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PGR diz que Mendonça deve relatar pedido para investigar Dark Horse

Por:Sul 21
22 de Junho de 2026, 19:18

Da Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta segunda-feira (22) que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve assumir a relatoria do pedido para investigar os pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mendonça é o relator do caso Master na Corte.

O parecer foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, destinatário de uma petição na qual o deputado federal Lindberg Farias (PT-RJ) pede que seja investigado o pedido de dinheiro feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, a Vorcaro para o custeio das gravações.

Diante do parecer que defende que o caso seja enviado a Mendonça, Moraes solicitou que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, dê a palavra final e decida quem deve ser o relator do pedido.

Entenda

Após a revelação das conversas entre Flávio e Vorcaro, preso pelas investigações sobre o caso Master, Lindberg Farias sustentou que há ligação entre o financiamento do filme e as condutas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para fomentar as sanções norte-americanas contra o Brasil e pediu a ampliação da investigação.

Moraes é o relator do caso que envolve Eduardo, que, na semana passada, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Contudo, o ministro pediu um parecer da PGR, e a procuradoria entendeu que o caso deve ser enviado a Mendonça, por envolver Vorcaro.

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Em seguida, veio à tona que Eduardo atuou como produtor-executivo de filme.

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VÍDEO – Senador bolsonarista é desmentido ao vivo na CNN após fake news sobre Lula

21 de Maio de 2026, 17:20
O senador Rogério Marinho durante entrevista na CNN. Foto: Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), passou por um momento de constrangimento após reproduzir uma informação que acabou sendo desmentida durante debate na CNN Brasil.

O parlamentar foi desmentido pela apresentadora Elisa Veeck após afirmar que os filmes do presidente Lula e do ex-presidente Michel Temer foram patrocinados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Só para acrescentar aqui para o senhor, os diretores e produtores, as pessoas envolvidas com os filmes que o senhor citou negam que tenha havido essa conexão que o senhor acabou de afirmar aqui, senador”, disse a apresentadora, deixando o bolsonarista claramente desnorteado.

Fake News do Vorcaro patrocinar filme do Lula é desmentida ao vivo na CNN. Olha o constrangimento do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flavio Bolsonaro. pic.twitter.com/ctb7htYId8

— GugaNoblat (@GugaNoblat) May 21, 2026

A fake news começou após a publicação da coluna de Lauro Jardim, no O Globo, que afirmava que Vorcaro também teria financiado produções ligadas ao presidente Lula e Michel Temer.

A informação foi rapidamente compartilhada por perfis e grupos bolsonaristas nas redes sociais, que passaram a utilizá-la para rebater as acusações envolvendo o caso atribuído a Flávio Bolsonaro.

A circulação da coluna alimentou a narrativa de que Vorcaro teria mantido relações semelhantes com projetos ligados a diferentes grupos políticos. A estratégia buscava estabelecer uma equivalência entre os casos, sugerindo que o empresário também teria financiado iniciativas associadas a Lula e Temer.

Entretanto, começaram a surgir manifestações contestando a informação. Pessoas diretamente ligadas às produções mencionadas negaram a existência de qualquer aporte financeiro do banqueiro nos projetos citados pela coluna.

Entre elas estava Elsinho Mouco, ex-assessor de Michel Temer, que rejeitou a versão de que Vorcaro teria financiado o documentário relacionado ao ex-presidente. A negativa enfraqueceu a principal sustentação da narrativa que circulava nas redes sociais.

Posteriormente, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também se manifestou sobre o tema. A Secom informou que o governo Lula não realizou pedido de financiamento para o documentário dirigido pelo cineasta Oliver Stone, outro ponto citado durante a repercussão do caso.

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