 15 anos. Em paralelo, formações específicas em inteligência artificial vêm se multiplicando rapidamente nas universidades, enquanto especialistas argumentam que competências mais amplas e transferíveis — como pensamento crítico, liderança, colaboração e capacidade de trabalhar de forma produtiva com ferramentas de IA — tendem a ganhar importância crescente.

Algumas instituições também começam a experimentar alternativas menos tradicionais, com cursos voltados à economia de criadores e à produção de conteúdo, refletindo uma tentativa mais ampla de adaptar o ensino superior às transformações aceleradas que a tecnologia vem promovendo no mercado de trabalho.

· 04:13 — Desaceleração asiática

O Japão encerrou o segundo trimestre com crescimento mais fraco do que o esperado, reforçando o dilema entre sustentar a atividade econômica e conter a desvalorização do iene. O PIB real avançou 0,3% na comparação trimestral e 1,1% em taxa anualizada, abaixo das projeções de 0,5% e 2,0%, respectivamente, embora o resultado tenha marcado o terceiro trimestre consecutivo de expansão. A composição, no entanto, foi pouco favorável: o consumo das famílias permaneceu praticamente estagnado, com queda de 0,02%, enquanto o investimento empresarial recuou 1,2%.

O setor externo, por sua vez, contribuiu positivamente, favorecido pela redução das importações de energia e pela demanda americana por veículos híbridos, além dos investimentos globais em semicondutores e inteligência artificial. Apesar da desaceleração, o Banco do Japão continua pressionado a avançar no processo de normalização monetária para conter a fraqueza do iene, que permanece próximo das mínimas de quatro décadas.

O mercado ainda atribui elevada probabilidade a uma nova alta de juros em setembro, mas os dados mais fracos reforçam a necessidade de cautela: um aperto monetário mais acelerado pode contribuir para sustentar a moeda, porém também aumenta o risco de comprometer uma economia em que consumo e investimento já demonstram sinais de fragilidade.

Já na China, o início do terceiro trimestre também foi marcado por perda de fôlego, com produção, consumo e investimentos abaixo das expectativas. A produção industrial cresceu 4,5% em julho na comparação anual, desacelerando em relação aos 5,3% registrados em junho, enquanto as vendas no varejo avançaram apenas 0,6%, sinalizando a persistente fraqueza da demanda doméstica e a perda de impulso dos programas de subsídios ao consumo. O investimento em ativos fixos recuou 6,7% nos primeiros sete meses do ano, resultado pior do que o esperado e que se soma à fragilidade do setor imobiliário e à deterioração dos indicadores industriais.

A demanda externa e o ciclo global de investimentos ligados à inteligência artificial continuam sustentando uma parcela relevante da atividade manufatureira chinesa, mas ainda não são suficientes para compensar a fraqueza do mercado interno. As autoridades prometeram acelerar a execução orçamentária e adotar medidas adicionais de apoio, se necessário, mas, até o momento, não sinalizaram a implementação de um pacote amplo de estímulos.

Em conjunto, os dados de Japão e China reforçam uma mensagem semelhante para a Ásia: o crescimento permanece positivo em algumas frentes, mas está cada vez mais dependente das exportações, do investimento em tecnologia e do suporte das políticas públicas, enquanto a demanda doméstica continua vulnerável.

· 05:01 — Energia nuclear de volta ao centro da transição energética

O cenário energético global passa por uma transformação estrutural que vem recolocando a energia nuclear no centro das discussões sobre segurança energética e expansão da oferta de eletricidade. O crescimento acelerado da demanda de data centers e das aplicações de inteligência artificial exige fontes capazes de fornecer energia de maneira contínua, previsível e em grande escala, característica que favorece a geração nuclear em um sistema cada vez mais intensivo em eletricidade.

Ao mesmo tempo, anos de subinvestimento na mineração de urânio limitaram a expansão da oferta justamente em um momento em que diversos países retomam projetos nucleares, prolongam a vida útil de usinas existentes e anunciam a construção de novos reatores. Essa combinação tende a tornar o mercado de urânio mais apertado, na medida em que o crescimento da demanda pode superar a capacidade de resposta da produção no curto e médio prazo.

A tese também ganha força no contexto da agenda global de descarbonização. Por oferecer geração de baixa emissão de carbono e elevada disponibilidade, a energia nuclear vem sendo incorporada aos planos de transição energética de diferentes governos, inclusive por meio do desenvolvimento dos pequenos reatores modulares, os chamados SMRs, concebidos para reduzir custos e prazos de construção, além de ampliar a flexibilidade de implantação.

Com projeções indicando que a demanda por urânio pode dobrar até 2040, o setor tende a ocupar uma posição cada vez mais relevante na matriz energética global. Para o investidor, trata-se de uma tese de longo prazo sustentada não apenas pela transição climática, mas também pela necessidade crescente de garantir uma oferta firme e confiável de energia para uma economia cada vez mais eletrificada, digital e dependente de infraestrutura computacional.

Nesse contexto, instrumentos como os ETFs Sprott Uranium Miners ETF (URNM) e Global X Uranium ETF (URA), já recomendados neste espaço, continuam sendo alternativas relevantes para investidores que desejam se expor a essa tendência estrutural. No mercado brasileiro, o BDR BURA39 desempenha função semelhante ao oferecer acesso ao tema por meio da B3. Ainda assim, por se tratar de uma tese com elevada volatilidade e forte componente temático, entendemos que exposições mais moderadas, tipicamente de até 1% do portfólio, tendem a ser suficientes para capturar seu potencial sem comprometer o equilíbrio geral da carteira. Como sempre, permanecem válidos os princípios fundamentais de uma boa alocação: respeitar o perfil de risco, manter uma diversificação adequada e construir um portfólio capaz de atravessar diferentes ciclos de mercado com consistência e disciplina.

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É hoje: Descubra como aproveitar a volatilidade máxima das eleições para buscar lucros de anos em até 12 semanas

17 de Agosto de 2026, 09:00

Anos eleitorais costumam aumentar a sensação de incerteza entre os investidores. Com o mercado mais sensível a pesquisas, debates e expectativas políticas, surge a dúvida: vale a pena adotar uma postura mais defensiva ou seguir o plano de investimentos sem se deixar levar pelas oscilações do mercado?

De acordo com um estudo da corretora Ágora, a volatilidade média do Ibovespa em anos não eleitorais é de 20,91%. Já nos anos eleitorais, considerando o período desde 1994, esse índice sobe para 23,93%.

Na prática, isso representa uma oscilação cerca de 14% maior. Portanto, não é surpreendente que muitos investidores adotem uma postura mais cautelosa durante esse período.

Agora, a verdade é que falta pouco para as eleições. Estamos a cerca de um mês e meio da votação, e as campanhas já começam a ocupar espaço na TV, no rádio e nas redes sociais.

E, nessa altura do campeonato, se torna um pouco mais tenso tomar melhores decisões nos investimentos.

No entanto, se você acredita que existem apenas duas alternativas, reduzir os riscos até a definição das urnas ou simplesmente manter a estratégia atual apesar da volatilidade, pode deixar passar oportunidades valiosas que costumam surgir justamente em momentos de maior turbulência no mercado.

Como aproveitar oportunidades valiosas no ciclo eleitoral

Nos últimos dois ciclos eleitorais, mesmo em meio à forte volatilidade dos mercados, algumas recomendações da Empiricus Research entregaram ganhos expressivos, chegando a até 586% em menos de 15 dias. E isso não aconteceu por acaso.

Períodos eleitorais costumam criar um ambiente especialmente rico em oportunidades. Mas por quê? A resposta está na velocidade com que os preços reagem às expectativas dos investidores.

Mudanças nas pesquisas, novas alianças e propostas econômicas podem alterar rapidamente a percepção do mercado sobre o futuro da economia.

Se um candidato visto como menos comprometido com o equilíbrio fiscal ganha força nas pesquisas, por exemplo, parte dos investidores pode passar a projetar mais gastos públicos, juros elevados e maior pressão sobre a inflação.

Nesse contexto, ações, dólar e títulos de renda fixa costumam reagir quase imediatamente. Por outro lado, sinais capazes de reduzir essas preocupações podem provocar movimentos na direção oposta.

É justamente essa mudança constante de expectativas que cria oportunidades para investidores atentos. Durante uma campanha eleitoral, novas propostas, apoios políticos e pesquisas alteram as projeções do mercado quase diariamente.

Foi exatamente esse tipo de dinâmica que a Empiricus procurou analisar nas eleições de 2022. Após o resultado das urnas, ações de empresas como Petrobras e Banco do Brasil sofreram forte pressão, refletindo preocupações dos investidores com possíveis interferências na gestão das estatais.

Porém, os analistas da Empiricus avaliaram que parte desse movimento poderia ter sido exagerado e que havia espaço para recuperação dos preços. Com base nessa leitura, a casa recomendou a compra de ações do Banco do Brasil e da Petrobras.

Dessa maneira, nas janelas analisadas, as recomendações chegaram a entregar ganhos de aproximadamente 40% em Banco do Brasil e 206% em Petrobras, reforçando como momentos de forte volatilidade também podem abrir espaço para oportunidades relevantes.

Agora, isso está prestes a acontecer novamente e a partir de hoje você poderá acessar um plano de “tiro curto” para aproveitar oportunidades como essas.

Conheça o “Sprint Eleitoral” e descubra como buscar lucros de até 586% com a volatilidade máxima das eleições

O Sprint Eleitoral é uma estratégia criada pela Empiricus Research para um dos momentos mais intensos do mercado brasileiro: o período das eleições.

Enquanto grande parte dos investidores enxerga a volatilidade como um risco a ser evitado, a proposta do Sprint é justamente transformá-la em oportunidade.

A ideia é simples: identificar os movimentos que podem surgir à medida em que as mudanças de expectativa mexem com os preços dos ativos e buscar capturar esses deslocamentos ao longo de uma janela de até 12 semanas.

Ao longo do Sprint Eleitoral, os participantes terão acesso a oportunidades em diferentes classes de ativos, incluindo:

  • Ações e fundos imobiliários que podem se beneficiar de cada cenário;
  • Estratégias de renda fixa para proteção ou ganho com marcação a mercado;
  • Operações com opções voltadas para movimentos de curto prazo;
  • E outras oportunidades que surgirem conforme o cenário evoluir.

Além das recomendações, o plano conta com acompanhamento diário e atualizações constantes da carteira sugerida, refletindo as mudanças de cenário que tendem a se intensificar na reta final da disputa eleitoral.

Foi justamente esse trabalho de monitoramento e interpretação dos ciclos eleitorais que permitiu à Empiricus identificar algumas oportunidades marcantes em eleições anteriores. Em diferentes momentos, recomendações da casa chegaram a registrar ganhos de:

  • Até 586% em menos de 15 dias;
  • Até 375% em apenas 6 dias;
  • Até 120% em 7 dias.

Naturalmente, retornos passados não garantem resultados futuros. Ainda assim, a dinâmica observada em eleições anteriores mostra como períodos de elevada incerteza podem gerar movimentos significativos nos mercados, criando oportunidades para investidores preparados.

Saiba como acessar no Sprint Eleitoral

Para mostrar exatamente como essa estratégia funciona na prática, a Empiricus realizará um encontro gratuito hoje.

Nele, Matheus Spiess, estrategista de macroeconomia da casa, vai explicar os principais gatilhos que podem movimentar o mercado durante a corrida eleitoral e como o Sprint Eleitoral foi estruturado para navegar esse cenário.

Se você deseja entender como investidores profissionais se posicionam em momentos de alta volatilidade, basta clicar no botão abaixo e garantir sua participação.

QUERO CONHECER O PLANO QUE JÁ CAPTUROU GANHOS DE ATÉ 586%

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Ninguém ganha do homem paciente: nem quando o assunto é bitcoin (BTC)

16 de Agosto de 2026, 15:00

O Bitcoin fechou a última quinta-feira (13) em US$ 63.426. Na quarta-feira (12), havia encerrado o dia em US$ 63.408. E, há seis semanas, o preço permanece praticamente confinado à mesma faixa, entre US$ 59,9 mil e US$ 66,5 mil.

A estabilidade chama atenção justamente por se tratar do Bitcoin. Nos últimos 30 dias, o ativo oscilou, em média, 0,87% por dia. Em 2024, essa média foi de 2,01%. Em 2025, de 1,57%.

Essa compressão da volatilidade é o tema central desta edição:

  • Por que o atual período de calmaria é estatisticamente raro;
  • O que aconteceu em episódios semelhantes no passado;
  • Como está o equilíbrio entre compradores e vendedores;
  • O que melhorou no cenário macroeconômico; e
  • O que ainda limita uma recuperação mais consistente.

Uma calmaria (quase) sem precedentes no Bitcoin

Comecemos pelo comportamento do preço. Depois de recuar de US$ 97.008 em janeiro para US$ 58.551 no fim de junho, o Bitcoin passou as últimas seis semanas negociando dentro de uma faixa relativamente estreita, sem renovar as mínimas do ano.

São 44 pregões dentro de um intervalo de apenas 10,9% entre o piso e o teto. Para os padrões do ativo, trata-se de um período excepcionalmente longo de estabilidade.

E há uma forma de medir exatamente o quanto isso é anômalo. O mercado chama de “volatilidade realizada” — em outras palavras, o tamanho médio das oscilações diárias de um ativo ao longo de um período, colocado em escala anual para permitir comparação.

A leitura atual é de 27,1% ao ano, colocando o Bitcoin no percentil 6 de sua própria distribuição histórica desde 2013. Em essência, em aproximadamente 94% do tempo, a volatilidade do ativo esteve acima do nível observado hoje.

Desde 1º de julho, em 44 pregões, o Bitcoin registrou apenas uma sessão com oscilação superior a 3%. Em 2024, movimentos dessa magnitude ocorreram, em média, sete vezes por mês. Em 2025, cerca de quatro vezes.

O que costuma acontecer depois de uma calmaria dessas

Para entender o que esse nível de compressão nos informa, levantamos todos os episódios desde 2014 em que a volatilidade do Bitcoin entrou no decil inferior de sua própria história. Encontramos 27 ocorrências, das quais 26 possuem histórico posterior completo para análise.

No momento do sinal, a volatilidade mediana era de aproximadamente 30% ao ano. Após 30 dias, subia para 44%; em 60 dias, alcançava 51%; e, depois de 90 dias, ainda permanecia próxima de 45%.

Historicamente, portanto, episódios de volatilidade tão baixa não costumaram se prolongar. Em algum momento, a amplitude dos movimentos voltou a aumentar de forma relevante.

Há, porém, uma distinção importante: isso nos informa sobre a magnitude provável dos próximos movimentos, não sobre sua direção. Volatilidade mede intensidade, e não tendência.

A principal conclusão, portanto, não é que o Bitcoin esteja necessariamente prestes a subir ou cair, mas que o ambiente excepcionalmente estável das últimas semanas tende a ser transitório.

Para a gestão de risco, essa diferença importa. A baixa volatilidade atual não deve ser interpretada como evidência de que o risco desapareceu. Pelo contrário: o histórico sugere que períodos como este costumam anteceder uma normalização das oscilações, o que recomenda avaliar as posições considerando um mercado potencialmente mais volátil do que aquele observado nas últimas semanas.

Amarrando as pontas: o que esperar daqui para a frente?

O marasmo atual tende a terminar. A direção ainda é incerta, mas, olhando além das oscilações diárias, há um sinal construtivo: o Bitcoin vem absorvendo uma sequência relevante de notícias negativas sem renovar as mínimas. Guerra, inflação ainda desconfortável, juros elevados e até a Strategy reduzindo posições tiveram impacto limitado sobre o preço.

É quase o inverso do que vimos no ano passado, quando regulação avançando, fortes entradas nos ETFs, maior adoção institucional e o surgimento de novas empresas de tesouraria já não eram suficientes para levar o Bitcoin muito além. Hoje, são as notícias ruins que parecem perder força.

Isso não confirma que o fundo ficou para trás, mas aumenta a probabilidade de que ele já tenha sido formado — ou esteja próximo. O drawdown acumulado e a proximidade da média de 200 semanas reforçam essa leitura, e melhoram a assimetria para quem pensa no médio e longo prazo.

Para quem ainda não tem exposição, compras graduais começam a fazer mais sentido. Para quem gere risco no curto prazo, porém, a cautela permanece: ainda não há confirmação de retomada da tendência, nem fundamentos suficientes para aumentar a exposição de forma mais agressiva.

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Possibilidade de renda recorrente isenta de IR: BTG Asset lança FI-Infra para investidores que buscam mais previsibilidade

15 de Agosto de 2026, 09:00

Quem busca construir e proteger patrimônio costuma dar preferência a investimentos mais previsíveis e menos expostos às oscilações do mercado. Pensando nesse perfil, a BTG Asset lançou um fundo de infraestrutura com uma proposta diferente da maioria dos produtos da categoria.

Trata-se do BCDI11 (BTG Pactual Dívida Infra CDI), que passou a ser negociado na B3 em 4 de agosto. Embora a estreia na bolsa seja recente, a estratégia já vinha sendo executada há cerca de dois anos no mercado de balcão, o que permitiu ao fundo chegar à listagem já com um histórico consolidado.

O BCDI11 faz parte de uma categoria chamada FI-Infra: fundos que investem em debêntures ligadas à projetos de infraestrutura. E aqui está uma vantagem: esses ativos garantem isenção de Imposto de Renda para o investidor pessoa física.

Mas o diferencial do BCDI11 está na sua concepção. A ideia da gestora foi criar uma alternativa mais defensiva dentro de seu portfólio de crédito, com retorno-alvo atrelado ao CDI e menor oscilação da cota no dia a dia.

Mas será que essa combinação realmente faz sentido para você?

Uma estratégia pensada para quem busca não correr grandes riscos

A BTG Asset já tem experiência com outros fundos de infraestrutura. O BDIF11 (BTG Pactual Dívida Infra), “irmão mais velho” do BCDI11, compartilha da mesma equipe de análise, originação e gestão, liderada por Luís Bolfoni.

Os dois fundos, no entanto, seguem caminhos distintos. Enquanto o BDIF11 aceita mais volatilidade no preço da cota em troca de buscar ganhos maiores, o BCDI11 tem outra proposta: buscar retornos próximos ao CDI e oferecer uma experiência de investimento mais alinhada a quem prioriza previsibilidade.

Na prática, isso se traduz em uma carteira mais líquida e com prazos mais curtos, características que tendem a reduzir a volatilidade da estratégia, em comparação com fundos de duration mais longa.

Além disso, a gestora pretende manter cerca de 90% do portfólio do fundo em ativos mais líquidos, de fácil negociação, reservando o restante para operações mais estruturadas. A duration mais curta também ajuda a reduzir a sensibilidade da cota às oscilações dos spreads.

Hoje, o BCDI11 está distribuído em cerca de 58 ativos diferentes, com maior concentração em setores como saneamento, geração de energia e rodovias.

Chance de dinheiro pingando na conta, sem desconto do Leão

Diferentemente dos fundos de infraestrutura distribuídos em plataforma, FI-Infra listados em bolsa, como o BCDI11, pagam dividendos isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, assim como acontece com os fundos imobiliários.

Na prática, as distribuições tendem a acompanhar o movimento dos juros: podem diminuir em um ciclo de queda da Selic, mas também aumentar quando o CDI sobe.

Ainda assim, o potencial de retorno para quem investe hoje depende, também, do preço de compra das cotas, visto que o fundo passou a ser negociado em bolsa.

Com a estreia na B3, a cota do BCDI11 passou a ter uma característica que não existia no mercado de balcão: ela pode ser negociada por um preço diferente do valor da cota patrimonial, o que pode abrir, por exemplo, oportunidades de compra caso a cota esteja sendo negociada com “desconto” (deságio). 

Agora, vale entender o que isso significa para você, investidor: no preço atual, o BCDI11 faz sentido para a sua carteira?

BCDI11: Veja como acessar a análise completa

Você está convidado a conferir um dossiê completo sobre o BCDI11 e suas características, assinado pelos analistas da Empiricus Research.

Para conferir a análise e decidir se vale a pena ou não incluir o BCDI11 na sua carteira, é muito simples.

O relatório está disponível de forma gratuita no BTG Content, plataforma com conteúdos exclusivos do BTG Pactual e da equipe de research da Empiricus.

Para liberar o seu acesso gratuito ao conteúdo completo, basta clicar no link abaixo e seguir as instruções:

CONFIRA A ANÁLISE COMPLETA DO BCDI11

Disclaimer: As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco (“Suitability”). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

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Fundos imobiliários: KNCR11, TRXF11 e XPML11 e outros FIIs trazem atualizações aos cotistas; confira

14 de Agosto de 2026, 13:11

Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), TRX Real Estate (TRXF11) e XP Malls FII (XPML11) outros. Confira:

KNCR11: o fundo investiu R$ 575 milhões em uma operação baseada em um FII logístico com portfólio de alta qualidade e 100% de ocupação, concentrado principalmente em São Paulo e Paraná. A operação oferece remuneração de CDI + 1,90% a.a., possui mecanismos de proteção e covenants customizados e LTV inicial de aproximadamente 65%.

TEPP11: o fundo encerrou sua 5ª emissão com a captação de R$ 40,3 milhões, equivalente a 4,15 milhões de novas cotas ao preço de R$ 9,69 por cota.

TRXF11: o fundo anunciou três movimentações relevantes: a conclusão da aquisição de 9,33% do ParkShopping Barigui por R$ 250 milhões, com cap rate de 7,9%; a venda de três imóveis locados ao Pão de Açúcar por R$ 109,3 milhões, com lucro estimado de R$ 34,8 milhões (R$ 0,56/cota); e um acordo para adquirir participações em cinco shoppings da Iguatemi por R$ 876,1 milhões, com cap rate de 8,02%.

TVRI11: o fundo aprovou os termos da 2ª emissão de cotas, com objetivo inicial de captar até R$ 500 milhões, ao preço de R$ 100,53 por cota (R$ 101,03 considerando a taxa de distribuição). A oferta prevê montante mínimo de R$ 40 milhões e possibilidade de lote adicional de até 100%, podendo elevar a captação para cerca de R$ 1 bilhão. Os atuais cotistas terão direito de preferência, sem possibilidade de cessão.

XPML11: o fundo firmou MOU para adquirir 60% do São Bernardo Plaza Shopping, em São Bernardo do Campo (SP), por R$ 331,1 milhões. Do total, R$ 231,8 milhões serão pagos em cotas do próprio XPML11 e R$ 99,3 milhões em até 24 meses, corrigidos pelo CDI. Com base no NOI do empreendimento dos últimos 12 meses, a transação apresenta um cap rate estimado de 9,8%.

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Ibovespa em queda, resposta do Brasil ao ‘tarifaço’ de Trump e IPO da Anthropic no radar do mercado; veja destaques desta sexta (14)

14 de Agosto de 2026, 10:29

Os mercados globais operam sem direção única nesta sexta-feira, divididos entre o alívio proporcionado por sinais mais benignos de inflação nos Estados Unidos e a renovação das tensões geopolíticas envolvendo o Irã. A combinação de leituras mais moderadas do CPI e do PPI reduziu a percepção de urgência por um novo aperto monetário pelo Federal Reserve e ajudou o S&P 500 a renovar suas máximas históricas, enquanto os futuros americanos permanecem próximos da estabilidade.

Na Ásia, o destaque foi o Kospi, da Coreia do Sul, impulsionado pelo bom desempenho do setor de semicondutores, enquanto o Nikkei, do Japão, também avançou e as bolsas chinesas apresentaram comportamento mais contido. Na Europa, os principais índices oscilam próximos da estabilidade após a confirmação de crescimento do PIB da Zona do Euro no segundo trimestre.

Nos Estados Unidos, as atenções se concentram agora sobre os dados de vendas no varejo e de confiança do consumidor, importantes para avaliar a resiliência do consumo em um contexto no qual os salários reais permanecem pressionados. A principal fonte de risco, contudo, continua sendo o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O petróleo voltou a subir nesta manhã, embora os mercados ainda não precifiquem uma mudança decisiva no cronograma de reabertura da rota.

O impacto inflacionário da guerra, por sua vez, vai além do petróleo bruto: a valorização dos derivados, a redução da capacidade de refino na região do Golfo e o custo da energia incorporado ao transporte, à produção e ao comércio internacional tornam a transmissão para os preços ao consumidor mais ampla e difícil de mensurar. Dessa forma, o cenário combina algum alívio no campo monetário com um risco energético ainda relevante, mantendo petróleo, inflação, consumo e política do Fed entre os principais vetores para os mercados nas próximas semanas.

· 00:52 — Complicação fiscal começa a falar mais alto

O mercado brasileiro segue sob pressão, com o Ibovespa acumulando oito sessões consecutivas de queda e encerrando o último pregão aos 167.101 pontos, recuo de 0,23% no dia e de 6,12% desde 3 de agosto. O movimento contrasta com o desempenho positivo de Wall Street e reflete, sobretudo, a combinação entre a maior percepção de risco eleitoral, a deterioração do quadro fiscal e a forte saída de capital estrangeiro.

Apenas em agosto, os investidores não residentes retiraram R$ 11,9 bilhões da bolsa brasileira, intensificando a pressão sobre as ações e o câmbio, com o dólar encerrando o pregão próximo de R$ 5,19. Sob a ótica técnica, o rompimento dos suportes de 172.200 e 168.100 pontos reforçou a tendência de baixa do índice.

O ambiente político também ganhou uma nova fonte de incerteza com a abertura do processo para uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta sobre produtos brasileiros. Embora o governo tenha sinalizado preferência pela via diplomática e iniciado consultas com Washington, a possibilidade de adoção de contramedidas acrescenta mais um elemento de volatilidade aos ativos domésticos.

No campo econômico, os dados de atividade reforçam a percepção de desaceleração ao final do segundo trimestre. Embora a Pesquisa Mensal do Comércio tenha surpreendido positivamente em relação às expectativas, sua composição foi menos favorável, com apenas 40% dos segmentos registrando crescimento, enquanto veículos e materiais de construção apresentaram retrações relevantes. O varejo restrito recuou 0,4% no 2T26, após avanço de 1,2% no primeiro trimestre, enquanto o varejo ampliado caiu 1,0%, depois de crescer 1,1% no período anterior. Os números permanecem compatíveis com um cenário de desaceleração do PIB para 0,4% no trimestre e crescimento de 2,0% em 2026.

Esse quadro se soma a uma situação fiscal ainda delicada: medidas recentes aprovadas pelo Congresso ampliaram benefícios, criaram novas exceções às metas fiscais e tornaram mais difícil o controle das despesas. Embora o PLP dos Combustíveis possa abrir cerca de R$ 10 bilhões de espaço no Orçamento de 2027, o impacto é considerado limitado diante de uma necessidade de ajuste estrutural estimada entre R$ 300 bilhões e R$ 350 bilhões.

Com a proximidade das eleições e as dúvidas sobre a capacidade do próximo governo de produzir superávits primários consistentes e rever a estrutura de despesas obrigatórias, o risco fiscal vem se traduzindo em prêmios mais elevados, maior volatilidade e pressão sobre os ativos brasileiros. Sobre esse tema, publicamos recentemente dois relatórios complementares: um analisando o cenário em caso de ajuste fiscal (clique aqui) e outro discutindo as possíveis consequências caso esse ajuste não ocorra (clique aqui). Vale a leitura.

· 01:46 — Alívio

O ambiente externo encontrou algum alívio nos dados de inflação de julho nos Estados Unidos. O CPI desacelerou para 3,4% em 12 meses, enquanto o PPI permaneceu praticamente estável na margem e recuou de 5,5% para 4,7% na comparação anual, favorecido pela queda de 3,1% nos custos de energia. A leitura reduziu a percepção de urgência por uma nova alta de juros pelo Federal Reserve em setembro e contribuiu para sustentar o apetite por risco: o S&P 500 avançou 0,7% e registrou seu 27º fechamento recorde no ano, enquanto o Nasdaq subiu 0,8%.

Ainda assim, o quadro está longe de ser inteiramente benigno. O núcleo do PCE deve apresentar uma moderação bem mais lenta, com projeção de permanência em 3,3%, mantendo em aberto o debate sobre a persistência da inflação e colocando petróleo, mercado de trabalho e os próximos dados de consumo no centro das atenções.

Ao mesmo tempo, os investidores começam a observar com mais cuidado a interação entre inflação e situação fiscal. O Tesouro americano vendeu US$ 25 bilhões em títulos de 30 anos a um rendimento de 5,216%, o maior desde 2001, refletindo a exigência de um prêmio mais elevado para financiar déficits ainda expressivos.

Dentro do Fed, a comunicação permanece dividida: Beth Hammack reiterou a defesa de juros mais altos diante de uma inflação que segue acima da meta, enquanto Tom Barkin adotou um tom mais equilibrado, reconhecendo que parte das pressões pode ter caráter temporário.

Dessa forma, embora CPI e PPI tenham reduzido o risco imediato de um novo aperto monetário, a trajetória futura dos juros continuará condicionada à persistência da inflação, à evolução das expectativas dos consumidores e ao crescente prêmio fiscal incorporado aos Treasuries de longo prazo.

· 02:37 — Gargalos

O fechamento do Estreito de Ormuz reforça um risco estrutural cada vez mais relevante para o comércio global: os gargalos marítimos, ou chokepoints, podem produzir impactos econômicos muito maiores do que os próprios volumes de tráfego sugerem. O ponto central está na capacidade de redirecionar embarcações e preservar o acesso aos portos quando essas rotas sofrem interrupções. Nesse sentido, corredores como os estreitos de Malaca e de Taiwan podem representar riscos ainda mais relevantes, enquanto desvios logísticos, como os observados no Mar Vermelho, já demonstraram potencial para multiplicar os custos de frete.

A vulnerabilidade não decorre apenas da geopolítica. Fatores climáticos também exercem pressão crescente sobre essas rotas, como mostram as restrições no Canal do Panamá associadas ao El Niño e os fechamentos temporários de importantes portos asiáticos provocados por tufões. Para as empresas, a principal lição é clara: diversificar fornecedores não é suficiente se todos eles continuarem dependentes dos mesmos corredores marítimos.

No Oriente Médio, esse risco permanece particularmente elevado. Os Estados Unidos sinalizaram que podem manter por tempo indeterminado o bloqueio naval ao Irã e ampliar o isolamento econômico do país, enquanto Donald Trump ameaça impor tarifas de 25% a países que continuarem negociando com Teerã. Do lado iraniano, o governo busca alternativas financeiras e reforça sua posição em relação ao controle de Ormuz, ao mesmo tempo que novos ataques a embarcações e a atuação dos houthis mantêm elevada a tensão regional.

Embora o petróleo tenha recuado mais de 2% ontem, pressionado pelo aumento dos estoques americanos e por projeções mais fracas para a demanda global, o tráfego pelo estreito continua reduzido e o risco de uma nova escalada permanece relevante. Assim, a recente queda das cotações não elimina o prêmio geopolítico embutido nos preços nem afasta a possibilidade de novos choques sobre energia, fretes e inflação global.

· 03:28 — Dinâmica de infraestrutura

As Big Techs seguem ampliando os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, com o Goldman Sachs estimando que os gastos globais possam superar US$ 1 trilhão neste ano. Esse movimento beneficia uma ampla cadeia de fornecedores, de chips e data centers a equipamentos de rede, fibra óptica e sistemas de energia.

Os resultados recentes confirmam que a demanda permanece forte, com empresas como Cisco, Coherent, Applied Optoelectronics, Nebius e Corning registrando crescimento relevante em pedidos e receitas ligadas à IA. Ainda assim, casos como Cisco e Cerebras mostram que pedidos robustos nem sempre se convertem imediatamente em faturamento, margens ou lucros, especialmente diante dos prazos de fabricação, implementação e reconhecimento de receita.

A principal mudança, portanto, está na régua utilizada pelo mercado para avaliar essas companhias. Durante boa parte do boom da IA, bastava comprovar crescimento de demanda, capex elevado e carteiras de pedidos robustas; agora, os investidores passam a exigir também velocidade de execução, preservação de margens e conversão eficiente dessa demanda em resultados financeiros.

Isso significa que empresas capazes de transformar rapidamente pedidos em receita e lucro tendem a ser premiadas de maneira diferente daquelas cuja carteira de encomendas cresce mais rápido do que sua capacidade de entrega.

· 04:16 — Um IPO gigante

A Anthropic pode protagonizar um dos maiores IPOs da história, com investidores projetando uma avaliação de US$ 2 trilhões em sua estreia na bolsa, potencialmente acima dos US$ 1,77 trilhão atribuídos recentemente à SpaceX.

A tese se apoia no crescimento acelerado das receitas, que poderiam chegar a até US$ 120 bilhões em base anual até o fim de 2026, cerca de dez vezes o patamar do início do ano. Alguns investidores chegam a defender uma avaliação de US$ 3 trilhões caso esse ritmo se sustente, tomando como referência múltiplos elevados observados em outras empresas ligadas à inteligência artificial.

O entusiasmo, porém, vem acompanhado de riscos relevantes. Os modelos da Anthropic seguem caros em relação a alternativas concorrentes, o que pode limitar a adoção corporativa, enquanto disputas com o governo americano e restrições temporárias de exportação já afetaram clientes e o crescimento da receita. Ao mesmo tempo, a companhia busca reduzir custos e ampliar sua independência tecnológica, inclusive por meio de uma possível aquisição da Decart por US$ 6 bilhões, movimento que poderia melhorar a eficiência no treinamento de modelos e abrir caminho para o desenvolvimento de chips próprios, aumentando a competição com empresas como a Nvidia.

· 05:03 — Fiscal frágil, renda como proteção

O problema fiscal brasileiro segue como um dos principais focos de fragilidade estrutural da economia e, como discutimos em nosso relatório mais recente, não pode ser tratado como uma questão secundária. A combinação entre crescimento persistente das despesas, dificuldade de geração de superávits e avanço do endividamento mantém elevados os prêmios de risco, pressiona os juros de longo prazo e reduz a capacidade do país de sustentar ciclos mais duradouros de crescimento.

Em algum momento, esse desequilíbrio precisará ser enfrentado de maneira crível, por meio de medidas capazes de estabilizar a trajetória da dívida e reconstruir a confiança dos investidores. Até que isso aconteça, a prudência continuará sendo indispensável na alocação de capital no Brasil. Foi sobre esse tema que nos debruçamos em nosso relatório mais recente (clique aqui para conferir).

Nesse ambiente, para além das recomendações de diversificação e proteção que temos defendido, a parcela do patrimônio que permanece investida no mercado brasileiro deve privilegiar, sobretudo, qualidade, previsibilidade e geração de renda. Empresas sólidas, com balanços robustos, boa capacidade de geração de caixa e histórico consistente de distribuição de proventos, oferecem uma camada adicional de resiliência diante de um cenário fiscal ainda incerto. É justamente nesse contexto que a nossa carteira recomendada e automatizada Renda Extra se encaixa como uma luva: uma seleção estruturada para combinar boas empresas, geração recorrente de renda e maior previsibilidade, atributos especialmente valiosos enquanto o país atravessa um período que ainda exige cautela.

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Cyrela (CYRE3): Expansão das margens e geração de caixa são destaques do 2T26; ações valem a pena?

14 de Agosto de 2026, 09:52

Nesta quinta-feira (13), a Cyrela (CYRE3) divulgou seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026 (2T26). Os principais destaques ficaram por conta da expansão das margens e da forte geração de caixa no período.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou 20 empreendimentos, totalizando R$ 3,84 bilhões em VGV na participação Cyrela e excluindo permutas, crescimento de 34% frente ao 2T25 e de 120% em relação ao trimestre anterior. As vendas líquidas somaram R$ 2,56 bilhões, avanço de 14% na comparação anual e de 18% frente ao 1T26.

A VSO em 12 meses recuou para 42,8%, ante 51,4% no 2T25 e 44,7% no trimestre anterior. Já a VSO dos lançamentos ficou em 32%, indicando absorção razoável diante da forte aceleração do volume lançado.

Na demonstração financeira, a receita líquida alcançou R$ 2,48 bilhões, crescimento de 18% frente ao 2T25 e de 23% na comparação trimestral.

Rentabilidade e geração de caixa são destaques do 2T26

A rentabilidade foi uma boa notícia: a margem bruta atingiu 37,3%, aumento de 2,4 p.p. na comparação anual. Segundo a companhia, a evolução foi impulsionada pela melhora da rentabilidade da Vivaz e pelo aumento da participação do segmento econômico na receita. A tendência é que esse cenário continue no curto prazo, sinalizado pela estabilidade da margem a apropriar.

Por outro lado, assim como observado em outros resultados do setor, as despesas comerciais saltaram no trimestre, com alta de 30% na comparação anual, para R$ 294 milhões.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 452 milhões, alta de 16% frente ao 2T25 e de 52% em relação ao trimestre anterior, com margem líquida de 18,2%. O ROE dos últimos 12 meses encerrou o período em 20,9%.

A geração de caixa foi outro destaque, atingindo R$ 272 milhões no trimestre. Com isso, a dívida líquida ajustada recuou de R$ 2,18 bilhões para R$ 1,91 bilhão no trimestre, levando a relação dívida líquida/patrimônio líquido ajustado de 19,6% para 16,5%.

Cyrela (CYRE3): vale a pena comprar ações agora?

De forma geral, o 2T26 apresentou uma leitura positiva, com aceleração de receita, recuperação de margens e forte geração de caixa. Inclusive, o caixa da companhia deve ser reforçado com a venda extraordinária de ativos non-core, anunciada na última semana.

Com isso, cresce a possibilidade de uma remuneração adicional aos acionistas, incluindo dividendos. Negociando a um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Esta inteligência artificial pode buscar até R$ 214 mil na ‘3ª onda das nanocoins’; entenda

14 de Agosto de 2026, 08:00

O ano não tem sido fácil para o mercado de criptomoedas. O bitcoin, principal ativo do segmento, caiu cerca de 28% em 2026. É hora de fugir dos ativos digitais?

Na visão de especialistas do segmento, a resposta é não. Isso porque o mercado cripto pode ter atingido o preço de fundo do bear market, e uma janela para comprar nanocoins a preços atrativos pode se abrir neste exato momento.

Exatamente por isso, a Empiricus desenvolveu o Nano IA, uma inteligência artificial que atua de forma automatizada no mercado de criptomoedas, em busca de nanocoins que podem valorizar até 214 vezes, em média.

Por que a ‘3ª onda das nanocoins’ pode estar a caminho

Dados do departamento de criptomoedas da Empiricus Research mostram que em cenários de bear market anteriores — como são conhecidos os momentos de desvalorização ou pessimismo no mercado —, o espaço para queda se torna limitado depois que o ponto mais baixo foi atingido.

E a chance de uma disparada logo em seguida é muito alta, especialmente para as chamadas nanocoins. Essas moedas possuem um baixo valor de mercado, inferior a US$ 1 bilhão, e têm alto potencial de valorização.

Os pontos do gráfico acima destacam datas nas quais o Bitcoin (BTC), principal criptomoeda do mercado, atingiu seu preço de fundo em fase de bear market: quando a linha azul encontra a linha marrom, a tendência é que o preço aumente expressivamente logo em seguida.

Segundo os dados, podemos estar na 3ª onda das nanocoins, já que as linhas se encontraram novamente. Por isso, este pode ser um bom momento para investir.

Para auxiliar os investidores que querem aproveitar este cenário, surgiu o Nano IA, uma inteligência artificial desenvolvida por Luis Kuniyoshi, pesquisador e vice-diretor do departamento de criptomoedas da Empiricus Research.

A ferramenta busca três categorias de moedas:

  • Nanocoins de inteligência artificial com potencial de até 5.200% de lucro;
  • Nanocoins especulativas com potencial de lucro de até 30.000% e
  • Nanocoins ultra especulativas, que podem valorizar até 257.000%.

O Nano IA é responsável por identificar as melhores oportunidades e executar as operações de forma automatizada. A inteligência artificial está programada para buscar até R$ 214 mil de retorno, a partir de um investimento inicial de R$ 1 mil.

Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros e as criptomoedas serem ativos de risco, o protótipo do Nano IA já conseguiu um retorno de 87,6% em uma operação realizada entre os dias 8 e 10 de julho.

Veja como participar de evento gratuito de lançamento do Nano IA

Se você ficou interessado, no dia 24 de agosto, às 19h, o Nano IA será apresentado para o mercado em um evento gratuito.

Durante o evento, Kuniyoshi vai explicar com mais detalhes como a ferramenta pode buscar até R$ 214 mil.

A participação no evento é gratuita, mas precisa de inscrição prévia. Para reservar seu lugar, basta clicar no botão abaixo:

QUERO CONHECER A IA QUE PODE BUSCAR ATÉ R$ 214 MIL

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Bom pra cachorro: Petz Cobasi (AUAU3) vê lucro líquido ajustado crescer para R$ 70,3 milhões no 2T26

13 de Agosto de 2026, 19:34

O Grupo Petz Cobasi (AUAU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 8,4% ante igual período do ano anterior.

Sem ajustes, o lucro líquido alcançou R$ 100,4 milhões, avanço anual de 43,5%. O resultado foi favorecido pelo reconhecimento de R$ 52,9 milhões em créditos tributários referentes a exercícios anteriores.

Já o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado somou R$ 186,7 milhões, alta de 11% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 0,3 ponto porcentual (p.p.), para 10,6%, refletindo o crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 1,7 bilhão, aumento de 7,9%. Já a receita bruta totalizou R$ 2,108 bilhões, avanço de 7,8%, impulsionada principalmente pelo aumento dos volumes.

“Em um cenário de inflação interna acumulada próxima de 1% a 2% e ausência de reajustes de preços pela indústria, esse resultado representa crescimento real”, afirmou o presidente do grupo, Paulo Nassar.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 1,2 milhão, ante receita financeira líquida de R$ 1,5 milhão um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu sua posição de caixa líquido.



Outras linhas do Petz Cobasi (AUAU3)

As vendas mesmas lojas cresceram 7,1% no trimestre. Na Petz, o indicador avançou 7,4%, enquanto na Cobasi aumentou 6,6%.

O canal digital registrou vendas de R$ 855,6 milhões, alta anual de 9,2%, e passou a representar 40,6% da receita bruta, crescimento de 0,5 p.p. ante o segundo trimestre de 2025. No canal físico, as vendas aumentaram 7,4%, para R$ 1,2 bilhão.

A receita bruta de serviços avançou 29%, para R$ 47,6 milhões. Enquanto isso, a participação das marcas próprias alcançou 14,4% das vendas da Petz e 9,5% das vendas da Cobasi, altas de 1,5 p.p. e 3,1 p.p., respectivamente.

O grupo encerrou junho com caixa líquido de R$ 286,1 milhões, aumento de 80,5% em relação ao fim do primeiro trimestre, mesmo após o pagamento de R$ 26 milhões em dividendos.

Os investimentos totalizaram R$ 34 milhões, queda anual de 31,5%, diante do menor ritmo de abertura de lojas e da redução dos aportes em reformas, manutenção e logística.

A empresa destaca no release que as comparações com 2025 consideram números pro forma gerenciais e não auditados, que simulam Petz e Cobasi como uma única operação.

É possível lucrar até 586% com as eleições: Conheça estratégia que multiplicou o capital dos investidores nos últimos ciclos eleitorais

13 de Agosto de 2026, 16:02

Quem acompanha o mercado financeiro de perto, sabe que o período eleitoral pode mexer com os ativos da bolsa de valores. Ações podem explodir ou derreter diante da fala de um candidato, de uma nova pesquisa ou da definição de um ministério.

Por isso, as eleições são conhecidas pela volatilidade elevada que trazem ao mercado. Segundo dados da corretora Ágora, as estatísticas mostram que, em anos de votação, a bolsa de valores oscila, em média, 14% a mais. Ou seja, ao mesmo tempo que a possibilidade de ganhos é maior, os riscos também são.

Com a estratégia correta, investidores podem buscar ganhos de, por exemplo, 120%, 375% e até mesmo 586% em poucos dias. E não é exagero: lucros como esses foram realidade nas últimas eleições para um grupo de pessoas que seguiram um método que tem crescido cada vez mais entre os brasileiros.

Esta estratégia combina dois fatores: análise acurada do cenário e o mercado de opções.

Com essa combinação, é possível buscar antecipar lucros que demorariam anos, em poucas semanas.

Quer saber como? Eu explico…

Conheça a estratégia que pode gerar lucros com as eleições

O mercado de opções permite que investidores se posicionem para cenários de alta (calls) ou de baixa (puts) dos ativos negociados na bolsa, utilizando contratos que custam apenas uma fração do valor das ações.

Isso porque, ao comprar uma opção, o investidor não adquire a ação diretamente, mas o direito de comprá-la ou vendê-la em um período de tempo determinado. Dependendo da estratégia utilizada, é possível buscar ganhos tanto com movimentos de valorização quanto de desvalorização do mercado.

Uma boa analogia é o sinal de compra de um imóvel. Você paga um valor pequeno hoje para garantir o direito de comprar o imóvel por um preço combinado no futuro. Se o imóvel valorizar, o contrato fica valioso. Se não, você perde apenas o valor do sinal.

Quando isso é feito com estratégia, é possível buscar retornos expressivos em períodos curtos, especialmente em momentos de maior volatilidade.

Foi justamente esse tipo de movimento que permitiu ao analista Ruy Hungria, da Empiricus, registrar ganhos relevantes com operações envolvendo opções:

Ganhos registrados pela carteira de opções da Empiricus Research. Retornos passados não garantem lucros futuros.

Como é possível observar, os valores pagos por cada opção raramente ultrapassam R$ 1. Por outro lado, os retornos podem ser exponenciais em poucos dias.

Ruy Hungria destaca que, apesar da estratégia de opções ser útil em diferentes cenários, os ganhos acima da média são provenientes, principalmente, de ambientes imprevisíveis e com alta volatilidade – justamente o caso das eleições.

“As opções se alimentam de volatilidade“, resume o analista.

Na avaliação de Hungria, embora o mercado de opções seja frequentemente visto como algo complexo, operar esses contratos é mais simples do que muitos investidores imaginam.

“Elas são baratas e podem ser negociadas em praticamente qualquer corretora”, afirma.

Pensando no cenário atual, que é propício para buscar grandes valorizações com a volatilidade do mercado, a Empiricus Research irá lançar o projeto Sprint Eleitoral.

Sprint Eleitoral busca antecipar ganhos de anos em um ‘tiro curto’

O plano do Sprint Eleitoral é antecipar anos de ganhos em apenas 12 semanas com a volatilidade máxima da campanha eleitoral, como ocorreu nas eleições de 2018 e 2022.

Na ocasião, quem seguiu a recomendação dos analistas da Empiricus pôde buscar lucros como estes:

*Resultados de operações indicadas pela Empiricus ao longo das campanhas eleitorais de 2018 e 2022. Retornos passados não são garantia de ganhos futuros. Investimentos têm riscos.

Durante o projeto, os participantes receberão não apenas recomendações de opções que podem se multiplicar por várias vezes em questão de dias, mas também:

  • Ações que se beneficiam de cada cenário;
  • Renda fixa para se proteger ou antecipar ganhos com a marcação a mercado;
  • Carteira recomendada em caso de vitória de cada candidato;
  • Informações matinais com acontecimentos, pesquisas e bastidores.

Além disso, o investidor terá um acompanhamento completo por 3 meses desde o início da campanha eleitoral até a definição das alianças, equipes de governo e Ministros de Estado.

Ou seja, a ideia é dar aos brasileiros todas as ferramentas disponíveis para ganhar dinheiro com as eleições, independente de quem for o candidato vencedor.

Como garantir acesso ao Sprint Eleitoral?

O analista Matheus Spiess, da Empiricus, vai explicar todos os detalhes de como funcionará o Sprint Eleitoral na próxima segunda-feira (17), às 19h, em um evento online e gratuito.

E você está convidado para tirar todas as dúvidas e fazer parte da estratégia que já possibilitou ganhos de até 586% nas últimas eleições.

Para reservar sua participação sem custos no encontro online da próxima segunda-feira, basta clicar neste link ou no botão abaixo.

[INSCRIÇÃO GRATUITA: QUERO CONHECER O SPRINT ELEITORAL]

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Conheça o BCDI11, fundo de infraestrutura da BTG Asset com retorno potencial acima do CDI e isento de IR

13 de Agosto de 2026, 14:00

Na última terça-feira (4), o BTG Pactual Dívida Infra CDI (BCDI11), o fundo de infraestrutura gerido pela BTG Asset, foi listado na Bolsa de Valores. Apesar de existir desde 2024, a estratégia ganhou escala depois de oferta de cerca de R$ 120 milhões, em abril, e alcançou um patrimônio próximo a R$ 190 milhões.

A intenção da BTG Asset com a listagem é transformar o BCDI11 em sua principal estratégia de infraestrutura atrelada ao CDI, com um papel semelhante ao BDIF11 entre os fundos indexados ao IPCA.

Conheça a estratégia por trás do BCDI11

O BCDI11 é um fundo com retorno hedgeado para o CDI. Ou seja, ele busca acompanhar de perto o retorno desse índice.

Com gestores profissionais, os Hedge Funds, como esse, adotam estratégias que tentam reduzir o impacto das oscilações de juros sobre o portfólio.

O BCDI11 possui a mesma equipe de análise e gestão do BTG Pactual Dívida Infra (BDIF11), liderada por Luis Bufoni, gestor do portfólio de crédito da BTG Asset.

Enquanto o BDIF11 tem uma carteira mais exposta à inflação e aceita maior duration e volatilidade, o BCDI11 adota um perfil mais conservador.

O fundo é indicado para investidores que priorizam:

  • Retorno atrelado ao CDI;
  • Menor oscilação da cota; e
  • Maior previsibilidade de renda.

Atualmente, o BCDI11 soma 58 ativos, com cerca de 90% da carteira alocada em debêntures tradicionais e debêntures incentivadas. O restante está em caixa, principalmente em títulos públicos.

Porém, a gestão do fundo pretende destinar 10% a operações estruturadas e com spreads elevados, desde que os riscos sejam protegidos por uma estrutura adequada.

ACESSE RELATÓRIO COMPLETO SOBRE O BCDI11

Saiba vantagens e por que esse pode ser um bom momento para investir do BCDI11

Como os FI-Infras investem principalmente em debêntures incentivadas, esses títulos têm isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos para pessoa física.

Outro ponto de destaque é que, como o retorno é hedgeado para o CDI, a distribuição tende a acompanhar os juros. O valor pode diminuir em um ciclo de queda da taxa, mas também pode aumentar quando a taxa subir.

Desde o início, o BCDI11 entregou CDI +1,9% ao ano.

O momento da listagem também pode ser favorável ao fundo por conta da oferta de R$ 120 milhões concluída em abril. Isso porque os recursos captados ainda estão no período regulatório de enquadramento.

Ou seja, o fundo pode manter, de forma temporária, uma parcela maior em ativos não incentivados e originalmente indexados ao CDI. Essa flexibilidade permite ao BCDI11 aproveitar operações mais curtas e com spreads superiores.

Relatório conta mais detalhes sobre o BCDI11; saiba como acessar

Este texto é apenas uma introdução ao BTG Pactual Dívida Infra CDI (BCDI11).

Se você deseja conhecer melhor o BCDI11, você pode acessar o relatório “BCDI11: renda isenta em CDI“. O material está disponível gratuitamente no BTG Content, a plataforma de conteúdos oficial do BTG Pactual.

Para liberar seu acesso ao conteúdo gratuito, é só clicar no botão abaixo: 

QUERO ACESSAR O RELATÓRIO GRATUITAMENTE

Disclaimer: As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco (“Suitability”). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

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Hapvida despenca 33% depois de resultado decepcionar: custo maior e uso de planos em alta

13 de Agosto de 2026, 13:56

As ações da Hapvida (HAPV3) vivem uma quinta-feira com gosto de sexta-feira 13. No fim do pregão, alcançaram uma cotação de R$ 6,41, com queda de 33,09%.

As ações da operadora de planos de saúde caem com força como reflexo dos resultados do segundo trimestre de 2026, que vieram com números considerados preocupantes pelo mercado.

A companhia enfrenta o encarecimento dos custos médicos. Como resultado, o lucro líquido ajustado caiu 96% em relação ao mesmo período do ano passado para R$ 12,5 milhões.

Pelo critério contábil (sem ajustes), a operadora de saúde amargou um prejuízo líquido de R$ 217,1 milhões

E o sinal amarelo veio com o aumento da sinistralidade. Trata-se da da relação entre o quanto o plano de saúde gasta com os pacientes e o quanto arrecada deles.

Exemplo: se ela recebe R$ 100 milhões em mensalidades e paga R$ 70 milhões em indenizações, a sinistralidade é de 70%. Quanto menor, melhor para o negócio.

Na Hapvida, a sinistralidade subiu três pontos percentuais de um trimestre para outro, alcançando 75,2%.

E o problema é que essa expansão dos gastos surge em um momento desfavorável do cenário macroeconômico. Em um ambiente de juros ainda elevados no Brasil e inflação médica persistente, repassar custos para as mensalidades virou uma estratégia perigosa: reajustes excessivos têm gerado inadimplência e cancelamento de contratos de beneficiários.

Em suma: se correr (repassando custos), o bicho pega; se ficar (vendo a sinistralidade crescer), o bicho come.

A Hapvida registrou perda líquida de 16 mil beneficiários no segundo trimestre. Ainda assim, trata-se de uma melhora em relação ao encolhimento de 44 mil adesões no primeiro trimestre.

Já os depósitos judiciais subiram para R$ 1,25 bilhão ante R$ 1 bilhão no primeiro trimestre deste ano.

Na prática, são valores que a Hapvida precisou colocar à disposição da Justiça enquanto discute processos – como ações relacionadas a clientes e prestadores.

Os analistas do Itaú BBA consideram as despesas com judicialização uma das “fontes centrais de incertezas para os lucros no futuro”.

Outro ponto de atenção vem da evolução ainda lenta da estrutura de capital e do nível de endividamento da Hapvida, herdados da rápida expansão e de grandes fusões nos últimos anos.

Apesar das incertezas, o Itaú BB manteve o preço-alvo para 2026 em R$ 13. Isso significa um potencial de alta de 80% comparado ao nível atual.

Já o BTG Pactual acredita em dar chance ao tempo para enxergar melhora na eficiência operacional do grupo.

“A Hapvida vem passando por mudanças significativas em sua estratégia de execução. No entanto, acreditamos que os benefícios dessa nova estratégia devem levar mais tempo para se materializar.”

Os analistas do banco indicam um preço-alvo em 12 meses de R$ 15, o que representa um potencial de alta de 110% ante a cotação atual.

“Mantemos nossa recomendação ‘neutra’, diante dos significativos riscos de execução e desafios operacionais à frente.”

Na divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a ação da Hapvida viveu um roteiro parecido com a do novo período.

Após divulgar um balanço considerado bem fraco pelo mercado, o papel teve um dia de montanha-russa, chegando a cair 13% na abertura, em 19 de março. Mas na mesma sessão virou para uma alta que, na máxima alcançou 36%. Acabou fechando com um avanço de 15%.

A guinada ocorreu após a administração sinalizar que pode vender ativos subutilizados e fazer uma revisão mais estrutural de operações em regiões não estratégicas. Isso ajudou a acalmar os ânimos.

Na sessão desta quinta-feira (13), os resultados do segundo trimestre reforçaram a visão do copo mais vazio. Não se trata apenas de gerar mais caixa, mas também de resolver gargalos estruturais que têm pressionado a lucratividade e a redução efetiva de despesas.

Dá para evitar inventário sobre investimentos no exterior? Veja formas para reduzir impostos

13 de Agosto de 2026, 11:27

Quem investe fora do Brasil, seja por meio de corretoras estrangeiras ou fundos internacionais, precisa entender como funciona o inventário sobre investimentos no exterior. Em caso de falecimento, os bens não entram no inventário brasileiro. Eles são submetidos à legislação do país onde os ativos estão custodiados.

Dependendo do país e do tipo de ativo, isso pode significar um processo caro e demorado lá fora, além de um imposto de herança bem mais alto do que o cobrado no Brasil

Como funciona o inventário sobre investimentos no exterior

A regra não é nova, mas foi reforçada em agosto de 2024, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou que bens localizados fora do país não entram no inventário processado no Brasil, mesmo quando o falecido mantinha domicílio aqui.

A Justiça brasileira tem competência exclusiva sobre bens no território nacional. Um brasileiro com conta de investimento nos Estados Unidos, por exemplo, terá esses ativos submetidos à legislação de lá.

“O inventário no exterior é um processo lento, que pode ser caro, e que consome parte do patrimônio antes mesmo de chegar aos herdeiros”, resume Cristina Teixeira, CEO da Astride, fintech de contabilidade internacional.

Duas formas de evitar o inventário nos Estados Unidos

Para quem busca alternativas sem recorrer a uma estrutura societária, há dois mecanismos oferecidos por corretoras nos Estados Unidos:

  • Transfer on Death (TOD): permite a indicação direta de um ou mais beneficiários na conta de investimentos. Com o falecimento do titular, os ativos são transferidos automaticamente para os indicados, sem passar por processo judicial. A disponibilidade do recurso varia conforme a corretora e a legislação do estado americano em que ela opera.
  • Joint Tenancy: modalidade de conta conjunta na qual, com a ausência de um dos titulares, o outro assume integralmente a posse dos ativos. A transição é direta e também elimina a necessidade de inventário.

“Ambos são automáticos e resolvem essa parte da sucessão sem burocracia nenhuma”, resume Cristina.

Mas, ainda que simplifiquem a transferência dos bens, essas modalidades tratam apenas do processo sucessório, e não da tributação.

O imposto de herança nos Estados Unidos (Estate Tax)

Superar a etapa do inventário não isenta o patrimônio da cobrança de impostos. Nos Estados Unidos, a transmissão de bens causa mortis é tributada pelo Estate Tax.

Para investidores não residentes fiscais nos Estados Unidos, a isenção tributária é restrita a US$ 60 mil — valor fixo que não conta com correção pela inflação, segundo o IRS (a Receita Federal americana). Sobre o montante que ultrapassar esse limite, incidem alíquotas progressivas que variam de 18% a 40%.

A incidência do tributo depende da natureza do ativo investido:

Sujeito ao Estate TaxIsento do Estate Tax
Ações de empresas americanasTítulos de renda fixa emitidos fora dos EUA
Fundos domiciliados nos EUAFundos estrangeiros (a depender da estrutura)
ETFs negociados nas bolsas americanasDepósitos e CDs contratados direto com bancos americanos
REITs (fundos imobiliários americanos)—

Concentrar a carteira em ativos isentos do Estate Tax não elimina por si só a necessidade de inventário, mas reduz a base de cálculo do imposto americano. Uma estratégia comum é combinar ferramentas como o TOD ou Joint Tenancy à seleção de ativos isentos do tributo norte-americano.

Mesmo assim, o herdeiro continua sujeito às obrigações fiscais no Brasil. Desde janeiro, a Lei Complementar 227/2026 autoriza os estados brasileiros a cobrar ITCMD, o chamado imposto sobre sobre herança, de bens no exterior, quando o falecido ou o herdeiro é domiciliado no Brasil. Até então, essa cobrança não era permitida.

O Supremo Tribunal Federal (STF) havia decidido, em 2021, que dependia de uma lei complementar federal regulamentando o tema, o que só aconteceu agora. A aplicação prática depende de cada estado publicar sua própria legislação. A transmissão de herança em si não sofre incidência de Imposto de Renda no Brasil, ficando restrita ao ITCMD quando cabível.

Offshore e trust: inventário e imposto resolvidos juntos

Para quem quer liberdade total de portfólio, incluindo ações e ETFs americanos, sem ficar sujeito ao Estate Tax, a alternativa é abrir uma offshore em um dos chamados paraísos fiscais, como Bahamas ou Ilhas Virgens Britânicas. Nessa estrutura, o titular é dono da empresa, não dos ativos americanos diretamente, o que afasta tanto o inventário quanto o imposto de herança nos Estados Unidos de uma só vez. Cristina recomenda esse caminho a partir de US$ 200 mil em patrimônio.

A offshore evita a tributação americana, mas o ITCMD brasileiro continua incidindo. Mesmo que as quotas da empresa estrangeira sigam a lei sucessória de outro país, o estado onde o titular é domiciliado no Brasil pode cobrar o imposto sobre elas.

Para simplificar também essa parte, existe o trust. Contudo, vale atenção à legislação brasileira vigente para a tributação dessas estruturas no exterior, que estabeleceu regras específicas para a transparência e tributação dos ativos mantidos sob trust, tema que é objeto de discussões técnicas e jurídicas entre tributaristas.

Trade do dia: Compre SpaceX (SCPX34); confira a recomendação de swing trade do BTG Pactual para hoje (13)

13 de Agosto de 2026, 11:00

O BTG Pactual abriu uma nova operação de swing trade nesta quinta-feira (13), com a recomendações de compra dos BDRs da SpaceX (SPCX34) após sinais de uma melhora consistente da estrutura técnica do ativo no curto prazo.

(Fonte: BTG Pactual) 

Segundo os analistas, o papel reverteu a dinâmica de curto prazo após formar fundo na região de R$ 35,20 e passou a construir uma sequência de topos e fundos ascendentes.

O IFR (Índice de Força Relativa) avançou para a região de 76 pontos, sinalizando força compradora elevada, embora o indicador já esteja em um patamar mais esticado no curto prazo.

Para os analistas do BTG, a manutenção do preço acima de R$ 47,00 preserva o viés construtivo e mantém espaço para a continuidade do movimento em direção aos R$ 50,00. Eles ainda pontuam que, o rompimento consistente desse patamar pode abrir caminho para as próximas resistências em R$ 54,00 e R$ 58,00.

O movimento de SPCX34 mostra, na prática, como a análise técnica pode ser utilizada para identificar mudanças de tendência, níveis importantes de preço e possíveis gatilhos para operações de curto prazo.

Mas, para quem pretende operar nesse horizonte, acompanhar os sinais é apenas parte do processo. É preciso também saber interpretá-los, definir uma estratégia e controlar os riscos envolvidos. Nesse sentido, dominar essa leitura que ganha ainda mais importância.

VEJA MAIS: Empiricus lança treinamento gratuito para participantes da BTG Copa Trader

Do radar do mercado à prática: dominar operações de curto prazo pode render prêmio de até R$ 1 milhão

Seja no day trade ou no swing trade, identificar oportunidades no gráfico é apenas o primeiro passo. Nas operações de curto prazo, transformar uma leitura de mercado em uma chance de lucro exige tomar decisões em um ambiente que pode mudar rapidamente, e cada escolha pode fazer diferença no resultado.

Por isso, o investidor que deseja seguir esse caminho precisa ter disciplina para seguir uma estratégia, capacidade de reagir a diferentes cenários e controle emocional. E é justamente essa combinação de leitura de mercado e tomada de decisão que está no centro da segunda edição da Copa BTG Trader.

Trata-se de uma disputa de trading realizada em ambiente simulado, na qual os participantes podem testar suas habilidades sem colocar o próprio patrimônio em risco.

SAIBA MAIS: Treinamento gratuito da Empiricus pode aumentar suas chances na Copa BTG Trader

Neste ano, o campeonato pagará R$ 1 milhão em prêmio para o campeão, além de premiações para outros participantes que estiverem entre os melhores colocados.

Como mencionamos, realizar esse tipo de operação exige preparo. Por isso, a Empiricus criou um treinamento gratuito para aqueles que desejam chegar mais qualificados para a disputa.

Bootcamp Trader do Milhão: aumente suas chances na Copa BTG Trader

O Bootcamp Trader do Milhão é um curso gratuito da Empiricus criado para ajudar os investidores que querem participar da Copa BTG Trader. O treinamento é organizado pelo analista técnico da casa Marlon Scatolin, profissional com nove anos de experiência no mercado financeiro e atuação em operações estruturadas de câmbio e trading.

Ao longo do bootcamp, os participantes terão acesso a:

  • Conteúdos com especialistas em análise técnica da Empiricus;
  • Explicações sobre o regulamento da Copa e os ativos negociados;
  • Atualizações de mercado; e
  • Estratégias para as primeiras etapas da competição.

Além disso, quem avançar na disputa também poderá contar com preleção para as semifinais e suporte individual aos classificados para a etapa final.

A competição começa no dia 14 de setembro e as aulas do Bootcamp Trader do Milhão já estão liberadas. Assim, quanto antes você começar o treinamento, mais preparado pode chegar na Copa BTG Trader.

Para participar gratuitamente, basta clicar no botão abaixo se inscrever e começar a preparação com a equipe da Empiricus.

GRATUITO: PARTICIPE DO BOOTCAMP E PREPARE-SE PARA BUSCAR ATÉ R$ 1 MILHÃO

Certificado de Autorização SPA/MF 03.051033/2026. Consulte as regras e condições de participação no Regulamento.

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Moura Dubeux (MDNE3): Resultados do 2T26 reforçam boa dinâmica financeira da empresa

13 de Agosto de 2026, 10:59

Nesta quarta-feira (12), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo uma boa dinâmica financeira. Os números vieram ligeiramente acima das nossas estimativas, especialmente nas linhas finais.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,01 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% frente ao 2T25. No semestre, porém, os lançamentos somaram R$ 2,32 bilhões, crescimento de 2,5% na comparação anual.

Destaques do 2T26 da Moura Dubeux

As vendas e adesões líquidas atingiram R$ 1,02 bilhão, retração de 14,7% na comparação anual e praticamente estabilidade frente ao 1T26. O desempenho continuou sustentado principalmente pelos condomínios, que representaram 64% das vendas brutas na participação da companhia. A VSO trimestral ficou em 20,9%, enquanto o indicador em 12 meses permaneceu em patamar saudável, de 51,1%.

No âmbito financeiro, a receita líquida alcançou R$ 731 milhões, crescimento de 10% frente ao 2T25 e de 16,5% em relação ao trimestre anterior. A margem bruta atingiu 38,6%, expansão de 5,3 p.p. na comparação anual, enquanto a margem bruta ajustada chegou a 40,2%. Segundo a companhia, parte importante dessa evolução veio da maior contribuição do modelo de condomínio e do reconhecimento do fee de comercialização de terrenos dos projetos Casa Macedo, Moura Dubeux Plaza e Salvador 220.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 179 milhões, alta de 34,7% frente ao 2T25, com margem de 24,5%, expansão de 4,5 p.p. na comparação anual. Por outro lado, as despesas comerciais e administrativas apresentaram crescimento relevante no período, refletindo, entre outros fatores, maiores gastos com comissões e expansão da estrutura da companhia.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 174 milhões, novo recorde trimestral e crescimento de 44,6% frente ao 2T25. Além do avanço operacional, o resultado foi favorecido por um resultado financeiro líquido positivo de R$ 34,7 milhões. A margem líquida alcançou 23,8%, enquanto o ROAE dos últimos 12 meses ficou em 28%.

MDNE3: evolução financeira e qualidade operacional

Em relação à estrutura de capital, a Moura Dubeux encerrou junho dívida líquida de apenas R$ 56 milhões, equivalente a 2,5% do patrimônio líquido. A companhia apresentou geração de caixa de R$ 27 milhões no trimestre, influenciado pela alienação de recebíveis, revertendo o consumo observado no 1T26.

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a boa evolução financeira da Moura Dubeux, com expansão de margens e novo recorde de lucro. Mantemos uma leitura positiva sobre a qualidade operacional de MDNE3, que negocia a apenas 3,5 vezes os seus lucros projetados para 2027.

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Ibovespa sente pressão pela saída de capital estrangeiro, enquanto CPI dos EUA mostra alívio na inflação; veja destaques desta quinta (13)

13 de Agosto de 2026, 10:20

Os mercados globais operam sem direção única nesta quinta-feira, com as ações de tecnologia e inteligência artificial oferecendo sustentação às bolsas, enquanto a inflação mais branda nos Estados Unidos ajuda a aliviar parte das preocupações em relação aos próximos passos do Federal Reserve.

O principal destaque vem da Ásia, especialmente da Coreia do Sul. No Japão, o Nikkei também avançou, enquanto China e Hong Kong encerraram o pregão no campo negativo. Na Europa, os índices operam de forma mista, refletindo uma combinação de dados econômicos relativamente resilientes, como o crescimento de 0,4% do PIB britânico no segundo trimestre, e novas pressões inflacionárias, como a aceleração do CPI espanhol para 3,6%.

Nos Estados Unidos, os futuros avançam moderadamente antes da divulgação do PPI, que será importante para calibrar as expectativas de juros após o alívio proporcionado pelo CPI. A geopolítica, porém, continua sendo uma fonte relevante de risco. O impasse entre EUA e Irã em torno do Estreito de Ormuz permanece sem avanços significativos, enquanto Washington volta a intensificar a pressão econômica sobre Teerã.

· 00:56 — Atividade levemente mais forte

No Brasil, o Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,23%, aos 167.491 pontos, acumulando a sétima sessão consecutiva de perdas e a pior sequência em cerca de um ano. A pressão continua vindo principalmente da redução da exposição de investidores estrangeiros aos ativos brasileiros, em meio ao aumento da cautela com o processo eleitoral e seus possíveis desdobramentos fiscais.

Mais de R$ 7 bilhões deixaram a bolsa em agosto até o dia 10, enquanto bancos e Petrobras figuraram entre as principais contribuições negativas para o índice. O dólar também avançou, aproximando-se de R$ 5,18, refletindo tanto o fortalecimento global da moeda americana quanto a deterioração do humor doméstico e os relatos de maior demanda de investidores estrangeiros por proteção.

No campo macroeconômico, os dados recentes ainda apontam para uma perda gradual de fôlego da atividade. A Pesquisa Mensal de Serviços avançou 0,4% no segundo trimestre, mas mostrou sinais de enfraquecimento no encerramento do período e deixou um carregamento praticamente nulo para o terceiro trimestre, enquanto os serviços prestados às famílias apresentaram desempenho mais fraco na margem. A Pesquisa Mensal do Comércio de junho, por sua vez, surpreendeu na direção oposta, registrando aceleração em relação ao mês anterior e desempenho acima das expectativas.

Ainda assim, mantemos a perspectiva de um novo corte de 25 pontos-base na Selic em setembro, embora a proximidade das eleições, os riscos fiscais e a saída de capital estrangeiro continuem limitando uma recuperação mais consistente dos ativos domésticos.

· 01:42 — Inflação alivia, mas o Fed ainda não está livre para cortar

Nos Estados Unidos, Wall Street encerrou a sessão anterior em leve alta, apoiada por uma leitura considerada benigna do CPI de julho e por resultados positivos de empresas ligadas à inteligência artificial. A inflação ao consumidor registrou alta de 0,1% no mês e de 3,4% em 12 meses, enquanto o núcleo avançou 0,2% na comparação mensal e 2,5% na anual, reforçando a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve em setembro.

Ainda assim, a composição do indicador não confirmou um processo de desinflação disseminado, uma vez que os preços de bens mostraram alguma pressão e parte do alívio observado nos serviços esteve concentrada em componentes mais voláteis. Nesse contexto, as atenções se voltam agora para o PPI de julho, especialmente para os componentes que entram diretamente no cálculo do núcleo do PCE, principal referência de inflação acompanhada pelo Fed, além dos pedidos semanais de seguro-desemprego e das falas de Beth Hammack e Tom Barkin.

O pano de fundo fiscal também vem ganhando relevância crescente. O governo americano registrou déficit de US$ 432 bilhões em julho, recorde para o mês, elevando o rombo acumulado nos dez primeiros meses do ano fiscal para US$ 1,799 trilhão, valor superior ao registrado em todo o ano de 2025. Esse cenário ajuda a explicar por que, apesar do alívio observado na ponta curta da curva dos Treasuries após a divulgação do CPI, os rendimentos dos títulos de prazo mais longo continuam pressionados.

Assim, embora os dados de inflação tenham reduzido a urgência de uma nova alta de juros em setembro, a decisão do Federal Reserve permanece em aberto e dependerá das próximas leituras de PPI, PCE, CPI e payroll, além das sinalizações que surgirem durante o simpósio de Jackson Hole.

· 02:34 — Sem perspectiva

A disputa em torno do Estreito de Ormuz permanece sem solução, com Estados Unidos e Irã trocando acusações sobre o descumprimento das condições acordadas anteriormente e reivindicando controle sobre uma das principais rotas globais de petróleo e gás. O número de travessias caiu para o menor nível em três semanas, enquanto Teerã mantém a reabertura condicionada ao fim do bloqueio a seus portos, à suspensão das sanções e a outras concessões por parte de Washington.

Diante da perspectiva de um conflito prolongado e intermitente, ganha força a expectativa de que o Brent permaneça na faixa intermediária de US$ 80 por barril ao longo do restante de 2026. Ainda assim, os preços podem recuar gradualmente à medida que os exportadores ampliem rotas alternativas, os estoques globais elevados ajudem a amortecer o choque de oferta e a demanda chinesa permaneça moderada.

Ao mesmo tempo, a crise vem acelerando uma reorganização estrutural das rotas energéticas. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão expandindo oleodutos capazes de reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, enquanto a China avalia alternativas como a Rota do Mar do Norte. Apesar desses esforços, os riscos continuam elevados: a Agência Internacional de Energia (AIE) estima um déficit global de 1,8 milhão de barris por dia neste trimestre, mais que o dobro do projetado anteriormente, enquanto o Irã vem sinalizando preparação para um confronto prolongado.

A retomada das tensões também começa a produzir efeitos em outras frentes, com novas pressões sobre energia, fertilizantes e preços globais de alimentos, revertendo parte da tendência desinflacionária observada nos meses anteriores.

· 03:28 — Transformação econômica

As importações chinesas evidenciam como a inteligência artificial vem assumindo um papel cada vez mais relevante na transformação econômica do país. Bens ligados ao ecossistema de IA, como semicondutores, computadores, equipamentos de armazenamento e redes, processadores e chips de memória, responderam por quase metade do crescimento recente das importações, refletindo a forte integração das empresas chinesas às cadeias globais de tecnologia.

Em contraste, as importações de energia, mais diretamente relacionadas à dinâmica da economia doméstica, seguem em queda em valor na comparação anual, mesmo diante dos choques recentes de preços e oferta provocados pelas tensões no Oriente Médio.

Esse avanço, no entanto, traz consigo um desafio relevante: a disponibilidade de energia. Os provedores chineses de serviços de dados já consomem 45% mais eletricidade do que há um ano, ritmo muito superior ao crescimento de 6,9% do consumo nacional, o que amplia a pressão sobre a infraestrutura elétrica e torna mais complexos os esforços de descarbonização.

Embora fontes como carvão, gás natural e energia solar permitam expandir a capacidade de geração com maior rapidez, os centros de dados exigem fornecimento contínuo e confiável. Ao mesmo tempo, grande parte do potencial de geração de energia limpa está localizada longe dos principais polos tecnológicos do país, como Guangdong, Jiangsu, Zhejiang, Xangai e Pequim, criando um desafio adicional para sustentar a expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

· 04:15 — Postura firme

No Japão, cresce a expectativa de que o Banco do Japão adote uma postura mais firme para conter a fraqueza persistente do iene. O governo de Sanae Takaichi estaria mais receptivo a uma alta de juros já em setembro ou outubro, em sintonia com a preocupação do BOJ de que a desvalorização cambial alimente a inflação e com o esforço conjunto de Japão e Estados Unidos para sustentar a moeda.

O desafio é que um aperto monetário mais rápido pode pressionar uma economia ainda frágil, especialmente diante da queda dos gastos das famílias, obrigando governo e banco central a equilibrar estabilidade cambial e preservação do crescimento.

Na Ásia, o desempenho das ações de tecnologia segue bastante desigual. O Kospi acumula forte recuperação desde a mínima de julho, apoiado pela retomada do entusiasmo com empresas de hardware ligadas à inteligência artificial e pela continuidade dos elevados investimentos das Big Techs.

Na China, a Lenovo disparou após reportar crescimento de 43% na receita trimestral, reforçando o otimismo com a demanda associada à IA. Em sentido oposto, a Tencent caiu após mais que dobrar seus gastos com inteligência artificial, evidenciando que a corrida tecnológica também vem acompanhada de custos crescentes e maior pressão sobre a rentabilidade no curto prazo.

· 05:09 — Crescimento, rentabilidade e valuation atrativo

A Direcional (DIRR3) entregou mais um trimestre robusto no 2T26, reforçando a consistência operacional observada nos últimos períodos. Os lançamentos somaram R$ 2,1 bilhões em VGV, alta de 8% em relação ao 2T25 e mais que o dobro do volume do trimestre anterior, enquanto as vendas líquidas alcançaram R$ 1,65 bilhão, praticamente estáveis na comparação anual e 5% acima do 1T26.

Na demonstração financeira, a receita líquida atingiu recorde de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% em 12 meses, e chegou a R$ 1,60 bilhão quando consideradas também as SPEs não consolidadas. A rentabilidade permaneceu elevada, com margem bruta ajustada de 42,8%, 110 pontos-base acima do ano anterior, enquanto a receita a apropriar cresceu 21%, para R$ 4,1 bilhões, oferecendo boa visibilidade para os próximos trimestres.

Mesmo com o aumento das despesas comerciais, o EBITDA ajustado avançou 27%, para R$ 348 milhões, com margem de 27,2%, e o lucro líquido operacional cresceu 10%, para R$ 202 milhões. O ROE anualizado de 35% continua colocando a Direcional entre as companhias mais rentáveis do setor.

A qualidade do trimestre também aparece na geração de caixa e na evolução da estrutura de capital. A companhia gerou R$ 130 milhões em caixa no período e, mesmo excluindo cessões de recebíveis, operações societárias e efeitos ligados aos repasses da Caixa Econômica Federal, apresentou geração operacional positiva de R$ 80 milhões. Com isso, a dívida líquida recuou para R$ 492 milhões, equivalente a apenas 18% do patrimônio líquido.

Em nossa leitura, os números reforçam uma tese construtiva para DIRR3, sustentada por crescimento, margens elevadas, alta rentabilidade e desalavancagem. Após a pressão recente sobre as ações, o anúncio de um programa de recompra de até 32 milhões de papéis também sinaliza confiança da administração na geração de valor. Negociando a cerca de 5,5 vezes o lucro projetado para o próximo ano, DIRR3 permanece com valuation atrativo diante da qualidade operacional apresentada e do potencial de continuidade dos resultados.

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Quem garante as reservas das stablecoins? Mercado brasileiro quer auditorias independentes

13 de Agosto de 2026, 08:37

As reservas das stablecoins, vez ou outra, são questionadas. Essa dúvida ganhou força no setor após problemas enfrentados pela Tether, emissora da USDT, a maior do mercado, no passado. Agora, o tema virou prioridade no mercado nacional.

Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (12) pela KPMG em parceria com a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) mostrou que 100% das instituições consultadas defendem que os ativos utilizados como lastro sejam submetidos a auditorias independentes periódicas.

Foram ouvidos executivos de bancos e Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (VASPs) – nome técnico dado às empresas que atuam no setor cripto – entre 12 de janeiro e 8 de junho de 2026. A amostra foi formada por 70% de VASPs e 30% de instituições bancárias.

A transparência das reservas também aparece como prioridade para os executivos entrevistados. Para 70% deles, o principal indicador de confiança é a divulgação periódica da composição, da liquidez e da localização dos ativos que lastreiam as stablecoins.

“O consenso sobre a auditoria não nos surpreende quando falamos que segurança das reservas, rigor de auditoria e lastro de qualidade não são entraves à inovação, mas a base de confiança que sustenta esse mercado”, diz Julia Rosin, diretora-presidente da ABcripto.

Reserva em títulos públicos

A pesquisa também mostrou outros dados sobre esse assunto. Para 67% dos entrevistados, 100% do lastro deveria ser em dinheiro ou títulos públicos; 22% defendem uma composição de reservas de dinheiro, títulos públicos e outros ativos financeiros; e 11% consideram que sejam usados diferentes tipos de lastro, desde que sejam estáveis e auditáveis.

Aqui no Brasil, por exemplo, a maioria das stablecoins atreladas ao real são lastreadas em títulos públicos.

E onde esse lastro deve ficar? Para a maioria (38%), em instituições financeiras reguladas. Na sequência, aparecem diretamente no Banco Central (26%), contas segregadas em bancos comerciais (12%), um mix entre BC e bancos comerciais (12%) e veículos próprios para fazer a custódia do lastro (12%).

Para onde vão as stablecoins?

Hoje, as stablecoins são usadas para diversas funções, como transações internacionais, integração com serviços financeiros digitais, liquidação de pagamentos e dinheiro digital. Mas e o futuro?

Para 50% dos entrevistados, as stablecoins vão se fortalecer como infraestrutura para pagamentos e câmbio internacional. Outros 30% esperam que elas ganhem espaço como moeda de liquidação e na tokenização, enquanto 20% apostam em um uso sobretudo institucional.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h20.

Bitcoin (BTC):  -1,24%, US$ 63.389,35

Ethereum (ETH): -2,01%, US$ 1.874,61

BNB (BNB): -0,97%, US$ 607,37

XRP (XRP): -1,74%, US$ 1,00

Solana (SOL): -1,61%, US$ 75,51

Outros destaques do mercado cripto

Mais um banco no parquinho cripto. Parece que, aos poucos, todo mundo cai no universo cripto, não é? Pois aconteceu com o Bradesco. O banco brasileiro passou a oferecer custódia institucional de ativos digitais para clientes como gestores, fundos, empresas financeiras e tesourarias. A Foxbit, uma exchange brazuca de criptomoedas, será o primeiro cliente a utilizar a nova estrutura.

ETF de bitcoin novo na área. O mercado cripto continua a criar novas alternativas para o investidor. A OranjeBTC, maior tesouraria cripto do Brasil, desenvolveu um ETF de ações preferenciais com distribuições mensais. O produto ganhou o nome de DIGY11 e deve chegar à B3 em setembro. A carteira inicial, segundo a empresa, será composta por ações preferenciais emitidas pela Strategy e pela Strive, duas firmas americanas que mantêm BTC no balanço.

Goldman Sachs amplia aposta em cripto. O Goldman Sachs está levando três ETFs de renda com opções ligados ao bitcoin e ao ethereum para dentro de sua operação de gestão de ativos. Os produtos vêm da Neos Investments, que o banco concordou em comprar por até US$ 2,25 bilhões. Muita grana. Os ETFs usam opções para gerar renda mensal e não investem diretamente nas criptos, mas em produtos negociados em bolsa ligados a elas.

LIQB11: Como um ETF de títulos públicos pode apresentar o mundo da bolsa de valores aos investidores focados em renda fixa

12 de Agosto de 2026, 16:00

A renda fixa domina de forma esmagadora o comportamento do investidor brasileiro. Segundo dados da Anbima, a classe respondeu por 59% de todo o volume de investimentos feitos no país em 2025: R$ 5,14 trilhões movimentados.

O raciocínio faz sentido se considerarmos que, com juros elevados no país, essa é uma forma de fazer seu capital render a uma taxa atrativa e, ao mesmo tempo, com riscos muito menores do que os encontrados na renda variável.

Ao mesmo tempo em que o Ibovespa é amplamente citado nos noticiários e mídias sociais, parece que grande parte da população prefere não chegar perto da bolsa de valores, evitando qualquer tipo de risco mais explícito para seu patrimônio.

E se estamos falando de um investidor com perfil conservador, ou que não possui nada além de sua reserva de emergência, alocá-la na renda fixa é, de longe, a escolha mais sábia. Não é recomendado ultrapassar seus próprios limites.

Porém, tratando-se de investidores de perfil mais arrojado e com mais capital disponível para investir, mantê-lo exclusivamente na renda fixa pode ter um custo implícito: menos diversificação, com uma carteira exposta a apenas um tipo de risco, e a perda de grandes oportunidades de multiplicação de patrimônio em outros mercados.

Mas e se apresentássemos uma forma de colocar um “pezinho” na bolsa, pelo menos para conhecer esse mercado na prática, mas sem tomar riscos muito agressivos?

Investir na renda fixa na bolsa de valores: conheça o LIQB11 e suas vantagens frente ao mercado

Para quem quer conhecer o universo da renda variável, mas inicialmente sem assumir exposição a ativos de alto risco, é possível unir o útil ao agradável por meio de uma proposta inovadora no mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, a proposta também pode se aplicar a investidores que já possuem capital aplicado na bolsa, mas não querem sair dela em busca de uma oportunidade que combine diversificação com exposição à renda fixa.

O ETF LIQB11, lançado em julho deste ano, chegou ao mercado buscando ajudar investidores:

  • Que querem comprar uma cesta de ativos de renda fixa, mas sem sair da bolsa de valores;
  • Com menos propensão ao risco na renda variável;
  • Com pouca ou nenhuma experiência na bolsa.

ETFs são exchange-traded funds, na sigla em inglês. Ou seja, uma categoria de fundos de investimento que são negociados na bolsa, como se fossem ações.

Mas ao invés de investir na ação de uma empresa, um ETF representa uma cesta de ativos. Essa cesta, consequentemente, pode conter ativos de qualquer mercado e, no caso do LIQB11, ela é composta de títulos públicos, atrelados à Selic ou ao IPCA.

LIQB11: Quais as vantagens de investir em um ETF de renda fixa?

Essa combinação de renda fixa com bolsa pode até parecer inusitada à primeira vista, mas pode fazer bastante sentido quando entendemos as demais vantagens de unir o melhor dos dois mundos.

  • Porta de entrada para a bolsa: O investidor aprende a mecânica do mercado de renda variável (como funciona um pregão), por meio de ativos com os quais ele já tem mais familiaridade (renda fixa);
  • Diversificação em um só lugar: o ETF não representa apenas um ativo, mas sim uma cesta de ativos de renda fixa por meio de um único ticker de negociação, diluindo riscos específicos de cada papel;
  • Gestão profissional: a curadoria de ativos do fundo é feita por gestores profissionais, e o investidor não precisa selecionar ativos um a um;
  • Praticidade operacional: comprar e vender como se fosse uma ação, sem precisar gerenciar vencimentos individuais ou renovar aplicações.

E quais os riscos de investir no LIQB11?

Precisamos ressaltar que não existe investimento livre de riscos, nem mesmo os de renda fixa. A diferença está na intensidade.

Como as cotas do LIQB11 são negociadas em bolsa, elas estão sujeitas às oscilações do pregão, além de também estarem expostas à marcação a mercado dos títulos da cesta.

Mas mesmo que o ativo não venha para eliminar riscos, ele pode ser uma alternativa eficiente para quem busca liquidez produtiva dentro de uma carteira diversificada.

Saiba mais sobre o LIQB11 com apenas alguns cliques

Nesse texto, apresentamos algumas informações essenciais sobre o LIQB11. Mas essa é apenas a ponta do iceberg.

Clicando no link ao final da matéria, você está convidado a conhecer mais sobre o ETF e seu funcionamento. Independentemente da decisão que você tomar para a sua carteira de investimentos, vale conferir.

É só seguir o link:

LIQB11: QUERO SABER MAIS SOBRE O ETF

Investimentos envolvem riscos e podem causar perdas ao investidor. Certifique-se dos riscos e se o investimento faz sentido para o seu perfil antes de investir. Não há garantia de retorno. Retornos passados não garantem retornos futuros.

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Mais cortes na Selic vêm aí? Tom ‘dovish’ do Copom e IPCA de julho podem dar dicas do que esperar; confira análise

12 de Agosto de 2026, 14:59

O corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciado no dia 5 de agosto, pode não ser o último em 2026. Enquanto os dados de inflação (IPCA) mais recentes apontam para um viés de desaceleração, o Copom parece ter mantido a porta aberta para mais cortes nos juros na ata da sua última reunião, divulgada na última terça-feira (11) – segundo a Empiricus.

O comunicado veio em “um tom marginalmente mais dovish”, segundo Laís Costa, analista da casa. E “reconheceu a desaceleração da atividade, assim como as surpresas baixistas de inflação nas últimas leituras, embora tenha mantido o reconhecimento da desancoragem das expectativas futuras”.

Em semana pós-Copom, IPCA de julho trouxe ‘composição benigna’

Desde o início do conflito no Oriente Médio, e sua consequente pressão inflacionária em nível global, players do mercado, diversas vezes, revisaram para cima suas expectativas para a Selic terminal em 2026.

Mas as últimas leituras da inflação já vinham trazendo surpresas baixistas, que se consolidaram com a divulgação do IPCA de julho, que trouxe um avanço de 0,07%. O número veio levemente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,01%. Mas segundo a analista, “embora o dado cheio tenha superado as estimativas, o indicador trouxe detalhes positivos para o cenário inflacionário doméstico”.

A analista indica uma “composição benigna” dos dados, que trazem deflação em setores como:

  • Bens não-duráveis, com destaque para alimentos in natura;
  • Vestuário, com sua maior deflação no período desde 2010;
  • Gasolina.

Quanto à gasolina, vale ressaltar que, apesar da alta do petróleo, alguns fatores contribuíram para um maior controle nos preços. A Petrobras (PETR4), por exemplo, anunciou reajustes de preço muito abaixo do esperado, graças a um incentivo pontual do governo federal.

Para este mês, a analista acredita que os preços administrados devem continuar contidos graças ao setor de energia. Com o bônus da Usina de Itaipu chegando, o saldo positivo das operações da companhia será repassado às contas de luz em agosto. Esse benefício deve reduzir não apenas os valores nas faturas, mas também os impactos do grupo nos dados de inflação.

Além do nível de “conforto” na inflação no curto prazo, é preciso considerar também as projeções para o chamado “horizonte relevante”, que vai até o 1º trimestre de 2028.

Neste caso, Laís Costa comenta que as projeções para o IPCA do 1T28 estão, atualmente, em 3,2% ao ano – o que “coincide com a precificação dos economistas e com a definição de inflação ‘em torno da meta’ do próprio BC”.

Essas são justamente as evidências que o Copom monitora de perto. Sinais de desaceleração na inflação podem servir de insumo para que a autarquia conduza um caminho de mais redução nos juros – isso de maneira muito generalista, visto que diversos outros fatores precisam ser considerados.

Copom deixou ‘portas abertas’ para mais um corte na Selic, segundo analista

A ata da última reunião destaca que o Copom “não deve reagir aos efeitos primários de choques de oferta, e que segue monitorando a evolução do cenário para manter a restrição adequada à convergência da inflação para a meta”, segundo a analista.

Porém, para a Empiricus, “o conjunto das alterações no documento mantém a porta aberta para a continuação do ciclo de cortes de juros em setembro”. O cenário-base da casa é de mais uma redução de 0,25 ponto percentual a partir da próxima reunião, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Assim, a Selic deve ir a 13,75% ao ano.

Demais players do mercado também acompanham essa visão. As opções de Copom negociadas na B3 na última quarta-feira (12) mostram uma sustentação da crença em mais um corte, enquanto um cenário de manutenção nos juros perdeu força nas últimas semanas.

Dashboard Público – Opções de Copom. Fonte: B3, consultada em 12/08/2026

Onde investir na renda fixa? Acesse relatório com 3 recomendações da Empiricus

Apesar do certo alívio de curto prazo, é preciso ressaltar que o cenário econômico ainda promete incertezas para os próximos meses.

Além das disrupções geopolíticas, que acompanham o conflito no Oriente Médio, o lado doméstico ganha ainda mais uma pitada de volatilidade por conta das eleições presidenciais, que acontecem em outubro.

Todos esses fatores são de grande relevância para investidores que querem montar uma carteira de renda fixa balanceada tanto para buscar retornos quanto para mitigar riscos.

Lais Costa preparou um relatório especial com três títulos de crédito privado que, em sua visão, são as apostas mais promissoras para quem se posicionar agora.

São títulos avaliados com qualidade, de empresas ligadas a setores promissores da economia, com retornos líquidos esperados de até IPCA + 11,18% ao ano. Taxas reais como essa são consideradas acima da média. A depender da trajetória de queda da Selic, a tendência é que não sejam mais ofertadas no mercado.

E o mais importante: todos os títulos recomendados pela analista são isentos de Imposto de Renda.

Fonte: Empiricus/BTG Pactual

O relatório completo está disponível para você por meio do BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual. Lá, você confere os comentários da analista na íntegra, além da ficha técnica completa dos ativos selecionados.

Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios oferecidos por 30 dias gratuitos.

O acesso é bem simples: basta clicar no botão abaixo para fazer um cadastro rápido, com poucos cliques:

ACESSE O RELATÓRIO NO BTG CONTENT

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Direcional (DIRR3): Números do 2T26 mantém ritmo de crescimento e consistência operacional da empresa; veja análise

12 de Agosto de 2026, 10:48

Na última terça-feira (11), a Direcional (DIRR3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo o bom ritmo de crescimento observado nos últimos trimestres.

Conforme antecipado na prévia operacional, os lançamentos totalizaram R$ 2,1 bilhões em VGV (R$ 1,6 bilhão na participação da companhia), crescimento de 8% frente ao 2T25 e mais que o dobro do volume registrado no trimestre anterior. As vendas líquidas atingiram R$ 1,65 bilhão (R$ 1,37 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis na comparação anual e 5% acima do 1T26. A VSO consolidada ficou em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva.

Na demonstração financeira, a receita líquida atingiu novo recorde de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% frente ao 2T25 e de 10% na comparação trimestral. Considerando também as SPEs não consolidadas, a receita líquida total chegou a R$ 1,60 bilhão, enquanto o indicador acumulado em 12 meses superou R$ 6 bilhões.

Rentabilidade é destaque no 2T26 da Direcional

A rentabilidade permaneceu como um dos principais destaques. A margem bruta ajustada atingiu 42,8%, praticamente estável frente ao 1T26 e 110 bps acima do ano anterior. Olhando para frente, a receita a apropriar alcançou R$ 4,1 bilhões, avanço de 21% em 12 meses, enquanto a margem REF ficou em 43,9%, abaixo dos 44,9% do 2T25, mas ainda em patamar elevado.

As despesas comerciais cresceram 33% na comparação anual, refletindo o maior volume de lançamentos e esforços comerciais, além do impacto dos distratos. Com isso, o Ebitda ajustado alcançou R$ 348 milhões, crescimento de 27% em relação ao 2T25, com margem de 27,2%.

Na última linha, o lucro líquido operacional atingiu R$ 202 milhões, avanço de 10% na comparação anual e praticamente estável frente ao trimestre anterior. O ROE anualizado ficou em 35%, mantendo a companhia entre os melhores níveis de rentabilidade do setor.

A geração de caixa também foi destaque, alcançando R$ 130 milhões no trimestre. Mesmo desconsiderando cessões de recebíveis, operações societárias e efeitos relacionados aos repasses da Caixa Econômica Federal, a geração de caixa operacional foi positiva em R$ 80 milhões. Com isso, a dívida líquida caiu para R$ 492 milhões, levando a relação dívida líquida/PL para 18% no trimestre.

DIRR3: recomendação de compra

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a consistência operacional da Direcional, com crescimento de receita, manutenção de margens elevadas e melhora projetada para a estrutura de capital.

Em nossa visão, assim como outros players do setor, o papel foi exageradamente pressionado na última janela. Não a toa, a companhia anunciou um novo programa de recompra, com potencial de aquisição de até 32 milhões de ações.

Negociando a um múltiplo P/L de 5,5 vezes para o próximo ano, as ações de DIRR3 seguem em patamar de compra atrativo.

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Ibovespa hoje: Quadro fiscal e volatilidade eleitoral colocam índice sob pressão; veja mais destaques desta quarta (12)

12 de Agosto de 2026, 10:13

Os mercados globais operam em leve alta nesta quarta-feira, em compasso de espera pela divulgação do CPI de julho nos Estados Unidos, indicador central para calibrar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve. Os futuros de Nova York avançam, com destaque para o Nasdaq 100, enquanto as bolsas asiáticas encerraram o pregão majoritariamente em alta, lideradas pelo Kospi, beneficiado pela valorização das ações de semicondutores e por resultados corporativos que reforçaram a confiança na continuidade dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

Na Europa, o movimento é mais moderado, com os investidores também atentos aos indicadores de inflação. A geopolítica, por sua vez, continua sendo o principal foco de risco. Apesar de Paquistão e Catar sinalizarem avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã envolvendo o Estreito de Ormuz, novos ataques no Bab-el-Mandeb e no Golfo de Omã mostram que o cenário permanece frágil, enquanto Teerã condiciona a reabertura do estreito a concessões mais amplas por parte de Washington.

· 00:57 — Sob pressão

No Brasil, o Ibovespa encerrou a terça-feira em forte queda de 2,50%, aos 167.875 pontos, menor nível de fechamento desde 20 de janeiro, acumulando a sexta sessão consecutiva de perdas. O movimento refletiu uma combinação de maior aversão ao risco global, saída de capital estrangeiro, preocupações com o quadro fiscal e aumento da volatilidade eleitoral.

Um banco americano reduziu a recomendação para ações brasileiras de overweight para neutra, citando justamente o ambiente político como fator de cautela, enquanto os bancos estiveram entre as principais pressões negativas sobre o índice. A proximidade do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto, também aumenta a sensibilidade do mercado a alianças partidárias, pesquisas e sinais sobre a condução fiscal futura.

No campo macroeconômico, como disse ontem, a ata do Copom reforçou que a desaceleração da atividade, do mercado de trabalho e da inflação justificou o corte da Selic de 14,25% para 14%, mantendo aberta a possibilidade de nova redução de 25 pontos-base em setembro, embora expectativas desancoradas, inflação de serviços elevada e riscos fiscais recomendem cautela. O IPCA avançou 0,07% em julho, desacelerando para 4,44% em 12 meses, mas com composição menos favorável do que o esperado, especialmente em serviços, apesar da deflação de alimentos e da queda do índice de difusão.

Já a Pesquisa Mensal de Serviços mostrou estabilidade de 0,0% em junho, após recuo de 0,2% em maio, enquanto o crescimento anual acelerou de 0,7% para 2,0%, sinalizando uma atividade ainda resiliente, mas sem avanço na margem. Em conjunto, os dados reforçam a perspectiva de continuidade gradual do ciclo de cortes, mas ainda sem espaço para uma flexibilização mais agressiva da política monetária.

· 01:42 — Digerindo a inflação

Nos Estados Unidos, o CPI americano de julho é o principal destaque desta quarta-feira e deverá ser determinante para calibrar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve. O consenso aponta para alta de 0,1% no índice cheio e de 0,2% no núcleo, levando as taxas acumuladas em 12 meses para 3,4% e 2,5%, respectivamente. Uma leitura em linha com as expectativas reforçaria a percepção de menor persistência inflacionária, mas dificilmente encerraria o debate sobre a decisão de setembro, sobretudo porque o núcleo do PCE deve permanecer próximo de 3,3% ao ano.

O mercado chega à divulgação em compasso de espera, após quedas de 0,3% no Dow Jones e no S&P 500 e de 0,6% no Nasdaq, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 2 e 10 anos recuaram para 4,22% e 4,68%, respectivamente. O principal risco continua sendo uma surpresa altista na inflação, especialmente no setor de serviços, em um contexto no qual o petróleo voltou a se aproximar de US$ 90 por barril diante das dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã e das persistentes restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz.

No mercado de trabalho, a queda da taxa de participação na força de trabalho também merece atenção. O indicador recuou para 61,4% em julho, refletindo principalmente a aposentadoria de trabalhadores mais velhos e políticas migratórias mais restritivas, fatores que reduzem a oferta disponível de mão de obra e podem ampliar, ao longo do tempo, o papel da tecnologia e da inteligência artificial na sustentação dos ganhos de produtividade.

Ao mesmo tempo, o índice de confiança das pequenas empresas da NFIB avançou para 99,8, acima das expectativas, acompanhado por uma melhora nos planos de contratação. O resultado sugere que a fraqueza recente na criação de vagas ainda não representa uma deterioração disseminada da demanda por trabalhadores. No campo político, as primárias realizadas no Upper Midwest produziram resultados mistos entre as alas moderada e progressista do Partido Democrata, além de um desempenho desigual entre os candidatos apoiados por Donald Trump, mantendo em aberto disputas estaduais e legislativas importantes às vésperas das eleições de novembro.

· 02:39 — Disrupção estrutural

O governo Trump projeta que as interrupções no fornecimento de petróleo provocadas pela guerra com o Irã alcancem cerca de 600 mil barris por dia até o fim de 2027, em um contexto de persistentes restrições aos embarques pelo Estreito de Ormuz. Segundo a Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos (EIA), o fluxo de petróleo pela região caiu para uma média de 4,9 milhões de barris por dia no segundo trimestre, ante 21,6 milhões no último trimestre de 2025.

Os efeitos dessa disrupção já aparecem nas projeções de preços: a agência elevou suas estimativas para a gasolina e o diesel em 2026 e também revisou para cima a expectativa para os preços da gasolina ao consumidor em 2027. Embora sinais de avanço nas negociações tenham proporcionado algum alívio momentâneo, o petróleo americano voltou a superar US$ 83 depois que o Irã reiterou que manterá o estreito fechado até que suas exigências sejam atendidas.

Até aqui, o mercado global de petróleo conseguiu absorver uma parcela relevante desse choque graças à combinação de demanda mais fraca, aumento da produção em outras regiões e utilização de estoques, fatores que evitaram uma escalada ainda mais intensa dos preços. O ponto de atenção é que essa margem de segurança vem diminuindo.

Como destacam Jean-Marc Natal e Azim Sadikov, em artigo recente do FMI, uma precificação inadequada do risco geopolítico no mercado de energia pode tornar a economia global mais vulnerável a novos choques. Isso ocorre porque preços que não refletem plenamente os riscos existentes reduzem os incentivos para novos investimentos e para a expansão da capacidade de oferta, deixando o sistema energético menos preparado para absorver futuras rupturas.

· 03:24 — Ajuste de política econômica

O Japão atravessa um momento relevante de ajuste em sua política econômica, marcado pela divergência entre Scott Bessent e a primeira-ministra Sanae Takaichi em relação aos próximos passos do Banco do Japão. Enquanto o secretário do Tesouro dos Estados Unidos defende juros mais elevados como forma de oferecer maior sustentação ao iene, que voltou a se aproximar do patamar de 160 por dólar, Takaichi resiste a um aperto monetário mais agressivo, diante do risco de comprometer o ritmo de crescimento da economia.

Ao mesmo tempo, seu governo busca enfrentar um problema estrutural do país: o elevado volume de caixa acumulado pelas grandes empresas. A estratégia pretende direcionar parte desses recursos para investimentos domésticos, pesquisa e setores considerados estratégicos, como inteligência artificial, semicondutores e infraestrutura digital, dando continuidade às iniciativas de governança corporativa e maior eficiência na alocação de capital promovidas nos últimos anos.

A aproximação entre Japão e Estados Unidos também vem se aprofundando no setor de energia. Após a crise no Estreito de Ormuz, o Japão ampliou de maneira significativa as importações de petróleo americano, cuja participação nas compras externas do país passou de 3,8% em 2025 para mais de 30% em junho, em meio a uma estratégia de diversificação de fornecedores e recomposição dos estoques.

Takaichi também sinalizou a intenção de armazenar petróleo dos Estados Unidos e ampliar a cooperação bilateral para estimular a produção americana, enquanto Washington vem utilizando sua Reserva Estratégica de Petróleo para ajudar a aliviar pressões sobre o mercado global. O resultado é uma relação econômica cada vez mais integrada, combinando coordenação em torno do câmbio, incentivos ao investimento corporativo e uma cooperação energética mais estreita.

· 04:15 — Redução de dependência

Washington vem intensificando os esforços para reduzir a dependência da China em cadeias estratégicas de suprimentos, especialmente no segmento de terras raras. Nesse contexto, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos anunciou um financiamento de US$ 400 milhões para a australiana Sunrise Energy Metals, projeto que deverá viabilizar a primeira mina primária de escândio do mundo.

O início da produção está previsto para o fim de 2028, e o acordo concede ao governo americano direito de preferência sobre parte da oferta. O escândio, assim como outros elementos classificados como terras raras, desempenha papel estratégico em setores como defesa, indústria aeroespacial, semicondutores, energia e inteligência artificial, o que amplia sua relevância tanto econômica quanto geopolítica.

O governo Trump também vem adotando medidas para acelerar o licenciamento de novos projetos, ampliar o financiamento destinado ao processamento e ao refino de minerais críticos e, em alguns casos, realizar investimentos diretos em empresas do setor. O movimento sinaliza uma política industrial mais assertiva, voltada à reconstrução da capacidade mineral dos Estados Unidos e à redução de vulnerabilidades em cadeias consideradas essenciais.

Esse apoio governamental pode criar oportunidades relevantes para empresas expostas à mineração e ao processamento desses materiais. Ainda assim, o setor permanece sujeito a riscos importantes, como elevada necessidade de capital, desafios operacionais, volatilidade nos preços das commodities e forte dependência de políticas públicas, incentivos e condições estabelecidas pelo governo.

· 05:08 — MedTech: fundamentos em recuperação e espaço para reprecificação

O setor de equipamentos médicos (MedTech) reúne uma combinação atraente de fundamentos em recuperação e valuations ainda deprimidos após anos de desempenho mais fraco. A estabilização do volume de procedimentos, a correção de gargalos operacionais, o lançamento de novos produtos e o envelhecimento da população contribuem para uma perspectiva mais construtiva para o segmento.

Nesse contexto, o ETF iShares U.S. Medical Devices (IHI) oferece exposição diversificada às principais empresas do setor e pode se beneficiar de uma eventual reprecificação à medida que o mercado passe a reconhecer com maior clareza a melhora operacional e a resiliência estrutural da demanda por equipamentos e tecnologias médicas.

A tese também ganha força diante da transformação mais ampla em curso nos setores de saúde e oncologia, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, de diagnósticos mais sofisticados e de terapias cada vez mais direcionadas. A IA tende a reduzir custos de pesquisa e desenvolvimento, acelerar processos clínicos e ampliar oportunidades em áreas como diagnóstico precoce, imunoterapia, terapias-alvo e dispositivos médicos de maior complexidade. Para o investidor brasileiro, essa exposição pode ser acessada pela B3 por meio do BDR BIHI39, oferecendo uma alternativa prática de diversificação internacional e participação em uma tendência estrutural de longo prazo dentro do setor de saúde.

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Seu caixa com estratégia: Conheça as vantagens de investir em ETFs de renda fixa que buscam mais eficiência na carteira

12 de Agosto de 2026, 08:00

Em uma carteira de investimentos, nem todos os recursos precisam estar comprometidos com objetivos de longo prazo. É comum que parte do patrimônio seja mantida em caixa para atender necessidades eservir de reserva de emergência ou aguardar novas oportunidades de alocação.

Ainda assim, esses recursos também podem desempenhar um papel estratégico. Não por acaso, cresce o interesse por soluções que buscam conciliar alta liquidez, praticidade e potencial de remuneração para essa parcela da carteira.

Hoje, existem estratégias que buscam oferecer remuneração competitiva sem exigir exposição excessiva a riscos ou comprometer o acesso aos recursos quando necessário.

Não é à toa que tem crescido o interesse por soluções voltadas à gestão eficiente do caixa na carteira. E, entre elas, os ETFs de renda fixa vêm conquistando espaço entre os investidores.

Quais são as vantagens de investir em ETFs de renda fixa?

Entre os benefícios comuns aos ETFs estão a diversificação, a liquidez, a transparência, a flexibilidade e a eficiência de custos e tributária.

Já os ETFs de renda fixa contam com algumas particularidades. De forma mais detalhada, alguns dos benefícios dessa classe incluem:

  • Liquidez: Os ETFs de renda fixa podem ser comprados e vendidos direto na Bolsa de Valores e contam com liquidação em D+1, o que significa que o dinheiro é recebido em até um dia útil;
  • Tributação baseada na carteira: O Imposto de Renda é definido pelo prazo médio da carteira do ETF, e não pelo período em que o dinheiro permanece investido. Ou seja, o investidor encontra mais previsibilidade tributária; e
  • Possibilidade de alíquota mínima de IR: Alguns ETFs de renda fixa conseguem se enquadrar diretamente na faixa de 15% de Imposto de Renda, mesmo para investidores com horizonte de aplicação mais curto.

Assim, não surpreende que os ETFs de renda fixa estejam atraindo cada mais a atenção dos investidores.

Agora, entre os produtos com potencial de destaque nesse segmento está o LIQB11, um ETF de renda fixa gerido pelo BTG Pactual e criado com foco na administração do caixa e na busca por maior eficiência.

Em relatório recente, a Empiricus Research revelou todos os detalhes por trás da estrutura do LIQB11. Dentre as características que o tornam uma alternativa interessante para a gestão do caixa da carteira, os analistas apontam:

  • A segurança dos ativos;
  • A busca por retornos próximos aos juros de curto prazo;
  • A praticidade operacional;
  • Os custos competitivos; e
  • A negociação em bolsa.

A boa notícia é que o relatório completo já está disponível para que você possa acessar.

Saiba como acessar mais detalhes sobre o LIQB11

Se você está em busca de uma alternativa para dar mais eficiência aos recursos que permanece temporariamente em caixa na sua carteira, vale a pena conhecer melhor o LIQB11.

O ETF foi desenvolvido com o objetivo de funcionar como uma ferramenta de gestão de liquidez, combinando uma carteira majoritariamente composta por títulos atrelados à Selic com uma parcela menor de títulos indexados à inflação.

Entre os pontos que chamam a atenção na estratégia está a busca por um equilíbrio entre liquidez, baixa volatilidade e eficiência tributária.

Outro diferencial é a proposta de servir como uma alternativa para recursos destinados a futuras alocações, rebalanceamentos da carteira ou posições mais defensivas, permitindo que esses valores permaneçam investidos enquanto aguardam uma nova destinação.

Para entender em detalhes como o LIQB11 funciona, quais são seus riscos, diferenciais e em quais cenários ele pode fazer sentido dentro de uma estratégia de investimentos, a Empiricus Research preparou um relatório gratuito sobre o tema.

Basta clicar no botão abaixo acessar o material completo e conhecer todos os detalhes do LIQB11:

ACESSE O RELATÓRIO COMPLETO AQUI

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Eleições 2026 podem entregar lucro de anos em apenas 12 semanas; saiba como

11 de Agosto de 2026, 14:11

O calendário das eleições 2026 segue avançando. Com o fim das convenções, os partidos devem registrar suas candidaturas nos próximos dias e, em breve, veremos propagandas eleitorais na televisão, rádio e internet.

Para os mercados, a aproximação do pleito representa o início de um período crítico: uma época de máxima volatilidade. E é justamente neste ambiente que os investidores têm a chance de capturar, em 12 semanas, retornos que geralmente levariam anos.

Pensando em “surfar” as oportunidades desse período, a Empiricus lançará o Sprint Eleitoral. Trata-se de um plano de “tiro curto” que busca antecipar lucros aproveitando a volatilidade desse período.

ELEIÇÕES 2026: ENTENDA COMO BUSCAR LUCROS COM A DISPUTA

Nas últimas eleições, estratégia da Empiricus gerou ganhos de 120% a 375% em poucos dias, e isso pode se repetir em 2026

No primeiro trimestre de 2026, o Ibovespa valorizou 16%, entregando um retorno acima da Selic anual — que naquele momento era de 15% ao ano — e de quase metade da valorização do índice durante todo o ano de 2025 (34%).

Entretanto, desde abril até o último fechamento (10), o Ibovespa já recuou –8%, performance 24% inferior à dos mercados emergentes no mesmo período. Segundo o JP Morgan, esse comportamento é compatível com o padrão apresentado pelos ativos de risco brasileiros em outras disputas eleitorais.

O banco norte-americano fez um levantamento que mostra que, historicamente, em ano de eleições, a bolsa brasileira tende a apresentar fraqueza nos meses que antecedem o pleito.

VEJA MAIS: lucros de até 586% nas próximas 12 semanas? Entenda como buscar ganhos com as eleições 2026

Contudo, esse movimento tende a ser sucedido por um rali durante o mês do pleito.  Nesse sentido, a análise do JP Morgan sugere uma alta de 10% no IBOV após o primeiro turno em 2026, independentemente de quem seja o líder nas pesquisas presidenciais.

Segundo a Empiricus, é justamente nesse intervalo entre fraqueza e um provável rali que moram as oportunidades de capturar lucros relevantes.

Neste momento, os investidores estão mais sensíveis ao noticiário político e econômico, e “ativos podem explodir ou derreter diante da fala de um candidato, de uma nova pesquisa ou da definição de um ministério”, explica Matheus Spiess, estrategista de macroeconomia da casa.

Foi acompanhando todo esse contexto que, nos ciclos anteriores, a Empiricus foi capaz de fazer recomendações que entregaram retornos de até:

  • 375% em seis dias;
  • 220% em 19 dias;
  • 120% em sete dias.

É claro que retornos passados não são garantia de retornos futuros. Contudo, o comportamento do Ibovespa aponta que o mercado brasileiro está repetindo a trajetória dos pleitos passados.

Assim, de acordo com o estrategista, o período eleitoral em 2026 pode gerar lucros que o investidor levaria anos para acumular, em apenas 12 semanas. E a janela para capturar retornos está prestes a se abrir. Para aproveitá-la, na próxima segunda-feira (17), a Empiricus inaugurará o Sprint.

Sprint Eleitoral: participe do plano para buscar até 586% em lucros com as eleições 2026

O Sprint será um plano de “tiro curto” para os investidores que desejam buscar lucros com a volatilidade do mercado durante o período eleitoral. Serão 12 semanas em que os participantes receberão recomendações de:

  • Ações – aquelas com maior potencial de retorno de acordo com cada cenário;
  • Títulos de renda fixa – para buscar proteção ou “turbinar” ganhos com a curva de juros;
  • Opções – que podem explodir e multiplicar o investimento por várias vezes.

Além disso, quem seguir o plano terá acompanhamento diário e uma carteira recomendada que será ajustada à medida que o cenário for mudando com o avanço das eleições. Tudo isso para buscar lucros de até 586%, como ocorreu nos últimos ciclos.

O primeiro encontro será no próximo dia 17, e qualquer investidor interessado poderá participar gratuitamente. Nele, Matheus Spiess trará mais detalhes sobre como funcionará o Sprint, e os requisitos para fazer parte do grupo.

Então, se você ficou interessado e deseja participar, basta clicar no botão abaixo:

QUERO BUSCAR LUCROS DE ATÉ 586% COM AS ELEIÇÕES 2026

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Ibovespa hoje: Recuo na reabertura do Estreito de Ormuz impulsiona nova alta do petróleo; veja mais destaques desta terça (11)

11 de Agosto de 2026, 10:16

Os mercados globais operam em tom misto nesta terça-feira, com o impasse em torno da reabertura do Estreito de Ormuz novamente no centro das atenções. As negociações entre Estados Unidos e Irã perderam força depois que Washington rejeitou as condições apresentadas por Teerã e Donald Trump passou a exigir compensações relacionadas ao conflito, reduzindo a probabilidade de um acordo rápido.

A alta dos preços da energia reacende as preocupações inflacionárias justamente às vésperas da divulgação do CPI americano de julho, prevista para amanhã. O dado poderá recalibrar as expectativas para a política monetária do Federal Reserve, especialmente depois que o payroll mais fraco reduziu as apostas em uma nova alta de juros já em setembro.

Nesse ambiente, as bolsas apresentam desempenho mais contido. Na Ásia, os mercados chineses recuaram, enquanto Coreia do Sul e Taiwan avançaram, apoiadas pela recuperação das ações de semicondutores; o mercado japonês permaneceu fechado por feriado. Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, enquanto os futuros de Nova York também mostram pouca direção, refletindo a postura de cautela dos investidores antes da divulgação do CPI.

· 00:58 — Fraca, mas levemente acima…

No Brasil, o Ibovespa encerrou a segunda-feira em queda de 0,19%, aos 172.180 pontos, menor nível desde 8 de julho, em linha com a cautela observada nos mercados globais e com as incertezas relacionadas ao Oriente Médio. A pressão negativa foi parcialmente compensada pela alta de 3,50% da Petrobras, impulsionada pela valorização do petróleo, enquanto as ações de bancos pesaram sobre o índice.

No cenário externo, os investidores também aguardam a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos, prevista para quarta-feira. No campo comercial, Washington aceitou iniciar consultas com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as sobretaxas impostas a produtos brasileiros.

No ambiente doméstico, as atenções se concentraram nesta manhã na ata do Copom e no IPCA de julho. A inflação desacelerou de 0,16% para 0,07% no mês, ligeiramente acima do consenso de 0,03%, enquanto a taxa em 12 meses recuou de 4,64% para 4,44%. Apesar da pequena surpresa altista, o resultado ainda reforça uma leitura favorável para o processo de desinflação.

A ata do Copom, por sua vez, manteve uma mensagem de gradualismo e dependência dos dados. O Banco Central reconheceu sinais de moderação da atividade, do crédito e da inflação corrente, mas destacou como principais riscos o mercado de trabalho ainda aquecido, a desancoragem das expectativas e a fragilidade do quadro fiscal. Nesse contexto, permanece aberta a possibilidade de um novo corte de 25 pontos-base em setembro, para 13,75%, embora o espaço para reduções mais agressivas siga limitado enquanto o cenário fiscal continuar pressionando o prêmio de risco e as expectativas.

· 01:49 — O dia antes do CPI

Nos Estados Unidos, Wall Street perdeu fôlego na segunda-feira, com o Dow Jones recuando 0,2%, o S&P 500 caindo 0,1% e o Nasdaq cedendo 0,3%, em um movimento de maior cautela antes da divulgação do CPI de julho, amanhã. Menos da metade das ações que compõem o S&P 500 encerrou o dia em alta, enquanto papéis de empresas ligadas a semicondutores e redes ópticas, que vinham acumulando fortes valorizações, sofreram pressão mais intensa.

A alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries também contribuiu para limitar o apetite, reforçando a percepção de que os investidores demonstram pouca convicção para sustentar uma novas máximas.

Além disso, alguns investidores chamaram atenção para o fato de que a recuperação observada na semana passada ocorreu com volume reduzido e participação limitada de investidores institucionais, o que sugere um movimento menos consistente. Enquanto o investidor de varejo ajudou a impulsionar as ações, parte dos investidores profissionais teria preferido direcionar recursos para Treasuries e ouro, em uma postura mais defensiva.

A agenda agora se volta para a divulgação dos resultados de empresas como CoreWeave, Super Micro Computer e Cava, além do índice de otimismo das pequenas empresas da NFIB e dos dados de vendas de imóveis usados.

· 02:34 — Resposta dura

As negociações entre Estados Unidos e Irã voltaram a se deteriorar após Donald Trump apresentar novas exigências a Teerã, incluindo a defesa de que o próprio Irã indenize os americanos por ataques e conflitos ocorridos na região.

A resposta iraniana foi igualmente dura: o país reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington atenda a condições como o fim do bloqueio naval, a retirada de sanções, a liberação de ativos congelados e o pagamento de compensações pelos danos causados pela guerra. Com o distanciamento das posições de ambos os lados, diminuiu a probabilidade de um acordo rápido para reabrir a tão importante rota.

· 03:22 — Começo desafiador

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia, deixando mais de uma centena de mortos, pessoas presas sob os escombros e danos em mais de 20 municípios, incluindo áreas da importante região cafeeira do país. O desastre, o mais forte registrado na Colômbia em uma década, ocorre poucas semanas após os terremotos que devastaram a Venezuela e, além da emergência humanitária, amplia o risco de impactos econômicos, sobretudo nas regiões diretamente afetadas.

Para o recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella, a tragédia impõe um início de mandato particularmente desafiador. Ele chegou ao poder prometendo reduzir os gastos públicos em 40% e avançar na descentralização do Estado, mas agora enfrenta a necessidade de mobilizar rapidamente recursos para resgate, assistência e reconstrução, inclusive em áreas que integram sua própria base eleitoral.

A demora para se pronunciar publicamente após o terremoto também colocou sua capacidade de resposta sob maior escrutínio, enquanto autoridades locais assumiram protagonismo nas primeiras horas da crise. O episódio se transforma, assim, em um primeiro grande teste de governo, no qual De la Espriella terá de conciliar disciplina fiscal, resposta eficiente à emergência, coordenação entre diferentes níveis de poder e capacidade de liderança em um ambiente ainda marcado por forte polarização.

· 04:15 — A era dos medicamentos de emagrecimento

Os medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Zepbound, deixaram de ocupar um papel restrito ao tratamento do diabetes tipo 2 e passaram a ganhar protagonismo no tratamento da obesidade, impulsionando a formação de um mercado que pode alcançar US$ 200 bilhões até 2030.

A adoção está mais avançada nos Estados Unidos, onde cerca de um em cada oito adultos afirma utilizar esses medicamentos para perda de peso, enquanto o número de usuários pode crescer dos atuais aproximadamente 10 milhões para 25 milhões até o fim da década. O Canadá também apresenta uma utilização relevante e já aprovou uma versão genérica, enquanto a Europa e outros mercados ainda registram níveis de penetração consideravelmente menores.

Esse crescimento, no entanto, permanece bastante desigual entre os países e ainda enfrenta obstáculos importantes, sobretudo relacionados a custo e acesso. Nos Estados Unidos, os tratamentos podem custar cerca de US$ 400 por mês quando não há cobertura adequada, e mais da metade dos usuários relata dificuldades para arcar com essa despesa.

Diferenças entre os sistemas de saúde, nas políticas de reembolso e na própria percepção da obesidade como uma doença crônica também ajudam a explicar o ritmo mais lento de adoção em outras regiões. Ainda assim, a expansão do conhecimento sobre esses medicamentos, o aumento da oferta e a melhora gradual da acessibilidade tendem a ampliar de forma significativa o alcance global dos GLP-1 nos próximos anos.

· 05:01 — Qualidade, caixa e disciplina na alocação de capital

A Berkshire Hathaway (B3: BERK34 | NYSE: BRK/B) mostrou, no 2T26, que a transição de liderança para Greg Abel não alterou os pilares centrais da tese de investimento. A receita avançou 10% na comparação anual, para US$ 101,8 bilhões, acima das expectativas, com destaque para o segmento de Seguros, que segue como principal motor do conglomerado, e para as operações de infraestrutura, com crescimento relevante na BNSF e na Berkshire Hathaway Energy.

Mesmo diante de alguma pressão sobre a sinistralidade da GEICO e sobre o negócio imobiliário, as margens operacionais avançaram, reforçando a capacidade da companhia de gerar resultados consistentes em diferentes segmentos e ao longo de distintos ambientes econômicos.

Outro ponto construtivo foi a mudança na postura de alocação de capital. A Berkshire encerrou o trimestre com cerca de US$ 365,5 bilhões em caixa, ainda um dos maiores volumes de liquidez corporativa do mercado americano, mas Greg Abel começou a colocar parte desse capital para trabalhar de forma mais ativa. A companhia recomprou aproximadamente US$ 4,5 bilhões em ações próprias no trimestre e manteve as recompras em julho, além de ampliar investimentos em ações e anunciar aquisições relevantes.

Essa combinação entre elevada liquidez, geração operacional robusta e maior disposição para alocar capital pode se transformar em uma fonte adicional de valor para os acionistas, especialmente caso surjam oportunidades em períodos de maior volatilidade nos mercados.

Para os BDRs BERK34, a tese permanece particularmente interessante como uma forma de exposição internacional de perfil defensivo e elevada qualidade. A Berkshire reúne negócios em seguros, ferrovias, energia e atividades industriais, além de manter uma carteira relevante de ações. Ao mesmo tempo, beneficia-se de um float de seguros de US$ 177,5 bilhões, que funciona, na prática, como uma fonte de capital de baixo custo para financiar investimentos e aquisições. Negociando próxima de 1,4 vez o valor contábil, em linha com sua média histórica recente, a companhia não parece depender de uma expansão agressiva de múltiplos para gerar retorno.

O potencial está, sobretudo, na continuidade do crescimento dos lucros operacionais, nas recompras de ações, em novas aquisições e na utilização disciplinada de sua expressiva reserva de caixa. Para o investidor brasileiro, a BERK34 oferece ainda diversificação geográfica e cambial, reforçando seu papel como uma das posições mais resilientes dentro de uma carteira global.

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Berkshire (BERK34) honra legado de Buffett e registra números robustos no 2T26; veja os destaques do resultado

10 de Agosto de 2026, 14:33

Suceder a Warren Buffett depois de 60 anos no comando da Berkshire Hathaway (B3: BERK34 | NYSE: BRK/B) talvez seja uma das tarefas mais desafiadoras do mercado financeiro. Sob intensa expectativa dos investidores em seu primeiro balanço, Greg Abel, novo CEO da companhia, entregou resultados do 2T26 acima das expectativas e mostrou que está à altura do cargo nessa transição.

A receita total do conglomerado cresceu 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 101,81 bilhões, substancialmente acima das expectativas de mercado, que estavam em torno de US$ 95,3 bilhões.

Destaques de segmentos da Berkshire

O grande destaque continuou sendo a frente de Seguros, o verdadeiro coração da holding, que respondeu por US$ 88,50 bilhões da receita total e cresceu 10% na comparação anual. O avanço foi impulsionado principalmente pelas receitas de vendas e serviços, que subiram 15,4%, além das receitas de locação, que cresceram 15,1%. Enquanto isso, os prêmios de seguros avançaram apenas 1,3%, e a linha de juros e dividendos registrou uma leve contração de 2,4% na comparação anual.

Vale destacar que, mesmo com um resultado bastante forte, a operação foi parcialmente pressionada pelo aumento de 4,8 p.p. na sinistralidade da GEICO, que chegou a 76,6%, além de um desempenho abaixo do esperado da HomeServices, refletindo a sensibilidade do negócio de corretagem imobiliária ao ambiente de juros elevados.

Já em relação às operações de utilities, a receita somou US$ 13,31 bilhões. A subdivisão BNSF, responsável pelo transporte ferroviário de cargas na América do Norte, viu sua receita crescer 14,6%, enquanto a BHE, responsável pela geração, transmissão e distribuição de energia, cresceu 5,7%.

Carteira de ações da Berkshire valoriza 152,8% em 12 meses

A linha de ganhos com investimentos, que engloba a variação do valor da carteira de ações e derivativos da companhia, na qual a Berkshire investe em empresas como Alphabet, American Express, Apple, BofA e Coca-Cola, posições que, em conjunto, representam 66% do total da carteira de ações, registrou um ganho não operacional de aproximadamente US$ 16,08 bilhões, o que representa uma valorização impressionante de 152,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

A fim de dimensionar o impacto, o valor total dos investimentos em ações da Berkshire Hathaway era de aproximadamente US$ 323,8 bilhões, equivalente a cerca de 25,6% dos US$ 1,263 trilhão em ativos totais da holding.

Falando da eficiência das frentes, a margem operacional da frente de Seguros atingiu 22,4%, o que representa uma expansão de 2,5 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior. Já a frente de Utilities apresentou uma margem de 9%, 3,0 p.p. acima do registrado um ano antes.

Com isso, a margem operacional consolidada, desconsiderando os ganhos com investimentos em ações, chegou a 12,75%, o que representa um aumento de 0,69 p.p. na comparação anual. Já quando incorporamos os ganhos com investimentos em outras empresas, a margem salta para 31,3%, naturalmente inflada pela forte valorização da carteira de investimentos da companhia.

Greg Abel dá continuidade ao legado de Buffett

Na última linha, a companhia dobrou o lucro líquido atribuível aos acionistas em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo US$ 25,67 bilhões, o equivalente a um lucro por ação classe B de US$ 11,91 — grande parte impulsionado pelos ganhos não operacionais.

A companhia segue acumulando um dos maiores caixas de sua história, encerrando o período com US$ 365,5 bilhões, resultado da combinação entre uma postura mais cautelosa diante dos valuations do mercado e uma forte geração operacional.

Ainda assim, ao contrário de Warren Buffett, Greg Abel acelerou a alocação desse capital, recomprando cerca de US$ 4,5 bilhões em ações da própria Berkshire, encerrando uma sequência de 14 trimestres consecutivos de vendas líquidas de ações, ampliando a exposição à Alphabet por meio da recompra de aproximadamente US$ 10 bilhões em ações da companhia, concluindo a aquisição da OxyChem, produtora de químicos industriais e derivados de cloro, e anunciando a compra da Taylor Morrison, uma das maiores construtoras residenciais dos Estados Unidos.

Diante dos números sólidos da companhia, a Berkshire Hathaway permanece como uma das maiores fortalezas defensivas do mercado global. O grande diferencial competitivo da companhia continua sendo o gigante aporte em seguros que os clientes realizam, que atingiu US$ 177,5 bilhões, permitindo que Abel invista um capital vasto a um custo essencialmente zero ou negativo.

Do ponto de vista de valuation, a companhia negocia atualmente próxima de 1,5x o seu valor contábil, patamar considerado justo e alinhado com sua média histórica recente. Sendo assim, um dos principais catalisadores para a tese, além da força do negócio central da companhia, segue sendo a liberdade que essa montanha de caixa oferece para novos aportes, aquisições e outras operações capazes de acelerar a alocação de capital, além de ser uma empresa extremamente resiliente e voltada à preservação de capital, pontos que fundamentam nossa recomendação em Berkshire Hathaway (B3 BERK34 | NYSE BRK/B), uma das principais posições da carteira de Ações Internacionais.

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Barrick Mining (BARR34): Forte produção, ouro em alta e acordos pautaram resultados do 2T26

10 de Agosto de 2026, 11:33

Nesta manhã (10), a Barrick Mining (B3: BARR34 | NYSE: B) divulgou os resultados do 2T26, com desempenho operacional forte, beneficiado também pelo aumento do preço do ouro ao longo do último ano. Ainda assim, a ação recuou cerca de 5% no pregão estendido, com o mercado mais atento à alta dos custos.

A receita totalizou US$ 5,29 bilhões, alta de 44% na comparação anual e acima do consenso de cerca de US$ 5,1 bilhões. O avanço foi impulsionado principalmente pelos preços mais elevados do ouro e do cobre, que atingiram médias de US$ 4.417/oz para o ouro (+34%) e US$ 6,15/lb para o cobre (+41%).

Além disso, a maior produção de ouro, de 796 mil onças, acima da faixa de guidance de 730 mil a 770 mil onças, e a produção de cobre, de 56 mil toneladas (-5% a/a), em linha com o plano, também contribuíram para o avanço da receita.

Custos de produção e vendas de ouro e cobre no 2T26

Do lado dos custos, a disciplina operacional manteve os indicadores dentro do guidance do ano, mas a pressão inflacionária ficou evidente. O custo de vendas do ouro subiu para US$ 1.993 por onça, ante US$ 1.654 no 2T25, enquanto o custo total de sustentação da produção (AISC) avançou 11% a/a, para US$ 1.866 por onça, puxado por royalties maiores devido ao preço do metal, combustível mais caro e menor teor em parte das operações. No cobre, o AISC avançou 36% a/a, para US$ 3,95 por libra.

Com os preços das commodities mais elevados, a margem EBITDA ajustada atribuível atingiu 60%, um forte avanço de 5 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.

Na linha final, o lucro líquido da Barrick somou US$ 1,22 bilhão (+50% a/a). O lucro líquido ajustado foi de US$ 1,36 bilhão, equivalente a um lucro por ação ajustado de US$ 0,82, alta de 74% na comparação anual. Frente ao consenso, o número ficou em linha com a estimativa mais citada, de cerca de US$ 0,81, e marginalmente abaixo de outras projeções próximas de US$ 0,84, o que ajuda a explicar as manchetes de miss e a reação cautelosa do mercado.

A Barrick também seguiu gerando valor aos acionistas. A companhia declarou dividendo trimestral de US$ 0,175 por ação e recomprou US$ 1,21 bilhão em ações no trimestre, elevando a devolução total aos acionistas para US$ 1,50 bilhão (+242% a/a).

Para 2026, a companhia manteve o guidance de produção e custos. A previsão de produção de ouro permanece entre 2,90 milhões e 3,25 milhões de onças, enquanto a de cobre fica entre 190 mil e 220 mil toneladas. No ouro, o custo de vendas projetado ficou entre US$ 1.870 e US$ 2.070 por onça, com AISC entre US$ 1.760 e US$ 1.950 por onça. No cobre, o AISC ficou entre US$ 3,45 e US$ 3,75 por libra.

Já o guidance de investimentos de capital atribuível foi reduzido para US$ 3,8 bilhões a US$ 4,2 bilhões, ante US$ 4,0 bilhões a US$ 4,45 bilhões anteriormente, refletindo principalmente o menor dispêndio no projeto Reko Diq, mina de cobre e ouro da Barrick no Baluchistão, no Paquistão, considerado um dos maiores depósitos ainda não desenvolvidos do mundo.

Além disso, a Barrick fechou um acordo com a Newmont para ampliar a joint venture Nevada Gold Mines. O acordo adiciona três ativos ao complexo, que terá quase 100 milhões de onças, e garante à Barrick US$ 1,95 bilhão em caixa, além do consentimento para o IPO norte-americano.

Barrick Mining (BARR34): Vale a pena investir nas ações?

Entre os pontos positivos dos resultados, estão a produção de ouro acima do plano pelo terceiro trimestre seguido, o forte crescimento de receita e lucro impulsionado pelo ciclo de preços, a redução do guidance de investimentos de capital atribuível para US$ 3,8 bilhões a US$ 4,2 bilhões, ante US$ 4,0 bilhões a US$ 4,45 bilhões, e, sobretudo, o acordo com a Newmont.

Do lado negativo, o que pesou na avaliação do mercado foi a alta dos custos unitários, o aumento do custo de produção do cobre e um lucro por ação ajustado que não superou de forma clara o consenso mais otimista. Parte das casas também segue atenta à execução do IPO e à revisão de projetos como Reko Diq, que está por trás da redução do orçamento de capital. Esses pontos devem continuar no centro da narrativa da companhia ao longo do segundo semestre.

Ainda assim, o ouro segue sendo uma das melhores formas de proteção em momentos de conflito e maior tensão. Nesse contexto, o investimento em uma mineradora que reforça sua tese operacional no ciclo do ouro, com produção acima do plano e resultados impulsionados pelos preços, continua servindo como uma luva no cenário atual.

Negociada atualmente a cerca de 10x os lucros projetados para os próximos 12 meses, a Barrick Mining (B3: BARR34 | NYSE: B) segue sendo uma das principais teses da carteira Ações Internacionais.

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Ibovespa na semana: IPCA de julho, ata do Copom e possível reabertura do Estreito de Ormuz no radar dos mercados; veja destaques

10 de Agosto de 2026, 10:04

Os mercados globais iniciam a semana em tom misto, com o Oriente Médio novamente no centro das atenções. O Irã descartou, por enquanto, negociações diretas com os Estados Unidos e reiterou que a reabertura do Estreito de Ormuz dependerá do cumprimento de novas condições por Washington, enquanto Donald Trump sinalizou disposição para aguardar que a pressão econômica leve Teerã a moderar sua postura.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, apoiadas pelo payroll mais fraco dos Estados Unidos e pela recuperação das ações ligadas a semicondutores e inteligência artificial. Na China, a inflação veio abaixo das expectativas: o CPI desacelerou para 0,5% em julho na comparação anual, enquanto o PPI avançou 3,5%, também abaixo do consenso, refletindo principalmente o alívio dos preços de energia. No Japão, a ata do Banco do Japão revelou maior preocupação com os riscos inflacionários e uma discussão mais aberta sobre uma eventual aceleração da normalização monetária, especialmente diante da fraqueza do iene, dos custos de energia e dos investimentos relacionados à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, as atenções agora se voltam para o CPI de julho, que será divulgado na quarta-feira e deverá desempenhar papel importante na recalibragem das expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

· 00:51 — Inflação e ata Copom ditam o ritmo da semana

No Brasil, o Ibovespa recuou 1,73% na sexta-feira, aos 172.513 pontos, acumulando queda de 3,08% na semana, pressionado por balanços corporativos mais fracos e pela preferência global por ações de tecnologia. O movimento contrastou com o câmbio, já que o dólar caiu 0,46%, para R$ 5,08.

No Boletim Focus desta segunda-feira, as projeções mostraram pouca alteração: o IPCA de 2026 passou de 5,03% para 5,02%, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 permaneceram em 4,22% e 3,80%, respectivamente. Para a Selic, o mercado manteve as projeções de 13,75% ao fim de 2026, 12% em 2027 e 10,50% em 2028.

Com isso, as atenções agora se voltam para o IPCA de julho e para a ata do Copom, ambos divulgados nesta terça-feira. A expectativa é de desaceleração da inflação mensal de 0,16% para 0,03%, levando a taxa em 12 meses de 4,64% para 4,40%, novamente abaixo do teto da meta, embora os serviços sigam como ponto de atenção. A ata da última reunião do Copom, amanhã, deverá oferecer mais detalhes sobre o corte da Selic para 14% e sobre a possibilidade de nova redução em setembro, além da avaliação do Banco Central sobre mercado de trabalho, atividade e expectativas de inflação. Na bolsa, a temporada de resultados também segue intensa, com Embraer e JBS nesta segunda-feira e, nos próximos dias, B3, Banco do Brasil, CSN e Braskem.

· 01:46 — Depois do emprego, a inflação

O mercado americano inicia a semana com a inflação novamente no centro das atenções, após um payroll de julho significativamente mais fraco do que o esperado. A economia destruiu 23 mil vagas no mês, ante a expectativa de criação de 80 mil postos, enquanto os dados de maio e junho foram revisados para baixo em 103 mil vagas. A taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, mas o movimento refletiu uma redução da força de trabalho, enquanto o setor privado criou apenas 30 mil postos.

O relatório reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode adotar uma postura menos cautelosa e reduziu as apostas em uma alta de juros já em setembro, aumentando ainda mais a importância do CPI de julho, divulgado na quarta-feira.

A expectativa é de um relatório benigno, com avanço de 0,1% no CPI cheio e de 0,2% no núcleo. Na quinta-feira, será divulgado o PPI, que mede os preços ao produtor, enquanto os dados de vendas no varejo serão conhecidos na sexta-feira. A queda dos preços dos combustíveis deve contribuir para aliviar o índice cheio, embora ainda existam pressões vindas de outros componentes de energia, dos preços de importação e de determinados serviços.

O desafio permanece delicado: de um lado, o enfraquecimento do mercado de trabalho favorece a manutenção dos juros; de outro, uma inflação acima das expectativas poderia reacender o debate sobre novas altas e reforçar os riscos de um cenário de crescimento mais lento com preços elevados.

Ao mesmo tempo, o pano de fundo corporativo permanece construtivo. Com a maior parte da temporada de resultados já divulgada, 86% das empresas do S&P 500 superaram as expectativas, com lucros, em média, cerca de 29% acima do previsto, contribuindo para sustentar as bolsas em níveis recordes. Nesta semana, o foco volta a se concentrar nos setores de tecnologia e inteligência artificial, com a divulgação de resultados de empresas como CoreWeave, Super Micro Computer, Cisco e Applied Materials, além de eventos relacionados à infraestrutura de IA.

A combinação entre um CPI benigno e resultados sólidos no setor poderia prolongar o bom momento das ações, enquanto uma surpresa inflacionária ou números decepcionantes entre empresas ligadas à inteligência artificial tenderiam a elevar novamente a volatilidade.

· 02:31 — Possível reabertura

A reabertura rápida do Estreito de Ormuz permanece incerta, apesar dos avanços nas negociações entre Irã e Omã sobre novas rotas de navegação. Teerã afirma que as conversas estão em estágio final, mas condiciona a liberação integral da passagem a uma série de concessões por parte dos Estados Unidos, incluindo compensações pelos danos causados pela guerra, retirada de ameaças militares, fim do bloqueio naval, levantamento de sanções e liberação de ativos congelados.

Donald Trump, por sua vez, sinalizou preferência por limitar a exposição militar direta e intensificar a pressão econômica, apostando que a deterioração das condições internas no Irã possa levar o regime a moderar suas exigências. Enquanto isso, o bloqueio continua afetando uma das principais rotas energéticas do mundo (cerca de um quarto do comércio marítimo de petróleo e por aproximadamente um quinto do gás natural).

As tensões regionais, no entanto, permanecem elevadas e dificultam uma solução mais abrangente. Os houthis atacaram a refinaria de Jazan, da Saudi Aramco, poucos dias depois de Arábia Saudita, Turquia e Paquistão firmarem um pacto de defesa mútua, enquanto os Estados Unidos mantêm operações de bloqueio e fiscalização marítima na região. Paralelamente, Benjamin Netanyahu rejeitou o plano de paz para Gaza apoiado por Trump, ampliando as divergências entre Washington e o governo israelense.

O quadro reforça que, embora ainda exista espaço para acordos pontuais relacionados à navegação, uma normalização mais duradoura do Oriente Médio permanece distante, mantendo elevado o prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços do petróleo e aos mercados globais.

· 03:27 — Nova aliança militar

Turquia, Arábia Saudita e Paquistão assinaram um acordo tripartite de defesa mútua, pelo qual um ataque contra qualquer um dos três países será considerado um ataque aos demais. Firmado em Meca, o pacto reúne capacidades militares e estratégicas relevantes, incluindo o segundo maior exército da OTAN, pertencente à Turquia, o arsenal nuclear do Paquistão e o peso financeiro e geopolítico da Arábia Saudita.

O movimento ocorre em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e reflete uma tentativa de fortalecer uma nova arquitetura regional de segurança liderada por potências de maioria sunita, em um ambiente de maior desconfiança tanto em relação ao avanço iraniano quanto à postura de Israel e à previsibilidade do apoio americano.

· 04:14 — Muita volatilidade

A forte valorização das ações coreanas, seguida por uma correção relevante ao longo deste ano, reforçou os riscos associados ao excesso de alavancagem e parece ter servido de alerta para as autoridades chinesas. Em meio ao entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial, investidores ampliaram sua exposição ao mercado acionário local, mas parte desse movimento foi revertida após a correção observada em julho.

O saldo das operações com margem recuou de mais de 3 trilhões de yuans no fim de junho para 2,6 trilhões de yuans no fim de julho. Paralelamente, corretoras como Citic Securities e East Money passaram a adotar exigências mais rigorosas para clientes interessados em crédito, derivativos e novas posições alavancadas.

A estratégia das autoridades chinesas parece buscar um equilíbrio delicado: preservar o dinamismo das empresas de inteligência artificial, consideradas estratégicas para o país, sem permitir que esse movimento resulte na formação de uma bolha alimentada por alavancagem excessiva. As novas restrições atingem principalmente investidores com contas abertas recentemente ou com histórico recorrente de chamadas de margem, em uma tentativa de reduzir os riscos de instabilidade financeira.

Embora parte dessas pressões tenha diminuído após a correção recente, o tema deve permanecer no radar dos reguladores, sobretudo diante da concentração de posições alavancadas em determinados segmentos do mercado.

· 05:09 — IA mais poderosa, riscos mais reais

Pesquisadores utilizaram o modelo de inteligência artificial Evo para projetar sequências genéticas inéditas a partir de padrões identificados em mais de 9 trilhões de nucleotídeos. O sistema gerou cerca de 700 mil combinações genômicas potenciais, das quais 285 foram testadas por cientistas de Stanford e do Arc Institute, resultando em 16 vírus inéditos.

O avanço pode abrir aplicações relevantes na medicina e na pesquisa científica, como o desenvolvimento de vírus modificados para combater bactérias resistentes ou tratar doenças genéticas. Ao mesmo tempo, porém, amplia as preocupações de segurança e de uso inadequado da tecnologia.

Paralelamente, modelos avançados de IA vêm demonstrando capacidades cada vez mais sofisticadas no campo da cibersegurança. Durante testes, sistemas da Meta, Anthropic e OpenAI conseguiram acessar ambientes externos ou contornar determinadas barreiras de segurança, em alguns casos aproveitando falhas na própria configuração dos experimentos. A velocidade com que esses agentes conseguem executar tarefas que antes exigiam semanas de trabalho humano evidencia tanto o potencial da inteligência artificial para fortalecer as defesas digitais, quanto o risco de ampliar significativamente a escala e a velocidade de eventuais ataques cibernéticos.

Esses episódios vêm acelerando o debate sobre mecanismos de controle e regulação de sistemas avançados de inteligência artificial. Nos Estados Unidos, legisladores discutem propostas que exigiriam mecanismos capazes de interromper modelos que apresentem comportamentos considerados perigosos, enquanto empresas e autoridades aumentam a atenção dedicada aos testes de segurança antes do lançamento de novos sistemas.

Em conjunto, os avanços observados na biologia computacional e na cibersegurança revelam uma característica central da atual evolução da IA: as mesmas capacidades capazes de gerar ganhos científicos e econômicos expressivos também exigem salvaguardas cada vez mais robustas à medida que os modelos se tornam mais autônomos e poderosos.

Para investidores atentos a esse tema, o segmento oferece caminhos relativamente claros de exposição. ETFs como o Global X Cybersecurity ETF (BUG) e o First Trust Nasdaq Cybersecurity ETF (CIBR) reúnem empresas líderes em defesa digital, com receitas recorrentes, presença global e crescente incorporação de inteligência artificial em seus modelos de negócio. No Brasil, o BBUG39 surge como uma alternativa local de acesso ao setor. Ainda assim, a cautela permanece fundamental: investimentos temáticos, por mais promissores que possam parecer, devem ocupar uma parcela limitada e adequadamente dimensionada da carteira. Uma alocação entre 1% e 2,5% do portfólio por tema, e de no máximo 5% considerando a soma de todos os temas específicos, tende a ser suficiente para capturar parte desse potencial de crescimento sem comprometer a diversificação. Segurança, afinal, também começa pela disciplina na estratégia de alocação.

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É hoje: Conheça ferramenta que busca retornos de até R$ 1.960 por semana com criptomoedas

10 de Agosto de 2026, 08:00

Já pensou em investir em criptomoedas sem depender da alta do bitcoin para ganhar dinheiro?  Essa dúvida pode parecer contraditória, mas é exatamente o que uma estratégia específica vem buscando responder desde 2020.

O responsável por validar essa maneira de operar no mercado de criptomoedas é Valter Rebelo, head de ativos digitais da Empiricus Research, que a aplica de forma consistente desde então.

E os números chamam atenção: seguindo essa estratégia desde o início, o investidor poderia multiplicar o capital em até 37 vezes, o equivalente a um retorno acumulado superior a 3.600%.

Para efeito de comparação, o bitcoin multiplicou o capital em 9,4 vezes no mesmo intervalo, o equivalente a uma valorização de 843%.

Em termos de retorno acumulado, a estratégia entregou um desempenho cerca de 4,3 vezes superior ao do bitcoin no mesmo período.

A diferença fica ainda mais evidente em momentos de crise. Em 2022, ano marcado pelo colapso do ecossistema Terra e da corretora FTX, a estratégia registrou alta de mais de 36%, enquanto o bitcoin caiu 64% no mesmo período.

Como uma estratégia pode conseguir ganhar dinheiro mesmo com o bitcoin caindo

A estratégia em questão, conhecida como Long & Short, não depende de prever se o mercado vai subir ou cair para gerar resultados.

Na prática, ela consiste em assumir posições compradas (long) em ativos com potencial de alta  e, simultaneamente, posições vendidas (short) em ativos com potencial de queda, geralmente dentro do mesmo mercado.

Essa combinação ajuda a reduzir a dependência de um único cenário. Enquanto uma ponta da operação pode gerar lucro com a valorização de um ativo, a outra pode lucrar com a desvalorização de outro.

Na prática, isso pode ajudar a diminuir os impactos das grandes oscilações do mercado. E os resultados observados durante o período em que Valter Rebelo aplicou e acompanhou essa estratégia ajudam a validá-la.

Ao longo de mais de seis anos, enquanto o bitcoin chegou a cair 77% , a maior queda registrada pela estratégia foi de 24%, no mesmo período. Ou seja, três vezes mais.

Vale lembrar, porém, que retornos passados não são garantia de ganhos futuros e que o mercado de criptomoedas envolve riscos, podendo trazer perdas ao investidor.

Outro indicador usado para avaliar a relação entre risco e retorno é o Sharpe Ratio, que mede quanto uma estratégia entrega de retorno para cada unidade de risco assumida.

Nesse quesito, dentro do período de janeiro de 2020 a março de 2026, o bitcoin registrou índice de 0,71, enquanto a estratégia de Rebelo alcançou 2,21.

Foi justamente essa lógica de operar comprado e vendido ao mesmo tempo que deu origem ao Delta IA.

Até R$ 1.960 semanais com o Delta IA?

O Delta IA é uma inteligência artificial desenvolvida pela Empiricus Research para aplicar a estratégia Long & Short no mercado de criptomoedas de forma automatizada, sem que o investidor precise operar manualmente.

Com essa ferramenta, o investidor deixa de depender exclusivamente de um bull market para buscar resultado.

A proposta é identificar oportunidades também nas distorções entre ativos, independentemente da direção geral do mercado.

Na prática, o Delta IA monitora centenas de criptoativos simultaneamente. A partir dessa análise, ele assume posições compradas nos ativos com potencial de valorização e posições vendidas naqueles com potencial de queda.

O objetivo não é acertar se o mercado vai subir ou cair, mas capturar a diferença de desempenho entre esses dois grupos de ativos.

Não é à toa que o Delta IA pode buscar até R$ 1.960 por semana, uma meta baseada nos resultados dos backtests realizados entre janeiro de 2020 e março de 2026 e no histórico de resultados de usuários da estratégia.

E a partir de hoje às 19h, a Empiricus vai liberar novos acessos ao Delta IA durante uma transmissão online e gratuita.

Clique no botão abaixo para garantir a sua inscrição gratuita e conhecer a ferramenta:

QUERO CONHECER O DELTA IA

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Três perguntas separam vencedores de perdedores no mercado de criptomoedas, e nós temos as respostas

9 de Agosto de 2026, 15:00

Esta edição não é sobre o que aconteceu nos últimos dias. É sobre uma pergunta que antecede qualquer notícia: o que, exatamente, você está carregando quando compra um criptoativo?

Quase todo investidor chega ao mercado pela mesma porta: “qual moeda eu compro?”. É a pergunta mais natural e, sozinha, a menos útil. Existem outras duas que explicam a maior parte do resultado de uma carteira: em que momento você está comprado, e qual tamanho a posição ocupa no portfólio.

Reunimos essas três perguntas — quando, o que e quanto — em um relatório especial, com dados de janeiro de 2018 a julho de 2026. Aqui, o resumo do que ele mostra. O material completo, com o passo a passo da análise, está no fim desta edição.

Todo criptoativo está em algum ponto da mesma régua

Existem milhares de criptoativos negociados hoje, e analisá-los um a um é inviável. Quase todos, porém, cabem em uma régua com três referências — e o lugar que cada um ocupa nela antecipa boa parte do comportamento do preço.

Em um extremo está o Bitcoin: emissão limitada, previsível e que ninguém altera unilateralmente. Como não paga juros, dividendo nem aluguel, todo o valor está no futuro distante — por isso ele reage tanto a juros e a liquidez global. No meio estão os tokens de projeto, que são capital de risco com marcação a mercado minuto a minuto. No outro extremo, as memecoins, onde não há tese a analisar: o preço é a atenção que o ativo captura, e o ganho de um participante é a perda de outro.

A régua tem uma função prática: ela define qual pergunta faz sentido fazer. Diante do Bitcoin, pergunta-se sobre juros, liquidez e adoção institucional. Diante de um token, sobre receita, concorrência e mecanismo de captura de valor. Usar o critério errado para o ativo errado é a origem de boa parte das frustrações de quem está começando.

No agregado, o mercado perde para o Bitcoin

A intuição mais difundida é a de que, se o Bitcoin já subiu muito, o retorno maior estaria nas moedas menores. Oito anos e meio de dados contam outra história: desde janeiro de 2018, o Bitcoin subiu 265% e uma cesta com as 100 maiores altcoins caiu 34%.

E há um segundo fato, tão importante quanto o primeiro: as duas curvas sobem e descem praticamente juntas, com correlação de 0,83 numa escala em que 1 é sincronia perfeita. Ou seja, a diversificação não trouxe retorno adicional, muito menos trouxe proteção.

Quando se decompõe esse retorno, aparece o motivo. Cerca de 69% da variação das altcoins é explicada pelo próprio Bitcoin. O que sobra — aquilo que seria mérito do projeto — é negativo: −0,19% por semana no agregado. Parece pouco, mas ao longo de 446 semanas essa diferença mínima vira o abismo entre +265% e −34%. Na média, comprar altcoin é acompanhar o Bitcoin com uma taxa embutida.

Fonte: Coingecko

A causa é estrutural, não moral. O token típico não dá direito a fluxo de caixa nem a participação, então não existe um valor de referência para o qual o preço convirja quando o entusiasmo passa. E a emissão contínua para fundadores, investidores iniciais e equipe cria um vendedor estrutural: a cada mês chegam ao mercado unidades novas nas mãos de quem pagou muito menos — ou nada — por elas.

Isso muda a pergunta que o investidor precisa fazer. Não é “esta tecnologia é boa?” — muitas são. É “o valor que esta tecnologia gera chega até o token que estou comprando?”. Quando chega, o ativo descola: num ano em que o Bitcoin caiu 47%, HYPE subiu 154% por exemplo, sustentado por recompra com receita própria e utilidade comprovada. As exceções existem, e o que as separa é justamente esse mecanismo.

Quando, o que e quanto?

Se 69% do retorno vem do fator de mercado, é esse fator que precisa ser administrado — e administrar não é prever, é ter uma regra explícita.

Quando comprar. No relatório, testamos a regra mais simples de todas: ao fim de cada dia, comparar o retorno do Bitcoin nos últimos 30 dias com o do S&P 500. Se o Bitcoin estiver à frente, mantém-se a posição; se estiver atrás, fica-se em caixa.

A escolha do S&P 500 não é arbitrária. Ele reúne as 500 maiores empresas listadas na bolsa americana e funciona como termômetro do apetite por risco: quando o índice sobe, em geral é sinal de que o ambiente macroeconômico está favorável a ativos de risco. O Bitcoin, por sua vez, guarda uma correlação relevante com ele, porque ambos respondem à mesma variável de fundo — a liquidez global. Comparar um ao outro é, na prática, perguntar se o dinheiro está fluindo para o risco e se o Bitcoin está na frente ou atrás dessa onda.

O resultado do teste é simples de descrever. Seguindo a regra, o investidor teria obtido praticamente o dobro de retorno para o mesmo tanto de sobressalto que precisou aguentar pelo caminho. E a maior queda da estratégia, do topo até o fundo seguinte, encolheu de 82% para 39%. O segundo número talvez seja o mais importante: uma perda de 82% expulsa quase qualquer investidor da posição no pior momento possível — 39% dói, mas é suportável. O exercício não inclui custos nem impostos, e retornos passados não garantem rentabilidade futura.

Fonte: base de dados própria (Bitcoin) e Yahoo Finance (S&P 500); reconstrução do exercício publicado em “O que você carrega quando compra cripto”, BTG Pactual & Empiricus Research. Sem custos de transação e com execução no dia seguinte ao sinal. Exercício ilustrativo, não é recomendação. Dados até 5 de agosto.

O que comprar. Três filtros, nesta ordem: liquidez, porque performance no gráfico não vira dinheiro na conta se não houver comprador do outro lado; representação, que é o mecanismo de captura de valor; e evidência, que é o retorno ajustado ao risco frente ao Bitcoin — a referência não é o dólar nem o real, é o ativo que você carregaria sem esforço nenhum. Critério definido depois de olhar para os nomes não é critério, é justificativa.

Quanto comprar. Esta é a pergunta mais negligenciada e a que mais destrói patrimônio. O erro comum é dimensionar pela convicção, que é máxima depois de uma alta forte e mínima depois de uma queda forte. O critério correto é a oscilação: quanto você topa ver o portfólio variar em um dia normal? Meio por cento? Um? Se o ativo oscila 4% ao dia e você aceita 1% na carteira, a posição compatível é de cerca de um quarto do portfólio — e cai pela metade se a volatilidade dobrar, sem que nada tenha mudado na tese.

Escreva a regra antes de precisar dela

No fim das contas, investir em cripto é muito mais uma questão de gerenciamento de risco do que de acertar qual token vai ser o vencedor do ciclo. E gerenciar risco de forma eficiente exige sistema: regras bem definidas, escritas antes, e que façam sentido para o mercado em que você está.

Isso vale ainda mais em cripto, um ambiente em que as narrativas são voláteis e as coisas vão e vêm muito rápido. A narrativa da moda hoje pode não existir daqui a seis meses. Ter uma regra é justamente o que permite verificar, na medida certa, se aquela hipótese está se confirmando ou não — em vez de sustentar uma tese apenas porque você acredita nela. É essa verificação, repetida ao longo do tempo, que faz diferença no longo prazo.

O erro mais caro, portanto, não é escolher o token errado. É carregar o mercado às cegas: sem regra de entrada, sem tamanho definido e sem saber de onde vem o retorno que se espera receber. Um processo escrito em um dia calmo é o que resta de racional em um dia de pânico.

Se você quer ver tudo isso de forma muito mais aprofundada, o relatório completo está disponível na plataforma do BTG Pactual. Lá colocamos bem mais dados, os gráficos de cada uma das análises e o detalhamento dessas regras — inclusive como usá-las na prática para montar um portfólio de criptoativos e administrá-lo de forma mais eficiente.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Executar esse processo todos os dias, porém, exige rotina, dados e disciplina. É exatamente o que a Carteira Crypto Momentum sistematiza: timing por regra de tendência, seleção por momentum entre os ativos líquidos e alocação por volatilidade, com caixa como parte legítima da carteira — sem exigir do investidor acompanhamento de telas nem decisão tomada no calor do momento. Desde o lançamento, em maio de 2026, o excesso acumulado sobre o Bitcoin é de +10,3 pontos percentuais — retornos passados não garantem rentabilidade futura, mas mostram o método funcionando fora do papel. Conheça a Carteira Crypto Momentum.

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Criptomoedas: Clarity Act é adiado mais uma vez; mas ferramenta da Empiricus pode buscar ganhos independentemente disso

8 de Agosto de 2026, 08:00

O mercado de criptomoedas vive um período de baixa, e investidores acreditam que a aprovação do Clarity Act, nos Estados Unidos, pode ajudar na recuperação desse mau momento. Porém, é preciso esperar o retorno do recesso de agosto do Senado norte-americano.

O período de descanso tem início marcado para este sábado (8), e adia mais uma vez a votação do projeto de lei, que visa dar mais segurança regulatória às negociações de ativos digitais.

Restante do texto

Os senadores retomam os trabalhos em meados de setembro, e haverá poucas semanas para a votação do Clarity Act antes que as atenções se voltem para as eleições de meio de mandato (midterms), marcadas para novembro.

O bitcoin (BTC), maior criptomoeda do mundo, costuma servir como “termômetro” desse mercado como um todo, tanto em momentos de alta quanto de baixa. Seu desempenho tem sido ruim desde outubro do ano passado, quando passou a cair após atingir sua máxima histórica de US$ 126 mil.

Por volta das 15h desta sexta-feira (7), a moeda era negociada por US$ 64,8 mil.

DESCUBRA COMO INVESTIR EM CRIPTO SEM DEPENDER DA DIREÇÃO DO MERCADO

A solução da Empiricus para investir em criptomoedas

Valter Rebelo, especialista em criptomoedas da Empiricus Research, explica que os investidores com mais tempo nesse mercado já devem ter passado por diferentes estratégias na busca por bons retornos:

  • Fundos de investimento;
  • Buy and hold – estratégia em que a pessoa compra um ativo e espera ele se valorizar;
  • E até mesmo day trade.

“Todas elas têm um aspecto em comum: só funcionam se o investidor acertar a direção do mercado”, revela. Então, se a carteira estiver preparada para um momento de alta e as cotações caírem, ele perde dinheiro.

De modo geral, é possível lucrar no mercado de duas formas: ao comprar um ativo que vai subir de preço, ou com a venda de outro que cai.

O sistema desenvolvido por Valter considera os dois lados, e busca ganhos na diferença de preços entre eles.

Saiba mais: estratégia adotada pela Empiricus pode buscar ganhos em diferentes cenários do mercado de criptomoedas

Delta IA: ferramenta da Empiricus Research busca lucros com cripto em qualquer cenário

A solução desenvolvida pelo especialista da Empiricus é o Delta IA, sistema que utiliza inteligência artificial para identificar as criptomoedas com maiores potenciais de alta e de baixa, independentemente do cenário macro.

Afinal, existem ativos que caem nos períodos de alta, assim como outros que sobem quando o mercado está em baixa.

Dessa forma, a ferramenta divide os valores investidos entre as criptomoedas identificadas, em busca de ganhos baseados na diferença de preço atingida entre elas.

Esse processo é atualizado semana após semana. Portanto, mesmo que o momento ruim das criptomoedas continue antes da votação do Clarity Act, investidores podem buscar bons resultados em cripto com ajuda do Delta IA.

A partir de R$ 3 mil iniciais, o sistema é capaz de buscar ganhos de até R$ 1.960 por semana, em média.

Novas vagas para o Delta IA serão abertas em evento online e gratuito

A estratégia do Delta IA foi testada de janeiro de 2020 a março de 2026 em backtest. A partir dos resultados nesse período, junto ao histórico de usuários, a equipe definiu a meta de R$ 1.960 por semana, em média, para a ferramenta.

Retornos passados não garantem ganhos futuros e investir em criptomoedas tem seus riscos. Porém, tanto o tempo de desenvolvimento do sistema quanto as possibilidades da estratégia usada podem ser positivos na busca por lucros.

Na próxima segunda-feira, dia 10 de agosto, serão liberados novos acessos à IA em um evento online e gratuito, que terá início às 19h. Nele, você poderá entender melhor:

  • O funcionamento do Delta IA;
  • Por que ele não depende de acertar a direção do mercado como um todo; e
  • Como você pode testar a ferramenta.

Para fazer parte desse momento e entender as possibilidades de forma mais aprofundada, garanta a sua participação no evento – lembrando que ele será gratuito. Clique no link abaixo e se inscreva par não ficar de fora.

QUERO SABER COMO O DELTA IA BUSCA ATÉ R$ 1.960 POR SEMANA

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Fundos imobiliários: TRXF11, BRCO11 e BTLG11 trazem novidades nesta semana; confira

7 de Agosto de 2026, 11:19

Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como TRX Real Estate (TRXF11), Bresco Logística (BRCO11), BTG Pactual Logística (BTLG11) e outros. Confira:

Bresco Logística (BRCO11)

O BRCO11 celebrou aditivo contratual com a M. Dias Branco para ampliar a área locada no imóvel Bresco Canoas. A locatária passará a ocupar também os módulos 03 e 04, além de uma área administrativa, elevando a área total locada para 24,2 mil m². Com a expansão, o contrato passa a representar 4,1% da ABL total do fundo, enquanto a vacância física do portfólio será reduzida para 5,9%.

BTG Pactual Logística (BTLG11)

O BTLG11 concluiu, em julho, a reavaliação anual de seu portfólio imobiliário, que apontou valorização de 5,72% dos ativos, de R$ 5,15 bilhões para R$ 5,44 bilhões. Com isso, o patrimônio líquido passou a R$ 7,43 bilhões, equivalente a R$ 107,04 por cota.

BTG Pactual Real Estate (BTHF11)

O BTHF11 adquiriu uma participação de 76% no Shopping Pátio Cianê, localizado em Sorocaba (SP), por R$ 220,4 milhões. Com base no NOI projetado de 2026, a transação apresenta cap rate estimado de 9,6%.

Além disso, o fundo movimentou cerca de R$ 123 milhões no mercado secundário, com destaque para o encerramento da posição em TRXF11, ciclo que gerou lucro líquido de R$ 38 milhões. Parte dos recursos foi direcionada a ativos indexados ao IPCA, incluindo cotas mezanino do Itaú Log CP a IPCA + 11,8% e o CRI JHSF a IPCA + 9,73%.

Hedge Brasil Shoppings (HGBS11)

O HGBS11 firmou compromisso para a aquisição de 75% do Shopping Jaraguá Araraquara, localizado em Araraquara (SP), por R$ 216,3 milhões. A operação apresenta cap rate estimado de 9,0% ao ano, considerando o resultado operacional projetado para os 12 meses seguintes à conclusão da transação.

Kinea Oportunidades Real Estate (KORE11)

O KORE11 registrou movimentações no Edifício Corporate Plaza, resultando em uma vacância consolidada do portfólio de 5,61%, ante 4,52% no mês anterior, enquanto a vacância financeira avançou de 4,08% para 4,74%.

Guardian Real Estate (GARE11)

O GARE11 concluiu a aquisição de um ativo logístico em Itapevi (SP) por R$ 119,8 milhões. Do total, R$ 101,7 milhões foram pagos à vista e cerca de R$ 18,1 milhões serão pagos em julho de 2028, corrigidos pelo IPCA. Segundo a gestão, a operação apresenta rentabilidade média ponderada de dois dígitos nos primeiros cinco anos.

Pátria Malls (PMLL11)

O PMLL11 firmou intenção de compra de uma participação de 10% no Shopping Jardim Sul, em São Paulo (SP), por R$ 67,0 milhões. O pagamento será dividido entre parcelas em caixa e, potencialmente, compensação com créditos decorrentes da integralização de cotas do fundo pelo vendedor, com parte dos valores diferidos e corrigidos pelo IPCA. Segundo a gestão, a operação deverá apresentar yield médio de 11,6% ao ano nos dois primeiros anos e de aproximadamente 9,1% ao ano na estabilidade.

TRX Real Estate (TRXF11)

O TRXF11 celebrou memorando de entendimentos para a potencial aquisição de um portfólio de cinco imóveis por aproximadamente R$ 2,14 bilhões. O portfólio soma 251,2 mil m² de ABL e inclui quatro galpões logísticos — dois na Região Metropolitana de São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Extrema (MG) — e um edifício corporativo em São Paulo (Cyrela Oscar Freire Corporate). A operação apresenta yield on cost estimado de 10,4% ao ano em 12 meses.

Além disso, o fundo celebrou memorando de entendimentos para a potencial aquisição de 70% do empreendimento logístico LOG Recife II, localizado em Jaboatão dos Guararapes (PE), por R$ 210 milhões. A participação corresponde a aproximadamente 48 mil m² de ABL e está integralmente locada a uma empresa de e-commerce, em contrato típico com vencimento em fevereiro de 2030 e reajuste pelo IPCA. A operação apresenta cap rate de 8,19% ao ano e yield on cost estimado de 10,58% em 12 meses.

Por fim, aprovou sua 13ª emissão de cotas, com oferta inicial de até R$ 5,0 bilhões, destinada exclusivamente a investidores profissionais. O preço de emissão foi fixado em R$ 94,25 por cota, ou R$ 94,39 considerando a taxa de distribuição de R$ 0,14 por cota. A oferta poderá ainda ser ampliada em até 100% por meio de lote adicional, elevando o volume potencial para até aproximadamente R$ 10,0 bilhões.

Os atuais cotistas terão direito de preferência, considerando a posição de 10 de agosto de 2026, com fator de proporção de aproximadamente 0,84975 nova cota para cada cota detida.

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Petrobras (PETR4) supera expectativas no 2T26 e anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos; hora de investir?

7 de Agosto de 2026, 11:09

O mercado já esperava que a Petrobras (PETR4) entregasse resultados fortes no 2T26, ajudados pelos preços elevados de petróleo e derivados no período. Ainda assim, a companhia superou as expectativas.

Em Exploração e Produção (E&P), a receita cresceu 42% vs 1T26, para US$ 22,8 bilhões e o ebitda saltou 54%, para US$ 15,9 bilhões, com ganho de 6 p.p. de margem.

Esse resultado foi proporcionado em grande parte pela forte alta do petróleo no período (o brent médio foi US$ 24/barril maior no 2T26), mas também por maior produção e menor custo de extração (lifting cost), que mais do que compensaram maiores gastos com royalties.

No segmento de Refino, a receita cresceu 45%, explicado por maiores preços de derivados e maior volume de exportação. Apesar disso, o ebitda ajustado do segmento caiu 7,4% vs 1T26, para US$ 3,6 bilhões, por conta de um menor ganho com giro de estoques, maiores despesas com vendas e frete, além do aumento nos impostos de exportação.

Ainda assim, os números ficaram acima das estimativas e mostraram avanço 230% na comparação anual.

Em Gás e Energia o ebitda cresceu 25%, para US$ 419 milhões, também impactado positivamente por preços maiores no período.

No consolidado, o ebitda chegou a US$ 18,6 bilhões, alta trimestral de 64%, com ganho de 7 p.p. de margem, e o lucro líquido chegou a US$ 10,4 bilhões, ambos acima das estimativas do mercado.

Vale a pena investir na Petrobras (PETR4) agora?

O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que praticamente dobrou frente ao 1T26 e permitiu o anúncio de R$ 17,4 bilhões em dividendos, também acima das expectativas do mercado.

No geral, a Petrobras apresentou resultados fortes, beneficiados pela alta do petróleo, mas também por um ótimo desempenho operacional.

Com perspectivas de um ambiente de preços ainda favorável e de aumento de produção pela frente, seguimos construtivos com a tese de Petrobras. PETR4 segue com recomendação de compra pela Empiricus.

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Eli Lilly (LILY34): fabricante do Mounjaro estreia na carteira de ações internacionais da Empiricus; entenda por que investir

7 de Agosto de 2026, 10:00

A carteira recomendada de ações internacionais (BDRs) da Empiricus Research trouxe a Eli Lilly (LILY34) como uma das novidades para o mês de agosto. A fabricante do Mounjaro entrou no lugar da Novo Nordisk (N1VO34), farmacêutica responsável pelo Ozempic.

Matheus Spiess, analista da casa, afirma que a escolha leva em consideração o fato de a Eli Lilly apresentar “um valuation atrativo e uma sequência de gatilhos relevantes para os próximos meses” que podem mantê-la na liderança do mercado.

Saiba por que a Eli Lilly (LILY34) está entre as recomendações da carteira de BDRs

Spiess destaca três pontos principais para a entrada das ações da Eli Lilly na carteira:

  • Conjunto mais robusto de catalisadores que impulsionem papéis; 
  • Maior potencial de valorização e
  • Melhor assimetria para o momento.

Tratando-se de catalisadores, os avanços recentes podem exemplificar. Os principais produtos de incretinas da empresa, Mounjaro e Zepbound, somaram US$ 14,8 bilhões em receita no 2º trimestre (2T26), quase 65% da receita total da companhia.

A Eli Lily também lançou o Foundayo, medicamento oral para diabetes, em abril deste ano, além de ter concluído a Fase 3 de estudos da retatrutida. O medicamento é um agonista triplo, capaz de simular o GLP-1, GIP e glucagon, para o tratamento da obesidade e diabetes.

Mesmo assim, em termos de valuation, suas ações seguem negociadas a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, patamar inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3x. Ou seja, as ações podem estar em um bom ponto de entrada para investir.

“Esse desconto, aliado à sólida execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta nossa recomendação em Eli Lilly”, afirma Spiess.

Carteira de BDRs da Empiricus conta com 12 recomendações

Além da Eli Lilly, a carteira Empiricus BDR conta com mais 11 recomendações, e você pode acessar o relatório completo de forma 100% gratuita.

O portfólio conta com ativos internacionais de diversos setores da economia, como:

  • Tecnologia;
  • Saúde;
  • Financeiro;
  • Energia;
  • Dentre outros.

Ao acessar, você pode conhecer todas as ações recomendadas e saber o quanto investir em cada um para buscar os melhores resultados.

Clique no botão abaixo e conheça os BDRs mais promissores na visão da Empiricus:

QUERO CONHECER A CARTEIRA EMPIRICUS BDR GRATUITAMENTE

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Ibovespa hoje: Resultados da Petrobras (PETR4) acima das expectativas e payroll dos EUA; veja destaques desta sexta (7)

7 de Agosto de 2026, 10:00

Os mercados globais operam em tom misto nesta sexta-feira, com as atenções concentradas na divulgação do payroll de julho nos Estados Unidos, que pode oferecer novas pistas sobre a trajetória da política monetária do Federal Reserve. Um resultado mais forte do que o esperado tenderia a reforçar a percepção de juros elevados por mais tempo, embora o foco dos investidores esteja cada vez mais direcionado à inflação e à forma como o Fed reagirá aos próximos indicadores.

Ao mesmo tempo, as incertezas em torno da reabertura do Estreito de Ormuz mantêm elevado o prêmio de risco, em meio a ataques dos Houthis, ameaças à infraestrutura energética do Golfo e propostas iranianas para restringir a passagem de embarcações americanas.

Na Ásia, o destaque ficou para a força das exportações chinesas, que cresceram 23,9% em julho na comparação anual, acima das expectativas, impulsionadas principalmente pelos embarques de semicondutores, produtos de alta tecnologia e veículos. O resultado reforça a importância do setor externo para a sustentação da atividade chinesa diante da fraqueza do consumo doméstico.

Em contrapartida, os mercados do Japão e da Coreia do Sul permaneceram pressionados, sobretudo pelo desempenho do setor de semicondutores, em continuidade ao movimento observado em julho. O iene, por sua vez, devolveu boa parte dos ganhos obtidos após a intervenção conjunta dos Estados Unidos e do Japão, reacendendo as especulações sobre novas medidas por parte das autoridades cambiais.

· 00:59 — Dividendão

No Brasil, o Ibovespa recuou 1,23% na quinta-feira, aos 175.546 pontos, pressionado pelo ambiente externo, pelas incertezas em torno da trajetória dos juros nos Estados Unidos e por uma leitura mais restritiva do comunicado do Copom, que reforçou a perspectiva de manutenção dos juros em patamares elevados por mais tempo. Ainda assim, a leitura predominante do mercado continua sendo de um novo corte de 25 pontos-base na Selic em setembro, para 13,75% ao ano.

As atenções agora se voltam para a ata do Copom, que deverá trazer mais detalhes sobre a avaliação do Banco Central a respeito do mercado de trabalho, da atividade econômica e das expectativas de inflação. Entre as ações, a Vale caiu 1,66%, acompanhando a baixa do minério de ferro, enquanto o Bradesco recuou 1,94% após a divulgação de seu balanço. Em sentido oposto, a Petrobras encerrou o pregão em alta moderada, beneficiada pela valorização do petróleo. Para hoje, o principal destaque fica por conta da repercussão dos resultados da petroleira, divulgados ontem e bem acima das expectativas, com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões e anúncio de R$ 17,4 bilhões em dividendos.

· 01:46 — Interrupção

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones interrompeu uma sequência de cinco altas consecutivas, recuando 0,9% na quinta-feira, depois de renovar máximas históricas e superar, pela primeira vez, a marca dos 54 mil pontos. O S&P 500 caiu 0,2%, enquanto o Nasdaq recuou 0,1%, pressionado principalmente pelo desempenho das ações de software após resultados decepcionantes de companhias como HubSpot, Datadog, AppLovin, Figma e Duolingo.

O ambiente de maior cautela também refletiu a expectativa em torno do relatório de emprego dos Estados Unidos, que deve apontar a criação de cerca de 80 mil vagas em julho, taxa de desemprego estável em 4,2% e salários ainda avançando a um ritmo próximo de 3,5% ao ano.

A atenção dos investidores, no entanto, está cada vez mais concentrada na inflação e na possibilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve. Dirigentes como Kevin Warsh e Alberto Musalem reforçaram que a resiliência do mercado de trabalho, combinada à persistência das pressões inflacionárias, pode justificar uma postura monetária mais restritiva, especialmente após a recente valorização do petróleo. As tensões no Oriente Médio e as incertezas em torno da reabertura do Estreito de Ormuz continuam pressionando os preços da energia e ampliando os riscos para a inflação.

Nesse contexto, o payroll tende a exercer influência mais limitada sobre a decisão de setembro, a menos que revele uma deterioração relevante do mercado de trabalho, enquanto o CPI da próxima semana ganha importância adicional para a definição da trajetória dos juros americanos.

· 02:31 — Reabertura?

O otimismo em torno de uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz perdeu força diante de uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. Ataques dos houthis contra alvos sauditas, explosões na ilha iraniana de Qeshm e um esboço de acordo entre Irã e Omã considerado insuficiente elevaram a percepção de risco, sobretudo porque Teerã pretende restringir a passagem de embarcações americanas e israelenses e exigir compensações de países considerados hostis. Com Washington rejeitando esses termos e persistindo as divergências sobre o controle do estreito e o programa nuclear iraniano, o Brent avançou permanecendo próximo de US$ 83.

A deterioração do cenário geopolítico também se espalhou pelos demais mercados, com queda das bolsas asiáticas e pressão sobre os títulos de renda fixa, à medida que a alta dos preços da energia reacendeu preocupações inflacionárias antes da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos e de seus possíveis efeitos sobre a trajetória dos juros do Federal Reserve.

A percepção predominante é de que uma solução rápida para o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se tornou menos provável. Ao mesmo tempo, o tráfego reduzido pelo Estreito de Ormuz mantém elevado o prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo e aumenta a sensibilidade dos ativos globais à evolução das próximas negociações.

· 03:27 — Nova emissão

O apetite dos investidores por ativos ligados à inteligência artificial permanece robusto, como demonstrou a recente emissão de US$ 25 bilhões em títulos da Alphabet, que atraiu cerca de US$ 115 bilhões em ofertas. A forte demanda sinaliza uma melhora do sentimento após a pressão recente sobre as dívidas de empresas de tecnologia. Desde o início de 2025, a companhia já captou mais de US$ 114 bilhões por meio de emissões de dívida, consolidando-se como uma das principais financiadoras do atual ciclo de investimentos em inteligência artificial.

O mesmo entusiasmo também beneficia a DeepSeek, que retomou uma rodada de captação de US$ 8 bilhões com valuation próximo de US$ 74 bilhões. O movimento reforça que, apesar das preocupações com a intensidade dos gastos em infraestrutura e com o retorno sobre esses investimentos, a demanda por financiamento e por exposição ao tema de inteligência artificial continua elevada.

· 04:15 — Intervindo

O iene voltou a perder força após a intervenção conjunta de Japão e Estados Unidos, sendo negociado próximo de 158,40 por dólar, depois de ter alcançado 155,23 no início da semana. Embora o Banco do Japão tenha desembolsado cerca de US$ 87 bilhões em dois dias para sustentar a moeda, os principais fatores estruturais de pressão permanecem presentes: o diferencial de juros ainda favorável aos Estados Unidos, o elevado endividamento japonês, as incertezas geopolíticas e o uso recorrente do iene em operações de carry trade, nas quais investidores tomam recursos emprestados em moedas de juros baixos para aplicá-los em ativos de maior retorno. Nesse contexto, novas intervenções podem ajudar a conter movimentos mais desordenados, mas dificilmente serão suficientes, por si só, para alterar de forma duradoura a trajetória da moeda sem o apoio da política monetária.

Uma valorização mais consistente do iene dependeria, portanto, de uma combinação mais favorável de políticas, com uma possível elevação dos juros pelo Banco do Japão e uma eventual redução do viés de aperto monetário pelo Federal Reserve. O mercado atribui atualmente cerca de 60% de probabilidade a uma alta dos juros japoneses até setembro.

Além disso, o elevado superávit em conta corrente e o excesso de poupança privada podem estimular uma maior proteção cambial das carteiras externas dos investidores japoneses, elevando a demanda por ienes. Nesse cenário, o potencial de valorização adicional do dólar frente à moeda japonesa tende a se tornar mais limitado, embora uma reversão sustentada ainda dependa de mudanças mais profundas nas condições monetárias.

· 05:03 — Qualidade e renda para diferentes ciclos

O Itaú voltou a apresentar um trimestre sólido, reforçando a resiliência de sua operação mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador. A carteira de crédito cresceu cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a margem financeira com clientes avançou 5,1%, para R$ 32,5 bilhões, e a margem com o mercado voltou a superar R$ 900 milhões.

O banco também preservou uma postura disciplinada na gestão de riscos, com o custo do crédito estável em 2,7% da carteira e apenas uma deterioração limitada dos indicadores de inadimplência. Ao mesmo tempo, as despesas operacionais cresceram apenas 3,1%. O principal ponto de atenção ficou nas receitas de serviços, que avançaram somente 2,3% e levaram à revisão para baixo do guidance dessa linha, refletindo um ambiente de maior competição e menor capacidade de repasse de tarifas.

Ainda assim, a combinação entre crescimento, controle de custos e qualidade de crédito permitiu ao Itaú alcançar lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, alta de 7,8% em relação ao ano anterior, e ROE de 24,3%, um dos patamares mais elevados do setor. Para estratégias voltadas à geração de renda, essa capacidade recorrente de produzir lucros, aliada à elevada rentabilidade e a um balanço conservador, sustenta uma perspectiva consistente de remuneração aos acionistas mesmo em um ciclo econômico menos favorável.

Embora o ritmo de expansão esteja mais moderado do que nos últimos anos, os resultados reforçam a qualidade do banco e mantêm nossa leitura construtiva para as ações do Itaú, especialmente em estratégias que buscam combinar geração de renda, previsibilidade e valorização de capital no longo prazo.

Em um ambiente ainda marcado por juros elevados, incerteza fiscal e maior seletividade por parte dos investidores, entendemos que a busca por renda deve estar apoiada, sobretudo, em ativos de qualidade, com balanços sólidos, geração de caixa previsível e capacidade recorrente de distribuir proventos. É justamente essa filosofia que orienta a Carteira Recomendada Renda Extra, uma estratégia diversificada entre diferentes classes de ativos que busca combinar geração de renda com preservação e crescimento patrimonial ao longo do tempo.

Entre suas posições está o Itaú, exemplo de companhia com elevada rentabilidade, disciplina financeira e histórico consistente de remuneração aos acionistas. Os proventos recebidos podem ser utilizados como fonte de renda ou reinvestidos na própria estratégia, potencializando o efeito da capitalização composta e reforçando uma carteira construída em torno de ativos previsíveis, resilientes e capazes de atravessar diferentes ciclos econômicos.

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Axia (AXIA3): após lucro de R$ 1,7 bi no 2T26, investidores podem se preparar para colher dividendos

6 de Agosto de 2026, 16:48

Depois de receios que fizeram as ações terem um desempenho ruim nos últimos meses, na última quarta-feira (5), após o pregão, a Axia (AXIA3) apresentou resultados sólidos e em linha com as expectativas no 2T26, e com boas notícias envolvendo dividendos.

Como foi o resultado da Axia (AXIA3) no 2T26?

A receita de geração aumentou 2,3%, com a queda de volume por conta de maiores restrições à geração hídrica sendo mais do que compensadas por melhores preços de energia. Em transmissão, a receita ficou praticamente estável na comparação anual. Esses fatores, combinados com menores deduções, levaram a receita líquida consolidada a um crescimento de 3,1% vs 2T25, para R$ 10 bilhões.

Por sua vez, o ebitda mostrou aumento ainda mais expressivo, de 21,5%, chegando a R$ 6,7 bilhões. Esse resultado é reflexo de:

  • Maiores margens no segmento de geração — ajudadas pelo aumento de preços e maior participação de vendas no mercado livre; e
  • Bom controle dos gastos gerenciáveis (PMSO), que cresceram apenas 1,9% na comparação anual, além de contribuições positivas de participações societárias.

Assim, acompanhando a evolução do resultado operacional, o lucro líquido saltou 35%, para R$ 1,7 bilhão, em linha com as estimativas do mercado.

O fluxo de caixa operacional aumentou de R$ 4,1 bilhões para R$ 7,8 bilhões, ajudado pela redução de capital de giro. A alavancagem fechou o trimestre em patamar saudável, de 1,7x dívida líquida/ebitda, com prazo médio de vencimento superior a 4 anos.

Com relação aos empréstimos compulsórios, o estoque de provisões caiu R$ 278 milhões na comparação com o 1T26 (-R$ 1,3 bilhão vs 2T25).

Números positivos e resgate ou conversão de AXIA7

Por fim, depois de um certo pessimismo com dividendos após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a companhia anunciou que reservou R$ 3,7 bilhões para resgate/conversão de AXIA7 referente ao 2T26, reforçando a tese de que está no caminho para se tornar uma boa pagadora de dividendos – yield próximo de 10% esperado para 2027.

Axia segue com recomendação de compra em várias séries da Empiricus.

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Fundos imobiliários: HGBS11 e BTHF11 ampliam exposição ao setor de shoppings; confira

6 de Agosto de 2026, 11:58

Após o fechamento de ontem (05), o BTG Pactual Real Estate Hedge Fund (BTHF11) e o Hedge Brasil Shopping (HGBS11) anunciaram aquisições no segmento de shopping centers. Tratamos os eventos em sequência abaixo.

BTHF11 anuncia aquisição de 76% do Shopping Pátio Cianê

O BTHF11 celebrou o instrumento de aquisição de 76% do Shopping Pátio Cianê, em Sorocaba (SP), por R$ 220,4 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 11,3 mil por m².

O empreendimento, inaugurado em 2013 e administrado pela Alqia, registrou vendas de R$ 314 milhões nos últimos 12 meses (+7,0% ante o ano anterior), SSS de 8,0% e ocupação de 86,4%, segundo materiais divulgados pela gestão.

O pagamento foi estruturado da seguinte forma:

  • R$ 78,2 milhões (35,5% do valor) na assinatura, sendo R$ 66,9 milhões via assunção do saldo devedor da dívida existente sobre o imóvel (proporcional à fatia de 76%), remunerada a IPCA + 7,65% a.a. com vencimento em janeiro de 2034, e R$ 11,4 milhões em moeda corrente;
  • R$ 44,1 milhões (20%) em 12 meses, corrigidos pelo IPCA; e
  • R$ 98,1 milhões (44,5%) em 24 meses, também corrigidos pelo IPCA.

Com base no NOI estimado do shopping para 2026, a operação foi realizada a um cap rate de 9,6%, patamar que consideramos atrativo e compatível com a qualidade do ativo.

O BTHF11 já passa a fazer jus à parcela da receita de locação correspondente à participação adquirida, com impacto estimado de aproximadamente R$ 0,01 por cota. Segundo a gestão, a estrutura da transação — marcada pelo pagamento parcelado e pelo baixo desembolso inicial de capital próprio — poderá proporcionar um dividend yield de 42,1% sobre o equity investido nos primeiros 24 meses.

De modo geral, avaliamos o anúncio como positivo para o BTHF11. A aquisição amplia a exposição do fundo a ativos reais, adiciona um investimento de porte relevante ao portfólio e combina cap rate atrativo, geração imediata de receita e condições de pagamento favoráveis.

As cotas do BTHF11 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

HGBS11 consolida 100% do Shopping Jaraguá Araraquara

Na mesma data, o HGBS11 firmou um Compromisso de Compra e Venda para adquirir os 75% remanescentes do Shopping Jaraguá Araraquara, localizado em Araraquara (SP), por R$ 216,3 milhões, o equivalente a R$ 13,7 mil por metro quadrado.

O fundo já detém 25% do empreendimento, participação adquirida em dezembro de 2024 por R$ 63 milhões, a um cap rate de 9,1%.

Com a conclusão da nova transação, o HGBS11 passará a deter 100% do shopping, deixando a posição de sócio minoritário para assumir o controle integral do ativo. Além de ampliar a exposição ao ativo, o controle integral tende a proporcionar maior autonomia na condução da estratégia comercial, operacional e de investimentos do shopping.

A aquisição deverá ser liquidada mediante a entrega de cotas no âmbito da 12ª emissão do HGBS11. Quando a emissão foi anunciada, a destinação dos recursos ainda não havia sido detalhada, embora já tivéssemos sinalizado a possibilidade de utilização das novas cotas em operações de aquisição.

Com base no NOI projetado do shopping para os próximos 12 meses, a transação apresenta cap rate estimado de 9,0%, patamar que consideramos atrativo para a aquisição do empreendimento.

Empiricus mantém recomendação de compra do HGBS11

De modo geral, avaliamos a consolidação como positiva para a tese do HGBS11. O fundo amplia sua participação em um ativo que já conhece, assume o controle integral da operação e realiza a aquisição a um cap rate competitivo.

O principal ponto de atenção está na forma de liquidação da transação. Como o pagamento tende a ser realizado por meio da entrega de cotas, uma eventual venda desses papéis pelos vendedores após a operação poderá gerar pressão sobre a cotação no mercado secundário.

Ainda assim, entendemos a transação como atrativa para o portfólio do FII. As cotas do HGBS11 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Renda extra: Empiricus aposta em ‘estratégia 60/25/15’ para agosto; veja as recomendações

6 de Agosto de 2026, 11:23

Julho terminou deixando um recado importante para os investidores: em um cenário cada vez mais influenciado por fatores geopolíticos, inflação e juros, buscar renda extra exige mais do que simplesmente escolher ativos com dividendos elevados.

Ao longo do mês, o mercado passou de um ambiente de otimismo para outro de cautela. A expectativa inicial de alívio nas tensões envolvendo o Oriente Médio deu lugar a novos conflitos, que voltaram a pressionar o preço do petróleo e reacenderam preocupações sobre inflação e política monetária.

No Brasil, embora os indicadores de preços tenham surpreendido positivamente, as incertezas fiscais continuaram limitando uma queda mais acelerada dos juros de longo prazo.

Na avaliação de Matheus Spiess, analista responsável pela Carteira Empiricus Renda Extra, o período reforçou a necessidade de combinar diferentes fontes de retorno para atravessar momentos de maior volatilidade sem depender de um único cenário econômico.

Foi justamente com esse objetivo que o analista promoveu mudanças pontuais na carteira recomendada para agosto. Por trás dessas alterações está a chamada “estratégia 60/25/15”.

Mas, afinal, o que significam esses números e por que eles podem fazer diferença para quem busca construir uma fonte de renda passiva?

CONFIRA 12 ATIVOS PARA BUSCAR RENDA EXTRA EM AGOSTO

Corte na Selic, balanços do 2T26, eleições: o que está no ‘radar’ do mercado para agosto?

Agosto começa com uma série de eventos capazes de definir os próximos passos dos mercados. Por aqui, os investidores digerem a decisão do Copom da última quarta-feira (5) que reduziu a Selic para 14% ao ano , e aguardam a divulgação da ata da reunião.

Outros fatores domésticos também devem mexer com os mercados. Destaque especial para a temporada de resultados do segundo trimestre de 2026, que ganha força ao longo da primeira quinzena do mês, bem como a disputa eleitoral que passa a ter mais relevância com a definição dos candidatos.

No exterior, as atenções seguem voltadas aos indicadores de emprego e inflação dos Estados Unidos, além dos desdobramentos das tensões no Oriente Médio.

Na visão de Matheus Spiess, esse conjunto de fatores exige uma postura equilibrada. Embora, ainda existam riscos relevantes vindos do cenário fiscal e das incertezas internacionais, os ativos de renda continuam encontrando oportunidades em diferentes classes de investimento.

VEJA MAIS: Confira gratuitamente 12 ativos para buscar renda extra em agosto

Assim, a diversificação continua sendo a principal ferramenta para enfrentar um ambiente marcado por oscilações nos juros, no câmbio e no mercado internacional. É justamente essa leitura que orienta a “estratégia 60/25/15”, utilizada pelo analista na construção da Carteira Renda Extra.

Na prática, o modelo distribui os ativos da seguinte forma:

  • 60% do portfólio em renda fixa;
  • 25% em ações; e
  • 15% em fundos imobiliários.

A proposta não é concentrar a carteira em ativos que oferecem o maior rendimento momentâneo, mas equilibrar diferentes fontes de receita recorrente, com potencial de valorização patrimonial ao longo do tempo.

Contudo, além da estratégia de alocação, o analista fez alguns ajustes pontuais no portfólio.

Sai KDIF11 e CYRE3, entra JURO11 e DIRR3

Uma das principais mudanças da carteira nesse mês aconteceu no alocação de renda fixa com a troca do Kinea Infra (KDIF11) por Sparta Infra (JURO11). Segundo Spiess, a mudança não representa uma perda de confiança na gestora anterior, mas uma escolha tática diante da assimetria mais favorável observada atualmente.

  • Entre os fatores que levaram a mudança estão:
  • O desconto em relação ao valor patrimonial;
  • O retorno implícito próximo de IPCA + 9,5% ao ano; e
  • A retomada da distribuição de rendimentos anunciada pela Sparta

Já na alocação de ações, a Cyrela (CYRE3) deu lugar à Direcional (DIRR3), mantendo a exposição ao setor de construção civil, porém em uma empresa mais concentrada no segmento de habitação popular.

Matheus Spiess ressalta que a atuação da Direcional no programa Minha Casa, Minha Vida tende a tornar a demanda mais resiliente mesmo em um ambiente de juros elevados. Além disso, a companhia combina crescimento operacional consistente com expectativa de dividend yield próxima de 11% para 2027.

Mas Direcional e Sparta Infra não são as únicas recomendações para agosto…

As duas mudanças anunciadas para agosto representam apenas parte da estratégia desenhada por Spiess. Além delas, a Carteira Empiricus Renda Extra reúne uma seleção de ativos distribuídos entre renda fixa, fundos imobiliários e ações.

Apesar do nome, a carteira vai além de identificar os maiores dividendos do momento. A estratégia busca combinar ativos com capacidade consistente de distribuir proventos — como juros, dividendos e rendimentos de fundos imobiliários — com oportunidades de ganho de capital.

A boa notícia é que você pode conferir o portfólio completo de forma 100% gratuita. A Empiricus está liberando como cortesia o acesso a todas as recomendações da Carteira Empricus Renda Extra.

Além do ticker de cada ativo, você poderá entender os motivos por trás de cada recomendação e conferir a análise detalhada de Matheus Spiess. Para liberar o seu acesso ao portfólio, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções:

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Ibovespa hoje: Selic em 14% ao ano e promessa de acordo no Estreito de Ormuz; veja destaques desta quinta (6)

6 de Agosto de 2026, 10:33

Os mercados globais operam em direções distintas, com realização nas ações asiáticas de tecnologia após os fortes ganhos registrados na sessão anterior, enquanto as bolsas europeias avançam apoiadas pela temporada de resultados. Nos Estados Unidos, os contratos futuros também apresentam desempenho misto, com altas moderadas do Dow Jones e do S&P 500 e recuo do Nasdaq.

O petróleo registra leve valorização, com o Brent próximo de US$ 80 por barril, em meio à intensificação dos ataques entre Rússia e Ucrânia. Paralelamente, Irã e Omã afirmam estar próximos de concluir um acordo para ampliar a navegação pelo Estreito de Ormuz, embora ainda não exista um entendimento formal com os EUA e questões relevantes, como o programa nuclear iraniano e o controle da rota marítima, permaneçam sem solução.

· 00:57 — O corte veio

No Brasil, o Ibovespa encerrou a sessão praticamente estável, na região dos 177,7 mil pontos, após um pregão volátil em que chegou a tocar os 180 mil pontos, mas perdeu força nas horas finais, acompanhando a desaceleração das bolsas de Nova York e o recuo das ações de Petrobras e Bradesco. O dólar também apresentou pouca variação, cotado a R$ 5,13.

Após o fechamento do mercado, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo dessa magnitude. O comunicado reconheceu a moderação da atividade econômica e da inflação, mas manteve um tom cauteloso diante do mercado de trabalho ainda aquecido, da desancoragem das expectativas, das incertezas fiscais e do ambiente externo. A comunicação preservou a flexibilidade para as próximas decisões, embora continue compatível com mais uma redução de 25 pontos-base em setembro, o que levaria a taxa a 13,75% ao final de 2026.

· 01:45 — Renovando máximas

Nos Estados Unidos, o Dow Jones avançou 0,5%, com alta de 263 pontos, e registrou sua terceira máxima consecutiva de fechamento e a 24ª do ano. O índice acumula valorização de 5,3% em cinco pregões, seu melhor desempenho nesse intervalo desde abril de 2025. Em contraste, o S&P 500 recuou 0,2%, enquanto o Nasdaq caiu 0,8%, pressionados pela fraqueza de algumas das chamadas “Magnificent Seven”, especialmente Alphabet, Microsoft, Amazon e Tesla.

Apesar da volatilidade ainda elevada entre as grandes empresas de tecnologia e da saída de um importante executivo da área de inteligência artificial da Alphabet, a redução das vendas forçadas relacionadas ao fundo Situational Awareness, os sinais de estabilização entre os investidores de varejo e a continuidade de resultados corporativos acima das expectativas contribuíram para um ambiente mais saudável do que na última semana.

Na economia, o ISM de serviços permaneceu praticamente estável em julho, aos 54,1 pontos, ligeiramente abaixo do consenso, mas apresentou uma composição mais robusta. O componente de novos pedidos avançou para 57,5 pontos, enquanto o índice de preços pagos subiu para 70,3. Em sentido contrário, o componente de emprego recuou para 47,4 pontos.

No Federal Reserve, Lisa Cook avaliou que os riscos continuam mais concentrados na inflação e admitiu apoiar uma elevação dos juros caso o processo de desinflação perca força, embora tenha defendido a manutenção da taxa em julho. Mary Daly também respaldou a estabilidade dos juros e ressaltou a necessidade de aguardar novos dados, mas alertou que uma nova aceleração dos preços poderá exigir uma resposta mais firme da política monetária.

· 02:32 — Sinais promissores

Irã e Omã afirmaram ter avançado na definição de uma rota destinada a ampliar a navegação pelo Estreito de Ormuz, embora ainda não exista um acordo formal nem tenha sido confirmada com os Estados Unidos. Um comunicado conjunto estaria em fase final de elaboração, e uma das propostas em discussão prevê maior participação iraniana na coordenação do tráfego de embarcações que ingressam no Golfo Pérsico, sem a cobrança de pedágios.

O avanço das negociações ganhou relevância diante da crescente pressão sobre Donald Trump para encontrar uma saída para o conflito. Ainda assim, o ambiente permanece frágil, com Teerã impondo condições para prosseguir nas conversas e os houthis intensificando os ataques no Mar Vermelho.

Apesar da persistência dos riscos geopolíticos, o petróleo apresentou uma reação contida, refletindo a expectativa de reabertura da principal rota de exportação de energia do Oriente Médio. Ontem, o Brent avançou 0,11%, para US$ 79,45, ainda acumulando perdas próximas de 10% na semana.

Um acordo duradouro poderia aliviar as pressões inflacionárias e tornar o cenário mais favorável ao Federal Reserve, especialmente após a criação de apenas 44 mil vagas no setor privado americano em julho, abaixo das 65 mil esperadas pelo mercado. Mesmo assim, os investidores permanecem cautelosos, tanto pela incerteza em torno das negociações quanto pela postura ainda pouco conhecida do novo presidente do Fed, Kevin Warsh.

· 03:21 — Tecnologia asiática

As ações de tecnologia da Ásia atravessam um período de volatilidade excepcional, com as oscilações do índice de tecnologia da MSCI Ásia-Pacífico alcançando a maior intensidade desde 2009. Após avançar 4,2% em um único pregão, o indicador recuou 3,2% no dia seguinte, enquanto SK Hynix e Samsung lideraram a queda de 4,6% do Kospi, que já acumula desvalorização de 31% desde a máxima registrada em junho.

O movimento ganhou força após a divulgação de projeções e resultados abaixo das expectativas por SanDisk e Western Digital, ampliando as dúvidas sobre o ritmo de expansão da cadeia de semicondutores. O episódio reforça que, embora a inteligência artificial continue sendo uma tendência estrutural de longo prazo, o excesso de posicionamento e o elevado grau de alavancagem podem intensificar correções no curto prazo.

O ambiente também permanece condicionado por riscos regulatórios, geopolíticos e corporativos. A China iniciou uma revisão de segurança dos produtos da Palo Alto Networks, enquanto a DeepSeek sinalizou um aumento de preços e empresas como OpenAI e Meta enfrentam disputas e questionamentos relacionados à segurança de seus modelos.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros da Nasdaq recuaram em meio à nova fraqueza das fabricantes de chips, ao mesmo tempo que Jamie Dimon alertou para o nível elevado de alavancagem no mercado. Paralelamente, os investidores avaliam a possibilidade de uma nova rotação para fora dos ativos americanos e aguardam sinais mais concretos sobre um eventual acordo envolvendo Omã, Irã e a reabertura parcial do Estreito de Ormuz.

· 04:18 — Nova fase de liquidez

A SpaceX atravessa uma nova etapa de sua estreia no mercado de capitais com a liberação de até 911,5 milhões de ações detidas por funcionários e investidores iniciais, volume superior aos cerca de 639 milhões de papéis disponibilizados no IPO de junho.

A entrada dessas ações pode aumentar a volatilidade no curto prazo e pressionar as cotações caso haja uma concentração relevante de vendas, especialmente após a queda superior a 20% registrada antes da divulgação do primeiro resultado trimestral. Ainda assim, esse movimento também tende a ampliar a liquidez do papel e a diversificar gradualmente sua base de acionistas.

O cronograma de encerramento do período de restrição prevê novas liberações relevantes, com outros 1,3 bilhão de ações após o próximo balanço trimestral e 6,4 bilhões de papéis Classe A, correspondentes à participação de Elon Musk, potencialmente disponíveis cerca de um ano após o IPO.

Embora esse calendário mantenha o risco de excesso de oferta no radar, a pressão técnica não altera, por si só, os fundamentos e as perspectivas de longo prazo da empresa. Para investidores interessados na tese, a maior oferta de ações pode inclusive criar pontos de entrada mais atraentes, desde que a companhia continue executando sua estratégia e demonstrando capacidade de crescimento.

· 05:05 — Eli Lilly reforça sua liderança no mercado de emagrecimento

Os resultados do segundo trimestre reforçaram a força operacional da Eli Lilly e a importância central da tese de combate à obesidade para seu crescimento. A receita avançou 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 23 bilhões e superando com ampla margem as expectativas do mercado.

O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento do volume de vendas de Mounjaro e Zepbound. Juntos, os dois medicamentos já respondem por quase 65% da receita total da companhia, enquanto o crescimento de 80% nas operações internacionais mostra que a demanda continua ganhando escala fora dos Estados Unidos.

A qualidade desse crescimento também foi positiva. Mesmo diante da pressão sobre os preços, a Lilly ampliou a margem bruta ajustada para 86,3% e elevou de forma expressiva sua margem operacional, apoiada por ganhos de eficiência e por uma composição de vendas mais favorável. O lucro líquido ajustado atingiu US$ 7,5 bilhões, e a administração revisou para cima suas projeções de receita, margem e lucro para 2026, reforçando a confiança na continuidade do ritmo de expansão.

Além do desempenho atual, o pipeline continua oferecendo importantes vetores de valorização. A retatrutida concluiu seu programa de Fase 3 para obesidade e deverá ser submetida à aprovação regulatória no início de 2027, com potencial para ampliar ainda mais a liderança da companhia nesse mercado. Diante da combinação entre crescimento elevado, execução consistente, diversificação do portfólio e valuation abaixo de sua média histórica, mantemos uma visão construtiva para as ações da Eli Lilly e, em especial, para os BDRs LILY34, que permitem ao investidor brasileiro acessar essa tese de longo prazo com exposição adicional ao dólar.

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Cyrela (CYRE3): Venda de ativos em SP pode destravar dividendos extraordinários aos acionistas; entenda

6 de Agosto de 2026, 10:07

Na última quarta-feira (5), a Cyrela (CYRE3) comunicou a assinatura de memorando de entendimentos não vinculante para a potencial venda de um portfólio de ativos imobiliários por cerca de R$ 2,14 bilhões. A operação inclui quatro galpões logísticos e lajes corporativas do Oscar Freire Corporate em São Paulo.

Como parte dos imóveis pertence a parceiros, a parcela atribuível à Cyrela é estimada entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Aproximadamente metade do valor deverá ser recebida em dinheiro e o restante por meio de cotas do TRXF11 e de novos fundos imobiliários (compradores).

As estimativas apontam para um ganho entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, além de uma melhora relevante na estrutura de capital.

Venda abre espaço para dividendos extraordinários

A entrada dos recursos também abre espaço para dividendos extraordinários, embora parte do montante provavelmente seja preservada para desenvolvimento de projetos, terrenos e investimentos. Os cálculos preliminares indicam um dividend yield adicional de 7%, dependendo da destinação dos valores.

A transação ainda depende de diligências, aprovações e condições precedentes. Mesmo assim, o anúncio é positivo para a tese, ao combinar monetização de ativos non-core, redução da alavancagem e maior flexibilidade para remunerar os acionistas.

Negociando um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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FIIs: Empiricus coloca ALZR11 no lugar do BRCO11 em carteira recomendada; entenda a mudança

6 de Agosto de 2026, 09:02

A Empiricus TOP FIIs, carteira recomendada de fundos imobiliários da Empiricus Research, acaba de trazer suas atualizações para agosto, que incluem a troca do Bresco Logística (BRCO11) pelo Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11).

A mudança foi motivada por questões estratégicas do portfólio, e não por problemas do fundo da Bresco, conforme explicado por Caio Araujo, analista responsável pela carteira – o movimento será explicado com mais detalhes adiante.

O portfólio da Empiricus Research mantém um histórico de rendimentos acima do Ifix, principal índice de FIIs da bolsa brasileira e referência para essa seleção de ativos. A partir de agora, ela conta com oito papéis para buscar a manutenção do desempenho positivo.

O especialista explica que o ALZR11 se destaca pela maior previsibilidade de dividendos aos investidores devido aos contratos atípicos.

Esse tipo de contrato busca atender necessidades específicas do locador e do locatário e costumam incluir características como prazos de locação longos, superiores a 10 anos, e condições de reajuste diferentes do padrão do mercado.

Caio ainda ressalta que o valuation (valordas cotas do fundo) e a estratégia de alocação do Alianza Trust são mais interessantes para a carteira no momento. “Vemos um pouco mais de espaço para o ALZR11 hoje”, resume.

Saiba mais: a carteira recomendada de fundos imobiliários da Empiricus Research mantém um histórico de desempenho acima do IFIX, o principal índice de FIIs da bolsa brasileira

Mais informações sobre o Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11)

O Alianza Trust Renda Imobiliária é um fundo que se dedica a investir em imóveis não residenciais, geralmente adquiridos em operações de dois tipos:

  • Built-to-suit: modalidade em que o FII constrói um imóvel para atender as demandas de um cliente específico. Esse tipo de contrato pode ter prazos de 10 a 20 anos.
  • Sale and leaseback: nesse caso, uma empresa vende o próprio imóvel para um fundo imobiliário e se torna locatária. É uma estratégia que pode gerar caixa para o antigo dono.

A carteira do ALZR11 é composta por galpões logísticos, edifícios comerciais, data centers e renda urbana – este último, imóveis menores e que fazem parte do dia a dia da maior parte das pessoas, como mercados e laboratórios médicos.

A taxa de ocupação é próxima a 100% e as cotas do fundo têm sido negociadas ao redor dos R$ 10.

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O Alianza Trust passa a integrar uma carteira de FIIs com bom histórico de retorno aos investidores.

Em julho, o portfólio teve alta de 0,33%, enquanto o Ifix (principal índice dos fundos imobiliários) caiu 0,32% no mesmo período. A vantagem frente ao benchmark também aparece no acumulado do ano, até o encerramento do mês sete, o portfólio avança 7,85%, contra apenas 1,14% do índice de referência.

Além disso, o dividend yield médio da carteira nos últimos 12 meses foi de 11,6%.

Caio explica que “a Empiricus TOP FIIs é uma carteira compacta de ativos dedicados a diferentes setores e estratégias de atuação, com objetivo de gerar diversificação e eficiência para a alocação”.

Vale destacar também que a entrada do ALZR11 não foi a única atualização de agosto da carteira. Para conferir as mudanças e todos os ativos presentes no portfólio, o acesso é simples e gratuito.

Basta se cadastrar na área logada da Empiricus e, em poucos cliques, conferir todas as recomendações da carteira de fundos imobiliários. Clique no link abaixo e acesse:

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Itaú (ITUB4) reporta números sólidos no 2T26, apesar do ambiente desafiador 

5 de Agosto de 2026, 17:32

Depois de muitas expectativas (especialmente após o resultado fraquíssimo do Santander), o Itaú (ITUB4) apresentou mais uma rodada de números sólidos referentes ao 2T26, ainda que com alguma desaceleração refletindo o ambiente macro mais adverso.

A carteira de crédito total expandiu cerca de 10%, com destaque para pequenas, médias e grandes empresas, e crédito imobiliário para pessoas físicas. A margem financeira com clientes expandiu 5,1% na comparação anual, para R$ 32,5 bilhões.

Apesar do ritmo de crescimento ser mais modesto do que o observado até o fim de 2025, está em linha com o piso da faixa do guidance e com o discurso de maior disciplina do banco neste ano.

Por outro lado, depois de dois trimestres relativamente fracos, a margem financeira com o mercado (tesouraria) voltou a superar a faixa dos R$ 900 milhões, com alta de 8,6% vs 2T25 e 13,6% na comparação com o 1T26.

No período, as receitas com seguros mostraram bom crescimento anual de +8,4%. Mas o grande destaque negativo foi a receita de serviços, que cresceu apenas 2,3%, para R$ 11 bilhões, evidenciando um ambiente mais difícil para repasse de preço de tarifas e, provavelmente, maior competição.

Diante deste cenário, o Itaú aproveitou para revisar para baixo o guidance da linha de receitas com serviços e seguros de 7% de crescimento anual para 3,5%, considerando o ponto médio da faixa.

Com relação às provisões, o grande receio do mercado com o setor financeiro neste trimestre, o Itaú mais uma vez mostrou solidez, com aumento do custo do crédito de 7,4% vs o 2T25 (+1,9% vs 1T26) e manutenção do patamar de custo do crédito sobre a carteira em 2,7%, estável desde o junho do ano passado.

Por sua vez, os índices de inadimplência (15 a 90 dias e acima de 90 dias) mostraram piora de apenas 0,1 p.p.

Itaú tem lucro de R$ 12,4 bi e ROE de 24,3% no 2T26

No período o Itaú mostrou aumento controlado nas despesas operacionais, que cresceram 3,1% (+3,9% na comparação com o primeiro semestre de 2026), com melhora de 0,6p.p. no índice de eficiência na comparação com o 2T25.

Com isso, o banco apresentou lucro operacional de R$ 17,8 bilhões e lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, altas anuais de 5% e 7,8% respectivamente, com ROE consolidado de 24,3%, patamar elevado e que mostrou aumento de 1p.p. em relação ao 2T25.

ITUB4: recomendação de compra

Apesar de um ritmo de expansão mais fraco na comparação com os anos anteriores, os números ficaram praticamente em linha com as expectativas e reforçam que o banco está preparado para continuar entregando resultados sólidos, mesmo em um ambiente desafiador. O Itaú segue entre as nossas recomendações.

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Gerdau (GGBR4): 2T26 traz números robustos e retomada nas operações brasileiras; hora de comprar ações?

5 de Agosto de 2026, 17:30

A Gerdau (GGBR4) reportou um resultado robusto referente ao 2º trimestre de 2026 (2T26), com manutenção de rentabilidade elevada na América do Norte e sinais de retomada da divisão brasileira, que voltou a mostrar margem operacional de duplo dígito.

Como era esperado, a operação no Brasil mostrou uma recuperação apoiada na retração de 30% no volume de importação, melhores preços e mix de vendas.

Na comparação com o 1T26, o volume de aço vendido da companhia cresceu +2,1%, e a receita líquida aumentou +6,6%. As vendas de produtos de maior valor agregado compensaram a pressão de custos, e o Ebitda totalizou R$ 705 milhões (+22% vs 1T26), com ganho de 1,3 ponto percentual (p.p.) de margem.

Resultados da Gerdau (GGBR4) na América do Norte

A divisão América do Norte continuou mostrando bons números com crescimento de volume, manutenção das tarifas de proteção à indústria local e aumento do preço realizado.

Assim, o volume de aço vendido ficou estável na comparação anual – em meio ao ajuste tarifário que favoreceu os produtores locais –, apesar de ter recuado -1,3% vs 1T26. A receita atingiu R$ 10,1 bilhões (+10,8% vs 2T25 e +8,3% vs 1T26).

Mesmo com impactos de custos, a expansão do top-line e câmbio favorável contribuíram para um aumento de +15,4% do Ebitda, para R$ 2,6 bilhões, com ganho de +1,6 p.p. de margem, para 25,7%.

Como foi o desempenho na América do Sul?

A América do Sul mostrou retração no volume de aço vendido de -7,8% vs 1T26, impactado pela antecipação de vendas no Peru no último trimestre. Com isso, a receita líquida somou R$ 1,3 bilhões (-8,4% vs 1T26).

Porém, o efeito cambial favorável, maior utilização da capacidade e eficiência operacional ajudaram o Ebitda a somar R$ 205 milhões, com margem de 16% (+10,4% e +2,7 p.p. respectivamente vs 1T26).

Números consolidados impulsionam Ebitda

No consolidado, a receita líquida apresentou uma alta de +6,9% na comparação anual, para R$ 17,9 bilhões, com aumento de vendas e preços das principais regiões.

A manutenção do forte desempenho da América do Norte e recuperação do Brasil ajudaram o Ebitda a atingir R$ 3,4 bilhões, com margem de 19,2% (+15,9% e +1,5 p.p. respectivamente, na comparação trimestral).

Junto com a melhora na linha financeira, o lucro líquido foi de R$ 1,5 bilhão (+44,7% vs 1T26), com ganho de 2,1 p.p. na margem líquida, para 8,2%. A alavancagem permaneceu em um patamar bastante confortável de 0,69x dívida líquida/ebitda vs 0,74x no 1T26.

Apesar de ter melhorado o ciclo financeiro, para 80 dias, o aumento do estoque e fornecedores pressionaram o capital de giro, que saiu de R$ 286 milhões no 2T25 para R$ 933 milhões. Ainda assim, a expansão do ebitda ajudou o fluxo de caixa livre a atingir R$ 237 milhões, frente um consumo de R$ 772 milhões no 2T25.

Gerdau (GGBR4): Vale a pena comprar ações?

Para finalizar, a companhia anunciou que chegou a 31% do programa de recompra de ações e também divulgou a distribuição de R$ 451,3 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,23 por ação, yield de 0,9%, e será pago em 11 de setembro.

Depois de alguns trimestres com elevada importação chinesa, algumas medidas de proteção à indústria brasileira começaram a surtir efeito.

Além disso, a companhia segue entregando projetos de eficiência operacional e margens robustas na operação na América do Norte. Por 4,7x EV/Ebitda esperados para o ano, as ações seguem na carteira.

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