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Reino Unido e Japão fecharão pacote de investimentos de mais de 18 bi de libras

13 de Junho de 2026, 21:57

O Reino Unido e o Japão devem anunciar um pacote de investimentos nas áreas de tecnologia, energia limpa e infraestrutura com potencial para criar milhares de empregos e gerar mais de 18 bilhões de libras – ou mais de US$ 24 bilhões – em ganhos econômicos, segundo informou neste sábado o governo inglês.

Neste domingo, 14, às vésperas da reunião do G7, na França, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, receberá sua homóloga japonesa, Sanae Takaichi, em Downing Street, na residência oficial do governo inglês.

Uma mesa redonda com líderes empresariais dos dois países para discutir oportunidades de crescimento econômico, com a expectativa de assinatura de mais de dez acordos comerciais e governamentais nos próximos dias.

Segundo a nota distribuída mais cedo, o encontro previsto para amanhã entre as duas lideranças também deve formalizar um pipeline de investimentos japoneses para os próximos cinco anos no Reino Unido, superior a 9 bilhões de libras, cujo foco serão projetos de urbanização, espaços corporativos e hubs de inovação.

Para o governo britânico, trata-se de um “voto de confiança” na economia do país e na estratégia de atração de capital estrangeiro para impulsionar crescimento de longo prazo.

Starmer afirmou, ainda segundo o comunicado, que “como economias do G7 e parceiros de segurança próximos, britânicos e japoneses estão trabalhando em algumas das tecnologias mais inovadoras do mundo, com o objetivo de combinar pesquisa e indústria para ampliar crescimento e segurança no país”.

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Agenda: Payroll dos EUA, PIB da zona do euro e feriado no Brasil mexem com a semana

31 de Maio de 2026, 12:00

A semana começa com foco em indicadores de atividade, especialmente industriais. Na segunda-feira (1), a divulgação de diversos PMIs ao redor do mundo, incluindo zona do euro, Reino Unido, Brasil e Estados Unidos, ajuda a medir o ritmo da economia global, além de dados como desemprego na Europa e o Relatório Focus no Brasil.

Na terça (2) e quarta-feira (3), a agenda ganha mais força com números de inflação, emprego e serviços. Destaque para o CPI da zona do euro, o Jolts nos EUA e, no dia seguinte, os PMIs de serviços, a produção industrial brasileira e o Livro Bege do Federal Reserve, que oferece um panorama da economia americana.

Na quinta-feira (4), a agenda é mais leve por conta do feriado no Brasil, com poucos indicadores no exterior. Já na sexta-feira (5), os destaques são o PIB da zona do euro e o payroll dos Estados Unidos, além da produção de veículos no Brasil, encerrando a semana com dados relevantes para o mercado.

Confira a agenda de indicadores da semana de 01 a 05 de junho de 2026

Brasil

Segunda-feira (01/06)
8h25 – Relatório Focus
10h – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
06h – IPC-Fipe

Quarta-feira (03/06)
9h – Produção industrial
10h – PMI Composto e de Serviços
15h – Balança comercial

Quinta-feira (04/06)
Feriado

Sexta-feira (05/06)
11h – Produção de veículos

Estados Unidos

Segunda-feira (01/06)
10h45 – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
11h – Jolts

Quarta-feira (03/06)
9h15 – ADP
10h45 – PMI Composto e de Serviços
15h – Livro Bege

Quinta-feira (04/06)
9h30 – Pedidos semanais de seguro-desemprego

Sexta-feira (05/06)
9h30 – Payroll

Reino Unido

Segunda-feira (01/06)
5h30 – PMI Industrial

Quarta-feira (03/06)
05h30 – PMI Composto e de Serviços

União Europeia

Segunda-feira (01/06)
05h – PMI Industrial
06h – Taxa de desemprego

Terça-feira (02/06)
06h – CPI

Quarta-feira (03/06)
05h – PMI Composto e de Serviços
06h – PPI

Quinta-feira (04/06)
6h – Vendas no varejo

Sexta-feira (05/06)
06h – PIB

China

Terça-feira (02/06)
22h45 – PMI do setor de serviços

Japão

Terça-feira (02/06)
21h30 – PMI do setor de serviços

Agenda: Ata do Copom e prévia da inflação podem redefinir apostas para a Selic; confira os indicadores desta semana

22 de Março de 2026, 12:00

A semana deve funcionar como um teste direto para o cenário traçado pelo Banco Central após o corte da taxa Selic, com a agenda doméstica concentrando os principais gatilhos para o mercado.

O destaque absoluto fica para a quinta-feira (26), quando serão divulgados o IPCA-15 e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A prévia da inflação é vista como o principal termômetro da semana e pode reforçar (ou colocar em dúvida) a continuidade do ciclo de cortes de juros. Já o RTI deve trazer mais detalhes sobre as projeções e o balanço de riscos da autoridade monetária.

Antes disso, na terça-feira (24), a ata do Copom ajuda a calibrar as expectativas ao detalhar o racional da decisão recente e sinalizar os próximos passos da política monetária.

A semana começa com o Boletim Focus na segunda-feira (23), importante para medir eventuais mudanças nas projeções do mercado, enquanto a sexta-feira (27) traz a taxa de desemprego, indicador relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica.

No exterior, a agenda também traz pontos relevantes, especialmente nos Estados Unidos. Os dados de atividade, como os PMIs de indústria e serviços, ajudam a medir o fôlego da economia, enquanto os números do mercado de trabalho seguem no radar por sua influência nas decisões do Federal Reserve.

Além disso, indicadores como a confiança do consumidor e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan devem oferecer pistas sobre o comportamento das famílias e a ancoragem inflacionária. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana também podem ajustar as apostas do mercado para os juros.

Na Europa, os PMIs e a inflação do Reino Unido ajudam a mapear o ritmo de atividade em meio a um cenário ainda frágil, enquanto falas de autoridades do Banco Central Europeu podem sinalizar os próximos passos da política monetária na região.

Mesmo assim, em um ambiente de incertezas globais, a dinâmica doméstica, especialmente a inflação, tende a seguir como principal vetor para os mercados locais.

Confira a agenda de indicadores entre 23 e 29 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (23)
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (24)
    8h00 – Ata do Copom
  • Quarta-feira (25)
    8h00 – Confiança do Consumidor FGV
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (26)
    8h00 – Relatório Trimestral de Inflação
    9h00 – IPCA-15
    9h00 – Reunião do CMN
  • Sexta-feira (27)
    8h30 – Investimento Estrangeiro Direto
    8h30 – Transações Correntes
    9h00 – Taxa de Desemprego

Estados Unidos

  • Segunda-feira (23)
    11h00 – Gastos com Construção
  • Terça-feira (24)
    9h15 – Relatório ADP
    10h45 – PMI Industrial
    10h45 – PMI de Serviços
    10h45 – PMI Composto
    19h30 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Quinta-feira (26)
    9h30 – Pedidos iniciais de seguro-desemprego
    9h30 – Pedidos contínuos de seguro-desemprego
    17h30 – Balanço do Federal Reserve
    20h10 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Sexta-feira (27)
    9h30 – Estoques do Varejo
    11h00 – Confiança do Consumidor
    11h00 – Expectativas de inflação
    12h30 – Discurso de Mary Daly (Fed)

Zona do Euro

  • Terça-feira (24)
    6h00 – PMI Industrial
    6h00 – PMI de Serviços
    6h00 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    5h45 – Discurso de Christine Lagarde (BCE)

Reino Unido

  • Terça-feira (24)
    6h30 – PMI de Serviços
    6h30 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    4h00 – CPI
    4h00 – PPI
  • Sexta-feira (27)
    4h00 – Vendas no Varejo
    4h00 – Núcleo de Varejo

Japão

  • Segunda-feira (23)
    8h00 – Relatório Mensal do BoJ
    20h30 – CPI
    21h30 – PMI de Serviços
  • Terça-feira (24)
    20h50 – Ata de Política Monetária
  • Quinta-feira (26)
    2h00 – CPI

Axel Springer, dona do Business Insider, compra jornal britânico Telegraph por US$ 770 milhões

6 de Março de 2026, 12:12

A Axel Springer concordou em comprar o Telegraph Media Group, do Reino Unido, por US$ 766 milhões em dinheiro, em um acordo que unirá duas grandes empresas de mídia conservadoras da Europa.

A alemã Axel Springer fechou o acordo com a RedBird IMI, segundo comunicado divulgado pelas empresas nesta sexta-feira (6). Se aprovado, o negócio deve derrubar uma oferta rival do grupo britânico Daily Mail & General Trust e encerrar três anos de incerteza sobre a propriedade do Telegraph.

A fusão ampliaria o império de mídia do CEO da Axel Springer, Mathias Döpfner, que busca transformar a companhia alemã em uma potência global de mídia. A editora de orientação conservadora, dona de títulos como Bild, Die Welt, Politico e Business Insider, vem tentando expandir sua presença tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

“Há mais de 20 anos tentamos adquirir o Telegraph e não conseguimos”, disse Döpfner no comunicado. “Agora nosso sonho se torna realidade. Ser dono dessa instituição do jornalismo britânico de qualidade é um privilégio e uma responsabilidade.”

A propriedade do Telegraph tem estado em suspenso por vários anos, à medida que possíveis negócios enfrentaram escrutínio político. O proprietário do Daily Mail chegou a fechar um acordo de US$ 666 milhões para comprar o grupo em novembro, em uma tentativa de criar um grande conglomerado de mídia conservadora no Reino Unido, mas o governo trabalhista interveio no mês passado com investigações regulatórias.

Jornal britânico

A disputa pelo tradicional jornal britânico começou em 2023, quando a família Barclay, que controlava o título havia quase duas décadas, concordou em entregar o controle em troca de um empréstimo de £600 milhões (US$ 800 milhões) para quitar dívidas. Na época, o acordo também incluía a revista The Spectator, a revista semanal mais antiga ainda em circulação no mundo. O bilionário gestor de hedge fund Paul Marshall acabou adquirindo esse título.

Uma tentativa anterior envolvendo a RedBird IMI — uma joint venture entre a RedBird Capital Partners e a empresa de mídia do vice-primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan — fracassou em 2024, após forte reação no Reino Unido devido à ligação com um governo do Oriente Médio.

Na época, o governo britânico controlado pelos conservadores propôs leis para impedir acordos envolvendo jornais e revistas que incluíssem “propriedade, influência ou controle de Estados estrangeiros”. As regras propostas, no entanto, não afetariam empresas estrangeiras que já possuam ativos no país, como a News Corp, do magnata Rupert Murdoch.

Bilionário, Mathias Döpfner vem realizando uma série de aquisições para transformar a empresa em um titã global da mídia. A parceira de longa data KKR & Co. comprou a unidade de classificados da Springer — por anos uma grande geradora de receita — por cerca de €10 bilhões (US$ 10,8 bilhões) no ano passado. Isso deixou Döpfner e Friede Springer, viúva do fundador da companhia, com o restante da empresa, avaliado em cerca de US$ 3,8 bilhões, além de uma grande reserva de caixa.

Segundo a analista Claire Enders, o acordo pelo Telegraph provavelmente não provocará as mesmas preocupações políticas e concorrenciais que propostas anteriores.

“Este é um novo comprador com credenciais impecáveis”, disse Enders, descrevendo a oferta como um “alívio” para os atuais proprietários e funcionários do jornal.

O The Telegraph foi fundado em 1855 e há muito tempo é associado ao Partido Conservador britânico. Winston Churchill e o ex-primeiro-ministro Boris Johnson já escreveram para o jornal.

O Telegraph registrou receita de assinaturas de US$ 108 milhões em 2024, alta de 18% em relação ao ano anterior. A receita total do grupo foi de US$ 372 milhões no ano.

“É um ativo sólido, com uma liderança forte e um público extremamente fiel”, disse Enders. “A receita de assinaturas do Telegraph tem enorme valor.”

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