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Grupo que define tática eleitoral do PT diz que Juliana deve liderar chapa no RS

O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT se reuniu nesta terça-feira (7) e divulgou uma resolução após o encontro. O documento diz que deve ser definida “uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no Estado do Rio Grande do Sul”.

O texto também afirma que Edegar Pretto “é a liderança com maior legitimidade para essa construção”. Apesar da ambiguidade, a resolução foi interpretada como uma mensagem para que Pretto abra mão de sua candidatura, inclusive pelo próprio pré-candidato, que se manifestou a respeito do documento em suas redes sociais.

A resolução do GTE destaca a conjuntura internacional, com a ascensão do fascismo e as ameaças de intervenção estrangeira na América Latina. O texto diz que, neste contexto, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o “eixo central” da tática política para 2026, porque teria papel estratégico nas disputas políticas no continente e em nível global.

Para buscar essa vitória eleitoral, prossegue o GTE, deve ser construído um “amplo campo democrático, liderado por uma aliança de centro-esquerda”. Assim, o grupo determina que “a tática política no Estado do Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura, com encaminhamentos coerentes e responsáveis, dando consequência a análise com ações que colaborem com essa imposição histórica. Não há nada mais importante que a reeleição do Presidente Lula”, ressalta o texto.

Diretório Estadual é soberano para decidir meu papel, diz Pretto

Edegar Pretto recebeu o documento do GTE do próprio presidente nacional do PT, Edinho Silva, conforme o pré-candidato relata em nota divulgada em suas redes sociais. O ex-presidente da Conab respondeu ao dirigente do partido que convocou o diretório estadual do PT para deliberar sobre o tema. “Quero tratar desse tema com a instância que me colocou na condição em que estou hoje. A instância partidária que definiu a tática eleitoral no Rio Grande do Sul é soberana para decidir o meu papel nas eleições deste ano”, afirmou.

Pretto também destacou que sua pré-candidatura “nunca foi um movimento pessoal” e que também não é exclusiva do PT. “Ela representa uma frente política que conhece o nosso estado e sabe qual é o melhor caminho para contribuirmos com a vitória do presidente Lula”.

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Em nota, PT gaúcho diz estar aberto a diálogo, mas reafirma escolha de Edegar Pretto

Em meio a pressão do comando nacional do PT por uma adesão à candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao Palácio Piratini, a Executiva estadual do partido se reuniu nesta quarta-feira (25) e divulgou uma nota após o encontro. O texto reafirma a decisão da sigla pela candidatura de Edegar Pretto ao Governo do Estado, mas também manifesta “a disposição de continuar conversando com as instâncias partidárias, em especial com a Direção Nacional do Partido”.

A Executiva do PT afirma que tem como objetivo “criar as melhores políticas (…) para a reeleição do Presidente Lula”. Segundo os dirigentes do partido no Estado, a decisão pelo nome de Edegar Pretto seria justamente visando à reeleição do atual presidente. A nota ressalta que Pretto foi escolhido por unanimidade, com votos de 400 delegados em encontro estadual realizado em novembro do ano passado.

“Em respeito à decisão democrática do partido e fundamentalmente pela importância da vitória do Lula no RS, entendemos que a candidatura do companheiro Edegar Pretto por ser a mais ampla (seis partidos) e que tem o compromisso da defesa do nosso governo, é melhor opção para construção da vitória do campo democrático popular”, afirma a Executiva estadual do PT.

Em uma crítica velada à candidatura do PDT, encabeçada por Juliana Brizola, o documento também critica a sigla por compor o Governo Leite e dar aval a privatizações e outras políticas neoliberais. “Nesta eleição polarizada por dois projetos de Nação e pela defesa da democracia e soberania, não há espaço para candidaturas que não façam uma defesa do nosso Governo Lula e que não se contraponham às privatizações e ao desmonte do nosso Estado”, diz a nota.

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Eleição no RS: Derrotar Zucco com um programa de esquerda! (por Fortalecer o PSOL-RS)

Fortalecer o PSOL-RS (*) 

Nós, do Fortalecer o PSOL-RS, vemos com muita preocupação a atual situação de nosso Estado. Já tivemos a melhor educação do país, a melhor qualidade de vida; já fomos um dos estados com maior número de universidades, com menor número de pessoas em situação de rua; tínhamos uma indústria forte, estatais pujantes e uma agricultura diversa apoiada na pequena produção, sem veneno.

O movimento do PT Nacional de apoio a Juliana Brizola do PDT na cabeça da chapa ao Governo do Estado pode representar uma conta de soma zero.

Na nossa avaliação, na batalha para retomar um futuro promissor para o nosso Estado, não basta derrotar o projeto nefasto de Zucco. O que mais importa numa eleição, para a esquerda de verdade, é o PROGRAMA, a proposta de saída para a situação em que nosso Estado se encontra. Qual partido ou frente apresentará esta saída à sociedade, com prioridade para atendimento das demandas da maioria da população, da classe trabalhadora, um projeto de desenvolvimento sustentável para o RS.

Nesse sentido, o PDT – que ainda integra o Governo Leite, carrega o passivo negativo de um projeto de desmonte do Estado. De privatização da Ceee, Corsan, Ceitec, pedágios; de entrega da Educação Pública para Institutos e Fundações Privados, como Unibanco, Lemann, Gerdau – antítese da tradição defendida por Leonel Brizola. De política “zero” de Reforma Agrária. Um projeto ambiental que não é sustentável e vai na contramão do necessário para barrar a aceleração do calor extremo e suas consequências para nossa população, como a trágica enchente de 2024.

O Fortalecer o PSOL-RS vem a público reafirmar nosso apoio à indicação do nome de Edegar Pretto, do PT, para governador do RS, na Frente que o PSOL integra, nesse momento. Edegar sintetiza a possibilidade de liderar a aplicação de um Programa de “Fortalecimento do Estado à serviço de nosso Povo e não da elite empresarial e do agro”: Educação e Saúde públicas e de qualidade, “desprivatização” da educação e saúde com respeito e dignidade de seus trabalhadores, com as Universidades Públicas, UERGS e IFs construindo junto a SEDUC um projeto que reverta o quadro atual; restatização da Ceee, Corsan, Ceitec – investimento em pesquisa e tecnologia estatais; fortalecimento da Emater e políticas de apoio à agricultura familiar – produtora de alimentos saudáveis para maioria da população; fim dos pedágios e Tarifa Zero no transporte público, dentre outros.

Um programa que se oponha frontalmente ao defendido pela candidatura da extrema-direita (Zucco, PL-PP) e da direita (governo Leite), representantes do retrocesso civilizatório em nosso Rio Grande.

Caso se concretize essa nova aliança, o PSOL-RS deve se reunir e lançar candidatura própria ao Governo do Estado, com um programa real, para enfrentar as crises climática, econômica e social.

(*) Berna Menezes – Secretária Geral Nacional do PSOL; Mário Azeredo – Editor da Revista Linha Vermelha/PSOL; Neiva Lazzarotto – Executiva Estadual do PSOL RS; Gianfrancesco Santos dos Santos – Dirigente da Juventude do PSOL; e Matheus Vicente – Pres. PSOL Sapucaia e membro do Diretório Estadual do PSOL RS

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‘Minha pré-candidatura está mantida’, diz Edegar Pretto em meio a rumores de apoio ao PDT

O ex-deputado estadual Edegar Pretto confirmou a pré-candidatura ao governo do Estado do Rio Grande do Sul pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão foi comunicada em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (19) na Fecomércio-RS.

“Minha pré-candidatura está mantida. É uma decisão coletiva do Partido dos Trabalhadores”, declarou o pré-candidato, que já concorreu ao cargo no pleito eleitoral anterior, em 2022.

De acordo com Edegar, a decisão está em conformidade com o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Esse palanque tem a defesa intransigente da continuidade das mudanças pro nosso país que estão sendo implementadas pelo presidente Lula”, garante. “Somos oposição ao projeto que está governando o nosso estado”. O ex-parlamentar indicou que outros cinco partidos já integram o palanque político do PT para o governo do RS: PCdoB, Partido Verde (PV), Psol, Rede e PSB.

A respeito da decisão de formalizar uma candidatura estadual única como palanque do presidente Lula – conforme indicou Edinho Silva, presidente nacional do PT–, Edegar indica que a chapa continuará tentando dialogar com o PDT de Juliana Brizola, que já anunciou a pré-candidatura ao Executivo estadual. “Não faltará, da nossa parte e nem da direção nacional do PT, essa disposição”, indica ele.

“Obviamente que levamos em conta toda essa importância que ele (PDT) representa no cenário nacional, mas aqui no RS nós temos um projeto claro de oposição ao Rio Grande do Sul”, completa.

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