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Dino diz ter sido ameaçado de morte por funcionária de companhia aérea

Da Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou nas redes sociais ter sido alvo de ameaça de morte feita por uma funcionária de uma companhia aérea. O caso ocorreu em um aeroporto de São Paulo na manhã desta segunda-feira (18).

De acordo com Dino, a funcionária disse a um agente da polícia judicial que tinha a “vontade de xingá-lo”. Em seguida, ela acrescentou que seria “melhor matar do que xingar”.

“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, informou Dino.

O ministro também fez um apelo para que as empresas façam campanhas de educação cívica, principalmente, às vésperas das eleições de outubro.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas, um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir”, completou.

Fachin

Em nota à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, condenou a ameaça sofrida por Dino.

Fachin prestou solidariedade ao ministro e afirmou que a divergência de ideias não pode abrir espaço para o ódio, à violência e à agressão pessoal.

“Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”, afirmou.

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Fuga de ricos faz voos triplicarem de preço e chegarem a R$ 1,8 milhão em Dubai

Aeroporto de Dubai. Foto: Fadel Senna/AFP

Os bombardeios na região do Golfo e o fechamento do aeroporto de Dubai provocaram uma corrida de milionários por jatos privados para deixar os Emirados Árabes Unidos. Com a demanda em alta e poucas aeronaves disponíveis, o preço de voos particulares disparou, segundo o The Guardian e a Forbes.

O aeroporto de Dubai, um dos principais hubs internacionais, suspendeu as operações após ataques com mísseis e drones lançados pelo Irã. A paralisação deixou milhares de passageiros presos na cidade e levou viajantes com maior poder aquisitivo a buscar alternativas para sair da região.

Com a procura crescente, os valores das viagens privadas chegaram a triplicar em alguns trajetos. A corretora JetVip informou que um voo de Mascate, em Omã, para Istambul em um jato leve custa cerca de R$ 515 mil, aproximadamente três vezes mais que o normal.

Em rotas semelhantes, aeronaves maiores podem ultrapassar R$ 724 mil, e alguns voos partindo da Arábia Saudita rumo à Europa chegaram a R$ 1,8 milhão.

A escassez de aviões também contribuiu para a alta. Parte da frota ficou retida em aeroportos fechados, enquanto outros operadores evitam voar na região por questões de seguro ou decisões dos proprietários das aeronaves. Empresas do setor descrevem a disponibilidade atual de jatos como extremamente limitada.

Diante do bloqueio aéreo, passageiros passaram a se deslocar por terra até países vizinhos. Muitos enfrentam viagens de carro de até cinco horas até Mascate, podendo chegar a oito ou nove horas com filas na fronteira, ou cerca de 11 horas até Riad. De lá, embarcam em voos privados com destino a cidades como Istambul, Londres e Roma.

Segundo autoridades iranianas, os ataques fazem parte de uma estratégia de pressão contra bases militares dos Estados Unidos na região. “Todos os territórios ocupados e as bases criminosas dos Estados Unidos na região foram atingidos pelos potentes impactos dos mísseis iranianos. Esta operação continuará sem descanso até que o inimigo seja derrotado de forma decisiva”, afirmou a Guarda Revolucionária do Irã.

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