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VÍDEO – Trump diz que CIA o informou que o novo líder supremo do Irã é gay

26 de Março de 2026, 22:10
Mojtaba Khamenei e Donald Trump em montagem de duas fotos
Mojtaba Khamenei e Donald Trump – Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que a CIA lhe informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News. Ao ser questionado, Trump respondeu: “Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país.”

O presidente não apresentou evidências para a informação atribuída à CIA. No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas ilegais sob a legislação baseada na sharia. Antes da entrevista, o New York Post já havia noticiado que Trump teria sido informado sobre o tema. O presidente também havia levantado dúvidas sobre a situação de Mojtaba após ataques militares recentes.

Mojtaba Khamenei foi anunciado como líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques realizados por Estados Unidos e Israel no início da guerra, em 28 de fevereiro. A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos responsáveis por definir a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979. Aos 56 anos, Mojtaba ocupava posição intermediária no clero e mantinha influência nos bastidores do regime.

Em entrevista para a Fox News, Donald Trump confirma que ouviu relatos da CIA de que o novo líder supremo do Irã é homossexual.

Código Penal Islâmico do Irã pune a homossexualidade com pena de morte. pic.twitter.com/RVxE3rk3XT

— Sam Pancher (@SamPancher) March 26, 2026

O novo líder tem ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a força paramilitar Basij. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já deixou mais de 1.750 civis mortos no território iraniano, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registra ao menos 13 mortes de militares americanos em ataques relacionados ao confronto.

Além do Irã, ações militares atingiram países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades iranianas afirmam que os ataques têm como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. O confronto também alcançou o Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ofensivas contra Israel.

Após a escolha de Mojtaba Khamenei, Donald Trump declarou que considera a decisão um “grande erro”. O presidente afirmou que deveria participar do processo e classificou o novo líder como “inaceitável” para a condução do país.

“Vivo, mas danificado”, diz Trump sobre novo líder supremo do Irã

13 de Março de 2026, 08:37
Donald Trump, presidente dos EUA, e Motjaba Khamenei, novo líder do Irã. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado” após o ataque que matou parte de sua família, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibida na noite de quinta-feira (12).

“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump na entrevista divulgada pela emissora.

Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A ofensiva foi realizada de forma coordenada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e acabou desencadeando uma guerra regional que vem se intensificando desde então. Após rumores sobre o estado de saúde do novo líder iraniano, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que Mojtaba está “são e salvo”.

Desde que foi escolhido para suceder o pai como líder supremo do Irã no último domingo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi divulgado apenas na quinta-feira e lido por um apresentador de televisão estatal.

Ali Khamenei, assassinado em ataque dos EUA e de Israel. Foto: reprodução

Na mensagem, o novo líder indicou que o Irã poderá ampliar medidas de pressão contra os adversários, citando inclusive o impacto sobre rotas estratégicas do petróleo. Segundo ele, iniciativas como o controle do Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo” e provocar aumento nos preços internacionais da commodity.

Logo após o pronunciamento, o governo iraniano anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos divulgados em um canal oficial no Telegram mostram o lançamento de mísseis acompanhado do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.

O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 14º dia e já provocou ataques diários entre as forças militares dos países. Enquanto tropas estadunidenses e israelenses realizam ofensivas em território iraniano, Teerã tem respondido com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A escalada militar ampliou o alcance do confronto na região e aumentou a tensão internacional, enquanto lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos da guerra e o impacto da mudança no comando do regime iraniano.

Trump promete novos ataques e diz que EUA estão “destruindo totalmente o regime terrorista do Irã”

13 de Março de 2026, 07:06
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Annabelle Gordon/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que o país está “destruindo totalmente” o regime do Irã em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais durante a madrugada, o líder estadunidense também prometeu novos ataques e intensificou o tom contra o governo iraniano.

Trump declarou que os Estados Unidos têm superioridade militar no conflito e afirmou que as forças iranianas foram fortemente atingidas.

“Estamos destruindo totalmente o regime terrorista do Irã — militarmente, economicamente e de outras formas. (…) A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea não existe mais; mísseis, drones e todo o resto estão sendo dizimados, e seus líderes foram varridos da face da Terra. Temos um poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo — vejam o que acontecerá hoje com esses canalhas desequilibrados”, afirmou Trump.

Em outra republicano, o presidente também disse que considera uma “honra”matar autoridades iranianas e voltou a defender a ofensiva militar contra o país: “Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou matando eles. Que grande honra é fazer isso”.

Publicação de Donald Trump. Foto: reprodução

A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã chegou ao 14º dia nesta sexta-feira. Desde o início da ofensiva, forças estadunidenses e israelenses realizam ataques diários em território iraniano e já atingiram milhares de alvos militares e estratégicos.

O governo iraniano, por sua vez, tem respondido com ataques contra Israel e bases militares dos Estados Unidos em diferentes pontos do Oriente Médio. A escalada militar ampliou o alcance do conflito e aumentou a tensão em diversos países da região.

Entre os desdobramentos mais recentes da guerra está a mudança na liderança do regime iraniano. Após a morte do líder supremo Ali Khamenei durante os ataques, o país anunciou a escolha de seu filho, Mojtaba Khamenei, como sucessor.

Em sua primeira manifestação pública, Mojtaba afirmou que o Irã seguirá resistindo ao avanço militar dos adversários e indicou a possibilidade de ampliação do confronto. Em mensagem divulgada em seu canal oficial no Telegram, ele pediu que a população permaneça mobilizada e declarou que o país continuará enfrentando o que chamou de inimigo.

“Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável, e sua ativação será realizada se a guerra continuar e de acordo com os interesses”, disse.

Outro ponto de tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz, bloqueado desde 28 de fevereiro após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

De Teerã ao Vale do Silício: líder supremo do Irã usa X para atacar EUA

12 de Março de 2026, 22:19

O novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, passou a ter uma conta verificada na rede social X, plataforma controlada pelo bilionário Elon Musk.

Khamenei, cujo usuário é @Rahbarenghelab_, publicou nesta quinta-feira (13) uma série de mensagens sobre a guerra contra o Irã conduzida pelos Estados Unidos e por Israel, além da resposta da República Islâmica ao conflito.

Queridos irmãos combatentes! O desejo das massas é a continuação de uma defesa eficaz e que provoque arrependimento no inimigo. Além disso, a alavanca do bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser usada”, escreveu Khamenei em uma das publicações, dirigindo-se a mais de 44 mil seguidores na plataforma. As mensagens foram traduzidas automaticamente do persa pelo próprio X.

Em outro post, o líder iraniano afirmou: “Garanto a todos que não abriremos mão de vingar o sangue de seus mártires”.

Leia também: Trump diz que ficou ‘decepcionado’ com escolha de filho de Khamenei como novo líder supremo do Irã

Além de mencionar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, Khamenei também pediu que países vizinhos do Oriente Médio esclareçam suas posições e solicitou que nações que hospedam bases militares dos Estados Unidos as fechem.

Khamenei foi escolhido como novo líder supremo do Irã no início desta semana, substituindo seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu em um ataque no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.

A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk que controla o X, não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre a nova conta do líder iraniano, que possui o selo azul reservado a usuários premium da plataforma.

Antes do início da guerra, a revista Wired publicou em 12 de fevereiro uma reportagem com o título “O X de Elon Musk parece estar violando sanções dos EUA ao vender contas premium a líderes iranianos”.

Leia também: Filho de Ali Khamenei é nomeado novo líder supremo do Irã

O texto citava um relatório do Tech Transparency Project (TTP) segundo o qual foram identificadas mais de duas dezenas de contas no X supostamente administradas por autoridades do governo iraniano, agências estatais e veículos de imprensa ligados ao Estado, todas com selo azul indicando acesso ao serviço premium.

Segundo a reportagem, a assinatura do X Premium custa US$ 8 (R$ 41,76) por mês, enquanto o plano Premium+ custa US$ 40 (R$ 208,80) mensais e oferece remoção de anúncios e maior alcance das publicações.

Horas após a publicação da matéria, de acordo com a Wired, os selos azuis de várias contas de autoridades iranianas citadas na reportagem foram removidos pela plataforma.

A reportagem também destacou que Elon Musk já havia criticado autoridades iranianas e apoiado protestos contra o regime, ecoando declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em apoio a manifestantes contrários ao governo iraniano.

O post De Teerã ao Vale do Silício: líder supremo do Irã usa X para atacar EUA apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Filho de Ali Khamenei é escolhido líder supremo do Irã

8 de Março de 2026, 18:49
Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Foto: Reprodução / Divulgação

O clérigo Mojtaba Khamenei foi anunciado neste domingo (8) como novo líder supremo do Irã. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que ocupava o posto máximo do país desde 1989. O aiatolá morreu no sábado (28) depois de um ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos e Israel contra sua residência oficial.

Com a decisão, ele se torna o terceiro líder supremo desde a criação da República Islâmica do Irã, instaurada após a Revolução de 1979. O primeiro a ocupar o cargo foi Ruhollah Khomeini, fundador do regime, que permaneceu na posição até sua morte em 1989. Na sequência, Ali Khamenei assumiu o posto e permaneceu nele por décadas.

O novo líder foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, órgão composto por 88 clérigos eleitos em 2024 e responsável pela nomeação do líder supremo do país. Apesar de os membros do colegiado serem eleitos, o processo passa por filtros institucionais ligados ao próprio sistema político iraniano.

Na prática, os integrantes da Assembleia precisam ser aprovados por estruturas influenciadas pelo líder supremo e por aliados políticos do regime. Esse modelo faz com que a composição do órgão esteja alinhada ao núcleo de poder estabelecido no país desde a revolução islâmica.

Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e há anos era mencionado como possível sucessor do pai. Mesmo mantendo atuação discreta ao longo da carreira religiosa e política, ele era apontado por analistas como uma figura influente nos bastidores do poder iraniano.

Diferentemente de outros líderes religiosos de alto escalão do país, Mojtaba não possui o título de aiatolá, considerado o grau máximo da hierarquia religiosa no islamismo xiita. Situação semelhante ocorreu com seu pai, que também não possuía essa posição quando foi escolhido líder supremo em 1989. Na ocasião, a Constituição iraniana precisou ser alterada para permitir sua nomeação.

Mojtaba Khamenei durante um protesto que marca o Dia de Al-Quds (Dia de Jerusalém). Foto: Divulgação

Durante parte de sua trajetória política, Mojtaba demonstrou apoio à presidência de Mahmoud Ahmadinejad, que governou o Irã entre 2005 e 2013. Ele também foi associado à repressão aos protestos realizados em 2009, quando manifestações questionaram supostas fraudes nas eleições presidenciais.

A possibilidade de sucessão familiar sempre gerou críticas dentro e fora do país, já que a Revolução Islâmica de 1979 teve como um de seus princípios o fim do poder hereditário no Irã. Ainda assim, a escalada militar iniciada no sábado (28) alterou o cenário político e reduziu o peso desse debate no momento atual.

Mojtaba também é visto como próximo da Guarda Revolucionária, força militar considerada uma das instituições mais influentes do regime iraniano. Na terça-feira (3), Estados Unidos e Israel atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas na cidade de Qom. Não havia confirmação sobre a presença de integrantes do colegiado no local no momento do ataque.

Após essa ofensiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todas as pessoas consideradas por seu governo para assumir o comando do Irã após o fim da guerra “estão mortas”. O republicano não detalhou quem seriam esses nomes nem as circunstâncias em que teriam morrido.

No dia seguinte à morte de Ali Khamenei, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian anunciou a criação de uma junta provisória para conduzir o país. O grupo incluía o aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.

Irã programa funeral de três dias para Ali Khamenei em Teerã e enterro em cidade natal

4 de Março de 2026, 08:13
Ali Khamenei, líder supremo do Irã assassinado por Israel e EUA. Foto: reprodução

O funeral de Estado do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, terá início na noite desta quarta-feira (4), segundo anúncio da agência estatal Irna. O aiatolá, que governou o país por quase quatro décadas, morreu no sábado (28) durante ataques atribuídos a forças de Israel e dos Estados Unidos, episódio que ampliou a tensão no Oriente Médio e desencadeou reações opostas dentro e fora do país.

De acordo com comunicado citado pela agência iraniana, a cerimônia começará às 22h no horário local (15h30 em Brasília), quando a população poderá prestar as últimas homenagens ao líder religioso na Grande Mesquita Imã Khomeini, em Teerã.

“A partir das 22h00 de quarta-feira (15h30 de Brasília), os fiéis poderão prestar uma última homenagem ao corpo do guia mártir da nação, visitando a Grande Mesquita Imã Khomeini, em Teerã”, informou a Irna, citando o Conselho Islâmico para a Coordenação do Desenvolvimento.

Khamenei tinha 86 anos e será enterrado em Mashhad, cidade sagrada localizada no nordeste do Irã, onde nasceu. O funeral de Estado deve se estender por três dias e reunir autoridades religiosas e políticas do país, além de milhares de apoiadores.

A morte do líder supremo provocou manifestações contrastantes no Irã. Em algumas regiões, multidões vestidas de preto saíram às ruas para lamentar a morte do aiatolá e demonstrar apoio ao regime. No centro de Teerã, manifestantes carregavam fotos do líder e entoavam palavras de ordem como “morte à América” e “morte a Israel”.

Multidão lota praça em Teerã para homenagear Ali Khamenei — Foto: ATTA KENARE / AFP
Multidão lota praça em Teerã para homenagear Ali Khamenei — Foto: ATTA KENARE / AFP

Em meio à crise, a Assembleia de Especialistas teria escolhido Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, segundo a emissora Iran International, que citou fontes ligadas ao regime. Filho mais velho de Ali Khamenei, Mojtaba tem 65 anos e, embora nunca tenha ocupado cargos políticos de grande visibilidade, é considerado influente dentro do aparato de poder iraniano.

Durante anos, Mojtaba atuou nos bastidores coordenando o gabinete do pai e estabelecendo relações dentro da estrutura da Guarda Revolucionária. Ele tem proximidade com Hossein Taib, ex-chefe da inteligência da organização, com quem mantém relações desde a guerra entre Irã e Iraque.

Apontado há anos como possível sucessor de Ali Khamenei, Mojtaba era visto como rival político do ex-presidente Ebrahim Raisi, morto em 2024. Dentro da hierarquia religiosa xiita, ele possui credenciais clericais consideradas mais fortes que as de Raisi, sendo descrito por meios iranianos como aiatolá.

O professor Arash Azizi, da Universidade Clemson, afirmou em 2024 que a ascensão de Mojtaba deixou de ser apenas uma hipótese. “Quando começaram a falar dele como sucessor, em 2009, achei que fosse boato. Agora está claro que ele se tornou uma figura importante, apesar de permanecer praticamente invisível ao público”, disse.

No sistema político iraniano, o líder supremo ocupa a posição mais poderosa do país. Ele atua como chefe de Estado, comandante das Forças Armadas e autoridade religiosa máxima, acima inclusive do presidente da República. O cargo se baseia no princípio do Velayat-e Faqih, segundo o qual um jurista islâmico deve governar a sociedade para garantir a aplicação da lei islâmica.

Em Isfahan, uma multidão pede vingança pela morte de Khamenei pic.twitter.com/nqbLA4zWIz

— Geopoliticabrass (@Geopoliticabra2) March 1, 2026

Ministro da Defesa de Israel promete atacar qualquer substituto de Ali Khamenei

4 de Março de 2026, 07:49
Israel Katz, ministro da Defesa de Israel. Foto: Attila Kisbenedek/AFP

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (4) que qualquer sucessor do líder supremo do Irã será tratado como alvo militar. A declaração ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, atingido durante bombardeios realizados no sábado (28) por forças de Israel em conjunto com os Estados Unidos, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Segundo comunicado divulgado pelo gabinete de Katz, o governo israelense considera que a liderança do regime iraniano continuará sendo um alvo prioritário das forças armadas do país. “Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano será um alvo inequívoco para eliminação”, afirmou Katz.

“O primeiro-ministro e eu ordenamos que as forças armadas se preparem para agir por todos os meios necessários para cumprir essa missão”, acrescentou.

O novo líder supremo do Irã deve ser escolhido pela Assembleia dos Peritos, órgão responsável por definir a liderança religiosa e política do país. Até que a sucessão seja formalizada, o aiatolá Alireza Arafi foi designado como líder supremo interino.

Na terça-feira (3), o Exército de Israel afirmou ter atacado o prédio da Assembleia dos Peritos, responsável justamente pela escolha do líder supremo iraniano. De acordo com informações divulgadas pela imprensa israelense e por uma agência estatal iraniana, o ataque teria atingido o local onde se reúnem os clérigos responsáveis pela sucessão.

Terrifying scenes from Tehran this evening as US-Israeli Axis seem determined to make Tehran look like Gaza. European Politicians + Media were silent about the Genocide in Gaza, they’re silent again as Western Imperialism + Zionism commit War Crimes in Iran…

@FotrosResistancee pic.twitter.com/gWHbydr7EH

— Mick Wallace (@wallacemick) March 3, 2026

Com base em fontes do governo israelense, o jornal The Jerusalem Post informou que os 88 aiatolás que compõem a assembleia estariam presentes no momento do ataque, embora não haja confirmação oficial sobre vítimas entre os religiosos. O governo iraniano não comentou o possível bombardeio.

A morte de Ali Khamenei ocorreu durante ataques conjuntos realizados por Israel e pelos Estados Unidos no sábado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o líder iraniano não conseguiu escapar das ações de inteligência conduzidas pelos dois países.

“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump.

O governo iraniano reagiu com duras críticas. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, classificou o assassinato do líder religioso como um “crime religioso” e afirmou que o ataque terá consequências. Ele também declarou que os Estados Unidos traíram o processo diplomático ao atacar o Irã durante negociações sobre armamentos nucleares.

Em meio à crise, a Assembleia de Especialistas teria escolhido Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, segundo a emissora Iran International, que citou fontes ligadas ao regime. Filho mais velho de Ali Khamenei, Mojtaba tem 65 anos e, embora nunca tenha ocupado cargos políticos de grande visibilidade, é considerado influente dentro do aparato de poder iraniano.

Mojtaba Khamenei. Foto: Divulgação

Durante anos, Mojtaba atuou nos bastidores coordenando o gabinete do pai e estabelecendo relações dentro da estrutura da Guarda Revolucionária. Ele tem proximidade com Hossein Taib, ex-chefe da inteligência da organização, com quem mantém relações desde a guerra entre Irã e Iraque.

Apontado há anos como possível sucessor de Ali Khamenei, Mojtaba era visto como rival político do ex-presidente Ebrahim Raisi, morto em 2024. Dentro da hierarquia religiosa xiita, ele possui credenciais clericais consideradas mais fortes que as de Raisi, sendo descrito por meios iranianos como aiatolá.

O professor Arash Azizi, da Universidade Clemson, afirmou em 2024 que a ascensão de Mojtaba deixou de ser apenas uma hipótese. “Quando começaram a falar dele como sucessor, em 2009, achei que fosse boato. Agora está claro que ele se tornou uma figura importante, apesar de permanecer praticamente invisível ao público”, disse.

No sistema político iraniano, o líder supremo ocupa a posição mais poderosa do país. Ele atua como chefe de Estado, comandante das Forças Armadas e autoridade religiosa máxima, acima inclusive do presidente da República. O cargo se baseia no princípio do Velayat-e Faqih, segundo o qual um jurista islâmico deve governar a sociedade para garantir a aplicação da lei islâmica.

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