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Americanas vende lojas do Hortifruti Natural da Terra em SP para o Oba por R$ 69 milhões

13 de Maio de 2026, 20:30

A Americanas fechou um acordo para vender ao Oba Hortifruti os ativos usados na operação de dez lojas deficitárias da Hortifruti Natural da Terra, todas localizadas no estado de São Paulo.

O negócio foi anunciado nesta quarta-feira (13) pela rede varejista, que segue em recuperação judicial desde janeiro de 2023, e envolve a subsidiária HNT Comércio de Hortifrutigranjeiros. O preço de aquisição foi definido em R$ 69,3 milhões, sujeito a ajustes previstos em contrato.

A operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. A transferência dos ativos será feita de forma gradual, conforme os termos acertados entre as empresas.

Pelo contrato, o Oba pagará R$ 10,4 milhões à vista na data de fechamento da transação. O restante será quitado em 24 parcelas mensais, iguais e sucessivas, corrigidas pela variação do CDI. A primeira parcela vence em até 30 dias após a conclusão da operação.

A venda não representa a saída completa da Americanas do negócio, mas reforça o movimento da companhia de rever ativos que estão em seu portfólio e reduzir operações deficitárias em meio ao processo de recuperação judicial.

No comunicado, a empresa afirma que a alienação foi feita no curso normal dos negócios e está autorizada pelo plano de recuperação.

A Hortifruti Natural da Terra entrou para o grupo Americanas em 2021, antes da revelação das inconsistências contábeis da ordem de mais de R$ 40 bilhões, muitas das quais sob suspeita de fraudes, que levaram a companhia à recuperação judicial.

Naquele momento pré-crise, a aquisição da Natural da Terra foi apresentada como parte de uma estratégia de expansão da Americanas para a categoria de alimentos frescos, um segmento com maior recorrência de compra e potencial de integração com o e-commerce.

A prioridade da Americanas, porém, mudou após a revelação do rombo bilionário e a entrada em recuperação judicial. A companhia passou a concentrar esforços na preservação de caixa, na renegociação com credores e na simplificação da estrutura operacional.

Para o Oba, o negócio amplia a sua presença em São Paulo, principal mercado do país e região em que redes de hortifruti e supermercados disputam consumidores de maior renda e tíquete médio mais alto.

O grupo já opera uma rede consolidada no segmento de frutas, legumes, verduras e produtos perecíveis, com posicionamento mais próximo do varejo alimentar especializado.

Americanas (AMER3) não deve mais fazer fechamento massivo de lojas; quer usá-las como pontos de entrega

26 de Março de 2026, 19:20

A Americanas (AMER3) não deve mais realizar fechamentos massivos de lojas após o ciclo de reestruturação recente, segundo o presidente da companhia, Fernando Soares. A expectativa é de estabilização da base física, com eventuais ajustes pontuais dentro de um parque de cerca de 1.470 unidades.

A redução do número de lojas ao longo de 2025, que somou cerca de 300 unidades, teve impacto direto sobre a base de clientes da companhia no período. Segundo o executivo, a queda reflete esse movimento de reorganização e não uma deterioração estrutural da demanda. “Não conseguimos segurar esses clientes com a loja fechada”, afirmou.

Com o fim desse processo, a tendência é de normalização e posterior retomada da base de consumidores. A companhia já iniciou a abertura pontual de novas unidades e avalia que o número de clientes deve voltar a crescer nos próximos meses.

Atualmente, a Americanas opera em mais de 800 cidades e registra aproximadamente 95 milhões de visitas mensais, considerando lojas físicas, site e aplicativo. A base digital também inclui mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais.

Além da expansão física, a Americanas aposta na evolução do canal digital. Hoje, contudo, o digital representa apenas cerca de 4% das vendas totais.

Segundo Soares, o foco é elevar a frequência e o tíquete médio dos consumidores, mais do que a aquisição de novos clientes. Nesse contexto, iniciativas como o programa Cliente A tendem a ampliar o gasto e a recorrência nas lojas.

Pontos de entrega

A Americanas avalia que sua rede de lojas físicas pode ser utilizada como plataforma logística para parceiros, em um movimento que reforça o papel das unidades como hubs de distribuição dentro do novo modelo de negócios da companhia.

Segundo Soares, a capilaridade da empresa abre espaço para parcerias com plataformas digitais interessadas em ampliar sua presença no País.

“Será que algum marketplace não precisa de cerca de 1.500 pontos de entrega no Brasil? Eu acho que sim”, afirmou o executivo, durante teleconferência.

Soares destacou que a Americanas já tem avançado nesse modelo por meio de parcerias, citando a cooperação com o Magazine Luiza no marketplace, que permite maior integração operacional entre as plataformas.

O executivo ressaltou, no entanto, que novas parcerias devem seguir uma lógica centrada no cliente e na operação das lojas. “Tudo precisa passar por esse centro que escolhemos trabalhar, que é consumidor e a loja física”, disse.

No campo financeiro, Soares afirmou que a companhia mantém foco na expansão da massa de lucro, mais do que em ganhos pontuais de margem. “Aumentar preço é fácil, mas prejudica a competitividade”, afirmou o CEO.

Saída da recuperação judicial

A Americanas protocolou o pedido de saída da recuperação judicial e encerrou 2025 com indicadores que, segundo o presidente da companhia, Fernando Soares, refletem a conclusão de um ciclo de reestruturação operacional e financeira. A decisão ainda depende de aprovação judicial.

O CEO afirmou que o movimento foi sustentado por três fatores principais: o cumprimento das obrigações previstas no plano, a execução de uma ampla transformação do negócio e a melhora consistente dos resultados ao longo do ano.

“Não dá para negar que é um dia importante. Nós cumprimos as obrigações previstas no plano e temos segurança para avançar no pedido de saída da recuperação judicial”, disse.

A companhia terminou 2025 com caixa superior à dívida, voltou a registrar resultado líquido positivo e apresentou melhora operacional de R$ 770 milhões no período.

No campo estratégico, a Americanas promoveu uma mudança em seu modelo de negócios, com a loja física passando a ocupar o centro da operação. A estrutura, que antes separava as frentes digital e física, foi integrada, com convergência de estratégias e proposta de valor única ao consumidor.

Até 2022, a companhia operava com divisão mais equilibrada entre os canais, com 54% da receita proveniente do digital e 46% do físico. Em 2025, esse perfil foi invertido, com 95% da receita concentrada nas lojas físicas e apenas 5% no digital.

A empresa também revisou sua atuação no marketplace, reduziu a operação a parcerias estratégicas e desativou a Ame, sua fintech. “A loja física é o nosso negócio principal e o digital passa a complementar essa estratégia, oferecendo uma experiência omnicanal”, disse Soares.

O diretor financeiro da Americanas, Sebastien Durchon, avaliou que o pedido antecipado de saída da recuperação judicial representa um marco na conclusão do processo de reestruturação e sinaliza uma nova etapa para a companhia.

“A saída antecipada da recuperação judicial é um recado forte de confiança no futuro”, afirmou há pouco. A companhia acumulou mais de R$ 2 bilhões em melhorias operacionais no período e encerrou 2025 com posição de caixa superior à dívida, de acordo com o executivo.

Durchon destacou ainda que a execução do plano ocorreu dentro de um prazo considerado curto para esse tipo de processo, com a maior parte dos fornecedores paga à vista e avanço na reorganização da estrutura da companhia.

Para o executivo, o movimento também representa uma sinalização ao mercado e aos parceiros e clientes sobre o compromisso da Americanas com a reconstrução do negócio. “É uma declaração de compromisso da companhia com seus associados, clientes e fornecedores”, disse.

Americanas prevê saída da recuperação judicial. Desafio, agora, é fazer o negócio crescer

25 de Março de 2026, 20:06

A Americanas protocolou na Justiça nesta quarta-feira (25) o pedido de encerramento de sua recuperação judicial e, em paralelo, anunciou a homologação da venda da Uni.co, dona de marcas como Imaginarium e Puket.

São dois passos relevantes na longa reestruturação iniciada depois da descoberta do rombo contábil que abalou a companhia no começo de 2023.

Isso não significa, no entanto, que o cenário agora é favorável para a tradicional varejista. A exemplo de pares do setor, a Americanas terá que provar que consegue ser uma empresa rentável e que consegue crescer sem as maquiagens contábeis que levaram à crise mais aguda, em um momento de crescente competição com gigantes do e-commerce e mudanças de hábitos do consumidor.

Em fato relevante, a companhia afirmou que apresentou à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro o pedido para encerrar a recuperação judicial do grupo, sob o argumento de que cumpriu todas as obrigações previstas no plano com vencimento em até dois anos após a homologação.

O pedido envolve, além da própria Americanas, outras empresas incluídas no processo, como B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações.

O movimento é simbólico para uma companhia que entrou em recuperação judicial em janeiro de 2023, poucos dias depois de revelar inconsistências contábeis estimadas em cerca de R$ 20 bilhões. Na época, a dívida total girava em torno de R$ 42 bilhões, transformando o caso em uma das maiores crises empresariais já vistas no país.

A saída formal do processo ainda depende da análise e da decisão do Judiciário.

Ao mesmo tempo, a empresa também avançou em outra frente importante da reestruturação: a venda de ativos. A Americanas informou que a Justiça homologou o resultado do processo competitivo para alienação da UPI Uni.co.

A proposta vencedora foi a da BandUp!, que já participava do processo como “stalking horse”, espécie de oferta de referência.

Houve ainda uma proposta concorrente, apresentada pela Solver Soluções Críticas, com preço-base de R$ 155 milhões, acima dos R$ 152,9 milhões da oferta da BandUp!, além de um pagamento inicial maior, de R$ 70 milhões.

Mesmo assim, a oferta rival foi declarada inválida pelo juízo da recuperação judicial por não cumprir todos os requisitos previstos no edital. Com isso, a proposta da BandUp! foi confirmada como vencedora e a alienação da Uni.co acabou homologada.

A companhia informou que agora será celebrado o contrato de compra e venda de ações com a BandUp!, mas que o pagamento final e a conclusão da transferência da Uni.co ainda dependem do cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação do Cade.

A ‘nova’ Americanas

Em meio à sua reorganização, a Americanas decidiu retirar parte das atenções do e-commerce.

CEO da varejista desde outubro de 2025, Fernando Soares diz que o futuro do e-commerce da empresa é potencializar as vendas nas lojas físicas da marca.

A Americanas vem reduzindo paulatinamente o número de sellers – vendedores terceiros – em seu portal de vendas, o que deixa essa competição no ambiente virtual para players com mais saúde financeira e capital para investir, como Amazon, Magazine Luiza e Mercado Livre.

Em novembro, por exemplo, anunciou uma parceria com o Magazine Luiza para vender no marketplace da empresa da família Trajano.

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Americanas prevê saída da recuperação judicial. Desafio, agora, é fazer o negócio crescer

25 de Março de 2026, 20:06

A Americanas protocolou na Justiça nesta quarta-feira (25) o pedido de encerramento de sua recuperação judicial e, em paralelo, anunciou a homologação da venda da Uni.co, dona de marcas como Imaginarium e Puket. Dois passos relevantes na longa reestruturação iniciada depois da descoberta do rombo contábil que abalou a companhia no começo de 2023.

Em fato relevante, a companhia afirmou que apresentou à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro o pedido para encerrar a recuperação judicial do grupo, sob o argumento de que cumpriu todas as obrigações previstas no plano com vencimento em até dois anos após a homologação.

O pedido envolve, além da própria Americanas, outras empresas incluídas no processo, como B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações.

O movimento é simbólico para uma companhia que entrou em recuperação judicial em janeiro de 2023, poucos dias depois de revelar inconsistências contábeis estimadas em cerca de R$ 20 bilhões. Na época, a dívida total girava em torno de R$ 42 bilhões, transformando o caso em uma das maiores crises empresariais já vistas no país.

A saída formal do processo ainda depende da análise e da decisão do Judiciário.

Ao mesmo tempo, a empresa também avançou em outra frente importante da reestruturação: a venda de ativos. A Americanas informou que a Justiça homologou o resultado do processo competitivo para alienação da UPI Uni.co.

A proposta vencedora foi a da BandUp!, que já participava do processo como “stalking horse”, espécie de oferta de referência.

Houve ainda uma proposta concorrente, apresentada pela Solver Soluções Críticas, com preço-base de R$ 155 milhões, acima dos R$ 152,9 milhões da oferta da BandUp!, além de um pagamento inicial maior, de R$ 70 milhões.

Mesmo assim, a oferta rival foi declarada inválida pelo juízo da recuperação judicial por não cumprir todos os requisitos previstos no edital. Com isso, a proposta da BandUp! foi confirmada como vencedora e a alienação da Uni.co acabou homologada.

A companhia informou que agora será celebrado o contrato de compra e venda de ações com a BandUp!, mas que o pagamento final e a conclusão da transferência da Uni.co ainda dependem do cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação do Cade.

A ‘nova’ Americanas

Em meio à sua reorganização, a Americanas decidiu despriorizar o e-commerce.

CEO da varejista desde outubro de 2025, Fernando Soares diz que o futuro do e-commerce da empresa é potencializar as vendas nas lojas físicas da marca.

A Americanas vem reduzindo paulatinamente o número de sellers em seu portal de vendas, deixando essa competição no ambiente virtual para players como Amazon, Magazine Luiza e Mercado Livre. Em novembro, an unciou uma parceria com o Magazine Luiza para vender no marketplace da empresa da família Trajano.

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Americanas (AMER3) pede fim da recuperação judicial e define venda da Uni.Co

25 de Março de 2026, 20:05

A Americanas (AMER3) informou nesta quarta-feira (25) que protocolou o pedido de encerramento de sua recuperação judicial após cumprir as obrigações previstas no plano aprovado. A solicitação foi apresentada ao Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a companhia, foram cumpridas todas as obrigações com vencimento até dois anos após a homologação do Plano de Recuperação Judicial. O pedido também abrange as empresas B2W Digital Lux S.À.R.L, JSM Global S.À.R.L e ST Importações Ltda., que integram o Grupo Americanas.

A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos.

Venda da Uni.Co

Também nesta quarta, a companhia divulgou o resultado do processo competitivo para alienação judicial da UPI Uni.Co. Em audiência realizada na mesma vara, foram abertas as propostas apresentadas para a aquisição do ativo.

De acordo com a Americanas, além da proposta vinculante da Fan Store Entretenimento S.A. (“BandUP!”), apresentada na condição de “stalking horse”, foi submetida uma proposta concorrente da Solver Soluções Críticas Ltda., com preço base de R$ 155 milhões — acima dos R$ 152,9 milhões ofertados pela BandUP! — incluindo R$ 70 milhões à vista e o restante em cinco parcelas.

No entanto, o Juízo da Recuperação Judicial considerou a proposta da Solver inválida por não atender aos requisitos do edital. Com isso, a proposta da BandUP! foi declarada vencedora do processo competitivo, após manifestações favoráveis do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e da administração judicial.

A companhia informou que será celebrado contrato de compra e venda de ações com a BandUP!, sendo que o pagamento final e a conclusão da transferência da UPI Uni.Co ainda dependem do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Calendário de balanços: o que esperar de Americanas, Braskem e Azul na semana

23 de Março de 2026, 07:00

A temporada de balanços está quase no fim, mas alguns grandes nomes ainda merecem atenção dos investidores.

Entre as companhias que publicam os resultados do quarto trimestre de 2025 no período estão empresas que enfrentaram processos recentes de reestruturação e recuperação judicial, como Americanas, Braskem e Azul.

Ainda semana, o mercado acompanha também a divulgação dos números de Equatorial e Movida.

Saiba o que esperar dos principais nomes da semana de 23/03 a 27/03.

Segunda-feira (23 de março)

Movida (MOVI3)

O mercado tem expectativas melhores depois da prévia operacional da companhia: a receita veio acima do esperado em locação e venda de seminovos, as margens (fatia da receita que vira lucro depois de pagar os custos e despesas) seguiram resilientes e o lucro líquido preliminar de R$ 102 milhões superou a projeção divulgada pela empresa.

O endividamento caiu para 2,6 vezes na relação dívida líquida/Ebitda – indicador que mostra quantos anos a empresa levaria para quitar suas dívidas mantendo o atual nível de geração operacional de caixa.

Para 2026, a leitura continua apoiada em disciplina de preços, continuidade da redução do endividamento e melhora do lucro, embora o ritmo de renovação de frota e o ambiente competitivo em seminovos sigam no radar.

Principais desafios

  1. Sustentar reajustes em locação sem perder ocupação e crescimento de clientes. É um ambiente mais desafiador em um momento no qual o cenário econômico tem sido desfavorável ao crescimento das viagens.
  2. Preservar margem de seminovos e acerto nas premissas de depreciação. O cenário de juros altos e maior endividamento dos consumidores pode manter pressionado o negócio de venda de carros usados do estoque.
  3. Continuar a redução do endividamento em um negócio ainda intensivo em capital e dependente do custo de crédito. O ritmo mais lento esperado para a queda de juros pode manter os custos ainda elevados neste ano.
  4. Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 13,90. Dividend yield em 2026 (consenso): 6,3%.

Quarta-feira (25 de março)

Americanas (AMER3)

O quarto trimestre de 2025 deve ser lido menos pelo lucro trimestral e mais pelos sinais de normalização operacional e financeira. A companhia ainda segue muito marcada pela recuperação judicial iniciada em 2023 e o mercado espera que ela seja encerrada neste ano, retirando a empresa do “modo sobrevivência” para uma companhia viável.

As atenções estarão sobre a geração de caixa, o nível de capital de giro (dinheiro necessário para cobrir as operações diárias, como salários e pagamento de fornecedores), estabilização da base de clientes e prova de que a reestruturação vai se tornar uma melhora operacional.

Principais desafios

  1. Recuperar tráfego, clientes e vendas sem voltar a queimar margem (vender com menos lucro para manter volume ou disputar mercado). Com a imagem da rede ainda abalada, a Americanas precisa implementar uma estratégia eficaz de expansão de vendas.
  2. Mostrar uma retomada consistente de participação de mercado.
  3. Encerrar a recuperação judicial e reconstruir credibilidade com credores e investidores.
  4. Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 6,50. Dividend Yield em 2026 (consenso): sem previsão.

Equatorial (EQTL3)

A leitura esperada é de continuidade da tese que tornou a companhia uma das preferidas dos investidores que buscam empresas de valor: execução operacional sólida, com distribuição resiliente de lucro. Para 2026, a expectativa continua sendo de uma empresa com execução forte, portfólio diversificado e geração de valor, ainda que o crescimento do lucro possa ficar menos linear do que em 2025.

Principais desafios

  1. Reduzir perdas (energia comprada que não se converteu em faturamento) e melhorar indicadores regulatórios nas distribuidoras com desempenho mais pressionado.
  2. Entregar valor do portfólio diversificado sem aumento excessivo de complexidade operacional. A Equatorial é, por exemplo, acionista de referência da Sabesp, com 15% de participação.
  3. Sustentar crescimento com disciplina de capital, especialmente em saneamento e novos projetos.
  4. Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 47,30. Dividend yield em 2026 (consenso): 2,5%.

Quinta-feira (26 de março)

Braskem (BRKM3, BRKM5, BRKM6)

O mercado espera um quarto trimestre de 2025 fraco. A prévia operacional mostrou números pressionados, e a leitura predominante dos analistas é de margens de produtos petroquímicos – diferença entre o preço de venda dos produtos e o custo das matérias-primas e da produção – ainda deprimidas, geração de caixa fraca e um incômodo nível de endividamento.

A gestora IG4 assumirá o controle da Braskem até o fim do mês. A nova administração vai precisar colocar em prática uma plano de reestruturação operacional, com melhora das margens, prejudicadas por um longo período no qual a companhia ficou sem uma liderança efetiva.

Principais desafios

  1. As margens petroquímicas globais seguem pressionadas por excesso de capacidade: há produção demais para demanda de menos, o que reduz a rentabilidade. A rápida expansão da capacidade petroquímica na China, focada na autossuficiência, continua a pressionar os preços mundialmente.
  2. Geração de caixa ainda apertada, com risco de nova pressão sobre o endividamento.
  3. Demanda ainda irregular e alta sensibilidade a cenário macroeconômico e de câmbio.
  4. Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 15 (BRKM3 – ON), R$ 11,37 (BRKM5 – PNA), e R$ 9,50 (BRKM6 – PNB). Dividend Yield em 2026 (consenso): sem previsão.

Sexta-feira (27 de março)

Azul (AZUL53)

Os números do quarto trimestre vão sair com a companhia já em um contexto totalmente diferente. A Azul concluiu em fevereiro de 2026 o processo de recuperação judicial nos EUA, sob as regras do chamado Chapter 11, que é a legislação americana desse tipo de processo.

A “nova Azul” saiu do processo com estrutura de capital mais leve, menor endividamento e liquidez reforçada. Para 2026, em tese, a empresa pode apresentar melhora consistente de números operacionais.

O problema atual é a guerra no Oriente Médio, que fez os preços do petróleo e dos combustíveis saltarem. A alta do querosene de aviação pega em cheio nos custos. Além disso, um dólar mais forte globalmente também tende a pesar sobre o caixa das companhias aéreas em geral.

Principais desafios

  1. Mostrar uma melhora do balanço pós-Chapter 11, sobretudo na geração recorrente de caixa.
  2. Crescer com disciplina, sem voltar a elevar demais o endividamento e o custo fixo, em um cenário adverso, com alta dos preços de combustíveis, redução de demanda por viagens aéreas e potencial aumento da inflação se o conflito no Oriente Médio persistir.
  3. Administrar exposição estrutural ao dólar, leasing (aluguel de aeronaves) e combustível num setor ainda volátil.
  4. Preço-alvo em 2026 (Consenso): R$ 138,24. Dividend Yield em 2026 (consenso): sem previsão.

Quais ações internacionais comprar em março? Empiricus revela carteira recomendada com Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e mais

7 de Março de 2026, 10:00

A carteira recomendada de ações internacionais da Empiricus Research passou por algumas mudanças táticas voltadas para o mês de março.

A seleção mensal, assinada por Enzo Pacheco, analista da casa, traz ativos que ainda carregam potencial de valorização para investidores que se posicionarem agora, mesmo em um cenário geopolítico delicado e maior sentimento de aversão ao risco nos mercados.

Certezas de um lado, incertezas de outro: o contexto econômico que envolve as bolsas globais

A primeira semana do mês de março trouxe a grande escalada dos conflitos no Oriente Médio, protagonizados pelos Estados Unidos, Israel e Irã.

As primeiras notícias do conflito trataram de derrubar ativos de risco ao redor do mundo, deixando diversos índices (desde na bolsa norte-americana até nas asiáticas, e inclusive o Ibovespa, no Brasil) no vermelho.

Isso porque, em cenários de total incerteza como esse, muitos investidores optam por migrar parte de seus portfólios para ativos de proteção, como o ouro.

Porém, Enzo Pacheco, analista de ações internacionais da Empiricus Research, defende que é essencial que o investidor mantenha algum nível de exposição às bolsas internacionais – especialmente a norte-americana – independentemente do cenário.

Os Estados Unidos seguem sendo a casa das teses de investimento de maior relevância no mercado, como as big techs e outras empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

Dito isso, para Pacheco, este é um “momento técnico”, que não diz respeito a zerar posições, mas sim aumentar a exposição a três ações bastante específicas, reveladas em relatório da última segunda-feira (2).

Por que Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34) são apostas para buscar lucros em março?

Segundo Enzo Pacheco, a estratégia para o mês de março é aumentar a exposição em três teses de alta qualidade que estão descontadas atualmente e, assim, buscar valorizações assertivas: Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34).

  • Alphabet (Nasdaq: GOOG; B3: GOGL34)

A Alphabet, holding do Google, acumula queda de cerca de 9% em suas ações na Nasdaq nos últimos 30 dias. Para Pacheco, essa é uma oportunidade de compra.

“Aproveitamos o enfraquecimento recente do papel, que interrompeu o forte momentum de alta observado ao longo de quase todo o ano de 2025. Mesmo com a queda recente, a companhia mantém crescimento consistente em Google Cloud, forte geração de caixa e posição dominante em busca e publicidade digital, além de estar bem-posicionada para capturar a expansão de IA”, afirma o analista.

  • Microsoft (Nasdaq: MSFT; B3: MSFT34)

A Microsoft, bastante conhecida do grande público, viu suas ações sofrerem uma derrocada na bolsa norte-americana desde o dia 28 de janeiro, data em que divulgou seus últimos resultados trimestrais. Porém, já ensaiam uma recuperação – o que reforça que a tese não perdeu sua qualidade:

“Apesar da reação de mercado [aos resultados trimestrais], a empresa segue com ótimos fundamentos e perspectivas. Por isso, entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, afirma Pacheco.

  • Visa (NYSE: V; B3: VISA34)

No caso da Visa, também amplamente conhecida, o valuation dos papéis também não acompanhou os bons resultados divulgados no 4º trimestre de 2025, segundo o analista:

“A companhia divulgou mais um resultado acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo. Ainda assim, o papel segue sendo negociado por um múltiplo preço/lucro projetado próximo das mínimas dos últimos cinco anos – patamar que se demonstrou um bom ponto de entrada do ativo nesse ínterim”.

Porém, apesar de serem os destaques do mês, as ações não são as únicas recomendações de compra de Enzo Pacheco. Na carteira de ações internacionais, elas estão acompanhadas de outros 7 nomes de peso, que representam diversos setores da economia global – uns mais defensivos, outros mais cíclicos – em nome da diversificação.

Gratuito: acesse carteira completa com as 10 ações internacionais mais promissoras de março

A Empiricus está liberando, como cortesia para todos os leitores desse texto, o acesso à carteira recomendada das 10 ações internacionais mais promissoras do mês.

Além dos nomes citados, você pode conhecer outras empresas, como:

  • Uma gigante da tecnologia chinesa;
  • Uma empresa de Taiwan, apelidada de “a maior empresa mais desconhecida do mundo;
  • Uma farmacêutica da Dinamarca, cujos produtos têm dominado as prateleiras mundo afora.

Vale lembrar que, apesar de serem ativos estrangeiros, os papéis recomendados podem ser comprados na própria bolsa brasileira, por meio de BDRs.

Para acessar o relatório, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. Lembrando que é totalmente gratuito:

CONHEÇA AS AÇÕES INTERNACIONAIS MAIS PROMISSORAS DE MARÇO

Sinal de corte de juros pelo Fed anima mercados internacionais – mas Brasil não segue a festa

21 de Novembro de 2025, 18:32

A sexta-feira dos mercados começou em clima azedo no exterior. Mas bastou o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Nova York, John Williams, colocar um corte de juros em dezembro no radar dos investidores para o humor mudar radicalmente.

Dá para notar essa mudança de rumo pelo comportamento da ferramenta CME FedWatch, que acompanha as apostas nos rumos da política monetária dos EUA. No início da manhã, o monitor mostrava que 39% dos investidores viam como possível um corte de 0,25 ponto percentual nos juros na reunião de 9 a 10 de dezembro do Fed.

Logo após o presidente do Fed de Nova York ponderar ver “espaço para um novo ajuste no curto prazo” em um discurso feito durante um evento em Santiago, no Chile, ainda nas primeiras horas de negócio, o indicador virou o ponteiro para 70% de chance de corte de 0,25 ponto. O FedWatch no fim do dia mostra que 71,7% do mercado acredita na redução dos juros no último mês de 2025.

Williams defendeu um movimento que aproxime a taxa de política monetária do chamado nível neutro, ou seja, aquele que mantém o crescimento sem impulsionar a inflação. Conforme o dirigente do BC americano, o atual patamar entre 3,75% e 4% está “levemente restritivo”.

As bolsas de Nova York vêm de um movimento de venda de ações de tecnologia em meio às preocupações sobre uma potencial bolha de preços de papéis ligados à cadeia de inteligência artificial. Nem mesmo o lucro acima do esperado da Nvidia, principal símbolo das companhias da economia da IA, de US$ 31,9 bilhões no terceiro trimestre, divulgado na quarta-feira após o fechamento dos mercados, foi suficiente para afastar os temores.

O S&P 500 fechou com alta de 0,98% aos 6.602,96 pontos. O Nasdaq subiu 0,88% para 22.273,08 pontos. Na semana, os indicadores acumularam quedas de, respectivamente, 2% e 2,7%.

O movimento de alta nesta sexta-feira contrastou com a bolsa brasileira. O Ibovespa amargou um recuo de 0,39% para 154.770 pontos. E o dólar registrou alta de 1,18% cotado a R$ 5,4010.

O recuo do índice de ações e a alta da moeda americana refletem a cautela que ainda impera entre os investidores globais. Mesmo após a sinalização do Fed ter recolocado um corte em dezembro no radar do mercado, as preocupações com uma eventual bolha de IA ainda pesam e têm inspirado um posicionamento mais cauteloso dos investidores.

Outro fator que traz cautela para o mercado é o mal-estar entre o governo e o presidente do Senado, David Alcolumbre. A indicação do chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso contrariou o líder da casa legislativa, que apoiava a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O presidente do Senado agendou a votação de um “projeto-bomba”, com forte impacto fiscal para a próxima semana. Trata-se do o projeto de lei complementar que confere aposentadoria especial aos agentes de saúde, que pode gerar despesas de até R$ 800 bilhões em 50 anos.

A votação do projeto ocorre em meio aos questionamentos sobre o equilíbrio fiscal do governo. O crescimento do endividamento público pode acelerar diante do esperado aumento de gastos devido às eleições em 2026. Esse avanço da dívida traz um aumento dos prêmios pedidos pelo mercado e pressiona a inflação diante da elevação de recursos injetados na economia.

O desequilíbrio fiscal torna a política monetária menos eficaz e, com isso, o Banco Central pode ser obrigado a manter os juros altos por mais tempo tanto para segurar a pressão sobre os preços quanto para evitar uma contaminação das expectativas futuras para a inflação.

Americanas se alia ao Magalu para reforçar presença no varejo online

18 de Novembro de 2025, 17:30

A Americanas e a Magazine Luiza anunciaram nesta terça-feira (18) uma parceria estratégica em comércio eletrônico, que começa com a primeira vendendo produtos na plataforma digital da segunda, reforçando competição contra grupos como Mercado Livre e Shoppe.

Depois de iniciar uma parceria com a chinesa Aliexpress em meados do ano passado, o Magazine Luiza afirmou que a partir desta terça-feira vai disponibilizar produtos vendidos pela Americanas em seu marketplace e que deverá fazer o mesmo na plataforma da Americanas nas próximas semanas.

“A parceria combina um mix complementar e sinérgico de produtos”, afirmaram as empresas em comunicado à imprensa. Em meio a um processo de recuperação judicial, a Americanas mudou seu foco e passou a se dedicar a categorias de preços mais baixos, como bomboniere, alimentos, limpeza, higiene pessoal e utilidades domésticas.

Enquanto isso, o Magazine Luiza afirma “liderar o mercado em linha branca, áudio e vídeo, telefonia, móveis e portáteis”.

No momento, estarão disponíveis para venda na plataforma digital do Magazine Luiza produtos de 50 lojas físicas da Americanas, localizadas em 15 capitais brasileiras. Enquanto isso, o Magazine Luiza passará a oferecer produtos próprios no site da Americanas.

“O projeto terá início com um grupo piloto de lojas físicas, mas a expectativa é de rápida expansão”, afirmaram as empresas.

Segundo as companhias, até dezembro, o objetivo da parceria é integrar todas as lojas da Americanas com serviço de entrega a partir dos pontos de venda física.

A visão do e-commerce

O anúncio da parceria entre Americanas e Magazine Luiza está alinhado à nova estratégia da Americanas, que vem reduzindo sua exposição ao comércio eletrônico para focar na operação física. Em entrevista à InvestNews, a companhia explicou que a decisão de despriorizar o e-commerce já vinha sendo executada há meses.

No terceiro trimestre, o GMV da operação digital despencou 74,6% em relação ao mesmo período de 2024, para R$ 167 milhões — reflexo direto desse reposicionamento. Empossado em outubro como diretor-presidente, Fernando Soares afirma que, daqui para frente, o papel do digital será complementar as vendas das lojas físicas.

Segundo ele, a empresa reduziu significativamente o número de sellers no marketplace, abrindo espaço para que players como Amazon, Magalu e Mercado Livre liderem o ambiente online. “É uma escolha difícil, mas entendemos que é a decisão correta para a companhia. Não vemos mais o digital da forma como era antes”, diz.

Camille Faria, diretora financeira da Americanas, disse que a empresa havia encerrado o modelo 1P — no qual a Americanas vende produtos de estoque próprio —, mas ainda mantinha um 3P robusto, baseado em sellers independentes no marketplace. “Essa redução estava no desenho estratégico que agora está sendo implementado”, afirma.

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Mercados hoje: investidores mantêm expectativas sobre continuidade de conversas de tarifas com os EUA

17 de Novembro de 2025, 07:50

Bom dia!
A semana começa no modo espera. Os mercados se mantêm no aguardo dos dados sobre a economia dos EUA que ficaram represados durante a paralisação do governo americano e agora voltam ao foco dos investidores. O “payroll“, o relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, pode sair na quinta-feira (20). Por aqui a segunda-feira, 17 de novembro, tem boletim Focus, que tem ajudado a confirmar o movimento de convergência das expectativas de inflação futura, além do indicador conhecido como a prévia do PIB, o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central, e a expectativa de novos sinais sobre o avanço das conversas em direção a um acordo comercial com os EUA.

Enquanto você dormia…

  • Os mercados internacionais começam a semana em modo cauteloso, mas com viés levemente positivo em Nova York. Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York estavam em alta, com o S&P 500 futuro subindo +0,33% e o Nasdaq 100 futuro em elevação de +0,58%.
  • Na Europa, as bolsas caem com os investidores de olho nos números da economia americana. O Stoxx 600 segue com queda de -0,33%.
  • Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com o índice Nikkei, de Tóquio, em baixa de -0,10% após o dado fraco de PIB japonês. O Hang Seng, de Hong Koing, caiu -0,71% em meio a um certo cansaço no rali de tecnologia.
  • O índice dólar (DXY) tem leve alta de 0,08% a 99,4 pontos; o petróleo Brent recua 0,26% para US$ 64,22 o barril; a Treasury de 10 anos segue em 4,15% ao ano.

Destaques do dia

  • A semana começa com a tentativa do governo brasileiro de retomar as conversas sobre um acordo comercial com os Estados Unidos, depois de o governo Trump anunciar redução de tarifas sobre carne bovina, café e outros alimentos. Enquanto isso na COP30, o Brasil tenta destravar um acordo mais amplo sobre investimentos na agenda verde.
  • E como isso impacta os mercados? Um potencial alívio tarifário para o agronegócio deixa no radar as grandes exportadoras ligadas a alimentos e proteínas, além de papéis mais sensíveis ao ciclo doméstico de juros e crescimento.

Giro pelo mundo

  • Sucessão na Apple: a Apple intensificou o plano de sucessão de Tim Cook, 65 anos, com a possibilidade de ele deixar o cargo já em 2026; John Ternus, chefe de hardware, desponta como favorito. O mercado acompanha qualquer sinal de cronograma mais claro nas próximas divulgações de resultados.
  • Dados represados: após o fim do shutdown nos EUA, voltam à agenda os indicadores atrasados, começando hoje pelos gastos com construção de agosto, seguidos de pedidos à indústria, comércio exterior e, na quinta, o payroll de setembro – todos com potencial de mexer na curva de juros americana.
  • Nvidia no centro do palco: na quarta-feira, 19 de novembro, saem os números de terceiro trimestre da Nvidia, com consenso apontando para receita na casa de US$ 54 bilhões a 57 bilhões e foco total na demanda por chips de IA e no discurso para 2026. É um dos grandes testes para o humor com tecnologia nesta reta final de ano.

Giro pelo Brasil

  • Focus e expectativas: o boletim Focus das 8h25 volta a ganhar peso depois de semanas de estabilidade nas projeções de IPCA 2025 em torno de 4,55%. O mercado olha se há algum movimento após o último Relatório de Inflação do BC.
  • IBC-Br em dia de agenda curta: às 9h, sai o IBC-Br de setembro, conhecido como a prévia do PIB, com estimativas apontando para pequena variação na margem após meses de sinais de desaceleração. A leitura ajuda a fechar o quadro do PIB do terceiro trimestre.
  • COP30 política: começa hoje a fase política da COP30, com ministros e vice-ministros negociando textos finais e eventuais acordos de financiamento climático – tema sensível para projetos de infraestrutura e energia no Brasil nos próximos anos.

Giro corporativo

  • Ovos made in USA: a Mantiqueira, em joint venture com a JBS, fechou a compra da americana Hickman’s Egg Ranch, reforçando a presença no mercado de ovos dos EUA. A operação é vista como peça-chave de uma estratégia de longo prazo de internacionalização da Mantiqueira, aproveitando a estrutura da sócia JBS no exterior.
  • Cosan no vermelho: a Cosan reportou prejuízo de cerca de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, revertendo lucro de um ano antes, em grande parte por menor contribuição de equivalência patrimonial – com atenção dos analistas para o desempenho de Raízen e da carteira de participações.

Agenda do dia

  • 08h00: Inflação pelo IPC-S (1ª quadrissemana de novembro) da FGV — Brasil. Termômetro de curto prazo da inflação de serviços.
  • 08h25: Boletim Focus — Banco Central do Brasil. Mercado atento a qualquer mudança nas projeções de IPCA, PIB e Selic para 2025 e 2026.
  • 09h00: IBC-Br de setembro — Brasil. Indicador visto como uma révia mensal do PIB; ajuda a calibrar o ritmo de desaceleração da economia no 3º trimestre.
  • 09h00: Palestra d presidente do BC, Gabriel Galípolo, em São Paulo. Fala do chefe da autoridade monetária em evento empresarial pode trazer nuances sobre a leitura da autoridade monetária para atividade e inflação.
  • 12h00 : Gastos com construção (ago) — EUA, Census Bureau. Primeiro dado da leva de indicadores atrasados pelo shutdown, importante para as projeções de PIB.
  • Tarde: início das negociações políticas da COP30 — Belém. Ministros e vice-ministros negociam texto final e possíveis acordos de financiamento climático.

Lucros sólidos devem impulsionar ações dos EUA em 2026

10 de Novembro de 2025, 11:18

Os robustos resultados corporativos impulsionarão o rali das ações dos Estados Unidos em 2026, uma vez que os riscos em torno de uma perspectiva incerta para os juros se mostrarão de curta duração, de acordo com alguns estrategistas de Wall Street.

Michael Wilson, do Morgan Stanley, disse que existiam “sinais claros” de que uma recuperação dos lucros estava em curso e que as empresas americanas desfrutavam de maior poder de precificação. Ele também apontou para um ponto mínimo nas revisões de lucros, que é o número de analistas que revisam para baixo as estimativas em comparação com o número de elevações das revisões.

“Embora as incertezas decorrentes do guidance do Federal Reserve e da paralisação do governo tenham afetado a recente movimentação dos preços, esses são ventos contrários temporários no caminho para um sólido 2026, impulsionado pelo crescimento dos lucros”, escreveu Wilson em nota.

O estrategista permaneceu entre as vozes mais otimistas neste ano, mesmo com a volatilidade das ações devido à elevação das tensões comerciais dos Estados Unidos e, mais recentemente, à paralisação prolongada do governo. Um tom cauteloso do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre as taxas de juros também havia prejudicado o sentimento.

No entanto, os futuros de ações dos EUA subiram nesta segunda-feira, enquanto o Senado deu um passo importante para reabrir o governo. Enquanto isso, a temporada de balanços tem sido muito mais forte do que o esperado. As empresas do S&P 500 registram um salto de quase 15% nos lucros do terceiro trimestre, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

O S&P 500 acumula alta de 14% em 2025, e registra o terceiro ano consecutivo de ganhos.

Um índice do Citigroup mostrou que, desde meados de outubro, mais analistas ampliaram do reduziram suas estimativas. O foco agora se volta para os resultados da Nvidia, que devem ser divulgados na próxima semana e poderão oferecer pistas sobre as tendências na área da inteligência artificial.

Estrategistas do UBS Group dizem que esperam que as empresas de tecnologia voltem a impulsionar a maior parte do crescimento dos lucros americanos no próximo ano. No geral, eles preveem que o S&P 500 atingirá um recorde de 7.500 pontos até o final de 2026, o que implica ganhos de mais de 11% em relação aos níveis atuais.

Na Oppenheimer Asset Management, o estrategista John Stoltzfus disse que era muito cedo para “desistir” dos fabricantes de chips e das perspectivas para a IA.

“O enfraquecimento dos preços das ações, refletido nos principais índices atualmente parece mais um ‘haircut’ e um ‘ajuste’ do que o início de um período mais sério de declínio”, acrescentou Stoltzfus.

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Um grande ano para as ações dos EUA? Nem tanto, comparado ao resto do mundo

11 de Outubro de 2025, 12:41

Confira o ranking dos índices de ações com melhor desempenho neste ano — e os Estados Unidos não aparecem nem no Top 10. Nem no Top 25. Dobre essa lista, e o S&P 500 ainda estará ausente. É preciso chegar até a 66ª posição para o índice mais valioso do mundo aparecer — atrás até do Athex, da Grécia, e do TA-35, de Israel. É uma das piores performances relativas desde a crise financeira global.

A subperformance é ainda mais surpreendente considerando a alta de 11% do S&P 500 em 2025, com múltiplos recordes históricos. Mesmo assim, o índice americano fica atrás de outros mercados desenvolvidos, como o DAX da Alemanha e o Nikkei 225 do Japão, e também de índices da Coreia do Sul, Espanha e Gana, quando medidos em dólares.

Dólar cai e impulsiona bolsas estrangeiras

Esse último detalhe é crucial — embora não determinante. O dólar caiu 7,3% neste ano, o que ajudou a inflar os retornos de bolsas estrangeiras em termos de dólar. Esse é o principal fator por trás de ganhos de pelo menos 39% em países como Colômbia e Marrocos.

Mas mesmo em moeda local, o S&P 500 ocupa apenas a 57ª posição, um desempenho pouco condizente com um índice que abriga as seis empresas mais valiosas do mundo, além de gigantes como Coca-Cola, McDonald’s e Walt Disney.

Participantes do mercado afirmam que a fraqueza reflete também uma mudança de mentalidade entre investidores estrangeiros, que passaram a mirar “campeões domésticos” à medida que o presidente Donald Trump intensifica sua guerra comercial global. As tensões aumentaram na sexta-feira, quando ele renovou ameaças de tarifas à China. Mesmo dentro dos EUA, investidores estão sendo mais seletivos, focando em big techs em vez de índices amplos.

Some-se a isso uma crescente preocupação com a estabilidade política e fiscal do país. O pacote de gastos e cortes de impostos de Trump deve ampliar o déficit. O governo está paralisado desde o início de outubro, o presidente tem ameaçado a independência do banco central e as decisões de investimento público tornaram-se menos técnicas e mais políticas.

Esses fatores abalaram a confiança na economia americana, enfraqueceram o dólar e impulsionaram uma disparada no preço do ouro. Embora os rendimentos dos Treasuries de longo prazo não tenham subido na mesma proporção, permanecem elevados em relação aos últimos anos.

A deterioração fiscal dos EUA e a crescente incerteza política estão corroendo a confiança dos investidores, enfraquecendo o dólar e levando à busca por oportunidades fora do mercado americano, disse Jasmine Duan, estrategista sênior do RBC Wealth Management Asia.

Naturalmente, analistas há anos preveem uma rotação das ações dos EUA para o resto do mundo — previsões que raramente se concretizam. A recente queda do dólar desacelerou nas últimas semanas, à medida que tensões políticas aumentam em países como França, Japão e Argentina.

E embora o S&P 500 esteja bem atrás dos três líderes — Gana, Zâmbia e Grécia, todos com altas de pelo menos 61% — sua valorização de 11% em 2025 criou cerca de US$ 6 trilhões em valor de mercado, o equivalente a mais de um terço de toda a capitalização do índice europeu Stoxx 600.

Os EUA também vêm de dois anos consecutivos de ganhos acima de 20%, superando com folga índices como o Euro Stoxx 50 e o Nikkei 225. Considerando o período de 2022 a 2024, o S&P 500 ocupava o 10º lugar global em desempenho.

Europa e Ásia ganham espaço

Ainda assim, há razões claras para o avanço das bolsas fora dos EUA. As taxas de juros na Europa estão pela metade das americanas, o que garante financiamento mais barato às empresas. Além disso, as companhias negociam a valuations cerca de 35% menores que as dos EUA.

Na Alemanha, a Rheinmetall AG mais que triplicou de valor, impulsionando o DAX a uma alta de 22%, após o governo prometer mais gastos em defesa. Bancos europeus, antes defasados, foram revitalizados — o Banco Santander, na Espanha, quase dobrou de valor.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 50% no ano, à medida que investidores apostam que a nova política de incentivo a acionistas aumentará retornos. O país, destaque na fabricação de chips, tem campeões nacionais em inteligência artificial — como Samsung Electronics e SK Hynix, que se valorizaram após fechar acordos de fornecimento com a OpenAI.

A Ásia tem sido uma ótima plataforma de diversificação de portfólio e de busca por alfa dentro das classes de ativos, afirmou Sophie Huynh, gestora da BNP Paribas Asset Management.

No Japão, a expectativa de um novo premiê com postura pró-estímulo levou o mercado a recordes históricos. As ações da SoftBank Group dispararam 142%, puxando o Nikkei 225. Fabricantes de equipamentos de defesa, como Mitsubishi Heavy Industries e Japan Steel Works, também subiram com o otimismo sobre novos gastos públicos.

Gestores globais voltaram à China após anos de aversão, atraídos pelos avanços em alta tecnologia. Os planos da Alibaba para investir mais em IA e a ambição da Huawei de desafiar a Nvidia ajudaram as ações chinesas a registrar sua melhor sequência mensal desde 2018. O índice Hang Seng Tech acumula alta de 40% no ano — mais que o dobro do Nasdaq 100.

A forte recuperação do S&P 500 desde abril elevou as avaliações a níveis que preocupam e incentivam a diversificação. O índice negocia a 22 vezes o lucro projetado, um prêmio de 46% em relação ao resto do mundo. É também notoriamente concentrado: as gigantes de tecnologia e empresas correlatas respondem por mais de um terço do peso total.

Uma valorização de 53% desde o fim de 2022 deixou investidores estrangeiros superexpostos aos EUA.

Os investidores deveriam reequilibrar suas carteiras, realizando lucros nos EUA e aumentando a exposição à Europa, Ásia e emergentes, disse Kristina Hooper, estrategista-chefe da Man Group, o maior hedge fund listado em bolsa do mundo. Os EUA continuarão atrás dos outros mercados.

Por ora, os estrangeiros seguem comprando ações americanas em ritmo recorde, conforme o medo de recessão diminui. Isso faz sentido, já que as grandes protagonistas da febre da IA — como a Nvidia — estão sediadas lá.

Mas muitos estão redirecionando recursos. Uma pesquisa do Bank of America mostrou que, em setembro, investidores globais estavam com posição líquida 14% abaixo do peso médio em ações dos EUA, enquanto estavam 15% acima na zona do euro e 27% acima em emergentes.

Há também sinais de que os estrangeiros estão mais seletivos — e não é difícil entender por quê: apenas seis ações responderam por mais da metade dos ganhos do S&P 500 neste ano. Um índice alternativo, que elimina o viés de capitalização, sobe apenas 5,6% em 2025.

Os últimos dois anos foram apenas sobre os EUA, porque os lucros das techs dispararam enquanto o resto do mundo andava de lado, disse Beata Manthey, chefe de estratégia de ações globais do Citigroup. Neste ano, a diferença entre o trade de IA e o resto do mundo diminuiu — e vai diminuir ainda mais em 2026. Há muito mais temas para escolher agora.

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