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Reação do governo Lula atingiu 2 policiais dos EUA; entenda crise diplomática

25 de Abril de 2026, 10:16

A reação do governo Lula à expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho do território americano acabou atingindo dois funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Ambos atuavam no Brasil.

O governo brasileiro expulsou do País o adido civil Michael William Myers. Ele atuava na área de segurança e havia sido credenciado por meio da embaixada americana desde setembro de 2024, em Brasília. Além disso, a PF barrou temporariamente um segundo agente policial, cuja identidade não foi revelada.

As medidas, somadas, significariam uma escalada diplomática na crise e poderiam ser vistas em Washington como uma retaliação além da “reciprocidade” pregada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por isso, geraram apreensão no Itamaraty.

O Ministério das Relações Exteriores defendeu que o governo Lula deveria responder à decisão americana com recriprocidade “na forma e no conteúdo”. Com dois punidos, porém, o lado brasileiro agravaria o caso.

Com a expulsão oficializada, a Polícia Federal, então, decidiu recuar e restituir as credenciais de um agente policial americano, antes suspensas. A decisão da PF era administrativa e portanto, passível de revisão, como ocorreu.

“São duas coisas. Eu cortei temporariamente o acesso de um funcionário dos EUA à PF, até o MRE definir qual medida adotaria”, disse o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. “A segunda situação foi a determinação que Michael saia do Brasil, o que ocorreu hoje.”

Na prática, a suspensão de credenciais significava a barrar o acesso dele à sede da PF e sistemas da corporação, algo que ocorreu com Marcelo Ivo em Miami, onde desempenhava a função de oficial de ligação junto ao ICE, a polícia de imigração dos EUA.

O governo Donald Trump determinou que ele fosse expulso do país, embora estivesse prestes a ser substituído pela delegada Tatiana Alves Torres, nomeada em março.

Lotado em Miami, Flórida, Marcelo Ivo foi acusado pelo Departamento de Estado de tentar “manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.

O comunicado do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, publicado no X e republicado pela Embaixada dos EUA, falava que, naquela data, “pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país”.

O delegado Marcelo Ivo atuava em cooperação policial e forneceu informações ao ICE sobre o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) também delegado de carreira da PF.

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na trama golpista, escapou para a Flórida com passaporte diplomático – que foi cancelado posteriormente – e era considerado foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi preso por causa do seu status migratório. Ele relatou, ao ser solto depois de dois dias detido, que entrou no país com visto válido e solicitou asilo político.

O Departamento de Estado comunicou publicamente a expulsão por meio de um tuíte na segunda-feira, dia 20, enquanto as principais autoridades do governo Lula, inclusive o presidente, estavam em viagem na Europa.

O tom e o teor da publicação, além da celebração de bolsonaristas radicados nos EUA, levaram integrantes do governo Lula a uma leitura de que o assunto fora politizado, após apelos de oposicionistas junto a uma ala do Departamento de Estado hostil a Lula.

A reação brasileira começou a ser decidida na terça-feira, dia 21. Na Alemanha, o presidente Lula, o chanceler Mauro Vieira e o delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, discutiram o caso e deram entrevistas, manifestando “surpresa” e citando a “reciprocidade”.

A suspensão das credenciais de um agente americano, cuja identidade não foi revelada, ocorreu primeiro, segundo integrantes da PF. Ele continua no País, no entanto.

Em paralelo, autoridades diplomáticas conduziam, por determinação vinda da Europa, a crise para a aplicação de reciprocidade imediata, com o aval do presidente.

Na tarde de terça-feira, 21, o diretor do Departamento de América do Norte do Itamaraty, Cristiano Figueroa, convocou em Brasília para uma queixa a ministra-conselheira da Embaixada americana no Brasil, Kimberly Kelly. Na conversa, ela deixou claro que Marcelo Ivo de Carvalho de fato havia sido expulso dos EUA. E na mesma oportunidade foi avisada que o governo Lula então responderia na mesma moeda.

Figueroa reclamou do tratamento sumário e do desrespeito ao acordo entre os países para troca de oficiais de ligação, um memorando de entendimento que previa conversas entre as partes.

O Itamaraty, porém, decidiu aguardar 24 horas para comunicar a decisão publicamente, um gesto para expor diferença no tratamento e a boa praxe diplomática em relação à condução dos americanos.

O MRE também usou uma publicação no X, divulgada na tarde do dia 22, quarta-feira, para comunicar a expulsão de um representante do governo americano (Michael Myers), após a informação verbal à embaixada. E pediu a saída imediata do país, o que ocorreu com Marcelo Ivo.

Ainda não está claro quais serão todas as consequências da crise e se o acordo de cooperação terá ou não continuidade. O governo brasileiro, por meio de manifestações públicas de Lula e de Andrei Rodrigues, disse que as partes precisam conversar e que esperam que a cooperação prossiga.

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Governo oferece R$ 15 bilhões a empresas afetadas por tarifas e Guerra no Oriente Médio

25 de Março de 2026, 14:10

O Brasil lançou um novo programa para oferecer financiamento a empresas que enfrentam dificuldades devido ao impacto das tarifas dos Estados Unidos e da guerra no Oriente Médio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta quarta-feira uma medida provisória que oferece R$ 15 bilhões em crédito para ajudar empresas afetadas por razões geopolíticas e instabilidade internacional, como a guerra no Oriente Médio e medidas tarifárias impostas pelo governo do Estados Unidos.

Uma ampla gama de empresas pode se qualificar, desde exportadores do setor industrial atingidos por tarifas até produtores de fertilizantes, considerados essenciais para reduzir a dependência do Brasil em relação às importações, interrompidas pela guerra.

A medida, noticiada inicialmente pelo jornal O Globo, marca uma nova fase do programa Brasil Soberano, lançado no ano passado após o presidente americano Donald Trump ter imposto tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras para os EUA.

Na época, o programa fazia parte de uma resposta mais ampla de Lula que ajudou a impulsionar sua popularidade. Agora, o líder de esquerda está lutando para conter o aumento dos custos dos combustíveis e as interrupções na oferta de fertilizantes, que ameaçam elevar a inflação e gerar insatisfação entre caminhoneiros, agricultores e empresários.

Os recursos serão direcionados para capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos voltados à adaptação da produção, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação tecnológica. Os recursos virão de superávits financeiros do Tesouro, do fundo garantidor de exportações e de outras fontes orçamentárias. 

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Petrobras e Pemex podem formar parceria em exploração de petróleo

20 de Março de 2026, 16:17

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que conversou com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre uma possível parceria de exploração entre as estatais de petróleo dos dois países no Golfo do México.

Falando em um evento nesta sexta-feira (20), ele disse que fez a ligação a pedido de Magda Chambriard, presidente da Petrobras, para sugerir que a companhia trabalhe com a Pemex (Petróleos Mexicanos).

“Você sabia que a Pemex poderia receber uma ajuda significativa da Petrobras para explorar petróleo em conjunto no Golfo do México, a uma profundidade de 2.500 metros?”, disse Lula que perguntou a Sheinbaum, sem dar mais detalhes sobre a conversa ou uma eventual parceria.

A Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Especialista em operações em águas profundas e em busca de expandir sua atuação no exterior para aumentar a produção e recompor reservas de petróleo e gás, a empresa não tem operações atualmente no México.

O gabinete de Sheinbaum, a Pemex e o Ministério de Energia do México também não responderam de imediato.

A presidente mexicana vem buscando parceiros privados para ajudar a Pemex a elevar a produção e reverter a queda na extração de petróleo, que hoje está na metade do pico registrado há duas décadas. Poucas grandes empresas internacionais, além do Grupo Carso, do bilionário Carlos Slim, anunciaram projetos.

Reserca estratégica de petróleo

Durante o evento, Lula também sugeriu que o Brasil e a Petrobras avaliem a criação de uma reserva estratégica de petróleo, nos moldes das mantidas por Estados Unidos, China e outros países, para formar estoques de emergência e reduzir impactos de crises.

Os comentários ocorrem em meio à alta dos preços do petróleo, impulsionada pela guerra dos EUA no Irã, o que tem pressionado a Petrobras e o governo brasileiro.

“Não é algo rápido, leva tempo, mas é estratégico e a Petrobras e o governo precisam pensar nisso”, disse Lula. “Precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador para não sermos vítimas do que está acontecendo hoje.”

O presidente também afirmou que a Petrobras tentará recomprar uma refinaria na Bahia vendida à Mubadala Capital, braço de gestão de ativos do fundo soberano de Abu Dhabi, em 2021.

Lula tem sido crítico da venda da refinaria de Mataripe, realizada durante o governo de Jair Bolsonaro.

“Vamos recomprar”, disse Lula. “Pode demorar, mas vamos comprar de volta.”

@investnewsbr

Por anos, ter fábrica própria foi visto como um custo difícil de justificar no varejo. Mas em 2025, a Riachuelo provou o contrário: a produção nacional em Natal virou sua maior vantagem competitiva contra concorrentes como Shein, C&A e Renner. riachuelo vestuário fashion

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Petrobras e Pemex podem formar parceria em exploração de petróleo

20 de Março de 2026, 16:17

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que conversou com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre uma possível parceria de exploração entre as estatais de petróleo dos dois países no Golfo do México.

Falando em um evento nesta sexta-feira (20), ele disse que fez a ligação a pedido de Magda Chambriard, presidente da Petrobras, para sugerir que a companhia trabalhe com a Pemex (Petróleos Mexicanos).

“Você sabia que a Pemex poderia receber uma ajuda significativa da Petrobras para explorar petróleo em conjunto no Golfo do México, a uma profundidade de 2.500 metros?”, disse Lula que perguntou a Sheinbaum, sem dar mais detalhes sobre a conversa ou uma eventual parceria.

A Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Especialista em operações em águas profundas e em busca de expandir sua atuação no exterior para aumentar a produção e recompor reservas de petróleo e gás, a empresa não tem operações atualmente no México.

O gabinete de Sheinbaum, a Pemex e o Ministério de Energia do México também não responderam de imediato.

A presidente mexicana vem buscando parceiros privados para ajudar a Pemex a elevar a produção e reverter a queda na extração de petróleo, que hoje está na metade do pico registrado há duas décadas. Poucas grandes empresas internacionais, além do Grupo Carso, do bilionário Carlos Slim, anunciaram projetos.

Reserca estratégica de petróleo

Durante o evento, Lula também sugeriu que o Brasil e a Petrobras avaliem a criação de uma reserva estratégica de petróleo, nos moldes das mantidas por Estados Unidos, China e outros países, para formar estoques de emergência e reduzir impactos de crises.

Os comentários ocorrem em meio à alta dos preços do petróleo, impulsionada pela guerra dos EUA no Irã, o que tem pressionado a Petrobras e o governo brasileiro.

“Não é algo rápido, leva tempo, mas é estratégico e a Petrobras e o governo precisam pensar nisso”, disse Lula. “Precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador para não sermos vítimas do que está acontecendo hoje.”

O presidente também afirmou que a Petrobras tentará recomprar uma refinaria na Bahia vendida à Mubadala Capital, braço de gestão de ativos do fundo soberano de Abu Dhabi, em 2021.

Lula tem sido crítico da venda da refinaria de Mataripe, realizada durante o governo de Jair Bolsonaro.

“Vamos recomprar”, disse Lula. “Pode demorar, mas vamos comprar de volta.”

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Por anos, ter fábrica própria foi visto como um custo difícil de justificar no varejo. Mas em 2025, a Riachuelo provou o contrário: a produção nacional em Natal virou sua maior vantagem competitiva contra concorrentes como Shein, C&A e Renner. riachuelo vestuário fashion

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Derretimento da bolsa: um aperitivo da turbulência que as eleições trarão em 2026

5 de Dezembro de 2025, 18:43

Estava tudo indo bem. O Ibovespa chegou a passar dos 165 mil pontos de manhã, impulsionado pelo otimismo de fora, após um dado de inflação bem comportado nos EUA. Mas o ruído eleitoral provou ser bem mais forte do que qualquer outra influência. E revelou um preview do que podemos esperar quando a corrida pela presidência estiver a todo vapor a partir do segundo semestre.

O gatilho para a queda de 4,25% do Ibovespa nesta sexta-feira veio da evidência de uma divisão na direita: a divulgação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como seu “candidato oficial”.

Os investidores de peso não escondem que seu nome preferido para a disputa eleitoral é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com a agenda liberal que ele poderia trazer . “A escolha de Flávio elevou a incerteza sobre a articulação política da oposição e desencadeou um ajuste generalizado de preço”, afirmou o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini.

Ou seja, mesmo que Tarcísio ou outro nome da direita disputem o pleito, sabe-se que Bolsonaro tem um eleitorado cativo, e que consegue transferir votos para o filho. Isso pode tornar mais fácil o caminho da reeleição do presidente Lula – cenário que o mercado não gostaria de ver, dado o desapego do atual governo pelo controle dos gastos públicos.

E sem um controle efetivo dessa parte, a fiscal, um cenário de juros em níveis razoáveis se torna menos provável. Tanto que os contratos de juros futuros dispararam, com todos os vencimentos entre 2027 e 2033 acima dos 13%. Desnecessário lembrar que, com os juros nas alturas a perder de vista, não há renda variável que aguente. Daí o sell off desta sexta.

E com o cenário turbulento por aqui, parte dos investidores aumenta sua posição em dólar, para colocar o dinheiro em portos mais seguros. Daí a alta de 2,31%, a R$ 5,432, maior patamar desde 16 de outubro.

Daqui para a frente podemos esperar mais episódios como o dessa sexta. “As eleições vão trazer grande volatilidade e ter impacto em câmbio, juros futuros, na bolsa e na percepção dos mercados para 2027”, diz o executivo-chefe de investimentos do UBS Wealth Management, Luciano Telo.

Esse encerramento de semana, vimos todos, é a prova empírica dessa afirmação.

Lula sanciona isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil; veja como fica a nova tabela

26 de Novembro de 2025, 15:37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e cria uma taxação mínima para contribuintes de renda mais alta.

Aprovado no início de novembro pelo Congresso Nacional, o texto estabelece uma alíquota mínima de até 10% sobre pessoas com renda anual acima de R$ 600 mil, como forma de compensar a perda de arrecadação causada pela ampliação da isenção. A nova lei também concede descontos no IR para quem recebe até R$ 7.350 mensais.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que medidas de arrecadação sempre recaíram “no lombo dos mais pobres” e que, agora, “o andar de cima foi convidado a fazer o ajuste”, citando o imposto mínimo para altas rendas.

A sanção — feita sem vetos — garante que a nova faixa de isenção passe a valer já em 2026, ano de eleições e em que Lula buscará a reeleição.

Durante a cerimônia, Lula defendeu que o governo avance na discussão sobre isentar de IR a participação nos lucros e resultados (PLR) distribuída aos trabalhadores.

“Eu recebo dividendo e não pago nada. O banqueiro recebe bônus e não paga nada. Agora, eu trabalho igual a um desgraçado e, quando ganho R$ 10 mil de participação nos lucros, tenho que pagar Imposto de Renda. É algo que precisamos repensar”, afirmou.

Em entrevista, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o tema “apareceu agora” e poderá ser discutido com outras medidas de tributação corporativa — mas não neste momento.

Arrecadação

Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o texto sancionado gera uma perda de R$ 28,04 bilhões em 2026 com a ampliação da isenção, compensada por R$ 23,76 bilhões referentes ao imposto mínimo e R$ 6,18 bilhões com a taxação de dividendos remetidos ao exterior. O saldo final deve ser positivo em R$ 1,9 bilhão, valor destinado a compensar Estados e municípios.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não participaram da cerimônia no Planalto. Durante o evento, Haddad disse que o governo “precisa muito” do trabalho e da liderança de ambos para concluir o ano fiscal com sucesso.

Nova tabela do Imposto de Renda: isenção e descontos

A tabela será ajustada para prever descontos graduais entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Acima desse valor, permanece a regra atual:

Faixa de rendimento mensalDesconto do IREconomia anual estimada
Até R$ 5.000Isenção totalR$ 4.356,89
Até R$ 5.500Desconto de 75%R$ 3.367,68
Até R$ 6.000Desconto de 50%R$ 2.378,47
Até R$ 6.500Desconto de 25%R$ 1.389,26
Até R$ 7.350Desconto de 10%R$ 978,62
Acima de R$ 7.350Sem desconto

O governo estima que cerca de 15 milhões de contribuintes serão beneficiados — 10 milhões que deixarão de pagar IR e outros 5 milhões que terão redução no imposto devido.

Para compensar a renúncia fiscal, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano. Além disso, lucros e dividendos enviados ao exterior passam a ser tributados em 10%. A expectativa é que cerca de 140 mil contribuintes de alta renda sejam alcançados.

Contribuintes que já pagam 10% ou mais não terão mudanças. Assim, não haverá impacto fiscal adicional nem necessidade de cortes, segundo o governo.

Alguns rendimentos ficam fora dessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também limita a soma de impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte, evitando que ultrapasse percentuais máximos — caso isso ocorra, haverá restituição.

O que muda na prática

  • Quem ganha até R$ 5 mil mensais ficará isento a partir de 2026.
  • Quem recebe de R$ 5 mil a R$ 7.350 terá descontos proporcionais na tabela.
  • As mudanças aparecerão na declaração de 2027.
  • A alta renda pagará imposto mínimo adicional para garantir equilíbrio fiscal.

Alta renda

A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior.

A Câmara criou três exceções à taxação de dividendos:

  • remessas para governos estrangeiros com reciprocidade;
  • fundos soberanos;
  • entidades no exterior que administrem benefícios previdenciários.

O projeto também prevê mecanismos de compensação para possíveis perdas de arrecadação de Estados, municípios e do Distrito Federal.

Onda de otimismo anima bolsas globais e empurra Ibovespa para novo recorde

27 de Outubro de 2025, 18:25

Um “alinhamento dos astros” nesta segunda-feira (27) sustentou o ânimo de quase todos os mercados globais – e o Brasil não ficou de fora. Com expectativas positivas rodando o cenário econômico, político e monetário, as bolsas ao redor do mundo tiveram um dia positivo e o Ibovespa, na mesma toada, renovou a sua máxima histórica.

O principal índice da bolsa brasileira terminou a sessão em um novo recorde de 146.991 pontos, com alta de 0,56%. No desempenho intradiário (dentro de uma sessão), o indicador também quebrou o recorde ao alcançar 147.976 pontos na parte da manhã.

Em linha com o enfraquecimento ante outras moedas globais, o dólar à vista fechou em baixa de 0,42%, aos R$ 5,3706. No ano, a divisa acumula queda de 13,08%.

A principal força para o mercado veio da sinalização de um potencial final feliz para o embate tarifário entre os Estados Unidos e a China. No domingo (26), os principais negociadores comerciais das duas economias disseram ter chegado a um entendimento preliminar sobre uma série de pontos delicados. Isso pavimenta o terreno para que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, da China, finalizem um acordo em uma reunião marcada para a quinta-feira (30).

Caso os dois líderes consigam um passo concreto, sairá de cena o principal fator que tem abalado os mercados globais nos últimos meses. Na última escalada das tensões comerciais, em 10 de outubro, Trump anunciou um aumento de tarifas para 100% sobre todos os produtos chineses.

E outros fatores se somaram para explicar o bom humor dos investidores, como a perspectiva de mais um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já na quarta-feira (29).

O mercado já trabalha majoritariamente com um corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos. A ferramenta CME FedWatch, que acompanha as apostas de investidores nos rumos da política monetária, coloca essa possibilidade em 97,8%. A potencial redução alimenta o interesse dos investidores para buscar aplicações mais arriscadas, mas com maior potencial de retorno – o que traz um fluxo grande para mercados em desenvolvimento.

Aqui no Brasil, o mercado também se apoiou no clima amistoso entre Lula e Trump em encontro realizado no domingo (26). A reunião, que durou 45 minutos, foi considerada pelos dois lados como produtiva. Agora, a expectativa é por movimentos concretos de costura de acordos em novas reuniões entre representantes dos países. Esse foi o primeiro evento com participação dos dois governantes após o mandatário americano decidir aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, no fim de julho.

Até os dados macroeconômicos deram uma força ao desempenho positivo da bolsa no dia. O boletim Focus, que traz as estimativas de economistas para alguns indicadores, continuou mostrando mais quedas das expectativas sobre a inflação. Esse processo de “ancoragem” ou seja, de convergência das projeções para a meta estabelecida pelo Banco Central, é sempre citado pela autoridade como um dos principais fatores para o início do ciclo de cortes da Selic.

Em reunião de 45 minutos, Lula e Trump ensaiam fim da disputa tarifária

26 de Outubro de 2025, 07:49

Brasil e Estados Unidos iniciaram neste domingo (26) um processo de negociação para tentar encerrar as tarifas comerciais impostas por Washington a produtos brasileiros. O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, ocorreu em Kuala Lumpur, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), e marcou a primeira reunião oficial entre os dois desde o início da atual crise diplomática.

Segundo o chanceler Mauro Vieira, a conversa, que durou cerca de 45 minutos, foi “muito positiva e produtiva”. Lula pediu que as tarifas sejam suspensas durante as negociações, enquanto Trump afirmou acreditar que os dois países poderão chegar a “bons acordos” em breve.

Lula pubicou sobre o encontro com Trump em suas redes socias. “Tive uma ótima reunião com o presidente Trump na tarde deste domingo, na Malásia. Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu.

O líder norte-americano disse que os secretários do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, conduzirão as tratativas com o Brasil e previu uma “conclusão rápida” das discussões. Já Lula declarou estar otimista e afirmou que não há “razão para qualquer desavença” entre os dois países.

Lula e Trump em reunião
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com presidente dos EUA, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia 26/10/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein

O encontro simboliza a retomada de um diálogo de alto nível após meses de tensão. As relações haviam se deteriorado desde que Trump impôs tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras de café e carne, além de sanções e restrições de visto a autoridades. O gesto também vem depois de uma breve aproximação entre os líderes na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que abriu caminho para a retomada das conversas.

Nos bastidores, o governo brasileiro tenta aproveitar o momento para discutir não apenas as barreiras comerciais, mas também temas mais amplos, como regulação de redes sociais de empresas americanas, políticas para o etanol e oportunidades ligadas a minerais críticos — área em que o Brasil, que tem a segunda maior reserva de terras-raras do mundo, vê espaço para estreitar parcerias estratégicas com os Estados Unidos.

Lula ainda se ofereceu para atuar como interlocutor nas relações com a Venezuela. Nos últimos meses, os Estados Unidos derrubaram diversas embarcações que, segundo o governo americano, transportavam drogas a partir da Venezuela, o que gerou especulações de que o país possa estar se preparando para atacar o território venezuelano. Embora o Brasil tenha evitado qualquer envolvimento direto, Lula já havia dito a Trump, em uma ligação anterior, que um conflito militar na América do Sul seria devastador para a região.

*Com informações de Reuters e Bloomberg

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Em Kuala Lumpur, Lula e Trump testam terreno para uma trégua comercial

25 de Outubro de 2025, 09:30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (25), em Kuala Lumpur, que espera se reunir com Donald Trump durante a viagem do norte-americano à Ásia e que busca uma solução para o impasse comercial entre os dois países.

“Espero realmente que o encontro aconteça”, disse Lula a jornalistas na capital da Malásia, antes da chegada de Trump. “Vim aqui com a intenção de que possamos encontrar uma solução.”

“Tudo depende da conversa”, acrescentou. “Não há exigências dele, nem minhas, até agora. Vamos colocar os temas na mesa e tentar encontrar uma saída.”

O presidente brasileiro tenta convencer Trump a suspender as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil, além das sanções aplicadas a ministros do Supremo Tribunal Federal, autoridades e familiares.

Trump, por sua vez, disse que espera se reunir com Lula durante sua viagem e que está aberto a reduzir as tarifas aplicadas sobre o Brasil. “Nas circunstâncias certas, claro”, afirmou o presidente americano a repórteres na sexta-feira (24), a bordo do Air Force One.

O governo brasileiro tem trabalhado para organizar o encontro às margens da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que acontece neste fim de semana na Malásia.

Segundo a Folha de S.Paulo, negociadores dos dois países vêm mantendo conversas informais sobre um possível acordo que siga o modelo adotado por China e México — com suspensão temporária das tarifas enquanto se negociam novos termos comerciais.

A reportagem também informa que os Estados Unidos pretendem colocar em pauta o acesso ao mercado brasileiro de etanol e a regulação das big techs, enquanto o Brasil busca garantir a reversão de sanções contra autoridades nacionais.

Lula in a suit pointing his finger
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista no Palácio da Alvorada. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Trump disse acreditar que os dois líderes já têm uma reunião programada durante o evento. Lula deixou sua agenda livre no fim da tarde de domingo para um possível encontro. A agenda de Trump também prevê um intervalo sem compromissos oficiais no mesmo período.

“Estou muito interessado em ter essa reunião”, disse Lula a repórteres na sexta-feira, na Indonésia, antes de embarcar para a Malásia. “Estou totalmente preparado para defender os interesses do Brasil e mostrar que as tarifas impostas ao país foram um erro.”

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