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Vale a pena reinvestir dividendos? Veja efeito com Petrobras, Vale, BB e Taesa

23 de Junho de 2026, 10:00

Quem investe em ações pagadoras de dividendos e embolsa os proventos sem reaplicá-los pode estar deixando uma parcela expressiva do retorno na mesa. Um estudo elaborado pela XP mostra que a decisão de reinvestir cada valor recebido na compra de mais ações faz a diferença no acúmulo de patrimônio, e pode significar uma multiplicação até quatro vezes maior do capital ao longo de uma década.

Os analistas Raphael Figueredo e Bruna Sene simularam um investimento de R$ 10 mil em quatro grandes ações da Bolsa brasileira em janeiro de 2016 e acompanhou os resultados até abril de 2026 em dois cenários: com e sem reinvestimento dos proventos.

O caso mais extremo é o da Petrobras (PETR4). No cenário sem reinvestimento, os R$ 10 mil iniciais se transformaram em R$ 68,9 mil, uma alta de 590% explicada pela valorização do preço da ação. Já quem reinvestiu sistematicamente os proventos ao longo do período terminou com R$ 272,9 mil, uma alta de 2.629% sobre o capital inicial e retorno anual de 37,8%.

A Petrobras realizou 32 pagamentos de proventos no período, que somaram R$ 133,7 mil em dividendos recebidos sobre o investimento inicial de R$ 10 mil. O reinvestimento transformou as 1.456 ações iniciais em 5.760 papéis ao final do período, sem nenhum aporte adicional. O yield on cost calculado foi de 1.337%, o que significa que a renda gerada pela ação ao longo do tempo pagou 13,4 vezes o valor originalmente investido.

A simulação com Vale (VALE3) mostra que o impacto do reinvestimento não depende de alta frequência de pagamentos. A mineradora realizou 22 distribuições ao longo do período, contra mais de 30 da Petrobras, mas distribuiu R$ 54,2 mil em proventos sobre o capital inicial de R$ 10 mil. Com reinvestimento, a quantidade de ações em carteira passou de 788 para 1.591 papéis, e o patrimônio final chegou a R$ 136,0 mil, o dobro dos R$ 67,4 mil obtidos no cenário sem reaplicação.

No Banco do Brasil (BBAS3), a maior frequência de pagamentos, com 76 distribuições ao longo de 10 anos, compensou uma valorização de preço mais contida, de 216% no período. Ao reinvestir todos os proventos, o patrimônio passou de R$ 31,6 mil para R$ 60,5 mil. Para os autores do estudo, o caso do BB mostra que “o efeito do reinvestimento não depende apenas de fortes altas na cotação, mas também da constância na geração de renda.”

Já a Taesa (TAEE11), com valorização de preço de cerca de 170% no período, teve 43 pagamentos de proventos e a quantidade de papéis em carteira saltou de 619 para 1.716 unidades. O investidor que reinvestiu terminou com um patrimônio 2,8 vezes maior do que quem apenas recebeu os dividendos sem reaplicá-los.

AçãoValorização da açãoPatrimônio com
reinvestimento
Retorno anual com
reinvestimento
PETR4R$ 68,9 mil (+590%)R$ 272,9 mil (+2.629%)37,8% a.a.
VALE3R$ 67,4 mil (+574%)R$ 136,0 mil (+1.260%)28,8% a.a.
TAEE11R$ 27,0 mil (+170%)R$ 74,8 mil (+648%)21,6% a.a.
BBAS3R$ 31,6 mil (+216%)R$ 60,5 mil (+505%)19,1% a.a.
Fonte: Economatica. Capital inicial de R$ 10 mil em cada ação. Período de 04/01/2016 a 27/04/2026. Reinvestimento ao preço de fechamento da data-ex proventos. Não considera impostos nem custos de corretagem

“A maioria dos investidores acompanha apenas o preço da ação. O reinvestimento atua na quantidade de ações. E é nessa segunda variável, ignorada por muitos, que mora boa parte do retorno de longo prazo”, escrevem Figueredo e Sene em relatório publicado na segunda-feira (22).

Cada provento reinvestido compra novas ações, que passam a gerar mais dividendos no período seguinte, criando uma base de investimento crescente ao longo do tempo. Os autores do estudo chamam esse processo de “efeito bola de neve aplicado à renda variável.”

Todos os cenários superam com folga o CDI no período, que transformaria os mesmos R$ 10 mil em cerca de R$ 25,5 mil. Já a correção pelo IPCA acumulado de 67,9% colocaria o montante em R$ 16,8 mil.

Para Figueredo e Sene, reinvestir proventos é “provavelmente a decisão de carteira com a melhor relação entre retorno e esforço disponível ao investidor de longo prazo”, já que “não exige acertar timing de mercado, não depende de teses complexas nem de novos aportes constantes.”

Os especialistas, no entanto, alertam que a estratégia não corrige uma tese de investimento ruim, e recomendam aplicar o reinvestimento em empresas com fundamentos sólidos, geração recorrente de caixa e política consistente de distribuição de dividendos, avaliando sempre o desempenho pelo retorno total e não apenas pela variação de preço na tela: “Dividendos não são apenas renda para ‘sacar’. Eles fazem parte central do retorno do investimento e, quando reinvestidos de forma disciplinada, tornam se um dos principais motores de crescimento no longo prazo”.

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Dividendos: Petrobras (PETR4) e mais 7 empresas da bolsa pagam proventos de até R$ 2,50 por ação nesta semana

21 de Junho de 2026, 09:00

A partir desta segunda-feira (22), 7 ações listadas na Bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) programados para pagamento aos seus investidores. Para que você se mantenha bem-informado, preparamos um calendário completo, organizados por valores e datas de pagamento.

Porém, é preciso estar atento a dois pontos de grande importância:

  • “Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos;
  • Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Calendário de dividendos: 22 a 26 de junho

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$)Data de pagamentoData de corte
CPFL EnergiaCPFE3Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA3Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA5Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA6Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA7Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
EternitETER3Dividendo0,08522/06/202630/03/2026
PetrobrasPETR4JCP0,31322/06/202622/04/2026
ComgásCGAS3JCP1,69825/06/202615/06/2026
ComgásCGAS3Dividendo2,28925/06/202615/06/2026
ComgásCGAS5JCP1,86825/06/202615/06/2026
ComgásCGAS5Dividendo2,51825/06/202615/06/2026
AssaíASAI3JCP0,10426/06/202606/01/2026
BanrisulBRSR3Dividendo0,22026/06/202612/06/2026
BanrisulBRSR5JCP0,22026/06/202612/06/2026
BanrisulBRSR6JCP0,22026/06/202612/06/2026
SaneparSAPR11JCP0,55226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR11JCP1,40826/06/202630/06/2025
SaneparSAPR3JCP0,10226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR3JCP0,26026/06/202630/06/2025
SaneparSAPR4JCP0,11226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR4JCP0,28626/06/202630/06/2025

Quais as melhores ações pagadoras de dividendos da Bolsa? Confira recomendações no Empiricus+

Se você deseja otimizar ao máximo a busca por dividendos em sua carteira de investimentos, é preciso contar com uma curadoria das ações mais promissoras nesse sentido: e o Empiricus+ pode te ajudar com isso.

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Dividendos: Suzano (SUBZ3) e outras 7 ações da bolsa pagam proventos de até R$ 7,90 por ação nesta semana; veja agenda

14 de Junho de 2026, 09:00

Nesta semana que se inicia, 8 ações listadas na bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) agendados para cair na conta de seus acionistas. Para que você fique ligado, preparamos um calendário completo com valores previstos por ação, além da ordem de pagamentos por data.

Porém, vale lembrar que investidores devem estar atentos a dois pontos:

  • “Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos.
  • Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Agenda de dividendos: 15 a 19 de junho

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por açãoData de pagamentoData de corte
HabitasulHBTS3Dividendo1,83315/06/202624/04/2026
HabitasulHBTS5Dividendo2,01615/06/202624/04/2026
SimparSIMH3Dividendo0,17115/06/202603/06/2026
SuzanoSUZB3Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TaurusTASA3Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TaurusTASA4Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TPI TriunfoTPIS3Dividendo0,54815/06/202630/12/2025
Vitru BrasilVTRU3Dividendo0,02518/06/202630/04/2026
Banco da AmazôniaBAZA3Dividendo3,99519/06/202609/06/2026
Banco da AmazôniaBAZA3JCP7,94719/06/202609/06/2026
WLM ParticipaçõesWLMM3JCP0,26019/06/202610/06/2026
WLM ParticipaçõesWLMM4JCP0,28619/06/202610/06/2026

Quais as melhores ações para buscar dividendos? Conheça as principais recomendações do momento no Empiricus+

O fato de uma empresa distribuir dividendos recorrentes aos seus acionistas não indica, necessariamente, que ela esteja entre as melhores pagadoras de dividendos da bolsa.

E se você deseja conhecer, de fato, as ações mais promissoras para quem busca bons dividendos na conta, o Empiricus+ veio para te ajudar.

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Fundos imobiliários de papel lideram ranking de dividendos em 2026; veja os 10 primeiros colocados

13 de Junho de 2026, 13:00

Os fundos imobiliários de recebíveis, conhecidos no mercado como FIIs de papel, foram os que mais distribuíram proventos no acumulado de 2026 até agora, segundo levantamento da Grana Capital a que o Money Times teve acesso.

O estudo considera os rendimentos repassados entre janeiro e maio deste ano em relação ao preço das cotas ao fim do período. Por isso, os percentuais não correspondem ao dividend yield (DY) tradicional de 12 meses.

Na liderança, com um yield acumulado de 8,84% em 2026, está o Kilima Volkano Recebiveis (KIVO11), fundo imobiliário gerido pela Kilima e que reúne aproximadamente 7,3 mil cotistas na bolsa de valores (B3).

Embora tenha visto seus papéis recuarem de R$ 64,85, no final de 2025, para R$ 61,10, ao término do mês passado, o veículo distribuiu, nesse intervalo, aproximadamente R$ 5,40 por cota em proventos, o que o garantiu na primeira posição no ranking.

Quem é o líder?

Com patrimônio líquido estimado em cerca de R$ 187 milhões, o KIVO11 tem como principal estratégia investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são títulos de dívida ligados ao setor de imóveis.

Segundo relatório gerencial mais recente, cerca de 79% da carteira de CRIs do fundo está atrelada ao IPCA+, o que tende a favorecer o desempenho positivo em períodos de inflação mais elevada.

Outros 21% estão indexados ao CDI, característica que também beneficia a geração de rendimentos em um cenário de juros altos.

Outros fundos imobiliários

Na segunda posição do ranking de maiores dividend yields dos FIIs em 2026 está o Life Capital Partners (LIFE11), também do segmento de papel.

Com patrimônio líquido superior a R$ 358 milhões, o veículo distribuiu R$ 0,72 por cota nos últimos 5 meses, enquanto observou seus papéis caírem 1,56% no mesmo período.

Na sequência, em terceiro lugar, está o Habitat Pulverizados (HABT11), também do nicho de recebíveis, com patrimônio líquido maior, de aproximadamente R$ 775 milhões.

O FII acumulou yield de 7,79% no intervalo analisado, após pagamento acumulado de R$ 5,70 por cota aos investidores, mas viu seus papéis recuarem 3,72% na bolsa de valores.

Abaixo, confira o ranking dos FIIs com maiores dividend yields em 2026:

Fundo imobiliário(R$) valor da cota em 29/12/2025(R$) valor da cota em 29/05/2026Rentabilidade no períodoDividendo em R$DY
Kilima Volkano (KIVO11)64,8561,1-5,78%5,48,84%
Life Capital (LIFE11)8,338,2-1,56%0,728,78%
Habitat Recebíveis (HABT11)7673,17-3,72%5,77,79%
Fator Verita Multiestratégia (VRTM11)7,267,270,14%0,547,43%
Manati Capital Hedge (MANA11)9,269,260%0,677,24%
Tellus Properties (TEPP11)8,658,680,35%0,627,18%
Polo Crédito Imobiliário (PORD11)8,118,352,96%0,5967,14%
Cyrela Crédito (CYCR11)8,778,962,17%0.637,1%
RBR Premium (RPRI11)85,2180,49-5,54%5,697,08%
HSI Ativos Financeiros (HSAF11)77,99825,14%5,76,95%

Fonte: Grana Capital

Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4) e mais 7 empresas pagam dividendos esta semana

7 de Junho de 2026, 08:00

Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4) e outras empresas da B3 estão programadas para pagar proventos esta semana, de 8 a 12 de junho.

Os JCP do Banco do Brasil serão distribuídos na quinta-feira (11), no valor de R$ 0,059 por ação.

Enquanto isso, os dividendos da Gerdau serão de R$ 0,180 por ação, distribuídos na terça-feira (9), e os acionistas da Metalúrgica Gerdau recebem na quarta-feira (10). Este pagamento corresponde à antecipação do dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício social de 2026.

A seguir, é possível conferir a agenda completa de dividendos da semana.

Dividendos: agenda 08 a 12 de junho

Confira a seguir o calendário de pagamentos de dividendos e JCP previstos para a semana.

EmpresaTickerTipo de proventoValor por açãoData de pagamentoData-com
Camil AlimentosCAML3Dividendo0,07309/06/202629/05/2026
GerdauGGBR3Dividendo0,18009/06/202613/05/2026
GerdauGGBR4Dividendo0,18009/06/202613/05/2026
JHSF ParticipaçõesJHSF3Dividendo0,06809/06/202628/05/2026
Metalúrgica GerdauGOAU3Dividendo0,08010/06/202613/05/2026
Metalúrgica GerdauGOAU4Dividendo0,08010/06/202613/05/2026
GrendeneGRND3JCP0,03310/06/202621/05/2026
GrendeneGRND3Dividendo0,02810/06/202621/05/2026
Banco do BrasilBBAS3JCP0,05911/06/202601/06/2026
FerbasaFESA3JCP0,38712/06/202605/11/2025
FerbasaFESA4JCP0,42612/06/202605/11/2025
Minupar ParticipaçõesMNPR3Dividendo0,12912/06/202614/04/2026
MitreMTRE3Dividendo0,04212/06/202601/06/2026

Prepare sua carteira para investir em dividendos

Agora que você já está por dentro das empresas que vão pagar dividendos nesta semana, pode se inteirar de quais são as recomendações da Empiricus na hora de buscar as melhores oportunidades com proventos.

Na carteira Empiricus Dividendos, pode conhecer o portfólio completo de maneira gratuita. Nele, os analistas selecionam os ativos com um preço e dividend yield atrativos para se posicionar em busca de renda passiva.

O resultado é uma seleção atualizada periodicamente para indicar quais são as melhores oportunidades para investir – de olho em dividendos.

A boa notícia é que você pode conhecer as recomendações da carteira Empiricus Dividendos de forma gratuita e na íntegra, na área logada da Empiricus. Para isso, basta apenas realizar o seu login ou cadastro (sem custos) e acessar o portfólio e outras recomendações de investimentos.

Para começar, é só clicar no botão abaixo e destravar seu acesso ao portfólio:

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10 ações com retornos de até 12,1% para quem busca dividendos, segundo Safra

6 de Junho de 2026, 14:00

O Safra realizou um ajuste na carteira recomendada de dividendos para o mês de junho, retirando as ações da Vibra Energia (VBBR3) e incluindo Marcopolo (POMO4).

Apesar do bom momento de resultados da Vibra e do setor, os analistas veem um fluxo de notícias mais conturbado, enquanto notam um mercado já bem comprado na tese.

Sobre a entrada de Marcopolo, o banco avalia a empresa uma ótima opção dentro do setor de bens de capital devido a necessidade de renovar a envelhecida frota de ônibus do país, o que deve impulsionar as vendas da empresa nos próximos anos.

Completam o portfólio de maio as ações da Allos (ALOS3), Caixa Seguridade (CXSE3), Itaúsa (ITSA4), Bradesco (BBDC4), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Cury (CURY3), CPFL (CPFE3) e Copel (CPLE3).

Em maio, a carteira de dividendos do Safra registrou desempenho negativo de 5,82%, ante recuo de 7,62% do Índice Dividendos (IDIV) e de 7,22% do Ibovespa (IBOV).

Dividendos: as ações para a carteira de junho

CódigoCompanhiaCot. Fech. 30/04/2026 (R$/ação)PesoDividend Yield
ALOS3Allos28.2110.0%12.1%
CXSE3Caixa Seguridade17.7110.0%7.7%
ITSA4Itaúsa12.9210.0%9.2%
BBDC4Bradesco17.7010.0%8.7%
PETR4Petrobras42.0010.0%8.6%
VALE3Vale82.8210.0%7.6%
CURY3Cury31.7310.0%7.8%
CPFE3CPFL43.3910.0%7.9%
POMO4Marcopolo6.0610.0%8.3%
CPLE3Copel14.5610.0%6.1%

Wall Street em recorde, frase de Buffett, bitcoin, dividendos e Petrobras: o que bombou na semana

6 de Junho de 2026, 08:43

Os novos recordes de Wall Street no fim de maio, embalados pelo rali das ações de tecnologia e pelo alívio com as negociações envolvendo o Oriente Médio, e a derrocada de quase R$ 100 bilhões no valor de mercado da Petrobras (PETR4) em maio estiveram no centro das atenções dos leitores nesta semana, de 31 de maio a 6 de junho.

Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, na semana entre o dia 31 de junho e seis de junho, aparecem também a repercussão de uma das frases mais conhecidas de Warren Buffett sobre medo e ganância no mercado, a primeira venda de bitcoin da história da Strategy, dona da maior tesouraria corporativa da criptomoeda, e a carteira de dividendos do BTG Pactual para junho. Confira o que mais ganhou destaque nos últimos dias.

Wall Street bate máximas com rali de tecnologia

A matéria mais lida da semana mostrou que os principais índices de Wall Street encerraram maio em níveis recordes, impulsionados pelo desempenho das gigantes de tecnologia e pelo otimismo dos investidores com a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. No fechamento de 29 de maio, o Dow Jones subiu 0,74%, o S&P 500 avançou 0,22% e o Nasdaq ganhou 0,91%, todos em máximas históricas. No acumulado do mês, o Nasdaq saltou mais de 8%.

A reportagem destacou ainda que a moderação dos preços do petróleo ajudou o humor dos mercados, enquanto ações de tecnologia seguiram puxando o movimento, com destaque para a Dell após resultados acima do esperado.

Warren Buffett e a velha máxima sobre medo e ganância

Outro texto que chamou atenção dos leitores retomou uma das frases mais famosas de Warren Buffett: “seja medroso quando os outros forem gananciosos, e seja ganancioso quando os outros forem medrosos”. A matéria explicou como a máxima resume a lógica da estratégia contrarian, que busca se afastar do consenso quando o mercado entra em euforia ou em pânico.

Segundo o texto, a ideia é que, em momentos de otimismo exagerado, investidores tendem a subestimar riscos e pagar caro demais pelos ativos, enquanto, em períodos de crise, o medo pode levar a vendas precipitadas e a preços abaixo do que os fundamentos justificam.

Strategy vende bitcoin pela primeira vez e criptomoeda cai

Na terceira posição, ficou a notícia de que a Strategy, antiga MicroStrategy, vendeu 32 bitcoins entre 26 e 31 de maio, levantando cerca de US$ 2,5 milhões a um preço médio de US$ 77.135 por unidade. Segundo a reportagem, foi a primeira venda de bitcoin da história da companhia desde dezembro de 2022.

O movimento chamou atenção porque a empresa é símbolo da estratégia de acumulação de bitcoin em tesouraria. Após a operação, a Strategy continuava com 843.706 BTC, avaliados em cerca de US$ 61 bilhões, enquanto a criptomoeda aprofundava as perdas e era negociada perto de US$ 72 mil na manhã da publicação.

BTG mexe na carteira de dividendos de junho

A busca por renda também esteve entre os assuntos mais lidos da semana. Em sua carteira recomendada de dividendos para junho, o BTG Pactual retirou Vibra Energia (VBBR3), incluiu Caixa Seguridade (CXSE3), reduziu exposição a Allos (ALOS3) e Motiva (MOTV3) e elevou a participação de Cury (CURY3).

Além dessas mudanças, a seleção segue com nomes como Petrobras (PETR4), Itaú Unibanco (ITUB4), Vale (VALE3), Bradesco (BBDC4), Axia Energia (AXIA3), Equatorial (EQTL3), Copel (CPLE3) e Copasa (CSMG3). Entre os destaques, a Allos aparecia com potencial de retorno em dividendos de até 12,2%, o maior da carteira.

Petrobras tem primeiro mês negativo em 2026

Fechando a lista, a Petrobras voltou aos holofotes depois de perder R$ 98,1 bilhões em valor de mercado em maio, no primeiro mês de baixa das ações em 2026. Segundo a reportagem, PETR3 caiu 14,62% no período e PETR4 recuou 14,43%, com a companhia encerrando o mês avaliada em R$ 576,5 bilhões.

O gatilho para a correção foi a queda do petróleo, pressionado pelo otimismo do mercado com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. Os contratos do Brent para agosto acumularam baixa de 17,4% em maio, encerrando a última sessão do mês a US$ 91,12 por barril.

Bradesco (BBDC3;BBDC4), Allos (ALOS3) e mais outras 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

31 de Maio de 2026, 13:00

Na semana de 1º a 5 de junho, quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas.

Na segunda-feira (2), o Bradesco (BBDC3;BBDC4) realiza pagamento de dividendos no valor de R$ 0,017, com data de corte de 4 de maio deste ano.

Também na segunda-feira, a Allos (ALOS3) paga dividendos de R$ 0,0291, tendo como base os acionistas posicionados em 19 de maio de 2026.

Confira todas as empresas e as datas do pagamento de dividendos:

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por açãoData de pagamentoData de corte
BradescoBBDC3JCP0,01701/06/202604/05/2026
BradescoBBDC4JCP0,01701/06/202604/05/2026
BanestesBEES3JCP0,02801/06/202604/05/2026
BanestesBEES4JCP0,02801/06/202604/05/2026
Allos ALOS3Dividendo0,29102/06/202619/05/2026
Aliança BahiaPEAB3Dividendo0,52503/06/202618/05/2026
Aliança BahiaPEAB4Dividendo0,57803/06/202618/05/2026

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas

Gerdau (GGBR4): Lucro cresce 34% na base anual e companhia anuncia dividendos

27 de Abril de 2026, 19:26

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,8% em relação ao mesmo período do ano passado, e anunciou a distribuição de R$ 106 milhões em dividendos.

A receita líquida somou R$ 16,7 bilhões, queda de 3,8% na comparação anual, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 3 bilhões, avanço de 23,3%, com margem de 17,7%.

O desempenho operacional, segundo a companhia, foi sustentado principalmente pela América do Norte, que representou 75% do Ebitda ajustado consolidado no trimestre.

“O primeiro trimestre transcorreu em um cenário global volátil e desafiador, marcado por tensões geopolíticas que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos. Mesmo nesse contexto, registramos um Ebitda ajustado consolidado de R$ 3 bilhões no trimestre, com recuperação sequencial em todas as operações da companhia”, diz a Gerdau no documento publicado na noite desta segunda-feira (27).

No Brasil, a operação seguiu como o principal ponto de pressão. A receita líquida caiu 16,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, para R$ 6,3 bilhões, refletindo a combinação de menores volumesde venda e preços ainda pressionados.

As vendas totais recuaram 7,5% na comparação anual, para 1,3 milhão de toneladas, com queda de 4,0% no mercado interno e de 18,1% nas exportações.

A companhia atribuiu o desempenho mais fraco no país a uma sazonalidade mais intensa no início do ano e ao avanço das importações chinesas especialmente em aços planos.

Segundo a Gerdau, as importações de aço no Brasil somaram 1,7 milhão de toneladas no trimestre, alta de 4% na comparação anual e de 32% ante o quarto trimestre, enquanto a penetração de importados em aços planos chegou a 34% em fevereiro, o maior patamar da série histórica.

“Além de uma sazonalidade maior do que a tipicamente apresentada no início do ano, níveis elevados de importações — especialmente de aços planos — afetaram os volumes de vendas no mercado interno e mantiveram os preços ainda sob pressão.”

Do lado dos custos, houve algum alívio na comparação trimestral, mas ainda insuficiente para recompor totalmente a rentabilidade brasileira. O custo das vendas no Brasil caiu 13,8% ante o quarto trimestre, para R$ 6,1 bilhões, explicado principalmente pelo menor volume de vendas e pela redução dos custos após paradas programadas de manutenção realizadas no fim de 2025. Na comparação anual, o custo recuou 9,6%, também refletindo controle de custos fixos, ganhos de produtividade e a base mais elevada do ano anterior, marcada pela parada da planta de Ouro Branco.

Mesmo assim, a pressão sobre preços e volumes pesou sobre o resultado. O EBITDA ajustado do Brasil ficou em R$ 578 milhões, queda de 47,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com margem de 9,2%, ante 14,6% um ano antes. Na comparação com o quarto trimestre, porém, houve alta de 13,3%, em linha com a melhora de custos após as paradas de manutenção.

“Mesmo diante desse cenário, mantivemos o foco na gestão de custos e na competitividade das operações, encerrando o 1T26 com EBITDA ajustado de R$ 578 milhões, 13% superior ao 4T25.”

América do Norte “salva” Gerdau

Na América do Norte, o quadro foi o oposto. A receita líquida subiu 6,6% em um ano, para R$ 9,3 bilhões, com vendas de aço de 1,3 milhão de toneladas, alta de 3,8%. O Ebitda ajustado da região atingiu R$ 2,3 bilhões, avanço de 88,1% na comparação anual, com margem de 24,1%.

A empresa citou aumento de volumes, reajustes de preços, melhor mix de produtos e ganhos de eficiência. Além disso, a companhia vem se beneficiando das maiores tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por produzir no país.

“No período, o segmento América do Norte representou 75% do EBITDA ajustado consolidado, o que reforça a relevância da operação como pilar de resiliência para a companhia.”

O resultado financeiro foi negativo em R$ 319 milhões, piora de 4,3% frente ao primeiro trimestre de 2025, explicada pela redução das receitas financeiras e aumento das despesas financeiras. Já a dívida líquida encerrou março em R$ 8,2 bilhões, com alavancagem de 0,73 vez dívida líquida/Ebitda.

Além dos dividendos, a Metalúrgica Gerdau aprovou um novo programa de recompra de até 10 milhões de ações preferenciais (GOAU4), equivalente a 1,2% das ações preferenciais em circulação. A companhia também informou investimentos de R$ 1,1 bilhão em CAPEX no trimestre, 27% abaixo do quarto trimestre e equivalente a 23% do total previsto para 2026.

Os dividendos serão pagos em 9 de junho de 2026, com base na posição acionária de 13 de maio, passando a ser negociados na condição “ex-dividendos” a partir de 14 de maio. O valor aprovado é de R$ 0,18 por ação para a Gerdau e R$ 0,08 por ação para a Metalúrgica Gerdau.

Calendário de balanços: o que esperar de Vale, Gerdau e WEG na semana

27 de Abril de 2026, 08:42

A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 ganha tração nesta semana, com o mercado voltando os olhos para três gigantes de setores distintos: a mineradora Vale, a siderúrgica Gerdau e a fabricante de motores WEG.

Os relatórios prévios de bancos e corretoras apontam para um cenário de desafios específicos de margens e de demanda global para as companhias. A Vale, por exemplo, tem se beneficiado com o aumento da produção e o preço internacional do minério de ferro na casa de US$ 100 a tonelada. A Gerdau tem enfrentado a concorrência com o aço chinês e a WEG busca reduzir o impacto da alta de preços de metais usados na fabricação de motores.

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Além das três gigantes, a semana ainda conta com a divulgação de resultados de Assai, na segunda-feira (27), de Hypera e Neoenergia, na terça-feira (28), e de Iochpe Maxion, Multiplan, Motiva, Santander e Suzano, na quarta-feira (29), e Irani, na quinta-feira (30).

Saiba o que analistas e investidores vão estar de olho nos balanços de Vale, Gerdau e WEG.

Segunda-feira (27 de abril)

Gerdau (GGBR4)

A gigante do aço deve apresentar seus números após o fechamento do mercado. O pane de fundo para o setor siderúrgico é a invasão do aço chinês, que pressionou os resultados em 2025. Apesar da concorrência, o mercado vê a Gerdau como uma “máquina de dividendos” para 2026. A redução planejada de investimentos (capex) para R$ 4,7 bilhões no ano vai ajudar a manter o nível de proventos, ao mesmo tempo que sinaliza a disciplina de capital.

  • O que esperar: no setor siderúrgico, a Gerdau continua sendo a escolha preferida devido à sua exposição ao mercado dos EUA, que representa 60% dos resultados do grupo. No Brasil, a expectativa é de uma melhora marginal na rentabilidade, impulsionada pelas sobretaxas aprovadas pelo governo para proteger o setor da invasão de aço asiático.
  • O ponto de atenção: o CEO da companhia, Gustavo Werneck, já sinalizou que não haverá fechamento de plantas em 2026, indicando que o pior da ociosidade operacional ficou para trás. O foco será o resultado operacional na América do Norte, que costuma compensar as margens mais apertadas da operação brasileira.
  • Desafios: a eficiência operacional da Gerdau deve garantir resultados sólidos, mas o volume de vendas domésticas e o impacto das medidas antidumping serão os fieis da balança.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 24,53.
  • Dividend yield projetado 2026: 11,1%.

Terça-feira (28 de abril)

Vale (VALE3)

A Vale abre os números do setor de mineração com a divulgação prevista para após o fechamento do mercado. Analistas demonstram o otimismo com a divisão de Metais Básicos (cobre e níquel), projetando que este segmento responda por uma fatia maior do Ebitda (o lucro operacional antes de impostos, juros e amortizações) em 2026, o que pode sustentar dividendos acima da média histórica caso o minério de ferro se estabilize acima de US$ 100 a tonelada, como no momento atual.

  • O que esperar: Os dados operacionais já divulgados mostraram uma produção de 69,7 milhões de toneladas de minério de ferro, um crescimento de 3% na comparação anual. As vendas foram fortes, superando os efeitos sazonais das chuvas, o que deve sustentar uma receita líquida próxima de US$ 9,4 bilhões.
  • O ponto de atenção: O Ebitda deve vir em torno de US$ 4,1 bilhões. O mercado monitora de perto o preço realizado do minério, que sofre pressão pela desaceleração do setor imobiliário chinês, e os custos de frete, que subiram no início do ano.
  • Desafios: a tese de dividendos robustos continua, mas o crescimento de capital depende de uma recuperação mais clara da demanda chinesa.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 83.
  • Dividend yield projetado 2026:: 8,6% a 10%.

Quarta-feira (29 de abril)

WEG (WEGE3)

A WEG, multinacional brasileira de motores e equipamentos industriais, divulga seu balanço após o fechamento do mercado. A companhia reinveste boa parte do lucro em expansão e tecnologia, por isso a distribuição de dividendos tende a não ser o principal atrativo do papel. As casas de análise veem o valor atual da ação perto do nível considerado “justo”, ou seja, com menos espaço para grandes altas.

  • O que esperar: O mercado busca sinais de continuidade no crescimento da carteira de pedidos, especialmente em Transmissão e Distribuição (T&D) e motores industriais. Resultados recentes da concorrente suíça ABB sugerem uma demanda global aquecida, o que é positivo para a WEG.
  • O ponto de atenção: Dois fatores podem “esfriar” o papel: a valorização do real frente ao dólar no primeiro trimestre do ano pode comprimir a receita reportada em reais (já que boa parte vem do exterior); a alta recente nos preços do cobre, da prata e do alumínio, que são insumos na produção de peças e motores, pressiona as margens.
  • Desafios: os analistas mantêm a confiança na execução da empresa, mas alertam que o “valuation” (valor de mercado que embute expectativas de crescimento futuro) exige resultados impecáveis para sustentar novas altas.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 44.
  • Dividend yield projetado 2026: 2% a 2,5%.

Posso pagar despesas pessoais com dinheiro da PJ para ‘escapar’ do IR sobre dividendos?

10 de Abril de 2026, 16:18

A cobrança de Imposto de Renda sobre dividendos, que começou a valer na virada do ano, abalou estratégias clássicas de planejamento tributário dos empreendedores.

Para reduzir o pagamento de impostos, é comum que empresas remunerem seus sócios com a distribuição de dividendos, que era totalmente isenta de IR até o fim de 2025. Só que a coisa mudou. Agora, quem recebe dividendos acima de R$ 50 mil por mês precisa pagar uma alíquota de 10% de IR.

Com essa mudança, uma estratégia alternativa – e controversa – voltou a ser falada nas rodas de empresários e em discussões em redes sociais: pagar despesas pessoais dos sócios com o dinheiro da PJ. É o uso de parte do dinheiro que seria retirado como lucro (via dividendo) para pagar contas dos sócios, reduzindo a tributação direta.

Só que fica a pergunta: é legal e regular transferir despesas pessoais para a empresa? E vale a pena?

Em poucas palavras, a resposta é não. Pode render autuação da Receita Federal, cobrança retroativa de impostos não pagos, multa e juros – além da exclusão da empresa de regimes tributários vantajosos, como o Simples Nacional.

Qual o risco de incluir despesas pessoais na conta da empresa?

As despesas pessoais dos sócios não são despesas operacionais para a empresa, ressalta Pedro Bresciani, especialista em planejamento tributário no Utumi Advogados. A manutenção do negócio não depende desses gastos – que deveriam ser sempre cobertos com recursos próprios, como o pró-labore (que é o “salário” dos sócios) ou os dividendos que eles recebem.

Se a Receita Federal identificar que houve essa prática, pode desconsiderar os lançamentos e entender que houve irregularidades, como omissão de receita e distribuição disfarçada de lucros. Ou ainda enquadrá-los como pagamento sem causa ou doação da empresa para o sócio.

Em um pagamento sem causa (ou sem comprovação) a um sócio, por exemplo, a alíquota do Imposto de Renda que deve ser retido fonte é de 35% – o que provavelmente não é feito por quem decide transferir despesas pessoais para a PJ para “driblar” o fisco.

Já em uma doação da empresa para o sócio, há a incidência de Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), com alíquota de até 8%, a depender do estado.

No caso de uma autuação da Receita Federal, tributos como esses que não tenham sido recolhidos podem ser cobrados retroativamente, além da incidência de multa e juros. Fora isso, segundo Bresciani, os valores ainda poderiam ser tributados pelo Imposto de Renda Mínimo, com alíquota que vai até 10%.

Como as despesas dos sócios afetam o lucro da PJ?

A transferência de despesas pessoais para a PJ impacta os resultados das empresas e de seus sócios de maneiras diferentes, a depender do regime tributário em que se enquadram.

Para as empresas do regime do lucro real, os impostos devidos (IRPJ e CSLL, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) incidem diretamente sobre o seu lucro efetivo – ou seja, receitas menos despesas. Por isso, quanto maiores as despesas a serem deduzidas das receitas, menor o lucro. E menor também o imposto que a empresa terá de pagar.

Incluir despesas dos sócios nas contas de uma empresa do lucro real, portanto, acaba reduzindo os impostos devidos pela própria empresa.

Quando um caso como esse é identificado pela Receita Federal, ela pode cobrar os tributos (IRPJ e CSLL) que deixaram de ser pagos porque o lucro foi “artificialmente” menor, além de juros (taxa Selic) e uma multa significativa (de 75% a 100%, nos casos gerais) sobre esses valores.

Já no regime de lucro presumido, as despesas dos sócios incluídas nas contas da empresa não reduzem diretamente os tributos devidos por elas, como no lucro real. Isso porque o IRPJ e a CSLL são calculados a partir de uma margem de lucro fixa, estabelecida pela Receita Federal e aplicada sobre o faturamento da empresa. Essa margem varia segundo o setor de atuação e pode chegar a 32%.

No Simples Nacional, ocorre algo semelhante.

Os impostos devidos pela empresa – e pagos em uma única guia, chamada DAS – são calculados sobre o faturamento, e não sobre o lucro. Por isso, também nesse caso, incluir despesas dos sócios nas contas da empresa não reduzirá o valor pago pela PJ.

Porém, tanto no lucro presumido quanto no Simples Nacional, essa manobra diminui o lucro efetivo do negócio. E ele é a base para a distribuição de dividendos aos sócios.

Se, adotando essa prática, os sócios conseguirem manter os dividendos abaixo do limite de R$ 50 mil por mês, podem “escapar” de pagar o novo IR na sua pessoa física.

Se isso for identificado pela Receita Federal, a prática poderia ser caracterizada como pagamento sem causa, distribuição indireta de dividendos ou doação da empresa para o sócio. E, então, vale a mesma lógica: o Fisco cobra retroativamente os impostos que não foram pagos, aplica multa e cobra juros. Em casos graves, pode excluir a empresa do Simples Nacional.

Os riscos na prática

A pedido do InvestNews, Bresciani, no Utumi Advogados, simulou um caso prático. O advogado partiu de um exemplo fictício de empresa enquadrada no regime de lucro real em que os sócios pagaram despesas pessoais no valor de R$ 240 mil em um ano.

Entenda três possíveis formas como essa manobra pode ocasionar riscos e cobranças adicionais.

1) Os impostos da empresa

Em uma fiscalização da Receita Federal que identificasse esse procedimento, a transferência de despesas poderia ser desconsiderada. Na prática, isso faria com que o lucro efetivo da empresa aumentasse – nesse caso, justamente em R$ 240 mil. Sobre esse valor, incidiria a carga de IRPJ e CSLL (34%), gerando uma tributação adicional de R$ 81,6 mil.

Esse valor ainda viria com acréscimos. Em geral, aplica-se uma multa equivalente a 75% sobre o imposto devido, segundo Bresciani, além de juros pela taxa Selic. Nesse exemplo, a multa seria calculada sobre os R$ 81,6 mil: o montante seria de R$ 61,2 mil. Isso aumentaria o valor final a pagar para R$ 142,8 mil, além da variação da Selic até o pagamento ser realizado.

2) O pagamento sem causa aos sócios

A Receita Federal também poderia entender que houve um pagamento (ou uma entrega de recursos) aos sócios sem comprovação da causa. Se assim fosse, estabeleceria a cobrança de Imposto de Renda de 35% na fonte, alíquota aplicada a esse tipo de pagamento.

“Esse pagamento é feito com reajuste da base, o chamado ‘gross-up‘, que acaba elevando a carga efetiva da cobrança”, diz Bresciani. No fim das contas, aplicando essa regra, só o imposto retroativo somaria cerca de R$ 129 mil – com os cálculos relacionados. E sobre esse valor ainda poderia incidir a mesma multa de 75%, elevando o valor final para R$ 226 mil.

3) A distribuição disfarçada de dividendos

A Receita Federal também poderia entender que houve uma distribuição “disfarçada” de dividendos para evitar superar o limite oficial de R$ 50 mil por mês isentos de Imposto de Renda.

Se, por exemplo, o sócio recebeu oficialmente R$ 30 mil em dividendos no mês, mas a distribuição indireta de lucros foi de mais R$ 22 mil no mesmo mês, isso totalizaria R$ 52 mil em lucros distribuídos – sujeitos, portanto, à alíquota de 10%.

Identificando isso, a Receita Federal poderia cobrar o Imposto de Renda não pago, que nesse caso seria de R$ 5,2 mil (10% em cima dos R$ 52 mil), calcula Bresciani. Fora isso, a multa de 75% sobre esse valor geraria um montante de R$ 3,9 mil a mais, elevando o total devido para R$ 9,1 mil.

O que é confusão patrimonial

A não separação efetiva entre os bens, direitos e obrigações da pessoa jurídica e dos seus sócios ou administradores é considerada uma confusão patrimonial, também chamada de confusão fiscal.

Isso ocorre quando contas pessoais são pagas pela empresa ou vice-versa, violando a separação patrimonial. Um grande risco dessa prática é que ela abre brecha para que credores atinjam o patrimônio pessoal dos sócios para quitar eventuais dívidas da empresa.

Um sócio que usa um carro registrado em nome da empresa para fins pessoais, sem compensar a empresa por isso, por exemplo, está cometendo essa prática. O mesmo acontece se o sócio pagar contas pessoais com o cartão da empresa.

No  Descomplica PJ, uma cobertura especial do InvestNews voltada para esclarecer dúvidas de empreendores, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro ao caixa da empresa. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre tributação, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br.

JBS (JBSS32) anuncia pagamento de dividendos; veja valor por ação

25 de Março de 2026, 18:23

A JBS (JBSS32) aprovou nesta quarta (25) o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, a serem pagos em 17 de junho de 2026.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia em 18 de maio de 2026.

Mais tarde, a companhia divulga seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25).

JBS (JBSS32): Impacto da greve nos EUA dependerá da duração

O BTG Pactual enxerga um impacto limitado da greve de 3.800 trabalhadores na planta de carne bovina em Greeley, no Colorado, para a JBS. Segundo o sindicato que representa os funcionários, esta é a primeira greve de bovinos nos EUA em aproximadamente quatro décadas.

Na avaliação do banco, o efeito sobre a companhia dependerá principalmente da duração do movimento. A JBS já começou a redirecionar o gado para outras unidades, como a planta de Cactus, no Texas.

Petrobras (PETR3;PETR4), Gerdau (GGBR3;GGBR4) e mais 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

15 de Março de 2026, 13:00

Quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 16 a 20 de março. 

Na segunda-feira (16), a Unifique realiza pagamento de dividendos de R$ 0,078 para a ação ordinária (FIQE3), com 29 de dezembro de 2025 como data de corte. 

Já na quarta-feira (18), a Gerdau paga dividendos de R$ 0,1oo, tanto para a ação ordinária (GGBR3) quanto para a preferencial (GGBR4), com base nos acionistas de 10 de março de 2026.  

Na quinta-feira (19), a Metalúrgica Gerdau paga dividendos de R$ 0,050 para a ação ordinária (GOAU3) a para a preferencial (GOAU4), tendo também 10 de março de 2026 como data de corte.

E na sexta-feira (20), uma empresa faz pagamentos.  

  • Petrobras: dividendos de R$ 0,296 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), com base na posição de 22 de dezembro de 2025. 
  • Petrobras: JCP de R$ 0,175 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), considerando os acionistas de 22 de dezembro de 2025.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
Unifique FIQE3 Dividendo R$ 0,078 16/03/26 29/12/25
Gerdau GGBR3 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Gerdau GGBR4 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Metalúrgica Gerdau GOAU3 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/26
Metarlúrgica Gerdau GOAU4 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/25
Petrobras PETR3 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR3 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

JHSF (JHSF3), Banco do Brasil (BBAS3) e mais 3 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

8 de Março de 2026, 13:00

Cinco companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 9 a 13 de março. 

Na segunda-feira (9), a JHSF realiza pagamento de dividendos de R$ 0,069 para a ação ordinária (JHSF3), com 27 de fevereiro como data de corte. 

A Camil também paga dividendos de R$ 0,073 para a ação ordinária (CAML3) no mesmo dia, com base nos acionistas de 2 de fevereiro de 2026.  

Na quarta-feira (11), o Banco do Brasil paga juros sobre capital próprio de R$ 0,070 para a ação ordinária (BBAS3), tendo 2 de março de 2026 como data de corte.

Já na sexta-feira (13), duas empresas fazem pagamentos.  

  • Inter&Co: dividendo de R$ 0,595 para a INBR32, com base na posição de 22 de fevereiro de 2026. 
  • Bradespar: dividendos de R$ 0,191 por ação ordinária (BRAP3) e de R$ 0,210 por preferencial (BRAP4), com base nos acionistas de 18 de dezembro de 2025. Também serão pagos JCP de R$ 0,614 para BRAP3 e de R$ 0,675 para BRAP4, considerando a mesma data de corte.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
JHSF Participações JHSF Dividendo R$ 0,069 09/03/26 27/02/26
Camil Alimentos CAML3 Dividendo R$ 0,073 09/03/26 02/02/26
Banco do Brasil BBAS3 JCP R$ 0,070 11/03/26 02/03/26
Inter&Co INBR32 Dividendo R$ 0,595 13/03/26 22/02/26
Bradespar BRAP3 JCP R$ 0,614 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 JCP R$ 0,675 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP3 Dividendo R$ 0,191 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 Dividendo R$ 0,210 13/03/26 18/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

Safra atualiza Axia (AXIA3;AXIA6) e calcula dividendos; veja se vale a pena

5 de Março de 2026, 12:09

A Axia (AXIA3; AXIA6) é uma das grandes vencedoras da bolsa. Após uma série de contratempos, como problemas com o governo, a empresa deu um salto na bolsa e não para de subir. Nos últimos 12 meses, a disparada foi de 97%. No ano, acumula alta de 19%. Para o Banco Safra, a ação pode subir ainda mais.

Os analistas atualizaram o preço-alvo do papel ordinário (AXIA3) para R$ 73,10 e o das ações preferenciais classe B (AXIA6) para R$ 79,70, potencial de alta de 23%. Para chegar a esses valores, o Safra incorporou no modelo os resultados do quarto trimestre e novas estimativas para a curva de preços de energia.

Após isso, o banco vê uma taxa interna de retorno ainda atrativa de 11,5% (acima dos pares).

O retorno de dividendos, um dos grandes chamarizes da empresa, deverá ser de 9% entre 2026 e 2028. A tendência, segundo o Safra, é que a alta dos preços continue. Por outro lado, a empresa aumentará os investimentos em transmissão.

“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”.

Mais dividendos?

Apontada como uma potencial máquina de dividendos da bolsa, o Safra diz que os preços mais elevados sustentarão os gordos proventos.

Nos cálculos dos analistas, a Axia está positivamente exposta a esse movimento, já que, em média, 17%–33% de seu balanço energético estará disponível para trading em 2026–27.

“Como a maior parte da capacidade é hídrica, a energia está sendo despachada em horários de alto preço spot, suprindo demanda de pico e compensando a queda da solar no fim da tarde. A expectativa de preços spot maiores em 2026 (média de R$ 350/MWh) deve elevar a geração de caixa”.

Além disso, a alavancagem-alvo de 3,0x–4,25x dívida líquida/EBITDA, junto à maior geração de caixa, deve implicar dividendos maiores.

Como foram os resultados da Axia?

A Axia Energia reportou  lucro líquido ajustado de R$ 1,25 bilhão, alta de 141% sobre o mesmo período de 2024, em meio a menor volume de provisões e menor despesa de IR/CS.

A dinâmica mais do que compensou a menor contribuição da geração após a venda de térmicas, de acordo com o balanço divulgado pela antiga Eletrobras.

Apesar do crescimento expressivo na comparação anual da última linha, o resultado — sobretudo em receita e Ebitda frente ao consenso — ficou abaixo das estimativas de parte do mercado.

O principal fator foi o volume de energia vendida menor do que o modelado pelas casas.

Para o UBS BB, “o número ficou abaixo do esperado principalmente decorrente de um volume de energia vendida inferior às nossas estimativas”. Ainda assim, o time liderado por Giuliano Ajeje ponderou que “o crescimento sequencial continua sólido”, indicando que o desvio foi mais pontual do que estrutural.

As ações com maior potencial de dividendos em 2026

20 de Janeiro de 2026, 12:31

O ano de 2026 já tem seus destaques universo das boas pagadoras de dividendos: as instituições financeiras, além de nomes fortes em setores como construção, celulose, saneamento e varejo.

As financeiras lideram os dividend yield entre os setores, com 9% projetados para 2026. Fazem parte desse grupo as empresas B3, Méliuz, Caixa Seguridade, Stone e PagBank – companhia com maior pagamento potencial, em 12,9%. Entre outros destaques nos setores, a Marcopolo, a Suzano e a Sanepar também estão na lista. O levantamento é da XP.

Dividend yield (DY), sempre vale lembrar, é a rentabilidade obtida com dividendos. Ele ajuda a identificar as empresas com maior potencial de pagar proventos.

O dividend yield é calculado assim: pega-se o valor dos dividendos pagos e divide-se pelo preço de sua ação. O resultado mostra quanto o investidor recebe em proventos em relação ao valor investido no papel. Por exemplo: se uma ação custa R$ 20 e paga R$ 2 em dividendos ao longo do ano, o DY é de 10%. Quanto maior esse percentual, maior é a renda gerada pela ação.

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Como tudo na vida, existe um “porém” a ser considerado: a empresa não é necessariamente a melhor pagadora de dividendos só por causa do DY, já que ele pode subir porque o preço da ação caiu, e não porque a empresa está distribuindo proventos a mais. Nesse caso, as expectativas negativas do próprio mercado com a empresa podem pressionar as ações em um período e gerar a distorção no DY.

Uma forma de entender o DY, então, é também acompanhar a evolução da geração de caixa da empresa com o passar do tempo, um dado que explica de fato a capacidade de distribuição de proventos. Afinal, os dividendos são pagos com caixa, e não com o lucro contábil. Quem gera mais dinheiro com as próprias operações é que tem mais chance de devolvê-lo aos acionistas.

Empresas com um nível de endividamento muito alto também são um sinal amarelo. Isso porque uma companhia endividada que decide distribuir proventos está fazendo isso à custa de maior risco no futuro, já que pode nunca gerar recursos para fazer frente aos pagamentos.

Também vale notar que as companhias com negócios mais previsíveis, que é o caso de bancos, saneamento e energia, costumam sustentar dividendos melhores do que as companhias muito cíclicas, que dependem do cenário macroeconômico ou da dinâmica do seu setor para gerar caixa.

As empresas também frequentemente optam por investir os recursos nas próprias operações ou em compra de outros ativos ao invés de pagar dividendo aos investidores – e isso pode significar uma boa decisão de investimento. Para quem busca renda com ações, provavelmente não será a melhor escolha de aplicação, mas é uma condição importante para quem busca ganho de capital, já que empresas com disciplina na alocação de recursos ao longo do tempo atraem mais investidores.

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Corrida dos dividendos esquenta: empresas já aprovaram mais de R$ 124 bilhões no 4º trimestre

17 de Dezembro de 2025, 11:08

A corrida dos dividendos e dos juros sobre capital próprio (JCP) antes do fim da isenção atingiu a temperatura máxima. Mais e mais empresas anunciam a distribuição de proventos em dezembro para aproveitar a janela que acaba no fim do mês. Um levantamento do Itaú BBA mostra que o montante anunciado já atingiu R$ 124,1 bilhões desde outubro. E isso pode ser um combustível para o mercado de ações, ao menos no curto prazo, na visão de especialistas.

Trata-se de um crescimento de 126% comparado ao valor do terceiro trimestre de 2025, segundo levantamento feito pelo chefe de estratégias de renda variável do Itaú BBA, Daniel Gewehr. A distribuição anunciada também cresceu 34,6% ante os últimos três meses de 2024.

Do total de R$ 124 bilhões anunciados, R$ 52,9 bilhões serão pagos ainda em 2025, enquanto outros R$ 57,8 bilhões ficarão para 2026.

O ranking dos maiores pagadores

No topo da lista por valores nominais, destacam-se gigantes como a Vale, com R$ 15,3 bilhões, a Petrobras, com R$ 12,2 bilhões, e a Ambev, com R$ 11,5 bilhões. Já em termos de taxa de retorno por ação, conhecido como “dividend yield“, o pódio é formado por quatro incorporadoras: a LOG Commercial Properties, com 15,5%, seguido da Direcional, que apresenta um dividend yield de 9,2%, e empatadas em terceiro, Syne e Cyrela, ambas com 8,6%.

Conforme o Itaú, em termos setoriais, quem distribuiu mais proventos até agora foam as companhias financeiras, com um volume total de R$ 36,4 bilhões. Em seguida aparecem os grupos de materiais básicos, com R$ 18,4 bilhões, e consumo básico, com R$ 13 bilhões.

Vem muito mais por aí

Mas a casa de análise espera muito mais. Até o fim do ano, os especialistas veem possibilidade de, pelo menos, mais 20 empresas anunciarem novas distribuição de lucros. Conforme os analistas, diante das estimativas de reservas de lucros e as estratégias de alocação de capital, várias companhias listadas podem anunciar um volume de dividendos e JCP de “magnitude similar ao que já foi anunciado”.

O Itaú BBA afirma ainda que um grupo de 20 empresas – com destaques para os setores financeiro e imobiliário – podem anunciar proventos com retornos (dividend yields) acima de 5% ao ano.

Entre as empresas que anunciaram nesta semana a distribuição de dividendos e JCP, a LOG Comercial Properties, especializada em espaços logísticos, ultrapassou a meta de “payout” para o ano, ou seja, vai distribuir um percentual maior do lucro do que os 50% previstos inicialmente para 2025. O grupo aprovou na terça-feira (16) o pagamento de dividendos intermediários no valor total de R$ 278,6 milhões, correspondentes a R$ 3,1876 por ação ordinária.

A nova distribuição elevou o total distribuído em 2025 para R$ 346 milhões, com retorno por ação de 15,5% anual, ou seja, superando o CDI. O diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (RI) da companhia, Rafael Saliba, explica que a companhia ainda não “guidance”, ou seja, indicação de metas para 2026. Porém as perspectivas para os proventos são positivas, porque o próximo ano vai ter diversos fatores de impulso para o setor, como, por exemplo, a possibilidade de um ciclo de corte de juros.

Várias companhias se juntam à corrida

A Vivo foi outra companhia que aprovou nesta semana o pagamento de R$ 350 milhões em JCP. O valor por ação será de R$ 0,11. Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária até 29 de dezembro de 2025. O pagamento será realizado até 30 de abril de 2026.

O conselho da administradora de shoppings Allos aprovou nesta quarta-feira o pagamento de R$ 438 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,29 por ação. O valor será distribuído em três parcelas iguais de R$ 146 milhões cada, com base na reserva para investimentos do balanço de 2024.

A companhia aprovou R$ 255 milhões em juros sobre capital próprio, com valor bruto estimado de R$ 0,75 por ação. O pagamento ocorrerá até 31 de dezembro de 2026 e ações negociadas ex-JCP a partir de 22 de dezembro de 2025.

Nessa corrida dos dividendos, também entraram a Camil Alimentos, que distribuir R$ 420 milhões em dividendos, em 12 parcelas entre março de 2026 e dezembro de 2028; e a M. Dias Branco, que terá dividendos extraordinários de R$ 200 milhões, equivalentes a R$ 0,59 por ação, com data máxima para ter direito a receber quem tiver posição acionária até 21 de dezembro.

Agenda de dividendos: ainda dá tempo de aproveitar. Veja o prazo para investir nessas ações

3 de Dezembro de 2025, 18:22

A corrida da distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) já começou. Diversas empresas têm anunciado o pagamento aos acionistas antes de terminar o ano. Isso porque uma norma tributária recém-sancionada criou uma nova alíquota de IR sobre distribuição de dividendos acima de R$ 600 mil por ano, mas que passa a valer só a partir de janeiro de 2026.

Nos últimos dias, cinco gigantes da bolsa de valores, por exemplo, já anunciaram R$ 56 bilhões de distribuição de lucro para seus acionistas.

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Mas ainda dá tempo para entrar nessa distribuição? Sim, tem ainda muitos pagamentos de proventos para aproveitar em dezembro e início de janeiro de 2026.

É preciso lembrar que o preço da ação sofre um ajuste automático quando fica “ex-dividendo”, ou seja, no dia seguinte ao prazo limite para ter direito aos proventos. No início do pregão, a bolsa desconta do preço da ação o valor do dividendo por ação.

Por exemplo, se o papel estiver cotado a R$ 20 e o dividendo por ação for de R$ 1, então a cotação passará a R$ 19 no início da sessão em que o papel ficar “ex-dividendo”. O ajuste ocorre para refletir essa distribuição de parte do caixa ou das reservas de lucros aos acionistas.

De qualquer modo, para quem gosta de renda passiva, há várias oportunidades nas próximas semanas.

Veja a seguir a agenda de distribuição de dividendos e JCP já anunciados, com o valor por ação, a data limite se você quiser garantir esse quinhão do lucro da empresa e o período em que o dinheiro será depositado:

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Petrobras e Axia aceleram distribuição de dividendos antes de o novo imposto entrar em vigor

7 de Novembro de 2025, 12:04

A votação no Senado que institui a tributação sobre dividendos a partir de 2026 fez com que algumas empresas antecipassem o pagamento de dividendos aos acionistas. Isso porque os dividendos declarados em 2025, com base nos lucros obtidos neste ano e em anos anteriores — ou seja, incluindo lucros acumulados e reservas de lucros — continuam sob a regra anterior. Não estão sujeitos, portanto, ao imposto de até 10% para quem tira mais de R$ 600 mil por ano (ele varia de 1% daí até 660 mil/ano e chega a 10% para ganhos de mais de 1,2 milhão/ano).

Entre as empresas que já declararam o pagamento de dividendos estão a Axia (ex-Eletrobras) e a Petrobras. A estatal anunciou o pagamento de dividendos no valor de R$ 12,16 bilhões. Os proventos serão pagos como antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2025, declarada com base no balanço de 30 de setembro, em duas parcelas nos meses de fevereiro e março de 2026.

Já a Axia distribuirá R$ 4,3 bilhões, sob a forma de dividendos, utilizando parte do saldo da reserva estatutária. Em ambos os casos, o anúncio foi de pagamento de dividendos intercalares, ou seja, antes do encerramento do exercício fiscal, com base em lucros já apurados.

A expectativa é que mais empresas anunciem antecipação de dividendos devido à tributação. Na teleconferência de resultados da Minerva, o CFO da empresa, Edison Ticle, disse que o frigorífico estuda essa possibilidade.

A Vulcabras também acelerou a distribuição de dividendos, justamente de olho na mudança de tributação e na necessidade de não carregar “caixa ocioso” dentro da empresa.

Depois de dois anos operando com caixa líquido, a gestão decidiu devolver ao acionista o excedente, mantendo apenas o necessário para operar, investir e sustentar o ROE elevado. No segundo semestre, a companhia pagou R$ 300 milhões em dividendos e agora anunciou mais R$ 597 milhões, combinando o movimento com um aumento de capital que permite ao investidor reinvestir o dividendo e, ao mesmo tempo, otimizar a base tributária ao elevar o custo de aquisição das ações.

De acordo com Wagner Dantas, CFO da Vulcabras, a empresa pretende seguir avaliando novas distribuições à luz da tributação, mas sem comprometer o balanço nem se expor demais a um 2026 potencialmente mais volátil.

A lista de empresas que devem anunciar o pagamento de dividendos devido à mudança tributária deve aumentar. Um relatório divulgado pelo BTG Pactual estima 20 empresas com maior probabilidade de fazer grandes pagamentos. A lista inclui Metalúrgica Gerdau, Unifique, Blau, Marcopolo, Eztec, Copel, Intelbras, Isa Energia, Energisa, C&A, PetroReconcavo e Usiminas, entre outras. Segundo o banco, algumas dessas empresas podem anunciar pagamentos de dividendos extraordinários que podem render retornos entre 15% e 20%.

Lucros acumulados em 2025

Os lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 permanecem isentos do IR sobre dividendos, desde que:

  • a distribuição seja deliberada até 31/12/2025;
  • o pagamento siga os prazos legais, mesmo que realizado em 2026;
  • o lucro esteja formalmente apurado antes da virada do exercício.

Essa regra cria uma janela de planejamento tributário até o fim de 2025 para empresas e sócios que desejem antecipar a distribuição de lucros sob o regime antigo, livre da nova tributação.

Planejamento tributário

Essa estrutura levantou questões sobre possíveis estratégias de planejamento tributário, especialmente se os investidores poderiam evitar o novo imposto mantendo ações por meio de fundos de investimento nacionais, que continuariam recebendo dividendos isentos de impostos. No entanto, os benefícios dessa abordagem são limitados.

Para as empresas que já distribuem dividendos por meio de estruturas de fundos, a reforma não altera o tratamento tributário atual: os pagamentos de dividendos continuam isentos, mas, no resgate ou amortização, as cotas do fundo estão sujeitas ao imposto sobre ganhos de capital. De acordo com as regras existentes, isso geralmente resulta em 15% de imposto sobre os ganhos totais acumulados em todos os ativos da carteira. Como esse tratamento permanece inalterado, a reforma não cria incentivos para as empresas usarem fundos para distribuir lucros.

Para as empresas que atualmente distribuem dividendos diretamente aos seus proprietários, transferir ativos para uma estrutura de fundos acionaria o imposto sobre ganhos de capital sobre a diferença entre o custo de aquisição e o valor de mercado atual — um custo inicial potencialmente significativo.

Portanto, o incentivo para aproveitar a janela de isenção fiscal parece mais relevante para empresas estrangeiras que remetem dividendos para o exterior e para empresas nacionais que distribuem diretamente aos seus proprietários.

Mercados hoje: dividendos extras da Petrobras animam investidores

7 de Novembro de 2025, 07:34

Bom dia!
A sexta-feira, 7 de novembro, começa em clima de cautela lá fora, mas nada para se preocupar. As ansiedade diante da percepção de valorização excessiva das big techs ainda se mostra presente, mas os futuros das bolsas de Nova York indicam uma visão de copo meio cheio. Aqui, o dia começa com Petrobras em destaque após aprovar R$ 12,2 bilhões em dividendos — tema que deve dominar as conversas dos investidores. A seguir, os números da manhã e o que acompanhar.

Enquanto você dormia…

  • Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York mostravam um misto de ânimo, mas com um pé atrás: S&P 500 +0,05% e Nasdaq +0,04%.
  • Na Europa o tom era levemente positivo, em meio a temporada de balanços, com o STOXX 600 em alta de +0,2%.
  • Na Ásia, dados mais fracos de exportação chinesa pesaram: o Nikkei japonês encerrou em queda de -1,19% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu -0,92%.
  • O índice dólar (DXY) se mantém em leve alta aos 99,8 pontos; o petróleo Brent segue em alta de 1,26% a US$ 63,7 o barril; a Treasury de 10 anos também sobe para 4,11% ao ano.

Destaques do dia

  • A Petrobras vai pagar R$ 12,2 bi em proventos (dividendos e JCP) extras, com depósitos na conta dos acionistas em 20 de fevereiro e 20 de março de 2026. Quem comprar papéis da petroleira até 22 de dezembro poderá receber. Após isso, a ação se torna “ex-dividendo”, ou seja, sem direito a receber essa distribuição de lucros.
  • E daí? O tema deve mexer com as ações da Petrobras, especialmente as preferenciais (PN), na abertura da bolsa. Uma alta da gigante brasileira ajuda a levar o Ibovespa de “carona”.


Giro pelo mundo

  • Pacote histórico de remuneração: acionistas da Tesla aprovam plano que pode levar o CEO Elon Musk a se tornar trilionário. Sim, pode render até US$ 1 trilhão se as metas agressivas forem cumpridas. Acompanhar reação do papel e desdobramentos legais.
  • China: exportações caem em outubro e azedam a inclinação de investidores por risco. A leitura pesou nas bolsas da Ásia e pode influenciar os preços de commodities.
  • Petróleo: após três quedas, os referenciais Brent global e WTI americano reagem, mas caminham para 2ª semana de perdas.

Giro pelo Brasil

  • Dia de indicadores: inflação medida pelo IGP-DI e produção industrial pelo IPP. As leituras podem ajudam a calibrar curva de juros.

Giro corporativo

  • SLC Agrícola fechou um acordo de R$ 1,03 bi com fundos do BTG para projeto de irrigação na Bahia. O grupo agro é um dos maiores proprietários de terras do país e o modelo de parcerias ajuda a aumentar a área plantada.
  • Heineken Brasil disputa pela liderança do segmento premium cabeça a cabeça com a Ambev. Sua nova “arma” foi a inauguração de uma nova fábrica bilionária em Passos (MG), com capacidade de 5 milhões de hectolitros (equivalente a 500 milhões de litros ou 1,4 bilhão de latas de 350 ml).


Agenda do dia

  • 08:00: Inflação pelo IGP-DI (out) — FGV. Termômetro de inflação no atacado, é um importante indicador dos efeitos do câmbio e dos preços de commodities.
  • 09:00: Atividade industrial pelo IPP (set) — IBGE. Sinaliza pressão de custos industriais.
  • 10:00: Indicadores industriais (set) — IBGE. Vai mostrar o nível de produção e tendências entre setores.
  • 11:00: O integrante do Fed, Philip Jefferson, faz discurso. Comentários de membros do banco central americano podem mexer com a curva de juros das Treasuries nos EUA.
  • 19:00: O integrante do Fed Stephen Miran faz comentários sobre inflação e mercado de trabalho. Miran tem sido um dos membros do BC dos EUA mais vocais para o Fed ampliar os cortes de juros.


Axia Energia, ex-Eletrobras, anuncia pagamento de R$ 4,3 bilhões em dividendos

5 de Novembro de 2025, 19:34

A Axia Energia (a antiga Eletrobras) informou nesta quarta-feira (5) que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 4,3 bilhões em dividendos intermediários. O montante foi anunciado junto com a divulgação de resultados da companhia, que reportou prejuízo líquido no terceiro trimestre de R$5,45 bilhões, revertendo lucro apurado em igual período do ano passado, após contabilizar no resultado trimestral a venda de sua participação na estatal Eletronuclear.

A companhia elétrica reconheceu no trimestre uma despesa de R$7 bilhões em alienação de ativos, sem efeito caixa, em função principalmente do desinvestimento da fatia na Eletronuclear, comprada pelo grupo J&F. Também foram concluídas no período outras operações, como descruzamento de ativos com a Copel e a venda da participação na Emae para a Sabesp.

No critério ajustado, o lucro da Axia ficou em R$2,2 bilhões no terceiro trimestre, uma queda de 68% na comparação anual. O principal impacto nesse caso foi o reconhecimento de remensuração regulatória dos contratos de transmissão de energia.

A receita líquida regulatória ajustada da companhia alcançou R$9,97 bilhões no 3T25, queda de 4,6% na comparação anual, impactada principalmente por uma menor receita de geração devido à alienação das térmicas do Amazonas e da venda adicional de energia da usina hidrelétrica de Tucuruí.

Dividendos de R$ 4,3 bilhões

O montante de dividendos será distribuído aos acionistas em 19 de dezembro de 2025, utilizando parte do saldo da reserva estatutária.

O valor por ação será de R$ 1,58 para papéis preferenciais de classe A; R$ 2,08 para ações preferenciais classe B; e R$ 1,89 para ações ordinárias e golden share. A empresa destaca que os valores por ação podem sofrer pequenas variações devido ao programa de recompra de ações.

As datas de corte para os detentores de ações na B3 e ADRs na Nyse, a bolsa de Nova York, estão definidas para 14 e 17 de novembro de 2025, respectivamente. Os detentores de ADRs receberão o pagamento a partir de 29 de dezembro de 2025, por meio do Citibank.

A ex-Eletrobras é a maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica da América Latina, sendo responsável por boa parte da energia limpa do Brasil. Recentemente, a Axia anunciou a venda de sua participação na Eletronuclear para a Âmbar Energia, marcando a entrada da J&F na geração nuclear.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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