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Convocação da Seleção Brasileira: a 1ª do Ancelotti pós-Copa do Mundo

Carlo Ancelotti divulga, às 15h desta quarta-feira (9), a primeira convocação da Seleção Brasileira para o novo ciclo após a Copa do Mundo.

A TVT News acompanha a lista de convocados do Ancelotti e traz os nomes assim que forem anunciados pelo técnico italiano.

Os primeiros jogos do novo período serão três amistosos disputados entre setembro e outubro. O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes, fora de casa, antes de viajar para a Índia. Depois, em novembro, a equipe terá mais dois compromissos na Ásia, contra Japão e Singapura.

Quem está na lista de Ancelotti

Goleiros

  • Hugo Souza (Corinthians)
  • Pedro Morisco (Coritiba)
  • Otávio (Cruzeiro)

Defesa

  • Arthur Dias (Atlético-PR)
  • Douglas Santos (Zenit – Rus)
  • Gabriel Magalhães (Arsenal – Ing)
  • Jair (Nottingham Forest – Ing)
  • Marquinhos (PSG – Fra)
  • Matheuzinho (Corinthians)
  • Mauro Jr. (PSV – Hol)
  • Vitor Reis (Manchester City – Ing)
  • Wesley (Roma – Ita)

Meio de Campo

  • Andrey Santos (Manchester United – Ing)
  • Breno Bidon (Corinthians)
  • Bruno Guimarães (Arsenal – Ing)
  • Danilo (Botafogo)
  • Douglas Luiz (Juventus – Ita)
  • Gabriel Bontempo (Santos)

Atacantes

  • Endrick (Real Madrid – Esp)
  • Estevão (Chelsea – Ing)
  • João Pedro (Chelsea – Ing)
  • Pedro (Flamengo)
  • Raphinha (Barcelona – Esp)
  • Rayan (Bournemouth – Ing)
  • Samuel Lino (Flamengo)
  • Vinícius Jr. (Real Madrid – Esp)

Seleção terá cinco amistosos até novembro

A agenda da Seleção Brasileira até o fim de 2026 já está definida. Os primeiros compromissos serão contra a Austrália, em duas partidas disputadas no país adversário.

O primeiro confronto acontece no dia 25 de setembro, às 7h, pelo horário de Brasília, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. Quatro dias depois, em 29 de setembro, brasileiros e australianos voltam a se enfrentar, novamente às 7h, desta vez no Suncorp Stadium, em Brisbane.

Na sequência, a equipe de Ancelotti viaja para a Índia. O amistoso será disputado no dia 3 de outubro, às 11h, no estádio Salt Lake, em Calcutá.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também definiu os adversários da Data Fifa de novembro. O Brasil enfrentará o Japão no dia 14, às 7h15, e Singapura no dia 17, às 7h. As duas partidas serão realizadas no Estádio Nacional de Singapura.

Segundo a CBF, a escolha dos adversários asiáticos ocorreu também por causa da limitação de opções disponíveis no calendário. Na mesma Data Fifa, seleções da Europa e da África estarão envolvidas em competições e compromissos oficiais de suas confederações.

Para Ancelotti, os jogos podem ajudar a comissão técnica a avaliar o comportamento do time diante de estilos diferentes de futebol.

“Os amistosos em Singapura representam mais um passo importante na construção da Seleção Brasileira para os próximos anos. Enfrentar Japão e Singapura nos permitirá observar o comportamento da equipe em contextos diferentes”, afirmou o treinador ao site da CBF.

Agenda jogos amistosos da Seleção Brasileira

  • Austrália x Brasil
    25 de setembro – 7h da manhã (horário de Brasília) no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville
    29 de setembro – 7h da manhã no Suncorp Stadium, em Brisbane
  • Índia x Brasil
    3 de outubro – 11h (horário de Brasília) no estádio Salt Lake, em Calcutá
  • Japão x Brasil
    14 de novembro – 7h15 (horário de Brasília) no Estádio Nacional de Singapura
    17 de novembro – 7h no Estádio Nacional de Singapura

Com reportagem de Emanuela Godoy e Ana Beatriz Garcia

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Futebol e niilismo: perderam o jogo, puseram brincos e foram ao cinema. Por Lênio Streck

Lênio Streck dando aula a jogadores e técnico da Seleção. Foto: reprodução

Por Lenio Strek, em Conjur

Há algo de profundamente simbólico no futebol contemporâneo, e não me refiro a esquemas táticos ou a estatísticas. Refiro-me a uma mudança de mentalidade. De imaginário.

Lembro-me de quando a regra que proibia o goleiro de agarrar com as mãos o recuo deliberado do companheiro foi saudada como uma revolução. Seria o fim da cera, da acomodação, do jogo burocrático. Durante algum tempo, pareceu funcionar.

Mas o futebol, como as instituições, também aprende a contornar as regras. O velho recuo transformou-se em outra coisa. Hoje ele não precisa mais ser dado ao goleiro. Basta fazê-lo horizontalmente. O resultado é semelhante: posse de bola estéril, circulação interminável, um “tiki-taka” no meio do campo que confunde movimentação com criatividade e controle com coragem.

O jogador que parte para cima do marcador parece ter sido substituído pelo funcionário que cumpre protocolo. O futebol produziu seus próprios burocratas.

1. Chego, então, ao Brasil: a derrota, a desclassificação.

Não basta dizer que perdemos. É preciso compreender como se perde. Contra a Noruega, assistimos a um espetáculo de resignação.  Os noruegueses trocavam passes lentamente. O Brasil aguardava pacientemente em seu próprio campo. Como se recuperar a bola fosse um detalhe secundário.

Onde estava a pressão imediata? Onde estava aquilo que os alemães chamariam, metaforicamente, de uma blitzkrieg para recuperar a posse?

Nada. Os jogadores apenas cercavam, acompanhavam, observavam. Espirravam em torno da bola.  Pateticamente. O resultado foi quase pedagógico.

Dois gols. Porque quem espera permanentemente acaba premiando o adversário. Mas talvez o problema nem seja exclusivamente tático. O problema é anterior. É cultural. Falta vigor. Falta dedicação. Falta sangue nos olhos.

A seleção brasileira parece ter se transformado em uma atividade paralela. Comercial.

O técnico divide seu tempo entre convocações e campanhas publicitárias de cerveja. Isso que, segundo noticiou a imprensa, recebe 4 milhões por mês. E renovou até 2.030. E precisa do comercial da Brahma. Que coisa, não?

Há jogadores com dezenas de contratos comerciais. Diz-se que um empresário sozinho possui um terço dos jogadores da seleção na sua carteira.

Um anuncia bancos. Outro promove casas de apostas. Outro vende cerveja. Outro se jacta (adoro essa palavra) de ter R$ 200 mil em perfumes e cremes para pele e cabelo. E, pior, diz que a Copa lhe tirou as férias. Sim, foi Raphinha quem disse tal absurdo. E ainda faz propaganda dos produtos usados por sua esposa.

E o que dizer de Neymar, que, conforme se noticiou e mostrou, levou relógios avaliados em 22 milhões. E a malta pintando ruas de verde e amarelo. Pobre povo.

2. Perdeu o jogo, frustrou a torcida, colocou dois brincos de diamante em cada orelha e foi ao cinema

É a paráfrase do clássico Matou a Família e Foi ao Cinema, de 1969, dirigido por Júlio Bressane, obra marco do cinema marginal. Poucos, à época, souberam ler o niilismo ali escancarado, manifestado no grito de revolta e descrença frente às utopias políticas da época e à opressão da ditadura militar.

Niilismo, bem entendido, vai além de agir mal sem demonstrar peso na consciência: é o esvaziamento dos valores que davam sentido à própria coisa. No filme, o protagonista mata a família e vai ao cinema. Lembra Raskolnikov, de Crime e Castigo. Só que, atenção, não o Raskolnikov de depois do crime, devorado pela culpa até a confissão; o de antes, aquele que se convenceu de que cometera um gesto extraordinário e que o homem extraordinário está acima do julgamento comum.

É esse Raskolnikov de antes que vejo nos jogadores da seleção. Perdem o jogo e saem sorrindo. Vini Jr coloca dois brincos em cada orelha (devem valer alguns milhões) e abre o sorriso e vai para o jantar. Ou ao cinema, como no filme. Falo não dos caros brincos em si (belos, por sinal). Falo do simbólico: ninguém se enfeita para ir a um velório. Remorso zero. Culpa nenhuma.  Isso se repete em Ancelotti. Com seu chiclete incansável. Aliás, não entendi por qual razão os fabricantes de goma de mascar não contrataram Ancelotti.

Não há pecado algum em ganhar dinheiro. O problema começa quando a profissão principal parece transformar-se em atividade acessória. A seleção deixa de ser o centro. Passa a ser uma plataforma de exposição para marcas.

Neymar diante de painel da Copa do Mundo 2026 e microfones de imprensa
Neymar após eliminação na Copa do Mundo. Foto: Reprodução

A pergunta inevitável é simples. Em que momento há tempo para pensar futebol?

Jogadores milionários que pouco se importam com o que a torcida pensa. Não é moralismo. É prioridade. Pelé, Zico, Beckenbauer, Zidane faziam publicidade. A diferença é que a publicidade era consequência.  Hoje ela parece ser o projeto principal.

O futebol virou intervalo comercial. Como venho insistindo há anos a respeito do Direito, que de prática interpretativa foi convertido em gerenciamento de procedimento, a burocracia engole tudo. O futebol não escapou; há apenas mapas de calor, GPS, métricas, algoritmos… e muita frescura. Enfim, parece que o futebol imita o Direito.

Tem de tudo. Só falta o futebol. O ludopedismo. A propósito: já não há cobradores de faltas. Dizem que treinar cobranças prejudica o joelhinho. Pobre gente. Que pena que eu tenho.

Fundamentalmente, falta justamente aquilo que fazia alguém levantar do sofá. Os jogadores jogam passando a bola para o lado e para trás. O dinizismo venceu. Aliás, deveriam ter deixado Diniz na seleção. Encaixaria melhor. E sem o chiclete do mister.

Em algum momento convencemos nossos jogadores de que errar tentando é pior do que acertar sem criar.

Talvez aí esteja a verdadeira derrota. Não apenas da seleção. Mas da própria ideia de futebol.

Enfim, esculhambaram (com) o futebol. Apatifaram-no, cobrindo-o de ouro e diamantes. E de Rolexes. Patek Philippes, Richard Milles etc. De empresários. De assessorias de imprensa que blindam determinados jogadores de quaisquer críticas. Claro, e de jornalistas amigos.

E o que dizer dos influencers transformados em comentaristas? Nada menos do que patético. E os repórteres entrevistando o pipoqueiro e o guarda de trânsito? O pré-jogo virou uma disputa de palhaçadas sem graça.

No fim, é o que resta: perderam o jogo, puseram os brincos, os relógios… e foram ao cinema. Sem remorso. Sem culpa. Como no filme. E no livro.

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VÍDEO: Belo e Alcione se atrapalham durante o hino no jogo do Brasil e viram piada nas redes

Belo e Alcione durante abertura do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026. Imagem: reprodução

O amistoso entre Brasil e Panamá, disputado neste domingo (31), no Maracanã, teve repercussão antes mesmo de a bola rolar. Convidados para cantar o hino nacional, Belo e Alcione tiveram dificuldades para acompanhar o ritmo dos instrumentos no estádio.

Em alguns momentos, as vozes dos artistas ficaram desencontradas em relação ao acompanhamento musical. Também foi possível notar que Belo se confundiu com parte da letra durante a apresentação.

O problema ocorreu quando os instrumentos deixaram de acompanhar os cantores. A partir daí, Belo e Alcione seguiram a execução a capela até o fim. O episódio repercutiu rapidamente nas redes sociais durante a transmissão do amistoso.

Gente! Quem teve a brilhante ideia de colocar o Belo e a Alcione pra cantar o hino nacional? ? ?

Geralmente nunca dar certo isso… É colocar a nossa marrom pra pagar um mico desnecessário! pic.twitter.com/UT4AJeK4fq

— Cássio Oliveira (@cassioolivveira) May 31, 2026

Belo e Alcione errando o hino nacional. O Brasil é sensacional KKKKKK

— Pedro Maranhão (@PedroMaranhao13) May 31, 2026

cortaram a música do hino nacional pq o belo e a alcione não estavam cantando no ritmo KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK ai que país especial é o brasil

— j̶ ̶u̶ ̶l̶ ̶i̶ ̶a̶ = (@jotauelleia) May 31, 2026

Eu acho que o Belo e a Alcione não sabiam cantar o hino nacional.

O que aconteceu aqui KKKKKKKKKKKK

Meu Deus.

pic.twitter.com/4wEawAC71K

— REAL MIL GRAU (@realmilgrauu) May 31, 2026

A ALCIONE E O BELO NÃO SABEM A LETRA DO HINO

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHHAHHAHAHAHHAHAHAHA

— Broca (@alexcrfla) May 31, 2026

A seleção entrou em campo ainda sem alguns atletas convocados para a Copa do Mundo, entre eles Marquinhos, Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Neymar, que seguem em recuperação de lesão ou disputam competições por seus clubes.

Após o jogo, a delegação brasileira seguirá para os Estados Unidos, onde fará a preparação final para o Mundial no Columbia Park Training Center, em Morristown, perto de Nova York. Antes da estreia, o Brasil ainda enfrentará o Egito em amistoso no próximo sábado (6).

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