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Audiência pública marca dois anos da enchente e debate direitos dos atingidos

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizada na próxima quarta-feira (29), às 10h, uma audiência pública para discutir a situação das famílias atingidas pelas enchentes de maio de 2024. A atividade ocorre no contexto dos dois anos da tragédia climática e tem como objetivo central avaliar as condições de vida da população atingida e apresentar reivindicações ainda não atendidas.

A audiência terá a participação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD), Marcha Mundial de Mulheres (MMM) e Ação da Cidadania, entre outras organizações e movimentos sociais.

De acordo com o advogado e militante do MAB em Arroio do Meio, Djeison Diedrich, a iniciativa busca dar visibilidade à realidade enfrentada pelas famílias atingidas. Segundo ele, apesar da narrativa oficial de superação, muitas pessoas seguem enfrentando as consequências da enchente, sem garantia de direitos e ameaçadas por novas inundações. Nesse sentido, um dos objetivos da audiência é realizar um balanço dos dois anos da tragédia e levar essa denúncia ao parlamento estadual.

Além da avaliação do cenário atual, será apresentada na audiência uma proposta de Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Mudanças Climáticas. A iniciativa busca estruturar respostas mais eficazes diante do aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos.

“Nós estamos propondo uma política que dê conta dos desafios do nosso tempo, que são as mudanças climáticas”, afirma Diedrich.

A proposta, construída em diálogo com diferentes movimentos sociais, prevê a definição de parâmetros mínimos para a atuação do Estado em situações de desastre, além de mecanismos de monitoramento para garantir o cumprimento dessas diretrizes. A ideia é superar a lógica atual, considerada fragmentada, em que cada evento exige a reorganização de respostas institucionais e a busca emergencial por recursos.

Segundo Diedrich, a proposta também inclui a criação de um órgão estadual com financiamento adequado para coordenar essa política, garantindo respostas mais ágeis e estruturadas às populações afetadas.

“O mais importante é que queremos criar uma política que reconheça o atingido por mudança climática como um sujeito de direito pleno, abandonando a lógica de que o atingido é apenas o objeto da política pública”, destaca.

A audiência será realizada no Plenarinho, 3º andar da Assembleia Legislativa.

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VÍDEO: Lula cobra ONU por omissão em conflitos e critica legado ambiental de Bolsonaro

O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert

O Presidente Lula (PT) criticou tensões geopolíticas e cobrou mais atuação internacional durante discurso na COP-15, conferência da ONU sobre espécies migratórias, realizada neste domingo (22) em Campo Grande (MS). Sem citar diretamente países, ele fez referências ao cenário de conflitos no Oriente Médio e defendeu o fortalecimento do multilateralismo.

“Esta COP-15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra”, disse o presidente. Lula também afirmou que o Conselho de Segurança da ONU “tem sido omisso na busca por soluções de conflitos” e alertou para os riscos globais. “Um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima”, afirmou.

Ao defender maior cooperação internacional, Lula destacou que “no lugar de muros e discursos de ódio”, são necessárias “políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado”. A fala ocorre em meio a debates globais sobre migração e segurança, além do aumento de conflitos internacionais.

No campo interno, o presidente também fez críticas à gestão ambiental do ex-presidente Jair Bolsonaro, associando o período a prejuízos na imagem externa do Brasil. “Até pouco tempo, a imagem internacional do Brasil na área ambiental enfrentava questionamentos profundos, impactando diretamente nossas relações econômicas e comerciais”, afirmou.

Veja a fala de Lula: 

Segundo Lula, o cenário mudou a partir de 2023, com redução do desmatamento na Amazônia pela metade, queda superior a 30% no Cerrado e diminuição de mais de 90% das queimadas no Pantanal. Ele também destacou iniciativas como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, a Coalizão de Mercados de Carbono e a realização da COP-30 no Brasil.

O presidente lembrou ainda a importância histórica da convenção sobre espécies migratórias, criada em 1979, que contribuiu para a preservação de quase 1.200 espécies. “Contribuiu para a recuperação da baleia jubarte, da tartaruga-verde, que estavam prestes a desaparecer”, afirmou.

Durante a conferência, o governo brasileiro anunciou medidas ambientais, incluindo a criação de uma nova unidade de conservação em Minas Gerais, com 41 mil hectares, a ampliação do Parque Nacional do Pantanal em mais 47 mil hectares e a expansão da Estação Ecológica de Taiamã para 68 mil hectares.

Lula também defendeu a aprovação do Acordo de Escazú pelo Senado e afirmou esperar que a COP-15 contribua para a criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul e de uma área marinha protegida na Antártica.

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Um em cada quatro brasileiros já saiu de casa por evento climático

Da Agência Brasil

Um em cada quatro brasileiros (24%) já precisou sair de casa temporariamente por causa de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, incêndios ou ondas de calor.

O dado faz parte de uma pesquisa da Ipsos para o Instituto Talanoa. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (16), Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas.

Nos últimos 12 meses, os impactos climáticos mais citados pelos entrevistados foram ondas de calor extremo (48%), falta de energia elétrica (42%) e tempestades fortes (35%), seguidos por escassez de água (26%), doenças transmitidas por mosquitos (23%) e enchentes (21%).

A pesquisa também indica que o tema da adaptação climática já entrou no radar da população brasileira. Cerca de 81% dos entrevistados dizem já ter ouvido falar no conceito, embora apenas 13% afirmem conhecê-lo bem.

Cerca de 70% dos entrevistados acreditam que os eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes. Entre os aspectos do cotidiano mais afetados estão saúde (40%), alimentação (37%), gastos com energia elétrica (37%), moradia (29%) e mobilidade (25%).

Apoio a obras

Apesar de possíveis custos adicionais, a maioria dos entrevistados apoia medidas para preparar cidades e infraestruturas para os impactos do clima.

A pesquisa mostra que 63% concordam que novas construções devem considerar os efeitos das mudanças climáticas. O apoio sobe para 76% quando as obras são financiadas com recursos públicos.

Mesmo quando essas medidas podem provocar transtornos imediatos, como obras urbanas ou mudanças em regras de construção, o apoio permanece elevado. Dois terços da população (66%) afirmam apoiar ações de adaptação, enquanto apenas 9% se posicionam contra.

O apoio aparece em todas as regiões do país, variando de 58% no Sul a 73% no Sudeste, segundo o levantamento.

A pesquisa foi feita entre 19 e 29 de dezembro de 2025, com 1 mil entrevistas por meio de painel online. A amostra é representativa das classes A, B e C em todo o país e leva em conta gênero, faixa etária e região.

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Os dias estão ficando mais longos e há um motivo preocupante por trás disso

Previsão
(Uol/Folhapress) – A mudança climática está deixando os dias mais longos. Segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Geophysical Research: Solid Earth, há um motivo preocupante por trás desse fenômeno. Cientistas descobriram que o aquecimento global está desacelerando levemente a rotação da Terra, aumentando a duração do dia. Isso ocorre devido ao derretimento […]
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