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Comissão Eleitoral divulga nomes de servidores eleitos para os conselhos superiores da UFRGS

23 de Junho de 2026, 08:15

A Comissão Eleitoral divulgou os nomes dos representantes docentes e técnico-administrativos eleitos para o mandato 2026-2028 no Conselho Universitário (Consun) e no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), principais instâncias deliberativas da UFRGS. Em votação eletrônica realizada nesta segunda-feira, 22 de junho, docentes e técnico-administrativos escolheram seus pares para ocupar assentos nos órgãos responsáveis por decisões estratégicas para a Universidade.

Ao todo, conforme apuração, a votação contou com 1.883 docentes votantes na eleição para o Consun e 1.707 para o Cepe. Entre os técnico-administrativos, a participação foi de 1.180 eleitores para o Consun e 1.111 para o Cepe. Para os técnico-administrativos, foram eleitas nove chapas para o Consun e sete representantes para a nova composição do Cepe. Na votação para docentes, são 18 chapas para o Conselho Universitário e, assim como para os técnicos, sete nomes para o Cepe.

Eventuais recursos dos atos da comissão serão recebidos entre 23 e 25 de junho. Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail: eleicoesconsun-cepe2026@ufrgs.br.

Confira abaixo a lista dos candidatos eleitos, que também está disponível no hotsite da Eleição: ufrgs.br/consun/eleicoesconsuncepe2026

Docentes eleitos para o Consun (Mandato 2026-2028)

PosiçãoTitularSuplenteVotos
1Gabriela Trindade PerryNeusa Sica da Rocha744
2Eduardo Rolim de OliveiraAna Karin Nunes694
3Altair Sória PereiraNaira Maria Balzaretti662
4Angela Peña GhisleniSusana Maria Werner Samuel662
5Suzana Arenhart PessiniPatricia Ashton Prolla655
6Marcelo Soares LubaszewskiFrancisco Jorge Arsego Quadros de Oliveira637
7Raquel da SilveiraPaula Sandrine Machado631
8Ionara Rodrigues SiqueiraJosé Carlos Frantz607
9Henri Stephan SchrekkerIsabel Cristina Tessaro581
10Lélio Antônio Teixeira BritoLiane Ludwig Loder561
11Magali Mendes de MenezesLoiva Mara de Oliveira Machado560
12Sergio Francisco SchwarzVitor Manfroi556
13Francisco MarshallAndrea Lopes Iescheck556
14José Angelo Silveira ZuanazziSabino da Silva Porto Junior554
15Sondre Alberto SchneckAdriana Coelho Borges Kowarick553
16Cassiano Kuchenbecker RösingBruno Dutra Arbo552
17Luciana Neves NunesFernando Henrique Fogaça Carneiro548
18Alvaro Reischak de OliveiraMariana Bohns Michalowski548

Técnico-administrativos eleitos para o Consun (Mandato 2026-2028)

PosiçãoTitularSuplenteVotos
1Charles Florczak AlmeidaIsis Duarte Fernandes563
2Patrícia de Oliveira LuzFrederico de Lemos Fruet543
3Geni dos Santos MariaCésar Daniel de Assis Rolim506
4Rafael Argenta TamsJerônimo Soares de Castro Menezes499
5Frederico Duarte BartzLourenço Brito Fellin492
6Devanir da Rosa WeberMaristela Cabral da Silva Piedade489
7Diane Catia TomasiDirce Maria Santin476
8Myrela Leitão BarrosGabriel Porto Dutra471
9Tânia Mára Santoro PeresAndré Telles455

Docentes eleitos para o CEPE (Mandato 2026-2028)

PosiçãoTitularSuplenteVotos
1Marcelo Dutra ArboLucia Maria Kliemann681
2Liane Ludwig LoderFrancisco Jorge Arsego Quadros de Oliveira673
3Aline Schilling CassiniAntonio Pedro Viero656
4Fabiano Severo RodembuschÂngela de Moura Ferreira Danilevicz648
5Deise Lisboa RiquinhoTatiana da Silva Duarte558
6Alceu Heinke FrigeriAriel Behr546
7Guilherme Tavares NunesRita de Cássia Marques Alves536

Técnico-administrativos eleitos para o CEPE (Mandato 2026-2028)

PosiçãoTitularSuplenteVotos
1Grace Vali Freitag TanikadoAdria Schneider616
2Patricia Oliveira BritoMichele Bandeira592
3Santa Julia Da SilvaTais Barbosa541
4Pedro Luis Ammon XavierCristine Da Silva Medeiros500
5Rodrigo Foresta WolffenbüttelDiane Catia Tomasi497
6Isolete KichelGuilherme Moraes De Oliveira485
7Anibal Ricardo Gonçalves AlvarezNathália Boni Cadore444

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Como o treino aeróbio ajuda a reduzir perda muscular associada ao câncer​

23 de Junho de 2026, 08:06
Mulher focalizada das pernas para baixo realiza corrida em pista de atletismo, usando camisa e calção preto, calçando um tênis azulAo modular inflamação, ativação de enzima pode ser o segredo para transformar o treino em escudo contra os efeitos agressivos do tumor, sugere estudo em animais

USP Música Criança de Ribeirão Preto realiza seu Concerto de Encerramento de Semestre

22 de Junho de 2026, 16:16
**Descrição alternativa (texto alternativo):** Menina usando óculos de armação rosa toca um violino em uma sala de aula de música. A imagem foi registrada de perfil, destacando o instrumento apoiado sob o queixo e as mãos posicionadas para a execução. Ao fundo, desfocados, aparecem outras crianças e instrumentos musicais, sugerindo uma atividade coletiva de ensino musical. O ambiente é iluminado e transmite concentração e aprendizado.Com peças pedagógicas escolhidas para o repertório, aproximadamente 150 crianças e jovens do projeto se apresentarão gratuitamente no auditório da Faculdade de Direito da USP

Exposição no Museu de Zoologia explora a grandiosidade da Amazônia a partir das pequenas espécies

22 de Junho de 2026, 16:08
Mulher vista de lado tocando num painel de uma exposição que tem insetos e textos explicativosAo inverter o olhar sobre o maior bioma do planeta, exposição interativa destaca como insetos, anfíbios, aves e outros pequenos animais ajudam a sustentar a biodiversidade amazônica. Entre os destaques está a apresentação de uma nova espécie de besouro

Pesquisadora angolana é a primeira titulada pelo acordo USP- Angola

22 de Junho de 2026, 16:02
Teresa Luzembo, que chegou ao Brasil em junho de 2024, defendeu sua dissertação na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e se tornou marco da cooperação acadêmica entre Brasil e Angola

USP Filarmônica apresenta concerto gratuito com Coral da Unesp no Theatro Pedro II

22 de Junho de 2026, 15:50
**Descrição alternativa (texto alternativo):** Grande grupo de músicos e cantores se apresenta em um palco de teatro. Na parte frontal, uma orquestra de cordas, com violinos, violoncelos e contrabaixos, executa uma peça sob a regência de um maestro posicionado ao centro. Ao fundo, dezenas de integrantes de um coral ocupam arquibancadas em vários níveis, segurando partituras. Todos vestem roupas predominantemente pretas. A iluminação cênica destaca os artistas contra o fundo escuro do palco, evidenciando a dimensão e a integração entre coral e orquestra durante a apresentação.Apresentação acontece na próxima terça-feira, dia 23, às 20h, com repertório que inclui obras de Stamitz, Gabriel Fauré, Ennio Morricone, César Franck, Sivuca e Chico Buarque, além de Vicente de Paula Medeiros e Johann Christian Bach

27ª edição do Salão de Extensão promove diálogo entre Universidade e sociedade

22 de Junho de 2026, 09:17

O Salão de Extensão chega à sua 27ª edição reafirmando uma das principais características da extensão universitária: a diversidade de formas de diálogo entre a Universidade e a sociedade. Marcado pela interação com a comunidade, o evento reúne atividades extensionistas em uma programação que promove o compartilhamento de experiências, conhecimentos e práticas.

Para contemplar essa pluralidade, os trabalhos podem ser inscritos em cinco modalidades: Tertúlias, com apresentações orais seguidas de rodas de conversa; Vídeo-Pôster, que reúne relatos de experiências extensionistas em formato audiovisual; Oficinas, voltadas a atividades práticas e vivenciais; Mostra Interativa de Extensão, que promove a interação contínua entre projetos e visitantes; e Apresentações Artísticas, destinadas a ações da área da Cultura, como dança, teatro, música e literatura.

Além das apresentações de trabalhos, o evento conta com atrações abertas ao público, como a participação da loja institucional Ponto UFRGS e do Planetário, que oferece sessões de astronomia para crianças e adultos no Campus do Vale.

Segundo a pró-reitora de Extensão, Daniela Pavani, a grande participação do público visitante é um dos traços marcantes do Salão. “Além das diferentes facetas, o Salão de Extensão tem como característica a grande participação do público visitante: escolas, comunidade, além do público interno, da UFRGS, que participa sempre ativamente, especialmente da Mostra, Planetário e Oficinas”, destaca.

Esse caráter multifacetado também se reflete na estrutura do evento. “Como a própria extensão universitária, o evento extensionista não ocorre apenas em salas de aula, mas também no pátio do campus, em corredores, em pavilhões e palcos, para poder abarcar todas as diferentes vozes e jeitos de fazer extensão na UFRGS”, complementa Daniela.

A principal novidade desta edição está no processo de inscrição. A partir de 2026, as submissões passam a ser realizadas pelo Sistema de Eventos, alinhando o Salão de Extensão aos demais salões promovidos pela Universidade.

27º Salão de Extensão
Data do evento: 19 a 23 de outubro de 2026
Público: Coordenadores de atividades e bolsistas vinculados ao projeto de Extensão da UFRGS
Inscrições: Até dia 30 de junho pelo sistema de eventos da UFRGS
Informações: ufrgs.br/salaodeextensao
Local: Campus do Vale

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Mudança na Ouvidoria fortalece política de integridade e transparência da UFRGS

22 de Junho de 2026, 08:15

O fortalecimento da política de integridade e transparência da UFRGS dá mais um passo a partir desta sexta-feira, 19 de junho, com uma mudança na Ouvidoria da Universidade. A alteração realizada divide o atual órgão em Ouvidoria e Unidade de Integridade, Transparência e Acesso à Informação. Amanda Ciarlo Ramos assume a Ouvidoria e o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC), enquanto Elisiane da Silva Szubert, ouvidora até então, passa a se dedicar exclusivamente à coordenação da Unidade de Integridade.

Amanda atua na Ouvidoria da UFRGS desde setembro de 2023 e possui experiência prévia na área mesmo antes de ingressar na Universidade, tendo trabalhado por cinco anos na Ouvidoria do SUS da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul. A nomeação segue os critérios estabelecidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) para a escolha de titulares das ouvidorias do Poder Executivo federal, cuja atuação é submetida à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão. “Assumir a função de ouvidora representa um grande desafio e responsabilidade, reforçando meu compromisso com o fortalecimento do diálogo, da transparência e do acolhimento. Entre minhas expectativas está a de contribuir para o aperfeiçoamento contínuo dos serviços prestados, especialmente na ampliação das ações de acolhimento e na qualificação do atendimento às demandas da Universidade”, avalia.

Com a distinção da condução das unidades de Ouvidoria e de Integridade, a UFRGS amplia sua capacidade organizacional voltada à integridade pública. A medida contribui para o aprimoramento dos mecanismos de monitoramento das ações previstas no Plano de Integridade da Universidade, desenvolvidas por diferentes áreas institucionais, entre elas a própria Ouvidoria. “Entre os principais desafios que vislumbro estão o acompanhamento do crescimento das manifestações registradas junto à Ouvidoria, o adequado dimensionamento da força de trabalho diante desse aumento de demanda e a busca por maior celeridade nas respostas aos pedidos de acesso à informação e às manifestações recebidas, sempre preservando a qualidade, a escuta ativa e o compromisso institucional que caracterizam nossa atuação”, projeta Amanda.

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Votação para representantes no Consun e no Cepe será realizada até as 22h desta segunda

22 de Junho de 2026, 08:02

A votação para a escolha de representantes docentes e técnico-administrativos no Conselho Universitário (Consun/UFRGS) e no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe/UFRGS) será realizada durante esta segunda-feira, dia 22 de junho. O acesso ao sistema de votação será realizado com as mesmas credenciais utilizadas nos portais institucionais da Universidade. Os eleitos vão ocupar os cargos no período entre 2026 e 2028.

Durante o período indicado, os servidores devem acessar o site e escolher seus representantes. Para os técnico-administrativos, são nove votos para o Consun e sete nomes para a nova composição do Cepe. Na votação para docentes, são 18 votos para o Conselho Universitário e, assim como para os técnicos, sete nomes para o Cepe. É possível registrar voto em branco ou nulo. O tutorial da votação pode ser acessado aqui. Após cada escolha, a chapa selecionada deixará de aparecer na tela. Ao final do processo, o eleitor deve revisar sua cédula, depositá-la na urna virtual e confirmar o voto.

O resultado eleitoral será divulgado a partir das 22h desta segunda-feira. Eventuais recursos dos atos da comissão serão recebidos entre 23 e 25 de junho. Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail: eleicoesconsun-cepe2026@ufrgs.br.

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Unimúsica celebra 45 anos com shows e ações formativas gratuitas 

20 de Junho de 2026, 09:07

Em 2025, o Unimúsica lançou a série “entreluzeiros” em um show histórico do baiano Mateus Aleluia, que lotou o Salão de Atos da UFRGS. Em 2026, ao celebrar 45 anos de história, o projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul dá sequência à programação que se propõe a iluminar encontros culturais formadores da diversidade da música brasileira. A agenda, inteiramente gratuita e aberta à comunidade em geral, contempla shows e ações formativas com Negra Li (SP), Felipe Cordeiro (PA), Maciel Salú (PE), Tião Carvalho (MA) e Trio Mulheril (SC/RS). 

A proposta da série “entreluzeiros” destaca a produção de artistas que dialogam com patrimônios imateriais reconhecidos no Brasil, como choro, bumba meu boi, maracatu rural, cavalo-marinho, guitarrada e hip hop, entendendo que as tradições, longe de serem estáticas, são vivas e passam constantemente por reformulações e recriações. São musicalidades que representam, ao mesmo tempo, as realidades e identidades regionais, bem como suas projeções em âmbitos nacionais e internacionais.

Quem abre a programação deste ano é Negra Li. No dia 9 de julho, quinta-feira, a cantora, rapper e compositora paulista apresenta músicas de seu novo álbum, “O silêncio que grita”, e outros sucessos de seus mais de 30 anos de carreira. O repertório da artista traduz em lírica afiada mensagens de resistência, autoestima e esperança, com influências do reggae, afrobeat, samba, boombap, RNB, blues e gospel. O show acontece às 20h, no Salão de Atos da UFRGS.

Em agosto, Felipe Cordeiro, cantor, guitarrista e produtor musical, ministra uma aula-show sobre guitarrada paraense no Centro Cultural da UFRGS. O encontro propõe um mergulho nas origens, influências e desdobramentos do ritmo, em um formato que combina fala e performance ao vivo, aproximando o público de um dos gêneros mais simbólicos da música do Norte do Brasil. A aula-show acontece no dia 6 de agosto, às 19h, e conta com a participação do instrumentista convidado DJ Matheus Padoca

Em 3 de setembro, às 20h, Maciel Salú, cantor, compositor e rabequeiro pernambucano, apresenta seu trabalho solo pela primeira vez em Porto Alegre, no palco do Salão de Atos da UFRGS. Sexto álbum de sua carreira de quase 30 anos, “Ogum” traz influências das tradições de terreiro e das sonoridades da cumbia e do afrobeat, mesclando melodias ancestrais, poesias com versos marcantes e referências às culturas nordestinas. Na véspera do show, dia 2 de setembro, às 19h, Maciel recebe o público em um encontro no Centro Cultural da UFRGS

A programação do Unimúsica segue em outubro com uma aula-show de Tião Carvalho, cantor, compositor e mestre popular natural do Maranhão. Difusor das tradições de matriz africana, especialmente o bumba meu boi de costa de mão, Tião é fundador do Grupo Cupuaçu Centro de Estudos de Danças Populares Brasileiras e liderança da Festa do Boi, evento que ocorre três vezes ao ano na comunidade do Morro do Querosene, bairro de São Paulo no qual reside desde os anos 1980. Sua aula-show acontece no dia 8 de outubro, às 19h, no Centro Cultural da UFRGS

Encerrando a série “entreluzeiros” do Unimúsica, o Trio Mulheril apresenta uma roda de choro ao ar livre, no pátio do Campus Centro da Universidade, no dia 14 de novembro, às 19h. Nascido da Roda de Choro Mulheril, iniciativa realizada semanalmente no Centro Histórico de Florianópolis, em Santa Catarina, o grupo é formado por Angela Coltri (flauta) e Natalia Livramento (violão 7 cordas), idealizadoras do movimento, ao lado da gaúcha Thayan Martins (pandeiro). Na ocasião, o trio faz sua estreia na capital gaúcha. 

Toda programação tem entrada gratuita, mediante doação de um quilo de alimento não perecível, e conta com tradução na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para os shows de Negra Li e de Maciel Salú, no Salão de Atos, é necessária a retirada de ingressos, presencialmente, na segunda-feira anterior às apresentações – dias 6 de julho e 31 de agosto, respectivamente. [Saiba como será a retirada de ingressos]. A distribuição ocorre em dois locais: no Centro Cultural da UFRGS (Campus Centro), das 12h às 21h; e no Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados – ILEA (Campus do Vale), das 12h às 18h. Para as demais atividades, a entrada é por ordem de chegada, conforme lotação do espaço. Mais informações no site ufrgs.br/unimusica2026

Sobre o Unimúsica:

Criado em 1981, pela Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, o Unimúsica é um dos projetos culturais mais longevos de Porto Alegre. Ao longo de 45 anos, construiu uma relação de pertencimento tanto com o público que acompanha a programação, quanto com profissionais da música, que o reconhecem como um espaço de referência para a difusão da música popular brasileira. Desde seu início, desempenhou um papel fundamental para a formação simultânea de artistas e de plateias e abriu o caminho para a legitimação da música popular na universidade pública. 

Nas últimas décadas, o Unimúsica tem se dedicado a divulgar e articular a produção de músicos e pensadores através de séries ou festivais com temáticas anuais. Além dos shows realizados no teatro da universidade, a programação, inteiramente gratuita e aberta à comunidade em geral, contempla ações formativas diversas.

Em seu percurso de 45 anos, passou por diferentes configurações e enfrentou diferentes desafios, mas apostou permanentemente na surpresa, na ampliação de nosso repertório simbólico e na extraordinária capacidade que têm as músicas e as canções de nos fazer repensar nossas relações coletivas, nosso comum compartilhado.

Serviço:
Unimúsica 45 anos – série “entreluzeiros”
Shows e ações formativas mensais, de julho a novembro de 2026
Ingressos gratuitos, mediante doação de 1kg de alimento não-perecível
Mais informações sobre programação e retirada de ingressos: ufrgs.br/unimusica2026

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Vestibular da Unicamp completa 40 anos de pioneirismo, transformações e inclusão

Por:raquel
19 de Junho de 2026, 17:23

Exemplo de transformação constante, pioneiro em inclusão e sempre sintonizado com os rumos da sociedade. Com um evento especial realizado na quinta-feira (18), o Vestibular da Unicamp completou 40 anos. Em paralelo, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) também celebra quatro décadas. Para marcar as datas, foi inaugurado um memorial onde é possível reviver todos os passos de uma trajetória inovadora.

O evento, que teve a estreia do documentário “A Toda Prova: 40 anos do Vestibular Unicamp” (assista abaixo), contou com a presença do reitor, Paulo Cesar Montagner, do coordenador-geral da Universidade, Fernando Coelho, da pró-reitora de Graduação, Mônica Cotta, além de diretores que já passaram pela Comvest – incluindo o primeiro, Jocimar Archângelo –, professores, colaboradores e convidados.

Na década de 1980, a Unicamp inovou ao criar um sistema de ingresso nos cursos de graduação que representasse o espírito de uma universidade jovem, dinâmica e comprometida com o desenvolvimento educacional, social, científico, tecnológico e cultural do Brasil. No espírito de redemocratização da época, o Vestibular da Unicamp tornou-se referência ao propor um processo seletivo em que os conhecimentos científicos, o olhar crítico sobre os problemas do país e do mundo e a defesa da democracia e dos direitos humanos fossem parte do repertório exigido dos candidatos. Ao longo dos anos, várias políticas foram estabelecidas para assegurar o direito à educação superior para todos os grupos e, ao mesmo tempo, a pluralidade e a representatividade da população brasileira entre os novos alunos.

Evento especial realizado na quinta-feira (18), o Vestibular da Unicamp completou 40 anos e, em paralelo, a Comvest também celebra quatro décadas
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital

De acordo com o reitor, o evento celebrou quatro décadas de sucesso. “O Vestibular e a Comvest chegam aos 40 anos como algumas das iniciativas mais bem-sucedidas da história da Unicamp. Ao longo dessa trajetória, consolidaram-se como referências nacionais em avaliação educacional, contribuindo para aperfeiçoar os processos de seleção e ampliar o acesso ao ensino superior”, afirmou. “Mais do que selecionar candidatos, o Vestibular ajudou a fortalecer o projeto institucional da Universidade, combinando excelência acadêmica, inovação e inclusão. O trabalho da Comvest também é resultado da dedicação de gerações de profissionais que construíram um modelo respeitado em todo o país. Celebrar essa data é reafirmar nosso compromisso com a educação como instrumento de transformação social”, acrescentou Montagner.

O coordenador geral lembrou do ineditismo da iniciativa. “Celebrar os 40 anos do Vestibular é motivo de grande orgulho. Quando surgiu, sua proposta representava algo inédito no Brasil e, ao longo dessas quatro décadas, se consolidou como referência nacional pela credibilidade, inovação e compromisso com a inclusão”, apontou Coelho. “O Vestibular da Unicamp sempre se diferenciou por valorizar não apenas o conhecimento acumulado pelos estudantes, mas também sua capacidade de relacionar esse conhecimento com os desafios da sociedade. É um processo seletivo que dialoga com a realidade e estimula a reflexão crítica sobre temas contemporâneos. Além disso, a Comvest também tem um papel fundamental na construção de uma universidade cada vez mais diversa, aberta e comprometida com sua função pública”, completou.

Interior de espaço expositivo com paredes brancas contendo uma linha do tempo horizontal em vermelho com marcos datados entre 1986 e 2008, painéis informativos em português, retratos de pessoas em faixa superior, dois quiosques interativos com telas touchscreen em pé no centro do ambiente, três monitores de parede em diferentes alturas exibindo conteúdo audiovisual, fones de ouvido pendurados em suportes junto aos monitores, piso em tons claros, iluminação fluorescente no teto, e uma porta de vidro visível à direita.
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital

Inovação

O atual diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, lembrou que a celebração valoriza uma parte fundamental da identidade da Unicamp, já que o Vestibular é, para muitos estudantes, o primeiro contato com a Universidade. “Justamente por isso, a seleção sempre procurou refletir os valores que marcaram a trajetória da instituição: inovação, compromisso público, excelência acadêmica e atenção aos grandes temas da sociedade. Desde sua criação, o Vestibular da Unicamp se diferenciou por valorizar a leitura, a interpretação e a capacidade crítica dos candidatos”, comentou Freitas Neto.

Ainda de acordo com o diretor, mais do que medir conteúdos, a ideia é selecionar estudantes capazes de compreender o mundo em que vivem e de contribuir para sua transformação. “Ao longo dessas quatro décadas, a Comvest também foi protagonista de importantes avanços na inclusão, com iniciativas como as cotas raciais e o Vestibular Indígena. Essas políticas ampliaram a diversidade e enriqueceram a produção de conhecimento, sem abrir mão da qualidade acadêmica que caracteriza a Unicamp”, destacou.

Infográfico institucional contendo informações sobre uma organização educacional, estruturado em cinco seções com fundos coloridos em azul-marinho e roxo: seção "Os Diretores" listando oito nomes e períodos de gestão de 1986 a atual; seção "Inscritos" indicando crescimento de 13.260 em 1987 para 61.698 em 2026; seção "Vagas" mostrando aumento de 1.380 vagas em 1987 para 3.338 em 2027; seção "Matriculados" apresentando percentuais de alunos da escola pública (29% em 1987, 50,4% em 2026) e de pretos, pardos e indígenas (10,1% em 2003, 32,8% em 2026); e seção "Logística" discriminando 63 escolas, 1.473 salas e 3.192 colaboradores para aplicação de provas, além de 38 pessoas em bancas elaboradoras e 187 em bancas corretoras, com fonte indicada como Comvest Unicamp.

Cotas

As cotas foram efetivamente implantadas na Universidade a partir do Vestibular de 2019. O sistema foi aprovado pelo Conselho Universitário (Consu) em maio de 2017, passando a destinar 50% das vagas para alunos de escolas públicas e 25% especificamente para candidatos pretos e pardos. A Unicamp também instituiu, naquele mesmo ano, o Vestibular Indígena. Ao longo dos anos, o programa tem passado por atualizações. Mais recentemente, a modalidade de seleção via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) inclui reserva de vagas para pessoas trans, travestis e não-binárias.

Memorial

O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital, da Comissão de Vestibulares da Unicamp e que, agora, passam a ser disponibilizados ao público, especialmente educadores, escolas e estudantes. Além de objetos como cartazes e provas antigas, o espaço conta com totens interativos com objetivo de proporcionar uma experiência imersiva aos visitantes.

Foto de capa

Público sentado em cadeiras pretas observando um palco onde cinco pessoas estão sentadas em poltronas cinzas, com uma pessoa em pé ao microfone; ao fundo, banners com texto "40 anos Vestibular Unicamp" e imagens relacionadas ao evento; à esquerda, equipamentos de áudio e projeção; assistentes distribuídos pelo espaço de piso cinzento em ambiente interno iluminado.
Evento especial realizado na quinta-feira (18), o Vestibular da Unicamp completou 40 anos e, em paralelo, a Comvest também celebra quatro décadas

Acesse o memorial Comvest.

Assista ao documentário “A Toda Prova: 40 anos do Vestibular Unicamp”

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16ª Finova apresenta projetos de inovação desenvolvidos na Universidade

19 de Junho de 2026, 13:10

Promovida anualmente pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico (Sedetec), a Feira de Inovação Tecnológica (Finova) chega a 16ª edição com o objetivo de acompanhar, promover e divulgar as produções técnico-científicas e artístico-culturais de estudantes de graduação da UFRGS que atuam em pesquisas voltadas à inovação. A Finova integra o Salão UFRGS, maior evento acadêmico da Universidade, voltado à apresentação das produções científicas desenvolvidas pela comunidade universitária e foca na divulgação das competências tecnológicas e empreendedoras de seus participantes.

Os bolsistas de Iniciação Tecnológica das categorias BIT, PIBITI e PROBITI participam obrigatoriamente da Feira apresentando às pesquisas em que atuam. Os trabalhos que podem ser inscritos ficam divididos entre as áreas do conhecimento Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Engenharias.

Para Vinício Athaydes, coordenador adjunto da Feira 2026, a essência da inovação tecnológica na UFRGS é o impacto social. “A Finova funciona como uma ponte direta entre a excelência da pesquisa produzida dentro dos nossos campi e as demandas reais da sociedade. Em 2026, queremos que a sociedade enxergue o evento como um espaço de oportunidades para conhecer o ecossistema de inovação da Universidade, onde as ideias do futuro estão sendo moldadas”, explica o coordenador.

Para participar, é necessário enviar um resumo, conforme as normas estabelecidas no regulamento, até o dia 30 de junho. 

16ª Feira de Inovação Tecnológica
Data: 19 a 23 de outubro de 2026
Local: Campus do Vale
Público: bolsistas de Iniciação Tecnológica das categorias BIT, PIBITI e PROBITI
Inscrições: até 30 de junho, pelo Sistema de Eventos da UFRGS
Mais informações: ufrgs.br/finova

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UFRGS segue entre as principais universidades brasileiras no QS World University Rankings 2027

19 de Junho de 2026, 11:36

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) permanece entre as principais instituições de ensino superior do Brasil no QS World University Rankings 2027, divulgado nesta quarta-feira, 18 de junho, pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). A UFRGS ocupa a sétima posição entre as instituições brasileiras e mantém-se como a terceira universidade federal mais bem colocada no país. No contexto latino-americano, a instituição ocupa a 26ª posição na região.

No cenário internacional, a UFRGS aparece na faixa 741ª-750ª entre as 1.504 universidades avaliadas em 106 países. Globalmente, a posição é inferior à registrada na edição de 2026 do ranking, quando a UFRGS ocupava a faixa global de 691ª-694ª. Entre os indicadores analisados pelo ranking, a UFRGS apresentou melhora de pontuação em ‘reputação acadêmica’ e ‘Rede Internacional de Pesquisa’ (International Research Network, IRN). No indicador de reputação acadêmica, a Universidade avançou do 327º para o 324º lugar no mundo.

De acordo com a análise da Secretaria de Avaliação Institucional (SAI/UFRGS), a Universidade mantém trajetória de destaque nacional ao permanecer entre as sete instituições brasileiras mais bem classificadas pelo ranking. A avaliação também aponta que a UFRGS segue posicionada entre as principais universidades federais do país. [Veja mais detalhes e acompanhe outros rankings no Painel da Qualidade elaborado pela SAI]

O Ranking

O QS World University Rankings é um dos mais importantes rankings internacionais de ensino superior. A metodologia considera indicadores relacionados à reputação acadêmica, reputação entre empregadores, impacto da produção científica, internacionalização, empregabilidade de egressos, sustentabilidade e redes internacionais de pesquisa. Na edição de 2027, o ranking avaliou mais de 1.500 instituições de ensino superior em todo o mundo.

As 10 primeiras brasileiras
1. Universidade de São Paulo (USP)
2. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
3. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
4. Universidade Estadual Paulista (Unesp)
5. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
6. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
7. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
8. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
9. Universidade de Brasília (UnB)
10.Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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Publicação com Provas Comentadas do Vestibular UFRGS 2026 já está disponível para aquisição

19 de Junho de 2026, 08:30

A Comissão Permanente de Seleção (Coperse) disponibilizou para venda o livro Provas Comentadas do Vestibular UFRGS 2026, material destinado a quem está se preparando para o Vestibular UFRGS 2027. A publicação reúne análises e explicações sobre as questões da última edição do processo seletivo, contribuindo para a compreensão dos conteúdos cobrados e dos critérios de avaliação utilizados pela banca.

O livro custa R$ 25 e pode ser adquirido presencialmente na sede da Coperse, localizada na Rua Ramiro Barcelos, 2574, Portão K, bairro Santa Cecília, em Porto Alegre, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Candidatos que residem fora da capital gaúcha também podem solicitar o envio pelos Correios, mediante pagamento das despesas de remessa. As orientações para compra e envio estão disponíveis no site da Coperse.

Das interpretações de textos de Língua Portuguesa e Literatura aos cálculos de Matemática, Física e Química, passando por temas de História, Geografia, Biologia, Línguas Estrangeiras e Redação, o livro apresenta análises detalhadas de todas as provas aplicadas no Vestibular UFRGS 2026. O objetivo é auxiliar os estudantes na compreensão dos conteúdos cobrados e dos critérios de correção e avaliação utilizados pela banca.

Além da edição mais recente, a Comissão mantém disponíveis outras edições das provas comentadas, cadernos de provas de vestibulares anteriores e materiais gratuitos para download que podem auxiliar na preparação dos estudantes. Dúvidas, ligue para 51 3308-5906 ou entre em contato pelo e-mail coperse@coperse.ufrgs.br.

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UFRGS concede título de Professor Emérito a Iran Stallivière Corrêa

18 de Junho de 2026, 13:42

Por iniciativa do Instituto de Geociências, a UFRGS concedeu, na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, o título de Professor Emérito ao geólogo e pesquisador Iran Carlos Stallivière Corrêa. A cerimônia foi realizada na Sala dos Conselhos e foi presidida pela reitora Marcia Barbosa, com as presenças na mesa solene: do vice-diretor, Pedro Costa, do diretor do Instituto de Geociências, Nelson Gruber, do orador André Sampaio Mexias, além do próprio homenageado. A entrega foi prestigiada por colegas de Unidade e familiares do homenageado. Na ocasião, foram ressaltadas as contribuições acadêmicas e o perfil pessoal do professor Iran Corrêa.

O homenageado atuou na UFRGS por 49 anos, em atividades de pesquisa, ensino, extensão e gestão. O título reconhece a trajetória de dedicação institucional nas áreas de geologia, topografia, oceanografia e geologia marinha. Graduado em Geologia pela Universidade em 1973, Iran Corrêa começou na docência já no ano seguinte, permanecendo na docência até 2023, quando se aposentou. Ao longo da trajetória, entre muitas atividades, foi vice-diretor do Instituto de Geociências [de 1984 a 1988], diretor do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO) e um dos criadores do Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe. Ele também participou de importantes operações oceanográficas na costa brasileira e coordenou a transferência do Instituto para atual sede no Campus do Vale.

A reitora Marcia Barbosa pontuou que a homenagem às pessoas que contribuíram para a Universidade é um momento muito importante para reconhecer que a UFRGS está no nível de excelência atual devido à dedicação pessoal de inúmeras pessoas. “Ele olhou para o oceano de uma forma não muito comum, num período em que ainda não se olhava. Enxergou algumas áreas de pesquisa não usuais com visão e coragem para exercitar o talento.” A reitora também agradeceu ao homenageado pela dedicação institucional de Iran Corrêa, numa “paixão brutal, que busca descobertas e a construção de novos ambientes de trabalho”.

Sem se utilizar da expressão evasiva “vou agradecer a todos para não esquecer ninguém”, Iran Corrêa listou e justificou as pessoas mais importantes para o reconhecimento realizado no dia de hoje. Agradeceu a Deus, aos pais, aos parentes que contribuíram em diferentes épocas de sua vida, aos que apoiaram na experiência acadêmica no exterior e aos professores e colegas do Instituto de Geociências. Por fim, e ainda mais emocionado, Corrêa dedicou as palavras de conclusão a um momento de admiração à UFRGS: “Tenho orgulho de ter feito parte desta história e de ter contribuído com o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão. Dei 50 anos da minha vida a esta Universidade, em troca, ela me deu 50 anos de aprendizado, conhecimento, vitórias, alegrias, respeito, cumplicidade e realizações.” [Leia a íntegra do discurso do homenageado]

Orador
O discurso de homenagem, proferido pelo colega docente André Mexias, destacou a carreira acadêmica, a trajetória ética e o perfil conciliador de Iran Corrêa. Segundo Mexias, o título de emérito reconhece “uma trajetória rara, em que a excelência científica se combina com a serenidade do professor, a generosidade do orientador, o compromisso institucional e o respeito profundo pela diversidade de pensamento”. Ele também enfatizou as cooperações internacionais de Corrêa com universidades do Chile, da Argentina e do Uruguai.

Mexias fez questão de ressaltar, ainda, a dedicação na criação do Museu de Topografia, fruto de uma parceria entre Iran Corrêa e o professor Clóvis Carraro. Segundo ele, um trabalho de preservação e de comprometimento com a memória da pesquisa em topografia no Rio Grande do Sul. O orador concluiu reforçando o mérito do homenageado: “Por sua contribuição à ciência, à formação de gerações de geocientistas, à consolidação da Geologia Marinha na UFRGS e à preservação da memória institucional por meio do Museu de Topografia, o professor Iran Carlos Stallivière Corrêa reúne, com plena justiça, os méritos que fundamentam esta homenagem como Professor Emérito”. [Leia a íntegra do discurso do orador]

Linha do Tempo

1950 – Nascimento em Caxias do Sul/RS.
1970 – Ingresso no curso de Geologia da UFRGS.
1973 – Graduação em Geologia pela UFRGS.
1974 – Ingresso como professor da UFRGS
1978 – Conclusão do mestrado em Ciências pela UFRGS.
1981 – Promoção a Professor Assistente, início na pós-graduação em Geociências
1984 – Início do mandato como vice-diretor do Instituto de Geociências (até 1988)
1985 – Promoção a Professor Adjunto
1987 – Aprovação no concurso para Professor Titular da UFRGS.
1990 – Conclusão do doutorado em Oceanologia na Universidade de Bordeaux I, França,
1993 – Primeiro mandato como diretor do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO).
1996 – Criação do Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe.
2023 – Aposentadoria como Professor Titular após 49 anos de atuação na UFRGS.
2023 – Recebimento do Prêmio Pesquisador Gaúcho da FAPERGS.
2026 – Outorga do título de Professor Emérito da UFRGS.

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Centro Cultural da UFRGS recebe evento sobre gestão estratégica de pessoas e desenvolvimento organizacional

18 de Junho de 2026, 11:04

A abertura do encontro “Dimensionamento, clima organizacional e gestão por competências” ocorreu na manhã desta quinta-feira, às 9h30, no Auditório Ipê do Centro Cultural da UFRGS. O evento, que segue a programação durante a sexta-feira, 19, conta com mesas de discussão e apresentações de experiências institucionais realizadas por representantes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) da Região Sul e especialistas da área de gestão de pessoas.

Promovida pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGESP), a atividade tem como objetivo fomentar a troca de experiências, reflexões e debates acerca das políticas e práticas de gestão de pessoas nas IFES. O encontro é voltado para servidores da UFRGS e de outras IFEs da região Sul.

O primeiro dia de evento contou com a presença do Vice-Reitor da UFRGS Pedro Costa, da pró-reitora de Gestão de Pessoas da Universidade Federal de Pelotas Taís Ullrich Fonseca e do professor do curso de Relações Internacionais e Integração da Universidade Federal de Integração Latino-Americana Felipe Cordeiro de Almeida.

A programação completa pode ser conferida neste link. As inscrições estão encerradas.

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Divulgada lista definitiva de eleitores ao Consun e ao Cepe

18 de Junho de 2026, 09:29

A Comissão Eleitoral responsável pela Eleição de representantes docentes e técnico-administrativos para o Conselho Universitário (Consun) e para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) divulgou nesta quinta-feira, 18 de junho, a lista definitiva de servidores (docentes e técnico-administrativos )aptos a votar, após prazo para solicitações de inclusões e exclusões, conforme o que determina o Edital de Convocação da Eleição.

A votação ocorre no dia 22 de junho, das 7h às 22h, através do sistema Helios Voting. O link de votação estará disponível no site da Eleição

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Faculdade de Direito recebe debate sobre raça e decisões no sistema de justiça

17 de Junho de 2026, 14:10

Em um encontro marcado pelo diálogo entre diferentes saberes e trajetórias, representantes da academia, da magistratura, da advocacia e de instituições do sistema de justiça reuniram-se no dia 9 de junho, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS, para o evento Raça e Decisão no Sistema de Justiça: Perspectivas Hermenêuticas. Ao longo da programação, as discussões evidenciaram os desafios da igualdade racial, os sentidos da interpretação jurídica e a necessidade de ampliar a diversidade nos espaços de decisão, tornando o sistema de justiça mais plural, representativo e democrático.

O evento foi promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul e pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e respectivas Ouvidorias, com apoio da Faculdade de Direito e do Núcleo de Pesquisa Antirracismo da UFRGS. Entre os participantes da programação estiveram Jorge Terra, Roberta Liana Vieira, Lúcia Rodrigues de Matos, Fabiana Barth, Gizane Mendina, Lívia Prestes, Thanius Martins e a diretora da Faculdade de Direito da UFRGS, Ana Paula Motta Costa.

Rayssa Souza, coordenadora discente do Núcleo de Pesquisa Antirracismo, explica que os debates abordaram a influência das questões raciais na formação das decisões judiciais e na própria estrutura das instituições de justiça. No primeiro painel, os participantes discutiram o mito da neutralidade institucional e os impactos do racismo estrutural sobre a atuação do Judiciário. Também foi destacada a forma como a história oficial do Rio Grande do Sul frequentemente invisibiliza a presença e as contribuições da população negra, reforçando a necessidade de reconhecer os efeitos dessas dinâmicas na produção das decisões jurídicas.

Um dos destaques da programação foi o painel As ações afirmativas no Sistema de Justiça: a importância das cotas raciais no 2º Grau, que discutiu mecanismos para ampliar a presença de pessoas negras nos tribunais e nos espaços de decisão do Poder Judiciário. “Além das políticas de cotas, o debate ressaltou a importância de medidas institucionais complementares voltadas à inclusão, à permanência e à progressão de pessoas negras na carreira jurídica, reconhecendo que a promoção da igualdade racial demanda uma atuação contínua e abrangente das instituições de justiça”, pontuou Rayssa.

Carta Aberta

Ao final do encontro, foi realizada a leitura da Carta Aberta da Comunidade Acadêmica Gaúcha, documento concebido como um chamado à ação em defesa do fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial no sistema de justiça. O documento consolidou reflexões desenvolvidas ao longo dos painéis e reforçou a necessidade da adoção de medidas institucionais capazes de ampliar a representatividade racial nos espaços de tomada de decisão. “Lançamos um abaixo-assinado de apoio à construção de políticas de equidade racial no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Quem quiser e puder assinar, basta acessar esse link“, convoca Rayssa.

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PPG-Letras abre edital com 170 vagas para mestrado

17 de Junho de 2026, 13:38

O Programa de Pós-Graduação em Letras (PPG-Letras/UFRGS) publicou edital para o processo seletivo de ingresso no curso de mestrado com início no segundo semestre. São ofertadas até 170 vagas distribuídas entre as diferentes linhas de pesquisa do Programa, sendo pelo menos 30% reservadas para candidatos que optarem pelo ingresso por Ações Afirmativas. Podem participar candidatos que tenham concluído curso de graduação. O preenchimento das vagas observará a disponibilidade de orientação, os critérios estabelecidos no edital e a classificação dos candidatos.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 20 de junho, exclusivamente por meio do sistema de seleção da UFRGS. A taxa de inscrição é de R$ 150,00, com possibilidade de isenção para candidatos que se enquadrem nas normas previstas no edital. O processo seletivo inclui prova, análise de projeto de pesquisa, currículo, histórico escolar e entrevista, conforme regras específicas de cada linha de pesquisa. Informações detalhadas sobre vagas, linhas de pesquisa, documentação exigida, cronograma e procedimentos de seleção estão disponíveis na página do PPG-Letras.

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Protocolo passa a oferecer serviços de postagem de documentos no Campus do Vale

17 de Junho de 2026, 11:59

Após o encerramento das atividades da agência dos Correios localizada no Campus do Vale, a Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplan) informa à comunidade universitária que o setor de Protocolo da Universidade, situado no prédio 43.606, passará a disponibilizar, a partir desta quarta-feira, 17 de junho, serviços de postagem de SEDEX, cartas registradas, cartas simples e remessas internacionais, exclusivamente para documentos.

Os serviços serão prestados mediante apresentação do cartão de postagem do respectivo setor, durante o horário de funcionamento do Protocolo, das 8h30 às 17h. Os interessados deverão observar esse período para a entrega dos materiais a serem encaminhados. Para o recebimento de correspondências e encomendas institucionais por intermédio do Protocolo, deverá ser utilizado o endereço da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Campus do Vale, na Avenida Bento Gonçalves, nº 9500, CEP 91509-900, em Porto Alegre.

A Proplan informa ainda que o Protocolo não realizará envios pela modalidade PAC (Prático, Acessível e Confiável), serviço de encomendas com prazo médio de entrega de aproximadamente dez dias úteis. Para informações adicionais, os interessados podem entrar em contato com a Divisão de Protocolo Geral pelos telefones (51) 3308-6833 e (51) 3308-3088 ou pelo e-mail dpg@ufrgs.br.

Além disso, a Pró-Reitoria destaca que as caixas postais vinculadas à antiga agência dos Correios não serão assumidas pela Universidade. Elas foram transferidas para a agência localizada na Avenida Liberdade, nº 2282, Loja 10, Bairro Santa Isabel, em Viamão/RS [confira a localização].

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Economista Wilson Cano é homenageado com título de professor emérito post mortem

Por:raquel
18 de Junho de 2026, 16:49

A trajetória do professor e economista Wilson Cano, falecido aos 82 anos, já seria exemplar por sua dedicação pioneira à Unicamp, sua produção intelectual com dezenas de obras publicadas e sua determinação inabalável em formar novas gerações de pensadores. Mas o acadêmico fez mais. Dedicado à defesa de um projeto de desenvolvimento de país voltado à redução das desigualdades e defensor da democracia mesmo durante um período de repressão política e social, ele apontou caminhos para o futuro.

Com a presença do reitor Paulo Cesar Montagner, familiares, colegas e alunos, Cano recebeu o título de professor emérito (post mortem) em cerimônia realizada na tarde de quarta-feira (17), no Auditório do Instituto de Economia (IE). O padrinho do homenageado foi o professor Cláudio Schuller Maciel.

Um dos principais nomes do pensamento econômico brasileiro, Cano graduou-se em economia pela PUC-SP em 1962. Doutorou-se na Unicamp em 1975, com a tese “Raízes da Concentração Industrial em São Paulo”. Em 1981, obteve a livre docência com a tese “Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil”. Já em 1986, passou a ser professor da Universidade. Ao longo do tempo, desempenhou diversos papéis de destaque. Foi um dos fundadores do Departamento de Planejamento Econômico e Social (Depes), que deu origem ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), e foi um dos pilares da consolidação do que hoje é o IE, onde permaneceu vinculado mesmo após sua aposentadoria, em 2011.

Auditório com pessoas sentadas em cadeiras observando um painel de discussão composto por cinco pessoas sentadas à mesa azul coberta com toalha branca, três delas ao fundo e duas à frente, com flores coloridas na base, três bandeiras brasileiras ao fundo, uma tela de projeção à esquerda exibindo imagem e texto, um pódio de madeira à direita com uma pessoa em pé, e participantes do público de costas em primeiro plano usando roupas diversas em tons escuros e claros.
Quatro pessoas sentadas atrás de uma mesa coberta com tecido azul, com garrafas de água e microfones à sua frente, em uma sala com parede branca ao fundo onde estão penduradas quatro bandeiras (São Paulo, Brasil e outras), um telão à esquerda exibindo texto em português, a primeira pessoa à esquerda veste casaco escuro e óculos, a segunda veste terno azul marinho com gravata listrada e segura um microfone, a terceira veste terno preto e gesticula com as mãos, a quarta à direita veste blazer cinzento claro e óculos, todos em postura de painel ou debate.
A trajetória do professor e economista Wilson Cano, falecido aos 82 anos, foi lembrada durante cerimônia

A produção intelectual de Cano inclui 20 livros, dezenas de artigos e capítulos de livros. Como docente, orientou 31 teses de doutorado e 33 dissertações de mestrado, formando gerações de economistas em todo o país. Reconhecido pelo rigor acadêmico e compromisso com a análise crítica da realidade brasileira, Cano dedicou sua carreira à compreensão dos desafios do desenvolvimento nacional. Até os últimos anos de vida, manteve intensa atividade intelectual, participando de pesquisas, seminários e debates sobre os rumos da economia brasileira. Como sempre dizia a também economista e colega Maria da Conceição Tavares: “O Cano é um tanque.”

Identidade

Durante a cerimônia, o reitor lembrou que o homenageado foi uma das pessoas que ajudaram a construir a identidade da Unicamp. “A concessão do título de professor emérito a Wilson Cano reconhece uma trajetória dedicada à produção do conhecimento, à formação de gerações de estudantes e à compreensão crítica do desenvolvimento brasileiro”, afirmou Montagner. “Defensor de uma universidade pública forte e socialmente comprometida, Cano deixou um legado que continua inspirando pesquisadores e estudantes. Esta homenagem expressa a gratidão da Unicamp por sua extraordinária contribuição à Universidade, à ciência econômica e ao país”, acrescentou.

Pessoa idosa usando óculos e terno cinza claro com gravata azul escura, sentada diante de um microfone, em ambiente interno com parede branca ao fundo onde se vê parcialmente uma bandeira com cores verde, branco e preto, e um objeto desfocado à esquerda.
O padrinho do homenageado foi o professor Cláudio Schuller Maciel: profundidade de análises

O diretor do IE, Célio Hiratuka, ressaltou que Cano ajudou a consolidar uma tradição intelectual comprometida com a compreensão crítica da realidade brasileira, articulando economia, história e política de forma rigorosa e inovadora. “Sua obra permanece atual diante dos desafios econômicos e sociais do país. Ao preservar sua memória, reafirmamos valores que são centrais para o Instituto de Economia e para a universidade pública: o pensamento crítico, o compromisso com o desenvolvimento nacional e a busca permanente por uma sociedade mais justa”, apontou.

Gerações

Em seu discurso introdutório, Maciel afirmou que Cano marcou gerações de estudantes pela profundidade de suas análises e pelo rigor com que conduzia o ensino. “Suas aulas iam muito além da transmissão de conceitos econômicos. Ele buscava relacionar teoria, história e realidade, estimulando os alunos a compreenderem as origens das desigualdades, os processos de industrialização e os desafios do desenvolvimento brasileiro”, disse. “Mais do que transmitir conhecimento, Wilson Cano ensinava a pensar, a questionar e a interpretar a realidade em toda a sua complexidade”, detalhou.

Duas pessoas de terno azul-marinho, uma com óculos de armação preta e outra com óculos metálicos, apertam as mãos sobre uma mesa azul em ambiente de escritório com bandeiras ao fundo incluindo a bandeira de São Paulo e a bandeira brasileira com fita branca e preta à esquerda.
Newton Cano agradeceu a honraria e reforçou a ligação do pai com a Unicamp

Construtor

O filho mais velho do homenageado, Newton Cano, agradeceu a honraria e reforçou a ligação do pai com a Unicamp. “Receber esta homenagem em nome da minha família é motivo de grande emoção. Como filho de Wilson Cano e ex-aluno do Instituto de Economia, sei o quanto a Unicamp foi parte fundamental de sua vida e de sua realização profissional”, disse. “Meu pai tinha enorme orgulho de ter ajudado a construir o Instituto de Economia e de dedicar sua trajetória ao ensino, à pesquisa e à formação de gerações de estudantes. Mais do que um grande economista, foi alguém que nos ensinou valores que carregamos até hoje: o respeito às pessoas, a defesa da igualdade e o compromisso com uma sociedade mais justa. Ao reconhecer sua trajetória, a Unicamp homenageia não apenas um professor e pesquisador de referência, mas também um de seus construtores. Nossa família recebe esse reconhecimento com profunda gratidão”, finalizou.

Foto de capa:

Quatro pessoas em um ambiente interno estão ao redor de um documento emoldurado com fita nas cores verde, amarelo e azul; a pessoa ao centro-esquerda veste blazer marrom e óculos, a pessoa ao centro-esquerda veste blazer azul-marinho e óculos, a pessoa ao centro veste blazer azul-marinho e óculos e segura o documento com ambas as mãos, e a pessoa à direita veste blazer cinza e óculos; ao fundo há uma bandeira do Brasil e uma bandeira com listras vermelhas e brancas, além de uma tela de projeção parcialmente visível à esquerda.
O filho mais velho do homenageado, Newton Cano junto com o reitor Paulo Cesar Montagner seguram o título dedicado a Wilson Cano

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AmazonFACE reúne pesquisadores em Manaus e avança para fase experimental

Por:raquel
18 de Junho de 2026, 16:06

Prestes a iniciar a etapa experimental que elevará artificialmente a concentração de dióxido de carbono (CO₂) sobre parcelas da floresta amazônica, o AmazonFACE reuniu em Manaus sua comunidade científica, formada por aproximadamente 150 pesquisadores de mais de dez países. Ao longo de cinco dias, entre 8 e 12 de junho, os participantes discutiram resultados científicos já obtidos e planejaram os próximos passos do programa.

O encontro ocorreu em um momento decisivo. Após cerca de 15 anos dedicados à construção das bases científicas e da infraestrutura necessária para sua implementação, o AmazonFACE se prepara para iniciar sua operação principal, que permitirá investigar como a floresta amazônica responderá ao aumento das concentrações atmosféricas de CO₂ previstas para as próximas décadas.

“Essa foi a última reunião do comitê antes de começarmos o experimento de fato. Foi um momento importante para alinharmos o planejamento científico e estarmos prontos para esse desafio”, comenta David Lapola, coordenador científico do AmazonFACE.

O cientista ressaltou o amadurecimento alcançado pelo programa e a crescente integração entre as diferentes áreas de pesquisa que o compõem: carbono, água, nutrientes, biodiversidade, socioambiental e modelagem ecossistêmica.

A agenda incluiu discussões sobre cooperação internacional com outros experimentos FACE em andamento no mundo, como o BIFoR FACE, no Reino Unido, e o EucFACE, na Austrália.

“Além disso, temos a oportunidade única de iniciar o experimento avaliando o efeito combinado do aumento do CO₂ com uma seca como a que se avizinha com o El Niño”, acrescenta Lapola, que também coordena o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp (Cepagri) – uma das 23 unidades que compõem a Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa (Cocen).

O El Niño é associado a períodos de menor chuva e temperaturas mais elevadas em partes da Amazônia. Projeções climáticas indicam que o fenômeno poderá atingir grande intensidade nos próximos meses, o que adiciona ao programa a oportunidade de observar como a floresta responde simultaneamente à escassez de água e ao aumento das concentrações de CO₂.

Grupo de pessoas usando capacetes amarelos de segurança em pé em uma trilha de terra cercada por vegetação densa da floresta tropical, com a maioria segurando telefones celulares, enquanto uma pessoa no centro veste camiseta preta e calça cinza escuro com as mãos levantadas em gesto de fala, e ao fundo árvores altas e palmeiras verdes.
Grupo de aproximadamente quinze pessoas reunidas em uma clareira de floresta tropical, todas usando capacetes de segurança amarelos, em pé sobre solo de terra e cascalho, com árvores altas e vegetação densa ao fundo, vestindo roupas variadas em tons de cinza, preto, branco, azul e marrom, algumas pessoas segurando garrafas de água, em aparente atividade de grupo ou briefing ao ar livre.
Ao longo de cinco dias, entre 8 e 12 de junho, os participantes discutiram resultados científicos já obtidos e planejaram os próximos passos

CO₂ em campo: estruturas prontas para a fase experimental

Um dos destaques do encontro foi a visita técnica ao sítio experimental do AmazonFACE, localizado em uma área do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a cerca de 80 quilômetros de Manaus. No local, os participantes acompanharam o avanço das estruturas necessárias para o início da fase experimental.

Entre os equipamentos instalados estão seis tanques de armazenamento de CO₂ líquido, as cabines de controle e a rede de tubulações que conecta o sistema aos anéis experimentais.

A partir dos tanques, o gás percorre uma rede de distribuição até as cabines de controle, onde é processado e enviado às torres instaladas ao redor de cada anel experimental.

Com 35 metros de altura, essas estruturas liberam o ar enriquecido com CO₂ acima da copa das árvores, reproduzindo as concentrações atmosféricas projetadas para meados do século, sem isolar a floresta de suas condições naturais de luz, chuva e temperatura.

A atividade foi guiada por David Lapola, pelo coordenador científico do AmazonFACE no Inpa, Beto Quesada, e pelo gerente de operações do programa, Bruno Takeshi Portela.

Segundo Portela, a implantação da infraestrutura exigiu soluções desenvolvidas para as condições amazônicas. “Nada aqui é simplesmente uma solução comercial. Cada componente precisou ser projetado para atender aos desafios de operar uma instalação dessa escala no meio da Amazônia”, explicou.

“O AmazonFACE produzirá evidências inéditas sobre a capacidade da Amazônia de continuar absorvendo carbono em um mundo com concentrações crescentes de CO₂. Essa é uma das grandes incertezas da ciência climática global”, destacou o cientista britânico Richard Betts, que acompanhou a visita.

Em conferência realizada anteriormente, Betts havia mencionado a chamada “hipótese da Sininho (Tinkerbell)”, uma referência bem-humorada à ideia de que primeiro é necessário imaginar para depois realizar o sonho.

A imagem lúdica foi resgatada no contexto do fascínio despertado pelo contato direto com a infraestrutura: “O sonho do experimento AmazonFACE hoje é realidade, como vocês podem ver”, declarou Quesada.

Grupo de aproximadamente quinze pessoas usando capacetes amarelos e roupas em tons de azul e preto caminha em fila por uma trilha de terra em meio a densa floresta tropical com árvores altas de troncos claros, vegetação exuberante nas laterais e dossel fechado ao fundo.
Grupo de aproximadamente 25 pessoas usando capacetes amarelos e brancos reunidas em primeiro plano em frente a estruturas industriais compostas por quatro grandes cilindros verticais brancos de concreto e duas estruturas metálicas corrugadas cinzentas à esquerda, com densa vegetação verde ao fundo, em área de solo avermelhado.
Entre os equipamentos instalados estão seis tanques de armazenamento de CO₂ líquido, as cabines de controle e a rede de tubulações que conecta o sistema aos anéis experimentais

Diversidade de saberes e integração

Desde sua concepção, o AmazonFACE busca integrar à pesquisa científica os conhecimentos e as experiências das populações que vivem na Amazônia, em especial os povos indígenas. O encontro deste ano refletiu esse compromisso ao reunir um grupo cada vez mais diverso de participantes, ampliando a pluralidade de perspectivas presentes no projeto.

De acordo com Beto Quesada, essa diversidade contribui diretamente para a construção do conhecimento produzido pelo projeto, ao trazer novas perguntas, interpretações e perspectivas sobre a floresta.

“Não se trata apenas de incluir pessoas na pesquisa, mas de reconhecer que diferentes formas de conhecimento são fundamentais para compreender a Amazônia e responder aos desafios que ela enfrenta”, esclarece.

Segundo o colíder da área Socioambiental do AmazonFACE, Marko Monteiro, professor do Instituto de Geociências da Unicamp, o encontro marcou uma mudança de patamar para o projeto também no sentido de consolidação geral das equipes.

“Foi um encontro de virada em termos de concretizar ações e constatar que as áreas estão muito mais consolidadas”, afirmou. Para ele, o amadurecimento das diferentes frentes de pesquisa se refletiu também no crescimento das pessoas envolvidas. “Como consequência do progresso do projeto como um todo, a equipe cresceu muito”, observou.

O evento serviu ainda para aproximar pesquisadores que até então mantinham contato principalmente à distância. “Foi também uma oportunidade para muitas pessoas se conhecerem pessoalmente”, concluiu.

A avaliação é compartilhada por Simone Vieira, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp (Nepam) e líder do projeto temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) vinculado ao AmazonFACE. Segundo ela, o encontro ajudou a fortalecer a articulação entre as diferentes frentes de pesquisa do programa.

“Essa reunião foi muito importante para que os diferentes grupos pudessem trocar experiências e alinhar os próximos passos”, destacou.

Grupo de aproximadamente quinze pessoas caminhando em fila por trilha de terra em floresta densa, todas usando capacetes amarelos e mochilas nas costas, cercadas por árvores altas com troncos escuros e vegetação verde exuberante, com marcações em cores vibrantes visíveis à esquerda da trilha.
Grupo de pessoas usando capacetes amarelos e roupas de trabalho em várias cores reunidas em frente a duas estruturas cilíndricas de concreto cinzento com base de metal corrugado, cercadas por vegetação densa e árvores, com um veículo utilitário estacionado à direita e estruturas metálicas e azuis visíveis ao fundo.
O AmazonFACE se prepara para iniciar sua operação principal, que permitirá investigar como a floresta amazônica responderá ao aumento das concentrações atmosféricas de CO₂

Ciência e decisões públicas em diálogo 

A valorização da diversidade também se refletiu na oficina “Analisando a interface entre ciência(s) e políticas públicas no experimento AmazonFACE”, realizada com metodologias participativas para entender de que forma as comunidades, cientistas e tomadores de decisão veem o futuro da coprodução de saber.

As abordagens utilizadas são chamadas de “Três Horizontes” e “Diagramas de Loop Causal”, as quais, combinadas, são identificadas pela sigla 3H-CLD, pelo seus nomes em inglês.  A ideia é conciliar a construção de cenários futuros com a análise das relações de causa e efeito que moldam os desafios do presente.

Assim, ao longo da atividade, os participantes foram convidados a imaginar futuros desejados para a coprodução de saberes entre ciência, conhecimentos indígenas e saberes locais, identificar os principais obstáculos para alcançar esses cenários e propor estratégias para fortalecer essa articulação nos próximos anos.

Segundo Taís Sonetti González, uma das responsáveis pela oficina, as mudanças climáticas são complexas demais para serem compreendidas a partir de uma única perspectiva.

“Metodologias participativas permitem aproximar diferentes formas de conhecimento, experiências e visões de futuro, criando espaços de diálogo essenciais para que a ciência produza não apenas evidências robustas, mas também conhecimento socialmente relevante, acionável e conectado às realidades dos territórios”, afirma.

Para ela, iniciativas como essa são particularmente importantes em um projeto com a dimensão do AmazonFACE, pois contribuem para fortalecer as conexões entre ciência, sociedade e políticas públicas.

Maíra Padgurschi, colíder da área Socioambiental do AmazonFACE e pesquisadora no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), enfatiza que o programa está ainda mais robusto depois que passou a contar com dois grandes projetos de fomento: um temático da Fapesp e o edital Pró-Amazônia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para ela, o encontro significou uma importante interação entre as áreas. “As pessoas estavam muito abertas à troca e à escuta. É notável ver como cresce o reconhecimento da importância da área socioambiental. Nenhuma pesquisa ou pergunta científica é isolada; ela está conectada ao todo.”

O AmazonFACE conta com apoio do governo britânico e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil. A coordenação científica é realizada pelo Inpa, pela Unicamp e pelo Met Office (serviço nacional de meteorologia do Reino Unido). O programa também tem financiamento da Fapesp e do CNPq.

Foto de capa:

Aproximadamente cem pessoas posicionadas em um pátio de pedras hexagonais em uma floresta tropical densa, algumas de pé em fileiras ao fundo, outras agachadas ou sentadas na frente, vestindo roupas em cores variadas incluindo branco, azul, preto, vermelho, amarelo e padrões listrados, muitas delas usando crachás ou colares de identificação, cercadas por árvores altas com folhagem verde abundante e solo coberto de folhas.
Pesquisadores de diversas regiões do Brasil e do mundo se reuniram em Manaus para discutir o maior experimento em mudanças climáticas ao ar livre

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Ranking QS classifica Universidade como a 2ª melhor do Brasil

Por:raquel
18 de Junho de 2026, 13:46

A Unicamp manteve a segunda posição no ranking das melhores universidades do Brasil, segundo a edição 2027 da pesquisa elaborada pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS) World University Rankings, divulgada nesta quinta-feira (18). A edição avaliou 8.808 instituições de 106 países. Desse total, 1.504 universidades foram classificadas no ranking mundial. No Brasil, 22 instituições foram avaliadas e classificadas. A base de dados utilizada pelo ranking contemplou aproximadamente 21 mil publicações científicas, 222 mil citações, 1,6 milhão de indicações acadêmicas e 600 mil indicações de empregadores.

A pontuação geral da Unicamp foi de 47,9 pontos em uma escala de 0 a 100. O desempenho relativo indica que a Universidade se posiciona acima de 81,6% das instituições classificadas no ranking mundial.

Veja a íntegra do ranking.

Entre os principais destaques positivos da Unicamp, estão indicadores como o de reputação acadêmica, no qual a Universidade alcançou pontuação de 80,1, ocupando a 98ª posição mundial nesse quesito e a 2ª posição no Brasil. 

A Universidade também foi bem no indicador “rede internacional de pesquisa”, obtendo pontuação de 81,9, com índice de 56,5, o que supera a média mundial de 41,0. No item sustentabilidade, a Unicamp alcançou pontuação de 81,1, mantendo-se em posição de destaque no Brasil, também em 2º lugar nacional. 

Pessoa em pé usando blazer cinzento sobre camisa azul claro, com ambas as mãos levantadas em gesto de fala, em ambiente interno com paredes cinzentas, piso de madeira clara, e outra pessoa parcialmente visível desfocada ao fundo.
O assessor da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário (PRDU), Renato Garcia: destaque para sua reputação acadêmica

Já no indicador “citações por docente”, a Universidade obteve pontuação de 29,7, alcançando a 2ª posição nacional. Esse resultado indica bom desempenho relativo no contexto brasileiro em termos de impacto acadêmico da produção científica.

“A posição da Unicamp no QS World University Rankings 2027 reafirma a presença da Universidade entre as instituições brasileiras de maior projeção internacional. O resultado é especialmente relevante, porque o QS combina distintas dimensões da atuação da universidade, como reputação, impacto da pesquisa, internacionalização e sustentabilidade”, disse o assessor da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário (PRDU), Renato Garcia. “Nesse conjunto de indicadores, a Unicamp demonstra consistência institucional, com destaque para sua reputação acadêmica, sua rede internacional de pesquisa e sua contribuição para a agenda de sustentabilidade,” acrescentou.

“O desempenho da Unicamp no QS WUR 2027 confirma a solidez da Universidade como uma instituição pública de excelência, reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade de sua pesquisa, pela formação de recursos humanos altamente qualificados e pelo impacto de suas atividades na sociedade”, disse o pró-reitor de Desenvolvimento Universitário, Fernando Sarti. “Os resultados positivos em indicadores como reputação acadêmica, rede internacional de pesquisa e sustentabilidade mostram que a Unicamp tem conseguido combinar excelência acadêmica com compromisso público, mantendo-se como uma das principais universidades do país e da América Latina”, finalizou.

Foto de capa:

Foto aérea noturna mostrando campus da Unicamp vista de cima. A imagem é dominada pelas luzes amarelas brilhantes das ruas e edifícios, que traçam o formato da área contra a escuridão da noite.
Unicamp se mantém em 2º no Brasil, mostra ranking da QS

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Pesquisa mostra que brasileiros que atuam no exterior podem fortalecer a ciência nacional

Por:raquel
17 de Junho de 2026, 16:46

Durante décadas, a saída de pesquisadores brasileiros para o exterior foi tratada como “fuga de cérebros”. Mas, hoje, conceitos como “circulação de cérebros”, “ganho de cérebros” e “conexão de cérebros” estão substituindo gradualmente essa visão tradicional. “Longe de representar uma perda, os pesquisadores que atuam fora do Brasil mantêm vínculos capazes de ampliar a colaboração científica e a circulação de conhecimento. A diáspora científica pode ser vista como uma forma de fortalecimento”, destacou Ana Maria Carneiro, coordenadora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp), na apresentação “Estudos sobre a diáspora científica brasileira”, realizada na segunda-feira (15/6) na sede do Nepp.  

Carneiro, uma das coordenadoras do Laboratório de Estudos sobre a Organização da Pesquisa e da Inovação da Unicamp (LabGeopi), ressaltou que o próprio conceito de “diáspora” ajuda a compreender essa mudança de perspectiva. Originalmente associado a movimentos migratórios forçados, passou a ser empregado também para compreender a mobilidade internacional de profissionais altamente qualificados.

Ana Carneiro, uma das coodenadoras dos LabGeopi: forma de fortalecimento

Para ela, é importante reconhecer os caminhos que levaram a essa ressignificação. “Hoje se compreende que a contribuição dessas pessoas pode ocorrer de diferentes formas. Elas podem participar de projetos conjuntos, orientar estudantes, criar redes de pesquisa, aproximar instituições e facilitar colaborações internacionais mesmo permanecendo no exterior”, explicou.

Desde 2017, um programa multidisciplinar de estudos sobre a diáspora científica brasileira reúne pesquisas que investigam quem são esses profissionais que vivem no exterior, como eles mantêm vínculos com o país e de que forma podem contribuir para o desenvolvimento científico nacional.

A relevância dessas conexões ficou particularmente evidente durante a pandemia de covid-19. Um levantamento bibliométrico realizado pelo grupo identificou cerca de 500 mil artigos científicos publicados no mundo sobre o tema entre 2020 e 2022. Desse total, aproximadamente 17,6 mil tiveram participação de pesquisadores vinculados a instituições brasileiras, colocando o país entre os maiores produtores mundiais de conhecimento científico sobre a doença naquele período.

“A análise mostrou que pesquisadores brasileiros que atuavam no exterior frequentemente desempenharam papel de ponte entre equipes de diferentes países, facilitando a comunicação, a formação de redes de pesquisa e o acesso a infraestrutura científica e fontes de financiamento”, destacou Carneiro.

Pessoa usando luvas de nitrila azuis manipula um recipiente de vidro contendo líquido amarelo sobre uma balança analítica branca com display digital, em bancada de granito cinza, com espelho de fundo, cabos pretos, outro equipamento de laboratório ao fundo e braço da pessoa visível no canto inferior da imagem.
Ainda não existem dados capazes de dimensionar com precisão o tamanho da diáspora científica nacional

Segundo ela, essas conexões ajudaram a tornar mais equilibradas as relações de colaboração científica, tradicionalmente marcadas por assimetrias entre países centrais e periféricos. “Os membros da diáspora atuaram como facilitadores, muitas vezes eram eles que conheciam os dois contextos, o dos pesquisadores brasileiros e o dos grupos estrangeiros, ajudando a construir parcerias mais próximas e produtivas.”

A análise mostrou ainda que as experiências prévias de mobilidade acadêmica tiveram papel importante na formação dessas redes. Vínculos estabelecidos durante períodos de estudo ou trabalho no exterior facilitaram a cooperação científica num momento em que a produção de conhecimento precisava ocorrer em ritmo acelerado para responder aos desafios impostos pela pandemia.

Fenômeno difícil de medir

Embora o debate sobre a saída de pesquisadores brasileiros para o exterior tenha ganhado força nos últimos anos, ainda não existem dados capazes de dimensionar com precisão o tamanho da diáspora científica nacional. Está em preparação um livro que apresentará os dados inéditos de um levantamento feito pelo grupo em 2023 com mais de 1.200 respostas válidas de brasileiros residentes no exterior, abordando perfis profissionais, trajetórias de mobilidade, formas de colaboração com o Brasil e propostas para ampliar a participação da diáspora no desenvolvimento científico nacional.

Segundo Carneiro, uma das primeiras preocupações do grupo foi justamente buscar fontes que permitissem acompanhar esse movimento ao longo do tempo. “Não existe uma fonte de dados que permita dizer se aumentou ou diminuiu o número de brasileiros altamente qualificados no exterior. Essa é uma pergunta recorrente, mas ainda não temos um lugar onde possamos olhar e obter essa resposta de forma precisa”, afirmou.

“Consideramos que houve um aumento das pessoas que deixaram o Brasil a partir de 2018. Não dá para dizer exatamente quanto, porque não conhecemos o tamanho total desse universo, mas observamos uma concentração maior de pessoas que haviam saído do país nos cinco anos anteriores à pesquisa”, disse.

Segundo ela, esse movimento pode estar relacionado não apenas a fatores econômicos, mas também ao ambiente vivido pela comunidade científica brasileira naquele período. “Temos a hipótese de que houve uma flutuação ligada às crises econômicas, mas também às crises do sistema de ciência e tecnologia. Foi um período marcado por cortes de financiamento e por um clima político contrário à ciência. Nas respostas abertas do questionário, muita gente relatou que essa conjuntura influenciou a decisão de deixar o país”, afirmou.

Pessoa vestindo camiseta branca manipulando componentes internos de um equipamento laboratorial branco e preto com painel de controle, em ambiente de laboratório com estruturas metálicas, painéis de controle azuis e amarelos ao fundo.
As pesquisas também mostraram que a diáspora científica brasileira é diversa e não pode ser tratada como um grupo homogêneo

As pesquisas também mostraram que a diáspora científica brasileira é diversa e não pode ser tratada como um grupo homogêneo. Os perfis variam de estudantes de doutorado a pesquisadores experientes e professores com posições permanentes em universidades estrangeiras. Por isso, argumenta a coordenadora, “políticas públicas voltadas para esse público precisam considerar trajetórias e necessidades distintas”.

Ao longo dos últimos anos, o grupo participou de iniciativas de mapeamento e aproximação com comunidades de pesquisadores brasileiros em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, Suíça, Áustria, Itália e Suécia. O trabalho envolveu parcerias com embaixadas brasileiras, apoio à organização de encontros e estudos sobre políticas internacionais de engajamento de profissionais qualificados que vivem fora de seus países de origem.

Além de produzir conhecimento acadêmico, as pesquisas vêm contribuindo para o debate sobre políticas públicas voltadas à mobilidade científica e à internacionalização da pesquisa brasileira. Entre os temas analisados estão programas de incentivo ao retorno de pesquisadores, mecanismos de cooperação internacional e estratégias para fortalecer os vínculos entre instituições brasileiras e cientistas que atuam no exterior.

Para Carneiro, a principal contribuição dos estudos foi justamente ampliar a compreensão sobre o fenômeno. “Mais importante do que perguntar quantos brasileiros estão fora do país é entender como eles mantêm conexões e como essas conexões podem gerar benefícios para a ciência brasileira”, completou.

Foto de capa:

Sala de aula com paredes brancas contendo uma pessoa em pé junto a um projetor exibindo apresentação com logo azul, apontando para a tela com a mão direita, enquanto cinco pessoas sentadas em cadeiras pretas com mesas brancas
A pesquisadora Ana Maria Carneiro durante apresentação da palestra “Estudos sobre a diáspora científica brasileira”

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Cepetro cria um dos primeiros laboratórios do país dedicados à sísmica 4D

Por:raquel
17 de Junho de 2026, 13:59

O Brasil terá, no Centro de Estudos de Petróleo e Energia (Cepetro) da Unicamp, um de seus primeiros laboratórios de pesquisa com alta especialização em sísmica 4D, tecnologia que vem ganhando importância estratégica para a indústria de óleo e gás, especialmente no monitoramento de reservatórios do pré-sal e em projetos de captura e armazenamento geológico de carbono (CCS).

Coordenado pela pesquisadora Alessandra Davolio Gomes, vice-coordenadora do grupo de pesquisa Unisim, o UNI4D formaliza uma linha de pesquisa desenvolvida há mais de uma década na Unicamp. Desde 2013, a equipe atua em projetos de sísmica 4D, acumulando experiência em pesquisas financiadas pela indústria e na formação de especialistas em uma área que combina geofísica, engenharia de reservatórios e computação aplicada. Além de Gomes, a iniciativa conta com a atuação dos pesquisadores Daiane Rossi Rosa Lessa e Masoud Maleki como lideranças do grupo.

A sísmica 4D pode ser comparada a uma sequência de exames de imagem realizados ao longo do tempo. Enquanto a sísmica convencional (3D) mostra como o reservatório é em determinado momento, a sísmica 4D revela como ele está mudando. Ao comparar imagens obtidas em diferentes períodos, os especialistas conseguem identificar mudanças no reservatório que passariam despercebidas em análises convencionais.

“É uma ferramenta que permite entender como o reservatório está envelhecendo. Conseguimos identificar mudanças que não eram previstas pelos modelos e fornecer informações que ajudam os operadores a tomar decisões mais eficientes”, explica a pesquisadora.

Fotografia de rosto de uma pessoa adulta, com cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, olhos claros e sorriso aberto, em frente a um fundo claro.
A pesquisadora Alessandra Davolio Gomes, vice-coordenadora do grupo de pesquisa Unisim: informações para tomada de decisão

Nos campos do pré-sal, onde cada poço representa investimentos de centenas de milhões de dólares, essas informações podem significar ganhos expressivos de produtividade. Ao identificar com antecedência a aproximação da água aos poços produtores (water breakthrough), por exemplo, os operadores podem tomar medidas para retardar esse processo, otimizar a produção e aumentar a quantidade de petróleo recuperada ao longo da vida útil do campo.

Segundo Gomes, a importância da tecnologia levou a Petrobras a ampliar significativamente sua utilização nos últimos anos. A estatal anunciou a adoção da sísmica 4D em diversos campos do pré-sal, movimento que também mobilizou outras empresas que atuam na região. O resultado é um aumento expressivo da demanda por especialistas capazes de interpretar os dados e desenvolver novas metodologias para extrair informações mais precisas dos reservatórios. 

O avanço da sísmica 4D também acompanha o crescimento dos projetos de captura e armazenamento geológico de carbono (CCS). Nesses projetos, a tecnologia é utilizada para acompanhar o comportamento do CO₂ após sua injeção em formações geológicas profundas, permitindo verificar se o gás permanece confinado nas regiões previstas e detectar eventuais desvios em sua trajetória.  

“Em projetos de CCS, a sísmica 4D é uma das principais ferramentas para demonstrar que o CO₂ está permanecendo no local planejado e para identificar possíveis surpresas geológicas que não haviam sido detectadas anteriormente”, afirma a pesquisadora. 

Geofísica, engenharia e IA

Um dos diferenciais do UNI4D será aproximar áreas que tradicionalmente trabalham de forma separada. O grupo reúne especialistas em geofísica, engenharia de reservatórios e ciência computacional para desenvolver tecnologias capazes de transformar grandes volumes de dados em informações úteis para a tomada de decisões na produção de petróleo e no armazenamento geológico de carbono.

Entre as linhas de pesquisa estão o desenvolvimento de softwares especializados, a aplicação de inteligência artificial para reduzir subjetividades na interpretação de imagens sísmicas e a exploração de novos tipos de dados ainda pouco utilizados pela indústria. 

O UNI4D nasce apoiado em uma rede de mais de 20 pesquisadores e estudantes que já atuam nos projetos de sísmica 4D desenvolvidos no âmbito do Unisim. Ao longo de sua trajetória, o grupo de pesquisa produziu dezenas de artigos científicos e participou de projetos reconhecidos nacionalmente, incluindo uma pesquisa premiada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2018. 

Para Gomes, o UNI4D representa a consolidação de uma competência construída ao longo de mais de 15 anos dentro do Cepetro. Ao longo dessa trajetória, a integração entre engenharia de reservatórios e sísmica 4D contou com a colaboração do professor Denis Schiozer, coordenador do UNISIM, parceria que será mantida com o novo laboratório. 

“Não estamos começando agora. O que estamos fazendo é consolidar uma expertise que vem sendo desenvolvida há muitos anos e que hoje encontra uma demanda crescente da indústria. O UNI4D nasce para ser uma referência nessa área e contribuir para os desafios tanto da produção de petróleo quanto do armazenamento geológico de carbono”, conclui.

Imagem conceitual de uma usina industrial ao fundo, cercada por plantações de cana-de-açúcar, com sobreposição gráfica digital ilustrando o processo de captura e sequestro de CO₂ no subsolo, representado por um círculo com a fórmula "CO₂" e uma seta apontando para camadas subterrâneas iluminadas, ao pôr do sol.
Monitoramento de CO₂; projeto pretende implantar primeira usina paulista de captura e armazenamento de carbono do etanol
Pesquisadora coordenará frente responsável por acompanhar o comportamento do CO₂ no subsolo, etapa essencial para a segurança e a viabilidade da tecnologia

O Cepetro também terá papel estratégico no Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio), iniciativa liderada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e coordenada pelo professor Bruno Souza Carmo. O projeto pretende viabilizar a primeira usina do estado de São Paulo dedicada à captura e ao armazenamento geológico do dióxido de carbono (CO₂) gerado na produção de etanol de cana-de-açúcar. A iniciativa reúne universidades, governo e setor produtivo para desenvolver uma solução capaz de transformar o etanol paulista em um combustível potencialmente carbono negativo.

A contribuição do Cepetro estará concentrada em uma das etapas mais críticas do processo: o monitoramento do CO₂ após sua injeção em formações geológicas profundas. A atividade será coordenada por Gomes.

A participação do Cepetro no CTCCSBio está diretamente relacionada à experiência acumulada pela equipe do UNI4D. “Em projetos de CCS, a sísmica 4D é uma das principais ferramentas para demonstrar que o CO₂ está permanecendo no local planejado e para identificar possíveis surpresas geológicas que não haviam sido detectadas anteriormente”, afirma Gomes.

O novo centro terá duração prevista de cinco anos e investimento estimado em R$ 30 milhões. A primeira fase será dedicada à identificação de áreas adequadas para instalação da usina e do reservatório geológico, considerando aspectos técnicos, econômicos, ambientais e sociais. Em seguida, o projeto deverá avançar para a implantação e a operação da estrutura. Além da Unicamp e da USP, participam da iniciativa pesquisadores do ITA, da Unesp e de outras instituições.

Para Gomes, o projeto representa uma oportunidade de aplicar competências desenvolvidas ao longo de anos de pesquisa em um dos temas mais relevantes da transição energética. “O monitoramento é uma etapa fundamental para que a tecnologia seja aceita em larga escala. É ele que permite demonstrar, com base em evidências científicas, que o CO₂ permanece armazenado de forma segura e permanente”, destaca.

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Simulador da Copa do Mundo transforma previsões em aprendizado de estatística

16 de Junho de 2026, 21:00
Telas de internet com imagens de futebol, gráficos e textosPesquisadores da USP e de outras instituições acadêmicas criaram modelos estatísticos que simulam o torneio inteiro milhares de vezes para estimar a probabilidade de cada seleção avançar de fase e ser campeã

Doutoranda da UFRGS recebe prêmio nacional por pesquisa sobre performance pianística

16 de Junho de 2026, 18:30

Entre notas, movimentos e ciência, a pesquisa desenvolvida pela doutoranda Paloma Monteiro conquistou reconhecimento nacional ao receber o ABCM Award durante o V Encontro de Cognição e Artes Musicais (V ENCAM), em São Cristóvão, Sergipe. A premiação, concedida pela Associação Brasileira de Cognição e Artes Musicais (ABCM), destaca trabalhos que se sobressaem pela excelência acadêmica e pela relevância de suas contribuições para o campo da cognição musical.

O estudo utiliza coleta de dados via MIDI .

No encontro realizado na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no final de maio, a discente do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS apresentou o artigo Bimanual Synchronization in Pentachord Performance: Effects of Finger Homology and Movement Direction (Sincronização Bimanual na Execução do Pentacorde: Efeitos da Homologia dos Dedos e da Direção do Movimento), desenvolvido em coautoria com Maxwell Gentili-Morin, Giordano Gatti (EMJMD WAVES), João Paulo Casarotti (Glendale Community College) , Marcelo M. Wanderley,  que foi supervisor na McGill University, Regina Antunes Teixeira dos Santos, orientadora do doutorado, junto com Jefferson Fagundes Loss, coorientador, ambos da UFRGS. O estudo investiga processos cognitivos relacionados à prática pianística e ao desempenho musical. “A pesquisa analisa a sincronização temporal entre as mãos na performance pianística, examinando os efeitos da homologia dos dedos e da direção do movimento na execução de pentacordes ao piano. O estudo utiliza coleta de dados via MIDI (tecnologia Musical Instrument Digital Interface) e análise computacional para compreender aspectos motores e temporais da coordenação bimanual em pianistas”, explica Paloma.

A doutoranda em Práticas Interpretativas ressalta que o trabalho é resultado de uma colaboração internacional e interdisciplinar envolvendo o Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS, o Laboratório de Pesquisa do Exercício (LAPEX/UFRGS), o Input Devices and Music Interaction Laboratory (IDMIL), da McGill University, e o Centre for Interdisciplinary Research in Music Media and Technology (CIRMMT), no Canadá. A parceria entre os grupos de pesquisa foi viabilizada pelo Programa Institucional de Internacionalização (PRINT/CAPES). “Entre os trabalhos apresentados no evento, apenas cinco foram selecionados para receber o prêmio, concedido em reconhecimento à relevância das pesquisas para os estudos em cognição e performance musical. É uma conquista coletiva.”, comemora.

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Nova portaria da CAPES extingue obrigatoriedade de devolução de bolsas em casos de não titulação

16 de Junho de 2026, 15:19

Pós-graduandos bolsistas não precisarão mais devolver à CAPES os valores recebidos caso não concluam seus cursos de mestrado ou doutorado. A mudança foi estabelecida pela Portaria CAPES nº 180, em vigor desde 28 de abril, que revoga a obrigatoriedade de restituição nos programas Demanda Social (DS), Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Educação Superior (PROSUC) e Excelência Acadêmica (PROEX). 

A nova portaria não possui efeito retroativo, de modo que a isenção de reembolso se aplica exclusivamente aos casos ocorridos após a data de sua publicação. Situações anteriores continuam sujeitas às regras do regulamento antigo. Além disso, a dispensa de devolução dos valores não é irrestrita: ela deixa de ser aplicada em cenários de fraude comprovada – como omissão de dados cadastrais ou falsificação de documentos –, recebimento indevido após o cancelamento do vínculo, acúmulo proibido com outras bolsas públicas federais ou abandono do curso sem o devido desligamento formal junto à secretaria do programa de pós-graduação.

Na prática, mestrandos e doutorandos com bolsa CAPES que desistirem da pesquisa ou não obtiverem a titulação final ficam isentos de restituir as parcelas recebidas durante a vigência do benefício. Com a medida, a agência revoga dispositivos normativos que estabeleciam essa obrigação desde 2006, eliminando o risco de cobranças financeiras expressivas que historicamente pesavam sobre os pesquisadores que interrompiam a trajetória acadêmica por múltiplos fatores.

A resolução atende a uma demanda da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) e do Movimento Nacional de Pós-Graduandos. Em comunicado nas redes sociais, a ANPG afirmou que a mudança representa um avanço importante para os direitos de quem faz ciência no Brasil, uma vez que a bolsa constitui um recurso essencial de subsistência. A entidade reforçou a relevância da medida diante da realidade enfrentada pela categoria, frequentemente marcada por sobrecarga acadêmica, precarização do trabalho, adoecimento mental, desigualdades socioeconômicas e desafios relacionados a maternidade, paternidade e responsabilidades de cuidado.

Texto: Cristiane Miglioranza, bolsista de Jornalismo do Jornal da Universidade

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PPG Fisiologia da UFRGS celebra 50 anos com palestras especiais nesta quarta-feira, dia 17

16 de Junho de 2026, 14:02

O Programa de Pós-Graduação em Fisiologia (PPGFisio/UFRGS) comemora seus 50 anos com uma programação especial neste dia 17 de junho, quarta-feira, no auditório do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS)- Rua Ramiro Barcelos, 2600. A convidada é a professora Geanne Matos de Andrade, da Universidade Federal do Ceará (UFC), coordenadora adjunta para programas profissionais da área de Ciências Biológicas II da CAPES.

A programação começa às 10h, com a palestra “Novas diretrizes da avaliação da pós-graduação, ciclo 2025–2028”, voltada a um tema de importância para os programas de pós-graduação da UFRGS. Às 16h, a professora apresenta outro seminário: “O papel do receptor purinérgico P2X7 na doença de Parkinson experimental”, tema diretamente relacionado à sua área de pesquisa. 

50 anos

Em 2026, o Programa de Pós-Graduação em Fisiologia da UFRGS celebra 50 anos de trajetória desde o credenciamento em 1976. O PPG Fisio se consolida ao longo do tempo como importante ambiente voltado ao ensino e à pesquisa científica. Saiba mais sobre a história da área da Fisiologia e sobre o PPG Fisio no site do Programa.

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Ballet Virtuose realiza apresentação para crianças e adolescentes em vulnerabilidade

16 de Junho de 2026, 13:31

O espetáculo Variações Coreográficas 2026 reúne estudantes voluntários e egressos dos cursos de Dança, Farmácia, Arquitetura e Educação Física da UFRGS para o espetáculo do programa de extensão Ballet Virtuose. O encontro ocorre no dia 20 de junho, sábado, às 10h45, no Laboratório Cênico da Esefid (Campus Olímpico), localizado na Rua Felizardo, 750, Jardim Botânico, em Porto Alegre. A entrada é gratuita.

A apresentação receberá especialmente a presença de crianças e adolescentes em vulnerabilidade da Fundação Pão dos Pobres, da ONG Sol Maior e da ONG Multiplica Mais Amor, dando continuidade às ações sociais que o Ballet Virtuose desenvolve junto à comunidade de Porto Alegre e arredores. O programa dissemina a arte do ballet clássico de forma gratuita e visando à inclusão e à democracia no acesso e na realização dessa arte.

Fundado em 2014, o Balet Virtuose possui coordenação da professora do curso de Dança da UFRGS, Doris Dornelles. O elenco de dançarinos é composto pelos estudantes da UFRGS e UERGS: Alice Schrage, Andrei Martins, Bento Cordeiro, Brunna Zafonatto, Elena Dominguez, Esther Goldemberg, Janaína Reis, Inácio Brasil, Letícia Fraga, Leonardo Gostenski, Manuela Pedri, Taina Santos e Vagner Dias. Saiba mais no perfil do Instagram.

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PDI 2027-2036: Entidades apresentam sugestões para o Plano de Desenvolvimento da UFRGS

16 de Junho de 2026, 12:41

Como parte do processo participativo de elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRGS para os próximos 10 anos (2027-2036), foi realizado na manhã desta terça-feira, 16 de junho, o evento “PDI: Diálogos com a Sociedade” na Sala II do Salão de Atos. O encontro foi um momento de escuta e reflexão sobre quais desafios, na visão das entidades participantes, a UFRGS deve enfrentar na próxima década. Foram convidadas para esta etapa organizações de caráter estadual, como conselhos profissionais, entidades de classe e instituições que representam diferentes segmentos da sociedade.

Cerca de 30 representações estiveram presentes, com muitas fazendo uso da palavra e apresentando suas contribuições para o PDI da UFRGS. Temas como sustentabilidade, enfrentamento de catástrofes e eventos climáticos extremos, combate à desinformação, formação profissional, aproximação da Universidades com a sociedade foram os mais abordados. Conforme explicou o pró-reitor de Planejamento e Administração, Diogo Joel Demarco, todas as contribuições recebidas serão consideradas na elaboração do PDI. Ele agradeceu a participação de todos e destacou a riqueza das questões levadas ao debate. Também convidou os presentes a acompanhar o processo no site do PDI.

A reitora Marcia Barbosa abriu o evento agradecendo a presença das entidades e afirmando o compromisso da UFRGS com a construção de um planejamento que não seja só para a Universidade, que seja também para a sociedade. Ela acrescentou que ao longo do processo haverá outras oportunidades de participação e debate com a comunidade. O vice-reitor Pedro Costa apresentou a metodologia que a UFRGS está adotando para a elaboração do PDI e apresentou a missão, os valores e a visão de futuro definidos neste processo. O conteúdo da apresentação pode ser acessado neste link. Conforme o vice-reitor, embora os objetivos sejam ambiciosos, será possível alcançá-los com a participação interna e em diálogo com a sociedade.

Confira as entidades que participaram do Diálogo com a sociedade

EntidadeSigla
União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do SulUEE-RS
Associação dos Antigos Alunos da Universidade Federal do Rio Grande do SulAAUFRGS
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do SulCREA-RS
Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do SulFEDERASUL
Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente NaturalAgapan
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do SulCAU/RS
Conselho Regional de Biologia da 3ª RegiãoCRBio-03
Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do SulCRO-RS
Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio Grande do SulSENGE-RS
Associação Riograndense de ImprensaARI
Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas da 4ª RegiãoConrerp 4ª Região
Conselho Regional de Educação Física da 2ª Região do Rio Grande do SulCREF2/RS
Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do SulSOERGS
Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do SulCRP-RS
Conselho Regional de Administração do Rio Grande do SulCRA-RS
Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do SulApdesign
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do SulSebrae RS
Instituto KoinósKoinós
Hospital de Clínicas de Porto AlegreHCPA

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Publicado o resultado preliminar da Transferência Interna 2026/2

16 de Junho de 2026, 12:16

A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) divulgou, nesta terça-feira, dia 16 de junho, o resultado preliminar do processo de ocupação de vagas ociosas nos cursos de graduação por meio da Transferência Interna para ingresso em 2026/2. A seleção é realizada por meio do recálculo do argumento de concorrência, ou seja, a nota de ingresso dos graduandos.

Acesse a lista preliminar 2026/2

Os listados na condição “lotado” são aqueles que obtiveram vaga para o curso pretendido. Já aqueles apontados na condição “em análise” têm a possibilidade de transferência apenas em caso de desistência, dentro do prazo do edital, dos candidatos que obtiveram vaga nesse resultado preliminar. Na listagem, há ainda as indicações de “cancelado” e “não compareceu” para aqueles que saíram do processo no andamento das avaliações.

Caso desista da troca de curso, o aluno lotado em vaga tem até o dia 17 de julho para comunicar a desistência da participação no processo (pelo Portal do Aluno, na opção Extravestibular/Cancelamento de Transferência Interna). Nesse caso, o aluno seguiria no curso ao qual já está vinculado na UFRGS, sem nenhum prejuízo. O resultado final será divulgado em 20 de julho, até as 18h, no Portal do Aluno e no site da Pró-Reitoria de Graduação.

Matrícula

A matrícula de todos os classificados para as vagas será realizada regularmente no período de Encomenda de Veteranos, entre os dias 24 e 27 de julho. As demais datas estão no Calendário Acadêmico. Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail do Departamento de Consultoria em Registros Discentes (Decordi): decordi@decordi.ufrgs.br.

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Lipedema pode atingir até 12% da população feminina adulta no Brasil e ainda é confundido com obesidade

16 de Junho de 2026, 11:02
Fotomontagem que mostra um par de pernas de uma mulher, cujo rosto não se vê, com acúmulo de gordura e, em primeiro plano, uma fita rosa dobradaMaria Elisabeth Rossi explica que não se trata de um quadro relacionado com uma deposição usual de excesso de gordura, mas de uma deposição anormal de gordura

PDI 2027-2036: Consulta reúne 2,5 mil participantes e fortalece construção coletiva do futuro da UFRGS

16 de Junho de 2026, 10:50

Mais de 2,5 mil integrantes da comunidade universitária responderam à consulta que irá subsidiar a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 da UFRGS. A iniciativa mobilizou estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e técnico-administrativos para identificar os principais desafios que a Universidade deverá enfrentar nos próximos dez anos. O resultado supera o engajamento registrado na construção do PDI anterior, na consulta realizada em 2015, e amplia a representatividade das percepções que orientarão o planejamento institucional.

Realizada entre os dias 1º e 12 de junho, a consulta permitiu que a comunidade avaliasse os desafios estratégicos em cinco grandes eixos: Ciência, Tecnologia e Inovação; Diversidade e Inclusão; Governança e Gestão; Imagem Institucional e Relações com a Sociedade; e Acadêmico e Educacional. As respostas servirão de base para a elaboração das diretrizes, objetivos e metas que vão compor o novo plano. Para o coordenador do Comitê Técnico para Elaboração do PDI 2027-2036, Marcelo Cortimiglia, o elevado engajamento demonstra o interesse da comunidade em contribuir para a definição dos rumos da Universidade. “Esse número expressivo de participações demonstra um forte senso de pertencimento. Fica claro que o planejamento da nossa Universidade é uma construção coletiva e que a comunidade deseja ser protagonista na escolha da UFRGS que queremos para a próxima década”,afirma.

O PDI é o principal instrumento de planejamento da UFRGS, estabelecendo  diretrizes e objetivos estratégicos que orientarão as decisões acadêmicas e administrativas ao longo da próxima década. Conforme painel de dados da Universidade, a UFRGS conta atualmente com 27.474 estudantes de matriculados na graduação, 12.614 estudantes no mestrado e doutorado, 2.332 servidores técnico-administrativos e 3.001 docentes. Do total de respondentes da consulta,  784 eram estudantes de graduação, 488 estudantes de pós-graduação, 747 técnico-administrativos e 485 docentes ( além disso, 21 pessoas optaram por preencher o formulário e não se identificar), demonstrando o envolvimento dos diferentes segmentos da comunidade universitária no processo de planejamento institucional.

Cinco eixos orientaram a participação

Na consulta, os participantes avaliaram um conjunto de desafios estratégicos distribuídos em cinco eixos temáticos, atribuindo notas numa escala de 1 a 5 de acordo com o grau de relevância para o futuro da Universidade. Entre os temas submetidos à avaliação estiveram questões relacionadas à ciência, tecnologia e inovação; diversidade e inclusão; governança e gestão; formação acadêmica; e relacionamento com a sociedade.

Os desafios contemplaram aspectos, entre outros assuntos, como permanência estudantil e ações afirmativas, diversidade do corpo docente e técnico, infraestrutura e acessibilidade, valorização dos servidores, sustentabilidade financeira, modernização da gestão, evasão estudantil, atualização curricular, internacionalização, combate à desinformação e fortalecimento do papel da Universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento social.

As avaliações permitiram identificar os temas considerados prioritários pela comunidade universitária, fornecendo subsídios para a definição das diretrizes e dos objetivos estratégicos e das ações que integrarão o PDI 2027-2036. Entre os desafios mais votados estão os recursos insuficientes para a manutenção e a modernização da infraestrutura física e tecnológica, a insuficiência e a incerteza orçamentária, o financiamento insuficiente e instável da pesquisa e da inovação, a dificuldade de atualização da infraestrutura científica, tecnológica e didática, além da desinformação da sociedade em relação ao conhecimento cultural, filosófico, artístico, científico e tecnológico produzido pela Universidade. Ao todo, foram 1013 sugestões de novos desafios que serão agrupados por tema para análise da Comissão de Elaboração.

Desafios mais votados
Recursos insuficientes para manutenção e modernização da infraestrutura física e tecnológica
Insuficiência e incerteza orçamentária
Financiamento insuficiente e instável da pesquisa e inovação
Dificuldade de atualização de infraestrutura científica, tecnológica e didática
Desinformação da sociedade com relação ao conhecimento cultural, filosófico, artístico, científico e tecnológico produzido pela Universidade

Próximas etapas

Com o encerramento da consulta, o Comitê Técnico inicia a etapa de sistematização e análise dos resultados. Os desafios priorizados pela comunidade serão consolidados e servirão de referência para a elaboração das diretrizes e dos objetivos estratégicos que integrarão o PDI 2027-2036. Nas próximas fases, entidades representativas da comunidade universitária e a  comissão de elaboração discutirão propostas para enfrentar os desafios apontados na consulta.

Estima-se que o documento consolidado seja encaminhado para apreciação do Conselho Universitário no final de dezembro.  Antes disso, haverá um pedido de prorrogação do PDI 2016-2026 até a aprovação do plano para o próximo decênio. Mais informações sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 estão disponíveis no site do PDI.

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Estrelas que engoliram planetas são identificadas com técnica inovadora

16 de Junho de 2026, 10:00
Imagem de sistema binário, par de duas estrelas, no qual a que se encontra em primeiro plano está absorvendo um planeta que orbitava ao seu redor, tendo ao fundo um céu estreladoA partir da análise da composição do elemento químico berílio, estudo indica que sistemas planetários estáveis - e aptos à presença de vida - podem ser pouco comuns no Universo​

Centro de Pesquisa lança série de workshops para impulsionar produção de biocombustíveis no estado de São Paulo

Por:raquel
15 de Junho de 2026, 15:57

Há décadas, o estado de São Paulo é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do país, sendo responsável por quase metade de toda produção do biocombustível nacional. Porém, passados 50 anos do Proálcool, o setor enfrenta um período sem evoluções significativas, no qual a produtividade da cana se encontra estagnada, a sazonalidade da produção impacta fortemente o mercado, e as secas prolongadas aumentam os riscos para as 170 usinas sucroalcooleiras do interior paulista.

Nesse cenário, o Centro de Ciência para o Desenvolvimento do Etanol (CCD Etanol) foi elaborado para, ao longo de cinco anos, investigar novos modelos de produção do biocombustível, ampliar a integração entre a pecuária e a agricultura, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e proporcionar abertura para produtos até então inexistentes no estado de São Paulo, tendo o milho como matéria-prima principal. Assim, com os modelos estudados, o grão seria processado tanto na entressafra da cana quanto ao longo de todo o ano, permitindo a operação das indústrias sem pausas, com mais empregos, maior arrecadação de ICMS e menor necessidade de estocar etanol.

“Esse modelo já representa cerca de 23% da produção nacional de etanol, concentrada no Centro-Oeste, mas no estado de São Paulo ainda não existe nenhuma usina produtora”, destaca Luís Augusto Barbosa Cortez, pesquisador responsável pelo projeto.

O primeiro encontro será o workshop “Disponibilidade de bagaço nas usinas do setor sucroalcooleiro do estado de São Paulo”, que ocorrerá em 24 de junho de 2026, das 9 às 15 horas, no Auditório da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp. De acordo com Cortez, o objetivo deste evento é reunir especialistas e pesquisadores do setor sucroalcooleiro para discutir os desafios e as oportunidades relacionados à oferta, à demanda e aos usos estratégicos do bagaço de cana-de-açúcar.

Faça sua inscrição.

Pessoa adulta de cabelos grisalhos, vestindo polo azul marinho com óculos pendurados no decote, sentada à mesa em ambiente interno de paredes de bloco branco, gesticulando com as mãos durante uma conversa.
O pesquisador responsável pelo projeto, Luís Augusto Barbosa Cortez: Brasil terá oportunidade de mostrar ao mundo seus avanços

Viabilidade econômica das usinas

Segundo Cortez, com o desenvolvimento das pesquisas do CCD, a introdução do etanol de milho em São Paulo e com os resultados dessa inserção, o Brasil terá a oportunidade de mostrar ao mundo seus avanços. “Hoje, o mundo agrícola enxerga o Brasil como uma potência em expansão, e nós enxergamos o biocombustível como um derivado da agricultura. Então, as pesquisas, os eventos e workshops que serão realizados pelo CCD Etanol têm como objetivo justamente conquistar esse mercado para que o Brasil tenha a oportunidade de se inserir nele com destaque”, explica.

Tanto para o setor público quanto para o privado, o propósito do CCD é claro: demonstrar a viabilidade econômica das usinas “flex” e “flex-full” e indicar se é mais vantajoso produzir o grão localmente ou trazê-lo de estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná. “Atuamos fazendo a interface entre as diferentes frentes, as empresas privadas que têm interesse nesse assunto, os governos e nós como instituição de ensino”, afirma o pesquisador. “Trabalhamos no meio de campo para entender como o tema precisa ser desenvolvido e, principalmente, como podemos disseminar esse conhecimento e informar os resultados para o mundo.”

Como forma de facilitar as discussões e as relações entre setores, além de contribuir para a apresentação de dados e resoluções, o projeto irá realizar uma série de eventos e workshops sobre os diferentes eixos da pesquisa, que cobrem os principais desafios e oportunidades do setor sucroenergético paulista.

Foto de capa:

Fotografia em close-up de um canavial, destacando um colmo de cana-de-açúcar com coloração arroxeada e folhas verdes longas, com fileiras de plantas ao fundo iluminadas por luz solar dourada.
O CCD Etanol foi elaborado para, ao longo de cinco anos, investigar novos modelos de produção do biocombustível,

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Salão da Pós-Graduação da UFRGS realiza 2ª edição com foco em interdisciplinaridade

15 de Junho de 2026, 13:24

Com a proposta de fortalecer a divulgação científica e promover o intercâmbio entre diferentes áreas do conhecimento, o Salão da Pós-Graduação realiza sua segunda edição entre os dias 19 e 23 de outubro de 2026, no Campus do Vale. O evento, que integra a 16ª edição do Salão UFRGS, visa dar visibilidade ao conhecimento produzido nos Programas de Pós-Graduação da Universidade, permitindo que mestrandos e doutorandos compartilhem suas pesquisas em andamento com a comunidade acadêmica e com a sociedade.

Estudantes de pós-graduação que possuem vínculo ativo com a UFRGS podem realizar a inscrição pelo Sistema de Eventos da UFRGS até 30 de junho. As sessões de apresentação serão organizadas levando em consideração a temática, a área de aderência do trabalho, a disponibilidade de espaço físico e às condições técnicas de execução do evento.

Nesta ano, o Salão busca ampliar ainda mais a integração entre os Programas de Pós-Graduação e fortalecer a visibilidade das pesquisas desenvolvidas na UFRGS. De acordo com o vice-pró-reitor de Pós-Graduação, Edson Mendes, a experiência adquirida na primeira edição trouxe aprendizados importantes, que permitiram aperfeiçoar aspectos da organização, da comunicação e da participação da comunidade acadêmica. “Nossa expectativa é consolidar o Salão da Pós-Graduação como um espaço de referência para a troca de experiências, o diálogo interdisciplinar e a valorização da produção científica da Universidade. Também esperamos ampliar o envolvimento de estudantes, docentes, técnicos e do público em geral, reforçando o papel estratégico da pós-graduação na produção de conhecimento e no desenvolvimento científico e social.”

Esta edição também traz uma novidade: a reorganização das áreas temáticas para apresentação dos trabalhos. Na primeira edição, os trabalhos foram agrupados de acordo com as áreas de avaliação da CAPES. Para 2026, a estrutura é mais flexível e integradora, organizada em 30 temáticas distribuídas em 6 grandes áreas do conhecimento. A proposta busca estimular o intercâmbio entre estudantes e pesquisadores de diferentes programas e campos de atuação, favorecendo o diálogo interdisciplinar e a construção de novas conexões acadêmicas.

“A segunda edição surge não apenas como uma continuidade da iniciativa, mas como o fortalecimento de um espaço coletivo dedicado à ciência, à inovação, à formação acadêmica e à disseminação do conhecimento”, declara o vice-pró-reitor. Ele também comenta que, surpreendendo positivamente a equipe de organização, a primeira edição do Salão da Pós-Graduação recebeu a submissão de 1.183 resumos. “Para esta segunda edição, nossa expectativa é, no mínimo, manter esse excelente resultado.”

Mais informações estão disponíveis pelo e-mail salaodaposgraduacao@ufrgs.br e no regulamento disponível no site do Salão.

13º Salão da Pós-Graduação
Data do evento: 19 a 23 de outubro de 2026
Público: Estudantes de pós-graduação com vínculo ativo com a UFRGS e estão regularmente matriculados em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da UFRGS.
Inscrições: Até dia 30 de junho pelo sistema de eventos da UFRGS
Informações: ufrgs.br/salaodaposgraduacao/
Local: Campus do Vale

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Portaria atualiza valores do RU para servidores, terceirizados, alunos especiais e visitantes

15 de Junho de 2026, 13:15

Portaria da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (PROPLAN) e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) atualiza os valores cobrados pelas refeições servidas nos restaurantes universitários (RUs). A medida nº 4.008/2026 mantém o subsídio da maior parte do custo da alimentação para estudantes regulares de graduação e de pós-graduação, garantindo o valor de R$ 1,30.

Para os públicos de servidores, terceirizados, alunos especiais, visitantes e demais usuários, o valor passa a R$ 17,00 a partir desta segunda-feira, dia 15 de junho. A atualização decorre dos reajustes previstos no contrato de alimentação vigente e tem o objetivo de adequar os valores cobrados ao custo atual da prestação do serviço. O valor do serviço é atualizado anualmente e não há subsídio para esse público.

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UFRGS atualiza portaria sobre expediente nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2026

12 de Junho de 2026, 11:18

A UFRGS atualizou as orientações referentes ao funcionamento das atividades administrativas e acadêmicas nos dias de jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo FIFA 2026. A medida foi publicada na portaria 3977 na sexta-feira, 12 de junho, e segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Portaria nº 4.779, de 9 de junho de 2026.

De acordo com o documento, nos dias em que as partidas da Seleção Brasileira ocorrerem a partir das 14h, o expediente administrativo será encerrado três horas antes do início dos jogos, sem retorno das atividades após o término da partida. Da mesma forma, as atividades acadêmicas serão suspensas três horas antes do início dos jogos, também sem retomada das aulas no mesmo dia. A medida que revoga a portaria anterior, se aplica aos jogos realizados às 14h, 16h, 17h, 18h, 19h, 21h30 e 22h, sempre considerando o horário de Brasília.

Horários de encerramento do expediente e suspensão das aulas

Horário do jogoHorário de encerramento/suspensão
14h11h
16h13h
17h14h
18h15h
19h16h
21h3018h30
22h19h

As horas não trabalhadas em razão da redução do expediente deverão ser compensadas entre 3 de agosto e 30 de setembro de 2026. Para servidores que atuam presencialmente e não participam do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), a compensação poderá ocorrer por meio da antecipação ou da postergação da jornada de trabalho. Já os participantes do PGD, em regime presencial ou de teletrabalho, deverão compensar as horas por meio do cumprimento das entregas previstas em seus respectivos planos de trabalho.

A portaria também estabelece que os órgãos da Administração Central e as Unidades Acadêmicas deverão permanecer em funcionamento durante os jogos da Seleção Brasileira, permitindo que os servidores que desejarem cumpram normalmente sua jornada de trabalho. As orientações não se aplicam às atividades consideradas essenciais, que deverão manter funcionamento regular.

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13º Salão EDUFRGS promove encontro de experiências e pesquisas voltadas ao desenvolvimento institucional

13 de Junho de 2026, 14:02

A Universidade também se constrói a partir das experiências, reflexões e aprendizados de quem a faz acontecer diariamente. Com esse espírito, a Escola de Desenvolvimento de Servidores da UFRGS (EDUFRGS) realiza, de 19 a 23 de outubro, o 13º Salão EDUFRGS, um espaço dedicado à troca de conhecimentos, à valorização de trajetórias e à divulgação de pesquisas e iniciativas que fortalecem o desenvolvimento dos servidores, a qualidade do trabalho e a excelência institucional da melhor universidade federal do Brasil.

Realizado presencialmente no Campus do Vale, o Salão terá sessões nos turnos da manhã e da tarde, com atividades distribuídas entre salas de aula e o auditório do Instituto de Letras. O regulamento completo está disponível no site da EDUFRGS e as inscrições de trabalhos podem ser feitas até 30 de junho, por meio do Sistema de Eventos da UFRGS.

O evento é voltado a servidores docentes, técnico-administrativos em educação e aposentados da UFRGS, que podem participar como autores, coautores, avaliadores ou ouvintes. Estudantes da UFRGS e participantes externos poderão colaborar como coautores de trabalhos e como ouvintes das sessões de apresentação.

A expectativa é ampliar a participação dos servidores e das servidoras da UFRGS, fortalecendo o Salão EDUFRGS como um espaço de compartilhamento de experiências, práticas e pesquisas relacionadas ao desenvolvimento profissional e à melhoria dos processos de trabalho na Universidade. “Esperamos que o 13º Salão EDUFRGS possa ser visto como um espaço de reconhecimento e valorização do trabalho realizado pelos servidores e pelas servidoras”, afirma a Diretora da Divisão de Qualificação e Aperfeiçoamento (DQA), Eva Priscila Vieira Dann.

O Salão EDUFRGS integra a programação do Salão UFRGS 2026, que reúne oito eventos simultâneos voltados à pesquisa, ensino, extensão e gestão universitária.

Modalidades e áreas temáticas

O autor pode inscrever o trabalho nas modalidades Experiência, Pesquisa ou Boas práticas na docência. Ao submeter o trabalho, o servidor deve selecionar a área temática que melhor representa o conteúdo do resumo. As áreas temáticas indicadas não serão requisitos, nem terão peso maior para o processo de escolha do destaque da sessão.

Temáticas específicas

  • Acolhimento e integração de novos servidores docentes e técnico-administrativos
  • Iniciativas de prevenção e combate ao assédio moral e sexual
  • Boas práticas em equipes no contexto do Programa de Gestão e Desempenho (PGD)
  • Saúde mental
  • Uso da inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho

Temáticas regulares

  • Boas práticas na docência
  • Ciências Agrárias
  • Ciências Biológicas
  • Ciências da Saúde
  • Ciências Exatas e da Terra
  • Ciências da Informação
  • Ciências Humanas
  • Comunicação
  • Educação
  • Gestão Ambiental
  • Gestão Administrativa
  • Infraestrutura
  • Diversidade e inclusão

Ouvintes, avaliadores e monitores

Os servidores ouvintes poderão acompanhar as sessões mediante inscrição prévia no Portal do Servidor, de 24 de julho a 10 de outubro. Estudantes da UFRGS e participantes externos poderão realizar inscrição no local, no dia e horário de realização das sessões de apresentação. Aqueles que assistirem a todas as apresentações de uma sessão poderão indicar o trabalho destaque da sessão, por meio de voto secreto.

Servidores interessados em atuar como avaliadores podem se inscrever até 31 de agosto, enviando mini-currículo, preferências temáticas e os turnos disponíveis para o e-mail salaoedufrgs@ufrgs.br.

13º Salão EDUFRGS
Data do evento: 19 a 23 de outubro de 2026
Público: servidores docentes, técnico-administrativos em educação e aposentados da UFRGS,
Inscrições: Até dia 30 de junho pelo sistema de eventos da UFRGS
Informações: ufrgs.br/salaoedufrgs/
Local: Campus do Vale

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Cooperação científica com a França motiva condecoração internacional a ex-reitor da USP

12 de Junho de 2026, 16:36
Título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras foi concedido a Carlos Gilberto Carlotti Junior pelo trabalho de expansão das parcerias e da mobilidade acadêmica entre Brasil e França

UFRGS conclui avaliação de imóveis para instalação do Campus Serra

12 de Junho de 2026, 15:10

A UFRGS divulgou nesta sexta-feira, 12 de junho, o parecer final com o resultado da avaliação dos imóveis apresentados em atendimento à Chamada Pública 001/2026, Edital 30/2026, para prospecção, em Caxias do Sul, de um edifício com vistas à futura aquisição destinada à instalação do Campus Serra. O documento apresenta o compilado de todos os requisitos avaliados, tanto na análise da documentação de habilitação e das propostas apresentadas pelos proponentes, quanto nas vistorias técnicas realizadas pela Superintendência de Infraestrutura da UFRGS (Suinfra), que elaborou relatórios individuais e emitiu relatório consolidado acerca do atendimento aos itens previstos no Edital e no Termo de Referência.

Foram avaliadas cinco propostas apresentadas por H & B Investimentos e Empreendimentos Ltda. (Edifício Cityzen), Notorpar Participações Ltda. (Edifício Feijó Júnior/Notorpar), AJA Comércio de Materiais Elétricos Ltda. (Edifício Sofia), Condomínio Caxias Martcenter (Edifício Martcenter) e Marcopolo S.A. (Edifício Marcopolo). De acordo com o relatório consolidado das visitas técnicas elaborado pela Suinfra, o Edifício Sofia foi o único a cumprir integralmente os requisitos estabelecidos na chamada pública. A avaliação da Suinfra baseia-se na situação dos prédios no momento das visitas técnicas, em 2 e 3 de junho.

Todos que manifestaram interesse em sediar a estrutura acadêmica na região serrana do Estado receberam o resultado do parecer final e têm três dias úteis para apresentar recurso.

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USP sedia série de eventos dedicados ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+

12 de Junho de 2026, 14:00
Bandeira Progress Pride hasteada em um mastro ao ar livre. O tecido exibe as cores do arco-íris em faixas horizontais, além de um detalhe lateral com listras preta, marrom, azul-claro, rosa e branca, representando a comunidade trans e outras minorias. A bandeira ondula suavemente ao vento. Ao fundo, há árvores com folhagem verde e iluminação natural.Discussões, rodas de conversa, arrecadação de alimentos, karaokê e confecções de zines são algumas das atividades que serão realizadas neste mês; confira abaixo a programação

“Série Energia”: Primeira termelétrica do mundo movida a etanol importa mais do que parece

12 de Junho de 2026, 13:00
Parceria entre a Suape Energia e a multinacional finlandesa Wärtsilä põe fim à dependência dos combustíveis fósseis na geração de energia pelas termelétricas

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Artes marciais chinesas ganham mostra inédita na USP com debates e performances artísticas

12 de Junho de 2026, 12:17
Cabeça de um dragão feito de papel e tecidos coloridosMestres de São Paulo realizarão apresentações de seus estilos e escolas no Centro de Difusão Internacional da USP além de falar sobre a história das artes marciais entre Brasil e China

Comissão Eleitoral divulga lista preliminar de eleitores ao Consun e ao Cepe

12 de Junho de 2026, 11:50

A Comissão Eleitoral responsável pela Eleição de representantes docentes e técnico-administrativos para o Conselho Universitário (Consun) e para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) divulgou, nesta sexta-feira, 12 de junho, a  Lista Preliminar de servidores aptos a votar.

O servidor deve acessar a lista na página das Eleições e conferir se as suas informações estão corretas. Inclusões ou exclusões poderão ser solicitadas até o dia 17 de junho,  mediante justificativa encaminhada ao e-mail da Comissão Eleitoral:  eleicoesconsun-cepe2026@ufrgs.br

A votação ocorre no dia 22 de junho, das 7h às 22h, através do sistema Helios Voting.

Confira a lista preliminar dos técnico-administrativos em Educação

Confira a lista preliminar dos docentes

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